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Vereadores de Sobral forjavam curso para viajar e receber diária, diz MP-CE

Três vereadores do município de Sobral e um assessor parlamentar são acusados pelo Ministério Público do Estado do Ceará por praticarem improbidade administrativa em esquema que movimentava o pagamento de diárias para eventos falsos fora da cidade. A informação foi divulgada pelo MPCE nesta quinta-feira, 23.

São citados na Ação Civil Pública do Ministério Público o presidente da Câmara Municipal de Sobral, José Itamar Ribeiro da Silva; o primeiro secretário da Casa, José Crisóstomo Barroso Ibiapina; o vereador Valfredo Linhares Ribeiro e o assessor parlamentar William Ramos Tavares. A ação foi protocolada no último dia 15 pelo promotor de Justiça Francisco Roberto Caldas, do Núcleo de Tutela Coletiva de Sobral.

A ação do MP parte de inquérito civil público instaurado em maio deste ano para apurar denúncias feitas pelo ex-vereador Francisco Ismerino Vasconcelos Mendes. Conforme o MP, os referidos vereadores e o assessor estariam envolvidos com a simulação de cursos de capacitação para vereadores e servidores da Câmara fora dos limites do Município para que houvesse o pagamento de diárias.

De acordo com as investigações, o esquema, existente na atual gestão, seria comandado por José Crisóstomo Barroso Ibiapina, mais conhecido como “Zezão”. Para fins de comprovação e recebimento das diárias, eram fornecidos certificados falsos de empresas pertencentes a ele.

As investigações mostraram ainda que, quando os cursos ocorriam, eram realizados pelo próprio parlamentar. Ele recebia diárias do Poder Legislativo para essas atividades, mesmo sendo o realizador dos cursos/seminários e o recebedor dos valores arrecadados para a prestação dos serviços.

O Ministério Público pede que os parlamentares sejam afastados dos cargos por um período de 180 dias.

O POVO Online procurou os parlamentares na Câmara Municipal de Sobral. Segundo a Casa, o presidente José Itamar Ribeiro estava em reunião e não poderia se pronunciar. Os demais vereadores não estariam no local. O POVO aguarda retorno do presidente da Casa.

Redação O POVO Online

Clínica-Escola de Psicologia da UFC reabre as portas após reforma

A Clínica-Escola de Psicologia da Universidade Federal do Ceará foi reinaugurada na manhã desta quarta-feira, 22. O espaço funciona como um trabalho de extensão para os universitários do curso, como determinado em lei federal. A unidade funciona também para atender gratuitamente à população, que pode usufruir dos serviços por meio de uma inscrição de acompanhamento realizada semestralmente.

Segundo o coordenador da clínica, professor José Wilson Vasconcelos Junior, atualmente são atendidas entre 500 e 600 pessoas. Ele destaca que a clínica representa um caminho sedimentado na oferta de atendimentos psicológicos, além de trilhar uma busca de novos destinos e espera que sejam vantajosos. “Existem hoje 60 estagiários atuando no local, responsáveis pelos acompanhamentos. O número de pessoas conduzidas no ambiente vão de acordo com a inscrição destes estudantes”, pontua.

Os estagiários passam cerca de um ano no ambiente, garantindo o acompanhamento dos inscritos. Todas as vagas disponibilizadas são calculadas de acordo com o número de estudantes inseridos no programa. Este trabalho de extensão já funciona há 30 anos e a nova estrutura está localizada na rua Waldery Uchoa, nº 3-A, no Campus do Benfica da UFC.

Redação O POVO Online

Brasil – Para onde iremos? Uma reflexão sobre o cenário contemporâneo

Por Drawlio Joca – fotógrafo

Tenho estado particularmente perplexo com tudo que venho assistindo no atual cenário político brasileiro, bem como ao correspondente espetáculo midiático e suas graves consequências. Situarei ao longo desta reflexão, a quem se dará ao exercício da leitura, claramente qual é o meu posicionamento perante a nossa conjuntura. Neste sentido, digo de antemão aos possíveis discordantes que são bem-vindos, posto que não creio que nenhum posicionamento, meu ou vosso, principalmente quando relativo à questão tão cara a todos nós, por envolver o destino do nosso país, deva ser imutável, notadamente perante argumentações possivelmente válidas. Mas a quem não estiver disposto à reflexão crítica ou não tiver verdadeira preocupação com a dignidade do seu voto e com o país, então não perca seu precioso tempo. Portanto, quem vir ao debate é bem-vindo, mas venha fundamentado.

Primeiro, devo dizer que não fui, nem sou filiado a nenhum partido. Não devo nada a quaisquer políticos ou agremiações partidárias, nunca dei “tapinhas nas costas” de seu ninguém, nem nada que tenho veio às custas de qualquer troca espúria ou bajulação. Entendo partido como meio, não como fim. Guardo, inclusive, certa antipatia a quem faz de partido, religião, ao ponto de ser incapaz de qualquer reflexão.

Tenho a honra de afirmar, que todos os votos que dei e alguns trabalhos voluntários políticos que fiz ao longo da vida, foram movidos não por escolhas que me favoreceriam individualmente, profissionalmente, nem mesmo àquelas possivelmente mais oportunas à minha classe social. Sempre pautei minhas opções principalmente por uma preocupação que tive e tenho com os que considero menos favorecidos em um Brasil historicamente socialmente injusto e pelo que refleti serem as melhores possibilidades à coletividade e ao país. Nesse sentido, votei habitualmente em partidos da dita esquerda brasileira. Alguns destes partidos, em alguns momentos estiveram ou estão aliados a forças com as quais guardo discordância, o que fez meu voto oscilar entre algumas siglas, em busca daquela que considerei, a cada conjuntura, ser a melhor opção. Especificamente sobre isso, vale ressaltar que muito temos a refletir sobre a estrutura política e eleitoral brasileira que, não à toa, favorece à necessidade da formação de alianças demasiadamente heterogêneas e que cerca os pretensamente éticos com a ameaça perene da ingovernabilidade. Esta estrutura está firmemente e nada ingenuamente voltada a manutenção do status quo, esteja quem estiver no Poder Executivo. O poder, vale lembrar, é multifacetado e muito de sua estrutura é oculta e passa desapercebida a olhares menos avisados.

Mas, vamos ao cenário contemporâneo, que é o que agora importa. Impressiona-me muitíssimo que alguém com o mínimo de discernimento e senso crítico consiga crer que haja alguma decência nas palavras, atitudes e notadamente na trajetória de Aécio Neves. Neste ponto específico, não me refiro – ainda – a quaisquer méritos ideológicos, políticos ou partidários. Situo-me na anterioridade, na substância. Falo do mais essencial, da questão simplesmente humana. Pelo menos a mim, me basta olhar nos olhos, ouvir e sentir o tal indivíduo para bem sabê-lo.

Neste cenário de eleitores pró Aécio, há quem se situe, em suas escolhas, numa confusão ideológica relativamente compreensiva, resultante, em muitos casos, da grave crise ética que vivemos. É válido pensar que a chamada esquerda brasileira tem considerável parcela de responsabilidade nessa crise moral, notadamente por ter levantado bandeiras éticas que não foram cumpridas. Entretanto, nesse jogo de culpas e responsabilidades, muitos esquecem que todos nós também somos responsáveis pelo desmanche moral, em nossas atitudes cotidianas nada éticas, nada cidadãs, bem como nas escolhas políticas que fazemos, quando muitos de nós acabamos por dar sustentabilidade à estúpida estrutura política e eleitoral brasileira a que me referi.

Aos que pensam em destinar seus votos ao peessedebista por terem verdadeira preocupação ética e por estarem desencantados com os tão propagandeados escândalos próximos ao Governo, envolvendo parte dos quadros do Partido dos Trabalhadores e partidos aliados, eu pergunto: se vossa preocupação é realmente ética, o outro lado é por acaso ético, moral e digno? Para mim, estes são infinitamente piores neste aspecto e extremamente mais profissionais nos malfazejos, com o agravante que suas corrupções não permanecem na mídia, nem são objetos da devida Justiça, posto que toda a estrutura dominante sempre os favoreceu e os favorece. A estrutura de poder, que os manteve e mantém, permaneceu suficientemente sólida e atuante em governos a e b. O poder lava a mão do poder e sua teia é consideravelmente complexa e subterrânea.

Então devemos perdoar uma corrupção em outra e deixar tudo como está? Obviamente que não, mas não é retrocedendo ao pior dos mundos que iremos de fato avançar nesse sentido, mas exercendo todo um conjunto de reflexões, pressões e práticas políticas que podem verdadeiramente inferir em nossa podre estrutura.

Mas, voltando aos perfis dos sufragistas aecianos. Há aqueles que movem seus votos e seus discursos por puro revanchismo, ressentimentos, questões pessoais, ódios particulares, dores de cotovelo partidárias, conflitos ideológicos e outras pequenezas que são das mais lamentáveis e profundamente danosas aos processos que ora se encaminham. Digo apenas a estes, que os posicionamentos, por exemplo, de Marina Silva, carregados da mais profunda confusão e contradição ideológica, falam por si sobre o que é sua “nova política”. Quem conhece a trajetória dela, sabe o quão gravemente ela rasgou definitivamente sua própria história. Acho que a religião não fez bem a cabeça dessa senhora. Ou seja lá qual for o problema dela, ao resolver se alinhar àqueles que são, sem dúvida, os maiores corruptos desse país, além de suas ideologias que, em essência, historicamente privilegiam tão somente às suas próprias classes, em contraposição e dano à coletividade; e mais: sua lastimável e intrínseca lógica do acumular em excesso, do ter, em detrimento ao ser.

Outros votantes azuis, por sua vez, até ditos intelectuais, cultos e bem instruídos, ou perderam mesmo a capacidade de discernir, ou são vítimas ou partícipes, dos ingênuos àqueles nada inocentes, inteligentes, supostamente críticos e bem informados, do circo de mentiras que está – interessantemente para alguns e lamentavelmente para muitos – posto na atual conjuntura brasileira. Circo este constituído nos bastidores econômicos e políticos e multiplicado em um espetáculo midiático profundamente maniqueísta e astutamente travestido de jornalismo e informação supostamente isenta e idônea.

Se de um lado, até os tão inteligentes são cidadãos e eleitores surpreendentemente manipuláveis e suscetíveis à orquestração política e ao circo midiático. Se por outro, não lhes é possível, ao ouvir e olhar um ser humano, minimamente sabê-lo. Se suas intuições e vastos conhecimentos pouco ou nada lhes falam, talvez devessem revisitar então, atenta e consideravelmente, um conhecimento impressionantemente esquecido – e em momento tão crítico! – na imensa maioria das falas e debates extremamente rasos expostos: uma tal de história! Revê-la ou, para alguns, conhecê-la, quem sabe os fizesse melhor compreender estruturalmente o Brasil, bem como a conjuntura contemporânea.

Vê-se ainda, dentre os eleitores aecianos, os que são claramente defensores do neoliberalismo, que creem nos mercados livres, nacional e internacional, como gestores suficientes e dignos às questões humanas e que atuam em defesa unicamente dos interesses de suas classes historicamente dominantes. Há os que pensam seu voto como seu próprio umbigo. Há ainda os preconceituosos de toda espécie. Dizer o que a estes?

Particularmente declaro o meu voto a Dilma, mesmo com todas as corrupções circundantes, com todos os percalços e poréns, com toda a estrutura podre e viciada da política brasileira que ultrapassa partidos e ideologias, com todos os políticos sujos que infelizmente também a cercam na via da sustentação da governabilidade. Particularmente acredito na honestidade pessoal da Presidente e creio firmemente que, mesmo dentro da contradição, há aqui – e não acolá – uma verdadeira preocupação e políticas voltadas aos excluídos, além da considerável diferença ideológica e dos méritos e significativos avanços alcançados nos últimos anos, desde as políticas públicas até a política internacional, antes extremamente subserviente e dependente. E digo mais, aqui usando a coloquialidade da força e identidade nordestinas, também vitimadas no atual cenário pelos maiores absurdos e mais horrendos preconceitos: este caba, tal de Aécio, é um senvergoin! E seu agrupamento político e seus partícipes, de éticos e virtuosos não têm absolutamente nada! E é a este e a seu segmento que muitos de vós pretendem entregar o país! Vós! Muitos cultos, representantes da intelligentsia local e nacional, estudados nas melhores Universidades Públicas brasileiras com o nosso dinheirinho público, o mesmíssimo do bolsa família e de outros programas sociais que a muitos de vós tanto incomoda.

“Ensinem a pescar, mas não deem o peixe”. Sei bem como é. Mas quando o peixinho público veio e vem fritinho às vossas mesas e fomentou, por exemplo, vossos conhecimentos e formação acadêmica, aí é digno! Mas para corrigir distorções históricas, não! (Opa! A tal história!) Em vosso favor, em proveito próprio e favorecimento de suas classes, o l’argent público foi e é muitíssimo bem-vindo hein senhores doutores?

Mas, o que em tudo mais me impressiona, é que muitos de vós, tão inteligentes, artistas, profissionais respeitados, jornalistas, formadores de opinião, doutores, sejam capazes de trair até mesmo, em muitos casos, às suas próprias trajetórias e ideais, ao apoiar uma candidatura que representa claramente o mais estruturado e egoísta poder econômico e político desse país, que desde sua origem e em toda sua história, formou e fomentou estruturas de dominação, de exploração e interessada manutenção da miséria, de constantes posturas históricas voltadas contra os direitos dos trabalhadores e minorias, de mentalidade, desde sua gênese, arraigadamente escravocrata. Uma candidatura e uma proposta de país tão espúria, atrelada a um segmento que historicamente fez por 500 anos e novamente fará, se vitorioso, qualquer escândalo contemporâneo parecer brincadeira de criança. E mais! Como anteriormente brevemente citei, com o agravante que para essa turma, ninguém se dá mal! Vamos lá! Todos sabemos muitíssimo bem como é que funciona. Fulanos políticos são amigos de sicranos juízes e desembargadores, que tomam escocês com beltranos detentores dos meios de comunicação, que dão abraços calorosos nos abastados empreiteiros, que cheiram pó com outros tantos fulanos políticos e assim segue o ciclo. E o circo! Creio que nessa fala, não descobri a roda. E todos protegem todos. E todos ocultam a podridão de todos. E ninguém vai preso não. Nem dá ou se dá, não permanece nos meios de comunicação. É aquela máxima antiga: aos inimigos a lei! E acrescento: a mídia!

O circo está inteligentemente armado e o espetáculo devidamente direcionado às astutas e ingênuas plateias! Façam suas apostas.

Eu estou com Dilma! Sem dúvida. E com orgulho.

TSE quer entender erros nas pesquisas eleitorais, diz jornal

Com o fim das eleições se aproximando, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Fernando Dias Toffoli, afirmou que quer conversar com os institutos de pesquisa sobre a metodologia e as regras para divulgação dos levantamentos de intenção de voto.

A iniciativa vem após o primeiro turno ter apresentado nas urnas resultados bem diferentes dos previstos nas pesquisas.

“Vamos chamar os institutos para entender o que aconteceu. A primeira coisa que queremos é conhecer melhor, pois não foram erros pontuais, e nem contra o partido A ou o partido B, mas erros sobre diversos resultados”, afirmou o ministro em reportagem publicada hoje no jornal Folha de S.Paulo.

Uma questão já levantada pelo ministro é a diferença na margem de erro de cada pesquisa. “Talvez isso devesse ser padronizado para evitar que se compare alhos com bugalhos”, disse. Outro ponto que pode ser debatido é o prazo para divulgação da pesquisa.

O primeiro turno das eleições teve várias disputas com resultados diferentes do que os divulgados pelas pesquisas eleitorais.

Um dos casos mais discrepantes ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o candidato do PMDB, José Ivo Sartori, aparecia em terceiro lugar, com 23% das intenções de voto. Sartori ficou em primeiro lugar no estado, com 40,4% dos votos. Ele disputa o segundo turno com o governador Tarso Genro (PT), candidato à reeleição.

Já no Rio de Janeiro, o candidato Garotinho (PR) aparecia como segundo colocado nas pesquisas, com 27% das intenções de voto. No entanto, após a votação, Garotinho ficou com 19,7% e foi ultrapassado por Marcelo Crivella (PRB), que agora disputa o segundo turno com Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Para especialistas, é importante ter clareza de que as pesquisas de intenção de voto não são um retrato do que acontecerá nas urnas. “A pesquisa capta o momento, é uma sondagem da opinião pública. É inaceitável que ela seja vendida como algo infalível e como substituta da eleição”, afirmou Victor Trujillo, professor de marketing eleitoral da ESPM, em entrevista a EXAME.com logo após o segundo turno.

Assim como nos estados, o resultado do primeiro turno na eleição para presidente também foi diferente do que havia sido previsto nas pesquisas. Aécio Neves (PSDB) tinha 24% das intenções de voto na última pesquisa divulgada no primeiro turno. Na votação, o tucano ficou com 33% dos votos.

Agora, no segundo turno, a última pesquisa Datafolha, divulgada na terça-feira, mostrou empate técnico entre Dilma Rousseff e Aécio Neves – a petista aparece com 52% enquanto o tucano ficou com 48%. Com a margem de erro, pode-se considerar empate. Resta saber se as pesquisas desta fase das eleições estarão mais próximas do resultado final do que as divulgadas no primeiro turno.

* Com informações da Agência Brasil

Vantagem de Aécio para Dilma cai no Sudeste e Centro-Oeste; petista sobe no Norte e Nordeste

São Paulo – Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (20/10) detalha as intenções de voto para presidente no segundo turno das eleições. Na divisão por região, Aécio Neves viu a sua vantagem sobre Dilma Rousseff cair no Sudeste em relação ao levantamento anterior, dos dias 14 e 15 de outubro. O tucano também perdeu espaço no Centro-Oeste.

Dilma avançou entre eleitores de todas as faixas com renda familiar de até dez salários, enquanto Aécio oscilou negativamente entre aqueles com renda entre cinco e dez salários

Foto:  Reuters

Dilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, apresentou melhora no Nordeste e também avançou na região Norte. Veja os números e a comparação com a pesquisa anterior:

Sudeste:
– Aécio Neves: passou de 59% para 56%
– Dilma Rousseff: passou de 41% para 44%

Sul:
– Aécio: manteve os 61%
– Dilma: manteve os 39%

Nordeste:
– Dilma: passou de 68 para 70%
– Aécio: caiu de 32% para 30%

Centro-Oeste:
– Aécio: caiu de 63% para 56%
– Dilma: passou de 37% para 44%

Norte:
– Dilma: passou de 56% para 58%
– Aécio: caiu de 44% para 42%

O Datafolha também dividiu os entrevistados por idade e em todas as faixas etárias, Dilma Rousseff avançou. A petista aparece atrás de Aécio apenas nas faixas de 16 a 24 anos e 60 anos ou mais, mas ainda assim teve melhora enquanto o rival caiu.

Ainda segundo o levantamento, Dilma avançou entre eleitores de todas as faixas com renda familiar de até dez salários, enquanto Aécio oscilou negativamente entre aqueles com renda entre cinco e dez salários, e ganhou um ponto na faixa de mais de dez salários.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.

Aécio continua perdendo para Dilma em Minas Gerais, diz Vox Populi

A presidente Dilma Rousseff (PT) lidera as intenções de voto no reduto eleitoral do seu adversário Aécio Neves (PSDB). De acordo com pesquisa Vox Populi, a petista alcança 44% do eleitorado mineiro contra 41% do tucano, que governou o estado de 2003 a 2010. A estatística é referente à votação estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos.

No primeiro turno da eleição, Dilma também venceu Aécio em Minas por 43% dos votos válidos contra 39% do senador. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do País e será decisivo na votação deste segundo turno.

Conforme o levantamento, Dilma vence por 50% a 35% entre os eleitores mineiros com renda de até dois salários mínimos. Na faixa entre dois até cinco salários mínimos, o tucano vence a petista por 43% a 42%. Aécio também alcança mais votos entre os mineiros com renda superior a cinco salários mínimos (52% a 35%).

Avaliação do governo

De acordo com o levantamento, 8% dos entrevistados consideram “ótimo” o governo da presidente Dilma. Os eleitores que acham regular somam 34%; ruim/péssimo, 36%, e não sabem/não responderam, 2%.

A pesquisa foi realizada com 1.600 eleitores, em 91 municípios mineiros, no dias 19 e 20 deste mês. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e foi protocolado na Justiça Eleitoral sob o número BR-001150/2014. O nível de confiança é de 95%.

(Brasil 247)

Programa de Dilma Rousseff na tevê é melhor do que o de Aécio Neves

“O Datafolha de hoje é a comprovação do protagonismo de João Santana nesta eleição presidencial. A pesquisa revela que o otimismo do brasileiro com a economia, melhorou.

Em relação à inflação, por exemplo, o dado é impressionante: desde 2007, nunca tantos brasileiros acharam que a inflação vai parar de subir ou mesmo cair.

Não resta dúvida de que foram os programas criados por João Santana para Dilma Rousseff que (douraram a pílula e) levaram tal otimismo ao eleitor.

Os programas de Dilma na TV e no rádio são superiores aos feitos pela equipe de Aécio Neves. No primeiro turno, muita gente ainda queria tapar o sol com a peneira, argumentando que Aécio tinha menos da metade do tempo destinado ao PT.

Os programas e comerciais de Santana são mais eficientes não só para desconstruir, como já se viu, mas também para construir – isso é pouco ressaltado.

Essa batalha a Dilma já ganhou: a da comunicação na TV e no rádio.

Aécio Neves pode vencer a eleição. Mas se o conseguir terá sido apesar do seu programa de rádio e TV.

(Coluna Radar, da Veja Online)

Tiririca sobre preconceito: ‘Não é só contra o Nordeste, é contra pobre também’

Diante da onda de comentários preconceituosos contra nordestinos nas redes sociais, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, afirma que passou à margem da polêmica. Aos 49 anos, ele é um dos quatro nordestinos que foram eleitos para uma vaga de deputado federal por São Paulo. Cearense de Itapipoca, recebeu 1.016.796 votos neste ano, ficando em segundo lugar, atrás apenas de Celso Russomanno (PRB), e pela segunda vez rompeu a marca de um milhão de votos. Em 2010, havia sido o mais votado com 1.353.820 de votos.

Além de Tiririca, São Paulo terá somente outros três representantes nascidos na região Nordeste. Luiza Erundina (PSB), de Uirauna (Paraíba), Orlando Silva (PCdoB), de Salvador (Bahia), e Vicentinho (PT), de Santa Cruz (Rio Grande do Norte). Juntos, somaram 1.373.717 votos. Nada que apague a onda discriminatória vinda das regiões Sul e Sudeste que parece responsabilizar o eleitor nordestino pelas vitórias petistas das últimas disputas eleitorais nacionais.

Tiririca diz que não sofreu discriminação. “Para mim não atingiu nada, não. Na rua, e fizemos muitas caminhadas, não sofri com esse tipo de coisa”, garante ele. Sobre as manifestações na internet, ele explica que tem seu método próprio de lidar com a situação, busca ignorar esse tipo de expressão pública. “Não gosto de sofrer com esse tipo de coisa. Eu evito. Não quero nem ouvir e assim levamos a vida”, resume.

Tiririca ainda parece não lidar muito bem com uma contradição. Embora se venda como palhaço no horário eleitoral, abusando de seus talentos humorísticos seja na pele do personagem que lhe deu fama, seja fazendo sátiras e imitações, não gosta dessa abordagem.

O Tiririca deputado, diferentemente do Tiririca candidato, não gosta de ser tratado como palhaço. “Cheguei aqui e achavam que só seria palhaçada e com o tempo viram que não é por aí”, diz ele. Reclama que a imprensa só se interessa pelo lado cômico de sua personalidade e não dá espaço para seus planos políticos. Entretanto, é vago ao falar do assunto. Defendeu projetos que beneficiam artistas de circo e diz que agora vai além, sem entrar em detalhes. “Vamos apresentar. Vou atirar para todos os lados”, declara.

O deputado fala com bom humor sobre o processo do qual é alvo por ter usado uma música de Roberto Carlos numa paródia veiculada no horário eleitoral. Ele fez uma versão de O Portão, sucesso da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos. “Não sei se ele chegou a ver (a paródia), sei que não foi ele (que entrou com a ação), mas ser processado pelo Roberto Carlos é lindo. Na audiência eu ia ficar ali ao lado dele sentado agradecendo a chance. Mas está certo, tem de pagar direitos autorais. Mas até agora não chegou nada oficialmente para mim”, afirma Tiririca.

Como o senhor analisa essa onda de preconceito contra nordestinos em função das eleições?
Tiririca - Para mim não atingiu nada, não. Na rua, e fizemos muitas caminhadas, não sofri com esse tipo de coisa.

Mas nas redes sociais houve muitas mensagens e coisas desse tipo.
Tiririca - Não acompanhei. Se houve isso, é lamentável para a gente que é nordestino. Fico triste, mas a gente sabe que existe. Não é só contra o nordeste, é contra pobre também. A gente lamenta. Não gosto de sofrer com esse tipo de coisa. Eu evito. Não quero nem ouvir e assim levamos a vida.

O senhor sentiu esse tipo de preconceito em algum momento na campanha?
Tiririca - Não. Não só na campanha, mas desde que comecei, lá com a Florentina, não sofri isso. Não sei se sou abençoado. Vim de lá e não senti isso. Não sei se é meu jeito. Fui bem recebido, São Paulo me adotou como filho e foi uma coisa linda. Diziam que era voto de protesto…

E não foi voto de protesto?
Tiririca - Acho que é protesto demais, não? Duas vezes? Acho que gostam do artista e do trabalho que fazemos aqui.

O senhor então rejeita o argumento do voto de protesto?
Tiririca - Totalmente. Não existe isso. Fui para as ruas, falei com as pessoas. Não sofri rejeição graças a Deus. Tenho de agradecer a Deus e ao povo de São Paulo e aos nordestinos que vivem em São Paulo. Um milhão de votos, pela segunda vez! Isso é a coisa mais linda. Se é protesto que venha, mas acho que é pelo trabalho que fiz. O sucesso não subiu à cabeça. E olha, sem prometer nada para ninguém, ter um milhão de votos, isso é lindo. Não fiz campanha prometendo nada.

O Roberto Carlos entrou na Justiça para tirar do ar uma de suas peças do horário eleitoral, como é que o senhor recebeu essa ação dele?
Tiririca - Não foi o Roberto Carlos, foi a gravadora dele. Não sei se ele chegou a ver, sei que não foi ele (que entrou com a ação), mas ser processado pelo Roberto Carlos é lindo. Na audiência eu ia ficar ali ao lado dele sentado agradecendo a chance. Mas está certo, tem de pagar direitos autorais. Mas até agora não chegou nada oficialmente para mim.

Durante o primeiro mandato, o senhor concentrou sua atuação com projetos voltados para artistas circenses, não conseguiu aprovar nenhum projeto, mas…
Tiririca - É bom que as pessoas saibam que dos 513 deputados aqui da Casa, só 23 conseguiram aprovar projetos. E agora vamos correr para outros lados, para outras coisas. Não vou deixar de lado os projetos voltados para os artistas de circo, mas vou ampliar. E quanto a aprovar, é algo que não depende só da gente. São 513 deputados, eu, um palhaço de circo, sou reeleito porque fui profissional. Marco, estou aqui. Votação, tudo. Não é para aparecer, sou assim. Seja comercial que vou fazer, gravação… Sou muito sistemático.

Quais serão essas novas áreas que o senhor pretende atuar?
Tiririca - Vamos apresentar. Vou atirar para todos os lados.

O senhor desenvolveu uma relação muito cordial com o Romário e ele acaba de ser eleito senador. Isso inspira o senhor a tentar uma vaga no Senado?
Tiririca - Não, não penso nisso, mas ele foi fantástico. As pessoas reconheceram o trabalho dele aqui. Tenho de dar os parabéns para ele. Ele mostrou a que veio.

Depois dessa nova votação que o senhor teve, aumenta a responsabilidade nesse segundo mandato?
Tiririca - Não. A gente já tinha essa coisa. Já sabia. Fiz muita campanha na rua, muita. Quando você vai para a rua, você sabe o que as pessoas querem.

E o que elas querem? O que as pessoas te pediam nas ruas?
Tiririca - As pessoas mais agradecem, pedem para tirar foto, ou para dizer que tinham votado em mim e que votariam de novo. Por isso que não acredito nessa coisa de voto de protesto. Tinha gente que levava segurança para a gente, nas caminhadas. Que político consegue isso? Coisa linda. Um milhão de votos não é para todo mundo.

E como o senhor acha que deve lidar com essa coisa do preconceito?
Tiririca - Trabalho. Isso sempre vai existir. Cheguei aqui e achavam que só seria palhaçada e com o tempo viram que não é por aí. Sou um cara pé no chão. Não dei carteirada em ninguém, converso com todo mundo. Vou para mais quatro anos. Meu gabinete é o mais visitado. Recebo 150 pessoas por dias aqui nas terças e quartas-feiras.

E o que as pessoas querem?
Tiririca - Elas vêm agradecer, abençoar. Recebo pai de santo que vem dar passe, pastor… tem tudo.

(Marcel Frota, IG Brasília)

 

Nelson Martins compara reajuste do salário de bancários nos governos do PSDB e PT

foto: CONTRAF

O deputado Nelson Martins (PT) levou dados à tribuna da Assembleia para comparar os reajustes salariais dos bancários do Banco do Brasil e Caixa Econômica durante a presidência de Fernando Henrique e de Dilma e Lula. Conforme informou, nos oito anos de Fernando Henrique houve inflação acumulada de 50,8% e aumento de 11,7%. Nos 12 anos de Dilma e Lula a inflação foi de 78,1% e o aumento foi de 91,2%, representando um crescimento real do poder de compra.

O parlamentar tratou de vários assuntos no pronunciamento. Ele ressaltou ainda a agenda do Governador Cid Gomes, que está viajando por municípios do interior inaugurando adutoras e outras obras. Cid visitará hoje (17) as cidades de Varjota e Alcântaras para entregar títulos de terra e inaugurar uma adutora em Alcântaras, que leva água de Meruoca para o município. Nelson afirma que 800 mil famílias estão sendo beneficiadas no estado pelas obras das adutoras.

(Blog Política, Diário do Nordeste)

Dilma é real, Marina foi sonho, Aécio é pesadelo

Estou glosando artigo de Luís Nassif publicado no ABCD Maior algumas semanas atrás. Dizia ele que a situação do primeiro turno lembrava a de um matrimônio prolongado: a ou o consorte a gente conhece. É o caso de Dilma: a gente sabe as qualidades e os problemas. Mas, dizia ele, há quem fique sonhando com os namorados ou namoradas de antanho. Eles são sonho, não roncam, não têm manias mais etc. Dizia então: Marina (naquele momento),  é assim: um sonho a verificar. E a escolha seria então entre apostar no que se conhece ou na hipótese do sonho.

Bom, o sonho desandou. Marina tanto pulou de um lado para o outro que acabou pulando fora da disputa. Querendo agradar gregos e troianos, Malafaias e banqueiros, perdeu para Aécio, o galardão do antipetismo, que lhe tomara de início, depois da tragédia da morte de Eduardo Campos. Os votos que dele migraram para ela voltaram ao aprisco original, diante da possibilidade de que ela não mais vencesse Dilma no segundo turno.

Restou a realidade de Dilma: um projeto de longo prazo para o país, apoiado num papel pró-ativo do Estado e propulsor de políticas includentes, em todos os setores.

Problemas? Sim, problemas. Impulsionar, como já vem sendo feito, a reindustrialização do país, comprometida pela política de total “abertura dos portos” empreendida pelo PSDB nos anos FHC. Redimensionar políticas como a da reforma agrária, diante de um Congresso que lhe será mais hostil do que era. Redimensionar a iniciativa dos ministérios, dando-lhes mais autonomia. Equacionar a proposta de uma reforma política progressista, não regressiva, como querem os conservadores. E a reforma tributária? O debate será terrível, sem falar no campo das comunicações… E outros e outros.

Entretanto, em meio às dúvidas que a hipótese Dilma nos apresenta, podemos ter certeza quando às certezas que o pesadelo Aécio nos anuncia. O primeiro debate foi eloquente: entre as evasivas vieram as confirmações do pesadelo. Salário mínimo muito alto é um problema, bancos públicos devem se retrair, inclusive na manutenção das políticas sociais, o mercado deve ser a prima dona de tudo, do câmbio aos juros, da política financeira ao emprego ou desemprego. Cortes nos investimentos públicos à vista: onde? Nas políticas sociais, ora. Onde mais há para cortar?

O interessante é que este pesadelo está em curso aqui na Europa, de onde escrevo. Chama-se “política de austeridade”. Está prostrando há anos a capacidade de recuperação das economias europeias, depois da crise financeira de 2007/2008, que delapidou vários erários públicos no continente. Depois de muito tempo, como não poderia deixar de ser, a política recessiva trouxe a inundaçào às portas da fortaleza alemã.

Como a Europa ainda é a principal parceira econômica da Alemanha, a perda do poder aquisitivo (que é o que os magos do PSDB querem reimpor ao Brasil) individual e coletivo começou a manietar a indústria germânica. Menos pedidos, menos produção é igual a crescimento zero nos últimos meses. PIB em queda, de 1,7% (coisa que a mídia conservadora no Brasil qualificaria de “pífia”, se se tratasse do Brasil), para 1,2 ou 1,3% em 2014. Para a Zona do Euro, 0,8%, se tanto. E se a economia alemã de fato entrar em recessão, o resto do continente vai para a depressão.

Em suma, este é o pesadelo que Aécio, Armínio e companhia ilimitada querem importar de volta para o Brasil.

(Flávio Aguiar, Rede Brasil Atual)

Fortaleza receberá US$ 57 milhões para melhorar transporte

Av. Bezerra de Menezes – Fortaleza-CE

Washington – O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta quinta-feira a aprovação de um empréstimo de US$ 57,9 milhões para financiar o fortalecimento da rede de transporte urbano da cidade de Fortaleza, no nordeste do Brasil.

Com 2,45 milhões de habitantes, Fortaleza é a quinta maior cidade do país e a zona urbana mais densamente povoada do Brasil, mas seu sistema de transporte público, que leva um milhão de passageiros por dia, é objeto de críticas por causa da lentidão e desordem de seus serviços, informou o BID.

O projeto ajudará “a melhorar a administração do sistema e modernizará a infraestrutura e a paisagem em torno dos corredores escolhidos”, e prevê a construção de um total de 11 quilômetros de vias prioritárias para ônibus e 22 quilômetros de ciclovias.

Além disso, se buscará reduzir os acidentes e as emissões de gases dos veículos.

O empréstimo terá um prazo de amortização de 25 anos e conta com um período de carência de cinco anos.

Os fundos de contrapartida local para o programa chegarão a US$ 57,9 milhões.

(EFE)

Luiz Carlos Bresser-Pereira, fundador do PSDB, declara voto em Dilma

O cientista político Luiz Carlos Bresser-Pereira, um dos principais intelectuais brasileiros, que foi fundador do PSDB e ministro do governo FHC, anunciou, neste domingo, que votará na presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, é ela quem está melhor capacitada a reduzir a desigualdade social no País. Leia abaixo o artigo de Bresser-Pereira:

Meu voto em Dilma

Vou votar pela reeleição de Dilma Rousseff porque é ela quem melhor atende aos critérios que adoto para escolher o candidato à Presidência da República.

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Em 1988 fui um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira e sempre votei em seus candidatos à presidência. Mas, gradualmente, fui me afastando do partido por razões de ordem ideológica e, depois da última eleição presidencial, vendo que o partido havia dado uma forte guinada para a direita, que deixara de ser um partido de centro-esquerda, e que abandonara a perspectiva desenvolvimentista e nacional para se tornar um campeão do liberalismo econômico, desliguei-me dele. Por isso quando hoje perguntam em quem vou votar, a pergunta faz sentido.
Vou votar pela reeleição de Dilma Rousseff, não por que seu governo tenha sido bem sucedido, mas porque é ela quem melhor atende aos critérios que adoto para escolher o candidato. São dois esses critérios: quanto o candidato está comprometido com os interesses dos pobres, e quão capaz será ele e os partidos políticos que o apoiam de atender a esses interesses, promovendo o desenvolvimento econômico e a diminuição da desigualdade.
Dilma atende ao primeiro critério melhor do que Marina Silva e muito melhor do que Aécio Neves. Isto nos é dito com clareza pelas pesquisas de intenção de voto, onde ela vence na faixa dos salários mais baixos, e reflete a preferência clara pelos pobres que os três governos do PT revelaram. O mesmo se diga em relação ao segundo critério na parte referente à desigualdade. O grande avanço social ocorrido nos doze anos de governo do PT tem um valor inestimável.
Já em relação ao desafio do desenvolvimento econômico, o problema é mais complexo. Estou convencido que Dilma conhece melhor do que seus competidores quais os obstáculos maiores que vêm impedindo a retomada do desenvolvimento econômico desde que, em 1994, a alta inflação inercial foi superada. Os resultados econômicos no seu governo não foram bons, mas isto se deveu menos a suas fraquezas e erros, e, mais, ao fato que não teve as condições necessárias de enfrentar a falha de mercado estrutural que está apreciando cronicamente a taxa de câmbio e desligando as empresas competentes do país de seu mercado, e, assim, , está condenando a economia brasileira à quase-estagnação. Desde 1990-91 , ao se realizar a abertura comercial, os economistas brasileiros (inclusive eu, naquele momento) não estávamos nos dando conta que o imposto sobre exportações de commodities denominado “confisco cambial” – essencial para a neutralização da doença holandesa – estava sendo extinto. Em consequência, as empresas industriais brasileiras passavam a ter uma desvantagem (custo maior) para exportar de cerca de 25% em relação às empresas de outros países por razão exclusivamente cambial, e uma desvantagem desse valor menos a tarifa de importação (hoje, em média, de 12%) para concorrer no mercado interno com as empresas que para aqui exportam.
A esta causa estrutural de apreciação cambial (a não-neutralização da doença holandesa[*]) devem ser adicionadas duas políticas equivocadas normalmente adotadas pelos países em desenvolvimento. A política de crescimento com poupança externa (de déficit em conta-corrente) e a política de âncora cambial para controlar a inflação apreciam o câmbio no longo prazo. Elas são responsáveis por cerca de mais 10 pontos percentuais de apreciação da taxa de câmbio que devem ser somados aos 25% acima referidos. Logo, a desvantagem total das empresas brasileiras em relação às empresas de outros países que exportam para os mesmos mercados que nós é, em média, de 35% ( 25% 10%), e a desvantagem total em relação às empresas estrangeiras que exportam para o mercado brasileiro é de 23% (35% – 12%). Estas duas desvantagens desaparecem nos momentos de crise financeira, que, mais cedo ou mais tarde, decorrem necessariamente dessa sobreapreciação.
Quando digo que a presidente não teve “condições”, estou dizendo que ela não teve poder suficiente eliminar essa desvantagem competitiva de longo prazo. Ela tentou: iniciou o governo fazendo um ajuste fiscal, reduzindo os juros, e promovendo uma depreciação real de cerca de 20%. Mas ela recebeu do governo anterior, marcado pelo populismo cambial, uma taxa de câmbio brutalmente apreciada, de R$ 1,90 por dólar, a preços de hoje. Por isso, a elevação da taxa de câmbio para cerca de R$ 2,28 por dólar não foi suficiente para torná-la competitiva.
A taxa de câmbio que torna competitivas as empresas competentes existentes no Brasil (que denomino “de equilíbrio industrial”) deve estar em torno de R$ 3,00 por dólar. Em consequência desse fato e da retração da economia mundial, a depreciação não foi suficiente para levar as empresas a voltar a investir; foi, porém, suficiente para aumentar um pouco a inflação. Diante desses dois resultados negativos, os economistas do mercado financeiro e a mídia liberal gritaram, mostraram erros do governo (como o controle dos preços da eletricidade e do petróleo e a “aritmética criativa” para aumentar o superávit primário) e assim, sob forte pressão e preocupada em não ser reeleita, a presidente foi obrigada a recuar.
Mas não terão os outros dois candidatos mais importantes condições de fazer o que Dilma não fez? Estou convencido que não. Não apenas porque eles também não terão poder para enfrentar os interesses de curto prazo dos que rejeitam a depreciação cambial porque não querem ver seus salários e demais rendimentos diminuam e a inflação aumente, ainda que temporariamente. Também porque seus economistas não reconhecem o problema da doença holandesa e não são críticos das duas políticas acima referidas. Supõem, equivocadamente, que a grande sobreapreciação cambial existente no país é um problema de curto prazo, de “volatilidade cambial”. Basta ler seus programas de governo.
Terá a presidente poder suficiente para mudar esse quadro caso reeleita? É duvidoso. Ela não enfrenta apenas a oposição liberal e colonial, que é incapaz de criticar a ortodoxia liberal e não vê os conflitos entre os interesses do Brasil e a dos países ricos. A presidente enfrenta também a incompetência da grande maioria dos economistas brasileiros, que, apegados a seus livros-texto convencionais, não compreendem hoje a tese central da macroeconomia novo-desenvolvimentista (a tendência à sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio) como não entendiam entre 1981 e 1994 a teoria da inflação inercial. Naquele tempo havia apenas oito (sim, oito) economistas que entendiam a inflação inercial. Quantos entenderão hoje os economistas que compreendem porque, deixada livre, a taxa de câmbio tende a ser sobreapreciada no longo prazo, só se depreciando bruscamente nos momentos de crise de balanço de pagamentos?
Voto pela reeleição da presidente, mas já deve estar ficando claro que não estou otimista em relação ao futuro do Brasil. Quando as elites brasileiras não conseguem sequer identificar o fato novo (mas que já tem 23 anos) que impede que o Brasil volte a crescer de maneira satisfatória desde 1990-91, como podemos pensar em retomar o desenvolvimento econômico? A esquerda associada ao PT está muda, perplexa; a direita liberal supõe que basta fazer um ajuste fiscal para resolver o problema. Embora um ajuste fiscal forte seja essencial para a política novo-desenvolvimentista de colocar os preços macroeconômicos no lugar certo, apenas esse ajuste não basta. Será necessário também baixar o nível da taxa de juros e depreciar a taxa de câmbio para que a taxa de lucro se torne satisfatória e as empresas voltem a investir. Só assim a economia brasileira deixará de estar a serviço de rentistas e financistas, como está há muito tempo, e os interesses dos empresários ou do setor produtivo da economia voltem a coincidir razoavelmente com os interesses dos trabalhadores.
A presidente tem uma famosa dificuldade de ouvir os outros, mas é dotada de coragem, determinação, espírito republicano e se orienta por um padrão moral elevado. Conta, ao seu lado, com alguns políticos de boa qualidade. Ela foi derrotada no primeiro round, mas, quem sabe, vencerá o segundo?


[*] Nota da Redação:
“Em economia, doença holandesa (do inglês Dutch disease) refere-se à relação entre a exportação de recursos naturais e o declínio do setor manufatureiro. A abundância de recursos naturais gera vantagens comparativas para o país que os possui, levando-o a se especializar na produção desses bens e a não se industrializar ou mesmo a se desindustrializar – o que, a longo prazo, inibe o processo de desenvolvimento econômico.
A expressão “doença holandesa” foi inspirada em eventos dos anos 1960, quando uma escalada dos preços do gás teve como consequência um aumento substancial das receitas de exportação dos Países Baixos e a valorização do florim (moeda da época). A valorização cambial acabou por derrubar as exportações dos demais produtos holandeses, cujos preços se tornaram menos competitivos internacionalmente, na década seguinte.” (Fonte: Wikipédia, verbete “Doença holandesa)

Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2014/10/fundador-do-psdb-declara-voto-em-dilma.html#ixzz3GLrbbowH

Ator Danny Glover declara apoio a Dilma Rousseff

O ator é casado há alguns meses com a pesquisadora brasileira Eliane Cavalleiro

Casado com uma brasileira, o ator norte-americano mandou uma mensagem de incentivo à candidata petista pelo Twitter. “O Brasil se tornou um exemplo para a humanidade”, escreveu

Por Redação

O ator norte-americano Danny Glover resolveu manifestar o seu apoio à presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) por meio de uma mensagem no Twitter. “O Brasil é o maior país na luta contra a pobreza e nos últimos 12 anos se tornou um exemplo para a humanidade. #Dilma13″, escreveu.

Conhecido por suas atuações em filmes como A Cor Púrpura, Ensaio sobre a Cegueira e Máquina Mortífera, Glover é casado com a professora e pesquisadora brasileira Eliane Cavalleiro, com quem atua em movimentos de luta pela igualdade racial.

Via Revista Fórum

O caso dos vídeos sobre Aécio Neves que estão sendo censurados no YouTube

O documentário “Helicoca — o helicóptero de 50 milhões de reais”, produzido pelo DCM, foi retirado do YouTube por causa de uma reivindicação de direitos autorais.

O responsável pelo pedido, um certo “Jorge Scalvini”, não existe. É um perfil fake da internet. Recorremos ao Google há uma semana, mas até agora nada. Isso é resultado de uma prática kafkiana chamada “notice and take down”, em que o autor é obrigado a provar ao YouTube que existe, enquanto o denunciante só necessita de um CPF. 

A derrubada do “Helicoca” está longe de ser um episódio isolado. Há pelo menos dois casos similares. Ambos envolvem Aécio Neves.

O primeiro é o do instigante “Liberdade, Essa Palavra”, filme sobre o qual já falei aqui. Foi o trabalho de conclusão do curso de jornalismo de Marcelo Baêta. “Liberdade…” trata da relação da imprensa mineira com o governo de Aécio em seu primeiro mandato (2003/2006).

São várias histórias sobre a pressão da administração aecista sobre jornalistas e as demissões que decorreram dela. Andrea Neves, irmã e braço direito, é um dos personagens principais. Na época, o PSDB mineiro colocou no ar uma resposta acusando Baêta de “petista” e seu trabalho de “manipulação” e “fraude”.

O original de “Liberdade, Essa Palavra” (um verso de Cecília Meireles) foi abatido do YouTube por causa de — adivinhe — reivindicação de direitos autorais.

A trajetória de “Gagged in Brazil” (“Amordaçados no Brasil”) não é muito diferente. Foi escrito e dirigido por Daniel Florêncio para a Current TV, canal por assinatura e portal da web criado por Al Gore.

Tema e período são os mesmos da obra de Baêta. Daniel mostra a cumplicidade da mídia com o projeto de poder de Aécio. Uma editora da TV Globo aparece, sem ser identificada, relatando que a emissora esperava que Aécio estivesse “do lado da Globo”.

Uma matéria no Jornal Nacional elogiava o “déficit zero” nas contas públicas do estado. Logo após a “notícia” narrada por Fátima Bernardes, entrava nos comerciais um anúncio do governo de MG repetindo quase ipsis verbis o que a âncora relatara.

“Gagged” foi ao ar na Current TV no Reino Unido e nos EUA em maio de 2008. Uma semana mais tarde, foi postado no YouTube, com legendas, e bombou em pouco tempo.

Quatro meses depois, sairia da Current.com. Florêncio — que mora em Londres há dez anos — escreveu noObservatório de Imprensa que sua editora lhe esclareceu o seguinte: “Os executivos seniors do canal nos EUA receberam cartas com severas considerações e críticas sérias em relação ao filme. As cartas foram enviadas pelo PSDB de Minas Gerais. O PSDB afirmava que meu filme tinha caráter político-partidário, que não representava a realidade no estado e questionava minha conduta ética”.

Por desejo do diretor de programação David Newman, o gerente de jornalismo Andrew Fitzgerald deu início a uma investigação. “Elaborei dossiês, contatei minhas fontes no Brasil, e escancarei meus procedimentos para Andrew Fitzgerald”, diz Daniel. Fitzgerald o avisaria, afinal, que “Gagged in Brazil” estava de volta à Current TV.

No YouTube, porém, o desfecho foi outro. No dia 3 de fevereiro deste ano, Florêncio recebeu um alerta de um desconhecido, querendo saber o que houve com o filme. Quando clicou no link, pumba!: infração de copyright, requisitado por um certo Gabriel Amâncio. Ganha um pão de queijo quem acredita que Gabriel Amâncio é um cidadão de carne, osso, miolos e músculo.

Como no caso de “Liberdade”, outras versões estavam disponíves. Mas a eliminada contava com quase meio milhão de visitas, além dos links em sites, blogs e nas redes sociais. Na internet, a relevância varia de acordo com o número de links e visitas. O objetivo era fazer com que o documentário se tornasse irrelevante no Google, Bing, Yahoo etc.

O PSDB perpetrou um vídeo-resposta a “Gagged” que explodiu milagrosamente no YouTube. Os comentários, veja só que curioso, eram de países da Ásia, África, Europa. Todos falsos. Daniel explicou a ciência por trás dessa façanha num outro filme curto, que eu posto abaixo. Basicamente, é um spam. Assista enquanto Jorge Scalvini não dá as caras.

Aécio tem processos contra Facebook, Twitter e Google. Quem o representa é o escritório de advocacia Opice Blum, tido como autoridade em direito digital. Segundo um perfil do candidato na Piauí, seu contrato é como pessoa física.

Uma advogada afirmou à revista que as ações contra buscadores fazem referência a “uma mentira que espalharam na rede dizendo que o senador é acusado em ação judicial promovida pelo Ministério Público de ter desviado 4,3 bilhões de reais”.

Foi o Opice Blum que moveu a ação contra o Twitter para descobrir os dados cadastrais de 66 contas que, supostamente, fariam parte de uma “rede virtual de disseminação de mentiras e ofensas”. Uma dessas contas é a do DCM.

Noves fora a onda de repulsa que essas arbitrariedades causam, a cada vídeo retirado aparecem outros, num efeito multiplicador. O “Helicoca”, por exemplo, tem cinco versões no YouTube no momento em que digito estas maltraçadas. Sem contar as do Vimeo e as do Daily Motion. Existem outras tantas de “Gagged” e de “Liberdade, Essa Palavra”.

Já dizia a fabulosa Hannah Arendt: “Somente quando as coisas podem ser vistas por muitas pessoas, numa variedade de aspectos, sem mudar de identidade, de sorte que os que estão à sua volta sabem que vêem o mesmo na mais completa diversidade, pode a realidade do mundo manifestar-se de maneira real e fidedigna”.

Marina Silva citava Hannah Arendt com frequência. Não sei se Aécio Neves tem ideia de quem se trata.

 

 

 

(Diário do Centro do Mundo)

 

 

 

 

 

Datafolha e Ibope divulgam pesquisas para o Governo do Ceará no 2º turno

O Datafolha e o Ibope divulgarão, nesta quinta-feira, a primeira pesquisa da corrida sucessória estadual deste segundo turno da eleição. Há muita expectativa nos comitês dos postulantes, até porque os números devem mexer com o ânimo dos militantes.

Camilo Santana, candidato petista apoiado pelos irmãos Ferreira Gomes, pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, ganhou o primeiro turno com 47,81% dos votos válidos.

Já o senador Eunício Oliveira, candidato a governador pelo PMDB e contando com apoio de Tasso Jereissati e do ex-governador Lúcio Alcântara, obteve 46,41% dos votos válidos.

(Eliomar de Lima)

Colunista Ricardo Noblat, de “O Globo”, afirma que Dilma venceu o debate da Band

De acordo com Ricardo Noblat, principal colunista político do jornal O Globo, Dilma Rousseff sagrou-se vitoriosa no primeiro embate do segundo turno com Aécio Neves. Em sua coluna, Noblat considera que a atual presidente usou contra o candidato tucano acusações de forte apelo popular no debate da band, realizado na noite desta terça-feira (14), e que Aécio não consegui rebatê-las devidamente.

VEJA TAMBÉM: O resumo do debate da band entre Dilma e Aécio

“Chamar Dilma de leviana ou de mentirosa não acrescenta votos a Aécio. Pode até soar como uma indelicadeza aos ouvidos mais sensíveis. Dizer que Aécio empregou parentes quando governou Minas Gerais é uma coisa que todo mundo entende e pode guardar na memória. Dizer que ele responde a processo por improbidade administrativa, também. Enumerar os escândalos do governo de Fernando Henrique que ficaram impunes, idem”

Com a coluna que coloca Dilma como vencedora do debate da Band, Noblat, que geralmente é o primeiro blogueiro destacado no site do jornal O Globo, foi ocultado da página, que relaciona nesta manhã oito colunistas. Noblat não está entre eles. Veja o print da página abaixo:

Leia abaixo a íntegra do texto do blogueiro de O Globo, Ricardo Noblat:

Dilma venceu Aécio no debate da Rede Bandeirantes

Como conseguiu enfrentar Aécio de igual para igual, Dilma ganhou o debate de ontem à noite na Rede Bandeirantes de Televisão.

Confesse, seja você PSDB ou PT: você torcia por uma derrota de Dilma. Você temia uma derrota de Dilma.

Quem foi capaz de imaginar que Dilma atacaria com esmero e se defenderia com eficiência? Ou que deixaria Aécio, em mais de uma ocasião, acuado?

É por isso que digo que ela ganhou o primeiro dos quatro debates de televisão do segundo turno da eleição presidencial.

Onde estava a Dilma de raciocínio confuso? Apareceu – e rapidamente – duas ou três vezes, se tanto.

Onde estava a Dilma que não consegue dizer algo com começo, meio e fim? Surpreendentemente ficou em casa.

Onde estava a Dilma que aprecia citar um monte de números? Recebeu uma lavagem cerebral e esqueceu os números.

Aécio não esteve mal. Apenas foi surpreendido por uma Dilma que fez direitinho seu dever de casa com o marqueteiro João Santana.

Chamar Dilma de leviana ou de mentirosa não acrescenta votos a Aécio. Pode até soar como uma indelicadeza aos ouvidos mais sensíveis.

Dizer que Aécio empregou parentes quando governou Minas Gerais é uma coisa que todo mundo entende e pode guardar na memória.

Dizer que ele responde a processo por improbidade administrativa, também. Enumerar os escândalos do governo de Fernando Henrique que ficaram impunes, idem.

Dilma sapecou em Aécio acusações de forte apelo popular. A recíproca não foi verdadeira.

O Aécio à vontade, leve, livre e solto do debate da Rede Globo de Televisão no primeiro turno, faltou ao debate da Bandeirantes.

Nesta quinta-feira haverá outro – o do SBT. No próximo domingo, o da Rede Record. O da Globo ocorrerá na antevéspera do dia da eleição.

Para quem torce por um lado ou pelo outro, haja coração!

Atualização (10h:55min). A coluna de Ricardo Noblat voltou à página inicial do site do jornal O Globo.

com informações de 247

Economistas lançam manifesto de apoio à reeleição de Dilma

Marina da Conceição Tavares, professora emérita da UFRJ e Unicamp, assina o documento

Jornal GGN – Um grupo de economistas, professores e pesquisadores de diversas faculdades do país, se reuniu para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff. “O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos”, diz o manifesto.

Economistas com Dilma: “O Brasil não quer voltar atrás”

Do Brasil Debate

O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos

O Brasil está vivendo uma profunda transformação social que interrompeu o ciclo histórico da desigualdade no País. Nos últimos 12 anos, dezenas de milhões de pessoas tiveram acesso à economia formal e conquistaram um novo patamar de cidadania. Na base dessa transformação está o modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social iniciado no governo do presidente Lula e que prossegue no governo da presidenta Dilma Rousseff.

Este modelo ampliou o acesso ao emprego, ao crédito e ao consumo. Combinado com a valorização dos salários e a transferência de renda, dinamizou o mercado interno, estimulou o investimento e promoveu o crescimento econômico, beneficiando a sociedade como um todo. A nova dinâmica da economia permitiu aumentar os investimentos sociais e em infraestrutura. O Brasil tornou-se mais robusto diante das oscilações internacionais.

Mesmo no contexto econômico global mais adverso dos últimos tempos, o governo Dilma manteve seu foco no aumento do bem-estar da população, com ênfase na promoção da igualdade de oportunidades, para que todos possam progredir e realizar seus sonhos e aspirações. Em quatro anos, foram criados 5,5 milhões de empregos formais e a renda das famílias continuou a crescer.

Dificuldades conjunturais existem e devem ser enfrentadas com firmeza; fazendo correções e ajustes sempre que necessário. Mas não podem servir de pretexto para um retorno às políticas econômicas do passado, que se voltavam apenas para uma parcela da população e, diante dos problemas, impunham à maioria o preço da recessão, do desemprego, do arrocho salarial e do corte dos investimentos sociais.

Nos governos Lula e Dilma, a garantia da estabilidade econômica sempre esteve associada ao objetivo de promover o crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e a superação das desigualdades sociais e regionais. Essa é a diferença essencial em relação ao modelo anterior, representado pela candidatura do PSDB.

O que está em jogo nesta eleição é a volta ao passado ou a continuidade do modelo que abre as portas do futuro. É a opção entre as políticas que serviram para perpetuar as desigualdades e o modelo que contribuiu para aprofundar a democracia, trazendo à luz milhões de novos cidadãos.

Quem reduziu a pobreza e a desigualdade de renda tem mais capacidade de avançar no processo de inclusão social. Quem aumentou a geração de empregos e ampliou o acesso ao crédito tem mais capacidade de fazer o País crescer. Quem investiu no futuro, duplicando para sete milhões o número de vagas no ensino superior, é capaz de continuar mudando o Brasil e dialogar com demandas sociais crescentes e justas.

Quem construiu as bases de um novo ciclo de desenvolvimento é capaz de conduzir o Brasil nessa nova etapa. Quem democratizou a oferta de oportunidades, criando os alicerces de uma Nação mais justa, é que pode manter o País unido e superar os desafios do momento, sem deixar nenhum brasileiro para trás.

Para o Brasil continuar avançando, com democracia e desenvolvimento econômico para todos, apoiamos a reeleição da Presidenta DILMA ROUSSEFF.

Dê seu apoio, colocando nome e local de trabalho em: economistascomdilma@gmail.com

Lista de Apoio Inicial

Maria da Conceição Tavares, Professora Emérita da UFRJ e Unicamp

Luiz Gonzaga Belluzzo, Professor da FACAMP e UNICAMP

Nelson Barbosa, Professor e Pesquisador da FGV e Professor da UFRJ

Ricardo Carneiro, Professor UNICAMP e Diretor do BID

Fabricio Augusto de Oliveira, Professor da UFMG

José Flores Fernandes Filho, Professor do Instituto de Economia da UFU

Lauro Mattei – Professor Universidade Federal de Santa Catarina

Márcio Pochmann, Professor da Unicamp

Ana Maria de Paiva Franco, Professora IE, Universidade Federal de Uberlândia

Clemente Ganz, Economista do DIEESE

Jorge Mattoso, Professor da Unicamp

Razões para voto em Dilma vão além do Bolsa Família

Jornal GGN – A equipe de reportagem da BBC foi ao Piauí tentar entender os votos de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno da eleição presidencial. No local, a petista superou os adversários Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Ao veículo, os morados relataram que há inúmeros programas que mudaram a vida da comunidade, não só o Bolsa Família. A chegada de luz às residências, a construção de cisternas para garantir acesso perene à água, o crédito fácil para que pudessem adquirir geladeira, fogão e televisão são alguns dos méritos das gestões petistas, desde Lula.

O contraponto fica por conta da saúde. Segundo alguns moradores, o programa Mais Médico não surtiu efeitos na região. Ainda faltam profissionais – há relatos de que só há atendimento uma vez por semana – e a dificuldade para marcar exames ainda é grande. A reportagem “No Piauí, razões para voto em Dilma vão muito além do Bolsa Família” pode ser lida aqui.

Ao GGN, o leitor Zonic observou que “o mais curioso é que a BBC Brasil está inserida no UOL, e a mesmíssima reportagem tem uma manchete negativa, que influencia quem não para para analisar o que está escrito.” O título, nesse caso, é “Em região mais pobre do Brasil, saúde é crítica isolada a gestões do PT”.

Dilma Rousseff assina documento sobre os direitos da criança

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff assinou neste domingo (12) o documento “Presidente Amiga da Criança”, da Fundação Abrinq, se comprometendo a trabalhar pelos diretos da criança. Dilma encontra-se no Centro de Educação Unificado (Céu) Jambeiro, em Guaianazes, na zona leste da capital paulista. Segundo Dilma, há várias medidas para saber se um país se desenvolveu, mas uma forma importante é saber como este país trata suas crianças.

“Vamos ter que fazer um esforço muito grande para cumprir o processo de universalização para que todas as crianças de zero a três anos possam estar na creche, caso seus país assim queiram”, disse Dilma.

Ela citou a Lei Menino Bernardo, que combate maus tratos à criança, com violência física e exploração sexual das crianças por adultos. Segundo Dilma, um ponto que merece destaque é a redução da mortalidade infantil, por meio da melhoria da renda das famílias e suplementação alimentar.

“Finalmente quero destacar aqui o Orçamento Criança porque os gastos com as crianças percorre todas as políticas sociais”, disse, acrescentando que se orgulha de ter firmado convênios com as Apaes.

 

(Estadão Conteúdo)

JURISTAS LANÇAM MANIFESTO NACIONAL EM APOIO A DILMA

Blog do Tarso – Advogados, membros do Ministério Público, professores universitários de Direito e estudantes de Direito de vários estados do Brasil lançaram um Manifesto Nacional de apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), ontem (8). Foi uma iniciativa dos advogados Edésio Passos, André Passos, Tarso Cabral Violin e vários outros profissionais do Direito.

Quem primeiro assina o manifesto é o Prof. Dr. Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior administrativista do país.

Juristas, professores e estudantes do Paraná, que inicialmente elaboraram o manifesto, fizeram o lançamento do documento ontem (8), em Curitiba. Estavam presentes professores da Universidade Federal do Paraná, Universidade Positivo, UniCuritiba, UniBrasil e de várias outras instituições de ensino de Direito.

O ato foi realizado pela advogada e vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, e pelo advogado e professor de Direito do Trabalho da UFPR, Wilson Ramos Filho (Xixo), que também teve o objetivo de organizar a campanha no Paraná.

Os advogados, professores, bacharéis ou estudantes de Direito podem assinar o manifesto e ver quem já assinou aqui.

Veja o texto do manifesto:

Agora é Dilma Presidenta 13! Manifesto dos Juristas

No governo Dilma foram sancionadas a Lei de Acesso à Informação e o Marco Civil da Internet, Lei da Comissão Nacional da Verdade, Lei das Parcerias entre Administração Pública e Organizações da Sociedade Civil.

Por um Brasil cada vez mais justo e igualitário; pelo meio ambiente equilibrado; por uma nação cada vez mais reconhecida internacionalmente; pela defesa da liberdade religiosa em um Estado Laico; pela liberdade de expressão e democratização da mídia; pela defesa de nossa Constituição Social, Republicana e Democrática de Direito de 1988; por uma Reforma Política que aprimore ainda mais a Democracia brasileira em construção; pela defesa dos movimentos sociais; pelas Defensorias Públicas estruturadas e autônomas; pelo fim da miséria e redução das desigualdades social e regionais; por um Estado presente na ordem social e econômica; por uma América Latina unida; por uma economia mais solidária; pela não privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, das Universidades Federais e demais entidades estratégicas; pela manutenção do pré-sal sob domínio brasileiro; pela manutenção da independência do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, das CPIs e da Polícia Federal na investigação de todo e qualquer rastro de corrupção; pelo ensino público e não mercantilizado; por uma saúde pública cada vez mais universalizada; pela manutenção e ampliação das conquistas econômicas e sociais dos Governos Lula e Dilma (2003-2014); e por uma eleição sem boatos e calúnias; nós, juristas, professores universitários e estudantes de Direito, abaixo-assinados, declaramos voto à candidatura da Presidenta Dilma Rousseff 13, do Partido dos Trabalhadores (PT), neste segundo turno das eleições de 2014, para que ela continue sendo a nossa primeira mulher Presidente do Brasil!

 

Armínio Fraga defende redução dos bancos públicos

Arminio Fraga defende redução dos bancos públicos

Tem apenas 1 minuto.

Escute o áudio de Armínio Fraga, já “nomeado” por Aécio Neves como seu eventual ministro da Fazenda, defendendo redução do papel dos bancos públicos. Ao final, uma frase com reverberações sinistras: “não sei bem o que vai sobrar ao final da linha, talvez não muito”.

É importante destacar que Fraga mente ao falar da “história” do crescimento.

Todos os países desenvolvidos cresceram com enormes investimentos públicos. E hoje, os países que mais crescem, são os que tem bancos públicos fortes, como China.

E os bancos privados são justamente os principais responsáveis pelas periódicas crises financeiras que vem drenando recursos do Estado para mãos de algumas instituições bancárias.

A acusação de que os bancos públicos são capturados por interesses “públicos e privados” é inconsequente, porque finge ignorar que o mesmo acontece, numa escala infinitamente superior, com os bancos privados.

Os bancos públicos são a salvaguarda da nossa soberania econômica e, portanto, também política.

Os bancos públicos são o único instrumento do povo para reduzir o spread bancário e os juros reais, coisas com as quais Fraga não se preocupa.

O Brasil já conhece Armínio Fraga. Ele foi presidente do Banco Central, e sua primeira medida foi elevar os juros para 45%.

Armínio Fraga foi um dos braços direitos de George Soros, apelidado de o “destruidor de países”.

É, meus amigos e amigas, os abutres estão vindo para cá.

PS:

Assistam a esse vídeo, onde Armínio fala que o salário mínimo subiu demais.

O argumento de Armínio, de que é preciso guardar relação entre a produtividade e o salário, é uma falácia, porque o aumento do salário estimula, justamente, o aumento da produtividade do trabalhador. Não é culpa do mesmo se o empresário não investe em tecnologias que elevem a produtividade da firma.

Ao contrário, salários historicamente baixos sempre fizeram os empresários preferirem contratar “escravos” a investir em criatividade e inovação.

Via http://www.ocafezinho.com/2014/10/09/arminio-fraga-e-os-bancos-publicos/

Como Serra em 2010, Aécio Neves não assina compromisso contra trabalho escravo

por por Renato Brandão, especial para a RBA

São Paulo – O candidato Aécio Neves, do PSDB, ainda não se pronunciou sobre a carta-compromisso contra o trabalho escravo contemporâneo, documento idealizado pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que visa a que os futuros governantes assumam como prioridade a questão.

Tema fundamental para a promoção dos direitos humanos no Brasil, o compromisso de combater o trabalho escravo foi firmado durante a campanha do primeiro turno por boa parte dos presidenciáveis – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Luciana Genro (Psol) e Eduardo Jorge (PV).

Na carta, o candidato assume 12 compromissos, entre os quais o de não permitir influências de qualquer tipo em decisões que levem a aprovação de leis ou à implementação de ações necessárias para erradicar o trabalho escravo, a de efetivar ações presentes no 2º Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e nos Planos Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (onde eles existirem) e o de não promover empreendimentos e empresas, dentro ou fora do país, que tenham utilizado mão de obra escrava ou infantil.

Um dos itens centrais, devido ao contexto do Legislativo, é o de reconhecer e defender a definição de trabalho análogo ao de escravo presente no artigo 149 do Código Penal (caracterizado por trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes ou jornada exaustiva), tema que é essencial para a bancada de representantes do agronegócio.

Como signatário de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre trabalho escravo, o Brasil pode ser submetido ao sistema internacional de justiça caso descumpra medidas no setor.

Em 1995, no primeiro ano do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a escravidão moderna foi reconhecida no país e, desde então, tem se buscado aprimorar os instrumentos de repressão ao trabalho escravo. Para planejar as ações nesse sentido, o então presidente instituiu o Grupo Especial de Fiscalização Móvel e o Grupo Executivo de Repressão ao Trabalho Forçado (Gertraf). Este último acabou substituído pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) em 2003, o primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também estabeleceu o Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo.

Na opinião de frei Xavier Plassat, coordenador da campanha contra o trabalho escravo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), não há qualquer surpresa em que o candidato Aécio Neves não tenha ainda se manifestado sobre o documento contra o trabalho escravo contemporâneo. “É uma falha muito grave, na minha opinião, de não ter se comprometido com isso, provavelmente para angariar mais votos da parte mais reacionária, pode-se dizer, do patronato e empresariado brasileiro”, lamenta.

Radicado no Brasil desde 1989, o frade dominicano francês iniciou a luta contra o trabalho escravo oito anos mais tarde. Em 2008, ele foi agraciado tanto pela ONG estadunidense Free the Slaves como pela Presidência da República do Brasil, no governo Lula, com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos.

“É uma representação bem cabal do que representa a sua candidatura. Minas Gerais é um estado que não se pode alegar que não está sabendo dessa questão. Em 2014, é o estado que lidera os casos de trabalho escravo e de trabalhadores libertados”, diz, citando que já houve mais de dez casos envolvendo trabalhadores rurais ou na construção civil em terras mineiras.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, a demora e/ou a recusa do candidato Aécio Neves em assinar a carta-compromisso da Conatraedemonstra “as dificuldades que ele tem de se comprometer” com essa causa. “Ele mostra que não tem compromisso com essa causa, que é dos trabalhadores e de todos os movimentos que lutam pelo fim daquilo que ainda muito nos envergonha no Brasil, que é o trabalho escravo”, avalia.

Durante as eleições de 2010, a carta da Conatrae foi assinada pela então candidata Dilma Rousseff, mas não pelo principal adversário da oposição, o tucano José Serra.

Procurada pela RBA sobre a posição do presidenciável Aécio Neves, a assessoria de campanha do candidato tucano não apresentou resposta até o fechamento desta reportagem.

Controvérsias

De acordo com um levantamento divulgado pela ONG Transparência Brasil no último dia 2, Aécio Neves foi um dos 61 candidatos – e o único presidenciável – que é ou já foi financiados por empresas ou pessoas ligadas a exploração de trabalhadores em condições análogas às de escravos, tendo recebido R$ 127.209,00 de quatro doadores de campanhas de 2002 e 2006 para o governo de Minas Gerais.

Em outra ponta, o PSDB, partido de Aécio Neves, é favorável à PEC 215, que tira da Presidência da República e transfere para o Congresso Nacional o poder de definir sobre a demarcação de novas terras indígenas, uma demanda encabeçada por parlamentares da bancada ruralista.

Em maio passado, após 15 anos de tramitação no Congresso, o Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo, a PEC 57A/1999, que prevê a expropriação de terras para fins de reforma agrária e programas de habitação popular onde for observada a prática do trabalho escravo, sem qualquer tipo de indenização aos proprietários.

No entanto a aplicação integral do previsto pela emenda acabou condicionada a projeto de lei (PLS 432/2013) que é objeto de polêmica entre proprietários rurais e defensores de um combate mais duro ao trabalho escravo. Atual candidato à vice-presidência na chapa de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), relator da PEC, acolheu uma emenda de redação no Senado, sugerida pelo senador Romero Juca (PMDB-RR), que obriga a deixar mais claro o teor da legislação sobre o que é trabalho escravo.

Os defensores da emenda exigiram uma definição em lei, alegando que, se não houver um conceito mais claro, os proprietários rurais ficam ao arbítrio de uma fiscalização que pode ser excessivamente rigorosa e que abriria margem a que uma eventual infração trabalhista fosse interpretada como prática de trabalho escravo. Dessa forma, haverá uma tramitação paralela à PEC com um projeto de lei que regulamente a matéria a fim de evitar o risco, de acordo com representantes da bancada ruralista, de haver interpretações equivocadas.

Para o frei Xavier Plassat, a necessidade de uma nova definição para trabalho escravo representa um retrocesso, pois o conceito já consta do artigo 149 do Código Penal, que tipifica o crime de “reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.”

“Ultimamente, há muitas tentativas de retroceder e reduzir os instrumentos disponíveis para combate ao trabalho escravo, inclusive com o cúmulo de se rever a própria definição do que é trabalho escravo, uma bandeira da bancada ruralista de rever a definição do artigo 149 do Código Penal”, alerta o frei.

(Rede Brasil Atual)

Moço, cuidado para não deixar o passado virar futuro

Tirei as duas fotos aí de cima hoje, em dois pequenos supermercados próximos de onde moro – o Real e o Supermarket, em Niterói.

Parece bobo, não é? Mas para quem passou dos 50 anos não é não, porque somos de uma geração onde a placa que se via em mercados e obras de construção era, ao contrário, a de  ”não há vagas”.

Às vezes, até, com um peremptório e duro “não insista” para rematar.

Ok, não são ótimos empregos e certamente não são o sonho profissional de quase ninguém.

Mas certamente é melhor que não ter emprego nenhum.

E não é só para os mais pobres e com menos formação escolar, não.

Há vagas, embora com salários baixos, para todos os níveis.

Aliás, há tanta vaga aberta justamente porque paga-se pouco e muitos param por ali apenas o tempo necessário para sair do sufoco absoluto e buscar algo melhor.

Estas fotos daí de cima são do Brasil que não sai nos jornais.

O Brasil que sai no jornal está desmoronando, com os mercadinhos às moscas e o desemprego, não importa o que diga o IBGE, em alta.

Tudo está um desastre, tal índice é “o pior desde 2 mil e tanto”, tal taxa “é a mais grave desde tantos anos”.

Mas quer dizer que está tudo muito bem, tudo muito bom?

De jeito nenhum.

Que bom que a gente esteja insatisfeito com o Brasil, porque é mesmo para estar.

Este país ainda dá muito pouco a seus filhos, em matéria de educação, de saúde, de habitação, de oportunidades.

Mas cuidado, seu moço, porque moço eu também já fui.

E porque já fui e não sou mais, que este pais, sei que não faz uma geração, era muito, muito, muito mais avaro com seus cidadãos.

Avaro?

Não, a palavra exata  é cruel.

Porque só pode ser cruel que quer abaixar a inflação a base de  arrocho,  de corte nos gastos sociais, com a precarização do trabalho, com políticas recessivas.

Vão dizer que querem isso é apelar para o medo?

Pois eu não tenho problemas em dizer que se deve, sim, ter medo disso, porque sei muito bem como isso é terrível.

Eu sei e tenho obrigação de contar que existia um Brasil sem vagas para seu povo.

Mesmo as mais modestas, os “empreguinhos de dois salários” dos quais  a “turma da bufunfa” debocha, mas nem assim quer pagar e diz que os salários “altos demais” são responsáveis pelo desequilíbrio do tal “tripé macro-econômico”.

Talvez você, moço, não acredite em mim.

Ficamos assim: eu também prefiro que você duvide do que eu digo e até faça pouco caso.

É muito melhor  você me olhar desconfiado do que acontecer aquilo que faça você me dar razão.

Cuidado, porém, que o pior inimigo do bom é o que aquela turma diz que vai ser ótimo.

Acho que você tem toda a razão em querer mais, muito mais.

Só não esqueça que tivemos, não faz muito tempo, muito menos.

Onze anos atrás, a imagem do Brasil era aquela que divide a ilustração com as de hoje.

Eu não a quero de volta, você quer?

Via http://tijolaco.com.br/blog/?p=21583

Três deputados cearenses atingem o quociente eleitoral

Os deputados Moroni Torgan (DEM), Genecias Noronha (SD) e José Guimarães (PT) foram os únicos candidatos do Ceará que se elegeram com seus próprios votos. Eles receberam respectivamente 277.774, 221.567 e 209.032 votos, bem acima do quociente eleitoral que chegou a 198.501 votos.

No demais estados, 33 dos 513 deputados também alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos. Desses, 11 são parentes de políticos tradicionais em seus estados. Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação. O número é o mesmo de 2010, quando também houve apenas 36 deputados eleitos com votação própria.

Além do Distrito Federal, nenhum deputado dos seguintes estados alcançou o quociente eleitoral na última eleição: Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Entre os 33 deputados que conseguiram atingir o quociente eleitoral, cinco são de São Paulo, cinco de Minas Gerais e cinco do Rio de Janeiro. Em Pernambuco, quatro deputados foram eleitos com seus próprios votos; e, na Paraíba, três. Em Goiás e Santa Catarina, dois atingiram o quociente eleitoral. No Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Sergipe e Roraima, apenas um atingiu o quociente eleitoral.

Com 1,52 milhão de votos, Celso Russomanno foi o deputado mais votado de São Paulo e “puxou” quatro candidatos para a Câmara: Fausto Pinato, o cantor sertanejo Sergio Reis (45,3 mil votos); Beto Mansur (31,3 mil) e Marcelo Squasoni (30,3 mil). Todos são do PRB, já que o partido não fez coligação.

O segundo colocado em São Paulo, deputado Tiririca (PR), teve pouco mais de 1 milhão de votos e elegeu sozinho dois deputados, além de si próprio: Capitão Augusto (46,9 mil votos) e Miguel Lombardi (32 mil), ambos do PR, que também não se coligou.

(Marcelo Raulino, Ceará Agora)

Derrotados na Assembleia Legislativa do Ceará culpam poder econômico

FERNANDO HUGO

O retorno das atividades na Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira, 7, foi marcado por lamentações e agradecimentos. Deputados que não se reelegeram para o próximo mandato culparam o poder econômico dos adversários pela derrota.

> Reveja como foi o resultado da votação dos deputados

O deputado Lula Morais (PCdoB), que obteve 12930 votos, mas não se reelegeu, avaliou que o poder econômico tem produzido “uma distorção muito forte na representatividade do Parlamento”.

Para o deputado, o processo eleitoral deve ser avaliado com “profundidade”. Ele destacou dados da Câmara Federal que mostram que, de 2002 a 2014, 248 parlamentares federais podem ser considerados “milionários”. Lula associou a tendência à compra de votos, “que faz com que muitos candidatos totalmente anônimos sejam eleitos em detrimento de outros com uma vida política reconhecida”.

“Não comprei votos, entretanto, e talvez por isso, tenha sido excluído das eleições. Mas prefiro assim”, disse Lula.

O deputado Mário Hélio, também derrotado nas urnas, destacou ter aumentado sua votação no bairro Cidade 2000 em Fortaleza, onde atua, mas o mesmo não aconteceu em outros locais do Estado “porque o poder da máquina e do poder econômico foram muito fortes”.

O deputado Paulo Facó (PTdoB) destacou que já se sabia que alguns candidatos tinham sido eleitos mesmo antes de a votação acontecer. “Isso é uma demonstração patente do poder dos milionários”, criticou.

O deputado Fernando Hugo (SD), decano da Assembleia com 24 anos de atuação, não conseguiu se reeleger neste ano, mas evitou, publicamente, associar a derrota a fatores externos. Ele destacou que refletirá sobre sua atuação no parlamento. No entanto, nos bastidores, o deputado também apontava a compra de votos como um dos problemas do pleito deste ano.

Redação O POVO Online
com informações do repórter Carlos Mazza

Toinha Rocha, vereadora do Psol, declara apoio a Dilma Rousseff

A vereadora Toinha Rocha (PSOL) utilizou seu tempo no grande expediente na Câmara Municipal de Fortaleza, nesta terça-feira (07), para declarar seu apoio à Presidenta Dilma Rousseff (PT), que é candidata à reeleição. De acordo com a parlamentar, o atual governo tem muitos problemas, mas é a melhor opção no segundo turno.

“Apesar de algumas derrotas sentidas, não podemos ter sentimento de frustração com essa campanha que foi muito expressiva para o PSOL. É muito gratificante para nós termos uma militância inigualável e candidatos que, mesmo sem êxito eleitoral, contribuíram nessa construção coletiva”, afirmou.

* Com informações da CMFOR

POSICIONAMENTO PARTIDÁRIO

Renato Roseno, deputado estadual eleito pelo PSOL, esclareceu que a declaração de apoio de sua correligionária não reflete o posicionamento do partido e que a declaração expressa a opinião pessoal da vereadora Toninha Rocha.

Em entrevista ao Ceará News 7, Renato afirma que o PSOL não irá apoiar nenhuma das candidatos que disputam o segundo turno das eleições, nem para o Governo do Ceará e nem para a Presidência da República.

(Anderson Pires, Ceará News 7)

Eunício e Dilma venceram em todas as zonas de Fortaleza. Veja o mapa do voto na Capital

A candidata à reeleição na Presidência, Dilma Rousseff (PT), e o candidato a governador Eunício Oliveira (PMDB) foram os mais votados em todas as zonas eleitorais de Fortaleza.

Na eleição presidencial, Marina Silva (PSB) foi a segunda colocada na Capital, com 283,4 mil votos, e venceu nas zonas 2ª, 82ª, 83ª, 94ª, 114ª, 115ª, 116ª, 117ª e 118ª.

Aécio Neves (PSDB), segundo na eleição nacional, foi o terceiro na Capital, com 248,4 mil votos, 35 mil votos a menos que Marina. Ele , porém, fico à frente de Marina na 1ª, 3ª, 112ª e 113ª zona, que abrangem a região que vai da Praia do Futuro, Bairro de Fátima, Benfica, Damas, Centro, Aldeota, Meireles,  passando por bairros como Cidade dos Funcionários, Dias Macedo e Aerolândia.

O maior equilíbrio na disputa presidencial foi na 3ª Zona, que inclui a região de Centro, Aldeota, Meireles e Praia de Iracema. Ali, a diferença entre Dilma e Aécio foi de apenas 69 votos.

Na eleição para governador, Camilo Santana (PT) foi segundo em todas as zonas. Eliane Novais (PSB) foi terceira colocada em quase todas. A única exceção foi na 113ª zona, onde Ailton Lopes (Psol) ficou na frente de Eliane, na região que inclui Bairro de Fátima, Damas, Benfica, Jardim América, até José Bonifácio.

Confira a votação para presidente e governador por zona eleitoral de Fortaleza:

1ª Zona

- Presidente

1º. DILMA (PT): 40.825 votos (41,87%)
2º. AÉCIO NEVES (PSDB): 30.108 votos (30,88%)
3º. MARINA SILVA (PSB): 21.690 votos (22,25%)
4º. LUCIANA GENRO (Psol): 2.314 votos (2,37%)
5º. EDUARDO JORGE (PV): 925 votos (0,95%)
6º. PASTOR EVERALDO (PSC): 809 votos (0,83%)
7º. LEVY FIDELIX (PRTB): 455 votos (0,47%)
8º. EYMAEL (PSDC): 159 votos (0,16%)
9º. ZÉ MARIA (PSTU): 155 votos (0,16%)
10º. MAURO IASI (PCB): 55 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 8 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 39.921 votos (44,57%)
2º. CAMILO (PT): 35.116 votos (39,21%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 8.193 votos (9,15%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 6.336 votos (7,07%)

2ª Zona

- Presidente

1º. DILMA (PT): 54.080 votos (51,64%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 25.525 votos (24,37%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 19.754 votos (18,86%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.677 votos (2,56%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 999 votos (0,95%)
6º. EDUARDO JORGE (PV): 676 votos (0,65%)
7º. LEVY FIDELIX (PRTB): 663 votos (0,63%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 190 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 98 votos (0,09%)
10º. MAURO IASI (PCB): 55 votos (0,05%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 8 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 42.154 votos (43,63%)
2º. CAMILO (PT): 39.732 votos (41,12%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 8.844 votos (9,15%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.894 votos (6,10%)

3ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 26.194 votos (36,38%)
2º. AÉCIO NEVES (PSDB): 26.125 votos (36,29%)
3º. MARINA SILVA (PSB): 16.036 votos (22,27%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.092 votos (2,91%)
5º. EDUARDO JORGE (PV): 765 votos (1,06%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 319 (0,44%)
7º. PASTOR EVERALDO (PSC): 262 votos (0,36%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 90 votos (0,13%)
9º. EYMAEL (PSDC): 59 votos (0,08%)
10º. MAURO IASI (PCB): 42 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 9 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 30.120 votos (45,45%)
2º. CAMILO (PT): 23.840 votos (35,98%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.361 votos (9,60%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.947 votos (8,97%)

82ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 46.898 votos (52,99%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 20.230 votos (22,86%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 16.543 votos (18,69%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.465 votos (2,78%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 754 votos (0,85%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 698 votos (0,79%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 636 votos (0,72%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 161 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 84 votos (0,09%)
10º. MAURO IASI (PCB): 38 votos (0,04%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 4 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 37.426 votos (45,82%)
2º. CAMILO (PT): 31.929 votos (39,09%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.510 votos (7,97%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.807 votos (7,11%)

83ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 46.983 votos (53,64%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 20.808 votos (23,76%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 15.190 votos (17,34%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.303 votos (2,63%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 763 votos (0,87%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 696 votos (0,79%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 502 votos (0,57%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 182 votos (0,21%)
9º. EYMAEL (PSDC): 94 votos (0,11%)
10º. MAURO IASI (PCB): 57 votos (0,07%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 6 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 42.644 votos (52,49%)
2º. CAMILO (PT): 27.641 votos (34,02%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 5.892 votos (7,25%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.063 votos (6,23%)

94ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 49.495 votos (56,75%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 19.167 votos (21,98%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 14.129 votos (16,20%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.094 votos (2,40%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 784 votos (0,90%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 726 votos (0,83%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 417 votos (0,48%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 244 votos (0,28%)
9º. EYMAEL (PSDC): 91 votos (0,10%)
10º. MAURO IASI (PCB): 51 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 16 votos (0,02%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 39.779 votos (49,27%)
2º. CAMILO (PT): 31.129 votos (38,56%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 5.505 votos (6,82%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 4.319 votos (5,35%)

112ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 45.698 votos (45,48%)
2º. AÉCIO NEVES (PSDB): 25.380 votos (25,26%)
3º. MARINA SILVA (PSB): 24.063 votos (23,95%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.782 votos (2,77%)
5º. EDUARDO JORGE (PV): 917 votos (0,91%)
6º. PASTOR EVERALDO (PSC): 667 votos (0,66%)
7º. LEVY FIDELIX (PRTB): 638 votos (0,63%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 159 votos (0,16%)
9º. EYMAEL (PSDC): 120 votos (0,12%)
10º. MAURO IASI (PCB): 54 votos (0,05%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 10 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 43.175 votos (46,64%)
2º. CAMILO (PT): 34.032 votos (36,76%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 8.445 votos (9,12%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 6.923 votos (7,48%)

113ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 34.540 votos (43,91%)
2º. AÉCIO NEVES (PSDB): 20.275 votos (25,78%)
3º. MARINA SILVA (PSB): 19.012 votos (24,17%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.782 votos (3,54%)
5º. EDUARDO JORGE (PV): 911 votos (1,16%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 520 votos (0,66%)
7º. PASTOR EVERALDO (PSC): 331 votos (0,42%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 143 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 69 votos (0,09%)
10º. MAURO IASI (PCB): 58 votos (0,07%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 11 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 32.509 votos (44,84%)
2º. CAMILO (PT): 25.886 votos (35,71%)
3º. AILTON LOPES (PSOL): 7.484 votos (10,32%)
4º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.618 votos (9,13%)

114ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 51.693 votos (57,65%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 19.539 votos (21,79%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 13.680 votos (15,26%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.077 votos (2,32%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 1.145 votos (1,28%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 783 votos (0,87%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 408 votos (0,46%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 195 votos (0,22%)
9º. EYMAEL (PSDC): 79 votos (0,09%)
10º. MAURO IASI (PCB): 55 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 9 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 41.269 votos (49,75%)
2º. CAMILO (PT): 31.792 votos (38,33%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 5.613 votos (6,77%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 4.273 votos (5,15%)

115ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 42.688 votos (50,66%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 20.451 votos (24,27%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 16.510 votos (19,59%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.439 votos (2,89%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 691 votos (0,82%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 595 votos (0,71%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 563 votos (0,67%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 149 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 97 votos (0,12%)
10º. MAURO IASI (PCB): 67 votos (0,08%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 9 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 36.640 votos (47,17%)
2º. CAMILO (PT): 28.268 votos (36,40%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.828 votos (8,79%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.933 votos (7,64%)

116ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 58.199 votos (58,45%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 21.848 votos (21,94%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 14.157 votos (14,22%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.198 votos (2,21%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 1.453 votos (1,46%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 871 votos (0,87%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 366 votos (0,37%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 276 votos (0,28%)
9º. EYMAEL (PSDC): 113 votos (0,11%)
10º. MAURO IASI (PCB): 77 votos (0,08%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 9 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 45.651 votos (49,28%)
2º. CAMILO (PT): 36.180 votos (39,06%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 6.463 votos (6,98%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 4.338 votos (4,68%)

117ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 64.158 votos (57,07%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 24.645 votos (21,92%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 17.461 votos (15,53%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 2.927 votos (2,60%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 1.283 votos (1,14%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 998 votos (0,89%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 537 votos (0,48%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 206 votos (0,18%)
9º. EYMAEL (PSDC): 118 votos (0,10%)
10º. MAURO IASI (PCB): 65 votos (0,06%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 14 votos (0,01%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 52.246 votos (50,21%)
2º. CAMILO (PT): 38.748 votos (37,24%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 7.111 votos (6,83%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 5.947 votos (5,72%)

118ª ZONA

- Presidente

1º. DILMA (PT): 76.655 votos (57,44%)
2º. MARINA SILVA (PSB): 30.450 votos (22,82%)
3º. AÉCIO NEVES (PSDB): 19.122 votos (14,33%)
4º. LUCIANA GENRO (PSOL): 3.287 votos (2,46%)
5º. PASTOR EVERALDO (PSC): 1.650 votos (1,24%)
6º. LEVY FIDELIX (PRTB): 1.076 votos (0,81%)
7º. EDUARDO JORGE (PV): 625 votos (0,47%)
8º. ZÉ MARIA (PSTU): 323 votos (0,24%)
9º. EYMAEL (PSDC): 144 votos (0,11%)
10º. MAURO IASI (PCB): 89 (0,07%)
11º. RUI COSTA PIMENTA (PCO): 22 votos (0,02%)

- Governador

1º. EUNÍCIO (PMDB): 56.687 votos (46,08%)
2º. CAMILO (PT): 50.100 votos (40,73%)
3º. ELIANE NOVAIS (PSB): 9.520 votos (7,74%)
4º. AILTON LOPES (PSOL): 6.712 votos (5,46%)

(Érico Firmo, O Povo)

VOTAÇÃO DE CAMILO, EUNÍCIO, ELIANE E AILTON EM FORTALEZA E REGIÃO METROPOLITANA

VOTAÇÃO DE CAMILO, EUNÍCIO, ELIANE E AILTON EM FORTALEZA E REGIÃO METROPOLITANA

1º TURNO – ELEIÇÕES 2014

MUNICÍPIO

EUNICIO

CAMILO

ELIANE

AILTON

1

AQUIRAZ

17.812

51,7%

14.845

43,1%

1.120

3,3%

667

1,9%

2

CASCAVEL

16.348

48,0

16.199

47,6

1.068

3,1

429

1,3

3

CAUCAIA

71.998

49,6

62.515

43,1

7.295

5,0

3.385

2,3

4

CHOROZINHO

6.461

54,8

5.147

43,7

130

1,1

44

0,4

5

EUSÉBIO

10.447

42,0

12.870

51,7

1.184,

4,8

390

1,6

6

FORTALEZA

540.221

47,3%

434.393

38,1%

91.903

8,1%

74.976

6,6%

7

GUAIUBA

6.252

45,9

7.087

52,1

159

1,2

115

0,8

8

HORIZONTE

14.728

43,2

17.853

52,4

1.034

3,0

444

1,3

9

ITAITINGA

10.013

51,9

8.604

44,6

489

2,5

180

0,9

10

MARACANAU

67.194

62,2

33.477

31,0

4.399

4,1

2.973

2,8

11

MARANGUAPE

26.861

50,4

24.057

45,1

1.553

2,9

816

1,5

12

PACAJÚS

15.987

48,9

15.036

46,0

1.261

3,9

411

1,3

13

PACATUBA

16.925

53,8

12.758

40,5

1.293

4,1

519

1,6

14

PINDORETAMA

5.406

44,6

6.201

51,2

373

3,1

134

1,1

15

S. G DO AMARANTE

15.489

56,8

11.121

40,8

441

1,6

206

0,8

VOTAÇÃO TOTAL

842.142 votos

682.163 votos

113.702 votos

85.689 votos

Fonte: TRE-CE

VOTAÇÃO DE CAMILO, EUNÍCIO, ELIANE E AILTON NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

VOTAÇÃO DE CAMILO, EUNÍCIO, ELIANE E AILTON NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

1º TURNO – ELEIÇÕES 2014

MUNICÍPIO

EUNICIO

CAMILO

ELIANE

AILTON

1

FORTALEZA

540.221

47,3%

434.393

38,1%

91.903

8,1%

74.976

6,6%

2

CAUCAIA

71.998

49,6

62.515

43,1

7.295

5,0

3.385

2,3

3

JUAZ. DO NORTE

35.041

30,7

74.205

65,0

2.905

2,5

2.091

1,8

4

MARACANAU

67.194

62,2

33.477

31,0

4.399

4,1

2.973

2,8

5

SOBRAL

38.136

41,2

51.207

55,3

1.775

1,9

1.539

1,7

6

CRATO

15.085

24,4

44.948

72,6

1.029

1,7

849

1,4

7

ITAPIPOCA

23.184

37,7

37.387

60,7

580

0,9

398

0,6

8

MARANGUAPE

26.861

50,4

24.057

45,1

1.553

2,9

816

1,5

9

IGUATU

23.477

50,5

21.962

47,2

450

1,0

618

1,3

10

QUIXADÁ

18.669

49,6

17.946

47,7

712

1,9

325

0,9

VOTAÇÃO TOTAL

859.866 votos

802.097 votos

112.601 votos

87.970 votos

 

Fonte: TRE-CE

VOTAÇÃO DE TASSO E MAURO FILHO NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

VOTAÇÃO DE TASSO E MAURO FILHO NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

1º TURNO – ELEIÇÕES 2014

MUNICÍPIO

TASSO

MAURO

1

FORTALEZA

676,821

63,7%

315.244

29,6%

2

CAUCAIA

89.855

65,8

42.162

30,9

3

JUAZEIRO DO NORTE

43.301

43,0

53.813

53,4

4

MARACANAU

75.074

74,1

22.938

22,7

5

SOBRAL

42.881

50,9

39.838

47,3

6

CRATO

22.381

40,8

31.125

56,8

7

ITAPIPOCA

28.956

49,3

29.269

49,9

8

MARANGUAPE

34.484

67,4

15.915

31,1

9

IGUATU

26.369

60,8

16.370

37,7

10

QUIXADÁ

21.568

60,6

13.618

38,3

VOTAÇÃO TOTAL

1.061.690 votos

580.292 votos

 

Fonte: TRE-CE

VOTAÇÃO DE DILMA, AÉCIO E MARINA NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

VOTAÇÃO DE DILMA, AÉCIO E MARINA NOS 10 MAIORES MUNICÍPIOS DO CEARÁ

1º TURNO – ELEIÇÕES 2014

MUNICÍPIO

DILMA

MARINA

AÉCIO

1

FORTALEZA

638.116

51,6%

283.464

22,9%

248.434

20,1%

2

CAUCAIA

105.808

68,4

26.730

17,3

17.080

11,0

3

JUAZEIRO DO NORTE

86.038

70,9

14.289

11,8

17.451

14,4

4

MARACANAU

73.422

63,7

24.238

21,0

13.071

11,3

5

SOBRAL

64.932

66,5

16.834

17,2

13.736

14,1

6

CRATO

49.827

76,3

6.966

10,7

6.993

10,7

7

ITAPIPOCA

47.818

75,4

5.913

9,3

8.752

13,8

8

MARANGUAPE

41.186

73,5

7.630

13,6

5.938

10,6

9

IGUATU

35.141

72,3

4.523

9,3

8.086

16,6

10

QUIXADÁ

28.003

68,9

3.615

8,9

8.424

20,7

VOTAÇÃO TOTAL

1.170.291 votos

394.202 votos

347.965 votos

 

Os demais candidatos não foram citados, mas todos também pontuaram.

Fonte: TRE-CE

Interior de Camilo Santana; Fortaleza e Região Metropolitana de Eunício Oliveira

O segundo turno das eleições no Ceará vai ser acirrado. Prova disso é o resultado do primeiro turno, que previa até uma possível vitória do candidato Eunício Oliveira (PMDB). Mas o que se viu foi o candidato Camilo Santana (PT), apoiado pelo governador Cid Gomes liderar esse primeiro turno com 47,81%, contra 46,41% de Eunício.

O Ceará está dividido, com as Regiões Norte e do Cariri com predominância da candidatura petista. Eunício obteve mais votos em grandes colégios eleitorais, como Fortaleza, Caucaia e Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, além de Iguatu, na Região Centro-sul do Estado. Por isso, a disputa tão acirrada, mesmo Camilo tendo ganhado em quase o dobro de municípios de Eunício.

Dilma sempre à frente

Parece que a força eleitoral que Eunício demonstrou no Estado e a vitória folgada de seu senador eleito, Tasso Jereissati (PSDB), não se refletiram em seus pedidos de votos para o postulante à presidência da República, Aécio Neves (PSDB). É que a candidata da situação Dilma Rousseff foi ampla maioria em todos os municípios do Ceará. 

Em Acopiara, por exemplo, Eunício liderou, mas Dilma atingiu 86,75% da preferência dos eleitores. Em Aiuaba a história se repetiu e Dilma ficou com 88,22%. O maior percentual para a candidata à reeleição foi em Jati, com Dilma 89,42%. O menor, em Fortaleza (51,63%).

(Andreh Jonathas, O Povo)

Cid acusa Capitão Wágner de usar Polícia Militar para oprimir militantes de Camilo

O governador Cid Gomes (PROS) acusou o vereador Capitão Wagner (PR) de liderar um núcleo da Polícia Militar que teria abusado da autoridade, no último domingo (5), para oprimir militantes do candidato ao governo do Ceará Camilo Santana (PT).

“Eu vou voltar para o Governo para isso, para investigar o que aconteceu com muito rigor”, garantiu Cid Gomes, que foi à Delegacia Regional de Sobral, ainda no domingo, “prestar solidariedade” ao amigo vereador Antonio Gaudêncio (PROS), detido com R$ 1.400 e santinhos de candidatos cidistas. O parlamentar é suspeito de crime de boca de urna e compra de votos.

“Quando a força que é para cuidar da segurança começa a cuidar de interesse politiqueiro, é a pior coisa do mundo”, afirmou Cid. Wagner foi o deputado estadual eleito com mais votos na história do Ceará e apoia, para o governo, Eunício Oliveira (PMDB).

(Portal Ceará News 7)

Justiça pede afastamento de Cirilo Pimenta para preservar lisura das eleições em Quixeramobim

O prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, está proibido de participar de atos eleitorais, em razão de estar utilizando, ilegalmente, a estrutura municipal no pleito de 2014. As investigações do ministério público constataram que bens, serviços e servidores públicos vêm sendo utilizados, desde o período pré-eleitoral, em benefício dos políticos apoiados pelo gestor. Mesmo depois da juíza Fabrícia Ferreira de Freitas ter determinado que o prefeito não mais utilizasse a estrutura do poder público para beneficiar qualquer candidatura, investigações dos promotores Igor Pinheiro e Gustavo Jansen,  atestaram a reiteração do uso da máquina pública com fins eleitorais. Entre outras coisas, o MP apurou, através de depoimentos, que alguns servidores estariam sendo obrigados a pedir votos após o expediente, sob pena de perderem o emprego.

Na última quarta-feira, 1, uma fiscalização da Justiça Eleitoral flagrou Cirilo Pimenta em uma reunião política com diversos servidores em horário de trabalho, mesmo depois de o gestor ter pedido licenciamento da Prefeitura. Um vereador que deveria estar em sessão da Câmara também foi flagrado participando do evento. Na ocasião, foram distribuídos adesivos dos candidatos Genecias Noronha e Camilo Santana. Por conta de todos esses fatos, o Ministério Público pediu o afastamento de Cirilo Pimenta até o fim do pleito, com o objetivo de preservar a lisura do processo eleitoral.

Via http://www.direitoce.com.br

Justiça proíbe Ciro Gomes de usar aeronaves contratadas pelo estado para fins políticos

O des. Abelardo Benevides, corregedor da justiça eleitoral no Ceará, intimou o Secretário de Saúde, Ciro Ferreira Gomes, ”para que se abstenha de utilizar as aeronaves pertencentes (a exemplo da CIOPAER) ou contratadas pelo Governo do Estado do Ceará para cumprir agenda eleitoral de campanha da Coligação “Para o Ceará Seguir Mudando” ou qualquer atividade de cunho político”.

Na mesma ação, na qual são investigados também o governador Cid Ferreira Gomes, Arialdo Pinho, Secretário da Casa Civil, Camilo Santana, candidato ao cargo de Governador,  Izolda Cela, candidata ao cargo de Vice-Governador e Mauro Filho, candidato a Senador, o des. Abelardo Ximenes determina, ainda:

“a) a intimação do Secretário de Saúde do Estado do Ceará, Ciro Ferreira Gomes, para, no prazo de 5 dias, comprovar por qual meio se deslocou, entre os dias 21 e 22 de agosto de 2014, para o Vale do Jaguaribe e demais locais onde foram realizados encontros regionais da Coligação “Para o Ceará Seguir Mudando”, bem como para que informe a origem dos custos destes deslocamentos;

b) a expedição de ofício à empresa Taxi Aéreo Fortaleza e Terral Taxi Aéreo para, no prazo de 5 dias, encaminhar relação com data, horário, destinos, nome das pessoas transportadas e voos utilizados pelos Promovidos Cid Ferreira Gomes, Arialdo de Melo Pinho, Ciro Ferreira Gomes, Camilo Sobreira de Santana, Maria Izolda Cela de Arruda Coelho e Carlos Mauro Cabral Benevides Filho, no período de 20 de junho de 2014 a 26 de agosto de 2014;

c) a expedição de ofício à Infraero para que encaminhe relação com data, horário, destinos e voos realizados pelos Promovidos Cid Ferreira Gomes, Arialdo de Melo Pinho, Ciro Ferreira Gomes, Camilo Sobreira de Santana, Maria Izolda Cela de Arruda Coelho e Carlos Mauro Cabral Benevides Filho, no período de 29 de junho de 2014 a 2 de

Via http://www.direitoce.com.br/justica-proibe-ciro-gomes-de-usar-aeronaves-contratadas-pelo-estado-para-fins-politicos/

 

Guerrilha virtual ganha força na véspera da eleição para o Governo do Ceará

A contagem regressiva para o dia da votação acirrou a guerrilha eleitoral na Internet e fez estourar o número de montagens, áudios e vídeos anônimos criados no “submundo” da web (veja quadro ao lado). No Ceará, onde 2,5 milhões de pessoas têm acesso à Internet – conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em setembro –, as táticas virtuais para atrair votos e, sobretudo, fragilizar o adversário, ganham impulso nas vésperas da eleição. Pelo menos 157 ações relacionadas à conduta vedada e propaganda irregular na Internet tramitavam no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará até a última quarta-feira.

Nesta semana, circula nas redes sociais um vídeo com qualidade semi-profissional e duração de seis minutos, intitulado “O segredo de Eunício Oliveira”, que ataca o candidato a governador do PMDB ao comparar seu patrimônio pessoal com a condição de pobreza de sua cidade natal, Lavras da Mangabeira. Ontem, o TRE proibiu a veiculação e imputou multa de R$ 150 mil diários em caso de desobediência.

Os quatro dias em que o vídeo ficou disponível, porém, foram suficientes para que mais de 31 mil pessoas visualizassem o conteúdo. Pelo menos cinco mil usuários compartilharam o vídeo no Facebook, incluindo secretários do governador Cid Gomes (Pros). Questionada pelo O POVO, a coordenação da campanha do principal adversário de Eunício, Camilo Santana (PT), negou a autoria da peça.

Um outro vídeo, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece pedindo votos a Camilo, também foi amplamente espalhado por eleitores do petista. O áudio é falso, alertou a assessoria de imprensa de Lula, e a campanha de Eunício teve de suar para espalhar o “desmentido” no Facebook. Edição de outras imagens em que Cid aparece, em entrevista, dizendo ser normal o desvio de recursos no serviço público foi publicada de forma descontextualizada na web e também serviu de munição para a guerrilha virtual entre eleitores adversários.

Quem? Eu?

“O que postamos é aquilo permitido pela legislação”, afirmou o coordenador da campanha de Eunício, Gaudêncio Lucena, ao ser perguntado sobre quem estaria por trás da criação dessas montagens. “Alguns apoiadores do candidato têm nível técnico e começam a fazer essas montagens de forma autônoma, espontânea. Inclusive, é loucura você ter um núcleo com espaço físico fazendo um negócio desses. Qualquer fiscalização pegaria”, alegou, por sua vez, um dos coordenadores da campanha de Camilo, De Assis Diniz. 

Embora as duas coligações se eximam da responsabilidade pelo troca-troca de calúnias, difamações, trucagens e outras ferramentas consideradas ilegais pela Justiça Eleitoral, tanto De Assis quanto Lucena acusaram os adversários de financiar essas práticas.

A lei eleitoral determina que é vedado o anonimato durante a campanha eleitoral por meio da Internet, regra que, por vezes, é “burlada” através dos perfis falsos nas redes sociais e ferramentas que mascaram o endereço virtual dos usuários. A lei também estabelece como crime difamar, caluniar e difamar qualquer pessoa, e considera como agravante se a prática for feita em um meio que facilite a divulgação da ofensa.

 

NÚMEROS

157

processos de conduta vedada e propaganda irregular na Internet tramitam no TRE-CE

Raio-X

1. QUEM SÃO

As coligações negam, mas O POVO apurou com profissionais da área que boa parte da munição para a guerrilha virtual é produzida dentro das estruturas da campanha, pelo setor de web. O custo do serviço está embutido no valor pago às empresas que cuidam de sites e páginas oficiais dos candidatos nas redes sociais.

 

2. ONDE TRABALHAM

Esses núcleos possuem editores de vídeo e áudio, produtor, designers. A equipe que confecciona as peças do “submundo” da campanha fica longe dos comitês das coligações, em locais de acesso restrito, que, muitas vezes, nem os próprios candidatos conhece. Tudo para evitar flagrantes de órgãos de fiscalização.

 

3. COMO ATUAM

A distribuição das peças é feita de forma clandestina. Pode-se usar smartphones, trocando-se os chips a cada repasse, ou espalhar as montagens através de perfis falsos nas redes sociais. Para que o IP do computador não seja rastreado, podem-se usar ferramentas que “camuflam” o endereço eletrônico do usuário. Um perfil criado em Fortaleza pode aparecer como tendo sido criado no Afeganistão.

(Hébely Rebouças, O Povo)

O que os candidatos à presidência propõem à população LGBT

Da Agência Brasil
Por Carolina Gonçalves
As reivindicações, os protestos e as denúncias sobre a violação de direitos e os crimes cometidos contra a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) ganharam destaque maior no cenário eleitoral nas últimas semanas.
A polêmica sobre o posicionamento de candidatos à Presidência da República a respeito do tema foi aquecida no último fim de semana, quando Levy Fidelix (PRTB) classificou, em um debate na televisão, a homossexualidade como distúrbio psicológico, comparou homossexuais a pedófilos e chegou a conclamar a sociedade a “enfrentar” esse segmento da população.
Os direitos dessa população e os desafios enfrentados pela discriminação já compunham os programas de governo de grande parte dos candidatos. Veja, abaixo, o que os 11 presidenciáveis propõe sobre o tema.
Nas propostas apresentadas pelo candidato Aécio Neves (PSDB) à Justiça Eleitoral, o tucano se compromete a buscar uma renovação dos princípios de igualdade, segurança e paz e garante que irá priorizar as políticas afirmativas voltadas para as populações mais vulneráveis, entre elas, a população LGBT, assim como mulheres, idosos, crianças e afrodescendentes. Além de criar uma rede que concentre informações de assassinatos no país, Aécio afirma que vai implementar políticas contra qualquer tipo de intolerância e estimular pesquisas acadêmicas sobre a questão étnico-racial e de diversidade sexual. Para o candidato, é preciso estimular os movimentos, como o LGBT, e organizar protocolos de prevenção da discriminação dessa população. O tucano ainda promete ampliar a participação dessa população nos debates do Programa Brasil sem Homofobia, articular o programa com as iniciativas estaduais e municipais e criar debates permanentes com seus representantes para organizar as reivindicações no Fórum Nacional de Diálogo.
Dilma Rousseff (PT) afirma que a luta pelos direitos humanos esteve presente nos quatro anos de seu governo e será mantida como prioridade, caso seja reeleita. Segundo ela, essa meta só cessará quando não existir mais brasileiros “tratados de forma vil ou degradante, ou discriminados por raça, cor, credo, sexo ou opção sexual”. Dilma promete políticas que garantam mais empoderamento, autonomia e violência zero para as mulheres, com a implementação da Casa da Mulher Brasileira, apoio à luta contra a discriminação e a promoção da igualdade racial e da política de cotas e a continuidade da implementação do Viver sem Limite, que garante igualdade de oportunidades aos portadores de deficiência. Não há medidas específicas voltadas para a população LGBT.
Com uma seção dedicada ao tema “Cultura de paz”, Eduardo Jorge (PV) trata dos direitos de indígenas e afrodescendentes e reafirma o apoio à liberdade de orientação sexual, aos direitos ao casamento de pessoas do mesmo sexo e à adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Ele defende a criminalização da homofobia, nos mesmos moldes em que hoje são punidos os crimes de racismo. Segundo o ambientalista, o PV está tradicionalmente na vanguarda das questões que fazem parte da defesa dos direitos humanos no país.
Eymael (PSDC) não apresenta proposta específica para a população LGBT. O candidato defende igualdade de oportunidades entre os brasileiros, de forma geral. No que diz respeito a promessas relacionadas aos direitos humanos, ele se compromete com “imediatas e necessárias providências para assegurar ao deficiente físico o pleno exercício de seus direitos de cidadão”, além de defender políticas voltadas para a infância e juventude.
Autor da declaração que aqueceu a polêmica em torno do posicionamento de candidatos à Presidência da República sobre o tema, Levy Fidelix (PRTB) não faz qualquer referência, em suas propostas de governo, à população LGBT e não cita promessas relacionadas aos direitos humanos.
Luciana Genro (PSOL) define como um dos três eixos de seu governo, caso eleita, a ampliação “radical” dos direitos e das liberdades de trabalhadores e dos setores “socialmente mais vulneráveis e oprimidos”. Ao lado das questões relacionadas ao combate ao racismo e à violência contra as mulheres, Luciana afirma que também destacará o combate à homofobia. “Os ataques homofóbicos têm sido cada vez mais frequentes e a luta por direitos, como o casamento civil igualitário, ganha força principalmente junto à juventude”, afirmou.
Marina Silva (PSB) destaca, em seu programa de governo, que o país não pode mais permitir que “os direitos humanos e a dignidade das minorias sexuais continuem sendo violados em nome do preconceito. Para ela, o direito de “vivenciar a sexualidade e o direito às oportunidades devem ser garantidos a todos, indistintamente”. Entre as promessas de governo, a ex-senadora afirma que vai garantir os direitos da união civil entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção, e vai apoiar o Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira, conhecida como a Lei João W. Nery, que regulamenta o direito ao reconhecimento da identidade de gênero das “pessoas trans”. Marina Silva também pretende normatizar e especificar o conceito de homofobia na administração pública, criar mecanismos para identificar os crimes homofóbicos no país e incluir o combate ao bullying, à homofobia e ao preconceito no Plano Nacional de Educação.
Mauro Iasi (PCB) elenca, entre suas prioridades, a apuração e punição de todos os crimes contra os direitos humanos. O candidato declarou ser contrário à homofobia, assim como ao racismo, ao machismo e à xenofobia. Com a promessa de garantir direitos e políticas específicas para as mulheres e a população indígenas, Iasi lamenta que o país viva hoje “uma profunda individualização da vida, o reaparecimento e fortalecimento de estigmas e preconceitos, como o recrudescimento do machismo, da homofobia, da xenofobia e do racismo e da intolerância religiosa”.
Com um tópico específico sobre os direitos das famílias, Pastor Everaldo (PSC) se compromete a acabar com o uso do aparelho estatal para o que define como “promoção de atos que não coadunam com a tradição da sociedade brasileira” e a criar políticas inovadoras que “estimulem a recriação dos laços afetivos, morais e econômicos das famílias”. Ao tratar das liberdades civis, o candidato evangélico defende os direitos individuais e a liberdade irrestrita de expressão. Segundo ele, o Estado deve garantir tratamento isonômico para toda a sociedade a partir de políticas “que garantam que os menos afortunados possuam condições para o exercício do autodesenvolvimento, sem distinção de cor, credo ou de qualquer outra forma de discriminação”.
Rui Costa Pimenta (PCO) elenca compromissos com os direitos das mulheres, defendendo a descriminalização do aborto, os direitos da população negra, dos sem-terra e dos trabalhadores, mas não trata especificamente da população LGBT em seu programa de governo.
Zé Maria (PSTU) limita suas propostas relacionadas a direitos humanos ao fim do racismo e à equiparação salarial entre homens e mulheres.

Polícia Federal prende Mário Welber, assessor do PSDB, com R$ 100 mil em espécie

Mário Welber e Aécio Neves (Facebook/Reprodução)

Via Pragmatismo Político

A Polícia Federal de São Paulo deteve na segunda-feira (29), no aeroporto de Congonhas, um assessor do candidato a deputado federal Bruno Covas (PSDB) que desembarcou de Brasília com R$ 100 mil em espécie e 17 cheques em branco em nome do tucano. Mário Welber, que se identifica em seu perfil no Facebook como assessor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, chefiada por Covas, tinha como destino São José do Rio Preto, cidade onde é suplente de vereador. Covas é neto do ex-governador Mário Covas (PSDB), já foi presidente da juventude do PSDB e deputado federal eleito pela primeira vez em 2006.

Durante o período eleitoral, a Polícia Federal intensifica a fiscalização dos volumes sendo transportados nos aeroportos, já que, nesta época, assessores políticos movimentam grande quantidade de dinheiro em espécie. Foi o caso de Welber, pego no raio X. Como ele não pôde comprovar a origem do dinheiro, terá 15 dias para explicar à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo de onde veio e para quem seria pago esse valor. Ao jornal Estado de S.Paulo, Welber afirmou que o dinheiro era seu e que seria utilizado para comprar um carro – negócio que, segundo ele, acabou não se realizando. Já os cheques serviriam para o pagamento de prestadores de serviço da campanha de Covas.

Welber nega ser assessor de campanha de Covas, embora haja numerosos registros de atividades do candidato nas quais Welber está presente. O suplente de vereador tucano declara muitas profissões: seria, concomitantemente, apresentador da rádio católica Canção Nova e assessor da Secretaria do Meio Ambiente, embora, em maio de 2013, tenha sido identificado como funcionário da Cetesb durante fala do deputado estadual Orlando Bolçone. Ele acumularia ainda a função de mestre de cerimônias da Câmara Municipal de São José do Rio Preto. No passado, Welber também teria tido múltiplos empregos públicos: embora tenha entrado na secretaria após a nomeação de Covas, em janeiro de 2011, só foi exonerado da função de “assessor especial” da Assembleia Legislativa de São Paulo em novembro daquele ano. Welber foi ainda jornalista da TV TEM, afiliada local da Rede Globo.

RBA

Em 2012, Globo anunciava que Graça Foster demitiu Costa depois de consultar Dilma

Enviado por Diogo Costa
Não é o que as Organizações Globo disseram em abril de 2012…
De O Globo
Companhia confirma saída de três dos sete diretores. Mudanças foram definidas após presidente da estatal consultar Dilma
Por Vivian Oswald, Cristiane Jungblut e Ramona Ordoñez 
A Petrobras confirmou na quinta-feira a saída de três dos sete diretores do quadro: Paulo Roberto Costa, de Abastecimento; Renato Duque, de Engenharia; e José Zelada, da área Internacional. Eles se despediram do comando da empresa na reunião da diretoria pela manhã.
A saída de Duque e Zelada ocorreu a pedido de ambos. Mas Costa, indicado pelo PP, saiu por decisão da presidente Graça Foster. Seu afastamento pegou o partido de surpresa e provocou a ira da legenda, que está “em revolução”, segundo políticos ligados ao PP.
Mudanças foram definidas após consulta a Dilma
Com as mudanças, da gestão de José Sergio Gabrielli resta apenas o diretor financeiro, Almir Barbassa. Segundo parlamentares com trânsito na empresa, a nova presidente da Petrobras — à frente da estatal desde fevereiro — já pretendia fazer as substituições logo que assumiu. As mudanças de agora foram definidas por Graça depois de pelo menos dois encontros em Brasília, inclusive com a presidente Dilma Rousseff.
O problema, na visão do PP, não estaria na demissão de Paulo Roberto Costa propriamente dita, mas no fato de o partido ter tomado conhecimento da decisão pelos jornais. Se o seu desligamento não era esperado pela legenda, dentro do governo Costa já era considerado a “bola da vez” há algum tempo, porque estaria “muito soltinho”.
— O setor político indica e a administração demite. (O governo) não precisa dar satisfação ou explicar os seus motivos. Mas tem que fazer com educação. Saber pelos jornais é muito ruim — disse uma fonte ligada ao partido.
A dança das cadeiras da maior empresa do país e terceira maior companhia de energia do mundo também causou alvoroço na cúpula do PMDB, que pretende ampliar seu espaço na estatal, aproveitando esse momento em que o partido considera ter o governo nas mãos, sobretudo depois de instalada a CPI do Cachoeira. O PMDB, responsável pela indicação de Jorge Zelada, considera não apenas a possibilidade de indicar o sucessor como também outro nome na cúpula da Petrobras.
O partido está insatisfeito com o fato de a presidente pretender vetar o texto do novo Código Florestal aprovado na Câmara e cogita uma compensação por meio de mais espaço na estatal. Para não causar mais atritos com o PMDB, o governo aceita conversar sobre o substituto de José Zelada da área internacional. Mas a indicação terá que ser técnica, disse uma fonte com trânsito no Palácio do Planalto.
O diretor de Serviços e Engenharia, Renato Duque, já havia avisado que queria deixar o cargo. Sua saída vinha sendo negociada desde o ano passado. Mas, a pedido do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, concordou em ficar até o fim de 2012. A presidente Dilma também teria pedido que o executivo ficasse, mas com a saída dos demais diretores, Duque pediu para sair também.
Substituições nas mãos do ministro Lobão
As substituições estão sendo tratadas pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que passou o dia de ontem no Rio. Os nomes dos novos diretores são mantidos em sigilo, mas tudo indica que serão adotadas soluções internas, com executivos da própria Petrobras. Lobão preferiu não comentar as mudanças.
Um executivo em cargo de diretoria da Petrobras recebe pelo menos R$ 1,12 milhão por ano. No ano passado, a remuneração máxima chegava a R$ 1,6 milhão por ano, segundo documento enviado pela estatal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Costa afirmou à Reuters ontem que estava deixando a estatal sem saber o motivo da saída. A Petrobras informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria comentar o assunto.

Gilmar Mendes suspende concessão de direito de resposta ao PT na revista “Veja”

Por Pedro Canário

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que obrigava a revista Veja a dar ao PT direito de resposta por causa de uma reportagem. O ministro afirmou em liminar que o STF, na decisão que declarou a Lei de Imprensa inconstitucional, fixou o entendimento de que o direito de resposta só é cabível contra a divulgação de informações falsas. No caso da Veja, escreveu o ministro, todos os fatos foram noticiados com as devidas fontes.

A decisão do ministro foi tomada em medida cautelar em uma Reclamação levada ao Supremo pela editora Abril, que publica a revista. A empresa é representada no STF pelo advogado Alexandre Fidalgo, sócio do escritório EGSF Advogados.

O TSE havia condenado a Veja por causa de uma reportagem em que diz que “o PT paga a chantagistas para escapar do escândalo da Petrobras”. A revista afirma que o partido deu dólares para que “um chantagista” não divulgasse fatos relacionados à investigação sobre financiamento de campanha por meio de contratos fraudulentos com a Petrobras. O objetivo seria impedir que a informação interferisse nas eleições presidenciais, marcadas para este domingo (5/10).

De acordo com o relator da representação, ministro Admar Gonzaga, a reportagem “extrapolou os limites da crítica ácida” e ofendeu a honra do partido. Por isso, entendeu que o direito de resposta era a medida adequada “a tal situação de extravasamento da liberdade jornalística”.

Relator da Reclamação ajuizada ao Supremo, Gilmar Mendes, discordou do colega de TSE, tribunal do qual Gilmar é vice-presidente. Na liminar, ele afirma que “o acórdão eleitoral incorreu, no mínimo, em excesso”, quando disse que as informações noticiadas pela Veja eram inverídicas.

Embora reconheça que a medida cautelar não seja o meio mais adequado de se investigar a veracidade de informações noticiada pela imprensa, a Vejacreditou tudo o que divulgou em depoimentos dados à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.

“Estando os fatos sob investigação, não é possível concluir sobre sua incorreção ou inveracidade”, escreveu. Para ele, “afigura-se bastante provável que o ato reclamado tenha, ao emprestar interpretação excessivamente limitadora da liberdade de imprensa, destoado das decisões proferidas por esta corte na ADPF 130 e na ADI 4.451 [que discutiram a Lei de Imprensa], ambas de relatoria do ministro Ayres Britto”.

Para o advogado Alexandre Fidalgo, que representa a Veja, “a decisão é magnífica”. “O STF, na voz do Ministro Gilmar Mendes, fez prevalecer os pressupostos da democracia, repondo os valores constitucional da liberdade de expressão ao caso concreto. O Supremo, em duas oportunidades, afirmara que a crítica, ainda que veemente ou impetuosa, especialmente quando dirigida aos entes públicos, constitui o exercício da atividade de imprensa.”

Fotos
Um dos principais argumentos da representação do PT ao TSE — e do ministro Admar Gonzaga — se relaciona à foto que ilustrou a reportagem. A revista publicou uma imagem de notas de dólar para se referir à quantia que disse terem sido pagos ao tal chantagista.

O ministro Admar, relator da representação, indagou em seu voto que a própria reportagem dizia não ter conseguido acesso ao chantagista. “Se aquele que supostamente recebeu os dólares não quis se manifestar, de que forma a representada [a revista Veja] conseguiu a fotografia das cédulas que, taxativamente, afirmou terem sido utilizadas para pagamento da chantagem? A revista não explica”, anotou.

Para o ministro Gilmar, esse argumento é “assaz frágil”. “É evidente que a referência que se faz à imagem não é literal”, afirmou em seu voto. Diz o voto: “O texto jornalístico utiliza-se de uma figura de linguagem para atribuir maior expressividade ao discurso. Visa tão somente a ressaltar que o pagamento da chantagem que descreve pode ter sido efetuado em um montante considerável de dólares. As notas constantes da imagem sequer poderiam ser identificadas por seu número de série e, em sua maioria, por seu valor, de modo a vinculá-las aos fatos descritos.”

Preocupações jurisprudenciais
Gilmar Mendes também afirma que a concessão do direito de resposta nesse caso foi “bastante lesivo à liberdade de imprensa”, inclusive porque contrariou a jurisprudência reiterada do Supremo Tribunal Federal.

O ministro cita diversos precedentes do próprio TSE que demonstram a preocupação da corte com a liberdade de expressão. Um voto do ministro Sepúlveda Pertence, já aposentado, por exemplo, diz que “é a imprensa escrita a área de eleição de toda a história da afirmação da liberdade de expressão, de pensamento, de informação, de crítica”.

De uma tacada só, Gilmar Mendes critica o posicionamento do PT, de ir ao Judiciário reclamar da imprensa, e do TSE, por vacilar com sua própria jurisprudência. É que, segundo ele, já consta outra representação ajuizada pelo PT para reclamar de edição mais recente da Veja.

“Essa representação está baseada na mesma espécie de fundamentação que a representação anterior, na qual foi expedido o ato reclamado. Assim, mantendo-se a jurisprudência do TSE revelada no acórdão ora reclamado, tudo leva a crer que novo direito de resposta deverá ser concedido a favor da mesma coligação e contra a mesma revista”.

A semelhança entre os pedidos e a probabilidade de a próxima decisão ser em sentido semelhante  “leva à real e iminente possibilidade de que a Corte Superior Eleitoral transforme-se em corresponsável pela edição da revista em comento, em virtude da jurisprudência que está a construir em homenagem ao direito de resposta e em desprestígio da liberdade de imprensa e de informação”.

Clique aqui para ler a decisão.

(Consultor Jurídico)

NOMES E NÚMEROS DOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA – ELEIÇÕES 2014

PARTIDO NOME DO CANDIDATO NÚMERO COLIGAÇÃO
PSDB AÉCIO NEVES 45 PSDB / PMN / SD / DEM / PEN / PTN /PTB / PTC / PT DO B
PT DILMA 13 PT / PMDB / PSD / PP / PR / PROS / PDT/ PC DO B / PRB
PV EDUARDO JORGE 43 PV
PSDC EYMAEL 27 PSDC
PRTB LEVY FIDELIX 28 PRTB
PSOL LUCIANA GENRO 50 PSOL
PSB MARINA SILVA 40 PHS / PRP / PPS / PPL / PSB / PSL
PCB MAURO IASI 21 PCB
PSC PASTOR EVERALDO 20 PSC
PCO RUI COSTA PIMENTA 29 PCO
PSTU ZÉ MARIA 16 PSTU

NOMES E NÚMEROS DOS CANDIDATOS AO SENADO PELO CEARÁ – ELEIÇÕES 2014

PARTIDO NOME DO CANDIDATO NÚMERO COLIGAÇÃO
PSB GEOVANA CARTAXO 400 PSB
PROS MAURO FILHO 900 PRB / PP / PDT / PT / PTB / PSL / PRTB /PHS / PMN / PTC / PV / PEN / PPL / PSD/ PC DO B / PT DO B / SD / PROS
PSTU RAQUEL DIAS 161 PSTU / PCB / PSOL
PSDB TASSO JEREISSATI 456 PMDB / PSC / DEM / PSDC / PRP / PSDB/ PR / PTN / PPS

Globo e a demissão de Paulo Roberto Costa

Cada leitor tem o jornal que merece. E cada jornal tem o leitor que merece.

Se acredito que meus leitores são inteligentes, vou tratá-los com inteligência.

Mas aparentemente O Globo abriu mão de qualquer veleidade em relação à  inteligência de seus leitores.

Sua “denúncia” de hoje é a de que, ao contrário do que Dilma afirmou, Paulo Roberto Costa não foi demitido das Petrobras, mas se demitiu,

Qualquer setorista que acompanha a Petrobras sabe que o primeiro ato de Graça Foster, ao assumir sa presidência, foi a não recondução de Costa ao seu cargo. A não recondução equivale à demissão. Mas a saída precisa ser formalizada no Conselho.

A maneira usual de qualquer S/A proceder formalmente é “aceitar” o pedido de demissão do diretor demitido.

A demissão sumária só acontece quando o diretor é flagrado em falta grave – o que ainda não ocorrera com Costa na época em que saiu. Caso contrário, além de levantar uma baita fumaça na mídia, ainda sujeitaria a empresa a ações de danos de imagem por parte do demitido.

A falta de rigor com que a chamada grande imprensa trata os fatos a mantém a uma distância estelar de seus congêneres de países desenvolvidos,

de O Globo

Dilma afirma que demitiu ex-diretor da Petrobras, mas ata diz que Costa renunciou

Documentos desmentem versão da presidente de que foi ela quem exonerou ex-funcionário da estatal

por Maria Lima e Eduardo Bresciani

BRASÍLIA — Documento oficial da Petrobras põe em xeque o discurso adotado pela presidente Dilma Rousseff, nos últimos dias, sobre as circunstâncias em que o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa deixou o cargo. Ao declarar que combate os malfeitos, Dilma sustenta que demitiu Costa em 2012. Ata da reunião que escolheu o sucessor de Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento traz, no entanto, uma versão diferente. No documento, os representantes do governo no Conselho de Administração da Petrobras não só registram que foi o diretor quem renunciou ao cargo como ainda fazem questão de elogiar a atuação de Costa na cúpula da estatal.

A ata resume a reunião do Conselho de Administração do dia 2 de maio de 2012, presidida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Registrado na Junta Comercial do Rio no dia 16 do mesmo mês e publicado no Diário Oficial do estado no dia 28, o documento diz que todo o conselho concordou em registrar em ata elogios ao desempenho do mesmo diretor que, agora, a presidente diz ter demitido.

“O presidente do Conselho de Administração, Guido Mantega, em face da renúncia do diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, submeteu o nome do senhor José Carlos Cosenza, indicado pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, para substituí-lo”, informa a ata. Aprovado o novo nome para a direção da Petrobras, a ata registra: “Outrossim, determinou o registro dos agradecimentos do colegiado ao diretor que deixa o cargo, pelos relevantes serviços prestados à companhia no desempenho de suas funções”.

CORRUPÇÃO REVELADA EM DETALHES

Preso na Operação Lava-Jato, Paulo Roberto Costa fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, homologado pela Justiça. No acordo, Costa se comprometeu a revelar detalhes sobre esquema de corrupção na Petrobras. Ele já prestou cerca de cem depoimentos. Não só apontou o envolvimento de empreiteiras como indicou partidos e políticos que eram beneficiados pelo pagamento de propina a partir de contratos com a Petrobras.

Num dos depoimentos, como revelou O GLOBO, o ex-diretor contou que recebeu US$ 23 milhões, em contas na Suíça, de apenas uma empreiteira. O dinheiro era de propinas que ele recebeu sem que o doleiro Alberto Youssef, outro acusado no esquema de corrupção, ficasse sabendo.

No último domingo, durante o debate na TV Record, para rebater os ataques de Aécio Neves (PSDB) em um pedido de resposta, Dilma declarou que demitira Costa e que, em seu governo, a Polícia Federal fez as investigações que culminaram na prisão dos envolvidos na Operação Lava-Jato. Os adversários não chegaram a questionar a presidente Dilma sobre o fato de que não cabe ao presidente da República nomear ou demitir diretores da Petrobras.

— Na verdade, uma coisa tem que ficar bem clara! Quem demitiu o Paulo Roberto fui eu. E a Polícia Federal, do meu governo, foi quem investigou todos esses malfeitos, esses crimes e ilícitos. Eu sou a única candidata que apresentou propostas concretas de combate à corrupção, principalmente contra a impunidade, como, por exemplo, tornar o crime de caixa dois crime eleitoral — disse Dilma, durante o debate, sem fazer menção aos agradecimentos que o Conselho de Administração fez a Costa.

Participaram da reunião do Conselho de Administração, além de Mantega, os conselheiros Francisco Roberto de Albuquerque, Jorge Gerdau Johannpeter, Sergio Franklin Quintella, Silvio Sinedino Pinheiro, Josué Christiano Gomes da Silva — candidato ao Senado em Minas Gerais pelo PMDB —, a presidente Graça Foster, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

CAMPANHA REAFIRMA QUE DECISÃO FOI DE DILMA

Nos últimos dias, a presidente Dilma tem atacado a candidata do PSB, Marina Silva, taxando-a de “mentirosa” por ter declarado que votou a favor da aprovação da CPMF. Mostrando checagem feita pelo GLOBO e que desmentem Marina, Dilma tem colado na adversária a pecha de mentirosa. “É muito importante que as pessoas assumam o que fazem. Errar é humano, mas mentir é desvio de caráter”, atacou Dilma anteontem.

Procurada, a coordenação da campanha de Dilma informou que a decisão de demitir Paulo Roberto Costa da direção da Petrobras foi da presidenta da República, e essa decisão foi comunicada ao diretor pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A assessoria enviou ao GLOBO trecho do depoimento de Paulo Roberto Costa à CPI da Petrobras no Senado.

Segundo a campanha, o depoimento do ex-diretor confirmaria o que Dilma declarou sobre a demissão. Disse Costa na CPI: “O ministro me falou (…) “Nós resolvemos que precisamos ter uma nova pessoa na Diretoria de Abastecimento.” Eu falei: “Ministro, sem problema. Não há nenhum problema. Eu entendo isso.” E o ministro falou (…): “Eu gostaria que você fizesse uma carta de demissão.” Eu disse: “Nenhum problema, eu faço.” (Colaborou Márcio Beck)

Polícia encontra dinheiro e material de campanha em veículo que seguia para Sobral

Fotos: Polícia Rodoviário Federal

Nesta quarta-feira (01), no primeiro dia da operação realizada pela Polícia Rodoviário Federal para repressão a crimes eleitorais, uma blitz montada no km 21 da BR 222 abordou um motorista em atitude suspeita. Tiziano Moura Belchior, que conduzia o veículo I/Toyota Hilux SW4, placa NQZ-4004/CE, seguindo de Fortaleza com destino a Sobral, levava no veículo a quantia de R$ 6.000,00 em cédulas trocadas e diversos adesivos do candidato Antônio Balhmann (PROS), que concorre à reeleição como deputado federal.

Percebendo a atitude suspeita do motorista ao ser questionado sobre o material, os agentes continuaram vistoriando o veículo e encontraram, guardado em uma mochila no compartimento de carga, um envelope com R$ 60.000,00, também em cédulas trocadas.

Tiziano Moura, que se declarou empresário, disse aos policiais que os R$ 6.000,00 seriam usados no pagamento de despesas médicas de sua noiva, que se encontra hospitalizada, além de gastos pessoais. Já os R$ 60.000,00, oriundos de sua empresa, seriam aplicados na compra de um imóvel.

O motorista, junto com o material suspeito encontrado no veículo, foram levados ao encontro do procurador regional eleitoral Rômulo Conrado, que ficará responsável pela apuração do caso.

(Anderson Pires, Ceará News 7)

Dilma Rousseff recebe apoio de suas companheiras de prisão da época da ditadura

Um grupo de mulheres companheiras de militância de Dilma Rousseff na época da Ditadura no Brasil produziu um abaixo-assinado em prol da reeleição da presidenta(link is external). Intitulada “Porque nós, mulheres, votamos em Dilma!”, a carta de apoio retrata os diversos motivos pelos quais o grupo de mulheres apoia a continuidade do governo Dilma, que mudou profundamente a vida de milhões de cidadãos, garantindo melhor qualidade de vida.

Entre as companheiras de Dilma da época da Ditadura que assinaram a carta, está a médica Helenita Sipahi, a advogada e mestre em Direito Constitucional, Maria Aparecida Costa, a médica Eva Teresa Skazufka, a geógrafa Maria Celeste Martins, a advogada Rita Sipahi, a psicóloga/psicanalista Maria Auxiliadora Arantes, a jornalista Maria Lúcia Alves Ferreira, a historiadora e produtora cultural, Tânia Gerbi Veiga e a cientista social e mestre em economia, Zenaide Machado de Oliveira, anistiada política pelo Estado brasileiro.

A carta lembra que Dilma, como jovem militante política, enfrentou a violência da ditadura militar, a prisão e a tortura. Por conta disso e coerente com seu passado, a presidenta se mantém firme na luta pelasliberdades democráticas e jamais se deixou vergar pela repressão. “Nesse sentido, é que se mantém firme na defesa da democracia, da liberdade de manifestação, do respeito às diferentes opiniões e bandeiras e no combate ao discurso do ódio”, diz o abaixo-assinado.

O documento declara também que, quando Dilma tomou posse, estava representando mais de 100 milhões de mulheres do país, ressalta que as mulheres estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho e têm alcançado os maiores níveis de escolaridade, graças às políticas voltadas para o gênero(link is external), como o Ministério de Políticas para as Mulheres, Casa da Mulher Brasileira, mais cidadania para as trabalhadoras domésticas e o fortalecimento da Lei Maria da Penha com a criação do serviço de denúncia 180.

As companheiras de Dilma também destacaram os diversos programas sociais do governo federal, comoMinha Casa Minha Vida, além da “facilidade de acesso ao crédito que permite às mulheres de baixa renda a possibilidade de gerir seu próprio negócio e maior independência financeira”.

Sobre as políticas econômicas implementadas no governo Dilma, o abaixo-assinado ressalta que o governo da presidenta tem como compromisso a valorização do emprego e das políticas sociais, além de frisar que a autonomia do Banco Central  significa cortes nas políticas sociais. “Com Dilma as políticas sociais têm prioridade e são responsáveis pela redução da desigualdade social no país e no combate à fome – segundo a ONU, o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome –, cujos resultados são visíveis, e repercutirão na vida das novas gerações”, afirma.

Por fim, a carta de apoio das companheiras de Dilma, ressaltou as conquistas dos últimos 12 anos direcionadas aos jovens, com os programas de acesso à educação como Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Ciência Sem Fronteiras, fortalecimento do Enem, criação do ProUni e do Pronatec, garantindo à juventude brasilera “um melhor futuro, com melhores salários e segurança social”.

Confira a lista de mulheres que organizaram a assinatura da carta:

Clara Politi, produtora cultural, Bachelor em Artes, escultora
Erothildes Medeiros (Tida)
Eva Teresa Skazufka, médica.
Helenita Sipahi , médica.
Herta Vecci Pidner
Lidiane Menezes Santos, psicóloga.
Lizete Teles de Menezes, jornalista.
Maria Aparecida Costa, advogada, mestre em Direito Constitucional.
Maria Auxiliadora Arantes, psicóloga/psicanalista.
Maria Celeste Martins, geógrafa
Maria das Neves Sousa, costureira
Maria Lúcia Alves Ferreira, jornalista
Regina Orsi, historiadora
Rita de Cassia Rabello Mittempergher, psicóloga/psicanalista
Rita Sipahi, advogada.
Táli Pires de Almeida, socióloga
Tânia Gerbi Veiga, historiadora e produtora cultural.
Zenaide Machado de Oliveira, cientista social, mestre em economia, anistiada política pelo Estado brasileiro.

As organizadoras do abaixo-assinado lembram que o documento é aberto e qualquer pessoa pode assinar declarando o apoio à reeleição de Dilma, inclusive homens. Quem quiser declarar o voto à presidenta, basta clicar aqui(link is external).

Via http://mudamais.com/node/3814

Batizado vazio expõe baixa no prestígio de Aécio Neves

Batizado dos filhos de Aécio Neves na Igreja Nossa Senhora do Pilar – FOTO: fotospublicas

Nem mesmo a curiosidade levou os moradores de São João Del Rei à igreja Nossa do Pilar, onde se realizou neste domingo o batizado dos gêmeos do presidenciável Aécio Neves. Segundo relatos, havia menos de 50 pessoas no templo histórico.

São João Del Rei é o berço da dinastia política dos Neves, aberta pelo avô de Aécio, Tancredo Neves, governador de 1983 a 1985 e primeiro ministro no governo João Goulart (1962-1963). Escolhido presidente no Colégio Eleitoral no começo de 1985, Tancredo faleceu antes de tomar posse e foi enterrado na cidade.

A família do presidenciável mantém na cidade um casarão histórico, onde Tancredo morou e foi batizado pelo próprio clã com o nome pomposo de ‘Solar dos Neves’. A frente da casa foi preparada para um pronunciamento político do candidato logo depois do batizado.

A irmã de Aécio, Andréa Neves, poderosa nas campanhas e governos tucanos em Minas, cuidou pessoalmente dos preparativos para o pequeno comício. Em meio à sucessão de ordens ao pessoal de campanha, em plena rua, em frente ao ‘solar’, Andréa foi surpreendida pelo comentário de uma senhorinha que passava a pé pelo local acompanhada de uma amiga.

“Não sei o que é mais feio, se é ele (Aécio) perder pro Lula ou se é perder pra duas mulheres”, disse a mulher. O comentário, embora de viés machista, demonstrou a falta de prestígio do candidato no antigo reduto dos Neves. Andréa ficou irritada e entrou em casa rapidamente. Só voltou acompanhada de Aécio, quando tudo ficou pronto para o pronunciamento do candidato.

Via http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/minas_gerais/1195/Batizado-vazio-exp%C3%B5e-baixa-no-prest%C3%ADgio-de-A%C3%A9cio-A%C3%A9cio-Neves-batizado-S%C3%A3o-Jo%C3%A3o-Del-Rei-Andrea-Neves.htm

Marina Silva se apequena, ou melhor, volta ao seu tamanho original

Reprodução/Internet

DENER GIOVANINI, via Estadão

Faltando poucos dias para a derradeira escolha dos eleitores brasileiros, uma tendência se consolida a cada divulgação de novos números das pesquisas: Marina Silva cai, despenca, rola ladeira abaixo. E o motivo para tanto desencanto dos eleitores não são as críticas de seus adversários ou a orquestração de uma “campanha de desconstrução” como bradam seus aliados. Marina Silva cai por uma única razão: saco vazio não para em pé.

A candidata do PSB não subiu nas pesquisas por que tinha propostas interessantes ou por que tinha poder de mobilizar grandes massas de seguidores entusiasmados. Marina só subiu porque o avião caiu. Se não fosse o triste acidente que ceifou a vida de Eduardo Campos, hoje Marina Silva estaria em casa costurando a barra de suas saias, como mostrou a imagem vazada por sua campanha, na tentativa de maquiá-la como uma mulher simples e humilde.

Humildade e simplicidade nunca fizeram parte da personalidade de Marina Silva. E o eleitor percebeu isso ao longo dessa campanha. Nem a sua tentativa de se mostrar como “a ungida” funcionou. Seus xales messiânicos, usados como adereço de fantasia de escola de samba, não conseguiram cumprir o seu papel de capa da mulher maravilha.

Marina Silva despenca porque, na sua tentativa de agradar a gregos e troianos, só conseguiu semear desconfiança, contradições e falsidades. Nessa campanha todos sabem o que exatamente pensam Luciana Genro, Aécio, Dilma, Eduardo Jorge, Pastor Everaldo e até o infame Levy Fidelix. Marina segue sendo uma incógnita.

A desconstrução da candidata do PSB é real e é capitaneada pela própria Marina Silva. Em seus “disse e não disse”, em suas contradições, em suas idas e vindas, em suas mentiras (vide o caso da votação da CPMF no Senado) e, principalmente, em suas constantes submissões a grupos que antes dizia combater, mostraram-na como realmente é: um saco vazio.

Ela se diz vítima da falta de tempo na TV. Os dois minutos a que tem direito pela legislação eleitoral não a impediram de crescer nas pesquisas. Crescer ela cresceu, só não se sustentou. E não se manteve em ascensão por que seus pés de barro ruíram.

A história de vida de Marina Silva lembra o roteiro do filme “A mão do macaco”, onde essa parte da anatomia dos símios era dada de presente às pessoas com o objetivo de realizar seus desejos. E toda vez que alguém recebia a tal “mão” e desejava algo, ele se concretizava. Só que de forma trágica. Lembro-me de uma cena em que um empresário falido e desesperado “pediu” à mão que o ajudasse a conseguir um milhão de dólares. No mesmo instante, o avião em que viajava a mãe do empresário caiu e ele recebeu exatamente um milhão de dólares do seguro de vida da pobre senhora.

Marina Silva é como um tsunami. Eles surgem do desequilíbrio na harmonia natural da vida e deixam marcas de destruição por onde passam. Assim foi sua passagem pelo PT, pelo PV, está sendo agora no PSB e assim será em qualquer outra agremiação partidária que se deixar iludir. E também assim como todos os Tsunamis, sempre acabará na praia, em meio aos entulhos e o desespero daqueles que conseguiram sobreviver.

E o saco vazio continuará seguindo a esmo.

DATAFOLHA: ELEIÇÃO PODE ACABAR NO PRIMEIRO TURNO

247 – Segundo o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, a eleição à Presidência pode acabar já no 1° turno, com vitória da presidente Dilma Rousseff: “Assim como não podemos descartar a ida de Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno, também não podemos dizer que não haverá uma resolução da eleição já na primeira fase”, disse ele no programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes, no domingo à noite.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira (26), a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, aparece com 40% das intenções de voto, Marina Silva, do PSB, com 27%, e Aécio Neves, do PSDB, com 18%.

A vantagem de Dilma sobre Marina no primeiro turno aumentou em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 19, na qual Dilma aparecia com 37% e Marina com 30%. Aécio estava com 17% das intenções de voto.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PT alcançaria 47%, contra 43% da candidata do PSB, o que configura empate técnico considerada a margem de erro de 2 pontos percentuais. Na semana passada, Marina tinha 46% e Dilma, 44%.

Em uma possível disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 50% a 39%. Na semana passada, Dilma tinha 49% e Aécio, 39%.

(Brasil 247)

MÍDIA JÁ ENSAIA DESCARTAR MARINA SILVA

Diferente de 2010, neste ano Marina Silva tem se revelado uma baita dor de cabeça para a mídia. Naquela eleição, o script já estava definido. Ela não tinha condições de ganhar e ajudou o tucano José Serra a chegar ao segundo turno. Já neste ano, o seu ingresso na disputa, encarado como “providência divina”, atrapalhou todos os planos. Num primeiro momento, a mídia até inflou sua candidatura, tentando repetir a jogada de 2010. Só que houve uma overdose de exposição e ela atropelou o cambaleante Aécio Neves. Mesmo desconfiada, a mídia decidiu apostar na aventura. Agora, porém, as pesquisas sinalizam que o “furacão” era passageiro. Diante desta nova realidade, a mídia já ensaia descartar Marina Silva.

Em editorial neste sábado (20), a Folha tucana adotou a tese, que antes negava, “de que haveria um componente emocional na súbita ascensão das preferências por Marina Silva após o acidente que vitimou Eduardo Campos”. De quebra, o jornal ainda destilou veneno contra a ex-verde, afirmando que o seu “o gradual decréscimo nas pesquisas se explica tanto pelos ataques recebidos como por fragilidades próprias”. Segundo a Folha, está em curso “uma corrosão política da postulação marinista”. “Desmentidos sucessivos e ajustes emergenciais de discurso talvez sejam sinal do quanto uma postulação de ‘terceira via’ ainda carece de maturação ideológica para blindar-se contra as investidas dos oponentes”.

No mesmo rumo, o editorial do Estadão de sexta-feira (19), já havia indicado que o discurso da “nova política”, tão alardeado pela ex-verde, não correspondia à vida real. Na véspera, o jornalão entrevistou o vice de Marina Silva, o deputado Beto Albuquerque, que confessou que “ninguém governa sem o PMDB” e evidenciou a guinada pragmática da candidata-carona do PSB. Após evidenciar a frágil base de apoio da presidenciável, o jornal apontou que não há como ela manter a “vã filosofia da ‘nova política’. Descartada, por ingênua ou insincera, a retórica do tal governo dos melhores, resta o governo possível com a expressão organizada do Parlamento”.

Vale ainda comentar os duros ataques desferidos nos últimos dias pelo jornal Valor, que tem como público alvo a chamada elite empresarial. Na sexta-feira, uma reportagem apontou que “a estratégica de vitimização, usada pela campanha Marina Silva (PSB) na defesa contra os ataques dos adversários, voltou-se contra a própria candidata… Em um mês, a sua rejeição dobrou. Agora, além de driblar as críticas dos oponentes, Marina terá de mostrar firmeza para tentar passar mais credibilidade como candidata a presidente”. A matéria teve como fonte o diretor do Ibope Hélio Gastaldi, que elucubrou: “Ao se fazer de vítima e mostrar ingenuidade aos ataques das outras campanhas, ela perdeu a credibilidade”.

Outro artigo, assinado por Alberto Carlos Almeida, autor do livro “A cabeça do brasileiro”, põe em dúvida a ida de Marina Silva ao segundo turno. “O que parecia se constituir numa vitória bastante provável, deixou de ser. A eleição assumiu contornos de disputa acirrada. A trajetória de Marina em muito se assemelha ao Cruzeiro no campeonato brasileiro. Até pouco tempo atrás, sua vantagem sobre o segundo colocado era bem confortável. Caiu bastante, porém, e hoje é de somente quatro pontos. O time mineiro, assim como Marina Silva, dependia de seus próprios resultados. Há duas semanas, os erros e falhas da defesa não colocavam em risco suas respectivas lideranças. Não é o que acontece hoje”.

(Altamiro Borges, Brasil 247)

Eike Batista (ainda) pauta a imprensa

Por Luiz Egypto em 23/09/2014 na edição 817

Quem já foi rei nunca perde a majestade. O clichê serve como uma luva (não se perca um segundo lugar-comum) para o megaempresário – falido, mas ainda na ativa – Eike Batista, que até o ano retrasado era tido pela revista Forbes como dono da oitava maior fortuna individual do mundo, algo como a bagatela de 34,5 bilhões de dólares.

Toda essa dinheirama desmilinguiu-se na esteira variados negócios tão pomposos como improdutivos, mas que fizeram a festa das editorias de Economia dos jornais brasileiros, sobretudo a partir do primeiro governo Lula, quando o “espírito animal” do empreendedor Eike revelou-se em toda a sua plenitude, vitaminado por uma cobertura sempre simpática da imprensa e por generosos créditos oficiais do BNDES e também da banca e de investidores privados.

A debacle consumou-se depois que a joia da coroa (novo chavão) do grupo liderado pela holding EBX, a empresa petrolífera OGX, não entregou o petróleo que havia prometido extrair de sua área de concessão na Bacia de Campos. As ações da petroleira foram para o ralo e o desastre provocou uma crise de credibilidade no mercado que levou de roldão as demais companhias do grupo, além de suscitar processos judiciais que imputaram ao empresário a acusação de manipular preços de ações negociadas em bolsa com base em informações privilegiadas (insider trading).

Em meados de 2012 a situação já era periclitante; no início de 2013, a vaca foi para o brejo. E malgrado a nova frase feita, o que em nada se confunde com qualquer clichê miserável é a proverbial capacidade de Eike Batista pautar a imprensa. Este é um atributo que ele mantém afiado, nos trinques, como nos bons e velhos tempos.

Olhar dos advogados

Depois de um ano e meio sem falar à imprensa (a exceção foi uma entrevista ao Wall Street Journal, em abril deste ano, tão logo começou a ser investigado pela Polícia Federal), Eike deu nova prova de seus talentos de pauteiro ao mobilizar, num mesmo dia (quarta-feira, 17/9), os quatro principais diários do país – O Globo, Folha de S.Paulo,Estado de S.Paulo e Valor Econômico – e a revista Veja para entrevistas em separado, em seu escritório na Praia do Flamengo, no Rio, e que foram publicadas com destaque nas edições do dia seguinte (Veja publicou seu relato no domingo, 21/9, na edição online). A sacada foi singela e eficiente: em vez de uma entrevista coletiva, conversas “customizadas” com cada um dos veículos. E deu certo.

O Globo destacou duas repórteres para cumprir a pauta. Como resultado, anunciou a entrevista com discrição em um quadro na primeira página (“Eike pós-arresto: De volta à classe média”) e sete linhas de chamada para o grande destaque de abertura do caderno de Economia. Chapéu: “No vermelho”. Título principal: “Recursos retidos”. Título da entrevista: “Eike Batista: ‘Botei do bolso. Levaram todo o meu patrimônio’” (ver aqui). No abre da matéria, as autoras anotaram que sua fonte “dispôs-se a 20 minutos de entrevista, com breve exposição prévia sobre seu otimismo e a ressalva dos advogados de que não ‘saberia responder muito bem’ às questões técnicas sobre a Justiça”. (Os advogados Sérgio Bermudes e Marcelo Carpenter acompanharam o périplo de seu cliente com os enviados das maiores publicações do país.) As repórteres do Globo também informaram que Eike…

“Não permitiu ser fotografado. Com mais cabelos brancos, continua exibindo vaidade com os negócios, apesar de ter inserido mea culpa no seu vocabulário. Na conversa que teve antes da entrevista, repetia frases de um roteiro entregue às repórteres com sua defesa. Entre as frases: ‘Nunca tive a intenção de ludibriar nenhum investidor’.”

Ao Globo, o empresário disse que “minha situação líquida de patrimônio hoje é de menos US$ 1 bilhão (US$ 1 bilhão negativo)” mas, ainda assim, reiterou sua profunda fé nos negócios ao afirmar que “esses projetos [os que ele concebeu] vão beneficiar o Brasil nos próximos 200 anos”. É pagar para ver.

O Valor Econômico enviou três repórteres para a conversa pautada pela fonte e foi o único entre os cinco veículos que optou por uma entrevista principal de texto corrido em vez do tradicional pingue-pongue. O jornal aproveitou o gancho da dívida bilionária (quem é rei…) e cravou na capa a manchete (a segunda em importância, naquela edição) “Eike tem ‘fortuna negativa’ de US$ 1 bi”, em três colunas, e 32 linhas de chamada para a reportagem de abertura do caderno Empresas (pág. B1), em matéria de página inteira: “Acuado pela Justiça, Eike se defende e diz que seus ativos são de credores”, com a sub-retranca “Tenho chance de recuperar patrimônio” (ver aqui). O trio de jornalistas informa, no lide, que “em pouco mais de meia hora de conversa em seu escritório, na zona sul do Rio, Eike fez sua autodefesa”; e não deixou de mencionar, no terceiro parágrafo do texto, uma bombástica afirmação do entrevistado: “Ouso dizer que essa [da EBX] vem a ser a maior reestruturação do mundo de um grupo de empresas. Não tem nada igual”. Nada a estranhar vindo de alguém tão audaz (que o digam os credores) quanto loquaz (com a amplificação sempre generosa da mídia). Anotaram os repórteres:

“A sala de Eike tem vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, mas desta vez ele não quis fotos. Vestido de camiseta azul escura, camisa social rosa e terno cinza com listras, com aspecto cansado e mais grisalho, admitiu que a crise afetou ‘muito’ o lado pessoal. ‘Mas sou um cara que sempre construí minhas coisas do zero’, frisou. [...] No começo da entrevista, acompanhado pelo advogado Sérgio Bermudes, Eike leu nove tópicos alinhados em duas folhas sob o título: ‘Fatos’.”

Perguntas incômodas

O Estado de S.Paulo mandou duas repórteres para conversar com Eike. Na edição em que publicou o resultado do esforço de apuração produziu um destaque de primeira página em uma coluna, acima da dobra, com título em três linhas (“‘Lá fora sou admirado’, diz Eike Batista”) e dez linhas de chamada. Uma foto de Eike (de arquivo), com o título “Desabafo do ex-milionário”, encimava a capa do caderno Economia & Negócios, que na página B11 trombeteava um título de alto de página, em duas linhas: “Eike Batista, empresário – ‘Olha que tristeza: no Brasil tenho apanhado muito; lá fora sou admirado’” (ver aqui).

No lide, as duas jornalistas optaram por não mencionar quanto tempo dispuseram para conversar com sua fonte, e escreveram: “Em uma rápida entrevista em seu escritório no Flamengo, zona sul do Rio, Eike reclamou de só ter seus projetos de infraestrutura reconhecidos no exterior e admitiu que, se pudesse voltar ao passado, não tocaria tantas empresas ao mesmo tempo”. Embora tenha repetido o mantra do “1 bilhão de dólares em patrimônio negativo”, que as repórteres diligentemente anotaram, diferentemente da concorrência a dupla do Estadão tirou de Eike a informação de que o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, que colocou 2 bilhões de dólares na holding EBX, quando esta ainda respirava, é quem atualmente paga o “salário” do empresário em dificuldades. “Tenho acordo em que o Mubadala paga minha estrutura, para pagar minhas contas, e espero em cinco anos fazer acontecer a criação de valor [dos projetos] e voltar a ficar positivo”, disse o sempre otimista Eike, até para não perder a majestade. “Mas cumpri minhas obrigações e [é] isso que importa. Tenho orgulho de ter construído isso porque serve o Brasil.” Viva.

A Folha de S.Paulo foi mais econômica: mandou apenas uma repórter para conversar com a augusta fonte. Na edição em que publicou a reportagem, o jornal deu uma chamada na primeira página em três linhas, à esquerda, abaixo da dobra: “Para Eike, ‘voltar à classe média é um baque gigantesco’”. O destaque maior veio na página B3 do caderno Mercado: com direito a foto em cinco colunas (uma imagem de abril de 2012), o chapéu e o titulão “Entrevista / Eike Batista – Voltar à classe média é um baque gigantesco”, secundados da linha-fina “Empresário afirma que ainda deve US$ 1 bilhão, mas que suas empresas vão gerar valor e ajudá-lo a recuperar recursos” (ver aqui).

“Depois de mais um ano sem dar entrevistas, Eike, que parecia mais magro –porém sem sinais de abatimento e estava sorridente e amável, decidiu falar, 24 horas depois de a Justiça ter decretado o bloqueio de suas contas, nas quais havia R$ 117 milhões”, informou a repórter. “Como tenho dívida negociada com os credores no prazo de dez anos, estou trabalhando para que se crie mais valor e, se Deus quiser, em cinco ou dez anos, sobrará algo pra mim.” Façam suas apostas.

Fiel ao estilo Folha, uma pergunta direta a Eike: “O senhor tem medo de ser julgado e eventualmente preso?” Mas quem respondeu foi o advogado Sérgio Bermudes: “Isso foge do tema. Não há possibilidade de prisão no caso”. Registre-se que a repórter de Veja foi a que menos deu moleza para o entrevistado, sapecando-o de perguntas incômodas, mas necessárias, que provocaram mais de uma intervenção dos advogados (ver aqui).

Jantarzinho fofo

Não há informações sobre a ordem em ocorreram as entrevistas ao longo do dia. Também não se pôde determinar se os jornais e seus repórteres tinham ciência de que a fonte não estaria dando exclusividade para ninguém. A repórter de Veja, ao contrário dos seus colegas, informou sobre o combinado aos seus leitores. De toda forma, e a julgar pela perspicácia dos editores, é muito provável que todos soubessem do arranjo patrocinado pelo empresário e por seus advogados; caso contrário, teriam caído como patinhos em uma manobra de relações-públicas. Todos, especialmente os editores de Economia, sabem muito bem que o fenômeno da “profissionalização das fontes” é um dado de realidade, consolidado há pelo menos 40 anos. Faz parte do métier.

O que vale registrar é a aceitação da mesmice como parte do dia a dia da cobertura econômica, como se fosse a coisa mais natural do mundo – neste episódio a exceção, reitere-se, foi de Veja, que abriu o jogo. Com isso, outra vez os jornais demonstram que pouco se esforçam para se diferenciar uns dos outros e, assim, marcar pontos junto a seus leitores e obrigar a concorrência a buscar padrões mais elevados de qualidade jornalística. Se assim fosse, todos ganhariam: os veículos e o distinto público.

A operação de relações-públicas urdida no que sobrou do “Império X”, Eike Batista & advogados à frente, deu-se após o empresário ter virado réu na Justiça Federal como resultado de uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a utilização de informações privilegiadas no mercado de ações. A ação de RP perpetrada na semana passada deve ter servido bem à sua estratégia de defesa.

Atrair os principais jornais e a maior revista do país para ouvir o que o empresário teria a dizer não deve ter sido tarefa tão difícil para a sua assessoria. No início novembro de 2013, quando o estado de quebradeira de seu império já era conhecido, Eike Batista também conseguiu mobilizar o melhor da imprensa brasileira para registrar um jantar que ele e sua namorada ofereciam a amigos no Mr. Lam, restaurante de sua propriedade, um templo da melhor cozinha chinesa localizado na Lagoa, no Rio. Ali não houve entrevista – “Não é o momento de falar”, desculpou-se na ocasião –, mas deixou-se fotografar à vontade. A imprensa aceitou o jogo, registrou o convescote, publicou as imagens, escreveu textos anódinos e vida continuou. Na mesmice de sempre.

(Observatório da Imprensa)