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QUE FORÇA POLÍTICA LUCRA COM O CAOS EM SÃO PAULO?

Desmoralizada, PM acusa PSOL de usar Movimento Passe Livre contra PT e PSDB; confira a análise de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, que destaca a presença de Plínio de Arruda Sampaio, ex-candidato do PSOL à Presidência da República, nos protestos da última quinta-feira na capital paulista; “A única coisa que se pode prever, neste momento, é que o principal prejudicado por esse fenômeno é o governo federal, ao qual interessa tudo menos que a sociedade se mostre insatisfeita”, analisa 

16 DE JUNHO DE 2013 

247 - Se o governo de São Paulo é do PSDB e a prefeitura da capital é do PT, dois partidos que polarizam o poder no País há anos, quem lucrar com o desgaste de ambos, causado pelas manifetações contra o aumento das passagens de ônnibus no Estado? Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, analisa:

Blog da Cidadania – Relatório do serviço de inteligência da Polícia Militar paulista, conhecido como P2, foi divulgado pela Folha de São Paulo neste domingo. O documento acusa o PSOL de estar instrumentalizando os protestos contra tarifas de ônibus ao menos na capital paulista.

Não fica claro na matéria como documentos tidos como “sigilosos” acabaram indo parar em um dos maiores jornais do país, o que sugere que seria do interesse do “serviço reservado” da corporação que tais documentos “vazassem”.

A matéria coincide com a divulgação de acusações de que a própria PM teria infiltrado agentes entre os manifestantes, como sempre faz com grupos que saem às ruas para protestar, só que, agora, com a finalidade de a própria corporação promover vandalismo e atribuí-lo a eles.

Textualmente, a matéria afirma que “Punks que partem para o quebra-quebra são arregimentados por militantes do PSOL com o objetivo de desgastar o PT do prefeito Fernando Haddad e o PSDB do governador Geraldo Alckmin”.

Para a PM, essa seria uma “forma que integrantes do PSOL teriam encontrado de constranger os dois governantes sem aparecer numa situação que poderia desgastar a imagem do partido”.

O relatório “sigiloso” não acusa o PSOL diretamente, mas “militantes” que estariam agindo isoladamente.

Apesar de acusar militantes psolistas de orquestrarem os atos de vandalismo, o mesmo material atribui tais atos à ingestão de “pinga” por “punks”, que se valeriam de “meias recheadas com ferro e pregos” para quebrar “vitrines”.

Todavia, o relatório não acusa a coordenação – se é que se pode chamar assim – do Movimento Passe Livre. Afirma que o movimento em si tem “intenções sinceras”, mas como não tem uma liderança forte não pode controlar os grupos infiltrados.

A ausência de uma liderança capaz de controlar as ações nas ruas é considerada “um pesadelo” para uma corporação que, em tese, deveria manter a paz e a segurança, mas que acabou se convertendo em outro elemento de intranquilidade.

O relatório “sigiloso” que o serviço de inteligência da PM não conseguiu manter assim também sugere que nas manifestações em São Paulo a situação seria diferente da de outros Estados, nos quais PT e PSDB não governam e, assim mesmo, estão tendo manifestações, como no Rio de Janeiro.

Aliás, no caso do PT de São Paulo há até parlamentares do partido apoiando as manifestações, apesar de, nas redes sociais, ser muito forte a crítica ao prefeito Fernando Haddad, mesmo com a renovação de sua disposição ao diálogo.

Análise

Após o terror promovido pela PM em São Paulo na última quinta-feira e as denúncias de que infiltrou provocadores e insufladores entre os manifestantes, o relatório da corporação certamente será recebido com frieza e atribuído a intenções políticas.

Um dos vários pontos que o relatório da PM não esclarece é por que se vê militantes petistas e até tucanos endossando as manifestações, que ganharam corações e mentes de uma parte restrita da grande imprensa e da maioria dos blogueiros simpatizantes do PT.

No caso da grande imprensa, a Folha de São Paulo lidera a melhor cobertura sobre o caso e boa parte de seus colunistas tidos como antipetistas se mostra praticamente exultante com o que está acontecendo.

A colunista Eliane Cantanhêde, por exemplo, na mesma edição da Folha em que saiu a denúncia da PM contra o PSOL, sugere que haveria um prejuízo maior para Dilma Rousseff, que acabou vaiada após repressão de manifestação na abertura dos jogos da Copa das Confederações, em Brasília.

O reconversão do governo Haddad ao diálogo com o MPL e as declarações e participações de petistas nos atos decorrem de um cálculo político, de que não dá para bater de frente com um movimento que resgata o desejo de muitos de ver a juventude voltar a se engajar em questões políticas.

O clima de repúdio a “tudo isso que está aí”, portanto, aos poucos vai substituindo o mote inicial do movimento, que seriam os “vinte centavos” de aumento no preço das passagens.

Para o governo federal, a onda de protestos é um pesadelo. A violência e o travamento de grandes centros urbanos deve afastar estrangeiros não só da Copa das Confederações, mas da Copa do Mundo, ano que vem.

O clima em que irá se desenrolar a sucessão presidencial, ano que vem, não condiz com a necessidade do governo Dilma de chegar até lá com um clima de desenvolvimento do pais, com justiça social e perspectivas.

Os levantes nas ruas sugerem um país que não vê melhoras e que se coaduna com o mote da oposição de que tudo vai mal e de que os avanços sociais e econômicos alardeados pelo governo, na verdade não existem ou são pífios.

O fato, porém, é que, com ou sem orquestração de manifestações com fins políticos, não se pode atribuir a elas só essa motivação.

A vida em uma urbe como São Paulo se tornou insuportável. A gestão Fernando Haddad, no entanto, em cinco meses obviamente não teria como promover mudanças.

Contudo, o prefeito paulistano elegeu-se sob o mote de transporte mais barato e a primeira medida de impacto tomada nessa área foi aumentar o preço das passagens. Uma próxima pesquisa sobre sua popularidade deverá mostrar o estrago que tal medida gerou.

O PSDB paulista também sai fortemente chamuscado. A identificação entre os atos de terror praticados pela PM e o discurso intolerante do governador Geraldo Alckmin vêm sendo considerados até na grande mídia como mola propulsora do desatino da corporação.

O alvo da acusação da PM, o PSOL, tampouco pode ser considerado um grande beneficiário dos confrontos. Pesquisa Datafolha recém divulgada mostrou que 78% dos paulistanos discordam dos métodos dos manifestantes.

Apesar de estar se tornando claro que a violência e a depredação partiram de grupos isolados ou até da própria PM, haverá que saber até que ponto o paulistano médio irá separar o joio do trigo, pois é provável que entenda tudo como uma coisa só.

A continuidade desse fenômeno – até então inédito no país, com protestos imensos e choques violentos convulsionando e paralisando grandes centros urbanos – torna menos previsível o resultado da sucessão presidencial em 2014.

A única coisa que se pode prever, neste momento, é que o principal prejudicado por esse fenômeno é o governo federal, ao qual interessa tudo menos que a sociedade se mostre insatisfeita, e os protestos, nesse aspecto, contrariam a tese de haver um bem-estar social crescente no país.

Que força política lucrará com tudo isso? No fim das contas, se a mídia se comportar como em eleições anteriores poderá tentar apresentar o candidato do PSDB como aquele que poderá fazer o país avançar mais, como as manifestações sugerem que querem.

O grande problema para os tucanos e a mídia – que, nas últimas três eleições presidenciais, uniu-se a eles – é que os protestos, em algum momento, podem vir a colocá-la na roda. Até aqui, porém, esses protestos a pouparam. Resta saber se isso pode mudar.

(Brasil 247)

VAIA REVELA APENAS A DESELEGÂNCIA DA ELITE

Nos próximos dias, grandes jornais e seus colunistas explorarão o tema ao máximo, para tentar provar que estão certos em suas críticas contra o governo Dilma; no entanto, o público presente no Mané Garrincha não era exatamente um retrato do povo brasileiro; ali, havia pessoas que se dispuseram a pagar R$ 280 pela entrada e outros tantos que receberam convites de patrocinadores e parceiros da festa; vaia começou contra Joseph Blatter, da Fifa, e depois atingiu a presidente por tabela, menos como retrato de alguma indignação social e mais como expressão de irreverência e até de falta de educação 

 

16 DE JUNHO DE 2013 

247 - Manchete da Folha de S. Paulo: “Estreia do Brasil tem vaia a Dilma, feridos e presos”. Manchete do Globo: “Torneio começa com vaias a Dilma e vitória da seleção”. Nos próximos dias, a vaia contra a presidente Dilma Rousseff, ouvida no Estádio Nacional Mané Garrincha, ainda deverá ecoar nas colunas políticas e econômicas. Quer um palpite? Este será o tema de Ricardo Noblat, nesta segunda-feira, no Globo.

Mas será que ela tem realmente algum significado político? Nenhum.

Quem esteve no Estádio Nacional Mané Garrincha neste sábado pôde se dar conta de que a vaia contra Dilma foi quase acidental. Ela começou quando os alto-falantes anunciaram a presença do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Dilma foi anunciada na sequência, pegando carona nas vaias a Blatter – que também eram inadequadas. Diante do barulho, ela pronunciou apenas uma frase: “Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações”. Blatter lamentou o incidente e pediu “fair play” ao povo brasileiro, quando foi novamente vaiado.

No Uol, Josias de Souza foi o primeiro colunista a comentar as vaias e sugeriu que a torcida talvez estivesse repleta de “Velhos do Restelo”, ironizando a presidente Dilma:

O Brasil, para ficar como Dilma Rousseff deseja, precisa trocar de torcida. Essa que compareceu ao Estádio Mané Garrincha, em Brasília, é inteiramente inadequada. Uma legião de Velhos do Restelo. Vindo da Suíça, terra onde o leite já sai das vacas pasteurizado, o companheiro Joseph Blatter, da Fifa, ralhou: “Onde está o respeito, onde está o fair play?”. As vaias aumentaram.

Até o desafeto José Maria Marin, da CBF, tentou salvar a cena puxando uma salva de palmas. Os apupos prevaleceram. Bons tempos aqueles em que o futebol era o ópio do povo. Hoje, gasta-se R$ 1,2 bilhão num estádio para que ele seja usado como amplificador do pio do povo. Quanta ingratidão! O Planalto deveria considerar a hipótese de trocar a torcida brasileira por torcedores terceirizados vindos da Suíça de Blatter. São pessoas muito mais respeitosas. E que fair play!

Mas quem estava realmente no Mané Garrincha? Não exatamente um retrato do povo brasileiro. Ali havia dois tipos de torcedores. Os que se dispuseram a pagar R$ 280 por uma entrada e aqueles que foram convidados por patrocinadores ou parceiros da festa, que adquiriram ingressos junto à Fifa e os distribuíram a convidados vip. Em ambos os casos, representantes da elite.

Não exatamente o povo que se incomoda com a chamada inflação dos alimentos ou a alta de vinte centavos nas passagens de ônibus.

A despeito da vaia, quem foi o Mané Garrincha também se deu conta de que, pela primeira vez, o Brasil dispõe de equipamentos esportivos comparáveis aos do invejado Primeiro Mundo. A arena de Brasília nada deve aos melhores estádios do mundo – e, em muitos aspectos, os supera. O trabalho dos voluntários, que demonstraram extrema cortesia, foi também exemplar.

Quem foi ao estádio também pôde presenciar o renascimento da seleção brasileira e saiu com a certeza de que, aos poucos, o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, faz brotar um time que tem tudo para ser vencedor.

Além disso, a chegada e a saída do estádio foram tranquilas, salvo um pequeno incidente com manifestantes que protestavam contra a realização da Copa, provando que Brasília, com seus espaços amplos, talvez seja a melhor sede da Copa e a mais adequada até para a abertura em 2014.

Numa festa grandiosa, não só pela seleção, mas pela própria estreia bem-sucedida da arena e de uma das principais sedes, a vaia foi apenas um “ponto fora da curva”, para usar uma expressão em voga atualmente.

Foi o retrato da irreverência, da deselegância e até da falta de educação de boa parte da elite brasileira.

Paciência. Brasília deu a primeira demonstração de que, em 2014, o Brasil realizará uma das melhores Copas do Mundo de todos os tempos. E com uma equipe à altura.

(Brasil 247)

Governantes e Polícia Militar de São Paulo deram tiros em seus próprios pés

Por  | Na Mira do Regis

Dê uma boa olhada na foto ao lado. Olhe com muita atenção. Fique tranquilo, eu espero…

Olhou bem? Então agora me responda: você acha sinceramente que este policial está devidamente preparado para nos proteger do que quer que seja? Reparou no olhar transbordando de sadismo incubado?

Por aquilo que assisti estarrecido pela TV ontem, eu diria que não apenas este policial está completamente descontrolado, mas também seus colegas de farda. Sim, eu sei que os manifestantes também se excederam nos últimos dias – não sei como quebrar vidros, pichar ônibus e botar fogo em pilhas de lixo no meio da rua vai atrair a simpatia e atenção positiva do restante da população para qualquer reivindicação que seja. Mas policiais militares são – pelo menos teoricamente – preparados de modo profissional para enfrentar este tipo de situação. E não foi isto o que aconteceu ontem.

Para começar, sugiro que você leia aqui o ótimo texto escrito pelo colega aqui de Yahoo, Pedro Alexandre Sanches, que esteve presente em corpo e alma no meio da manifestação de ontem em São Paulo que, por pouco, não se transformou em um novo capítulo da “Primavera Árabe”, só que agora no Brasil.

Sei que é “politicamente incorreto” dizer isto, mas gostaria muito que a postura exibida pelos militares ontem contra os manifestantes fosse repetida no combate aos milhares de assaltantes, traficantes, sequestradores e criminosos em geral, que andam por aí impunemente roubando, fazendo arrastões em restaurantes, queimando dentistas indefesos… Porque o que aconteceu ontem foi um tremendo tiro no pé dado pela Polícia Militar, pela Prefeitura omissa e pelo Governo Estadual insensível. Porque muita gente saiu ferida, incluindo profissionais que estavam ali a trabalho – no caso, jornalistas – e, pior, gente que nada tinha a ver com a passeata e os protestos.

Enquanto o dia de ontem já se anunciava tenso, o que fez o governador Geraldo Alckmin? Em uma inacreditável demonstração de desconhecimento da realidade, ele fez exatamente o contrário do que se espera de um governante seguro e responsável: pegou parte de seu secretariado e se mandou para Santos – é, Santos!!! – para participar das comemorações do aniversário de José Bonifácio! E ainda postou em seu perfil no Twitter não uma mensagem de tranquilidade e calma para a população, mas um abraço para o povo de Guaratinguetá! Como é que é?

Já o prefeito Fernando Haddad, do PT, conseguiu ficar com o seu filme bastante tostado com os chamados “movimentos populares”, que foram um dos principais alicerces de sua vitória nas últimas eleições, por se alinhar a favor da ação da polícia e contra qualquer tipo de negociação, posição esta que mudou rapidamente quando seus ele e seus assessores presenciaram as cenas explícita de violência e desmandos da PM nos últimos dias. Não sem antes de tentar se ‘descolar’ de maneira asquerosamente oportunista do governo do Estado. Para quem foi eleito com um discurso de “mudança”, Haddad não entregou o que prometeu.

Polícia Militar, Alckmin e Haddad fizeram aquilo que causa horror em qualquer político experiente e tarimbado: deram motivos para as próximas manifestações de rua em São Paulo e, porque não dizer, em outras capitais. E o que é pior: há uma enorme possibilidade de surgir, a partir de agora, o apoio de grande parte da população ao movimento.

Como este “trio institucional” espera que as pessoas reajam ao ver o festival de porradas da Polícia Militar registradas por câmeras, celulares e até mesmo pelos helicópteros das TVs? Quem criticou o vandalismo dos manifestantes nos dias anteriores passou agora a criticar, de modo quase unânime, a truculência e o despreparo dos policiais e de seus respectivos comandos, estejam eles nas ruas, nos quartéis, nos gabinetes de segurança ou nos ou nos palácios.

Pode apostar que pouca gente vai “tocar na ferida”, como eu farei agora. Preste atenção: tudo isto está acontecendo porque a Administração Pública municipal se recusa a assumir o controle do transporte público, preferindo – por razões desonestas que já estamos carecas de saber – deixar isto a cargo de empresas particulares, gerenciadas por “empresários” que fazem qualquer gângster da Máfia italiana parecer um escoteiro. Com tal cenário, são os prefeitos e secretários de Transporte que deveriam exigir preços justos, conforto, segurança e disponibilidade aos usuários, e não se tornarem reféns dos interesses daqueles que financiam grande parte de suas respectivas campanhas políticas.

Escrevo tudo isto com a convicção de que o que antes era um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus está se transformando em algo maior. Muito maior. Ontem, uma manifestação pacífica se tornou um caos porque o Estado, a Prefeitura e os políticos em geral estão com medo. Muito medo. E é justamente este medo que será o responsável por temores ainda maiores.

Escritora Tatiana Belinky morre aos 94 anos

Tatiana Belinky

Morreu na tarde de sábado (15), em São Paulo, a escritora de livros infantis Tatiana Belinky, de 94 anos. Ela estava internada desde o dia 4 de junho no Hospital Alvorada, zona sul da capital paulista.

Uma das mais importantes autoras de obras voltadas para o público infanto-juvenil, Tatiana conta com mais de 250 livros publicados como ‘Transplante de Menina – Da Rua dos Navios à Rua Jaguaribe’ (editora Moderna) e um livro de poemas batizado ‘Limeriques do Bípede Apaixonado (editora 34). Além disso, traduziu diversas outras obras, como contos do escritor russo Anton Tchekhov. 

Nascida em na cidade russa de São Petersburgo, em 1919, Belinky se mudou para o Brasil ao lado da família aos 10 anos de idade. Já nesta época, a escritora falava russo, alemão e letão. Em São Paulo trabalhou como secretária bilíngue, até se casar com Julio Gouveia – que morreu em 1988 – com quem começou a fazer teatro para crianças em 1948.

O trabalho era realizado adaptando e traduzindo textos teatrais para que seu companheiro os produzisse e encenasse. Com a criação da televisão, o grupo teatral do casal foi convidado pela antiga ‘TV Tupi’ para encenar suas peças. 

Já em 1952, Tatiana e seu marido adaptaram para a televisão o Sítio do Picapau Amarelo com 350 capítulos, além de outras minisséries a partir de romances famosos da época. Belinky chegou a escrever críticas literárias para jornais como ‘O Estado de S. Paulo’, ‘Folha de S. Paulo’ e ‘Jornal da Tarde’. 

Segundo a família da escritora, seu corpo será enterrado no cemitério israelita da Vila Mariana, em São Paulo, às 14 horas deste domingo (16).

(Yahoo! Mulher)

Atropelamento deixa 15 feridos e 2 mortos na Via Expressa, em Fortaleza

Foto: TV Jangadeiro/Barra Pesada

Um veículo Ford Fiesta invadiu a calçada na noite do último sábado (15), por volta das 23h, no cruzamento da Via Expressa com a Rua Cruz Abreu , em Fortaleza, e atropelou diversos pedestres que estavam sentados em mesas de um bar. No total, 15 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o Instituto Dr. José Frota (IJF).

O carro que o motorista conduzia está recolhido no 34º DP. FOTO: Fernando Barbosa

O acidente ainda provocou as mortes de Antônio Vinícius Cavalcante de Sousa, 40, – que faleceu no local – e de Leuda Ferreira de Sousa, 52, que chegou a ser atendida no IJF, mas não resistiu aos ferimentos.

O motorista, Davi de Lima Gadelha, 21,  foi autuado em flagrante no 34º Distrito de Polícia (DP), no Centro de Fortaleza, onde está detido. De acordo com a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), o veículo estava com o licenciamento atrasado.

Segundo a Polícia Civil, o motorista será encaminhado, na próxima segunda-feira (17), para o 4º DP.

(Fernando Barbosa, Diário do Nordeste)

Vaiada em estádio, Dilma é assunto mais comentado do mundo no Twitter

Albari Rosa/Gazeta do Povo

A presidente Dilma Rousseff foi ao topo dos Trending Topics mundial, o ranking dos assuntos mais comentados do Twitter, depois de ter sido vaiada na tarde deste sábado durante a cerimônia de abertura da Copa das Confederações no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

A expressão “Vaiaram a Dilma’ e a hashtag #chupaDilma foram usadas para comentar o assunto, e os internautas se dividiram entre apoio e repúdio à atitude dos torcedores que foram ao estádio para assistir a partida Brasil x Japão. 

“Não estraguem a Copa das Confederações. Se estão lá para vaiar e continuar com os protestos, que fiquem na rua e não estraguem o espetáculo!”, criticou @Tyyko. “Que feio ficar vaiando a Dilma. Mesmo que não gostem dela, é a abertura da Copa das Confederações, pô”, reclamou @rafabombazaro. 

O ato, no entanto, ganhou o apoio de outros internautas, que riram e ironizaram a presidente. “Se vaiaram a Dilma, já podem mudar o nome para Copa das Conscientizações”, escreveu ‏@WonderBoylieber. “Por mim o Brasil pode perder de 5 a 1 que eu não estou nem aí, porque o melhor do jogo foi quando vaiaram a Dilma. Inclusive podia ter reprise”, postou @breathhddl. 

(Esportes Terra)

Favorita, Espanha enfrenta o empolgado Uruguai na Arena Pernambuco neste domingo

Rio – Atual vencedora das duas últimas Eurocopas e campeã do mundo em 2010, a Espanha está com a Copa das Confederações atravessada na garganta. Neste domingo, às 19h, contra o Uruguai, na semipronta Arena Pernambuco, a Fúria começa a tentar desengasgar, com seu toque de bola envolvente. Mas precisa tomar cuidado com a empolgação do adversário, que derrotou a Venezuela pelas Eliminatórias e ganhou gás na luta por uma vaga na Copa de 2014.

A Espanha, dona da bola nos últimos anos, tem estilo próprio. Por isso, mesmo sem Xabi Alonso, lesionado, Xavi garante que o Brasil verá a mesma troca envolvente de passes que fez os antigos conquistadores da América dominarem o mundo do futebol. “Não haverá muita mudança. Claro que Xabi é um jogador muito participativo, que traz uma dinâmica muito grande, mas nossa filosofia será a mesma: controlar a bola, ser protagonista e atacar. Será o mesmo sistema, com três no meio”, disse.

Para Xavi, o título da Copa das Confederações vai coroar essa já vitoriosa geração espanhola. “Talvez seja a nossa última chance, devido à nossa idade, e queremos conquistar esse título importante. Há quatro anos não conseguimos na África do Sul, o que não desceu direito até hoje, e queremos essa taça, a única que esse grupo ainda não conseguiu (em 2010, a Espanha perdeu por 2 a 0 na semifinal para os Estados Unidos e ficou em terceiro lugar após fazer 3 a 0 nos donos da casa).

 

Xavi é uma das armas da Espanha

                                                     Foto:  André Mourão / Agência O Dia

 

Já o Uruguai, embora campeão da Copa América, está em quinto nas Eliminatórias para o Mundial, posição que lhe dá apenas vaga na repescagem. Longe de ser um time pronto como seu rival deste domingo, a Celeste Olímpica deve mudar seu esquema tático para surpreender os espanhóis.

“Será uma final para nós, uma partida difícil. Por ser uma equipe difícil de enfrentar, a gente deve jogar com mais gente no meio”, disse o meia Cristian Rodríguez.

No sábado, a Espanha fez um treino de reconhecimento da Arena Pernambuco, direito do qual o Uruguai abriu mão. O gramado aparentemente se recuperou bem dos últimos dias de chuva e está compatível com a beleza e o conforto das acomodações para a torcida. 

Mas a parte que não será vista pelo público, como o caminho do centro de imprensa até o local onde serão realizadas as entrevistas coletivas, está longe de ficar pronta. Visto de fora, o estádio impressiona, mas basta um olhar mais atento para perceber que ainda há etapas inacabadas da obra. Casillas, que ainda não sabe se será titular hoje, mostra compreensão.

“Temos que nos adaptar às distâncias, sabemos também que estão concluindo a obra ainda, mas no geral estamos muito satisfeitos. Tem sido fenomenal”, afirmou.

Tabarez comanda a seleção uruguaia na Copa das Confederações

                                                                     Foto:  Reuters

 SUSPEITA DE BOMBA 
A Polícia Federal encontrou uma mochila suspeita dentro da Arena Pernambuco, ontem, o que gerou uma suspeita de bomba no local ,descartada após analise do objeto. De acordo com o coordenador de Centro Integrado de Segurança Pública da Copa, Humberto Freire, a bolsa já foi repassada para Fifa.

“Encontramos uma mochila, mas não foi achado nenhum objeto contundente. Averiguamos e passamos para a Fifa, como manda o protocolo. Após isso, fizemos uma varredura nos carros e nas pessoas que estavam nas imediações do local, mas nada foi encontrado. Agora, o local está entregue à Fifa”, disse Humberto, sem revelar o conteúdo do material encontrado na mochila.

(Vitor Machado, O Dia Online)

Enfermeiros do Rio têm esquema para ganhar sem trabalhar

Por JOÃO ANTONIO BARROS

Rio – O funcionalismo público na área da Saúde no Rio de Janeiro emplaca mais uma especialidade. Depois dos médicos invisíveis, agora é a vez dos enfermeiros de papel no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Pagos para trabalhar na Emergência da única opção do governo do estado para 2 milhões de pessoas na Baixada Fluminense, os 15 profissionais com cargo de chefia na Gerência de Enfermagem só aparecem mesmo nas escalas de serviço afixadas no quadro de aviso. Plantão que é bom, fica para bem longe: em hospitais particulares e federal, em clínicas especializadas e até mesmo prolongando o doce lazer. 

O esquema, preparado sob medida para atender à múltipla jornada, produz casos que desafiam a Física e colocam o mesmo servidor em pontos diferentes na mesma hora. Caso da enfermeira Xênia Rodrigues da Silva, 30 anos. Todos os dias, entre fevereiro e maio, ela apareceu na escala deixando o serviço no Adão Pereira Nunes na mesma hora de assumir o plantão no Hospital da Unimed ou vice-versa. Um pouco apertado, diriam os mais otimistas, se a unidade particular não ficasse em Campos, cidade do interior e a 300 quilômetros de Saracuruna.

Xênia da Silva chega para trabalhar em Campos quando deveria estar em Saracuruna

Foto:  Paulo Araújo / Agência O Dia

A enfermeira aparece na escala de oito plantões mensais de 12 horas (das 7h às 19h), dois por semana, no Hospital de Saracuruna, e recebeu normalmente seus salários relativos aos últimos quatro meses. Sem uma falta sequer. 

Porém, no mês de fevereiro, o ‘trabalho’ teve uma pausa para as férias extraoficiais com direito a aproveitar o paraíso ecológico de Maragogi, em Alagoas, a 2.200 quilômetros do plantão em Duque de Caxias. Detalhe: segundo a escala de enfermeiros, Xênia está de férias este mês, no Saracuruna. Ela postou imagens na sua página do Facebook sobre a viagem com direito a uma passada por Porto de Galinhas, em Pernambuco. Para O DIA , Xênia confirmou a excursão feita em fevereiro.

Xênia posa para foto numa paradisíaca praia de Maceió, em fevereiro, quando curtia ‘férias extraoficiais’

Foto:  Reprodução Internet

A lista de escalas incompatíveis inclui a própria gerente do Setor de Enfermagem do hospital. Ex-sargento da PM, de onde pediu baixa no ano passado, Elaine Cristine da Conceição Vianna foi nomeada para o cargo de comissão em novembro de 2012, levada pelo então diretor João Paulo Salgado Júnior. Com exigência de dedicação exclusiva, assumiu a chefia e a obrigação de trabalhar de segunda à sexta-feira, das 7h às 18h. Só tem um problema: Elaine também aparece, nos mesmos dias, na escala do Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, onde tem a obrigação de trabalhar 40 horas semanais.

Enfermeiro Bergite de Souza Filho

Foto:  Reprodução Vídeo

Campeão de trabalho. Pelo menos na escala de plantão

O enfermeiro Bergite de Souza e Silva Filho é o campeão de trabalho em Saracuruna. Pelo menos na escala. Lotado na Emergência, de terça a domingo, sempre das 7h às 19h. 

São 72 horas de ‘serviço’ semanal, e tal carga horária é fruto de jogada: proibido o duplo vínculo com o Estado, Souza manteve matrícula como estatutário e recebe outras duas, das cooperativas médicas. 

Mas achar Souza em Saracuruna é difícil, pois também é lotado no Hospital Infantil Ismélia da Silveira, em Caxias. O DIA esteve no hospital durante o plantão do enfermeiro, mas colegas informaram que ele ‘pagou’ para outro trabalhar no lugar dele.

‘Jeitinho’ faz com que mês chegue a ter até 32 dias

O plantão no papel fez a enfermeira Thaísa Cecília Alves Garcia crescer o mês de maio para 32 dias: 16 de serviço no Adão Pereira Nunes e mais 16 no Hospital das Clínicas Mário Lioni, em Duque de Caxias. Sempre com a jornada de 12 horas de trabalho. 

O milagre do jeitinho na escala só não conseguiu esconder que, nos dias 1º, 9 e 15 de maio, Thaísa estava na mesma hora e nos dois hospitais, distantes 18 quilômetros um do outro. No Mário Lioni, que é particular, ela não faltou aos plantões. 

Outro enfermeiro que ‘estava’ em dois lugares é Robério Brant. Tenente do Corpo de Bombeiros, o oficial é um dos chefes da enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento de Santa Cruz, onde as atendentes informam que ele está todos os dias da semana — “Chega entre 9h e 10h e só sai depois das 18h”. 

O aplicado funcionário também dá plantão no Hospital de Saracuruna — mas no mês passado só apareceu no dia 29 de maio. Chegou por volta das 13h, almoçou, assinou o ponto do mês e participou de uma comemoração de aniversário. Às 17h, saiu do hospital sem atender a nenhum paciente. No dia 29 de maio quem também apareceu foi Gisele de Souza e Silva e causou surpresa na enfermaria da emergência: os servidores não conheciam aquela moça que vestia branco.

Farra garante gratificação extra no bolso

A farra dos plantões garante gratificação extra no bolso. Segundo a Secretaria de Saúde, os 15 enfermeiros que atuam como chefes no Hospital de Saracuruna receberam sem qualquer desconto os últimos quatro salários (cada um, em média, R$ 1.380,00). Nenhuma falta foi assinalada no ponto dos servidores. 

Quase todos são contratados através de cooperativa médica. A escala de serviço de maio traz inclusive uma curiosidade: o número de chefia no setor de exames. Um total de 11 funcionários, sendo que dois trabalhando diariamente no período de 24 horas, além de outros cinco na assistência. A quantidade é considerada um exagero para os padrões do Adão Pereira Nunes. Dos 15 chefes da emergência, sete foram contratados no hospital após a chegada do ex-diretor João Paulo Salgado Júnior, afastado mês passado após denúncia do DIA.

O DIA denunciou médicos em maio

No dia 5 de maio, O DIA revelou que médicos com cargo de chefia no Hospital Adão Pereira Nunes faltavam ao plantão e alguns, no mesmo horário, davam expediente em seus consultórios ou clínicas particulares. O então diretor João Paulo Duarte Salgado Filho e os médicos citados na reportagem foram afastados e a unidade sofreu intervenção administrativa da Secretaria Estadual de Saúde. A matéria mostrou ainda que, nos meses dos ‘folgões’ dos médicos, foi registrado aumento no número de óbitos dos pacientes. A unidade atende casos de alta complexidade em Ortopedia e Neurocirurgia.

Crédito: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-06-16/enfermeiros-que-so-aparecem-na-escala-de-servico.html

Após confrontos em SP e RJ, 23 cidades agendam protestos para próxima semana

Depois dos protestos populares registrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre nesta quinta-feira, com a adesão de milhares de pessoas, outras 23 manifestações, em cidades diferentes, foram marcadas, em 14 Estados.

Pelo Facebook, manifestantes já têm agendado para a próxima semana protestos em Florianópolis, Joinville (SC), Brasília, Viçosa (MG), Juiz de Fora (MG), Uberlândia (MG), Manaus, Natal, São Paulo, Santos (SP), Bauru (SP), Piracicaba (SP), Porto Alegre, Belém, Santarém (PA), João Pessoa (PB), Foz do Iguaçu (PR), São Luís, Belo Horizonte, Goiânia, Duque de Caxias (RJ), Recife e Curitiba. 

A grande maioria dos protestos tem como principal reivindicação a melhoria e o reajuste na passagem do transporte público trens, no que os manifestantes chamam de ato nacional.

Em outras cidades, além do apoio às manifestações pelo melhoria no transporte público, os manifestantes pretendem lutar por outras reivindicações. Em Curitiba, a descrição do protesto afirma que o ato buscará “provar ao poder público que estamos de olho e mais do que isso, queremos juntos construir uma cidade melhor”.

Em Juiz de Fora, os responsáveis por organizar o evento afirmam querer mostrar “aos governantes que não é só por causa de R$ 0,20 que o brasileiro está revoltado, isto foi apenas um estopim”. Em Viçosa, o protesto ocorrerá para cobrar medidas em prol da educação.

Em Foz do Iguaçu, os organizadores definiram o ato como uma manifestação pelo direito. “Isso não é sobre aumentos, é sobre liberdade, direitos, sobre cidadania”, diz a descrição do evento. 

Cenas de guerra nos protestos em SP

A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em verdadeiros cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho, vários jornalistas que cobriam o protesto foram detidos, ameaçados ou agredidos.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. “O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros”, disse em nota. 

Haddad, havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

(Portal Terra)

Jurista liga Alckmin à ditadura e diz que seu discurso promove a violência

Em entrevista ao Jornal do Terra, o jurista Wálter Maierovitch criticou duramente nesta sexta-feira a ação da Polícia Militar de São Paulo na repressão ao movimento de protesto contra o aumento nas tarifas do transporte público na capital paulista. Segundo o especialista, a PM não está preparada para a democracia e é insuflada por um discurso “belicoso” do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que se assemelha a práticas da ditadura militar e incentiva a violência contra a população.

“Um governador que chama e dá um sinal verde para empregar uma Tropa de Choque numa manifestação. É a doutrina da lei e da ordem, do rigor. E esse rigor que fatura politicamente em cima da violência”, afirmou Maierovitch, que chamou Alckmin de “Erasmo Dias de sacristia”, comparando-o ao militar que comandou a ocupação do campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1977. “Se a gente fizer uma leitura dos discursos do Alckmin, ele é, nos tempos atuais, nada mais nada menos que um Erasmo Dias. Um Erasmo Dias de sacristia, porque tem todo um discurso camuflado”.

Segundo Maierovitch, as cenas de violência policial vistas na noite de quinta-feira na região central de São Paulo são reflexo de uma política equivocada de segurança pública, que prioriza a repressão em detrimento da investigação e prevenção. Para o jurista, a extinção da Guarda Civil e o investimento na Polícia Militar acabou por criar uma mentalidade de violência repressora, potencializada pelo discurso do governador. “Ele tem uma política militarizada de segurança pública. E segurança pública não significa só caçar bandidos. Significa dar tranquilidade social”, criticou.

O jurista afirmou ainda que a PM mantém os mesmos procedimentos da ditadura militar e não está apta a conviver com o Estado democrático. “Eu acho que a gente tem que começar com uma radiografia onde se vê claramente que é uma polícia que já tem a ‘militar’ do lado do seu nome e não é preparada, não é educada para a legalidade democrática. Se nós temos esse tipo de polícia, que não é educada, não conseguimos romper aquela cultura da violência”, analisou.

Segundo o especialista, essa mesma mentalidade permeou o Massacre do Carandiru e a recente repressão a manifestantes na ação de reintegração de posse na região conhecida como Pinheirinho. “Vem da ditadura, passa pelo massacre e continua. Continua pelo Pinheirinho, pela Tropa de Choque entrando no campus da USP por conta de um probleminha causado por um cigarrinho de maconha. (…) Que cultura é essa? É exatamente a mesma da ditadura militar”, citou Maierovitch.

(Portal Terra)

Vaias a Dilma vieram da elite de Brasília

Jornal do Brasil

A vaia para a presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa das Confederações foi dada pela elite de Brasília. Com ingressos custando em média R$ 280 dificilmente o estádio Mané Garrincha comportaria os eleitores da presidente, na grande maioria de classe média e classe média-baixa.

Uma parcela  conservadora da população de Brasília – responsável pelo apelido de “Ilha da Fantasia” devido ao seu altíssimo poder aquisitivo – tem rendimentos muito acima do restante dos brasileiros. As vaiais, no entanto, não refletem a opinião da ampla maioria da cidade que vê a presidente com respeito e carinho.

Suana Gapar: Portuguesa concorre ao prêmio de melhor cantora lírica do mundo

Susana Gaspar

O recital da soprano portuguesa Susana Gaspar abre, no domingo, o Concurso BBC Cardiff da Melhor Cantora do Mundo, no qual participam, até 23 de junho, alguns dos mais promissores cantores líricos em início de carreira, a nível mundial, escreve a agência Lusa.

Susana Gaspar, que representa Portugal, é uma de 20 concorrentes de diferentes países, escolhidos entre mais de 400 candidatos, em início de carreira.

O concurso, este ano na 30ª edição, realiza-se bienalmente no País de Gales e testa a capacidade de interpretação de árias operáticas ou de música sacra.

O vencedor do prémio principal recebe 15 mil libras (18 mil euros), um troféu e, provavelmente, convites para espetáculos ou gravações.

A presença num evento destes, no entanto, transmitido pela televisão pública britânica, «já é bom», disse a cantora à agência Lusa.

«Pode ser uma rampa de lançamento. Aparecer o nome na televisão ou na Internet é importante para cantores que estão a começar», afirmou Susana Gaspar.

Além de concorrer ao prémio principal, cuja prova será na quarta-feira, a soprano portuguesa tentará também ganhar o troféu de melhor canção, cujo recital abrirá o evento, no domingo.

Apesar de representar o país onde nasceu, Susana Gaspar não foi proposta por Portugal, mas por «padrinhos» britânicos: o antigo professor na Guildhall School of Music & Drama, Peter Robinson, e a Royal Opera House, instituição onde atualmente trabalha.

«Sinto-me muito orgulhosa de aqui estar, sinto-me bem e vou dar o melhor, mas não depende só de nós», admitiu.

O júri é composto por dez elementos, entre cantores líricos, maestros e diretores de ópera de várias nacionalidades.

As provas ao longo da semana vão determinar a escolha de cinco finalistas, sendo o prémio canção decidido na próxima sexta-feira, 21 de junho, e o prémio principal, no próximo domingo, 23 de junho.

Susana Gaspar, de 32 anos, termina em agosto os dois anos do programa Jette Parker para Jovens Artistas, na Royal Opera House, ao longo do qual desempenhou papéis em várias produções, ao lado de artistas consagrados.

No dia 30 de junho, participará no espetáculo final, encenado pelo compatriota Pedro Ribeiro, encenador, partindo, em seguida, para a Nova Zelândia para desempenhar o papel de Violeta, numa produção de «La Traviata», de Verdi.

Em setembro conta apresentar-se em concerto em Portugal, integrada na Orquestra XXI, projeto vencedor do primeiro prémio do FAZ – Ideias de Origem Portuguesa, concurso da Fundação Calouste Gulbenkian e da COTEC – Associação Empresarial para a Inovação.

Via http://www.tvi24.iol.pt/

Moderado Hassan Rohani é eleito presidente do Irã em primeiro turno

O candidato moderado Hassan Rohani na hora do voto na sexta-feira em Teerã. REUTERS/Yalda Moayeri

O clérigo moderado Hassan Rohani foi eleito presidente do Irã em primeiro turno, anunciou neste sábado (15) o Ministério do Interior.

A vitória foi anunciada pelo ministro do Interior, Mostafa Mohammad-Najjar, na TV estatal.

Segundo o ministro, 72% dos mais de 50 milhões de eleitores credenciaram votaram, e Rohani obteve 18,6 milhões de votos (50,68%), mais que os 50% necessários para evitar um segundo turno.

Rohani, de 64 anos, derrotou com facilidade três oponentes conservadores “linha dura” com ampla vantagem: o prefeito de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf; oex-chefe dos Guardiões da Revolução, Mohsen Rezai; e o atual chefe dos negociadores nucleares, Said Jalili.

Os outros dois candidatos, o ex-chefe da diplomacia Ali Akbar Velayati e Mohammad Gharazi, receberam uma votação inexpressiva.

Em sua primeira declaração após a votória, ele afirmou que sua eleição foi “a vitória da moderação sobre o extremismo” e pediu que o Irã seja reconhecido pela comunidade internacional.

“Esta vitória é a da inteligência, da moderação, do progresso  sobre o extremismo”, disse, na TV estatal.

Para analistas, a vitória do candidato apoiado pelos campos moderado e reformista não deve marcar uma guinada na política da República Islâmica em temas estratégicos como o nuclear ou as relações internacionais, que estão sob a autoridade direta do guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

O aiatolá Khamenei saudou o resultado, segundo seu site oficial.

“Felicito ao povo e ao presidente eleito”, disse, acrescentando que “todo o mundo deve ajudar o novo presidente e seu governo”.

A eleição foi realizada em meio a uma grave crise econômica provocada pelas sanções internacionais impostas ao Irã em razão de seu polêmico programa nuclear e quatro anos após a vitória, contestada nas ruas, do conservador Mahmud Ahmadinejad.

Apesar de alta, a taxa de participação nesta eleição ficou bem abaixo da de 2009, quando 85% dos iranianos aptos a votar compareceram às urnas, de acordo com as autoridades.

A campanha foi morna, e nenhuma irregularidade foi constatada, segundo o Conselho dos Guardiões da Constituição, mas o relator especial da ONU para os direitos humanos no Irã, Ahmed Shaheed, havia considerado antes da votação que o ambiente político no país não permitia classificar o processo de “livre e igualitário”.

Ligado ao ex-presidente moderado Akbar Hachemi Rafsandjani, Rohani foi beneficiado pela desistência do candidato reformista Mohammad Reza Aref e recebeu o apoio do líder dos reformadores, Mohammad Khatami.

Como representante do aiatolá Khamenei no Conselho Supremo de Segurança Nacional, ele defende mais flexibilidade no diálogo com o Ocidente. Ele mesmo dirigiu esse diálogo para os iranianos entre 2003 e 2005 sob a presidência de Khatami. Durante a campanha, Rohani mencionou possíveis discussões diretas com os Estados Unidos, inimigo histórico do Irã.

A maioria dos eleitores compartilha as mesmas preocupações: a crise econômica provocada pelas sanções internacionais e que causou um aumento do desemprego, uma inflação superior a 30% e uma desvalorização do rial de cerca de 70%.

As sanções foram impostas para obrigar o Irã a interromper suas atividades de enriquecimento de urânio, apesar da rejeição do país de que esteja querendo produzir a arma atômica.

Segundo a Constituição, o presidente é a segunda maior autoridade do Estado, atrás do aiatolá, e suas capacidades de ação são limitadas em questões estratégicas, como a nuclear.

Israel, o outro grande inimigo do Irã, e os Estados Unidos ressaltaram que a eleição não deve trazer mudanças para a política iraniana.

(G1 Mundo)

Dubai em Fotos Deslumbrantes a 10 mil metros acima do nível do mar

Por Vanderlan Nader, De Dubai – Correio do Brasil

 

 

A maioria das pessoas têm a sorte de ver o Céu através de sua janela do escritório, mas o Piloto de linha Aérea Comercial, o árabe Karim Nafani contempla o Mundo em vista panoramica a 10 mil metros de altura de seu Cockpit, seu local de trabalho, Karim decidiu aproveitar o visual impressionante e virou também fotógrafo.

 

Fotos tiradas pelo Piloto de Aviação Comercial Karim Nafani com vistas deslumbrantes de Dubai. Ele começou a documentar  sua rotina diária através de uma série de fotografias impressionantes a 35.000 pés acima do nível do mar.

 

Karim usa uma técnica chamada de Bracketing, em que a câmera tira pelo menos 3 fotos de cada cena em diferentes exposições de lux, com isso o efeito lembra uma pintura a óleo.
Karim Nafani, usou lentes Olho de Peixe para dobrar o horizonte, além de sua curva natural.


Fotos fantásticas tiradas a 35.000 pés, acima do nível do mar.
O Piloto Karim Nafani geralmente tem que estar por trás da câmera para tirar fotos do Cockpit. 
Karim Nafani virou a Câmera para si mesmo.
As fotos espetaculares mais parecem pintura a óleo.
A Vista deslumbrante de Dubai tirada do Cockpit do Piloto.
Dubai tem um dos horizontes mais emblemáticos do mundo.
Dubai e a vista aérea das Palm Islans artificiais.
A foto usando lentes Olho de Peixe, deixa a paisagem com formas surrealistas.
A Foto pós-apocalíptica,  parece tirada de uma história em quadrinhos.
Dubai à noite quando as luzes da Cidade formam um Caleidoscópio de cores.
Entardercer ou Amanhecer??? incrível variedade de luzes num panorama cintilante.

A Técnica bracketing, em que a câmera tira pelo menos três fotos em diferentes exposições de lux.

Tolerância também se aprende na escola

Thaís Paranhos, Correio Braziliense

Tolerância também se aprende na escola. Casamento de professoras em colégio particular desperta debate sobre a necessidade de instituições de ensino abordarem de forma natural questões relativas à homossexualidade.

 

professoras casam andressa dianne homossexuais

 

Andressa e Dianne ficaram amigas no trabalho e logo começaram a namorar:”As crianças pediram para ser nossas daminhas e pajens” (Foto: Correio Braziliense)

Em uma sociedade marcada pela intolerância, uma escola na Asa Norte deu exemplo de cidadania e respeito à diversidade ao servir de palco para o casamento de duas professoras nas dependências do colégio. Na ocasião, tratada com naturalidade entre a comunidade escolar, pouca diferença fez para crianças, pais e docentes se o casal era de homossexuais. A relação entre pessoas do mesmo sexo, que, para muitos ainda é um tabu, deve ser tratada como uma situação normal dentro do ambiente de aprendizagem e no contexto familiar, segundo especialistas ouvidos pelo Correio. Também não há uma idade certa para tocar no assunto com os pequenos e alguns defendem inclusive que a abordagem seja feita já nos primeiros seis anos de vida de meninos e meninas. 

Durante três meses, toda a comunidade da Vivendo e Aprendendo se envolveu com os preparativos para o casamento de Andressa Vieira de Oliveira, 24 anos, e Dianne Prestes, 26. “Foi uma bonita oportunidade de trabalharmos valores como respeito e tolerância ao diferente. Mais do que uma cerimônia, houve um processo de construção coletiva”, opinou a mãe de uma ex-aluna do colégio e psicóloga Carla Dozzi, 36, moradora do Lago Norte.

Carla contou que o grupo de pais e alunos se reunia constantemente para decidir qual roupa usaria na cerimônia, qual música seria escolhida, além de detalhes da decoração da festa. Todos tocavam no assunto com muita naturalidade. “Essa situação não causou estranhamento algum, pelo contrário, ser dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher, não uma era uma questão para as crianças. O que tínhamos ali era a celebração de duas pessoas queridas que estavam se unindo, não houve constrangimento ou questionamento negativo”, afirmou a psicóloga.

Para ela, o tema deve ser tratado nas escolas como parte do cotidiano já na primeira infância, que vai até os 7 anos. “Esse é um momento em que as crianças não trazem preconceito, o afeto vem em primeiro lugar”, completou.

A professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia da instituição, Valdenizia Bento Peixoto, também defende que a questão seja tratada na tenra infância, levando em conta apenas o nível de cognição dos pequenos. “Uma criança de 2 anos, por exemplo, ainda não vai entender muitos dos termos. Mas o debate deve ser inserido de forma natural e não pode ser encarado como estranho ou anormal e fora do padrão, mas como uma nova forma de sociabilidade e de família dentro da sociedade”, explica.

Sobre como abordar o tema, Valdenizia sugere que os pais esperem o filho perguntar e tirar dúvidas sobre o assunto. “A resposta deve ser simples e natural, sem fantasias e, acima de tudo, combater preconceitos”, reforçou. Para ela, familiares e educadores devem trabalhar juntos nesse processo. “A escola tem o papel da educação formal, mas é fundamental também na construção da personalidade das crianças, desse sujeito que está se formando”, completou.

Na casa da professora Adriana Tosta Mendes, 40 anos, moradora da Asa Norte, nunca foi preciso dar muitas explicações ao pequeno Tedros Tosta Mendes de Oliveira, 6, sobre o tema. “Temos muitos amigos homossexuais e convivemos bastante com eles. Somente uma vez ele perguntou se existia casal de homens e nós dissemos que sim, foi o suficiente”, contou.

Para o presidente da Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Luis Claudio Megiorin, o assunto pode ser tratado na escola desde que os pais sejam informados sobre como se dará a abordagem. “Deve ser abordado do ponto de vista dos direitos humanos, do respeito às pessoas. Somos contra qualquer tipo de discriminação, social, racial ou de orientação sexual”, comentou.

“Foi uma bonita oportunidade de trabalharmos valores como respeito e tolerância ao diferente” Carla Dozzi, psicóloga

Thaís Paranhos, Correio Braziliense

Luciano Huck: Garoto propaganda da TIM, apresentador é cliente da Vivo

O apresentador Luciano Huck, que comanda o “Caldeirão do Huck” nas tardes de sábado da Globo e é garoto propaganda da TIM, cometeu uma gafe ao publicar uma foto na internet.

Para comemorar os 10 milhões de fãs no Facebook, Luciano publicou em seu Instagram um screenshot de um dispositivo móvel que utilizava a rede da operadora Vivo, concorrente da TIM.

Ao perceber a gafe, bastante comentada nas redes sociais, Luciano excluiu a imagem.

(Portal Cnews)

Choradeira na MTV: demissão de apresentadores e término de programas representam fim de uma era

Com muita choradeira, os apresentadores do “Acesso MTV”, se despediram do público na quinta-feira (13.06). A tristeza de Titi Muller, Juliano Enrico e Pathy DeJeus, demitidos,representa o lamento de muitos fãs pelo fim de uma era. 

Além de cancelar o programa, após quatro anos no ar, a MTV vai tirar da programação “A Hora do Chay”, com Chay Suede (que atuou em “Rebelde”, na Record), “MTV Sem Vergonha”, com Didi Effe e Titi, “PC na TV”, com PC Siqueira. Os apresentadores não terão seus contratos renovados. Mais demissões à vista nas próximas semanas.

Na verdade, o grupo Abril que detinha a marca no Brasil está abrindo mão da MTV, mergulhada numa crise, assim como ocorre com filiais da emissora em outras partes do mundo. Algumas até fecharam as portas de vez.

Por aqui, a MTV – lançada em 20 de outubro de 1990 – será devolvida à Viacom Networks, que promete relançá-la em meados de setembro como um canal pago. Especula-se que a Abril (que promoveu uma série de demissões recentemente e anunciou o fechamento de revistas) vai colocar no lugar (em sinal aberto) um nova emissora, que funcionará em sua sede, em São Paulo.

A notícia é ruim. Triste mesmo. Mas vamos combinar que, embora ainda fosse uma vitrine para novos talentos (os mais recentes Marcelo Adnet, Dani Calabresa e Tatá Werneck, além de produtores, diretores e redatores) pinçados por emissoras de maior audiência, a MTV há tempos não é referência como quis evidenciar Pathy em seu discurso de despedida.

A emissora vinha pouco a pouco perdendo sua identidade musical (até pela perda de força do videoclipe) e testando outros projetos. Embora, no início deste ano, tenha sido anunciada uma volta às origens numa tentativa de reaproximação com o público musical.

Programas de humor e formatos mais próximos do público ávido por redes sociais e conteúdos online ganharam espaço nos últimos anos. Inclusive, com apresentadores revelados primeiramente na Internet. MariMoon é um dos exemplos.

A MTV que fez história ficou no passado. Essa história vai ficar na memória de fãs e na trajetória de apresentadores reconhecidos e aproveitados em outros projetos, fora de lá. Fernanda Lima, Márcio Garcia e Zeca Camargo são exemplos bem-sucedidos (mas quem nunca ouviu sobre a sina de apresentadores que saíam da MTV e não se davam bem em outro lugar?).

Bons tempos do “Disk MTV”, “MTV Erótica”, “Top 20″, “Lado B”, “Jornal da MTV”, “Barraco MTV”… Um marco ainda maior nas carreiras dos pioneiros Astrid Fontenelle, Cuca Lazarotto, Gastão Moreira, Luiz Thunderbird e o próprio Zeca Camargo.

Além, claro, de nomes como Marina Person, Penélope Nova, Soninha Francine, Sabrina Parlatore, Cazé Peçanha, Babi Xavier, Chris Couto, João Gordo, Sarah Oliveira, Didi Wagner, Chris Nicklas, Fábio Massari e Edgard Piccoli, entre outros. Assim como a MTV os marcou (e também a esse pessoal que sai agora, nessa leva de demissões), eles marcaram época para diferentes gerações… Nada dura para sempre!

Por  | Sob Controle

Tatá Werneck lamenta fim da MTV: “Foi um marco na minha vida”

A humorista Tatá Werneck, que trabalhou na MTV Brasil até o fim de 2012, lamentou o provável fim da emissora musical.

Usando sua conta numa rede social, a agora atriz da Globo, no papel de Valdirene na novela Amor à Vida, afirmou que torce por seus antigos companheiros de casa.

Muito triste pela MTV. A MTV foi um marco na vida de todas as pessoas que passaram por lá. Obrigada, obrigada, obrigada! Guardo o Comédia MTV, o Quinta Categoria e o Trolalá no fundo do coração! (e no YouTube) . E que as pessoas f*** que trabalhavam lá tenham rapidamente seus talentos incomparáveis reconhecidos e aproveitados! :) obrigada querida MTV! :)“, escreveu a atriz.

Diversos VJs, como Chay Suede, Juliano Enrico e Titi Muller, terão seus programas retirados do ar até agosto na emissora.

Via caras

Elizabeth Savalla rouba cena em ‘Amor à Vida’ e irrita outras atrizes da novela

(Divulgação: TV Globo)

Elizabeth Savalla, 58, tem motivos de sobra para comemorar. Tudo por causa do sucesso de Márcia, uma ex-chacrete que a atriz vive em “Amor à Vida”.

Segundo a coluna “Retratos da Vida”, do jornal “Extra, é unânime na Globo, de que a intérprete roubou a cena na novela.

Mas, toda essa repercussão positiva estaria irritando outras atrizes do elenco, que chegariam até mesmo a contar o número de falas assim que recebiam os capítulos, para compararem com o texto de Elizabeth.

Ainda segundo a publicação, a atriz sempre foi a primeira opção do autor da trama, Walcyr Carrasco. Mas, já para o diretor Wolf Maia, quem deveria fazer esse papel era Betty Faria.

Inclusive, Betty não teria gostado nem um pouco de ter sido preterida da novela das nove.

Por  | Notas TV 

O triste fim da MTV

No ar desde 1990 no Brasil, a MTV fechará as portas no dia 31 de dezembro deste ano. A Editora Abril, detentora da emissora, apresentava indícios há muito tempo da possível atitude, porém, só durante essa semana fôra feito o anúncio oficial, a alegação é a falta de recursos para sustentar a grade de programação. 

Os Vj’s e funcionários começaram a ser demitidos nos últimos dias, o clima é de tensão e tristeza, tendo em vista que trabalhadores tinham uma história dentro da empresa do bairro do Sumaré, em São Paulo. Os telespectadores, fieis nestes 23 anos manifestaram-se através das redes sociais,  declarando amor à televisão que os acompanharam na infância. Apresentadores como João Gordo, Daniela Cicarelli, Paulo Bonfá, Marco Bianchi, Marcos Mion, Marcelo Adnet, entre outros, surgiram na “Music television” e ganharam fama no país com programas históricos.

No fim da última década, a emissora entrou em crise e a grade, antes repleta de atrações ficou mais pobre, com menos atrações, afastando a audiência, contudo, jamais perdera a simpatia dos saudosistas, acostumados a outrora potente MTV.

É triste saber que chega ao fim mais um ciclo vitorioso no Brasil, guarda-se na memória todas as risadas, os clips e o entretenimento que nos fôra proporcionado nesses anos. Obrigado, MTV!

@LucasCanosa

Via http://batalhadoibope.com/2013/06/15/o-triste-fim-da-mtv/

“Fortaleza Apavorada” e a força dos acontecimentos

Milhares de pessoas nas ruas de Fortaleza movidas por uma única pauta: a insegurança pública. Sem UNE, sem CUT, sem a esquerda e sem os gabinetes de políticos, o movimento abrigou milhares de adesões espontâneas. Um ato civil, pacífico e ordeiro. A mais pura manifestação da cidadania cobrando o que lhe é de direito.

 

Nascido do incômodo de muitos, o ato germinou e cresceu divorciado da política tradicional. O movimento não tinha pais (porém, tinha mães). Tal característica deixou a esquerda desnorteada e a direita irresoluta. Ou vice-versa, como queiram.

 

Abrigo de nove entre dez partidos políticos, o poder trocou os pés pelas mãos, balbuciou algumas palavras desconexas e cambaleou em sua chocante incapacidade de oferecer as respostas que os manifestantes tanto pedem.

 

É evidente que sobrou também para a imprensa. Mal acostumadas com as primaveras, que são sempre tão parcas nos trópicos, parte das redações de nosso Ceará não soube o que fazer. Muitos de nossos jornalistas costumam retorcer a boca para o que não vem da política tradicional da esquerda militante.

 

Parte de nossa imprensa só ouviu, lá longe, os cães latirem, mas não perceberam a caravana da cidadania a passar célere e indignada, com suas mãos espalmadas pintadas do vermelho de sangue. Deram de ombros. No que diz respeito ao papel da imprensa, a pior das opções.

 

Assim como a nossa política, parte da imprensa não sabe lidar com o que surge espontaneamente na sociedade. Não havia sindicatos, não havia associações, não havia entidade de classe. Não havia financiamento público. A mobilização era exclusiva da cidadania privada a favor dos que os americanos do norte se acostumaram a denominar de “direitos civis”.

 

Direitos civis, direitos coletivos e direitos individuais. Não era um “Fora Sicrano” ou “Fora Beltrano”, palavras de ordem clássicas de quase todas as mobilizações organizadas no Brasil. Foi um ato que teve o Hino Nacional como trilha sonora.

 

Foi um ato em que as pessoas estavam preocupadas em colocar o copinho plástico de água em seu devido lugar: no lixo. Um ato movido pela gentileza. Sim, gentileza, coisa raríssima em nosso cotidiano tramado pela violência simbólica e objetiva.

 

Mas, voltando à imprensa, qual o seu papel em relação a movimentos como o da mão espalmada? Simples: cobrir. Abrir espaços em suas páginas para expor ao distinto público o que está acontecendo. Render-se às contingências da pauta oficial não é o caminho. Lamentavelmente, houve quem escolhesse tal opção.

 

A partir de um momento em que a articulação ganha corpo e representatividade no âmbito da sociedade, abriga-se dentro da lei e representa anseios justos, cabe à imprensa oferecer visibilidade aos acontecimentos e, se for o caso, até conceder apoio editorial.

 

Cabe à imprensa se engajar em causas pela cidadania, pelos direitos civis, individuais e coletivos. Ao longo da história da imprensa, tem sido esse comportamento a motivação maior de sua existência.

 

O pior dos mundos se dá quando, na ânsia de agradar ao poder que controla o tesouro, promove-se uma cobertura que rebaixa os acontecimentos, que os trata como algo banal, buscando sugar a força dos acontecimentos.

 

UMA CAUSA A FAVOR DE TODOS

Nos dias que antecederam ao grandioso ato de cidadania da quinta-feira, ocorreu o tímido surgimento de um movimento contrário. Nada demais. É parte do jogo. Porém, o argumento é de uma estupidez violenta e, sim, discriminadora.

 

A coisa se deu da seguinte maneira: todos se diziam favoráveis ao movimento e blá, blá, blá, mas faziam, digamos, ponderações quanto à natureza social das pessoas que estavam organizando o “Fortaleza Apavorada”. Ora, ora.

 

Por serem majoritariamente de corte social da classe média para cima, essas pessoas não teriam a legitimidade para tocar tal pauta. Antes, elas estariam obrigadas a falar, por exemplo, da educação pública. Antes, teriam que deixar que as periferias se mobilizarem para só assim terem o direto de fazê-lo.

 

Isso é conversa fiada. Há grupos políticos no Brasil que se acham donos do movimento social. O que não nascer de suas entranhas (que são de classe média) deve ser solenemente repudiado como “coisa de burguês”.

 

Na democracia (felizmente ainda vivemos numa), quem quer que seja tem o pleno direito de se mobilizar pelo tema que bem entende. Há quem se mobiliza até pelo que é proibido no Código Penal (a maconha, por exemplo).

 

O clamor pela segurança pública é um movimento de extremo sentido e de grande amplitude social. Não se melhora a segurança para uns poucos sem que se melhore para todos. Ricos, pobres e remediados são beneficiários do sucesso da causa. Portanto, o tema pelo qual se briga é a favor de toda a sociedade.

 

A DERROTA DOS PARTIDOS 

Há muito o que aprender com a mobilização que levou milhares de pessoas para as ruas de Fortaleza numa tarde de quinta-feira, dia útil de trabalho. É claro que a mobilização foi fermentada pelos fatos cotidianos que afligem aos cidadãos, mas também foi fermentada pela forma inteligente de transformar essa aflição em uma energia social que culminou com um grande ato construído por milhares de pessoas.

Pela primeira vez no Ceará, as redes sociais tiverem papel preponderante na organização do movimento. Pela primeira vez, uma manifestação conclamada pela internet teve resultado tão concreto. A aposta quase geral era (não duvidem) que o ato do dia 13 só mobilizaria um punhado sem grande significância. 

Deu no que deu.

A nossa política partidária foi a grande derrotada. De tão desgastada, foi mantida afastada do movimento por decisão de seus organizadores. Eram constantes os avisos dirigidos aos políticos: “Os que tentarem entrar no movimento serão deletados”. E muitos devem ter sido.

(Fábio Campos, O Povo Online)

Estudo do IBGE acirra disputa entre Ceará e Piauí por território

Uma disputa por terras na divisa entre Piauí e Ceará, na “faixa de Gaza do Nordeste”, aumentou após a publicação de um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a maioria dos domicílios da região controversa de 2.821 quilômetros quadrados  está em território cearense, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo publicadas neste sábado.  

Segundo o jornal, o governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), não concordou com o levantamento e foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir a quem pertence a área, que equivale a duas cidades de São Paulo, e onde moram cerca de 10 mil pessoas. A disputa remonta a 1880, quando um decreto assinado pelo imperador dom Pedro 2º fez uma troca de terras e o Ceará cedeu parte do litoral e ficou com um pedaço do Piauí. A ação está na Justiça desde 2011 e a pesquisa foi feita para servir de referência no processo. 

(Portal Terra)

Em tom provocativo, jornal argentino deseja ‘toda a sorte’ para o Brasil

SÃO PAULO – O diário esportivo argentino Olé publicou uma matéria em seu portal em que deseja “toda a sorte” ao Brasil na Copa das Confederações. Mas logo, no primeiro parágrafo, explica o motivo: “quem levou este certame, nunca ganhou o Mundial seguinte”.

Olé lembra que campeão das Confederações costuma perder a Copa do Mundo - Reprodução

Reprodução
Olé lembra que campeão das Confederações costuma perder a Copa do Mundo

O texto informa que a competição, atualmente, serve como um evento-teste para a Copa do Mundo, além de recordar que a Argentina foi a primeira campeã – o selecionado do país venceu a competição há 21 anos, quando derrotou a Arábia Saudita na então chamada Copa Rei Fahd.

Apesar de desejar “boa sorte” ao Brasil, o Olé afirma que a favorita para a competição é a Espanha, por ser a atual campeã do mundo e europeia, além de contar com Xavi e Iniesta. Já o Brasil seria um dos favoritos no Grupo A. “(O Brasil) não atravessa um bom momento, mas tem Neymar e busca recuperar a confiança”, avalia o texto.

A Copa das Confederações é disputada pelos campeões continentais, pelo atual campeão do mundo e pelo país-sede. Este ano, a Itália, vice-campeã europeia, herdou a vaga do continente em função de a campeã Espanha já ter vaga assegurada. O representante da América do Sul é o Uruguai, que venceu a última Copa América, disputada na Argentina.

Sem vencer uma competição com sua seleção principal desde a Copa América de 1993, a Argentina lidera as Eliminatórias Sul-Americanas, mas ainda não assegurou vaga na Copa de 2014.

(O Estado de SP)

Lugano, capitão da seleção uruguaia dispara contra o Recife: “não tem o mínimo”

Capitão da seleção uruguaia, o zagueiro Diego Lugano resumiu o sentimento do grupo celeste em relação à falta de organização na preparação da Copa das Confederações. A equipe não pôde treinar nesta quinta-feira por conta da chuva. Nesta sexta, treinou no CT doSport, local que fica a cerca de 1h20 do hotel onde a delegação está hospedada. Os contratempos tiram o jogador do sério. 

“A distância entre hotel e campo é de quase uma hora e meia para ir, e leva o mesmo tempo para voltar. A gente não tinha previsto essas coisas. Cansa muito. São coisas para melhorar. Viemos aqui com muita alegria e vontade de somar. Mas o básico para o elenco de futebol é ter um campinho em boas condições e relativamente perto do hotel. Somos gente muito simples, não quero hotel cinco estrelas, melhor comida, nem ser tratado como V.I.P. no aeroporto. Só quero um campo perto do hotel, que é o básico. Que isso possa ser arrumado para as próximas vezes”, disse o capitão, em entrevista coletiva nesta sexta-feira. 

Na quinta, o Uruguai realizou apenas um trabalho em uma academia particular. Nesta sexta, fez uma atividade no CT do Sport, deixando o hotel por volta de 14h15 e retornando apenas às 19h15. 

“Somos uruguaios e estamos acostumados com coisa muito pior do que isso. A nossa surpresa foi por não ter o mínimo. Queremos um campinho de treinamento perto do hotel, isso é muito simples, fácil de se solucionar. Isso é uma crítica construtiva. Queremos que a Copa das Confederações seja um espetáculo incrível, que a Copa do Mundo também, aqui na América do Sul… Que isso não aconteça com outras seleções. As seleções europeias, que estão acostumadas com as estruturas da Europa, vão reclamar muito. A gente já está acostumado com algumas coisas, mas tem de melhorar”, ressaltou o capitão. 

O Uruguai treinará pela manhã neste sábado, em atividade fechada para a imprensa. À noite, os jogadores farão o reconhecimento do gramado da Arena Pernambuco, palco do duelo diante da Espanha, pela estreia na Copa das Confederações.​

(Portal Terra)

“Recife Frevo e Bola no Pé” leva a Capital pernambucana para Fortaleza e Salvador

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer, promove uma ação de marketing em duas cidades do Nordeste que também sediarão os jogos das Copas das Confederações e da Copa do Mundo da Fifa. O projeto intitulado “Recife Frevo e Bola no Pé” vai levar a Fortaleza e a Salvador um pouco da cultura local. “Como Salvador e Fortaleza são cidades próximas, queremos atrair a população e também os turistas que virão assistir aos jogos da Copa das Confederações e também da Copa do Mundo no Nordeste”, afirma o secretário de Turismo e Lazer, Felipe Carreras.

Essa é uma ação inédita, que vai levar uma seleção composta por orquestra de frevo, passistas, bonecos gigantes, caboclinhos, caboclo de lança, chefe de cozinha com degustação, apresentador, TVs de Led para apresentação de vídeos institucionais, fotógrafo com ação nas redes sociais, fantasias carnavalescas, figurinos esportivos, diário de bordo para imprensa e redes sociais on-line, distribuição de folhetos e tabela de jogos da Arena Recife.

Envelopado com imagens e potenciais turísticos da cidade, os ônibus irão, certamente, chamar a atenção da população local por onde eles passarem. Os dois veículos irão percorrer mais de 3,5 mil quilômetros na BR-101 Norte e Sul. Ao todo, serão 12 dias de ação direta, mostrando o Recife para turistas e moradores de Salvador e Fortaleza, durante a Copa das Confederações.

O ônibus que segue para Fortaleza sai da Arena Recife às 6h30, no dia 18 de Junho e fica no destino até o dia 24 de Junho. Lá, o ônibus irá se deslocar pelo Aterro e calçadão da Praia de Iracema, Largo do Mincharia e Centro Dragão do Mar Arte e Cultura. Já o veículo que vai para Salvador, tem o Marco Zero como ponto de saída no dia 19 de Junho, também às 6h30. O ônibus fica até o dia 23 de Junho na capital baiana. A equipe de divulgação da cidade passará pelo Farol da Barra, Pelourinho, Elevador Lacerda, Mercado Modelo, Arena Fonte Nova, além dos pontos de exibição pública dos jogos como Cajazeiras, Ribeira e Jardim de Alah.

Toda a ação será registrada pela equipe de diário de bordo, que também vai utilizar as redes sociais para divulgação. Ao todo, a ação conta com a participação ativa de 40 pessoas, sendo 20 em cada ônibus. 

Crédito: http://www2.recife.pe.gov.br/recife-frevo-e-bola-no-pe-leva-a-capitalpernambucana-para-fortaleza-e-salvador/

COLLOR LIDERA CORRIDA PARA O GOVERNO DE ALAGOAS

O jornalista Ilmar Franco publica neste sábado, 15, em O Globo  (coluna Panorama Político), a informação de que o senador Fernando Collor de Mello sai na frente em pesquisa do Vox Populi para o governo de Alagoas.

Eis os números:

O senador Fernando Collor de Melo (PTB) sai na frente para o governo alagoano, com 24% das intenções de votos, em pesquisa Vox Populi. O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), tem 17%; o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), 14%; o senador Benedito Lira (PP), 11%. Destes, nem Renan nem Palmeira serão candidatos.

Via Nordeste Notícias

UTOPIA DE HOJE PODE SER A REALIDADE DE AMANHÃ

Voz das ruas dá grito de igualdade; estudantes vocalizam trabalhadores de todos os segmentos ao protestarem, no eixo São Paulo-Rio e em grandes capitais, contra sistema de ônibus caro, ruim e insuficiente; criminalizado nas ações brutalmente repressivas da PM dos governadores Geraldo Alckmin e Sergio Cabral, Movimento Passe Livre resgata vocação dos jovens em mudar e acelerar agenda conservadora; erro está em reclamar ou na barração ao diálogo para se encontrar soluções sobre problema crônico que envergonha o País? 

15 DE JUNHO DE 2013  

247 – Rasgando uma cortina de gás lacrimogêneo, manchada de sangue e ao custo de centenas de prisões ocorridas no principal eixo urbano do País – São Paulo-Rio de Janeiro -, a questão do transporte coletivo nos grandes centros urbanos ressurgiu. Ou melhor, literalmente explodiu.

Tiveram muito mais o som de um clamor popular do que simplesmente um ato político estudantil as manifestações dos últimos dias, ocorridas também em Porto Alegre, Goiânia e Natal, contra o aumento das passagens de ônibus. Em apuração do instituto Datafolha, 78% do público paulistano considerou serem justos os protestos contra o aumento nas tarifas e a baixa qualidade do serviço oferecido.

Em qualquer grau, a repressão policial não terá o dom de resolver esse problema. Porque se trata de uma questão real, e não inventada por um punhado de jovens de classe média interessados apenas em fazer baderna. Ao contrário. Assim como, noutra geração de estudantes, na virada das décadas de 1970 e 1980, os rapazes e garotas que foram às ruas ajudaram a conseguir a anistia e, mais tarde, sustentaram a campanha das Diretas Já, agora, outra vez, eles não estão sozinhos. Ao seu modo, eles estão forjando uma mudança na agenda conservadora, para dar a ela aceleração compatível com o novo momento do Brasil.

DESCASO COMO REGRA - É histórico e reconhecido tanto pelo governo, como pela oposição, o descaso permanente das administrações municipais e estaduais com os serviços de ônibus, trens e metrô. Em São Paulo, há quase 50 anos prevalece o cartel das chamadas “sete irmãs”, as companhias de transporte coletivo sobre rodas que dominam a grande maioria das linhas da capital paulista.

No Rio de Janeiro, a população se acostumou a ter a maior desconfiança do seu sistema de ônibus, com raras opções para se locomover além da costumeira: a de chacoalhar ainda hoje em trens da década de 1950 pela crônica falta de linhas entre os subúrbios e o centro da cidade.

Em praticamente todas as capitais, licitações para modernização do sistema de transporte urbano têm sido raras, assim como são comuns os descalabros em torno de obras do metrô. Neste capítulo, Salvador, a capital baiana, que em dez anos construiu apenas pouco mais de um quilômetro de metrô, a preço bilionário, é o exemplo negativo mais gritante.

RENOVAÇÃO E AR CONDICIONADO - A exceção positiva está em Brasília. O Governo do Distrito Federal, depois de enfrentar boicotes do duopólio das companhias de ônibus das famílias Canhedo e Constantino, que dominam o sistema desde a fundação da cidade, em 1960, empreendeu uma licitação internacional que vai mudar, no segundo semestre, a face da atual situação.

Em lugar de ônibus com carcaças antigas, assentos desconfortáveis, pneus carecas e sem conexão entre suas linhas, a capital do País vai ganhar coletivos novos, com ar condicionado e integração de itinerários. Uma verdadeira revolução feita pelo Governo do Distrito Federal que, espera-se, tenha repercussões em outras grandes cidades. Uma mensagem didática de que, quando quer, a administração pública pode atacar o quadro de atraso cinquentenário verificado no setor.

Mas essa repercussão positiva não será fácil de ocorrer. Predominam entre os governantes interpretações arcaicas a respeito do verdadeiro sacrifício diário a que milhões de brasileiros são submetidos, todos os dias, ao saírem de suas casas em direção a seus postos de trabalho. Em coletivos antiquados, inseguros e superlotados, cujas tarifas demandam, por caras, acordos trabalhistas específicos, de modo a aliviar o bolso dos empregados, transferindo o ônus para a iniciativa privada, a verdade é que, todos os dias, em todos os grandes centros urbanos, o povo brasileiro viaja como gado. A questão dos subsídios tem de ser enfrentada. A má qualidade do sistema já não é mais aceita.

PERDAS DE QUATRO HORAS DIÁRIAS - Em São Paulo e no Rio chega-se a gastar duas horas de ida e outras duas horas de volta no deslocamento residência-emprego-residência. Assaltos, sequestros e até estupros viraram rotina. Quem já não ouviu relatos que afiançam esta informação? Trata-se de um dado da realidade, lançado como imutável. Não fosse assim, as primeiras reações dos governadores dos dois Estados, respectivamente Geraldo Alckmin e Sergio Cabral, não teria sido a de criminalizar o Movimento Passe Livre. O diálogo para entender as razões das entidades organizadas em torno dessa bandeira ficou, desde logo, em segundo plano. Armou-se a guerra antes de se dar uma chance à paz. O cenário para que a situação durante os protestos saísse de controle, com as cenas de violência que se seguiram, se desenhou neste momento em que as portas da negociação se mantiveram fechadas.

Da direita à esquerda, o que ressalta nas manifestações contra o aumento nas tarifas de ônibus é a sua base de sustentação. Goste-se ou não, os estudantes à frente tem, sim, justificativas históricas para reclamar em vias públicas. Não apenas porque a Constituição garante os direitos de reunião e manifestação, mas sobretudo porque apenas os hipócritas acreditam que o Brasil em algum momento de sua história tenha tido algum transporte coletivo minimamente decente. Os sistemas nacionais nunca chegaram aos pés dos existentes em nossos vizinhos, como a Argentina, de metrô buonairense datado do início do século passado, e, muito menos, dos Estado do primeiro mundo. Os trens balas que cortam o Japão, numa extrema sofisticação de um transporte coletivo bem resolvido, são ainda vistos no Brasil do século 21 como uma sonho inalcançável. No emergentes, o metrô russo é repleto de afrescos históricos. Os exemplos de soluções são muitos. Por aqui, entretanto, o que temos é pouco metrô e ônibus fortemente poluentes. Não mais.

Por sorte sem nenhum morto, mas com dezenas de feridos e centenas de presos, as manifestações nacionais do Movimento Passe Livre parecem ter despertado as autoridades para o problema. Em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad resolveu abrir a palavra para seus representantes, que na terça-feira próxima falarão aos integrantes do Conselho da Cidade. É pouco? Sim, mas um começo que pode desaguar, como está acontecendo em Brasília, numa ampla renovação do velho e ultrapassado sistema de ônibus. Tardiamente, mesmo assim ainda é possível ultrapassar o modelo caótico que, de tempos em tempos, provoca manifestações e protestos. Repressão está trazendo, apenas, dor, vergonha e radicalização. Nenhuma solução.

(Brasil 247)

Seleção espanhola vira febre no Recife

Por Pedro Costa – Especial para o Estado

RECIFE- Uma “Onda Roja” está tomando conta do Recife, na semana que antecede a Copa das Confederações – 2013. É comum andar pela capital pernambucana e se deparar com várias pessoas vestidas com a camisa da Fúria. O movimento é tanto, que a o padrão número um da Espanha está esgotado nas principais lojas de material esportivo da cidade.

No espaço da fornecedora oficial dos campeões mundiais, apenas o uniforme azul continua disponível, pelo valor de R$ 189,00.

“A demanda principal é pela camisa da Espanha e as vendas aumentaram bastante devido à proximidade do jogo. Os torcedores querem ir caracterizados ao estádio e, por isso, já fizemos um pedido de urgência para repor nosso estoque.” Explicou Juliana de Melo, gerente da Adidas.

 Vendedores entraram no clima da “Onda Roja”
 Foto: Pedro Costa 

Das outras seleções que virão ao Recife, quem também está fazendo sucesso entre os consumidores é a Itália. A camisa da Azzura teve um acréscimo significativo no número de vendas, mas ainda é facilmente encontrada nas lojas, assim como a do Uruguai, que fará dois jogos na Arena Pernambuco.

 

 Itália e Uruguai também estão sendo procuradas
 pelos torcedores. Foto Pedro Costa

Japoneses e Tahitianos são “esquecidos”

Diferentemente dos adversários campeões mundiais, Japão e Tahiti parecem não conquistaram o público pernambucano. Os lojistas afirmaram que não pediram camisas das seleções porque não existe muito interesse do público.

Crédito: http://blogs.estadao.com.br/selecao-universitaria/

265 mil turistas passarão por Fortaleza durante a Copa das Confederações

FORTALEZA – O Estado do Ceará receberá a visita de 265 mil turistas durante o período da Copa das Confederações. De acordo com o último boletim divulgado pela FIFA, 4,7% dos ingressos vendidos para os jogos da Copa das Confederações na Capital foram adquiridos por turistas de outros países.

Em seguida está o Rio de Janeiro (3,6%) e Belo Horizonte (3,1%).

O primeiro jogo da competição em Fortaleza, entre as seleções brasileira e mexicana, vai ocorrer no dia 19 de junho na Arena Castelão.

Para esta partida, com 51 mil pagantes até meados de maio, o percentual de ingressos vendidos para estrangeiros é de 2,1%, com a seguinte distribuição: México (32%), Estados Unidos (26%), Espanha (14%), Alemanha (8%), França eHolanda (3% cada).

O segundo jogo, no dia 23, entre a Espanha, a atual campeã mundial, e a Nigéria, vencedora do Campeonato Africano das Nações 2013, teve 39,1 mil ingressos vendidos, dos quais 5,2% foram comprados no exterior – Espanha, 72%; EUA, 8%; México, 5%; França, Argentina e Holanda, 2% cada.

O terceiro jogo, uma das semifinais e ainda sem as seleções participantes definidas, teve 33,8 mil dos ingressos vendidos, sendo 5,4% para estrangeiros. Os espanhóis lideram a procura, com 60%; seguido pelos estadunidenses (13%); mexicanos (7%); argentinos (3%); italianos e japoneses, com 2% cada.

Paulistas lideram compras entre brasileiros

Quanto às vendas e possíveis visitas de residentes de outros Estados brasileiros, os Paulistas estão em primeiro lugar. Em seguida vem o público Potiguar e Piauiense. Cerca de 36% de turistas nacionais adquiriram o seu ingresso.

Já entre os cearenses, compraram bilhetes, até o momento, 67,5%, sendo 61,4% da Região Metropolitana de Fortaleza, segunda menor média de procura local, segundo dados da FIFA.

Crédito: http://blogs.estadao.com.br/selecao-universitaria/265-mil-turistas-passarao-por-fortaleza-durante-a-copa-das-confederacoes/

Fortaleza maquia entorno do Castelão antes de receber o jogo Brasil X México

Pintura feita às pressas perto do Castelão (Fotos: Caio Carrieri) 

A Prefeitura de Fortaleza (CE) usa do “jeitinho” para tentar esconder as obras em andamento no entorno do Castelão, palco de Brasil x México no próximo dia 19, Nigéria x Espanha dia 23, e de uma semifinal no dia 27.

Tapumes coloridos com os dizeres “Aqui tem uma obra show de bola” foram colocados nos arredores do estádio para impedir que locais ainda em construção sejam vistos.

Madeiras, borrachas, pedras, areia, barro e fios estão expostos na Avenida Alberto Craveiro, principal via de acesso para arena cearense da Copa das Confederações neste mês e da Copa do Mundo, daqui um ano.

Canteiro central em obra: entrega só no fim do ano (Foto: Caio Carrieri)

A reportagem do LANCE!Net visitou nesta sexta-feira as ruas que cercam o estádio e observou que funcionários ainda pintavam calçadas e canteiros, muitos deles ainda a serem finalizados.

Na manhã deste sábado o prefeito Roberto Cláudio (PSB) fará a entrega das obras da Avenida Alberto Craveiro, onde foram feitos trabalhos de alargamento, além de drenagem e pavimentação. Operários faziam a demarcação das faixas da pista ainda nesta sexta.

No entanto, não será todo o trajeto da via que será finalizado a tempo da Copa das Confederações. Ciclistas e pedrestes ainda não poderão utilizar calçadas, canteiros e ciclovias. A expectativa é que até o fim do ano tudo seja entregue.

Nesta sexta operários paralisaram uma obra em uma rotatória em frente ao Castelão. A reivindicação era por comida de melhor qualidade. Depois de mais de duas horas de espera, eles tiveram o pedido atendido e voltaram ao trabalho. Ao fazer uma visita ao trecho, o prefeito Roberto Cláudio ficou visivelmente constrangido por não ter sido avisado sobre o problema.

Crédito:  http://www.lancenet.com.br/

ESTE HOMEM MERECE MAIS UM MANDATO EM SÃO PAULO?

Pinheirinho, agressões a professores, estudantes e, agora, a manifestantes que protestam contra aumentos de ônibus, assim como a jornalistas que faziam o seu trabalho; esse tem sido o histórico repressivo da Polícia Militar de São Paulo que, ao mesmo tempo, tem-se mostrado incapaz de conter a escalada do crime; para o governador, tudo bem: “Temos a melhor polícia do Brasil”; mas será que o povo de São Paulo tem um governador à altura dos desafios que o estado enfrenta? 

15 DE JUNHO DE 2013  

247 - A pergunta é curta e grossa: Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho merece ser governador de São Paulo pela quarta vez? Esta questão será colocada aos eleitores mais uma vez, em outubro de 2014. Caso seja reeleito, Alckmin entrará para a história como o político que, por mais tempo, esteve à frente do estado mais desenvolvido do País. Algo com que o político conservador, nascido em Pindamonhangaba, não seria capaz de sonhar nem nos seus melhores devaneios juvenis. Desconhecido até a morte de Mário Covas, de quem era vice, em 2001, Alckmin poderá ser estudado no futuro como um dos casos mais raros de conquista e manutenção do poder após um acidente de percurso. Chegou lá por acaso e foi ficando, ficando, ficando.

Em 2014, um dos pontos centrais para o julgamento de sua gestão, será a eficácia da área da segurança pública. Até agora, a Polícia Militar de São Paulo tem-se mostrado corajosa e agressiva para enfrentar cidadãos, mas incapaz de combater o crescente problema da criminalidade. Para recordar atos repressivos recentes, basta citar casos como a desocupação do Pinheirinho, a prisão de estudantes da USP, as agressões a professores em greve e, agora, a violenta e absolutamente desproporcional reação a um protesto que reclama contra o aumento das tarifas de ônibus. Na última quinta-feira, mais de 200 pessoas foram presas, dezenas ficaram feridos e 15 jornalistas foram agredidos enquanto realizavam seu trabalho – um repórter fotográfico, Sérgio Silva, da Futura Press, corre o risco de ficar cego.

Qual foi a resposta de Geraldo Alckmin? “Temos a melhor polícia do Brasil”. Além disso, ele afirma que os protestos são de “natureza política” – o que não encontra amparo nos fatos, uma vez que uma pesquisa Datafolha, publicada hoje, aponta a avaliação do transporte público em São Paulo como a pior de todos os tempos.

Além disso, a “melhor polícia do Brasil”, não tem sido capaz de conter a escalada da violência nem a percepção de insegurança por parte da população. No primeiro trimestre deste ano, houve 86.860 crimes violentos no Estado e os números não param de crescer desde 2010, quando Alckmin foi eleito. No primeiro trimestre daquele ano, houve 78.003 ocorrências, seguidas de 78.611 no ano seguinte e de 84.592 nos primeiros três meses de 2012. Neste ano, o salto foi de 10% e nada indica que a política de segurança do governo Alckmin esteja contribuindo para melhorar as estatísticas da violência.

Falha no combate ao crime, a polícia paulista também protagoniza cenas como as que foram vistas no mundo inteiro nos últimos dias. Spray de pimenta e balas de borracha atiradas contra manifestantes que, em sua grande maioria, tentavam protestar pacificamente contra uma causa que é justa. Afinal, o transporte público, que também é responsabilidade parcial do estado, envergonha o país.

Alckmin não vê nada de errado. Mas em 2014 será julgado por seus atos, suas palavras e, sobretudo, seus resultados.

(Brasil 247)

Fortaleza recebe tanques, aeronaves e soldados para segurança na Copa das Confederações

Forças Armadas chegam a Fortaleza, onde vão atuar até o fim da Copa das Confederações (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Tropas das Forças Armadas chegaram a Fortaleza neste sábado (15), onde irão permanecer nas estruturas estratégicas da capital cearense, para garantir a proteção, vigilância e funcionamento dos sistemas de abastecimento de água, energia elétrica, telecomunicações e transportes, durante os jogos da Copa das Confederações, que ocorre até 29 de junho. Os soldados, tanques e aeronaves chegaram a Fortaleza na sexta-feira (14) e são distribuídos em pontos da cidade neste sábado (15)

Fortaleza vai ser reforçada com tanques de guerra, blindados com metralhadoras, barcos de patrulha e uma aeronave de ataque e reconhecimento, além de 3.000 soldados das Forças Armadas (2.000 do Exército, 700 da Marinha e 300 da Força Aérea). Os equipamentos e soldados vieram de Recife, em Pernambuco, e Taubaté, em São Paulo. Após a Copa das Confederações, eles serão realocados aos batalhões de origem.

“Nós estamos trabalhando em Fortaleza de forma integrada com os órgãos de segurança do estado e do município. Essa integração ocorre desde o ano passado. Temos um treinamento contínuo e progressivo e tivemos uma formatura para atender a casos que vamos encontrar na Copa das Confederações”, detalha o tenente-coronel Charles Henrique Delage.

Segundo o tenente-coronel, o helicóptero será usado em Fortaleza para reconhecimento de território e vistoria. A aeronave será tripulada por quatro soldados, inclusive dois “caçadores”. “Os caçadores têm treinamento especial para disparar tiros a longas distâncias, mais de 200 ou 300 metros”, explica o tenente-coronel Charles Henrique.

Policiamento durante a Copa das Confederações
A Secretaria de Segurança Pública e Cidadania do Ceará (SSPDS) anunciou o reforço policial de 6.800 homens das forças estaduais e federal para reforçar o serviço de segurança em Fortaleza no período da Copa das Confederações, entre 15 e 30 de junho. Deste total, 2.200 são policiais militares do interior do estado, que se somam aos outros 9 mil soldados que fazem a segurança regular de Fortaleza.

De acordo com o comandante da PM do Ceará, Werisleik Matias, o reforço não deve prejudicar o policiamento no interior e Região Metropolitana. “Nós trouxemos o efetivo que estava de férias e estamos desativando toda a atividade administrativa da Polícia Militar para que tenhamos esse aporte”, destaca.

(G1 Ceará)

INÍCIO DA COPA É DERROTA DOS FRACASSOMANÍACOS

247 - Para os brasileiros, a Copa do Mundo de 2014 já é um grande sucesso. Uma pesquisa Datafolha, feita para o Ministério dos Esportes, já foi entregue ao ministro Aldo Rebelo, com os seguintes resultados:

1) 77% dos brasileiros defendem a realização do Mundial no Brasil.

2) 67%  acreditam que o evento será um grande sucesso, comprovando a capacidade de realização dos brasileiros.

3) 54% creem que o grande legado positivo será a entrega de grandes obras de infraestrutura.

Além disso, 67% dos entrevistados apostam que o Brasil levantará a taça, no Maracanã, em 2014.

Esta pesquisa, que entrevistou nada menos que 10.336 pessoas em 17 capitais, será repetida regularmente para aferir o humor dos brasileiros em relação ao andamento das obras e dos preparativos para o Mundial.

Esta imagem contrasta frontalmente com uma capa recente de Veja, que previu que as arenas ficariam prontas apenas em 2038. Todos os seis estádios da Copa das Confederações foram entregues e aprovados pela Fifa – os demais estão perto da conclusão.

Além disso, aeroportos importantes, como os de Guarulhos e Brasília, passam por melhorias. Galeão e Confins serão concedidos à iniciativa privada ainda neste ano.

O que se vê, na pesquisa Datafolha, é que os brasileiros estão bem mais felizes com a Copa do que seria possível deduzir a partir do relato de jornais e revistas.

(Brasil 247)

Jornalismo nos novos meios: ou muda ou morre

Por Emerson Urizzi Cervi | Pensata

Bastaram chegar os novos meios de comunicação para os catastrofistas assegurarem que a imprensa estava com os dias contados. A internet engoliria a acabaria com tudo o que conhecemos até então como jornalismo no século XX, por ser mais rápida, barata e ágil. Não foram poucos os movimentos de boicote, no início, de jornais tradicionais e jornalistas aos novos meios. Porém, derrotados, todos aceitaram o lento e arrebatador trem da história. Os jornais migraram suas plataformas para a web, em especial para a interface internet. Alguns, rendidos economicamente, encerraram a circulação em papel e permanecem apenas como meios eletrônicos. Isso acabou gerando um efeito contrário ao que fora previsto pelos catastrofistas: o jornalismo se ampliou, diversificou suas fontes, tornou-se mais democrático e, principalmente, os jornalistas dos meios tradicionais passaram a enfrentar uma concorrência real – pela primeira vez na história da imprensa – de outra fonte de informação de massa, a dos produtores independentes de informações, também chamados de blogueiros.

 

O que seria motivo para a crise final do jornalismo acabou se transformando no principal fator de renovação da produção jornalística. Agora, não são mais as notícias produzidas nas redações dos jornais tradicionais as únicas fontes de informação. Aliás, foi preciso uma revolução como essa para muitos profissionais entenderem que notícia é um produto cuja matéria-prima é a informação, porém, não dá para acreditar as que se trata da mesma coisa. É verdade que não existe notícia sem informação, porém, nem toda informação está contida nas notícias. O noticiário nada mais é do que uma formatação específica, dada por profissionais e técnicas próprias, de informações. O que significa que qualquer pessoa é capaz de produzir informação de interesse público. Porém, só os jornalistas o fazem a partir da produção de notícias. Até o advento da internet essa diferenciação era difícil de ser materializada, pois não existiam meios com poder suficiente para difundir informações na sociedade que não fosse através das notícias, portanto, mediadas pelos profissionais e instituições jornalísticas. A principal mudança promovida pela internet foi permitir o acesso a informações que não receberam tratamento jornalístico. São diferentes de notícias, mas, ainda assim, dotadas de informação.

 

A consequência das mudanças promovidas pela internet foi que a sociedade passou a ter uma maior diversidade de visões de mundo nas informações que recebe e faz circular no espaço público. Para a sociedade que demanda informações isso não é melhor, nem pior que o momento anterior. É apenas diferente. Para o jornalismo tradicional, trata-se de um desafio. Os informantes sociais independentes, na internet chamados de blogueiros, concorrem diretamente com o jornalismo profissional. Foi essa concorrência que nos mostrou a verdadeira crise do jornalismo contemporâneo. Uma crise que não está relacionada com o meio de difusão dos conteúdos, mas sim com a forma de produzi-los.

 

O padrão de jornalismo dos anos 50 do século passado não se sustenta mais por ser um modelo inapropriado de produção de informações para a sociedade que tem formas alternativas de se informar. São necessários novos métodos, novas hierarquias, novas rotinas produtivas. Enfim, novas organizações informativas. Esse desafio é o motor para uma nova etapa do jornalismo na internet. A primeira delas foi a rejeição ao novo meio. Depois, veio a adaptação dos meios tradicionais ao formato da interface específica da web. O resultado foi uma mudança na roupagem das notícias, mas com preservação de um modelo de produção insustentável. A terceira etapa é a do surgimento de veículos noticiosos específicos da internet, sem existência fora da rede mundial de computadores. Desses “novos jornais” esperam-se práticas de produção e difusão de notícias mais próximas dos blogs do que dos jornalões tradicionais. Se não for assim, Não estarão cumprindo o papel de atualizar o jornalismo aos novos meios e aos novos tempos. A Gralha tem esse desafio à frente. O de produzir um jornalismo atualizado, não só pelo meio de difusão, mas principalmente pelas formas de produção da notícia. Um bom ponto de partida seria a diferenciação temática e de fontes de informação presentes nos meios de comunicação tradicionais. Se não fizer isso, estará apenas reproduzindo um modelo em crise.

 

Os gráficos a seguir são resultado de uma pesquisa realizada em 2011 por alunos dos cursos de comunicação social da Universidade Estadual de Ponta Grossa e de ciências sociais da Universidade Federal do Paraná. É um estudo da tematização dos impressos brasileiros. Para isso, foram coletadas as informações de todas as chamadas de primeira página publicadas entre janeiro e outubro de 2011 em seis jornais diários brasileiros, dois com circulação nacional (Folha de São Paulo e Estado de São Paulo), dois com circulação regional (Gazeta do Povo e Folha de Londrina) e dois com circulação local, apenas na região dos Campos Gerais do Paraná (Diário dos Campos e Jornal da Manhã). Ao todo, os seis jornais publicaram mais de 18 mil chamadas de notícias nos 10 meses analisados. Os assuntos dessas chamadas foram classificados em função do tema predominante em “partidos políticos”, quando tratavam da vida partidária; em “ético e político institucional”, quando falavam das instituições estatais brasileiras; em “políticas públicas”, quando predominava um tema de qualquer uma das principais políticas públicas, tais como educação, segurança, saúde, etc…; em “internacional”, quando o assunto se referia a outro país; em “variedade e esportes”, quando tratava de assuntos sem importância para o debate público, como vida de esportistas, resultados de jogos, celebridades, etc…; e “outro” caso não se enquadrasse em nenhuma das categorias anteriores.

 

 

A primeira informação extraída do gráfico é que de maneira geral os jornais ocupam suas primeiras páginas mais ou menos com a mesma proporção de determinada temática. Excetuando a presença do tema “internacional” nos dois jornais de circulação nacional (FSP e OESP), os veículos de comunicação reproduziram de forma muito similar os temas gerais apresentados ao debate público. A maior proporção foi de chamadas sobre “políticas públicas”, seguidas muito de perto das chamadas sobre “variedades e esportes”. Em terceiro lugar vem “ético e político institucional”. Uma conclusão possível a partir desse gráfico é que o tema “políticas públicas” não predomina nas capas dos periódicos. Ele tem uma participação maior nos jornais de circulação local do que nos nacionais, é verdade. No entanto, continua girando em torno da metade do total de chamadas nos jornais de circulação limitada e em torno de 1/3 nos de circulação nacional. Além disso, a proporção de chamadas sobre “variedades e esportes” manteve-se estável em todos os jornais analisados, girando em torno de ¼ do total, ou seja, 25% do espaço nobre das capas dos diários tradicionais é ocupado por temas com apelo comercial e nenhuma relevância para o debate público.

 

Além da tematização, que pode ser mais ou menos concentrada em determinado conjunto de assuntos, outro indicador da qualidade do serviço prestado pelo jornalismo é a presença de fontes no noticiário. Quanto maior a diversidade daqueles que “falam” nas notícias, mais plural está sendo a cobertura jornalística. Seguindo uma classificação presente na literatura internacional a pesquisa coletou informações sobre todas as fontes citadas nas primeiras páginas dos seis jornais durante o período analisado. Essas fontes foram categorizadas em três tipos: “fontes oficiais”, são as que falam em nome de uma instituição, são representantes institucionais, pode ser o presidente da república ou o presidente da associação de moradores local; “fontes disruptivas”, são as que falam por serem identificadas com algum distúrbio social, como manifestantes em vias públicas, grevistas, etc…; e “cidadão individualizado”, é a fonte citada não por promover algum distúrbio social, nem por representar uma instituição. Ela é procurada pelos jornalistas por ser especialista em determinado assunto. A primeira informação importante extraída da pesquisa é que apenas 10% das chamadas de capa dos jornais citam alguma fonte externa aos jornalistas, ou seja, a capa é o espaço por natureza da visão de mundo do próprio jornalista.

 

 

Ao considerarmos apenas as chamadas com presença de fontes, percebemos que em todos os jornais há um predomínio das fontes oficiais. Esse predomínio é maior nos jornais de circulação local, representando 90% do total. Nos jornais de circulação nacional as fontes oficiais são responsáveis por 50% do total e nos jornais de circulação regional, por cerca de 30% do total. Nos jornais de circulação regional há predomínio de fontes disruptivas sociais. Mas, em todos eles os especialistas (cidadão individualizado) têm presença secundária ou irrelevante.

 

O resultado, válidos para as capas dos seis jornais no período analisado, é que os periódicos de circulação local dão mais espaço proporcional para temas de política pública, porém, restritos à visão das fontes oficiais. Já os periódicos de circulação regional falam menos de políticas públicas e dão mais espaço para eventos factuais que envolvem algum transtorno no cotidiano da sociedade. Enquanto isso, os jornais de circulação nacional dão mais espaço para especialistas, porém, para falar sobre outros temas que não políticas públicas. Isso ajuda a entender porque houve uma redução na qualidade do debate público a partir dos meios jornalísticos tradicionais. O desafio do novo jornalismo, o jornalismo que não precisa respeitar as hierarquias, práticas e rotinas produtivas tradicionais e produzir notícias que sejam mais socialmente relevantes, menos dependentes do mercado e com maior pluralidade de visões de mundo. Esse é o desafio do A Gralha.

 

Emerson Urizzi Cervi é cientista político e professor da UFPR.

Protestos urbanos: Imprensa cai na real e acorda para os excessos cometidos pela polícia

Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa

De repente, não mais que de repente, o noticiário sobre as manifestações que paralisam grandes cidades brasileiras há uma semana sofre uma reviravolta: agora os jornais começam a enxergar os excessos da polícia e mostrar que no meio da tropa há agentes provocadores e grupos predispostos à violência.

 

Um dos relatos mais esclarecedores sobre o momento em que a passeata realizada na capital paulista na quinta-feira (13/06) deixou de ser pacífica é feito pelo colunista Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo e no Globo (ver “A PM começou a batalha na Maria Antônia“). Ele descreve como uma equipe da tropa de choque se posicionou e agiu deliberadamente para provocar o tumulto.

 

Há também, na rede social digital, um vídeo mostrando um PM, aparentemente por orientação de um oficial, quebrando o vidro da viatura. A imagem, cuja autenticidade só pode ser confirmada pela própria Polícia Militar, está disponível no Youtube.

 

No Facebook, registro para a legenda colocada sob cenas dos conflitos, no noticiário da GloboNews durante a noite: “Polícia fecha a Avenida Paulista para evitar que manifestantes fechem a Avenida Paulista”. Nessa linha de raciocínio, pode-se imaginar também a seguinte manchete: “Polícia usa violência para evitar violência de manifestantes”.

 

Truculência e irresponsabilidade

Foi preciso mais do que evidências para a imprensa cair na real: os repórteres testemunharam dezenas de ações abusivas de policiais, como a retirada e o espancamento de um casal que tomava cerveja num bar, alheio à passeata, ou o lançamento de granadas de gás em meio aos carros travados nos congestionamentos.

 

Claramente, não se trata de bolsões descontrolados, mas de uma ação organizada dentro da corporação policial, o que mostra o esgarçamento da disciplina e do controle na Polícia Militar. A única possibilidade de desmentir tal observação é a ação imediata do comando, identificando e afastando das ruas os oficiais responsáveis por esses grupos.

 

A violência gratuita e excessiva ficou registrada nas páginas dos jornais, entre outras razões, porque desta vez houve mais jornalistas entre as vítimas de agressões. Sete deles são repórteres da Folha de S. Paulo. Isso talvez explique a mudança de tom nas reportagens, mas o relato da violência não esgota o assunto, apenas instala algum equilíbrio na visão dos fatos por parte da imprensa.

 

Para ampliar sua compreensão do que realmente se passa nas ruas da cidade por estes dias, o leitor tem que se valer de outras fontes além dos jornais e do noticiário da TV. Por exemplo, o vereador Ricardo Young, que acompanhou o indiciamento de alguns manifestantes detidos, registrou no Facebook um fato preocupante: policiais fizeram a revista de mochilas e bolsas longe de testemunhas, trocando conteúdos e inserindo em algumas delas materiais estranhos, como pedras e pacotes com maconha. Assessores do vereador denunciam que houve tentativa de “plantar” provas contra alguns dos manifestantes detidos.

 

É notória a má vontade da polícia, como instituição, contra jovens em geral, talvez ainda um resquício da ideologia de segurança pública que se consolidou durante a ditadura militar e que ainda orienta a formação nas academias. Os indicadores de agressões cometidas por agentes públicos contra homens jovens são um dos aspectos mais evidentes nos estudos sobre a violência nas grandes cidades brasileiras. O encontro dessa mentalidade com a irresponsabilidade de grupos de manifestantes que se julgam autores de uma revolução política pode resultar em tragédia.

 

Ações ilegais

Se algum fato mais grave vier a ocorrer em futuras manifestações, pode-se contar como grande a probabilidade de haver alguns desses policiais envolvidos. Portanto, a responsabilidade pelo que virá a partir de segunda-feira (17/6), quando nova manifestação está marcada para o Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, tem um peso maior na Secretaria de Segurança Pública.

 

Isso não quer dizer que a prefeitura e os líderes do Movimento Passe Livre, bem como os dirigentes dos partidos cujas bandeiras são agitadas por alguns ativistas, estejam isentos de arcar com sua parte na tarefa de prevenir o desastre.

 

A imprensa, que finalmente despertou para o fato de que há vândalos em ambos os lados do conflito, pode ajudar a identificar os comandantes dessas ações ilegais, assim como tem sabido apontar os autores de depredações durante os protestos.

 

Foi preciso que alguns jornalistas sofressem a violência no próprio corpo para que os jornais se dessem conta de que nem tudo é o que parece.

 

Brasil é favorito para levar a Copa das Confederações, diz técnico espanhol

Seleção Brasileira terá o esquema 4-3-3 para tentar conquistar a Copa das Confederações (FOX)

A Copa das Confederações é um torneio que tem um sabor de aperitivo, porque ela abre o apetite dos torcedores de todos os continentes para Copa do Mundo, mas é um aperitivo exclusivo, é para poucos.

A competição já tem um vencedor. É o Sanderson. “Tirei uma foto com o Fernando Torres”, comemora o jovem. A foto que ele mostra tremendo de emoção está mais para empate do que para vitória, mal se vê o Fernando Torres.

Sanderson entendeu que o importante é fazer parte da festa. A partir deste sábado (15), todos os continentes vão estar de olho no Brasil. A Copa das Confederações reúne os seis campeões continentais, sendo que na geografia do futebol, a América é dividida em duas partes, pela força história do futebol sul-americano. As outras duas vagas são para o dono da casa e para o último campeão do mundo. Como a Espanha ganhou a Copa e a Eurocopa, abriu uma vaga para a Itália.

O torneio é disputado desde 1992, e em 2001 passou a ser um ensaio geral, sempre no país sede da próxima Copa. Por isso, os grandes nomes do futebol querem estar aqui.

Campeão da Europa, campeão do mundo, melhor treinador do planeta segundo a Fifa, Vicente Del Bosque está no Brasil. A Espanha ganhou quase tudo nos últimos cinco anos. Assusta todos os adversários, mas para Del Bosque, o favorito é outro, é o Brasil.

Uma curiosidade: o vencedor da Copa das Confederações nunca foi campeão mundial no ano seguinte. Agora, ficou mais claro. O Brasil agradece, mas prefere que Del Bosque volte com a mesma gentileza no ano que vem.

(Jornal Nacional/G1.Globo)

MOBILIZAÇÃO CONTRA TARIFAS DE ÔNIBUS CHEGA AO RECIFE

Leonardo Lucena_PE247 – Em meio à avalanche de protestos que ocorre em várias capitais do País contra o aumento no preço das passagens de ônibus, a capital pernambucana ficou à margem dos atos públicos referentes ao assunto. Agora, uma manifestação, organizada via redes sociais, está sendo agendada para o próximo dia 20, com o objetivo de pressionar o Governo Estadual para reduzir o preço das tarifas de ônibus na Região Metropolitana do Recife. A manifestação pretende forçar a redução das tarifas tendo como base a aprovação da Medida Provisória 617, do Governo Federal, que zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre as empresas de transporte urbano. Em tese, a briga promete ser intensa, pois vale ressaltar que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), reforçou, no começo deste mês, que não haverá redução das passagens no Grande Recife.

Assim como a Secretaria Estadual de Defesa Social (SDS) e o Grande Recife Consórcio de Transporte, o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco (Urbana/PE), Fernando Bandeira, informou não ter conhecimento da manifestação prevista para a próxima semana. O dirigente, inclusive, deu um indicativo de que os preços das passagens podem subir no próximo ano.

De acordo com ele, a tarifa de ônibus que sofreu um reajuste de 5,53% na Região Metropolitana do Recife (RMR) em janeiro deste ano, continua defasada. “Depois que a tarifa foi aumentada, nós tivemos alguns aumentos de insumo, tipo óleo diesel, aumento de peças de veículos…”, justificou Bandeira.

O sindicalista confirmou a afirmação feita pelo governador Eduardo Campos no início do mês. “A tarifa é aumentada uma vez por ano apenas”, declarou. Durante a inauguração da primeira etapa do novo Terminal Integrado do Barro, Campos confirmou que não está prevista nenhuma revisão das tarifas atualmente em vigor. “Desde que assumi o governo do Estado determinei que as passagens seriam reajustadas apenas pelo IPCA, uma única vez ao ano. Nada mais, nada menos. Então essa determinação vale mesmo com a desoneração do Governo Federal. Somente em janeiro (2014), quando formos rever a tarifa, é que iremos considerar essa isenção. Não faremos antes”, disse o gestor, no último dia 6.

A página convocando a população recofense pela rede social Facebook está intitulada de “Ato Público contra o aumento das passagens, Transporte público 100%”. A página traz, ainda, uma foto sobre o “Dia Nacional Contra o Aumento das Passagens em Defesa do Transporte Público e pelo Passe Livre – O Brasil vai parar!”, em alinhamento com a mobilização nacional sobre o assunto.

O presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Católica de Pernambuco (DCE-Unicap), Marcus Vinícius, estudante de História, informou que haverá uma reunião, na próxima segunda-feira (17), às 18h, na sede do DCE da universidade, bairro da Boa Vista, região central do Recife, para decidir os rumos das manifestações.

“Ficamos sabendo pela Imprensa que o governador (Eduardo Campos) teria essa posição (de não reduzir as tarifas). Não estabelecemos nenhum tipo de diálogo com o governo”, declarou. O estudante disse que não dá para prever “um plano B” caso as negociações não avancem. “É muito imprevisível, tudo vai muito do envolvimento das pessoas, da forma como o governo pode responder, se vai ter abertura par ao diálogo”, disse. De acordo com Marcus Vinícius, “o governador tem interesse em dialogar muito bem com os movimentos sociais por causas de suas pretensões para 2014”. O gestor, embora ainda seja aliado oficial da presidente Dilma Rousseff (PT), se movimenta rumo ao pleito presidencial do próximo ano.

O último reajuste na Região Metropolitana do Recife (RMR) ocorreu em janeiro deste ano. Enquanto o Urbana/PE pleiteava um reajuste de 13%, o preço das passagens aumentou 5,53%. Dessa forma, a tarifa do anel A passou de R$ 2,15 para R$ 2,25, a do anel B subiu de R$ 3,25 para R$ 3,45, a tarifa D, que estava custando R$ 2,60 e foi para R$ 2,75, e as do anel G subiram de R$ 1,40 para R$ 1,50.

Durante a reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), que ocorreu no dia 4 de janeiro, na sede do Grande Recife Consórcio de Transporte, na área central do Recife, vários estudantes tentaram invadir o local e foram contidos pela Polícia Militar.

O fato é que o aumento dos preços das passagens tem provocado intensas manifestações. Nesta quinta-feira (13), cerca de 5 mil protestantes tomaram as ruas do centro da cidade de São Paulo, durante mobilização organizada pelo Movimento Passe Livre, que terminou com cerca de 200 detenções. Em São Paulo, o aumento de R$ 3,00 para R$ 3,20 está em vigor desde o dia 2 de junho.

As onze capitais onde houve aumento nas passagens de ônibus foram Recife (PE), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Vitória (ES), Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Manaus (AM).

(Pernambuco 247)

Grupo X, de Eike Batista, deve mais do que vale

247 – Mesmo que vendesse hoje todas as suas seis companhias, o empresário Eike Batista ainda não conseguiria pagar o que deve. O saldo acumulado da dívida, de acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal O Globo, é de R$ 18,8 bilhões, enquanto o patrimônio somado das empresas do Grupo X é de R$ 18 bilhões.

Consta da lista de débitos de Eike investidores, bancos privados e públicos, sendo que apenas do BNDES foram concedidos R$ 10 bilhões – uma parte já paga. Desde outubro de 2010, as companhias de Eike com ações negociadas na Bolsa (OGX, OSX, LLX, MPX, MMX e CCX) perderam R$ 86 bilhões em valor de mercado. Nesta sexta, as ações da OGX caíram 7,66% na Bovespa, a R$ 0,97, primeira vez abaixo de R$ 1, e a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating da empresa de B- para CCC.

“Entre 2006 – quando a MMX lançou ações, a primeira empresa do grupo a abrir capital – e o fim do primeiro trimestre deste ano – e o primeiro trimestre deste ano, as seis companhias acumulam prejuízo de R$ 6 bilhões”, informa o jornal carioca. Em comunicado nesta quinta-feira, o empresário garantiu que restaram “somente dívidas com vencimento de longo prazo” e disse que não pretende mais vender ações da OGX, como fez no mês passado.

Em entrevista ao O Globo, Rogério Freitas, da Teórica Investimentos, dá uma solução radical para os problemas de Eike: o empresário tem de sair da frente dos negócios. Segundo ele, esta é a única maneira de o grupo retomar a confiança do mercado.

“É uma pessoa só à frente de vários projetos grandes demais, que exigem investimentos grandes demais. O próprio Eike, no passado, guiou o mercado para uma visão superestimada do grupo. Ele soube vender bem os próprios negócios, como muitos bons empresários. Mas, agora, chegou-se a um ponto em que as ações das empresas são contaminadas por ele próprio. Ele tem que sair”, disse Freitas.

(Brasil 247)

27 cidades do exterior realizam manifestações em apoio a protestos realizados no Brasil

Dezenas de manifestações estão sendo organizadas em outros países em apoio aos protestos contra aumento de tarifa de ônibus realizados no Brasil, principalmente depois do ato de quinta-feira, dia 13, marcado pela ação violenta da Polícia Militar. Há eventos marcados pelo Facebook em pelo menos 27 cidades da Europa, Estados Unidos e América Latina.

A organização está sendo feita por brasileiros que moram em outros países e muitas contam com a confirmação online de milhares de pessoas, como é o caso do ato organizado em Dublin, na Irlanda. O ato, marcado para as 13 horas de domingo, dia 16, tem confirmação de 1.191 pessoas.

“Os brasileiros que vivem na Irlanda também estão indignados com o tratamento oferecido por seus governantes nos últimos tempos e que eclodiu após o anúncio do abusivo aumento da tarifa”, informa release do evento. Uma das organizadoras, a catarinense Andréa Cordeiro, de 32 anos, diz que tem acompanhado atenta as manifestações no Brasil. “Ficamos chocados com as ações da polícia. É uma junção de coisas: não só o aumento de uma passagem, mas todo um sistema falho”, diz ela sobre os motivos da convocação. Andréa morou em São Paulo por 22 anos e passa uma temporada em Dublin para aperfeiçoar o inglês. 

Muitas das manifestações convocadas pela rede social estão ligadas ao evento chamado Democracia Não Tem Fronteiras. Em geral, os atos estão marcados para terça-feira, dia 18. Veja abaixo a lista de eventos:

Manifestantes realizam protesto contra o aumento da tarifa de ônibus na região central da cidade, nesta quinta-feira – Eduardo Biermann

PARIS

https://www.facebook.com/events/147318595459350/147355748788968/?notif_t=plan_mall_activity

VALENCIA:

https://www.facebook.com/events/136456916554894/136463359887583/?notif_t=like

MADRID:

https://www.facebook.com/events/625940557418200/

LONDRES:

https://www.facebook.com/events/183382041822867/?ref=3

LISBOA:

https://www.facebook.com/events/131690073703767/?context=create

BERLIM:

https://www.facebook.com/events/165396716966531/

TURIM:

https://www.facebook.com/events/261371487339249/261371490672582/?notif_t=like

COIMBRA:

https://www.facebook.com/events/200661703420881/

DEN HAAG

https://www.facebook.com/events/363696367086327/

PORTO:

http://www.facebook.com/events/645859998777392/

BARCELONA

https://www.facebook.com/events/202433683240284/

DUBLIN*

https://www.facebook.com/events/268625579944061/

(16 de Junho)

MUNIQUE

https://www.facebook.com/events/367062640060027/367157030050588/?notif_t=plan_mall_activity

LA CORUNA

https://www.facebook.com/events/506258462756431/

BRUXELAS

https://www.facebook.com/events/594266403939531/?notif_t=plan_user_invited

BOLOGNA

https://www.facebook.com/events/468817986538368/

FRANKFURT

https://www.facebook.com/events/175117009324268/

HAMBURG

https://www.facebook.com/events/341611152632858/

BOSTON

https://www.facebook.com/events/238595646265111/?context=create

CHICAGO

https://www.facebook.com/events/474892132587144/

NOVA YORK

https://www.facebook.com/events/464704513623013/?ref=3

TORONTO

https://www.facebook.com/events/128677670672718/?notif_t=plan_user_invited

MONTREAL*

https://www.facebook.com/events/185780441587055/

(16 de Junho)

VANCOUVER

https://www.facebook.com/events/186329608197344/

EDMOND

https://www.facebook.com/events/153694814817084/

CIDADE DO MEXICO

https://www.facebook.com/events/163069633872720

BUENOS AIRES

https://www.facebook.com/events/193499234142111/

(Paulo Saldaña, do Estadão Online)

Movimento Passe Livre marca novo protesto para segunda-feira em São Paulo, às 17h

O Movimento Passe Livre agendou, para a próxima segunda-feira, uma nova manifestação contra o aumento de tarifas do transporte público em São Paulo. Segundo evento criado pelo grupo na rede social Facebook, o próximo ato será no Largo da Batata, a partir das 17h.

Nesta quinta-feira, milhares de pessoas foram às ruas na região central de São Paulo, mas a passeata, que começou pacífica – com jovens cantando, carregando cartazes e distribuindo flores para a população – terminou com cenas de guerra em diversas ruas do centro.

Grupo agendou novo protesto para a próxima segunda-feira
Grupo agendou novo protesto para a próxima segunda-feira

 

As primeiras bombas de gás lacrimogênio lançadas pela Polícia Militar, às 19h15, na rua da Consolação, deram início a uma sequência de atos violentos por parte dos militares, que se espalharam até por volta da meia-noite.  Antes do início da ação policial, o major Lidio Costa Junior, do Policiamento de Trânsito da PM, afirmou ter sido rompido um “acordo” que havia sido feito com os manifestantes.

Na convocação para o próximo ato, o Movimento Passe Livre citou a ação da polícia e prometeu continuar com as manifestações até que a tarifa seja revista. Veja o comunicado na íntegra:

“A luta da população de São Paulo contra o aumento das passagens de um transporte que se diz público está cada vez maior e mais forte! Mas a única resposta do governo é uma repressão policial mais truculenta e arbitrária a cada ato. Nessa quinta, uma manifestação de 20 mil pessoas, completamente pacífica, foi recebida a bombas e balas de borracha na (rua da) Consolação. Ficou claro que a violência parte sempre da polícia.Eles querem nos calar, nos separar, nos enfraquecer. Mas nós não deixaremos! Ninguém vai nos deter em nosso direito de nos manifestar até a tarifa baixar!”

(Jornal do Brasil)

Beth Carvalho: Internada há dez meses, cantora apresenta piora e vai parar na UTI

Há mais de sete meses internada, a cantora Beth Carvalho foi transferida nesta quinta (13) para a UTI do hospital Pró-Cárdiaco do Rio de Janeiro. Segundo o empresário da cantora, Afonso Carvalho, ela passa bem.

Hospitalizada desde que passou por uma cirurgia na coluna, no ano passado, Beth Carvalho foi transferida para tratar de uma gripe, de acordo com Afonso Carvalho.

 
  

Beth Carvalho já apresentava dores na coluna pelo menos desde 2009, quando cancelou apresentações no Réveillon de Copacabana. A cantora de 67 anos passou por cirugia no ano passado e, apesar da internação na UTI, seu quadro está estável. 

(IG SP)

 

Queda de helicóptero da petrolífera HRT deixa 2 mortos no Amazonas

Um helicóptero da companhia petrolífera HRT, modelo Bell 212, prefixo PRHRZ, caiu na floresta nesta sexta-feira (14), matando o piloto Paulo Silva, do Rio de Janeiro, e o mecânico Rubens Cristiano, de Manaus.

O acidente ocorreu por volta de 8h10, no município de Tefé (a 523 quilômetros de Manaus). As causas da queda estão sendo investigadas.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave decolou em Tefé e seguia para a base petrolífera de Urucu, da Petrobras. Porém, após 15 minutos de voo, caiu em uma área distante 38 quilômetros.

Uma aeronave de resgate foi enviada ao local para auxiliar no resgate dos corpos e na retirada dos destroços do helicóptero.

Em nota, a HRT informou que também enviou equipes de apoio fluvial. Um plano de emergência foi acionado pela companhia e toda assistência médica, social e psicológica estão sendo prestadas aos familiares das vítimas.

O Serviço Regional de Prevenção de Acidentes Aéreos (Seripa) abriu um procedimento investigativo o qual vai apurar se o acidente foi causado por falha mecânica ou humana.

Crédito: http://www.emtempo.com.br/

Manifestantes dos “Copa Prá Quem” estabelecem calendário de atos em capitais do país

* Crédito da imagem: Rede Rua de Comunicação

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) e a Resistência Urbana realizarão outras manifestações ‘Copa Prá Quem?’, como a que aconteceu pela manhã, em Brasília (DF). Os líderes do movimento aguardam, em frente à sede do governo do Distrito Federal (DF) para serem recebidos pelo secretário de Governo, Gustavo Ponce de Leon.

Outros atos públicos acontecerão ainda hoje em São Paulo (SP), na Avenida Paulista. Em Porto Alegre (RS), está previsto um ato público, às 19h, no Largo Glenio Peres.

Em Palmas, a previsão é que manifestantes se concentrem na principal avenida da cidade, a Jucelino Kubichek, a partir das 16h. O calendário estabelecido pelo comando dos dois movimentos preveem atos públicos do ‘Copa Prá Quem?’ em Teresina (PI) e Boa Vista (RR).

Eles planejam, ainda, outra manifestação amanhã (15), às 10h, em Brasília (DF), onde se concentrarão na rodoviária da capital e na feira próxima a Torre de TV.

Neste sábado os manifestantes se reunirão, também, no Rio de Janeiro (RJ), a partir das 9h, no Quilombo da Gamboa. Na capital fluminense, está prevista a “Copa Popular – Contra as Remoções”. A ideia é integrar as comunidades ameaçadas de remoção na cidade.

Na capital mineira,  os representantes dos dois movimentos realizam desde ontem (13) o II Seminário do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa de Belo Horizonte (MG). O encerramento está previsto para amanhã com uma um jogo de futebol de rua.

(Agência Brasil)

Decisão do STF embaralha a disputa eleitoral em 2014

A decisão do Supremo Tribunal Federal de não interromper a tramitação de projetos de lei no Congresso representou um verdadeiro balde de água fria na oposição, que vinha costurando planos e alianças para a disputa presidencial do próximo ano. Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos terão que rever suas estratégias e possíveis coligações diante da possibilidade do projeto que dificulta a formação de novos partidos ser aprovado no Senado.

O projeto em tramitação determina que os parlamentares que mudarem de partido no meio do mandato não poderão transferir o tempo de propaganda de rádio e TV para a nova sigla, assim como os recursos do fundo partidário, que serão limitados. Sem essa possibilidade, os novos partidos ficarão sem direito a propaganda e terão apenas parte dos 5% do fundo partidário que é distribuído a todos os partidos. No ano passado, R$ 286,2 milhões foram distribuídos a todas as legendas e a maior parcela ficou com o PT que tem a maior bancada.

A decisão do Supremo coloca em xeque a formação do Rede Sustentabilidade, que vem sendo estruturado pela ex-senadora Marina Silva, e o Movimento Democrático, do deputado federal Roberto Freire, hoje no PPS. Os dois partidos teriam papel fundamental na disputa no próximo ano. Freire vinha articulando com o tucano José Serra sua saída do PSDB onde perdeu espaço para Aécio Neves na disputa pela presidência. Serra seria o candidato do MD e traria com ele uma revoada de tucanos aliados seus. O partido contaria ainda com parlamentares do Dem. Já o Rede seria formado em parte por parlamentares do Partido Verde.

ALIANÇAS

Os dois novos partidos vinham mantendo conversas com PSDB e PSB para traçar uma possível estratégia de repartição de votos para que os candidatos Aécio, Campos, Marina e na lanterna José Serra, pudessem ter alguma chance contra Dilma Rousseff. De acordo com recente pesquisa, a presidente ganharia as eleições hoje em primeiro turno. Mas, disputando com quatro candidatos, não estaria descartada a chance de levar a eleição para um segundo turno.

Em seguida, seria feita uma avaliação de possíveis alianças e formação de palanques nos estados para viabilizar uma corrente de apoios contra quem fosse disputar com Dilma. Aécio é conhecido no sul e sudeste, embora não tenha muitas intenções de voto nas duas regiões,  e tem grandes dificuldades de penetrar no nordeste. Ao contrário, Eduardo Campos é um governador com grande aprovação em Pernambuco e forte na região, contando ainda com o apoio de vários parlamentares do PSB eleitos no nordeste, com exceção dos irmãos Gomes, e que teriam papel fundamental em sua campanha. Já no sul e sudeste, Campos teria um desempenho bem mais modesto.

Em 2010, Marina disputou as eleições presidenciais concorrendo com Dilma e Serra e surpreendeu a todos obtendo quase 20 milhões de votos. Ela também venceu o primeiro turno em Brasília, Belo Horizonte e Vitória. Nas eleições de 2014, caso concorra, Marina conta para dar a partida de sua campanha com uma base de votos mais ou menos igual a das eleições passadas e com essa bagagem pretende marcar forte presença na disputa. Os votos de Marina num primeiro turno, mesmo não sendo ela o candidato a disputar com Dilma num hipotético segundo turno, seriam uma importante moeda de troca no apoio a outros candidatos.

Aécio e Campos, prontos para disputar a próxima eleição, enxergam Marina e Serra como trunfos que poderiam beneficiar suas próprias candidaturas. Com os quatro disputando as eleições, a divisão do eleitorado colocaria uma possível vitória de Dilma no primeiro turno em risco. Eles apostam ainda que a campanha contra a política econômica de Dilma, que vem sendo feita pela mídia, poderá enfraquecer ainda mais a preferência dos eleitores pela presidente, reduzindo suas chances.

Os candidatos do PSDB e PSB tem a convicção de que tanto Marina quanto Serra não terão a menor chance de ir para um segundo turno contra Dilma. Portanto, humildemente, caberia a um dos dois desempenhar essa função. Marina e Serra, no entanto, seriam peças fundamentais nesse tabuleiro, principalmente na formação de palanques estaduais. Os quatro juntos poderiam ter forças para balançar a posição de Dilma. Mas, com a decisão do STF, toda essa estratégia vai por terra. Será preciso uma nova avaliação da situação que se configura para traçar outra estratégia.

(Jornal do Brasil)

Dilma Rousseff deverá assistir jogo entre Brasil x México em Fortaleza

por Larissa Uchoa, portal Ceará Agora

A presidente Dilma Rousseff (PT) deverá assistir à partida entre Brasil e México, na próxima quarta-feira (19), na Arena Castelão, em Fortaleza. O jogo faz parte da Copa das Confederações e contará com a presença da petista. 

A informação foi divulgada, nesta sexta-feira (14), pelo líder do PT na Câmara, José Guimarães.

O parlamentar informou ainda que estará ao lado da presidente durante os jogos. Ele ressaltou também que a presidente deverá retornar ao Estado, na primeira semana de julho, para assinar a ordem de serviço da primeira etapa do projeto Cinturão das Águas, juntamente com o governado do Estado, Cid Gomes. A solenidade será realizada em Missão Velha, na região do Cariri.

O projeto Cinturão das Águas receberá água através da transposição do rio São Francisco. As obras são compostas por três etapas, em sua primeira etapa o governo deverá desembolsar cerca de R$ 1,6 bilhões.

Prefeito de Fortaleza constrangido por ir a obra sem saber de paralisação

Prefeito, constrangido, observa os funcionários paralisados (FOTO: Caio Carrieri) 

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e o secretário especial da Copa do Mundo da capital cearense, Domingos Neto, viveram uma situação constrangedora nesta sexta-feira. Acompanhados de uma comitiva, eles foram visitar a obra na avenida Alberto Craveiro, que dá acesso ao Castelão, mas sem saber que ela estava paralisada por causa da reivindicação dos trabalhadores por uma melhor alimentação.

Roberto Cláudio, que chegou ao local cerca de meia hora após os operários cruzarem os braços, só ficou sabendo do problema depois que foi abordado pela reportagem do LANCE!Net.

- Que história é essa? – indagou o prefeito a um dos seus acompanhantes.

Ao se encontrar com o grupo, Roberto Cláudio não conseguiu esconder o constrangimento com a situação. Ele perguntou se algum deles havia comido nesta sexta e ouviu a resposta:

- Não, está muito ruim! – responderam os funcionários.

- Se está ruim, vai melhorar – replicou o prefeito, que deixou o local assim que a chuva começou a cair em Fortaleza.

Os funcionários continuam sem voltar ao trabalho. O sinal do fim do período para o almoço tocou às 13h e nenhum deles retomou as atividades.

Crédito: http://www.lancenet.com.br/

Dilma anuncia R$ 2,6 bilhões do PAC para favelas cariocas

 

 

A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira (14) investimentos de R$ 2,6 bilhões em obras de infraestrutura nas favelas da Rocinha, na zona sul; e Jacarezinho e Complexo do Lins, na zona norte. Os recursos fazem parte da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Do total, R$ 1,8 bilhão virão do governo federal e R$ 800 milhões do governo estadual. Dilma fez o anúncio no Complexo Esportivo da Rocinha. A comunidade receberá a maior fatia do montante, R$ 1,6 bilhão.

“A primeira vez que estive na Rocinha foi no início do PAC 1. E algumas pessoas diziam que não conseguiríamos fazer nada aqui na Rocinha. Me enche de alegria voltar aqui e ver as crianças nadando na piscina, tendo acesso a um conjunto de equipamentos que dão qualidade de vida à essa população”, disse.

Com mais de 100 mil habitantes, a Rocinha é uma das maiores favelas da América Latina, sofre com o esgoto a céu aberto e locais sem saneamento básico e registra alto índice de casos de tuberculose. Entre as obras, estão previstas implantação de coleta de lixo, abertura de vias, alargamento de ruas, construção de creche e de 475 casas, além de rede de saneamento e contenção de encostas. A obras devem começar ainda este ano e devem ser concluídas em três anos, segundo o governo estadual.

Moradora da Rocinha há dez anos, a faxineira Doralice Almeida aguarda a implantação do projeto de reurbanização. “Gostei de tudo, mas o que mais gostei foram a creche e os parques para as crianças, que ainda estão muito largadas na rua”, comentou.

Na favela do Jacarezinho, serão investidos R$ 609 milhões em infraestrutura, aberturas de vias e conjuntos habitacionais. O Complexo do Lins vai ficar com R$ 446 milhões, aplicados na remoção de famílias em áreas de risco, construção de uma creche, postos de saúde, moradias e praças públicas.

(Último Segundo IG)

Pedro Nogueira: Repórter do Portal Aprendiz, preso durante protesto em SP é solto

O jornalista deixou o 2° DP visivelmente emocionado, após passar mais de 60 horas detido (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)

O repórter do Portal Aprendiz, Pedro Ribeiro Nogueira, foi solto na tarde desta sexta-feira (14). Ele estava detido no 2º DP, no Bom Retiro, na região central de São Paulo, desde a manhã de quarta-feira (12). De acordo com Solange Ribeiro, gestora institucional do Portal Aprendiz, o jovem responderá em liberdade às acusações de formação de quadrilha, dano ao patrimônio público e incêndio criminoso.

Segundo nota publicada pelo portal, o juiz decidiu soltá-lo no final da tarde desta quinta (13) mediante ao pagamento de fiança, que foi protocolado nesta sexta. O jornalista foi preso durante a manifestação contra o aumento na tarifa dos transportes na última terça (11). Levado para o 78° Distrito Policial na noite do terceiro protesto, ele foi transferido para o 2° DP no dia seguinte.

Segundo a Associação Cidade Escola Aprendiz, ONG responsável pelo Portal Aprendiz, o repórter fazia a cobertura do evento e foi preso injustamente. Na quarta, o portal publicou uma nota apontando que um vídeo, publicado no YouTube e compartilhado em redes sociais, comprova a agressão cometida por policiais militares contra o repórter. As imagens, feitas do alto de um prédio, mostram policiais militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) usando cassetetes para conter o rapaz. Em seguida, ele é agarrado e preso. Devido à distância e da fraca iluminação, não é possível visualizar no vídeo os rostos dos envolvidos.

Além de Nogueira, um jovem detido no protesto de terça, também levado para o 2° DP, foi solto volta das 16h desta sexta-feira (14), segundo a Polícia Civil. O rapaz e o jornalista pagaram fiança no valor de um salário mínimo.Também foram liberadas três pessoas presas durante a manifestação, e que estavam em penitenciárias do município de Tremembé, no interior de São Paulo.

Stephanie Fenselau, que estava detida na Penitenciária Feminina I Santa Maria Eufrásia Pelletier, foi colocada em liberdade provisória por um alvará de soltura por volta das 17h. Às 17h30, Júlio Henrique Cardial Camargo e Willian Borges Euzébio deixaram a Penitenciária II Dr. José Augusto Salgado, também em liberdade provisória.

Outros quatro manifestantes detidos por causa dos protestos foram transferidos na tarde desta sexta-feira para a Penitenciária I Dr. José Augusto César Salgado e permaneciam no local na noite desta sexta.

(G1 São Paulo)

Aniversário de Eusébio terá shows com Aviões, Garota Safada, Real e Solteirões

eusébio

O município de Eusébio comemora, no dia 23 de junho, 26 anos de emancipação política-administrativa. Para celebrar a data, a Prefeitura preparou uma programação, que será iniciada na próxima segunda-feira (17), seguindo até o dia 29 deste mês, com ações de cultura, esporte, cidadania e religiosidade, além de festas com bandas de forró.

Durante sete dias, a Praça do Polo de Lazer será palco para shows de forró e arrasta-pé, iniciando no dia 17, a partir das 18h, com apresentação também de quadrilhas juninas municipais. Às 21h, a atração será a banda Balanço Safado, que abre o Festival de Forró, seguido da atração principal da noite, a banda Aviões do Forró.

No dia 18, às 19h, terá continuidade a apresentação das quadrilhas juninas e, às 21h, o cantor Binho Cardoso ocupa o palco da Praça do Polo, seguido pela banda Solteirões do Forró. No dia 19, após as quadrilhas juninas, será a vez da banda Nêgo Rico e Forró de Taipa e a banda Vitrine Musical que abrem a noite de forró. O show final será com Wesley Safadão e a banda Garota Safada.

Na quinta-feira (20), a programação prevê quadrilhas de São João e, no Palco do Forró, a festa terá continuidade com a banda Forró Pé de Ouro e a banda Jeito Forrozeiro. A noite será concluída com o show das Coleguinhas (a dupla Simone e Silmara). Na sexta-feira (21), seguem as apresentações juninas e, no palco, a banda Forró Boca a Boca e a banda Mil Maneiras. O show final será da banda Muidão. No sábado (22), novamente quadrilhas juninas e, no palco, Diassis Martins, Grupo Forrosy e a Banda Forró Real.

No domingo, dia do aniversário do município, a programação cultural começa às 9h, com a II Etapa da Copa Cearense de Bandas e Fanfarras, no Ginásio da Escola Neusa de Freitas Sá. Serão 16 concorrentes, sendo duas de Eusébio (Banda Marcial e Banda de Música Municipal), além de grupos de Fortaleza, Caponga, Horizonte, Pacajus e Chorozinho. Haverá, ainda, a partir das 16h, um Cortejo Cultural com a presença de artistas eusebienses de todos os bairros e alunos dos Cursos do Núcleo de Artes, Educação e Cultura (Naec).

Marcha para Jesus

No dia 24, a programação terá continuidade com o 9º Festival de Quadrilhas Regionais de Eusébio. No dia 29, a programação será concluída com a Marcha para Jesus, evento realizado pelos evangélicos do município, com apoio da Prefeitura de Eusébio. A expectativa dos organizadores é que, neste ano, mais de 2 mil pessoas estejam presentes.

Durante a programação de aniversário, a Assessoria Especial de Políticas sobre Drogas e a Secretaria Municipal de Saúde, realizam de 21 a 26 de junho, a IV Semana Municipal de Prevenção às Drogas, cujo tema será “Proteger e Prevenir para Enfrentar- Cuidando das Nossas Crianças”, com a programação voltada para a prevenção das drogas tendo como foco a família.

(Diário do Nordeste)

Aviões do Forró abre festival São João de Fortaleza neste sábado, dia 15/06

A banda de forró Aviões do Forró é uma das atrações do primeiro dia da festa de São João que ocorre durante a Copa das Confederações, no Aterro da Praia de Iracema, em Fortaleza, em 15 de junho, quando o Brasil enfrenta o Japão. A partida de abertura será transmitida em telões de led em uma estrutura planejada para receber 30 mil pessoas por dia.

Após o jogo, a festa continua com apresentações dos Aviões do Forró, quadrilhas juninas e do Forró Pé de Ouro. As festas no aterro vão ocorrer também nos dias 19, 22, 23 e de 26 a 30. Sempre com atrações diferentes, que contam ainda com DJs e shows de humor.

A estrutura estará à disposição dos torcedores a partir das 14h com programação até 22h30. A festa é realizada pela Prefeitura de Fortaleza com apoio da TV Verdes Mares. “A intenção é promover nossa cultura e nossa história. Pôr Fortaleza no circuito cultural do país”, ressalta Domingos Neto, secretário especial da Copa do Mundo em Fortaleza.

Segurança
Durante os dias de São João de Fortaleza, 238 policiais militares vão realizar a segurança na área por dia. Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) estarão no local a partir de 7h orientando os motoristas e realizando o bloqueio de vias estratégicas. Serão 100 agentes da AMC divididos em dois turnos.

(G1 Ceará)