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Rony Jason renova contrato com o Fortaleza Esporte Clube

Rony Jason com a máscara adesivada e a bandeira do Fortaleza (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Rony Jason com a máscara adesivada e a bandeira do Fortaleza (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Por Ivan Raupp – Sportv

Rony Jason está colhendo os frutos do bom ano que teve em 2012. O cearense foi campeão peso-pena da primeira edição do TUF Brasil, onde venceu quatro lutas, contra Dileno Lopes, Anistávio Gasparzinho, Hugo Wolverine e Godofredo Pepey, e fechou a conta com o “Nocaute da Noite” no UFC Rio III, quando derrotou o americano Sam Sicilia. Jason atraiu mais patrocinadores, que estão em fase final de negociação, e renovou um de seus principais contratos. Ele agora é atleta do Fortaleza, seu clube de coração, por mais um ano, conforme revelou ao SPORTV.COM.

O lutador esteve na capital cearense e participou da festa de apresentação do zagueiro Ronaldo Angelim nessa terça-feira, no Estádio Alcides Santos, e comentou o retorno do “Magro de Aço” com voz de um legítimo torcedor:

- Aquele título que ele deu para o Flamengo… Aquele gol… O Angelim joga muito. Vai dar muita alegria para o Fortaleza – disse, referindo-se ao gol da vitória rubro-negra de 2 a 1 sobre o Grêmio na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009.

Com o patrocínio renovado, Rony vai seguir com o adesivo na máscara do personagem de terror Jason, característica de sua entrada ao octógono, além de carregar a bandeira do clube.  

Godofredo Pepey trabalha jiu-jítsu com Serginho, seu ex-companheiro de TUF

De olho no UFC São Paulo, Pepey treina com o amigo Serginho (Foto: Reprodução / Twitter)
De olho no UFC São Paulo, Pepey treina com o amigo Serginho (Foto: Reprodução / Twitter)

Via Esportv.com, Rio de Janeiro

Finalista do TUF Brasil, o peso-pena Godofredo Pepey já esqueceu a derrota para Rony Jason e está focado em buscar sua primeiro a vitória pelo Ultimate. Às vésperas do UFC São Paulo, onde enfrenta Miltinho Vieira, o cearense contou com a ajuda do amigo e ex-companheiro de reality show, Serginho Moraes, para aprimorar seu jiu-jítsu.

- Afiando meu jiu-jítsu com meu parceiro de treino Serginho – postou Pepey, publicando uma foto com o amigo em seu Twitter. Serginho é um especialista em luta no solo.

O UFC São Paulo será disputado no dia 19 de janeiro, no ginásio do Ibirapuera, e terá o confronto do brasileiro Vitor Belfort com o inglês Michael Bisping como atração principal. Antes deles, Daniel Sarafian vai encarar CB Dollaway.

UFC São Paulo

19 de janeiro de 2013, em São Paulo (SP)
CARD PRINCIPAL
Vitor Belfort x Michael Bisping
Daniel Sarafian x CB Dollaway
Gabriel Napão x Ben Rothwell
Thiago Tavares x Khabib Nurmagomedov
CARD PRELIMINAR
Godofredo Pepey x Miltinho Vieira
Andrew Craig x Ronny Markes
Diego Nunes x Nik Lentz
Justin Salas x Edson Barboza
Michael Kuiper x Caio Monstro
Iuri Marajó x George Roop
Roger Hollett x Wagner Caldeirão
C.J. Keith x Francisco Massaranduba

UFC divulga lista dos lutadores participantes do The Ultimate Fighter 17

Lutadores escalados para garantir presença na casa do TUF 17, nos Estados Unidos
Lutadores escalados para garantir presença na casa do TUF 17, nos Estados Unidos

O UFC divulgou a lista dos participantes da 17ª edição do The Ultimate Fighter, que será exibido a partir do próximo dia 22 – ao contrário das temporadas anteriores, o reality show será transmitido às terças-feiras nos Estados Unidos, e não mais nas sextas. Serão 28 atletas em busca do sonho de ganhar um contrato assinado com o principal evento de MMA.

Dos 28 atletas escalados, 14 avançam para a casa, onde serão divididos em dois grupos e treinados por Jon Jones, campeão dos meio-pesados do UFC, e o ‘falastrão’ Chael Sonnen. Entre os lutadores escolhidos não há brasileiros, mas alguns vêm de países com pouca tradição no MMA, como África do Sul e até mesmo Jamaica.

O duelo dos treinadores, que valerá também pelo cinturão dos meio-pesados, não será mais disputado no evento que apontará o novo campeão do reality show. Jon Jones e Chael Sonnen vão se enfrentar na luta principal do UFC 159, confirmado para 27 de abril, em Newark, Nova Jersey. A final do TUF 17 deverá ocorrer antes do esperado confronto entre os dois desafetos.

Lista dos participantes da eliminatória do TUF 17

Dylan Andrews – 32 anos, Nova Zelândia
Hito Andrews – 34 anos, EUA
Luke Barnatt – 24 anos, Inglaterra
Leo Bercier – 31 anos, EUA
Ryan Bigler – 28 anos, EUA
Kevin Casey – 31 anos, EUA
Adam Cella – 27 anos, EUA
Zach Cummings – 28 anos, EUA
Andy Enz – 21 anos, EUA
Nik Fekete – 32 anos, EUA
Kelvin Gastelum – 20 anos, EUA
Uriah Hall – 28 anos, Jamaica
Collin Hart – 23 anos, EUA
Clint Hester – 25 anos, EUA
Jake Heun – 25 anos, EUA
Mike Jasper – 29 anos, EUA
Nicholas Kohring – 22 anos, EUA
Robert “Bubba” McDaniel – 29 anos, EUA
Fraser Opie – 29 anos, África do Sul
Mike Persons – 28 anos, EUA
Jimmy Quinlan – 26 anos, EUA
Scott Rosa (4-1) – 26 anos, EUA
Joshua Samman – 24 anos, EUA
Gilbert Smith Jr. – 30 anos, EUA
Eldon Sproat – 27 anos, EUA
Tor Troeng – 29 anos, Suécia
Eric Wahlin – 29 anos, EUA
Timothy Williams – 26 anos, EUA

(Portal Superesportes)

Fortaleza pode sediar edição do UFC; Decisão sai até março

André Victor Rodrigues
Portal Esportes O POVO

A maior organização de artes marciais mistas do mundo pode ter uma de suas edições em terras cearenses. Motivado pelo elogiado andar das obras para a Copa de 2014, o governador Cid Gomes, desde novembro do ano passado, encarregou o secretário de Esporte do Estado, Gony Arruda, com a missão de articular o Ultimate Fighting Championship (UFC) em Fortaleza, no Centro de Eventos, ainda em 2012.

Em entrevista ao Portal Esportes O POVO, Gony Arruda explicou como se deu o início da proposta. “Na realidade, o governador ano passado tinha demonstrado o interesse e me passou isso. Planejava trazer o UFC para o Centro de Eventos. Uma semana depois, quem comprou os direitos foi o Eike Batista, que conheço desde os anos 1980”.

O empresário Eike Batista anunciou a compra dos direitos do UFC no Brasil após sua empresa IMX, junção entre o Grupo EBX e a IMG Worldwide, adquirir a Brasil1 Esportes & Entretenimento, em dezembro de 2011. Eike apresentou Gony Arruda ao CEO da empresa, Alan Adler.  

“Ele (Eike) me apresentou o Alan Adler. Ele era presidente da Brazil1 que detinha os direitos, agora integra a IMX. Estive com eles em dezembro no UFC Rio. Ficamos de ter uma reunião ontem (quinta-feira) mesmo, mas tivemos que cancelar. Esperamos fechar isso em fevereiro, mas, devido ao carnaval, a decisão também pode sair em março”.  

Apesar da realização do evento não estar acertada, para Gony Arruda são grandes as chances de Fortaleza receber o maior evento de MMA do mundo. “É uma possibilidade, mas está muito próximo disso. A informações divulgadas antes sobre a possibilidade do evento não estão completas. Vai ser um evento internacional, não é um evento nacional do Eike Batista. Ou é o UFC ou não é nada”.

O secretário completou dizendo que ainda não levou a proposta ao chefão do UFC, Dana White. Porém, garante ser forte a possibilidade de ter uma edição na Capital ainda no final do ano. “Seguiremos trabalhando com a possibilidade de 2012. Não tivemos contato com o Dana White. Estive, inclusive, na mesma área que ele no UFC Rio, mas não conversamos sobre isso”.

(O POVO ONLINE)

MMA: Esporte popular no Brasil é tema de debate polêmico sobre violência

A imagem do brasileiro José Aldo carregado e ovacionado após manter o cinturão dos pesos-pena com um nocaute sobre o norte-americano Chad Mendes não deixa dúvidas: o MMA se consolidou como um fenômeno. A 142º edição do UFC, realizada no Brasil, lotou a HSBC Arena e criou expectativa para o evento do meio do ano a ser realizado no Pacaembu.

Mas se o sucesso de audiência é inquestionável, as artes marciais mistas ainda estão longe de se tornar uma paixão unanimemente nacional. Isso porque enquanto há um grupo que identifique no excesso de violência e agressividade o principal ingrediente para que o esporte funcione, ainda existe um grupo grande de expectadores que se escandaliza com a modalidade sangrenta.

Se todas as lutas fossem como a de Anderson Silva contra Vitor Belfort — realizada em fevereiro do ano passado —, em que, com apenas um chute, Spider nocauteou o adversário sem derramar uma gota de sangue, talvez o MMA não gerasse tanta discussão. A polêmica surge quando joelhadas, cabeçadas, socos e pontapés são desferidos até o oponente ficar visivelmente machucado ou desmaiar dentro do octógono. Tanto que até mesmo Dana White, presidente do UFC, reconhece que as lutas excessivamente agressivas ainda não são facilmente aceitas pelo público.

A discussão, porém, vai além de avaliar se o público tem ou não condições de acompanhar os cinco rounds. Mais incisivo, o deputado federal José Mentor (PT-SP) é autor de um projeto de lei que proíbe, independentemente do horário, a transmissão de lutas marciais não olímpicas na televisão. Há uma exceção: desde que fossem pouco violentas, tais modalidades teriam de ser autorizadas pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos para entrar na grade horária. O MMA certamente não estaria nessa lista.

Mentor reconhece que é difícil que a proposta — com audiência pública prevista para o mês que vem — seja aprovada. “É uma luta que está sendo muito explorada financeiramente e que tem uma projeção mundial. Mas mais difícil ainda é ficar sem fazer nada”, afirma. A agressividade do MMA, que, segundo o deputado, pode incitar as pessoas a ficarem mais violentas, foi o que motivou a elaboração do projeto. “Proíbem rinhas de canários e de cavalos porque machucam o animal. Como não proíbem a rinha humana? Imagina os danos que isso causa?”, questiona.

A discussão não é exclusiva do Brasil. Desde 1997, competições e demais atividades relacionadas ao MMA são proibidas em Nova York, apesar dos esforços de Dana White em legalizar a prática no estado. Além disso, no fim de 2010, 250 médicos da Associação Médica do Canadá reuniram-se exclusivamente para avaliar o impacto físico da modalidade. A conclusão: o MMA provoca traumas na cabeça e outros tipos de lesões que podem ser refletidos por toda a vida do lutador. O órgão, então, sugeriu o banimento do esporte no país, segundo mercado do UFC no mundo.
Difícil de engolir
White disse, após luta em que Maurício Shogun foi derrotado por Dan Henderson, que o público ainda não estava preparado para assistir a lutas sangrentas. Shogun deixou o octógono com o rosto desfigurado e ensanguentado.

Com um toque de morbidez

De forma geral, os profissionais que trabalham no universo esportivo não se posicionam contra o MMA, mas admitem ter algumas ressalvas. O esporte, em qualquer modalidade, costuma ser aliado a educação: está relacionado à disciplina, ao comprometimento e à regras. E, para Luís Otávio Assumpção, sociólogo com pesquisas ligadas às atividades físicas, é justamente essa imagem que as artes marciais mistas ainda têm dificuldade em transmitir.

“Não precisa dar a impressão de que vai matar o adversário ou fazê-lo sangrar”, comenta. Assumpção é defensor da luta quando técnicas e regras prevalecem sobre uma brutalidade aparentemente descontrolada. “Nesses casos, é degeneração. Quando começa a ter sangue e fraturas, não é esporte, é barbárie”, acrescenta. “Gostar de ver essas cenas é o mesmo que gostar de ver uma guerra. Tem um toque muito grande de morbidez”, compara.

Já o psicólogo esportivo Manoel Rodrigues acredita que o esporte pode incitar reações violentas, principalmente em crianças e adolescentes, quando não há um cuidado do treinador ao preparar os jovens lutadores. “O MMA tem a questão de tornar a pessoa com um poder nas mãos, elas sabem que podem machucar. Tem que ter muita responsabilidade, coisa que crianças não têm ou não estão maduras o suficiente para entender”, defende.

Muitas mortes… no boxe

Um estudo americano levantou a quantidade de mortes no boxe profissional e amador entre os anos de 1732 e de 2007. O resultado causa espanto: em todo o mundo, 1.465 atletas morreram durante os combates, ou em decorrência da luta. O país líder do ranking são os Estados Unidos, com 751 casos. Na tabela, o Brasil não aparece, mas, após 2007, houve ao menos um registro. Em outubro de 2010, o boxeador Jefferson Gonçalo, 39 anos, teve morte cerebral anunciada quatro dias depois de desmaiar durante disputa do quinto round contra o lutador Ismael Bueno.

No MMA, não há levantamentos oficiais de quantos lutadores morreram dentro do octógono, mas registra-se pelo menos três casos famosos. O primeiro conhecido foi em 1998, em um evento na Ucrânia. Em 2007, Sam Vasquez perdeu a vida dias após ser nocauteado em Houston, nos EUA. E o último registro foi em 2010, quando Michael Kirkham foi nocauteado e dado como morto dois dias depois.

Jofre: “Não é esporte”

Quem não conhece bem as duas lutas compara o MMA aos primórdios do boxe. A prática da nobre-arte, por muitos anos, enfrentou a marginalização justamente por causar espanto quanto à violência e à agressividade. Algumas regras para preservar a integridade do lutador foram implementadas, como a obrigatoriedade, entre os amadores, da utilização de uma proteção no rosto; e, há mais de um século, a modalidade é disputada nos Jogos Olímpicos.

Maior boxeador do país, Éder Jofre, aos 75 anos, não esconde sua indignação ao ver uma disputa das artes marciais mistas. “O boxe tem regras duras e específicas, é um esporte justo. O juiz não deixa dar cotoveladas, joelhadas e não espera o lutador ficar desacordado para interferir. Perto disso, o boxe é um amorzinho”, defende, Jofre, em entrevista ao Correio. O supercampeão tem, em seu currículo, 53 nocautes em 83 lutas, todos eles “conquistados apenas com a mão”, como gosta de frisar.

Mesmo por parte de quem levanta a bandeira a favor da luta, que inclusive une o próprio boxe, qualquer semelhança entre as modalidades é criticada. O árbitro brasileiro do UFC Mário Yamasaki foge do assunto, mas lança um desafio. “Essa comparação é feita por pessoas leigas e que nunca foram a um evento de nível. Eu convido qualquer um que critique o MMA para assistir de perto e garanto que, além de ficarem fãs, nunca mais assistirão ao boxe”, alfineta.

Para aliviar os argumentos de Jofre, Luiz Dórea, que já foi treinador de grandes nomes do boxe, como Acelino Popó Freitas, e atualmente treina três lutadores de MMA — Ednaldo Lula, Júnior Cigano e Edilberto Botafogo —, defende que só há violência quando os oponentes não estão preparados. “Existe uma comissão técnica, são efeitos exames médicos. Há toda uma estrutura para definir quem pode entrar no octógono”, diz. Mas não teve jeito: a justificativa não convenceu o pugilista. “Ninguém está preparado para apanhar desse jeito. Ninguém vai me convencer de que essa luta é válida. Para mim, não é esporte, é assassinato”, critica Jofre.

Sinônimo
O termo nobre-arte, sinônimo de boxe, refere-se à boa conduta entre os lutadores. Ele passou a ser aplicado após o surgimento de regras que tornaram o esporte menos violento e mais justo e equilibrado.

Permitido para menores

As luvas mal cabem nas mãozinhas, mas, também conquistadas pelo MMA, as crianças já estão dentro dos octógonos. Em Brasília, há pelo menos duas academias com aulas exclusivas para os pequenos. Logo nas primeiras semanas, eles aprendem movimentos mais complexos — e perigosos —, como o estrangulamento e a chave de braço.
Enquanto um estende as mãos para receber os golpes, o parceiro desfere socos e chutes, função invertida entre os minilutadores durante os 60 minutos de aula, para que todos treinem. Antes de praticarem a parte técnica, o professor e lutador Pedro Galiza investe em brincadeiras e atividades lúdicas, como futebol e amarelinha, para aquecer a molecada. “Aqui é o lugar de liberar energia. Lá fora, eles nem pensam em brigar”, diz.

Mas, o que mais as atrai é mostrar, dentro do octógono, o que aprenderam. “Gosto mesmo da hora do ‘fight’, quando a gente pode lutar e fazer os movimentos”, assume Gabriel de Carvalho, 10 anos. O pai do menino é professor de MMA e de jiu-jítsu. O garoto treina diversas artes marciais desde os 4 anos, mas diz que prefere essa, que mistura as lutas.

A iniciação precoce em um esporte que ainda causa espanto pela brutalidade é alvo de críticas. A psicóloga esportiva Paloma Vaz, que acompanha três lutadores profissionais de MMA, é contra qualquer aproximação infantil com a luta. “Não consigo ver como positivo. No nosso país não tem categoria de base, mas, mesmo assim, vem um esporte com essa carga de agressividade e que ninguém sabe ao certo como vai interferir”, pontua.

A psicóloga, porém, encara a modalidade como um esporte que chegou para ficar e que, portanto, é melhor encará-lo. “É como sexo. Os pais não falam e têm complicadores. Tem que ter orientação e equilíbrio para que a criança tenha um senso social.”

Por sugestão própria, Anuar Elias, 47 anos, matriculou o filho Enzo, de 9, nas aulinhas de MMA. “Ele me pediu para treinar caratê, mas sugeri algo mais moderno”, conta o empresário, que decidiu também praticar a modalidade. Antes de matriculá-lo, porém, Anuar teve uma conversa franca com o pequeno, alertando-o que o esporte pode machucar. E mesmo com a confiança de que não brigará fora da academia, fez restrições: no primeiro caso, ficará proibido de treinar. “É um esporte que dá disciplina, os próprios professores passam isso. Meu filho veio para conhecer os limites dele”, acredita.

Três perguntas para Mário Yamasaki

Por que o MMA assusta?
A modalidade assusta apenas quem não a conhece. O esporte evoluiu e se lapidou para se tornar um dos que mais cresce no mundo. As pessoas podem até fingir que não está acontecendo nenhuma transformação, mas a verdade é que o MMA está aí para ficar.

Como o árbitro pode evitar o excesso de violência?
A função do árbitro é ficar sempre atento para a proteção dos lutadores e para que nada de mais grave aconteça. Por isso, estamos montando a Comissão Atlética de MMA. Queremos unificar as regras não só dentro do octógono, mas no evento como um todo, para assim evitar consequências mais graves.

O MMA pode tornar as pessoas mais violentas?
Não acredito nisso. Como toda arte marcial, o que deixa as pessoas agressivas é o professor, não o aluno.

(PORTAL SUPERESPORTES)

Saiba quem é quem na lista dos grandes lutadores do UFC

Já não há como negar. O MMA (sigla para mixed martial arts, artes marciais mistas em inglês) é um sucesso. E o Ultimate Fight Championship (UFC) é a Copa do Mundo do esporte. Evento que reúne a elite das lutas, movimenta cifras milionárias, produz ídolos e carrega torcedores por onde passa. Quem ainda não entende muito do assunto, é bom correr. Mais cedo ou mais tarde, numa roda de bar, numa fila de banco, você vai ouvir alguém falando disso, como é atualmente com o futebol, paixão nacional. Hoje, O POVO dá uma forcinha ao leitor.

O UFC tem mais de 100 lutadores sob contrato. Número que garante calendário cheio durante praticamente o ano todo. E reserva pelo menos duas lutas entre grandes referências do MMA a cada evento. São atletas de todas as especialidades, mas que hoje precisam ter qualidade em pelo menos três artes marciais (jiu-jítsu, wrestling e muai thay, por exemplo) para garantirem alguma chance no octógono, o ringue do UFC.

Para ajudar, separamos 24 figuras que são importantes no MMA. Personagens que fazem o esporte ganhar cada vez mais fãs. Anderson Silva, por exemplo, é o grande nome da atualidade. É apontado, inclusive, pelo presidente do UFC, Dana White, como o maior da história. Opinião que muitos discordam, tendo em vista que agora mesmo há gente como Jon Jones e Georges St. Pierre com currículo e técnica suficientes para entrarem no hall.

Outros ainda lutam, mas já são lendas. Casos de Rodrigo Minotauro e Dan Henderson. Ambos com resistência incrível, fizeram embates históricos e protagonizaram viradas e recuperações fantásticas. BJ Penn, nascido no Havaí, nos EUA, também entra nessa conta, apesar de um pouco mais novo.

Ao lado, quem é quem no mundo do UFC. Guarde o rosto e o nome. Eles ainda serão tão famosos quantos algumas estrelas do futebol.

 

Guia das estrelas do UFC

 

Anderson Silva

Considerado o melhor peso-por-peso do mundo ( independente da categoria). Está sem perder desde 2006 e tem nove defesas de cinturão vencidas.

 

Vitor Belfort

Foi apontado como fenômeno ao ganhar um torneio do UFC com 19 anos. Poucos têm mãos tão afiadas quanto as dele no MMA, além de um jiu-jítsu apurado.

 

José Aldo

Apenas uma derrota na carreira. Dono de combinação jiu-jítsu com muay thai quase imbatível no octógono, é apontado como um dos mais técnicos.

 

Júnior Cigano

Boxeador extremamente técnico, venceu Cain Velasquez na primeira luta transmitida pela TV Globo para o Brasil. Virou referência nacional.

 

Wanderlei Silva

Explodiu no extinto Pride, franquia de MMA no Japão. Lá, era ele quem mandava. No UFC ainda não foi campeão. Tenta provar que ainda pode lutar pelo cinturão.

 

Lyoto Machida

Assombrou o UFC com um estilo altamente técnico. É especialista em caratê. Ficou marcado pelo chute que aposentou o lutador Randy Couture.

 

Maurício Shogun

Outro que viveu grandes momento no Pride. Levou a boa fase para o UFC, ganhando o cinturão. Depois, perdeu para Jon Jones. É raça pura.

Rodrigo Minotauro

Minotauro é uma lenda. No currículo, lutas épicas, mistura quase mortal de boxe com jiu-jítsu e raro poder de finalização. Tem uma resistência espetacular.

 

Renan Barão

Tem 27 vitórias seguidas no MMA. É uma das maiores sequências de todos os tempos. Candidato forte ao cinturão dos pesos-galo. É mais um que atuava no WEC.

 

Edson Barboza

Outro da nova linhagem e que promete muito. Luta na categoria peso-leve. É dono de um dos nocautes mais fantásticos da história, contra Terry Etin.

 

Thiago Pitbull

O cearense é apontado como um dos dez melhores da categoria. Já teve chance de ganhar o cinturão, mas perdeu. Seu ponto forte é o muay thai.

 

Eduardo Tá Danado

Paraibano, aprimorou o jiu-jítsu em Fortaleza, graças a um projeto social. Hoje o lutador mora na Alemanha e tentar ganhar mais espaço no UFC.

 

Jon Jones (EUA)

Uma máquina. O americano tem 15 vitórias e uma derrota. É dono das cotoveladas mais potentes do MMA mundial. Já é um dos mais completos lutadores da história.

 

George St. Pierre (CAN)

O canadense é frio, calculista e extremamente eficiente. Tem no wrestling, modalidade fundamental no MMA, como sua maior especialidade.

 

Chael Sonnen (EUA)

O “inimigo número 1 dos brasileiros”. Vive a provocar Anderson Silva e foi o único até hoje a chegar bem perto de tirar o cinturão do Spider.

 

BJ Penn (EUA)

Já foi campeão mundial de jiu-jítsu. No UFC, é um “casa grossa” duro na queda. Normalmente faz combates espetaculares e muito agressivos.

 

Alistair Overeem (HOL)

Já foi campeão no K-1, no Dream e no Strikeforce. Agora, tenta provar que seus chutes e joelhadas podem ser vitoriosos no UFC. É uma ameaça a Júnior Cigano.

 

Dan Henderson (EUA)

Uma lenda, com títulos no Pride e no Strikeforce. Hoje, aos 41 anos, ainda é muito perigoso por causa dos socos precisos. Ainda sonha com o cinturão.

 

Nick Diaz (EUA)

Polêmico, mas muito bom. É apontado como o único capaz de incomodar St. Pierre na categoria. Tem no boxe quase perfeito sua principal arma.

 

Frankie Edgar (EUA)

O baixinho é bom de briga. E aguenta muita pancada dos adversários. Protagonizou combates históricos com Gray Maynard.

 

Dana White

Dono de 10% da marca, é o homem de frente do evento. Pensa em lutas, negocia com atletas e é presença certa em todas as entrevistas coletivas.

 

CATEGORIAS DO MMA

São sete as categorias do UFC: pesos galo, pena, leve, médio, meio médio, meio pesado e pesado. A diferença está no peso.

 

DONOS DE CINTURÃO

Três brasileiros são donos de cinturão atualmente: José Aldo (peso pena), Anderson Silva (meio médio) e Júnior Cigano (pesado).

 

1920

Época do início das lutas com um mix de artes marciais, ideia de Carlos Gracie, que queria mostrar a força do jiu-jítsu brasileiro.

 

2011

Ano da primeira vez que que o UFC teve transmissão ao vivo para o Brasil pela TV Globo, momento chave do esporte no país.

(Por Bruno Formiga – O Povo Online)

UFC, Unilab e IFCE abrem matrículas para aprovados no Sisu nesta quinta-feira

Três instituições do Ceará realizam matrículas dos alunos aprovados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) de 2012, nesta quinta (19) e sexta-feira(20). A Universidade Federal do Ceará (UFC), Instituto Federal do Ceará (IFCE) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) nos respectivos campi.

Os aprovados para a Unilab devem comparecer à sede da instituição, na cidade de Redenção, com a documentação necessária. Cada curso tem um horário específico para realização de matrículas, os horários estão disponíveis no site da instituição. Já os aprovados para o IFCE devem comparecer, com documentação, à sede para a qual foi aprovado. As matrículas serão realizadas entre 8h e 17h, na quinta ou sexta-feira.

Na UFC, os aprovados devem efetuar matrícula no Campus do Pici, em Fortaleza, e nos demais campi da universidade no interior do estado. A confirmação presencial de matrícula, no entanto, se dará durante a primeira semana de aulas. As vagas ociosas serão preenchidas pela segunda chamada do Sisu.

A UFC foi a mais procurada do País dentre as 95 instituições de ensino que ofertaram vagas no Sisu, com um total de 171.915 inscrições. A Instituição ofertou 4.197 vagas, todas para ingresso no semestre 2012.1.

(PORTAL G1 CE)