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Frei Beto: ‘PT sabe dialogar, PSDB manda polícia pra conversar’

NO FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO, ELE DEMONSTROU SOLIDARIEDADE COM A COMUNIDADE DE PINHEIRINHO E ALERTOU PARA A NECESSIDADE DE ACOMPANHAR COM INTENSIDADE O PROCESSO POLÍTICO DE 2012

Por Jornal Sul 21

26 de Janeiro de 2012 Jornal Sul 21

Redação Sul 21 – Frei Betto começou a sua fala no Fórum Social Temático, na Mesa Rumo à Rio+20 dos povos, demonstrando solidariedade à comunidade de Pinheirinho que foi desocupada no último domingo (22) em São José dos Campos. “A diferença do PT e do PSDB é que o PT sabe dialogar e o PSDB manda a polícia pra conversar”, comparou. O auditório lotado da Faculdade de Direito da UFRGS aplaudiu fortemente a atitude de Frei Betto.

Ele também alertou para a necessidade de acompanhar com intensidade o processo político de 2012. “A falácia de que devemos torcer o nariz para os políticos e a política é um risco. Infelizmente isso está ganhando campo na juventude. Quem tem nojo de política é governado por que não tem. Tudo que eles querem é que a gente tenha bastante nojo para que eles fiquem com a rapadura na mão”, falou Frei Betto.

Ministra Luiza Bairros participa da abertura do Quilombo Oliveira Silveira

A ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), participará nesta quarta-feira (25) da abertura do Quilombo Oliveira Silveira, às 17h30min, no Largo Zumbi dos Palmares, localizado no centro de Porto Alegre.O Quilombo é organizado pelo grupo de trabalho do Movimento Negro do Fórum Social Temático.

Marina Silva defende que Dilma vete Código Florestal

A ex-ministra do meio Ambiente Marina Silva também animou a plateia do auditório da Faculdade de Direito da UFRGS ao conclamar os presentes a pressionar e apoiar o veto ao Código Florestal pela presidenta Dilma Rousseff. “Tenho muitas esperança que a presidente Dilma Rousseff vete o Código Florestal. Ela se comprometeu, no segundo turno, assinando de próprio punho que vetaria qualquer projeto de lei que anistiasse desmatadores ou aumentasse o desmatamento. Se nao der para rever isso no Congresso, peço à Deus e ao povo brasileiro que se mobilize para dar sustentação política para que Dilma possa honrar sua palavra”, falou Marina, em evento sobre Cidades Sustentáveis.

“O Código Florestal tem tudo a ver com a idéia de cidades sustentáveis. O péssimo resultado alcançado no Congresso faz com que eu mantenha a esperança, embora alguns digam que é uma coisa meio quixotesca”, disse Marina.

Primavera Árabe inicia nova fase do movimento altermundista

No Evento Rumo à Rio+20 dos povos, o francês Gustave Massiah falou na manhã desta quarta-feira (25) que as lutas altermundistas já viveram muitas fases e que a última foi iniciada com os levantes populares da Primavera Árabe. “Os fatos ocorridos na Tunísia renovam completamente o movimento, renovam também a cultura política, e demonstra a necessidade de uma mobilização especifica, a questão da representação e da democracia”, analisou.

Ele também ressaltou que se observa neste momento o nascimento de uma nova classe, a dos desempregados com diploma que poderá trazer transformações para a sociedade. “Um nova fase do movimento altermundialista está só começando e uma das grandes questões é como fazer o vínculo do novo movimento e os movimentos que existiram até agora. A grande pergunta é: como vamos inventar novas formas contra a ditadura do capitalismo financeiro?”, perguntou Massiah.

Justiça Eleitoral multa PSDB por comentários agressivos contra Dilma em site

O PSDB foi multado em R$ 10 mil nesta última terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a acusação de permitir em um site comentários agressivos contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Na alegação do ministro Henrique Neves, a petista foi alvo de propaganda eleitoral negativa no portal “Gente que mente”, mantido por integrantes da legenda.

Na denúncia do Ministério Público (MP), era real, “a existência de notória propaganda eleitoral antecipada negativa em desfavor de Dilma Rousseff e positiva em favor de José Serra”. O PSDB, por meio do seu advogado José Eduardo Alckmin, informou que vai recorrer da decisão, por considerar que o partido não deve ser responsabilizado pelo comentários por parte do público.

O ministro Joelson Dias, também do TSE, já tinha julgado a mesma queixa do PT com relação ao site “Gente que mente” e considerou a denúncia “improcedente”. Caso os tucanos entrem mesmo com recurso, o caso irá para apreciação do plenário.

(SRZD)

Eudes Xavier: PSDB disputando o Governo dará ao eleitor opção para comparar projetos

O deputado federal Eudes Xavier (PT) considerou importante a decisão do PSDB de marchar com candidatura própria ao Governo do Estado. “Isso é bom, porque vai clarear melhor os projetos que cada um defende”, disse, nesta quarta-feira, o petista.

Para ele, a partir de agora, a população poderá optar pelos que defendem o neoliberalismo, no caso dos tucanos, ou por ações em favor da maioria dopovo brasileiro, o que, conforme o parlamentar, vem marcando a gestão do presidente Lula.

Eudes Xavier disse que essa disputa vai ser boa para a democracia e fazer com que a campanha seja de projeto. “É nessa área que nós esperamos ganhar, apresentando ao povo o que Lula fez e vem fazendo: um governo para todos e não para poucos como era no passado”, disse.

(O povo)

PSDB: Estado mínimo e privatizante

A queda do governador José Serra (PSDB-SP) na última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial e, conseqüentemente, o crescimento da candidata do PT Dilma Rousself vem causando alvoroço por todo o ninho tucano. Alguns líderes do PSDB admitem que a demora do partido em definir o seu pré-candidato contribuiu para o crescimento da ministra Dilma, mas o fato é que quanto mais Dilma se apresenta à sociedade brasileira como candidata do PT, apoiada pelo próprio presidente Lula, mais ela sobe nas pesquisas de intenção de votos, numa demonstração clara de que a população aprova o atual governo.

No caminho inverso, ter a imagem atrelada à do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz Serra despencar, e não é por menos, sua gestão foi marcada pelo desmonte dos serviços públicos, por conta da famigerada série de privatizações. A polarização da disputa entre estes dois partidos tem dado a corrida eleitoral aspectos de “plebiscito”, portanto, as comparações serão inevitáveis.

Desqualificar o debate como faz o deputado Pedro Tobias nesta coluna Opinião (em 2 de março) é confessar o desespero ante a real e absoluta possibilidade de um terceiro mandato do Partido dos Trabalhadores. Poderíamos pautar aqui os debates no campo das idéias e em programas de governo, mas o deputado prefere dar a eles um tom mais policialesco, quando afirma que um dos coordenadores da campanha de Dilma é o chefe da quadrilha do mensalão, referindo-se a José Dirceu.

Se o desespero se justifica, tal vocabulário também, pois o termo quadrilha vem fazendo parte da vida orgânica do PSDB e seu eterno braço aliado DEM. Poderíamos falar de algumas: quadrilha da Associação Hospitalar de Bauru. Quadrilha do Arruda, governador do Distrito Federal. Quadrilha que superfaturou o Rodoanel (a pressa em inaugurar a obra provocou desabamento). O escândalo do Sivan, o caso Marka/ FonteCindam, a farra do Proer, etc.

Mas prefiro falar do apego do seu partido ao receituário neoliberal: redução do papel do Estado, privatizações, técnicas da iniciativa privada aplicadas mecanicamente na gestão pública. Ressalto também as sucessivas investidas para criminalizar movimentos sociais, como o recente Caso Cutrale, assim como a impiedosa perseguição à população em situação de rua (higienização) e os despejos em massa na região metropolitana de São Paulo.

Vitimado por estas políticas de inspiração neoliberal, o nosso Estado, comandado ao longo destes vinte anos por seu partido, perdeu participação no PIB nacional. Também no período, o Estado foi palco do maior processo de transferência de patrimônio público para grupos privados de que se tem notícia no País.

As mazelas do modo tucano de governar, com ênfase na gestão José Serra, e os resultados das conquistas do governo Lula serão submetidas a um necessário julgamento político neste ano em que o povo volta às urnas para escolher novos governantes. É esse o debate que devemos fazer e o faremos sempre.

O autor, Fabrício Carlos Genaro, é membro do Diretório Municipal do PT – Bauru

(Jornal da Cidade de Bauru)