Na sexta-feira, dia 19 de setembro, ocorreu nova negociação para a utilização do superávit, na sede da Previ, no Rio de Janeiro. O diretor de Seguridade da Previ, José Ricardo Sasseron, apresentou os cálculos envolvendo as propostas prioritárias definidas na reunião anterior. As negociações com o banco foram pautadas por estes valores.

Um reajuste de 10% com mínimo de R$ 500, incidente sobre os benefícios de aposentados e pensionistas e dos futuros aposentados, terá o custo atuarial de R$ 11,1 bilhões. Se este reajuste for de 8% com piso de R$ 500, o valor será de R$ de 10,2 bilhões. Um aumento do patamar das pensões (envolvendo atuais e futuras pensionistas) de 60% para 80% terá o custo de R$ 5,940 bilhões. O aumento do teto de contribuição e benefícios de 90% para 100% teria um impacto da ordem de R$ 4 bilhões. O custo das demais propostas veiculadas será calculado.

Os representantes dos associados apontaram novamente a necessidade do fim do voto de minerva, a antecipada para as mulheres aos 45 anos e o resgate dos direitos do Corpo Social – aprovação de alterações nos estatutos e regulamentos e aprovação das contas.

Durante a negociação, foi feita uma análise do impacto das recentes quedas nas cotações da bolsa de valores nos ativos da Previ. As reservas matemáticas da Previ são, atualmente, da ordem de R$ 67,8 bilhões, o que exige a contabilização de uma reserva de contingência de quase R$ 17 bilhões. Levando-se em conta estes valores e uma cotação do índice Ibovespa na faixa dos 48000 pontos, o superávit da Previ seria substancialmente reduzido e, depois de subtraída a reserva de contingência, restariam cerca de R$ 17 bilhões de reserva para revisão de plano.

Diante deste quadro e da falta de clareza quanto às perspectivas futuras do mercado acionário, ficou acertado entre o banco e a Comissão de Negociação que este valor de reserva para revisão de plano será tratado como teto para as negociações envolvendo superávit. Tanto os representantes dos associados quanto os do banco consideraram prudente encaminhar as negociações sem perder de vista o comportamento do mercado acionário.

Apresentados os cálculos, o banco ficou de analisar os números apurados e trazer o seu posicionamento e suas propostas na próxima reunião, marcada para o dia 2 de outubro, em Brasília.

Comissão de negociação – Os associados foram representados pela Comissão de Negociação formada por representantes da Contraf-CUT, diretores e conselheiros deliberativos eleitos da Previ, da Anabb, AAFBB, FAABB, AAFBB São Paulo e Contec.

Fonte: http://www.contrafcut.org.br/

Postado por Erismar Carvalho, às 09h18.