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BB confirma Danilo Angst na vice-presidência de Crédito

BRASÍLIA – O Banco do Brasil confirmou nesta sexta-feira a indicação de Danilo Angst para a vice-presidência de Crédito, em substituição a Ricardo José da Costa Flores, que assumiu a presidência da Previ na última terça-feira. .

Danilo Angst é funcionário de carreira e tem perfil técnico. Ele trabalha no Banco do Brasil desde 1982. Foi superintendente do BB nos estados de Goiás, Rio de Janeiro e Paraná. Desde 1999, ocupava o cargo de diretor de Distribuição.

(www.oglobo.com.br)

Previ é maior fundo de pensão da América Latina

A Previ, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, tem sob sua gestão uma carteira de investimentos de R$ 142 bilhões, com participação em cerca de 60 empresas, segundo ativos listados no último balanço, referente ao ano passado.

Está presente nas maiores empresas do País e tem poder de decisão em empresas como Vale, Brasil Foods, Neonergia, CPFL e Invepar, grupo que controla a concessionária Metrô Rio. No total, são cerca de R$ 90 bilhões em participações acionárias em empresas brasileiras. Outros R$ 44 bilhões são destinados a investimentos de renda fixa. A Previ também investe em ativos como shoppings centers, hotéis, terrenos e hospitais.

Criada em 1904, a Previ é o maior fundo de pensão da América Latina e o 45º do mundo em patrimônio, segundo ranking divulgado com base em dados de dezembro de 2008.

(Ig Economia)

Governo substitui quase toda diretoria da Previ

O governo anunciou ontem mudanças profundas no comando do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ). O fundo, que movimenta investimentos de R$ 142 bilhões, terá a partir de junho uma diretoria quase integralmente nova.

Dos seis diretores, apenas um vai continuar. Além do já esperado anúncio de Ricardo Flores, vice-presidente de crédito do Banco do Brasil, para a presidência, dois outros executivos do BB ocuparão cargos-chave: as diretorias de Investimentos e de Participações.

A substituição tripla causou perplexidade na Previ. O atual presidente, Sérgio Rosa, está em fim de mandato, mas os outros dois diretores ficariam até 2012. Marco Geovanne Tobias da Silva, que hoje ocupa a gerência geral de relações com investidores do BB, e Renê Sanda, diretor de gestão de risco do banco, assumirão os postos de Joilson Ferreira (Participações) e Fabio Moser (Investimentos). Outros dois diretores em fim de mandato terão substitutos eleitos este mês pelos funcionários do BB.

Mantendo três executivos da confiança do atual comando do BB, o governo garante o bom encaminhamento de questões de seu interesse. Um empate na votação de projetos na diretoria é avaliada pelo conselho deliberativo, presidido pelo vice-presidente de Recursos Humanos do BB, Robson Rocha, que chegou a ser cotado para substituir Rosa.

Apelos. E parece haver muitas questões de interesse do governo a serem decididas pela Previ, um dos maiores investidores isolados do País. As obras grandiosas de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) precisam de investidores; o Banco do Brasil briga para incorporar ao seu caixa parte do superávit da Previ; a Vale, que tem a Previ como um dos principais controladores, recebe recorrentes “apelos” de Lula por uma postura de investimentos mais agressiva no País; a Neoenergia, outra controlada da Previ, é alvo de interesse da CPFL, do grupo Camargo Correia, numa compra que, segundo fontes, teria o aval de parte do governo.

O futuro de Sérgio Rosa ainda não está definido. Há especulações sobre uma eventual participação dele, petista oriundo no Sindicato dos Bancários de São Paulo, na campanha da candidata do governo às eleições presidenciais, Dilma Rousseff.

O fato é que, além de não conseguir fazer seu sucessor – tentava emplacar seu atual diretor de Participações, Joilson Ferreira – Rosa, que está na Previ há dez anos e nos últimos oito anos como presidente, amargou uma demonstração incontestável de descontentamento do governo. Nos últimos sete meses da gestão de Lula e às vésperas do processo eleitoral que definirá a sucessão presidencial, a Previ terá outra cara. A partir de 2011, dependendo da eleição de outubro, poderá mudar novamente.

(Agência Estado)