Estudo da ONU aponta que negros e mulheres são as principais vítimas do desemprego

 

Dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, apesar da melhoria nos índices de desemprego, o Brasil ainda é um país desigual. Mulheres e negros, 70% do Mercado de Trabalho, ainda enfrentam condições diferentes de trabalho e remuneração.

O estudo “Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente – A experiência brasileira recente” divulgado nessa segunda-feira (08) aponta a maior incidente de desempregado entre a população negra, especialmente as mulheres. De 8,4 de pessoas sem emprego, 12,5% são negras. Os negros também ganham quase a metade dos brancos: a média do primeiro grupo é R$ 616, enquanto do segundo é R$ 1.157.

De acordo com Laís Abramo, diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, é necessário intensificar são necessárias políticas dirigidas ao enfrentamento da desigualdade como as cotas nas universidades, o Programa de Apoio à Mulher na Agricultura Familiar (Pronaf Mulher) e políticas de qualificação que dão atenção especial a negros e mulheres.

Segund Abramo, “além da manutenção do crescimento econômico, deve-se garantir o respeito às leis trabalhistas, a ampliação da proteção e da igualdade sociais, além do combate à discriminação.”

Também foi destacado na pesquisa a libertação de 21.768 pessoas vítimas de trabalhos forçados no último ano. Além disso, desde 1992, ano base de comparação da pesquisa, o número de crianças e adolescentes que trabalham caiu de 5 milhões para 2,3 milhões.

O estudo envolveu três agências da ONU: o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

 

Fonte: http://www.cut.org.br/

 

Postado por Erismar Carvalho, às 09h35.