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Líderes mundiais exigem respostas sobre avião derrubado com 298 a bordo

Por Anton Zverev

HRABOVE Ucrânia (Reuters) – Líderes mundiais exigem uma investigação internacional sobre a derrubada de um avião de passageiros da Malásia, com 298 pessoas a bordo, sobre a Ucrânia oriental, uma tragédia que pode marcar um momento crucial na pior crise entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.

Enquanto a Ucrânia busca apoio internacional contra a Rússia, duas autoridades dos Estados Unidos disseram que Washington suspeita fortemente que o Boeing 777 da Malaysia Airlines foi derrubado por um míssil disparado por separatistas ucranianos apoiados por Moscou.

Não há sobreviventes do acidente de quinta-feira, o maior ataque até hoje a um avião comercial, que espalhou destroços e corpos por quilômetros de território controlado pelos rebeldes perto da fronteira com a Rússia.

Bandeiras brancas improvisadas marcam os locais onde os corpos caíram em campos de milho, em meio aos escombros. Alguns, despidos pela força do acidente, foram cobertos por folhas de polietileno presas com pedras nas pontas. Sobre um dos corpos foi colocada uma flor.

Uma mulher contou como um cadáver caiu em sua cozinha quebrando o telhado de sua casa. “Houve um barulho alto e tudo começou a sacudir. Então objetos começaram a cair do céu”, disse Irina Tipunova, de 65 anos. “E então eu ouvi um estrondo e ela caiu na cozinha.”

A escala do desastre deve influenciar a pressão internacional para uma resolução da crise na Ucrânia, que matou centenas de pessoas desde que os protestos pró-Ocidente derrubaram o presidente apoiado por Moscou em Kiev em fevereiro e a Rússia anexou a Crimeia, um mês depois.

Vários países ocidentais impuseram sanções à Rússia pela crise na Ucrânia, mas os Estados Unidos adotaram uma posição mais incisiva do que a União Europeia. Analistas afirmam que a resposta da Alemanha e de outras potências da UE para o incidente – possivelmente impondo mais sanções – pode ser crucial para decidir a próxima fase do impasse com Moscou.

Alguns comentaristas compararam a situação ao naufrágio do transatlântico Lusitania, provocado pela Alemanha, em 1915, o que ajudou a empurrar os Estados Unidos para a Primeira Guerra Mundial, mas não se espera que a indignação do Ocidente com a tragédia de quinta-feira leve a uma intervenção militar.

 

A chanceler alemã, Angela Merkel, em uma resposta inicial disse que era muito cedo para decidir sobre novas sanções antes de ser apurado exatamente o que tinha acontecido com o avião.

O Reino Unido afirmou ser necessária uma investigação internacional liderada pela ONU antes que sanções adicionais sejam seriamente consideradas.

Kiev e Moscou se acusaram mutuamente após o desastre, desencadeando uma nova fase em sua guerra de propaganda.

O avião caiu a cerca de 40 da fronteira com a Rússia, perto da capital regional de Donetsk. A região é um reduto de rebeldes que lutam contra as forças do governo ucraniano, os quais já derrubaram aviões militares da Ucrânia.

 

(Reuters Brasil)

Juiz condena blogueira que ‘aparecia bem demais’ no Google

Caroline Doudet usou seu blog Cultur’elle para fazer as críticas

A Justiça francesa condenou uma blogueira por escrever uma dura crítica a um restaurante que “aparecia demais” no Google.

A decisão obrigou a blogueira Caroline Doudet a mudar o título de um post em que fala mal do restaurante Il Giardino, em Cap-Ferret, no sudoeste da França.

A medida também determina que ela pague uma indenização ao estabelecimento.

O texto era intitulado “O lugar para evitar em Cap-Ferret: Il Giardino”. Nele, a blogueira se queixava do serviço do restaurante durante uma visita em agosto de 2013 e acusava o proprietário de má atitude.

De acordo com documentos do processo, a crítica aparecia em quarto lugar quando alguém fazia uma pesquisa pelo nome do restaurante.

Caroline Doudet

Blogueira criticou serviço de estabelecimento

O proprietário alegou que o texto prejudicava seu negócio injustamente.

Um juiz de Bordeaux concordou e entendeu que o prejuízo para o restaurante era agravado pelo número de seguidores do blog de moda e literatura de Doudet, “Cultur’elle”: cerca de 3 mil.

O juiz determinou que Doudet deveria alterar o título do blog para evitar a construção “o lugar para evitar” e pagar 1,5 mil euros (aproximadamente R$ 4,5 mil) ao restaurante. O post já foi deletado.

‘Novo crime’

Para a blogueira, a decisão tornou crime aparecer no topo das pesquisas em buscadores da internet.

“Esta decisão cria um novo crime, o de ‘aparecer bem demais [em um buscador]‘ ou de ter uma influência muito grande”, disse Doudet à BBC.

O proprietário – que não falou à BBC – reclamou do artigo inteiro, mas o juiz limitou sua decisão ao título.

“Venho trabalhando sete dias por semana há 15 anos. Eu não podia aceitar isso”, disse o empresário, segundo o site Arret sur Internet.

“As pessoas podem criticar, mas há uma maneira de fazê-lo – com respeito. E esse não foi o caso.”

Segundo a lei francesa, um juiz pode emitir uma ordem de emergência para forçar uma pessoa a interromper qualquer atividade que esteja prejudicando a outra parte na disputa.

A decisão se assemelha a uma liminar na lei brasileira e pode ser derrubada se as partes levarem o processo até o fim.

Mas a blogueira disse que não pretende recorrer porque “não quer reviver semanas de angústia”.

Segundo ela, a decisão foi tomada em uma audiência de emergência. Por isso, afirma, ela não teve tempo para encontrar um representante legal e se defendeu sozinha no tribunal.

Um advogado francês e blogueiro que escreve sob o pseudônimo de Maître Eolas disse que, no direito francês, este tipo de sentença não cria precedência legal.

Via http://www.bbc.co.uk/

Quem tem medo do BRICS?; por Roberto Amaral

Da Carta Capital

Quem tem medo do BRICS?

Por Roberto Amaral, vice-presidente nacional do PSB
O bloco só cresce de importância, mas determinados setores continuam insistindo na tese de decadência
BRICS criam banco próprio – Foto: Shutterstock
Há dez anos surgiu o acrônimo BRIC, sigla formada pelas iniciais de quatro países que despertavam admiração no mundo pela vitalidade de suas economias – Brasil, Rússia, Índia e China, aos quais se associa a África do Sul – e que hoje representam 19% do PIB global. Nesses dez anos, o conjunto de suas economias cresceu de 3 trilhões de dólares para 13 trilhões de dólares. Esses 10 trilhões a mais correspondem em nossos dias a seis economias da Grã-Bretanha em 2001. Ainda nesses curtos dez anos, a China, a locomotiva do bloco, crescendo a um ritmo médio de 7% ano, chegou ao posto de segunda economia do mundo; suplantou o Japão e é o dobro da economia alemã, o mais rico e mais poderoso país da Europa Ocidental. Não obstante, a grande imprensa mundial, as ‘consultorias’ e agências de ranking disso e daquilo de Wall Street e da City de Londres, o FMI e a OCDE, a grande imprensa de lá – The EconomistThe Financial TimesThe Time – de cá – o jornalão, a revistona – anunciam o réquiem do bloco, como diariamente anuncia a falência do Mercosul.

Nossas exportações, no entanto, principalmente de manufaturados, para nossos vizinhos só têm aumentado. O Brasil, embora crescendo a taxas relativamente baixas, ultrapassou a Itália e a Inglaterra, e é hoje a sexta economia mundial. Nas duas últimas décadas o peso econômico dos países integrantes dos BRICS aumentou de 5,6% para 21,3%, o que, convenhamos, não é nada desprezível. Projeta-se para a próxima década em 3% a expansão da economia mundial, mas o crescimento dos BRICS está estimado em 7%. Em 2015 esse conjunto de países poderá ser responsável por cerca de um quarto do PIB mundial.

As trocas entre os cinco países somavam 250 bilhões de dólares e podem chegar a 500 bilhões de dólares já em 2015. A China já é nossa principal parceira comercial e as negociações em curso prometem elevar o fluxo comercial entre o Brasil e a Rússia para 10 bilhões de dólares, já neste ano. Relativamente ao país de Putin, para além das trocas comerciais, há uma largo espaço para percorrer no campo da cooperação científica e tecnológica. E inovação, onde são notórias nossas carências

Nossos cinco países representam 20% do PIB mundial e cada um exerce papel de forte liderança em seus respectivos continentes. Não são números irrelevantes e contrastam com o descrédito e o ceticismo da opinião conservadora que acompanha com restrições as possibilidades de expansão econômica – e nela envoltas, de expansão política e militar desses países – alterando a correlação de forças do status quo internacional ensejado pela derruição do bloco socialista e o fim da Guerra Fria. É a resposta da realidade objetiva ao descrédito que a economia desses países despertava, e de certa forma ainda desperta, nos círculos conservadores internacionais. No Brasil ele é criticado, na companhia do Mercosul, por aqueles que não compreendem que nosso país possa integrar projeto, político ou econômico, que não seja chancelado pelos EUA. Em um mundo caracterizado pelas mais profundas assimetrias de poder, a política de blocos – a que não têm fugido mesmo os EUA – é um imperativo de sobrevivência daquelas economias mais frágeis que encontram sua superação na negociação coletiva. Esse bloco tem possibilitado a ação coordenada em foros internacionais e  construção de uma agenda própria.

Como entre nossos países no Mercosul, sabidamente guardam os BRICS grandes contrastes e diversidade cultural, as quais, todavia, não lhes têm impedido a atuação como bloco econômico e bloco político, nem a ação articulada nos fóruns internacionais de sorte a enfrentar o hegemonismo das grandes potências, EUA, União Europeia e Japão. Assim é que lograram impor uma nova geopolítica ao mundo da unipolaridade, com o que se têm beneficiado todos os países, particularmente aqueles de menor peso econômico. Além de grandes mercados de consumo – em condições de influir na economia mundial – os BRICS reúnem duas potências nucleares com assento no Conselho de Segurança da ONU, grandes territórios, grandes populações – 40% da população mundial –, elevado nível de industrialização e ponderável base científica e tecnológica. Esses fatores são postos de manifesto quando a crise econômica parece sobreviver e a lenta recuperação das potências capitalistas constrange os investimentos e o fluxo de comércio, conquanto estimule a volatilidade dos mercados financeiros.

Como em todos os momentos de crise, quem paga o alto preço é a paz mundial, vez mais um projeto transferido para as calendas gregas.

Com todas suas óbvias consequências econômicas, o quadro mundial presente e visível para os próximos anos aponta para a conturbação da guerra se alastrando por áreas cada vez maiores da Ásia, da África e do Oriente Médio, com seu rasto de devastação e genocídio: Afeganistão, Paquistão, Iraque, Síria, Líbia, as ameaças ao Irã, os conflitos de fronteira na Turquia, o sistemático genocídio palestino na Faixa de Gaza, os conflitos raciais, tribais e religiosos…

A crise de produção de petróleo e outros insumos, a crise da produção de alimentos e outras commodities, a fome, a miséria, a degradação humana, a desagregação dos países e a anarquia política, o êxodo de povos e nações, bem como a ameaça que paira sobre civilizações milenárias, a guerra continuada do capitalismo contra a ida e a natureza.

Nesse quadro se eleva a importância estratégica dos BRICS pela força territorial e econômica de cada um dos países integrantes e pelo papel de cada um na geopolítica regional.

Em um mundo assim descrito, a América do Sul progressista, pacífica e em desenvolvimento acelerado e a África – continentes ainda à margem da política de guerra (leia-se ‘terra arrasada’) dos EUA – constituem espaço de projeção natural das iniciativas dos BRICS. Daí a importância do encontro dos líderes dos BRICS com suas contrapartes sul-americanas no âmbito da VI Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que nosso país está sediando. Desse encontro pode resultar a abertura mutuamente benéfica de mercados para os produtos da América do Sul e dos BRICS – e se isso ocorrer, estaremos fortalecendo o desenvolvimento econômico do sub-continente e, com ele, a solidificação de nossa comum opção democrática e progressista, que tanto incomoda as elites reacionárias de nossos países.

Pode ser esta, igualmente, uma oportunidade de fortalecimento do Mercosul, expectativa que se anima à vista do projeto do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, que deverá investir em principalmente nas cruciais áreas de infraestrutura, dando base material à ajuda internacional e à cooperação econômica que, pela porta do financiamento do desenvolvimento, favorecerá a integração de nossos países e, amanhã, de nossos povos.  A carência que mais nos ameaça é a de capitais para financiar o desenvolvimento, pois o capital estrangeiro que aporta é predominantemente especulativo, ou seja, visa exclusivamente ao retorno, quando o Banco de Desenvolvimento aportará capital estratégico.

Mas esta não é a história toda.

Do ponto de vista político, o fundamental é que os países integrantes dos BRICS podem dizer que, nas circunstâncias do mundo globalizado sob o império da unipolaridade, comandam cada um o seu destino. Realizaram reformas estruturais, patrocinaram a rápida urbanização e modernizaram suas economias. O Brasil, por exemplo, realizou notável esforço de distribuição de renda, elevando substancialmente a qualidade de vida de suas populações. Elevaram-se, na maioria dos países os contingentes de classe-média e em alguns países, como Brasil e China, a expectativa de vida é de 73 anos. No entanto ainda são, no geral, precários os indicadores de escolaridade, a assistência médica universal é deficiente e os índices de mortalidade infantil ainda são inaceitavelmente altos.

O sonho é que estejamos ingressando na segunda fase do BRICS, aquela que se seguirá ao sucesso da gestão macroeconômica, quando reformas profundas da infraestrutura econômica (com implicações igualmente profundas na transformação das estruturas políticas congeladas) poderão abrir caminho para sociedades socialmente mais justas.

 

Boeing 777, como o que caiu na Ucrânia, pode levar até 440 pessoas

Foto de 2012 mostra um Boeing 777 decolando de aeroporto em Los Angeles (Foto: JoePriesAviation.net/AP)

O Boeing 777-200 da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia com 295 pessoas a bordo, supostamente derrubado por um míssil, é um avião de longo alcance e está entre os maiores bimotores do mundo, segundo a fabricante norte-americana.

Com capacidade para até 440 passageiros, os Boeings 777 são escolhidos por companhias aéreas para voos internacionais de longas distâncias.

O modelo que caiu nesta quinta-feira (17) é igual ao do avião da Malaysia Airlines que desapareceu na madrugada do dia 8 de março, após decolar de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino a Pequim. Havia 239 pessoas a bordo.

O primeiro 777-200 entrou em operação em 1995, pela companhia United Airlines, dos Estados Unidos. O modelo voa a até 950 quilômetros por hora, tem 63,7 metros de comprimento e 60,9 metros de envergadura.

No Twitter, a Boeing afirmou que aguardava mais informações sobre o incidente e que estava pronta para prestar a assistência necessária.

Até o desaparecimento do avião na Malásia, o único acidente com morte de passageiros do Boeing 777-200 havia sido em julho de 2013, após um avião da companhia Asiana perder as rodas, a cauda e um motor em um pouso no aeroporto de São Francisco (EUA). Três pessoas morreram no incidente.

Descompressão
Em 5 de março, a agência que regula a aviação civil nos Estados Unidos publicou uma diretriz de aeronavegabilidade (espécie de norma de voo) para aviões Boeing do modelo 777, alertando sobre o risco de corrosão ou rachaduras na fuselagem que poderiam levar a uma descompressão interna e falhas estruturais no avião.

Na regra, o órgão determinou uma revisão e repetidas inspeções na cobertura visual da fuselagem, principalmente na área abaixo e na região próxima da adaptação da antena de comunicação via satélite (SATCOM). A agência pediu que qualquer defeito ou sinal de corrosão na fuselagem fosse corrigido.

A possibilidade de uma descompressão interna, de forma lenta, sem que os passageiros e a tripulação percebessem o que ocorria, ou de forma rápida, quebrando a aeronave, foi levantada, inicialmente, após o sumiço do MH370 em março.

(Tahiane Stochero, Do G1, em São Paulo)

Boeing 777 da Malaysia Airlines com 295 a bordo cai na Ucrânia

Aeronave da companhia Malaysia Airlines caiu na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, com 295 pessoas a bordo Reprodução/Rede Record

Um Boeing 777 da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo caiu na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, nesta quinta-feira (17).

A agência russa Interfax afirmou que o avião teria sido derrubado quando estava a 10 mil metros de altitude. A informação ainda não foi confirmada pelas autoridades.

A Malaysia Airlines informou que perdeu contato com o voo MH17 às 14h15 GMT (11h15 de Brasília) a cerca de 50 km da fronteira entre Ucrânia e Rússia. O avião havia decolado de Amsterdã, na Holanda, às 12h15 locais, e deveria chegar a Kuala Lumpur, na Malásia, às 6h10 desta sexta-feira (18), também no horário local.

A aeronave voava normalmente, sem registro de problemas, até desaparecer do radar, segundo Dmytro Babeychuk, chefe do órgão regulador do espaço aéreo ucraniano. A Associação Internacional de Transporte Aéreo informou que o avião voava em uma área livre de restrições.

Após a queda do avião, todo o espaço aéreo no leste da Ucrânia foi fechado, disse a Eurocontrol em comunicado.

Nas últimas semanas, aviões militares foram derrubados no leste ucraniano, perto da fronteira russa, onde as forças do governo têm enfrentado separatistas pró-Rússia.

Destroços
Destroços do avião, em cuja cauda aparece a logomarca da companhia malaia, malas e outros equipamentos podem ser vistos espalhados ao longo de uma vasta zona da cidade de Grabove, na região de Donetsk. Soldados das forças rebeldes e bombeiros já chegaram ao local, e a Rússia pediu a Kiev permissão para entrar no leste da Ucrânia e ajudar com as operações de resgate.

Separatistas pró-Rússia disseram ter encontrado a caixa preta do avião, segundo a agência Interfax. De acordo com a agência RIA, eles estariam dispostos a um cessar-fogo de três dias para que os trabalhos de resgate possam ser realizados.

O chefe dos serviços de emergência da Ucrânia disse que os trabalhos de resgate estão sendo impedidos por “terroristas armados”.

Zoryan Shkyryak, assessor do Ministério do Interior russo, disse à Interfax que o número total de mortos passa de 300, entre eles 23 cidadãos norte-americanos. A informação difere do número oficial de pessoas a bordo do avião, de 295.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em pronunciamento que o governo está trabalhando para confirmar a existência de americanos a bordo da aeronave. “Nossos pensamentos e orações estão com as famílias dos passageiros”, disse Obama.

O vice-presidente americano ofereceu assistência para o presidente ucraniano para ajudar nas investigações do que ocorreu com o avião. A França informou que pelo menos quatro franceses estavam no voo.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse que a queda do avião foi um “ataque terrorista”. “Eu acabei de conversar com o primeiro-ministro da Holanda e expressei minhas condolências. Em nome da Ucrânia, eu convidei profissionais e especialistas da Holanda para investigar esse ataque terrorista de forma transparente. Quero enfatizar que não chamamos isso de acidente ou catástrofe. É um ataque terrorista.”

Em comunicado, Poroshenko declarou que “este é o terceiro caso trágico nos últimos dias, após os aviões An-26 e Su-25 das forças armadas ucranianas serem derrubados a partir do território da Rússia”.

O chefe de segurança da Ucrânia, Valentyn Nalivaychenko, acusou dois militares do serviço de inteligência russo de estarem envolvidos com a queda do avião e disse que eles devem ser punidos pelo “crime”. Segundo ele, a acusação é baseada em interceptações de ligações telefônicas entre os dois militares.

Míssil
Anton Goroshenko, assessor do ministro do Interior da Ucrânia, disse em sua página no Facebook que a aeronave foi abatida por um míssil terra-ar. De acordo com Goroshenko, estavam a bordo 280 passageiros e 15 tripulantes.

Representantes da autoproclamada República Popular de Donetsk negaram que tenham armamento para derrubar um avião que voe a 10 mil metros de altura.

O líder separatista Aleksander Borodai culpou as forças ucranianas pela derrubada do avião. “Aparentemente, é um avião de passageiros, que foi derrubado pela Força Aérea da Ucrânia”, disse à emissora de TV russa Rossiya 24.

Um comunicado publicado em um site oficial dos separatistas pró-russos também culpa as forças da Ucrânia. “Testemunhas viram o Boeing 777 ser atacado por um avião de caça ucraniano. Depois, o avião comercial partiu em dois e caiu no território da ‘República de Lugansk’ (autoproclamada pelos separatistas no leste da Ucrânia)”, informa o site.

O governo de Kiev negou o envolvimento de suas Forças Armadas na queda do avião.

Testemunhas
“Eu estava trabalhando no campo com o meu trator quando ouvi o barulho de um avião e então uma explosão e tiros. Então eu vi o avião bater no chão e quebrar em dois. Tinha muita fumaça preta”, disse à Reuters uma testemunha que se identificou apenas como Vladimir.

Um rebelde separatista da localidade próxima de Krasni Luch, que se identificou apenas como Sergei, disse: “Da minha varanda eu vi o avião começando a descer de uma altitude muito grande e então escutei duas explosões”.

Ele negou que os rebeldes tenham derrubado o avião. “Isso somente poderia acontecer se fosse um caça ou um míssil terra-ar (que tenha abatido o avião de passageiros)”, disse ele.

Autoridades
Segundo a agência russa RT, o presidente russo, Vladimir Putin, informou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a queda imediatamente após as primeiras notícias, em uma conversa telefônica. O Kremlin e a Casa Branca ainda não se pronunciaram sobre a possibilidade de o avião ter sido derrubado.

Putin expressou suas “sinceras condolências” ao primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, que se disse chocado com o ocorrido. “Eu estou chocado com as informações sobre queda de um avião da MH. Nós estamos lançando uma investigação imediata”, disse Razak em sua conta no Twitter. MH é o código usado para a companhia Malaysia Airlines.

O premiê da Holanda, que estava em Bruxelas, anunciou que está retornando para seu país após a queda do avião. “Estou profundamente chocado com as dramáticas informações da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines”, afirmou.

Avião desaparecido
A Malaysia Airlines é a mesma companhia que teve um avião desaparecido em circustâncias misteriosas em março deste ano, com 239 pessoas a bordo. O voo MH370, que saiu de Kuala Lumpur para Pequim, na China, perdeu o contato durante o trajeto e teria caído no sul do oceano Índico, depois de mudar de rota.

Apesar dos grandes meios mobilizados, até hoje não foi encontrado nenhum destroço da aeronave. As buscas continuam em regiões próximas à costa da Austrália.

(G1 Mundo)

‘Rugby para Todos’ promove inclusão por meio do esporte

França, Irlanda, Argentina, Austrália e Inglaterra são alguns dos países que amam o rúgbi – esporte coletivo de intenso contato físico, cujo principal objetivo é levar a bola (oval) para além da linha do gol adversário e apoiá-la contra o solo. No Brasil, o rúgbi ainda engatinha. Nem por isso, seus praticantes deixam de cumprir uma importante missão social: desenvolver a cidadania de jovens adeptos, por meio do esporte.

Criado a partir de uma ação social na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, em 2004, o Instituto Rugby para Todos, dirigido por Maurício Draghi, 37 anos, e Fabrício Kobashi, 33 anos, ex-atletas da Seleção Brasileira de Rúgbi, desembarcou em 2013 nas praias de Copacabana, Leblon e Ipanema, além da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro. Atualmente, 200 crianças são atendidas gratuitamente em São Paulo e outras 150, no Rio. Desde o início do projeto, cerca de 3.000 jovens foram assistidos pelo Instituto. A garotada é recebida por uma equipe multidisciplinar composta por 32 profissionais nas duas capitais.

“A escolha do bairro de Paraisópolis, na capital paulista, foi proposital. Nosso objetivo era apresentar o rúgbi aos moradores, haja vista que nem o termo ‘rúgbi’, que simboliza o esporte, muitas vezes, eles conseguem falar. A ideia é justamente disseminar esse conceito para que o maior número de crianças tenham conhecimento do esporte que trouxe tantos benefícios para a gente”, acredita Draghi.

Para participar do projeto, garotos e garotas de 7 anos a 17 anos precisam ter boa frequência na escola. “O projeto se chama ‘Rugby para Todos’, pois aceitamos todos os tipos de crianças, desde aquele talento nato para qualquer tipo de modalidade esportiva até os que têm mais dificuldades, com um déficit motor ou neurológico. Não temos o objetivo de formar apenas atletas de alto rendimento”, afirma Draghi.

“As crianças absorvem o conhecimento, que é muito direcionado em termos de convivência e isso é o principal. O trabalho multidisciplinar favorece esse aprendizado.”

O projeto, que hoje conta com apoio de leis de incentivo, ainda trabalha com colaboradores voluntários nas áreas de comunicação, design e fisioterapia, além de promover a inclusão da modalidade em escolas particulares e clubes privados. Em breve, o instituto deve contratar uma fisioterapeuta.

Via http://esportes.terra.com.br

Tessa Evans: A corajosa menininha que nasceu sem nariz

Uma menina nasceu com uma anomalia raríssima no Reino Unido. Tessa Evans corre, manda beijo e faz uma série de coisas como uma criança normal, mas ela veio ao mundo sem nariz. Segundo reportagem feita pelo jornal Daily Mail, apenas 40 casos como o de Tessa foram relatados na literatura médica; ela não tem senso de cheiro, mas pode tossir, espirrar e até pegar um resfriado. Segundo a mãe, Gráinne Evans, no começo a situação era estranha, mas a alegria apresentada pela filha fez com que a situação passasse despercebida.

“No começo, eu simplesmente não conseguia entender isso. Nem sabia que era possível. Como é que a minha menina não tem um nariz? Ela vai viver? Ninguém seria capaz de ajudá-la? Mas desde que chegamos em casa, ela cresceu e a cada dia sorria mais e mais. Seu brilho faz suas diferenças desaparecerem”, disse.

Tessa irá realizar um tratamento no Great Ormond Street Hospital, em Londres. O procedimento prevê a inserção de um molde em forma de nariz para ela, através de uma cirurgia. O “nariz” novo será substituído por um maior a cada dois anos, acompanhando o crescimento da jovem. “Nós exploramos diferentes opções, mas vamos optar por um menos invasivo, que terá o menor efeito drástico em sua aparência”, disse a mãe.

“Ela é totalmente perfeita para nós do jeito que ela é, mas temos que pensar sobre o que vai tornar a vida o mais normal possível para ela, a longo prazo. Não tem sido uma decisão fácil. Tessa também nasceu com outros problemas relacionados com a sua condição, incluindo um pequeno buraco em seu coração e problemas com a sua visão. Com apenas 11 semanas de idade, ela precisou de uma cirurgia para remover uma catarata no olho esquerdo, mas complicações a deixou completamente cega nesse olho. Ela também precisava de uma traqueostomia para permitir que respire enquanto está comendo ou dormindo. Apesar de ter um início difícil, Tessa sempre foi saudável e vai alcançar todas as suas metas”, finalizou.

Reportagem IBahia

A morte de Nadine Gordimer, Nobel de Literatura

Jornal GGN - A escritora sul-africana Nadine Gordimer morreu ontem, aos 90 anos de idade, em sua casa em Joanesburgo. Gordimer recebeu o Nobel de Literatura em 1991 e foi uma das vozes mais ativas contra o regime do apartheid. Entre suas obras, destacam-se “A filha de Burguer”, de 1980. No Brasil, a editora Companhia das Letras publicou os livros “Ninguém para me acompanhar”, “A arma da casa”, “O engate”, “De volta à vida”, “Beethoven era 1/16 negro” e “O melhor tempo é o presente”.

Do G1

Em março, sul-africana havia revelado que tinha câncer no pâncreas. Boa parte da obra era sobre situação social de seu país durante apartheid.
Morreu na noite deste domingo (13), aos 90 anos, a escritora sul-africana Nadine Gordimer, ganhadora do prêmio Nobel de Literatura e conhecida por combater o regime de segregação racial em seu país, informa a Reuters. De acordo com a agência de notícias, a autora estava em casa e acompanhada dos filhos, Hugo e Oriane.

Uma das principais vozes contra o apartheid, Nadine havia revelado em março que tinha câncer no pâncreas e que não conseguiria mais escrever um novo romance. “Talvez faça alguns contos, mas escrever me deixa mal e sou muito crítica, muito exigente com meu trabalho. Não acredito que aceitaria algum trabalho que não me satisfaça”, afirmou na época.

Sobre a doença, mostrava preocupação. “Sinto muita dor. Quando escrevi o meu último romance, não o tinha [câncer], ainda não tinha começado, e o que escrevi não tem nada a ver com a doença”.  Ela recebeu o Nobel de Literatura em 1991 e o Booker Prize em 1974, além de outros prêmios.

Em boa parte de seus mais de 30 livros, Nadine abordou a situação social na África do Sul. Ela ficou mundialmente famosa com o romance “A filha de Burger”, de 1980. Seu primeiro romance, “The living days”, saiu em 1953.

No Brasil, a editora Companhia das Letras publicou seis obras da escritora: “Ninguém para me acompanhar”, “A arma da casa”, “O engate”, “De volta à vida”, “Beethoven era 1/16 negro” e “O melhor tempo é o presente”.

Também lançou a coletânea de contos “Contando histórias”, organizada por Nadine. Com 21 histórias, o livro teve seus direitos revertidos para a TAC (Treatment Action Campaign), uma campanha para tratamento e prevenção da Aids.

Já o selo Biblioteca Azul, da Globo Livros, publicou “Tempo de reflexão 1 – De 1954 a 1989″ e “Tempos de reflexão 2 – De 1990 a 2008″. Nas duas coletâneas de ensaios, Nadine retrata sua longa trajetória literária.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (14), a assessoria de imprensa da editora reproduziu um trecho de “Tempo de reflexão 1″, justamente aquele em que a escritora relembra seus primeiros textos, ainda criança. “Quando comecei a escrever, com nove ou dez anos, eu escrevia com o que passei a acreditar ser a única verdadeira inocência – um ato sem responsabilidade”, afirma.

Em outra passagem, no livro “Tempo de reflexão 2″, ela cita o autor do polêmico “Os versos satânicos” para falar sobre libedade. “Salman Rushdie não tem sido visto por… quanto tempo? Ele se tornou um dos Desaparecidos, como aqueles que sumiram durante um período recente na Argentina e aqueles que desaparecem sob o apartheid na África do Sul”, comparou.

“Os governos repressivos têm o poder de destruir vidas nos seus países; quando as religiões adotam esses métodos, elas têm o poder de aterrorizar, por meio de seus fiéis, qualquer parte do mundo.”

Mandela
Em 2006, Nadine Gordimer foi a escolhida para entregar a Nelson Mandela (1918-2013) a distinção Embaixador da Consciência, atribuída pela Anistia Internacional. Na época, a agência de notícias France Presse reproduziu declarações da escritora durante a cerimônia.

“Mandela foi e é um revolucionário no melhor sentido da palavra”, afirmou sobre o ex-presidente da África do Sul. Ela destacou a independência intelectual de Mandela e sua aversão ao “politicamente correto”.

No ano seguinte, Nadine visitou o Brasil para participar da 5ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Naquela edição do evento, estiverma ainda nomes como Amós Óz, Robert Fisk, Mia Couto e J.M. Coetzee.

No final de 2011, Nadine Gordimer se destacou por criticar um projeto de lei sobre a informação na África doo Sul, que para ela representava um retorno ao período no qual a liberdade de expressão estava suprimida pelo apartheid.

“As pessoas lutaram e morreram para conquistar a oportunidade de ter uma vida melhor, uma vida que atualmente está arruinada e prejudicada pela corrupção”, afirmou na ocasião. “As práticas de corrupção e nepotismo só podem ser denunciadas se tivermos liberdade de expressão.”

 

Banco de Desenvolvimento do Brics é criado em Fortaleza; sede será na China

Foi criado, na tarde desta terça-feira, o Novo Banco de Deselvolvimento (NBD) do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Durante a sessão plenária da VI Cúpula, os ministros da Fazenda e das Finanças dos cinco países assinaram a declaração de criação do banco, assim como a do Arranjo Contingente de Reservas (CRA).

A sede do banco será em Xangai, na China. Foi decidido também que o primeiro escritório será na África do Sul e que a presidência ficará a cargo da Índia. Ao Brasil, coube apenas a primeira direção do banco.

O NBD terá capital inicial de US$ 50 bilhões, e o do CRA será de US$ 100 bilhões.

Chefes de Estado

Dilma Rousseff foi a primeira a falar durante a sessão plenária. A presidente cumprimentou Vladimir Putin e demonstrou solidariedade quanto ao acidente ocorrido nesta terça-feira em um metrô de Moscou, na Rússia, o qual teve 19 vítimas fatais.

Em seguida, foi a vez do presidente russo se pronunciar, destacando o tamanho do mercado consumidor do grupo, que tem 42% da população mundial. “Temos interesse em ampliar a cooperação entre os países dos Brics”, afirmou Putin. O presidente ressaltou também a relevância das duas instituições criadas durante a Cúpula. “O banco vai ser uma das agências mais importantes do mundo, e o fundo vai prevenir dificuldades e promover mudanças macroeconomicas”.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, destacou a importância do grupo no cenário mundial. “O mundo enfrenta um alto nivel de trubulências econômicas e políticas, os conflitos e a instabilidade estão crescendo. Precisamos lutar pelo crescimento inclusivo. Vemos questões de mudanças climáticas e de paz (…). O Brics pode dar respostas a todas essas questões. Isso porque a ideia essencial do Brics é de um grupo que olha para frente e pode dar sugestoes aos organismos mundiais”.

Em seus discursos, Modi e Putin falaram em maior intercâmbio cultural entre os países. Putin disse que o grupo está trabalhando na Universidade do Brics.

A ideia foi ratificada por Modi: “A Universidade do Brics, com acesso pela internet, promoveria a troca de conhecimentos. Também é uma possibilidade um centro de línguas do Brics”.

O presidente da China, Xi Jinping, falou sobre a escolha da sede em seu país. “Conseguimos definir o estabelecimento do banco (em Xangai) hoje. O banco vai aumentar a voz do Brics no mundo e promover o desenvolvimento. A sede estará aberta a cooperação”. Ele frisou a necessidade de condições iguais entre os membros. “Esse grupo é comprometido a criar um banco justo”.

Já o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, mostrou otimismo quanto ao futuro dos países integrantes do Brics. “Começamos essa jornada com embarque conjunto em projetos com impacto visível em nosso desenvolvimento. E tenho certeza que nosso continente vai abrir os braços para esse desenvolvimento”.

Redação O POVO Online

 

Mulher gasta R$ 13 mil após repetir 110 vezes o exame de habilitação

Uma britânica de 28 anos gastou £ 3.410 (cerca de R$ 13 mil) após repetir 110 vezes o exame teórico para ter sua carteira de habilitação – e não passar. A informação foi divulgada pela DSA, departamento de trânsito do governo britânico, neste domingo (13/07) ao site de notícias “Daily Mail”.

O exame teórico de condução custa £ 31 (cerca de R$117) e é composto por questões de múltipla escolha e uma prova de percepção de riscos. De acordo com o DSA, a média de aprovação nacional é de 65,4%. A jovem britânica, que mora em Londres e não teve seu nome revelado, ainda não faz parte desta estatística e ainda terá de passar no teste prático de condução para ter em mãos a sua habilitação. De acordo com o site Daily Mail, se a mulher tivesse começado a fazer o teste aos 17 anos, ela teria sentado para fazer o exame dez vezes anualmente nos últimos 11 anos.

Embora nenhum outro aluno tenha feito tantos testes como essa mulher, alguns chegam perto de seu recorde. O órgão também revelou que um homem de 30 anos de idade, de Peterborough, na Inglaterra, não passou no teste teórico de condução após 86 tentativas e outro homem de 40 anos não passou no teste prático após 34 tentativas. O teste prático de condução tem duração de cerca de 40 minutos e custa £ 62 (cerca de R$234). 

Fonte: Correio do Estado

A Copa dos Brics. Mudanças na geopolítica global

Saímos de uma Copa do Mundo para uma “copa” política – a Sexta Cúpula Presidencial dos Brics –, à qual se seguirá uma reunião entre os lideres do Brics e da Unasul. Se tudo der certo, do encontro entre líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sediado em Fortaleza no dia seguinte ao da final do Mundial, será anunciada a criação do Banco do Brics e de um fundo de reservas, no valor de US$ 150 bilhões. Será um banco de fomento, nos moldes do  Banco Mundial. O fundo de reservas servirá como embrião de uma espécie de FMI próprio, com a missão de socorrer qualquer membro que tenha dificuldade de obter financiamento em outras instituições multilaterais.

A reunião dos Brics ocorre em um momento extremamente importante. A crise da Ucrânia contribuiu para afastar do Ocidente o presidente russo, Vladimir Putin, e levou-o a estreitar, ainda mais, seus laços com Pequim e os outros membros do grupo. Essa nova fase de aproximação com os chineses foi sacramentada com a assinatura do “tratado do século”, para a venda, ao longo dos próximos 30 anos, de gás russo à China, pela respeitável quantia de US$ 400 bilhões.

Por maior que pareça, não se trata, no entanto, de um mero negócio.   O estabelecimento de um corredor entre o urso russo e o dragão chinês, que se assentará em extensa rede de gasodutos e obras de infra-estrutura, abrirá caminho para a construção de gigantesco polo econômico e demográfico, a Eurásia. Um continente virtualmente novo, no qual se dará a ocupação planejada de milhões de hectares de planícies e montanhas, hoje desocupadas, com um projeto que envolverá também outras nações, como o Cazaquistão e a Mongólia, e, a longo prazo, também a Índia.

A radicalização das relações entre a Rússia e o Ocidente, com a imposição de sanções pelos Estados Unidos, tende a levar Moscou a buscar outros fornecedores para os alimentos que importa, privilegiando o Brasil e a Argentina. Mas as oportunidades para o nosso país vão além disso. Nos últimos anos, temos estreitado a cooperação tecnológica e militar com os Brics.

Já fazemos, há alguns anos, satélites de monitora­mento de recursos terrestres com a China – o último teve 50% de conteúdo nacional. A Embraer fornece aviões radares para a Índia. A Avibras e a Mectron estão desenvolvendo, para as Forças Aéreas brasileira e sul-africana, moderníssimo míssil ar-ar A-Darter em associação com a Denel. Compramos helicópteros MI-35, e baterias anti-aéreas Pantzir dos russos, que nos convidaram a dividir com eles, e os indianos, o projeto e a fabricação do caça bombardeiro de quinta geração T-50.

Como qualquer proposta dirigida para mudar o status quo vigente, o Brics tem sofrido intensa campanha nos meios de comunicação ocidentais, voltada para desacreditar o grupo, reduzindo-o à condição que tinha, no inicio, de mera sigla econômica. A China já é o maior sócio comercial do Brasil. Temos tido, como membro do Brics, e também do Mercosul, superávits em nosso comércio com os chineses e a América do Sul, enquanto com a Europa e os Estados Unidos têm aumentado nossos déficits e piorado nossas relações de troca.

É claro que não podemos abrir mão de nossas relações com o resto do mundo, mas, qualquer que seja o próximo governo, os laços que nos ligam a Moscou, Pequim, Nova Délhi e Pretória deverão permanecer como pilar essencial de nossas relações externas.

Isso vale para a economia, com o atendimento, pelo Brasil, do imenso mercado que surgirá, nos próximos anos, com a incorporação de dezenas de milhões de indivíduos ao consumo, na China e na Índia, condição que dificilmente encontraríamos em outras regiões do mundo. Mas também vale para a política, com o estabelecimento de uma aliança estratégica mundial com países que podem nos ajudar a queimar etapas nas áreas de tecnologia, diplomacia e defesa nos próximos anos. 

(por Mauro Santayana, Revista do Brasil)

Representantes da África do Sul, China e Índia já estão em Fortaleza para Cúpula do Brics

Os presidentes da África do Sul e da China e o primeiro-ministro da Índia já estão em Fortaleza para a reunião da Cúpula do Brics nesta terça-feira (15) no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

De acordo com a Infraero, os três chefes de Estado chegaram no início da tarde, entre 13h30 e 14h. As comitivas saíram na Base Áerea de Fortaleza foram escoltadas até os hotéis pela Polícia Rodoviária Federal. A segurança aproximada dos chefes de estado foi realizada pela Polícia Federal, que também fez com helicóptero o monitoramento aéreo das rotas.

Presidente da China, Xi Juping, chega a Fortaleza para reunião do Brics (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Presidente da China, Xi Juping, chega a Fortaleza
para reunião do Brics (Foto: TV Verdes Mares/
Reprodução)

Segundo a Infraero, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma foi o primeiro a chegar à Base Aérea. Em seguida, aterrissaram o primeiro-ministro da índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jiping. As comitivas presidenciais seguiram, respectivamente, para os hotéis Luzeiros, Seara e Gran Marquise.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também devem chegar ainda nesta segunda-feira (14) em Fortaleza. Na manhã de hoje, os dois presidentes tiveram uma reunião prévia em Brasília. Os dois discutiram sobre a criação do banco do Brics e mudanças no Fundo Monetário Internacional (FMI). Após almoço no Palácio Itamaty, o presidente da Rússia deve seguir ainda nesta tarde para a capital cearense.

(G1 Ceará)

Israel continua a atingir crianças em ataques à Faixa de Gaza

Por Mohammed Omer

Do Al Jazeera

Rafah, Faixa de Gaza – A mãe de três filhas e um filho, Umm Fadi, está tentando confortar suas crianças, mas a menina de nove anos, Raghd, chora a noite inteira enquanto os ataques aéreos israelenses continuam a atingir a Faixa de Gaza. “É difícil explicar política para as crianças. Elas ouvem os meninos de outros bairros falarem que Israel está bombardeando de novo, mas eu não consigo dizer por que”. Umm Fadi vive com o marido e os filhos no campo de refugiados de Tal al-Sultan.

Na quinta-feira, um ataque aéreo israelense matou sete civis palestinos, incluído cinco crianças. Segundo o Ministro da Saúde, é o maior número de mortes em um único ataque desde que começou a ofensiva de três dias. A estimativa do Ministério é de que 32 palestinos já tenham sido mortos, mais de 230 estejam feridos e 64 casas tenham sido completamente destruídas.

“Eu estou com medo. E minhas crianças vêm se esconder no meu quarto. Como eu posso mostrar pra elas que não estou com medo?”, diz Umm Fadi, que evita sair de casa, mesmo durante o dia, por medo se ser ferida ou morta.

De acordo com a ONG de defesa dos direitos das crianças, Defence for Children International (DCI), até quarta-feira, pelo menos oito crianças palestinas já haviam sido mortas nos bombardeios israelenses. Dezenas foram feridas. Seis crianças morreram em um único ataque aéreo quando uma bomba atingiu a casa de Odeh Ahmad Mohammad Kaware, acusado de ser ativista do Hamas.

“Para cumprir o objetivo de destruir uma casa, que não é um alvo militar, seis crianças morreram”, afirmou Eyad Abu Eqtaish, diretor da DCI. “A comunidade internacional tem a obrigação de fazer pressão em Israel pelo cumprimento das regras estabelecidas pelas Convenções de Genebra. É claro, pelo grande número de civis palestinos atingidos, que Israel está atacando indiscriminadamente a Faixa de Gaza”, diz Abu Eqtaish.

Em declaração feita na última terça-feira, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou as alegações de que o país está mirando civis. “O alvo de Israel são os terroristas do Hamas e não pessoas inocentes. Por outro lado, o Hamas ataca civis israelenses enquanto se esconde atrás de civis palestinos. Portanto, o Hamas é responsável por qualquer dano causado para civis nos dois lados do conflito”.

De acordo com o médico palestino, Ahmed Abu Tawahinah, as crianças da Faixa de Gaza estão submetidas a situações de estresse extremo e muitas delas precisam de apoio para lidar com transtornos de estresse pós-traumático. “Trauma é um termo usado no ocidente para definir situações normais, seguidas por um colapso. O colapso é o trauma. Mas pra nós, palestinos, o trauma é a vida cotidiana”, afirmou Abu Tawahina. “O termo trauma não é suficiente para descrever o que está acontecendo em Gaza. Eu não estou convencido de que nós estamos conseguindo expressar o horror dessa situação”.

Na última grande operação de Israel em Gaza, 33 crianças palestinas foram mortas. Em 2008 e 2009, na ofensiva de três semanas que ficou conhecida como Operação Chumbo Fundido (Operation Cast Lead), 353 crianças morreram e outras 860 ficaram feridas.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina apurou um crescimento de 100% nos índices de transtornos de estresse pós-traumático. 42% dos pacientes tinham menos de nove anos de idade. A Unicef também apontou que 91% das criança entrevistadas em Gaza têm dificuldades para dormir, 85% não conseguem se concentrar e 82% têm sintomas de raiva e tensão.

“As crianças não tem a mesma capacidade para lidar com essas circunstâncias difíceis. Os pais e demais membros da família oferecem todo apoio que podem para os jovens, para acalmá-los e diminuir seu medo”, explica Ussam Elnounou, do Programa de Saúde Mental Comunitária de Gaza. De acordo com Elnounou, crianças traumatizadas frequentemente desenvolvem problemas psicológicos, que podem incluir um apego excessivo aos pais, tendências a molhar a cama e medo de barulhos altos, como resultado direto dos bombardeios. “Gaza está em um cerco contínuo. A situação já é muito ruim política, econômica e socialmente. Essa guerra está jogando combustível no fogo”.

Em Rafah, Umm Fadi diz que suas filhas começaram a molhar as camas, algo que também aconteceu durante a operação militar israelense de novembro de 2012. “Agora o trauma está conosco novamente. Minhas filhas se assustam até com o barulho da porta da geladeira sendo fechada”.

Tradução: Jornal GGN

Brasília e Fortaleza sediam sexta cúpula dos Brics

São Paulo – Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul realizam nesta terça-feira, em Fortaleza, e um dia depois, em Brasília, a sexta cúpula do fórum Brics, que reúne grandes economias emergentes que contam com 42% da população do planeta e 21% do PIB mundial.

Os presidentes de Brasil, Dilma Rousseff; Rússia, Vladimir Putin; China, Xi Jinping; e África do Sul, Jacob Zuma, assim como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abordarão aspectos como a inclusão social e odesenvolvimento sustentável e finalizarão os detalhes para a criação de um banco de fomento próprio.

Este último aspecto será o foco do encontro que os ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais dos cinco principais países emergentes realizarão no dia 14 de julho.

A criação do banco dos Brics, que nascerá com um capital inicial de US$ 50 bilhões, valor para o qual cada país contribuirá com um quinto, pode ser formalizada em Fortaleza através da assinatura dos tratados constitutivos.

Além da criação do banco de desenvolvimento conjunto, os Brics debaterão a criação de um Acordo de Reservas de Contingência (CRA, na sigla em inglês), uma espécie de fundo de estabilização econômica que pode repassar recursos a países em crise, com dificuldades em seu balanço de pagamentos ou que sofrem ataques especulativos.

O fundo de reservas será dotado de US$ 100 bilhões, segundo as conversas preliminares da cúpula que os Brics realizaram no ano passado em Durban (África do Sul).

Também no dia 14 de julho vai acontecer uma reunião da qual participarão os ministros de Comércio dos Brics, assim como um Fórum de Negócios, e um dia depois os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul realizarão a portas fechadas a primeira sessão plenária da cúpula.

Sob o lema ‘Crescimento Inclusivo: soluções sustentáveis’, os representantes dos cinco países buscarão reforçar o compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável dos países sem abandonar a caminho do crescimento.

Segundo o subsecretário político do Itamaraty, José Alfredo Graça Lima, um dos objetivos da cúpula também é o de ressaltar o papel que as cinco maiores potências do mundo desempenharam para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) fixados pela ONU.

A expectativa dos organizadores é que cerca de 3.000 pessoas participem da reunião de líderes dos Brics em Fortaleza, entre eles cerca de 1.500 jornalistas, 800 empresários e membros das delegações dos cinco países.

Após o encontro na capital do Ceará, os chefes de Estado e de Governo das cinco potências vão para Brasília, onde terão sua primeira reunião com os presidentes dos países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Um dos objetivos deste encontro, promovido pelos Brics, é apresentar à América do Sul as possibilidades do banco de desenvolvimento, que atuará como uma espécie de alternativa ao Banco Mundial, dominado pelas grandes potências.

A Cúpula entre os Brics e Unasul será, além disso, a antessala de uma primeira reunião entre os líderes de China e Brasil e os do chamado quarteto da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), integrado por Costa Rica, Cuba, Equador e Antígua e Barbuda.

O Brasil foi, até o momento, o único país do bloco a abrigar duas cúpulas – a primeira em Brasília, em 2010 – desde que em 2009 começaram as primeiras reuniões formais dos Brics, inicialmente constituídos pelo país, Rússia, Índia e China, e ao qual a África do Sul se integrou em 2011.

EFE

Giorgio Armani: Ícone do mundo da moda, estilista italiano completa 80 anos

Hoje, Giorgio Armani é sinônimo de um império no mundo da moda. Mas antes de se tornar um dos maiores estilistas de todos os tempos, o italiano teve de passar por quase todos os cargos possíveis na indústria fashion. Ele foi vitrinista, vendedor e auxiliar de estilo até se consagrar como designer.

Armani foi um dos primeiros estilistas a pensar a moda masculina como tendência e entrou nesse universo com uma questão: qual a funcionalidade das roupas? A primeira coleção com a marca que leva seu nome foi lançada em 1975. Ele desconstruiu o clássico terno e criou versões com novos cortes, tecidos e caimentos. Até hoje, seus ternos são símbolo de elegância, sensualidade e sofisticação.

Um ano depois da primeira coleção, Armani decidiu se aventurar pelo vestuário feminino. O estilista seguiu um movimento que buscava mais liberdade para o guarda-roupa das mulheres. Yves Saint-Laurent já havia criado um smoking para elas que, embora ousado, era pouco utilitário. Foi a vez de Armani trazer essa ousadia para o cotidiano, com ternos femininos com cortes tradicionalmente masculinos em tecidos nobres.

O estilista italiano já havia conquistado reconhecimento da Europa, mas não conseguia entrar no mercado dos Estados Unidos. Foi somente em 1980, após criar o figurino de Richard Gere em ‘Gigolô americano’, que Armani se tornou o queridinho de Hollywood. Dezenas de atores começaram a usar suas criações, como Michelle Pfeiffer, John Travolta e Jodie Foster.

Durante 20 anos, Armani criou um império. No fim da década de 90, já tinha duas mil lojas pelo mundo e vendia cerca de US$ 2 bilhões por ano. Seu nome não aparece apenas em etiquetas, mas também em perfumes, relógios, artigos para casa e até restaurantes.

Armani foi também um dos primeiros estilistas a criar marcas com preços mais acessíveis, como a Empório Armani e a Armani Exchange, ao mesmo tempo que que elevou a alta costura com a Armani Privé, especializada em vestidos dignos de tapete vermelho. Todos os anos, dezenas de atrizes de Hollywood desfilam com roupas do estilista em premiações. Na última cerimônia do Oscar, Cate Blanchett subiu ao palco para receber o prêmio de melhor atriz com uma criação do italiano.

Na lista de estilistas que marcaram a história da moda, Giorgi Armani aparece ao lado de grandes nomes, como Coco Chanel e Yves Saint-Laurent. Não foi exagero quando a imprensa italiana cravou o apelido ‘Rei Giorgio’; Armani foi o responsável por colocar Milão no mapa da indústria da moda. Com um estilo único e inconfundível, Armani recriou tanto o guarda-roupa masculino quanto o feminino e redefiniu o significado de sensualidade como poucos no mundo da moda conseguiram.

(Globo News)

Na Copa de 2014, Adidas vende 8 milhões de camisas e 14 milhões de bolas

A Copa do Mundo está a um jogo de terminar, e a Adidas, fornecedora da competição e das duas equipes finalistas, começou a contabilizar os ganhos com o evento.

A Brazuca, como foi apelidada a bola da edição brasileira, teve 14 milhões de unidades vendidas, 1 milhão a mais do que a sul-africana Jabulani. Nesta conta entram as vendas da bola da final, cujas cores são diferentes – verde, amarela e preta em vez de laranja, azul e verde. A marca fabrica bolas específicas para decisões desde 2006. Neste ano ela chegou às lojas em 29 de junho.

Entre camisas de seleções, foram 8 milhões de peças comercializadas, 1,5 milhão a mais do que em 2010, das quais Alemanha e Argentina são, nesta ordem, as duas primeiras colocadas. A Adidas não deu números exatos, mas revelou que a Alemanha corresponde a cerca de 2 milhões dessas camisas. Argentina, México e Colômbia ultrapassaram, cada um, a marca de 1 milhão. A fornecedora ainda não sabe quais atletas tiveram mais camisas vendidas.

Em um encontro com jornalistas realizado nesta quinta-feira (10/07) no Rio de Janeiro, onde usou a sede do Flamengo para montar um posto de trabalho específico para a Copa, Roland Auschel, um dos membros da diretoria do grupo alemão, voltou a dizer que a meta de faturar € 2 bilhões com futebol no ano. “A nossa ambição será atingida”, disse. “O futebol ajudou a nos manter em crescimento na América Latina e nos deu ânimo para continuar a investir no Brasil”.

Quanto a chuteiras, a companhia não mencionou números, mas se disse satisfeita com o Battle Pack, conjunto de calçados pretos e brancos que atletas usaram durante esta Copa. “Viemos com este design disruptivo, inspirados a fazer algo diferente, porque todas as chuteiras estão muito coloridas. Nós dominamos as cores com nossa decisão”, afirmou Markus Baumann, vice-presidente global de futebol do grupo alemão e homem mais próximo do desenvolvimento de produtos.

Via http://maquinadoesporte.uol.com.br

Brasil e Argentina juntos em projeto astronômico

Jornal GGN – O Brasil e a Argentina instalarão uma antena de 12 metros de diâmetro para pesquisa astronômica. O local escolhido é Salta, que fica 1.600 quilômetros a noroeste de Buenos Aires, na Argentina. O anúncio foi feito pelo governo da província argentina escolhida.

O projeto em questão é o LLAMA, que receberá um investimento total entre 15 e 20 milhões de dólares, também informado pela secretaria de Ciência e Tecnologia de Salta.

A antena parabolóide será instalada em Altos de Chorrillo, no planalto da Cordilheira dos Andes e a 4.825 metros acima do nível do mar, permitindo aos cientistas o estudo da física solar e buracos negros, bem como outros fenômenos do Universo. A antena foi situada estrategicamente de forma a fazer pesquisas coordenadas com uma rede de 60 antenas instaladas, no âmbito do projeto ALMA, do lado chileno do deserto do Atacama, por Estados Unidos, Canadá, Japão, Taiwan e países europeus.

“Este telescópio significará um salto maiúsculo para as pesquisas em radioastronomia e, por sua vez, promoverá um grande impulso tecnológico”, declarou Soledad Vicente, secretária de Ciência e Tecnologia da localidade.

Quando começar a operar em conjunto com a rede localizada do outro lado da Cordilheira, a antena do projeto LLAMA fará com que cientistas tenham o equivalente a um telescópio de quase 200 quilômetros de diâmetro, informou uma fonte ao Swissinfo.ch. Mas as autoridades não revelaram ainda uma data de conclusão das obras, disse a mesma fonte.

Cada país terá sua tarefa. O Brasil se encarregará da compra do radiotelescópio e a Argentina deverá desenvolver caminhos, instalações e toda a infraestrutura necessária em Salta para operar o telescópio.

O centtro brasileiro-argentino de Astronomia (ABRAS) será construído sobre o monte Macón, a 4.650 metros de altitude e a 360 quilômetros da cidade de Salta.

Sugestão feita por Nonato Amorim

Anistia Internacional pede proteção a profissionais do sexo agredidas pela polícia

Jornal GGN - A Anistia Internacional levantou uma ação para a defesa de profissionais do sexo, despejadas e agredidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. No dia 23 de maio, os policiais invadiram um prédio onde moravam 300 profissionais do sexo, roubaram seus pertences, estupraram-nas, e plantaram evidências para incriminá-las falsamente. A denúncia foi feita por Isabel, nome fictício de uma das profissionais, em uma audiência pública no Rio de Janeiro.

Isabel contou que além do estupro e da extorsão, elas foram detidas sem mandados de interrogatório, sem a possibilidade de acompanhamento de advogados, e tiveram seus apartamentos trancados como “cenas do crime”. O prédio estava sendo fechado por defeitos estruturais, mas somente os andares e residências das profissionais do sexo foram invadidos e barrados.

As 300 mulheres estão hoje sem moradia. Tentando apresentar queixas contra a polícia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, elas foram negligenciadas, a delegacia recusou-se a registrar as suas alegações.

Depois das denúncias, Isabel foi ameaçada com novas agressões. No dia 21 de junho, ela foi sequestrada por quatro homens, forçada a entrar em um carro e, durante 30 minutos, os homens usaram lâmina de barbear para ferir os braços de Isabel, mostraram fotos de seu filho na escola e mandaram que ela parasse de acusar os policiais e de falar com jornalistas.

Desde a ameaçada, Isabel não voltou para casa e não fala do assunto, com medo de represálias à família.

“A violência, extorsão, detenção arbitrária e despejos ilegais cometidos pelas autoridades brasileiras violam os direitos humanos das profissionais do sexo quanto à integridade física,  segurança pessoal, saúde, habitação e não discriminação. O sequestro, a violência e a intimidação contra Isabel por denunciar a ação policial violam seus direitos humanos – direito à liberdade e segurança pessoal, integridade física, saúde e liberdade de expressão”, disse a nota da Anistia.

A entidade busca, agora, mobilizar autoridades da Secretaria de Segurança Pública do Estado e o apoio da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, por meio de cartas enviadas pela população, exigindo a proteção de Isabel e a investigação de seu sequestro, a apuração imediata das denúncias às profissionais e o cancelamento do fechamento ilegal dos apartamentos.

Para mais informações, acesse o site da Anistia Internacional.

Brasil está entre os países mais afetados por ataques cibernéticos

Altieres Rohr, do  G1

 A Symantec publicou uma nova edição do Relatório Anual sobre Ameaças à Segurança na Internet (Internet Security Threat Report, ou ISTR na sigla em inglês), com o resumo das informações de ataques em 2013. O volume de spam caiu, bem como a posição do Brasil no ranking de ataques cibernéticos. No entanto, o número de informações pessoais (“identidades”) comprometidas em 2013 foi de 552 milhões, enquanto em 2012 eram apenas 93 milhões.

O relatório aponta que o número de brechas que resultaram em vazamento de dados aumentou, de 156 para 253. As brechas também ficaram maiores: apenas uma delas resultou no vazamento de mais de 10 milhões de identidades em 2012; em 2013, foram 8.

Nem todos os incidentes foram causados por hackers. Apenas 87 (34%) são atribuídos a ataques, enquanto em 72 deles (29%) a companhia “acidentalmente tornou público” os dados. Em 69 casos, houve roubo do equipamento de hardware que armazenava dados. Em 15 casos, o roubo foi realizado por funcionários, enquanto em quatro casos foram atribuídos à “fraude”. As razões dos seis outros casos não são conhecidas.

No caso de ataques de hackers, os principais meios de ataque são e-mails direcionados (“spear phishing”) e a alteração maliciosa de sites que serão visitados pelas vítimas para que elas sejam infectadas com vírus (“watering hole”). A mídia e secretários de executivos seriam os principais alvos dos e-mails com esse intuito. Metade dos ataques ocorreu contra empresas com mais de 2.501 funcionários.

Ranking mundial
O Brasil ficou na oitava posição no ranking de países que são origens de ataques cibernéticos. Os Estados Unidos, lideram o ranking, seguidos da China, da Índia e da Holanda. O Brasil ainda aparece como o 5° país que mais abriga computadores zumbis, mas o país também melhorou nesse ranking (era o 4° em 2012).

Os Estados Unidos, além de permanecerem na primeira posição, aumentaram a diferença para o segundo colocado: o país tinha 15,3% dos computadores zumbis em 2012, passando para 20% em 2013. A China, que tem a maior população de internet do mundo e ocupa a segunda posição, tinha 15% dos computadores zumbis em 2012, caindo para 9,1% em 2013.

E-mail
A porcentagem de spam caiu, de 69% para 66%.  Em números, o volume caiu de 30 bilhões de mensagens para 29 bilhões. O número de computadores zumbis, que normalmente são usados para enviar esse tipo de e-mail, também caiu, de 3,4 bilhões para 2,3 bilhões – fato que a companhia atribui às ações realizadas contra bots, como a que companhia realizou contra a rede zumbi do vírus “Zero Access”, que era composta 1,9 milhão de computadores.

A proporção de e-mails com vírus, porém, subiu. Eram um em cada 291 em 2012, e passou para 1 em 196 em 2013. O mesmo aconteceu com o phishing: um em 414 em 2012 para um em 392 em 2013.

Vírus em celular
O número de “famílias” – códigos maliciosos distintos – encontrados em 2013 para Android foi menor que o de 2012. No entanto, o número de variações dentro dessas famílias aumentou. No total, o número total de variações teve uma queda, de 3.783 em 2012 para 3.262 em 2013. O número do Android representa 97% do total: apenas duas outras famílias foram encontradas para outras plataformas.

Final entre Alemanha e Argentina garante título da Copa à Adidas

Argentina e Alemanha decidem uma Copa do Mundo pela terceira vez (Getty Images)

A final da Copa do Mundo 2014 entre Alemanha e Argentina acontece apenas no próximo domingo, dia 13 de julho, mas a competição já tem uma campeão definida: a Adidas. Patrocinadora oficial também do torneio, a marca alemã ficará com o título independente do resultado, já que é a fornecedora oficial das duas seleções finalistas.

O alívio da Adidas com a conquista é grande, já que suas principais rivais, Nike e Puma, tinham respectivamente 10 e 8 seleções patrocinadas na competição. Além disso, a marca alemã, que apoiou nove equipes no torneio, viu uma de suas favoritas, a Espanha, cair logo na fase de grupos.

Para a Nike, resta o prêmio de consolação de ver dois de seus times patrocinados disputando o terceiro lugar do Mundial. O duelo entre Brasil e Holanda acontece no próximo sábado, às 17h, em Brasília. Já a decisão entre Alemanha e Argentina está marcada para as 16h do domingo no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Via http://www.guiadoboleiro.com.br

Ocupação hoteleira com Brics chega a 79% e anima setor em Fortaleza

Depois da Copa do Mundo, o setor hoteleiro comemora a taxa de ocupação para o VI Conferência de Cúpula do Brics em Fortaleza. O encontro será realizado nos dias 14 e 15 de julho no Centro de Eventos do Ceará. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE) é que a taxa de ocupação para o evento seja de 78,93%, maior do que o número durante o Mundial, que foi de 65,17%, e da média do período, de 69%, segundo o presidente da entidade, Darlan Leite.

Os chefes de Estado dos cinco países que integram o Brics, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, confirmaram presença no encontro da cúpula e devem chegar entre os dias 13 e 14 de julho. As comitivas dos países já começaram a chegar desde o dia 5 de julho.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a previsão de participação é de cerca 750 pessoas só nas comitivas dos países, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos cinco países, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo.

Comitivas
As comitivas dos cinco países devem se concentrar em três hotéis da orla de Fortaleza: Marina Park Hotel, Gran Marquise e Luzeiros. Devido às questões de segurança e de contrato, os hotéis não divulgam detalhes sobre hospedagens e presenças dos chefes de estado.

O hotel Gran Marquise, localizado na Avenida Beira Mar, confirmou a hospedagem das comitivas do Brasil e da China. De acordo com a administração, 90% dos 230 quartos do hotel estão reservados para as duas comitivas.

De acordo com Ana Luiza Costa, gerente comercial do hotel do Marina Park Hotel, 150 dos 315 apartamentos estão reservados para a comitiva da Rússia. Além disso, a maioria dos quartos restantes será ocupada por empresários que participarão do encontro. “É um público bem diferente do que recebemos da Copa”, conta. Durante o Mundial, o hotel hospedou as seleções Uruguai, Brasil, Alemanha, Grécia e Holanda. A comitiva da Rússia começou a chegar no sábado (5), um dia depois da seleção brasileira deixar o hotel.

Para receber a comitiva da Rússia, o hotel pesquisou sobre a alimentação do país para agradar o paladar dos novos hóspedes. No caso do presidente Vladimir Putin, ele viaja com uma equipe especial para preparar as refeições.

O Hotel Luzeiros, que também as seleções durante a Copa do Mundo, não confirmou que comitiva e chefe de estado deve receber. A especulação é que o hotel receba representantes dos países da África do Sul e da Índia. A gerência comercial informou que o hotel só tem capacidade para hospedar um chefe de estado. Dos 200 apartamentos, 170 estão reservados para comitivas.

Cúpula do Brics
Às 10 horas do dia 15 de julho, a presidente Dilma Rousseff presidirá a abertura do encontro de cúpula ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin; do primeiro-ministro da Índia, Narendra Damodardas Modi; do presidente da China, Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma. No dia 16 de julho, a segunda sessão da Cúpula Brics com chefes de Estado será no Palácio do Itamaraty, em Brasília;.

Em Fortaleza, além de os encontros entre as delegações dos cinco chefes de Estado, a conferência também será palco de Encontro Empresarial e de uma reunião com os ministros das áreas econômicas dos cinco países.Os dois encontros ocorrerão na tarde e noite de segunda-feira (14), no Centro de Eventos do Ceará.

Segundo a Coordenadora de Rede de Centros Internacionais de Negócios da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sara Saldanha, até 9h desta terça-feira (8), 648 empresários se inscreveram para participar do Foro Empresarial e do Business Networking. “A Expectativa que a CNI tem em relação ao Brics é aproximar as relações e as parcerias entre os cinco países integrantes”, disse Sara.

Banco
Durante a VI Conferência de Cúpula, em Fortaleza, os países deverão assinar o acordo para a criação de um banco de desenvolvimento – nos moldes do Banco Mundial – bem como um tratado para constituição do Arranjo de Contingente de Reservas, fundo anticrise do bloco.

Segundo o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário de política do Ministério das Relações Exteriores, o banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Após a assinatura do acordo para criação, a instituição deve levar cerca de dois anos para entrar em funcionamento já que  terá que ser aprovada pelo Congresso dos cinco países integrantes.

Já o fundo terá capital no valor de US$ 100 bilhões e deverá ser usado no auxílio aos integrantes do Brics que venham a enfrentar dificuldades. A China deverá entrar com US$ 41 bilhões; Brasil, Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões. Atualmente, quatro cidades pleiteiam a sede do banco: Xangai, na China, Joanesburgo, na África do Sul, Nova Déli, na Índia, e Moscou, na Rússia.

(G1 Ceará)

Empire State, de Nova York, ‘veste’ as cores da finalista Alemanha

Tradicional prédio da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, o Empire State Building prestou uma homenagem à seleção da Alemanha, após a impiedosa goleada por 7 a 1 sobre o Brasil. Através de sua conta oficial no Twitter, a administração do prédio postou uma foto da construção iluminada com as cores do país vencedor, que conqusitou uma vaga na decisão da Copa do Mundo 2014.

“Vamos brilhar em dourado, vermelho e preto em homenagem ao avanço da #GER (@DFB_Team) in the #WorldCup! #BrazilvsGermany “, dizia a postagem.

Agora, os alemães esperam o vencedor da outra semifinal, que saíra do confronto entre Holanda e Argentina, marcado para as 17h desta quinta, na Arena Corinthians, em São Paulo. A finalíssima acontece no próxima domingo, dia 13, no Maracanã.

(Extra Online)

Passageiros com celulares descarregados serão impedidos de embarcar para os Estados Unidos

Washington, 7 jul (EFE).- As pessoas que viajarem de certos aeroportos internacionais com destino aos Estados Unidos deverão provar que seus aparelhos eletrônicos, como telefones celulares e computadores, funcionam antes de entrar nas aeronaves, informaram nesta segunda-feira as autoridades.

A direção de Segurança no Transporte (TSA) disse que os artefatos que não ligarem serão confiscados, e os passageiros responsáveis por eles serão submetidos a uma inspeção adicional.

As medidas ocorrem depois que as autoridades americanas expressaram preocupação pelo trabalho de grupos terroristas vinculados à Al Qaeda para o desenvolvimento de uma bomba que possa passar sem detecção nos aeroportos.

O comunicado da agência não especificou quais são os aeroportos onde será aplicado o requisito de verificar o funcionamento dos artefatos eletrônicos. Atualmente há voos aos EUA sem escalas desde cerca de 250 aeroportos no mundo todo.

‘Durante a verificação de segurança, os agentes também podem pedir (aos passageiros) que liguem alguns artefatos, incluindo os telefones’, assinalou o comunicado da TSA, acrescentando que os artefatos que não ligarem ‘não poderão ser levados a bordo do avião’. EFE

Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2014, todos os direitos reservados

Raymond Whelan: Suspeito de chefiar máfia de ingressos da Copa do Mundo é solto

Acusado de ser o chefe de uma quadrilha internacional de cambistas, o diretor-executivo da Match Services, Raymond Whelan, foi liberado por volta das 4h50 desta terça-feira da 18ª DP (Praça da Bandeira), por determinação da desembargadora do Plantão Judiciário do Rio de Janeiro, Marília Castro Neves Vieira. Raymond tinha sido preso na tarde de segunda-feira, na suíte que ocupava no Copacabana Palace. A desembargadora considerou a prisão ilegal e arbitrária.

A Match Services, empresa associada à Fifa, tem direitos exclusivos na venda de pacotes para os jogos da Copa do Mundo. A Match Hospitality é ligada a Phillipe Blatter, sobrinho do presidente de Fifa, Joseph Blatter.

Na suíte do executivo foram apreendidos 82 ingressos para a Copa, US$ 1,3 mil, um computador e um telefone celular, que serão periciados. Ele seria apenas um dos ligados à Fifa que estão sob investigação da polícia brasileira.

Segundo as investigações, Ray estaria acima do franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, preso desde a semana passada por participação no esquema.

O nome do acusado bateu com um dos nomes que constam na lista de credenciados pela Fifa para a Copa do Mundo no Brasil. A lista com os credenciados foi enviada pela entidade máxima do futebol.

Por volta das 17h40, o executivo chegou à 18ª Delegacia de Polícia, na Praça da Bandeira, responsável pelo inquérito. Segundo o delegado Fábio Barucke, Raymond negou, em depoimento informal, qualquer participação no esquema. Raymond disse que não teve negociações com Fofana durante a Copa do Mundo. “Isso nós temos de prova. Foram 900 ligações durante o evento. Nós temos isso de prova e ele nega”, disse o delegado.

Inicialmente, o inglês deveria passar a noite na 18ª DP e levado esta manhã para a Polínter, na Cidade da Polícia.

Fifa foi conivente e atrapalhou boa investigação da polícia

A Fifa foi conivente e omissa, porque sabia de todo esse esquema e tentou atrapalhar a investigação da polícia. A diretora de comunicação da entidade deveria ser presa e impedida de deixar o país. A legislação brasileira diz que omissão é crime. Se fosse na Inglaterra ou nos Estados Unidos, essas pessoas já estariam presas há muito tempo. Eles humilharam a dignidade da polícia brasileira, que produziu um inquérito de grande qualidade, que o mundo está apreciando agora.

Escutas revelam 900 ligações de Lamine para celular da Fifa

Uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, revelou neste domingo (6) que o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, de 57 anos, acusado de liderar a quadrilha internacional que vendia no mercado negro os ingressos para a Copa do Mundo, fez pelo menos 900 ligações para um celular oficial da Fifa no Brasil, desde o início do Mundial.

Lamine foi preso com outros 10 integrantes do grupo na última terça-feira (1), indiciados por suspeita de cambismo, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O chefe da quadrilha estava em um apartamento no condomínio Santa Mônica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, que foi alugado por 12 mil dólares, do ex-jogador Júnior Baiano.

Após as prisões, a Fifa se reuniu com a única empresa responsável pela comercialização das entradas no torneio, a Match Services. No entanto, nenhuma das duas entidades forneceu os nomes dos funcionários supostamente envolvidos no esquema, como vem solicitando a Justiça e a polícia. De acordo com o delegado da 18a. DP (Praça da Bandeira) Fábio Barucke, há indícios de participação de integrantes da Fifa, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e das federações de futebol da Argentina e da Espanha no esquema.

Na quarta-feira passada (2), o delegado Barucke havia dito que o advogado de Lamine, José Massih, chegou a revelar logo após a prisão, o nome de um homem que seria integrante da Fifa e ligado ao grupo de cambista. A mesma versão foi sustentada pelo promotor Marcos Kac, da 9a. Promotoria de Investigação Penal (PIP) do Rio.

(Jornal do Brasil)

TelexFree frauda 50 mil investidores na Espanha, diz jornal

Do El País

O chamariz que se propagou pelo Brasil, onde deixou 240.000 vítimas, afeta 50.000 investidores na Espanha
Joaquín Gil

María Hernández se aproxima do abismo. Não consegue abastecer a geladeira. Perderá sua casa no próximo mês. Tem 48 anos. Acredita que nunca mais trabalhará. “Perdi tudo. Caí no conto do vigário”, lamenta a mulher, natural de Salamanca, que afirma receber ameaças de morte. O motivo: divulgar na internet os responsáveis por sua “ruína”: a TelexFree, uma empresa multinível na qual depositou 15.000 euros (cerca de 45.000 reais) na esperança de garantir o futuro profissional da sua filha. Foi em março. Um mês antes de o FBI aparecer nos minúsculos escritórios da empresa em Massachusetts e de a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) desmascarar a farsa. Uma pirâmide colossal que levou as economias de mais de 50.000 espanhóis, segundo cálculos do EL PAÍS.

Esta história gravita sobre um pecado capital: a cobiça. Um estímulo que impulsionou mais de um milhão de investidores no mundo a confiar, desde 2012, em uma proposta sem sentido: pagar para entrar em um sistema que permitia receber milhares de reais para copiar e colar anúncios de classificados na internet. Um trabalho que levava 10 minutos por dia e que não exigia perícia informática, além de oferecer um retorno anual de até 265%. Uma moleza. O atrativo de enriquecer a golpe de clique se espalhou como pólvora pelo Brasil (240.000 vítimas) e pela República Dominicana (150.000). Depois, chegou à Colômbia, ao Peru… e à Espanha. A fraude planetária soma 2,19 bilhões de reais, segundo a SEC.

O chamariz propagou-se por Brasil (240.000 vítimas) e República Dominicana (150.000) antes de chegar a España

Antonio Rivas, 48 anos, de Córdoba, admite ser o pioneiro da TelexFree na Espanha. Importou o negócio em julho de 2012. Rivas é cantor de músicas românticas. Sua especialidade são os casamentos. Cobra 350 euros (aproximadamente 1.050 reais) — mais o deslocamento — para interpretar, durante uma hora, canções como María la Portuguesa. “Só ganhei 12.000 reais neste tempo. Sou mais uma vítima”, resume esse homem, que se apresenta como programador de informática, apesar de não ter nível superior. Até quatro ex-membros da empresa e afetados contestam os números. Sustentam que as 38.000 pessoas que Rivas se gabava de ter recrutado na internet haviam relatado a ele lucros diários equivalentes a 3.000 reais. “Nunca vivi da TelexFree. Sou o único que declarou suas receitas à Fazenda”, insiste Rivas. Em particular, as cerca de 20 vítimas consultadas garante que a maior parte do dinheiro da companhia circulava num caixa-dois.

 

O ex-líder da TelexFree Juan Carlos Molina.

O cantor descobriu a TelexFree através de uma videoconferência com Sann Rodrigues de Vasconcelos, um dos oito cabeças da pirâmide, segundo a SEC. Vasconcelos, um brasileiro de 42 anos de idade, era o personagem perfeito para conferir caráter épico ao esquema. Um ex-viciado em drogas que saiu do fundo do poço e deixou a marginalidade se aferrando à Bíblia. Depois, atribuiu seu sucesso às empresas multinível. Mas a ascensão era uma farsa. Em 2007, foi acusado pela SECde formar uma pirâmide com a empresa Universo FoneClub. Foi condenado a pagar uma multa de mais de três milhões de reais. Hoje, uma mulher, ao atender ao telefone da casa de Vasconcelos no Brasil, responde que não conhece o homem que alardeava seu status financeiro no YouTube, inclusive postando vídeos em sua Ferrari. “Sann Rodrigues ganhou mais de 4,4 milhões de reais com tudo isto”, explica Rivas, que também diz estar ameaçado de morte. Em seu caso, foi atribuído a ele o tecido de uma arquitetura infernal, que condenou milhares de famílias à miséria.

A miragem do dinheiro fácil é a chave para entender este complicado relato. “A mulher que me recrutou dirigia uma BMW”, lembra o personal trainer Chema Guevara, de 39 anos, morador de Salamanca. “Meu líder ganhava 6.000 euros semanais”, acrescenta Chus Rabado, de 37. “Nas apresentações alardeavam que haviam comprado casas. Eu fiquei na pindaíba. Há quem tenha vendido tudo para comprar muitas licenças”, arrematou a terapeuta argentina Valeria V. Ela afirma que foi deixada de lado após entregar seus 1.080 euros (3.254 reais). A maior parte do dinheiro foi captada por uma mulher, na faixa dos 30 anos, chamada Silvia. Uma madrilenha que se gabava, reservadamente, de “ser formada na universidade da vida” e se mostrava hiperativa quando recrutava novos aspirantes. Hoje, tampouco atende ao telefone.

A professora de inglês desempregada Elisabeth Hernández abraçou a TelexFree como alternativa de trabalho. Aos 30 anos, deixou a pirâmide após solicitar um crédito de 5.500 euros. Foi um mês antes de o negócio explodir. Ficou arruinada. “Um homem teve um infarto após saber da quebra. Sua família tinha investido 42.000 euros”, sussurra por telefone a mulher, que hoje vive no Estado mexicano de Hidalgo.

 

O pioneiro da TelexFree na Espanha, Antonio Rivas, durante uma de suas apresentações.

Hernández sabe do “estrago” que a pirâmide causou na América do Sul, onde a fórmula arrasou. No Brasil, a companhia patrocinou o time do Botafogo e se tornou o segundo termo mais procurado no Google em 2013. O diretor da TelexFree neste país, Carlos Roberto Costa, chegou a colocar no YouTube um suposto contrato da Mapfre que serviria de garantia para o investimento. Fontes da seguradora espanhola insistem em que jamais existiu essa relação. Mas há mais. Os tribunais brasileiros já qualificaram há um ano a TelexFree como uma das maiores pirâmides financeiras da história.

Os prejudicados espanhóis se preparam para uma cruzada nos tribunais. Estão montando uma ação coletiva que já atraiu mais de 1.200 vítimas. Defendem que o desmoronamento da TelexFree foi uma explosão controlada. Que os chefes conheciam a notícia com antecedência. E que trabalharam contra o relógio para engordar o caixa e saltar fora com o botim antes da detonação. “No começo de março eles ficaram loucos para introduzir novos sócios”, relata María Hernández. Essa prejudicada afirma que o rumor da quebra circulou na cúpula durante o congresso de marketing da empresa multinível realizado em Madri nos dias 1º. e 2 de março deste ano, oito meses depois de a Justiça brasileira interferir no assunto. Participaram do evento os fundadores da TelexFree, os norte-americanos James Merrill e Carlos Wanzeler. Sua presença ficou imortalizada em dezenas deselfies tirados pelos 2.000 participantes, numa reunião em que se bradou com euforia um grito de guerra: “Voa, voa, TelexFree!”, como no filme O Lobo de Wall Street. Também apareceu o salvo-conduto da ambição. Os participantes levantaram o dedo mostrando quais deles perseguiam seu primeiro milhão de dólares. Há quem tenha levantado três, segundo várias testemunhas. “Eu fiz o numerozinho, agora me sinto como um idiota”, reconhece Paco J., um pré-aposentado de 54 anos que perdeu 9.000 euros e arruinou seu filho.

Entenda a fraude

1. Alguém próximo ou inclusive um familiar apresenta a companhia como sendo uma fórmula de emprego para autônomos. Desempregados e imigrantes são os principais destinatários dessa estrutura de negócio. Os captadores garantem os lucros.

2. O negócio consiste em recrutar novos vendedores cujo trabalho é, por sua vez, captar mais distribuidores. Seu trabalho consiste em copiar e colar anúncios classificados na internet. A atividade produz lucros – teoricamente –porque posiciona a firma nos mecanismos de busca. Além disso, os distribuidores devem comercializar também um cartão de 3.000 minutos mensais de chamadas pela internet (tecnologia voz IP). Custa 36 euros (108,50 reais). Há na internet aplicativos similares gratuitos, como Viber e Skype.

3. Entrar na estrutura custa o equivalente a entre 636 e 2.287 reais. Esses preços garantem a publicação de anúncios na web – um trabalho que exige 10 minutos diários, sem a necessidade de conhecimentos informáticos. A promessa é de um retorno anual de até 265% sobre o investimento. Se o participante acumular mais licenças, aumenta o tempo necessário para colocar os anúncios.

4. A TelexFree oferece a opção de ganhar sem trabalhar. Para isso, será preciso antes arregimentar uma rede de vendedores incautos. Os lucros resultarão em comissões ao arquiteto da estrutura.

5. Os dividendos são pagos em dólares, em pastas virtuais denominadas back offices. Os chefes podem ter acesso a esses endereços e aos lucros dos seus vendedores.

Um mês e meio depois do congresso de Madri, a SEC acusava Merrill e Wanzeler, além de seis outros diretores, de idealizarem uma estrutura piramidal que tinha como base os escritórios de Massachusetts e que se propagou como um vírus. Era praticamente calcado no chamado esquema de Ponzi, como aquele que o financista Bernard Madoff manteve até 2008 em Wall Street. O agente regulador alegou que o faturamento da TelexFree representava apenas 1% dos seus compromissos a pagar.

A investigação trouxe a tona uma impostura que havia durado dois anos. As origens de Merrill conduziam a uma pequena firma de limpeza de escritórios na cidade norte-americana de Ashland. O fundador da pirâmide não possuía realmente o diploma de economista pela Universidade Estadual Westfield, conforme alardeava. E o chamativo edifício da propaganda era afinal um espaço de trabalho compartilhado com outras 28 empresas. Merrill, de 52 anos, foi detido. Seu sócio Wanzeler, de 45, foi declarado foragido. A TelexFree pediu em abril amparo sob o artigo 11 da Lei de Falências dos EUA. Um tribunal congelou seus recursos. A investigação delatou que os cabeças desviaram dinheiro para suas contas. “Foi uma das maiores estruturas [piramidais] da história”, afirma, da Flórida, o advogado Jordan Maglich, especialista em esquemas de Ponzi.

“Foi tudo à merda”, sentencia o encanador Andrés S., um madrilenho que perdeu 3.000 euros.

O nervosismo começava a se espalhar entre os pioneiros da TelexFree. As imagens dos chefes circulavam pelas redes sociais. Eles eram apontados como os culpados pela miséria alheia. Alguns tentaram se desvincular da pirâmide que desmoronava saltando para outra. Este jornal presenciou como Juan Carlos Molina, ex-líder da TelexFree na Espanha, entregou um envelope com mais de 3.000 euros à vítima Mara V.. O pagamento foi feito em uma lanchonete da estação madrilenha de Atocha. A condição era de que a vítima, que perdeu 5.000 euros procedentes da herança da sua irmã, deixasse de acusar na internet o homem que a recrutou para a estrutura. “Não participo de reportagens. Não respondo”, esquivou-se Molina ao ser abordado. Agora, em convenções ao estilo norte-americano, esse andaluz elogia as maravilhas da companhia multinível WishClub.

 

Os líderes espanhóis da Telexfree com o chefe mundial, James Merrill, em pé à esquerda.

A TelexFree causou estragos. O mestre de obras murciano Pedro T. precisou pedir um adiamento da sua hipoteca para manter seu apartamento. Perdeu 18.000 euros. O motorista Abel Navamuel trabalha para devolver os 4.000 euros de um amigo que recrutou. Tem remorsos. E uma jovem peruana residente no Chile se vê prestes a ser despejada após confiar o equivalente a 150.000 reais que já não voltarão, segundo M. P., uma colombiana que preserva sua identidade para evitar ameaças e assessora através do Facebook centenas de espanhóis e sul-americanos que compraram a mensagem da riqueza expressa, à base de cliques.

Imaculada Torres Adán está desempregada. Tem 35 anos. Foi das últimas a desembarcar. “Era como uma seita. Massacravam você pelo What’sApp.” Essa madrilenha foi a única vítima que se deixou fotografar para esta reportagem. Torres renunciou a recuperar seus 4.500 euros. Não quis recrutar amigos e familiares. Suspeitou da fraude. “Eu teria morrido de vergonha.” Ao contrário da maioria dos afetados, ela dorme tranquila.

Um negócio que engorda com a crise

Cada vez que o presidente da Associação de Venda Direta (AVD), Carlos Barroso, ouve a palavra pirâmide, reage como uma mola: “Isso é ilegal”, esquiva-se o também diretor-geral na Espanha do grupo de nutrição Herbalife. Trata-se de uma empresa multinível onde os lucros chegam pela venda direta e pelas comissões geradas por novos distribuidores recrutados. Nada a ver, garante, com as pirâmides, cuja subsistência depende da constante entrada de novos membros. Do contrário, a arquitetura desaba.

Barroso se esforça em diferenciar as empresas de venda direta das de estrutura piramidal, como a TelexFree, cuja existência diz desconhecer. “No sistema multinível as pessoas vendem por margens e incentivos”, diz. A venda direta emprega 162.000 profissionais na Espanha, sendo apenas 10% em tempo integral. E 70% são mulheres. A atividade faturou o equivalente a 1,78 bilhão de reais em 2014, segundo a AVD, que representa 75% dos envolvidos num setor dominada por firmas como a Avon, de cosméticos, ou a multinível ACN, pilotada pela filha dos marqueses espanhóis de Urquijo, Miriam de la Sierra. Ao todo, são 20 empresas associadas.

Os números da Herbalife disparam em países assolados pela crise. No ano passado, ela faturou o equivalente a 150 milhões de reais na Espanha, 25% a mais do que em 2012. “Talvez tenha a ver com o desemprego”, desconversa Barroso. O dirigente se recusa a revelar o rendimento ou a margem de lucro da legião de vendedores que bate às portas de familiares e conhecidos para empurrar suas vitaminas nutricionais. Quem se dedica em tempo parcial ao Herbalife recebeu um valor líquido médio de 1.200 reais por mês, segundo esse grupo norte-americano presente na Espanha há um quarto de século. Uma elite supera os 15.000 reais.

Roger Abdelmassih lidera lista de recompensa da polícia de São Paulo

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Instituto São Paulo Contra Violência (ISPCV) divulgaram nesta quarta-feira (2) a lista dos suspeitos mais procurados do Estado e as recompensas para denúncias que levem à prisão deles.

Segundo a SSP, a recompensa por informações que levarem à prisão de Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 52 estupros e atentados ao pudor contra pacientes, é de R$ 10 mil.

A lista completa pode ser acessada no site WebDenúncia, da Secretaria da Segurança Pública em parceria com o Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV), e as informações sobre o paradeiro dos indiciados devem ser encaminhadas diretamente pelo site. O sigilo, garante a polícia, é absoluto.

Para receber a recompensa, o denunciante precisa encaminhar informações que contribuam de maneira relevante para a polícia esclarecer um crime – ou seja, dados que resultem na identificação do autor ou na localização e prisão do procurado pela Justiça.

As informações dadas pelo denunciante são repassadas aos policiais civis e militares que atuam no WebDenúncia, que encaminham as informações às equipes responsáveis pelas investigações.

A importância de informações para o Programa Estadual de Recompensa é analisada de acordo com cada caso denunciado. A decisão final sobre o pagamento da recompensa fica a cargo do secretário da Segurança Pública.

(IG São Paulo)

David Luiz lidera ranking dos melhores da Fifa até as oitavas

Albari Rosa / Gazeta do Povo

Rio de Janeiro – Em meio a grandes exibições de goleiros, atuações decisivas de atletas importantes como Lionel Messi e James Rodríguez, o melhor jogador da Copa do Mundo até o fim das oitavas de final é um defensor, o zagueiro brasileiro David Luiz, segundo índice de rendimento da Fifa.

O camisa 4 da seleção brasileira tem uma pontuação de 9,79 e deixou para trás James Rodríguez.

Artilheiro da Copa e autor de dois gols na vitória sobre o Uruguai por 2 a 0, no último sábado, o colombiano tem 9,74 pontos.

A defesa da equipe de Luiz Felipe Scolari está bem representada, já que Thiago Silva aparece em sétimo lugar.

Outro brasileiro na lista é o atacante Neymar, em sexto, cinco posições à frente do argentino Lionel Messi, seu companheiro no Barcelona.

Apesar de seu grande desempenho diante da “Celeste”, Rodríguez caiu para a segunda posição.

O atleta do Monaco é o primeiro a marcar gols em todas as quatro primeiras partidas de sua seleção desde Ronaldo e Rivaldo em 2002.

Os 12 primeiros colocados do índice de rendimento da Fifa na Copa do Mundo são os seguintes:

Posição Jogador Seleção Pontuação
1 David Luiz Brasil 9.79
2 James Rodríguez Colômbia 9.74
3 Karim Benzema França 9.70
4 Arjen Robben Holanda 9.66
5 Jan Vertonghen Bélgica 9.62
6 Neymar Brasil 9.59
7 Thiago Silva Brasil 9.56
8 Ivan Perisic Croácia 9.53
9 Johan Djorou Suíça 9.50
10 Thomas Müller Alemanha 9.48
11 Lionel Messi Argentina 9.45
12 Ángel di María Argentina 9.43

(EFE)

Hotéis Marina Park, Luzeiros e Gran Marquise, de Fortaleza, fechados exclusivamente para Cúpula do Brics

Três hotéis estarão 100% fechados para receber os integrantes da VI Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), cujo encontro está marcado para os dias 15 e 16 de julho, no Centro de Eventos do Ceará. A hospedagem das comitivas e dos chefes de Estado dos países foi negociada diretamente com o Marina Park, Luzeiros e Gran Marquise.

A assessoria de imprensa do Gran Marquise informou que receberá, “oficialmente”, a comitiva da China. Já o setor comercial do Luzeiros disse que hospedará ou membros da Índia ou da África do Sul.

Apesar dessa informação, ainda está indefinido qual cúpula ocupará cada hotel. Decisão essa que deverá ser tomada até sexta-feira pelo Itamaraty.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE), Darlan Leite, confirmou que o Marina Park, o Luzeiros e o Gran Marquise estão 100% bloqueados para o Brics.

“Estamos fazendo, ainda, um levantamento da reserva das comitivas dos cinco países na hotelaria em geral. Até o final dessa semana estaremos terminando o levantamento sobre que hotéis estão bloqueados para o Brics”, disse Darlan.

Com relação ao preço das hospedagens, nenhum dos empreendimentos quis revelar o valor, alegando não ser permitido por questões contratuais.

Porém, conforme O POVO publicou, em junho deste ano, havia três licitações abertas para contratação de serviços da VI Cúpula do Brics. Até a época eram 135 leitos de hotéis para Fortaleza, cujo melhor lance tinha sido computado em R$ 1,3 milhão.

O Itamaraty foi questionado, mas não informou quais hotéis hospedarão os participantes do Brics e que materiais chegaram para montagem da estrutura do CEC.

China

O hotel Golden Tulip Iate Plaza, na Beira Mar, confirmou que receberá a Orquestra Chinesa, agendada para o Brics. “Eles não fizeram exigências ainda, mas reservamos 44 quartos”, informou o setor de reservas do hotel.

(Beatriz Cavalcante, O Povo)

Porto de Fortaleza tem 15 operações de navios já agendadas até 2016

O novo terminal foi inaugurado com a chegada de cerca de 3.500 mexicanos que vieram à Capital para assistir ao jogo entre as seleções brasileira e mexicana nesta terça-feira, 17 de junho.

O titular da SEP, Antônio Henrique Silveira, disse que o terminal “é um gol de placa para Fortaleza”. O novo terminal de passageiros do Porto do Mucuripe, que entrou em operação ontem, já começou a colocar Fortaleza na rota dos cruzeiros de luxo, a exemplo do MSC Divina. O navio trouxe a bordo cerca de 3.500 mexicanos na manhã dessa segunda-feira (16), mas abrigará 4.100 pessoas até o dia 19. O novo equipamento turístico já tem até 15 operações do tipo agendadas até o fim de 2016, número que ainda deverá crescer com a divulgação do terminal.

A informação foi passada ao Diário do Nordeste, com exclusividade, pelo diretor comercial da Companhia Docas do Ceará (CDC), José Arnaldo Bezerra, durante a inauguração do equipamento. “A estação será a nova porta de entrada para milhares de turistas”, afirma.

Segundo ele, a expectativa da companhia é que empresas como a MSC Cruzeiros e a Royal Caribbean participem da licitação para o arrendamento de espaços na parte superior do terminal, destinada a estabelecimentos comerciais. “A instalação de lojas dessas empresas facilitaria ainda mais a vinda de visitantes a Fortaleza”, complementa.

Conclusão das obras

A parte superior da estação – reservada também a restaurantes e bares, por exemplo – ainda não ficou pronta. Para disfarçar o serviço inacabado, a CDC colocou tecidos nas cores verde e amarela, decoração que chamou a atenção dos visitantes. “Concluímos 93% das obras do terminal. Os outros 7% correspondem aos serviços da parte de cima e serão concluídos em agosto”, diz o presidente da CDC, Paulo André Holanda. O gestor reforça que os serviços só não ficaram completamente prontos devido a uma forte ressaca do mar, no início de 2013. Além de danificar estruturas já erguidas, o fenômeno natural reduziu o ritmo dos trabalhos em 70%.

Ao todo, foram investidos no Porto do Mucuripe R$ 205 milhões, valor 37,5% maior que o previsto inicialmente, R$ 149 milhões. Os recursos são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Copa. “Os gastos ficaram acima do planejado por causa dos danos causados pela ressaca, mas também aplicamos parte desse aditivo na compra de móveis e outros equipamentos necessários à operação do terminal”, justifica Holanda.

Ministro satisfeito

O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Antonio Henrique Silveira, também esteve ontem no Porto do Mucuripe para acompanhar a primeira operação do terminal. Ele ficou encantado com a estrutura do equipamento. “Está muito bonito, é um gol de placa para Fortaleza. Do ponto de vista operacional, está tudo perfeito, mesmo que a parte superior não tenha sido concluída a tempo por questões climáticas”, avalia.

Complexo multiúso

A nova estação de passageiros do Porto do Mucuripe conta com instalações completas para embarque, desembarque e trânsito de passageiros; armazém de bagagens; sala para órgãos intervenientes (fiscalizadores); bem como estacionamento externo para ônibus, vans, táxis e carros particulares. O equipamento faz parte de um complexo multiuso com cais de atracação de 350 m de extensão e 13 m de profundidade e retroárea com 40 mil m² para armazenagem de contêineres, o que caracteriza o empreendimento como Terminal de Múltiplo Uso.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)\Raone Saraiva

Fortaleza deve receber 17 mil alemães durante a Copa do Mundo

Depois da “invasão” uruguaia e mexicana, a capital cearense se prepara para receber os alemães. De acordo com a Secretaria de Turismo do Ceará, Fortaleza deve receber os alemães e ganeses. Dos 17 mil turistas alemães que visitarão Fortaleza, 12.180 vão assistir à partida entre Alemanha e Gana, neste sábado (21), às 17h, na Arena Castelão.

A torcida de Gana deve ser menor. Segundo dados da Fifa e da Setur, dos 60 mil ingressos comprados para a partida, 1.020 bilhetes serão para Gana. Além da presença de alemães e ganeses, a Arena Castelão receberá mais estrangeiros do que brasileiros no sábado (21) com turistas dos  Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. Mais da metade do público deste jogo, será composta por estrangeiros, 31.200 pessoas.

Do público brasileiro que assistirá a Alemanha x Gana,  11.760 serão turistas de outros estados do Brasil. Em primeiro lugar, estão os paulistas, com 4.500 ingressos vendidos, e, em segundo, os cariocas,  com 1.200. Os outros 15.600 ingressos foram vendidos para moradores de Fortaleza e municípios vizinhos.

Voo direto
Nesta sexta-feira (20), chegará o primeiro voo direto Frankfurt – Fortaleza, que passará a ser operado pela Condor, com passageiros de várias nacionalidades. Todas as sextas-feiras, o voo de número 5038 chegará ao Aeroporto Internacional Pinto Martins às 15h15, vindo da cidade alemã, e fará o caminho de volta às 16h45. A capacidade total da aeronave utilizada é de 259 passageiros, divididos em três classes tarifárias: turística, executiva, e primeira classe, com 206, 35 e 18 assentos, respectivamente.

(G1 Ceará)

Sócio da Telexfree poderá ser condenado a 20 anos de prisão. Nos EUA

Jornal GGN - O co-proprietário da Telexfree Inc, James Merril foi colocado em prisão domiciliar por uma decisão de um juiz federal, enquanto aguarda o julgamento sobre a fraude de um bilhão de dólares. A informação é do jornal Boston Globe.

Merril foi preso em maio, ficará na casa de sua família em Ashlan e não poderá deixar o estado. Além disso, foi obrigado a deixar em garantia sua casa avaliada em US$ 900 mil, a casa de sua irmã Julie Merril em Sutton e outra propriedade em East Falmouth. Deverá também entregar seu passaporte à polícia.

Os procuradores federais argumentaram que há risco de fuga, pois poderá ser condenado a 20 anos de prisão se for considerado culpado da fraude.

Seu sócio Carlos Wanzeler fugiu dos Estados Unidos para o Brasil em abril e está morando em Vitória.

Segundo o Boston Globe, ambos se apropriaram de milhões de dólares nos 18 meses antes de pedir a falência às autoridades federais e estaduais. Hoje são alvos de acusações civis e criminais.

Somemnte em Massachusetts o golpe pode ter chegado a US$ 90 milhões, mas estima-se que o total de vítimas seja de mais de um milhão de pessoas.

No Brasil, os negócios estão suspensos e até agora nem o Ministério da Justiça nem a Polícia Federal tomaram qualquer atitude contra os proprietários e os divulgadores da Telexfree.

Rivalidade de argentinos é maior com ingleses e uruguaios do que com brasileiros

São Paulo – Em época de Copa do Mundo, ressurge o estereótipo do argentino “do mal”, nacionalista ao extremo, que dentro ou fora das quatro linhas é desleal e catimbeiro, e usa qualquer artimanha para vencer, pior adversário do Brasil. Contudo essa rivalidade tem fundamento histórico ou é um mito midiático restrito ao folclore do futebol? Segundo historiadores, a suposta e encarniçada rivalidade entre brasileiros e argentinos pode não ser apenas um folclore, mas também não é tão grande como propagam alguns locutores e comentaristas esportivos.

A rivalidade entre brasileiros e “hermanos” é, inclusive, maior para nós do que para eles, acredita a historiadora Lívia Magalhães, mestre em Estudos Latinoamericanos pelo Centro de Estudios Latinoamericanos da Universidad Nacional de San Martín, Argentina (2008), e doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (2013). “Na verdade, o grande rival argentino, pelo menos no futebol, ainda é a Inglaterra, no imaginário social deles. Um jogo entre Brasil e Argentina é um jogo de rivalidade, de brincadeiras entre brasileiros e argentinos, mas contra a Inglaterra é um jogo sério. Eles entram em campo vestindo a questão das Malvinas, do imperialismo inglês. Ali tem uma rivalidade muito maior. O brasileiro tem muito mais a rivalidade do que o argentino”, diz. “Acho que o Brasil compra mais isso, de que no futebol o grande inimigo é a Argentina, mas eles não nos considerem o primeiro rival.”

Já para o historiador Julio Pimentel Pinto, professor de História da América Latina no Departamento de História da USP, a rivalidade maior para a Argentina é outra. “Não sei se com a Inglaterra tem uma rivalidade propriamente futebolística. Tem uma rivalidade histórica com a Inglaterra e, quando se joga contra eles, isso se canaliza, aumenta a gana, a vontade de se vingar. Mas uma rivalidade argentina muito grande e muitas vezes esquecida, no plano econômico, histórico e no futebol é com o Uruguai”, aponta Pimentel.  “É uma briga encarniçada, complexa, tem um passado histórico, a disposição bonaerense de dominar a região do Oriente, o atual Uruguai. Há conflitos que aconteceram no século 19, as disputas comerciais no decorrer do 20. E hoje, ainda, eles têm querelas profundas nas imediações do rio da Prata, com o despejo de lixo tóxico ­­no lado uruguaio e vice-versa, por exemplo.”

O passado histórico de conflitos é mais complexo e duradouro entre argentinos e uruguaios do que entre qualquer um deles e os brasileiros, apesar de o Brasil ter anexado e governado o território que hoje é o Uruguai, na época (1817-1828) chamado Colônia Cisplatina. No entanto a relação entre uruguaios e argentinos é mais visceral. São vizinhos mais “íntimos”, a começar pela origem e a língua espanhola, o que fez com que as disputas territoriais entre ambos fossem mais intrínsecas a suas histórias. A esse “caldo” histórico, acrescenta-se, ainda, a rivalidade propriamente futebolística, que remonta à primeira metade do século 20. Nesse período, o Uruguai, em primeiro lugar, e depois a Argentina, eram as potências do futebol sul-americano.

O Uruguai, que já havia sido bicampeão olímpico de futebol em 1924 e 1928 (daí a seleção ser conhecida como Celeste Olímpica) foi também o primeiro campeão mundial, em 1930, na capital Montevidéu. Infelizmente para ela, a seleção Argentina conheceu o apogeu em termos de futebol num período em que as Copas do Mundo estavam suspensas devido à Segunda Guerra.

“A gente esquece que o auge da seleção argentina, o primeiro momento áureo, foi justamente nos anos 1940, quando não houve mundiais. De 40 até o começo dos 50, a grande seleção era a de Di Stéfano, que os argentinos mais velhos dizem que foi o maior de todos os tempos”, lembra Julio Pimentel.  Os hermanos só foram conquistar a primeira Copa em 1978, no auge da brutal ditadura que assolou o país.

Seja como for, no cenário futebolístico dos anos 30 e 40, o Brasil ainda estava longe de ter o protagonismo que viria a ter apenas a partir do fim da década de 50. Até então, as duas Copas que aconteceram na América foram vencidas pelo Uruguai em 1950, exatamente ­­­no Maracanã.

Lívia Magalhães concorda que até 1950 o Brasil estava muito aquém dos vizinhos enquanto potência no esporte. “Apesar de o Brasil ganhar a Copa primeiro (em 1958), a Argentina sai na frente em termos de estrutura, de organização, tinha jogadores mais famosos e mais importantes naquele início de século.”

Para Lívia, a rivalidade, mais por parte dos brasileiros do que dos argentinos, é algo “que foi muito incentivado”. “Do ponto de vista sociológico, histórico, o torcer necessita do inimigo, digamos. Para torcer pelo seu, você tem de ter o outro. É a mesma lógica da construção da nacionalidade. A gente só se sente como brasileiro porque há o não brasileiro, que não faz parte do mesmo grupo. E a Argentina sempre funcionou muito bem nesse discurso brasileiro. Sempre vai funcionar como o outro, mas é ao mesmo tempo um outro amigável, porque é vizinho”, analisa Lívia.

A questão da vizinhança e do amor e ódio, muitas vezes próprios a indivíduos, entidades ou nações próximos, é um fator a se considerar, acredita a historiadora.  O curioso apelido com que nos dirigimos aos vizinhos, “hermanos”, demonstra a dicotomia.  “Se a gente for ver, nosso grande carrasco, pelo menos recentemente, seria mais a França (que bateu o Brasil na final de 1998 e nos eliminou em 2006) do que a Argentina. Mas a gente não cria esse tipo de identidade de disputa com a França.”

Relações históricas

As relações entre Brasil e Argentina, historicamente, ao longo do século 19 até hoje, oscilaram entre momentos positivos e mais ou menos tensos. A República instaurada em 1889 no Brasil instituiu novas prioridades da diplomacia brasileira, até então voltada à Europa. A América passou a ser o principal foco. No entanto, “houve entre Argentina e Brasil uma nítida disputa pela hegemonia regional e o Rio de Janeiro (então capital do país) acompanhava as aproximações do vizinho platino, visto como inimigo provável, com os países de menor expressão territorial e desenvolvia uma política cordial com o Chile”, anota Clodoaldo Bueno, no estudo Passado e Presente das Relações Brasil-Argentina, desenvolvido para o Instituto de Estudos Avançados da USP.

As questões relativas à hegemonia geopolítica corriam paralelamente às relacionadas ao comércio internacional e entre os dois países. Na virada do século 19 para o 20, havia um desequilíbrio na balança comercial entre os dois países. O então embaixador brasileiro, o barão do Rio Branco, titular do Itamaraty de 1902 a 1912, anotava: “Não é o Brasil que tem de dar compensações ao fraco comprador que é para nós a Argentina: é ela que deve dar compensações ao grande comprador de produtos argentinos que é o Brasil”.

Porém, bravatas à parte, na passagem do século a Argentina começava um forte crescimento. Nas primeiras décadas do século passado o país vizinho viveu seu apogeu econômico, graças à abertura do mercado internacional a sua carne e grãos (cevada, centeio, trigo), e chegou a ser a sétima economia do um mundo. “A aproximação mais definitiva entre os dois países começou a se dar na virada do século”, diz Julio Pimentel, da USP. Nessa época, ocorreu a primeira viagem oficial de um presidente brasileiro ao exterior, quando Campos Salles foi a Buenos Aires (em 1900) para retribuir uma visita de Julio Roca, então presidente argentino ao Brasil pouco mais de um ano antes. “Uma troca de cordialidade que anunciava na prática que as suas economias não eram concorrentes, mas complementares”, explica Pimentel.

No início da década de 1930, começou o forte declínio argentino, enquanto a industrialização impulsionava o Brasil a se tornar a principal potência da região e superar o vizinho, mas, com Getúlio Vargas no Brasil (a partir dos anos 1930) e Juan Domingo Perón na Argentina duas décadas depois, e mais tarde, durante o período das ditaduras militares nos dois países, a relação entre as nações foi de cooperação, para o bem e para o mal. Com a criação do Mercosul nos anos 1990, os interesses comuns se estreitaram.

Portanto, há muito tempo, nada nas relações político-econômicas respalda qualquer motivo para uma rivalidade séria. “A disputa política que existia entre Brasil e Argentina, a questão da liderança na América do Sul, acho que já tem muito tempo que a Argentina não compra muito essa disputa”, diz Lívia Magalhães.

Ainda assim, episódios isolados de violência ocorrem, como de resto ocorre quando o assunto é futebol. No último dia 10, o argentino Ruben Lucero, morador de Belo Horizonte há dois anos, foi agredido e sofreu fratura em um dedo. Motivo: portar uma bandeira argentina na capital mineira, uma das sedes onde o time de Messi vai atuar nesta Copa do Mundo.

“Na última Copa, em 2010, senti alguma manifestação um pouco mais violenta. Comentários um pouco mais racistas, por exemplo”, anota Lívia. Um dos motivos, segundo ela, pode ter sido que, “entre 2006 e 2010, houve maior incentivo nacionalista por parte dos meios de comunicação” na Argentina.

E, do lado brasileiro, incentivo midiático à rivalidade e até hostilidade por parte dos brasileiros é o que não falta, por parte do locutor titular da TV Globo, Galvão Bueno, por exemplo. “É, meu amigo, Brasil e Argentina é sempre Brasil e Argentina!”, disse ele em uma narração, entre as pérolas ao falar do clássico Brasil e Argentina.

“Acho que é uma via de mão dupla. Alimenta a rivalidade, mas também os locutores, Galvão Bueno etc., ficam batendo nessa tecla porque supõem que é o que o espectador quer ouvir”, analisa Júlio Pimentel. O historiador ironiza essa tentativa de fomentar uma suposta rivalidade a partir de premissas que os fatos desmentem. “É gozado como, aqui no Brasil, se criou essa coisa de que Brasil e Argentina são o ‘maior clássico do futebol mundial’, quando, na verdade, a Itália é tetra e a Alemanha é tricampeã mundial, e a Argentina é bi”, lembra. “Acho que, na verdade, esse mito, inventado aqui no Brasil, é uma forma de fazer essa via de mão dupla de que falei: o locutor corresponde àquilo que ele imagina que seja a cabeça do espectador e, por outro lado, instiga esse espectador a ter um adversário mais próximo, mais plausível, vizinho, e reforça esse ponto ufanístico das transmissões.”

Porto Alegre

Pelo sim, pelo não, os argentinos que chegarem ao Rio Grande do Sul, para acompanhar e assistir à partida da seleção de Messi e companhia em Porto Alegre, dia 25 de junho, contra a Nigéria, vão ser monitorados. “Haverá um trabalho específico para fazer o monitoramento a partir da entrada no estado”, diz a prefeitura de Porto Alegre, por meio da assessoria de comunicação. A prefeitura estima que cerca de 200 ônibus cheguem ao Rio Grande mais ou menos ao mesmo tempo.

Uma parte da torcida argentina ficará na cidade de Canoas, ao norte da região metropolitana de Porto Alegre. A outra parte, de acordo com a administração, será acomodada pela Torcida Popular, do Internacional. “A rivalidade existe, mas não há clima hostil”, diz a prefeitura.

(Eduardo Marreti, Rede Brasil Atual)

Apple anuncia iOS 8, nova versão do sistema operacional do iPhone

Nesta segunda-feira (2), começou a Worldwide Developers Conference (WWDC), conferência para desenvolvedores da Apple realizada anualmente em San Francisco (EUA). Como de costume, a empresa mostrou novidades de seus sistemas operacionais.

O iOS 8, sistema para iPhone, iPad e iPod Touch, ganhou um aplicativo de saúde chamado HealthKit, entre outras novidades. Já disponível para desenvolvedores em beta, a versão final do iOS 8 deve chegar para os consumidores entre setembro e dezembro deste ano. 

HealthKit - O HealthKit é, como o nome diz, um aplicativo voltado para saúde. O objetivo do programa é reunir as informações sobre a saúde do usuário registradas pelo iPhone por meio de outros apps e também por pulseiras e relógios e inteligentes, por exemplo. Com o HealthKit, os dados com os indicadores de saúde e bem estar ficam todos em um só lugar. Inicialmente, a empresa vai trabalhar em conjunto com a Nike, empresa importante no setor de fitness, e com a Mayo Clinic.

A notícia segue anúncio da Samsung Electronics na semana passada sobre uma plataforma de armazenagem móvel de dados de saúde chamada SAMI (Samsung Architecture Multimodal Interactions). Não está claro como a Apple vai promover o Healthkit. A Samsung planeja promover a SAMI lançando um desafio para desenvolvedores e destinando um fundo de US$ 50 milhões para empreendedores iniciais de saúde digital.

Family Sharing - O Family Sharing é outra novidade do iOS 8 e permite que até seis membros de uma mesma família compartilhem arquivos do iTunes em seus dispositivos. Ou seja, um único cartão de crédito poderá ser utilizado para compras de até seis usuários diferentes. Pelo Family Sharing também é possível compartilhar calendários, lembretes e fotos. 

Notificações - O sistema de notificações do iOS 8 também mudou, e está mais parecido com o do Android. Atualizado, ele permite que o usuário faça várias ações, como curtir um post no Facebook, no próprio aviso, sem a necessidade de abrir um aplicativo, por exemplo. Tal funcionalidade estará disponível mesmo quando a tela estiver bloqueada. 

Teclado - O teclado do iOS ficou mais esperto e agora sugere palavras à medida que o usuário digita. Com o tempo, o sistema aprende com os erros do usuário e sugere a palavra correta. É um recurso já presente há algum tempo em sistemas concorrentes, como o Android.

Automação residencial - A expectativa de que a Apple fosse lançar algo que aproximasse o iPhone das casas conectadas se confirmou. Aos desenvolvedores, a empresa mostrou um HomeKit, aplicação que permite conectar os dispositivos com iOS a aparelhos inteligentes instalados nas casas para abrir portas de garagem, acender luzes e ativar câmeras de segurança. Os aplicativos desenvolvidos com base no HomeKit poderão fazer uso da Siri, assistente pessoal por voz. O usuário poderá, por exemplo, dizer “prepare-se para a cama” que a casa vai escurecer automaticamente as luzes e trancar as portas.

Outras novidades do iOS 8

- A Siri ganhou integração com o Shazam, aplicativo que reconhece músicas;

- A Apple mostrou uma nova linguagem de programação chamada Swift que seria mais rápida que a Objective-C;

- O TouchID, o leitor de digital, está aberto aos desenvolvedores para que eles possam criar apps que utilizem essa tecnologia de autenticação;

 

Mac OS X Yosemite traz visual remodelado

Além do iOS 8, a Apple anunciou também uma nova versão de seu sistema para computadores e notebooks, o Mac OS X. A versão 10.10, batizada de Yosemite, traz um visual bem diferente da versão anterior.

A principal modificação está no estilo dos ícones, que ficam mais abstratos e sem relevo (flat), ao estilo do iOS 7 e 8. O sistema tem ainda um recurso que escurece boa parte da tela, deixando o foco apenas na aplicação aberta. A tela de notificações do 10.10 traz um recurso que reúne todos os avisos do dia, como ocorre no iOS 8.

Uma das novas ferramentas do sistema é o iCloud Drive. Esse aplicativo mostra, no Finder, todos os arquivos do usuário hospedados no iCloud. Assim, o usuário pode mover e agrupar arquivos no iCloud da mesma forma que faz com arquivos guardados no computador. Bem similar ao concorrente Dropbox.

A sincronização com outros aparelhos da Apple também foi aprimorada. É possível começar a redigir um texto no Pages a partir do computador, por exemplo, e rapidamente transferi-lo para o iPad ou iPhone. Também é posssível criar um hotspot no iPhone diretamente no Mac, sem ter que tocar no celular.

Chamadas telefônicas recebidas no iPhone também podem ser encaminhadas para o Mac, ou seja, é possível atender a uma chamada telefônica no computador. Também é possível ligar para um contato a partir do Mac. O computador acessa o smartphone, que faz a chamada telefônica.

O Mac OS 10.10 Yosemite será grátis para quem tem computadores da Apple. O sistema está disponível para desenvolvedores a partir desta segunda-feira e deve ser lançado para todos os usuários entre setembro e dezembro deste ano.

Números da Apple

Como costuma ocorrer em eventos da Apple, a empresa aproveitou o WWDC para fornecer alguns números atualizados de seus serviços. Veja alguns dos mais interessantes.

- Mais de 800 milhões de aparelhos com iOS vendidos (inclui iPhones, iPads e iPods Touch)

- Mais de 100 milhões de iPods Touch vendidos

- Mais de 200 milhões de iPads vendidos

- Mais de 1,2 milhão de aplicativos na App Store

- Mais de 75 bilhões de downloads de aplicativos

(Tecnologia IG)

Submarino alemão perdido em 1915 é encontrado na Finlândia

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Da Agência Xinhua

HELSINKI, 29 de maio (Xinhua) – Um grupo de mergulhadores finlandeses na quinta-feira afirmou ter encontrado os destroços do submarino alemão U-26, que afundou no Golfo da Finlândia há quase 100 anos.
Badewanne, um grupo de pesquisa de mergulho finlandês, disse ao diário finlandês Helsingin Sanomat que os destroços foram encontrados na parte ocidental do Golfo da Finlândia.
O submarino alemão foi construído em maio de 1914, dois meses antes da primeira guerra mundial iniciar, e afundou-se durante a guerra, em agosto de 1915.
U-26 era o orgulho da Alemanha, uma vez que bombardeou e afundou quatro navios de guerra russos no mar Báltico durante um ano de serviço.
Depois do acidente, o submarino com 30 tripulantes a bordo desapareceu sem deixar rastro.
Segundo a imprensa local, Jouni Polkko do Badewanne especulou que o submarino foi provavelmente destruído por campos minados russos, que foram implantados para impedir os navios de guerra alemães de entrar no Golfo da Finlândia.
Autoridades alemãs tentaram de tudo para obter informações sobre o U-26 quando este desapareceu, mas não conseguiu encontrar nada no século passado.

 

Banco do Brasil inaugura 1ª agência na China

Agência do Banco do Brasil na China foi aberta em Xangai (Foto: Divulgação)

O Banco do Brasil anunciou que inaugurou nesta sexta-feria (30) a primeira a sua 1ª agência na China. Segundo o BB, trata-se da da primeira agência de um banco latino-americano a obter licença para atuar na China.

A agência BB-Xangai conta, inicialmente, com um administrador expatriado e 16 funcionários contratados na China. A abertura da agência acontece 3 anos após anúncio feito pelo banco.

O banco mantinha desde 2004 um escritório de representação em Xangai. “A estratégia em transformar o escritório em agência permitirá a ampliação negocial decorrente do incremento do intercâmbio comercial sino-brasileiro, do aumento dos investimentos chineses no Brasil e, também, da presença de transnacionais brasileiras no mercado chinês”, afirmou o BB, em comunicado.

“Com a nova agência, o BB passa a buscar oportunidades de negócios no segmento de atacado, atendendo, principalmente, as demandas por produtos e serviços das empresas brasileiras com negócios com a China e as empresas chinesas com negócios com o Brasil, além dos bancos locais, grandes parceiros de negócios com o Banco do Brasil”, acrescentou o banco.

Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil com um fluxo comercial de US$ 83 bilhões em 2013. O BB destaca que são mais de 70 empresas brasileiras presentes de alguma forma na China e mais de 25 empresas chinesas operando no Brasil.

No Brasil, operam atualmente três grandes bancos chineses: Bank of China, ICBC e CCB.

(G1 Economia)

Rua de Hong Kong passa Nova York e agora é a mais cara do mundo

São Paulo – Uma rua de Hong Kong acaba de se tornar a mais cara do mundo, ultrapassando a Quinta Avenida, em Nova York.

A Russell Street, em Causeway Bay, alcançou o feito depois de uma loja local ser vendida por incríveis 23 milhões de dólares.

Segundo a Bloomberg, uma pequena loja na rua chega a pagar 10 mil dólares por dia de aluguel.

Um corretor de Hong Kong, Sebastian Skiff, disse à Bloomberg que o valor ultrapassa o recorde da Quinta Avenida.

A rua é dominada por lojas de marcas de luxo de roupas e acessórios. Alguns exemplos: Rolex, GucciBurberry, Cartier, Calvin KleinLouis Vuitton.

O nome, nada oriental, é uma homenagem a James Russell, chefe de Justiça da Suprema Corte de Hong Kong entre 1888 e 1892. Ele morreu aos 50 anos, em 1893.

Russell Street tem o seu próprio Times Square, um grande shopping center, um cinema e um grande telão de rua, similar aos de Nova York.

Mesmo com pequenas lojas e comércios familiares, ela atraiu grandes grifes mundiais, que procuravam um mercado consumidor ávido e seguro – em uma tentativa de fugir da crise europeia.

Em anos recentes, a Burberry, por exemplo, alugou um espaço de 650 metros quadrados na rua. A Tiffany, um espaço de 353 metros quadrados.

(Guilherme Dearo, Exame Online)

Dilma é a 4ª mulher mais poderosa do mundo em ranking da Forbes

A presidente Dilma Rousseff é a quarta mulher mais poderosa do mundo, de acordo com ranking publicado pela revista Forbes nesta quarta-feira (28). Dilma perdeu duas colocações em relação à lista de 2013, quando ocupava a segunda posição do ranking, que elenca as cem mulheres mais influentes do planeta.

A liderança do levantamento da revista Forbes tem a chanceler alemã, Angela Merkel, na primeira colocação — ela ocupa a mesma posição do ranking de 2013. A segunda posição pertence a Janet Yellen, nova presidente do FED (o banco central americano) que assumiu o lugar de Ben Bernanke. Ela não apareceu na lista da Forbes de 2013.

A terceira posição é da mulher de Bill Gates, Melinda Gates. Ela manteve a posição conquistada na lista da Forbes em 2013.

Na descrição de Dilma, a publicação destaca que a presidente está na segunda metade do seu mandato como presidente do Brasil, “a sétima economia do mundo com um PIB [Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do País] de US$ 2,4 trilhões [R$ 5,4 trilhões]“.

A revista diz ainda que o Brasil vai receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A principal ressalva, porém, é sobre a crítica de Dilma ao presidente americano, Barack Obama, por causa do caso de espionagem revelado no ano passado.

— Rousseff criticou os Estados Unidos por espionar, durante seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, e cancelou sua visita de Estado depois das reportagens de que a NSA [Agência de Segurança dos Estados Unidos] interceptar e-mails dela.

Mais duas brasileiras

A lista da Forbes tem também a presidente da Petrobras, Graça Foster, e a top model brasileira Gisele Bündchen. A comandante da petroleira melhorou sua posição e aparece agora na 16ª colocação — em 2013, ela estava em 18º lugar.

Com ganhos de US$ 42 milhões (R$ 94 milhões) desde junho de 2013, Gisele Bündchen também está mais bem-colocada em 2014: ela é a 89ª da lista. Em 2013, a modelo brasileira aparecia em 95º lugar.

Veja a lista das dez mulheres mais poderosas do mundo:

1º – Angela Merkel, chanceler alemã
2º – Janet Yellen, presidente do FED (banco central dos Estados Unidos)
3º – Melinda Gates, fundadora da Fundação Bill & Melinda Gates
4º – Dilma Rousseff, presidente do Brasil
5º – Christine Lagarde, diretora-presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional)
6º – Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos Estados Unidos
7º – Mary Barra, presidente mundial da General Motors
8º – Michelle Obama, primeira-dama dos Estados Unidos
9º – Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook
10º – Virginia Rometty, presidente mundial da IBM

(R7)

Brasileiros podem sacar FGTS na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai

Brasileiros que moram na Argentina, na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai já podem sacar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nesses países sem precisar voltar para o Brasil.

Esse serviço está disponível no Japão desde 2010, nos Estados Unidos desde 2011 e na Europa desde 2012 e já viabilizou mais de 4.700 pagamentos, totalizando R$ 57,7 milhões liberados aos trabalhadores brasileiros residentes nessas localidades.

Segundo o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto, o sucesso obtido no Japão, nos Estados Unidos e na Europa da parceria do banco “com o Ministério das Relações Exteriores e o apoio do Ministério do Trabalho incentivou a ampliação do serviço”.

Para ter direito ao saque, é preciso que o contrato de trabalho no Brasil tenha sido rescindido sem justa causa, a extinção normal do contrato de trabalho brasileiro a termo, a aposentadoria concedida pela Previdência Social brasileira, a permanência do trabalhador por três anos ininterruptos fora do regime do FGTS e a permanência da conta vinculada por três anos ininterruptos sem crédito de depósito, para afastamento ocorrido até 13/07/1990.

Onde pedir o saque

O trabalhador que possuir saldo em conta vinculada FGTS, enquadrado nas condições para saque e residir no exterior, deverá apresentar a Solicitação de Saque em um Consulado do Brasil sediado no Japão, Estados Unidos, França, Inglaterra, Bélgica, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai.

O crédito é feito em conta da Caixa ou de outro banco no Brasil que seja de titularidade do trabalhador. Até 15 dias úteis após a entrega da documentação, condicionada à certificação de que as condições exigidas para movimentação da conta vinculada FGTS foram atendidas.

No caso de não possuir conta bancária no Brasil, o trabalhador pode indicar alguém de sua confiança, informando os dados bancários deste para crédito do valor.

Além de documentos pessoais de identificação com foto, é exigida documentação específica, dependendo da circunstância em que o trabalhador solicitar o saque do FGTS. O detalhamento da documentação específica para cada condição de saque está disponível no site da CAIXA, http://www.caixa.gov.br

Para consultar o extrato FGTS e obter informações relativas à conta vinculada, o trabalhador pode acessar o endereço eletrônico www.fgts.gov.br ou www.caixa.gov.br/fgts. É preciso cadastrar uma senha internet para acesso a esses serviços. Mais informações: http://www.caixa.gov.br/fgts/pf_saque_exterior.asp

Passo a passo

— Verifique se tem saldo e se possui direito ao saque do FGTS em uma das condições mencionadas.

— Promova acesso no endereço http://www.caixa.gov.br ou http://www.fgts.gov.br, baixe, imprima e preencha corretamente o formulário “Solicitação de Saque FGTS”.

— Compareça ao consulado, assine o formulário “Solicitação de Saque FGTS” na presença do representante consular e apresente a documentação necessária à habilitação ao saque.

— Aguarde recebimento da mensagem eletrônica da CAIXA e, se for deferida a liberação do pagamento, acompanhe a realização do crédito na conta bancária que foi registrada no formulário de “Solicitação de Saque do FGTS”.

(R7)

Telexfree: divulgadores podem ser responsabilizados criminalmente

Do Folha Diário

O Ministério Público do Acre, que está à frente das investigações sobre a Telexfree, disse esta semana que os divulgadores que recrutaram novas pessoas para fazer parte do suposto esquema de pirâmide financeira, podem ser responsabilizados criminalmente durante o processo que investiga a operação da empresa no Brasil e no exterior.

A suspeita é de que este seja o maior crime já praticado contra a economia do país, já que as investigações levam a crer que o negócio era operado como uma “pirâmide” sob o disfarce de empresa de marketing multinível, negócio que coloca em risco o sistema financeiro brasileiro.

Em Videira, a adesão foi uma das maiores operações da Ympactus no Brasil. A empresa operava com o nome Telexfree, que por sua vez, é sediada nos Estados Unidos e prometia a venda de pacotes de ligações a longa distância a preços menores e também e remuneração de seus “divulgadores” por anúncios feitos na internet, chegando aos 200% de rentabilidade.

Segundo apurou o Ministério Público, os valores contabilizados pela Telexfree com a venda dos produtos que prometia não passava de 1% do faturamento, pois a verdadeira renda tinha como procedência a entrada de novos integrantes no negócio para que ele pudesse se manter.

No Brasil, a Telexfree está impedida de fazer pagamentos e cadastros de divulgadores desde o dia 18 de junho do ano passado. A investigação da Secretaria de Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, também concluiu que a Telexfree é uma pirâmide financeira e que ela arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo com um esquema ilegal de venda fraudulenta de títulos. Na  denúncia, as autoridades norte-americanas pediram  o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros obtidos e o ressarcimento das perdas causadas aos “divulgadores”.

Suspensão das atividades
A Telexfree anunciou através de comunicado publicado em sua página na internet que suspendeu todas suas atividades de negócios, enquanto cuida de pendências com a Corte de Falências dos  Estados Unidos, agências governamentais e a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira. No Brasil, a sede da empresa também estampou um comunicado na porta em que diz que as atividades estão temporariamente suspensas, apesar de vários funcionários serem vistos trabalhando dentro do estabelecimento.

Ações na justiça
Em Videira, já são dezenas as ações na Justiça com o propósito de fazer com que os consumidores que adquiriam os pacotes da Telexfree tenham seu dinheiro de volta. Algumas delas, já possuem ganho de causa por parte dos “divulgadores”, dentre elas, ações com valores acima de três dígitos. Dessa forma, advogados tem aconselhado as pessoas que se sentiram lesados pela empresa, que entrem na Justiça para buscar os valores que deixaram de receber após a empresa ter seus ativos bloqueados e ainda os recursos que foram investidos inicialmente. No último levantamento feito pelo governo dos Estados Unidos, a empresa não terá valores suficientes para pagar todos as suas dívidas caso for liquidada.

Fundador está preso

O americano James Merrill, um dos fundadores da Telexfree, foi preso no último dia 9, no Estado de Massachusetts. A Justiça americana também expediu mandado de prisão de outro fundador, o brasileiro Carlos Wanzeler, que está foragido. Se forem condenados, cada um pode pegar até 20
anos de prisão.

FBI VAI CADASTRAR VÍTIMAS DA TELEXFREE

A polícia federal americana, o Federal Bureau of Investigation (FBI), lançou nesta quinta-feira um site para cadastrar “vítimas” da TelexFree. Chamado de “Victim Assistance” (assistência às vítimas), o FBI pede a colaboração dos chamados divulgadores da empresa com o preenchimento de um questionário sobre a relação com a TelexFree. “Se você é um cliente da TelexFree e acredita que tenha sido prejudicado, você deveria preencher o questionário abaixo”, diz a página. As perguntas estão em inglês, português e outros 80 idiomas.

O cadastro é voluntário e tem o objetivo de coletar informações para a investigação federal e para a identificação da abrangência criminal do caso, principalmente saber quantas pessoas foram prejudicadas com o esquema fraudulento. Para a ação, o FBI conta com a parceria da Homeland Security Investigations, órgão federal que investiga questões relacionadas a direitos de consumidores americanos e imigrantes. 

No texto, consta a informação de que em 9 de maio, James Merrill e Carlos Wanzeler, os principais sócios da TelexFree e empresas relacionadas, foram acusados em um processo criminal federal de conspiração para cometer fraude eletrônica”. Merrill está preso e teve seu pedido de fiança negado nesta semana, assim como a esposa de Wanzeler, Kátia, pega ao tentar sair do país. Já Carlos está em Vitória, no Espírito Santo, mas teve sua prisão decretada nos EUA. 

A polícia diz ainda que, devido ao potencial número de vítimas ser muito grande, ela não conseguirá responder todos os casos, mas que poderá contatar alguns para mais informações, se achar necessário. Todas as pessoas cadastradas serão informadas do andamento da questão na Justiça americana e terão acesso a seus direitos. O FBI deixa ainda um contato da Procuradoria do Estado de Massachusetts, em caso de dúvidas: ‘USAMA.VictimAssistance@usdoj.gov’.

Itália vai incluir prostituição e tráfico de drogas no cálculo do PIB

Do O Globo

ROMA – A Itália vai incluir a prostituição e o tráfico de drogas no cálculo de seu Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos) a partir do ano que vem, para tentar melhorar os números de sua economia. O Instituto Nacional de Estatísticas (Istat) do país anunciou que o resultado incluirá também estimativas sobre o valor do contrabando de cigarros e álcool.

Além de incluir essas atividades no cálculo, os dados de anos anteriores serão ajustados para refletir a mudança na metodologia, informou o Istat. A revisão foi feita de acordo com as regras da União Europeia, informou o instituto oficial italiano

Quatro recessões nos últimos 13 anos levaram o PIB italiano a € 1,56 trilhão no ano passado, 2% menor que em 2001, descontando a inflação no período.

— Apesar de ser difícil de quantificar, é óbvio que haverá um impacto positivo no PIB — afirmou Giuseppe Di Taranto, economista e professor da Universidade Luiss, de Roma.

Colocar o novo procedimento em prática não será fácil, já que as atividades são ilegais e suas movimentações não são informadas ao governo. O Banco da Itália estimou em 2012 o valor da economia do crime em 10,9% do PIB do país.

A Eurostat, instituto de estatísticas da União Europeia, estimou que o impacto na economia italiana seria de 1% a 2% em um ano, um significativo aumento em relação à estimativa do governo de crescimento de 1,3% este ano.

Ainda segundo os cálculos da Eurostat, as nações da região teriam aumento médio de 2,4% do PIB com o novo cálculo. Os maiores aumentos ficariam com a Finlândia e a Suécia, com aumentos de 4% a 5%, seguidas de Áustria, Reino Unido e Holanda, de 3% a 4%.

 

 

 

Petro Poroshenko, o novo presidente da Ucrânia

Da Carta Capital

 
Eleito no 1º turno do pleito de domingo 25, o novo presidente da Ucrânia serviu sob governos favoráveis ao Ocidente e à Rússia. Por Gianni Carta, de Kiev

Petro Poroshenko era o menos ruim dos candidatos à Presidência. Aos 48 anos, o magnata das confeitarias mais conhecido como “Rei do Chocolate” é considerado um pragmático. O motivo? Foi ministro nos governos sob a presidência do pró-Europeu Viktor Yushchenko e do corrupto pró-russo Viktor Yanukovich. De fato, Poroshenko é um dos fundadores do pró-russo Partido das Regiões, o de Yanukovich. E quando eclodiram os protestos na Praça Maidan em novembro de 2013, pelo fato de Yanukovich não ter assinado um acordo de livre-comércio com a União Europeia – enquanto o presidente flertava com a Rússia –, Poroshenko deu o ar da graça ao lado dos manifestantes. Em fevereiro, Yanukovich escapuliu para a Rússia. Poroshenko sentiu, certamente, que suas chances de ser o novo presidente eram fortes.

A Polônia será o primeiro país estrangeiro que Poroshenko visitará. Um gesto altamente simbólico, visto que Varsóvia tem fortes elos com Kiev e faz parte da União Europeia. “Escolhemos a Europa”, disse Poroshenko no seu primeiro discurso. Em seguida, Poroshenko quer ir a Moscou, e os russos já aceitaram o “diálogo” com o novo presidente. O diálogo, diga-se, será difícil. Isso porque Poroshenko não aceita a anexação pelos russos da Crimeia, em março. Na Ucrânia, o primeiro destino de Poroshenko será Donbass, a região industrial ao leste do país. Lá, está claro, ele também terá dificuldades. As regiões autoproclamadas independentes de Donetsk e Luhansk, rebatizadas Nova Rússia, só o aceitarão como presidente se Poroshenko, por sua vez, aceitar a independência das duas regiões unificadas. União que Poroshenko já disse não aceitar.

De qualquer forma, a competição no pleito era fraca para Poroshenko. Yulia Timoshenko, a liderar a agremiação Batkivshchyna (Pátria), heroína da Revolução Laranja, em 2004 (provocada por fraude eleitoral de Yanukovich), agora está com a imagem um tanto desgastada. Aos 53 anos, suas tranças loiras com coroa capilar continuam lindas, mas ela passou anos atrás das grades por aceitar um controverso contrato de gás com a Rússia. Agora ela busca justiça social… No entanto, ideologia é algo difícil de explicar em um país de 23 anos. O mais sensato é dizer que aqui os políticos mudam de ideologia de acordo com as circunstâncias. De fato, Poroshenko quer fazer renascer seu Partido Solidariedade, que seria, acreditem, de centro-esquerda.

Com 70% dos votos contados, o “pragmático” Poroshenko contava na segunda-feira 26 com 53,75%, Timoshenko com 13% e Oleg Liashko, um radical independente, com 8% do sufrágio. O populista Liashko chegou a propor tomar militarmente as regiões de Donetsk e Luhansk.

O comparecimento às urnas foi relativamente alto, de 60%, especialmente quando considerados os fatos de que em Donetsk não houve colégio eleitoral, para citar um exemplo. Isso sem contar as intimidações por parte de milicianos separatistas pró-russos. E não somente em Donetsk e Luhansk, mas também em outras regiões separatistas ao leste e sul do país. Em Sloviasnk, por exemplo, o fotojornalista italiano Andrea Rocchelli, e seu interpréte, Andrei Mironov, foram mortos.

Em Kiev, as eleições, também municipais, foram tranquilas. Debaixo de um enorme calor, no colégio eleitoral localizado no Instituto de Pesquisa de Fisiologia Bogomelets, centro de Kiev, Ivan Plachkov, ex-ministro de Energia de Yushchenko, disse a CartaCapital: “Votei no candidato que pode vencer no primeiro turno”. O motivo? Ele cita o exemplo de sua vinícola, às margens do Danúbio. “Oterroir, as uvas e a mão de obra são da Ucrânia. A tecnologia é italiana e francesa.” Ele não usa uvas estrangeiras? “Claro, precisamos experimentar novos vinhos, mas temos vinhos com uvas ucranianas vendidos na Europa.”

Em outro colégio eleitoral de Kiev, o Clube do Exército, o calor inexiste. Ar condicionado. Uma jovem, Taiana Batyuk, diz que votou em Poroshenko. “Ele é um empresário, acho que vai saber administrar o país.” Ela começa a chorar. “Não quero mais ver a imagem tão denegrida da Ucrânia mundo afora. Somos pobres, a Rússia nos domina, a mansão de Yanukovich virou museu para estrangeiros.” Seu companheiro, um sorridente jovem, Pinkevich Alexey, a conforta.

Eis Miroslava Kotorovich, violinista de grande talento, com a filha. “Votei em Poroshenko. Espero que ele saiba lidar com a UE e Putin. É a melhor opção.”

Quem sabe tem razão Kotorovich. Nascido em Odessa, ele tem experiência em um país pós-comunista de 46 milhões de habitantes onde empresários são vistos como pessoas que tomam suas próprias decisões. São os oligarcas, que, bem ou mal, influenciam políticos ou se tornam políticos.

Segundo a revista americana Forbes, Poroshenko vale 1,6 bilhão de dólares. No início da campanha eleitoral, Poroshenko era o segundo favorito, atrás de Vitali Klitschko, campeão peso pesado pelo Conselho Mundial de Boxe. Klitschko, da legenda Aliança Democrática Ucraniana pela Reforma e herói na luta conta Yanukovich na Praça Maidan, abriu mão, diga-se, de sua candidatura presidencial para favorecer Poroshenko. Isso após um encontro em Viena entre ele, Poroshenko e Dmytro Firtash, o magnata do gás recentemente preso em Viena pelo FBI. Firtash, diga-se, é um grande lobista russo. “Há muitas especulações sobre esse encontro e tantos outros nesse país onde oligarcas são políticos ou fazem política”, diz o cientista político e jornalista Oleg Varfolomeyev.

“Se legitimiado em todo o país, inclusive no leste e no sul, Poroshenko trará novas esperanças”, diz o economista Andriy Novak. As pessoas saberão com quem tratar. Ele é bom empresário e, portanto, entende de economia. No entanto, “será que seu objetivo é ser mais rico que Kinat Akhmetov, o oligarca mais rico da Ucrânia?” Outro obstáculo: “Ele é sincero quando diz que não quer aumentar os poderes presidenciais?” Desde a Revolução Laranja de 2004, os poderes do presidente foram reduzidos. De um camaleão espera-se qualquer coisa.

 

 

 

Lula ganha estátua de bronze ao lado da Casa Branca nos Estados Unidos

Uma estátua em bronze do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi instalada, nesta segunda-feira (26), no centro de Washington (EUA), próximo à Casa Branca – centro do poder nos Estados Unidos.

O busto de Lula faz parte de uma exposição, inaugurada nesta segunda, no National Mall – um grande jardim localizado ao lado do centro administrativo de Washington. A obra é do artista chinês Yuan Xikun, que faz uma homenagem aos que ele considera os dez grandes homens das Américas.

Além da estátua de Lula, há representações do presidente assassinado dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, do líder político das guerras de independência da América Espanhola, Simon Bolívar, e do escritor colombiano Gabriel García Márquez, que morreu em abril.

De acordo com a assessoria do Instituto Lula, o ex-presidente foi convidado para participar da inauguração, mas não pôde comparecer porque tinha compromissos agendados que não poderiam ser remarcados.

O Instituto ainda não sabe dizer se Lula vai visitar a exposição.

(R7)

FBI lança site para cadastrar vítima da Telexfree

O Federal Bureau of Investigations (FBI, a polícia federal americana) lançou nesta quinta-feira (22) um site para cadastrar vítimas da Telexfree, negócio acusado de ser uma pirâmide financeira bilionária.

Residentes no Brasil, onde o negócio atraiu 1 milhão de pessoas, também preencher o formulário, disponível em português.

Quem se cadastrar será atualizado sobre o andamento das investigações contra a Telexfree poderá ser beneficiado por um eventual ressarcimento que Justiça Federal americana obrigue a empresa a fazer, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Cerca de 1,4 mil pessoas já entraram em contato com o órgão desde 9 de maio, quando um dos donos da Telexfree foi preso.

Na ficha, os divulgadores, como são chamadas as pessoas que investiram na Telexfree, deverão informar quanto receberam da Telexfree e de que forma – se por transferência eletrônica ou cartão de crédito, por exemplo – e quantos pacotes de telefonia VoIP adquiriram. 

 
 
 

As pessoas que já se registraram no cadastramento aberto em abril pela Secretaria de Estado de Massachussetts – onde fica a sede da empresa – também devem preencher a ficha do FBI, segundo o Departamento de Estado americano.

No Brasil, o Ministério Público do Acre (MP-AC) tenta obrigar o braço da Telexfree no País a ressarcir os divulgadores. O processo foi iniciado há quase 11 meses mas ainda não foi julgado pela 2ª Vara Cível de Rio Branco. A empresa foi multada por atrasar o andamento da ação.

Empresa é pirâmide disfarçada de marekting multinível, dizem investigações

Apresentada como um negócio de venda de pacotes VoIP por meio de marketing multinível, a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,7 bilhões) em todo o mundo, acusa a Securities and Exchange Comission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários americana).

Segundo a SEC, apenas 1% do faturamento da Telexfree veio da venda de VoIP. O restante era decorrente dos investimentos feitos pelos divulgadores para entrarem no negócio.

A Telexfree foi fundada nos EUA em 2002 por James Matthew Merrill, americano, e Carlos Nataniel Wanzeler, brasileiro. Merrill foi preso em 9 de maio. Wanzeler é considerado foragido pela polícia americana.

A reportagem ligou para a assessoria de imprensa da Telexfree nos EUA, mas não foi atendida.

(Economia IG)

 

Copa do Mundo deve trazer 2,3 mil compradores de 104 países, avalia agência

Alana Gandra, Agência Brasil

 

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do governo federal, anunciou hoje (16) os preparativos finais do Projeto Copa do Mundo. De acordo com a agência, o Mundial trará ao Brasil 2,3 mil compradores, investidores e formadores de opinião de 104 países para a realização de negócios.

 

O projeto integra ações de ‘marketing’ de relacionamento da agência e inclui encontros, visitas técnicas e rodadas de negócios com empresários brasileiros, visando a estimular as exportações do Brasil e a captar investimentos. A ação também pretende projetar a imagem do país no mercado internacional. Atividades semelhantes são efetuadas pela Apex-Brasil no carnaval e em outros eventos internacionais, entre os quais a Fórmula Indy e o Grand Prix de Fórmula 1.

 

Segundo o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Ricardo Santana, o projeto começou a ser construído há um ano, durante a Copa das Confederações. Santana destacou que os Estados Unidos encabeçam a relação de convidados. “Para a gente, é bem importante, porque é uma economia que está se recuperando. Trazer os Estados Unidos para cá vem em um momento bastante propício”.

 

O Projeto Copa do Mundo é desenvolvido pela Apex-Brasil em parceria com 700 empresas e entidades setoriais nacionais. Estão sendo organizadas mais de 800 agendas de negócios nos dias que antecedem e sucedem os jogos da Copa, com foco em tecnologia e saúde, casa e construção, alimentos e bebidas, agronegócio, moda, máquinas e equipamentos, economia criativa e serviços.

 

A agência espera superar o resultado alcançado na Copa das Confederações, que gerou US$ 3 bilhões em exportações e investimentos para o Brasil, envolvendo 903 empresários, oriundos de mais de 70 países, segundo Ricardo Santana.

 

São Paulo, com mais de 270 empresas, lidera os participantes brasileiros do projeto, seguido de Minas Gerais, com cerca de 94 companhias. O diretor disse que embora o jogo seja o principal atrativo da Copa, “o nosso foco é fazer negócios, é trazer aquele convidado com quem a gente quer estreitar a relação, fazer com que ele compre mais, e usar esse chamariz para poder concretizar uma venda”.

A Copa do Mundo ocorrerá de 12 de junho a 13 de julho, em 12 cidades brasileiras. Os visitantes estrangeiros começarão a ser recebidos uma semana e meia antes de cada jogo.

 

Editor: Helena Martins

Telexfree comunica suspensão de atividades por meio de texto no site

Nas últimas semanas, quem acessou o site da Telexfree se deparou com uma mensagem dizendo que o serviço estava fora do ar “para manutenção”, mas seria restabelecido “em 2 horas”. Nesta sexta-feira (16), o site traz uma mensagem oficial em inglês declarando a suspensão das atividades da empresa. 

Quem tenta acessar o site brasileiro (www.telexfree.com.br) é automaticamente remetido para o site internacional da empresa (www.telexfree.com), onde está a mensagem.

O texto diz que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial em Massachusetts em 13 de abril, e que a Telexfree suspendeu todas suas atividades e negócios “enquanto cuida de certos assuntos com a Corte de Falências e cuida de procedimentos pendentes com a SEC e outras agências do governo”.

“Já que não estamos atualmente em condições de apoiar nossa rede, é possível que os clientes enfrentem interrupção ou descontinuação do serviço. Associados independentes e promotores não devem representar a Telexfree de agora em diante sem aprovação de um novo plano de compensação pela Corte de Falência.”

A Telexfree vende planos de minutos de telefonia pela internet (VoIP) e é acusada nos EUA de praticar pirâmide financeira. A empresa também é investigada no Brasil e está proibida de operar desde junho do ano passado.

A formação de pirâmide financeira é uma modalidade considerada ilegal porque só é vantajosa enquanto atrai novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso. Nesse tipo de golpe, são comuns as promessas de retorno expressivo em pouco tempo. 

Pedido de ‘concordata’ dois dias antes de acusação de pirâmide

No dia 13 de abril, a sede da empresa Telexfree nos Estados Unidos e algumas de suas subsidiárias e afiliadas (TelexFree LLC, TelexFree Inc. e TelexFree Financial Inc.) anunciaram que entraram com pedidos de ‘concordata’ ou proteção contra a falência no Tribunal de Falências do Distrito de Nevada, nos Estados Unidos.

Dois dias depois, o órgão regulador de mercado dos Estados Unidos –a Securities and Exchange Commission (SEC), semelhante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil– acusou a empresa de atuar sob um esquema de pirâmide financeira, com foco em imigrantes brasileiros e dominicanos nos EUA. 

A Justiça de Boston ordenou o congelamento dos bens da empresa. 

Brasileira está foragido e sua mulher foi presa como testemunha

O norte-americano James Merrill, fundador da empresa, foi preso em 9 de maio em Massachusetts, nos EUA.

Desde esse dia, o brasileiro Carlos Wanzeler, cofundador da Telexfree, é considerado foragido. A Justiça dos EUA acredita que ele tenha fugido para o Brasil com a filha.

Nesta quarta-feira (14), a mulher de Wanzeler, a brasileira Katia Wanzeler, foi presa no aeroporto JFK, em Nova York, enquanto tentava sair do país. Ela é considerada uma testemunha-chave no caso, e a investigação aponta que contas bancárias em seu nome foram usadas para transferência de dinheiro da Telexfree. 

(Com Camila Neumam)

Mulher de dono da TelexFree é presa tentando fugir dos EUA

Katia Wanzeler foto extraída do youtube

Katia Wanzeler, mulher de Carlos Wanzeler, um dos coproprietários da TelexFree, foi presa na noite de quarta-feira no Aeroporto Internacional JFK, em Nova York, enquanto tentava embarcar num voo para sair dos Estados Unidos, de acordo com informações do jornal The Boston Globe.

Carlos Wanzeler é considerado fugitivo pela polícia americana. Segundo o jornal, ele teria fugido dos Estados Unidos para o Brasil com um voo partindo do Canadá. Seu parceiro de negócios, James Merrill, foi preso na semana passada e está sob custódia, aguardando uma audiência que deve acontecer nesta sexta-feira.

O principal órgão regulador do mercado de títulos no Estado de Massachusetts acusou a TelexFree de promover um esquema de pirâmide que movimenta US$ 1 bilhão junto a públicos que incluem brasileiros residentes nos Estados Unidos. William Galvin, secretário de Estado de Massachusetts, afirmou que a empresa ofereceu títulos fraudulentos e não registrados no Estado e fez falsas promessas a potenciais participantes de que poderiam ficar ricos rapidamente.

Esquemas de pirâmide pagam mais aos participantes para recrutarem novos membros do que para venderem os produtos oferecidos. A TelexFree entrou com pedido de recuperação judicial no Estado norte-americano de Nevada na segunda-feira. Representantes da companhia não puderam ser contatados de imediato. “Por meio da oferta ou venda de títulos não registrados, a TelexFree tem causado e continua a causar grande prejuízo para minorias pouco instruídas ao atraí-las pelo falso pretexto de enriquecimento rápido”, afirma a acusação.

Brasil
A TelexFree está proibida de operar no Brasil desde o ano passado. Ainda em maio, a empresa foi multada em R$ 5,59 milhões por desrespeitar o Código de Defesa do Consumidor e fazer propaganda enganosa. Segundo o Ministério da Justiça, a empresa omitiu informações sobre os serviços “prometeu lucros rápidos e fáceis, e induziu o consumidor em erro”.

Nas investigações foram identificadas cláusulas abusivas nos contratos de adesão. A TelexFree, por sua vez, informou aos órgão de fiscalização que é uma empresa de marketing multinível e que seus divulgadores publicavam anúncios na internet, comercializavam pacotes de telefonia, e eram remunerados por esse serviço. De acordo com o ministério, a empresa não tinha autorização do órgão regulador para comercialização de tais serviços.

(Portal Terra(

Fundador da Telexfree fugiu para Brasil com filha, diz Justiça dos EUA

O brasileiro Carlos Wanzeler

O brasileiro Carlos Wanzeler, co-fundador da Telexfree, fugiu dos Estados Unidos para o Brasil com a filha. Ele é acusado de participar de um esquema de pirâmide financeira e considerado foragido da Justiça dos EUA desde 9 de maio. 

A informação está detalhada em um documento do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, ao qual o UOL teve acesso. O UOL entrou em contato com o advogado de Wanzeler nos EUA, mas não obteve resposta.

Segundo a investigação, a fuga de Wanzeler começou em 15 de abril, quando ele e a filha, Lyvia Wanzeler, cruzaram a fronteira dos EUA com o Canadá de carro, por volta das 23h no horário local. Neste dia, a Telexfree tinha sidoformalmente acusada de praticar pirâmide financeira. 

Horas antes, ainda no dia 15 de abril, agentes federais fizeram uma busca na sede da Telexfree em Marlbourough, em Massachusetts, onde encontraram uma mochila com dez cheques do banco Wells Fargo totalizando quase US$ 37,9 milhões. Alguns em nome de Kátia e Carlos.

Em 17 de abril, pai e filha embarcaram no voo 90 da Air Canada, de Toronto para São Paulo. Segundo a investigação, Wanzeler entrou no país com seu passaporte brasileiro (ele também tem cidadania norte-americana).

Lyvia teria voltado aos EUA em 26 de abril, com passagem comprada para retornar ao Brasil em 4 de junho. De acordo com a investigação, a passagem foi comprada com milhas aéreas de Wanzeler. Em 1º de maio, Lyvia teria voado de Boston para a Itália.

A Telexfree vende planos de minutos de telefonia pela internet (VoIP) e também é investigada no Brasil por suspeita de pirâmide financeira. A empresa está proibida de operar no país desde junho.

A formação de pirâmide financeira é uma modalidade considerada ilegal porque só é vantajosa enquanto atrai novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso. Nesse tipo de golpe, são comuns as promessas de retorno expressivo em pouco tempo.

Mulher e sócio de Wanzeler estão presos nos EUA

 O sócio de Wanzeler na Telexfree, o norte-americano James Merrill, fundador da empresa, foi preso em 9 de maio em Massachusetts, onde fica a sede da empresa nos EUA.

Desde esse dia, Wanzeler é considerado foragido pela Justiça norte-americana.

Nesta quarta-feira (14), a mulher de Wanzeler, a brasileira Katia Wanzeler, foi presa no aeroporto JFK, em Nova York, enquanto tentava sair do país. Ela é considerada uma testemunha-chave no caso, e a investigação aponta que contas bancárias em seu nome foram usadas para transferência de dinheiro da Telexfree. 

Passagem aérea comprada no Brasil, em dinheiro vivo

De acordo com o investigador Paul Melican, do Departamento de Segurança Nacional dos EUA, Katia Wanzeler teria viajado em 11 de abril para Connecticut junto com o sócio do marido, James Merril. O objetivo deles era retirar mais de US$ 27 milhões do banco Wells Fargo, maior parte desse dinheiro em cheques da Telexfree, aponta a investigação.

Segundo a investigação, um dia antes de sua prisão, alguém no Brasil comprou uma passagem para Katia, somente de ida, paga com dinheiro vivo.

(Camila Neumam e Maria Carolina Abe - Do UOL, em São Paulo)

Tribunal do Sudão condena grávida cristã à forca por abandonar islã

(Imagem de arquivo): sudanesa segura o filho nas costas; uma mulher do país africano foi condenada à morte por se converter ao cristianismo -

A Justiça do Sudão condenou à morte por enforcamento uma mulher muçulmana acusada de apostasia – abandono da religião – depois que ela se afastou do Islã para se casar com um cristão.

“Demos a você três dias para se retratar mas você insiste em não voltar para o Islã. Sentencio você a ser enforcada até a morte”, disse o juiz, segundo a agência de notícias AFP, se referindo ao prazo dado para que a mulher aceitasse o islamismo.

O grupo de defesa de direitos humanos Anistia Internacional condenou a decisão e afirmou que a sentença é “espantosa e repugnante”.

A imprensa local informou que, como a mulher está grávida, a sentença só será executada dois anos depois do nascimento da criança.

A mulher foi identificada como Meriam Yehya Ibrahim Ishag e alega que é cristã.

A maioria da população sudanesa é muçulmana e o país segue as leis islâmicas. Segundo estas leis, a apostasia é um crime.

Chibatadas
Embaixadas de países ocidentais e grupos de defesa de direitos humanos pediram que o governo do Sudão respeite o direito da mulher de escolher a própria religião.

As embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Holanda divulgaram uma declaração conjunta na qual afirmaram que os países estavam muito preocupados com o caso e pediram que o governo do Sudão respeite a liberdade de religião.

Mas, além da pena de morte, o juiz do caso também sentenciou a mulher a receber 100 chibatadas por adultério, já que o casamento com o homem cristão não é considerado válido segundo a lei islâmica.

A sentença das chibatadas será executada assim que a mulher se recuperar do parto.
A condenação por adultério se deve ao fato de, segundo a lei islâmica do Sudão, uma mulher muçulmana não pode se casar com homens de outra religião. Meriam se casou com um cristão do Sudão do Sul.

Durante a audiência, Meriam, cujo nome islâmico é Adraf Al-Hadi Mohammed Abdullah, foi interrogada por um clérigo islâmico e disse ao juiz que era uma “cristã e nunca cometi apostasia”.
Segundo a Anistia Internacional, a mulher foi criada como cristã ortodoxa, a religião da mãe, pois ela teria tido um pai ausente durante a infância.

A Anistia informou que a mulher foi presa e acusada de adultério em agosto de 2013 e a Justiça sudanesa adicionou a acusação de apostasia em fevereiro de 2014, quando Meriam disse que era cristã.

O pesquisador da organização especializado em assuntos ligados ao Sudão, Manar Idriss, condenou a sentença e afirmou que apostasia e adultério nem deveriam ser considerados crimes.

“O fato de uma mulher ter sido sentenciada à morte por sua escolha religiosa e à chibatadas por adultério por ser casada com um homem que, supostamente, tem outra religião, é espantoso e repugnante”, disse.

A condenação gerou polêmica no país de acordo com a AFP. Pequenos grupos de manifestantes, contra e a favor da sentença, se reuniram em frente à corte onde Meriam foi julgada.

O correspondente da BBC em Cartum Osman Mohamed, afirmou que sentenças de morte raramente são executadas no Sudão.

E um dos advogados de Meriam disse à AFP que vai entrar com um recurso em instâncias superiores.

(Portal Terra)

 

iPhone 6 pode captar imagens de super-resolução

São Paulo – O iPhone 6 pode trazer um método de captura de imagens com super-resolução. Ao menos é isso que uma nova patente registrada pela Apple detalha.

A ideia de Apple para aumentar a contagem de pixels não é usar uma câmera com mais pixels no sensor, mas juntar diversas imagens para formar apenas uma. Essas imagens seriam capturadas com diferença de milésimos de segundo. Para isso, a empresa pretende se apoiar em estabilização óptica.

A estabilização óptica usa movimentação do sensor de imagem ou de partes da lente para compensar tremores nas fotos (a estabilização digital faz uma correção posterior usando programas inteligentes).

A Apple quer usar essa tecnologia de estabilização para permitir que o ângulo da câmera do smartphonemude de maneira sutil e capture imagens pouco diferentes.

As imagens seriam então combinadas numa única foto. Isso faria com que a contagem final de pixels fosse muito mais alta do que usando apenas uma simples foto.

De acordo com a empresa, isso resultaria em fotos melhores, com cores mais bonitas e mais detalhes. Também poderia permitir recortes na imagem sem perda de qualidade.

A Apple registrou uma patente explicando esse processo nos Estados Unidos. É, no entanto, impossível saber quando a tecnologia chegará ao mercado. A Apple vem se preocupando bastante (e obtendo ótimos resultados) quando o assunto é qualidade de imagem das câmeras do iPhone.

(Vitor Caputo, Exame)

#BringBackOurGirls, grito de união pelas meninas da Nigéria

A exemplo de Michelle Obama, centenas de milhares de anônimos e celebridades têm inundado as redes sociais com a hashtag #BringBackOurGirls para trazer os holofotes do mundo para o sequestro de 200 meninas na Nigéria.

“Eu estava preocupada com o nosso silêncio diante dessa barbaridade”, lembra a nigeriana Hadiza Bala Usman, uma das organizadoras do movimento. Para muitas famílias atingidas, o sequestro de mais de 200 meninas pelos islamistas do grupo Boko Haram, ocorrido em meados de abril no nordeste do país, não gerou a comoção que merecia de imediato.

Hadiza Bala Usman e seis amigos trocam emails diários sobre assunto para tentar encontrar um meio de chamar atenção sobre o caso, diz ela à AFP.

Um “conceito” foi então elaborado coletivamente, e o slogan “bring back our girls” – “devolvam nossas meninas” – surgiu destas trocas. “No início éramos apenas seis pessoas, e cada um foi colocando pouco a pouco novos nomes à lista”.

A mensagem chegou até Obiageli Ezekwesili, ex-vice-presidente do Banco Mundial e ex-ministra da Educação da Nigéria. Ela utilizou a expressão durante um discurso feito em 23 de abril na cidade de Port Harcourt. Ibrahim Abdullahi, um advogado nigeriano, teria sido o primeiro a utilizar a hashtag #BringBackOurGirls, citando a ex-ministra.

Desde então, a hashtag foi utilizada mais de 1,7 milhões de vezes, segundo o site de análises do Twitter topsy.com.

“Esta campanha realmente superou minhas expectativas. Nós vivemos um momento em que é preciso que os nigerianos saibam que podem usar as redes sociais. Vocês não podem nos fazer sumir, nós temos uma voz”, comemora Hadiza Bala Usman.

Nas redes sociais, a mensagem foi reproduzida por uma enxurrada de celebridades e personalidades políticas de primeiro escalão – do rapper americano Chris Brown à jovem militante paquistanesa Malala Yousufzai, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato de um grupo talibã.

“Onda de sentimentalismo”

A movimentação nas redes sociais foi acompanhada da realização de petições e de manifestações – tanto na Nigéria, quanto em outros países.

Nesta quinta-feira foi prevista uma manifestação nas redes sociais, em que as meninas nigerianas serão homenageadas nos perfis dos participantes durante 200 minutos.

A utilidade final do movimento continua sendo manifestar, mas a dimensão tomada pela iniciativa contribuiu de maneira inegável para colocar o sequestro das meninas no primeiro plano das notícias mundiais. Michelle Obama e seu cartaz com os dizeres #BringBackOurGirls eram manchete do jornal New York Post. Do outro lado do Atlântico, a foto da paquistanesa Malala segurando a mesma mensagem ganhou a capa do Times britânico.

“Esta campanha nas redes sociais no mundo inteiro obrigou o governo nigeriano, nosso governo e a mídia internacional a prestarem atenção ao caso”, explica à AFP Lori Brown, que ensina sociologia no Meredith College, na Carolina do Norte. “Será muito interessante ver que no que esta mobilização vai dar, se as grandes potências tentarão resolver o problema para atender a um pedido da população”.

O sucesso da hashtag se deve também à causa defendida, lembra à AFP Gwendolyn Seidman, professora de psicologia no Albright College, na Pensilvânia. “Se o assunto é polêmico, as pessoas podem ter medo a imagem que teremos delas” ao expor suas opiniões nas redes sociais.

No Twitter, o escritor americano-nigeriano Teju Cole viu no movimento “um momento essencial para a democracia nigeriana”. Sem deixar de ironizar a “onda de sentimentalismo” desencadeada.

(AFP)