Fernando Haddad articula sua candidatura pelo PT em SP

26 11 2009

Apesar das resistências no PT paulista, ministro dá sinal verde a aliados para que saiam em busca de apoio

Clarissa Oliveira – O Estado SP

Em meio à indefinição sobre o destino político do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), o ministro da Educação, Fernando Haddad, decidiu colocar em prática uma operação para tentar se lançar como candidato ao Palácio dos Bandeirantes no ano que vem. Apesar das resistências ao seu nome no PT paulista e da repercussão negativa do vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Haddad deu sinal verde para que aliados aproveitassem a eleição interna do partido, no último fim de semana, e coletassem as assinaturas exigidas para registrar a pré-candidatura.

Nas últimas semanas, Haddad também começou a negociar com a cúpula do PT em São Paulo uma data para participar de um ciclo de sabatinas com potenciais candidatos. O partido vem prometendo uma conversa com cada um dos cotados. Até agora, somente o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, participou desse processo.

O ex-ministro Antonio Palocci continua sendo apontado como favorito caso Ciro desista de disputar. Ainda assim, Haddad avisou ao comando da legenda que está à disposição para a tarefa. Outros petistas, como o senador Eduardo Suplicy e o ex-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, além de Emidio, também se ofereceram para o posto. Palocci, entretanto, tem optado pela discrição e deixa a articulação a cargo de aliados.

Nas conversas com dirigentes do PT, Haddad costuma ressalvar que não quer se lançar numa disputa interna. Garante ainda que não vai impor nenhum obstáculo aos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a corrida estadual.

ARTICULAÇÃO - Lula ofereceu a cabeça de chapa na disputa paulista a Ciro, como parte de uma operação para tentar tirar o deputado da corrida presidencial e viabilizar uma eleição plebiscitária entre a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, posto para o qual estão cotados os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves. O time de Haddad não vai bater de frente com o PSB, mas avalia que Ciro avança cada vez mais em direção à corrida presidencial.

“Temos o consentimento de Haddad e vamos recolher todas as assinaturas necessárias para o registro da pré-candidatura”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), lembrando que a direção partidária determinou que os interessados na vaga deverão ter o endosso de pelo menos 1% dos filiados no Estado. “Ciro tem a vantagem de ajudar a formar uma unidade nacional e enxergamos isso com bons olhos. Mas não vamos ficar parados.” Também empenhado na busca de apoio a Haddad, o deputado estadual Simão Pedro engrossa o coro. “Avaliamos que a candidatura própria é a melhor alternativa e vamos trabalhar por esse projeto.”

Mesmo que Ciro se retire da disputa, Haddad terá de enfrentar a resistência de vários setores do PT paulista, em especial do grupo da ex-prefeita Marta Suplicy. Se Palocci também sair de cena, o time da ex-prefeita tende a tentar emplacá-la como a candidata ao Palácio dos Bandeirantes. Para completar, Haddad precisa contornar o desgaste provocado pelo vazamento da prova do Enem, revelado pelo Estado no início de outubro. Aliados do ministro elogiam a resposta dele ao caso, mas a análise de altos dirigentes do PT é a de que lhe faltou jogo de cintura e segurança na hora de lidar com o problema. Entre os adeptos da candidatura do ministro, a torcida é para que o episódio esfrie após a realização da nova prova, nos dias 5 e 6 de dezembro.

(Blog do Favre)





A bomba que vem do Dubai

26 11 2009

Dubai pede prazo para pagamento de dívidas

Reconhecendo a gravidade de sua situação financeira, o governo de Dubai pediu aos bancos um prazo de seis meses para ajustar o cronograma de pagamento das suas dívidas.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a afirmação foi feita em meio a negociações em andamento entre credores e a Dubai World, o braço de investimentos estatal – que ergueu consideráveis projetos imobiliários, mas que convive atualmente com cerca de US$ 59 bilhões em passivos. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Nakheel, subsidiária da Dubai World.

Para os bancos que abasteceram a ascendência de Dubai – estimativas indicam que a dívida total oscila em US$ 80 bilhões -, a decisão em obter um período para negociação das dívidas mostra que Abu Dhabi, que detém consideráveis reservas de petróleo – não vai socorrer Dubai.

Ao invés disso, começa a se formar uma verdadeira reestruturação da dívida, que será partilhada entre o emirado endividado e os banqueiros. A Najeel, uma das grandes empresas do setor imobiliário local e controlada pela Dubai World, deve pagar quase US$ 3,5 bilhões de dívida sob a forma de obrigações islâmicas no mês de dezembro.

A notícia caiu como uma bomba nos mercados financeiros. Os títulos de Nakheel, responsável pela construção de projetos importantes na cidade (como o conglomerado de ilhas Nakheel) despencaram, e puxaram consigo as obrigações islâmicas – as chamadas Sukuks, que caíram em torno de 15 – e as bolsas asiáticas, com efeitos posteriores nos mercados europeus. Os efeitos só não foram maiores devido ao feriado de Ação de Graças (Thanksgiving) nos Estados Unidos.

Ironicamente, o anúncio foi feito após a venda de US$ 5 bilhões em bônus do Tesouro do emirado. Segundo declarações de Dubai, os bônus não seriam utilizados para apoiar a Dubai World, que deve ser reestruturada pela empresa britânica Deloitte.

Fontes: The New York Times e France Presse (via nota na Folha de São Paulo)

(Blog do Nassif)





A guerra baiana

26 11 2009

De O Recôncavo

Irmão de Geddel e outros figurões citados em esquema de corrupção: a coisa inchou e o bicho pegou

O irmão de ministro Geddel, Lúcio Vieira Lima, é presidente do PMDB na Bahia e candidato a deputado federal.

Agora, ele que é o homem da linha de frente da política do ministro Geddel e comandante das tropas do PMDB baiano está envolvido diretamente no maior escândalo político do ano na Bahia.

Na Operação Expresso, a Polícia Civil da Bahia buscou desmontar um suposto esquema de corrupção na agência estadual que regula os transportes (Agerba). A operação prendeu muitos figurões, entre eles, Antônio Lomanto Neto, irmão de Leur Lomanto, ex-presidente da ANAC , filho do ex-governador Lomanto Júnior e tio do deputado estadual Leur Lomanto Júnior.

Outro envolvido é o Secretário de Transportes de Salvador, Almir Melo, o que traz o prefeito João Henrique para o escândalo.

Na Bahia, o clima é de guerra entre PT e PMDB. O caso tem amplas e profundas repercussões na política local.

O PMDB foi atingido em seu núcleo central. Nenhum fato político superou este, em repercussão, em 2009.

O clã dos Lomanto é um dos mais tradicionais e, para muitos, oligarcas da Bahia. Estão no poder há gerações e são influentes na região de Jequié.

Geddel é ministro, homem forte do PMDB e candidato ao governo do estado. Lúcio, seu irmão, possui uma identificação pública muito grande com o ministro, e é quem opera a campanha do irmão e conduz o PMDB baiano.

Não parece obra do acaso que o ministro não ter sido encontrado para falar sobre o fato. Geddel deve estar preparando o revide e a defesa. Ele sabe o que esta operação pode significar para a sua campanha.

O PMDB foi, como se esperava, para o ataque e esta tendência deve se intensificar.

Os peemedebistas acusam o governo armação política. E exigem a investigação de uma série de denúncias, cumprindo a velha cartilha que diz que “o ataque é a melhor defesa”.

Robinson Almeida, secretário de comunicação do governo diz que “o caso é de polícia, e não de política”. E afirma que as investigações tiveram início antes do rompimento do PMDB com o governo, portanto quando o PMDB ainda ocupara a direção da AGERBA, o que poria por terra o discurso peemedebista de pretensa armação política.

Hoje, o problema se agravou. É que Ana Dozinda Penas Pinheiro, proprietária da empresa Expresso Alagoinhas, envolvida no escândalo, confirmou o paramento de R$400 mil que, segundo ela, foi feito pelo irmão do deputado estadual Ronaldo Carletto (PP), o empresário Paulo César Carletto, sócio da Rota Transporte e Viação Jequié. Segundo a empresária o pagamento era destinado à ex-diretores da Agerba.

Esta confirmação da empresária perfuma as acusações com fumos de veracidade.

A relação entre o PMDB e o PT na Bahia está, mais do que nunca, tensionada. A beligerância deve subir e o escândalo terá reflexos diretos na Assembléia Legislativa da Bahia, onde se espera um contra-ataque peemedebista e a exploração do fato pelo DEM.

Entrarão em campo agora os caciques nacionais do PMDB e do PT. A turma dos bombeiros deve entrar na peleja para evitar contaminações do escândalo na aliança nacional entre o PT e o PMDB.

Como diz o radialista Celso Oliveira, a coisa inchou e o bicho pegou.

Link:  http://www.oreconcavo.com.br/2009/11/26/irmao-de-geddel-e-outros-figuroes-sao-citados-em-esquema-de-corrupcao-a-coisa-inchou-e-o-bicho-pegou/

(Blog do Nassif)





MPF-CE recomenda e UFC suspende seleção para residência médica

26 11 2009

Após recomendação do Ministério Público Federal ser encaminhada à Universidade Federal do Ceará (UFC), a instituição de ensino resolve suspender, temporariamente, o concurso para residência médica no Hospital Universitário Walter Cantídio e na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, ambos vinculados à UFC.

A UFC concordou com o procurador da República Alessander Sales sobre a necessidade de apurar a denúncia em torno de irregularidades existentes na prova de seleção para residência médica.

Veja as irregularidades na prova da UFC:

  • Enquanto o edital determinava a distribuição igual de questões dentre as especialidades de clínica médica, cirurgia geral, pediatria, obstetrícia e ginecologia e medicina preventiva e social, a prova aplicada fugiu à regra. Pela denúncia, a prova não contemplava  nenhuma questão sobre ginecologia, por outro lado, mais de 20 questões de cirurgia geral foram formuladas;
  • Outro entrave, as tabelas e gráficos sem nenhuma possibilidade de leitura e interpretação;
  • Também foram identificadas questões repetidas do ano passado, além de uma questão possuir dois itens considerados corretos.

(Portal Verdes Mares)





Ceará: Divulgada lista de aprovados do concurso para professor do Estado

26 11 2009

A Secretaria de Educação do Ceará (Seduc) divulgou na tarde desta quinta-feira (26) a lista dos aprovados na primeira fase do concurso público que abriu 4 mil vagas para contratação de professor efetivo do Estado.

Os aprovados no concurso vão ocupar o cargo de professor, classe pleno I, cuja remuneração inicial é de R$ 1.327,66 para 40 horas semanais de trabalho, e de R$ 663,83 para 20 horas semanais. Para assumir o cargo de professor, o candidato deverá ter grau superior em nível de licenciatura plena.

> Baixe a lista dos aprovados na 1ª fase do concurso

Na próxima etapa do concurso, haverá uma prova prática (aula) na disciplina em que o candidato está concorrendo, enquanto a terceira, compreenderá um programa de capacitação profissional com carga horária de 180 horas/aula. A quarta fase englobará o exame de títulos. As três primeiras são de caráter eliminatório e classificatório, enquanto a última é somente de caráter classificatório.

As provas objetivas foram aplicadas no dia 1º de novembro e contou com a inscrição de 25.153 candidatos.

(Portal Verdes Mares)





Justiça suspende lei do estacionamento grátis em shoppings de SP

26 11 2009

A Justiça de São Paulo acolheu pedido da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) e suspendeu nesta quinta-feira a lei paulista nº 13.819, que determinava a gratuidade do estacionamento em shoppings para clientes que comprovassem despesa de ao menos dez vezes o valor da taxa.

Veja a íntegra da decisão que suspendeu a lei
Lei isenta estacionamento de quem gastar dez vezes o valor
Novo shopping desrespeita lei e não oferece bicicletário

A lei foi publicada no “Diário Oficial” do Estado na última terça-feira. Na quarta, a associação registrou representação para anular a medida. O desembargador Luiz Edmundo Marrey Uint concedeu liminar (decisão temporária) suspendendo a lei.

Na decisão, o desembargador cita pelo menos seis decisões, inclusive do Supremo Tribunal Federal, em que leis semelhantes foram barradas por inconstitucionalidade, sob o argumento de que apenas a União pode legislar sobre direito civil e comercial. Agora, a cobrança da taxa volta a valer até que o mérito seja julgado novamente pela Justiça.

A lei determina que a comprovação das despesas deve ser feita por meio de notas fiscais com data –todas devem ser do mesmo dia que o cliente usou o estacionamento do shopping– e estabelece o benefício para clientes que permanecerem por, no máximo, seis horas no shopping. De acordo com o texto, também deve ser gratuita a permanência por tempo inferior a 20 minutos; o período será comprovado a partir de documento emitido no momento da entrada do veículo no estacionamento.

Segundo o texto da lei, caso o consumidor ultrapasse o tempo previsto para a gratuidade, pagará o valor previsto na tabela.

Lojistas – A Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), também contrária à lei, afirmou que quem pagaria a conta da lei seriam os proprietários das lojas.

“O lojista sofrerá os encargos desta medida”, disse ontem o presidente da entidade, Nabil Sahyoun, em nota. “Os shoppings repassam até 50% do valor arrecadado no estacionamento para abater despesas de condomínio e o fim da cobrança significa que esta despesa será distribuída entre os lojistas e, em última instancia, será repassada ao consumidor.”

Para a entidade, a lei é inconstitucional, já que os shoppings são estabelecimentos de propriedade privada e não podem sofrer interferências de Estados e municípios.

(Folha Online)





Justiça libera Kaiser para veicular propaganda do “teste cego” de cervejas

26 11 2009

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) derrubou na noite de ontem a liminar que impedia a Femsa –fabricante da cerveja Kaiser– de veicular uma propaganda que contém um teste cego, onde a Kaiser foi considerada a melhor cerveja na comparação com mais quatro concorrentes.

A liminar, pedida pela AmBev, foi concedida pelo Tribunal na semana passada. A empresa é fabricante de três das quatro marcas que “concorriam” com a Kaiser no teste cego –Skol, Brahma e Antarctica. A outra marca é a Nova Schin, da cervejaria Schincariol.


O desembargador Beretta da Silveira, da 3ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, derrubou a liminar sob o argumento que não há qualquer defeito na campanha veiculada pela Femsa, já que a propaganda comparativa é permitida no país.

Para realizar a propaganda, criada pela agência Fischer+Fala!, a Kaiser utilizou uma pesquisa realizado pelo Datafolha com 2.560 consumidores de cerveja em nove capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Manais) durante a primeira quinzena de outubro.

Nela, a Kaiser foi escolhida a melhor por 20,1% dos entrevistados, contra 19,8% da Skol, 19,7% da Brahma, 19,4% da Antarctica e 18,6% da Nova Schin. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Apesar da vitória na Justiça, a Femsa disse que ainda analisa se voltará a exibir o comercial, embora o hotsite da campanha esteja na internet e o comercial possa ser visto em sites de compartilhamento de vídeos, como o Youtube.

Além do pedido de liminar para impedir a veiculação, a AmBev também entrou na semana passada com representação contra a propaganda no Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária). Porém, o pedido ainda não foi julgado pelo órgão, que espera o fim das tramitações judiciais do caso para poder apreciá-lo.

(Folha Online)





Caixa frustra empregados e não apresenta proposta completa para o PCC

26 11 2009

A Caixa frustrou as expectativas dos empregados e não trouxe a proposta completa para o novo Plano de Cargos Comissionados (PCC) para a negociação com a Contraf-CUT e demais entidades sindicais realizada nesta quarta-feira, 25, em Brasília. Além disso, apresentou alguns novos itens da proposta que vão contra as reivindicações dos trabalhadores e representariam retrocessos.

Os negociadores do banco informaram que não conseguiram encaminhar a proposta pra avaliação do Conselho Diretor da empresa na última reunião deste órgão, realizada nesta terça-feira. Assim, o banco repassou os pontos já apresentados aos bancários durante a campanha salarial da categoria, com algumas novidades.

O primeiro retrocesso trazido pelo banco diz respeito à questão da jornada. A empresa afirmou que pretende resolver essa questão antes da implantação do novo plano, chamado por ela de Plano de Funções Gratificadas (PFG). A proposta do banco é a definição de jornada de oito horas para algumas funções e de jornada de seis horas para outras, sendo que estas últimas teriam salário proporcional, acarretando em redução dos rendimentos dos trabalhadores.

Além disso, o banco afirmou que considera que algumas funções sem controle de ponto, como a de Gerente Geral, seriam “Sem jornada definida”, ou seja, sem direito a hora-extra. Por fim, o banco afirmou que pretende manter a discriminação contra os empregados que não saldaram o Reg/Replan, impedindo sua migração para o novo plano. Para isso, o banco pretende viabilizar junto à Funcef a reabertura do saldamento do plano.

“Deixamos claro para o banco que não podemos aceitar redução salarial, eliminação de horas-extras nem a discriminação contra os empregados com Reg/Replan não saldado. Se o banco mantiver estes pontos, orientaremos para a rejeição da proposta em assembleias”, afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa). Os trabalhadores reivindicam jornada de seis horas para todos os bancários sem redução salarial.

Uma nova reunião ficou marcada para dia 2 de dezembro, quarta-feira, em Brasília. Até lá, o banco afirma que já terá possibilidade de apresentar a totalidade da proposta.

Exaustores nas bancadas de penhor

Os bancários questionaram a Caixa sobre os exaustores que estão sendo instalados nas bancadas de penhor, conforme negociado na Campanha 2009. No Ceará, empregados reclamaram que o aparelho adquirido pelo banco não atende às especificações necessárias. O Sindicato do Ceará contratou um perito que confirmou a inadequação dos aparelhos e alertou para a possibilidade deles espalhar os vapores das bancadas para outros ambientes. A Caixa ficou de avaliar a situação.

Condições de trabalho

Os trabalhadores levaram para a mesa de negociação denúncia de várias unidades de todo o Brasil sobre a demora da Caixa para fazer manutenção de aparelhos de ar condicionado. A falta do equipamento causa grandes transtornos para empregados e clientes, especialmente no verão e em algumas localidades. Segundo relatos, a demora no conserto chega a até 40 dias. Os negociadores do banco se comprometeram a checar a situação e trazer uma resposta na próxima reunião.

Contratações

A Contraf-CUT questionou a Caixa sobre o processo para a efetivação das 5 mil contratações conquistadas pelos empregados durante a Campanha 2009. O banco informou que já está contratando, num processo de substituição de estagiários, mas que o cronograma de contratação e para a distribuição dos novos empregados depende do planejamento da empresa para 2010, que será concluído em dezembro. Assim, em janeiro o banco realizará um plano de contratação com base nas informações prestadas pelas unidades. O banco chamou a atenção ainda para a ampliação da rede, que vai demandar novos bancários.

Os bancários questionaram também o prazo para essas contrações, uma vez que a maioria dos concursos em nível nacional vence no dia 30 de junho de 2010. Além disso, como se trata de ano eleitoral, as empresas públicas têm um impedimento legal para novas contratações a partir do dia 30 de junho. A Caixa informou que pretende publicar edital para concurso em janeiro de 2010 e realizar as provas em março de 2010, de forma a possibilitar a homologação do concurso antes do prazo limite estabelecido pela lei eleitoral. Uma vez homologado o concurso, as contratações poderão ocorrer no resto do ano normalmente.

Saúde Caixa

A Contraf-CUT informou ao banco que já está finalizando junto às entidades sindicais a indicação dos representantes que comporão os comitês de acompanhamento de rede do Saúde Caixa. Serão 15 comitês em todo o país (um para cada Gipes), com cinco membros titulares e cinco suplentes. “Acreditamos que eles contribuirão para melhoria na rede de credenciados”, afirma Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e empregado da Caixa. Os nomes indicados pelos trabalhadores serão passados para a Caixa até o fim dessa semana.

Cobrada pelos bancários, a Caixa informou que realizará uma áudio-conferência com todas as Gipes orientando sobre o funcionamento dos comitês e sobre o processo de implementação. Os comitês terão a participação de dois empregados de cada Gipes, sendo pelo menos um gestor. O banco informou ainda que vai expedir uma comunicação eletrônica detalhando o processo e realizar, no dia 17 de dezembro, uma reunião nacional com as Gipes na qual incluirá o tema.

Os representantes dos bancários manifestaram também ao banco sua preocupação quanto à reunião do Conselho de Usuários do Saúde Caixa, a ser realizada em dezembro para avaliar o balanço do ano, avaliar a projeção atuarial para o próximo exercício e definir os valores de custeio. “A Caixa teve problemas de falta de processamento nos últimos anos, o que fez com que debatêssemos em cima de números pouco confiáveis por três exercícios. Nos dois últimos dois anos, o Saúde Caixa apresentou expressivo superávit”, afirma Plínio.

“Acertamos na mesa de negociação da Campanha Nacional 2009 que o banco apresentará os números ao GT-Saúde para se fazer uma reavaliação dos exercícios passados, para se necessário estabelecermos em processo negociado alterações no modelo de custeio e verificar a real situação financeira do plano, que ao que tudo indica é altamente superavitária. A Caixa concordou em rever os números, embora tenha afirmado que tal processo só poderá ser feito no ano que vem”, conclui. Dessa forma, os trabalhadores reivindicaram que não seja feito nenhum reajuste no custeio do plano antes de feito o levantamento.

Eleição para as Cipas

Os trabalhadores apresentaram ao banco proposta para a realização das eleições de todos os membros das Cipas, direito conquistado na última campanha salarial. Segundo a proposta, nas unidades que têm comissão constituída, as eleições seriam realizadas apenas após o fim dos mandatos em curso. A Caixa deve informar as entidades sindicais com 45 dias de antecedência do vencimento dos mandatos em cada unidade, como já previsto no Acordo Coletivo, para que seja iniciado o processo de eleição, já no novo modelo. Nas unidades que não têm comissão, apenas um representante indicado pela empresa, os empregados propõem calendário nacional para o processo de eleição, a ser realizado em fevereiro. A proposta foi aceita, ficando acertado que na próxima reunião os representantes dos empregados trarão uma sugestão de calendário.

Boatos

O banco também foi questionado a respeito de boatos que surgiram entre os empregados sobre a criação pela empresa de um programa de incentivo à aposentadoria. Questionados, os negociadores do banco negaram a existência de planos nesse sentido.

Reestruturação das filiais

Outro ponto que preocupa os empregados é a reestruturação das filiais, chamado pela Caixa de “novo modelo de filiais”. Os negociadores da empresa afirmam não ter informações sobre o processo, pois estas ainda estão restritas à área responsável. Os dirigentes sindicais manifestaram suas preocupações com relação ao destino dos funcionários envolvidos no processo e com a adequação da própria estrutura proposta. “Uma questão é o que vai acontecer com as Gipes, uma vez que há rumores de que elas seriam diminuídas das atuais 15 para cinco em todo o país. E para a área de saúde do trabalho e para o Saúde Caixa, o movimento sindical considera que mesmo as 15 são pouco: queremos pelo menos uma por estado”, afirma Jair. Os negociadores da Caixa registraram a preocupação e comprometeram-se a repassar as informações assim que tenham acesso a elas.

Desconto dos dias de greve de 2007 e 2008

A Contraf-CUT voltou a cobrar do banco a revisão do desconto dos dias parados em algumas bases na greve de 2007 (especificamente Belo Horizonte, Bahia e Sergipe). Os bancários propõem que seja devolvido o dinheiro descontado e que se faça um processo de compensação desse dia. O banco ficou de avaliar a proposta e retomar o tema na próxima reunião.

Também foi abordado o desconto relativo à greve de 2008 (vários locais do país). “Nosso entendimento é o de que o banco descumpriu o acordo coletivo na ano passado, que dizia que não poderia haver desconto das horas após expirado o prazo para compensação. Já conseguimos decisões favoráveis na Justiça e vamos continuar lutando”, afirma Jair. Porém em algumas bases, como Brasília, a decisão em segunda instância foi contrária aos bancários, o que fez com que a Caixa iniciasse o processo de desconto parcelado. Foi proposto que a Caixa devolva os valores e estabeleça um novo prazo para compensação. O tema também retorna na próxima reunião.

Processo de avaliação por mérito 2009 do PCS

A comissão paritária de acompanhamento do PCS estabeleceu a criação de um cronograma de reuniões para debater os critérios a serem aplicados na avaliação por mérito para o exercício 2009. Para isso, é necessário que a Caixa forneça algumas informações sobre o processo de 2008 (valor global das promoções, quantidade de empregados que obtiveram promoção por antiguidade no período, entre outros). O banco se comprometeu a fornecer esses números. Após isso será estabelecido um calendário de reuniões.

Fonte: Contraf-CUT





Veja a incidência de AIDS nos estados e capitais

26 11 2009

Veja o ranking dos estados por taxa de incidência da doença, segundo o Ministério da Saúde

O estado que apresenta a maior taxa de incidência de aids em 2007 é o Rio Grande do Sul, com 43,8 casos por 100 mil habitantes, seguido do Rio de Janeiro, com 28,9 e Santa Catarina, com 28,4.

Veja a tabela com a taxa de incidência (por 100.000 hab.) de casos de aids segundo a unidade federativa, por ano de diagnóstico, entre 2002 e 2007.

Ano de diagnóstico:

Unidade federativa 2002 2003 2004 2005 2006 2007
1 Rio Grande do Sul 39,6 39,4 34,4 32,2 34,9 43,8
2 Rio de Janeiro 36,2 33,2 35,7 32,8 30,8 28,9
3 Santa Catarina 37,7 32,8 34,1 33,0 31,8 28,4
4 Roraima 10,1 23,5 28,6 16,4 15,6 23,1
5 Amazonas 14,0 12,3 16,2 17,2 18,2 20,0
6 Mato Grosso 20,7 22,6 22,9 21,1 16,8 19,8
7 São Paulo 31,9 31,2 27,4 25,4 22,3 18,7
8 Mato Grosso do Sul 19,1 20,3 18,8 17,1 18,0 17,7
9 Distrito Federal 22,6 27,7 21,6 19,9 17,2 17,3
10 Rondônia 13,3 13,5 12,5 12,7 16,6 17,3
11 Pernambuco 14,9 13,5 14,2 17,0 15,8 16,0
12 Espírito Santo 20,0 19,3 20,1 18,1 17,1 15,6
13 Amapá 13,0 8,4 12,3 12,4 13,5 15,2
14 Pará 9,3 10,2 14,5 12,8 12,4 14,7
15 Paraná 21,6 20,8 18,8 17,9 16,0 14,6
16 Goiás 15,4 15,2 16,2 14,8 14,6 13,8
17 Minas Gerais 15,8 15,2 14,9 14,4 13,2 13,1
18 Ceará 8,5 10,3 10,8 9,2 9,4 11,3
19 Maranhão 6,7 8,6 10,8 10,5 11,7 11,0
20 Sergipe 6,0 8,2 7,9 8,6 9,4 10,8
21 Piauí 6,5 6,2 8,9 9,5 7,7 10,7
22 Rio Grande do Norte 5,4 7,2 4,7 9,5 8,6 9,7
23 Alagoas 7,4 7,8 6,9 8,6 8,1 9,5
24 Bahia 9,4 9,1 9,5 9,0 8,5 9,2
25 Paraíba 7,4 7,8 8,2 8,2 7,8 8,8
26 Acre 7,2 5,8 8,0 7,6 4,5 8,4
27 Tocantins 6,5 6,4 7,2 6,2 7,5 6,5

 

Porto Alegre é a capital brasileira que apresentou maior taxa de incidência de aids em 2007, com 111,5 casos por 100 mil habitantes, revela estudo divulgado hoje (26) pelo Ministério da Saúde. Quase o dobro da capital colocada em segundo lugar, Florianópolis (SC), com 57,4 por 100 mil habitantes

Veja a incidência por capital, entre 2002 e 2007:

Capital            2002 2003 2004 2005 2006 2007
1 Porto Alegre 105,5 102,2 93,0 78,5 92,5 111,5
2 Florianópolis 71,3 84,5 68,6 82,7 82,4 57,4
3 Porto Velho 37,9 31,4 25,0 27,3 38,1 38,1
4 Rio de Janeiro 49,2 39,5 44,4 38,5 38,7 36,4
5 Cuiabá 42,6 43,9 43,4 36,5 30,2 35,7
6 Manaus 25,1 21,8 27,6 29,1 30,3 33,1
7 Boa Vista 14,0 34,8 40,9 24,4 23,2 31,5
8 Belém 26,4 28,0 38,8 33,5 28,5 30,7
9 Recife 28,6 25,7 30,3 34,6 32,3 30,3
10 São Luís 19,3 22,1 30,8 30,1 31,2 28,9
11 Vitória 42,4 32,1 37,3 34,8 31,5 26,2
12 São Paulo 40,7 41,5 35,2 34,1 29,6 25,7
13 Teresina 15,3 13,8 19,3 22,6 16,7 24,7
14 Curitiba 42,8 43,1 37,2 33,4 34,3 24,5
15 Goiânia 26,2 25,7 26,9 26,7 23,8 22,7
16 Fortaleza 17,4 20,2 21,1 18,1 19,8 22,3
17 Belo Horizonte 31,5 29,4 29,0 26,0 20,8 21,9
18 Salvador 25,7 23,4 22,2 18,6 20,1 21,7
19 Campo Grande 33,2 31,3 30,7 22,5 24,8 21,7
20 Maceió 18,6 18,9 15,2 18,8 17,5 21,0
21 Aracaju 11,4 15,4 12,8 16,2 15,2 19,5
22 Natal 11,0 13,6 7,4 14,8 13,3 19,3
23 Macapá 15,3 10,7 16,1 17,4 16,0 17,6
24 Brasília 22,6 27,6 21,5 19,6 16,9 17,3
25 João Pessoa 13,1 15,4 13,8 14,1 14,6 16,4
26 Rio Branco 13,1 12,4 15,6 14,1 8,6 14,9
27 Palmas 16,8 16,3 15,3 9,1 9,5 10,7

Fonte: MS/SVS/Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais
NOTA: (1) Casos notificados no SINAN e registrados no SISCEL/SICLOM até 30/06/2009 e SIM de 2000 a 2008. Dados preliminares para os últimos cinco anos.
POPULAÇÃO: MS/SE/DATASUS em <
www.datasus.gov.br> no menu informações em saúde > Demográfica e socioeconômicas, acessado em 20/10/2009.

(Congressso em Foco)





A incidência da aids nos maiores municípios brasileiros

26 11 2009

De acordo com o Ministério da Saúde, incidência caiu em dez das 39 maiores cidades do país e cresceu em outras 15, entre 1997 e 2007
Redução:
Ribeirão Preto (SP): queda de 72,5%
Sorocaba (SP): queda de 55,3%
Santo André (SP): queda de 51,7%
Osasco (SP): queda de 51,6%
São Bernardo do Campo (SP): queda de 51,1%
São José dos Campos (SP): queda de 47,1%
São Paulo (SP): queda de 45,1%
Curitiba (PR): queda de 34,4%
Londrina (PR): queda de 28,5%

Estabilização:
Rio de Janeiro (RJ); Campinas (SP); Guarulhos (SP); Goiânia (GO); Joinville (SC); Campo Grande (MS); Juiz de Fora (MG); Brasília (DF); Natal (RN); Belo Horizonte (MG); Duque de Caxias (RJ); Nova Iguaçu (RJ); São Gonçalo (RJ); Porto Alegre (RS); Cuiabá (MT).

Crescimento:
Ananindeua (PA): aumento de 380,0%
São Luís (MA): aumento de 272,1%
Teresina (PI): aumento de 254,4%
Belém (PA): aumento de 230,9%
Manaus (AM): aumento de 149,1%
Jaboatão dos Guararapes (PE): aumento de 136,2%
Aracaju (SE): aumento de 93,4%
Uberlândia (MG): aumento de 92,4%
Recife (PE): aumento de 85,8%
Maceió (AL): aumento de 80,5%
Feira de Santana (BA): aumento de 67,9%
João Pessoa (PB): aumento de 56,3%
Contagem (MG): aumento de 46,1%
Fortaleza (CE): aumento de 44,3%
Salvador (BA): aumento de 41,0%

Fonte: MS/SVS/Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais

Link: http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30785