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Volkswagen monitorou Lula e sindicalistas na ditadura, diz Reuters

O ex-presidente Lula não quis comentar o assunto Reuters

A Volkswagen espionou ativistas sindicais brasileiros na década dos anos 1980 e passou informações sobre reivindicações salariais e outras discussões privadas à ditadura militar do país, de acordo com documentos recentemente descobertos que foram vistos pela Reuters.

A montadora monitorou secretamente seus próprios trabalhadores, bem como dirigentes sindicais proeminentes da época. Um dos alvos da Volkswagen foi Luiz Inácio Lula da Silva, que viria a ser presidente do Brasil de 2003 a 2010 e continua sendo um dos políticos mais influentes na cena nacional.

Os documentos foram recentemente descobertos em arquivos do governo por pesquisadores que estão contribuindo com os trabalhos da CNV (Comissão Nacional da Verdade), que investiga abusos ocorridos durante o regime militar de 1964 a 1985 a pedido da presidente Dilma Rousseff.

A Reuters informou no mês passado que a comissão encontrou indícios de que diversas empresas, incluindo a Volkswagen e outras montadoras estrangeiras, ajudaram os militares a identificar ativistas sindicais na década de 1980 para suprimir a agitação trabalhista.

Agora, de acordo com líderes da CNV, 20 páginas de documentos marcados como “confidencial” que a Volkswagen deu aos militares em 1983 e 1984 fornecem a prova ainda mais clara de que algumas empresas foram mais longe, ao recolher de sua própria inteligência informações sobre atividades sindicais para então compartilhar esse material com autoridades.

Nos documentos, a Volkswagen forneceu dados extensos de mais de uma dezena de reuniões sindicais na Grande São Paulo. A empresa retransmitia planos de trabalhadores sobre greves, bem como suas demandas por melhores salários e condições de trabalho.

A empresa divulgou alguns nomes de trabalhadores da Volkswagen que participaram de eventos de sindicato e, em pelo menos dois casos, forneceu a marca e a placa de veículos presentes em atos sindicais.

A Volkswagen também relatou a exibição de um filme com temática socialista na sede de um sindicato; o conteúdo de folhetos distribuídos do lado de fora de sua fábrica e os nomes daqueles que distribuíram os panfletos; e um incidente em que “vários funcionários viciados foram surpreendidos fumando maconha”.

Tais informações foram tipicamente usadas pela polícia para monitorar, constranger e deter sindicalistas na esperança de desencorajar agitações trabalhistas futuras, disse Sebastião Neto, membro da CNV. Ele citou o material que a comissão reuniu a partir do depoimento de trabalhadores que sofreram esse tipo de tratamento.

As empresas podem enfrentar processos cíveis ou demandas de reparação caso sejam consideradas culpadas por terem contribuído para violações de direitos humanos de seus trabalhadores durante a ditadura, segundo afirmam alguns promotores.

Outros duvidam que a prova obtida até agora seja suficiente para levar adiante um processo judicial. Eles dizem que o verdadeiro valor do trabalho da CNV reside na construção de um relato mais completo de abusos cometidos no passado para que o Brasil, que é agora uma democracia estável, nunca sofra um período tão obscuro novamente.

Os documentos foram encontrados em um arquivo nacional por historiadores profissionais contratados por um sindicato local para trabalhar em coordenação com a CNV. Neto disse que os documentos serão incluídos no relatório final da comissão da verdade, previsto para dezembro.

Volks promete investigação própria    

Em resposta a perguntas da Reuters sobre os novos documentos, a Volkswagen repetiu uma promessa que fez quando da publicação da primeira reportagem exclusiva sobre o assunto em agosto, afirmando que vai “investigar todos os indícios” de que funcionários forneceram informações aos militares.

Nenhuma outra empresa de grande porte com operações no Brasil tem um compromisso público para uma iniciativa desse tipo.

“A Volkswagen é reconhecida como um modelo por tratar seriamente a sua história corporativa”, disse a empresa em um comunicado. “A empresa irá lidar com este assunto da mesma forma”, acrescentou.

A Volkswagen tem aparecido repetidamente como uma fornecedora de informações aos militares durante a ditadura no Brasil.

A montadora, contudo, não foi a única empresa que relatou atividades sindicais para militares, segundo pesquisadores e acadêmicos. A ditadura suprimiu os esforços de trabalhadores por melhores salários como uma parte central de seu modelo de crescimento econômico e viu as greves como uma ameaça comunista à estabilidade. Inúmeras empresas enfrentaram pressão para colaborar.

A Volkswagen foi uma das 19 empresas brasileiras e estrangeiras que participaram de reuniões regulares com autoridades militares e policiais na região do Vale do Paraíba, uma área industrial a cerca de 90 quilômetros da cidade de São Paulo. As reuniões começaram em julho de 1983, em um momento de crescente agitação trabalhista na área.

Nas reuniões, as empresas trocaram informações sobre o planejamento de greves e demissões em massa, de acordo com relatórios dos encontros feitos pelo Ministério da Aeronaútica.

Nas atas dos encontros, que foram fornecidas à Reuters por pesquisadores da CNV, a Volkswagen foi a única companhia que apresentou relatórios por escrito sobre atividades sindicais em pelo menos três ocasiões.

Os documentos foram anexados às atas dos encontros. Eles não indicam como a Volkswagen obteve a informação, mas o nível de detalhe sugere que a empresa pode ter enviado pessoal de segurança para monitorar eventos sindicais ou recebeu informações de trabalhadores infiltrados, segundo pesquisadores.

Por exemplo, a Volkswagen informou às autoridades sobre a exibição de um filme sobre a revolução russa na sede de um sindicato. Em um memorando, a montadora descreveu como trabalhadores bloquearam as portas para a sala de projeção e desativaram o elevador do edifício “para evitar uma possível apreensão da fita por parte do Departamento do Censura da Policia Federal”.

O memorando diz ainda que “vinho quente, pipoca e chocolate” estavam disponíveis durante a exibição do filme e o nome do trabalhador que vendeu os produtos.

A Volkswagen também documentou amplamente um comício sindical de 19 de junho de 1983, que contou com Lula. Ele não era um empregado da empresa, mas era uma estrela em ascensão no movimento trabalhista nacional na época. A Volkswagen citou Lula como um crítico à “pouca vergonha do governo” e por incentivar trabalhadores a interromper, como gesto de protesto, os pagamentos de prestações ao BNH (Banco Nacional da Habitação) pela compra de imóveis.

A companhia registrou o número da placa de um ônibus que transportava trabalhadores para Brasília após o comício sindical, bem como o nome da empresa que o operou.

Um porta-voz de Lula se recusou a comentar sobre os documentos.

Geovaldo Gomes dos Santos, um ex-oficial de controle de qualidade que se aposentou da Volkswagen em 2003, foi nomeado nos documentos como tendo organizado uma reunião em 21 de junho de 1983 para tratar de um encontro regional de metalúrgicos.

O nome dele também apareceu em uma “lista negra” de ativistas sindicais na Grande São Paulo que a polícia preparou no início dos anos 1980, cuja existência a Reuters revelou no mês passado.

Ao ser informado que tinha seu nome citado em um novo conjunto de documentos, Santos disse: “Isso é um absurdo”.

Ele afirmou que, à luz das informações, pode tentar processar a Volkswagen ou ex-executivos da montadora por danos morais.

“Eu não quero dinheiro”, disse ele. “É tão nojento o que eles fizeram. Nós não estávamos fazendo nada de anormal. Por quê eles estavam nos espionando? Sindicatos deve ser apenas uma parte normal do capitalismo”, afirmou.

Pela terceira vez em cinco anos, África do Sul nega visto ao Dalai Lama

Do Diário de Notícias de Lisboa

África do Sul volta a negar visto ao Dalai Lama

Dalai Lama
Dalai LamaFotografia © EPA

O Dalai Lama cancelou uma viagem prevista para outubro à África do Sul, para assistir à gala anual de prémios Nobel da Paz, depois de o Governo sul-africano lhe ter negado um visto, informou hoje o diário Cape Times.

Trata-se da terceira visita em cinco anos que o líder religioso tibetano cancela devido à não-concessão de visto para entrada no país africano, que mantém estreitas relações com a China.

“Para já, o Dalai Lama decidiu cancelar a sua viagem à África do Sul”, disse ao jornal Nangsa Choedon, representante do líder religioso no país africano.

Nangsa Choedon indicou que representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano lhe comunicaram na semana passada que não seria concedido visto ao Nobel da Paz em 1989, embora ainda não tenha recebido uma confirmação escrita da decisão.

Porta-vozes do ex-presidente sul-africano Frederik de Klerk e do arcebispo Desmond Tutu, ambos Nobel da Paz, protestaram contra a negação do visto.

A XIV edição da Conferência Mundial de Prémios Nobel da Paz realiza-se de 13 a 15 de outubro na Cidade do Cabo.

 

Cuba tem a melhor educação da América Latina, diz Banco Mundial

Educação de Cuba é a melhor da América Latina e Caribe, garante Banco Mundial (divulgação)

O Banco Mundial acaba de publicar um relatório revelador sobre a problemática da educação na América Latina e no Caribe. Intitulado Professores excelentes. Como melhorar a aprendizagem na América Latina e no Caribe, o estudo analisa os sistemas educativos públicos dos países do continente e os principais desafios que enfrentam. 1

Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais. Seus salários absorvem 4% do PIB do continente e suas condições de trabalho variam de uma região para outra, inclusive dentro das fronteiras nacionais. Os professores, mal remunerados, são, em sua maioria, mulheres — uma média de 75% — e pertencem às classes sociais modestas. Além disso, o corpo docente supera os 40 anos de idade e considera-se que esteja “envelhecido”. 2

O Banco Mundial lembra que todos os governos do planeta escrutinam com atenção “a qualidade e o desempenho dos professores” no momento em que os objetivos dos sistemas educativos se adaptam às novas realidades. Agora, o foco está na aquisição de competências e não apenas no simples acúmulo de conhecimentos.

As conclusões do relatório são implacáveis. O Banco Mundial enfatiza “a baixa qualidade média dos professores da América Latina e do Caribe”, o que constitui o principal obstáculo para o avanço da educação no continente. Os conteúdos acadêmicos são inadequados e as práticas ineficientes. Pouco e mal formados, os professores consagram apenas 65% do tempo de aula à instrução, “o que equivale a perder um dia completo de instrução por semana”. Por outro lado, o material didático disponível continua sendo pouco utilizado, particularmente as novas tecnologias de informação e comunicação. Além disso, os professores não conseguem impor sua autoridade, manter a atenção dos alunos e estimular a participação. 3

De acordo com a instituição financeira internacional, “nenhum corpo docente da região pode ser considerado de alta qualidade em comparação aos parâmetros mundiais”, com a notável exceção de Cuba. O Banco Mundial aponta que “na atualidade, nenhum sistema escolar latino-americano, com a possível exceção de Cuba, está perto de mostrar os parâmetros elevados, o forte talento académico, as remunerações altas ou, ao menos, adequadas e a elevada autonomia profissional que caracteriza os sistemas educativos mais eficazes do mundo, como os da Finlândia, Singapura, Xangai (China), da República da Coreia, dos Países Baixos e do Canadá”. 4

De fato, apenas Cuba, onde a educação tem sido a principal prioridade desde 1959, dispõe de um sistema educativo eficiente e com professores de alto nível. O país antilhano não tem nada para invejar das nações mais desenvolvidas. A ilha do Caribe é, além disso, a nação do mundo que dedica a parte mais elevada do orçamento nacional (13%) para a educação. 5

Não é a primeira vez que o Banco Mundial elogia o sistema educacional de Cuba. Em um relatório anterior, a organização lembrava a excelência do sistema social da ilha:

“Cuba é internacionalmente reconhecida por seus êxitos nos campos da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maior parte dos países em vias de desenvolvimento e em certos setores se compara ao dos países desenvolvidos. Desde a Revolução Cubana, em 1959, e do subsequente estabelecimento de um governo comunista com partido único, o país criou um sistema de serviços sociais que garante o acesso universal à educação e à saúde, proporcionado pelo Estado. Esse modelo permitiu a Cuba alcançar a alfabetização universal, erradicar certas doenças, [prover] acesso geral à água potável e salubridade pública de base, [atingir] as taxas mais baixas da região de mortalidade infantil e uma das maiores expectativas de vida. Uma revisão dos indicadores sociais de Cuba revela uma melhora quase contínua de 1960 até 1980. Vários indicadores principais, como a expectativa de vida e a taxa de mortalidade infantil continuaram melhorando durante a crise econômica do país nos anos 90 [...]. Atualmente, os serviços sociais de Cuba são parte dos melhores do mundo em desenvolvimento, como documentam numerosas fontes internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, além de outras agências da ONU e o Banco Mundial […]. Cuba supera amplamente a América Latina, o Caribe e outros países de renda média nos indicadores principais: educação, saúde e salubridade pública”. 6

O Banco Mundial lembra que a elaboração de bons sistemas educacionais é vital para o futuro da América Latina e do Caribe. Reforça, também, o exemplo de Cuba, que alcançou a excelência nesse setor e é o único país do continente que dispõe de um corpo docente de alta qualidade. Esses resultados são explicados pela vontade política do governo do país caribenho de colocar a juventude no centro do projeto de sociedade, dedicando os recursos necessários para a aquisição de saberes e competências. Apesar dos recursos limitados de uma nação do Terceiro Mundo e do estado de sítio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de meio século, Cuba, baseando-se no adágio de José Martí, seu apóstolo e herói nacional, “ser culto para ser livre”, demonstra que uma educação de qualidade está ao alcance de todas as nações.

1. Barbara Bruns & Javier Luque, Profesores excelentes. Cómo mejorar el aprendizaje en América Latina y el Caribe, Washington, Banco Mundial, 2014. (site consultado no dia 30 de agosto de 2014).
2. Ibid.
3. Ibid.
4. Ibid.
5. Salim Lamrani, Cuba : les médias face au défi de l’impartialité, Paris, Estrella, 2013, p. 40.
6. Ibid., p. 87-88.

Salim Lamrani, Opera Mundi

Das 10 cidades mais poluídas do mundo, 6 estão na Índia

O segundo país mais populoso do mundo, a Índia, também sofre com altíssimos níveis de poluição. Segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS), seis das 10 cidades mais poluídas do mundo estão na Índia, entre elas a ‘campeã’ Nova Delhi. Parna, Gwalior, Raipur, Ahmedabad e Lucknow são as cidades indianas eleitas pela OMS. Quatro delas entre as primeiras do ranking, com Karachi, no Paquistão, fechando o Top 5.

Além de sofrer com a poluição, a Índia também tem entre seus principais problemas o boom populacional e a pobreza extrema, agravada pela mistura frequente de política estatal e religião no país. Diferente da China, o governo indiano não impõe qualquer controle de natalidade, o que deve piorar tanto a superpopulação quanto a poluição pelas próximas décadas. Hoje, a Índia possui 1,2 bilhões de pessoas, ‘apenas’ 100 milhões (meio Brasil) atrás da China.

Veja abaixo as 10 cidades mais poluídas do planeta:
1. Nova Déli, Índia

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2. Patna, Índia

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3.Gwalior, Índia

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4. Raipur, Índia

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5. Karachi, Paquistão

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6. Peshawar, Paquistão

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7. Rawalpindi, Paquistão

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8. Jorramabad, Irã

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9. Ahmedabad, Índia

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10. Lucknow, Índia

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Via http://trazcafe.com.br/site/das-10-cidades-mais-poluidas-mundo-6-estao-na-india/

 

Christine Lagarde: Diretora do FMI é investigada por caso de fraude

Jornal GGN - Magistrados da França colocaram a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, em investigação por negligência em um caso de fraude datado de 2008, quando era ministra das Finanças da França.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, o advogado de Lagarde, Yves Repiquet, afirmou que ela foi interrogada por autoridades em Paris pela quarta vez sob seu status atual de testemunha, declarou que a medida é infundada. “Estamos entrando com um recurso contra isso”, disse, acrescentando que Lagarde, que deveria retornar à sede do FMI em Washington ainda nesta quarta-feira, não tem planos de renunciar ao cargo.

A investigação está relacionada a alegações de Bernard Tapie, defensor do ex-presidente Nicolas Sarkozy, recebeu de forma inapropriada o total de 403 milhões de euros em uma arbitragem para resolver uma disputa com o estatal Crédit Lyonnais, que já não existe mais.

Sob as leis francesas, magistrados colocam alguém sob investigação formal quando acreditam que há indícios de irregularidades, mas isso nem sempre leva a um julgamento.

O crime de negligência por uma pessoa com responsabilidade pública na França traz uma pena máxima de um ano de prisão e uma multa no valor de 15 mil euros.

Christine Lagarde é diretora-gerente do FMI desde julho de 2011.

A boneca sexual ‘mais perfeita do mundo’

Uma empresa japonesa chamada Orient Industry lançou uma coleção de bonecas sexuais ultrarrealistas que parecem mulheres de verdade.

Batizadas de “Dutch Wives” – esposas holandesas, um termo utilizado no Japão para as bonecas sexuais – de inflável elas não têm nada.

As bonecas são feitas de um silicone de alta qualidade, cujo toque lembra o de uma pele verdadeira, e seus olhos são assustadoramente realistas.

“Sentimos que, enfim, conseguimos criar uma boneca que é indistinguível em relação a uma mulher”, disse o porta-voz da empresa, Osami Seto, ao jornal The Daily Mail.

A Orient Industry trabalha nesse segmento há muito tempo mas, para Osami, faltava ainda evoluir em duas áreas: a pele e os olhos.

Com este lançamento recente, no entanto, eles acreditam que chegaram lá.

A top de linha custa cerca de R$ 14 mil e você pode customizá-la de várias maneiras: altura, cor dos olhos, cabelo, tamanho dos seios, etc.

E, claro, elas vêm com a roupa (ou fantasia) que você escolher.

Além disso, as “Dutch Wives” possuem articulações flexíveis, para você colocá-las na sua posição sexual preferida.

(Diário do Centro do Mundo)

Hacker descobre como identificar os posts de alguém no Secret

Uma dupla de hackers de Seattle comprovou aos donos do Secret que o aplicativo não é capaz de garantir anonimato aos usuários. O que é preocupante, visto que as pessoas recorrem ao serviço justamente para contar segredos.

Ben Caudill, parceiro de Bryan Seely na pequena empresa de segurança Rhino Security Labs, mostrou à Wired que é bem simples descobrir as postagens de uma pessoa no Secret.

É necessário ter o e-mail do alvo, em primeiro lugar, e entender o funcionamento do Secret: o usuário precisa ter ao menos sete amigos inscritos no serviço para começar a ver segredos alheios. O app descobre esses amigos vasculhando o smartphone em busca de e-mails e telefones de outros usuários. No fim, mesmo que o dono do aparelho tenha 500 amigos, ele nunca saberá de onde vieram os segredos que ele vê, pois estes podem vir de apenas sete pessoas.

Para quebrar essa lógica, Caudill criou sete contas falsas no Secret usando um script (mas isso poderia ser feito manualmente), então ele apagou os contatos de sua lista de contatos e acrescentou as contas falsas no lugar. Por fim, incluiu o e-mail do alvo também.

Ele então criou uma outra conta e adicionou todas aquelas falsas como seus contatos. Assim, sempre que houvesse uma postagem ele saberia que ela veio do alvo, porque os demais contatos da sua lista de amigos eram falsos.

Como se vê, trata-se de uma via de mão única; não é possível descobrir o autor de um segredo a partir do segredo, só o contrário: pelo e-mail, você pega as postagens do indivíduo.

David Byttow, CEO do Secret, confirmou à Wired a existência da vulnerabilidade e disse que ela já foi bloqueada. Ainda é necessário tomar medidas para descobrir se a técnica foi explorada de forma significativa.

(Olhar Digital Uol)

TAP opera rota Fortaleza-Lisboa com aviões fretados de empresa ucraniana

A cearense Helena Cláudia Santos teve uma surpresa na hora de voltar para casa depois de uma viagem pela Europa para estudar. Com passagem comprada para um voo da companhia aérea portuguesa TAP, no embarque do aeroporto de Lisboa, Helena viu que voltaria aFortaleza em uma aeronave de outra empresa. Desde o início do mês de julho, as aeronaves do tipo A330 da TAP, que fazem a rota diária Fortaleza-Lisboa, são substituídas por aviões fretados da empresa ucraniana Windrose. A TAP afirmou que a situação será solucionada em 10 dias.

Aviões usados pela TAP têm símbolo da Windrose (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

“A gente tomou um susto enorme quando encontra uma aeronave que não tem absolutamente nada a ver com a que você foi. Uma aeronave apertada, muita gente, sem nenhum tipo de entretenimento. Nem o banco pra reclinar um pouco, para descansar e é uma viagem longa. Foi muito complicado, me machucou de verdade, fisicamente”, afirma a professora Helena.

Segundo a TAP, a companhia  assumiu novas rotas e os aviões comprados para atender a demanda não ficaram prontos a tempo e, por isso, precisou fretar aeronaves. A TAP admite que as aeronaves fretadas são inferiores em relação aos serviços porque não são configuradas pela empresa. Atualmente, a rota Fortaleza-Lisboa é a única do país que opera com as aeronaves ucranianas.

A advogada  Idália Matos Leubner, que mora na Alemanha e viaja todos os anos para o Ceará em aeronaves da TAP, sentiu a diferença entre as aeronaves e reclama do custo alto da passagem para viajar em um avião de uma empresa low-cost, que faz voos com baixos custos. “Paguei caro por um conforto e, quando eu chego ao aeroporto, é um voo totalmente sem serviço. Um avião sem acessórios. Eu me senti enganada”, afirma. A advogada pagou 1.280 euros e afirma que não foi informada com antecedência sobre a troca de aeronaves.

Atrasos
A TAP informou que vai regularizar a situação até 15 de agosto, quando está prevista a entrega das seis novas aeronaves. Até lá, os passageiros com viagem marcada que não quiserem voar nos aviões fretados podem alterar a data da viagem sem custo ou pedir o reembolso integral da passagem.

Para os passageiros que viajaram e pagaram para a classe executiva, a companhia afirmou que realiza o reembolso da diferença dos serviços de uma aeronave para outra. A TAP disse ainda que envia com antecedência e-mails para os passageiros e agências de viagem, informando sobre as trocas de aviões.

Desconforto
O  secretário de Turismo do Ceará, Bismarck Maia, afirma que já entrou em contato com a companhia aérea portuguesa e vai acompanhar o caso até que seja resolvido. “Nós fomos muito firmes com a companhia, mostramos que o Ceará é parceiro. Particularmente, a palavra da Secretaria de Turismo para eles é que está muito chateada com este desconforto que está sendo gerado para os passageiros”, afirma Maia. Ainda de acordo com o secretário, a TAP também oficializou com a Setur que o problema será solucionado no mês de agosto.

(G1 Ceará)

Xiaomi, a “Apple da China”, dá os primeiros passos no Brasil

A Xiaomi, fabricante chinesa de smartphones e tablets, começou a estruturar sua operação no Brasil. A empresa já possui endereço fixo em um prédio de escritórios localizado no bairro de Vila Olímpia, Zona Sul da cidade de São Paulo. Registrada em maio no país com a razão social Xiaomi do Brasil Tecnologia Ltda., a fabricante é liderada por Leo Marroig, contratado em junho como gerente geral da Xiaomi Global para a América Latina. Chen K. Lung e Guilherme Matias também vieram para completar a equipe.

No início de 2013, a empresa ocupava o 14º lugar no ranking global em venda de smartphones. Em apenas um ano, a situação mudou e ela alcançou a sétima posição no ranking global, à frente de gigantes como Motorola, Nokia e Sony Mobile. Isso foi possível graças ao desempenho na China, o maior mercado de smartphones no mundo. Por lá, segundo a consultoria Canalys, a Xiaomi assumiu a liderança de mercado no último trimestre, deixando para trás Samsung e Lenovo.

Apesar do início da operação, não há previsão de lançamento dos produtos da Xiaomi no Brasil. De acordo com o registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo, a empresa deve atuar no comércio de equipamentos, desenvolvimento de software e suporte técnico. O registro sinaliza que a empresa, em um primeiro momento, não deve investir na fabricação local de smartphones e tablets. Os produtos poderão ser importados e vendidos em lojas próprias da marca, como já ocorre na China, mas também por meio de operadoras.

No ano passado, a Xiaomi contratou o brasileiro Hugo Barra, então vice-presidente para Android do Google, como seu vice-presidente global. O executivo lidera a expansão do negócio para outros dez países, entre eles o Brasil. No final de julho, o primeiro produto lançado na Índia esgotou rapidamente. A Xiaomi é conhecida por oferecer smartphones com recursos equivalentes a modelos avançados da Apple e Samsung, mas a preço de custo. O lucro da Xiaomi vem da venda de aplicativos, games e serviços, como backup em nuvem.

“É um momento difícil para a entrada de novos fabricantes de smartphones no Brasil, em especial desconhecidas, pois o brasileiro é muito sensível à marca”, disse um analista de mercado ao site de VEJA. Além disso, a Xiaomi pode ter dificuldade em ajustar seu modelo de negócio para o Brasil. “Não é fácil entender as regras para conseguir incentivos fiscais do governo para fabricação local”, diz outra fonte próxima a fabricantes do setor.

Linha de produtos – O smartphone mais avançado da Xiaomi é o Mi4, lançado no final de julho. O aparelho é equipado tela de 5 polegadas com resolução HD, processador Snapdragon 801 de 2,5 GHz com quatro núcleos, 3 GB de memória RAM, além de uma câmera traseira de 13 megapixels e outra frontal, de 8 megapixels – esta última superior aos modelos da Apple e Samsung. A versão básica do produto está à venda na China por 1.999 yuan, o equivalente a 700 reais.

Em maio deste ano, a Xiaomi também lançou uma espécie de cópia do iPad Mini, o Mi Pad. O produto possui tela de 7,9 polegadas, processador Tegra K1 de 2,2 GHz e acabamento em plástico. Ele é vendido por 240 dólares e é produzido em seis cores. O portfólio ainda conta com uma TV conectada de 47 polegadas e uma central multimídia similar à Apple TV que permite conectar a TV à internet.

(Cláudia Tozetto, Veja Online)

Surto de Ebola: entenda quais são os sintomas da doença

O pior surto do Ebola na história – que ocorre agora na África Ocidental – já custou mais de 700 vidas, de acordo com a última contagem da Organização Mundial de Saúde. As mortes ocorreram em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria.

“Esse surto está se espalhando mais rápido que nossos esforços para controlá-lo”, disse Margaret Chan, chefe da Organização Mundial de Saúde, segundo a Reuters.

A cepa Zaire do vírus, envolvida no surto atual, teve no passado um índice de mortalidade de até 90%. Entretanto, o índice de mortalidade do surto atual é mais baixo, porque “90% é quando você não recebe nenhum tipo de cuidado médico”, diz Nahid Bhadelia, epidemiologista associada do Boston Medical Center e diretora de Controle de Infecções dos Laboratórios de Doenças Infecciosas Nacionais Emergentes da Universidade de Boston.

“Agora, com apoio médico, a mortalidade no campo é de 60%”, disse ela ao HuffPost.

Mas como, exatamente, o vírus provoca sintomas tão extremos – o Ebola é notório por causar, em alguns casos, sangramentos nos olhos e ouvidos – e leva à morte? Bhadelia explica por que o corpo tem tanta dificuldade em combater o vírus mortífero:

COMO O EBOLA ENTRA NO CORPO?

O Ebola não se transmite pelo ar – é preciso ter contato com o vírus para haver risco de infecção, diz Bhadelia.

Ele é transmissível por exposição a algum animal infectado (como um morcego ou um primata), por exposição aos fluidos corporais de um humano infectado e sintomático e por exposição a itens contaminados com o vírus.

As pessoas que “cuidam de alguém em casa… quando limpam vômito ou diarreia têm contato [com o vírus], pois os fluidos estão contaminados”, diz ela. “O vírus penetra seu corpo pelo nariz, pela boca e assim por diante.”

O Ebola sobrevive fora do hospedeiro por um período de tempo significativo – até um par de dias – em temperatura ambiente.

“É por isso que o controle de infecções é uma parte tão importante”, disse Bhadelia. “Se você tem equipamentos de esterlização, acesso a desinfetantes…. e você consegue manter os ambientes limpos e os pacientes isolados, o surto jamais vai se espalhar.”

É por isso que lugares com bons controles de infecção e infraestrutura médica não correm nenhum risco de surto desse patógeno, acrescentou ela.

O QUE ACONTECE NO CORPO DEPOIS DA INFECÇÃO PELO VÍRUS?

Depois de entrar no corpo, o vírus do Ebola entra nas células e se reproduz. “Depois ele explode as células e produz essa proteína que causa devastação”, explicou Bhadelia. A proteína é chamada glicoproteína ebolavirus, e ela se liga às células na parte interna dos vasos sanguíneos.

Isso aumenta a permeabilidade dos vasos – o que leva ao vazamento do sangue. “O vírus provoca um desarranjo na capacidade do corpo de coagular e engrossar o sangue”, disse ela.

Mesmo pessoas que não apresentem sintomas de hemorragia terão esse vazamento de sangue dos vasos – o que pode levar ao choque e, eventualmente, à morte.

O vírus do Ebola também é mestre em evadir as defesas naturais do corpo: ele bloqueia os sinais enviados para as células chamadas neutrófilas, as células brancas que têm a responsabilidade de soar o alarme para o sistema imunológico entrar em ação e atacar.

Na verdade, o Ebola infecta as células imunológicas e as usa para viajar para outras partes do corpo – incluindo o fígado, os rins, o baço e o cérebro.

Cada vez que uma das células infectadas pelo Ebola explode e seu conteúdo se espalha, o dano e a presença das partículas do vírus ativam moléculas chamadas citoquinas.

Num organismo saudável, as citoquinas são responsáveis por provocar uma resposta inflamatória, para que o corpo saiba que está sendo atacado.

Mas, no caso de um paciente de Ebola, “a liberação [das citoquinas] é avassaladora, o que causa sintomas parecidos com os da gripe”, que são os primeiros sinais do Ebola, disse Bhadelia.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

O Ebola costuma começar com sintomas parecidos com os da gripe. Apesar de ser conhecido pela hemorragia extrema – sangramento dos olhos etc. –, nem todos os pacientes apresentarão esses sintomas.

“Na verdade, só 20% das pessoas terão [esses sintomas extremos]”, diz Bhadelia. “Algumas pessoas podem sucumbir à doença antes que ela chegue a esse ponto, algumas podem ter pequenos sangramentos, algumas podem ter sangramentos nas gengivas, ou feridas na pele.”

Os sintomas parecidos com os da gripe costumam aparecer nas primeiras fases da doença, antes de a pessoa ficar mais doente e começar a sentir os sintomas mais graves, como vômito, diarreia e baixa pressão arterial.

O sangramento extremo ocorre mais para o final da doença. As pessoas que morrem de infecção do Ebola costumam ter falência múltipla de órgãos e choque.

“O choque é do sangramento – você está sangrando em diversas partes do corpo, e o sangue vaza das veias”, explica Bhadelia. “Mesmo que [você não tenha] os sinais externos da hemorragia, você ainda está vazando sangue.”

COMO É QUE ALGUMAS PESSOAS SOBREVIVERAM À INFECÇÃO MORTAL?

Tem a ver basicamente com dois fatores. O primeiro é a saúde da pessoa, em geral – o sistema imunológico e sua capacidade de se recuperar de uma infecção viral.

O segundo é o tipo de exposição. A recuperação é mais provável se a exposição não foi severa – ou seja, talvez a pessoa tenha sido exposta a alguém que estivesse na fase inicial da doença, e a quantidade do vírus nos fluidos corporais ainda não fosse muito grande, disse Bhadelia.

Além disso, o que se sabe é que o Ebola exige um marcador conhecido na superfície das células humanas para poder penetrá-las.

Os pesquisadores descobriram em ambiente de laboratório que as células de algumas pessoas não têm esse marcador, ou eles sofreram algum tipo de mutação, o que impede a entrada do vírus nas células.

Mas as pesquisas com o Ebola ainda estão em sua infância, e o conhecimento a respeito do comportamento do vírus ainda está em evolução, disse Bhadelia.

Ainda assim, esse tipo de descoberta aponta o caminho para potenciais tratamentos. Agora, disse ela, existem pesquisas para desenvolver tratamentos que funcionem de vários jeitos diferentes.

Um deles é impedir a replicação do vírus dentro da célula. “Basicamente é uma interrupção completa, e o vírus não consegue copiar seu material genético indefinidamente para se reproduzir”, disse Bhadelia.

Outro jeito é ajudar o sistema imunológico a criar uma resposta efetiva ao Ebola usando versões atenuadas do vírus. Dessa maneira, “o corpo pode criar uma resposta efetiva para quando o vírus real aparecer”.

Uma terceira alternativa é criar anticorpos específicos contra o vírus, dando “um impulso externo ao sistema imunológico”, disse ela.

Via http://www.brasilpost.com.br

Ebola: Entenda o que é e como esse vírus mortal se espalha

As proporções do surto de ebola na África Ocidental têm chamado a atenção das autoridades e órgãos de saúde em todo o mundo. Segundo as últimas informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus já vitimou quase 900 pessoas em Serra Leoa, Guiné, Líbéria e Nigéria. Com as constantes notícias sobre o avanço da doença, muitas pessoas têm ficado com dúvidas e preocupadas sobre o assunto.

Portal EBC reuniu as principais perguntas sobre ebola para ajudar você a entender melhor o vírus. Confira:

1. O que é o ebola?

2. Onde a doença surgiu pela primeira vez?

3. Quais os principais sintomas do ebola?

4. Como o ebola é diagnosticado?

5. Quais as formas de transmissão do ebola? Pode-se contrair a doença a partir do contato com animais?

6. O ebola tem cura?

7. Se estiver em um avião e houver alguém com ebola, eu posso contrair a doença?

8. O que fazer em caso de suspeita de ebola?

9.  Existe risco do ebola chegar ao Brasil?

10.  Quando é decretado o fim de um surto de ebola?

1. O que é o ebola?

É uma doença altamente contagiosa causada por vírus do gênero Ebolavirus, que provoca uma febre hemorrágica. O ebola chega a matar de 60 a 90 por cento das pessoas infectadas.

2. Onde a doença surgiu pela primeira vez?

Não há dados concretos sobre onde a doença surgiu, mas ela foi identificada pela primeira vez em 1976, quando foram observados surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola.

Os cientistas identificaram cinco diferentes espécies de vírus: Bundibugyo ebolavirus (BDBV), Zaire ebolavirus (EBOV), Sudan ebolavirus (SUDV), Reston ebolavirus (RESTV) e Taï Forest ebolavirus (TAFV). Segundo dados da OMS, somente os três primeiros tipos de vírus têm sido associados à ocorrência de surtos de ebola na África. Apesar da espécie Reston Ebolavirus, encontrada na China e nas Filipinas, poder infectar humanos, nenhum caso da doença por este tipo de vírus foi registrada até o momento. Já a espécie Tai Forest está associada a casos da doença em animais, como chipanzés e gorilas.

3. Quais os principais sintomas do ebola?

Os principais sintomas da doença são: febre repentina, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta, seguidos de vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais. Alguns pacientes também podem apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir, além de sangramentos internos e externos.

As hemorragias são causadas por uma reação entre o vírus e as plaquetas presentes no sangue humano. Esta reação produz uma substância capaz de danificar as plaquetas e criar buracos nas paredes dos vasos capilares, que transportam o sangue. Como os níveis de glóbulos brancos e plaquetas são afetados pela doença, o organismo não consegue realizar o processo de coagulação do sangue e interromper os sangramentos.

Veja também no Portal EBC:

Ebola: conheça a doença e seus sintomas

Ministro da Saúde diz que brasileiros não devem temer vírus ebola

Ministério da Saúde descarta suspeita de ebola em Goiânia

Ebola já matou 887 pessoas em quatro países da África este ano

Nigéria registra segundo caso de ebola no país

4. Como o ebola é diagnosticado?

Os sintomas da infecção pelo Ebola costumam aparecer entre dois a 21 dias após a exposição ao vírus. Porém, como a maioria dos sinais se assemelham ao de viroses e outras doenças mais comuns, como a malária, seu diagnóstico na rede de atendimento básico de saúde é dificultado.

Ao suspeitar de ebola, o médico deve solicitar exames laboratoriais para comprovar a doença. O ebola só é confirmado após a realização de cinco diferentes testes, que incluem a análise de amostras de urina e saliva.

5. Quais as formas de transmissão do ebola? Pode-se contrair a doença a partir do contato com animais?

O Ebola pode ser contraído mediante o contato direto ou indireto com sangue, secreções e outros fluídos corporais contaminados tanto de humanos como de animais.

De acordo com a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras, em algumas áreas da África, a doença foi registrada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.

Também foram relatados casos de pessoas que contraíram a doença em enterros após terem tido contato direto com o falecido vitimado pelo Ebola.

A OMS alerta para o fato de que os homens podem transmitir o vírus por meio do seu sêmen por até sete semanas após terem se recuperado da doença.

6. O ebola tem cura?

Infelizmente ainda não há um medicamento específico ou vacina para cura ou prevenção contra o Ebola.

O tratamento padrão para a doença está focado em aliviar os sintomas do paciente, ou seja, em combater as hemorragias, a febre e demais manifestações provocadas pelo vírus.

Recentemente, virologistas americanos do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID) anunciaram que estão trabalhando em uma vacina contra a doença. Os testes, segundo eles, foram bem-sucedidos com animais. Mas a vacina ainda não foi testada com seres humanos e o processo pode levar meses até terem um resultado conclusivo que possa conduzir à aprovação dos órgãos de saúde do país para sua produção e comercialização.

7. Se estiver em um avião e houver alguém com ebola, eu posso contrair a doença?

Se você estiver no mesmo voo que alguém doente, já que a doença não se propaga pelo ar, como a gripe, só terá risco de pegar a doença se tiver algum contato com o sangue ou com algum fluido ou secreção corporal do doente.

8. O que fazer em caso de suspeita de ebola?

Diante de qualquer suspeita de ocorrência de ebola, deve-se recorrer a qualquer hospital ou posto de atendimento de saúde. Assim que confirmada a doença, o paciente deve ser isolado e as autoridades de saúde pública do município notificadas.

9.  Existe risco do ebola chegar ao Brasil?

De acordo com o Ministério da Saúde, os brasileiros não devem temer o ebola. Isso porque a propagação da doença nos países do oeste da África teria sido facilitada pela precariedade dos serviços de saúde e das condições de vida de grande parte da população, além de alguns hábitos ligados à cultura dos países, como o que envolve o sepultamento das pessoas, inclusive os vitimados pela doença, dificultam a contenção do surto.

Além disso, o risco de transmissão global do vírus é muito baixo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Todavia, o ministério está tomando as providências de proteção cabíveis, inclusive reforçando a vigilância nas áreas de fronteira, portos e aeroportos, para que, caso chegue ao país qualquer pessoa com suspeita de contágio pelo vírus ebola ela possa receber os cuidados adequados em área isolada, evitando, assim, o risco de propagação da doença.

10.  Quando é decretado o fim de um surto de ebola?

O fim de um surto de ebola apenas é declarado oficialmente após o término de 42 dias sem nenhum novo caso confirmado, segundo as orientações da OMS.

Confira na tabela abaixo  o número de casos registrados de ebola, segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde:

País Total de casos Casos confirmados Casos prováveis Casos suspeitos Mortes
Guiné 485 340 133 12  358
Libéria 468 129 234 105 255
Nigéria* 04 02 1 1 2
Serra Leoa  646  540 46 60  273

 

* Dados conforme o relatório sobre a situação do surto de ebola da Organização Mundial de Saúde da última sexta-feira, dia 1º de agosto. Nesta segunda-feira (04), o governo da Nigéria anunciou o segundo caso confirmado da doença. A vítima, um médico, faleceu após ter participado do tratamento de um paciente liberiano que havia chegado doente ao país e acabou morrendo pouco depois na ala de quarentena do hospital.

** Com informações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde 

 

(Portal EBC)

Uma aspirina por dia pode prevenir câncer, diz estudo

O coordenador do novo estudo diz tomar um comprimido diário há 4 anos

Tomar uma aspirina diariamente ao longo de uma década poderia reduzir as possibilidades do individuo contrair câncer de estômago e intestino ou de morrer por causa dessas doenças, de acordo com um estudo divulgado pela revista médica “Annals Of Oncology”.

A pesquisa, desenvolvida por especialistas da Universidade Queen Mary, de Londres, assinala que se todas as pessoas acima dos 50 anos no Reino Unido tomassem esse remédio ao longo de dez anos, 122 mil mortes pelos tipos de câncer citados poderiam ser evitadas ao longo de duas décadas.

No entanto, os cientistas alertam que o uso diário da aspirina também poderia causar efeitos secundários, como úlceras, e, por isso, recomendam sempre a consulta médica.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas analisaram cerca de 200 estudos que averiguavam os benefícios e prejuízos de consumir aspirina – um tema de contínuo debate médico. Esses analistas descobriram que o remédio reduz entre 30% e 40% o número de casos e de mortes por câncer de intestino, estômago e esôfago.

Por outro lado, os cientistas não alcançaram evidências tão sólidas que pudessem corroborar a tese de que a aspirina também diminui mortes por câncer de mama, próstata e pulmão.

Em suas investigações, os pesquisadores descobriram que as pessoas deviam tomar a aspirina durante pelo menos um período de cinco anos para alcançarem resultados.

O responsável pelo estudo, Jack Cuzick, orientou todas as pessoas acima de 50 anos a considerar a possibilidade de tomar uma pequena dose (de 75 miligramas) de aspirina diária durante uma década. “Apesar de haver alguns efeitos secundários graves que não podem ser ignorados, tomar aspirina diariamente parece ser o mais importante que podemos fazer para reduzir o risco de câncer além de deixar de fumar e reduzir a obesidade“, assinalou Cuzick, que disse tomar aspirina há quatro anos.

Em declarações à emissora “BBC”, Julie Sharp, da organização Cancer Research UK, opinou que, apesar da aspirina ser promissória na prevenção de certos tipos de câncer, “é vital equilibrá-la com as complicações que a mesma pode causar”.

Via http://revistagalileu.globo.com

Chineses foram os mais barrados no Ceará em 2014

Os chineses foram os estrangeiros mais barrados no Ceará até junho deste ano, tentando entrar no Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça e do Departamento de Polícia Federal (DPF). Foram 67 impedimentos desta nacionalidade e todos desembarcaram no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, trazem materiais para as obras da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Os impedimentos ocorreram porque a China não tem acordo com o Brasil para a entrada de marinheiros chineses, que devem permanecer a bordo do navio.

Os dados, conseguidos por meio da Lei Geral de Acesso à Informação (nº 12.527/11), mostram que viajantes de Mianmar foram os segundos mais impedidos de entrar no País (26), pelo Porto do Mucuripe, e os de Guiné-Bissau os terceiros (21), pelo Aeroporto Internacional Pinto Martins.

Com 96 registros, o Porto do Pecém lidera o local onde mais se barra outras nacionalidades. Seguido pelo Aeroporto, com 45, e pelo Porto do Mucuripe, com 33.

Dentre os principais motivos para que os estrangeiros sejam impedidos de entrar, os mais comuns são: falta de visto, falta de condições financeiras para se manterem no País e prazo de permanência ultrapassado, dentro daquele ano civil, conforme informou Alexsandra Reis, chefe da Unidade de Imigração da Polícia Federal no Ceará.

Em relação aos impedimentos nos portos, há tripulações de embarcações estrangeiras que são barradas porque o país de origem deles não é signatário da Convenção 108 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ou seja, não possuem permissão para desembarcar no Brasil. Neste caso, Alexsandra esclarece que o navio recebe passe de entrada no porto para descarregar a mercadoria, porém os tripulantes são impedidos de desembarcar.

Francisco Antônio Cardoso, chefe do Núcleo Especial de Polícia Marítima do Estado do Ceará (Nepom-CE), explica que o chinês exige visto de brasileiro e vice-versa. “Os chineses têm permissão para permanecerem apenas no navio – que chega a ficar atracado até por um mês – porque o equipamento é considerado solo chinês. “Se tentarem entrar no Brasil, a multa é de R$ 875 para a empresa do navio”.

Os nacionais de Mianmar também são impedidos de entrar no Brasil por não fazerem parte da Convenção 108 da OIT. “A maioria dos navios cargueiros que desembarcam no Porto do Mucuripe trazem ucranianos e filipinos, mas eles fazem parte do acordo”, disse Washington Carvalho, agente federal do Nepom-CE.

Por via marítima, somente de 2010 a junho de 2014 foram 1.222 impedimentos, o que representa 77,3%, conforme os dados da Polícia Federal ao longo destes anos.

Aeroporto

Já pelo Aeroporto Pinto Martins, também de 2010 a junho deste ano, 358 estrangeiros foram barrados de entrar no Brasil. E nos meses de janeiro a junho de 2014, o órgão contabilizou 176 irregularidades. Sendo 127, apenas no mês de junho.

Alexsandra explica que os guineenses foram os mais barrados no aeroporto este ano, porque, em sua maioria, não conseguiram comprovar o real motivo por estarem entrando no País.

A Polícia Federal esclarece que quando um estrangeiro tem a entrada impedida no Brasil, o órgão lavra um documento no qual é mencionada a razão do ocorrido, sendo esta medida prevista no Estatuto do Estrangeiro em seus artigos 7º e 26º. “A empresa transportadora responde pelas despesas decorrentes de sua repatriação”, informou o órgão.

SERVIÇO

 

Confira o que versa a lei nº6.815/80 (Estatuto do Estrangeiro):

http://bit.ly/Uodnvi

(O Povo)

 

Universidade russa abre 20 vagas para estudantes do Nordeste

Após a reunião dos BRICS em Fortaleza, o intercâmbio entre os países pertencentes ao bloco foi reforçado, inclusive no segmento de educação. A Universidade Estatal de Moscou (MSU), na Rússia, abriu o processo de inscrição, por meio da Aliança Russa, para a seleção de 20 estudantes brasileiros que desejam cursar a faculdade fora do país. As vagas são para graduação e pós-graduação e as inscrições vão até 8 de agosto.

Os interessados em iniciar a graduação poderão escolher um dos 128 cursos disponíveis nas 39 faculdades da MSU, enquanto alunos de pós-graduação terão a possibilidade de especializar-se em 18 ramos de ciências e humanidades, em 168 áreas diferentes. Em seus mais de 250 anos de história, a Universidade teve 11 ganhadores do Prêmio Nobel, entre professores e alunos.

Inscrições 

O candidato interessado em estudar na Universidade Estatal de Moscou passa por um processo seletivo avaliado pela MSU e administrado pela Aliança Russa, que inclui reunião com os pais, análise de histórico escolar e currículo, tudo para garantir que o aluno se encaixe no perfil da faculdade.

Apesar de ter aulas ministradas em russo, o aluno que não tem conhecimento do idioma não deve se preocupar, já que a Aliança Russa oferece a opção do estudante frequentar aFaculdade Preparatória por nove meses antes do período letivo. Lá, eles aprendem os termos técnicos necessários para o aprendizado, além de um curso completo da língua.

O investimento anual fica entre R$ 7.000 e R$ 12.000 e inclui também direito a seguro médico, tutoria acadêmica e moradia universitária. O embarque acontece em duas etapas: setembro de 2014 e fevereiro de 2015.

Os interessados devem se inscrever pelo site ou pelo telefone (11) 4551-3836.

(Diário do Nordeste)

Pouca Palestina resta, pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa

Por Eduardo Galeano – de Montevidéu

As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria e as suas terras. Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já poucaPalestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.

Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência ‘manda chuva’ que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

Eduardo Galeano, é escritor e jornalista uruguaio.

Os BRICS e o embrião de um “mundo não americano”

Do Voz da Rússia

BRICS – embrião “de um mundo não americano”?

No Brasil, Fortaleza, decorreu a cúpula dos BRICS, durante a qual foi criado o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas, chamando assim a atenção do mundo para o próprio projeto de desenvolvimento BRICS, bem como para o papel da China e da Rússia nesta organização. Poderá falar-se da criação do embrião “de um mundo não americano”?

Como são encaradas as possibilidades futuras dos BRICS por parte de Pequim e Moscou? Terão os BRICS novos membro, e será que, num futuro próximo, o projeto se tornará oficialmente numa Organização Internacional? Estas questões são estudadas no artigo do vice-diretor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, Serguei Luzyanin.

VR: Foi referida a criação do embrião “de um mundo não americano”. Porque é que os BRICS não gostam da América?

Serguei Luzyanin: A cúpula brasileira que agora terminou, ficou para a história enquanto o mais fértil encontro do “quinteto” – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A sua fertilidade não ficou apenas patente na criação de instrumentos financeiros – o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas – mas, sobretudo, no nível de empenho dos líderes dos BRICS – no auge da Guerra Fria 2.0, quando os americanos tentam esmagar qualquer um que age à revelia das “recomendações” de Washington – em criarem o seu embrião “de um mundo não americano”.

No futuro, outros projetos poderão estar ligados ao desenvolvimento dos BRICS (Organização de Cooperação de Xangai, RIC). O importante é que, de fato, existe a concepção “de um mundo não americano” que se desenvolve ativamente e se enche de conteúdo concreto. Os BRICS parece que se estão a tornar no epicentro deste novo fenômeno. Não é preciso ser um político habilidoso para sentir que os povos e as civilizações dos países em vias de desenvolvimento estão cansados de “padrões norte-americanos” impostos. Aliás, padrões para tudo, economia, ideologia, forma de pensar, os “valores” propostos, vida interna e externa, etc.

O mundo inteiro viu nos seus ecrãs de televisão o aperto-de-mão dos cinco líderes dos BRICS, ao qual, passado uns dias, se juntou praticamente toda a América Latina. É discutível se, neste impulso comum, existiu uma maior dose de contas pragmáticas ou de solidariedade emocional, mas, uma coisa é certa, nele não houve qualquer amor por América. E isso ainda é uma forma polida de colocar as coisas.

VR: E quanto à adesão da Argentina, quem, no Sul, irá “apoiar” os EUA?

SL: Para a Índia os BRICS são uma oportunidade de reforço na Ásia Austral e de desenvolvimento econômico fora da alçada da Ocidente. A motivação regional é conjugada com expectativas financeiras e tecnológicas que unem a África do Sul e o Brasil.

No futuro, o “segmento” latino-americano poderá ser reforçado. Muitos peritos esperam que o “quinteto” seja alargado através da adesão da Argentina ao projeto. Ultimamente tem existido um desenvolvimento fulgurante das relações bilaterais da Rússia e da República Popular da China com países da América Latina, em sectores como o tecnológico-militar, comercial, de investimento e energético. Neste quadro, as visitas em Julho de Vladimir Putin e de Xi Jinping marcaram o tendencial círculo de potenciais aliados dos BRICS, nomeadamente Cuba, Venezuela, Nicarágua, Argentina, entre outros. Como é sabido, geograficamente, a America Latina “apoia”, a partir do Sul, os EUA. O reforço dos BRICS, nessa zona sensível para os americanos, é um trunfo adicional para o mundo em vias de desenvolvimento.

VR: Relativamente à “descoberta” muçulmana dos BRICS. Como será a institucionalização?

SL: Também se estuda o alargamento dos BRICS no sentido do Islão, onde também existe descontentamento face ao domínio americano. Espera-se que, após a entrada da Argentina, a fila de adesão aos BRICS seja engrossada pelo maior, em termos de população, país muçulmano do mundo (cerca de 250 milhões), ou seja, a Indonésia. Ela, seja pela sua ideologia, seja pela ambições, nasceu para aderir ao projeto e assim fechar a região do Sudeste Asiático. O novo governo indonésio confirma a sua intenção de desenvolver o relacionamento com os BRICS.

A entrada da Indonésia encerrará a “corrente regional” que englobará as principais regiões do mundo. Além disso, cada um dos países dos BRICS irá representar a “sua” região, tornando-se no seu líder informal. Brasil a América Latina, RAS a África, Rússia a Eurásia, China o Nordeste da Ásia, Indonésia o sudeste asiático.

Os futuros cenários de desenvolvimento do projeto poderão ser diversos. Mas um deles já é atualmente equacionado e de forma bastante concreta. Num futuro próximo, os líderes dos BRICS deverão trabalhar no sentido da institucionalização do projeto, nomeadamente através da criação de um fórum de membros permanentes (atualmente são cinco Estados), e um fórum de observadores e de parceiros de diálogo.

VR: Irão os EUA dialogar?

SL: É possível que, com tempo, os EUA sejam obrigados a dialogar com os BRICS. Porém, não parece ser algo que venha a ter lugar num futuro próximo. Hoje o projeto está em ascensão. Ele combina, organicamente, as vantagens de diversas civilizações, economias e culturas políticas. Aqui não existem imposições nem domínios de um só país.

É claro que existem incongruências, algumas “divergências e visões diferentes quanto à concretização de alguns projetos internacionais. Mas não são diferendos estratégicos. Trata-se de questões objectivas, que surgem, normalmente, nas relações internacionais do mundo político. Os BRICS acabam por ser o reflexo bastante preciso do nosso mundo multifacetado e bastante complexo.

Economia à francesa: Toulouse substitui o pacote Office pelo LibreOffice

SÃO PAULO – A cidade de Toulouse, no sul da França, se tornou um exemplo de política pública digital na Europa. Desde que Pierre Cohen, um profissional de sistemas assumiu a prefeitura em 2011, foi dado início a um plano de implementação de softwares livre e de código aberto em toda a administração pública municipal, que emprega cerca de 10 mil servidores.

Páginas na internet, serviços e aplicativos. Todos passaram a contar, em algum momento, com softwares ou arquiteturas de linguagens “Lamp” – sigla para Linux, Apache, MySQL e PHP. Mas o projeto principal seria a troca do pacote Office, da Microsoft, por uma alternativa aberta e gratuita: o LibreOffice, lançado em 2011.

A substituição começou a ser feita em 2012, levou um ano e meio, e cobriu 90% dos computadores. “Licenças de software custavam, a cada três anos, 1,8 milhão de euros a Toulouse. A migração (que envolveu treinamento) custou €800 mil”, conta Erwane Monthubert, que participou da implementação da política na gestão de Cohen.

Foram €1 milhão de salvos em meio a uma onda de cortes de orçamento em TI em todo o país.

(Por Murilo Roncolato, via http://blogs.estadao.com.br)

Golpe é golpe, mesmo que venha travestido de ‘legitimidade’

 

Ou as muitas lições da história contemporânea.

Aécio Neves é eleito presidente, decide fazer aliança com o Peru, recusa-se a admitir os partidos fisiológicos no governo. Estes, formando maioria no Congresso, decidem que é melhor fazer aliança com a  Argentina do que com o Peru e então se unem, derrubam Aécio e põe Lula ou Sarney no poder. É golpe ou foi mudança legítima de governo?

Se o que aconteceu na Ucrânia foi troca legítima de governo, o presidente que queria aliança com a Rússia foi derrubado por uma maioria parlamentar  favorável a aliança com a União Europeia, por que não vale para o Brasil?

Esse tipo descarado de golpe de , via legislativo, tem sido usado para dar ares de legitimidade e substituir o velho e grosseiro golpe militar. Além da Ucrânia já aconteceu no Paraguai e em Honduras. As elites dos países pobres muitas vezes perdem eleições majoritárias, onde o voto da massa conta, mas dificilmente deixam de eleger a maioria dos parlamentares, nas quais é preciso ter muito dinheiro para fazer campanha.  A moda doravante será o golpe no legislativo.

Quem via notícias da Ucrânia nos dias que antecederam o golpe achava que havia unanimidade na população contra o governo. A mídia não se dava ao trabalho de dizer como o então presidente fora eleito por votação direta e como pensavam os habitantes da Criméia e outras regiões hoje rebeladas.  Também não tem lembrado que o então presidente, antes de ser derrubado, assinou um acordo com a oposição que se manifestava em Kiev, prevendo eleições para dois meses depois. A oposição assinou o acordo e o derrubou no dia seguinte, quando ele desmobilizou suas forças em Kiev, principalmente os militares. E só então viemos a saber que havia províncias inteiras onde a população era totalmente contra os golpistas.

É difícil saber que resultados teríamos nas eleições, incluindo essas províncias. Provavelmente a oposição ganharia, assumiria o governo de forma legítima  e tudo que está acontecendo agora teria sido evitado. O apressado come cru, diz um velho ditado. Os europeus do oeste e norte americanos saíram ganhando, pois avançaram em território que há séculos está sob influência russa. Romperam o que parecia ser um acordo tácito e o equilíbrio de forças. À Rússia tem sobrado o “jus sperneandi”.

Neste ponto, com a tensão crescente, temos mais uma lição da história: o problema não era o regime comunista no leste, mas a disputa pelo poder e zonas de influência. Pouco importa que a Rússia seja agora um país capitalista. Ela continua tendo seus próprios interesses, é militarmente poderosa, e portanto continua sendo rival, um país inimigo a ser cercado e submetido.

A maior prova que tudo vai conforme a política e o poder se repete no fato de Obama continuar a praguejar  contra a morte de mais  duzentas pessoas em uma avião, acusando rebeldes e a Rússia, antes de aparecer uma única evidência. Ao mesmo tempo não abre o bico ante a morte de centenas de palestinos ali perto. Talvez não os considere seres humanos, ou talvez os considere apenas inimigos, mesmo as crianças. Para salvar as aparências, especialmente Juntos ditadores e senhores feudais árabes, oferecerá ajuda humanitária tão logo a direita israelense termine a “limpeza”. Não há nada de novo no front.

Via http://jornalggn.com.br

 

Em Fortaleza, empresa busca profissionais para trabalhar em Dubai com salário de R$ 8,8 mil

Por décadas, brasileiros se aventuraram pelos Estados Unidos em busca de dias melhores. Ilegalmente, muitos cruzaram a fronteira com o México para ingressar na terra do Tio Sam na tentativa de um emprego com salário em dólar. A crise econômica de 2008 fez com que a maior potência do mundo deixasse de ser tão atrativa assim. Agora uma nova rota de oportunidades foi aberta do outro lado do mundo – e sem a necessidade de trabalhar e viver nas sombras.

 

O empresário paulista Marcelo Toledo, da agência de recrutamento MTV intercâmbios, estará em Fortaleza com o objetivo de selecionar 39 profissionais dispostos a trabalhar em um hotel cinco estrelas nos Emirados Árabes Unidos.

“Antes tínhamos o sonho americano. Agora é a vez do sonho árabe”, brinca Marcelo Toledo, que iniciou a atuação no setor quando voltou de Londres, há 16 anos. No início de sua carreira, ele buscava profissionais para atuar apenas em cruzeiros marítimos.

Questionado quanto à escolha por profissionais de Fortaleza, Marcelo explica. “Fortaleza vem vivendo um bom momento no turismo e na área de hotelaria, deste modo, acredito que a cidade tenha bons profissionais também”.

Além da qualidade dos profissionais, o recrutador afirma que a semelhança de climas de Fortaleza e Dubai pode ajudar na adequação nos Emirados Árabes.

Perfil profissional

O perfil das vagas não difere muito das que eram disponibilizadas nos Estados Unidos. Há oportunidades para gerente de restaurante, garçons, bartenders, recepcionistas, cozinheiros, entre outras. Os candidatos devem ter até 30 anos, inglês fluente e contar com, no mínimo, um ano de experiência na função à qual pretende concorrer.

Os salários variam de 600 dólares a 4 mil dólares mais os benefícios para jornadas de oito horas, seis dias por semana. As gorjetas dependem do cargo e principalmente da atuação do profissional. Marcelo Toledo afirma que é impossível dizer de quanto será esse ganho. Mas atesta que pelo perfil dos brasileiros é mais fácil de ter retorno. “Estamos falando do lugar aonde vão os turistas mais ricos do mundo”, conclui.

Relação das vagas

Gerente de Restaurante
Salário de 3,5 mil a 4 mil dólares mais moradia individual e carro da empresa

Bartender
Salário de 2,5 mil dólares

Sous-Chef
Salário 2 mil dólares

Recepcionistas
Salário de 1,5 mil a 2 mil dólares

Garçons, Garçonetes e Cozinheiros
Salário de 600 to 900 dólares

Candidatos devem mandar currículo em Inglês pelo site Dubai 10 e aguardar o contato do recrutador, que indicará o local e horários das entrevistas.

(Tribuna do Ceará)

Ex-diretor do Banco Espírito Santo é detido em Portugal

Jose Manuel Ribeiro, Reuters

O ex-diretor executivo do Banco Espírito Santo, Ricardo Espírito Santo Salgado –  patriarca da família – foi detido em sua casa, no Estoril, na manhã desta quinta-feira (26), para prestar esclarecimentos na investigação que apura transferências ilegais entre gestores de fortuna, o que poderia ser o maior caso de lavagem de dinheiro de Portugal.

De acordo com o jornal português Público, a detenção foi desencadeada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Salgado foi ouvido no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, num depoimento que durou sete horas. Ele foi liberado à tarde, após pagamento de fiança de 3 milhões de euros.

De acordo com o Público, uma ação de buscas havia sido feita na sede do Grupo Espírito Santo, num desdobramento da operação Monte Branco, que começou em 2011.

O hotel no qual Salgado instalou seu escritório desde que foi tirado da direção do Banco Espírito Santo pelo Banco de Portugal, em 13 de julho, também foi alvo de inspeção.

A crise no Grupo Espírito Santo está afetando diretamente a fusão entre a Portugal Telecom (PT), da qual é acionista, com a brasileira Oi.

(Jornal do Brasil)

Líderes mundiais exigem respostas sobre avião derrubado com 298 a bordo

Por Anton Zverev

HRABOVE Ucrânia (Reuters) – Líderes mundiais exigem uma investigação internacional sobre a derrubada de um avião de passageiros da Malásia, com 298 pessoas a bordo, sobre a Ucrânia oriental, uma tragédia que pode marcar um momento crucial na pior crise entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.

Enquanto a Ucrânia busca apoio internacional contra a Rússia, duas autoridades dos Estados Unidos disseram que Washington suspeita fortemente que o Boeing 777 da Malaysia Airlines foi derrubado por um míssil disparado por separatistas ucranianos apoiados por Moscou.

Não há sobreviventes do acidente de quinta-feira, o maior ataque até hoje a um avião comercial, que espalhou destroços e corpos por quilômetros de território controlado pelos rebeldes perto da fronteira com a Rússia.

Bandeiras brancas improvisadas marcam os locais onde os corpos caíram em campos de milho, em meio aos escombros. Alguns, despidos pela força do acidente, foram cobertos por folhas de polietileno presas com pedras nas pontas. Sobre um dos corpos foi colocada uma flor.

Uma mulher contou como um cadáver caiu em sua cozinha quebrando o telhado de sua casa. “Houve um barulho alto e tudo começou a sacudir. Então objetos começaram a cair do céu”, disse Irina Tipunova, de 65 anos. “E então eu ouvi um estrondo e ela caiu na cozinha.”

A escala do desastre deve influenciar a pressão internacional para uma resolução da crise na Ucrânia, que matou centenas de pessoas desde que os protestos pró-Ocidente derrubaram o presidente apoiado por Moscou em Kiev em fevereiro e a Rússia anexou a Crimeia, um mês depois.

Vários países ocidentais impuseram sanções à Rússia pela crise na Ucrânia, mas os Estados Unidos adotaram uma posição mais incisiva do que a União Europeia. Analistas afirmam que a resposta da Alemanha e de outras potências da UE para o incidente – possivelmente impondo mais sanções – pode ser crucial para decidir a próxima fase do impasse com Moscou.

Alguns comentaristas compararam a situação ao naufrágio do transatlântico Lusitania, provocado pela Alemanha, em 1915, o que ajudou a empurrar os Estados Unidos para a Primeira Guerra Mundial, mas não se espera que a indignação do Ocidente com a tragédia de quinta-feira leve a uma intervenção militar.

 

A chanceler alemã, Angela Merkel, em uma resposta inicial disse que era muito cedo para decidir sobre novas sanções antes de ser apurado exatamente o que tinha acontecido com o avião.

O Reino Unido afirmou ser necessária uma investigação internacional liderada pela ONU antes que sanções adicionais sejam seriamente consideradas.

Kiev e Moscou se acusaram mutuamente após o desastre, desencadeando uma nova fase em sua guerra de propaganda.

O avião caiu a cerca de 40 da fronteira com a Rússia, perto da capital regional de Donetsk. A região é um reduto de rebeldes que lutam contra as forças do governo ucraniano, os quais já derrubaram aviões militares da Ucrânia.

 

(Reuters Brasil)

Juiz condena blogueira que ‘aparecia bem demais’ no Google

Caroline Doudet usou seu blog Cultur’elle para fazer as críticas

A Justiça francesa condenou uma blogueira por escrever uma dura crítica a um restaurante que “aparecia demais” no Google.

A decisão obrigou a blogueira Caroline Doudet a mudar o título de um post em que fala mal do restaurante Il Giardino, em Cap-Ferret, no sudoeste da França.

A medida também determina que ela pague uma indenização ao estabelecimento.

O texto era intitulado “O lugar para evitar em Cap-Ferret: Il Giardino”. Nele, a blogueira se queixava do serviço do restaurante durante uma visita em agosto de 2013 e acusava o proprietário de má atitude.

De acordo com documentos do processo, a crítica aparecia em quarto lugar quando alguém fazia uma pesquisa pelo nome do restaurante.

Caroline Doudet

Blogueira criticou serviço de estabelecimento

O proprietário alegou que o texto prejudicava seu negócio injustamente.

Um juiz de Bordeaux concordou e entendeu que o prejuízo para o restaurante era agravado pelo número de seguidores do blog de moda e literatura de Doudet, “Cultur’elle”: cerca de 3 mil.

O juiz determinou que Doudet deveria alterar o título do blog para evitar a construção “o lugar para evitar” e pagar 1,5 mil euros (aproximadamente R$ 4,5 mil) ao restaurante. O post já foi deletado.

‘Novo crime’

Para a blogueira, a decisão tornou crime aparecer no topo das pesquisas em buscadores da internet.

“Esta decisão cria um novo crime, o de ‘aparecer bem demais [em um buscador]‘ ou de ter uma influência muito grande”, disse Doudet à BBC.

O proprietário – que não falou à BBC – reclamou do artigo inteiro, mas o juiz limitou sua decisão ao título.

“Venho trabalhando sete dias por semana há 15 anos. Eu não podia aceitar isso”, disse o empresário, segundo o site Arret sur Internet.

“As pessoas podem criticar, mas há uma maneira de fazê-lo – com respeito. E esse não foi o caso.”

Segundo a lei francesa, um juiz pode emitir uma ordem de emergência para forçar uma pessoa a interromper qualquer atividade que esteja prejudicando a outra parte na disputa.

A decisão se assemelha a uma liminar na lei brasileira e pode ser derrubada se as partes levarem o processo até o fim.

Mas a blogueira disse que não pretende recorrer porque “não quer reviver semanas de angústia”.

Segundo ela, a decisão foi tomada em uma audiência de emergência. Por isso, afirma, ela não teve tempo para encontrar um representante legal e se defendeu sozinha no tribunal.

Um advogado francês e blogueiro que escreve sob o pseudônimo de Maître Eolas disse que, no direito francês, este tipo de sentença não cria precedência legal.

Via http://www.bbc.co.uk/

Quem tem medo do BRICS?; por Roberto Amaral

Da Carta Capital

Quem tem medo do BRICS?

Por Roberto Amaral, vice-presidente nacional do PSB
O bloco só cresce de importância, mas determinados setores continuam insistindo na tese de decadência
BRICS criam banco próprio – Foto: Shutterstock
Há dez anos surgiu o acrônimo BRIC, sigla formada pelas iniciais de quatro países que despertavam admiração no mundo pela vitalidade de suas economias – Brasil, Rússia, Índia e China, aos quais se associa a África do Sul – e que hoje representam 19% do PIB global. Nesses dez anos, o conjunto de suas economias cresceu de 3 trilhões de dólares para 13 trilhões de dólares. Esses 10 trilhões a mais correspondem em nossos dias a seis economias da Grã-Bretanha em 2001. Ainda nesses curtos dez anos, a China, a locomotiva do bloco, crescendo a um ritmo médio de 7% ano, chegou ao posto de segunda economia do mundo; suplantou o Japão e é o dobro da economia alemã, o mais rico e mais poderoso país da Europa Ocidental. Não obstante, a grande imprensa mundial, as ‘consultorias’ e agências de ranking disso e daquilo de Wall Street e da City de Londres, o FMI e a OCDE, a grande imprensa de lá – The EconomistThe Financial TimesThe Time – de cá – o jornalão, a revistona – anunciam o réquiem do bloco, como diariamente anuncia a falência do Mercosul.

Nossas exportações, no entanto, principalmente de manufaturados, para nossos vizinhos só têm aumentado. O Brasil, embora crescendo a taxas relativamente baixas, ultrapassou a Itália e a Inglaterra, e é hoje a sexta economia mundial. Nas duas últimas décadas o peso econômico dos países integrantes dos BRICS aumentou de 5,6% para 21,3%, o que, convenhamos, não é nada desprezível. Projeta-se para a próxima década em 3% a expansão da economia mundial, mas o crescimento dos BRICS está estimado em 7%. Em 2015 esse conjunto de países poderá ser responsável por cerca de um quarto do PIB mundial.

As trocas entre os cinco países somavam 250 bilhões de dólares e podem chegar a 500 bilhões de dólares já em 2015. A China já é nossa principal parceira comercial e as negociações em curso prometem elevar o fluxo comercial entre o Brasil e a Rússia para 10 bilhões de dólares, já neste ano. Relativamente ao país de Putin, para além das trocas comerciais, há uma largo espaço para percorrer no campo da cooperação científica e tecnológica. E inovação, onde são notórias nossas carências

Nossos cinco países representam 20% do PIB mundial e cada um exerce papel de forte liderança em seus respectivos continentes. Não são números irrelevantes e contrastam com o descrédito e o ceticismo da opinião conservadora que acompanha com restrições as possibilidades de expansão econômica – e nela envoltas, de expansão política e militar desses países – alterando a correlação de forças do status quo internacional ensejado pela derruição do bloco socialista e o fim da Guerra Fria. É a resposta da realidade objetiva ao descrédito que a economia desses países despertava, e de certa forma ainda desperta, nos círculos conservadores internacionais. No Brasil ele é criticado, na companhia do Mercosul, por aqueles que não compreendem que nosso país possa integrar projeto, político ou econômico, que não seja chancelado pelos EUA. Em um mundo caracterizado pelas mais profundas assimetrias de poder, a política de blocos – a que não têm fugido mesmo os EUA – é um imperativo de sobrevivência daquelas economias mais frágeis que encontram sua superação na negociação coletiva. Esse bloco tem possibilitado a ação coordenada em foros internacionais e  construção de uma agenda própria.

Como entre nossos países no Mercosul, sabidamente guardam os BRICS grandes contrastes e diversidade cultural, as quais, todavia, não lhes têm impedido a atuação como bloco econômico e bloco político, nem a ação articulada nos fóruns internacionais de sorte a enfrentar o hegemonismo das grandes potências, EUA, União Europeia e Japão. Assim é que lograram impor uma nova geopolítica ao mundo da unipolaridade, com o que se têm beneficiado todos os países, particularmente aqueles de menor peso econômico. Além de grandes mercados de consumo – em condições de influir na economia mundial – os BRICS reúnem duas potências nucleares com assento no Conselho de Segurança da ONU, grandes territórios, grandes populações – 40% da população mundial –, elevado nível de industrialização e ponderável base científica e tecnológica. Esses fatores são postos de manifesto quando a crise econômica parece sobreviver e a lenta recuperação das potências capitalistas constrange os investimentos e o fluxo de comércio, conquanto estimule a volatilidade dos mercados financeiros.

Como em todos os momentos de crise, quem paga o alto preço é a paz mundial, vez mais um projeto transferido para as calendas gregas.

Com todas suas óbvias consequências econômicas, o quadro mundial presente e visível para os próximos anos aponta para a conturbação da guerra se alastrando por áreas cada vez maiores da Ásia, da África e do Oriente Médio, com seu rasto de devastação e genocídio: Afeganistão, Paquistão, Iraque, Síria, Líbia, as ameaças ao Irã, os conflitos de fronteira na Turquia, o sistemático genocídio palestino na Faixa de Gaza, os conflitos raciais, tribais e religiosos…

A crise de produção de petróleo e outros insumos, a crise da produção de alimentos e outras commodities, a fome, a miséria, a degradação humana, a desagregação dos países e a anarquia política, o êxodo de povos e nações, bem como a ameaça que paira sobre civilizações milenárias, a guerra continuada do capitalismo contra a ida e a natureza.

Nesse quadro se eleva a importância estratégica dos BRICS pela força territorial e econômica de cada um dos países integrantes e pelo papel de cada um na geopolítica regional.

Em um mundo assim descrito, a América do Sul progressista, pacífica e em desenvolvimento acelerado e a África – continentes ainda à margem da política de guerra (leia-se ‘terra arrasada’) dos EUA – constituem espaço de projeção natural das iniciativas dos BRICS. Daí a importância do encontro dos líderes dos BRICS com suas contrapartes sul-americanas no âmbito da VI Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que nosso país está sediando. Desse encontro pode resultar a abertura mutuamente benéfica de mercados para os produtos da América do Sul e dos BRICS – e se isso ocorrer, estaremos fortalecendo o desenvolvimento econômico do sub-continente e, com ele, a solidificação de nossa comum opção democrática e progressista, que tanto incomoda as elites reacionárias de nossos países.

Pode ser esta, igualmente, uma oportunidade de fortalecimento do Mercosul, expectativa que se anima à vista do projeto do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, que deverá investir em principalmente nas cruciais áreas de infraestrutura, dando base material à ajuda internacional e à cooperação econômica que, pela porta do financiamento do desenvolvimento, favorecerá a integração de nossos países e, amanhã, de nossos povos.  A carência que mais nos ameaça é a de capitais para financiar o desenvolvimento, pois o capital estrangeiro que aporta é predominantemente especulativo, ou seja, visa exclusivamente ao retorno, quando o Banco de Desenvolvimento aportará capital estratégico.

Mas esta não é a história toda.

Do ponto de vista político, o fundamental é que os países integrantes dos BRICS podem dizer que, nas circunstâncias do mundo globalizado sob o império da unipolaridade, comandam cada um o seu destino. Realizaram reformas estruturais, patrocinaram a rápida urbanização e modernizaram suas economias. O Brasil, por exemplo, realizou notável esforço de distribuição de renda, elevando substancialmente a qualidade de vida de suas populações. Elevaram-se, na maioria dos países os contingentes de classe-média e em alguns países, como Brasil e China, a expectativa de vida é de 73 anos. No entanto ainda são, no geral, precários os indicadores de escolaridade, a assistência médica universal é deficiente e os índices de mortalidade infantil ainda são inaceitavelmente altos.

O sonho é que estejamos ingressando na segunda fase do BRICS, aquela que se seguirá ao sucesso da gestão macroeconômica, quando reformas profundas da infraestrutura econômica (com implicações igualmente profundas na transformação das estruturas políticas congeladas) poderão abrir caminho para sociedades socialmente mais justas.

 

Boeing 777, como o que caiu na Ucrânia, pode levar até 440 pessoas

Foto de 2012 mostra um Boeing 777 decolando de aeroporto em Los Angeles (Foto: JoePriesAviation.net/AP)

O Boeing 777-200 da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia com 295 pessoas a bordo, supostamente derrubado por um míssil, é um avião de longo alcance e está entre os maiores bimotores do mundo, segundo a fabricante norte-americana.

Com capacidade para até 440 passageiros, os Boeings 777 são escolhidos por companhias aéreas para voos internacionais de longas distâncias.

O modelo que caiu nesta quinta-feira (17) é igual ao do avião da Malaysia Airlines que desapareceu na madrugada do dia 8 de março, após decolar de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino a Pequim. Havia 239 pessoas a bordo.

O primeiro 777-200 entrou em operação em 1995, pela companhia United Airlines, dos Estados Unidos. O modelo voa a até 950 quilômetros por hora, tem 63,7 metros de comprimento e 60,9 metros de envergadura.

No Twitter, a Boeing afirmou que aguardava mais informações sobre o incidente e que estava pronta para prestar a assistência necessária.

Até o desaparecimento do avião na Malásia, o único acidente com morte de passageiros do Boeing 777-200 havia sido em julho de 2013, após um avião da companhia Asiana perder as rodas, a cauda e um motor em um pouso no aeroporto de São Francisco (EUA). Três pessoas morreram no incidente.

Descompressão
Em 5 de março, a agência que regula a aviação civil nos Estados Unidos publicou uma diretriz de aeronavegabilidade (espécie de norma de voo) para aviões Boeing do modelo 777, alertando sobre o risco de corrosão ou rachaduras na fuselagem que poderiam levar a uma descompressão interna e falhas estruturais no avião.

Na regra, o órgão determinou uma revisão e repetidas inspeções na cobertura visual da fuselagem, principalmente na área abaixo e na região próxima da adaptação da antena de comunicação via satélite (SATCOM). A agência pediu que qualquer defeito ou sinal de corrosão na fuselagem fosse corrigido.

A possibilidade de uma descompressão interna, de forma lenta, sem que os passageiros e a tripulação percebessem o que ocorria, ou de forma rápida, quebrando a aeronave, foi levantada, inicialmente, após o sumiço do MH370 em março.

(Tahiane Stochero, Do G1, em São Paulo)

Boeing 777 da Malaysia Airlines com 295 a bordo cai na Ucrânia

Aeronave da companhia Malaysia Airlines caiu na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, com 295 pessoas a bordo Reprodução/Rede Record

Um Boeing 777 da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo caiu na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, nesta quinta-feira (17).

A agência russa Interfax afirmou que o avião teria sido derrubado quando estava a 10 mil metros de altitude. A informação ainda não foi confirmada pelas autoridades.

A Malaysia Airlines informou que perdeu contato com o voo MH17 às 14h15 GMT (11h15 de Brasília) a cerca de 50 km da fronteira entre Ucrânia e Rússia. O avião havia decolado de Amsterdã, na Holanda, às 12h15 locais, e deveria chegar a Kuala Lumpur, na Malásia, às 6h10 desta sexta-feira (18), também no horário local.

A aeronave voava normalmente, sem registro de problemas, até desaparecer do radar, segundo Dmytro Babeychuk, chefe do órgão regulador do espaço aéreo ucraniano. A Associação Internacional de Transporte Aéreo informou que o avião voava em uma área livre de restrições.

Após a queda do avião, todo o espaço aéreo no leste da Ucrânia foi fechado, disse a Eurocontrol em comunicado.

Nas últimas semanas, aviões militares foram derrubados no leste ucraniano, perto da fronteira russa, onde as forças do governo têm enfrentado separatistas pró-Rússia.

Destroços
Destroços do avião, em cuja cauda aparece a logomarca da companhia malaia, malas e outros equipamentos podem ser vistos espalhados ao longo de uma vasta zona da cidade de Grabove, na região de Donetsk. Soldados das forças rebeldes e bombeiros já chegaram ao local, e a Rússia pediu a Kiev permissão para entrar no leste da Ucrânia e ajudar com as operações de resgate.

Separatistas pró-Rússia disseram ter encontrado a caixa preta do avião, segundo a agência Interfax. De acordo com a agência RIA, eles estariam dispostos a um cessar-fogo de três dias para que os trabalhos de resgate possam ser realizados.

O chefe dos serviços de emergência da Ucrânia disse que os trabalhos de resgate estão sendo impedidos por “terroristas armados”.

Zoryan Shkyryak, assessor do Ministério do Interior russo, disse à Interfax que o número total de mortos passa de 300, entre eles 23 cidadãos norte-americanos. A informação difere do número oficial de pessoas a bordo do avião, de 295.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em pronunciamento que o governo está trabalhando para confirmar a existência de americanos a bordo da aeronave. “Nossos pensamentos e orações estão com as famílias dos passageiros”, disse Obama.

O vice-presidente americano ofereceu assistência para o presidente ucraniano para ajudar nas investigações do que ocorreu com o avião. A França informou que pelo menos quatro franceses estavam no voo.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse que a queda do avião foi um “ataque terrorista”. “Eu acabei de conversar com o primeiro-ministro da Holanda e expressei minhas condolências. Em nome da Ucrânia, eu convidei profissionais e especialistas da Holanda para investigar esse ataque terrorista de forma transparente. Quero enfatizar que não chamamos isso de acidente ou catástrofe. É um ataque terrorista.”

Em comunicado, Poroshenko declarou que “este é o terceiro caso trágico nos últimos dias, após os aviões An-26 e Su-25 das forças armadas ucranianas serem derrubados a partir do território da Rússia”.

O chefe de segurança da Ucrânia, Valentyn Nalivaychenko, acusou dois militares do serviço de inteligência russo de estarem envolvidos com a queda do avião e disse que eles devem ser punidos pelo “crime”. Segundo ele, a acusação é baseada em interceptações de ligações telefônicas entre os dois militares.

Míssil
Anton Goroshenko, assessor do ministro do Interior da Ucrânia, disse em sua página no Facebook que a aeronave foi abatida por um míssil terra-ar. De acordo com Goroshenko, estavam a bordo 280 passageiros e 15 tripulantes.

Representantes da autoproclamada República Popular de Donetsk negaram que tenham armamento para derrubar um avião que voe a 10 mil metros de altura.

O líder separatista Aleksander Borodai culpou as forças ucranianas pela derrubada do avião. “Aparentemente, é um avião de passageiros, que foi derrubado pela Força Aérea da Ucrânia”, disse à emissora de TV russa Rossiya 24.

Um comunicado publicado em um site oficial dos separatistas pró-russos também culpa as forças da Ucrânia. “Testemunhas viram o Boeing 777 ser atacado por um avião de caça ucraniano. Depois, o avião comercial partiu em dois e caiu no território da ‘República de Lugansk’ (autoproclamada pelos separatistas no leste da Ucrânia)”, informa o site.

O governo de Kiev negou o envolvimento de suas Forças Armadas na queda do avião.

Testemunhas
“Eu estava trabalhando no campo com o meu trator quando ouvi o barulho de um avião e então uma explosão e tiros. Então eu vi o avião bater no chão e quebrar em dois. Tinha muita fumaça preta”, disse à Reuters uma testemunha que se identificou apenas como Vladimir.

Um rebelde separatista da localidade próxima de Krasni Luch, que se identificou apenas como Sergei, disse: “Da minha varanda eu vi o avião começando a descer de uma altitude muito grande e então escutei duas explosões”.

Ele negou que os rebeldes tenham derrubado o avião. “Isso somente poderia acontecer se fosse um caça ou um míssil terra-ar (que tenha abatido o avião de passageiros)”, disse ele.

Autoridades
Segundo a agência russa RT, o presidente russo, Vladimir Putin, informou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a queda imediatamente após as primeiras notícias, em uma conversa telefônica. O Kremlin e a Casa Branca ainda não se pronunciaram sobre a possibilidade de o avião ter sido derrubado.

Putin expressou suas “sinceras condolências” ao primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, que se disse chocado com o ocorrido. “Eu estou chocado com as informações sobre queda de um avião da MH. Nós estamos lançando uma investigação imediata”, disse Razak em sua conta no Twitter. MH é o código usado para a companhia Malaysia Airlines.

O premiê da Holanda, que estava em Bruxelas, anunciou que está retornando para seu país após a queda do avião. “Estou profundamente chocado com as dramáticas informações da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines”, afirmou.

Avião desaparecido
A Malaysia Airlines é a mesma companhia que teve um avião desaparecido em circustâncias misteriosas em março deste ano, com 239 pessoas a bordo. O voo MH370, que saiu de Kuala Lumpur para Pequim, na China, perdeu o contato durante o trajeto e teria caído no sul do oceano Índico, depois de mudar de rota.

Apesar dos grandes meios mobilizados, até hoje não foi encontrado nenhum destroço da aeronave. As buscas continuam em regiões próximas à costa da Austrália.

(G1 Mundo)

‘Rugby para Todos’ promove inclusão por meio do esporte

França, Irlanda, Argentina, Austrália e Inglaterra são alguns dos países que amam o rúgbi – esporte coletivo de intenso contato físico, cujo principal objetivo é levar a bola (oval) para além da linha do gol adversário e apoiá-la contra o solo. No Brasil, o rúgbi ainda engatinha. Nem por isso, seus praticantes deixam de cumprir uma importante missão social: desenvolver a cidadania de jovens adeptos, por meio do esporte.

Criado a partir de uma ação social na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, em 2004, o Instituto Rugby para Todos, dirigido por Maurício Draghi, 37 anos, e Fabrício Kobashi, 33 anos, ex-atletas da Seleção Brasileira de Rúgbi, desembarcou em 2013 nas praias de Copacabana, Leblon e Ipanema, além da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro. Atualmente, 200 crianças são atendidas gratuitamente em São Paulo e outras 150, no Rio. Desde o início do projeto, cerca de 3.000 jovens foram assistidos pelo Instituto. A garotada é recebida por uma equipe multidisciplinar composta por 32 profissionais nas duas capitais.

“A escolha do bairro de Paraisópolis, na capital paulista, foi proposital. Nosso objetivo era apresentar o rúgbi aos moradores, haja vista que nem o termo ‘rúgbi’, que simboliza o esporte, muitas vezes, eles conseguem falar. A ideia é justamente disseminar esse conceito para que o maior número de crianças tenham conhecimento do esporte que trouxe tantos benefícios para a gente”, acredita Draghi.

Para participar do projeto, garotos e garotas de 7 anos a 17 anos precisam ter boa frequência na escola. “O projeto se chama ‘Rugby para Todos’, pois aceitamos todos os tipos de crianças, desde aquele talento nato para qualquer tipo de modalidade esportiva até os que têm mais dificuldades, com um déficit motor ou neurológico. Não temos o objetivo de formar apenas atletas de alto rendimento”, afirma Draghi.

“As crianças absorvem o conhecimento, que é muito direcionado em termos de convivência e isso é o principal. O trabalho multidisciplinar favorece esse aprendizado.”

O projeto, que hoje conta com apoio de leis de incentivo, ainda trabalha com colaboradores voluntários nas áreas de comunicação, design e fisioterapia, além de promover a inclusão da modalidade em escolas particulares e clubes privados. Em breve, o instituto deve contratar uma fisioterapeuta.

Via http://esportes.terra.com.br

Tessa Evans: A corajosa menininha que nasceu sem nariz

Uma menina nasceu com uma anomalia raríssima no Reino Unido. Tessa Evans corre, manda beijo e faz uma série de coisas como uma criança normal, mas ela veio ao mundo sem nariz. Segundo reportagem feita pelo jornal Daily Mail, apenas 40 casos como o de Tessa foram relatados na literatura médica; ela não tem senso de cheiro, mas pode tossir, espirrar e até pegar um resfriado. Segundo a mãe, Gráinne Evans, no começo a situação era estranha, mas a alegria apresentada pela filha fez com que a situação passasse despercebida.

“No começo, eu simplesmente não conseguia entender isso. Nem sabia que era possível. Como é que a minha menina não tem um nariz? Ela vai viver? Ninguém seria capaz de ajudá-la? Mas desde que chegamos em casa, ela cresceu e a cada dia sorria mais e mais. Seu brilho faz suas diferenças desaparecerem”, disse.

Tessa irá realizar um tratamento no Great Ormond Street Hospital, em Londres. O procedimento prevê a inserção de um molde em forma de nariz para ela, através de uma cirurgia. O “nariz” novo será substituído por um maior a cada dois anos, acompanhando o crescimento da jovem. “Nós exploramos diferentes opções, mas vamos optar por um menos invasivo, que terá o menor efeito drástico em sua aparência”, disse a mãe.

“Ela é totalmente perfeita para nós do jeito que ela é, mas temos que pensar sobre o que vai tornar a vida o mais normal possível para ela, a longo prazo. Não tem sido uma decisão fácil. Tessa também nasceu com outros problemas relacionados com a sua condição, incluindo um pequeno buraco em seu coração e problemas com a sua visão. Com apenas 11 semanas de idade, ela precisou de uma cirurgia para remover uma catarata no olho esquerdo, mas complicações a deixou completamente cega nesse olho. Ela também precisava de uma traqueostomia para permitir que respire enquanto está comendo ou dormindo. Apesar de ter um início difícil, Tessa sempre foi saudável e vai alcançar todas as suas metas”, finalizou.

Reportagem IBahia

A morte de Nadine Gordimer, Nobel de Literatura

Jornal GGN – A escritora sul-africana Nadine Gordimer morreu ontem, aos 90 anos de idade, em sua casa em Joanesburgo. Gordimer recebeu o Nobel de Literatura em 1991 e foi uma das vozes mais ativas contra o regime do apartheid. Entre suas obras, destacam-se “A filha de Burguer”, de 1980. No Brasil, a editora Companhia das Letras publicou os livros “Ninguém para me acompanhar”, “A arma da casa”, “O engate”, “De volta à vida”, “Beethoven era 1/16 negro” e “O melhor tempo é o presente”.

Do G1

Em março, sul-africana havia revelado que tinha câncer no pâncreas. Boa parte da obra era sobre situação social de seu país durante apartheid.
Morreu na noite deste domingo (13), aos 90 anos, a escritora sul-africana Nadine Gordimer, ganhadora do prêmio Nobel de Literatura e conhecida por combater o regime de segregação racial em seu país, informa a Reuters. De acordo com a agência de notícias, a autora estava em casa e acompanhada dos filhos, Hugo e Oriane.

Uma das principais vozes contra o apartheid, Nadine havia revelado em março que tinha câncer no pâncreas e que não conseguiria mais escrever um novo romance. “Talvez faça alguns contos, mas escrever me deixa mal e sou muito crítica, muito exigente com meu trabalho. Não acredito que aceitaria algum trabalho que não me satisfaça”, afirmou na época.

Sobre a doença, mostrava preocupação. “Sinto muita dor. Quando escrevi o meu último romance, não o tinha [câncer], ainda não tinha começado, e o que escrevi não tem nada a ver com a doença”.  Ela recebeu o Nobel de Literatura em 1991 e o Booker Prize em 1974, além de outros prêmios.

Em boa parte de seus mais de 30 livros, Nadine abordou a situação social na África do Sul. Ela ficou mundialmente famosa com o romance “A filha de Burger”, de 1980. Seu primeiro romance, “The living days”, saiu em 1953.

No Brasil, a editora Companhia das Letras publicou seis obras da escritora: “Ninguém para me acompanhar”, “A arma da casa”, “O engate”, “De volta à vida”, “Beethoven era 1/16 negro” e “O melhor tempo é o presente”.

Também lançou a coletânea de contos “Contando histórias”, organizada por Nadine. Com 21 histórias, o livro teve seus direitos revertidos para a TAC (Treatment Action Campaign), uma campanha para tratamento e prevenção da Aids.

Já o selo Biblioteca Azul, da Globo Livros, publicou “Tempo de reflexão 1 – De 1954 a 1989″ e “Tempos de reflexão 2 – De 1990 a 2008″. Nas duas coletâneas de ensaios, Nadine retrata sua longa trajetória literária.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (14), a assessoria de imprensa da editora reproduziu um trecho de “Tempo de reflexão 1″, justamente aquele em que a escritora relembra seus primeiros textos, ainda criança. “Quando comecei a escrever, com nove ou dez anos, eu escrevia com o que passei a acreditar ser a única verdadeira inocência – um ato sem responsabilidade”, afirma.

Em outra passagem, no livro “Tempo de reflexão 2″, ela cita o autor do polêmico “Os versos satânicos” para falar sobre libedade. “Salman Rushdie não tem sido visto por… quanto tempo? Ele se tornou um dos Desaparecidos, como aqueles que sumiram durante um período recente na Argentina e aqueles que desaparecem sob o apartheid na África do Sul”, comparou.

“Os governos repressivos têm o poder de destruir vidas nos seus países; quando as religiões adotam esses métodos, elas têm o poder de aterrorizar, por meio de seus fiéis, qualquer parte do mundo.”

Mandela
Em 2006, Nadine Gordimer foi a escolhida para entregar a Nelson Mandela (1918-2013) a distinção Embaixador da Consciência, atribuída pela Anistia Internacional. Na época, a agência de notícias France Presse reproduziu declarações da escritora durante a cerimônia.

“Mandela foi e é um revolucionário no melhor sentido da palavra”, afirmou sobre o ex-presidente da África do Sul. Ela destacou a independência intelectual de Mandela e sua aversão ao “politicamente correto”.

No ano seguinte, Nadine visitou o Brasil para participar da 5ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Naquela edição do evento, estiverma ainda nomes como Amós Óz, Robert Fisk, Mia Couto e J.M. Coetzee.

No final de 2011, Nadine Gordimer se destacou por criticar um projeto de lei sobre a informação na África doo Sul, que para ela representava um retorno ao período no qual a liberdade de expressão estava suprimida pelo apartheid.

“As pessoas lutaram e morreram para conquistar a oportunidade de ter uma vida melhor, uma vida que atualmente está arruinada e prejudicada pela corrupção”, afirmou na ocasião. “As práticas de corrupção e nepotismo só podem ser denunciadas se tivermos liberdade de expressão.”

 

Banco de Desenvolvimento do Brics é criado em Fortaleza; sede será na China

Foi criado, na tarde desta terça-feira, o Novo Banco de Deselvolvimento (NBD) do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Durante a sessão plenária da VI Cúpula, os ministros da Fazenda e das Finanças dos cinco países assinaram a declaração de criação do banco, assim como a do Arranjo Contingente de Reservas (CRA).

A sede do banco será em Xangai, na China. Foi decidido também que o primeiro escritório será na África do Sul e que a presidência ficará a cargo da Índia. Ao Brasil, coube apenas a primeira direção do banco.

O NBD terá capital inicial de US$ 50 bilhões, e o do CRA será de US$ 100 bilhões.

Chefes de Estado

Dilma Rousseff foi a primeira a falar durante a sessão plenária. A presidente cumprimentou Vladimir Putin e demonstrou solidariedade quanto ao acidente ocorrido nesta terça-feira em um metrô de Moscou, na Rússia, o qual teve 19 vítimas fatais.

Em seguida, foi a vez do presidente russo se pronunciar, destacando o tamanho do mercado consumidor do grupo, que tem 42% da população mundial. “Temos interesse em ampliar a cooperação entre os países dos Brics”, afirmou Putin. O presidente ressaltou também a relevância das duas instituições criadas durante a Cúpula. “O banco vai ser uma das agências mais importantes do mundo, e o fundo vai prevenir dificuldades e promover mudanças macroeconomicas”.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, destacou a importância do grupo no cenário mundial. “O mundo enfrenta um alto nivel de trubulências econômicas e políticas, os conflitos e a instabilidade estão crescendo. Precisamos lutar pelo crescimento inclusivo. Vemos questões de mudanças climáticas e de paz (…). O Brics pode dar respostas a todas essas questões. Isso porque a ideia essencial do Brics é de um grupo que olha para frente e pode dar sugestoes aos organismos mundiais”.

Em seus discursos, Modi e Putin falaram em maior intercâmbio cultural entre os países. Putin disse que o grupo está trabalhando na Universidade do Brics.

A ideia foi ratificada por Modi: “A Universidade do Brics, com acesso pela internet, promoveria a troca de conhecimentos. Também é uma possibilidade um centro de línguas do Brics”.

O presidente da China, Xi Jinping, falou sobre a escolha da sede em seu país. “Conseguimos definir o estabelecimento do banco (em Xangai) hoje. O banco vai aumentar a voz do Brics no mundo e promover o desenvolvimento. A sede estará aberta a cooperação”. Ele frisou a necessidade de condições iguais entre os membros. “Esse grupo é comprometido a criar um banco justo”.

Já o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, mostrou otimismo quanto ao futuro dos países integrantes do Brics. “Começamos essa jornada com embarque conjunto em projetos com impacto visível em nosso desenvolvimento. E tenho certeza que nosso continente vai abrir os braços para esse desenvolvimento”.

Redação O POVO Online

 

Mulher gasta R$ 13 mil após repetir 110 vezes o exame de habilitação

Uma britânica de 28 anos gastou £ 3.410 (cerca de R$ 13 mil) após repetir 110 vezes o exame teórico para ter sua carteira de habilitação – e não passar. A informação foi divulgada pela DSA, departamento de trânsito do governo britânico, neste domingo (13/07) ao site de notícias “Daily Mail”.

O exame teórico de condução custa £ 31 (cerca de R$117) e é composto por questões de múltipla escolha e uma prova de percepção de riscos. De acordo com o DSA, a média de aprovação nacional é de 65,4%. A jovem britânica, que mora em Londres e não teve seu nome revelado, ainda não faz parte desta estatística e ainda terá de passar no teste prático de condução para ter em mãos a sua habilitação. De acordo com o site Daily Mail, se a mulher tivesse começado a fazer o teste aos 17 anos, ela teria sentado para fazer o exame dez vezes anualmente nos últimos 11 anos.

Embora nenhum outro aluno tenha feito tantos testes como essa mulher, alguns chegam perto de seu recorde. O órgão também revelou que um homem de 30 anos de idade, de Peterborough, na Inglaterra, não passou no teste teórico de condução após 86 tentativas e outro homem de 40 anos não passou no teste prático após 34 tentativas. O teste prático de condução tem duração de cerca de 40 minutos e custa £ 62 (cerca de R$234). 

Fonte: Correio do Estado

A Copa dos Brics. Mudanças na geopolítica global

Saímos de uma Copa do Mundo para uma “copa” política – a Sexta Cúpula Presidencial dos Brics –, à qual se seguirá uma reunião entre os lideres do Brics e da Unasul. Se tudo der certo, do encontro entre líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sediado em Fortaleza no dia seguinte ao da final do Mundial, será anunciada a criação do Banco do Brics e de um fundo de reservas, no valor de US$ 150 bilhões. Será um banco de fomento, nos moldes do  Banco Mundial. O fundo de reservas servirá como embrião de uma espécie de FMI próprio, com a missão de socorrer qualquer membro que tenha dificuldade de obter financiamento em outras instituições multilaterais.

A reunião dos Brics ocorre em um momento extremamente importante. A crise da Ucrânia contribuiu para afastar do Ocidente o presidente russo, Vladimir Putin, e levou-o a estreitar, ainda mais, seus laços com Pequim e os outros membros do grupo. Essa nova fase de aproximação com os chineses foi sacramentada com a assinatura do “tratado do século”, para a venda, ao longo dos próximos 30 anos, de gás russo à China, pela respeitável quantia de US$ 400 bilhões.

Por maior que pareça, não se trata, no entanto, de um mero negócio.   O estabelecimento de um corredor entre o urso russo e o dragão chinês, que se assentará em extensa rede de gasodutos e obras de infra-estrutura, abrirá caminho para a construção de gigantesco polo econômico e demográfico, a Eurásia. Um continente virtualmente novo, no qual se dará a ocupação planejada de milhões de hectares de planícies e montanhas, hoje desocupadas, com um projeto que envolverá também outras nações, como o Cazaquistão e a Mongólia, e, a longo prazo, também a Índia.

A radicalização das relações entre a Rússia e o Ocidente, com a imposição de sanções pelos Estados Unidos, tende a levar Moscou a buscar outros fornecedores para os alimentos que importa, privilegiando o Brasil e a Argentina. Mas as oportunidades para o nosso país vão além disso. Nos últimos anos, temos estreitado a cooperação tecnológica e militar com os Brics.

Já fazemos, há alguns anos, satélites de monitora­mento de recursos terrestres com a China – o último teve 50% de conteúdo nacional. A Embraer fornece aviões radares para a Índia. A Avibras e a Mectron estão desenvolvendo, para as Forças Aéreas brasileira e sul-africana, moderníssimo míssil ar-ar A-Darter em associação com a Denel. Compramos helicópteros MI-35, e baterias anti-aéreas Pantzir dos russos, que nos convidaram a dividir com eles, e os indianos, o projeto e a fabricação do caça bombardeiro de quinta geração T-50.

Como qualquer proposta dirigida para mudar o status quo vigente, o Brics tem sofrido intensa campanha nos meios de comunicação ocidentais, voltada para desacreditar o grupo, reduzindo-o à condição que tinha, no inicio, de mera sigla econômica. A China já é o maior sócio comercial do Brasil. Temos tido, como membro do Brics, e também do Mercosul, superávits em nosso comércio com os chineses e a América do Sul, enquanto com a Europa e os Estados Unidos têm aumentado nossos déficits e piorado nossas relações de troca.

É claro que não podemos abrir mão de nossas relações com o resto do mundo, mas, qualquer que seja o próximo governo, os laços que nos ligam a Moscou, Pequim, Nova Délhi e Pretória deverão permanecer como pilar essencial de nossas relações externas.

Isso vale para a economia, com o atendimento, pelo Brasil, do imenso mercado que surgirá, nos próximos anos, com a incorporação de dezenas de milhões de indivíduos ao consumo, na China e na Índia, condição que dificilmente encontraríamos em outras regiões do mundo. Mas também vale para a política, com o estabelecimento de uma aliança estratégica mundial com países que podem nos ajudar a queimar etapas nas áreas de tecnologia, diplomacia e defesa nos próximos anos. 

(por Mauro Santayana, Revista do Brasil)

Representantes da África do Sul, China e Índia já estão em Fortaleza para Cúpula do Brics

Os presidentes da África do Sul e da China e o primeiro-ministro da Índia já estão em Fortaleza para a reunião da Cúpula do Brics nesta terça-feira (15) no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

De acordo com a Infraero, os três chefes de Estado chegaram no início da tarde, entre 13h30 e 14h. As comitivas saíram na Base Áerea de Fortaleza foram escoltadas até os hotéis pela Polícia Rodoviária Federal. A segurança aproximada dos chefes de estado foi realizada pela Polícia Federal, que também fez com helicóptero o monitoramento aéreo das rotas.

Presidente da China, Xi Juping, chega a Fortaleza para reunião do Brics (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Presidente da China, Xi Juping, chega a Fortaleza
para reunião do Brics (Foto: TV Verdes Mares/
Reprodução)

Segundo a Infraero, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma foi o primeiro a chegar à Base Aérea. Em seguida, aterrissaram o primeiro-ministro da índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jiping. As comitivas presidenciais seguiram, respectivamente, para os hotéis Luzeiros, Seara e Gran Marquise.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também devem chegar ainda nesta segunda-feira (14) em Fortaleza. Na manhã de hoje, os dois presidentes tiveram uma reunião prévia em Brasília. Os dois discutiram sobre a criação do banco do Brics e mudanças no Fundo Monetário Internacional (FMI). Após almoço no Palácio Itamaty, o presidente da Rússia deve seguir ainda nesta tarde para a capital cearense.

(G1 Ceará)

Israel continua a atingir crianças em ataques à Faixa de Gaza

Por Mohammed Omer

Do Al Jazeera

Rafah, Faixa de Gaza – A mãe de três filhas e um filho, Umm Fadi, está tentando confortar suas crianças, mas a menina de nove anos, Raghd, chora a noite inteira enquanto os ataques aéreos israelenses continuam a atingir a Faixa de Gaza. “É difícil explicar política para as crianças. Elas ouvem os meninos de outros bairros falarem que Israel está bombardeando de novo, mas eu não consigo dizer por que”. Umm Fadi vive com o marido e os filhos no campo de refugiados de Tal al-Sultan.

Na quinta-feira, um ataque aéreo israelense matou sete civis palestinos, incluído cinco crianças. Segundo o Ministro da Saúde, é o maior número de mortes em um único ataque desde que começou a ofensiva de três dias. A estimativa do Ministério é de que 32 palestinos já tenham sido mortos, mais de 230 estejam feridos e 64 casas tenham sido completamente destruídas.

“Eu estou com medo. E minhas crianças vêm se esconder no meu quarto. Como eu posso mostrar pra elas que não estou com medo?”, diz Umm Fadi, que evita sair de casa, mesmo durante o dia, por medo se ser ferida ou morta.

De acordo com a ONG de defesa dos direitos das crianças, Defence for Children International (DCI), até quarta-feira, pelo menos oito crianças palestinas já haviam sido mortas nos bombardeios israelenses. Dezenas foram feridas. Seis crianças morreram em um único ataque aéreo quando uma bomba atingiu a casa de Odeh Ahmad Mohammad Kaware, acusado de ser ativista do Hamas.

“Para cumprir o objetivo de destruir uma casa, que não é um alvo militar, seis crianças morreram”, afirmou Eyad Abu Eqtaish, diretor da DCI. “A comunidade internacional tem a obrigação de fazer pressão em Israel pelo cumprimento das regras estabelecidas pelas Convenções de Genebra. É claro, pelo grande número de civis palestinos atingidos, que Israel está atacando indiscriminadamente a Faixa de Gaza”, diz Abu Eqtaish.

Em declaração feita na última terça-feira, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou as alegações de que o país está mirando civis. “O alvo de Israel são os terroristas do Hamas e não pessoas inocentes. Por outro lado, o Hamas ataca civis israelenses enquanto se esconde atrás de civis palestinos. Portanto, o Hamas é responsável por qualquer dano causado para civis nos dois lados do conflito”.

De acordo com o médico palestino, Ahmed Abu Tawahinah, as crianças da Faixa de Gaza estão submetidas a situações de estresse extremo e muitas delas precisam de apoio para lidar com transtornos de estresse pós-traumático. “Trauma é um termo usado no ocidente para definir situações normais, seguidas por um colapso. O colapso é o trauma. Mas pra nós, palestinos, o trauma é a vida cotidiana”, afirmou Abu Tawahina. “O termo trauma não é suficiente para descrever o que está acontecendo em Gaza. Eu não estou convencido de que nós estamos conseguindo expressar o horror dessa situação”.

Na última grande operação de Israel em Gaza, 33 crianças palestinas foram mortas. Em 2008 e 2009, na ofensiva de três semanas que ficou conhecida como Operação Chumbo Fundido (Operation Cast Lead), 353 crianças morreram e outras 860 ficaram feridas.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina apurou um crescimento de 100% nos índices de transtornos de estresse pós-traumático. 42% dos pacientes tinham menos de nove anos de idade. A Unicef também apontou que 91% das criança entrevistadas em Gaza têm dificuldades para dormir, 85% não conseguem se concentrar e 82% têm sintomas de raiva e tensão.

“As crianças não tem a mesma capacidade para lidar com essas circunstâncias difíceis. Os pais e demais membros da família oferecem todo apoio que podem para os jovens, para acalmá-los e diminuir seu medo”, explica Ussam Elnounou, do Programa de Saúde Mental Comunitária de Gaza. De acordo com Elnounou, crianças traumatizadas frequentemente desenvolvem problemas psicológicos, que podem incluir um apego excessivo aos pais, tendências a molhar a cama e medo de barulhos altos, como resultado direto dos bombardeios. “Gaza está em um cerco contínuo. A situação já é muito ruim política, econômica e socialmente. Essa guerra está jogando combustível no fogo”.

Em Rafah, Umm Fadi diz que suas filhas começaram a molhar as camas, algo que também aconteceu durante a operação militar israelense de novembro de 2012. “Agora o trauma está conosco novamente. Minhas filhas se assustam até com o barulho da porta da geladeira sendo fechada”.

Tradução: Jornal GGN

Brasília e Fortaleza sediam sexta cúpula dos Brics

São Paulo – Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul realizam nesta terça-feira, em Fortaleza, e um dia depois, em Brasília, a sexta cúpula do fórum Brics, que reúne grandes economias emergentes que contam com 42% da população do planeta e 21% do PIB mundial.

Os presidentes de Brasil, Dilma Rousseff; Rússia, Vladimir Putin; China, Xi Jinping; e África do Sul, Jacob Zuma, assim como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abordarão aspectos como a inclusão social e odesenvolvimento sustentável e finalizarão os detalhes para a criação de um banco de fomento próprio.

Este último aspecto será o foco do encontro que os ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais dos cinco principais países emergentes realizarão no dia 14 de julho.

A criação do banco dos Brics, que nascerá com um capital inicial de US$ 50 bilhões, valor para o qual cada país contribuirá com um quinto, pode ser formalizada em Fortaleza através da assinatura dos tratados constitutivos.

Além da criação do banco de desenvolvimento conjunto, os Brics debaterão a criação de um Acordo de Reservas de Contingência (CRA, na sigla em inglês), uma espécie de fundo de estabilização econômica que pode repassar recursos a países em crise, com dificuldades em seu balanço de pagamentos ou que sofrem ataques especulativos.

O fundo de reservas será dotado de US$ 100 bilhões, segundo as conversas preliminares da cúpula que os Brics realizaram no ano passado em Durban (África do Sul).

Também no dia 14 de julho vai acontecer uma reunião da qual participarão os ministros de Comércio dos Brics, assim como um Fórum de Negócios, e um dia depois os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul realizarão a portas fechadas a primeira sessão plenária da cúpula.

Sob o lema ‘Crescimento Inclusivo: soluções sustentáveis’, os representantes dos cinco países buscarão reforçar o compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável dos países sem abandonar a caminho do crescimento.

Segundo o subsecretário político do Itamaraty, José Alfredo Graça Lima, um dos objetivos da cúpula também é o de ressaltar o papel que as cinco maiores potências do mundo desempenharam para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) fixados pela ONU.

A expectativa dos organizadores é que cerca de 3.000 pessoas participem da reunião de líderes dos Brics em Fortaleza, entre eles cerca de 1.500 jornalistas, 800 empresários e membros das delegações dos cinco países.

Após o encontro na capital do Ceará, os chefes de Estado e de Governo das cinco potências vão para Brasília, onde terão sua primeira reunião com os presidentes dos países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Um dos objetivos deste encontro, promovido pelos Brics, é apresentar à América do Sul as possibilidades do banco de desenvolvimento, que atuará como uma espécie de alternativa ao Banco Mundial, dominado pelas grandes potências.

A Cúpula entre os Brics e Unasul será, além disso, a antessala de uma primeira reunião entre os líderes de China e Brasil e os do chamado quarteto da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), integrado por Costa Rica, Cuba, Equador e Antígua e Barbuda.

O Brasil foi, até o momento, o único país do bloco a abrigar duas cúpulas – a primeira em Brasília, em 2010 – desde que em 2009 começaram as primeiras reuniões formais dos Brics, inicialmente constituídos pelo país, Rússia, Índia e China, e ao qual a África do Sul se integrou em 2011.

EFE

Giorgio Armani: Ícone do mundo da moda, estilista italiano completa 80 anos

Hoje, Giorgio Armani é sinônimo de um império no mundo da moda. Mas antes de se tornar um dos maiores estilistas de todos os tempos, o italiano teve de passar por quase todos os cargos possíveis na indústria fashion. Ele foi vitrinista, vendedor e auxiliar de estilo até se consagrar como designer.

Armani foi um dos primeiros estilistas a pensar a moda masculina como tendência e entrou nesse universo com uma questão: qual a funcionalidade das roupas? A primeira coleção com a marca que leva seu nome foi lançada em 1975. Ele desconstruiu o clássico terno e criou versões com novos cortes, tecidos e caimentos. Até hoje, seus ternos são símbolo de elegância, sensualidade e sofisticação.

Um ano depois da primeira coleção, Armani decidiu se aventurar pelo vestuário feminino. O estilista seguiu um movimento que buscava mais liberdade para o guarda-roupa das mulheres. Yves Saint-Laurent já havia criado um smoking para elas que, embora ousado, era pouco utilitário. Foi a vez de Armani trazer essa ousadia para o cotidiano, com ternos femininos com cortes tradicionalmente masculinos em tecidos nobres.

O estilista italiano já havia conquistado reconhecimento da Europa, mas não conseguia entrar no mercado dos Estados Unidos. Foi somente em 1980, após criar o figurino de Richard Gere em ‘Gigolô americano’, que Armani se tornou o queridinho de Hollywood. Dezenas de atores começaram a usar suas criações, como Michelle Pfeiffer, John Travolta e Jodie Foster.

Durante 20 anos, Armani criou um império. No fim da década de 90, já tinha duas mil lojas pelo mundo e vendia cerca de US$ 2 bilhões por ano. Seu nome não aparece apenas em etiquetas, mas também em perfumes, relógios, artigos para casa e até restaurantes.

Armani foi também um dos primeiros estilistas a criar marcas com preços mais acessíveis, como a Empório Armani e a Armani Exchange, ao mesmo tempo que que elevou a alta costura com a Armani Privé, especializada em vestidos dignos de tapete vermelho. Todos os anos, dezenas de atrizes de Hollywood desfilam com roupas do estilista em premiações. Na última cerimônia do Oscar, Cate Blanchett subiu ao palco para receber o prêmio de melhor atriz com uma criação do italiano.

Na lista de estilistas que marcaram a história da moda, Giorgi Armani aparece ao lado de grandes nomes, como Coco Chanel e Yves Saint-Laurent. Não foi exagero quando a imprensa italiana cravou o apelido ‘Rei Giorgio’; Armani foi o responsável por colocar Milão no mapa da indústria da moda. Com um estilo único e inconfundível, Armani recriou tanto o guarda-roupa masculino quanto o feminino e redefiniu o significado de sensualidade como poucos no mundo da moda conseguiram.

(Globo News)

Na Copa de 2014, Adidas vende 8 milhões de camisas e 14 milhões de bolas

A Copa do Mundo está a um jogo de terminar, e a Adidas, fornecedora da competição e das duas equipes finalistas, começou a contabilizar os ganhos com o evento.

A Brazuca, como foi apelidada a bola da edição brasileira, teve 14 milhões de unidades vendidas, 1 milhão a mais do que a sul-africana Jabulani. Nesta conta entram as vendas da bola da final, cujas cores são diferentes – verde, amarela e preta em vez de laranja, azul e verde. A marca fabrica bolas específicas para decisões desde 2006. Neste ano ela chegou às lojas em 29 de junho.

Entre camisas de seleções, foram 8 milhões de peças comercializadas, 1,5 milhão a mais do que em 2010, das quais Alemanha e Argentina são, nesta ordem, as duas primeiras colocadas. A Adidas não deu números exatos, mas revelou que a Alemanha corresponde a cerca de 2 milhões dessas camisas. Argentina, México e Colômbia ultrapassaram, cada um, a marca de 1 milhão. A fornecedora ainda não sabe quais atletas tiveram mais camisas vendidas.

Em um encontro com jornalistas realizado nesta quinta-feira (10/07) no Rio de Janeiro, onde usou a sede do Flamengo para montar um posto de trabalho específico para a Copa, Roland Auschel, um dos membros da diretoria do grupo alemão, voltou a dizer que a meta de faturar € 2 bilhões com futebol no ano. “A nossa ambição será atingida”, disse. “O futebol ajudou a nos manter em crescimento na América Latina e nos deu ânimo para continuar a investir no Brasil”.

Quanto a chuteiras, a companhia não mencionou números, mas se disse satisfeita com o Battle Pack, conjunto de calçados pretos e brancos que atletas usaram durante esta Copa. “Viemos com este design disruptivo, inspirados a fazer algo diferente, porque todas as chuteiras estão muito coloridas. Nós dominamos as cores com nossa decisão”, afirmou Markus Baumann, vice-presidente global de futebol do grupo alemão e homem mais próximo do desenvolvimento de produtos.

Via http://maquinadoesporte.uol.com.br

Brasil e Argentina juntos em projeto astronômico

Jornal GGN – O Brasil e a Argentina instalarão uma antena de 12 metros de diâmetro para pesquisa astronômica. O local escolhido é Salta, que fica 1.600 quilômetros a noroeste de Buenos Aires, na Argentina. O anúncio foi feito pelo governo da província argentina escolhida.

O projeto em questão é o LLAMA, que receberá um investimento total entre 15 e 20 milhões de dólares, também informado pela secretaria de Ciência e Tecnologia de Salta.

A antena parabolóide será instalada em Altos de Chorrillo, no planalto da Cordilheira dos Andes e a 4.825 metros acima do nível do mar, permitindo aos cientistas o estudo da física solar e buracos negros, bem como outros fenômenos do Universo. A antena foi situada estrategicamente de forma a fazer pesquisas coordenadas com uma rede de 60 antenas instaladas, no âmbito do projeto ALMA, do lado chileno do deserto do Atacama, por Estados Unidos, Canadá, Japão, Taiwan e países europeus.

“Este telescópio significará um salto maiúsculo para as pesquisas em radioastronomia e, por sua vez, promoverá um grande impulso tecnológico”, declarou Soledad Vicente, secretária de Ciência e Tecnologia da localidade.

Quando começar a operar em conjunto com a rede localizada do outro lado da Cordilheira, a antena do projeto LLAMA fará com que cientistas tenham o equivalente a um telescópio de quase 200 quilômetros de diâmetro, informou uma fonte ao Swissinfo.ch. Mas as autoridades não revelaram ainda uma data de conclusão das obras, disse a mesma fonte.

Cada país terá sua tarefa. O Brasil se encarregará da compra do radiotelescópio e a Argentina deverá desenvolver caminhos, instalações e toda a infraestrutura necessária em Salta para operar o telescópio.

O centtro brasileiro-argentino de Astronomia (ABRAS) será construído sobre o monte Macón, a 4.650 metros de altitude e a 360 quilômetros da cidade de Salta.

Sugestão feita por Nonato Amorim

Anistia Internacional pede proteção a profissionais do sexo agredidas pela polícia

Jornal GGN - A Anistia Internacional levantou uma ação para a defesa de profissionais do sexo, despejadas e agredidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. No dia 23 de maio, os policiais invadiram um prédio onde moravam 300 profissionais do sexo, roubaram seus pertences, estupraram-nas, e plantaram evidências para incriminá-las falsamente. A denúncia foi feita por Isabel, nome fictício de uma das profissionais, em uma audiência pública no Rio de Janeiro.

Isabel contou que além do estupro e da extorsão, elas foram detidas sem mandados de interrogatório, sem a possibilidade de acompanhamento de advogados, e tiveram seus apartamentos trancados como “cenas do crime”. O prédio estava sendo fechado por defeitos estruturais, mas somente os andares e residências das profissionais do sexo foram invadidos e barrados.

As 300 mulheres estão hoje sem moradia. Tentando apresentar queixas contra a polícia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, elas foram negligenciadas, a delegacia recusou-se a registrar as suas alegações.

Depois das denúncias, Isabel foi ameaçada com novas agressões. No dia 21 de junho, ela foi sequestrada por quatro homens, forçada a entrar em um carro e, durante 30 minutos, os homens usaram lâmina de barbear para ferir os braços de Isabel, mostraram fotos de seu filho na escola e mandaram que ela parasse de acusar os policiais e de falar com jornalistas.

Desde a ameaçada, Isabel não voltou para casa e não fala do assunto, com medo de represálias à família.

“A violência, extorsão, detenção arbitrária e despejos ilegais cometidos pelas autoridades brasileiras violam os direitos humanos das profissionais do sexo quanto à integridade física,  segurança pessoal, saúde, habitação e não discriminação. O sequestro, a violência e a intimidação contra Isabel por denunciar a ação policial violam seus direitos humanos – direito à liberdade e segurança pessoal, integridade física, saúde e liberdade de expressão”, disse a nota da Anistia.

A entidade busca, agora, mobilizar autoridades da Secretaria de Segurança Pública do Estado e o apoio da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, por meio de cartas enviadas pela população, exigindo a proteção de Isabel e a investigação de seu sequestro, a apuração imediata das denúncias às profissionais e o cancelamento do fechamento ilegal dos apartamentos.

Para mais informações, acesse o site da Anistia Internacional.

Brasil está entre os países mais afetados por ataques cibernéticos

Altieres Rohr, do  G1

 A Symantec publicou uma nova edição do Relatório Anual sobre Ameaças à Segurança na Internet (Internet Security Threat Report, ou ISTR na sigla em inglês), com o resumo das informações de ataques em 2013. O volume de spam caiu, bem como a posição do Brasil no ranking de ataques cibernéticos. No entanto, o número de informações pessoais (“identidades”) comprometidas em 2013 foi de 552 milhões, enquanto em 2012 eram apenas 93 milhões.

O relatório aponta que o número de brechas que resultaram em vazamento de dados aumentou, de 156 para 253. As brechas também ficaram maiores: apenas uma delas resultou no vazamento de mais de 10 milhões de identidades em 2012; em 2013, foram 8.

Nem todos os incidentes foram causados por hackers. Apenas 87 (34%) são atribuídos a ataques, enquanto em 72 deles (29%) a companhia “acidentalmente tornou público” os dados. Em 69 casos, houve roubo do equipamento de hardware que armazenava dados. Em 15 casos, o roubo foi realizado por funcionários, enquanto em quatro casos foram atribuídos à “fraude”. As razões dos seis outros casos não são conhecidas.

No caso de ataques de hackers, os principais meios de ataque são e-mails direcionados (“spear phishing”) e a alteração maliciosa de sites que serão visitados pelas vítimas para que elas sejam infectadas com vírus (“watering hole”). A mídia e secretários de executivos seriam os principais alvos dos e-mails com esse intuito. Metade dos ataques ocorreu contra empresas com mais de 2.501 funcionários.

Ranking mundial
O Brasil ficou na oitava posição no ranking de países que são origens de ataques cibernéticos. Os Estados Unidos, lideram o ranking, seguidos da China, da Índia e da Holanda. O Brasil ainda aparece como o 5° país que mais abriga computadores zumbis, mas o país também melhorou nesse ranking (era o 4° em 2012).

Os Estados Unidos, além de permanecerem na primeira posição, aumentaram a diferença para o segundo colocado: o país tinha 15,3% dos computadores zumbis em 2012, passando para 20% em 2013. A China, que tem a maior população de internet do mundo e ocupa a segunda posição, tinha 15% dos computadores zumbis em 2012, caindo para 9,1% em 2013.

E-mail
A porcentagem de spam caiu, de 69% para 66%.  Em números, o volume caiu de 30 bilhões de mensagens para 29 bilhões. O número de computadores zumbis, que normalmente são usados para enviar esse tipo de e-mail, também caiu, de 3,4 bilhões para 2,3 bilhões – fato que a companhia atribui às ações realizadas contra bots, como a que companhia realizou contra a rede zumbi do vírus “Zero Access”, que era composta 1,9 milhão de computadores.

A proporção de e-mails com vírus, porém, subiu. Eram um em cada 291 em 2012, e passou para 1 em 196 em 2013. O mesmo aconteceu com o phishing: um em 414 em 2012 para um em 392 em 2013.

Vírus em celular
O número de “famílias” – códigos maliciosos distintos – encontrados em 2013 para Android foi menor que o de 2012. No entanto, o número de variações dentro dessas famílias aumentou. No total, o número total de variações teve uma queda, de 3.783 em 2012 para 3.262 em 2013. O número do Android representa 97% do total: apenas duas outras famílias foram encontradas para outras plataformas.

Final entre Alemanha e Argentina garante título da Copa à Adidas

Argentina e Alemanha decidem uma Copa do Mundo pela terceira vez (Getty Images)

A final da Copa do Mundo 2014 entre Alemanha e Argentina acontece apenas no próximo domingo, dia 13 de julho, mas a competição já tem uma campeão definida: a Adidas. Patrocinadora oficial também do torneio, a marca alemã ficará com o título independente do resultado, já que é a fornecedora oficial das duas seleções finalistas.

O alívio da Adidas com a conquista é grande, já que suas principais rivais, Nike e Puma, tinham respectivamente 10 e 8 seleções patrocinadas na competição. Além disso, a marca alemã, que apoiou nove equipes no torneio, viu uma de suas favoritas, a Espanha, cair logo na fase de grupos.

Para a Nike, resta o prêmio de consolação de ver dois de seus times patrocinados disputando o terceiro lugar do Mundial. O duelo entre Brasil e Holanda acontece no próximo sábado, às 17h, em Brasília. Já a decisão entre Alemanha e Argentina está marcada para as 16h do domingo no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Via http://www.guiadoboleiro.com.br

Ocupação hoteleira com Brics chega a 79% e anima setor em Fortaleza

Depois da Copa do Mundo, o setor hoteleiro comemora a taxa de ocupação para o VI Conferência de Cúpula do Brics em Fortaleza. O encontro será realizado nos dias 14 e 15 de julho no Centro de Eventos do Ceará. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE) é que a taxa de ocupação para o evento seja de 78,93%, maior do que o número durante o Mundial, que foi de 65,17%, e da média do período, de 69%, segundo o presidente da entidade, Darlan Leite.

Os chefes de Estado dos cinco países que integram o Brics, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, confirmaram presença no encontro da cúpula e devem chegar entre os dias 13 e 14 de julho. As comitivas dos países já começaram a chegar desde o dia 5 de julho.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a previsão de participação é de cerca 750 pessoas só nas comitivas dos países, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos cinco países, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo.

Comitivas
As comitivas dos cinco países devem se concentrar em três hotéis da orla de Fortaleza: Marina Park Hotel, Gran Marquise e Luzeiros. Devido às questões de segurança e de contrato, os hotéis não divulgam detalhes sobre hospedagens e presenças dos chefes de estado.

O hotel Gran Marquise, localizado na Avenida Beira Mar, confirmou a hospedagem das comitivas do Brasil e da China. De acordo com a administração, 90% dos 230 quartos do hotel estão reservados para as duas comitivas.

De acordo com Ana Luiza Costa, gerente comercial do hotel do Marina Park Hotel, 150 dos 315 apartamentos estão reservados para a comitiva da Rússia. Além disso, a maioria dos quartos restantes será ocupada por empresários que participarão do encontro. “É um público bem diferente do que recebemos da Copa”, conta. Durante o Mundial, o hotel hospedou as seleções Uruguai, Brasil, Alemanha, Grécia e Holanda. A comitiva da Rússia começou a chegar no sábado (5), um dia depois da seleção brasileira deixar o hotel.

Para receber a comitiva da Rússia, o hotel pesquisou sobre a alimentação do país para agradar o paladar dos novos hóspedes. No caso do presidente Vladimir Putin, ele viaja com uma equipe especial para preparar as refeições.

O Hotel Luzeiros, que também as seleções durante a Copa do Mundo, não confirmou que comitiva e chefe de estado deve receber. A especulação é que o hotel receba representantes dos países da África do Sul e da Índia. A gerência comercial informou que o hotel só tem capacidade para hospedar um chefe de estado. Dos 200 apartamentos, 170 estão reservados para comitivas.

Cúpula do Brics
Às 10 horas do dia 15 de julho, a presidente Dilma Rousseff presidirá a abertura do encontro de cúpula ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin; do primeiro-ministro da Índia, Narendra Damodardas Modi; do presidente da China, Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma. No dia 16 de julho, a segunda sessão da Cúpula Brics com chefes de Estado será no Palácio do Itamaraty, em Brasília;.

Em Fortaleza, além de os encontros entre as delegações dos cinco chefes de Estado, a conferência também será palco de Encontro Empresarial e de uma reunião com os ministros das áreas econômicas dos cinco países.Os dois encontros ocorrerão na tarde e noite de segunda-feira (14), no Centro de Eventos do Ceará.

Segundo a Coordenadora de Rede de Centros Internacionais de Negócios da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sara Saldanha, até 9h desta terça-feira (8), 648 empresários se inscreveram para participar do Foro Empresarial e do Business Networking. “A Expectativa que a CNI tem em relação ao Brics é aproximar as relações e as parcerias entre os cinco países integrantes”, disse Sara.

Banco
Durante a VI Conferência de Cúpula, em Fortaleza, os países deverão assinar o acordo para a criação de um banco de desenvolvimento – nos moldes do Banco Mundial – bem como um tratado para constituição do Arranjo de Contingente de Reservas, fundo anticrise do bloco.

Segundo o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário de política do Ministério das Relações Exteriores, o banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Após a assinatura do acordo para criação, a instituição deve levar cerca de dois anos para entrar em funcionamento já que  terá que ser aprovada pelo Congresso dos cinco países integrantes.

Já o fundo terá capital no valor de US$ 100 bilhões e deverá ser usado no auxílio aos integrantes do Brics que venham a enfrentar dificuldades. A China deverá entrar com US$ 41 bilhões; Brasil, Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões. Atualmente, quatro cidades pleiteiam a sede do banco: Xangai, na China, Joanesburgo, na África do Sul, Nova Déli, na Índia, e Moscou, na Rússia.

(G1 Ceará)

Empire State, de Nova York, ‘veste’ as cores da finalista Alemanha

Tradicional prédio da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, o Empire State Building prestou uma homenagem à seleção da Alemanha, após a impiedosa goleada por 7 a 1 sobre o Brasil. Através de sua conta oficial no Twitter, a administração do prédio postou uma foto da construção iluminada com as cores do país vencedor, que conqusitou uma vaga na decisão da Copa do Mundo 2014.

“Vamos brilhar em dourado, vermelho e preto em homenagem ao avanço da #GER (@DFB_Team) in the #WorldCup! #BrazilvsGermany “, dizia a postagem.

Agora, os alemães esperam o vencedor da outra semifinal, que saíra do confronto entre Holanda e Argentina, marcado para as 17h desta quinta, na Arena Corinthians, em São Paulo. A finalíssima acontece no próxima domingo, dia 13, no Maracanã.

(Extra Online)

Passageiros com celulares descarregados serão impedidos de embarcar para os Estados Unidos

Washington, 7 jul (EFE).- As pessoas que viajarem de certos aeroportos internacionais com destino aos Estados Unidos deverão provar que seus aparelhos eletrônicos, como telefones celulares e computadores, funcionam antes de entrar nas aeronaves, informaram nesta segunda-feira as autoridades.

A direção de Segurança no Transporte (TSA) disse que os artefatos que não ligarem serão confiscados, e os passageiros responsáveis por eles serão submetidos a uma inspeção adicional.

As medidas ocorrem depois que as autoridades americanas expressaram preocupação pelo trabalho de grupos terroristas vinculados à Al Qaeda para o desenvolvimento de uma bomba que possa passar sem detecção nos aeroportos.

O comunicado da agência não especificou quais são os aeroportos onde será aplicado o requisito de verificar o funcionamento dos artefatos eletrônicos. Atualmente há voos aos EUA sem escalas desde cerca de 250 aeroportos no mundo todo.

‘Durante a verificação de segurança, os agentes também podem pedir (aos passageiros) que liguem alguns artefatos, incluindo os telefones’, assinalou o comunicado da TSA, acrescentando que os artefatos que não ligarem ‘não poderão ser levados a bordo do avião’. EFE

Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2014, todos os direitos reservados

Raymond Whelan: Suspeito de chefiar máfia de ingressos da Copa do Mundo é solto

Acusado de ser o chefe de uma quadrilha internacional de cambistas, o diretor-executivo da Match Services, Raymond Whelan, foi liberado por volta das 4h50 desta terça-feira da 18ª DP (Praça da Bandeira), por determinação da desembargadora do Plantão Judiciário do Rio de Janeiro, Marília Castro Neves Vieira. Raymond tinha sido preso na tarde de segunda-feira, na suíte que ocupava no Copacabana Palace. A desembargadora considerou a prisão ilegal e arbitrária.

A Match Services, empresa associada à Fifa, tem direitos exclusivos na venda de pacotes para os jogos da Copa do Mundo. A Match Hospitality é ligada a Phillipe Blatter, sobrinho do presidente de Fifa, Joseph Blatter.

Na suíte do executivo foram apreendidos 82 ingressos para a Copa, US$ 1,3 mil, um computador e um telefone celular, que serão periciados. Ele seria apenas um dos ligados à Fifa que estão sob investigação da polícia brasileira.

Segundo as investigações, Ray estaria acima do franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, preso desde a semana passada por participação no esquema.

O nome do acusado bateu com um dos nomes que constam na lista de credenciados pela Fifa para a Copa do Mundo no Brasil. A lista com os credenciados foi enviada pela entidade máxima do futebol.

Por volta das 17h40, o executivo chegou à 18ª Delegacia de Polícia, na Praça da Bandeira, responsável pelo inquérito. Segundo o delegado Fábio Barucke, Raymond negou, em depoimento informal, qualquer participação no esquema. Raymond disse que não teve negociações com Fofana durante a Copa do Mundo. “Isso nós temos de prova. Foram 900 ligações durante o evento. Nós temos isso de prova e ele nega”, disse o delegado.

Inicialmente, o inglês deveria passar a noite na 18ª DP e levado esta manhã para a Polínter, na Cidade da Polícia.

Fifa foi conivente e atrapalhou boa investigação da polícia

A Fifa foi conivente e omissa, porque sabia de todo esse esquema e tentou atrapalhar a investigação da polícia. A diretora de comunicação da entidade deveria ser presa e impedida de deixar o país. A legislação brasileira diz que omissão é crime. Se fosse na Inglaterra ou nos Estados Unidos, essas pessoas já estariam presas há muito tempo. Eles humilharam a dignidade da polícia brasileira, que produziu um inquérito de grande qualidade, que o mundo está apreciando agora.

Escutas revelam 900 ligações de Lamine para celular da Fifa

Uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, revelou neste domingo (6) que o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, de 57 anos, acusado de liderar a quadrilha internacional que vendia no mercado negro os ingressos para a Copa do Mundo, fez pelo menos 900 ligações para um celular oficial da Fifa no Brasil, desde o início do Mundial.

Lamine foi preso com outros 10 integrantes do grupo na última terça-feira (1), indiciados por suspeita de cambismo, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O chefe da quadrilha estava em um apartamento no condomínio Santa Mônica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, que foi alugado por 12 mil dólares, do ex-jogador Júnior Baiano.

Após as prisões, a Fifa se reuniu com a única empresa responsável pela comercialização das entradas no torneio, a Match Services. No entanto, nenhuma das duas entidades forneceu os nomes dos funcionários supostamente envolvidos no esquema, como vem solicitando a Justiça e a polícia. De acordo com o delegado da 18a. DP (Praça da Bandeira) Fábio Barucke, há indícios de participação de integrantes da Fifa, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e das federações de futebol da Argentina e da Espanha no esquema.

Na quarta-feira passada (2), o delegado Barucke havia dito que o advogado de Lamine, José Massih, chegou a revelar logo após a prisão, o nome de um homem que seria integrante da Fifa e ligado ao grupo de cambista. A mesma versão foi sustentada pelo promotor Marcos Kac, da 9a. Promotoria de Investigação Penal (PIP) do Rio.

(Jornal do Brasil)

TelexFree frauda 50 mil investidores na Espanha, diz jornal

Do El País

O chamariz que se propagou pelo Brasil, onde deixou 240.000 vítimas, afeta 50.000 investidores na Espanha
Joaquín Gil

María Hernández se aproxima do abismo. Não consegue abastecer a geladeira. Perderá sua casa no próximo mês. Tem 48 anos. Acredita que nunca mais trabalhará. “Perdi tudo. Caí no conto do vigário”, lamenta a mulher, natural de Salamanca, que afirma receber ameaças de morte. O motivo: divulgar na internet os responsáveis por sua “ruína”: a TelexFree, uma empresa multinível na qual depositou 15.000 euros (cerca de 45.000 reais) na esperança de garantir o futuro profissional da sua filha. Foi em março. Um mês antes de o FBI aparecer nos minúsculos escritórios da empresa em Massachusetts e de a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) desmascarar a farsa. Uma pirâmide colossal que levou as economias de mais de 50.000 espanhóis, segundo cálculos do EL PAÍS.

Esta história gravita sobre um pecado capital: a cobiça. Um estímulo que impulsionou mais de um milhão de investidores no mundo a confiar, desde 2012, em uma proposta sem sentido: pagar para entrar em um sistema que permitia receber milhares de reais para copiar e colar anúncios de classificados na internet. Um trabalho que levava 10 minutos por dia e que não exigia perícia informática, além de oferecer um retorno anual de até 265%. Uma moleza. O atrativo de enriquecer a golpe de clique se espalhou como pólvora pelo Brasil (240.000 vítimas) e pela República Dominicana (150.000). Depois, chegou à Colômbia, ao Peru… e à Espanha. A fraude planetária soma 2,19 bilhões de reais, segundo a SEC.

O chamariz propagou-se por Brasil (240.000 vítimas) e República Dominicana (150.000) antes de chegar a España

Antonio Rivas, 48 anos, de Córdoba, admite ser o pioneiro da TelexFree na Espanha. Importou o negócio em julho de 2012. Rivas é cantor de músicas românticas. Sua especialidade são os casamentos. Cobra 350 euros (aproximadamente 1.050 reais) — mais o deslocamento — para interpretar, durante uma hora, canções como María la Portuguesa. “Só ganhei 12.000 reais neste tempo. Sou mais uma vítima”, resume esse homem, que se apresenta como programador de informática, apesar de não ter nível superior. Até quatro ex-membros da empresa e afetados contestam os números. Sustentam que as 38.000 pessoas que Rivas se gabava de ter recrutado na internet haviam relatado a ele lucros diários equivalentes a 3.000 reais. “Nunca vivi da TelexFree. Sou o único que declarou suas receitas à Fazenda”, insiste Rivas. Em particular, as cerca de 20 vítimas consultadas garante que a maior parte do dinheiro da companhia circulava num caixa-dois.

 

O ex-líder da TelexFree Juan Carlos Molina.

O cantor descobriu a TelexFree através de uma videoconferência com Sann Rodrigues de Vasconcelos, um dos oito cabeças da pirâmide, segundo a SEC. Vasconcelos, um brasileiro de 42 anos de idade, era o personagem perfeito para conferir caráter épico ao esquema. Um ex-viciado em drogas que saiu do fundo do poço e deixou a marginalidade se aferrando à Bíblia. Depois, atribuiu seu sucesso às empresas multinível. Mas a ascensão era uma farsa. Em 2007, foi acusado pela SECde formar uma pirâmide com a empresa Universo FoneClub. Foi condenado a pagar uma multa de mais de três milhões de reais. Hoje, uma mulher, ao atender ao telefone da casa de Vasconcelos no Brasil, responde que não conhece o homem que alardeava seu status financeiro no YouTube, inclusive postando vídeos em sua Ferrari. “Sann Rodrigues ganhou mais de 4,4 milhões de reais com tudo isto”, explica Rivas, que também diz estar ameaçado de morte. Em seu caso, foi atribuído a ele o tecido de uma arquitetura infernal, que condenou milhares de famílias à miséria.

A miragem do dinheiro fácil é a chave para entender este complicado relato. “A mulher que me recrutou dirigia uma BMW”, lembra o personal trainer Chema Guevara, de 39 anos, morador de Salamanca. “Meu líder ganhava 6.000 euros semanais”, acrescenta Chus Rabado, de 37. “Nas apresentações alardeavam que haviam comprado casas. Eu fiquei na pindaíba. Há quem tenha vendido tudo para comprar muitas licenças”, arrematou a terapeuta argentina Valeria V. Ela afirma que foi deixada de lado após entregar seus 1.080 euros (3.254 reais). A maior parte do dinheiro foi captada por uma mulher, na faixa dos 30 anos, chamada Silvia. Uma madrilenha que se gabava, reservadamente, de “ser formada na universidade da vida” e se mostrava hiperativa quando recrutava novos aspirantes. Hoje, tampouco atende ao telefone.

A professora de inglês desempregada Elisabeth Hernández abraçou a TelexFree como alternativa de trabalho. Aos 30 anos, deixou a pirâmide após solicitar um crédito de 5.500 euros. Foi um mês antes de o negócio explodir. Ficou arruinada. “Um homem teve um infarto após saber da quebra. Sua família tinha investido 42.000 euros”, sussurra por telefone a mulher, que hoje vive no Estado mexicano de Hidalgo.

 

O pioneiro da TelexFree na Espanha, Antonio Rivas, durante uma de suas apresentações.

Hernández sabe do “estrago” que a pirâmide causou na América do Sul, onde a fórmula arrasou. No Brasil, a companhia patrocinou o time do Botafogo e se tornou o segundo termo mais procurado no Google em 2013. O diretor da TelexFree neste país, Carlos Roberto Costa, chegou a colocar no YouTube um suposto contrato da Mapfre que serviria de garantia para o investimento. Fontes da seguradora espanhola insistem em que jamais existiu essa relação. Mas há mais. Os tribunais brasileiros já qualificaram há um ano a TelexFree como uma das maiores pirâmides financeiras da história.

Os prejudicados espanhóis se preparam para uma cruzada nos tribunais. Estão montando uma ação coletiva que já atraiu mais de 1.200 vítimas. Defendem que o desmoronamento da TelexFree foi uma explosão controlada. Que os chefes conheciam a notícia com antecedência. E que trabalharam contra o relógio para engordar o caixa e saltar fora com o botim antes da detonação. “No começo de março eles ficaram loucos para introduzir novos sócios”, relata María Hernández. Essa prejudicada afirma que o rumor da quebra circulou na cúpula durante o congresso de marketing da empresa multinível realizado em Madri nos dias 1º. e 2 de março deste ano, oito meses depois de a Justiça brasileira interferir no assunto. Participaram do evento os fundadores da TelexFree, os norte-americanos James Merrill e Carlos Wanzeler. Sua presença ficou imortalizada em dezenas deselfies tirados pelos 2.000 participantes, numa reunião em que se bradou com euforia um grito de guerra: “Voa, voa, TelexFree!”, como no filme O Lobo de Wall Street. Também apareceu o salvo-conduto da ambição. Os participantes levantaram o dedo mostrando quais deles perseguiam seu primeiro milhão de dólares. Há quem tenha levantado três, segundo várias testemunhas. “Eu fiz o numerozinho, agora me sinto como um idiota”, reconhece Paco J., um pré-aposentado de 54 anos que perdeu 9.000 euros e arruinou seu filho.

Entenda a fraude

1. Alguém próximo ou inclusive um familiar apresenta a companhia como sendo uma fórmula de emprego para autônomos. Desempregados e imigrantes são os principais destinatários dessa estrutura de negócio. Os captadores garantem os lucros.

2. O negócio consiste em recrutar novos vendedores cujo trabalho é, por sua vez, captar mais distribuidores. Seu trabalho consiste em copiar e colar anúncios classificados na internet. A atividade produz lucros – teoricamente –porque posiciona a firma nos mecanismos de busca. Além disso, os distribuidores devem comercializar também um cartão de 3.000 minutos mensais de chamadas pela internet (tecnologia voz IP). Custa 36 euros (108,50 reais). Há na internet aplicativos similares gratuitos, como Viber e Skype.

3. Entrar na estrutura custa o equivalente a entre 636 e 2.287 reais. Esses preços garantem a publicação de anúncios na web – um trabalho que exige 10 minutos diários, sem a necessidade de conhecimentos informáticos. A promessa é de um retorno anual de até 265% sobre o investimento. Se o participante acumular mais licenças, aumenta o tempo necessário para colocar os anúncios.

4. A TelexFree oferece a opção de ganhar sem trabalhar. Para isso, será preciso antes arregimentar uma rede de vendedores incautos. Os lucros resultarão em comissões ao arquiteto da estrutura.

5. Os dividendos são pagos em dólares, em pastas virtuais denominadas back offices. Os chefes podem ter acesso a esses endereços e aos lucros dos seus vendedores.

Um mês e meio depois do congresso de Madri, a SEC acusava Merrill e Wanzeler, além de seis outros diretores, de idealizarem uma estrutura piramidal que tinha como base os escritórios de Massachusetts e que se propagou como um vírus. Era praticamente calcado no chamado esquema de Ponzi, como aquele que o financista Bernard Madoff manteve até 2008 em Wall Street. O agente regulador alegou que o faturamento da TelexFree representava apenas 1% dos seus compromissos a pagar.

A investigação trouxe a tona uma impostura que havia durado dois anos. As origens de Merrill conduziam a uma pequena firma de limpeza de escritórios na cidade norte-americana de Ashland. O fundador da pirâmide não possuía realmente o diploma de economista pela Universidade Estadual Westfield, conforme alardeava. E o chamativo edifício da propaganda era afinal um espaço de trabalho compartilhado com outras 28 empresas. Merrill, de 52 anos, foi detido. Seu sócio Wanzeler, de 45, foi declarado foragido. A TelexFree pediu em abril amparo sob o artigo 11 da Lei de Falências dos EUA. Um tribunal congelou seus recursos. A investigação delatou que os cabeças desviaram dinheiro para suas contas. “Foi uma das maiores estruturas [piramidais] da história”, afirma, da Flórida, o advogado Jordan Maglich, especialista em esquemas de Ponzi.

“Foi tudo à merda”, sentencia o encanador Andrés S., um madrilenho que perdeu 3.000 euros.

O nervosismo começava a se espalhar entre os pioneiros da TelexFree. As imagens dos chefes circulavam pelas redes sociais. Eles eram apontados como os culpados pela miséria alheia. Alguns tentaram se desvincular da pirâmide que desmoronava saltando para outra. Este jornal presenciou como Juan Carlos Molina, ex-líder da TelexFree na Espanha, entregou um envelope com mais de 3.000 euros à vítima Mara V.. O pagamento foi feito em uma lanchonete da estação madrilenha de Atocha. A condição era de que a vítima, que perdeu 5.000 euros procedentes da herança da sua irmã, deixasse de acusar na internet o homem que a recrutou para a estrutura. “Não participo de reportagens. Não respondo”, esquivou-se Molina ao ser abordado. Agora, em convenções ao estilo norte-americano, esse andaluz elogia as maravilhas da companhia multinível WishClub.

 

Os líderes espanhóis da Telexfree com o chefe mundial, James Merrill, em pé à esquerda.

A TelexFree causou estragos. O mestre de obras murciano Pedro T. precisou pedir um adiamento da sua hipoteca para manter seu apartamento. Perdeu 18.000 euros. O motorista Abel Navamuel trabalha para devolver os 4.000 euros de um amigo que recrutou. Tem remorsos. E uma jovem peruana residente no Chile se vê prestes a ser despejada após confiar o equivalente a 150.000 reais que já não voltarão, segundo M. P., uma colombiana que preserva sua identidade para evitar ameaças e assessora através do Facebook centenas de espanhóis e sul-americanos que compraram a mensagem da riqueza expressa, à base de cliques.

Imaculada Torres Adán está desempregada. Tem 35 anos. Foi das últimas a desembarcar. “Era como uma seita. Massacravam você pelo What’sApp.” Essa madrilenha foi a única vítima que se deixou fotografar para esta reportagem. Torres renunciou a recuperar seus 4.500 euros. Não quis recrutar amigos e familiares. Suspeitou da fraude. “Eu teria morrido de vergonha.” Ao contrário da maioria dos afetados, ela dorme tranquila.

Um negócio que engorda com a crise

Cada vez que o presidente da Associação de Venda Direta (AVD), Carlos Barroso, ouve a palavra pirâmide, reage como uma mola: “Isso é ilegal”, esquiva-se o também diretor-geral na Espanha do grupo de nutrição Herbalife. Trata-se de uma empresa multinível onde os lucros chegam pela venda direta e pelas comissões geradas por novos distribuidores recrutados. Nada a ver, garante, com as pirâmides, cuja subsistência depende da constante entrada de novos membros. Do contrário, a arquitetura desaba.

Barroso se esforça em diferenciar as empresas de venda direta das de estrutura piramidal, como a TelexFree, cuja existência diz desconhecer. “No sistema multinível as pessoas vendem por margens e incentivos”, diz. A venda direta emprega 162.000 profissionais na Espanha, sendo apenas 10% em tempo integral. E 70% são mulheres. A atividade faturou o equivalente a 1,78 bilhão de reais em 2014, segundo a AVD, que representa 75% dos envolvidos num setor dominada por firmas como a Avon, de cosméticos, ou a multinível ACN, pilotada pela filha dos marqueses espanhóis de Urquijo, Miriam de la Sierra. Ao todo, são 20 empresas associadas.

Os números da Herbalife disparam em países assolados pela crise. No ano passado, ela faturou o equivalente a 150 milhões de reais na Espanha, 25% a mais do que em 2012. “Talvez tenha a ver com o desemprego”, desconversa Barroso. O dirigente se recusa a revelar o rendimento ou a margem de lucro da legião de vendedores que bate às portas de familiares e conhecidos para empurrar suas vitaminas nutricionais. Quem se dedica em tempo parcial ao Herbalife recebeu um valor líquido médio de 1.200 reais por mês, segundo esse grupo norte-americano presente na Espanha há um quarto de século. Uma elite supera os 15.000 reais.

Roger Abdelmassih lidera lista de recompensa da polícia de São Paulo

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Instituto São Paulo Contra Violência (ISPCV) divulgaram nesta quarta-feira (2) a lista dos suspeitos mais procurados do Estado e as recompensas para denúncias que levem à prisão deles.

Segundo a SSP, a recompensa por informações que levarem à prisão de Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 52 estupros e atentados ao pudor contra pacientes, é de R$ 10 mil.

A lista completa pode ser acessada no site WebDenúncia, da Secretaria da Segurança Pública em parceria com o Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV), e as informações sobre o paradeiro dos indiciados devem ser encaminhadas diretamente pelo site. O sigilo, garante a polícia, é absoluto.

Para receber a recompensa, o denunciante precisa encaminhar informações que contribuam de maneira relevante para a polícia esclarecer um crime – ou seja, dados que resultem na identificação do autor ou na localização e prisão do procurado pela Justiça.

As informações dadas pelo denunciante são repassadas aos policiais civis e militares que atuam no WebDenúncia, que encaminham as informações às equipes responsáveis pelas investigações.

A importância de informações para o Programa Estadual de Recompensa é analisada de acordo com cada caso denunciado. A decisão final sobre o pagamento da recompensa fica a cargo do secretário da Segurança Pública.

(IG São Paulo)

David Luiz lidera ranking dos melhores da Fifa até as oitavas

Albari Rosa / Gazeta do Povo

Rio de Janeiro – Em meio a grandes exibições de goleiros, atuações decisivas de atletas importantes como Lionel Messi e James Rodríguez, o melhor jogador da Copa do Mundo até o fim das oitavas de final é um defensor, o zagueiro brasileiro David Luiz, segundo índice de rendimento da Fifa.

O camisa 4 da seleção brasileira tem uma pontuação de 9,79 e deixou para trás James Rodríguez.

Artilheiro da Copa e autor de dois gols na vitória sobre o Uruguai por 2 a 0, no último sábado, o colombiano tem 9,74 pontos.

A defesa da equipe de Luiz Felipe Scolari está bem representada, já que Thiago Silva aparece em sétimo lugar.

Outro brasileiro na lista é o atacante Neymar, em sexto, cinco posições à frente do argentino Lionel Messi, seu companheiro no Barcelona.

Apesar de seu grande desempenho diante da “Celeste”, Rodríguez caiu para a segunda posição.

O atleta do Monaco é o primeiro a marcar gols em todas as quatro primeiras partidas de sua seleção desde Ronaldo e Rivaldo em 2002.

Os 12 primeiros colocados do índice de rendimento da Fifa na Copa do Mundo são os seguintes:

Posição Jogador Seleção Pontuação
1 David Luiz Brasil 9.79
2 James Rodríguez Colômbia 9.74
3 Karim Benzema França 9.70
4 Arjen Robben Holanda 9.66
5 Jan Vertonghen Bélgica 9.62
6 Neymar Brasil 9.59
7 Thiago Silva Brasil 9.56
8 Ivan Perisic Croácia 9.53
9 Johan Djorou Suíça 9.50
10 Thomas Müller Alemanha 9.48
11 Lionel Messi Argentina 9.45
12 Ángel di María Argentina 9.43

(EFE)

Hotéis Marina Park, Luzeiros e Gran Marquise, de Fortaleza, fechados exclusivamente para Cúpula do Brics

Três hotéis estarão 100% fechados para receber os integrantes da VI Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), cujo encontro está marcado para os dias 15 e 16 de julho, no Centro de Eventos do Ceará. A hospedagem das comitivas e dos chefes de Estado dos países foi negociada diretamente com o Marina Park, Luzeiros e Gran Marquise.

A assessoria de imprensa do Gran Marquise informou que receberá, “oficialmente”, a comitiva da China. Já o setor comercial do Luzeiros disse que hospedará ou membros da Índia ou da África do Sul.

Apesar dessa informação, ainda está indefinido qual cúpula ocupará cada hotel. Decisão essa que deverá ser tomada até sexta-feira pelo Itamaraty.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE), Darlan Leite, confirmou que o Marina Park, o Luzeiros e o Gran Marquise estão 100% bloqueados para o Brics.

“Estamos fazendo, ainda, um levantamento da reserva das comitivas dos cinco países na hotelaria em geral. Até o final dessa semana estaremos terminando o levantamento sobre que hotéis estão bloqueados para o Brics”, disse Darlan.

Com relação ao preço das hospedagens, nenhum dos empreendimentos quis revelar o valor, alegando não ser permitido por questões contratuais.

Porém, conforme O POVO publicou, em junho deste ano, havia três licitações abertas para contratação de serviços da VI Cúpula do Brics. Até a época eram 135 leitos de hotéis para Fortaleza, cujo melhor lance tinha sido computado em R$ 1,3 milhão.

O Itamaraty foi questionado, mas não informou quais hotéis hospedarão os participantes do Brics e que materiais chegaram para montagem da estrutura do CEC.

China

O hotel Golden Tulip Iate Plaza, na Beira Mar, confirmou que receberá a Orquestra Chinesa, agendada para o Brics. “Eles não fizeram exigências ainda, mas reservamos 44 quartos”, informou o setor de reservas do hotel.

(Beatriz Cavalcante, O Povo)

Porto de Fortaleza tem 15 operações de navios já agendadas até 2016

O novo terminal foi inaugurado com a chegada de cerca de 3.500 mexicanos que vieram à Capital para assistir ao jogo entre as seleções brasileira e mexicana nesta terça-feira, 17 de junho.

O titular da SEP, Antônio Henrique Silveira, disse que o terminal “é um gol de placa para Fortaleza”. O novo terminal de passageiros do Porto do Mucuripe, que entrou em operação ontem, já começou a colocar Fortaleza na rota dos cruzeiros de luxo, a exemplo do MSC Divina. O navio trouxe a bordo cerca de 3.500 mexicanos na manhã dessa segunda-feira (16), mas abrigará 4.100 pessoas até o dia 19. O novo equipamento turístico já tem até 15 operações do tipo agendadas até o fim de 2016, número que ainda deverá crescer com a divulgação do terminal.

A informação foi passada ao Diário do Nordeste, com exclusividade, pelo diretor comercial da Companhia Docas do Ceará (CDC), José Arnaldo Bezerra, durante a inauguração do equipamento. “A estação será a nova porta de entrada para milhares de turistas”, afirma.

Segundo ele, a expectativa da companhia é que empresas como a MSC Cruzeiros e a Royal Caribbean participem da licitação para o arrendamento de espaços na parte superior do terminal, destinada a estabelecimentos comerciais. “A instalação de lojas dessas empresas facilitaria ainda mais a vinda de visitantes a Fortaleza”, complementa.

Conclusão das obras

A parte superior da estação – reservada também a restaurantes e bares, por exemplo – ainda não ficou pronta. Para disfarçar o serviço inacabado, a CDC colocou tecidos nas cores verde e amarela, decoração que chamou a atenção dos visitantes. “Concluímos 93% das obras do terminal. Os outros 7% correspondem aos serviços da parte de cima e serão concluídos em agosto”, diz o presidente da CDC, Paulo André Holanda. O gestor reforça que os serviços só não ficaram completamente prontos devido a uma forte ressaca do mar, no início de 2013. Além de danificar estruturas já erguidas, o fenômeno natural reduziu o ritmo dos trabalhos em 70%.

Ao todo, foram investidos no Porto do Mucuripe R$ 205 milhões, valor 37,5% maior que o previsto inicialmente, R$ 149 milhões. Os recursos são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Copa. “Os gastos ficaram acima do planejado por causa dos danos causados pela ressaca, mas também aplicamos parte desse aditivo na compra de móveis e outros equipamentos necessários à operação do terminal”, justifica Holanda.

Ministro satisfeito

O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Antonio Henrique Silveira, também esteve ontem no Porto do Mucuripe para acompanhar a primeira operação do terminal. Ele ficou encantado com a estrutura do equipamento. “Está muito bonito, é um gol de placa para Fortaleza. Do ponto de vista operacional, está tudo perfeito, mesmo que a parte superior não tenha sido concluída a tempo por questões climáticas”, avalia.

Complexo multiúso

A nova estação de passageiros do Porto do Mucuripe conta com instalações completas para embarque, desembarque e trânsito de passageiros; armazém de bagagens; sala para órgãos intervenientes (fiscalizadores); bem como estacionamento externo para ônibus, vans, táxis e carros particulares. O equipamento faz parte de um complexo multiuso com cais de atracação de 350 m de extensão e 13 m de profundidade e retroárea com 40 mil m² para armazenagem de contêineres, o que caracteriza o empreendimento como Terminal de Múltiplo Uso.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)\Raone Saraiva

Fortaleza deve receber 17 mil alemães durante a Copa do Mundo

Depois da “invasão” uruguaia e mexicana, a capital cearense se prepara para receber os alemães. De acordo com a Secretaria de Turismo do Ceará, Fortaleza deve receber os alemães e ganeses. Dos 17 mil turistas alemães que visitarão Fortaleza, 12.180 vão assistir à partida entre Alemanha e Gana, neste sábado (21), às 17h, na Arena Castelão.

A torcida de Gana deve ser menor. Segundo dados da Fifa e da Setur, dos 60 mil ingressos comprados para a partida, 1.020 bilhetes serão para Gana. Além da presença de alemães e ganeses, a Arena Castelão receberá mais estrangeiros do que brasileiros no sábado (21) com turistas dos  Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. Mais da metade do público deste jogo, será composta por estrangeiros, 31.200 pessoas.

Do público brasileiro que assistirá a Alemanha x Gana,  11.760 serão turistas de outros estados do Brasil. Em primeiro lugar, estão os paulistas, com 4.500 ingressos vendidos, e, em segundo, os cariocas,  com 1.200. Os outros 15.600 ingressos foram vendidos para moradores de Fortaleza e municípios vizinhos.

Voo direto
Nesta sexta-feira (20), chegará o primeiro voo direto Frankfurt – Fortaleza, que passará a ser operado pela Condor, com passageiros de várias nacionalidades. Todas as sextas-feiras, o voo de número 5038 chegará ao Aeroporto Internacional Pinto Martins às 15h15, vindo da cidade alemã, e fará o caminho de volta às 16h45. A capacidade total da aeronave utilizada é de 259 passageiros, divididos em três classes tarifárias: turística, executiva, e primeira classe, com 206, 35 e 18 assentos, respectivamente.

(G1 Ceará)