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Dilma Rousseff recebe apoio de suas companheiras de prisão da época da ditadura

Um grupo de mulheres companheiras de militância de Dilma Rousseff na época da Ditadura no Brasil produziu um abaixo-assinado em prol da reeleição da presidenta(link is external). Intitulada “Porque nós, mulheres, votamos em Dilma!”, a carta de apoio retrata os diversos motivos pelos quais o grupo de mulheres apoia a continuidade do governo Dilma, que mudou profundamente a vida de milhões de cidadãos, garantindo melhor qualidade de vida.

Entre as companheiras de Dilma da época da Ditadura que assinaram a carta, está a médica Helenita Sipahi, a advogada e mestre em Direito Constitucional, Maria Aparecida Costa, a médica Eva Teresa Skazufka, a geógrafa Maria Celeste Martins, a advogada Rita Sipahi, a psicóloga/psicanalista Maria Auxiliadora Arantes, a jornalista Maria Lúcia Alves Ferreira, a historiadora e produtora cultural, Tânia Gerbi Veiga e a cientista social e mestre em economia, Zenaide Machado de Oliveira, anistiada política pelo Estado brasileiro.

A carta lembra que Dilma, como jovem militante política, enfrentou a violência da ditadura militar, a prisão e a tortura. Por conta disso e coerente com seu passado, a presidenta se mantém firme na luta pelasliberdades democráticas e jamais se deixou vergar pela repressão. “Nesse sentido, é que se mantém firme na defesa da democracia, da liberdade de manifestação, do respeito às diferentes opiniões e bandeiras e no combate ao discurso do ódio”, diz o abaixo-assinado.

O documento declara também que, quando Dilma tomou posse, estava representando mais de 100 milhões de mulheres do país, ressalta que as mulheres estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho e têm alcançado os maiores níveis de escolaridade, graças às políticas voltadas para o gênero(link is external), como o Ministério de Políticas para as Mulheres, Casa da Mulher Brasileira, mais cidadania para as trabalhadoras domésticas e o fortalecimento da Lei Maria da Penha com a criação do serviço de denúncia 180.

As companheiras de Dilma também destacaram os diversos programas sociais do governo federal, comoMinha Casa Minha Vida, além da “facilidade de acesso ao crédito que permite às mulheres de baixa renda a possibilidade de gerir seu próprio negócio e maior independência financeira”.

Sobre as políticas econômicas implementadas no governo Dilma, o abaixo-assinado ressalta que o governo da presidenta tem como compromisso a valorização do emprego e das políticas sociais, além de frisar que a autonomia do Banco Central  significa cortes nas políticas sociais. “Com Dilma as políticas sociais têm prioridade e são responsáveis pela redução da desigualdade social no país e no combate à fome – segundo a ONU, o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome –, cujos resultados são visíveis, e repercutirão na vida das novas gerações”, afirma.

Por fim, a carta de apoio das companheiras de Dilma, ressaltou as conquistas dos últimos 12 anos direcionadas aos jovens, com os programas de acesso à educação como Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Ciência Sem Fronteiras, fortalecimento do Enem, criação do ProUni e do Pronatec, garantindo à juventude brasilera “um melhor futuro, com melhores salários e segurança social”.

Confira a lista de mulheres que organizaram a assinatura da carta:

Clara Politi, produtora cultural, Bachelor em Artes, escultora
Erothildes Medeiros (Tida)
Eva Teresa Skazufka, médica.
Helenita Sipahi , médica.
Herta Vecci Pidner
Lidiane Menezes Santos, psicóloga.
Lizete Teles de Menezes, jornalista.
Maria Aparecida Costa, advogada, mestre em Direito Constitucional.
Maria Auxiliadora Arantes, psicóloga/psicanalista.
Maria Celeste Martins, geógrafa
Maria das Neves Sousa, costureira
Maria Lúcia Alves Ferreira, jornalista
Regina Orsi, historiadora
Rita de Cassia Rabello Mittempergher, psicóloga/psicanalista
Rita Sipahi, advogada.
Táli Pires de Almeida, socióloga
Tânia Gerbi Veiga, historiadora e produtora cultural.
Zenaide Machado de Oliveira, cientista social, mestre em economia, anistiada política pelo Estado brasileiro.

As organizadoras do abaixo-assinado lembram que o documento é aberto e qualquer pessoa pode assinar declarando o apoio à reeleição de Dilma, inclusive homens. Quem quiser declarar o voto à presidenta, basta clicar aqui(link is external).

Via http://mudamais.com/node/3814

Batizado vazio expõe baixa no prestígio de Aécio Neves

Batizado dos filhos de Aécio Neves na Igreja Nossa Senhora do Pilar – FOTO: fotospublicas

Nem mesmo a curiosidade levou os moradores de São João Del Rei à igreja Nossa do Pilar, onde se realizou neste domingo o batizado dos gêmeos do presidenciável Aécio Neves. Segundo relatos, havia menos de 50 pessoas no templo histórico.

São João Del Rei é o berço da dinastia política dos Neves, aberta pelo avô de Aécio, Tancredo Neves, governador de 1983 a 1985 e primeiro ministro no governo João Goulart (1962-1963). Escolhido presidente no Colégio Eleitoral no começo de 1985, Tancredo faleceu antes de tomar posse e foi enterrado na cidade.

A família do presidenciável mantém na cidade um casarão histórico, onde Tancredo morou e foi batizado pelo próprio clã com o nome pomposo de ‘Solar dos Neves’. A frente da casa foi preparada para um pronunciamento político do candidato logo depois do batizado.

A irmã de Aécio, Andréa Neves, poderosa nas campanhas e governos tucanos em Minas, cuidou pessoalmente dos preparativos para o pequeno comício. Em meio à sucessão de ordens ao pessoal de campanha, em plena rua, em frente ao ‘solar’, Andréa foi surpreendida pelo comentário de uma senhorinha que passava a pé pelo local acompanhada de uma amiga.

“Não sei o que é mais feio, se é ele (Aécio) perder pro Lula ou se é perder pra duas mulheres”, disse a mulher. O comentário, embora de viés machista, demonstrou a falta de prestígio do candidato no antigo reduto dos Neves. Andréa ficou irritada e entrou em casa rapidamente. Só voltou acompanhada de Aécio, quando tudo ficou pronto para o pronunciamento do candidato.

Via http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/minas_gerais/1195/Batizado-vazio-exp%C3%B5e-baixa-no-prest%C3%ADgio-de-A%C3%A9cio-A%C3%A9cio-Neves-batizado-S%C3%A3o-Jo%C3%A3o-Del-Rei-Andrea-Neves.htm

Marina Silva se apequena, ou melhor, volta ao seu tamanho original

Reprodução/Internet

DENER GIOVANINI, via Estadão

Faltando poucos dias para a derradeira escolha dos eleitores brasileiros, uma tendência se consolida a cada divulgação de novos números das pesquisas: Marina Silva cai, despenca, rola ladeira abaixo. E o motivo para tanto desencanto dos eleitores não são as críticas de seus adversários ou a orquestração de uma “campanha de desconstrução” como bradam seus aliados. Marina Silva cai por uma única razão: saco vazio não para em pé.

A candidata do PSB não subiu nas pesquisas por que tinha propostas interessantes ou por que tinha poder de mobilizar grandes massas de seguidores entusiasmados. Marina só subiu porque o avião caiu. Se não fosse o triste acidente que ceifou a vida de Eduardo Campos, hoje Marina Silva estaria em casa costurando a barra de suas saias, como mostrou a imagem vazada por sua campanha, na tentativa de maquiá-la como uma mulher simples e humilde.

Humildade e simplicidade nunca fizeram parte da personalidade de Marina Silva. E o eleitor percebeu isso ao longo dessa campanha. Nem a sua tentativa de se mostrar como “a ungida” funcionou. Seus xales messiânicos, usados como adereço de fantasia de escola de samba, não conseguiram cumprir o seu papel de capa da mulher maravilha.

Marina Silva despenca porque, na sua tentativa de agradar a gregos e troianos, só conseguiu semear desconfiança, contradições e falsidades. Nessa campanha todos sabem o que exatamente pensam Luciana Genro, Aécio, Dilma, Eduardo Jorge, Pastor Everaldo e até o infame Levy Fidelix. Marina segue sendo uma incógnita.

A desconstrução da candidata do PSB é real e é capitaneada pela própria Marina Silva. Em seus “disse e não disse”, em suas contradições, em suas idas e vindas, em suas mentiras (vide o caso da votação da CPMF no Senado) e, principalmente, em suas constantes submissões a grupos que antes dizia combater, mostraram-na como realmente é: um saco vazio.

Ela se diz vítima da falta de tempo na TV. Os dois minutos a que tem direito pela legislação eleitoral não a impediram de crescer nas pesquisas. Crescer ela cresceu, só não se sustentou. E não se manteve em ascensão por que seus pés de barro ruíram.

A história de vida de Marina Silva lembra o roteiro do filme “A mão do macaco”, onde essa parte da anatomia dos símios era dada de presente às pessoas com o objetivo de realizar seus desejos. E toda vez que alguém recebia a tal “mão” e desejava algo, ele se concretizava. Só que de forma trágica. Lembro-me de uma cena em que um empresário falido e desesperado “pediu” à mão que o ajudasse a conseguir um milhão de dólares. No mesmo instante, o avião em que viajava a mãe do empresário caiu e ele recebeu exatamente um milhão de dólares do seguro de vida da pobre senhora.

Marina Silva é como um tsunami. Eles surgem do desequilíbrio na harmonia natural da vida e deixam marcas de destruição por onde passam. Assim foi sua passagem pelo PT, pelo PV, está sendo agora no PSB e assim será em qualquer outra agremiação partidária que se deixar iludir. E também assim como todos os Tsunamis, sempre acabará na praia, em meio aos entulhos e o desespero daqueles que conseguiram sobreviver.

E o saco vazio continuará seguindo a esmo.

DATAFOLHA: ELEIÇÃO PODE ACABAR NO PRIMEIRO TURNO

247 – Segundo o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, a eleição à Presidência pode acabar já no 1° turno, com vitória da presidente Dilma Rousseff: “Assim como não podemos descartar a ida de Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno, também não podemos dizer que não haverá uma resolução da eleição já na primeira fase”, disse ele no programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes, no domingo à noite.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira (26), a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, aparece com 40% das intenções de voto, Marina Silva, do PSB, com 27%, e Aécio Neves, do PSDB, com 18%.

A vantagem de Dilma sobre Marina no primeiro turno aumentou em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 19, na qual Dilma aparecia com 37% e Marina com 30%. Aécio estava com 17% das intenções de voto.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PT alcançaria 47%, contra 43% da candidata do PSB, o que configura empate técnico considerada a margem de erro de 2 pontos percentuais. Na semana passada, Marina tinha 46% e Dilma, 44%.

Em uma possível disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 50% a 39%. Na semana passada, Dilma tinha 49% e Aécio, 39%.

(Brasil 247)

MÍDIA JÁ ENSAIA DESCARTAR MARINA SILVA

Diferente de 2010, neste ano Marina Silva tem se revelado uma baita dor de cabeça para a mídia. Naquela eleição, o script já estava definido. Ela não tinha condições de ganhar e ajudou o tucano José Serra a chegar ao segundo turno. Já neste ano, o seu ingresso na disputa, encarado como “providência divina”, atrapalhou todos os planos. Num primeiro momento, a mídia até inflou sua candidatura, tentando repetir a jogada de 2010. Só que houve uma overdose de exposição e ela atropelou o cambaleante Aécio Neves. Mesmo desconfiada, a mídia decidiu apostar na aventura. Agora, porém, as pesquisas sinalizam que o “furacão” era passageiro. Diante desta nova realidade, a mídia já ensaia descartar Marina Silva.

Em editorial neste sábado (20), a Folha tucana adotou a tese, que antes negava, “de que haveria um componente emocional na súbita ascensão das preferências por Marina Silva após o acidente que vitimou Eduardo Campos”. De quebra, o jornal ainda destilou veneno contra a ex-verde, afirmando que o seu “o gradual decréscimo nas pesquisas se explica tanto pelos ataques recebidos como por fragilidades próprias”. Segundo a Folha, está em curso “uma corrosão política da postulação marinista”. “Desmentidos sucessivos e ajustes emergenciais de discurso talvez sejam sinal do quanto uma postulação de ‘terceira via’ ainda carece de maturação ideológica para blindar-se contra as investidas dos oponentes”.

No mesmo rumo, o editorial do Estadão de sexta-feira (19), já havia indicado que o discurso da “nova política”, tão alardeado pela ex-verde, não correspondia à vida real. Na véspera, o jornalão entrevistou o vice de Marina Silva, o deputado Beto Albuquerque, que confessou que “ninguém governa sem o PMDB” e evidenciou a guinada pragmática da candidata-carona do PSB. Após evidenciar a frágil base de apoio da presidenciável, o jornal apontou que não há como ela manter a “vã filosofia da ‘nova política’. Descartada, por ingênua ou insincera, a retórica do tal governo dos melhores, resta o governo possível com a expressão organizada do Parlamento”.

Vale ainda comentar os duros ataques desferidos nos últimos dias pelo jornal Valor, que tem como público alvo a chamada elite empresarial. Na sexta-feira, uma reportagem apontou que “a estratégica de vitimização, usada pela campanha Marina Silva (PSB) na defesa contra os ataques dos adversários, voltou-se contra a própria candidata… Em um mês, a sua rejeição dobrou. Agora, além de driblar as críticas dos oponentes, Marina terá de mostrar firmeza para tentar passar mais credibilidade como candidata a presidente”. A matéria teve como fonte o diretor do Ibope Hélio Gastaldi, que elucubrou: “Ao se fazer de vítima e mostrar ingenuidade aos ataques das outras campanhas, ela perdeu a credibilidade”.

Outro artigo, assinado por Alberto Carlos Almeida, autor do livro “A cabeça do brasileiro”, põe em dúvida a ida de Marina Silva ao segundo turno. “O que parecia se constituir numa vitória bastante provável, deixou de ser. A eleição assumiu contornos de disputa acirrada. A trajetória de Marina em muito se assemelha ao Cruzeiro no campeonato brasileiro. Até pouco tempo atrás, sua vantagem sobre o segundo colocado era bem confortável. Caiu bastante, porém, e hoje é de somente quatro pontos. O time mineiro, assim como Marina Silva, dependia de seus próprios resultados. Há duas semanas, os erros e falhas da defesa não colocavam em risco suas respectivas lideranças. Não é o que acontece hoje”.

(Altamiro Borges, Brasil 247)

Eike Batista (ainda) pauta a imprensa

Por Luiz Egypto em 23/09/2014 na edição 817

Quem já foi rei nunca perde a majestade. O clichê serve como uma luva (não se perca um segundo lugar-comum) para o megaempresário – falido, mas ainda na ativa – Eike Batista, que até o ano retrasado era tido pela revista Forbes como dono da oitava maior fortuna individual do mundo, algo como a bagatela de 34,5 bilhões de dólares.

Toda essa dinheirama desmilinguiu-se na esteira variados negócios tão pomposos como improdutivos, mas que fizeram a festa das editorias de Economia dos jornais brasileiros, sobretudo a partir do primeiro governo Lula, quando o “espírito animal” do empreendedor Eike revelou-se em toda a sua plenitude, vitaminado por uma cobertura sempre simpática da imprensa e por generosos créditos oficiais do BNDES e também da banca e de investidores privados.

A debacle consumou-se depois que a joia da coroa (novo chavão) do grupo liderado pela holding EBX, a empresa petrolífera OGX, não entregou o petróleo que havia prometido extrair de sua área de concessão na Bacia de Campos. As ações da petroleira foram para o ralo e o desastre provocou uma crise de credibilidade no mercado que levou de roldão as demais companhias do grupo, além de suscitar processos judiciais que imputaram ao empresário a acusação de manipular preços de ações negociadas em bolsa com base em informações privilegiadas (insider trading).

Em meados de 2012 a situação já era periclitante; no início de 2013, a vaca foi para o brejo. E malgrado a nova frase feita, o que em nada se confunde com qualquer clichê miserável é a proverbial capacidade de Eike Batista pautar a imprensa. Este é um atributo que ele mantém afiado, nos trinques, como nos bons e velhos tempos.

Olhar dos advogados

Depois de um ano e meio sem falar à imprensa (a exceção foi uma entrevista ao Wall Street Journal, em abril deste ano, tão logo começou a ser investigado pela Polícia Federal), Eike deu nova prova de seus talentos de pauteiro ao mobilizar, num mesmo dia (quarta-feira, 17/9), os quatro principais diários do país – O Globo, Folha de S.Paulo,Estado de S.Paulo e Valor Econômico – e a revista Veja para entrevistas em separado, em seu escritório na Praia do Flamengo, no Rio, e que foram publicadas com destaque nas edições do dia seguinte (Veja publicou seu relato no domingo, 21/9, na edição online). A sacada foi singela e eficiente: em vez de uma entrevista coletiva, conversas “customizadas” com cada um dos veículos. E deu certo.

O Globo destacou duas repórteres para cumprir a pauta. Como resultado, anunciou a entrevista com discrição em um quadro na primeira página (“Eike pós-arresto: De volta à classe média”) e sete linhas de chamada para o grande destaque de abertura do caderno de Economia. Chapéu: “No vermelho”. Título principal: “Recursos retidos”. Título da entrevista: “Eike Batista: ‘Botei do bolso. Levaram todo o meu patrimônio’” (ver aqui). No abre da matéria, as autoras anotaram que sua fonte “dispôs-se a 20 minutos de entrevista, com breve exposição prévia sobre seu otimismo e a ressalva dos advogados de que não ‘saberia responder muito bem’ às questões técnicas sobre a Justiça”. (Os advogados Sérgio Bermudes e Marcelo Carpenter acompanharam o périplo de seu cliente com os enviados das maiores publicações do país.) As repórteres do Globo também informaram que Eike…

“Não permitiu ser fotografado. Com mais cabelos brancos, continua exibindo vaidade com os negócios, apesar de ter inserido mea culpa no seu vocabulário. Na conversa que teve antes da entrevista, repetia frases de um roteiro entregue às repórteres com sua defesa. Entre as frases: ‘Nunca tive a intenção de ludibriar nenhum investidor’.”

Ao Globo, o empresário disse que “minha situação líquida de patrimônio hoje é de menos US$ 1 bilhão (US$ 1 bilhão negativo)” mas, ainda assim, reiterou sua profunda fé nos negócios ao afirmar que “esses projetos [os que ele concebeu] vão beneficiar o Brasil nos próximos 200 anos”. É pagar para ver.

O Valor Econômico enviou três repórteres para a conversa pautada pela fonte e foi o único entre os cinco veículos que optou por uma entrevista principal de texto corrido em vez do tradicional pingue-pongue. O jornal aproveitou o gancho da dívida bilionária (quem é rei…) e cravou na capa a manchete (a segunda em importância, naquela edição) “Eike tem ‘fortuna negativa’ de US$ 1 bi”, em três colunas, e 32 linhas de chamada para a reportagem de abertura do caderno Empresas (pág. B1), em matéria de página inteira: “Acuado pela Justiça, Eike se defende e diz que seus ativos são de credores”, com a sub-retranca “Tenho chance de recuperar patrimônio” (ver aqui). O trio de jornalistas informa, no lide, que “em pouco mais de meia hora de conversa em seu escritório, na zona sul do Rio, Eike fez sua autodefesa”; e não deixou de mencionar, no terceiro parágrafo do texto, uma bombástica afirmação do entrevistado: “Ouso dizer que essa [da EBX] vem a ser a maior reestruturação do mundo de um grupo de empresas. Não tem nada igual”. Nada a estranhar vindo de alguém tão audaz (que o digam os credores) quanto loquaz (com a amplificação sempre generosa da mídia). Anotaram os repórteres:

“A sala de Eike tem vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, mas desta vez ele não quis fotos. Vestido de camiseta azul escura, camisa social rosa e terno cinza com listras, com aspecto cansado e mais grisalho, admitiu que a crise afetou ‘muito’ o lado pessoal. ‘Mas sou um cara que sempre construí minhas coisas do zero’, frisou. [...] No começo da entrevista, acompanhado pelo advogado Sérgio Bermudes, Eike leu nove tópicos alinhados em duas folhas sob o título: ‘Fatos’.”

Perguntas incômodas

O Estado de S.Paulo mandou duas repórteres para conversar com Eike. Na edição em que publicou o resultado do esforço de apuração produziu um destaque de primeira página em uma coluna, acima da dobra, com título em três linhas (“‘Lá fora sou admirado’, diz Eike Batista”) e dez linhas de chamada. Uma foto de Eike (de arquivo), com o título “Desabafo do ex-milionário”, encimava a capa do caderno Economia & Negócios, que na página B11 trombeteava um título de alto de página, em duas linhas: “Eike Batista, empresário – ‘Olha que tristeza: no Brasil tenho apanhado muito; lá fora sou admirado’” (ver aqui).

No lide, as duas jornalistas optaram por não mencionar quanto tempo dispuseram para conversar com sua fonte, e escreveram: “Em uma rápida entrevista em seu escritório no Flamengo, zona sul do Rio, Eike reclamou de só ter seus projetos de infraestrutura reconhecidos no exterior e admitiu que, se pudesse voltar ao passado, não tocaria tantas empresas ao mesmo tempo”. Embora tenha repetido o mantra do “1 bilhão de dólares em patrimônio negativo”, que as repórteres diligentemente anotaram, diferentemente da concorrência a dupla do Estadão tirou de Eike a informação de que o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, que colocou 2 bilhões de dólares na holding EBX, quando esta ainda respirava, é quem atualmente paga o “salário” do empresário em dificuldades. “Tenho acordo em que o Mubadala paga minha estrutura, para pagar minhas contas, e espero em cinco anos fazer acontecer a criação de valor [dos projetos] e voltar a ficar positivo”, disse o sempre otimista Eike, até para não perder a majestade. “Mas cumpri minhas obrigações e [é] isso que importa. Tenho orgulho de ter construído isso porque serve o Brasil.” Viva.

A Folha de S.Paulo foi mais econômica: mandou apenas uma repórter para conversar com a augusta fonte. Na edição em que publicou a reportagem, o jornal deu uma chamada na primeira página em três linhas, à esquerda, abaixo da dobra: “Para Eike, ‘voltar à classe média é um baque gigantesco’”. O destaque maior veio na página B3 do caderno Mercado: com direito a foto em cinco colunas (uma imagem de abril de 2012), o chapéu e o titulão “Entrevista / Eike Batista – Voltar à classe média é um baque gigantesco”, secundados da linha-fina “Empresário afirma que ainda deve US$ 1 bilhão, mas que suas empresas vão gerar valor e ajudá-lo a recuperar recursos” (ver aqui).

“Depois de mais um ano sem dar entrevistas, Eike, que parecia mais magro –porém sem sinais de abatimento e estava sorridente e amável, decidiu falar, 24 horas depois de a Justiça ter decretado o bloqueio de suas contas, nas quais havia R$ 117 milhões”, informou a repórter. “Como tenho dívida negociada com os credores no prazo de dez anos, estou trabalhando para que se crie mais valor e, se Deus quiser, em cinco ou dez anos, sobrará algo pra mim.” Façam suas apostas.

Fiel ao estilo Folha, uma pergunta direta a Eike: “O senhor tem medo de ser julgado e eventualmente preso?” Mas quem respondeu foi o advogado Sérgio Bermudes: “Isso foge do tema. Não há possibilidade de prisão no caso”. Registre-se que a repórter de Veja foi a que menos deu moleza para o entrevistado, sapecando-o de perguntas incômodas, mas necessárias, que provocaram mais de uma intervenção dos advogados (ver aqui).

Jantarzinho fofo

Não há informações sobre a ordem em ocorreram as entrevistas ao longo do dia. Também não se pôde determinar se os jornais e seus repórteres tinham ciência de que a fonte não estaria dando exclusividade para ninguém. A repórter de Veja, ao contrário dos seus colegas, informou sobre o combinado aos seus leitores. De toda forma, e a julgar pela perspicácia dos editores, é muito provável que todos soubessem do arranjo patrocinado pelo empresário e por seus advogados; caso contrário, teriam caído como patinhos em uma manobra de relações-públicas. Todos, especialmente os editores de Economia, sabem muito bem que o fenômeno da “profissionalização das fontes” é um dado de realidade, consolidado há pelo menos 40 anos. Faz parte do métier.

O que vale registrar é a aceitação da mesmice como parte do dia a dia da cobertura econômica, como se fosse a coisa mais natural do mundo – neste episódio a exceção, reitere-se, foi de Veja, que abriu o jogo. Com isso, outra vez os jornais demonstram que pouco se esforçam para se diferenciar uns dos outros e, assim, marcar pontos junto a seus leitores e obrigar a concorrência a buscar padrões mais elevados de qualidade jornalística. Se assim fosse, todos ganhariam: os veículos e o distinto público.

A operação de relações-públicas urdida no que sobrou do “Império X”, Eike Batista & advogados à frente, deu-se após o empresário ter virado réu na Justiça Federal como resultado de uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a utilização de informações privilegiadas no mercado de ações. A ação de RP perpetrada na semana passada deve ter servido bem à sua estratégia de defesa.

Atrair os principais jornais e a maior revista do país para ouvir o que o empresário teria a dizer não deve ter sido tarefa tão difícil para a sua assessoria. No início novembro de 2013, quando o estado de quebradeira de seu império já era conhecido, Eike Batista também conseguiu mobilizar o melhor da imprensa brasileira para registrar um jantar que ele e sua namorada ofereciam a amigos no Mr. Lam, restaurante de sua propriedade, um templo da melhor cozinha chinesa localizado na Lagoa, no Rio. Ali não houve entrevista – “Não é o momento de falar”, desculpou-se na ocasião –, mas deixou-se fotografar à vontade. A imprensa aceitou o jogo, registrou o convescote, publicou as imagens, escreveu textos anódinos e vida continuou. Na mesmice de sempre.

(Observatório da Imprensa)

A marca que fica e dói

Por Gisele Vitória em 23/09/2014 na edição 817

Como costumam lembrar os meus sacerdotes do jornalismo, a censura nasceu antes da imprensa no Brasil. O primeiro jornal do país, o mensário Correio Braziliense, de Hipólito da Costa, era impresso de Londres. Vetado pela Corte Portuguesa em 1809, tinha que ser contrabandeado por seus leitores brasileiros. Chegava escondido nos navios. Hipólito, que foi preso pela Inquisição e depois exilou-se na Inglaterra, é considerado o fundador da imprensa livre no Brasil e também o primeiro jornalista censurado.

Hoje, Hipólito da Costa é nome de uma rua na Tijuca, bairro da zona norte carioca, e muito pouco lembrado. Tive a chance de saber mais sobre esse brasileiro valente por causa de Alberto Dines. Em suas aulas no curso de pós-graduação em Jornalismo e Direção Editorial na ESPM, do qual fui aluna em 2011, Dines narrava a epopeia deste editor como alguém de alma indomável, um ancestral do jornalista multimídia. Mas também como um protagonista de uma relação ambígua com D. João VI, que o censurava por um lado e o financiava por outro. Os 175 números do Correio circularam até 1822. Um ano depois, Hipólito morreu, assim como o primeiro jornal brasileiro.

Esses primórdios talvez ajudem a explicar um pouco do velho hábito, da alma e especialmente do desejo de censura que ainda hoje assombra o país e continua ameaçar a liberdade de imprensa. O artigo “O desejo de censura“, de Eugênio Bucci, também professor do mesmo curso, elucida isso. Publicado em 2011, no caderno especial “Dois anos de mordaça” de O Estado de S.Paulo, o artigo recebeu o prêmio “Excelência Jornalística 2011” da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em agosto de 2012.

Escrito na época em que o Estadão era vítima da censura judicial no caso Fernando Sarney, o texto nos aplaca um sentimento sombrio. Alivia uma espécie de angústia que brota enquanto a mente tenta entender: como a censura judicial ainda pode acontecer no Brasil do século 21? “Esse gosto pela censura instaura um curto-circuito na teia de valores da cultura política de uma sociedade que se pretende democrática”, escreveu Bucci. “O apego ao veto como atalho para o conforto não faz sentido na democracia. Ele na verdade impede que a democracia produza sentidos.”

Direito constitucional

Na tarde de quarta-feira (17/9), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, cassou a liminar deferida por uma juíza de Fortaleza a pedido do governador do Ceará Cid Gomes, que suspendia a circulação da edição da revista IstoÉ na noite de sexta-feira (12/9). A reportagem de capa, assinada por Mario Simas Filho (diretor de redação deIstoÉ), Sergio Pardellas e Josie Jerônimo, relacionava o governador ao escândalo da Petrobras.

Dias antes do desfecho em defesa da liberdade, a sirene da indignação tocou alto. O alerta ecoou nas organizações internacionais e associações de imprensa. SIP, ABI, ANER E ANJ emitiram comunicados. O assunto foi notícia no Jornal Nacional. Diretores dos jornais O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo se solidarizaram e repudiaram o ato.

Com o fim da censura imposta pela juíza Maria Marleide Maciel Queiroz, da 3a Vara de Família de Fortaleza, a revista voltou a circular em todo o país. A matéria em sua versão eletrônica logo retornou ao ar. A liberdade de expressão saiu vitoriosa. Mas a marca da censura fica e dói.

Dói porque fere. Fere porque atinge e sangra o coração daquilo que um jornalista mais estima e que uma democracia prescinde: a liberdade de contar uma história e fazê-la chegar ao leitor. Não participei da reportagem que motivou o governador Cid Gomes a pedir o recolhimento de IstoÉ das bancas, ato determinado pela liminar da juíza Maria Marleide. No entanto, me senti igualmente censurada, assim como dezenas de jornalistas que, de alguma forma, participaram daquela edição retirada das bancas e da web. Sou colunista de IstoÉ, portanto minha coluna daquela semana também foi impedida pela Justiça de ser lida. No fundo, a principal vítima da censura judicial não é o jornalista nem o veículo de comunicação, mas a pessoa que está sendo privada de ler. O crime é contra a sociedade que não teve acesso àquela leitura.

A marca da censura deixa uma cicatriz feia. A marca fica e dói também porque a gente sabe que ela voltará a marcar. Sendo a censura judicial, é ainda mais dolorosa. Passamos a vida a achar, desde criança, que os juízes são justos. E, de repente, levamos um susto. A onda endêmica que já censurou judicialmente os jornais O Estado de S.Paulo, Zero Hora(RS), O Povo (CE) e A Tarde (BA) e agora IstoÉ precisa acabar. Mas no horizonte do oceano de onde vem esta onda, a gente não avista mansidão.

Decisões de certos juízes pela censura – como se o ato de mandar recolher uma revista não tivesse este nome – coincidem com o pensamento naturalmente censor ao qual nos esbarramos com alguma frequência. Seja por convicção ou por distração, o fato é que esse hábito censor tem raízes culturais por aqui. Já vi pessoas tomarem sustos e caírem em si, quando confrontadas. O pensamento censor entranhado na nossa cultura leva a um tipo de desconhecimento que nos constrange. Prefiro gastar tempo, num trabalho formiguinha, explicando, relacionando fatos, histórias, lembrando os horrores que o Brasil já viveu em 21 anos de ditadura e censura. Não porque precisemos justificar o que já é nosso papel e nosso direito constitucional. Mas porque mudar alguém, uma pessoa que seja, é um começo para mudar mentalidades. Mais do que mudanças na conduta dos juízes e da Justiça, são mentalidades enraizadas no país que precisam mudar. Enquanto isso não muda, a marca fica. E dói.

***

Gisele Vitória é jornalista, diretora de núcleo das revistas IstoÉ Gente, Menu e IstoÉ Platinum, publicadas pela Editora Três, e colunista da revista IstoÉ
(Observatório da Imprensa)

MARINA DERRETE E DILMA AVANÇA, APONTA PESQUISA CNT/MDA

247 – A presidente Dilma Rousseff (PT) abriu 8,6 pontos de vantagem sobre Marina Silva no primeiro turno das eleições, revela pesquisa do instituto MDA. A candidata à reeleição pelo PT tem 36% das intenções de voto, contra 27,4% da adversária do PSB. O candidato do PSDB, Aécio Neves, manteve a linha de crescimento, subindo mais 2,9 pontos, com 17,6% das intenções de voto. Luciana Genro (PSol) pontuou 0,7%, Pastor Everaldo (PSC) aparece com 0,4% e os outros candidatos com 0,7%.

A mostra foi divulgada na manhã desta terça-feira 23 em Brasília pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Em uma das simulações de segundo turno, Dilma teria 42% das intenções de voto, empatando tecnicamente com Marina, que teria 41%, mas diminuindo a distância entre as duas candidatas. Entre Dilma e Aécio, a candidata do PT seria reeleita com 45,5%, e Aécio registaria 36,5%, segundo a pesquisa. No cenário com Marina, ela aparece com 43,1% e Aécio com 32,9%.

No último levantamento CNT/MDA, divulgado há duas semanas, Dilma tinha 38,1% das intenções de voto (queda de 2,1 pontos), contra 33,5% de Marina (queda de 6,1 pontos) e 14,7% de Aécio Neves (que cresceu 2,9 pontos). Na simulação de segundo turno, Dilma e Marina estavam tecnicamente empatadas, mas com Marina quase três pontos à frente: 45,5% contra 42,7%.

Na pesquisa espontânea – quando os entrevistadores não apresentam placas com os nomes dos candidatos – Dilma subiu de 30,9% para 31,4%, enquanto Marina caiu de 25,8% para 23%. Aécio Neves mostrou um forte crescimento de 4,3 pontos percentuais, chegando a 14,4%. A maioria dos entrevistados (51,2%) acredita que a atual presidente será reeleita. Para 29,2%, Marina Silva vencerá e 7,7% consideram que Aécio Neves será eleito.

Para 37,4% dos entrevistados, o governo da presidente Dilma é ‘ótimo’ ou ‘bom’. Para 25,1%, a avaliação é negativa. Os resultados variaram pouco se comparado com a pesquisa anterior, quando a avaliação era positiva para 37,5% e negativa para 23% dos eleitores.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira foi realizada entre os dias 20 e 21, com 2.002 entrevistados de 137 municípios brasileiros. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos.

 

Licitação do Banco do Brasil para contratar escritórios é suspensa de novo

Por Marcos de Vasconcellos

A licitação pela qual o Banco do Brasil pretende contratar escritórios de advocacia terceirizados está novamente suspensa. Decisãoliminar desta quinta-feira (18/9) do desembargador Fermino Magnani Filho, da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, determina que a concorrência seja interrompida até que se julgue a ação que pede a republicação do edital. A nova decisão confirma o que quem acompanha a disputa já havia previsto: uma guerra de liminares.

Classificada como a maior licitação para serviços jurídicos já feita no Brasil, a concorrência já havia sido suspensa no dia 29 de agosto, após o banco ser acusado de dar pontuação extra a escritórios que não tinham cumprido o que era exigido no edital para ganhar tal bônus. No entanto, dias depois, a liminar foi derrubada, pois o Banco do Brasil já havia divulgado nova classificação dos escritórios, com a pontuação revista.

Agora, o concurso foi novamente paralisado depois de os escritórios Natividade e Gonçalves Sociedade de Advogados e Pereira Gionédis Advocacia, autores da ação, apontarem um equívoco na decisão que permitiu o andamento do certame. Segundo eles, o erro na pontuação decorreu de uma mudança nos termos do edital. Com isso, o banco estaria obrigado a republicar o edital, reabrindo o prazo para inscrição de interessados na concorrência.

Os advogados citam a Lei 8.666/1993 (Lei de Licitações), que, em seu artigo 21, parágrafo 4º, prevê: “Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto quando, inquestionavelmente, a alteração não afetar a formulação das propostas”.

“O fumus boni iuris está presente na aparente violação a dispositivo expresso da Lei de Licitações. Já o periculum in mora repousa na possibilidade do término do procedimento licitatório, com a consequente homologação e adjudicação do objeto a novo licitante”, afirma o desembargador Fermino Magnani Filho.

Reportagem da revista eletrônica Consultor Jurídico mostrou que o Banco do Brasil pretende mais do que dobrar seus gastos com advogados terceirizados a partir do ano que vem. De 2015 a 2019, serão destinados 193 milhões por ano para essa rubrica, contra R$ 71 milhões pagos até agosto deste ano e R$ 84 milhões em 2013. Não à toa, o volume atraiu 161 bancas, que se engalfinham na disputa por essa licitação.

A concorrência servirá para que o Banco do Brasil contrate escritórios para cuidar, de imediato, de mais de 230 mil processos nas áreas trabalhista, penal, administrativa, tributária e de recuperação de crédito. Essa é a demanda imediata, mas o número tende a aumentar, pois o banco tem mais de 1 milhão de processos na Justiça, sendo que os advogados internos cuidam apenas dos estratégicos, deixando os de massa e de menor complexidade para terceirizados. Pessoas ligadas à instituição afirmam que, devido às proporções que qualquer problema nessa licitação pode tomar, as denúncias têm preocupado funcionários e advogados da companhia.

A concorrência já virou até mesmo assunto de Polícia e do Tribunal de Contas da União. Mais de 30 recursos administrativos, seis representações no TCU e até uma representação criminal envolvem o caso, além do processo no TJ-SP, que teve nova liminar nesta quinta-feira.

O escritório Nelson Wilians e Advogados Associados é pivô de grande parte dos recursos contra a disputa. Na primeira divulgação de pontuação, o Nelson Wilians foi o primeiro colocado em 30 das 54 categorias e regiões licitadas. Já nos resultados divulgado pelo banco no mesmo dia em que foi concedida a primeira liminar que suspendia o certame, o escritório ficou em uma colocação pior do que tinha em 23 categorias e regiões licitadas (itens). Em dez desses casos, a banca era a primeira colocada.

A banca é acusada de simular a contratação de advogados para que estes constassem na lista de profissionais no momento da concorrência e aumentassem sua pontuação. A Polícia Civil de São Paulo, no entanto,concluiu que o escritório não forjou a contratação de advogados para alcançar maior pontuação na licitação. O delegado Jacques Alberto Ejzenbaum entendeu que os fatos apresentados na denúncia não condizem com a verdade e  determinou que fosse instaurado um novo inquérito policial (1268/2014), desta vez para apurar se os autores da denúncia contra o escritório cometeram o crime de denunciação caluniosa, previsto no artigo 339 do Código Penal.

Clique aqui para ler a liminar concedida nesta quinta-feira (18/9).

Dilma cresce em Minas, Paraná, Paraíba e Santa Catarina

Pesquisas recentes do Ibope mostram Dilma crescendo substanciosamente em todas as regiões do país. Marina, por sua vez, perde votos rapidamente.

Impressiona, por exemplo, a sua disparada na Paraíba, concomitantemente a uma queda brusca de Marina Silva (gráfico acima).

Clique nos gráficos para acessar o relatório completo das pesquisas. Neste post, trago gráficos da Paraíba, Santa Catarina e Paraná. Os dados de Minas estão no post anterior.

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Via Tijolaço

Juiz dá ganho de causa à Noblat contra Joaquim Barbosa

Por ocasião do processo movido por Joaquim Barbosa contra Noblat, nós, do Tijolaço, defendemos o jornalista e a liberdade de expressão.   No Cafezinho, eu reproduzi o texto do Fernando Brito, acrescentando o título enfático: Em defesa de Noblat.

Não vimos nenhuma manifestação da grande imprensa em defesa de Noblat. Pode ter ocorrido, mas não vimos.

Não vimos nenhum “coleguinha” dizer um ai em público. Pode ter ocorrido, mas não vimos.

Todos queriam preservar a figura de Joaquim Barbosa.

Joaquim Barbosa, então um presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), não era apenas uma figura pública. Era “a” figura pública.

Os jornais lhe davam destaque diário. Todo o dia Ancelmo Gois informava a seus leitores que JB tinha sido aplaudido numa lojinha em Ipanema, festejado no metrô de… Ipanema, aclamado num restaurante em… Ipanema, e por aí vai.

Temos preferido nem mencionar mais o nome de Joaquim Barbosa, porque nosso interesse por JB era exclusivamente em função do cargo que ocupava. Fora do cargo, sua vida e suas opiniões políticas não nos interessam.

Mas temos de registrar essa derrota de JB na justiça, porque ela cria uma jurisprudência favorável aos blogueiros, cuja fragilidade econômica os faz alvo de processos de figuras públicas e poderosas do setor público e privado.

Ali Kamel, por exemplo, acaba de vencer um processo em que pede R$ 30 mil a um ex-blogueiro de São Paulo, o Marco Aurélio Mello.

Esperamos que o Judiciário seja tão corajoso na defesa de blogs como tem sido, na defesa de liberdade de expressão de órgãos da imprensa tradicional, como a Istoé, a Época, a Veja e agora, o Globo.  Em caso contrário,  se favorecer apenas os grandes e condenar os pequenos, a Justiça se transformará num instrumento de concentração da mídia.

Segue matéria publicada hoje no Globo, com informações sobre a decisão do juiz e os argumentos de defesa de Noblat.

*

Juiz rejeita denúncia do MPF contra colunista do GLOBO
Ex-ministro Joaquim Barbosa havia pedido condenação de Ricardo Noblat
POR O GLOBO
20/09/2014 23:01 / ATUALIZADO 21/09/2014 2:02
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RIO — O juiz federal Elder Fernandes Luciano rejeitou, no último dia 11, denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o jornalista e colunista Ricardo Noblat, do GLOBO. O MPF, que recebeu representação criminal de Joaquim Barbosa, então ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pleiteava a condenação pelos crimes de injúria, difamação e racismo. A representação e a denúncia foram propostas por conta da coluna “Joaquim Barbosa: Fora do Eixo”, publicada em 19 de agosto de 2013, no impresso e na internet. A decisão é de 1ª instância, mas o MPF não vai recorrer.

— O juiz enfrenta ponto a ponto as imputações e afasta cada uma delas, de forma meticulosa e prudente, demonstrando que o artigo manifesta opiniões a respeito do comportamento que não se qualificam como criminosas — diz o jurista Gustavo Binenbojm: — Houve crítica ácida, controvertida, mas o fato de ser ácida e controversa não a torna por si só criminosa. (Com essa decisão), o juiz garante à imprensa o direito de criticar os detentores do poder.

O MPF justificou a denúncia contra Noblat argumentando que ao “fazer crítica ao ministro do STF, no exercício de sua função, extrapolou os limites da liberdade de expressão e de manifestação de pensamento, passando à ofensa deliberada do ofendido”. Afirmou ainda que “a crítica foi altamente ofensiva e injuriosa”. E sustentou “que o modo de agir do denunciado não apenas constituiu injúria racial (…). O texto publicado também estaria envolto à prática de racismo”.

A defesa de Noblat, feita pelo advogado Paulo Freitas Ribeiro, no entanto, alegou, “em síntese, que o texto, definitivamente, não era ofensivo à honra de quem quer que fosse e tampouco indutivo da prática de racismo”. A defesa sustentou ainda “que se tratava de crítica jornalística, notadamente elaborada a partir de fato ocorrido em sessão do julgamento do processo conhecido como ‘mensalão’”. E explicou que, “na ocasião da sessão do julgamento do dia 15 de agosto de 2013, o ministro Joaquim Barbosa havia acusado o ministro Ricardo Lewandowski de ‘fazer chicana no julgamento’. (…). O acusado teria feito crítica sobre a maneira que o ministro Joaquim Barbosa age quando contrariado, bem como reflexão do assunto”. Defendeu que “era absolutamente público e notório que o então presidente Lula queria mesmo nomear um jurista ‘negro’ para o STF, de modo a deixar a composição da Corte mais plural e representativa da sociedade”.

A partir desses dados, o juiz Luciano destacou que “o texto realmente é ríspido. É compreensível que qualquer pessoa que se sujeitasse a ser objeto de artigo também não gostaria da opinião jornalística da forma como foi exposta. Natural também que o ser humano se deleite com o elogio e seja avesso a críticas. Entretanto, entre se aborrecer com comentários que não exaltam qualidades, e a existência da prática de delito, há de se ponderal vários fatores circunscritos à ciência penal”.

‘LIBERDADE DE IMPRENSA É UM DOS PILARES DA DEMOCRACIA’

Para fundamentar sua decisão, o juiz Elder Fernandes Luciano esmiuçou os artigos 139, 140 e 141 do código penal brasileiro e o artigo 20 da Lei nº 7.716/1989. E disse que “questionar os poderes de uma autoridade pública não deve ser considerada uma afronta. (…) a crítica à autoridade pública, a qual tem por missão a consecução de bens comuns, isto é, destinada a todos os administradores (e jurisdicionados), tornou-se algo não somente possível, mas necessário. O exercício do cargo no Pode Judiciário não foge a essa regra”.

Ainda em sua fundamentação, o juiz destacou que “há simbiose entre acesso à informação e à possibilidade de crítica”. Essa possibilidade, escreveu, “é uma das facetas da liberdade de expressão, prevista no artigo 5º, IX, da Constituição Federal”.

Na decisão, o juiz Luciano escreveu ainda que o “sr. Joaquim Barbosa despertou paixões com a mesma velocidade com que despertou ódio. Não há problema quanto a isso. Exercia cargo de relevante importância para a República Federativa do Brasil, e decidia, diuturnamente, questões importantes para o país. Não é surpresa que, como juiz, desagradasse alguns e agradasse outros pelas suas decisões. Mas também não há problema de as pessoas, dentre elas as jornalistas, entenderem se a sua compostura na Suprema Corte era adequada ou não. (…) Se casos como este forem reputados como crime, perde a sociedade a oportunidade de formular senso autocrítico. Toda a evolução a respeito da liberdade de pensamento no Estado Democrático de Direito sofrerá grande retrocesso”.

— O embate de ideias constrói uma sociedade democrática, mas o Direito Penal não deve ser usado como instrumento de cerceamento à liberdade de imprensa e ao direito à informação. Não é possível usar o Direito Penal para criminalizar opinião e como garantia de imunidade pelos detentores do poder, intimidando jornalistas. O Supremo já disse que a liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia — diz o jurista Gustavo Binenbojm.

Via Tijolaço

Pesquisas ainda vão segurar Marina? Aécio será o Lázaro da direita?

Hoje a amanhã serão dias de grande ansiedade na campanha.

Os boatos vão se espalhar a toda a velocidade.

Porque a mídia está completamente atarantada com a rapidez da dissolução da candidatura Marina Silva.
O Datafolha publicado hoje sobre o Ceará dá mostra desse processo.

Em pouco mais de duas semanas, Marina cai de 24 para 18%, o que é perder um a cada quatro eleitores.

Exatos ou não os números, Aécio  vai aparecer bem perto da ex-senadora nas pesquisas Vox Populi, hoje, e Ibope, amanhã.

A direita percebeu que Marina está se desfazendo e teme que isso se dê de forma tão forte que não possa ser controlada.

A rejeição à candidata fundamentalista, na pesquisa do Datafolha entre os cearenses, dá um incrível salto de 20 para 31%.

É muito, demais para que seja um fenômeno exclusivamente local.

Já começaram, até, a surgir “teorias da conspiração”, curiosíssimas.

Lauro Jardim, na Veja, ao registrar que pesquisas do PSDB e PT indicam uma aproximação de Marina, descendo forte, e Aécio, subindo poderiam ser “uma operação combinada entre o PT e a Vox para alavancar Aécio”.

Só, ao que parece, se tiver sido combinada também com o Datafolha, o Ibope, o Sensus, o Datatempo e todos os outros que estiverem captando o obvio: a onda Marina está em pleno refluxo.

É difícil “calibrar” estes processos metóricos, tanto para cima quanto para baixo.

Mas é possível sentir que a situação é séria e apavora o núcleo marinista.

A candidata sabe que está nas mãos da mídia.

Sua sorte, a sorte que ainda tem, é de que Aécio é um candidato muito ruim.

Do qual, aliás, o jornalista Luiz Fernando Vianna faz, na Folha de hoje, um impiedoso mas veraz retrato, ao recordar a frande do folclórico técnico de futebol de praia Neném Prancha e uma de suas antológicas frases, a que diz que jogador de futebol tem de ir na bola “como quem vai num prato de comida”:

“Dilma e Marina merecem várias críticas, mas têm a seu favor a gana de viver e vencer de quem já sentiu o cheiro da morte. A primeira sobreviveu às torturas e à prisão na ditadura militar; a segunda, tal qual Lula, superou a pobreza extrema. Estão na campanha com fome.

O bem nascido Fernando Henrique também era guloso porque via o topo do poder como o único lugar à sua altura. Aécio já entrou na vida pública como neto de presidente (não empossado, mas eleito). Parece satisfeito com o muito que tem. Prato de comida, para ele, é o dos restaurantes de luxo que frequenta no Rio”.

A grande maravilha do processo social é a de que, quanto mais a mídia e os donos da “vontade popular” o tentam manipular, mais ele prova que tem uma força imensa, que desmancha, com o tempo,  todas as prestidigitações dos  feiticeiros da política.

Via Tijolaço

90% dos candidatos fichas-sujas seguem disputando cargos públicos

Dados da Justiça Eleitoral e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que a maior parte dos candidatos “fichas-sujas” continuam disputando livremente cargos públicos. Segundo O Globo, em 15 estados brasileiros, pelo menos 90% dos fichas-sujas continuam em campanha, ação permitida até que haja a decisão final da Justiça. Esta é a primeira eleição geral sob vigência da Lei da Ficha Limpa.
 
Um levantamento feito pela Procuradoria Geral Eleitoral, divulgado pelo jornal O Globo, mostra que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) barraram 240 candidaturas irregulares, porém as procuradorias regionais eleitorais haviam pedido a impugnação de 501 campanhas. 50 candidatos renunciaram após serem impugnados pelo Ministério Público Eleitoral.

Para o juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, os candidatos se aproveitam de lacunas nas leis para continuarem com as suas candidaturas. “Deveria haver dois momentos. Primeiro, o candidato teria que provar que pode se candidatar. E depois, ter a candidatura homologada”, afirma. Ele ainda explica que alguns políticos usam seus nomes nas campanhas e, na reta final, os substituem por parentes.

Justiça aprova candidatos condenados por improbidade

O cadastro do CNJ traz cerca de 14 mil pessoas, não necessariamente políticos, condenadas por improbidade administrativa ou por outra irregularidade que gera inelegibilidade, porém nem todos os condenados por improbidade perdem os direitos políticos.Alguns políticos considerados pelo CNJ como inelegíveis tiveram suas candidaturas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Nestas eleições, pelo menos 54 candidatos figuram na lista do Conselho. Destes, 17 são considerados inelegíveis pelo órgão. Caso o eleitor vote em um político que está em processo de impugnação, há o risco de o voto ser perdido. Como os candidatos seguem fazendo campanha até que se chegue a uma decisão final, em caso de vetada a candidatura, o político aparecerá com votação zerada na apuração.

Até agora, 1.126 candidatos que tiveram a candidatura indeferida em primeira instância apresentaram recurso e seguem na disputa. A menos de um mês das eleições, 1.681 políticos ainda aguardam decisão na Justiça Eleitoral sobre seus registros.

(Ceará News 7)

Para entender a montagem da Veja

Sobre a posição atual dos grupos de mídia

A atuação da mídia como partido foi liderada pelo falecido Roberto Civita, do grupo Abril, inspirado no modelo de atuação de Rupert Murdock nos Estados Unidos.

Sentindo o fim do monopólio virtual do mercado de opinião, com o avanço da Internet, Murdock montou uma frente política com os demais grupos de midia para eleger o seu presidente. Buscou na ultra-direita a retórica mais virulenta, inaugurou os ataques pessoais a políticos e jornalistas “inimigos”, inundou o país de boatos e injúrias da pior espécie, disseminando-as pelas redes sociais. E valeu-se de todos os recursos dos grupos de mídia – dramatização da notícia, demonização do inimigo, aceno com o fim dos tempos – para emplacar seu candidato.

Perdeu e a primeira atitude de Barack Obama, eleito, foi convidar os presidentes da Apple, Google e Facebook para visitá-lo na Casa Branca.

Foi a marca das eleições brasileiras de 2006 e, especialmente, de 2010.

O padrão é cansativo, de tão previsível.

Veja saia na frente com seus factoides e o grupo repercutia em seguida. O fórum de orquestração se dava no Instituto Millenium. A um mês das eleições, aumentava-se a dose e tentava-se a bala de prata.

A morte de Civita acelerou o processo de perda de rumo dos grupos de mídia  Pagou-se um preço caro com a orquestração contra a Copa do Mundo, que marcou o fundo do poço da credibilidade da mídia.

Sem a antiga orquestração, os jornalões passaram a agir com o fígado, sem obedecer a uma estratégia concatenada.

De um lado, perceberam que precisariam recuperar credibilidade para dar eficácia às rodadas de ataque que antecederiam as eleições. Aí um jornal levanta o caso do aeroporto de Aécio, os outros vão atrás, na crença de um escândalo menor legitimando os escândalos maiores contra o PT. De repente, o tema sai do controle, e Aécio se queima.

Depois, vêem  Marina subindo, e ajudam na ascensão.

No meio do caminho dão-se conta de uma realidade:

1.    Aécio lhes garante a volta ao controle do Estado.

2.    Com Dilma, nada perdem, mas nada ganham. Dilma mantém a cartelização da publicidade  mas não faz negócios.

3.    Marina é uma incógnita. Seu programa aprofunda o conceito de democracia participativa ao mesmo tempo em que ela se curva às pressões de pastores evangélicos – o grupo que mais cresceu na mídia tradicional, enfrentando inclusive o poder da Globo. A política econômica é mercadista mas seus princípios ambientais são contra a economia real. Ora ela diz sim, ora ela diz não.

Sobre o álibi Veja

Em um segundo turno, entre  ela e Dilma, o ódio ao PT fala mais alto. Embora o Estadão avente a hipótese de que Marina seja braço auxiliar de Lula – o que comprova que  os jornalões estão pretendendo tirar da blogosfera até o monopólio das teorias conspiratórias.

Não mais que de repente, o factoide de Veja traz a esperança de uma respiração boca a boca capaz de ressuscitar a candidatura Aécio,.

O fato em si é simples.

Não se discute a existência do esquema Paulo Roberto Costa. É evidente que controlava uma organização criminosa incrustada na Petrobras e que tinha padrinhos políticos. E é fato que gravou depoimentos, dentro do acordo de delação premiada.

A reportagem da Veja não traz um indício de acesso ao relato. Pode ter enfiado na reportagem o que ela achasse melhor. Ou alguém acredita no respeito da revista pelos fatos?

O que importa é a maneira como os grupos de mídia tratam o escândalo.

Soltam a matéria, dão a repercussão e cobrem as páginas dos jornais com matérias sem fontes, informando que “o comando da campanha de Dilma entrou em pânico”, “o PT vai ter que alterar sua estratégia e parar de falar no pré-sal”, “fontes do Palácio temem que as revelações derrotem Dilma” e coisas do gênero.

Não há menção a nomes e isso lembra em muito a cobertura brasiliense do Planalto no período Geisel. O primeiro time da mídia ouvia Golbery em off. O segundo time, o Sargento Quinsan, personagem folclórico, espécie de ordenança de um dos secretários de Geisel. Na reportagem, tanto um quanto outro era “fonte do Palácio”. Ou não? Aparentemente o fantasma de Quinsan voltou a frequentar o Palácio.

No centro da campanha de Dilma, a capa de Veja foi interpretada como um tiro de festim. E a repercussão da mídia atribuída à falta de experiência política das direções de redação, incapazes de avaliações mais aprofundadas sobre estratégias políticas do noticiário. Não se tem dúvida de que o segundo turno será entre Dilma e Marina.

Se houvesse algum efeito, seria a favor de Dilma. Há 12 anos, os eleitores de Lula e Dilma convivem com denúncias e factoides. Se continuam eleitores, é porque as denúncias não têm mais eficácia.

Já os simpatizantes de Marina, atraídos pela ideia de que ela é diferente, são bombardeados com factoides informando que Marina é igual ao PT.

Provavelmente os leitores aumentarão a convicção de que, com Dilma ou Marina, o jornal será sempre igual.

 
Por  Luis Nassif, via http://jornalggn.com.br

A velha “nova política” de Marina Silva

DENER GIOVANINI

É até compreensível que os “marineiros” – o pequeno grupo que segue a Osmarina Conselheira – acreditem e defendam o bordão da Nova Política. Se a própria Marina Silva já os tachou de “sonháticos”, quem sou eu para contestar o diagnóstico psicológico emitido pela entidade, quer dizer, candidata. O que realmente espanta é o fato dos [...]

É até compreensível que os “marineiros” – o pequeno grupo que segue a Osmarina Conselheira – acreditem e defendam o bordão da Nova Política. Se a própria Marina Silva já os tachou de “sonháticos”, quem sou eu para contestar o diagnóstico psicológico emitido pela entidade, quer dizer, candidata.

O que realmente espanta é o fato dos “marinados” – grupo de novos eleitores de Marina que são “contra tudo isso que ai está” – comprarem o discurso mofoemotivo da candidata do PSB.

Ao contrário dos que me rotulam de petista ou tucano, não tenho filiação política e muito menos militância partidária. Sinto-me absolutamente livre e com a consciência tranquila. Quem tem dúvidas sobre a minha inclinação ideológica basta consultar minha página no Estadão. Nunca poupei o PT ou o PSDB de críticas. Também ressalto que nesse espaço eu não atuo como repórter. Sou jornalista por formação, ambientalista por convicção, empresário por opção e brasileiro por graça divina. Meus artigos são opinativos e analíticos.

Dito isso, volto ao tema em questão.

Entendo e apoio integralmente a indignação daqueles que se sentem desprotegidos e aviltados com os escândalos de corrupção. Realmente, é de dar nojo. Corrupção é corrupção e não admite relativização. Se for do PT ou do PSDB, ou de qualquer partido que seja, tem que ser investigada e punida. O Brasil não aguenta mais tantos desmandos e, principalmente, morosidade nos julgamentos, aliada ao abrandamento da penalização dos corruptos.

Porém, pior do que a corrupção é a generalização desse conceito, numa tentativa de imputar à classe política o descrédito total. Isso é um erro gravíssimo. Corruptos não são instituições, são CPFs. Existem políticos corruptos assim como existem jornalistas corruptos, ambientalistas corruptos, empresários corruptos e brasileiros corruptos. Afirmar que o brasileiro é um povo corrupto é uma injustiça tão grande quanto afirmar que políticos são corruptos apenas por serem políticos.

Esse pensamento abre espaço exatamente para queles que se travestem de anti-político, mesmo tendo se servido a vida inteira da política. Esse é o discurso mais desonesto e hipócrita da chamada Nova Política. Tão hipócrita quanto um bando de intelectuais resmungando contra a violência enquanto consomem sua cocaína diária.

E o que essa discussão tem a ver com os “marinados”? Tem tudo.

Será que quem enxerga hoje a Marina Silva como uma forma de protesto contra a corrupção é a mesma pessoa que acredita que o escândalo do mensalão não existiu? Que o mensalão foi apenas uma “fantasia”, um “golpe” ou uma “invencionice” da imprensa?

Pois é exatamente isso o que achava Eduardo Campos, o símbolo da Nova Política de Marina Silva. Dúvida? Então leia a “Carta À Sociedade Brasileira” assinada por Eduardo Campos:

Que Nova Política é essa? Seria a política do “vamos apostar na falta de memória do eleitor”? Sinceramente, essa é mais velha que andar pra frente.

Só para lembrar: o escândalo do mensalão explodiu em maio de 2005. Marina Silva deixou o governo em maio de 2008. Ela demorou “apenas” três anos para deixar de apoiar a velha política de um governo do qual participava e dava sustentação. Eduardo Campos, ex-ministro da Ciência e Tecnologia de Lula, fez o mesmo.

Mas não existe corrupção em outros partidos também? Sim, existe. Não vamos nos esquecer do “mensalão mineiro do PSDB”, do “mensalinho” do DEM, dos escândalos envolvendo o PTB, o PMDB, o PR, entre outros.

Mas agora dizem: Marina mudou de ideia. Marina tem o direito de mudar de opinião. Marina é a NOVA POLÍTICA! Todo mundo tem todo o direito de mudar de opinião, isso é fato e saudável. Só não pode e não deve é mudar o seu passado. Se apresentar como aquilo que não é.

Francamente, caro leitor “marinado”: pesquise e analise. Não estou aqui pedindo que ninguém mude o seu voto, apenas que reflita um pouco mais sobre “tudo que ai está” e que escolha seu candidato com base em seu passado e não em velhas promessas de um novo futuro.

Concordo plenamente com Marina Silva quando ela afirma que o Brasil não pode mais ficar refém da polarização PT e PSDB. O Brasil é heterogêneo e deve sempre caminhar a favor da diversidade política. Mas nem por isso devo enxergar que partidos grandes, bem estruturados e fortes são um mal em si. Ao contrário. Ou alguém acredita que a polarização entre democratas e republicanos nos Estados Unidos é um entrave ao desenvolvimento da América? Será que a polarização entre trabalhistas e conservadores na Inglaterra fez do Reino Unido um fracasso econômico e social? Poupe-me Marina Silva.

Até nisso você falseia.

A candidata do PSB quer substituir a velha polarização PT e PSDB pela nova polarização entre a Velha e a Nova Política, da qual ela se intitulou representante oficial ao esconder no armário o seu passado.

Assim como o povo brasileiro, a maioria dos políticos não é corrupta. O problema é que os maus sempre se sobressaem aos bons. São como os policiais honestos que enfrentam o crime e se arriscam diariamente em troca de salários medíocres. Esses, apesar de compor a maioria, nunca viram manchete por serem corretos. Mas eles existem e estão lá.

Assim como estão aí os políticos que servem à Nação, sem precisar escamotear seu passado e muito menos se rotularem como “o novo” numa tentativa fazer o eleitor de otário. Basta!

Via http://blogs.estadao.com.br/dener-giovanini

Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil vai decidir entre Marina Silva e pastor Everaldo

A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) está para se decidir entre dar apoio para à candidata Marina Silva (PSB) ou ao Pastor Everaldo (PSC), ambos são membros da Assembleia de Deus.

Em entrevista à Agência Estado, o pastor Lelis Washington Marinhos, presidente da comissão política da CGADB, afirmou que a denominação ainda não decidiu o candidato e que irá conversar com a ex-senadora para poder se posicionar.

“O apoio vai ficar entre esses dois, entre Marina e o Pastor Everaldo, já há esse consenso”, garante. A decisão só não foi tomada porque a liderança da CGADB ainda não conseguiu conversar com Marina Silva depois que ela se tornou a candidata do PSB, com a trágica morte de Eduardo Campos no dia 13 de agosto.

“Alguns posicionamentos dela, a gente gostaria que fossem mais objetivos, mas temos que respeitar a tudo e a todos”, disse o pastor se referindo a temas como casamento gay, aborto e outros.

Antes da morte de Eduardo Campos a CGADB cogitava até mesmo apoiar o candidato Aécio Neves (PSDB), já que em 2010 a convenção apoiou José Serra. Mas diante de dois candidatos evangélicos, algo inédito na política nacional, eles escolherão entre estes.

“Como a igreja tem um projeto que contempla e que dá preferência a evangélicos, não faria sentido apoiar um candidato que não é da igreja”, afirmou o pastor Lelis.

Marina Silva e Everaldo visitam AD Belém em SP

Em 4 de agosto Marina e Eduardo Campos estiveram na sede da Assembleia de Deus Belém em São Paulo para participarem de um encontro com os obreiros e líderes da igreja. Marina Silva – que era vice na chapa do PSB – teve também a oportunidade de falar, mas fez apenas uma ministração deixando que o então candidato à presidência falasse sobre a parte política.

pastor everaldo na ad CGADB vai decidir entre Marina Silva e pastor Everaldo

Com sua Bíblia nas mãos, ela recebeu a oportunidade de falar com os presentes do pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB. Na ocasião ela falou sobre sua conversão aos 37 anos de idade e pregou sobre o texto de Mateus 27:11.

O pastor Everaldo Pereira também esteve na AD Belém no evento e falou aos presentes minutos antes da chegada de Marina e Eduardo Campos.

No dia 3 de setembro o candidato do PSC participou de um encontro da CGADB, dessa vez na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, durante a 4ª Escola Bíblica Nacional (EBN) de Obreiros. Apesar de ter a oportunidade de falar, o blog do pastor José Wellington deixou claro que a presença de Everaldo não significa que a igreja já definiu seu candidato.

Via http://noticias.gospelprime.com.br/cgadb-marina-silva-pastor-everaldo/

“Marina Silva se rendeu ao mercado”

Dona de belos olhos azuis, madeixas-afro, com um sotaque gaúcho inconfundível, a bela Luciana Genro diz, com exclusividade ao Diário da Manhã, que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PSB) rendeu-se ao mercado privado e não representa o novo. Advogada e professora, a candidata do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) ao Palácio do Planalto abençoa a proposta de realização de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva para aprovar uma Reforma Política com financiamento público de campanhas eleitorais.

Além de aprovar a regulação social da mídia, é, hoje, a única a defender a revisão da Lei de Anistia. Para que as graves violações dos Direitos Humanos ocorridas à época da ditadura civil e militar (1964-1985) não fiquem impunes. A sua referência é a resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos que classifica a tortura crime imprescritível e o desaparecimento forçado, método universalizado no Cone-Sul nas décadas de 1960, 1970 e 1980, crime de sequestro permanente, continuado, não passível de anistia ou perdão.

Filha do atual governador do Rio Grande do Sul que disputa a reeleição com reais chances de vitória, o petista Tarso Genro, considerado o nome mais qualificado e à esquerda do PT Institucional, ela já exerceu os mandatos de deputada estadual e federal, abriu, com Heloísa Helena, a ex-senadora barulhenta da CPMI do mensalão,  escândalo que abalou as hostes petistas no turbulento anos de 2005, uma dissidência no Partido dos Trabalhadores e fundou, em 2014, o PSol, legenda que possui, hoje, três deputados federais e um senador.

História

Integrante da tendência interna Movimento de Esquerda Socialista (Mes), que sofre influências das ideias do revolucionário ucraniano, nascido em 1879 em Yanovka, mas que liderou a insurreição vermelha de outubro de 1917 na Rússia, Liev Davidovich Bronstein, Leon Trotsky, a ex-parlamentar afirma ao Diário da Manhã, sob os olhares atentos dos militantes socialistas  Weslei Garcia, Cíntia Dias, Elber Sampaio, Reinaldo Pantaleão, Henrique Lemos e Fernando Leite que o socialismo ainda é uma utopia possível. Uma socialista radical que sonha com um novo amanhã.

Perfil

Nome: Luciana Genro

Partido: PSol

Formação: Direito

Facção: Movimento da Esquerda Socialista

Linhagem: Marxista e trotskysta

Projeto: É candidata à Presidência da República

Curiosidade: Tarso Genro, seu pai, é governador do Rio Grande do Sul e petista moderno

Em Tempo

“Marina Silva está em contradição com o humor das ruas de 2013”
  • Marina Silva

Esse é o caminho para manter tudo o que está. Até para piorar. A política proposta por Marina Silva, de manter o tripé econômico da “Era Fernando Henrique Cardoso”, de responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação, trará arrocho nos gastos públicos. Em contradição com o humor das ruas, das manifestações públicas de maio, junho e julho de 2013. Que é mais verbas para a Saúde, para a Educação de qualidade e por um transporte público decente. Marina Silva propõe o oposto disso: a contenção de gastos para fazer o superávit primário. Trocando em miúdos: economia do dinheiro público para pagar juros da dívida pública. 

  • Independência do BC

A proposta de Marina Silva de independência do Banco Central significa passar de papel passado a política monetária e financeira do País para o mercado, para o capital financeiro, para os bancos e os mercados. É o que definirá os empregos, o crédito, a inflação. É abrir mão do direito constitucional de governar de fato o Brasil.

  • Perfil

Quando Marina Silva saiu do PT, nós a procuramos, para estabelecermos um diálogo. Acreditávamos que ela estava fazendo uma ruptura à esquerda em relação ao PT, como nós fizemos com a criação do Partido Socialismo e Liberdade (PSol). De não aceitar governar com Sarney, com Collor. De não aceitar a continuidade da política econômica de Fernando Henrique Cardoso. Ela nos disse que não tinha identidade com a esquerda, com o PSol. Segundo ela, a sua ruptura era para unificar PT e PSDB. Hoje, as propostas que Marina Silva apresenta estão coerentes com a plataforma de quando ela saiu do PT.

  • Flexibilização do PSB

A flexibilização de seu programa é o resultado da cessão às pressões. Ela se rendeu aos agronegócio ao defender os transgênicos. Marina Silva já havia cedido às pressões dos usineiros, afirmando que era preciso aumentar o preço do álcool. A ex-ministra recuou em relação aos banqueiros ao defender a autonomia do Banco Central. Ele cedeu aos setores mais reacionários da política nacional e jogou no lixo o seu programa LGBT e a luta contra a homofobia 24 horas após quatro twittes do pastor Silas Malafaia.

  • Previsão

Se antes de ganhar as eleições ela já cede a essas pressões, imagine quando Marina Silva estiver governando!

  • Estratégia do PSol

A estratégia é aumentar nossa bancada. A ideia é fortalecer o PSol nos Estados. A minha missão é auxiliar o partido, em Goiás, a se desenvolver (Com Weslei Garcia, Cíntia Dias, Elber Sampaio, Fernando Leite, Henrique Lemos, Reinaldo Pantaleão). A tática é dobrar a nossa bancada federal e triplicar as bancadas estaduais. Independentemente do resultado das eleições porém, o PSol continuará nas lutas sociais urbanas e rurais. Para mudar o Brasil.

  • Diferenças políticas

Diferença total (entre Luciana Genro, Marina Silva, Aécio Neves e Dilma Rousseff). Elas (e Aécio Neves) defendem uma política econômica que beneficia os bancos. Em 2014, os bancos aumentaram os seus lucros. Uma política que privilegia o pagamento dos juros da dívida pública. Uma dívida ilegítima. Uma dívida que precisa ser auditada. De forma independente. Além de manter um sistema tributário que privilegia o capital e joga a crise em cima da classe trabalhadora.

  • Reforma Política

O PSol defende a realização de uma Reforma Política por uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva para abordar o tema. Para aprovar o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais. Contra o abuso do poder econômico. A Consulta Popular e o MST deflagraram, e têm o nosso apoio, um movimento por uma Assembleia Constituinte Exclusiva para aprovar a Reforma Política. Para acabar com o financiamento privado, a desigualdade no tempo de televisão e rádio, a venda de partidos que se oferecem aos grandes…. Constituinte exclusiva para fazer as reformas estruturais… É fundamental  para que tenhamos uma verdadeira democracia!

  • Federalização

A federalização da Celg é uma necessidade para que o abastecimento de energia ocorra de forma adequada. Mas é preciso garantir os direitos dos trabalhadores e dos usuários. Além de acabar com os aumentos abusivos das tarifas. 

  • Projeto de poder

Os setores estratégicos da economia devem continuar sob tutela estatal.

  • Ditadura civil e militar

A nossa luta é para que a Lei de Anistia (Promulgada em 28 de agosto de 1979, por João Baptista Figueiredo, o general-presidente de plantão) não seja um obstáculo à persecução penal àqueles agentes públicos responsáveis crimes contra a humanidade, crimes hediondos, como torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados. Isso é uma determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos. À qual o Brasil aderiu voluntariamente.

  • Socialismo

Sem dúvida nenhuma. O socialismo sempre será uma possibilidade histórica. Enquanto o capitalismo continuar fracassando, sustentando a sua determinação de manter a exploração, a desigualdade social, de renda e o abismo entre ricos e pobres.

  • 2016

Se meu pai for reeleito governador do Rio Grande do Sul (é Tarso Genro) não poderei disputar nada.

“Marina Silva nos falou que queria unir o PT ao PSDB

Luciana Genro,Presidenciável do PSol

(Renato Dias, Diário do Manhã)

Volkswagen monitorou Lula e sindicalistas na ditadura, diz Reuters

O ex-presidente Lula não quis comentar o assunto Reuters

A Volkswagen espionou ativistas sindicais brasileiros na década dos anos 1980 e passou informações sobre reivindicações salariais e outras discussões privadas à ditadura militar do país, de acordo com documentos recentemente descobertos que foram vistos pela Reuters.

A montadora monitorou secretamente seus próprios trabalhadores, bem como dirigentes sindicais proeminentes da época. Um dos alvos da Volkswagen foi Luiz Inácio Lula da Silva, que viria a ser presidente do Brasil de 2003 a 2010 e continua sendo um dos políticos mais influentes na cena nacional.

Os documentos foram recentemente descobertos em arquivos do governo por pesquisadores que estão contribuindo com os trabalhos da CNV (Comissão Nacional da Verdade), que investiga abusos ocorridos durante o regime militar de 1964 a 1985 a pedido da presidente Dilma Rousseff.

A Reuters informou no mês passado que a comissão encontrou indícios de que diversas empresas, incluindo a Volkswagen e outras montadoras estrangeiras, ajudaram os militares a identificar ativistas sindicais na década de 1980 para suprimir a agitação trabalhista.

Agora, de acordo com líderes da CNV, 20 páginas de documentos marcados como “confidencial” que a Volkswagen deu aos militares em 1983 e 1984 fornecem a prova ainda mais clara de que algumas empresas foram mais longe, ao recolher de sua própria inteligência informações sobre atividades sindicais para então compartilhar esse material com autoridades.

Nos documentos, a Volkswagen forneceu dados extensos de mais de uma dezena de reuniões sindicais na Grande São Paulo. A empresa retransmitia planos de trabalhadores sobre greves, bem como suas demandas por melhores salários e condições de trabalho.

A empresa divulgou alguns nomes de trabalhadores da Volkswagen que participaram de eventos de sindicato e, em pelo menos dois casos, forneceu a marca e a placa de veículos presentes em atos sindicais.

A Volkswagen também relatou a exibição de um filme com temática socialista na sede de um sindicato; o conteúdo de folhetos distribuídos do lado de fora de sua fábrica e os nomes daqueles que distribuíram os panfletos; e um incidente em que “vários funcionários viciados foram surpreendidos fumando maconha”.

Tais informações foram tipicamente usadas pela polícia para monitorar, constranger e deter sindicalistas na esperança de desencorajar agitações trabalhistas futuras, disse Sebastião Neto, membro da CNV. Ele citou o material que a comissão reuniu a partir do depoimento de trabalhadores que sofreram esse tipo de tratamento.

As empresas podem enfrentar processos cíveis ou demandas de reparação caso sejam consideradas culpadas por terem contribuído para violações de direitos humanos de seus trabalhadores durante a ditadura, segundo afirmam alguns promotores.

Outros duvidam que a prova obtida até agora seja suficiente para levar adiante um processo judicial. Eles dizem que o verdadeiro valor do trabalho da CNV reside na construção de um relato mais completo de abusos cometidos no passado para que o Brasil, que é agora uma democracia estável, nunca sofra um período tão obscuro novamente.

Os documentos foram encontrados em um arquivo nacional por historiadores profissionais contratados por um sindicato local para trabalhar em coordenação com a CNV. Neto disse que os documentos serão incluídos no relatório final da comissão da verdade, previsto para dezembro.

Volks promete investigação própria    

Em resposta a perguntas da Reuters sobre os novos documentos, a Volkswagen repetiu uma promessa que fez quando da publicação da primeira reportagem exclusiva sobre o assunto em agosto, afirmando que vai “investigar todos os indícios” de que funcionários forneceram informações aos militares.

Nenhuma outra empresa de grande porte com operações no Brasil tem um compromisso público para uma iniciativa desse tipo.

“A Volkswagen é reconhecida como um modelo por tratar seriamente a sua história corporativa”, disse a empresa em um comunicado. “A empresa irá lidar com este assunto da mesma forma”, acrescentou.

A Volkswagen tem aparecido repetidamente como uma fornecedora de informações aos militares durante a ditadura no Brasil.

A montadora, contudo, não foi a única empresa que relatou atividades sindicais para militares, segundo pesquisadores e acadêmicos. A ditadura suprimiu os esforços de trabalhadores por melhores salários como uma parte central de seu modelo de crescimento econômico e viu as greves como uma ameaça comunista à estabilidade. Inúmeras empresas enfrentaram pressão para colaborar.

A Volkswagen foi uma das 19 empresas brasileiras e estrangeiras que participaram de reuniões regulares com autoridades militares e policiais na região do Vale do Paraíba, uma área industrial a cerca de 90 quilômetros da cidade de São Paulo. As reuniões começaram em julho de 1983, em um momento de crescente agitação trabalhista na área.

Nas reuniões, as empresas trocaram informações sobre o planejamento de greves e demissões em massa, de acordo com relatórios dos encontros feitos pelo Ministério da Aeronaútica.

Nas atas dos encontros, que foram fornecidas à Reuters por pesquisadores da CNV, a Volkswagen foi a única companhia que apresentou relatórios por escrito sobre atividades sindicais em pelo menos três ocasiões.

Os documentos foram anexados às atas dos encontros. Eles não indicam como a Volkswagen obteve a informação, mas o nível de detalhe sugere que a empresa pode ter enviado pessoal de segurança para monitorar eventos sindicais ou recebeu informações de trabalhadores infiltrados, segundo pesquisadores.

Por exemplo, a Volkswagen informou às autoridades sobre a exibição de um filme sobre a revolução russa na sede de um sindicato. Em um memorando, a montadora descreveu como trabalhadores bloquearam as portas para a sala de projeção e desativaram o elevador do edifício “para evitar uma possível apreensão da fita por parte do Departamento do Censura da Policia Federal”.

O memorando diz ainda que “vinho quente, pipoca e chocolate” estavam disponíveis durante a exibição do filme e o nome do trabalhador que vendeu os produtos.

A Volkswagen também documentou amplamente um comício sindical de 19 de junho de 1983, que contou com Lula. Ele não era um empregado da empresa, mas era uma estrela em ascensão no movimento trabalhista nacional na época. A Volkswagen citou Lula como um crítico à “pouca vergonha do governo” e por incentivar trabalhadores a interromper, como gesto de protesto, os pagamentos de prestações ao BNH (Banco Nacional da Habitação) pela compra de imóveis.

A companhia registrou o número da placa de um ônibus que transportava trabalhadores para Brasília após o comício sindical, bem como o nome da empresa que o operou.

Um porta-voz de Lula se recusou a comentar sobre os documentos.

Geovaldo Gomes dos Santos, um ex-oficial de controle de qualidade que se aposentou da Volkswagen em 2003, foi nomeado nos documentos como tendo organizado uma reunião em 21 de junho de 1983 para tratar de um encontro regional de metalúrgicos.

O nome dele também apareceu em uma “lista negra” de ativistas sindicais na Grande São Paulo que a polícia preparou no início dos anos 1980, cuja existência a Reuters revelou no mês passado.

Ao ser informado que tinha seu nome citado em um novo conjunto de documentos, Santos disse: “Isso é um absurdo”.

Ele afirmou que, à luz das informações, pode tentar processar a Volkswagen ou ex-executivos da montadora por danos morais.

“Eu não quero dinheiro”, disse ele. “É tão nojento o que eles fizeram. Nós não estávamos fazendo nada de anormal. Por quê eles estavam nos espionando? Sindicatos deve ser apenas uma parte normal do capitalismo”, afirmou.

Pela terceira vez em cinco anos, África do Sul nega visto ao Dalai Lama

Do Diário de Notícias de Lisboa

África do Sul volta a negar visto ao Dalai Lama

Dalai Lama
Dalai LamaFotografia © EPA

O Dalai Lama cancelou uma viagem prevista para outubro à África do Sul, para assistir à gala anual de prémios Nobel da Paz, depois de o Governo sul-africano lhe ter negado um visto, informou hoje o diário Cape Times.

Trata-se da terceira visita em cinco anos que o líder religioso tibetano cancela devido à não-concessão de visto para entrada no país africano, que mantém estreitas relações com a China.

“Para já, o Dalai Lama decidiu cancelar a sua viagem à África do Sul”, disse ao jornal Nangsa Choedon, representante do líder religioso no país africano.

Nangsa Choedon indicou que representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano lhe comunicaram na semana passada que não seria concedido visto ao Nobel da Paz em 1989, embora ainda não tenha recebido uma confirmação escrita da decisão.

Porta-vozes do ex-presidente sul-africano Frederik de Klerk e do arcebispo Desmond Tutu, ambos Nobel da Paz, protestaram contra a negação do visto.

A XIV edição da Conferência Mundial de Prémios Nobel da Paz realiza-se de 13 a 15 de outubro na Cidade do Cabo.

 

União de ambientalistas e empresários é risco ao trabalhador

da Rede Brasil Atual

A economia ‘verde’, o subsídio aos empresários e a ameaça de retirada de direitos

Raquel Varela, coordenadora do Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais da Universidade Nova de Lisboa, alerta que aliança de ambientalistas e empresários coloca trabalhadores em risco
por Diego Sartorato, da RBA.

MIGUEL A. LOPES/EFE

Em Portugal, sindicatos estão na defensiva, lutando para no máximo evitar danos maiores ao mercado de trabalho

São Paulo – O discurso da preservação ambiental e da sustentabilidade é muito comumente classificado no campo ideológico da esquerda: afinal, que interesse teriam os empresários em reformular seus métodos de produção para adequar-se a uma economia “verde”? Eduardo Jorge (PV) e Marina Silva (PSB), candidatos a presidente da República cujo programa de governo dá maior peso às questões ambientais, ajudam a fortalecer essa impressão: enquanto Jorge une em seu discurso o ambientalismo à defesa de direitos sociais como o aborto e o uso de drogas psicoativas, pautas do campo progressista e em oposição à política conservadora, Marina insiste em apresentar-se como gestora da “nova política”, e chama para o diálogo a juventude que foi às ruas em junho de 2013 ao lado do Movimento Passe Livre.

No entanto, pode não ser exatamente assim. Raquel Varela é historiadora da Universidade Nova de Lisboa, coordenadora do Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais e investigadora do Instituto Internacional de História Social, e afirma que setores do empresariado aliados a políticos “verdes”, como os produtores de cana-de-açúcar e os bancos que apoiam a candidatura de Marina, têm muito a ganhar com a conversão da economia nacional: a começar por investimentos diretos do Estado na forma de subsídios, e até uma oportunidade para retirar direitos trabalhistas ao longo de processos de desindustrialização e reindustrialização, como ocorre hoje na Europa.

“Esse discurso [ambientalista] implica gigantescas massas dos orçamentos públicos para a ‘economia verde’, que não tem nada de verde. Sou coordenadora de um estudo internacional sobre os operários navais, e o grande objetivo do sindicato internacional que organiza esses trabalhadores é subsídios para a ‘reconversão verde’ dos navios. Isso é uma fraude”, diz.

“Não há ‘reconversão verde’ nenhuma dos navios, o que há é uma gigantesca alocação de recursos públicos no setor privado, com a desculpa de salvar a todos nós. Na minha opinião, ‘economia verde’ é isso: um novo nome para uma política de subsídios às empresas”, ressalta a professora. “Sob esse discurso, temos assistido a coisas absurdas como, por exemplo, a privatização dos resíduos sólidos das cidades, o uso de energias renováveis de uma forma que levam a um gasto ainda maior de combustíveis fósseis, ou monoculturas para produção de combustíveis renováveis que acabam agravando o problema da produção de alimentos, criando dependência alimentar.”

Para Raquel, um programa “verde” verdadeiramente progressista teria de lidar, principalmente, com a reforma agrária e o regime de propriedade no campo. “Não há ambientalismo sério, digno desse nome, que não coloque em discussão o regime de propriedade. A contínua expulsão de trabalhadores do campo para a cidade, e a contínua exploração capitalista do campo, levam necessariamente aos latifúndios e à monocultura. Em Portugal, isso ocorre com a plantação de eucalipto para fazer pasta de papel. Então os ambientalistas são capazes de defender que não se derrube a mata nativa, mas ninguém questiona o regime de propriedades que torna os proprietários de terras, grandes e pequenos, dependentes dos preços fixados pelas empresas, que operam em monopólio”, ressalta. No Brasil, 70% da produção para consumo interno vem da agricultura familiar, organizada em pequenas propriedades, enquanto o agronegócio concentra-se nas monoculturas de soja, milho e cana de açúcar.

É dessa forma que o “ambientalismo”, quando aliado ao capitalismo, ajuda a apressar a transformação do Estado de bem-estar social, modelo que utiliza programas sociais de transferência de renda para reduzir os efeitos da pobreza, em “Estado de bem-estar do capital”, voga no Velho Continente desde a crise econômica de 2008 e seus desdobramentos: “O que se passa hoje na Europa é que o Estado social passou por uma série de formas de privatização que chamamos de privatização não clássica. Incluem, portanto, parcerias público-privadas, subcontratação de serviços públicos por empresas privadas, certas aplicações rentistas, como a dívida pública, paga, sempre, por meio de cortes no Estado social. O que temos é uma erosão, uma descapitalização do orçamento do estado social em nome das transferências para as grandes empresas privadas.” Ela cita como exemplo o fato de PPPs em Portugal chegarem a uma taxa de rentabilidade de 18%, “o que só existe no tráfico de drogas”, e a salvação de bancos privados com dinheiro público.

Em Portugal, a pesca e a agricultura representavam 30% da riqueza nacional na década de 1950, mas, hoje, são 1,6% do Produto Interno Bruto, processo que foi acompanhado, no mesmo período, pela desindustrialização: se 26% da riqueza de Portugal já foi garantida pela indústria, hoje são apenas 12%. O movimento é continental: na União Europeia, a indústria caiu de 22% do PIB para 15,6% da riqueza criada nos países da Zona do Euro na última década, mas há esforço pela reindustrialização, motivado, principalmente, pela desvalorização dos salários e pelo fim de programas assistenciais ao longo do mesmo período, e com maior intensidade desde 2008, com a ascensão de governos guiados pelo princípio maior da austeridade com o orçamento do Estado. A questão é de competitividade: com menos direitos trabalhistas, é possível concorrer com os preços chineses, produzidos sob condições de trabalho precárias, análogas à escravidão.

“Há uma tentativa de exportar o modelo chinês a todo o mundo. Há, até, uma tentativa das várias frações da burguesia para reindustrializar Portugal, Inglaterra e Espanha, renovar algumas indústrias nesses países. Em Portugal isso se verifica, não sei se é o caso do Brasil, porque houve um brutal arrocho salarial e isso faz com que volte a compensar, do ponto de vista da produção do lucro, ter essas empresas na Europa, de forma geral”, afirma. A contraposição entre o Estado de bem-estar social e o modelo chinês de produção foi o que levou o senador Romero Jucá (PMDB-RR) a se rebelar contra o apoio de seu partido à reeleição de Dilma Rousseff (PT): para ele, a presidenta peca por manter benefícios sociais aos trabalhadores brasileiros, enquanto a economia precisaria de “ajustes” para ser mais competitiva.

O resultado desse processo na Europa, além da degradação da qualidade de vida dos assalariados, foi também a desmobilização das entidades de classe. “Trata-se de um momento histórico absurdo, no qual os sindicatos nem sequer lutam por aumentos salariais, mas para evitar mais reduções salariais. No Brasil não está assim, mas em Portugal, sim. Nos próprios sindicatos há crise. A taxa de sindicalização em Portugal, neste momento, já está na ordem dos 15%, no setor público. No final dos anos 70, a taxa era de 60%”, aponta. O desemprego é uma das questões sociais mais graves para o continente hoje, após o aprofundamento de uma política econômica que desprivilegia o trabalhador: na União Europeia, a taxa é de 10,2%, enquanto que nos países que adotaram o Euro como moeda, a taxa chega a 12%. A pior situação ocorre em Portugal (15,5%), Espanha (26%) e Grécia (27%).

“O que verificamos foi que, na Europa, não existe mais partido, de direita ou de esquerda, que defenda o pleno emprego. Essa era uma das principais bandeiras da Revolução [dos Cravos, que derrubou a ditadura militar portuguesa em 1974]. Seria essencial que retomássemos essa prioridade. No sistema capitalista, o direito ao trabalho é o direito a todas as coisas, à própria vida”, pondera.

 

Mais médicos: 95% da população está satisfeita e 85% diz que atendimento melhorou muito

Jornal GGN - O Programa Mais Médicos, do governo federal, completou um ano, nesta semana, desde que os primeiros profissionais começaram a atuar. Uma pesquisa inédita mostra: 95% da população atendida e entrevistada diz estar satisfeita com a atuação dos médicos, com notas acima de 8 para os profissionais, e 86% avalia que o atendimento melhorou muito.

“O programa Mais Médicos efetivamente está garantindo mais acesso, qualidade e mais humanização no atendimento. E essa pesquisa confirma que aqueles que usam o Programa Mais Médicos, na periferia de grandes cidades, no interior do país, na Floresta Amazônica, no sertão nordestino, estão muito satisfeitos com o médico”, disse o ministro da Saúde Arthur Chioro, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (04).

A pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) entrevistou 4 mil pessoas em 200 municípios que contam com os médicos do programa, entre junho e julho deste ano.

A grande maioria (96%) afirmou que os profissionais são competentes e 90% aprovaram o tratamento durante o atendimento.

Um total de 84% dos entrevistados revela estar satisfeito com a duração da consulta médica, 83% vê uma melhoria nos esclarecimentos sobre os problemas de saúde e 80% estão contentes com o acompanhamento do paciente pelo mesmo profissional. Além disso, os usuários observaram que foram informados sobre outras formas e prevenção e ação: 67% receberam recomendações de alimentação e 56% de atividades físicas.

Em perguntas espontâneas, os entrevistados levantaram os pontos fortes do Programa Mais Médicos: 56% afirmaram que aumentou o atendimento e número de consultas, 33% ressaltaram a presença de médicos todos os dias nas unidades básicas e 37% elogiaram os médicos como atenciosos.

Apenas 2% considera que o Programa está pior do que o esperado, contra 74% que acredita estar melhor, e 19% acha que está como se esperava.

Mais formação

Junto com a apresentação da pesquisa, o ministro da Saúde anunciou, ao lado do ministro da Educação Henrique Paim, o terceiro eixo do Programa: 39 municípios receberão cursos de Medicina, ampliando também a área de especialização, com as residências médicas.

As cidades escolhidas têm 70 mil habitantes, não dispunham de curso superior para médicos, localizadas em 11 estados do país e nenhum dos municípios é capital. A intenção é oferecer a formação em regiões que necessitam do curso, mas que tenham estrutura da rede de saúde para realizar as atividades práticas, sobretudo no programa de residência.

Uma das condições para instituições de ensino superior receberem os cursos é realizar investimentos na rede de saúde.

O anúncio é parte da previsão de criar, até 2017, mais 11,5 mil vagas de graduação e 12,4 de residência, com foco na valorização da Atenção Básica e outras prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). Novas faculdades serão instaladas em regiões do Norte e Nordeste e em cidades do interior do país.

Desde a criação do Mais Médicos, os cursos de Medicina estão, em sua maioria, em municípios do interior: 11.269 vagas, diante de 10.045 em capitais. Antes, até 2012, as capitais tinham a maior oferta de vagas de graduação de médicos. 

Via http://jornalggn.com.br

 

Câncer de próstata: fumar após o diagnóstico pode matar mais do que o tumor!

Essa é uma daquelas notícias que considero como utilidade pública e que precisa de divulgação entre médicos e pacientes.

É muito comum pacientes com câncer não abandonarem por completo hábitos prejudiciais à saúde ou com potencial para isso. Essa atitude muitas vezes é tolerada por médicos que, considerando os desejos do paciente e a gravidade da doença, acabam por aceitar algumas atitudes potencialmente prejudiciais, mas com pouco impacto nos anos subsequentes ao diagnóstico de um câncer.

Com o cigarro não é diferente, é relativamente comum pacientes manterem o hábito após o diagnóstico e também não incomum, médicos tolerarem escapes em relação ao cigarro. Isso ocorre em consideração ao grande estresse já causado pela doença e pela possibilidade pequena de diminuir o risco de novos tumores causado pelo fumo em um curto prazo de tempo. Acredita-se que o risco para tumores em uma pessoa que parou de fumar volte a ser o mesmo de uma pessoa que não fuma apenas 20 anos a interrupção do tabagismo.

Contudo, um estudo americano realizado com financiamento público, veio para mudar radicalmente essa postura. Segundo publicação de dezembro de 2013, baseada no seguimento de pacientes ao longo dos anos, a chance de um paciente morrer com câncer e que fuma (diariamente ou eventualmente) é 76% maior do que o risco de morrer de um paciente com câncer e que parou de fumar assim que recebeu o diagnóstico.

Quando os pesquisadores analisaram o tempo médio de vida após o diagnóstico do câncer, mais números impressionantes: a sobrevida média para quem continuou fumando foi de apenas de 2,4 anos e a sobrevida de quem parou completamente o tabagismo foi de 4,4 anos.

No estudo, o tabagismo afetou não apenas pacientes com tumores reconhecidamente causados pelo fumo, como os tumores de pulmão, estômago ou bexiga. Pacientes com outros tumores também apresentaram risco elevado de morte quando mantiveram o tabagismo. O risco de morrer quando comparamos tabagistas aos ex-tabagistas é 34% maior quando consideramos todos os tipos de tumores em conjunto e 127% maior para quem recebeu o diagnóstico de câncer de próstata.

Especificamente para o câncer de próstata, esse estudo traz informação de extrema importância. Com o diagnóstico oportuno dos tumores, novas drogas que podem prevenir os pouco agressivos, com os métodos de tratamento clínico da doença avançada – que prolonga a vida com qualidade – e com o tratamento cirúrgico cada vez mais personalizado, podemos curar mais de 85% desses pacientes.

Ou seja, pacientes com câncer de próstata localizado ou avançado sobreviverão por muitos anos e estarão expostos as ações de saúde que tragam benefícios a curto ou a longo prazo. Nesse grupo de pacientes o benefício da parada do tabagismo pode ser concreto em trazer com mais anos de vida e com qualidade para desfrutar com suas famílias e pessoas queridas.

Dessa forma, todos os médicos que lidam com pacientes nessas condições devem reforçar a necessidade instruir seus pacientes a parar de fumar e, se possível, oferecer facilidades para que isso ocorra, como implantação de programas antitabagismo, indicação de profissionais capacitados e oferecer informação em linguagem simples. Para termos uma ideia a importância da organização dos médicos nesse sentido, sabe-se que apenas 50% dos pacientes tabagistas e com câncer nos EUA recebem orientação formal para interromperem o vício.

Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de um câncer ela em pouco tempo torna-se muito aberta a tudo que possa ajudar no tratamento e prevenção de novos problemas.

Esse é o momento de ouro para o médico e pode ser a diferença entre a vida e a morte para o paciente.

Por César Cãmara, via www.cesarcamara.com.br

Programa de Marina Silva prega terceirização irrestrita, alerta jurista

 
O programa econômico da candidata Marina Silva (PSB), lançado na sexta-feira 29, além de defender a autonomia do Banco Central, propor a redução do papel dos bancos públicos, acabar com a política de créditos direcionados, também propõe a terceirização ampla e irrestrita para todas as empresas, o que fere a Constituição Federal, precariza as relações de trabalho e representa uma ameaça para os trabalhadores. A avaliação é do advogado trabalhista Maximiliano Nagl Garcez, diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (Alal) e pesquisador-visitante na Harvard Law School.

 

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“O posicionamento dessa candidatura a respeito desse tema é extremamente assustador, porque já enfrentamos no sistema financeiro uma crescente terceirização, que reduz salário e retira direitos. E estamos correndo o sério risco de legalização da terceirização com os dois projetos em tramitação no Congresso (o PL 4330 na Câmara e o PLS PLS 087 no Senado) e o julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF”, alerta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Veja abaixo a análise do advogado Maximiliano Nagl Garcez sobre o programa de Marina Silva:

1. Programa de Marina Silva defende com unhas

e dentes a terceirização ampla e irrestrita

Ao pesquisar a palavra “terceirização” no Programa da candidata Marina Silva, li com extrema preocupação os trechos abaixo (íntegra disponível em http://marinasilva.org.br/programa/), que são muitíssimos parecidos com as propostas mais reacionárias e conservadoras existentes hoje no Brasil visando prejudicar os trabalhadores (como por exemplo o nefasto PL 4330):

Página 75: “…terceirização de atividades leva a maior especialização produtiva, a maior divisão do trabalho e, consequentemente, a maior produtividade das empresas. Com isso, o próprio crescimento do setor de serviços seria um motor do crescimento do PIB per capita. Ambas as explicações salientam o papel do comércio e serviços para o bem-estar da população. Mesmo assim, o setor encontra uma série de entraves ao seu desenvolvimento. Há no Brasil um viés contra a terceirização, e isso se traduz bem no nosso sistema tributário, que impõe impostos como ISS e ICMS − em cascata ou cumulativos − em transações que envolvem duas ou mais empresas. A consequência: algumas atividades que poderiam ser terceirizadas por empresas acabam realizadas internamente, em prejuízo da produtividade, porque essa forma de tributação eleva os custos e tira a vantagem da operação.”

E ainda que o trecho acima ainda fosse suficientemente claro, logo à frente fica ainda mais evidente a defesa escancarada da terceirização (contra a qual o movimento sindical e várias entidades da sociedade civil organizada vem lutando):

Página 76: “Existe hoje no Brasil um número elevado de disputas jurídicas sobre a terceirização de serviços com o argumento de que as atividades terceirizadas são atividades fins das empresas. Isso gera perda de eficiência do setor, reduzindo os ganhos de produtividade e privilegiando segmentos profissionais mais especializados e de maior renda. O setor de serviços é mais penalizado por esse tipo de problema, ficando mais exposto à consequente alocação ineficiente de recursos com perda de produtividade.”

Segue a péssima proposta da candidata, também à pág. 76: “Disciplinar a terceirização de atividades com regras que a viabilizem, assegurando o equilíbrio entre os objetivos de ganhos de eficiência e os de respeito às regras de proteção ao trabalho.”

Qualquer trabalhador ou sindicato que conheça o mundo do trabalho sabe que viabilizar a terceirização em todas as atividades de uma empresa, sem qualquer limite, por definição significa um enorme desrespeito “às regras de proteção ao trabalho”, como veremos a seguir.

2. O modelo precarizante proposto por

Marina Silva viola a Constituição Federal

A Constituição Federal de 1988 se configura como impedimento à eliminação e limitação do direitos trabalhistas e sindicais, defendida pelo programa da candidata Marina Silva e pelo PL 4330, de 2004. Tais propostas significam uma séria ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos, à sociedade e à democracia.

Veremos a seguir que é evidente a inconstitucionalidade, injustiça e inconveniência de tais propostas.

A primeira inconstitucionalidade da proposta de Marina Silva reside no princípio da igualdade, contido no art. 5º.,caput, da Constituição Federal. Está inserido no rol dos direitos fundamentais do cidadão, categoria de direitos que não estão afetos a restrições infraconstitucionais, o que significa que não podem ser limitados pelo ordenamento jurídico, seja quanto à regulamentação, efetivação ou exercício desses direitos.

Vejamos a redação do caput do art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:” (…) Ao prever uma ampla e irrestrita terceirização, há flagrante violação ao princípio da isonomia. A jurisprudência do STF demonstra que a proposição, caso venha a ser transformada em lei (o que, diga-se de passagem, consideramos altamente indesejável, ante sua completa inadequação com nosso ordenamento jurídico), seria considerada manifestamente inconstitucional: “Estabelece a Constituição em vigor, reproduzindo nossa tradição constitucional, no art. 5º, caput (…). (…) De outra parte, no que concerne aos direitos sociais, nosso sistema veda, no inciso XXX do art. 7º da Constituição Federal, qualquer discriminação decorrente – além, evidentemente, da nacionalidade – de sexo, idade, cor ou estado civil. Dessa maneira, nosso sistema constitucional é contrário a tratamento discriminatório entre pessoas que prestam serviços iguais a um empregador.” (RE 161.243, Rel. Min. Carlos Velloso, voto do Min. Néri da Silveira, julgamento em 29-10-1996, Segunda Turma, DJ de 19-12-1997.) negritamos O caput do art. 5º. deve ser interpretado em conjunto com os seguintes incisos do art. 3º. da CF: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

O art. 1º da Constituição Federal Brasileira coloca o valor social do trabalho, ao lado da dignidade da pessoa humana, como bens juridicamente tutelados e como fundamento para a construção de um Estado Democrático de Direito:

“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (…) III – a dignidade da pessoa humana;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.”

A interpretação e a aplicação do Direito do Trabalho estão obrigatoriamente condicionadas aos princípios constitucionais de valorização do trabalho e do trabalhador como fator inerente à dignidade da pessoa humana. Ao se eleger a dignidade do ser humano como fundamento da República Federativa do Brasil, constitucionalizam-se os princípios do direito laboral, com força e imperatividade aptas a conferir ao trabalho e ao trabalhador, o significado de sustentação do próprio sistema da nação brasileira. Tal proceder efetiva o Estado Democrático de Direito, fazendo com que os objetivos políticos decididos pela Constituição sejam atingidos por meio de todo o ordenamento jurídico.

A proteção da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho impede que qualquer norma que a viole (como tenta fazer o PL 4330 e a terceirização ampla e irrestrita defendida por Marina Silva) seja considera constitucional. Tal princípio impede qualquer atitude ou norma que diminua o status da pessoa humana enquanto indivíduo, cidadão e membro da comunidade. O tratamento dado ao terceirizado por Marina Silva, visto somente como um mero fator de produção, viola frontalmente tais princípios contidos no art. 1º. da Carta Magna.

3. Da ultrajante defesa de terceirização de toda

atividade empresarial no Programa de Marina Silva

A proposta de Marina Silva é clara: acabar com a discussão atividade-fim e atividade-meio, permitindo a terceirização de qualquer atividade empresarial e de qualquer setor de uma empresa.

Uma grande empresa, no modelo defendido por Marina Silva, nem mesmo precisaria ter trabalhadores. Poderia ter apenas contratos com outras empresas, que alugariam trabalhadores para o empresário, reduzindo o obreiro a uma mera mercadoria. E estas outras empresas terceirizadas, por sua vez, também não necessitariam ter trabalhadores: poderiam alugá-los de uma outra empresa, quarteirizada (ou quinterizada). Uso a expressão alugar pois infelizmente a proposta na prática acaba sendo o ultrajante aluguel de pessoas (proibido desde a Lei Áurea), e não o que a candidata eufemisticamente chamar ser “terceirização”.

A diferenciação atividade-fim e atividade-meio serve como um limite claro à terceirização, e tem permitido coibir tal prática por meio da Justiça do Trabalho. A análise da atividade-fim é voltada à atuação da empresa tomadora de serviços.

Pela proposta de Marina Silva, não há limite para o que a empresa tomadora de serviços pode terceirizar.

Ou seja: a empresa tomadora de serviços pode se tornar apenas uma administradora do CNPJ da empresa, terceirizando toda e qualquer atividade. E o trabalhador terceirizado poderá ser quarteirizado, quinterizado – ou seja, transformado em uma mercadoria, o que vai contra o princípio que determinou a fundação da OIT, da qual participou o Brasil: “O trabalho não é uma mercadoria.”

4. Proposta de Marina Silva é claramente antissindical

A proposta de Marina Silva significa na prática que o empregador escolherá quais sindicatos representarão seus trabalhadores, em clara violação à liberdade sindical. O que na verdade pretende é a aniquilação do movimento sindical, que tem sido nas últimas décadas uma das principas forças-motrizes da democracia, da sociedade civil organizada e da resistência ao projeto autoritário-neoliberal. Por isso, significa também uma disfarçada Reforma Política, a fim de silenciar os trabalhadores e seus representantes.

Os dispositivos constitucionais citados no item 2 acima seriam violados, caso fosse permitida a terceirização de atividade-fim. O TST já analisou de modo detalhado tal questão, em acórdão da E. SDI-1, tratando exatamente dos reflexos malignos da terceirização ampla na estrutura sindical: “PROCESSO Nº TST-E-RR-586341/1999.4 “De outro giro, a terceirização na esfera finalística das empresas, além de atritar com o eixo fundamental da legislação trabalhista, como afirmado, traria consequências imensuráveis no campo da organização sindical e da negociação coletiva. O caso dos autos é emblemático, na medida em que a empresa reclamada, atuante no setor de energia elétrica, estaria autorizada a terceirizar todas as suas atividades, quer na área fim, quer na área meio. Nessa hipótese, pergunta-se: a CELG, apesar de beneficiária final dos serviços prestados, ficaria totalmente protegida e isenta do cumprimento das normas coletivas pactuadas, por não mais responder pelas obrigações trabalhistas dos empregados vinculados aos intermediários? Não resta dúvida de que a consequência desse processo seria, naturalmente, o enfraquecimento da categoria profissional dos eletricitários, diante da pulverização das atividades ligadas ao setor elétrico e da consequente multiplicação do número de empregadores. Todas essas questões estão em jogo e merecem especial reflexão.”

Convém destacar que o STF coloca a liberdade sindical como predicado do Estado Democrático de Direito: “A liberdade de associação, observada, relativamente às entidades sindicais, a base territorial mínima – a área de um Município -, é predicado do Estado Democrático de Direito. Recepção da Consolidação das Leis do Trabalho pela Carta da República de 1988, no que viabilizados o agrupamento de atividades profissionais e a dissociação, visando a formar sindicato específico.” (RMS 24.069, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 22-3-2005, Primeira Turma, DJ de 24-6-2005.)

5. Da necessidade de impor limites à terceirização, ante

os prejuízos que traz aos trabalhadores e à sociedade

O fenômeno da terceirização é permitido por nosso ordenamento jurídico somente quanto ao trabalho temporário (Lei. 6.019/74), de vigilantes (Lei 7.102/83) e de serviços de limpeza e conservação (conforme a Súmula 331 do TST).

Tal Súmula considera ilegal a terceirização da atividade-fim da empresa. Ou seja, qualquer descentralização de atividades deverá estar restrita a serviços auxiliares e periféricos à atividade principal da empresa.

Uma adequada interpretação da Constituição Federal também permite colocar sérios limites ao fenômeno da terceirização, por meio da utilização dos princípios constitucionais da valorização do trabalho e da dignidade humana, como vimos acima.

Vejamos alguns dos prejuízos que a terceirização ampla e irrestrita defendida por Marina Silva traria aos trabalhadores e à sociedade:

a) a destruição da capacidade dos sindicatos de representarem os trabalhadores;

b) baixos salários e o desrespeito aos direitos trabalhistas, com impactos negativos na economia, no consumo e na receita da Previdência Social e do FGTS (usado primordialmente para saneamento básico e habitação), com prejuízos a todos; nesse sentido, convém mencionar as sábias palavras do magistrado José Nilton Pandelot, ex-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho: “Eu diria que a terceirização não é o futuro e sim a desgraça das relações de trabalho. Porque essa terceirização se estabelece na forma de precarização. Ela se desvia da sua finalidade principal. Não é para garantir a eficiência da empresa. É para reduzir o custo da mão-de-obra. Se ela é precarizadora, vai determinar uma redução da renda do trabalhador, vai diminuir o fomento à economia, diminuir a circulação de bens, porque vai reduzir o dinheiro injetado no mercado. Há um equívoco muito grande quando se pensa que a redução do valor da mão-de-obra beneficia de algum modo a economia. Quem compra, quem movimenta a economia são os trabalhadores. Eles têm que estar empregados e ganhar bem para os bens circularem no mercado. Pode não ser evitável, mas se continuar dessa forma, com uma terceirização que serve para a redução e a precarização da mão-de-obra, haverá um grande prejuízo à cidadania brasileira e à sociedade de um modo geral”;

c) precarização do trabalho e o desemprego. A alegada “geração de novos postos de trabalho” pela terceirização é uma falácia: o que ocorre com tal fenômeno é a demissão de trabalhadores, com sua substituição por “sub-empregados” (vide o exemplo da Argentina e da Espanha nos anos 90);

d) aumento do número de acidentes do trabalho envolvendo trabalhadores terceirizados, como já atestou o TST no julgado supracitado;

e) prejuízos aos consumidores e à sociedade, ante a profunda diminuição da qualidade dos serviços prestados nas áreas de saúde, educação, segurança, energia, água e saneamento (dentre inúmeros outros), que seriam fortemente afetados pela terceirização ilegal;

f) prejuízos sociais profundos. A ausência de um sistema adequado de proteção e efetivação dos direitos dos trabalhadores, com a existência de um grande número de trabalhadores precarizados, sem vínculo permanente, prejudica toda a sociedade, degradando o trabalho e corroendo as relações sociais: “Como se podem buscar objetivos de longo prazo numa sociedade de curto prazo? Como se podem manter relações sociais duráveis? Como pode um ser humano desenvolver uma narrativa de identidade e história de vida numa sociedade composta de episódios e fragmentos? As condições da nova economia alimentam, ao contrário, a experiência com a deriva no tempo, de lugar em lugar, de emprego em emprego. Se eu fosse explicar mais amplamente o dilema de Rico, diria que o capitalismo de curto prazo corrói o caráter dele, sobretudo aquelas qualidades de caráter que ligam os seres humanos uns aos outros, e dão a cada um deles um senso de identidade sustentável.” (SENNETT, Richard. A Corrosão do Caráter: As Conseqüências Pessoais do Trabalho no Novo Capitalismo. Trad. Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 27).

6. Conclusão: a proposta de Marina Silva é uma série ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira

Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. A luta contra a terceirização ampla e irrestrita (infelizmente proposta de modo veemente no Programa da candidata Marina Silva), lembra à sociedade os princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que ela própria fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal, e a necessidade de proteger a democracia, a coisa pública e a qualidade do serviços públicos, essenciais para o bem-estar da população.

A candidata Marina Silva, ao apresentar opiniões frontalmente contrárias aos trabalhadores e ao defender a terceirização ampla e irrestrita, ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tais temerosas propostas:

- criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;

- aumentaria a desigualdade social;

- tornaria ainda mais frequentes os acidentes e mortes no trabalho;

- diminuiria o consumo;

- e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira.

Fonte: Contraf-CUT

PROGRAMA DE MARINA TAMBÉM PLAGIOU GESTÃO LULA

247 – Em mais um falso passo que indica despreparo em concorrer à Presidência do Brasil, depois de copiar artigo da USP e programa de FHC, Marina Silva plagiou também o ex-presidente Lula.

Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, seu plano de governo reproduziu na íntegra três propostas de Lula para a saúde em 2006. O texto copiado prometia “ampliar o Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), estendendo, com o apoio das Forças Armadas, o atendimento a regiões de difícil acesso”.

Outra promessa repetida fala em apoiar a “criação das Centrais de Regulação, garantindo o acesso dos cidadãos, de forma mais rápida e humanizada, à rede hierarquizada de atenção integral à saúde”.

Reportagem da Folha de S. Paulo publicada hoje aponta que o texto também aproveita trechos de um discurso feito pela candidata há mais de quatro anos, em Nova York, sem citar que trata-se de uma fala da própria Marina realizada em 2010.

Ontem, veio à tona a cópia de trechos usados no “eixo 3″, sobre “Educação, cultura e ciência, Tecnologia e Inovação”, de um artigo publicado (acesse aqui) pela edição número 89 da Revista da USP (março/maio 2011), sem citar a fonte nem o autor, como é comum em casos de plágio.

Nessa semana, o candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, também acusou Marina de plagiar parte do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002. “O capítulo do programa de Marina é uma cópia exata do PNDH de FHC.

“Não se teve sequer o cuidado de alterar palavras. Isso é apenas mais uma sinalização do improviso, e da enorme contradição que ronda essa candidatura”, acrescentou o tucano.

(Brasil 247)

Leonardo Boff: ‘Pobres perderam uma aliada, e os opulentos ganharam uma facilitadora’

São Paulo – Leonardo Boff é um dos mais brilhantes e respeitados intelectuais do Brasil. Teólogo, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação, ficou conhecido pela sua história de defesa intransigente das causas sociais. Atualmente, dedica-se sobretudo às questões ambientais.

Ele conhece Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, desde os tempos em que ela atuava no Acre e estava muito ligada à Teologia da Libertação. Acompanhou toda a sua trajetória.

Em 2010, chegou a sonhar com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, chegar a presidente do Brasil. Hoje, não.

“Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar”, observa Boff em entrevista exclusiva ao Viomundo.

Para Boff, Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal.

“Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros”, alerta. “Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de ‘austeridade fiscal’ que está afundando as economias da zona do Euro”.

Sobre a  autonomia do Banco Central prevista no programa de Marina, Boff detona: “Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países”.

Confira, abaixo, a íntegra da entrevista. Nela, Boff aborda o recuo de Marina em relação à criminalização da homofobia, a sua trajetória religiosa, e a influência de Silas Malafaia, Neca Setúbal (Banco Itaú), Guilherme Leal (Natura) e do economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Também a autonomia formal do Banco Central e o risco de ela sofrer impeachment.

Na última sexta-feira, Marina lançou o seu programa de governo, que previa o reconhecimento da união homoafetiva e a criminalização da homofobia. Bastou o pastor Malafaia tuitar quatro frases para ela voltar atrás. O que achou dessa postura? É cristão não criminalizar a homofobia, que frequentemente provoca assassinatos?

Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar. Numa ocasião, ela chegou a declarar que um dos objetivos desta eleição é tirar o PT do poder, o que faz supor mágoas não digeridas contra o PT que ajudou a fundar.

O Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus à qual Marina pertence, é o seu Papa. O Papa falou, ela, fundamentalisticamente obedece, pois vê nisso a vontade de Deus. E, aí, muda de opinião. Creio que não o faz por oportunismo político, mas por obediência à autoridade religiosa, o que acho, no regime democrático, injustificável.

Um presidente deve obediência à Constituição e ao povo que a elegeu e não a uma autoridade exterior à sociedade.

Qual o risco para a democracia brasileira de alguém na presidência estar submissa a visões tão retrógradas em pleno século XXI, ignorando os avanços, as modernidades?

Um fundamentalista é um dos atores políticos menos indicado  para exercer o cargo da responsabilidade de um presidente. Este deve tomar decisões dentro dos parâmetros constitucionais, da democracia e de um estado laico e pluralista. Este tolera todas as expressões religiosas, não opta por nenhuma, embora reconheça o valor delas para a qualidade ética e espiritual da vida em sociedade.

Se um presidente obedece mais aos preceitos de sua religião do que aos da Constituição, fere a democracia e entra em conflito permanente com outros até de sua base de sustentação, pois os preceitos de uma religião particular não podem prevalecer sobre a totalidade da sociedade.

A seguir estritamente nesta linha, pode acontecer um impeachment à Marina, por inabilidade de coordenar as tensões políticas e gerenciar conflitos sempre presentes em sociedades abertas.

Lá atrás Marina Silva esteve ligada à Teologia da Libertação. Atualmente, é da Assembleia de Deus. O que o senhor diria dessa trajetória religiosa? O que representa essa guinada para o conservadorismo exacerbado?

Respeito a opção religiosa de Marina bem como de qualquer pessoa. Eu a conheço do Acre e ela participava dos cursos que meu irmão teólogo Frei Clodovis (trabalhava 6 meses na PUC do Rio e 6 meses na igreja do Acre) e eu dávamos sobre Fé e Política e sobre Teologia da Libertação.

Aqui se falava da opção pelos pobres contra a pobreza, a urgência de se pensar e criar um outro tipo de sociedade e de país, cujos principais protagonistas seriam as grandes maiorias pobres junto com seus aliados, vindos de outras classes sociais. Marina era uma liderança reconhecida e amada por toda a Igreja.

Depois, ao deixar o Acre, por razões pessoais, converteu-se à Igreja Assembleia de Deus. Esta se caracteriza por um cristianismo fundamentalista, pietista e afastado das causas da pobreza e da opressão do povo. Sua pregação é a Bíblia, preferentemente o Antigo Testamento, com uma leitura totalmente descontextualizada daquele tempo e do nosso tempo. Como fundamentalista é uma leitura literalista, no estilo dos muçulmanos.

Politicamente tem consequências graves: Marina pôs o foco no pietismo e no fundamentalismo, na vida espiritual descolada da história presente e quase não fala mais da opção pelos pobres e da libertação. Pelo menos não é este o foco de seu discurso.

A libertação para ela é espiritual, do pecado e das perversões do mundo. Com esse pensamento é fácil ser capturada pelo sistema vigente de mercado, da macroeconomia neoliberal e especulativa.

Isso é inegável, pois seus assessores são desse campo: a herdeira do Banco Itaú Maria Alice (Neca), Guilherme Leal da Natura e o economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Os pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora.

E eu que em 2010 sonhava com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, dos operários explorados das grandes fábricas, dos invisíveis, alguém que viria dos fundos da maior floresta úmida do mundo, a Amazônia, chegar a ser presidente de um dos maiores países do mundo, o Brasil?! Esse sonho foi uma ilusão que faz doer até os dias de hoje. Pelo menos vale como um sonho que nunca morre!

O programa de Marina prevê autonomia ao Banco Central. O que acha dessa medida?

Eu me pergunto, autonomia de quem e para quem? Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. Um presidente/a é eleito para governar seu povo e um dos instrumentos principais é o controle monetário que assim lhe é subtraído. Isso é absolutamente antidemocrático e comporta submissão à tirania das finanças que são cada vez mais vorazes, pondo países inteiros à falência como é o caso da Grécia, da Espanha, da Itália, de Portugal e outros.

Essa medida expressa a influência de Neca Setúbal, herdeira do Itaú, no seu futuro governo?

Quem controla a economia controla o país, ainda mais que vivemos numa sociedade de “Grande Transformação” denunciada pelo economista húngaro-americano Karl Polaniy ainda em 1944 quando, como diz, passamos de uma sociedade com mercado para uma sociedade só de mercado. Então tudo vira mercadoria, inclusive as coisas mais sagradas como água, alimentos, órgãos humanos.

A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países. A partir desse controle, estabelecem os níveis dos juros, a meta da inflação, a flutuação do dólar e a porcentagem do superávit primário (aquela quantia tirada dos impostos e reservada para pagar os rentistas, aqueles que emprestaram dinheiro ao governo).

Os bancos jogam um papel decisivo, pois é através deles que se fazem os repasses dos empréstimos ao governo e se cobram juros pelos serviços. Quanto maior for o superávit primário a alíquota Selic mais lucram. Pode ser que a citada Neca Setúbal tenha tido influência para que a candidata Marina acreditasse neste receituário, velho, antipopular, danoso para as grandes maiorias, mas altamente benéfico para o sistema macroeconômico vigente.

As avaliações feitas até agora mostram que o programa econômico de Marina é o mesmo de Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. São neoliberais. O que representaria para o Brasil o retorno a esse modelo? O senhor acha que, se eleita, o governo Marina teria conotações neoliberais?

Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal. Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros.

Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de “austeridade fiscal” ,que está afundando as economias da zona do Euro e não deram certo em lugar nenhum do mundo, se olharmos a política econômica a partir da maioria da população. Dão certo para os ricos que ficam cada vez mas ricos, como é o caso dos EUA onde 1% da população ganha o equivalente ao que ganham 99% das pessoas. Hoje os EUA são um dos países mais desiguais do mundo.

Foi amplamente divulgado que Marina consulta a Bíblia antes de tomar decisões complexas. Esta visão criacionista do mundo é compatível com um mundo laico?

O que Marina pratica é o fundamentalismo. Este é uma patologia de muitas religiões, inclusive de grupos católicos. O fundamentalismo não é uma doutrina. É uma maneira de entender a doutrina: a minha é a única verdadeira e as demais estão erradas e como tais não têm direito nenhum.

Graças a Deus que isso fica apenas no plano das ideias. Mas facilmente pode passar para o plano da prática. E, aí, se vê evangélicos fundamentalistas invadirem centros de umbanda ou do candomblé e destruírem tudo ou fazerem exorcismos e espalharem sal para todo canto. E no Oriente Médio fazem-se guerras entre fundamentalistas de tendências diferentes com grande eliminação de vidas humanas como o faz atualmente o recém-criado Estado Islâmico. Este pratica limpeza étnica e mata todo mundo de outras etnias ou crenças diferentes das dele.

Marina não chega a tanto. Mas possui essa mentalidade teologicamente errônea e maléfica. No fundo, possui um conceito fúnebre de Deus. Não é um Deus vivo que fala pela história e pelos seres humanos, mas falou outrora, no passado, deixou um livro, como se ele nos dispensasse de pensar, de buscar caminhos bons para todos.

O primeiro livro que Deus escreveu são a criação e a natureza. Elas estão cheias de lições. Criou a inteligência humana para captarmos as mensagens da natureza e inventarmos soluções para nossos problemas.

A Bíblia não é um receituário de soluções ou um feixe de verdades fixadas, mas uma fonte de inspiração para decidirmos pelos melhores caminhos. Ela não foi feita para encobrir a realidade, mas para iluminá-la. Se um fundamentalista seguisse ao pé da letra o que está escrito no livro Levítico 20,13 cometeria um crime e iria para a cadeia, pois aí se diz textualmente:  “Se um homem dormir com outro, como se fosse com mulher, ambos cometem grave perversidade e serão punidos com a morte: são réus de morte”.

Marina fala em governar com os melhores. É possível promover inclusão social, manter políticas que favorecem os mais pobres com uma política econômica neoliberal?

Marina parece que não conhece a realidade social na qual há conflitos de interesses, diversidade de opções políticas e ideológicas, algumas que se opõem completamente às outras.

Lendo o programa de governo do PSB de Marina parece que fazemos um passeio ao jardim do Éden. Tudo é harmonioso, sem conflitos, tudo se ordena para o bem do povo. Se entre os melhores estiver um político, para aceitar seu convite, deverá abandonar seu partido e com isso, segundo a atual legislação, perderia o mandato.

Ela necessariamente, se quiser governar, deverá fazer alianças, pois temos um presidencialismo de coalizão. Se fizer aliança com o PMDB deverá engolir o Sarney, o Renan Calheiros e outros exorcizados por Marina. Collor tentou governar com base parlamentar exígua e sofreu um impeachment.

Marina é preparada para presidir um país tão complexo como o Brasil?

Eu pessoalmente estimo sua inteireza pessoal, sua visão espiritualista (abstraindo o fundamentalismo), sua busca de ética em tudo o que faz. Estimo a pessoa,  mas questiono o ator político. Acho que não tem a inteligência política para fazer as alianças certas. O presidente deve ser uma pessoa de síntese, capaz de equilibrar os interesses e resolver conflitos para que não sejam danosos e chegar a soluções de ganha-ganha. Para isso precisa-se de habilidade, coisa que em Lula sobrava. Marina, por causa de seu fundamentalismo, não é uma pessoa de síntese,  mas antes de divisão.

A preservação efetiva do meio ambiente é compatível com o capitalismo selvagem dos neoliberais?

Entre capitalismo e ecologia há uma contradição direta e fundamental. O capitalismo quer acumular o mais que pode sem qualquer consideração dos bens e serviços limitados da Terra e da exploração das pessoas. Onde ele chega, cria duas injustiças: a social, gerando muita pobreza de um lado e grande riqueza do outro; e uma injustiça ecológica ao devastar ecossistemas e inteiras florestas úmidas.

Marina fala de sustentabilidade, o que é correto. Mas deve ficar claro que a sustentabilidade só é possível a partir de outro paradigma que inclui a sustentabilidade ambiental, político-social, mental e integral (envolvendo nossa relação com as energias de todo o universo).

Portanto, estamos diante de uma nova relação para com a natureza e a Terra, onde as medidas econômicas preconizadas por Marina contradizem esta visão. Temos que produzir, sim, para atender demandas humanas, mas produzir respeitando os limites de cada ecossistema, as leis da natureza e repondo aquilo que temos demasiadamente retirado dela.

Marina quer a produção sustentável, mas mantém a dominação do ser humano sobre a natureza. Este está dentro da natureza, é parte dela e responsável por sua conservação e reprodução, seja como valor em si mesmo, seja como matriz que atende nossas necessidades e das futuras gerações.

Ocorre que atualmente o sistema está destruindo as bases físico-químicas que sustentam a vida. Por isso, ele é perigoso e pode nos levar a uma grande catástrofe. E com certeza os que mais sofrerão, serão aqueles que sempre foram mais explorados e excluídos do sistema. Esta injustiça histórica nós não podemos aceitar e repetir.

(Conceição Lemes, Viomundo)

‘Reforma política irá solidificar e ampliar conquistas sociais dos negros no Brasil’

São Paulo – O plebiscito popular para a realização de uma Constituinte exclusiva que defina reformas no sistema político brasileiro representa, na visão do diretor-executivo da ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), Frei David Raimundo, um instrumento essencial para consolidar as conquistas sociais da população negra. Ele acredita que, por meio de uma Assembleia Constituinte, a política de cotas raciais nas universidades públicas, estabelecida em 2012, e também nos concursos federais, sancionada neste ano, será solidificada e ampliada.

“Seja quem for o presidente da República, essa política não pode ser mexida mais, a não ser que se volte a discuti-la na Câmara dos Deputados e no Senado, e que se mude as leis. Mas isso seria uma afronta a nós, negros. Portanto, a Constituinte vai consolidar essas conquistas e ampliar tantas outras”, defende.

A população brasileira é hoje composta por maioria negra. Na última amostragem feita pelo IBGE, em 2010, 50,7% dos brasileiros se declararam pretos ou pardos. No entanto, segundo o diretor da Educafro, essas pessoas ainda estão, em grande parte, excluídas de cargos políticos no Congresso Nacional. Somente 9,8% dos senadores e deputados brasileiros são pretos ou pardos, de acordo com estudo realizado pela ONG Transparência Brasil, em 2013. Na Câmara dos Deputados, a parcela corresponde a 10,7%,  só 55 dos 513 deputados são negros. Já no Senado, o número é ainda menor: são três pretos (3,7%), em 81 parlamentares.

Para o diretor da Educafro, os dados alarmantes são evidências de que o sistema político atual é profundamente viciado e mantido por “amarras negativas” criadas pelo sistema financeiro. Por isso, faz-se necessária uma reforma política que altere a forma de governo e estimule e assegure a participação popular. “Se o seu deputado, o seu senador e até o seu candidato à presidência, não for a favor de uma Constituinte do sistema político, dificilmente ele vai ajudar o país a ser melhor em seu mandato”, argumenta Frei Raimundo.

(Rede Brasil Atual)

Onda Marina bate em Dilma e não avança, por José Roberto de Toledo

do Estadão

Onda Marina bate em Dilma e não avança

JOSE ROBERTO DE TOLEDO

A onda de opinião pública que empurrou Marina Silva morro cima começa a encontrar resistências pelo caminho e tem dificuldade para continuar avançando. Após dizimar o eleitorado indeciso e insatisfeito, a candidata do PSB tem que tirar votos de concorrentes diretos para continuar crescendo. Tirou de Aécio Neves (PSDB), mas parou de tirar de Dilma […]

A onda de opinião pública que empurrou Marina Silva morro cima começa a encontrar resistências pelo caminho e tem dificuldade para continuar avançando. Após dizimar o eleitorado indeciso e insatisfeito, a candidata do PSB tem que tirar votos de concorrentes diretos para continuar crescendo. Tirou de Aécio Neves (PSDB), mas parou de tirar de Dilma Rousseff (PT).

A pesquisa Ibope mostra que Dilma recuperou 3 dos 4 pontos que havia perdido para Marina na semana passada. É um indicativo de que a presidente quicou no seu piso, abaixo do qual nunca desceu. Os 37% encontrados agora pelo Ibope estão pouco acima dos 34% que a que a presidente tinha descido nas pesquisas do Ibope, Datafolha e MDA da semana passada.

Já os 33% de Marina neste Ibope estão no mesmo patamar a que a candidata do PSB havia chegado no Datafolha de sexta passada.

A resistência de Dilma se deve a uma melhora lenta mas contínua da avaliação de seu governo que coincidiu com o início da propaganda eleitoral na TV e no rádio. A petista ocupa quase metade desse horário. Em julho, sua taxa de ruim/péssimo caiu de 33% para 26%. Já a de ótimo/bom era de 31% e agora é de 36%. Três de cada quatro desses eleitores votam em Dilma.

Outro sinal de que Marina terá dificuldade para subtrair mais votos de Dilma é que o eleitor da petista é mais firme do que o da candidata do PSB. Segundo o Ibope, 61% de quem declara voto em Dilma diz que é uma decisão definitiva e que “não mudará de jeito nenhum”. Entre os de Marina essa convicção é 11 pontos menor: 50% dizem que não mudam mais de candidata.

Por essa resposta e pelo histórico recente, Marina tem mais chances de tirar votos de Aécio: com diferentes graus de incerteza, 46% dos eleitores do tucano admitem mudar seu voto. Desde que Marina entrou na disputa, Aécio já perdeu oito pontos.

Para complicar, enquanto Marina aparece no Ibope ganhando de Dilma na simulação de segundo turno, Aécio está mais distante da vitória hoje do que estava na semana passada. Aos olhos do eleitor mudancista, Marina é, cada vez mais, a única alternativa viável para, como diz Aécio, tirar o PT do governo.

Há cada vez menos eleitores disponíveis para serem capturados pelos candidatos. Os indecisos regrediram a taxas de véspera de eleição. E os brancos e nulos estão se aproximando do que costuma aparecer na urna.

Na prática, a eleição está caminhando para um segundo turno antecipado. Os votos que saem de um candidato vão diretamente para o outro, sem escalas, e, assim, acabam contando dobrado. Assim, as diferenças se encurtam ou se ampliam mais rapidamente. A eleição segue aberta. Marina venceria no segundo turno, mas a maior parte dos eleitores ainda acha Dilma favorita.

MEC libera cursos de Medicina em 39 municípios

São Paulo – O Ministério da Educação (MEC) liberou a criação de cursos de Medicina em 39 municípios do país, 14 deles no estado de São Paulo.

Outras sete cidades têm prazo de seis meses para fazer adequações e, com isso, estarão também habilitadas para sediar os cursos.

Os resultados fazem parte de um processo de seleção e avaliação realizado a partir de outubro do ano passado.

Ao todo, 205 municípios manifestaram interesse em sediar cursos e 154 encaminharam documentação solicitada.

Do total, no entanto, apenas 39 preencheram os requisitos necessários.

São Paulo foi o Estado com maior número de cidades consideradas aptas para sediar cursos: 14. Em seguida, veio a Bahia, com seis . Minas e Paraná tiveram, cada um, quatro cidades aprovadas. O Rio de Janeiro teve dois municípios selecionados.

Na lista de sete municípios com pendência, São Paulo também é o que apresenta maior número de cidades: três. Rio, Maranhão e Pará têm uma cidade considerada apta, mas com pendência.

A partir de agora, 39 municípios partem para a segunda fase, que é a apresentação de um plano de implantação das escolas.

Uma audiência pública será realizada na próxima semana para discussão dos critérios de escolha das instituições. Municípios selecionados têm agora o compromisso de melhorar e manter a infraestrutura de saúde.

O MEC afirma que outras listas de municípios selecionados será divulgada. A segunda chamada deverá ser publicada em setembro.

De acordo com secretária de Regulação da Secretaria de Educação Superior do MEC, Marta Abramo, foram criadas até agora 4.199 vagas de cursos de Medicina. Com editais, outras 2 mil deverão ser abertas.

“Primeiro selecionamos o município, depois a entidade faz a proposta. Ela tem assim garantia de que seus investimentos terão retorno e nós, que a infraestrutura montada será adequada”, disse o ministro da Educação, Henrique Paim.

“É um processo que está começando. Temos agora todo o trabalho de selecionar as instituições, um processo que terá de ser feito de forma transparente.”

Segundo o ministro, na audiência pública, serão discutidos os termos do edital de seleção.

(Ligia Formenti, Estadão Conteúdo)

A eleição para o Senado em oito Estados

Romário, Suplicy e Olívio Dutra (Imagem: Pragmatismo Político)

Pesquisas de intenção de voto para o Senado divulgadas nos últimos dois dias mostram que a disputa em oito estados está concentrada em cinco partidos: PT, PSDB, PDT, PSB e DEM. Candidatos dessas legendas estão isolados na liderança no Rio de Janeiro (PSB), no Distrito Federal (PDT), em Pernambuco (PT), no Ceará (PSDB), em Minas Gerais (PSDB) e em Sergipe (DEM). Ou disputam voto a voto em São Paulo (PSDB e PT) e no Rio Grande do Sul (PDT ou PT), onde há indicação de empate técnico.

Assim como fazia nos gramados, o ex-jogador e atual deputado Romário (PSB-RJ) deu uma bela arrancada. De olho no Senado, o “Baixinho” ampliou sua vantagem sobre o ex-prefeito César Maia (DEM), que convive com as incertezas de sua candidatura, barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) com base na Lei da Ficha Limpa. Pelo Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (4), Romário chegou a 38% das intenções de voto e abriu 13 pontos de frente sobre César. No levantamento anterior, divulgado em 13 de agosto, o candidato do PSB tinha 29% e o do Democratas, 23%. Romário tem vantagem ainda maior, segundo o Ibope – 40% ante os 19% de César Maia – em pesquisa divulgada anteontem (2).

Voto a voto

Em São Paulo, o senador Eduardo Suplicy (PT) subiu e encostou no ex-governador José Serra (PSDB). O Datafolha vê empate técnico entre os dois, e o Ibope, vantagem mínima para o tucano. Pelo primeiro instituto, o ex-governador tem 35% da preferência e o senador, 32% – empatados quando se considera a margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No levantamento anterior, Serra liderava com 34%, enquanto Suplicy tinha 29%. De acordo com o Ibope, o tucano lidera com 33% contra 28% – um ponto acima do empate técnico. Em relação à pesquisa passada, o petista avançou quatro pontos, enquanto seu adversário manteve a pontuação.

Assim como em São Paulo, a disputa está acirradíssima no Rio Grande do Sul, onde o jornalista Lasier Martins (PDT) está empatado na liderança com o ex-governador Olívio Dutra (PT) na liderança – ambos têm 29% da preferência, segundo o Datafolha. No levantamento anterior, o cenário era de empate técnico: Lasier tinha 29% e Olívio, 26%. O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que desistiu da aposentadoria para substituir Beto Albuquerque (PSB), guindado ao posto de vice de Marina, estreia nas pesquisas deste ano com 15%. Beto tinha 12% quando concorria.

Em Pernambuco, o deputado petista João Paulo Lima e Silva viu cair em 16 pontos a frente que tinha sobre o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), depois da morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB). João Paulo perdeu oito pontos em relação à pesquisa anterior do Datafolha e tem agora 35% das intenções de voto; já Bezerra ganhou oito pontos e aparece com 24%.

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) oscilou um ponto para baixo, mas, com 41% das intenções, segue como favorita na disputa ao Senado por Sergipe. O petista Rogério Carvalho subiu de 13% para 20%, segundo o Ibope.

Liderança folgada

No Distrito Federal, o deputado Reguffe (PDT) cresceu cinco pontos e aumentou sua vantagem sobre seu principal adversário, o também deputado Magela (PT), que perdeu nove pontos. Candidato à reeleição, o senador Gim Argello (PTB-DF) caiu três pontos. Segundo o Datafolha, Reguffe lidera com 34%, seguido por Magela (13%) e Gim Argello (10%).

No Ceará e em Minas Gerais, o cenário é de tranquilidade para dois ex-governadores tucanos. O cearense Tasso Jereissati oscilou um ponto para cima no Datafolha. Lidera com 54%. Mauro Filho (Pros), seu principal oponente, tem 20%. Já o mineiro Antonio Anastasia (PSDB) tem 44% das intenções ante os 12% do empresário Josué Alencar (PMDB), filho do ex-vice-presidente José Alencar.

Veja como está a disputa ao Senado nesses oito estados:

Rio de Janeir

Ibope
Romário (PSB) – 40%
Cesar Maia (DEM) – 19%
Eduardo Serra (PCB) – 5%
Carlos Lupi (PDT) – 3%
Pedro Rosa (Psol) – 2%
Liliam Sá (Pros) – 1%
Diplomata Sebastião Neves (PRB) – 1%
Heitor Fernandes (PSTU) – 1%
Brancos e nulos – 15%
Indecisos – 13%
Entrevistados – 1.610 eleitores
Margem de erro – 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Data da pesquisa: 30 de agosto e 1º de setembro
Registro no TSE – BR-00491/2014

Distrito Federal

Datafolha
Reguffe (PDT) – 34%
Magela (PT) – 13%
Gim Argello (PTB) – 10%
Sandra Quezado (PSDB) – 1%
Robson (PSTU) – 1%
Aldemário (Psol) – 0%
Expedito Mendonça (PCO) – 0%
Jamil Magari (PCB) – 0%
Brancos e nulos – 14%
Indecisos – 25%
Entrevistados: 722 eleitores
Margem de erro: 4 pontos
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014.

São Paulo

Datafolha
José Serra (PSDB) – 35%
Eduardo Suplicy (PT) – 32%
Gilberto Kassab (PSD) – 8%
Ana Luiza (PSTU) – 2%
Marlene Campos Machado (PTB) – 1%
Fernando Lucas (PRP) – 1%
Edmilson Costa (PCB) – 0%
Kaka Wera (PV) – 0%
Genildo Moreira (PSB) – 0%
Senador Fláquer (PRTB) – 0%
Juraci Garcia (PCO) – 0%
Brancos e nulos – 8%
Não sabe – 11%
Margem de erro: 2 pontos
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Entrevistados – 2.054 eleitores
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014

Rio Grande do Sul

Datafolha
Lasier Martins (PDT) – 29%
Olívio Dutra (PT) – 29%
Pedro Simon (PMDB) – 15%
Simone Leite (PP) – 4%
Ciro Machado (PMN) – 1%
Júlio Flores (PSTU) – 1%
Gold (PRP) – 0
Em branco/nulo/nenhum – 4%
Indecisos – 17%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 1.197 eleitores
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014

Ceará

Datafolha
Tasso Jereissati (PSDB) – 54%
Mauro Filho (Pros) – 20%
Raquel Dias (PSTU) – 2%
Geovana Cartaxo (PSB) – 2%
Brancos e nulos – 9%
Indecisos – 13%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 1.042 eleitores
Data da pesquisa – 1º e 2 de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014

Pernambuco

Datafolha
João Paulo (PT) – 35%
Fernando Bezerra Coelho (PSB) – 24%
Simone Fontana (PSTU) – 2% e
lbanise Pires (Psol) – 1%
Oxis (PCO) – 0%
Brancos e nulos – 14%
Indecisos – 24%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 1.185 eleitores
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR-00517/2014.

Minas Gerais

Antonio Anastasia (PSDB) – 44%
Josué Alencar (PMDB) – 12%
Tarcísio (PSDC) – 2%
Margarida Vieira (PSB) – 2%
Edilson Nascimento (PTdoB) – 1%
Graça (PCO) – 1%
Pablo Lima (PCB) – 1%
Geraldo Batata (PSTU) – 0%
Brancos e nulos – 12%
Indecisos – 26%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 1.212 eleitores
Data da pesquisa – 2 e 3 de setembro
Registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) – 00075/2014

Sergipe

Maria do Carmo (DEM) – 41%
Rogério (PT) – 20%
Professor Marques (PCB) – 2%
Brancos e nulos – 20%
Bila (PPL) – 0%
Leandro (PSTU) – 0%
Indecisos – 16%
Margem de erro – 3 pontos
Entrevistados – 812 eleitores
Data da pesquisa – 30 de agosto e 1º de setembro
Registro no Tribunal Superior Eleitoral – BR00504/2014

Congresso em Foco

Em Fortaleza, Dilma diz ter apoio ‘moderado’ a Camilo Santana e Eunício Oliveira

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tentou evitar, durante entrevista coletiva à imprensa, questionamentos de jornalistas sobre apoio dela às candidaturas de Camilo Santana (PT) e de Eunício Oliveira (PMDB) ao Governo do Estado do Ceará.

Dilma foi perguntada se pediria votos para o petista em solo cearense, mas manteve o silêncio e entrou em outro assunto. Após um novo questionamento, a candidata admitiu ter dois apoiadores no Estado e disse ter atitude ‘moderada’ com relação às candidaturas de Camilo e Eunício.

A postulante à reeleição gravou programas eleitorais na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e visitou um residencial no bairro José Walter, que foi construído por meio do programa Minha Casa Minha Vida.

Mais cedo, em entrevista ao Blog Política, do Diário do Nordeste, Camilo Santana, que não esteve junto da candidata durante rápida passagem no Estado, disse que não seria ‘empecilho’ para a Dilma em solo cearense.

O meu desejo é a eleição dela e isso está acima de qualquer questão local”, afirmou o candidato. Ontem, ele negou haver constrangimento em razão da ausência dele na agenda da presidente, durante a realização de uma carreata em Messejana.

“Minha Casa, Minha Vida” defendida

Em entrevista coletiva, concedida em frente ao conjunto habitacional Cidade Jardim, Dilma defendeu o subsídio e se opôs aos demais candidatos que são contra o apoio monetário oferecido pelo “Minha Casa, Minha Vida”.

“Dois candidatos estão contra os subsídios, mas não tem milagre que faça uma família que ganha R$ 800 de rendimento pagar prestações de R$ 940 para comprar uma casa como a que é oferecida pelo programa. Aqueles que diziam que defendiam a prática são contra e querem acabar com o programa habitacional”, afirmou Dilma Rousseff.

A candidata à reeleição da Presidência também afirmou que “todas as classes ganharam nesses últimos 12 anos de governo” e reforçou que “os pobres ganharam mais porque precisam mais”. 

“Assim como mulheres têm a Lei Maria da Penha porque estão mais sujeitas à violência, mas isso não quer dizer que os homens não estão sujeitos à violência e que não devemos nos preocupar com a segurança deles, mas as mulheres precisam mais”, comparou Dilma Rousseff.

Dilma promete mudanças

Com relação à política econômica, alvo de críticas por parte dos adversários da petista na corrida presidencial, Dilma deu como certa mudança na equipe. “Governo novo, equipe nova”, disse. Sobre a saída de Guido Mantega, a presidente tentou desviar o assunto e justificou em tom de piada o porquê de não revelar qualquer nome para cargos ministeriais. “Isso pode dar azar”, brincou.

(Diário do Nordeste)

Presidente do Itaú, Roberto Setúbal, taxa governo Dilma de ‘medíocre’ e torce por Marina

SETÚBAL E MARINA

Repercutiu nesta quarta-feira, no mercado financeiro e nos meios políticos do país, o discurso do presidente do banco Itaú, Roberto Setubal, na cerimônia de comemoração dos 90 anos da instituição, noite passada. O banqueiro escancarou sua torcida pela vitória da candidata do PSB/Rede Sustentabilidade à Presidência da República, Marina Silva e não poupou críticas, ainda que veladas, à presidenta e candidata petista, Dilma Rousseff. Para o banqueiro, o Brasil vive um momento histórico, diante de uma “eleição presidencial que mudará o rumo do país” e, em seguida, disse que está na torcida para que Marina Silva seja vitoriosa em outubro.

Setubal não citou nomes, mas afirmou que os dois ciclos anteriores – da estabilização econômica liderada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de conquistas sociais liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – foram encerrados (no governo Dilma) e que “o país não quer mais gestões medíocres e populistas”. O irmão de Neca Setúbal, assessora e financiadora da campanha de Marina, também disse que os números da candidata de sua preferência, nas pesquisas eleitorais, manifestam o desejo de mudança, que deve se consolidar com a eleição da ex-senadora. Entre os convidados, logo após o encerramento da falação, notava-se o burburinho.

– Ele deu a vitória da Mariana como certa – disse um deles, que prefere não se identificar.

Roberto Setubal foi cumprimentado “pela coragem de seu discurso”, por outro magnata presente à festa.

Para a imprensa, no entanto, Setubal preferiu abaixar o tom. Tangenciou, dizendo que a população quer mudanças, como já ficara claro nas manifestações de junho de 2013, e que a vitória de Marina é indicada pelas pesquisas. O banqueiro também disse que sua irmã, Neca, “não tem nada a ver com o banco”.

A surpresa quanto ao discurso de Setubal, no entanto, foi apenas dos tucanos presentes ao evento. Esta não é a primeira vez que o banqueiro se manifesta, publicamente, em favor de um candidato à Presidência. Em 2002, com o dólar disparado diante do favoritismo de Lula, Setubal disse que o petista venceria e que isso não seria ruim como muitos esperavam. Desta vez, porém, a audiência esperava algumas palavras em favor do candidato do PSDB, Aécio Neves, que se isola agora no terceiro lugar, segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, divulgadas nesta quarta-feira.

Se não bastasse a previsão do banqueiro, de vitória da candidata de sua irmã, o ambiente no PSDB se deteriora rapidamente. Neves, segundo a aferição da vontade do eleitor, está fora da disputa, que se polariza entre Dilma e Marina. No placar do Ibope, Dilma tem 37%, Marina 33% e Aécio 15%. Já na sondagem do Datafolha, a presidente subiu para 35%, enquanto a ex-senadora marcou os mesmos 34% da última vez e o tucano perdeu um ponto, descendo para 14%.

Diante da derrota, Aécio já admite o fracasso de sua campanha:

– Eu tenho que confiar. Mas não estou dizendo que vou ganhar todas as eleições. Eleições se perdem. Já perdi eleições, inclusive, e acho que se aprende muito com isso. Agora, que não se pode perder é a capacidade de defender aquilo em que se acredita – disse o candidato a jornalistas.

A presidenta Dilma, nas pesquisas, apresenta maior índice de eleitores convictos. Segundo o Datafolha, no caso de Dilma, três quartos (74%) de seus eleitores declararam estar totalmente decididos. Entre marineiros, 70% afirmam fidelidade pela candidata. O tucano é o que corre mais risco de perder eleitores – taxa de eleitores convictos cai para 66%.

Nas análises que se proliferam sobre os números dos institutos de pesquisa, os eleitores mais ricos e escolarizados já trocam Neves por Marina Silva. Entre os brasileiros com renda familiar acima de 10 salários mínimos, o tucano caiu 13 pontos em duas semanas, de 38% para 25%. A ex-senadora subiu 14 e avançou de 27% para 41%.

Na faixa com ensino superior, Aécio perdeu 12 pontos e foi de 31% a 19%. Marina ganhou 12 e saltou de 30% para 42%. O índice de Dilma Rousseff (PT) variou pouco nos dois grupos, segundo o Datafolha.

Via http://correiodobrasil.com.br

DATAFOLHA MOSTRA QUE MAIORIA DOS ELEITORES ACREDITA EM VITÓRIA DE DILMA

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff (PT) é a favorita para vencer a disputa eleitoral, de acordo com entrevistados pelo Datafolha. Apesar de Marina Silva (PSB) aparecer na frente nas intenções de voto em uma disputa de segundo turno com a petista, para 44% dos entrevistados a atual presidente será reeleita.

O instituto fez a seguinte pergunta aos eleitores: “Na sua opinião, quem vai ganhar a eleição para presidente da República em outubro?” Marina foi citada por 33% dos entrevistados. Para 7%, o candidato do PSDB, Aécio Neves, vai ganhar.

Nos resultados gerais, Dilma e Marina aparecem empatadas tecnicamente no primeiro turno com 35% e 34% das intenções de voto, respectivamente. Na simulação de segundo turno, a presidenciável do PSB tem 48% das preferências, contra 41% da candidata do PT.

O Datafolha ouviu 10.054 eleitores em 361 municípios entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00517/2014.

(O Globo)

Vereador Leonelzinho Alencar tem candidatura deferida no TSE

O candidato a deputado federal pelo PTdoB,Leonelzinho Alencar, teve a candidatura deferida, nesta quinta-feira, 4, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, após a reconsideração monocrática do relator do processo, ministro João Otávio de Noronha, diante recurso do advogado Cássio Felipe Pacheco.

Leonelzinho estava com a candidatura indeferida por atraso no pagamento de multa, ao estender propaganda política em muro, após o período eleitoral.

Na semana passada, o candidato chegou a dar entrada, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), da retirada da candidatura, como forma de favorecer a inscrição de uma nova candidatura do partido, mas pediu reconsideração, após tomar conhecimento que outra candidatura pelo país havia conseguido deferimento na mesma situação.

Polêmico
Durante a eleição de 2012, Leonelzinho se viu no centro de diversos escândalos que estouraram no período eleitoral. Em um deles, confessou que sua esposa, Adriana Bezerra, recebeu irregularmente do programa Bolsa Família. Depois, em setembro daquele ano, prestou depoimento ao Ministério Público em investigação sobre uso ilícito de verbas públicas em uma ONG ligada ao parlamentar e acúmulo de cargos nas Prefeituras de São Gonçalo do Amarante.

O vereador já foi acusado também de participar do roubo de bicicletas banners do PSDB em Messejana em 2011, e de ter ameaçado de morte o ex-vereador Francisco Alves (PRTB) durante discussão sobre paternidade de uma obra da Prefeitura. Alves chegou inclusive a registrar Boletim de Ocorrência contra o vereador.

Na época, Leonelzinho se defendeu e disse que era vítima de perseguição política na Messejana – bairro onde atua politicamente -, tendo sido inclusive ameaçado de morte. Ao ser reeleito entre os vereadores mais votados de 2012, exibiu em sua diplomação faixa e camiseta com os dizeres “os humilhados serão exaltados”.

Redação O POVO Online
com informações do Blog do Eliomar

Programa de Marina copia trechos de Revista da USP sobre ciência e tecnologia

Mais um caso envolvendo o programa de Marina Silva (PSB) e plágio apareceu nesta quinta (4/9). Ainda essa semana, a candidata foi acusada por Aécio Neves de reproduzir, na íntegra, trechos de um decreto de Fernando Henrique Cardoso para embasar as propostas no setor de Direitos Humanos. O Plano Nacional de Direitos Humanos lançado em 2002, porém, foi resultado de um esforço conjunto, segundo justificou Marina. Dessa vez, a fonte utilizada pela equipe da pessebista foi um artigo publicado em uma revista acadêmica, envolvendo tecnologia e educação, sem citar o autor. A informação é do Brasil 247.

247 – Vem à tona uma nova evidência de que o programa de governo da presidenciável pelo PSB, Marina Silva, foi feito de improviso. Trechos usados no “eixo 3″, sobre “Educação, cultura e ciência, Tecnologia e Inovação”, foram copiados na íntegra de um artigo publicado (acesse aqui) pela edição número 89 da Revista da USP (março/maio 2011), sem citar a fonte nem o autor, como é comum em casos de plágio.

O texto original, “De olho no futuro: a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, foi escrito pelo professor Luiz Davidovich, secretário-geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para um Desenvolvimento Sustentável. A prática é duramente rechaçada pela comunidade acadêmica e demonstra falta de ética por parte da candidata e de sua equipe de campanha.

Um dos trechos cita a importância de se apoiar a energia nuclear no Brasil e foi retirado horas depois do lançamento do programa pelo PSB, no último dia 29. Em uma errata, o partido lamentou ter incluído o tema como um dos pontos que merecem atenção para o aperfeiçoamento da matriz energética do País e alegou “erro de revisão” para isso.

Há ainda outros trechos retirados da página 144 do programa de Marina que foram copiados do artigo publicado pela Revista da USP sem citação da fonte. Confira abaixo:

Trecho do plano de governo:

Fortalecer o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária e as políticas de CT&I e agrícola com vistas a avançar na sustentabilidade da agricultura brasileira, desenvolvendo, aperfeiçoando e difundindo de forma ampla tecnologias eficientes de produção que conservem o solo, usem de forma eficiente a água, sejam compatíveis com a preservação do meio ambiente e da biodiversidade e permitam o aumento da produção sem expansão significativa da área ocupada.

Trecho do artigo da USP:

• Fortalecer o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária e as políticas de CT&I e agrícola com vistas a avançar na sustentabilidade da agricultura brasileira, desenvolvendo, aperfeiçoando e difundindo de forma ampla tecnologias eficientes de produção que conservem o solo, usem de forma eficiente a água, sejam compatíveis com a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, e que permitam o aumento da produção sem expansão significativa da área ocupada.

Trecho do plano de governo:

Consolidar a liderança mundial do país na área de biocombustíveis, adotando para isso – em estreita articulação com o setor produtivo nacional – um vigoroso programa de pesquisa, desenvolvimento, inovação e difusão de tecnologias.

Trecho do artigo:

• Consolidar a liderança mundial do país na área de biocombustíveis durante a próxima década, adotando para isso – em estreita articulação com o setor empresarial nacional – um vigoroso programa de pesquisa, desenvolvimento, inovação e difusão de tecnologias voltado para a produção e o uso de bioenergias.

Trecho plano de governo:

• Avançar na abordagem sistêmica da área de saúde, articulando a política de CT&I com a de saúde propriamente dita e com a política industrial. Destacam-se nessa agenda a necessidade de agilizar a implementação das parcerias com as empresas nacionais; utilizar o poder de compra do Estado para maximizar seus resultados a médio e longo prazos; aperfeiçoar e compatibilizar os regimes normativos da área (especialmente a vigilância sanitária, o acesso à biodiversidade e o intercâmbio de material biológico) e fortalecer a capacidade de realizar testes clínicos no Brasil.

Trecho artigo USP:

• Avançar na abordagem sistêmica da área de saúde, articulando a política de CT&I com a de saúde propriamente dita e com a política industrial. Em particular, utilizar o poder de compra do Estado para maximizar seus resultados no médio e longo prazo e não simplesmente para minimizar os custos imediatos; aperfeiçoar e compatibilizar os regimes normativos da área (especialmente a vigilância sanitária, o acesso à biodiversidade e o intercâmbio de material biológico) e fortalecer a capacidade de realização de testes clínicos no Brasil.

Amiga pessoal de Marina e herdeira do banco Itaú, Neca Setúbal foi a responsável, no grupamento Rede Sustentabilidade, por fazer a interface com o PSB para a feitura do programa de governo da candidata. “Eduardo leu página por página e fez muitas observações”, lembrou Neca sobre a participação dela e do ex-governador Eduardo Campos na confecção do programa de governo.

Nessa semana, o candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves,acusou Marina de plagiar parte do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002. “O capítulo do programa de Marina é uma cópia exata do PNDH de FHC. Ela poderia ter pelo menos dado crédito aos autores verdadeiros da proposta e a FHC”, disse Aécio. “Não se teve sequer o cuidado de alterar palavras. Isso é apenas mais uma sinalização do improviso, e da enorme contradição que ronda essa candidatura”, acrescentou o tucano.

(Brasil 247)

Ibope: Católicos e os mais pobres estão com Dilma Rousseff; Marina Silva tem evangélicos e os mais ricos a seu lado

O equilíbrio e polarização que tanto aproximam as candidatas à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) nas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (3) pelo Ibope e pelo Datafolha são amplamente dissonantes quando se destrincha os números por renda, escolaridade, religião, idade e regiãono País. Há extremos entre as duas principais candidatas, os quais permitem fazer um recorte indicativo de quem acompanha essa ou aquela corrente.

Pelo mais recente levantamento do Ibope, Dilma possui 37% das intenções de voto, contra 33% de Marina, 15% de Aécio Neves (PSDB) e 1% de Pastor Everaldo(PSC). Em um eventual segundo turno entre as duas primeiras colocadas, a ex-senadora venceria a atual presidente da República (46% a 39%).

Os dados por categorias foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo G1 e apresentam preferências distintas. Com comum, em quase todas os números se nota a acurva ascendente das duas principais candidatas, proporcionalmente à queda do tucano.

Por religião, Dilma segue na preferência dos católicos (40% contra 31% de Marina), ao passo que a pessebista lidera entre evangélicos (43% a 32%) e entre outras crenças (32% a 30%).

No quesito renda familiar, Dilma é líder entre pessoas que ganham até um salário mínimo (49% a 27%) e até dois (38% a 33%). Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos Marina é a líder (37% a 28%), enquanto na faixa de dois a cinco salários mínimos há um empate em 35% entre as duas candidatas.

A impressão de “pobres com Dilma” e “ricos com Marina” permanece quando se avalia a escolaridade dos eleitores, já que a petista tem a preferência nos grupos que possuem até a quarta série (50% a 25%) e de quinta a oitava série (44% a 29%). Dos que possuem o ensino médio (38% a 33%) e superior (37% a 24%), a preferência é por Marina.

A larga vantagem sob a pessebista na região Nordeste (48% a 32%) também ajuda a explicar a presença de Dilma a frente da ex-senadora no Ibope. A presidente leva vantagem ainda no Norte/Centro-Oeste (38% a 31%), enquanto a adversária tem a preferência, ainda que por uma margem pequena, no Sul (40% a 33%) e no Sudeste (33% a 31%).

Por fim, Marina é a preferida dos mais jovens, aqueles entre 16 e 24 anos (37% a 33%) e os entre 25 e 34 anos (36% a 35%). Os eleitores entre 35 a 44 anos preferem Dilma (37% a 33%), o que é mantido entre aqueles entre 45 e 54 anos (39% a 29%) e entre aqueles com mais de 55 anos (41% a 31%).

Temas polêmicos

A mesma pesquisa Ibope ainda mediu a posição do eleitorado brasileiro em relação a alguns temas polêmicos. De acordo com os dados, 79% são contra adescriminalização da maconha, contra apenas 17% a favor. Um placar semelhante envolve a questão do aborto: 79% são contrários à legalização e 16%, favoráveis. A maioria – ainda que por margem não tão larga – também rejeita ocasamento gay: 53% a 40%.

Os homens são os que mais rejeitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo: 58% deles são contra. Já entre as mulheres, são 49% contra e 44% a favor. Há faixas do eleitorado que são majoritariamente favoráveis à bandeira da comunidade gay: 51% entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos, e 55% entre os mais escolarizados, com curso superior. Já a legalização da maconha e do aborto não é defendida nem pelos mais jovens: 74% e 77%, respectivamente, são contrários.

A população está dividida em relação à pena de morte: 46% defendem a medida, e 49% a rejeitam. Já a redução da maioridade penal tem o apoio de oito em cada dez brasileiros.

A pesquisa mostra ainda apoio significativo ao Bolsa Família, principal programa social do governo federal: 75% favoráveis e 22% contrários. Entre os que têm renda mensal de até um salário mínimo, a taxa de apoio chega a 90%.

A privatização da Petrobrás, bandeira levantada pelo candidato Pastor Everaldo (PSC), é rejeitada por 59% e aprovada por 22%.

(Com Estadão Conteúdo)

Eunício tem 42% e Camilo 34%, aponta pesquisa Ibope

O candidato ao Governo do Estado Camilo Santana cresceu 20 pontos e diminuiu para 8 pontos a diferença em relação ao candidato Eunício Oliveira (PMDB), que possui 42% das intenções de voto e lidera pesquisa Ibope/TV Verdes Mares divulgada na noite desta quarta-feira (3). Trata-se do primeiro levantamento feito pelo Ibope no Ceará após o início da propaganda eleitoral. 

Eliane Novais (PSB) vem em seguida, com 4%, seguida de Ailton Lopes (PSOL), com 2%. Brancos e nulos somaram 8%. Não sabem ou não opinaram totalizaram 10%. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro e ouviu 1.204 pessoas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança chega a 95%.

Eunício tem 47% no 2º turno
 
O Ibope também ouviu os eleitores sobre um eventual 2º Turno. Eunício Oliveira seria eleito governador com 47% das intenções de voto. Camilo Santana teria 37%. Brancos e Nulos somariam 7%. 10% dos eleitoress consultados não sabiam ou não opinaram.
 
Ailton Lopes lidera rejeição
 
O candidato Ailton Lopes (PSOL) lidera a rejeição entre os candidatos ao Governo, com 35%. Eliane Novais tem 34%. Já Camilo soma 20% e Eunício 15%. 10% votariam em qualquer um dos candidatos. Já 18% não souberam ou não opinaram.
 
Pesquisa anterior também apontava Eunício na liderança
 
Na pesquisa divulgada no último dia 22 de julho, Eunício Oliveira tinha 44% das intenções de voto. Agora tem 42%. Camilo, que agora tem 34%, somava 14%. Eliane Novais, que tinha 6%, agora tem 4%. Ailton Lopes, que totalizava 4%, agora tem 2%. O número de brancos e nulos caiu de 15% para 8%, e os eleitores que não sabem ou não opinaram foram de 18% a 10% na atual pesquisa.
 
 
(Diário do Nordeste)

Internauta lista 10 motivos para não votar em Marina Silva

Internauta lista o porquê não votará em Marina Silva, candidata do PSB à Presidência  da República nas eleições 2014. Confira o texto completo logo abaixo:

“POR QUE EU JAMAIS VOTARIA EM MARINA SILVA

1- O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de exploração ilegal de madeira no período em que Marina Silva era ministra do meio ambiente. Esse é um fato muito estranho se levarmos em conta que a Marina Silva defende tanto a preservação do meio ambiente.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcu-apontou-irregularidades-em-doacao-de-madeira-feita-pelo-ibama-na-gestao-marina-silva

2 – Poucos sabem disso, mas quando Marina Silva foi ministra do meio ambiente, o desmatamento na Amazônia só fez aumentar. Assim que ela entrou como ministra, o desmatamento na Amazônia foi aumentando até o momento em que ela saiu. Logo depois que ela saiu e Carlos Minc assumiu o ministério, o desmatamento da Amazônia voltou a cair. Sendo o ambientalismo uma das principais plataformas de governo de Marina, é de causar muito estranhamento o fato dela ter sido tão incompetente na gestão do ministério do meio ambiente.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2007/10/337678-desmatamento-cresce-8-na-amazonia.shtml

http://imirante.globo.com/sao-luis/noticias/2010/03/31/carlos-minc-deixa-ministerio-com-menor-taxa-de-desmatamento-da-historia.shtml

3 – Marina Silva tem sua campanha financiada pelo banco Itaú, que deve aproximadamente 18 bilhões de impostos a receita federal. A partir desta parceria milionária podemos esperar não apenas o alívio dessa dívida com a receita federal, como também um possível ministério para o dono do Itaú, Roberto Setubal, como já está sendo cogitado.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2014/08/20/antes-de-votar-em-marina-voce-precisa-conhecer-neca-e-fazer-a-pergunta-de-r-18-bilhoes/

http://jornalggn.com.br/noticia/roberto-setubal-possivel-ministro-de-campos-ve-futuro-na-infraestrutura

4 – Marina Silva, ainda ministra do meio ambiente, insistiu que o Brasil deveria assinar um tratado internacional que determinava como “não renovável” a energia hidráulica brasileira, que vem das hidrelétricas do país. Se esse acordo fosse assinado pelo governo brasileiro, toda a produção de energia elétrica brasileira iria para a clandestinidade ou ficaria na ameaça de ser considerada insustentável. Isso colocaria em sério risco a produção de energia nacional, cuja maior parte vem das hidrelétricas. Essa é uma medida irresponsável, que atentaria contra a economia nacional, e traria consequências nefastas ao país.

https://www.youtube.com/watch?v=-WOo8HFU12o (Começa aos 9 minutos, falando das hidrelétricas que Marina iria pôr em risco)

5 – Todos sabem que Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus. Isso não teria nenhum problema se não fosse o caráter conservador e dogmático de suas crenças, assim como sua ligação com evangélicos e com a bancada evangélica no Congresso Nacional. Marina Silva chegou a defender o deputado Marco Feliciano quando ele foi escolhido presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados. Marina disse que Feliciano só estava sendo atacado por ser evangélico. Além disso, afirmou que isso se devia a um preconceito que muitos nutriam contra os evangélicos.

http://www.cartacapital.com.br/politica/marina-silva-defende-marco-feliciano

6 – Marina Silva já se colocou contra o casamento gay em diversas oportunidades. A candidata diz “não ver com bons olhos” duas pessoas do mesmo sexo se casando. O que os gays podem esperar de uma presidente como Marina Silva no quesito de respeito à diversidade de opção sexual e aos direitos da comunidade LGBT?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871

7 – Marina Silva disse ser a favor do ensino do Criacionismo nas escolas. O Criacionismo é uma crença primitiva segundo a qual Deus teria criado o mundo em sete dias, há 6000 anos. Essa teoria rejeita frontalmente todos os avanços da teoria da evolução das espécies de Darwin, e procura rivalizar com ela. Embora Marina negue que seja favorável ao ensino do criacionismo nas escolas (obviamente por medo de perder votos), ela mesmo admitiu que se colocou favorável ao ensino do criacionismo como uma alternativa a teoria da evolução quando foi perguntada por um aluno de uma escola evangélica. Ela disse que: “Desde que se ensine também o evolucionismo, não vejo problema que se ensine também o criacionismo, pois assim os jovens poderiam fazer as suas escolhas”. A candidata alega, porém, que teria dito isso apenas no contexto das escolas confessionais (acredita quem quiser). O que podemos esperar de uma presidente que já defendeu que o criacionismo seja ensinado nas escolas?

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

8 – O fanatismo religioso de Marina Silva parece ir além. A candidata já afirmou várias vezes que é contrária as pesquisas com células tronco embrionárias. Ela disse: “Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso”, afirmou ela. “Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta”. Muitos cientistas temem que um possível governo de Marina Silva vá emperrar diversos tipos de pesquisas científicas que por ventura se oponham às suas convicções religiosas. Como ficará a pesquisa científica e seus avanços no Brasil com uma presidente que mistura religião com política como Marina Silva?

http://arquivo.geledes.org.br/acontecendo/noticias-brasil/279-presidencia/6684-marina-diz-que-e-contra-testes-com-celulas-tronco-embrionarias

9 – Além de todas estas questões delicadas sobre a manutenção do estado laico, há denúncias contra Marina sobre um suposto uso do ministério do Meio Ambiente para eventos de cunho religioso. A estrutura do órgão público teria sido utilizada para auxiliar a realização de um evento evangélico em 2007, mas algumas fontes afirmam que não foi apenas uma vez que isso ocorreu. Por outro lado, há relatos de que existem pessoas ligadas a igrejas evangélicas assentadas no gabinete que foi de Marina Silva no ministério, com profissionais ligados às igrejas Batista Central de Brasília, Sarah Nossa Terra e ao Movimento Evangélico Progressista. Diante destas informações, é possível uma indagação a respeito da conduta de Marina Silva como presidente: saberá ela separar seu lado religioso e suas convicções de fé da política respeitando a diversidade e a complexidade de um país como o Brasil?

http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1676

10 – Recentemente veio à tona o programa de governo e econômico de Marina Silva. Nesse programa, formulado por Neca Setúbal, sócia do Itaú e da família Setúbal (dona do Banco Itaú), responsável pela sonegação de 18 bilhões de reais em impostos até o ano passado, fala-se que a economia será submetida ao “mercado”, o Banco Central será independente e as taxas de juros e outros serão decididos de acordo com o “mercado financeiro” (leia-se bancos e especuladores). O jornal Valor Econômico mostra que existe convergência entre o programa econômico de Aécio Neves e Marina Silva. Isso na prática representa flexibilização de direitos trabalhistas, além do “mercado” como indutor do crescimento e não o Estado.”

http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3662186/conselheiros-de-aecio-e-marina-convergem-em-politica-economica

Via http://plantaopolitico.com/internauta-lista-10-motivos-para-nao-votar-em-marina-silva/

Internauta lista 10 motivos para não votar em Marina Silva

Internauta lista o porquê não votará em Marina Silva, candidata do PSB à Presidência  da República nas eleições 2014. Confira o texto completo logo abaixo:

“POR QUE EU JAMAIS VOTARIA EM MARINA SILVA

1- O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de exploração ilegal de madeira no período em que Marina Silva era ministra do meio ambiente. Esse é um fato muito estranho se levarmos em conta que a Marina Silva defende tanto a preservação do meio ambiente.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcu-apontou-irregularidades-em-doacao-de-madeira-feita-pelo-ibama-na-gestao-marina-silva

2 – Poucos sabem disso, mas quando Marina Silva foi ministra do meio ambiente, o desmatamento na Amazônia só fez aumentar. Assim que ela entrou como ministra, o desmatamento na Amazônia foi aumentando até o momento em que ela saiu. Logo depois que ela saiu e Carlos Minc assumiu o ministério, o desmatamento da Amazônia voltou a cair. Sendo o ambientalismo uma das principais plataformas de governo de Marina, é de causar muito estranhamento o fato dela ter sido tão incompetente na gestão do ministério do meio ambiente.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2007/10/337678-desmatamento-cresce-8-na-amazonia.shtml

http://imirante.globo.com/sao-luis/noticias/2010/03/31/carlos-minc-deixa-ministerio-com-menor-taxa-de-desmatamento-da-historia.shtml

3 – Marina Silva tem sua campanha financiada pelo banco Itaú, que deve aproximadamente 18 bilhões de impostos a receita federal. A partir desta parceria milionária podemos esperar não apenas o alívio dessa dívida com a receita federal, como também um possível ministério para o dono do Itaú, Roberto Setubal, como já está sendo cogitado.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2014/08/20/antes-de-votar-em-marina-voce-precisa-conhecer-neca-e-fazer-a-pergunta-de-r-18-bilhoes/

http://jornalggn.com.br/noticia/roberto-setubal-possivel-ministro-de-campos-ve-futuro-na-infraestrutura

4 – Marina Silva, ainda ministra do meio ambiente, insistiu que o Brasil deveria assinar um tratado internacional que determinava como “não renovável” a energia hidráulica brasileira, que vem das hidrelétricas do país. Se esse acordo fosse assinado pelo governo brasileiro, toda a produção de energia elétrica brasileira iria para a clandestinidade ou ficaria na ameaça de ser considerada insustentável. Isso colocaria em sério risco a produção de energia nacional, cuja maior parte vem das hidrelétricas. Essa é uma medida irresponsável, que atentaria contra a economia nacional, e traria consequências nefastas ao país.

https://www.youtube.com/watch?v=-WOo8HFU12o (Começa aos 9 minutos, falando das hidrelétricas que Marina iria pôr em risco)

5 – Todos sabem que Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus. Isso não teria nenhum problema se não fosse o caráter conservador e dogmático de suas crenças, assim como sua ligação com evangélicos e com a bancada evangélica no Congresso Nacional. Marina Silva chegou a defender o deputado Marco Feliciano quando ele foi escolhido presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados. Marina disse que Feliciano só estava sendo atacado por ser evangélico. Além disso, afirmou que isso se devia a um preconceito que muitos nutriam contra os evangélicos.

http://www.cartacapital.com.br/politica/marina-silva-defende-marco-feliciano

6 – Marina Silva já se colocou contra o casamento gay em diversas oportunidades. A candidata diz “não ver com bons olhos” duas pessoas do mesmo sexo se casando. O que os gays podem esperar de uma presidente como Marina Silva no quesito de respeito à diversidade de opção sexual e aos direitos da comunidade LGBT?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871

7 – Marina Silva disse ser a favor do ensino do Criacionismo nas escolas. O Criacionismo é uma crença primitiva segundo a qual Deus teria criado o mundo em sete dias, há 6000 anos. Essa teoria rejeita frontalmente todos os avanços da teoria da evolução das espécies de Darwin, e procura rivalizar com ela. Embora Marina negue que seja favorável ao ensino do criacionismo nas escolas (obviamente por medo de perder votos), ela mesmo admitiu que se colocou favorável ao ensino do criacionismo como uma alternativa a teoria da evolução quando foi perguntada por um aluno de uma escola evangélica. Ela disse que: “Desde que se ensine também o evolucionismo, não vejo problema que se ensine também o criacionismo, pois assim os jovens poderiam fazer as suas escolhas”. A candidata alega, porém, que teria dito isso apenas no contexto das escolas confessionais (acredita quem quiser). O que podemos esperar de uma presidente que já defendeu que o criacionismo seja ensinado nas escolas?

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

8 – O fanatismo religioso de Marina Silva parece ir além. A candidata já afirmou várias vezes que é contrária as pesquisas com células tronco embrionárias. Ela disse: “Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso”, afirmou ela. “Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta”. Muitos cientistas temem que um possível governo de Marina Silva vá emperrar diversos tipos de pesquisas científicas que por ventura se oponham às suas convicções religiosas. Como ficará a pesquisa científica e seus avanços no Brasil com uma presidente que mistura religião com política como Marina Silva?

http://arquivo.geledes.org.br/acontecendo/noticias-brasil/279-presidencia/6684-marina-diz-que-e-contra-testes-com-celulas-tronco-embrionarias

9 – Além de todas estas questões delicadas sobre a manutenção do estado laico, há denúncias contra Marina sobre um suposto uso do ministério do Meio Ambiente para eventos de cunho religioso. A estrutura do órgão público teria sido utilizada para auxiliar a realização de um evento evangélico em 2007, mas algumas fontes afirmam que não foi apenas uma vez que isso ocorreu. Por outro lado, há relatos de que existem pessoas ligadas a igrejas evangélicas assentadas no gabinete que foi de Marina Silva no ministério, com profissionais ligados às igrejas Batista Central de Brasília, Sarah Nossa Terra e ao Movimento Evangélico Progressista. Diante destas informações, é possível uma indagação a respeito da conduta de Marina Silva como presidente: saberá ela separar seu lado religioso e suas convicções de fé da política respeitando a diversidade e a complexidade de um país como o Brasil?

http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1676

10 – Recentemente veio à tona o programa de governo e econômico de Marina Silva. Nesse programa, formulado por Neca Setúbal, sócia do Itaú e da família Setúbal (dona do Banco Itaú), responsável pela sonegação de 18 bilhões de reais em impostos até o ano passado, fala-se que a economia será submetida ao “mercado”, o Banco Central será independente e as taxas de juros e outros serão decididos de acordo com o “mercado financeiro” (leia-se bancos e especuladores). O jornal Valor Econômico mostra que existe convergência entre o programa econômico de Aécio Neves e Marina Silva. Isso na prática representa flexibilização de direitos trabalhistas, além do “mercado” como indutor do crescimento e não o Estado.”

http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3662186/conselheiros-de-aecio-e-marina-convergem-em-politica-economica

Via http://plantaopolitico.com/internauta-lista-10-motivos-para-nao-votar-em-marina-silva/

Internauta lista 10 motivos para não votar em Marina Silva

Internauta lista o porquê não votará em Marina Silva, candidata do PSB à Presidência  da República nas eleições 2014. Confira o texto completo logo abaixo:

“POR QUE EU JAMAIS VOTARIA EM MARINA SILVA

1- O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de exploração ilegal de madeira no período em que Marina Silva era ministra do meio ambiente. Esse é um fato muito estranho se levarmos em conta que a Marina Silva defende tanto a preservação do meio ambiente.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcu-apontou-irregularidades-em-doacao-de-madeira-feita-pelo-ibama-na-gestao-marina-silva

2 – Poucos sabem disso, mas quando Marina Silva foi ministra do meio ambiente, o desmatamento na Amazônia só fez aumentar. Assim que ela entrou como ministra, o desmatamento na Amazônia foi aumentando até o momento em que ela saiu. Logo depois que ela saiu e Carlos Minc assumiu o ministério, o desmatamento da Amazônia voltou a cair. Sendo o ambientalismo uma das principais plataformas de governo de Marina, é de causar muito estranhamento o fato dela ter sido tão incompetente na gestão do ministério do meio ambiente.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2007/10/337678-desmatamento-cresce-8-na-amazonia.shtml

http://imirante.globo.com/sao-luis/noticias/2010/03/31/carlos-minc-deixa-ministerio-com-menor-taxa-de-desmatamento-da-historia.shtml

3 – Marina Silva tem sua campanha financiada pelo banco Itaú, que deve aproximadamente 18 bilhões de impostos a receita federal. A partir desta parceria milionária podemos esperar não apenas o alívio dessa dívida com a receita federal, como também um possível ministério para o dono do Itaú, Roberto Setubal, como já está sendo cogitado.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2014/08/20/antes-de-votar-em-marina-voce-precisa-conhecer-neca-e-fazer-a-pergunta-de-r-18-bilhoes/

http://jornalggn.com.br/noticia/roberto-setubal-possivel-ministro-de-campos-ve-futuro-na-infraestrutura

4 – Marina Silva, ainda ministra do meio ambiente, insistiu que o Brasil deveria assinar um tratado internacional que determinava como “não renovável” a energia hidráulica brasileira, que vem das hidrelétricas do país. Se esse acordo fosse assinado pelo governo brasileiro, toda a produção de energia elétrica brasileira iria para a clandestinidade ou ficaria na ameaça de ser considerada insustentável. Isso colocaria em sério risco a produção de energia nacional, cuja maior parte vem das hidrelétricas. Essa é uma medida irresponsável, que atentaria contra a economia nacional, e traria consequências nefastas ao país.

https://www.youtube.com/watch?v=-WOo8HFU12o (Começa aos 9 minutos, falando das hidrelétricas que Marina iria pôr em risco)

5 – Todos sabem que Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus. Isso não teria nenhum problema se não fosse o caráter conservador e dogmático de suas crenças, assim como sua ligação com evangélicos e com a bancada evangélica no Congresso Nacional. Marina Silva chegou a defender o deputado Marco Feliciano quando ele foi escolhido presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados. Marina disse que Feliciano só estava sendo atacado por ser evangélico. Além disso, afirmou que isso se devia a um preconceito que muitos nutriam contra os evangélicos.

http://www.cartacapital.com.br/politica/marina-silva-defende-marco-feliciano

6 – Marina Silva já se colocou contra o casamento gay em diversas oportunidades. A candidata diz “não ver com bons olhos” duas pessoas do mesmo sexo se casando. O que os gays podem esperar de uma presidente como Marina Silva no quesito de respeito à diversidade de opção sexual e aos direitos da comunidade LGBT?

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871

7 – Marina Silva disse ser a favor do ensino do Criacionismo nas escolas. O Criacionismo é uma crença primitiva segundo a qual Deus teria criado o mundo em sete dias, há 6000 anos. Essa teoria rejeita frontalmente todos os avanços da teoria da evolução das espécies de Darwin, e procura rivalizar com ela. Embora Marina negue que seja favorável ao ensino do criacionismo nas escolas (obviamente por medo de perder votos), ela mesmo admitiu que se colocou favorável ao ensino do criacionismo como uma alternativa a teoria da evolução quando foi perguntada por um aluno de uma escola evangélica. Ela disse que: “Desde que se ensine também o evolucionismo, não vejo problema que se ensine também o criacionismo, pois assim os jovens poderiam fazer as suas escolhas”. A candidata alega, porém, que teria dito isso apenas no contexto das escolas confessionais (acredita quem quiser). O que podemos esperar de uma presidente que já defendeu que o criacionismo seja ensinado nas escolas?

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

8 – O fanatismo religioso de Marina Silva parece ir além. A candidata já afirmou várias vezes que é contrária as pesquisas com células tronco embrionárias. Ela disse: “Não tenho uma posição favorável à pesquisa com célula-tronco embrionária, e eu já disse isso”, afirmou ela. “Eu sou favorável à pesquisa com célula-tronco adulta”. Muitos cientistas temem que um possível governo de Marina Silva vá emperrar diversos tipos de pesquisas científicas que por ventura se oponham às suas convicções religiosas. Como ficará a pesquisa científica e seus avanços no Brasil com uma presidente que mistura religião com política como Marina Silva?

http://arquivo.geledes.org.br/acontecendo/noticias-brasil/279-presidencia/6684-marina-diz-que-e-contra-testes-com-celulas-tronco-embrionarias

9 – Além de todas estas questões delicadas sobre a manutenção do estado laico, há denúncias contra Marina sobre um suposto uso do ministério do Meio Ambiente para eventos de cunho religioso. A estrutura do órgão público teria sido utilizada para auxiliar a realização de um evento evangélico em 2007, mas algumas fontes afirmam que não foi apenas uma vez que isso ocorreu. Por outro lado, há relatos de que existem pessoas ligadas a igrejas evangélicas assentadas no gabinete que foi de Marina Silva no ministério, com profissionais ligados às igrejas Batista Central de Brasília, Sarah Nossa Terra e ao Movimento Evangélico Progressista. Diante destas informações, é possível uma indagação a respeito da conduta de Marina Silva como presidente: saberá ela separar seu lado religioso e suas convicções de fé da política respeitando a diversidade e a complexidade de um país como o Brasil?

http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=1676

10 – Recentemente veio à tona o programa de governo e econômico de Marina Silva. Nesse programa, formulado por Neca Setúbal, sócia do Itaú e da família Setúbal (dona do Banco Itaú), responsável pela sonegação de 18 bilhões de reais em impostos até o ano passado, fala-se que a economia será submetida ao “mercado”, o Banco Central será independente e as taxas de juros e outros serão decididos de acordo com o “mercado financeiro” (leia-se bancos e especuladores). O jornal Valor Econômico mostra que existe convergência entre o programa econômico de Aécio Neves e Marina Silva. Isso na prática representa flexibilização de direitos trabalhistas, além do “mercado” como indutor do crescimento e não o Estado.”

http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3662186/conselheiros-de-aecio-e-marina-convergem-em-politica-economica

Via http://plantaopolitico.com/internauta-lista-10-motivos-para-nao-votar-em-marina-silva/

IBOPE QUENTE: DILMA, 37%; MARINA, 33%; AÉCIO, 15%

247 – Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira 3 aponta crescimento de três pontos da presidente Dilma Rousseff, de 34% para 37%, e de quatro pontos de Marina Silva, que avançou de 29% para 33%. A comparação é feita com a última pesquisa Ibope, divulgada no dia 26.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, registrou 15% das intenções de voto, uma queda de quatro pontos em comparação à mostra anterior. Com a pontuação, o tucano confirma isolamento na terceira posição.

Em uma simulação de segundo turno entre Marina e Dilma, a pessebista venceria a presidente com sete pontos de vantagem, por 46% a 39%. Entre Dilma e Aécio, a vitória seria da petista, por 47% a 34%. Na pesquisa anterior, Marina também seria eleita, mas com nove pontos de vantagem: 45% contra 36% de Dilma. 

O levantamento, encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo, foi feito entre domingo 31 e terça-feira 2.

Avaliação do governo sobe de 34% para 36%

O percentual de pessoas que consideram o governo Dilma ótimo ou bom passou de 34% para 36% em uma semana, apontou também a pesquisa Ibope. Houve queda de um ponto percentual, de 27% para 26%, em relação aos que consideram a gestão da petista ruim ou péssima. A avaliação regular subiu de 36% para 37%.

A rejeição à presidente caiu cinco pontos: de 36%, na semana passada, para 31%. Enquanto isso, o de Marina subiu dois pontos, de 10% para 12%. A rejeição ao candidato do PSDB, Aécio Neves, permaneceu em 18%.

 

(Brasil 247)

Presidente Dilma Rousseff visita Fortaleza nesta quinta-feira (04/09)

A presidente Dilma Rousseff (PT) estará no Ceará nesta quinta-feira, 4. A informação foi confirmada pelo deputado federal José Guimarães (PT). A candidata à reeleição visitará, às 14 horas, a obra do Eixão das Águas, em Pacajus. Ela estará também no bairro José Walter, em Fortaleza, às 16 horas, onde visita o condomínioCidade Jardim e as obras do programa Minha Casa Minha Vida.

Os candidatos ao Governo do Estado, Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) não acompanharão a presidente. O motivo é o racha da base aliada no estado, que colocou em lados opostos Camilo e Eunício na briga pelo Governo.

Apesar do assédio de ambos os lados, o presidente nacional do PT, Rui Falcão advertiu que, a princípio, Dilma não priorizaria nenhum candidato. “Das duas uma: ou ela vem (pedir votos) para as duas candidaturas ou não vem”, avisou. Rui esteve em Fortaleza em 12 de agosto.

O governador Cid Gomes (Pros), na terça-feira, 23, afirmou não acreditar que a candidata viesse ao Ceará para os palanques dos aliados durante a campanha eleitoral.

Candidatos proporcionais
Apesar da ausência dos candidatos da eleição majoritária, o candidato ao Senado Mauro Filho (Pros) e postulantes ao Legislativo ligados ao PT devem acompanhar Dilma, segundo Guimarães. O governador Cid Gomes também deve estar presente na comitiva.  

Visita de Dilma
A última visita de Dilma ao Estado foi em maio deste ano. Na ocasião,a presidente esteve nas obras de transposição do Rio São Francisco, no município de Jati. À época, ainda não estava oficializado o racha entre Cid Gomes e Eunício Oliveira, mesmo assim, o senador não esteve presente, enquanto Cid e o irmão Ciro Gomes acompanharam a visita ao município de Jati. 

(O Povo)

Marina Silva plagia plano de direitos humanos implantado por FHC

 

Quase a metade das propostas sobre direitos humanos da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, é uma cópia literal de plano apresentado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002, reforçando o selo de improviso e incapacidade de administrar o país por parte da ex-senadora petista.

O candidato da Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou nesta terça-feira (02/09) que ficou surpreso com o nível de incoerências de sua adversária e cobrou que Marina dê o devido crédito aos reais formuladores das propostas do segundo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH).

“O capítulo de Direitos Humanos da candidata Marina no programa de governo é uma copia ipsis litteris, fiel, do PNDH feito no governo (Fernando Henrique). Não teve sequer o trabalho de alterar palavras. A evolução é positiva, mas é importante que se dê o crédito aos verdadeiros autores. É só mais uma sinalização do improviso que ronda essa candidatura”, afirmou Aécio.

Dos 10 pontos apresentados pelo programa de governo de Marina, quatro são plágios do 2º PNDH apresentado por Fernando Henrique. Entre as propostas estão a ampliação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), juizados itinerantes, combate à desigualdade e dar nova redação ao crime de submeter alguém à condição análoga a de escravo.

O segundo PNDH reúne 518 propostas. No prefácio, o  ex-presidente diz que o plano “oferece um mapa das rotas que deveremos trilhar, nos próximos anos – mediante ações do governo e da sociedade – para avançar, com impulso ainda maior, no projeto de construção de um Brasil mais justo”.

Confira os quatro pontos plagiados por Marina:

- Incentivar projetos voltados para a criação de serviços de juizados itinerantes, com a participação de juízes, promotores e defensores públicos, especialmente nas regiões mais distantes dos centros urbanos, para ampliar o acesso à Justiça.

- Apoiar a adoção, pelo poder público e pela iniciativa privada, de políticas de ação afirmativa como forma de combater a desigualdade.

- Ampliar o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI de modo a focalizar as crianças de áreas urbanas em situação de risco, especialmente aquelas utilizadas em atividades ilegais como a exploração sexual infanto-juvenil e o tráfico de drogas.

- Propor nova redação para o artigo 149 do Código Penal, de modo a tipificar de forma mais precisa o crime de submeter alguém à condição análoga a de escravo.

Veja abaixo trecho do II Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, do governo Fernando Henrique, de 2002, e pontos plagiados presentes no programa de governo do PSB.

Trecho de programa de governo
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Trechos do PNDH II – disponibilizado no site do Ministério da Justiça

clip_image004clip_image006clip_image008clip_image010Via http://www.psdb.org.br/plagio-programa-de-direitos-humanos-de-marina-silva-e-copia-literal-de-proposta-de-fhc/

Mudou de ideia, de novo: Marina corrige rota e diz que “pré-sal será mantido

247 – A candidata do PSB, Marina Silva, afirmou não ser verdadeira a afirmação de que ela não irá tratar o pré-sal como prioridade caso seja eleita presidente da República. “O pré-sal continua com a prioridade, mas também haverá outras prioridades”, disse a presidenciável nesta quarta-feira 3, em sabatina ao portal G1, da Globo. Segundo ela, os recursos para a exploração “serão mantidos”.

No último debate presidencial, realizado por Folha, Uol, SBT e Jovem Pan, a presidente Dilma Rousseff questionou Marina sobre o fato de ela não tratar com prioridade essa “riqueza tão invejada pelo mundo”. Hoje, Marina reafirmou que pretende investigar em outras fontes de energia, como etanol, eólica e de biomassa, mas que, para isso, não é necessário transferir recursos.

“Não há necessidade de tirar recursos do pré-sal para investir no etanol. O pré-sal vai gerar riquezas para investir em educação, tecnologia e inovação para que possamos investir em outras fontes”, disse Marina aos jornalistas Tonico Ferreira, da TV Globo, e Nathalia Passarinho, do G1. Ela também disse que, em um eventual governo, pretende “corrigir as políticas erráticas que foram tomadas em relação aos combustíveis”.

Questionada sobre o uso, pelo PSB, do avião comprado por empresas fantasmas, Marina afirmou que ele “está sendo declarado na conta do Eduardo [Campos, que morreu na tragédia com o jato]. Já foi encaminhado para a Justiça dessa forma e, além do esforço que o partido fez para dar todos os esclarecimentos, existe uma investigação da Polícia Federal em relação à problemática dos empresários (…). A declaração do uso do serviço é na conta do candidato e acreditamos que isso está esclarecido”, disse.

Marina voltou a dizer que não há contradição em sua aliança com Beto Albuquerque (PSB), candidato a vice, por ele ter aceitado doações de campanha da indústria de armas, o que vai contra os princípios da presidenciável. Segundo Marina, “a aliança se baseia no programa – que eu e Eduardo acordamos” e está “inteiramente coerente com a nova política”. A candidata ressaltou que “é um engano imaginar” que a nova política será feita por ela ou pelo vice. “É a sociedade brasileira [quem fará]“.

Sobre se aceitará apoio do PSDB num eventual segundo turno, disse que “assunto de segundo turno a gente trata no segundo turno”, acrescentando que “respeita os adversários”. Quanto às chances de vencer em primeiro turno, fez uma imagem: “devemos andar de sandálias com solas de algodão”, fazendo menção ao cuidado que deve ter com este tema: “quem decide é o cidadão”. Marina Silva voltou a afirmar que pretende governar com “pessoas de bem”, que é contra a reeleição – “meu governo será de quatro anos” – e insistiu por diversas vezes que pretende “corrigir os erros” do governo Dilma.

Abaixo, reportagem da Reuters sobre a entrevista:

Marina diz que “medo” é a pior forma de se fazer política

BRASÍLIA (Reuters) – Em resposta às insinuações de que pode ser um novo Jânio Quadros ou outro Fernando Collor de Mello, ex-presidentes que não concluíram seus mandatos, a presidenciável Marina Silva (PSB), afirmou nesta quarta-feira que o “medo” é a pior forma de fazer política.

Em entrevista ao portal de notícias G1, Marina afirmou que a utilização do medo na campanha é semelhante ao “terrorismo” feito contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição de 2002.

“Infelizmente quem está querendo ressuscitar o medo é a presidente Dilma (Rousseff, PT). E a pior forma de se fazer política é pelo medo”, disse a candidata, em entrevista ao portal de notícias G1 nesta quarta-feira.

“Eu prefiro fazer política pelas duas coisas que orientaram a minha vida: pela esperança e pela confiança”, disse a candidata do PSB.

Na terça-feira, a propaganda de Dilma na TV exibiu trechos em que um locutor questiona a governabilidade de um eventual governo de Marina, citando Jânio e Collor como momentos em que o país escolheu “salvadores da pátria” e “chefes do partido do eu sozinho”. Jânio renunciou e Collor sofreu impeachment.

No mesmo dia, mais tarde, o vice na chapa da candidata do PSB, Beto Albuquerque, classificou as comparações como lacerdismo e golpismo. Antes de Albuquerque, a própria Marina já havia rebatido a comparação, citando sua atuação na política para afirmar que “a sociedade brasileira” conhece seus valores e sua luta “há mais de 30 anos”.

ERROS E MINISTÉRIOS

Ao ser questionada sobre as erratas de seu programa de governo, Marina aproveitou para alfinetar Dilma, afirmando que a atual gestão não reconhece seus erros, principalmente na condução da economia.

“Agora mesmo nós temos inflação alta, nós temos os juros altos, baixo crescimento, e não há o reconhecimento por parte do governo dos problemas que nós temos”, disse.

“Quem persiste no erro, não reconhece o erro, são aquelas que causam maiores prejuízos ao país.”

A candidata, que tem reafirmado compromissos com programas sociais e ampliação de recursos para áreas como a saúde, defendeu a eficiência dos gastos públicos como forma de gerar fontes para essas promessas de campanha.

Em declarações anteriores, Marina já havia sugerido a reavaliação da política de desonerações do governo, e a “qualificação” dos gastos públicos.

Nesta quarta, a ex-senadora apostou no crescimento da economia para gerar espaço a esses investimentos e ainda em um enxugamento da máquina pública, incluindo a redução de ministérios.

“A decisão de que vamos fazer essa redução (de ministérios) está tomada. Agora quais serão reduzidos, isso é algo que você faz no momento em que você é eleito, na hora em que você está fazendo a transição”, afirmou. “Ninguém pode ficar fazendo qualquer tipo de ilação se você ainda não tem os dados, não está à frente do processo.”

Marina defendeu ainda o critério da “competência” para a escolha de ocupantes de cargos públicos, dirigindo suas críticas especialmente a nomeações para a Petrobras, e agências reguladoras.

PSB E REDE

Sobre sua permanência no PSB, partido que a acolheu em outubro do ano passado, quando teve frustrada a tentativa de criar sua prórpia sigla, Marina não foi clara, apesar de afirmar que tão logo seja possível, a Rede Sustentabilidade será formalizado por seus apoiadores, que já constituíram diretórios em todas as unidades federativas.

“Eu vou continuar como presidente da República, eleita pelo PSB, porque eu não quero instrumentalizar esse lugar. A Rede Sustentabilidade vai ter o meu apoio sempre, e teria o apoio de Eduardo Campos, mas nós estamos imbuídos de governar com todos os partidos”, disse.

A presidenciável afirmou ainda que tem o compromisso de “ajudar o PSB a encontrar a sua estabilidade política interna” após a trágica morte de Eduardo Campos em um acidente de avião no mês passado.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello, via Brasil 247)

Programa de Marina Silva pode paralisar economia brasileira

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta terça-feira (2) que o programa de governo da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva (veja os principais pontos), contém elementos que podem reduzir a atividade econômica.

“Um choque [aumento forte] do [superávit] primário pode ser temerário e paralisar a atividade econômica”, disse o ministro da Fazenda.

O superávit primário é a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda. Ao fazer superávits primários, o governo deixa de alocar esses recursos no orçamento federal.

O programa de Marina, divulgado na semana passada, diz que é preciso “recuperar o tripé econômico” – que é o sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário. Para isso, afirma que é preciso “gerar o superávit fiscal necessário para assegurar o controle da inflação”.

“A médio prazo, os superávits devem ser não só suficientes como também incorporados na estrutura de operação do setor público, de tal maneira que possam ser gerados sem contingenciamentos”, afirma o programa. Também é dito que é preciso “acabar com a maquiagem das contas, a fim de que elas reflitam a realidade das finanças do setor público”.

Nos últimos anos, o setor público tem feito resultados primários menores. Neste ano, até julho, por exemplo, o esforço fiscal somou R$ 24,66 bilhões, o menor para este período desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 54,7%. O valor acumulado ainda está muito distante da meta de R$ 99 bilhões, ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), fixada para 2014.

Inflação se combate com firmeza [...], como temos feito, com política monetária [definição dos juros] firme, inclusive com elevação de juros. Porém, não a volta ao passado, com a elevação dos juros para 20%, 30%, 40% ao ano, como foi praticado antes do nosso governo.”
Guido Mantega, ministro da Fazenda

Economistas do mercado financeiro e também os ligados à indústria avaliam que um resultado primário maior por parte do governo ajudaria no controle da inflação, que permanece ao redor de 6,5% em doze meses até julho, possibilitando uma política de definição dos juros, por parte do Banco Central, mais suave. Atualmente, os juros básicos estão em 11% ao ano, o maior patamar desde o fim de 2011. Em termos reais (após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), é a taxa mais alta do mundo.

Outro ponto do programa de governo de Marina Silva informa que é preciso trabalhar com “metas de inflação críveis” e “respeitadas”, sem recorrer a “controle de preços que possam gerar resultados artificiais”, e “criar um cronograma de convergência da inflação para o centro da meta atual”, além de “assegurar a independência do Banco Central o mais rapidamente possível, de forma institucional”.

Para Mantega, “a inflação se combate com firmeza”. “Como temos feito, com política monetária [definição dos juros] firme, inclusive com elevação de juros. Porém, não a volta ao passado, com a elevação dos juros para 20%, 30%, 40% ao ano, como foi praticado antes do nosso governo”, afirmou o ministro.

Bancos públicos e subsídios
Mantega criticou ainda a possibibilidade de redução do papel dos bancos públicos na oferta do crédito e a redução dos subsídios do governo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Isso significa menos financiamento e juros mais altos. Hoje, sabemos que o financiamento de máquinas e equipamentos que são comprados por todos os setores econômicos teria elevação de custo. Sem os subsídios que temos hoje no PSI (Programa de Sustentação dos Investimentos), eles vão encarecer. Se depender só dos bancos privados, hoje eles cobram taxas mais elevadas. Eu acho que é importante que os bancos privados tenham uma participação cada vez maior, mas sem que se tire os bancos públicos disso”, disse o ministro.

via http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/

Aécio Neves é rifado e agora temos só Dilma X Marina

Ainda antes de outro debate entre os presidenciáveis, no final da tarde desta segunda-feira, transmitido pelo SBT, o tucano Aécio Neves foi solenemente rifado pelo coordenador-geral da sua campanha, senador José Agripino Maia, presidente do DEM, ex-Arena e ex-PFL, um dos mais longevos remanescentes do velho coronelismo nordestino. Com a sutileza de um rinoceronte, Agripino defendeu em entrevista coletiva que Aécio apoie Marina em um eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff.

“O PSB tem antigas afinidades conosco, desde o tempo de Eduardo Campos. O inimigo maior a ser batido é o PT. Tanto pode dar o Aécio apoiando a Marina quanto o contrário”, pontificou o coordenador-geral, que diante da ira dos seus correligionários e do próprio candidato correu para soltar uma nota tentando explicar que não foi bem isso que ele quis dizer. Como se o eleitor dependesse dos conselhos de Agripino para decidir em quem votar no segundo turno…

Mas o estrago já estava feito. Com 19 pontos atrás de Dilma e Marina, empatadas com 34% no último Datafolha, a apenas 33 dias da eleição, um Aécio amuado e sem nenhuma convicção no que falava já chegou derrotado aos estúdios da emissora, e ficou escanteado no debate. Só lhe faltava essa: com aliados deste porte, o ex-governador mineiro, que faz a pior campanha de um tucano nas eleições presidenciais das últimas duas décadas, nem precisava de adversários.

Sorteada para fazer a primeira pergunta, a presidente Dilma Rousseff, agora ameaçada pela sua ex-colega no ministério de Lula, favorita nas pesquisas de um provável segundo turno entre as duas, foi direto para cima de Marina Silva.

“De onde virão os recursos para custear os R$ 140 bilhões em promessas feitas no seu plano de governo?”, disparou a candidata à reeleição, deflagrando o duelo entre as duas, que dominou todo o debate de duas horas.

Marina respondeu que é “preciso ter eficiência para fazer bom uso na aplicação dos recursos” e criticou o “pensamento de uma ideia cartesiana de governo”. Dilma retrucou que, “quando se é presidente, não basta dizer que vai fazer uma lista de coisa sem dizer de onde virá o dinheiro”.

Na sua vez de atacar, Marina lembrou Dilma que, na campanha de 2010, “havia um compromisso seu de que o Brasil iria continuar crescendo, de que os juros ficariam baixos e de que a inflação seria controlada, e aconteceu tudo ao contrário. O que deu errado?”.

E por aí foi: Marina cobrando os erros da presidente e Dilma batendo na tecla de que “sem o apoio do Congresso é impossível governar”. Impassível, sem piscar um olho, Marina mostrava firmeza ao defender “uma nova postura, a de estar aberta ao diálogo, de debater as ideias e não ficar fazendo apenas o embate político”. Incisiva nas perguntas, mas confusa nas respostas, consultando papéis sobre a bancada, Dilma reconheceu que estava nervosa ao questionar as regras do debate com o moderador Carlos Nascimento, e mirou nas críticas ao plano de governo da adversária, principalmente no que se refere ao pré-sal.

Como se não tivesse acontecido uma reviravolta nas pesquisas, Aécio continuava com seu discurso contra o PT e o governo Dilma, sem encontrar uma brecha para entrar na briga entre as favoritas. Segundo levantamento feito pela Folha, enquanto o embate entre Dilma e Marina consumiu quase 18 minutos do programa, Aécio não conseguiu confrontar nenhuma vez a candidata do PSB, que disparou nas pesquisas, e consumiu quase 8 minutos nos ataques à presidente, que vem caindo.

Resultado: quando o debate acabou, os repórteres saíram correndo para cercar Marina e Dilma. Aécio ficou caminhando sozinho pelo palco e ainda foi obrigado a ouvir um gracejo da candidata à reeleição, ao passar por onde ela estava: “Ô Aécio, vai querer sentar na minha cadeira? Não vai, não…”

Acho que nem ele pensa mais nisso. A cada dia, o quadro eleitoral vai ficando pior para o candidato do PSDB, a ponto de já surgirem rumores, divulgados pelo jornal Valor, de que pode desistir da candidatura para aumentar as chances de Marina vencer no primeiro turno, e voltar a Minas para salvar seu candidato ao governo estadual, que lá corre sério risco de perder para o PT.

Vamos esperar as próximas pesquisas para ver o que acontece. Dos 11 candidatos, agora restam apenas duas mulheres, uma petista e outra ex-petista, disputando para valer a presidência da República. Façam suas apostas.

Via http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho

Dilma defende a criminalização da homofobia

Roberto Stuckert Filho/PR

RIO – No encerramento do segundo debate entre os candidatos na TV, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, defendeu a criminalização da homofobia – proposta no Projeto de Lei nº 122/2006, que desde dezembro do ano passado tramita juntamente com a reforma do Código Penal.

— Eu sou contra qualquer forma de violência contra pessoas. No caso especifico da homofobia, eu acho que é um ofensa ao Brasil. Então, fico triste de ver que temos grandes índices atingindo essa população. Acho que a gente tem que criminalizar a homofobia, que não é algo com o que a gente pode conviver — disse a presidente, segundo comunicado do partido.

O assunto foi discutido intensamente nas redes sociais no último fim de semana, quando a candidata do PSB, Marina Silva, anunciou uma “errata” em suas propostas de campanha, retirando o apoio à legalização do casamento de homossexuais e ao aumento das punições aos crimes motivados por preconceito de orientação sexual.

(O Globo)

Pobreza crônica no Brasil caiu de 6,7% para 1,6% em oito anos, aponta Bird

Estudo apresentado pelo Banco Mundial (Bird) aponta que a pobreza crônica no Brasil, que considera privações além da renda, caiu de 6,7% para 1,6% da população em oito anos, entre 2004 e 2012. A redução é de 76% neste período. O trabalho foi apresentado por técnicos do Banco Mundial em encontro no Rio de Janeiro promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pelo World Without Poverty (WWP), projeto conjunto do Banco Mundial, do MDS e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). 

“Os resultados na redução da pobreza multidimensional refletem os efeitos de políticas implementadas nos últimos anos, como o Luz para Todos, e a melhoria no acesso à educação”, destacou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que participou do evento. Ela lembrou que mais de 3,1 milhões de residências tiveram acesso à luz elétrica desde o início do programa Luz para Todos em 2004. 

O trabalho, focado na pobreza multidimensional, considerou, além da renda, sete dimensões da pobreza: se as crianças e adolescentes até 17 anos estão na escola, os anos de escolaridade dos adultos, o acesso à água potável e saneamento, eletricidade, condições de moradia e, finalmente, a bens, como telefone, fogão e geladeira. A pobreza é considerada crônica quando são registradas privações em pelo menos quatro das sete dimensões. 

O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O que nos estimula”, disse Tereza Campello, “é que os dados do Banco Mundial mostraram que nossa ação foi eficaz, pois conseguiu atingir a pobreza crônica”. 

A ministra lembrou que o Plano Brasil Sem Miséria foi desenvolvido para enfrentar a pobreza em suas diferentes dimensões, garantindo renda, mas também cuidando de melhorar as oportunidades para inserção econômica dessas famílias, assim como o seu acesso a serviços. Ela destacou ainda que o trabalho apresentado pelo Banco Mundial considerou dados até 2012 e que os resulta dos são ainda mais surpreendentes se atualizá-los até 2013, que incluem efeitos de programas como Água para Todos, Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos. 

(Jornal do Brasil)

Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva CHEGOU A HORA: VOTE!

Começou nesta segunda-feira (1) o Plebiscito Popular por uma Assembleia Constituinte Exclusiva à Reforma Política. A votação ocorre até o dia 7 de setembro e espera-se a participação de 1,5 milhão de pessoas para que o Congresso Nacional convoque uma Assembleia Constituinte sobre o sistema político.

Além das urnas físicas, que estão espalhadas pelo Brasil inteiro, os eleitores poderão participar de forma online. Para que o voto seja computado, é necessário informar o nome e o CPF. O objetivo é alcançar um número expressivo de votantes e também abranger localidades onde não haja urna.

Segundo Rodrigo César, da secretaria que organiza a votação, o sistema online é seguro, pois, como exige o CPF, não será possível a ocorrência de assinaturas duplicadas.

De acordo com informação do comitê organizador, há mais de mil comitês em várias partes do país, sendo a cidade de São Paulo a região com o maior número de urnas.

Nas urnas, além da votação pela Assembleia Constituinte da Reforma Política, será colhida, também, assinaturas de apoio ao projeto de lei de democratização da mídia, elaborado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Para votar online, clique aqui. E aqui, você localiza as urnas físicas.

Via http://www.revistaforum.com.br

 

A difícil situação de Aécio Neves

Tucano fica sozinho ao final do debate e ainda ouviu piada de Dilma

O debate entre os candidatos a presidente da República promovido por SBT-Folha-UOL-Jovem Pan não teve um vencedor claro, mas ficou evidente que há duas protagonistas neste momento da corrida pelo Palácio do Planalto –Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB).

E Aécio Neves (PSDB), que até outro dia era dado como presença certa no segundo turno? O tucano vive situação dificílima.

O Blog relata a seguir o que se passou logo depois do debate realizado nesta segunda-feira, dia 1º.set.2014.

Quando esses debates terminam, os repórteres dos principais veículos de comunicação correm para o palco para falar com os candidatos mais importantes.

Nesta segunda-feira, foram procuradas, majoritariamente, apenas as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). Os outros candidatos ficaram ali, parados, torcendo para serem abordados por algum repórter.

Aécio Neves ficou nesse segundo time, esperando que alguém se dirigisse a ele. Finalmente, chegou uma repórter do SBT que o entrevistou, por dever de ofício –o SBT era promotor do evento e mandou repórteres entrevistar todos os candidatos.

Aécio foi saindo por trás dos púlpitos onde ficaram os candidatos e deu uma pequena parada no local que havia sido ocupado por Dilma, que ainda estava por perto. Como Aécio fez menção de se sentar no banquinho usado pela petista, ainda teve de ouvir uma piada da presidente. “Ô, Aécio, vai querer sentar na minha cadeira?”, brincou Dilma. Todos sorriram amarelo.

O que quer dizer esse episódio prosaico? É um retrato da situação de uma espécie de ocaso vivido pelo candidato do PSDB a presidente. Pelo menos, é essa a sua situação neste momento.

É possível que Aécio se recupere? Possível, tudo é. Esta tem sido uma campanha de muitas surpresas. Mas parece muito improvável que a sorte volte para o tucano no atual ciclo eleitoral.

Por Fernando Rodrigues, via http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br

Como identificar um marinista com apenas três perguntas

Pode parecer ser uma tarefa difícil tentar separar marinistas de aecistas. Mas não é, é fácil. E parece difícil porque ambos os grupos escondem suas preferências, contando apenas para os institutos de pesquisa. Raramente você verá alguém dizer, em pequenas rodas, que é marinista ou aecista. E quando pegos em alguma passeata, comício ou qualquer outro tipo de manifestação dos seus candidatos, ficam com cara de quem “foi pego com a boca na botija…”.

Assumir de peito aberto a opção é coisa de esquerdistas, não de direitistas como eles.

Há, porém, algumas classificações que ajudam. Existem marinistas jovens e marinistas nem tão jovens assim. Aecistas jovens, ou nem tão jovens assim são raros. Aecistas têm mais de 40 anos. É gente que tinha mais de 18 anos ao tempo da redemocratização e pode experimentar os governos pós-ditadura ou, mesmo, os da ditadura.

Marinistas não sabem o que é isso. E essa é a primeira pergunta que devemos fazer para identificar um marinista. As variantes gramaticais são inúmeras, mas todas visam a mesma coisa: questionar o conhecimento sobre o passado recente da história dos governos brasileiros.

Pergunte sobre o confisco da poupança no governo Collor; sobre a privatização no governo FHC; ou sobre o que é “overnight”; ou, ainda, se você quiser ser duro, sobre os efeitos da crise do petróleo, em 1973, na economia brasileira.

Marinistas, com essa pergunta, demonstrarão aquilo que os caracteriza: não sabem absolutamente nada do que foi a vida no Brasil.  É possível que um ou outro consiga repetir algo que tenha lido, mas é fácil identificar quem apenas repete o que leu.

Há uma outra classificação: marinistas são, na imensa maioria, evangélicos. Atenção: o uso da expressão “evangélico”, doravante, sempre terá a conotação de um tipo característico de cristão e não um uso que possa caracterizar preconceito.

Evangélicos aprendem a ter uma relação muito direta e forte com o pastor da igreja. A autoridade do pastor não é contestada. Os católicos diziam que o Papa é o representante de Deus na Terra. Estão indo para o brejo, pois os católicos aprenderam, mesmo que a duras penas, que podem contestar o Papa, sem que com isso estejam comprando uma passagem, sem volta, para o inferno.

Para uns e outros, falo das massas e não daquela minoria que pensa.

Pois essa é a segunda pergunta. As variantes gramaticais são inúmeras, mas todas visam a mesma coisa: identificar a incapacidade dos marinistas em formular uma resposta do tipo lógica.

Pergunte, por exemplo, por que razão deveríamos considerar gays como sendo seres socialmente doentes e abomináveis; pergunte, por exemplo, por que devemos deixar que milhões de mulheres morram em abortos clandestinos. Os exemplos são muitos.

Mas a todas as perguntas, invariavelmente, os marinistas demonstrarão outra característica: a dependência do pastor é tão forte, que lhes tira a capacidade de formular pensamentos que não o único: está na Bíblia, ou Jesus quer assim, ou Deus… ou isso é coisa do demônio… É a imposição da religião como forma de enfrentar mundo.

Claro que, deparados com o comando de governos, não saberão fazer diferente. Marinistas são teocratas.

Há uma outra classificação: marinistas são “sustentáveis”.

Pergunte a qualquer um deles o que é sustentabilidade e não hesitarão em mostrar que não sabem absolutamente nada sobre o assunto. Repetirão a exaustão o mantra das “gerações futuras”.

Alguns mais ilustrados poderão argumentar que precisamos desenvolver formas sustentáveis de produzir energia, tipo eólica, solar, das marés. Pergunte se eles sabem como desenvolver um sistema econômico onde a produção dos esquipamentos necessários prescinda do capitalismo. O mais provável é que não tenham a mínima ideia de como podemos produzir pás, coletores ou qualquer outra bugiganga, sem que ela custe.

E em escala global, para substituir os atuais bilhões de MW gerados pela energia hidráulica ou nuclear.

Quiçá não saibam, sequer, que um único gerador eólico é composto por no mínimo 80% de produtos derivados do petróleo. Não sabem que 80% da humanidade vive direta ou indiretamente do petróleo… E pensam que em quatro anos vão mudar 4 milhões de…  criacionismo…

Pergunte: como produzir natureza sem tirar da natureza? Como produzir pás e painéis sem usar petróleo? Como produzir petróleo em um sistema que não seja o capitalista?

Essa é a terceira característica dos marinistas: incapazes de pensar em aprimorar o que temos, querem voltar a um passado onde haviam uns poucos milhares de humanos na face da Terra.

Converse com alguém sobre Política e com apenas essas três perguntas você identificará um marinista: alguém que não experienciou o passado recente do Brasil, alguém que tem apenas a religião e a autoridade do pastor como norte e alguém que vive da ilusão de uma vida no paraíso…

E que encontrou quem lhe traga esse paraíso em apenas quatro anos…