Arquivo da categoria: Santander

Campanha Salarial dos Bancários: CCT e aditivos assinados; PLR vem em até 10 dias

São Paulo – O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) assinaram na segunda 13 a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Os direitos, válidos para bancários de todo o Brasil, preveem aumento real para salários, PLR e auxílios, além da valorização maior no piso e vale-refeição (veja quadro).

Também foram assinados os acordos aditivos específicos dos bancários da Caixa Federal e do Banco do Brasil.

“Foi uma campanha mais rápida, com melhor resultado para os trabalhadores que no ano passado. Conquistamos mais um ano de aumento real, valorização do piso e avanços nas cláusulas sociais, notadamente no combate às metas”, afirmou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, durante a cerimônia de assinatura. “Esse é um momento importante,
que começou com a consulta sobre as prioridades dos bancários, as conferências estaduais e a nacional, a entrega da pauta. É importante que o processo de negociação avance a cada ano, com resultado cada vez melhor para a categoria.”

> Cláusula para acabar com as metas
> Aumento real maior que outras categoria

Como a data-base é 1º de setembro, os bancários têm diferenças salariais e nas verbas a receber retroativas a essa data (veja abaixo).

Antecipação da PLR – Em até dez dias após a assinatura do acordo, os bancos têm de pagar a antecipação da PLR.

BB – O banco anunciou que creditaria a PLR ainda na segunda.

Bradesco – O crédito será feito no dia 17.

Itaú – Os bancários do Itaú recebem PLR e Programa Complementar de Remuneração (PCR), de R$ 2.080, no dia 17.

> Bradesco e Itaú pagam PLR dia 17

Caixa – O pagamento será no dia 20.

> Antecipação da PLR da Caixa vem no dia 20

HSBC – Após cobrança do movimento sindical os bancários do HSBC receberão R$ 3 mil de participação nos resultados do trabalho: R$ 2 mil que têm de ser pagos em até 10 dias e os outros R$ 1 mil em fevereiro de 2015.

> Luta garante valorização no HSBC

Dias parados – Os sete dias de greve não serão descontados. O Comando Nacional dos Bancários garantiu compensação das horas, de forma que mais da metade do tempo parado será anistiado.

> Dias parados não serão descontados

Assim, quem tem jornada de seis horas compensará até uma hora por dia de 15 a 31 de outubro. Para os que trabalham oito horas, até uma hora por dia entre 15 de outubro e 7 de novembro. Isso vale para bancos privados, Caixa e BB.

(Sindicato dos Bancários de SP)

Guerrilha virtual ganha força na véspera da eleição para o Governo do Ceará

A contagem regressiva para o dia da votação acirrou a guerrilha eleitoral na Internet e fez estourar o número de montagens, áudios e vídeos anônimos criados no “submundo” da web (veja quadro ao lado). No Ceará, onde 2,5 milhões de pessoas têm acesso à Internet – conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em setembro –, as táticas virtuais para atrair votos e, sobretudo, fragilizar o adversário, ganham impulso nas vésperas da eleição. Pelo menos 157 ações relacionadas à conduta vedada e propaganda irregular na Internet tramitavam no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará até a última quarta-feira.

Nesta semana, circula nas redes sociais um vídeo com qualidade semi-profissional e duração de seis minutos, intitulado “O segredo de Eunício Oliveira”, que ataca o candidato a governador do PMDB ao comparar seu patrimônio pessoal com a condição de pobreza de sua cidade natal, Lavras da Mangabeira. Ontem, o TRE proibiu a veiculação e imputou multa de R$ 150 mil diários em caso de desobediência.

Os quatro dias em que o vídeo ficou disponível, porém, foram suficientes para que mais de 31 mil pessoas visualizassem o conteúdo. Pelo menos cinco mil usuários compartilharam o vídeo no Facebook, incluindo secretários do governador Cid Gomes (Pros). Questionada pelo O POVO, a coordenação da campanha do principal adversário de Eunício, Camilo Santana (PT), negou a autoria da peça.

Um outro vídeo, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece pedindo votos a Camilo, também foi amplamente espalhado por eleitores do petista. O áudio é falso, alertou a assessoria de imprensa de Lula, e a campanha de Eunício teve de suar para espalhar o “desmentido” no Facebook. Edição de outras imagens em que Cid aparece, em entrevista, dizendo ser normal o desvio de recursos no serviço público foi publicada de forma descontextualizada na web e também serviu de munição para a guerrilha virtual entre eleitores adversários.

Quem? Eu?

“O que postamos é aquilo permitido pela legislação”, afirmou o coordenador da campanha de Eunício, Gaudêncio Lucena, ao ser perguntado sobre quem estaria por trás da criação dessas montagens. “Alguns apoiadores do candidato têm nível técnico e começam a fazer essas montagens de forma autônoma, espontânea. Inclusive, é loucura você ter um núcleo com espaço físico fazendo um negócio desses. Qualquer fiscalização pegaria”, alegou, por sua vez, um dos coordenadores da campanha de Camilo, De Assis Diniz. 

Embora as duas coligações se eximam da responsabilidade pelo troca-troca de calúnias, difamações, trucagens e outras ferramentas consideradas ilegais pela Justiça Eleitoral, tanto De Assis quanto Lucena acusaram os adversários de financiar essas práticas.

A lei eleitoral determina que é vedado o anonimato durante a campanha eleitoral por meio da Internet, regra que, por vezes, é “burlada” através dos perfis falsos nas redes sociais e ferramentas que mascaram o endereço virtual dos usuários. A lei também estabelece como crime difamar, caluniar e difamar qualquer pessoa, e considera como agravante se a prática for feita em um meio que facilite a divulgação da ofensa.

 

NÚMEROS

157

processos de conduta vedada e propaganda irregular na Internet tramitam no TRE-CE

Raio-X

1. QUEM SÃO

As coligações negam, mas O POVO apurou com profissionais da área que boa parte da munição para a guerrilha virtual é produzida dentro das estruturas da campanha, pelo setor de web. O custo do serviço está embutido no valor pago às empresas que cuidam de sites e páginas oficiais dos candidatos nas redes sociais.

 

2. ONDE TRABALHAM

Esses núcleos possuem editores de vídeo e áudio, produtor, designers. A equipe que confecciona as peças do “submundo” da campanha fica longe dos comitês das coligações, em locais de acesso restrito, que, muitas vezes, nem os próprios candidatos conhece. Tudo para evitar flagrantes de órgãos de fiscalização.

 

3. COMO ATUAM

A distribuição das peças é feita de forma clandestina. Pode-se usar smartphones, trocando-se os chips a cada repasse, ou espalhar as montagens através de perfis falsos nas redes sociais. Para que o IP do computador não seja rastreado, podem-se usar ferramentas que “camuflam” o endereço eletrônico do usuário. Um perfil criado em Fortaleza pode aparecer como tendo sido criado no Afeganistão.

(Hébely Rebouças, O Povo)

Santander doa R$ 250 mil para campanha de Romário ao Senado

O deputado federal Romário (PSB), líder nas pesquisas de intenção de voto ao Senado no Rio de Janeiro, com 29%, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral já ter arrecadado R$ 250 mil para a sua campanha, segundo informações do jornal O Globo. O único doador do ex-jogador é o banco Santander, que se envolveu em uma polêmica com o Palácio do Planalto, no fim do mês passado, quando enviou a seus correntistas um informe relacionando o crescimento da presidente Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas eleitorais a uma piora da economia.

Dez dias antes de enviar o comunicado aos correntistas, o banco fez três doação ao diretório nacional do PSB, partido do candidato à presidência Eduardo Campos, concorrente de Dilma Rousseff, que tenta se reeleger. O valor total das transferências realizadas entre os dias 15 e 17 de julho é de R$ 1,1 milhão.

Procurado pelo jornal, o banco não informou sobre novas doações, mas confirmou as já realizadas.

O texto que causou polêmica com o governo Dilma foi enviado a correntistas da categoria Select, clientes com renda mensal superior a R$ 10 mil. O presidente global do banco, Emílio Botín, pediu desculpas ao Palácio do Planalto e demitiu uma funcionária responsável pela área em que foi emitido o informe.

(Portal Terra)

Assembleia debate adequações ao Estatuto do Sindicato dos Bancários do Ceará

Em cumprimento a uma proposta de campanha eleitoral da atual gestão do Sindicato dos Bancários do Ceará, a entidade realiza no próximo dia 21/3, às 18h30 em primeira convocação e às 19h em segunda convocação, assembleia para apreciação de alterações no seu Estatuto.

A reforma é necessária para que sejam realizadas adequações ao Código Civil e a normas e portarias do Ministério do Trabalho e Emprego. Contempla também atualizações necessárias à continuidade do processo de luta da categoria e de gestão da entidade.

Reformado em 1991, após 23 anos, o Estatuto necessita adequar-se às mudanças na legislação trabalhista do País. O Estatuto atual é omisso a algumas exigências do Código Civil e do Ministério do Trabalho, entre elas as portarias 186 (que estabelece procedimentos para concessão, alteração, cancelamento e gerenciamento do código sindical) e 326 (solicitação de registro sindical).

“Todos os grandes sindicatos, especialmente de bancários (DF, SP, MG, RJ, PE, PI), estão promovendo alterações estatutárias para se adequar às exigências legais do Código Civil, do Ministério do Trabalho e às necessidades de atuação com unidade de classe entre as categorias para enfrentar o patronato. Ou nós nos organizamos por ramo ou o patronato vai nos dividir”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Para apresentar essa proposta estatutária, a diretoria do Sindicato dos Bancários procurou utilizar de toda a transparência possível, publicando o edital de convocação da assembleia no Diário Oficial da União e em dois jornais de grande circulação. Além disso, no site do Sindicato (www.bancariosce.org.br), há, além do edital, o texto completo da proposta de mudança. Essa é uma forma de envolver o bancário, para que ele participe e se possa avançar na luta com a ajuda de todos.

De 1991 até os dias atuais, novos municípios foram criados ou desmembrados e a inclusão da representatividade desses locais no Estatuto do Sindicato é de fundamental importância sob pena de deixar desprotegidos, de fato e de direito, os trabalhadores dessas regiões.

Além disso, uma das propostas a serem apreciadas inclui a mudança no nome do Sindicato e também na sua área de atuação, para incluir todo o ramo financeiro. Essa medida englobaria os trabalhadores de financeiras, cooperativas de crédito e casas de câmbio que, a partir dessa mudança, poderiam se filiar ao Sindicato. Essa é uma necessidade estratégica no enfrentamento aos bancos nas suas tentativas de desqualificar a representação e retirar direitos desses trabalhadores.

Como se encontra hoje, o Estatuto não permite a filiação de bancários aposentados que não eram filiados à entidade quando na ativa. Essa alteração, permitindo a filiação de aposentados, traria para o Sindicato esses trabalhadores que, além de poder ser representado juridicamente, poderiam ainda aproveitar as vantagens oferecidas pelos convênios bem como outros benefícios de ser associado.

Ainda nessa discussão de representatividade, a reforma estatutária prevê a criação do Conselho de Delegados Sindicais. Essa medida é extremamente importante porque, de acordo com o precedente normativo nº 86 do TST e o artigo 543 da CLT, legitima a organização por local de trabalho em todos os bancos.

Também na reforma estatutária há uma preocupação com a necessidade de políticas relativas às mulheres, ao combate ao racismo, ao preconceito, à discriminação por etnia ou por orientação sexual diferenciada. Essa atuação seria viável com a criação da Secretaria de Igualdade e da Diversidade, voltada exclusivamente para essa questão.

Politicamente, a proposta de reforma estatutária a ser analisada no próximo dia 21/3 permite fortalecer a democracia, a representatividade e a participação dos bancários, além de modernizar a gestão do Sindicato em todas as suas ações.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Quadrilha assalta agência bancária do Santander em Maracanaú

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Quatro homens armados de pistola assaltaram uma agência do banco Santander, no distrito de Pajuçara, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A ação dos bandidos ocorreu na manhã desta sexta-feira, 28. Após o assalto, o grupo fugiu e levou vários malotes de dinheiro. De acordo com o capitão Cavalcante, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), os assaltantes levaram em torno de R$ 180 mil a R$ 200 mil.

O grupo rendeu o vigilante quando ele estava a caminho da agência. Em seguida, eles esperaram o gerente, o renderam e entraram no banco.

Os homens armados ameaçaram o gerente para ele abrir o caixa forte. Alguns funcionários da agência também foram feitos de reféns. Segundo o capitão Cavalcante, a ação dos bandidos durou cerca de 30 min.

Antes de fugir, o quarteto avisou para ninguém ligar para Polícia sob a ameaça de que o local estava cercado por explosivos e, caso alguém ligasse, o banco iria explodir. De acordo com capitão, os policiais só foram avisados da ocorrência após 40 min da ação criminosa. Ele ainda informou que houve uma varredura no local e nenhuma bomba foi encontrada.

Além das pistolas usadas no assalto, os assaltantes estavam com uma submetralhadora. De acordo com informações passadas pelo vigilante aos policiais, ele foi rendido e entrou em um veículo de modelo Gol, de cor verde, onde avistou a arma.

Segundo o capitão, a Polícia está realizando buscas na região para encontrar os suspeitos. Equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Coordenadoria Integrada de Inteligência (Coin) e do 14º BPM também trabalham no caso.

 

Balanço

Esta foi a 11ª ação contra banco registrada no Ceará em 2014. Os dados são do Sindicato dos Bancários do Ceará. No dia 26 de fevereiro, um grupo de assaltantes explodiu um caixa eletrônico do Banco do Brasil (BB), no município de Alto Santo.

No dia 14 de fevereiro, cerca de 12 homens armados explodiram o posto de atendimento do banco Bradesco de Aratuba e levaram o dinheiro de dois caixas eletrônicos.

No último dia 23 de janeiro, uma quadrilha de cinco homens atacou um posto de atendimento avançado do Bradesco, em Senador Sá. A detonação fez com que parte do teto do prédio desabasse e, após recolher o dinheiro do equipamento, os assaltantes fugiram.

Ataques em janeiro: Tejuçuoca (explosão), Senador Sá (explosão), Guaramiranga (explosão), Novo Oriente (assalto) e Redenção (assalto).

Ataques em fevereiro: Aratuba (explosão), Tabuleiro do Norte (tentativa de assalto), Altaneira (tentativa de assalto), Jardim (tentiva de explosão), Alto Santo (explosão) e Pajuçara (assalto).
 

Redação O POVO Online

 

Santander antecipa a PLR para o dia 20 e Itaú, dia 27

Os funcionários do Bradesco receberam antecipadamente a segunda parcela da PLR nesta sexta (7). No dia 3 passado os funcionários do Citibank também já haviam recebido. A Convenção Coletiva de Trabalho determina que os bancos têm até o dia 03 de março para efetuarem o pagamento. A Contraf-CUT, no entanto, tem pressionado pela antecipação e alguns bancos já confirmaram as datas em que efetuarão os pagamentos. 

O Santander informou que pagará no dia 20 e o Itaú no dia 27. O HSBC ainda não se posicionou em relação à reivindicação.

O Banco do Brasil e a Caixa Federal, que têm regras próprias, se posicionarão apenas após a publicação de seus balanços. O resultado do BB do ano passado será divulgado no dia 13 e o da Caixa, segundo informação do banco público, só ocorrerá na segunda quinzena deste mês.

A PLR é composta por regra básica e parcela adicional. A regra básica, que é paga em duas parcelas, corresponde a 90% do salário do bancário mais R$ 1.694. A primeira parcela (54% do salário mais R$ 1.016) foi acertada no final do ano passado e a segunda tem de vir até 3 de março.

O montante a ser distribuído aos trabalhadores deve alcançar pelo menos 5% do lucro líquido do banco. Se isso não ocorrer, os valores são aumentados até que atinjam os 5% do resultado ou cheguem a 2,2 salários dos funcionários, o que ocorrer primeiro.

A parcela adicional equivale à distribuição de 2,2% do lucro entre os funcionários – ou seja, todos recebem o mesmo valor -, com limite de R$ 3.388. Do valor total será descontada a antecipação feita ao final da Campanha 2013.

PLR sem IR 

Desde o início de 2013, os bancários também podem comemorar a mordida menor do leão na PLR. Com a criação de tabela de tributação exclusiva, está garantida a isenção para quem recebe PLR de até R$ 6.270 e descontos menores a partir desse valor. A isenção era a partir de R$ 6 mil, mas o valor aumentou devido à correção de 4,5% na tabela do IR. Assim, todos pagam menos imposto, independentemente de quanto recebem como participação nos lucros.

Fonte: Contraf-CUT

Bradesco negocia compra do Santander Brasil, afirma jornal “O Globo”

Reportagem deste domingo do jornal O Globo informa que o maior negócio dos últimos anos pode estar sendo finalizado. Trata-se da compra das operações do Santander, no Brasil, pelo Bradesco. Uma operação que, se confirmada, fará do banco da Cidade de Deus, comandado por Luiz Carlos Trabuco, a maior instituição financeira do País, à frente do Itaú Unibanco e também do Banco do Brasil.

Como todos os bancos espanhóis, o Santander enfrenta problemas na matriz e busca recursos para se capitalizar. Recentemente, o Bankia foi estatizado e recebeu aportes de 19 bilhões de euros do governo espanhol. Em crise fiscal, o governo do premiê Mariano Rajoy quer forçar os próprios bancos a ampliar seus limites de capitalização, diante da alta inadimplência no setor imobiliário. De acordo com a imprensa espanhola, os dois gigantes do País, Santander e BBVA, não estão imunes à crise.

Segundo O Globo, para o banco espanhol, que já se desfez de operações no Chile e na Colômbia, vender seus ativos no Brasil passou a ser “imperativo” em razão do agravamento da crise bancária na Espanha, que tem exigido novos aportes de capital para fazer frente ao aumento da inadimplência. O jornal procurou representantes do Bradesco, que não quiseram se manifestar. A publicação diz ainda que não foi possível encontrar ninguém junto ao Santander.

Pelos números de março, Bradesco e Santander, juntos, somariam R$ 1,2 trilhão em ativos e R$ 108,4 bilhões em patrimônio líquido, contra R$ 896,8 bilhões e R$ 72,5 bilhões, respectivamente, do Itaú Unibanco. Já o BB fechou seu balanço no primeiro trimestre com R$ 1 trilhão em ativos e R$ 60 bilhões de patrimônio líquido.

 Via http://www.jornalagora.com.br

Santander terá que pagar R$ 122 mil a telefonista por lesão nos ombros

A 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas acatou um parecer do Ministério Público do Trabalho e condenou o banco Santander a indenizar uma funcionária que desenvolveu LER (Lesão por Esforço Repetitivo) durante o trabalho.

O banco foi condenado a pagar uma indenização de R$ 122 mil por danos morais. Cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em nota, o Santander diz que “não comenta assuntos sub judice” [em julgamento].

A decisão também obriga o banco a ressarcir todos os gastos que a funcionária teve com medicamentos usados no tratamento de tendinite crônica desde o ano 2000. Esses valores ainda não foram determinados.

A trabalhadora, que é deficiente visual, atuava como telefonista do banco na cidade de Franca, no interior de São Paulo. Os documentos apresentados no processo atestam tendinite de ombros, dos punhos e outros transtornos musculares.

Banco não teria estrutura para funcionários com deficiência

Numa primeira decisão, a 1ª Vara do Trabalho de Franca julgou totalmente improcedentes os pedidos da trabalhadora.

Agora, o desembargador e relator João Batista Martins César reformou a decisão, por considerar que ela tomou como base um laudo pericial que desconsiderou a doença ocupacional contraída no trabalho.

Segundo ele, depoimentos de ex-colegas de trabalho mostram também que o Santander deixou de atender às normas nacionais e internacionais que dão proteção ao trabalho de pessoas com deficiência.

Em seu voto, o desembargador escreveu que a culpa do Santander “é evidente ao não demonstrar o cumprimento das normas de medicina e segurança do trabalho, não manter um ambiente seguro e tampouco adotar medidas preventivas de acidentes e doenças do trabalho, seja pela falta de móveis ergonômicos, ginástica laboral e acompanhamento do estado de saúde da trabalhadora, sabidamente com deficiência, quadro que contribui para o agravamento do estado de doença dessa”.

(Tribuna Hoje)

Santander destina 200 bolsas de estudo para professores e pesquisadores

A Divisão Global Santander Universidades, do Banco Santander, está com as inscrições abertas para a concessão de 200 bolsas de estudo para professores e pesquisadores. O projeto de pesquisa será conduzido em universidades da comunidade ibero-americana, sendo que as inscrições permanecem abertas até o dia 3 de março de 2014. 

Para participar, os interessados devem se inscrever exclusivamente online, enviando todos os documentos necessários. É importante lembrar que os selecionados deverão, ao término da pesquisa, elaborar um resumo da atividade realizada. Esse documento deve ter uma extensão de aproximadamente 5 folhas.

O objetivo do programa é incentivar a colaboração entre as universidades ibero-americanas, bem como a pesquisa realizada por jovens professores e pesquisadores com base na inovação. Para mais informações, acesse o edital da chamada.

(Paraíba Total)

 

Greve dos Bancários no Ceará: 403 agências estão paralisadas; Santander fechou 100%

greve dos bancários completou 13 dias nesta terça-feira (1º) e já contabiliza 403 agências bancárias paralisadas. Segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE), os banqueiros tem ignorado as reivindicações da categoria, portanto as mobilizações devem aumentar. O banco Santander, por exemplo, já paralisou 100%das atividades.

O banco Santander, por exemplo, já paralisou 100% das atividades (FOTO: Divulgação)

Para pressionar a reabertura das negociações, os bancários realizaram nesta terça-feira uma caminhada no corredor bancário da Aldeota, com passagem pelas unidades das Avenidas Santos Dumont e Desembargador Moreira.

O diretor do SEEB/CE, Marcos Saraiva, conta que a agência Nossa Senhora de Fátima da Caixa Econômica tentou furar a greve, mas foi logo impedida pelos grevistas. “Apesar da greve estar forte e coesa é necessário ampliar ainda mais o movimento. É preciso que o número de bancos fechados seja maior para que nossa greve conquiste a reabertura das negociações”.

(Tribuna do Ceará)

Aécio Neves quer Tasso Jereissati disputando o Senado em 2014

O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) ensaia seu retorno à vida pública em 2014. Isso, três anos após perder a reeleição ao Senado e anunciar o fim de sua carreira política. Ele tem sido pressionado por tucanos para se candidatar e dar um palanque forte no Ceará ao senador Aécio Neves, possível candidato do PSDB à Presidência. Embora relutante à ideia no começo, aliados próximos de Tasso dão como certa sua candidatura e dizem que a dúvida é se ele disputará o governo do Estado ou o Senado. Tasso governou o Ceará por três gestões e foi senador de 2003 a 2011, quando fez oposição ao governo Lula.

Derrotado em 2010, passou a se dedicar ao seu grupo empresarial, que atua nas áreas de shopping e telefonia. O retorno de Tasso também é uma forma de imprimir novo fôlego à legenda tucana.

Em pesquisa feita pelo Ibope em julho, Tasso liderava tanto para o governo do Estado como para o Senado, oscilando entre 43% e 51% das intenções de voto. Há três semanas, ele acompanhou Aécio a uma gravação de programa de TV do PSDB em Juazeiro do Norte (548 km de Fortaleza).

‘No que depender do PSDB nacional, Tasso será candidato ao governo do Estado ou preferencialmente ao Senado’, disse Aécio. Procurado pela Folha, Tasso não quis dar entrevista.”

(Com Folha de São Paulo)

Marcial Portela renuncia à presidência do Conselho de Administração do Santander

O Santander divulgou, na noite desta quarta-feira, 28, que Marcial Portela renunciou à presidência do Conselho de Administração. Para a função, o conselho elegeu o atual vice-presidente, Celso Clemente Giacometti.

Portela havia assumido o comando do conselho no início de junho, após renunciar ao cargo de diretor-presidente do Santander, no fim de abril. Hoje, o banco é presidido por Jesús Maria Zabalza Lotina.

Celso Clemente Giacometti assume novamente a presidência do conselho, deixada também no início de junho, quando passou para a vice-presidência.

O Santander também informou a renúncia do conselheiro independente José Roberto Mendonça de Barros e a saída dos diretores Gilson Finkelsztain e Marcelo Audi.

Finkelsztain assumiu como diretor-presidente da Cetip em 15 de agosto, onde era conselheiro desde abril de 2012.

(A Tarde)

Bancário e vigilante são mortos em assalto a posto do Santander

O funcionário do Santander, Igor Henrique Batista Alves da Silva, de 22 anos, e a vigilante Verônica Soares (foto), de 24, foram mortos nesta quarta-feira (21), por volta das 15h30, durante um assalto ao posto de atendimento do Santander, localizado na área externa, próximo ao restaurante e o estacionamento da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro.

O bancário era de Volta Redonda. Ele passava os fins de semana na casa da família, no bairro Minerlândia, enquanto nos dias úteis residia numa república na cidade do litoral carioca.

Igor tinha sido contratado pelo banco em janeiro deste ano. Ele foi morto com um tiro no peito depois que os bandidos ordenaram que o cofre fosse aberto. A polícia acredita que os assaltantes tenham se irritado com a demora, pois o sistema eletrônico aciona um temporizador, que só efetiva a abertura cerca de dez minutos depois de digitada a senha.

O trabalhador do Santander – ele não era gerente, como inicialmente divulgado – ficava no posto apenas em companhia de um vigilante de uma empresa contratada, que nesta quarta-feira era Verônica, também morta pelos bandidos. Ela foi amarrada com uma corda e levou um tiro na cabeça.

Sindicato dos Bancários denuncia insegurança

O presidente do Sindicato dos Bancários de Angra dos Reis, Rogério Salvador, afirmou que os dois foram mortos perto um do outro, próximos do cofre. Ele antecipou que o posto não abrirá nesta quinta-feira. “Não há condições de segurança”, disse.

Um operário denunciou que há 15 dias foi roubado um malote contendo dinheiro. Rogério confirmou que o posto foi assaltado recentemente. “Quando ocorreu o assalto anterior comunicamos ao Santander as péssimas condições de segurança. A porta não é giratória nem tem detector de metais. A unidade é vulnerável, fica do lado de fora de Angra 3. Então é uma área de livre acesso. Os assaltantes entraram sem dificuldades e mataram os dois”, lamentou o dirigente sindical.

Cadê a proteção da vida?

O secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr, ficou triste com as mortes e indignado com a total insegurança do estabelecimento. “Além de falta de porta giratória e câmeras internas e externas, o posto só tinha uma vigilante”, criticou.

A Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) defendem no mínimo dois vigilantes para agências e postos, assim como os mesmos equipamentos de prevenção, pois ambos estão expostos ao mesmo risco de assaltos. “Esperamos que o projeto de estatuto de segurança privada, em fase final de elaboração no Ministério da Justiça, não faça distinção e garanta a mesma segurança para todos os estabelecimentos financeiros”, destacou Ademir.

“Também cobramos medidas de segurança dos bancos na mesa de negociações da Campanha Nacional dos Bancários, a fim de proteger a vida de trabalhadores, clientes e usuários”, enfatizou.

“Quantos trabalhadores e clientes ainda serão mortos até que os bancos, como o Santander, invistam mais em segurança e coloquem a vida das pessoas em primeiro lugar?”, questionou o dirigente da Contraf-CUT.

O delegado de Angra dos Reis, Francisco Benitez, disse que a investigação dos crimes ficará a cargo de DRF (Delegacia de Roubos e Furtos). Segundo ele, a falta de câmeras de segurança dificulta a polícia até mesmo ter ideia de quantos bandidos participaram da ação.

Santander lamenta

Em nota, a assessoria de comunicação do Santander lamentou o ocorrido, mas não deu detalhes da ação criminosa. “O Santander lamenta profundamente o ocorrido e informa que está prestando toda a assistência às famílias dos funcionários. O banco acrescenta que está colaborando com as investigações policiais”, diz o comunicado.

A assessoria de comunicação da Eletronuclear também divulgou nota, salientando que o crime ocorreu fora do perímetro de controle nuclear. “A Eletronuclear lamenta profundamente o falecimento dos dois funcionários do banco, que tão bem atendiam aos empregados da empresa sediados em Angra dos Reis”. 

Fonte: Contraf-CUT com G1 e Fco Regional

TRT barra demissões em massa no Santander e manda reintegrar os demitidos na Paraíba

Nesta quarta-feira (21), em um julgamento histórico, o Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-PB) julgou favorável aos trabalhadores o Dissídio Coletivo ajuizado pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba para barrar as demissões em massa praticadas pelo Santander.

Embasado nos cinco votos favoráveis e três contrários, o Tribunal determinou a ilegalidade das demissões em massa na Paraíba e a reintegração dos funcionários demitidos pelo Santander em dezembro de 2012. E ainda arbitrou uma multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento da decisão judicial.

Após a sustentação oral do advogado Marcelo Dias Assunção, calorosos debates se sucederam entre os desembargadores, cuja maioria seguiu o brilhante voto do relator do processo, Desembargador Paulo Maia Filho. Em seu voto, o relator destacou a importância do tema e afirmou que o Santander descumpriu as normas constitucionais de proteção ao emprego e não poderia ter demitido em massa, sem antes negociar com o Sindicato.

Já o Desembargador Wolney Cordeiro, que também votou a favor dos trabalhadores, destacou que pela primeira vez em quase 30 anos de instalação do TRT 13, uma matéria tão importante veio a julgamento, tornando-se um Julgamento Histórico.  

O advogado Marcelo Assunção destacou a atuação do Ministério Público do Trabalho, que favoreceu o resultado do julgamento. “O parecer do Dr. José Caetano dos Santos Filho, favorável aos trabalhadores e seguido pela maioria dos desembargadores, foi decisivo para a vitória dos trabalhadores”, ressaltou.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, comemorou mais essa vitória: “A decisão do TRT 13 veio reparar o abuso cometido pelo Santander que, às vésperas do Natal do ano passado, demitiu quase cinco mil funcionários em todo o país, sem negociar com os Sindicatos”.

Jurandi Pereira, diretor responsável pelo Jurídico do SEEB – PB, também foi enfático ao avaliar o julgamento histórico do TRT – PB. “Essa memorável decisão do TRT da 13ª Região fortalece ainda mais a categoria bancária como um todo, extrapolando inclusive nossas fronteiras para servir como jurisprudência por outras entidades sindicais na luta jurídica contra as ilegalidades cometidas pelo Santander em todo o país”, concluiu.

Agora, vamos aguardar a publicação do acórdão para tomarmos as providências cabíveis à reintegração dos demitidos.

(SEEB Paraíba)

Santander é hexacampeão de reclamações no ranking do Banco Central

Pelo sexto mês consecutivo, o Santander liderou em julho o ranking de reclamações contra os bancos com mais de um milhão de clientes. O banco espanhol teve 611 reclamações procedentes e contava com 23,1 milhões de clientes.

 

O título de hexacampeão mensal de queixas de clientes e a liderança do banco no corte de empregos no primeiro semestre de 2013 não são mera coincidência. O banco eliminou 2.290 postos de trabalho entre janeiro e junho deste ano e 3.216 entre os meses de junho de 2012 e 2013.

 

Para sair dessa posição incômoda para qualquer banco, o Santander deveria, ao invés de gastar fortunas em marketing, parar de demitir funcionários, contratar mais trabalhadores, melhorar as condições de trabalho e oferecer atendimento de qualidade aos clientes.

 

Assim como em junho, em segundo lugar no ranking de reclamações aparece o Itaú Unibanco, com 335 reclamações para 25,9 milhões de clientes. Também como em junho, em terceiro lugar ficou o Banco do Brasil, com 422 reclamações entre 34,7 milhões de clientes.

 

O HSBC ocupa o quarto lugar, com 58 reclamações para 5,8 milhões de correntistas. Depois vem o Banrisul, repetindo a posição de junho, com 19 reclamações para 2,3 milhões de clientes.

 

Débito não autorizado é o principal abuso

 

No ranking sobre o tipo de reclamações, os débitos não autorizados lideram a lista, com 397 ocorrências. Nesse caso, o Santander também é líder, acumulando 106 dessas reclamações, seguido pela Caixa (90) e BB (69).

 

O segundo maior número de reclamações foi quanto prestação irregular de conta-salário, com 390 queixas. A cobrança de tarifas irregulares, por serviço não contratado, teve 222 ocorrências.

 

Total de reclamações contra bancos caiu 3%

 

Já o número total de reclamações contra os bancos caiu no mês passado, depois de registrar uma alta entre maio e junho,. De acordo com levantamento do BC, foram registadas 2.335 reclamações procedentes em julho, uma queda de 3% em comparação com as 2.406 registradas em junho.

 

O BC tem um critério para montar esse ranking. São utilizados o número de reclamações procedentes – aquelas que infringem normativos do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou do próprio BC – dividido pelo número de clientes protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), multiplicado por 100 mil. A partir dessa conta, chega-se a um índice que serve para definir as colocações de cada banco.

(Contraf com Uol)

Gerente do banco Santander de Camaçari/Bahia é executado durante assalto

Foto: Marcelo Castro.

Anderson Faria Jacob, 33 anos, morreu após tentar escapar de assaltantes na noite desta quarta-feira (7), na estrada da Cascalheira em Camaçari, na região Metropolitana de Salvador (RMS).

Segundo informações da polícia, a vítima que era gerente de uma agência bancária do banco Santander, no município, parou para comprar uma pizza em uma pizzaria na Cascalheira, quando ao sair do estabelecimento chegou um veículo Fiat Uno, de cor preta, com vários elementos que anunciaram o assalto e Anderson tentou fugir, mas foi atingido por tiros disparados por um dos bandidos, não resistindo e morrendo no local.

Policiais militares do núcleo de inteligência do 12º Batalhão de Camaçari estão em busca dos bandidos. 

Com informações do Bocão News 

Carta enviada pelo Santander causa confusão entre servidores municipais do Rio

Uma carta enviada pelo banco Santander aos servidores da Prefeitura do Rio está deixando o funcionalismo municipal com a pulga atrás da orelha. No comunicado, a instituição que administra a folha de pagamento da prefeitura informa que a conta-salário, na qual os funcionários recebem seus vencimentos, é de uso restrito e “não pode ser movimentada por cheque”.

Alguns funcionários acreditam que isso possa significar a perda de algumas vantagens oferecidas desde 2006, quando o Santander passou a administrar a folha de pagamento da prefeitura. Mas o banco, em nota, informou que não haverá mudança nos serviços prestados e que vantagens como talão de cheques com pelo menos 12 folhas, um extrato por mês emitido pelo caixa eletrônico, isenção de tarifas de manutenção da conta e uma transferência gratuita por mês serão mantidos.

— Tenho medo de perder os benefícios. Se houver mudanças, usarei a portabilidade bancária — disse uma servidora.

(Extra)

Movimento sindical questiona demissões no Santander

Na liderança do ranking das demissões no setor financeiro, o Santander cortou no primeiro semestre deste ano 2.290 postos de trabalho, apesar de ter obtido no período um lucro gerencial da ordem de R$ 2,929 bilhões, representando 25% do lucro mundial da instituição.

Apenas no segundo trimestre, foram 1.782 vagas a menos. Com isso, o quadro que, em junho de 2012, era de 54.918 funcionários em junho de 2013 passou para 51.702, uma redução de 3.216 empregos nos últimos 12 meses.

Os cortes foram amplamente repudiados pelo movimento sindical em negociação, nesta sexta-feira 02/08 com a direção do Santander. “O banco que quer ser o melhor demite, precarizando as condições de trabalho dos seus funcionários e, consequentemente, o atendimento à população. Não é à toa que o Santander está, há meses, na liderança dos mais reclamados no Banco Central”, afirma Alberto Maranho, diretor de Bancos Privados da FETEC/CUT-SP.

Na negociação, o movimento sindical questionou sobre as bases da reestruturação atualmente em curso. O banco se limitou a apresentar informações referentes à alta direção, não apresentando propostas para a rede de agências. Para os representantes sindicais, esses dados são de relevância, por isso continuarão cobrando esclarecimentos sobre os cortes efetuados, uma vez que o se percebe é a ampla falta de pessoal.

Auxílio educação – Na rodada, o Santander apresentou os números referentes à concessão de bolsas de estudo. Das 2.500 estabelecidas em acordo aditivo para 2013, 2.412 já foram concedidas, restando apenas 88. Dentre as já concedidas, 1.300 são novas bolsas e 1.112 renovações.

Diante da atual limitação de concessões apenas para primeira graduação, o movimento sindical reafirmou pleito para que o Santander contemple também a pós-graduação e a segunda graduação.

Intercâmbio – Já há algum tempo, o movimento sindical vem requisitando informações sobre estrangeiros trabalhando para o Santander no Brasil. Na rodada desta sexta-feira, a instituição se comprometeu em apresentar esses números, bem como a quantidade de brasileiros trabalhando em unidades da empresa no exterior.

Call Center – Um importante avanço da rodada foi o compromisso assumido pelo Santander de produzir uma minuta regulando as condições de trabalho dos funcionários de Call Center, de forma a atender as reivindicações do movimento sindical, sobretudo, no que dizem respeito à inclusão das pausas dos empregados em suas respectivas escalas de trabalho.

Na oportunidade, o banco comunicou que já estão em construção novos prédios de Call Center (dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro), se comprometendo em agendar visitas para que o movimento sindical possa conhecer os estabelecimentos antes da inauguração.

Metas para o caixa – Há tempos o movimento sindical reivindica o fim das metas de vendas de produtos para os caixas nos bancos, item que novamente consta da minuta de reivindicações da categoria nesta Campanha Nacional 2013.

Recentemente, o Santander comunicou na rede interna aos gerentes gerais e de atendimento orientações sobre as atividades do caixa, nas quais deixa explícito: “Esses profissionais não podem estar sujeitos a metas individuais da venda de produtos bancários. E a avaliação deve ser baseada pelo atendimento”. Os sindicatos devem fiscalizar para que as orientações sejam cumpridas.

O movimento sindical aproveitou para denunciar a ocorrência de metas para aprendizes e estagiários. O banco apresentou instruções internas contrárias a esse procedimento. Deste modo, as chefias que descumprirem incorrerão em responsabilização administrativa. Os sindicatos também devem ficar atentos.

Homologações – Ao término da rodada, o movimento sindical reafirmou que todas as bases sindicais prosseguirão com a decisão de não homologar demissões feitas por terceirizados.

Segundo o banco, a prática vem ocorrendo em todo o Brasil, com exceção da capital paulista. “É um absurdo, pois o banco está se valendo de profissionais que desconhecem totalmente a realidade do ambiente de trabalho. Isso é mais uma evidência da falta de funcionários que vigora na instituição. Situação essa que vem sendo agravada ainda mais com o excesso de demissões”, critica o diretor da FETEC/CUT-SP. 

Lucimar Cruz Beraldo – FETEC-CUT/SP

Gerente do Santander é presa após forjar assaltos em duas agências

Suzyane Nogueira Ribeiro da Silva confessou o crime após ser presa Foto: Polícia Civil / Divulgação

A gerente do banco Santander Suzyane Nogueira Ribeiro da Silva, 30 anos, foi presa pela Polícia Civil do Amazonas por envolvimento em um roubo e um furto a duas agências do banco em Manaus. Segundo a polícia, a gerente confessou os crimes e tentou justificá-los por raiva da empresa. Além da gerente, foram presos o namorado dela, Rander Oliveira Fortes, 26 anos, e Jair Eleotério Cardoso, 24 anos. 

Segundo a polícia, a participação da gerente começou a ser descoberta a partir da investigação do roubo da primeira agência do Santander, localizada dentro de um Centro Universitário, no bairro da União, zona sul de Manaus, em abril desse ano. 

“Nessa primeira ação, a gerente Suzyane foi rendida na porta da agência, de onde foram levados R$ 163 mil. Mas nas investigações descobrimos que ela, na noite anterior, levou essa quantia para a casa dela, e, no dia seguinte, com a ajuda do namorado, simulou o roubo”, explicou Orlando Amaral, delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).

Após o roubo, Suzyane foi transferida para a gerência da agência do Santander localizada dentro de uma universidade, no bairro Parque das Laranjeiras, na zona Centro-Sul. Essa agência foi furtada no início de junho em R$ 252 mil. A partir desse furto, as investigações chegaram à quadrilha. 

“As imagens das câmeras de vigilância do banco mostram que o local não foi arrombado. As imagens mostram um homem abrindo a porta da agência com uma chave. Depois, esse homem vai até o alarme e o desarma, digitando a senha, e em seguida vai direto ao local onde ficava escondido a chave do cofre. Descobrimos que quem entra no banco é o Jair Eleotério,  que foi contratado pelo Rander”, esclarece o delegado Orlando Amaral. 

Com base nessa apuração e em outras informações obtidas na investigação, a Justiça concedeu mandado de prisão contra os suspeitos. Os três foram presos ontem e apresentados hoje à imprensa. Um quarto suspeito, identificado como Eduardo Xavier Ribeiro Júnior, 35 anos, encontra-se foragido. 

Segundo a polícia os R$ 415 mil das duas ações fora divididos entre os suspeitos. Eduardo Xavier recebeu R$ 35 mil, enquanto Jair Eleotério ficou com R$ 5 mil. Os R$ 375 mil restantes foram usados por Suzyane e Rander para comprar um terreno avaliado em R$ 50 mil, duas motocicletas para a distribuidora de bebidas de Rander e um apartamento no valor de R$ 320 mil para o casal. “Em depoimento, Suzyane chorou e confessou o crime, tentando justificá-lo por raiva do banco que nunca a reconheceu profissionalmente”, finalizou Amaral.

(Portal Terra)

Em Campinas, obra do Santander é flagrada com trabalho escravo

Trabalhadores foram resgatados da obra do data center do Santander – Foto: Fernanda Forato

Vinte e sete trabalhadores foram resgatados em condições análogas às de escravo nas obras de um data center do banco Santander em Campinas, no interior de São Paulo. O flagrante aconteceu em março, mas o relatório da fiscalização só foi finalizado esta semana. O documento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reúne as medidas tomadas contra a construtora Machado & Machado, uma das empresas contratadas pelo banco que empregava as vítimas.

A fiscalização encontrou os funcionários da Machado & Machado em condições degradantes de trabalho, o que caracterizou a escravidão. Dentre as infrações, os empregados eram submetidos a jornadas extensivas, com a realização diária de até oito horas extras acima das oito permitidas pela legislação, além de longos períodos sem descanso semanal. Um dos resgatados chegou a trabalhar por trinta dias sem folga.

De acordo com Nei Messias Vieira, procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) que acompanhou a operação, os salários eram atrasados com frequência e só eram pagos depois que a construtora recebia do Santander, o que ocorria até o quinto dia útil de cada mês. “Isso é comum na construção civil. A subcontratação é tão excessiva que chega a empresas de porte tão pequeno que, por isso, não têm capital de giro”, disse. Segundo Djalma Pirillo, advogado da Machado & Machado, esse foi o primeiro contrato da empresa de “valor expressivo e de longa duração”. “A maioria das obras é de curta duração, com serviços iniciados no começo do dia e concluídos no final da tarde”, declarou.

De acordo com o auditor fiscal do trabalho João Batista Amâncio, que participou da operação, o canteiro de obras do data center tinha uma área de mais de um milhão de metros quadrados, com diversos prédios em construção, e contava com mais de 700 trabalhadores contratados por “dezenas” de empresas: “Para se ter uma ideia, só uma das empresas contratadas pelo Santander havia subcontratado outras dez empresas”.

Outra infração da Machado & Machado, que atingiu ao menos dez pessoas, foi a retenção de carteiras de trabalho por mais de 48 horas, tempo máximo permitido por lei para anotações pelo empregador. Em alguns casos, os empregados já haviam sido demitidos há mais de uma semana e só tiveram seus documentos devolvidos quando a fiscalização chegou ao local.

Alojamento degradante

Entre os resgatados, doze trabalhadores eram de outros estados e dormiam em alojamento que estava em estado precário de manutenção, o que agravou as condições degradantes de trabalho. Segundo a fiscalização, o local não possuía água filtrada e estava em péssimo estado de conservação e higiene, com todos os cômodos, incluindo a cozinha, sendo usados como quartos. Além disso, era constante a presença de porcos e cabras no alojamento, que entravam para se alimentar dos restos de comida. Segundo o procurador, o MPT já havia recebido denúncias sobre irregularidades em alojamentos de outras empresas da obra, mas a fiscalização foi concentrada na Machado & Machado “porque as denúncias mais recentes apontavam para ela”. Ainda de acordo com Nei, queixas contra as demais construtoras não puderam ser apuradas pela falta de auditores fiscais e procuradores do trabalho que afeta a região.

Logo depois da fiscalização, a Machado & Machado assinou um Termo de Ajuste de Conduta com o MPT se comprometendo a cumprir a legislação trabalhista e pagou todas as verbas rescisórias, que chegaram a R$ 73 mil. Quanto aos autos de infração requeridos pelo MTE, o advogado da empresa alega que “a maioria das acusações não tem procedimento” e está questionando-as na Justiça.

De acordo com o auditor fiscal, o Santander não foi responsabilizado pelos trabalhadores em condições análogas às de escravo porque “não havia nenhuma infração que justificasse [a responsabilização] do ponto de vista legal, ainda que a contratação seja moralmente condenável”. Em nota, o banco afirma que “não tolera o desrespeito às boas e necessárias práticas corporativas pelas quais todas as organizações estão obrigadas a zelar”. “Para garantir o cumprimento das normas legais, o banco contratou uma empresa especializada em segurança do trabalho, intensificou as vistorias aos alojamentos utilizados pelas fornecedoras e aumentou a frequência dos treinamentos e palestras de esclarecimento e orientação quanto à segurança e ao cumprimento de normas”, declarou. A obra foi concluída em maio.

Essa foi a terceira vez que irregularidades trabalhistas foram flagradas pelos auditores fiscais. Da última, em fevereiro de 2012, o engenheiro responsável pela obra chegou a ser preso por desrespeitar sistematicamente as interdições feitas pelo MTE.

Via http://www.cutsp.org.br/

Santander continua demitindo e desmarcando reuniões com bancários

O modelo de gestão do Santander permanece desrespeitando os trabalhadores. As demissões imotivadas aumentaram no primeiro semestre, superando os números do mesmo período do ano passado. As condições de trabalho pioraram com a falta de funcionários, as metas abusivas, o assédio moral, a insegurança e o adoecimento de muitos colegas. E as práticas antissindicais e as terceirizações não param, deixando indignados os representantes dos bancários.

Em vez de apostar no diálogo e na negociação coletiva, o Santander entrou em contato com a Contraf-CUT na tarde desta quarta-feira (17) para comunicar que estava adiada a reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) marcada para a próxima segunda-feira (22), às 14 horas. O banco alegou problemas de agenda e não anunciou nova data.

Na reunião adiada estava prevista a discussão da pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Funcionários e entregue ao banco no dia 26 de junho, que não chegou a ser debatida na reunião do CRT no último dia 4. O novo superintendente de relações sindicais do Santander, Luiz Cláudio Xavier, que assumiu o cargo no início de maio, disse que ainda não tinha conseguido examinar todas as demandas. 

A pauta contém propostas de emprego, condições de trabalho, remuneração, saúde suplementar e previdência complementar, além de várias pendências de reuniões anteriores do CRT.

Essa medida unilateral do banco repete a da última sexta-feira (12), quando cancelou a reunião específica para tratar das demandas dos funcionários com deficiências (PCDs), que foi igualmente agendada na reunião do CRT. Nos meses anteriores, o banco já havia suspenso as reuniões sobre o Grupo de Trabalho (GT) do Call Center e a apresentação sobre a agência Select.

O banco limitou-se a agendar o Fórum de Saúde e Condições do Trabalho para a próxima quinta-feira (25), às 14 horas, bem como o GT do Call Center a ser realizado no dia 29, às 14 horas. As duas reuniões não tem local confirmado. E nada foi agendado para retomar o GT sobre o processo eleitoral do Santander Previ, previsto no acordo aditivo à convenção coletiva. 

Nova enrolação – “Trata-se de nova enrolação do banco em cima do movimento sindical e dos funcionários”, protesta o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. “O banco não quer negociar os problemas de emprego, condições de trabalho e remuneração, e apela a práticas antissindicais, como as recentes ações judiciais movidas contra várias entidades sindicais, além das terceirizações ilegais, como a contratação de prepostos para tentar fazer as homologações nos sindicatos”, destaca o dirigente sindical. 

Segundo informações da maioria dos sindicatos para a Confederação, o banco espanhol demitiu 2.604 funcionários no 1º semestre deste ano, dos quais 1.820 sem justa causa.

Enquanto isso, cada diretor do banco vai receber, em média, R$ 5,6 milhões por ano, o que corresponde a 118,4 vezes o que vai ganhar um caixa no mesmo período, conforme projeções do Dieese com base no manual da assembleia de acionistas e na convenção coletiva dos bancários. 

“Os trabalhadores, principais responsáveis pelo lucro do banco, que representa 26% do resultado global do Santander, não podem ser tratados como se fossem de segunda categoria”, salienta o dirigente sindical.

“Esses sucessivos cancelamentos são injustificáveis. A situação nas agências é caótica. O banco, além de não parar com as demissões como temos reivindicado, fez uma reestruturação, na qual retirou os coordenadores das agências menores, classificadas como C e D. Essa função agora é exercida por caixas, gerentes. Ou seja, além de não darem conta do próprio trabalho, esses funcionários são obrigados a acumular mais essa função”, afirma a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani. 

“Esses problemas não podem continuar e exigimos que o Santander trate o processo negocial com a mesma seriedade do movimento sindical”, enfatiza a dirigente sindical. 

(Contraf-CUT)

Santander é condenado por empréstimo não solicitado

A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco rejeitou Agravo em Apelação do Banco Santander e manteve condenação à instituição bancária por ter aprovado um empréstimo consignado sem que a titular da conta, uma aposentada, tivesse solicitado a operação. O banco terá de ressarcir a mulher em R$ 22 mil, dobro do valor que constava no empréstimo, e foi condenado a pagar mais R$ 4 mil a título de indenização por danos morais, com a aplicação da correção monetária e de juros de mora de 12% ao ano. Ainda cabe recurso.

Relator do caso, o desembargador Eurico de Barros destacou que a indenização se justifica tanto para reparar o prejuízo sofrido pela correntista como pelo efeito pedagógico para a instituição financeira. A 4ª Câmara Cível do TJ-PE recordou que, durante a análise em primeira instância, a aposentada comprovou que o empréstimo foi feito sem sua autorização e que pediu a devolução do dinheiro retirado de sua conta, o que foi feito através de um depósito judicial.

Já o Santander não apresentou qualquer documento que comprovasse a autorização para o empréstimo consignado por parte de sua cliente, como relatou a juíza Roberta Barcala Baptista Coutinho da 2ª Vara Cível de Pesqueira.

Em caso semelhante, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região condenou o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a indenizar um aposentado que teve durante 10 meses um empréstimo consignado que ele não contratou descontado de sua folha. O aposentado alegou que “o INSS não teve qualquer cuidado em liberar os valores fraudados de sua conta, não se atentando sequer para a diversidade entre o endereço ali aposto e o do requerente”.

Mesmo com o órgão apontando que não poderia ser responsabilizado pela má conduta dos agentes financeiros legalmente contratados, a 6ª Turma do TRF-1 concordou com a argumentação do requerente e concedeu a indenização por danos morais porque “não houve autorização do segurado para os descontos em seu benefício previdenciário, o que poderia ser facilmente comprovado pelo Instituto se tivesse procedido com a devida cautela”, apontou em seu voto o desembargador federal Jirair Aram Meguerian, relator do caso. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-PE.

Clique aqui para ler a decisão do TJ-PE.

Revista Consultor Jurídico, 15 de julho de 2013

Santander Brasil realiza mudanças em sua estrutura administrativa

São Paulo, 25 jun (EFE).- O Santander Brasil anunciou nesta terça-feira mudanças em sua estrutura administrativa, com a criação de duas novas vice-presidências e, com isso, se aproxima do modelo da instituição em países como México e Chile, segundo informou a entidade bancária.

O português José Paiva, que faz parte do Conselho de Administração do Santander Brasil, foi nomeado vice-presidente executivo sênior de Recursos Humanos e Mídia e responderá pelas áreas de tecnologia, organização, canais de atendimento e custos.

O executivo Marcos Madureira foi nomeado hoje pelo Conselho de Administração como vice-presidente de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Desenvolvimento Sustentável.

Com as duas novas nomeações, o Santander Brasil passa a ter 11 vice-presidências para atender a diversas áreas.

Em comunicado, o presidente da filial brasileira do banco, Jesús Zabalza, afirmou que o objetivo das mudanças é “fortalecer a governabilidade corporativa e reforçar a estrutura organizacional”.

“Estou convencido que, com essas mudanças, nosso banco estará ainda mais preparado para alcançar o objetivo de crescimento que buscamos, sempre direcionado para a satisfação de nossos clientes e para o atendimento de suas necessidades”, disse o alto executivo, que substituiu Marcial Portela no cargo.

EFE

Santander desrespeita lei e desvia função dos trabalhadores

A sobrecarga de trabalho e a pressão para o cumprimento de metas absurdas fazem parte da rotina de todo o bancário. O Santander não foge à regra. Nas agências do banco, nem os estagiários escapam. Os profissionais são convocados, junto com caixas, assistentes e coordenadores, para percorrerem as faculdades, fora do horário de trabalho, em busca da abertura de contas para universitários.

Informações dão conta de que os caixas são obrigados a participar da campanha após o horário de expediente, o que caracteriza jornada dupla de trabalho. A prática é comum em todo o país, inclusive Salvador. Ao mesmo tempo em que desvia a função dos funcionários, o Santander demite centenas de outros bancários. 

Os estagiários e empregados do banco têm de tolerar muito mais. A empresa agora vem divulgando o ranking de metas individuais, medida proibida pela Convenção Coletiva de Trabalho.

Quem não bate meta é ameaçado e muitos são demitidos por má performance. O fato comprova que a organização financeira não tem nenhum respeito pelos trabalhadores brasileiros, responsáveis por 26% do lucro total do banco.

(Sindicato dos Bancários da Bahia)

Funcionários do Santander aprovam pauta de reivindicações específicas

Emprego, saúde e condições de trabalho e remuneração. Essas foram as três grandes prioridades apontadas pelos mais de 130 participantes do Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, promovido pela Contraf-CUT e encerrado no final da tarde desta quarta-feira (5), no San Raphael Hotel, em São Paulo. Os bancários aprovaram uma pauta específica de reivindicações, que também inclui demandas de previdência complementar e saúde suplementar, a ser entregue para a direção do banco espanhol.

“Queremos retomar o processo de negociações com o banco, buscando discutir seriamente as propostas dos trabalhadores, que visam garantir respeito, dignidade e valorização profissional”, afirma o funcionário do Santander e o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. “Além disso, vamos intensificar as mobilizações para que as negociações avancem, pois estamos cansados das enrolações do banco e das práticas antissindicais”, completa.

“O Encontro Nacional reforçou a importância da unidade e da mobilização para ampliar as conquistas dos trabalhadores do banco”, avaliou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani.

Emprego

Os funcionários se manifestaram contra as demissões, a política de rotatividade, a terceirização, os correspondentes bancários e a discriminação nas contratações. “A principal reivindicação é a contratação de funcionários para melhorar as condições de trabalho e garantir qualidade de atendimento aos clientes”, destaca Ademir. “Queremos geração de empregos e igualdade de oportunidades”.

Saúde e condições de trabalho

Os trabalhadores apontaram a pressão das metas, o assédio moral, o estresse e o adoecimento como graves problemas, piorados pela carência de pessoal e sobrecarga de trabalho na rede de agências do banco. “Queremos mudança na gestão do banco, a fim de eliminar essa forma de organização do trabalho que adoece, bem como o cumprimento da jornada de seis horas para todos”, salienta o diretor da Contraf-CUT.

Remuneração

Os dirigentes sindicais chamaram a atenção para as diferenças salariais na mesma função, a ausência de um plano de cargos e salários (PCS) e a falta de transparência nos programas próprios de remuneração variável. “Enquanto os funcionários são desvalorizados, os 46 diretores do Santander recebem salários e bônus milionários, mostrando que há concentração e não distribuição de renda no banco, o que é inaceitável”, criticou com indignação o dirigente sindical.

Previdência complementar

Os bancários enfatizaram a falta democracia e transparência no SantanderPrevi, a redução das contribuições do Santander na migração dos participantes do ex-Holandaprevi até 31 de maio de 2009, o não aporte do serviço passado pelo banco no plano II do Banesprev e a ausência de contribuições da patrocinadora em planos do Sanprev. “Renovamos a proposta de unificação da gestão de todos planos numa única entidade de previdência complementar, o Banesprev, que possui o melhor modelo de governança”, destaca Ademir.

Saúde suplementar

Foi destacada a necessidade de manutenção do plano de saúde na aposentadoria com as mesmas condições de cobertura que o bancário gozava quando da vigência do contrato de trabalho, mediante pagamento de mensalidade correspondente ao valor que era descontado de seu holerite (contracheque). “Queremos também que haja transparência com a disponibilização dos contratos e coberturas dos planos de saúde para os trabalhadores e o envio de extrato mensal discriminando as despesas realizadas para cada bancário”, ressalta o dirigente da Contraf-CUT.

Outras propostas aprovadas

Uma série de outras propostas foi aprovada no Encontro Nacional, como a de cobrar do banco a retirada imediata das ações judiciais movidas contra entidades sindicais e a Afubesp após protestos contra demissões, falta de funcionários e desrespeito com os aposentados. “Queremos o fim das práticas antissindicais, o respeito ao direito de liberdade de expressão e de organização sindical”, defende Ademir.

Também foi definida a orientação aos sindicatos para não homologar rescisões feitas por prepostos terceirizados pelo Santander. Trata-se de uma função administrativa e uma atividade-fim da empresa e, por isso, deve ser realizada por um funcionário designado pelo banco, como vinha sendo efetuado anteriormente. Várias entidades já suspenderam as homologações por terceirizados.

Combate à terceirização

O secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira, alertou os funcionários do Santander para a importância de barrar o projeto de lei nº 4330/2004, do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), que escancara a terceirização e tramita rapidamente no Congresso Nacional. Esse projeto, agravado pelo substitutivo do deputado Arthur Maia (PMDB-BA), quase entrou ontem (4) na pauta da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. 

“A CUT e as demais centrais sindicais estão preparando propostas para apresentar na mesa permanente de negociação com o governo, que ocorrerá no próximo dia 11, bem como estão intensificando a mobilização sobre os parlamentares para evitar a aprovação desse projeto que, se aprovado, vai rasgar a CLT e liberar a precarização do emprego no país”, disse Miguel. 

O dirigente da Contraf-CUT fez também uma apresentação sobre a organização e o papel das Comissões de Organização dos Empregados (COEs), explicando o seu funcionamento em bancos públicos e privados e anunciando que o tema será pautado em breve para debate nas federações.

Democratização da mídia

O coordenador da Rede Brasil Atual e presidente licenciado da Afubesp, Paulo Salvador, fez uma exposição sobre a luta pela democratização da comunicação no Brasil. Ele destacou também a importância da mídia alternativa e apresentou a experiência bem sucedida da Rede Brasil Atual, que possui site, rádio e revista com 360 mil exemplares. 

Fonte: Contraf-CUT

Santander abre inscrições para 14ª edição do concurso Talentos da Maturidade

Rio de Janeiro, 4 jun (EFE).- O concurso cultural do Banco Santander – Talentos da Maturidade – completa 14 edições neste ano apresentando novidades como o formato bienal, além de etapas e premiações regionais.

O concurso tem como objetivo valorizar e incentivar a produção e memória cultural de homens e mulheres com mais de 60 anos e as inscrições estão abertas até o dia 30 de agosto.

Além das categorias já existentes em edições anteriores – artes plásticas, literatura, música vocal e fotografia -, a partir deste ano os participantes poderão mostrar seu talento também na dança.

Ao todo serão distribuídos R$ 170 mil em prêmios. Desde que foi criado, o Talentos da Maturidade já recebeu 120 mil inscrições e premiou mais de 300 trabalhos.

“É com muita satisfação que chegamos à 14ª edição do Talentos da Maturidade. Realizamos algumas mudanças para deixar o concurso ainda melhor e com mais qualidade. Estamos certos de que as etapas regionais serão muito importantes para os participantes”, afirmou Marcos Madureira, diretor executivo de Comunicação, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander.

Os trabalhos inscritos serão divididos por região: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, de acordo com os dados informados pelos inscritos. Em 11 de outubro serão conhecidos os 75 finalistas regionais; destes, 25 disputarão o prêmio nacional.

Em todas as etapas os trabalhos escolhidos serão premiados. A cerimônia final será realizada em dezembro, em São Paulo, quando serão conhecidos os vencedores nacionais de cada uma das cinco categorias.

As inscrições para o concurso devem ser feitas apenas pela internet, por meio do site http://www.talentosdamaturidade.com.br, onde é possível encontrar o regulamento, o formulário de inscrição e informações sobre cada etapa regional.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2013/06/04/santander-abre-inscricoes-para-14-edicao-do-concurso-talentos-da-maturidade.htm

(EFE)

Santander tenta calar trabalhadores brasileiros

São Paulo – Tentativa de intimidar na Justiça os trabalhadores e ferir o direito à liberdade de expressão e ação sindical. Esses são os principais motivos que levam o Sindicato a se manifestar nesta quinta-feira 23 em Dia Internacional de Repúdio às Práticas Antissindicais do Santander no Brasil. A instituição financeira tenta, através de ações indenizatórias por danos morais, impedir os bancários de se expressar e lutar por seus direitos.

Essa estratégia foi utilizada pela primeira vez em 2011, quando o banco espanhol entrou na Justiça em função do protesto dos trabalhadores no jogo final da Copa Libertadores, que tinha o Santander como patrocinador do evento. As entidades sindicais foram condenadas ao pagamento de R$ 1,5 milhão e recorrem dessa decisão, aguardando julgamento.

Naquela ocasião, os trabalhadores denunciaram as demissões de bancários brasileiros, os elevados bônus pagos aos executivos e o desrespeito com os aposentados do antigo Banco do Estado de São Paulo (Banespa), adquirido pelo Santander.

Agora o banco espanhol recorre à mesma tática em função do protesto realizado em todo Brasil no dia 11 de abril de 2013, contra falta de funcionários, pelo fim das demissões, das metas abusivas e do assédio moral.

A instituição entrou novamente na Justiça contra o Sindicato, a Fetec-CUT/SP e a Contraf-CUT, alegando que a atuação das entidades é um “prejuízo irreparável à imagem do Santander chegando a beirar a barbárie”, conforme termos usados na ação. O banco exige da Justiça condenação ainda maior do que R$ 1,5 milhão, uma vez que a anterior não trouxe o efeito esperado, ou seja, calar os trabalhadores.

Para Rita Berlofa, diretora executiva do Sindicato, o banco utilizou a estratégia de levar o caso para a Justiça em vez de priorizar o diálogo e a mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores. “Essa é uma questão trabalhista e que não deveria ser levada para a Justiça comum. O banco não pode impedir o legítimo direito dos bancários de se organizar e se expressar. Apesar de tentarem intimidar nossa atuação, continuaremos a defender os direitos dos trabalhadores do Santander e de todos os bancários”, defendeu.  

Liberdade de expressão – Em relação ao pedido de indenização, a juíza Claudia Pavone Faraco declarou, no despacho da ação, que o “país traçou um longo e tortuoso caminho até que se assegurasse, quer aos trabalhadores, quer à população em geral, a liberdade de expressão”. Ao avaliar o fato de que o protesto foi feito por entidades representantes dos bancários contra um banco, concluiu: “A sociedade já conta com maturidade suficiente para avaliar tal tipo de manifestação, sendo desnecessária e até mesmo arbitrária qualquer intervenção judicial, no sentido de tolher a liberdade de expressão”.

Apoio internacional – Os bancários brasileiros receberam o apoio de trabalhadores do Santander de diversos países da América Latina e Europa. Reunidos em Assunção, no Paraguai, durante a 13ª Reunião do Comitê Sindical Internacional do Banco Santander da UNI América Finanças, representantes dos trabalhadores da Argentina, Paraguai, Uruguai e Costa Rica assinaram uma declaração de repúdio às práticas antissindicais do grupo espanhol, que será encaminhada ao presidente do banco no Brasil, Jesús Zabalza, e ao presidente do grupo na Espanha, Emilio Botín.

> Leia declaração de repúdio enviada para os presidentes

A UNI Finanças Mundial, sindicato global que representa 3 milhões de trabalhadores no mundo da área de finanças e seguros, além de enviar uma carta aos presidentes do Santander no Brasil e do grupo Santander na Espanha, lançará campanha por meio da qual sindicatos e trabalhadores de todos os continentes e categorias possam assinar carta a ser encaminhada aos presidentes do banco no Brasil e na Espanha.

Contra a prática antissindical – As manifestações contra a postura do Santander de cercear a ação sindical e a liberdade de expressão dos trabalhadores já começaram.

Na quarta-feira 22, atos em agências nas principais regiões de São Paulo denunciaram as práticas antissindicais do banco aos clientes e funcionários, com distribuição de carta aberta à população. Além do dia internacional de repúdio, nesta quinta-feira, novos protestos estão previstos para sexta 24.

(CUT SP)

Funcionário do Santander sofre infarto e morre, devido a pressão do banco

O gerente geral da agência Santa Rosa (RS) do Santander, Antônio Ricardo Terra Fabrício, de 49 anos, morreu na madrugada de terça-feira (14) após ter sofrido um infarto do miocárdio em sua residência. Ele tinha 28 anos de banco e deixa esposa e uma filha.

 

O trabalhador tinha marcado para a manhã desta quarta-feira (15) uma reunião com o Sindicato dos Bancários da região, pois se sentia pressionado, tinha medo de ser demitido e já estava próximo de sua aposentadoria. 

 

O Santander está matando os seus funcionários

Não é nenhuma novidade a forma como os bancos se relacionam com seus trabalhadores. O Santander, para melhorar sua posição no ranking do lucro dos bancos privados, está passando da conta. Para melhorar o rendimento financeiro, a lógica do capital é agredir o mercado, mas o Santander inverteu essa ordem e está agredindo seus funcionários.

 

As relações de trabalho se traduzem por cobranças sistemáticas e agressivas, por vezes desrespeitosas e intimidatórias, que machucam e destroem os trabalhadores. Essa prática assediosa tem o nosso repúdio e merece ser protestada, por todas as formas. Esta situação incômoda está deixando muitos trabalhadores apreensivos e temerosos e, para aumentar o terror, o banco retoma sua política de demissões.

 

A dor desta família (esposa e filha) com certeza nada pagará, mas a ganância dos banqueiros espanhóis com certeza não se importará. A ânsia de levar bilhões aos cofres estabelece metas e ritmos de trabalho absurdos e desumanos, que levam muitos bancários a doenças ocupacionais e em alguns casos para a morte.

(Bancários Santos)

Encontro dos Funcionários do HSBC será em maio e do Santander em junho

A Contraf-CUT marcou o Encontro Nacional dos Funcionários do HSBC para os dias 15, 16 e 17 de maio, em Curitiba, a exemplo do anterior que também foi realizado na capital paranaense, em 2009. O evento deverá contar com a participação de cerca de 100 trabalhadores do banco inglês de todo País.

Os debates serão divididos em cinco grandes temas: emprego, saúde e condições de trabalho, remuneração, plano de saúde e previdência complementar. “Além disso, vamos colocar em discussão novas reivindicações”, adianta Alan Patrício, funcionário do HSBC e secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT.

Santander – O Encontro Nacional dos Funcionários do Santander será nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo. O evento deverá contar com a participação de até 200 dirigentes sindicais do banco espanhol de todo País. Os debates serão divididos em quatro grandes temas: emprego e remuneração, saúde e condições de trabalho, previdência complementar e plano de saúde.

Encontros estaduais ou regionais preparatórios de dirigentes sindicais do Santander devem ser promovidos pelas federações, cujos relatórios devem ser encaminhados antes do encontro nacional para a Contraf-CUT.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Santander demite coordenadores e sobrecarrega remanescentes

Somente nos primeiros três meses deste ano o Santander já lucrou R$ 1,5 bilhão. Os funcionários são responsáveis por grande parte desse resultado, já que o arrecadado com as operações de crédito subiu 8,3% – batendo em R$ 256 bilhões -, e saltou 9,1% com prestação de serviços e tarifas, chegando a R$ 2,7 bilhões, o que representa uma folha e meia de pagamento de todos os funcionários.

Mas as principais políticas de “valorização e reconhecimento” da instituição espanhola no Brasil continuam sendo demissões, mais tarefas para os funcionários e criação de dificuldades para o recebimento da remuneração variável.

Em apenas dois dias úteis da última semana, o Sindicato dos Bancários de São Paulo recebeu denúncias de demissões de vários coordenadores e caixas, além de gerentes e funcionários de centros administrativos em sua base sindical.

Na terça-feira 30, os bancários de Santos paralisaram seis agências do Santander depois de o banco ter demitido nove coordenadores na base territorial da entidade.

Sobrecarga de tarefas

Os coordenadores já estavam trabalhando nos caixas das agências para suprir a falta de funcionários e atender à demanda dos clientes. De acordo com a diretora do Sindicato, Maria Rosani, para piorar a situação, os coordenadores de agências estão tendo de fazer serviços que antes eram realizados em outros setores.

O processamento das operações dos caixas automáticos e compensação de cheques, por exemplo, eram efetuados em um núcleo específico. Agora, essas tarefas passaram a ser também de responsabilidade da área operacional.

“Fora todo o serviço que o coordenador já tinha na agência, ele assumiu mais essas tarefas que o banco tirou de outras áreas, sem contar que estão ocorrendo demissões sem motivo, além de nenhuma contratação. Ou seja, o banco demite funcionários que lidam com o público e delegam mais serviço para os remanescentes, o que acarreta em uma sobrecarga desumana”, afirma a dirigente sindical.

Mudança de regras

O Sindicato também tem recebido dezenas de queixas referentes às mudanças de regras da remuneração variável. De acordo com os trabalhadores, o banco impôs mais ponderáveis na AQO (Avaliação de Qualidade Operacional), o sistema que monitora a área operacional das agências.

Uma unidade bancária pode pontuar negativamente na AQO até por causa de problemas banais, como por exemplo, uma caneta sem tinta na área dos caixas eletrônicos, se um cliente reclamar. Qualquer pontuação negativa de uma agência na AQO poderá afetar a verba variável de todos os funcionários da unidade.

Se uma agência tiver pontuação menor do que 8,5 (em um índice que vai de 0 a 10), nenhum funcionário daquela unidade receberá a verba variável, mesmo que o funcionário da agência tiver conseguido bater todas as metas exigidas pelo banco.

“Com menos funcionários, os riscos de ocorrerem erros são maiores. E isso é ótimo para o banco, porque ele esfola o trabalhador, que continua dando lucro. Mas, em contrapartida, o banco não divide esses lucros com o funcionário, ou seja, foram inventadas umas regras no meio do jogo para dificultar o recebimento da verba variável das pessoas”, explica Rosani.

Para a dirigente, não é a toa que o resultado da pesquisa de clima organizacional mostrou um nível altíssimo de insatisfação dos trabalhadores, conforme informação recebida.

“Até a comissão recebida pela venda de seguros, agora, está condicionada a uma pontuação da AQO superior a 8,5. Não é possível continuarmos assim. Os resultados foram bons, mas poderiam ter sido melhores caso houvesse mais respeito do banco para com os trabalhadores que não são máquinas e menos ainda produtos descartáveis”, ressalta Rosani.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Santander é o banco mais forte da América do Sul; veja ranking mundial

São Paulo – A edição de junho da revista Bloomberg Markets traz uma pesquisa sobre os bancos mais sólidos e, por consequencia, mais confiáveis do mundo. Entre os da América do Sul, Santander Brasil, ItaúBradesco e Banco do Brasil lideram o ranking.

No mundo, a liderança ficou com o Qatar National Bank, do Catar, o primeiro entre 20 instituições globais. Para chegar a tal conclusão, a revista avaliou 78 bancos com ativos totais de 100 bilhões de dólares ou mais, em março deste ano.

Ficaram de fora da análise apenas os bancos que não relataram, até março, os dados de desempenho de 2012 e as instituições que reportaram prejuízo ou falharam no último teste de estresse do Federal Reserve.

Os principais critérios analisados foram: proporção entre o capital da instituição e os ativos ponderados pelo risco; proporção entre os ativos inadimplentes e o total de ativos; relação entre reservas para perdas e empréstimos para ativos inadimplentes; e o índice de eficiência em 2012.

Na avaliação, quanto menor a nota do banco, melhor o seu desempenho. No caso dos bancos que operam no Brasil, o Santander acabou se saindo melhor, na avaliação da Bloomberg. 

  Os bancos mais sólidos por região    
       
Líder Mundial Instituição País Nota
1 Qatar Nacional Bank Qatar 13,8
       
América do Norte Instituição País Nota
1 Canadian Imperial Bank of Commerce Canadá 14,9
2 Royal Bank of Canadá Canadá 17,4
3 Bank of New Scotia Canadá 22,5
4 Toronto-Dominion Bank Canadá 23,5
5 Citigroup EUA 28,8
       
América do Sul Instituição País Nota
1 Banco Santander Brasil Brasil 33,2
2 Itaú Unibanco Brasil 50
3 Bradesco Brasil 60,1
4 Banco do Brasil Brasil 60,2
       
Europa Instituição País Nota
1 Svenska HandelsBanken Suécia 24,7
2 Credit Suisse Group Suíça 26,9
3 Skandinaviska Enskilda Suécia 28,7
4 Turkiye Garanti Bankasi Turquia 29,2
5 SwedBank Suécia  
       
Ásia      
1 Oversea-Chinese Banking Cingapura 14,1
2 DBS Group Cingapura 19,9
3 United Overseas Bank Cingapura 21,4
4 Hand Seng Bank Hong Kong 23,9
5 China Construction Bank China 25,4
       

Fonte: Bloomberg Markets

Presidente global do Santander renuncia após batalha judicial

A Saída de Alfredo Sáenz ocorre em meio a um imbróglio que já dura 20 anos; Javier Marín Romano será o novo CEO

O Banco Santander anunciou ontem a troca de nomes na presidência do grupo espanhol. Em comunicado ao mercado, a instituição informou que o atual presidente do grupo e vice-presidente do conselho, Alfredo Sáenz Abad, pediu renúncia dos dois cargos.

Para o posto de CEO, o Conselho de Administração escolheu Javier Marín Romano, executivo que era responsável pela divisão global de seguros, gestão de ativos e private bank. A mudança acontece dias depois de o mesmo conselho trocar a presidência do Santander Brasil.

A inesperada saída de Sáenz ocorre em meio a um grande imbróglio jurídico. Processado por falsas acusações há quase 20 anos, o executivo do gigante financeiro foi considerado culpado na época e deveria ter cumprido 90 dias de prisão, além de ser impedido de ocupar cargo no sistema bancário. Sáenz, porém, foi beneficiado por uma po lêmica anistia. Há alguns dias aconteceu uma nova reviravolta: o caso foi reaberto e o Banco da Espanha julgaria novamente se Sáenz poderia ou não continuar trabalhando.

Históric©* Em 1994, Alfredo Sáenz era o principal executivo do banco espanhol Banesto. Com a casa em dificuldades financeiras, decidiu executar uma agressiva ação de recuperação de créditos duvidosos. Um dos alvos era a empresa Harry Walker, uma fabricante de material para barcos à vela de Barcelona. O cliente devia € 3,8 milhões e o banco entendeu que os sócios haviam ocultado bens para não pagar o empréstimo.

O banco então abriu um processo na Justiça contra os acionistas que, para a instituição, deveriam quitar a operação. O processo se arrastou por quase duas décadas. Após acusações de suborno, o Tribunal de Barcelona condenou Sáenz por falsa acusação e a sentença foi confirmada pela Suprema Corte da Espanha, em março de 20I1. A decisão, porém, foi revertida meses depois pelo conselho de ministros do governo de José Luis Rodríguez Zapatero, que perdoou o executivo da pena de prisão e da proibição de trabalho no sistema financeiro.

No último mês de fevereiro, o Supremo Tribunal espanhol anunciou que o governo antedor extrapolou sua área de jurisdição ao tratar da pena administrativa de Sáenz. Após a decisão, Sáenz chegou a anunciar aue recorreria da nova decisão.

Reviravolta. Há pouco mais de duas semanas, no entanto, o governo de Mariano Rajoy emitiu ! um decreto que permite que pessoas com antecedentes na Justiça possam continuar exercendo cargos em bancos. Dias depois, o Banco da Espanha anunciou que iria arquivar o processo antigo que envolve Sáenz para abrir investigação já sob a nova legislação espanhola. Com a decisão de Sáenz, o Banco da Espanha ficará livre de dar a palavra final em um dos casos mais polêmicos do sistema bancárioo espanhol.

(Fernando Ncúmgawa, O Estado de SP)

Santander terá que pagar R$ 100 mil a ex-empregada vítima de boatos

justiça

São Paulo –  O Banco Santander terá que indenizar uma ex-funcionária que foi vítima de boatos espalhados por um gerente regional sobre sua conduta moral dentro da empresa. Ao analisar o processo, a Primeira Turma reduziu o valor da indenização, arbitrado inicialmente em R$ 266 mil, para R$ 100 mil. Segundo o relator do processo, ministro Hugo Carlos Scheuermann, o valor deve atender aos princípios da proporcionalidade.

A trabalhadora alegou que, embora a dispensa tivesse ocorrido sem justa causa, o motivo real teriam sido desconfianças de seus superiores de que ela estaria envolvida em operações fraudulentas de crédito. Os boatos, de acordo com a ex-empregada, ultrapassaram as barreiras do banco e chegaram ao conhecimento de clientes e familiares, o que lhe causou profundo transtorno e dificuldades para arrumar outro emprego.

O Santander negou as ofensas morais. Alegou que em tempo algum houve qualquer tipo de ofensa verbal a qualquer um dos funcionários. Mas, de acordo com provas testemunhais, ficou comprovado que o gerente regional comentou numa reunião que a trabalhadora estaria envolvida em fraudes junto com lojistas, fato que não se comprovou após sindicância instaurada na empresa.

Ainda de acordo com as testemunhas, a trabalhadora foi constrangida, uma vez que os boatos chegaram ao conhecimento de outras pessoas. Diante dos fatos relatados, a Vara do Trabalho de Ribeirão Preto (SP) reconheceu que houve dano moral e condenou o Banco a pagar R$ 266 mil reais de indenização. 

(O Dia Online)

Santander lucra na América Latina 988 milhões de euros no 1º trimestre

SANTANDER-BENEFICIOS

Madri, 25 abr (EFE).- O Banco Santander obteve na América Latina um lucro de 988 milhões de euro de janeiro a março, valor 18,2% menor do que no mesmo período de 2012, devido a uma menor contribuição de países como Brasil, Chile e México.

Segundo informação enviada à Comissão Nacional do Mercados de Valores (CNMV) pela instituição, que lucrou 1,2 bilhão de euros no primeiro trimestre, quantia 26% menor do que em 2012, a América Latina forneceu mais da metade do lucro total do banco. Dentro da região, a maior contribuição continua sendo do Brasil, com 499 milhões de euros, 22,3% a menos; seguido do México, com 241 milhões de euros, queda de 18%.

O terceiro país latino-americano com melhor resultado foi o Chile, com um lucro líquido de 103 milhões de euros, 21% a menos. Depois seguem a Argentina, com 86 milhões de euros (10,6% a mais); Porto Rico, com 19 milhões de euros (avanço de 81%), e Uruguai, com 14 milhões de euros (12% a mais).

O aumento do lucro em alguns casos se deve, além da própria atividade financeira, à taxa de câmbio das moedas locais em relação ao euro no primeiro trimestre de 2012.

Os créditos na América Latina cresceram apenas 8% devido à desaceleração no Brasil, onde avançaram 5%, contra 13% no México em função do dinamismo comercial. A taxa de inadimplência na América Latina se situou no fechamento de março em 5,44%, acima do 4,67% do mesmo mês de 2012.

Os depósitos na região aumentaram 1%, com altas muito díspares, que vão desde 1% no Brasil até 17% no México.

O número de agências do Santander na América Latina diminuiu 1%, o que em termos absolutos significa 56 filiais a menos, até 5.997, das quais 3.727 estão no Brasil e 1.193 no México. Isto se traduziu em uma diminuição do número de empregados (-2,5%), até chegar a 90.044 funcionários, dos quais 53.215 no Brasil e 14.065 no México.

EFE

Jesús Zabalza é o novo presidente do Santander Brasil

Jesús Zabalza
Jesús Zabalza

O novo presidente do Santander Brasil é Jesús Zabalza, o terceiro executivo-chefe que passa pela subsidiária brasileira do banco em pouco mais de dois anos. Ele substitui Marcial Portela, que renunciou do cargo, mas permanece como presidente do conselho de administração do banco. Zabalza ocupava desde 2002 o cargo de diretor-geral da divisão do grupo para a América Latina, função agora exercida por Javier San Félix, que foi diretor-geral do Banco Santander e executivo-chefe do Banesto, entidade que terá a sua fusão com o Santander consolidada nos próximos dias. As mudanças foram informadas por meio de nota divulgada nesta quinta-feira 25 e ainda estão sujeitas às aprovações societárias e regulatórias no Brasil.

Portela ocupava a presidência do Santander no Brasil desde 2011 e foi responsável pela condução do processo de incorporação do Banco Real, adquirido do grupo holandês ABN AMRO no final de 2007. Da gestão de Fabio Barbosa, herdada justamente do antigo Real, à saída de Portela, se acumulam ainda os desligamentos de líderes de outras áreas. Apesar de ser o maior banco da zona do euro, o Santander foi fortemente atingido pelos reflexos da crise na Espanha, seu país de origem, o que levantou inclusive suspeitas sobre o futuro da operação também no Brasil, que segundo dados divulgados pela Folha de S. Paulo responde por cerca de 25% do lucro do Santander no mundo. Nesta quinta-feira 25, o Santander divulga o balanço do primeiro trimestre no Brasil e no mundo.

(Meio e Mensagem)

Santander terá de reintegrar empregados que foram demitidos na Bahia

santa

19.04.13 – O Sindicato da Bahia garantiu mais uma importante vitória na Justiça. Nesta quinta-feira (18/04), o Juiz Titular da 3ª Vara do Trabalho de Salvador, André Luiz Amaral Amorim, concedeu liminar obrigando o Santander a reintegrar os demitidos sem justa causa, desde o dia 22 de novembro de 2012.

Pela liminar, a readmissão tem de acontecer imediatamente após a organização financeira ser notificada. Em caso de descumprimento, cabe multa diária no valor de R$ 10 mil por dia, a ser revertida em proveito de cada demitido.

Desde o início das demissões em massa, o Sindicato não mediu esforços para que a decisão irresponsável do banco fosse revertida, inclusive denunciou o caso ao Ministério Público do Trabalho e promoveu diversas manifestações contra as dispensas.

Até o MPT ingressou com uma ação civil pública denunciando o banco espanhol. Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) comprovam a prática. Em dezembro de 2012, os cortes no banco atingiram 1.280 funcionários em todo o país, 31 só na Bahia.

Contramão

A empresa demite e não contrata, sobrecarregando os bancários que estão nas agências e indo na contramão do desenvolvimento do Brasil, que gera empregos e aumenta a renda.

Enquanto que a taxa de rotatividade no setor bancário ficou em 7,6% entre janeiro e novembro de 2012, no Santander, o índice chegou a 27,4%, no mesmo período. Agora, é ampliar a luta para que a decisão da Justiça seja irreversível.

Fonte: SEEB Bahia

Bradesco passa o BB e é o banco mais rentável do país em 2012

logos

Bradesco é o banco mais rentável entre as maiores instituiçõs financeiras do Brasil, segundo levantamento da consultoria Economatica, divulgado nesta segunda-feira (8).

De acordo com a pesquisa, o Bradesco teve a maior Rentabilidade sobre o Patrimônio (ROE) em 2012 entre os grandes bancos do país.

A Rentabilidade sobre o Patrimônio do Bradesco em 2012 ficou em 17,27% – valor inferior ao verificado em 2011 quando o banco alcançara 19,83%.

Em 2011, o líder era o Banco do Brasil, com ROE de 21,55%. No ano anterior, o BB ficou em segundo lugar, com ROE de 16,89%.

O terceiro mais rentável em 2012, entre os gigantes bancários do Brasil foi o  Itaú Unibanco, com 16,70%, ficando na mesma posição que ocupou em 2011.

O quarto banco brasileiro entre as maiores instituições com maior ROE é o Santander Brasil. A instituição ficou na 16ª colocação em 2012 com ROE de 6,83%. Em 2011, estava na nona colocação.

(G1 Economia)

Banco Santander é condenado a pagar indenização por negligência

SÍMBOLOS-DA-JUSTIÇA1

O juiz titular da 9ª Vara Cível de Campo Grande, Maurício Petrauski, julgou procedente a ação movida por D.R.B. em face da Aymoré Crédito, Financiamento e Investimentos S/A., atual Banco Santander S/A., para condená-lo ao pagamento de R$ 6.780,00 de indenização por danos morais.

O autor narra nos autos que, em 13 de julho de 2009, foi ao DETRAN para regularizar a documentação de sua motocicleta e foi surpreendido com a notícia de que havia um veículo GM/Blazer registrado em seu nome. Ao buscar informações, comprovou que o automóvel foi adquirido por meio de financiamento efetuado pela Aymoré Crédito, porém relata que nunca teve qualquer relacionamento com a requerida e não firmou o contrato em foco.

Aduziu que o fato da requerida ter financiado a outra pessoa um veículo registrado em seu nome, circulando em vias públicas sob sua responsabilidade, configura ato ilícito e como tal deve ser reparado. Requereu indenização pelos danos morais sofridos, que estimou no valor de 200 salários mínimos.

Em contestação, o Banco Santander alegou que foi realizado um contrato firmado de acordo com documentos aparentemente legítimos. Declarou que não agiu de forma negligente, nem fraudulenta, mas que pode ter sido vítima de um golpe.

Enfatizou ainda que teve todo o cuidado necessário, inexistindo culpa de sua parte, não havendo que se falar em indenização por danos morais. Alegou que é a culpa exclusiva de terceiro e defendeu a ausência de nexo causal entre a conduta do banco e o resultado lesivo, o que configuraria excludente de responsabilidade.

A partir da análise dos autos, o magistrado entende que ficou evidenciada a negligência da instituição financeira, uma vez que ela não se certificou da veracidade dos dados demonstrados. E a partir de uma consulta realizada, o juiz verificou que a própria empresa requerida transferiu para si o veículo GM/Blazer, reconhecendo a invalidade do contrato.

Sobre o pedido de indenização por danos morais, o magistrado aduz que “o requerente sofreu o risco de lhe ser imputada a responsabilização de arcar com infrações de trânsito, eventual inadimplência, além de outras condutas irregulares”.

Desse modo, o juiz julgou procedente o pedido ao autor, e condenou o Banco Santander S/A. sucessor da Aymoré Crédito, Financiamento e Investimentos S/A, a indenizar o requerente D.R.B. no valor arbitrado em dez salários mínimos, o que corresponde a R$ 6.780,00

Processo nº 0052341-44.2010.8.12.0001

(TJMS/MS)

Santander, Itaú e Bradesco disputam a compra da Credicard

São Paulo – Pelo menos três bancos, o SantanderItaú e Bradesco, estão avaliando comprar a Credicard, que pertence ao Citibank. As informações são do Valor Econômico, da última quinta-feira, dia 07/03.

De acordo com a reportagem, o banco americano está conduzindo um processo acelerado para vender os braços de cartão de crédito e financiamentos da Credicard. Os ativos são avaliados em torno de 1 bilhão e 1,5 bilhão de reais, disse o jornal.

Ainda segundo o Valor, propostas preliminares de preços já foram entregues ao Citi e um grupo restrito de instituição foi selecionado para acessar o chamado “data room”. O grupo é composto por três bancos, mas outras instituições, como Banco do Brasil e até o BTG também tinham interesse.

A conclusão da transação está prevista para no máximo em três semanas e o Citi espera contabilizar ainda no balanço no primeiro trimestre a operação.

(Exame Online)

Itaú e Santander não aceitam mais pagamento de conta de luz da Eletropaulo

SÃO PAULO – Os bancos Itaú e Santander não estão aceitando o pagamento da conta de energia da AES Eletropaulo, distribuidora da região metropolitana de São Paulo, em seus caixas. O motivo para o fim do serviço é de que ambas as instituições não renovaram o contrato com a empresa.

De acordo com a Eletropaulo, somente o pagamento “boca caixa” foi suspenso, as outras opções, como caixas eletrônicos, débito automático, internet, telefone, lotéricas e supermercados, continuam funcionando.

Bancos
Em nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que não existe uma norma sobre o assunto, pois a arrecadação de contas é regulada por contrato, que é negociado livremente entre a instituição financeira e a concessionária. Sendo que cada banco é livre para negociar as cláusulas de acordo com sua estratégia comercial.

Consumidores podem continuar pagando as contas nos caixas eletrônicos (Getty Images)
Consumidores podem continuar pagando as contas nos caixas eletrônicos (Getty Images)

Até a publicação desta matéria, o Santander não se pronunciou sobre o caso. Já o Itaú preferiu seguir o posicionamento da Febraban.

(Por Juliana Américo Lourenço, Infomoney)

Brasil é o país onde Santander mais lucra no mundo, mas corta empregos

O lucro líquido gerencial do Santander Brasil, de R$ 6,329 bilhões em 2012, só foi 4,98% inferior ao do ano anterior porque o banco espanhol aumentou em 30,11% as provisões para despesas com devedores duvidosos (PDD), apesar de a inadimplência nesse período ter crescido apenas 1 ponto percentual. 

Esse resultado grandioso, mesmo em um ano em que os juros e o spread caíram por pressão do governo federal e dos bancos públicos, manteve o Santander Brasil com a maior participação (26%) no lucro do banco espanhol em todo o mundo, o que não o impediu de fechar 572 postos de trabalho de bancários brasileiros, ao contrário do que ocorreu em outros países onde atua, inclusive na matriz na Espanha.

Essas são as principais conclusões da análise que o Dieese fez do balanço de 2012 do Santander divulgado na manhã desta quinta-feira 31 de janeiro. 

Clique aqui para ver o estudo do Dieese. 

Leia aqui notícia com mais dados do balanço do banco. 

“Em nenhum outro país do mundo, o Santander ganha tanto dinheiro quanto no Brasil. Aliás, o lucro líquido do banco espanhol aqui foi semelhante à de toda a Europa Continental e maior que à do restante da América Latina”, denuncia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. 

“No entanto, lá na Espanha, em crise financeira, o Santander fecha acordo com os sindicatos, garantindo mecanismos de informação, diálogo e respeito aos direitos dos funcionários, sem medidas traumáticas. E aqui no Brasil demitiu sem justa causa 1.153 trabalhadores somente em dezembro e se recusa a negociar formas de proteção ao emprego com o movimento sindical”, compara.

Maquiagem no balanço

Repetindo a estratégia de todo o sistema financeiro nacional no ano passado, o Santander mais uma vez superdimensionou as provisões para dívidas superiores a 90 dias, que nos últimos 12 meses passaram de R$ 11,5 bilhões para R$ 14,9 bilhões, um aumento de 30,11%. 

“Essas provisões representam duas vezes e meia o lucro líquido do banco no ano, o que é um evidente exagero diante de uma realidade em que a inadimplência cresceu 1 ponto percentual em 2012, mas vem caindo. Essa maquiagem no balanço visa ludibriar o governo e a sociedade e tem impacto negativo até na distribuição da PLR”, critica Carlos Cordeiro.

Mesmo com a pequena redução dos juros e do spread no ano passado por força da pressão do governo federal e da ação de mercado dos bancos públicos, o Santander aumentou as operações de crédito em 8%, ampliou a receita de prestação de serviços em 12% e as rendas de tarifas bancárias também em 12%. Com isso, a receita de prestação de serviços passou a cobrir 137,7% das despesas de pessoal, um incremento de 5,13 pontos percentuais.

“Como se vê, a situação do Santander é privilegiada no Brasil. O banco espanhol precisa retribuir a sociedade brasileira com crédito mais barato, criação de empregos e respeito aos trabalhadores e suas entidades representativas. Vamos intensificar essa cobrança em 2013″, avisa o presidente da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT com Dieese

Santander é condenado em R$ 2 milhões por discriminar empregados com Ler/Dort

imagemjustic3a7a1

O ato de discriminar os empregados acometidos de lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Ler/Dort), que retornaram do benefício previdenciário, rendeu ao Banco Santander condenação em R$ 2 milhões, por danos morais coletivos. A decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) foi tomada na sessão de julgamento no dia 29 de novembro.

Para os desembargadores do TRT gaúcho, ficou comprovado que o banco discriminou os empregados, ao deixá-los isolados em uma ala e sem atividades de trabalho. Os desembargadores, entretanto, reduziram o valor da indenização, arbitrado na primeira instância em R$ 40 milhões pela juíza Maria Silvana Rotta Tedesco, da 9ª Vara do Trabalho de Porto Alegre.

Retenção indevida
Segundo informações do processo, as irregularidades foram constatadas no ano de 2002, a partir de ações fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e de investigações do próprio Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul.

Na ocasião, diversos depoimentos revelaram que trabalhadores da seção de suporte administrativo, na capital gaúcha, portadores de Ler/Dort e que retornavam do benefício acidentário, ficavam sem qualquer atividade profissional e eram isolados em um local do terceiro andar do banco. Também foi constatado que a instituição bancária passou a reter as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), documento de emissão obrigatória e que reconhece a ocorrência de acidente de trabalho ou de doença ocupacional.

Diante destes fatos, o MPT ingressou com a Ação Civil Pública, solicitando que o banco deixasse de praticar tais violações e exigindo indenização pelos danos causados à coletividade dos empregados.

Em primeira instância, a juíza da 9ª Vara do Trabalho considerou parcialmente procedentes as alegações do Ministério Público. Além do estabelecimento da indenização, ela determinou que o Santander corrija as irregularidades relacionadas à saúde e segurança dos trabalhadores referidas pelo MPT.

A juíza também ordenou que o banco não submeta, permita ou tolere práticas de assédio moral contra seus empregados, sobretudo às relacionadas a humilhações, ameaças veladas ou situações vexatórias. E que proceda regularmente às homologações rescisórias no sindicato da categoria, sob pena de multa diária no valor de R$ 20 mil a cada trabalhador prejudicado.

O caso foi para o TRT. Os desembargadores da 4ª Turma mantiveram a sentença, mas reduziram oquantum arbitrado em primeiro grau. O valor da condenação será recolhido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-4.

Clique aqui para ler o acórdão.

Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2013

MPT realiza audiência ampliada sobre demissões do Santander nesta quarta

O Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza nesta quarta-feira (23), às 17 horas, nova e ampliada audiência de mediação entre a Contraf-CUT e o Santander, em Brasília, sobre as demissões em massa em dezembro e a política de rotatividade do banco espanhol. A reunião, novamente aberta à participação de todos os sindicatos e federações, foi agendada na audiência anterior, ocorrida na última quinta-feira (17). 

No início da tarde de segunda-feira (21), os advogados do banco enviaram novos dados solicitados pela procuradora do MPT, Ana Cristina Tostes Ribeiro, diante das dúvidas levantadas pela Contraf-CUT a partir dos números informados anteriormente. 

O banco remeteu dados sobre tipos de desligamentos em 2012, mês a mês, por base sindical. Isso possibilitará separar o que foi demissão sem justa causa, demissão por justa causa, aposentadoria, pedido de demissão, falecimento e transferências. O banco também encaminhou o Caged de dezembro do ano passado. 

Reunião preparatória

Todos os dados recebidos já estão sendo analisados pelo Dieese e os resultados serão apresentados e discutidos previamente na reunião preparatória das entidades sindicais, que ocorre nesta quarta-feira, às 14 horas, na sede da Contraf-CUT, que fica nas dependências do Sindicato dos Bancários de Brasília. Todos os sindicatos e federações estão outra vez convidados a participar.

“Com essas novas informações, cujo acesso só foi possível em razão da determinação da procuradora do MPT, esperamos obter novos dados que ajudem a esclarecer o processo de demissões em dezembro, bem como a política de rotatividade do banco – essa verdadeira jabuticaba que só existe no Brasil e que faz mal ao emprego e ofende a dignidade dos trabalhadores”, ressalta o secetário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

“Apesar da constante negativa do Santander, vamos reiterar a necessidade de reintegração dos demitidos e de negociar formas de proteção ao emprego. Não é possível que lá na Espanha, onde tem crise, o banco fecha acordo com os sindicatos garantindo mecanismos de informação, diálogo e respeito aos empregos e direitos dos funcionários, sem medidas traumáticas, enquanto aqui no Brasil, onde obtém mais de 26% do lucro mundial, o banco se recusa a discutir emprego com as entidades sindicais, tratando os trabalhadores brasileiros como se fossem de segunda categoria”, aponta o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira. 

As liminares obtidas pelos Sindicatos dos Bancários da Bahia e da Paraíba continuam em vigor. A da Bahia garante a reintegração dos demitidos desde o dia 22 de novembro de 2012 e a da Paraíba suspende as dispensas e impede demissões coletivas. Outras ações judiciais aguardam decisões.

Fonte: Contraf-CUT

Santander anuncia R$ 5 bilhões para financiar obras no Brasil

O Santander vai investir R$ 3 bilhões no Brasil em 2013, além de oferecer R$ 5 bilhões para financiamento de projetos de infraestrutura e ampliar a carteira de crédito entre 15% e 20% em relação a 2012.

Os números foram apresentados nesta terça-feira (22/1) pelo presidente mundial do grupo, Emilio Botín, após encontro com a presidente Dilma Rousseff.

Os R$ 3 bilhões de investimentos incluem ampliação do número de escritórios e agências no país, de terminais de autoatendimento, além da construção de um centro de dados do grupo espanhol em Campinas, que deve ser inaugurado até 2014.

Segundo Botín, o Santander terá R$ 5 bilhões para financiamento de grandes projetos de infraestrutura, como portos, aeroportos e rodovias. A careira de crédito do banco para clientes do Brasil começa o ano com R$ 250 bilhões à disposição e deverá ter crescimento de 15% a 20%, em relação a 2012, segundo o executivo espanhol.

Botín disse que conversou com a presidente Dilma sobre a situação econômica da Espanha e da Europa, que, segundo ele, está “bem melhor” que em junho de 2012, quando se encontraram pela última vez.

Mais cedo, antes do encontro, Botín disse que está otimista com a economia brasileira e que espera crescimento de 3% para o Brasil em 2013.

(Portal Brasil Econômico)

Sindicatos discutirão greve nos bancos Itaú e Santander

Por Renan Carreira

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai consultar seus mais de cem sindicatos associados para que os funcionários dos bancos Itaú e Santander entrem em greve. “Devemos fazer isso (a consulta) na próxima semana. Depois, vamos convocar a greve”, disse nesta quinta-feira o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, classificando a paralisação como “provável”.De acordo com a Contraf-CUT, a greve seria uma resposta para as duas instituições que, sem qualquer negociação, promoveram nos últimos anos alta rotatividade, dispensando colaboradores e contratando outros com salário mais baixo, além de reduzirem postos de trabalho. 

Uma audiência de mediação entre a Contraf-CUT e os dois bancos na quarta-feira (16) terminou sem acordo. Messias Melo, secretário de Relações do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), explicou que o encontro buscava um acerto sobre dois aspectos: a prestação de informações, ou seja, os bancos informarem aos sindicatos os mesmos dados que repassam ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e a adoção de conversas prévias com os sindicatos a fim de se evitar demissões. 

Conforme a Contraf-CUT, representantes do Itaú e Santander e o representante da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Magnus Apostolico, recusaram-se a negociar. “Os bancos não fornecem dados transparentes, não tomam medidas para evitar as demissões e não aceitam negociar, então só sobra a greve como medida. Os sindicatos não podem só ficar olhando”, afirmou Cordeiro. 

Segundo o último balanço do Itaú, o número de colaboradores no Brasil recuou de 98.258 para 90.427 de janeiro a setembro de 2012, queda de 8%. Considerando um período mais amplo, de abril de 2011 a setembro de 2012, foram fechados na instituição 13.595 vagas, uma redução de 13%. Já o Santander cortou 955 empregos somente em dezembro último, após determinação da Justiça para que o banco divulgasse os dados. 

Em nota, a Fenaban informou que os bancos e a representação dos bancários têm a mesa de negociação mais complexa do País. Para a entidade, não é necessário um “fórum alternativo” para tratar de questões que envolvem os bancários. “Os lados têm maturidade suficiente para tocar as negociações”, escreveu Apostolico. A nota informou ainda que, em relação aos dados do Caged, eles são encaminhados, mas não de forma individualizada. “Nós negociamos com o todo e não de forma particularizada”, afirmou a nota. 

O secretário do Trabalho disse que o governo está atento. “É importante que (os bancos) mantenham os empregos, para que o País continue crescendo e distribuindo renda.” Ele afirmou ainda que a União vai continuar insistindo para que os bancos sejam mais transparentes e discutindo a alta rotatividade do setor. 

Questionado se a greve preocupa, o secretário afirmou que é sempre melhor que não ocorra. “O governo prefere que se chegue a um acordo, sem greve, mas não nos cabe opinar. A greve é um direito dos trabalhadores. Vamos ficar de olho para que não haja prejuízo ao cidadão.”

(Agência Estado)

Ministro Brizola Neto se reúne com bancários, Itaú e Santander para discutir demissões

brizola neto

São Paulo – O ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, participará na próxima quarta-feira (16) de audiência com dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e representantes dos bancos Itaú e Santander, em Brasília, para discutir a redução dos postos de trabalho e a política de rotatividade das duas instituições financeiras. Em apenas um ano e meio, o Itaú demitiu 13,5 mil funcionários, enquanto o Santander ameaçou cortar 1,2 mil vagas em dezembro, às vésperas do Natal.

De acordo com levantamento do Dieese) divulgado no final de 2012, pouco mais de 9 mil bancários perderam o emprego no país entre janeiro e setembro. O número equivale a 3,2% do total de empregados registrados em dezembro de 2011. Considerando o saldo entre cortes e novas contratações, no final do ano passado havia 7.286 vagas a menos que no período anterior.

“De um lado, os bancários perdem seus empregos e, de outro, o governo amplia os gastos com seguro-desemprego”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf, em nota divulgada pela entidade sindical. “Só os bancos saem ganhando, porque reduzem a folha de pagamento e aumentam ainda mais os seus lucros.” De acordo com os representantes da Contraf, que se reuniram com Brizola Neto no último dia 9 para requisitar a audiência, o ministro se mostrou preocupado com os números crescente de demissões e reafirmou o seu compromisso com a geração de empregos e o combate à alta rotatividade.

“Enquanto o Brasil não voltar a ser signatário da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas, é preciso encontrar travas para acabar com essa verdadeira sangria de empregos nos bancos, especialmente os privados”, ressalta a secretária de imprensa da Contraf, Rosane Alaby. Diante da justificativa dos bancos, que veem as demissões como parte de seu plano de eficiência, o presidente da Contraf atesta que “empresa eficiente não pode ser a que demite, mas a que emprega, valoriza os trabalhadores e presta bons serviços aos clientes e à sociedade”.

(Rede Brasil Atual)

Revista desmente fusão entre bancos Santander e Bradesco

fusao
 
Por Paula Barra  

SÃO PAULO – A Veja.com, portal de notícias da revista Veja, desmentiu a matéria sobre fusão dos bancos Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) publicada minutos após o fechamento da última quarta-feira (9). 

A informação divulgada no site gerou uma euforia no mercado, resultando em uma forte valorização das units do Santander no after hours da BM&FBovespa – período de negociação que acontece após o fechamento do pregão regular. Os papéis SANB11 subiram 1,97% – lembrando que no after hours a variação dos ativos é limitada em 2% para cima ou para baixo -, fechando a R$ 15,51. Além disso, esses papéis movimentaram R$ 32 milhões no período de pós-negociação, enquanto normalmente o volume médio diário deles no after hours é de R$ 300 mil.

Uma nota da redação divulgada na home do site da Veja aponta falha no procedimento e classifica que deixou erroneamente no ar a manchete sobre a operação durante 22 minutos, de 17h59 às 18h21 (horário de Brasília). A informação foi corrigida em seguida pela redação do site, que publicou também os desmentidos oficiais dos bancos em questão. O Santander negou a notícia, citando que é incabível e inventada. 

De acordo com a matéria original, os funcionários do Santander haviam recebido um e-mail afirmando que a venda ocorreria no 1° semestre deste ano. 

O Bradesco também negou a informação através de sua assessoria de imprensa – desmentindo “categoricamente” a informação. A especulação de uma negociação entre os dois bancos é longa: acredita-se que o Santander estaria interessado em vender seus ativos para salvar sua operação na Espanha, enquanto o Bradesco estaria interessado em aumentar sua presença em terreno nacional.

Em função do negação da informação, a equipe de análise da XP Investimentos recomenda monitorar a movimentação dos ativos das instituições financeiras neste pregão. 

(Portal Info Money)

Sindicatos bancários espanhóis se preparam para novos cortes no Santander

santander

MADRI (Reuters) – Os sindicatos de trabalhadores do setor bancário da Espanha estão se preparando para milhares de novos cortes de empregos neste ano, começando com demissões no Santander após fusão com a subsidiária Banesto.

Os sindicatos disseram nesta sexta-feira que esperam entre 3 mil e 4 mil cortes de trabalho como resultado da fusão e que iriam se reunir na próxima semana com o banco.

Com 6 mil empregos eliminados no Bankia e milhares de demissões em outros bancos nacionalizados, o ano começou com um comunicado sombrio para muitos trabalhadores na Espanha, onde 25 por cento da força de trabalho já está desempregada.

Somente no setor financeiro, os sindicatos bancários estimam a perda de 12 mil postos de trabalho neste ano, além dos cerca de 35 mil cortados desde meados de 2008 quando a crise do setor imobiliário na Espanha começou a afetar a indústria financeira.

No mês passado, o Santander anunciou seus planos para absorver totalmente o Banesto, fundado há 110 anos, fechando 700 agências para reduzir os custos e ajudar a se posicionar para qualquer nova crise no conturbado setor bancário espanhol.

(Reuters Brasil)

Liminar do TRT da Bahia manda reintegrar demitidos do Santander

O desembargador Cláudio Brandão, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Bahia, anunciou nesta quarta-feira (19) a concessão de liminar que garante a reintegração dos 31 empregados do Santander que foram dispensados pelo banco espanhol neste final de ano, às vésperas do Natal. A ação foi movida pelo Sindicato dos Bancários da Bahia.

Ele decidiu, em antecipação de tutela, barrar as demissões na empresa. Após tecer uma série de considerações, Brandão avaliou como acertada a tese defendida pelo Sindicato e considerou nulas as dispensas ocorridas desde 22 de novembro de 2012.

De acordo com a liminar concedida, todos os funcionários devem voltar às atividades no banco, sob pena de multa no valor de R$ 10 mil por dia, a ser revertida em favor do empregado demitido. Além disso, se continuar com as dispensas, terá de pagar R$ 100 mil por cada um.

Para o presidente do Sindicato, Euclides Fagundes Neves, é uma vitória histórica em cima de um processo injusto de demissões, que acontece justamente em uma época de confraternização. “A decisão de reintegração coletiva é importante, não só para os bancários, mas para toda a classe. É a Justiça reconhecendo a necessidade de contrapor os abusos contra os trabalhadores. A postura do banco não tem justificativa. O Tribunal está de parabéns, assim como os bancários que ganharam a ação”.

Manifestações

Por conta da onda de demissões, o Sindicato realizou diversas manifestações para pressionar o banco a suspender os cortes injustificados, participando também do Dia Nacional Luta contra as dispensas, ocorrido na terça-feira (18) em todo país.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Bahia

Santander terá de reintegrar parte dos demitidos em dezembro

resize

São Paulo – Os sindicatos dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e dos Bancários do ABC assinaram hoje (19) um acordo com o Santander para reintegrar parte dos 447 trabalhadores demitidos neste mês pelo banco (413 em São Paulo e 34 nos municípios da região do ABC) e pagar indenização nos casos de demissão de funcionários com menos de dez anos de serviço. O Santander demitiu em todas as regiões do país, o que levou o movimento sindical a iniciar uma série de paralisações e mobilizações.

O acordo foi assinado em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2 ª Região (TRT), de São Paulo, em ação movida pelos sindicatos no último dia 5, e prevê a reintegração dos que possuem estabilidade no emprego, dos portadores de HIV, câncer e lúpus que estejam em tratamento, sem alta médica, e dos funcionários que recebem até R$ 10 mil por mês e foram demitidos no período de seis meses antes de adquirir estabilidade pré-aposentadoria.

O acordo também obriga o Santander a indenizar os trabalhadores que foram demitidos em dezembro antes de completar dez anos de serviço. Nestes casos, a indenização a ser paga corresponde ao valor do salário do trabalhador, até o limite de R$ 5 mil, e concessão de vale- alimentação durante seis meses, no valor de R$ 367,92.

Para a presidenta do sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, o acordo é resultado de três reuniões de conciliação e três audiências realizadas no TRT até ontem. “Nós não temos, no Brasil, medidas que protegem os trabalhadores como a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que coíbe demissões em massa. Nesta conjuntura, temos grandes avanços no acordo, com reintegração em casos de estabilidade e de doenças e também indenizações. Conseguimos diminuir um pouco o impacto social e, o mais importante, suspender o processo de demissões”, disse.

Segundo a secretária de Finanças da entidade, Rita Barlofa, negociadora da entidade junto ao Santander, nas demissões de dezembro o banco não fez nenhuma comunicação ao sindicato. A média mensal de demissões em São Paulo era de 77,8.

De acordo com o superintendente jurídico do Santander, Alessandro Tomao, as demissões ocorridas foram em número mais elevado porque em novembro houve mais feriados (dois durante a semana) e o mês de dezembro também acaba tendo menos dias úteis por causa dos feriados de fim de ano. Ele afirma que o banco não pretende demitir mais funcionários e quer repetir em outros estados o acordo firmado em São Paulo.

Para a desembargadora do TRT Irani Contini Bramante, o documento assinado entre os sindicatos e o Santander representa um avanço por conseguir, por meio de acordo, reverter demissões e possibilitar o pagamento de indenizações. “As demissões causam um impacto social e leva tempo até que os trabalhadores se reintegrem no mercado de trabalho. Um acordo assim é sempre positivo pois minimiza estes impactos”, afirmou.

A juíza do Trabalho Patrícia Therezinha Toledo afirma que desde que foram implantados os núcleos de conciliação, individual e de dissídio, no TRT da 2ª Região, em junho do ano passado, a ação envolvendo os sindicatos e o Santander foi a maior até o momento em número de trabalhadores demitidos.

(Raimundo Oliveira, Rede Brasil Atual)