Primeira usina de energia eólica integrante do Proinfa a entrar em funcionamento no Ceará, Econergy Beberibe terá capacidade para atender cerca de 200 mil pessoas.

Após oito meses de obras, será inaugurada hoje a usina eólica Econergy Beberibe, na Praia das Fontes, em Beberibe. Com potência instalada de 25,6 MW – o que permite gerar 90 mil MWh/ano e alimentar a demanda de 90 mil casas ou cerca de 200 mil pessoas -, o empreendimento é o primeiro participante do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfra) a entrar em funcionamento no Estado. A usina, que irá repassar cerca de 85 mil MWh/ano à Eletrobrás, demandou investimentos da ordem de R$ 150 milhões da Econergy International, produtora independente de energia voltada para o mercado das Américas. “A fábrica de vento de Beberibe ajudará a fortalecer a rede elétrica do Ceará, criando um novo potencial para investimentos no setor de turismo”, destacou ontem Tom Stoner, presidente da empresa, em coletiva à imprensa.

Cerca de 600 empregos diretos foram gerados durante o processo de construção do parque eólico, que conta com 32 torres de 75 metros, desenhadas e produzidas pela Wobben Windpower, subsidiária brasileira da Enercon com fábrica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém e em Sorocaba (SP). Cada uma das torres está sustentada por um bloco de concreto que, por sua vez, é sustentado por estacas de 17 metros de profundidade. De acordo com Eduardo Frota, gerente do projeto da Econergy em Beberibe, um dos maiores desafios da construção foi o fato do parque estar implantado nas dunas, o que implica em lidar com a mobilidade da areia. “Para isso, estamos plantando palha e grama neste primeiro ano e depois vamos aproveitar para plantar árvores nativas, de frutas como o caju e o murici”, explicou.

Segundo Edward Hoyt, vice-presidente sênior para Responsabilidade Social Corporativa da empresa, existe também a preocupação em trabalhar projetos voltados para a comunidade local. As próprias frutas das árvores plantadas futuramente pela empresa, segundo ele, poderão ser vendidas pela população da área, como forma de gerar renda às famílias carentes. “Durante a construção (do parque), mantivemos contato com a comunidade vizinha para medir os impactos e queremos desenvolver projetos que tragam benefícios adicionais à comunidade”, disse.

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Postado por Erismar Carvalho, às 09h44.

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