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Maria Verônica, a “Supergrávida” de Taubaté é uma farsante de silicone

26/01/2012 : LEIA AINDA

Maria Verônica: Mulher que inventou gravidez de quadrigêmeos deve ir à polícia nesta quinta

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Por Agência Estado

20 de Janeiro de 2012 

Uma coletiva realizada hoje à tarde em Taubaté, interior de São Paulo, esclareceu que a professora Maria Verônica Aparecida César Santos não estava grávida. Para enganar até mesmo o marido ela usou uma barriga de silicone com enchimento de tecido.

O desfecho da dúvida se havia ou não a gravidez aconteceu nesta madrugada. A mulher teria passado mal e familiares se mobilizaram para levá-la ao hospital. Ela recusou atendimento médico e teria assumido a farsa.

O advogado Marcos Antonio Leite recebeu a informação por volta de 3h da manhã. Segundo ele, o marido, Kléber Eduardo Melo Vieira, entrou em estado de choque e teria chorado compulsivamente no momento em que viu que a barriga tinha apenas pedaços de tecidos e silicone. Ao se deparar com a cena da falsa gravidez, o então advogado teria pedido ajuda ao colega, Enilson de Castro, que agora cuida do caso. “Nem o marido a tocava, ela dizia que estava com estrias e o marido acreditou na gravidez”, comentou Castro, que não quis revelar o real motivo da mulher em fantasiar uma gravidez, alegando a necessidade de uma conversa mais aprofundada com a cliente, já que teria assumido o caso às pressas, ainda na madrugada. Entretanto, não descarta a possibilidade de alegar problemas mentais na linha de defesa de Maria Verônica.

Uma provável justificativa para a farsa, não confirmada nem desmentida pelo advogado, seria a falta de atenção da família, já que o casal estava há cerca de 5 anos sem contato com os familiares que não aceitavam o relacionamento dela com o marido. “Ela se mostrou bastante arrependida”, disse o advogado.

Mesmo afirmando não conhecer a barriga e não desconfiar da esposa, o marido da falsa grávida pediu afastamento do trabalho para cuidar da família. De acordo com Castro, o pedido de licença médica por estresse foi aprovado pelo serviço médico da empresa em que trabalha.

Com a maior dúvida respondida, se a mulher estaria grávida, agora a polícia deverá ouvir outros familiares. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ivahir Freitas Garcia Filho, presente na coletiva, a mulher deverá prestar esclarecimentos na próxima semana e poderá ser ouvida em domicílio, a pedido da defesa que busca preservá-la do assédio das pessoas. A pena por falsidade ideológica e uma eventual vantagem sobre as doações recebidas podem levar a professora de um a quatro anos de reclusão. “Ela se perdeu no caminho e não achou meios para se encontrar”, comentou o delegado. “Pelas pessoas que conversamos tudo levava a crer numa farsa. Tínhamos quase certeza que ela não estaria grávida”, declarou.

Segundo o advogado que agora defende a falsa grávida, “ela se prontificou a devolver as doações”. Caso algum doador recuse a devolução, ela prometeu fazer doações. Maria Verônica teria uma consulta psiquiátrica nesta arde.

(AGÊNCIA ESTADO)

Gravidez de quadrigêmeos era farsa, diz advogado de ‘supergrávida’

O advogado Enilson de Castro, que representa a mulher que disse estar grávida de quadrigêmeos em Taubaté, no interior de São Paulo, admitiu durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (20) que a gestação era falsa. Ele não esclareceu, porém, o que levou Maria Verônica Vieira a mentir sobre a gravidez. “A gente ainda não pode responder essa pergunta”, disse. O advogado afirmou apenas que ela tem problemas psicológicos. A professora afirmou a ele que está “destroçada” com a situação.

A história da gravidez de quadrigêmeos surgiu no início do ano e foi noticiada pelo G1. Na ocasião, a mulher disse em entrevistas que as quatro crianças eram meninas e teriam como primeiro nome Maria. Depois da divulgação da “supergravidez”, um médico que atendeu a mulher no segundo semestre do ano passado afirmou que, na ocasião, ela não estava grávida. A polícia começou a investigar o caso. Havia rumores também de que o casal tinha apresentado a ultrassonografia de outra grávida.

O advogado assumiu a defesa de Maria Verônica na madrugada desta sexta-feira, por volta das 4h. Enilson de Castro disse acreditar que o marido dela não sabia da farsa e que outros familiares também não. Segundo o advogado, todos “estão muito abalados com o caso”. Ele admitiu que a cliente usava “uma barriga de silicone” com enchimentos. O advogado disse que a mulher, inclusive, se prontificou a doar os presentes que ganhou.

O defensor disse que a mulher não desmentiu a gravidez antes por causa da grande repercussão que o caso tomou. A probabilidade de uma gravidez espontânea de quadrigêmeos é de 1 para 512 mil. O advogado que antes cuidava do caso, Marcos Leite, agora é contratado apenas do marido.

Médico
O obstetra Wilson Vieira de Souza disse que Maria Verônica Vieira realizou um exame de ultrassom que não atestou a gravidez. “Ela veio ao meu consultório em junho, dizendo que estava grávida. Eu pedi o exame de ultrassom e ela só me trouxe no dia 30 de agosto. Também pedi exame de gravidez, mas ela não trouxe. Naquele dia, ela não estava grávida”, afirma. De acordo com Vieira, ela voltou ao consultório no dia 21 de outubro, com novos exames. “Falei que não tinha dado gravidez. Aí, quando chegou janeiro, vi as reportagens e achei que a conhecia”, conta.

O delegado seccional de Taubaté, Ivahir Freitas Garcia Filho, disse que vai dar sequência ao inquérito que apura o caso. Ele pretende ouvi-la nos próximos dias. O delegado afirmou na quarta que “a polícia instaurou o inquérito para ver se o comportamento dela tem algum cunho que infrinja a legislação penal brasileira”. Um dos objetivos da investigação é atestar se a mulher obteve algum tipo de vantagem econômica com a falsa gravidez.

(PORTAL G1)

Comida estragada que ia para o aterro sanitário era vendida em comércio de CAUCAIA

Milhares de produtos alimentícios, como leite, carne, salsicha, maionese, frango, peixe, suco e até pizza, com data de validade vencida e que deveriam ter sido jogados no lixo, estavam sendo vendidos por um homem a comerciantes do Município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

WALESKA SANTIAGO Delegado Bruno Figueredo e sua equipe descobriu o depósito onde os alimentos eram estocados para ser vendidos antes de chegar ao lixão

Os produtos, que estavam armazenados em uma residência, situada na Avenida dos Carrapichos, próximo ao Aterro Sanitário de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foram encontrados, na tarde de ontem, por inspetores da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas(DRFVC), sob o comando do delegado Bruno de Figueredo Filho, após cerca de uma semana de investigação.

Lixo

Segundo as investigações da Polícia, as mercadorias eram compradas diretamente dos motoristas de caminhões de lixo, na entrada do aterro. “Esses produtos, oriundos de fábricas e supermercados eram trazidos para serem descartados e destruídos no aterro, mas acabavam sendo comprados pelo acusado e revendidos a comerciantes da região”.

O proprietário dos gêneros alimentícios conseguiu fugir antes da chegada dos inspetores da DRFVC, mas o irmão dele, identificado como José Roberto Lopes da Silva, 28, foi detido.

Ele foi autuado em flagrante no artigo 7º, inciso IX, da Lei 8.137/90 dos Crimes Contra a Ordem Tributária, que proibe “vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo”, cuja pena varia de dois a cinco anos.

Figueredo mostrou um lata de leite em pó, vencida desde outubro de 2010. Outros produtos também mostravam datas de validade expirada a sete, cinco e três meses. “São mercadorias de todo o tipo. Temos iogurte, peixe, camarão, carne, salsicha, maionese, batata frita, camarão, frango, feijão, tudo vencido. Além de ser um caso de polícia e também de saúde pública”, alertou o delegado.

Todo o material foi apreendido pela Polícia e, de acordo com o titular da DRFVC, deverá ser encaminhado para a Vigilância Sanitária do Estado do Ceará com o objetivo de ser destruído.

(DIÁRIO DO NORDESTE)