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Manifestantes invadem Congresso Nacional, em Brasília

Após serem contidos por um cordão de isolamento da Polícia Militar, dezenas de manifestantes conseguiram furar o bloqueio e invadiram a área externa do Congresso Nacional, em Brasília, nesta segunda-feira (17), aos gritos de “a-ha, u-hu, o Congresso é nosso”. Eles ocuparam a marquise onde ficam as duas cúpulas, da Câmara e do Senado.

Até às 19h25, os manifestantes não haviam sido detidos — a PM apenas os orientou para que voltassem ao grupo e está observando o movimento de longe. Em alguns momentos, os policiais chegaram a usar spray de pimenta para reprimir os ativistas.

Os ativistas participam de um protesto que pede recursos para educação, saúde, passe livre no transporte público e contra os gastos públicos na Copa das Confederações e do Mundo (2014), entre outras reivindicações. A manifestação ocorre simultaneamente em várias outras cidades do país, como em Belo Horizonte,São Paulo, Natal, Belém, Campinas, no Rio de Janeiro e em Florianópolis.

(Uol)

Globo é xingada e impedida de gravar em protesto contra aumento das passagens

Manifestantes protestam contra aumento de passagens (Foto: Eduardo Enomoto/R7)

Uma equipe da Globo acaba de ser humilhada em público, na noite desta segunda (17), durante o quinto protesto contra aumento das passagens de ônibus no largo da Batata, em São Paulo.

Caco Barcellos não conseguiu gravar, pois ao fundo havia gritos de “Fora Rede Globo”, “Abaixo Rede Globo, o Povo Não É Bobo”.

A emissora é acusada pelos manifestantes de manipular as informações dando a eles uma imagem de vândalos. Sem falar que fica defendendo a polícia.

(Blog da Fabiola Reipert – R7)

Da Candelária à Cinelândia: passeata do Rio paralisa o Centro

 

Apesar de a Polícia Militar não divulgar até as 18h30 o número de manifestantes que participam de grande passeata na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, imagens de TV e do Centro de Operações do Rio impressionam. As ruas estão tomadas desde a Candelária até a Cinelândia, e não param de chegar manifestantes.

As reivindicações são das mais variadas. Desde pedidos de mais investimentos em saúde e educação no país até críticas à Proposta de Emenda Constitucional 37.

Por volta das 16h, milhares de manifestantes tomaram a Candelária, no Centro do Rio de Janeiro. Mais de 60 mil pessoas confirmaram a participação por meio do Facebook e os próprios internautas mapearam pontos de apoio, como sedes de consulados e embaixadas, onde os policiais não poderão ingressar. 

Os organizadores do protesto também pedem que todas as pessoas se vistam de branco, mesmo as que não participarão da manifestação. Pelo menos 3 mil pessoas já estão nas ruas. 

(Jornal do Brasil)

‘Marcha do Vinagre’ em Brasília reúne mais de 5.000 na Esplanada dos Ministérios

Nivaldo Sousa – IG Brasília

Em Brasília, mais de 5.000 pessoas, na sua maioria estudantes, deram início nesta segunda-feira por volta das 17h a partir do Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios, a um protesto convocado nas redes sociais. Quem fez a convocação foi Jimmy Lima, de 17 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio. “A gente começou por conta da Copa e cresceu por causa do que a gente viu em São Paulo”, disse o estudante ao se referir à repressão policial na capital paulista durante o quarto protesto do Movimento Passe Livre.

Por volta das 18h, os manifestantes ocuparam o canteiro central em frente ao Congresso e gritavam: “E aí, Dilma, cadê você?”. Eles também cantavam o Hino Nacional. Às 18h30, a manifestação começou a ficar tensa. Um pequeno grupo conseguiu passar a barreira policial e subiu a rampa do Congresso, de onde foi tirado à força. Os manifestantes entraram no espelho d’água e ainda tentavam furar o bloqueio. Atingidos por spray de pimenta, eles revidavam com água. A Tropa de Choque e a cavalaria estavam de prontidão para agir se necessário, segundo o coronel Gouveia, da PM do DF.

A Marcha do Vinagre, como ficou conhecido o ato, também protesta contra a PEC 37, que retira o poder de investigação do Ministério Público, contra o projeto de lei sobre terrorismo, contra a construção do estádio de Brasília e contra a deterioração do transporte público e da saúde no Distrito Federal. A página no Facebook tinha mais de 14 mil confirmações.

Segundo o coronel Gouveia, da PM do DF, 400 homens entre policiais, cavalaria e Tropa de Choque acompanham o protesto. Ele disse que acertou com os manifestantes que não haverá fechamento de via e que a marcha seguirá até o Congresso Nacional. Segundo a polícia, a marcha reuniu cerca de 1.500 pessoas.

Um dos participantes do protesto é o veterinário Rodrigo Montezuma, de 44 anos, também estudante de direito. Ele disse que acompanha a filha, de 21 anos, e foi com ela esta tarde a uma reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Carvalho abriu diálogo com os manifestantes que participaram do protesto de sábado após a ação da polícia, que atirou balas de borracha e bombas de gás em frente ao Mané Garrincha na estreia do Brasil na Copa das Confederações. “O ministro garantiu que ia ligar para o Agnelo (Queiroz, governador do DF) para moderar na contenção da manifestação de hoje”, afirmou Montezuma.

Ele disse ainda que conversou com a OAB do DF, que prometeu dar um respaldo jurídico caso os manifestantes precisem. No último sábado, foram realizadas 29 detenções e, entre os presos, estavam dez menores de idade. “É um absurdo num país democrático como o Brasil tratar manifestante na bala de borracha. Eu fui falar com o ministro e com a OAB como pai que também participa das manifestações e incentiva a filha a participar”, disse Montezuma.

Fortaleza realiza protesto de solidariedade aos feridos em SP e contra a Copa

FOTO: Cesar Teixeira e Ana Beatriz Santiago

Manifestantes realizam na tarde desta segunda-feira, 17, um protesto em solidariedade aos feridos em São Paulo. A concentração começou por volta das 17 horas na Praça da Gentilândia. Os manifestantes ocuparam a avenida 13 de Maio e da Universidade, no Bairro Benfica, a avenida Domingos Olímpio, Duque de Caxias e Centro da cidade. Por volta das 19 horas, eles decidiram protestar contra a Copa no Marina Park Hotel. 

Segundo o estudante Michel Barros, o protesto é pacífico e não houve confronto com os policias que fizeram a segurança da seleção do estádio Presidente Vargas (PV), que já haviam ido embora quando os manifestantes chegaram. O protesto já reúne cerca de 500 pessoas e deve se estender até a noite.

(FOTO: Cesar Teixeira e Ana Beatriz Santiago)

Há participantes de farda escolar e outros com máscaras do grupo Anymous. Gritando “vem para rua” eles convidam o resto da população a seguir com eles. Frases como “Saimos do facebook” figuram nos cartazes levantados. Dois prédios públicos foram pichados. Na sede do PV, o alerta “o gigante acordou” foi escrita.

Um dos ativistas contou que no cruzamento da avenida da Universidade haviam três policias que acionaram o rádio, mas não saíram de lá. Duas viaturas do Ronda do Quarteirão tentam liberar o trânsito, uma está fechando a avenida da Universidade e a outra fechou a  avenida Domingos Olímpio.

Na avenida Domingos Olímpio, um dos motoristas desceu, irritado, do carro. O microempresário Josefi Araújo, 35 anos, foi acalmado pelos manifestantes, mas se sentiu prejudicado. “Eu não sei o que eles estão reclamando. Eles tem o direito de se manifestar, mas não tem nenhum vereador ou deputado sofrendo com isso. É um horário de pico e eu precisava buscar minha filha”, desabafou.

Ainda de acordo com um manifestante, a intenção era caminhar até o estádio Estádio Presidente Vargas, onde a seleção brasileira treina para o jogo contra o México. Com os preparativos para o ato eles perderam tempo e a seleção já havia saído. A rota foi modificada e após passar pelo Centro, os manifestantes voltarão para a avenida da Universidade, chegando até o bosque do Curso de Letras da Universidade Federal do Ceará, onde terão reunião.

(O Povo Online)

 

Ao menos 50 indígenas são assassinados ao ano no Brasil, mostram dados do Cimi

Enquanto as homologações anuais de terras diminuem, a pressão de grupos ligados ao agronegócio e os assassinatos de indígenas aumentam

Iuri Müller, do Sul 21 

Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organismo ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o panorama atual da luta dos povos originários é duplamente negativo no país: enquanto as homologações anuais de terras diminuem, a pressão de grupos ligados ao agronegócio e os assassinatos de indígenas aumentam. Apenas nos últimos dias, dois indígenas terenas foram mortos no Mato Grosso do Sul.

As informações do Cimi mostram que mais de 500 indígenas foram mortos na última década, e que a frequência das demarcações diminuiu nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Desde 2006, ainda em relação aos dados apresentados, pelo menos cinquenta indígenas são assassinados por ano no país – por diferentes motivos, e com a maioria das mortes tendo lugar no Mato Grosso do Sul. 2012, com 61 ocorrências de assassinatos, teria sido o mais violento dos últimos cinco anos.

Em entrevista para o Sul21, Roberto Liebgott, filósofo que atua no Cimi, afirmou que o principal fator para o expressivo índice de crimes é a “negligência na implementação dos direitos” dos povos indígenas. Liebgott opina que vê um crescimento “da fobia” em relação aos povos, que pode ser constatada em episódios de violência e no surgimento de “medidas legislativas” que podem reduzir conquistas históricas aparentemente garantidas.

 

“Os indígenas perderam importantes apoios políticos”, afirma filósofo

Para Roberto Liebgott, são várias as causas que se escondem por trás dos números e do sangue: “os assassinatos têm características diferentes. Há casos que ocorrem da luta direta pela terra, como nas situações em que latifundiários mandam matar lideranças indígenas. Mas há, também, confrontos que acontecem nos processos de reintegração de posse, quando a polícia alveja indígenas que se manifestam”. Por outro lado, parte das mortes também ocorre dentro dos próprios territórios indígenas – terras muitas vezes marcadas por acessos precários à saúde, ensino e alimentação.

A decepção com o governo federal – que reúne partidos que já defenderam as pautas indigenistas – poderia, também, ocasionar manifestações e protestos, alguns deles com possibilidade de confronto entre a polícia e indígenas. O filósofo acredita que o afastamento de antigos apoios políticos do movimento indígena pode explicar parte da vulnerabilidade atual: “nos últimos anos, partidos como o PT, o PC do B e o PSB, tradicionalmente aliados da causa e que faziam até a vigilância dos direitos constitucionais, se afastaram”, afirmou.

Os partidos passaram a adotar outra postura após assumirem o poder no governo federal e em distintos pontos do país, segundo Roberto: “eles deixaram de se preocupar com a causa indígena e agora desenvolvem um projeto voltado para o desenvolvimento econômico”, aponta. Os dias atuais seriam, ainda para o militante do Cimi, parte “de um momento decisivo para garantir direitos já conquistados” – Roberto lembra o fortalecimento da bancada ruralista no Congresso e a tramitação da PEC 215, que, se aprovada, subordina ao Legislativo o processo de demarcação de terras no país.

 

Para coordenador da Funai, violência contra povos indígenas se intensificou no país

João Maurício Farias, coordenador da Funai no Litoral Sul, admite que houve “um recrudescimento na violência” nos últimos tempos, e afirma que grande parte da imprensa não compreende as particularidades que envolvem a questão indígena. Da mesma forma que Liebgott, Farias contesta o ímpeto político de modificar o processo de demarcações desta forma: “penso que este é o momento mais crucial em relação aos direitos territoriais dos povos. A PEC 215 passa para o Congresso uma política que ele não pensa em executar, pois não tem interesse algum em delimitar e demarcar os territórios”, opinou.

Para o coordenador da Funai, as tensões que ocorrem no Rio Grande do Sul, inclusive as recentes, entre agricultores e indígenas, se caracterizam como outra forma de violência, igualmente perigosa. “No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, não há casos de violência propriamente dita, como no Mato Grosso do Sul e no norte do Paraná, mas de tensão e ameaças, o que também é gravíssimo. Noto uma intensificação do preconceito contra os povos indígenas”, disse João Maurício.

Na opinião de João Maurício Farias, retirar a Funai do processo de mediação entre os interesses dos povos originários, agricultores e do governo federal seria outro erro, ainda que a atuação do organismo tenha sido contestada por parte do movimento indígena. “Retirar a Funai do processo é retirar o colchão que está colocado entre dois cristais: o movimento indígena e o agronegócio”. Por fim, Farias criticou o trabalho da “grande imprensa” que, nos últimos episódios, “tentaria deslegitimar” o papel da entidade frente aos povos indígenas.

Foto: Reprodução

Manifestantes ocupam a Praça Sete de BH e prometem seguir para Mineirão

Cerca de 2,5 mil pessoas fecharam Praça Sete, Centro de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira durante um protesto organizado pela redes sociais na internet. Eles prometem seguir em passeata até o Mineirão, na Região da Pampulha, e são acompanhados de perto pela Polícia Militar (PM). Representantes da Assembleia Nacional de Estudantes Livre (Anel) tem estimativa de até 16 mil participantes no movimento. Os manifestantes ainda decidem se vão seguir pela Avenida Presidente Antônio Carlos em direção ao estádio. 

Os manifestantes se uniram no quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro com cartazes criticando a Fifa, a Copa das Confederações e o valor das passagens do transporte coletivo. O grupo ocupou o entorno do pirulito na praça e interditou o cruzamento da avenidas Afonso Pena e Amazonas. O trânsito está muito lento na região central, com reflexos principalmente em toda a extensão dessas duas vias. Os veículos que seguiam no sentido rodoviária/Magabeiras tiveram que dar meia-volta passando por cima do canteiro central. 

O protesto também ocorre em outras cidades brasileiras e em BH conta com apoio dos movimentos Fora Lacerda, Movimento dos Atingidos pela Copa, Ane, Sind-UTE, alguns partidos políticos, entre outras organizações. O capitão Lúcio Neto do Batalhão de Eventos da PM disse que a polícia vai acompanhar todos os protestos e espera que tudo ocorra de forma pacífica. 

Os policiais civis em greve também estão na Praça Sete recolhendo assinaturas da população em um documento que revindica a melhoria nas condições da corporação. O Sindicato dos Servidores da Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindipol), afirma que está cumprindo a liminar da Justiça determinando que os policiais e os professores não bloqueiem vias de acesso e no entorno do estádio Mineirão, bem como outros logradouros público do estado.

A decisão é do dia 13 de junho, quando o desembargador Carlos Augusto de Barros Levenhagen acatou o pedido do governo do estado. Caso a medida seja descumprida, o Sindipol e o Sindicato Único dos Trabalhadores na Educação (Sind-UTE) serão penalizadas em multa diária de R$ 500 mil.

(Estado de Minas)

Seleção brasileira fica dividida em dois hotéis em Fortaleza

Marina Park Hotel – Fortaleza/CE

seleção está dividida em Fortaleza. Há cerca de um mês, o técnico Luiz Felipe Scolari mudou a programação da delegação na capital cearense, onde enfrenta o México, quarta-feira.

Felipão fez questão de colocar os jogadores no mesmo hotel, que serviu de última parada da equipe antes da conquista da Copa do Mundo de 2002. O Hotel Marina Park fica numa região afastada da cidade.

Hotel Seara – Fortaleza/CE

Inicialmente, os jogadores ficariam no Hotel Seara, na badalada avenida Beira-Mar. No dia 10 de maio, a Fifa havia informado que a seleção ficaria naquele hotel, que tem o curioso nome da antiga patrocinadora da seleção. A Seara teve o contrato rompido no mês passado por falta de pagamento.

Com a mudança em cima da hora, o Hotel Marina Park não conseguiu atender a delegação inteira. A CBF queria 47 quartos, mas só conseguiu 30.
Com isso, médicos e os funcionários do apoio da delegação estão hospedados na avenida Beira-Mar.

A seleção desembarcou no domingo em Fortaleza. Na tarde de hoje, o time treinará na capital cearense. Os reservas farão um amistoso contra o sub-20 do Ceará, no Presidente Vargas. Na quarta, a seleção enfrentará o México, no Castelão, pela segunda rodada da Copa das Confederações.

Crédito: http://www.gazetadopovo.com.br/

 

Fortaleza vai abrir concurso para guarda municipal até agosto de 2013

Agosto é o prazo máximo para o lançamento do edital para concurso com mil vagas para a Guarda Municipal de Fortaleza. Segundo o prefeito Roberto Cláudio, a deficiência do efetivo impede uma cobertura eficiente da cidade e seus diversos equipamentos públicos. O prefeito indicou que existem menos de 700 guardas na cidade. Outras mil vagas serão preenchidas até o fim do mandato, afirmou Roberto Cláudio, ontem, durante evento na sede da Guarda Municipal.

Já a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania de Fortaleza (AMC) precisará esperar mais para ter seu efetivo atualizado. Segundo RC, somente no segundo ano de mandato será possível realizar concurso, que já está em estudo, para a Autarquia.

Os 300 agentes da AMC estão em um número três vezes menor do que o indicado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. Não temos dinheiro, temos que organizar, mas já está em estudo esse concurso”, comentou o prefeito ao reconhecer o atual déficit da AMC, segundo informo O Povo.

Para além da expectativa de reforço humano, Guarda e AMC receberam 81 novas viaturas, que já contam com uma identidade visual diferente da usada na gestão anterior. Muitas das viaturas já estão rodando na cidade e as antigas estão passando por atualização visual.

Segundo Roberto Cláudio, no início de 2013, somente oito viaturas da Guarda Municipal e 12 da AMC estavam em condições de uso. Atualmente, a Guarda conta com 53 viaturas, sendo 45 novas (10 oriundas do Governo Federal e 35 da Prefeitura).

Já a AMC recebeu 46 novas viaturas, além da iminente chegada de dois utilitários e duas kombis. Para todas as viaturas, o contrato de aluguel regente foi expandido.

Crédito: http://www.sistemadifusora.com.br/idifusoranews/concursoseempregos/item/29307-fortaleza-vai-abrir-concurso-para-guarda-municipal

 

Cantores usam músicas para apoiar protestos pelo Brasil

O cantor Leoni, a banda Scalene e a cantora Elza Soares citaram protestos em músicas que dedicaram às manifestações pelo Brasil (Foto: Divulgação e G1)

Cantores de diferentes gerações dedicaram músicas para os manifestantes que fazem protestos pelo Brasil. Por meio de vídeos no YouTube, lançados pelos artistas ou gravados por fãs, as canções ganharam destaque na internet.

Em clipes postados por usuários do site de vídeos, montagens com cenas das manifestações ganham trilha de músicas como “Vem para a rua”, gravada por Falcão, d’O Rappa, e produzida para um comercial de uma marca de carros (veja o vídeo postado no YouTube).

O cantor carioca Leoni divulgou neste domingo (16) a canção “As coisas não caem do céu”, a favor de protestos. “Escrevi ‘As coisas não caem do céu’ para lembrar que só a ação modifica o mundo. As pessoas na rua disseram isso de forma muito mais impactante e coletiva”, disse o cantor, em comunicado em suas redes sociais (ouça e veja letra).

Elza Soares alterou a música “Opinião”, em show realizado na Feira do Livro de Ribeirão Preto, no sábado (15). Ela repetiu os versos “20 centavos eu não pago não” (veja o vídeo).

A banda brasiliense de rock Scalene divulgou na sexta-feira (14) um comunicado com o qual deu apoio aos manifestantes e disse estar feliz com o fato de a canção “Nós maior que eles” ser usada como trilha para vídeos com cenas de passeatas (veja o vídeo).

(G1/Música)

Artistas e celebridades posam com olho roxo para apoiar protestos no Brasil

MIGUEL RÔMULO, CARMO DELLA VECCHIA, MAYANA NEIVA E FERNANDA RODRIGUES (FOTO: INSTAGRAM/REPRODUÇÃO)

Na noite deste domingo, 16, vários famosos se mobilizaram nas redes sociais em ação que clama por mudanças no Brasil usando as hashtags “muda Brasil” e “dói em todos nós”.Carmo Dalla VecchiaFernanda Rodrigues,Thaila Ayala, Mayana Neiva, Miguel Rômulo, entre outros, postaram no Instagram fotos suas em que aparecem com o olho roxo – em referência à repórter Giuliana Vallone, do jornal “Folha de São Paulo”, que foi atingida por bala de borracha durante manifestação em São Paulo. As imagens fazem parte do protesto fotográfico “Dói em Todos Nós”,  do fotógrafo Yuri Sardenberg.

“Vivi muito anos metendo o pau no que achava que estava errado nesse país, na nossa política, criticando e sentindo falta de fazer algo a mais, sentindo falta de atitude da população, de nós brasileiros acomodados. O país do futebol e carnaval, do “tudo tem um jeitinho”, da malandragem! Me senti enojada e envergonhada muitas vezes e agora sinto repulsa de toda essa sujeira e maquiagem feita o tempo todo no nosso país. Principalmente do que esta acontecendo agora! Tenho pena das pessoas que não tem informações, nada além dessas notícias deturpadas e que ainda acham que tudo isso é arruaça por 20 centavos! Acorda, Brasil! Essa é nossa chance de mudar, de crescermos, de brigarmos por uma educação decente, saúde, segurança”, escreveu Thaila Ayala no Instagram.

Thaila continuou: “Chega de impunidade, de mensalão, de políticos podres de ricos comprando iates com o nosso dinheiro. Chega de obras bilionárias que nunca chegam a fim para que possam roubar mais e mais. Chega de se calar, chega de aceitarmos tudo o que nos é imposto! Vamos às ruas, vamos às janelas, vamos às redes sociais, vamos gritar, vamos nos unir! Porque juntos conseguimos ir mais longe! Chega de violência, seus policias, pois já sabemos que estão passando em cima de gente com moto, carro, e o que tiver na frente, que estão quebrando seus próprios carros para colocar a culpa em quem esta lutando para um futuro melhor para seus filhos! Agora é a hora de lutarmos por um país livre, pelo direito da democracia , contra essa ditadura e essa opressão ridícula e vergonhosa!”, escreveu Thaila em sua página no Instagram.

Seu marido, o ator Paulo Vilhena , também se juntou à causa: “Essa foto faz parte de mais uma manifestação entre tantas que vem acontecendo em todo país. A violência e truculência com que os manifestantes vêm sendo abordados são mais uma forma de desrespeito ao cidadão brasileiro, não bastasse tudo que nos falta de direito, manifestar a insatisfação se tornou mais um medo para o brasileiro. Sair pra trabalhar em paz, ficar doente e confiar na saúde pública, pensar no futuro dos filhos, comprar o necessário para viver, ter direito a dignidade e a um cuidado sério dos nossos governantes é uma possibilidade cada vez mais distante para todos nós. Peço aqui, aos senhores responsáveis por uma nação, que pensem em todos nós com o coração livre de qualquer interesse político ou próprio e moralmente cuidem do nosso país de forma a permitir que todos nós tenhamos direitos preservados e por favor respeitem o dinheiro público, ele como o nome diz, deve servir as necessidades do povo. Parem com a falsa ignorância de achar que o que está acontecendo é somente pelo aumento do transporte público. É também! Mas a grande verdade é que o brasileiro não aguenta mais o que esta acontecendo. Nós queremos e merecemos ter orgulho de ser brasileiro”.

A modelo Yasmin Brunet foi outra que se manifestou. “Isso é por nossos direitos! Não é pelos 20 centavos. É pela ditadura e democracia inexistente, repressão e opressão, correntes e prisão sem muros, a roubalheira do governo, pela falta de atenção e prioridade da saúde e educação, pela violência. Nós somos brasileiros e não fugimos à luta! ‘A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão’ (Aldous Huxley)”, escreveu  ela na rede social.

(Ego)

RIO, BRASÍLIA E BH ADEREM AO PROTESTO DE SP

247 – Saiu no Facebook. Com o título de “Quinto grande ato contra o aumento das passagens!”, o evento criado na rede social já conta com mais de 200 mil presenças confirmadas. A concentração será realizada na região da Estação Faria Lima e o protesto pode seguir para importantes vias da cidade. Manifestantes combinam os detalhes da mobilização e ensinam como escapar das balas de borracha e como pedir ajuda em caso de detenção.

O secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, convocou para as 10h uma reunião com líderes do Movimento Passe Livre (MPL) para tentar negociar mudanças no percurso da manifestação. “O fundamental é definirmos o trajeto. É a melhor maneira de reduzir o incômodo para o restante da população e de proteger os próprios manifestantes. Com isso, faremos um ordenamento do trânsito, com bloqueio de ruas e adjacências”, afirmou. Ele garantiu que a polícia não usará a Tropa de Choque da PM, nem gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha.

Mas manifestantes se mostram irredutíveis. “Estamos abertos ao diálogo, mas acreditamos que os manifestantes são os responsáveis por definir o trajeto. O papel da PM é garantir a liberdade do povo de se manifestar, e nós vamos ocupar vias importantes da cidade, sobretudo porque devemos reunir cerca de 20 mil pessoas”, disse Mayara Vivian, integrante da linha de frente do MPL.

A nova jornada de protestos desta segunda-feira promete parar outras três capitais do país – Rio, Brasília e Belo Horizonte.

Segundo o Globo, no DF, o grupo pretende se reunir em frente ao Museu Nacional, na Esplanada, às 16h, e seguir para o Congresso. No Rio, o ato começará na Candelária, partindo provavelmente pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia. Em Belo Horizonte, a mobilização acontecerá no dia da estreia da capital mineira na Copa das Confederações. A concentração está marcada para as 13h na Igreja São Francisco de Assis, próxima do Mineirão.

Os mineiros vão protestar apesar de uma proibição judicial. Na última quinta-feira, liminar do desembargador Carlos Augusto de Barros Levenhagen, do Tribunal de Justiça, a pedido do governo estadual, proibiu qualquer tipo de manifestação no estado durante o evento esportivo.

(Brasil 247)

O primeiro dia de trabalhos da Seleção Brasileira de Felipão em Fortaleza

A Seleção posa antes da vitória por 3 x 0 contra a França na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no último domingo. Em pé: Júlio César, Fred, David Luiz, Hulk e Thiago Silva; Agachados: Oscar, Daniel Alves, Neymar, Marcelo, Paulinho e Luiz Gustavo (Foto: Jefferson Bernardes – VIPCOMM)

A seleção brasileira tem a manhã livre nesta segunda-feira (17) em Fortaleza. Os jogadores e equipe técnica chegaram no fim da tarde de domingo (16) à capital cearense e driblaram a recepção dos torcedores no aeroporto e no hotel onde estão hospedados.

De acordo com a programação da CBF para a seleção, o café da manhã para o time está marcado para às 10h e o almoço ao meio-dia. Ainda no começo da tarde deverá haver uma coletiva para a imprensa no hotel onde estão hospedados.

O primeiro treino do Brasil em Fortaleza está previsto para às 15h, no Estádio Presidente Vargas, no Bairro Benfica, em Fortaleza. De acordo com informações repassadas pela equipe técnica da seleção, o treino será a portas fechadas e só terão acesso os membros da imprensa credenciados pela Fifa. Os reservas da seleção treinarão com os atletas do elenco do Sub-20 do Ceará Sporting Club.

À noite, a seleção deverá ter o jantar no hotel por volta das 19h e antes de encerrar o dia, deverá acontecer uma reunião entre jogadores e o treinador Luiz Felipe Scolari.

MÉXICO – O time do México tem previsão de chegada para o fim da manhã desta segunda-feira (17) em Fortaleza. De acordo com a Fifa, o time deve treinar no Campo de Atletismo da Universidade de Fortaleza, zona Leste da capital cearense, porém o horário do treino ainda não havia sido confirmado na manhã desta segunda-feira.

Brasil e México se enfrentam na quarta-feira (19), na Arena Castelão, às 16 h, pela segunda rodada da copa das Confederações.

Crédito: http://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/confederacoes2013/

Estádio Presidente Vargas (PV), em Fortaleza, é reformado para treino da seleção brasileira

AGUIRRE TALENTO
DE FORTALEZA

Para receber os treinos da seleção brasileira em Fortaleza, o estádio Presidente Vargas teve o gramado revitalizado e recebeu novas traves e sinalização no campo.

A seleção enfrentará o México nesta quarta-feira, na Arena Castelão.

O primeiro treino no Presidente Vargas está programado para as 15h de hoje.

Amanhã, a previsão é que os jogadores façam o reconhecimento do Castelão.

O Presidente Vargas ficou 48 dias fechado para a recuperação do gramado, orçada em R$ 55 mil. Segundo a prefeitura, Fifa e CBF exigiram melhorias após inspeções, para que o estádio pudesse receber os treinos do Brasil.

Havia opção de substituição do gramado, mas a prefeitura preferiu a recuperação por ser mais rápida.

O novo gramado ficou pronto no início de maio. Foi baixado o corte da grama e ela recebeu adubo e irrigação. Na semana passada, a Fifa instalou novas traves, bandeirinhas de escanteio e redes, que ficarão no estádio.

O treino da seleção no Presidente Vargas provocará mudanças no trânsito. As vias de seu entorno terão a passagem bloqueada a partir do meio-dia de hoje. Também será proibido o estacionamento nas ruas do entorno.

Como parte das obras para a Copa das Confederações, no sábado a Prefeitura de Fortaleza inaugurou a avenida que dá acesso ao estádio Castelão mesmo com obras inacabadas e anunciou que operários continuarão trabalhando durante o torneio.

Crédito: http://uj.novaprolink.com.br/noticias/

Colisão entre ônibus da banda Canários do Reino e automóvel mata motorista em Pacajus

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

O ônibus da banda de forró de Fortaleza Canários do Reino colidiu com um automóvel Gol na altura do km 57 da BR-116, no município de Pacajus, por volta das 18h45do último domingo (16). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os dois veículos chocaram-se entre sifrontalmente após ultrapassagem indevida.

O acidente matou o motorista que conduzia o Gol e deixou dois passageiros do automóvel com contusões graves. No ônibus da banda, a informação da PRF é de que havia 32 pessoas, mas nenhuma ficou ferida.

Link: http://www.verdinha.com.br/

Fortaleza ganhará 500 novas lojas em shoppings até o final de 2013

 

Via Sul Shopping – Fortaleza/CE

 

Por reunir compras, serviços, lazer e entretenimento, os shoppings centers recebem inúmeros consumidores diariamente e são ambientes favoráveis a empreendedores que buscam iniciar ou ampliar seus negócios. Até o fim deste ano, quase 500 estabelecimentos devem ser abertos em seis shoppings de Fortaleza, fortalecendo a geração de emprego e renda na Capital.

As lojas abrangem do segmento de alimentação ao de tecnologia. A partir do segundo semestre, o Via Sul Shopping, por exemplo, trará novas opções a quem passar pelo local.

No segmento de vestuário, as novidades são a Corujas de Pijama, especializada em roupas de dormir, a grife internacional Calvin Klein Jeans e a 420 Friends, voltada à moda skate e surfe. Será a primeira loja da marca na Capital.

A Academia de Dança Vera Passos e Quem disse, Berenice?, do ramo de cosméticos, também confirmaram presença. Na área de alimentação, o shopping terá os já conhecidos Habib´s e Empório Brownie. A novidade fica por conta do restaurante Capital Steakhouse.

Posicionamento

Para a gerente de Marketing do Via Sul, Roberta Facó, oferecer novas opções e ter um mix variado é importante para reforçar o posicionamento do shopping, buscar à concorrência e atender às necessidades de um público cada vez mais exigente.

“Precisamos oferecer várias opções aos nossos clientes, que sempre buscam os melhores produtos aliados a um ambiente confortável e excelente atendimento”, afirma.

Benfica e Iguatemi

No Shopping Benfica, foram abertos seis empreendimentos neste ano, sendo duas lojas (Cereja, L´anima) e seis quiosques (Cia da Empada, Sweet Kate, Iphoneria e Saque Card). Até o fim do ano, mais seis lojas passarão a funcionar (Spoleto, Habib´s, Rei do Sushi, Handara, Boldness e Maresia).

O Shopping Iguatemi inaugurou, entre abril e maio, cinco lojas (Geek Store, Havaianas, Chocolates Brasil Cacau, Maresia, URB Store) e um quiosque da Samsung. Até julho, estão previstas as instalações da Jacris e da Croasonho.

North Shopping

Já no North Shopping passaram a funcionar três quiosques (Disney Fantasia, 1° Round, I-Stick e Cia da Empada) e duas lojas (Comfort e Clube Melissa) neste semestre. Está prevista a abertura da loja de maquiagens e cosméticos L´anima.

Novos empreendimentos

O North Shopping Jóquei, que será inaugurado no dia 30 de outubro, conta com 33 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), cinco lojas âncoras, 18 megalojas, 155 lojas satélites, praça de alimentação com 27 operações de fast food, um complexo de cinema com seis salas e tecnologia 3D, além de 2.900 vagas de estacionamento.

Atualmente, 85% da área destinada às lojas estão alugados. Dentre as empresas que já fecharam negócio com o shopping (cerca de 174) estão Riachuelo, Renner, C&A, Marisa, Lojas Americanas, Rabelo, C. Rolim, Casa Pio, Sapataria Nova, Esposende, Ri Happy, Planeta Brinquedo, Game Station, Burger King, Mc Donald´s, Subway, Bob´s, Spoleto, Ibyte, Cecomil, Handara, D´metal, Chica Fulô, Athos, Ferrovia, Cipolla, Água de Cheiro, Contém 1g, O Boticário, Cacau Show e Chocolates Brasil Cacau. Há, ainda, lojas que estão chegando a Fortaleza agora, como a Leader a e a Cinepolis.

Em Parangaba

Já o Shopping Parangaba, com uma ABL de 32 mil m², terá 306 lojas, sete âncoras e 24 operações de fast food. Haverá seis salas de cinema com projeção 3D e mais de 1.300 vagas de estacionamento.

Lojas como C&A, Magazine Luiza, Marisa, Renner, Riachuelo, Esplanada, Centauro, Casa dos Relojoeiros, Casa Pio, C. Rolim, Cecomil, Ibyte, Ferrovia, Zeffirelli, Siberian, Stalker, O Boticário, Água de Cheiro, Rommanel, Casa da Bíblia e Couro Fino já fecharam negócio com o shopping. Tanto que cerca de 90% (média de 303 lojas) da área já foram locados.

O Shopping Parangaba também deverá ser aberto em outubro deste ano.

(RAONE SARAIVA – Diário do Nordeste)

9º Feirão Caixa da Casa Própria bate recorde de vendas em Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte. Cerca de R$ 300 milhões em imóveis novos, usados ou na planta, foram negociados durante o último final de semana, no 9º Feirão Caixa da Casa Própria. O evento foi o maior já realizado na região, em quantidade de imóveis ofertados, cerca de 2.500, e chega acima do dobro do ano passado, em que foram financiados mais de R$ 111,5 milhões. Também contou com um público superior em 60%, em relação ao ano passado. De acordo com a superintendência regional da Caixa, que avalia o feirão no Cariri como um sucesso, 16 mil pessoas estiveram no feirão.

A abertura da feira aconteceu no último sábado, no Cariri Garden Shopping, em Juazeiro do Norte, já contado com um grande público desde a sua abertura. A oferta de imóveis, a maior parte novos, envolveu a participação de corretores e construtores da região, com casas sendo ofertadas de vários municípios, inclusive de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. Segundo o superintendente Regional da Caixa Econômica Federal, Antonio Carlos Franci, o feirão ocorreu em todo o Brasil, iniciado no Estado, em Fortaleza, com encerramento no Cariri.

Previsões

As previsões este ano para as negociações, estiveram em torno de 50% a mais que o ano passado. Estimativa superada. De acordo com o superintendente, os negócios estiveram voltados para todas as faixas de renda, no intuito de atender a expectativa dos diversos frequentadores do feirão. O processo de negociação continua. Conforme Franci, o Feirão começou mesmo no final de semana, continuando nas agências da região.

“No Feirão são realizados os atendimentos iniciais, com as avaliações, e quanto as pessoas poderão financiar, de acordo com a faixa de renda”, afirma. Há financiamentos que vão até 4,5% de juros ao ano, com imóveis que podem ser parcelados em até 35 anos, ou negociados para a efetivação do pagamento, no período que o cliente puder negociar. “O Cariri está em franca expansão e, a cada ano, podemos observar o crescimento de toda a região”, ressalta.

Vantagem

Outra vantagem para os clientes é o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para facilitar a entrada do imóvel e até quitá-lo. “Na maioria das vezes, o valor do financiamento vai estar a abaixo do que o cliente paga no aluguel”, diz ele. O evento acontece juntamente à 6ª Feira de Imóveis do Cariri, numa parceria da Caixa com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).

O gerente regional de Construção Civil do Norte e Sul do Estado do Ceará da CEF, Lucas Ferreira de Castro, afirma que para essa edição, foram cadastrados o dobro de imóveis em relação ao ano passado.

Quem contratou o financiamento imobiliário, no período do Feirão, poderá pagar a primeira prestação a partir de janeiro de 2014.

A condição é válida para financiamentos com recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que forem concedidos durante a feira e assinados até o dia 28 de junho.

Foram instalados na praça de eventos 22 estandes, de empresas e instituições parceiras, como construtoras e imobiliárias. No local foi possível realizar o negócio, conhecer dados do imóvel e dar entrada nos papéis do financiamento.

Para isso, uma equipe de 70 funcionários da CEF detalhou para o público informações sobre linhas de crédito, efetuaram simulação do valor de financiamento e aprovação dos créditos, dentre outros serviços.

Para requerer o crédito para casa própria, o cliente teve de levar documento de identidade, CPF e comprovante de renda. Os interessados também podem obter informações em todas as agências da Caixa e, inclusive nos finais de semana. E ainda é possível fazer simulações do crédito imobiliário no endereço http://www.caixa.gov.br.

(Elizângela Santos – Diário do Nordeste)

Fabricantes de televisores no clima de disputa em tempos de Copa

Decorar ruas e casas de verde e amarelo e espalhar a bandeira do Brasil pelo maior número de lugares possíveis não são as únicas tradições do brasileiro em tempos de Copa do Mundo. O mundial de futebol é encarado por muitos como o momento ideal para trocar o aparelho televisor. Afinal, todo mundo quer “marcar um golaço” reunindo a turma para assistir os jogos em aparelhos interativos, de alta definição e sem risco de “chuviscos” atrapalhando a torcida.

Faltando um ano para a Copa, as grandes fabricantes de televisores do País já preparam seus “esquemas táticos” para colocar seu time de televisores em campo e tentar conquistar o título de “TV da Copa” no ano que vem. Durante a semana, conversamos com algumas empresas do setor e “escalamos” algumas novidades e tendências que devem entrar em campo nos lares brasileiros em 2014.

A Philips colocou no mercado no mês de abril a “série 8000”, que engloba 24 modelos com o que há de mais avançado no mercado. A grande atração da fabricante é a tecnologia Ambilight, que oferece ao consumidor uma percepção de expansão da tela, proporcionando uma espécie de “imersão” na TV. A borda ultrafina de 3,2 cm de espessura ajuda no efeito. Os modelos custam a partir de R$ 2,5 mil. A Philips ainda deve lançar neste ano a sua “TV de vidro”, um aparelho de LED transparente e sem moldura, no tamanho de 55 polegadas.

Para a gerente de marketing e pesquisa de mercado da TP Vision (Joint-venture da Philips com a chinesa TPV Technology), Alessandra Aguiar, as projeções para o ano da Copa são otimistas. “Estamos com o planejamento focado para termos um bom número de telas no ano que vem. Acredito que as telas grandes serão as mais procuradas durante a Copa. As smart TV’s também devem crescer”, destacou Alessandra.

Ofensiva

A multinacional coreana LG lançou em maio a sua linha de Smart TV. A grande novidade foi o controle “Smart Magic”, que tem comando de voz. Dois dos modelos da linha são os candidatos a se tornar o “craque” da Copa”. A TV Ultra HD LM9600, de 84 polegadas e que custa R$ 44.999, e a LA8600, de 60” e 55”, que custa R$ 10.999 e  R$ 8.999, respectivamente.

Em ambas, o aplicativo “Social Center” está instalado. Ele permite que o usuário faça posts por voz sobre a partida em redes sociais, ao mesmo tempo em que assiste ao jogo. Todas elas são fabricadas na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Tecnologia 4K no ataque

Outra fabricante que promete colocar uma “seleção de ponta” nas prateleiras é a Sony. A multinacional, que é patrocinadora oficial da Copa do Mundo, deve investir cerca de R$ 500 milhões no País até 2014, incluindo melhorias na fábrica localizada na Zona Franca de Manaus. As TV’s “camisa 10” da Sony são as que possuem a tecnologia 4K. Com 55 e 65 polegadas, estes equipamentos reúnem o que há de mais moderno em alta resolução de imagem e altíssima qualidade de som. A resolução chega a ser quatro vezes superior ao de uma TV Full HD. Os pixels individuais de uma TV 4K não são vistos, o que cria a experiência de assistir a uma imagem real. A linha 4K da Sony deve chegar ao mercado em julho e ainda não possui preço definido.

 A Panasonic é outra empresa que entra forte na briga pela TV da Copa. O alvo da multinacional japonesa para a Copa do Mundo está definido: a classe C. A estratégia é focar em telas planas com preços mais acessíveis para que todos possam “fazer a festa” durante a Copa. A Viera LCD de 32’’, por exemplo, custa R$ 1.099. A linha de Smart TV da linha Viera também deve ser incrementada no ano que vem. Atualmente, a top de linha da Panasonic é a Viera LED 3D, que custa R$ 5.999,00.

Crédito: http://acritica.uol.com.br/

Sardinha amazônica em lata chega às prateleiras dos supermercados

Há viabilidade para o envasamento do produto em óleo comestível (Divulgação)

A sardinha enlatada, iguaria muito popular no Brasil, pode ganhar em breve um rótulo amazônico. O processo que utiliza matrinxã curumim de até 60g para o processo de envazamento em óleo comestível ganhou interesse comercial de duas grandes indústrias do Centro-Oeste. A informação é do professor Antonio José Inhamuns que orientou o projeto de mestrado em Ciências de Alimentos, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), concluído ano passado pela aluna Joyce Kikushie.

Inhamuns, que prefere não citar o nome das empresas em negociação, disse que a proposta é economicamente viável. “Estamos fechando os dados, desenvolvendo um plano de negócios e de análise de custos”, informou.

O matrinxã (Brycon amazonicus), além de ser um peixe muito apreciado pela culinária regional, foi escolhido por ser uma espécie facilmente reproduzida em cativeiro, sendo o processo mais apropriado com vista à comercialização industrial. O potencial de crescimento dele, o sabor e o seu alto valor nutritivo também foram requisitos para o projeto. Para esta etapa de industrialização, a pesquisa constatou que o ideal é utilizar o peixe com 45 dias de vida, considerado em idade juvenil.

E por que não usar a sardinha de água doce? Inhamuns explica que a espécie, descartada por estar sujeita à pesca predatória, passa por período de defeso (reprodução) e ainda não foi adaptada à reprodução assistida.

O gosto da “sardinha amazônica” em nada lembra a tradicional sardinha de mar comercializada pela indústria, a sardinelas brasilienses,  encontrada no litoral brasileiro. “O sabor da nossa sardinha amazônica é menos forte, porque o peixe de água doce tem sabor mais suave”, explica Inhamuns.

Os pesquisadores do projeto desenvolveram três opções de molhos para acompanhar a iguaria enlatada: o primeiro de óleo vegetal; outro de molho de tomate; e um terceiro molho temperado feito com tucupi.

O procedimento de preparação da “sardinha amazônica” passa pela retirada das víceras e limpeza; o pré-cozimento para tirada do oxigênio da carne; e envazamento em latas de flandres; e autoclave durante 15 minutos para retirar as impurezas do alimento.

A pesquisa incluiu testes de esterilização comercial do produto, de acordo com a norma nº 12 da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa); a análise físico-química; e a análise sensorial que se constatou o sabor exótico e atrativo da matrinxã em conserva.

A ideia da pesquisa não é gerar patente, mas disponibilizar um acordo de transferência tecnológica para a universidade. A técnica de enlatar peixe existe desde o século XVIII, por isso não foi necessário patentear.

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Carlos Tenório, o “xerife” que multou carros da Fifa em Recife

Tenório rejeito título de “xerife” e diz que fez apenas sua obrigação. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Após multar os carros oficiais da Fifa por estacionamento irregular, em Boa Viagem, o agente de trânsito do Recife, Carlos Alberto Tenório Gouveia, 58 anos, ganhou fama. Para alguns de “xerife”.

O distintivo em forma de estrela, como nos filmes de faroeste, não chegou ao guarda municipal. Os elogios por fazer valer a lei brasileira, sim. De boa conversa, Carlos Tenório rejeita o título sob a alegação de apenas ter cumprido o dever que lhe cabia. E quando perguntado se iria repetir a multa aplicada nos veículos da instituição máxima do futebol mundial, o agente disse não ter dúvida: “Se o carro estiver na calçada, não olho quem é o condutor, notifico”.

(Diário de Pernambuco)

Fã cearense quer entregar carta de 75m ao craque Neymar

Vitória preparou carta para entregar a Neymar (Fotos: Leonardo Heffer/NE10 Ceará)

Leonardo Heffer
Do NE10 Ceará

Vitória Pinho tem 13 anos e como toda adolescente tem um sonho. O dela é conhecer o ídolo Neymar Jr, camisa 10 da Seleção Brasileira. A diferença é que, para a jovem, esse sonho pode se tornar realidade até a próxima quinta-feira (20). O tão sonhado ídolo chegou junto com a Seleção neste domingo (16) a Fortaleza para enfrentar o México na Arena Castelão, partida que acontece na quarta-feira (19).

Para tentar o primeiro encontro com Neymar, Vitória chegou às 15h com a mãe e as amigas ao hotel onde a Seleção ainda iria se hospedar. A previsão de chegada era 18h, ou seja, elas ainda esperariam por três horas na porta do hotel para tentar entregar a singela homenagem: uma carta de 75 metros que Vitória levou um ano para fazer.

“Quem me apresentou o Neymar foi minha amiga, Mariana”, conta a adolescente sobre como começou a paixão que a fez se tornar fã. A partir daí, não parou. Até fã clube via Twitter ela montou.


Carta tem 75 metros e levou um ano para ser feita

A chegada da Seleção no hotel ela não viu. Enquanto ela e outros torcedores esperavam em uma das entradas do prédio, o ônibus, acompanhado dos batedores policiais, chegaram por outra entrada. Mesmo assim ela não perdeu as esperanças.

Rapidamente a jovem se tornou destaque entre a imprensa no local. Deu entrevistas para quase todas as emissoras que estavam lá, mas ainda estava agarrada ao objeto que a trouxe ao hotel: a carta, em forma de rolo.

Mas sonho bom é sonho que se realiza. E o NE10 Ceará resolveu dar uma mãozinha. Quatro horas depois de haver chegado ao hotel, conseguimos que Vitória, após várias vezes ser barrada na porta do local, conseguisse seu primeiro encontro: Ferruccio Feitosa, secretario especial para Copa de 2014 no Ceará. O encontro foi na porta, do lado de fora do hotel (Vitória foi barrada de entrar mais uma vez e solicitamente o secretário foi encontrá-la). “Não posso prometer, mas vamos ver o que posso fazer”, disse Ferruccio.

“O meu coração tá disparado! Eu tô tremendo!”, disse ela mostrando a mão após o secretario retornar ao hotel. O encontro definitivamente não seria nesta noite, mas Vitória estava feliz! Conseguia finalmente, depois de várias tentativas e de ser personagem para meios de comunicação do mundo, colocar adiante o seu sonho. Agora ela tem até quinta-feira (20) pra sonhar mais ainda. “Espero que dê certo, mas, se não der, eu pelo menos tentei. E o NE10 torce para que o sonho da garota se torne igual ao nome dela: uma Vitória.

Traficante “Brinquinho” morre em confronto com PMs no Morro do Querosene, no RJ

Carro da PM capota no Catumbi Foto: Leitor @afasandro

Rio – Um homem morreu durante uma troca de tiros com policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do São Carlos, no final da noite deste sábado no Morro do Querosene, no Rio Comprido. Os PMs faziam um patrulhamento na comunidade quando foram surpreendidos pelos criminosos armados.

De acordo com a unidade, o suspeito foi identificado como Anderson dos Santos Moura, de 29 anos, conhecido como ‘Brinquinho’, e seria um dos chefes do tráfico na região. Ele teria ligações com o traficante Nem da Rocinha, preso desde novembro de 2009. Anderson chegou a ser levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu aos ferimentos. Com o criminoso, foi encontrada uma pistola calibre 9 mm.

Um outro bandido que estaria portando um fuzil AK-47 teria ficado ferido, mas conseguiu fugir após a troca de tiros. Policias da UPP do São Carlos e do 4º BPM (São Cristóvão) fizeram buscas por hospitais da região na tentativa de localizá-lo.

Viatura que prestaria apoio capota no Catumbi 

Uma viatura de PMs da UPP São Carlos que prestaria apoio na troca de tiros no Morro do Querosene capotou na Rua Catumbi, próximo ao Cemitério São Francisco de Paula, no bairro Catumbi. Dois policiais estavam dentro do carro e um deles, identificado como soldado Tullyus, ficou levemente ferido.

Policiais do 4º BPM que passavam pelo local acionaram os bombeiros do Quartel Central, que socorreram o PM e o encaminharam para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. De acordo com a UPP, ele já foi medicado e passa bem.

(O Dia)

RedeTV! pode demitir 200 funcionários, diz site

Embora experimente um leve crescimento de audiência após o retorno de João Kleber, a RedeTV! parece ainda não ter conseguido se estabilizar financeiramente.

Após passar por uma grave crise em 2012, onde profissionais teriam sido demitidos sem receber direitos trabalhistas e salários teriam se mantido atrasados por meses, a emissora pode, de acordo com o site “Brasil 247″, demitir 200 funcionários nas próximas semanas.

Além da nebulosa situação financeira, o canal também vive uma incerteza administrativa.Mônica Pimentel, Superintendente Artística da RedeTV! e responsável por todos os programas da Casa, só permanecerá no cargo por mais um mês, mas ainda não teve seu substituto anunciado.

Apesar de diversos nomes – como Vildomar Batista, da Record, e Paulo Franco, da Fox – terem sido cotados para a função, a emissora ainda não concretizou nenhum acerto, o que pode fazer com que seu principal cargo administrativo fique ‘vago’ por tempo indeterminado.

Via http://rd1.ig.com.br/noticias/page/2/

Rachel Sheherazade e Arnaldo Jabor também merecem vaias

Por Henrique Brinco

EXTRA! EXTRA! A MUSA DO CONSERVADORISMO GANHA NOVO (OU SERIA VELHO?) ALIADO!

Rachel Sheherazade, a nova musa do conservadorismo, já é uma personalidade conhecida desta coluna. Entretanto, antes dela, veio o Jabor. Na última semana, mais precisamente no dia 12 de junho (quarta), os dois “colonistas” brasileiros uniram-se ideologicamente e dispararam na televisão toda a ira reacionária da direita brasileira diante dos protestos do Movimento Passe Livre – que já ganhou adeptos em várias cidades do Brasil e do exterior.

Para pessoas das classes sociais de Sheherazade e Jabor, R$ 0,20 não é nada. Entretanto, duvido que a dupla conseguisse sobreviver com R$ 678 mensais e ficar gastando R$ 3,20 por dia na ida e volta do “busão” – enfrentando o aperto, a insegurança e a perda de tempo. A “Revolta da Salada”, ou do “Vinagre”, como quiserem, deixou de ser uma briga por R$ 0,20 e já passou a ser uma questão de direitos do cidadão. A população está indignada com as decisões tomadas pelos governantes e a sonora vaia que Dilma Rousseff recebeu na abertura da Copa das Confederações representa bem o que está acontecendo.

“Mas afinal, o que provoca um ódio tão violento contra a cidade? Só vimos isso quando a organização criminosa de São Paulo queimou dezenas de ônibus. Não pode ser por causa de R$ 0,20.  A grande maioria dos manifestantes são filhos de classe média. E isso é visível. Ali não havia pobres que precisassem daqueles vinténs. Os mais pobres ali eram os policiais apedrejados, ameaçados com coquetel molotov e que ganham muito mal. No fundo, tudo é uma imensa ignorância política. É burrice, misturada a um rancor sem rumo. Ah, talvez a luta na Turquia, justa importante, contra o islamismo fanático. Mas aqui se vingam de quê? Justamente, a causa deve ser  a ausência de causas. Isso! Ninguém sabe mais porque lutar.” (JABOR, Arnaldo no ‘Jornal da Globo’ do dia 12 de junho de 2013)

Vendo o comentário, chego a conclusão de que ele mesmo está sendo um “fantoche da mídia” (acho essa expressão patética, mas ela se faz necessária neste momento). A grande parte dos manifestantes protestou de forma pacífica e é praticamente impossível evitar abusos em eventos que reúnem mais de 20 mil pessoas. A polícia, por sua vez, não quis saber quem estava lá e saiu atirando balas de borracha e gás de pimenta em todos (inclusive em cidadãos que nada tinham a ver com aquilo).

Jabor deve estar vivendo em um Brasil diferente do meu, porque ainda vejo muitos problemas para contestar. Além de uma tendência a ser reacionário, ele é desinformado: os protestos na Turquia começaram graças a uma obra do governo na praça Taksim, em Istambul. Iriam construir um shopping e uma réplica de um quartel da época otomana em cima de uma área verde. A bola de neve cresceu e a revolução passou a lutar pela liberdade de expressão, e não só contra extremismo religioso.

Acho bacana ver os jovens saindo às ruas novamente. Nos últimos tempos, só via protestos no Facebook e arrecadações inúteis de assinaturas em petições online. Vi uma galera argumentando nas redes sociais que os protestos são tardios deveriam ter sido realizados quando o Mensalão estourou. Olha, sou adepto da filosofia “antes tarde do que nunca”. O brasileiro está tão indignado com o que está acontecendo que resolveu sair da web e tentar algo mais incisivo nas ruas.

“Protesto se faz com argumentos e se impõe pela razão. Os manifestantes da Av. Paulista perderam a sua [razão] quando deixaram o movimento descambar para o vandalismo. Os ônibus que eles picharam, depredaram e quase incendiaram são os mesmos que servem a população, porque nem prefeito e nem governador usa transporte coletivo. Por trás de toda essa confusão, existe o Movimento Passe Livre, que está fazendo inclusive uma vaquinha para livrar os arruaceiros do xadrez. É bom saber: quando algum grupo tem algum desconto ou é isento de passagem, a conta é paga pelos outros usuários. Porque alguém tem que arcar com os prejuízos, seja rateando as despesas, seja aumentando os impostos. Será que esses protestantes não sabem que não existe almoço grátis?” (SHEHERAZADE, Raquel no ‘SBT Brasil’ do dia 12 de junho de 2013)

Dessa vez, ela se superou! Acho que nem preciso gastar meus dedos para contestar tamanha bobagem.

Se Sheherazade não é, digamos, ignorante, está fingindo muito bem ser. Ela certamente sabe que a tarifa zero serviria para toda a população. Mas é claro, ela não anda mais de ônibus como nos tempos do início da carreira lá na Paraíba… Chegar ao trabalho de carro e criticar os protestos dentro de um estúdio de TV, com ar-condicionado, é muito fácil, não é mesmo?!

A verdade pode não ser a minha, nem a dos manifestantes e nem a de Sheherazade e Jabor. Entretanto, é preciso salientar que ainda tem muita coisa errada no Brasil sim e, sem protestos, certamente nada mudará. Somados, os prejuízos causados por vidraças quebradas e ônibus depredados não chegam a 1% do que se rouba neste país.

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Henrique Brinco estudou jornalismo no Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge-BA), de Salvador. Escreve sobre mídia e entretenimento há 6 anos nos principais veículos do segmento, tendo seus textos reproduzidos em diversos sites e fóruns sobre televisão.

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SELEÇÃO JÁ ESTÁ EM FORTALEZA. TORCEDORES LOTAM AEROPORTO, MAS NÃO VEEM ÍDOLOS

Multidão começou a se aglomear ao meio-dia (Fotos: Leonardo Heffer/NE10 Ceará)

Leonardo Heffer
Do NE10 Ceará

O saguão do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, no Ceará, de repente pareceu não ter mais espaço. O jeito era ficar ali apertadinho, em um empurra-empurra para receber a Seleção Brasileira, que tinha desembarque previsto para as 17h30 deste domingo (16) na capital cearense.

Quem chegou primeiro conseguiu visão privilegiada, como foi o caso da estudante Ana Carla, de 17 anos. “Vim aqui para mostrar meu amor pela seleção”, afirmou entre os apertos e empurrões junto à grade que divide a saída do desembarque do resto do saguão. Ela estava no aeroporto desde o meio-dia, três horas antes mesmo de Seleção embarcar em Brasília.

Os gritos clamavam pelo ídolo do time. “Neymar, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”, ecoava pelo aeroporto. A cada abertura de porta, mesmo antes do horário previsto, era momento de tensão. “Será que são eles?”, questionou alguém na multidão. A resposta era típica do “cearês” (como é chamado a linguagem com gírias local pelo cearenses): “Deixa de ser abestado. Eles só chegam depois das 17h”.

Faltando meia hora minutos para o desembarque, veio a voz do desapontamento para muitos: “Avisamos aos senhores frequentadores do aeroporto que a Seleção Brasileira não irá desembarcar pelo aeroporto”, alertou o sistema de som da Infraero.

“Não acredito nisso”, quase chorava Ana Carla, a jovem que desde meio-dia esperava entre os apertos de frente à porta do desembarque. “Diz pra mim que isso não é verdade, diz!”, lamentava.

Para desgosto da jovem, todo o esquema de segurança do desembarque da Seleção foi montado a partir da base aérea de Fortaleza, que também compartilha acesso com a pista do aeroporto.

“Não vou arredar o pé daqui não. Tá vendo que tem muita gente? Vai que eles resolvem dar o ar da graça se souberem que tem esse monte de gente aqui, né?”, sonhava ainda Ana Carla.

JOGO – A Seleção Brasileira terá agenda cheia enquanto estiver em Fortaleza. Nesta segunda-feira (17) fala com a imprensa e realiza treino no estádio Presidente Vargas. Já na terça (18) novo atendimento à imprensa, desta vez na Arena Castelão e treino no gramado da Arena.

A seleção mexicana, que vai jogar contra o Brasil na quarta-feira (19), às 16h, na Arena Castelão, deverá chegar a Fortaleza no início da tarde desta segunda-feira (17) e treina no Centro de Treinamento do Nordeste, no município de Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza.

Empresária bancou R$ 260 mil para ter Anitta e pagou silicone e cirurgia no nariz

Quem vê a cantora Anitta estourada com o hit ‘Show das Poderosas’ não imagina o duro que ela deu para chegar onde está. Segundo o jornal Extra, Anitta contou com grande ajuda da empresária Kamilla Fialho para melhorar o visual gostosona que desfila no palco.

Trabalhando juntas há cerca de um ano, a empresária revelou que Anitta fez cirurgia no nariz e pôs silicone antes de estourar. ‘Perguntei se ela queria mudar mais alguma coisa. Ela disse que o nariz e o peito a incomodavam’, disse Kamilla, revelando que pagou R$ 260 mil à Furacão 2000 para agenciar Anitta.

Crédito http://www.correio24horas.com.br/

Hotel Marina Park, de Fortaleza, faz esquema antitietagem a Neymar para receber a Seleção

Hotel Marina Park, de Fortaleza

Autor de um golaço na vitória sobre o Japão em Brasília (DF), Neymar deve passar por momentos de tranquilidade ao se hospedar a partir deste domingo em Fortaleza (CE) com a Seleção Brasileira. Esta é a garantia do Marina Park, hotel na Praia de Iracema, próximo ao centro da cidade, onde o Brasil vai ficar até enfrentar o México, às 16h de quarta-feira, no Castelão, pela segunda rodada do Grupo A da Copa das Confederações.

A delegação embarca do Distrito Federal em voo fretado às 15h e tem desembarque previsto na capital cearense às 17h30. Ao chegar à hospedaria, a comissão técnica e os jogadores vão se deparar com funcionários orientados a não tietar e tirar fotos com os integrantes do grupo verde e amarelo.

- Todas a recomendações foram passadas e isso não vai acontecer. Nós até temos um detector de metais na entrada dos nossos funcionários. Então ninguém pode entrar com algum aparelho que registre imagens – explicou ao LANCE!Net o subgerente internacional do hotel, Júnior Barroso.

Dos 315 apartamentos do hotel, 30 deles (duplos) estão reservados para a Seleção. A comissão técnica e os jogadores terão direito a uma área privativa do local. Uma entrada exclusiva também será disponibilizada. Segundo Barroso, a piscina não será utilizada por opção da CBF.

A cozinha do Marina já recebeu o cardápio com as opções de comida que a Seleção consumirá nas refeições. Um chef acompanha a delegação, além de uma profissional de nutrição.

Na tarde deste sábado o hotel passou pela última vistoria da Fifa, que foi presenciada por Júnior Barroso.

Os treinos em Fortaleza serão no Presidente Vargas, às 15h de segunda-feira, e no Castelão na terça, às 15h15, para o reconhecimento do gramado antes do duelo com os mexicanos, na quarta.

(Esportes/O Povo)

Seleção Brasileira dribla torcedores e desembarca em Fortaleza

Avião que trouxe a delegação da Seleção Brasileira – (foto: reprodução Facebook)

A Seleção Brasileira já está em Fortaleza. O voo de Brasília que trazia a delegação aterrissou na capital cearense ás17h07 deste domingo (16). 

Na pista, os jogadores e a comissão técnica do Brasil foram recepecionados por autoridades cearenses, dentre elas, os titulares da Secopa, Ferruccio Feitosa, e da SecopaFor, Domingos Neto.

DRIBLE NA TORCIDA

Nem aeroporto novo e nem aeroporto velho. O torcedor que foi aos dois principais terminais de desembarque em Fortaleza deu viagem perdida. O avião que trouxe a Seleção pousou na pista da Base Área, na Av. Borges de Melo, sem a presença de torcedores. 

No ságuão do Aeroporto Internacional Pinto Martins, uma multidão de torcedores na expectativa de um contato com os ídolos. O público chegou cedo. Destaque para as fãs de Neymar, que carregavam cartazes e cartas para o craque brasileiro. Torcedores de Ceará e Fortaleza, com bandeiras e camisas, também marcaram presença. Em vão.

No chamado aeroporto velho, no bairro Vila União, um grupo de torcedores também aguardou a chegada da Seleção, e teve que voltar pra casa decepcionado. 

Da Base Área, a delegação seguiu para o Marina Park, onde jogadores e comissão técnica ficarão hospedados. 

Descida dos jogadores na aeronave:

(Bruno Balacó – Esportes O Povo)

‘Neymarzetes’ e ‘luketes’ aguardam seleção na Base Aérea de Fortaleza

Grupo de ”Neymarzetes” à espera da Seleção Brasileira na Base Aérea de Fortaleza (Foto: Gabriela Alves/G1)

Fãs dos jogadores Neymar e Lucas passaram a tarde deste domingo (16) na expectativa de ter, pelo menos, um tchau dos ídolos na Base Aérea de Fortaleza. “Neymarzetes” e “luketes” prometem seguir os jogadores até conseguirem entregarem os presentes e conseguirem fotos e autógrafos dos jogadores. A Seleção Brasileira deve desembarcar às 17h30.

Fãs do jogador Lucas em Fortaleza (Foto: Gabriela Alves/G1)

“Eu quero, eu posso, eu consigo”, diz um cartaz das fãs de Lucas. “Ele sempre diz isso e hoje é que o esparamos”, diz a estudantes, de 18 anos, Mayla Abreu. Com o grupo de amigas que conheceu pela internet pelo amor ao jogador, ela trouxe um cesta com chocolates, cartões e uma carta para Lucas. “Há um ano atrás nós começamos a nos organizar”, conta.

Ao lado das “luketes” com k, neymarzetes gritavam que Neymar é o melhor. “Se ele me beijar, eu não lavo nem mais meu rosto”, revela uma das fãs. A maior parte dos fãs que esteve na tarde deste domingo (16) não vai assistir ao jogo da seleção. “Nos temos condições financeiras”, diz Mayla.

(G1 Ceará)

Copa das Confederações expõe ‘falta de planejamento’ em Recife, afirma BBC

Arena Pernambuco

Camilla Costa, Enviada especial da BBC Brasil a Recife

A estreia oficial de Recife na Copa das Confederações, que sedia neste domingo um dos dois jogos do segundo dia do torneio, entre Espanha e Uruguai (o outro é Itália e México, no Maracanã), expõe alguns dos principais problemas e lacunas no planejamento urbano da cidade – uma das mais atrasadas nos preparativos para o Mundial de 2014.

O início da partida está previsto para ocorrer às 19h (horário de Brasília) na Arena Pernambuco, que, ao contrário de outras cidades-sedes da competição, está localizada em um município vizinho, São Lourenço da Mata, a cerca de 20 quilômetros do centro da capital pernambucana.

Na quarta-feira, a chegada das seleções da Espanha e do Uruguai foi marcada por engarrafamentos, protestos e acidentes que causaram transtorno para os moradores e para as equipes, que tiveram dificuldades para treinar, por causa das chuvas e do trânsito.

Inicialmente, a capital não estava prevista como sede, mas foi escolhida após a proposta do governador de Pernambuco Eduardo Campos — candidato virtual à Presidência em 2014.

Em março, Campos afirmou que a cidade estaria pronta para a Copa das Confederações e que poderia entregar o terceiro estádio do torneio. A Arena Pernambuco foi a última das seis a ser entregue para o evento-teste da Copa do Mundo.

No material publicitário da cidade, a frase escolhida pelo governo estadual é “Recife vai marcar um golaço”.

Movimentos de urbanistas da cidade, no entanto, discordam.”Cautelosamente, pode-se dizer que o tiro saiu pela culatra”, afirma Evanildo Barbosa da Silva, especialista em mobilidade urbana e representante do Comitê Popular da Copa em Recife.

“Passaram uma imagem de que as obras não impactariam o Recife, o que é uma inverdade. Não foi construído nada mais preventivo, nem foi feito um planejamento mais básico”, afirma.

A socióloga Ana Paula Portela, uma das criadoras do grupo Direitos Urbanos do Recife, diz que a Copa das Confederações mostrou “o tamanho do problema” para os moradores. “Já acompanhávamos o impacto de grandes projetos na vida da cidade, mas a Copa dá uma dimensão maior das lacunas. De fato, muitas coisas que o governo dizia que estava fazendo, como o controle das obras de mobilidade e das vias da cidade, não foi feito”.

Segundo Portela, os problemas com o trânsito são o “primeiro estrangulamento” em Recife. “No dia a dia é possível encontrar saídas para o trânsito, mas agora o governo tem que responder à agenda da Copa. E não vi resposta”, critica.

“A cidade está parada. Recife já não anda e nos dois últimos dias está mais parada ainda.”

Por dentro da Arena Pernambuco

Localização: São Lourenço da Mata (22 quilômetros de Recife)

Capacidade: 46 mil assentos

Custo: R$ 532 milhões

Modelo: Parceria público-privada entre consórcio e governo do estado

*Após a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, o estádio se tornará sede do Náutico

Na manhã de sexta-feira, os motoristas de ônibus da capital fizeram uma paralisação de uma hora para reivindicar reajuste salarial. O protesto tinha como objetivo “dar um recado” à prefeitura, sem prejudicar os cidadãos. Mesmo assim, a manifestação provocou engarrafamentos em diversas áreas da cidade.

Um acordo de última hora evitou também uma greve dos metroviários de Recife, que poderia afetar o principal meio de transporte — e único recomendado pela prefeitura — para chegar à Arena Pernambuco.

Buracos no caminho

Em coletiva de imprensa na sexta-feira, jogadores da seleção uruguaia reclamaram do trânsito na cidade, que atrasou o treino e outros compromissos da equipe mesmo com a escolta de batedores. “O trânsito atrapalhou muito. Demorar uma hora e meia para ir e uma hora e meia para voltar não estava nos nossos planos. É muito desgastante”, disse o zagueiro uruguaio Diego Lugano.

Na quinta-feira à noite, após chegar a Pernambuco, os uruguaios não conseguiram treinar por causa do estado em que as fortes chuvas deixaram os gramados dos centros de treinamento locais. No dia seguinte, a seleção chegou ao CT (Centro de Treinamento) do Sport de Recife depois de uma hora no trânsito, prejudicado por obras de última hora no trajeto. Na BR-101, trabalhadores tapavam buracos e corrigiam falhas no asfalto e no acostamento.

Também na sexta-feira à noite, um engarrafamento causado por obras de pavimentação na BR-232 – principal acesso à Arena Pernambuco – deixou motoristas parados durante até três horas. A situação piorou quando parte da BR-101 foi fechada para a passagem da seleção espanhola, que provocou o aumento do tráfego na outra rodovia.

Uruguai e Espanha / AFPSeleções de Uruguai e Espanha, que jogam neste domingo, reclamaram de falta de estrutura em Recife

“É inadmissível que a gente tenha, em um trajeto vital para a cidade, o problema que temos agora. Mas a gestão do trecho urbano da BR-101 está sendo repassado para o Estado, porque no corredor central será construído o BRT”, disse o secretário de Mobilidade Urbana de Recife, João Braga, à BBC Brasil.

O BRT (do inglês Bus Rapid Transit, sistema com ônibus articulados que trafegam em corredores especiais) é um dos projetos que a cidade retirou da Matriz de responsabilidades, porque não ficaria pronto a tempo da Copa 2014 mas será, de acordo com Braga, “um legado”.

‘Da água para o vinho’

O secretário de Mobilidade Urbana de Recife, João Braga, está otimista em relação ao trânsito em 2014. “Vamos mostrar uma mudança da água para o vinho na cidade”, disse à BBC Brasil.

De acordo com Braga, a prefeitura identificou cerca de 40 pontos vitais de alagamento da cidade e pretende tratá-los para evitar as enchentes que, há poucas semanas, geraram imagens impressionantes. “O calendário da Fifa é europeu, mas junho não é um período bom no Brasil, é um período de chuvas. A gente vai ter muitos problemas”, reconhece.

O secretário afirma ainda que até a Copa do Mundo ficarão prontos os dois BRTs incluídos na matriz de responsabilidades de Recife para a Copa, cerca de 40 km de ciclovias e ciclofaixas, sete BRS (Bus Rapid Service, corredores expressos para ônibus) e o que chamou de “o programa mais largo de calçadas que já se viu na cidade”.

“O foco da prefeitura e do governo do Estado é na mobilidade das pessoas e não dos veículos”, diz.

Mas o “foco na mobilidade das pessoas” a que Braga se refere é uma “assimilação do discurso dos urbanistas da cidade” que não foi acompanhada por novos projetos, segundo Mucio Jucá, arquiteto, especialista em desenvolvimento urbano e professor da Universidade Católica de Recife.

“Há um embate muito forte agora no Recife sobre questões de urbanização e estamos conseguindo ter voz junto ao governo. Percebemos é que o discurso deles incorporou o discurso dos urbanistas. Só que eles ainda apresentam os mesmos projetos que nós criticávamos”, disse à BBC Brasil.

“Assimilar o discurso é um passo importante, mas elaborar novos projetos não vai acontecer até 2014, talvez só até 2020. Os projetos que nós consideramos ruins por uma série de motivos já estão em construção.”

‘Arena mais longe do mundo’

Jucá critica a falta de planejamento dos projetos da Copa em Recife, incluindo o acesso à Arena Pernambuco, que fica em São Lourenço da Mata (a 22 quilômetros da capital) e já desperta preocupação nos organizadores da Copa das Confederações.

“Parece que as ações foram feitas sem planejamento nenhum e a solução encontrada é decretar feriado nas ciddes para que não tenhamos um caos e para que o mundo não veja isso acontecer”, diz.

Uruguai treina na academia / AFPPor causa de fortes chuvas, seleção uruguaia teve de treinar em academia

Mucio Jucá chegou a elaborar um dos projetos da nova arena da Copa, que seria o construída entre Recife e Olinda. “A ideia era colocar o estádio dentro da cidade, para que ele fosse uma arena multiuso e para facilitar a mobilidade urbana. Essa é a ideia que se tem de um bom estádio hoje em dia”

“Quando nossas propostas foram apresentadas à Fifa, em 2009, já tínhamos estudos e levantamentos prontos e obras de mobilidade urbana relacionadas a eles, parecia que as coisas se encaixavam. Mas apareceu um projeto que ninguém tinha conhecimento de construir um estádio a 22 km da cidade. Não acreditávamos que o governo aceitaria uma proposta antiquada dessas”, conta.

“Colegas holandeses me chamaram a atenção de que esse deve ser o estádio mais longe do mundo. Em minhas pesquisas, ainda não encontrei um mais distante da cidade do que esse.”

Segundo Gilberto Pimental, secretário executivo de relações institucionais da Secopa de Recife, o objetivo da arena é levar empreendimentos para a região de São Lourenço da Mata. “Nesse primeiro momento ela está isolada, mas a grande aposta do governo é que ela seja a âncora para puxar o desenvolvimento para o oeste”.

Ele diz ainda que o estádio pode ser uma oportunidade para “repensar o uso do metrô em Recife, que ainda não é massivo”.

Na próxima quarta-feira, o governo estadual decretou ponto facultativo para evitar caos no acesso dos torcedores à partida entre Itália e Japão. A medida também foi adotada nas outras cidades-sede.

A capital pernambucana não teve protestos relacionados ao aumento das tarifas do transporte público na última semana, mas ativistas organizam pelo Facebook uma manifestação em solidariedade ao Movimento Passe Livre, de São Paulo, na próxima quinta-feira, dia 20.

Grupos de urbanistas dizem que farão na passeata o protesto que não conseguiram fazer no primeiro fim de semana da Copa das Confederações.

Seleção brasileira verá show de humoristas neste domingo em Fortaleza

LAURIBERTO BRAGA – Agência Estado

FORTALEZA – Estão escalados para descontrair os quatro jantares que a seleção brasileira  fará no Marina Park Hotel, a partir deste domingo, em Fortaleza, os humoristas cearenses Ciro Santos, Adamastor Pitaco, Lailtinho Brega, Paulo Diógenes e Pirulita. A apresentação deles para a delegação do Brasil foi um pedido do técnico Luiz Felipe Scolaridireto ao governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). 

Diante do pedido de Felipão, o secretário especial da Copa no Ceará, Ferruccio Feitosa, fez o contato com Paulo Diógenes, que é vereador de Fortaleza pelo PDS e faz o personagem Raimundinha. Foi ele que agendou os demais humoristas – destaque para o filho do deputado federal Tiririca (PR-SP), Tirulita. 

“A cada jantar dos jogadores, comissão técnica e dirigentes, vai ter um humorista”, revelou Paulo Diógenes, que, a pedido de Felipão, volta a interpretar a personagem Raimundinha. “Eu não queria, mas fizeram questão e, depois de um bom tempo, volto a interpretar a Raimundinha”, contou o humorista. 

Depois da viagem deste domingo de Brasília, onde estreou no sábado com a vitória sobre o Japão, para Fortaleza, a seleção treina nesta segunda-feira no Estádio Presidente Vargas. Na terça, acontece o treino de reconhecimento da Arena Castelão, palco do jogo do dia seguinte, diante do México, pela segunda rodada da Copa das Confederações. 

Na quinta-feira, antes de viajar para Salvador, onde no sábado vai enfrentar a Itália, a seleção brasileira treina novamente no Estádio Presidente Vargas e se despede de Fortaleza – pelo menos na primeira fase da Copa das Confederações, porque pode voltar para a capital cearense para a disputa da semifinal (para isso, precisaria ficar em segundo lugar do Grupo A).

Um idoso é agredido a cada dez minutos no Brasil

A Organização das Nações Unidas instituiu 15 de junho como o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. A data foi definida para alertar a sociedade sobre o número crescente de maus tratos cometidos à população da terceira idade.

Para se ter uma ideia desta triste realidade, a cada 10 minutos, um idoso é agredido no Brasil. Em 70% desses casos, o agressor é o próprio filho. Os dados são da Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida do Rio de Janeiro.

A violência contra os idosos tem várias facetas. Abandono, roubo, espancamento, humilhação, cárcere privado, violência física e psicológica são alguns exemplos das agressões cometidas. Medo, constrangimento e constantes ameaças são as principais causas que impedem a população idosa de denunciar esses delitos. As agressões ocorrem dentro de casa, de quem, teoricamente, mais se espera amor e proteção.

Como denunciar aquele a quem mais dedicamos cuidado durante uma vida? Quebrar o laço familiar é um desafio para as vítimas, que se calam diante de um muro intransponível. O idoso não consegue anular a relação parental com o agressor da família. Romper esse silêncio muitas vezes gera dor. Esse conflito interno explica porque 90% das denúncias de maus tratos são anônimas.

A expectativa de vida do brasileiro cresceu nos últimos tempos e hoje temos cidadãos conscientes e felizes aos 90 anos. Mas, infelizmente, ainda falamos de uma minoria. É preciso maior cuidado do Estado com essa população. Hoje, temos diretrizes, serviços e órgãos que têm por objetivo proteger essa população, o Estatuto do Idoso, conselhos estaduais e municipais, delegacias de proteção e o Disque Denúncia (181). Mas sem a participação da sociedade e a consciência de cada um de nós, esse ideal de respeito não se constrói.

Ao final da próxima década, as pessoas maiores de 40 anos serão quase metade da população brasileira. Nossa nação vai envelhecer e precisaremos redobrar os (ainda poucos) cuidados com quem passou grande parte da vida prestando serviços e produzindo amor.

Crédito: http://www.tribunahoje.com/

Brasileiros em Berlim e Dublin fazem ato em apoio aos protestos em São Paulo

RIO – Em sintonia com as últimas manifestações no país, centenas de brasileiros realizaram protestos no exterior neste domingo. Em Dublin, na Irlanda, manifestantes carregavam cartazes como “Desculpe o transtorno, nós estamos construindo um novo Brasil”; ou “Protesto não é crime, #vemprarua”. Em Berlim, na Alemanha, cerca de 300 pessoas também protestaram. “É por direitos, não por centavos”, dizia um cartaz. O ato também contou com a participação de turcos, que se uniram contra a reação da polícia às manifestações nos dois países.

Manifestantes brasileiros reunidos em Dublin durante ato de apoio aos protestos em São Paulo Foto: Fellipe Lopes/Cortesia

Em Berlim, o protesto ocupou uma rua movimentada da cidade, a Kottbusser Damm, e a polícia acompanhou a manifestação pacífica. Já em Dublin, o grupo começou a passeata pela movimentada O’Connell Street, passou por via Grafton e chegou a Stephen’s Green, parque público no centro da cidade

Segundo o convite para a manifestação, os protestos “tratam sobre a democracia, sobre um governo que reprime sem ouvir e só funciona em cima de barganha política”.

(Agência O Globo)

Fotógrafos de SP fazem ato contra ação policial em protesto

(Foto: Léo Pinheiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Fotógrafos fizeram um protesto na manhã deste domingo (16), em frente à Catedral da Sé, no Centro de São Paulo, contra a violência policial na repressão dos protestos contra o aumento de tarifas em São Paulo.

No quarto dia de manifestação, na quinta-feira (13), a repórter Giuliana Vallone, da Folha de São Paulo, e o fotógrafo Sérgio Andrade da Silva, da Futura Press, foram atingidos por disparos de bala de borracha no olho.

O fotógrafo passou por cirurgia e faz tratamento para recuperar a visão. Segundo a Folha, sete de seus profissionais foram atingidos

 

O Bolsa Família e o coronelismo

 

Por Urariano Mota – Recife, No Blog de Um Sem-Mídia

Recife (PE) – Esta semana, a socióloga Walquiria Leão Rego pôs uma luz científica no programa Bolsa Família, desenvolvido pelo governo Lula. Por ocasião do lançamento do seu livro  e de Alessandro Pinzani, “Vozes do Bolsa Família”, Walquiria foi entrevistada pela Folha de São Paulo. Ali, ela afirmou que o Bolsa Família é uma ação de Estado que enfraquece o coronelismo. Espanto geral. Como assim? O programa assistencialista, o Bolsa Esmola, como o PSDB e assemelhados o chamam, que incentiva a vadiação, como poderia diminuir o poder dos chefões no Brasil profundo?

Imaginem o assombro. Os de melhor renda no Brasil são useiros e vezeiros em falar que as mulheres do povo agora querem ter mais filhos somente pra mamar no dinheiro do governo. Perdoem a forma chula de expressão, mas é assim que a nossa educada elite se expressa em público. Na intimidade, entre os da sua marca, a coisa é mais feia.  O “povo”, que são sempre os outros, aos quais os ricos e meio ricos não se misturam, a gentinha de celular e com motos atrapalhando o trânsito, são a própria afirmação de votos de cabresto, que seriam mantidos pelo Bolsa Família, nos governos populistas de Lula e Dilma. Imaginem na Copa. Que vergonha, os que não deveriam passar da copa, da cozinha, a se exibir nas ruas com os filhos pagos pela Bolsa Esmola.

Pois a patadas do gênero respondeu a pesquisa de 5 anos do livro “Vozes do Bolsa Família”, nas palavras de Walquiria Leão:

“O Bolsa Família mexeu com o coronelismo?

Sim, enfraqueceu o coronelismo. O dinheiro vem no nome da mulher, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém. É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito. Num programa que envolve 54 milhões de pessoas, alguma coisa de vez em quando [acontece]. Mas a fraude é quase zero. O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro”.

Ainda assim, há quem argumente que o programa Bolsa Família reforça o coronelismo, de Lula e Dilma, que seria um governo – para a direita brasileira é assim, Lula e Dilma são uma só pessoa – cujo objetivo é dominar o povo brasileiro para entregá-lo aos corruptos, de Cuba e dos comunistas em geral. Esse nível de argumento é de uma pobreza e estupidez tamanha que difícil é respondê-lo. Entendem? Seria algo como provar a um homem que a terra é redonda, apesar de ele só ver lugar plano. No cerne desse preconceito está a ideologia de que o povo é imbecil, por um lado. Por outro, que ele não pode receber políticas compensatórias que amenizem uma exclusão secular, porque tais políticas seriam puramente eleitorais”.  Dizer o quê, amigos?

O senador Jarbas Vasconcelos certa vez declarou à Veja que “há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família”. E sobre isso escrevi uma reportagem publicada na Carta Capital, em que relatava a minha busca inútil, cômica, do garçom rico de Bolsa, depois de horas a entrar em beco e sair em beco.    

Naquela reportagem, que reduzida está no Direto da Redação, Clique aqui pude observar que  o valor máximo do Bolsa Família era então de 182 reais por família. Isso significava que o garçom afortunado, se profundamente carente, trocaria seus cerca de dois mil reais por mês pela fortuna de 182. Porque a Bolsa é concedida por família, não seriam duas Bolsas, uma para o garçom, outra para o seu filho, como declarou a nobre ética do ainda mais nobre senador.

Para encerrar, nada melhor que as palavras da socióloga, quando contou uma ternura  testemunhada em um homem miserável no Vale do Jequitinhonha:

“Uma pesquisadora sobre o programa Luz para Todos, no Vale do Jequitinhonha, perguntou para um senhor o que mais o tinha impactado com a chegada da luz. A pesquisadora, com seu preconceito de classe média, já estava pronta para escrever: fui comprar uma televisão. Mas o senhor disse:

`A coisa que mais me impactou foi ver pela primeira vez o rosto dos meus filhos dormindo; eu nunca tinha visto`.

Essa delicadeza… a gente se surpreende muito”. 

Como a polícia reage as manifestações na Alemanha…

Na Alemanha, em 19 Maio, a polícia retirou seus capacetes e armamentos para acompanhar, de forma pacífica, a remoção de manifestantes que ocupavam imóveis urbanos, na chamada “Blockupy March”. Por aqui, essa violência que está claro, nada tem a ver com os 0,20 centavos. 

Do portal Humans Are Free

German Police Removed Helmets and Escorted Occupy Frankfurt Protesters

 

During the May 19th Occupy Frankfurt protests, the German police showed what integrity and democracy really mean. After removing their helmets, the policemen joined the “Blockupy” march.

According to the Washington Post,

“At least 20,000 people held a major rally of the local Occupy movement in Frankfurt on Saturday to decry austerity measures affecting much of Europe, the dominance of banks, and what they call untamed capitalism.

The protesters peacefully filled the city center of continental Europe’s biggest financial hub on a warm and pleasant afternoon, said Frankfurt police spokesman Ruediger Regis. He said 20,000 people were there, while organizers put the number at 25,000.

The protest group, named Blockupy, has called for blocking access to the European Central Bank, which is located in Frankfurt’s business district.

Organizer spokesman Roland Seuss the protest is ‘against the Europe-wide austerity dictate by the (creditor) troika of ECB, the EU Commission and the International Monetary Fund.’

‘We are in solidarity with the people of Greece and other European countries who are already gravely suffering from (budget) cuts across the board which threaten their very existence,’ Suess said.

‘International resistance against the austerity imposed by troika and governments,’ read one banner, followed by protesters waving Greek and Spanish flags. ‘Break the bank’s power,’ read another banner.

” The Washington Post mentioned the Friday 18th temporary arrests, but made no reference to the integrity of the German policemen who peacefully escorted the Blockupy protesters. As a result of their actions, no violence and no arrests took place on Saturday. This is a great example that without undercover agents provocateurs and policemen breaking the constitutional right of public manifestation, the protesters are in fact acting peaceful and civilized.

The German police gave an example of morality, integrity and democracy. Some may not realize it, but this is a major step towards the decline of the banking elite and mankind’s enslavement. We need to stand together (protesters, policemen, army men) against our common enemies: the enslaving “elites”!

The 1% can really fear us now!

Via http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/como-a-policia-reage-na-alemanha

Nicarágua aprova construção de canal para concorrer com Panamá

Depois de um grande debate e com 61 votos a favor e 25 contra, o Parlamento da Nicarágua aprovou na última quinta (13/06) uma lei especial que outorga uma concessão à empresa de capital chinês HKND (HK Nicaragua Canal Development Inversion Company), para construir, desenvolver e operar um canal interoceânico entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A empresa poderá administrar essa obra  por 50 anos, com possibilidade de prorrogação de outros 50. Nesta sexta-feira (14/06), o presidente Daniel Ortega ratificou o acordo.

O megaprojeto, cujo estudo de impacto ambiental se iniciará nos próximos meses e se estenderá por pelo menos um ano, custará 40 bilhões de dólares. Ele incluirá, durante os próximos 10 anos, a construção de um canal aquático, dois portos de grande magnitude, um canal seco que consiste em uma via férrea entre os dois portos de água profunda, assim como um oleoduto, dois aeroportos e duas zonas de livre comércio.

Agência Efe (14/06)

O presidete nicaraguense, Daniel Ortega (esq.), ao lado do empresário chinês Wang Jing (dir.), em cerimônia de ratificação

A “Lei Especial para o Desenvolvimento de Infraestrutura e Transporte Nicaraguense, Referente ao Canal, Zonas de Livre Comércio e Infraestrutura Associadas” foi aprovada pela Comissão de Infraestrutura e apresentada no plenário do Parlamento para sua aprovação. A obra prevê trazer ao país um crescimento econômico anual médio superior aos 11.5%, durante o período de 2014 a 2018, um aumento de 136% do PIB (Produto Interno Bruto), o que equivaleria a um incremento de quase 1.3 milhões de empregos formais, isto é, de 28% ao ano durante os seis anos de construção.

Em declarações à imprensa local, o presidente da Comissão do Grande Canal da Nicarágua, Manuel Coronel Kautz, disse que a propriedade do canal passará paulatinamente às mãos do Estado da Nicarágua e que depois de 50 anos, “o país será proprietário de 51% das ações.”

Kautz explicou também que antes de iniciar as obras, a empresa concessionária deverá realizar estudos de sua viabilidade, de seu impacto ambiental, econômico-social e técnico, para definir qual será o melhor caminho a seguir. “Antes que se cumpra esse processo, não se podem tomar decisões definitivas”, disse.

Descartada a possibilidade de construir o canal através do rio San Juan, que faz fronteira com a vizinha Costa Rica, sobram cinco rotas alternativas que preveem o uso do grande lago Cocibolca, a maior fonte hídrica da região centro-americana.

Estado presente

Com a aprovação, em julho do ano passado, da Lei 800, definiu-se o regime jurídico do megaprojeto, e criou-se a Autoridade do Grande Canal Interoceânico da Nicarágua, que vai representar o Estado nicaraguense como acionista, com uma cadeira no conselho diretivo das empresas envolvidas.

Além disso, criou-se a Comissão do Grande Canal, integrada por funcionários do governo, a qual “tem a autoridade para tudo, qualquer coisa que a comissão não aprove, não passa, e é uma comissão de nicaraguenses”, assegurou Kautz. 

Manuel Madiz, especialista em direito internacional, assegurou ao Opera Mundi que “de nenhuma maneira” o projeto implica em uma renúncia da soberania nacional, porque “todas as obras vão ser submetidas à aprovação ou rejeição da Comissão e do Comitê de Avaliação”.

Segundo a Lei 800, o canal nicaraguense teria a capacidade de captar 416 milhões de toneladas métricas, o que representaria 3,9% da carga marítima mundial. Além disso, a zona de construção do canal será declarada de utilidade pública e o Estado indenizará os donos dos terrenos afetados.

Obra histórica

Durante uma cerimônia de entrega de cartas credenciais de novos embaixadores na Nicarágua, o presidente Daniel Ortega enfatizou a importância desse megaprojeto e convidou vários países a participarem da construção do Grande Canal.

Dirigindo-se ao novo embaixador do Brasil em Managua, Luis Felipe Mendoza, Ortega disse que “depois de tantos séculos de luta para transformar em realidade esse canal, ao fim chegou o momento, e creio que o Brasil vai se interessar por isso”. Também disse que a obra “vai permitir erradicar a pobreza e o desemprego” e vai servir para “o desenvolvimento de toda a região”.

O embaixador brasileiro se comprometeu a levar à presidente Dilma Rousseff a mensagem de Ortega. “Comprometo-me a levar à minha presidenta o que o senhor acaba de dizer sobre o canal, e me empenhar para que nossas empresas se interessem em participar”, assegurou Mendoza.

Controvérsias

Essa obra de grande envergadura gerou também muita preocupação e até rejeição em diferentes setores da sociedade nicaraguense. Além dos inevitáveis impactos ambientais, critica-se a pouca participação e consulta da população afetada e ao pagamento das indenizações para as propriedades que serão expropriadas. Também se questiona a empresa premiada com a concessão e seu presidente, o empresário Wang Jing.

“Estamos preocupados com os riscos ambientais de usar do lago Cocibolca para a navegação comercial, em vez de usá-lo para o consumo humano. É uma decisão precipitada que fere o patrimônio do país”, disse Victor Campos, vice-presidente do Centro Humdoldt.

Agência Efe (14/06)

Manifestantes protestam contra o governo Ortega em razão da assinatura do contrato para o megaprojeto

Os grupos ANCC (Aliança Nicaraguense sobre a Mudança Climática) e MNGR (Mesa Nacional de Gestão de Risco), enfatizaram que a entrega da regulação e controle da administração do ambiente para a construção e operação do canal é uma “decisão inapropriada e lesa a soberania e os interesses nacionais”.

Para Antonio Ruiz, diretor da Fundação do Rio, a construção e operação do canal compromete os recursos naturais, “o que se traduz em um custo muito alto para o país”, apontou.

Durante a sessão parlamentária, o principal dirigente da oposição política do país, o ex-chanceler Eduardo Montealegre, qualificou a concessão de inconstitucional e de uma medida “que dividirá a Nicarágua porque dá de presente seu território à uma empresa estrangeira”.

Mais cautelosa foi a posição das empresas privadas. O Cosep (Conselho Superior da Empresa Privada). Por um lado, ela reconheceu a importância do projeto e, por outro, pediu para revisar o mecanismo de expropriação, a participação da mão de obra e das empresas nicaraguenses. Ela quer estar presente na Comissão do Grande Canal, garantir a proteção do meio ambiente e levar em conta os compromissos adquiridos com a OMC (Organização Mundial do Comércio) e com os tratados internacionais.

Povos originários

O dirigente de Yatama, membro da bancada sandinista do parlamento, Brooklyn Rivera, observou que os povos indígenas Rama e Krial não foram consultados sobre os possíveis efeitos aos seus territórios e recursos ancestrais. “Não sou contra o projeto em si, mas contra os procedimentos legais que violam os direitos dos povos indígenas”, disse.

Também pediu que se leve em conta o conceito que os povos indígenas têm do “desenvolvimento”, ou seja, uma relação de harmonia coma mãe terra. “Não nos opomos ao desenvolvimento do nosso país, mas ele deve estar de acordo com a nossa visão de mundo”, apontou Rivera.

Depois de quase quatro horas de sessão, o Parlamento aprovou também outra lei complementária, que outorga à empresa Alvimer Internacional e Cia Ltda uma concessão de dez anos “para prover os serviços e equipamentos de segurança terrestre e aérea nos diferentes postos fronteiriços”.

Para o dia 14, está prevista uma atividade pública durante a qual se assinará o acordo da concessão entre o governo da Nicarágua e a empresa chinesa HKND.

(Opera Mundi)

‘O QUE ESTÁ EM CHAMAS EM SP É A VISÃO OLIGÁRQUICA DA CIDADE’

Para Paulo Moreira Leite, diretor da ISTOÉ em Brasília, “enquanto a parte de cima da cidade passou os últimos anos procurando transformar a definição de ciclovias em questão de alta relevância para os poderes públicos, a população debaixo estava preocupada com o preço da passagem de ônibus” 

 

16 DE JUNHO DE 2013 

 247 – Paulo Moreira Leite, diretor da ISTOÉ em Brasília, diz que onda de manifestações em SP revelou seu descompasso social: “Além de pneus, lixo e todo material inflamável que se encontra nas ruas, as chamas dos últimos dias consumiram ideias tolas e ultrapassadas. O que está pegando fogo em São Paulo é uma visão oligárquica da cidade”. Leia:
Protestos em São Paulo

O descompasso absurdo entre as inquietações de nossos sábios e a vida real dos homens e mulheres de São Paulo acaba de ser exposto de forma simples e radical.

Enquanto a parte de cima da cidade passou os últimos anos procurando transformar a definição de ciclovias em questão de alta relevância para os poderes públicos, a população debaixo estava preocupada com o preço da passagem de ônibus.

A revolta popular-juvenil contra o aumento da passagem já dura vários dias. É lamentável pela violência, em que a falta de preparo da polícia se combina com o excesso de espírito provocador de uma parcela de estudantes. 

Mas os protestos são grandiosos, mobilizam milhares de pessoas e envolvem uma causa justíssima. 

Obrigada, desde o último aumento, a gastar pelo menos R$ 192 por mês – ou R$ 2.304 por ano — apenas para se deslocar duas vezes por dia pela cidade, a população que anda de ônibus e metrô tem o direito de ser ouvida num ambiente de serenidade e respeito, para avançar em suas reivindicações. 

Para quem recebe o salário mínimo, a passagem consome três meses de trabalho no ano. Nem a turma que tem carro reserva para usar no rodízio vai dizer que é pouco, certo? 

Em matéria de transporte coletivo, essa forma sutil mas essencial de cidadania nos grandes centros urbanos, que envolve as obrigações de todo mundo, mas também o exercício prático do direito de ir e vir, o mundo de cima cometeu um absurdo erro de cálculo.

Conseguiu-se até patrocínio para ampliar o lugar das bicicletas, um meio de transporte cujo charme indiscutível não deveria encobrir seu caráter limitado, espaçoso e lento, que complica o transito de ônibus e automóveis em ruas e avenidas, mas nada ofereceu à maioria dos paulistanos, forçados a pagar a mais cara tarifa de transporte público do país por sardinhas em lata inseguras, desconfortáveis e até perigosas. 

O risco de uma reação já era previsível há dois anos, quando protestos contra o penúltimo aumento chamaram a atenção na avenida Paulista e em outros pontos da cidade. 

Toda proposta capaz de aliviar a situação do transporte coletivo é bem-vinda, como a criação de faixas exclusivas para ônibus nas marginais e em outros pontos da cidade. Mas são soluções paliativas, de efeitos modestos em comparação com investimentos realizados e o desgaste que produzem.

Uma década depois que a prefeita Marta Suplicy criou o bilhete único, última novidade socialmente relevante na vida dos paulistanos, as labaredas afirmam, com ênfase incendiária, que é preciso avançar mais, com mais ousadia, na mesma direção.

Iniciada no governo de Paulo Maluf, a privatização dos transportes públicos da cidade já se revelou um fiasco histórico. Inviabiliza a prestação de um serviço público essencial e deixa a população na dependência das planilhas de cálculos das empresas de ônibus. O debate sobre a municipalização dos transportes está colocado. A criação da passagem gratuita — ou muito barata — também deve ser debatida. 

Além de pneus, lixo e todo material inflamável que se encontra nas ruas, as chamas dos últimos dias consumiram ideias tolas e ultrapassadas. O que está pegando fogo em São Paulo é uma visão oligárquica da cidade.

Quem não percebeu isso não compreendeu nada, como diria um conhecido pensador do iluminismo.

(Brasil 247)

ÉPOCA ABRAÇA FHC E PEDE QUE DILMA BEIJE A CRUZ

De maneira escancarada, a revista semanal da Globo, assume seu alinhamento com a oposição, segue o grito de guerra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pede à presidente Dilma Rousseff que reconheça “erros de sua política econômica”. Ou seja: Época quer que a presidente venha a público, em rede nacional, e diga: “fracassei”. Mais do que isso, cobra ainda um duro arrocho fiscal e juros na lua. O problema (para Época) é que ela já avisou que não cairá no conto do vigário. 

 

16 DE JUNHO DE 2013 ÀS 07:03

247 – Por incrível que pareça, quando se trata de economia, a revista Época, semanal da Editora Globo, consegue estar à direita de Veja. E, em matéria de sutileza, ambas se igualam. Em seu editorial desta semana, que abre a publicação, a revista nem se preocupa em disfarçar seu alinhamento automático com as posições do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, regente maior da oposição. No Brasil de hoje, é FHC quem dá o grito de guerra, que logo se espalha por editoriais de jornais e colunas políticas e econômicas.

Duas semanas atrás, no artigo Beijar a Cruz (leia mais aqui), o ex-presidente propôs que a presidente Dilma Rousseff abraçasse de vez o receituário ultraortodoxo na economia, aumentando ainda mais os juros e promovendo um duro arrocho fiscal. Neste fim de semana, Época indaga: “Quando Dilma beijará a cruz?” E responde: “Já passou da hora de ela reavaliar os erros de sua gestão na economia”. No texto, a revista prossegue: “chegará uma hora em que a presidente Dilma terá de beijar a cruz em relação aos erros de seu governo na gestão da economia”.

Ou seja: embora o desemprego no Brasil seja o menor da série histórica do IBGE, Época gostaria que Dilma viesse a público, em cadeia nacional de rádio e televisão, e dissesse: “”Gente, foi mal, fracassei”. Mais do que isso, a revista propõe em seu editorial que a presidente abrace o mesmo receituário proposto por FHC: juros ainda mais altos e um duro pacote fiscal. Talvez porque o aumento do desemprego e uma eventual recessão sejam as esperanças da oposição para vencer em outubro de 2014.

O problema (para Época) é que Dilma, no cada vez mais comentado discurso do Velho do Restelo, já avisou que não cairá no conto do vigário, seguindo a voz de conselheiros interessados justamente no seu fracasso. E a revista Globo sabe disso. “Enquanto a reeleição estiver na mira prioritária do Planalto, o mais provável é que Dilma continue a se negar a beijar a cruz de um ajuste fiscal firme, a cada dia mais necessário para reequilibrar a economia brasileira”.

(Brasil 247)

QUE FORÇA POLÍTICA LUCRA COM O CAOS EM SÃO PAULO?

Desmoralizada, PM acusa PSOL de usar Movimento Passe Livre contra PT e PSDB; confira a análise de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, que destaca a presença de Plínio de Arruda Sampaio, ex-candidato do PSOL à Presidência da República, nos protestos da última quinta-feira na capital paulista; “A única coisa que se pode prever, neste momento, é que o principal prejudicado por esse fenômeno é o governo federal, ao qual interessa tudo menos que a sociedade se mostre insatisfeita”, analisa 

16 DE JUNHO DE 2013 

247 - Se o governo de São Paulo é do PSDB e a prefeitura da capital é do PT, dois partidos que polarizam o poder no País há anos, quem lucrar com o desgaste de ambos, causado pelas manifetações contra o aumento das passagens de ônnibus no Estado? Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, analisa:

Blog da Cidadania – Relatório do serviço de inteligência da Polícia Militar paulista, conhecido como P2, foi divulgado pela Folha de São Paulo neste domingo. O documento acusa o PSOL de estar instrumentalizando os protestos contra tarifas de ônibus ao menos na capital paulista.

Não fica claro na matéria como documentos tidos como “sigilosos” acabaram indo parar em um dos maiores jornais do país, o que sugere que seria do interesse do “serviço reservado” da corporação que tais documentos “vazassem”.

A matéria coincide com a divulgação de acusações de que a própria PM teria infiltrado agentes entre os manifestantes, como sempre faz com grupos que saem às ruas para protestar, só que, agora, com a finalidade de a própria corporação promover vandalismo e atribuí-lo a eles.

Textualmente, a matéria afirma que “Punks que partem para o quebra-quebra são arregimentados por militantes do PSOL com o objetivo de desgastar o PT do prefeito Fernando Haddad e o PSDB do governador Geraldo Alckmin”.

Para a PM, essa seria uma “forma que integrantes do PSOL teriam encontrado de constranger os dois governantes sem aparecer numa situação que poderia desgastar a imagem do partido”.

O relatório “sigiloso” não acusa o PSOL diretamente, mas “militantes” que estariam agindo isoladamente.

Apesar de acusar militantes psolistas de orquestrarem os atos de vandalismo, o mesmo material atribui tais atos à ingestão de “pinga” por “punks”, que se valeriam de “meias recheadas com ferro e pregos” para quebrar “vitrines”.

Todavia, o relatório não acusa a coordenação – se é que se pode chamar assim – do Movimento Passe Livre. Afirma que o movimento em si tem “intenções sinceras”, mas como não tem uma liderança forte não pode controlar os grupos infiltrados.

A ausência de uma liderança capaz de controlar as ações nas ruas é considerada “um pesadelo” para uma corporação que, em tese, deveria manter a paz e a segurança, mas que acabou se convertendo em outro elemento de intranquilidade.

O relatório “sigiloso” que o serviço de inteligência da PM não conseguiu manter assim também sugere que nas manifestações em São Paulo a situação seria diferente da de outros Estados, nos quais PT e PSDB não governam e, assim mesmo, estão tendo manifestações, como no Rio de Janeiro.

Aliás, no caso do PT de São Paulo há até parlamentares do partido apoiando as manifestações, apesar de, nas redes sociais, ser muito forte a crítica ao prefeito Fernando Haddad, mesmo com a renovação de sua disposição ao diálogo.

Análise

Após o terror promovido pela PM em São Paulo na última quinta-feira e as denúncias de que infiltrou provocadores e insufladores entre os manifestantes, o relatório da corporação certamente será recebido com frieza e atribuído a intenções políticas.

Um dos vários pontos que o relatório da PM não esclarece é por que se vê militantes petistas e até tucanos endossando as manifestações, que ganharam corações e mentes de uma parte restrita da grande imprensa e da maioria dos blogueiros simpatizantes do PT.

No caso da grande imprensa, a Folha de São Paulo lidera a melhor cobertura sobre o caso e boa parte de seus colunistas tidos como antipetistas se mostra praticamente exultante com o que está acontecendo.

A colunista Eliane Cantanhêde, por exemplo, na mesma edição da Folha em que saiu a denúncia da PM contra o PSOL, sugere que haveria um prejuízo maior para Dilma Rousseff, que acabou vaiada após repressão de manifestação na abertura dos jogos da Copa das Confederações, em Brasília.

O reconversão do governo Haddad ao diálogo com o MPL e as declarações e participações de petistas nos atos decorrem de um cálculo político, de que não dá para bater de frente com um movimento que resgata o desejo de muitos de ver a juventude voltar a se engajar em questões políticas.

O clima de repúdio a “tudo isso que está aí”, portanto, aos poucos vai substituindo o mote inicial do movimento, que seriam os “vinte centavos” de aumento no preço das passagens.

Para o governo federal, a onda de protestos é um pesadelo. A violência e o travamento de grandes centros urbanos deve afastar estrangeiros não só da Copa das Confederações, mas da Copa do Mundo, ano que vem.

O clima em que irá se desenrolar a sucessão presidencial, ano que vem, não condiz com a necessidade do governo Dilma de chegar até lá com um clima de desenvolvimento do pais, com justiça social e perspectivas.

Os levantes nas ruas sugerem um país que não vê melhoras e que se coaduna com o mote da oposição de que tudo vai mal e de que os avanços sociais e econômicos alardeados pelo governo, na verdade não existem ou são pífios.

O fato, porém, é que, com ou sem orquestração de manifestações com fins políticos, não se pode atribuir a elas só essa motivação.

A vida em uma urbe como São Paulo se tornou insuportável. A gestão Fernando Haddad, no entanto, em cinco meses obviamente não teria como promover mudanças.

Contudo, o prefeito paulistano elegeu-se sob o mote de transporte mais barato e a primeira medida de impacto tomada nessa área foi aumentar o preço das passagens. Uma próxima pesquisa sobre sua popularidade deverá mostrar o estrago que tal medida gerou.

O PSDB paulista também sai fortemente chamuscado. A identificação entre os atos de terror praticados pela PM e o discurso intolerante do governador Geraldo Alckmin vêm sendo considerados até na grande mídia como mola propulsora do desatino da corporação.

O alvo da acusação da PM, o PSOL, tampouco pode ser considerado um grande beneficiário dos confrontos. Pesquisa Datafolha recém divulgada mostrou que 78% dos paulistanos discordam dos métodos dos manifestantes.

Apesar de estar se tornando claro que a violência e a depredação partiram de grupos isolados ou até da própria PM, haverá que saber até que ponto o paulistano médio irá separar o joio do trigo, pois é provável que entenda tudo como uma coisa só.

A continuidade desse fenômeno – até então inédito no país, com protestos imensos e choques violentos convulsionando e paralisando grandes centros urbanos – torna menos previsível o resultado da sucessão presidencial em 2014.

A única coisa que se pode prever, neste momento, é que o principal prejudicado por esse fenômeno é o governo federal, ao qual interessa tudo menos que a sociedade se mostre insatisfeita, e os protestos, nesse aspecto, contrariam a tese de haver um bem-estar social crescente no país.

Que força política lucrará com tudo isso? No fim das contas, se a mídia se comportar como em eleições anteriores poderá tentar apresentar o candidato do PSDB como aquele que poderá fazer o país avançar mais, como as manifestações sugerem que querem.

O grande problema para os tucanos e a mídia – que, nas últimas três eleições presidenciais, uniu-se a eles – é que os protestos, em algum momento, podem vir a colocá-la na roda. Até aqui, porém, esses protestos a pouparam. Resta saber se isso pode mudar.

(Brasil 247)

VAIA REVELA APENAS A DESELEGÂNCIA DA ELITE

Nos próximos dias, grandes jornais e seus colunistas explorarão o tema ao máximo, para tentar provar que estão certos em suas críticas contra o governo Dilma; no entanto, o público presente no Mané Garrincha não era exatamente um retrato do povo brasileiro; ali, havia pessoas que se dispuseram a pagar R$ 280 pela entrada e outros tantos que receberam convites de patrocinadores e parceiros da festa; vaia começou contra Joseph Blatter, da Fifa, e depois atingiu a presidente por tabela, menos como retrato de alguma indignação social e mais como expressão de irreverência e até de falta de educação 

 

16 DE JUNHO DE 2013 

247 - Manchete da Folha de S. Paulo: “Estreia do Brasil tem vaia a Dilma, feridos e presos”. Manchete do Globo: “Torneio começa com vaias a Dilma e vitória da seleção”. Nos próximos dias, a vaia contra a presidente Dilma Rousseff, ouvida no Estádio Nacional Mané Garrincha, ainda deverá ecoar nas colunas políticas e econômicas. Quer um palpite? Este será o tema de Ricardo Noblat, nesta segunda-feira, no Globo.

Mas será que ela tem realmente algum significado político? Nenhum.

Quem esteve no Estádio Nacional Mané Garrincha neste sábado pôde se dar conta de que a vaia contra Dilma foi quase acidental. Ela começou quando os alto-falantes anunciaram a presença do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Dilma foi anunciada na sequência, pegando carona nas vaias a Blatter – que também eram inadequadas. Diante do barulho, ela pronunciou apenas uma frase: “Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações”. Blatter lamentou o incidente e pediu “fair play” ao povo brasileiro, quando foi novamente vaiado.

No Uol, Josias de Souza foi o primeiro colunista a comentar as vaias e sugeriu que a torcida talvez estivesse repleta de “Velhos do Restelo”, ironizando a presidente Dilma:

O Brasil, para ficar como Dilma Rousseff deseja, precisa trocar de torcida. Essa que compareceu ao Estádio Mané Garrincha, em Brasília, é inteiramente inadequada. Uma legião de Velhos do Restelo. Vindo da Suíça, terra onde o leite já sai das vacas pasteurizado, o companheiro Joseph Blatter, da Fifa, ralhou: “Onde está o respeito, onde está o fair play?”. As vaias aumentaram.

Até o desafeto José Maria Marin, da CBF, tentou salvar a cena puxando uma salva de palmas. Os apupos prevaleceram. Bons tempos aqueles em que o futebol era o ópio do povo. Hoje, gasta-se R$ 1,2 bilhão num estádio para que ele seja usado como amplificador do pio do povo. Quanta ingratidão! O Planalto deveria considerar a hipótese de trocar a torcida brasileira por torcedores terceirizados vindos da Suíça de Blatter. São pessoas muito mais respeitosas. E que fair play!

Mas quem estava realmente no Mané Garrincha? Não exatamente um retrato do povo brasileiro. Ali havia dois tipos de torcedores. Os que se dispuseram a pagar R$ 280 por uma entrada e aqueles que foram convidados por patrocinadores ou parceiros da festa, que adquiriram ingressos junto à Fifa e os distribuíram a convidados vip. Em ambos os casos, representantes da elite.

Não exatamente o povo que se incomoda com a chamada inflação dos alimentos ou a alta de vinte centavos nas passagens de ônibus.

A despeito da vaia, quem foi o Mané Garrincha também se deu conta de que, pela primeira vez, o Brasil dispõe de equipamentos esportivos comparáveis aos do invejado Primeiro Mundo. A arena de Brasília nada deve aos melhores estádios do mundo – e, em muitos aspectos, os supera. O trabalho dos voluntários, que demonstraram extrema cortesia, foi também exemplar.

Quem foi ao estádio também pôde presenciar o renascimento da seleção brasileira e saiu com a certeza de que, aos poucos, o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, faz brotar um time que tem tudo para ser vencedor.

Além disso, a chegada e a saída do estádio foram tranquilas, salvo um pequeno incidente com manifestantes que protestavam contra a realização da Copa, provando que Brasília, com seus espaços amplos, talvez seja a melhor sede da Copa e a mais adequada até para a abertura em 2014.

Numa festa grandiosa, não só pela seleção, mas pela própria estreia bem-sucedida da arena e de uma das principais sedes, a vaia foi apenas um “ponto fora da curva”, para usar uma expressão em voga atualmente.

Foi o retrato da irreverência, da deselegância e até da falta de educação de boa parte da elite brasileira.

Paciência. Brasília deu a primeira demonstração de que, em 2014, o Brasil realizará uma das melhores Copas do Mundo de todos os tempos. E com uma equipe à altura.

(Brasil 247)

Governantes e Polícia Militar de São Paulo deram tiros em seus próprios pés

Por  | Na Mira do Regis

Dê uma boa olhada na foto ao lado. Olhe com muita atenção. Fique tranquilo, eu espero…

Olhou bem? Então agora me responda: você acha sinceramente que este policial está devidamente preparado para nos proteger do que quer que seja? Reparou no olhar transbordando de sadismo incubado?

Por aquilo que assisti estarrecido pela TV ontem, eu diria que não apenas este policial está completamente descontrolado, mas também seus colegas de farda. Sim, eu sei que os manifestantes também se excederam nos últimos dias – não sei como quebrar vidros, pichar ônibus e botar fogo em pilhas de lixo no meio da rua vai atrair a simpatia e atenção positiva do restante da população para qualquer reivindicação que seja. Mas policiais militares são – pelo menos teoricamente – preparados de modo profissional para enfrentar este tipo de situação. E não foi isto o que aconteceu ontem.

Para começar, sugiro que você leia aqui o ótimo texto escrito pelo colega aqui de Yahoo, Pedro Alexandre Sanches, que esteve presente em corpo e alma no meio da manifestação de ontem em São Paulo que, por pouco, não se transformou em um novo capítulo da “Primavera Árabe”, só que agora no Brasil.

Sei que é “politicamente incorreto” dizer isto, mas gostaria muito que a postura exibida pelos militares ontem contra os manifestantes fosse repetida no combate aos milhares de assaltantes, traficantes, sequestradores e criminosos em geral, que andam por aí impunemente roubando, fazendo arrastões em restaurantes, queimando dentistas indefesos… Porque o que aconteceu ontem foi um tremendo tiro no pé dado pela Polícia Militar, pela Prefeitura omissa e pelo Governo Estadual insensível. Porque muita gente saiu ferida, incluindo profissionais que estavam ali a trabalho – no caso, jornalistas – e, pior, gente que nada tinha a ver com a passeata e os protestos.

Enquanto o dia de ontem já se anunciava tenso, o que fez o governador Geraldo Alckmin? Em uma inacreditável demonstração de desconhecimento da realidade, ele fez exatamente o contrário do que se espera de um governante seguro e responsável: pegou parte de seu secretariado e se mandou para Santos – é, Santos!!! – para participar das comemorações do aniversário de José Bonifácio! E ainda postou em seu perfil no Twitter não uma mensagem de tranquilidade e calma para a população, mas um abraço para o povo de Guaratinguetá! Como é que é?

Já o prefeito Fernando Haddad, do PT, conseguiu ficar com o seu filme bastante tostado com os chamados “movimentos populares”, que foram um dos principais alicerces de sua vitória nas últimas eleições, por se alinhar a favor da ação da polícia e contra qualquer tipo de negociação, posição esta que mudou rapidamente quando seus ele e seus assessores presenciaram as cenas explícita de violência e desmandos da PM nos últimos dias. Não sem antes de tentar se ‘descolar’ de maneira asquerosamente oportunista do governo do Estado. Para quem foi eleito com um discurso de “mudança”, Haddad não entregou o que prometeu.

Polícia Militar, Alckmin e Haddad fizeram aquilo que causa horror em qualquer político experiente e tarimbado: deram motivos para as próximas manifestações de rua em São Paulo e, porque não dizer, em outras capitais. E o que é pior: há uma enorme possibilidade de surgir, a partir de agora, o apoio de grande parte da população ao movimento.

Como este “trio institucional” espera que as pessoas reajam ao ver o festival de porradas da Polícia Militar registradas por câmeras, celulares e até mesmo pelos helicópteros das TVs? Quem criticou o vandalismo dos manifestantes nos dias anteriores passou agora a criticar, de modo quase unânime, a truculência e o despreparo dos policiais e de seus respectivos comandos, estejam eles nas ruas, nos quartéis, nos gabinetes de segurança ou nos ou nos palácios.

Pode apostar que pouca gente vai “tocar na ferida”, como eu farei agora. Preste atenção: tudo isto está acontecendo porque a Administração Pública municipal se recusa a assumir o controle do transporte público, preferindo – por razões desonestas que já estamos carecas de saber – deixar isto a cargo de empresas particulares, gerenciadas por “empresários” que fazem qualquer gângster da Máfia italiana parecer um escoteiro. Com tal cenário, são os prefeitos e secretários de Transporte que deveriam exigir preços justos, conforto, segurança e disponibilidade aos usuários, e não se tornarem reféns dos interesses daqueles que financiam grande parte de suas respectivas campanhas políticas.

Escrevo tudo isto com a convicção de que o que antes era um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus está se transformando em algo maior. Muito maior. Ontem, uma manifestação pacífica se tornou um caos porque o Estado, a Prefeitura e os políticos em geral estão com medo. Muito medo. E é justamente este medo que será o responsável por temores ainda maiores.

Escritora Tatiana Belinky morre aos 94 anos

Tatiana Belinky

Morreu na tarde de sábado (15), em São Paulo, a escritora de livros infantis Tatiana Belinky, de 94 anos. Ela estava internada desde o dia 4 de junho no Hospital Alvorada, zona sul da capital paulista.

Uma das mais importantes autoras de obras voltadas para o público infanto-juvenil, Tatiana conta com mais de 250 livros publicados como ‘Transplante de Menina – Da Rua dos Navios à Rua Jaguaribe’ (editora Moderna) e um livro de poemas batizado ‘Limeriques do Bípede Apaixonado (editora 34). Além disso, traduziu diversas outras obras, como contos do escritor russo Anton Tchekhov. 

Nascida em na cidade russa de São Petersburgo, em 1919, Belinky se mudou para o Brasil ao lado da família aos 10 anos de idade. Já nesta época, a escritora falava russo, alemão e letão. Em São Paulo trabalhou como secretária bilíngue, até se casar com Julio Gouveia – que morreu em 1988 – com quem começou a fazer teatro para crianças em 1948.

O trabalho era realizado adaptando e traduzindo textos teatrais para que seu companheiro os produzisse e encenasse. Com a criação da televisão, o grupo teatral do casal foi convidado pela antiga ‘TV Tupi’ para encenar suas peças. 

Já em 1952, Tatiana e seu marido adaptaram para a televisão o Sítio do Picapau Amarelo com 350 capítulos, além de outras minisséries a partir de romances famosos da época. Belinky chegou a escrever críticas literárias para jornais como ‘O Estado de S. Paulo’, ‘Folha de S. Paulo’ e ‘Jornal da Tarde’. 

Segundo a família da escritora, seu corpo será enterrado no cemitério israelita da Vila Mariana, em São Paulo, às 14 horas deste domingo (16).

(Yahoo! Mulher)

Atropelamento deixa 15 feridos e 2 mortos na Via Expressa, em Fortaleza

Foto: TV Jangadeiro/Barra Pesada

Um veículo Ford Fiesta invadiu a calçada na noite do último sábado (15), por volta das 23h, no cruzamento da Via Expressa com a Rua Cruz Abreu , em Fortaleza, e atropelou diversos pedestres que estavam sentados em mesas de um bar. No total, 15 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o Instituto Dr. José Frota (IJF).

O carro que o motorista conduzia está recolhido no 34º DP. FOTO: Fernando Barbosa

O acidente ainda provocou as mortes de Antônio Vinícius Cavalcante de Sousa, 40, – que faleceu no local – e de Leuda Ferreira de Sousa, 52, que chegou a ser atendida no IJF, mas não resistiu aos ferimentos.

O motorista, Davi de Lima Gadelha, 21,  foi autuado em flagrante no 34º Distrito de Polícia (DP), no Centro de Fortaleza, onde está detido. De acordo com a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), o veículo estava com o licenciamento atrasado.

Segundo a Polícia Civil, o motorista será encaminhado, na próxima segunda-feira (17), para o 4º DP.

(Fernando Barbosa, Diário do Nordeste)

Vaiada em estádio, Dilma é assunto mais comentado do mundo no Twitter

Albari Rosa/Gazeta do Povo

A presidente Dilma Rousseff foi ao topo dos Trending Topics mundial, o ranking dos assuntos mais comentados do Twitter, depois de ter sido vaiada na tarde deste sábado durante a cerimônia de abertura da Copa das Confederações no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

A expressão “Vaiaram a Dilma’ e a hashtag #chupaDilma foram usadas para comentar o assunto, e os internautas se dividiram entre apoio e repúdio à atitude dos torcedores que foram ao estádio para assistir a partida Brasil x Japão. 

“Não estraguem a Copa das Confederações. Se estão lá para vaiar e continuar com os protestos, que fiquem na rua e não estraguem o espetáculo!”, criticou @Tyyko. “Que feio ficar vaiando a Dilma. Mesmo que não gostem dela, é a abertura da Copa das Confederações, pô”, reclamou @rafabombazaro. 

O ato, no entanto, ganhou o apoio de outros internautas, que riram e ironizaram a presidente. “Se vaiaram a Dilma, já podem mudar o nome para Copa das Conscientizações”, escreveu ‏@WonderBoylieber. “Por mim o Brasil pode perder de 5 a 1 que eu não estou nem aí, porque o melhor do jogo foi quando vaiaram a Dilma. Inclusive podia ter reprise”, postou @breathhddl. 

(Esportes Terra)

Favorita, Espanha enfrenta o empolgado Uruguai na Arena Pernambuco neste domingo

Rio – Atual vencedora das duas últimas Eurocopas e campeã do mundo em 2010, a Espanha está com a Copa das Confederações atravessada na garganta. Neste domingo, às 19h, contra o Uruguai, na semipronta Arena Pernambuco, a Fúria começa a tentar desengasgar, com seu toque de bola envolvente. Mas precisa tomar cuidado com a empolgação do adversário, que derrotou a Venezuela pelas Eliminatórias e ganhou gás na luta por uma vaga na Copa de 2014.

A Espanha, dona da bola nos últimos anos, tem estilo próprio. Por isso, mesmo sem Xabi Alonso, lesionado, Xavi garante que o Brasil verá a mesma troca envolvente de passes que fez os antigos conquistadores da América dominarem o mundo do futebol. “Não haverá muita mudança. Claro que Xabi é um jogador muito participativo, que traz uma dinâmica muito grande, mas nossa filosofia será a mesma: controlar a bola, ser protagonista e atacar. Será o mesmo sistema, com três no meio”, disse.

Para Xavi, o título da Copa das Confederações vai coroar essa já vitoriosa geração espanhola. “Talvez seja a nossa última chance, devido à nossa idade, e queremos conquistar esse título importante. Há quatro anos não conseguimos na África do Sul, o que não desceu direito até hoje, e queremos essa taça, a única que esse grupo ainda não conseguiu (em 2010, a Espanha perdeu por 2 a 0 na semifinal para os Estados Unidos e ficou em terceiro lugar após fazer 3 a 0 nos donos da casa).

 

Xavi é uma das armas da Espanha

                                                     Foto:  André Mourão / Agência O Dia

 

Já o Uruguai, embora campeão da Copa América, está em quinto nas Eliminatórias para o Mundial, posição que lhe dá apenas vaga na repescagem. Longe de ser um time pronto como seu rival deste domingo, a Celeste Olímpica deve mudar seu esquema tático para surpreender os espanhóis.

“Será uma final para nós, uma partida difícil. Por ser uma equipe difícil de enfrentar, a gente deve jogar com mais gente no meio”, disse o meia Cristian Rodríguez.

No sábado, a Espanha fez um treino de reconhecimento da Arena Pernambuco, direito do qual o Uruguai abriu mão. O gramado aparentemente se recuperou bem dos últimos dias de chuva e está compatível com a beleza e o conforto das acomodações para a torcida. 

Mas a parte que não será vista pelo público, como o caminho do centro de imprensa até o local onde serão realizadas as entrevistas coletivas, está longe de ficar pronta. Visto de fora, o estádio impressiona, mas basta um olhar mais atento para perceber que ainda há etapas inacabadas da obra. Casillas, que ainda não sabe se será titular hoje, mostra compreensão.

“Temos que nos adaptar às distâncias, sabemos também que estão concluindo a obra ainda, mas no geral estamos muito satisfeitos. Tem sido fenomenal”, afirmou.

Tabarez comanda a seleção uruguaia na Copa das Confederações

                                                                     Foto:  Reuters

 SUSPEITA DE BOMBA 
A Polícia Federal encontrou uma mochila suspeita dentro da Arena Pernambuco, ontem, o que gerou uma suspeita de bomba no local ,descartada após analise do objeto. De acordo com o coordenador de Centro Integrado de Segurança Pública da Copa, Humberto Freire, a bolsa já foi repassada para Fifa.

“Encontramos uma mochila, mas não foi achado nenhum objeto contundente. Averiguamos e passamos para a Fifa, como manda o protocolo. Após isso, fizemos uma varredura nos carros e nas pessoas que estavam nas imediações do local, mas nada foi encontrado. Agora, o local está entregue à Fifa”, disse Humberto, sem revelar o conteúdo do material encontrado na mochila.

(Vitor Machado, O Dia Online)

Enfermeiros do Rio têm esquema para ganhar sem trabalhar

Por JOÃO ANTONIO BARROS

Rio – O funcionalismo público na área da Saúde no Rio de Janeiro emplaca mais uma especialidade. Depois dos médicos invisíveis, agora é a vez dos enfermeiros de papel no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Pagos para trabalhar na Emergência da única opção do governo do estado para 2 milhões de pessoas na Baixada Fluminense, os 15 profissionais com cargo de chefia na Gerência de Enfermagem só aparecem mesmo nas escalas de serviço afixadas no quadro de aviso. Plantão que é bom, fica para bem longe: em hospitais particulares e federal, em clínicas especializadas e até mesmo prolongando o doce lazer. 

O esquema, preparado sob medida para atender à múltipla jornada, produz casos que desafiam a Física e colocam o mesmo servidor em pontos diferentes na mesma hora. Caso da enfermeira Xênia Rodrigues da Silva, 30 anos. Todos os dias, entre fevereiro e maio, ela apareceu na escala deixando o serviço no Adão Pereira Nunes na mesma hora de assumir o plantão no Hospital da Unimed ou vice-versa. Um pouco apertado, diriam os mais otimistas, se a unidade particular não ficasse em Campos, cidade do interior e a 300 quilômetros de Saracuruna.

Xênia da Silva chega para trabalhar em Campos quando deveria estar em Saracuruna

Foto:  Paulo Araújo / Agência O Dia

A enfermeira aparece na escala de oito plantões mensais de 12 horas (das 7h às 19h), dois por semana, no Hospital de Saracuruna, e recebeu normalmente seus salários relativos aos últimos quatro meses. Sem uma falta sequer. 

Porém, no mês de fevereiro, o ‘trabalho’ teve uma pausa para as férias extraoficiais com direito a aproveitar o paraíso ecológico de Maragogi, em Alagoas, a 2.200 quilômetros do plantão em Duque de Caxias. Detalhe: segundo a escala de enfermeiros, Xênia está de férias este mês, no Saracuruna. Ela postou imagens na sua página do Facebook sobre a viagem com direito a uma passada por Porto de Galinhas, em Pernambuco. Para O DIA , Xênia confirmou a excursão feita em fevereiro.

Xênia posa para foto numa paradisíaca praia de Maceió, em fevereiro, quando curtia ‘férias extraoficiais’

Foto:  Reprodução Internet

A lista de escalas incompatíveis inclui a própria gerente do Setor de Enfermagem do hospital. Ex-sargento da PM, de onde pediu baixa no ano passado, Elaine Cristine da Conceição Vianna foi nomeada para o cargo de comissão em novembro de 2012, levada pelo então diretor João Paulo Salgado Júnior. Com exigência de dedicação exclusiva, assumiu a chefia e a obrigação de trabalhar de segunda à sexta-feira, das 7h às 18h. Só tem um problema: Elaine também aparece, nos mesmos dias, na escala do Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, onde tem a obrigação de trabalhar 40 horas semanais.

Enfermeiro Bergite de Souza Filho

Foto:  Reprodução Vídeo

Campeão de trabalho. Pelo menos na escala de plantão

O enfermeiro Bergite de Souza e Silva Filho é o campeão de trabalho em Saracuruna. Pelo menos na escala. Lotado na Emergência, de terça a domingo, sempre das 7h às 19h. 

São 72 horas de ‘serviço’ semanal, e tal carga horária é fruto de jogada: proibido o duplo vínculo com o Estado, Souza manteve matrícula como estatutário e recebe outras duas, das cooperativas médicas. 

Mas achar Souza em Saracuruna é difícil, pois também é lotado no Hospital Infantil Ismélia da Silveira, em Caxias. O DIA esteve no hospital durante o plantão do enfermeiro, mas colegas informaram que ele ‘pagou’ para outro trabalhar no lugar dele.

‘Jeitinho’ faz com que mês chegue a ter até 32 dias

O plantão no papel fez a enfermeira Thaísa Cecília Alves Garcia crescer o mês de maio para 32 dias: 16 de serviço no Adão Pereira Nunes e mais 16 no Hospital das Clínicas Mário Lioni, em Duque de Caxias. Sempre com a jornada de 12 horas de trabalho. 

O milagre do jeitinho na escala só não conseguiu esconder que, nos dias 1º, 9 e 15 de maio, Thaísa estava na mesma hora e nos dois hospitais, distantes 18 quilômetros um do outro. No Mário Lioni, que é particular, ela não faltou aos plantões. 

Outro enfermeiro que ‘estava’ em dois lugares é Robério Brant. Tenente do Corpo de Bombeiros, o oficial é um dos chefes da enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento de Santa Cruz, onde as atendentes informam que ele está todos os dias da semana — “Chega entre 9h e 10h e só sai depois das 18h”. 

O aplicado funcionário também dá plantão no Hospital de Saracuruna — mas no mês passado só apareceu no dia 29 de maio. Chegou por volta das 13h, almoçou, assinou o ponto do mês e participou de uma comemoração de aniversário. Às 17h, saiu do hospital sem atender a nenhum paciente. No dia 29 de maio quem também apareceu foi Gisele de Souza e Silva e causou surpresa na enfermaria da emergência: os servidores não conheciam aquela moça que vestia branco.

Farra garante gratificação extra no bolso

A farra dos plantões garante gratificação extra no bolso. Segundo a Secretaria de Saúde, os 15 enfermeiros que atuam como chefes no Hospital de Saracuruna receberam sem qualquer desconto os últimos quatro salários (cada um, em média, R$ 1.380,00). Nenhuma falta foi assinalada no ponto dos servidores. 

Quase todos são contratados através de cooperativa médica. A escala de serviço de maio traz inclusive uma curiosidade: o número de chefia no setor de exames. Um total de 11 funcionários, sendo que dois trabalhando diariamente no período de 24 horas, além de outros cinco na assistência. A quantidade é considerada um exagero para os padrões do Adão Pereira Nunes. Dos 15 chefes da emergência, sete foram contratados no hospital após a chegada do ex-diretor João Paulo Salgado Júnior, afastado mês passado após denúncia do DIA.

O DIA denunciou médicos em maio

No dia 5 de maio, O DIA revelou que médicos com cargo de chefia no Hospital Adão Pereira Nunes faltavam ao plantão e alguns, no mesmo horário, davam expediente em seus consultórios ou clínicas particulares. O então diretor João Paulo Duarte Salgado Filho e os médicos citados na reportagem foram afastados e a unidade sofreu intervenção administrativa da Secretaria Estadual de Saúde. A matéria mostrou ainda que, nos meses dos ‘folgões’ dos médicos, foi registrado aumento no número de óbitos dos pacientes. A unidade atende casos de alta complexidade em Ortopedia e Neurocirurgia.

Crédito: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-06-16/enfermeiros-que-so-aparecem-na-escala-de-servico.html

Após confrontos em SP e RJ, 23 cidades agendam protestos para próxima semana

Depois dos protestos populares registrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre nesta quinta-feira, com a adesão de milhares de pessoas, outras 23 manifestações, em cidades diferentes, foram marcadas, em 14 Estados.

Pelo Facebook, manifestantes já têm agendado para a próxima semana protestos em Florianópolis, Joinville (SC), Brasília, Viçosa (MG), Juiz de Fora (MG), Uberlândia (MG), Manaus, Natal, São Paulo, Santos (SP), Bauru (SP), Piracicaba (SP), Porto Alegre, Belém, Santarém (PA), João Pessoa (PB), Foz do Iguaçu (PR), São Luís, Belo Horizonte, Goiânia, Duque de Caxias (RJ), Recife e Curitiba. 

A grande maioria dos protestos tem como principal reivindicação a melhoria e o reajuste na passagem do transporte público trens, no que os manifestantes chamam de ato nacional.

Em outras cidades, além do apoio às manifestações pelo melhoria no transporte público, os manifestantes pretendem lutar por outras reivindicações. Em Curitiba, a descrição do protesto afirma que o ato buscará “provar ao poder público que estamos de olho e mais do que isso, queremos juntos construir uma cidade melhor”.

Em Juiz de Fora, os responsáveis por organizar o evento afirmam querer mostrar “aos governantes que não é só por causa de R$ 0,20 que o brasileiro está revoltado, isto foi apenas um estopim”. Em Viçosa, o protesto ocorrerá para cobrar medidas em prol da educação.

Em Foz do Iguaçu, os organizadores definiram o ato como uma manifestação pelo direito. “Isso não é sobre aumentos, é sobre liberdade, direitos, sobre cidadania”, diz a descrição do evento. 

Cenas de guerra nos protestos em SP

A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em verdadeiros cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho, vários jornalistas que cobriam o protesto foram detidos, ameaçados ou agredidos.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. “O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros”, disse em nota. 

Haddad, havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

(Portal Terra)

Jurista liga Alckmin à ditadura e diz que seu discurso promove a violência

Em entrevista ao Jornal do Terra, o jurista Wálter Maierovitch criticou duramente nesta sexta-feira a ação da Polícia Militar de São Paulo na repressão ao movimento de protesto contra o aumento nas tarifas do transporte público na capital paulista. Segundo o especialista, a PM não está preparada para a democracia e é insuflada por um discurso “belicoso” do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que se assemelha a práticas da ditadura militar e incentiva a violência contra a população.

“Um governador que chama e dá um sinal verde para empregar uma Tropa de Choque numa manifestação. É a doutrina da lei e da ordem, do rigor. E esse rigor que fatura politicamente em cima da violência”, afirmou Maierovitch, que chamou Alckmin de “Erasmo Dias de sacristia”, comparando-o ao militar que comandou a ocupação do campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1977. “Se a gente fizer uma leitura dos discursos do Alckmin, ele é, nos tempos atuais, nada mais nada menos que um Erasmo Dias. Um Erasmo Dias de sacristia, porque tem todo um discurso camuflado”.

Segundo Maierovitch, as cenas de violência policial vistas na noite de quinta-feira na região central de São Paulo são reflexo de uma política equivocada de segurança pública, que prioriza a repressão em detrimento da investigação e prevenção. Para o jurista, a extinção da Guarda Civil e o investimento na Polícia Militar acabou por criar uma mentalidade de violência repressora, potencializada pelo discurso do governador. “Ele tem uma política militarizada de segurança pública. E segurança pública não significa só caçar bandidos. Significa dar tranquilidade social”, criticou.

O jurista afirmou ainda que a PM mantém os mesmos procedimentos da ditadura militar e não está apta a conviver com o Estado democrático. “Eu acho que a gente tem que começar com uma radiografia onde se vê claramente que é uma polícia que já tem a ‘militar’ do lado do seu nome e não é preparada, não é educada para a legalidade democrática. Se nós temos esse tipo de polícia, que não é educada, não conseguimos romper aquela cultura da violência”, analisou.

Segundo o especialista, essa mesma mentalidade permeou o Massacre do Carandiru e a recente repressão a manifestantes na ação de reintegração de posse na região conhecida como Pinheirinho. “Vem da ditadura, passa pelo massacre e continua. Continua pelo Pinheirinho, pela Tropa de Choque entrando no campus da USP por conta de um probleminha causado por um cigarrinho de maconha. (…) Que cultura é essa? É exatamente a mesma da ditadura militar”, citou Maierovitch.

(Portal Terra)

Vaias a Dilma vieram da elite de Brasília

Jornal do Brasil

A vaia para a presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa das Confederações foi dada pela elite de Brasília. Com ingressos custando em média R$ 280 dificilmente o estádio Mané Garrincha comportaria os eleitores da presidente, na grande maioria de classe média e classe média-baixa.

Uma parcela  conservadora da população de Brasília – responsável pelo apelido de “Ilha da Fantasia” devido ao seu altíssimo poder aquisitivo – tem rendimentos muito acima do restante dos brasileiros. As vaiais, no entanto, não refletem a opinião da ampla maioria da cidade que vê a presidente com respeito e carinho.