Sete candidatos no Ceará assumiram oficialmente a simpatia à causa LGBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Entidade nacional que representa o movimento incluiu Luizianne Lins (PT), Patrícia Saboya (PDT) e Renato Roseno (PSol) entre os apoiadores da causa.

Candidatos estão de olho nos votos do público gay na campanha eleitoral deste ano. No Ceará, sete candidatos são considerados aliados pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), de uma lista de 170 apontados, por todo o País, como simpáticos às causa do movimento. Em Fortaleza, Luizianne Lins (PT), Patrícia Saboya (PDT) e Renato Roseno (PSol) estão na lista.

O presidente da ABGLT, Toni Reis, avalia que a tentativa de aproximação com o público LGBT está diretamente relacionada ao poder de mobilização do segmento. “Não tem outro movimento que coloca 3,5 milhões de pessoas na rua em São Paulo, 800 mil em Fortaleza, 300 mil em Belo Horizonte. Que movimento consegue botar tanta gente na rua? Isso está sensibilizando muitos políticos”, afirmou Toni.

A quantidade de grupos organizados no Brasil, segundo ele, passou de 31 em 1995 para cerca de 350 atualmente. “Em 1995, não tínhamos nenhuma parada e, hoje, temos 144 no Brasil. Somos o País recordista em paradas”, comemorou. Esse poderio seduz os candidatos independente da ideologia. “Agora temos vários políticos do chamado centro e de centro-direita. A causa do direitos humanos deve ser todos”, comentou o presidente.

Propostas
Os três candidatos a prefeito de Fortaleza que constam na lista da ABGLT possuem propostas específicas para o público. A assessoria de Luizianne informou que a candidata pretende “organizar redes integradas de atenção à população LGBTTT (outra sigla utilizada pelo grupo) em situação de violência doméstica, sexual e social; realizar formação inicial e continuada dos/as profissionais da educação e segurança acerca da sexualidade, da diversidade de orientação sexual e da identidade de gênero; e incentivar a produção e fruição artístico-cultural da diversidade, com apoio a eventos”.

Roseno explicou que é preciso reconhecer Fortaleza como uma cidade homofóbica e “combater toda forma de opressão”. De acordo com o candidato, pode ser estudada a possibilidade de que empresas homofóbicas sejam excluídas nos certames licitatórios. “Temos que avaliar como isso seria possível”, disse o candidato do PSol.

Ele disse ainda que o Instituto de Previdência Municipal (IPM) deve reconhecer a união homoafetiva e garantir direitos previdenciários aos servidores. Além disso, Roseno quer incorporar nos currículos escolares o combate à discriminação.

A assessoria de Patrícia Saboya não retornou o contato realizado até o fechamento desta matéria.

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Postado por Erismar Carvalho, às 12h30.