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Jogos na Arena Castelão, em Fortaleza, atraíram 680 milhões de telespectadores pelo mundo

Os seis jogos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 realizados na Arena Castelão, em Fortaleza  atraíram 680 milhões de telespectadores em todo o mundo. A informação é da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).

De acordo com relatório de audiência da Fifa, as seis partidas foram acompanhadas por  679.842.935 telespectadores no mundo. Ou seja, os quase 680 milhões de pessoas representam mais de três vezes a população brasileira acompanhando os jogos na Arena Castelão.

A maior audiência do Castelão foi registrada no empate em 0 a 0 do Brasil contra o México. Mais de 161,5 milhões de pessoas acompanharam a partida. O mesmo jogo, só que pela Copa das Confederações de 2013, teve 40 milhões de telespectadores, quatro vezes menos o verificado na Copa do Mundo. As audiências contabilizam apenas as redes de televisão abertas, excluindo os canais fechados, além de reprises dos jogos e matérias jornalísticas realizadas em Fortaleza durante o Mundial.

Recordes
Em relação ao mercado internacional, alguns recordes foram estabelecidos. Na Grécia, os torcedores do país garantiram a maior audiência de um programa esportivo em 2014, mesmo sendo exibida após as 22 horas de uma terça-feira. Os números da audiência entre Grécia e Costa do Marfim – partida que colocou a equipe grega na segunda fase do torneio pela primeira vez na história – foi maior do que qualquer partida da seleção grega na Copa do Mundo da África do Sul 2010, exibida em horário nobre.

A seleção campeã do mundo no Brasil, a Alemanha, sofreu para empatar com a Gana na Arena Castelão. Só no país europeu, 76,3% das TVs ligadas no horário da partida exibiam o segundo jogo dos alemães na Copa do Mundo. Mais de 24,5 alemães viram o atacante Klose igualar o recorde de gols de Ronaldo com um gol salvador nos minutos finais. Foram mais de 122.683.550 telespectadores no mundo inteiro.

Quase 90% das TVs ligadas nos 90 minutos da partida entre Holanda e México, nas Oitavas de final, exibiram a vitória suada dos holandeses na Arena Castelão. O mesmo jogo chamou a atenção de brasileiros, alemães e argentinos. Mais de 50% dos televisores destes países estavam ligados na partida.

(G1 Ceará)

Novo uniforme do Fortaleza começa a ser vendido nesta quinta-feira (17/07)

Fortaleza apresenta novo uniforme em festa (Foto: Kid Júnior / Agência Diário )

Com o volante Corrêa e o atacante Waldison de modelos, o Fortaleza lançou nesta quarta-feira (16) o novo uniforme, que será usado pelos próximos quatro anos. O evento teve a presença de atuais e ex-jogadores, a exemplo de Rinaldo e Ronaldo Angelim, torcedores, dirigentes e de representantes da empresa italiana Kappa. As novas camisas do Leão já começam a ser vendidas nesta quinta, nas principais lojas do clube, ao preço de R$ 180.

- Gostei. Ficou bonito demais. A expectativa é grande para o recomeço da Série C. É importante reiniciar com o pé direito. Sabemos que os times foram reformulados, mas temos os pés no chão, estamos preparados e, se Deus quiser, vamos conseguir o objetivo final: conquistar o acesso – declarou Waldison.

Neste sábado (19), contra o Treze, em Campina Grande, o Fortaleza já inaugura o uniforme. No total, a nova empresa de material esportivo do clube irá colocar à disposição 10 mil peças por ano. Presente no evento, o lateral-direito Tiago Cametá também elogiou as novas camisas do clube do Pici.

- Quando colocamos o uniforme, mesmo sendo em um festa, é como se o campeonato já tivesse começado. Vamos honrar essa camisa. No sábado, será mais uma batalha para a gente – afirmou o lateral-direito.

O material de treino foi apresentado por Cametá. Os goleiros Ricardo, André Zuba e Erivelton subiram ao palco com novos uniformes de goleiros. O volante Walfrido apresentou o agasalho de viagem. O cantor Fagner e o lutador de MMA Roni Jason também prestigiaram o evento.

(Globo Esporte)

‘Rugby para Todos’ promove inclusão por meio do esporte

França, Irlanda, Argentina, Austrália e Inglaterra são alguns dos países que amam o rúgbi – esporte coletivo de intenso contato físico, cujo principal objetivo é levar a bola (oval) para além da linha do gol adversário e apoiá-la contra o solo. No Brasil, o rúgbi ainda engatinha. Nem por isso, seus praticantes deixam de cumprir uma importante missão social: desenvolver a cidadania de jovens adeptos, por meio do esporte.

Criado a partir de uma ação social na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, em 2004, o Instituto Rugby para Todos, dirigido por Maurício Draghi, 37 anos, e Fabrício Kobashi, 33 anos, ex-atletas da Seleção Brasileira de Rúgbi, desembarcou em 2013 nas praias de Copacabana, Leblon e Ipanema, além da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro. Atualmente, 200 crianças são atendidas gratuitamente em São Paulo e outras 150, no Rio. Desde o início do projeto, cerca de 3.000 jovens foram assistidos pelo Instituto. A garotada é recebida por uma equipe multidisciplinar composta por 32 profissionais nas duas capitais.

“A escolha do bairro de Paraisópolis, na capital paulista, foi proposital. Nosso objetivo era apresentar o rúgbi aos moradores, haja vista que nem o termo ‘rúgbi’, que simboliza o esporte, muitas vezes, eles conseguem falar. A ideia é justamente disseminar esse conceito para que o maior número de crianças tenham conhecimento do esporte que trouxe tantos benefícios para a gente”, acredita Draghi.

Para participar do projeto, garotos e garotas de 7 anos a 17 anos precisam ter boa frequência na escola. “O projeto se chama ‘Rugby para Todos’, pois aceitamos todos os tipos de crianças, desde aquele talento nato para qualquer tipo de modalidade esportiva até os que têm mais dificuldades, com um déficit motor ou neurológico. Não temos o objetivo de formar apenas atletas de alto rendimento”, afirma Draghi.

“As crianças absorvem o conhecimento, que é muito direcionado em termos de convivência e isso é o principal. O trabalho multidisciplinar favorece esse aprendizado.”

O projeto, que hoje conta com apoio de leis de incentivo, ainda trabalha com colaboradores voluntários nas áreas de comunicação, design e fisioterapia, além de promover a inclusão da modalidade em escolas particulares e clubes privados. Em breve, o instituto deve contratar uma fisioterapeuta.

Via http://esportes.terra.com.br

UFC oferece cursos de natação e musculação para estudantes

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Estudantes de graduação que desejam praticar uma atividade física têm uma boa oportunidade para dar o 1º passo. O Instituto de Educação Física e Esportes(Iefes) da UFC inscreve, de 14 a 22 de julho, para três cursos de prática desportiva: natação aprendizagem, natação aperfeiçoamento (para aqueles que já sabem nadar) e atividade física e qualidade de vida (nível I e nível II), que consiste em práticas de musculação.

As inscrições são feitas pela Internet e deverão ser confirmadas presencialmente no período de 23 a 25 de julho, na recepção do Iefes (Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra), das 9h às 12h e das 13h às 16h. As turmas têm vagas limitadas, e as confirmações de inscrição serão feitas por ordem de chegada. O estudante deverá apresentar atestado médico de aptidão física, foto 3×4 e comprovante de matrícula.

As aulas ocorrem no parque esportivo do Iefes (Campus do Pici), a partir de 29 de julho de 2014, com carga horária total de 32 horas.

Veja a oferta de turmas e os endereços eletrônicos para inscrição: 

Natação aprendizagem: aulas nas terças e quintas-feiras, das 8h às 9h.
Natação aprendizagem: aulas nas quarta e sextas-feiras, das 17h às 18h.
Natação aprendizagem: aulas nas terças e quintas-feiras, das 17h às 18h.
Natação aprendizagem: aulas nas quartas e sextas-feiras, das 19h às 20h.
Natação aperfeiçoamento: aulas nas terças e quintas-feiras, das 18h às 19h.
Natação aperfeiçoamento: aulas nas quartas e sextas-feiras, das 18h às 19h.
Natação aperfeiçoamento: aulas nas terças e quintas-feiras, das 7h às 8h.
Atividade física e qualidade de vida/ nível I: aulas nas terças e quintas-feiras, das 7h às 8h.
Atividade física e qualidade de vida/ nível II: aulas nas terças e quintas-feiras, das 8h às 9h.

MAIS INFORMAÇÕES: 85 3366 9215

(Tribuna do Ceará)

Copa do Mundo injeta R$ 30 bilhões na economia brasileira, aponta Fipe

A Copa do Mundo no Brasil terminou ontem com sucesso nos gramados e fora de campo com uma estimativa de R$ 30 bilhões que devem ser injetados na economia, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para o governo. Resultado equivale a cerca de 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

A projeção foi feita a partir de um estudo sobre o impacto econômico da Copa das Confederações, realizada em junho de 2013 nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. De acordo com a pesquisa, o torneio do ano passado adicionou R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro.

Entre as entidades consultadas pela pesquisa, o banco Itaú prevê que o torneio deve incrementar o PIB entre 1% e 1,5% –efeito que começou em 2011, com o início das obras, que geraram emprego e renda no país. A estimativa é baseada no que ocorreu em outros países que sediaram o evento desde 1982.

A Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 também deve gerar cerca de 1 milhão de empregos no país, o que equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais criados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vicente Neto, trata-se de um número “extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, disse.

(Brasil 247)

Presidente da Fifa dá nota 9,25 para a Copa no Brasil

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, avaliou nesta segunda-feira a realização da Copa do Mundo de 2014, encerrada no domingo. Questionado em entrevista coletiva sobre a nota que ele daria ao torneio, Blatter disse 9,25.

Segundo ele, a Copa do Mundo de 2014 foi excelente, mas não foi perfeita. Ele, inclusive, disse que perfeição não existe num evento como o Mundial.

“Dou 9,25 para essa Copa. Só não dou 10 porque perfeição não existe”, disse Blatter. “Para você tirar 10 numa universidade, por exemplo, você tem que fazer tudo realmente certo. É difícil.”

Curiosamente, Blatter também havia dito que “perfeição não existe” ao avaliar a Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul. No último Mundial, Blatter deu nova 9 para o torneio.

Blatter ainda falou que a Fifa fará uma reunião de avaliação geral do que foi feito nesta Copa. Os pontos positivos serão aplicados no Mundial de 2018, que acontecerá na Rússia.

Maurício Stycer, Rodrigo Mattos e Vinicius Konchinski
Do UOL, no Rio de Janeiro

Adidas tem supremacia nos prêmios da Copa 2014

Patrocinadora da Copa do Mundo, a Adidas se deu bem ao final do evento neste domingo. Além de ser parceira das duas equipes que disputaram a final do Mundial, Alemanha e Argentina, a fabricante alemã de material esportivo deixou a concorrência para trás também na premiação dos melhores jogadores e seleções do torneio.

Veja abaixo a lista dos vencedores e a marca patrocinadora de cada um deles.

Classificação do torneio:
1º Alemanha (Adidas)
2º Argentina (Adidas)
3º Holanda (Nike)

Prêmio Bola de Ouro (Melhor Jogador da Copa)
1º Lionel Messi (Adidas)
2º Thomas Müller (Adidas)
3º Arjen Robben (Adidas)

Prêmio Chuteira de Ouro (Artilheiro)
1º James Rodriguez (Adidas)
2º Thomas Müller (Adidas)
3º Neymar Jr. (Nike)

Prêmio Luva de Ouro (Melhor Goleiro)
1º Manuel Neuer (Adidas)

Prêmio Jogador Jovem (Revelação)
1º Paul Pogba (Nike)

Prêmio Fifa Fair Play (Seleção Mais Disciplinada)
1º Colômbia (Adidas)

Via http://www.lancenet.com.br

As conquistas brasileiras no surf

TITA TAVARES

Enquanto a bola rola e o futebol nos dá um veshame histórico, os meninos do surf do Brasil dão show nas melhores ondas do mundo. Tratados pela imprensa internacional especializada no esporte como The Brazilian Storm, o nossos surfistas (Gabriel Medina (lider do ranking da primeira divisão) , Adriano Mineirinho, Felipe Toledo, Jadson André, Alejo Muniz, Raoni Monteiro, Miguel Pupo, Willian Cardoso, Jesse Mendes, David do Carmo, e mais um legião) assaltaram o Circuito Mundial de Surf. O Brasil lidera os três principais rankings do esporte.

http://www.aspworldtour.com/events/2014/mct/674/j-bay-open/live

Rolando ao vivo desde as direitas intermináveis de  J-Bay, South Africa….

Go for it!

E notem que nossos surfistas, a maioria dos nossos surfistas vem das nossas “camadas mais populares”, Tita Tavares, a nossa melhor surfista, que frequentou a elite do surf mundial durante quase uma década, era do Titanzinho, uma favela ao lado da praia no Ceará…

Via http://jornalggn.com.br/noticia/as-conquistas-brasileiras-no-surf

As maiores derrotas sofridas pelos clubes brasileiros

Do Uol

Você lembra quando seu time levou 7 gols? Talvez seu avô nem fosse nascido

A seleção sofreu diante da Alemanha sua maior goleada em Copas. A derrota por 7 x 1 envergonhou os brasileiros, causou choro de alguns atletas e dificilmente será cicatrizada. A dor de uma goleada já foi sentida por torcedores de clubes. Equipes grandes do futebol brasileiro também experimentaram derrotas por 7 ou mais gols.

A derrota mais recente por placar dilatado envolveu o Santos, com revés de 8 a 0 contra o Barcelona, na Espanha, jogo amistoso que ocorreu em 2013 como parte da negociação de Neymar para o time catalão.
Todos os grandes de São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul tiveram dias para serem esquecidos.
O UOL Esporte listou as derrotas por goleada mais recentes de vários clubes brasileiros (sete ou mais gols sofridos em um único jogo). Veja:

Qual foi a derrota mais recente de seu time por goleada?

  • Barcelona 8 x 0 Santos – 2 de agosto de 2013
  • Atlético/PR 7 x 2 Vasco – 27 de julho de 2005
  • Palmeiras 2 x 7 Vitória – 23 de abril 2003
  • Vasco 7 x 1 São Paulo – 25 de novembro de 2001
  • Vasco 7 x 0 Botafogo – 29 de abril de 2001
  • Santos 7 x 4 Corinthians – 6 dezembro de 1964
  • Santos 7 x 1 Flamengo – 11 de março de 1961
  • Internacional 7 x 0 Grêmio – 17 de setembro de 1948
  • Flamengo 7 x 0 Fluminense – 10 de junho de 1945
  • Corinthians 11 x 2 Atlético-MG – 12 de outubro de 1929
  • Atlético-MG 9 x 2 Palestra Itália (Cruzeiro) – 27 de novembro de 1927
  • Grêmio 10 x 1 Internacional – 18 de junho de 1911

 

A brusca mudança de opinião da mídia brasileira após o 7×1

Do Carta Capital

A novela da derrota da Copa na mídia brasileira

Tão surpreendente quanto o resultado de 7 X 1 entre Alemanha e Brasil foi a rápida mudança de posição de dezenas de emissoras de rádio e TV, sites, jornais e revistas

por Intervozes

Bastou um pouco mais de 90 minutos de jogo – e, claro, o resultado atípico em termos históricos – para que assistíssemos a algo que, se bem analisado, pode se tornar tão intrigante quanto o resultado da semi-final que Brasil e Alemanha protagonizaram. A derrota da seleção brasileira, com o fatídico 7×1 em favor da Alemanha, trouxe à tona mais um episódio de incoerência e superficialidade na cobertura da maioria da imprensa brasileira.

Ninguém questiona a surpresa gerada pelo placar. Mas tão surpreendente quanto foi a rápida mudança na linha editorial de dezenas de emissoras de rádio e TV, sites, jornais e revistas. Do patriotismo exacerbado, com direito a aterrissagem de helicóptero global nos treinos da seleção, ao quase que linchamento público de alguns jogadores e da comissão técnica, salvo raras e honrosas exceções.

Editoriais e opiniões que antes denotavam a seleção alegre, feliz, o grupo unido do menino “Ney’ e de Felipão rapidamente mudaram o tom e elevaram as críticas àquela que já chamam como a pior seleção brasileira dos últimos tempos. Uma situação que beira, inclusive, a esquizofrenia, quando o peso recai sobre os próprios privilégios.

O aspecto mais emblemático é a critica acerca da exagerada exposição da seleção, com a abertura dos treinos e da concentração à imprensa, quando, na realidade, são as grandes emissoras, principalmente a Rede Globo, que se beneficiaram com links diretos, entregas de carta das mães para os respectivos filhos/jogadores e até participação ao vivo em programas de TV.

Já no que diz respeito à exposição dos jogadores, não é exagero falar no circo de horrores ao qual os jogadores da seleção brasileira, de forma quase que punitiva, foram expostos em entrevistas e imagens nos minutos seguintes ao final do jogo.

As desculpas de David Luiz para o público que lotava o Mineirão, acompanhadas pelas câmeras do “plim-plim”; o choro desconsolado de Thiago Silva, filmado quase que na íntegra; e as perguntas ácidas dirigidas aos jogadores dão a esse enredo um contorno sádico e sensacionalista, como se a exposição da imagem sofrida dos jogadores fosse um castigo justificado pelo resultado apresentado, ou uma das melhores formas de consolar a população brasileira e tangenciar o verdadeiro debate a ser feito: os problemas estruturais que enfrenta o futebol brasileiro.

De heróis a vilões, meninos, em sua grande maioria, foram taxados como culpados no julgo midiático, a ponto, inclusive, de serem  comparados a um outro “algoz” do Brasil da Copa de 50. Em entrevista concedida e reproduzida pelos mais diversos canais de televisão, rádios e sites de notícia, a filha de Barbosa – goleiro que tomou um gol do Uruguai no Maracanã – chegou a dizer que, agora, seu pai poderia descansar em paz. Para ela, Barbosa finalmente havia sido libertado de uma maldição de mais de 50 anos e quem deveria carregar esse peso a partir de então seriam os jogadores da atual seleção. Quase um pecado original.

Trata-se de um viés que esconde a última característica dos elementos que foram destacados na cobertura da grande mídia: a superficialidade do debate feito pelos analistas esportivos. Quase em uníssono, as maiores emissoras do país, de forma consciente, definiram um ângulo onde a exposição dos jogadores e da comissão técnica acabaram desviando do foco o debate central e invisibilizado por tanto tempo que pode ter levado a este resultado: o modus operandi do futebol brasileiro, com seus cartolas, privilégios e muitas cifras, sobretudo.

Com poucas exceções, como o programa Linha de Passe na ESPN e o comentário de Kennedy Alencar na CBN, na noite trágica do dia 8 de julho não se discutiu a atual formatação do futebol brasileiro, não foram problematizadas as questões que envolvem a CBF e os seus dirigentes e, tampouco, foi levada à tona uma análise sobre a organização dos campeonatos de futebol no Brasil e o montante financeiro que isso envolve.

Nada disso é à toa. Os números revelam, por exemplo, o lucro que a mais concentrada empresa de comunicação do país angariou nesses últimos dias de Copa. Somente a Rede Globo de Televisão faturou mais de 1,4 bilhão de reais com cotas de patrocínios. Segundo a própria emissora, este seria um dos maiores pacotes de patrocínio em uma Copa do Mundo.

Em uma entrevista ao Portal Lance Net, Alex, o meio campo do Coritiba e membro do Bom Senso Futebol Clube, traduziu o que se passa no futebol brasileiro e a verdade entre a Rede Globo e o CBF:  “A CBF cuida apenas da Seleção Brasileira. Quem realmente cuida do futebol brasileiro é a Globo”, afirmou.

Em uma situação de vacas tão gordas, democratizar a discussão sobre o cenário atual do futebol brasileiro seria extremamente arriscado. Melhor, portanto, criar uma novela da derrota da seleção, onde nenhum capítulo, até agora, retratou ou problematizou a reforma estrutural tão necessária para a nossa dita paixão nacional.

* Ana Carolina Westrup é jornalista e integrante do Intervozes.

Aviões do Forró encerra Fan Fest Fortaleza, neste domingo, na Praia de Iracema

Fan Fest

A festa oficial da Copa em Fortaleza vai terminar ao som de forró e axé. O baiano Durval Lellis anima os torcedores no sábado, dia do jogo do Brasil. No domingo, o Aviões do Forró é o grande destaque. Xand e Solange embalam a arena por onde já passaram quase 700 mil pessoas. Entrada é gratuita.

Programação

sábado(12)
DJ Seiki
Banda Patrulha
Transmissão do jogo Brasil X Holanda
Durval Lellis

domingo (13)
DJ
Afoxé Acabaca
Transmissão do jogo Argentina X Alemanha
Aviões do Forró

(Tribuna do Ceará)

Na Copa de 2014, Adidas vende 8 milhões de camisas e 14 milhões de bolas

A Copa do Mundo está a um jogo de terminar, e a Adidas, fornecedora da competição e das duas equipes finalistas, começou a contabilizar os ganhos com o evento.

A Brazuca, como foi apelidada a bola da edição brasileira, teve 14 milhões de unidades vendidas, 1 milhão a mais do que a sul-africana Jabulani. Nesta conta entram as vendas da bola da final, cujas cores são diferentes – verde, amarela e preta em vez de laranja, azul e verde. A marca fabrica bolas específicas para decisões desde 2006. Neste ano ela chegou às lojas em 29 de junho.

Entre camisas de seleções, foram 8 milhões de peças comercializadas, 1,5 milhão a mais do que em 2010, das quais Alemanha e Argentina são, nesta ordem, as duas primeiras colocadas. A Adidas não deu números exatos, mas revelou que a Alemanha corresponde a cerca de 2 milhões dessas camisas. Argentina, México e Colômbia ultrapassaram, cada um, a marca de 1 milhão. A fornecedora ainda não sabe quais atletas tiveram mais camisas vendidas.

Em um encontro com jornalistas realizado nesta quinta-feira (10/07) no Rio de Janeiro, onde usou a sede do Flamengo para montar um posto de trabalho específico para a Copa, Roland Auschel, um dos membros da diretoria do grupo alemão, voltou a dizer que a meta de faturar € 2 bilhões com futebol no ano. “A nossa ambição será atingida”, disse. “O futebol ajudou a nos manter em crescimento na América Latina e nos deu ânimo para continuar a investir no Brasil”.

Quanto a chuteiras, a companhia não mencionou números, mas se disse satisfeita com o Battle Pack, conjunto de calçados pretos e brancos que atletas usaram durante esta Copa. “Viemos com este design disruptivo, inspirados a fazer algo diferente, porque todas as chuteiras estão muito coloridas. Nós dominamos as cores com nossa decisão”, afirmou Markus Baumann, vice-presidente global de futebol do grupo alemão e homem mais próximo do desenvolvimento de produtos.

Via http://maquinadoesporte.uol.com.br

Cearense catador de lixo é sorteado e vai assistir à Final da Copa do Mundo no Maracanã

Foto: Mauri Melo

Assistir uma final de Copa no Mundo é o sonho de qualquer apaixonado por futebol. E um cearense humilde e “arretado” terá esse privilégio. O catador de lixo César Augusto da Silva, de 37 anos, irá acompanhar a decisão do Mundial entre Alemanha e Argentina, domingo (13), no Maracanã, e sem gastar um centavo.

Catador de lixo há mais de 12 anos, César faz parte de um projeto social da Coelce, que troca resíduos recicláveis por descontos na fatura de energia. Participante do programa há cerca de quatro anos, ele é um dos 40 catadores que trabalham na Fifa Fan Fest, na Praia de Iracema, e foi o sortudo que terá o benefício de assistir a grande final da Copa.

“Me ligaram dizendo que fui sorteado para ir ao Rio de Janeiro assistir a final da Copa e perguntando se eu tinha interesse. Eu falei “já compraram as passagens?””, brinca, com um grande sorriso no rosto.

Sem nunca ter assistido uma partida de futebol no estádio, César admite que ainda não se deu conta do que está prestes a presenciar. “Eu já visitei o Castelão, mas não para assistir a um jogo. Será a primeira vez na vida. A ficha só vai cair quando colocar os pés lá dentro”.

Mesmo com o Brasil fora da disputa, César, assim como muitos brasileiros, garante que já sabe para quem vai torcer no duelo entre ‘hermanos’ e germânicos.

“Vou torcer pela Alemanha. Não quero a Argentina campeã no Brasil. Mesmo a Alemanha tendo goleado o Brasil, vou torcer por eles. Acho que estão jogando o melhor futebol na Copa e merecem esse título”.

Além da assistir ao vivo a grande final da Copa, a passagem de César pelo Rio de Janeiro ainda contará com um “city tour” pelos principais pontos turísticos da ‘cidade maravilhosa’. O catador embarcou para a capital carioca no início da tarde desta quinta-feira (10) e retorna na segunda-feira (15). Juntamente com ele, outro cearense, o bailarino Alex Magalhães da Silva, de 21 anos, e que faz parte da companhia de dança BCAD, também foi sorteado e irá acompanhar a decisão do Mundial no Maracanã.

(André Almeida, O Povo)

Final entre Alemanha e Argentina garante título da Copa à Adidas

Argentina e Alemanha decidem uma Copa do Mundo pela terceira vez (Getty Images)

A final da Copa do Mundo 2014 entre Alemanha e Argentina acontece apenas no próximo domingo, dia 13 de julho, mas a competição já tem uma campeão definida: a Adidas. Patrocinadora oficial também do torneio, a marca alemã ficará com o título independente do resultado, já que é a fornecedora oficial das duas seleções finalistas.

O alívio da Adidas com a conquista é grande, já que suas principais rivais, Nike e Puma, tinham respectivamente 10 e 8 seleções patrocinadas na competição. Além disso, a marca alemã, que apoiou nove equipes no torneio, viu uma de suas favoritas, a Espanha, cair logo na fase de grupos.

Para a Nike, resta o prêmio de consolação de ver dois de seus times patrocinados disputando o terceiro lugar do Mundial. O duelo entre Brasil e Holanda acontece no próximo sábado, às 17h, em Brasília. Já a decisão entre Alemanha e Argentina está marcada para as 16h do domingo no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Via http://www.guiadoboleiro.com.br

494 mil turistas passaram pelo Aeroporto Internacional de Fortaleza na Copa

O Aeroporto Internacional de Fortaleza registrou a movimentação de 493,9 mil passageiros, entre embarques e desembarques, entre 12 de junho, data da abertura da competição, até o último sábado (5). Os dias com maior movimentação foram 17 de junho e 5 de julho.

Segundo a Infraero, o Aeroporto Pinto Martins recebeu 4.326 voos comerciais, com 2.164 partidas e 2.162 chegadas, o que representa uma média de 180 voos por dia. O aeroporto recebe, em média, 150 voos diários.

Os dias com maior movimento no terminal foram 17 de junho, data em que Brasil e México empataram em zero a zero na Arena Castelão na fase de classificação, quando o aeroporto recebeu 242 voos. No dia 5 de julho, um dia depois da vitória de 2 a 1 da seleção brasileira contra a Colômbia durante as oitavas de final, registrou 232 voos.

Operações
Aeroporto Pinto Martins recebeu 24 operações entre embarques e desembarques de delegações durante a realização do Mundial. Na última terça-feira, (1º), os 71 integrantes da delegação colombiana desembarcaram em apenas cinco minutos e, no dia seguinte, os 64 passageiros da delegação brasileira desembarcaram em nove minutos. Todas essas operações ocorreram na Base Aérea de Fortaleza, sob a coordenação das equipes de operações e segurança do Aeroporto Pinto Martins.

A Infraero remanejou funcionários de outros aeroportos da empresa não envolvidos diretamente com o Mundial. O número de “amarelinhos”, funcionários vestidos com coletes amarelos para atender passageiros com dúvidas aumentou em 48% para a Copa do Mundo. Já o pessoal da área operacional aumentou em 16%, passando para 72 funcionários.

Seis jogos no mundial
Fortaleza sediou seis jogos da Copa: Uruguai x Costa Rica, no dia 14 de junho; Brasil x México, dia 17 de junho; Alemanha x Gana, no dia 21 de junho; Grécia x Camarões no dia 24 de junho; Holanda x México, no dia 29 de junho, pelas oitavas de final; e Brasil e Colômbia pelas quarta de final, no dia 04 de julho. Foram 17 gols, e público de quase 360 mil pessoas na Arena Castelão.

(G1 Ceará)

Sobre Copas perdidas e desastres anunciados

SOBRE COPAS PERDIDAS E DESASTRES AÉREOS

Pessoas que conhecem aviação têm uma máxima em que acredito totalmente: “normalmente um desastre aéreo é causado por vários fatores, e não por um apenas”

Antes de falar do desastre que foi essa copa para o futebol brasileiro, quero lembrar de algumas copas perdidas, na minha opinião, por erros dos nossos técnicos e/ou da liderança do nosso futebol, na figura da famigerada CBF, há décadas nas mãos de gente suspeita de negócios desonestos, corrupção, e atitudes no mínimo exóticas, como a escalação de Dunga como técnico em 2010. Analisemos alguns desses erros, após a nossa conquista mais gloriosa, a conquista do tri-campeonato em 70, no México.

1 – 1974 – Zagalo não levou a maior estrela do futebol brasileiro na época, Zico, que já despontava como um dos nossos maiores craques de todos os tempos.

2 – 1978 – Coutinho – Deixou Falcão no Brasil, seguramente o melhor cabeça de área daquela geração.

3 – 1982 – Por “problemas extra-campo” (não eram “bons moços”), Telê Santana deixa no Brasil, Reinaldo, um gênio na área, e Mário Sérgio, jogador de rara habilidade e na época, o melhor ponta esquerda do Brasil.

4 – 1986 – Telê exclui Renato Gaúcho, por indisciplina, e perde Leandro, dois craquaços de bola que nos fizeram muita falta.

5 – 2010 – Dunga deixa Neymar e Ganso no Brasil, simplesmente os maiores jogadores brasileiros, apesar da juventude.

6 – Em 1994, e 2002, ganhamos APESAR do péssimo trabalho dos técnicos, e não por causa deles. Em 94, uma seleção apenas mediana, muito defensiva, e não fosse o talento excepcional de Romário e Bebeto, não teríamos ganho, e em 2002, sejamos francos, qualquer treinador que tivesse no mesmo time Rivaldo, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, teria sido campeão. Essas duas vitórias apenas ofuscaram os graves problemas do futebol em nosso país, essa é a tese que defendo aqui.

Agora sim, entro no campo específico da comparação desse desastre de hoje, esse acachapante 7 X 1 com um desastre aéreo.

Por mais de vinte anos Ricardo Teixeira, um aventureiro que nada sabia de futebol, comandou a CBF, depois de um acordo com a Rede Globo de Televisão, que em troca de benefícios exclusivos, parou de denunciar o cartola, blindando-o na verdade de quaisquer acusações sobre as negociatas de que era suspeito, inclusive de corrupção, desvio de verba e enriquecimento ilícito, com uma multiplicação de patrimônio inexplicável até hoje.

Ao bancar Ricardo Teixeira no comando do futebol brasileiro, a Rede Globo se tornou o patrono de uma série de desmandos no nosso futebol de 1994 para cá: técnicos fracos, escolhidos por um homem que não é definitivamente afeito ao esporte, só estava interessado no poder e suas benesses, e com isso, toda essa série de escolhas infelizes, que impediram o Brasil de se modernizar na parte técnica!

Percebamos que em 1994, foram Zagalo e Parreira, em 98, Zagalo, totalmente ultrapassado, era uma seleção com alguns craques, mas desarrumada em campo, em 2002, Felipão, um técnico medíocre, conhecido pela violência com que conquistou seus títulos, e que acabou consagrado pelo título do penta. Em 2006, quem volta? Parreira!!! Um técnico fraco, de poucas vitórias nos clubes, e nenhuma inovação tática, lembro do horror que tínhamos àquela seleção, com Robinho e outros jovens no banco de reservas, enquanto as estrelas de 2002 jogavam abaixo de qualquer expectativa. Em 2010, a invenção de Dunga, e logo depois, a invenção de outro técnico fraco, que em mais de dois anos nada fez pela seleção, Mano Menezes.

É preciso compreendermos que desde 1974, com raros momentos de exceção, erros cruciais do comando da CBF ou dos treinadores, nosso futebol vem se perdendo no sentido de parar no tempo, e vivendo dos gênios que tivemos, Zico, Adílio, Júnior, Leandro, Andrade, fazendo o Flamengo brilhar por uns cinco, seis anos, o Internacional de Carpegiane e Falcão a mesma coisa, o Atlético de Reinaldo e Cerezzo, e assim sucessivamente, sempre alguns times brilhando por alguns anos, devido à presença de alguns craques decisivos, mas no comando central, e na seleção, medíocres, na maior parte do tempo, em coerência com o comandante, Ricardo Teixeira.

Registro por fim, que essa mediocridade, em parte, atingiu o colunismo esportivo do Brasil, onde, salvo as exceções, gente como Felipão e Mano Menezes, foram exaltados sem questionamentos, em títulos conquistados, prá lá de duvidosos em relação ao futebol apresentado. E poucos tiveram ou têm hoje, a coragem de botar o dedo na ferida, o empobrecimento do nosso futebol em termos táticos, as péssimas convocações de seleções por técnicos ruins, a corrupção da CBF, o poder de mando da Rede Globo, que tudo podia/pode, por conta da blindagem oferecida a Ricardo Teixeira.

Em relação à essa copa que para nós se encerra hoje (o que importa se formos terceiro lugar depois dessa derrota histórica???) de modo tão sofrível/sofrido, os mesmos erros de sempre: A Globo bancando Teixeira, apoiando Felipão, nossos cronistas se iludindo em sua maioria com a copa das Confederações, e uma mídia venal e politizada, até os primeiros dias da copa, apostando no “não vai ter copa”, por conta do mal disfarçado ódio e preconceito contra tudo o que venha “dos governos petistas”… – Assim, ninguém questionou a fundo a ausência de craques como Paulo Henrique Ganso (o maior talento, disparado, do futebol brasileiro, depois de Neymar) e a mescla, na convocação, de jogadores experientes, com os novatos!

Luís Fabiano, Kaká, Robinho, teriam vaga até de titulares nesse time tão fraco, quanto mais como “reservas de luxo”, a serem utilizados em momentos de tensão, de necessidade – até pelo respeito que impõem aos adversários. Ficamos na dependência da genialidade de Neymar.

Hoje, todas as máscaras caíram, e a fragilidade desse time explodiu, sem o verdadeiro craque da defesa – Tiago Silva – e o gênio do time – Neymar.

Hulk, coitado, sem culpa alguma, já que quem o escala é o treinador, não serve nem como reserva de uma seleção brasileira, quanto mais como titular, quem quiser, veja os jogos novamente, perceberá que em mais de 50% das vezes que foi acionado, nada fez de útil ou conclusivo. Num time capenga, fraco, um jogador tão ruim assim tecnicamente, destrói ainda mais o time. Willian teria que ser o titular, desde o primeiro jogo, para dialogar com Neymar, Fred, Oscar.

Nesse jogo de hoje, até um técnico de pelada, teria tirado Hulk do time, e reforçado o meio de campo, entrando com Paulinho, Fernando e Luiz Gustavo ou Henrique, mas três cabeças de área, e não teria havido o buraco no meio de campo, por onde a Alemanha passeou, brincou de jogar bola, porque Hulck e Oscar, Fred e Bernard, não são marcadores por excelência, ou seja, deixamos um rombo entre o meio de campo e a defesa, erro primário, tolo, que nem as inexperientes Gana e EUA cometeram, tanto que endureceram um pouco seus jogos contra essa mesma Alemanha.

Tragédia anunciada, havíamos pegado apenas seleções medianas, nenhuma sequer perto das “top de linha”, e com o time completo, e justo contra uma das mais fortes, Felipão inventa de “jogar aberto” – teve o que implorou para ter, por sua falta de inteligência tática, sua falta de capacidade de prever o totalmente previsível.

Acredito que estávamos pedindo por uma derrota assim, há tempos, poderia ter ocorrido algo parecido antes, em seleções de Parreiras, Dungas, Felipões, e sob o comando de uma CBF envolvida em negociatas, de gente que odeia o futebol, bancados, repito, por uma rede Globo cúmplice e criminosa, e com a omissão ou comentários insossos, há décadas, de uma mídia esportiva empobrecida.

O lado bom desse vexame, é que deixamos temporariamente de ser o “país do futebol”, os alemães enterraram a seleção hoje, TUDO TERÁ QUE SER REINICIADO dos escombros que sobraram, a CBF terá que ser repensada, o domínio da Globo sobre o futebol, terá que ser repensado, nosso futebol pobre, muito dependente de faltas e violência, terá que ser repensado, nossa mídia esportiva terá que ser repensada, e vou além, a FIFA terá que ser repensada, pelos vários episódios de violência que vimos na Copa, com a permissividade dos juízes.
Aviões não caem por um motivo só – dizem aviadores experientes – sempre é uma CADEIA DE EVENTOS que explica o desastre…

O vexame de hoje, o futebol pobre em toda a Copa, da seleção brasileira, os erros existentes nas estruturas dos clubes, são também, uma cadeia de eventos infelizes, de um futebol mal dirigido, mal comandado, apoiado por uma mídia corrupta.

Finalmente, chegou o evento marcante, que nos permite re-começar do zero!

(Eduardo Ramos, via http://jornalggn.com.br)

Empire State, de Nova York, ‘veste’ as cores da finalista Alemanha

Tradicional prédio da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, o Empire State Building prestou uma homenagem à seleção da Alemanha, após a impiedosa goleada por 7 a 1 sobre o Brasil. Através de sua conta oficial no Twitter, a administração do prédio postou uma foto da construção iluminada com as cores do país vencedor, que conqusitou uma vaga na decisão da Copa do Mundo 2014.

“Vamos brilhar em dourado, vermelho e preto em homenagem ao avanço da #GER (@DFB_Team) in the #WorldCup! #BrazilvsGermany “, dizia a postagem.

Agora, os alemães esperam o vencedor da outra semifinal, que saíra do confronto entre Holanda e Argentina, marcado para as 17h desta quinta, na Arena Corinthians, em São Paulo. A finalíssima acontece no próxima domingo, dia 13, no Maracanã.

(Extra Online)

Apostador acerta placar de Brasil e Alemanha e fatura R$ 100 mil

Acertar nos bolões da Copa do Mundo deste ano não foi nada fácil. Prova disso é que no jogo entre Brasil e Argentina, apenas um apostador acertou que os europeus humilhariam os brasileiros.

Em um site estrangeiro, um apostador arriscou o placar, além de dizer que um dos gols seria de Khedira. Com isso, a aposta de 20 dólares feita por ele se transformou em um prêmio de US$ 46.380, o equivalente a R$ 103 mil. O valor é 2.319 vezes maior que a quantia inicial.

(Correio 24 Horas)

Aeroporto Internacional de Fortaleza se despede da Copa com 4.326 voos comerciais

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

O Aeroporto Internacional de Fortaleza/Pinto Martins (CE) encerrou sua participação na Copa do Mundo com um expressivo aumento na movimentação de passageiros e aeronaves. Do dia 12 de junho, data da abertura da competição, até o último sábado (5 de julho), o Pinto Martins recebeu 4.326 voos comerciais, sendo 2.164 partidas e 2.162 chegadas, o que representa uma média diária de 180 voos, sendo que a média do aeroporto são 150 voos diários. A movimentação de passageiros estimada no período foi de 493,9 mil, entre embarques e desembarques.

Os dias com maior movimento no terminal foram 17 de junho, data em que Brasil e México empataram por zero a zero no Estádio Castelão, quando o aeroporto recebeu 242 voos, e no dia 5 de junho, um dia depois da vitória de 2 a 1 da Seleção Brasileira contra a Colômbia, com 232 voos.

A tranquilidade nas ações de embarque e desembarque de passageiros e delegações marcou a atuação da equipe do terminal cearense, que recebeu 24 operações entre embarques e desembarques de delegações durante a realização do Mundial. Para se ter uma ideia, na última terça-feira (1º de julho), os 71 integrantes da delegação colombiana desembarcaram em apenas 5 minutos e, no dia seguinte, os 64 passageiros da delegação brasileira desembarcaram em 9 minutos. Todas essas operações ocorreram na Base Aérea de Fortaleza, sob a coordenação das equipes de operações e segurança do aeroporto.

Para garantir a fluidez das operações, a Infraero reforçou as equipes de trabalho do terminal cearense por meio de remanejamento do corpo funcional da empresa. Durante a Copa,  número de “amarelinhos”, funcionários vestidos com coletes amarelos, com a frase “Posso Ajudar?/May I Help You, para atendera  passageiros com dúvidas como horários de voos, portões de embarques e outros serviços do Pinto Martins aumentou em 48%. Já o pessoal da área operacional aumentou em 16%, passando para 72 funcionários.

Além disso, entre os dias 19 e 30 de junho, o Balcão de Informações da Infraero registrou 9.615 atendimentos a passageiros em Fortaleza. Desses, 1.950 foram dúvidas de estrangeiros. Os assuntos mais demandados foram informações sobre voos, empresas aéreas e localização no terminal.

(Rafael Massadar, Mercado e Eventos)

A derrota da mídia na batalha que ela iniciou a propósito da Copa do Mundo

Por Fábio de Oliveira Ribeiro

Desde Lula ganhou a eleição, opera-se no Brasil um fenômeno evidente: a mídia se entrincheirou na oposição e declarou guerra ao PT, ao Estado e a qualquer inovação política ou evento patrocinado pelo governo federal. Nos últimos 4 anos, a sucessora eleita por Lula foi atacada de todas as maneiras possíveis.

Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, Universidade Sem Fronteiras, todos os programas federais tem sido fulminados diariamente pela imprensa. A população que se beneficia dos programas federais parece não dar a menor importância para a propaganda da oposiçãodisfarçada de jornalismo isento que tem sido diariamente difundida. A última batalha desta guerra civil sem tiros foi por causa da Copa do Mundo.

De janeiro/2014 até o início da Copa do Mundo, a imprensa brasileira ficou dizendo que passaríamos vergonha, pois os estádios não ficariam prontos, os fãs do futebol não teriam mobilidade, os aeroportos ficariam um caos, os turistas seriam maltratados, etc… Aécio Neves chegou a endossar este discurso com esperança dos desejos se transformarem em fatos. A Copa do Mundo começou bem e se transformou num sucesso retumbante. A imprensa internacional, que registrou o evento de maneira com profissionalismo, em pouco tempo desmantelou o festival de bobagens que vinha sendo divulgado pelos jornalistas brasileiros.

Atolados pela avalanche de dados positivos indesejados, os jornalistas brasileiros passaram a divulgar a Copa do Mundo como sendo um sucesso dos brasileiros. Até na derrota, eles tentam retirar do governo petista a possibilidade de auferir os benefícios eleitorais do sucesso do evento que ajudou a realizar. O povo, que não se vê representado pela imprensa, provavelmente perceberá como a oposição rapidamente passou a freqüentar os mesmos estádios que não ficariam prontos e a deslocar-se pelo país sem esbravejar contra o caos aéreo.

Os erros cometidos pela imprensa são imperdoáveis do ponto de vista estritamente jornalístico. Deixar de lado o profissionalismo para atacar o governo não tem qualquer sentido, especialmente porque o governo é eleito pelo povo e conta com seu apoio (prova disso é a popularidade de Dilma Rousseff, que pode acabar sendo reeleita no primeiro turno).

Do ponto de vista estritamente militar, a guerra declarada pela mídia ao governo está fadada ao fracasso. Provavelmente porque os jornalistas ignoram o principal: quem pretende começar uma guerra civil ou vencê-la deve aprender que numa batalha a diferença entre os fatos e as notícias destes não necessariamente produzem a vitória. Em seu magistral Bellun Civile, Caio Julio Cesar registrou de maneira bastante eloqüente que:

“…quod saepe in bello paruis momentis magni casus intercederent…”

“Nonnulla etiam ab iis qui diligentiores uideri uolebant fingebantur.”

“…nam plerumque in nouitate rem fama antecedit.”

Eis a tradução destes fragmentos em A Guerra Civil, Antonio da Silveira Mendonça, edição bilíngüe, Estação Liberdade-FAPESP, 2003:

“…como se sabe, na guerra, com frequencia grandes desastres resultam de acontecimentos de pouca monta…”

“Algumas notícias eram fruto da imaginação mesmo daqueles que queiram passar por mais bem informados.”

“…com efeito, no mais das vezes, nas situações incomuns, o boato ultrapassa a realidade.”

Ao declarar guerra ao PT sem dominar a arte da arte da guerra, os jornalistas só poderiam mesmo colher uma derrota atrás da outra. Os boatos, nas situações comuns*, não tem poder para modelar ou remodelar a realidade, especialmente quando o povo está mais em contato com a realidade do que os jornalistas que querem se passar por bem informados e imaginam notícias para beneficiar a oposição e prejudicar o governo petista.  A oposição que segue ligada umbilicalmente à imprensa também está fadada ao fracasso, pois quem decide a eleição é o povo e este já demonstrou que não sorverá o veneno destilado pelos inimigos do PT na imprensa.

Quem da oposição quer se ligar ao povo brasileiro? Aécio Neves disse que pretende reduzir o Salário Mínimo. Eduardo Campos oferece aos brasileiros mais do mesmo do que fez em seu Estado, que afundou em corrupção sob seu comando. Ambos se apegam desesperadamente à esperança de que o ódio devotado pela imprensa ao governo petista será suficiente para fazer um deles vitorioso na guerra civil que a mídia declarou ao PT. Como se a própria mídia não estivesse sendo derrotada diariamente pela realidade de governos petistas considerados bons ou excelentes pela maioria da população.

*Gostem ou não ou jornalistas, a falta de credibilidade da imprensa brasileira já faz parte das situações comuns que vivemos há quase 12 anos.

Via http://jornalggn.com.br

Fortaleza: seis jogos, R$ 700 milhões na economia e 860 mil torcedores no Castelão e na Fan Fest

Brasileños festejan el gol de Brasil contra Chile, en la Fan Fest de Fortaleza. Fotografía: Kamil Krzaczynski/Efe

Fortaleza encerrou a sua participação na Copa do Mundo na última sexta-feira (4), após a vitória do Brasil por 2 x 1 sobre a Colômbia, na Arena Castelão. O jogo valeu a classificação da Seleção para as semifinais após 12 anos. Em campo, foram seis partidas, 17 gols, e público de quase 360 mil pessoas. Fora dele, muita festa dos torcedores de vários países e elogios à cidade e ao povo cearense.

Em entrevista coletiva para anunciar o balanço do Mundial, os gestores da prefeitura e do governo estadual celebraram a “Copa perfeita” organizada por Fortaleza.

“Nem nos meus melhores sonhos a gente teria uma Copa tão excelente como a que realizamos”, afirmou o secretário Especial da Copa do Ceará (Secopa), Ferruccio Feitosa.

“É um sentimento de realização e felicidade chegar aqui não só com esse resultado, mas com essa energia e essa alegria que vimos em toda Fortaleza”, disse a secretária Extraordinária da Copa de Fortaleza (Secopafor), Patrícia Macedo.

Jogos e público

A primeira fase da Copa do Mundo batizou o Castelão como o “estádio das zebras”, já que nenhum favorito conseguiu vencer na capital cearense. Em 14 de junho, o Uruguai perdeu de virada para Costa Rica, por 3 x 1. Já no dia 17, o Brasil não conseguiu sair do zero diante do México.

Quatro dias mais tarde (21), foi a vez dos alemães empatarem com a seleção de Gana por 2 x 2. Por fim, no dia 24 de junho, a Costa do Marfim precisava de um simples empate contra a Grécia para se classificar, mas perdeu por 2 x 1 e foi eliminada.

Nas oitavas e quartas-de-final, os favoritos Holanda e Brasil trataram de espantar as zebras e venceram México e Colômbia, respectivamente. Ao todo, foram quase 360 mil pessoas no estádio e média de 59 mil pessoas por jogo.

Do total presente na Arena Castelão, segundo a Secopa, foram 150 mil turistas estrangeiros e 109 mil visitantes brasileiros de outros estados – média de 43 mil turistas por partida. Somados às pessoas que viajaram a Fortaleza sem ingressos para os jogos, o número de turistas deve superar os 350 mil.

Entre os estrangeiros, os norte-americanos lideraram o público na Arena Castelão, com 27 mil ingressos comprados, seguidos por mexicanos (22 mil) e alemães (15 mil). No mercado interno, os paulistas, com 40 mil entradas adquiridas, ficaram em primeiro no ranking de torcedores. Os visitantes do Rio de Janeiro (14 mil) e do Rio Grande do Norte (7,5 mil) aparecem em segundo e terceiro colocados.

Economia

Segundo o secretário Ferruccio Feitosa, o número de visitantes estrangeiros apenas na Arena Castelão superou a quantidade de turistas de outros países em todo ano de 2013 na capital cearense.

“Os visitantes injetaram pelo menos R$ 700 milhões de forma direta na economia cearense durante os dias de Copa do Mundo. Ao longo de 12 meses, isso vai ser multiplicado e dará muitas oportunidades ao povo cearense”, disse o secretário. Segundo ele, a quantidade de empregos gerados ainda está sendo contabilizada.

Voos

Grande parte dos turistas que viajaram a Fortaleza optaram pelo deslocamento aéreo. No total, durante os dias de Copa do Mundo na cidade, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou 5.025 voos – média de 209 por dia – no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Apenas no dia da partida entre Brasil e Colômbia, na última sexta-feira (4), pelo menos 25 mil pessoas passaram pelo aeroporto da capital cearense.

Mobilidade

Um dos itens mais elogiados pelos turistas durante a Copa do Mundo foi o sistema de mobilidade implementado para os seis jogos na cidade. Ao todo, 350 ônibus grátis saíram de sete bolsões de estacionamento com destino ao estádio.

De acordo com a prefeitura, foram 283 mil pessoas transportadas nas linhas especiais até o Castelão – média de 47 mil por partida. Além disso, foram 40 mil usuários dos micro-ônibus especiais para torcedores com mobilidade reduzida.

“Fiquei impressionado com a quantidade de ônibus e a rapidez até o estádio”, afirmou o holandês Geurt Roos, de 61 anos, que assistiu a vitória da Holanda sobre o México. As irmãs Benildes, 82, e Teresa, 70, saíram de Teresina para acompanhar a partida entre Grécia e Costa do Marfim.

Do aeroporto, elas foram em uma das linhas especiais até o Castelão e, de lá, embarcaram em um micro-ônibus até a porta do estádio. “Está tudo ótimo. Fomos muito bem atendidas desde o aeroporto. Há muitos voluntários para ajudar os turistas e os ônibus são rápidos”, elogiou Benildes.

Fan Fest

Os 21 dias de Fan Fest resumiram bem o slogan “Fortaleza, cidade-sede da alegria” durante a Copa do Mundo. Escolhida pela FIFA para realizar a inauguração mundial do evento, em 8 de junho, a capital cearense viu 505 mil pessoas passarem pela arena montada na Praia de Iracema – média de 24 mil por dia. O espaço ainda realizará mais quatro exibições, nas semifinais, decisão do terceiro lugar e final da Copa do Mundo.

Atendimento médico

Os postos médicos avançados colocados na arena da Fan Fest, na Praia de Iracema, e no Castelão realizaram 804 atendimentos e 37 remoções para unidades de saúde da cidade. Foram 171 pessoas atendidas e 10 removidas no posto do estádio e 733 atendimentos e 27 remoções na Fan Fest.

Segurança

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e de Defesa Social do Ceará (SSPDS), foram realizados 497 boletins de ocorrência (BOs) e 80 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) durante a Copa do Mundo na capital cearense.

Foram 31 prisões em flagrante, sendo 12 estrangeiros (10 mexicanos, um grego e um alemão). Para o Mundial, Fortaleza contou com mais de sete mil agentes de segurança em toda cidade.

Resíduos sólidos

Os 100 catadores de materiais recicláveis que atuaram no entorno da Arena Castelão e da Fan Fest, na Praia de Iracema, recolheram 37 toneladas de resíduos sólidos. “Essa operação é muito importante porque gera emprego e renda para os catadores. Além disso, fizemos uma limpeza da areia para garantir a salubridade”, afirmou a secretária Patrícia Macedo.

Voluntariado

Os inscritos no programa de voluntários do governo federal também tiveram participação importante durante o Mundial. No total, foram 280 pessoas, com 200 atuando nos bolsões de estacionamento e 80 divididas entre Fan Fest e Arena Castelão.

A experiência, considerada como única pelos próprios voluntários, ficará na memória de cada um para a vida toda. “Foi uma experiência indescritível. Já vou procurar saber como faço para me inscrever para as Olimpíadas do Rio de Janeiro”, relatou a voluntária Vera Lúcia Silva, estudante de Turismo, que atuava na região do estádio para orientar os torcedores.

Legado para a cidade

Segundo os gestores da cidade e do estado, Fortaleza terá “outra cara” depois da Copa do Mundo. Além de ficar conhecida mundialmente após sediar jogos importantes da competição, a cidade realizou importantes obras de mobilidade urbana para melhorar a fluidez do trânsito.

Com investimento de R$ 38,4 milhões, a rotatória e o túnel em frente ao estádio Castelão possibilitam a interligação das avenidas Paulino Rocha, Alberto Craveiro, Silas Munguba (antiga Dedé Brasil) e Juscelino Kubitschek. Já as avenidas Paulino Rocha e Alberto Craveiro, que foram ampliadas, tiveram investimento de R$ 19,5 milhões e R$ 28,6 milhões.

Além das obras de infraestrutura para o trânsito da cidade, Fortaleza inaugurou no dia 16 de junho o terminal de passageiros do Porto do Mucuripe. Na ocasião, 3,6 mil mexicanos chegaram em um navio para acompanhar a partida diante da Seleção Brasileira.

O novo complexo, que tem capacidade para receber cerca de 4.500 passageiros por turno, para embarque ou desembarque, mede 350 metros de extensão e 13 metros de profundidade.

O investimento de R$ 205 milhões inclui obra civil, utilidades, mobiliário operacional, licenciamento e compensação ambiental, indenizações, fiscalização e aquisição de equipamentos (scanner, circuito fechado de televisão, raio X, elevador, escada rolante, defensas, entre outros).

“São tantos legados que fica até difícil enumerar. O maior é o social, gerando emprego, renda e maior qualidade de vida para a população. Temos a visibilidade que Fortaleza ganhou para o Brasil e para o mundo, com a potencialização do turismo, que é algo que a gente precisa cada vez mais incrementar”, afirmou o secretário Ferruccio Feitosa.

“As obras são para o povo cearense. É para a mobilidade, para que o morador passe menos tempo no transporte e mais tempo com a família”, completou.

Fonte:
Portal da Copa

Brasil poderá sediar Mundial de Clubes em 2017 e 2018

Com a infraestruta feita para a Copa do Mundo, o Brasil pode ser a sede do Mundial de Clubes de 2017 e 2018. A afirmação veio do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em entrevista ao canal Sportv.

“O Brasil já tem toda estrutura para organizar qualquer evento futebolístico. Vamos usar os estádios que já foram usados para esta Copa”, disse Valcke.

“Poucos países do mundo podem dizer que têm tamanha infraestrutura para o futebol. Não apenas dos principais estádios, mas todos os campos de treinamento”, completou. 

A decisão da Fifa será anunciada em dezembro. O Brasil disputa com Índia e Emirados Árabes para ser a sede dos Mundias de Clubes de 2017 e 2018. A competição, que desde 2009 vem sendo realizada por um mesmo país por dois anos seguidos, tem o Marrocos como sede em 2013 e 2014 e terá o Japão em 2015 e 2016.

(Esporte Interativo)

Copa do Mundo no Brasil injetou R$ 142 bilhões na economia

Um dos saldos da Copa do Mundo no Brasil é o valor de R$ 142 bilhões injetados na economia entre 2010 e 2014. E a escolha das 12 cidades-sedes não foi à toa: o objetivo é espalhar a riqueza para todas as regiões, com desenvolvimento para comercio, indústria e serviços.

A Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à USP, apontou que, dos R$ 9,7 bilhões gerados durante a Copa das Confederações, 51% se difundiram por todo o pais, enquanto 49% ficaram concentrados nas seis cidades que receberam o torneio. Já o Mundial tem potencial de retorno mais de três vezes maior.

Mais de 3,6 milhões de pessoas estão circulando pelo Brasil, o dobro em comparação à Copa do Mundo na África do Sul (2010). Apenas com visitantes, o país terá retorno de, no mínimo, R$ 25 bilhões. Esse valor quita gastos do governo federal em infraestrutura, mobilidade urbana e segurança feitos para receber o evento e que ficarão como legado para população ao término dele.

Na empregabilidade, o setor de Turismo ofereceu, sozinho, mais de 48 mil oportunidades de trabalho. Outras 50 mil vagas foram criadas para execução das obras nos estádios. Esses são exemplos de fatores essenciais para que o Brasil possa seguir mantendo as menores taxas de desemprego de sua história.

Agência Brasil

Vídeo de menino argentino que torce pelo Brasil vira febre na Internet

Reprodução/Facebook

Nem todos os argentinos torcem por Lionel Messi e companhia. Um vídeo que se tornou viral no Facebook tem dado o que falar, principalmente, entre os brasileiros. As imagens mostram um menino argentino brincando com bolhas de sabão em uma conversa com uma mulher sobre o “Mundial”. O menino é um torcedor convicto da seleção brasileira. Embora não haja informações sobre a identidade do menino, a origem do vídeo e quando ele foi gravado, as imagens estão bombando na web.

“Os brasileiros são muito bons”, diz o garoto diversas vezes.

A mulher, que não aparece no vídeo, retruca, citando um empate de 0 a 0 do Brasil (provavelmente o resultado sem gols com o México, pela primeira fase desta Copa):

“Não, são muitos ruins. Nós somos argentinos A gente gosta do Messi”.

E o menino insiste: “Brasil”.

A mulher apela: “Brasileiros imundos!”

Mas o pequeno é valente, não desiste nunca: “Os brasileiros são muito bons, ganham de todos”.

A mulher: “Não, nós vamos ganhar” .

O garoto: “Não, eles. São muito bons”.

Ela: “Não, muito bons são o Messi, o Kun Agüero…”

O menino bate o pé: “Os brasileiros são muito bons”.

Assista: 

(Gazeta do Povo)

David Luiz lidera ranking dos melhores da Fifa até as oitavas

Albari Rosa / Gazeta do Povo

Rio de Janeiro – Em meio a grandes exibições de goleiros, atuações decisivas de atletas importantes como Lionel Messi e James Rodríguez, o melhor jogador da Copa do Mundo até o fim das oitavas de final é um defensor, o zagueiro brasileiro David Luiz, segundo índice de rendimento da Fifa.

O camisa 4 da seleção brasileira tem uma pontuação de 9,79 e deixou para trás James Rodríguez.

Artilheiro da Copa e autor de dois gols na vitória sobre o Uruguai por 2 a 0, no último sábado, o colombiano tem 9,74 pontos.

A defesa da equipe de Luiz Felipe Scolari está bem representada, já que Thiago Silva aparece em sétimo lugar.

Outro brasileiro na lista é o atacante Neymar, em sexto, cinco posições à frente do argentino Lionel Messi, seu companheiro no Barcelona.

Apesar de seu grande desempenho diante da “Celeste”, Rodríguez caiu para a segunda posição.

O atleta do Monaco é o primeiro a marcar gols em todas as quatro primeiras partidas de sua seleção desde Ronaldo e Rivaldo em 2002.

Os 12 primeiros colocados do índice de rendimento da Fifa na Copa do Mundo são os seguintes:

Posição Jogador Seleção Pontuação
1 David Luiz Brasil 9.79
2 James Rodríguez Colômbia 9.74
3 Karim Benzema França 9.70
4 Arjen Robben Holanda 9.66
5 Jan Vertonghen Bélgica 9.62
6 Neymar Brasil 9.59
7 Thiago Silva Brasil 9.56
8 Ivan Perisic Croácia 9.53
9 Johan Djorou Suíça 9.50
10 Thomas Müller Alemanha 9.48
11 Lionel Messi Argentina 9.45
12 Ángel di María Argentina 9.43

(EFE)

Treino da seleção brasileira em Fortaleza será no Presidente Vargas

(Portal da Copa/Divulgação)

O treino da seleção brasileira na capital cearense nesta quinta-feira não será de reconhecimento do gramado da Arena Castelão, mas sim realizado no Presidente Vargas, estádio que recebe partidas do Fortaleza. A programação foi divulgada pela CBF e, assim como aconteceu contra o Chile, o time de Felipão não trabalhará no palco do jogo antes do duelo pelas quartas de final. Em Belo Horizonte, a decisão foi tomada para poupar o gramado do Mineirão, em razão dos seguidos jogos da Copa disputados no local.

A Seleção realiza nesta quarta-feira pela manhã seu último treino na Granja Comary antes da partida contra a Colômbia, na sexta-feira. À tarde, a delegação deixa Teresópolis e embarca para Fortaleza.

Na disputa da Copa das Confederações, o time brasileiro também treinou no Presidente Vargas, antes da vitória por 2 a 0 sobre o México, pela primeira fase. A atividade foi fechada, e cerca de sete mil torcedores ficaram do lado de fora, pedindo que Felipão liberasse a entrada. O técnico acabou cedendo no fim do treino, e uma das arquibancadas foi tomada pela torcida.

(Marcelo Baltar, Globo Esporte)

Campeão do Mundo de 2014 sairá das Américas ou da Europa

Rede Brasil Atual

A classificação para as quartas de final da França sobre a Nigéria e da Alemanha diante da Argélia eliminou, numa só tarde, os remanescentes dos africanos na Copa de 2014. Como nenhum asiático nem oceânico passou da etapa de grupos, está sacramentado: o campeão do Mundo de futebol em 2014 sairá, mais uma vez, das Américas ou da Europa.

Ainda tem muito concorrente habilitado. Então, para refinar mais o palpite, só no bolão da firma (ou da faculdade, ou do botequim).

Em maior número na Copa, os europeus entraram em campo 45 vezes até agora, contra 38 participações de países do continente americano.

O confronto mais frequente foi entre representações dos dois continentes (18). São oito vitórias americanas, seis europeias e quatro empates.

No geral, as seleções no Novo Mundo venceram 19 vezes. As do Velho Mundo triunfaram 19.

A melhor média de gols (4,2) foi nas cinco disputas de europeus com europeus (graças a Holanda 4 x 1 Espanha, Alemanha 4 x 0 Portugal e França 5 x 2 Suíça). A pior média foi nas quatro pelejas entre asiáticos e europeus (1,75).

Confira as disputas entre continentes*:

Gols▼ Jogos Média Gols/Jogo
América x Europa 42 18 2,33
Europa x Europa 21 5 4,20
África x Europa 20 7 2,86
África x América 17 5 3,40
América x América 11 5 2,20
África x Ásia 9 3 3,00
Europa x Oceania 8 2 4,00
Ásia x Europa 7 4 1,75
América x Ásia 6 2 3,00
América x Oceania 4 1 4,00
Total 145 52 2,79

* Ordenado por gols marcados

O que os estrangeiros levariam de Fortaleza

Foto: Fabiane de Paula

A pergunta pareceu tentadora: o que você, estrangeiro, escolheria levar de Fortaleza para sua cidade depois da Copa do Mundo? Na mala dos tantos americanos, mexicanos, escoceses, chilenos consultados por O POVO, seria inevitável o excesso de bagagem. Como organizar a gente e a praia cearense em um único compartimento? O clima conserva no voo? Os frutos do mar vão junto com as meias? Se apertar, tem espaço pra coxinha aí?

A resposta unânime, dita entre um passeio na avenida Beira Mar, misturava a beleza da praia com a temperatura da água. Na lista do casal de escoceses Stephanie e Joe Herd, ambos 54 anos, teve espaço também para as pessoas – “todos estão sendo muito amigáveis”. Eles já trazem consigo memórias de Curitiba e ainda passam por Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro antes de retornar para casa. Já pensou naquela parte do Reino Unido a 30 graus o ano todo? O casal, pelo visto, sim – o clima de Fortaleza é do que sentirão mais falta.

O roteiro do trio americano Lino Facomir, 24, Ryan Vella, 24, e Matthew Vella, 28, seguiu o rumo Califórnia, Fortaleza, São Paulo e Rio. Aqui, deixaram os principais elogios para as pessoas. “Nos Estados Unidos, são mais privados. A abertura das pessoas daqui nos surpreendeu, foram ótimos e humildes”, ressaltou Lino. Ryan deu destaque também à comida na praia. “A comida fresca do mar é fantástica, com preços acessíveis e semelhantes às demais opções”.

Recém-chegados de Natal e Recife, mesmo com a experiência de apenas um dia na Capital cearense, os irmãos chilenos Sebastian e Cristian Díaz, 28, já haviam atestado: quanta diferença a água do mar. “Não só em Santiago, é gelada em todas as praias do Chile, gelada que dói o osso”, afirma Cristian. A namorada dele, Rosa Farías, 28, endossou o coro dos encantados pelo clima – aquele com sol – e emendou as pessoas, o peixe e o camarão.

Depois de adiantar a programação da Copa em um ano, o mexicano Victor Yepez, 31, se viu sem ingressos para ir ao Castelão no domingo. Mesmo assim, leva boas lembranças de Fortaleza. “Em Monterey, a temperatura pode ir de 40 graus no calor extremo a cinco graus, no mesmo dia. A praia daqui com este clima seria a melhor combinação que se poderia fazer”. Elogios também à Fan Fest. “Fui na de São Paulo e na de Recife e aqui foi a melhor. É na areia e a cerveja era mais barata”, argumentou.

De Victor, sobrou até um presente para O POVO: uma pequena garrafa de tequila de recordação. “Você morou aqui a vida inteira?”, questionou o americano Lino enquanto as respostas dos estrangeiros eram anotadas. “Que inveja”, completou. Na mala de todos, cabia uma Fortaleza. Ao menos a parte bonita, aquela conhecida e desbravada por eles, se bem dobrada e guardada, já tinha espaço na bagagem e na memória.

(Viviane Sobra, O Povo)

DE VILÃO A HERÓI, JULIO CESAR DÁ LIÇÃO DE VIDA

247 - A partir deste sábado, o Brasil tem um novo herói: o goleiro Julio Cesar, que fez uma defesa fantástica no primeiro tempo e, na hora decisiva, defendeu dois pênaltis. Com os olhos cheios d´água, Julio Cesar desabafou ao fim da partida. “Só deus e minha família sabem o que eu passei quatro anos atrás”, afirmou.

Julio Cesar se referia ao jogo entre Brasil e Holanda, em 2 de julho de 2010. Naquele dia, derrotada por 2 a 1 para os holandeses, a seleção brasileira foi eliminada da Copa da África do Sul e o peso da derrota recaiu sobre os ombros do goleiro.

“Aquilo foi inesquecível. Eu nunca vi um atleta sentir tanto um baque de uma perda como ele sentiu. Ele pegou toda uma dor da população e transformou como se fosse uma coisa só dele, e não era, era uma dor compartilhada. Futebol são 11 contra 11, perdeu o grupo todo”, disse Marcelo Guerreiro, amigo pessoal do goleiro, que viveu com ele o drama da derrota.

Julio Cesar foi, literalmente, ao fundo do poço.  Perdeu a posição na Inter de Milão e foi transferido para o Queens Rangers, que caiu para a segunda divisão da liga inglesa. Depois, ficou praticamente sem clube para treinar.

Convocado para a seleção na Copa das Confederações do ano passado, Julio Cesar foi uma das escolhas mais contestadas de Felipão. Antes dos pênaltis, ele chegou a chorar em campo, até ser confortado pelo capitão Thiago Silva. “Você é o cara, você é o cara”, disse o capitão.

O resto da história é conhecido. Julio Cesar foi testado ao máximo. Pegou dois pênaltis, mas isso não deu conforto total à seleção, uma vez que William e Hulk desperdiçaram suas cobranças. Na última penalidade, o chileno Jara bateu na trave e o Brasil saiu de um dos maiores sufocos já vividos em Copa do Mundo.

Julio Cesar saiu de campo como o grande herói, prometendo ir mais longe. “Minha história na seleção ainda não acabou”, disse ele. “Ainda faltam três degraus”.

Mesmo que o Brasil não chegue à final, Julio Cesar deu a volta por cima. Merecida.

(Brasil 247)

Ceará deve receber n.º recorde de estrangeiros para jogo México e Holanda

O jogo Holanda e México no Castelão, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, deve atrair um número recorde de turistas estrangeiros ao Ceará, 26 mil pessoas, segundo a Secretaria da Copa do Estado. O número o recorde anterior, de 23 mil estrangeiros durante Brasil e México no Castelão, em 17 de junho.

Além dos 26 estrangeiros, 18 mil turistas de outros estados brasileiros e 16.500 de outras cidades do Ceará devem chegar a Fortalezadomingo (29). Dos mais de 60 mil ingressos que foram colocados à, 26 mil foram comprados por estrangeiros, segundo a Secretaria de Turismo, especialmente mexicanos e holandeses; foram 7,2 mil ingresso vendidos a  mexicanos e 3,6 mil aos holandeses.

Americanos, chilenos e australianos adquiriram a soma de 82 mil ingressos e também devem comparecer em peso à capital cearense.

Entre sábado e domingo (dias 28 e 29), devem chegar ao Aeroporto Internacional Pinto Martins 158 voos, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Destes voos, cinco são internacionais: quatro regulares e diretos (Buenos Aires, Miami, e dois de Lisboa) – e um charter, vindo de Amsterdã com 256  passageiros.

Para o último jogo em Fortaleza, das quartas de final (cujos adversários ainda são desconhecidos), no dia quatro de julho, são esperados, até o momento, 47,4 mil turistas, sendo 19,8 mil estrangeiros e 27,6 mil brasileiros.

Meio bilhão na primeira fase
Os turistas que viajaram a Fortaleza na primeira fase da Copa do Mundo injetaram na economia do estado cerca de meio bilhão, segundo o secretário especial da Copa do Ceará (Secopa), Ferruccio Feitosa. De acordo com o secretário, os principais gastos dos visitantes brasileiros e estrangeiros foram com hospedagem, comércio, serviços e passeios turísticos.

Entre os 167 mil visitantes que compraram ingressos para as quatro partidas da primeira fase na Arena Castelão, 94,5 mil eram estrangeiros e 72,5 mil de outros estados brasileiros. O Ceará recebeu 237,7 mil torcedores, uma média de 59,4 mil por jogo e ocupação de 93%. Se forem contabilizados os visitantes que viajaram à capital cearense sem ingressos para os jogos no Castelão, a estimativa é de que mais de 200 mil pessoas passaram pela cidade na primeira fase.

(G1 Ceará)

Para turistas estrangeiros na Copa, o povo é o que há de melhor no Brasil

A Copa do Mundo começou há exatos 16 dias com algumas dúvidas sobre a capacidade do Brasil para sediar um evento esportivo desse porte. Na mídia nacional e internacional, ainda se questionava se ‘o Brasil estaria pronto’ para receber os 600 mil turistas estrangeiros esperados e realizar a chamada “Copa das Copas” prometida pelos governantes.

Os atrasos na entrega dos estádios e dos projetos de infraestrutura – muitos que ainda não ficaram prontos -, os problemas dos aeroportos e a ameaça de greves e protestos acabaram fazendo com que o Brasil ficasse em evidência mundo afora às vésperas do Mundial e chegaram até a ‘assustar’ alguns visitantes que estavam prestes a embarcar para o país.

Mas, passados os primeiros dias de euforia, o que os turistas de fora – popularmente chamados de ‘gringos’ – estão achando do Brasil? A BBC Brasil passou as duas últimas semanas ouvindo dezenas de estrangeiros que passaram pelas cidades-sede da Copa para saber quais eram as impressões deles sobre a organização do país para receber o Mundial, a infraestrutura, a hospitalidade dos brasileiros e tudo o que foge dos estereótipos conhecidos de “país do futebol, samba e carnaval”.

Nas duas primeiras semanas de Copa, ao menos as previsões mais pessimistas não se confirmaram. Não houve caos aéreo – apesar de alguns aeroportos terem apresentado problemas de atraso, como é comum em períodos de muita demanda -, não houve grandes greves, os protestos foram contidos – alguns com certa violência, que acabou em confronto entre policiais e manifestantes – e a organização dos jogos também foi considerada satisfatória.

“Falaram tanto que o Brasil era violento, que seríamos assaltados, que os estádios não estavam prontos e tudo mais, mas não tivemos nenhum problema, está tudo muito tranquilo até aqui”, relatou Neftalí Barría, um chileno que chegou ao Brasil no dia 10 de junho e passou por Cuiabá, Curitiba e São Paulo.

Mas nem tudo foram “flores” para os turistas que desembarcaram no Brasil neste mês de junho. Para outro chileno, por exemplo, a experiência no país já havia tido algumas intempéries, como um assalto a 25 companheiros em um albergue nos arredores da capital mato-grossense. O canadense Steven quase passou pela mesma experiência, mas foi mais esperto que os “ladrões” da Vila Madalena, bairro boêmio da zona oeste de São Paulo.

“Eles pegaram minha carteira, mas era minha carteira falsa”, explicou. Carteira falsa? “É, eu tenho essa carteira aqui com cartões de crédito vencidos e até carteira de motorista antiga para enganar os ladrões. Quando eles se deram conta, largaram na rua de novo. Sou mais esperto que eles”, festejou.

Um outro holandês relatou a falta de infraestrutura de algumas cidades e as obras que atrasaram e ainda estão em curso durante o Mundial.

Chilenos tiveram colegas roubados em Cuiabá, mas dizem que estão gostando do Brasil

“Fiquei impressionado com as obras que não ficaram prontas, muita coisa por fazer. Acho que a Fifa tinha que ter pressionado mais para as coisas saírem”, contou à BBC Siegfried Mulder.

“Os estádios não estão prontos. Estão funcionando, mas não estão prontos”, disse o sul-coreano Sangnin, que passou por Cuiabá, Porto Alegre e São Paulo indo aos jogos da Coreia.

Em 100% das respostas, o principal elogio era sempre o mesmo: “As pessoas são incríveis aqui.” A hospitalidade do povo brasileiro foi o que sobressaiu aos olhos de todos os estrangeiros que conversaram com a reportagem. Holandeses, croatas, chineses, uruguaios, ingleses, chilenos, mexicanos, alemães, coreanos, belgas, canadenses, americanos, todos, sem exceção, citaram “as pessoas” como o melhor do Brasil até agora.

“Os estádios são muito bonitos, mas acho que o mais especial é o povo. As pessoas são muito alegres, fantásticas, isso colore a Copa do Mundo”, disse o colombiano Elkin.

Entre as críticas, a mais recorrente foi com relação à língua, pelo fato de, principalmente os turistas que não falam português – ou pelo menos espanhol -, terem um pouco de dificuldade para se comunicarem no país.

Unanimidade

Seja em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Manaus ou Cuiabá, em todas as regiões do país pelas quais os gringos passaram, não houve um que não destacasse o povo brasileiro com o a principal atração de cada lugar. A acolhida dos nativos foi o que chamou bastante a atenção, principalmente dos europeus, que se disseram “não acostumados” com tamanha simpatia.

“Os brasileiros são extremamente prestativos, sempre querendo ajudar. É incrível”, disse a irlandesa Enya. “Passei por Foz do Iguaçu, Curitiba, agora São Paulo. Em São Paulo, assim que desci do metrô e abri o mapa para procurar o hostel, já veio uma pessoa para me ajudar a achar, me explicar o que tinha que fazer. Fiquei impressionada, porque na Irlanda não é assim.”

“Nós ficamos muito surpresos, todos os brasileiros estão sendo incríveis com a gente, muito solidários, qualquer lugar que vamos eles perguntam ‘vocês precisam de ajuda?’, por enquanto não houve nenhum problema’, sentenciaram os amigos britânicos Sam e Adam.

Holandeses elogiam clima de “festa do futebol” e dizem que Brasil está se saindo bem na organização

A solicitude dos brasileiros é tanta que, segundo os torcedores de fora, falar português já nem se torna tão essencial.

“As pessoas aqui são muito simpáticas. A língua é um problema pequeno, um inglês bem simples é o suficiente, porque as pessoas fazem de tudo para ajudar”, contou o chinês Rocky.

Organização e protestos

Por causa da onde enorme de protestos durante a Copa das Confederações no ano passado, a expectativa por mais demonstrações grandes contra a Copa do Mundo cresceu para o período do Mundial

Nessas duas semanas de Copa, porém, ainda não aconteceu nenhum protesto na escala daqueles de 2013, o que minimizou o “medo” por parte dos torcedores de fora quanto a elas. Ainda assim, alguns deles disseram que foram capazes de “entender os motivos das insatisfações” após alguns dias no Brasil.

“Estamos conseguindo entender melhor por que as pessoas estavam reclamando dessa Copa, por que dos protestos e tudo mais”, pontuou o alemão Jan Menke, que veio para o Brasil com quatro amigos para curtir a Copa, mas sem ir aos estádios – “os ingressos estão muito caros”, explica ele.

“Conversando com as pessoas em todos os lugares, a gente começa a ter uma noção melhor sobre o que acontece no país. Porque nós somos apenas visitantes, estamos aqui de passagem, está tudo certo, mas as pessoas que vivem aqui têm inúmeros problemas”, prosseguiu. Ele e os amigos passaram por Curitiba, São Paulo e Rio.

A organização e infraestrutura das cidades-sede para essa Copa foram pontos bastantes questionados durante toda a conturbada preparação do Brasil para o Mundial por causa, princpalmente, dos atrasos. E alguns torcedores contaram à BBC que sentiram esses problemas na pele durante o torneio.

“O que eu criticaria um pouco seria a infraestrutura. Os estádios estão bons, mas as estradas estão ruins. Em Cuiabá, a única coisa que está pronta é o estádio. Há muitos desvios, muita coisa para fazer”, reclamou o chileno Raúl Castro, que está na caravana de mais de mil carros que veio de Santiago ao Brasil para acompanhar o Chile no Mundial. Viajando de carro de lá até aqui e passando por Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo, ele relata problemas nas estradas e falta de sinalização.

Já o holandês Siegfried se disse impressionado principalmente com o Rio de Janeiro. Mas ao contrário da maioria dos turistas ouvidos pela BBC, que se mostraram encantados com a beleza da Cidade Maravilhosa, este separou algumas críticas para a futura sede da Olimpíada em 2016.

Para os venezuelanos, o melhor do Brasil são as pessoas: “Fantásticas”

“O Rio vai sediar os Jogos Olímpicos daqui dois anos e ninguém fala inglês – comércio, restaurantes, nada”, disse. “Eu achava que, além de São Paulo, o Rio também era uma metrópole. Mas não é. Você já foi ao Cristo Redentor? O que achou? É muito desorganizado!”, reclamou. Siegfried passou por Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.

Mas, apesar de alguns problemas, a percepção da grande maioria dos turistas a respeito a Copa do Mundo no Brasil é de que ela está sendo uma “grande festa”. E, segundo eles, “os brasileiros sabem como fazer uma festa.”

“Tudo está bom para esse tempo de festa do futebol.É muito difícil organizar uma Copa, mas você pode ver que tudo está bem organizado, o estádio é bom, seguro, então o Brasil está provando que está pronto para isso”, sentenciou o holandês Oscar.

Via http://www.bbc.co.uk/

Fortaleza: Festa holandesa começa às 7h de domingo, na Praia de Iracema

A festa holandesa promovida por torcidas organizadas da seleção em Fortaleza vai começar às 7h do domingo (29), no calçadão da Praia de Iracema, no espigão da Avenida Rui Barbosa. A festa é promovida pelas torcidas Ons Oranje e KNVB Clube Laranja e é articulada entre os integrantes das torcidas, o consulado da Holanda e a Federação Holandesa de Futebol, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopafor).

A festa já foi realizada em outras cidades brasileiras onde a Holanda jogou na Copa, como Salvador e São Paulo. O festival conta com bandas e culinárias holandesas e milhares de torcedores fantasiados.

Às 10h, os torcedores irão de ônibus em linhas especiais ao Castelão para assistir ao jogo contra o México, que começa às 13h. A linha sai de um ponto próximo ao local da festa, que deve ser definido e divulgado pela Prefeitura deFortaleza nesta quinta-feira (26).

“É a primeira vez que a praça da festa não é a uma curta distância do estádio, mas nos foram garantidos ônibus suficientes, especialmente para os fãs da Holanda. O espaço é adequado e com uma paisagem belíssima”, disse Gijs de Jong, componente da torcida organizada KNVB.

(G1 Ceará)

Veja lista de jogadores nascidos no Estado do Ceará que poderiam ter ido a uma Copa

Osvaldo foi convocado por Felipão, mas ficou fora da Copa – Foto: Lancenet

Craques que brilharam por Ceará e Fortaleza entre as décadas de 1960 e 1970 ou por outros times mais recentemente, Mirandinha e Jardel no auge, Osvaldo em 2014… Na história do Brasil em Mundiais, muitos cearenses tiveram destaque em seus clubes e poderiam ter jogado uma Copa.

Destes, parte nem sequer foi cotada para a Canarinho, outros chegaram bem perto de estar num Mundial. Numa licença futebolística,O POVO listou cearenses, com ou sem passagem na seleção, que poderiam ter disputado uma Copa. Por merecimento, emergência ou fruto do acaso. Obviamente, a maioria relacionada sofreu com outros craques de suas épocas. Mas a Copa do Mundo também é para celebrar o romantismo boleiro. Onde o “se” desenterra boas lembranças e deixa a imaginação liberada. Um cearense ainda há de estar lá um dia.

RAFFAEL E OSVALDO/2014
Desde que chegou ao Borussia Monchengladbach, em 2013, Raffael deslanchou. Foi eleito o melhor meia do 1º turno do Campeonato Alemão na última temporada. Apesar disso, não despertou interesse do técnico Luiz Felipe Scolari para vestir a camisa da seleção brasileira. Filho do ex-lateral direito Caetano, o fortalezense bem que merecia ter sido testado.

O ponta Osvaldo até chamou a atenção de Felipão. Revelado pelo Fortaleza e com passagem pelo Ceará, o cearense teve boas atuações pelo São Paulo em 2012 e 2013, foi convocado para dois amistosos e era cotado para disputa da Copa das Confederações. Sem manter sequência e com concorrência forte, não vingou. 

DUDU CEARENSE E JÔNATAS/2010
Na trajetória do Brasil rumo à Copa de 2006, Dudu Cearense frequentou a seleção. Foi campeão da Copa América, em 2004. Nas eliminatórias para o Mundial da Alemanha, o volante esteve em listas do técnico Carlos Alberto Parreira. Dunga chegou a convocá-lo no pós-2006, mas perdeu destaque.

Outro cearense que chegou a ser convocado pelo treinador antes da Copa do Mundo de 2010 foi o volante Jônatas, então jogador do Flamengo. Ele esteve em um amistoso, contra a Noruega, mas não atuou. À época, o volante era destaque do rubro-negro. Foi para o Espanyol, voltou para o Brasil, mas nunca mais para a seleção. 

IARLEY/2006
Ídolo de Ceará e Ferroviário, Iarley explodiu tardiamente no futebol nacional e internacional. Jogou a Libertadores pelo Paysandu, atuou pelo Boca Juniors, até alcançar o ápice no Internacional. No Colorado, foi campeão de tudo em 2006, sendo decisivo no título Mundial contra o Barcelona. Não fosse a concorrência “estelar” da época, poderia sonhar em atuar pelo Brasil, ao menos uma vez, numa Copa.

ADRIANO/1998
Outra cria das bases do Ferroviário, o zagueiro Adriano se destacou pelo Sport. Em 1995, foi convocado por Zagallo para dois jogos. Já havia atuado na seleção sub-20, onde conquistou o Torneio Internacional de Toulon, contra a França. Foi apontado como uma renovação para a zaga pós-tetra. Jogou por Celta de Vigo (ESP) e Fluminense. Acabou esquecido na montagem da equipe para a Copa de 1998.

JARDEL/2002
O talento de Jardel na área – revelado no Ferroviário e ídolo de Grêmio e Porto – rendeu-lhe convocações, nos anos 1990 e 2000. Jogou sete vezes pelo Brasil e marcou um gol. Esteve cotado para a Copa da Coreia do Sul/Japão, por causa dos problemas físicos dos principais astros do setor, Ronaldo e Rivaldo. Havia uma carência goleadora do grupo de 2002, bastante questionado até as vésperas do início do Mundial. 

MIRANDINHA/1990
No final da década de 1980, o centroavante Mirandinha fez sucesso em grandes clubes brasileiros e na Inglaterra (Newcastle). O que rendeu a ele oportunidades na seleção brasileira. Era nome possível na lista para a Copa de 1990, mas acabou ficando de fora do elenco comandado por Sebastião Lazaroni na disputa do Mundial da Itália. Na época da convocação para o evento Fifa, o cearense estava no Palmeiras.

ALGUNS CASOS HISTÓRICOS
No início da década de 1960, voando alto na seleção cearense e no Fortaleza, Mozarzinho teria sido cogitado na seleção brasileira. Contudo, segundo aponta o pesquisador Saraiva Júnior, a disputa de posição com Pelé acabou por descredenciar o polêmico atacante. Não fosse o Rei, então, poderia até ter registrado um cearense entre os bicampeões mundiais de 1962. O aracatiense Babá, que brilhou no Flamengo entre 1954 e 1962, também foi apontado como candidato a um dos jogadores do “dream team” nacional. Ele vestiu a amarelinha em 1961, numa partida amistosa contra o Paraguai. Para o Mundial de 1974, o lateral direito Louro poderia estufar o peito para buscar um lugarzinho. Ele foi eleito pela Revista Placar o melhor da posição no Campeonato Brasileiro de 1974, quando atuava pelo Fortaleza.

NENHUM CEARENSE COTADO/1994
Não houve jogadores cearenses entre as convocações da seleção brasileira que antecederam a Copa do Mundo de 1994,nos Estados Unidos.

(André Victor Rodrigues, O Povo)

Rio deve superar projeção de 400 mil turistas na Copa

A chegada de estrangeiros e brasileiros de outros estados ao Rio de Janeiro desde o início da Copa do Mundo tem movimentado os principais pontos turísticos da cidade. Para o secretário Especial de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, com o avanço das seleções sul-americanas na competição é possível que seja ultrapassada, a projeção inicial de 400 mil turistas estrangeiros feita pela secretaria.

“Estamos observando que milhares de sul-americanos, mesmo sem ingressos estão vindo curtir e sentir o clima da Copa na cidade”, disse.

A Fifa Fan Fest, na orla de Copacabana, na zona sul do Rio, tem sido um grande ponto de encontro dos torcedores brasileiros e estrangeiros durante os jogos do Mundial. Segundo a Empresa de Turismo do Município do Rio (Riotur), entre a terça-feira (17) e segunda-feira (23), mais de 258 mil pessoas estiveram no local. Se levar em consideração o período desde o início do Mundial, o número sobe para 378 mil pessoas. Além disso, 2,6 mil jornalistas transmitiram para diversos países a animação dos visitantes naquela faixa da praia.

O Cristo Redentor, um dos mais importantes pontos turísticos do Rio, recebeu entre os domingos 15 e 22, 80 mil visitantes, o que representou um crescimento em relação a semana anterior quando foram ao local 50 mil pessoas.

Já o Pão de Açúcar, outro conhecido cartão-postal da cidade, que em períodos de movimentação normal de turistas recebe 3 mil visitantes por dia, na primeira semana da Copa foi visitado por 5 mil pessoas diariamente. Na segunda semana subiu para 8 mil turistas.

De acordo com a Riotur, foi grande também a procura pelos postos fixos de informações turísticas da empresa espalhados pela cidade. Na primeira semana da Copa foram atendidos 15,8 mil (75,5% de estrangeiros). Na semana seguinte aumentou para 17,1 mil atendimentos (87,4% estrangeiros). Nos 17 postos temporários, houve 18,7 mil atendimentos entre os dias 17 e 23 de junho e no período anterior foram18,5 mil. Os pontos mais procurados têm sido no metrô, Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim, Maracanã, Ipanema e estações do BRT (Bus Rapid Transit).

Para o presidente da Rio Eventos, Leonardo Maciel o clima festivo que o turista encontrou no Rio desde o começo da Copa está favorecendo o aumento de visitantes na cidade. Ele lembrou que por causa do Mundial, muitos chegaram de motorhome. Isso levou a Prefeitura a transformar o Terreirão do Samba, local de shows, no centro do Rio, em área de estacionamento desses veículos com serviços de banheiro e alimentação disponíveis.

“Isto foi muito legal e certamente as previsões do número de turistas vão superar. A cidade está cheia de visitantes e em cada evento a gente aprende como melhor receber. Acho que é um legado intangível. A gente melhorar a cada vez, porque isto sem dúvida, é uma fonte de renda para o Rio de Janeiro”, explicou.

Maciel explicou que desde a Copa das Confederações houve uma intensificação na sinalização de turistas estrangeiros. Além disso, a mobilidade também ficou favorecida com a inauguração da Transcarioca, via de ligação entre a Ilha do Governador, na zona norte, onde está localizado o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim.

“A pessoa que chega ao Aeroporto do Galeão pode usar uma linha direta de metrô para a estação de Vicente de Carvalho. Tem uma série de medidas que a Prefeitura adotou justamente pela demanda do público que viria para a Copa do Mundo, ou seja, um turismo internacional acentuado, e também nacional de pessoas que não conhecem o Rio e vêm para cá não somente para assistir aos jogos no Maracanã. Os turitas vão a Fan Fest, ao Cristo, Pão de Açúcar, a praia, ao Parque Madureira. A cidade está sendo bem explorada”, disse.

(Agência Brasil)

Fifa investigará Neymar pelo uso de sunga da grife Blue Man

Neymar com a sunga da grife Blue Man, com as cores da bandeira do Brasil, após a partida da seleção contra Camarões

A Fifa vai analisar a exposição da sunga por Neymar durante o jogo entre Brasil e Camarões. A entidade observa se o atleta quebrou regras de marketing da Copa do Mundo. A sunga de Neymar ficou aparente quando ele arrumava o uniforme durante o intervalo do jogo e após a partida, quando ele tirou a camisa da Seleção Brasileira.

A peça, que custa R$ 191, é da marca Blue Man. De acordo com nota divulgada pela empresa, a sunga foi enviada de presente para todos jogadores da Seleção Brasileira e não há contrato publicitário com Neymar.

Mas como a roupa é de uma marca diferente do uniforme padrão da CBF, pode configurar quebra das regras de marketing. O fato de não ter uma marca exposta pode amenizar a situação. A CBF é responsável por garantir que os jogadores cumpram as determinações do Mundial. Portanto, a entidade pode ser advertida pela Fifa.

( A Tarde)

Festival exibe filmes sobre futebol em cinema de Fortaleza

Fortaleza recebe um especial de filmes de futebol, no cinema Dragão do Mar, a partir desta quarta-feira, 25, às 18 horas, com exibição do curta “Gaúchos Canarinhos”. Progrmação segue até sexta-feira, 27, e faz parte do CINEfoot, festival de cinema da América Latina exclusivamente dedicado aos filmes sobre o esporte.

O filme que abre a edição do evento em Fortaleza, “Gaúchos Canarinhos”,  conta a história de um criador e de sua maior criação: a camisa amarela da seleção brasileira de futebol, criada pelo gaúcho Aldyr Schlee. A peça foi ganhando significado com as conquistas do futebol brasileiro mundo afora, principalmente após a Copa do Mundo de 1970.

Além de Fortaleza, outras cidades-sede da Copa do Mundo 2014 terão exibições especiais. A programação completa pode ser acessada no site do festival, através do link.

Serviço
CINEfoot em Fortaleza
Local: Cinema Dragão do Mar, rua Dragão do Mar, 81, na Praia de Iracema
Horário: A partir das 18 horas
Programação: 
Quarta-feira, 25

- GAÚCHOS CANARINHOS (RS)
Dir. Renê Goya Filho (15 min)
- DOSSIÊ 50: COMÍCIO A FAVOR DOS NÁUFRAGOS (RJ)
Dir. Geneton Moraes Neto (81 min)
Quinta-feira, 26
- EL OTRO SUPERCLASSICO (SP)
Dir. Santiago Dulce (7 min)
- LOOKING FOR RIO (França)
Dir. Emmanuel Besnard e Gilles Perez (66 min)
Sexta-feira, 27
- LOUCOS DE FUTEBOL (CE)
Dir. Halder Gomes (22 min)
- JOÃO (RJ)
Dir. André Iki Siqueira e Beto Macedo (90 min)

Redação O POVO Online

Neymar vence ação, e Justiça suspende venda de Playboy com suposto affair

http://imguol.com/c/esporte/2014/06/10/patricia-jordane-1402442681423_615x300.jpg

O atacante Neymar ganhou na Justiça uma ação que movia contra a revista Playboy, que usava seu nome na edição de junho. A 3ª Vara Cível da Capital determinou a suspensão da venda da publicação.

Em nota publicada em seu site, Neymar diz que a publicação masculina divulga “uma mentira sobre a vida pessoal” do atacante e utiliza indevidamente o seu nome, sem autorização NR Sports, empresa detentora dos direitos de exploração da imagem, nome e seus atributos.

Com isso, a Editora Abril terá de retirar das bancas os exemplares da publicação que estão à disposição. Além disso, a Playboy não poderá veicular a campanha publicitária com a capa da publicação que traz a frase “a morena que encantou Neymar”.

Caso a decisão judicial não seja cumprida, a editora poderá ser multada no valor de R$ 10 mil por dia.

A capa da revista Playboy de junho deste ano traz a morena Patrícia Jordane. Ela afirma ter tido um relacionamento com Neymar na virada do ano de 2012 para 2013.

A morena, em entrevista ao UOL Esporte, chegou a afirmar que Bruna Marquezine havia sido traída por Neymar no início do relacionamento. Segundo Patrícia, os dois tiveram um caso até o Carnaval de 2013, quando o jogador assumiu a relação com a atriz.

(Copa do Mundo, Portal Uol)

Castelão encerra primeira fase com média de 59 mil torcedores por jogo

Em quatro jogos disputados na primeira fase da Copa do Mundo, a Arena Castelão, em Fortaleza, recebeu público total de 237.737 mil pessoas – média de 59.434 mil por partida. O duelo com mais torcedores no estádio ocorreu em 17 de junho, quando Brasil e México empataram por 0 x 0 diante de 60.342 torcedores. Em segundo lugar aparece o jogo Alemanha e Gana, com 59.621 pessoas. A partida realizada nesta terça-feira (24.06) entre Grécia e Costa do Marfim registrou 59.095, enquanto a derrota do Uruguai para a Costa Rica foi acompanhada por 58.679 espectadores. 

Com capacidade para 63.903 pessoas, o Castelão teve ocupação média de 93% na primeira fase. Do total de público presente, segundo informações da Secretaria Especial da Copa no Ceará (Secopa), 168 mil estão entre turistas nacionais e estrangeiros. “O estádio é confortável e bem localizado, com fácil acesso. A visão também é boa de qualquer lugar”, afirmou o turista capixaba Fernando Melo, que acompanhou a partida entre Alemanha e Gana, no sábado (21.06) e voltou para assistir Grécia e Costa do Marfim, nesta terça-feira.

Grécia x Costa do Marfim

Segundo a Secretaria de Turismo do Ceará (Setur), pelo menos 31,9 mil turistas acompanharam a partida entre Grécia e Costa do Marfim no Castelão. Destes, 12,7 mil foram visitantes de outros estados e 19,2 mil estrangeiros. Além deles, mais de 27 mil ingressos foram vendidos para moradores da capital cearense e da região metropolitana.

Entre os estrangeiros presentes nesta terça-feira, a maioria foi de norte-americanos, com 5,6 mil bilhetes comprados. Os ingleses apareceram em segundo (1,6 mil), seguidos por alemães (1,3 mil), australianos (1,2 mil) e canadenses (1 mil). Os paulistas, com três mil ingressos adquiridos, lideraram entre os visitantes brasileiros.

Jogos e público na primeira fase em Fortaleza

Brasil 0 x 0 México (17.06) – 60.342
Alemanha 2 x 2 Gana (21.06) – 59.621
Grécia 2 x 1 Costa do Marfim (24.06) – 59.095
Uruguai 1 x 3 Costa Rica (14.06) – 58.679

Total: 237.737
Média: 59.434
Ocupação: 93%

Thiago Cafardo, do Portal da Copa em Fortaleza

Via http://www.copa2014.gov.br

Castelão, em Fortaleza, tem média de 44.422 turistas por jogo


Jornal de Luzilândia
Não é novidade que Fortaleza foi ‘invadida’ por estrangeiros para os jogos da Copa. E a grande presença de turistas na Arena Castelão para os jogos tem sido um dos destaques da capital cearense durante o Mundial. Com 74,6% dos ingressos adquiridos por turistas a cada jogo, o estádio pode se orgulhar da média de 44.422 torcedores estrangeiros por partida, que seria capaz de lotar seis dos 12 estádios da Copa.

Arena das Dunas, em Natal; Arena Pernambuco, em Recife; Arena Amazônia, em Manaus; Arena Pantanal, em Cuiabá; Arena da Baixada, em Curitiba; e o estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, são os estádios. Ao todo, 133.266 dos 178.642 torcedores que estiveram presentes nos jogos em Fortaleza foram turistas.

Segundo levantamento do Ministério do Esporte, com o duelo entre Alemanha e Gana, que ocorreu no último sábado (21) e contou com grande presença de germânicos nas arquibancadas do Castelão, o número de turistas estrangeiros cresceu ainda mais em relação aos turistas brasileiros – 42% para estrangeiros e 32,6% para brasileiros -, enquanto os fortalezenses ficaram com 25,4% dos ingressos.

“Copa do Mundo é o maior exemplo de que o Brasil precisa pensar grande. Tem razão da Fifa quando exige padrão de qualidade. Sem dúvidas, a Copa eleva nossa autoestima. Em Fortaleza, fiquei muito impressionado com o que vi de beleza e organização de evento. A economia, então, absolutamente aquecida. Nosso país precisava dessa lição para pensarmos maior. O Brasil é visto pelos estrangeiros como um país extraordinário. Foi o que presenciei em Fortaleza durante o jogo de Alemanha e Gana” – disse Nixonn Freitas Pinheiro, filho do procurador Miguel Dias Pinheiro no seu retorno a Teresina.

“Fortaleza vive um clima cosmopolita e já podemos considerar a Copa um sucesso total. Temos belezas naturais e culturais que encantam os visitantes e ainda fomos agraciados com ótimos jogos, que chamam a atenção da mídia e dos turistas para Fortaleza e o Ceará”, destaca Ferruccio Feitosa, secretário Especial da Copa 2014 no Ceará.

Belo Horizonte, Natal, Cuiabá e Fortaleza têm hoje jogos da Copa

Depois da classificação, nessa segunda-feira (23),  do Brasil, México, da Holanda e do Chile, o torcedor terá hoje mais quatro jogos. As partidas do mesmo grupo ocorrem no mesmo horário.

Às 13h (horário de Brasília), a surpresa do torneio até o momento, a Costa Rica, enfrenta a já eliminada seleção da Inglaterra, em Belo Horizonte. Classificado, o time da América Central precisa apenas de um empate para garantir o primeiro lugar do Grupo D. No outro jogo, Itália e Uruguai vão disputar a segunda vaga, também às 13h, na Arena das Dunas, em Natal. Os uruguaios depositam muita esperança no futebol de Suárez, autor dos dois gols contra a Inglaterra, para avançar. Os italianos, por sua vez, precisam se recuperar após a derrota para a Costa Rica e, para isso, esperam um bom jogo do atacante Balotelli. Os dois times têm 3 pontos, mas a Itália fica com a vaga com apenas um empate, por levar vantagem no saldo de gols.

Pelo Grupo C, a Colômbia, já classificada, joga contra o Japão, em Cuiabá, às 17h (horário de Brasília). Um empate dá aos colombianos o primeiro lugar do grupo. Os japoneses têm uma conta mais complicada a fazer. Eles precisam vencer e torcer para que a Costa do Marfim não ganhe da Grécia no outro jogo do grupo, também às 17h, no Castelão, em Fortaleza. Em caso de empate entre africanos e gregos, o saldo de gols será o critério de desempate. Caso a Grécia saia vencedora e o Japão também, o saldo de gols novamente será determinante para definir quem se classifica entre os dois times.

Se a Costa do Marfim quiser descomplicar o grupo, basta vencer seu jogo e garantirá a segunda vaga. Em caso de derrota ou empate, fica dependendo do resultado entre Colômbia e Japão. Uma vitória da Colômbia classifica os marfinenses, caso não percam seu jogo. Eles apostam novamente em Drogba, que tem entrado no decorrer das partidas, para passar de fase. Os gregos ainda não marcaram gols na competição e se quiserem classificar terão que melhorar muito seu desempenho contra os africanos, principalmente porque têm o pior saldo de gols entre os quatro times do grupo.

(Marcelo Brandão, Agência Brasil)

Vitória do Chile levará caravana de mil veículos de São Paulo a Fortaleza

Torcida vermelha e branca presente em grande número para Chile x Austrália na Arena Pantanal (Foto: EFE)

Depois de percorrer mais de sete mil quilômetros entre Santiago e São Paulo, a caravana com mais de mil veículos chilenos que acompanha os jogos do Chile na Copa do Mundo se prepara para cair na estrada novamente.

Desta vez, a aventura poderá levá-los a cruzar o Brasil, num percurso de mais de três mil quilômetros — ou quatro dias — até Fortaleza.

A próxima etapa da Caravana Santiago — Brasil 2014 será decidida na Arena Corinthians nesta segunda-feira (23), quando o Chile disputa com a Holanda o primeiro lugar do grupo B.

Em caso de derrota, o comboio com mais de três mil chilenos segue para Belo Horizonte para ver “La Roja” jogar as oitavas de final. Mas, se vencer, seu destino será o Nordeste do Brasil.

Eles não contam com condições ideais de conforto e higiene, mas por enquanto não reclamam. Viajando pelo Brasil de carro desde o país vizinho, os participantes da caravana já conquistaram muitos brasileiros e transformam todos os lugares por onde passam em uma grande festa.

Uma multidão de barracas espalhadas pelo chão, toalhas e roupas penduradas em todo o lugar, banheiros improvisados, música alta, bastante bebida e muita diversão — o cenário da caravana chilena lembra o de jogos universitários, quando estudantes vivem um “universo paralelo”, dormindo em barracas ou sacos de dormir, à base de muita bebida, em uma grande festa que dura os quatro ou cinco dias de um feriado.

Mas para esses chilenos, a festa já durou muito mais e, se depender deles, só terminará no dia 13 de julho, com o Chile na final.

Veja como chegar à Arena Corinthians de transporte público para jogo entre Holanda e Chile   Sem feriado, prefeitura amplia rodízio e tenta evitar caos; veja todas as alterações da cidade nesta segundaSete mil km percorridos

Tudo teve início no dia 7 de junho, quando milhares de chilenos de todas as partes do país se juntaram em comboio, atravessaram a Argentina e entraram no Brasil por Foz do Iguaçu.

De lá, foram a Cuiabá (onde o Chile estreou na Copa contra a Austrália no dia 13), Rio de Janeiro (para o jogo do dia 18, contra a Espanha) e agora estão em São Paulo, somando por enquanto mais de sete mil quilômetros percorridos. O jovem Gonzalo Salinas, de 25 anos, veio com outros dois chilenos na “caravana” do amigo Michel Díaz, o motorista do grupo.

— É uma experiência única. Conhecemos muita gente, o Brasil é um país maravilhoso. Está sendo uma grande festa. Aliás, onde é a festa hoje aqui em São Paulo?

Jovens, adultos e até crianças viajam em carros, vans, trailers e ônibus. Uma ambulância acompanha o grupo para eventuais emergências. Em cada cidade onde o Chile joga há um lugar reservado para eles, literalmente, montarem acampamento com toda a segurança de que precisam.

Os organizadores da Caravana mobilizaram esforços junto às prefeituras e conseguiram a liberação de espaços para abrigar a multidão chilena, que é vigiada de perto pela Polícia Militar.

Em Cuiabá, os torcedores chilenos ficaram no Estádio Municipal da cidade. No Rio de Janeiro, conseguiram um espaço em Itumbiara, mais distante do centro da cidade. E em São Paulo, eles começaram a chegar no último domingo, onde estão “hospedados” no Sambódromo do Anhembi, como conta Rúben Castro. 

— Aqui temos tudo, só falta o samba.

Um dos “cinquentões” da Caravana, Castro trouxe seu filho e alguns amigos para a viagem.

Samba eles realmente não tinham, mas a música chilena chamava a atenção no carro ao lado, de um grupo mais jovem, que assava seu churrasco e esquentava a noite paulistana com vinho chileno. Cerveja também tinha de sobra: a única coisa em falta, segundo Gonzalo, eram “mujeres”.

— É o único problema dessa caravana. Tem muito homem.

Jogos

Pagando 55 mil pesos chilenos para utilizar os acampamentos da Caravana — o equivalente a R$ 220 —, muitos torcedores se aventuraram na viagem sem ingressos para os jogos. Eles estão tentando a sorte às vésperas das partidas.

A estratégia tem sido ir ao estádio um dia antes ou chegar no dia da partida com bastante antecedência para tentar obter uma entrada.

Herman Molina foi um dos sortudos que conseguiu comprar em cima da hora ingressos para os jogos contra a Espanha, no Maracanã, e contra a Holanda, nesta segunda-feira, na Arena Corinthians. Ele pagou R$ 2 mil pelo primeiro e R$ 1,5 mil pelo segundo.

— Foi um preço OK. Achei barato. 500 mil pesos chilenos só no Maracanã e aqui ainda paguei menos.

Outros participantes da Caravana, porém, acharam muito caro os valores pedidos pelos ingressos e preferem aproveitar a Copa sem estar nas arquibancadas. Na hora do jogo, eles se aproximam do estádio para curtir o “clima” do lado de fora e depois assistem à partida em outro lugar nos arredores ou na fan fest.

“Rock stars”

Sempre embalados pelo canto que já ficou famoso nas ruas brasileiras — ‘Chi-chi-chi-lê-lê-ê, Viva Chile’ —, os chilenos fazem sucesso por onde passam.

No último domingo (22), enquanto Chile e Holanda treinavam na Arena Corinthians, do lado de fora os torcedores sul-americanos se tornaram a “atração” para muitos brasileiros, que posavam para fotos ao lado deles e prometiam sua torcida para o jogo desta segunda, como conta Herman.

— Os brasileiros nos adoram. No Rio de Janeiro, estávamos no metrô e todos pediam para tirar fotos. Até perdemos a estação que tínhamos que descer para atender a todo mundo. Somos como um ‘rockstar’ aqui.

A “química” entre chilenos e brasileiros tem ajudado a vencer dificuldades como estradas com pistas de má qualidade e falta de sinalização. Muitos participantes da caravana viajam sem GPS nem mapas, dependendo apenas de placas para se localizarem. Mas, segundo Neftalí Barría, eles contam com a solidariedade dos brasileiros dispostos a ajudar.

— Se falava muito antes que o Brasil é perigoso, que vocês vão ser roubados, que a Copa vai ser um desastre. Mas até agora, nada disso aconteceu. Está tudo maravilhoso, o Brasil é um país lindo, com um povo fantástico. Não tivemos nenhum problema.

Se estão cansados?

— Um pouco, mas não há cansaço para torcer por La Roja.

A declaração foi dada por Rúben Castro.

(BBC Brasil)

Festa alemã em Fortaleza vai durar 72 horas com mil litros de chopp por dia

Gerente do único restaurante típico alemão em Fortaleza, Ângelo Máximo promete fazer uma festa “para alemão nenhum botar” defeito durante os próximos três dias, começando no sábado, dia do jogo Alemanha e Gana na Arena Castelão. “Vamos ter mil litros de chopp e esperamos 500 pessoas por dia. Bebida não vai faltar”, diz Ângelo.

Para a festa da Alemanha em Fortaleza, a Rua Frederico Borges, no trecho entre as avenidas Dom Luís e Pereira Valente, será bloqueado para o tráfego de veículos. A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) inicia o bloqueio no trecho ao meio-dia deste sábado (21), véspera do jogo da seleção em Fortaleza.

“A festa vai começar meio-dia com muita cerveja. Quem tiver condições psicológicas fica pra assistir ao jogo, senão dorme por aqui mesmo, teremos uma megaestrutura para isso”, diz o gerente.

O restaurante O Alemão terá um telão de LED, tendas e espaço para as crianças brincarem, além de cerveja e chopp importados da Alemanha. O cardápio será linguiça, também típica do país europeu. “Vai vir muita gente, então não teremos condições de atender um cardápio especial para todos, por isso vamos servir a linguiça alemã”, explica.

A festa começa ao meio-dia de sábado e se estender até as 19 de segunda-feira. “Serão três dias de muita festa, com bandas da Alemanha. Só acaba na segunda, vamos emendar com o jogo do Brasil”, diz Ângelo.

(G1 Ceará)

COPA INJETARÁ R$ 30 BILHÕES NA ECONOMIA DO BRASIL

Agência Brasil - A Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 vai gerar cerca de 1 milhão de empregos no país, o que equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais criados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. Além da geração de postos de trabalho, a Copa do Mundo, deve propiciar a injeção de R$ 30 bilhões na economia brasileira.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Ministério do Turismo. O estudo tem como parâmetro uma comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e tem como referência o período de janeiro de 2011 a março de 2014.

Durante visita ao Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vicente Neto, avaliou o resultado da pesquisa. Para ele, trata-se de um número “extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, disse.

Segundo o levantamento, do total de vagas relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todos com carteira assinada). Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo.

Vicente Neto ressaltou, durante a entrevista, a taxa de ocupação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede na primeira semana do Mundial, que ficou 45% acima do esperado, de acordo com autoridades do setor. Até o dia 11 de junho, foram registradas 340 mil diárias, 100 mil a mais que o previsto pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil. “Os números estão superando as expectativas”, disse o presidente da Embratur.

Na avaliação de Vicente Neto, a expectativa da Embratur é de que a realização de grandes eventos, como a Copa, ajudem a projetar o Brasil como destino turístico de destaque no cenário internacional, impulsionando a geração de emprego e renda no país.

O presidente da Embratur lembrou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial de realização de eventos e subiu dez posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) de 2003 a 2013, ao saltar da 19ª para a 9ª posição entre os países do mundo que mais recebem congressos e convenções associativas.

“O total de eventos realizados no Brasil neste período saltou de 62 para 315, e o número de cidades que sediaram esses encontros aumentou de 22 para 54. Essa evolução é resultado da política de descentralização na captação de eventos internacionais”, disse.

Copa do Mundo gera 1 milhão de empregos no Brasil

A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 está gerando cerca de 1 milhão de empregos no País e deve somar cerca de R$ 30 bilhões à economia brasileira, segundo dados de um estudo realizado, a pedido do Ministério do Turismo, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).

O levantamento faz a comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) sobre o histórico de janeiro de 2011 a março de 2014.

Mercado de trabalho

O número de postos de trabalho criados pelo Mundial equivale a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais registrados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff.

“É um número extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, ressaltou o presidente da Embratur, Vicente Neto, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (19) no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Do total de vagas de emprego relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todas com carteira assinada), segundo o presidente da Embratur. “São números significativos para qualquer comparação”, afirmou.

Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo, legado que o presidente da Embratur considera bastante significativo.

A taxa de ocupação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede na primeira semana do Mundial está 45% acima do esperado, de acordo com autoridades do setor. Até o dia 11 de junho, foram registradas 340 mil diárias, 100 mil a mais que o previsto pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

De acordo com Vicente Neto, a expectativa é que a realização de grandes eventos, como a Copa, ajudem a projetar o Brasil como destino turístico de destaque no cenário internacional, impulsionando a geração de emprego e renda no País. Entre os principais impactos positivos esperados pela Copa estão os gastos de turistas durante o evento.

Confira entrevista com o presidente da Embratur sobre os investimentos feitos no setor de Turismo para o Mundial de 2014:

  • Qual a estimativa do total de empregos gerados pela Copa no setor do turismo?

O total geral de novos postos de trabalho com a Copa chega perto de 1 milhão. Desse total, 710 mil são empregos fixos e outros 200 mil são postos temporários.

Diretamente na cadeia do turismo, foram injetados 50 mil trabalhadores. Isso significa que a Copa do Mundo representa mais de 15% da geração dos empregos ao longo do governo da Presidenta Dilma Rousseff.

  • De que maneira grandes eventos como a Copa podem impulsionar o setor de turismo no Brasil?

A Copa do Mundo põe o setor de Turismo num novo patamar. Só com este evento estamos criando cerca de 1 milhão de postos de trabalho diretos, fora os indiretos.

Adicione a isso os cerca de R$ 30 bilhões que, segundo pesquisa da FIPE, serão injetados em nossa economia. Apenas no setor de Turismo estimamos movimentar R$ 6,7 bilhões, com gastos dos 3,7 milhões de turistas nacionais e estrangeiros que irão circular pelo País durante o evento.

É importante ressaltar que esses novos empregos são, em grande parte, de maior qualificação profissional. Isso porque estamos seguindo a determinação da Presidenta Dilma de implementar o Pronatec Turismo, uma vertente do Pronatec, o maior programa de formação de mão de obra técnica da história do Brasil.

  • Quais são os principais investimentos feitos em qualificação profissional no setor turístico relacionados ao Mundial?

Foram R$ 16,3 milhões no Pronatec Turismo, que treinoumais de 160 mil brasileiros para receber bem os turistas nacionais e de outros países. Somente em cursos de idiomas foram quase 30 mil matrículas.

Mas quando eu me refiro à formação de mão de obra, não é só a vinda do Pronatec, não é só curso de línguas. A cadeia inteira está sendo beneficiada. O Sistema S fez cursos para a formação de artesãos, houve cursos em todas as cidades-sede com taxistas, motoristas de ônibus, entre outros.

  • Que impacto a Copa deverá ter na atração de turistas estrangeiros ao Brasil?

Com a Embratur, realizamos uma ação internacional forte chamada Goal to Brazil. Nós fomos a 14 países e agora estamos colhendo o resultado de nossa circulação da promoção com a vinda de turistas bem informados sobre o País.

São cerca de 600 mil turistas de outros países que virão ao Brasil durante a Copa. Nós fizemos, por exemplo, dois eventos promocionais fortes nesse período na Colômbia, que é o quinto comprador de ingressos estrangeiros.

  • Como a experiência da Copa vai ajudar na promoção do Brasil como destino turístico?

Nós vamos levar o caso de sucesso da Copa do Mundo no Brasil para um calendário de feiras no segundo semestre, mostrando como esse caso de sucesso pode influenciar o fechamento de negócios.

Agora, vamos fazer, em conjunto com a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações], o que é também uma novidade. Vamos maximizar o esforço brasileiro de venda lá fora, da imagem e de produtos, de uma forma só.

Ranking de eventos

Na coletiva, Vicente Neto ressaltou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial de realização de eventos. O País subiu 10 posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) de 2003 a 2013, saltando da 19ª para a 9ª posição entre os países do mundo que mais recebem congressos e convenções associativas.

O total de eventos realizados no Brasil neste período saltou de 62 para 315, e o número de cidades que sediaram esses encontros aumentou de 22 para 54. Essa evolução é resultado da política de descentralização na captação de eventos internacionais.

Além do presidente da Embratur, participaram do evento os professores Pedro Trengrouse, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Lamartine da Costa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da University of East London.

Eles discutiram os aspectos positivos e perspectivas críticas sobre a realização de megaeventos. “Se há um consenso entre os pesquisadores é que os megaeventos estão pagando pelo próprio sucesso”, afirmou Lamartine da Costa.

Fonte: Ministério do Esporte

Em 12 jogos da Copa, torcedores enviaram 7 milhões de fotos

Pico de envio de imagens foi antes do início dos jogos. FOTO: AP

Mariana Sallowicz

Os torcedores presentes nos estádios fizeram em torno de 1 milhão de ligações de celular e enviaram mais de 7 milhões de fotos nas 12 primeiras partidas realizadas nas arenas que sediam a Copa do Mundo, segundo balanço divulgado pelo SindiTelebrasil (sindicato das empresas de telefonia). Quase 611 mil pessoas foram a esses jogos.

Embora os serviços de tecnologia tenham funcionado com ressalvas na abertura do Mundial, no dia 12, a associação afirmou, em nota, que “as redes de telefonia celular e de banda larga móvel instaladas pelas prestadoras nas arenas estrearam bem nos primeiros jogos da Copa do Mundo”.

Reportagem do Estado mostrou que os sinais 3G e 4G eram intermitentes, no Itaquerão, assim como a internet oferecida aos jornalistas, tanto por cabo quanto por Wi-Fi.

O maior número de ligações dessas partidas foi registrado na disputa entre Argentina e Bósnia Herzegovina, realizada no último domingo, no Maracanã (Rio). Os quase 75 mil torcedores – maior público dos 12 primeiros jogos – fizeram 154.729 chamadas.

O confronto entre Brasil e Croácia teve o segundo maior número de ligações, com 134.905 chamadas. Já na partida da seleção contra o México, anteontem, o número caiu para 128 mil. O levantamento considera o período de sete horas, com início três horas antes e término duas horas depois do jogo.

De acordo com o sindicato, os torcedores fizeram 7,6 milhões de comunicações de dados nos 12 jogos, incluindo envio de e-mail, imagens e mensagens multimídia. Esse tráfego de dados equivale ao envio das mais de 7 milhões de fotos, com tamanho médio de 0,55 MB (megabyte).

Pico
O tráfego de dados apresentou seu pico um pouco antes do início dos jogos e se manteve em níveis elevados até o início do segundo tempo. Em relação às ligações, o maior volume ocorreu antes das partidas.

Segundo o SindiTelebrasil, nos estádios onde as administradoras autorizaram as prestadoras a instalarem o Wi-Fi gratuito, houve migração de parte do tráfego de voz para aplicativos de mensagens instantâneas. “A rede do Wi-Fi, nas arenas onde foi instalada, também reforçou a capacidade de transmissão de dados, que trafegavam inicialmente apenas pelas redes de 3G e 4G”, diz o SindiTelebrasil. Os estádios com Wi-Fi gratuito são Arena Fonte Nova (Salvador), Arena Pantanal (Cuiabá), Arena Amazônia (Manaus), Estádio Nacional (Brasília), Estádio Beira-Rio (Porto Alegre), e Maracanã (Rio).

As operadoras de telefonia instalaram 4.738 antenas nas arenas. As empresas fizeram parceria para a instalação da infraestrutura de telefonia móvel e banda larga, com investimentos de R$ 226 milhões. Além do valor gasto na cobertura dos estádios, as empresas investiram mais R$ 1,3 bilhão nas cidades que sediam os jogos.

(Estadão)

Vexame! Atual campeã, Espanha é humilhada pelo Chile e está fora da Copa

Campeã da Eurocopa de 2008 e de novo em 2012. Campeã do mundo em 2010. Para muitos, um dos melhores times da história do futebol, inovador e dono de estilo único, que pautaria o esporte por anos. Agora, também dona de uma das maiores vergonhas da história das Copas. Nesta quarta-feira, a Espanha caiu no Maracanã para o Chile, por 2 a 0, e foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo. Pior: foi a primeira a cair com apenas as duas primeiras rodadas tendo sido jogadas.

Chile e Holanda comemoram: em um grupo no qual a Espanha era favorita, farão jogo tranquilo na última rodada, já classificadas. A Espanha? A melancolia continua: terá que jogar contra a Austrália para evitar ser a lanterna do Grupo B. Não há outra palavra que defina melhor a situação a não ser “vexame”. O rosto dos espanhóis quando ouviram o apito final também ilustra bem: de vergonha. Oficialmente, o fim da era espanhola. O mundo do futebol terá um novo dono em 25 dias.

Fases do jogo: O Chile entrou em campo com três pontos; a Espanha, com zero. Mas a vontade de vencer era maior em quem poderia jogar mais atrás, em quem aceitaria um empate como bom resultado (se empatasse, o Chile jogaria por um empate contra a Holanda, já classificada). A Espanha simplesmente não sabia como jogar de outra maneira além do “tiki taka”, abolido na partida que causou sua eliminação. O Chile, diferentemente, se manteve fiel ao seu estilo: pegada, velocidade, ofensividade.

Quando Sánchez achou Vargas na área para o primeiro gol, e quando Aránguiz marcou, de bico, após falha de Casillas em falta de Sánchez, o Chile não tinha por que atacar. Era só esperar. E não tinha como isso dar errado. Sampaoli, sempre agitado na beira do campo, nem precisou recuar o time. Tranquilo, viu a Espanha se perder tentando fazer o que nunca fez nos últimos seis anos: jogar de forma desesperada. Muitos dizem que a Espanha pouco chuta, e que quando precisassem isso faria falta. Fez. Muitos dizem que a Espanha pouco usa os cruzamentos. Tentaram – sem nenhuma qualidade. Acabaram eliminados.

O melhor: Alexis Sanchez - O atacante que, curiosamente, joga no time que mais usa o “tiki taka” no mundo além da seleção espanhola, o Barcelona, foi o principal responsável pelos gols que eliminaram os europeus. No primeiro tento, recebeu na área, viu que Vargas estava sozinho na frente de Casillas e rolou para o companheiro marcar; no 2°, cobrou boa falta e contou com falha de Casillas, que optou por socar a bola e a coloco nos pés de Aránguiz.

O pior: Diego Costa - Ele só fez dois jogos oficiais com a camisa da Espanha, após toda a polêmica se seria jogador do Brasil ou do time europeu. Não fez gol, não criou e ainda viu sua seleção ser eliminada da Copa após essas duas partidas. Assim como na partida contra a Holanda, foi substituído quando o time precisava de gols e por Fernando Torres, criticado por muitos por não ser tão artilheiro na atualidade como já foi antes.

Toque dos técnicos: A Espanha tirou Xavi, o principal expoente do “tiki taka”, para mudar seu estilo de jogo. Jorge Sampaoli, técnico do Chile, percebeu que seu rival viria modificado e detectou como neutralizar isso: avançando a marcação e, quando a bola chegava à sua defesa, com até três jogadores cercando o adversário. Como a Espanha não tentava mais os toques em profusão, funcionou. Vicente Del Bosque, pelo jeito, não soube como treinar seus atletas para que funcionassem de outro jeito sem ser o que deu certo nos últimos seis anos.

Chave do jogo: A marcação chilena, que não deu espaços aos espanhóis. Cada roubo de bola do Chile criava desespero na defesa espanhola – alterada, com Martinez no lugar de Piqué -, que constantemente corria atrás da linha da bola para se recuperar, sempre vendo Sánchez ou os laterais Isla e Mena surgindo pelas pontas. O desespero espanhol abriu ainda mais o jogo, e o Chile só não fez mais por pecar nas finalizações. A Espanha também mostrou que não se preparou para o caso de jogar atrás no placar. Sem isso, não houve como se recuperar no jogo – nem o “abafa” foi bem feito.

Para lembrar:

Espanha se torna a quarta seleção a ser eliminada na Copa seguinte a um título na primeira fase no atual sistema, com grupos de quatro times. Antes, só Brasil em 1966, França em 2002 e Itália em 2006 haviam protagonizado tal papelão.

Novamente a torcida do Chile deu show. Pintou o Maracanã de vermelho e gritou o tempo todo, como se fosse o time da casa. No hino, assim como na primeira rodada, em Cuiabá, cantou a capela junto com os jogadores após a música ser cortada. Com o placar positivo construído, os gritos de ‘olé” surgiram, para ajudar o Chile a colocar a Espanha na roda.

Como a torcida brasileira era menor (ou, pelo menos, era abafada pela festa chilena), Diego Costa não sofreu tanto como na estreia em Salvador. Porém, ao ser substituído na segunda etapa, foi novamente vaiado. Com a eliminação precoce, haverá quem questione: ele fez a escolha certa?

Mas os brasileiros também fizeram festa: na metade do segundo tempo, começaram os gritos de “eliminado” para os espanhóis; logo depois, com Valdivia no banco, pediram a entrada do jogador do Palmeiras – que jogou os 10 minutos finais.

O Maracanã não dá sorte para a Espanha: em 1950, levou de 6 a 1 do Brasil no quadrangular final do Mundial; em 2013, levou de 3 a 0 do Brasil na decisão da Copa das Confederações. Agora, eliminada também no Rio de Janeiro.

ESPANHA 0 X 2 CHILE

Data: 18 de junho de 2014
Horário: 16h00 (de Brasília)
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Mark Geiger (EUA)
Assistentes: Mark Sean Hurd (EUA) e Joe Fletcher (CAN)
Cartões amarelos: Vidal, aos 26 min. do 1°t, Mena, aos 15 min. do 2°T (CHI); Xabi Alonso, aos 40 min. do 1°t (ESP)
Gols: Vargas, aos 19 min., Aránguiz, aos 43 min. do 1°t (CHI)

ESPANHA: Casillas; Azpilicueta, Javi Martinez, Sergio Ramos e Alba; Xabi Alonso (Koke, no intervalo), Busquets, Iniesta e David Silva; Pedro (Cazorla, aos 30 min. do 2°t) e Diego Costa (Fernando Torres, aos 18 min. do 2°t)
Técnico: Vicente Del Bosque

CHILE: Bravo; Isla, Medel, Jara e Mena; Fracisco Silva, Díaz, Aránguiz (Gutiérrez, aos 19 min. do 2°t) e Vidal (Carmona, aos 42 min. do 2°t); Vargas (Valdivia ,aos 38 min. do 2°t) e Alexis Sanchez
Técnico: Jorge Sampaoli

(Uol)

Quase dois mil piauienses acompanharam jogo do Brasil em Fortaleza

Fábio Lima e Lívio Galeno – Cidadeverde.com

A distância entre Teresina (PI) e Fortaleza (CE) é de aproximadamente 600 quilômetros. É a mais curta da capital piauiense para uma sede da Copa do Mundo. Não haveria oportunidade melhor para os piauienses acompanharem a seleção brasileira no torneio.

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menandro-ftz-2Menandro Medeiros só reclamou do preço da bebida (Fotos: Arquivo Pessoal)

De acordo com a Casa Civil do Governo do Ceará, dos ingressos vendidos, 1.917 foram para Piauí, mesmo número de Pernambuco. O número representa 7,14% dos bilhetes vendidos para turistas do Brasil – exceto Fortaleza (CE).

O dentista Menandro Medeiros estava entre eles e foi ao estádio Castelão. Ele elogiou a arena e os torcedores mexicanos, apesar de fazer ressalva quanto a bebidas. “Saiu um pouco caro. Dez reais um latão de cerveja”, comentou.

O advogado Vinícius Cabral foi ao estádio com o pai Assis, o irmão Assis Júnior e o sócio Rafael Correia. Apesar de admitir que o resultado do jogo não foi tão bom, ele elogiou a organização e estrutura do estádio, que ajudaram a proporcionar uma experiência única.

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vinicius-ftz-3Vinícius Cabral viajou com família e amigos. Encontrou até trupe de “Chapolins”

“O jogo em si não foi tão bom assim, entretanto, a experiência de patriotismo, civilidade, a execução do hino nacional com coral de 60.000 pessoas, a possibilidade de ver um jogo de copa do mundo ao vivo, no seu país e da sua seleção, a companhia dos meus amigos, tudo isso fez com que essa tarde seja inesquecível”, declarou Vinícius Cabral.

Números
Os principais turistas na partida foram de São Paulo (4.984), Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro (2.684 cada um). Depois aparecem o interior do Ceará (2.364), Paraíba (2.173), Pernambuco e Piauí (1.917 cada), Maranhão (1.342) e Pará (1.022).

Moradores da região metropolitana de Fortaleza adquiriram 20.448 ingressos, mais até que estrangeiros (16.614). Entre os de outros países, os mexicanos ficaram com 8.115 bilhetes, seguidos pelos norte-americanos (3.515).

Fortaleza deve receber 17 mil alemães durante a Copa do Mundo

Depois da “invasão” uruguaia e mexicana, a capital cearense se prepara para receber os alemães. De acordo com a Secretaria de Turismo do Ceará, Fortaleza deve receber os alemães e ganeses. Dos 17 mil turistas alemães que visitarão Fortaleza, 12.180 vão assistir à partida entre Alemanha e Gana, neste sábado (21), às 17h, na Arena Castelão.

A torcida de Gana deve ser menor. Segundo dados da Fifa e da Setur, dos 60 mil ingressos comprados para a partida, 1.020 bilhetes serão para Gana. Além da presença de alemães e ganeses, a Arena Castelão receberá mais estrangeiros do que brasileiros no sábado (21) com turistas dos  Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. Mais da metade do público deste jogo, será composta por estrangeiros, 31.200 pessoas.

Do público brasileiro que assistirá a Alemanha x Gana,  11.760 serão turistas de outros estados do Brasil. Em primeiro lugar, estão os paulistas, com 4.500 ingressos vendidos, e, em segundo, os cariocas,  com 1.200. Os outros 15.600 ingressos foram vendidos para moradores de Fortaleza e municípios vizinhos.

Voo direto
Nesta sexta-feira (20), chegará o primeiro voo direto Frankfurt – Fortaleza, que passará a ser operado pela Condor, com passageiros de várias nacionalidades. Todas as sextas-feiras, o voo de número 5038 chegará ao Aeroporto Internacional Pinto Martins às 15h15, vindo da cidade alemã, e fará o caminho de volta às 16h45. A capacidade total da aeronave utilizada é de 259 passageiros, divididos em três classes tarifárias: turística, executiva, e primeira classe, com 206, 35 e 18 assentos, respectivamente.

(G1 Ceará)

6 ameaças de caos na Copa que não ocorreram

Foto: Reprosução

São Paulo – A revista The Economist deu o tom do tipo de caos que se esperava para a Copa do Mundo quando contou, dois dias antes da abertura do mundial, que seu repórter havia demorado duas horas e meia no Aeroporto de Guarulhos em uma fila – a fila do táxi.

Uma greve dos metroviários no dia exato da abertura – não concretizada, ao fim – prometia ser um tira-gosto do que seria vivido por São Paulo e em seguida por todas as cidades-sede do país.

Havia ainda aquele slogan, bem ameaçador, que vinha sendo entoado há meses nas ruas e nas redes sociais: “#nãovaitercopa”. E, claro, o “imagina na Copa”.

Mas, bem ou mal, ela começou. Entre estádios e aeroportos terminados no minuto final ou ainda com acabamentos por fazer, a Copa no Brasil ocorre sem que os maiores temores tenham se realizado. Pelo menos até agora.

Os aeroportos, por exemplo, têm apresentado índices de atrasos e cancelamentos abaixo de épocas conturbadas no Brasil, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A atmosfera de medo que cercava o evento já foi substituída por turistas se divertindo à beça,como observou nesta semana o britânico The Guardian. É o que mostram também as transmissões televisivas.

Veja abaixo os 6 medos de autoridades, turistas estrangeiros e brasileiros em geral que não se concretizaram até o momento (mesmo com os vários problemas, que também aparecem na listaabaixo).

1) Caos aéreo nos aeroportos
índice de atrasos de 4,2% e 8,2% de cancelamentos entre o dia 11 e a noite de domingo foi menor do que em período turbulentos do setor aéreo no país, como fim de ano e carnaval, segundo a Anac.

Na segunda, os atrasos chegaram a 15%, o que, segundo o governo, ainda está dentro da margem operacional internacional considerada satisfatória.

Mas essa sorte para os torcedores – e para os governantes – veio até agora a um custo econômico (para as companhias): sem a ajuda do turismo de negócios, a taxa de ocupação de assentos das aeronaves entre as cidades-sede é quase metade da registrada em anos anteriores, segundo a Folha de S. Paulo.

2) Estádios incompletos ou perigosos para os torcedores
Não há porque não dizer: as arenas estão bonitas na tela. Já quem vai aos jogos ver vários detalhes que a correria – ou a falta de planejamento – deixou passar, como degraus de madeira improvisados no Itaquerão.

O gramado em Manaus não foi motivo de comemoração pela imprensa inglesa.

A Arena das Dunas teve seu primeiro jogo sem o atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros, que só foi emitido na segunda-feira, data do segundo jogo por lá.

Tudo isso são exemplos para mostrar que as arenas, improvisos à parte, não registraram até o momento nenhum grande incidente que ofuscasse o futebol que ocorria nelas.

3) Violência generalizada ameaçando os turistas
Embora não haja estatísticas oficiais, já há vários relatos de assaltos envolvendo turistas da Copa do Mundo.

Um grupo de 20 brasileiros que estavam em um camping nas proximidades de Cuiabá foram trancados em um banheiro e roubados.

Em Manaus, um jornalista alemão foi assaltado.

Mas essas ocorrências estão longe de ser uma apoteose da violência que já se vive cotidianamente no Brasil. Vale lembrar que boatos espalhados pela internet para gerar ainda mais temor de crimes na Copa – como um suposto ataque do PCC nos bares de São Paulo em plena abertura do mundial – se mostraram completamente infundados.

Já episódios de briga e focos de tumulto são vários. Ontem, por exemplo, o comportamento de torcedores indignados por não entrar na Fan Fest em São Paulo deixou pelo menos 15 pessoas levemente feridas.

4) Protestos tomando conta das cidades
Não importa de que lado se está nesta questão das manifestações. O fato é que o temor das autoridades era, primeiro, que os protestos alcançassem adesão maciça dos brasileiros – reeditando, de certa forma, os eventos de junho do ano passado – e eclipsassem os jogos, semelhante ao que ocorreu com a Copa das Confederações.

Não aconteceu.

Segundo, de que eles fossem capazes de chamar mais atenção que as partidas pelo uso da violência e, em última instância, impedissem os jogos de ocorrerem ou dos torcedores chegarem aos estádios.

Isso tampouco se tornou realidade.

Em grande parte, porque as forças de seguranças agiram sem dó. Em São Paulo, no menor sinal de que a Avenida Radial Leste – que dá acesso à Arena Corinthians – seria invadida na abertura da Copa, a PM começou com as bombas de gás lacrimogêneo, dando início ao corre-corre.

Duas jornalistas da CNN ficaram feridas na ação.

Em ritmo regular, as manifestações continuam ocorrendo diariamente em várias cidades-sede. Na segunda, em Curitiba, 11 foram detidos dentre os 200 presentes. Houve depredação. 

Ontem, no Rio, o Movimento Passe Livre fez uma passeata com 50 pessoas.

Mas os protestos, além de menores, não têm ofuscado o futebol – nem mesmo para a mídia internacional (com exceção do primeiro dia, quando chegou a rivalizar as manchetes).

“Quatro dias antes da Copa, havia uma preocupação enorme com os protestos nas ruas, mas o ambiente está mudando”, disse à Bloomberg o professor adjunto da Universidade de Colúmbia, Marcos Troyjo.

5) Transporte público em parafuso
Qualquer brasileiro que use transporte público pega ônibus ou metrôs lotados em horários de pico. Não é exclusividade de nenhuma cidade. E nem do Brasil.

Na Copa, o metrô de São Paulo, na abertura do evento, e o metrô do Rio, gratuito na estreia do Maracanã, no domingo, tiveram trens lotados. Mas o sistema não alcançou o caos – como os brasileiros sabem que ocorre, vez por outra, nem registrou panes generalizadas.

Há destaques negativos. Em Natal, com as greves dos rodoviários, a população sofreu para chegar ao estádio.

Mas não houve até o momento o registro de incidentes graves ou que tenham levado a uma imobilidade geral dos torcedores, embora em São Paulo, ontem, muitos tenham ficado presos com o trânsito recorde para o horário e perdido o início da partida entre México e Brasil.

6) Erros de organização constrangedores
A organização está longe do impecável, por certo. Quem quiser, pode encontrar vários problemas desde o dia um.

Listemos alguns: no primeiro jogo no Mané Garrincha, teve torcedor que entrou depois do início da partida. Segundo a Fifa, por problemas no efetivo dos operadores dos detectores de metal e o próprio público, que chegou muito próximo à partida, afirmam as justificativas publicadas pela Folha.

Torcedores argentinos sem ingressos conseguiram invadir o Maracanã, no último sábado, mostrou vídeo obtido pelo O Globo.

Fora o hino da França e Honduras, que não tocou por conta de uma pane no sistema de som do estádio Beira Rio, em Porto Alegre, no fim de semana.

O Itaquerão passou parte do jogo de abertura com vários refletores desligados, o que por sorte foi corrigido antes do anoitecer.

Todos estes são exemplos de problemas que seriam contornáveis com maior planejamento e tempo para testes.

Mas a máxima de que os problemas não impediram o mais importante – o futebol – continua valendo.

(Marco Prates, Exame Online)