A Organização das Nações Unidas (ONU) acaba de lançar o relatório Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente – A experiência brasileira recente  , no qual conclui que o crescimento econômico do Brasil elevou o Índice de Desenvolvimento Humano, o famoso IDH, mas não gerou “trabalho decente”, isto é, remunerado e “exercido em condições de liberdade, eqüidade e segurança, e que garanta uma vida digna”, como define a ONU.

É verdade que há muito para melhorar –  sobretudo abandonando a política do pior dos mundos adotada pelo Banco Central, que sufoca  o crescimento e a criação de mais empregos. Porém, temos que reconhecer os avanços apontados na geração de “trabalho decente”. Segundo o relatório, tivemos queda indiscutível do desemprego, aumento real de salários, com maior estabilidade a partir de 2004 e forte recuperação em 2005 e 2006.

É menor hoje a desigualdade na remuneração de homens e mulheres, de brancos e negros. O trabalhador está mais preparado do que há 16 anos e a escolaridade aumentou, principalmente entre os mais jovens. O trabalho infantil caiu pela metade – de 5 milhões em 1992 para 2,3 milhões de crianças em 2006 –  mas ainda registra números absolutamente vergonhosos.

Os leitores podem acessar o relatório completo no site da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Vejam e farão a mesma constatação que faço: é gritante a diferença desses números relativos ao mundo do trabalho na “era FHC” e agora, nos mandatos do presidente Lula. O relatório, cheio de gráficos, mostra as transformações e, se nos dá a certeza de que o desenvolvimento social está no rumo certo, mostra-nos que ainda temos muito a fazer.

Fonte:  http://www.zedirceu.com.br/

Postado por Erismar Carvalho, às 12h09.