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Fortaleza: Justiça suspende corte de salários de garis em greve

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

O corte de salários dos garis da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb), em greve há mais de um mês, foi suspenso na última segunda-feira, 26, pela juíza Daniela Pinheiro Gomes, da 7ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-CE). A decisão também obriga a Prefeitura Municipal de Fortaleza a devolver os valores descontados dos trabalhadores na folha de maio. Categoria reivindica melhores condições de trabalho e reposição de perdas da inflação, entre outros.

Além da devolução dos descontos nos contracheques de maio, foi determinada a aplicação de multa de R$ 5 mil para cada dia de descumprimento da ordem judicial. Na tarde de segunda, os garis de Fortaleza foram às ruas pedir dinheiro em semáforos e terminais de ônibus, em protesto contra o corte salarial dos grevistas. Uma assembleia para deliberar sobre a suspensão da greve está marcada para esta quarta-feira, 28, às 8h30min, na sede da Emlurb.

Também na manhã desta terça, os trabalhadores distribuíram panfletos com suas demandas em semáforos no cruzamento das ruas Murilo Borges com Rogaciano Leite, no bairro Guararapes. Com a reversão do desconto nos salários, a categoria espera que a Prefeitura garanta as outras reivindicações, informou o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort).

Dentre as principais reivindicações dos garis, estão a reestruturação do cargo com valorização dos trabalhadores e concurso público; reajuste de 6,38%; transporte adequado para os garis na ida e volta, jornada de trabalho de seis horas, com o acréscimo proporcional de 33% no salário base, no auxílio refeição e nas demais vantagens; Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); crachás; reforma nas subsedes da Emlurb (ZGLs) e vale transporte.

Redação O POVO Online

Telexfree: divulgadores podem ser responsabilizados criminalmente

Do Folha Diário

O Ministério Público do Acre, que está à frente das investigações sobre a Telexfree, disse esta semana que os divulgadores que recrutaram novas pessoas para fazer parte do suposto esquema de pirâmide financeira, podem ser responsabilizados criminalmente durante o processo que investiga a operação da empresa no Brasil e no exterior.

A suspeita é de que este seja o maior crime já praticado contra a economia do país, já que as investigações levam a crer que o negócio era operado como uma “pirâmide” sob o disfarce de empresa de marketing multinível, negócio que coloca em risco o sistema financeiro brasileiro.

Em Videira, a adesão foi uma das maiores operações da Ympactus no Brasil. A empresa operava com o nome Telexfree, que por sua vez, é sediada nos Estados Unidos e prometia a venda de pacotes de ligações a longa distância a preços menores e também e remuneração de seus “divulgadores” por anúncios feitos na internet, chegando aos 200% de rentabilidade.

Segundo apurou o Ministério Público, os valores contabilizados pela Telexfree com a venda dos produtos que prometia não passava de 1% do faturamento, pois a verdadeira renda tinha como procedência a entrada de novos integrantes no negócio para que ele pudesse se manter.

No Brasil, a Telexfree está impedida de fazer pagamentos e cadastros de divulgadores desde o dia 18 de junho do ano passado. A investigação da Secretaria de Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, também concluiu que a Telexfree é uma pirâmide financeira e que ela arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo com um esquema ilegal de venda fraudulenta de títulos. Na  denúncia, as autoridades norte-americanas pediram  o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros obtidos e o ressarcimento das perdas causadas aos “divulgadores”.

Suspensão das atividades
A Telexfree anunciou através de comunicado publicado em sua página na internet que suspendeu todas suas atividades de negócios, enquanto cuida de pendências com a Corte de Falências dos  Estados Unidos, agências governamentais e a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira. No Brasil, a sede da empresa também estampou um comunicado na porta em que diz que as atividades estão temporariamente suspensas, apesar de vários funcionários serem vistos trabalhando dentro do estabelecimento.

Ações na justiça
Em Videira, já são dezenas as ações na Justiça com o propósito de fazer com que os consumidores que adquiriam os pacotes da Telexfree tenham seu dinheiro de volta. Algumas delas, já possuem ganho de causa por parte dos “divulgadores”, dentre elas, ações com valores acima de três dígitos. Dessa forma, advogados tem aconselhado as pessoas que se sentiram lesados pela empresa, que entrem na Justiça para buscar os valores que deixaram de receber após a empresa ter seus ativos bloqueados e ainda os recursos que foram investidos inicialmente. No último levantamento feito pelo governo dos Estados Unidos, a empresa não terá valores suficientes para pagar todos as suas dívidas caso for liquidada.

Fundador está preso

O americano James Merrill, um dos fundadores da Telexfree, foi preso no último dia 9, no Estado de Massachusetts. A Justiça americana também expediu mandado de prisão de outro fundador, o brasileiro Carlos Wanzeler, que está foragido. Se forem condenados, cada um pode pegar até 20
anos de prisão.

FBI VAI CADASTRAR VÍTIMAS DA TELEXFREE

A polícia federal americana, o Federal Bureau of Investigation (FBI), lançou nesta quinta-feira um site para cadastrar “vítimas” da TelexFree. Chamado de “Victim Assistance” (assistência às vítimas), o FBI pede a colaboração dos chamados divulgadores da empresa com o preenchimento de um questionário sobre a relação com a TelexFree. “Se você é um cliente da TelexFree e acredita que tenha sido prejudicado, você deveria preencher o questionário abaixo”, diz a página. As perguntas estão em inglês, português e outros 80 idiomas.

O cadastro é voluntário e tem o objetivo de coletar informações para a investigação federal e para a identificação da abrangência criminal do caso, principalmente saber quantas pessoas foram prejudicadas com o esquema fraudulento. Para a ação, o FBI conta com a parceria da Homeland Security Investigations, órgão federal que investiga questões relacionadas a direitos de consumidores americanos e imigrantes. 

No texto, consta a informação de que em 9 de maio, James Merrill e Carlos Wanzeler, os principais sócios da TelexFree e empresas relacionadas, foram acusados em um processo criminal federal de conspiração para cometer fraude eletrônica”. Merrill está preso e teve seu pedido de fiança negado nesta semana, assim como a esposa de Wanzeler, Kátia, pega ao tentar sair do país. Já Carlos está em Vitória, no Espírito Santo, mas teve sua prisão decretada nos EUA. 

A polícia diz ainda que, devido ao potencial número de vítimas ser muito grande, ela não conseguirá responder todos os casos, mas que poderá contatar alguns para mais informações, se achar necessário. Todas as pessoas cadastradas serão informadas do andamento da questão na Justiça americana e terão acesso a seus direitos. O FBI deixa ainda um contato da Procuradoria do Estado de Massachusetts, em caso de dúvidas: ‘USAMA.VictimAssistance@usdoj.gov’.

SEEB/CE constata condições precárias em agências do Ceará

foto meramente ilustrativa

Em visitas às unidades do Interior do Estado, o Sindicato dos Bancários do Ceará vem constatando condições de trabalho precárias em várias unidades de agências do Banco do Brasil. Dois exemplos são as agências dos municípios de Campos Sales e Santana do Acaraú.

Em Campos Sales, um dos três guichês de atendimento à população está em local impróprio. O gerente da unidade já solicitou várias vezes ao Genop (Gerência Regional de Apoio aos Negócios e Operações) a reforma do lay-out para oportunizar um melhor atendimento, mas ainda não obteve nenhuma resposta.

Outro exemplo do descaso foi encontrado na agência de Santana do Acaraú, onde a bateria de caixa funciona sem qualquer condição de atendimento. Lá, o gestor da unidade também acionou o Genop, também sem nenhum retorno.

“As condições de trabalho nas agências do Banco do Brasil, principalmente no Interior, são muito abaixo das necessidades dos funcionários e do mínimo para se prestar um atendimento decente à população. Além disso, o lay-out antigo das agências pode até a vir prejudicar o bancário que pode até mesmo perder dinheiro por conta das precárias condições. É preciso corrigir urgentemente”

Bosco Mota, diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do BB

(SEEB/CE)

As 5 estratégias dos ricos para sonegar impostos

A multa de mais de US$ 2,5 bilhões imposta ao banco Credit Suisse, acusado de ajudar milionários americanos a sonegar impostos, evidenciou uma trama complexa que envolvia advogados, banqueiros, contadores e contas secretas.

Empresários, esportistas, artistas endinheirados e funcionários do mercado financeiro estão entre as pessoas que pertencem a uma “elite” frequentemente acusada de não cumprir suas obrigações com o Fisco de seus respectivos países.

Estima-se que a evasão fiscal movimente um montante cinco vezes maior que a economia global, com impactos sobre a desigualdade social.

Um relatório calcula que as 91 mil pessoas mais ricas do planeta controlem um terço da riqueza mundial (e respondam pela metade dos depósitos em paraísos fiscais). Um total de 8,4 milhões de pessoas (0,14% da população mundial) concentra 51% da riqueza.

A evasão fiscal ajuda a aprofundar esse abismo.

Conheça as cinco formas comumente escolhidas por milionários para pagar menos:

1 – Subdeclarar impostos

O primeiro passo costuma ser declarar menos rendimentos do que os realmente obtidos.

Patrick Stevens, diretor de política fiscal do Chartered Institute of Taxation, órgão britânico que prepara funcionários da Receita do país, diz que isso ocorre em duas etapas.

“De um lado, a pessoa declara menos do que ganha. De outro, esconde a diferença, para que não seja encontrada pelo Fisco”, disse à BBC Mundo.

E isso depende de uma rede profissional que, segundo críticos como James Henry, da Universidade de Colúmbia, virou parte estrutural do atual sistema financeiro.

“É uma indústria dedicada à evasão fiscal e à potencialização de ganhos financeiros”, acusa.

2 – Registrar empresas em paraísos fiscais

No estudo The Price of Offshore Revisited (O preço dos paraísos fiscais, em tradução livre), James Henry calcula que haja ao menos US$ 21 trilhões nos chamados paraísos fiscais, soma próxima aos PIBs de Estados Unidos e Japão (a primeira e a terceira economias globais).

Um dos paraísos favoritos são as Ilhas Cayman, que têm 85 mil empresas registradas – mais do que o total de habitantes.

As Bahamas, por sua vez, têm 330 mil habitantes e 113 mil empresas – uma para cada três pessoas.

Nessas ilhas, poucas perguntas são feitas para quem quer abrir empresas.

“Um milionário dos Estados Unidos monta o que chamamos de empresa fantasma em um paraíso fiscal e a usa para fazer transações com preços falsos para transmitir dinheiro para lá, onde não pagará impostos”, diz Henry.
O presidente americano, Barack Obama, costuma citar em seus discursos o caso do edifício Ugland, sede de 18 mil empresas nas Ilhas Cayman.

E Obama nem precisava ir tão longe. O Estado de Delaware, no nordeste dos Estados Unidos, tem 917 mil habitantes e 945 mil companhias registradas.

O mecanismo se tornou um clássico da evasão. O site de análise financeira em espanhol Fútbol Finanzas publicou recentemente uma lista de jogadores que usaram técnicas parecidas nos últimos 20 anos.

Desde o craque argentino Lionel Messi até lendas do esporte, como o brasileiro Roberto Carlos, o português Luis Figo e o búlgaro Hristo Stoichkov estavam na lista.

3 – Usar “laranjas”

Uma maneira de esconder rastros é nomear um “laranja” que atue como proprietário do ativo ou da empresa.

“Se pode nomear um testa de ferro por razões legítimas, por exemplo, para não atrair publicidade sobre o investimento em questão, no caso de uma pessoa pública. Desde que as autoridades sejam informadas, não há ‘evasão’. O problema começa quando não se informa, porque o que se está fazendo é pagar impostos por uma massa menor de dinheiro”, afirma Stevens.

Não é necessário para esse propósito que a companhia e o “laranja” operem em um paraíso fiscal. Ambos podem atuar no mesmo país onde o multimilionário em questão paga seus impostos.

Uma variante dessa situação é o Trust, um antigo instrumento legal inglês no qual o dono de um bem cede seu controle para uma pessoa que o administra em benefício de um terceiro.

“Os beneficiários dessa cessão podem se multiplicar ao infinito. Pode ser a mulher, os filhos, tios, primos, etc. Pelas regras de pagamento de impostos nos Estados Unidos, esses representantes podem enviar do exterior parte desse dinheiro sem pagar impostos”, disse Henry.

Isso facilita o movimento de grandes massas de dinheiro – seja usando uma complexa rede de Trust, empresas fantasmas ou “laranjas”, o principal objetivo do sonegador é um só: apagar seu rastro.

4 – Estabelecer residência em outro país

Os países com baixos impostos são os favoritos de músicos, artistas e esportistas. Nos anos 1970, Mick Jagger se mudou para a França e depois para os Estados Unidos para fugir dos impostos de seu país natal.

Em dezembro de 2012 o ator francês Gerard Depardieu renunciou à sua cidadania francesa em protesto contra os altos impostos propostos pelo governo de Francois Hollande. Ele se mudou para a Bélgica e obteve um passaporte russo, onde há um imposto único de 13%.

“Uma pessoa pode escolher o país que queira para viver. É seu direito se mudar para um país para pagar menos impostos. O que é ilegal é dizer que vive em um país para pagar menos impostos quando na realidade vive em outro com uma carga de impostos mais alta, disse Stevens.

Foi o que aconteceu com o tenista alemão Boris Becker. Ele declarou a autoridades alemãs que viveu em Mônaco entre 1991 e 1993, quando realmente estava em Munique. Ele acabou tendo que pagar uma dívida de US$ 3 milhões.

5 – Aproveitar brechas legais

A rede de assessores e especialistas que rodeiam os milionários é especialista em encontrar brechas legas dos sistemas de impostos.

Em muitos casos não se trata de evasão fiscal, mas de supressão fiscal, um mecanismo perfeitamente legal: todos temos direito de pagar menos impostos, desde que o façamos dentro da lei.

As isenções de impostos que os governos colocam em prática para estimular a economia e as doações a organizações de caridade frequentemente oferecem grande oportunidades.

Neste mês, um juiz britânico considerou que o cantor Gary Barlow, dono de fortuna estimada em US$ 80 milhões, havia investido em 51 sociedades financeiras criadas exclusivamente para pagar menos impostos.

Organizações de caridade também costumam servir para evasão fiscal. “Nos Estados Unidos, houve um boom de fundações privadas que permitem deduções de impostos. Alguém sabe o que elas fazem? Ninguém as audita”, argumenta Henry.
O futuro

Os problemas fiscais enfrentados por todos os países desenvolvidos e a fragilidade do sistema financeiro internacional têm colocado a evasão fiscal na mira do público e no centro de um debate global.

A multa ao Credit Suisse foi apresentada como um grande trunfo do Fisco americano e como um suposto fim da era de segredo bancário na Suíça – um dos pilares desse sistema.

Mas, para Henry, o acordo é na verdade um grande trunfo para o banco.

“O Credit Suisse não foi obrigado a revelar o nome de nenhum dos sonegadores. O segredo bancário permaneceu.

Ninguém da atual diretoria teve de renunciar, e eles não perderam a licença para operar nos Estados Unidos. Seu valor em bolsa subiu. O negócio segue intacto.”

(BBC)

Fila de até 1h23 faz Procon-SP autuar 4 bancos; multa pode ser de R$ 7,4 mi

Filas de até 1h23 no atendimento aos clientes fizeram o Procon-SP autuar quatro bancos na cidade de São Paulo: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander.

Será aberto processo administrativo. Se forem considerados culpados, a multa vai de R$ 494 a R$ 7,4 milhões.

O Banco do Brasil informou, por meio de sua assessoria, que não foi notificado sobre as autuações citadas. E disse que “tão logo seja encaminhado o auto de notificação das irregularidades verificadas, serão tomadas as providências necessárias”.

O Santander também disse não ter sido notificado sobre a autuação.

“O Banco ressalta que busca constantemente aprimorar seus serviços para melhor atender os clientes”, disse por meio de sua assessoria de imprensa.

O Bradesco disse, em nota, que “desenvolve um programa intensivo de revisão de processos e sistemas, aliado ao desenvolvimento de programas de formação e aperfeiçoamento do quadro de funcionários da sua extensa rede de agências, sempre procurando aumentar o nível de satisfação de seus clientes.”

A Caixa Econômica Federal não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

No total, 29 agências dos quatro bancos foram autuadas por “má prestação do serviço relacionada à demora do atendimento aos consumidores”, segundo o Procon.

O Bradesco teve o maior número de agências autuadas (19), seguido de Santander (5), BB (3) e Caixa (2).

Durante a fiscalização, o Procon-SP considerou diversos itens: quantidade de guichês disponíveis, caixas em funcionamento, quantidade de consumidores na fila, quantidade de terminais existentes no autoatendimento e presença de orientadores.

Para as autuações o Procon-SP se baseia em compromisso firmado entre as instituições financeiras e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que indica o tempo máximo de espera –período compreendido entre a entrada do consumidor na fila e o início do seu atendimento.

Esse período é de de 20 minutos para dias normais e de 30 minutos para dias de pico. O monitoramento aconteceu tanto em dias de pagamento como nos outros dias normais.

Segundo o Procon, a maior espera registrada foi de 1h23 no atendimento preferencial, em dia de pico, na agência do Bradesco na Estrada do Campo Limpo. Essa agência também teve a maior espera registrada pela fiscalização no atendimento comum: 1h09.

A equipe de fiscalização monitorou um total de 83 agências bancárias , as quais tinham reclamação registrada por consumidores no atendimento do Procon-SP. A operação, feita em diversas regiões da Capital, foi realizada neste mês.

(Uol Economia)

Procon do Rio multa bondinho do Pão de Açúcar e Trem do Corcovado

Thaise Constancio – O Estado de S. Paulo

RIO – Em apenas 11 dias, o órgão de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado do Rio (Procon-RJ) autuou 87 restaurantes, 16 hotéis e descartou 1,8 toneladas de comida. O bondinho do Pão de Açúcar e o Trem do Corcovado, importantes pontos turísticos da cidade, também foram autuados e multados. Outros sete hotéis de luxo serão processados por cobrança indevida de diárias. As ações fazem parte da Operação Camisa 10 que intensifica as fiscalizações na capital até a Copa do Mundo.

A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, que administra o bondinho, foi autuada por não oferecer condições de acessibilidade ao público. Os fiscais flagraram um cadeirante sendo carregado por seis pessoas nas escadas pela falta de rampas e elevadores de acesso. Já a empresa que administra o Trem do Corcovado não concedia meia entrada para idosos e estudantes estrangeiros, somente para brasileiros. Os demais visitantes eram obrigados a pagar o valor integral do ingresso, o que contraria uma lei estadual e o Estatuto do Idoso, que proíbem a diferenciação do público. O restaurante Corcovado também foi autuado, com 20 kg de comida estragada. Os valores das multas não foram informados. A reportagem não conseguiu contato com as empresas que administram o bondinho e o Trem do Corcovado.

A maioria dos restaurantes vistoriados (de culinária nacional e estrangeira) fica na zona sul. Em diversos estabelecimentos, além de alimentos e bebidas vencidas, os fiscais do Procon-RJ encontraram cozinhas em péssimas condições de limpeza e higiene. Foram encontrados, por exemplo, ralos abertos com água parada, pisos e azulejos quebrados, falta de um exemplar do Código de Defesa do Consumidor que, por lei, deve ficar em local visível e disponível para consulta dos clientes.

Entre os hotéis autuados estão o Linx Hotel, no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, na zona norte da cidade, onde na manhã desta segunda-feira, 16, a delegação brasileira aguardava o translado para a Granja Comary, em Teresópolis, na região serrana do Estado do Rio, onde fica o centro de treinamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A piscina do hotel foi interditada e lacrada por falta de um salva-vidas, no dia 20. O espaço só será liberado após a contratação de um profissional e com autorização do Procon-RJ. O hotel, no entanto, afirma que um hóspede deixou um copo cair na piscina e o estabelecimento não tem equipamento adequado para fazer a limpeza. Seis dias após a autuação, o local permanece fechado.

Além disso, não havia fichas de identificação para hospedagem de crianças e informações sobre as penas relativas à prostituição e a exploração de jovens e adolescentes. Na cozinha foram recolhidos 3 kg de comida vencida ou sem identificação de validade.

No restaurante Laguiole, situado no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, o chef Ricardo Lapeyre, foi encaminhado à Delegacia do Consumidor (Decon) e responderá de forma culposa ao inquérito de prisão em flagrante. Lá foram apreendidos 171,5 kg de alimentos vencidos ou sem informações sobre a validade. Lapeyere pagou fiança de R$ 4 mil para ser liberado.

Justiça. Na sexta-feira, 23, o Procon-RJ entrou com uma civil pública na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) contra sete hotéis de luxo do Rio: Othon Palace e Sofitel, em Copacabana; Marina Palace, no Leblon; Fasano, em Ipanema; Mercure, em Botafogo (todos na zona sul); Windsor Asturias, na Cinelândia, região central; e Sheraton Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste.

Os estabelecimentos descumprem a Lei Geral de Turismo e cobram diárias de 24 horas, quando disponibilizam tempo de permanência inferior aos consumidores (entre o check in e o check out). Para o órgão, o consumidor perde dinheiro. Os hotéis também cobram meia diária ou diária integral para quem se hospede antes do horário estipulado ou saia depois do prazo previsto, mesmo que não haja reserva para o quarto, prática que fere o Código de Defesa do Consumidor.

Na ação, o órgão pede multa diária de R$ 50 mil para os estabelecimentos que descumprirem a determinação. O processo também prevê indenização individual por danos morais e materiais.

FBI lança site para cadastrar vítima da Telexfree

O Federal Bureau of Investigations (FBI, a polícia federal americana) lançou nesta quinta-feira (22) um site para cadastrar vítimas da Telexfree, negócio acusado de ser uma pirâmide financeira bilionária.

Residentes no Brasil, onde o negócio atraiu 1 milhão de pessoas, também preencher o formulário, disponível em português.

Quem se cadastrar será atualizado sobre o andamento das investigações contra a Telexfree poderá ser beneficiado por um eventual ressarcimento que Justiça Federal americana obrigue a empresa a fazer, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Cerca de 1,4 mil pessoas já entraram em contato com o órgão desde 9 de maio, quando um dos donos da Telexfree foi preso.

Na ficha, os divulgadores, como são chamadas as pessoas que investiram na Telexfree, deverão informar quanto receberam da Telexfree e de que forma – se por transferência eletrônica ou cartão de crédito, por exemplo – e quantos pacotes de telefonia VoIP adquiriram. 

 
 
 

As pessoas que já se registraram no cadastramento aberto em abril pela Secretaria de Estado de Massachussetts – onde fica a sede da empresa – também devem preencher a ficha do FBI, segundo o Departamento de Estado americano.

No Brasil, o Ministério Público do Acre (MP-AC) tenta obrigar o braço da Telexfree no País a ressarcir os divulgadores. O processo foi iniciado há quase 11 meses mas ainda não foi julgado pela 2ª Vara Cível de Rio Branco. A empresa foi multada por atrasar o andamento da ação.

Empresa é pirâmide disfarçada de marekting multinível, dizem investigações

Apresentada como um negócio de venda de pacotes VoIP por meio de marketing multinível, a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,7 bilhões) em todo o mundo, acusa a Securities and Exchange Comission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários americana).

Segundo a SEC, apenas 1% do faturamento da Telexfree veio da venda de VoIP. O restante era decorrente dos investimentos feitos pelos divulgadores para entrarem no negócio.

A Telexfree foi fundada nos EUA em 2002 por James Matthew Merrill, americano, e Carlos Nataniel Wanzeler, brasileiro. Merrill foi preso em 9 de maio. Wanzeler é considerado foragido pela polícia americana.

A reportagem ligou para a assessoria de imprensa da Telexfree nos EUA, mas não foi atendida.

(Economia IG)

 

Revelar que alguém tem HIV poderá dar prisão de até oito anos, segundo projeto aprovado no Senado

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (21) projeto que cria lei específica para preservar o sigilo dos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV). A proposta (PLS 380/2013) veda a divulgação de informações que permitam a identificação da condição de portador na esfera dos serviços de saúde, estabelecimentos de ensino, locais de trabalho, da administração e da segurança pública.

Pelo projeto, apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a restrição se estende aos processos judiciais e a informações veiculadas pela mídia escrita e audiovisual. O texto submete ao controle tanto agentes públicos como privados que, de alguma forma, lidam ou tenham acesso às informações.
Como a matéria recebeu decisão terminativa, deverá seguir diretamente para exame na Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para que a decisão final no Senado seja em Plenário.

Dobro da pena
Randolfe também sugere a ampliação em dobro das penalidades já previstas no Código Penal quando a intenção da divulgação, feita por agentes obrigados a manter o sigilo dos dados, é causar dano ou ofensa. Hoje, a quebra de informação definida em lei como reservada ou sigilosa, sem justa causa, pode resultar em detenção de um a quatro anos, além de multa.
No julgamento judicial envolvendo pessoa portadora do HIV, na hipótese de não ser possível manter o sigilo sobre essa condição, o projeto estabelece que o acesso às sessões só seja permitido às partes diretamente interessadas e aos respectivos advogados.

Privacidade
Para o autor da proposta, a divulgação de informações que permitam identificar a condição de portador de HIV constitui invasão da esfera da intimidade, expõe o sujeito a danos morais e sociais e prejudica suas relações sociais nos mais diversos âmbitos, como o do trabalho e da escola. Por isso, ele defende que esse tipo de atitude seja combatida.
A relatora, senadora Ângela Portela (PT-RR), em parecer pela aprovação, afirmou que o Estado deve de fato garantir ao indivíduo condições de “viver livre dos estigmas e situações vexatórias que decorrem do preconceito ainda arraigado em nossa vivência social”.

Repercussão
Para Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de Ongs Aids do Estado de São Paulo (Foaesp), a aprovação desse projeto é importante por ampliar a preservação da sorologia. “Assim, o sigilo passa a ser resguardado entre outros trabalhadores, para além da área da saúde.”

José Araújo Lima, presidente da Ong Espaço e Prevenção Humanizada (Epah), de São Paulo, também acredita que o projeto signifique um passo importante nas conquistas das pessoas vivendo com HIV/aids. “Sempre lutamos, como ativistas, pelo direito de preservar as pessoas sobre sua sorogia. Nesse momento em que a banalização da aids vem tomando conta da sociedade e, assim, quebrando o limite dos direitos individuais, essa PL vem garantir esse direito, que encontra se vulnerável.”

O jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte (MG), ouviu o presidente do Grupo Vhiver, Valdecir Buzon. “Esse projeto mostra que é preciso ter lei para proteger o soropositivo, porque o preconceito é coisa séria no país. Cada pessoa tem o direito de não querer se expor e, com o projeto de lei, ela terá como recorrer caso alguém a exponha. Muitas não contam, os familiares não sabem, algumas têm dificuldade de ir aos postos de saúde por medo da exposição. Com esse projeto, elas teriam mais segurança e qualidade de vida com o tratamento”, concluiu Buzon em “O Tempo”.

Agência de Notícias da Aids, com Agência Senado


Fonte: Agência Senado 

Fifa faz alerta aos torcedores sobre cambistas ‘inescrupulosos’ e ingressos falsos para a Copa

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

A grande preocupação da Fifa não gira em torno apenas dos estádios e da segurança para a Copa do Mundo. A venda ilegal de ingressos também ligou o sinal de alerta da entidade. A 21 dias do início do Mundial no Brasil, a ação de cambistas, chamados de “inescrupulosos” pela Fifa – tanto nas ruas quanto em sites e empresas – fez a entidade tomar medidas para tentar ajudar o torcedor a não cair em golpes.

– Para a Fifa, é fundamental proteger os torcedores dos riscos das vendas ilegais de ingressos. Nas últimas semanas, infelizmente estamos vendo cada vez mais pessoas saindo decepcionadas de nossos centros de venda por não conseguir retirar os ingressos comprados em sites não oficiais. A FIFA cancela todos os ingressos que forem descobertos como fruto de venda ou revenda ilegal, e os portadores correm o risco de não ser autorizados a entrar nas partidas da Copa do Mundo – explicou o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil.

No Rio de Janeiro, nos três primeiros dias de retirada dos ingressos para a Copa do Mundo, vários bilhetes eram vendidos por valores bem maiores do que o original. Alguns chegaram a oferecer até R$ 5 mil pelo bilhete da final da Copa que, no caso, custou R$ 330.

Registros de sites revelam fraude multinacional em venda de ingressos. Um ingresso para a final do Mundial, no Maracanã, pode custar até R$ 77 mil. A Fifa cobra R$ 1980,00. O valor é quase quarenta vezes maior. Há bilhetes no site Iguana Tickets por até R$ 39.692,22 o par da categoria um, a mais cara. A Fifa cobrava R$ 990 em cada.

– Assim como no futebol, combater o flagelo da venda não autorizada de ingressos requer um esforço em equipe. Além da FIFA, são os torcedores que decidem onde comprar seus ingressos, enquanto as autoridades de todos os níveis e jurisdições possuem a capacidade e as ferramentas jurídicas para intervir e punir eficientemente tais atividades – falou Weil.

Desde 2012, um ano antes do lançamento das vendas de ingressos, uma equipe especializada da Fifa e Match Enforcement já atuava na venda não autorizada de ingressos. Essas vendas são supervisionadas de perto – o processo inclui novas técnicas usadas pelos cambistas para conseguir as entradas ilegalmente – para que possam ser efetivamente neutralizadas com o cancelamento dos ingressos e sua devolução ao estoque quando sua ilegalidade é identificada.

Tenente suspeito de matar lutador de MMA Luiz de França é solto em Natal

Luiz de França era professor de musculação e lutador de MMA (Foto: Luiz de França/Arquivo pessoal)

O tenente da Polícia Militar Iranildo Félix de Sousa, principal suspeito de matar a tiros o professor de musculação e lutador de MMA Luiz de França Trindade, de 25 anos – crime ocorrido em fevereiro deste ano na zona Sul de Natal – foi solto no início da madrugada desta quinta-feira (22). Ele passou 60 dias detido no quartel do Comando Geral da PM, no bairro do Tirol, zona Leste da cidade. De acordo com o advogado dele, Marcus Alânio Martins Vaz, “o prazo da prisão temporária expirou e o juiz mandou soltá-lo. Agora ele está em casa”, afirmou. Iranildo foi preso no dia 24 de março.

A soltura do tenente foi confirmada pelo comandante geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Francisco Araújo Silva. “Ele foi preso por 30 dias. Depois o mandado de prisão foi prorrogado por mais 30 dias. Então, na madrugada de hoje, o prazo acabou e nós cumprimos a decisão do juiz. Neste momento ele deve estar em casa”, disse o comandante.

No dia 6 de maio, um soldado da PM também foi presos suspeito de participação na morte do lutador. Segundo a polícia, Moisés Gonçalo do Nascimento, de 41 anos, é o homem que ajudou o tenente pilotando a motocicleta que foi usada na fuga. O soldado é lotado na Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e também nega envolvimento no crime.

O caso
Luiz de França Sousa Trindade, de 25 anos, foi assassinado a tiros por volta das 9h da manhã do dia 10 de fevereiro na calçada da academia Alta Performance, que fica na rua Serra da Jurema, no conjunto Cidade Satélite, zona Sul de Natal. Segundo a polícia, ele foi atingido por vários disparos de pistola. Na ocasião, o professor e atleta de jiu-jitsu e luta olímpica Ademir Júnior, conhecido como Júnior Sustagen, também foi atingido pelos disparos. Logo após o crime, o delegado Sílvio Fernando, titular da 11ª DP, revelou que o tenente Iranildo era apontado como o principal suspeito de ter efetuado os disparos em companhia de um outro homem, que teria ajudado o tenente a fugir em uma motocicleta.

Mais dois homicídios
No dia em que foi preso, a Polícia Civil concedeu entrevista coletiva e revelou que Iranildo Félix, além de ser suspeito de ter matado o lutador de MMA, também teria praticado outros dois crimes de homicídio. Segundo a delegada adjunta da Divisão Especializada de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), Daniele Filgueira, o tenente é responsável pela morte da ex-mulher dele, a estudante de Direito Izânia Maria Bezerra Alves, de 31 anos, morta no dia 16 de fevereiro em uma estrada carroçável no município de Macaíba, cidade da Grande Natal.

Na ocasião, o tenente estava em um veículo com a ex-mulher e alega terem sido abordados por dois homens em uma motocicleta numa tentativa de assalto. Iranildo foi baleado no abdômen, mas como estava usando colete a prova de balas o ferimento foi superficial. Já a mulher, levou um tiro no pescoço, um no rosto e dois na cabeça.

O outro assassinato atribuído ao tenente não foi revelado pela polícia.

(G1 Rio Grande do Norte)

 

STJ bate o martelo: poupadores têm direito a correção da poupança

Por 8 votos a 6, em sessão nesta quarta-feira (20/5), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça favoreceu os poupadores, no julgamento de dois recursos de bancos referentes aos juros de mora a serem pagos na devolução de expurgos de poupanças ocorridos em decorrência dos planos econômicos das décadas de 80 e de 90.

Os recursos discutiam o momento a partir do qual se considera o atraso na reposição dos expurgos determinada em ação civil pública, mas executada individualmente: se da citação na ação de execução ou na ação civil pública.

A Corte do STJ decidiu que os juros devem ser aplicados a partir da citação dos bancos, e não a partir da execução individual da sentença.

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) sustentou que o próprio tribunal já tinha definido que a sentença genérica não autoriza o cumprimento espontâneo pelo devedor. Os advogados dos bancos procuraram demonstrar que não se pode considerar que o devedor está em atraso se a dívida não é exigível nem o valor sabido.

O Banco do Brasil, por sua vez, procurou demonstrar que a execução individual cria nova relação processual, entre novas partes, e que autor individual precisa provar condição de credor da condenação genérica. O Banco Central, por sua vez, calculou que a diferença de contas pode fazer a dívida variar de R$ 23 bilhões a R$ 341 bilhões. Mas que o valor, “incerto”, não poderia nem mesmo ser previsto pelas instituições bancárias. O procurador do Bacen chegou a dizer: “No Brasil, até o passado é incerto”.

Os advogados dos poupadores insistiram na tese de que os os bancos sabem a quem devem, quanto devem e em que circunstâncias, tanto que estimam prejuízos.

STF ainda vai falar

A decisão sobre a correção no STJ fica ainda na dependência do julgamento definitivo do Supremo Tribunal Federal no qual será tomada uma decisão sobre a validade dos planos econômicos da legalidade da correção monetária dos valores das cadernetas de poupança, que seria realizado em março, mas foi adiado.

Os planos econômicos alteraram o cálculo da correção monetária dos saldos da poupança. Quase 400 mil processos sobre planos econômicos estão com a tramitação suspensa em diversos tribunais, desde 2010, à espera de uma decisão final do STF. Os autores das ações argumentam que tiveram perdas e querem receber os valores corrigidos com base na inflação.

(Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil)

Paulo Henrique Farias: Policial militar é morto a tiros durante assalto em Fortaleza

Um sargento da Polícia Militar, Paulo Henrique de Farias Nobre de 35 anos, foi assassinato a tiros na manhã desta terça-feira (20), no Bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza. De acordo com o programa de policiamento Ronda do Quarteirão, o crime ocorreu por volta das 8h, na 3ª etapa do bairro.

A polícia disse ele foi surpreendido por assaltantes quando ia de carro para a casa dos pais. A polícia não soube informar se o policial reagiu. Ele levou um tiro no rosto e a mulher dele, Silva Helena Magalhães de 25 anos ficou ferida no quadril. Paulo Farias foi levado para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, na 3ª etapa do Conjunto Ceará, mas morreu antes de chegar à unidade hospitalar.

A polícia informou que depois do crime os suspeitos fugiram no veículo do policial. As armas da vítima também foram levados pelos dois suspeitos. A polícia encontrou os pertences do policial no Bairro Antônio Bezerra.

Equipes da Polícia Militar realizaram buscas nos bairros vizinhos e conseguiram prender dois suspeitos. Ambos foram encaminhados ao 12º Distrito Policial, no Bairro Conjunto Ceará.

De acordo com a Associação dos Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará quatro policiais foram mortos em 2014. Ano passado 20 policiais foram assassinados.

(G1 Ceará)

Telexfree deixou vários cearenses no prejuízo

Diário do Nordeste

Acusada de fraude e de operar um produto financeiro sem autorização, a Telexfree, que prometia dinheiro rápido e fácil para quem aderisse à sua pirâmide financeira, encerrou suas atividades por tempo indeterminado na última sexta-feira (16), mas não sem deixar diversas pessoas no prejuízo, inclusive no Ceará. Para se ter uma ideia, uma enquete realizada ontem pelo Diário do Nordeste, através de sua página oficial no Facebook, constatou que teve cearense que perdeu mais de R$ 20 mil por apostar no negócio. Isso sem falar em alguns que largaram o emprego, tomaram empréstimo ou gastaram as economias na esperança de melhorarem de vida.

“Um amigo meu vendeu o carro e investiu R$ 21 mil nessa farsa”, afirma o internauta Júnior Toc. “Meu namorado investiu R$ 3 mil. A empresa fechou e ele acabou ficando no prejuízo”, explica Priscila Nobre. A pesquisa contou com a participação de aproximadamente 50 pessoas, das quais a maioria disse conhecer casos de amigos ou familiares que ficaram no prejuízo por conta do esquema da Telexfree.

Morador de Maranguape, Walter Emidio afirma que por pouco não viveu situação semelhante. “Tenho três amigos que me chamaram pra participar, falando em lucros rápidos. Disse não, já que não há fórmula secreta para isso”, comenta. “Para mim, a única maneira de ganhar dinheiro é trabalhando”, conclui. Nailson Ribeiro foi outro a lamentar os prejuízos causados pela Telexfree. “Meu cunhado foi enganado. Ludibriaram tanto a mente dele que saiu do emprego achando que ia ficar rico”.

Outro lado

Algumas participantes da pesquisa, porém, chegaram a defender a Telexfree. O técnico em edificações Renato Sousa, por exemplo, disse que investiu R$ 2,9 mil e lucrou. “Já ia comprar outra conta, quando veio o bloqueio judicial. Não concordo. Eu investi na empresa e a tia da minha esposa também. Todos nós fomos prejudicados com o fechamento”, critica.

Investigação

Desde 2013 a Telexfree é investigada pelo Departamento de Defesa do Consumidor, após denúncias de diversos Procons do País e do Ministério Público do Acre. Em junho passado, o órgão instaurou processo administrativo contra a companhia, que poderia ser multada em até R$ 6 milhões caso a fraude fosse comprovada. A Polícia Federal também investiga a empresa.

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TRE rejeita ação contra Cid e MPF diz que vai reapresentar denúncia

Cid em gesto inesperado: mergulha no tanque pra consertar adutora

O governador Cid Gomes (Pros) se livrou – pelo menos, por enquanto – de responder a uma ação na Justiça Eleitoral por suposto abuso do poder econômico. Uma decisão monocrática no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) rejeitou a acusação, apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), através de uma ação cautelar.

Segundo o MPF, Cid teria cometido a irregularidade ao anunciar, em dezembro do ano passado, um desconto de R$ 200 nas contas de água dos 116 mil moradores de Itapipoca. Ao lado dele estava o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Zezinho Albuquerque (Pros), pré-candidato pelo Pros. A ação do governador teria sido benéfica para Zezinho, no contexto do clima de pré-campanha.

O assunto não chegou a ser analisado pelo desembargador Antônio Abelardo Benevides, que rejeitou a acusação. Segundo ele, não se pode abrir uma ação eleitoral contra quem não é candidato. “Assim, não me parece plausível acionar cidadão, que, embora existam indícios de pretensão a ser lançado como candidato, não tenha ainda sequer sido indicado em convenção partidária, quanto menos, efetuado o pedido de registro”, escreveu o desembargador, no despacho.

A decisão que livrou o governador é do dia 26 de março. Nesta segunda-feira (19/05), MPF informou que vai apresentar ações contra contra Cid com base no mesmo fato. O procurador regional eleitoral , Rômulo Conrado, está à frente do caso. “Com o registro de candidatura, nós vamos, novamente, ajuizar a ação principal. Mas nós vamos apresentar, também, outras ações, com base no mesmo fato, por que isso, além de representar abuso de poder, representa o uso promocional de bem público”, afirmou o procurador, em entrevista à rádio Tribuna Band News FM.

Memória

No fim do ano passado, a população de Itapipoca, na zona norte do estado, sofreu com a falta de água nas torneiras – problema que durou cerca de um mês. A falha no abastecimento foi resultado da precariedade na construção de adutora Gameleira, que levaria água de um dos açudes da região até às torneiras das casas. Devido a quebra dos canos, a água não chegou.

Cid Gomes, então, tomou à frente na resolução do problema: convocou equipes da Cagece e foi pessoalmente até adutora, por diversas vezes. Em uma das vistas, chegou a mergulhar em um tanque, para tentar fazer um conserto, protagonizando uma cena inesperada. Solucionado o problema, e tendo José Albuquerque ao lado, Cid anunciou que a população seria beneficiada com um desconto de R$ 200 nas contas de água, como forma de recompensa pela falha no abastecimento.

(Tribuna do Ceará)

 

CNJ afasta desembargadoras por suspeita de participação em fraude de R$ 2,3 bi contra o BB

CNJ – Foto: Veja

BRASÍLIA – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu processo administrativo disciplinar para investigar as desembargadoras Marneide Trindade Merabet e Vera Araújo de Souza, do Tribunal de Justiça do Pará. Elas também foram afastadas de suas funções até a conclusão do caso. As duas são suspeitas de terem beneficiado uma quadrilha especializada em fraudar instituições financeiras com decisões judiciais. Elas determinaram o bloqueio de R$ 2,3 bilhões que teriam sido depositados em uma conta no Banco do Brasil. No entanto, o recibo de depósito era falso e o dinheiro não existia. A decisão causou prejuízo ao banco, que ficou com o valor indisponível para suas operações.

Um correntista do Banco do Brasil entrou com uma ação na 5ª Vara Cível de Belém por “usucapião”. Ele argumentou que tinha direito adquirido sobre o dinheiro depositado “acidentalmente” na conta dele em dois depósitos, um de 2006 e outro de 2007. Por liminar, Vera Souza, que era juíza da vara, mandou o banco bloquear o dinheiro. O banco recorreu ao Tribunal de Justiça e a desembargadora Marneide Merabet manteve a decisão.

O banco denunciou o caso ao CNJ. Segundo os advogados do banco, o dinheiro “jamais existiu em quaisquer contas de depósito, poupanças, aplicações ou o que quer que seja, enfim, de titularidade do autor, decorrendo unicamente da odiosa e criminosa falsificação de documentos por quadrilha especializada em golpes contra a instituição bancária”. A então corregedora, Eliana Calmon, suspendeu a liminar no fim de 2010. O plenário do conselho voltou a analisar a situação nesta segunda-feira.

Em seu voto, o corregedor do CNJ, ministro Francisco Falcão, disse que faltou prudência às magistradas. “A sindicada Marneide Merabet decidiu o recurso sem a prudência exigida para todo magistrado e, por meio de decisão proferida com parca fundamentação, confirmou a decisão liminar de piso exigindo da instituição financeira a produção de prova negativa”, escreveu em seu voto. Segundo Falcão, há indícios de que cada magistrada receberia R$ 30 milhões em troca da decisão judicial.

Para Falcão, ambas feriram os princípios da “independência, imparcialidade, integridade profissional e prudência”.

- Voto pela abertura de procedimento disciplinar contra as desembargadoras em razão da existência de graves indícios do cometimento de falta funcional pelo descumprimento do código de ética da magistratura – afirmou na sessão.

Ao fim do processo, se as desembargadoras forem condenadas, podem sofrer sanções que variam de uma simples advertência até a aposentadoria compulsória. No caso da pena mais grave, elas continuariam recebendo salário proporcional ao tempo que trabalharam. As duas só perderiam definitivamente a condição de magistrada no caso de uma condenação por condenação em processo judicial. Além do CNJ, elas respondem a um inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

(Carolina Brígido, O Globo)

Greve dos policiais em Fortaleza dia 21/05 (quarta) está descartada, afirmam sindicatos

Durante todo o dia desta segunda, 19, boatos de uma possível paralisação conjunta das polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal espalharam um clima de insegurança no Ceará. Eles foram espalhados por redes sociais, principalmente por meio de whatsapp. O POVO Online ouviu cinco entidades representativas das categorias da polícia e do Corpo de Bombeiros. Todos negaram qualquer paralisação no Ceará.

Os presidentes da Associação dos Profissionais da Segurança (ASP), Capitão Wagner; da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Ceará (Aspramece), P. Queiroz; e o da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará (ACSMCE), ex-cabo Flávio Sabino informaram ao O POVO Online que não existe nenhuma intenção de paralisação. As associações sequer agendaram assembleia para debater as questões da categoria.

Já o diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Federais do Ceará (Sinpof), Ulisses Sampaio, informa que haverá passeata em Brasília, na quarta-feira, 21, organizada pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol). Ele garante, no entanto, que não haverá paralisação no Ceará. Apenas um grupo de cinco a dez policiais do Sindicato irá viajar ao Distrito Federal para apoiar a manifestação.

Ainda segundo Ulisses, na própria quarta-feira haverá assembleia da categoria no Estado. “Nela, será apresentado à categoria a proposta que o Governo (Federal) formalizou. Vai ser analisado se a categoria aceita ou não. Vamos definir o rumo do movimento com possibilidade de paralisação futura”, disse.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol), Gustavo Simplício, afirma que não existe a possibilidade de paralisação da categoria nesta quarta. Ele informa que há uma assembléia prevista para o sábado, dia 31.

Paralisação Nacional

A Cobrapol está organizando a paralisação nacional para esta quarta-feira, 21, a partir de Brasília. De acordo com a Confederação, os estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins confirmaram participação no protesto, indo à Capital Federal. O presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, esclarece que a atividade é para cobrar do Governo Federal uma política nacional de segurança pública.

O boato difundido nesta segunda-feira, 19, misturava a mobilização que está sendo chamada para Brasília com uma suposta paralisação na cidade. “Fortaleza ficará literalmente apavorada!”, dizia o texto apócrifo, compartilhado fortemente nas redes sociais.

 Redação O POVO Online

Centro de Fortaleza terá unidade do Vapt Vupt

O governador Cid Gomes se reuniu nesta sexta-feira (16), no Palácio da Abolição, com os permissionários que ocupam a estrutura do “esqueleto”, no Centro de Fortaleza. O local receberá uma das unidades do Vapt Vupt. Durante a reunião, que teve a presença do prefeito Roberto Cláudio, ficou definido o cronograma para da ocupação e desocupação dos permissionários para a reestruturação do prédio, que fica ao lado da Praça da Lagoinha. 

A expectativa é que haja um revezamento em grupos de 400 lojistas. Enquanto estiver em obras, um grupo ocupará uma estrutura provisória e outro permanecerá no prédio e haverá o revezamento na seqüência. A sugestão foi aprovada pelos permissionários. O início das obras começará em breve. Participaram também da reunião os secretários Arialdo Pinho (Casa Civil), Danilo Serpa (Gabinete do Governador), Mariana Lobo ( Justiça e Cidadania) e Quintino Vieira (DAE). 

Durante o encontro, o Governador voltou a enfatizar  que nenhum permissionário terá qualquer prejuízo comercial. No andar de cima do prédio vão ficar concentrados a prestação de serviços sem afetar a venda dos comerciantes no andar de baixo. “Esse investimento será importante. Além de beneficiar as pessoas que necessitam desses documentos, os permissionários do centro comercial popular terão mais pessoas circulando e comprando nessa área”, disse o Governador. 

Vapt Vupt são centrais de atendimento ao cidadão que prestarão diversos serviços públicos como emissão de documentos, títulos, cartões únicos, atendimentos individualizados e prestações de serviços. As obras de duas unidades já foram iniciadas.

O Programa de Atendimento Integrado ao Cidadão prevê a instalação de cinco shoppings de serviços no Ceará: três em Fortaleza, nos bairros Antônio Bezerra, Centro e Messejana e as outras duas em Sobral e outra em Juazeiro do Norte. A inauguração das duas primeiras unidades, em Messejana e em Juazeiro do Norte, será neste ano.

O novo modelo de atendimento ao cidadão deve substituir gradualmente as atuais Casas do Cidadão e absorverá os serviços da Central Fácil, voltada para atendimento do pequeno empresário, além de concentrar postos de atendimento do Procon/Decon, Polícia Civil, Defensoria Pública, Ouvidoria Geral do Estado, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC), Prefeitura Municipal, Polícia Federal e das demais concessionárias de Serviços Públicos, a exemplo da telefonia e bancos.

Segundo a secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo, a meta de atendimentos é de 13.010 atendimentos por dia em cada unidade. “Serão 5 unidades com uma média de 3.000 m2 onde a meta é atingir 260 mil atendimentos por mês quando estas unidades estiverem em pleno funcionamento. Esses locais funcionarão de segunda a sexta-feira, de 8 horas às 18 horas, com serviços como emissão de documentos, atendimentos personalizados e realização de cadastro único. Alguns serviços também poderão ser agendados pela internet, facilitando a vida o cidadão e prestando um serviço com mais qualidade”, informa.

Ela também destaca que esta é a primeira vez que o Governo do Estado consegue expandir o projeto para o Interior, levando inicialmente estas centrais de atendimento a dois pólos (Cariri e Zona Norte do Estado). Na primeira fase do projeto, as demais regiões serão atendidas por seis caminhões baús que também estão sendo modernizados. “O Caminhão do Cidadão também passará por uma atualização no projeto, que inclui mudança em sua itinerância e no formato de atendimento”, adianta.

As centrais Vapt Vupt são executadas por meio de uma parceria público privada com o Consórcio Ceara Cidadão, composto pelas empresas Shopping do Cidadão e Marquise S/A. O contrato tem capital 100% privado e a concessão aos serviços é de quinze anos. O diferencial do programa está  na agilidade de prestação de serviço. Ela será avaliada por meio de uma auditoria externa que leva em conta tempo de espera, qualidade do atendimento, infraestrutura e qualificação do pessoal de atendimento.

(Governo do Estado do Ceará)

Dilma sanciona aposentadoria especial para policial mulher

Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (16), a Lei Complementar 144/2014, sancionada pela presidente Dilma Rousseff na quinta-feira (15). A lei, que já está em vigor, abre a possibilidade de a policial mulher poder se aposentar depois de 25 anos de contribuição ao INSS.

O projeto que dispõe sobre esse benefício (PLS 149/2001) foi aprovado na Câmara dos Deputados em 22 de abril e, como já havia passado pelo Senado, seguiu para a sanção presidencial.

A proposta, apresentada pelo então senador Romeu Tuma, em 2001, estabelece ainda que, para se aposentar com 25 anos de contribuição, a mulher deve ter, pelo menos, 15 anos de exercício de cargo de natureza estritamente policial. As regras mudam a Lei Complementar 51/1985.

De acordo com as normas vigentes, os policiais – tanto homens quanto mulheres – podem se aposentar com salário integral após 30 anos de serviço, com no mínimo 20 anos no cargo. Além disso, são aposentados compulsoriamente com proventos proporcionais ao tempo de serviço aos 65 anos de idade.

(Agência Senado)

Telexfree comunica suspensão de atividades por meio de texto no site

Nas últimas semanas, quem acessou o site da Telexfree se deparou com uma mensagem dizendo que o serviço estava fora do ar “para manutenção”, mas seria restabelecido “em 2 horas”. Nesta sexta-feira (16), o site traz uma mensagem oficial em inglês declarando a suspensão das atividades da empresa. 

Quem tenta acessar o site brasileiro (www.telexfree.com.br) é automaticamente remetido para o site internacional da empresa (www.telexfree.com), onde está a mensagem.

O texto diz que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial em Massachusetts em 13 de abril, e que a Telexfree suspendeu todas suas atividades e negócios “enquanto cuida de certos assuntos com a Corte de Falências e cuida de procedimentos pendentes com a SEC e outras agências do governo”.

“Já que não estamos atualmente em condições de apoiar nossa rede, é possível que os clientes enfrentem interrupção ou descontinuação do serviço. Associados independentes e promotores não devem representar a Telexfree de agora em diante sem aprovação de um novo plano de compensação pela Corte de Falência.”

A Telexfree vende planos de minutos de telefonia pela internet (VoIP) e é acusada nos EUA de praticar pirâmide financeira. A empresa também é investigada no Brasil e está proibida de operar desde junho do ano passado.

A formação de pirâmide financeira é uma modalidade considerada ilegal porque só é vantajosa enquanto atrai novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso. Nesse tipo de golpe, são comuns as promessas de retorno expressivo em pouco tempo. 

Pedido de ‘concordata’ dois dias antes de acusação de pirâmide

No dia 13 de abril, a sede da empresa Telexfree nos Estados Unidos e algumas de suas subsidiárias e afiliadas (TelexFree LLC, TelexFree Inc. e TelexFree Financial Inc.) anunciaram que entraram com pedidos de ‘concordata’ ou proteção contra a falência no Tribunal de Falências do Distrito de Nevada, nos Estados Unidos.

Dois dias depois, o órgão regulador de mercado dos Estados Unidos –a Securities and Exchange Commission (SEC), semelhante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil– acusou a empresa de atuar sob um esquema de pirâmide financeira, com foco em imigrantes brasileiros e dominicanos nos EUA. 

A Justiça de Boston ordenou o congelamento dos bens da empresa. 

Brasileira está foragido e sua mulher foi presa como testemunha

O norte-americano James Merrill, fundador da empresa, foi preso em 9 de maio em Massachusetts, nos EUA.

Desde esse dia, o brasileiro Carlos Wanzeler, cofundador da Telexfree, é considerado foragido. A Justiça dos EUA acredita que ele tenha fugido para o Brasil com a filha.

Nesta quarta-feira (14), a mulher de Wanzeler, a brasileira Katia Wanzeler, foi presa no aeroporto JFK, em Nova York, enquanto tentava sair do país. Ela é considerada uma testemunha-chave no caso, e a investigação aponta que contas bancárias em seu nome foram usadas para transferência de dinheiro da Telexfree. 

(Com Camila Neumam)

Mulher de dono da TelexFree é presa tentando fugir dos EUA

Katia Wanzeler foto extraída do youtube

Katia Wanzeler, mulher de Carlos Wanzeler, um dos coproprietários da TelexFree, foi presa na noite de quarta-feira no Aeroporto Internacional JFK, em Nova York, enquanto tentava embarcar num voo para sair dos Estados Unidos, de acordo com informações do jornal The Boston Globe.

Carlos Wanzeler é considerado fugitivo pela polícia americana. Segundo o jornal, ele teria fugido dos Estados Unidos para o Brasil com um voo partindo do Canadá. Seu parceiro de negócios, James Merrill, foi preso na semana passada e está sob custódia, aguardando uma audiência que deve acontecer nesta sexta-feira.

O principal órgão regulador do mercado de títulos no Estado de Massachusetts acusou a TelexFree de promover um esquema de pirâmide que movimenta US$ 1 bilhão junto a públicos que incluem brasileiros residentes nos Estados Unidos. William Galvin, secretário de Estado de Massachusetts, afirmou que a empresa ofereceu títulos fraudulentos e não registrados no Estado e fez falsas promessas a potenciais participantes de que poderiam ficar ricos rapidamente.

Esquemas de pirâmide pagam mais aos participantes para recrutarem novos membros do que para venderem os produtos oferecidos. A TelexFree entrou com pedido de recuperação judicial no Estado norte-americano de Nevada na segunda-feira. Representantes da companhia não puderam ser contatados de imediato. “Por meio da oferta ou venda de títulos não registrados, a TelexFree tem causado e continua a causar grande prejuízo para minorias pouco instruídas ao atraí-las pelo falso pretexto de enriquecimento rápido”, afirma a acusação.

Brasil
A TelexFree está proibida de operar no Brasil desde o ano passado. Ainda em maio, a empresa foi multada em R$ 5,59 milhões por desrespeitar o Código de Defesa do Consumidor e fazer propaganda enganosa. Segundo o Ministério da Justiça, a empresa omitiu informações sobre os serviços “prometeu lucros rápidos e fáceis, e induziu o consumidor em erro”.

Nas investigações foram identificadas cláusulas abusivas nos contratos de adesão. A TelexFree, por sua vez, informou aos órgão de fiscalização que é uma empresa de marketing multinível e que seus divulgadores publicavam anúncios na internet, comercializavam pacotes de telefonia, e eram remunerados por esse serviço. De acordo com o ministério, a empresa não tinha autorização do órgão regulador para comercialização de tais serviços.

(Portal Terra(

Fundador da Telexfree fugiu para Brasil com filha, diz Justiça dos EUA

O brasileiro Carlos Wanzeler

O brasileiro Carlos Wanzeler, co-fundador da Telexfree, fugiu dos Estados Unidos para o Brasil com a filha. Ele é acusado de participar de um esquema de pirâmide financeira e considerado foragido da Justiça dos EUA desde 9 de maio. 

A informação está detalhada em um documento do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, ao qual o UOL teve acesso. O UOL entrou em contato com o advogado de Wanzeler nos EUA, mas não obteve resposta.

Segundo a investigação, a fuga de Wanzeler começou em 15 de abril, quando ele e a filha, Lyvia Wanzeler, cruzaram a fronteira dos EUA com o Canadá de carro, por volta das 23h no horário local. Neste dia, a Telexfree tinha sidoformalmente acusada de praticar pirâmide financeira. 

Horas antes, ainda no dia 15 de abril, agentes federais fizeram uma busca na sede da Telexfree em Marlbourough, em Massachusetts, onde encontraram uma mochila com dez cheques do banco Wells Fargo totalizando quase US$ 37,9 milhões. Alguns em nome de Kátia e Carlos.

Em 17 de abril, pai e filha embarcaram no voo 90 da Air Canada, de Toronto para São Paulo. Segundo a investigação, Wanzeler entrou no país com seu passaporte brasileiro (ele também tem cidadania norte-americana).

Lyvia teria voltado aos EUA em 26 de abril, com passagem comprada para retornar ao Brasil em 4 de junho. De acordo com a investigação, a passagem foi comprada com milhas aéreas de Wanzeler. Em 1º de maio, Lyvia teria voado de Boston para a Itália.

A Telexfree vende planos de minutos de telefonia pela internet (VoIP) e também é investigada no Brasil por suspeita de pirâmide financeira. A empresa está proibida de operar no país desde junho.

A formação de pirâmide financeira é uma modalidade considerada ilegal porque só é vantajosa enquanto atrai novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso. Nesse tipo de golpe, são comuns as promessas de retorno expressivo em pouco tempo.

Mulher e sócio de Wanzeler estão presos nos EUA

 O sócio de Wanzeler na Telexfree, o norte-americano James Merrill, fundador da empresa, foi preso em 9 de maio em Massachusetts, onde fica a sede da empresa nos EUA.

Desde esse dia, Wanzeler é considerado foragido pela Justiça norte-americana.

Nesta quarta-feira (14), a mulher de Wanzeler, a brasileira Katia Wanzeler, foi presa no aeroporto JFK, em Nova York, enquanto tentava sair do país. Ela é considerada uma testemunha-chave no caso, e a investigação aponta que contas bancárias em seu nome foram usadas para transferência de dinheiro da Telexfree. 

Passagem aérea comprada no Brasil, em dinheiro vivo

De acordo com o investigador Paul Melican, do Departamento de Segurança Nacional dos EUA, Katia Wanzeler teria viajado em 11 de abril para Connecticut junto com o sócio do marido, James Merril. O objetivo deles era retirar mais de US$ 27 milhões do banco Wells Fargo, maior parte desse dinheiro em cheques da Telexfree, aponta a investigação.

Segundo a investigação, um dia antes de sua prisão, alguém no Brasil comprou uma passagem para Katia, somente de ida, paga com dinheiro vivo.

(Camila Neumam e Maria Carolina Abe - Do UOL, em São Paulo)

Icapuí: Ex-prefeito do PSDB é acusado de desviar verba da previdência

FOTO: PATRÍCIA ARAÚJO (03/10/2008)

O ex-prefeito do município de Icapuí (distante 202,3 quilômetros de Fortaleza), José Edilson da Silva (PSDB), e outros três funcionários da prefeitura à época são acusados pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) de desviarem recursos do Instituto de Previdência do Município. O MPCE ajuizou, no dia 5 de maio, Ação Civil Pública por improbidade administrativa.

De acordo com o Ministério Público, o problema parte de celebração de Termo de Acordo de Restituição de Valores Devidos a Títulos de Benefícios Pagos diretamente pelo Município, firmado entre a Prefeitura e o Instituto de Previdência. O Instituto reconheceu uma dívida junto ao Município de R$ 245.404,32, sendo parcelado o valor em até 12 vezes.

Entretanto, em auditoria da Receita Federal, verificou-se indício de utilização indevida de recursos previdenciários correspondentes à quantia de R$ 357.068,93. Esse valor deveria ter sido repassado pelo Município ao Instituto de Previdência.

Segundo o promotor Adriano Jorge Pinheiro, embora inicialmente o Instituto de Previdência fosse devedor do Município, no decorrer dos anos de 2008 a 2010, as várias transferências efetuadas pelo Instituto ao Município como pagamento do parcelamento realizado, sem nenhum registro contábil destas despesas, fizeram com que o ente municipal recebesse uma quantia bem superior a devida e passasse a figurar como devedor.

Justiça
Além do ex-prefeito, conhecido como Irmão Edilson, também são acusados a ex-gestora do Icaprev Maria Irisvanda de Sousa Viana; o ex-secretário de Finanças Francisco José Nunes Carrilho; e o ex-presidente da Comissão de Licitação e ex-diretor do Icaprev, Samuel Willame Pinto Braga.

Os acusados pode ser condenados ao pagamento de multa no valor de até duas vezes o valor do dano, ao ressarcimento integral do prejuízo no valor de R$ 357.068,93 e a perda dos bens e dos valores acrescidos ilicitamente. Além disso, podem ter decretada a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 5 a 8 anos; a perda da função pública por igual período, caso esteja em exercício; e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

O POVO Online não conseguiu entrar em contato com o ex-prefeito Edilson da Silva até a publicação desta matéria.

Redação O POVO Online
com informações do MPCE

Justiça desmonta megaesquema de fraude feito por advogados no Rio

Rio - Uma banquinha com a inscrição ‘Limpe o seu nome’ foi o chamariz para moradores das comunidades Final Feliz, em Costa Barros, e Inhoaíba, na Zona Oeste, caírem no conto do advogado. Com os documentos de pessoas com o nome sujo na praça, ações eram distribuídas na Justiça sem que o interessado soubesse.

A enxurrada de processos chamou a atenção do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. Em pouco mais de dois anos, uma rede de 11 profissionais que lesou empresas e pessoas foi investigada. Nove respondem por estelionato, falsificação de documentos, uso de documento falso e falsidade ideológica. 

A promotora Angélica Glioche, da 1ª Promotoria de Investigação Penal, revela que recebe em média de 50 a 100 queixas-crime, por mês, enviadas por juízes contra advogados suspeitos. “Já fiz mais de 300 denúncias desse tipo”, afirmou Angélica. O golpe começa com a captação de clientela, proibida pelo estatuto da OAB. Na comunidade Final Feliz, um grupo de mulheres foi arregimentado pelo advogado Thiago David Fernandes, com intuito de limpar o nome no Serasa.

Com os documentos, procurações fraudadas e comprovantes de residência montados, ele acionava a Justiça. Para o sucesso do trambique, os advogados contam com o fato de as empresas optarem por fazer acordos extrajudiciais. “Eles agem individualmente. Contam com o fato das empresas, para economizar, fazerem acordo de R$ 700 a R$ 1 mil antes da audiência. Ou seja, a empresa não verifica se o que está sendo alegado é correto, mas paga”, critica o juiz Flávio Citro, do 2º Juizado Especial Cível, da capital.

O magistrado descobriu fraude em 100 das 300 ações do advogado Thiago David. Para isso foram feitos exames grafotécnicos. Em um dos casos, ele processou a Itaucard, Casas Bahia, Telemar e Itaú por inserção do nome do consumidor no Sistema de Proteção ao Crédito. “Em depoimento, o cliente negou a contratação do advogado. Entregou os documentos dele a quatro mulheres que se autointitulavam assistentes sociais para retirar a restrição ao crédito, mas nunca assinou procuração para Thiago David”, explicou Flávio Citro. 

Para a promotora Angélica Glioche, os recordistas são o casal Fernanda Kengen Taboas e Pedro Borba Taboas. Sócios de um escritório, segundo o juiz da 43ª Vara Criminal, Rubens Roberto Casara, em cinco anos em varas cíveis, ela patrocinou mais de 7.500 demandas.

Alegava que os autores, que na maioria das vezes não sabiam do processo em curso, não tinham relação com as empresas que levaram seu nome ao Serasa. O Tribunal de Justiça criou uma comissão em 2011 para analisar os casos nas varas cíveis. Fernanda responde a 180 ações ou inquéritos. 

Na semana passada, a desembargadora Maria Sandra Kayat Direito manteve a decretação de prisão preventiva da advogada Fernanda. “A comissão concluiu que esta foi uma das maiores fraudes perpetradas por advogados no Rio”, afirmou Maria.

Juiz cobra mais ação, e OAB diz que analisa denúncias 

O juiz Flávio Citro cobra da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) combate à captação irregular de clientela. “Já enviei dois ofícios ao presidente Felipe Santa Cruz e não há resultados”, argumentou. Para o presidente da entidade é preciso separar o joio do trigo. “Cometer fraude depõe contra a advocacia. A Ordem também não quer esse profissional”, disse Felipe Santa Cruz. Só no ano passado, a Ordem cassou mais de 60 carteiras.

O presidente da OAB faz questão de ressaltar que a instituição não é um tribunal de exceção. Alega que não basta enviar ofício à entidade e exigir resultado imediato. “Toda semana comunico ao tribunal que tem juiz que não quer trabalhar. São uns 25 magistrados. Os chamados TQQs (referência aos que só trabalham as terças, quartas e quintas-feiras). Então, não basta a comunicação do juiz Flávio Citro. Há procedimento a ser feito, com direito a defesa”, explicou. 

Para Felipe Santa Cruz, a enxurrada de processos no Judiciário também não é sinônimo de fraude ou litigância de má-fé, ou seja, quando o advogado age para enganar a Justiça. “O tribunal acha que tem problema ter muitas ações. Não é bem assim. A Cedae, por exemplo, não presta um bom serviço. Cobra taxa de esgoto onde não tem, então há muitas ações. Mas o tribunal é o maior amigo das concessionárias”, criticou. 

O presidente da Ordem criticou ainda a atuação dos Juizados Especiais, chamando o órgão de uma espécie de ‘jogo de faz-de-conta’. “O juiz é leigo. Os servidores são estagiários. No tribunal, os juizados são considerados lixões”, analisou. De acordo com a Ordem, dos nove advogados denunciados à Justiça, três já foram excluídos, e os outros respondem a procedimentos disciplinares. “Se forem condenados também serão excluídos”, informou Santa Cruz.

Por dentro dos golpes

Com a atuação dos advogados, o juiz do 2ª Juizado Especial Cível, Flávio Citro, identificou como são as fraudes nos processos e até litigância de má-fé, quando o profissional tenta enganar a Justiça.

Captação irregular de clientela para praticar fraudes. A pessoa entrega a documentação para retirada do nome do Serasa. A partir daí, procurações são fraudadas e endereços falsos são anexados aos processos. Ao ser acionada, a empresa, sem checar as informações, propõe acordos extrajudiciais de R$ 700 a R$ 1 mil.

Litigância de má-fé, quando o advogado age para enganar a justiça. Distribui vários processos em nome de uma única pessoa. Exemplo: o autor da ação reclama que uma empresa de telefonia cobra taxas. Para cada mês do ano, ele entra com uma ação diferente. O juiz Flávio Citro chama isso de industrialização da demanda. Segundo o magistrado, quando a litigância de má-fé é identificada, o advogado é multado em 20% do valor da causa, ou seja, quanto ele estima receber pelo dano moral e material.

Processo artificial ocorre quando na ação o autor reclama de ter sofrido dano, mas sabe que é mentira. Ou seja, quer ser ressarcido porque teve o nome colocado no Serasa, mas sabe que estava em dívida com a empresa. O golpe dá certo porque as empresas preferem fazer acordos e pagar do que checar se as informações estão corretas.

TJ faz alerta geral para evitar ações irregulares 

O combate do Tribunal de Justiça às fraudes, processos onde os autores mentem com relação a reclamações contra as empresas, a chamada industrialização, e o fracionamento de pedidos em várias ações reduziram o número de processos nos sete Juizados Especiais Cíveis da capital, o equivalente a 33.600 ações, desde setembro. 

“O tribunal está alertando os outros juizados do estado. Com essas medidas reprimimos as demandas”, revelou o juiz Flávio Citro. Um dos principais alertas aos magistrados são os acordos extrajudiciais entre advogados e empresas. “Isso foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção. Imagine um advogado fazendo inúmeros acordos. O que significa que não havia a audiência”, contou.

Segundo o magistrado, para sacramentar a descoberta da fraude, os supostos clientes foram chamados e os peritos do tribunal analisaram os processos e identificaram a falsificação de assinaturas.

(Adriana Cruz, O Dia Online)

Farah Jorge Farah: Ex-cirurgião é condenado a 16 anos de prisão

São Paulo – Terminou na madrugada desta quinta-feira o julgamento do ex-cirurgião Farah Jorge Farah, acusado de matar, em janeiro de 2003, sua paciente Maria do Carmo Alves, com quem mantinha um relacionamento amoroso. Farah foi condenado a 16 anos de prisão, em regime inicial fechado, acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O julgamento começou na manhã da última segunda-feira e a sentença que condenou o cirurgião plástico foi lida pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, do 2º Tribunal do Júri, à 1h desta quinta-feira. Como réu estava solto, ele poderá recorrer da decisão em liberdade.

O julgamento do médico já havia sido adiado cinco vezes. A última delas em março deste ano, quando o advogado Odel Antun, defensor de Farah, pediu adiamento porque cinco das oito testemunhas de defesa não teriam sido localizadas. Cada uma das partes tem direito a oito testemunhas.

Em 2008, o médico já havia sido condenado a 12 anos de prisão pelo homicídio e mais um ano por ocultação de cadáver. No entanto, segundo Antun, a defesa entrou com uma apelação para anulação do júri porque os jurados não levaram em consideração o laudo oficial do Instituto de Criminalística (IC) que atestava a semi-imputabilidade de Farah. Ou seja, segundo o laudo, o médico não tinha plena consciencia dos seus atos. Na ocasião do crime, Farah alegou que teve um “branco” e não se lembra dos fatos.

A promotoria alega que os jurados se basearam em outros laudos assinados por psiquiatras renomados, ressonância magnética do cérebro do médico e o laudo de Rorschach para atestar que Farah não tem problemas psiquiátricos e portanto, era culpado, pela morte de Maria do Carmo.

O crime

O crime aconteceu no dia 24 de janeiro de 2003. Segundo a defesa, Maria do Carmo foi até o consultório do médico, no bairro de Santana, zona norte da capital, com uma faca e tentou agredir Farah. O médico conseguiu desarmá-la e golpear o pescoço da vítima. Nesse momento, o médico relata ter tido um “branco” e só retomou a consciencia no dia seguinte.

Segundo a polícia, após matar a mulher, Farah teria ainda retirado todo o sangue dos órgãos e cortado o corpo em nove pedaços, que escondeu em sacos de lixo dentro do próprio carro. Ele ainda retirou a pele das pontas dos dedos. Após o crime, ele foi para uma clínica psiquiátrica, onde se internou. Lá teria confessado o crime para uma sobrinha, que o denunciou. O corpo da vítima só foi encontrado três dias depois.

Farah ficou preso por quatro anos e meio e aguarda a decisão do julgamento em liberdade. Em 2006, o Conselho Regional de Medicina (CRM) o proibiu de exercer a profissão. Após sair da cadeia, ele se matriculou na Faculdade de Saúde Pública e mora em um sobrado na Vila Mariana, zona sul da capital.

(O Dia Online)

Juiz reconhece validade do Estatuto Municipal de Segurança Bancária

“O juiz de direito Roberto Viana Diniz de Freitas da 8ª Vara da Fazenda Pública, em sentença divulgada no último dia 11/5, reconheceu a legitimidade da lei 9.910/2012, mais conhecida como Estatuto Municipal de Segurança Bancária. Com isso, a lei deve voltar a ter validade e as agências devem voltar a ser fiscalizadas pelos órgãos de defesa do consumidor (Procon).

O juiz julgou procedente o pedido da Febraban quanto ao uso de bloqueadores de celular. No que se refere ao estacionamento dos carros forte, o magistrado desobrigou, apenas, as urgências que não possuem estacionamento e também julgou inconstitucional a obrigatoriedade de comunicação prévia à polícia do horário do abastecimento das agências. A obrigação do uso de coletes pelos vigilantes deve ser feita conforme portaria do Exército, mudando apenas a especificação do colete. No mais, a lei de segurança de Fortaleza foi legitimada.

Observa assim o juiz em sua sentença: “no mais, julgo totalmente improcedente a presente demanda, para considerar legais e constitucionais todas as demais disposições normativas da Lei Municipal nº 9.910/2012 (Estatuto Municipal da Segurança Bancária)…”.

“Após uma semana inteira de mobilizações e conscientização da sociedade, no sentido de que a vida vale mais que o lucro, o Sindicato dos Bancários do Ceará comemora essa vitória importante no poder judiciário que reconhece e legitima a lei apresentada pelo Sindicato, discutida amplamente e aprovada por unanimidade na Câmara Municipal e sancionada sem qualquer veto. Essa foi uma resposta positiva às demandas dos trabalhadores e da população”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.”

(Com Fazenda Pública)

Ministério das Comunicações divulga lista de AMs do Ceará que querem virar FM

O Ministério das Comunicações divulgou, em seu site, a lista das emissoras de Rádio AM de todo o País que apresentaram requerimento pedindo migração para a faixa de Frequência Modulado (FM). Cerca de 80% das rádios AM de todas as regiões brasileiras solicitaram essa autorização. De acordo com o MiniCom, as solicitações nesse sentido podem ser encaminhadas até o dia 10 de novembro próximo. Confira a lista do Ceará:

RÁDIO CULTURA DOS INHAMUNS LTDA CE – Tauá
RÁDIO CULTURA DE VÁRZEA ALEGRE LTDA CE – Várzea Alegre
RÁDIO EMISSORA DE ACOPIARA LTDA CE – Acopiara
RÁDIO MAÇIÇO DE BATURITÉ LTDA CE – Baturité
RÁDIO VALE DO RIO POTY LTDA CE – Crateús
RÁDIO UIRAPURU DE ITAPIPOCA LTDA CE – Itapipoca
RÁDIO DIFUSORA DOS INHAMUNS LTDA CE – Tauá
RÁDIO FM SERROTE LTDA CE – Ubajara
RÁDIO ARARIPE S.A. CE – Crato
RÁDIO RIO DAS GARÇAS LTDA CE – Itarema
CEARÁ RÁDIO CLUBE S.A. CE – Fortaleza
RÁDIO LIBERDADE DE ITAREMA LTDA CE – Itarema
RÁDIO DIFUSORA DE NOVA RUSSAS CE – Nova Russas
RÁDIO SINAL DE ARACATI LTDA CE – Aracati
RÁDIO FM SERROTE LTDA CE – Hidrolândia
RÁDIO PROGRESSO DE JUAZEIRO S.A. CE – Juazeiro do Norte
RÁDIO TABAJARA DE SÃO BENEDITO LTDA CE – São Benedito
RÁDIO SOCIEDADE EDUCADORA DO CARIRI LTDA CE – Crato
RÁDIO CULTURA DE QUIXADÁ LTDA CE – Quixadá
RÁDIO SUL CEARENSE LTDA CE – Brejo Santo
RÁDIO GUARANY LTDA CE – Pacajus
SISTEMA DE COMUNICAÇÃO TERRA DO SOL LTDA CE – Bela Cruz
REDE ABOLIÇÃO DE RÁDIO LTDA CE – Juazeiro do Norte
SISTEMA DE COMUNICAÇÃO TERRA DO SOL LTDA CE – Araripe
RÁDIO GUARACIABA LTDA CE – Guaraciaba do Norte
SISTEMA MAIOR DE RADIODIFUSÃO LTDA CE – Crato
RÁDIO PLANALTO DE MARACANAÚ LTDA CE – Maracanaú
RÁDIO PROGRESSO DE RUSSAS LTDA CE – Russas
SISTEMA DE COMUNICAÇÃO TERRA DO SOL LTDA CE – Assaré
RÁDIO JAGUARIBANA DE ARACATI CE – Aracati
RÁDIO FM VENEZA LTDA CE – Eusébio
RÁDIO LIBERDADE DE BOA VIAGEM LTDA CE – Boa Viagem
RÁDIO UIRAPURU DE FORTALEZA LTDA CE – Fortaleza
REDE FORTAL DE COMUNICAÇÕES LTDA CE – Pedra Branca
RÁDIO PLANALTO DE SÃO BENEDITO LTDA CE – São Benedito
RADIODIFUSORA ASA BRANCA LTDA CE – Boa Viagem
RÁDIO CULTURA DE PARACURU LTDA CE – Paracuru
RÁDIO UNIÃO DE CAMOCIM LTDA CE – Camocim
RÁDIO VALE DO SALGADO LTDA CE – Lavras da Mangabeira
RÁDIO MACAMBIRA LTDA CE – Ipueiras
RÁDIO SANT’ANA DE TIANGUÁ LTDA CE – Tianguá
RÁDIO IRACEMA DE FORTALEZA LTDA CE – Fortaleza
RÁDIO ASSUNÇÃO CEARENSE LTDA CE – Sobral
RÁDIO PRIMEIRA CAPITAL LTDA CE – Aquiraz
RÁDIO ASSUNÇÃO CEARENSE LTDA CE – Fortaleza
RÁDIO JERICOACOARA LTDA CE – Jijoca de Jericoacoara
RÁDIO SERTÕES DE MOMBAÇA LTDA CE – Mombaça
RÁDIO BOA ESPERANÇA LTDA CE – Barro
RÁDIO DIFUSORA CRISTAL LTDA CE – Quixeramobim
RÁDIO UNIÃO DE CAMOCIM LTDA CE – Camocim
RÁDIO ARARIPE DE CAMPOS SALES LTDA CE – Campos Belos
RÁDIOS E JORNAIS DO CEARÁ S.A. CE – Fortaleza
RÁDIO EDUCADORA DO NORDESTE E CORREIO DA SEMANA LTDA CE – Sobral
HIDROS COMUNICAÇÕES LTDA CE – Sobral
EMPRESA JORNALÍSTICA O POVO S.A. CE – Fortaleza
RÁDIO EDUCADORA DE CRATÉUS LTDA CE – Crateús
SISTEMA LAJES DE COMUNICAÇÕES LTDA CE – Acopiara
RÁDIO DRAGÃO DO NORTE LTDA CE – Massapê
AM CIDADE DE FORTALEZA LTDA CE – Maracanaú
RÁDIO CETAMA DE BARBALHA S.A. CE – Barbalha
RÁDIO VALE DO CARIRI LTDA CE – Juazeiro do Norte
SOCIEDADE RÁDIO VALE DO JAGUARIBE LTDA CE – Limoeiro do Norte
RÁDIO TUPINAMBÁ DE SOBRAL LTDA CE – Sobral
RÁDIO MONÓLITOS DE QUIXADÁ LTDA CE – Quixadá
RÁDIO A VOZ DE ITAPAJÉ LTDA CE – Itapagé
RÁDIO VERDES MARES LTDA CE – Fortaleza

(Via Blog do Eliomar)

#BringBackOurGirls, grito de união pelas meninas da Nigéria

A exemplo de Michelle Obama, centenas de milhares de anônimos e celebridades têm inundado as redes sociais com a hashtag #BringBackOurGirls para trazer os holofotes do mundo para o sequestro de 200 meninas na Nigéria.

“Eu estava preocupada com o nosso silêncio diante dessa barbaridade”, lembra a nigeriana Hadiza Bala Usman, uma das organizadoras do movimento. Para muitas famílias atingidas, o sequestro de mais de 200 meninas pelos islamistas do grupo Boko Haram, ocorrido em meados de abril no nordeste do país, não gerou a comoção que merecia de imediato.

Hadiza Bala Usman e seis amigos trocam emails diários sobre assunto para tentar encontrar um meio de chamar atenção sobre o caso, diz ela à AFP.

Um “conceito” foi então elaborado coletivamente, e o slogan “bring back our girls” – “devolvam nossas meninas” – surgiu destas trocas. “No início éramos apenas seis pessoas, e cada um foi colocando pouco a pouco novos nomes à lista”.

A mensagem chegou até Obiageli Ezekwesili, ex-vice-presidente do Banco Mundial e ex-ministra da Educação da Nigéria. Ela utilizou a expressão durante um discurso feito em 23 de abril na cidade de Port Harcourt. Ibrahim Abdullahi, um advogado nigeriano, teria sido o primeiro a utilizar a hashtag #BringBackOurGirls, citando a ex-ministra.

Desde então, a hashtag foi utilizada mais de 1,7 milhões de vezes, segundo o site de análises do Twitter topsy.com.

“Esta campanha realmente superou minhas expectativas. Nós vivemos um momento em que é preciso que os nigerianos saibam que podem usar as redes sociais. Vocês não podem nos fazer sumir, nós temos uma voz”, comemora Hadiza Bala Usman.

Nas redes sociais, a mensagem foi reproduzida por uma enxurrada de celebridades e personalidades políticas de primeiro escalão – do rapper americano Chris Brown à jovem militante paquistanesa Malala Yousufzai, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato de um grupo talibã.

“Onda de sentimentalismo”

A movimentação nas redes sociais foi acompanhada da realização de petições e de manifestações – tanto na Nigéria, quanto em outros países.

Nesta quinta-feira foi prevista uma manifestação nas redes sociais, em que as meninas nigerianas serão homenageadas nos perfis dos participantes durante 200 minutos.

A utilidade final do movimento continua sendo manifestar, mas a dimensão tomada pela iniciativa contribuiu de maneira inegável para colocar o sequestro das meninas no primeiro plano das notícias mundiais. Michelle Obama e seu cartaz com os dizeres #BringBackOurGirls eram manchete do jornal New York Post. Do outro lado do Atlântico, a foto da paquistanesa Malala segurando a mesma mensagem ganhou a capa do Times britânico.

“Esta campanha nas redes sociais no mundo inteiro obrigou o governo nigeriano, nosso governo e a mídia internacional a prestarem atenção ao caso”, explica à AFP Lori Brown, que ensina sociologia no Meredith College, na Carolina do Norte. “Será muito interessante ver que no que esta mobilização vai dar, se as grandes potências tentarão resolver o problema para atender a um pedido da população”.

O sucesso da hashtag se deve também à causa defendida, lembra à AFP Gwendolyn Seidman, professora de psicologia no Albright College, na Pensilvânia. “Se o assunto é polêmico, as pessoas podem ter medo a imagem que teremos delas” ao expor suas opiniões nas redes sociais.

No Twitter, o escritor americano-nigeriano Teju Cole viu no movimento “um momento essencial para a democracia nigeriana”. Sem deixar de ironizar a “onda de sentimentalismo” desencadeada.

(AFP)

SEEB/CE participa de audiência na Câmara Municipal em defesa do Estatuto de Segurança Bancária

Estatuto foi suspenso em caráter liminar por decisão da Justiça – Foto: Genilson de Lima

O Sindicato dos Bancários do Ceará participou na manhã desta quarta-feira, 7/5, de audiência na Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Câmara Municipal de Fortaleza para debater a suspensão do Estatuto de Segurança Bancária. Em caráter liminar, o desembargador Raimundo Nonato Silva Santos, atendendo a recurso apresentado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), suspendeu a validade da lei, questionando a constitucionalidade da legislação.

Além do Sindicato, participaram da reunião diversos vereadores, representantes dos órgãos de defesa do consumidor (Decon/Procon), da OAB/CE e da Procuradoria Geral do Município.

“O objetivo é defender a validade da lei de segurança bancária. Para isso, já enviamos requerimento solicitando audiência com o prefeito Roberto Cláudio para debater a questão”, informou o presidente da Comissão, vereador Acrísio Sena, autor do projeto de lei que deu origem ao Estatuto.

“Essa suspensão é preocupante, pois percebemos, com o cumprimento da lei, que as ações criminosas contra bancos, especialmente em Fortaleza, reduziram significativamente. Essa medida é um convite para que esses crimes voltem aos absurdos patamares de antes. Defendemos a validade da lei porque é preciso colocar a vida das pessoas em primeiro lugar”, enfatizou o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.

(SEEB/CE)

Candidato contrário ao casamento gay já foi drag queen em boate

Estados Unidos – Um candidato ao Senado americano está envolvido em uma situação bastante embaraçosa para os “bons costumes” que diz defender. Steve Wiles é um candidato conhecido por ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e conservador. Esta semana, porém, foi revelado por um antigo colega que o político foi drag queen em uma boate. Agora ele terá que se explicar aos eleitores.

Político foi drag queen em boate

                                                                                                             Foto:  Reprodução Internet

O caso foi revelado pelo dono da boate onde Wiles trabalhou, a Odyssey. Na época, o político atendia por “Miss Mona Sinclair”, segundo o jornal Winston-Salem Journal .

“Quando vi a foto dele em uma matéria de jornal não tive dúvidas que era ele. Acho que ele é uma mentira”, contou Randy.

O político chegou a ajudar a promover uma das edições do Miss Gay Americano.

Político Steve Wiles como drag queen ‘Miss Mona Sinclair’, em 2000 – Foto: Reprodução Internet

“Independentemente do que eu tenha feito nos meus 20 anos, lembrem-se de votar hoje, votem com os conservadores e orem depois”, falou o político no Facebook.

“Acho que todos têm direito de fazer suas próprias escolhas. Para mim, de um ponto de vista religioso, para minha vida, não era algo que eu queria continuar fazendo”, declarou em entrevista ao site Business Insider .

“É claro que foi embaraçoso, mas você supera e faz de você quem você quer ser e é nesse ponto que estou agora”, completou.

(O Dia)

Câmara realiza audiência para discutir cumprimento do Estatuto de Segurança Bancária

Nesta quarta-feira, às 9h, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Fortaleza realiza audiência pública para discutir o cumprimento do Estatuto de Segurança Bancária. O presidente da Comissão, vereador Acrísio Sena (PT), quer montar estratégia para revogar a liminar judicial que suspendeu a aplicação da lei em Fortaleza. Devem estar presentes representantes da OAB, DECON, PROCON, PGM e Sindicato dos Bancários.

Por decisão da Justiça, o Estatuto Municipal da Segurança Bancária de Fortaleza, criado para inibir crimes como “saidinhas” bancárias e assaltos a banco, está suspenso em caráter liminar. A ação foi movida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que questionou, em alguns aspectos, a constitucionalidade da legislação, além de discordar das exigências da Lei Municipal 9.910/2012.

“É estranho porque a lei foi discutida inclusive com a própria FEBRABAN, que mandou seus representantes a Fortaleza e pensávamos que havia acordo. Agora vamos ver como se dará a luta judicial”, afirmou Acrísio.

Via Blog do Roberto Moreira

Liminar suspende Estatuto da Segurança Bancária em Fortaleza

Por decisão da Justiça, o Estatuto Municipal da Segurança Bancária de Fortaleza, criado para inibir crimes como “saidinhas” bancárias e assaltos a banco, está suspenso. A medida, em caráter liminar, foi tomada pelo desembargador Raimundo Nonato Silva Santos. O magistrado atendeu a recurso apresentado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que questiona, em alguns aspectos, a constitucionalidade da legislação, além de discordar das exigências da Lei Municipal 9.910/2012.

Com a decisão do magistrado, todos os efeitos do estatuto, bem como a sua fiscalização, estão suspensos até que a causa seja novamente apreciada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). O estatuto prevê medidas como a instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas e a proibição do uso de celulares.

A decisão do desembargador foi tomada no dia 25 de setembro do ano passado, mas ainda não tinha sido levada a conhecimento da imprensa. Na ocasião, o magistrado avaliou um Agravo de Instrumento apresentado pela Febraban. A entidade, que havia acionado a Justiça contra o Município ainda em novembro de 2012, não ficou satisfeita com o julgamento do titular da 8ª Vara da Fazenda Pública, juiz Francisco Eduardo Torquato Scorsava. No dia 7 de fevereiro do mesmo ano, Torquato havia concedido uma liminar que suspendeu os efeitos da lei apenas no ponto que exige a instalação de aparelhos bloqueadores de sinal de celular nas agências.

“Defiro, em parte, o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para o fim específico de impedir que o réu e/ou os demais órgãos de proteção ao consumidor, com base nos preceitos da Lei Municipal n.º 9.910/2012, autue ou sancione os associados da autora em decorrência da não instalação de bloqueadores de sinais de radiocomunicações em suas agências e postos de atendimento”, afirmou o juiz na decisão.

Suspensão total

Após recurso da Febraban, em nova instância, o desembargador Raimundo Nonato decidiu pela suspensão do estatuto por completo. No documento, o magistrado defende que “não se tem dúvida da competência que dispõem os municípios para exigir, mediante lei formal, a instalação de itens de segurança em estabelecimentos bancários em favor dos respectivos munícipes”. Nonato destaca, entretanto, que deve haver limites no exercício dessa “autonomia”. A decisão monocrática foi levada à 8º Câmara Civil do TJ-CE – composta por quatro desembargadores, que mantiveram a suspensão do estatuto. 

Na avaliação de Raimundo Nonato, a Febraban apresentou argumentos “plausíveis” de que o Estatuto da Segurança “poderá redundar, se aplicado em sua totalidade, em maior risco para os fortalezenses”. Ele cita, por exemplo, que a blindagem das portas dos bancos, conforme exigido na lei, poderia favorecer criminosos, uma vez que, no interior da agência, eles estariam a salvo de uma ação da Polícia. “Melhor será suspender a eficácia da lei municipal em referência para que se possa, em momento posterior e, sobretudo, na fase de instrução do feito em primeira instância, ampliar os debates e de fato verificar se o interesse público pode mesmo ser alcançado”, concluiu o desembargador.

O desembargador destacou que a decisão de determinar a suspensão tem como objetivo impedir “maiores danos” até que o processo transite em julgado, sendo as exigências consideradas exequíveis ou não. Ainda segundo o magistrado, outros dois agravos de instrumento foram apresentados por instituições bancárias, com o mesmo objeto, cujo objetivo seria “procrastinar o andamento do processo”. Um deles já foi julgado e indeferido. O outro ainda será analisado.

Saiba mais

O Estatuto Municipal da Segurança Bancária, que regulamenta o funcionamento dos bancos em Fortaleza, vigorava em Fortaleza desde outubro de 2012. A legislação prevê medidas como: a instalação de portas com detectores de metais nas agências; de biombos entre a fila de espera e os caixas; de divisória entre as máquinas de autoatendimento; de sistema de monitoramento em tempo real; a instalação de blindagem na fachada das agências; e o uso de vidros laminados nas portas giratórias. Além disso, proíbe também o uso de capacetes, chapéus, óculos escuros e celulares no interior de estabelecimentos bancários.

O Município aguarda a abertura de prazo para recurso para questionar a decisão do desembargador.

(Thiago Paiva, O Povo Online)

TRT/CE vai leiloar bens avaliados em R$ 30,7 milhões

O Tribunal Regional do Trabalho do Ceará vai leiloar, no próximo dia 7 de maio, bens penhorados e avaliados em R$ 30,7 milhões. O objetivo é garantir o pagamento de créditos a trabalhadores que venceram disputas judiciais. Os interessados poderão arrematar imóveis residenciais e comerciais, terrenos, veículos, móveis, eletrodomésticos e maquinário industrial.

O leilão será realizado no auditório da Superintendência Regional do Banco do Brasil, a partir das 9h. Podem participar pessoas físicas ou jurídicas, que devem apresentar um documento de identificação e o CPF ou CNPJ. Pessoas casadas ou em união estável devem informar os dados do cônjuge, quando forem arrematar imóveis. Já as pessoas jurídicas devem apresentar cópia do contrato social da empresa.

Os bens a serem leiloados pertencem a indústrias, lojas, escolas, financeiras e outras empresas localizadas em Fortaleza e Região Metropolitana. Todas possuem dívidas trabalhistas não pagas. O lote mais caro é um colégio instalado no centro de Fortaleza e avaliado em R$ 4,8 milhões. Também serão leiloados três aviões e 34 ônibus.

(Ceará News 7)

Aluno transexual ou travesti terá direito a usar nome social nas Escolas do Estado de São Paulo

Decisão do Conselho de Educação de São Paulo vale para as faculdades públicas estaduais e faculdades municipais.

O Conselho Estadual de Educação (CEE) de São Paulo aprovou, em 23/04, uma deliberação que permite a alunos transexuais e travestis pedirem a inclusão do nome social nos registros da escola.

A decisão vale para as redes pública e particular de educação básica, além de alcançar também as universidades públicas estaduais e faculdades municipais.

O aluno, travesti ou transexual, poderá pedir a inclusão nos sistemas da escola e da Secretaria de Educação do nome social, ao lado do nome civil que já usa. O texto determina que, caso seja menor de idade, o estudante deverá ter a autorização do pai ou responsável na hora do pedido.

Apesar de aprovada pelos conselheiros, a deliberação sobre o assunto só será votada na semana que vem. Até lá, a indicação que a acompanha deverá sofrer pequenos acréscimos.

O relator da deliberação sobre o tema, Francisco Antônio Poli, disse que usou como referência a legislação usada pelo Estado de Minas Gerais desde 2012. Segundo o professor, a norma mineira é bastante objetiva e pragmática, em comparação com a de outros estados.

Depois da aprovação formal, a norma do CEE será enviada à Secretaria de Educação, que deve editar resolução com as regras para fazer valer o direito na rede pública. No caso da rede privada e do ensino superior, a norma já estaria valendo a partir da publicação da Deliberação do CEE.

No caso das escolas municipais, nas cidades que têm sistema próprio de ensino, como São Paulo, cabe ao conselho municipal deliberar sobre o tema. No caso das cidades que não têm sistema próprio, as escolas são obrigadas a seguir a decisão do CEE.

Pseudônimo

Um outro parecer sobre o processo do nome social foi apresentado na reunião pelo conselheiro Roque Theóphilo Júnior, coordenador do curso de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele tentava permitir que outros alunos também pedissem a inclusão de outras denominações aos registros da escola, no caso, de um pseudônimo.

O conselheiro exemplificou com o caso de alunos estrangeiros que passam a estudar em São Paulo e sofreriam discriminação por seus nomes civis. Os demais conselheiros rechaçaram a ideia, visto que nome social é diferente de pseudônimo, e também rejeitaram o parecer alternativo.

Leia mais em : O Conselho Estadual de Educação e o PL 108/2012

Fonte: Federação dos Professores do Estado de São Paulo – Fepesp

De cada dez denúncias de assédio moral no Brasil, três são contra Bancos

Levantamento do MPT mostra que casos de humilhação no trabalho aumentaram 7,4% de 2012 para 2013 (Patrícia Basilio)
Dois antidepressivos por dia, mais um remédio para dormir. São esses os medicamentos que a bancária Beatriz*, de 42 anos, tem de tomar todos os dias, desde que descobriu ter fibromialgia e depressão.

A bancária foi diagnosticada com distúrbios psiquiátricas após crises de choro e dores constantes pelo corpo todo. Por este motivo, está afastada do trabalho há cerca de seis meses.
“Descobri que estava doente porque quando chegava no banco começava a chorar. Também passei a dormir mal porque acordava de madrugada pensando que algo estava acontecendo no trabalho”, recorda a bancária, que é administradora de empresas.

O motivo que levou a profissional a ficar doente é cada vez mais comum no setor bancário brasileiro: assédio moral.
Segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT) a pedido do iG, das 3 mil denúncias realizadas em 2013, 30% foram de bancos. De 2012 para 2013, o número de acusações aumentou 7,4%. O ritmo de expansão do assédio moral no Brasil é maior do que o apontado pelo MPT.

Em 2011, 29% dos trabalhadores do setor bancário pediram o fim do assédio moral. Em 2012, o número aumentou para 31%. Em 2013, para 58% – de um total de 37 mil entrevistados. Ou seja, o índice dobrou de 2011 para 2013. No caso do assédio sexual, o desconforto é menor. Apenas 3,78% dos bancários ouvidos pela pesquisa (1,4 mil trabalhadores) reivindicam o combate ao assédio sexual.

Segundo estudos, o assédio moral ocorre, em grande parte, por conta das metas agressivas determinadas pelas instituições bancárias.

A cobrança é cada vez mais ambiciosa. Se o trabalhador atingiu os objetivos em um mês, no próximo é cobrado para superá-los. Não há limites, que defende a participação de funcionários na elaboração das metas.

A pressão foi um dos motivos que levou Beatriz* a se sentir humilhada. “Era obrigada a fazer hora extra. Quando não podia trabalhar além do horário, falavam que tinha pouco comprometimento e argumentavam que havia muitos profissionais que nem eu disponíveis no mercado de trabalho”, relata.

A bancária foi demitida do banco após queixar-se das humilhações, mas foi afastada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pedido do médico do trabalho durante o exame demissional.

“No banco, se você recebe duas avaliações negativas, é mandado embora. É uma pressão muito grande”, destaca.
Paralelamente à cobrança por metas, o setor bancário extinguiu 10 mil postos de trabalho em 2013, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Profissionais vítimas de assédio moral podem desenvolver doenças físicas e psiquiátricas

Apesar do enxugamento no quadro de funcionários, o lucro líquido dos bancos cresceu R$ 1 bilhão em relação a 2012, atingindo R$ 60,6 bilhões, informa o Banco Central (BC).

No entanto, em 2013, a relação entre rentabilidade e patrimônio (sigla ROE, no jargão financeiro) dos bancos fechou com 11,97%, queda de 5,06 pontos percentuais em relação a 2012, segundo a consultoria Economatica. Este indicador avalia a rentabilidade das empresas.

“O setor bancário é o único que tem ferramenta de conflito de trabalho na convenção coletiva. Temos um canal onde o trabalhador pode denunciar casos de assédio moral. O banco, ao receber a denúncia, vai retreinar o gestor ou transferi-lo para evitar que esse problema volte a ocorrer”, defende Magnus Apostólico, diretor de Relações do Trabalho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo o diretor da entidade, a federação recebeu 42 denúncias em 2011 — quando o canal foi lançado. Em 2012, 119.

No ano passado, esse número aumentou para 171 – alta de 43,70% em relação a 2012.

“A alta expressiva se deve à entrada de um grande banco [no acordo] e ao maior acesso dos trabalhadores à ferramenta. Hoje, eles se sentem mais confortáveis em reclamar”, explica.

Na avaliação do diretor da Febraban, as metas não são responsáveis pelo aumento do assédio moral. Isso porque, segundo ele, o índice de rotatividade do setor é baixo.

O que fazer ao setor vítima de assédio moral, em ordem

1- Converse com o gestor com uma testemunha ao lado

2- Faça uma queixa no canal de denúncias do banco

3- Entre em contato com o sindicato da categoria

4- Denuncie o caso ao Ministério do Trabalho ou ao Ministério Público do Trabalho

5- Entre com ação judicial contra o banco (Fonte: Ministério Público do Trabalho)

“O setor bancário é um segmento que roda pouco e mantém as pessoas no trabalho. Nossa rotatividade é de 4,5%”,
defende o executivo da Febraban. Pesquisa do Dieese mostra que o índice de rotatividade no País em 2012 (último disponível) está em 64%.

Para Ricardo Carneiro, procurador do Trabalho e gerente nacional do projeto “Assédio é Imoral”, o profissional que sofre assédio moral geralmente teme perder o emprego ao realizar uma denúncia.

Por este motivo, o MPT realizou uma campanha nacional em 2013 com foco no assédio moral dos bancários. O objetivo era que os trabalhadores se sensibilizassem e denunciassem casos de abuso a algum órgão, como o próprio MPT.

“As pessoas estão conhecendo mais o que é assédio moral e, consequentemente, defendendo com mais força os seus direitos”, destaca Carneiro.

Saúde

Casos de assédio moral não agridem apenas a integridade do funcionário, mas também podem causar danos à saúde física e mental do profissional, alerta Maria Maeno, médica da Fundacentro, do Ministério do Trabalho.

“As vítimas de humilhação podem ter desde mal estar e depressão, até problemas gástricos, hipertensão e anorexia. O tratamento deve ser feito com psiquiatra, medicamentos e psicólogo, e pode levar anos”, aconselha a médica.

Olhar para o trabalho de forma negativa é o primeiro sinal de que algo não está certo, afirma Maria. “A tendência de quem sofre assédio moral é ter repulsa ao trabalho. Não querer se imaginar mais dentro da empresa.”

A bancária Lúcia*, de 36 anos, trabalha em um grande banco brasileiro há 15 anos. Nos últimos três, começou a sentir dores de cabeça, ter crises do pânico e ter pensamentos suicidas. O dianóstico é depressão. 

“Fui afastada algumas vezes pelo INSS. Em uma delas, quando voltei a trabalhar, me colocaram para editar tabelas durante dois meses, o que não é o meu trabalho. Disseram que estavam me fazendo um favor por eu estar empregada”, relata a operadora de atendimento.

Indignada com a situação, a bancária — que ainda está empregada — entrou com processo contra o banco em 2011 e ganhou em primeira instância. O caso, contudo, ainda corre na Justiça, uma vez que a instituição financeira recorreu.

“Não pedi demissão porque meu marido não é registrado e tenho um filho de quatro anos. Preciso do plano de saúde e do dinheiro para comer. Fiquei traumatizada e não tenho mais condições de voltar ao mercado de trabalho por conta disso”, diz.

*Os nomes das personagens foram omitidos a pedido das próprias entrevistadas

Fonte: UOL

Crack é a droga mais consumida em Fortaleza, aponta levantamento

O crack é a droga mais consumida em Fortaleza quando utilizada sozinha, segundo o levantamento do Núcleo de Informação, Pesquisa e Drogas , da Coordenadoria de Políticas Públicas sobre Drogas (CPDrogas).  O estudo traça o perfil dos usuários atendidos presencialmente no Centro Integrado de Referência sobre Drogas e pelo teleatendimento.   

No registro de consumo de mais um tipo de entorpecente, estão o crack e o álcool, seguido pela cocaína e a maconha. Os dados também mostram que mais 38% dos usuários não completou o Ensino Fundamental.  As regionais IV, V, VI, que engloba grande parte dos bairros de periferia,  tiveram um maior índice de atendimentos.

Em seis meses de funcionamento, 6.018 usuários de álcool, crack e outras drogas e seus familiares foram acolhidos, atendidos e encaminhados para os serviços de tratamento da rede municipal.

Amigos e familiares buscam atendimento para usuários pelo telefone

91% das pessoas que buscam atendimento por telefone são familiares e amigos dos usuários para qual o atendimento é solitado. As substâncias psicoativas mais citadas são o álcool e o crack. No teleatendimento, os bairos mais solicitados são das regionais III, IV, VI.

De acordo com a titular da CPDrogas, Juliana Sena, o levantamento é fundamental para embasar futuros projetos e ações que devem ser voltados para o atendimento das necessidades da população. “Estamos trabalhando com um plano de ações integradas, no qual a prevenção, o tratamento e a ressocialização caminhem juntos no enfrentamento às drogas na cidade”, ressalta.

Mesmo com as recorrências apontadas, Sena explica que não existe perfil único de usuários e que são inúmeros fatores psicológicos, emocionais, genéticos e social que ocasionam uma dependência quimica.

Serviço

Centro de Referência:  Av. Luciano Carneiro, 99, Fátima
Contato: 0800.032.1472
Funcionamento: de domingo a domingo, 24h.

(Diário do Nordeste)

PM suspeito de matar dentista se entrega à polícia no Rio

PM suspeito de matar a dentista Fabíola Peixoto (Foto: Reprodução/Facebook)

O cabo Leandro Pinto de Carvalho, suspeito de matar a namorada dentista Fabíola da Cunha Peixoto, se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira (28). Ele, que estava foragido, não será apresentado à imprensa. As informações são do delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios da Polícia Civil.

O cabo já havia sido afastado da Polícia Militar pelo setor de psiquiatria da corporação em fevereiro de 2010 — conforme divulgou a PM nesta segunda-feira (28).

Embora não haja sindicância contra ele, o PM estava afastado para tratamento de saúde, de acordo com a nota, e não poderia andar armado.

Pouco mais de duas semanas antes de ser assassinada, a dentista de 25 anos fez uma declaração de amor para o namorado em uma rede social. Fabíola foi morta a tiros na madrugada de domingo (27), em Olaria, Subúrbio do Rio.

“Sou muito feliz e grata a Deus por colocar você na minha vida, meu amor! Quero você pra sempre minha vida! Temos a cada dia mais provas de como Deus se agrada do nosso amor e vamos retribuir tudo tão maravilhoso que Ele tem feito nas nossas vidas! Amém!”, escreveu Fabíola na mensagem no Facebook.

Amigos lamentaram a morte da jovem na página da internet. Muitos pediam que a justiça seja feita e o chamavam de “assassino”, “covarde” e “canalha”. Em outra mensagem, uma amiga afirmou que Leandro “acabou de marcar a vida com o sangue de uma inocente”.

Crime
O PM suspeito de matar a dentista de 25 anos a tiros foi indiciado por homicídio qualificado e pode pegar até 30 anos de prisão.

O crime aconteceu por volta de 5h de domingo. O casal havia voltado de um pagode, do qual Leandro seria um dos donos. Os policiais da Divisão de Homicidios fizeram uma busca a casa do suspeito e encontraram R$ 63 mil em dinheiro, jóias e um cheque de R$ 200 mil. Os agentes apreenderam também um laptop. O carro de Fabíola foi levado para a delegacia e passou por perícia.

O delegado responsável pelas investigações, André Leiras, afirmou que a mãe de Leandro presenciou o crime e prestou depoimento. “A principal testemunha, sem dúvida nenhuma, é a mãe do policial. Ela presenciou o crime e tentou intervir, mas não conseguiu”, afirmou.

Os policiais descobriram que a página que Leandro mantinha em uma rede social, havia sido apagada. Segundo a família de Fabíola, o casal namorava há dez meses. Ainda de acordo com os parentes, os dois chegaram a terminar o namoro em março, mas reataram em seguida. “O comportamento dele não era normal”, disse o pai de Fabíolo, Marcos Peixoto. Ele descreve ainda o policial como um homem ciumento.

(G1 Rio)

Resposta de Daniel Alves a torcedor racista surpreende o mundo

Neymar, Ivete Sangalo e Fred apoiaram o gesto de Daniel Alves

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira, por meio de sua conta no microblog Twitter, que o lateral direito do Barcelona e jogador da Seleção Brasileira Daniel Alves deu resposta ‘ousada’ ao comer uma banana jogada no campo por um torcedor no jogo entre Barcelona e Villarreal, pelo campeonato espanhol.

“O jogador @DaniAlvesD2 deu uma resposta ousada e forte ao racismo no esporte. (…) Diante de 1 atitude q infelizmente tem se tornado comum nos estádios, @DaniAlvesD2 teve atitude”, publicou a presidenta.

Vários famosos também entraram em cena em apoio a Daniel Alves. Luciano Huck e Angélica, além de Neymar com o filho, Davi Luca, e outros famosos – incluindo a atriz Thaissa Carvalho, namorada de Daniel, e Fabiana Karla – publicaram fotos no Instagram nas quais aparecem segurando bananas. Todos usaram a hashtag #somostodosmacacos, que está sendo usada nas redes sociais como forma de repúdio ao ato contra Daniel.

“Admirável como sempre! Orgulho! Porém é muito triste ver que nos dias de hoje isso ainda acontece #nãoaoracismo #noracism #danialves”, comentou Thaíssa no Instagram. Em uma foto, ela aparece segurando uma banana ao lado de parentes. “Eu e minha família #somostodosmacacos #somostodosmonos #nãoaoracismo”, completou.
Fabiana se manifestou, fazendo uma versão de “Beijinho no ombro”: “Come a banana pro recalque passar longe. #somostodosmacacos #umabananaparaopreconceito @danid2ois #DanielAlves”.

Fred demostrou seu apoio ao companheiro de seleção brasileira no Instagram: “Uma banana pro racismo! Infelizmente, esse não é um problema que se restringe apenas à Espanha. É um mal que mancha o esporte e a sociedade em geral em todo o mundo. Essa banana, que quase foi desperdiçada, poderia amenizar a fome de alguma criança na África ou em qualquer outro canto do mundo – inclusive no Brasil. Tamo junto, Daniel Alves!”.

“Ofensas só funcionam quando nos atingem. Nenhum tipo de preconceito, chacota ou racismo pode ser mais relevante que a consciência de alguém que respeita o próximo. Respeitemos para sermos respeitados, e respeitemos mesmo que não sejamos respeitados, pois assim seremos superiores. Uma pena o mundo cada dia mais se tornar um grande ring de ofensas e chacotas trocadas. E parabéns pra quem não entra nessa moda”, disse Anitta no Instagram.

Fernanda Paes Leme também mandou seu recado em apoio a Daniel Alves: “Todo meu respeito para você, Daniel Alves ! Que além de ótimo jogador mostrou que banana faz é muito bem para a saúde! Sua atitude foi genial… Até porque não devemos dar a mínima pra qualquer atitude preconceituosa! Somos todos Iguais!”, escreveu a atriz em seu perfil no Instagram. Os cantores Claudia Leitte, Michel Teló e Dinho Ouro Preto foram outros famosos que apoiaram Daniel Alves nas redes sociais.

Ivete Sangalo também mandou seu recado: “O meu aplauso para o seu talento e sensibilidade. Preconceito é pros fracos, sem fé, sem alegria”, escreveu a cantora em legenda de foto publicada em seu perfil no Instagram.

(Rede Brasil Atual)

ONU lança campanha pela igualdade de direitos da população LGBT

reprodução

Brasília – A Organização das Nações Unidas (ONU) lança hoje (28), em São Paulo, uma campanha para promover a igualdade e o respeito aos direitos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). A campanha “Livres e Iguais” é uma parceria com a prefeitura de São Paulo e faz parte das atividades do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo.

A intenção é aumentar a conscientização das pessoas sobre a violência e a discriminação homofóbica e transfóbica e promover mais respeito pelos direitos da população LGBT. Segundo a prefeitura, a campanha vai defender a necessidade de reformas legais e na educação pública para o combate à homofobia.

Criada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) em parceria com a Fundação Purpose, a iniciativa foi lançada mundialmente em julho do ano passado e chega agora ao Brasil. Além da campanha, a ONU lançou uma cartilha sobre o tema da campanha, disponível no site da ONU Brasil.

Relatório divulgado no início deste ano pelo Grupo Gay da Bahia mostrou que 312 gays, travestis e lésbicas foram assassinados no Brasil no ano passado, o que representa  uma morte a cada 28 horas, em média. Só em janeiro deste ano, segundo a organização, 42 pessoas da população LGBT foram mortas no país.

De acordo com o grupo, o Brasil é o campeão mundial de crimes homotransfóbicos: 40% dos assassinatos de pessoas LGBT ocorreram no país. Pernambuco (34 mortes) e São Paulo (29 mortes) foram os estados onde esses crimes mais ocorreram.

Um relatório sobre violência homofóbica divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com dados referentes a 2012, revelou que o número de denúncias de violência homofóbica cresceu 166% em relação ao ano anterior, saltando de 1.159 para 3.084 registros. O número de violações de direitos humanos relacionadas à população LGBT também cresceu: saiu de 6.809 casos em 2011 para 9.982 em 2012, o que representou um aumento de 46,6%. O número de violações é maior porque em uma única denúncia pode haver mais de um tipo de transgressão. As denúncias mais comuns foram de violência psicológica, discriminação e violência física, respectivamente.  As denúncias envolveram, segundo a secretaria, 4.851 vítimas.

A 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo ocorre no próximo domingo (4) e tem como tema País Vencedor É País sem Homolesbotransfobia: Chega de Mortes! Criminalização Já! Pela Aprovação da Lei de Identidade de Gênero.

(Rede Brasil Atual)

Grupo no Tribunal de Justiça do CE vendia habeas corpus para presos

O procurador-geral de Justiça do Estado do Ceará, Ricardo Machado, expediu nesta quarta-feira (23) ofícios ao presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Joaquim Barbosa, e ao corregedor nacional de Justiça, Francisco Cândido de Melo Falcão Neto, solicitando a cópia das informações que apontam para a suposta participação de membros do Ministério Público, bem como de advogados, servidores e magistrados do primeiro grau, numa rede organizada de venda de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

Ao ser levantada a possibilidade de participação de membros do MPCE nas irregularidades, o chefe da Instituição solicitou marcou uma reunião com o CNJ (FOTO: Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ)

O caso da venda de habeas corpus usados na soltura de presos foi admitido pelo TJCE, no dia 14, por meio do seu presidente, Luiz Gerardo Pontes. O presidente revelou haver uma rede organizada para venda de habeas corpus. As vendas aconteciam nos plantões do tribunal, inclusive aos domingos e feriados.

O tribunal constatou as irregularidades após aprovar, no dia 10, o requerimento solicitando que a Secretária Judiciária iniciasse um levantamento dos plantões nos últimos três anos. Além disso foi observada uma intensa movimentação de advogados nos finais de semana, de acordo o tribunal grande parte deles buscavam solturas dos clientes. Segundo o TJCE, os habeas corpus eram vendidos por até R$ 150 mil.

Investigações

O desembargador Washington Bezerra explica que o levantamento que ainda está sendo feito, fazendo uma análise de todos os plantões judiciários, especificando a data, o magistrado que estava atuando, o nome das partes, o nome do advogado, o tipo de pedido e a decisão. “Queremos mapear quem são os envolvidos e que padrão de conduta está sendo utilizado”, disse. Além disso, o desembargador pede que ao final de cada plantão seja remetido um relatório ao Órgão Especial, constando todas as informações do que ocorreu.

Envolvidos

O presidente do TJCE apontou que dois desembargadores estão sendo investigados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e advogados podem ser incriminados. Os nomes não foram divulgados no intuito de não atrapalhar as investigações. Márcio Gleidson, preso em 10 de março, acusado de matar duas pessoas, além de ser chefe de quadrilhas de tráfico de drogas no estado, foi um dos beneficiados do esquema.

Conselho Nacional de Justiça

Durante cerca de um mês, entre os dias 7 de agosto e 13 de setembro de 2013, o CNJ fez um relatório sobre o sistema carcerário no Ceará. Segundo eles, dos 15.486 processos de presos, 1.109 não foram localizados nas penitenciárias e cadeias. O CNJ chegou a chamar o sistema carcerário de caótico. O Tribuna do Ceará entrou em contato com CNJ para maiores informações sobre o esquema de solturas no TJCE, mas eles responderam que ainda não têm informações sobre as investigações.

(Marcella Ruchett, via Tribuna do Ceará)

O menino Bernardo e a culpa coletiva por um pedido de socorro que ninguém quis ouvir

Menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, encontrado morto no interior do RS – Álbum de Família

Numa carta a amigos, em que comentava sobre o linchamento de um jovem na Argentina, o papa Francisco escreveu o seguinte: “A cena doeu em mim. ‘Fuenteovejuna’, eu me disse. Sentia os chutes na alma”.

“Fuenteovejuna” é um clássico do século XVII do dramaturgo espanhol Lope de Vega. O povo de um vilarejo se une para se vingar de um comendador tirano. Um juiz é enviado pelo rei para apurar o caso. Ao perguntar aos moradores quem foi o assassino, todos respondem “Fuenteovejuna”. Assumem a culpa coletivamente.

O menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, foi encontrado morto na cidade gaúcha de Frederico Westphalen. Estava dentro de um saco plástico enterrado às margens do Rio Mico. Foram presos o pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, a enfermeira Graciele Ugolini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz.

A polícia trabalha com a hipótese de que o casal queria colocar as mãos no dinheiro deixado para Bernardo por sua mãe, que se suicidou com um tiro na cabeça em 2010. Com o menino vivo, Leandro teria mais dificuldade para, por exemplo, vender imóveis que estavam no nome dele e da ex-mulher.

Mas há uma culpa coletiva nessa tragédia. A tragédia de Bernardo vem se arrastando há muito tempo à vista de toda Três Passos, o município onde ele vivia. É um história longa e triste de torpeza, injustiça e omissão.

Em novembro, a notícia de abandono afetivo de Bernardo chegou à promotoria da Infância e da Juventude e foi aberto expediente para apurar sua situação familiar. Bernardo era alvo de comentários na cidade.

Em dezembro, o centro de assistência social entregou à promotoria um relatório dizendo que o garoto pernoitava e era alimentado na casa de conhecidos e tinha desavenças verbais com a madrasta. Passava sábados e domingos na rua. O pai não sabia onde ele estava e não o procurava.

No dia 24 de janeiro, ele mesmo se dirigiu ao 4º andar do fórum de Três Passos, onde funciona o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, e contou das ofensas da madrasta, do pai que não tomava atitude e de sua vontade de morar com outras pessoas. Foi levado para falar com a promotora Dinamárcia Maciel de Oliveira. Reconfirmou tudo.

A promotora ingressou com ação na Justiça pedindo que a guarda provisória fosse dada para a avó materna, mas o juiz preferiu marcar uma audiência com o pai, ocorrida em fevereiro. Leandro quis uma chance de reaproximação. Bernardo aceitou. 

No dia 7 de abril, quando soube do desaparecimento, a promotora pediu que a guarda fosse dada para a avó. Mas o juiz determinou que, assim que encontrado, ele fosse encaminhado a um lar, pois faltavam elementos sólidos para comprovar que a avó poderia assumir a guarda. Muito pouco, tarde demais.

Seu abandono era notório. A violência psicológica desfilava na frente de todos. Um menino de 11 anos foi sozinho a um fórum para dar seu depoimento. O que faltava?

Bernardo pediu socorro e não foi atendido por ninguém.

«¿Quién mató al Comendador? / Fuenteovejuna, Señor / ¿Quién es Fuenteovejuna? / Todo el pueblo, a una»

(Diário do Centro do Mundo)

Marco Prisco: Líder de greve da PM na Bahia é preso e encaminhado para penitenciária

Marco Prisco (de branco) também comandou greve em 2012 – Lúcio Távora | Ag. A TARDE

Em ação da Polícia Federal na tarde desta sexta-feira, 18, o vereador e diretor-geral da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia (Aspra), Marco Prisco, foi detido e levado para o Complexo Penitenciário da Papuda (Brasília).

O pedido da prisão foi feito pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), na última segunda-feira e concedido pela Justiça Federal no dia seguinte, quando a greve foi decretada, com o argumento de garantia da ordem pública. A determinação do juiz federal da 17ª Vara Criminal Antônio Oswaldo Scarpa é de prisão por 90 dias.

O veículo guiado pelo vereador foi interceptado na Linha Verde, próximo da Costa do Sauípe, onde ele, a esposa e os filhos passariam o feriado da Semana Santa.

Segundo nota divulgada pelo MPF/BA, a prisão é referente a ação penal movida em 2013 pela prática de crimes “a maioria contra a segurança nacional, praticados durante a greve realizada em 2012″. A ação envolve sete pessoas entre vereadores, soldados e cabos da PM.

Nova greve

“Há uma determinação federal para anistiar os líderes de 2012 que não foi acatada pelo Tribunal de Justiça da Bahia”, disse o deputado estadual Capitão Tadeu que, por moção de repúdio, assumiu a liderança do movimento grevista e conclamou os militares para nova paralisação.

“Não há como retomar a greve agora, pois depende de assembleia. Mas faremos manifestações. Foi um golpe baixo. Prisão de uma liderança depois que a greve termina é repressão”, disse o diretor da Associação dos Policiais do Estado da Bahia (Aspol), sargento José Lourenço Dias. Os dirigentes das demais associações não foram localizados.

Após o consenso entre as partes, o deputado estadual Zé Neto (PT) afirmou que a prisão de Prisco não faz sentido. “Fui pego de surpresa. Soube pela imprensa. A prisão é inoportuna, pois não havia mais risco. A cidade já estava em clima de normalidade. O governo irá cumprir o acordo e se esforçar para manter a tranquilidade”.

Diante do acordo, Capitão Tadeu acusa o governo de traição. “A permanência das tropas federais deve ser garantida, pois a greve voltou. Os policiais devem permanecer aquartelados até a libertação de Prisco. O governo agiu de má-fé, descumpriu o acordo e enganou a tropa. O pedido de prisão deveria ter sido revogado”, disse Capitão Tadeu.

Lei e Ordem

“Em nota, o comandante da PM, coronel Alfredo Castro orienta que oficiais e praças mantenham seus postos de trabalho. “Capitão Tadeu foi precipitado. Confio no compromisso dos policiais militares de manter a segurança pública. Não há processo administrativo em andamento na PM. A garantia da Lei e Ordem está em vigor com as tropas federais e teremos também a Polícia Militar”.

Para impetrar um pedido de habeas corpus, o advogado Vivaldo Amaral, responsável pela defesa de Prisco, segue para Brasília. “É uma decisão descabida e sem sentido já que um acordo foi firmado”.

A nota do MPF/BA diz que Prisco é processado por crime político grave e o recurso contra sua prisão só poderá ser ajuizado no Supremo Tribunal Federal.

Por meio de nota, o prefeito ACM Neto cancelou viagem “em função dos últimos acontecimentos envolvendo a possibilidade de retomada da paralisação da PM para acompanhar os desdobramentos e garantir a manutenção dos serviços públicos”.

(A Tarde Online)

Telexfree, a casa caiu 2

A página principal do site da Telexfree,  continua em “manutenção” (ou fora do ar) desde o final da tarde da terça-feira (15), e parece que continuará assim por muito tempo!

FBI na Telexfree

Após chegada de investigadores do FBI na sede da Telexfree, nos Estados Unidos (ver imagem acima), um funcionário foi pego ao tentar escapar com um laptop e cheques totalizando $38 milhões de dólares.  

Além disto, em novo documento divulgado pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), foi solicitado o congelamento de todos os bens da Telexfree e de mais 8 pessoas, entre eles, seus donos (diretores) e principais divulgadores, como: Sann Rodrigues, Randy Crosby, Steve Labriola (diretor de marketing), Santiago de la Rosa, e Faith Sloan.

Para ler o texto completo, em inglês, clique aqui.

O congelamento dos bens atinge milhões de dólares e foi acatado pela Justiça Norte Americana (através do Tribunal de Justiça de Boston) e serve para evitar uma perda de recursos ainda maior dos investidores.  

No documento, é afirmado ainda que, apesar da acusada Telexfree continuar inscrevendo novos investidores todos os dias, está claro que o esquema de pirâmide financeiro promovido por ela já desmoronou.

Pois é, a casa já tinha caído no Brasil, desde junho do ano passado, quando as operações da Telexfree foram suspensas por ordem judicial emitida pela justiça do Acre. Agora, é a vez dos Estados Unidos… e, diferentemente do Brasil, lá fora, bandido vai preso ;-)

Sugestão: Telexfree, que tal alterar seu nome para TelexCold?!

Feminicídio: inclusão no Código Penal gera controvérsias

Ana Luiza Albuquerque, via Jornal do Brasil

“É uma tentativa demagógica, meramente simbólica. Na prática não muda nada”, afirma Sandro Sell, advogado e professor de Criminologia, sobre a possível inclusão do crime de feminicídio no Código Penal. O assassinato de mulheres por motivações de gênero estaria caracterizado em situações de violência doméstica e familiar, de violência sexual, de mutilação ou desfiguração da vítima e de emprego de tortura ou qualquer outro meio cruel e degradante. A proposta da nova forma qualificada de homicídio promete pena de 12 a 30 anos. Segundo levantamento do movimento Rio Como Vamos, o número de homicídios de mulheres na cidade do Rio cresceu 6% em 2013, subindo de 118 para 125 casos.

“Estão jogando com a opinião pública. Hoje, se você matar uma mulher por razões de gênero, já existe uma pena de 12 a 30 anos, porque é motivo fútil”, Sell continua. O advogado alerta que a opressão sofrida pela mulher não é causada pela falta de leis. “Está havendo toda essa discussão como se isso fosse resolver o problema da violência contra a mulher, mas a violência não acontece por causa da falta de uma lei. Já existe punição. Se não é aplicada, não é mudando o nome da lei que resolve. Você está dando outro nome e fazendo de conta que isso vai combater a violência”, critica. Segundo o professor, “o problema é muito mais em relação à aplicação da lei e de questões culturais como o machismo”.

Sell destaca, ainda, que a proposta infere que a violência de gênero é só contra a mulher. “E quanto aos homens que se sentem mulheres?”, questiona. O advogado ressalta que a lei não atenderia outras demandas,como as dos grupos LGBTS. “Em vez de se falar de qualificar homicídio por violência de gênero ‘contra a mulher’, eu colocaria ‘contra pessoas’. A mulher continuaria sendo contemplada”, sugere. Ele aponta, em seguida, o que vê como um problema na Lei Maria da Penha. “Na Maria da Penha, quando o pai pratica violência contra a filha, é enquadrado. Quando pratica contra o filho homossexual não. A lei associa o problema do gênero a um único sexo, o que não faz muito sentido”, conclui.

Soraia Mendes, militante feminista, doutora em Direito pela USP e professora de Direito Penal, tem outra visão. “Na realidade, a proposta é mais do que a mera inclusão de uma especificidade em relação à violência doméstica ou o crime de morte, é o reconhecimento da existência de uma situação de violência para a qual não se tem a devida visibilidade nem dados específicos”, explica.

Questionada se o feminicídio seria um motivo fútil, Mendes afirma que sim, mas não apenas. “Sem sombra de dúvidas é um motivo fútil, mas a questão toda está em dar visibilidade para algo obscurecido. Motivo fútil é uma discussão entre dois torcedores de times adversários em um estádio, que acaba resultando em morte. Quando você está tratando de uma situação entre duas pessoas que se comprometeram a entregar a vida um para o outro e o homem, por se sentir superior, resolve tirar a vida daquela mulher, isso não é simplesmente um motivo fútil. É muito mais específico”, defende.

A doutora faz questão de destacar que a proposta da inclusão do feminicídio não significa que a Lei Maria da Penha tenha sido inútil. “Embora a Maria da Penha tenha tomado uma proporção como lei de natureza penal, não é dessa característica. Ela traz todo um complexo de proteção e acolhimento da mulher,está em um compartimento diferente, o de mudança cultural, por falar de um sistema muito amplo”, expõe. “Se fosse seguida à risca, se tivéssemos uma mudança na cultura machista e sexista, se as instituições estivessem comprometidas com a lei, seria um grande passo para que pudéssemos avançar”, completa.

Quanto à crítica em relação à abrangência da proposta, Mendes é clara: “A questão da inclusão de outras minorias é um falso dilema. O que se tem nesse momento do debate parlamentar são diferentes forças se colocando no cenário político para fazer lobby e efetivar suas reivindicações. O movimento feminista está há muito tempo pleiteando o reconhecimento da violência, assim como o movimento LGBTS, então não existe contrariedade”. A professora, contanto, pondera. “Nesse debate público as mulheres pautaram e levaram suas reivindicações, mas claro que todos os que estão em situação de vulnerabilidade têm que receber proteção. O movimento feminista não se opõe a isso de forma alguma. No caso da Maria da Penha,por exemplo, o direcionamento é para mulheres, sejam biológicas ou não. Uma transexual estaria protegida”.

A proposta de inclusão do feminicídio foi aprovada no dia 2 de abril pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, mas precisa, ainda, passar pelo Senado.

*Programa de Estágio do JB

Itaú é multado por querer reduzir tempo de férias de funcionários

O Itaú Unibanco foi condenado em R$ 21 milhões pela 5ª Vara da Justiça do Trabalho de Florianópolis por dano moral coletivo por não permitir que os funcionários tirem 30 dias de férias, exigir horas extras em número superior ao limite legal e cortar intervalos.

A decisão obriga que a instituição financeira permita que os funcionários tirem 30 dias de férias, impedindo a indução da conversão de dez dias em abono.

De acordo com a Justiça, foram verificadas jornadas de trabalho das 8h às 19h ou mais, com intervalo de 20 minutos a uma hora. A jornada legal dos bancários é de seis horas, com 15 minutos de intervalo.

Segundo o processo, a empresa concedia aos empregados o título de gerente para “se esquivar” das normas bancárias, o que diferenciaria a sua jornada. Contudo, os trabalhadores não contavam com poderes gerenciais nas agências, informa o MPT.

Procurado às 18h30 desta terça-feira (15), o Itaú Unibanco afirmou não querer se posicionar.

(Folha do Sertão)

 

Ministério Público apura denúncia de desvio de verba na Câmara de Fortaleza

O Ministério Público do Estado do Ceará investiga denúncia de desvio de dinheiro público na Câmara Municipal de Fortaleza, envolvendo as verbas de desempenho parlamentar (VDP).

Segundo o promotor Luiz Alcântara, da Procuradoria de Procuradoria de Crimes Contra a Administração Pública (Procap), a investigação abrange o período de 2009 a 2014.

“Está havendo uma investigação, faz alguns meses. Os detalhes eu prefiro não comentar. O Ministério Público abriu investigação visando averiguar se é verídica ou não a denúncia que recebeu. É necessário averiguar como está sendo aplicada a verba de desempenho parlamentar”, disse Alcântara.

Depoimentos

De acordo com o promotor, a apuração está ainda na fase de tomada de depoimentos. Até agora nenhum vereador de foi ouvido – somente servidores da Câmara Municipal cujo trabalho tem relação com as verbas de desempenho. 

Eles estão sendo chamados à Procap para prestar esclarecimentos. “O que não exclui a necessidade de ouvir vereador”, observa o promotor. “A investigação é que vai dizer”, acrescenta.

No biênio 2009-10, o presidente da Câmara era o atual secretário municipal do Turismo, Salmito Filho (Pros). Ele disse que ao O POVOque desconhecia a denúncia e, portanto, não teria o que comentar sobre o assunto.

O vereador Acrísio Sena, presidente no biênio 2011-12, não atendeu às chamadas feitas para o seu telefone celular.

O atual chefe do Legislativo municipal, Walter Cavalcante (PMDB), não iria se pronunciar, segundo informou sua assessoria de imprensa.

A VDP

Cada um dos 43 vereadores de Fortaleza recebe R$ 11.888,64 de salário e R$ 20,2 mil de verba de desempenho parlamentar. Esse dinheiro é reservado para gastos com locação de veículos, combustível, passagens aéreas, material gráfico, entre outras despesas inerentes ao mandato.  

Cada parlamentar recebe ainda R$ 33,45 mil para despesas com assessoria. Somando salário e verbas de desempenho e de assessoria, cada vereador dispõe mensalmente de R$ 65.538.

(Bruno Pontes, O Povo)

Confira os recursos para a prova do Concurso da Caixa 2014

Foi divulgado o gabarito preliminar para o concurso da Caixa, e o AlfaCon preparou para você o modelo de recursos. Confira:

I. RECURSOS DA PROVA – TÉCNICO BANCÁRIO NOVO DA CAIXA
Caros Alfartanos, nossos professores analisaram a prova da Técnico Bancário da Caixa Econômica Federal – e encontraram algumas questões passíveis de recurso. Leiam os comentários e elaborem seus próprios recursos com base nestes argumentos.
LEMBRANDO: Recursos idênticos não serão avaliados pela Banca!!!

Conhecimentos Bancários – Oli Soares
QUESTÃO: É vedada a abertura de conta corrente em nome de pessoa física que não esteja inscrita no CPF.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: ERRADA.
-> Nosso gabarito: CORRETA.
• RECURSO:
Alteração do gabarito oficial: justificativa = fonte: http://www.bb.gov.br. CPF cancelado ou suspenso. Não é permitida a abertura de conta corrente de cliente que está com o CPF cancelado, suspenso ou inexistente na base da Receita Federal. Fonte: bcb.gov.br = Para a abertura de conta corrente, o banco poderá solicitar os seguintes documentos do consumidor: CPF (Cadastro de Pessoa Física).

QUESTÃO: O valor mínimo da fatura de cartão de crédito emitida por instituições financeiras, a ser paga mensalmente, não pode ser inferior a 20% do saldo total da fatura.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: CORRETA.
-> Nosso gabarito: ERRADA.
• RECURSO:
Alteração de gabarito. Justificativa: circular 3563 de 11 de novembro de 2011 em seus artigo 4o Ficam revogados: III – inciso II do artigo 1o da circular 3512 de 25 de novembro de 2010.

QUESTÃO: Operações de redesconto bancário são operações compromissadas realizadas entre o BCB e instituições previamente credenciadas, denominadas dealers, como fim de assistência financeira de liquidez.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: ERRADA.
-> Nosso gabarito: CORRETA.
 RECURSO:
Alteração de gabarito. Justificativa: fonte:www4.bcb.gov.br. A atuação do BCB no mercado de câmbio se dá por intermédio de dealers, que são escolhidos pelo critério de movimentação global com clientes, e no mercado interbancário de câmbio. Assim, as intervenções do BCB nos mercados de câmbio ocorrem via leilões de compra ou venda de moeda estrangeira, com a interveniência dos dealers, cuja função principal é dar liquidez ao mercado interbancário como um todo e a clientes finais de operações de câmbio, sendo obrigatória sua participação nos leilões sempre que forem realizados pelo BCB.

QUESTÃO: As agências de turismo autorizadas a operar com câmbio não fazem parte do SFN, mas fazem parte do universo fiscalizável por parte do BCB.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: CORRETA.
-> Nosso gabarito: ERRADA.
• RECURSO:
Alteração de gabarito. Justificativa: fonte: http://www.bcb.gov.br. Esses agentes podem realizar as seguintes operações:
a) bancos, exceto de desenvolvimento, e a Caixa Econômica Federal: todas as operações previstas para o mercado de câmbio;
b) bancos de desenvolvimento; sociedades de crédito, financiamento e investimento e agências de fomento: operações específicas autorizadas pelo Banco Central;
c) sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades corretoras de câmbio:

Além desses agentes, o Banco Central também concedia autorização para agências de turismo e meios de hospedagem de turismo para operarem no mercado de câmbio. Atualmente, não se concede mais autorização para esses agentes.

De acordo com esta circular continua errado: CIRCULAR N. 003527 – Altera o Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI).
As autorizações para operar no mercado de câmbio detidas por agências de turismo e meios de hospedagem de turismo expiraram em 31.12.2009, com exceção das agências de turismo e dos meios de hospedagem de turismo autorizados a operar no mercado de câmbio, cujos controladores finais tenham apresentado pedido de autorização ao Banco Central do Brasil até 30.11.2009, (…), visando à constituição e ao funcionamento de instituição do Sistema Financeiro Nacional passível de operar no mercado de câmbio.

QUESTÃO: São operações típicas do mercado monetário e conhecidas como operações compromissadas as operações de compra com compromisso de revenda, assumido pelo comprador, ou venda com compromisso de recompra, assumido pelo vendedor.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: CORRETA.
-> Nosso gabarito: ERRADA.
• RECURSO:
Resolução nº 3.339. Capítulo I – DAS OPERAÇÕES E DOS TÍTULOS, Art. 1º – Subordinam-se às normas deste regulamento seguintes tipos de operações com títulos de renda fixa:
I – operações com compromisso de recompra com vencimento em data futura, anterior ou igual à do vencimento dos títulos objeto operação: II – operações com compromisso de revenda com vencimento em data futura, anterior ou igual à do vencimento dos títulos objeto da operação:
a) compra com compromisso de revenda assumido pelo comprador, conjugadamente com compromisso de recompra assumido pelo vendedor, para liquidação em data preestabelecida;
b) compra com compromisso de revenda assumido pelo comprador, conjugadamente com compromisso de recompra assumido pelo vendedor, para liquidação a qualquer tempo durante determinado prazo, a critério de qualquer das partes, conforme previamente acordado entre essas;
c) compra com compromisso de revenda assumido pelo comprador, liquidável a critério exclusivo do vendedor, em data determinada ou dentro de prazo estabelecido. No teste utilizou-se OU quando o correto seria E por tratar-se na legislação de CONJUGADA.

CDC – Lilian Novakoski

QUESTÃO: O envio de cartão de crédito ao cliente de instituição financeira, sem prévia solicitação, é considerado como prática irregular (vedada) de acordo com a resolução em apreço.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: CORRETA.
-> Nosso gabarito: ERRADA.
• RECURSO:
Conforme elencado em correção, o envio de cartão sem solicitação é prática abusiva, vedado pelo Código de Defesa do Consumidor (e neste ponto pautei que poderia parecer como correta a alternativa, como veio ocorrer) porém, a questão determina de acordo com a resolução CMN/BACEN 3.694/2009.
O inciso VI do artigo 1º da Resolução, em redação vigente no ano de 2010 determinava que:
Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem contemplar, em seus sistemas de controles internos e de prevenção de riscos previstos na regulamentação vigente, a adoção e a verificação de procedimentos, na contratação de operações e na prestação de serviços, que assegurem:
VI – o encaminhamento de cartões de crédito ao domicílio do cliente somente em decorrência de sua expressa solicitação. (Incluído pela Resolução nº 3.919, de 25/11/2010.)
Porém, este inciso foi revogado pela Resolução 4.283/2013, vejamos a redação atual:
Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, na contratação de operações e na prestação de serviços, devem assegurar: (Redação dada pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
VI – a possibilidade de tempestivo cancelamento de contratos; (Redação dada pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
Portanto, de acordo com a resolução vigente, não existe mais uma vedação expressa, mesmo que considerada prática abusiva perante o Código de Defesa do Consumidor.

Legislação – Adriano Marcon

QUESTÃO: Logo depois de ter sido demitida por justa causa da empresa securitária onde trabalhou por dez anos, Ana solicitou o seguro-desemprego, benefício que ela recebeu por dois meses, período após o qual lhe foi feita uma proposta de emprego condizente com sua qualificação e com remuneração equivalente à de seu emprego anterior. Nessa situação, caso Ana recuse a referida proposta, o seguro-desemprego deverá ser cancelado.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: CORRETA.
-> Nosso gabarito: ERRADA.
• RECURSO:
Ocorre que, nos termos do artigo 2º, inciso I, da Lei n. 7.998, de 1990, o Programa do Seguro Desemprego tem por finalidade prover assistência financeira temporária apenas ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa causa, inclusive a indireta.
Da mesma forma, o artigo 3º, da Lei n. 7998, de 1990 deixa bem claro que somente o trabalhador dispensado sem justa causa terá direito ao benefício do seguro-desemprego.
Assim, figura incorreta aquela questão, pois na mesma consta a informação de que a trabalhadora havia sido “demitida por justa causa da empresa securitária onde trabalhou”, ou seja, ela cometeu uma falta que levou ao término do contrato, não havendo que se falar, portanto, em direito ao seguro-desemprego.
Como esta banca já bem observou diversas vezes em outras provas, em se tratando de questão objetiva, qualquer informação que não esteja de acordo com a legislação de regência, mesmo que contenha outros elementos válidos, deve ser considerada errada.

Língua Portuguesa – Pablo Jamilk
QUESTÃO: De acordo com o texto, são competências complementares de um profissional de TI a disposição para aprender continuamente e a correta percepção do ambiente profissional onde ele vai atuar.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: CORRETA.
-> Nosso gabarito: ERRADA.
• RECURSO:
Rogo pela anulação da questão, pois há inconsistência em relação ao que o gabarito preliminar trouxe. Se houver uma análise criteriosa do que está no texto, não há menção alguma à noção de competência complementar (o termo “complementar” não é mencionado no texto). Não é possível advogar que o candidato deveria inferir essa informação da leitura do texto, pois o comando da questão menciona expressamente: “de acordo com o texto, são competências complementares de um profissional…” Além disso, o que se infere da leitura é que tais competências não são complementares, mas sim fundamentais, pois, de acordo com o próprio texto: “Independentemente da formação, o profissional de TI tem de estar comprometido com o aprendizado contínuo e interessado em trabalhar com gestão de projetos, saber se comunicar e trabalhar em diversas equipes”, diz o gerente de carreiras Marcos Vono. Ora, se o profissional de TI, independentemente da formação deve ter a competência de aprender continuamente, essa não é uma competência complementar.

Ética – Júlio Raizer 
QUESTÃO: A afirmação de que o trabalho desempenhado pela CAIXA é importante para a sociedade e a compreensão de que sua missão envolve a promoção do desenvolvimento social e urbano do país são marcadores da missão desse órgão.

-> Gabarito preliminar Cespe/UnB: CORRETA.
-> Nosso gabarito: ERRADA.
• RECURSO:
A questão acima erra, quando diz que ambas definições fazem parte da missão do Código de Ética da Caixa Econômica Federal. Isso é uma inverdade, uma vez que de acordo com o próprio Código referido, a CAIXA define a missão como:

Missão
Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País, como instituição financeira, agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado brasileiro.

Quanto ao trabalho da empresa ser importante para a sociedade, observamos tal afirmação nos VALORES do Código de Ética, e não na missão. Abaixo a descrição dos valores da empresa:

Valores:
Nosso trabalho é importante para a sociedade.

Portanto, pedimos a anulação da questão, por ser o gabarito completamente errado, uma vez que o próprio Código da CAIXA descreve de maneira incontestável os pontos objetivados pela Missão e Valores.

Via http://blog.alfaconcursos.com.br/confira-os-recursos-para-a-prova-da-caixa-2014/

Anvisa volta a suspender venda de marcas de whey protein

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (3) duas resoluções que proíbem a distribuição e comercialização em todo o território nacional de lotes de duas marcas de suplemento proteico para atletas.

A suspensão ocorre após irregularidades detectadas nos produtos após testes feitos pelo Instituto Adolfo Lutz.

Receberam o veto da Anvisa o lote 02060513 do suplemento Body 100% Whey, sabor chocolate, fabricado pelas Indústrias Body Nutri de Alimentos, e o lote 0032221 do Super Whey 100% Pure, sabor baunilha, da Integralmédica S/A Agricultura e Pesquisa.

No caso do Body 100% Whey, a quantia de carboidratos estava acima do limite apresentado no rótulo e a de proteínas abaixo do divulgado. Além disso, foram encontrados cacau, milho e mandioca no produto. Todos esses elementos não estavam declarados na lista de ingredientes.

Segundo o gerente comercial das Indústrias Body Nutri de Alimentos, Felipe Gabriel Pereira, toda a linha do Body 100% Whey foi retirada do mercado ainda em 2013 e substituída por uma nova marca. A medida ocorreu após a constatação de irregularidades no produto.

Quanto ao Super Whey 100%, a quantidade de carboidratos estava 20% maior ao anunciado na embalagem. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Integralmédica S/A deve retornar mais tarde com uma posição.

Em fevereiro, a Anvisa proibiu a venda de 20 lotes de suplementos alimentares usados por quem faz exercícios físicos. A agência recebeu denúncias de consumidores que compraram o produto e engordaram.

(G1 Bem Estar)

Exploração sexual infantil em Fortaleza vira reportagem na Rede CNN

Em decorrência da proximidade da Copa do Mundo no Brasil, a rede internacional de notícias americana CNN citou nessa quarta-feira, 2, a situação do turismo sexual voltado para a exploração de crianças e adolescentes em Fortaleza. A reportagem começa descrevendo o cenário nos arredores do castelão, e classifica a cidade como um ”imã para o turismo sexual”. 
A equipe conversou com agentes sociais que explicaram que desde de que o país foi eleito como sede do Mundial, o governo tem tentado diminuir a prática entre menores de idade, já que para os maiores de dezoito anos a prostituição é legalizada no Brasil. De acordo com a CNN, a policia local se recusou a dar entrevistas e expôs críticas da população de que as autoridades não estão procurando soluções para o problema, mas que estão apenas o tirando o foco das crianças e adolescentes explorados sexualmente.
Um dos fatores apontados como causa da exploração foi a grande difusão de pobreza na região. Foram entrevistadas meninas que começaram a se prostituir entre doze e dezessete anos de idade,em alguns casos por consideraram um dinheiro fácil e em outros as vítimas são encaminhadas pelos próprios pais. A promotora de justiça Antonia Lima Sousa, explanou que estas meninas vem de uma cultura extremamente pobre, de exclusão social, onde há um grande desrespeito pelas mulheres. São exibidos também, projetos sociais de escolaridade básica e treinamento profissional direcionado a meninos e meninas vítimas de exploração sexual.

(O Povo Online)

 

 

 

Supremo fez um imenso favor ao PSDB e deu um péssimo exemplo ao Brasil

Por

Favor supremo

O Supremo Tribunal Federal fez um imenso favor ao PSDB. Livrou Eduardo Azeredo, do PSDB-MG, de responder, perante o STF, pelos crimes de que é acusado, no chamado “mensalão tucano”.

Alívio para o réu e seu candidato, Aécio Neves. Eles podem comemorar, quem sabe, com um vinho da mesma marca que Merval Pereira e Carlos Alberto Sardenberg apostaram, na CBN, em tom de chacota, para se enebriar com a prisão dos petistas. “Tim-tim”! Um brinde aos dois pesos e duas medidas.

Comparada à fúria com que tratou os petistas na Ação Penal 470, a sessão que tirou Azeredo da reta do Supremo marcou a volta da tranquilidade e da troca de gentilezas às quais a Suprema Corte já parecia desacostumada.

Ninguém bateu boca, ninguém insultou ninguém. Nada como um julgamento de tucano para que os ministros do STF demonstrem que todos estão entre amigos, e o quanto suas excelências são homens cordiais, e não chefes de capangas. Águas passadas, pelo menos, até que apareça outro petista na reta.

Em ano eleitoral, a decisão vale ouro. O STF aliviou para Azeredo, que viu seu processo voltar à estaca zero. Agora, vai responder perante um juiz de primeira instância. Depois, poderá recorrer indefinidamente, até ver sua ação retornar, mais uma vez, ao Supremo.

Quando isso acontecer, muitos dos atuais ministros não mais estarão por lá. Os remanescentes, com mais cabelos brancos, ou cabelo algum, terão que reavivar a memória ou fazer um Google para relembrar quem é Azeredo e o que disseram a seu respeito.

Aécio e o PSDB, ao contrário do que aconteceu com o PT, enfrentarão as urnas sem um condenado enclausurado para ser utilizado pela campanha adversária. Melhor, impossível.

Péssimo exemplo para a Justiça brasileira

O inquérito e a ação penal contra Azeredo tornaram-se um péssimo exemplo para a Justiça brasileira. Para quem dizia que a AP 470 era um divisor de águas, a ação penal contra Eduardo Azeredo foi uma ducha de água fria.

As denúncias contra o tucano vieram à tona no mesmo ano de 2005 e pelo mesmo Marcos Valério, pivô do escândalo contra os petistas. Tudo na mesma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI “dos Correios”.

Por alguma razão misteriosa, enquanto a PGR autuou o inquérito contra os petistas em 2007, o de Azeredo só foi providencialmente enviado em 2009.

Agora é tarde para julgar Azeredo

O então Procurador, Roberto Gurgel, demorou quatro anos para constatar o óbvio: que o mensalão tucano “retrata a mesma estrutura operacional” e “envolve basicamente as mesmas empresas do grupo de Marcos Valério e o mesmo grupo financeiro (Banco Rural)” que estavam presentes na AP 470. Quatro anos para se chegar a essa conclusão banal merecem um sorvete na testa.

A única diferença substancial entre os dois escândalos era justamente o tempo. As acusações contra Azeredo eram do século passado. Se referiam à sua campanha a governador em 1998.

Tivesse Gurgel dado prioridade à acusação mais antiga, os principais crimes de que Azeredo é acusado não estariam prescritos.

No STF, o inquérito contra Azeredo virou a Ação Penal 536. Seu primeiro relator foi ninguém menos que Joaquim Barbosa.

Barbosa, sem alarde, sem esbravejar, declarou Azeredo livre do crime de formação de quadrilha “até mesmo porque já estaria prescrito pela pena em abstrato”, disse no voto em que se desmembrou aquele processo.

Azeredo também está livre de ser julgado por corrupção ativa e corrupção passiva. Tudo prescrito, graças à demora da Procuradoria e ao “cochilo” do STF.

Contra o tucano, ninguém gritou pela urgência dos prazos, ao contrário do que fez Gilmar Mendes com Joaquim Barbosa, publicamente acusado de demorar demais a trazer os petistas a julgamento.

Sobre Azeredo, apareceu um Joaquim Barbosa de cabeça baixa e discurso modorrento, que esboçou uma desavença meramente protocolar com a decisão de tirar  do Supremo o julgamento desse acusado.

Barbosa, mais uma vez, jogou para a plateia, sem antes sonegar um fato tão concreto quanto seu apartamento em Miami: o julgamento de Azeredo, seja onde for, não levará a nada.

A impunidade já está sacramentada, em grande medida, com o festival de prescrições que o ex-Procurador e o Supremo lhe deram de presente. Belo trabalho.

Critério claro e cristalino

Foi uma tarde triste para o Supremo, mas Joaquim Barbosa sequer se deu ao trabalho de franzir a testa. Nem gastou sua saliva para cuspir uma única diatribe.

De maneira patética, a maior parte da sessão que livrou Azeredo foi gasta com a tentativa de se dizer que haverá algum critério para novos julgamentos em que acusados renunciem a seus mandatos. Critério?

Marco Aurélio Mello foi o primeiro a reagir que não se pode obrigar os ministros do Supremo a decidirem sempre do mesmo jeito.

Luís Roberto Barroso pediu, encarecidamente, a compreensão de todos para se dar uma resposta à opinião pública. Como explicar que se julgou os petistas de um jeito, e os tucanos, de outro? Como evitar que isso seja considerado um casuísmo? Impossível. Casuísmo feito, casuísmo é.

Resultado? A sessão acabou sem se definir critério algum. Para contribuir com a discussão, Joaquim Barbosa reclamou que estava atrasado para um evento.

Assim sendo, o único e verdadeiro critério já está claríssimo. Só não vê quem não quer. Para ser condenado, o réu tem que ser filiado ao PT, de preferência, ou ter sido apoiador de algum de seus governos.

Enquanto isso, os tucanos colecionaram mais um caso em que foram acusados de inúmeros crimes, mas tudo ficou por isso mesmo.

(*) Antonio Lassance é cientista político.

Banco é condenado ao pagamento de R$ 300 mil por dano moral coletivo

A Justiça julgou procedente ação proposta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Várzea Grande, e condenou o Banco do Brasil ao pagamento de R$ 300 mil a título de dano moral coletivo por descumprimento da “Lei da Fila”.

O dinheiro será revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor.    De acordo com a sentença, a instituição bancária deverá promover as adequações necessárias para que os consumidores sejam atendidos no prazo máximo de 15 minutos em dia normais e 30 minutos em véspera e um dia depois de feriado.

Nos bilhetes de senhas deverão constar impresso os horários de retirada e do efetivo atendimento.

Segundo o promotor de Justiça Rodrigo de Araújo Braga Arruda, também foi estabelecido ao banco que providencie em todas as agências localizadas na cidade assentos nos locais de espera pelo atendimentos dos caixas em número compatível com a demanda de clientes. “Pelo menos 10 cadeiras para atendimento prioritário aos idosos, gestantes, acidentados e para pessoas com deficiência e com criança de colo deverão ser oferecidas”, explicou o promotor de Justiça.

As agências deverão, ainda, disponibilizar, durante o expediente bancário, atendentes para orientar os consumidores e garantir nos caixas eletrônicos o respeito ao direito de preferência das pessoas deficientes, idosas, lactantes e acompanhadas de criança de colo. A estrutura física também deverá ser melhorada. Além de banheiros masculino e feminino, deverão ser disponibilizados bebedouros com copo descartável e estacionamento gratuito.    “Os pedidos do Ministério Público foram todos acatados. A Justiça não acolheu os argumentos apresentados pela defesa do Banco do Brasil em relação a suposta inconstitucionalidade da Lei Municipal 2.757/2005 que dispõe sobre o assunto.

A justificativa de que o banco encontraria limitações para adequar o seu quadro de funcionários, bem como efetuar as instalações materiais necessárias nas agências, por integrar a administração indireta, também foi refutada”, explicou o promotor de Justiça.

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