CANAL DO SABER ERA DE CHALITA, DIZ SUCESSORA.

 

Maria Lucia Vasconcelos, secretária de Educação da gestão Lembo, cancelou programa ao saber que antenas não foram entregues. Ela diz que fundação paga projetos, mas que secretário tem que acompanhá-los; Chalita diz que equipamento já estava sendo entregue.

 

Maria Lucia Vasconcelos, secretária da Educação do Estado de São Paulo entre abril de 2006 e julho de 2007, cancelou o programa Canal do Saber em novembro de 2006, após a identificação de um rombo gerado pelo projeto. O canal reproduziria programas educativos de TVs para os alunos e professores das escolas estaduais.


Vasconcelos assumiu a secretaria quando Claudio Lembo (DEM) tornou-se governador de São Paulo, com a saída do tucano Geraldo Alckmin para concorrer à Presidência. Secretário da Educação durante a gestão Alckmin, Gabriel Chalita também deixou o cargo.
A ex-secretária de Lembo diz que toda a implementação do projeto foi feita na gestão de Chalita. Afirma ainda que decidiu cancelar o canal após descobrir o montante não entregue de antenas e receptores. Chalita diz que, na sua gestão, as entregas eram feitas.

A Folha revelou no sábado que a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão ligado à pasta da Educação, identificou um rombo de R$ 4,08 milhões, fruto de contrato assinado para fornecimento de antenas parabólicas. Entre os citados a devolver o valor aos cofres públicos está o ex-diretor Milton Dias Leme, que disse ter sido convidado para o cargo por Chalita. A fundação assinou, em janeiro de 2006, contrato para fornecimento de 5.500 antenas e 5.500 receptores para implementar nas escolas estaduais o projeto Canal do Saber.


Em 27 de abril de 2006, após a saída de Chalita, houve um aditamento de mais 1.375 antenas e 1.375 receptores. Ele também foi autorizado por Leme, segundo sindicância. Tudo deveria ser entregue até 3 de julho de 2006. Leme foi exonerado em maio de 2006.
Segundo levantamento da FDE, foram pagas, mas não entregues, 3.233 antenas e 4.695 receptores. Apesar da contratação total de 6.875 antenas e 6.875 receptores, São Paulo tinha cerca de 5.300 escolas. Vasconcelos explica que os projetos da secretaria são pagos pela FDE, que tem presidente e diretores próprios. Mas diz que os secretários têm que acompanhar a execução.

 

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Postado por Erismar Carvalho, às 11h25.