PARABÉNS, CUT, PELO LEGADO EM CONSTRUÇÃO

Por: Artur Henrique, Presidente Nacional da CUT

Uma consulta simples no Google traz de pronto mais de 400 mil resultados para Central Única dos Trabalhadores. São reportagens, artigos e textos acadêmicos sobre a Central. Há muito mais que isso em arquivos impressos, em fotos e imagens em movimento, dispersos por aí.

Afora o desafio de continuar consolidando nossos arquivos e dar-lhes maior coesão, esses fragmentos são amostras da importância da CUT na história recente do Brasil. Compreendê-la em toda sua extensão é um processo ainda em aberto, porém há algumas influências cutistas evidentes.

Desempenhamos um papel decisivo na mudança do país, e não apenas nos aspectos mais visíveis, como eleições livres, liberdade de expressão e direitos individuais e coletivos. Trabalhamos sempre desde as bases, convictos de que democracia com justiça social não é jogo do grande poder, mas fruto da consciência popular que se transforma em organização, em movimento e em exercício do poder entendido como projeto coletivo voltado aos interesses da maioria, ou seja, da classe trabalhadora, e ao respeito às diferenças – a participação das mulheres em nossa história é um dos casos exemplares.

Nesse contato com as bases, formulamos projetos de formação por onde já passaram milhões de brasileiros e ainda passam, adquirindo conhecimento e conteúdos que nos inserem na condução da vida nacional como protagonistas. Já estamos organizados em diversos locais de trabalho, onde trabalhadores e trabalhadoras discutem os rumos das instituições e deles participam. Por todo o Brasil, decidimos através dos conselhos, junto com governos e sociedade civil, sobre políticas públicas.

Somos a principal referência quando se pensa na presença dos trabalhadores nas questões nacionais. Ocupamos um espectro, tanto simbólico quanto concreto, que vai das grandes mobilizações e combates até o trabalho de transformação desempenhado junto a cada trabalhador, a despeito das dificuldades de acesso aos grandes canais privados de comunicação.

Não faltaram momentos em que fomos temporariamente derrotados, e deles colhemos o saldo da bravura e da certeza que é preciso continuar. Das circunstâncias em que conseguimos ser ouvidos e registrar avanços, embora nossos opositores tentem ocultar a luta que gerou as conquistas, fruímos boa parte da energia que precisamos para manter acesa a crença na luta pela igualdade e pela fraternidade.

Parabéns CUT, pelos 25 anos de história e pelo legado em construção.

Fonte: http://www.cut.org.br/

Postado por Erismar Carvalho, às 14h13.