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Programa de Marina Silva pode paralisar economia brasileira

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta terça-feira (2) que o programa de governo da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva (veja os principais pontos), contém elementos que podem reduzir a atividade econômica.

“Um choque [aumento forte] do [superávit] primário pode ser temerário e paralisar a atividade econômica”, disse o ministro da Fazenda.

O superávit primário é a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda. Ao fazer superávits primários, o governo deixa de alocar esses recursos no orçamento federal.

O programa de Marina, divulgado na semana passada, diz que é preciso “recuperar o tripé econômico” – que é o sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário. Para isso, afirma que é preciso “gerar o superávit fiscal necessário para assegurar o controle da inflação”.

“A médio prazo, os superávits devem ser não só suficientes como também incorporados na estrutura de operação do setor público, de tal maneira que possam ser gerados sem contingenciamentos”, afirma o programa. Também é dito que é preciso “acabar com a maquiagem das contas, a fim de que elas reflitam a realidade das finanças do setor público”.

Nos últimos anos, o setor público tem feito resultados primários menores. Neste ano, até julho, por exemplo, o esforço fiscal somou R$ 24,66 bilhões, o menor para este período desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 54,7%. O valor acumulado ainda está muito distante da meta de R$ 99 bilhões, ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), fixada para 2014.

Inflação se combate com firmeza [...], como temos feito, com política monetária [definição dos juros] firme, inclusive com elevação de juros. Porém, não a volta ao passado, com a elevação dos juros para 20%, 30%, 40% ao ano, como foi praticado antes do nosso governo.”
Guido Mantega, ministro da Fazenda

Economistas do mercado financeiro e também os ligados à indústria avaliam que um resultado primário maior por parte do governo ajudaria no controle da inflação, que permanece ao redor de 6,5% em doze meses até julho, possibilitando uma política de definição dos juros, por parte do Banco Central, mais suave. Atualmente, os juros básicos estão em 11% ao ano, o maior patamar desde o fim de 2011. Em termos reais (após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), é a taxa mais alta do mundo.

Outro ponto do programa de governo de Marina Silva informa que é preciso trabalhar com “metas de inflação críveis” e “respeitadas”, sem recorrer a “controle de preços que possam gerar resultados artificiais”, e “criar um cronograma de convergência da inflação para o centro da meta atual”, além de “assegurar a independência do Banco Central o mais rapidamente possível, de forma institucional”.

Para Mantega, “a inflação se combate com firmeza”. “Como temos feito, com política monetária [definição dos juros] firme, inclusive com elevação de juros. Porém, não a volta ao passado, com a elevação dos juros para 20%, 30%, 40% ao ano, como foi praticado antes do nosso governo”, afirmou o ministro.

Bancos públicos e subsídios
Mantega criticou ainda a possibibilidade de redução do papel dos bancos públicos na oferta do crédito e a redução dos subsídios do governo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Isso significa menos financiamento e juros mais altos. Hoje, sabemos que o financiamento de máquinas e equipamentos que são comprados por todos os setores econômicos teria elevação de custo. Sem os subsídios que temos hoje no PSI (Programa de Sustentação dos Investimentos), eles vão encarecer. Se depender só dos bancos privados, hoje eles cobram taxas mais elevadas. Eu acho que é importante que os bancos privados tenham uma participação cada vez maior, mas sem que se tire os bancos públicos disso”, disse o ministro.

via http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/

Aécio Neves é rifado e agora temos só Dilma X Marina

Ainda antes de outro debate entre os presidenciáveis, no final da tarde desta segunda-feira, transmitido pelo SBT, o tucano Aécio Neves foi solenemente rifado pelo coordenador-geral da sua campanha, senador José Agripino Maia, presidente do DEM, ex-Arena e ex-PFL, um dos mais longevos remanescentes do velho coronelismo nordestino. Com a sutileza de um rinoceronte, Agripino defendeu em entrevista coletiva que Aécio apoie Marina em um eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff.

“O PSB tem antigas afinidades conosco, desde o tempo de Eduardo Campos. O inimigo maior a ser batido é o PT. Tanto pode dar o Aécio apoiando a Marina quanto o contrário”, pontificou o coordenador-geral, que diante da ira dos seus correligionários e do próprio candidato correu para soltar uma nota tentando explicar que não foi bem isso que ele quis dizer. Como se o eleitor dependesse dos conselhos de Agripino para decidir em quem votar no segundo turno…

Mas o estrago já estava feito. Com 19 pontos atrás de Dilma e Marina, empatadas com 34% no último Datafolha, a apenas 33 dias da eleição, um Aécio amuado e sem nenhuma convicção no que falava já chegou derrotado aos estúdios da emissora, e ficou escanteado no debate. Só lhe faltava essa: com aliados deste porte, o ex-governador mineiro, que faz a pior campanha de um tucano nas eleições presidenciais das últimas duas décadas, nem precisava de adversários.

Sorteada para fazer a primeira pergunta, a presidente Dilma Rousseff, agora ameaçada pela sua ex-colega no ministério de Lula, favorita nas pesquisas de um provável segundo turno entre as duas, foi direto para cima de Marina Silva.

“De onde virão os recursos para custear os R$ 140 bilhões em promessas feitas no seu plano de governo?”, disparou a candidata à reeleição, deflagrando o duelo entre as duas, que dominou todo o debate de duas horas.

Marina respondeu que é “preciso ter eficiência para fazer bom uso na aplicação dos recursos” e criticou o “pensamento de uma ideia cartesiana de governo”. Dilma retrucou que, “quando se é presidente, não basta dizer que vai fazer uma lista de coisa sem dizer de onde virá o dinheiro”.

Na sua vez de atacar, Marina lembrou Dilma que, na campanha de 2010, “havia um compromisso seu de que o Brasil iria continuar crescendo, de que os juros ficariam baixos e de que a inflação seria controlada, e aconteceu tudo ao contrário. O que deu errado?”.

E por aí foi: Marina cobrando os erros da presidente e Dilma batendo na tecla de que “sem o apoio do Congresso é impossível governar”. Impassível, sem piscar um olho, Marina mostrava firmeza ao defender “uma nova postura, a de estar aberta ao diálogo, de debater as ideias e não ficar fazendo apenas o embate político”. Incisiva nas perguntas, mas confusa nas respostas, consultando papéis sobre a bancada, Dilma reconheceu que estava nervosa ao questionar as regras do debate com o moderador Carlos Nascimento, e mirou nas críticas ao plano de governo da adversária, principalmente no que se refere ao pré-sal.

Como se não tivesse acontecido uma reviravolta nas pesquisas, Aécio continuava com seu discurso contra o PT e o governo Dilma, sem encontrar uma brecha para entrar na briga entre as favoritas. Segundo levantamento feito pela Folha, enquanto o embate entre Dilma e Marina consumiu quase 18 minutos do programa, Aécio não conseguiu confrontar nenhuma vez a candidata do PSB, que disparou nas pesquisas, e consumiu quase 8 minutos nos ataques à presidente, que vem caindo.

Resultado: quando o debate acabou, os repórteres saíram correndo para cercar Marina e Dilma. Aécio ficou caminhando sozinho pelo palco e ainda foi obrigado a ouvir um gracejo da candidata à reeleição, ao passar por onde ela estava: “Ô Aécio, vai querer sentar na minha cadeira? Não vai, não…”

Acho que nem ele pensa mais nisso. A cada dia, o quadro eleitoral vai ficando pior para o candidato do PSDB, a ponto de já surgirem rumores, divulgados pelo jornal Valor, de que pode desistir da candidatura para aumentar as chances de Marina vencer no primeiro turno, e voltar a Minas para salvar seu candidato ao governo estadual, que lá corre sério risco de perder para o PT.

Vamos esperar as próximas pesquisas para ver o que acontece. Dos 11 candidatos, agora restam apenas duas mulheres, uma petista e outra ex-petista, disputando para valer a presidência da República. Façam suas apostas.

Via http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho

Dilma defende a criminalização da homofobia

Roberto Stuckert Filho/PR

RIO – No encerramento do segundo debate entre os candidatos na TV, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, defendeu a criminalização da homofobia – proposta no Projeto de Lei nº 122/2006, que desde dezembro do ano passado tramita juntamente com a reforma do Código Penal.

— Eu sou contra qualquer forma de violência contra pessoas. No caso especifico da homofobia, eu acho que é um ofensa ao Brasil. Então, fico triste de ver que temos grandes índices atingindo essa população. Acho que a gente tem que criminalizar a homofobia, que não é algo com o que a gente pode conviver — disse a presidente, segundo comunicado do partido.

O assunto foi discutido intensamente nas redes sociais no último fim de semana, quando a candidata do PSB, Marina Silva, anunciou uma “errata” em suas propostas de campanha, retirando o apoio à legalização do casamento de homossexuais e ao aumento das punições aos crimes motivados por preconceito de orientação sexual.

(O Globo)

Pobreza crônica no Brasil caiu de 6,7% para 1,6% em oito anos, aponta Bird

Estudo apresentado pelo Banco Mundial (Bird) aponta que a pobreza crônica no Brasil, que considera privações além da renda, caiu de 6,7% para 1,6% da população em oito anos, entre 2004 e 2012. A redução é de 76% neste período. O trabalho foi apresentado por técnicos do Banco Mundial em encontro no Rio de Janeiro promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pelo World Without Poverty (WWP), projeto conjunto do Banco Mundial, do MDS e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). 

“Os resultados na redução da pobreza multidimensional refletem os efeitos de políticas implementadas nos últimos anos, como o Luz para Todos, e a melhoria no acesso à educação”, destacou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que participou do evento. Ela lembrou que mais de 3,1 milhões de residências tiveram acesso à luz elétrica desde o início do programa Luz para Todos em 2004. 

O trabalho, focado na pobreza multidimensional, considerou, além da renda, sete dimensões da pobreza: se as crianças e adolescentes até 17 anos estão na escola, os anos de escolaridade dos adultos, o acesso à água potável e saneamento, eletricidade, condições de moradia e, finalmente, a bens, como telefone, fogão e geladeira. A pobreza é considerada crônica quando são registradas privações em pelo menos quatro das sete dimensões. 

O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O que nos estimula”, disse Tereza Campello, “é que os dados do Banco Mundial mostraram que nossa ação foi eficaz, pois conseguiu atingir a pobreza crônica”. 

A ministra lembrou que o Plano Brasil Sem Miséria foi desenvolvido para enfrentar a pobreza em suas diferentes dimensões, garantindo renda, mas também cuidando de melhorar as oportunidades para inserção econômica dessas famílias, assim como o seu acesso a serviços. Ela destacou ainda que o trabalho apresentado pelo Banco Mundial considerou dados até 2012 e que os resulta dos são ainda mais surpreendentes se atualizá-los até 2013, que incluem efeitos de programas como Água para Todos, Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos. 

(Jornal do Brasil)

Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva CHEGOU A HORA: VOTE!

Começou nesta segunda-feira (1) o Plebiscito Popular por uma Assembleia Constituinte Exclusiva à Reforma Política. A votação ocorre até o dia 7 de setembro e espera-se a participação de 1,5 milhão de pessoas para que o Congresso Nacional convoque uma Assembleia Constituinte sobre o sistema político.

Além das urnas físicas, que estão espalhadas pelo Brasil inteiro, os eleitores poderão participar de forma online. Para que o voto seja computado, é necessário informar o nome e o CPF. O objetivo é alcançar um número expressivo de votantes e também abranger localidades onde não haja urna.

Segundo Rodrigo César, da secretaria que organiza a votação, o sistema online é seguro, pois, como exige o CPF, não será possível a ocorrência de assinaturas duplicadas.

De acordo com informação do comitê organizador, há mais de mil comitês em várias partes do país, sendo a cidade de São Paulo a região com o maior número de urnas.

Nas urnas, além da votação pela Assembleia Constituinte da Reforma Política, será colhida, também, assinaturas de apoio ao projeto de lei de democratização da mídia, elaborado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Para votar online, clique aqui. E aqui, você localiza as urnas físicas.

Via http://www.revistaforum.com.br

 

A difícil situação de Aécio Neves

Tucano fica sozinho ao final do debate e ainda ouviu piada de Dilma

O debate entre os candidatos a presidente da República promovido por SBT-Folha-UOL-Jovem Pan não teve um vencedor claro, mas ficou evidente que há duas protagonistas neste momento da corrida pelo Palácio do Planalto –Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB).

E Aécio Neves (PSDB), que até outro dia era dado como presença certa no segundo turno? O tucano vive situação dificílima.

O Blog relata a seguir o que se passou logo depois do debate realizado nesta segunda-feira, dia 1º.set.2014.

Quando esses debates terminam, os repórteres dos principais veículos de comunicação correm para o palco para falar com os candidatos mais importantes.

Nesta segunda-feira, foram procuradas, majoritariamente, apenas as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). Os outros candidatos ficaram ali, parados, torcendo para serem abordados por algum repórter.

Aécio Neves ficou nesse segundo time, esperando que alguém se dirigisse a ele. Finalmente, chegou uma repórter do SBT que o entrevistou, por dever de ofício –o SBT era promotor do evento e mandou repórteres entrevistar todos os candidatos.

Aécio foi saindo por trás dos púlpitos onde ficaram os candidatos e deu uma pequena parada no local que havia sido ocupado por Dilma, que ainda estava por perto. Como Aécio fez menção de se sentar no banquinho usado pela petista, ainda teve de ouvir uma piada da presidente. “Ô, Aécio, vai querer sentar na minha cadeira?”, brincou Dilma. Todos sorriram amarelo.

O que quer dizer esse episódio prosaico? É um retrato da situação de uma espécie de ocaso vivido pelo candidato do PSDB a presidente. Pelo menos, é essa a sua situação neste momento.

É possível que Aécio se recupere? Possível, tudo é. Esta tem sido uma campanha de muitas surpresas. Mas parece muito improvável que a sorte volte para o tucano no atual ciclo eleitoral.

Por Fernando Rodrigues, via http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br

Como identificar um marinista com apenas três perguntas

Pode parecer ser uma tarefa difícil tentar separar marinistas de aecistas. Mas não é, é fácil. E parece difícil porque ambos os grupos escondem suas preferências, contando apenas para os institutos de pesquisa. Raramente você verá alguém dizer, em pequenas rodas, que é marinista ou aecista. E quando pegos em alguma passeata, comício ou qualquer outro tipo de manifestação dos seus candidatos, ficam com cara de quem “foi pego com a boca na botija…”.

Assumir de peito aberto a opção é coisa de esquerdistas, não de direitistas como eles.

Há, porém, algumas classificações que ajudam. Existem marinistas jovens e marinistas nem tão jovens assim. Aecistas jovens, ou nem tão jovens assim são raros. Aecistas têm mais de 40 anos. É gente que tinha mais de 18 anos ao tempo da redemocratização e pode experimentar os governos pós-ditadura ou, mesmo, os da ditadura.

Marinistas não sabem o que é isso. E essa é a primeira pergunta que devemos fazer para identificar um marinista. As variantes gramaticais são inúmeras, mas todas visam a mesma coisa: questionar o conhecimento sobre o passado recente da história dos governos brasileiros.

Pergunte sobre o confisco da poupança no governo Collor; sobre a privatização no governo FHC; ou sobre o que é “overnight”; ou, ainda, se você quiser ser duro, sobre os efeitos da crise do petróleo, em 1973, na economia brasileira.

Marinistas, com essa pergunta, demonstrarão aquilo que os caracteriza: não sabem absolutamente nada do que foi a vida no Brasil.  É possível que um ou outro consiga repetir algo que tenha lido, mas é fácil identificar quem apenas repete o que leu.

Há uma outra classificação: marinistas são, na imensa maioria, evangélicos. Atenção: o uso da expressão “evangélico”, doravante, sempre terá a conotação de um tipo característico de cristão e não um uso que possa caracterizar preconceito.

Evangélicos aprendem a ter uma relação muito direta e forte com o pastor da igreja. A autoridade do pastor não é contestada. Os católicos diziam que o Papa é o representante de Deus na Terra. Estão indo para o brejo, pois os católicos aprenderam, mesmo que a duras penas, que podem contestar o Papa, sem que com isso estejam comprando uma passagem, sem volta, para o inferno.

Para uns e outros, falo das massas e não daquela minoria que pensa.

Pois essa é a segunda pergunta. As variantes gramaticais são inúmeras, mas todas visam a mesma coisa: identificar a incapacidade dos marinistas em formular uma resposta do tipo lógica.

Pergunte, por exemplo, por que razão deveríamos considerar gays como sendo seres socialmente doentes e abomináveis; pergunte, por exemplo, por que devemos deixar que milhões de mulheres morram em abortos clandestinos. Os exemplos são muitos.

Mas a todas as perguntas, invariavelmente, os marinistas demonstrarão outra característica: a dependência do pastor é tão forte, que lhes tira a capacidade de formular pensamentos que não o único: está na Bíblia, ou Jesus quer assim, ou Deus… ou isso é coisa do demônio… É a imposição da religião como forma de enfrentar mundo.

Claro que, deparados com o comando de governos, não saberão fazer diferente. Marinistas são teocratas.

Há uma outra classificação: marinistas são “sustentáveis”.

Pergunte a qualquer um deles o que é sustentabilidade e não hesitarão em mostrar que não sabem absolutamente nada sobre o assunto. Repetirão a exaustão o mantra das “gerações futuras”.

Alguns mais ilustrados poderão argumentar que precisamos desenvolver formas sustentáveis de produzir energia, tipo eólica, solar, das marés. Pergunte se eles sabem como desenvolver um sistema econômico onde a produção dos esquipamentos necessários prescinda do capitalismo. O mais provável é que não tenham a mínima ideia de como podemos produzir pás, coletores ou qualquer outra bugiganga, sem que ela custe.

E em escala global, para substituir os atuais bilhões de MW gerados pela energia hidráulica ou nuclear.

Quiçá não saibam, sequer, que um único gerador eólico é composto por no mínimo 80% de produtos derivados do petróleo. Não sabem que 80% da humanidade vive direta ou indiretamente do petróleo… E pensam que em quatro anos vão mudar 4 milhões de…  criacionismo…

Pergunte: como produzir natureza sem tirar da natureza? Como produzir pás e painéis sem usar petróleo? Como produzir petróleo em um sistema que não seja o capitalista?

Essa é a terceira característica dos marinistas: incapazes de pensar em aprimorar o que temos, querem voltar a um passado onde haviam uns poucos milhares de humanos na face da Terra.

Converse com alguém sobre Política e com apenas essas três perguntas você identificará um marinista: alguém que não experienciou o passado recente do Brasil, alguém que tem apenas a religião e a autoridade do pastor como norte e alguém que vive da ilusão de uma vida no paraíso…

E que encontrou quem lhe traga esse paraíso em apenas quatro anos…

 

 

Marina Silva apresenta projetos frágeis e recua em relação aos direitos gays

É como se um terremoto de grande magnitude tivesse abalado a cabeça de parte do eleitorado brasileiro. De uma hora para outra, Marina Silva, que substituiu o ex-governador pernambucano Eduardo Campos, morto em acidente aéreo, como candidata à presidenta pelo PSB, virou favorita na sucessão presidencial.

Após a morte de Eduardo Campos, dia 13 de agosto, Marina subiu como um foguete nas pesquisas eleitorais. Em levantamento mais recente, feito pelo “Datafolha”, Marina empata com Dilma no primeiro turno, ambas com 34%. Se houver segundo turno, segundo a mesma pesquisa, ela venceria a atual presidenta por 50% a 40%.

Ao mesmo tempo em que Marina (foto) se torna favorita, vai deixando atrás dela um rastro de um dos maiores oportunismos eleitorais que já se viu nas últimas eleições presidenciais no Brasil. Marina tem feito de tudo para agradar determinados setores da sociedade, mesmo que suas propostas sejam falsas.

O último sinal do “carreirismo” eleitoral de Marina ocorreu neste sábado (30/8). Em menos de 24 horas, mudou radicalmente a proposta apresentada na véspera sobre direitos gays. Em seu programa de governo, defendeu casamento gay, adoção de crianças por homossexuais e lei para criminalizar a homofobia.

Mas bastaram declarações contrárias do influente e conservador pastor evangélico Silas Malafaia, contra leis que criminalizem a homofobia, para que a candidata voltasse atrás. Diante da ameaça de Malafaia, retirou quase tudo o que estava antes no seu programa de governo referente aos direitos dos gays.

O recuo de Marina em relação aos gays demonstra, acima de qualquer peso do tema junto à sociedade brasileira, que é falso e puramente oportunista o discurso da candidata quando quer o apoio de determinados segmentos sociais. Para conquistar o apoio dos gays, ela abraçou suas propostas. Diante da reação evangélica, mudou rapidamente de opinião. Afinal, de que lado está Marina?

Apoio do agronegócio

Outros sinais de ambiguidade no discurso de Marina já haviam sido percebidos em sua tentativa de apoio do agronegócio. Na entrevista que deu ao Jornal Nacional, da Rede Globo, durante a semana, Marina havia atribuído a uma “lenda” a versão de que ela tinha posição contrária à agricultura transgênica.

O Brasil está caindo de saber que Marina sempre foi contra a agricultura transgênica – usada em larga escala em todo o mundo, mas sempre contestada por ambientalistas. Pois na mesma semana da entrevista à Globo, Marina se encontrou com o agronegócio como se sempre defendesse os transgênicos.

Mais do que fazer fortes afagos com os milionários empresários do setor do agronegócio, Marina foi mais longe ao dizer que não priorizaria, caso seja eleita, a política do atual governo de investimento no pré-sal, que pode fazer com que o país se torne um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Ao se manifestar contra o pré-sal, Marina quis agradar o agronegócio com a promessa de investir mais na produção do álcool combustível e de ter uma política de melhores preços para o setor. Ocorre que, com esta sua proposta, Marina, caso seja eleita, pode matar um dos negócios que mais podem trazer dinheiro para o Brasil. E o Brasil não pode jogar esta riqueza fora.

Somente em 2014, a exploração do pré-sal – petróleo extraído em águas profundas do mar, abaixo da camada do pré-sal – já levou a Petrobrás a extrair em média mais de 500 mil barris diários de petróleo. Esta produção de petróleo, que vai trazer extraordinária riqueza para o Brasil, promete agora ser deixada de lado por Marina. É como se ela enterrasse um grande tesouro.

Marina é assim mesmo. Ao mesmo tempo em que ganha votos e aparece como favorita, ela deixa muito a desejar na autenticidade do que fala e prega. Em outras propostas para o setor econômico e financeiro, ela abriu outro foco de atritos com o candidato Aécio Neves (PSDB), que acusa de plagiar seu programa de governo, em especial os temas econômicos e financeiros.

Texto publicado originalmente no blog noBalacobaco.

Marina Silva tem Alzheimer? Tomara…

DENER GIOVANINI

Quinta-Feira 28/08/14

Longe de mim querer desejar que a candidata Marina Silva sofra de qualquer doença. Ainda mais de uma doença tão nefasta e cruel como é o Alzheimer. Mas entre acreditar que a ex-ministra possa estar sofrendo de alguma moléstia que lhe provoque espasmos de esquecimento ou constatar que uma senhora na idade dela tenha a [...]

Longe de mim querer desejar que a candidata Marina Silva sofra de qualquer doença. Ainda mais de uma doença tão nefasta e cruel como é o Alzheimer. Mas entre acreditar que a ex-ministra possa estar sofrendo de alguma moléstia que lhe provoque espasmos de esquecimento ou constatar que uma senhora na idade dela tenha a cara de pau de mentir de forma tão acintosa em rede nacional, eu acho mais digno imaginar que a pobre coitada esteja realmente com deficiência de memória. Foi o que me ocorreu ontem ao assistir a entrevista da ex-senadora no Jornal Nacional, na TV Globo.

Percebi de imediato um problema com a memória de Marina logo que ela surgiu no vídeo. De cara achei que ela tinha esquecido que já havia sido maquiada e deve ter retornado algumas vezes para repetir o processo. Nunca vi Marina Silva ostentando tanto blush. Seu rosto parecia uma aquarela. Tudo bem que os políticos em geral recorram a uma maquiagenzinha para disfarçar sinais da idade e ou de malfeitos. Mas Marina se superou.

Ao afirmar que “Há uma lenda de que eu sou contra os transgênicos, mas isso não é verdade”, a ex-ministra do Meio Ambiente incorporou definitivamente o que de mais podre existe no que ela define como a “velha política”: tentar manipular o passado para garantir uns votinhos no presente. Naquele exato momento, na bancada do Jornal Nacional, Marina Silva perdeu de vez a noção da realidade. Apequenou-se.

Vejamos, ou melhor, constatemos que Marina Silva era sim contra os transgênicos.

Em 07/05/1997, a então senadora da República, apresentou no Congresso Nacional o projeto de Lei do Senado nº 84, que decretava a moratória no plantio, comercio e consumo de organismos geneticamente modificados e produtos derivados, em todo o território nacional.

Vejam (CLIQUE AQUI para acessar diretamente o site do Senado Federal):

Se Marina Silva não era contra os transgênicos, por que ela apresentou um projeto de Lei justamente para proibir tais produtos? Será que na época o que era lenda era o interesse de Marina Silva de proteger o meio ambiente? Será que a Senadora estava enganando os ambientalistas em 1997 ou estaria ela enganando os eleitores brasileiros em 2014?

Seus discursos no Senado Federal – e são muitos tratando desse tema – sempre foram caracterizados por uma posição de extrema preocupação em relação aos transgênicos.

Vejamos, ou constatemos novamente (CLIQUE AQUI para acessar diretamente o site do Senado Federal):

Como assim Marina Silva, quer dizer que a senhora já foi rotulada de ser atrasada por ser contra os transgênicos? Quanta injustiça com a ex-senadora, mal sabiam seus pares na época que tudo era lenda!

No trecho do mesmo discurso a ex-senadora evoca passagens bíblicas para condenar “as empresas que se floreiam de verde para vender os seus venenos com uma cosmética melhor para o povo”.

Cosmética… para vender melhor ao povo… veneno… É Marina Silva, agora começo a entender o porque de tanta maquiagem no Jornal Nacional.

Sinto-me triste por ter que escrever um artigo como esse, onde eu afirmo que a ex-ministra do Meio Ambiente do meu país era sim preocupada com as questões ambientais, apesar de hoje ela afirmar que tudo não passava de lenda.

Mais triste me sinto ao perceber que, movida por uma extrema vaidade não admitida, Marina Silva afronte sua própria história para alcançar o poder. Que chegue ao ponto de renegar posições históricas, de abandonar causas que ela dizia acreditar.

Como irão se posicionar – hoje – as organizações ambientalistas que sempre estiveram ao lado dela na luta contra os transgênicos? Será que tudo era lenda também?

Porém, nada é mais triste do que ver um povo que quer decidir o destino do país votando, não nos mais preparados, mas sim naqueles que prometem mudanças que apenas virarão lendas. Para esses, deixo uma reflexão bíblica:

Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos.

Romanos 16:17-18

Para quem quiser acessar mais discursos de Marina Silva contra os transgênicos, clique nos links abaixo:

CLIQUE 1

CLIQUE 2

CLIQUE 3

CLIQUE 4

Para quem quiser saber mais sobre as campanhas contra os transgênicos que podem virar lenda, clique nos links abaixo:

CLIQUE 1

CLIQUE 2

CLIQUE 3

CLIQUE 4

Via http://blogs.estadao.com.br/dener-giovanini

As traições de Marina. Bem que avisei!

DENER GIOVANINI, O Estado de SP

Segunda-Feira 18/08/14

Em 2003, ainda no começo do governo do presidente Lula eu, que ainda não era jornalista, dei uma entrevista para o Estadão na qual afirmava categoricamente: “não confio na Marina Silva nem para cuidar do meu jardim”, CLIQUE AQUI para conferir. Confirmei minhas palavras no discurso que proferi na ONU ao receber de Kofi Annan [...]

Em 2003, ainda no começo do governo do presidente Lula eu, que ainda não era jornalista, dei uma entrevista para o Estadão na qual afirmava categoricamente: “não confio na Marina Silva nem para cuidar do meu jardim”, CLIQUE AQUI para conferir. Confirmei minhas palavras no discurso que proferi na ONU ao receber de Kofi Annan o prêmio das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Os petistas se arrepiaram, reclamaram e me criticaram. Não deu outra: se arrependeram. Em 2010, quando o Partido Verde aceitou a bancar a candidatura de Marina para presidência da República, novamente eu avisei em diversas oportunidades, que eles estavam dando um tiro no próprio pé. Fui criticado e esculhambado por algumas lideranças do PV. Não deu outra: eles também se arrependeram.

Quando Eduardo Campos oficializou a candidatura de Marina Silva como vice em sua chapa eu não perdi a oportunidade. Novamente afirmei em entrevistas e artigos que o PSB iria se arrepender. E, mais uma vez, não deu outra: Marina, além de não transferir votos, ainda criou uma série de dificuldades políticas para Eduardo, levando seu nome a patinar entre 10% do eleitorado. Não fosse sua trágica morte, ele sairia da eleição muito menor que entrou. E grande parte da culpa teria o sobrenome Silva.

Seria eu um implicante sem razão contra Marina Silva ou será que Deus me concedeu o dom da adivinhação? Nem uma coisa, nem outra. Sou apenas um pragmático, que não dá asas a paixões avassaladoras de momento e nem me deixo levar pelas emoções de ocasião. E assim penso que deva ser cada brasileiro que tenha consciência sobre a sua responsabilidade de decidir o destino do país.

Marina Silva foi ministra de Lula por oito anos e “abandonou” o governo quando percebeu que seu ego se apequenava diante do crescimento da influência da então também ministra Dilma Rousseff. O Planalto estava pequeno demais para as duas. Também deixou o Partido Verde ao perceber que a legenda não se dobraria tão fácil a sua sede de poder. Eduardo Campos sentiu o amargo sabor de Marina ao ver alianças importantes escorrerem por entre seus dedos. Marina atrapalhou, e muito, sua candidatura. Isso é um fato que nem o mais bobo líder do PSB pode negar.

Marina está fadada a trair

O grande ego é o pai da traição. Quem se sente um predestinado e prioriza o culto a personalidade tem medo da discordância, da crítica. É esse medo que gera uma neutralidade perigosa e falsa. E a neutralidade é a mãe da traição. Seres humanos com grandes egos quase sempre se posicionam entre o conforto de “lavar as mãos” e o silêncio covarde de suas convicções.

Marina Silva é assim. Simples assim.

Nas últimas Eleições presidenciais Marina ficou NEUTRA. Alguém se lembra?

Ao contrário do que desejavam seus milhões de eleitores – que ansiavam por uma indicação, uma orientação ou um caminho – Marina calou-se. Não apoiou Dilma e nem Serra. Com medo de decidir, declarou-se neutra. E ajudou a eleger Dilma.

Claro, não se espera de um político uma sinceridade absoluta, mas pelo menos transparência em algumas das suas convicções básicas. Isso Marina não faz. E quem não o faz assume o destino da traição. Vejamos:

a)      Se eleita, Marina Silva irá mudar o atual Código Florestal?

SIM (trairá o agronegócio)

NÃO (trairá os ambientalistas)

b)      Se eleita, Marina Silva irá abandonar os investimentos no Pré-sal e passará a investir em fontes alternativas para a matriz energética?

SIM (trairá a Petrobrás e seus parceiros)

NÃO (trairá os ambientalistas)

c)       Se eleita, Marina Silva irá interromper a construção de Belo Monte?

SIM (trairá os empresários)

NÃO (trairá os ambientalistas)

d)      Se eleita, Marina Silva irá apoiar o casamento gay?

SIM (trairá os evangélicos)

NÃO (trairá os movimentos sociais)

e)      Se eleita, Marina Silva será contra a pesquisa de células tronco?

SIM (trairá os pesquisadores e a academia)

NÃO (trairá os evangélicos)

f)      Se não for ao segundo turno, Marina repetirá sua posição de 2010?

SIM (trairá a oposição)

NÃO (trairá a si mesma)

Essas são apenas algumas perguntas que Marina Silva não responderá. Ou o fará por meio de respostas dúbias e escamoteadoras, bem ao seu estilo. No final, ninguém saberá realmente o que ela pensa. Sob pressão, ela jogará a responsabilidade para a platéia e sacará de seu xale sagrado a carta mágica:FAREMOS UM PLEBISCITO!  Esse é o estilo Marina de ser. E esse é o tipo de comando que pode levar o Brasil ao encontro de um cenário de incertezas e retrocessos. O que ela fala – ou melhor – o que ela não fala hoje, será cobrado no Congresso Nacional caso venha a se eleger. Como Marina negociará com a bancada ruralista? Com a bancada religiosa?

Você, caro leitor, vai arriscar?

Eu não. Se não me bastassem os fatos, tive a oportunidade de olhar profundamente os olhos de Marina e de segurar em suas mãos. E não gostei do que vi. E não tenho medo de críticas. E tenho orgulho das minhas convicções.

 

Em Sobral, terra de Cid Gomes, Dilma e Eunício lideram pesquisa

O Instituto Zaytec Brasil divulga pesquisa de intenção de voto para Governo do Ceará e Presidência da República, realizada em Sobral, na região Norte. Segundo o levantamento, Eunício Oliveira (PMDB) aparece com 34,5%, Camilo Santana (PT)  24,3%¨, Eliane Novaes (PSB) 2,3 %, Ailton Lopes 1,3%, Branco/Nulo – 13 % e não sabem – 24,6%.

O instituto também questionou sobre a disputa à Presidência da República em Sobral. Confira os números:

Dilma Roussef – 54,5%
Marina Silva – 28,5%
Aécio Neves – 7,0
Pastor Everardo – 1,0
Rui Costa Pimenta – 0,3

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR 00431/2014 e no Tribunal Regional Eleitoral com CE 00014/2014.

Ceará News7

7 motivos pelos quais Marina Silva não representa a “nova política”

Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora do programa de governo de Marina Silva, a candidata e seu vice, Beto Albuquerque – Léo Cabral/ MSILVA Online

É comum eleitores justificarem o voto em Marina Silva para presidente nas Eleições 2014 afirmando que ela representaria uma “nova forma de fazer política”. Abaixo, sete razões pelas quais essa afirmação não faz sentido:

  1. Marina Silva virou candidata fazendo uma aliança de ocasião. Marina abandonou o PT para ser candidata a presidente pelo PV. Desentendeu-se também com o novo partido e saiu para fundar a Rede — e ser novamente candidata a presidente. Não conseguiu apoio suficiente e, no último dia do prazo legal, com a ameaça de ficar de fora da eleição, filiou-se ao PSB. Os dois lados assumem que a aliança é puramente eleitoral e será desfeita assim que a Rede for criada. Ou seja: sua candidatura nasce de uma necessidade clara (ser candidata), sem base alguma em propostas ou ideologia. Velha política em estado puro.
  2. A chapa de Marina Silva está coligada com o que de mais atrasado existe na política. Em São Paulo, o PSB apoia a reeleição de Geraldo Alckmin, e é inclusive o partido de seu candidato a vice, Márcio França. No Paraná, apoia o também tucano Beto Richa, famoso por censurar blogs e pesquisas. A estratégia de “preservá-la” de tais palanques nada mais é do que isso, uma estratégia. Seu vice, seu partido, seus apoiadores próximos, seus financiadores e sua equipe estão a serviço de tais candidatos. Seu vice, Beto Albuquerque, aliás, é historicamente ligado ao agronegócio. Tudo normal, necessário até. Mas não é “nova política”.
  3. As escolhas econômicas de Marina Silva são ainda mais conservadoras que as de Aécio Neves. A campanha de Marina é a que defende de forma mais contundente a independência do Banco Central. Na prática, isso significa deixar na mão do mercado a função de regular a si próprio. Nesse modelo, a política econômica fica nas mãos dos banqueiros, e não com o governo eleito pela população. Nem Aécio Neves é tão contundente em seu neoliberalismo. Os mentores de sua política econômica (futuros ministros?) são dois nomes ligados a Fernando Henrique: Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES e um dos líderes da política de privatizações de FHC. Algum problema? Para quem gosta, nenhum. Não é, contudo, “uma nova forma de se fazer política”.
  4. O plano de governo de Marina Silva é feito por megaempresários bilionários. Sua coordenadora de programa de governo e principal arrecadadora de fundos é Maria Alice Setúbal, filha de Olavo Setúbal e acionista do Itaú. Outro parceiro antigo é Guilherme Leal. O sócio da Natura foi seu candidato a vice e um grande doador financeiro individual em 2010. A proximidade ainda mais explícita no debate da Band desta terça-feira. Para defendê-los, Marina chegou a comparar Neca, herdeira do maior banco do Brasil, com um lucro líquido de mais de R$ 9,3 bilhões no primeiro semestre, ao líder seringueiro Chico Mendes, que morreu pobre, assassinado com tiros de escopeta nos fundos de sua casa em Xapuri (AC) em dezembro de 1988. Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não. Deixar o programa de governo a cargo de bilionários, contudo, não é exatamente algo inovador.
  5. Marina Silva tem posições conservadoras em relação a gays, drogas e aborto. O discurso ensaiado vem se sofisticando, mas é grande a coleção de vídeos e entrevistas da ex-senadora nas quais ela se alinha aos mais fundamentalistas dogmas evangélicos. Devota da Assembleia de Deus, Marina já colocou-se diversas vezes contra o casamento gay, contra o aborto mesmo nos casos definidos por lei, contra a pesquisa com células-tronco e contra qualquer flexibilização na legislação das drogas. Nesses temas, a sua posição é a mais conservadora dentre os três principais postulantes à Presidência.
  6. Marina Silva usa o marketing político convencional. Como qualquer candidato convencional, Marina tem uma estrutura robusta e profissionalizada de marketing. É defendida por uma assessoria de imprensa forte, age guiada por pesquisas qualitativas, ouve marqueteiros, publicitários e consultores de imagem. A grande diferença é que Marina usa sua equipe de marketing justamente para passar a imagem de não ter uma equipe de marketing.
  7. Marina Silva mente ao negar a política. A cada vez que nega qualquer um dos pontos descritos acima, a candidata falta com a verdade. Ou, de forma mais clara: ela mente. E faz isso diariamente, como boa parte dos políticos dos quais diz ser diferente.

Há algum mal no uso de elementos da política tradicional? Nenhum. Dentro do atual sistema político, é assim que as coisas funcionam. E é bom para a democracia que pessoas com ideias diferentes conversem e cheguem a acordos sobre determinados pontos. Isso só vai mudar com uma reforma política para valer, algo que ainda não se sabe quando, como e se de fato será feita no Brasil.

Aécio tem objetivos claros. Quer resgatar as bandeiras históricas do PSDB, fala em enxugamento do Estado, moralização da máquina pública, melhora da economia e o fim do que considera um assistencialismo com a população mais pobre. Dilma também faz política calcada em propósitos claros: manter e aprofundar o conjunto de medidas do governo petista que estão reduzindo a desigualdade social no País.

Se você, entretanto, não gosta da plataforma de Dilma ou da de Aécio e quer fortalecer “uma nova forma de fazer política”, esqueça Marina e ouça Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) com mais atenção.

De Marina Silva, espere tudo menos a tal “nova forma de fazer política”. Até agora a sua principal e quase que única proposta é negar o que faz diariamente: política.

(carta capital)

O compromisso de Marina de governar com os melhores

Por J. Carlos de Assis

Então teremos uma Presidenta da República que vai governar com os melhores! Desde que Péricles criou a democracia na Grécia clássica jamais aconteceu algo semelhante no mundo: um presidente que, em lugar de governar com os piores, ou com os mais ou menos, governará rigorosamente com os melhores. Tinha esperança de não morrer sem ver isso. A nova política de Marina Silva é a garantia de que os justos e os “melhores” por fim herdarão a Terra de Santa Cruz.

O PSB, agora de Marina, é um partido pequeno, e a Rede Solidariedade é um projeto de partido, não um partido. Sua representação parlamentar será modesta. Portanto, para aprovar projetos na Câmara e no Senado, Marina terá de confiar exclusivamente no seu charme. Pelo que ela diz, não será difícil. Ela governará com os melhores de todos os partidos, tirando alguns melhores daqui, outros dali. Será a primeira maioria na história republicana formada não por partidos políticos, mas pelos melhores políticos apartados dos velhos vícios partidários.

Claro, haverá pressões de grupos de interesse, lobbies, categorias profissionais, classes, estamentos para forçar o Governo a atender múltiplas demandas específicas nesse país de 200 milhões de habitantes e 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Marina não tem qualquer dúvida de que será possível satisfazer a todo mundo. Ela tratará de envolver em seu projeto de Governo os melhores da sociedade civil: os melhores sindicalistas, os melhores líderes rurais, os melhores trabalhadores sem terra, os melhores banqueiros, os melhores construtores, talvez os melhores especuladores, os melhores sonegadores de impostos, e assim por diante.

Minha dúvida é como Marina escolherá os melhores. Talvez use um melhorômetro. Achar os melhores no meio do estamento dominante brasileiro – ela não diz assim, diz elites – exige olhos de lince. Imaginem-na no Planalto com uma longa fila diante de si, com o dedo em riste, a escolher um melhor para um lado, outro para outro, ou ainda um outro sendo rejeitado. Ou talvez melhores sejam todos aqueles que estão mais próximos de sua campanha com alguma forma de contribuição positiva, seja em dinheiro, seja em capacidade de formulação neoliberal.

Desde que o velho Marx, mais de um século atrás, descobriu a luta de classes como motor da história, não se vive num grande país tamanha negação da dialética marxista. Não se trata mais, ao nível teórico, dos processos de tese, antítese e síntese; no pragmatismo de Marina, é tese, antítese e os melhores. Estamos, pois, na perspectiva do verdadeiro fim da História. Depois de Marina, a Nação, que já esteve sob ditaduras e posteriormente numa democracia dos piores, estará definitivamente pacificada, sob estrito controle dos melhores.

A candidata, em sua fé religiosa, trata a dialética política como receita de cozinha: junta ingredientes diferentes, bate no liquidificador ideológico e tira disso um delicioso pudim. É o que vem à cabeça quando afirma que governará com os melhores do PSDB e os melhores do PT. No debate da Bandeirantes, ela citou nominalmente Serra, do PSDB, como possível ingrediente desse pudim. Não sei se combinou previamente com Serra e muito menos se tem alguma sinalização do PT. Sua pretensão, contudo, é infinita.

Dizer que vai escolher dentre os partidos os melhores para fazer seu governo é um acinte à organização partidária. Ela é péssima, eu concordo, mas é preciso mudar a lei para formar alianças por cima dos partidos. A infidelidade partidária, nos termos da lei atual, é castigada com a perda do mandato. Se quiser governar, Marina terá que encontrar seus “melhores” na direção dos partidos e estabelecer acordos com eles na base de trocas. É o que Collor fez. É o que Lula e Dilma fizeram. Propalar que vai escapar disso é uma empulhação da opinião pública, uma retórica de platitudes que só engana aos tolos e os desavisados. Ou, na melhor das hipóteses, Marina não sabe o que diz.

Lembro-me de Regina Duarte dizendo na televisão, na véspera da eleição que consagrou Lula em 2002, que tinha medo. Era um excesso de intimidação política. Agora, vendo o debate de quinta-feira, temi pelo Brasil. O PT, bem ou mal, tinha quadros que se prepararam para o poder desde o início dos anos 80. Não é essa improvisação principista que circula em torno de Marina, parte dela formada por ambientalistas radicais, sendo a maioria constituída por oportunistas que se aproximam da perspectiva de poder para usá-lo em benefício próprio. Que os deuses nos salvem!

J. Carlos de Assis – Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

MARINA VOOU EM JATO ILEGAL. E QUER EXPLICAR HOJE NO JORNAL NACIONAL

247 – A presidenciável pelo PSB, Marina Silva, disse que responderá sobre o uso do jato Cessna Citation usado pelo partido na bancada do Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta quarta-feira 27. O avião caiu em Santos (SP) no último dia 13, levando Eduardo Campos à morte. Questionada no aeroporto Santos Dumont, no Rio, se poderia adiantar sua explicação, Marina se limitou a responder: “na hora em que ele [William Bonner, âncora do Jornal Nacional] me perguntar eu darei a resposta”.

Marina também usou a aeronave, no dia 26 de julho, quando desembarcou em Juiz de Fora, Minas Gerais, ao lado do ex-governador de Pernambuco. No dia, a então candidata a vice inaugurou junto com Campos uma Casa Eduardo Marina e cumpriu agenda com os candidatos do PSB da região. Ela também fez viagem ao Acre com o Cessna. O avião, avaliado em US$ 8,5 milhões, vinha sendo usado pela campanha do PSB desde maio.

Reportagem exibida ontem no Jornal Nacional apontou que a aeronave foi paga por meio de empresas fantasmas. Inquérito da Polícia Federal apurou que o Citation PR-AFA foi objeto de pagamentos de R$ 1,7 milhão à usina AF Andrade por seis CNPJs, em 16 transferências. Entre as empresas havia até uma peixaria falsa, a Geovane Pescados, cuja doação foi de R$ 15,5 mil (leia mais).

Em nota divulgada nesta terça-feira, o presidente do PSB, Roberto Amaral, afirmou que a aeronave era emprestada de empresários amigos de Eduardo Campos e que seu uso seria declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao final da campanha, uma vez que o avião seria usado até lá. O partido tentará agora blindar Marina Silva das responsabilidades com a Justiça Eleitoral pelo uso indevido do jato, que pode resultar até na impugnação de sua candidatura.

 

(Brasil 247)

Antes de votar em Marina, você precisa conhecer Neca – e fazer a pergunta de R$ 18 bilhões

Você precisa conhecer Neca. Ela é a coordenadora do programa de governo de Marina Silva, pela Rede Sustentabilidade, ao lado de Mauricio Rands, do PSB. O documento será divulgado na semana que vem, 250 páginas consensadas por Marina e Eduardo Campos. Educadora, com longo histórico de obras sociais, Neca conheceu Marina em 2007. É uma das idealizadoras e principais captadoras de recursos da Rede Sustentabilidade.

Sua importância na campanha e no partido de Marina Silva já seria boa razão para o eleitor conhecê-la melhor. Ainda mais após a morte de Eduardo Campos. Mas há uma razão bem maior. Neca é o apelido que Maria Alice Setúbal carrega da infância. Ela é acionista da holding Itausa. Você pode conferir a participação dela neste documento do Bovespa. Ela tem 1,29% do capital total. Parece pouco, mas o valor de mercado da Itausa no dia de ontem era R$ 61,4 bilhões. A participação de Maria Alice vale algo perto de R$ 792 milhões.

A Itausa controla o banco Itaú Unibanco, o banco de investimentos Itaú BBA, e as empresas Duratex (de painéis de madeira e também metais sanitários, da marca Deca), a Itautec (hardware e software) e a Elekeiroz (gás). Neca herdou sua participação do pai, Olavo Setúbal, empresário e político. Foi prefeito de São Paulo, indicado por Paulo Maluf, e ministro das relações exteriores do governo Sarney. Olavo morreu em 2008. O Itaú doou um milhão de reais para a campanha de Marina Silva em 2010 (leia mais aqui).

Em agosto de 2013 – portanto, no governo Dilma Rousseff – a Receita Federal autuou o Itaú Unibanco. Segundo a Receita, o Itaú deve uma fortuna em impostos. Seriam R$ 18,7 bilhões, relativos à fusão do Itaú com o Unibanco, em 2008. O Itaú deveria ter recolhido R$ 11,8 bilhões em Imposto de Renda e R$ 6,8 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. A Receita somou multa e juros.

R$ 18 bilhões é muito dinheiro. É difícil imaginar que a Receita tirou um valor desse tamanho do nada. É difícil imaginar uma empresa pagando uma multa que seja um terço disso. Mas embora o economista-chefe do Itaú esteja hoje no jornal dizendo que o Brasil viveu um primeiro semestre de “estagnação”, o Itaú Unibanco lucrou R$ 4,9 bilhões no segundo trimestre de 2014, uma alta de 36,7%. No primeiro semestre, o lucro líquido atingiu R$ 9,318 bilhões, um aumento de 32,1% em relação ao primeiro semestre de 2013. O Unibanco vai muitíssimo bem. E gera, sim, lucro para pagar os impostos e multa devidos – ainda que em prestações.

A autuação da Receita foi confirmada em 30 de janeiro de 2014 pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento. O Itaú informou que iria recorrer desta decisão junto ao Conselho Administrativo de Recursos fiscais. Na época da autuação, e novamente em janeiro, o Itaú informou que considerava  “remota” a hipótese de ter de pagar os impostos devidos e a multa. Mandei um email hoje para a área de comunicação do Itaú Unibanco perguntando se o banco está questionando legalmente a autuação, e pedindo detalhes da situação. A resposta foi: “Não vamos comentar.”

O programa de governo de Marina Silva, que leva a assinatura de Maria Alice Setúbal, merece uma leitura muito atenta, à luz de sua participação acionária no Itaú. Um ano atrás, em entrevista ao Valor, Neca Setúbal foi perguntada se participaria de um eventual governo de Marina. Sua resposta: “Supondo que Marina ganhe, eu estarei junto, mas não sei como. Talvez eu preferisse não estar em um cargo formal, mas em algo que eu tivesse um pouco mais de flexibilidade.”

Formal ou informal, é muito forte a relação entre Neca e Marina. Uma presidenta não tem poder para simplesmente anular uma autuação da Receita. Mas tem influência. E quem tem influência sobre a presidenta, tem muito poder também. Neca Setúbal já nasceu com muito poder econômico, que continua exercendo. Agora, pode ter muito poder político. É um caso de conflito de interesses? Essa é a pergunta que vale R$ 18,7 bilhões de reais.

Via http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri

Marina Silva: Discurso de nova política encobre projeto de poder de antigas oligarquias econômicas

por Helena Sthephanowitz, Rede Brasil Atual

Foi curiosa a entrevista de Maria Alice Setúbal, sócia e irmã do presidente do Banco Itaú, e ex-coordenadora da campanha de Marina Silva (PSB), para o jornalista Fernando Rodrigues, na Folha de S.Paulo de ontem (22). Apesar de deixar mais dúvidas do que esclarecimentos, em um ponto foi bastante explícita, ao falar de economia com o objetivo de tranquilizar o mercado financeiro.

Primeiro disse ter compromisso de dar independência ao Banco Central. Afirmou ainda que os economistas gurus de Marina dão aval ao mercado financeiro, por suas posições pró-mercado. Mesmo tendo banqueiros como André Lara Resende na equipe, e ela própria ser uma banqueira, ou, como diz a imprensa, herdeira, por não exercer cargos executivos, Neca Setúbal, como é conhecida, disse que falta acrescentar gente com perfil de operador do mercado, o que deve ocorrer ao longo da campanha.

Talvez o tal operador de mercado seja o irmão Roberto Setúbal, presidente do Itaú, ou, para não dar muito na cara, alguém indicado por ele. Já a candidata Marina Silva, afiada com o discurso dos banqueiros, promete Banco Central autônomo por lei.

As declarações preocupam, porque o conceito de independência do Banco Central leva à pergunta: independência de quem? Ou o presidente do Banco Central responde à nação, podendo a soberania popular demiti-lo através de seu representante eleito para presidência da República, ou responde apenas ao próprio mercado financeiro, cujo capital hoje é apátrida, globalizado e sem compromisso com nenhum projeto nacional.

Os países em desenvolvimento que estão sendo bem-sucedidos, em geral, mantêm controle estatal sobre o Banco Central. A entidade tem sua autonomia para fazer uma governança técnica, mas não foge à obrigação de ter de prestar contas e mostrar desempenho satisfatório à nação, e não apenas a corporações financeiras privadas.

A proposta de Marina Silva significa uma privatização do Banco Central, portanto privatização do próprio dinheiro, da gestão da dívida pública e das reservas. Os bancos privados, em vez de serem regulados pelo Banco Central, passariam a controlá-lo, e sabemos bem quais são os interesses que seriam saciados antes de tudo.

Por trás do discurso, mais teórico do que prático, sobre uma suposta nova política, Marina Silva carrega consigo todo o retrocesso de dar plenos poderes a antigas oligarquias econômicas que enriqueceram muito desde a ditadura e depauperaram o povo brasileiro através de políticas perversas de concentração de renda às custas da exploração do suor da maioria da nação.

Marina traz de volta toda a política econômica da chamada privataria tucana, que colocava no Banco Central a figura do operador de mercado que Maria Alice Setúbal sugere, e toda a nação tinha de entregar ao altar do mercado sua cota de sacrifício. Fez parte dessa cota a venda da Vale a preço de banana, de fatias da Petrobras da mesma forma, o arrocho nos salários e aposentadorias, a venda da Telebrás arrecadando menos do que o investido para “saneá-la”, a entrega dos bancos estaduais aos bancos privados e estrangeiros em vez de incorporá-los ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal.

Por pouco não foram entregues também estes dois bancos públicos, e geradoras de energia como Furnas e Eletrobrás. A volta da privataria em um governo de Marina assanha aqueles que querem concluir o serviço. E hoje a cobiça é muito maior, com a Petrobras tendo o pré-sal, e o Banco Central administrando reservas de US$ 380 bilhões. Imagine essa montanha de dinheiro público colocada nas mãos de operador de mercado privatista?

Marina fala de um suposto purismo político, mas no escurinho dos bastidores da campanha corre o mais sinistro toma lá dá cá que se pode considerar, que é com o chamado mercado.

Curiosamente, Maria Alice Setúbal deixou escapar em sua entrevista que já captou uma corrida de doadores de campanha querendo financiar a campanha de Marina. É a corrida do ouro.

AVIÃO DE EDUARDO: CAIXA 2 PODE DERRUBAR MARINA

Polícia Federal já investiga se o jato usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que desabou em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, foi comprado com o uso de recursos não contabilizados; como as despesas não foram declaradas na campanha do PSB, as contas poderão ser rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral; “Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico”, diz a advogada Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral; segunda ela, a própria Marina Silva pode ter a candidatura cassada; dificuldade do PSB é encontrar um dono para o avião, uma vez que o proprietário teria também que arcar com o custo de indenizações e danos materiais causados a terceiros

247 - O PSB e sua candidata Marina Silva terão que superar uma questão delicada caso pretendam alcançar voo de cruzeiro na corrida pela presidência da República. Trata-se de explicar a quem pertencia o avião usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que caiu em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, assim como a origem dos recursos para a aquisição.

Reportagem deste domingo dos repórteres Mariana Barbosa e Mário Cesar Carvalho na Folha de S. Paulo (leia aqui) revela que a Polícia Federal já investiga a hipótese de que a aeronave tenha sido comprada com caixa 2 de campanhas pelo PSB ou pelo próprio Eduardo Campos, através de laranjas. E o PSB terá que indicar, rapidamente, na prestação de contas quem doou a aeronave à sua campanha presidencial.

É aí que começam os problemas. O grupo AF Andrade, que tem a aeronave em seu nome e pertence a um usineiro quebrado do interior paulista, alega que a aeronave foi vendida a amigos de Eduardo Campos. O ex-piloto diz que toda a transação foi intermediada por Aldo Guedes, braço direito do ex-governador, que é casado com uma de suas primas e sócio em uma fazenda, além de ter sido nomeado para a presidência da empresa de gás – em Pernambuco, Guedes é também tido como tesoureiro informal do PSB.

Como os amigos de Campos não possuíam patrimônio declarado para comprar uma aeronave avaliada em R$ 18,5 milhões, a principal suspeita da PF é de caixa dois eleitoral. E o grande impasse é: quem irá se declarar proprietário da aeronave? Até porque o proprietário será responsável pelos danos materiais em Santos e pela reparação que terá de ser paga aos familiares das vítimas.

A tendência, no entanto, é que não apareça nenhum proprietário – o que inviabilizaria a prestação de contas do PSB. Ricardo Tepedino, advogado do grupo AF Andrade, assegura que a aeronave foi repassada aos amigos de Eduardo Campos, que, por sua vez, negam a operação.

As consequências disso podem ser muito negativas para a própria Marina Silva. “A doação precisa constar de um contrato, com a emissão de recibo eleitoral pela campanha”, diz Kátia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. “O contrato deve ser anterior à doação”. De acordo com a especialista em legislação eleitoral, “se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico”. A consequência, diz ela, seria a cassação da candidatura de Marina.

A grande dificuldade do PSB será convencer algum empresário ou amigo de Campos a assinar um contrato, que lhe daria também a obrigação de arcar com o custo de várias reparações.

(Brasil 247)

PSB diz que vai explicar jatinho de Campos. Tem de explicar não um, mas dois aviões ilegais

O candidato a vice de Marina Silva, deputado Beto Albuquerque,anunciou à imprensa que o PSB oferecerá todas as explicações sobre o avião cedido a Eduardo Campos por um empresa que, cheia de dívidas na praça e com seus bens indisponíveis, mesmo antes da decretação de seu processo de recuperação judicial, já estava judicialmente notificada que muitos dos seus bens estavam entregues ao Banco Safra, por descumprimento de pagamentos.

Mas o caso não para nesta empresa, a AF Andrade, uma família  de usineiros paulistas.

É preciso explicar o papel da tal Bandeirantes Companhia de Pneus, que nega ter arrendado o avião porque seu cadastro não foi aprovado.

Até porque este blog mostrou aqui a a Bandeirantes cedia outro jatinho – o Learjet 45 prefixo PP-ASV .que arrendou do Bank of Utah Trustee –antes que o fatídico Cesna PR-AFA que caiu em Santos ficasse à disposição do ex-candidato.

É preciso também que se esclareça a quem pertence esta empresa, que operava sob o nome fantasia de Magnum Tires, um grupo que operava em vários estados a importação de pneus usados, à base de liminares, quando o Governo Federal já proibira que trouxessem para o nosso país carcaças servidas de pneumáticos, que são lixo poluidor.

Este grupo operava o mesmo nome por outras empresas, além da Bandeirantes. No Espírito Santo, sob outro CNPJ, era a Líder . Só ela trouxe  quase 230 mil carcaças de pneus usados entre 2005 e 2006, dos Estados Unidos e da Austrália, nas contas do Ministério Público Federal. Na Paraíba, operam no mesmo endereço – junto com outra empresa, a First Nordeste, sob o nome de Elo Logística, numa localidade chamada Alhandra, próxima a João Pessoa e ao Porto de Cabedelo.

Estas empresas operavam sob liminares, porque o Governo Federal se opunha fortemente à importação, proibida aqui desde 1991 para que continuava, por força de decisões judiciais. Uma das integrantes do grupo – a Líder – ainda foi multada em 2006 pelo Ibama por não cumprir exigências de destinação do “lixo-pneu”.

A Magnum Tires, segundo o Portal da Propaganda,preocupada  em  melhorar seu perfil “ecológico” resolveu distribuir aqueles cartazes de modelos de biquini (ou menos) de borracharias usando a “Mulher Samambaia” do Pânico na TV.

Portanto, por mais que do ponto de vista formal, pela falta de transferência, os usineiros paulistas  possam responder pela propriedade do avião, está estabelecida uma conexão com empresários pernambucanos – um deles, Apolo Santana Vieira, processado por fraudar importações.

Este grupo não apenas negociou – não se sabe com que arranjos, mas se sabe que com a aprovação pessoal de Campos – a cessão do avião fatal como, antes, provia Eduardo Campos com um avião de sua propriedade, o Learjet PP-ASV.

Esperemos, porém, a explicações.

Por respeito, porque há mais indícios de irregularidades.

(Tijolaço)

O braço direito de Marina Silva é símbolo do que há de mais velho na política

Kiko Nogueira, Diário do Centro do Mundo

Se com Eduardo Campos a “nova política” de Marina Silva já era pouco sustentável, em sua carreira solo fica cada vez mais evidente que isso é uma miragem, especialmente com toda as velhas raposas que a cercam e que nos últimos dias se transformaram em seu núcleo duro.

Um dos pivôs — provavelmente o mais importante — do rompimento com o secretário geral do PSB, Carlos Siqueira, é Walter Feldman.

Siqueira e Marina bateram boca na quarta-feira, quando sua candidatura foi oficializada. Marina quis fazer mudanças na campanha e “trazer o Walter” para a coordenação.

Walter acabou com o cargo de coordenador adjunto (Erundina ficou com a posição) mas é conselheiro, braço direito, articulador, amigo, articulador financeiro.

Pode ser tudo, absolutamente tudo, menos novidade, menos revitalização ou algo que o valha. Ao contrário, é um político tradicional, com 30 anos de carreira sem brilho. Essa experiência, segundo um pessedebista histórico, lhe permitiu crescer dentro de uma estrutura amadora como a da Rede.

Formado em medicina, Feldman foi do PC do B e passou pelo PMDB antes de fundar o PSDB. Foi deputado estadual em 1998 e, entre os anos de 2000 e 2002, presidente da Assembleia Legislativa.

Em 2002, elegeu-se deputado federal e em 2005 assumiu uma secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Entre 2007 e 2012, foi secretário de Esportes, Lazer e Recreação do município de São Paulo. Chegava a aparecer de boné e skate.

Tem uma pendenga antiga com o governador Geraldo Alckmin. Ligado a Serra, liderou em 2008 uma ala tucana que apoiou a reeleição de Gilberto Kassab (que estava no DEM) para a prefeitura, preterindo Alckmin. Kassab, eu disse.

Em 2009, isolado, anunciou que ia sair do PSDB. Acabou enviado a Londres como titular de uma secretária inventada para ele, a de Grandes Eventos. Passou seis meses lá, segundo ele mesmo para estudar a Olimpíada e ver que lições poderiam ser úteis a São Paulo. Lembrando que os Jogos serão no Rio.

 

Kassab tentou mantê-lo na Inglaterra. Feldman voltou no ano seguinte feliz com Geraldo e com seu partido, que estava “oxigenado”. Em 2011 estava fora.

Em três décadas de vida pública, é difícil citar algo com sua assinatura, na cidade ou no estado. No plano das ideias, o panorama fica mais turvo.

Mas seu nome esteve envolvido no escândalo de formação dos carteis para a compra de trens. Foi citado num relatório do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer.

Antes disso, foi mencionado na Operação Castelo de Areia, uma investigação da Polícia Federal sobre evasão de divisas, lavagem de dinheiro e caixa 2. Documentos listavam doações da construtora Camargo Corrêa a vários políticos. Feldman aparecia com 120 mil dólares recebidos entre 13 de janeiro e 14 de abril de 98. Ele se indignou com a menção.

Marina mesma o defendeu no caso do chamado trensalão. Em 2013, declarou que Feldman não tem medo das acusações. “Ele próprio quer ser investigado”, afirmou.

A jogada ousada de Walter Feldman, de se arriscar aos 60 anos na Rede, acabou tendo uma mãozinha do destino — se você quiser chamar assim — quando o avião caiu em Santos.

Agora, merece um pirulito de açaí quem acredita que Walter Feldman se aproxima remotamente de algo parecido com a renovação que Marina Silva apregoa ininterruptamente. Sua presença é, na verdade, um choque de realidade e um exemplo carcomido de sobrevivência política.

 

Serra e Feldman

“O maior estupro foi feito por Gilmar Mendes”, diz vítima de Abdelmassih

Kiko Nogueira, DCM

Algumas das mulheres estupradas pelo médico Roger Abdelmassih, preso no Paraguai, devem representar contra Gilmar Mendes na Corte Internacional.

Uma delas, ao recebê-lo no aeroporto, avisou, dirigindo-se às câmeras de TV: “Não tem ministro que vai tirar você daqui”. Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão pela Justiça criminal de São Paulo em novembro de 2010, acusado de 52 estupros de suas próprias clientes. Estava detido.

Gilmar, então presidente do STF, entendeu que ele deveria recorrer em liberdade da sentença porque não representava perigo. Já tinha o registro cassado, não podia mais exercer a profissão e, portanto, não teria como continuar cometendo o crime. No início de 2011, Abdelmassih era um foragido.

Gilmar é o mesmo que considerou “estranho” o episódio das doações feitas para pagar multas dos réus do mensalão. “Imagino que os militantes se disponham a cumprir alguns dias nos presídios”, disse, em resposta a uma carta de Suplicy.

Em matéria de estranheza, ele possui antecedentes. Concedeu habeas corpus a Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal no caso Satiagraha em 2008. Fez o mesmo com Cristina Maris Meinick Ribeiro, condenada por sumir com o processo de sonegação fiscal da Receita Federal contra a Globo.

Em maio de 2010, o habeas corpus de Abdelmassih fora negado pela ministra Ellen Gracie. Gilmar, porém, cravou que não havia elementos “concretos e individualizados, aptos a demonstrar a necessidade da prisão cautelar do ora paciente”.

A escritora Teresa Cordioli, vítima do médico nos anos 70, não perdoa o juiz. “O maior estupro foi feito pelo Gilmar Mendes, que o soltou. Aí nós criamos mais força na busca”, disse.

Gilmar nunca se manifestou sobre o episódio Roger Abdelmassih.

As cabeças por trás das campanhas de Dilma, Marina e Aécio

As eleições de 2014 começaram a ganhar fôlego com o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Dilma, Marina e Aécio, segundo as pesquisas, despontam como os principais candidatos ao posto mais alto da nação.

Conheça, a seguir, os três principais nomes por trás de cada candidatura — com a ressalva de que a candidatura da ex-senadora Marina Silva, lançada oficialmente nesta quarta-feira, 20, ainda não definiu claramente os protagonistas de sua equipe, muito embora alguns nomes já despontem.

DILMA ROUSSEFF

Luiz Inácio Lula da Silva

Responsável pela indicação da candidatura de Dilma em 2010, o ex-presidente é o maior conselheiro de Dilma, segundo membros da campanha. Nas últimas semanas, os dois intensificaram os contatos e passaram a conversar diariamente. Discutem praticamente todos os temas da campanha: o noticiário, estratégias para a propaganda na TV e o tom que ela deve adotar em entrevistas e debates.

João Santana

O publicitário acompanha Dilma desde 2010, quando chefiou sua campanha vitoriosa à Presidência. Desde então – e a exemplo de papel que exerceu no segundo mandato do ex-presidente Lula – Santana participa inclusive de decisões do governo, opinando sobre os nomes de políticas públicas. Coordena a campanha na TV e ajuda a elaborar todos os discursos da candidata. Também opina sobre suas roupas e maquiagem.

Giles Azevedo

Assessor de Dilma há mais de 20 anos, desde que trabalharam juntos no governo do Rio Grande do Sul, o geólogo deixou em março a chefia de gabinete da Presidência para se dedicar exclusivamente à campanha. Em 2010, ele cuidou da agenda de Dilma na disputa; desta vez, passou a dividir as decisões com a cúpula da equipe. É discreto e conta com a total confiança da presidente.

MARINA SILVA

Walter Feldman

Amigo de Marina, o deputado federal paulista é considerado o principal articulador político da candidata. Como a ambientalista, ele esperava a criação da Rede Sustentabilidade para se filiar ao partido, mas acabou aderindo ao PSB de última hora. É médico e foi um dos fundadores do PSDB

Sérgio Xavier

Um dos fundadores do Partido Verde em Pernambuco e ex-secretário de Meio Ambiente no Estado, Xavier era – nas palavras de um aliado de Marina – o principal elo entre a ex-senadora e Eduardo Campos no início da campanha, tendo ajudado a construir a aliança entre os dois. O desempenho lhe rendeu prestígio tanto no PSB quanto na Rede, e espera-se que Xavier assuma papel chave na campanha.

Eduardo Gianetti da Fonseca

Principal assessor da candidata na área econômica, o ex-professor do Insper é a maior aposta da chapa para amenizar a resistência a Marina entre empresários. Giannetti tem discursado em eventos e dado entrevistas sobre como a ambientalista lidaria com a economia. Caso ela vença, é cotado para assumir o ministério da Fazenda.

AÉCIO NEVES

Andréa Neves

Chamada por um assessor de “crânio da comunicação” da campanha, a irmã mais velha de Aécio o acompanha desde que ele assumiu o governo de Minas Gerais pela primeira vez, em 2003. Jornalista, ela jamais disputou eleições ou ocupou cargos expressivos nas gestões de Aécio, mas é considerada sua principal estrategista e confidente.

Antonio Anastasia

Vice de Aécio em seu último mandato no governo de Minas (2006-2010), era tido como o braço direito do tucano e um dos principais executores do “choque de gestão”, política de corte de gastos que o mineiro apresenta como cartão de visitas. Com o fim do mandato de Aécio, venceu a eleição para governador e ocupou o cargo até 2014. Agora é candidato ao Senado.

Fernando Henrique Cardoso

Escanteado nas últimas campanhas do PSDB à Presidência, o ex-presidente voltou a exercer papel relevante na atual disputa, reunindo-se com Aécio com frequência para aconselhá-lo e discutir os rumos da campanha. FHC também atua nos bastidores para aplacar resistências contra Aécio na ala paulista do PSDB.

com João Fellet, BBC

Blogueiro de Veja critica Míriam Leitão e depois remove texto

Editor de Veja pediu para Rodrigo Constantino remover coluna em que criticava Míriam Leitão (Pragmatismo Político)

Rodrigo Constantino foi obrigado a tirar do ar uma coluna em que criticava a jornalista Miriam Leitão.

Em entrevista a Luiz Cláudio Cunha, Miriam contou como foi torturada durante a ditadura militar (veja aqui). Em sua coluna, Constantino escreveu uma resposta:

“Acho, como já disse, que Miriam tem todo direito ao seu pedido de desculpas. Se sofreu o que diz mesmo, nada justifica isso. É uma postura covarde daqueles militares envolvidos. Mas ela não era uma heroína. Não era uma jovem democrata que defendia a liberdade. Era uma comunista, do PCdoB, entoando hinos marxistas e usando como símbolo a foice e o martelo.

Se essa turma tivesse logrado sucesso naquela época, o Brasil hoje seria uma imensa Cuba, algo que ainda não nos livramos justamente porque os comunistas ainda existem, sob o manto de bolivarianismo ou socialismo do século 21. Portanto, cabe perguntar: e o seu pedido de desculpas, Miriam, não teremos?”

VEJA TAMBÉM: “Você é realmente inútil”, diz integrante do Porta dos Fundos para cantor Roger

No dia seguinte, ele postou em sua página no Facebook as razões que o fizeram dar sumiço no texto.

“A pedido do editor da Veja.com, retirei do ar. (…) Ainda acho que ela deveria fazer um reconhecimento público de que não lutava por democracia e não era uma heroína, mas faço isso em outra ocasião…”

Piada internacional

Entre as paranoias recentes envolvendo o blogueiro de Veja, a que mais chamou a atenção foi a teoria sobre o “2014” em cor vermelha no logo da Copa do Mundo. De acordo com Constantino, tratava-se de uma propaganda subliminar socialista em ano eleitoral. O periódico norte-americano Los Angeles Times debochou da publicação e o caso virou piada internacional.

Matheus Sathler: Candidato homofóbico do PSDB causa revolta e vergonha alheia

Defensor da polêmica proposta sobre a criação de um “kit macho” nas escolas públicas brasileiras, o candidato a deputado federal pelo PSDB Matheus Sathler, de Brasília, usa a internet para ampliar o diálogo com os eleitores. Na rede, ele diz que a “desestrutura familiar” leva mulheres a trabalhar fora e que analisa projeto de lei “anti gay” vindo da Rússia. No horário eleitoral desta sexta-feira (22/8), ele chamou atenção, na TV, para as bandeiras da campanha.

O candidato publicou, no Facebook, foto junto a crianças: “a criançada já está sabendo que kit macho é ‘menino só pode gostar de menina e as meninas só de meninos’”. Sathler também se diz contra a presença de mulheres e homossexuais nas forças armadas e policiais. A realidade de mulheres que trabalham fora de casa “deve ser corrigida nas próximas gerações”, de acordo com ele.

Em vídeo publicado no Youtube, o candidato explica que registrou em cartório as principais promessas de campanha, como doar metade dos vencimentos, se eleito, para trabalhos de recuperação de “crianças vítimas do estupro pedófilo homossexual”. “Kit macho” e “kit fêmea” são outras promessas registrada, segundo o vídeo.

Constrangimento no PSDB

As declarações radicais e homofóbicas constrangeram o PSDB. O presidente regional da sigla no DF, Eduardo Jorge, disse que vai proibir Matheus Sathler de usar o horário da legenda para defender essas propostas. “Ele disse umas bobagens, foi chamado pelo partido e se retratou. Já dissemos que retiraríamos a candidatura dele se essa situação persistisse”, afirmou. “A posição do PSDB é de tolerância e de respeito”, garantiu o tucano. O candidato ao Governo do DF, Luiz Pitiman, afirmou que não conhece Matheus Sathler nem tem informações sobre as propostas apresentadas durante o horário eleitoral.

Diretor do Grupo Elos LGBT, Evaldo Amorim disse que vai acionar a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais para enviar uma carta de repúdio ao PSDB. “Esse discurso é um retrocesso na construção de uma sociedade mais igualitária. É absurda essa história de cartilha para ensinar menino a gostar de menina, as coisas não funcionam assim. A orientação sexual é inerente ao ser humano”, acrescenta o militante.

com Correio Braziliense

Sony diz que vai processar Tiririca por parodiar Roberto Carlos: ‘Afronta’

Paródia de Tiririca rende processo (Pragmatismo Político)

A Sony diz que vai processar o deputado federal Tiririca por violação de direito autoral, devido à paródia que o candidato a reeleição fez da música “O portão”, de Erasmo e Roberto Carlos, em sua campanha. O advogado da editora musical, José Diamantino, disse ao G1nesta quinta-feira (21) que enviou uma notificação a Tiririca para pedir a suspensão do uso, mas não recebeu resposta. Ele considerou o ato uma “afronta”.

O advogado do partido de Tiririca, PR, Ricardo Vita Porto, diz que a campanha de Tiririca está “espantada” com a reação da editora e não considera que houve exploração indevida de direitos autorais. Ele afirmou que a versão da música “é uma paródia, o que é liberado pela lei”.

No vídeo divulgado na TV na terça-feira (19) e nesta quinta, Tiririca se veste como Roberto Carlos e canta: “Eu votei, de novo vou votar. Tiririca, Brasília é seu lugar” (com a melodia da música “O portão”). Na propaganda eleitoral, Tiririca está sentado em uma mesa de refeição e mostra um bife, em referência ao comercial da empresa Friboi, que foi estrelado por Roberto Carlos. “Que bifões, bicho”, diz o comediante e político.

Paródia
“Ninguém é obrigado a ajudar nenhum político e nem ter sua obra intelectual ligada a uma campanha. Pensamos que após a notificação, o candidato pediria desculpas, mas não foi o que aconteceu. Diante da afronta, está tomada a decisão de entrar com o processo”, disse José Diamantino.

A Lei de Direito Autoral diz que “são livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária”. O advogado da Sony argumenta: “A lei permite a paródia em um contexto de comédia, em um circo ou em um programa de humor. Na medida em que uma pessoa usa a música adaptada para promover uma marca ou um candidato, o caso é diferente.”

O advogado do partido de Tiririca discorda da editora. “Não associamos ninguém à campanha neste caso, está claro que é uma imitação. Quem assiste não confunde, não acha que é o Roberto Carlos que está falando. É uma paródia, permitida pela Lei de Direitos Autorais, e não a utilização da música integral de Roberto Carlos”, diz Ricardo Vita Porto.

Fora do YouTube
José Diamantino enviou uma notificação ao YouTube denunciando o uso indevido da música no vídeo que estava publicado no site. O YouTube tirou o vídeo do ar na quarta-feira (20), e indicou na página a reivindicação de direitos autorais da EMI (a editora é atualmente parte do grupo de edição musical controlado pela Sony).

Segundo o advogado da editora, também pode caber neste caso, além da exigência de suspensão da música por violação de direitos autorais, um pedido indenização por danos morais a Roberto Carlos. Mas ele disse que a Sony ainda vai consultar Roberto Carlos sobre este possível pedido. O cantor está em viagem internacional, para divulgação no mercado latino da música “Ese tipo soy yo”, e ainda não se pronunciou sobre o caso.

(Rodrigo Ortega, G1 SP)

Neca ou Marina para a Presidência?

Marina Silva e Neca Setúbal (Pragmatismo Político)

Madrinha de Marina Silva, Maria Alice Setubal, a Neca, coordenadora do programa de governo do PSB, minimiza a falta de experiência da candidata e sinaliza aproximação com o mercado.

Em entrevista à Folha, a banqueira fala em nome de Marina afirma que a presidenciável manterá os compromissos feitos anteriormente por Eduardo Campos a respeito de conceder autonomia formal, por lei, ao Banco Central. Diz que, ao longo da campanha, mais economistas “estarão se aproximando”.

Abaixo, a análise do jornalista Paulo Moreira Leite sobre a participação de Neca Setúbal na candidatura de Marina Silva.

Paulo Moreira Leite

Na década de 1960, quando o embaixador norte-americano Lincoln Gordon dava seguidas e constrangedoras demonstrações de poder junto aos generais que tentavam dar a impressão de mandar no Brasil após o golpe militar, o jornalista Paulo Francis cunhou uma frase que ficou famosa: “chega de intermediários. Lincoln Gordon para presidente.”

Sessenta anos se passaram e o Brasil mudou bastante desde então. Morto em 1997, o próprio Paulo Francis tornou-se um barítono da direita brasileira, servindo de mestre para um conservadorismo que não conseguia renovar-se por si próprio.

O país se democratizou, os brasileiros fizeram uma constituição democrática e, dentro de poucas semanas, irão votar para presidente pela sétima vez consecutiva, em ambiente de paz e plena liberdade de expressão — isso nunca aconteceu na república brasileira, em período algum.

Com um histórico de desigualdade e exclusão, na última década o país conseguiu avanços memoráveis na luta contra a pobreza, por uma melhor distribuição de renda. É inegável.

Mas nem tudo se modificou, como mostra Fernando Rodrigues, na Folha de hoje.

A entrevista de Maria Alice Setúbal, a herdeira do Itaú, que, manda a tradição aristocrática brasileira, prefere ser tratada em público como Neca, apelido familiar, é um assombro.

Educadora, por profissão, Neca é, também, bilionária por herança. É uma conversa sem rodeios nem inibições. Desde a confirmação da candidatura Marina, a herdeira do Itaú foi confirmada como coordenadora do programa de governo.

Lembra de Antonio Palocci, que teve um papel essencial na estruturação do governo Lula, depois da vitória de 2002, inclusive com a Carta ao Povo Brasileiro? Seu lugar no organograma era o mesmo. Imagine o poder de Neca.

Maria Alice fala do ponto mais importante: autonomia do Banco Central, medida que, nós sabemos, concentra o ponto fundamental da campanha de 2014 — permitir ao sistema financeiro recuperar o controle absoluto da política econômica, definindo a taxa de juros conforme análises e projeções de instituições privadas que atuam no mercado.

Nós sabemos que, hoje, o governo Dilma procura manter a inflação sob controle e tem obtido vitórias importantes — há quatro meses os preços estão em tendência de queda e as projeções indicam um movimento semelhante no próximo levantamento. Apesar disso, o governo não abre mão de proteger os salários e de tomar toda medida a seu alcance para manter o desemprego, em seu mais baixo nível da história. Isso só é possível porque, mesmo sem dar ordens ao Banco Central, a presidência da República tem o poder de indicar e demitir seu presidente.

A autonomia do BC é a senha para se mudar isso. Em vez de deixar a política econômica em mãos de tecnocratas que respondem a uma autoridade eleita, o que se quer é dar independência aos diretores do banco, que passam a ter mandato e assim por diante. Independência de quem? Das autoridades que de uma forma ou outra expressam a soberania popular.

Eduardo Campos já havia se declarado a favor da autonomia do BC, postura que causou espanto nos aliados que recordavam a herança do avô Miguel Arraes. Marina disse na época que não era favorável. Parecia resistir. “Enfim”, concordou, explica Maria Alice, esclarecendo que se quer definir o assunto em lei.

Criado pela ditadura militar, o Banco Central brasileiro guarda uma peculiaridade em comparação com originais estrangeiros. O Federal Reserve Americano, por exemplo, tem o dever de defender a moeda do país — e o emprego dos cidadãos. Essa missão com duas finalidades está lá, em mármore, na porta da instituição. No Brasil, não há referência ao emprego. Outros tempos, outros governos. Entendeu, né?

A coordenadora Maria Alice não é uma eleitora qualquer, cujo voto representará 1/100 milhões na eleição. O Itaú é um gigante com US$ 468 bilhões de ativos em 2013. É um número respeitável por qualquer padrão, inclusive internacional. Numa lista com os 15 maiores bancos dos Estados Unidos, o Itau fica a frente de nove em ativos. Mas não é só.
Se você comparar a rentabilidade sobre o patrimônio, o banco da coordenadora da campanha de Marina supera mesmo os maiores bancos da maior economia do planeta. Diz a consultoria Econométrica que em 2013, o Itaú teve um rendimento da ordem de 16,70% sobre o patrimônio, algo perto de US$ 70 bilhões, só no ano.

Só para você ter uma ideia, o US Bancorp, mais lucrativo banco dos Estados Unidos, teve uma rentabilidade de 15,48%. Os maiores bancos dos EUA estão longe de exibir um desempenho comparável ao Itaú, no entanto.O Morgan, com um patrimônio mais de quatro vezes maior do que o Itau, teve um rendimento 50% menor, em termos relativos. O rendimento do Citi, três vezes maior, teve um rendimento de equivalente a um quatro daquele auferido pelo Itau, em termos proporcionais.

O Itau não é o único banco brasileiro nessa posição. Bradesco e Banco do Brasil sobrevivem em ambiente muito parecido. A diferença é que os concorrentes não colocaram uma herdeira no comando de uma campanha presidencial, o que dá um grau de proximidade particularmente perigosa.

O Banco Central que a coordenadora Maria Alice quer autônomo já define, hoje, a taxa básica de juros e isso explica a força do setor financeiro no país. Caso essa situação seja colocada em lei, a situação ficará ainda pior.

Protegidos por uma taxa de juros que já foi muito mais alta no governo de Fernando Henrique Cardoso, mas segue uma das maiores do mundo, os bancos crescem e engordam recebendo rendimentos pelos títulos do governo. Com os lucros do rentismo, os bancos não tem necessidade de emprestar ao empresário nem ao consumidor, atividade que está na razão de sua existência, no mundo inteiro. A taxa média anual de juros nos empréstimos bancários, em 2013, foi de 27,3% no Brasil. Uma barbaridade. Só em Madagascar (60) e Malawi (46%) esse ganho foi maior. No Canadá ficou em 3%. Na China, em 6%. Na Italia, em 5,1% e na Suíça, 2,6%. Nos Estados Unidos, ficou em 3,2%, ou oito vezes menor do que no Brasil. Na Inglaterra, ficou em 0,50%, mais quarenta vezes menor.

Dá para entender, assim, a desenvoltura de Maria Alice Setubal.

Pode parecer arrogância, mas não é isso. É pura expressão de uma realidade política profunda. Alguém reclamava na França do Século XVII quando o Rei Sol dizia que “o Estado sou eu?” Era natural, vamos combinar.

Sem demonstrar inibições maiores, a herdeira do Itau faz críticas diretas ao estilo de Dilma Rousseff. Avançando num argumento que reúne varias camadas de preconceito, nem sempre invisíveis, falou que a presidente exerce uma “liderança masculina.” Vinte e quatro horas depois que a candidatura de Marina provocou a saída de dirigentes históricos do PSB da campanha, ela achou conveniente definir Dilma como “desagregadora”.

Marina trouxe uma representante do 1% do PIB mundial para o comando de sua campanha.

É aquela turma que atua por cima dos estados nacionais e tem ligações frágeis com as respectivas populações porque seu horizonte é o mercado global. Como se aprende com o Premio Nobel Joseph Stiglitz, são esses interesses que impedem uma recuperação firme após a crise de 2009. O povo foi a rua em várias versões de ocupação e nada acontece. O 1% não quer e não deixa.

As grandes instituições financeiras seguem dando as cartas do jogo, mesmo depois de suprimir 60 milhões de empregos e destruir o futuro de várias gerações de trabalhadores.

O que a turma de 1% quer é eliminar o Estado de Bem-Estar Social aonde existe, ou impedir seu crescimento, ande está para ser construído. Isso porque ele funciona como uma garantia contra a reconcentração de renda e preservação dos direitos democráticos, que nem sempre comovem os mercados. Em alguns países do mundo, a força destruidora da crise não fez seu trabalho. Um deles é o Brasil, onde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva se recusou a tomar medidas que criariam uma Grécia infeliz e sem futuro na América do Sul. Vem daí a campanha de ódio contra seu governo e contra sua sucessora.

É isso e apenas isso.

PSOL e PSDB unidos em Alagoas

Candidato a governador pelo PSol, Mário Agra, afirmou que “todo apoio é bem vindo”, ao ser questionado sobre o apoio declarado pelo candidato Júlio Cezar, do PSDB, à candidata a senadora Heloísa Helena (PSol). Apesar de reconhecer o apoio, Agra ressaltou que existem diferenças ideológicas e disse que, por esta razão, essa aliança “não é natural”

A manifestação do candidato tucano simboliza, na prática, o apoio do grupo ligado ao governador Teotônio Vilela à candidata do PSol, configurando uma espécie de “aliança-branca” entre os governistas e o partido socialista.

O PSol é um partido que se autoproclama de linha ideológica à esquerda. Já o PSDB, atualmente, representa a antítese dessa corrente. Em Alagoas, os tucanos têm ligação com classes produtoras de açúcar e álcool, tendo inclusive usineiros filiados ao partido, como o governador Teotônio Vilela.

A aliança, agora exposta publicamente, apesar de surpreender nos meios políticos, era comentada nos bastidores.

O anúncio da “aliança” se dá após a desistência de Eduardo Magalhães, então representante tucano que estava candidato ao Senado.

Com a saída de Magalhães, os tucanos foram liberados por Vilela para apoiar candidaturas de outras coligações.

Júlio Cezar anunciou nessa quinta-feira o apoio e disse que apoiará a candidata “de coração”, mas não detalhou o tipo de suporte que será dado para a candidata. “Não sei de que forma posso ajudá-la, mas, que irei sim fazer os esforços que forem possíveis para aqueles que me acompanham”.

com informações de Gazeta Web e 247

 

Regino Pinho assume Superintendência Regional da Funasa

Regino Pinho, funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal, assumirá nesta quinta-feira, durante ato marcado para as 19 horas, o cargo de superintendente regional da Fundação Nacional da Saúde (Funasa).

A solenidade, que promete ser das mais concorridas e contando com a presença de petistas, lideranças de movimentos populares e parlamentares, ocorrerá no auditório da sede da Funasa, que fica na avenida Santos Dumont, 1890 – Aldeota.

(Blog do Eliomar de Lima)

Datafolha mostra Eunício Oliveira com 47%, Camilo com 19% e Eliane Novais com 7%

O senador Eunício Oliveira (PMDB)lidera a primeira rodada da pesquisa O POVO/Datafolha com 47% das intenções de voto na disputa pelo Governo do Ceará na consulta estimulada. Em segundo lugar, aparece Camilo Santana (PT),candidato do governador Cid Gomes (Pros), com 19%.

No mesmo levantamento, Eliane Novais (PSB) está com 7% e Ailton Lopes (Psol) com 4%. Com este resultado, se a eleição fosse hoje, Eunício seria eleito governador do Ceará no 1º turno. O levantamento revela ainda que 13% dos eleitores estão indecisos e 10% não pretendem votar em nenhum dos candidatos.

A primeira rodada da pesquisa O POVO/Datafolha foi realizada em parceria com o jornal Folha de S. Paulo e ouviu 1.108 eleitores em 41 municípios do Ceará entre a última segunda-feira (11) e ontem. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números CE-00013/2014 e BR-00356/2014.

REJEIÇÃO – Além de liderar as intenções de voto, o candidato do PMDB também aparece com a menor taxa de rejeição, com 16%. Neste tipo de pesquisa, os eleitores são questionados sobre qual candidato não receberia seu voto de jeito nenhum. Camilo tem a maior taxa, com 30%. Ele é seguido por Eliane Novais, com 28%, e Ailton Lopes, com 26%.

Na pesquisa espontânea, 61% dos eleitores disseram não saber em quem vão votar. Diferentemente da pesquisa estimulada, nesse tipo de consulta não é apresentada a lista dos candidatos aos entrevistados. Por isso, a espontânea é considerada pelos analistas como a pesquisa que aponta o percentual de eleitores que tem voto mais consolidado.

Entre os concorrentes, Eunício lidera o quesito com 17% das citações. Ele é seguido por Camilo, com 7%. Apesar de não participar da disputa, o governador Cid Gomes (Pros) foi citado por 3% dos entrevistados. Eliane Novais somou 1% na espontânea; enquanto Ailton não pontuou.

Esta é a primeira pesquisa de uma série contratada pelo O POVO e a Folha de S. Paulo. Ela baliza a situação dos candidatos na primeira fase da campanha. A partir da próxima terça-feira (19), a campanha deve entrar em novo momento, com o início do Horário Eleitoral Gratuito de rádio e TV.

METODOLOGIA
A pesquisa O POVO/Datafolha é levantamento estratificado por sexo e idade, com sorteio aleatório entre eleitores do Ceará com 16 anos ou mais. Entre a última segunda-feira, 11, e ontem, foram entrevistados 1.108 eleitores em 41 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isto significa que se fossem realizados 100 levantamentos com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números CE-00013/2014 e BR-00356/2014.

(Carlos Mazza, O Povo)

PSB pode substituir candidatura de Eduardo Campos pela de Marina Silva

Foto: divulgação/facebook Eduardo Campos

De acordo com a Justiça Eleitoral, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) pode manter o pleito eleitoral em 2014, substituindo a candidatura de Eduardo Campos em virtude de seu falecimento.

Pelas regras eleitorais, não é obrigatório que o novo candidato seja a vice Marina Silva. O partido pode escolher qualquer pessoa filiada ao partido, de acordo com os requisitos de elegibilidade. A escolha do substituto, segundo o TSE, será feita de acordo com as normas estabelecidas no estatuto do partido político a qual pertence o substituído. O requerimento deve ser feito até 20 dias antes do pleito.

 

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), art. 61. “é facultado ao partido político ou à coligação substituir candidato que tiver seu registro indeferido, inclusive por inelegibilidade, cancelado ou cassado, ou, ainda, que renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro (Lei nº 9.504/97, art. 13, caput; LC nº 64/90, art. 17; Código Eleitoral, art. 101, § 1º)”.
Morte de Eduardo Campos
O candidato do PSB à presidência da República, Eduardo Campos, estava à bordo do avião que caiu em São Paulo na manhã desta quarta-feira, 13. Campos não sobreviveu ao acidente.

Confira o que estabelece a Justiça Eleitoral:
CAPÍTULO VII

DA SUBSTITUIÇÃO DE CANDIDATOS E DO CANCELAMENTO DE REGISTRO

Art. 60. O partido político poderá requerer, até a data da eleição, o cancelamento do registro do candidato que dele for expulso, em processo no qual seja assegurada a ampla defesa, com observância das normas estatutárias (Lei nº 9.504/97, art. 14).

Art. 61. É facultado ao partido político ou à coligação substituir candidato que tiver seu registro indeferido, inclusive por inelegibilidade, cancelado ou cassado, ou, ainda, que renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro (Lei nº 9.504/97, art. 13, caput; LC nº 64/90, art. 17; Código Eleitoral, art. 101, § 1º).

§ 1º A escolha do substituto será feita na forma estabelecida no estatuto do partido político a que pertencer o substituído, devendo o pedido de registro ser requerido até 10 dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição (Lei nº 9.504/97, art. 13, § 1º).

§ 2º A substituição poderá ser requerida até 20 dias antes do pleito, exceto no caso de falecimento, quando poderá ser solicitada mesmo após esse prazo, observado em qualquer hipótese o prazo previsto no parágrafo anterior.

§ 3º Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá ser feita por decisão da maioria absoluta dos órgãos executivos de direção dos partidos políticos coligados, podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido político ao qual pertencia o substituído renuncie ao direito de preferência (Lei nº 9.504/97, art. 13, § 2º).

§ 4º Se ocorrer a substituição de candidatos a cargo majoritário após a geração das tabelas para elaboração da lista de candidatos e preparação das urnas, o substituto concorrerá com o nome, o número e, na urna eletrônica, com a fotografia do substituído, computando-se àquele os votos a este atribuídos.

§ 5º Na hipótese de substituição, caberá ao partido político e/ou coligação do substituto dar ampla divulgação ao fato para esclarecimento do eleitorado, sem prejuízo da divulgação também por outros candidatos, partidos políticos e/ou coligações e, ainda, pela Justiça Eleitoral, inclusive nas próprias Seções Eleitorais, quando determinado ou autorizado pela autoridade eleitoral competente.

§ 6º Nas eleições proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo pedido for apresentado até o dia 6 de agosto de 2014, observado o prazo previsto no § 1º deste artigo (Lei nº 9.504/97, art. 13, § 3º; Código Eleitoral, art. 101, § 1º).

§ 7º Não será admitido o pedido de substituição de candidatos às eleições proporcionais quando não forem respeitados os limites mínimo e máximo das candidaturas de cada sexo previstos no § 5º do art. 19 desta resolução.

§ 8º O ato de renúncia, datado e assinado, deverá ser expresso em documento com firma reconhecida por tabelião ou por duas testemunhas, e o prazo para substituição será contado da publicação da decisão que a homologar.

§ 9° A renúncia ao registro de candidatura, homologada por decisão judicial, impede que o candidato renunciante volte a concorrer para o mesmo cargo na mesma eleição.

Art. 62. O pedido de registro de substituto, assim como o de novos candidatos, deverá ser apresentado por meio do Requerimento de Registro de Candidatura (RRC), contendo as informações e documentos previstos nos arts. 26 e 27 desta resolução, dispensada a apresentação daqueles já existentes nas respectivas Secretarias, certificando-se a sua existência em cada um dos pedidos.

Art. 63. Os Tribunais Eleitorais deverão, de ofício, cancelar automaticamente o registro de candidato que venha a falecer, quando tiverem conhecimento do fato, cuja veracidade deverá ser comprovada.

Redação O POVO Online

Veja a repercussão da morte de Eduardo Campos

O ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, morreu nesta quarta-feira (13) após o jato em que estava cair em cima de uma casa em Santos, no litoral de São Paulo.

Campos, de 49 anos, participava de uma das agendas de campanha na cidade.

Veja o que disseram sobre a morte do político:

Aécio Neves (PSDB), candidato a presidente
“É com imensa tristeza que recebi a notícia do acidente que vitimou o ex-governador e meu amigo Eduardo Campos. O Brasil perde um dos seus mais talentosos políticos, que sempre lutou com idealismo por aquilo em que acreditava. A perda é irreparável e incompreensível. Neste momento, minha família e eu nos unimos em oração à  família de Eduardo, seus amigos e a milhões de brasileiros que, com certeza, partilham a mesma perplexidade e pesar.”

Eduardo Jorge (PV), candidato a presidente
“A campanha presidencial do PV está suspesa para os próximos dias. Esta perda é muito triste para o país. Eduardo Campos era uma liderança muito jovem e muito importante para o Brasil. Toda minha solidariedade à família”

Luciana Genro (PSOL), candidata a presidente, no Twitter
“Confirmação da morte de Eduardo Campos é uma tragédia terrível! Minha solidariedade a familia e amigos. Esta eleição se transformou em luto!”

Paulo Skaf (PMDB), candidato ao governo do estado de São Paulo
“O Brasil perdeu hoje um grande estadista, um homem público da maior qualidade, que exerceu a política com competência, honestidade e dedicação. Eu perdi um amigo, com quem tive a honra de conviver. Eduardo Campos foi um dos incentivadores de meu ingresso na política. Há cinco anos, iniciei minha trajetória política em seu partido, o PSB. Quero me solidarizar com sua família e seus amigos. Quero me solidarizar também com o povo de Pernambuco pela perda de seu grande líder.”

Michel Temer (PT), vice-presidente da República
“Não há palavras para descrever a tragédia que hoje se abateu sobre a política brasileira. Eduardo Campos era um político de princípios e valores herdados de sua família e levados com dignidade e honra por toda sua trajetória no Parlamento e no Executivo. Assim como todo o país, estou chocado com esse acidente e com as perdas para amigos e familiares. Que Deus dê conforto a seus filhos, a sua mãe, familiares e a tantos admiradores que deixou órfãos neste triste dia”

Cesar Maia (DEM-RJ), candidato ao Senado, no Twitter
“Triste e inacreditável. Candidato Eduardo Campos estava em avião que caiu em Santos”

Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul
“De qualquer forma, seja qual for o resultado, é uma tragédia humana e um grave problema para o processo político brasileiro. Todo mundo sabe que o Eduardo Campos é uma pessoa com muita representatividade e uma postura republicana muito respeitável. Então tem duas dimensões, seja qual for o resultado, é uma tragédia humana e uma tragédia política. Minha agenda está cancelada e retorno a Porto Alegre”

Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), prefeito de Salvador
“A política, o Brasil e o Nordeste perderam um dos seus representantes mais qualificados. Como deputado, governador e ministro, Eduardo Campos sempre trabalhou pelo desenvolvimento do Brasil. O Brasil está de luto. No pouco tempo de sua campanha à presidência, Campos apresentou propostas consistentes, demonstrando que ainda tinha muito a contribuir para o futuro do país. Ele estava sempre bem-humorado, era um grande contador de histórias. Deixo aqui o meu sentimento à família de Eduardo Campos, em especial à população de Pernambuco e do Nordeste.”

Marta Suplicy (PT-SP), ministra da Cultura
“O Brasil perde um grande político: jovem, dinâmico e competente. Eduardo Campos deixa uma lacuna nesta nova geração e o povo brasileiro sentirá falta de sua contribuição para um país melhor. Meu grande abraço a Renata e a toda família Campos”

Gleisi Hoffmann ‏(PT), senadora e candidata ao governo do Paraná, no Twitter
“Com pesar, recebi há pouco a notícia do falecimento de Eduardo Campos. Sempre muito triste ver alguém tão jovem (49) partir de maneira tão trágica. Neste momento diferenças políticas ficam em segundo plano. Me solidarizo e mando minhas orações para família e amigos.”

Jean Wyllys (PSOL), deputado federal, no Twitter
“Chocado com o acidente que vitimou Eduardo Campos. Um acidente em que morreram também outras pessoas! Meus pêsames às famílias!”

Ricardo Ferraço (PMDB-ES), senador, no Twitter
“Em estado de choque com o falecimento de Eduardo Campos.É uma tragédia q deixa o Brasil todo triste com a perda de um grande homem público”

Aloysio Nunes (PSDB-SP), senador, no Twitter
“Profundamente chocado com a morte do Eduardo Campos”

Alexandre Padilha (PT), candidato a governador em SP
“Infelizmente, acabei de ser avisado. Foi uma tragédia. O ex-governador Eduardo Campos foi meu colega de governo durante o governo do presidente Lula. Conheci muito a família, a esposa, os filhos. Decidi suspender qualquer outra agenda para que a gente possa ter mais informacões e dar conforto à familia e aos amigos”

Marco Feliciano (PSC), deputado federal, no Twitter
“Lamentável a tragédia ocorrida nesta manhã/SP, a queda da aeronave q conduzia o presidenciável Eduardo Campos. Que Deus conforte a família.”

José Agripino (DEM-RN), senador, no Twitter
“No aeroporto de Natal, ao lado de Aécio, estamos surpresos com a noticia da morte de Eduardo Campos. Agenda no RN e PB cancelada.”

Dalva Figueiredo (PT), deputada federal, no Twitter
“Lamentável a morte de Eduardo Campos na queda do avião do candidato a presidência pelo PSB. Quero transmitir meus sentimentos a toda família e amigos pela perda trágica na manhã desta quarta-feira de Eduardo campos.”

João Capiberibe (PSB-AP), senador
“Estamos ainda sob o impacto da tragédia, é muito difícil especialmente para mim que tenho com ele uma relação política há muitos anos, e uma relação pessoal com a família. É uma tragédia ver o líder do nosso partido, uma liderança fantástica, com uma trajetória brilhante, desaparecer em meio de uma campanha que tinha tudo para ser disputada. É dramático. Se me perguntarem o que estamos pensando para a campanha, estamos buscando conversar com outros companheiros de campanha e vamos aguardar as informações oficiais.”

Ana Rita (PT-ES), senadora, no Twitter
“Triste c/ a morte do presidenciável Eduardo Campos e assessores. Minha solidariedade aos familiares, amigos e integrantes do PSB/Rede”

Paulo Paim (PT-RS), senador, no Twitter
“Profundamente triste e chocado com a morte do grande líder e candidato a presidente da República pelo PSB Eduardo Campos #LUTO”

Marcelo Freixo (PSOL), candidato a deputado estadual no RJ, no Facebook
“A vida é tão rara”! Terrível a noticia da queda do avião com Eduardo Campos e comitiva. Toda solidariedade aos familiares e amigos”

Paulo Souto (DEM), candidato ao governo da Bahia, no Twitter‏
“Eduardo Campos deixa saudades por tudo que realizou e o muito que ainda realizaria. Ele nunca poupou o talento político que trazia no DNA”

Romero Jucá (PMDB-RR), senador, no Twitter
“Lamento a morte de Eduardo Campos. Uma grande perda para o Brasil. Minha solidariedade para a família”

Ana Amélia Lemos (PP), candidata a governadora do RS, no Twitter
“A morte de Eduardo Campos é uma tragédia para todos nós. A política brasileira perde um grande homem!”

Mario Covas Neto (PSDB), vereador, no Twitter
“Independente das convicções partidárias, lamento profundamente a morte de @eduardocampos40. Minha solidariedade a toda sua família.”

Izalci, deputado federal (PSDB-DF)
“O povo brasileiro assistiu à entrevista dele ontem [no Jornal Nacional], animado com a eleição. Isso pegou todo mundo de surpresa. Não só por ele, mas por todas as pessoas que foram vítimas do acidente. É lamentável. Era uma liderança nata, alguém que tinha muito para contribuir para o país.”

Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato a governador da PB, no Twitter
“O Brasil perde um extraordinário homem público. Perco um amigo. Impactado com a tragédia”

Paulo Salim Maluf (PP), deputado federal, no Twitter
“Meu amigo, neto de meu amigo e um jovem de valor que deixa um vazio enorme. Eduardo Campos que você nos dê força para encarar esta tragédia.”

Thiaguinho, cantor, no Twitter
“Muito triste e chocado com a notícia da morte do meu amigo Eduardo! Putz! Um grande amigo que a vida me deu… Vai com Deus, meu irmão!”

Robinho, jogador de futebol, no Twitter
“Muito triste o acidente que aconteceu aqui em Santos hoje. Sete pessoas, entre elas o candidato à presidência Eduardo Campos, faleceram. Ficam aqui o meu pesar pelas vítimas e a minha oração pelos familiares”

Marcelo Rubens Paiva, escritor, no Twitter
“Nossa! Tragédia triste. Pra família Arraes, pros amigos e pra política brasileira”

Banda Capypso, no Facebook
“Estamos chocados, pois perdemos um grande amigo, uma pessoa que sempre deu a maior força pra banda Calypso em Pernambuco. Um exemplo de ser humano e um grande político, que tinha propostas e grande potencial para a presidência do nosso país. Que Deus abençoe e conforte o coração de todos os familiares, estamos em oração por vocês!”

José de Abreu, ator, no Twitter
“Tragédia nacional”

Astrid Fontenelle, jornalista e apresentadora, no Twitter
“Não seria meu candidato, mas a vitalidade política dele era interessante. Minha solidariedade a família. Tantos filhos… RIP Eduardo Campos”

Xico Sá, escritor, no Twitter
“Pelo amor de Deus, querer saber o q muda na eleição em um momento triste como este! É hora d lamentar a tragédia e fazer silêncio respeitoso”

Rafael Cortez, apresentador e humorista, no Twitter
“Muito triste a morte do Eduardo Campos. Ainda mais nessas circunstâncias. Força aos que o amavam e ficam. Nosso respeito nessa hora”

Valesca Popozuda, cantora, no Twitter
“Coitado do Eduardo Campos. Que Deus conforte família e amigos dele nesse momento. Que Deus conforte a família de todas as vítimas envolvidas”

Tico Santa cruz, cantor, no Twitter
“A morte anda pregando peças… @eduardocampos40 estava no avião que caiu em Santos. Lamentável. Meus pêsames a família e aos próximos”

Christine Fernandes, atriz, no Twitter
“Uma perda: jovem, bom articulador e pai de 5 filhos. Dá tristeza, sendo ou não seu candidato de escolha RIP #EduardoCampos #Eleições2014”

Marcelo Tas, apresentador, no Instagram
“Meus sentimentos à familia e amigos de Eduardo Campos #Luto #JovemDemais #PE”

(G1 São Paulo)

Eduardo Campos morreu no mesmo dia do avô Miguel Arraes

Em 1987, Eduardo Campos (esq.) deixa a casa do deputado Ulysses Guimarães em São Paulo ao lado de seu avô, o então governador do Pernambuco, Miguel Arraes (centro) (Foto: Newton Aguiar/Estadão Conteúdo/Arquivo)

O candidato a presidente do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morreu na manhã desta quarta-feira (13) após a queda do jato particular em que viajava em um bairro residencial em Santos, no litoral paulista. Campos tinha 49 anos e morreu no mesmo dia que seu avô, Miguel Arraes, que também foi governador de Pernambuco. Arraes morreu de infecção generalizada em 13 de agosto de 2005.

Miguel Arraes de Alencar, de 88 anos, nasceu em Araripe, no Ceará. Filho de pequenos agricultores, estudou direito no Rio de Janeiro, mas concluiu o curso no Recife. Começou a carreira política em 1947, como secretário da Fazenda de Pernambuco. Três anos depois, foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático.

Assumiu novamente a secretaria da Fazenda em 1959 e, no mesmo ano, venceu as eleições para a prefeitura do Recife. Miguel Arraes chegou ao governo de Pernambuco em 1962, com o apoio do partido comunista brasileiro. Ele foi responsável, por exemplo, pelo acordo do campo, uma negociação entre os cortadores de cana de açúcar e os usineiros, que criou um salário acima do mínimo para os trabalhadores rurais.

Em 1964, Arraes foi cassado e preso pelos militares e se exilou na Argélia. Só voltou ao Brasil em 1979 com a lei da anistia. Em 1982, foi eleito deputado federal. Quatro anos depois, governador de Pernambuco, pela segunda vez. Em 1990, deixou o PMDB e criou o Partido Socialista Brasileiro. De 1994 a 1998 governou o estado de Pernambuco, pela terceira vez.

(G1)

83 candidatos são indeferidos no Ceará

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) concluiu ontem o julgamento dos registros de candidatos apresentados dentro do prazo. Foram 83 indeferidos (rejeitados), 11 deles com base na lei da Ficha Limpa. A relação inclui os deputados estaduais Mirian Sobreira e Sineval Roque (ambos do Pros) e os ex-prefeitos Acélio Freitas (PRTB), de Acarape, e Fan Cunha (PTC), de Pacajus. Todos os 83 que tiveram registros negados poderão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. 

Em nota à imprensa, Miriam Sobreira, acusada de ter recebido doação acima do limite legal na campanha de 2010, se disse perseguida e ressaltou que foi inocentada na 1ª instância.

Outros nove candidatos cujos registros haviam sido impugnados (contestados) pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) foram liberados.

Entre eles estão os deputados estaduais Carlomano Marques (PMDB) e Dedé Teixeira (PT), o ex-deputado federal Eugenio Rabelo (PP), o ex-candidato a prefeito de Fortaleza Elmano de Feitas (PT), e os ex-prefeitos João Dilmar (SD), de Limoeiro do Norte, e George Valentim (PCdoB), de Maranguape. O MPE informou que recorrerá contra as decisões que os favoreceram.

 

Multimídia

 

Confira a lista completa dos 83 indeferidos:

http://bit.ly/oppo138

Candidatos barrados pelo TRE-CE

Em negrito, alguns dos nomes de maior destaque político

- Candidatos a deputado estadual
1. A Onde É (PTC)* – vereador de Fortaleza
Motivo: falta de quitação eleitoral

2. Acélio Freitas (PRTB) – ex-prefeito de Acarape
Motivo: desaprovação de contas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM)

3. Adelmo Aquino (SD)* – ex-prefeito de Alto Santo
Motivo: condenado pelo TRE-CE por abuso de poder

4. Agenor Ribeiro (PSDC)*
Motivo: desaprovação de contas pelo TCM

5. Aline Souza (PTC)
Motivo: menos de 21 anos na data da posse

6. Coronel Amarílio Melo (PEN)
Motivo: falta de quitação eleitoral

7. Ana Cleide (PDT)
Motivo: falta de documentação

8. Augusta Brito (PCdoB)* – ex-prefeita de Graça
Motivo: desaprovação de contas pelo TCM

9. Bá (PTC)* – vereadora de Fortaleza
Motivo: falta de documentação

10. Carine Nogueira (PTC)
Motivo: falta de documentação

11. Ciêr Marques (PRTB)*
Motivo: falta de documentação

12. Cláudio Júnior (PRTB)
Motivo: não comprovada filiação partidária

13. Djanira Mendes (PT)
Motivo: ausência de foto da candidata

14. Domingos Sávio (PMN)
Motivo: falta de documentação

15. Ednardo Rodrigues (PR)*
Motivo: falta de quitação eleitoral

16. Elano Ibiapina (PEN)
Motivo: falta de documentação

17. Eliezer Brauna (PTN)*
Motivo: falta de quitação eleitoral

18. Fan Cunha (PTC)* – ex-prefeito de Pacajus
Motivo: desaprovação de contas pelo TCM

19. Fátima Santos (PTC)
Motivo: falta de quitação eleitoral

20. Ferreira Neto (PSC)
Motivo: sem filiação partidária

21. Francisco da Padaria (PTC)
Motivo: falta de documentação

22. Gabriela Mesquita (PTC)
Motivo: falta de documentação

23. Gadelha Guerra (PTN)*
Motivo: sem filiação partidária

24. Geraldo Marinho (PSC)*
Motivo: sem filiação partidária

25. Gercina do Hospital (PPS)*
Motivo: desincompatibilização fora do prazo da função de servidora pública municipal

26. Getúlio Cavalcante (PEN)
Motivo: não prestação de contas de campanha

27. Irmão Martins (PRP)
Motivo: não prestação de contas de campanha

28. Isabel Fontenele (PEN)
Motivo: não comprovada desincompatibilização da função de servidora pública estadual

29. Jacques Albuquerque (PMDB)* – ex-prefeito de Massapê
Motivo: falta de quitação eleitoral

30. João Andrade (PHS)
Motivo: o nome não constou na ata da convenção

31. João Paulo Oliveira (PSC)
Motivo: sem filiação partidária regularizada

32. Jonh Monteiro (PTdoB) – vereador de Fortaleza
Motivo: falta de quitação eleitoral

33. Júlia Mendes (PRB)
Motivo: falta de quitação eleitoral

34. Lana Pires (PEN)
Motivo: falta de documentação

35. Léo Araújo (PPL)
Motivo: não foi intimado sobre o nome e não se manifestou

36. Liege Costa (PSC)
Motivo: falta de quitação eleitoral

37. Lucia Morais (PSL)
Motivo: falta de quitação eleitoral

38. Marcelo Vasconcellos (PDT)
Motivo: falta de quitação eleitoral

39. Marcos Aurélio (PSC) – vereador de Fortaleza
Motivo: falta de quitação eleitoral

40. Maria Estrela que Brilha (PTdoB)*
Motivo: não comprovada desincompatibilização do cargo de servidora pública municipal

41. Maria Salete (PP)
Motivo: falta de quitação eleitoral

42. Mazé Moura (PSDB)
Motivo: falta de documentação

43. Mirian Sobreira (Pros) – deputada estadual
Motivo: doação acima do limite de campanha

44. Nayara Silva (PRTB)
Motivo: falta de documentação

45. Oman Carneiro (PP)* – ex-deputado estadual
Motivo: falta de quitação eleitoral

46. Oriel Mota Filho (PTdoB)*
Motivo: falta de documentação

47. Pastor Barbosa Pontes (PSC)*
Motivo: sem filiação partidária

48. Professor Gilberto Freitas (PTN)*
Motivo: não prestação de contas de campanha

49. Professor Isaías (PEN)
Motivo: não comprovada desincompatibilização

50. Professor Magela (PP)
Motivo: falta de quitação eleitoral

51. Raimundinho Cordeiro (PSL)* – ex-prefeito de Russas
Motivo: desaprovação de contas pelo TCM

52. Renata Beatriz (PPL)
Motivo: falta de documentação

53. Rochinha (PTB)* – ex-prefeito de Horizonte
Motivo: desaprovação de contas pelo TCM

54. Roney Miranda (PTC)
Motivo: falta de documentação

55. Shirley Cavalcanti (PEN)
Motivo: falta de documentação

56. Sineval Roque (Pros)* – deputado estadual
Motivo: doação acima do limite em campanha

57. Sinval Jr. (PPS)
Motivo: falta de quitação eleitoral

58. Tia Hilda (PMN)
Motivo: falta de documentação

59. Tico Rocha (PDT)
Motivo: não comprovada desincompatibilização

60. Toinha Nunes de Sousa (PTC)
Motivo: falta de documentação

61. Valdez Souza da Silva (PV)
Motivo: não prestação de contas de campanha

62. Vera Mariano (PSC)
Motivo: não prestação de contas em 2012

63. Viana Soares (PTN)*
Motivo: desaprovação de contas de campanha

64. Wander Alencar (PTdoB)*
Motivo: falta de documentação

65. Wela Bastos (PTC)*
Motivo: não prestação de contas de campanha

66. Wilson Melo (PR)*
Motivo: sem filiação partidária

67. Zé Macedo (PTN)* – ex-presidente da Câmara Municipal de Grangeiro
Motivo:
desaprovação de contas de gestão

68. Zely Ramos (Psol)
Motivo: sem filiação partidária

- Candidatos a deputado federal
69. Ana Mirtes (PMDB)
Motivo: ausêndia de foto da candidata

70. Carlos Madeira (PSB)
Motivo: não comprovada filiação partidária

71. Edleide Silva (PRTB)
Motivo: falta de quitação eleitoral

72. Herlano Saboia (PSC)
Motivo: falta de quitação eleitoral

73. Idilva Barbosa (PTB)
Motivo: desincompatibilização fora do prazo

74. Josélia Chagas (PMDB)
Motivo: falta de documentação

75. Junior Rego (PDT)*
Motivo: o nome não constou na ata da convenção

76. Leonelzinho Alencar (PTdoB)* – vereador de Fortaleza
Motivo:
falta de quitação eleitoral

77. Luiz Jairo (PSDB)
Motivo: não prestação de contas de campanha

78. Maria Erbene (PTC)
Motivo: falta de documentação

79. Professor Elinaldo (Psol)*
Motivo: não prestação de contas de campanha

80. Professor Euclides Junior (PSB)
Motivo: não comprovada filiação partidária

81. Radialista Valmir Santos (PSD)
Motivo: o nome não constou na ata da convenção

82. Raimundo Angelim (PSB)
Motivo: desaprovação de contas pelo TCM

83. Solismar Lopes (PEN)
Motivo: falta de quitação eleitoral

Quais dos indeferidos foram barrados com base na lei da Ficha Limpa

- Candidatos a deputado estadual

Acélio Freitas (PRTB) – ex-prefeito de Acarape
Adelmo Aquino (SD)* – ex-prefeito de Alto Santo
Agenor Ribeiro (PSDC)*
Augusta Brito (PCdoB)* – ex-prefeita de Graça
Fan Cunha (PTC)* – ex-prefeito de Pacajus
Mirian Sobreira (Pros) – deputada estadual
Raimundinho Cordeiro (PSL)* – ex-prefeito de Russas
Rochinha (PTB)* – ex-prefeito de Horizonte
Sineval Roque (Pros)* – deputado estadual
Zé Macedo (PTN)* – ex-presidente da Câmara Municipal de Grangeiro

- Candidato a deputado federal

Raimundo Angelim (PSB)

* Candidato recorreu do indeferimento

Com informações do TRE-CE e do Ministério Público Eleitoral

POR 5 X 2, TRE DIZ NÃO À CANDIDATURA DE ROBERTO ARRUDA

Brasília 247 - O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) decidiu negar o registro da candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do DF, nesta terça-feira (12). Ele foi enquadrado na Lei Complementar nº 135/2010, a Lei da Ficha Limpa, ainda que o julgamento por um colegiado (o Tribunal de Justiça), como prevê a lei, tenha sido realizado dias depois do pedido de registro da candidatura. O placar foi 5×2 votos, como informa o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder. 

Com o quarto voto desfavorável, proferido pela desembargadora Maria de Fátima, a derrota do ex-governador foi sacramentada. Votaram pela impugnação da candidatura de Arruda o relator, desembargador Cruz Macedo, e seus colegas Olindo de Menezes, Leila Arlanch, Maria de Fátima Aguiar e o presidente Romão Cícero Oliveira. A favor de Arruda, votaram Cléber Lopes de Oliveira e Josaphá Francisco dos Santos. 

O candidato do PR foi condenado em primeira instância no julgamento do mensalão do DEM e teve a sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do DF nove dias depois do pedido de registro da sua candidatura. 

Jaqueline Roriz (PMN) também teve sua candidatura a deputada federal negada pelas mesmas razões. No caso de Jaqueline, a aceitação do pedido de impugnação se deu por seis votos a um.

A parlamentar foi condenada em segunda instância também por envolvimento no mensalão do DEM, resultado de investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Arruda e Jaqueline poderão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com direito a poema, Toninho comemora e endurece, mas sem perder a ternura

Nas redes sociais, poucas horas atrás, o candidato a governador do DF Toninho do Psol comemorou a impugnação das candidaturas de Arruda e Jaqueline. “Graças à pressão da população e da representação do PSOL-DF contra as candidaturas dos fichas sujas, Jaqueline Roriz e Arruda estão IMPUGNADOS”, diz o post de Toninho no Facebook. “Uma grande vitória do povo, vitória da democracia, respeito à Lei da Ficha Limpa. O PSOL sempre lutou contra a corrupção e pela ética e transparência na política e mantemos nossa coerência e intransigência nesta luta”.

Exultando a decisão do TRE-DF, Toninho do Psol aproveitou para disparar sua “metralhadora giratória”, com críticas ao também ex-governador Joaquim Roriz (PRTB) e aos atuais adversários na corrida pelo Palácio do Buriti, Agnelo Queiroz (PT), que busca a reeleição, e Rollemberg (PSB).

 

Leia abaixo os versos publicados por Toninho do Psol nas redes sociais:

Brasília me diz como se sente
Em ter o Arruda pra votar
Te juro que esse ficha suja
Nunca mais irá te envergonhar

Se Roriz te loteou
Se Agnelo te enganou
Rollemberg também quer te enganar

Mas memória a gente tem
E vergonha temos também
Só Toninho do PSOL vai transformar

Nossa luta é pra valer
À esquerda vocês vão ver
Vamos ter um GOVERNO POPULAR!!!

O diretório do PSOL no DF entrou com pedidos de impugnação das candidaturas de Arruda e de Jaqueline Roriz (PMN) a deputada federal em 10 de julho, um dia depois de o político do PR ter sido condenado em segunda instância por improbidade administrativa pelo envolvimento no esquema que ficou conhecido como o mensalão do DEM.

 
 

Executiva do banco Santander fazia campanha para Aécio no Facebook

Sinara Polycarpo foi demitida do Santander por autorizar propaganda política ilegal contra Dilma Rousseff. Nas redes sociais, a ex-superintendente do banco fazia campanha pró-Aécio (Edição: Pragmatismo Político)

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o banco Santander demitiu quatro pessoas por terem participado de um conluio que resultou em propaganda política enviada ilegalmente pela instituição aos seus correntistas “seletos”, ou seja, pessoas cuja renda ultrapassa 10 mil reais por mês.

Na matéria “Santander demitiu quatro por informe que irritou petistas“, o jornal chama de “informe” texto que figurou em extratos de conta-corrente que o banco enviou pelo correio aos seus correntistas mais abastados, e qualifica como “agressiva” a reação do PT pelo que o partido considera crime eleitoral.

A matéria ainda “acusa” o PT de ter “pressionado” o banco para que demitisse os envolvidos no envio do texto acima. Todavia, o vice-presidente de Comunicação do Santander, Marcos Madureira, nega: “Não recebemos, e nem aceitaríamos, qualquer tipo de pressão externa para adotar as medidas que tomamos”.

Vale comentar que a Folha não explica que tipo de benefício o governo Dilma auferiu com a demissão dos funcionários responsáveis pela propaganda política ilegal. Na verdade, quem se beneficia pelas demissões é o banco, pois podem ajudá-lo a evitar problemas com a Justiça Eleitoral, já que é ilegal fazer propaganda política por esse meio.

A propaganda política ilegal foi redigida pela agora ex-superintendente de investimentos do Santander Sinara Polycarpo. Além dela, três outras pessoas que poderiam ter impedido que cometesse o crime eleitoral por terem posições hierárquicas superiores também foram demitidas por não terem agido como deveriam.

Mas o mais interessante é que, ao visitar o perfil de Sinara no Facebook, descobre-se que, muito provavelmente, ela transformou suas idiossincrasias político-eleitorais em “analise” para os clientes de seu empregador.

O perfil da ex-superintendente de investimentos naquela rede social é “fechado”, ou seja, só os seus “amigos” virtuais podem ler o que ela escreve, mas, por alguma falha do Facebook, é possível acessar suas mensagens antigas.

Em 7 de abril do ano passado, por exemplo, Sinara compartilhou no Facebook reportagem da mesma Folha de São Paulo que afirmava que a presidente Dilma seria “leniente com a inflação”. Nesse compartilhamento, a ex-funcionária do Santander pôs um comentário: “Aécio para presidente”.

 

À época, a candidatura Aécio Neves não passava de especulação, mas Sinara já integrava o contingente de simpatizantes do PSDB que advogavam por sua candidatura. Como se sabe, sua preferência foi vencedora.

Parece bem provável que Sinara tenha feito muitas outras apologias ao ex-governador de Minas, o que sendo feito em seu perfil em uma rede social é absolutamente legítimo. Contudo, vender suas preferências políticas como “análise” aos clientes de seu empregador, não é.

Em entrevista que concedeu à revista Exame, a autodeclarada eleitora de Aécio diz que sua trajetória profissional é “impecável e bem-sucedida” e que “jamais poderia estar associada a qualquer polêmica”. E decretou que “o assunto já se esgotou”.

Assim como o blogueiro do UOL especula que o vice-presidente de Comunicação do Santander mentiu ao dizer que o governo não pressionou o banco a demitir os funcionários responsáveis pelo crime eleitoral em questão, este blogueiro especula que Sinara pode ter feito um acordo com seu ex-empregador.

Talvez o banco lhe tenha conseguido outra posição em alguma empresa amiga ou coligada, talvez lhe tenha oferecido uma bela compensação monetária.

Sinara, nem de longe demonstra estar contrariada com a demissão. Muito pelo contrário, parece muito segura. Inclusive, afirma que irá viajar “até o dia 25″. Pelas fotos em seu perfil no Facebook, parece gostar da Europa.

Ao contrário do que o Santander alega, portanto, pode-se dar uma de Josias de Souza ou Ali Kamel e fazer um “teste de hipóteses”: será que o banco não compactou com a propaganda eleitoral nos extratos de seus clientes e encenou uma farsa com essas demissões?

Aliás, quando é que a Justiça Eleitoral vai se pronunciar sobre esse episódio?

 

Santander doa R$ 250 mil para campanha de Romário ao Senado

O deputado federal Romário (PSB), líder nas pesquisas de intenção de voto ao Senado no Rio de Janeiro, com 29%, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral já ter arrecadado R$ 250 mil para a sua campanha, segundo informações do jornal O Globo. O único doador do ex-jogador é o banco Santander, que se envolveu em uma polêmica com o Palácio do Planalto, no fim do mês passado, quando enviou a seus correntistas um informe relacionando o crescimento da presidente Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas eleitorais a uma piora da economia.

Dez dias antes de enviar o comunicado aos correntistas, o banco fez três doação ao diretório nacional do PSB, partido do candidato à presidência Eduardo Campos, concorrente de Dilma Rousseff, que tenta se reeleger. O valor total das transferências realizadas entre os dias 15 e 17 de julho é de R$ 1,1 milhão.

Procurado pelo jornal, o banco não informou sobre novas doações, mas confirmou as já realizadas.

O texto que causou polêmica com o governo Dilma foi enviado a correntistas da categoria Select, clientes com renda mensal superior a R$ 10 mil. O presidente global do banco, Emílio Botín, pediu desculpas ao Palácio do Planalto e demitiu uma funcionária responsável pela área em que foi emitido o informe.

(Portal Terra)

34 pessoas são acusadas por fraudes em licitações no Ceará

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) denunciou 34 pessoas envolvidas em esquema de licitações fraudulentas que provocou rombo de R$ 12 milhões aos cofres públicos. Os réus denunciados pelo MPF responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, desvio de verbas federais e formação de quadrilha. Detalhes do esquema que resultaram na ação penal do MPF foram revelados em documentos apreendidos na chamada Operação Gárgula, deflagrada pela Polícia Federal.

De acordo com o procurador da República Lino Edmar de Menezes, autor da ação criminal, investigações apontaram que o esquema era comandado por empresas que se revezavam em procedimentos licitatórios das Prefeituras de Aracati, Beberibe, Cariús, Fortim, Itaitinga, Pacujá e Quixeré, apresentando documentos que compunham um “kit licitação”.

As apurações mostraram que os concorrentes, as empresas Goiana, Diego, Cubo, Cateto, J&A, Etap e Cousinos, disputavam os pregões, sempre superfaturados, não possuíam estrutura para executar os serviços licitados. Os sócios das empresas eram ‘laranjas’, e a execução de algumas das obras ficava por conta de pequenos empreiteiros, mestres de obras e pedreiros moradores dos próprios municípios.

Levantamento feito pela Controladoria Geral da União (CGU) e perícias da Polícia Federal identificaram que, somados os prejuízos provocados pelas licitações superfaturadas, o rombo, por enquanto, chegou a R$ 12 milhões ​ oriundos de verbas repassadas pelo Governo Federal​.

Além da condenação dos réus por ​ formação de​quadrilha, lavagem de dinheiro e desvio de verbas, o MPF requer a dissolução compulsória das empresas envolvidas no esquema, além do pagamento de indenização aos cofres da União correspondente ao valor desviado, de R$ 12 milhões.

De acordo com o procurador Lino Menezes, outros inquéritos ainda serão instaurados para apurar a atuação de servidores de prefeituras onde ocorreram os desvios, podendo ocorrer posteriores denúncias pelos crimes de fraude às licitações, desvio de verbas e lavagem de dinheiro em relação a outros réus que serão identificados durante a investigação policial.

* Com informações do MPF/CE

O Sindicalismo e a lembraça da Era Tasso Jereissati

Com o título “Amnésia Política e Cultural”, eis artigo do sindicalista José Rodrigues. Ele aborda a Era Tasso Jereissati e fala que os servidores estaduais não se esqueceram de perdas registradas durante suas três gestões. Confira:

A Política é mesmo dinâmica, segundo afirmou um velho conhecido do povo cearense que nem mesmo mais ocupa qualquer cargo político e/ou público: Gonzaga Mota.

Nos Governos de Tasso Jereissati, o “Galeguim dos zói azul”, como era chamado por seus simpatizantes, foram extintos vários e vários direitos e vantagens salariais dos servidores públicos estaduais, através de uma lei que se chamou de “Pacotasso”. Até hoje, estão prejudicados não somente os antigos servidores públicos como também todos aqueles e aquelas que ingressaram no serviço público posteriormente.

Mas como a memória é curta e a amnésia cultural e política tomam conta de muitos, logo, logo todos vão constatar que a Política é a “Arte da Mentira”. Todos quantos ainda continuam nela acreditando, pagam um preço muito caro. Prossegue o cenário dos teimosos, que votam sem qualquer consciência daquilo que estão realizando.

Aliás, no Brasil, como o voto é obrigatório para todos, ainda há cidadãos e cidadãs que votam sem qualquer avaliação de futuro e, assim, acabam se iludindo com falsas promessas e encantos meticulosos, que nada lhes proporcionam nada de concreto ao final de cada período e mandato eleitoral.

* José Francisco Rodrigues

Coordenador Adjunto do FUASPEC
Assessor Sindical da ASENMESC.

Facebook diz que campanha de Alckmin gastou US$ 7 mil para ganhar novos seguidores

POR RODRIGO RODRIGUES, Terra Magazine

Alvo de processo pela campanha do candidato Paulo Skaf (PMDB) em virtude do uso por Geraldo Alckmin (PSDB) de links patrocinados, o Facebook informou à Justiça Eleitoral no final de semana que recebeu US$ 7.604,88 (cerca de R$17 mil) do tesoureiro estadual do PSDB para turbinar e promover o perfil do atual governador.

O valor foi pago com o cartão de crédito de Felipe Sigollo, figura de grande destaque nas campanhas do PSDB em São Paulo e que hoje ocupa o cargo de tesoureiro do diretório estadual.

A “compra” de seguidores ou a propaganda paga nas redes sociais é vetada pela lei eleitoral e deve ter complicações para o governador Geraldo Alckmin.

Embora o Tribunal Superior Eleitoral não tenha uma resolução específica sobre patrocínio em redes sociais, a prática é enquadrada como propaganda eleitoral antecipada e pode estar sujeita a multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

A revelação do nome do tesoureiro tucano foi uma determinação da Justiça Eleitoral de São Paulo. Na última sexta-feira (01), o juiz auxiliar Marcelo Coutinho Gordo determinou uma multa diária de R$100 mil caso o Facebook não revelasse quem pagou ou não pelos links patrocinados para a página de Geraldo Alckmin nesta rede social.

No sábado (02), vencido o prazo para o cumprimento da sentença, o site de Mark Zuckerberg entregou o nome e o comprovante de pagamento feito pelo tesoureiro tucano.

Os advogados de Paulo Skaf, que moveram a ação contra Alckmin, agora pedem à Justiça que Geraldo Alckmin perca os seguidores que foram supostamente estimulados a curtir a página do governador, além de aplicação de multa aos tucanos.

Nos cálculo dos advogados de Skaf, Alckmin passou de 100 mil seguidores para 320 mil em seis meses, graças ao uso dos tais links patrocinados.

No último domingo (03), o governador Geraldo Alckmin se manifestou sobre o caso e disse que não houve irregularidades. O governador disse que não tinha conhecimento sobre o caso.

“Se [Sigollo] o fez, não foi em período eleitoral. Se tivesse tido conhecimento, não teria autorizado, porque acho totalmente desnecessário isso”, disse o governador em visita a São José dos Campos, interior de São Paulo.

Além de tesoureiro do PSDB, Sigollo é diretor da Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS) e secretário-executivo do Conselho de Patrimônio Imobiliário do Estado, segundo apuração do jornal Valor Econômico.

Projeto na Câmara debate o conceito de família

Do Brasil de Fato

Enquete sobre Estatuto da Família bate recorde de votos e amplia debate na sociedade

Pergunta no site da Câmara mostra que maioria concorda com conceito do texto que considera família como “união entre homem e mulher”; na prática, PL pode restringir direitos de casais homossexuais

Desde o dia 11 de fevereiro, o site da Câmara dos Deputados levou ao ar uma enquete que traz à tona uma reflexão sobre a sociedade brasileira: o conceito de família. A pergunta “Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?”, tem sido a mais acessada na história do site e, até ontem (30), foi respondida por mais de um milhão e meio de pessoas. Mais da metade dos internautas responderam “sim”, enquanto pouco mais de 43% responderam “não”.

A questão levantada é baseada no texto do PL nº 6583 de 2013, o chamado Estatuto da Família, de autoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), que define o conceito de família como um “núcleo social formado a partir de uma união entre homem e mulher”. O deputado, que também foi relator do projeto de lei da “cura gay” na Comissão de Direitos Humanos e que deu parecer favorável ao mesmo, argumenta que “a família vem ‘sofrendo’ com as rápidas mudanças ocorridas em sociedade”.

Em debate realizado junto ao relator do PL, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), na TV Brasil, em maio, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) rebateu o texto questionando a exclusão das famílias homoafetivas do Estatuto. “Não é por vontade do deputado Ronaldo Fonseca e nem pela bancada de fundamentalistas religiosos da Câmara dos Deputados que os casais homoafetivos (…) vão desaparecer. Eles existem e precisam ser protegidas pelo Estado. Não é por uma visão de mundo estreita e preconceituosa que concebe a família só como aquela do comercial de margarina que as famílias reais, e na sua diversidade, vão desaparecer”, rebateu.

Em 2011 o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, a união estável homoafetiva. Mas, caso aprovado, o Estatuto da Família pode restringir os direitos jurídicos dos casais homoafetivos como, por exemplo, proibi-los de adotar crianças.

Atualmente, o projeto está sendo apreciado por uma Comissão Especial da Câmara que tem até o final do ano para discutir e aprovar um parecer sobre o mesmo.

A enquete pode ser acessada no site da Câmara.

Tesoureiro do PSDB pagou para promover Alckmin no Facebook

O Facebook informou ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que recebeu US$ 7.604,88 para promover a página do candidato à reeleição pelo governo do Estado Geraldo Alckmin (PSDB). O pagamento, afirma o Facebook à Justiça, foi feito com o cartão de crédito do tesoureiro estadual da sigla, Felipe Sigollo.

Uma ação movida pela coordenação jurídica da campanha de Paulo Skaf (PMDB) pediu as informações e tem como base o uso ilícito da mídia social. Segundo a sustentação da representação, Alckmin teria “turbinado” o número de curtidores de sua página no Facebook por meio de patrocínio. Com este comportamento, ele teria burlado a legislação eleitoral.

Segundo os advogados da coligação de Skaf, o aumento de curtidores foi “brutal” e “muito acima do que é esperado para quem não usa links patrocinados”.

Em dezembro do ano passado, Alckmin tinha 100 mil seguidores e, em seis meses, atingiu 320 mil. Para chegar aos 100 mil, a página demorou quatro anos.

O TRE havia pedido as informações no dia 23 de julho, mas, como o Facebook não respondeu, na sexta-feira o tribunal determinou um prazo de 24 horas, sob multa de R$ 100 mil, para que a empresa se pronunciasse.

O Terra tentou entrar em contato com o PSDB para que o partido se pronunciasse sobre o caso, mas as ligações não foram atendidas.

(Portal Terra)

Bandeiras de Camilo e Eunício disputam o mesmo espaço nas ruas de Fortaleza

São inúmeras as bandeiras dos candidatos Camilo Santana e Eunício Oliveira nas ruas de Fortaleza, ao ponto de disputarem o mesmo local – FOTO: FABIANE DE PAULA

Os dois candidatos ao Governo do Estado que lideram as pesquisas estão intensificando suas campanhas nas ruas, após montada toda a estrutura para os trabalhos das coordenações. Desde as duas últimas semanas, bandeiras de Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) já são vistas nos principais cruzamentos da cidade.

Na manhã de ontem, bandeiras amarelas e verdes dos dois candidatos dividiam o mesmo espaço no cruzamento das Avenidas Alberto Nepomuceno com Pessoa Anta, em frente ao prédio da Secretaria da Fazenda.

De acordo com Pedro Henrique, coordenador da equipe de 40 pessoas que segurava as bandeiras da campanha de Camilo Santana naquele cruzamento, são todos militantes e trabalham, por enquanto, oito horas por dia – sendo que, em breve, o turno será apenas de quatro horas com revezamento. O coordenador apontou ainda que os ‘bandeiraços’ estão se concentrando na Capital e, nos próximos dias, deverão ser levados para a Região Metropolitana.

Os coordenadores de ambas as equipes, em momentos diferentes, afirmaram que o encontro de seus trabalhadores no mesmo espaço foi uma coincidência. A reportagem do Diário do Nordeste ainda registrou a realização de ‘bandeiraço’ do candidato petista no cruzamento da Avenida Barão de Studart com a Avenida da Abolição, onde outra equipe da campanha de Camilo dividia o espaço com bandeiras de outros candidatos. No caso, o cruzamento também estava tomado pelas bandeiras da candidata a deputada federal Luizianne Lins (PT) e do candidato a estadual Antônio Carlos (PT).

Segundo a coordenadora daquela equipe com as bandeiras de Camilo, que se identificou apenas como Zulene, as bandeiras dos candidatos proporcionais chegaram após as do candidato ao Governo e não teria sido combinado previamente.

Já nas proximidades do Mercado Central, da Catedral e em praticamente todos os cruzamentos da região do Centro, a predominância era de bandeiras verdes da campanha de Eunício Oliveira. Pelo menos duas pessoas com bandeiras permaneciam nos diversos cruzamentos e dezenas se concentravam na Praça do Ferreira.

De acordo com um dos coordenadores de equipe da campanha de Eunício, Jefferson Rocha, todos os trabalhadores são militantes do partido e trabalham voluntariamente, tendo apenas ajuda de custo para o transporte e para a alimentação deles. Ele afirmou ainda que há duas equipes de até 40 pessoas para cada coordenador, uma para o turno da manhã outra pela tarde, e que os voluntários trabalham até seis horas.

Deferidas

As candidaturas de, praticamente, todos os postulantes a cargo majoritário no Ceará já foram deferidas pela Justiça Eleitoral. O candidato do PSOL ao Governo do Estado, Ailton Lopes, foi o primeiro que teve acatada a sua candidatura, seguido de seus concorrentes Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). Somente Eliane Novais, do PSB, ainda aguarda deferimento.

Nas candidaturas para o Senado Federal, apenas a da candidata Geovana Cartaxo, do PSB, ainda aguarda julgamento. Mauro Filho (PROS), Raquel Dias (PSTU) e Tasso Jereissati (PSDB) tiveram suas candidaturas deferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

(Diário do Nordeste)

TCE-CE identifica irregularidades na locação de aeronaves pelo Governo Cid Gomes

A maioria do Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) decidiu, em sessão realizada terça-feira (29), que a Casa Civil do Governo do Ceará não poderá firmar convênio com a empresa Easy Taxi Aéreo LTDA para locação de aeronaves. O processo nº 05870/2011-3 refere-se à denúncia sobre possíveis irregularidades ocorridas nos contratos nº 011/2007 e 067/2010 – e seus respectivos aditivos – com o objetivo de locar aeronaves para utilização no âmbito das administrações estaduais direta e indireta pelo critério quilômetro voado.

O secretário chefe da Casa Civil, Arialdo de Mello Pinho, foi multado no valor de R$12 mil, em virtude da grave infração à Lei das Licitações (Lei nº 8.666/93), ao promover prorrogações contratuais sem a devida comprovação da vantajosidade para a Administração Pública. Foi fixado um prazo de 30 dias para a comprovação do recolhimento do valor. No caso de não recolhimento, e ocorrendo o trânsito em julgado da matéria, ficam autorizadas a cobrança judicial da dívida, através da Procuradoria-Geral do Estado do Ceará, e a inscrição do nome do responsável no Cadastro de Inadimplência da Fazenda Estadual (Cadine) e na lista de inadimplentes deste Tribunal.

O TCE-CE também determinou ao Secretário Chefe da Casa Civil que, ao motivar a prorrogação de vigência de seus contratos administrativos, demonstre, em cada caso concreto, o caráter contínuo do serviço do contrato a ser prorrogado, bem como comprove a vantajosidade do ato mediante ampla pesquisa de preços no mercado e a apresentação de no mínimo três orçamentos, em obediência ao disposto no inciso II do art. 57 da Lei 8.666/93.

A maioria do colegiado da Corte de Contas, baseado no certificado técnico da 7ª Inspetoria de Controle Externo (7ª ICE) e no parecer do Ministério Público junto ao TCE-CE, entendeu que os esclarecimentos prestados pelo gestor responsável pelo contrato não foram suficientes para apuração da economicidade contratual.

A Casa Civil deverá registrar e divulgar informações mais detalhadas relativas a cada solicitação de uso dos serviços de fretamento de aeronaves, tais como quem o solicitou, em que data, por qual motivo, qual o trajeto a ser percorrido, qual o custo de cada viagem, a quantidade de vezes que o serviço foi requerido, quantos quilômetros foram percorridos em cada voo e outras, a fim de que se promova um controle mais eficaz desses gastos, em atenção aos princípios da transparência, economicidade e eficiência.

De acordo com a decisão da Corte de Contas, somente poderá ser prorrogado o Contrato nº 182/2012, previsto para se encerrar em 21/08/2014, se forem atendidas cabalmente todas as exigências determinadas pelo Tribunal.

* Com informações do TCE/Ceará

Via http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=18927

Fortaleza ganhará sistema de bicicletas compartilhadas em setembro

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

A partir do mês de setembro, a Prefeitura de Fortaleza dará início à implantação do sistema de bicicletas compartilhadas. Através dele, qualquer pessoa poderá retirar uma bicicleta em uma estação e devolvê-la em outra, de maneira gratuita, utilizando apenas o Bilhete Único. O projeto é resultado de articulação entre a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP) com ciclistas e a sociedade civil organizada.

No momento, a SCSP prepara edital público para a escolha da empresa que implantará o sistema em Fortaleza. O projeto prevê a instalação de 40 a 60 estações na cidade, com aproximadamente 600 bicicletas, usando a integração com o Bilhete Único para garantir a gratuidade do transporte. A primeira hora de uso será gratuita e, a cada hora excedente, será cobrada uma taxa de R$5,00 para manutenção do sistema.

Durante reunião com apoiadores nesta terça (29), o vereador Evaldo Lima (PCdoB), defensor da bicicleta como meio de transporte sustentável na Câmara Municipal, destacou a importância da iniciativa. “O transporte cicloviário, para além de uma atividade de lazer, é modal de transporte e deve ser integrado ao circuito de mobilidade urbana, permitindo alternativas de deslocamento mais saudáveis para as pessoas e menos agressivas para a cidade”, afirmou.

Fonte: Assessoria do Professor Evaldo Lima

 

Fortaleza gera 5.876 toneladas de lixo por dia

Levantamento do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) mostra que Fortaleza é o município cearense que mais gera resíduos sólidos: 5.876,69 toneladas/dia. Desde 1997, o lixo da Capital é descartado no Aterro Sanitário Metropolitano Oeste de Caucaia.

“Os materiais recicláveis coletados em ações de educação ambiental e pela coleta seletiva da Prefeitura são encaminhados para Rede de Catadores. São 14 associações de catadores na cidade, com aproximadamente 350 catadores”, informa Águeda Muniz, titular da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma).

É um começo, em um longo caminho de mão dupla. As responsabilidades de produção e descarte do lixo envolvem o poder público e cada cidadão. “A conscientização ambiental quanto à segregação dos resíduos, objetivando uma eficiente coleta seletiva e a potencialização da logística reversa”, aponta Águeda, os desafios cotidianos.

Interior

Já no Interior, “98%, 99% do Estado não conseguiu avançar na Política (de Resíduos Sólidos)”, diz José Eraldo Oliveira Costa, superintendente da Autarquia Municipal do Meio Ambiente de Juazeiro do Norte. “Os municípios não têm condição de fazer os aterros e de operacionalizar. Essa é a grande questão”, argumenta. 

Na edição de ontem, O POVO mostrou que o prazo para o fechamento dos lixões no Brasil, fixado em lei federal, termina em agosto próximo, mas ainda há mais de 280 lixões somente no Ceará.

Juazeiro, na região do Cariri, é o terceiro maior produtor de lixo do Ceará, revela o levantamento do Conpam. Eraldo Costa afirma que o município está criando uma gerência de resíduos sólidos e tem organizado cooperativas de catadores e “dado algum suporte, ainda que irrisório: um caminhão, treinamento”. Mas que as cidades não podem pagar a conta da infraestrutura e manutenção de um aterro sanitário. “A proposta do governo é que seja um aterro sanitário consorciado. O problema é que não foi discutido como seria esse consórcio”, critica.

Por e-mail, a assessoria de imprensa da Secretaria das Cidades responde que “de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos toda responsabilidade é do ente municipal. Contudo, o Governo do Estado tem se dedicado a essa questão no papel de articulador das prefeituras para que se formem consórcios municipais para gestão dos aterros”.

“Os consórcios (reunindo prefeituras) desenvolvidos com o apoio da Secretaria das Cidades, podemos considerar como avanços. Encontra-se em fase de elaboração o Plano Estadual de Resíduos Sólidos”, assinala Maria Dias Cavalcante, do Conpam. Mas falta a prática correta da lei, a gestão eficiente. “Contamos somente com seis municípios com aterros sanitários, entretanto, ainda mandam para o aterro todo tipo de resíduos, inclusive, os que poderiam estar sendo fonte de renda para muitas famílias”, contrapõe. 

Saiba mais

Os dez municípios que mais geram resíduos sólidos no Ceará

1) Fortaleza – 5.876,69 toneladas/dias

2) Caucaia – 1.032,03 toneladas/dia

3) Juazeiro do Norte – 926,59 toneladas/dia

4) Maracanaú – 379,99 toneladas/dia

5) Crato – 238,28 toneladas/dia

6) Quixeré – 206,05 toneladas/dia

7) Iguatu – 183,34 toneladas/dia

8) Maranguape – 158,44 toneladas/dia

9) Quixadá – 145,84 toneladas/dia

10) Pacatuba – 128,21 toneladas/dia

FONTE: Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam)

(Ana Mary C. Cavalcante, O Povo)

Enquanto 52 açudes estão em estado crítico, políticos cearenses só pensam em eleição

Enquanto as autoridades do Executivo se empenham nas campanhas políticas, a presidente Dilma em busca da reeleição, Cid Gomes e Roberto Cláudio como cabos eleitorais de seu candidato ao governo estadual, os efeitos da seca no Ceará ameaçam até mesmo o abastecimento para consumo da população. Sem água, os impactos na economia também são consideráveis.

Emergência silenciosa
Nos 149 açudes monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Estado, 105 estão com volume abaixo dos 30%. Das 189 cidades cearenses, nada menos do que 176 estão em situação de emergência por causa da seca. Muitos prefeitos temem uma situação de colapso total no final do ano, logo após as eleições. Como não é antes das eleições, as autoridades posam como se tudo estive sob o mais absoluto controle. Qual deles fala em racionamento? Ou pede desculpas pelo atraso obsceno nas obras de transposição do rio São Francisco? Pois é, nenhum. Falam todos de abundância, de distribuição de cisternas e de adutoras feitas às pressas (um risco do ponto de vista orçamentário). Por enquanto os carros-pipa resolvem, mas já está na hora de perguntar: de onde eles irão tirar água daqui a alguns meses?

Gavião cheio, Castanhão secando…
Em Fortaleza, tudo parece em perfeita ordem, com o açude Gavião, em Pacatuba, registrando 93,28% de volume d’água. Fica a impressão de que, por algum motivo mágico, chove apenas nesse lugar, que mesmo abastecendo a 5ª maior capital do Brasil durante a maior seca dos últimos 50 anos, continua cheio, quase no máximo, enquanto o resto seca. A verdade, no entanto, é que o Gavião é abastecido pelo Castanhão, que fica em Alto Santo, e que está, vejam a situação, com apenas 36,17% de sua capacidade. É muita água ainda, pois é o maior açude do Estado, mas seu nível baixa com regularidade preocupante. Isso nenhum técnico da Secretaria de Recursos Hídricos vai admitir, pelo menos até o dia 5 de outubro.

Abaixo de 10%
Abaixo, segue a lista que fiz com os açudes que apresentam capacidade abaixo de 10%, de acordo com o boletim de hoje, dia 29 de julho, divulgado pela Funceme. São 52, pouco mais de um terço das reservas hídricas do Ceará. Muitos deles bem abaixo desse percentual.  Cidades como Tauá e Canindé, entre outras, estão em situação de calamidade, enquanto nossas autoridades pedem o voto de suas populações. Confira:

Região do Acaraú
BONITO (Ipú) – 3.27%
CARÃO (Tamboril) – 7.55%
CARMINA (Catunda) – 2.1%
FARIAS DE SOUSA (Nova Russas) – 1.27%

Região do Alto Jaguaribe
BRÔCO (Tauá) – 1.94%
FAÉ (Quixelô) – 2.55%
FAVELAS (Tauá) – 8.09%
FORQUILHA II (Tauá) – 0%
MAMOEIRO (Antonina do Norte) – 9.26%
PARAMBU (Parambu) – 1.76%
POÇO DA PEDRA (Campos Sales) – 8.09%
TRICI (Tauá) – 0,66%
VÁRZEA DO BOI (Tauá) 0,48%

Região do Baixo Jaguaribe
S. ANT. DE RUSSAS (Russas) – 7.38%

Região do Banabuiú
CEDRO (Quixadá) – 4.96%
FOGAREIRO (Quixeramobim) – 9.08%
PIRABIBU (Quixeramobim) – 4.54%
SÃO JOSÉ I (Boa Viagem) – 5.55%
UMARI (Madalena) – 3.07%

(Wanderley Filho, Tribuna do Ceará)

Onde estão os políticos negros no Brasil?

Marcos Sacramento, DCM

A ausência de negros em cargos políticos e de destaque no Brasil chamou a atenção da filósofa e ativista norte-americana Angela Davis. Nascida no Alabama, Davis foi professora da Universidade da Califórnia e teve ligações com o grupo Panteras Negras, sendo presa por causa disso no início dos anos 70. Uma das principais lideranças femininas na luta pelo direito dos negros nos Estados Unidos, foi homenageada em músicas de John & Yoko (“Angela”) e dos Rolling Stones (“Sweet Black Angel”).

Ela foi um dos destaques do Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra, em Brasília. Na sua conferência, disse que ficou impressionada com a pouca presença de negros e pardos na política nacional. “Quantos senadores negros há no Brasil? Se olharmos para o Senado não saberíamos que os negros constituem mais de 50% da população brasileira”, questionou.

LEIA TAMBÉM: Angela Davis: Racismo de hoje é muito mais perigoso

“Não posso falar com autoridade no Brasil, mas às vezes não é preciso ser especialista para perceber que alguma coisa está errada em um país cuja maioria é negra e a representação é majoritariamente branca”, disse.

Ela criticou, inclusive, a participação irrisória dos negros nos meios de comunicação. “Sempre assisto TV no Brasil para ver como o país se representa e a TV brasileira nunca permitiu que se pensasse que a população é majoritariamente negra”.

O comentário da intelectual e a matéria do The Guardian que destacou a ausência de negros nos estádios durante os jogos da última Copa ilustram o racismo estruturado na sociedade brasileira.

Em um país onde 50,7% da população é negra ou parda, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 10% dos parlamentares federais são desses grupos, como mostra um estudo da Transparência Brasil.

Número que contribui para as estatísticas cruéis contra os negros e explicita a necessidade de implantação de cotas para reduzir as discrepâncias raciais. A probabilidade de um negro ou pardo ser vítima de homicídio, por exemplo, é quase oito pontos percentuais a mais do que a da população branca.

Angela Davis, contudo, não acha suficiente que os negros ocupem o poder. É preciso que tomem atitudes para realmente pôr fim ao preconceito. “Não significa somente trazer pessoas negras para a esfera do poder, mas garantir que essas pessoas vão romper com os espaços de poder e não simplesmente se encaixar nesses espaços”.

A crítica faz referência a Barack Obama, mas pode ser aplicada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de implantação de cotas no Judiciário, ele disse: “Não sei e estou de saída. Es ist mir ganz egal (em alemão,’para mim tanto faz’). Não estou nem aí”.

Segundo o Censo do Poder Judiciário divulgado mês passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 1,4% dos magistrados brasileiros se autodeclaram pretos. Percentual hediondo, pequeno demais para “não estar nem aí”.

“Aeroporto de Aécio é só a ponta do iceberg”

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou nesta segunda-feira, 28, que as declarações do presidenciável tucano Aécio Neves sobre o caso do aeroporto em Cláudio (MG), construído quando Aécio era governador de Minas em terreno de seus familiares, não são suficientes e disse ainda que o tucano ainda terá problemas para explicar “outras coisas”.

“Absolutamente não está explicado [o caso do aeroporto]. E vai ser muito difícil explicar essas e outras coisas que aconteceram em Minas Gerais nos últimos tempos. Pelo que conheço da minha relação com companheiros de Minas Gerais, o governador [Aécio] vai ter dificuldade de explicar muitas coisas. O aeroporto é apenas a ponta do iceberg de um tipo de prática que marcou aquele governo”, disparou Carvalho. “A barreira de proteção ao governo [Aécio Neves] foi tão grande que a população do país não conhece o que se passou em Minas Gerais efetivamente”, disse o ministro ao jornal O Globo.

As declarações duras do secretário da Presidência da República reacendem a discussão em torno da polêmica obra. Justamente no momento em que a cúpula da campanha de Aécio Neves não esconde sua preocupação com a repercussão que o assunto tomou. A constatação reservada no PSDB é que, independente da legalidade da obra, o episódio deixou Aécio na berlinda e abriu um flanco na candidatura tucana, que passou a ser bem explorado pela campanha de Dilma Rousseff.

Ao jornalista Gerson Camarotti, um parlamentar do PSDB chegou a alertar que o próprio Aécio terá que responder, em debate com Dilma, quantas vezes desceu de jatinho no aeroporto de Cláudio. “O problema é que o episódio do aeroporto pode tirar o PSDB do ataque, colocando a candidatura de Aécio na defensiva. Temos que sair dessa armadilha“, afirmou o tucano.

O coordenador jurídico da campanha de Aécio Neves, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), informou que o partido irá acionar Gilberto Carvalho, por ato de improbidade.

“É nefasto que um ministro, em horário de expediente, use esse esse tempo para fazer campanha eleitoral para a presidente Dilma Rousseff. Gilberto Carvalho tem um iceberg inteiro à mostra e contra si, que é a morte de Celso Daniel (ex-prefeito de Santo André e que era do PT)”, acusou Sampaio.

Seja como for, a campanha eleitoral pegou fogo nesta segunda-feira.

(Brasil247)

Pouca Palestina resta, pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa

Por Eduardo Galeano – de Montevidéu

As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria e as suas terras. Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já poucaPalestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.

Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência ‘manda chuva’ que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

Eduardo Galeano, é escritor e jornalista uruguaio.

Os BRICS e o embrião de um “mundo não americano”

Do Voz da Rússia

BRICS – embrião “de um mundo não americano”?

No Brasil, Fortaleza, decorreu a cúpula dos BRICS, durante a qual foi criado o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas, chamando assim a atenção do mundo para o próprio projeto de desenvolvimento BRICS, bem como para o papel da China e da Rússia nesta organização. Poderá falar-se da criação do embrião “de um mundo não americano”?

Como são encaradas as possibilidades futuras dos BRICS por parte de Pequim e Moscou? Terão os BRICS novos membro, e será que, num futuro próximo, o projeto se tornará oficialmente numa Organização Internacional? Estas questões são estudadas no artigo do vice-diretor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, Serguei Luzyanin.

VR: Foi referida a criação do embrião “de um mundo não americano”. Porque é que os BRICS não gostam da América?

Serguei Luzyanin: A cúpula brasileira que agora terminou, ficou para a história enquanto o mais fértil encontro do “quinteto” – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A sua fertilidade não ficou apenas patente na criação de instrumentos financeiros – o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas – mas, sobretudo, no nível de empenho dos líderes dos BRICS – no auge da Guerra Fria 2.0, quando os americanos tentam esmagar qualquer um que age à revelia das “recomendações” de Washington – em criarem o seu embrião “de um mundo não americano”.

No futuro, outros projetos poderão estar ligados ao desenvolvimento dos BRICS (Organização de Cooperação de Xangai, RIC). O importante é que, de fato, existe a concepção “de um mundo não americano” que se desenvolve ativamente e se enche de conteúdo concreto. Os BRICS parece que se estão a tornar no epicentro deste novo fenômeno. Não é preciso ser um político habilidoso para sentir que os povos e as civilizações dos países em vias de desenvolvimento estão cansados de “padrões norte-americanos” impostos. Aliás, padrões para tudo, economia, ideologia, forma de pensar, os “valores” propostos, vida interna e externa, etc.

O mundo inteiro viu nos seus ecrãs de televisão o aperto-de-mão dos cinco líderes dos BRICS, ao qual, passado uns dias, se juntou praticamente toda a América Latina. É discutível se, neste impulso comum, existiu uma maior dose de contas pragmáticas ou de solidariedade emocional, mas, uma coisa é certa, nele não houve qualquer amor por América. E isso ainda é uma forma polida de colocar as coisas.

VR: E quanto à adesão da Argentina, quem, no Sul, irá “apoiar” os EUA?

SL: Para a Índia os BRICS são uma oportunidade de reforço na Ásia Austral e de desenvolvimento econômico fora da alçada da Ocidente. A motivação regional é conjugada com expectativas financeiras e tecnológicas que unem a África do Sul e o Brasil.

No futuro, o “segmento” latino-americano poderá ser reforçado. Muitos peritos esperam que o “quinteto” seja alargado através da adesão da Argentina ao projeto. Ultimamente tem existido um desenvolvimento fulgurante das relações bilaterais da Rússia e da República Popular da China com países da América Latina, em sectores como o tecnológico-militar, comercial, de investimento e energético. Neste quadro, as visitas em Julho de Vladimir Putin e de Xi Jinping marcaram o tendencial círculo de potenciais aliados dos BRICS, nomeadamente Cuba, Venezuela, Nicarágua, Argentina, entre outros. Como é sabido, geograficamente, a America Latina “apoia”, a partir do Sul, os EUA. O reforço dos BRICS, nessa zona sensível para os americanos, é um trunfo adicional para o mundo em vias de desenvolvimento.

VR: Relativamente à “descoberta” muçulmana dos BRICS. Como será a institucionalização?

SL: Também se estuda o alargamento dos BRICS no sentido do Islão, onde também existe descontentamento face ao domínio americano. Espera-se que, após a entrada da Argentina, a fila de adesão aos BRICS seja engrossada pelo maior, em termos de população, país muçulmano do mundo (cerca de 250 milhões), ou seja, a Indonésia. Ela, seja pela sua ideologia, seja pela ambições, nasceu para aderir ao projeto e assim fechar a região do Sudeste Asiático. O novo governo indonésio confirma a sua intenção de desenvolver o relacionamento com os BRICS.

A entrada da Indonésia encerrará a “corrente regional” que englobará as principais regiões do mundo. Além disso, cada um dos países dos BRICS irá representar a “sua” região, tornando-se no seu líder informal. Brasil a América Latina, RAS a África, Rússia a Eurásia, China o Nordeste da Ásia, Indonésia o sudeste asiático.

Os futuros cenários de desenvolvimento do projeto poderão ser diversos. Mas um deles já é atualmente equacionado e de forma bastante concreta. Num futuro próximo, os líderes dos BRICS deverão trabalhar no sentido da institucionalização do projeto, nomeadamente através da criação de um fórum de membros permanentes (atualmente são cinco Estados), e um fórum de observadores e de parceiros de diálogo.

VR: Irão os EUA dialogar?

SL: É possível que, com tempo, os EUA sejam obrigados a dialogar com os BRICS. Porém, não parece ser algo que venha a ter lugar num futuro próximo. Hoje o projeto está em ascensão. Ele combina, organicamente, as vantagens de diversas civilizações, economias e culturas políticas. Aqui não existem imposições nem domínios de um só país.

É claro que existem incongruências, algumas “divergências e visões diferentes quanto à concretização de alguns projetos internacionais. Mas não são diferendos estratégicos. Trata-se de questões objectivas, que surgem, normalmente, nas relações internacionais do mundo político. Os BRICS acabam por ser o reflexo bastante preciso do nosso mundo multifacetado e bastante complexo.

Rodrigo Janot é a favor do enquadramento da homofobia como crime de racismo

Da Agência Brasil

Procurador-geral é a favor da criminalização da homofobia

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer a favor da criminalização da homofobia. Janot sugere ao Supremo que a punição por atos contra homossexuais seja aplicada pela Justiça nos termos da Lei 7.716/1989 (Lei de Racismo), que estabelece o tempo de prisão para crimes resultantes de preconceito de raça, etnia e religião.

Segundo Janot, a homofobia deve ser tratada como crime de racismo até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica para disciplinar as punições. “Razões de equivalência constitucional, ancoradas no princípio de igualdade, impõem a criminalização da discriminação e do preconceito contra cidadãos e cidadãs lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, pois a repressão penal da discriminação e do preconceito de raça, cor, etnia, religião ou precedência nacional já é prevista pela legislação criminal brasileira e não há justificativa para tratamento jurídico diverso, sob pena de intolerável hierarquização de opressões”, de acordo com o parecer.

A manifestação do procurador foi enviada ao STF com base em um recurso da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais contra decisão individual do ministro Ricardo Lewandowski, que arquivou, no ano passado, o mesmo pedido para tratar a homofobia como crime de racismo. Na ocasião, o arquivamento foi solicitado pelo então procurador-geral Roberto Gurgel. Não há data para o processo ser julgado.