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Itaú paga PLR e PCR de R$ 2.080 no dia 17 e diferenças no dia 27/10

Em resposta ao ofício enviado pela Contraf-CUT na última quinta-feira (9), o Itaú comunicou na tarde desta segunda-feira (14) que efetuará o pagamento da antecipação da PLR junto com o programa da Participação Complementar de Resultados (PCR) de R$ 2.080 na próxima sexta-feira (17). Já as diferenças de salário e de vales refeição e alimentação serão acertadas na folha de outubro, no próximo dia 27.

No documento enviado ao Itaú, a Contraf-CUT solicitou que os valores fossem logo depositados, como forma de valorização dos trabalhadores. Pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada nesta segunda-feira entre as entidades sindicais e a Fenaban, os bancos têm prazo de até 10 dias para pagar a primeira parcela da PLR, isto é, até o dia 23 de outubro.

“Tanto a PLR como o PCR, assim como o reajuste de 8,5% nos salários, 9% no piso e 12,2% no vale refeição, são importantes conquistas econômicas da Campanha Nacional dos Bancários 2014″, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

PLR

A antecipação da PLR é formada por regra básica e parcela adicional.
A regra básica da PLR corresponde a 54% do salário mais valor fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco no primeiro semestre de 2014, o que ocorrer primeiro.

Já a parcela adicional da PLR corresponde a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre com distribuição linear entre os funcionários, limitado a R$ 1.837,99.

A segunda parcela da PLR deve ser paga até o dia 2 de março de 2015.

PCR

O acordo coletivo de PCR foi aprovado em assembleias dos funcionários do Itaú em todo o país em outubro de 2013, com valores de R$ 1.950 naquele ano e R$ 2.080 em 2014. O montante deste ano é 6,67% maior que o do ano passado. O pagamento é integral, ou seja, não sofre desconto da PLR.

Fonte: Contraf-CUT

Campanha Salarial dos Bancários: CCT e aditivos assinados; PLR vem em até 10 dias

São Paulo – O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) assinaram na segunda 13 a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Os direitos, válidos para bancários de todo o Brasil, preveem aumento real para salários, PLR e auxílios, além da valorização maior no piso e vale-refeição (veja quadro).

Também foram assinados os acordos aditivos específicos dos bancários da Caixa Federal e do Banco do Brasil.

“Foi uma campanha mais rápida, com melhor resultado para os trabalhadores que no ano passado. Conquistamos mais um ano de aumento real, valorização do piso e avanços nas cláusulas sociais, notadamente no combate às metas”, afirmou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, durante a cerimônia de assinatura. “Esse é um momento importante,
que começou com a consulta sobre as prioridades dos bancários, as conferências estaduais e a nacional, a entrega da pauta. É importante que o processo de negociação avance a cada ano, com resultado cada vez melhor para a categoria.”

> Cláusula para acabar com as metas
> Aumento real maior que outras categoria

Como a data-base é 1º de setembro, os bancários têm diferenças salariais e nas verbas a receber retroativas a essa data (veja abaixo).

Antecipação da PLR – Em até dez dias após a assinatura do acordo, os bancos têm de pagar a antecipação da PLR.

BB – O banco anunciou que creditaria a PLR ainda na segunda.

Bradesco – O crédito será feito no dia 17.

Itaú – Os bancários do Itaú recebem PLR e Programa Complementar de Remuneração (PCR), de R$ 2.080, no dia 17.

> Bradesco e Itaú pagam PLR dia 17

Caixa – O pagamento será no dia 20.

> Antecipação da PLR da Caixa vem no dia 20

HSBC – Após cobrança do movimento sindical os bancários do HSBC receberão R$ 3 mil de participação nos resultados do trabalho: R$ 2 mil que têm de ser pagos em até 10 dias e os outros R$ 1 mil em fevereiro de 2015.

> Luta garante valorização no HSBC

Dias parados – Os sete dias de greve não serão descontados. O Comando Nacional dos Bancários garantiu compensação das horas, de forma que mais da metade do tempo parado será anistiado.

> Dias parados não serão descontados

Assim, quem tem jornada de seis horas compensará até uma hora por dia de 15 a 31 de outubro. Para os que trabalham oito horas, até uma hora por dia entre 15 de outubro e 7 de novembro. Isso vale para bancos privados, Caixa e BB.

(Sindicato dos Bancários de SP)

Marina Silva: Discurso de nova política encobre projeto de poder de antigas oligarquias econômicas

por Helena Sthephanowitz, Rede Brasil Atual

Foi curiosa a entrevista de Maria Alice Setúbal, sócia e irmã do presidente do Banco Itaú, e ex-coordenadora da campanha de Marina Silva (PSB), para o jornalista Fernando Rodrigues, na Folha de S.Paulo de ontem (22). Apesar de deixar mais dúvidas do que esclarecimentos, em um ponto foi bastante explícita, ao falar de economia com o objetivo de tranquilizar o mercado financeiro.

Primeiro disse ter compromisso de dar independência ao Banco Central. Afirmou ainda que os economistas gurus de Marina dão aval ao mercado financeiro, por suas posições pró-mercado. Mesmo tendo banqueiros como André Lara Resende na equipe, e ela própria ser uma banqueira, ou, como diz a imprensa, herdeira, por não exercer cargos executivos, Neca Setúbal, como é conhecida, disse que falta acrescentar gente com perfil de operador do mercado, o que deve ocorrer ao longo da campanha.

Talvez o tal operador de mercado seja o irmão Roberto Setúbal, presidente do Itaú, ou, para não dar muito na cara, alguém indicado por ele. Já a candidata Marina Silva, afiada com o discurso dos banqueiros, promete Banco Central autônomo por lei.

As declarações preocupam, porque o conceito de independência do Banco Central leva à pergunta: independência de quem? Ou o presidente do Banco Central responde à nação, podendo a soberania popular demiti-lo através de seu representante eleito para presidência da República, ou responde apenas ao próprio mercado financeiro, cujo capital hoje é apátrida, globalizado e sem compromisso com nenhum projeto nacional.

Os países em desenvolvimento que estão sendo bem-sucedidos, em geral, mantêm controle estatal sobre o Banco Central. A entidade tem sua autonomia para fazer uma governança técnica, mas não foge à obrigação de ter de prestar contas e mostrar desempenho satisfatório à nação, e não apenas a corporações financeiras privadas.

A proposta de Marina Silva significa uma privatização do Banco Central, portanto privatização do próprio dinheiro, da gestão da dívida pública e das reservas. Os bancos privados, em vez de serem regulados pelo Banco Central, passariam a controlá-lo, e sabemos bem quais são os interesses que seriam saciados antes de tudo.

Por trás do discurso, mais teórico do que prático, sobre uma suposta nova política, Marina Silva carrega consigo todo o retrocesso de dar plenos poderes a antigas oligarquias econômicas que enriqueceram muito desde a ditadura e depauperaram o povo brasileiro através de políticas perversas de concentração de renda às custas da exploração do suor da maioria da nação.

Marina traz de volta toda a política econômica da chamada privataria tucana, que colocava no Banco Central a figura do operador de mercado que Maria Alice Setúbal sugere, e toda a nação tinha de entregar ao altar do mercado sua cota de sacrifício. Fez parte dessa cota a venda da Vale a preço de banana, de fatias da Petrobras da mesma forma, o arrocho nos salários e aposentadorias, a venda da Telebrás arrecadando menos do que o investido para “saneá-la”, a entrega dos bancos estaduais aos bancos privados e estrangeiros em vez de incorporá-los ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal.

Por pouco não foram entregues também estes dois bancos públicos, e geradoras de energia como Furnas e Eletrobrás. A volta da privataria em um governo de Marina assanha aqueles que querem concluir o serviço. E hoje a cobiça é muito maior, com a Petrobras tendo o pré-sal, e o Banco Central administrando reservas de US$ 380 bilhões. Imagine essa montanha de dinheiro público colocada nas mãos de operador de mercado privatista?

Marina fala de um suposto purismo político, mas no escurinho dos bastidores da campanha corre o mais sinistro toma lá dá cá que se pode considerar, que é com o chamado mercado.

Curiosamente, Maria Alice Setúbal deixou escapar em sua entrevista que já captou uma corrida de doadores de campanha querendo financiar a campanha de Marina. É a corrida do ouro.

Bancária receberá R$ 160 mil por perseguições após licença para tratar câncer

Uma bancária que sofreu sucessivas transferências e foi rebaixada de função ao retornar ao trabalho após nove meses de licença para tratar câncer de mama receberá R$ 160 mil por dano moral. O Itaú Unibanco S/A tentou trazer ao TST sua pretensão de reduzir o valor da condenação, mas a Quinta Turma rejeitou seu agravo de instrumento, por concluir que o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) decidiu com base nas provas e, ao fixar o valor da indenização, considerou a extensão do dano, a condição econômica das partes e o grau de culpa do banco.

O Itaú foi condenado pelo juízo da Vara do Trabalho de Almenara (MG) a indenizar em R$ 50 mil a bancária por dano moral, por considerar que houve abuso no poder diretivo do banco, que “atuou de forma discriminatória e sem qualquer comprometimento social para com aqueles trabalhadores que tiram licença por motivo de saúde”.

Perseguição

Admitida em 1979 como escriturária, a trabalhadora foi caixa e depois gerente operacional, até ser demitida em 2011. Nos últimos quatro anos de contrato, disse ter sofrido perseguições da chefia. A licença para tratamento do câncer ocorreu em 2006, e, em fevereiro 2007, quando retornou, ainda abalada e com quadro depressivo pela retirada da mama e pelos tratamentos, foi transferida para Governador Valadares.

Na reclamação trabalhista, ela afirma que “implorou à chefia” para não ir, devido à necessidade de estar próxima da família, mas não foi atendida. A partir daí, segundo ela, as perseguições aumentaram: foi rebaixada de função e deslocada para várias cidades da região, cobrindo férias de funcionários de agências pequenas, sempre como caixa. De 2008 a 2011, foram 18 transferências.

Tendo como parâmetro depoimentos de testemunhas, o juízo concluiu que havia discriminação por parte do banco em relação aos empregados afastados por longo período, que eram deslocados para atividades menores, transferidos de agência e submetidos a extrema pressão psicológica.

Contra a sentença as partes recorreram ao TRT-MG – a bancária para aumentar o valor da indenização, e o Itaú para ser absolvido. O Regional constatou que houve “verdadeiro abuso do poder diretivo” por parte do banco, e elevou para R$ 160 mil o valor da indenização.

O agravo de instrumento pelo qual o Itaú pretendia destrancar seu recurso de revista e levar o caso à análise pelo TST foi desprovido pela Quinta Turma. O ministro Emmanoel Pereira, relator do agravo, reiterou ser incabível recurso de revista ou embargos para reexaminar fatos e provas, conforme estabelecido na Súmula 126 do TST.

A decisão foi unânime. O Itaú opôs embargos de declaração, ainda não examinados pela Turma.

(Lourdes Côrtes/CF)

Processo: AIRR-1140.05.2012.5.03.0046

Itaú é réu de batalha jurídica em Nova York

A gestora de recursos americana Cartica Capital tem sido dura ao se manifestar contra os termos da fusão entre a unidade do Itaú no Chile e o banco chileno Corpbanca, que resultará no Itaú CorpBanca. A operação, anunciada em janeiro, envolve uma capitalização de US$ 652 milhões por parte do Itaú, que lhe conferirá 33,58% de participação na nova empresa.A holding Corpgroup, atual controladora do CorpBanca, deterá 32,92%, e os minoritários da companhia chilena ficarão com os 33,5% restantes.

Para a Cartica Capital, acionista minoritária que possui 3,2% das ações do Corpbanca, a arquitetura da operação favorece Álvaro Saieh, dono da CorpGroup, em detrimento dos minoritários. A gestora defende que, apesar de a relação de troca de ações do Corpbanca por papéis do Itaú Corpbanca não oferecer vantagens ao controlador, Saieh receberá diversos outros benefícios que os demais acionistas não terão. Dois deles: o direito de indicar membros para a administração e para o conselho; uma cláusula que prevê a compra das ações da CorpGroup (put option) caso os dividendos sejam reduzidos em mais de US$ 120 milhões nos próximos oito anos.

Em junho, a Cartica, que já estava processando o CorpBanca e Saieh, resolveu incluir o Itaú como parte do recurso em andamento na corte de Nova York. De acordo com a gestora, tanto Saieh como o Itaú e o Corpbanca retiveram continuamente informações relevantes e falharam em corrigir pronunciamentos equivocados relativos à fusão e a decisões operacionais do Corpbanca. Um exemplo é um empréstimo de US$ 950 milhões concedido pelo Itau BBA à holding controladora — mais tarde, soube-se que o valor correto era US$ 1,2 bilhão. A Cartica afirma ainda que a escolha de realizar a fusão com o Itaú, apesar de haver outras instituições interessadas, foi apresentada de forma pouco transparente.

Via http://www.capitalaberto.com.br/

Itaú é multado por querer reduzir tempo de férias de funcionários

O Itaú Unibanco foi condenado em R$ 21 milhões pela 5ª Vara da Justiça do Trabalho de Florianópolis por dano moral coletivo por não permitir que os funcionários tirem 30 dias de férias, exigir horas extras em número superior ao limite legal e cortar intervalos.

A decisão obriga que a instituição financeira permita que os funcionários tirem 30 dias de férias, impedindo a indução da conversão de dez dias em abono.

De acordo com a Justiça, foram verificadas jornadas de trabalho das 8h às 19h ou mais, com intervalo de 20 minutos a uma hora. A jornada legal dos bancários é de seis horas, com 15 minutos de intervalo.

Segundo o processo, a empresa concedia aos empregados o título de gerente para “se esquivar” das normas bancárias, o que diferenciaria a sua jornada. Contudo, os trabalhadores não contavam com poderes gerenciais nas agências, informa o MPT.

Procurado às 18h30 desta terça-feira (15), o Itaú Unibanco afirmou não querer se posicionar.

(Folha do Sertão)

 

Assembleia debate adequações ao Estatuto do Sindicato dos Bancários do Ceará

Em cumprimento a uma proposta de campanha eleitoral da atual gestão do Sindicato dos Bancários do Ceará, a entidade realiza no próximo dia 21/3, às 18h30 em primeira convocação e às 19h em segunda convocação, assembleia para apreciação de alterações no seu Estatuto.

A reforma é necessária para que sejam realizadas adequações ao Código Civil e a normas e portarias do Ministério do Trabalho e Emprego. Contempla também atualizações necessárias à continuidade do processo de luta da categoria e de gestão da entidade.

Reformado em 1991, após 23 anos, o Estatuto necessita adequar-se às mudanças na legislação trabalhista do País. O Estatuto atual é omisso a algumas exigências do Código Civil e do Ministério do Trabalho, entre elas as portarias 186 (que estabelece procedimentos para concessão, alteração, cancelamento e gerenciamento do código sindical) e 326 (solicitação de registro sindical).

“Todos os grandes sindicatos, especialmente de bancários (DF, SP, MG, RJ, PE, PI), estão promovendo alterações estatutárias para se adequar às exigências legais do Código Civil, do Ministério do Trabalho e às necessidades de atuação com unidade de classe entre as categorias para enfrentar o patronato. Ou nós nos organizamos por ramo ou o patronato vai nos dividir”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Para apresentar essa proposta estatutária, a diretoria do Sindicato dos Bancários procurou utilizar de toda a transparência possível, publicando o edital de convocação da assembleia no Diário Oficial da União e em dois jornais de grande circulação. Além disso, no site do Sindicato (www.bancariosce.org.br), há, além do edital, o texto completo da proposta de mudança. Essa é uma forma de envolver o bancário, para que ele participe e se possa avançar na luta com a ajuda de todos.

De 1991 até os dias atuais, novos municípios foram criados ou desmembrados e a inclusão da representatividade desses locais no Estatuto do Sindicato é de fundamental importância sob pena de deixar desprotegidos, de fato e de direito, os trabalhadores dessas regiões.

Além disso, uma das propostas a serem apreciadas inclui a mudança no nome do Sindicato e também na sua área de atuação, para incluir todo o ramo financeiro. Essa medida englobaria os trabalhadores de financeiras, cooperativas de crédito e casas de câmbio que, a partir dessa mudança, poderiam se filiar ao Sindicato. Essa é uma necessidade estratégica no enfrentamento aos bancos nas suas tentativas de desqualificar a representação e retirar direitos desses trabalhadores.

Como se encontra hoje, o Estatuto não permite a filiação de bancários aposentados que não eram filiados à entidade quando na ativa. Essa alteração, permitindo a filiação de aposentados, traria para o Sindicato esses trabalhadores que, além de poder ser representado juridicamente, poderiam ainda aproveitar as vantagens oferecidas pelos convênios bem como outros benefícios de ser associado.

Ainda nessa discussão de representatividade, a reforma estatutária prevê a criação do Conselho de Delegados Sindicais. Essa medida é extremamente importante porque, de acordo com o precedente normativo nº 86 do TST e o artigo 543 da CLT, legitima a organização por local de trabalho em todos os bancos.

Também na reforma estatutária há uma preocupação com a necessidade de políticas relativas às mulheres, ao combate ao racismo, ao preconceito, à discriminação por etnia ou por orientação sexual diferenciada. Essa atuação seria viável com a criação da Secretaria de Igualdade e da Diversidade, voltada exclusivamente para essa questão.

Politicamente, a proposta de reforma estatutária a ser analisada no próximo dia 21/3 permite fortalecer a democracia, a representatividade e a participação dos bancários, além de modernizar a gestão do Sindicato em todas as suas ações.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Banco do Brasil bate Itaú e tem maior lucro da história

São Paulo – O Banco do Brasil anunciou, nesta quinta-feira, o maior lucro da história das instituições financeiras brasileiras, batendo pela primeira vez em três anos o Itaú.

O BB apresentou lucro líquido de 15,8 bilhões de reais em 2013, valor 29% superior ao de 2012. Com esse resultado, superou seu maior rival por 68 milhões de reais.

O recorde foi impulsionado principalmente pela “expansão dos negócios, contenção de despesas, assim como pelo impacto do IPO do BB Seguridade”, afirmou o comunicado. Só com este IPO, realizado no 2º trimestre, o banco ganhou lucros de 9,82 bilhões de reais.

Entre a expansão dos negócios citada está, também, a carteira de crédito ampliada, que cresceu 19,3% em um ano, e a carteira de crédito classificada, que subiu 18,6%.

Seu lucro líquido ajustado, ou seja, que não leva em conta itens extraordinários e, portanto, não considerou o IPO, não foi tão animador. Os 10,35 bilhões de reais foram 10,2% menores que o atingido em 2012.

Se forem comparados apenas o 4º trimestre de 2013 com o mesmo período do ano anterior, a queda ultrapassou os 23%.

Analistas já previam uma queda no trimestre e esperavam lucros para o período de 2,6 bilhões de reais, mas o Banco do Brasil chegou a 3,02 bilhões.

Os recordes batidos tanto pelo Banco do Brasil quanto pelo Itaú e o Bradesco, que também registraram altas nos lucros, ocorreu principalmente pela queda da inadimplência, que foi geral. No BB, a inadimplência em dezembro de 2013 chegou a 1,98%, ante os 2,05% em 2012. É o menor índice do mercado, que teve média de 3%. 

(Exame Online)

Santander antecipa a PLR para o dia 20 e Itaú, dia 27

Os funcionários do Bradesco receberam antecipadamente a segunda parcela da PLR nesta sexta (7). No dia 3 passado os funcionários do Citibank também já haviam recebido. A Convenção Coletiva de Trabalho determina que os bancos têm até o dia 03 de março para efetuarem o pagamento. A Contraf-CUT, no entanto, tem pressionado pela antecipação e alguns bancos já confirmaram as datas em que efetuarão os pagamentos. 

O Santander informou que pagará no dia 20 e o Itaú no dia 27. O HSBC ainda não se posicionou em relação à reivindicação.

O Banco do Brasil e a Caixa Federal, que têm regras próprias, se posicionarão apenas após a publicação de seus balanços. O resultado do BB do ano passado será divulgado no dia 13 e o da Caixa, segundo informação do banco público, só ocorrerá na segunda quinzena deste mês.

A PLR é composta por regra básica e parcela adicional. A regra básica, que é paga em duas parcelas, corresponde a 90% do salário do bancário mais R$ 1.694. A primeira parcela (54% do salário mais R$ 1.016) foi acertada no final do ano passado e a segunda tem de vir até 3 de março.

O montante a ser distribuído aos trabalhadores deve alcançar pelo menos 5% do lucro líquido do banco. Se isso não ocorrer, os valores são aumentados até que atinjam os 5% do resultado ou cheguem a 2,2 salários dos funcionários, o que ocorrer primeiro.

A parcela adicional equivale à distribuição de 2,2% do lucro entre os funcionários – ou seja, todos recebem o mesmo valor -, com limite de R$ 3.388. Do valor total será descontada a antecipação feita ao final da Campanha 2013.

PLR sem IR 

Desde o início de 2013, os bancários também podem comemorar a mordida menor do leão na PLR. Com a criação de tabela de tributação exclusiva, está garantida a isenção para quem recebe PLR de até R$ 6.270 e descontos menores a partir desse valor. A isenção era a partir de R$ 6 mil, mas o valor aumentou devido à correção de 4,5% na tabela do IR. Assim, todos pagam menos imposto, independentemente de quanto recebem como participação nos lucros.

Fonte: Contraf-CUT

Itaú deve indenizar gerente por pressões no trabalho

O Itaú deverá pagar uma indenização de R$ 30 mil ao gerente que após sofrer fortes pressões e cobranças no banco tentou se suicidar e atualmente está internado em uma clínica psiquiátrica, segundo informações do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O valor da multa foi reajustado pela oitava Turma do TST, que acolheu recurso do banco – o montante anterior era de R$ 150 mil.

Antes disso, a companheira do funcionário entrou com uma ação pedindo indenização de R$ 1,5 milhão, além de pensão mensal vitalícia com base no último salário (R$ 7 mil). 

Há 15 anos na instituição, o profissional foi considerado inapto para o trabalho, após excessivas jornadas de trabalho, ter alimentação fora do horário e sofrer cobranças dos supervisores para manter as metas de vendas sempre altas. Ele foi afastado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2006 e desde então tentou suicídio várias vezes até ser internado. 

Em contato com o Terra, o Itaú não se posicionou sobre o assunto, mas a decisão ainda pode ter recurso.

(Portal Terra)

 

 

 

Itaú tem o maior lucro da história dos bancos – de novo: R$ 15,8 bilhões

São Paulo – Pelo terceiro ano seguido, o Itaú bateu seu próprio recorde e registrou o maior lucro da história dos bancos. Em 2013, a instituição lucrou 15,8 bilhões de reais. O balanço foi divulgado nesta terça-feira.

O valor é 12,8% maior que o atingido no ano anterior, de 13,5 bilhões de reais. Em 2011, a marca chegou a 13,8 bilhões de reais.

Em 2013, o crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo aumento na carteira de crédito, que subiu 13,5% e chegou a 509,9 bilhões de reais. Os principais segmentos foram crédito consignado, imobiliário, grandes empresas e exterior, que compensaram a queda no crédito para compra de veículos.

Além disso, a inadimplência de créditos vencidos há mais de 90 dias chegou ao 3,7%, menor nível do banco desde 2008, quando ocorreu a fusão entre Itaú e Unibanco. Como consequência, as despesas com créditos de liquidação duvidosa caiu 22,4%.

E, finalmente, o resultado foi ajudado pelo aumento nas receitas de serviços e das operações de seguros.

(Exame Online

Receita Federal cobra R$ 18,7 bi em impostos do Itaú pela fusão com o Unibanco

O banco Itaú informou nesta segunda-feira que foi autuado pela Receita Federal na semana passada por uma dívida de R$ 18,7 bilhões referentes a impostos que não foram pagos por conta da fusão com o Unibanco, em 2008. A cobrança se deve a operação contábil da fusão e, segundo o próprio banco, a Receita aplicou uma multa de R$ 11,845 bilhões, relativo ao Imposto de Renda, e R$ 6,8 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), acrescidos de multa e juros.

No comunicado, o Itaú informa que vai recorrer junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e que considera remoto o risco de perda na cobrança. O banco ressalta ainda que a fusão feita em 2008 foi aprovada pelos acionistas das instituições e sancionada, posteriormente, pelas autoridades competentes.

O Itaú alega, conforme a nota divulgada no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que as operações realizadas em 2008 foram legítimas, “no estrito cumprimento dos requisitos normativos, e que continuará tomando todas as medidas necessárias à defesa de seus interesses e de seus acionistas”.

O banco ressalta ainda que a operação na forma sugerida pela Receita não encontra respaldo nas normas aplicáveis às instituições financeiras.

(Jornal do Brasil)

 

BANCÁRIOS DO ITAÚ TÊM PRAZO ATÉ DIA 17 PARA ADERIR AO VALE-CULTURA

O Itaú divulgou orientações aos funcionários sobre a adesão ao vale-cultura, conquistado na Campanha Nacional dos Bancários 2013 e que entrou em vigor no dia 1º de janeiro.

O valor mensal é de R$ 50,00 para salários até cinco salários mínimos (R$ 3.620) por mês e será repassado através de cartão magnético. Ao fazer a adesão, o funcionário terá os descontos previstos na lei e descritos no formulário apropriado.

O desconto e o crédito do vale-cultura serão realizados na data de pagamento do salário, no dia 27 ou no dia útil anterior de cada mês.

O recebimento ainda em janeiro está condicionado à adesão até o dia de fechamento da folha, o que ocorrerá no dia 17. Após essa data, o pagamento será feito somente em fevereiro. Não há possibilidade de pagamento retroativo.

Para receber este direito mensalmente é imprescindível fazer a adesão através do preenchimento do formulário, que deve ser enviado para:relacoessindicais@itau-unibanco.com.br ou através do fax (11) 5029-1174.

“O vale-cultura foi mais uma importante conquista da Campanha 2013, que registrou a maior mobilização dos últimos 20 anos e foi fundamental para garantir avanços frente à intransigência dos bancos”, salienta Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

 Contraf-CUT

Gerente do Itaú deixado de “castigo” receberá indenização de R$ 10 mil

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou o Itaú Unibanco S.A. a pagar indenização de R$ 10 mil a uma gerente de contas que ficou de “castigo” em casa, durante um dia, por não ter cumprido a meta estabelecida pelo chefe.

Contatado pelo UOL, o banco informou que “não comenta casos que ainda não transitaram em julgado”.

De acordo com relato da bancária, em abril de 2005, o gestor de uma agência do banco no Leblon, bairro da cidade do Rio de Janeiro, ordenou que ela e uma outra funcionária ficassem em casa porque não haviam ativado contas que ele pediu.

Testemunhas confirmaram o tratamento inadequado em relação à gerente e relataram que o superior hierárquico “diminuía todos os empregados”.

Para o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 1ª Região (RJ), ao tratar a bancária “de forma infantil perante seus colegas de trabalho e ordenando que ela ficasse em casa, por um dia, sem trabalhar”, o gestor teria aplicado à empregada um “castigo”.

Assim, o Regional julgou que o ocorrido causou prejuízo moral à gerente e condenou a empresa a pagar indenização no valor de R$ 1 mil.

A trabalhadora apelou ao TST e a Primeira Turma elevou o valor da indenização para R$ 10 mil.

Na avaliação do ministro Hugo Carlos Scheuermann, relator do recurso de revista, a quantia fixada pelo TRT, além de não compensar a trabalhadora pelo dano sofrido, “tampouco tem valia à finalidade pedagógica, mormente se considerarmos a potência econômica do Itaú Unibanco”.

(Uol)

 

“Meu avô teria me fuzilado”: a incrível história da neta negra de um carrasco nazista

Jennifer Teege

“Muita gente não consegue acreditar que essa história não é ficção”, comenta Jennifer Teege. Parece, de fato, um tanto absurdo uma mulher de pele escura, de 40 e poucos anos, contar que descobriu que seu avô era um notório criminoso nazista. Trata-se de Amon Leopold Göth, ex-comandante do campo de concentração de Plaszów, nas cercanias da Cracóvia.

O nome é conhecido até hoje. O filme A lista de Schindler, de 1993, narra a história de dois homens: enquanto Amon Göth mata judeus no campo de concentração, Oskar Schindler salva centenas deles, ao recrutá-los para trabalhar em sua fábrica, livrando-os, assim, do campo de extermínio.

Schindler foi honrado em Israel como “Justo entre as Nações”; Göth foi enforcado como criminoso de guerra na Polônia, em 1946. Um alemão e um austríaco, ambos nascidos em 1908: num deles a guerra enfatizou o lado bom; no outro, o mau.

Uma cena do filme de Steven Spielberg, em especial, fica marcada na memória: a partir da varanda de sua casa em Plaszów, Göth dispara contra os presos do campo. Sem mais nem menos. Ainda em vida, esse homem era considerado a acepção do assassino nazista sádico.

Jennifer, neta de Göth, registrou a saga de suas origens no livro Amon. Mein Grossvater hätte mich erschossen (“Meu avô teria me fuzilado”, em tradução livre), recém-lançado na Alemanha.

Choque de identidade

O pai dela é nigeriano e a mãe, alemã. Jennifer foi criada por uma família adotiva. Ela sabe bem o que acontece quando uma pessoa chama a atenção por ser diferente. “Já quando eu era criança havia comentários, também sobre a cor da minha pele, e na época isso mexia comigo”, relata à DW.

Ela estudou em Israel, onde também conheceu muitos sobreviventes do Holocausto. Lia para eles em alemão, e ficava feliz por, mesmo assim, nunca ser percebida como alemã. Ninguém poderia ter imaginado em Israel que justamente essa mulher de pele escura fosse descendente direta de um criminoso nazista.

Durante muito tempo, a própria Jennifer nada sabia de seu histórico familiar. Ela fora entregue ainda pequena à família de criação. No começo, sua mãe natural e a avó ainda a visitavam, depois o contato foi suspenso.

Somente aos 38 anos ela encontrou, por acaso, um livro onde reconheceu sua mãe. O tema era Amon Göth, capitão da SS e comandante de campo de concentração, e sua filha Monika – a mãe natural de Jennifer.

Culpa de geração para geração

Nesse ponto começa o livro escrito por ela juntamente com a jornalista Nikola Sellmair. Com o drástico título, a obra é o relato íntimo da busca de Jennifer por uma identidade, e fala do silêncio do pós-Guerra, cujos efeitos se estendem até hoje.

“Assumam o passado de vocês!”, exigiram as gerações mais jovens aos que haviam vivenciado ativamente o nacional-socialismo. “O que o próprio avô fez, muitos não sabem”, aponta a jornalista, que no livro situa historicamente a trajetória individual de Jeniffer. “Muitos filhos de nacional-socialistas de destaque oscilam entre a glorificação dos pais e o ódio ilimitado aos seus genitores.”

O filho de Rudolf Hess, vice de Adolf Hitler, passou a vida tentando reabilitar o pai. A sobrinha-neta do comandante supremo da força áerea nazista, Hermann Göring, preferiu esterilizar-se – “para não gerar mais um monstro desses”, como afirmou.

Monika Göth, a mãe de Jennifer, deu uma série de entrevistas sobre seu pai, onde oscilava entre o ódio a ele a justificação de seus atos. “Os filhos ainda processavam, elaboravam os crimes de seus pais. Já os netos reavaliam os comprometimentos de suas famílias”, analisa Nikola Sellmair.

Esse processo mantém os descendentes orbitando em torno da culpa de suas famílias; somente ao reavaliar o passado, os netos encontram o caminho para se libertar dele.

Vítima do silêncio

“É bem fácil se distanciar de Amon Göth, um símbolo tão forte do mal, e dizer: eu sou diferente”, admite Jennifer. “Mas existem nuances, o ser humano não é ‘bom’ ou ‘mau’.” Ela considera essa distinção importante, justamente para evitar a demonização. Pois, afinal, foi precisamente isso o que nutriu o nazismo.

Jennifer Teege assume a própria história familiar, olha as fotografias da avó – que passava temporadas com Amon Göth em sua casa no campo de concentração –; viaja para a Cracóvia, local dos crimes de seu antepassado; encontra-se com testemunhas da época; lê tudo o que lhe caia nas mãos a respeito do passado nazista; conversa com psicólogos.

“As pessoas pensam que aquilo sobre que não se fala não tem consequências. Mas, no meu caso, o silêncio teve um efeito destrutivo”, resume. Durante toda a vida, ela teve surtos de depressão, e hoje se sente bem. “A origem é fundamental para a própria identidade”, conclui.

Até o momento, a história familiar alemã esteve em primeiro plano para Jennifer. Mas, no futuro, ela pretende também conhecer a África. E viajar para a Nigéria, a pátria de seu pai natural.

Publicado originalmente na DW Brasil.

Justiça condena Itaú por discriminar bancários adoecidos em São Paulo

O juiz Ricardo Motomura, da 44ª Vara do Trabalho de São Paulo, condenou o Itaú a pagar R$ 1 milhão por políticas discriminatórias contra bancários adoecidos. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Trabalho, a partir de denúncia feita pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo.

De acordo com a decisão judicial, o banco deve cumprir integralmente as diretrizes do Ministério do Trabalho e Emprego que estabelecem requisitos ergonômicos para um ambiente de trabalho saudável aos funcionários. A decisão vale para todos os departamentos e agências localizados no Estado. O Itaú recorreu da decisão. 

Emissão obrigatória da CAT

Apesar da condenação em primeiro grau, vários resultados já foram definidos e representam uma grande vitória aos trabalhadores porque já precisam ser implementados. “Com a sentença, o banco passa a ser obrigado a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), mesmo que se trate de uma suspeita, e fica proibido de rescindir o contrato dos bancários acometidos por LER/Dort ou durante o auxílio doença e tratamento médico”, ressalta Maria Leonor, advogada do Sindicato. 

“Quando os bancários apresentavam o atestado médico, mesmo que tenha sido da rede médica conveniada, o banco não aceitava o documento e submetia o trabalhador ao médico da empresa, que por sua vez não reconhecia a enfermidade e consequentemente não encaminhava o trabalhador adoecido ao INSS. Por fim, o trabalhador acabava sendo demitido”, explica a assessora jurídica.

Descaso do banco

Segundo Leonor, a realidade é que os bancários têm vivido já há algum tempo uma situação em que ficam doentes em razão das condições de trabalho e em seguida são demitidos. “Esses trabalhadores entram no grupo preferencial para demissões. Isso tem acontecido até os dias atuais numa escala muito grande no Itaú. Eles recebem atestados médicos de trabalhadores com LER/Dort e, ao retornarem da licença médica, são submetidos a situações de constrangimento e humilhação, não encontram mais espaço no local de trabalho e são imediatamente demitidos depois que se encerra o período de estabilidade”, destaca.

Pausas de 10 minutos

A decisão judicial determina que o banco é obrigado a estabelecer pausas de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados para atividades repetitivas, em especial para os caixas. Essa é uma reivindicação histórica do Sindicato, objeto da campanha “Dez Minutos pra você”, explica Leonor. 

Programa de controle médico 

O Itaú deverá elaborar um Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO), que contenha a descrição detalhada de cada função exercida pelos seus funcionários, com os respectivos riscos e a periodicidade dos exames médicos.

O PCMSO deverá discriminar, por departamentos da empresa, o número e a natureza dos exames médicos, incluindo avaliações clínicas e exames complementares, estatísticas de resultados considerados anormais, assim como o planejamento do programa para o próximo ano, tomando como base as diretrizes do Ministério do Trabalho e Emprego.

Oito dias para implantação 

O Itaú também não poderá rescindir contrato de trabalho de empregados acometidos por LER/Dort e que estejam em tratamento de saúde, gozo de auxílio-doença ou reabilitação profissional.

O banco tampouco poderá submeter seus empregados enfermos ou com suspeita a procedimentos vexatórios ou discriminatórios, como situações de isolamento ou não delegação de tarefas, divulgação de dados médicos sigilosos e transferências sucessivas. O Itaú terá um prazo de oito dias para aplicar essas duas últimas determinações da Justiça.

Convenções da OIT

A fundamentação da denúncia do Sindicato foi tomada com base nas Convenções 155 e 161 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), bem como na declaração de direitos humanos e na constituição federal. “Lutamos pela implementação dessas convenções, que os bancos deveriam respeitar com a mesma força da constituição, porém são frequentemente violados”, conclui Leonor. 

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

 

Cade aprova sem restrições compra da Credicard pelo Itaú Unibanco

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a compra da Credicard pelo Itaú Unibanco, anunciada em maio por R$ 2,767 bilhões, de acordo com despacho publicado nesta quinta-feira (22) no “Diário Oficial da União”.

 

A operação envolveu a aquisição do controle do Banco Citicard, com uma carteira de crédito de R$ 7,3 bilhões ao fim de 2012 e com uma base de 4,8 milhões de cartões de crédito, além de 96 lojas da Credicard Financiamentos, compondo ativos totais de R$ 8 bilhões.

Em documento submetido ao Cade, o Itaú havia informado que a compra contempla “acréscimo de participação de mercado desprezível da perspectiva concorrencial (inferior a 5%) no segmento de cartões, e menor ainda no empréstimo pessoal (inferior a 0,6%), no crédito consignado (inferior a 0,1%) e no financiamento para aquisição de veículos (inferior a 0,01%).”

(Reuters)

ITAÚ DESDENHA DE MULTA APLICADA PELA RECEITA FEDERAL

247 – Depois de considerar “descabida” o auto de infração de R$ 18,7 bilhões aplicado contra a instituição pela Receita Federal, o Itaú Unibanco afirmou que não pretende fazer provisões para se proteger da autuação. O banco acredita que a chance de ter que pagar este valor ao final do processo é “remota”. O banco se disse surpreendido com o vazamento dessas informações, porque os dados eram protegidos por sigilo. 

Para o Itaú, houve um erro de mais de R$ 18 bilhões por parte da Receita na cobrança de impostos ao banco. Mas é difícil acreditar numa vitória do banco por 18 bilhões a zero em qualquer recurso. A Receita tem muitos documentos em mãos, o Itaú ainda não mostrou nenhum. O auto de infração recebido pelo banco questiona a forma como a integração entre Itaú e Unibanco foi realizada, e defende que fusão deveria ter apurado ganho de capital, com consequente tributação.

Confira matéria da Agência Reuters:
 
Itaú não fará provisões para autuação de R$ 18,7 bi da Receita
 
 

Natalia Gómez e Guillermo Parra-Bernal – A Receita Federal está cobrando do Itaú Unibanco cerca de 18,7 bilhões de reais em impostos atrasados relacionados à fusão que formou o maior banco privado do país em 2008, mas a instituição não pretende fazer provisões para se proteger da autuação.

O banco acredita que a chance de ter que pagar este valor ao final do processo é “remota” e por isso não fará provisões, afirmou à Reuters a vice-presidente responsável pela área jurídica do banco, Cláudia Politanski, que classificou a autuação de “descabida”

“Quando fizemos a operação, a estrutura societária utilizada foi a que melhor atendia aos interesses dos acionistas e foi ratificada por todas as autoridades que avaliaram, de forma tranquila, rápida, sem questionamentos”, disse a executiva.

Na ocasião, a operação de fusão dos bancos Itaú e Unibanco foi aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Itaú Unibanco , segundo a executiva, foi surpreendido com o vazamento das informações sobre a autuação, porque os dados eram protegidos por sigilo. “Foi inadequado este assunto ter vazado para a imprensa, mas achamos importante esclarecer para dar tranquilidade ao mercado.”

A Receita Federal está cobrando 11,845 bilhões de reais em Imposto de Renda e 6,867 bilhões de reais em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), acrescidos de multa e juros, disse Itaú Unibanco em comunicado divulgado nesta sexta-feira.

O auto de infração recebido pelo banco questiona a forma como a integração entre Itaú e Unibanco foi realizada, e defende que fusão deveria ter apurado ganho de capital, com consequente tributação.

O Itaú, segundo a executiva, incorporou ações do Unibanco, de modo que os acionistas do Unibanco se tornaram acionistas do Itaú. Posteriormente, as ações do Itaú foram incorporadas pela Itaú Holding.

O fisco, no entanto, entende que o processo deveria ter sido diferente. Segundo explicou a executiva, a Receita entende que os acionistas do Unibanco deveriam ter entregue suas ações por metade do valor de mercado para promover um aumento de capital da Itaú Holding. Em um segundo momento, a Itaú Holding deveria ter vendido estas ações para o Itaú pelo dobro do valor, apurando ganho de capital.

O Itaú Unibanco contesta este procedimento, pois acredita que não seria viável do ponto de vista legal. “A lei bancária não admite o aumento de capital de uma instituição financeira por meio de bens, mas apenas em dinheiro”, disse Cláudia.

Outro ponto questionado pelo banco é a entrega de ações dos acionistas do Unibanco por metade do valor de mercado. “Não faz sentido imaginar que os acionistas entregariam os papéis por metade do valor”, afirmou.

Segundo ela, o fisco criou uma estrutura que sequer poderia ter sido implementada pelo banco, e por isso está confiante de que a autuação não vai prosperar.

“O auto desconsidera tudo que fizemos e diz que a gente deveria ter feito a integração de forma diferente. O problema é que esta forma não tem o menor sentido econômico, é contrária à lei bancária e seria impossível de ser implementada.”

Procurada, a Receita Federal informou que não se manifesta sobre autuações por força de sigilo fiscal.

O Itaú Unibanco já protocolou sua defesa, que está em primeira instância na esfera administrativa.

O ação contra o Itaú foi divulgada quase um ano depois que a Receita afirmou que estava iniciando cobrança de 86 bilhões de reais em impostos atrasados, na maior ação de recuperação de débitos já realizada pelo órgão.

Em janeiro, a Receita cobrou mais de 6 bilhões de reais da mineradora MMX, da produtora de cosméticos Natura, da produtora de celulose Fibria e da empresa de logística Santos Brasil, em processos que incluíam recolhimento de Imposto de Renda e de Contribuição Social

Advogados tributaristas afirmam que a Receita tem sido bastante agressiva nas autuações. “Quem vê de fora pode pensar que o Brasil tem um terror fiscal instalado”, afirmou a sócia responsável pela área tributária do Tozzini Freire Advogados, Ana Cláudia Utumi.

De acordo com o sócio responsável pela área tributária do escritório Machado Meyer, Celso Costa, a operação do Itaú Unibanco incluiu um planejamento fiscal visando uma economia de impostos que não foi bem vista pela Receita.

O Goldman Sachs afirmou em relatório que a Receita tem tido sucesso em autuar empresas que se fundiram com o único objetivo de gerar ganhos fiscais. Em casos de fusões com real propósito econômico, a autoridade não tem tido o mesmo sucesso, informou o banco de investimento. “Acreditamos que a operação entre Itaú e Unibanco se enquadre na segunda categoria, o que reduz o risco para o capital do banco.”

A notícia levou as ações do Itaú Unibanco a fecharem em queda de 2,05 por cento nesta sexta-feira, ante alta de 1,24 por cento do Ibovespa.

(Edição Alberto Alerigi Jr. e Raquel Stenzel)

Itaú é autuado em R$ 18,7 bilhões por deixar de recolher imposto em fusão

O Itaú Unibanco informou nesta sexta-feira (16) que recebeu da Receita Federal auto de infração de cerca de R$ 18,7 bilhões em Imposto de Renda e contribuição social, referentes a valores que o banco teria deixado de recolher em 2008, quando ocorreu a associação entre os conglomerados financeiros Itaú e Unibanco. O banco diz que constestou a autuação.

Segundo comunicado divulgado ao mercado, a Receita cobra R$ 11,845 bilhões em Imposto de Renda e R$ 6,867 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, acrescidos de multa e juros.

A nota do banco explica que a Receita discorda da forma societária adotada para unificar as operações do Itaú e do Unibanco na época. No entendimento do Fisco, o Itaú Unibanco teria deixado de recolher os valores em 2008, afirma o comunicado.

O banco diz, contudo, que a operação da forma sugerida pela Receita não encontra respaldo nas normas aplicáveis às instituições financeiras.

“Neste sentido, a companhia contestou o auto de infração, afirmando serem apropriadas as operações realizadas, sendo descabido, portanto, o entendimento da Receita de que houve ganho tributável. A Companhia considera remoto o risco de perda no procedimento fiscal em referência, entendimento esse corroborado por seus advogados e assessores externos”, diz o comunicado enviado ao mercado.

O banco diz, ainda, que as operações realizadas em 2008 foram legítimas, aprovadas pelos órgãos da administração das empresas envolvidas e seus respectivos acionistas, e posteriormente sancionadas pelas autoridades competentes (Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central do Brasil e Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

(G1 SP)

Bancário do Itaú precisa ter “mãos de tesoura”

Banco cancela empresa de descarte de documentos gerados em agências e trabalhadores são encarregados de rasgar papeis com informações de clientes e jogar em lixo coletado pelo serviço público 

#issomudaomundo é o tema utilizado pelo Itaú em sua mais recente campanha publicitária. Mas, dentro das agências, o que muda mesmo é a saúde dos funcionários, só que para pior. Falta condição de trabalho, sobra insegurança, cobrança por metas abusivas e assédio moral. E os bancários também precisam se adequar a novas regras internas que são prejudiciais, levando-se em consideração a falta de tempo e também o retrocesso em tecnologia para trabalhar.

Isso porque a “nova moda” imposta pela administração da instituição financeira – que teve no primeiro semestre lucro maior que o Produto Interno Bruto (PIB) de 33 países –, é fazer com que seus funcionários picotem documentos com dados de clientes na mão e descartem no lixo comum, sem ajuda de qualquer máquina que picote os papéis.

A empresa comunicou sobre a padronização do expurgo de documentos nas agências, que mudou em 1º de agosto. Os documentos descartados diariamente nos cestos de lixo situados nos caixas, na gerência comercial e na retaguarda da área operacional e os documentos expurgados periodicamente passaram a ser destruídos na própria agência, pelos bancários. Antes, uma empresa de coleta especializada realizava o serviço.

“Os trabalhadores que não conseguem tempo nem para tomar água ou ir ao banheiro, agora terão de se virar para picotar papéis gerados por um banco que se diz sustentável. O ideal seria manter a coleta pela empresa especializada e destinar esse lixo para reciclagem para fazer valer o discurso sobre sustentabilidade. A ação do banco desrespeita tanto meio ambiente quanto os trabalhadores. É mais uma ajudinha do Itaú para que o bancário desenvolva lesões por esforços repetitivos. Isso muda o mundo de quem?”, questiona a diretora do Sindicato  dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Márcia Basqueira.

Para a dirigente, o tempo para atendimento de clientes, por exemplo, também será prejudicado. Ela alerta que os bancários da área operacional já precisam autenticar dentro dos limites estabelecidos pelo banco, vender produtos, e agora terão de rasgar documentos do caixa, assim como na área comercial.

A eliminação dos documentos será monitorada pelas áreas de Controles Internos e Segurança do banco. “O banco não investirá nem sequer em trituradoras de papeis. E para o cliente, o processo é seguro? Documentos com informações pessoais serão descartadas em coleta pública de lixo.”

O Sindicato entrou em contato com o banco questionando todos esses pontos, no entanto, não houve retorno. A nova metodologia de descarte dos documentos foi comunicada internamente aos funcionários do Itaú.

(SEEB-SP)

TJ do Ceará condena Banco Itaú a indenizar metalúrgico por danos morais

“O Banco Itaú S/A deverá pagar R$ 8 mil de indenização por danos morais para o metalúrgico A.A.S. A decisão, proferida nesta terça-feira (13/08), é da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Consta nos autos que o banco ajuizou ação de busca e apreensão contra o metalúrgico por causa da alienação de veículo no valor de R$ 16.701,12. Devidamente citado, ele ficou inconformado, pois alegou jamais ter firmado contrato com a empresa. Explicou tratar-se de um homônimo e por isso ajuizou ação requerendo reparação por danos morais e materiais. Disse ter sido humilhado e prejudicado financeiramente.

Na contestação, a instituição bancária defendeu que os documentos necessários foram exibidos no momento do financiamento por pessoa se passando por A.A.S. Alegou que trabalha como intermediária da operação financeira, entendendo, assim, não ter cometido ato ilícito. Em junho de 2012, o Juízo de 1º Grau condenou a empresa a pagar 20 salários mínimos a título de reparação moral. Com relação ao dano material, o magistrado entendeu que não foi comprovado nos autos. Inconformadas, ambas as partes apelaram (nº 0070298-02.2005.8.06.0001) no TJCE. O Itaú requereu a anulação do julgamento sob a justificativa de inexistência de indenização. Já A.A.S. pediu o pagamento por danos materiais.

Ao julgar o caso, a 7ª Câmara Cível deu parcial provimento aos recursos apenas para fixar a condenação moral em R$ 8 mil. O relator do processo, desembargador Francisco José Martins Câmara, levou em consideração que “o arbitramento do dano mostrou-se inadequado às especificidades do caso, considerando, entre outras coisas, a condição financeira das partes, a repercussão do ato ilícito e o grau de culpa da instituição financeira”.

(Site do TJ-CE)

Ministério Público recomenda cassação de alvará de agência do Itaú

A falta de sistema de senhas, de assentos para clientes, a oposição aos trabalhos dos fiscais municipais e o desrespeito reiterado aos usuários da agência do Banco Itaú de Jaraguá levaram o MP a recomendar ao prefeito Ival Danilo Avelar a suspender o alvará de funcionamento da unidade, pelo prazo de três meses. A agência fica na Rua Vigário Álvares da Silva, Centro. Cópia da recomendação foi expedida às diretorias ou gerências local, regional e nacional do Itaú, bem como ao setor de fiscalização do Banco Central, Instituto Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro, Instituto Nacional de Defesa do Consumidor e Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor de Goiás (Procon-Go).

De acordo com os autores da ação, os promotores de Justiça Everaldo Sebastião de Sousa e Priscila Tuma, são inúmeras as irregularidades que os bancos, em especial o Itaú, vêm cometendo no exercício de suas atividades na comarca, burlando a regulamentação municipal, o Código de Defesa do Consumidor e as normas regulamentares do Banco Central.
Para eles, pequenas medidas seriam suficientes para avançar na forma de prestação dos serviços bancários, poupando os consumidores de aborrecimentos e da perda de tempo que o mau gerenciamento de agências lhes impõe.

Em Jaraguá, o Banco Itaú não tem manifestado qualquer preocupação em adequar a prestação do seu serviço ao respeito e direitos dos consumidores, violando todas as disciplinas legais sobre o assunto, inclusive documentadas pela fiscalização. Além disso, o banco tem se recusado a receber até as notificações de constatação de irregularidades lavradas por fiscais do município de Jaraguá, denunciam os promotores.

O próprio MP já designou várias reuniões para tratar da melhoria dos serviços, sendo que os responsáveis pela Agência Jaraguá, a que mais concentra reclamações, sequer compareceram ou apresentaram justificativa de suas ausências. “Esse comportamento é inaceitável, como se a entidade estivesse acima de tudo, menosprezando os poderes públicos e o Estado de Direito”, avaliam os membros do MP.

Ao expedir a recomendação à prefeitura de Jaraguá, os promotores concederam o prazo de 30 dias para o recebimento das providências adotadas, lembrando que o seu descumprimento acarretará a responsabilização legal da autoridade omissa, sem prejuízo de eventual ajuizamento de ações judiciais e administrativas cabíveis ao caso.

 (Cristiani Honório / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

Itaú é cobrado sobre demissões na área de tecnologia

São Paulo – Em reunião entre dirigentes sindicais e representantes do Itaú foram questionadas as demissões na área de tecnologia (Atec) entre os meses de junho e julho. O encontro ocorreu na quinta-feira 1º.

“Solicitamos ao banco que fossem revistas as demissões, principalmente as que ocorreram de pessoas com deficiência, uma vez que a direção do Itaú já havia afirmado que não demitiria mais funcionários com deficiência (PCDs) no setor Service Desk”, relata a dirigente sindical Valeska Pincovai. O diretor de Relações do Trabalho do banco participou da reunião e se comprometeu a dar retorno ao movimento sindical sobre as dispensas.

Mais lucro, menos emprego – O Itaú teve lucro líquido de R$ 7,055 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa alta de 4,83% em relação ao mesmo período de 2012. O resultado é o segundo maior da história dos bancos no país, e perde apenas para outro recorde do próprio Itaú, nos primeiros seis meses de 2011 (R$ 7,133 bilhões). No entanto, de junho de 2012 a junho de 2013, foram extintos 4.458 empregos em todo o país, dos quais 2.264 apenas de dezembro de 2012 até junho.

Gisele Coutinho – SEEB-SP

Itaú e Banco do Brasil levam multa por enviar cartão de crédito não solicitado

O Banco Itaucard S.A. e o Banco do Brasil S.A. foram multados pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, por enviar cartão de crédito sem prévia solicitação dos consumidores. O valor das multas foi de R$ 532 mil para cada banco, segundo publicação no Diário Oficial desta sexta-feira 92).

Apesar de o DPDC ter fimardo em 1998 um Termo de Ajustamento de Conduta para que as empresas fornecedoras de cartões de crédito se abstivessem de enviar cartões de crédito aos consumidores sem prévia solicitação, o Ministério da Justiça informou ter recebido denúncias de consumidores relatando que estavam recebendo cartões de crédito dos bancos sem qualquer pedido prévio.

A Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor identificou 106 reclamações, entre os anos de 2004 e 2006, para o Banco Itaúcard, além de três denúncias de consumidores, formuladas nos autos do Processo Administrativo e 156 reclamações entre os anos de 2005 e 2010, para o Branco do Brasil.

Já o Bradesco foi multado em R$ 666 mil por publicidade irregular relacionada a fundos de renda fixa, ofertados sem a adequada informação relativa aos riscos envolvidos. “A informação clara e suficiente aos consumidores sobre os serviços, inclusive relacionada a eventuais riscos envolvidos em investimentos financeiros, deve ser assegurada antes da contratação e não apenas por meio da entrega de prospectos ou documentos informativos após a contratação”, destacou o ministério, em comunicado.

O Bradesco informou que o “assunto está sub judice” e que o banco não irá comentar.

 

Fonte: Com informações do G1

Publicado Por: Fábio Carvalho

Lucro do Itaú Unibanco sobe 76% após fusão

O Itaú Unibanco fechou o primeiro semestre de 2013 com o maior lucro da história do sistema bancário brasileiro – pelo menos por enquanto, já que outro gigante, o Banco do Brasil, ainda não divulgou seus resultados sobre o segundo trimestre deste ano.

Quase cinco anos após a fusão, ocorrida no final de 2008 – que, logo ficou claro, foi muito mais uma aquisição do Unibanco pelo Itaú – Achados Econômicos faz uma breve seleção de dados sobre o maior conglomerado financeiro privado do país.

Lucro

O lucro líquido do Itaú Unibanco no primeiro semestre deste ano foi de R$ 7,2 bilhões, um recorde do setor bancário.

Nos cinco anos anteriores à fusão (2004 a 2008), o lucro somado dos dois bancos era bem mais baixo. Na média dos primeiros semestres, ficou em R$ 3,648 bilhões. De 2009 a 2013, a média de lucro do Itaú Unibanco foi de R$ 6,4 bilhões por semestre, um salto de 76%.

No Bradesco, seu principal concorrente privado, o aumento foi de 68%. No Santander, a alta foi bem mais expressiva, de 131%, mas deve-se considerar que nesse intervalo houve a compra do ABN Amro e do Real. Ainda assim o banco espanhol está bem atrás do Itaú; seu lucro foi de R$ 2,9 bilhões no primeiro semestre de 2013.

Agências

Em número de agências, o Itaú Unibanco avançou pouco depois da fusão. Hoje tem 3.871 unidades, apenas 8% mais do que antes da fusão. Seus concorrentes foram mais longe nesse aspecto.

Funcionários

O Itaú Unibanco chegou a aumentar o número de funcionários nos primeiros anos depois da fusão, mas em 2012 teve uma redução, diferentemente dos concorrentes, que elevaram o contingente ano após ano.

 

Por Sílvio Guedes Crespo, via http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/

 

Lucro do Itaú e do Bradesco é maior que a economia de mais de 30 países

lucro de R$ 7,055 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre é maior do que toda a economia de 33 países. 

PRODUTO INTERNO BRUTO EM 2012

País PIB (em US$ milhões)
Eritréia 3.092
Guiana 2.851
Aruba 2.584
Burundi 2.472
Lesoto 2.448
Maldivas 2.222
República Centro-africana 2.139
Cabo Verde 1.897
Butão 1.780
Libéria 1.767
Belize 1.448
Timor Leste 1.293
Djibuti 1.239
Santa Lúcia 1.186
Antígua e Barbuda 1.176
Seychelles 1.032
Ilhas Salomão 1.008
Gâmbia 917
Guiné-Bissau 897
Granada 790
Vanuatu 785
São Cristóvão e Névis 748
São Vicente e Granadinas 713
Samoa 677
Ilhas Comores 596
Dominica 480
Tonga 472
Micronésia 327
São Tomé e Príncipe 264
Palau 228
Ilhas Marianas do Norte 187
Kiribati 176
Tuvalu 37
  • Fonte: Banco Mundial

De acordo com um levantamento feito peloUOL com dados do Banco Mundial, os ganhos do maior banco privado brasileiro apenas no primeiro semestre (cerca de US$ 3,11 bi) são maiores do que o PIB (Produto Interno Bruto) de Aruba, Cabo Verde e Butão, por exemplo.

Os 33 países mais pobres do mundo ficam principalmente na África, Oceania, Ásia e América Central. O ranking do Banco Mundial compara a economia de 190 países.

Em 2012, a economia brasileira foi considerada a sétima maior do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Reino Unido.

Bradesco ‘ganha’ de 30 países; Santander, de 21

O segundo maior banco privado brasileiro teve lucro líquido de R$ 5,86 bilhões no primeiro semestre, no maior ganho de sua história.

Esse resultado é maior do que a economia de 30 países, segundo dados do Banco Mundial.

Santander, por sua vez, registrou no primeiro semestre lucro de R$ 2,929 bilhões (cerca de US$ 1,29 bilhão) apenas no Brasil. Esse resultado é maior do que o PIB de 21 países, também segundo informações do Banco Mundial.

Bancos brasileiros estão entre os que mais ganham com juros no mundo

Os juros cobrados pelos bancos brasileiros são um dos fatores que fazem os lucros serem cada vez maiores.

Segundo um levantamento do blog Achados Econômicos, o Itaú, apesar de ser só o 39º maior banco do mundo no ranking geral da revista britânica “The Banker”, é o 13º quando o assunto é cobrança de juros.

O conglomerado financeiro recebeu US$ 27,687 bilhões com empréstimos no ano passado.

Os três maiores bancos do país (Itaú, Banco do Brasil e Bradesco) ganharam, juntos, US$ 72 bilhões com juros em 2012.

Entenda como é feito o cálculo do PIB

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país durante certo período. Isso inclui do pãozinho até o apartamento de luxo.

O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes. A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a farinha de trigo usada não entra na contabilidade.

Um carro de 2011, por exemplo, não é computado no PIB de 2012, pois o valor do bem já foi incluído no cálculo daquele outro ano.

O primeiro fator que influencia diretamente a variação do PIB é o consumo da população. Quanto mais as pessoas gastam, mais o PIB cresce. Se o consumo é menor, o PIB cai.

O consumo depende dos salários e dos juros. Se as pessoas ganham mais e pagam menos juros nas prestações, o consumo é maior e o PIB cresce. Com salário baixo e juro alto, o gasto pessoal cai e o PIB também. Por isso os juros atrapalham o crescimento do país.

Os investimentos das empresas também influenciam no PIB. Se as empresas crescem, compram máquinas, expandem atividades, contratam trabalhadores, elas movimentam a economia. Os juros altos também atrapalham aqui: os empresários não gastam tanto se tiverem de pagar muito pelos empréstimos para investir.

Os gastos do governo são outro fator que impulsiona o PIB. Quando faz obras, como a construção de uma estrada, são contratados operários e é gasto material de construção, o que ele eleva a produção geral da economia.

As exportações também fazem o PIB crescer, pois mais dinheiro entra no país e é gasto em investimentos e consumo.

(Economia Uol)

Chapa 1 na Fundação Itaú Unibanco é eleita

São Paulo – Os bancários participantes de um dos planos de previdência complementar da Fundação Itaú Unibanco elegeram seus representantes nos conselhos Deliberativo e Fiscal e para os comitês de planos. A votação terminou nesta segunda-feira 22 e a Chapa 1 – Convicção e Experiência, apoiada pelo Sindicato, venceu com 2.256 votos (82,9%) dos 2.719 registrados.

Nesta chapa estão os diretores do Sindicato e da Fetec-CUT/SP, André Luis Rodrigues e Érica Monteiro de Godoy que foram eleitos representantes efetivos do Conselho Deliberativo. Onísio Paulo Machado foi eleito suplente do Conselho Fiscal.

Os votos foram de participantes (ativos, autopatrocinados, optantes pelo BPD e assistidos), que elegeram representantes por meio do sistema eletrônico no site da entidade ou por telefone, com senha que foi enviada por correio.

O diretor do Sindicato José do Egito Sombra, que concorreu para o comitê gestor dos fundos de pensão Futuro Inteligente e Itaubank, foi o primeiro colocado na votação com 166 dos 465 votos. O dirigente sindical trabalha no Itaú há 26 anos e é lotado no CA Raposo (ex-CAU).

Para o comitê gestor que se refere ao Plano Itaubanco CD, concorreu Darci Torres Medina (Lobão), diretor da Fetec-CUT/SP, que também foi eleito em primeiro lugar. Foram 1.352 votos e Lobão ficou com 864.

Também foram eleitos os seguintes candidatos apoiados pela Contraf-CUT: Adriano Campos Rodrigues (Franprev), Marcelo Abrahão (PAC), e José Geraldo Martins (Prebeg) e ainda como suplente Antônio Guimarães de Oliveira, conhecido por Magaiver (Benefícios 002). Confira abaixo os representantes eleitos:

Conselho Deliberativo

Efetivos
Érica Monteiro de Godoy
André Luís Rodrigues

Suplentes
Carlos Maurício de Oliveira
Cesar Gomes Caldana

Conselho Fiscal

Efetivos
Mauri Sérgio Martins de Souza
Ted Silvino Ferreira

Suplentes
José Ribamar Don Pacheco
Onísio Paulo Machado

Para os comitês de gestão dos planos, os candidatos apoiados pelo movimento sindical foram eleitos para:

Franprev – Adriano Campos Rodrigues, 58 votos
Plano Itaubanco CD – Darci Torres Medina (Lobão), 864 votos
PAC – Marcelo Abrahão, 145 votos
Futuro Inteligente e Itaubank – José do Egito Sombra, 166 votos
Prebeg – José Geraldo Martins, 65 votos
Benefício 002 – Antônio Guimarães de Oliveira (Magaiver), 111 votos

Aposentados –  A Chapa 1 – União e Determinação, apoiada pelo movimento sindical, venceu a eleição com 2.396 votos, enquanto a chapa 2 obteve 1.892 votos. Confira os representantes eleitos:

Conselho Deliberativo

Efetivos
Messias Caetano Neto
Eurípedes Arantes Freitas (Arantes)

Suplentes
Cleide Xavier Rocha Foureaux
Luiz Fernando Pinheiro

Conselho Fiscal

Efetivos
Pedro Armando de Araújo Faria
Silvio Caitano da Fonseca

Suplentes
Aguinaldo José do Crato
Luiz Fernando da Silva Telles

Os aposentados apoiados pelas entidades sindicais foram eleitos para os seguintes comitês de gestão dos planos:

Franprev – Antonio Romano Ferrari, 76 votos
Futuro Inteligente e Itaubank – Henrique José Medeiros da Silva, 138 votos
Prebeg – Antonio Eustáquio Vieira, 574 votos
Benefícios 002 – João da Motta Moreira Filho, 833 votos

Redação, com informações da Contraf-CUT – See more at: http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=5152#sthash.TXRNSI4L.dpuf

Mesmo após assumir compromisso, Itaú continua demitindo

São Paulo – O Itaú realizou mais três demissões de pessoas com deficiência (PCD) que trabalhavam no setor Service Desk do CA Raposo, em São Paulo. As dispensas foram feitas na quarta-feira 17. De junho para cá, está já é a décima demissão de PCD neste setor.

Além dessas demissões, ocorreram mais 26 no banco, nas unidades CA Raposo e no Centro Tecnológico (CTO), todas na área de tecnologia (Atec). A diretoria do banco afirma que o setor está em reestruturação, mas durante reunião com dirigentes sindicais no fim de junho, afirmou que não fechará os centros administrativos ao anunciar os investimentos no novo polo de tecnologia, em Mogi Mirim.

A dirigente do Sindicato Valeska Pincovai afirma que a entidade exige uma postura clara do banco sobre sua política para as PCD. “O banco simplesmente contrata estes trabalhadores para cumprir a cota exigida por lei, coloca eles em um departamento despreparado, cobra metas absurdas e quando eles não conseguem cumprir, são demitidos. Queremos discutir uma política séria para estes trabalhadores. Além disso, eles fazem parte de uma área em que o banco está investindo, com o novo polo de Mogi. Queremos que esse investimento seja usufruído pelos trabalhadores de São Paulo”, afirma.

Campanha – Desde abril os funcionários do Itaú estão em campanha por valorização. Entre os principais temas está o fim das demissões. Até o momento, o banco não respondeu nenhuma das exigências que constam na pauta de reivindicações entregue à direção do Itaú. 

(Renato Godoy – SEEB-SP)

Itaú Mobile Card, sistema de pagamento por meio do iPhone

O banco Itaú apresentou seu mais novo sistema de pagamento via smartphone, que estreou primeiramente nos dispositivos iOS. O serviço batizado de Itaú Mobile Card poderá ser utilizado pela internet e ou pela tradicional maquineta que você já utiliza nos principais varejistas ou prestadores de serviço Brasil afora.

O Itaú Mobile Card está disponível para os donos de iPhone em caráter experimental e poderá ser utilizado pelos correntistas que estejam nos estados do Rio de Janeiro e em São Paulo e, por isso, não foi divulgado oficialmente pelo banco a todos os correntistas para que tivessem o acesso e uso da funcionalidade via aplicativos instalado no smartphone.

Atualmente, cerca de 15 mil clientes do banco foram autorizados a realizar pagamentos utilizando o número do telefone nos supermercados Pão de Açucar da Oscar Freire e Vila Clementino, em São Paulo e no Leblon no Rio de Janeiro, assim como na loja de eletrodoméstico Pontofrio.

Para utilizar é fácil, basta você baixar o aplicativo, cadastrar seu número de telefone e autorizá-lo, basta você entrar no site da loja e usar o Itaú Mobile Card como forma de pagamento e nas físicas, o usuário informa que vai realizar o pagamento com a carteira virtual e uma mensagem aparecerá na tela do iPhone, precisando o usuário escolher qual cartão, colocar a senha e autorizar o pagamento. O aplicativo emitirá um comprovante que será salvo no aplicativo, o que ajuda bastante na hora de fazer o controle do que é gasto com o cartão.

No vídeo disponibilizado pelo banco Itaú, ele ensina como é prático fazer o pagamento sem a necessidade de se ter um módulo NFC.

ATUALIZAÇÃO: O leitor Daniel Justino nos avisou que o aplicativo está disponível para o Android e pode ser baixado na Google Play Store. Valeu Daniel!

Via Rodrigos Toledo

Itaú não vai à audiência pública na Alerj para responder sobre demissões em massa

O Itaú se negou a comparecer à audiência pública realizada no dia 27 de junho na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para explicar por que demite tantos funcionários, se seus resultados indicam uma situação invejável no âmbito do sistema financeiro nacional e internacional. Único convidado ausente, o Itaú mostrou, mais uma vez, que não dá a menor importância ao assunto.
Iniciativa dos deputados estaduais Paulo Ramos (PDT) e Gilberto Palmares (PT), a audiência contou com a participação do Ministério Público do Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e da Contraf-CUT, que discutiram não só as demissões, mas também outros problemas enfrentados pelos empregados do banco. “Não vamos nos conformar com a ausência do banco hoje. Vamos insistir em marcar uma reunião com os representantes do Itaú para tratar deste assunto”, anunciou o deputado Paulo Ramos (PDT), presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social, que convocou a audiência.

 

Demissões e precarização
Com o auxílio de gráficos, os sindicalistas demonstraram que, desde a fusão com o Unibanco, o banco reduziu em 14 mil empregos em todo o país. Revelaram ainda que um executivo do Itaú ganha 190 vezes mais por ano que um caixa do banco. “Este bancário precisaria trabalhar 18 anos e seis meses para receber o que o executivo ganha em apenas 12 meses. Mas quem se esforça, atende público, bate metas – e adoece – é o bancário que está na agência”, afirmou, durante a audiência, Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT. 

Miguel também ressaltou que os correspondentes bancários precarizam o trabalho não só dos trabalhadores destas empresas, mas também dos bancários. “Temos hoje no Brasil menos de 20 mil agências e postos bancários e mais de 360 mil unidades de correspondentes. É cômodo para o Banco Central transferir esta responsabilidade, dizendo que, com os correspondentes, está fazendo inclusão. Mas isto é uma distorção”, critica Miguel. O deputado Paulo Ramos concordou. “Vejo que as lotéricas realizam muitas operações. É uma transferência das atribuições da Caixa. Além do problema da segurança, tem também a questão da remuneração, já que o funcionário da lotérica não ganha o mesmo que um bancário. Podemos verificar se é possível, para o próximo ano, fixar o piso salarial para estes trabalhadores no Estado do Rio de Janeiro”, propôs o parlamentar.  O deputado Gilberto Palmares, que também integra a Comissão de Trabalho da Alerj, sugeriu que os deputados simpáticos às causas dos trabalhadores fizessem um esforço concentrado. “Podemos usar uma tática de guerrilha, atacando em muitas frentes, com vários projetos de lei para melhorar o atendimento bancário, a segurança e também defender o  horário ampliado de funcionamento das agências”, propôs Palmares.

 

Sobrecarga e adoecimento
A questão do expediente bancário foi ressaltada pela vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso. “O movimento sindical bancário sempre defendeu a extensão do horário de atendimento. Há muito reivindicamos que os bancos funcionem das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho, para que os bancários tenham sua jornada de seis horas respeitada.

 

Ninguém acredita
O Itaú está praticando horário estendido em algumas agências, mas não só não respeita as seis horas, como impõe jornadas exaustivas aos bancários”, disse, ressaltando que a medida foi implantada de forma unilateral e sequer serviu para abrir novos postos de trabalho. “Há ocasiões em que os funcionários de algumas dessas agências chegam a trabalhar 12 horas por dia, o dobro da jornada fixada pela CLT”, complementou. Adriana disse ainda sobre o horário estendido que só no município do Rio foram eliminados cerca de dois mil postos de trabalho no Itaú, causando enorme sobrecarrega aos que ficaram em seus postos, afetando a saúde dos empregados. Essa situação é demonstrada nos números de atendimento na Secretaria de Saúde do Sindicato, onde 57% dos casos são do Itaú.
O diretor de Imprensa do Sindicato Ronald Carvalhosa falou sobre as dificuldades que o movimento sindical enfrenta e que o Judiciário reconheça que as demissões são em massa. “É difícil convencer a Justiça e o Ministério Público de que essas dispensas são, no mínimo, coletivas. Os números estão aí e mostram que há demissões de muitos trabalhadores de uma só vez. Já fizemos denúncia ao MPT sobre as demissões no Itaú, mas o processo não andou”, disse. Sobre este ponto, o deputado Paulo Ramos propôs marcar uma reunião com o presidente do TRT-RJ. O parlamentar sugeriu ainda que o Sindicato prepare um material completo para apresentar durante a reunião, com todos os dados sobre as dispensas e as iniciativas já adotadas junto ao Judiciário.  A relação entre demissões e adoecimento não passa só pela sobrecarga de trabalho. Carvalhosa destacou que o banco está se livrando de todos os trabalhadores que não interessam mais à empresa. “Além das demissões serem em massa, muitas são ilegais. Semana passada mesmo atendi um bancário que foi demitido, mesmo estando ainda no período de estabilidade depois de um afastamento prolongado”, relata o dirigente sindical.

 

(BANCÁRIOS RIO)

ITAÚ UNIBANCO COMPRA VAREJO DO CITIBANK NO URUGUAI

O Itaú Unibanco comprou as operações de varejo do Citibank no Uruguai, de acordo com fato relevante publicado pela instituição financeira do Brasil. Com o negócio, a subsidiária do Itaú Unibanco no Uruguai, o Itaú Uruguay (BIU), assume um portfólio de mais de 15 mil clientes correntistas que representam mais de US$ 265 milhões em depósitos e uma carteira de crédito de US$ 60 milhões.

A transação também inclui a plataforma de cartões de crédito do Citibank emitidos no Uruguai nas bandeiras Visa, MasterCard e Diners, os débitos de seguros associados a esses cartões e empréstimos pessoais, além das agências de Carrasco e Punta Carretas. O valor envolvido no negócio não foi divulgado. De acordo com comunicado do Itaú, não é “significativo” para a instituição e, portanto, “não acarretará efeitos contábeis relevantes em seus resultados”.

O gerente-geral do Itaú Uruguay, Horacio Vilaró, destacou, em nota, que a aquisição reforça o posicionamento do banco, que crescia de maneira orgânica. A operação está em linha, conforme comunicado do banco, com o foco estratégico do Itaú de fortalecer a atuação no Uruguai. “Todos esses anos crescendo, organicamente, nos garantiu o segundo lugar entre os bancos privados no país e um papel importante como emissor de cartões de crédito. Estamos muito animados para oferecer nossos serviços a esta nova base de clientes e estamos confiantes que nos escolham como seu banco principal”, destacou Vilaró, em nota.

O Itaú Unibanco negociava a compra das operações de varejo do Citi no Uruguai desde meados de abril, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Na ocasião, a instituição também acertava a compra da Credicard, oficializada há pouco mais de um mês, por mais de R$ 2,7 bilhões.

A Credicard chegou a ser disputada pelos Bancos Santander e Bradesco, mas foi vendida ao Itaú Unibanco, uma vez que foi a empresa que ajudou a constituir a base de clientes ao lado do Citi e do Unibanco, que na época ainda não tinha se unido ao grupo. No Uruguai, a subsidiária do Itaú Unibanco conta com mais de 250 mil clientes, 23 agências e 572 funcionários. Os ativos somam US$ 3,250 bilhões enquanto os recursos geridos totalizam mais de US$ 7 bilhões, incluindo depósitos locais e custódia, conforme dados de maio.

(Época Negócios)

Itaú é condenado em R$ 500 mil por não instalar portas de segurança no Paraná

AE – O MPT moveu o processo em 2011, após receber denúncia do sindicato dos trabalhadores

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou o banco Itaú em R$ 500 mil pela falta de instalação de portas de segurança em agências do Paraná.

Segundo nota publicada no site do Ministério Público do Trabalho (MPT), os equipamentos servem para garantir a proteção dos trabalhados do banco, que estavam expostos a riscos durante o expediente.

O MPT moveu o processo em 2011, após receber denúncia do sindicato dos trabalhadores sobre a falta de portas giratórias nas agências de Douradina, Nova Olímpia, São Jorge do Patrocínio e no posto de atendimento da Universidade Paranaense.

Para relator do caso no TST, ministro Alberto Bresciani, o banco foi condenado por negligência. Na avaliação do ministro, as ocorrências de assaltos no país revelam a necessidade das portas de segurança nos estabelecimentos.

“Não se trata de transferir ao banco encargos que são competência do Estado, mas de incluir na responsabilidade do empregador o dever de eliminar ou minorar os riscos causados aos empregados pela exploração da atividade econômica”, afirmou, na nota do MPT.

Procurado, o Itaú ainda não se manifestou.

(IG São Paulo)

ITAÚ DEMITE EMPREGADOS E PREMIA DIRETORES

É indecente a premiação que alguns diretores do Banco Itaú ganharam, a título de gratificação. É indecente se não fosse a realidade vivida pelos bancários do banco, que sofrem com salários apertados, demissões, corte de empregos, falta de funcionários nas unidades, metas inatingíveis e condições precárias de trabalho.  

 

São pouco mais de 15 diretores, que ganharam, em média, R$ 9,05 milhões. Isso significa que cada diretor ganhou, em média, RS 754,416 mil por mês, o que representa 234 vezes a mais do que ganhou o bancário que recebe o piso salarial da categoria, segundo comparação feita pelo Dieese. Esse funcionário, para acumular o que um diretor ganhou num único mês, precisaria trabalhar 19 anos e meio, conforme projeção do Dieese.

 

“Esse profundo abismo que separa a remuneração dos bancários e a dos altos executivos dos bancos é indecente e deixa indignados os trabalhadores, pois se trata de uma tremenda injustiça e uma concentração da renda”, afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

 

O BANCO QUE MAIS DEMITIU EM 2012

 

O Itaú foi o banco que mais demitiu no Brasil em 2012. A instituição fechou 7.935 postos de trabalho, uma redução de 8,08% de seu quadro funcional. Desde março de 2011 até dezembro do ano passado, o banco eliminou 13.699 empregos. E no primeiro trimestre de 2013, cortou mais 708 vagas. Enquanto isso, o lucro líquido recorrente do Itaú foi recorde no ano passado e atingiu R$ 14,043 bilhões.

 

Fonte: CONTRAF/CUT

Itaú paga fortunas para bancar o assédio moral e as demissões

Para manter azeitada a máquina do assédio moral e das demissões, o Itaú Unibanco paga um preço muito alto. São pouco mais de 15 diretores que elaboram o planejamento e monitoram a execução da política cruel de corte de custos e aumento das vendas de produtos.

 
Abismo

 
São dois pesos e duas medidas. Num lado da balança estão os milhares de demissões, extinção de vagas, metas inatingíveis, insegurança e doenças do trabalho.

 
No outro lado da mesma balança, pouco mais de 15 diretores. Cada um deles recebe mais de 754 mil reais por mês. Esse valor, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) é 234 vezes o que ganha um bancário que recebe o piso salarial. Quem ganha o piso precisaria trabalhar 19 anos para receber o que ganha um desses diretores do banco.

 
Demissões em massa

 
Há uma distância estratosférica, um fosso abissal, entre o piso salarial e o céu dos ceos (executivos). Lá de onde estão eles determinam os percentuais das metas, que, cada vez maiores, engordam suas bolsas. Decidem também o volume de corte de custos pela via das demissões.

 
Neste ano, só nos primeiros três meses foram eliminadas 708 vagas. Em 2012, cada um desses senhores recebeu, em média, R$9,05 milhões, segundo matéria do Valor Econômico de 11 deste mês, com base em documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 
No mesmo ano de 2012, o Itaú eliminou 7.935 postos de trabalho, reduzindo em 8,08% o quadro de empregados. Somados às demissões de 2011, foram destruídos 13.699 empregos. Tudo isso contra um resultado recorde de R$14,043 bilhões no ano passado.

 
Paradoxos

 
Ao comentar esses dados, a diretora executiva da Secretaria de Imprensa do Sindicato, Vera Luiza Xavier, destacou o aspecto paradoxal que reside nessas informações. “Os números não mentem, provam que o Itaú não fala sério quando diz que condena o assédio moral. Pois, em vez de punir os mentores dos atos abomináveis cometidos contra os bancários, premia-os com salários e bonificações estratosféricos”, protestou.

 
O diretor de Imprensa da entidade Ronald Carvalhosa condenou as atitudes contraditórias do Itaú: “O bancário é demitido, quando deixa de bater a meta. O balanço do primeiro trimestre deste ano mostra que o Itaú não cresceu. No entanto, os executivos foram premiados por sua incapacidade de fazê-lo crescer”, disse.

 

Via http://www.bancariosrio.org.br/

Itaú distribuiu R$ 9 milhões para cada um dos 15 executivos do alto escalão

São Paulo – O Itaú distribuiu cerca de R$ 9 milhões para cada um dos cerca de 15 executivos do alto escalão da diretoria do banco, no ano passado. Foi o segundo maior gasto entre empresas brasileiras, perdendo apenas para a mineradora Vale, com média de R$ 13 milhões per capita.

Os dados, divulgados pelo Valor Econômico, apontam ainda que 70% do pagamento é feito na forma de bônus e ou em ações, ou seja, em tese estão atrelados a desempenho.

“Esse dado mostra que é aí que nasce o assédio moral. Um grupo bem pequeno com ganhos majoritariamente baseados no desempenho explorando dezenas de milhares de trabalhadores apenas para manter seus ganhos em patamares proibitivos”, diz Marta Soares, diretora executiva do Sindicato.

Marta lembra também que o desempenho do Itaú está em alta há anos, mas os funcionários são tratados com descaso pelo banco. No ano passado, apesar de o lucro superar os R$ 14 bilhões, quase 8 mil postos de trabalho foram fechados. “Além de ser trágico para quem perde o emprego, essa política também pune quem fica, pois a sobrecarga cresce ainda mais”, afirma. Desde a fusão com o Unibanco, o quadro já foi reduzido de 108.458 para 89.615.

Campanha – A reação dos bancários contra a política de exploração promovida pelo Itaú é a Campanha de Valorização lançada em abril, pelo Sindicato. As reivindicações já foram entregues ao banco, mas continuam sem resposta alguma, fato que gerou manifestação em três concentrações nesta quarta 12.

O mote da campanha é “Esse Cara Sou Eu”, inspirado na música de Roberto Carlos. – 

(SEEB-SP e Valor)

Funcionários de agência do Itaú no Rio trabalham até 12 horas por dia

Uma das pilhas de documentos para os caixas autenticarem, como mostra a foto abaixo. A sobrecarga de trabalho leva os bancários a trabalhar até 12 horas diárias. 

Foto: SEEB-RJ

Para autenticar a infinidade de documentos que chegam ao centro de atendimento a empresas, dentro da agência do Itaú no estacionamento do Barrashopping, no Rio de Janeiro, os cinco funcionários ali lotados dobram a jornada.

O Sindicato dos Bancários do Rio constatou essa dura realidade, durante a visita dos diretores Carlos Maurício, Celso Fumaux e Anderson Peçanha. Cada bancário cumpre uma meta de 1.300 autenticações diárias. 

Para dar conta desse volume de documentos que chega de empresas da Barra de Tijuca, cada bancário tem que trabalhar até 12 horas diárias.

Providências

Em contato com o gerente de Relações Sindicais do Itaú Unibanco, Brunno Cavalcanti, a diretoria do Sindicato cobrou providências no sentido de que a jornada seja respeitada. Segundo Bruno, a gerente (GSO Barra da Tijuca) Márcia Afonso teria assegurado a redistribuição dos documentos para outras unidades ou um reforço de pessoal para executar o processamento. 

No fim da tarde da segunda-feira (10), entretanto, o dirigente sindical Celso Fumaux foi informado de que nada disso foi providenciado. “O Sindicato vai tomar uma posição mais radical diante do descaso da GSO”, disse.

Horas extras

O Sindicato exige que o banco pague no contracheque as horas que extrapolaram a jornada normal, com o devido acréscimo previsto em lei e na Convenção Coletiva da categoria. A entidade não aceitará compensação em folgas. 

“Com a reestruturação administrativa do Itaú, esse serviço ficou centralizado em poucas agências na cidade. Com isso a sobrecarga é um exagero, exigindo um esforço sobrehumano dos funcionários para executar o processamento dos documentos. O que se constata é que os adoecimentos são consequência desse trabalho dobrado”, disse o diretor do Sindicato Carlos Maurício, acrescentando que a entidade vai manter as visitas a esses locais para cobrar o fim do desrespeito à jornada de seis horas.

As denúncias sobre essa prática do banco podem ser feitas pelos telefones 2103-4172/4124/4137.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio de Janeiro

Bancários do Ceará protestam contra interdito do Itaú na nova loja de atendimento

Nesta terça-feira, 11/6, que seria o sétimo dia de paralisação da Loja de Atendimento do Itaú, em Fortaleza, o Sindicato dos Bancários do Ceará realizou um ato para protestar contra o Interdito Proibitório solicitado pelo banco na Justiça do Trabalho para frear o movimento paredista. O protesto mostrou à população a falta de senso do Itaú ao deixar funcionar uma loja para fazer negócios, sem as mínimas condições de segurança.

O Itaú solicitou a intervenção da Justiça do Trabalho, por meio de um Interdito Proibitório, para impedir que os bancários fechem as portas da loja que funciona num dos pontos de maior circulação de turistas da capital cearense. “O interdito não tem nada a ver com nosso movimento, mas o banco conseguiu convencer a Justiça, que concedeu o interdito.

“Que postura é essa da Justiça?”, questionou Aléx Citó, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú. “Essa mesma Justiça do trabalho deveria obrigar o Itaú a instalar portas giratórias, garantir vigilância armada e a cumprir a lei do Estatuto de Segurança Bancária”, denuncia o dirigente sindical.  Os bancários esclareceram a população sobre o motivo da manifestação e da paralisação da loja do Itaú, na Avenida Monsenhor Tabosa desde quarta-feira da semana passada, dia 5/6.

Os bancários, mesmo discordando do interdito, cumprem as ordens da Justiça. Mas não irão desistir de apontar as falhas na segurança das unidades do Itaú, assim como em outros bancos. “O banco tenta nos calar, mas vamos continuar a luta por mais segurança e melhores condições de trabalho”, afirmou Iêda Marques, diretora do Sindicato e funcionária do Itaú.

(SEEB-CE)

Sindicato dos Bancários de Brasília renova acordo aditivo de CCV com o Itaú

O Sindicato e o Itaú assinaram nesta sexta-feira 7 a renovação do acordo aditivo da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV). O acordo foi firmado na sede do Sindicato e tem vigência até abril de 2015. O objetivo da CCV é resolver pendências trabalhistas de ex-funcionários do banco sem a necessidade de ingressar com ação na Justiça.

“A CCV é mais uma possibilidade oferecida aos bancários para resolver conflitos trabalhistas com a empresa de maneira mais rápida. O funcionário pode trazer suas pendências, mas não é obrigado a aceitar a proposta do banco”, afirma o diretor do Sindicato Roberto Alves.

Também participaram da assinatura do acordo os diretores do Sindicato Eduardo Araújo, Edmilson Lacerda, Louraci Morais e Washington Henrique. A diretora da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CN/CUT) Conceição Costa também esteve presente.

O aditivo abarca os trabalhadores da base territorial do Sindicato. Para participar da CCV é necessário não ter ação na Justiça contra o banco. Além disso, o desligamento da empresa deve ter ocorrido nos últimos dois anos.  

Os interessados podem reivindicar, inclusive no ato da homologação da demissão, um acordo na CCV. O Sindicato disponibilizará um formulário ao ex-funcionário para apresentação do pedido que será encaminhado ao Itaú. A empresa tem até 30 dias para responder. Depois que o banco enviar a proposta de acordo, o solicitante tem 10 dias para analisá-la.

Mais informações pelos números 3262-9001/9002.

 Thaís Rohrer, Do Seeb Brasília

Bancários do Ceará voltam a paralisar “loja” de atendimento do Itaú por falta de segurança

Protesto contra precarização e falta de segurança

Os bancários continuam nesta sexta-feira, dia 6, a paralisação da “loja do Itaú” na Avenida Monsenhor Tabosa, em Fortaleza. O protesto é contra o novo modelo de atendimento criado pelo banco, de forma unilateral, e em defesa dos direitos e da segurança dos trabalhadores e clientes.

O diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Ribamar Pacheco, avisa que “vamos fechar a loja por tempo indeterminado, até que o bom senso prevaleça e a vigilância armada volte”.

A paralisação faz parte da Campanha de Valorização dos Funcionários do Itaú em resposta às péssimas condições de trabalho e ao descaso da direção do banco em resolver os problemas dos trabalhadores. A campanha em defesa dos direitos dos bancários do Itaú é nacional, sob a coordenação da Contraf-CUT, com participação efetiva das federações e dos sindicatos nos Estados. 

“Esse cara sou eu” 

A campanha tem como mote “Esse cara sou eu”, inspirado no sucesso de Roberto Carlos, fazendo uma paródia sobre as condições de trabalho no banco.

“O cara que só pensa no programa AGIR toda hora, sempre com medo de perder o emprego. Que deixa de lado estudos e a família, que aceita o horário estendido, que sofre para bater as metas, que encara perigos como assaltos e doenças. Esse cara que, mesmo sendo caixa, é cobrado com metas diárias, mas que não recebe nenhum centavo do programa”, diz um dos versos da música.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Ceará

ITAÚ UNIBANCO ABRE INSCRIÇÕES PARA VAGAS DE EMPREGO EM 20 ESTADOS

O Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) está recrutando candidatos para o Programa Rede de Agências do Itaú Unibanco. Os aprovados atuarão em agências do Itaú espalhadas pelos Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Santa Catarina, além do Distrito Federal. O número de oportunidades que serão preenchidas não foi divulgado pela instituição.

Podem participar do processo seletivo estudantes matriculados a partir do segundo ano dos cursos de administração de empresas, marketing, ciências contábeis, economia, relações públicas, publicidade e propaganda. É preferível que os candidatos tenham entre 18 e 27 anos e estejam estudando no período noturno.

Com jornada de trabalho de seis horas diárias (das 9h às 15h ou das 10h às 16h), as oportunidades oferecem bolsa-auxílio no valor de R$ 1.519, além de benefícios, como vale-refeição (cerca de R$ 20 por dia), vale-transporte, seguro de vida, assistência médica e odontológica, cultura, esportes e lazer (Itaú Unibanco Clube, Cine Unibanco e parceiros).

De acordo com o CIEE, a principal atividade do estagiário será: “atuar na Rede de Agências Itaú com foco no desenvolvimento de competências comerciais através do atendimento ao cliente e orientação sobre produtos bancários”.

Os interessados que se enquadrarem ao perfil poderão se candidatar até o dia 31 de junho, por meio do site do CIEE ( www.ciee.org.br ).

O processo seletivo compreenderá testes online, entrevista coletiva e dinâmica de grupo com o gestor. Informações a respeito da aplicação de cada fase da seleção serão divulgadas em breve.

Via http://www.empregospe.com.br/2013/06/05/itau-unibanco-abre-inscricoes-para-vagas-em-20-estados/

Itaú anuncia padronização de seus recursos no STJ

Na tarde desta terça-feira (28/5), representantes do Itaú se reuniram com o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Felix Fischer,  para comunicar a estratégia da instituição financeira para racionalizar recursos judiciais. Atualmente, tramitam no STJ cerca de 5,9 mil processos envolvendo o grupo, sendo que o Itaú atua como recorrrente em 44% deles. Esse percentual já foi de 75%. 

Na reunião, os representantes do Itaú, que já desistiu de 4,5 mil recursos que tramitavam no STJ, anunciaram a padronização dos recursos pelo departamento jurídico da instituição.

Além de desistir das causas com entendimentos já pacificados pelos tribunais, a padronização teria o objetivo de melhorar a qualidade dos recursos interpostos pela instituição. “Teremos um padrão de recursos para cada tese consolidada, de forma sintética, concisa e objetiva”, explicou o superintendente jurídico do Itaú-Unibanco, Konstantinos Andreopoulos. Uma das ideias é reduzir de 50 para 8 o número de páginas em cada recurso.

O advogado Anselmo Moreira Gonzales, que também participou da audiência, ressaltou que a padronização adotada pelo conglomerado é um procedimento inédito.

Andreopoulos reiterou que a insituição financeira não mais recorrerá de teses já pacificadas, consolidadas ou sumuladas pela Corte, com recursos inadequados ao STJ.

Diariamente, o departamento jurídico do Itaú identifica, seleciona e analisa todos os processos passíveis de enquadramento nas hipóteses de desistência.

(Última Instância)

SEEB Rio de Janeiro devolve emprego a bancário deficiente auditivo no Itaú

Leandro, entre Adriana e Jô, foi reintegrado porque o banco mentiu perante a Justiça

Leandro Silva de Oliveira entrou no Itaú no dia 1º de julho de 2009 e trabalhava como caixa, apesar de ser uma pessoa com deficiência auditiva. Foi demitido duas vezes. Na primeira, o Sindicato interveio e conseguiu cancelar a dispensa por meio de negociação. Na segunda, em 6 de junho de 2012, o banco relutou e o Sindicato não teve outra alternativa senão ajuizar ação de reintegração.

 
Banco mentiu
A ação foi para a 71ª Vara do Trabalho, onde a juíza Raquel Pereira de Faria Moreira sentenciou a reintegração. O banco havia alegado em sua defesa que contratara uma funcionária com as mesmas condições do demitido, mas não comprovou o argumento. Leandro vai trabalhar na agência Aeroporto (Galeão).

 
Irresponsabilidade social
Pela lei, o Itaú tem que destinar 5% de suas vagas a pessoas com deficiências e/ou reabilitados pelo INSS. “Ao demitir um deficiente auditivo e também mentir ao afirmar que substituiu o dispensado por outro bancário nas mesmas condições, o Itaú demonstrou sua total falta de responsabilidade social”, criticou a diretora do Sindicato Jô Araújo.

 
A vice-presidente do Sindicato, Adriana Nalesso, disse que o papel do banco, para ser meramente responsável do ponto de vista social, seria “qualificar o funcionário oferecendo treinamento e destinar a ele uma função condizente com suas limitações físicas”.

 

(SEEB/RJ)

Financeira do Itaú e da Americanas deve pagar R$ 5 milhões por dano moral coletivo

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou a Facilita Promotora e a FAI (Financeira Americanas Itaú) a pagarem R$ 5 milhões por dano moral coletivo, além de reenquadrar  os funcionários da Facilita na categoria de financiários e não comerciários. A ação civil pública foi movida pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) no Distrito Federal, que já tinha conseguido a mesma decisão favorável no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). 

A investigação do MPT, que começou no Rio de Janeiro e depois foi transferida para o DF, constatou fraudes na contratação dos trabalhadores da Facilita, que atuavam na concessão de cartões de crédito, financiamentos e empréstimos pessoais dentro das Lojas Americanas em todo o país. 

Segundo o procurador do Trabalho Luís Paulo Villafañe Gomes Santos, autor da ação, os funcionários eram contratados para a Facilita, mas trabalhavam na verdade para a Financeira Americanas Itaú. 

“Tal situação constitui ilícito trabalhista pelo fato de constituir hipótese de terceirização ilegal, pois a financeira contrata empregados para a sua atividade-fim por interposta pessoa (ainda que do mesmo grupo econômico).” 

Contratados como comerciários, os funcionários não tinham direito a diversos benefícios oferecidos à carreira de financiário. O piso salarial é menor e a jornada de trabalho é de 44 horas semanais, enquanto que os trabalhadores em financeiras cumprem 30 horas. Eles também perdem nos cálculos de hora extra, nos repousos semanais remunerados, nos intervalos intrajornadas. 

Por meio de nota, o Itaú Unibanco informou que o processo ainda não transitou em julgado e que já apresentou recurso. 

*Com informações do MPT

Dupla é flagrada no aeroporto de Brasília com dinheiro nas cuecas

Dois homens foram detidos ao tentar embarcar em um voo de Brasília para o Rio de Janeiro com R$ 465 mil em espécie escondidos em meias, cuecas e outras peças de roupa. A prisão ocorreu na quinta-feira pela Polícia Federal. Um dos homens, que se identificou como Michel, disse que portava R$ 229 mil. O economista e empresário Eduardo Lemos, dono da Fides Advisor Consultoria Financeira, se apresentou como dono do dinheiro. 

Segundo Lemos, o dinheiro seria enviado ao Rio para ser usado na compra de um apartamento para a mãe e no pagamento de dívida de R$ 50 mil. 

Em 2005, um funcionário do deputado José Guimarães, atual líder do PT na Câmara, foi preso com dólares na cueca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele chegou a ser processado por improbidade administrativa, mas foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2012. “Não tenho contrato com o serviço público, não tenho ligação com político”, disse Lemos. 

(Portal Terra)

4 razões do Itaú ter pago 3 vezes mais pela Credicard

São Paulo –  Noticiada hoje, mas não confirmada ainda pelo Itaú, a compra da Credicard pelo Itaú por 3 bilhões de reais surpreendeu pelo valor, bem acima dos cerca de 2 bilhões de reais que estavam sendo negociado pelos demais interessados e o triplo do valor de mercado da companhia.  

 

Uma oferta grande o suficiente para fazer com que o banco da família Setúbal deixasse para trás os rivais Bradesco e Santander na disputa pela bandeira.

Mas, afinal, por que pagar para o Citibank um preço tão alto por uma empresa?

O Itaú tem lá seus motivos – e, de cara, quatro deles parecem ser bem consistentes. São eles:

Negócio

A Credicard tem 7 milhões de plásticos, estima o mercado, e teria sido responsável por cerca de 4,5% das transações feitas por brasileiros no exterior, um número que beirou aos 500 bilhões de reais em 2011.

Além do que, a companhia é a última “dona” de carteira de cartões em negociação hoje, em um mercado em ascensão em que nenhum banco quer ficar de fora. Isso porque o setor de cartões no Brasil cresce a passos largos em comparação aos demais países, tanto pelo tamanho do mercado e pelo aumento de crédito ao consumidor, quanto pelo hábito de compras por meio de cartões que vêm se consolidando no cotidiano da vida dos brasileiros.

Nos últimos cinco anos, o setor no Brasil cresceu em torno de 20% ao ano, índice que deve se manter pela fase de amadurecimento do setor financeiro pela qual passa o país. Apenas no ano passado, 724,3 bilhões de reais em transações foram feitas por meio de pagamentos por cartões de crédito ou débito, um número 18% maior em relação ao ano anterior.

Concorrência

Não deixar que o concorrente Santander levasse para casa a Credicard também acabaria ajudando o Itaú a tirar da frente um concorrente de potencial imenso de crescimento. Além de ainda desbancar o arquirrival Bradesco do páreo. Dois concorrentes que, sem participar da fundação da Credicard, ainda teriam acesso a uma das marcas mais fortes e tradicionais do setor de cartões do país. Uma hipótese difícil de ser digerida pelo Itaú.

Estimativas de mercado mostram que o Itaú lidera esse setor, com 30% do volume de transações feitos por meio de cartões no país. Bradesco e Banco do Brasil teriam, cada um, cerca de 20% e o Santander 5%.

Além dos ganhos sobre os volumes transacionados, o setor de cartões representa para os bancos uma maneira fácil de capturar e reter clientes. Os plásticos funcionam como uma ferramenta para eles traçarem os gastos e hábitos de consumo de seus clientes, informações que podem ser usadas para a oferta de crédito e produtos financeiros direcionados para tipos específicos de pessoas.

Histórico

A Credicard foi fundada, nos anos 70, pelo Itaú, Unibanco e Citibank e em 2004, o Unibanco vendeu sua participação na Credicard. Cada sócio ficou com metade da carteira. Em 2006, quando Citi e Itaú resolveram finalizar a parceria, um algoritmo matemático fez a divisão entre as partes – e, claro, uma parte de clientes do Unibanco acabou indo para a Credicard.

É esta fatia que o Itaú consegue, agora, reaver com a compra do Credicard. Trata-se de uma carteira de clientes do Unibanco, correntistas do Itaú desde 2008, quando o banco foi adquirido pelo concorrente, que permaneceu com cartão da Credicard.

Presença

Além de ser uma marca com histórico forte na memória dos brasileiros, a Credicard ainda conta com cerca de 100 lojas de rua de sua Credicard Financiamentos, quando ainda controlada pelo Citi. A empresa promove vendas de pacotes de créditos voltados para o varejo – um nicho que vinha sendo renegado pelo Citibank aos poucos, desde os últimos anos, e foi definitivamente deixado de lado com a venda da bandeira para o banco rival.

A dúvida agora é o que o Itaú fará com as lojas de ruas, bem como o que será feito dos cerca de 1.200 empregados herdados da transação. Hoje o Itaú conta com pouco mais de 89.000 funcionários. 

(Exame Online) 

Após maior fusão bancária no país, encurta distância entre Itaú e Bradesco

Dia 31 de março de 2009. Foi nesta data, quando foram unificadas as ações de Itaú e Unibanco, que a bolsa de valores marcou uma distância que parecia quase intransponível entre o recém-criado Itaú Unibanco e o Bradesco. Enquanto o valor de mercado do primeiro chegou a R$ 99,577 bilhões, o do segundo era 67,5% dessa cifra, ou R$ 65,1 bilhões.

Mais de quatro anos depois, porém, os números mostram que o banco da Cidade de Deus não deixou barata a vantagem do concorrente. Na sexta-feira, por exemplo, enquanto o Itaú Unibanco valia R$ 155,9 bilhões na bolsa, o valor de mercado do Bradesco era de 90,9% do rival, somando R$ 141,8 bilhões.

Não foi só na bolsa que o Bradesco diminuiu a liderança conquistada pelo Itaú com a fusão. Tanto em ativos totais como em operações de crédito, a distância entre os dois encurtou. Em financiamentos, logo após a fusão, o estoque do Bradesco representava 74,66% do saldo do Itaú, com R$ 179,9 bilhões. No balanço patrimonial mais recente dos dois bancos, contudo, esse percentual avançou para 80,22%.

Em ativos totais, o Bradesco representava 71,3% do concorrente pós-fusão. Hoje, é 86,9%, com seus R$ 894,4 bilhões.

Méritos do Bradesco à parte, esse encurtamento de distância reflete, pelo menos parcialmente, as dores pós-crescimento do Itaú nos anos que seguiram a maior união bancária brasileira. 

Seja pela dificuldade que envolve engolir uma aquisição do porte do Unibanco, seja por alguns lances não bem-sucedidos para avançar no mercado de crédito ao consumo, os últimos anos não foram fáceis para o Itaú navegar.

“O Itaú enfrenta hoje o desafio de uma receita que não está crescendo, graças à migração para linhas de menor risco. Os benefícios dessa mudança só vão aparecer mais tarde, depois que a linha de provisões para inadimplência diminuir”, raciocina analista que acompanha a instituição. Ou seja, embora o banco tenha promovido ajustes em sua política de crédito, é lenta a recuperação dos problemas passados.

A carteira de crédito de veículos é o grande exemplo de uma aposta do banco que saiu pela culatra. Hoje, já em ritmo de recuperação, a linha chegou a dar prejuízo para o Itaú, graças às elevadas taxas de inadimplência. 

Foi uma aposta em um segmento de crédito de risco menor, já que tinha garantia real do veículo, que se mostrou não tão segura assim. Tanto que, no ano passado, a carteira do banco na modalidade encolheu 14,8% na instituição.

A arrumação da casa já está em curso. Os cortes de pessoal, por exemplo, foram severos no Itaú. De março de 2012 a março deste ano, o quadro de funcionários encolheu em 6.339 postos de trabalho, a maior redução entre os bancos privados.

“São ajustes de eficiência operacional que o banco promoveu no último ano. Outro exemplo foi a dissolução de parcerias com varejistas que não eram rentáveis”, afirma o analista Carlos Daltozo, da BB Investimentos. Desde 2010, o Itaú encerrou 300 alianças desse tipo, incluindo Lojas Americanas e C&C.

Embora tenha enfrentado seu quinhão de problemas também no campo do calote, o Bradesco se mostrou, em algumas áreas, mais adaptável a uma realidade bancária de spreads de crédito menores e busca por linhas mais seguras de financiamento. Antes de o Itaú levar o BMG, por exemplo, o Bradesco já tinha em casa uma estratégia para avançar no consignado, o crédito com desconto em folha em pagamento.

A seguradora do Bradesco, responsável por cerca de um terço do lucro ajustado de R$ 2,943 bilhões do trimestre, é outra vantagem competitiva no cenário bancário atual. A operação reforça as receitas fora do mundo do crédito. 

No Itaú, o consolidado das operações mostrou lucro recorrente de R$ 3,512 bilhões no primeiro trimestre, enquanto a divisão de seguros, previdência privada e títulos de capitalização apresentou resultado líquido de R$ 546 milhões.

O que se nota é que o Itaú vem tentando semear hoje iniciativas que lhe deem vantagens sobre os rivais no futuro. Na área de cartões, por exemplo, o banco tem investido no Itaucard 2.0, que propõe nova metodologia para cobrança de juros no rotativo, mas que ainda não convenceu a concorrência a ponto de ser seguida. A credenciadora de cartões Redecard, trazida no ano passado para dentro do banco, também é outra aposta para um avanço mais saudável do crédito na instituição.

Fonte: Felipe Marques e Carolina Mandl – Valor

Plano de saúde do Itaú descredencia médicos e clínicas

São Paulo – Como se não bastassem a pressão pelo cumprimento de metas abusivas, o assédio moral e as demissões, os funcionários do Itaú também estão descontentes com o plano de saúde. Desde que o convênio passou a ser administrado pela Porto Seguro Saúde, houve vários descredenciamentos, tanto por pedido de médicos e clínicas, quanto por iniciativa do próprio Itaú.

“O banco, de forma unilateral, está enviando correspondências a clínicas e médicos, informando o descredenciamento a partir de junho. Isso está gerando diversos transtornos aos funcionários, principalmente os que possuem tratamentos perenes como fisioterapia. Vamos exigir que a instituição nos dê explicações sobre os motivos disso”, afirma o diretor do Sindicato Júlio Cesar Silva Santos.

Júlio cita como exemplo o caso de uma bancária do CAT que faz fisioterapia na Clínica de Fraturas da Zona Leste, mas que terá de parar o tratamento porque a unidade será descredenciada, sendo que a clínica é uma das que mais presta serviços aos trabalhadores do Itaú.

“Quando adquiriu a Porto Seguro, o Itaú nos garantiu que o convênio continuaria a ser administrado pela Fundação Saúde Itaú. Mas não foi isso que aconteceu”, critica Júlio.

Prejudicados – Segundo a diretora executiva do Sindicato Ivone Maria da Silva, representante dos bancários no Comitê de Acompanhamento do Plano de Saúde do Itaú (Caps), várias reclamações de bancários têm chegado à entidade. “Vamos cobrar uma posição do banco sobre o assunto que tem prejudicado os usuários do plano.”

O problema tomou tal dimensão que o Sindicato está realizando uma pesquisa sobre o convênio entre os funcionários do Itaú.

“Mas podemos ter ideia da insatisfação nos e-mails que recebemos e depoimentos que escutamos. Os trabalhadores, por exemplo, reivindicam maior rede credenciada. Reclamam que os valores de reembolso são baixos em relação aos cobrados pelos médicos, e que o atendimento é ‘péssimo’ na central do convênio”, denuncia Ivone.

(Andrea Ponte, Sindicato dos Bancários de SP)

Delaware se torna 11º Estado dos EUA a legalizar o casamento gay

Delaware se tornou nesta terça-feira no 11º Estado americano a legalizar o casamento gay, depois que o Congresso Estadual aprovou uma nova legislação e o governador, o democrata Jack Markell, a assinou. 

O Senado do pequeno Estado do nordeste dos Estados Unidos aprovou hoje por 12 votos a favor e nove contra a medida, que já foi respaldada pela Câmara dos Representantes em uma votação em abril. 

Markell assinou a lei assim que chegou a seu escritório e assegurou em comunicado que Delaware havia “escrito hoje um novo capítulo” em sua história e “provado que a justiça e a igualdade seguem adiante” no estado. 

Até hoje, Delaware permitia as uniões civis entre casais do mesmo sexo, mas não os casamentos, em uma situação similar à de Havaí, Illinois, Nova Jersey, Nevada, Oregon e Colorado. 

Segundo a lei, o casamento entre pessoas do mesmo sexo será uma realidade em Delaware a partir do dia 1º de julho e os casais que tenham recorrido às uniões civis poderão mudar seu status se desejarem. A legalização chega menos de uma semana depois que outro pequeno Estado do nordeste, Rhode Island, aprovou os casamentos homossexuais. 

Além de Delaware e Rhode Island, o casamento homossexual é legal nos estados de Connecticut, Iowa, Massachusetts, Maryland, Maine, New Hampshire, Nova York, Vermont e Washington, além do Distrito de Columbia. 

O casamento homossexual gera cada vez mais aceitação na sociedade americana, que espera as decisões para julho a decisão da Corte Suprema americana sobre dois casos relacionados com o assunto.

(EFE)

Santander é o banco mais forte da América do Sul; veja ranking mundial

São Paulo – A edição de junho da revista Bloomberg Markets traz uma pesquisa sobre os bancos mais sólidos e, por consequencia, mais confiáveis do mundo. Entre os da América do Sul, Santander Brasil, ItaúBradesco e Banco do Brasil lideram o ranking.

No mundo, a liderança ficou com o Qatar National Bank, do Catar, o primeiro entre 20 instituições globais. Para chegar a tal conclusão, a revista avaliou 78 bancos com ativos totais de 100 bilhões de dólares ou mais, em março deste ano.

Ficaram de fora da análise apenas os bancos que não relataram, até março, os dados de desempenho de 2012 e as instituições que reportaram prejuízo ou falharam no último teste de estresse do Federal Reserve.

Os principais critérios analisados foram: proporção entre o capital da instituição e os ativos ponderados pelo risco; proporção entre os ativos inadimplentes e o total de ativos; relação entre reservas para perdas e empréstimos para ativos inadimplentes; e o índice de eficiência em 2012.

Na avaliação, quanto menor a nota do banco, melhor o seu desempenho. No caso dos bancos que operam no Brasil, o Santander acabou se saindo melhor, na avaliação da Bloomberg. 

  Os bancos mais sólidos por região    
       
Líder Mundial Instituição País Nota
1 Qatar Nacional Bank Qatar 13,8
       
América do Norte Instituição País Nota
1 Canadian Imperial Bank of Commerce Canadá 14,9
2 Royal Bank of Canadá Canadá 17,4
3 Bank of New Scotia Canadá 22,5
4 Toronto-Dominion Bank Canadá 23,5
5 Citigroup EUA 28,8
       
América do Sul Instituição País Nota
1 Banco Santander Brasil Brasil 33,2
2 Itaú Unibanco Brasil 50
3 Bradesco Brasil 60,1
4 Banco do Brasil Brasil 60,2
       
Europa Instituição País Nota
1 Svenska HandelsBanken Suécia 24,7
2 Credit Suisse Group Suíça 26,9
3 Skandinaviska Enskilda Suécia 28,7
4 Turkiye Garanti Bankasi Turquia 29,2
5 SwedBank Suécia  
       
Ásia      
1 Oversea-Chinese Banking Cingapura 14,1
2 DBS Group Cingapura 19,9
3 United Overseas Bank Cingapura 21,4
4 Hand Seng Bank Hong Kong 23,9
5 China Construction Bank China 25,4
       

Fonte: Bloomberg Markets

Serviços e tarifas dão ao Itaú Unibanco R$ 5,122 bilhões

O Itaú Unibanco elevou as suas receitas com prestação de serviços, incluindo as rendas de tarifas bancárias, no primeiro trimestre, impulsionadas por cartões de crédito e serviços de conta corrente. Esses ganhos foram 18,8% maiores de janeiro a março ante igual intervalo de 2012, para R$ 5,122 bilhões.

Ante o trimestre anterior, foi vista queda de 0,5%, apesar da sazonalidade típica do período, que apresenta concentração de receitas no último trimestre do ano, segundo o banco. Desconsiderando o efeito da aquisição das ações dos minoritários da Redecard, ao final de 2012, que impulsionou as receitas com cartões, os ganhos com prestação de serviços do Itaú teriam apresentado crescimento de 8,8% em março ante um ano.

Se levado em conta o resultado com operações de seguros, previdência e capitalização, as receitas do banco atingiram R$ 6,476 bilhões, queda de 1,1% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 15,9% ante o mesmo período de 2012.

As receitas de serviços com cartões de crédito atingiram R$ 2,087 bilhões no primeiro trimestre, cifra 2,4% superior em relação ao trimestre anterior e 36,1% maior em um ano. Esses ganhos foram puxados, conforme o Itaú, pelo crescimento nos volumes transacionados no período, pela aquisição de 100% das ações dos minoritários da Redecard e pelas maiores receitas de anuidades de cartões.

Já as receitas decorrentes dos serviços de conta corrente atingiram R$ 978 milhões no primeiro trimestre do ano, alta de 7,8% em relação ao trimestre anterior e de 30,4% em um ano. Os ganhos com administração de recursos somaram R$ 567 milhões, queda de 4,1% e alta de 14,5%, respectivamente.

(Aline Bronzati, Agência Estado)