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De FHC para Dilma: “Você larga o Lula que eu abandono o Serra”

Os ecos da entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a um blog da revista The Economist ainda ressoam em corações e mentes de tucanos e petistas, que viram ali um outro recado.

FHC e Dilma — sedução durante entrega da medalha 25 de Janeiro (Foto: Léo Barrilari/Frame/AE)

Quando FHC disse ter sonhado com uma aliança entre o PSDB e o PT, e ainda praticamente classificou José Serra como um desagregador, ele, na prática, acenou para a presidenta Dilma Rousseff com a seguinte proposta:

– Você deixa o Lula de lado, o PSDB lança o Serra ao ostracismo e poderemos ser felizes para sempre. Que tal?

O salamaleques de ontem na cerimônia de entrega da Medalha 25 de Janeiro só fizeram reforçar essas suspeitas.

(ULTIMO SEGUNDO)

TSE multa Índio da Costa por propaganda no twitter: R$ 5 mil

O ministro Henrique Neves, do TSE, decidiu neste domingo (18) impor uma multa a Índio da Costa.  

Candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, Índio foi punido por uma infração cometida na internet. 

No dia 5 de julho, Índio pendurou no twitter um lote de mensagens alusivas ao desafio de disputar a vice-presidência. 

Uma delas foi considerada ilegal. Dizia: “A responsabilidade é enorme. Mas conto com o seu apoio e com o seu voto. Serra Presidente: O Brasil pode mais”. 

Pela lei, só no dia seguinte, 6 de julho, a propaganda eleitoral estaria liberada. Daí a multa, fixada por Henrique Neves em R$ 5 mil. 

O ministro entendeu que Índio infringiu a lei porque, além de pedir “voto”, anotou o lema da campanha de Serra: “O Brasil pode mais”. 

Os advogados de Índio tentaram argumentar que o twitter é “um ambiente restrito”, destinado à “troca de idéias” entre “pessoas previamente cadastradas”. 

O ministro não engoliu. Anotou em sua decisão que o twitter está mais para meio de comunicação do que veículo de conversa íntima entre amigos: 

“O acesso independe de cadastro, as mensagens são instantaneamente copiadas para páginas dos seguidores e, possivelmente, são replicadas para tantas outras”. 

Embora o PT tivesse protocolado uma representação contra Índio, o TSE informou que a decisão do ministro foi tomada em ação movida pelo Ministério Público. 

Como se trata de decisão monocrática, expedida por um único julgador, Índio pode, se quiser, recorrer. 

Nessa hipótese, o caso subirá ao plenário do TSE, integrado por sete ministros.

(Josias de Souza)

Exclusivo: Dilma passa à frente de Serra, confirma CNT/Sensus

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (17) mostra a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, em situação de empate técnico com o pré-candidato do PSDB, José Serra, na disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto.

A cinco meses da eleição presidencial de outubro, Dilma aparece com 35,7% contra 33,2% de Serra, no cenário em que o entrevistado é confrontado com uma lista com 11 candidatos. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que justifica o empate técnico. No levantamento, a pré-candidata do PV, Marina Silva,  tem 7,3%.

A pesquisa foi encomendada ao Institudo Sensus pela Confederação Nacional do Transporte. Foram entrevistadas 2 mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados.

Apesar de Dilma superar Serra pela primeira vez na pesquisa CNT/Sensus, a margem de erro leva o resultado a um empate técnico. “Há uma intersecção na margem de erro”, afirmou Ricardo Guedes, do Instituto Sensus.

No cenário em que apenas Serra, Dilma e Marina são apresentados aos entrevistados, o candidato do PSDB tem 37,8% e leva ligeira vantagem sobre Dilma que aparece com 37%. Nessa situação, Marina tem 8%.

Todos os cenários estão relacionados ao primeiro turno da disputa. Já no segundo turno simulado entre Dilma e Serra, a candidata petista soma 41,8% dos votos contra 40,5% do candidato da oposição.

Em 1º de fevereiro, na última rodada divulgada pela CNT/Sensus, Dilma já aparecia empatada com Serra. O candidato tucano tinha 33,2% contra 27,8% da petista. A diferença de 5,4% caracterizou empate porque a margem de erro do levantamento foi de três pontos percentuais.

A ex-ministra-chefe da Casa Civil ficou em igualdade com o ex-governador de São Paulo no cenário simulado com o deputado federal Ciro Gomes (PSB), obrigado a se retirar da disputa por uma decisão do seu partido, que declarou apoio à petista.

Cenário espontâneo
Realizada entre 10 e 14 de maio, a pesquisa não chega a medir a influência do programa partidário do PT, exibido em rede nacional de rádio e televisão no dia 13 de maio. Pelo critério de manifestação espontânea (quando os próprios entrevistados dizem em quem pretendem votar, sem apresentação de uma lista de nomes pelo pesquisador), Dilma tem 19,8% contra 14,4% de Serra. Marina Silva aparece com 2,7%.quando os próprios entrevistados dizem em quem pretendem votar, sem apresentação de uma lista de nomes

Candidata do governo
Segundo Guedes, o bom desempenho de Dilma é justificado pela popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (83,7%) e de seu governo (76,1%). A CNT/Sensus também mediu a capacidade de transferência de votos de Lula para Dilma e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para Serra.

O grupo dos que votariam ou poderiam votar em um candidato de Lula somou 60,8%. Já os que votariam ou poderiam votar em um candidato de FHC representaram 23,5%. “Dilma é a candidata do governo e o governo tem uma aprovação positiva. As condições socioeconômicas são favoráveis à população. A medida que ela é identificada com lula, o desempenho vai subindo”, analisou Guedes. “A queda de Serra também está associada ao fato de Serra ser associado à oposição”, complementou.

Candidatos
Além de Dilma, Serra e Marina, a pesquisa CNT/Sensus incluiu outros oito pré-candiatos. José Maria Eymael (PSDC) teve 1,1% e Américo de Souza (PSL) somou 1%. Mario de Oliveira (PTdoB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Zé Maria (PSTU) aparecem com 0,4% das intenções de voto. Rui Costa Pimenta (PCO) tem 0,2% e Levy Fidelix (PRTB) e Oscar Silva (PHS), 0,1%. Nulos, indecisos ou que não responderam ao levantamento somam 20,6%.

Metodologia
Por questões técnicas, a CNT/Sensus modificou a forma de apresentação do questionário aos entrevistados. Nas outras edições, a avaliação do governo e de Lula era consultada primeiro e depois o entrevistado respondia sobre a disputa eleitoral. Agora, os entrevistadores do Instituto Sensus fizeram as perguntas eleitorais primeiro e só depois questionaram a avaliação do governo e de Lula.

Para Guedes, a inversão só evitou possíveis contestações jurídicas: “Essa modificação não influencia no resultado da pesquisa.” Outra modificação realizada foi a apresentação dos nomes dos candidatos em um formato de “pizza” e não no modelo tradicional de lista.

(Portal G1)

Pesquisa Vox Populi mostra Dilma com 38% e Serra com 35%

Pela primeira vez desde que as pesquisas sobre intenções de voto começaram a ser realizadas, a ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), aparece na frente do ex-governador paulista José Serra (PSDB) quanto à preferência dos entrevistados para saber quem querem que ocupe a Presidência da República a partir de janeiro de 2011.

A pesquisa divulgada pelo Instituto Vox Populi no sábado (15) coloca a petista com 38% das intenções e o tucano com 35% das 2 mil pessoas ouvidas em 117 cidades entre 8 e 13 de março.

Conforme o instituto, a margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos. Ou seja, isso os coloca tecnicamente empatados.

Na pesquisa anterior do Vox Populi, de abril, Dilma aparecia com 33% e Serra com 38%. Marina Silva (PV) ficou praticamente estável, subindo de 7 por cento naquela pesquisa para 8 por cento agora. Este cenário de abril já não incluía o deputado Ciro Gomes (PSB), que deixou a corrida presidencial.

Na simulação de segundo turno, Dilma tem 40 por cento e Serra, 38 por cento.

Escolha sem lista

Quando a pesquisa é espontânea, ou seja, aquela em que o eleitor fala em quem votará sem que seja provocado (sem lista com nomes), Dilma permanece à frente

A candidata de Luiz Inácio Lula da Silva à sucessão aparece com 19% e Serra tem 15%.

Num eventual segundo turno, Dilma recebeu 40% e Serra 38% da preferência.

Marina Silva (PV) vem logo após, com 8%. No levantamento anterior, apresentado em3 de abril, ela tinha 7% .

(www.capitalnews.com.br)