São Paulo – Começou por volta das 10h30 a segunda rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) da Campanha Nacional 2008. Os temas de saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades estarão no centro dos debates.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a reabilitação profissional – preparação do local de trabalho para receber adequadamente os bancários que se recuperam e voltam do afastamento –, assim como a isonomia de direitos entre trabalhadores afastados e da ativa. Os representantes da categoria querem ainda que todos os bancários tenham direito aos vales alimentação, refeição e transporte, além da 13ª cesta-alimentação.

Também está prevista para esta terça-feira a redação da cláusula contendo as definições sobre o combate do assédio moral tiradas da primeira rodada das negociações, realizada no último dia 27. Ficou acertado que denúncias destes casos, após serem feitas no Sindicato, serão encaminhadas ao banco para apuração em um prazo máximo de 60 dias. Na mesma reunião Foi discutida também a necessidade da criação de um manual de conduta para orientar as boas práticas de relacionamento e proibição a qualquer forma de assédio, com regras para orientar formas de prevenção ao problema.

Hoje – Também serão discutidas na negociação desta terça a proteção à gestante; a obrigatoriedade dos bancos prestarem assistência médica, hospitalar e odontológica; emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) em assaltos; dentre outros pontos.

Na segurança, as exigências da categoria passam pela implementação da Comissão de Segurança Bancária; melhoria das condições nas agências e postos de atendimento com a instalação das portas de segurança já a partir do auto-atendimento. Os bancários também defendem medidas reparatórias em decorrência de assaltos e seqüestros, assim como o pagamento de adicional de risco de vida no valor de 40% do salário para funcionários de agências e PABs.

Já o debate de igualdade de oportunidades será centrado na isonomia de tratamento para homoafetivos, como a extensão de plano de saúde a parceiros do mesmo sexo. Os bancários também exigem a ascensão profissional e a contratação de trabalhadores com deficiência.

Postado por Erismar Carvalho, às 12h07.
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