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90% dos candidatos fichas-sujas seguem disputando cargos públicos

Dados da Justiça Eleitoral e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que a maior parte dos candidatos “fichas-sujas” continuam disputando livremente cargos públicos. Segundo O Globo, em 15 estados brasileiros, pelo menos 90% dos fichas-sujas continuam em campanha, ação permitida até que haja a decisão final da Justiça. Esta é a primeira eleição geral sob vigência da Lei da Ficha Limpa.
 
Um levantamento feito pela Procuradoria Geral Eleitoral, divulgado pelo jornal O Globo, mostra que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) barraram 240 candidaturas irregulares, porém as procuradorias regionais eleitorais haviam pedido a impugnação de 501 campanhas. 50 candidatos renunciaram após serem impugnados pelo Ministério Público Eleitoral.

Para o juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, os candidatos se aproveitam de lacunas nas leis para continuarem com as suas candidaturas. “Deveria haver dois momentos. Primeiro, o candidato teria que provar que pode se candidatar. E depois, ter a candidatura homologada”, afirma. Ele ainda explica que alguns políticos usam seus nomes nas campanhas e, na reta final, os substituem por parentes.

Justiça aprova candidatos condenados por improbidade

O cadastro do CNJ traz cerca de 14 mil pessoas, não necessariamente políticos, condenadas por improbidade administrativa ou por outra irregularidade que gera inelegibilidade, porém nem todos os condenados por improbidade perdem os direitos políticos.Alguns políticos considerados pelo CNJ como inelegíveis tiveram suas candidaturas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Nestas eleições, pelo menos 54 candidatos figuram na lista do Conselho. Destes, 17 são considerados inelegíveis pelo órgão. Caso o eleitor vote em um político que está em processo de impugnação, há o risco de o voto ser perdido. Como os candidatos seguem fazendo campanha até que se chegue a uma decisão final, em caso de vetada a candidatura, o político aparecerá com votação zerada na apuração.

Até agora, 1.126 candidatos que tiveram a candidatura indeferida em primeira instância apresentaram recurso e seguem na disputa. A menos de um mês das eleições, 1.681 políticos ainda aguardam decisão na Justiça Eleitoral sobre seus registros.

(Ceará News 7)

Para entender a montagem da Veja

Sobre a posição atual dos grupos de mídia

A atuação da mídia como partido foi liderada pelo falecido Roberto Civita, do grupo Abril, inspirado no modelo de atuação de Rupert Murdock nos Estados Unidos.

Sentindo o fim do monopólio virtual do mercado de opinião, com o avanço da Internet, Murdock montou uma frente política com os demais grupos de midia para eleger o seu presidente. Buscou na ultra-direita a retórica mais virulenta, inaugurou os ataques pessoais a políticos e jornalistas “inimigos”, inundou o país de boatos e injúrias da pior espécie, disseminando-as pelas redes sociais. E valeu-se de todos os recursos dos grupos de mídia – dramatização da notícia, demonização do inimigo, aceno com o fim dos tempos – para emplacar seu candidato.

Perdeu e a primeira atitude de Barack Obama, eleito, foi convidar os presidentes da Apple, Google e Facebook para visitá-lo na Casa Branca.

Foi a marca das eleições brasileiras de 2006 e, especialmente, de 2010.

O padrão é cansativo, de tão previsível.

Veja saia na frente com seus factoides e o grupo repercutia em seguida. O fórum de orquestração se dava no Instituto Millenium. A um mês das eleições, aumentava-se a dose e tentava-se a bala de prata.

A morte de Civita acelerou o processo de perda de rumo dos grupos de mídia  Pagou-se um preço caro com a orquestração contra a Copa do Mundo, que marcou o fundo do poço da credibilidade da mídia.

Sem a antiga orquestração, os jornalões passaram a agir com o fígado, sem obedecer a uma estratégia concatenada.

De um lado, perceberam que precisariam recuperar credibilidade para dar eficácia às rodadas de ataque que antecederiam as eleições. Aí um jornal levanta o caso do aeroporto de Aécio, os outros vão atrás, na crença de um escândalo menor legitimando os escândalos maiores contra o PT. De repente, o tema sai do controle, e Aécio se queima.

Depois, vêem  Marina subindo, e ajudam na ascensão.

No meio do caminho dão-se conta de uma realidade:

1.    Aécio lhes garante a volta ao controle do Estado.

2.    Com Dilma, nada perdem, mas nada ganham. Dilma mantém a cartelização da publicidade  mas não faz negócios.

3.    Marina é uma incógnita. Seu programa aprofunda o conceito de democracia participativa ao mesmo tempo em que ela se curva às pressões de pastores evangélicos – o grupo que mais cresceu na mídia tradicional, enfrentando inclusive o poder da Globo. A política econômica é mercadista mas seus princípios ambientais são contra a economia real. Ora ela diz sim, ora ela diz não.

Sobre o álibi Veja

Em um segundo turno, entre  ela e Dilma, o ódio ao PT fala mais alto. Embora o Estadão avente a hipótese de que Marina seja braço auxiliar de Lula – o que comprova que  os jornalões estão pretendendo tirar da blogosfera até o monopólio das teorias conspiratórias.

Não mais que de repente, o factoide de Veja traz a esperança de uma respiração boca a boca capaz de ressuscitar a candidatura Aécio,.

O fato em si é simples.

Não se discute a existência do esquema Paulo Roberto Costa. É evidente que controlava uma organização criminosa incrustada na Petrobras e que tinha padrinhos políticos. E é fato que gravou depoimentos, dentro do acordo de delação premiada.

A reportagem da Veja não traz um indício de acesso ao relato. Pode ter enfiado na reportagem o que ela achasse melhor. Ou alguém acredita no respeito da revista pelos fatos?

O que importa é a maneira como os grupos de mídia tratam o escândalo.

Soltam a matéria, dão a repercussão e cobrem as páginas dos jornais com matérias sem fontes, informando que “o comando da campanha de Dilma entrou em pânico”, “o PT vai ter que alterar sua estratégia e parar de falar no pré-sal”, “fontes do Palácio temem que as revelações derrotem Dilma” e coisas do gênero.

Não há menção a nomes e isso lembra em muito a cobertura brasiliense do Planalto no período Geisel. O primeiro time da mídia ouvia Golbery em off. O segundo time, o Sargento Quinsan, personagem folclórico, espécie de ordenança de um dos secretários de Geisel. Na reportagem, tanto um quanto outro era “fonte do Palácio”. Ou não? Aparentemente o fantasma de Quinsan voltou a frequentar o Palácio.

No centro da campanha de Dilma, a capa de Veja foi interpretada como um tiro de festim. E a repercussão da mídia atribuída à falta de experiência política das direções de redação, incapazes de avaliações mais aprofundadas sobre estratégias políticas do noticiário. Não se tem dúvida de que o segundo turno será entre Dilma e Marina.

Se houvesse algum efeito, seria a favor de Dilma. Há 12 anos, os eleitores de Lula e Dilma convivem com denúncias e factoides. Se continuam eleitores, é porque as denúncias não têm mais eficácia.

Já os simpatizantes de Marina, atraídos pela ideia de que ela é diferente, são bombardeados com factoides informando que Marina é igual ao PT.

Provavelmente os leitores aumentarão a convicção de que, com Dilma ou Marina, o jornal será sempre igual.

 
Por  Luis Nassif, via http://jornalggn.com.br

A velha “nova política” de Marina Silva

DENER GIOVANINI

É até compreensível que os “marineiros” – o pequeno grupo que segue a Osmarina Conselheira – acreditem e defendam o bordão da Nova Política. Se a própria Marina Silva já os tachou de “sonháticos”, quem sou eu para contestar o diagnóstico psicológico emitido pela entidade, quer dizer, candidata. O que realmente espanta é o fato dos [...]

É até compreensível que os “marineiros” – o pequeno grupo que segue a Osmarina Conselheira – acreditem e defendam o bordão da Nova Política. Se a própria Marina Silva já os tachou de “sonháticos”, quem sou eu para contestar o diagnóstico psicológico emitido pela entidade, quer dizer, candidata.

O que realmente espanta é o fato dos “marinados” – grupo de novos eleitores de Marina que são “contra tudo isso que ai está” – comprarem o discurso mofoemotivo da candidata do PSB.

Ao contrário dos que me rotulam de petista ou tucano, não tenho filiação política e muito menos militância partidária. Sinto-me absolutamente livre e com a consciência tranquila. Quem tem dúvidas sobre a minha inclinação ideológica basta consultar minha página no Estadão. Nunca poupei o PT ou o PSDB de críticas. Também ressalto que nesse espaço eu não atuo como repórter. Sou jornalista por formação, ambientalista por convicção, empresário por opção e brasileiro por graça divina. Meus artigos são opinativos e analíticos.

Dito isso, volto ao tema em questão.

Entendo e apoio integralmente a indignação daqueles que se sentem desprotegidos e aviltados com os escândalos de corrupção. Realmente, é de dar nojo. Corrupção é corrupção e não admite relativização. Se for do PT ou do PSDB, ou de qualquer partido que seja, tem que ser investigada e punida. O Brasil não aguenta mais tantos desmandos e, principalmente, morosidade nos julgamentos, aliada ao abrandamento da penalização dos corruptos.

Porém, pior do que a corrupção é a generalização desse conceito, numa tentativa de imputar à classe política o descrédito total. Isso é um erro gravíssimo. Corruptos não são instituições, são CPFs. Existem políticos corruptos assim como existem jornalistas corruptos, ambientalistas corruptos, empresários corruptos e brasileiros corruptos. Afirmar que o brasileiro é um povo corrupto é uma injustiça tão grande quanto afirmar que políticos são corruptos apenas por serem políticos.

Esse pensamento abre espaço exatamente para queles que se travestem de anti-político, mesmo tendo se servido a vida inteira da política. Esse é o discurso mais desonesto e hipócrita da chamada Nova Política. Tão hipócrita quanto um bando de intelectuais resmungando contra a violência enquanto consomem sua cocaína diária.

E o que essa discussão tem a ver com os “marinados”? Tem tudo.

Será que quem enxerga hoje a Marina Silva como uma forma de protesto contra a corrupção é a mesma pessoa que acredita que o escândalo do mensalão não existiu? Que o mensalão foi apenas uma “fantasia”, um “golpe” ou uma “invencionice” da imprensa?

Pois é exatamente isso o que achava Eduardo Campos, o símbolo da Nova Política de Marina Silva. Dúvida? Então leia a “Carta À Sociedade Brasileira” assinada por Eduardo Campos:

Que Nova Política é essa? Seria a política do “vamos apostar na falta de memória do eleitor”? Sinceramente, essa é mais velha que andar pra frente.

Só para lembrar: o escândalo do mensalão explodiu em maio de 2005. Marina Silva deixou o governo em maio de 2008. Ela demorou “apenas” três anos para deixar de apoiar a velha política de um governo do qual participava e dava sustentação. Eduardo Campos, ex-ministro da Ciência e Tecnologia de Lula, fez o mesmo.

Mas não existe corrupção em outros partidos também? Sim, existe. Não vamos nos esquecer do “mensalão mineiro do PSDB”, do “mensalinho” do DEM, dos escândalos envolvendo o PTB, o PMDB, o PR, entre outros.

Mas agora dizem: Marina mudou de ideia. Marina tem o direito de mudar de opinião. Marina é a NOVA POLÍTICA! Todo mundo tem todo o direito de mudar de opinião, isso é fato e saudável. Só não pode e não deve é mudar o seu passado. Se apresentar como aquilo que não é.

Francamente, caro leitor “marinado”: pesquise e analise. Não estou aqui pedindo que ninguém mude o seu voto, apenas que reflita um pouco mais sobre “tudo que ai está” e que escolha seu candidato com base em seu passado e não em velhas promessas de um novo futuro.

Concordo plenamente com Marina Silva quando ela afirma que o Brasil não pode mais ficar refém da polarização PT e PSDB. O Brasil é heterogêneo e deve sempre caminhar a favor da diversidade política. Mas nem por isso devo enxergar que partidos grandes, bem estruturados e fortes são um mal em si. Ao contrário. Ou alguém acredita que a polarização entre democratas e republicanos nos Estados Unidos é um entrave ao desenvolvimento da América? Será que a polarização entre trabalhistas e conservadores na Inglaterra fez do Reino Unido um fracasso econômico e social? Poupe-me Marina Silva.

Até nisso você falseia.

A candidata do PSB quer substituir a velha polarização PT e PSDB pela nova polarização entre a Velha e a Nova Política, da qual ela se intitulou representante oficial ao esconder no armário o seu passado.

Assim como o povo brasileiro, a maioria dos políticos não é corrupta. O problema é que os maus sempre se sobressaem aos bons. São como os policiais honestos que enfrentam o crime e se arriscam diariamente em troca de salários medíocres. Esses, apesar de compor a maioria, nunca viram manchete por serem corretos. Mas eles existem e estão lá.

Assim como estão aí os políticos que servem à Nação, sem precisar escamotear seu passado e muito menos se rotularem como “o novo” numa tentativa fazer o eleitor de otário. Basta!

Via http://blogs.estadao.com.br/dener-giovanini

Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil vai decidir entre Marina Silva e pastor Everaldo

A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) está para se decidir entre dar apoio para à candidata Marina Silva (PSB) ou ao Pastor Everaldo (PSC), ambos são membros da Assembleia de Deus.

Em entrevista à Agência Estado, o pastor Lelis Washington Marinhos, presidente da comissão política da CGADB, afirmou que a denominação ainda não decidiu o candidato e que irá conversar com a ex-senadora para poder se posicionar.

“O apoio vai ficar entre esses dois, entre Marina e o Pastor Everaldo, já há esse consenso”, garante. A decisão só não foi tomada porque a liderança da CGADB ainda não conseguiu conversar com Marina Silva depois que ela se tornou a candidata do PSB, com a trágica morte de Eduardo Campos no dia 13 de agosto.

“Alguns posicionamentos dela, a gente gostaria que fossem mais objetivos, mas temos que respeitar a tudo e a todos”, disse o pastor se referindo a temas como casamento gay, aborto e outros.

Antes da morte de Eduardo Campos a CGADB cogitava até mesmo apoiar o candidato Aécio Neves (PSDB), já que em 2010 a convenção apoiou José Serra. Mas diante de dois candidatos evangélicos, algo inédito na política nacional, eles escolherão entre estes.

“Como a igreja tem um projeto que contempla e que dá preferência a evangélicos, não faria sentido apoiar um candidato que não é da igreja”, afirmou o pastor Lelis.

Marina Silva e Everaldo visitam AD Belém em SP

Em 4 de agosto Marina e Eduardo Campos estiveram na sede da Assembleia de Deus Belém em São Paulo para participarem de um encontro com os obreiros e líderes da igreja. Marina Silva – que era vice na chapa do PSB – teve também a oportunidade de falar, mas fez apenas uma ministração deixando que o então candidato à presidência falasse sobre a parte política.

pastor everaldo na ad CGADB vai decidir entre Marina Silva e pastor Everaldo

Com sua Bíblia nas mãos, ela recebeu a oportunidade de falar com os presentes do pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB. Na ocasião ela falou sobre sua conversão aos 37 anos de idade e pregou sobre o texto de Mateus 27:11.

O pastor Everaldo Pereira também esteve na AD Belém no evento e falou aos presentes minutos antes da chegada de Marina e Eduardo Campos.

No dia 3 de setembro o candidato do PSC participou de um encontro da CGADB, dessa vez na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, durante a 4ª Escola Bíblica Nacional (EBN) de Obreiros. Apesar de ter a oportunidade de falar, o blog do pastor José Wellington deixou claro que a presença de Everaldo não significa que a igreja já definiu seu candidato.

Via http://noticias.gospelprime.com.br/cgadb-marina-silva-pastor-everaldo/

“Marina Silva se rendeu ao mercado”

Dona de belos olhos azuis, madeixas-afro, com um sotaque gaúcho inconfundível, a bela Luciana Genro diz, com exclusividade ao Diário da Manhã, que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PSB) rendeu-se ao mercado privado e não representa o novo. Advogada e professora, a candidata do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) ao Palácio do Planalto abençoa a proposta de realização de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva para aprovar uma Reforma Política com financiamento público de campanhas eleitorais.

Além de aprovar a regulação social da mídia, é, hoje, a única a defender a revisão da Lei de Anistia. Para que as graves violações dos Direitos Humanos ocorridas à época da ditadura civil e militar (1964-1985) não fiquem impunes. A sua referência é a resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos que classifica a tortura crime imprescritível e o desaparecimento forçado, método universalizado no Cone-Sul nas décadas de 1960, 1970 e 1980, crime de sequestro permanente, continuado, não passível de anistia ou perdão.

Filha do atual governador do Rio Grande do Sul que disputa a reeleição com reais chances de vitória, o petista Tarso Genro, considerado o nome mais qualificado e à esquerda do PT Institucional, ela já exerceu os mandatos de deputada estadual e federal, abriu, com Heloísa Helena, a ex-senadora barulhenta da CPMI do mensalão,  escândalo que abalou as hostes petistas no turbulento anos de 2005, uma dissidência no Partido dos Trabalhadores e fundou, em 2014, o PSol, legenda que possui, hoje, três deputados federais e um senador.

História

Integrante da tendência interna Movimento de Esquerda Socialista (Mes), que sofre influências das ideias do revolucionário ucraniano, nascido em 1879 em Yanovka, mas que liderou a insurreição vermelha de outubro de 1917 na Rússia, Liev Davidovich Bronstein, Leon Trotsky, a ex-parlamentar afirma ao Diário da Manhã, sob os olhares atentos dos militantes socialistas  Weslei Garcia, Cíntia Dias, Elber Sampaio, Reinaldo Pantaleão, Henrique Lemos e Fernando Leite que o socialismo ainda é uma utopia possível. Uma socialista radical que sonha com um novo amanhã.

Perfil

Nome: Luciana Genro

Partido: PSol

Formação: Direito

Facção: Movimento da Esquerda Socialista

Linhagem: Marxista e trotskysta

Projeto: É candidata à Presidência da República

Curiosidade: Tarso Genro, seu pai, é governador do Rio Grande do Sul e petista moderno

Em Tempo

“Marina Silva está em contradição com o humor das ruas de 2013”
  • Marina Silva

Esse é o caminho para manter tudo o que está. Até para piorar. A política proposta por Marina Silva, de manter o tripé econômico da “Era Fernando Henrique Cardoso”, de responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação, trará arrocho nos gastos públicos. Em contradição com o humor das ruas, das manifestações públicas de maio, junho e julho de 2013. Que é mais verbas para a Saúde, para a Educação de qualidade e por um transporte público decente. Marina Silva propõe o oposto disso: a contenção de gastos para fazer o superávit primário. Trocando em miúdos: economia do dinheiro público para pagar juros da dívida pública. 

  • Independência do BC

A proposta de Marina Silva de independência do Banco Central significa passar de papel passado a política monetária e financeira do País para o mercado, para o capital financeiro, para os bancos e os mercados. É o que definirá os empregos, o crédito, a inflação. É abrir mão do direito constitucional de governar de fato o Brasil.

  • Perfil

Quando Marina Silva saiu do PT, nós a procuramos, para estabelecermos um diálogo. Acreditávamos que ela estava fazendo uma ruptura à esquerda em relação ao PT, como nós fizemos com a criação do Partido Socialismo e Liberdade (PSol). De não aceitar governar com Sarney, com Collor. De não aceitar a continuidade da política econômica de Fernando Henrique Cardoso. Ela nos disse que não tinha identidade com a esquerda, com o PSol. Segundo ela, a sua ruptura era para unificar PT e PSDB. Hoje, as propostas que Marina Silva apresenta estão coerentes com a plataforma de quando ela saiu do PT.

  • Flexibilização do PSB

A flexibilização de seu programa é o resultado da cessão às pressões. Ela se rendeu aos agronegócio ao defender os transgênicos. Marina Silva já havia cedido às pressões dos usineiros, afirmando que era preciso aumentar o preço do álcool. A ex-ministra recuou em relação aos banqueiros ao defender a autonomia do Banco Central. Ele cedeu aos setores mais reacionários da política nacional e jogou no lixo o seu programa LGBT e a luta contra a homofobia 24 horas após quatro twittes do pastor Silas Malafaia.

  • Previsão

Se antes de ganhar as eleições ela já cede a essas pressões, imagine quando Marina Silva estiver governando!

  • Estratégia do PSol

A estratégia é aumentar nossa bancada. A ideia é fortalecer o PSol nos Estados. A minha missão é auxiliar o partido, em Goiás, a se desenvolver (Com Weslei Garcia, Cíntia Dias, Elber Sampaio, Fernando Leite, Henrique Lemos, Reinaldo Pantaleão). A tática é dobrar a nossa bancada federal e triplicar as bancadas estaduais. Independentemente do resultado das eleições porém, o PSol continuará nas lutas sociais urbanas e rurais. Para mudar o Brasil.

  • Diferenças políticas

Diferença total (entre Luciana Genro, Marina Silva, Aécio Neves e Dilma Rousseff). Elas (e Aécio Neves) defendem uma política econômica que beneficia os bancos. Em 2014, os bancos aumentaram os seus lucros. Uma política que privilegia o pagamento dos juros da dívida pública. Uma dívida ilegítima. Uma dívida que precisa ser auditada. De forma independente. Além de manter um sistema tributário que privilegia o capital e joga a crise em cima da classe trabalhadora.

  • Reforma Política

O PSol defende a realização de uma Reforma Política por uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva para abordar o tema. Para aprovar o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais. Contra o abuso do poder econômico. A Consulta Popular e o MST deflagraram, e têm o nosso apoio, um movimento por uma Assembleia Constituinte Exclusiva para aprovar a Reforma Política. Para acabar com o financiamento privado, a desigualdade no tempo de televisão e rádio, a venda de partidos que se oferecem aos grandes…. Constituinte exclusiva para fazer as reformas estruturais… É fundamental  para que tenhamos uma verdadeira democracia!

  • Federalização

A federalização da Celg é uma necessidade para que o abastecimento de energia ocorra de forma adequada. Mas é preciso garantir os direitos dos trabalhadores e dos usuários. Além de acabar com os aumentos abusivos das tarifas. 

  • Projeto de poder

Os setores estratégicos da economia devem continuar sob tutela estatal.

  • Ditadura civil e militar

A nossa luta é para que a Lei de Anistia (Promulgada em 28 de agosto de 1979, por João Baptista Figueiredo, o general-presidente de plantão) não seja um obstáculo à persecução penal àqueles agentes públicos responsáveis crimes contra a humanidade, crimes hediondos, como torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados. Isso é uma determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos. À qual o Brasil aderiu voluntariamente.

  • Socialismo

Sem dúvida nenhuma. O socialismo sempre será uma possibilidade histórica. Enquanto o capitalismo continuar fracassando, sustentando a sua determinação de manter a exploração, a desigualdade social, de renda e o abismo entre ricos e pobres.

  • 2016

Se meu pai for reeleito governador do Rio Grande do Sul (é Tarso Genro) não poderei disputar nada.

“Marina Silva nos falou que queria unir o PT ao PSDB

Luciana Genro,Presidenciável do PSol

(Renato Dias, Diário do Manhã)

Volkswagen monitorou Lula e sindicalistas na ditadura, diz Reuters

O ex-presidente Lula não quis comentar o assunto Reuters

A Volkswagen espionou ativistas sindicais brasileiros na década dos anos 1980 e passou informações sobre reivindicações salariais e outras discussões privadas à ditadura militar do país, de acordo com documentos recentemente descobertos que foram vistos pela Reuters.

A montadora monitorou secretamente seus próprios trabalhadores, bem como dirigentes sindicais proeminentes da época. Um dos alvos da Volkswagen foi Luiz Inácio Lula da Silva, que viria a ser presidente do Brasil de 2003 a 2010 e continua sendo um dos políticos mais influentes na cena nacional.

Os documentos foram recentemente descobertos em arquivos do governo por pesquisadores que estão contribuindo com os trabalhos da CNV (Comissão Nacional da Verdade), que investiga abusos ocorridos durante o regime militar de 1964 a 1985 a pedido da presidente Dilma Rousseff.

A Reuters informou no mês passado que a comissão encontrou indícios de que diversas empresas, incluindo a Volkswagen e outras montadoras estrangeiras, ajudaram os militares a identificar ativistas sindicais na década de 1980 para suprimir a agitação trabalhista.

Agora, de acordo com líderes da CNV, 20 páginas de documentos marcados como “confidencial” que a Volkswagen deu aos militares em 1983 e 1984 fornecem a prova ainda mais clara de que algumas empresas foram mais longe, ao recolher de sua própria inteligência informações sobre atividades sindicais para então compartilhar esse material com autoridades.

Nos documentos, a Volkswagen forneceu dados extensos de mais de uma dezena de reuniões sindicais na Grande São Paulo. A empresa retransmitia planos de trabalhadores sobre greves, bem como suas demandas por melhores salários e condições de trabalho.

A empresa divulgou alguns nomes de trabalhadores da Volkswagen que participaram de eventos de sindicato e, em pelo menos dois casos, forneceu a marca e a placa de veículos presentes em atos sindicais.

A Volkswagen também relatou a exibição de um filme com temática socialista na sede de um sindicato; o conteúdo de folhetos distribuídos do lado de fora de sua fábrica e os nomes daqueles que distribuíram os panfletos; e um incidente em que “vários funcionários viciados foram surpreendidos fumando maconha”.

Tais informações foram tipicamente usadas pela polícia para monitorar, constranger e deter sindicalistas na esperança de desencorajar agitações trabalhistas futuras, disse Sebastião Neto, membro da CNV. Ele citou o material que a comissão reuniu a partir do depoimento de trabalhadores que sofreram esse tipo de tratamento.

As empresas podem enfrentar processos cíveis ou demandas de reparação caso sejam consideradas culpadas por terem contribuído para violações de direitos humanos de seus trabalhadores durante a ditadura, segundo afirmam alguns promotores.

Outros duvidam que a prova obtida até agora seja suficiente para levar adiante um processo judicial. Eles dizem que o verdadeiro valor do trabalho da CNV reside na construção de um relato mais completo de abusos cometidos no passado para que o Brasil, que é agora uma democracia estável, nunca sofra um período tão obscuro novamente.

Os documentos foram encontrados em um arquivo nacional por historiadores profissionais contratados por um sindicato local para trabalhar em coordenação com a CNV. Neto disse que os documentos serão incluídos no relatório final da comissão da verdade, previsto para dezembro.

Volks promete investigação própria    

Em resposta a perguntas da Reuters sobre os novos documentos, a Volkswagen repetiu uma promessa que fez quando da publicação da primeira reportagem exclusiva sobre o assunto em agosto, afirmando que vai “investigar todos os indícios” de que funcionários forneceram informações aos militares.

Nenhuma outra empresa de grande porte com operações no Brasil tem um compromisso público para uma iniciativa desse tipo.

“A Volkswagen é reconhecida como um modelo por tratar seriamente a sua história corporativa”, disse a empresa em um comunicado. “A empresa irá lidar com este assunto da mesma forma”, acrescentou.

A Volkswagen tem aparecido repetidamente como uma fornecedora de informações aos militares durante a ditadura no Brasil.

A montadora, contudo, não foi a única empresa que relatou atividades sindicais para militares, segundo pesquisadores e acadêmicos. A ditadura suprimiu os esforços de trabalhadores por melhores salários como uma parte central de seu modelo de crescimento econômico e viu as greves como uma ameaça comunista à estabilidade. Inúmeras empresas enfrentaram pressão para colaborar.

A Volkswagen foi uma das 19 empresas brasileiras e estrangeiras que participaram de reuniões regulares com autoridades militares e policiais na região do Vale do Paraíba, uma área industrial a cerca de 90 quilômetros da cidade de São Paulo. As reuniões começaram em julho de 1983, em um momento de crescente agitação trabalhista na área.

Nas reuniões, as empresas trocaram informações sobre o planejamento de greves e demissões em massa, de acordo com relatórios dos encontros feitos pelo Ministério da Aeronaútica.

Nas atas dos encontros, que foram fornecidas à Reuters por pesquisadores da CNV, a Volkswagen foi a única companhia que apresentou relatórios por escrito sobre atividades sindicais em pelo menos três ocasiões.

Os documentos foram anexados às atas dos encontros. Eles não indicam como a Volkswagen obteve a informação, mas o nível de detalhe sugere que a empresa pode ter enviado pessoal de segurança para monitorar eventos sindicais ou recebeu informações de trabalhadores infiltrados, segundo pesquisadores.

Por exemplo, a Volkswagen informou às autoridades sobre a exibição de um filme sobre a revolução russa na sede de um sindicato. Em um memorando, a montadora descreveu como trabalhadores bloquearam as portas para a sala de projeção e desativaram o elevador do edifício “para evitar uma possível apreensão da fita por parte do Departamento do Censura da Policia Federal”.

O memorando diz ainda que “vinho quente, pipoca e chocolate” estavam disponíveis durante a exibição do filme e o nome do trabalhador que vendeu os produtos.

A Volkswagen também documentou amplamente um comício sindical de 19 de junho de 1983, que contou com Lula. Ele não era um empregado da empresa, mas era uma estrela em ascensão no movimento trabalhista nacional na época. A Volkswagen citou Lula como um crítico à “pouca vergonha do governo” e por incentivar trabalhadores a interromper, como gesto de protesto, os pagamentos de prestações ao BNH (Banco Nacional da Habitação) pela compra de imóveis.

A companhia registrou o número da placa de um ônibus que transportava trabalhadores para Brasília após o comício sindical, bem como o nome da empresa que o operou.

Um porta-voz de Lula se recusou a comentar sobre os documentos.

Geovaldo Gomes dos Santos, um ex-oficial de controle de qualidade que se aposentou da Volkswagen em 2003, foi nomeado nos documentos como tendo organizado uma reunião em 21 de junho de 1983 para tratar de um encontro regional de metalúrgicos.

O nome dele também apareceu em uma “lista negra” de ativistas sindicais na Grande São Paulo que a polícia preparou no início dos anos 1980, cuja existência a Reuters revelou no mês passado.

Ao ser informado que tinha seu nome citado em um novo conjunto de documentos, Santos disse: “Isso é um absurdo”.

Ele afirmou que, à luz das informações, pode tentar processar a Volkswagen ou ex-executivos da montadora por danos morais.

“Eu não quero dinheiro”, disse ele. “É tão nojento o que eles fizeram. Nós não estávamos fazendo nada de anormal. Por quê eles estavam nos espionando? Sindicatos deve ser apenas uma parte normal do capitalismo”, afirmou.

Pela terceira vez em cinco anos, África do Sul nega visto ao Dalai Lama

Do Diário de Notícias de Lisboa

África do Sul volta a negar visto ao Dalai Lama

Dalai Lama
Dalai LamaFotografia © EPA

O Dalai Lama cancelou uma viagem prevista para outubro à África do Sul, para assistir à gala anual de prémios Nobel da Paz, depois de o Governo sul-africano lhe ter negado um visto, informou hoje o diário Cape Times.

Trata-se da terceira visita em cinco anos que o líder religioso tibetano cancela devido à não-concessão de visto para entrada no país africano, que mantém estreitas relações com a China.

“Para já, o Dalai Lama decidiu cancelar a sua viagem à África do Sul”, disse ao jornal Nangsa Choedon, representante do líder religioso no país africano.

Nangsa Choedon indicou que representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano lhe comunicaram na semana passada que não seria concedido visto ao Nobel da Paz em 1989, embora ainda não tenha recebido uma confirmação escrita da decisão.

Porta-vozes do ex-presidente sul-africano Frederik de Klerk e do arcebispo Desmond Tutu, ambos Nobel da Paz, protestaram contra a negação do visto.

A XIV edição da Conferência Mundial de Prémios Nobel da Paz realiza-se de 13 a 15 de outubro na Cidade do Cabo.

 

União de ambientalistas e empresários é risco ao trabalhador

da Rede Brasil Atual

A economia ‘verde’, o subsídio aos empresários e a ameaça de retirada de direitos

Raquel Varela, coordenadora do Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais da Universidade Nova de Lisboa, alerta que aliança de ambientalistas e empresários coloca trabalhadores em risco
por Diego Sartorato, da RBA.

MIGUEL A. LOPES/EFE

Em Portugal, sindicatos estão na defensiva, lutando para no máximo evitar danos maiores ao mercado de trabalho

São Paulo – O discurso da preservação ambiental e da sustentabilidade é muito comumente classificado no campo ideológico da esquerda: afinal, que interesse teriam os empresários em reformular seus métodos de produção para adequar-se a uma economia “verde”? Eduardo Jorge (PV) e Marina Silva (PSB), candidatos a presidente da República cujo programa de governo dá maior peso às questões ambientais, ajudam a fortalecer essa impressão: enquanto Jorge une em seu discurso o ambientalismo à defesa de direitos sociais como o aborto e o uso de drogas psicoativas, pautas do campo progressista e em oposição à política conservadora, Marina insiste em apresentar-se como gestora da “nova política”, e chama para o diálogo a juventude que foi às ruas em junho de 2013 ao lado do Movimento Passe Livre.

No entanto, pode não ser exatamente assim. Raquel Varela é historiadora da Universidade Nova de Lisboa, coordenadora do Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais e investigadora do Instituto Internacional de História Social, e afirma que setores do empresariado aliados a políticos “verdes”, como os produtores de cana-de-açúcar e os bancos que apoiam a candidatura de Marina, têm muito a ganhar com a conversão da economia nacional: a começar por investimentos diretos do Estado na forma de subsídios, e até uma oportunidade para retirar direitos trabalhistas ao longo de processos de desindustrialização e reindustrialização, como ocorre hoje na Europa.

“Esse discurso [ambientalista] implica gigantescas massas dos orçamentos públicos para a ‘economia verde’, que não tem nada de verde. Sou coordenadora de um estudo internacional sobre os operários navais, e o grande objetivo do sindicato internacional que organiza esses trabalhadores é subsídios para a ‘reconversão verde’ dos navios. Isso é uma fraude”, diz.

“Não há ‘reconversão verde’ nenhuma dos navios, o que há é uma gigantesca alocação de recursos públicos no setor privado, com a desculpa de salvar a todos nós. Na minha opinião, ‘economia verde’ é isso: um novo nome para uma política de subsídios às empresas”, ressalta a professora. “Sob esse discurso, temos assistido a coisas absurdas como, por exemplo, a privatização dos resíduos sólidos das cidades, o uso de energias renováveis de uma forma que levam a um gasto ainda maior de combustíveis fósseis, ou monoculturas para produção de combustíveis renováveis que acabam agravando o problema da produção de alimentos, criando dependência alimentar.”

Para Raquel, um programa “verde” verdadeiramente progressista teria de lidar, principalmente, com a reforma agrária e o regime de propriedade no campo. “Não há ambientalismo sério, digno desse nome, que não coloque em discussão o regime de propriedade. A contínua expulsão de trabalhadores do campo para a cidade, e a contínua exploração capitalista do campo, levam necessariamente aos latifúndios e à monocultura. Em Portugal, isso ocorre com a plantação de eucalipto para fazer pasta de papel. Então os ambientalistas são capazes de defender que não se derrube a mata nativa, mas ninguém questiona o regime de propriedades que torna os proprietários de terras, grandes e pequenos, dependentes dos preços fixados pelas empresas, que operam em monopólio”, ressalta. No Brasil, 70% da produção para consumo interno vem da agricultura familiar, organizada em pequenas propriedades, enquanto o agronegócio concentra-se nas monoculturas de soja, milho e cana de açúcar.

É dessa forma que o “ambientalismo”, quando aliado ao capitalismo, ajuda a apressar a transformação do Estado de bem-estar social, modelo que utiliza programas sociais de transferência de renda para reduzir os efeitos da pobreza, em “Estado de bem-estar do capital”, voga no Velho Continente desde a crise econômica de 2008 e seus desdobramentos: “O que se passa hoje na Europa é que o Estado social passou por uma série de formas de privatização que chamamos de privatização não clássica. Incluem, portanto, parcerias público-privadas, subcontratação de serviços públicos por empresas privadas, certas aplicações rentistas, como a dívida pública, paga, sempre, por meio de cortes no Estado social. O que temos é uma erosão, uma descapitalização do orçamento do estado social em nome das transferências para as grandes empresas privadas.” Ela cita como exemplo o fato de PPPs em Portugal chegarem a uma taxa de rentabilidade de 18%, “o que só existe no tráfico de drogas”, e a salvação de bancos privados com dinheiro público.

Em Portugal, a pesca e a agricultura representavam 30% da riqueza nacional na década de 1950, mas, hoje, são 1,6% do Produto Interno Bruto, processo que foi acompanhado, no mesmo período, pela desindustrialização: se 26% da riqueza de Portugal já foi garantida pela indústria, hoje são apenas 12%. O movimento é continental: na União Europeia, a indústria caiu de 22% do PIB para 15,6% da riqueza criada nos países da Zona do Euro na última década, mas há esforço pela reindustrialização, motivado, principalmente, pela desvalorização dos salários e pelo fim de programas assistenciais ao longo do mesmo período, e com maior intensidade desde 2008, com a ascensão de governos guiados pelo princípio maior da austeridade com o orçamento do Estado. A questão é de competitividade: com menos direitos trabalhistas, é possível concorrer com os preços chineses, produzidos sob condições de trabalho precárias, análogas à escravidão.

“Há uma tentativa de exportar o modelo chinês a todo o mundo. Há, até, uma tentativa das várias frações da burguesia para reindustrializar Portugal, Inglaterra e Espanha, renovar algumas indústrias nesses países. Em Portugal isso se verifica, não sei se é o caso do Brasil, porque houve um brutal arrocho salarial e isso faz com que volte a compensar, do ponto de vista da produção do lucro, ter essas empresas na Europa, de forma geral”, afirma. A contraposição entre o Estado de bem-estar social e o modelo chinês de produção foi o que levou o senador Romero Jucá (PMDB-RR) a se rebelar contra o apoio de seu partido à reeleição de Dilma Rousseff (PT): para ele, a presidenta peca por manter benefícios sociais aos trabalhadores brasileiros, enquanto a economia precisaria de “ajustes” para ser mais competitiva.

O resultado desse processo na Europa, além da degradação da qualidade de vida dos assalariados, foi também a desmobilização das entidades de classe. “Trata-se de um momento histórico absurdo, no qual os sindicatos nem sequer lutam por aumentos salariais, mas para evitar mais reduções salariais. No Brasil não está assim, mas em Portugal, sim. Nos próprios sindicatos há crise. A taxa de sindicalização em Portugal, neste momento, já está na ordem dos 15%, no setor público. No final dos anos 70, a taxa era de 60%”, aponta. O desemprego é uma das questões sociais mais graves para o continente hoje, após o aprofundamento de uma política econômica que desprivilegia o trabalhador: na União Europeia, a taxa é de 10,2%, enquanto que nos países que adotaram o Euro como moeda, a taxa chega a 12%. A pior situação ocorre em Portugal (15,5%), Espanha (26%) e Grécia (27%).

“O que verificamos foi que, na Europa, não existe mais partido, de direita ou de esquerda, que defenda o pleno emprego. Essa era uma das principais bandeiras da Revolução [dos Cravos, que derrubou a ditadura militar portuguesa em 1974]. Seria essencial que retomássemos essa prioridade. No sistema capitalista, o direito ao trabalho é o direito a todas as coisas, à própria vida”, pondera.

 

Mais médicos: 95% da população está satisfeita e 85% diz que atendimento melhorou muito

Jornal GGN - O Programa Mais Médicos, do governo federal, completou um ano, nesta semana, desde que os primeiros profissionais começaram a atuar. Uma pesquisa inédita mostra: 95% da população atendida e entrevistada diz estar satisfeita com a atuação dos médicos, com notas acima de 8 para os profissionais, e 86% avalia que o atendimento melhorou muito.

“O programa Mais Médicos efetivamente está garantindo mais acesso, qualidade e mais humanização no atendimento. E essa pesquisa confirma que aqueles que usam o Programa Mais Médicos, na periferia de grandes cidades, no interior do país, na Floresta Amazônica, no sertão nordestino, estão muito satisfeitos com o médico”, disse o ministro da Saúde Arthur Chioro, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (04).

A pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) entrevistou 4 mil pessoas em 200 municípios que contam com os médicos do programa, entre junho e julho deste ano.

A grande maioria (96%) afirmou que os profissionais são competentes e 90% aprovaram o tratamento durante o atendimento.

Um total de 84% dos entrevistados revela estar satisfeito com a duração da consulta médica, 83% vê uma melhoria nos esclarecimentos sobre os problemas de saúde e 80% estão contentes com o acompanhamento do paciente pelo mesmo profissional. Além disso, os usuários observaram que foram informados sobre outras formas e prevenção e ação: 67% receberam recomendações de alimentação e 56% de atividades físicas.

Em perguntas espontâneas, os entrevistados levantaram os pontos fortes do Programa Mais Médicos: 56% afirmaram que aumentou o atendimento e número de consultas, 33% ressaltaram a presença de médicos todos os dias nas unidades básicas e 37% elogiaram os médicos como atenciosos.

Apenas 2% considera que o Programa está pior do que o esperado, contra 74% que acredita estar melhor, e 19% acha que está como se esperava.

Mais formação

Junto com a apresentação da pesquisa, o ministro da Saúde anunciou, ao lado do ministro da Educação Henrique Paim, o terceiro eixo do Programa: 39 municípios receberão cursos de Medicina, ampliando também a área de especialização, com as residências médicas.

As cidades escolhidas têm 70 mil habitantes, não dispunham de curso superior para médicos, localizadas em 11 estados do país e nenhum dos municípios é capital. A intenção é oferecer a formação em regiões que necessitam do curso, mas que tenham estrutura da rede de saúde para realizar as atividades práticas, sobretudo no programa de residência.

Uma das condições para instituições de ensino superior receberem os cursos é realizar investimentos na rede de saúde.

O anúncio é parte da previsão de criar, até 2017, mais 11,5 mil vagas de graduação e 12,4 de residência, com foco na valorização da Atenção Básica e outras prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). Novas faculdades serão instaladas em regiões do Norte e Nordeste e em cidades do interior do país.

Desde a criação do Mais Médicos, os cursos de Medicina estão, em sua maioria, em municípios do interior: 11.269 vagas, diante de 10.045 em capitais. Antes, até 2012, as capitais tinham a maior oferta de vagas de graduação de médicos. 

Via http://jornalggn.com.br

 

Câncer de próstata: fumar após o diagnóstico pode matar mais do que o tumor!

Essa é uma daquelas notícias que considero como utilidade pública e que precisa de divulgação entre médicos e pacientes.

É muito comum pacientes com câncer não abandonarem por completo hábitos prejudiciais à saúde ou com potencial para isso. Essa atitude muitas vezes é tolerada por médicos que, considerando os desejos do paciente e a gravidade da doença, acabam por aceitar algumas atitudes potencialmente prejudiciais, mas com pouco impacto nos anos subsequentes ao diagnóstico de um câncer.

Com o cigarro não é diferente, é relativamente comum pacientes manterem o hábito após o diagnóstico e também não incomum, médicos tolerarem escapes em relação ao cigarro. Isso ocorre em consideração ao grande estresse já causado pela doença e pela possibilidade pequena de diminuir o risco de novos tumores causado pelo fumo em um curto prazo de tempo. Acredita-se que o risco para tumores em uma pessoa que parou de fumar volte a ser o mesmo de uma pessoa que não fuma apenas 20 anos a interrupção do tabagismo.

Contudo, um estudo americano realizado com financiamento público, veio para mudar radicalmente essa postura. Segundo publicação de dezembro de 2013, baseada no seguimento de pacientes ao longo dos anos, a chance de um paciente morrer com câncer e que fuma (diariamente ou eventualmente) é 76% maior do que o risco de morrer de um paciente com câncer e que parou de fumar assim que recebeu o diagnóstico.

Quando os pesquisadores analisaram o tempo médio de vida após o diagnóstico do câncer, mais números impressionantes: a sobrevida média para quem continuou fumando foi de apenas de 2,4 anos e a sobrevida de quem parou completamente o tabagismo foi de 4,4 anos.

No estudo, o tabagismo afetou não apenas pacientes com tumores reconhecidamente causados pelo fumo, como os tumores de pulmão, estômago ou bexiga. Pacientes com outros tumores também apresentaram risco elevado de morte quando mantiveram o tabagismo. O risco de morrer quando comparamos tabagistas aos ex-tabagistas é 34% maior quando consideramos todos os tipos de tumores em conjunto e 127% maior para quem recebeu o diagnóstico de câncer de próstata.

Especificamente para o câncer de próstata, esse estudo traz informação de extrema importância. Com o diagnóstico oportuno dos tumores, novas drogas que podem prevenir os pouco agressivos, com os métodos de tratamento clínico da doença avançada – que prolonga a vida com qualidade – e com o tratamento cirúrgico cada vez mais personalizado, podemos curar mais de 85% desses pacientes.

Ou seja, pacientes com câncer de próstata localizado ou avançado sobreviverão por muitos anos e estarão expostos as ações de saúde que tragam benefícios a curto ou a longo prazo. Nesse grupo de pacientes o benefício da parada do tabagismo pode ser concreto em trazer com mais anos de vida e com qualidade para desfrutar com suas famílias e pessoas queridas.

Dessa forma, todos os médicos que lidam com pacientes nessas condições devem reforçar a necessidade instruir seus pacientes a parar de fumar e, se possível, oferecer facilidades para que isso ocorra, como implantação de programas antitabagismo, indicação de profissionais capacitados e oferecer informação em linguagem simples. Para termos uma ideia a importância da organização dos médicos nesse sentido, sabe-se que apenas 50% dos pacientes tabagistas e com câncer nos EUA recebem orientação formal para interromperem o vício.

Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de um câncer ela em pouco tempo torna-se muito aberta a tudo que possa ajudar no tratamento e prevenção de novos problemas.

Esse é o momento de ouro para o médico e pode ser a diferença entre a vida e a morte para o paciente.

Por César Cãmara, via www.cesarcamara.com.br

Programa de Marina Silva prega terceirização irrestrita, alerta jurista

 
O programa econômico da candidata Marina Silva (PSB), lançado na sexta-feira 29, além de defender a autonomia do Banco Central, propor a redução do papel dos bancos públicos, acabar com a política de créditos direcionados, também propõe a terceirização ampla e irrestrita para todas as empresas, o que fere a Constituição Federal, precariza as relações de trabalho e representa uma ameaça para os trabalhadores. A avaliação é do advogado trabalhista Maximiliano Nagl Garcez, diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (Alal) e pesquisador-visitante na Harvard Law School.

 

 Clique aqui e veja também: Bancos negam que haja demissões e defendem terceirização sem limites

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“O posicionamento dessa candidatura a respeito desse tema é extremamente assustador, porque já enfrentamos no sistema financeiro uma crescente terceirização, que reduz salário e retira direitos. E estamos correndo o sério risco de legalização da terceirização com os dois projetos em tramitação no Congresso (o PL 4330 na Câmara e o PLS PLS 087 no Senado) e o julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF”, alerta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Veja abaixo a análise do advogado Maximiliano Nagl Garcez sobre o programa de Marina Silva:

1. Programa de Marina Silva defende com unhas

e dentes a terceirização ampla e irrestrita

Ao pesquisar a palavra “terceirização” no Programa da candidata Marina Silva, li com extrema preocupação os trechos abaixo (íntegra disponível em http://marinasilva.org.br/programa/), que são muitíssimos parecidos com as propostas mais reacionárias e conservadoras existentes hoje no Brasil visando prejudicar os trabalhadores (como por exemplo o nefasto PL 4330):

Página 75: “…terceirização de atividades leva a maior especialização produtiva, a maior divisão do trabalho e, consequentemente, a maior produtividade das empresas. Com isso, o próprio crescimento do setor de serviços seria um motor do crescimento do PIB per capita. Ambas as explicações salientam o papel do comércio e serviços para o bem-estar da população. Mesmo assim, o setor encontra uma série de entraves ao seu desenvolvimento. Há no Brasil um viés contra a terceirização, e isso se traduz bem no nosso sistema tributário, que impõe impostos como ISS e ICMS − em cascata ou cumulativos − em transações que envolvem duas ou mais empresas. A consequência: algumas atividades que poderiam ser terceirizadas por empresas acabam realizadas internamente, em prejuízo da produtividade, porque essa forma de tributação eleva os custos e tira a vantagem da operação.”

E ainda que o trecho acima ainda fosse suficientemente claro, logo à frente fica ainda mais evidente a defesa escancarada da terceirização (contra a qual o movimento sindical e várias entidades da sociedade civil organizada vem lutando):

Página 76: “Existe hoje no Brasil um número elevado de disputas jurídicas sobre a terceirização de serviços com o argumento de que as atividades terceirizadas são atividades fins das empresas. Isso gera perda de eficiência do setor, reduzindo os ganhos de produtividade e privilegiando segmentos profissionais mais especializados e de maior renda. O setor de serviços é mais penalizado por esse tipo de problema, ficando mais exposto à consequente alocação ineficiente de recursos com perda de produtividade.”

Segue a péssima proposta da candidata, também à pág. 76: “Disciplinar a terceirização de atividades com regras que a viabilizem, assegurando o equilíbrio entre os objetivos de ganhos de eficiência e os de respeito às regras de proteção ao trabalho.”

Qualquer trabalhador ou sindicato que conheça o mundo do trabalho sabe que viabilizar a terceirização em todas as atividades de uma empresa, sem qualquer limite, por definição significa um enorme desrespeito “às regras de proteção ao trabalho”, como veremos a seguir.

2. O modelo precarizante proposto por

Marina Silva viola a Constituição Federal

A Constituição Federal de 1988 se configura como impedimento à eliminação e limitação do direitos trabalhistas e sindicais, defendida pelo programa da candidata Marina Silva e pelo PL 4330, de 2004. Tais propostas significam uma séria ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos, à sociedade e à democracia.

Veremos a seguir que é evidente a inconstitucionalidade, injustiça e inconveniência de tais propostas.

A primeira inconstitucionalidade da proposta de Marina Silva reside no princípio da igualdade, contido no art. 5º.,caput, da Constituição Federal. Está inserido no rol dos direitos fundamentais do cidadão, categoria de direitos que não estão afetos a restrições infraconstitucionais, o que significa que não podem ser limitados pelo ordenamento jurídico, seja quanto à regulamentação, efetivação ou exercício desses direitos.

Vejamos a redação do caput do art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:” (…) Ao prever uma ampla e irrestrita terceirização, há flagrante violação ao princípio da isonomia. A jurisprudência do STF demonstra que a proposição, caso venha a ser transformada em lei (o que, diga-se de passagem, consideramos altamente indesejável, ante sua completa inadequação com nosso ordenamento jurídico), seria considerada manifestamente inconstitucional: “Estabelece a Constituição em vigor, reproduzindo nossa tradição constitucional, no art. 5º, caput (…). (…) De outra parte, no que concerne aos direitos sociais, nosso sistema veda, no inciso XXX do art. 7º da Constituição Federal, qualquer discriminação decorrente – além, evidentemente, da nacionalidade – de sexo, idade, cor ou estado civil. Dessa maneira, nosso sistema constitucional é contrário a tratamento discriminatório entre pessoas que prestam serviços iguais a um empregador.” (RE 161.243, Rel. Min. Carlos Velloso, voto do Min. Néri da Silveira, julgamento em 29-10-1996, Segunda Turma, DJ de 19-12-1997.) negritamos O caput do art. 5º. deve ser interpretado em conjunto com os seguintes incisos do art. 3º. da CF: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

O art. 1º da Constituição Federal Brasileira coloca o valor social do trabalho, ao lado da dignidade da pessoa humana, como bens juridicamente tutelados e como fundamento para a construção de um Estado Democrático de Direito:

“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (…) III – a dignidade da pessoa humana;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.”

A interpretação e a aplicação do Direito do Trabalho estão obrigatoriamente condicionadas aos princípios constitucionais de valorização do trabalho e do trabalhador como fator inerente à dignidade da pessoa humana. Ao se eleger a dignidade do ser humano como fundamento da República Federativa do Brasil, constitucionalizam-se os princípios do direito laboral, com força e imperatividade aptas a conferir ao trabalho e ao trabalhador, o significado de sustentação do próprio sistema da nação brasileira. Tal proceder efetiva o Estado Democrático de Direito, fazendo com que os objetivos políticos decididos pela Constituição sejam atingidos por meio de todo o ordenamento jurídico.

A proteção da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho impede que qualquer norma que a viole (como tenta fazer o PL 4330 e a terceirização ampla e irrestrita defendida por Marina Silva) seja considera constitucional. Tal princípio impede qualquer atitude ou norma que diminua o status da pessoa humana enquanto indivíduo, cidadão e membro da comunidade. O tratamento dado ao terceirizado por Marina Silva, visto somente como um mero fator de produção, viola frontalmente tais princípios contidos no art. 1º. da Carta Magna.

3. Da ultrajante defesa de terceirização de toda

atividade empresarial no Programa de Marina Silva

A proposta de Marina Silva é clara: acabar com a discussão atividade-fim e atividade-meio, permitindo a terceirização de qualquer atividade empresarial e de qualquer setor de uma empresa.

Uma grande empresa, no modelo defendido por Marina Silva, nem mesmo precisaria ter trabalhadores. Poderia ter apenas contratos com outras empresas, que alugariam trabalhadores para o empresário, reduzindo o obreiro a uma mera mercadoria. E estas outras empresas terceirizadas, por sua vez, também não necessitariam ter trabalhadores: poderiam alugá-los de uma outra empresa, quarteirizada (ou quinterizada). Uso a expressão alugar pois infelizmente a proposta na prática acaba sendo o ultrajante aluguel de pessoas (proibido desde a Lei Áurea), e não o que a candidata eufemisticamente chamar ser “terceirização”.

A diferenciação atividade-fim e atividade-meio serve como um limite claro à terceirização, e tem permitido coibir tal prática por meio da Justiça do Trabalho. A análise da atividade-fim é voltada à atuação da empresa tomadora de serviços.

Pela proposta de Marina Silva, não há limite para o que a empresa tomadora de serviços pode terceirizar.

Ou seja: a empresa tomadora de serviços pode se tornar apenas uma administradora do CNPJ da empresa, terceirizando toda e qualquer atividade. E o trabalhador terceirizado poderá ser quarteirizado, quinterizado – ou seja, transformado em uma mercadoria, o que vai contra o princípio que determinou a fundação da OIT, da qual participou o Brasil: “O trabalho não é uma mercadoria.”

4. Proposta de Marina Silva é claramente antissindical

A proposta de Marina Silva significa na prática que o empregador escolherá quais sindicatos representarão seus trabalhadores, em clara violação à liberdade sindical. O que na verdade pretende é a aniquilação do movimento sindical, que tem sido nas últimas décadas uma das principas forças-motrizes da democracia, da sociedade civil organizada e da resistência ao projeto autoritário-neoliberal. Por isso, significa também uma disfarçada Reforma Política, a fim de silenciar os trabalhadores e seus representantes.

Os dispositivos constitucionais citados no item 2 acima seriam violados, caso fosse permitida a terceirização de atividade-fim. O TST já analisou de modo detalhado tal questão, em acórdão da E. SDI-1, tratando exatamente dos reflexos malignos da terceirização ampla na estrutura sindical: “PROCESSO Nº TST-E-RR-586341/1999.4 “De outro giro, a terceirização na esfera finalística das empresas, além de atritar com o eixo fundamental da legislação trabalhista, como afirmado, traria consequências imensuráveis no campo da organização sindical e da negociação coletiva. O caso dos autos é emblemático, na medida em que a empresa reclamada, atuante no setor de energia elétrica, estaria autorizada a terceirizar todas as suas atividades, quer na área fim, quer na área meio. Nessa hipótese, pergunta-se: a CELG, apesar de beneficiária final dos serviços prestados, ficaria totalmente protegida e isenta do cumprimento das normas coletivas pactuadas, por não mais responder pelas obrigações trabalhistas dos empregados vinculados aos intermediários? Não resta dúvida de que a consequência desse processo seria, naturalmente, o enfraquecimento da categoria profissional dos eletricitários, diante da pulverização das atividades ligadas ao setor elétrico e da consequente multiplicação do número de empregadores. Todas essas questões estão em jogo e merecem especial reflexão.”

Convém destacar que o STF coloca a liberdade sindical como predicado do Estado Democrático de Direito: “A liberdade de associação, observada, relativamente às entidades sindicais, a base territorial mínima – a área de um Município -, é predicado do Estado Democrático de Direito. Recepção da Consolidação das Leis do Trabalho pela Carta da República de 1988, no que viabilizados o agrupamento de atividades profissionais e a dissociação, visando a formar sindicato específico.” (RMS 24.069, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 22-3-2005, Primeira Turma, DJ de 24-6-2005.)

5. Da necessidade de impor limites à terceirização, ante

os prejuízos que traz aos trabalhadores e à sociedade

O fenômeno da terceirização é permitido por nosso ordenamento jurídico somente quanto ao trabalho temporário (Lei. 6.019/74), de vigilantes (Lei 7.102/83) e de serviços de limpeza e conservação (conforme a Súmula 331 do TST).

Tal Súmula considera ilegal a terceirização da atividade-fim da empresa. Ou seja, qualquer descentralização de atividades deverá estar restrita a serviços auxiliares e periféricos à atividade principal da empresa.

Uma adequada interpretação da Constituição Federal também permite colocar sérios limites ao fenômeno da terceirização, por meio da utilização dos princípios constitucionais da valorização do trabalho e da dignidade humana, como vimos acima.

Vejamos alguns dos prejuízos que a terceirização ampla e irrestrita defendida por Marina Silva traria aos trabalhadores e à sociedade:

a) a destruição da capacidade dos sindicatos de representarem os trabalhadores;

b) baixos salários e o desrespeito aos direitos trabalhistas, com impactos negativos na economia, no consumo e na receita da Previdência Social e do FGTS (usado primordialmente para saneamento básico e habitação), com prejuízos a todos; nesse sentido, convém mencionar as sábias palavras do magistrado José Nilton Pandelot, ex-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho: “Eu diria que a terceirização não é o futuro e sim a desgraça das relações de trabalho. Porque essa terceirização se estabelece na forma de precarização. Ela se desvia da sua finalidade principal. Não é para garantir a eficiência da empresa. É para reduzir o custo da mão-de-obra. Se ela é precarizadora, vai determinar uma redução da renda do trabalhador, vai diminuir o fomento à economia, diminuir a circulação de bens, porque vai reduzir o dinheiro injetado no mercado. Há um equívoco muito grande quando se pensa que a redução do valor da mão-de-obra beneficia de algum modo a economia. Quem compra, quem movimenta a economia são os trabalhadores. Eles têm que estar empregados e ganhar bem para os bens circularem no mercado. Pode não ser evitável, mas se continuar dessa forma, com uma terceirização que serve para a redução e a precarização da mão-de-obra, haverá um grande prejuízo à cidadania brasileira e à sociedade de um modo geral”;

c) precarização do trabalho e o desemprego. A alegada “geração de novos postos de trabalho” pela terceirização é uma falácia: o que ocorre com tal fenômeno é a demissão de trabalhadores, com sua substituição por “sub-empregados” (vide o exemplo da Argentina e da Espanha nos anos 90);

d) aumento do número de acidentes do trabalho envolvendo trabalhadores terceirizados, como já atestou o TST no julgado supracitado;

e) prejuízos aos consumidores e à sociedade, ante a profunda diminuição da qualidade dos serviços prestados nas áreas de saúde, educação, segurança, energia, água e saneamento (dentre inúmeros outros), que seriam fortemente afetados pela terceirização ilegal;

f) prejuízos sociais profundos. A ausência de um sistema adequado de proteção e efetivação dos direitos dos trabalhadores, com a existência de um grande número de trabalhadores precarizados, sem vínculo permanente, prejudica toda a sociedade, degradando o trabalho e corroendo as relações sociais: “Como se podem buscar objetivos de longo prazo numa sociedade de curto prazo? Como se podem manter relações sociais duráveis? Como pode um ser humano desenvolver uma narrativa de identidade e história de vida numa sociedade composta de episódios e fragmentos? As condições da nova economia alimentam, ao contrário, a experiência com a deriva no tempo, de lugar em lugar, de emprego em emprego. Se eu fosse explicar mais amplamente o dilema de Rico, diria que o capitalismo de curto prazo corrói o caráter dele, sobretudo aquelas qualidades de caráter que ligam os seres humanos uns aos outros, e dão a cada um deles um senso de identidade sustentável.” (SENNETT, Richard. A Corrosão do Caráter: As Conseqüências Pessoais do Trabalho no Novo Capitalismo. Trad. Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 27).

6. Conclusão: a proposta de Marina Silva é uma série ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira

Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. A luta contra a terceirização ampla e irrestrita (infelizmente proposta de modo veemente no Programa da candidata Marina Silva), lembra à sociedade os princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que ela própria fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal, e a necessidade de proteger a democracia, a coisa pública e a qualidade do serviços públicos, essenciais para o bem-estar da população.

A candidata Marina Silva, ao apresentar opiniões frontalmente contrárias aos trabalhadores e ao defender a terceirização ampla e irrestrita, ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tais temerosas propostas:

- criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;

- aumentaria a desigualdade social;

- tornaria ainda mais frequentes os acidentes e mortes no trabalho;

- diminuiria o consumo;

- e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira.

Fonte: Contraf-CUT

PROGRAMA DE MARINA TAMBÉM PLAGIOU GESTÃO LULA

247 – Em mais um falso passo que indica despreparo em concorrer à Presidência do Brasil, depois de copiar artigo da USP e programa de FHC, Marina Silva plagiou também o ex-presidente Lula.

Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, seu plano de governo reproduziu na íntegra três propostas de Lula para a saúde em 2006. O texto copiado prometia “ampliar o Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), estendendo, com o apoio das Forças Armadas, o atendimento a regiões de difícil acesso”.

Outra promessa repetida fala em apoiar a “criação das Centrais de Regulação, garantindo o acesso dos cidadãos, de forma mais rápida e humanizada, à rede hierarquizada de atenção integral à saúde”.

Reportagem da Folha de S. Paulo publicada hoje aponta que o texto também aproveita trechos de um discurso feito pela candidata há mais de quatro anos, em Nova York, sem citar que trata-se de uma fala da própria Marina realizada em 2010.

Ontem, veio à tona a cópia de trechos usados no “eixo 3″, sobre “Educação, cultura e ciência, Tecnologia e Inovação”, de um artigo publicado (acesse aqui) pela edição número 89 da Revista da USP (março/maio 2011), sem citar a fonte nem o autor, como é comum em casos de plágio.

Nessa semana, o candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, também acusou Marina de plagiar parte do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002. “O capítulo do programa de Marina é uma cópia exata do PNDH de FHC.

“Não se teve sequer o cuidado de alterar palavras. Isso é apenas mais uma sinalização do improviso, e da enorme contradição que ronda essa candidatura”, acrescentou o tucano.

(Brasil 247)

Leonardo Boff: ‘Pobres perderam uma aliada, e os opulentos ganharam uma facilitadora’

São Paulo – Leonardo Boff é um dos mais brilhantes e respeitados intelectuais do Brasil. Teólogo, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação, ficou conhecido pela sua história de defesa intransigente das causas sociais. Atualmente, dedica-se sobretudo às questões ambientais.

Ele conhece Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, desde os tempos em que ela atuava no Acre e estava muito ligada à Teologia da Libertação. Acompanhou toda a sua trajetória.

Em 2010, chegou a sonhar com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, chegar a presidente do Brasil. Hoje, não.

“Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar”, observa Boff em entrevista exclusiva ao Viomundo.

Para Boff, Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal.

“Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros”, alerta. “Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de ‘austeridade fiscal’ que está afundando as economias da zona do Euro”.

Sobre a  autonomia do Banco Central prevista no programa de Marina, Boff detona: “Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países”.

Confira, abaixo, a íntegra da entrevista. Nela, Boff aborda o recuo de Marina em relação à criminalização da homofobia, a sua trajetória religiosa, e a influência de Silas Malafaia, Neca Setúbal (Banco Itaú), Guilherme Leal (Natura) e do economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Também a autonomia formal do Banco Central e o risco de ela sofrer impeachment.

Na última sexta-feira, Marina lançou o seu programa de governo, que previa o reconhecimento da união homoafetiva e a criminalização da homofobia. Bastou o pastor Malafaia tuitar quatro frases para ela voltar atrás. O que achou dessa postura? É cristão não criminalizar a homofobia, que frequentemente provoca assassinatos?

Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar. Numa ocasião, ela chegou a declarar que um dos objetivos desta eleição é tirar o PT do poder, o que faz supor mágoas não digeridas contra o PT que ajudou a fundar.

O Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus à qual Marina pertence, é o seu Papa. O Papa falou, ela, fundamentalisticamente obedece, pois vê nisso a vontade de Deus. E, aí, muda de opinião. Creio que não o faz por oportunismo político, mas por obediência à autoridade religiosa, o que acho, no regime democrático, injustificável.

Um presidente deve obediência à Constituição e ao povo que a elegeu e não a uma autoridade exterior à sociedade.

Qual o risco para a democracia brasileira de alguém na presidência estar submissa a visões tão retrógradas em pleno século XXI, ignorando os avanços, as modernidades?

Um fundamentalista é um dos atores políticos menos indicado  para exercer o cargo da responsabilidade de um presidente. Este deve tomar decisões dentro dos parâmetros constitucionais, da democracia e de um estado laico e pluralista. Este tolera todas as expressões religiosas, não opta por nenhuma, embora reconheça o valor delas para a qualidade ética e espiritual da vida em sociedade.

Se um presidente obedece mais aos preceitos de sua religião do que aos da Constituição, fere a democracia e entra em conflito permanente com outros até de sua base de sustentação, pois os preceitos de uma religião particular não podem prevalecer sobre a totalidade da sociedade.

A seguir estritamente nesta linha, pode acontecer um impeachment à Marina, por inabilidade de coordenar as tensões políticas e gerenciar conflitos sempre presentes em sociedades abertas.

Lá atrás Marina Silva esteve ligada à Teologia da Libertação. Atualmente, é da Assembleia de Deus. O que o senhor diria dessa trajetória religiosa? O que representa essa guinada para o conservadorismo exacerbado?

Respeito a opção religiosa de Marina bem como de qualquer pessoa. Eu a conheço do Acre e ela participava dos cursos que meu irmão teólogo Frei Clodovis (trabalhava 6 meses na PUC do Rio e 6 meses na igreja do Acre) e eu dávamos sobre Fé e Política e sobre Teologia da Libertação.

Aqui se falava da opção pelos pobres contra a pobreza, a urgência de se pensar e criar um outro tipo de sociedade e de país, cujos principais protagonistas seriam as grandes maiorias pobres junto com seus aliados, vindos de outras classes sociais. Marina era uma liderança reconhecida e amada por toda a Igreja.

Depois, ao deixar o Acre, por razões pessoais, converteu-se à Igreja Assembleia de Deus. Esta se caracteriza por um cristianismo fundamentalista, pietista e afastado das causas da pobreza e da opressão do povo. Sua pregação é a Bíblia, preferentemente o Antigo Testamento, com uma leitura totalmente descontextualizada daquele tempo e do nosso tempo. Como fundamentalista é uma leitura literalista, no estilo dos muçulmanos.

Politicamente tem consequências graves: Marina pôs o foco no pietismo e no fundamentalismo, na vida espiritual descolada da história presente e quase não fala mais da opção pelos pobres e da libertação. Pelo menos não é este o foco de seu discurso.

A libertação para ela é espiritual, do pecado e das perversões do mundo. Com esse pensamento é fácil ser capturada pelo sistema vigente de mercado, da macroeconomia neoliberal e especulativa.

Isso é inegável, pois seus assessores são desse campo: a herdeira do Banco Itaú Maria Alice (Neca), Guilherme Leal da Natura e o economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Os pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora.

E eu que em 2010 sonhava com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, dos operários explorados das grandes fábricas, dos invisíveis, alguém que viria dos fundos da maior floresta úmida do mundo, a Amazônia, chegar a ser presidente de um dos maiores países do mundo, o Brasil?! Esse sonho foi uma ilusão que faz doer até os dias de hoje. Pelo menos vale como um sonho que nunca morre!

O programa de Marina prevê autonomia ao Banco Central. O que acha dessa medida?

Eu me pergunto, autonomia de quem e para quem? Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. Um presidente/a é eleito para governar seu povo e um dos instrumentos principais é o controle monetário que assim lhe é subtraído. Isso é absolutamente antidemocrático e comporta submissão à tirania das finanças que são cada vez mais vorazes, pondo países inteiros à falência como é o caso da Grécia, da Espanha, da Itália, de Portugal e outros.

Essa medida expressa a influência de Neca Setúbal, herdeira do Itaú, no seu futuro governo?

Quem controla a economia controla o país, ainda mais que vivemos numa sociedade de “Grande Transformação” denunciada pelo economista húngaro-americano Karl Polaniy ainda em 1944 quando, como diz, passamos de uma sociedade com mercado para uma sociedade só de mercado. Então tudo vira mercadoria, inclusive as coisas mais sagradas como água, alimentos, órgãos humanos.

A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países. A partir desse controle, estabelecem os níveis dos juros, a meta da inflação, a flutuação do dólar e a porcentagem do superávit primário (aquela quantia tirada dos impostos e reservada para pagar os rentistas, aqueles que emprestaram dinheiro ao governo).

Os bancos jogam um papel decisivo, pois é através deles que se fazem os repasses dos empréstimos ao governo e se cobram juros pelos serviços. Quanto maior for o superávit primário a alíquota Selic mais lucram. Pode ser que a citada Neca Setúbal tenha tido influência para que a candidata Marina acreditasse neste receituário, velho, antipopular, danoso para as grandes maiorias, mas altamente benéfico para o sistema macroeconômico vigente.

As avaliações feitas até agora mostram que o programa econômico de Marina é o mesmo de Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. São neoliberais. O que representaria para o Brasil o retorno a esse modelo? O senhor acha que, se eleita, o governo Marina teria conotações neoliberais?

Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal. Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros.

Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de “austeridade fiscal” ,que está afundando as economias da zona do Euro e não deram certo em lugar nenhum do mundo, se olharmos a política econômica a partir da maioria da população. Dão certo para os ricos que ficam cada vez mas ricos, como é o caso dos EUA onde 1% da população ganha o equivalente ao que ganham 99% das pessoas. Hoje os EUA são um dos países mais desiguais do mundo.

Foi amplamente divulgado que Marina consulta a Bíblia antes de tomar decisões complexas. Esta visão criacionista do mundo é compatível com um mundo laico?

O que Marina pratica é o fundamentalismo. Este é uma patologia de muitas religiões, inclusive de grupos católicos. O fundamentalismo não é uma doutrina. É uma maneira de entender a doutrina: a minha é a única verdadeira e as demais estão erradas e como tais não têm direito nenhum.

Graças a Deus que isso fica apenas no plano das ideias. Mas facilmente pode passar para o plano da prática. E, aí, se vê evangélicos fundamentalistas invadirem centros de umbanda ou do candomblé e destruírem tudo ou fazerem exorcismos e espalharem sal para todo canto. E no Oriente Médio fazem-se guerras entre fundamentalistas de tendências diferentes com grande eliminação de vidas humanas como o faz atualmente o recém-criado Estado Islâmico. Este pratica limpeza étnica e mata todo mundo de outras etnias ou crenças diferentes das dele.

Marina não chega a tanto. Mas possui essa mentalidade teologicamente errônea e maléfica. No fundo, possui um conceito fúnebre de Deus. Não é um Deus vivo que fala pela história e pelos seres humanos, mas falou outrora, no passado, deixou um livro, como se ele nos dispensasse de pensar, de buscar caminhos bons para todos.

O primeiro livro que Deus escreveu são a criação e a natureza. Elas estão cheias de lições. Criou a inteligência humana para captarmos as mensagens da natureza e inventarmos soluções para nossos problemas.

A Bíblia não é um receituário de soluções ou um feixe de verdades fixadas, mas uma fonte de inspiração para decidirmos pelos melhores caminhos. Ela não foi feita para encobrir a realidade, mas para iluminá-la. Se um fundamentalista seguisse ao pé da letra o que está escrito no livro Levítico 20,13 cometeria um crime e iria para a cadeia, pois aí se diz textualmente:  “Se um homem dormir com outro, como se fosse com mulher, ambos cometem grave perversidade e serão punidos com a morte: são réus de morte”.

Marina fala em governar com os melhores. É possível promover inclusão social, manter políticas que favorecem os mais pobres com uma política econômica neoliberal?

Marina parece que não conhece a realidade social na qual há conflitos de interesses, diversidade de opções políticas e ideológicas, algumas que se opõem completamente às outras.

Lendo o programa de governo do PSB de Marina parece que fazemos um passeio ao jardim do Éden. Tudo é harmonioso, sem conflitos, tudo se ordena para o bem do povo. Se entre os melhores estiver um político, para aceitar seu convite, deverá abandonar seu partido e com isso, segundo a atual legislação, perderia o mandato.

Ela necessariamente, se quiser governar, deverá fazer alianças, pois temos um presidencialismo de coalizão. Se fizer aliança com o PMDB deverá engolir o Sarney, o Renan Calheiros e outros exorcizados por Marina. Collor tentou governar com base parlamentar exígua e sofreu um impeachment.

Marina é preparada para presidir um país tão complexo como o Brasil?

Eu pessoalmente estimo sua inteireza pessoal, sua visão espiritualista (abstraindo o fundamentalismo), sua busca de ética em tudo o que faz. Estimo a pessoa,  mas questiono o ator político. Acho que não tem a inteligência política para fazer as alianças certas. O presidente deve ser uma pessoa de síntese, capaz de equilibrar os interesses e resolver conflitos para que não sejam danosos e chegar a soluções de ganha-ganha. Para isso precisa-se de habilidade, coisa que em Lula sobrava. Marina, por causa de seu fundamentalismo, não é uma pessoa de síntese,  mas antes de divisão.

A preservação efetiva do meio ambiente é compatível com o capitalismo selvagem dos neoliberais?

Entre capitalismo e ecologia há uma contradição direta e fundamental. O capitalismo quer acumular o mais que pode sem qualquer consideração dos bens e serviços limitados da Terra e da exploração das pessoas. Onde ele chega, cria duas injustiças: a social, gerando muita pobreza de um lado e grande riqueza do outro; e uma injustiça ecológica ao devastar ecossistemas e inteiras florestas úmidas.

Marina fala de sustentabilidade, o que é correto. Mas deve ficar claro que a sustentabilidade só é possível a partir de outro paradigma que inclui a sustentabilidade ambiental, político-social, mental e integral (envolvendo nossa relação com as energias de todo o universo).

Portanto, estamos diante de uma nova relação para com a natureza e a Terra, onde as medidas econômicas preconizadas por Marina contradizem esta visão. Temos que produzir, sim, para atender demandas humanas, mas produzir respeitando os limites de cada ecossistema, as leis da natureza e repondo aquilo que temos demasiadamente retirado dela.

Marina quer a produção sustentável, mas mantém a dominação do ser humano sobre a natureza. Este está dentro da natureza, é parte dela e responsável por sua conservação e reprodução, seja como valor em si mesmo, seja como matriz que atende nossas necessidades e das futuras gerações.

Ocorre que atualmente o sistema está destruindo as bases físico-químicas que sustentam a vida. Por isso, ele é perigoso e pode nos levar a uma grande catástrofe. E com certeza os que mais sofrerão, serão aqueles que sempre foram mais explorados e excluídos do sistema. Esta injustiça histórica nós não podemos aceitar e repetir.

(Conceição Lemes, Viomundo)

‘Reforma política irá solidificar e ampliar conquistas sociais dos negros no Brasil’

São Paulo – O plebiscito popular para a realização de uma Constituinte exclusiva que defina reformas no sistema político brasileiro representa, na visão do diretor-executivo da ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), Frei David Raimundo, um instrumento essencial para consolidar as conquistas sociais da população negra. Ele acredita que, por meio de uma Assembleia Constituinte, a política de cotas raciais nas universidades públicas, estabelecida em 2012, e também nos concursos federais, sancionada neste ano, será solidificada e ampliada.

“Seja quem for o presidente da República, essa política não pode ser mexida mais, a não ser que se volte a discuti-la na Câmara dos Deputados e no Senado, e que se mude as leis. Mas isso seria uma afronta a nós, negros. Portanto, a Constituinte vai consolidar essas conquistas e ampliar tantas outras”, defende.

A população brasileira é hoje composta por maioria negra. Na última amostragem feita pelo IBGE, em 2010, 50,7% dos brasileiros se declararam pretos ou pardos. No entanto, segundo o diretor da Educafro, essas pessoas ainda estão, em grande parte, excluídas de cargos políticos no Congresso Nacional. Somente 9,8% dos senadores e deputados brasileiros são pretos ou pardos, de acordo com estudo realizado pela ONG Transparência Brasil, em 2013. Na Câmara dos Deputados, a parcela corresponde a 10,7%,  só 55 dos 513 deputados são negros. Já no Senado, o número é ainda menor: são três pretos (3,7%), em 81 parlamentares.

Para o diretor da Educafro, os dados alarmantes são evidências de que o sistema político atual é profundamente viciado e mantido por “amarras negativas” criadas pelo sistema financeiro. Por isso, faz-se necessária uma reforma política que altere a forma de governo e estimule e assegure a participação popular. “Se o seu deputado, o seu senador e até o seu candidato à presidência, não for a favor de uma Constituinte do sistema político, dificilmente ele vai ajudar o país a ser melhor em seu mandato”, argumenta Frei Raimundo.

(Rede Brasil Atual)

Onda Marina bate em Dilma e não avança, por José Roberto de Toledo

do Estadão

Onda Marina bate em Dilma e não avança

JOSE ROBERTO DE TOLEDO

A onda de opinião pública que empurrou Marina Silva morro cima começa a encontrar resistências pelo caminho e tem dificuldade para continuar avançando. Após dizimar o eleitorado indeciso e insatisfeito, a candidata do PSB tem que tirar votos de concorrentes diretos para continuar crescendo. Tirou de Aécio Neves (PSDB), mas parou de tirar de Dilma […]

A onda de opinião pública que empurrou Marina Silva morro cima começa a encontrar resistências pelo caminho e tem dificuldade para continuar avançando. Após dizimar o eleitorado indeciso e insatisfeito, a candidata do PSB tem que tirar votos de concorrentes diretos para continuar crescendo. Tirou de Aécio Neves (PSDB), mas parou de tirar de Dilma Rousseff (PT).

A pesquisa Ibope mostra que Dilma recuperou 3 dos 4 pontos que havia perdido para Marina na semana passada. É um indicativo de que a presidente quicou no seu piso, abaixo do qual nunca desceu. Os 37% encontrados agora pelo Ibope estão pouco acima dos 34% que a que a presidente tinha descido nas pesquisas do Ibope, Datafolha e MDA da semana passada.

Já os 33% de Marina neste Ibope estão no mesmo patamar a que a candidata do PSB havia chegado no Datafolha de sexta passada.

A resistência de Dilma se deve a uma melhora lenta mas contínua da avaliação de seu governo que coincidiu com o início da propaganda eleitoral na TV e no rádio. A petista ocupa quase metade desse horário. Em julho, sua taxa de ruim/péssimo caiu de 33% para 26%. Já a de ótimo/bom era de 31% e agora é de 36%. Três de cada quatro desses eleitores votam em Dilma.

Outro sinal de que Marina terá dificuldade para subtrair mais votos de Dilma é que o eleitor da petista é mais firme do que o da candidata do PSB. Segundo o Ibope, 61% de quem declara voto em Dilma diz que é uma decisão definitiva e que “não mudará de jeito nenhum”. Entre os de Marina essa convicção é 11 pontos menor: 50% dizem que não mudam mais de candidata.

Por essa resposta e pelo histórico recente, Marina tem mais chances de tirar votos de Aécio: com diferentes graus de incerteza, 46% dos eleitores do tucano admitem mudar seu voto. Desde que Marina entrou na disputa, Aécio já perdeu oito pontos.

Para complicar, enquanto Marina aparece no Ibope ganhando de Dilma na simulação de segundo turno, Aécio está mais distante da vitória hoje do que estava na semana passada. Aos olhos do eleitor mudancista, Marina é, cada vez mais, a única alternativa viável para, como diz Aécio, tirar o PT do governo.

Há cada vez menos eleitores disponíveis para serem capturados pelos candidatos. Os indecisos regrediram a taxas de véspera de eleição. E os brancos e nulos estão se aproximando do que costuma aparecer na urna.

Na prática, a eleição está caminhando para um segundo turno antecipado. Os votos que saem de um candidato vão diretamente para o outro, sem escalas, e, assim, acabam contando dobrado. Assim, as diferenças se encurtam ou se ampliam mais rapidamente. A eleição segue aberta. Marina venceria no segundo turno, mas a maior parte dos eleitores ainda acha Dilma favorita.

MEC libera cursos de Medicina em 39 municípios

São Paulo – O Ministério da Educação (MEC) liberou a criação de cursos de Medicina em 39 municípios do país, 14 deles no estado de São Paulo.

Outras sete cidades têm prazo de seis meses para fazer adequações e, com isso, estarão também habilitadas para sediar os cursos.

Os resultados fazem parte de um processo de seleção e avaliação realizado a partir de outubro do ano passado.

Ao todo, 205 municípios manifestaram interesse em sediar cursos e 154 encaminharam documentação solicitada.

Do total, no entanto, apenas 39 preencheram os requisitos necessários.

São Paulo foi o Estado com maior número de cidades consideradas aptas para sediar cursos: 14. Em seguida, veio a Bahia, com seis . Minas e Paraná tiveram, cada um, quatro cidades aprovadas. O Rio de Janeiro teve dois municípios selecionados.

Na lista de sete municípios com pendência, São Paulo também é o que apresenta maior número de cidades: três. Rio, Maranhão e Pará têm uma cidade considerada apta, mas com pendência.

A partir de agora, 39 municípios partem para a segunda fase, que é a apresentação de um plano de implantação das escolas.

Uma audiência pública será realizada na próxima semana para discussão dos critérios de escolha das instituições. Municípios selecionados têm agora o compromisso de melhorar e manter a infraestrutura de saúde.

O MEC afirma que outras listas de municípios selecionados será divulgada. A segunda chamada deverá ser publicada em setembro.

De acordo com secretária de Regulação da Secretaria de Educação Superior do MEC, Marta Abramo, foram criadas até agora 4.199 vagas de cursos de Medicina. Com editais, outras 2 mil deverão ser abertas.

“Primeiro selecionamos o município, depois a entidade faz a proposta. Ela tem assim garantia de que seus investimentos terão retorno e nós, que a infraestrutura montada será adequada”, disse o ministro da Educação, Henrique Paim.

“É um processo que está começando. Temos agora todo o trabalho de selecionar as instituições, um processo que terá de ser feito de forma transparente.”

Segundo o ministro, na audiência pública, serão discutidos os termos do edital de seleção.

(Ligia Formenti, Estadão Conteúdo)

A eleição para o Senado em oito Estados

Romário, Suplicy e Olívio Dutra (Imagem: Pragmatismo Político)

Pesquisas de intenção de voto para o Senado divulgadas nos últimos dois dias mostram que a disputa em oito estados está concentrada em cinco partidos: PT, PSDB, PDT, PSB e DEM. Candidatos dessas legendas estão isolados na liderança no Rio de Janeiro (PSB), no Distrito Federal (PDT), em Pernambuco (PT), no Ceará (PSDB), em Minas Gerais (PSDB) e em Sergipe (DEM). Ou disputam voto a voto em São Paulo (PSDB e PT) e no Rio Grande do Sul (PDT ou PT), onde há indicação de empate técnico.

Assim como fazia nos gramados, o ex-jogador e atual deputado Romário (PSB-RJ) deu uma bela arrancada. De olho no Senado, o “Baixinho” ampliou sua vantagem sobre o ex-prefeito César Maia (DEM), que convive com as incertezas de sua candidatura, barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) com base na Lei da Ficha Limpa. Pelo Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (4), Romário chegou a 38% das intenções de voto e abriu 13 pontos de frente sobre César. No levantamento anterior, divulgado em 13 de agosto, o candidato do PSB tinha 29% e o do Democratas, 23%. Romário tem vantagem ainda maior, segundo o Ibope – 40% ante os 19% de César Maia – em pesquisa divulgada anteontem (2).

Voto a voto

Em São Paulo, o senador Eduardo Suplicy (PT) subiu e encostou no ex-governador José Serra (PSDB). O Datafolha vê empate técnico entre os dois, e o Ibope, vantagem mínima para o tucano. Pelo primeiro instituto, o ex-governador tem 35% da preferência e o senador, 32% – empatados quando se considera a margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No levantamento anterior, Serra liderava com 34%, enquanto Suplicy tinha 29%. De acordo com o Ibope, o tucano lidera com 33% contra 28% – um ponto acima do empate técnico. Em relação à pesquisa passada, o petista avançou quatro pontos, enquanto seu adversário manteve a pontuação.

Assim como em São Paulo, a disputa está acirradíssima no Rio Grande do Sul, onde o jornalista Lasier Martins (PDT) está empatado na liderança com o ex-governador Olívio Dutra (PT) na liderança – ambos têm 29% da preferência, segundo o Datafolha. No levantamento anterior, o cenário era de empate técnico: Lasier tinha 29% e Olívio, 26%. O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que desistiu da aposentadoria para substituir Beto Albuquerque (PSB), guindado ao posto de vice de Marina, estreia nas pesquisas deste ano com 15%. Beto tinha 12% quando concorria.

Em Pernambuco, o deputado petista João Paulo Lima e Silva viu cair em 16 pontos a frente que tinha sobre o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), depois da morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB). João Paulo perdeu oito pontos em relação à pesquisa anterior do Datafolha e tem agora 35% das intenções de voto; já Bezerra ganhou oito pontos e aparece com 24%.

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) oscilou um ponto para baixo, mas, com 41% das intenções, segue como favorita na disputa ao Senado por Sergipe. O petista Rogério Carvalho subiu de 13% para 20%, segundo o Ibope.

Liderança folgada

No Distrito Federal, o deputado Reguffe (PDT) cresceu cinco pontos e aumentou sua vantagem sobre seu principal adversário, o também deputado Magela (PT), que perdeu nove pontos. Candidato à reeleição, o senador Gim Argello (PTB-DF) caiu três pontos. Segundo o Datafolha, Reguffe lidera com 34%, seguido por Magela (13%) e Gim Argello (10%).

No Ceará e em Minas Gerais, o cenário é de tranquilidade para dois ex-governadores tucanos. O cearense Tasso Jereissati oscilou um ponto para cima no Datafolha. Lidera com 54%. Mauro Filho (Pros), seu principal oponente, tem 20%. Já o mineiro Antonio Anastasia (PSDB) tem 44% das intenções ante os 12% do empresário Josué Alencar (PMDB), filho do ex-vice-presidente José Alencar.

Veja como está a disputa ao Senado nesses oito estados:

Rio de Janeir

Ibope
Romário (PSB) – 40%
Cesar Maia (DEM) – 19%
Eduardo Serra (PCB) – 5%
Carlos Lupi (PDT) – 3%
Pedro Rosa (Psol) – 2%
Liliam Sá (Pros) – 1%
Diplomata Sebastião Neves (PRB) – 1%
Heitor Fernandes (PSTU) – 1%
Brancos e nulos – 15%
Indecisos – 13%
Entrevistados – 1.610 eleitores
Margem de erro – 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Data da pesquisa: 30 de agosto e 1º de setembro
Registro no TSE – BR-00491/2014

Distrito Federal

Datafolha
Reguffe (PDT) – 34%
Magela (PT) – 13%
Gim Argello (PTB) – 10%
Sandra Quezado (PSDB) – 1%
Robson (PSTU) – 1%
Aldemário (Psol) – 0%
Expedito Mendonça (PCO) – 0%
Jamil Magari (PCB) – 0%
Brancos e nulos – 14%
Indecisos – 25%
Entrevistados: 722 eleitores
Margem de erro: 4 pontos
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014.

São Paulo

Datafolha
José Serra (PSDB) – 35%
Eduardo Suplicy (PT) – 32%
Gilberto Kassab (PSD) – 8%
Ana Luiza (PSTU) – 2%
Marlene Campos Machado (PTB) – 1%
Fernando Lucas (PRP) – 1%
Edmilson Costa (PCB) – 0%
Kaka Wera (PV) – 0%
Genildo Moreira (PSB) – 0%
Senador Fláquer (PRTB) – 0%
Juraci Garcia (PCO) – 0%
Brancos e nulos – 8%
Não sabe – 11%
Margem de erro: 2 pontos
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Entrevistados – 2.054 eleitores
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014

Rio Grande do Sul

Datafolha
Lasier Martins (PDT) – 29%
Olívio Dutra (PT) – 29%
Pedro Simon (PMDB) – 15%
Simone Leite (PP) – 4%
Ciro Machado (PMN) – 1%
Júlio Flores (PSTU) – 1%
Gold (PRP) – 0
Em branco/nulo/nenhum – 4%
Indecisos – 17%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 1.197 eleitores
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014

Ceará

Datafolha
Tasso Jereissati (PSDB) – 54%
Mauro Filho (Pros) – 20%
Raquel Dias (PSTU) – 2%
Geovana Cartaxo (PSB) – 2%
Brancos e nulos – 9%
Indecisos – 13%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 1.042 eleitores
Data da pesquisa – 1º e 2 de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014

Pernambuco

Datafolha
João Paulo (PT) – 35%
Fernando Bezerra Coelho (PSB) – 24%
Simone Fontana (PSTU) – 2% e
lbanise Pires (Psol) – 1%
Oxis (PCO) – 0%
Brancos e nulos – 14%
Indecisos – 24%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 1.185 eleitores
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014.

Minas Gerais

Antonio Anastasia (PSDB) – 44%
Josué Alencar (PMDB) – 12%
Tarcísio (PSDC) – 2%
Margarida Vieira (PSB) – 2%
Edilson Nascimento (PTdoB) – 1%
Graça (PCO) – 1%
Pablo Lima (PCB) – 1%
Geraldo Batata (PSTU) – 0%
Brancos e nulos – 12%
Indecisos – 26%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 1.212 eleitores
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) – 00075/2014

Sergipe

Maria do Carmo (DEM) – 41%
Rogério (PT) – 20%
Professor Marques (PCB) – 2%
Brancos e nulos – 20%
Bila (PPL) – 0%
Leandro (PSTU) – 0%
Indecisos – 16%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 812 eleitores
Data da pesquisa – 30 de agosto e 1º de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR00504/2014

Congresso em Foco

Em Fortaleza, Dilma diz ter apoio ‘moderado’ a Camilo Santana e Eunício Oliveira

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tentou evitar, durante entrevista coletiva à imprensa, questionamentos de jornalistas sobre apoio dela às candidaturas de Camilo Santana (PT) e de Eunício Oliveira (PMDB) ao Governo do Estado do Ceará.

Dilma foi perguntada se pediria votos para o petista em solo cearense, mas manteve o silêncio e entrou em outro assunto. Após um novo questionamento, a candidata admitiu ter dois apoiadores no Estado e disse ter atitude ‘moderada’ com relação às candidaturas de Camilo e Eunício.

A postulante à reeleição gravou programas eleitorais na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e visitou um residencial no bairro José Walter, que foi construído por meio do programa Minha Casa Minha Vida.

Mais cedo, em entrevista ao Blog Política, do Diário do Nordeste, Camilo Santana, que não esteve junto da candidata durante rápida passagem no Estado, disse que não seria ‘empecilho’ para a Dilma em solo cearense.

O meu desejo é a eleição dela e isso está acima de qualquer questão local”, afirmou o candidato. Ontem, ele negou haver constrangimento em razão da ausência dele na agenda da presidente, durante a realização de uma carreata em Messejana.

“Minha Casa, Minha Vida” defendida

Em entrevista coletiva, concedida em frente ao conjunto habitacional Cidade Jardim, Dilma defendeu o subsídio e se opôs aos demais candidatos que são contra o apoio monetário oferecido pelo “Minha Casa, Minha Vida”.

“Dois candidatos estão contra os subsídios, mas não tem milagre que faça uma família que ganha R$ 800 de rendimento pagar prestações de R$ 940 para comprar uma casa como a que é oferecida pelo programa. Aqueles que diziam que defendiam a prática são contra e querem acabar com o programa habitacional”, afirmou Dilma Rousseff.

A candidata à reeleição da Presidência também afirmou que “todas as classes ganharam nesses últimos 12 anos de governo” e reforçou que “os pobres ganharam mais porque precisam mais”. 

“Assim como mulheres têm a Lei Maria da Penha porque estão mais sujeitas à violência, mas isso não quer dizer que os homens não estão sujeitos à violência e que não devemos nos preocupar com a segurança deles, mas as mulheres precisam mais”, comparou Dilma Rousseff.

Dilma promete mudanças

Com relação à política econômica, alvo de críticas por parte dos adversários da petista na corrida presidencial, Dilma deu como certa mudança na equipe. “Governo novo, equipe nova”, disse. Sobre a saída de Guido Mantega, a presidente tentou desviar o assunto e justificou em tom de piada o porquê de não revelar qualquer nome para cargos ministeriais. “Isso pode dar azar”, brincou.

(Diário do Nordeste)

Presidente do Itaú, Roberto Setúbal, taxa governo Dilma de ‘medíocre’ e torce por Marina

SETÚBAL E MARINA

Repercutiu nesta quarta-feira, no mercado financeiro e nos meios políticos do país, o discurso do presidente do banco Itaú, Roberto Setubal, na cerimônia de comemoração dos 90 anos da instituição, noite passada. O banqueiro escancarou sua torcida pela vitória da candidata do PSB/Rede Sustentabilidade à Presidência da República, Marina Silva e não poupou críticas, ainda que veladas, à presidenta e candidata petista, Dilma Rousseff. Para o banqueiro, o Brasil vive um momento histórico, diante de uma “eleição presidencial que mudará o rumo do país” e, em seguida, disse que está na torcida para que Marina Silva seja vitoriosa em outubro.

Setubal não citou nomes, mas afirmou que os dois ciclos anteriores – da estabilização econômica liderada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de conquistas sociais liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – foram encerrados (no governo Dilma) e que “o país não quer mais gestões medíocres e populistas”. O irmão de Neca Setúbal, assessora e financiadora da campanha de Marina, também disse que os números da candidata de sua preferência, nas pesquisas eleitorais, manifestam o desejo de mudança, que deve se consolidar com a eleição da ex-senadora. Entre os convidados, logo após o encerramento da falação, notava-se o burburinho.

– Ele deu a vitória da Mariana como certa – disse um deles, que prefere não se identificar.

Roberto Setubal foi cumprimentado “pela coragem de seu discurso”, por outro magnata presente à festa.

Para a imprensa, no entanto, Setubal preferiu abaixar o tom. Tangenciou, dizendo que a população quer mudanças, como já ficara claro nas manifestações de junho de 2013, e que a vitória de Marina é indicada pelas pesquisas. O banqueiro também disse que sua irmã, Neca, “não tem nada a ver com o banco”.

A surpresa quanto ao discurso de Setubal, no entanto, foi apenas dos tucanos presentes ao evento. Esta não é a primeira vez que o banqueiro se manifesta, publicamente, em favor de um candidato à Presidência. Em 2002, com o dólar disparado diante do favoritismo de Lula, Setubal disse que o petista venceria e que isso não seria ruim como muitos esperavam. Desta vez, porém, a audiência esperava algumas palavras em favor do candidato do PSDB, Aécio Neves, que se isola agora no terceiro lugar, segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, divulgadas nesta quarta-feira.

Se não bastasse a previsão do banqueiro, de vitória da candidata de sua irmã, o ambiente no PSDB se deteriora rapidamente. Neves, segundo a aferição da vontade do eleitor, está fora da disputa, que se polariza entre Dilma e Marina. No placar do Ibope, Dilma tem 37%, Marina 33% e Aécio 15%. Já na sondagem do Datafolha, a presidente subiu para 35%, enquanto a ex-senadora marcou os mesmos 34% da última vez e o tucano perdeu um ponto, descendo para 14%.

Diante da derrota, Aécio já admite o fracasso de sua campanha:

– Eu tenho que confiar. Mas não estou dizendo que vou ganhar todas as eleições. Eleições se perdem. Já perdi eleições, inclusive, e acho que se aprende muito com isso. Agora, que não se pode perder é a capacidade de defender aquilo em que se acredita – disse o candidato a jornalistas.

A presidenta Dilma, nas pesquisas, apresenta maior índice de eleitores convictos. Segundo o Datafolha, no caso de Dilma, três quartos (74%) de seus eleitores declararam estar totalmente decididos. Entre marineiros, 70% afirmam fidelidade pela candidata. O tucano é o que corre mais risco de perder eleitores – taxa de eleitores convictos cai para 66%.

Nas análises que se proliferam sobre os números dos institutos de pesquisa, os eleitores mais ricos e escolarizados já trocam Neves por Marina Silva. Entre os brasileiros com renda familiar acima de 10 salários mínimos, o tucano caiu 13 pontos em duas semanas, de 38% para 25%. A ex-senadora subiu 14 e avançou de 27% para 41%.

Na faixa com ensino superior, Aécio perdeu 12 pontos e foi de 31% a 19%. Marina ganhou 12 e saltou de 30% para 42%. O índice de Dilma Rousseff (PT) variou pouco nos dois grupos, segundo o Datafolha.

Via http://correiodobrasil.com.br

DATAFOLHA MOSTRA QUE MAIORIA DOS ELEITORES ACREDITA EM VITÓRIA DE DILMA

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff (PT) é a favorita para vencer a disputa eleitoral, de acordo com entrevistados pelo Datafolha. Apesar de Marina Silva (PSB) aparecer na frente nas intenções de voto em uma disputa de segundo turno com a petista, para 44% dos entrevistados a atual presidente será reeleita.

O instituto fez a seguinte pergunta aos eleitores: “Na sua opinião, quem vai ganhar a eleição para presidente da República em outubro?” Marina foi citada por 33% dos entrevistados. Para 7%, o candidato do PSDB, Aécio Neves, vai ganhar.

Nos resultados gerais, Dilma e Marina aparecem empatadas tecnicamente no primeiro turno com 35% e 34% das intenções de voto, respectivamente. Na simulação de segundo turno, a presidenciável do PSB tem 48% das preferências, contra 41% da candidata do PT.

O Datafolha ouviu 10.054 eleitores em 361 municípios entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00517/2014.

(O Globo)

Vereador Leonelzinho Alencar tem candidatura deferida no TSE

O candidato a deputado federal pelo PTdoB,Leonelzinho Alencar, teve a candidatura deferida, nesta quinta-feira, 4, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, após a reconsideração monocrática do relator do processo, ministro João Otávio de Noronha, diante recurso do advogado Cássio Felipe Pacheco.

Leonelzinho estava com a candidatura indeferida por atraso no pagamento de multa, ao estender propaganda política em muro, após o período eleitoral.

Na semana passada, o candidato chegou a dar entrada, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), da retirada da candidatura, como forma de favorecer a inscrição de uma nova candidatura do partido, mas pediu reconsideração, após tomar conhecimento que outra candidatura pelo país havia conseguido deferimento na mesma situação.

Polêmico
Durante a eleição de 2012, Leonelzinho se viu no centro de diversos escândalos que estouraram no período eleitoral. Em um deles, confessou que sua esposa, Adriana Bezerra, recebeu irregularmente do programa Bolsa Família. Depois, em setembro daquele ano, prestou depoimento ao Ministério Público em investigação sobre uso ilícito de verbas públicas em uma ONG ligada ao parlamentar e acúmulo de cargos nas Prefeituras de São Gonçalo do Amarante.

O vereador já foi acusado também de participar do roubo de bicicletas banners do PSDB em Messejana em 2011, e de ter ameaçado de morte o ex-vereador Francisco Alves (PRTB) durante discussão sobre paternidade de uma obra da Prefeitura. Alves chegou inclusive a registrar Boletim de Ocorrência contra o vereador.

Na época, Leonelzinho se defendeu e disse que era vítima de perseguição política na Messejana – bairro onde atua politicamente -, tendo sido inclusive ameaçado de morte. Ao ser reeleito entre os vereadores mais votados de 2012, exibiu em sua diplomação faixa e camiseta com os dizeres “os humilhados serão exaltados”.

Redação O POVO Online
com informações do Blog do Eliomar

Programa de Marina copia trechos de Revista da USP sobre ciência e tecnologia

Mais um caso envolvendo o programa de Marina Silva (PSB) e plágio apareceu nesta quinta (4/9). Ainda essa semana, a candidata foi acusada por Aécio Neves de reproduzir, na íntegra, trechos de um decreto de Fernando Henrique Cardoso para embasar as propostas no setor de Direitos Humanos. O Plano Nacional de Direitos Humanos lançado em 2002, porém, foi resultado de um esforço conjunto, segundo justificou Marina. Dessa vez, a fonte utilizada pela equipe da pessebista foi um artigo publicado em uma revista acadêmica, envolvendo tecnologia e educação, sem citar o autor. A informação é do Brasil 247.

247 – Vem à tona uma nova evidência de que o programa de governo da presidenciável pelo PSB, Marina Silva, foi feito de improviso. Trechos usados no “eixo 3″, sobre “Educação, cultura e ciência, Tecnologia e Inovação”, foram copiados na íntegra de um artigo publicado (acesse aqui) pela edição número 89 da Revista da USP (março/maio 2011), sem citar a fonte nem o autor, como é comum em casos de plágio.

O texto original, “De olho no futuro: a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, foi escrito pelo professor Luiz Davidovich, secretário-geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para um Desenvolvimento Sustentável. A prática é duramente rechaçada pela comunidade acadêmica e demonstra falta de ética por parte da candidata e de sua equipe de campanha.

Um dos trechos cita a importância de se apoiar a energia nuclear no Brasil e foi retirado horas depois do lançamento do programa pelo PSB, no último dia 29. Em uma errata, o partido lamentou ter incluído o tema como um dos pontos que merecem atenção para o aperfeiçoamento da matriz energética do País e alegou “erro de revisão” para isso.

Há ainda outros trechos retirados da página 144 do programa de Marina que foram copiados do artigo publicado pela Revista da USP sem citação da fonte. Confira abaixo:

Trecho do plano de governo:

Fortalecer o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária e as políticas de CT&I e agrícola com vistas a avançar na sustentabilidade da agricultura brasileira, desenvolvendo, aperfeiçoando e difundindo de forma ampla tecnologias eficientes de produção que conservem o solo, usem de forma eficiente a água, sejam compatíveis com a preservação do meio ambiente e da biodiversidade e permitam o aumento da produção sem expansão significativa da área ocupada.

Trecho do artigo da USP:

• Fortalecer o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária e as políticas de CT&I e agrícola com vistas a avançar na sustentabilidade da agricultura brasileira, desenvolvendo, aperfeiçoando e difundindo de forma ampla tecnologias eficientes de produção que conservem o solo, usem de forma eficiente a água, sejam compatíveis com a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, e que permitam o aumento da produção sem expansão significativa da área ocupada.

Trecho do plano de governo:

Consolidar a liderança mundial do país na área de biocombustíveis, adotando para isso – em estreita articulação com o setor produtivo nacional – um vigoroso programa de pesquisa, desenvolvimento, inovação e difusão de tecnologias.

Trecho do artigo:

• Consolidar a liderança mundial do país na área de biocombustíveis durante a próxima década, adotando para isso – em estreita articulação com o setor empresarial nacional – um vigoroso programa de pesquisa, desenvolvimento, inovação e difusão de tecnologias voltado para a produção e o uso de bioenergias.

Trecho plano de governo:

• Avançar na abordagem sistêmica da área de saúde, articulando a política de CT&I com a de saúde propriamente dita e com a política industrial. Destacam-se nessa agenda a necessidade de agilizar a implementação das parcerias com as empresas nacionais; utilizar o poder de compra do Estado para maximizar seus resultados a médio e longo prazos; aperfeiçoar e compatibilizar os regimes normativos da área (especialmente a vigilância sanitária, o acesso à biodiversidade e o intercâmbio de material biológico) e fortalecer a capacidade de realizar testes clínicos no Brasil.

Trecho artigo USP:

• Avançar na abordagem sistêmica da área de saúde, articulando a política de CT&I com a de saúde propriamente dita e com a política industrial. Em particular, utilizar o poder de compra do Estado para maximizar seus resultados no médio e longo prazo e não simplesmente para minimizar os custos imediatos; aperfeiçoar e compatibilizar os regimes normativos da área (especialmente a vigilância sanitária, o acesso à biodiversidade e o intercâmbio de material biológico) e fortalecer a capacidade de realização de testes clínicos no Brasil.

Amiga pessoal de Marina e herdeira do banco Itaú, Neca Setúbal foi a responsável, no grupamento Rede Sustentabilidade, por fazer a interface com o PSB para a feitura do programa de governo da candidata. “Eduardo leu página por página e fez muitas observações”, lembrou Neca sobre a participação dela e do ex-governador Eduardo Campos na confecção do programa de governo.

Nessa semana, o candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves,acusou Marina de plagiar parte do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002. “O capítulo do programa de Marina é uma cópia exata do PNDH de FHC. Ela poderia ter pelo menos dado crédito aos autores verdadeiros da proposta e a FHC”, disse Aécio. “Não se teve sequer o cuidado de alterar palavras. Isso é apenas mais uma sinalização do improviso, e da enorme contradição que ronda essa candidatura”, acrescentou o tucano.

(Brasil 247)

Ibope: Católicos e os mais pobres estão com Dilma Rousseff; Marina Silva tem evangélicos e os mais ricos a seu lado

O equilíbrio e polarização que tanto aproximam as candidatas à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) nas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (3) pelo Ibope e pelo Datafolha são amplamente dissonantes quando se destrincha os números por renda, escolaridade, religião, idade e regiãono País. Há extremos entre as duas principais candidatas, os quais permitem fazer um recorte indicativo de quem acompanha essa ou aquela corrente.

Pelo mais recente levantamento do Ibope, Dilma possui 37% das intenções de voto, contra 33% de Marina, 15% de Aécio Neves (PSDB) e 1% de Pastor Everaldo(PSC). Em um eventual segundo turno entre as duas primeiras colocadas, a ex-senadora venceria a atual presidente da República (46% a 39%).

Os dados por categorias foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo G1 e apresentam preferências distintas. Com comum, em quase todas os números se nota a acurva ascendente das duas principais candidatas, proporcionalmente à queda do tucano.

Por religião, Dilma segue na preferência dos católicos (40% contra 31% de Marina), ao passo que a pessebista lidera entre evangélicos (43% a 32%) e entre outras crenças (32% a 30%).

No quesito renda familiar, Dilma é líder entre pessoas que ganham até um salário mínimo (49% a 27%) e até dois (38% a 33%). Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos Marina é a líder (37% a 28%), enquanto na faixa de dois a cinco salários mínimos há um empate em 35% entre as duas candidatas.

A impressão de “pobres com Dilma” e “ricos com Marina” permanece quando se avalia a escolaridade dos eleitores, já que a petista tem a preferência nos grupos que possuem até a quarta série (50% a 25%) e de quinta a oitava série (44% a 29%). Dos que possuem o ensino médio (38% a 33%) e superior (37% a 24%), a preferência é por Marina.

A larga vantagem sob a pessebista na região Nordeste (48% a 32%) também ajuda a explicar a presença de Dilma a frente da ex-senadora no Ibope. A presidente leva vantagem ainda no Norte/Centro-Oeste (38% a 31%), enquanto a adversária tem a preferência, ainda que por uma margem pequena, no Sul (40% a 33%) e no Sudeste (33% a 31%).

Por fim, Marina é a preferida dos mais jovens, aqueles entre 16 e 24 anos (37% a 33%) e os entre 25 e 34 anos (36% a 35%). Os eleitores entre 35 a 44 anos preferem Dilma (37% a 33%), o que é mantido entre aqueles entre 45 e 54 anos (39% a 29%) e entre aqueles com mais de 55 anos (41% a 31%).

Temas polêmicos

A mesma pesquisa Ibope ainda mediu a posição do eleitorado brasileiro em relação a alguns temas polêmicos. De acordo com os dados, 79% são contra adescriminalização da maconha, contra apenas 17% a favor. Um placar semelhante envolve a questão do aborto: 79% são contrários à legalização e 16%, favoráveis. A maioria – ainda que por margem não tão larga – também rejeita ocasamento gay: 53% a 40%.

Os homens são os que mais rejeitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo: 58% deles são contra. Já entre as mulheres, são 49% contra e 44% a favor. Há faixas do eleitorado que são majoritariamente favoráveis à bandeira da comunidade gay: 51% entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos, e 55% entre os mais escolarizados, com curso superior. Já a legalização da maconha e do aborto não é defendida nem pelos mais jovens: 74% e 77%, respectivamente, são contrários.

A população está dividida em relação à pena de morte: 46% defendem a medida, e 49% a rejeitam. Já a redução da maioridade penal tem o apoio de oito em cada dez brasileiros.

A pesquisa mostra ainda apoio significativo ao Bolsa Família, principal programa social do governo federal: 75% favoráveis e 22% contrários. Entre os que têm renda mensal de até um salário mínimo, a taxa de apoio chega a 90%.

A privatização da Petrobrás, bandeira levantada pelo candidato Pastor Everaldo (PSC), é rejeitada por 59% e aprovada por 22%.

(Com Estadão Conteúdo)

Eunício tem 42% e Camilo 34%, aponta pesquisa Ibope

O candidato ao Governo do Estado Camilo Santana cresceu 20 pontos e diminuiu para 8 pontos a diferença em relação ao candidato Eunício Oliveira (PMDB), que possui 42% das intenções de voto e lidera pesquisa Ibope/TV Verdes Mares divulgada na noite desta quarta-feira (3). Trata-se do primeiro levantamento feito pelo Ibope no Ceará após o início da propaganda eleitoral. 

Eliane Novais (PSB) vem em seguida, com 4%, seguida de Ailton Lopes (PSOL), com 2%. Brancos e nulos somaram 8%. Não sabem ou não opinaram totalizaram 10%. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro e ouviu 1.204 pessoas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança chega a 95%.

Eunício tem 47% no 2º turno
 
O Ibope também ouviu os eleitores sobre um eventual 2º Turno. Eunício Oliveira seria eleito governador com 47% das intenções de voto. Camilo Santana teria 37%. Brancos e Nulos somariam 7%. 10% dos eleitoress consultados não sabiam ou não opinaram.
 
Ailton Lopes lidera rejeição
 
O candidato Ailton Lopes (PSOL) lidera a rejeição entre os candidatos ao Governo, com 35%. Eliane Novais tem 34%. Já Camilo soma 20% e Eunício 15%. 10% votariam em qualquer um dos candidatos. Já 18% não souberam ou não opinaram.
 
Pesquisa anterior também apontava Eunício na liderança
 
Na pesquisa divulgada no último dia 22 de julho, Eunício Oliveira tinha 44% das intenções de voto. Agora tem 42%. Camilo, que agora tem 34%, somava 14%. Eliane Novais, que tinha 6%, agora tem 4%. Ailton Lopes, que totalizava 4%, agora tem 2%. O número de brancos e nulos caiu de 15% para 8%, e os eleitores que não sabem ou não opinaram foram de 18% a 10% na atual pesquisa.
 
 
(Diário do Nordeste)

Internauta lista 10 motivos para não votar em Marina Silva

Internauta lista o porquê não votará em Marina Silva, candidata do PSB à Presidência  da República nas eleições 2014. Confira o texto completo logo abaixo:

“POR QUE EU JAMAIS VOTARIA EM MARINA SILVA

1- O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de exploração ilegal de madeira no período em que Marina Silva era ministra do meio ambiente. Esse é um fato muito estranho se levarmos em conta que a Marina Silva defende tanto a preservação do meio ambiente.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcu-apontou-irregularidades-em-doacao-de-madeira-feita-pelo-ibama-na-gestao-marina-silva

2 – Poucos sabem disso, mas quando Marina Silva foi ministra do meio ambiente, o desmatamento na Amazônia só fez aumentar. Assim que ela entrou como ministra, o desmatamento na Amazônia foi aumentando até o momento em que ela saiu. Logo depois que ela saiu e Carlos Minc assumiu o ministério, o desmatamento da Amazônia voltou a cair. Sendo o ambientalismo uma das principais plataformas de governo de Marina, é de causar muito estranhamento o fato dela ter sido tão incompetente na gestão do ministério do meio ambiente.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2007/10/337678-desmatamento-cresce-8-na-amazonia.shtml

http://imirante.globo.com/sao-luis/noticias/2010/03/31/carlos-minc-deixa-ministerio-com-menor-taxa-de-desmatamento-da-historia.shtml

3 – Marina Silva tem sua campanha financiada pelo banco Itaú, que deve aproximadamente 18 bilhões de impostos a receita federal. A partir desta parceria milionária podemos esperar não apenas o alívio dessa dívida com a receita federal, como também um possível ministério para o dono do Itaú, Roberto Setubal, como já está sendo cogitado.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2014/08/20/antes-de-votar-em-marina-voce-precisa-conhecer-neca-e-fazer-a-pergunta-de-r-18-bilhoes/

http://jornalggn.com.br/noticia/roberto-setubal-possivel-ministro-de-campos-ve-futuro-na-infraestrutura

4 – Marina Silva, ainda ministra do meio ambiente, insistiu que o Brasil deveria assinar um tratado internacional que determinava como “não renovável” a energia hidráulica brasileira, que vem das hidrelétricas do país. Se esse acordo fosse assinado pelo governo brasileiro, toda a produção de energia elétrica brasileira iria para a clandestinidade ou ficaria na ameaça de ser considerada insustentável. Isso colocaria em sério risco a produção de energia nacional, cuja maior parte vem das hidrelétricas. Essa é uma medida irresponsável, que atentaria contra a economia nacional, e traria consequências nefastas ao país.

https://www.youtube.com/watch?v=-WOo8HFU12o (Começa aos 9 minutos, falando das hidrelétricas que Marina iria pôr em risco)

5 – Todos sabem que Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus. Isso não teria nenhum problema se não fosse o caráter conservador e dogmático de suas crenças, assim como sua ligação com evangélicos e com a bancada evangélica no Congresso Nacional. Marina Silva chegou a defender o deputado Marco Feliciano quando ele foi escolhido presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados. Marina disse que Feliciano só estava sendo atacado por ser evangélico. Além disso, afirmou que isso se devia a um preconceito que muitos nutriam contra os evangélicos.

http://www.cartacapital.com.br/politica/marina-silva-defende-marco-feliciano

6 – Marina Silva já se colocou contra o casamento gay em diversas oportunidades. A candidata diz “não ver com bons olhos” duas pessoas do mesmo sexo se casando. O que os gays podem esperar de uma presidente como Marina Silva no quesito de respeito à diversidade de opção sexual e aos direitos da comunidade LGBT?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871

7 – Marina Silva disse ser a favor do ensino do Criacionismo nas escolas. O Criacionismo é uma crença primitiva segundo a qual Deus teria criado o mundo em sete dias, há 6000 anos. Essa teoria rejeita frontalmente todos os avanços da teoria da evolução das espécies de Darwin, e procura rivalizar com ela. Embora Marina negue que seja favorável ao ensino do criacionismo nas escolas (obviamente por medo de perder votos), ela mesmo admitiu que se colocou favorável ao ensino do criacionismo como uma alternativa a teoria da evolução quando foi perguntada por um aluno de uma escola evangélica. Ela disse que: “Desde que se ensine também o evolucionismo, não vejo problema que se ensine também o criacionismo, pois assim os jovens poderiam fazer as suas escolhas”. A candidata alega, porém, que teria dito isso apenas no contexto das escolas confessionais (acredita quem quiser). O que podemos esperar de uma presidente que já defendeu que o criacionismo seja ensinado nas escolas?

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

8 – O fanatismo religioso de Marina Silva parece ir além. A candidata já afirmou várias vezes que é contrária as pesquisas com células tronco embrionárias. Ela disse: “Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso”, afirmou ela. “Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta”. Muitos cientistas temem que um possível governo de Marina Silva vá emperrar diversos tipos de pesquisas científicas que por ventura se oponham às suas convicções religiosas. Como ficará a pesquisa científica e seus avanços no Brasil com uma presidente que mistura religião com política como Marina Silva?

http://arquivo.geledes.org.br/acontecendo/noticias-brasil/279-presidencia/6684-marina-diz-que-e-contra-testes-com-celulas-tronco-embrionarias

9 – Além de todas estas questões delicadas sobre a manutenção do estado laico, há denúncias contra Marina sobre um suposto uso do ministério do Meio Ambiente para eventos de cunho religioso. A estrutura do órgão público teria sido utilizada para auxiliar a realização de um evento evangélico em 2007, mas algumas fontes afirmam que não foi apenas uma vez que isso ocorreu. Por outro lado, há relatos de que existem pessoas ligadas a igrejas evangélicas assentadas no gabinete que foi de Marina Silva no ministério, com profissionais ligados às igrejas Batista Central de Brasília, Sarah Nossa Terra e ao Movimento Evangélico Progressista. Diante destas informações, é possível uma indagação a respeito da conduta de Marina Silva como presidente: saberá ela separar seu lado religioso e suas convicções de fé da política respeitando a diversidade e a complexidade de um país como o Brasil?

http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1676

10 – Recentemente veio à tona o programa de governo e econômico de Marina Silva. Nesse programa, formulado por Neca Setúbal, sócia do Itaú e da família Setúbal (dona do Banco Itaú), responsável pela sonegação de 18 bilhões de reais em impostos até o ano passado, fala-se que a economia será submetida ao “mercado”, o Banco Central será independente e as taxas de juros e outros serão decididos de acordo com o “mercado financeiro” (leia-se bancos e especuladores). O jornal Valor Econômico mostra que existe convergência entre o programa econômico de Aécio Neves e Marina Silva. Isso na prática representa flexibilização de direitos trabalhistas, além do “mercado” como indutor do crescimento e não o Estado.”

http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3662186/conselheiros-de-aecio-e-marina-convergem-em-politica-economica

Via http://plantaopolitico.com/internauta-lista-10-motivos-para-nao-votar-em-marina-silva/

Internauta lista 10 motivos para não votar em Marina Silva

Internauta lista o porquê não votará em Marina Silva, candidata do PSB à Presidência  da República nas eleições 2014. Confira o texto completo logo abaixo:

“POR QUE EU JAMAIS VOTARIA EM MARINA SILVA

1- O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de exploração ilegal de madeira no período em que Marina Silva era ministra do meio ambiente. Esse é um fato muito estranho se levarmos em conta que a Marina Silva defende tanto a preservação do meio ambiente.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcu-apontou-irregularidades-em-doacao-de-madeira-feita-pelo-ibama-na-gestao-marina-silva

2 – Poucos sabem disso, mas quando Marina Silva foi ministra do meio ambiente, o desmatamento na Amazônia só fez aumentar. Assim que ela entrou como ministra, o desmatamento na Amazônia foi aumentando até o momento em que ela saiu. Logo depois que ela saiu e Carlos Minc assumiu o ministério, o desmatamento da Amazônia voltou a cair. Sendo o ambientalismo uma das principais plataformas de governo de Marina, é de causar muito estranhamento o fato dela ter sido tão incompetente na gestão do ministério do meio ambiente.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2007/10/337678-desmatamento-cresce-8-na-amazonia.shtml

http://imirante.globo.com/sao-luis/noticias/2010/03/31/carlos-minc-deixa-ministerio-com-menor-taxa-de-desmatamento-da-historia.shtml

3 – Marina Silva tem sua campanha financiada pelo banco Itaú, que deve aproximadamente 18 bilhões de impostos a receita federal. A partir desta parceria milionária podemos esperar não apenas o alívio dessa dívida com a receita federal, como também um possível ministério para o dono do Itaú, Roberto Setubal, como já está sendo cogitado.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2014/08/20/antes-de-votar-em-marina-voce-precisa-conhecer-neca-e-fazer-a-pergunta-de-r-18-bilhoes/

http://jornalggn.com.br/noticia/roberto-setubal-possivel-ministro-de-campos-ve-futuro-na-infraestrutura

4 – Marina Silva, ainda ministra do meio ambiente, insistiu que o Brasil deveria assinar um tratado internacional que determinava como “não renovável” a energia hidráulica brasileira, que vem das hidrelétricas do país. Se esse acordo fosse assinado pelo governo brasileiro, toda a produção de energia elétrica brasileira iria para a clandestinidade ou ficaria na ameaça de ser considerada insustentável. Isso colocaria em sério risco a produção de energia nacional, cuja maior parte vem das hidrelétricas. Essa é uma medida irresponsável, que atentaria contra a economia nacional, e traria consequências nefastas ao país.

https://www.youtube.com/watch?v=-WOo8HFU12o (Começa aos 9 minutos, falando das hidrelétricas que Marina iria pôr em risco)

5 – Todos sabem que Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus. Isso não teria nenhum problema se não fosse o caráter conservador e dogmático de suas crenças, assim como sua ligação com evangélicos e com a bancada evangélica no Congresso Nacional. Marina Silva chegou a defender o deputado Marco Feliciano quando ele foi escolhido presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados. Marina disse que Feliciano só estava sendo atacado por ser evangélico. Além disso, afirmou que isso se devia a um preconceito que muitos nutriam contra os evangélicos.

http://www.cartacapital.com.br/politica/marina-silva-defende-marco-feliciano

6 – Marina Silva já se colocou contra o casamento gay em diversas oportunidades. A candidata diz “não ver com bons olhos” duas pessoas do mesmo sexo se casando. O que os gays podem esperar de uma presidente como Marina Silva no quesito de respeito à diversidade de opção sexual e aos direitos da comunidade LGBT?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871

7 – Marina Silva disse ser a favor do ensino do Criacionismo nas escolas. O Criacionismo é uma crença primitiva segundo a qual Deus teria criado o mundo em sete dias, há 6000 anos. Essa teoria rejeita frontalmente todos os avanços da teoria da evolução das espécies de Darwin, e procura rivalizar com ela. Embora Marina negue que seja favorável ao ensino do criacionismo nas escolas (obviamente por medo de perder votos), ela mesmo admitiu que se colocou favorável ao ensino do criacionismo como uma alternativa a teoria da evolução quando foi perguntada por um aluno de uma escola evangélica. Ela disse que: “Desde que se ensine também o evolucionismo, não vejo problema que se ensine também o criacionismo, pois assim os jovens poderiam fazer as suas escolhas”. A candidata alega, porém, que teria dito isso apenas no contexto das escolas confessionais (acredita quem quiser). O que podemos esperar de uma presidente que já defendeu que o criacionismo seja ensinado nas escolas?

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

8 – O fanatismo religioso de Marina Silva parece ir além. A candidata já afirmou várias vezes que é contrária as pesquisas com células tronco embrionárias. Ela disse: “Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso”, afirmou ela. “Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta”. Muitos cientistas temem que um possível governo de Marina Silva vá emperrar diversos tipos de pesquisas científicas que por ventura se oponham às suas convicções religiosas. Como ficará a pesquisa científica e seus avanços no Brasil com uma presidente que mistura religião com política como Marina Silva?

http://arquivo.geledes.org.br/acontecendo/noticias-brasil/279-presidencia/6684-marina-diz-que-e-contra-testes-com-celulas-tronco-embrionarias

9 – Além de todas estas questões delicadas sobre a manutenção do estado laico, há denúncias contra Marina sobre um suposto uso do ministério do Meio Ambiente para eventos de cunho religioso. A estrutura do órgão público teria sido utilizada para auxiliar a realização de um evento evangélico em 2007, mas algumas fontes afirmam que não foi apenas uma vez que isso ocorreu. Por outro lado, há relatos de que existem pessoas ligadas a igrejas evangélicas assentadas no gabinete que foi de Marina Silva no ministério, com profissionais ligados às igrejas Batista Central de Brasília, Sarah Nossa Terra e ao Movimento Evangélico Progressista. Diante destas informações, é possível uma indagação a respeito da conduta de Marina Silva como presidente: saberá ela separar seu lado religioso e suas convicções de fé da política respeitando a diversidade e a complexidade de um país como o Brasil?

http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1676

10 – Recentemente veio à tona o programa de governo e econômico de Marina Silva. Nesse programa, formulado por Neca Setúbal, sócia do Itaú e da família Setúbal (dona do Banco Itaú), responsável pela sonegação de 18 bilhões de reais em impostos até o ano passado, fala-se que a economia será submetida ao “mercado”, o Banco Central será independente e as taxas de juros e outros serão decididos de acordo com o “mercado financeiro” (leia-se bancos e especuladores). O jornal Valor Econômico mostra que existe convergência entre o programa econômico de Aécio Neves e Marina Silva. Isso na prática representa flexibilização de direitos trabalhistas, além do “mercado” como indutor do crescimento e não o Estado.”

http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3662186/conselheiros-de-aecio-e-marina-convergem-em-politica-economica

Via http://plantaopolitico.com/internauta-lista-10-motivos-para-nao-votar-em-marina-silva/

Internauta lista 10 motivos para não votar em Marina Silva

Internauta lista o porquê não votará em Marina Silva, candidata do PSB à Presidência  da República nas eleições 2014. Confira o texto completo logo abaixo:

“POR QUE EU JAMAIS VOTARIA EM MARINA SILVA

1- O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de exploração ilegal de madeira no período em que Marina Silva era ministra do meio ambiente. Esse é um fato muito estranho se levarmos em conta que a Marina Silva defende tanto a preservação do meio ambiente.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcu-apontou-irregularidades-em-doacao-de-madeira-feita-pelo-ibama-na-gestao-marina-silva

2 – Poucos sabem disso, mas quando Marina Silva foi ministra do meio ambiente, o desmatamento na Amazônia só fez aumentar. Assim que ela entrou como ministra, o desmatamento na Amazônia foi aumentando até o momento em que ela saiu. Logo depois que ela saiu e Carlos Minc assumiu o ministério, o desmatamento da Amazônia voltou a cair. Sendo o ambientalismo uma das principais plataformas de governo de Marina, é de causar muito estranhamento o fato dela ter sido tão incompetente na gestão do ministério do meio ambiente.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2007/10/337678-desmatamento-cresce-8-na-amazonia.shtml

http://imirante.globo.com/sao-luis/noticias/2010/03/31/carlos-minc-deixa-ministerio-com-menor-taxa-de-desmatamento-da-historia.shtml

3 – Marina Silva tem sua campanha financiada pelo banco Itaú, que deve aproximadamente 18 bilhões de impostos a receita federal. A partir desta parceria milionária podemos esperar não apenas o alívio dessa dívida com a receita federal, como também um possível ministério para o dono do Itaú, Roberto Setubal, como já está sendo cogitado.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2014/08/20/antes-de-votar-em-marina-voce-precisa-conhecer-neca-e-fazer-a-pergunta-de-r-18-bilhoes/

http://jornalggn.com.br/noticia/roberto-setubal-possivel-ministro-de-campos-ve-futuro-na-infraestrutura

4 – Marina Silva, ainda ministra do meio ambiente, insistiu que o Brasil deveria assinar um tratado internacional que determinava como “não renovável” a energia hidráulica brasileira, que vem das hidrelétricas do país. Se esse acordo fosse assinado pelo governo brasileiro, toda a produção de energia elétrica brasileira iria para a clandestinidade ou ficaria na ameaça de ser considerada insustentável. Isso colocaria em sério risco a produção de energia nacional, cuja maior parte vem das hidrelétricas. Essa é uma medida irresponsável, que atentaria contra a economia nacional, e traria consequências nefastas ao país.

https://www.youtube.com/watch?v=-WOo8HFU12o (Começa aos 9 minutos, falando das hidrelétricas que Marina iria pôr em risco)

5 – Todos sabem que Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus. Isso não teria nenhum problema se não fosse o caráter conservador e dogmático de suas crenças, assim como sua ligação com evangélicos e com a bancada evangélica no Congresso Nacional. Marina Silva chegou a defender o deputado Marco Feliciano quando ele foi escolhido presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados. Marina disse que Feliciano só estava sendo atacado por ser evangélico. Além disso, afirmou que isso se devia a um preconceito que muitos nutriam contra os evangélicos.

http://www.cartacapital.com.br/politica/marina-silva-defende-marco-feliciano

6 – Marina Silva já se colocou contra o casamento gay em diversas oportunidades. A candidata diz “não ver com bons olhos” duas pessoas do mesmo sexo se casando. O que os gays podem esperar de uma presidente como Marina Silva no quesito de respeito à diversidade de opção sexual e aos direitos da comunidade LGBT?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871

7 – Marina Silva disse ser a favor do ensino do Criacionismo nas escolas. O Criacionismo é uma crença primitiva segundo a qual Deus teria criado o mundo em sete dias, há 6000 anos. Essa teoria rejeita frontalmente todos os avanços da teoria da evolução das espécies de Darwin, e procura rivalizar com ela. Embora Marina negue que seja favorável ao ensino do criacionismo nas escolas (obviamente por medo de perder votos), ela mesmo admitiu que se colocou favorável ao ensino do criacionismo como uma alternativa a teoria da evolução quando foi perguntada por um aluno de uma escola evangélica. Ela disse que: “Desde que se ensine também o evolucionismo, não vejo problema que se ensine também o criacionismo, pois assim os jovens poderiam fazer as suas escolhas”. A candidata alega, porém, que teria dito isso apenas no contexto das escolas confessionais (acredita quem quiser). O que podemos esperar de uma presidente que já defendeu que o criacionismo seja ensinado nas escolas?

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

8 – O fanatismo religioso de Marina Silva parece ir além. A candidata já afirmou várias vezes que é contrária as pesquisas com células tronco embrionárias. Ela disse: “Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso”, afirmou ela. “Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta”. Muitos cientistas temem que um possível governo de Marina Silva vá emperrar diversos tipos de pesquisas científicas que por ventura se oponham às suas convicções religiosas. Como ficará a pesquisa científica e seus avanços no Brasil com uma presidente que mistura religião com política como Marina Silva?

http://arquivo.geledes.org.br/acontecendo/noticias-brasil/279-presidencia/6684-marina-diz-que-e-contra-testes-com-celulas-tronco-embrionarias

9 – Além de todas estas questões delicadas sobre a manutenção do estado laico, há denúncias contra Marina sobre um suposto uso do ministério do Meio Ambiente para eventos de cunho religioso. A estrutura do órgão público teria sido utilizada para auxiliar a realização de um evento evangélico em 2007, mas algumas fontes afirmam que não foi apenas uma vez que isso ocorreu. Por outro lado, há relatos de que existem pessoas ligadas a igrejas evangélicas assentadas no gabinete que foi de Marina Silva no ministério, com profissionais ligados às igrejas Batista Central de Brasília, Sarah Nossa Terra e ao Movimento Evangélico Progressista. Diante destas informações, é possível uma indagação a respeito da conduta de Marina Silva como presidente: saberá ela separar seu lado religioso e suas convicções de fé da política respeitando a diversidade e a complexidade de um país como o Brasil?

http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1676

10 – Recentemente veio à tona o programa de governo e econômico de Marina Silva. Nesse programa, formulado por Neca Setúbal, sócia do Itaú e da família Setúbal (dona do Banco Itaú), responsável pela sonegação de 18 bilhões de reais em impostos até o ano passado, fala-se que a economia será submetida ao “mercado”, o Banco Central será independente e as taxas de juros e outros serão decididos de acordo com o “mercado financeiro” (leia-se bancos e especuladores). O jornal Valor Econômico mostra que existe convergência entre o programa econômico de Aécio Neves e Marina Silva. Isso na prática representa flexibilização de direitos trabalhistas, além do “mercado” como indutor do crescimento e não o Estado.”

http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3662186/conselheiros-de-aecio-e-marina-convergem-em-politica-economica

Via http://plantaopolitico.com/internauta-lista-10-motivos-para-nao-votar-em-marina-silva/

IBOPE QUENTE: DILMA, 37%; MARINA, 33%; AÉCIO, 15%

247 – Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira 3 aponta crescimento de três pontos da presidente Dilma Rousseff, de 34% para 37%, e de quatro pontos de Marina Silva, que avançou de 29% para 33%. A comparação é feita com a última pesquisa Ibope, divulgada no dia 26.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, registrou 15% das intenções de voto, uma queda de quatro pontos em comparação à mostra anterior. Com a pontuação, o tucano confirma isolamento na terceira posição.

Em uma simulação de segundo turno entre Marina e Dilma, a pessebista venceria a presidente com sete pontos de vantagem, por 46% a 39%. Entre Dilma e Aécio, a vitória seria da petista, por 47% a 34%. Na pesquisa anterior, Marina também seria eleita, mas com nove pontos de vantagem: 45% contra 36% de Dilma. 

O levantamento, encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo, foi feito entre domingo 31 e terça-feira 2.

Avaliação do governo sobe de 34% para 36%

O percentual de pessoas que consideram o governo Dilma ótimo ou bom passou de 34% para 36% em uma semana, apontou também a pesquisa Ibope. Houve queda de um ponto percentual, de 27% para 26%, em relação aos que consideram a gestão da petista ruim ou péssima. A avaliação regular subiu de 36% para 37%.

A rejeição à presidente caiu cinco pontos: de 36%, na semana passada, para 31%. Enquanto isso, o de Marina subiu dois pontos, de 10% para 12%. A rejeição ao candidato do PSDB, Aécio Neves, permaneceu em 18%.

 

(Brasil 247)

Presidente Dilma Rousseff visita Fortaleza nesta quinta-feira (04/09)

A presidente Dilma Rousseff (PT) estará no Ceará nesta quinta-feira, 4. A informação foi confirmada pelo deputado federal José Guimarães (PT). A candidata à reeleição visitará, às 14 horas, a obra do Eixão das Águas, em Pacajus. Ela estará também no bairro José Walter, em Fortaleza, às 16 horas, onde visita o condomínioCidade Jardim e as obras do programa Minha Casa Minha Vida.

Os candidatos ao Governo do Estado, Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) não acompanharão a presidente. O motivo é o racha da base aliada no estado, que colocou em lados opostos Camilo e Eunício na briga pelo Governo.

Apesar do assédio de ambos os lados, o presidente nacional do PT, Rui Falcão advertiu que, a princípio, Dilma não priorizaria nenhum candidato. “Das duas uma: ou ela vem (pedir votos) para as duas candidaturas ou não vem”, avisou. Rui esteve em Fortaleza em 12 de agosto.

O governador Cid Gomes (Pros), na terça-feira, 23, afirmou não acreditar que a candidata viesse ao Ceará para os palanques dos aliados durante a campanha eleitoral.

Candidatos proporcionais
Apesar da ausência dos candidatos da eleição majoritária, o candidato ao Senado Mauro Filho (Pros) e postulantes ao Legislativo ligados ao PT devem acompanhar Dilma, segundo Guimarães. O governador Cid Gomes também deve estar presente na comitiva.  

Visita de Dilma
A última visita de Dilma ao Estado foi em maio deste ano. Na ocasião,a presidente esteve nas obras de transposição do Rio São Francisco, no município de Jati. À época, ainda não estava oficializado o racha entre Cid Gomes e Eunício Oliveira, mesmo assim, o senador não esteve presente, enquanto Cid e o irmão Ciro Gomes acompanharam a visita ao município de Jati. 

(O Povo)

Marina Silva plagia plano de direitos humanos implantado por FHC

 

Quase a metade das propostas sobre direitos humanos da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, é uma cópia literal de plano apresentado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002, reforçando o selo de improviso e incapacidade de administrar o país por parte da ex-senadora petista.

O candidato da Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou nesta terça-feira (02/09) que ficou surpreso com o nível de incoerências de sua adversária e cobrou que Marina dê o devido crédito aos reais formuladores das propostas do segundo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH).

“O capítulo de Direitos Humanos da candidata Marina no programa de governo é uma copia ipsis litteris, fiel, do PNDH feito no governo (Fernando Henrique). Não teve sequer o trabalho de alterar palavras. A evolução é positiva, mas é importante que se dê o crédito aos verdadeiros autores. É só mais uma sinalização do improviso que ronda essa candidatura”, afirmou Aécio.

Dos 10 pontos apresentados pelo programa de governo de Marina, quatro são plágios do 2º PNDH apresentado por Fernando Henrique. Entre as propostas estão a ampliação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), juizados itinerantes, combate à desigualdade e dar nova redação ao crime de submeter alguém à condição análoga a de escravo.

O segundo PNDH reúne 518 propostas. No prefácio, o  ex-presidente diz que o plano “oferece um mapa das rotas que deveremos trilhar, nos próximos anos – mediante ações do governo e da sociedade – para avançar, com impulso ainda maior, no projeto de construção de um Brasil mais justo”.

Confira os quatro pontos plagiados por Marina:

- Incentivar projetos voltados para a criação de serviços de juizados itinerantes, com a participação de juízes, promotores e defensores públicos, especialmente nas regiões mais distantes dos centros urbanos, para ampliar o acesso à Justiça.

- Apoiar a adoção, pelo poder público e pela iniciativa privada, de políticas de ação afirmativa como forma de combater a desigualdade.

- Ampliar o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI de modo a focalizar as crianças de áreas urbanas em situação de risco, especialmente aquelas utilizadas em atividades ilegais como a exploração sexual infanto-juvenil e o tráfico de drogas.

- Propor nova redação para o artigo 149 do Código Penal, de modo a tipificar de forma mais precisa o crime de submeter alguém à condição análoga a de escravo.

Veja abaixo trecho do II Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, do governo Fernando Henrique, de 2002, e pontos plagiados presentes no programa de governo do PSB.

Trecho de programa de governo
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Trechos do PNDH II – disponibilizado no site do Ministério da Justiça

clip_image004clip_image006clip_image008clip_image010Via http://www.psdb.org.br/plagio-programa-de-direitos-humanos-de-marina-silva-e-copia-literal-de-proposta-de-fhc/

Mudou de ideia, de novo: Marina corrige rota e diz que “pré-sal será mantido

247 – A candidata do PSB, Marina Silva, afirmou não ser verdadeira a afirmação de que ela não irá tratar o pré-sal como prioridade caso seja eleita presidente da República. “O pré-sal continua com a prioridade, mas também haverá outras prioridades”, disse a presidenciável nesta quarta-feira 3, em sabatina ao portal G1, da Globo. Segundo ela, os recursos para a exploração “serão mantidos”.

No último debate presidencial, realizado por Folha, Uol, SBT e Jovem Pan, a presidente Dilma Rousseff questionou Marina sobre o fato de ela não tratar com prioridade essa “riqueza tão invejada pelo mundo”. Hoje, Marina reafirmou que pretende investigar em outras fontes de energia, como etanol, eólica e de biomassa, mas que, para isso, não é necessário transferir recursos.

“Não há necessidade de tirar recursos do pré-sal para investir no etanol. O pré-sal vai gerar riquezas para investir em educação, tecnologia e inovação para que possamos investir em outras fontes”, disse Marina aos jornalistas Tonico Ferreira, da TV Globo, e Nathalia Passarinho, do G1. Ela também disse que, em um eventual governo, pretende “corrigir as políticas erráticas que foram tomadas em relação aos combustíveis”.

Questionada sobre o uso, pelo PSB, do avião comprado por empresas fantasmas, Marina afirmou que ele “está sendo declarado na conta do Eduardo [Campos, que morreu na tragédia com o jato]. Já foi encaminhado para a Justiça dessa forma e, além do esforço que o partido fez para dar todos os esclarecimentos, existe uma investigação da Polícia Federal em relação à problemática dos empresários (…). A declaração do uso do serviço é na conta do candidato e acreditamos que isso está esclarecido”, disse.

Marina voltou a dizer que não há contradição em sua aliança com Beto Albuquerque (PSB), candidato a vice, por ele ter aceitado doações de campanha da indústria de armas, o que vai contra os princípios da presidenciável. Segundo Marina, “a aliança se baseia no programa – que eu e Eduardo acordamos” e está “inteiramente coerente com a nova política”. A candidata ressaltou que “é um engano imaginar” que a nova política será feita por ela ou pelo vice. “É a sociedade brasileira [quem fará]“.

Sobre se aceitará apoio do PSDB num eventual segundo turno, disse que “assunto de segundo turno a gente trata no segundo turno”, acrescentando que “respeita os adversários”. Quanto às chances de vencer em primeiro turno, fez uma imagem: “devemos andar de sandálias com solas de algodão”, fazendo menção ao cuidado que deve ter com este tema: “quem decide é o cidadão”. Marina Silva voltou a afirmar que pretende governar com “pessoas de bem”, que é contra a reeleição – “meu governo será de quatro anos” – e insistiu por diversas vezes que pretende “corrigir os erros” do governo Dilma.

Abaixo, reportagem da Reuters sobre a entrevista:

Marina diz que “medo” é a pior forma de se fazer política

BRASÍLIA (Reuters) – Em resposta às insinuações de que pode ser um novo Jânio Quadros ou outro Fernando Collor de Mello, ex-presidentes que não concluíram seus mandatos, a presidenciável Marina Silva (PSB), afirmou nesta quarta-feira que o “medo” é a pior forma de fazer política.

Em entrevista ao portal de notícias G1, Marina afirmou que a utilização do medo na campanha é semelhante ao “terrorismo” feito contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição de 2002.

“Infelizmente quem está querendo ressuscitar o medo é a presidente Dilma (Rousseff, PT). E a pior forma de se fazer política é pelo medo”, disse a candidata, em entrevista ao portal de notícias G1 nesta quarta-feira.

“Eu prefiro fazer política pelas duas coisas que orientaram a minha vida: pela esperança e pela confiança”, disse a candidata do PSB.

Na terça-feira, a propaganda de Dilma na TV exibiu trechos em que um locutor questiona a governabilidade de um eventual governo de Marina, citando Jânio e Collor como momentos em que o país escolheu “salvadores da pátria” e “chefes do partido do eu sozinho”. Jânio renunciou e Collor sofreu impeachment.

No mesmo dia, mais tarde, o vice na chapa da candidata do PSB, Beto Albuquerque, classificou as comparações como lacerdismo e golpismo. Antes de Albuquerque, a própria Marina já havia rebatido a comparação, citando sua atuação na política para afirmar que “a sociedade brasileira” conhece seus valores e sua luta “há mais de 30 anos”.

ERROS E MINISTÉRIOS

Ao ser questionada sobre as erratas de seu programa de governo, Marina aproveitou para alfinetar Dilma, afirmando que a atual gestão não reconhece seus erros, principalmente na condução da economia.

“Agora mesmo nós temos inflação alta, nós temos os juros altos, baixo crescimento, e não há o reconhecimento por parte do governo dos problemas que nós temos”, disse.

“Quem persiste no erro, não reconhece o erro, são aquelas que causam maiores prejuízos ao país.”

A candidata, que tem reafirmado compromissos com programas sociais e ampliação de recursos para áreas como a saúde, defendeu a eficiência dos gastos públicos como forma de gerar fontes para essas promessas de campanha.

Em declarações anteriores, Marina já havia sugerido a reavaliação da política de desonerações do governo, e a “qualificação” dos gastos públicos.

Nesta quarta, a ex-senadora apostou no crescimento da economia para gerar espaço a esses investimentos e ainda em um enxugamento da máquina pública, incluindo a redução de ministérios.

“A decisão de que vamos fazer essa redução (de ministérios) está tomada. Agora quais serão reduzidos, isso é algo que você faz no momento em que você é eleito, na hora em que você está fazendo a transição”, afirmou. “Ninguém pode ficar fazendo qualquer tipo de ilação se você ainda não tem os dados, não está à frente do processo.”

Marina defendeu ainda o critério da “competência” para a escolha de ocupantes de cargos públicos, dirigindo suas críticas especialmente a nomeações para a Petrobras, e agências reguladoras.

PSB E REDE

Sobre sua permanência no PSB, partido que a acolheu em outubro do ano passado, quando teve frustrada a tentativa de criar sua prórpia sigla, Marina não foi clara, apesar de afirmar que tão logo seja possível, a Rede Sustentabilidade será formalizado por seus apoiadores, que já constituíram diretórios em todas as unidades federativas.

“Eu vou continuar como presidente da República, eleita pelo PSB, porque eu não quero instrumentalizar esse lugar. A Rede Sustentabilidade vai ter o meu apoio sempre, e teria o apoio de Eduardo Campos, mas nós estamos imbuídos de governar com todos os partidos”, disse.

A presidenciável afirmou ainda que tem o compromisso de “ajudar o PSB a encontrar a sua estabilidade política interna” após a trágica morte de Eduardo Campos em um acidente de avião no mês passado.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello, via Brasil 247)

Programa de Marina Silva pode paralisar economia brasileira

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta terça-feira (2) que o programa de governo da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva (veja os principais pontos), contém elementos que podem reduzir a atividade econômica.

“Um choque [aumento forte] do [superávit] primário pode ser temerário e paralisar a atividade econômica”, disse o ministro da Fazenda.

O superávit primário é a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda. Ao fazer superávits primários, o governo deixa de alocar esses recursos no orçamento federal.

O programa de Marina, divulgado na semana passada, diz que é preciso “recuperar o tripé econômico” – que é o sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário. Para isso, afirma que é preciso “gerar o superávit fiscal necessário para assegurar o controle da inflação”.

“A médio prazo, os superávits devem ser não só suficientes como também incorporados na estrutura de operação do setor público, de tal maneira que possam ser gerados sem contingenciamentos”, afirma o programa. Também é dito que é preciso “acabar com a maquiagem das contas, a fim de que elas reflitam a realidade das finanças do setor público”.

Nos últimos anos, o setor público tem feito resultados primários menores. Neste ano, até julho, por exemplo, o esforço fiscal somou R$ 24,66 bilhões, o menor para este período desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 54,7%. O valor acumulado ainda está muito distante da meta de R$ 99 bilhões, ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), fixada para 2014.

Inflação se combate com firmeza [...], como temos feito, com política monetária [definição dos juros] firme, inclusive com elevação de juros. Porém, não a volta ao passado, com a elevação dos juros para 20%, 30%, 40% ao ano, como foi praticado antes do nosso governo.”
Guido Mantega, ministro da Fazenda

Economistas do mercado financeiro e também os ligados à indústria avaliam que um resultado primário maior por parte do governo ajudaria no controle da inflação, que permanece ao redor de 6,5% em doze meses até julho, possibilitando uma política de definição dos juros, por parte do Banco Central, mais suave. Atualmente, os juros básicos estão em 11% ao ano, o maior patamar desde o fim de 2011. Em termos reais (após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), é a taxa mais alta do mundo.

Outro ponto do programa de governo de Marina Silva informa que é preciso trabalhar com “metas de inflação críveis” e “respeitadas”, sem recorrer a “controle de preços que possam gerar resultados artificiais”, e “criar um cronograma de convergência da inflação para o centro da meta atual”, além de “assegurar a independência do Banco Central o mais rapidamente possível, de forma institucional”.

Para Mantega, “a inflação se combate com firmeza”. “Como temos feito, com política monetária [definição dos juros] firme, inclusive com elevação de juros. Porém, não a volta ao passado, com a elevação dos juros para 20%, 30%, 40% ao ano, como foi praticado antes do nosso governo”, afirmou o ministro.

Bancos públicos e subsídios
Mantega criticou ainda a possibibilidade de redução do papel dos bancos públicos na oferta do crédito e a redução dos subsídios do governo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Isso significa menos financiamento e juros mais altos. Hoje, sabemos que o financiamento de máquinas e equipamentos que são comprados por todos os setores econômicos teria elevação de custo. Sem os subsídios que temos hoje no PSI (Programa de Sustentação dos Investimentos), eles vão encarecer. Se depender só dos bancos privados, hoje eles cobram taxas mais elevadas. Eu acho que é importante que os bancos privados tenham uma participação cada vez maior, mas sem que se tire os bancos públicos disso”, disse o ministro.

via http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/

Aécio Neves é rifado e agora temos só Dilma X Marina

Ainda antes de outro debate entre os presidenciáveis, no final da tarde desta segunda-feira, transmitido pelo SBT, o tucano Aécio Neves foi solenemente rifado pelo coordenador-geral da sua campanha, senador José Agripino Maia, presidente do DEM, ex-Arena e ex-PFL, um dos mais longevos remanescentes do velho coronelismo nordestino. Com a sutileza de um rinoceronte, Agripino defendeu em entrevista coletiva que Aécio apoie Marina em um eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff.

“O PSB tem antigas afinidades conosco, desde o tempo de Eduardo Campos. O inimigo maior a ser batido é o PT. Tanto pode dar o Aécio apoiando a Marina quanto o contrário”, pontificou o coordenador-geral, que diante da ira dos seus correligionários e do próprio candidato correu para soltar uma nota tentando explicar que não foi bem isso que ele quis dizer. Como se o eleitor dependesse dos conselhos de Agripino para decidir em quem votar no segundo turno…

Mas o estrago já estava feito. Com 19 pontos atrás de Dilma e Marina, empatadas com 34% no último Datafolha, a apenas 33 dias da eleição, um Aécio amuado e sem nenhuma convicção no que falava já chegou derrotado aos estúdios da emissora, e ficou escanteado no debate. Só lhe faltava essa: com aliados deste porte, o ex-governador mineiro, que faz a pior campanha de um tucano nas eleições presidenciais das últimas duas décadas, nem precisava de adversários.

Sorteada para fazer a primeira pergunta, a presidente Dilma Rousseff, agora ameaçada pela sua ex-colega no ministério de Lula, favorita nas pesquisas de um provável segundo turno entre as duas, foi direto para cima de Marina Silva.

“De onde virão os recursos para custear os R$ 140 bilhões em promessas feitas no seu plano de governo?”, disparou a candidata à reeleição, deflagrando o duelo entre as duas, que dominou todo o debate de duas horas.

Marina respondeu que é “preciso ter eficiência para fazer bom uso na aplicação dos recursos” e criticou o “pensamento de uma ideia cartesiana de governo”. Dilma retrucou que, “quando se é presidente, não basta dizer que vai fazer uma lista de coisa sem dizer de onde virá o dinheiro”.

Na sua vez de atacar, Marina lembrou Dilma que, na campanha de 2010, “havia um compromisso seu de que o Brasil iria continuar crescendo, de que os juros ficariam baixos e de que a inflação seria controlada, e aconteceu tudo ao contrário. O que deu errado?”.

E por aí foi: Marina cobrando os erros da presidente e Dilma batendo na tecla de que “sem o apoio do Congresso é impossível governar”. Impassível, sem piscar um olho, Marina mostrava firmeza ao defender “uma nova postura, a de estar aberta ao diálogo, de debater as ideias e não ficar fazendo apenas o embate político”. Incisiva nas perguntas, mas confusa nas respostas, consultando papéis sobre a bancada, Dilma reconheceu que estava nervosa ao questionar as regras do debate com o moderador Carlos Nascimento, e mirou nas críticas ao plano de governo da adversária, principalmente no que se refere ao pré-sal.

Como se não tivesse acontecido uma reviravolta nas pesquisas, Aécio continuava com seu discurso contra o PT e o governo Dilma, sem encontrar uma brecha para entrar na briga entre as favoritas. Segundo levantamento feito pela Folha, enquanto o embate entre Dilma e Marina consumiu quase 18 minutos do programa, Aécio não conseguiu confrontar nenhuma vez a candidata do PSB, que disparou nas pesquisas, e consumiu quase 8 minutos nos ataques à presidente, que vem caindo.

Resultado: quando o debate acabou, os repórteres saíram correndo para cercar Marina e Dilma. Aécio ficou caminhando sozinho pelo palco e ainda foi obrigado a ouvir um gracejo da candidata à reeleição, ao passar por onde ela estava: “Ô Aécio, vai querer sentar na minha cadeira? Não vai, não…”

Acho que nem ele pensa mais nisso. A cada dia, o quadro eleitoral vai ficando pior para o candidato do PSDB, a ponto de já surgirem rumores, divulgados pelo jornal Valor, de que pode desistir da candidatura para aumentar as chances de Marina vencer no primeiro turno, e voltar a Minas para salvar seu candidato ao governo estadual, que lá corre sério risco de perder para o PT.

Vamos esperar as próximas pesquisas para ver o que acontece. Dos 11 candidatos, agora restam apenas duas mulheres, uma petista e outra ex-petista, disputando para valer a presidência da República. Façam suas apostas.

Via http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho

Dilma defende a criminalização da homofobia

Roberto Stuckert Filho/PR

RIO – No encerramento do segundo debate entre os candidatos na TV, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, defendeu a criminalização da homofobia – proposta no Projeto de Lei nº 122/2006, que desde dezembro do ano passado tramita juntamente com a reforma do Código Penal.

— Eu sou contra qualquer forma de violência contra pessoas. No caso especifico da homofobia, eu acho que é um ofensa ao Brasil. Então, fico triste de ver que temos grandes índices atingindo essa população. Acho que a gente tem que criminalizar a homofobia, que não é algo com o que a gente pode conviver — disse a presidente, segundo comunicado do partido.

O assunto foi discutido intensamente nas redes sociais no último fim de semana, quando a candidata do PSB, Marina Silva, anunciou uma “errata” em suas propostas de campanha, retirando o apoio à legalização do casamento de homossexuais e ao aumento das punições aos crimes motivados por preconceito de orientação sexual.

(O Globo)

Pobreza crônica no Brasil caiu de 6,7% para 1,6% em oito anos, aponta Bird

Estudo apresentado pelo Banco Mundial (Bird) aponta que a pobreza crônica no Brasil, que considera privações além da renda, caiu de 6,7% para 1,6% da população em oito anos, entre 2004 e 2012. A redução é de 76% neste período. O trabalho foi apresentado por técnicos do Banco Mundial em encontro no Rio de Janeiro promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pelo World Without Poverty (WWP), projeto conjunto do Banco Mundial, do MDS e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). 

“Os resultados na redução da pobreza multidimensional refletem os efeitos de políticas implementadas nos últimos anos, como o Luz para Todos, e a melhoria no acesso à educação”, destacou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que participou do evento. Ela lembrou que mais de 3,1 milhões de residências tiveram acesso à luz elétrica desde o início do programa Luz para Todos em 2004. 

O trabalho, focado na pobreza multidimensional, considerou, além da renda, sete dimensões da pobreza: se as crianças e adolescentes até 17 anos estão na escola, os anos de escolaridade dos adultos, o acesso à água potável e saneamento, eletricidade, condições de moradia e, finalmente, a bens, como telefone, fogão e geladeira. A pobreza é considerada crônica quando são registradas privações em pelo menos quatro das sete dimensões. 

O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O que nos estimula”, disse Tereza Campello, “é que os dados do Banco Mundial mostraram que nossa ação foi eficaz, pois conseguiu atingir a pobreza crônica”. 

A ministra lembrou que o Plano Brasil Sem Miséria foi desenvolvido para enfrentar a pobreza em suas diferentes dimensões, garantindo renda, mas também cuidando de melhorar as oportunidades para inserção econômica dessas famílias, assim como o seu acesso a serviços. Ela destacou ainda que o trabalho apresentado pelo Banco Mundial considerou dados até 2012 e que os resulta dos são ainda mais surpreendentes se atualizá-los até 2013, que incluem efeitos de programas como Água para Todos, Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos. 

(Jornal do Brasil)

Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva CHEGOU A HORA: VOTE!

Começou nesta segunda-feira (1) o Plebiscito Popular por uma Assembleia Constituinte Exclusiva à Reforma Política. A votação ocorre até o dia 7 de setembro e espera-se a participação de 1,5 milhão de pessoas para que o Congresso Nacional convoque uma Assembleia Constituinte sobre o sistema político.

Além das urnas físicas, que estão espalhadas pelo Brasil inteiro, os eleitores poderão participar de forma online. Para que o voto seja computado, é necessário informar o nome e o CPF. O objetivo é alcançar um número expressivo de votantes e também abranger localidades onde não haja urna.

Segundo Rodrigo César, da secretaria que organiza a votação, o sistema online é seguro, pois, como exige o CPF, não será possível a ocorrência de assinaturas duplicadas.

De acordo com informação do comitê organizador, há mais de mil comitês em várias partes do país, sendo a cidade de São Paulo a região com o maior número de urnas.

Nas urnas, além da votação pela Assembleia Constituinte da Reforma Política, será colhida, também, assinaturas de apoio ao projeto de lei de democratização da mídia, elaborado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Para votar online, clique aqui. E aqui, você localiza as urnas físicas.

Via http://www.revistaforum.com.br

 

A difícil situação de Aécio Neves

Tucano fica sozinho ao final do debate e ainda ouviu piada de Dilma

O debate entre os candidatos a presidente da República promovido por SBT-Folha-UOL-Jovem Pan não teve um vencedor claro, mas ficou evidente que há duas protagonistas neste momento da corrida pelo Palácio do Planalto –Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB).

E Aécio Neves (PSDB), que até outro dia era dado como presença certa no segundo turno? O tucano vive situação dificílima.

O Blog relata a seguir o que se passou logo depois do debate realizado nesta segunda-feira, dia 1º.set.2014.

Quando esses debates terminam, os repórteres dos principais veículos de comunicação correm para o palco para falar com os candidatos mais importantes.

Nesta segunda-feira, foram procuradas, majoritariamente, apenas as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). Os outros candidatos ficaram ali, parados, torcendo para serem abordados por algum repórter.

Aécio Neves ficou nesse segundo time, esperando que alguém se dirigisse a ele. Finalmente, chegou uma repórter do SBT que o entrevistou, por dever de ofício –o SBT era promotor do evento e mandou repórteres entrevistar todos os candidatos.

Aécio foi saindo por trás dos púlpitos onde ficaram os candidatos e deu uma pequena parada no local que havia sido ocupado por Dilma, que ainda estava por perto. Como Aécio fez menção de se sentar no banquinho usado pela petista, ainda teve de ouvir uma piada da presidente. “Ô, Aécio, vai querer sentar na minha cadeira?”, brincou Dilma. Todos sorriram amarelo.

O que quer dizer esse episódio prosaico? É um retrato da situação de uma espécie de ocaso vivido pelo candidato do PSDB a presidente. Pelo menos, é essa a sua situação neste momento.

É possível que Aécio se recupere? Possível, tudo é. Esta tem sido uma campanha de muitas surpresas. Mas parece muito improvável que a sorte volte para o tucano no atual ciclo eleitoral.

Por Fernando Rodrigues, via http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br

Como identificar um marinista com apenas três perguntas

Pode parecer ser uma tarefa difícil tentar separar marinistas de aecistas. Mas não é, é fácil. E parece difícil porque ambos os grupos escondem suas preferências, contando apenas para os institutos de pesquisa. Raramente você verá alguém dizer, em pequenas rodas, que é marinista ou aecista. E quando pegos em alguma passeata, comício ou qualquer outro tipo de manifestação dos seus candidatos, ficam com cara de quem “foi pego com a boca na botija…”.

Assumir de peito aberto a opção é coisa de esquerdistas, não de direitistas como eles.

Há, porém, algumas classificações que ajudam. Existem marinistas jovens e marinistas nem tão jovens assim. Aecistas jovens, ou nem tão jovens assim são raros. Aecistas têm mais de 40 anos. É gente que tinha mais de 18 anos ao tempo da redemocratização e pode experimentar os governos pós-ditadura ou, mesmo, os da ditadura.

Marinistas não sabem o que é isso. E essa é a primeira pergunta que devemos fazer para identificar um marinista. As variantes gramaticais são inúmeras, mas todas visam a mesma coisa: questionar o conhecimento sobre o passado recente da história dos governos brasileiros.

Pergunte sobre o confisco da poupança no governo Collor; sobre a privatização no governo FHC; ou sobre o que é “overnight”; ou, ainda, se você quiser ser duro, sobre os efeitos da crise do petróleo, em 1973, na economia brasileira.

Marinistas, com essa pergunta, demonstrarão aquilo que os caracteriza: não sabem absolutamente nada do que foi a vida no Brasil.  É possível que um ou outro consiga repetir algo que tenha lido, mas é fácil identificar quem apenas repete o que leu.

Há uma outra classificação: marinistas são, na imensa maioria, evangélicos. Atenção: o uso da expressão “evangélico”, doravante, sempre terá a conotação de um tipo característico de cristão e não um uso que possa caracterizar preconceito.

Evangélicos aprendem a ter uma relação muito direta e forte com o pastor da igreja. A autoridade do pastor não é contestada. Os católicos diziam que o Papa é o representante de Deus na Terra. Estão indo para o brejo, pois os católicos aprenderam, mesmo que a duras penas, que podem contestar o Papa, sem que com isso estejam comprando uma passagem, sem volta, para o inferno.

Para uns e outros, falo das massas e não daquela minoria que pensa.

Pois essa é a segunda pergunta. As variantes gramaticais são inúmeras, mas todas visam a mesma coisa: identificar a incapacidade dos marinistas em formular uma resposta do tipo lógica.

Pergunte, por exemplo, por que razão deveríamos considerar gays como sendo seres socialmente doentes e abomináveis; pergunte, por exemplo, por que devemos deixar que milhões de mulheres morram em abortos clandestinos. Os exemplos são muitos.

Mas a todas as perguntas, invariavelmente, os marinistas demonstrarão outra característica: a dependência do pastor é tão forte, que lhes tira a capacidade de formular pensamentos que não o único: está na Bíblia, ou Jesus quer assim, ou Deus… ou isso é coisa do demônio… É a imposição da religião como forma de enfrentar mundo.

Claro que, deparados com o comando de governos, não saberão fazer diferente. Marinistas são teocratas.

Há uma outra classificação: marinistas são “sustentáveis”.

Pergunte a qualquer um deles o que é sustentabilidade e não hesitarão em mostrar que não sabem absolutamente nada sobre o assunto. Repetirão a exaustão o mantra das “gerações futuras”.

Alguns mais ilustrados poderão argumentar que precisamos desenvolver formas sustentáveis de produzir energia, tipo eólica, solar, das marés. Pergunte se eles sabem como desenvolver um sistema econômico onde a produção dos esquipamentos necessários prescinda do capitalismo. O mais provável é que não tenham a mínima ideia de como podemos produzir pás, coletores ou qualquer outra bugiganga, sem que ela custe.

E em escala global, para substituir os atuais bilhões de MW gerados pela energia hidráulica ou nuclear.

Quiçá não saibam, sequer, que um único gerador eólico é composto por no mínimo 80% de produtos derivados do petróleo. Não sabem que 80% da humanidade vive direta ou indiretamente do petróleo… E pensam que em quatro anos vão mudar 4 milhões de…  criacionismo…

Pergunte: como produzir natureza sem tirar da natureza? Como produzir pás e painéis sem usar petróleo? Como produzir petróleo em um sistema que não seja o capitalista?

Essa é a terceira característica dos marinistas: incapazes de pensar em aprimorar o que temos, querem voltar a um passado onde haviam uns poucos milhares de humanos na face da Terra.

Converse com alguém sobre Política e com apenas essas três perguntas você identificará um marinista: alguém que não experienciou o passado recente do Brasil, alguém que tem apenas a religião e a autoridade do pastor como norte e alguém que vive da ilusão de uma vida no paraíso…

E que encontrou quem lhe traga esse paraíso em apenas quatro anos…

 

 

Marina Silva apresenta projetos frágeis e recua em relação aos direitos gays

É como se um terremoto de grande magnitude tivesse abalado a cabeça de parte do eleitorado brasileiro. De uma hora para outra, Marina Silva, que substituiu o ex-governador pernambucano Eduardo Campos, morto em acidente aéreo, como candidata à presidenta pelo PSB, virou favorita na sucessão presidencial.

Após a morte de Eduardo Campos, dia 13 de agosto, Marina subiu como um foguete nas pesquisas eleitorais. Em levantamento mais recente, feito pelo “Datafolha”, Marina empata com Dilma no primeiro turno, ambas com 34%. Se houver segundo turno, segundo a mesma pesquisa, ela venceria a atual presidenta por 50% a 40%.

Ao mesmo tempo em que Marina (foto) se torna favorita, vai deixando atrás dela um rastro de um dos maiores oportunismos eleitorais que já se viu nas últimas eleições presidenciais no Brasil. Marina tem feito de tudo para agradar determinados setores da sociedade, mesmo que suas propostas sejam falsas.

O último sinal do “carreirismo” eleitoral de Marina ocorreu neste sábado (30/8). Em menos de 24 horas, mudou radicalmente a proposta apresentada na véspera sobre direitos gays. Em seu programa de governo, defendeu casamento gay, adoção de crianças por homossexuais e lei para criminalizar a homofobia.

Mas bastaram declarações contrárias do influente e conservador pastor evangélico Silas Malafaia, contra leis que criminalizem a homofobia, para que a candidata voltasse atrás. Diante da ameaça de Malafaia, retirou quase tudo o que estava antes no seu programa de governo referente aos direitos dos gays.

O recuo de Marina em relação aos gays demonstra, acima de qualquer peso do tema junto à sociedade brasileira, que é falso e puramente oportunista o discurso da candidata quando quer o apoio de determinados segmentos sociais. Para conquistar o apoio dos gays, ela abraçou suas propostas. Diante da reação evangélica, mudou rapidamente de opinião. Afinal, de que lado está Marina?

Apoio do agronegócio

Outros sinais de ambiguidade no discurso de Marina já haviam sido percebidos em sua tentativa de apoio do agronegócio. Na entrevista que deu ao Jornal Nacional, da Rede Globo, durante a semana, Marina havia atribuído a uma “lenda” a versão de que ela tinha posição contrária à agricultura transgênica.

O Brasil está caindo de saber que Marina sempre foi contra a agricultura transgênica – usada em larga escala em todo o mundo, mas sempre contestada por ambientalistas. Pois na mesma semana da entrevista à Globo, Marina se encontrou com o agronegócio como se sempre defendesse os transgênicos.

Mais do que fazer fortes afagos com os milionários empresários do setor do agronegócio, Marina foi mais longe ao dizer que não priorizaria, caso seja eleita, a política do atual governo de investimento no pré-sal, que pode fazer com que o país se torne um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Ao se manifestar contra o pré-sal, Marina quis agradar o agronegócio com a promessa de investir mais na produção do álcool combustível e de ter uma política de melhores preços para o setor. Ocorre que, com esta sua proposta, Marina, caso seja eleita, pode matar um dos negócios que mais podem trazer dinheiro para o Brasil. E o Brasil não pode jogar esta riqueza fora.

Somente em 2014, a exploração do pré-sal – petróleo extraído em águas profundas do mar, abaixo da camada do pré-sal – já levou a Petrobrás a extrair em média mais de 500 mil barris diários de petróleo. Esta produção de petróleo, que vai trazer extraordinária riqueza para o Brasil, promete agora ser deixada de lado por Marina. É como se ela enterrasse um grande tesouro.

Marina é assim mesmo. Ao mesmo tempo em que ganha votos e aparece como favorita, ela deixa muito a desejar na autenticidade do que fala e prega. Em outras propostas para o setor econômico e financeiro, ela abriu outro foco de atritos com o candidato Aécio Neves (PSDB), que acusa de plagiar seu programa de governo, em especial os temas econômicos e financeiros.

Texto publicado originalmente no blog noBalacobaco.

Marina Silva tem Alzheimer? Tomara…

DENER GIOVANINI

Quinta-Feira 28/08/14

Longe de mim querer desejar que a candidata Marina Silva sofra de qualquer doença. Ainda mais de uma doença tão nefasta e cruel como é o Alzheimer. Mas entre acreditar que a ex-ministra possa estar sofrendo de alguma moléstia que lhe provoque espasmos de esquecimento ou constatar que uma senhora na idade dela tenha a [...]

Longe de mim querer desejar que a candidata Marina Silva sofra de qualquer doença. Ainda mais de uma doença tão nefasta e cruel como é o Alzheimer. Mas entre acreditar que a ex-ministra possa estar sofrendo de alguma moléstia que lhe provoque espasmos de esquecimento ou constatar que uma senhora na idade dela tenha a cara de pau de mentir de forma tão acintosa em rede nacional, eu acho mais digno imaginar que a pobre coitada esteja realmente com deficiência de memória. Foi o que me ocorreu ontem ao assistir a entrevista da ex-senadora no Jornal Nacional, na TV Globo.

Percebi de imediato um problema com a memória de Marina logo que ela surgiu no vídeo. De cara achei que ela tinha esquecido que já havia sido maquiada e deve ter retornado algumas vezes para repetir o processo. Nunca vi Marina Silva ostentando tanto blush. Seu rosto parecia uma aquarela. Tudo bem que os políticos em geral recorram a uma maquiagenzinha para disfarçar sinais da idade e ou de malfeitos. Mas Marina se superou.

Ao afirmar que “Há uma lenda de que eu sou contra os transgênicos, mas isso não é verdade”, a ex-ministra do Meio Ambiente incorporou definitivamente o que de mais podre existe no que ela define como a “velha política”: tentar manipular o passado para garantir uns votinhos no presente. Naquele exato momento, na bancada do Jornal Nacional, Marina Silva perdeu de vez a noção da realidade. Apequenou-se.

Vejamos, ou melhor, constatemos que Marina Silva era sim contra os transgênicos.

Em 07/05/1997, a então senadora da República, apresentou no Congresso Nacional o projeto de Lei do Senado nº 84, que decretava a moratória no plantio, comercio e consumo de organismos geneticamente modificados e produtos derivados, em todo o território nacional.

Vejam (CLIQUE AQUI para acessar diretamente o site do Senado Federal):

Se Marina Silva não era contra os transgênicos, por que ela apresentou um projeto de Lei justamente para proibir tais produtos? Será que na época o que era lenda era o interesse de Marina Silva de proteger o meio ambiente? Será que a Senadora estava enganando os ambientalistas em 1997 ou estaria ela enganando os eleitores brasileiros em 2014?

Seus discursos no Senado Federal – e são muitos tratando desse tema – sempre foram caracterizados por uma posição de extrema preocupação em relação aos transgênicos.

Vejamos, ou constatemos novamente (CLIQUE AQUI para acessar diretamente o site do Senado Federal):

Como assim Marina Silva, quer dizer que a senhora já foi rotulada de ser atrasada por ser contra os transgênicos? Quanta injustiça com a ex-senadora, mal sabiam seus pares na época que tudo era lenda!

No trecho do mesmo discurso a ex-senadora evoca passagens bíblicas para condenar “as empresas que se floreiam de verde para vender os seus venenos com uma cosmética melhor para o povo”.

Cosmética… para vender melhor ao povo… veneno… É Marina Silva, agora começo a entender o porque de tanta maquiagem no Jornal Nacional.

Sinto-me triste por ter que escrever um artigo como esse, onde eu afirmo que a ex-ministra do Meio Ambiente do meu país era sim preocupada com as questões ambientais, apesar de hoje ela afirmar que tudo não passava de lenda.

Mais triste me sinto ao perceber que, movida por uma extrema vaidade não admitida, Marina Silva afronte sua própria história para alcançar o poder. Que chegue ao ponto de renegar posições históricas, de abandonar causas que ela dizia acreditar.

Como irão se posicionar – hoje – as organizações ambientalistas que sempre estiveram ao lado dela na luta contra os transgênicos? Será que tudo era lenda também?

Porém, nada é mais triste do que ver um povo que quer decidir o destino do país votando, não nos mais preparados, mas sim naqueles que prometem mudanças que apenas virarão lendas. Para esses, deixo uma reflexão bíblica:

Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos.

Romanos 16:17-18

Para quem quiser acessar mais discursos de Marina Silva contra os transgênicos, clique nos links abaixo:

CLIQUE 1

CLIQUE 2

CLIQUE 3

CLIQUE 4

Para quem quiser saber mais sobre as campanhas contra os transgênicos que podem virar lenda, clique nos links abaixo:

CLIQUE 1

CLIQUE 2

CLIQUE 3

CLIQUE 4

Via http://blogs.estadao.com.br/dener-giovanini

As traições de Marina. Bem que avisei!

DENER GIOVANINI, O Estado de SP

Segunda-Feira 18/08/14

Em 2003, ainda no começo do governo do presidente Lula eu, que ainda não era jornalista, dei uma entrevista para o Estadão na qual afirmava categoricamente: “não confio na Marina Silva nem para cuidar do meu jardim”, CLIQUE AQUI para conferir. Confirmei minhas palavras no discurso que proferi na ONU ao receber de Kofi Annan [...]

Em 2003, ainda no começo do governo do presidente Lula eu, que ainda não era jornalista, dei uma entrevista para o Estadão na qual afirmava categoricamente: “não confio na Marina Silva nem para cuidar do meu jardim”, CLIQUE AQUI para conferir. Confirmei minhas palavras no discurso que proferi na ONU ao receber de Kofi Annan o prêmio das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Os petistas se arrepiaram, reclamaram e me criticaram. Não deu outra: se arrependeram. Em 2010, quando o Partido Verde aceitou a bancar a candidatura de Marina para presidência da República, novamente eu avisei em diversas oportunidades, que eles estavam dando um tiro no próprio pé. Fui criticado e esculhambado por algumas lideranças do PV. Não deu outra: eles também se arrependeram.

Quando Eduardo Campos oficializou a candidatura de Marina Silva como vice em sua chapa eu não perdi a oportunidade. Novamente afirmei em entrevistas e artigos que o PSB iria se arrepender. E, mais uma vez, não deu outra: Marina, além de não transferir votos, ainda criou uma série de dificuldades políticas para Eduardo, levando seu nome a patinar entre 10% do eleitorado. Não fosse sua trágica morte, ele sairia da eleição muito menor que entrou. E grande parte da culpa teria o sobrenome Silva.

Seria eu um implicante sem razão contra Marina Silva ou será que Deus me concedeu o dom da adivinhação? Nem uma coisa, nem outra. Sou apenas um pragmático, que não dá asas a paixões avassaladoras de momento e nem me deixo levar pelas emoções de ocasião. E assim penso que deva ser cada brasileiro que tenha consciência sobre a sua responsabilidade de decidir o destino do país.

Marina Silva foi ministra de Lula por oito anos e “abandonou” o governo quando percebeu que seu ego se apequenava diante do crescimento da influência da então também ministra Dilma Rousseff. O Planalto estava pequeno demais para as duas. Também deixou o Partido Verde ao perceber que a legenda não se dobraria tão fácil a sua sede de poder. Eduardo Campos sentiu o amargo sabor de Marina ao ver alianças importantes escorrerem por entre seus dedos. Marina atrapalhou, e muito, sua candidatura. Isso é um fato que nem o mais bobo líder do PSB pode negar.

Marina está fadada a trair

O grande ego é o pai da traição. Quem se sente um predestinado e prioriza o culto a personalidade tem medo da discordância, da crítica. É esse medo que gera uma neutralidade perigosa e falsa. E a neutralidade é a mãe da traição. Seres humanos com grandes egos quase sempre se posicionam entre o conforto de “lavar as mãos” e o silêncio covarde de suas convicções.

Marina Silva é assim. Simples assim.

Nas últimas Eleições presidenciais Marina ficou NEUTRA. Alguém se lembra?

Ao contrário do que desejavam seus milhões de eleitores – que ansiavam por uma indicação, uma orientação ou um caminho – Marina calou-se. Não apoiou Dilma e nem Serra. Com medo de decidir, declarou-se neutra. E ajudou a eleger Dilma.

Claro, não se espera de um político uma sinceridade absoluta, mas pelo menos transparência em algumas das suas convicções básicas. Isso Marina não faz. E quem não o faz assume o destino da traição. Vejamos:

a)      Se eleita, Marina Silva irá mudar o atual Código Florestal?

SIM (trairá o agronegócio)

NÃO (trairá os ambientalistas)

b)      Se eleita, Marina Silva irá abandonar os investimentos no Pré-sal e passará a investir em fontes alternativas para a matriz energética?

SIM (trairá a Petrobrás e seus parceiros)

NÃO (trairá os ambientalistas)

c)       Se eleita, Marina Silva irá interromper a construção de Belo Monte?

SIM (trairá os empresários)

NÃO (trairá os ambientalistas)

d)      Se eleita, Marina Silva irá apoiar o casamento gay?

SIM (trairá os evangélicos)

NÃO (trairá os movimentos sociais)

e)      Se eleita, Marina Silva será contra a pesquisa de células tronco?

SIM (trairá os pesquisadores e a academia)

NÃO (trairá os evangélicos)

f)      Se não for ao segundo turno, Marina repetirá sua posição de 2010?

SIM (trairá a oposição)

NÃO (trairá a si mesma)

Essas são apenas algumas perguntas que Marina Silva não responderá. Ou o fará por meio de respostas dúbias e escamoteadoras, bem ao seu estilo. No final, ninguém saberá realmente o que ela pensa. Sob pressão, ela jogará a responsabilidade para a platéia e sacará de seu xale sagrado a carta mágica:FAREMOS UM PLEBISCITO!  Esse é o estilo Marina de ser. E esse é o tipo de comando que pode levar o Brasil ao encontro de um cenário de incertezas e retrocessos. O que ela fala – ou melhor – o que ela não fala hoje, será cobrado no Congresso Nacional caso venha a se eleger. Como Marina negociará com a bancada ruralista? Com a bancada religiosa?

Você, caro leitor, vai arriscar?

Eu não. Se não me bastassem os fatos, tive a oportunidade de olhar profundamente os olhos de Marina e de segurar em suas mãos. E não gostei do que vi. E não tenho medo de críticas. E tenho orgulho das minhas convicções.

 

Em Sobral, terra de Cid Gomes, Dilma e Eunício lideram pesquisa

O Instituto Zaytec Brasil divulga pesquisa de intenção de voto para Governo do Ceará e Presidência da República, realizada em Sobral, na região Norte. Segundo o levantamento, Eunício Oliveira (PMDB) aparece com 34,5%, Camilo Santana (PT)  24,3%¨, Eliane Novaes (PSB) 2,3 %, Ailton Lopes 1,3%, Branco/Nulo – 13 % e não sabem – 24,6%.

O instituto também questionou sobre a disputa à Presidência da República em Sobral. Confira os números:

Dilma Roussef – 54,5%
Marina Silva – 28,5%
Aécio Neves – 7,0
Pastor Everardo – 1,0
Rui Costa Pimenta – 0,3

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR 00431/2014 e no Tribunal Regional Eleitoral com CE 00014/2014.

Ceará News7

7 motivos pelos quais Marina Silva não representa a “nova política”

Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora do programa de governo de Marina Silva, a candidata e seu vice, Beto Albuquerque – Léo Cabral/ MSILVA Online

É comum eleitores justificarem o voto em Marina Silva para presidente nas Eleições 2014 afirmando que ela representaria uma “nova forma de fazer política”. Abaixo, sete razões pelas quais essa afirmação não faz sentido:

  1. Marina Silva virou candidata fazendo uma aliança de ocasião. Marina abandonou o PT para ser candidata a presidente pelo PV. Desentendeu-se também com o novo partido e saiu para fundar a Rede — e ser novamente candidata a presidente. Não conseguiu apoio suficiente e, no último dia do prazo legal, com a ameaça de ficar de fora da eleição, filiou-se ao PSB. Os dois lados assumem que a aliança é puramente eleitoral e será desfeita assim que a Rede for criada. Ou seja: sua candidatura nasce de uma necessidade clara (ser candidata), sem base alguma em propostas ou ideologia. Velha política em estado puro.
  2. A chapa de Marina Silva está coligada com o que de mais atrasado existe na política. Em São Paulo, o PSB apoia a reeleição de Geraldo Alckmin, e é inclusive o partido de seu candidato a vice, Márcio França. No Paraná, apoia o também tucano Beto Richa, famoso por censurar blogs e pesquisas. A estratégia de “preservá-la” de tais palanques nada mais é do que isso, uma estratégia. Seu vice, seu partido, seus apoiadores próximos, seus financiadores e sua equipe estão a serviço de tais candidatos. Seu vice, Beto Albuquerque, aliás, é historicamente ligado ao agronegócio. Tudo normal, necessário até. Mas não é “nova política”.
  3. As escolhas econômicas de Marina Silva são ainda mais conservadoras que as de Aécio Neves. A campanha de Marina é a que defende de forma mais contundente a independência do Banco Central. Na prática, isso significa deixar na mão do mercado a função de regular a si próprio. Nesse modelo, a política econômica fica nas mãos dos banqueiros, e não com o governo eleito pela população. Nem Aécio Neves é tão contundente em seu neoliberalismo. Os mentores de sua política econômica (futuros ministros?) são dois nomes ligados a Fernando Henrique: Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES e um dos líderes da política de privatizações de FHC. Algum problema? Para quem gosta, nenhum. Não é, contudo, “uma nova forma de se fazer política”.
  4. O plano de governo de Marina Silva é feito por megaempresários bilionários. Sua coordenadora de programa de governo e principal arrecadadora de fundos é Maria Alice Setúbal, filha de Olavo Setúbal e acionista do Itaú. Outro parceiro antigo é Guilherme Leal. O sócio da Natura foi seu candidato a vice e um grande doador financeiro individual em 2010. A proximidade ainda mais explícita no debate da Band desta terça-feira. Para defendê-los, Marina chegou a comparar Neca, herdeira do maior banco do Brasil, com um lucro líquido de mais de R$ 9,3 bilhões no primeiro semestre, ao líder seringueiro Chico Mendes, que morreu pobre, assassinado com tiros de escopeta nos fundos de sua casa em Xapuri (AC) em dezembro de 1988. Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não. Deixar o programa de governo a cargo de bilionários, contudo, não é exatamente algo inovador.
  5. Marina Silva tem posições conservadoras em relação a gays, drogas e aborto. O discurso ensaiado vem se sofisticando, mas é grande a coleção de vídeos e entrevistas da ex-senadora nas quais ela se alinha aos mais fundamentalistas dogmas evangélicos. Devota da Assembleia de Deus, Marina já colocou-se diversas vezes contra o casamento gay, contra o aborto mesmo nos casos definidos por lei, contra a pesquisa com células-tronco e contra qualquer flexibilização na legislação das drogas. Nesses temas, a sua posição é a mais conservadora dentre os três principais postulantes à Presidência.
  6. Marina Silva usa o marketing político convencional. Como qualquer candidato convencional, Marina tem uma estrutura robusta e profissionalizada de marketing. É defendida por uma assessoria de imprensa forte, age guiada por pesquisas qualitativas, ouve marqueteiros, publicitários e consultores de imagem. A grande diferença é que Marina usa sua equipe de marketing justamente para passar a imagem de não ter uma equipe de marketing.
  7. Marina Silva mente ao negar a política. A cada vez que nega qualquer um dos pontos descritos acima, a candidata falta com a verdade. Ou, de forma mais clara: ela mente. E faz isso diariamente, como boa parte dos políticos dos quais diz ser diferente.

Há algum mal no uso de elementos da política tradicional? Nenhum. Dentro do atual sistema político, é assim que as coisas funcionam. E é bom para a democracia que pessoas com ideias diferentes conversem e cheguem a acordos sobre determinados pontos. Isso só vai mudar com uma reforma política para valer, algo que ainda não se sabe quando, como e se de fato será feita no Brasil.

Aécio tem objetivos claros. Quer resgatar as bandeiras históricas do PSDB, fala em enxugamento do Estado, moralização da máquina pública, melhora da economia e o fim do que considera um assistencialismo com a população mais pobre. Dilma também faz política calcada em propósitos claros: manter e aprofundar o conjunto de medidas do governo petista que estão reduzindo a desigualdade social no País.

Se você, entretanto, não gosta da plataforma de Dilma ou da de Aécio e quer fortalecer “uma nova forma de fazer política”, esqueça Marina e ouça Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) com mais atenção.

De Marina Silva, espere tudo menos a tal “nova forma de fazer política”. Até agora a sua principal e quase que única proposta é negar o que faz diariamente: política.

(carta capital)

O compromisso de Marina de governar com os melhores

Por J. Carlos de Assis

Então teremos uma Presidenta da República que vai governar com os melhores! Desde que Péricles criou a democracia na Grécia clássica jamais aconteceu algo semelhante no mundo: um presidente que, em lugar de governar com os piores, ou com os mais ou menos, governará rigorosamente com os melhores. Tinha esperança de não morrer sem ver isso. A nova política de Marina Silva é a garantia de que os justos e os “melhores” por fim herdarão a Terra de Santa Cruz.

O PSB, agora de Marina, é um partido pequeno, e a Rede Solidariedade é um projeto de partido, não um partido. Sua representação parlamentar será modesta. Portanto, para aprovar projetos na Câmara e no Senado, Marina terá de confiar exclusivamente no seu charme. Pelo que ela diz, não será difícil. Ela governará com os melhores de todos os partidos, tirando alguns melhores daqui, outros dali. Será a primeira maioria na história republicana formada não por partidos políticos, mas pelos melhores políticos apartados dos velhos vícios partidários.

Claro, haverá pressões de grupos de interesse, lobbies, categorias profissionais, classes, estamentos para forçar o Governo a atender múltiplas demandas específicas nesse país de 200 milhões de habitantes e 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Marina não tem qualquer dúvida de que será possível satisfazer a todo mundo. Ela tratará de envolver em seu projeto de Governo os melhores da sociedade civil: os melhores sindicalistas, os melhores líderes rurais, os melhores trabalhadores sem terra, os melhores banqueiros, os melhores construtores, talvez os melhores especuladores, os melhores sonegadores de impostos, e assim por diante.

Minha dúvida é como Marina escolherá os melhores. Talvez use um melhorômetro. Achar os melhores no meio do estamento dominante brasileiro – ela não diz assim, diz elites – exige olhos de lince. Imaginem-na no Planalto com uma longa fila diante de si, com o dedo em riste, a escolher um melhor para um lado, outro para outro, ou ainda um outro sendo rejeitado. Ou talvez melhores sejam todos aqueles que estão mais próximos de sua campanha com alguma forma de contribuição positiva, seja em dinheiro, seja em capacidade de formulação neoliberal.

Desde que o velho Marx, mais de um século atrás, descobriu a luta de classes como motor da história, não se vive num grande país tamanha negação da dialética marxista. Não se trata mais, ao nível teórico, dos processos de tese, antítese e síntese; no pragmatismo de Marina, é tese, antítese e os melhores. Estamos, pois, na perspectiva do verdadeiro fim da História. Depois de Marina, a Nação, que já esteve sob ditaduras e posteriormente numa democracia dos piores, estará definitivamente pacificada, sob estrito controle dos melhores.

A candidata, em sua fé religiosa, trata a dialética política como receita de cozinha: junta ingredientes diferentes, bate no liquidificador ideológico e tira disso um delicioso pudim. É o que vem à cabeça quando afirma que governará com os melhores do PSDB e os melhores do PT. No debate da Bandeirantes, ela citou nominalmente Serra, do PSDB, como possível ingrediente desse pudim. Não sei se combinou previamente com Serra e muito menos se tem alguma sinalização do PT. Sua pretensão, contudo, é infinita.

Dizer que vai escolher dentre os partidos os melhores para fazer seu governo é um acinte à organização partidária. Ela é péssima, eu concordo, mas é preciso mudar a lei para formar alianças por cima dos partidos. A infidelidade partidária, nos termos da lei atual, é castigada com a perda do mandato. Se quiser governar, Marina terá que encontrar seus “melhores” na direção dos partidos e estabelecer acordos com eles na base de trocas. É o que Collor fez. É o que Lula e Dilma fizeram. Propalar que vai escapar disso é uma empulhação da opinião pública, uma retórica de platitudes que só engana aos tolos e os desavisados. Ou, na melhor das hipóteses, Marina não sabe o que diz.

Lembro-me de Regina Duarte dizendo na televisão, na véspera da eleição que consagrou Lula em 2002, que tinha medo. Era um excesso de intimidação política. Agora, vendo o debate de quinta-feira, temi pelo Brasil. O PT, bem ou mal, tinha quadros que se prepararam para o poder desde o início dos anos 80. Não é essa improvisação principista que circula em torno de Marina, parte dela formada por ambientalistas radicais, sendo a maioria constituída por oportunistas que se aproximam da perspectiva de poder para usá-lo em benefício próprio. Que os deuses nos salvem!

J. Carlos de Assis – Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

MARINA VOOU EM JATO ILEGAL. E QUER EXPLICAR HOJE NO JORNAL NACIONAL

247 – A presidenciável pelo PSB, Marina Silva, disse que responderá sobre o uso do jato Cessna Citation usado pelo partido na bancada do Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta quarta-feira 27. O avião caiu em Santos (SP) no último dia 13, levando Eduardo Campos à morte. Questionada no aeroporto Santos Dumont, no Rio, se poderia adiantar sua explicação, Marina se limitou a responder: “na hora em que ele [William Bonner, âncora do Jornal Nacional] me perguntar eu darei a resposta”.

Marina também usou a aeronave, no dia 26 de julho, quando desembarcou em Juiz de Fora, Minas Gerais, ao lado do ex-governador de Pernambuco. No dia, a então candidata a vice inaugurou junto com Campos uma Casa Eduardo Marina e cumpriu agenda com os candidatos do PSB da região. Ela também fez viagem ao Acre com o Cessna. O avião, avaliado em US$ 8,5 milhões, vinha sendo usado pela campanha do PSB desde maio.

Reportagem exibida ontem no Jornal Nacional apontou que a aeronave foi paga por meio de empresas fantasmas. Inquérito da Polícia Federal apurou que o Citation PR-AFA foi objeto de pagamentos de R$ 1,7 milhão à usina AF Andrade por seis CNPJs, em 16 transferências. Entre as empresas havia até uma peixaria falsa, a Geovane Pescados, cuja doação foi de R$ 15,5 mil (leia mais).

Em nota divulgada nesta terça-feira, o presidente do PSB, Roberto Amaral, afirmou que a aeronave era emprestada de empresários amigos de Eduardo Campos e que seu uso seria declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao final da campanha, uma vez que o avião seria usado até lá. O partido tentará agora blindar Marina Silva das responsabilidades com a Justiça Eleitoral pelo uso indevido do jato, que pode resultar até na impugnação de sua candidatura.

 

(Brasil 247)

Antes de votar em Marina, você precisa conhecer Neca – e fazer a pergunta de R$ 18 bilhões

Você precisa conhecer Neca. Ela é a coordenadora do programa de governo de Marina Silva, pela Rede Sustentabilidade, ao lado de Mauricio Rands, do PSB. O documento será divulgado na semana que vem, 250 páginas consensadas por Marina e Eduardo Campos. Educadora, com longo histórico de obras sociais, Neca conheceu Marina em 2007. É uma das idealizadoras e principais captadoras de recursos da Rede Sustentabilidade.

Sua importância na campanha e no partido de Marina Silva já seria boa razão para o eleitor conhecê-la melhor. Ainda mais após a morte de Eduardo Campos. Mas há uma razão bem maior. Neca é o apelido que Maria Alice Setúbal carrega da infância. Ela é acionista da holding Itausa. Você pode conferir a participação dela neste documento do Bovespa. Ela tem 1,29% do capital total. Parece pouco, mas o valor de mercado da Itausa no dia de ontem era R$ 61,4 bilhões. A participação de Maria Alice vale algo perto de R$ 792 milhões.

A Itausa controla o banco Itaú Unibanco, o banco de investimentos Itaú BBA, e as empresas Duratex (de painéis de madeira e também metais sanitários, da marca Deca), a Itautec (hardware e software) e a Elekeiroz (gás). Neca herdou sua participação do pai, Olavo Setúbal, empresário e político. Foi prefeito de São Paulo, indicado por Paulo Maluf, e ministro das relações exteriores do governo Sarney. Olavo morreu em 2008. O Itaú doou um milhão de reais para a campanha de Marina Silva em 2010 (leia mais aqui).

Em agosto de 2013 – portanto, no governo Dilma Rousseff – a Receita Federal autuou o Itaú Unibanco. Segundo a Receita, o Itaú deve uma fortuna em impostos. Seriam R$ 18,7 bilhões, relativos à fusão do Itaú com o Unibanco, em 2008. O Itaú deveria ter recolhido R$ 11,8 bilhões em Imposto de Renda e R$ 6,8 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. A Receita somou multa e juros.

R$ 18 bilhões é muito dinheiro. É difícil imaginar que a Receita tirou um valor desse tamanho do nada. É difícil imaginar uma empresa pagando uma multa que seja um terço disso. Mas embora o economista-chefe do Itaú esteja hoje no jornal dizendo que o Brasil viveu um primeiro semestre de “estagnação”, o Itaú Unibanco lucrou R$ 4,9 bilhões no segundo trimestre de 2014, uma alta de 36,7%. No primeiro semestre, o lucro líquido atingiu R$ 9,318 bilhões, um aumento de 32,1% em relação ao primeiro semestre de 2013. O Unibanco vai muitíssimo bem. E gera, sim, lucro para pagar os impostos e multa devidos – ainda que em prestações.

A autuação da Receita foi confirmada em 30 de janeiro de 2014 pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento. O Itaú informou que iria recorrer desta decisão junto ao Conselho Administrativo de Recursos fiscais. Na época da autuação, e novamente em janeiro, o Itaú informou que considerava  “remota” a hipótese de ter de pagar os impostos devidos e a multa. Mandei um email hoje para a área de comunicação do Itaú Unibanco perguntando se o banco está questionando legalmente a autuação, e pedindo detalhes da situação. A resposta foi: “Não vamos comentar.”

O programa de governo de Marina Silva, que leva a assinatura de Maria Alice Setúbal, merece uma leitura muito atenta, à luz de sua participação acionária no Itaú. Um ano atrás, em entrevista ao Valor, Neca Setúbal foi perguntada se participaria de um eventual governo de Marina. Sua resposta: “Supondo que Marina ganhe, eu estarei junto, mas não sei como. Talvez eu preferisse não estar em um cargo formal, mas em algo que eu tivesse um pouco mais de flexibilidade.”

Formal ou informal, é muito forte a relação entre Neca e Marina. Uma presidenta não tem poder para simplesmente anular uma autuação da Receita. Mas tem influência. E quem tem influência sobre a presidenta, tem muito poder também. Neca Setúbal já nasceu com muito poder econômico, que continua exercendo. Agora, pode ter muito poder político. É um caso de conflito de interesses? Essa é a pergunta que vale R$ 18,7 bilhões de reais.

Via http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri

Marina Silva: Discurso de nova política encobre projeto de poder de antigas oligarquias econômicas

por Helena Sthephanowitz, Rede Brasil Atual

Foi curiosa a entrevista de Maria Alice Setúbal, sócia e irmã do presidente do Banco Itaú, e ex-coordenadora da campanha de Marina Silva (PSB), para o jornalista Fernando Rodrigues, na Folha de S.Paulo de ontem (22). Apesar de deixar mais dúvidas do que esclarecimentos, em um ponto foi bastante explícita, ao falar de economia com o objetivo de tranquilizar o mercado financeiro.

Primeiro disse ter compromisso de dar independência ao Banco Central. Afirmou ainda que os economistas gurus de Marina dão aval ao mercado financeiro, por suas posições pró-mercado. Mesmo tendo banqueiros como André Lara Resende na equipe, e ela própria ser uma banqueira, ou, como diz a imprensa, herdeira, por não exercer cargos executivos, Neca Setúbal, como é conhecida, disse que falta acrescentar gente com perfil de operador do mercado, o que deve ocorrer ao longo da campanha.

Talvez o tal operador de mercado seja o irmão Roberto Setúbal, presidente do Itaú, ou, para não dar muito na cara, alguém indicado por ele. Já a candidata Marina Silva, afiada com o discurso dos banqueiros, promete Banco Central autônomo por lei.

As declarações preocupam, porque o conceito de independência do Banco Central leva à pergunta: independência de quem? Ou o presidente do Banco Central responde à nação, podendo a soberania popular demiti-lo através de seu representante eleito para presidência da República, ou responde apenas ao próprio mercado financeiro, cujo capital hoje é apátrida, globalizado e sem compromisso com nenhum projeto nacional.

Os países em desenvolvimento que estão sendo bem-sucedidos, em geral, mantêm controle estatal sobre o Banco Central. A entidade tem sua autonomia para fazer uma governança técnica, mas não foge à obrigação de ter de prestar contas e mostrar desempenho satisfatório à nação, e não apenas a corporações financeiras privadas.

A proposta de Marina Silva significa uma privatização do Banco Central, portanto privatização do próprio dinheiro, da gestão da dívida pública e das reservas. Os bancos privados, em vez de serem regulados pelo Banco Central, passariam a controlá-lo, e sabemos bem quais são os interesses que seriam saciados antes de tudo.

Por trás do discurso, mais teórico do que prático, sobre uma suposta nova política, Marina Silva carrega consigo todo o retrocesso de dar plenos poderes a antigas oligarquias econômicas que enriqueceram muito desde a ditadura e depauperaram o povo brasileiro através de políticas perversas de concentração de renda às custas da exploração do suor da maioria da nação.

Marina traz de volta toda a política econômica da chamada privataria tucana, que colocava no Banco Central a figura do operador de mercado que Maria Alice Setúbal sugere, e toda a nação tinha de entregar ao altar do mercado sua cota de sacrifício. Fez parte dessa cota a venda da Vale a preço de banana, de fatias da Petrobras da mesma forma, o arrocho nos salários e aposentadorias, a venda da Telebrás arrecadando menos do que o investido para “saneá-la”, a entrega dos bancos estaduais aos bancos privados e estrangeiros em vez de incorporá-los ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal.

Por pouco não foram entregues também estes dois bancos públicos, e geradoras de energia como Furnas e Eletrobrás. A volta da privataria em um governo de Marina assanha aqueles que querem concluir o serviço. E hoje a cobiça é muito maior, com a Petrobras tendo o pré-sal, e o Banco Central administrando reservas de US$ 380 bilhões. Imagine essa montanha de dinheiro público colocada nas mãos de operador de mercado privatista?

Marina fala de um suposto purismo político, mas no escurinho dos bastidores da campanha corre o mais sinistro toma lá dá cá que se pode considerar, que é com o chamado mercado.

Curiosamente, Maria Alice Setúbal deixou escapar em sua entrevista que já captou uma corrida de doadores de campanha querendo financiar a campanha de Marina. É a corrida do ouro.

AVIÃO DE EDUARDO: CAIXA 2 PODE DERRUBAR MARINA

Polícia Federal já investiga se o jato usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que desabou em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, foi comprado com o uso de recursos não contabilizados; como as despesas não foram declaradas na campanha do PSB, as contas poderão ser rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral; “Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico”, diz a advogada Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral; segunda ela, a própria Marina Silva pode ter a candidatura cassada; dificuldade do PSB é encontrar um dono para o avião, uma vez que o proprietário teria também que arcar com o custo de indenizações e danos materiais causados a terceiros

247 - O PSB e sua candidata Marina Silva terão que superar uma questão delicada caso pretendam alcançar voo de cruzeiro na corrida pela presidência da República. Trata-se de explicar a quem pertencia o avião usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que caiu em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, assim como a origem dos recursos para a aquisição.

Reportagem deste domingo dos repórteres Mariana Barbosa e Mário Cesar Carvalho na Folha de S. Paulo (leia aqui) revela que a Polícia Federal já investiga a hipótese de que a aeronave tenha sido comprada com caixa 2 de campanhas pelo PSB ou pelo próprio Eduardo Campos, através de laranjas. E o PSB terá que indicar, rapidamente, na prestação de contas quem doou a aeronave à sua campanha presidencial.

É aí que começam os problemas. O grupo AF Andrade, que tem a aeronave em seu nome e pertence a um usineiro quebrado do interior paulista, alega que a aeronave foi vendida a amigos de Eduardo Campos. O ex-piloto diz que toda a transação foi intermediada por Aldo Guedes, braço direito do ex-governador, que é casado com uma de suas primas e sócio em uma fazenda, além de ter sido nomeado para a presidência da empresa de gás – em Pernambuco, Guedes é também tido como tesoureiro informal do PSB.

Como os amigos de Campos não possuíam patrimônio declarado para comprar uma aeronave avaliada em R$ 18,5 milhões, a principal suspeita da PF é de caixa dois eleitoral. E o grande impasse é: quem irá se declarar proprietário da aeronave? Até porque o proprietário será responsável pelos danos materiais em Santos e pela reparação que terá de ser paga aos familiares das vítimas.

A tendência, no entanto, é que não apareça nenhum proprietário – o que inviabilizaria a prestação de contas do PSB. Ricardo Tepedino, advogado do grupo AF Andrade, assegura que a aeronave foi repassada aos amigos de Eduardo Campos, que, por sua vez, negam a operação.

As consequências disso podem ser muito negativas para a própria Marina Silva. “A doação precisa constar de um contrato, com a emissão de recibo eleitoral pela campanha”, diz Kátia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. “O contrato deve ser anterior à doação”. De acordo com a especialista em legislação eleitoral, “se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico”. A consequência, diz ela, seria a cassação da candidatura de Marina.

A grande dificuldade do PSB será convencer algum empresário ou amigo de Campos a assinar um contrato, que lhe daria também a obrigação de arcar com o custo de várias reparações.

(Brasil 247)

PSB diz que vai explicar jatinho de Campos. Tem de explicar não um, mas dois aviões ilegais

O candidato a vice de Marina Silva, deputado Beto Albuquerque,anunciou à imprensa que o PSB oferecerá todas as explicações sobre o avião cedido a Eduardo Campos por um empresa que, cheia de dívidas na praça e com seus bens indisponíveis, mesmo antes da decretação de seu processo de recuperação judicial, já estava judicialmente notificada que muitos dos seus bens estavam entregues ao Banco Safra, por descumprimento de pagamentos.

Mas o caso não para nesta empresa, a AF Andrade, uma família  de usineiros paulistas.

É preciso explicar o papel da tal Bandeirantes Companhia de Pneus, que nega ter arrendado o avião porque seu cadastro não foi aprovado.

Até porque este blog mostrou aqui a a Bandeirantes cedia outro jatinho – o Learjet 45 prefixo PP-ASV .que arrendou do Bank of Utah Trustee –antes que o fatídico Cesna PR-AFA que caiu em Santos ficasse à disposição do ex-candidato.

É preciso também que se esclareça a quem pertence esta empresa, que operava sob o nome fantasia de Magnum Tires, um grupo que operava em vários estados a importação de pneus usados, à base de liminares, quando o Governo Federal já proibira que trouxessem para o nosso país carcaças servidas de pneumáticos, que são lixo poluidor.

Este grupo operava o mesmo nome por outras empresas, além da Bandeirantes. No Espírito Santo, sob outro CNPJ, era a Líder . Só ela trouxe  quase 230 mil carcaças de pneus usados entre 2005 e 2006, dos Estados Unidos e da Austrália, nas contas do Ministério Público Federal. Na Paraíba, operam no mesmo endereço – junto com outra empresa, a First Nordeste, sob o nome de Elo Logística, numa localidade chamada Alhandra, próxima a João Pessoa e ao Porto de Cabedelo.

Estas empresas operavam sob liminares, porque o Governo Federal se opunha fortemente à importação, proibida aqui desde 1991 para que continuava, por força de decisões judiciais. Uma das integrantes do grupo – a Líder – ainda foi multada em 2006 pelo Ibama por não cumprir exigências de destinação do “lixo-pneu”.

A Magnum Tires, segundo o Portal da Propaganda,preocupada  em  melhorar seu perfil “ecológico” resolveu distribuir aqueles cartazes de modelos de biquini (ou menos) de borracharias usando a “Mulher Samambaia” do Pânico na TV.

Portanto, por mais que do ponto de vista formal, pela falta de transferência, os usineiros paulistas  possam responder pela propriedade do avião, está estabelecida uma conexão com empresários pernambucanos – um deles, Apolo Santana Vieira, processado por fraudar importações.

Este grupo não apenas negociou – não se sabe com que arranjos, mas se sabe que com a aprovação pessoal de Campos – a cessão do avião fatal como, antes, provia Eduardo Campos com um avião de sua propriedade, o Learjet PP-ASV.

Esperemos, porém, a explicações.

Por respeito, porque há mais indícios de irregularidades.

(Tijolaço)

O braço direito de Marina Silva é símbolo do que há de mais velho na política

Kiko Nogueira, Diário do Centro do Mundo

Se com Eduardo Campos a “nova política” de Marina Silva já era pouco sustentável, em sua carreira solo fica cada vez mais evidente que isso é uma miragem, especialmente com toda as velhas raposas que a cercam e que nos últimos dias se transformaram em seu núcleo duro.

Um dos pivôs — provavelmente o mais importante — do rompimento com o secretário geral do PSB, Carlos Siqueira, é Walter Feldman.

Siqueira e Marina bateram boca na quarta-feira, quando sua candidatura foi oficializada. Marina quis fazer mudanças na campanha e “trazer o Walter” para a coordenação.

Walter acabou com o cargo de coordenador adjunto (Erundina ficou com a posição) mas é conselheiro, braço direito, articulador, amigo, articulador financeiro.

Pode ser tudo, absolutamente tudo, menos novidade, menos revitalização ou algo que o valha. Ao contrário, é um político tradicional, com 30 anos de carreira sem brilho. Essa experiência, segundo um pessedebista histórico, lhe permitiu crescer dentro de uma estrutura amadora como a da Rede.

Formado em medicina, Feldman foi do PC do B e passou pelo PMDB antes de fundar o PSDB. Foi deputado estadual em 1998 e, entre os anos de 2000 e 2002, presidente da Assembleia Legislativa.

Em 2002, elegeu-se deputado federal e em 2005 assumiu uma secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Entre 2007 e 2012, foi secretário de Esportes, Lazer e Recreação do município de São Paulo. Chegava a aparecer de boné e skate.

Tem uma pendenga antiga com o governador Geraldo Alckmin. Ligado a Serra, liderou em 2008 uma ala tucana que apoiou a reeleição de Gilberto Kassab (que estava no DEM) para a prefeitura, preterindo Alckmin. Kassab, eu disse.

Em 2009, isolado, anunciou que ia sair do PSDB. Acabou enviado a Londres como titular de uma secretária inventada para ele, a de Grandes Eventos. Passou seis meses lá, segundo ele mesmo para estudar a Olimpíada e ver que lições poderiam ser úteis a São Paulo. Lembrando que os Jogos serão no Rio.

 

Kassab tentou mantê-lo na Inglaterra. Feldman voltou no ano seguinte feliz com Geraldo e com seu partido, que estava “oxigenado”. Em 2011 estava fora.

Em três décadas de vida pública, é difícil citar algo com sua assinatura, na cidade ou no estado. No plano das ideias, o panorama fica mais turvo.

Mas seu nome esteve envolvido no escândalo de formação dos carteis para a compra de trens. Foi citado num relatório do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer.

Antes disso, foi mencionado na Operação Castelo de Areia, uma investigação da Polícia Federal sobre evasão de divisas, lavagem de dinheiro e caixa 2. Documentos listavam doações da construtora Camargo Corrêa a vários políticos. Feldman aparecia com 120 mil dólares recebidos entre 13 de janeiro e 14 de abril de 98. Ele se indignou com a menção.

Marina mesma o defendeu no caso do chamado trensalão. Em 2013, declarou que Feldman não tem medo das acusações. “Ele próprio quer ser investigado”, afirmou.

A jogada ousada de Walter Feldman, de se arriscar aos 60 anos na Rede, acabou tendo uma mãozinha do destino — se você quiser chamar assim — quando o avião caiu em Santos.

Agora, merece um pirulito de açaí quem acredita que Walter Feldman se aproxima remotamente de algo parecido com a renovação que Marina Silva apregoa ininterruptamente. Sua presença é, na verdade, um choque de realidade e um exemplo carcomido de sobrevivência política.

 

Serra e Feldman