Banqueiros afirmaram não ter números para debater nova formulação para PLR. Disseram não para reajuste maior nos vales alimentação e refeição, para o PCS e para o fim das metas abusivas.

São Paulo – Mais uma vez não, não e não. Apesar de ter sido anunciado para esta quarta-feira, dia 17, o debate sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os banqueiros encerraram a rodada de negociação sobre o tema dizendo que não tinham números para discutir a nova formulação proposta pelo Sindicato, que quer simplificar a regra com o pagamento de três salários mais R$ 3,5 mil.

Para as demais cláusulas econômicas, os banqueiros variaram entre o “não” e o “fica para a próxima rodada”, que será dia 24 de setembro. Os negociadores da federação dos bancos (Fenaban) ficaram de apresentar propostas para o índice de reajuste salarial, piso, PLR e para o que chamam de benefícios. No entanto, já avisaram que não pretendem pagar reajuste maior nos vales refeição e alimentação, conforme reivindicado pelos bancários.

“Foi um debate duro, demonstramos que os valores estão defasados e poderiam ser melhorados, mas a má vontade e o ‘não’ imperaram”, conta o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, que faz parte do Comando Nacional dos Bancários que negocia com a Fenaban.

PCS – Outro “não” veio para o plano de cargos e salários (PCS). Os banqueiros disseram que os bancos têm gestões competentes e não precisam do Sindicato. De acordo com os negociadores da Fenaban, as instituições financeiras têm carreiras rápidas e de longo prazo. Essa informação, no entanto, contraria dados que mostram a alta rotatividade do setor e os próprios trabalhadores, que apontaram a criação do PCS como uma das prioridades da campanha.

“Os banqueiros parecem não saber o que acontece nas suas empresas”, afirma Marcolino. “Mostramos a importância de montar um plano de crescimento profissional, mas eles não concordaram. As empresas que querem valorizar seus funcionários já negociam com o Sindicato.”

Metas – Os banqueiros não quiseram debater a cláusula que visa acabar com as metas abusivas nos bancos. Para eles, as metas não são abusivas e o tema deve ser tratado no programa de combate ao assédio moral. “Não deixa de ser uma maneira de os banqueiros reconhecerem que as metas, então, são causa de assédio moral”, destaca Marcolino.

“Bancários e Sindicato sabem, as metas abusivas existem e adoecem os trabalhadores. Esse é um problema importante que merece tanta atenção quanto o reajuste salarial e no dia 24 vamos continuar cobrando solução”, completa o presidente do Sindicato.

Calendário – As últimas rodadas de negociação evidenciaram a má vontade dos banqueiros. A resposta dos trabalhadores tem que vir na forma de mobilização.

Acompanhe o calendário de luta e participe dos atos promovidos pelo Sindicato.

Após o Dia Nacional de Luta, em 25 de setembro, serão realizadas assembléias em todo o Brasil para decidir sobre a realização de greve por tempo indeterminado, caso as negociações não avancem.

Campanha Nacional 2008
Calendário de mobilizações e negociações
Data
Atividade
19 de setembro
Negociação específica
com a Caixa Federal
22 a 29 de setembro
Semana de paralisação

23 de setembro

Negociação específica
com o Banco do Brasil
24 de setembro
Negociações com a Fenaban e específica
com o Banco do Brasil
25 de setembro
Dia Nacional de Luta
26 de setembro
Negociação específica
com a Caixa Federal

Fonte: http://www.spbancarios.com.br/

Postado por Erismar Carvalho, às 11h24.