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José Serra

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Qual é a proposta?

Nesse fim de semana, o ex-governador José Serra e a ex-ministra Dilma Rousseff oficializaram suas candidaturas à Presidência da República, cada qual pela coligação de partidos que os apoia. Ele, pela oposição; ela, pelo governo Lula.

Do ponto de vista da política econômica, Dilma se apresenta agora como a candidata da continuidade, como aquela que vai manter as grandes linhas que, argumenta ela, garantem a estabilidade que é precondição para o prosseguimento dos programas de desenvolvimento e aumento de densidade do Brasil na economia global. E é assim que os emissários de Dilma vêm se apresentando aos empresários e grandes administradores.

Assim, às vezes com mais sutileza e às vezes com menos, tentam explorar o que entendem como campo de indefinição ou, mais do que isso, como as incertezas que cercam o programa de política econômica do candidato adversário.

O argumento dos defensores da candidata governista é o de que, se Serra vier a ser presidente da República, a economia brasileira correrá forte risco de passar por uma ampla desarrumação, com as consequências que daí deverão provir.

Desde os tempos em que participava como ministro das duas administrações Fernando Henrique, José Serra vem fazendo críticas duras não só à política cambial e à política monetária. Ele também se pronuncia especialmente contra a concessão do atual grau de autonomia do Banco Central na condução da política monetária (política de juros): “o Banco Central não é a Santa Sé”, disse em abril na TV, em ríspida entrevista concedida à jornalista Míriam Leitão.

Mas essas posições estão longe de dar uma visão clara de como seria a geometria da política econômica num possível governo Serra. Não se sabe até que ponto seria alterado o atual tripé: responsabilidade fiscal (com formação de forte superávit primário); câmbio sujeito a “alguma flutuação suja”, na medida em que prevê intervenções do Banco Central no mercado; e sistema de metas de inflação.

Serra é conhecido como aquele que sempre exigiu muito rigor na execução da política fiscal. No mais, às vezes, indica que fará mudanças, mas não a ponto de mexer radicalmente no tripé. Outras, é crítico ou vago o suficiente para deixar empresários e analistas na dúvida ou então que tome corpo a tese do “risco Serra”.

Quando pretendia arrebatar a candidatura a vice de Dilma, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, denunciou com certa insistência a existência desse risco. Depois, no entanto, passou a defender a posição de que a economia brasileira já havia ultrapassado o estágio da puberdade e já é madura o suficiente, vem dizendo ele, para não se sujeitar a mudanças radicais no atual modelo. Isto é, independentemente de quem seja o novo presidente, as atuais vigas mestras serão fundamentalmente mantidas.

Seja como for, Serra está devendo uma definição do que pretende, se for eleito. As sabatinas se sucederão agora em todos os meios de comunicação e serão excelente oportunidade para deixar tudo isso mais claro. E é bom que fique claro. Se está erguendo a bandeira da confiança e da garantia de que “o que é bom deve continuar”, é porque Dilma está identificando fragilidades nas propostas do seu adversário que lhe convém explorar eleitoralmente.

A França usa a tesoura
A França está disposta a seguir o projeto alemão. O primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou ontem que o governo se prepara para um corte de €45 bilhões no orçamento até 2013. Na semana passada, foi a vez da chanceler Angela Merkel avisar que seu governo estava fazendo uma economia de €80 bilhões no mesmo período.

Dívida e soberania
Fillon justificou os novos cortes como uma decisão destinada a garantir a soberania do Estado francês: “Um país perde parte de sua independência nacional quando se endivida demais e quando acaba amarrado às decisões dos credores.”

Na contramão
As decisões da Alemanha e da França contrariam os apelos formais do secretário do Tesouro americano, Tim Geithner, reiterados na última reunião do G-20, de que os governos europeus incrementem o dispêndio público para incentivar o consumo, em vez de aumentar os cortes de despesa que produzem recessão.

(Blog do favre)

Maioria dos eleitores votaria “com certeza” em um candidato apoiado por Lula

A maioria dos eleitores votaria, com certeza, em um candidato à Presidência apoiado pelo presidente Lula. O dado é da pesquisa Vox Populi/Band divulgada neste sábado. Outros 30% dos entrevistados disseram que poderiam votar, 10% disseram que não votariam e 24% afirmaram que não levam isso em conta.

Quando questionados sobre se sabem ou não quem Lula está apoiando, 74% dos entrevistados responderam que é Dilma Rousseff (PT), 4% acharam que é José Serra (PSDB) e 1% acredita que é Marina Silva (PV).

No caso do governo do Estado, o instituto Vox Populi perguntou sobre a influência do apoio de um governador a um presidenciável. Entre os entrevistados, 15% responderam que votariam com certeza em um candidato à Presidência apoiado pelo governador de seu Estado. Outros 36% disseram que poderiam votar, 15% afirmaram não votar e 30% acham que isso não faz diferença.

Para 47% dos entrevistados, o próximo presidente deve dar continuidade à maioria das políticas de Lula e mudar apenas algumas. Outros 34% disseram que todas as políticas públicas atuais devem ser mantidas, 13% acham que se deve manter algumas e mudar a maioria e 5% gostariam que tudo fosse mudado.

A pesquisa Vox Populi/Bandeirantes foi realizada entre os dias 8 e 13 de maio em 117 municípios. A margem de erro é de 2.2. pontos percentuais. Foram entrevistadas 2 mil pessoas e a pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Eleitoral (TSE) no dia 7 de maio, com o protocolo de número 11.266/2010.

(band.com.br)

PSDB: Estado mínimo e privatizante

A queda do governador José Serra (PSDB-SP) na última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial e, conseqüentemente, o crescimento da candidata do PT Dilma Rousself vem causando alvoroço por todo o ninho tucano. Alguns líderes do PSDB admitem que a demora do partido em definir o seu pré-candidato contribuiu para o crescimento da ministra Dilma, mas o fato é que quanto mais Dilma se apresenta à sociedade brasileira como candidata do PT, apoiada pelo próprio presidente Lula, mais ela sobe nas pesquisas de intenção de votos, numa demonstração clara de que a população aprova o atual governo.

No caminho inverso, ter a imagem atrelada à do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz Serra despencar, e não é por menos, sua gestão foi marcada pelo desmonte dos serviços públicos, por conta da famigerada série de privatizações. A polarização da disputa entre estes dois partidos tem dado a corrida eleitoral aspectos de “plebiscito”, portanto, as comparações serão inevitáveis.

Desqualificar o debate como faz o deputado Pedro Tobias nesta coluna Opinião (em 2 de março) é confessar o desespero ante a real e absoluta possibilidade de um terceiro mandato do Partido dos Trabalhadores. Poderíamos pautar aqui os debates no campo das idéias e em programas de governo, mas o deputado prefere dar a eles um tom mais policialesco, quando afirma que um dos coordenadores da campanha de Dilma é o chefe da quadrilha do mensalão, referindo-se a José Dirceu.

Se o desespero se justifica, tal vocabulário também, pois o termo quadrilha vem fazendo parte da vida orgânica do PSDB e seu eterno braço aliado DEM. Poderíamos falar de algumas: quadrilha da Associação Hospitalar de Bauru. Quadrilha do Arruda, governador do Distrito Federal. Quadrilha que superfaturou o Rodoanel (a pressa em inaugurar a obra provocou desabamento). O escândalo do Sivan, o caso Marka/ FonteCindam, a farra do Proer, etc.

Mas prefiro falar do apego do seu partido ao receituário neoliberal: redução do papel do Estado, privatizações, técnicas da iniciativa privada aplicadas mecanicamente na gestão pública. Ressalto também as sucessivas investidas para criminalizar movimentos sociais, como o recente Caso Cutrale, assim como a impiedosa perseguição à população em situação de rua (higienização) e os despejos em massa na região metropolitana de São Paulo.

Vitimado por estas políticas de inspiração neoliberal, o nosso Estado, comandado ao longo destes vinte anos por seu partido, perdeu participação no PIB nacional. Também no período, o Estado foi palco do maior processo de transferência de patrimônio público para grupos privados de que se tem notícia no País.

As mazelas do modo tucano de governar, com ênfase na gestão José Serra, e os resultados das conquistas do governo Lula serão submetidas a um necessário julgamento político neste ano em que o povo volta às urnas para escolher novos governantes. É esse o debate que devemos fazer e o faremos sempre.

O autor, Fabrício Carlos Genaro, é membro do Diretório Municipal do PT – Bauru

(Jornal da Cidade de Bauru)

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O blog diálogos políticos é uma iniciativa da Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará. Nosso objetivo é possibilitar o intercâmbio de informações entre as pessoas interessadas nos mais diversos temas da conjuntura brasileira.

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. Geógrafo e Funcionário da Secretaria de Formação do SEEB/CE. Atua na CCP-Banco do Brasil e CCV-Caixa. Diretor da AESB e Delegado Sindical do SINTEC-CE.

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"Todo o indivíduo tem direito a liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão". Art.19 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, promulgada em 10 de dezembro de 1948.
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