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Alckmin pede R$ 3,5 bi à Dilma para garantir água para São Paulo

Foto: Cris Castello Branco/Governo de SP

Na reunião entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (10), o tucano apresentou um plano para a realização de oito obras de infraestrutura, ao custo de R$ 3,5 bilhões, para minimizar o problema de abastecimento hídrico no Estado. A avaliação é que as obras não resolverão o problema à curto prazo.

A ministra Miriam Belchior (Planejamento), que acompanhou a reunião, disse que o governador não detalhou as obras.  Como resultado do encontro, foi criado um grupo de trabalho entre a União e o Estado para continuar discutindo a questão. O grupo se reúne na próxima segunda-feira (17).

O governo federal poderá arcar com grande parte dos recursos para as obras. No entanto, de acordo com a ministra o montante a ser despendido não foi discutido nesta reunião. Alckmin afirmou que qualquer valor que o governo federal puder contribuir será bem-vindo.

As obras citadas pelo governador paulista são: interligação dos reservatórios Atibainha e Jaguari; construção de dois reservatórios em Campinas; adução dos reservatórios; Estação de Produção de Água de Reuso (EPAR) Sul de São Paulo; EPAR Barueri; interligação do Jaguari com o Atibaia; interligação do Rio Grande com o Guarapiranga; e poços artesianos no Aquífero Guarani.

Após a reunião, Alckmin voltou a dizer que não existe falta de água em São Paulo.

“Não há esse risco [de racionamento]. Nós já temos repetido isso desde o início do ano, nós temos em São Paulo um sistema extremamente forte e nós nem entramos na segunda reserva técnica do Cantareira”, afirmou.

(Ceará Agora)

PMDB articula ofensiva contra ataques de Cid Gomes

Cid Gomes (Pros) X Eduardo Cunha (PMDB)

Diante das recentes declarações do governador Cid Gomes (Pros), o PMDB prepara um contra ataque. Os peemedebistas planejam a convocação de Cid Gomes na CPMI da Petrobras.

Cid Gomes declarou guerra contra o PMDB e começa a lançar farpas com o apoio do irmão Ciro Gomes, para desgastar o partido.

Esperança
Os caciques esperam explicações sobre o suposto envolvimento com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e também falam em desvio de recursos do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Novo partido
Cid vem articulando a criação de um novo partido para fazer frente as “chantagens” do PMDB. Ele, inclusive, já ofereceu a ideia a presidente Dilma Rousseff, justificando que a proposta é diminuir a ingerência do PMDB no governo federal.

Com informações do jornal de Brasília

Ceará: Saiba quanto seu deputado federal eleito diz ter gasto para ganhar mandato

Blog do Eliomar, O Povo

“Os 22 deputados federais eleitos pelo Ceará informaram que gastaram, juntos, R$ 22,2 milhões para conseguir lugar ao sol em Brasília. Foi esse o valor que eles declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na prestação de contas definitiva da campanha. Com base no montante, cada voto conquistado pelos 22 tenha custou, em média, 7,42 reais.

A campanha mais cara, segundo os dados oficiais, foi a de Danilo Forte (PMDB), quinto mais votado no Estado. Ele declarou despesa de R$ 2,47 milhões, seguido de Antônio Balman (Pros), com R$ 2,27 milhões.

Três candidatos do Ceará ao Senado, Tasso Jereissati (PSDB), Mauro Filho (Pros) e Raquel Dias (PSTU), informaram ao TSE despesa de R$ 13,1 milhões, juntos. Até as 21 horas, os dados da ex-candidata Geovana Cartaxo (PSB) não haviam sido divulgados.

Dos concorrentes ao Governo, só Eliane Novais (PSB) e Ailton Lopes (Psol) já prestaram contas. Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), que disputaram 2º turno, têm até o dia 25.”

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Ideia de Cid pode deixar o Brasil com dois PMDBs no lugar de um

O PMDB é um problema e uma solução para a política brasileira. Sua existência tem assegurado a estabilidade de todos os governos pós-Collor. Mas, digamos, é uma estabilidade instável, a custa de pressão permanente, fatura alta. Muitas vezes, fisiologismo. Não raro, alguns escândalos. A preocupação do governador Cid Gomes (Pros) se justifica em querer criar um contraponto. Estabelecer uma força política que contrabalanceie a importância peemedebista. Mas a tese tem um problema central: o bloco partidário ou a fusão de siglas, como pretende Cid, seria composta basicamente por quem já integra a base governista. O governador cearense até acredita que possa atrair gente de PSB e Psol. Precisará mesmo. Sem novas adesões em quantidade significativa, o governo seguiria dependente do PMDB, mas precisaria negociar com outra grande força para conseguir aprovar seus projetos.

 

Salvo quando há uma grande rebelião, atualmente, os peemedebistas dão ao governo certa tranquilidade de que a dissidência de dois ou três pequenos partidos não representa risco de derrota. Se forem formados dois blocos grandes dentro das fileiras governistas, qualquer deles que não vote em uma proposta inviabilizará a aprovação. Para o governo, será como se houvesse dois PMDBs, e não apenas um.

 

A ideia resolve mais o problema político de Cid Gomes, que se vê em um nanico de pouca relevância e tempo de TV, que o de Dilma.

 

A DEPENDÊNCIA DE DILMA DO PMDB

A coligação de Dilma elegeu 304 deputados. Para aprovar uma emenda constitucional, são necessários 308 votos. Mas isso não deve ser um grande problema. Os partidos que farão oposição de qualquer jeito à presidente – PSDB, DEM, PPS e Psol – elegeram 91 deputados. Chegam a 125 com a disposição do PSB de também ser opositor. Com isso, restam 84 parlamentares de legendas, digamos, “dialogáveis”. Pequenos e médios que, a depender dos “agrados”, votam facilmente com os governos. O PTB é o maior deles. Há ainda Solidariedade, PSC, PV, PHS, PTN, PMN, PRP, PEN, PSDC, PTC, PRTB, PSL e PTdoB.

Desses, o máximo que combinaria com o perfil “de esquerda” que Cid pretende para a nova força política seria o PV, que hoje está mais para oposição. O partido lançou Eduardo Jorge a presidente e, no segundo turno, apoiou Aécio Neves (PSDB). De qualquer forma, tem oito deputados federais eleitos. Algo longe de bastar para o governo poder dispensar os 66 votos peemedebistas.

 

O PESO NO SENADO

No Senado, a importância do PMDB é ainda maior. O partido terá 19 senadores. Poderão ser 18 se Garibaldi Alves, hoje ministro da Previdência, continuar licenciado – seu suplente é do PV. A aprovação de emenda constitucional exige 49 votos de senadores. A coligação de Dilma terá 53 (ou 52). Sem o apoio peemedebista, não teria nem maioria simples. Nem mesmo se atraísse os cinco membros de partidos que não apoiaram a presidente, mas são potencialmente adesistas (PTB, SD e PSC). Não aprovaria emenda à Constituição nem com a adesão de todos esses cinco e mais os seis do PSB, que anuncia posição de “independência”.

No Senado, para aprovar emenda à Constituição, ou o governo conta com os votos do PMDB, ou precisará de apoio de PSDB ou DEM. Sem isso, a conta não fecha.

 

A DIFERENÇA NO MODO DE FAZER POLÍTICA

A diferença entre o PMDB e essa outra grande força seria, então, a forma de fazer política. Mas, isso depende muito. De Cid, realmente, pode-se esperar tal postura. Desde o início do governo Lula, não há notícia de que os irmãos Ferreira Gomes tenham feito barganha ou pressão por cargos federais ou benesses. Porém, o mesmo não se pode dizer nem da cúpula do seu partido – o Pros. Que dirá daqueles que vier a atrair para seu lado. Cid, por exemplo, critica o PMDB por ser um “ ajuntamento de seções regionais sem nenhuma identificação entre eles”, cujo interesse que os une é chantagear o governo. Tem razão. Mas, também, que laço de unidade haverá entre os grupos de diferentes partidos que o governador pretende reunir? Além de apoiar o governo, é claro.

(Érico Firmo, O Povo Online)

Camilo Santana: “PT precisa voltar a discutir formação política e se reinventar”

As eleições deste ano deram ao PT a chance de governar, pela primeira vez, o estado do Ceará. Apoiado pelo atual governador Cid Gomes (PROS), Camilo Santana (PT) superou Eunício Oliveira (PMDB) e foi escolhido para o cargo. Com a reeleição apertada da presidenta Dilma Rousseff e a diminuição da bancada petista no Congresso, que analistas defendem como indício do possível esgotamento da legenda, Santana surge como um dos novos nomes do partido para a política nacional. Em entrevista a CartaCapital, Santana afirma que o PT precisa “voltar a discutir formação política e se reinventar”.

“Sempre defendi que o PT precisava se reinventar, se reciclar, voltar a discutir a formação política”, afirmou antes de admitir que o partido se afastou das suas origens. “É natural, quando um partido cresce muito, ele fugir um pouco às origens. Essa é uma discussão interna que é fundamental. É um grande partido, um partido democrático, que tem discussão, vida. Um partido no qual seus militantes têm vida, têm poder de decisão. É um partido orgânico”, defende.

Ex-deputado estadual, Camilo Santana começou na política pelo PSB e foi derrotado duas vezes na disputa pela Prefeitura de Barbalha, cidade localizada a aproximadamente 500 km de Fortaleza. Ganhou projeção durante os mandatos de Cid Gomes: primeiro como secretário de Desenvolvimento Agrário e depois como titular da Secretaria de Cidades. Filho de outro quadro antigo do PT, o ex-deputado Eudoro Santana, o governador eleito ganhou esse nome em homenagem ao padre colombiano Camilo Torres, que aderiu à guerrilha pelo Exército de Libertação Nacional, na década de 1960.

O governador eleito, no entanto, chamou a atenção por defender durante a campanha bandeiras associadas normalmente ao PSDB, como a meritocracia no serviço público. Além disso, uma das suas principais propostas para a área de segurança é melhorar um programa de policiamento ostensivo, chamado Ronda do Quarteirão, em que os moradores de um bairro podem ligar diretamente para a viatura policial responsável pela região. “O fato de ser do PT ou do PSDB não importa. O importante é que as boas ideias, independente de que classe seja, precisam ser absolvidas”, rebate.

Além de Camilo Santana, o PT terá no nordeste os governos do Piauí, com Wellington Dias, e da Bahia, com Rui Costa, estados que fazem divisa com o Ceará. Questionado sobre formas de integração regional, ele elege como prioridade ajudar a presidenta Dilma a fazer “reformas importantes”. “As ruas pediram isso. Precisamos urgentemente de uma reforma política.”

Leia a entrevista na íntegra:

CartaCapital: Umas das principais bandeiras da sua campanha foi o Ronda do Quarteirão, um programa de segurança que trata a criminalidade como um problema policial. Isso não difere do que o PT defendeu historicamente?

Camilo Santana: Na verdade, o Ronda do Quarteirão foi criado em 2008 pelo Cid e funcionou muito bem até 2012, quando houve paralisação da polícia do estado. A partir dali, houve uma desorganização do programa, quebrou um pouco a hierarquia. O programa fugiu um pouco da origem. De 2012 a 2013, tivemos um elevado índice de violência. Eu propus reorganizar o Ronda, voltar ao papel original e também ampliar um pouco mais um tipo de polícia que é a polícia ostensiva no estado, principalmente contra o tráfico de drogas. [Precisamos] Colocar bases nessas áreas e fazer uma ação integrada para atacar a causa dessa violência, que é a falta de oportunidade aos jovens.

CC: Esse programa foi bem avaliado por passar uma sensação de segurança para as pessoas. Você realmente acredita que ele ajuda a diminuir os índices de violência?

CS: É o seguinte: teve essa fase do Ronda, mas, no início deste ano, teve uma fase a mais, que foi um programa chamado Em Defesa Da Vida. O estado foi dividido em 18 áreas de integração de segurança. A meta é diminuir em 6%, a cada trimestre, os homicídios e assaltos em cada uma dessas áreas e dar uma bonificação para os policiais. Há mais ou menos 9 meses que o programa está funcionando. É uma experiência nova que está dando resultado. Estou convencido de que, para resolver o problema da segurança e violência, vamos progressivamente universalizar escolas em tempo integral. Já estamos com 107 escolas profissionalizantes. Antes, não tinha nenhuma. Para você ter uma ideia, a cada dez alunos que entram na escola profissionalizante hoje, seis já estão empregados. Essa é a estatística que a gente tem. É importante fazermos algumas ações na área do atendimento efetivo. Mas a causa do problema a gente precisa atacar. A única solução é investir em educação, que é uma forma de você proteger o jovem e preparar para o futuro. Cerca de 70% dos municípios do Ceará têm alguma relação com o tráfico de drogas. Isso é uma coisa que a gente quer mexer fortemente. Esse é o compromisso que assumi durante a campanha.

CC: A questão da bonificação remete a outro ponto da sua campanha, que é a meritocracia. Esse é um tema que, na campanha presidencial, foi usado principalmente pelo Aécio Neves. Isso não o distancia do PT?

CS: São coisas que eu defendo. Acho que a gente tem que valorizar e premiar as pessoas pelo mérito, e esse tem que ser um princípio do serviço público. Eu propus que, da mesma forma como foi implementada na área da segurança, levar para a saúde. Até porque é uma forma de valorizar os bons profissionais. Inclusive serve para você identificar onde está bom e onde está ruim para corrigir. O próprio paciente vai fazer uma avaliação. Vai entrar numa UPA, numa Policlínica, num hospital, e vai fazer uma avaliação da qualidade do atendimento. A equipe toda vai receber a premiação. É uma forma de criar espírito de equipe e garantir o melhor serviço para a população.

CC: Incomoda essa proposta ser tão associada ao PSDB?

CS: Eu acho o contrário. Nós que somos do PT, eu, pelo menos, defendo isso há muito tempo. O fato de ser do PT ou do PSDB não importa. O importante é que as boas ideias, independente de que classe sejam, precisam ser absolvidas. Estamos falando do bem da população, do bom resultado. Essa ideia, inclusive, foi minha nesta eleição. Fomos nós que fizemos essa proposta.

CC: Por que só agora o PT conseguiu assumir o governo do Ceará? Por que essa dificuldade?

CS: Nas últimas eleições o PT não lançou candidato, não lançou candidato em 2006. Apoiamos o governo Cid Gomes. Indicamos o vice. Não é que o PT teve dificuldade, o PT tem sido aliado. Agora se lançou com o apoio do atual governador e graças a Deus fomos vitoriosos. Não é questão de dificuldade de ser governo. É que estávamos defendendo um projeto de partidos aliados.

CC: Bahia, Piauí, Ceará e Maranhão terão governo do PT ou aliados. São estados que fazem divisa entre si. Você pensa em algum tipo de integração que possa beneficiar a região?

CS: Acho que quero primeiramente ajudar a presidenta Dilma. Há a necessidade de algumas reformas importantes no Brasil. As ruas pediram isso. Precisamos urgentemente de uma reforma política e quero me reunir com os governadores do Nordeste para discutir uma pauta com e para a região. Não só com os governadores do PT, mas com todos os governadores do Nordeste.

CC: Na campanha presidencial, foi discutida a transposição do rio São Francisco, que está em boa parte no Ceará. Como você vê a demora na conclusão das obras e sua importância para a região?

CS: Essa é uma obra que se conclui agora em 2015. Todos os trechos do Ceará já estão em obras. O Ceará partiu na frente e está fazendo um outro eixo de transposição a partir do São Francisco. Vamos pegar água do São Francisco e levar para o sul do Ceará. Em parceria com o governo federal, fizemos uma construção de 250 km de canal que hoje abastece Fortaleza e a região metropolitana. Se não fosse isso, estaríamos com um colapso de falta de água. São Paulo está passando por um problema de falta de água hoje, e 3 milhões de pessoas não têm esse problema na região metropolitana de Fortaleza por conta dessa construção. O grande problema do Ceará é o lado oeste. Nós vamos levar parte do São Francisco para lá. Já tem 150 km em obras, o chamado Cinturão das Águas, uma obra paralela à transposição. Está bem adiantando. A outra grande obra foi a Transnordestina, que liga o Ceará ao Piauí e a Pernambuco. São duas infraestruturas importantes para o Ceará e o Nordeste.

CC: A questão da Transnordestina também foi muito abordada na eleição presidencial, e foi alvo de críticas pela demora na conclusão das obras. O que o governo Cid Gomes deixou de fazer que poderia ajudar o governo federal?

CS: Eu mesmo cobrei o governo federal. O problema que existia era uma disputa entre a empresa em relação a valores com o governo. O importante é que foi resolvido. Foi dada uma ordem de serviço de 153 km. É um bom trecho da ferrovia e será fundamental para o futuro do Ceará. Até porque vai ser o eixo para que a gente possa descentralizar o desenvolvimento do estado com a siderúrgica e com a refinaria. A ideia é que a gente tenha um polo metalmecânico no interior do Estado com a refinaria, e queremos criar um polo petroquímico. Vamos tentar atrair também uma montadora de veículos para o estado com o objetivo de conseguir também novos investimentos para o estado e geração de novos empregos.

CC: Cid teve muitos problemas em relação aos professores ao dizer que eles deveriam lecionar por amor e não por dinheiro. Como você pretende se reaproximar da classe no seu mandato?

CS: Nós tivemos o apoio do Sindicato dos Professores. O Ceará foi o primeiro estado a implementar o Piso Nacional para os Professores. Foi o primeiro estado do Brasil a passar de 60% para 80% do Fundeb para os professores. A relação dos professores de Ensino Médio com o governo é excelente. Até porque a secretária de Educação do Estado é uma referência nacional, que é minha vice hoje [Izolda Cela]. Estamos implementando a maior rede nacional de escolas profissionalizantes. O Ceará não tinha nenhuma escola profissionalizante. Tem 107 agora. A relação nessa área é muito boa. Eu não consigo enxergar essa situação. Vamos manter o diálogo, muito diálogo. Sempre com muita transparência, responsabilidade. Esse tem sido sempre o discurso que tenho colocado para todos os segmentos, não só para educação, como para segurança pública e saúde.

CC: O senhor prometeu durante a campanha ampliar o Minha Casa, Minha Vida. Por que acredita que Cid Gomes deixou de construir casas populares?

CS: Assumi a secretaria das Cidades em 2011, e realmente o desempenho era baixo, porque a parceria do programa, geralmente, é entre os municípios e a União. E o estado resolveu entrar como articulador disso. Eu, com essa iniciativa, comecei um comitê com a participação da Caixa Econômica Federal, sindicatos da construção civil e as companhias de energia, água e esgoto. A gente resolveu criar esse comitê e aprovamos uma lei na Assembleia permitindo que o estado pudesse aportar recursos onde fosse necessário. Em Fortaleza, o Minha Casa, Minha Vida 1 tinha construído 2.900 unidades, e 1.900 estavam paradas porque a construtora tinha paralisado as obras. No Minha Casa Minha Vida vida 2, o estado contratou 30 mil unidades. Tivemos avanços significativos nessa área e eu pretendo ampliar ainda mais.

CC: O senhor falou com o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma após a eleição? O que conversaram?

CS: Conversei com ela, parabenizei, e combinamos de conversar pessoalmente na próxima semana. O que vou pedir a ela e já pedi por telefone é para aumentar as parcerias. Conversei com o Lula na quarta-feira e compreendi a ausência dele na campanha por conta do projeto maior, que foi a campanha para a reeleição da presidenta Dilma. Combinamos de eu ir a São Paulo para tomar uma café e discutir o futuro.

CC: Sobre a possibilidade de o governador Cid Gomes ser ministro do governo Dilma, você está torcendo por isso?

CS: Olha, o governador tem dito publicamente que, por ora, quer passar um tempo no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ele foi convidado. O governador é um extraordinário gestor, tem visão de futuro. Poderá ou pode seguir em qualquer espaço e função no Brasil ou no exterior. Até o momento, o que ele tem colocado publicamente é que a intenção dele é esta: ir para o exterior e trabalhar no BID.

CC: O seu pai, Eudoro Santana, um ex-deputado que era quadro antigo do PT, deixou o partido há algum tempo e alegou divergências com a legenda. Por que ele saiu realmente? E o que você achou?

CS: Eu sempre defendi que o PT precisa se reinventar, se reciclar, voltar a discutir a formação política. É natural, quando um partido cresce muito, ele fugir um pouco às origens. Essa é uma discussão interna que é fundamental. É um grande partido, um partido democrático, que tem discussão, vida. Um partido no qual seus militantes têm vida, têm poder de decisão. É um partido orgânico. Foi uma decisão dele, pessoal. Saiu do partido, mas também não se filiou a nenhum partido, acho que pela idade [ anos]. Foi uma decisão dele e particular.

CC: Depois do resultado que deu vitória à presidenta Dilma, o Brasil viu uma parte dos eleitores disseminarem preconceito contra o Nordeste. Como o senhor, um nordestino, acompanhou essa questão?

CS: Eu recrimino totalmente qualquer tipo de discriminação. Isso é um absurdo. O Brasil tem que se unir, tem que estar unido. Todos nós temos que pensar muito nas pessoas que mais precisam. O Lula e a presidenta Dilma deram uma grande contribuição ao Brasil. O País saiu do Mapa da Fome. Talvez as pessoas não saibam o que é passar fome. E a concentração da pobreza sempre foi mais forte no Nordeste e no Norte. Então, nós estamos vendo as pessoas terem mais oportunidades. As pessoas não tinham direito a ter uma casa, e hoje têm. Não tinham direito a entrar na universidade, e agora podem. Têm direito de comprar máquina de lavar, geladeira, viajar de avião. Era privilégio de poucos. As pessoas estão felizes com isso. Com todo o respeito, isso é um preconceito e precisa ser recriminado. A eleição passou e Dilma é presidenta de todos os brasileiros. Eu sou governador de todos os cearenses e isso faz parte da democracia. Isso precisa ser respeitado. É a vontade da maioria.

Por Renan Truffi – Via http://www.cartacapital.com.br

 

Cid Gomes apresenta a Dilma proposta para criar partido de apoio no Congresso

O governador do Ceará, Cid Gomes, e o governador eleito, Camilo Santana, querem formar frente de esquerda – Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Brasília – O governador do Ceará, Cid Gomes, apresentou hoje (4) à presidenta Dilma Rousseff a proposta de criação de uma frente de esquerda ou até um novo partido de apoio a seu governo para garantir a governabilidade no segundo mandato. O grupo, segundo Gomes, reunirá parlamentares de partidos de esquerda insatisfeitos com suas legendas e que desejam garantir apoio a Dilma.

A iniciativa do governador cearense é paralela à estratégia do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) de refundar o PL, também para fortalecer a base de apoio ao governo Dilma. “Esse movimento, de ter uma frente ou partido de centro, para além do PMDB, e um partido ou frente à esquerda, ajuda na governabilidade e reduz o espaço para a pressão”, avaliou Cid Gomes.

O governador não comentou a receptividade da presidenta à proposta, mas saiu da reunião no Palácio do Planalto dizendo que já começará as articulações para a formação do novo bloco. O governador, filiado ao PROS, disse que, além de seu partido, integrantes de legendas como o PDT, o PCdoB, o PSB e até do PSOL podem vir a integrar o bloco ou novo partido.

“Isso tem que ser discutido para que a gente aprimore e veja a melhor estratégia. O ideal seria compor inicialmente uma frente que possa evoluir na sequência para um novo partido, que resulte na fusão de alguns partidos”, detalhou. A meta, segundo Gomes, é que o novo grupo tenha, pelo menos, 10% dos parlamentares do Congresso, tamanho que só as bancadas do PT, PMDB e PSDB têm atualmente.

Antes de deixar o governo do Ceará, em dezembro, Cid Gomes disse que pretende ajudar Dilma a enfrentar dificuldades de governar por conta de “sentimentos raivosos” resultantes do processo eleitoral. “Quero ajudá-la nisso. E essa articulação é importante para reduzir um pouco a estratégia dos que querem prejudicá-la, prejudicar o país, prejudicar o governo. Quero ajudá-la nisso, me coloquei à disposição e vou fazer.”

Perguntado sobre uma eventual indicação para compor o ministério de Dilma no segundo mandato, Gomes desconversou e disse que não comentará especulações. Seu objetivo após deixar o governo é passar uma temporada nos Estados Unidos como consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Gomes veio a Brasília para o encontro com Dilma junto com o governador eleito do Ceará, Camilo Santana (PT). Os dois conversaram com a presidenta sobre grandes projetos de infraestrutura em andamento no estado, como o Eixão das Águas e a ampliação do metrô de Fortaleza. O governador eleito também apresentou demandas para os próximos anos, entre elas, a implantação de uma refinaria da Petrobras.

“O primeiro pedido foi a refinaria. Já está tudo pronto, o governador Cid preparou todas questões burocráticas exigidas para a implantação da refinaria e queremos que ela seja iniciada o mais rápido possível. Já temos uma siderúrgica e a refinaria seria fundamental para o futuro do estado do Ceará”, pediu Santana.

(Luana Lourenço, Agência Brasil)

TRE-CE iniciará cadastramento biométrico em Fortaleza e mais dez cidades

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) abrirá o cadastramento biométrico em caráter experimental a partir da próxima segunda-feira, 10. Os eleitores que comparecerem à Central de Atendimento do Fórum Eleitoral Péricles Ribeiro, em Fortaleza, poderão realizar o procedimento. Além disso, outras dez cidades cearenses também terão o serviço aberto em novembro.

O TRE-CE também abriu um canal de agendamento, por meio do site institucional ou pelo telefone 148. Os eleitores que realizarem a transferência de Título de Eleitor serão automaticamente convidados a realizar o procedimento.

Maracanaú, na Região Metropolitana, também adotará o procedimento a partir do dia 10. Limoeiro do Norte, Iguatu, Quixelô, Milagres, Abaiara, Ibiapina e Camocim receberão as atividades a partir de quarta-feira, 12. Na sexta-feira, 14, o cadastramento será iniciado no Crato e em Ubajara.

Na maioria das zonas eleitorais do Estado, o cadastro eleitoral foi reaberto na segunda-feira, 3 de novembro.

Procedimentos no agendamento cadastral

O eleitor que optar pelo agendamento deverá comparecer ao local de atendimento no dia e horário concordados, portando documento de identificação com foto (original), comprovante de residência original, título eleitoral e CPF. Para a operação de alistamento (primeira vez), o maior de 18 e menor de 45 anos, do sexo masculino, deverá apresentar também o comprovante de quitação com o serviço militar.

Redação O POVO Online

Derrotas de Camilo para Eunício em Fortaleza devem ser avaliadas, dizem aliados

A derrota de Camilo Santana (PT) para Eunício Oliveira (PMDB) entre o eleitorado de Fortaleza na disputa pelo governo é coisa a ser avaliada com atenção, dizem aliados ao prefeito Roberto Cláudio (Pros) e ao governador Cid Gomes (Pros), cabos eleitorais do petista. Animado por seu desempenho na capital, Eunício afirmou ontem que o PMDB terá candidato a prefeito em 2016 e prometeu oposição ao futuro governador.

O adversário de Camilo o venceu em Fortaleza no primeiro turno e aumentou a vantagem no segundo. Eunício recebeu 540.221 votos contra 434.393 do petista na primeira etapa da eleição. No último domingo, Camilo teve 526.239 e Eunício 702.380.

“É necessário fazermos uma análise detalhada sobre o significado desse resultado. A gente tem que avaliar a comunicação. Fortaleza não é para principiantes”, disse o líder do prefeito na Câmara, Evaldo Lima (PCdoB).

Para Evaldo, o não envolvimento de Dilma Rousseff na campanha de Camilo, em respeito a Eunício, também aliado ao governo federal, pode ser uma explicação. “Não sei até que ponto a estratégia geral foi correta”.

Para José Sarto (Pros), líder do governo Cid na Assembleia, o desempenho em Fortaleza de Camilo não está diretamente relacionado à gestão Roberto Cláudio e sim a fatores ligados à administração estadual que se fazem sentir com mais força na Capital, como a insegurança. “A candidatura adversária soube explorar isso muito bem”.

Lembrando a eleição de Maria Luiza Fontenele, em 1985, ele afirma que “Fortaleza sempre foi uma cidade atípica”. Sarto diz acreditar ainda que o crescimento de Aécio Neves (PSDB) pode ter ajudado Eunício.

Seja como for, Sarto observa que Cid e aliados devem estar atentos à mensagem do eleitorado fortalezense, que daqui a dois anos votará para prefeito. “Com humildade e franqueza, isso deve ser examinado, para que possamos corrigir a tempo e melhorar a interlocução com a Capital”.

PMDB na oposição

Eunício declarou ao jornal Folha de S.Paulo que “o PMDB é a partir de agora oposição no Ceará” e prometeu punir correligionários que forem para base de Camilo. “Faremos oposição propositiva, e não raivosa. Oposição assina CPI, faz o que precisa ser feito. Aquele parlamentar que for cooptado e quiser fazer parte do governo, vamos brigar para que perca o mandato na Justiça”. 

Eunício disse também que o PMDB vai lançar candidato em Fortaleza e na maioria dos municípios cearenses. “Vou coordenar isso particularmente em 2016. Saímos extremamente fortalecidos das urnas. Tivemos 57% dos votos na Capital”. (com agências) 

Saiba mais

Para Heitor Férrer (PDT), deputado opositor a Cid Gomes e provável candidato a prefeito em 2016, a gestão de Roberto Cláudio não influiu na derrota de Camilo Santana para Eunício Oliveira em Fortaleza. 

Segundo o deputado, o eleitorado fortalezense levou mais em conta o fato de Camilo ser o candidato apoiado por Cid. “O eleitor estava votando contra o modo de governar do Cid. Ele votou contra o Camilo por atrelá-lo ao governador”. 

Chamando o placar da eleição estadual em Fortaleza de “termômetro para 2016”, Heitor afirma que, mesmo assim, Roberto Cláudio saiu fragilizado. “Para mostrar força e consolidar sua administração, ele teria que ter derrotado o opositor na cidade dele”.

(Bruno Pontes, O Povo)

Seis nomes disputam comando da Câmara Municipal de Fortaleza

Salmito Filho e Acrisio Sena

A partir de novembro, a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza deve dominar os debates no Legislativo. Nos bastidores, os nomes que despontam como pré-candidatos à presidência são do vice-presidente, José do Carmo (PSL); do 2° vice-presidente, Adail Júnior (Pros); do 1° secretário, Elpídio Nogueira (Pros), e dos ex-presidentes Carlos Mesquita (PMDB), Acrísio Sena (PT) e Salmito Filho (Pros), atualmente licenciado para gerir a Secretaria do Turismo da Prefeitura de Fortaleza.

A nova presidência assumirá a Casa pelos próximos dois anos, período de efervescência política com a aproximação de novo período eleitoral. Carlos Mesquita defende “nome à altura para limpar o nome da Casa”, envolvida em investigações do Ministério Público que culminaram na prisão do vereador A Onde É.

Questionado sobre quem teria esse “nome à altura”, Mesquita diz não saber. “Estão dizendo meu nome”, pontua, mas destaca que ainda terá de conversar com seu partido e com o prefeito Roberto Cláudio (Pros).

Em terceiro mandato, José do Carmo considera ter experiência para assumir a presidência, “mas não é que esteja em busca”, ressalta. “Aqui, a gente apenas está conversando que tem de ser alguém que tenha competência, mas ainda não ouvi nenhum nome que pudesse merecer uma menção”, frisou.

Expectativas

Salmito Filho é apresentado com um dos nomes fortes na disputa. Mesmo assim, diz que assumiu secretaria a pedido do prefeito e só retornará por orientação de Roberto Cláudio. Ele afirma que outros vereadores têm o questionado sobre o retorno para a disputa e falado sobre nomes que estão se apresentado, mas reafirma que dependerá do Executivo.  

“Sempre falei que o nome do Salmito é forte, é um nome que une oposição, situação, une o Pros”, defendeu Adail Júnior. “A partir da próxima semana é que começam as articulações. Pretensão eu tenho, mas organizar de fato uma candidatura, isso não tenho feito”, pontua.

Além deles, são cotados também o petista Acrísio Sena, presidente da Casa no biênio 2011-2012, após derrotar Salmito; e o vereador Elpídio Nogueira.

Em 2008, Elpídio foi derrotado para a presidência por Salmito Filho, apesar de, à época, ter o apoio da então prefeita Luizianne Lins (PT) e do governador Cid Gomes (Pros). O parlamentar é, atualmente, o nome com maior proximidade do governador. Seu irmão, o deputado estadual Dr. Sarto (Pros), também pode disputar presidência na Assembleia Legislativa. A ligação de ambos com o governo pode ser decisiva para a reorganização de forças nos poderes.

 

Elpídio

Disputou a presidência da Câmara em 2008. É o mais próximo dos Ferreira Gomes

 

Acrísio

Tentou reeleição em 2012, mas foi prejudicado pela derrota do PT na Prefeitura de Fortaleza

 

José

Atual vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, está no 3º mandato de vereador

 

Salmito

Está licenciado na Casa, mas nos bastidores é apontado com nome de força para concorrer

 

Adail

2° vice-presidente, disputou a 1° vice-presidência, mas foi derrotado por José do Carmo em 2012

 

Mesquita

Já foi presidente e é o parlamentar com mais mandatos na Câmara Municipal

 

SERVIÇO

 

Câmara Municipal de Fortaleza
Sessões:
de terça a quinta-feira, a partir das 9 horas
Onde: Rua Thompson Bulcão, 830 – Patriolino Ribeiro
Site: www.cmfor.ce.gov.br

 

Saiba mais

 

1. Eleição da Mesa

De acordo com o atual presidente da Câmara, vereador Walter Cavalcante (Pros), eleito deputado estadual, a expectativa é que a eleição da nova Mesa aconteça no dia 2 de dezembro, após a votação da Lei Orçamentária Anual.

(O Povo)

Dilma, uma vitória baiana e cearense

A diferença de 3,55 milhões de votos a mais obtidos por Dilma Rousseff, que garantiram sua reeleição por mais quatro anos, tem origem bem definida. Dilma pode creditar sua vitória à região Nordeste, em especial a três estados. Pela ordem, Bahia, Ceará e, com um pouco de distância, Maranhão, fizeram pender a balança a favor da candidata do governo.

Em termos absolutos, a Bahia foi o Estado onde Dilma obteve a maior vantagem sobre Aécio Neves, 2,9 milhões de votos a mais. No entanto, a terra de Jacques Wagner não foi o estado mais “dilmista” no segundo turno. Esse título pertence ao Maranhão, onde 78,76% dos eleitores votaram na candidata do PT, seguido de perto pelo vizinho Piauí, onde o percentual foi de 78,30%.

O estado mais oposicionista em termos relativos foi Santa Catarina, onde 64,59% dos eleitores votaram em Aécio Neves. No entanto, o peso eleitoral pequeno não afetou o resultado final, e o candidato do PSDB obteve 1,11 milhão de votos a mais do que Dilma.

Em termos absolutos, a grande derrota de Dilma foi em São Paulo, onde Aécio recebeu 6,8 milhões de votos a mais. Em termos relativos, São Paulo foi o segundo estado mais oposicionista, pois 64,31% dos votos válidos foram para Aécio.

O estado com maior número de abstenções foi o Maranhão, onde 27,36% dos eleitores não compareceram às urnas. O mais assíduo foi o Amapá, onde apenas 14,56% deixaram de cumprir seu dever cívico.

Em termos de validade, o menor número de brancos e nulos foi registrado no Acre, onde menos de 3% dos eleitores anularam seu voto ou votaram em branco. O maior índice de votos inválidos foi no Rio de Janeiro, onde 13,3% dos eleitores que compareceram às urnas não escolheram nem Dilma nem Aécio.

(Cláudio Gradilone, Istoé Dinheiro)

Empresa paulista irá gerir iluminação pública de Fortaleza

Fortaleza, agora, tem uma empresa licitada para gerir o seu parque de iluminação pública. Isso após mais de três anos da realização de contratos emergenciais. A paulista FM Rodrigues assume as funções de manutenção do parque e a realização de novas obras de iluminação dia 7 de novembro, por um período de doze meses, prorrogáveis por até cinco vezes. O contrato nº 17/2014 é de R$ 69,2 milhões, está assinado e já foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM).

A FM Rodrigues foi fundada em 1968 em Bauru (SP) e mudou sua sede em 1973 para a capital paulista. Desenvolveu trabalhos com a Light, Eletropaulo, DAE, Cesp e CPFL, por exemplo. No segmento de Rede Elétrica, realizou a iluminação do Estádio do Pacaembu, rua Augusta e Rodovia Raposo Tavares.

O coordenador de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos da Capital (SCSP), Alfredo Nelson Serejo, ressaltou o desgaste e o desinteresse nas realizações dos contratos emergenciais anteriores. “Contratos emergenciais são ruins para ambas as partes. A empresa fica insegura, porque o contrato é curto. O município fica sem poder cobrar o investimento em maquinários e novas tecnologias. Agora vamos poder exigir”.

Conforme o documento firmado, a FM Rodrigues será remunerada pelo serviço de manutenção e por obras realizadas. O valor do contrato é o limite que a Prefeitura vai gastar com a empresa, mas, conforme Serejo, não necessariamente vai gastar tudo. Fortaleza possui mais de 185 mil pontos de luz.

Tecnologia LED

A implantação de iluminação com a tecnologia LED em Fortaleza é uma das novidades das função da empresa gestora do parque. Apesar do preço superior da luminária, há uma compensação com vida útil e intensidade da luz maiores, além de um custo de manutenção menor, economia de energia e ganhos ao meio ambiente.  

A LED proporciona a dimerização, capacidade de alternar a intensidade luminosa do ponto de luz. Inicialmente, serão implantados em canteiros centrais e obras especiais.

A empresa contratada também terá de implantar a telegestão, que é a troca de informação com o ponto luminoso. “Dá para ter o controle se o ponto de luz está aceso ou apagado”, por exemplo. Em princípio, 3,6 mil pontos de luz terão a telegestão, que não, necessariamente, precisa são LED. 

SERVIÇO 

Iluminação pública

Fone: 156

24 horas por dia

 

Entenda o caso 

2001. A Citéluz começa a operar a iluminação pública em Fortaleza. O prefeito era Juraci Magalhães. Passou pela prefeita Luizianne Lins e entrou na gestão Roberto Cláudio também.

22/8/2011. O primeiro contrato emergencial é firmado entre Prefeitura e Citéluz, mesma data em que empresa e Município rescindiram compromisso feito por meio de licitação. O POVO apurou que os cinco emergenciais com a Citéluz custaram R$ 137 mi.

2013. Foi cancelado o processo licitatório iniciado em 2011 que, por várias razões, não chegou a ser concluído. O projeto básico foi considerado desatualizado.

2013. Foi lançado outra licitação em 2013, mas nem chegou a abrir proposta. Foi cancelada, porque empresas que participavam do processo cancelado pela prefeitura pediram o direito de resposta. Algumas deram retorno, outras não.

31/3/2014. A Alusa Engenharia começa a operar a iluminação pública em Fortaleza. Tomou o lugar da Citéluz, que fazia o serviço desde 2001.

23/4/2014. Foi lançado um novo edital.

(O Povo)

Cid Gomes é cotado para assumir o Ministério da Educação, aponta O Globo

O nome do atual governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), foi cotado na manhã desta terça (28) como um dos possíveis nomes de Dilma para assumir o Ministério da Educação  em 2015, segundo informações do jornal O Globo.

Segundo a publicação, Dilma tem admiração pelos resultados de Cid no Governo no Ceará, especialmente na área de educação por conta do programa Alfabetização na Idade Certa. A secretaria era comandada pela atual vice-governadora eleita, Izolda Cela.

Além de Cid, foram cotados para trabalhar com a presidente a partir do dia 2 de janeiro o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT); o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD); Miguel Rossetto, que deixou o Ministério do Desenvolvimento Agrário; os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini(Relações Institucionais). Estariam de saída os ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Marta Suplicy (Cultura).

A Casa Civil do Governo do Ceará afirmou que não existe nada confirmado oficialmente pelo atual governador.

(Diário do Nordeste)

Com força dos Gomes, Camilo (PT) desbanca Eunício Oliveira e vence no Ceará

Apoiado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes (Pros), o deputado estadual Camilo Santana (PT), 46, derrotou o senador Eunício Oliveira (PMDB), 62, e foi eleito neste domingo (26) o novo governador do Ceará.

Com 100% das urnas apuradas, Camilo obteve 53,35% dos votos válidos contra 46,65% de Eunício.

Fonte: TSE

No primeiro turno, Camilo havia ficado na frente, com 47,81% dos votos válidos, contra 46,41% do peemedebista. A eleição do segundo turno contou com tropas federais em Fortaleza e mais quatro municípios da região metropolitana por causa do uso político da Polícia Militar na disputa.

Camilo largou atrás na disputa, e as pesquisas sempre apontavam o senador com grande folga na ponta até o fim de agosto. A partir de setembro, Camilo — até então um desconhecido do grande público — começou a ganhar corpo na corrida eleitoral e cresceu em intenções de voto. Nas pesquisas do segundo turno, Camilo já aparecia à frente do peemedebista.

É a primeira vez que um candidato do PT é escolhido para o governo cearense.

Racha

A campanha de Camilo isolou antigos aliados, a família Gomes, com  Ciro e Cid Gomes, e o grupo político de Eunício. Em 2012, eles trabalharam juntos pela eleição de Roberto Cláudio (Pros) à prefeitura de Fortaleza. Cid Gomes é governador desde 2007 e seu irmão Ciro comandou o Estado entre 1991 e 1994.

O rompimento entre o grupo ocorreu em abril, e Camilo passou a ser o candidato dos Gomes. A divisão na base aliada fez Dilma vetar a presença dos dois candidatos em ato realizado por ela no Estado em setembro, para evitar uma possível saia justa. No segundo turno, Dilma não foi ao Ceará.

Camilo Santana
  • Partido: PT
  • Nascimento: 3/6/1968, em Crato (CE)
  • Ocupação: deputado
  • Vice: Izolda Cela (Pros)
  • Coligação: Para o Ceará Seguir Mudando (PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSL / PRTB / PHS / PMN / PTC / PV / PEN / PPL / PSD / PC do B / PT do B / SD / PROS)

Carreira

Camilo tem uma carreira curta na política e se destacou nos últimos anos como secretário do governo Cid Gomes. Entre 2007 e 2010, foi secretário do Desenvolvimento Agrário. O cargo deu o impulso necessário para o petista ser eleito deputado estadual há quatro anos.

No segundo governo de Cid, assumiu a Secretaria das Cidades e se licenciou do cargo para o qual foi eleito.

O novo governador é formado em engenharia agrônoma e tem mestrado em desenvolvimento e meio ambiente. Começou a vida pública no movimento estudantil. Por duas vezes, concorreu à Prefeitura de Barbalha (CE), mas foi derrotado.

Desafios

O novo governador do Ceará vai enfrentar alguns dos piores indicadores sociais do país. Com 8,7 milhões de habitantes, o Estado tem o terceiro maior índice de homicídios do Brasil, com taxa de 44,6 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados do Mapa da Violência 2014, do Instituto Sangari. A média nacional é de 29 mortes a cada 100 mil habitantes.

Em seu plano de governo registrado no TSE, Camilo disse que vai criar o programa “Em Defesa da Vida”, interiorizando o policiamento.

O petista também diz que vai atuar “de forma integrada, com as demais políticas públicas, atuando de forma sistêmica no território, criando nos locais mais vulneráveis ações relacionadas a segurança, saúde, educação, emprego e infraestrutura pública, envolvendo as secretarias de governo”.

Já na área de renda e empregos, o governador eleito fala em interiorizar as oportunidades e fazer o Estado crescer de forma “mais equitativa, do ponto de vista geográfico”.

Camilo também disse que vai “ampliar e fortalecer as ações articuladas com o governo federal, governos estaduais e governos municipais, visando a consolidação de programas e projetos estratégicos para a economia e o desenvolvimento regional e local”.

(Uol)

Vereadores de Sobral forjavam curso para viajar e receber diária, diz MP-CE

Três vereadores do município de Sobral e um assessor parlamentar são acusados pelo Ministério Público do Estado do Ceará por praticarem improbidade administrativa em esquema que movimentava o pagamento de diárias para eventos falsos fora da cidade. A informação foi divulgada pelo MPCE nesta quinta-feira, 23.

São citados na Ação Civil Pública do Ministério Público o presidente da Câmara Municipal de Sobral, José Itamar Ribeiro da Silva; o primeiro secretário da Casa, José Crisóstomo Barroso Ibiapina; o vereador Valfredo Linhares Ribeiro e o assessor parlamentar William Ramos Tavares. A ação foi protocolada no último dia 15 pelo promotor de Justiça Francisco Roberto Caldas, do Núcleo de Tutela Coletiva de Sobral.

A ação do MP parte de inquérito civil público instaurado em maio deste ano para apurar denúncias feitas pelo ex-vereador Francisco Ismerino Vasconcelos Mendes. Conforme o MP, os referidos vereadores e o assessor estariam envolvidos com a simulação de cursos de capacitação para vereadores e servidores da Câmara fora dos limites do Município para que houvesse o pagamento de diárias.

De acordo com as investigações, o esquema, existente na atual gestão, seria comandado por José Crisóstomo Barroso Ibiapina, mais conhecido como “Zezão”. Para fins de comprovação e recebimento das diárias, eram fornecidos certificados falsos de empresas pertencentes a ele.

As investigações mostraram ainda que, quando os cursos ocorriam, eram realizados pelo próprio parlamentar. Ele recebia diárias do Poder Legislativo para essas atividades, mesmo sendo o realizador dos cursos/seminários e o recebedor dos valores arrecadados para a prestação dos serviços.

O Ministério Público pede que os parlamentares sejam afastados dos cargos por um período de 180 dias.

O POVO Online procurou os parlamentares na Câmara Municipal de Sobral. Segundo a Casa, o presidente José Itamar Ribeiro estava em reunião e não poderia se pronunciar. Os demais vereadores não estariam no local. O POVO aguarda retorno do presidente da Casa.

Redação O POVO Online

Clínica-Escola de Psicologia da UFC reabre as portas após reforma

A Clínica-Escola de Psicologia da Universidade Federal do Ceará foi reinaugurada na manhã desta quarta-feira, 22. O espaço funciona como um trabalho de extensão para os universitários do curso, como determinado em lei federal. A unidade funciona também para atender gratuitamente à população, que pode usufruir dos serviços por meio de uma inscrição de acompanhamento realizada semestralmente.

Segundo o coordenador da clínica, professor José Wilson Vasconcelos Junior, atualmente são atendidas entre 500 e 600 pessoas. Ele destaca que a clínica representa um caminho sedimentado na oferta de atendimentos psicológicos, além de trilhar uma busca de novos destinos e espera que sejam vantajosos. “Existem hoje 60 estagiários atuando no local, responsáveis pelos acompanhamentos. O número de pessoas conduzidas no ambiente vão de acordo com a inscrição destes estudantes”, pontua.

Os estagiários passam cerca de um ano no ambiente, garantindo o acompanhamento dos inscritos. Todas as vagas disponibilizadas são calculadas de acordo com o número de estudantes inseridos no programa. Este trabalho de extensão já funciona há 30 anos e a nova estrutura está localizada na rua Waldery Uchoa, nº 3-A, no Campus do Benfica da UFC.

Redação O POVO Online

Brasil – Para onde iremos? Uma reflexão sobre o cenário contemporâneo

Por Drawlio Joca – fotógrafo

Tenho estado particularmente perplexo com tudo que venho assistindo no atual cenário político brasileiro, bem como ao correspondente espetáculo midiático e suas graves consequências. Situarei ao longo desta reflexão, a quem se dará ao exercício da leitura, claramente qual é o meu posicionamento perante a nossa conjuntura. Neste sentido, digo de antemão aos possíveis discordantes que são bem-vindos, posto que não creio que nenhum posicionamento, meu ou vosso, principalmente quando relativo à questão tão cara a todos nós, por envolver o destino do nosso país, deva ser imutável, notadamente perante argumentações possivelmente válidas. Mas a quem não estiver disposto à reflexão crítica ou não tiver verdadeira preocupação com a dignidade do seu voto e com o país, então não perca seu precioso tempo. Portanto, quem vir ao debate é bem-vindo, mas venha fundamentado.

Primeiro, devo dizer que não fui, nem sou filiado a nenhum partido. Não devo nada a quaisquer políticos ou agremiações partidárias, nunca dei “tapinhas nas costas” de seu ninguém, nem nada que tenho veio às custas de qualquer troca espúria ou bajulação. Entendo partido como meio, não como fim. Guardo, inclusive, certa antipatia a quem faz de partido, religião, ao ponto de ser incapaz de qualquer reflexão.

Tenho a honra de afirmar, que todos os votos que dei e alguns trabalhos voluntários políticos que fiz ao longo da vida, foram movidos não por escolhas que me favoreceriam individualmente, profissionalmente, nem mesmo àquelas possivelmente mais oportunas à minha classe social. Sempre pautei minhas opções principalmente por uma preocupação que tive e tenho com os que considero menos favorecidos em um Brasil historicamente socialmente injusto e pelo que refleti serem as melhores possibilidades à coletividade e ao país. Nesse sentido, votei habitualmente em partidos da dita esquerda brasileira. Alguns destes partidos, em alguns momentos estiveram ou estão aliados a forças com as quais guardo discordância, o que fez meu voto oscilar entre algumas siglas, em busca daquela que considerei, a cada conjuntura, ser a melhor opção. Especificamente sobre isso, vale ressaltar que muito temos a refletir sobre a estrutura política e eleitoral brasileira que, não à toa, favorece à necessidade da formação de alianças demasiadamente heterogêneas e que cerca os pretensamente éticos com a ameaça perene da ingovernabilidade. Esta estrutura está firmemente e nada ingenuamente voltada a manutenção do status quo, esteja quem estiver no Poder Executivo. O poder, vale lembrar, é multifacetado e muito de sua estrutura é oculta e passa desapercebida a olhares menos avisados.

Mas, vamos ao cenário contemporâneo, que é o que agora importa. Impressiona-me muitíssimo que alguém com o mínimo de discernimento e senso crítico consiga crer que haja alguma decência nas palavras, atitudes e notadamente na trajetória de Aécio Neves. Neste ponto específico, não me refiro – ainda – a quaisquer méritos ideológicos, políticos ou partidários. Situo-me na anterioridade, na substância. Falo do mais essencial, da questão simplesmente humana. Pelo menos a mim, me basta olhar nos olhos, ouvir e sentir o tal indivíduo para bem sabê-lo.

Neste cenário de eleitores pró Aécio, há quem se situe, em suas escolhas, numa confusão ideológica relativamente compreensiva, resultante, em muitos casos, da grave crise ética que vivemos. É válido pensar que a chamada esquerda brasileira tem considerável parcela de responsabilidade nessa crise moral, notadamente por ter levantado bandeiras éticas que não foram cumpridas. Entretanto, nesse jogo de culpas e responsabilidades, muitos esquecem que todos nós também somos responsáveis pelo desmanche moral, em nossas atitudes cotidianas nada éticas, nada cidadãs, bem como nas escolhas políticas que fazemos, quando muitos de nós acabamos por dar sustentabilidade à estúpida estrutura política e eleitoral brasileira a que me referi.

Aos que pensam em destinar seus votos ao peessedebista por terem verdadeira preocupação ética e por estarem desencantados com os tão propagandeados escândalos próximos ao Governo, envolvendo parte dos quadros do Partido dos Trabalhadores e partidos aliados, eu pergunto: se vossa preocupação é realmente ética, o outro lado é por acaso ético, moral e digno? Para mim, estes são infinitamente piores neste aspecto e extremamente mais profissionais nos malfazejos, com o agravante que suas corrupções não permanecem na mídia, nem são objetos da devida Justiça, posto que toda a estrutura dominante sempre os favoreceu e os favorece. A estrutura de poder, que os manteve e mantém, permaneceu suficientemente sólida e atuante em governos a e b. O poder lava a mão do poder e sua teia é consideravelmente complexa e subterrânea.

Então devemos perdoar uma corrupção em outra e deixar tudo como está? Obviamente que não, mas não é retrocedendo ao pior dos mundos que iremos de fato avançar nesse sentido, mas exercendo todo um conjunto de reflexões, pressões e práticas políticas que podem verdadeiramente inferir em nossa podre estrutura.

Mas, voltando aos perfis dos sufragistas aecianos. Há aqueles que movem seus votos e seus discursos por puro revanchismo, ressentimentos, questões pessoais, ódios particulares, dores de cotovelo partidárias, conflitos ideológicos e outras pequenezas que são das mais lamentáveis e profundamente danosas aos processos que ora se encaminham. Digo apenas a estes, que os posicionamentos, por exemplo, de Marina Silva, carregados da mais profunda confusão e contradição ideológica, falam por si sobre o que é sua “nova política”. Quem conhece a trajetória dela, sabe o quão gravemente ela rasgou definitivamente sua própria história. Acho que a religião não fez bem a cabeça dessa senhora. Ou seja lá qual for o problema dela, ao resolver se alinhar àqueles que são, sem dúvida, os maiores corruptos desse país, além de suas ideologias que, em essência, historicamente privilegiam tão somente às suas próprias classes, em contraposição e dano à coletividade; e mais: sua lastimável e intrínseca lógica do acumular em excesso, do ter, em detrimento ao ser.

Outros votantes azuis, por sua vez, até ditos intelectuais, cultos e bem instruídos, ou perderam mesmo a capacidade de discernir, ou são vítimas ou partícipes, dos ingênuos àqueles nada inocentes, inteligentes, supostamente críticos e bem informados, do circo de mentiras que está – interessantemente para alguns e lamentavelmente para muitos – posto na atual conjuntura brasileira. Circo este constituído nos bastidores econômicos e políticos e multiplicado em um espetáculo midiático profundamente maniqueísta e astutamente travestido de jornalismo e informação supostamente isenta e idônea.

Se de um lado, até os tão inteligentes são cidadãos e eleitores surpreendentemente manipuláveis e suscetíveis à orquestração política e ao circo midiático. Se por outro, não lhes é possível, ao ouvir e olhar um ser humano, minimamente sabê-lo. Se suas intuições e vastos conhecimentos pouco ou nada lhes falam, talvez devessem revisitar então, atenta e consideravelmente, um conhecimento impressionantemente esquecido – e em momento tão crítico! – na imensa maioria das falas e debates extremamente rasos expostos: uma tal de história! Revê-la ou, para alguns, conhecê-la, quem sabe os fizesse melhor compreender estruturalmente o Brasil, bem como a conjuntura contemporânea.

Vê-se ainda, dentre os eleitores aecianos, os que são claramente defensores do neoliberalismo, que creem nos mercados livres, nacional e internacional, como gestores suficientes e dignos às questões humanas e que atuam em defesa unicamente dos interesses de suas classes historicamente dominantes. Há os que pensam seu voto como seu próprio umbigo. Há ainda os preconceituosos de toda espécie. Dizer o que a estes?

Particularmente declaro o meu voto a Dilma, mesmo com todas as corrupções circundantes, com todos os percalços e poréns, com toda a estrutura podre e viciada da política brasileira que ultrapassa partidos e ideologias, com todos os políticos sujos que infelizmente também a cercam na via da sustentação da governabilidade. Particularmente acredito na honestidade pessoal da Presidente e creio firmemente que, mesmo dentro da contradição, há aqui – e não acolá – uma verdadeira preocupação e políticas voltadas aos excluídos, além da considerável diferença ideológica e dos méritos e significativos avanços alcançados nos últimos anos, desde as políticas públicas até a política internacional, antes extremamente subserviente e dependente. E digo mais, aqui usando a coloquialidade da força e identidade nordestinas, também vitimadas no atual cenário pelos maiores absurdos e mais horrendos preconceitos: este caba, tal de Aécio, é um senvergoin! E seu agrupamento político e seus partícipes, de éticos e virtuosos não têm absolutamente nada! E é a este e a seu segmento que muitos de vós pretendem entregar o país! Vós! Muitos cultos, representantes da intelligentsia local e nacional, estudados nas melhores Universidades Públicas brasileiras com o nosso dinheirinho público, o mesmíssimo do bolsa família e de outros programas sociais que a muitos de vós tanto incomoda.

“Ensinem a pescar, mas não deem o peixe”. Sei bem como é. Mas quando o peixinho público veio e vem fritinho às vossas mesas e fomentou, por exemplo, vossos conhecimentos e formação acadêmica, aí é digno! Mas para corrigir distorções históricas, não! (Opa! A tal história!) Em vosso favor, em proveito próprio e favorecimento de suas classes, o l’argent público foi e é muitíssimo bem-vindo hein senhores doutores?

Mas, o que em tudo mais me impressiona, é que muitos de vós, tão inteligentes, artistas, profissionais respeitados, jornalistas, formadores de opinião, doutores, sejam capazes de trair até mesmo, em muitos casos, às suas próprias trajetórias e ideais, ao apoiar uma candidatura que representa claramente o mais estruturado e egoísta poder econômico e político desse país, que desde sua origem e em toda sua história, formou e fomentou estruturas de dominação, de exploração e interessada manutenção da miséria, de constantes posturas históricas voltadas contra os direitos dos trabalhadores e minorias, de mentalidade, desde sua gênese, arraigadamente escravocrata. Uma candidatura e uma proposta de país tão espúria, atrelada a um segmento que historicamente fez por 500 anos e novamente fará, se vitorioso, qualquer escândalo contemporâneo parecer brincadeira de criança. E mais! Como anteriormente brevemente citei, com o agravante que para essa turma, ninguém se dá mal! Vamos lá! Todos sabemos muitíssimo bem como é que funciona. Fulanos políticos são amigos de sicranos juízes e desembargadores, que tomam escocês com beltranos detentores dos meios de comunicação, que dão abraços calorosos nos abastados empreiteiros, que cheiram pó com outros tantos fulanos políticos e assim segue o ciclo. E o circo! Creio que nessa fala, não descobri a roda. E todos protegem todos. E todos ocultam a podridão de todos. E ninguém vai preso não. Nem dá ou se dá, não permanece nos meios de comunicação. É aquela máxima antiga: aos inimigos a lei! E acrescento: a mídia!

O circo está inteligentemente armado e o espetáculo devidamente direcionado às astutas e ingênuas plateias! Façam suas apostas.

Eu estou com Dilma! Sem dúvida. E com orgulho.

TSE quer entender erros nas pesquisas eleitorais, diz jornal

Com o fim das eleições se aproximando, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Fernando Dias Toffoli, afirmou que quer conversar com os institutos de pesquisa sobre a metodologia e as regras para divulgação dos levantamentos de intenção de voto.

A iniciativa vem após o primeiro turno ter apresentado nas urnas resultados bem diferentes dos previstos nas pesquisas.

“Vamos chamar os institutos para entender o que aconteceu. A primeira coisa que queremos é conhecer melhor, pois não foram erros pontuais, e nem contra o partido A ou o partido B, mas erros sobre diversos resultados”, afirmou o ministro em reportagem publicada hoje no jornal Folha de S.Paulo.

Uma questão já levantada pelo ministro é a diferença na margem de erro de cada pesquisa. “Talvez isso devesse ser padronizado para evitar que se compare alhos com bugalhos”, disse. Outro ponto que pode ser debatido é o prazo para divulgação da pesquisa.

O primeiro turno das eleições teve várias disputas com resultados diferentes do que os divulgados pelas pesquisas eleitorais.

Um dos casos mais discrepantes ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o candidato do PMDB, José Ivo Sartori, aparecia em terceiro lugar, com 23% das intenções de voto. Sartori ficou em primeiro lugar no estado, com 40,4% dos votos. Ele disputa o segundo turno com o governador Tarso Genro (PT), candidato à reeleição.

Já no Rio de Janeiro, o candidato Garotinho (PR) aparecia como segundo colocado nas pesquisas, com 27% das intenções de voto. No entanto, após a votação, Garotinho ficou com 19,7% e foi ultrapassado por Marcelo Crivella (PRB), que agora disputa o segundo turno com Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Para especialistas, é importante ter clareza de que as pesquisas de intenção de voto não são um retrato do que acontecerá nas urnas. “A pesquisa capta o momento, é uma sondagem da opinião pública. É inaceitável que ela seja vendida como algo infalível e como substituta da eleição”, afirmou Victor Trujillo, professor de marketing eleitoral da ESPM, em entrevista a EXAME.com logo após o segundo turno.

Assim como nos estados, o resultado do primeiro turno na eleição para presidente também foi diferente do que havia sido previsto nas pesquisas. Aécio Neves (PSDB) tinha 24% das intenções de voto na última pesquisa divulgada no primeiro turno. Na votação, o tucano ficou com 33% dos votos.

Agora, no segundo turno, a última pesquisa Datafolha, divulgada na terça-feira, mostrou empate técnico entre Dilma Rousseff e Aécio Neves – a petista aparece com 52% enquanto o tucano ficou com 48%. Com a margem de erro, pode-se considerar empate. Resta saber se as pesquisas desta fase das eleições estarão mais próximas do resultado final do que as divulgadas no primeiro turno.

* Com informações da Agência Brasil

Vantagem de Aécio para Dilma cai no Sudeste e Centro-Oeste; petista sobe no Norte e Nordeste

São Paulo - Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (20/10) detalha as intenções de voto para presidente no segundo turno das eleições. Na divisão por região, Aécio Neves viu a sua vantagem sobre Dilma Rousseff cair no Sudeste em relação ao levantamento anterior, dos dias 14 e 15 de outubro. O tucano também perdeu espaço no Centro-Oeste.

Dilma avançou entre eleitores de todas as faixas com renda familiar de até dez salários, enquanto Aécio oscilou negativamente entre aqueles com renda entre cinco e dez salários

Foto:  Reuters

Dilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, apresentou melhora no Nordeste e também avançou na região Norte. Veja os números e a comparação com a pesquisa anterior:

Sudeste:
- Aécio Neves: passou de 59% para 56%
- Dilma Rousseff: passou de 41% para 44%

Sul:
- Aécio: manteve os 61%
- Dilma: manteve os 39%

Nordeste:
- Dilma: passou de 68 para 70%
- Aécio: caiu de 32% para 30%

Centro-Oeste:
- Aécio: caiu de 63% para 56%
- Dilma: passou de 37% para 44%

Norte:
- Dilma: passou de 56% para 58%
- Aécio: caiu de 44% para 42%

O Datafolha também dividiu os entrevistados por idade e em todas as faixas etárias, Dilma Rousseff avançou. A petista aparece atrás de Aécio apenas nas faixas de 16 a 24 anos e 60 anos ou mais, mas ainda assim teve melhora enquanto o rival caiu.

Ainda segundo o levantamento, Dilma avançou entre eleitores de todas as faixas com renda familiar de até dez salários, enquanto Aécio oscilou negativamente entre aqueles com renda entre cinco e dez salários, e ganhou um ponto na faixa de mais de dez salários.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.

Aécio continua perdendo para Dilma em Minas Gerais, diz Vox Populi

A presidente Dilma Rousseff (PT) lidera as intenções de voto no reduto eleitoral do seu adversário Aécio Neves (PSDB). De acordo com pesquisa Vox Populi, a petista alcança 44% do eleitorado mineiro contra 41% do tucano, que governou o estado de 2003 a 2010. A estatística é referente à votação estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos.

No primeiro turno da eleição, Dilma também venceu Aécio em Minas por 43% dos votos válidos contra 39% do senador. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do País e será decisivo na votação deste segundo turno.

Conforme o levantamento, Dilma vence por 50% a 35% entre os eleitores mineiros com renda de até dois salários mínimos. Na faixa entre dois até cinco salários mínimos, o tucano vence a petista por 43% a 42%. Aécio também alcança mais votos entre os mineiros com renda superior a cinco salários mínimos (52% a 35%).

Avaliação do governo

De acordo com o levantamento, 8% dos entrevistados consideram “ótimo” o governo da presidente Dilma. Os eleitores que acham regular somam 34%; ruim/péssimo, 36%, e não sabem/não responderam, 2%.

A pesquisa foi realizada com 1.600 eleitores, em 91 municípios mineiros, no dias 19 e 20 deste mês. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e foi protocolado na Justiça Eleitoral sob o número BR-001150/2014. O nível de confiança é de 95%.

(Brasil 247)

Programa de Dilma Rousseff na tevê é melhor do que o de Aécio Neves

“O Datafolha de hoje é a comprovação do protagonismo de João Santana nesta eleição presidencial. A pesquisa revela que o otimismo do brasileiro com a economia, melhorou.

Em relação à inflação, por exemplo, o dado é impressionante: desde 2007, nunca tantos brasileiros acharam que a inflação vai parar de subir ou mesmo cair.

Não resta dúvida de que foram os programas criados por João Santana para Dilma Rousseff que (douraram a pílula e) levaram tal otimismo ao eleitor.

Os programas de Dilma na TV e no rádio são superiores aos feitos pela equipe de Aécio Neves. No primeiro turno, muita gente ainda queria tapar o sol com a peneira, argumentando que Aécio tinha menos da metade do tempo destinado ao PT.

Os programas e comerciais de Santana são mais eficientes não só para desconstruir, como já se viu, mas também para construir – isso é pouco ressaltado.

Essa batalha a Dilma já ganhou: a da comunicação na TV e no rádio.

Aécio Neves pode vencer a eleição. Mas se o conseguir terá sido apesar do seu programa de rádio e TV.

(Coluna Radar, da Veja Online)

Tiririca sobre preconceito: ‘Não é só contra o Nordeste, é contra pobre também’

Diante da onda de comentários preconceituosos contra nordestinos nas redes sociais, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, afirma que passou à margem da polêmica. Aos 49 anos, ele é um dos quatro nordestinos que foram eleitos para uma vaga de deputado federal por São Paulo. Cearense de Itapipoca, recebeu 1.016.796 votos neste ano, ficando em segundo lugar, atrás apenas de Celso Russomanno (PRB), e pela segunda vez rompeu a marca de um milhão de votos. Em 2010, havia sido o mais votado com 1.353.820 de votos.

Além de Tiririca, São Paulo terá somente outros três representantes nascidos na região Nordeste. Luiza Erundina (PSB), de Uirauna (Paraíba), Orlando Silva (PCdoB), de Salvador (Bahia), e Vicentinho (PT), de Santa Cruz (Rio Grande do Norte). Juntos, somaram 1.373.717 votos. Nada que apague a onda discriminatória vinda das regiões Sul e Sudeste que parece responsabilizar o eleitor nordestino pelas vitórias petistas das últimas disputas eleitorais nacionais.

Tiririca diz que não sofreu discriminação. “Para mim não atingiu nada, não. Na rua, e fizemos muitas caminhadas, não sofri com esse tipo de coisa”, garante ele. Sobre as manifestações na internet, ele explica que tem seu método próprio de lidar com a situação, busca ignorar esse tipo de expressão pública. “Não gosto de sofrer com esse tipo de coisa. Eu evito. Não quero nem ouvir e assim levamos a vida”, resume.

Tiririca ainda parece não lidar muito bem com uma contradição. Embora se venda como palhaço no horário eleitoral, abusando de seus talentos humorísticos seja na pele do personagem que lhe deu fama, seja fazendo sátiras e imitações, não gosta dessa abordagem.

O Tiririca deputado, diferentemente do Tiririca candidato, não gosta de ser tratado como palhaço. “Cheguei aqui e achavam que só seria palhaçada e com o tempo viram que não é por aí”, diz ele. Reclama que a imprensa só se interessa pelo lado cômico de sua personalidade e não dá espaço para seus planos políticos. Entretanto, é vago ao falar do assunto. Defendeu projetos que beneficiam artistas de circo e diz que agora vai além, sem entrar em detalhes. “Vamos apresentar. Vou atirar para todos os lados”, declara.

O deputado fala com bom humor sobre o processo do qual é alvo por ter usado uma música de Roberto Carlos numa paródia veiculada no horário eleitoral. Ele fez uma versão de O Portão, sucesso da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos. “Não sei se ele chegou a ver (a paródia), sei que não foi ele (que entrou com a ação), mas ser processado pelo Roberto Carlos é lindo. Na audiência eu ia ficar ali ao lado dele sentado agradecendo a chance. Mas está certo, tem de pagar direitos autorais. Mas até agora não chegou nada oficialmente para mim”, afirma Tiririca.

Como o senhor analisa essa onda de preconceito contra nordestinos em função das eleições?
Tiririca - Para mim não atingiu nada, não. Na rua, e fizemos muitas caminhadas, não sofri com esse tipo de coisa.

Mas nas redes sociais houve muitas mensagens e coisas desse tipo.
Tiririca - Não acompanhei. Se houve isso, é lamentável para a gente que é nordestino. Fico triste, mas a gente sabe que existe. Não é só contra o nordeste, é contra pobre também. A gente lamenta. Não gosto de sofrer com esse tipo de coisa. Eu evito. Não quero nem ouvir e assim levamos a vida.

O senhor sentiu esse tipo de preconceito em algum momento na campanha?
Tiririca - Não. Não só na campanha, mas desde que comecei, lá com a Florentina, não sofri isso. Não sei se sou abençoado. Vim de lá e não senti isso. Não sei se é meu jeito. Fui bem recebido, São Paulo me adotou como filho e foi uma coisa linda. Diziam que era voto de protesto…

E não foi voto de protesto?
Tiririca - Acho que é protesto demais, não? Duas vezes? Acho que gostam do artista e do trabalho que fazemos aqui.

O senhor então rejeita o argumento do voto de protesto?
Tiririca - Totalmente. Não existe isso. Fui para as ruas, falei com as pessoas. Não sofri rejeição graças a Deus. Tenho de agradecer a Deus e ao povo de São Paulo e aos nordestinos que vivem em São Paulo. Um milhão de votos, pela segunda vez! Isso é a coisa mais linda. Se é protesto que venha, mas acho que é pelo trabalho que fiz. O sucesso não subiu à cabeça. E olha, sem prometer nada para ninguém, ter um milhão de votos, isso é lindo. Não fiz campanha prometendo nada.

O Roberto Carlos entrou na Justiça para tirar do ar uma de suas peças do horário eleitoral, como é que o senhor recebeu essa ação dele?
Tiririca - Não foi o Roberto Carlos, foi a gravadora dele. Não sei se ele chegou a ver, sei que não foi ele (que entrou com a ação), mas ser processado pelo Roberto Carlos é lindo. Na audiência eu ia ficar ali ao lado dele sentado agradecendo a chance. Mas está certo, tem de pagar direitos autorais. Mas até agora não chegou nada oficialmente para mim.

Durante o primeiro mandato, o senhor concentrou sua atuação com projetos voltados para artistas circenses, não conseguiu aprovar nenhum projeto, mas…
Tiririca - É bom que as pessoas saibam que dos 513 deputados aqui da Casa, só 23 conseguiram aprovar projetos. E agora vamos correr para outros lados, para outras coisas. Não vou deixar de lado os projetos voltados para os artistas de circo, mas vou ampliar. E quanto a aprovar, é algo que não depende só da gente. São 513 deputados, eu, um palhaço de circo, sou reeleito porque fui profissional. Marco, estou aqui. Votação, tudo. Não é para aparecer, sou assim. Seja comercial que vou fazer, gravação… Sou muito sistemático.

Quais serão essas novas áreas que o senhor pretende atuar?
Tiririca - Vamos apresentar. Vou atirar para todos os lados.

O senhor desenvolveu uma relação muito cordial com o Romário e ele acaba de ser eleito senador. Isso inspira o senhor a tentar uma vaga no Senado?
Tiririca - Não, não penso nisso, mas ele foi fantástico. As pessoas reconheceram o trabalho dele aqui. Tenho de dar os parabéns para ele. Ele mostrou a que veio.

Depois dessa nova votação que o senhor teve, aumenta a responsabilidade nesse segundo mandato?
Tiririca - Não. A gente já tinha essa coisa. Já sabia. Fiz muita campanha na rua, muita. Quando você vai para a rua, você sabe o que as pessoas querem.

E o que elas querem? O que as pessoas te pediam nas ruas?
Tiririca - As pessoas mais agradecem, pedem para tirar foto, ou para dizer que tinham votado em mim e que votariam de novo. Por isso que não acredito nessa coisa de voto de protesto. Tinha gente que levava segurança para a gente, nas caminhadas. Que político consegue isso? Coisa linda. Um milhão de votos não é para todo mundo.

E como o senhor acha que deve lidar com essa coisa do preconceito?
Tiririca - Trabalho. Isso sempre vai existir. Cheguei aqui e achavam que só seria palhaçada e com o tempo viram que não é por aí. Sou um cara pé no chão. Não dei carteirada em ninguém, converso com todo mundo. Vou para mais quatro anos. Meu gabinete é o mais visitado. Recebo 150 pessoas por dias aqui nas terças e quartas-feiras.

E o que as pessoas querem?
Tiririca - Elas vêm agradecer, abençoar. Recebo pai de santo que vem dar passe, pastor… tem tudo.

(Marcel Frota, IG Brasília)

 

Nelson Martins compara reajuste do salário de bancários nos governos do PSDB e PT

foto: CONTRAF

O deputado Nelson Martins (PT) levou dados à tribuna da Assembleia para comparar os reajustes salariais dos bancários do Banco do Brasil e Caixa Econômica durante a presidência de Fernando Henrique e de Dilma e Lula. Conforme informou, nos oito anos de Fernando Henrique houve inflação acumulada de 50,8% e aumento de 11,7%. Nos 12 anos de Dilma e Lula a inflação foi de 78,1% e o aumento foi de 91,2%, representando um crescimento real do poder de compra.

O parlamentar tratou de vários assuntos no pronunciamento. Ele ressaltou ainda a agenda do Governador Cid Gomes, que está viajando por municípios do interior inaugurando adutoras e outras obras. Cid visitará hoje (17) as cidades de Varjota e Alcântaras para entregar títulos de terra e inaugurar uma adutora em Alcântaras, que leva água de Meruoca para o município. Nelson afirma que 800 mil famílias estão sendo beneficiadas no estado pelas obras das adutoras.

(Blog Política, Diário do Nordeste)

Dilma é real, Marina foi sonho, Aécio é pesadelo

Estou glosando artigo de Luís Nassif publicado no ABCD Maior algumas semanas atrás. Dizia ele que a situação do primeiro turno lembrava a de um matrimônio prolongado: a ou o consorte a gente conhece. É o caso de Dilma: a gente sabe as qualidades e os problemas. Mas, dizia ele, há quem fique sonhando com os namorados ou namoradas de antanho. Eles são sonho, não roncam, não têm manias mais etc. Dizia então: Marina (naquele momento),  é assim: um sonho a verificar. E a escolha seria então entre apostar no que se conhece ou na hipótese do sonho.

Bom, o sonho desandou. Marina tanto pulou de um lado para o outro que acabou pulando fora da disputa. Querendo agradar gregos e troianos, Malafaias e banqueiros, perdeu para Aécio, o galardão do antipetismo, que lhe tomara de início, depois da tragédia da morte de Eduardo Campos. Os votos que dele migraram para ela voltaram ao aprisco original, diante da possibilidade de que ela não mais vencesse Dilma no segundo turno.

Restou a realidade de Dilma: um projeto de longo prazo para o país, apoiado num papel pró-ativo do Estado e propulsor de políticas includentes, em todos os setores.

Problemas? Sim, problemas. Impulsionar, como já vem sendo feito, a reindustrialização do país, comprometida pela política de total “abertura dos portos” empreendida pelo PSDB nos anos FHC. Redimensionar políticas como a da reforma agrária, diante de um Congresso que lhe será mais hostil do que era. Redimensionar a iniciativa dos ministérios, dando-lhes mais autonomia. Equacionar a proposta de uma reforma política progressista, não regressiva, como querem os conservadores. E a reforma tributária? O debate será terrível, sem falar no campo das comunicações… E outros e outros.

Entretanto, em meio às dúvidas que a hipótese Dilma nos apresenta, podemos ter certeza quando às certezas que o pesadelo Aécio nos anuncia. O primeiro debate foi eloquente: entre as evasivas vieram as confirmações do pesadelo. Salário mínimo muito alto é um problema, bancos públicos devem se retrair, inclusive na manutenção das políticas sociais, o mercado deve ser a prima dona de tudo, do câmbio aos juros, da política financeira ao emprego ou desemprego. Cortes nos investimentos públicos à vista: onde? Nas políticas sociais, ora. Onde mais há para cortar?

O interessante é que este pesadelo está em curso aqui na Europa, de onde escrevo. Chama-se “política de austeridade”. Está prostrando há anos a capacidade de recuperação das economias europeias, depois da crise financeira de 2007/2008, que delapidou vários erários públicos no continente. Depois de muito tempo, como não poderia deixar de ser, a política recessiva trouxe a inundaçào às portas da fortaleza alemã.

Como a Europa ainda é a principal parceira econômica da Alemanha, a perda do poder aquisitivo (que é o que os magos do PSDB querem reimpor ao Brasil) individual e coletivo começou a manietar a indústria germânica. Menos pedidos, menos produção é igual a crescimento zero nos últimos meses. PIB em queda, de 1,7% (coisa que a mídia conservadora no Brasil qualificaria de “pífia”, se se tratasse do Brasil), para 1,2 ou 1,3% em 2014. Para a Zona do Euro, 0,8%, se tanto. E se a economia alemã de fato entrar em recessão, o resto do continente vai para a depressão.

Em suma, este é o pesadelo que Aécio, Armínio e companhia ilimitada querem importar de volta para o Brasil.

(Flávio Aguiar, Rede Brasil Atual)

Fortaleza receberá US$ 57 milhões para melhorar transporte

Av. Bezerra de Menezes – Fortaleza-CE

Washington – O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta quinta-feira a aprovação de um empréstimo de US$ 57,9 milhões para financiar o fortalecimento da rede de transporte urbano da cidade de Fortaleza, no nordeste do Brasil.

Com 2,45 milhões de habitantes, Fortaleza é a quinta maior cidade do país e a zona urbana mais densamente povoada do Brasil, mas seu sistema de transporte público, que leva um milhão de passageiros por dia, é objeto de críticas por causa da lentidão e desordem de seus serviços, informou o BID.

O projeto ajudará “a melhorar a administração do sistema e modernizará a infraestrutura e a paisagem em torno dos corredores escolhidos”, e prevê a construção de um total de 11 quilômetros de vias prioritárias para ônibus e 22 quilômetros de ciclovias.

Além disso, se buscará reduzir os acidentes e as emissões de gases dos veículos.

O empréstimo terá um prazo de amortização de 25 anos e conta com um período de carência de cinco anos.

Os fundos de contrapartida local para o programa chegarão a US$ 57,9 milhões.

(EFE)

Luiz Carlos Bresser-Pereira, fundador do PSDB, declara voto em Dilma

O cientista político Luiz Carlos Bresser-Pereira, um dos principais intelectuais brasileiros, que foi fundador do PSDB e ministro do governo FHC, anunciou, neste domingo, que votará na presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, é ela quem está melhor capacitada a reduzir a desigualdade social no País. Leia abaixo o artigo de Bresser-Pereira:

Meu voto em Dilma

Vou votar pela reeleição de Dilma Rousseff porque é ela quem melhor atende aos critérios que adoto para escolher o candidato à Presidência da República.

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Em 1988 fui um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira e sempre votei em seus candidatos à presidência. Mas, gradualmente, fui me afastando do partido por razões de ordem ideológica e, depois da última eleição presidencial, vendo que o partido havia dado uma forte guinada para a direita, que deixara de ser um partido de centro-esquerda, e que abandonara a perspectiva desenvolvimentista e nacional para se tornar um campeão do liberalismo econômico, desliguei-me dele. Por isso quando hoje perguntam em quem vou votar, a pergunta faz sentido.
Vou votar pela reeleição de Dilma Rousseff, não por que seu governo tenha sido bem sucedido, mas porque é ela quem melhor atende aos critérios que adoto para escolher o candidato. São dois esses critérios: quanto o candidato está comprometido com os interesses dos pobres, e quão capaz será ele e os partidos políticos que o apoiam de atender a esses interesses, promovendo o desenvolvimento econômico e a diminuição da desigualdade.
Dilma atende ao primeiro critério melhor do que Marina Silva e muito melhor do que Aécio Neves. Isto nos é dito com clareza pelas pesquisas de intenção de voto, onde ela vence na faixa dos salários mais baixos, e reflete a preferência clara pelos pobres que os três governos do PT revelaram. O mesmo se diga em relação ao segundo critério na parte referente à desigualdade. O grande avanço social ocorrido nos doze anos de governo do PT tem um valor inestimável.
Já em relação ao desafio do desenvolvimento econômico, o problema é mais complexo. Estou convencido que Dilma conhece melhor do que seus competidores quais os obstáculos maiores que vêm impedindo a retomada do desenvolvimento econômico desde que, em 1994, a alta inflação inercial foi superada. Os resultados econômicos no seu governo não foram bons, mas isto se deveu menos a suas fraquezas e erros, e, mais, ao fato que não teve as condições necessárias de enfrentar a falha de mercado estrutural que está apreciando cronicamente a taxa de câmbio e desligando as empresas competentes do país de seu mercado, e, assim, , está condenando a economia brasileira à quase-estagnação. Desde 1990-91 , ao se realizar a abertura comercial, os economistas brasileiros (inclusive eu, naquele momento) não estávamos nos dando conta que o imposto sobre exportações de commodities denominado “confisco cambial” – essencial para a neutralização da doença holandesa – estava sendo extinto. Em consequência, as empresas industriais brasileiras passavam a ter uma desvantagem (custo maior) para exportar de cerca de 25% em relação às empresas de outros países por razão exclusivamente cambial, e uma desvantagem desse valor menos a tarifa de importação (hoje, em média, de 12%) para concorrer no mercado interno com as empresas que para aqui exportam.
A esta causa estrutural de apreciação cambial (a não-neutralização da doença holandesa[*]) devem ser adicionadas duas políticas equivocadas normalmente adotadas pelos países em desenvolvimento. A política de crescimento com poupança externa (de déficit em conta-corrente) e a política de âncora cambial para controlar a inflação apreciam o câmbio no longo prazo. Elas são responsáveis por cerca de mais 10 pontos percentuais de apreciação da taxa de câmbio que devem ser somados aos 25% acima referidos. Logo, a desvantagem total das empresas brasileiras em relação às empresas de outros países que exportam para os mesmos mercados que nós é, em média, de 35% ( 25% 10%), e a desvantagem total em relação às empresas estrangeiras que exportam para o mercado brasileiro é de 23% (35% – 12%). Estas duas desvantagens desaparecem nos momentos de crise financeira, que, mais cedo ou mais tarde, decorrem necessariamente dessa sobreapreciação.
Quando digo que a presidente não teve “condições”, estou dizendo que ela não teve poder suficiente eliminar essa desvantagem competitiva de longo prazo. Ela tentou: iniciou o governo fazendo um ajuste fiscal, reduzindo os juros, e promovendo uma depreciação real de cerca de 20%. Mas ela recebeu do governo anterior, marcado pelo populismo cambial, uma taxa de câmbio brutalmente apreciada, de R$ 1,90 por dólar, a preços de hoje. Por isso, a elevação da taxa de câmbio para cerca de R$ 2,28 por dólar não foi suficiente para torná-la competitiva.
A taxa de câmbio que torna competitivas as empresas competentes existentes no Brasil (que denomino “de equilíbrio industrial”) deve estar em torno de R$ 3,00 por dólar. Em consequência desse fato e da retração da economia mundial, a depreciação não foi suficiente para levar as empresas a voltar a investir; foi, porém, suficiente para aumentar um pouco a inflação. Diante desses dois resultados negativos, os economistas do mercado financeiro e a mídia liberal gritaram, mostraram erros do governo (como o controle dos preços da eletricidade e do petróleo e a “aritmética criativa” para aumentar o superávit primário) e assim, sob forte pressão e preocupada em não ser reeleita, a presidente foi obrigada a recuar.
Mas não terão os outros dois candidatos mais importantes condições de fazer o que Dilma não fez? Estou convencido que não. Não apenas porque eles também não terão poder para enfrentar os interesses de curto prazo dos que rejeitam a depreciação cambial porque não querem ver seus salários e demais rendimentos diminuam e a inflação aumente, ainda que temporariamente. Também porque seus economistas não reconhecem o problema da doença holandesa e não são críticos das duas políticas acima referidas. Supõem, equivocadamente, que a grande sobreapreciação cambial existente no país é um problema de curto prazo, de “volatilidade cambial”. Basta ler seus programas de governo.
Terá a presidente poder suficiente para mudar esse quadro caso reeleita? É duvidoso. Ela não enfrenta apenas a oposição liberal e colonial, que é incapaz de criticar a ortodoxia liberal e não vê os conflitos entre os interesses do Brasil e a dos países ricos. A presidente enfrenta também a incompetência da grande maioria dos economistas brasileiros, que, apegados a seus livros-texto convencionais, não compreendem hoje a tese central da macroeconomia novo-desenvolvimentista (a tendência à sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio) como não entendiam entre 1981 e 1994 a teoria da inflação inercial. Naquele tempo havia apenas oito (sim, oito) economistas que entendiam a inflação inercial. Quantos entenderão hoje os economistas que compreendem porque, deixada livre, a taxa de câmbio tende a ser sobreapreciada no longo prazo, só se depreciando bruscamente nos momentos de crise de balanço de pagamentos?
Voto pela reeleição da presidente, mas já deve estar ficando claro que não estou otimista em relação ao futuro do Brasil. Quando as elites brasileiras não conseguem sequer identificar o fato novo (mas que já tem 23 anos) que impede que o Brasil volte a crescer de maneira satisfatória desde 1990-91, como podemos pensar em retomar o desenvolvimento econômico? A esquerda associada ao PT está muda, perplexa; a direita liberal supõe que basta fazer um ajuste fiscal para resolver o problema. Embora um ajuste fiscal forte seja essencial para a política novo-desenvolvimentista de colocar os preços macroeconômicos no lugar certo, apenas esse ajuste não basta. Será necessário também baixar o nível da taxa de juros e depreciar a taxa de câmbio para que a taxa de lucro se torne satisfatória e as empresas voltem a investir. Só assim a economia brasileira deixará de estar a serviço de rentistas e financistas, como está há muito tempo, e os interesses dos empresários ou do setor produtivo da economia voltem a coincidir razoavelmente com os interesses dos trabalhadores.
A presidente tem uma famosa dificuldade de ouvir os outros, mas é dotada de coragem, determinação, espírito republicano e se orienta por um padrão moral elevado. Conta, ao seu lado, com alguns políticos de boa qualidade. Ela foi derrotada no primeiro round, mas, quem sabe, vencerá o segundo?


[*] Nota da Redação:
“Em economia, doença holandesa (do inglês Dutch disease) refere-se à relação entre a exportação de recursos naturais e o declínio do setor manufatureiro. A abundância de recursos naturais gera vantagens comparativas para o país que os possui, levando-o a se especializar na produção desses bens e a não se industrializar ou mesmo a se desindustrializar – o que, a longo prazo, inibe o processo de desenvolvimento econômico.
A expressão “doença holandesa” foi inspirada em eventos dos anos 1960, quando uma escalada dos preços do gás teve como consequência um aumento substancial das receitas de exportação dos Países Baixos e a valorização do florim (moeda da época). A valorização cambial acabou por derrubar as exportações dos demais produtos holandeses, cujos preços se tornaram menos competitivos internacionalmente, na década seguinte.” (Fonte: Wikipédia, verbete “Doença holandesa)

Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2014/10/fundador-do-psdb-declara-voto-em-dilma.html#ixzz3GLrbbowH

Ator Danny Glover declara apoio a Dilma Rousseff

O ator é casado há alguns meses com a pesquisadora brasileira Eliane Cavalleiro

Casado com uma brasileira, o ator norte-americano mandou uma mensagem de incentivo à candidata petista pelo Twitter. “O Brasil se tornou um exemplo para a humanidade”, escreveu

Por Redação

O ator norte-americano Danny Glover resolveu manifestar o seu apoio à presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) por meio de uma mensagem no Twitter. “O Brasil é o maior país na luta contra a pobreza e nos últimos 12 anos se tornou um exemplo para a humanidade. #Dilma13″, escreveu.

Conhecido por suas atuações em filmes como A Cor Púrpura, Ensaio sobre a Cegueira e Máquina Mortífera, Glover é casado com a professora e pesquisadora brasileira Eliane Cavalleiro, com quem atua em movimentos de luta pela igualdade racial.

Via Revista Fórum

O caso dos vídeos sobre Aécio Neves que estão sendo censurados no YouTube

O documentário “Helicoca — o helicóptero de 50 milhões de reais”, produzido pelo DCM, foi retirado do YouTube por causa de uma reivindicação de direitos autorais.

O responsável pelo pedido, um certo “Jorge Scalvini”, não existe. É um perfil fake da internet. Recorremos ao Google há uma semana, mas até agora nada. Isso é resultado de uma prática kafkiana chamada “notice and take down”, em que o autor é obrigado a provar ao YouTube que existe, enquanto o denunciante só necessita de um CPF. 

A derrubada do “Helicoca” está longe de ser um episódio isolado. Há pelo menos dois casos similares. Ambos envolvem Aécio Neves.

O primeiro é o do instigante “Liberdade, Essa Palavra”, filme sobre o qual já falei aqui. Foi o trabalho de conclusão do curso de jornalismo de Marcelo Baêta. “Liberdade…” trata da relação da imprensa mineira com o governo de Aécio em seu primeiro mandato (2003/2006).

São várias histórias sobre a pressão da administração aecista sobre jornalistas e as demissões que decorreram dela. Andrea Neves, irmã e braço direito, é um dos personagens principais. Na época, o PSDB mineiro colocou no ar uma resposta acusando Baêta de “petista” e seu trabalho de “manipulação” e “fraude”.

O original de “Liberdade, Essa Palavra” (um verso de Cecília Meireles) foi abatido do YouTube por causa de — adivinhe — reivindicação de direitos autorais.

A trajetória de “Gagged in Brazil” (“Amordaçados no Brasil”) não é muito diferente. Foi escrito e dirigido por Daniel Florêncio para a Current TV, canal por assinatura e portal da web criado por Al Gore.

Tema e período são os mesmos da obra de Baêta. Daniel mostra a cumplicidade da mídia com o projeto de poder de Aécio. Uma editora da TV Globo aparece, sem ser identificada, relatando que a emissora esperava que Aécio estivesse “do lado da Globo”.

Uma matéria no Jornal Nacional elogiava o “déficit zero” nas contas públicas do estado. Logo após a “notícia” narrada por Fátima Bernardes, entrava nos comerciais um anúncio do governo de MG repetindo quase ipsis verbis o que a âncora relatara.

“Gagged” foi ao ar na Current TV no Reino Unido e nos EUA em maio de 2008. Uma semana mais tarde, foi postado no YouTube, com legendas, e bombou em pouco tempo.

Quatro meses depois, sairia da Current.com. Florêncio — que mora em Londres há dez anos — escreveu noObservatório de Imprensa que sua editora lhe esclareceu o seguinte: “Os executivos seniors do canal nos EUA receberam cartas com severas considerações e críticas sérias em relação ao filme. As cartas foram enviadas pelo PSDB de Minas Gerais. O PSDB afirmava que meu filme tinha caráter político-partidário, que não representava a realidade no estado e questionava minha conduta ética”.

Por desejo do diretor de programação David Newman, o gerente de jornalismo Andrew Fitzgerald deu início a uma investigação. “Elaborei dossiês, contatei minhas fontes no Brasil, e escancarei meus procedimentos para Andrew Fitzgerald”, diz Daniel. Fitzgerald o avisaria, afinal, que “Gagged in Brazil” estava de volta à Current TV.

No YouTube, porém, o desfecho foi outro. No dia 3 de fevereiro deste ano, Florêncio recebeu um alerta de um desconhecido, querendo saber o que houve com o filme. Quando clicou no link, pumba!: infração de copyright, requisitado por um certo Gabriel Amâncio. Ganha um pão de queijo quem acredita que Gabriel Amâncio é um cidadão de carne, osso, miolos e músculo.

Como no caso de “Liberdade”, outras versões estavam disponíves. Mas a eliminada contava com quase meio milhão de visitas, além dos links em sites, blogs e nas redes sociais. Na internet, a relevância varia de acordo com o número de links e visitas. O objetivo era fazer com que o documentário se tornasse irrelevante no Google, Bing, Yahoo etc.

O PSDB perpetrou um vídeo-resposta a “Gagged” que explodiu milagrosamente no YouTube. Os comentários, veja só que curioso, eram de países da Ásia, África, Europa. Todos falsos. Daniel explicou a ciência por trás dessa façanha num outro filme curto, que eu posto abaixo. Basicamente, é um spam. Assista enquanto Jorge Scalvini não dá as caras.

Aécio tem processos contra Facebook, Twitter e Google. Quem o representa é o escritório de advocacia Opice Blum, tido como autoridade em direito digital. Segundo um perfil do candidato na Piauí, seu contrato é como pessoa física.

Uma advogada afirmou à revista que as ações contra buscadores fazem referência a “uma mentira que espalharam na rede dizendo que o senador é acusado em ação judicial promovida pelo Ministério Público de ter desviado 4,3 bilhões de reais”.

Foi o Opice Blum que moveu a ação contra o Twitter para descobrir os dados cadastrais de 66 contas que, supostamente, fariam parte de uma “rede virtual de disseminação de mentiras e ofensas”. Uma dessas contas é a do DCM.

Noves fora a onda de repulsa que essas arbitrariedades causam, a cada vídeo retirado aparecem outros, num efeito multiplicador. O “Helicoca”, por exemplo, tem cinco versões no YouTube no momento em que digito estas maltraçadas. Sem contar as do Vimeo e as do Daily Motion. Existem outras tantas de “Gagged” e de “Liberdade, Essa Palavra”.

Já dizia a fabulosa Hannah Arendt: “Somente quando as coisas podem ser vistas por muitas pessoas, numa variedade de aspectos, sem mudar de identidade, de sorte que os que estão à sua volta sabem que vêem o mesmo na mais completa diversidade, pode a realidade do mundo manifestar-se de maneira real e fidedigna”.

Marina Silva citava Hannah Arendt com frequência. Não sei se Aécio Neves tem ideia de quem se trata.

 

 

 

(Diário do Centro do Mundo)

 

 

 

 

 

Datafolha e Ibope divulgam pesquisas para o Governo do Ceará no 2º turno

O Datafolha e o Ibope divulgarão, nesta quinta-feira, a primeira pesquisa da corrida sucessória estadual deste segundo turno da eleição. Há muita expectativa nos comitês dos postulantes, até porque os números devem mexer com o ânimo dos militantes.

Camilo Santana, candidato petista apoiado pelos irmãos Ferreira Gomes, pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, ganhou o primeiro turno com 47,81% dos votos válidos.

Já o senador Eunício Oliveira, candidato a governador pelo PMDB e contando com apoio de Tasso Jereissati e do ex-governador Lúcio Alcântara, obteve 46,41% dos votos válidos.

(Eliomar de Lima)

Colunista Ricardo Noblat, de “O Globo”, afirma que Dilma venceu o debate da Band

De acordo com Ricardo Noblat, principal colunista político do jornal O Globo, Dilma Rousseff sagrou-se vitoriosa no primeiro embate do segundo turno com Aécio Neves. Em sua coluna, Noblat considera que a atual presidente usou contra o candidato tucano acusações de forte apelo popular no debate da band, realizado na noite desta terça-feira (14), e que Aécio não consegui rebatê-las devidamente.

VEJA TAMBÉM: O resumo do debate da band entre Dilma e Aécio

“Chamar Dilma de leviana ou de mentirosa não acrescenta votos a Aécio. Pode até soar como uma indelicadeza aos ouvidos mais sensíveis. Dizer que Aécio empregou parentes quando governou Minas Gerais é uma coisa que todo mundo entende e pode guardar na memória. Dizer que ele responde a processo por improbidade administrativa, também. Enumerar os escândalos do governo de Fernando Henrique que ficaram impunes, idem”

Com a coluna que coloca Dilma como vencedora do debate da Band, Noblat, que geralmente é o primeiro blogueiro destacado no site do jornal O Globo, foi ocultado da página, que relaciona nesta manhã oito colunistas. Noblat não está entre eles. Veja o print da página abaixo:

Leia abaixo a íntegra do texto do blogueiro de O Globo, Ricardo Noblat:

Dilma venceu Aécio no debate da Rede Bandeirantes

Como conseguiu enfrentar Aécio de igual para igual, Dilma ganhou o debate de ontem à noite na Rede Bandeirantes de Televisão.

Confesse, seja você PSDB ou PT: você torcia por uma derrota de Dilma. Você temia uma derrota de Dilma.

Quem foi capaz de imaginar que Dilma atacaria com esmero e se defenderia com eficiência? Ou que deixaria Aécio, em mais de uma ocasião, acuado?

É por isso que digo que ela ganhou o primeiro dos quatro debates de televisão do segundo turno da eleição presidencial.

Onde estava a Dilma de raciocínio confuso? Apareceu – e rapidamente – duas ou três vezes, se tanto.

Onde estava a Dilma que não consegue dizer algo com começo, meio e fim? Surpreendentemente ficou em casa.

Onde estava a Dilma que aprecia citar um monte de números? Recebeu uma lavagem cerebral e esqueceu os números.

Aécio não esteve mal. Apenas foi surpreendido por uma Dilma que fez direitinho seu dever de casa com o marqueteiro João Santana.

Chamar Dilma de leviana ou de mentirosa não acrescenta votos a Aécio. Pode até soar como uma indelicadeza aos ouvidos mais sensíveis.

Dizer que Aécio empregou parentes quando governou Minas Gerais é uma coisa que todo mundo entende e pode guardar na memória.

Dizer que ele responde a processo por improbidade administrativa, também. Enumerar os escândalos do governo de Fernando Henrique que ficaram impunes, idem.

Dilma sapecou em Aécio acusações de forte apelo popular. A recíproca não foi verdadeira.

O Aécio à vontade, leve, livre e solto do debate da Rede Globo de Televisão no primeiro turno, faltou ao debate da Bandeirantes.

Nesta quinta-feira haverá outro – o do SBT. No próximo domingo, o da Rede Record. O da Globo ocorrerá na antevéspera do dia da eleição.

Para quem torce por um lado ou pelo outro, haja coração!

Atualização (10h:55min). A coluna de Ricardo Noblat voltou à página inicial do site do jornal O Globo.

com informações de 247

Economistas lançam manifesto de apoio à reeleição de Dilma

Marina da Conceição Tavares, professora emérita da UFRJ e Unicamp, assina o documento

Jornal GGN – Um grupo de economistas, professores e pesquisadores de diversas faculdades do país, se reuniu para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff. “O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos”, diz o manifesto.

Economistas com Dilma: “O Brasil não quer voltar atrás”

Do Brasil Debate

O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos

O Brasil está vivendo uma profunda transformação social que interrompeu o ciclo histórico da desigualdade no País. Nos últimos 12 anos, dezenas de milhões de pessoas tiveram acesso à economia formal e conquistaram um novo patamar de cidadania. Na base dessa transformação está o modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social iniciado no governo do presidente Lula e que prossegue no governo da presidenta Dilma Rousseff.

Este modelo ampliou o acesso ao emprego, ao crédito e ao consumo. Combinado com a valorização dos salários e a transferência de renda, dinamizou o mercado interno, estimulou o investimento e promoveu o crescimento econômico, beneficiando a sociedade como um todo. A nova dinâmica da economia permitiu aumentar os investimentos sociais e em infraestrutura. O Brasil tornou-se mais robusto diante das oscilações internacionais.

Mesmo no contexto econômico global mais adverso dos últimos tempos, o governo Dilma manteve seu foco no aumento do bem-estar da população, com ênfase na promoção da igualdade de oportunidades, para que todos possam progredir e realizar seus sonhos e aspirações. Em quatro anos, foram criados 5,5 milhões de empregos formais e a renda das famílias continuou a crescer.

Dificuldades conjunturais existem e devem ser enfrentadas com firmeza; fazendo correções e ajustes sempre que necessário. Mas não podem servir de pretexto para um retorno às políticas econômicas do passado, que se voltavam apenas para uma parcela da população e, diante dos problemas, impunham à maioria o preço da recessão, do desemprego, do arrocho salarial e do corte dos investimentos sociais.

Nos governos Lula e Dilma, a garantia da estabilidade econômica sempre esteve associada ao objetivo de promover o crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e a superação das desigualdades sociais e regionais. Essa é a diferença essencial em relação ao modelo anterior, representado pela candidatura do PSDB.

O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos.

Quem reduziu a pobreza e a desigualdade de renda tem mais capacidade de avançar no processo de inclusão social. Quem aumentou a geração de empregos e ampliou o acesso ao crédito tem mais capacidade de fazer o País crescer. Quem investiu no futuro, duplicando para sete milhões o número de vagas no ensino superior, é capaz de continuar mudando o Brasil e dialogar com demandas sociais crescentes e justas.

Quem construiu as bases de um novo ciclo de desenvolvimento é capaz de conduzir o Brasil nessa nova etapa. Quem democratizou a oferta de oportunidades, criando os alicerces de uma Nação mais justa, é que pode manter o País unido e superar os desafios do momento, sem deixar nenhum brasileiro para trás.

Para o Brasil continuar avançando, com democracia e desenvolvimento econômico para todos, apoiamos a reeleição da Presidenta DILMA ROUSSEFF.

Dê seu apoio, colocando nome e local de trabalho em: economistascomdilma@gmail.com

Lista de Apoio Inicial

Maria da Conceição Tavares, Professora Emérita da UFRJ e Unicamp

Luiz Gonzaga Belluzzo, Professor da FACAMP e UNICAMP

Nelson Barbosa, Professor e Pesquisador da FGV e Professor da UFRJ

Ricardo Carneiro, Professor UNICAMP e Diretor do BID

Fabricio Augusto de Oliveira, Professor da UFMG

José Flores Fernandes Filho, Professor do Instituto de Economia da UFU

Lauro Mattei – Professor Universidade Federal de Santa Catarina

Márcio Pochmann, Professor da Unicamp

Ana Maria de Paiva Franco, Professora IE, Universidade Federal de Uberlândia

Clemente Ganz, Economista do DIEESE

Jorge Mattoso, Professor da Unicamp

Razões para voto em Dilma vão além do Bolsa Família

Jornal GGN – A equipe de reportagem da BBC foi ao Piauí tentar entender os votos de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno da eleição presidencial. No local, a petista superou os adversários Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Ao veículo, os morados relataram que há inúmeros programas que mudaram a vida da comunidade, não só o Bolsa Família. A chegada de luz às residências, a construção de cisternas para garantir acesso perene à água, o crédito fácil para que pudessem adquirir geladeira, fogão e televisão são alguns dos méritos das gestões petistas, desde Lula.

O contraponto fica por conta da saúde. Segundo alguns moradores, o programa Mais Médico não surtiu efeitos na região. Ainda faltam profissionais – há relatos de que só há atendimento uma vez por semana – e a dificuldade para marcar exames ainda é grande. A reportagem “No Piauí, razões para voto em Dilma vão muito além do Bolsa Família” pode ser lida aqui.

Ao GGN, o leitor Zonic observou que “o mais curioso é que a BBC Brasil está inserida no UOL, e a mesmíssima reportagem tem uma manchete negativa, que influencia quem não para para analisar o que está escrito.” O título, nesse caso, é “Em região mais pobre do Brasil, saúde é crítica isolada a gestões do PT”.

Dilma Rousseff assina documento sobre os direitos da criança

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff assinou neste domingo (12) o documento “Presidente Amiga da Criança”, da Fundação Abrinq, se comprometendo a trabalhar pelos diretos da criança. Dilma encontra-se no Centro de Educação Unificado (Céu) Jambeiro, em Guaianazes, na zona leste da capital paulista. Segundo Dilma, há várias medidas para saber se um país se desenvolveu, mas uma forma importante é saber como este país trata suas crianças.

“Vamos ter que fazer um esforço muito grande para cumprir o processo de universalização para que todas as crianças de zero a três anos possam estar na creche, caso seus país assim queiram”, disse Dilma.

Ela citou a Lei Menino Bernardo, que combate maus tratos à criança, com violência física e exploração sexual das crianças por adultos. Segundo Dilma, um ponto que merece destaque é a redução da mortalidade infantil, por meio da melhoria da renda das famílias e suplementação alimentar.

“Finalmente quero destacar aqui o Orçamento Criança porque os gastos com as crianças percorre todas as políticas sociais”, disse, acrescentando que se orgulha de ter firmado convênios com as Apaes.

 

(Estadão Conteúdo)

JURISTAS LANÇAM MANIFESTO NACIONAL EM APOIO A DILMA

Blog do Tarso – Advogados, membros do Ministério Público, professores universitários de Direito e estudantes de Direito de vários estados do Brasil lançaram um Manifesto Nacional de apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), ontem (8). Foi uma iniciativa dos advogados Edésio Passos, André Passos, Tarso Cabral Violin e vários outros profissionais do Direito.

Quem primeiro assina o manifesto é o Prof. Dr. Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior administrativista do país.

Juristas, professores e estudantes do Paraná, que inicialmente elaboraram o manifesto, fizeram o lançamento do documento ontem (8), em Curitiba. Estavam presentes professores da Universidade Federal do Paraná, Universidade Positivo, UniCuritiba, UniBrasil e de várias outras instituições de ensino de Direito.

O ato foi realizado pela advogada e vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, e pelo advogado e professor de Direito do Trabalho da UFPR, Wilson Ramos Filho (Xixo), que também teve o objetivo de organizar a campanha no Paraná.

Os advogados, professores, bacharéis ou estudantes de Direito podem assinar o manifesto e ver quem já assinou aqui.

Veja o texto do manifesto:

Agora é Dilma Presidenta 13! Manifesto dos Juristas

No governo Dilma foram sancionadas a Lei de Acesso à Informação e o Marco Civil da Internet, Lei da Comissão Nacional da Verdade, Lei das Parcerias entre Administração Pública e Organizações da Sociedade Civil.

Por um Brasil cada vez mais justo e igualitário; pelo meio ambiente equilibrado; por uma nação cada vez mais reconhecida internacionalmente; pela defesa da liberdade religiosa em um Estado Laico; pela liberdade de expressão e democratização da mídia; pela defesa de nossa Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito de 1988; por uma Reforma Política que aprimore ainda mais a Democracia brasileira em construção; pela defesa dos movimentos sociais; pelas Defensorias Públicas estruturadas e autônomas; pelo fim da miséria e redução das desigualdades social e regionais; por um Estado presente na ordem social e econômica; por uma América Latina unida; por uma economia mais solidária; pela não privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, das Universidades Federais e demais entidades estratégicas; pela manutenção do pré-sal sob domínio brasileiro; pela manutenção da independência do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, das CPIs e da Polícia Federal na investigação de todo e qualquer rastro de corrupção; pelo ensino público e não mercantilizado; por uma saúde pública cada vez mais universalizada; pela manutenção e ampliação das conquistas econômicas e sociais dos Governos Lula e Dilma (2003-2014); e por uma eleição sem boatos e calúnias; nós, juristas, professores universitários e estudantes de Direito, abaixo-assinados, declaramos voto à candidatura da Presidenta Dilma Rousseff 13, do Partido dos Trabalhadores (PT), neste segundo turno das eleições de 2014, para que ela continue sendo a nossa primeira mulher Presidente do Brasil!

 

Armínio Fraga defende redução dos bancos públicos

Arminio Fraga defende redução dos bancos públicos

Tem apenas 1 minuto.

Escute o áudio de Armínio Fraga, já “nomeado” por Aécio Neves como seu eventual ministro da Fazenda, defendendo redução do papel dos bancos públicos. Ao final, uma frase com reverberações sinistras: “não sei bem o que vai sobrar ao final da linha, talvez não muito”.

É importante destacar que Fraga mente ao falar da “história” do crescimento.

Todos os países desenvolvidos cresceram com enormes investimentos públicos. E hoje, os países que mais crescem, são os que tem bancos públicos fortes, como China.

E os bancos privados são justamente os principais responsáveis pelas periódicas crises financeiras que vem drenando recursos do Estado para mãos de algumas instituições bancárias.

A acusação de que os bancos públicos são capturados por interesses “públicos e privados” é inconsequente, porque finge ignorar que o mesmo acontece, numa escala infinitamente superior, com os bancos privados.

Os bancos públicos são a salvaguarda da nossa soberania econômica e, portanto, também política.

Os bancos públicos são o único instrumento do povo para reduzir o spread bancário e os juros reais, coisas com as quais Fraga não se preocupa.

O Brasil já conhece Armínio Fraga. Ele foi presidente do Banco Central, e sua primeira medida foi elevar os juros para 45%.

Armínio Fraga foi um dos braços direitos de George Soros, apelidado de o “destruidor de países”.

É, meus amigos e amigas, os abutres estão vindo para cá.

PS:

Assistam a esse vídeo, onde Armínio fala que o salário mínimo subiu demais.

O argumento de Armínio, de que é preciso guardar relação entre a produtividade e o salário, é uma falácia, porque o aumento do salário estimula, justamente, o aumento da produtividade do trabalhador. Não é culpa do mesmo se o empresário não investe em tecnologias que elevem a produtividade da firma.

Ao contrário, salários historicamente baixos sempre fizeram os empresários preferirem contratar “escravos” a investir em criatividade e inovação.

Via http://www.ocafezinho.com/2014/10/09/arminio-fraga-e-os-bancos-publicos/

Como Serra em 2010, Aécio Neves não assina compromisso contra trabalho escravo

por por Renato Brandão, especial para a RBA

São Paulo – O candidato Aécio Neves, do PSDB, ainda não se pronunciou sobre a carta-compromisso contra o trabalho escravo contemporâneo, documento idealizado pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que visa a que os futuros governantes assumam como prioridade a questão.

Tema fundamental para a promoção dos direitos humanos no Brasil, o compromisso de combater o trabalho escravo foi firmado durante a campanha do primeiro turno por boa parte dos presidenciáveis – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Luciana Genro (Psol) e Eduardo Jorge (PV).

Na carta, o candidato assume 12 compromissos, entre os quais o de não permitir influências de qualquer tipo em decisões que levem a aprovação de leis ou à implementação de ações necessárias para erradicar o trabalho escravo, a de efetivar ações presentes no 2º Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e nos Planos Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (onde eles existirem) e o de não promover empreendimentos e empresas, dentro ou fora do país, que tenham utilizado mão de obra escrava ou infantil.

Um dos itens centrais, devido ao contexto do Legislativo, é o de reconhecer e defender a definição de trabalho análogo ao de escravo presente no artigo 149 do Código Penal (caracterizado por trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes ou jornada exaustiva), tema que é essencial para a bancada de representantes do agronegócio.

Como signatário de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre trabalho escravo, o Brasil pode ser submetido ao sistema internacional de justiça caso descumpra medidas no setor.

Em 1995, no primeiro ano do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a escravidão moderna foi reconhecida no país e, desde então, tem se buscado aprimorar os instrumentos de repressão ao trabalho escravo. Para planejar as ações nesse sentido, o então presidente instituiu o Grupo Especial de Fiscalização Móvel e o Grupo Executivo de Repressão ao Trabalho Forçado (Gertraf). Este último acabou substituído pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) em 2003, o primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também estabeleceu o Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo.

Na opinião de frei Xavier Plassat, coordenador da campanha contra o trabalho escravo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), não há qualquer surpresa em que o candidato Aécio Neves não tenha ainda se manifestado sobre o documento contra o trabalho escravo contemporâneo. “É uma falha muito grave, na minha opinião, de não ter se comprometido com isso, provavelmente para angariar mais votos da parte mais reacionária, pode-se dizer, do patronato e empresariado brasileiro”, lamenta.

Radicado no Brasil desde 1989, o frade dominicano francês iniciou a luta contra o trabalho escravo oito anos mais tarde. Em 2008, ele foi agraciado tanto pela ONG estadunidense Free the Slaves como pela Presidência da República do Brasil, no governo Lula, com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos.

“É uma representação bem cabal do que representa a sua candidatura. Minas Gerais é um estado que não se pode alegar que não está sabendo dessa questão. Em 2014, é o estado que lidera os casos de trabalho escravo e de trabalhadores libertados”, diz, citando que já houve mais de dez casos envolvendo trabalhadores rurais ou na construção civil em terras mineiras.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, a demora e/ou a recusa do candidato Aécio Neves em assinar a carta-compromisso da Conatraedemonstra “as dificuldades que ele tem de se comprometer” com essa causa. “Ele mostra que não tem compromisso com essa causa, que é dos trabalhadores e de todos os movimentos que lutam pelo fim daquilo que ainda muito nos envergonha no Brasil, que é o trabalho escravo”, avalia.

Durante as eleições de 2010, a carta da Conatrae foi assinada pela então candidata Dilma Rousseff, mas não pelo principal adversário da oposição, o tucano José Serra.

Procurada pela RBA sobre a posição do presidenciável Aécio Neves, a assessoria de campanha do candidato tucano não apresentou resposta até o fechamento desta reportagem.

Controvérsias

De acordo com um levantamento divulgado pela ONG Transparência Brasil no último dia 2, Aécio Neves foi um dos 61 candidatos – e o único presidenciável – que é ou já foi financiados por empresas ou pessoas ligadas a exploração de trabalhadores em condições análogas às de escravos, tendo recebido R$ 127.209,00 de quatro doadores de campanhas de 2002 e 2006 para o governo de Minas Gerais.

Em outra ponta, o PSDB, partido de Aécio Neves, é favorável à PEC 215, que tira da Presidência da República e transfere para o Congresso Nacional o poder de definir sobre a demarcação de novas terras indígenas, uma demanda encabeçada por parlamentares da bancada ruralista.

Em maio passado, após 15 anos de tramitação no Congresso, o Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo, a PEC 57A/1999, que prevê a expropriação de terras para fins de reforma agrária e programas de habitação popular onde for observada a prática do trabalho escravo, sem qualquer tipo de indenização aos proprietários.

No entanto a aplicação integral do previsto pela emenda acabou condicionada a projeto de lei (PLS 432/2013) que é objeto de polêmica entre proprietários rurais e defensores de um combate mais duro ao trabalho escravo. Atual candidato à vice-presidência na chapa de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), relator da PEC, acolheu uma emenda de redação no Senado, sugerida pelo senador Romero Juca (PMDB-RR), que obriga a deixar mais claro o teor da legislação sobre o que é trabalho escravo.

Os defensores da emenda exigiram uma definição em lei, alegando que, se não houver um conceito mais claro, os proprietários rurais ficam ao arbítrio de uma fiscalização que pode ser excessivamente rigorosa e que abriria margem a que uma eventual infração trabalhista fosse interpretada como prática de trabalho escravo. Dessa forma, haverá uma tramitação paralela à PEC com um projeto de lei que regulamente a matéria a fim de evitar o risco, de acordo com representantes da bancada ruralista, de haver interpretações equivocadas.

Para o frei Xavier Plassat, a necessidade de uma nova definição para trabalho escravo representa um retrocesso, pois o conceito já consta do artigo 149 do Código Penal, que tipifica o crime de “reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.”

“Ultimamente, há muitas tentativas de retroceder e reduzir os instrumentos disponíveis para combate ao trabalho escravo, inclusive com o cúmulo de se rever a própria definição do que é trabalho escravo, uma bandeira da bancada ruralista de rever a definição do artigo 149 do Código Penal”, alerta o frei.

(Rede Brasil Atual)

Moço, cuidado para não deixar o passado virar futuro

Tirei as duas fotos aí de cima hoje, em dois pequenos supermercados próximos de onde moro – o Real e o Supermarket, em Niterói.

Parece bobo, não é? Mas para quem passou dos 50 anos não é não, porque somos de uma geração onde a placa que se via em mercados e obras de construção era, ao contrário, a de  ”não há vagas”.

Às vezes, até, com um peremptório e duro “não insista” para rematar.

Ok, não são ótimos empregos e certamente não são o sonho profissional de quase ninguém.

Mas certamente é melhor que não ter emprego nenhum.

E não é só para os mais pobres e com menos formação escolar, não.

Há vagas, embora com salários baixos, para todos os níveis.

Aliás, há tanta vaga aberta justamente porque paga-se pouco e muitos param por ali apenas o tempo necessário para sair do sufoco absoluto e buscar algo melhor.

Estas fotos daí de cima são do Brasil que não sai nos jornais.

O Brasil que sai no jornal está desmoronando, com os mercadinhos às moscas e o desemprego, não importa o que diga o IBGE, em alta.

Tudo está um desastre, tal índice é “o pior desde 2 mil e tanto”, tal taxa “é a mais grave desde tantos anos”.

Mas quer dizer que está tudo muito bem, tudo muito bom?

De jeito nenhum.

Que bom que a gente esteja insatisfeito com o Brasil, porque é mesmo para estar.

Este país ainda dá muito pouco a seus filhos, em matéria de educação, de saúde, de habitação, de oportunidades.

Mas cuidado, seu moço, porque moço eu também já fui.

E porque já fui e não sou mais, que este pais, sei que não faz uma geração, era muito, muito, muito mais avaro com seus cidadãos.

Avaro?

Não, a palavra exata  é cruel.

Porque só pode ser cruel que quer abaixar a inflação a base de  arrocho,  de corte nos gastos sociais, com a precarização do trabalho, com políticas recessivas.

Vão dizer que querem isso é apelar para o medo?

Pois eu não tenho problemas em dizer que se deve, sim, ter medo disso, porque sei muito bem como isso é terrível.

Eu sei e tenho obrigação de contar que existia um Brasil sem vagas para seu povo.

Mesmo as mais modestas, os “empreguinhos de dois salários” dos quais  a “turma da bufunfa” debocha, mas nem assim quer pagar e diz que os salários “altos demais” são responsáveis pelo desequilíbrio do tal “tripé macro-econômico”.

Talvez você, moço, não acredite em mim.

Ficamos assim: eu também prefiro que você duvide do que eu digo e até faça pouco caso.

É muito melhor  você me olhar desconfiado do que acontecer aquilo que faça você me dar razão.

Cuidado, porém, que o pior inimigo do bom é o que aquela turma diz que vai ser ótimo.

Acho que você tem toda a razão em querer mais, muito mais.

Só não esqueça que tivemos, não faz muito tempo, muito menos.

Onze anos atrás, a imagem do Brasil era aquela que divide a ilustração com as de hoje.

Eu não a quero de volta, você quer?

Via http://tijolaco.com.br/blog/?p=21583

Três deputados cearenses atingem o quociente eleitoral

Os deputados Moroni Torgan (DEM), Genecias Noronha (SD) e José Guimarães (PT) foram os únicos candidatos do Ceará que se elegeram com seus próprios votos. Eles receberam respectivamente 277.774, 221.567 e 209.032 votos, bem acima do quociente eleitoral que chegou a 198.501 votos.

No demais estados, 33 dos 513 deputados também alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos. Desses, 11 são parentes de políticos tradicionais em seus estados. Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação. O número é o mesmo de 2010, quando também houve apenas 36 deputados eleitos com votação própria.

Além do Distrito Federal, nenhum deputado dos seguintes estados alcançou o quociente eleitoral na última eleição: Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Entre os 33 deputados que conseguiram atingir o quociente eleitoral, cinco são de São Paulo, cinco de Minas Gerais e cinco do Rio de Janeiro. Em Pernambuco, quatro deputados foram eleitos com seus próprios votos; e, na Paraíba, três. Em Goiás e Santa Catarina, dois atingiram o quociente eleitoral. No Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Sergipe e Roraima, apenas um atingiu o quociente eleitoral.

Com 1,52 milhão de votos, Celso Russomanno foi o deputado mais votado de São Paulo e “puxou” quatro candidatos para a Câmara: Fausto Pinato, o cantor sertanejo Sergio Reis (45,3 mil votos); Beto Mansur (31,3 mil) e Marcelo Squasoni (30,3 mil). Todos são do PRB, já que o partido não fez coligação.

O segundo colocado em São Paulo, deputado Tiririca (PR), teve pouco mais de 1 milhão de votos e elegeu sozinho dois deputados, além de si próprio: Capitão Augusto (46,9 mil votos) e Miguel Lombardi (32 mil), ambos do PR, que também não se coligou.

(Marcelo Raulino, Ceará Agora)

Derrotados na Assembleia Legislativa do Ceará culpam poder econômico

FERNANDO HUGO

O retorno das atividades na Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira, 7, foi marcado por lamentações e agradecimentos. Deputados que não se reelegeram para o próximo mandato culparam o poder econômico dos adversários pela derrota.

> Reveja como foi o resultado da votação dos deputados

O deputado Lula Morais (PCdoB), que obteve 12930 votos, mas não se reelegeu, avaliou que o poder econômico tem produzido “uma distorção muito forte na representatividade do Parlamento”.

Para o deputado, o processo eleitoral deve ser avaliado com “profundidade”. Ele destacou dados da Câmara Federal que mostram que, de 2002 a 2014, 248 parlamentares federais podem ser considerados “milionários”. Lula associou a tendência à compra de votos, “que faz com que muitos candidatos totalmente anônimos sejam eleitos em detrimento de outros com uma vida política reconhecida”.

“Não comprei votos, entretanto, e talvez por isso, tenha sido excluído das eleições. Mas prefiro assim”, disse Lula.

O deputado Mário Hélio, também derrotado nas urnas, destacou ter aumentado sua votação no bairro Cidade 2000 em Fortaleza, onde atua, mas o mesmo não aconteceu em outros locais do Estado “porque o poder da máquina e do poder econômico foram muito fortes”.

O deputado Paulo Facó (PTdoB) destacou que já se sabia que alguns candidatos tinham sido eleitos mesmo antes de a votação acontecer. “Isso é uma demonstração patente do poder dos milionários”, criticou.

O deputado Fernando Hugo (SD), decano da Assembleia com 24 anos de atuação, não conseguiu se reeleger neste ano, mas evitou, publicamente, associar a derrota a fatores externos. Ele destacou que refletirá sobre sua atuação no parlamento. No entanto, nos bastidores, o deputado também apontava a compra de votos como um dos problemas do pleito deste ano.

Redação O POVO Online
com informações do repórter Carlos Mazza

Toinha Rocha, vereadora do Psol, declara apoio a Dilma Rousseff

A vereadora Toinha Rocha (PSOL) utilizou seu tempo no grande expediente na Câmara Municipal de Fortaleza, nesta terça-feira (07), para declarar seu apoio à Presidenta Dilma Rousseff (PT), que é candidata à reeleição. De acordo com a parlamentar, o atual governo tem muitos problemas, mas é a melhor opção no segundo turno.

“Apesar de algumas derrotas sentidas, não podemos ter sentimento de frustração com essa campanha que foi muito expressiva para o PSOL. É muito gratificante para nós termos uma militância inigualável e candidatos que, mesmo sem êxito eleitoral, contribuíram nessa construção coletiva”, afirmou.

* Com informações da CMFOR

POSICIONAMENTO PARTIDÁRIO

Renato Roseno, deputado estadual eleito pelo PSOL, esclareceu que a declaração de apoio de sua correligionária não reflete o posicionamento do partido e que a declaração expressa a opinião pessoal da vereadora Toninha Rocha.

Em entrevista ao Ceará News 7, Renato afirma que o PSOL não irá apoiar nenhuma das candidatos que disputam o segundo turno das eleições, nem para o Governo do Ceará e nem para a Presidência da República.

(Anderson Pires, Ceará News 7)

Eunício e Dilma venceram em todas as zonas de Fortaleza. Veja o mapa do voto na Capital

A candidata à reeleição na Presidência, Dilma Rousseff (PT), e o candidato a governador Eunício Oliveira (PMDB) foram os mais votados em todas as zonas eleitorais de Fortaleza.

Na eleição presidencial, Marina Silva (PSB) foi a segunda colocada na Capital, com 283,4 mil votos, e venceu nas zonas 2ª, 82ª, 83ª, 94ª, 114ª, 115ª, 116ª, 117ª e 118ª.

Aécio Neves (PSDB), segundo na eleição nacional, foi o terceiro na Capital, com 248,4 mil votos, 35 mil votos a menos que Marina. Ele , porém, fico à frente de Marina na 1ª, 3ª, 112ª e 113ª zona, que abrangem a região que vai da Praia do Futuro, Bairro de Fátima, Benfica, Damas, Centro, Aldeota, Meireles,  passando por bairros como Cidade dos Funcionários, Dias Macedo e Aerolândia.

O maior equilíbrio na disputa presidencial foi na 3ª Zona, que inclui a região de Centro, Aldeota, Meireles e Praia de Iracema. Ali, a diferença entre Dilma e Aécio foi de apenas 69 votos.

Na eleição para governador, Camilo Santana (PT) foi segundo em todas as zonas. Eliane Novais (PSB) foi terceira colocada em quase todas. A única exceção foi na 113ª zona, onde Ailton Lopes (Psol) ficou na frente de Eliane, na região que inclui Bairro de Fátima, Damas, Benfica, Jardim América, até José Bonifácio.

Confira a votação para presidente e governador por zona eleitoral de Fortaleza:

1ª Zona

- Presidente

1º. DILMA (PT): 40.825 votos (41,87%)
2º. AÉCIO NEVES (PSDB): 30.108 votos (30,88%)
3º. MARINA SILVA (PSB): 21.690 votos (22,25%)
4º. LUCIANA GENRO (Psol): 2.314 votos (2,37%)
5º. EDUARDO JORGE (PV): 925 votos (0,95%)
6º. PASTOR EVERALDO (PSC): 809 votos (0,83%)
7º. LEVY FIDELIX (PRTB): 455 votos (0,47%)
8º. EYMAEL (PSDC): 159 votos (0,16%)
9º. ZÉ MARIA (PSTU): 155 votos (0,16%)
10º. MAURO IASI (PCB): 55 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 8 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 39.921 votos (44,57%)
2º. CAMILO (PT): 35.116 votos (39,21%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 8.193 votos (9,15%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 6.336 votos (7,07%)

2ª Zona

- Presidente

1º. DILMA (PT): 54.080 votos (51,64%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 25.525 votos (24,37%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 19.754 votos (18,86%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.677 votos (2,56%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 999 votos (0,95%)
6º. EDUARDO JORGE (PV): 676 votos (0,65%)
7º. LEVY FIDELIX (PRTB): 663 votos (0,63%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 190 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 98 votos (0,09%)
10º. MAURO IASI (PCB): 55 votos (0,05%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 8 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 42.154 votos (43,63%)
2º. CAMILO (PT): 39.732 votos (41,12%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 8.844 votos (9,15%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.894 votos (6,10%)

3ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 26.194 votos (36,38%)
2º. AÉCIO NEVES (PSDB): 26.125 votos (36,29%)
3º. MARINA SILVA (PSB): 16.036 votos (22,27%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.092 votos (2,91%)
5º. EDUARDO JORGE (PV): 765 votos (1,06%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 319 (0,44%)
7º. PASTOR EVERALDO (PSC): 262 votos (0,36%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 90 votos (0,13%)
9º. EYMAEL (PSDC): 59 votos (0,08%)
10º. MAURO IASI (PCB): 42 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 9 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 30.120 votos (45,45%)
2º. CAMILO (PT): 23.840 votos (35,98%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.361 votos (9,60%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.947 votos (8,97%)

82ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 46.898 votos (52,99%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 20.230 votos (22,86%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 16.543 votos (18,69%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.465 votos (2,78%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 754 votos (0,85%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 698 votos (0,79%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 636 votos (0,72%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 161 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 84 votos (0,09%)
10º. MAURO IASI (PCB): 38 votos (0,04%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 4 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 37.426 votos (45,82%)
2º. CAMILO (PT): 31.929 votos (39,09%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.510 votos (7,97%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.807 votos (7,11%)

83ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 46.983 votos (53,64%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 20.808 votos (23,76%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 15.190 votos (17,34%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.303 votos (2,63%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 763 votos (0,87%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 696 votos (0,79%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 502 votos (0,57%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 182 votos (0,21%)
9º. EYMAEL (PSDC): 94 votos (0,11%)
10º. MAURO IASI (PCB): 57 votos (0,07%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 6 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 42.644 votos (52,49%)
2º. CAMILO (PT): 27.641 votos (34,02%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 5.892 votos (7,25%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.063 votos (6,23%)

94ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 49.495 votos (56,75%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 19.167 votos (21,98%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 14.129 votos (16,20%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.094 votos (2,40%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 784 votos (0,90%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 726 votos (0,83%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 417 votos (0,48%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 244 votos (0,28%)
9º. EYMAEL (PSDC): 91 votos (0,10%)
10º. MAURO IASI (PCB): 51 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 16 votos (0,02%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 39.779 votos (49,27%)
2º. CAMILO (PT): 31.129 votos (38,56%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 5.505 votos (6,82%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 4.319 votos (5,35%)

112ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 45.698 votos (45,48%)
2º. AÉCIO NEVES (PSDB): 25.380 votos (25,26%)
3º. MARINA SILVA (PSB): 24.063 votos (23,95%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.782 votos (2,77%)
5º. EDUARDO JORGE (PV): 917 votos (0,91%)
6º. PASTOR EVERALDO (PSC): 667 votos (0,66%)
7º. LEVY FIDELIX (PRTB): 638 votos (0,63%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 159 votos (0,16%)
9º. EYMAEL (PSDC): 120 votos (0,12%)
10º. MAURO IASI (PCB): 54 votos (0,05%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 10 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 43.175 votos (46,64%)
2º. CAMILO (PT): 34.032 votos (36,76%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 8.445 votos (9,12%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 6.923 votos (7,48%)

113ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 34.540 votos (43,91%)
2º. AÉCIO NEVES (PSDB): 20.275 votos (25,78%)
3º. MARINA SILVA (PSB): 19.012 votos (24,17%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.782 votos (3,54%)
5º. EDUARDO JORGE (PV): 911 votos (1,16%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 520 votos (0,66%)
7º. PASTOR EVERALDO (PSC): 331 votos (0,42%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 143 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 69 votos (0,09%)
10º. MAURO IASI (PCB): 58 votos (0,07%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 11 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 32.509 votos (44,84%)
2º. CAMILO (PT): 25.886 votos (35,71%)
3º. AILTON LOPES (PSOL): 7.484 votos (10,32%)
4º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.618 votos (9,13%)

114ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 51.693 votos (57,65%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 19.539 votos (21,79%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 13.680 votos (15,26%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.077 votos (2,32%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 1.145 votos (1,28%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 783 votos (0,87%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 408 votos (0,46%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 195 votos (0,22%)
9º. EYMAEL (PSDC): 79 votos (0,09%)
10º. MAURO IASI (PCB): 55 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 9 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 41.269 votos (49,75%)
2º. CAMILO (PT): 31.792 votos (38,33%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 5.613 votos (6,77%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 4.273 votos (5,15%)

115ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 42.688 votos (50,66%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 20.451 votos (24,27%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 16.510 votos (19,59%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.439 votos (2,89%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 691 votos (0,82%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 595 votos (0,71%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 563 votos (0,67%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 149 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 97 votos (0,12%)
10º. MAURO IASI (PCB): 67 votos (0,08%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 9 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 36.640 votos (47,17%)
2º. CAMILO (PT): 28.268 votos (36,40%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.828 votos (8,79%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.933 votos (7,64%)

116ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 58.199 votos (58,45%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 21.848 votos (21,94%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 14.157 votos (14,22%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.198 votos (2,21%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 1.453 votos (1,46%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 871 votos (0,87%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 366 votos (0,37%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 276 votos (0,28%)
9º. EYMAEL (PSDC): 113 votos (0,11%)
10º. MAURO IASI (PCB): 77 votos (0,08%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 9 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 45.651 votos (49,28%)
2º. CAMILO (PT): 36.180 votos (39,06%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.463 votos (6,98%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 4.338 votos (4,68%)

117ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 64.158 votos (57,07%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 24.645 votos (21,92%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 17.461 votos (15,53%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.927 votos (2,60%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 1.283 votos (1,14%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 998 votos (0,89%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 537 votos (0,48%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 206 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 118 votos (0,10%)
10º. MAURO IASI (PCB): 65 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 14 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 52.246 votos (50,21%)
2º. CAMILO (PT): 38.748 votos (37,24%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 7.111 votos (6,83%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.947 votos (5,72%)

118ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 76.655 votos (57,44%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 30.450 votos (22,82%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 19.122 votos (14,33%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 3.287 votos (2,46%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 1.650 votos (1,24%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 1.076 votos (0,81%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 625 votos (0,47%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 323 votos (0,24%)
9º. EYMAEL (PSDC): 144 votos (0,11%)
10º. MAURO IASI (PCB): 89 (0,07%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 22 votos (0,02%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 56.687 votos (46,08%)
2º. CAMILO (PT): 50.100 votos (40,73%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 9.520 votos (7,74%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 6.712 votos (5,46%)

(Érico Firmo, O Povo)

VOTAÇÃO DE CAMILO, EUNÍCIO, ELIANE E AILTON EM FORTALEZA E REGIÃO METROPOLITANA

VOTAÇÃO DE CAMILO, EUNÍCIO, ELIANE E AILTON EM FORTALEZA E REGIÃO METROPOLITANA

1º TURNO – ELEIÇÕES 2014

MUNICÍPIO

EUNICIO

CAMILO

ELIANE

AILTON

1

AQUIRAZ

17.812

51,7%

14.845

43,1%

1.120

3,3%

667

1,9%

2

CASCAVEL

16.348

48,0

16.199

47,6

1.068

3,1

429

1,3

3

CAUCAIA

71.998

49,6

62.515

43,1

7.295

5,0

3.385

2,3

4

CHOROZINHO

6.461

54,8

5.147

43,7

130

1,1

44

0,4

5

EUSÉBIO

10.447

42,0

12.870

51,7

1.184,

4,8

390

1,6

6

FORTALEZA

540.221

47,3%

434.393

38,1%

91.903

8,1%

74.976

6,6%

7

GUAIUBA

6.252

45,9

7.087

52,1

159

1,2

115

0,8

8

HORIZONTE

14.728

43,2

17.853

52,4

1.034

3,0

444

1,3

9

ITAITINGA

10.013

51,9

8.604

44,6

489

2,5

180

0,9

10

MARACANAU

67.194

62,2

33.477

31,0

4.399

4,1

2.973

2,8

11

MARANGUAPE

26.861

50,4

24.057

45,1

1.553

2,9

816

1,5

12

PACAJÚS

15.987

48,9

15.036

46,0

1.261

3,9

411

1,3

13

PACATUBA

16.925

53,8

12.758

40,5

1.293

4,1

519

1,6

14

PINDORETAMA

5.406

44,6

6.201

51,2

373

3,1

134

1,1

15

S. G DO AMARANTE

15.489

56,8

11.121

40,8

441

1,6

206

0,8

VOTAÇÃO TOTAL

842.142 votos

682.163 votos

113.702 votos

85.689 votos

Fonte: TRE-CE

VOTAÇÃO DE CAMILO, EUNÍCIO, ELIANE E AILTON NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

VOTAÇÃO DE CAMILO, EUNÍCIO, ELIANE E AILTON NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

1º TURNO – ELEIÇÕES 2014

MUNICÍPIO

EUNICIO

CAMILO

ELIANE

AILTON

1

FORTALEZA

540.221

47,3%

434.393

38,1%

91.903

8,1%

74.976

6,6%

2

CAUCAIA

71.998

49,6

62.515

43,1

7.295

5,0

3.385

2,3

3

JUAZ. DO NORTE

35.041

30,7

74.205

65,0

2.905

2,5

2.091

1,8

4

MARACANAU

67.194

62,2

33.477

31,0

4.399

4,1

2.973

2,8

5

SOBRAL

38.136

41,2

51.207

55,3

1.775

1,9

1.539

1,7

6

CRATO

15.085

24,4

44.948

72,6

1.029

1,7

849

1,4

7

ITAPIPOCA

23.184

37,7

37.387

60,7

580

0,9

398

0,6

8

MARANGUAPE

26.861

50,4

24.057

45,1

1.553

2,9

816

1,5

9

IGUATU

23.477

50,5

21.962

47,2

450

1,0

618

1,3

10

QUIXADÁ

18.669

49,6

17.946

47,7

712

1,9

325

0,9

VOTAÇÃO TOTAL

859.866 votos

802.097 votos

112.601 votos

87.970 votos

 

Fonte: TRE-CE

VOTAÇÃO DE TASSO E MAURO FILHO NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

VOTAÇÃO DE TASSO E MAURO FILHO NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

1º TURNO – ELEIÇÕES 2014

MUNICÍPIO

TASSO

MAURO

1

FORTALEZA

676,821

63,7%

315.244

29,6%

2

CAUCAIA

89.855

65,8

42.162

30,9

3

JUAZEIRO DO NORTE

43.301

43,0

53.813

53,4

4

MARACANAU

75.074

74,1

22.938

22,7

5

SOBRAL

42.881

50,9

39.838

47,3

6

CRATO

22.381

40,8

31.125

56,8

7

ITAPIPOCA

28.956

49,3

29.269

49,9

8

MARANGUAPE

34.484

67,4

15.915

31,1

9

IGUATU

26.369

60,8

16.370

37,7

10

QUIXADÁ

21.568

60,6

13.618

38,3

VOTAÇÃO TOTAL

1.061.690 votos

580.292 votos

 

Fonte: TRE-CE

VOTAÇÃO DE DILMA, AÉCIO E MARINA NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

VOTAÇÃO DE DILMA, AÉCIO E MARINA NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

1º TURNO – ELEIÇÕES 2014

MUNICÍPIO

DILMA

MARINA

AÉCIO

1

FORTALEZA

638.116

51,6%

283.464

22,9%

248.434

20,1%

2

CAUCAIA

105.808

68,4

26.730

17,3

17.080

11,0

3

JUAZEIRO DO NORTE

86.038

70,9

14.289

11,8

17.451

14,4

4

MARACANAU

73.422

63,7

24.238

21,0

13.071

11,3

5

SOBRAL

64.932

66,5

16.834

17,2

13.736

14,1

6

CRATO

49.827

76,3

6.966

10,7

6.993

10,7

7

ITAPIPOCA

47.818

75,4

5.913

9,3

8.752

13,8

8

MARANGUAPE

41.186

73,5

7.630

13,6

5.938

10,6

9

IGUATU

35.141

72,3

4.523

9,3

8.086

16,6

10

QUIXADÁ

28.003

68,9

3.615

8,9

8.424

20,7

VOTAÇÃO TOTAL

1.170.291 votos

394.202 votos

347.965 votos

 

Os demais candidatos não foram citados, mas todos também pontuaram.

Fonte: TRE-CE

Interior de Camilo Santana; Fortaleza e Região Metropolitana de Eunício Oliveira

O segundo turno das eleições no Ceará vai ser acirrado. Prova disso é o resultado do primeiro turno, que previa até uma possível vitória do candidato Eunício Oliveira (PMDB). Mas o que se viu foi o candidato Camilo Santana (PT), apoiado pelo governador Cid Gomes liderar esse primeiro turno com 47,81%, contra 46,41% de Eunício.

O Ceará está dividido, com as Regiões Norte e do Cariri com predominância da candidatura petista. Eunício obteve mais votos em grandes colégios eleitorais, como Fortaleza, Caucaia e Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, além de Iguatu, na Região Centro-sul do Estado. Por isso, a disputa tão acirrada, mesmo Camilo tendo ganhado em quase o dobro de municípios de Eunício.

Dilma sempre à frente

Parece que a força eleitoral que Eunício demonstrou no Estado e a vitória folgada de seu senador eleito, Tasso Jereissati (PSDB), não se refletiram em seus pedidos de votos para o postulante à presidência da República, Aécio Neves (PSDB). É que a candidata da situação Dilma Rousseff foi ampla maioria em todos os municípios do Ceará. 

Em Acopiara, por exemplo, Eunício liderou, mas Dilma atingiu 86,75% da preferência dos eleitores. Em Aiuaba a história se repetiu e Dilma ficou com 88,22%. O maior percentual para a candidata à reeleição foi em Jati, com Dilma 89,42%. O menor, em Fortaleza (51,63%).

(Andreh Jonathas, O Povo)

Cid acusa Capitão Wágner de usar Polícia Militar para oprimir militantes de Camilo

O governador Cid Gomes (PROS) acusou o vereador Capitão Wagner (PR) de liderar um núcleo da Polícia Militar que teria abusado da autoridade, no último domingo (5), para oprimir militantes do candidato ao governo do Ceará Camilo Santana (PT).

“Eu vou voltar para o Governo para isso, para investigar o que aconteceu com muito rigor”, garantiu Cid Gomes, que foi à Delegacia Regional de Sobral, ainda no domingo, “prestar solidariedade” ao amigo vereador Antonio Gaudêncio (PROS), detido com R$ 1.400 e santinhos de candidatos cidistas. O parlamentar é suspeito de crime de boca de urna e compra de votos.

“Quando a força que é para cuidar da segurança começa a cuidar de interesse politiqueiro, é a pior coisa do mundo”, afirmou Cid. Wagner foi o deputado estadual eleito com mais votos na história do Ceará e apoia, para o governo, Eunício Oliveira (PMDB).

(Portal Ceará News 7)

Justiça pede afastamento de Cirilo Pimenta para preservar lisura das eleições em Quixeramobim

O prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, está proibido de participar de atos eleitorais, em razão de estar utilizando, ilegalmente, a estrutura municipal no pleito de 2014. As investigações do ministério público constataram que bens, serviços e servidores públicos vêm sendo utilizados, desde o período pré-eleitoral, em benefício dos políticos apoiados pelo gestor. Mesmo depois da juíza Fabrícia Ferreira de Freitas ter determinado que o prefeito não mais utilizasse a estrutura do poder público para beneficiar qualquer candidatura, investigações dos promotores Igor Pinheiro e Gustavo Jansen,  atestaram a reiteração do uso da máquina pública com fins eleitorais. Entre outras coisas, o MP apurou, através de depoimentos, que alguns servidores estariam sendo obrigados a pedir votos após o expediente, sob pena de perderem o emprego.

Na última quarta-feira, 1, uma fiscalização da Justiça Eleitoral flagrou Cirilo Pimenta em uma reunião política com diversos servidores em horário de trabalho, mesmo depois de o gestor ter pedido licenciamento da Prefeitura. Um vereador que deveria estar em sessão da Câmara também foi flagrado participando do evento. Na ocasião, foram distribuídos adesivos dos candidatos Genecias Noronha e Camilo Santana. Por conta de todos esses fatos, o Ministério Público pediu o afastamento de Cirilo Pimenta até o fim do pleito, com o objetivo de preservar a lisura do processo eleitoral.

Via http://www.direitoce.com.br

Justiça proíbe Ciro Gomes de usar aeronaves contratadas pelo estado para fins políticos

O des. Abelardo Benevides, corregedor da justiça eleitoral no Ceará, intimou o Secretário de Saúde, Ciro Ferreira Gomes, ”para que se abstenha de utilizar as aeronaves pertencentes (a exemplo da CIOPAER) ou contratadas pelo Governo do Estado do Ceará para cumprir agenda eleitoral de campanha da Coligação “Para o Ceará Seguir Mudando” ou qualquer atividade de cunho político”.

Na mesma ação, na qual são investigados também o governador Cid Ferreira Gomes, Arialdo Pinho, Secretário da Casa Civil, Camilo Santana, candidato ao cargo de Governador,  Izolda Cela, candidata ao cargo de Vice-Governador e Mauro Filho, candidato a Senador, o des. Abelardo Ximenes determina, ainda:

“a) a intimação do Secretário de Saúde do Estado do Ceará, Ciro Ferreira Gomes, para, no prazo de 5 dias, comprovar por qual meio se deslocou, entre os dias 21 e 22 de agosto de 2014, para o Vale do Jaguaribe e demais locais onde foram realizados encontros regionais da Coligação “Para o Ceará Seguir Mudando”, bem como para que informe a origem dos custos destes deslocamentos;

b) a expedição de ofício à empresa Taxi Aéreo Fortaleza e Terral Taxi Aéreo para, no prazo de 5 dias, encaminhar relação com data, horário, destinos, nome das pessoas transportadas e voos utilizados pelos Promovidos Cid Ferreira Gomes, Arialdo de Melo Pinho, Ciro Ferreira Gomes, Camilo Sobreira de Santana, Maria Izolda Cela de Arruda Coelho e Carlos Mauro Cabral Benevides Filho, no período de 20 de junho de 2014 a 26 de agosto de 2014;

c) a expedição de ofício à Infraero para que encaminhe relação com data, horário, destinos e voos realizados pelos Promovidos Cid Ferreira Gomes, Arialdo de Melo Pinho, Ciro Ferreira Gomes, Camilo Sobreira de Santana, Maria Izolda Cela de Arruda Coelho e Carlos Mauro Cabral Benevides Filho, no período de 29 de junho de 2014 a 2 de

Via http://www.direitoce.com.br/justica-proibe-ciro-gomes-de-usar-aeronaves-contratadas-pelo-estado-para-fins-politicos/

 

Guerrilha virtual ganha força na véspera da eleição para o Governo do Ceará

A contagem regressiva para o dia da votação acirrou a guerrilha eleitoral na Internet e fez estourar o número de montagens, áudios e vídeos anônimos criados no “submundo” da web (veja quadro ao lado). No Ceará, onde 2,5 milhões de pessoas têm acesso à Internet – conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em setembro –, as táticas virtuais para atrair votos e, sobretudo, fragilizar o adversário, ganham impulso nas vésperas da eleição. Pelo menos 157 ações relacionadas à conduta vedada e propaganda irregular na Internet tramitavam no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará até a última quarta-feira.

Nesta semana, circula nas redes sociais um vídeo com qualidade semi-profissional e duração de seis minutos, intitulado “O segredo de Eunício Oliveira”, que ataca o candidato a governador do PMDB ao comparar seu patrimônio pessoal com a condição de pobreza de sua cidade natal, Lavras da Mangabeira. Ontem, o TRE proibiu a veiculação e imputou multa de R$ 150 mil diários em caso de desobediência.

Os quatro dias em que o vídeo ficou disponível, porém, foram suficientes para que mais de 31 mil pessoas visualizassem o conteúdo. Pelo menos cinco mil usuários compartilharam o vídeo no Facebook, incluindo secretários do governador Cid Gomes (Pros). Questionada pelo O POVO, a coordenação da campanha do principal adversário de Eunício, Camilo Santana (PT), negou a autoria da peça.

Um outro vídeo, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece pedindo votos a Camilo, também foi amplamente espalhado por eleitores do petista. O áudio é falso, alertou a assessoria de imprensa de Lula, e a campanha de Eunício teve de suar para espalhar o “desmentido” no Facebook. Edição de outras imagens em que Cid aparece, em entrevista, dizendo ser normal o desvio de recursos no serviço público foi publicada de forma descontextualizada na web e também serviu de munição para a guerrilha virtual entre eleitores adversários.

Quem? Eu?

“O que postamos é aquilo permitido pela legislação”, afirmou o coordenador da campanha de Eunício, Gaudêncio Lucena, ao ser perguntado sobre quem estaria por trás da criação dessas montagens. “Alguns apoiadores do candidato têm nível técnico e começam a fazer essas montagens de forma autônoma, espontânea. Inclusive, é loucura você ter um núcleo com espaço físico fazendo um negócio desses. Qualquer fiscalização pegaria”, alegou, por sua vez, um dos coordenadores da campanha de Camilo, De Assis Diniz. 

Embora as duas coligações se eximam da responsabilidade pelo troca-troca de calúnias, difamações, trucagens e outras ferramentas consideradas ilegais pela Justiça Eleitoral, tanto De Assis quanto Lucena acusaram os adversários de financiar essas práticas.

A lei eleitoral determina que é vedado o anonimato durante a campanha eleitoral por meio da Internet, regra que, por vezes, é “burlada” através dos perfis falsos nas redes sociais e ferramentas que mascaram o endereço virtual dos usuários. A lei também estabelece como crime difamar, caluniar e difamar qualquer pessoa, e considera como agravante se a prática for feita em um meio que facilite a divulgação da ofensa.

 

NÚMEROS

157

processos de conduta vedada e propaganda irregular na Internet tramitam no TRE-CE

Raio-X

1. QUEM SÃO

As coligações negam, mas O POVO apurou com profissionais da área que boa parte da munição para a guerrilha virtual é produzida dentro das estruturas da campanha, pelo setor de web. O custo do serviço está embutido no valor pago às empresas que cuidam de sites e páginas oficiais dos candidatos nas redes sociais.

 

2. ONDE TRABALHAM

Esses núcleos possuem editores de vídeo e áudio, produtor, designers. A equipe que confecciona as peças do “submundo” da campanha fica longe dos comitês das coligações, em locais de acesso restrito, que, muitas vezes, nem os próprios candidatos conhece. Tudo para evitar flagrantes de órgãos de fiscalização.

 

3. COMO ATUAM

A distribuição das peças é feita de forma clandestina. Pode-se usar smartphones, trocando-se os chips a cada repasse, ou espalhar as montagens através de perfis falsos nas redes sociais. Para que o IP do computador não seja rastreado, podem-se usar ferramentas que “camuflam” o endereço eletrônico do usuário. Um perfil criado em Fortaleza pode aparecer como tendo sido criado no Afeganistão.

(Hébely Rebouças, O Povo)

O que os candidatos à presidência propõem à população LGBT

Da Agência Brasil
Por Carolina Gonçalves
As reivindicações, os protestos e as denúncias sobre a violação de direitos e os crimes cometidos contra a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) ganharam destaque maior no cenário eleitoral nas últimas semanas.
A polêmica sobre o posicionamento de candidatos à Presidência da República a respeito do tema foi aquecida no último fim de semana, quando Levy Fidelix (PRTB) classificou, em um debate na televisão, a homossexualidade como distúrbio psicológico, comparou homossexuais a pedófilos e chegou a conclamar a sociedade a “enfrentar” esse segmento da população.
Os direitos dessa população e os desafios enfrentados pela discriminação já compunham os programas de governo de grande parte dos candidatos. Veja, abaixo, o que os 11 presidenciáveis propõe sobre o tema.
Nas propostas apresentadas pelo candidato Aécio Neves (PSDB) à Justiça Eleitoral, o tucano se compromete a buscar uma renovação dos princípios de igualdade, segurança e paz e garante que irá priorizar as políticas afirmativas voltadas para as populações mais vulneráveis, entre elas, a população LGBT, assim como mulheres, idosos, crianças e afrodescendentes. Além de criar uma rede que concentre informações de assassinatos no país, Aécio afirma que vai implementar políticas contra qualquer tipo de intolerância e estimular pesquisas acadêmicas sobre a questão étnico-racial e de diversidade sexual. Para o candidato, é preciso estimular os movimentos, como o LGBT, e organizar protocolos de prevenção da discriminação dessa população. O tucano ainda promete ampliar a participação dessa população nos debates do Programa Brasil sem Homofobia, articular o programa com as iniciativas estaduais e municipais e criar debates permanentes com seus representantes para organizar as reivindicações no Fórum Nacional de Diálogo.
Dilma Rousseff (PT) afirma que a luta pelos direitos humanos esteve presente nos quatro anos de seu governo e será mantida como prioridade, caso seja reeleita. Segundo ela, essa meta só cessará quando não existir mais brasileiros “tratados de forma vil ou degradante, ou discriminados por raça, cor, credo, sexo ou opção sexual”. Dilma promete políticas que garantam mais empoderamento, autonomia e violência zero para as mulheres, com a implementação da Casa da Mulher Brasileira, apoio à luta contra a discriminação e a promoção da igualdade racial e da política de cotas e a continuidade da implementação do Viver sem Limite, que garante igualdade de oportunidades aos portadores de deficiência. Não há medidas específicas voltadas para a população LGBT.
Com uma seção dedicada ao tema “Cultura de paz”, Eduardo Jorge (PV) trata dos direitos de indígenas e afrodescendentes e reafirma o apoio à liberdade de orientação sexual, aos direitos ao casamento de pessoas do mesmo sexo e à adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Ele defende a criminalização da homofobia, nos mesmos moldes em que hoje são punidos os crimes de racismo. Segundo o ambientalista, o PV está tradicionalmente na vanguarda das questões que fazem parte da defesa dos direitos humanos no país.
Eymael (PSDC) não apresenta proposta específica para a população LGBT. O candidato defende igualdade de oportunidades entre os brasileiros, de forma geral. No que diz respeito a promessas relacionadas aos direitos humanos, ele se compromete com “imediatas e necessárias providências para assegurar ao deficiente físico o pleno exercício de seus direitos de cidadão”, além de defender políticas voltadas para a infância e juventude.
Autor da declaração que aqueceu a polêmica em torno do posicionamento de candidatos à Presidência da República sobre o tema, Levy Fidelix (PRTB) não faz qualquer referência, em suas propostas de governo, à população LGBT e não cita promessas relacionadas aos direitos humanos.
Luciana Genro (PSOL) define como um dos três eixos de seu governo, caso eleita, a ampliação “radical” dos direitos e das liberdades de trabalhadores e dos setores “socialmente mais vulneráveis e oprimidos”. Ao lado das questões relacionadas ao combate ao racismo e à violência contra as mulheres, Luciana afirma que também destacará o combate à homofobia. “Os ataques homofóbicos têm sido cada vez mais frequentes e a luta por direitos, como o casamento civil igualitário, ganha força principalmente junto à juventude”, afirmou.
Marina Silva (PSB) destaca, em seu programa de governo, que o país não pode mais permitir que “os direitos humanos e a dignidade das minorias sexuais continuem sendo violados em nome do preconceito. Para ela, o direito de “vivenciar a sexualidade e o direito às oportunidades devem ser garantidos a todos, indistintamente”. Entre as promessas de governo, a ex-senadora afirma que vai garantir os direitos da união civil entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção, e vai apoiar o Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira, conhecida como a Lei João W. Nery, que regulamenta o direito ao reconhecimento da identidade de gênero das “pessoas trans”. Marina Silva também pretende normatizar e especificar o conceito de homofobia na administração pública, criar mecanismos para identificar os crimes homofóbicos no país e incluir o combate ao bullying, à homofobia e ao preconceito no Plano Nacional de Educação.
Mauro Iasi (PCB) elenca, entre suas prioridades, a apuração e punição de todos os crimes contra os direitos humanos. O candidato declarou ser contrário à homofobia, assim como ao racismo, ao machismo e à xenofobia. Com a promessa de garantir direitos e políticas específicas para as mulheres e a população indígenas, Iasi lamenta que o país viva hoje “uma profunda individualização da vida, o reaparecimento e fortalecimento de estigmas e preconceitos, como o recrudescimento do machismo, da homofobia, da xenofobia e do racismo e da intolerância religiosa”.
Com um tópico específico sobre os direitos das famílias, Pastor Everaldo (PSC) se compromete a acabar com o uso do aparelho estatal para o que define como “promoção de atos que não coadunam com a tradição da sociedade brasileira” e a criar políticas inovadoras que “estimulem a recriação dos laços afetivos, morais e econômicos das famílias”. Ao tratar das liberdades civis, o candidato evangélico defende os direitos individuais e a liberdade irrestrita de expressão. Segundo ele, o Estado deve garantir tratamento isonômico para toda a sociedade a partir de políticas “que garantam que os menos afortunados possuam condições para o exercício do autodesenvolvimento, sem distinção de cor, credo ou de qualquer outra forma de discriminação”.
Rui Costa Pimenta (PCO) elenca compromissos com os direitos das mulheres, defendendo a descriminalização do aborto, os direitos da população negra, dos sem-terra e dos trabalhadores, mas não trata especificamente da população LGBT em seu programa de governo.
Zé Maria (PSTU) limita suas propostas relacionadas a direitos humanos ao fim do racismo e à equiparação salarial entre homens e mulheres.