

A Contraf-CUT marcou o Encontro Nacional dos Funcionários do HSBC para os dias 15, 16 e 17 de maio, em Curitiba, a exemplo do anterior que também foi realizado na capital paranaense, em 2009. O evento deverá contar com a participação de cerca de 100 trabalhadores do banco inglês de todo País.
Os debates serão divididos em cinco grandes temas: emprego, saúde e condições de trabalho, remuneração, plano de saúde e previdência complementar. “Além disso, vamos colocar em discussão novas reivindicações”, adianta Alan Patrício, funcionário do HSBC e secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT.
Santander – O Encontro Nacional dos Funcionários do Santander será nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo. O evento deverá contar com a participação de até 200 dirigentes sindicais do banco espanhol de todo País. Os debates serão divididos em quatro grandes temas: emprego e remuneração, saúde e condições de trabalho, previdência complementar e plano de saúde.
Encontros estaduais ou regionais preparatórios de dirigentes sindicais do Santander devem ser promovidos pelas federações, cujos relatórios devem ser encaminhados antes do encontro nacional para a Contraf-CUT.
(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Somente nos primeiros três meses deste ano o Santander já lucrou R$ 1,5 bilhão. Os funcionários são responsáveis por grande parte desse resultado, já que o arrecadado com as operações de crédito subiu 8,3% – batendo em R$ 256 bilhões -, e saltou 9,1% com prestação de serviços e tarifas, chegando a R$ 2,7 bilhões, o que representa uma folha e meia de pagamento de todos os funcionários.
Mas as principais políticas de “valorização e reconhecimento” da instituição espanhola no Brasil continuam sendo demissões, mais tarefas para os funcionários e criação de dificuldades para o recebimento da remuneração variável.
Em apenas dois dias úteis da última semana, o Sindicato dos Bancários de São Paulo recebeu denúncias de demissões de vários coordenadores e caixas, além de gerentes e funcionários de centros administrativos em sua base sindical.
Na terça-feira 30, os bancários de Santos paralisaram seis agências do Santander depois de o banco ter demitido nove coordenadores na base territorial da entidade.
Sobrecarga de tarefas
Os coordenadores já estavam trabalhando nos caixas das agências para suprir a falta de funcionários e atender à demanda dos clientes. De acordo com a diretora do Sindicato, Maria Rosani, para piorar a situação, os coordenadores de agências estão tendo de fazer serviços que antes eram realizados em outros setores.
O processamento das operações dos caixas automáticos e compensação de cheques, por exemplo, eram efetuados em um núcleo específico. Agora, essas tarefas passaram a ser também de responsabilidade da área operacional.
“Fora todo o serviço que o coordenador já tinha na agência, ele assumiu mais essas tarefas que o banco tirou de outras áreas, sem contar que estão ocorrendo demissões sem motivo, além de nenhuma contratação. Ou seja, o banco demite funcionários que lidam com o público e delegam mais serviço para os remanescentes, o que acarreta em uma sobrecarga desumana”, afirma a dirigente sindical.
Mudança de regras
O Sindicato também tem recebido dezenas de queixas referentes às mudanças de regras da remuneração variável. De acordo com os trabalhadores, o banco impôs mais ponderáveis na AQO (Avaliação de Qualidade Operacional), o sistema que monitora a área operacional das agências.
Uma unidade bancária pode pontuar negativamente na AQO até por causa de problemas banais, como por exemplo, uma caneta sem tinta na área dos caixas eletrônicos, se um cliente reclamar. Qualquer pontuação negativa de uma agência na AQO poderá afetar a verba variável de todos os funcionários da unidade.
Se uma agência tiver pontuação menor do que 8,5 (em um índice que vai de 0 a 10), nenhum funcionário daquela unidade receberá a verba variável, mesmo que o funcionário da agência tiver conseguido bater todas as metas exigidas pelo banco.
“Com menos funcionários, os riscos de ocorrerem erros são maiores. E isso é ótimo para o banco, porque ele esfola o trabalhador, que continua dando lucro. Mas, em contrapartida, o banco não divide esses lucros com o funcionário, ou seja, foram inventadas umas regras no meio do jogo para dificultar o recebimento da verba variável das pessoas”, explica Rosani.
Para a dirigente, não é a toa que o resultado da pesquisa de clima organizacional mostrou um nível altíssimo de insatisfação dos trabalhadores, conforme informação recebida.
“Até a comissão recebida pela venda de seguros, agora, está condicionada a uma pontuação da AQO superior a 8,5. Não é possível continuarmos assim. Os resultados foram bons, mas poderiam ter sido melhores caso houvesse mais respeito do banco para com os trabalhadores que não são máquinas e menos ainda produtos descartáveis”, ressalta Rosani.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

São Paulo – A edição de junho da revista Bloomberg Markets traz uma pesquisa sobre os bancos mais sólidos e, por consequencia, mais confiáveis do mundo. Entre os da América do Sul, Santander Brasil, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil lideram o ranking.
No mundo, a liderança ficou com o Qatar National Bank, do Catar, o primeiro entre 20 instituições globais. Para chegar a tal conclusão, a revista avaliou 78 bancos com ativos totais de 100 bilhões de dólares ou mais, em março deste ano.
Ficaram de fora da análise apenas os bancos que não relataram, até março, os dados de desempenho de 2012 e as instituições que reportaram prejuízo ou falharam no último teste de estresse do Federal Reserve.
Os principais critérios analisados foram: proporção entre o capital da instituição e os ativos ponderados pelo risco; proporção entre os ativos inadimplentes e o total de ativos; relação entre reservas para perdas e empréstimos para ativos inadimplentes; e o índice de eficiência em 2012.
Na avaliação, quanto menor a nota do banco, melhor o seu desempenho. No caso dos bancos que operam no Brasil, o Santander acabou se saindo melhor, na avaliação da Bloomberg.
| Os bancos mais sólidos por região | |||
|---|---|---|---|
| Líder Mundial | Instituição | País | Nota |
| 1 | Qatar Nacional Bank | Qatar | 13,8 |
| América do Norte | Instituição | País | Nota |
| 1 | Canadian Imperial Bank of Commerce | Canadá | 14,9 |
| 2 | Royal Bank of Canadá | Canadá | 17,4 |
| 3 | Bank of New Scotia | Canadá | 22,5 |
| 4 | Toronto-Dominion Bank | Canadá | 23,5 |
| 5 | Citigroup | EUA | 28,8 |
| América do Sul | Instituição | País | Nota |
| 1 | Banco Santander Brasil | Brasil | 33,2 |
| 2 | Itaú Unibanco | Brasil | 50 |
| 3 | Bradesco | Brasil | 60,1 |
| 4 | Banco do Brasil | Brasil | 60,2 |
| Europa | Instituição | País | Nota |
| 1 | Svenska HandelsBanken | Suécia | 24,7 |
| 2 | Credit Suisse Group | Suíça | 26,9 |
| 3 | Skandinaviska Enskilda | Suécia | 28,7 |
| 4 | Turkiye Garanti Bankasi | Turquia | 29,2 |
| 5 | SwedBank | Suécia | |
| Ásia | |||
| 1 | Oversea-Chinese Banking | Cingapura | 14,1 |
| 2 | DBS Group | Cingapura | 19,9 |
| 3 | United Overseas Bank | Cingapura | 21,4 |
| 4 | Hand Seng Bank | Hong Kong | 23,9 |
| 5 | China Construction Bank | China | 25,4 |
Fonte: Bloomberg Markets

A Saída de Alfredo Sáenz ocorre em meio a um imbróglio que já dura 20 anos; Javier Marín Romano será o novo CEO
O Banco Santander anunciou ontem a troca de nomes na presidência do grupo espanhol. Em comunicado ao mercado, a instituição informou que o atual presidente do grupo e vice-presidente do conselho, Alfredo Sáenz Abad, pediu renúncia dos dois cargos.
Para o posto de CEO, o Conselho de Administração escolheu Javier Marín Romano, executivo que era responsável pela divisão global de seguros, gestão de ativos e private bank. A mudança acontece dias depois de o mesmo conselho trocar a presidência do Santander Brasil.
A inesperada saída de Sáenz ocorre em meio a um grande imbróglio jurídico. Processado por falsas acusações há quase 20 anos, o executivo do gigante financeiro foi considerado culpado na época e deveria ter cumprido 90 dias de prisão, além de ser impedido de ocupar cargo no sistema bancário. Sáenz, porém, foi beneficiado por uma po lêmica anistia. Há alguns dias aconteceu uma nova reviravolta: o caso foi reaberto e o Banco da Espanha julgaria novamente se Sáenz poderia ou não continuar trabalhando.
Históric©* Em 1994, Alfredo Sáenz era o principal executivo do banco espanhol Banesto. Com a casa em dificuldades financeiras, decidiu executar uma agressiva ação de recuperação de créditos duvidosos. Um dos alvos era a empresa Harry Walker, uma fabricante de material para barcos à vela de Barcelona. O cliente devia € 3,8 milhões e o banco entendeu que os sócios haviam ocultado bens para não pagar o empréstimo.
O banco então abriu um processo na Justiça contra os acionistas que, para a instituição, deveriam quitar a operação. O processo se arrastou por quase duas décadas. Após acusações de suborno, o Tribunal de Barcelona condenou Sáenz por falsa acusação e a sentença foi confirmada pela Suprema Corte da Espanha, em março de 20I1. A decisão, porém, foi revertida meses depois pelo conselho de ministros do governo de José Luis Rodríguez Zapatero, que perdoou o executivo da pena de prisão e da proibição de trabalho no sistema financeiro.
No último mês de fevereiro, o Supremo Tribunal espanhol anunciou que o governo antedor extrapolou sua área de jurisdição ao tratar da pena administrativa de Sáenz. Após a decisão, Sáenz chegou a anunciar aue recorreria da nova decisão.
Reviravolta. Há pouco mais de duas semanas, no entanto, o governo de Mariano Rajoy emitiu ! um decreto que permite que pessoas com antecedentes na Justiça possam continuar exercendo cargos em bancos. Dias depois, o Banco da Espanha anunciou que iria arquivar o processo antigo que envolve Sáenz para abrir investigação já sob a nova legislação espanhola. Com a decisão de Sáenz, o Banco da Espanha ficará livre de dar a palavra final em um dos casos mais polêmicos do sistema bancárioo espanhol.
(Fernando Ncúmgawa, O Estado de SP)

São Paulo - O Banco Santander terá que indenizar uma ex-funcionária que foi vítima de boatos espalhados por um gerente regional sobre sua conduta moral dentro da empresa. Ao analisar o processo, a Primeira Turma reduziu o valor da indenização, arbitrado inicialmente em R$ 266 mil, para R$ 100 mil. Segundo o relator do processo, ministro Hugo Carlos Scheuermann, o valor deve atender aos princípios da proporcionalidade.
A trabalhadora alegou que, embora a dispensa tivesse ocorrido sem justa causa, o motivo real teriam sido desconfianças de seus superiores de que ela estaria envolvida em operações fraudulentas de crédito. Os boatos, de acordo com a ex-empregada, ultrapassaram as barreiras do banco e chegaram ao conhecimento de clientes e familiares, o que lhe causou profundo transtorno e dificuldades para arrumar outro emprego.
O Santander negou as ofensas morais. Alegou que em tempo algum houve qualquer tipo de ofensa verbal a qualquer um dos funcionários. Mas, de acordo com provas testemunhais, ficou comprovado que o gerente regional comentou numa reunião que a trabalhadora estaria envolvida em fraudes junto com lojistas, fato que não se comprovou após sindicância instaurada na empresa.
Ainda de acordo com as testemunhas, a trabalhadora foi constrangida, uma vez que os boatos chegaram ao conhecimento de outras pessoas. Diante dos fatos relatados, a Vara do Trabalho de Ribeirão Preto (SP) reconheceu que houve dano moral e condenou o Banco a pagar R$ 266 mil reais de indenização.
(O Dia Online)

Madri, 25 abr (EFE).- O Banco Santander obteve na América Latina um lucro de 988 milhões de euro de janeiro a março, valor 18,2% menor do que no mesmo período de 2012, devido a uma menor contribuição de países como Brasil, Chile e México.
Segundo informação enviada à Comissão Nacional do Mercados de Valores (CNMV) pela instituição, que lucrou 1,2 bilhão de euros no primeiro trimestre, quantia 26% menor do que em 2012, a América Latina forneceu mais da metade do lucro total do banco. Dentro da região, a maior contribuição continua sendo do Brasil, com 499 milhões de euros, 22,3% a menos; seguido do México, com 241 milhões de euros, queda de 18%.
O terceiro país latino-americano com melhor resultado foi o Chile, com um lucro líquido de 103 milhões de euros, 21% a menos. Depois seguem a Argentina, com 86 milhões de euros (10,6% a mais); Porto Rico, com 19 milhões de euros (avanço de 81%), e Uruguai, com 14 milhões de euros (12% a mais).
O aumento do lucro em alguns casos se deve, além da própria atividade financeira, à taxa de câmbio das moedas locais em relação ao euro no primeiro trimestre de 2012.
Os créditos na América Latina cresceram apenas 8% devido à desaceleração no Brasil, onde avançaram 5%, contra 13% no México em função do dinamismo comercial. A taxa de inadimplência na América Latina se situou no fechamento de março em 5,44%, acima do 4,67% do mesmo mês de 2012.
Os depósitos na região aumentaram 1%, com altas muito díspares, que vão desde 1% no Brasil até 17% no México.
O número de agências do Santander na América Latina diminuiu 1%, o que em termos absolutos significa 56 filiais a menos, até 5.997, das quais 3.727 estão no Brasil e 1.193 no México. Isto se traduziu em uma diminuição do número de empregados (-2,5%), até chegar a 90.044 funcionários, dos quais 53.215 no Brasil e 14.065 no México.
EFE

Jesús Zabalza
O novo presidente do Santander Brasil é Jesús Zabalza, o terceiro executivo-chefe que passa pela subsidiária brasileira do banco em pouco mais de dois anos. Ele substitui Marcial Portela, que renunciou do cargo, mas permanece como presidente do conselho de administração do banco. Zabalza ocupava desde 2002 o cargo de diretor-geral da divisão do grupo para a América Latina, função agora exercida por Javier San Félix, que foi diretor-geral do Banco Santander e executivo-chefe do Banesto, entidade que terá a sua fusão com o Santander consolidada nos próximos dias. As mudanças foram informadas por meio de nota divulgada nesta quinta-feira 25 e ainda estão sujeitas às aprovações societárias e regulatórias no Brasil.
Portela ocupava a presidência do Santander no Brasil desde 2011 e foi responsável pela condução do processo de incorporação do Banco Real, adquirido do grupo holandês ABN AMRO no final de 2007. Da gestão de Fabio Barbosa, herdada justamente do antigo Real, à saída de Portela, se acumulam ainda os desligamentos de líderes de outras áreas. Apesar de ser o maior banco da zona do euro, o Santander foi fortemente atingido pelos reflexos da crise na Espanha, seu país de origem, o que levantou inclusive suspeitas sobre o futuro da operação também no Brasil, que segundo dados divulgados pela Folha de S. Paulo responde por cerca de 25% do lucro do Santander no mundo. Nesta quinta-feira 25, o Santander divulga o balanço do primeiro trimestre no Brasil e no mundo.
(Meio e Mensagem)


O Bradesco é o banco mais rentável entre as maiores instituiçõs financeiras do Brasil, segundo levantamento da consultoria Economatica, divulgado nesta segunda-feira (8).
A Rentabilidade sobre o Patrimônio do Bradesco em 2012 ficou em 17,27% – valor inferior ao verificado em 2011 quando o banco alcançara 19,83%.
Em 2011, o líder era o Banco do Brasil, com ROE de 21,55%. No ano anterior, o BB ficou em segundo lugar, com ROE de 16,89%.
O terceiro mais rentável em 2012, entre os gigantes bancários do Brasil foi o Itaú Unibanco, com 16,70%, ficando na mesma posição que ocupou em 2011.
O quarto banco brasileiro entre as maiores instituições com maior ROE é o Santander Brasil. A instituição ficou na 16ª colocação em 2012 com ROE de 6,83%. Em 2011, estava na nona colocação.
(G1 Economia)

O juiz titular da 9ª Vara Cível de Campo Grande, Maurício Petrauski, julgou procedente a ação movida por D.R.B. em face da Aymoré Crédito, Financiamento e Investimentos S/A., atual Banco Santander S/A., para condená-lo ao pagamento de R$ 6.780,00 de indenização por danos morais.
O autor narra nos autos que, em 13 de julho de 2009, foi ao DETRAN para regularizar a documentação de sua motocicleta e foi surpreendido com a notícia de que havia um veículo GM/Blazer registrado em seu nome. Ao buscar informações, comprovou que o automóvel foi adquirido por meio de financiamento efetuado pela Aymoré Crédito, porém relata que nunca teve qualquer relacionamento com a requerida e não firmou o contrato em foco.
Aduziu que o fato da requerida ter financiado a outra pessoa um veículo registrado em seu nome, circulando em vias públicas sob sua responsabilidade, configura ato ilícito e como tal deve ser reparado. Requereu indenização pelos danos morais sofridos, que estimou no valor de 200 salários mínimos.
Em contestação, o Banco Santander alegou que foi realizado um contrato firmado de acordo com documentos aparentemente legítimos. Declarou que não agiu de forma negligente, nem fraudulenta, mas que pode ter sido vítima de um golpe.
Enfatizou ainda que teve todo o cuidado necessário, inexistindo culpa de sua parte, não havendo que se falar em indenização por danos morais. Alegou que é a culpa exclusiva de terceiro e defendeu a ausência de nexo causal entre a conduta do banco e o resultado lesivo, o que configuraria excludente de responsabilidade.
A partir da análise dos autos, o magistrado entende que ficou evidenciada a negligência da instituição financeira, uma vez que ela não se certificou da veracidade dos dados demonstrados. E a partir de uma consulta realizada, o juiz verificou que a própria empresa requerida transferiu para si o veículo GM/Blazer, reconhecendo a invalidade do contrato.
Sobre o pedido de indenização por danos morais, o magistrado aduz que “o requerente sofreu o risco de lhe ser imputada a responsabilização de arcar com infrações de trânsito, eventual inadimplência, além de outras condutas irregulares”.
Desse modo, o juiz julgou procedente o pedido ao autor, e condenou o Banco Santander S/A. sucessor da Aymoré Crédito, Financiamento e Investimentos S/A, a indenizar o requerente D.R.B. no valor arbitrado em dez salários mínimos, o que corresponde a R$ 6.780,00
Processo nº 0052341-44.2010.8.12.0001
(TJMS/MS)
São Paulo – Pelo menos três bancos, o Santander, Itaú e Bradesco, estão avaliando comprar a Credicard, que pertence ao Citibank. As informações são do Valor Econômico, da última quinta-feira, dia 07/03.
De acordo com a reportagem, o banco americano está conduzindo um processo acelerado para vender os braços de cartão de crédito e financiamentos da Credicard. Os ativos são avaliados em torno de 1 bilhão e 1,5 bilhão de reais, disse o jornal.
Ainda segundo o Valor, propostas preliminares de preços já foram entregues ao Citi e um grupo restrito de instituição foi selecionado para acessar o chamado “data room”. O grupo é composto por três bancos, mas outras instituições, como Banco do Brasil e até o BTG também tinham interesse.
A conclusão da transação está prevista para no máximo em três semanas e o Citi espera contabilizar ainda no balanço no primeiro trimestre a operação.
(Exame Online)
SÃO PAULO – Os bancos Itaú e Santander não estão aceitando o pagamento da conta de energia da AES Eletropaulo, distribuidora da região metropolitana de São Paulo, em seus caixas. O motivo para o fim do serviço é de que ambas as instituições não renovaram o contrato com a empresa.
De acordo com a Eletropaulo, somente o pagamento “boca caixa” foi suspenso, as outras opções, como caixas eletrônicos, débito automático, internet, telefone, lotéricas e supermercados, continuam funcionando.
Bancos
Em nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que não existe uma norma sobre o assunto, pois a arrecadação de contas é regulada por contrato, que é negociado livremente entre a instituição financeira e a concessionária. Sendo que cada banco é livre para negociar as cláusulas de acordo com sua estratégia comercial.

Até a publicação desta matéria, o Santander não se pronunciou sobre o caso. Já o Itaú preferiu seguir o posicionamento da Febraban.
(Por Juliana Américo Lourenço, Infomoney)
O lucro líquido gerencial do Santander Brasil, de R$ 6,329 bilhões em 2012, só foi 4,98% inferior ao do ano anterior porque o banco espanhol aumentou em 30,11% as provisões para despesas com devedores duvidosos (PDD), apesar de a inadimplência nesse período ter crescido apenas 1 ponto percentual.
Esse resultado grandioso, mesmo em um ano em que os juros e o spread caíram por pressão do governo federal e dos bancos públicos, manteve o Santander Brasil com a maior participação (26%) no lucro do banco espanhol em todo o mundo, o que não o impediu de fechar 572 postos de trabalho de bancários brasileiros, ao contrário do que ocorreu em outros países onde atua, inclusive na matriz na Espanha.
Essas são as principais conclusões da análise que o Dieese fez do balanço de 2012 do Santander divulgado na manhã desta quinta-feira 31 de janeiro.
Clique aqui para ver o estudo do Dieese.
Leia aqui notícia com mais dados do balanço do banco.
“Em nenhum outro país do mundo, o Santander ganha tanto dinheiro quanto no Brasil. Aliás, o lucro líquido do banco espanhol aqui foi semelhante à de toda a Europa Continental e maior que à do restante da América Latina”, denuncia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
“No entanto, lá na Espanha, em crise financeira, o Santander fecha acordo com os sindicatos, garantindo mecanismos de informação, diálogo e respeito aos direitos dos funcionários, sem medidas traumáticas. E aqui no Brasil demitiu sem justa causa 1.153 trabalhadores somente em dezembro e se recusa a negociar formas de proteção ao emprego com o movimento sindical”, compara.
Maquiagem no balanço
Repetindo a estratégia de todo o sistema financeiro nacional no ano passado, o Santander mais uma vez superdimensionou as provisões para dívidas superiores a 90 dias, que nos últimos 12 meses passaram de R$ 11,5 bilhões para R$ 14,9 bilhões, um aumento de 30,11%.
“Essas provisões representam duas vezes e meia o lucro líquido do banco no ano, o que é um evidente exagero diante de uma realidade em que a inadimplência cresceu 1 ponto percentual em 2012, mas vem caindo. Essa maquiagem no balanço visa ludibriar o governo e a sociedade e tem impacto negativo até na distribuição da PLR”, critica Carlos Cordeiro.
Mesmo com a pequena redução dos juros e do spread no ano passado por força da pressão do governo federal e da ação de mercado dos bancos públicos, o Santander aumentou as operações de crédito em 8%, ampliou a receita de prestação de serviços em 12% e as rendas de tarifas bancárias também em 12%. Com isso, a receita de prestação de serviços passou a cobrir 137,7% das despesas de pessoal, um incremento de 5,13 pontos percentuais.
“Como se vê, a situação do Santander é privilegiada no Brasil. O banco espanhol precisa retribuir a sociedade brasileira com crédito mais barato, criação de empregos e respeito aos trabalhadores e suas entidades representativas. Vamos intensificar essa cobrança em 2013″, avisa o presidente da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT com Dieese

O ato de discriminar os empregados acometidos de lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Ler/Dort), que retornaram do benefício previdenciário, rendeu ao Banco Santander condenação em R$ 2 milhões, por danos morais coletivos. A decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) foi tomada na sessão de julgamento no dia 29 de novembro.
Para os desembargadores do TRT gaúcho, ficou comprovado que o banco discriminou os empregados, ao deixá-los isolados em uma ala e sem atividades de trabalho. Os desembargadores, entretanto, reduziram o valor da indenização, arbitrado na primeira instância em R$ 40 milhões pela juíza Maria Silvana Rotta Tedesco, da 9ª Vara do Trabalho de Porto Alegre.
Retenção indevida
Segundo informações do processo, as irregularidades foram constatadas no ano de 2002, a partir de ações fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e de investigações do próprio Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul.
Na ocasião, diversos depoimentos revelaram que trabalhadores da seção de suporte administrativo, na capital gaúcha, portadores de Ler/Dort e que retornavam do benefício acidentário, ficavam sem qualquer atividade profissional e eram isolados em um local do terceiro andar do banco. Também foi constatado que a instituição bancária passou a reter as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), documento de emissão obrigatória e que reconhece a ocorrência de acidente de trabalho ou de doença ocupacional.
Diante destes fatos, o MPT ingressou com a Ação Civil Pública, solicitando que o banco deixasse de praticar tais violações e exigindo indenização pelos danos causados à coletividade dos empregados.
Em primeira instância, a juíza da 9ª Vara do Trabalho considerou parcialmente procedentes as alegações do Ministério Público. Além do estabelecimento da indenização, ela determinou que o Santander corrija as irregularidades relacionadas à saúde e segurança dos trabalhadores referidas pelo MPT.
A juíza também ordenou que o banco não submeta, permita ou tolere práticas de assédio moral contra seus empregados, sobretudo às relacionadas a humilhações, ameaças veladas ou situações vexatórias. E que proceda regularmente às homologações rescisórias no sindicato da categoria, sob pena de multa diária no valor de R$ 20 mil a cada trabalhador prejudicado.
O caso foi para o TRT. Os desembargadores da 4ª Turma mantiveram a sentença, mas reduziram oquantum arbitrado em primeiro grau. O valor da condenação será recolhido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-4.
Clique aqui para ler o acórdão.
Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2013
O Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza nesta quarta-feira (23), às 17 horas, nova e ampliada audiência de mediação entre a Contraf-CUT e o Santander, em Brasília, sobre as demissões em massa em dezembro e a política de rotatividade do banco espanhol. A reunião, novamente aberta à participação de todos os sindicatos e federações, foi agendada na audiência anterior, ocorrida na última quinta-feira (17).
No início da tarde de segunda-feira (21), os advogados do banco enviaram novos dados solicitados pela procuradora do MPT, Ana Cristina Tostes Ribeiro, diante das dúvidas levantadas pela Contraf-CUT a partir dos números informados anteriormente.
O banco remeteu dados sobre tipos de desligamentos em 2012, mês a mês, por base sindical. Isso possibilitará separar o que foi demissão sem justa causa, demissão por justa causa, aposentadoria, pedido de demissão, falecimento e transferências. O banco também encaminhou o Caged de dezembro do ano passado.
Reunião preparatória
Todos os dados recebidos já estão sendo analisados pelo Dieese e os resultados serão apresentados e discutidos previamente na reunião preparatória das entidades sindicais, que ocorre nesta quarta-feira, às 14 horas, na sede da Contraf-CUT, que fica nas dependências do Sindicato dos Bancários de Brasília. Todos os sindicatos e federações estão outra vez convidados a participar.
“Com essas novas informações, cujo acesso só foi possível em razão da determinação da procuradora do MPT, esperamos obter novos dados que ajudem a esclarecer o processo de demissões em dezembro, bem como a política de rotatividade do banco – essa verdadeira jabuticaba que só existe no Brasil e que faz mal ao emprego e ofende a dignidade dos trabalhadores”, ressalta o secetário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
“Apesar da constante negativa do Santander, vamos reiterar a necessidade de reintegração dos demitidos e de negociar formas de proteção ao emprego. Não é possível que lá na Espanha, onde tem crise, o banco fecha acordo com os sindicatos garantindo mecanismos de informação, diálogo e respeito aos empregos e direitos dos funcionários, sem medidas traumáticas, enquanto aqui no Brasil, onde obtém mais de 26% do lucro mundial, o banco se recusa a discutir emprego com as entidades sindicais, tratando os trabalhadores brasileiros como se fossem de segunda categoria”, aponta o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.
As liminares obtidas pelos Sindicatos dos Bancários da Bahia e da Paraíba continuam em vigor. A da Bahia garante a reintegração dos demitidos desde o dia 22 de novembro de 2012 e a da Paraíba suspende as dispensas e impede demissões coletivas. Outras ações judiciais aguardam decisões.
Fonte: Contraf-CUT
O Santander vai investir R$ 3 bilhões no Brasil em 2013, além de oferecer R$ 5 bilhões para financiamento de projetos de infraestrutura e ampliar a carteira de crédito entre 15% e 20% em relação a 2012.
Os números foram apresentados nesta terça-feira (22/1) pelo presidente mundial do grupo, Emilio Botín, após encontro com a presidente Dilma Rousseff.
Os R$ 3 bilhões de investimentos incluem ampliação do número de escritórios e agências no país, de terminais de autoatendimento, além da construção de um centro de dados do grupo espanhol em Campinas, que deve ser inaugurado até 2014.
Segundo Botín, o Santander terá R$ 5 bilhões para financiamento de grandes projetos de infraestrutura, como portos, aeroportos e rodovias. A careira de crédito do banco para clientes do Brasil começa o ano com R$ 250 bilhões à disposição e deverá ter crescimento de 15% a 20%, em relação a 2012, segundo o executivo espanhol.
Botín disse que conversou com a presidente Dilma sobre a situação econômica da Espanha e da Europa, que, segundo ele, está “bem melhor” que em junho de 2012, quando se encontraram pela última vez.
Mais cedo, antes do encontro, Botín disse que está otimista com a economia brasileira e que espera crescimento de 3% para o Brasil em 2013.
(Portal Brasil Econômico)
Por Renan Carreira
Uma audiência de mediação entre a Contraf-CUT e os dois bancos na quarta-feira (16) terminou sem acordo. Messias Melo, secretário de Relações do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), explicou que o encontro buscava um acerto sobre dois aspectos: a prestação de informações, ou seja, os bancos informarem aos sindicatos os mesmos dados que repassam ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e a adoção de conversas prévias com os sindicatos a fim de se evitar demissões.
Conforme a Contraf-CUT, representantes do Itaú e Santander e o representante da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Magnus Apostolico, recusaram-se a negociar. “Os bancos não fornecem dados transparentes, não tomam medidas para evitar as demissões e não aceitam negociar, então só sobra a greve como medida. Os sindicatos não podem só ficar olhando”, afirmou Cordeiro.
Segundo o último balanço do Itaú, o número de colaboradores no Brasil recuou de 98.258 para 90.427 de janeiro a setembro de 2012, queda de 8%. Considerando um período mais amplo, de abril de 2011 a setembro de 2012, foram fechados na instituição 13.595 vagas, uma redução de 13%. Já o Santander cortou 955 empregos somente em dezembro último, após determinação da Justiça para que o banco divulgasse os dados.
Em nota, a Fenaban informou que os bancos e a representação dos bancários têm a mesa de negociação mais complexa do País. Para a entidade, não é necessário um “fórum alternativo” para tratar de questões que envolvem os bancários. “Os lados têm maturidade suficiente para tocar as negociações”, escreveu Apostolico. A nota informou ainda que, em relação aos dados do Caged, eles são encaminhados, mas não de forma individualizada. “Nós negociamos com o todo e não de forma particularizada”, afirmou a nota.
O secretário do Trabalho disse que o governo está atento. “É importante que (os bancos) mantenham os empregos, para que o País continue crescendo e distribuindo renda.” Ele afirmou ainda que a União vai continuar insistindo para que os bancos sejam mais transparentes e discutindo a alta rotatividade do setor.
Questionado se a greve preocupa, o secretário afirmou que é sempre melhor que não ocorra. “O governo prefere que se chegue a um acordo, sem greve, mas não nos cabe opinar. A greve é um direito dos trabalhadores. Vamos ficar de olho para que não haja prejuízo ao cidadão.”
(Agência Estado)

São Paulo – O ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, participará na próxima quarta-feira (16) de audiência com dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e representantes dos bancos Itaú e Santander, em Brasília, para discutir a redução dos postos de trabalho e a política de rotatividade das duas instituições financeiras. Em apenas um ano e meio, o Itaú demitiu 13,5 mil funcionários, enquanto o Santander ameaçou cortar 1,2 mil vagas em dezembro, às vésperas do Natal.
De acordo com levantamento do Dieese) divulgado no final de 2012, pouco mais de 9 mil bancários perderam o emprego no país entre janeiro e setembro. O número equivale a 3,2% do total de empregados registrados em dezembro de 2011. Considerando o saldo entre cortes e novas contratações, no final do ano passado havia 7.286 vagas a menos que no período anterior.
“De um lado, os bancários perdem seus empregos e, de outro, o governo amplia os gastos com seguro-desemprego”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf, em nota divulgada pela entidade sindical. “Só os bancos saem ganhando, porque reduzem a folha de pagamento e aumentam ainda mais os seus lucros.” De acordo com os representantes da Contraf, que se reuniram com Brizola Neto no último dia 9 para requisitar a audiência, o ministro se mostrou preocupado com os números crescente de demissões e reafirmou o seu compromisso com a geração de empregos e o combate à alta rotatividade.
“Enquanto o Brasil não voltar a ser signatário da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas, é preciso encontrar travas para acabar com essa verdadeira sangria de empregos nos bancos, especialmente os privados”, ressalta a secretária de imprensa da Contraf, Rosane Alaby. Diante da justificativa dos bancos, que veem as demissões como parte de seu plano de eficiência, o presidente da Contraf atesta que “empresa eficiente não pode ser a que demite, mas a que emprega, valoriza os trabalhadores e presta bons serviços aos clientes e à sociedade”.
(Rede Brasil Atual)
Por Paula Barra
SÃO PAULO – A Veja.com, portal de notícias da revista Veja, desmentiu a matéria sobre fusão dos bancos Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) publicada minutos após o fechamento da última quarta-feira (9).
A informação divulgada no site gerou uma euforia no mercado, resultando em uma forte valorização das units do Santander no after hours da BM&FBovespa – período de negociação que acontece após o fechamento do pregão regular. Os papéis SANB11 subiram 1,97% - lembrando que no after hours a variação dos ativos é limitada em 2% para cima ou para baixo -, fechando a R$ 15,51. Além disso, esses papéis movimentaram R$ 32 milhões no período de pós-negociação, enquanto normalmente o volume médio diário deles no after hours é de R$ 300 mil.
Uma nota da redação divulgada na home do site da Veja aponta falha no procedimento e classifica que deixou erroneamente no ar a manchete sobre a operação durante 22 minutos, de 17h59 às 18h21 (horário de Brasília). A informação foi corrigida em seguida pela redação do site, que publicou também os desmentidos oficiais dos bancos em questão. O Santander negou a notícia, citando que é incabível e inventada.
De acordo com a matéria original, os funcionários do Santander haviam recebido um e-mail afirmando que a venda ocorreria no 1° semestre deste ano.
O Bradesco também negou a informação através de sua assessoria de imprensa – desmentindo “categoricamente” a informação. A especulação de uma negociação entre os dois bancos é longa: acredita-se que o Santander estaria interessado em vender seus ativos para salvar sua operação na Espanha, enquanto o Bradesco estaria interessado em aumentar sua presença em terreno nacional.
Em função do negação da informação, a equipe de análise da XP Investimentos recomenda monitorar a movimentação dos ativos das instituições financeiras neste pregão.
(Portal Info Money)

MADRI (Reuters) – Os sindicatos de trabalhadores do setor bancário da Espanha estão se preparando para milhares de novos cortes de empregos neste ano, começando com demissões no Santander após fusão com a subsidiária Banesto.
Os sindicatos disseram nesta sexta-feira que esperam entre 3 mil e 4 mil cortes de trabalho como resultado da fusão e que iriam se reunir na próxima semana com o banco.
Com 6 mil empregos eliminados no Bankia e milhares de demissões em outros bancos nacionalizados, o ano começou com um comunicado sombrio para muitos trabalhadores na Espanha, onde 25 por cento da força de trabalho já está desempregada.
Somente no setor financeiro, os sindicatos bancários estimam a perda de 12 mil postos de trabalho neste ano, além dos cerca de 35 mil cortados desde meados de 2008 quando a crise do setor imobiliário na Espanha começou a afetar a indústria financeira.
No mês passado, o Santander anunciou seus planos para absorver totalmente o Banesto, fundado há 110 anos, fechando 700 agências para reduzir os custos e ajudar a se posicionar para qualquer nova crise no conturbado setor bancário espanhol.
(Reuters Brasil)
O desembargador Cláudio Brandão, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Bahia, anunciou nesta quarta-feira (19) a concessão de liminar que garante a reintegração dos 31 empregados do Santander que foram dispensados pelo banco espanhol neste final de ano, às vésperas do Natal. A ação foi movida pelo Sindicato dos Bancários da Bahia.
Ele decidiu, em antecipação de tutela, barrar as demissões na empresa. Após tecer uma série de considerações, Brandão avaliou como acertada a tese defendida pelo Sindicato e considerou nulas as dispensas ocorridas desde 22 de novembro de 2012.
De acordo com a liminar concedida, todos os funcionários devem voltar às atividades no banco, sob pena de multa no valor de R$ 10 mil por dia, a ser revertida em favor do empregado demitido. Além disso, se continuar com as dispensas, terá de pagar R$ 100 mil por cada um.
Para o presidente do Sindicato, Euclides Fagundes Neves, é uma vitória histórica em cima de um processo injusto de demissões, que acontece justamente em uma época de confraternização. “A decisão de reintegração coletiva é importante, não só para os bancários, mas para toda a classe. É a Justiça reconhecendo a necessidade de contrapor os abusos contra os trabalhadores. A postura do banco não tem justificativa. O Tribunal está de parabéns, assim como os bancários que ganharam a ação”.
Manifestações
Por conta da onda de demissões, o Sindicato realizou diversas manifestações para pressionar o banco a suspender os cortes injustificados, participando também do Dia Nacional Luta contra as dispensas, ocorrido na terça-feira (18) em todo país.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb Bahia

São Paulo – Os sindicatos dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e dos Bancários do ABC assinaram hoje (19) um acordo com o Santander para reintegrar parte dos 447 trabalhadores demitidos neste mês pelo banco (413 em São Paulo e 34 nos municípios da região do ABC) e pagar indenização nos casos de demissão de funcionários com menos de dez anos de serviço. O Santander demitiu em todas as regiões do país, o que levou o movimento sindical a iniciar uma série de paralisações e mobilizações.
O acordo foi assinado em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2 ª Região (TRT), de São Paulo, em ação movida pelos sindicatos no último dia 5, e prevê a reintegração dos que possuem estabilidade no emprego, dos portadores de HIV, câncer e lúpus que estejam em tratamento, sem alta médica, e dos funcionários que recebem até R$ 10 mil por mês e foram demitidos no período de seis meses antes de adquirir estabilidade pré-aposentadoria.
O acordo também obriga o Santander a indenizar os trabalhadores que foram demitidos em dezembro antes de completar dez anos de serviço. Nestes casos, a indenização a ser paga corresponde ao valor do salário do trabalhador, até o limite de R$ 5 mil, e concessão de vale- alimentação durante seis meses, no valor de R$ 367,92.
Para a presidenta do sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, o acordo é resultado de três reuniões de conciliação e três audiências realizadas no TRT até ontem. “Nós não temos, no Brasil, medidas que protegem os trabalhadores como a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que coíbe demissões em massa. Nesta conjuntura, temos grandes avanços no acordo, com reintegração em casos de estabilidade e de doenças e também indenizações. Conseguimos diminuir um pouco o impacto social e, o mais importante, suspender o processo de demissões”, disse.
Segundo a secretária de Finanças da entidade, Rita Barlofa, negociadora da entidade junto ao Santander, nas demissões de dezembro o banco não fez nenhuma comunicação ao sindicato. A média mensal de demissões em São Paulo era de 77,8.
De acordo com o superintendente jurídico do Santander, Alessandro Tomao, as demissões ocorridas foram em número mais elevado porque em novembro houve mais feriados (dois durante a semana) e o mês de dezembro também acaba tendo menos dias úteis por causa dos feriados de fim de ano. Ele afirma que o banco não pretende demitir mais funcionários e quer repetir em outros estados o acordo firmado em São Paulo.
Para a desembargadora do TRT Irani Contini Bramante, o documento assinado entre os sindicatos e o Santander representa um avanço por conseguir, por meio de acordo, reverter demissões e possibilitar o pagamento de indenizações. “As demissões causam um impacto social e leva tempo até que os trabalhadores se reintegrem no mercado de trabalho. Um acordo assim é sempre positivo pois minimiza estes impactos”, afirmou.
A juíza do Trabalho Patrícia Therezinha Toledo afirma que desde que foram implantados os núcleos de conciliação, individual e de dissídio, no TRT da 2ª Região, em junho do ano passado, a ação envolvendo os sindicatos e o Santander foi a maior até o momento em número de trabalhadores demitidos.
(Raimundo Oliveira, Rede Brasil Atual)

São Paulo – O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região formalizou nesta quarta-feira acordo com o Santander para indenizar parte dos funcionários demitidos pelo banco neste mês, na capital paulista. Em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, foi homologado o acordo entre as partes que indeniza os trabalhadores demitidos sem justa causa com menos de dez anos de serviços, com um salário de R$ 5 mil e seis meses de auxílio vale-alimentação.
O banco se comprometeu a analisar o caso dos demitidos que estavam em período de estabilidade e a possibilidade de readmissão dos desligados que possuem HIV, câncer ou lúpus. A redação final do acordo para os demais casos deve ser finalizada nos próximos dias quando serão conhecidos quantos trabalhadores serão beneficiados em cada situação.
“Após quatro audiências e três reuniões de conciliação, conseguimos chegar a um acordo que vai beneficiar parte dos 440 trabalhadores demitidos pelo banco no mês de dezembro. Infelizmente o país não tem uma legislação trabalhista eficiente contra demissões em massa”, disse a presidente do Sindicato, Juvandia Moreira, em nota distribuída à imprensa.
O sindicato contabiliza que o Santander demitiu 440 funcionários em São Paulo, mas uma liminar concedida pelo TRT havia suspenso as demissões sem justa causa até a homologação do acordo.
(Exame Online)
São Paulo – O Comitê de Empresa Europeu do Santander divulgou comunicado manifestando solidariedade aos trabalhadores do banco no Brasil e repúdio às demissões coletivas realizadas pela instituição sem qualquer negociação com as entidades sindicais.
Formado por sindicatos dos funcionários do grupo na Espanha, Reino Unido, Itália, Alemanha e Portugal, o Comitê reforça que os processos de reestruturação devem contar com a participação dos trabalhadores: “Não é socialmente responsável nem admissível nenhuma forma de omissão de informação e consulta à representação sindical que a empresa deve realizar quando se trata de reestruturação que afeta a dispensa em massa de parte de seus trabalhadores”, afirmam na carta, que tem versões em espanhol e em inglês.
O Comitê destaca que a participação dos trabalhadores nesses processos é um compromisso assumido pelo Santander em acordos coletivos firmados com entidades sindicais de vários países e que deveria ser respeitado: “Os processos de reestruturação que o Grupo Santander realiza devem ser feitos por acordo, com participação sindical e esgotadas todas as vias através de fórmulas não traumáticas para o emprego, como consta nos distintos acordos e convenções que o Grupo tem assinado”.
Os sindicatos europeus também informam que se dirigirão à alta direção de Recursos Humanos do Grupo “para exigir com toda firmeza o início imediato de um processo de negociação com a representação sindical no Banco Santander Brasil para garantir uma saída não traumática e nas melhores condições para as pessoas afetadas no ajuste de emprego iniciado pela empresa”.
Apoio internacional – Os bancários do Santander no Brasil também receberam apoio da UNI Américas, por meio de moção de repúdio aos cortes no país aprovada no congresso em Montevidéu, e da UNI Sindicato Global, que lidera campanha por meio da qual sindicatos de todos os continentes e todas as categorias podem assinar carta a ser enviada ao presidente do banco no Brasil, Marcial Portela, e ao presidente do grupo espanhol, Emilio Botín, contestando os desligamentos.
(SEEB/SP)

Madri – O Santander, maior banco da Espanha, irá encerrar a marca Banesto, de 110 anos de idade, com a completa incorporação da subsidiária local para cortar custos de longo prazo, fechando 700 agências.
O negócio custará ao Santander cerca de 260 milhões de euros (340,84 milhões de dólares) e incluirá a fusão da divisão de private banking Banif. Juntos, os três bancos têm cerca de 4.664 escritórios na Espanha.
“Nós temos um contexto significativamente diferente, com forte concentração no setor e estamos em um mercado com baixas taxas de crescimento”, disse o vice-presidente financeiro do Santander, José Antonio Alvarez, explicando o movimento de corte de custos.
A perda de empregos com o fechamento da marca, um assunto sensível em um país onde um em cada quatro pessoas estão desempregadas, será implementado gradualmente, disse o banco, sem dar mais detalhes.
O Banesto, atualmente o sétimo maior banco do país com 100 bilhões de euros em ativos, tinha 8.303 empregados no fim de setembro.
O Santander, que espera fechar em maio um acordo para comprar os 10 por cento de ações do Banesto que ainda não possui, disse que a integração geraria economias de 520 milhões de euros para o grupo até o terceiro ano da fusão.
O nome Banesto, fundado em maio de 1902, irá desaparecer em três anos. O banco foi comprado pelo Santander em 1994 por cerca de 1,9 bilhões de euros.

São Paulo – O Santander terá de pagar R$ 1 milhão a título de danos morais coletivos por sobrecarregar bancários. A decisão foi da Justiça do Trabalho em Curitiba e a ação foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no Paraná.
Trata-se da mesma instituição que promoveu, em dezembro, mais de mil demissões em todo o país, das quais 440 só na base do Sindicato, segundo informações do próprio banco.
A sentença proíbe o Santander de prorrogar a jornada de trabalho dos empregados além do limite legal de duas horas diárias e de exigir dos bancários que trabalhem aos sábados. A Justiça do Trabalho de Curitiba reforçou que os empregados devem ter descanso semanal remunerado, intervalos para repouso e alimentação e, no mínimo, 11 horas consecutivas entre duas jornadas de trabalho.
Além da indenização de R$ 1 mi, o banco será multado em R$ 500, diariamente, por trabalhador encontrado em situação irregular. O valor irá para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
Demissões – As dispensas coletivas em São Paulo, Osasco e região levaram o Sindicato a entrar com recursos no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana). O TRT decidiu acatar pedido da entidade e suspendeu as demissões no Santander até que seja julgado o mérito da ação. O Sindicato apresentou dados que mostram que os desligamentos são em massa, mas o banco nega.
Representantes dos trabalhadores e do Santander iniciaram um processo de discussão, intermediado pelo TRT-SP. Os dirigentes pretendem reverter o máximo possível de demissões. Na segunda-feira 17, haverá a segunda reunião do grupo de conciliação.
Na terça-feira 18, os desembargadores do TRT se reúnem para julgar as demissões promovidas pelo banco espanhol em São Paulo. A audiência será às 13h45.
(SEEB/SP)

São Paulo – O Santander encaminhou à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) uma lista com 1.280 nomes de funcionários demitidos este mês. Segundo a entidade sindical, o documento foi entregue por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Brasília. “Esse número confirma que se trata de demissões em massa”, afirmou o secretário de Imprensa da confederação, Ademir Wiederkehr. “As demissões realizadas pelo Santander aconteceram sem qualquer discussão prévia com o movimento sindical e sem nenhuma justificativa, sobretudo diante do lucro gerencial de R$ 4,7 bilhões até setembro, que representa 26% do resultado mundial do banco”, acrescentou.
De acordo com o dirigente, os nomes da lista não estão organizados por estado ou base sindical, nem em ordem alfabética. “Tudo para dificultar a conferência. É mais uma prova da falta de transparência do Santander nas relações de trabalho”, criticou.
A entidade informou ter recebido também as informações prestadas ao Ministério do Trabalho e Emprego para o registro no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esses números foram solicitados em audiência de mediação ocorrida ontem, em Brasília, durante a qual o secretário de Relações do Trabalho, Manoel Messias, propôs a suspensão das demissões e a abertura de negociação coletiva. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região concedeu liminar ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região suspendo as demissões na base. Na próxima terça-feira (18), haverá nova audiência de conciliação.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) no Paraná informou que o Santander foi condenado a pagar multa de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, por causa de sobrecarga na jornada dos bancários. A decisão, de primeira instância, é do juiz titular da 11ª Vara do Trabalho de Curitiba, Valdecir Edson Fossati, após ação civil pública encaminhada pelo MPT. A assessoria de imprensa do Santander informou que o banco não se manifesta em casos em tramitação na Justiça. Cabe recurso.
Pela sentença, o banco não pode prorrogar a jornada além do limite legal de duas horas por dias, nem exigir trabalho aos sábados. O intervalo entre uma jornada e outra deve ser de no mínimo 11 horas. Em caso de descumprimento, a empresa será multada em R$ 500 diários por trabalhador encontrado em situação irrregular.
(Rede Brasil Atual)

Em audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho, solicitada pela Contraf-CUT e realizada na manhã desta quarta-feira (12), em Brasília, a procuradora regional do Trabalho da 10ª Região, Ana Cristina Tostes Ribeiro, solicitou ao Santander o detalhamento das informações sobre as demissões efetuadas em novembro e dezembro em todo país, bem como cópia das informações prestadas mensalmente ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 2012.
O prazo concedido ao banco foi de 24 horas, quando os documentos apresentados serão disponibilizados para a Contraf-CUT se manifestar igualmente no mesmo prazo.
Após esse período de 48 horas, a procuradora examinará os documentos juntados pelas duas partes para então definir um posicionamento e as medidas que serão tomadas no âmbito do MPT. Um das possibilidades é o ajuizamento de uma ação civil pública contra o Santander.
O presidente e o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro e Miguel Pereira, respectivamente, juntamente com a funcionária do Santander e diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rosane Alaby, denunciaram o processo de demissões em massa no banco espanhol neste final de ano, às vésperas do Natal.
Cordeiro, também presidente da UNI Américas Finanças, ressaltou que o Santander obtém lucros astronômicos no Brasil, que representam 26% do resultado mundial do banco. “Na Espanha, onde há crise, não há demissões, nem em outros países da América, mas aqui o banco promove dispensas em massa, o que é totalmente injustificável e significa um enorme descaso com o emprego e o desenvolvimento econômico e social do país”, frisou.
O advogado do Santander repetiu o discurso do banco de que as demissões ocorridas estão “dentro da normalidade”, informando que foram mil dispensas em dezembro e que não haverá outras nesse mês.
A Contraf-CUT defendeu a reversão de todos os desligamentos ocorridos em dezembro e cobrou a abertura de um processo de negociação sobre emprego com o Santander.
“Não foi marcada nova audiência de mediação no MPT por causa da posição intransigente do Santander, que não aceitou discutir a reversão das dispensas efetuadas”, salienta Miguel.
Também participou da audiência o assessor jurídico da Contraf-CUT, Sávio Lobato.
Fonte: Contraf-CUT

Por Thiago Santos
SÃO PAULO, SP, 11 de dezembro (Folhapress) – A desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 8ª Região, adiou para amanhã a audiência de conciliação entre o banco Santander e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Além disso, será realizada, pela manhã, uma reunião fechada entre as duas partes para que se tente chegar a um acordo, o que poderia, inclusive, cancelar a audiência.
A disputa judicial busca definir se as cerca de mil demissões realizadas pelo banco no início deste mês configuram dispensa em massa e se houve demissões ilegais de funcionários que deveriam contar com estabilidade.
O adiamento ocorreu após os representantes do Santander apresentarem uma petição à desembargadora para cancelar a liminar que impede o banco de concretizar demissões não homologadas. A liminar, que continua em vigor, foi emitida na última quinta-feira.
Já a petição foi apresentada hoje, sem que os advogados do sindicato tomassem conhecimento dos documentos anexados. Por isso, a juíza decidiu adiar o julgamento.
A conciliação entre as partes parece distante. Enquanto o banco pretende discutir somente possíveis demissões ilegais e refuta qualquer demissão em massa, o sindicato alega ter recebido sete cartas de demissão que não constam da relação entregue pelo banco à desembargadora.
“Se comprovadas as demissões ilegais vamos reverte-las”, disse Alessandro Tamao, representante do Santander. O número de desligamentos apresentados pelo banco nessa audiência foi de 440, mais do que as 415 informadas na última audiência –incluindo todos os tipos de dispensa, como aposentadorias e pedidos de demissão.
Já a presidente do sindicato, Juvandia Moreira, disse ter informações de que o banco teria realizado mais de 2.000 demissões, sem identificar suas fontes.
A primeira audiência de conciliação foi realizada na última quinta-feira, sem que se chegasse a um acordo também.

Os bancos privados aceleraram o ritmo de demissões neste ano. De acordo com o Dieese, 9.080 bancários foram dispensados entre janeiro e setembro, o equivalente a 3,2% do total de empregados registrado em dezembro passado. Considerando o saldo entre novas contratações e cortes, o resultado fica negativo em 7.286 vagas.
Esses números poderiam ser piores caso o Dieese já tivesse incluído as mil demissões feitas pelo Santander na semana passada, das quais 415 foram revertidas pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo depois de pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
De janeiro a setembro do ano passado, as instituições financeiras privadas haviam contratado mais 8.512 empregados. O corte dos funcionários ocorre no momento em que a taxa básica de juros Selic está no histórico patamar de um dígito. Com a redução, as instituições viram seus ganhos crescerem em ritmo mais lento, mas, ainda assim, registraram lucratividade acima da de outros setores da economia. O lucro de 25 instituições no terceiro trimestre atingiu R$ 11,29 bilhões, segundo pesquisa da consultoria Economatica.
Admitidos ganham menos
O Itaú Unibanco teve lucro de R$ 10,102 bilhões de janeiro a setembro. Mas, segundo o Dieese, foi o que mais demitiu neste ano: 7,8 mil. O Bradesco, que lucrou R$ 8,48 bilhões até setembro, cortou 584 pessoas. O Citibank demitiu 665 nos primeiros nove meses e anunciou na semana passada que fechará 14 das 198 agências no país. O Santander, até setembro, tinha saldo positivo de 518 empregos. Mas só nos últimos dias cortou mil, com o argumento de adaptar sua estrutura ao mercado. Uma nova audiência de conciliação foi marcada para hoje no TRT entre o banco e sindicalistas.
“Buscamos uma justificativa para isso, mas não encontramos. Acreditamos que está havendo uma reestruturação do segmento financeiro, mas para o lado oposto. Enquanto os bancos públicos ganham concedendo mais empréstimo, os privados demitem para tentar fechar os ciclos com resultados e índices de eficiência mais altos”, disse Ademir Wiederkehr, diretor da Contraf.
Os dados também mostram que a remuneração média dos bancários está caindo. Enquanto o salário dos demitidos estava em R$ 4 mil, o dos admitidos é de R$ 2,5 mil, diferença de 38,39%.
Procurados, Itaú, Citi e Santander disseram que não comentariam o assunto. O Bradesco, por sua vez, disse que “as demissões ocorreram dentro da rotatividade normal do quadro de pessoal do banco”.
Analistas afirmam que o setor está passando por uma adaptação. Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, disse que esse é um “cenário nunca visto no setor”.
“Os bancos estão num cenário nunca visto, de redução de juros e spread, concorrência acirrada e inadimplência. São coisas que os bancos nunca viram. Este ano e 2013 serão muito delicados.”
(Agência O Globo)
São Paulo – Desde o começo de dezembro, a movimentação no Sindicato de bancários dispensados pelo Santander é grande (foto). O clima é de tristeza e revolta, mas o sentimento é interrompido pela luta de trabalhadores e dirigentes sindicais, que, juntos, se organizam para a segunda audiência de conciliação com o banco, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, marcada para terça 11.

Demissões do Santander voltam ao debate no TRT
Na primeira, o mesmo TRT deferiu liminar ingressada pelo Sindicato e suspendeu, a partir desta quinta-feira 6, todas as demissões sem justa causa feitas pelo banco em São Paulo, Osasco e região. A decisão foi da desembargadora Rilma Aparecida Hemetério.
> TRT-SP suspende demissões do Santander
Entre os demitidos, estão funcionários com mais de 20 anos de banco, outros com menos de cinco anos de casa, alguns com doença ocupacional, soropositivo, adoecidos por conta de estresse. A maioria, com ótimo desempenho segundo as próprias avaliações do Santander.
O trabalhador Rodolfo Pereira (nome fictício para preservar a identidade do bancário) entrou na instituição financeira como estagiário em 2005. Bom funcionário, foi contratado e trabalhava em um dos centros administrativos do banco, sempre com boas avaliações. Para alcançar as metas impostas pelo Santander, precisou superar vários desafios. “Era muita pressão. Os funcionários eram expostos, com e-mails com o ranking dividido com quatro colocações. O resto passava por chacotas, eram constrangidos. Eu sempre bati minhas metas, mas o índice sempre aumentava e o banco nunca estava satisfeito com os números, queria sempre mais e mais”.
O trabalhador informa que durante as visitas feitas aos clientes, o veículo utilizado era sempre seu carro. Sem falar das horas extras que nunca foram computadas. “Atendia clientes fora, reuniões se estendiam, poderia ser um café da manhã ou algo no fim do dia. Éramos orientados a não bater cartão e, em algumas vezes a marcar o ponto e voltar ao trabalho sem receber hora extra”, relata.
No dia 3, a fatídica segunda-feira das demissões em São Paulo, Rodolfo foi dispensado. “Vi o movimento de demissões, mas eu estava tranquilo por conta das minhas boas avaliações. Fiquei um pouco chocado com a dispensa, por conta de todos os compromissos e dívidas. Acabei de adquirir um imóvel e isso me preocupa muito, pois para esse negócio eu já utilizei parte do meu fundo de garantia”.
No mesmo dia 3, o bancário há 31 anos Francisco Moreira, que dedicou cinco dessa carreira ao Santander, também foi demitido. Ele ocupava cargo de gerência em uma agência da zona norte e era outro muito cobrado por metas. “Tinha de bater meta de R$ 1 milhão em empréstimos por mês. Era impossível, ainda mais por conta do perfil da agência, que fica na periferia da cidade, e sofri muita ameaça no Santander para cumprir metas. Fui surpreendido com esse jeito de cobrar os funcionários, com esse modelo de gestão”.

Francisco poderia ter adoecido por conta da pressão, mas superou o modelo de gestão e fez um bom trabalho, ensinando jovens bancários com cargos acima do seu. “Muitas vezes eu chegava em casa perturbado, com dificuldades para me comunicar com minha família, com comportamento agressivo, muito tenso e irritado, só pensava nas metas”, relata. “Mas conseguia desempenhar muito bem meu trabalho. Por isso acho muito complicado o banco tomar essa decisão e não reconhecer o que você fez. Houve um descaso muito grande”.
Francisco se emociona ao falar sobre a segunda-feira, no momento da sua dispensa. “Fiquei sem fala. Não conseguia assinar (a demissão), nem raciocinar. Me senti muito mal, fiquei envergonhado, isso me machucou. Liguei do caminho para minha esposa e fui pra casa. A gente fica sem rumo, sem destino. Você constrói uma carreira, demora anos para realizar isso. O banco te destrói em poucos minutos”.
Quando tomou conhecimento de que se tratava de demissão em massa, ficou revoltado. “Me dei conta do desrespeito do banco com o trabalhador brasileiro. Ele não mandou embora por conta de performance ou competência, está faltando respeito com o nosso país. Na situação que estamos hoje, com boa economia, é vergonhoso um banco estrangeiro fazer isso por aqui. Não teve critério”, opina.
Apoio aos bancários - “Nunca precisei tanto do Sindicato como hoje. Esse apoio é essencial. Ficamos meio perdidos e o Sindicato está nos auxiliando, independentemente de ganhar ou não esta ação, sabemos que não estamos sendo jogados no lixo como o banco está fazendo”, conta Francisco após uma reunião ao lado de dezenas de bancários demitidos na sede do Sindicato, na segunda 10.
Os trabalhadores demitidos do Santander podem esclarecer dúvidas pelo 3188-5200. Também é possível enviar relatos e fazer denúncias pelo Fale Conosco. Clique aqui e escolha o setor “site”.
(Gisele Coutinho, SEEB/SP)

Embora, em teoria, os possíveis ganhos de escala resultantes da operação pudessem ser repassados para os clientes em forma de tarifas menores, esse não é um movimento que deve ocorrer.
Com a crise que a Espanha enfrenta, com elevada taxa de desemprego, e consequente aumento da inadimplência, voltou a circular no mercado rumores sobre uma possível aquisição do Santander pelo Bradesco.
Ainda que somente no campo das especulações, especialistas de mercado lembram que esse não é um rumor novo, e não chegaria a ser uma grande surpresa o anúncio efetivo do mesmo, até pela fragilidade da matriz espanhola.
No entanto, a operação não é vista com bons olhos pelos que atuam no setor financeiro nacional.
“Existe o argumento de que uma fusão desse porte propicia ganho de escala, que por sua vez pode ser repassada para o cliente em menores tarifas. Mas demora um tempo para que isso ocorra. A operação do Santander com o Real foi concluída praticamente quatro anos depois do anúncio”, diz um analista do setor, que prefere não ter o nome divulgado.
Além disso, continua o especialista, benefícios ao consumidor tendem a ocorrer em tempos de maior concorrência, como a que recentemente foi promovida pelo governo por meio dos bancos públicos.
“As instituições não vão baixar suas margens podendo não fazê-lo”, pondera o especialista.
Novas pistas sobre os próximos passos dessa história, diz o analista, poderão ser tiradas das operações dos investidores institucionais em relação aos ativos do Santander.
(Lucas Bombana, Brasil Econômico)

A audiência na Procuradoria do Ministério Público do Trabalho – 5ª região, para mediar o caso das demissões no Santander, ocorreu nesta segunda-feira, dia 10, às 10 horas, em Salvador, mas sem resultados. O banco manteve-se intransigente e, com uma postura autoritária, negou-se rever as demissões.
Participaram da audiência o procurador do Trabalho, Pedro Lino de Carvalho Jr.; o diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Erivaldo Sales; o presidente do Sindicato da Bahia, Euclides Fagundes; e os diretores do SEEB-BA, Adelmo Andrade e Olivan Faustino. Pelo banco, estavam presentes três advogados e o preposto da empresa, Douglas Alexandre Jr.
Demissões
Na semana passada, em várias cidades, foram realizadas manifestações e paralisações nas agências do Santander para protestar contra as demissões em massa e exigir a reintegração de todos os funcionários desligados. Há informações de que as demissões podem atingir cerca de 5 mil em todo país.
Só na Bahia, já foram demitidos cerca de 25 funcionários. Na sua maioria, os dispensados foram gerentes de agências com mais de 20 anos de banco, muitos às vésperas da aposentadoria, e até pessoas com deficiência. Tudo isso mesmo obtendo uma alta lucratividade, em nove meses, de R$ 4,7 bilhões.
Fonte: FEEB-BA/SE – 10/12/2012

Agência do Santander: banco nega rumores de venda (Antonio Milena)
O banco Santander, via assessoria de imprensa, rechaçou na última quinta-feira (06/12) os rumores do mercado de que a operação brasileira estaria à venda. Segundo os boatos, que tiveram início na véspera e ganharam força no meio desta tarde, o Bradesco seria o provável comprador da instituição de origem espanhola. “Negamos veemente essa informação”, informou a assessoria. O Bradesco também negou a informação de que estaria comprando o Santander.
Na quarta-feira, a matriz do banco confirmou à Agência Estado a informação de que a filial brasileira vai passar por um “ajuste” no número de funcionários, de forma a adequar sua estrutura ao “contexto competitivo da indústria”. A matriz não disse, porém, o número de demissões previstas. A agência de notícias espanhola Europa Press, citando fontes da instituição financeira, cravou em 1.200 o número de demissões.
Profissionais das mesas que citaram esses rumores não souberam relatar se consideravam a notícia crível, mas lembraram que os papéis do Santander estão sendo negociados a um preço baixo, bem inferior ao do IPO (sigla em inglês para Oferta Pública Inicial de ações), quando foram vendidos a 23,50 reais.
Uma fonte informou que a origem dos rumores seria o sindicato de empregados bancários. Às 16h21, Santander Unit subia 0,35%, a 14,40 reais.
(Com Estadão Conteúdo)

São Paulo – A direção do Santander informou ao Sindicato que fará o crédito da primeira parcela da PLR dos financiários que foram demitidos pelo banco sem justa causa. O pagamento será no dia 7 de dezembro. Os demais financiários do Santander já receberam a primeira parcela da PLR dez dias após a assinatura do acordo entre os representantes dos trabalhadores e a Fenacrefi.
O valor estabelecido no acordo coletivo para a Participação nos Lucros e Resultados corresponde a 90% do salário mais R$ 1.760.
A data base dos financiários é 1º de junho. Nesse ano a categoria conquistou reajuste de 6.96% nos salários, representando 2% de aumento real. Para piso e verbas, 7,96%, 2,96% acima da inflação. O auxílio-refeição passa dos atuais R$ 20,38 ao dia para R$ 22 ao dia; o auxílio-alimentação salta de R$ 321,46 para R$ 347,05 ao mês (mesmo valor para a 13ª cesta-alimentação). Já a parte fixa da PLR passa de R$ 1.600 para R$ 1.760, e o teto para a distribuição vai de R$ 7.998,50 para R$ 8.555,20.
(SEEB-SP)

Crédito: Seeb Rio
Contra as demissões em massa no Santander, os funcionários do Santander paralisaram atividades nesta quinta-feira (6) no Rio de Janeiro e em todo o país. Eles já haviam parado também na terça e quarta-feira.
Na terça-feira as dispensas já chegavam a mil e, apesar de ter lucrado R$ 5,694 bilhões até setembro, o Santander planejava colocar na rua mais 4 mil bancários.
No Rio pararam no primeiro dia os centros administrativos da Pio X e da Rio Branco 70; na quarta, as agências da Rio Branco; e, nesta quinta, as unidades do Castelo. A adesão foi de 100%.
A diretora do Sindicato dos Bancários do Rio, Fátima Guimarães, avisou que os protestos vão continuar até que o banco volte atrás nas demissões e cancele as que planeja fazer. “Além de intensificar as manifestações, estamos tomando medidas jurídicas, nos articulando com o governo federal e exigindo negociações imediatas com o próprio banco”, adiantou.
Sem motivos para demissões
Para a dirigente, são inadmissíveis as demissões em massa no Brasil, país em que o banco espanhol teve um lucro que está entre os cinco maiores entre todos os bancos e responde por 26% do resultado mundial do grupo espanhol. “O banco está querendo jogar a crise que enfrenta na Europa demitindo aqui no Brasil e fazendo remessas mais altas de lucros para a matriz”, acusou a sindicalista.
Os indicadores econômicos mostram que o Santander tem sua maior lucratividade no Brasil. O índice de eficiência do banco (indicador que mede a relação entre despesas e receitas) está em 43,5%. É o segundo melhor desempenho entre os cinco maiores bancos no Brasil, atrás apenas do Bradesco (42,10%). Esse índice apresentou melhora nos últimos 12 meses, passando de 46,1% para 43,5%.
Não ir às festas de confraternização
Para o diretor da Federação dos Bancários do Rio e Espírito Santo, Paulo Garcez ninguém deve ir às festas de confraternização organizadas pelo banco, entre elas a desta sexta-feira (7), na Marina da Glória. “Devemos ser solidários com os colegas demitidos e não comparecer. Afinal de contas, não temos nada a comemorar”, disse.
A diretora da Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Cleyde Magno, acusou o banco de tripudiar sobre o sofrimento dos funcionários, ao fazer festas ao mesmo tempo em que demite. “O Santander age com escárnio”, afirmou.
TRT de São Paulo suspende demissões
A desembargadora Rilma Aparecida Heleutério, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana de São Paulo), acolheu liminar na ação movida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, ordenando a suspensão de todas as demissões sem justa causa feitas pelo Santander nesta semana na base da entidade. De acordo com a juíza, todas as dispensas que ainda não foram homologadas estão suspensas. As já homologadas, serão discutidas.
Segundo a desembargadora, o banco não está em crise, portanto, não há razão para demitir. Em sua decisão afirma: “Vocês são uma instituição europeia e foram acolhidos no Brasil. Têm de respeitar os brasileiros como respeitam os espanhóis”. Lembrou que os trabalhadores da Comunidade Europeia contam com leis de proteção ao emprego que não existem no Brasil. “Mas o trabalho é uma questão social e tem de ser olhado dessa forma.”
Caso a direção do Santander desobedeça a liminar que proíbe as demissões, o banco pagará multa diária de R$ 100 mil. A desembargadora destacou, ainda, a boa situação do banco. “Todos os rankings de consultorias indicam que não há crise no Santander. Ou seja, não precisa demitir.”
Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio

Crédito: Seeb São Paulo
A mobilização dos bancários, que já paralisaram diversas agências e centros administrativos do Santander em todo país contra as demissões em massa, obteve a primeira vitória nesta quinta-feira (6), em São Paulo.
A desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana de São Paulo), deferiu liminar requerida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e suspendeu, a partir desta quinta-feira, todas as demissões sem justa causa feitas pelo Santander em São Paulo, Osasco e região, base territorial da entidade. De acordo com a juíza, todas as dispensas que ainda não foram homologadas estão suspensas. As já homologadas, serão discutidas.
Caso a direção do Santander desobedeça a liminar que proíbe as demissões, a instituição financeira pagará multa diária de R$ 100 mil.
Para a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, a liminar foi uma vitória importante na luta dos trabalhadores contra as demissões. “A Justiça entendeu que o banco não foi transparente com os trabalhadores nem com o Sindicato. A desembargadora também destacou que o Santander Brasil não apresenta motivações para demitir, porque não passa por crise, pelo contrário, ela citou indicadores que mostram a saúde financeira da instituição”, disse.
Durante a audiência de conciliação, realizada nesta quinta, a desembargadora, que preside a Seção de Dissídios Coletivos do TRT-SP, dirigiu-se aos representantes do banco espanhol dizendo que, como instituição europeia que são, deveriam respeitar os trabalhadores brasileiros assim como respeitam os espanhóis. “Não podem tratados os brasileiros como se fossem de segunda categoria”, disse.
Ela lembrou que os trabalhadores da Comunidade Europeia contam com leis de proteção ao emprego que não existem no Brasil e que lá, diferentemente daqui, os países são signatários da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual coíbe demissões em massa. Mas que mesmo assim, de acordo com ela, o trabalho é uma questão social e tem de ser olhado dessa forma.
A desembargadora destacou, também, a boa situação do banco. “Todos os rankings de consultorias indicam que não há crise no Santander. Ou seja, não precisa demitir.”
A magistrada frisou ainda que os trabalhadores “não podem ficar desamparados” e que “não se pode fazer vistas grossas quando não existe uma legislação específica”.
Para a diretora executiva do Sindicato e funcionária do Santander Rita Berlofa, a decisão do TRT foi sensata. “A desembargadora deixou bem claro aquilo que nós do Sindicato sempre defendemos: que os trabalhadores brasileiros não podem ser tratados como de segunda categoria. Além de destacar a função social do trabalho, que deve ser protegida.”
O funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, que acompanhou a audiência, avaliou que a liminar é muito importante, pois abriu um novo caminho na luta contra as demissões no Santander. “Precisamos continuar intensificando as mobilizações para estender essa vitória para todo o país”, destacou.
Números de São Paulo
Durante a audiência, os desembargadores cobraram dos representantes do Santander o número exato de cortes em dezembro. A princípio, eles alegaram não ter esses dados, mas depois de um intervalo e de alguns telefonemas afirmaram que seriam 415 ao todo, na base do Sindicato, até 14 de dezembro, sendo que dessas, dez eram pedidos de demissão de trabalhadores.
Os juízes pediram a lista com os dados dos demitidos e o Santander deve entregá-la em até 24 horas (sexta-feira), após isso, o Sindicato tem mais 24 horas para apresentar os dados que apurou. A próxima audiência de conciliação foi marcada para terça-feira 11, às 16h.
Homologações no Sindicato
O Sindicato informou aos desembargadores do TRT-SP que o Santander marcou, só para esta sexta-feira 7, 98 homologações de funcionários demitidos. Esse número está bem acima da média de homologações do banco.
Outro indício de demissões em massa, informado pelos representantes dos trabalhadores durante a audiência, foi que o banco solicitou que o Sindicato reservasse todos os dias da semana para homologações do Santander, quando normalmente é reservado ao banco apenas as terças e quintas.
O Sindicato informou que até novembro deste ano 836 demissões já foram homologadas no Sindicato.
Os dirigentes sindicais apuraram que em todo o país já são mais de 2 mil demitidos. Ainda segundo informações que chegam ao Sindicato, os desligamentos chegariam a 5 mil até esta sexta-feira.
Mobilização em São Paulo
Uma série de protestos foi realizada nesta semana para denunciar as demissões. Foram paralisadas dezenas de agências na terça-feira 4 e o Centro Administrativo Santander (Casa 3) na quarta-feira. No Casa 3, concentração que reúne cerca de 1.200 funcionários, onde pelo menos 200 foram dispensados, segundo levantamento feito por dirigentes sindicais.
Nesta quinta-feira a paralisação foi na principal avenida de São Paulo, a Paulista.
Mobilização segue no interior paulista e outros estados
“Animados pela liminar em São Paulo, precisamos intensificar a pressão contra as demissões no Santander em todo Brasil para conquistar novas vitórias e garantir os empregos e os direitos dos trabalhadores”, destaca Ademir.
A Contraf-CUT enviou nesta quinta uma carta ao ministro Guido Mantega, solicitando uma audiência para “discutir o processo de reestruturação no sistema financeiro, buscando medidas para garantir a proteção do emprego dos bancários e a defesa dos interesses da sociedade brasileira”.
Clique aqui para ler a íntegra da carta.
“É inaceitável que os trabalhadores paguem a conta desses ajustes dos bancos para manter os seus lucros gigantescos e continuar se apropriando da renda do país, na contramão da política de crescimento com desenvolvimento econômico e social, inclusão e redução das desigualdades”, aponta o ofício da Contraf-CUT.
Atenção, demitidos!
Os trabalhadores demitidos, que ainda não realizaram a homologação, devem procurar o Sindicato e trazer a carta de demissão para que a entidade tenha o controle das dispensas. “Precisamos confrontar com os dados apresentados pelo banco”, explica Rita Berlofa. Os demitidos devem também trazer ao Sindicato documentos que comprovem uma possível ilegalidade no desligamento.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
São Paulo – O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, em São Paulo, promove amanhã (6), a partir das 15h, uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e o Santander. O pedido foi feita pela entidade, diante das ameaças de demissões. Hoje, os trabalhadores fizeram paralisações e protestos em todo o país, em manifestações que devem continuar ocorrendo até amanhã.
De acordo com informações do sindicato, os 1.200 funcionários do centro administrativo 3, em Interlagos, zona sul de São Paulo, pararam hoje (5) em protesto contra os cortes. Segundo informações dos sindicalistas, o Santander deve demitir cerca de 5 mil de seu 55 mil funcionários no Brasil, país responsável por 26% do resultado global do banco.
As demissões começaram na segunda-feira (3) e atingem principalmente funcionários com mais de dez anos de trabalho, muitos com cargos de gerência, que trabalhavam em bancos comprados pelo Santander (Banespa, Noroeste, Real, Meridional) e que estão prestes a se aposentar.
Hoje, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ram Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, enviou uma carta ao presidente do Santander, Marcial Portela, cobrando explicações sobre os cortes. A assessoria de imprensa do banco informou que “as informações sobre forte redução no número de funcionários não correspondem à realidade” e que o Santander está fazendo um ajuste em sua estrutura para adequá-lo ao contexto competitivo do setor. O banco não informa o número de cortes que fez nem quantos funcionários pretende demitir.
De acordo com a presidenta do sindicato, Juvandia Moreira, as paralisações e manifestações irão continuar até que obanco marque uma audiência para explicar sobre os motivos das demissões. Segundo Juvândia, não já justificativa no balanço do Santander para cortes de funcionários. “Pelo contrário, o Santander teve excelentes resultados”, afirma.
Segundo o sindicato, nos nove primeiros meses de 2012 o lucro líquido do Santander foi de R$ 4,7 bilhões e a carteira de crédito atingiu R$ 207 bilhões. O sindicato também informa que o índice de lucratividade, que mede a relação entre despesas e receitas, é de 53,5% no Brasil, o segundo melhor índice entre os cinco maiores bancos no país, e que os gastos com despesas de pessoal do Santander é de 9,2% do total de despesas do banco. Apenas 9,2% das receitas vão para despesas de pessoal, diz Juvandia. “E isso é bem inferior aos outros bancos brasileiros, que não estão demitindo dessa forma. É inadmissível que o Santander queira economizar com os trabalhadores.”
Hoje, o Citigroup divulgou que vai demitir 11 mil trabalhadores em sua rede em todo o mundo, o que representa 4% do total de funcionários.
No Brasil, o banco informou que vai fechar 14 das 198 agências e lojas, mas não divulgou o número de demissões. No Paraguai, Uruguai, Romênia,Turquia e Paquistão, a intenção do Citi é vender ou reduzir ao máximo sua participação na área comercial.
(Raimundo Oliveira, Rede Brasil Atual)

Crédito: Contraf-CUT, com CUT
Os bancários realizam protestos com paralisações nesta quarta-feira (5) em todo Brasil. No Itaú, os trabalhadores promovem um Dia Nacional de Luta contra o horário estendido de atendimento ao público. Já no Santander a mobilização é contra as demissões em massa que atingiram a rede de agências e os centros administrativos em pleno fim de ano, às vésperas do Natal.
Itaú
A implantação do horário estendido feito pelo Itaú em diversas agências no último dia 27 de agosto deste ano tem sobrecarregado os funcionários e causado consequências diretas no emprego, jornada, organização de trabalho e principalmente na qualidade de vida dos trabalhadores, fragilizando a segurança dos bancários e clientes.
Devido à forma unilateral e sem transparência de colocar em prática o projeto, a Contraf-CUT, federações e sindicatos de bancários de todo país realizam um Dia Nacional de Luta, como forma de pressionar o Itaú para que reveja esse horário diferenciado e discuta com os trabalhadores um novo modo de organizar o atendimento. Uma edição especial do jornal Itaunido, elaborado pela Contraf-CUT, está sendo distribuída aos funcionários e clientes do banco.
> Clique aqui para ler o jornal Itaunido.
“Não somos contra a ampliação do horário de atendimento das agências. Temos uma reivindicação antiga para ampliar o horário das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho e mais contratações de bancários, a fim de atender melhor os clientes e a população. Essa proposta está com a Fenaban há muitos anos. Por que não começamos a discussão a partir daí?”, questiona Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Com o horário estendido, as agências localizadas nos shoppings passaram a abrir das 12h às 20h. Nos corredores, as agências têm agora quatro horários diferentes: 8h às 16h, 9h às 16h, 11h às 18h e 11h às 19h. Hoje são 450 agências que esticaram o expediente ao público. O objetivo do banco é chegar a 1.500 agências com horários ampliados em todo o país.
O Itaú argumenta que o projeto visa atender os clientes do banco que desejam realizar operações de negócios. Desta forma, essas agências ampliaram em duas horas diárias o atendimento para transações e destinaram outras cinco horas diárias ininterruptas para atendimento ao público, conforme exigido pela norma do Banco Central.
Para Jair Alves, diretor da Fetec-SP e um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, o programa está acarretando inúmeros prejuízos aos bancários em todo o país. “As informações recebidas dos sindicatos é que diversas agências não possuem o movimento de clientes que o banco afirma ter. Além disso, a medida sequer amplia o número de contratações, e os bancários estão sendo obrigados a trabalhar no limite”, denuncia.
Santander
Os bancários protestam contra as demissões em massa. A onda de dispensas foi deflagrada na semana passada com o desligamento de 40 funcionários na Torre Santander e disparou na segunda-feira (3) com cerca de mil demissões e que podem chegar a 5 mil até sexta-feira (7), segundo informações extraoficiais.
A luta das entidades sindicais é pela reintegração de todos os funcionários desligados e a manutenção dos empregos. A Contraf-CUT já cobrou uma negociação com o banco, mas até o momento não obteve retorno.
“Solicitamos uma negociação com o Santander para discutir a suspensão imediata das dispensas e a manutenção dos empregos dos trabalhadores”, destaca Ademir Wiederkehr, funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT.
A denúncia dos bancários repercutiu na imprensa. O Santander disse que “os números não correspondem à realidade” e alegou que “está procedendo um ajuste em sua estrutura de forma a adequá-la ao contexto competitivo da indústria”.
Não há motivos para cortar empregos. “O banco não demite na Espanha onde há crise, nem em outros países da América Latina. Não aceitamos que dispensem os funcionários daqui”, afirma Maria Rosani, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.
“Ao invés de promover um Natal de demissões em massa, o Santander deveria fazer contratações, acabar com a rotatividade, melhorar as condições de trabalho e apostar no crescimento do país. Por isso, exigimos a reintegração dos desligados e a manutenção dos empregos dos trabalhadores”, conclui Ademir.
Fonte: Contraf-CUT

247 - A Central Única dos Trabalhadores denunciou um movimento de demissão em massa iniciado nas unidades do banco Santander que podem atingir cinco mil postos até sexta-feira. O banco espanhol rebate a informação, mas não fornece número.
Leia a nota da CUT:
Os bancários estão parando agências do Santander nesta terça-feira (4) em várias cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, protestando contra as demissões em massa e exigindo a reintegração de todos os funcionários desligados. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) já cobrou uma negociação com o banco, mas até o momento não obteve retorno.
“Solicitamos uma negociação com o Santander para discutir a suspensão imediata das dispensas e a manutenção dos empregos dos trabalhadores”, destaca Ademir Wiederkehr, funcionário do banco e diretor de imprensa da Contraf-CUT.
A paralisação é a primeira resposta diante da onda de dispensas que foi deflagrada pelo banco e que começaram na semana passada com o desligamento de 40 funcionários na Torre Santander, em São Paulo, e que estouraram nesta segunda-feira (3) com cerca de mil demissões, segundo estimativa inicial de dirigentes sindicais. A Contraf-CUT já está fazendo um levantamento nacional junto aos sindicatos para apurar o total de dispensas.
“Tivemos informação que o banco prosseguirá as demissões até a próxima sexta-feira (7) e que pode atingir cerca de 5 mil funcionários em todo país. Isso é um absurdo, pois os trabalhadores brasileiros são principais responsáveis pela maior fatia do resultado global da empresa (26%). O banco não demite na Espanha onde há crise, nem em outros países da América Latina. Não aceitamos que dispensem os funcionários daqui”, afirma Maria Rosani, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Rosani alerta que entre os dispensados estão empregados com mais de 20 anos de banco, muitos às vésperas da aposentadoria, e até pessoas com deficiência. “Trabalhadores que dedicaram uma vida inteira à instituição não podem ser descartados dessa forma. Além disso, essas dispensas só podem estar ocorrendo para que o banco economize com os funcionários e amplie suas remessas à Espanha”, denuncia.
No Nordeste, dados preliminares de alguns sindicatos são preocupantes. Ocorreram 30 demissões em Pernambuco, 23 na Bahia, 14 em Alagoas e 10 na Paraíba. Na sua maioria, os desligados foram gerentes de agências.
Para Ademir, nada justifica essas demissões. Nos nove primeiros meses do ano, o banco lucrou R$ 5,694 bilhões no Brasil.
“Ao invés de demitir, o banco deveria, isto sim, fazer mais contratações, como foi reivindicado pelas entidades sindicais na última negociação com o banco, no dia 22 de novembro, durante o Comitê de Relações Trabalhistas”, ressalta o dirigente sindical. “Queremos melhores condições de trabalho, frear o adoecimento de trabalhadores e agilizar o atendimento aos clientes e usuários”, defende Ademir.
“Ao demitir trabalhadores, faltando menos de um mês para o Natal, o Santander revela que não respeita o Brasil e os brasileiros”, critica o diretor da Contraf-CUT. “Exigimos a suspensão imediata das demissões, a manutenção dos empregos e a geração de novos postos de trabalho, como forma de responsabilidade social e contrapartida para o desenvolvimento do país”, conclui.
Em nota, o Santander rebateu as informações sobre o número de demissões, mas não deu números.
(Brasil 247)

Uma demissão em massa surpreendeu os funcionários do Banco Santander, entre a noite de segunda, 3, e manhã desta terça-feira, 4. Em todo o Brasil, conforme o Sindicato dos Bancários da Bahia, estima-se que mil trabalhadores já tenham sido demitidos, sendo que esse número pode chegar a cinco mil. Na Bahia, 23 (21 em Salvador e dois na cidade de Feira de Santana, a 108 km da capital) foram dispensados até esta tarde.
Devido às demissões, funcionários de sete agências do grupo espanhol, em Salvador, estão com os trabalhos paralisados desde a manhã desta terça. Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários da Estado, Euclides Fagundes, a paralisação serve como espécie de enfrentamento às medidas anunciadas pela gerência do Banco Santander no Estado, consideradas pela categoria como abusivas e desnecessárias.
Ainda de acordo com Euclides Fagundes, a crise internacional é colocada como um motivo das demissões, já que o banco é de origem espanhola. “Entretanto, não há justificativa para demissões no Brasil, porque o banco possui grande lucratividade por aqui”, relatou.
Por meio de nota oficial, a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb) também esboçou repulsa à medida. “Enquanto o banco patrocina a Fórmula 1, os funcionários são prejudicados. O ganho do Santander somou quase R$ 5 bilhões, fruto do trabalho dos bancários. O Sindicato espera que uma negociação seja aberta, no intuito de barrar mais demissões e reverter as que foram feitas”, explica o diretor da Feeb, José Antônio dos Santos.
Procurada pela equipe de A TARDE, a assessoria do Banco Santander disse que as informações referentes a uma forte redução do número de funcionários não correspondem à realidade. “O Santander está procedendo um ajuste em sua estrutura de forma a adequá-la ao contexto competitivo da indústria”, justificou demissões por meio de nota.
(Henrique Mendes, Portal A Tarde)

Nas proximidades do Natal, o Santander deflagrou nesta segunda-feira (3) uma nova onda de demissões em todo país, segundo informações enviadas por vários sindicatos e federações para a Contraf-CUT. Na última quinta-feira (29), os bancários de São Paulo já fizeram uma manifestação contra dispensas na Torre Santander, onde foram mandados embora 40 funcionários dos setores de Recursos Humanos, Jurídico, Organização e Eficiência e o de Gestão Integral e de Gastos.
Ainda não há números conhecidos sobre o total de trabalhadores demitidos. A Contraf-CUT já está fazendo um levantamento nacional junto aos sindicatos.
No Nordeste, dados preliminares de alguns sindicatos são preocupantes. Ocorreram 30 demissões em Pernambuco, 23 na Bahia, 14 em Alagoas e 10 na Paraíba. Na sua maioria, os desligados foram gerentes, com mais de 10 anos de banco e salários mais elevados. Houve também dispensas em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, dentre outros estados, além de Brasília.
“Já solicitamos uma negociação com o Santander para discutir a suspensão imediata das dispensas e a manutenção dos empregos dos trabalhadores do banco”, destaca Ademir Wiederkehr, funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT.
Para ele, nada justifica essas demissões. Nos nove primeiros meses do ano, o banco lucrou R$ 5,694 bilhões no Brasil, o que representa 26% do lucro mundial do Santander.
“Ao invés de demitir, o banco deveria, isto sim, fazer mais contratações, como foi reivindicado pelas entidades sindicais na última negociação com o banco, no dia 22 de novembro, durante o Comitê de Relações Trabalhistas”, ressalta o dirigente sindical.
“Queremos melhores condições de trabalho, frear o adoecimento de trabalhadores e agilizar o atendimento aos clientes e usuários”, defende Ademir.
“Ao demitir trabalhadores, faltando menos de um mês para o Natal, o Santander revela que não respeita o Brasil e os brasileiros”, critica o diretor da Contraf-CUT. “Exigimos a suspensão imediata das demissões, a manutenção dos empregos e a geração de novos postos de trabalho, como forma de responsabilidade social e contrapartida para o desenvolvimento do país”, conclui.
Fonte: Contraf-CUT

O Banco Santander S/A foi condenado a pagar R$ 100 mil de indenização por dano moral a uma empregada gaúcha que foi assediada moralmente pelos supervisores, ao lhe cobrar metas excessivas, usando palavras e expressões constrangedoras e humilhantes. A decisão foi arbitrada pela 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
Na reclamação, ajuizada em 2010, a empregada informouque foi dispensada sem justa causa, após trabalhar 20 anos na empresa. Ainda afirmou que foi muito pressionada e humilhada nos últimos cinco anos em que trabalhava, quando exerceu a função de gerente da agência.
A bancária disse que as tarefas eram orientadas mediante metas a serem atingidas edeterminadas pelo banco e que seus superiores exigiam o cumprimento delas, sob pena de demissão “nem que fosse necessário rodar a bolsinha na esquina”, declarou em depoimento.
Reconhecendo o assédio dos gestores do banco, o juízo condenou a empresa a pagar indenização por dano moral, no valor de R$ 300 mil. O Tribunal Regional confirmou o assédio, mas reduziu o valor da indenização para R$ 20 mil. Inconformada, a empregada recorreu ao TST, argumentando que se tratava de “ofensa gravíssima, com comprovados danos de ordem psicológica e e culpa do empregador” e que a redução da indenização correspondia a mais de 90% do valor avaliado em primeira instancia.
Correção do valor
Ao examinar o recurso na 7ª Turma, a relatora ministra Delaíde Miranda Arantes aumentou a indenização para R$ 100 mil, de acordo com a gravidade do dano. “Há nesta Corte inúmeros precedentes envolvendo casos similares, em que foi caracterizado o assédio moral decorrente do abuso do poder diretivo, alguns deles envolvendo prática de situações vexatórias e humilhantes, além de pressão para o cumprimento de metas”, destacou a relatora.
(Yahoo Notícias)

O Banco Santander foi condenado a pagar R$ 10 mil, a título de indenização por danos morais, a uma funcionária discriminada por ser oriunda do banco Banespa – instituição que foi privatizada em 2000 e adquirida pelo Santander. A decisão é da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, negou provimento a recurso da instituição bancária contra a condenação decidida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), mas reduzir o valor arbitrado inicialmente em R$ 30 mil pela corte regional. Na reclamação trabalhista, a empregada alegou que após a aquisição do Banespa pelo Santander, passou a ser periodicamente discriminada, sofrendo constrangimentos pela sua condição de mulher e por ser oriunda do banco público. Afirmou que era por vezes foi isolada, e chegou a ser chamada a atenção para simples satisfação dos prepostos do banco. Ao depor no processo trabalhista, uma testemunha comprovou que a autora era alvo de cobranças diferenciadas por parte da sua gerência, e que a discriminação era embasada no fato da reclamante vir do Banespa. A autora ainda sofria maior cobrança por ser esposa do antigo gerente-geral do então banco público, afirmou a testemunha. O juiz de primeiro grau negou o pedido da empregada, por entender que não houve assédio moral, e que as cobranças visavam apenas o melhor desempenho da autora na realização dos negócios. Ela, então, recorreu ao TRT, que lhe deu razão e condenou o Santander. “Essas atitudes discriminatórias dirigidas à reclamante, obviamente perceptíveis pelos seus pares, causaram evidente dano à moral, honra e à imagem daquela, direitos de personalidade com status de garantia fundamental em um Estado Democrático de Direito, os quais gozam de proteção constitucional e infraconstitucional”, asseverou o acórdão do TRT ao condenar o banco, arbitrando a indenização em R$ 30 mil. Código Civil Ao analisar o recurso do Santander contra a condenação, o ministro da Segunda Turma do TST, Renato de Lacerda Paiva, relator do caso, afirmou que o TRT decidiu em consonância com o novo Código Civil, mais especificamente com os artigos 186 (“aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”) e 927 (“aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”) da citada lei. Ainda de acordo com o relator, o TRT decidiu com base no disposto no artigo 131 do Código de Processo Civil, “posto que sua conclusão decorreu da aplicação do princípio da persuasão racional”. Nesse ponto, o ministro explicou que não vigora mais o sistema de prova legal, onde o valor das provas era “tarifado”. No sistema atual, frisou o relator, é livre a apreciação e valoração das provas, bastando que o juiz atenda aos fatos e circunstâncias constantes dos autos e indique os motivos que embasaram sua decisão. Com esses argumentos, o ministro votou no sentido de manter a condenação ao banco, sendo acompanhado pelos demais ministros da Turma. Quantum indenizatório Ao analisar o pedido do Santander para reduzir o valor da indenização , o relator disse entender que, ao arbitrar o quantum o TRT estabeleceu valor de excessiva proporção. “A quantificação do valor que visa a compensar a dor da pessoa requer por parte do julgador bom-senso. E mais, a sua fixação deve-se pautar na lógica do razoável, a fim de se evitar valores extremos (ínfimos ou vultosos)”, frisou o relator, ao lembrar que “o quantum indenizatório tem um duplo caráter, ou seja, satisfativo-punitivo. Satisfativo, porque visa a compensar o sofrimento da vítima e punitivo, porque visa a desestimular a prática de atos lesivos à honra, à imagem das pessoas”. Para se mensurar a indenização por danos morais, deve-se observar a proporção do dano sofrido e a reparação. “Nesse passo, entendo que o valor fixado no acórdão regional foi por demais elevado”, disse o ministro. Para o ministro, levando-se em conta que a natureza da atividade bancária implica, invariavelmente, no estabelecimento e cobranças de metas. Da discrição do quadro fático delimitado pelo TRT não se extrai culpa em grau que justifique o montante estabelecido, concluiu o relator ao se manifestar pela redução do valor da indenização para R$ 10 mil. A decisão foi unânime.
(Mauro Burlamaqui /RA) Processo: RR 464800-67.2006.5.09.0007
Fonte: TST

O Santander se recusou na última quinta-feira (22) a negociar emprego, fim da rotatividade e Plano de Cargos e Salários (PCS), durante reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), em São Paulo. Outras reivindicações discutidas, como a melhoria das condições de trabalho, a redução das taxas de juros e a isenção de tarifas para funcionários e aposentados, também não trouxeram avanços, frustrando ainda mais os dirigentes da Contraf-CUT, das federações e dos sindicatos, incluindo o de Brasília.
“A empresa cobra dos bancários serviços, metas e agilidade durante todo o ano, mas na hora de dar sua contrapartida foge da responsabilidade. Entre as reivindicações dos trabalhadores, a contratação de mais bancários é uma das mais importantes, uma vez que o banco abriu 90 agências em todo o país e criou somente 202 novas vagas”, ressalta Rosane Alaby, secretária de Imprensa do Sindicato e funcionária do Santander. Rosane representou os bancários de Brasília na negociação com o banco em São Paulo.
Já o secretário de Imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, afirmou que o Santander tem que trazer soluções para as demandas dos funcionários, sendo que muitas delas se arrastam desde a privatização do Banespa, que completou 12 anos na terça-feira (20). “Precisamos combinar negociação com mobilização para pressionar o banco, a fim de avançar”, frisou.
Emprego
Na Campanha Nacional dos Bancários 2012, a Fenaban não aceitou as propostas de emprego da categoria, remetendo o debate banco a banco. Enquanto a Caixa Econômica Federal negociou com as entidades sindicais a criação de 9 mil empregos em 2013, o Santander se negou a discutir as demandas, alegando que não é tema para banco privado.
O movimento sindical rebateu a posição do Santander e destacou que os bancos privados deveriam seguir as boas práticas de responsabilidade social do mercado e negociar também contratações. Nos últimos seis meses, entre abril e setembro, o Santander criou apenas 67 empregos, segundo levantamento do Dieese.
O fim da rotatividade também foi rejeitado pelo banco. Pesquisa do Emprego Bancário, feita pela Contraf-CUT e Dieese, mostra que no primeiro semestre deste ano a remuneração média dos admitidos foi de R$ 2.708,70 e a dos desligados de R$ 4.193,22, o que significa uma redução de 35,40%. Já na economia brasileira, como um todo, a diferença é em média 7%.
PCS
As entidades sindicais também reivindicaram a criação de um PCS, apresentando a mesma reivindicação feita pela categoria na Campanha 2012 para a Fenaban que, assim como o emprego, havia sido encaminhada para negociação banco a banco. O Santander, no entanto, recusou as demandas, alegando que as propostas de PCS não são para os bancos privados e sim para os públicos.
Condições de trabalho
Os bancários cobraram melhores condições de trabalho. Uma demanda novamente discutida foi o fim das metas para caixas. O banco já reconheceu em reuniões anteriores que os caixas não têm metas, nem serão avaliados pela venda de produtos e ficou de entregar cópia de orientação interna aos gestores do banco.
Os representantes do Santander disseram que esse comunicado ainda está sendo elaborado, mas reiteraram que “o caixa não pode ser punido em razão de vender ou não vender”. Para o banco, “os caixas devem ser avaliados pela sua função preponderante, que é o atendimento aos clientes”.
Outras propostas das entidades sindicais serão discutidas em reunião do grupo de trabalho sobre condições de trabalho, agendada para o dia 9 janeiro.
Ranking individual
Os bancários cobraram o cumprimento da cláusula 35ª da convenção coletiva, pela qual “no monitoramento de resultados, os bancos não exporão, publicamente, o ranking individual de seus empregados”. Para os dirigentes sindicais, essa conquista que visa combater o assédio moral está sendo desrespeitada pelo Santander.
Os representantes sindicais afirmam que o rankeamento ainda é prática rotineira no banco. São várias denúncias de funcionários mal avaliados que são obrigados a participar de reuniões específicas, onde recebem orientações de colegas bem avaliados, a fim de que os objetivos sejam atingidos.
O banco disse que já fez alterações no sistema e que os gestores têm sido orientados para não expor publicamente o ranking dos funcionários.
Súmula 124 do TST
A representação sindical reivindicou a aplicação imediata da Súmula 124, de 14.09.2012, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considera o sábado como dia de descanso remunerado dos bancários, impactando, assim, no cálculo de pagamento das horas extras. O banco disse que aguarda um posicionamento da Fenaban.
Pessoas com deficiência
Os dirigentes sindicais cobraram a marcação de reunião específica para tratar das demandas dos funcionários com deficiência (PDD). Foi indicada a data de 22 ou 24 de janeiro, às 14h, a ser confirmada pelo banco.
Manutenção de assistência médica para aposentados
Os bancários reivindicaram a manutenção do plano de saúde aos aposentados do Santander nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozavam na ativa, mediante o pagamento de mensalidade no valor que era descontado no holerite (contracheque).
O Santander disse que aguarda análise da norma da ANS que regulamenta o direito previsto na lei nº 9.656, de 1998, que mantém o plano de saúde para aposentados mediante custeio integral, bem como para demitidos por dois anos. O banco ficou de agendar uma reunião para discutir o assunto.
Acesso ao portal RH para trabalhadores afastados e licenciados
Os dirigentes sindicais reivindicaram melhorias no acesso externo ao portal RH. Há vários problemas, como a impossibilidade de agendamento de férias. O banco reconheceu que o sistema impede essa solicitação, orientando que por enquanto os funcionários com frequência livre devem enviar e-mail para rhferias@santander.com.br informando nome, matrícula funcional, data de início, quantidade de dias, com ou sem abono pecuniário, etc. O banco se comprometeu em agendar uma reunião para fazer nova apresentação do portal.
Calendário das próximas reuniões com Santander
. 5 de dezembro – Grupo de Trabalho do SantanderPrevi
. 13 de dezembro – Grupo de Trabalho do Call Center
. 9 de janeiro – Fórum de Saúde e Condições de Trabalho
. 9 de janeiro – Grupo de Trabalho de Condições de Trabalho
. 23 de janeiro – Reunião sobre Igualdade de Oportunidades
Da Redação, com informações da Contraf-CUT
A pedido do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), o Banco Santander foi impedido pela Justiça de cobrar tarifas bancárias em contas destinadas exclusivamente ao recebimento de salário. Em caso de descumprimento, a decisão da 7ª Vara Empresarial do Rio prevê multa diária no valor de R$ 10 mil por cada caso. O Santander também foi condenado a devolver, em dobro, os valores cobrados dos consumidores sem autorização.
De acordo com a ação civil pública, o banco estava descaracterizando o contrato de conta-salário, passando a empregá-lo como o de uma conta corrente comum. Aproveitando-se do contrato de pagamento de salário firmado com o empregador, o Santander impunha ao cliente uma série de serviços extras e irregulares.
O promotor de Justiça Rodrigo Terra, autor da ação, ressaltou que o Santander não informava corretamente o cliente sobre todas as vantagens e desvantagens da contratação do serviço.
“A abusividade rende vantagem patrimonial indevida para a instituição financeira e vem se prolongando no tempo, não atendendo, portanto, ao fim social da conta salário nem a relevante missão que os bancos de forma geral têm a prestar aos interesses da população e do Estado”, afirmou Terra, titular da 2ª Promotoria de Justiça e Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e Contribuinte.
(Ultima Instância)

Bancários cobram explicações do Santander
Reunião foi solicitada após notícias divulgadas pela imprensa sobre uma possível venda da subsidiária brasileira do banco espanhol
sugerido pela Cecília Negrão
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro se reuniram nesta quarta-feira (13) com o representante do Santander Brasil, na sede do banco, em São Paulo. Participaram do evento a presidente e a diretora de finanças do Sindicato, Juvandia Moreira e Rita Berlofa, respectivamente, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, e o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela.
Durante a reunião, Portela disse que não pretende vender a unidade no Brasil. E reafirmou a importância do Brasil nos lucros da instituição. “O Sindicato dos Bancários se preocupa com a situação dos 55 mil trabalhadores da instituição no Brasil e a concentração do sistema bancário brasileiro, prejudicial para a sociedade e geração de empregos. Consideramos o encontro positivo porque mantém o diálogo aberto”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
No primeiro trimestre de 2012, o lucro líquido do Grupo Santander (considerando todas as suas filiais ao redor do mundo) apresentou queda de 23,9% com relação ao 1º trimestre de 2011, passando de 2,1 bilhões de euros para 1,6 bilhões de euros. As unidades do banco na Europa foram as que mais contribuíram para a queda do resultado. A América Latina, ao contrário, representa mais da metade (52%) do lucro do grupo Santander, sendo o Brasil o país que contribui com a maior parte do resultado do Banco, com 27% do total.
Fusões – As fusões e aquisições de empresas financeiras vêm se acentuando nas duas últimas décadas no Brasil. No ano de 1999, por exemplo, segundo os dados do Banco Central, os seis maiores bancos (BB, CEF, Bradesco, Itaú, Unibanco e Banespa) concentravam 59% do Ativo Total do Sistema Bancário Brasileiro. Já em 2011, estas mesmas instituições (BB, Itaú-Unibanco, Bradesco, CEF, Santander e HSBC) passaram a concentrar 81% do Ativo Total do Sistema Bancário Brasileiro.
(site viomundo)
As chances são para formados entre julho de 2010 e julho de 2012 nos cursos de Administração, Economia, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Engenharia, Marketing ou cursos correlatos. Experiência anterior com vendas será considerada um diferencial.
Benefícios:
- Assistência Médica (Bradesco Saúde ou Unimed);
- Assistência Odontológica (Interodonto ou Odontoprev);
- Vale Alimentação;
- Vale Refeição;
- Auxílio Creche/Babá/Filhos Excepcionais;
- Seguro de Vida;
- Previdência Privada;
- PLR – Participação nos lucros e resultados do banco.
Confira os estados e cidades com vagas:
Amazonas – Manaus
Bahia – Itabuna, Juazeiro e Salvador
Ceará – Fortaleza
Distrito Federal – Brasília
Espírito Santo – Vila Velha e Vitória
Goiás – Goiânia
Minas Gerais – Belo Horizonte, Contagem, Ipatinga, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia
Mato Grosso do Sul – Campo Grande
Mato Grosso – Cuiabá
Pará – Belém
Paraíba – Campina Grande
Pernambuco – Garanhuns, Recife, Vitória de Santo e Antão.
Paraná – Curitiba, Londrina, Maringá, São José dos Pinhais e Campo Largo
Rio de Janeiro – Barra do Piraí, Campo dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaguai, Macaé, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Gonçalo.
Rio Grande do Norte – Natal
Rio Grande do Sul – Caxias do Sul, Cruz Alta, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande e Santa Maria.
Santa Catarina – Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville.
Sergipe – Aracaju
São Paulo – Americana, Araraquara, Bauru, Campinas, Franca, Guarulhos, Itu, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba e Taubaté.
Falhas na segurança bancária fizeram com que a Ccasp (Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada), do Ministério da Justiça, arbitrasse multas no total de R$ 808,9 mil a seis bancos públicos e privados. Para Ademir Wiederkehr, representante da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) no colegiado, as irregularidades indicam risco para trabalhadores e clientes.
A Ccasp é composta por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empresários. Segundo Ademir Wiederkehr, que participou da reunião da última quarta-feira (18/4), as multas comprovam que os bancos continuam tratando com descaso a segurança das agências.
Os processos encaminhados pelas delegacias estaduais de segurança privada tiveram como parâmetro as determinações da Lei 7.102/83, que estabelece normas para proteção dos estabelecimentos financeiros. De acordo com a fiscalização, foram constatados número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados e utilização de bancários no transporte de valores, entre outros descumprimentos da normal legal.
Os três maiores bancos privados receberam as multas mais altas: Bradesco (R$ 318,1 mil), Itaú Unibanco (R$ 160,5 mil) e Santander (R$ 156,4 mil). Foram multados também o Banco do Brasil (R$ 120,6 mil), Mercantil do Brasil (R$ 42,5 mil) e Banco do Nordeste (R$ 10,6 mil). A campeã de multas foi uma agência do Bradesco em Rio Branco, no Acre, arrolada em nove processos e multada em R$ 127,6 mil.
Conforme dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apresentados pela Contraf, os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 50,7 bilhões no ano passado e investiram apenas R$ 2,6 bilhões (5,2% do lucro) em segurança e vigilância. Isso mostra, para Ademir Wiederkehr, que os bancos gastam pouco com segurança e expõem ao risco a vida de funcionários e clientes.
Mas esses números são contestados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Procurada pela Agência Brasil, a diretoria de Comunicação da entidade assegura que os bancos brasileiros investem em torno de R$ 10 bilhões por ano em sistemas de segurança física e eletrônica para garantir a integridade de clientes, bancários e colaboradores.
A Febraban garante ainda que os bancos cumprem as determinações da Lei 7.102/83, de acordo com planos de segurança previamente submetidos à Polícia Federal. Observa, contudo, que “as falhas apontadas são pontuais, em boa parte de natureza meramente administrativa, sem espelhar uma redução dos padrões e procedimentos de segurança seguidos pelas instituições financeiras”.
(AGÊNCIA BRASIL)