Arquivo da categoria: Eleições 2012

Justiça de São Paulo determina que CBF devolva os pontos do Flamengo

SÃO PAULO – A briga por pontos no Campeonato Brasileiro de 2013 ainda deve continuar neste ano. A 42ª Vara Cível da Comarca de São Paulo determinou que a CBF devolva os quatro pontos retirados do Flamengo no torneio, devido à suposta escalação irregular do lateral-esquerdo André Santos, contra o Cruzeiro. Com base do Estatuto do Torcedor, o sócio rubro-negro, Luiz Paulo Pieruccetti Marques, teve sua liminar concedida.

 

A ação movida pelo flamenguista alega que, pelo artigo 35 do Estatuto do Torcedor, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não poderia ter punido o clube carioca. A sentença da suspensão do atleta foi publicada apenas na semana seguinte ao jogo. O juiz Marcello do Amaral Perino, da 42ª Vara Cível aceitou o argumento e ordenou que a decisão do tribunal fosse cancelada.

“A decisão proferida pela justiça desportiva – que aqui se discute – desrespeitou o disposto no artigo 35, “caput” e parágrafo 2o, do Estatuto do Torcedor, na medida em que não verificou com correção a data em que foi publicada a suspensão do atleta André Santos. Efetivamente, a data da publicidade da referida decisão se deu em momento posterior ao jogo contra o Cruzeiro, conforme demonstrado na exordial e documentos (fls. 67 p.ex.), de forma que o referido atleta estava em condições regulares para participar da partida da ‘entrega das faixas’”, relatou Perino.

No mesmo texto, o juiz faz questão de ressaltar que a regra do artigo 35 “não pode ser alterada, modificada ou revogada pelas normas administrativas da entidade ré e nem mesmo pelas decisões da justiça desportiva”. “O dano irreparável, por sua vez, decorre da possibilidade de rebaixamento do Clube de Regatas do Flamengo, já que se mostra viável a modificação pelo Poder Judiciário da decisão que atingiu a Portuguesa de Desportos”, complementa Perino, dando a entender que o clube paulista também pode reverter a perda de seus quatro pontos no Brasileirão.

Confira a decisão do juiz Marcello do Amaral Perino na íntegra:

Relação: 0339/2013 Teor do ato: Vistos. Aceito a competência, que decorre da incidência do Estatuto do Torcedor no caso em questão. Verifico, por proêmio, que a pertinência subjetiva ativa é regular, na medida em que se encontra, como é cediço, esgotados os recursos nas instâncias da justiça desportiva; cuidando-se, o autor, de sócio laureado e torcedor do Clube de Regatas do Flamengo (fls. 19) – artigo 34 do Estatuto do Torcedor. A passiva, por sua vez, decorre da responsabilidade da ré pelas decisões proferidas pela Justiça Desportiva, que integra a sua estrutura de organização (art. 1o. do RISTJD). Colocada a questão nestes termos, passo a decidir o requerimento de concessão da antecipação de tutela. A medida, a meu aviso, deve ser concedida. Destarte, pelo que se vê da arguição inicial, a decisão proferida pela justiça desportiva – que aqui se discute – desrespeitou o disposto no artigo 35, “caput” e parágrafo 2o, do Estatuto do Torcedor, na medida em que não verificou com correção a data em que foi publicada a suspensão do atleta André Santos. Efetivamente, a data da publicidade da referida decisão se deu em momento posterior ao jogo contra o Cruzeiro, conforme demonstrado na exordial e documentos (fls. 67 p.ex.), de forma que o referido atleta estava em condições regulares para participar da partida da “entrega das faixas”. Em sendo assim, a punição imposta referente à perda de pontos e cobrança de multa é irregular e merece, portanto, ser suspensa até decisão final do processo. De se anotar, ainda, que a regra do artigo 35 do referido estatuto não pode ser alterada, modificada ou revogada pelas normas administrativas da entidade ré e nem mesmo pelas decisões da justiça desportiva. Explica-se: a incidência do princípio da hierarquia das leis impõe tal conclusão, já que o Estatuto do Torcedor é lei federal e se sobrepõe às regras administrativas supramencionadas. Além disso, a discutida regra do artigo 35 não está inserida na referida lei por acaso. Com efeito, a publicidade dos atos é marco inicial de ciência dos interessados para que cumpram a decisão proferida e do prazo para a interposição de recursos. Assim sendo, diante do desrespeito ao Estatuto do Torcedor, de rigor reconhecer a verossimilhança. O dano irreparável, por sua vez, decorre da possibilidade de rebaixamento do Clube de Regatas do Flamengo, já que se mostra viável a modificação pelo Poder Judiciário da decisão que atingiu a Portuguesa de Desportos. E o rebaixamento traria prejuízo financeiro imediato com a diminuição de cota de televisão e patrocínios. Posto isso, presentes os requisitos legais, concedo a antecipação de tutela e o faço para suspender os efeitos da decisão proferida pelo STJD em relação ao Clube de Regatas do Flamengo, com o restabelecimento dos 4 (quatro) pontos que lhe foram retirados quando do debatido julgamento realizado em 27 de dezembro do ano passado. Oficie-se com urgência. Cite-se. Intime-se. NOTA DE CARTÓRIO: Oficio expedido e disponivel para impressão. Advogados(s): Ana Maria Della Nina Esperança (OAB 285535/SP)

(O Estado de SP)

PT conquista sete das 10 maiores cidades da Grande São Paulo

PT conquistou sete das 10 cidades com maior eleitorado da região metropolitana de São Paulo e aumentou seu domínio na mesma região em comparação à última eleição, quando elegeu seis prefeitos nesses municípios.

Com a vitória do petista Fernando Haddad em São Paulo, e de Carlos Grana em Santo André, o partido conquista duas prefeituras que estavam sob domínio de outras legendas, o PSD, em São Paulo e o PTB, em Santo André e passa a comandar agora a maior cidade do Brasil e uma das maiores do Estado.

Em outras cinco cidades sobre seu domínio, o partido conseguiu manter-se no governo. Em Guarulhos, segundo maior colégio eleitoral do Estado, Sebastião Almeida se reelegeu com 60% dos votos, e derrotou, no segundo turno, Carlos Roberto (PSDB).

Em São Bernardo do Campo, casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e terceiro maior colégio eleitoral do Estado, Luiz Marinho se reelegeu logo no primeiro turno. Ligado a Lula, o petista é um dos cotados a disputar o governo de São Paulo, em 2014 e fortalece seu nome com o desempenho desta eleição.

Em Osasco, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter a cassação da candidatura de Celso Giglio (PSDB), que foi o mais votado no primeiro turno, o petista Jorge Lapas – que se tornou candidato após a desistência do deputado federal João Paulo Cunha (PT), considerado culpado no julgamento do caso do mensalão -, venceu a eleição e mantém a cidade sob o comando da legenda, assumindo o posto no lugar de Emídio de Souza (PT).

Em Mauá, Donisete Braga assume o executivo da cidade no lugar de Oswaldo Dias (PT), que venceu a eleição de 2008 e reassumiu o comando do PT na cidade. Em Carapicuíba, Sergio Ribeiro (PT) conseguiu sua reeleiçãojá no primeiro turno, com 67,68% dos votos, e também mantém a cidade sob o controle petista.

Além dessas sete cidades, o PT também passará a administrar outros dois municípios da Grande São Paulo, região que abrange um total de 39 cidades. O partido também controlará, a partir de janeiro de 2013, as cidades de Embu, com Chico Brito, e Franco da Rocha, com Kiko.

Perda
Apesar do avanço, o partido teve uma perda relevante entre os 10 maiores colégios eleitorais da região metropolitana. Após três gestões consecutivas na cidade de Diadema, na região do ABCD paulista, o atual prefeito Mario Reali, que buscava sua reeleição, acabou derrotado por Lauro Michels (PV), que venceu a disputa com considerável vantagem: 60,44% dos votos válidos.

(Portal Terra)

Morador de rua encontra urna eletrônica que foi furtada em São Paulo

Um morador de rua encontrou a urna eletrônica que foi furtada na madrugada do último domingo, dia da eleição, segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. O equipamento foi achado dentro de um saco na avenida Prof. Osvaldo de Oliveira, perto da escola de onde foi levado. De acordo com o TRE, é a primeira vez que um incidente deste tipo é registrado em todo o Estado.

Os lacres estavam intactos e, por consequência, não houve violação da mídia de resultado e do flash de votação. A urna estava suja e com a chave quebrada. Apenas o microterminal, que acompanha a máquina, e o cabo de energia não estavam junto com o equipamento.

A Polícia Militar (PM) foi comunicada do aparecimento da urna na madrugada de hoje pelo próprio morador de rua. A PM ainda não tem indícios do autor do crime.

Segundo o Código Eleitoral (art. 340), está sujeito à reclusão de até três anos, além do pagamento de 3 a 15 dias multa, quem subtrai urna de uso exclusivo da Justiça Eleitoral.

A 405ª Zona Eleitoral, responsável pelo equipamento, fica no Conjunto José Bonifácio, região Leste da capital. O furto, que ocorreu na E.E. Prof Francisco de Assis Pires Corrêa, foi identificado no início da manhã de domingo. Os responsáveis pela votação na escola providenciaram outra urna eletrônica e a votação ocorreu normalmente.

(Ultimo Segundo)

PMDB é o partido que mais elegeu prefeitos e PT o que recebeu mais votos em 2012

Blog do Fernando Rodrigues

Terminada a apuração do 2º turno das eleições municipais neste domingo (28.out.2012), o PMDB é o partido que mais elegeu prefeitos em 2012.

De acordo com os resultados do 1º turno e do 2º turno divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), peemedebistas conquistaram 1.024 das 5.568 prefeituras em disputa (18,4% do total). Em seguida aparecem PSDB (702, 12,6% do total), PT (635, 11,4%), PSD (497, 8,9%), PP (469, 8,42%) e PSB (442, 7,9%).

Apesar deste resultado, o partido que mais recebeu votos para prefeito no país foi o PT. A comparação entre as votações dos partidos no 1º turno mostra que petistas tiveram 17.263.259 votos, contra 16.716.079 do PMDB e 13.950.804 do PSDB. No 2º turno, petistas tiveram mais 4.616.878 votos. Os peemedebistas, 814.048. E tucanos, 1.982.441.

Esta é a segunda vez que o PT aparece como líder de votos recebidos para prefeitos no país. A primeira vez havia sido em 2004. Em 1996 (primeiro ano para o qual há dados confiáveis sobre votação) e em 2000, o campeão foi o PSDB. Em 2008, o PMDB.

Os dados ainda são preliminares porque serão modificados ao longo dos próximos meses. Alguns candidatos conseguirão na Justiça o direito de assumirem os mandatos de prefeito e seus adversários terão que deixar os cargos. Urnas também serão invalidadas e os votos que contêm, cancelados. Por esses motivos, o número de votos e a quantidade de prefeitos por partido poderá oscilar durante algum tempo.

NO FIM, O PT LEVOU A MAIOR PARTE DO BOLO MUNICIPAL

Dos R$ 341,3 bilhões administrados pelas prefeituras, o PT, de Fernando Haddad, ficou com R$ 77,7 bilhões (22,8%). Foi seguido pelo PMDB, que elegeu Eduardo Paes, com R$ 60,3 bilhões (17,7%), pelo PSDB, de Arthur Virgílio, com R$ 42,6 bilhões (12,5%), pelo PSB, de Eduardo Campos, com R$ 37,9 bilhões (11,1%), pelo PDT, de Gustavo Fruet, com R$ 25,0 bilhões (7,3%), e pelo PSD, de Gilberto Kassab, com (5,5%). O poder se fragmentou, mas quase todos os vencedores são aliados de Dilma, também vitoriosa na disputa

247 – Feito o balanço final das eleições municipais, pode-se dizer, com segurança, que há dois vencedores: o Partido dos Trabalhadores e a presidente Dilma Rousseff.

Com seis 636 municípios, o Partido dos Trabalhadores ficou atrás, do ponto de vista quantitativo, do PSDB (702) e do PMDB (1.032) em cidades administradas. Mas quando se avalia o orçamento que estará nas mãos de cada um dos partidos, o PT é claramente o vencedor, com R$ 77,7 bilhões, o que representa 22,8% do total. Além disso, o partido governará a maior parte do eleitorado brasileiro (19,9%).

Isso se explica pela vitória em São Paulo, que é a cidade mais rica e mais populosa do País. Depois do PT, vêm o PMDB, com R$ 60,3 bilhões, o PSDB, com 42,6 bilhões, o PSB, com R$ 37,9 bilhões, o PDT, com R$ 25 bilhões, o PSD, com R$ 18,9 bilhões, e o PP, com R$ 17,2 bilhões. Ou seja: dos sete primeiros partidos políticos, apenas o PSDB faz oposição ao governo Dilma. O DEM, que elegeu ACM Neto em Salvador, ficou em oitavo lugar.

Isso significa que, do Oiapoque ao Chuí, a presidente Dilma terá, majoritariamente, prefeitos aliados, o que pode facilitar a implementação de políticas públicas. Além disso, com a provável entrada do PSD, de Gilberto Kassab na base governista, ela terá praticamente todo o Congresso nas mãos, reduzindo o poder de barganha dos partidos políticos.

(Brasil 247)

Guilherme (PT) é reeleito em Vitória da Conquista

BRASÍLIA – Com 91% das urnas apuradas, o candidato Guilherme (PT) foi reeleito prefeito de Vitória da Conquista (BA), com 56,35% dos votos válidos. Herzem Gusmão (PMDB) ficou com 43,65% dos votos válidos. Os votos brancos somam 1,27% e os nulos, 3,03%. A abstenção está em 20,83%.

Sexta maior economia  do estado, com Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 3,1 bilhões, Vitória da Conquista tem 306 mil habitantes, de acordo com o censo 2010 do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), e cerca de 215 mil eleitores aptos a votar, conforme dados do SuperiorTribunal Eleitoral (TSE).

A economia local é majoritariamente baseada no setor de serviços, que gera R$ 2,2 bilhões em receitas. Anualmente, Vitória da Conquista recebe R$ 47,5 milhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Segundo dados do último censo do IBGE, a rede de saúde municipal conta com 199 unidades e 102 leitos para internação de pacientes. Na rede escolar municipal, foram matriculados no ensino fundamental 29,3 mil alunos e na pré-escola 3,7 mil.

(Portal DCI)

Carlos Gama, do PT: Metalúrgico vence atual prefeito nas eleições de Santo André (SP)

SÃO PAULO - Carlos Grana, do PT, venceu as eleições para prefeito de Santo André (SP) com 53,92% (204.594) dos votos válidos. Dr. Aidan Ravin, do PTB, que liderou durante parte das apurações, obteve 46,08% (174.815). A diferença entre os candidatos foi 29.779 votos, enquanto 110.728 eleitores deixaram de votar, registrando 20% de abstenção.

Carlos Grana tem 46 anos e é natural de São Bernardo do Campo (SP). Ferramenteiro formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), presidiu a Confederação Nacional dos Metalúrgicos. Em 2010, elegeu-se deputado estadual.

O futuro prefeito encontrará em Santo André um cenário econômico profundamente alterado, embora algumas metalúrgicas ainda continuem no município. Comércio e serviços compõem a maior parte do PIB local, que em 2009 ficou em R$ 14,7 bilhões.

Sandro André foi muito conhecida pela sua indústria metalúrgica. As montadoras de automóveis que se instalaram na região na década de 60 do século passado haviam estimulado o surgimento de empresasde autopeças, componentes para refrigeração, eletroeletrônicos e produtos de borracha, como pneus.

(Portal DCI)

PT e PSDB foram os partidos que mais elegeram prefeitos no segundo turno

BRASÍLIA - Nas 50 cidades, capitais e interior, onde houve disputa eleitoral em segundo turno, o PSDB e o PT elegeram o maior número de prefeitos. Aos petistas coube a vitória na maior cidade do país, São Paulo, administrada por quase uma década pelo PSDB e em mais sete cidades das quais duas capitais, João Pessoa (PB) e Rio Branco (AC). Os tucanos, por sua vez, conquistaram nove municípios, três capitais – Manaus (AM), Teresina (PI) e Belém (PA).

O PMDB, que a disputa em 1.035 prefeituras em todo o país no primeiro turno, administrará mais seis cidades vencidas no segundo turno. Os peemedebistas perderam em todas as capitais onde disputaram como, por exemplo, Campo Grande (MS) e Natal (RN).

O PSB, que no primeiro no primeiro turno venceu em 422 cidades, no segundo turno conquistou mais seis prefeituras. O partido registrou um crescimento de 34%, o maior índice entre as legendas que disputaram as eleições de 2008 e deste ano.

O estreante PSD, uma dissidência do DEM, criado com o apoio de outros partidos, perdeu em São Paulo, onde o atual prefeito, Gilberto Kassab, é uma das principais lideranças do partido. No entanto, a legenda mostrou força em outras regiões e venceu as eleições em 502 cidades, 499 no primeiro turno e mais três no segundo turno, entre elas a capital de Santa Catarina, Florianópolis.

O DEM, que saiu desgastado no primeiro turno quando elegeu 276 prefeitos, apenas um nas 27 capitais, o prefeito de Aracaju (SE), João Alves Filho, conquistou hoje a administração do terceiro maior colégio eleitoral do país e primeiro do Nordeste, Salvador (BA). Antônio Carlos Magalhães Neto ganhou a disputa com o petista Nelson Pellegrino. Com a sua vitória, ACM Neto reverte um cenário de decadência do carlismo na capital baiana, que vinha ocorrendo desde antes da morte de seu avô Antônio Carlos Magalhães.

PDT, PPS e PCdoB elegeram em segundo turno três prefeitos cada. O PP e o DEM, dois prefeitos; o PV, PSOL, PR, PRB e PTC, um prefeito cada. O PP ganhou na capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. O PTC ganhou em São Luís (MA) e o PSOL em Macapá (AP).  Os pedetistas fizeram duas capitais no segundo turno: Natal (RN) e Curitiba (PR). O PPS, administrará Vitória, capital do Espírito Santo.

(Portal DCI)

ACM Neto ressuscitará o DEM?

Por Altamiro Borges

Numa disputa mais apertada do que alardearam os institutos de pesquisa, ACM Neto venceu as eleições para a prefeitura de Salvador. O demo obteve 53,6% dos votos válidos, contra 46,4 do petista Nelson Pelegrino. A vitória representa o retorno do “carlismo”, da velha política dos coronéis, à capital baiana e está sendo festejada pela direita nativa. Ela é encarada como a tábua de salvação do DEM, o partido das oligarquias que estava caindo pelas tabelas e caminhava celeremente para a extinção.

A festança, porém, não garante a sobrevida da sigla. Os demos conquistaram duas prefeituras de capital – Aracaju, ainda no primeiro turno com João Alves, e agora em Salvador. ACM Neto administrará a terceira cidade com maior número de eleitores do país (1,9 milhão). Ele terá muita dor de cabeça para transformar a caótica capital baiana numa “vitrine do DEM”, como deseja o presidente da legenda, senador Agripino Maia. Pragmático, o demo tende a reduzir o seu ímpeto oposicionista e a compor com o governo federal.

Já o DEM continua a viver seu inferno astral. No computo geral, ele perdeu força nesta eleição. Em 2008, ele elegeu 496 prefeitos; agora, conquistou apenas 276 prefeituras (sem ainda considerar as cidades onde houve segundo turno). O DEM também perdeu 1.529 vereadores no país – um recorde entre as legendas que disputaram as eleições municipais. Em 2010, o partido já havia reduzido a sua bancada de deputados federais e senadores. Em 2011, ele sofreu um duro golpe com a formação do PSD de Gilberto Kassab.

O DEM também foi abalado com os escândalos envolvendo algumas das suas principais lideranças. O discurso da ética, que partia de políticos mais sujos do que pau de galinheiro, caiu por terra. O governador José Roberto Arruda foi preso no escândalo do “mensalão do Distrito Federal”. Ele chegou a ser cogitado para se o “vice-careca” de José Serra na eleição presidencial de 2010. Já o senador Demóstenes Torres, outro presidenciável dos demos, foi cassado por seu envolvimento com a máfia de Carlinhos Cachoeira.

Nada garante que a vitória de ACM Neto vai conseguir ressuscitar o combalido DEM. Há fortes boatos, inclusive, de que alguns demos pretendem migrar para o PMDB e para o PSDB no próximo ano – inclusive o novo prefeito de Salvador. O “carlismo” venceu na capital baiana – isto é fato e representa um grave retrocesso político. Já a sobrevivência dos demos não está garantida. A conferir!

(Correio do Brasil)

Saiba o que o eleitor terá de cobrar do novo prefeito eleito de FORTALEZA

Roberto Claudio (PSB), o prefeito eleito neste domingo (28), promete um conjunto de ações durante os próximos quatros anos de mandato em Fortaleza. Entre os principais temas abordados durante toda sua campanha eleitoral veiculada na TV estão a educação, saúde, mobilidade urbana, juventude e emprego e renda. 
 
As escolas com o ensino em tempo integral para pré-escola e ensino fundamental, a implantação do Bilhete Único por até duas horas em 100% das linhas de ônibus e a construção de 11 novas Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) são as propostas que Roberto Cláudio mais investiu durante sua candidatura.

Educação

Na área da educação, o prefeito eleito promete implantar nas escolas públicas o ensino em tempo integral. Roberto garante estabelecer gradativamente o ensino em 18 unidades da pré-escola e em 30 escolas do ensino fundamental nos bairros mais carentes da Capital.
 
Além disso, Roberto Claudio destaca em sua campanha que vai construir 80 novas creches em parceria com o Governo Federal, implantar cursos de capacitação para jovens e adultos para vagas que vão surgir com a Copa e o curso Pro Enem para alunos ingressarem no ensino superior.
 
Para os professores, o prefeito inclui em suas promessas uma escola de formação permanente do magistério, aumentos salariais acima da inflação, concursos, cursos de pós-graduação apoiados pela Prefeitura, um terço da carga horária para planejamento de aula e seleção para diretores de escola.
 
Mobilidade Urbana

Quanto à mobilidade urbana na Capital, o prefeito eleito promete introduzir o uso de apenas uma passagem por até duas horas em 100% das linhas de ônibus. Roberto Claudio destaca que este sistema terá três etapas, a primeira apenas em ônibus, a segunda em topiques, e a terceira, onde metrô e ônibus intermunicipais também vão aceitar apenas uma passagem.
 
Roberto Claudio promete para Fortaleza paradas de ônibus modernas, confortáveis, cobertas e iluminidas com cadeiras para idosos, grávidas e pessoas com deficiência. Além disso, ele apresentou a propostas de corredores exclusivos para aumentar velocidade média dos ônibus,
manter a passagem de ônibus mais barata do Brasil, implantação de ciclovias e aluguéis de biclicletas.
 
Saúde

As Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) são as grandes apostas do candidato Roberto Cláudio (PSB) para a saúde de Fortaleza. Roberto Claudio promete construir 11 novas UPAs e com isso alocar três unidades em cada regional da Capital. Entre as propostas do prefeito eleito, também estão a de construir seis policlínicas, dividindo uma em cada regional.
 
Roberto Claudio informou que vai contratar médicos para os postos de sáude da cidade e que os profissionais de saúde terão uma gratificação especial. Também ressaltou que vai equipar os postos de saúde e distribuir uma unidade em cada bairro da Capital.
 
Juventude e Emprego

Em sua gestão, Roberto promete concluir e colocar para funcionar as unidades do Centro Urbano de Cultura, Artes, Ciência e Esporte (Cuca), que estão em construção e tirar do papel as que ainda não começaram. O prefeito destacou em sua campanha eleitoral que vai recuperar campos de futebol e áreas de lazer em todos os bairros da cidade e construir novas quadras poliesportivas, espaços de convivência e pistas de skate.
 
O prefeito eleito destaca em sua campanha que vai oferecer curso de capacitação para preparar os jovens para as oportunidades que vão surgir com a Copa do Mundo de 2014. Além disso, Roberto Claudio ressalta a implantação de escolas profissionais à noite.
 
Já na área de emprego e renda, Roberto Claudio garante que vai gerar vaga de estágio e emprego para jovens que se recuperarem da dependência química em parceria com empresas públicas e privadas. Além disso, o prefeito promete garantir todas as conquistas dos servidores públicos.
 
Também destaca que vai desenvolver nas áreas degradadas e nos vazios espaciais projetos indústriais e comunitários.

(Diário do Nordeste Online)

Confira votação em Fortaleza por zona eleitoral

1ª Zona
Roberto Cláudio – 60,92%
Elmano – 39,08%

2ª Zona
Roberto Cláudio – 54,28%
Elmano – 45,72%

3ª Zona
Roberto Cláudio – 62,65%
Elmano – 37,35%

82ª Zona
Elmano – 52,82%
Roberto Cláudio – 47,18%

83ª Zona
Elmano – 50,1%
Roberto Cláudio – 49,9%

94ª Zona
Roberto Cláudio – 50,49%
Elmano – 49,51%

112ª Zona
Roberto Cláudio – 56,45%
Elmano – 43,55%

113ª Zona
Roberto Cláudio – 52,88%
Elmano – 47,12%

114ª Zona
Elmano – 55,8%
Roberto Cláudio – 44,2%

115ª Zona
Roberto Cláudio – 51,29%
Elmano – 48,71%

116ª Zona
Roberto Cláudio 55,07%
Elmano – 44,93%

117ª Zona
Roberto Cláudio – 55,08%
Elmano – 44,92%

118ª Zona

Roberto Cláudio – 50,29%
Elmano – 49,71%

Zona Bairros
ALDEOTA, ANTÔNIO DIOGO, CAIS DO PORTO, CIDADE 2000, COCÓ, DE LOURDES, DIONISIO TORRES, MANOEL DIAS BRANCO, MEIRELES, MUCURIPE, PAPICU, VARJOTA, VICENTE PINZON

ALAGADIÇO NOVO, CAMBEBA, CIDADE DOS FUNCIONÁRIOS, COAÇU, CURIÓ, EDSON QUEIROZ, GUAJIRU, JOSÉ DE ALENCAR, LAGOA REDONDA, MESSEJANA, PARQUE IRACEMA, PAUPINA, SABIAGUABA, SÃO BENTO, SAPIRANGA

ALDEOTA, CENTRO, FARIAS BRITO, JACARECANGA, JOAQUIM TÁVORA, MEIRELES, MOURA BRASIL, PRAIA DE IRACEMA

82ª ALAGADIÇO, ÁLVARO WEYNE, BARRA DO CEARÁ, BELA VISTA, CARLITO PAMPLONA, CRISTO REDENTOR, FARIAS BRITO, JACARECANGA, MONTE CASTELO, PADRE ANDRADE, PARQUE ARAXÁ, PARQUELÂNDIA, PRESIDENTE KENNEDY, SÃO GERARDO, VILA ELLERY

83ª AMADEU FURTADO, ANTÔNIO BEZERRA, AUTRAN NUNES, BELA VISTA, CACHOEIRINHA, COUTO FERNANDES, DAMAS, DEMOCRITO ROCHA, DOM LUSTOSA, HENRIQUE JORGE, JOÃO XXIII, JÓQUEI CLUBE, MONTESE, PADRE ANDRADE, PAN AMERICANO, PARANGABA, PARQUELÂNDIA, PICI, PRESIDENTE KENNEDY, VILA UNIÃO

94ª ANTÔNIO BEZERRA, AUTRAN NUNES, BARRA DO CEARÁ, CACHOEIRINHA, DOM LUSTOSA, FLORESTA, HENRIQUE JORGE, JARDIM GUANABARA, JARDIM IRACEMA, JÓQUEI CLUBE, OLAVO OLIVEIRA, PADRE ANDRADE, PARQUE GENIBAÚ, QUINTINO CUNHA, VILA VELHA

112ª AEROLÂNDIA, ALDEOTA, ALTO DA BALANÇA, BOA VISTA, BOA VISTA CASTELÃO, CAJAZEIRAS, CASTELÃO, CENTRO, CIDADE DOS FUNCIONÁRIOS, DIAS MACEDO, DIONISIO TORRES, EDSON QUEIROZ, ENGENHEIRO LUCIANO CAVALCANTE, GUARARAPES, JARDIM DAS OLIVEIRAS, JOAQUIM TÁVORA, MEIRELES, PARQUE MANIBURA, PASSARÉ, SALINAS, SÃO JOÃO DO TAUAPE, SERRINHA

113ª AEROPORTO, ALTO DA BALANÇA, AMADEU FURTADO, BENFICA, BOM FUTURO, CENTRO, DAMAS, FARIAS BRITO, FÁTIMA, JARDIM AMÉRICA, JOSÉ BONIFÁCIO, MONTESE, PARQUE ARAXÁ, PARQUELÂNDIA, PARREÃO, RODOLFO TEÓFILO, VILA UNIÃO

114ª ALAGADIÇO, ÁLVARO WEYNE, ANTÔNIO BEZERRA, BARRA DO CEARÁ, CACHOEIRINHA, CRISTO REDENTOR, FLORESTA, JACARECANGA, JARDIM GUANABARA, JARDIM IRACEMA, PADRE ANDRADE, PRESIDENTE KENNEDY, QUINTINO CUNHA, SÃO GERARDO, VILA VELHA

115ª AEROLÂNDIA, AEROPORTO, ALTO DA BALANÇA, BENFICA, BOM FUTURO, DAMAS, DENDÊ, DIAS MACEDO, FÁTIMA, ITAOCA, ITAPERI, JARDIM AMÉRICA, JARDIM CEARENSE, MANUEL SÁTIRO, MARAPONGA, MONDUBIM, MONTESE, PARANGABA, PARQUE DOIS IRMÃOS, PARREÃO, PASSARÉ, SERRINHA, VILA PERI, VILA UNIÃO

116ª ANTÔNIO BEZERRA, BOM JARDIM, BONSUCESSO, CONJUNTO CEARÁ, GRANJA LISBOA, GRANJA PORTUGAL, HENRIQUE JORGE, PARQUE GENIBAÚ, SIQUEIRA

117ª ALTO ALEGRE, BOM JARDIM, BONSUCESSO, CANINDEZINHO, CONJUNTO ESPERANÇA, DOM LUSTOSA, GRANJA LISBOA, GRANJA PORTUGAL, HENRIQUE JORGE, JOÃO XXIII, JÓQUEI CLUBE, MANUEL SÁTIRO, MARAPONGA, MONDUBIM, PARANGABA, PARQUE GENIBAÚ, PARQUE PRESIDENTE VARGAS, PARQUE SANTA ROSA, PARQUE SÃO JOSÉ, SIQUEIRA, VILA PERI

118ª ANCURI, BARROSO, BOA VISTA, BOA VISTA CASTELÃO, CAJAZEIRAS, CASTELÃO, CONJUNTO PALMEIRAS, DIAS MACEDO, ITAPERI, JANGURUSSU, MESSEJANA, MONDUBIM, PARANGABA, PARQUE DOIS IRMÃOS, PARQUE SANTA MARIA, PASSARÉ, PEDRAS, PLANALTO AYRTON SENNA, PREFEITO JOSÉ WALTER, SERRINHA

(O Povo Online)

Os números das eleições em Fortaleza

100% das urnas foram apuradas na disputa pela Prefeitura de Fortaleza. Vamos aos números:

Eleito, Roberto Cláudio (PSB) conquistou 650.607 votos, o que corresponde a 53,02% do total.

Elmano de Freitas (PT) teve 576.435 votos, o que representa 46,98% dos sufrágios.

74.172 foi a diferença de votos entre Roberto Cláudio e Elmano de Freitas.

A abstenção foi de 268.138 votos, 16,63% dos eleitores.

1.344.017 eleitores foram às urnas neste domingo.

33.782 eleitores votaram em branco.

83.193 eleitores votaram nulo.

1.227.042 votos foram considerados válidos.

(Segunda Leitura, O Povo Online)

Gustavo Fruet, do PDT, é eleito prefeito de Curitiba

Como já indicavam as últimas pesquisas eleitorais , o candidato Gustavo Fruet (PDT) foi eleito prefeito de Curitiba com 60,65% dos votos válidos. Ratinho Júnior (PSC) ficou com 39,35%. A capital do Paraná registrou 2,42% de votos em branco, 4,21% nulos e 10,09% de abstenções. A vitória de Fruet marca uma das principais viradas ocorridas nestas eleições municipais. No primeiro turno, todas as pesquisas de intenção de voto descartavam o ex-deputado federal em uma eventual disputa no segundo turno.

arrancada do prefeito eleito ocorreu no final da primeira etapa e se consolidou na segunda. Aos 49 anos, Fruet é filho do ex-prefeito Maurício Fruet e começou na política como vereador, eleito em 1996 pelo PMDB.

Dois anos depois, após a morte do pai, chegou à Câmara dos Deputados. Em 2004, tentou se candidatar a prefeito pelo PMDB, mas não conseguiu e filiou-se ao PSDB, pelo qual foi eleito em 2006 deputado federal. Em 2010, disputou uma cadeira no Senado e ficou em terceiro lugar. Em 2011, deixou o PSDB e foi para o PDT.

Apoio político

A seu favor, Fruet teve apoio político de cinco ministros durante a campanha: José Eduardo Cardozo (Justiça), Paulo Bernardo (Comunicações), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Alexandre Padilha (Saúde) e Brizola Neto (Trabalho).

Mesmo sendo do PDT, partido coligado ao PT, ele não teve oficialmente o apoio do ex-presidente Lula ou da presidenta Dilma Rousseff . O primeiro não entrou na campanha do pedetista a pedido do apresentador Ratinho, pai de Ratinho Júnior. Dilma não fez palanque em nenhuma campanha que envolvesse disputa entre candidatos de partidos da base.

Entre as principais promessas de Fruet para Curitiba estão o acréscimo de 2% nos recursos do orçamento municipal na área da saúde, criar o Conselho Municipal de Segurança Pública, fortalecer a Guarda Municipal, criar 15 mil novas vagas no sistema municipal de ensino e investir R$ 200 milhões na frota de ônibus da capital paranaense.

Campanha acirrada

A troca de acusações entre os dois candidatos à Prefeitura de Curitiba foi intensa durante a campanha do segundo turno. Fruet acusou o filho do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, de ter pouca experiência política e de ter voltado de Brasília “com concessões de rádio e TV”, referindo-se aos negócios do pai do candidato no Paraná.

Já Ratinho Júnior acusou o adversário de ter distribuído panfletos apócrifos em Curitiba. A alternância de partidos políticos na carreira de Fruet também serviu como combustível de críticas.

Considerado a maior surpresa das eleições em Curitiba, Ratinho Júnior, no entanto, foi perdendo fôlego aos poucos. O próprio candidato chegou a declarar que era alvo de preconceito porque é mais novo e por não ser de uma tradicional família curitibana. “Eleição é uma faculdade intensiva e aprendi com a experiência que Curitiba é uma cidade conservadora ”, disse ele, após votar neste domingo (28).

(Ultimo Segundo)

Haddad bate Serra e PT volta a dirigir São Paulo após 8 anos

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO, 28 Out (Reuters) – O ex-ministro da Educação Fernando Haddad derrotou o tucano José Serra no segundo turno da eleição municipal em São Paulo neste domingo, colocando o PT de volta no comando da maior cidade do país após oito anos.

Em suas primeiras declarações como prefeito eleito, Haddad fez um enfático agradecimento ao seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e prometeu derrubar o “muro da vergonha entre a cidade rica e a cidade pobre”.

“Quero agradecer do fundo do meu coração ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Haddad, provocando um coro da plateia que gritou o nome do ex-presidente. “Viva o presidente Lula!”, disse.

Lula, no entanto, não estava presente na hora do discurso da vitória. Ele cogitou ir, mas depois desistiu e preferiu acompanhar a declaração de Haddad de sua casa em São Bernardo, segundo a assessoria do ex-presidente.

Haddad, que também agradeceu a Dilma, a quem chamou de “outra grande liderança nacional”, fez um discurso em tom otimista, focado principalmente em promessas de redução de desigualdades sociais na cidade.

Haddad foi eleito com 55,57 por cento dos votos, contra 44,43 por cento de Serra, segundo os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com todas as seções apuradas.

Escolhido pessoalmente por Lula para representar o PT na eleição paulistana, Haddad foi ministro da Educação nos governos do ex-presidente e de Dilma Rousseff. Também atuou na prefeitura durante o governo Marta Suplicy, a última petista a comandar a capital paulista, entre 2001 e 2004.

A vitória de Haddad em São Paulo é apontada por analistas como estratégica para o PT. Além de comandar a maior cidade do país e o terceiro maior orçamento, ela dá aos petistas uma vitória sobre o arquirrival PSDB e sobre Serra, figura histórica do tucanato que já disputou duas eleições presidenciais.

Haddad, que participou pela primeira vez de uma disputa eleitoral, contou com apoio direto da presidente Dilma Rousseff que esteve em comícios tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa.

O prefeito eleito, de 49 anos, disse ainda que vai buscar parcerias tanto com o governo federal quanto com o estadual, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin.

EMPURRAR PARA A FRENTE

Pelo lado tucano, a derrota gera incertezas sobre o futuro político de Serra, que comandou a cidade entre 2005 e 2006 e foi governador do Estado entre 2007 e 2010.

Em seu discurso após a derrota, Serra, que perdeu para Lula e Dilma em disputas presidenciais em 2002 e 2010, disse sair da campanha com mais “energia e vigor” do que quando entrou, apesar de estar com semblante claramente abatido.

“Sei que as pessoas estarão vigilantes no acompanhamento e fiscalização do novo governo. Na cobrança do cumprimento das promessas realizadas”, disse o tucano, depois de, sem citar o nome de Haddad, desejar boa sorte ao prefeito eleito.

Serra disse ainda ter feito uma campanha “limpa” e baseada na defesa da “ética na vida pública”.

Um dos principais temas da campanha tucana em São Paulo foi o julgamento do escândalo do chamado mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em que foram condenados ex-integrantes da cúpula petista, como o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares.

Uma das propagandas do tucano afirmava que, se o eleitor votasse em Haddad, Dirceu, Genoino e Delúbio “voltariam”.  

(Reuters Brasil)

Revista Veja também joga a toalha e diz: o PT venceu

247 – Em reportagem publicada nesta fim de semana, intitulada “A velha renovação”, a revista Veja admite o sucesso eleitoral do Partido dos Trabalhadores e aponta o PT como a única legenda que “cresce sem parar desde a sua criação”.

O sucesso eleitoral seria fruto da aposta na renovação, com quadros como Fernando Haddad, cuja vitória em São Paulo já é praticamente certa, segundo a revista, e Alexandre Padilha e Lindbergh Farias, que estariam sendo preparados para futuras disputas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Enquanto isso, o PSDB, partido com o qual a Editora Abril tem se alinhado nos últimos anos por razões ideológicas e econômicas, insistiria na repetição. Segundo a reportagem, há um desgaste com José Serra, que concorre pela “quinta vez neste século”.

Assinada por Otávio Cabral, a análise de Veja, no entanto, não atribui o sucesso do PT apenas à busca de quadros novos. Diz ele que o partido hoje se sustenta “mais por seus vícios do que por suas virtudes”. Entre esses vícios, ele aponta o “centralismo leninista” e o aparelhamento do Estado.

Em relação ao PSDB, há certo desalento e a revista afirma que “não há nomes no horizonte para carregar a bandeira dos tucanos, com exceções como o senador mineiro Aécio Neves”.

(Brasil 247)

Embates entre PT, PSB e PSDB marcam disputas do 2o turno

São Paulo – A eleição deste domingo será protagonizada por disputas envolvendo PT, PSB e PSDB, cujos candidatos concorrem no segundo turno em 12 das 17 capitais, com destaque para Fortaleza, Salvador e São Paulo, onde o resultado tem influência direta para as aspirações dessas legendas nos próximos anos.

Para o PT, por exemplo, uma vitória em São Paulo sobre o PSDB pode significar a conquista de uma importante trincheira com vistas às eleições de 2014. Para os tucanos, a vitória é essencial para manter a força no Estado de São Paulo e de quebra dar uma vitrine para um dos quadros mais importantes do partido, José Serra.

PT e PSDB são adversários históricos e terminaram o primeiro turno apontando motivos para comemorar. Enquanto os petistas conquistaram o maior número de votos, os tucanos se mantiveram como a segunda maior força no comando das prefeituras, atrás apenas do PMDB, que historicamente é o que mais elege prefeitos.

“Acho que o PT (já) saiu vitorioso dessa eleição. Se o PT ganhar em São Paulo, a vitória vai ser mais estrondosa ainda”, analisou Carlos Melo, cientista político do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).

“Para o PSDB (a vitória) vai depender mesmo de São Paulo”, continua Melo, argumentando que as disputas travadas pelos tucanos em outras sete capitais não compensam o peso do eleitorado paulistano. “O PSDB está querendo fazer do limão uma limonada, mas é uma limonada com sal, não uma limonada com açúcar.” Além de São Paulo, os tucanos enfrentam o PT em Rio Branco e João Pessoa, e outros partidos em São Luís, Manaus, Vitória, Belém e Teresina.

As pesquisas animam os petistas, já que Ibope e Datafolha apontaram nas sondagens desta semana uma vitória folgada para Fernando Haddad sobre Serra.

Se a disputa em São Paulo opõe adversários tradicionais, em Fortaleza, quinta cidade mais populosa do país, a eleição será definida entre aliados históricos: PT e PSB.

Essa disputa é mais um capítulo do duelo entre os dois partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff. No primeiro turno eles estiveram de lados opostos em Belo Horizonte e Recife, por exemplo. O PSB levou a melhor nos dois casos.

Em Fortaleza, o tom da campanha com ataques entre Elmano de Freitas (PT), que critica o governo estadual do PSB, e Roberto Cláudio (PSB), que mira na administração municipal petista, tem preocupado a cúpula dos dois partidos que buscam evitar consequências para a aliança nacional e estadual entre petistas e socialistas.

Para o PSB, que também disputa o segundo turno em Cuiabá –também contra o PT– e Porto Velho, a capital cearense é considerada a jóia da coroa a ser conquistada no domingo. A legenda elegeu 444 prefeitos no primeiro turno, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e teve o maior crescimento entre todos os partidos.

Uma eventual vitória em Fortaleza ao se somar a Recife fortaleceria ainda mais a posição do partido na região –onde comanda os governos de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Piauí– ao tirar essas capitais do PT.

Além disso, a vitória animaria ainda mais os socialistas que veem o governador de Pernambuco e presidente da legenda, Eduardo Campos, como um futuro candidato à Presidência da República.

Mas mesmo esse bom desempenho não seria definitivo para um projeto nacional do PSB na avaliação do cientista político e diretor do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais (Inpro), Benedito Tadeu Cesar.

“Tudo bem, o Eduardo Campos se fortalece, mas não para a próxima eleição. Acho que seria um caminho mais seguro se ele continuar na base da Dilma e pleitear ministério de projeção (num segundo mandato da petista)”, afirmou o diretor do Inpro.

Outra disputa fundamental para os petistas se dá em Salvador, num confronto emblemático porque Nelson Pelegrino (PT) tem como adversário o deputado ACM Neto (DEM), cujo avô Antônio Carlos Magalhães, falecido em 2007, teve uma carreira política tão notória que deu origem ao verbete “carlismo”.

Uma vitória do DEM, segundo maior partido de oposição ao governo federal, pode ter impacto na sucessão do governador Jaques Wagner (PT) e daria novo fôlego à legenda que é tida por analistas políticos como candidata à extinção depois que boa parte dos seus quadros no Congresso migraram para o recém criado PSD.

O PMDB, o “rei” das prefeituras, ainda pode ganhar mais três capitais no domingo –disputa em Campo Grande, Natal e Florianópolis.

(Exame Online)

LUIZIANNE LINS ganha direito de resposta na TV contra ROBERTO CLÁUDIO

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), que tenta eleger o petista Elmano de Freitas como sucessor, conquistou na Justiça direito de resposta contra a coligação adversária, do candidato Roberto Cláudio (PSB). 

Hoje, ela terá 25 inserções de um minuto, em três emissoras de TV da capital cearense – entre elas a TV Verdes Mares, afiliada da TV Globo-, para responder aos ataques sofridos nos últimos dois dias. 

A campanha de Roberto Cláudio apresentou em sua propaganda eleitoral inserções contendo foto da prefeita e o áudio de uma entrevista à TV Diário, feita em 2010, na qual ela diz que seria capaz de eleger “até um poste, mesmo com a luz quebrada”. 
A juíza da 117ª Zona Eleitoral, Maria das Graças Almeida de Quental, entendeu que a veiculação teve o claro propósito de “denegrir a imagem da prefeita no momento em que há disputa eleitoral [...], afrontar e ofender a honra de Luizianne”. 
Na decisão, Quental diz ainda que as palavras de Luizianne “ocorreram em outro momento, que pela imagem denota-se que foram proferidas quando em descontração e privacidade”. 
No entendimento da juíza, a mensagem tem a intenção é “denegrir a imagem da prefeita e despertar na opinião pública o entendimento de que a mesma não tem respeito com o seu eleitorado”. 
Ao fazer comício em Fortaleza ao lado de Luizianne e Elmano na última terça-feira (23), o ex-presidente Lula repetiu a mesma frase que já havia dito sobre outros candidatos petistas em São Paulo: “De poste em poste, o PT vai iluminar o Brasil”. 
A disputa em Fortaleza chega à reta final com resultado imprevisível. Elmano e Claudio estão empatados nas pesquisas. O Datafolha indica 42% para o petista e 41% para o socialista. O Ibope apontou 43% para cada um deles.  

(Folha Press)

Roberto Cláudio, candidato do PSB, é punido pela Justiça Eleitoral

Fortaleza – Na véspera do segundo turno das eleições para a Prefeitura de Fortaleza, o candidato do PT, Elmano de Freitas, obteve mais uma vitória na Justiça Eleitoral. A campanha do candidato do PSB, Roberto Cláudio, foi obrigada a retirar do ar propaganda em que exibia declaração antiga da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, afirmando que elegeria “até um poste” como seu sucessor. A Justiça deu direito de resposta à prefeita, com 15 inserções de um minuto cada, que serão veiculadas ao longo do dia deste sábado.

Há dois dias, a Justiça Eleitoral já havia proibido a campanha de Roberto Cláudio de associar sua imagem à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à da presidente Dilma Rousseff.

Empatados nas pesquisas de intenção de voto, Elmano e Roberto Cláudio travam um disputa apertadíssima. Não é à toa que acirraram os ânimos na reta final da campanha. No debate de sexta-feira (26) à noite, veiculado pela TV Verdes Mares, afiliada da TV Globo, os dois candidatos trocaram duras acusações.

Aliados até junho, Elmano e Roberto Cláudio criticaram os governos, principalmente nas áreas de educação, saúde e segurança, de seus respectivos padrinhos políticos. Elmano é apoiado por Luizianne, enquanto Cláudio tem o apoio dos irmãos Ferreira Gomes (o governador do Ceará, Cid Gomes, e o ex-ministro Ciro Gomes).

Ao acusar Roberto Cláudio de representar uma oligarquia, que comanda o Ceará há vários anos, Elmano tentou vincular o candidato do PSB a José Serra, derrotado à presidência da República, em 2010, e atual candidato a prefeito de São Paulo.

“Esse seu discurso é fácil, o mesmo utilizado contra Dilma pelo Serra em 2010″, disse Elmano, que acusou o socialista de “faltar com a verdade” durante todo o debate. Cláudio, por sua vez, atacou a gestão de Elmano à frente da secretaria de Educação de Fortaleza. Afirmou ainda que a candidatura de Elmano foi “tirada do bolso do colete” da prefeita.

O fato é que o segundo turno das eleições de Fortaleza se transformou em um verdadeiro “duelo de postes”. Nenhum dos dois candidatos era conhecido antes das eleições. Ex-secretário de Educação de Fortaleza, Elmano nunca disputou mandato eletivo e teve sua candidatura turbinada com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, desde o primeiro turno das eleições.

No segundo turno, Lula foi pessoalmente a Fortaleza, na terça-feira (23), onde participou de um megacomício, arrastando cerca de 50 mil para o centro da cidade. Deputado estadual com dois mandatos, Roberto Cláudio é um pouco mais conhecido do eleitorado de Fortaleza, mas também precisou dos padrinhos políticos para alavancar sua candidatura.

(Exame Online)

Juíza proíbe Coligação de ROBERTO CLÁUDIO de usar nome da presidente DILMA e do ex-presidente LULA

A juíza da 117ª Zona Eleitoral, Maria das Graças Almeida de Quental, manteve a decisão liminar em relação à representação ajuizada pela coligação “Pra Cuidar das Pessoas”, contra a coligação “Para Renovar Fortaleza”, que vinha usando em sua propaganda no rádio e na TV, o nome da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula, associados à imagem do candidato do PSB, Roberto Cláudio.

Na mesma decisão, notificada às 17h:40m à emissora geradora dos programas no Horário Eleitoral Gratuito e às partes interessadas, a juíza determina que seja concedido 10 minutos à coligação “Para Renovar Fortaleza”, em inserções nos dias 25 e 26/10, sem fazer referência aos nomes dos filiados ao Partido dos Trabalhadores – PT, ex-presidente Lula e Presidenta Dilma, sob pena de cometimento de crime de desobediência.

(Roberto Moreira, Diário do Nordeste Online)

Fortaleza: Datafolha e IBOPE vão divulgar novas pesquisas no fim de semana

No sábado, IBOPE E Datafolha divulgam novas pesquisas de intenção de voto, para à prefeitura de Fortaleza.

Os últimos levantamentos, apresentados nesta quinta-feira (25), mostraram que a disputa está indefinida. Na pesquisa do IBOPE, Roberto Cláudio e Elmano de Freitas aparecem, rigorosamente, empatados com 43%, na estimulada. Já no levantamento do Datafolha, Elmano está na frente com apenas 1% de diferença. O petista tem 42% e Roberto Cláudio 41%, na estimulada.

No domingo, antes da apuração, o IBOPE divulga a tradicional pesquisa de boca de urna, que deve apontar o possível vencedor da disputa mais acirrada da história, da eleição municipal de Fortaleza.

(Roberto Moreira, Diário do Nordeste Online)

José Serra é multado em R$ 5 mil por fazer propaganda política em igreja

O candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra foi condenado na sessão de terça-feira (23/10) pelo TER-SP (Tribunal Regional Eleitoral) ao pagamento de multa de R$ 5 mil por ter realizado propaganda política durante culto religioso. Cabe recurso da decisão. 

A ação foi proposta pelo MPE (Ministério Público Eleitoral), que já havia obtido a condenação do candidato em primeira instância. O parecer do procurador regional eleitoral em São Paulo André de Carvalho Ramos foi pela manutenção da condenação na segunda instância, por entender que a caracterização da conduta irregular estava evidente no caso.

A Lei das Eleições veda a veiculação de propaganda eleitoral de qualquer natureza em templos (art. 37, § 4º, da Lei n.º 9.504/97). No caso, o entendimento da Procuradoria e do Tribunal Regional Eleitoral foi de que o candidato, diferentemente do alegado, não apenas “compareceu” a culto religioso, tendo, na verdade, subido ao púlpito para realizar propaganda eleitoral em benefício próprio, inclusive com pedido de votos. A situação ocorreu durante culto da Igreja Apostólica Maravilha de Cristo.

(UItima Instância)

Como São Paulo está enfrentado o conservadorismo

Exame dos mapas eleitorais revela: áreas da cidade que eram redutos anti-mudanças podem estar se arejando, graças a novos movimentos, como cicloativismo, e crítica à especulação imobiliária

Por Raquel Rolnik, em seu blog

O voto paulistano tem uma geografia que parece se repetir eleição após eleição. Os mapas da geografia do voto mostram um desenho que se repete há décadas: direita e centro (azul) no miolo mais rico da cidade, e a esquerda (vermelho) nas periferias, como vemos no mapa abaixo do 1o turno das eleições municipais deste ano.

O azul mais intenso corresponde ao lugar que historicamente concentra renda, poder e qualidades urbanísticas em São Paulo, como já demonstrou o prof. Flavio Villaça, da FAU USP, em inúmeros artigos e livros. Mais de 40% dos habitantes desta região pertencem ao grupo que possui renda familiar de mais de 20 salários mínimos (veja mapa abaixo).

O vetor sudoeste é, historicamente, hegemonizado pelo PSDB, marcado por um profundo sentimento anti-PT e por uma atitude conservadora em relação à cidade. Para os moradores desta região, a ideia de redistribuição de oportunidades ou de inversão de prioridades que marcou o discurso do PT em seus primórdios não tem nenhum apelo.

A leitura do mapa do 1º turno destas eleições, em tese, diria que nos bairros mais ricos predominou o voto no Serra e, nos mais pobres, no Haddad. Não haveria, portanto, nenhuma novidade no cenário. Será? Uma observação mais atenta aponta sutilezas que matizam esta leitura binária. Em primeiro lugar, no chamado centro expandido, embora predomine o voto no PSDB, Haddad foi o 2º colocado, com votação mais expressiva, em alguns distritos, do que Marta Suplicy alcançou no pleito de 2008, quando o PT perdeu para a coligação DEM/PSDB (veja mapa abaixo).

Em segundo lugar, historicamente, na cidade de São Paulo, três — e não duas — forças político-partidárias marcam a geografia eleitoral: o PT, o PSDB e o malufismo, herdeiro do janismo. O voto no Russomano, entretanto, não é herdeiro do malufismo como afirmam alguns. Além disso, redutos históricos do malufismo como o Tatuapé ou a Vila Maria se dividiram quase igualmente entre os três primeiros candidatos (clique aqui para ver o mapa detalhado) e Russomano não ganhou em nenhum distrito da capital. Na chamada extrema periferia, Haddad dividiu a hegemonia dos votos com Russomano, e não com Serra. E, obviamente, não podemos configurar o candidato do PRB como “de esquerda”… Então como podemos interpretar este cenário?

Se permanece verdadeira a polarização azul x vermelho, o sutil crescimento de Haddad no centro expandido poderia apontar para uma espécie de descontentamento com o modelo de cidade, inclusive na área historicamente mais privilegiada por este modelo? Não seriam os inúmeros movimentos — de cicloativistas, de preservação de bairros, de ocupação de espaços públicos, além de outros tantos que surgem no interior desta região, sinais deste desejo de mudança? Por outro lado, no que já foi uma “periferia consolidada” de outros tempos, onde a renda cresceu e as demandas de urbanidade se sofisticaram, os apelos do malufismo parecem perder eco. Finalmente, se realmente existem mudanças no cenário, estas estariam ocorrendo no campo da política ou indicariam possíveis reconfigurações da cidade?

(Via Outras Mídias)

Comício com LULA e ELMANO reúne 50 mil militantes na PRAÇA DO FERREIRA

Cerca de 50 mil militantes petistas e simpatizantes da campanha de Elmano de Freitas formaram uma multidão na Praça do Ferreira e em seu entorno, no início da tarde desta terça-feira (23), para o comício do candidato à prefeitura pelo PT. A grande atração do evento foi a presença do ex-preseidente Lula

A prefeita Luizianne Lins também subiu ao palanque junto com Lula. Aliados políticos de Elmano, como Artur Bruno, Eudes Xavier, Eliane Novais, José Guimarães estiveram presentes.

(Diário do Nordeste Online)

TRACKING DO PT: HADDAD AUMENTA VANTAGEM EM SP

SP247 - Nada muda na campanha de Fernando Haddad (PT) até o fim da eleição, no domingo. Quem informa é o jornalista Ricardo Kotscho, que conversou com o comando da campanha petista em São Paulo. De acordo com o coordenador da campanha, vereador Antonio Donato, trackings do partido “mostram agora uma vantagem ainda maior de Haddad do que a apontada nas pesquisas Datafolha e Ibope da semana passada: 22 pontos (61 a 39) nos votos válidos”, como consequência da campanha agressiva dos tucanos. Pelo jeito, o adversário José Serra (PSDB) vem se mostrando melhor cabo eleitoral de Haddad do que o ex-presidente Lula.

Leia o texto:

PT não muda estratégia na reta final

A cinco dias da eleição do segundo turno em São Paulo, o comando da campanha de Fernando Haddad, do PT, decidiu não mudar a estratégia nesta reta final da campanha: vai continuar jogando na defesa para garantir o resultado apontado pelas pesquisas, investindo na apresentação de propostas para um governo de mudança contra a continuidade.

Conversei na manhã desta terça-feira com o coordenador geral da campanha petista, vereador Antonio Donato, que não se mostrou preocupado com a bateria de ataques desfechada nos últimos dias pelo candidato tucano José Serra, em especial na área da saúde.

Baseado nas avaliações de pesquisas internas, Donato disse que a campanha de propaganda negativa do adversário está aumentando a sua rejeição.

“A saúde pública é o principal problema da cidade, mas o Serra está falsificando o debate, como sempre faz. Vende uma saúde que não existe e o eleitor simplesmente não acredita mais no que ele fala. Criou-se uma barreira entre o candidato e o eleitor. Por isso, não provocou nenhum ruído na nossa campanha”.

Ao contrário, segundo Donato, os trackings do partido mostram agora uma vantagem ainda maior de Haddad do que a apontada nas pesquisas Datafolha e Ibope da semana passada: 22 pontos (61 a 39) nos votos válidos, o que reforça a ideia de manter a mesma estratégia:

“Nós temos um roteiro definido para os programas e debates e não pretendemos mudar. A virulência dos ataques do adversário mostra que ele já entrou numa fase de desespero porque não tem propostas para apresentar ao eleitor”.

Outro dado que justifica a tranquilidade do coordenador petista é a avaliação negativa do prefeito Gilberto Kassab, que nas pesquisas internas do PT atingiu seu nível mais baixo desde o início da campanha: apenas 17% aprovam a sua administração.

Para Donato, o final do julgamento do mensalão não terá maiores consequências na campanha eleitoral. “O que tinha que influir já influiu lá no começo, mas agora acho muito difícil que possa mudar os votos do eleitor. Tanto que o PSDB até já desistiu de usar este tema na sua propaganda. O eleitor quer saber do futuro, não do passado”.

 (Via Brasil 247)

Visita de LULA agita os bastidores políticos em FORTALEZA

Hoje ocorre o principal evento da campanha petista na disputa eleitoral. Depois de ser amplamente anunciado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca hoje à tarde na Capital para realizar um comício na Praça do Ferreira, no Centro. A visita ocorre no momento mais tenso da relação entre o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita Luizianne Lins (PT), desde o rompimento da aliança, pouco antes do início da campanha.

O deputado estadual Antônio Carlos (PT), coordenador da campanha de Elmano, diz que, apesar da troca de críticas entre o governador e a prefeita, a visita de Lula não será ofuscada. “O Lula vem enquanto militante do PT e isso não vai tirar de maneira alguma o brilho da passagem do ex-presidente”, afirma.

O coordenador avaliou como “despropositadas” as declarações do governador. Segundo ele, Cid reagiu de maneira radical e pessoal a uma crítica que Luizianne fez ao aspecto político. “Sempre a prefeita foi acusada de não fazer administração e só fazer política e agora o governador sai do cargo só pra fazer política”.

Já o deputado estadual Sarto Nogueira (PSB), um dos coordenadores da campanha de Roberto Cláudio, reconhece que “o clima não é dos melhores” e que, por isso, o ex-presidente não deveria participar da campanha em Fortaleza. “O Lula, como estadista, deveria ficar equidistante do processo, tendo em vista que PT e PSB ajudaram na eleição dele”, aponta.

O parlamentar afirmou que as declarações de Cid contra Luizianne não foram motivadas pelo evento da campanha petista. “Não creio que tenha nenhuma relação direta com a vinda do ex-presidente.”(Marcos Robério) 

SERVIÇO  

Comício de Lula e Elmano

Quando: hoje, às 13h

Onde: Praça do Ferreira (entre as ruas Major Facundo e Floriano Peixoto, no Centro)

(O Povo Online)

ESTADÃO DESDENHA DO “LEVANTADOR DE POSTES” LULA

E afirma que sua capacidade de iluminar o Brasil não é tão grande como supõe o ex-presidente; leia editorial 

23 DE OUTUBRO DE 2012  

247 – Em editorial publicado nesta terça-feira, o Estado de S. Paulo desdenha da capacidade de Lula levantar seus “postes”, lembrando as derrotas em Recife e Belo Horizonte. Leia:

O levantador de ‘postes’ – EDITORIAL O ESTADÃO
O Estado de S.Paulo – 23/10

A modéstia, como se sabe, nunca foi o forte de Lula – vide o “nunca antes na história deste país”. Nem tampouco a ironia. O verbo solto do ex-presidente sempre esteve mais para o soco inglês do que para a lâmina, o que vinha a calhar, aliás, para a “quase lógica” dos argumentos que desferia. Nem por isso ele deixou de ter uma sintonia fina com a massa da população, já não bastasse ela se identificar com a sua figura e trajetória. Mas no último fim de semana, em um raro achado, conseguiu combinar a soberba de costume com uma frase de efeito de insuspeitada qualidade.

Falando em um comício do candidato petista Márcio Pochmann à prefeitura de Campinas, Lula soube tirar proveito de seu êxito de escolher autocraticamente uma neófita em eleições para suceder-lhe no Planalto. A seu lado, gabou-se também de ter imposto aos companheiros da cidade um nome sem nenhuma experiência eleitoral e escassa expressão política, o professor de economia cuja única marca digna de registro na vida pública, ao dirigir o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), foi a de atrelar as atividades do órgão aos interesses do governo – algo jamais visto na sua respeitada história, nem mesmo durante a ditadura militar.

Como que abençoado por um lampejo, Lula equiparou o candidato à presidente Dilma Rousseff, desdenhada como o “poste” que o seu patrono levava para cima e para baixo na disputa de 2010, para emendar: “Mas é de poste em poste que o Brasil vai ficar iluminado”. Se a mágica funcionou com Dilma e pode funcionar em São Paulo com outro novato em urnas, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad – que assumiu a liderança nas pesquisas depois de perder para o tucano José Serra no primeiro turno -, em Campinas o quadro é de total incerteza.

O vencedor da rodada inicial, Jonas Donizette, do PSB, com quase 20 pontos à frente de Pochmann, continua sendo o preferido da maioria do eleitorado, embora a sua vantagem, em votos válidos, tenha se estreitado para 6 pontos (45% a 39%). De toda forma, Lula parece tão seguro de seus poderes que dá a impressão de considerar página virada o ciclo eleitoral paulista e se prepara para o próximo. (Na área metropolitana da capital, o PT venceu em Osasco e São Bernardo do Campo, é favorito em Guarulhos e Santo André, mas tende a perder em Diadema.)

Segundo noticiou ontem este jornal, o ex-presidente estaria apenas esperando o momento oportuno para tornar público o seu patrocínio a outro jejuno em competições pelo voto popular, desta vez à eleição de 2014 para o governo do Estado. Trata-se do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, um paulistano de 42 anos, médico infectologista e apparatchik precoce do PT. Nos 15 meses finais da era Lula, chefiou a Secretaria de Relações Institucionais, a pasta política do Planalto. Tem, portanto, mais familiaridade com o ramo do que o seu ex-colega Fernando Haddad.

Em contrapartida terá, dentro do partido, pelo menos dois rivais em vez de um. Além da senadora Marta Suplicy, que se julgava candidata natural à Prefeitura da capital – e que só deu o ar de sua graça na campanha de Haddad depois de ganhar o Ministério da Cultura, no mês passado -, o atual titular da Educação, Aloizio Mercadante, também ambiciona o Palácio dos Bandeirantes. Na primeira tentativa, em 2010, perdeu para o tucano Geraldo Alckmin. Padilha é menos forte do que Marta e Mercadante, nesta ordem, no PT paulista. Aliás, por razões circunstanciais, logo depois de formado transferiu o seu domicílio eleitoral para Santarém, no Pará, onde vota até hoje.

A questão, evidentemente, é a da longevidade de Lula como levantador de “postes” e fazedor de vitoriosos. Ele carrega das atuais eleições o fracasso estrondoso no Recife, onde coagiu o PT a apoiar a candidatura Humberto Costa. Depois de 12 anos de hegemonia petista na cidade, o ex-ministro da Saúde acabou em terceiro lugar com acabrunhantes 17% dos votos. Também em Belo Horizonte o seu candidato “beijou a lona”, perdendo para o do PSB apoiado pelo tucano Aécio Neves. Mas o teste dos testes, naturalmente, se dará em São Paulo. Lula está convencido de que as coisas vão sair como quer – nem espera o lance do eleitorado para iniciar um novo jogo.

(Brasil 247)

Onde há 2º turno, eleitor não pode ser preso a partir desta terça-feira

A partir desta terça-feira (23), nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, exceto quando houver flagrante, em razão de sentença criminal por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto, informa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A regra faz parte do Código Eleitoral e deve ser cumprida até 48 horas após o encerramento da votação do segundo turno, no domingo (28). As datas seguem o calendário estabelecido pelo TSE para as eleições de 2012.

O regulamento é válido apenas para os municípios onde há segundo turno, segundo a Justiça Eleitoral.

A norma que proíbe a prisão ou detenção dos candidatos que participam do segundo turno, salvo em flagrante delito, já está em vigor desde o último dia 13 de outubro.

segundo turno das eleições ocorre em 50 cidades com mais de 200 mil eleitores, entre elas 17 capitais.

Assinatura digital
Nesta terça, também é o último dia para que os representantes dos partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público formalizem pedido ao juízo eleitoral para a verificação das assinaturas digitais, a ser realizada das 48 horas que antecedem o início da votação até o momento anterior à oficialização do sistema transportador nas zonas eleitorais.

A assinatura digital é uma medida de segurança que serve para assegurar que o software da urna não foi violado durante o pleito ou não perdeu suas características originais por falha na gravação ou leitura.

Propaganda eleitoral
A propaganda eleitoral segue sendo exibida no rádio e na televisão até sexta-feira (26), último dia de transmissão do horário eleitoral gratuito. De acordo com o calendário eleitoral, sexta-feira é também a última data para a realização de debates, que não podem estender-se além do horário de meia-noite.

No sábado (27), é a ultima oportunidade dos candidatos a prefeito divulgarem suas propostas em reuniões públicas, comícios ou carreatas.

(G1)

PARA ONDE VÃO OS FERREIRA “GOMES”?

Que as relações entre o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e os irmãos Ciro e Cid Gomes não são as melhores é mais do que sabido; agora, na reta final do segundo turno, nem os Gomes fizeram questão da presença de Ediuardo e nem ele se dispôs a ir à Fortaleza (CE); Até que ponto esta rusga interna poderá pesar sobre os planos futuros do líder socialista de chegar ao Palácio do Planalto?

 22 DE OUTUBRO DE 2012 

 Leonardo Lucena_PE247 – Tido como a “bola da vez” no cenário político brasileiro, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, vem demonstrando cada vez mais a sua força em termos de articulações políticas. Mas uma pequena divergência entre os próprios socialistas, aparentemente, tem passado longe dos holofotes. Trata-se das relações entre Campos e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, que assim como o seu irmão e atual gestor daquele Estado, Cid Gomes, não aprova a candidatura do cacique correligionário à presidência da República em 2014.Cid Gomes argumentou que a sigla precisa se fortalecer no campo nacional, além de já ocupar cargos no Governo Dilma, como o ministério da Integração Nacional, com Fernando Bezerra Coelho, e a secretaria especial dos Portos, sob o comando de Leônidas Cristino. Ciro, por sua vez,  já disse que o melhor candidato do PSB para uma eleição presidencial seria ele próprio por uma questão de ter mais “bagagem” do que Eduardo.

Mas também é sabido que Ciro Gomes tentou se candidatar ao Palácio do Planalto em 2010, todavia, por decisão da Executiva Nacional do PSB, acabou por não concretizar o projeto, tendo que apoiar a então candidata do PT, Dilma Rousseff. Agora, portanto, não será novidade se os irmãos, definitivamente, não apoiarem o voo nacional de Eduardo, em 2014, caso essa candidatura se materialize.

Mesmo sem um teor explícito na relação “azedada” entre Eduardo e os “Gomes”, vale ressaltar que o gestor ainda não foi a Fortaleza pedir votos ao deputado estadual Roberto Cláudio (PSB) na disputa do segundo turno. De acordo com pesquisa feita pelo Ibope, entre os dias 15 e 17 deste mês, o socialista assegura 41% das intenções de votos contra 39% do candidato Elmano de Freitas (PT). Quando se leva em consideração somente os votos válidos, o parlamentar obtém 52%, enquanto que o seu adversário garante 48% do eleitorado. Até o momento os “Gomes” não teriam solicitado a presença de Eduardo Campos e nem este também teria dado o primeiro passo nesta direção.

A princípio, as divergências entre Eduardo e os irmãos não se tornaram um desafeto. Mas resta saber como os socialistas farão para administrar essa relação e se isso terá algum impacto no projeto do governador pernambucano, seja em 2014 ou em 2018.

 (Via Brasil 247)

O DIA EM QUE O STF VIROU UM TRIBUNAL POLÍTICO

247 – Este 22 de outubro de 2012 é o dia que, para o bem ou para o mal, entrará para a história do Supremo Tribunal Federal. A data em que dois ex-presidentes do partido político mais votado no primeiro turno das eleições municipais – José Dirceu e José Genoino – foram mandados para a forca como bandidos comuns e condenados como quadrilheiros.

Talvez tenha sido coincidência que o auge do julgamento do mensalão ocorresse a seis dias das eleições municipais. Outra possível coincidência, a edição do Jornal Nacional, que emendou a propaganda de José Serra com o noticiário sangrento sobre o tema. E que destacou, naturalmente, as peças de retórica mais ousadas. Ambas partiram dos dois “Mellos” do Supremo Tribunal Federal: o decano Celso de Mello e o sempre surpreendente Marco Aurélio Mello.

É possível que haja razões jurídicas para condenar boa parte dos réus da Ação Penal 470. Mas o dia de hoje ficará marcado como a data em que dois ministros preferiram trilhar um caminho político na suprema corte.

Marco Aurélio, em vez de simplesmente votar, resgatou e releu o discurso que fez quando de sua posse no Tribunal Superior Eleitoral em 2006. Um discurso em que comparou a era Lula a um “fosso moral”. Em seguida, incluiu a funcionária “mequetrefe” Geiza Dias da agência DNA na acusação por formação de quadrilha para que os réus fossem 13. “Um número simbólico”, lembrou Marco Aurélio, numa outra possível coincidência, também destacada no Jornal Nacional, a seis dias das eleições. Marco Aurélio falou ainda em bandidos “armados com dinheiro”, numa alusão ao passado guerrilheiro de José Dirceu e José Genoino, que enfrentaram a ditadura militar de 1964 – um regime que Marco Aurélio qualificou como um “mal necessário”.

Em seguida, comparou o Partido dos Trabalhadores, dono do número 13, à Máfia italiana, passando a bola para Celso de Mello, que fez ligações mais próximas à realidade brasileira. Para o “decano” do STF, o PT se parece mesmo com o PCC, o Primeiro Comando da Capital, e com o Comando Vermelho, grupos criminosos que assaltam e matam no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Abaixo, o discurso de Marco Aurélio na ocasião de sua posse no TSE, quando ele também disse acreditar na “voz da urna”. Nesta segunda-feira, os  ministros do STF fizeram política antes de tratar propriamente da Justiça. No domingo, as urnas falarão.

ÍNTEGRA DO DISCURSO DO MINISTRO MARCO AURÉLIO NA POSSE COMO PRESIDENTE DO TSE

A seguir a íntegra do discurso do ministro Marco Aurélio na solenidade de posse como presidente do TSE:

“Agradeço a presença de todos que compareceram a esta solenidade, vindo a prestigiá-la. Cumprimento-os saudando os integrantes da Mesa – o senador da República Renan Calheiros, no exercício da Presidência da República, a ministra Ellen Gracie, Presidente do Supremo – portanto, Chefe do Poder Judiciário -, o deputado federal Sigmaringa Seixas, representando a Câmara dos Deputados, e o ministro de Estado da Justiça, Márcio Thomas Bastos. Registro também o agradecimento à compreensão da minha família, pelas horas de dedicação praticamente exclusiva ao ofício judicante: a minha mulher, a desembargadora Sandra de Santis Mendes de Farias Mello, aos meus filhos, Letícia, a advogada, Renata, a médica, Cristiana, a Procuradora do Distrito Federal, e Eduardo Affonso, o estudante de Direito, o meu carinho ao neto João Pedro, ao meu irmão, Manoel Affonso, primogênito, ao meu genro Bruno.

Agradeço as palavras de incentivo do colega César Asfor Rocha que, de forma bondosa, falou em nome do Colegiado; do exemplar Procurador-Geral Eleitoral e Procurador-Geral da República, Dr. Antonio Fernando; do Dr. Roberto Busato, Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – instituição que, nas precisas palavras de Gofredo da Silva Telles, é a sentinela da ordem democrática. Agradeço, na pessoa do Presidente, Dr. Rodrigo Colasso, à Associação dos Magistrados Brasileiros, por haver proporcionado coquetel na oportunidade em que os empossados, em fraternal confraternização, receberão os cumprimentos.

Senhores e senhoras, em face da liturgia desta solenidade e para que, juntamente com a nominata e os discursos proferidos, fique nos anais da Corte, devo veicular, ante a expectativa geral, nesta data de sintomática coincidência – dia 4 do mês 5 do sexto ano do segundo milênio -, uma mensagem. Serei breve, mas, mesmo assim, peço a benevolência dos ouvintes e, mais do que isso, a reflexão de todos sobre o que tenho a dizer.

Infelizmente, vivenciamos tempos muito estranhos, em que se tornou lugar-comum falar dos descalabros que, envolvendo a vida pública, infiltraram na população brasileira – composta, na maior parte, de gente ordeira e honesta – um misto de revolta, desprezo e até mesmo repugnância. São tantas e tão deslavadas as mentiras, tão grosseiras as justificativas, tão grande a falta de escrúpulos que já não se pode cogitar somente de uma crise de valores, senão de um fosso moral e ético que parece dividir o País em dois segmentos estanques – o da corrupção, seduzido pelo projeto de alcançar o poder de uma forma ilimitada e duradoura, e o da grande massa comandada que, apesar do mau exemplo, esforça-se para sobreviver e progredir.

Não há, nessas afirmações – que lamento ter de lançar -, exagero algum de retórica. Não passa dia sem depararmos com manchete de escândalos. Tornou-se quase banal a notícia de indiciamento de autoridades dos diversos escalões não só por um crime, mas por vários, incluindo o de formação de quadrilha, como por último consignado em denúncia do Procurador-Geral da República, Doutor Antônio Fernando Barros e Silva de Souza. A rotina de desfaçatez e indignidade parece não ter limites, levando os já conformados cidadãos brasileiros a uma apatia cada vez mais surpreendente, como se tudo fosse muito natural e devesse ser assim mesmo; como se todos os homens públicos, nas mais diferentes épocas, fossem e tivessem sido igualmente desonestos, numa mistura indistinta de escárnio e afronta, e o erro passado justificasse os erros presentes.

A repulsa dos que sabem o valor do trabalho árduo se transformou em indiferença e desdém, como acontece quando, por vergonha, alguém desiste de torcer pelo time do coração e resolve ignorar essa parte do cotidiano. É a tática do avestruz: enterrar a cabeça para deixar o vendaval passar. E seguimos como se nada estivesse acontecendo. Perplexos, percebemos, na simples comparação entre o discurso oficial e as notícias jornalísticas, que o Brasil se tornou um país do faz-de-conta. Faz de conta que não se produziu o maior dos escândalos nacionais, que os culpados nada sabiam – o que lhes daria uma carta de alforria prévia para continuar agindo como se nada de mal houvessem feito. Faz de conta que não foram usadas as mais descaradas falcatruas para desviar milhões de reais, num prejuízo irreversível em país de tantos miseráveis. Faz de conta que tais tipos de abusos não continuam se reproduzindo à plena luz, num desafio cínico à supremacia da lei, cuja observação é tão necessária em momentos conturbados.

Se, por um lado, tal conduta preocupa, porquanto é de analfabetos políticos que se alimentam os autoritarismos, de outro surge insofismável a solidez das instituições nacionais. O Brasil, de forma definitiva e consistente, decidiu pelo Estado Democrático de Direito. Não paira dúvida sobre a permanência do regime democrático. Inexiste, em horizonte próximo ou remoto, a possibilidade de retrocesso ou desordem institucional. De maneira adulta, confrontamo-nos com uma crise ética sem precedentes e dela haveremos de sair melhores e mais fortes. Em Medicina, “crise” traduz o momento que define a evolução da doença para a cura ou para a morte. Que saiamos dessa com invencíveis anticorpos contra a corrupção, principalmente a dos valores morais, sem a qual nenhuma outra subsiste.

Nesse processo de convalescença e cicatrização, é inescusável apontar o papel do Judiciário, que não pode se furtar de assumir a parcela de responsabilidade nessa avalancha de delitos que sacode o País. Quem ousará discordar que a crença na impunidade é que fermenta o ímpeto transgressor, a ostensiva arrogância na hora de burlar todos os ordenamentos, inclusive os legais? Quem negará que a já lendária morosidade processual acentua a ganância daqueles que consideram não ter a lei braços para alcançar os autoproclamados donos do poder? Quem sobriamente apostará na punição exemplar dos responsáveis pela sordidez que enlameou gabinetes privados e administrativos, transformando-os em balcões de tenebrosas negociações?

Essa pecha de lentidão – que se transmuda em ineficiência – recai sobre o Judiciário injustamente, já que não lhe cabe outro procedimento senão fazer cumprir a lei, essa mesma lei que por vezes o engessa e desmoraliza, recusando-lhe os meios de proclamar a Justiça com efetividade, com o poder de persuasão devido. Pois bem, se aqueles que deveriam buscar o aperfeiçoamento dos mecanismos preferem ocultar-se por trás de negociatas, que o façam sem a falsa proteção do mandato. A República não suporta mais tanto desvio de conduta.

Eis o poder revolucionário do voto, com o qual, eleição após eleição, estamos os brasileiros a nos afeiçoar de tal forma que, muito em breve, os candidatos aprenderão a respeitá-lo, se não puderem honrá-lo de espontânea vontade.

Que a importância do voto sirva de argumento àqueles que pregam, como vindita por tanta infâmia, a anulação do escrutínio. Ao reverso do abatimento e da inércia, é de conclamar o povo, principalmente os mais jovens, a se manifestar pela cura, não pela doença, não pela podridão do vale-tudo, que corrói, com a acidez do cinismo, a perspectiva de um futuro embasado em valores como retidão, dignidade, grandeza de caráter, amor à causa pública, firmeza de propósitos no empenho incondicional ao progresso efetivo, e não meramente marqueteiro, do País. Ao usar a voz da urna, o povo brasileiro certamente ouvirá o eco vitorioso da cidadania, da verdade – que, sendo o maior dos argumentos, mais dia, menos dia, aparecerá -, alfim, da indispensável liberdade, viciados que estamos todos na autodeterminação viabilizada, sem retorno, pela democracia.

Àqueles que continuam zombando diante de tão simples obviedades, é bom lembrar que não são poucos os homens públicos brasileiros sérios, cuja honra não se afasta com o tilintar de moedas, com promessas de poder ou mesmo com retaliações, e que a imensa maioria dos servidores públicos abomina a falta de princípios dos inescrupulosos que pretendem vergar o Estado ao peso de ideologias espúrias, de mirabolantes projetos de poder. Aos que laboram em tamanhas tolices, nunca é demais frisar que se a ordem jurídica não aceita o desconhecimento da lei como escusa até do mais humilde dos cidadãos, muito menos há de admitir a desinformação dos fatos pelos agentes públicos, a brandirem a ignorância dos acontecimentos como tábua de salvação.

Já se antevê o significado do certame que se avizinha, incumbindo a cada eleitor perceber que o voto, embora individualizado, a tantos outros se seguirá, formando o grande todo necessário à escolha daqueles que o representarão. Impõe-se, nesse sagrado direito-dever, a conscientização, a análise do perfil, da vida pregressa daqueles que se apresentem, é de presumir – repito – para servir com honestidade de propósito e amor aos concidadãos, dispostos, acima de tudo, a honrar a coisa pública. Somente dessa forma o eleitor responderá às exigências do momento, ficando credenciado, em passo seguinte, à cobrança.

No que depender desta Presidência, o Judiciário compromete-se com redobrado desvelo na aplicação da lei. Não haverá contemporizações a pretexto de eventuais lacunas da lei, até porque, se omissa a legislação, cumpre ao magistrado interpretá-la à luz dos princípios do Direito, dos institutos de hermenêutica, atendendo aos anseios dos cidadãos, aos anseios da coletividade. Que ninguém se engane: não ocorrerá tergiversação capaz de turbar o real objetivo da lei, nem artifício conducente a legitimar a aparente vontade das urnas, se o pleito mostrar-se eivado de irregularidades. Esqueçam, por exemplo, a aprovação de contas com as famosas ressalvas. Passem ao largo das chicanas, dos jeitinhos, dos ardis possibilitados pelas entrelinhas dos diplomas legais. Repito: no que depender desta Cadeira, não haverá condescendência de qualquer ordem. Nenhum fim legitimará o meio condenável. A lei será aplicada com a maior austeridade possível – como, de resto, é o que deve ser. Bem se vê que os anticorpos de que já falei começam a produzir os efeitos almejados. Esta é a vontade esmagadora dos brasileiros.

No mais, é aguçar os sentidos, a coragem, é aumentar a dedicação, acurar a inteligência e desdobrar as horas e as forças, no intuito único de servir à aspiração geral por um pleito limpo, civilizado e justo. É o que o Brasil merece e espera. É o que solenemente prometo ao assumir esta Presidência.

Muito obrigado”.

(Brasil 247)

Palanque pesado e com rejeitados

Da Coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (21), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

A grande quantidade de apoios declarados ao candidato Roberto Cláudio (PSB) no segundo turno da eleição tem seu fator positivo, mas não pode ser entendida apenas por esse lado.

Ao contar com quase todos os derrotados no primeiro turno, isolando Elmano, o candidato pessebista não deve esquecer que está levando no pacote a rejeição de todos esses apoios. Moroni e Inácio, por exemplo, eram os dois que possuíam a maior rejeição.

Um palanque gordo, portanto, como bem diz o jornalista Erivaldo Carvalho, tem como principal aspecto negativo o seu próprio peso, aumentando o perigo de afundar e levar todos para o buraco.

“DE POSTE EM POSTE, O BRASIL VAI FICAR ILUMINADO”

No palanque de Márcio Pochmann (PT) em Campinas (SP), ex-presidente Lula ironiza o termo “poste”, utilizado para designar a então candidata à presidência Dilma Rousseff, em 2010, e o ex-ministro Fernando Haddad, candidato à Prefeitura de São Paulo; Lula atacou o adversário de Pochmann, Jonas Donizette (PSB). “Não há na história deste país radialista que distribui cadeira de roda que tenha dado certo como prefeito de uma cidade” 

20 DE OUTUBRO DE 2012  

247 - O ex-presidente Lula ironizou neste sábado o termo “poste”, usado para designar os candidatos que ele ‘concebeu’, como a presidente Dilma Rousseff e o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. A resposta aos críticos ocorreu durante comício do candidato petista em Campinas, Márcio Pochamnn, e ao lado de Dilma. “No começo, diziam que o Márcio era apenas um poste, como diziam que a Dilma era um poste, que ela não ia governar. O Márcio é um poste. Pois bem, é de poste em poste, o Brasil vai ficar iluminado”, disse o ex-presidente.

Durante o discurso, Lula lembrou sua derrota nas eleições presidenciais de 1989 para dizer que o Brasil perdeu a chance de evoluir a partir daquele momento, caso tivesse sido eleito. O ex-presidente também criticou duramente o concorrente de Pochmann, o deputado federal e ex-radialista Jonas Donizette (PSB). “Não há na história deste país radialista que distribui cadeira de roda que tenha dado certo como prefeito de uma cidade”, disse Lula.

Já a atual presidente reforçou o discurso pró-Pochmann, que presidiu o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) no governo petista. “Diziam que eu não tinha experiência, que eu era uma pessoa que não era capaz de governar, o que eles queriam apontar é que nós somos os representantes de uma nova forma de fazer política, política decente”, disse a presidente.

Dilma aproveitou para elogiar Lula por lançar novos nomes na política. “Temos de reconhecer a visão política desse líder latino-americano, internacional, que é o nosso querido Lula”, disse Dilma. “Esse líder que percebe o que há de melhor nas pessoas, uma pessoa que dá oportunidades”, completou, acrescentando: “Precisamos de gente sem vícios, sem aqueles tiques da política tradicional e velha, clientelista, da distribuição de pequenos benefícios e presentes”.

(Brasil 247)

 

Síndrome de Regina Duarte se abate sobre serristas

Medo de Lula e do PT, manifestado por atriz em chororô de dez anos atrás no programa eleitoral de José Serra, volta na eleição para prefeito de São Paulo; acomete, agora, marmanjos calejados; nenhuma das paúras confessadas pela atriz se mostrou justificada, mas a doença que tem em Reinaldo Azevedo o paciente zero parece não ter cura; também é chamada de preconceito de classe. Artigo do Brasil 247.
O relógio político dos serristas voltou no tempo para dez anos atrás, a 2002. Naquele quadrante, às vésperas da derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, a atriz Regina Duarte, com sua melhor expressão de chororô, foi ao programa do então adversário lulista José Serra para pronunciar uma frase que marcou época:

“Eu tenho medo do PT. Medo de Lula e do PT!”

Seria a barba do ex-líder sindical que provocava a alegada paúra na antiga ‘namoradinha do Brasil’? A voz gutural? As bandeiras vermelhas do partido que ele fundou? O apoio do MST? As promessas de palanque ao feitio da esquerda? Ou o explicitado compromisso de reduzir a pobreza e possibilitar três refeições ao dia ao povo brasileiro?

Era o conjunto todo, deixou claro Regina, além do receio de que Lula iria fazer a moratória da dívida externa, romper contratos, solapar todas as bases da democracia brasileira. A expectativa do caos completo.

Lula venceu e nenhum dos medos de Regina Duarte se justificou. A partir do governo Lula, não apenas a dívida externa foi paga como, hoje, as reservas internacionais do Brasil estão em cerca de US$ 400 bilhões, o que evitou novos ataques especulativos contra o País, como acontecia no tempo do antecessor dele, Fernando Henrique Cardoso.

Ao contrário de FHC, Lula não mudou as regras do jogo democrático (como se recorda, o presidente tucano operou o Congresso pelo estabelecimento da reeleição, que até então não existia, e se beneficiou diretamente da manobra). Ainda que tivesse tirado um foto com o bonzezinho do MST, não consta que Lula tenha armado os trabalhadores do campo ou feito na marra qualquer tipo de reforma agrária.

O que se tem, nesse setor, é o sucesso do programa Fome Zero, a partir do qual se pode constatar, agora, a retirada de cerca de 40 milhões de brasileiros do estado de pobreza.

Nenhum dos tantos medos de Regina Duarte se mostrou real. No entanto, passados dez anos daquele apelo entristecido e quase desesperado, eis que eles – os medos da Regina – ressurgem em homens barbados. E nem está em jogo uma eleição presidencial, como daquel feita, mas um pleito municipal, que nem envolve Lula diretamente, mas um de seus pupilos, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad. Um medo, portanto, ainda mais forte, visto que o perigo é menor.

Quadro típico da classe média paulistana, frequentador do insuspeito Clube Sírio-Libanês, filho de comerciante na reconhecida rua 25 de Março, sem passagem por movimentos que praticaram ou sequer pregararam a luta armada ou ações do gênero, o pacato Haddad virou alvo da síndrome de Regina Duarte que acomete, outra vez às vésperas de uma derrota de Serra – ao que apontam as pesquisas e as condições políticas que cercam a eleição paulistana – marmanjos calejados como o jornalista Ricardo Setti, o empresário Octávio Frias Filho, o filho do sociólogo Boris Fausto, o comunicador de apelo religioso Silas Malafaia e até o destemido (com arma na mão, como diria Bezerra da Silva) coronel Telhada, ex-comandante da Rota.

Acometidos do mesmo mal estão o vereador eleito Andrea Matarazzo e aquele que pode ser chamado de paciente número zero desse vírus, o verborrágico internauta Reinaldo Azevedo.

Ai, ui, sapatilham eles, cada um ao seu modo, arguindo, ora publicamente, ora em privado, que Haddad representará o fortalecimento político de Lula – aquele mesmo Lula que, projeta-se, vai solapar a democracia, inverter as prioridades burguesas, revirar a sociedade brasileira etc etc.

Ponto a ponto, os medos foram claramente elencados pelo Prêmio Esso de Jornalismo Ricardo Setti em seu blog dentro de veja.com.br

Para os homenzarrões acometidos da síndrome de Regina Duarte parece, ao que se vê pelo que eles próprios têm expressado, não haver vacina nem remédio. Lula exerceu duas vezes a Presidência da República, à qual chegou pelo voto popular, manteve as regras do jogo e viu sua candidata Dilma Rousseff, com cerca de dez milhões de votos a mais que o adversário José ‘sempre ele’ Serra, subir a rampa do Palácio do Planalto. De-mo-cra-ti-ca-men-te, frise-se.

Não quebrou contratos, não rompeu com os Estados Unidos, não declarou o socialismo tropical. Foi, isso sim, apontado pelo maior historiador do século 20, Eric Hobsbawn, como o líder global mais importante do final do período e tornou-se referência de expressão política democrática em todo mundo.

Serra, vale dizer, rompeu todos os contratos vigentes assim que assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 2005, abandonou o mandato menos de dois anos depois e, ao chegar ao governo de São Paulo, igualmente suspendeu todos os pagamentos que deveriam ser feitos no mês de janeiro de 2007 – sucedendo, nesta ocasião, não a petista Marta Suplicy, mas seu próprio correligionário Geraldo Alckmin.

Mas quem tem a Sídrome de La Duarte acha que é Haddad, e não Serra, que vai subrverter a ordem, fazer o contrário do que promete em palaque, recusar responder perguntas, agredir jornalistas verbalmente, usar o cargo para finalidades políticas pessoais.

Essa doença, que volta dez anos depois do primeiro surto, não passa e nunca vai passar. Seu nome científico é preconceito de classe.

Fonte: Brasil 247

PT e PSB querem evitar que disputa em Fortaleza azede aliança nacional

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA, 18 Out (Reuters) – Dirigentes de PT e PSB têm se esforçado para evitar que as disputas municipais contaminem a aliança nacional entre os dois partidos, mas em Fortaleza esse esforço precisa ser redobrado, diante do acirramento dos ataques entre Elmano de Freitas e Roberto Cláudio, embolados no segundo turno.

Além de Fortaleza, PT e PSB se enfrentam diretamente no segundo turno em Campinas (SP) e Cuiabá (MT), mas essas disputas têm peso menor se comparadas à capital cearense, onde o governador socialista Cid Gomes se esforçou para montar já no primeiro turno uma aliança de 13 partidos, incluindo o PMDB, com o PSB do candidato Roberto Cláudio.

E para o segundo turno Cláudio conseguiu ainda o apoio do DEM e do PDT, cujos candidatos tiveram somados mais de 34 por cento dos votos válidos no último dia 7.

Das sete cidades que o PSB disputa o segundo turno, Fortaleza é considerada pelo partido a jóia da coroa.

Já Elmano de Freitas, escolhido pela prefeita petista Luizianne Lins para sucedê-la, tem apenas quatro partidos com o PT na sua aliança, mas acredita que o eleitorado não se alinhará diretamente ao adversários depois do apoio formal de PDT e DEM à candidatura do PSB.

Para o vice-presidente nacional do PT, deputado federal José Guimarães, “se uniram todos contra o PT” e este cenário de isolamento faz Freitas argumentar que sua disputa não é contra o aliado histórico, mas contra um grupo político comandado pelo governador.

“Estou enfrentando o grupo político que domina o PSB do Ceará, que é dominado pela família Gomes Ferreira, que é diferente do PSB nacional”, disse Freitas à Reuters, referindo-se ao governador e seu irmão, Ciro Gomes, que foi ministro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse argumento é desqualificado pelo governador, que atribui o apoio da maioria dos partidos ao seu candidato à gestão do PT na capital cearense, que ele classifica como “um desastre”.

“É um governo politiqueiro, que atua no fisiologismo da Câmara”, disse o governador à Reuters durante a reunião do partido na semana passada em Brasília.

LULA X EDUARDO CAMPOS

Nas pesquisas, os dois candidatos estão embolados. Embora a diferença entre eles esteja dentro da margem de erro, o que significa que estão no chamado empate técnico, Datafolha e Ibope divergem sobre quem está numericamente à frente e qual a distância entre eles.

Pelo Datafolha, Elmano de Freitas tem 42 por cento das intenções de votos contra 37 por cento de Roberto Cláudio. Já o Ibope coloca o candidato do PSB com 41 por cento contra 39 por cento do petista. As duas pesquisas têm margem de erro de 3 pontos percentuais.

Mas a candidatura petista acredita que a ida de Lula no próximo dia 23 será um trunfo eleitoral para a última semana de campanha.

“O Lula é a consolidação da nossa vitória. É o tiro de misericórdia como estamos dizendo por aqui”, disse Guimarães, esbanjando otimismo.

Já o PSB aposta suas fichas na ida do presidente da legenda e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em evidente ascensão no cenário político nacional, para reforçar a campanha de Roberto Cláudio. Ele irá a Fortaleza, mas ainda não está definida a data.

Apesar da disputa acaladorada, petistas e socialistas evitam analisar que consequência isso terá para a aliança nacional ou estadual entre os dois partidos.

Guimarães diz que isso deve ser visto somente depois da campanha. “Isso aí depois a gente discute, primeiro vamos ganhar a eleição.”  

O governador disse à Reuters que não vê abalo na relação entre os dois partidos em nível nacional e estadual, já que o PT integra sua gestão, e lembra que a cúpula do partido se reuniu com a presidente Dilma Rousseff em julho e deixou claro que as disputas municipais não iriam interferir na aliança com o governo.

“Dissemos a ela que havia pessoas no PT querendo colocar o PSB como um adversário, mas que não somos e que o apoio ao governo estava garantido. De lá para cá isso não mudou”, afirmou Cid Gomes.

E diferente de Lula, Dilma evitou se envolver da disputa em Fortaleza e sequer fez gravações de apoio ao candidato petista para evitar desgastes com o aliado histórico.

Mas Elmano de Freitas defende que depois do processo eleitoral o PT deve fazer uma análise sobre a aliança com os socialistas no Estado.

“Temos muita clareza que o PSB é muito importante na aliança nacional, não tem divergência quanto a isso”, disse. “Aqui nós temos um processo que temos maior distanciamento do PSB no Ceará e em Fortaleza, temos que fazer um balanço depois das eleições.”

(Reuters Brasil)

Serra está morto politicamente, mas não há razão para o PSDB morrer com ele

Paulo Nogueira

Ele foi indo para a direita até virar uma mistura  de Maluf e Reinaldo Azevedo

Serra está politicamente morto. Acabou. Mas não há razão para que o PSDB se deixe arrastar por ele para a morte.

Essa parece ser a mensagem central de FHC em suas críticas ao conservadorismo da campanha de Serra. É pouco, muito pouco. Mas pelo menos fica a impressão de que os tucanos não foram acometidos por um impulso irresistível de suicídio político.

Serra foi se encaminhando para a direita numa louca cavalgada. Apoiou-se num pastor e, com o chamado kit gay, transformou a homofobia num instrumento abjeto — e fracassado — de conquista de votos.

Pego em contradição quando a Folha mostrou que também ele quando governador patrocinara um kit gay, aspas, tergiversou cinicamente, esperneou, atacou jornalistas.

Não bastasse isso, sua campanha recebeu o endosso entusiasmado de um ex-coronel da Rota vinculado a tiros, tiros e ainda tiros. Serra acabou se transformando numa mistura bizarra de Paulo Maluf e Reinaldo Azevedo. Fernando Henrique falou em conservadorismo, mas isso é pouco. Serra parece o perfeito idiota de direita latino-americano, um anão moral que flerta com o neofascismo na ânsia de eliminar o PT.

Que ele faça isso se compreende. A ambição de Serra é inversamente proporcional a seu carisma e sua capacidade de convencer eleitores a votar nele. É provável que a presença ativa de FHC no passado tucano tenha servido de freio aos instintos mais baixos de Serra. Ele parece ser aquele tipo de homem que precisa de um chefe que o oriente e lhe ponha limites.

Mas que os tucanos deixem que ele funcione como um Jim Jones — o infame chefe de uma seita que promoveu um suicídio grupal na década de 1980 — é incompreensível. Fez bem FHC em desautorizá-lo, ainda que oblíqua e tardiamente.

Deveria ter feito antes. Na última campanha presidencial Serra já apresentara todos os defeitos que são vistos agora. Sua mulher usou a questão do aborto como ele usa agora o kit gay. Ele trapaceou ao se fingir vítima de um atentado. Ali já era o caso de receber do próprio partido um cartão vermelho válido pela eternidade.

Enterrado Serra, os tucanos vão ter que se empenhar para que a imagem do partido não seja devastada pelo absurdo comportamento dele nos últimos anos. A democracia ganha quando uma administração tem uma oposição rica em ideias alternativas. Mas o PSDB de Serra tem sido o oposto disso: o encontro da obsolescência com a desfaçatez.

Se o PSDB quer voltar ao poder, não é com golpes baixos, não é com bandeiras direitistas – é com um projeto melhor do que o do PT no que diz respeito ao combate à desigualdade social.

Uma sugestão? Mandar jovens militantes de mente aberta e alerta à Escandinávia para ver o que o partido poderia aprender com o fascinante sistema econômico, político e social nórdico.

E depois reconstruir um partido virtualmente destruído por um homem que desceu todos os degraus possíveis — e alguns mais.

 (Via Portal do Luis Nassif)

O apoio de MARINA SILVA a MÁRCIO POCHMANN, em Campinas

Ricardo Brandt | Agência Estado

A ex-senadora Marina Silva, atualmente sem partido, gravou declaração de apoio ao candidato do PT à prefeitura de Campinas, Márcio Pochmann, e visitará a cidade na próxima semana para assinar uma carta de compromisso. No 1º turno, ela chegou a gravar uma mensagem para o candidato derrotado do PV, Rogério Menezes, que no 2º turno fechou aliança com Jonas Donizette (PSB).

Pochmann conversou com Marina, que topou gravar depoimento e participar da campanha, após ele se comprometer a tratar das questões ambientais e de sustentabilidade como prioridade. No depoimento que gravou na quarta-feira (17), em São Paulo, Marina declara ter convicção de que Pochmann é o candidato que mais tem condições de se comprometer com um novo modelo de desenvolvimento, em que as questões ambientais não sejam tratadas de maneira tópica.

Terceira colocada nas eleições de 2010, com 19,6 milhões de votos, o apoio de Marina é estratégico. A aproximação entre ela e Pochmann foi feita pelo ex-deputado federal Luciano Zica (PT), um dos coordenadores da campanha em 2010.

As informações são do Cidadão Repórter.

GIL apoia PELEGRINO. CAETANO fica com ACM Neto

MÔNICA BERGAMO

O cantor e compositor Gilberto Gil gravou hoje um depoimento de apoio a dois candidatos do PT: Fernando Haddad, que concorre à Prefeitura de São Paulo, e Nelson Pelegrino, que disputa o cargo em Salvador.

Os vídeos foram gravados na casa do compositor e devem ir ao ar nos próximos dias. A declaração de apoio de Gil a Pelegrino acontece três dias depois de Caetano Veloso ter dito que preferia a vitória de ACM Neto (DEM) na capital baiana.

O candidato do DEM é neto do senador Antonio Carlos Magalhães, que apoiou a ditadura militar e foi, por anos, a maior liderança política da Bahia.

“Eu prefiro que ele [ACM Neto] ganhe. Logo eu, que passei a vida inteira me opondo ao avô dele”, disse Caetano na terça-feira (16), após show em homenagem a Ulysses Guimarães em Brasília.

Gil, que foi ministro da Cultura durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participou do show ao lado do amigo na terça.

(Folha)

Membro de comitê de JOSÉ SERRA divulga site falso de HADDAD

A Justiça Eleitoral determinou na quinta-feira (18) ao Google a retirada do ar de um blog apócrifo contra o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, divulgado na rede por uma funcionária do setor de comunicação da campanha do candidato tucano, José Serra. Na tarde de quinta-feira (18), a página já havia sido apagada. 

Denominado “Propostas Haddad 13″, o blog imitava a linguagem visual usada pela campanha petista, mas apresentava críticas ao candidato. “Haddad vai criar 50 novas Escolas de Lata”, “Haddad vai aumentar o IPTU” e “Haddad vai voltar com a Taxa do Asfalto” eram alguns dos ataques, seguidos por textos explicativos. 

A primeira pessoa a divulgar o blog no Twitter foi Olivia Guariba, que atua na internet da campanha de Serra. A segunda foi seu pai, João Guariba, assessor do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP). “Novo? Que Novo? É só o velho jeito PT de governar”, comentou Olivia ao divulgar o endereço do blog, às 17h16 de terça-feira, dois minutos após enviar uma mensagem particular para seu pai. Às 18h02, Guariba reenviou o endereço a seus seguidores. “Conheça as propostas do Haddad, o candidato do mensalão e dos mensaleiros”, afirmou. 

À reportagem, Guariba disse não se lembrar sobre como tomou conhecimento do blog e que usava o Twitter apenas para “brincar com os amigos”. “Não tenho a mínima ideia, peguei aí pela internet”, disse. Questionado sobre sua relação de parentesco com Olivia, ele preferiu não responder. 

A retirada do site foi solicitada pelos advogados da campanha petista. Eles alegaram que o blog era “difamatório e ilícito” por simular a campanha de Haddad e “distorcer” propostas. Os advogados embasaram o pedido no artigo 57 da Lei Eleitoral, que proíbe o anonimato na internet. O juiz Henrique Harris Júnior, da 1.ª Zona Eleitoral, concedeu a liminar, determinando ao Google a retirada imediata do blog do ar e a identificação do responsável pelo site, sob pena de multa diária de R$ 5 mil à empresa. 

Para Harris Júnior, as mensagens contidas no blog são “passíveis de enquadramento, em tese, como ofensivas e sabidamente inverídicas, até mesmo com o emprego de imitação das fontes, cores e símbolos utilizados na sua campanha”. O Google informou que não comenta casos específicos, mas destacou que seu serviço de blogs Blogspot, onde estava hospedado o “Propostas Haddad 13″, possui políticas claras sobre casos de falsificação de identidade. 

A campanha de Serra afirmou, por meio de sua assessoria, que não produziu o blog.

Vídeos. O autor da página identifica-se como Edilson Carlos Gusmão e não foi localizado pela reportagem. O mesmo usuário também tem um canal no site YouTube, criado após o primeiro turno das eleições, onde divulga uma série de vídeos com críticas a Haddad. Entre as peças, há animações apócrifas ironizando o petista, paródias de seus programas eleitorais e três vídeos da propaganda do candidato derrotado do PRB, Celso Russomanno, com críticas a Haddad.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

POR QUE FOLHA E GLOBO ESCONDEM SUAS PESQUISAS?

247 – Jornal eletrônico independente, desvinculado de qualquer grupo tradicional de mídia, o Brasil 247, evidentemente, não controla nenhum instituto de pesquisa. Realizar sondagens eleitorais custa muito caro e é tarefa para poucos.

É o caso da Folha de S. Paulo, que possui seu Datafolha e ontem concluiu mais uma pesquisa, que hoje está na manchete de sua edição. O resultado, antecipado pelo 247 às 21h37 de ontem, aponta Fernando Haddad, do PT, com 49%, e José Serra, do PSDB, com 32%.

Desta vez, a pesquisa Datafolha, que ouviu 2.098 eleitores, foi encomendada pela parceria Folha e Organizações Globo. Como os resultados estavam prontos ontem, era possível já na noite passada – como fez o 247 – divulgar seus resultados. Como, aliás, foi feito com todas as pesquisas anteriores do instituto.

Mas a Folha preferiu o silêncio, assim como seu portal de notícias Uol. E isso mesmo depois do furo de reportagem publicado pelo 247.

O que explica um jornal gastar tanto dinheiro com uma pesquisa e não divulgar seus resultados? Qual é a lógica? De mesma maneira, o que explica o fato de a Globo ter encomendado uma pesquisa ao Ibope, que apontou 48% para Haddad e 32% para Serra, e não divulgá-la no Jornal Nacional, como ocorreu na última quarta-feira?

Mistérios que assombram os meios de comunicação e explicam a queda de sua influência, no momento em que a internet assume um papel cada vez mais relevante.

Ao que tudo indica, tanto a Folha, comandada por Otávio Frias, como a Globo, liderada por João Roberto Marinho, que aparentemente apoiam o candidato tucano José Serra, adotaram a máxima do embaixador Rubens Ricupero, que caiu do Ministério da Fazenda quando disse “o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.

Da pesquisa Datafolha, encomendada por Globo e Folha, o dado que salta aos olhos é a rejeição a Serra: nada menos que 52% dos eleitores garantem que não votarão nele em hipótese alguma. E a resposta para esse fenômeno para ser a agenda conservadora centrada no chamado “kit-gay” e trazida pelo candidato aos debates.

(Brasil 247)

EM CARTA A ACM NETO, PROFESSOR PEDE A BAHIA “DE VOLTA”

Bahia 247

Em carta aberta ao candidato do DEM à Prefeitura do Salvador, ACM Neto, o professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, com dose extrema de inteligência, e com sarcasmo moderado, faz uma reflexão e traz à tona memórias do império imposto ao longo de duas décadas do carlismo, era na qual o estado teve como principal líder político o ex-governador e ex-senador Antônio Carlos Magalhães (ACM).

O professor baiano oferece seu voto ao neto do “imperador” baiano, em troca de que o jovem herdeiro democrata lhe “devolva” a Bahia. O texto, em si, faz um apanhado da ‘marca’ Magalhães espalhada por todo o estado com nomes de ruas, edifícios públicos e o que até hoje gera debates entre os carlistas conservadores (os poucos que restam) e a esquerda, que, liderada pelo PT, governa a Bahia há seis anos, a mudança do nome do aeroporto de Salvador.

ACM (o avô) conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa a mudança do nome do terminal aeroviário que carregava toda a história da Bahia no letreiro situado na entrada do espaço, o 2 de Julho, data que marca a independência do estado. Hoje o nome oficial é Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em homenagem ao filho do então senador que faleceu depois de uma parada cardíaca ao fim de uma caminhada.

Abaixo o texto na íntegra.

Carta aberta de Wilson Gomes a ACM Neto

Caro Antonio Carlos Magalhães Neto, sei que pode parecer não fazer falta para o seu estoque, mas como os seus votos estão minguando nesta “reta final”, considere a possibilidade de contar com o meu voto. É magrinho, mas é limpinho. Entretanto, como o meu DNA calvinista me impede de dar alguma coisa, assim, do nada, proponho uma barganha. Eu te dou o meu voto e a sua família devolve a minha Bahia.

Explico. Não é por nada, mas é que me incomoda o fato de a sua família ter marcado a Bahia inteira, como fazem os bichos territoriais que vejo no Animal Planet, com o seu cheiro…digo, nome. É difícil achar qualquer coisa pública criada nos últimos vinte anos nesta Província – viaduto, avenida, município, aeroporto, escola… monumento nem se fala – sem o nome de alguém da sua família ou de pessoas a ela consorciadas.

Quer prova? Dê um google. Se até mesmo a vovó (a sua) Arlete Magalhães, que ao que me resulta nunca recebeu um voto popular na Bahia, é nome de umas 15 escolas e centros de educação infantil e de umas três ruas no estado… Nem vou falar de vovô (o seu!) que deu mais nome a logradouros e edifícios públicos na Bahia que Luís XIV, o Rei Sol, foi capaz de dar ao Estado Francês durante os anos da sua glória. Titio (o seu, sempre o seu) nem se fala, não é mesmo? Começa pelo mausoléu em Pituaçu, guardado pela nossa força militar, com bandeira sempre tremulante e pira eternamente acesa, que daria uma pontinha de inveja a Shah Jahan, o imperador mongol que mandou fazer o Taj Mahal. Sem mencionar a, horror dos horrores!, usurpação do nome sagrado do Dois de Julho, trocado pelo de Dom Eduardo Magalhães, no aeroporto desta Cidade de São Salvador. E ainda tem outro monumento fúnebre, na Av. Garibaldi, para um sujeito cujo grande mérito público foi ter sido o candidato de ACM e morrido durante a campanha. Pois é.

Sei que tudo isso parece natural à sua família. Que talvez ainda ache pouco, e só lamente que essa porção de terra onde vivemos não seja oficialmente reconhecida como uma Capitania Hereditária dos Magalhães. Sei que eu estou me queixando de barriga cheia e que já dou sorte porque não deu tempo de estabelecer um Império Caronlígio Tropical – já que Carlos por Carlos, por que Carlos Magno estabeleceu uma dinastia e Antonio Carlos, não? Só por que o franco foi magno não quer dizer que o bahiense seja mínimo, não é mesmo? Reconheço isso tudo, embora um documentário que vi no Discovery tenha dito, para minha surpresa, que aquele Estreito de Magalhães lá do finzinho da América do Sul se refere a um obscuro navegador português e não a algum pródigo argonauta da sua família. Esse Discovery deve ser meio petista. Liga não.

Por outro lado, que sorte a de Antonio Vieira, Joana Angélica, Maria Quitéria, Ruy Barbosa e Castro Alves, heim? Já imaginou se tivessem morrido depois da instauração do direito feudal dos Magalhães de colocar o próprio nome em tudo o que é público? Não iria sobrar nada para os coitadinhos. Preocupa-me um pouco, claro, o fato de ter mais coisas na Bahia em nome de Dona Arlete do que de Raul Seixas, Glauber Rocha e Jorge Amado, mas são ossos do ofício, não é? Matriarca é uma coisa, artista é outra. Inda mais quando uma está viva e os outros, mortos. Agora o que me incomoda mesmo é que não sobre nada, nadica, para a gente perpetuar a memória de Caetano, João Ubaldo, Gilberto Gil e outros baianos sabidos que há por aí. É que gosto desses, sabe? Apego besta, sei que não são Magalhães, mas, coitados, isso não é dado a todos. Fico com medo de que ACM Bisneto ou ACM Tetraneto usem tudo quanto for logradouro, prédio, monumento, quiçá a própria Bahia, para colocar os nomes dos filhos de Luis Eduardo, do seu próprio, suas esposas, amigos, primos e apaniguados.

Bem era isso. Nem precisa que o Sr. devolva o nome dos logradouros e edifícios já recobertos pela honra do nome da sua família. Proponho quotas. Sei que é uma palavra petista aos seus ouvidos, mas não se assuste, pois, como vê, estou usando a grafia clássica. Uma quota de, digamos, 75% para os Magalhães e 25% para os demais, baianos e não-baianos, já me deixaria satisfeito. Mas também faço por 20% e não se fala mais nisso.
Pense com carinho. Qualquer coisa, me procure até o dia 7.

Atenciosamente.

Seu, humilíssimo, WG.

 (Brasil 247)

Elmano lidera entre os mais pobres, homens, mulheres, mais velhos e com menor escolaridade. Roberto Cláudio lidera entre os ricos

As intenções de voto de Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB) neste segundo turno mostram Fortaleza dividida de acordo com a renda dos eleitores. O candidato do PSB abre franca maioria entre os mais ricos. No segmento com renda familiar mensal superior a 10 salários mínimos, ele tem a maior diferença de um dos concorrentes em relação ao outro, considerados todos os recortes de sexo, idade, escolaridade e renda: 67% dos votos válidos, contra 33% do petista.

Mas, à medida que cai a renda familiar do eleitor, melhora o desempenho obtido por Elmano.

Na segunda faixa com maior renda, entre cinco e 10 salários mínimos, a situação é de empate técnico, com 51% do candidato do PSB contra 49% do adversário petista.

Entre aqueles com renda de dois a cinco salários mínimos, o resultado já é de 53% para Elmano, contra 47% de Roberto Cláudio. E, entre aqueles com rendimento familiar mensal de até dois salários mínimos, o petista abre 10 pontos de diferença: 55% a 45% dos votos válidos.

Sexo

Outro segmento no qual a diferença é significativa é entre as mulheres. Enquanto entre os homens a diferença é de dois pontos percentuais, em votos válidos, Elmano abre 10 pontos de diferença junto às eleitoras: 55% a 45%.

Idade

Elmano tem ainda seus melhores resultados entre os mais velhos. Vence por 55% a 45% na faixa de 60 anos ou mais e abre 18 pontos entre os eleitores entre 45 e 59 anos: 59% a 41% de Roberto Cláudio. Nos setores de 16 a 24 anos e entre os que têm 35 a 44 anos, os dois empatam com 50% dos votos válidos. Na faixa de 25 a 34 anos, o petista tem 53%, contra 47% do concorrente do PSB.

Escolaridade

Elmano também se sai melhor entre eleitores com menos escolaridade. Abre 56% a 44% entre aqueles com nível fundamental. Já no grupo com ensino médio, empate técnico: 51% de Elmano a 49% de Roberto Cláudio. Já na faixa com nível superior, Elmano tem 53%, contra 47% do candidato do PSB – diferença que está no limite máximo da variação da margem de erro, de três pontos percentuais. 

A pesquisa foi realizada nos dias 16 e 17 de setembro e ouviu 1.281 eleitores de Fortaleza. A consulta está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) com o número CE-00180/2012. (Érico Firmo – ericofirmo@opovo.com.br) 

ENTENDA A NOTÍCIA

Os candidatos que disputam o segundo turno terão 10 dias até a eleição para conquistar novos eleitores e transformar o cenário apresentado pela pesquisa O POVO/Datafolha.

(O Povo Online)

Elmano tem 42% e Roberto Cláudio 37% dos votos válidos, aponta Datafolha

A 10 dias da votação, a primeira pesquisa sobre o segundo turno da eleição para prefeito de Fortaleza mostra confronto tecnicamente empatado. Consulta realizada pelo Datafolha e contratada pelo O POVO mostra Elmano de Freitas (PT) com 42% das intenções de voto, contra 37% de Roberto Cláudio (PSB). Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o instituto considera que eles estão tecnicamente empatados. 

O percentual de eleitores fortalezenses que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos é de 11%. Na apuração do primeiro turno, brancos e nulos somaram 7,6%. Já os que ainda se declaram indecisos são 9%, segundo o Datafolha.

Considerados apenas os votos válidos – forma oficial de divulgação do resultado pela Justiça Eleitoral – Elmano tem 53%, contra 47% de Roberto Cláudio. Nesse cálculo, são excluídos justamente os eleitores que declaram votar em branco, nulo, em nenhum dos candidatos e, também, os indecisos.

Rejeição
Entre aqueles que não votam em Elmano, 38% afirmam que não votariam no petista de jeito nenhum, enquanto 11% admitem a possibilidade de aderir à candidatura petista. Já entre os que não votam em Roberto Cláudio, somam 41% os que não votariam nele de forma alguma. Outros 15% afirmam que podem vir a votar no candidato do PSB.

A pesquisa O POVO/Datafolha foi realizada terçafeira e ontem. Captou, dessa forma, os cinco primeiros dias do Horário Eleitoral de rádio e televisão dos candidatos neste segundo turno, no ar desde o último sábado. O levantamento foi feito ainda após as declarações de apoio realizadas por PDT, PPS e PCdoB ao candidato do PSB. Também cap-tou o efeito da declaração de neutralidade de Psol, PSDB, PSTU e do candidato Heitor Férrer (PDT). Parte dos questionários foi aplicada ainda após a declaração de apoio a Roberto Cláudio feita por Moroni Torgan (DEM) e pelo PPL.

O Datafolha ouviu 1.281 eleitores de Fortaleza. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%, o que significa que, se forem realizados 100 levantamentos com a mesma metodologia usada, em 95 deles os resultados estarão dentro da margem de erro prevista.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRECE) com o número CE-00180/2012.
 

ENTENDA A NOTÍCIA

Elmano de Freitas é o candidato da prefeita Luizianne Lins. Com apoio do governador Cid Gomes (PSB), Roberto Cláudio faz campanha em cima do mote do desejo de mudança, numa aposta no desgaste da gestão municipal.

Multimídia

A pesquisa O POVO/Datafolha para a prefeitura de Fortaleza é
o Tema do Dia na cobertura de hoje dos veículos do Grupo de
Comunicação O POVO. 

( O Povo Online)

MISTÉRIO NO JORNAL NACIONAL: GLOBO CONTRATA PESQUISA, MAS NÃO DIVULGA

Foi a Rede Globo que contratou a pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, que mostrou Fernando Haddad (PT) 16 pontos na frente de José Serra (PSDB), mas a emissora noticiou os números apenas em seu jornal local, o SPTV; no Jornal Nacional, nada 

17 DE OUTUBRO DE 2012  

247 - A Rede Globo contratou a pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira 17, que apontou Fernando Haddad (PT) 16 pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB) no segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo, mas não parece ter lhe dado muita importância. A emissora reservou os dados ao seu telejornal local, o SPTV, e não exibiu os números em seu programa jornalístico de maior audiência.

A edição de hoje do Jornal Nacional, apresentada por Heraldo Pereira e Renata Vasconcelos, não tocou no assunto. Não que a eleição seja nacional, como ambos os partidos que a disputam querem fazer parecer, mas São Paulo é a maior capital do país. A informação, contratada pela Globo, não é importante o bastante para um JN?

 (Brasil 247)

CACIQUES DO PSDB PREPARAM EXTIRPAÇÃO DE SERRA

Quadros tucanos como o senador Aécio Neves já trabalham com a certeza da derrota de José Serra para Fernando Haddad no domingo 28; resultado quebrará as últimas sentinelas que candidato a prefeito de São Paulo tem no ex-presidente FHC e no governador Geraldo Alckmin; líder nas pesquisas em Manaus, Arthur Virgílio assumirá papel central na reconstrução do partido; projeto de futuro passa pelo sepultamento político do duas vezes candidato a presidente

 17 DE OUTUBRO DE 2012 

247 – O dia 27 de outubro de 2012 marcará o renascimento do PSDB. É com essa data e objetivo que trabalham líderes partidários como o senador Aécio Neves e o candidato a prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto. Será também a partir do domingo apontado, data do segundo turno das eleições municipais, que o ex-presidente Fernando Henrique e o governador Geraldo Alckmin irão se reposicionar diante da nova configuração dos tucanos. Em todas as contabilidades políticas internas, um personagem até aqui predominante terá de, necessariamente, ser extirpado do cérebro partidário para que novas artérias se abram: José Serra.

O convívio que sempre foi difícil entre o candidato a prefeito de São Paulo e as demais correntes tucanas, inclusive a paulista, tornou-se impraticável diante das posições políticas assumidas por Serra na atual campanha. Especialmente neste segundo turno. Políticos centristas e liberais como o Aécio e Arthur Virgílio chegam a temer por uma guinada ideológica do PSDB, cuja raiz social-democrata vai sendo podada a enxadas pelas alianças costuradas por Serra com nomes como o Pastor Silas Malafaia, o ex-comandante da Rota paulista Coronel Telhada e posicionamentos frontalmente contrários à diversidade sexual.

No caso da eleição de Serra à principal Prefeitura do País, e com o pendor dele a dominar nacionalmente o partido, além da aliança tácita com o PSD do prefeito paulistano Gilberto Kassab, os tucanos de fora de São Paulo temem que ocorra, em ato contínuo, a desfiguração ideológica da agremiação que ajudaram a fundar, o que provocaria uma diáspora. Eles avaliam que, neste caso, Serra empalmaria o comando com mão de ferro, carregando-a para o lado direito do espectro político.

A evolução da campanha, no entanto, começa a tranquilizar os opositores de Serra dentro do PSDB. O senador Aécio Neves está sendo o primeiro a disseminar sua avaliação de que, com o atual discurso, a vitória do partido em São Paulo tornou-se muito mais difícil do que já parecia antes. Precisamente porque o elenco de discursos e entrevistas do candidato Serra trombam com o ideário de boa parte das bases partidárias, uma generosa porção da classe média paulistana de feitio liberal e progressista. O ex-governador de Minas tem procurado tranquilizar os que o procuram com críticas à postura do duas vezes candidato a presidente da República pelo partido, garantindo que a vitória, é claro, é do maior interesse da agremiação, mas que, a esta altura dos acontecimentos, mais vale observar a cena do que interferir nela, como o próprio Aécio já fez no passado.

Confirmando-se as previsões dos tucanos anti-serristas, que apostam em num desempenho dele em segundo turno aquém do volume de votos obtido no primeiro escrutínio, o partido, na visão destes meses, estará livre para se atualizar, modelando novo discurso, em torno de líderes como Aécio e Virgílio, sem o tom persecutório imposto desde sempre por Serra. Lembram, a quem os considera pessimistas demais, que, em 2008, o então candidato a presidente Geraldo Alckmin teve menos votos no segundo turno do que na primeira volta da eleição contra Lula.O anti-feitiço, dizem, tem muitos ingredientes para se repetir.

Nesse quadro, acreditam os tucanos não paulistas, o ex-presidente Fernando Henrique e o governador Geraldo Alckmin estarão entre os primeiros a compreenderem a nova conformação de forças, adequando-se velozmente aos novos tempos. Eles entenderão – principalmente o governador Alckmin, que tem direito a buscar, em 2014, a sua reeleição ao Palácio dos Bandeirantes — que, se sofrer uma derrota política, e não apenas eleitoral, Serra sairá do pleito paulistano para o ostracismo definitivo no partido que fundou, dominou e tentou asfixiar com um discurso estreito e uma postura exclusivista. Este tipo de derrota será o fim de Serra, cravam.

(Brasil 247)

Haddad tem 49% e Serra soma 33% dos votos em SP, diz Ibope

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (17) a segunda pesquisa de intenção de voto na disputa pela Prefeitura de São Paulo. 

Em relação ao levantamento anterior, o candidato Fernando Haddad (PT) oscilou um ponto positivamente e tem 49% das intenções de voto. José Serra (PSDB) caiu quatro pontos percentuais e somou 33%. Brancos e nulos somaram 13%, eleitoreis que não souberam ou não quiseram responder, 5%.

O Ibope também calculou os chamados votos válidos, que excluem da amostra os brancos, nulos e eleitores indecisos. Este é a mesma metodologia utilizada pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado das eleições.

Neste cenário, Haddad tem 60% dos votos e Serra, 40%. No primeiro turno, Serra teve 30,75% dos votos válidos e Haddad, 28,98%.

A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Foram entrevistadas 1.204 pessoas na cidade de São Paulo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), sob o número SP-01864/ 2012.

(Ultimo Segundo)

Dennis Dauttmam, candidato do PC do B lidera pesquisa em Belford Roxo (RJ)

A primeira pesquisa sobre o 2º turno em Belford Roxo (RJ), feita pelo IBPS, mostra que 58,3% dos eleitores votariam em Dennis Dauttmam (PC do B) se a eleição fosse hoje. Waguinho (PRTB) teria 26,5%. Entre os entrevistados, 8,4% disseram que votariam em brancos ou anulariam o voto. Outros 6,2% se disseram indecisos. Os resultados são da pesquisa estimulada, em que o pesquisador mostra o nome dos candidatos ao eleitor.

O estudo foi feito em 11 de outubro com 809 eleitores e está registrado no TRE-RJ com o protocolo 00244/2012. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Belford Roxo é uma das 7 cidades do Rio de Janeiro que terá 2º turno em 2012. Com 314.063 eleitores, o município concentra 0,2% do eleitorado nacional. No 1º turno, Dauttmam teve 40,9% dos votos válidos e Waguinho, 33,1%. O atual prefeito, Alcides Rolim (PT), não obteve votos suficientes para disputar o 2º turno.

Espontânea e rejeição
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor responde à pesquisa sem ver o nome dos candidatos, o IBPS afirma que Dauttmam tem 51,4%, contra 23,2% de Waguinho.

No quesito rejeição, no entanto, o candidato do PRTB vence: 33,6% dizem que não votariam nele. Só 11,4% rejeitam Dauttmam, segundo o estudo. Outros 44,9% dos eleitores não rejeitam nenhum dos dois. E 6,7% rejeitam os dois.

(Blog do Fernando Rodrigues, Portal Uol)

Belém: Zenaldo (PSDB) 48% x 37,2% Edmílson (PSOL) 0

Pesquisa da Veiga Consultoria mostra virada na capital do Pará

primeira pesquisa sobre o 2º turno em Belém mostra Zenaldo Coutinho (PSDB) com 48% das intenções de voto contra 37,2% de Edmílson (PSOL). Segundo o estudo, feito de 12 a 15.out.2012 pela Veiga Consultoria, 3,8% dos entrevistados disseram que votarão em branco ou anularão o voto. Outros 11% estão indecisos ou não responderam à questão. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

Considerados apenas os votos válidos (que são os votos dados a candidatos, excluídos brancos e nulos), Zenaldo fica com 56,3% e Edmílson, com 43,7%.

Os números apontam uma virada na eleição de Belém com relação ao 1º turno, quando Edmílson ficou na frente de Zenaldo –ele teve, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 32,6% dos votos válidos contra 30,7% do adversário.

O Blog fez uma análise histórica sobre casos em que ocorrem viradas entre o 1º e o 2º turnos. São raras as reviravoltas, mas não são impossíveis –sobretudo quando a distância entre os dois finalistas é pequena na primeira votação.

A Veiga Consultoria ouviu 600 eleitores de Belém e registrou a pesquisa no TRE-PA com o nº 00332/2012.

(Blog do Fernando Rodrigues, Portal Uol)

Pesquisas já mostram 3 viradas em capitais no 2º turno

Levantamento do Blog com as pesquisas de opinião mais recentes sobre o 2º turno nas capitais indica 3 viradas de mesa em relação ao 1º turno. De acordo com os estudos, o candidato que terminou o 1º turno em segundo lugar venceria a eleição em São PauloBelém Florianópolis se a votação fosse hoje.

Em Cuiabá, há empate técnico entre os candidatos. Mas Lúdio Cabral (PT), que ficou atrás de Mauro Mendes (PSB) na primeira etapa, aparece numericamente à frente na pesquisa.

O Blog analisou o histórico de viradas em eleições municipais em outro post. A conclusão é que são muito raras: dos 135 segundos turnos municipais desde 1996 (não há dados disponíveis e confiáveis sobre 1992), só 30 tiveram viradas (22% do total).

Mas o feito não é impossível. O histórico eleitoral mostra que as chances de virada são maiores nas eleições que terminam o 1º turno com pequena diferença entre os concorrentes, que é o caso das 4 cidades mencionadas neste post.

O levantamento considerou as 11 capitais com estudos registrados na Justiça Eleitoral e disponíveis até a manhã desta 4ª feira (17). Das 17 capitais que farão segundo turno, não possuíam pesquisas Curitiba, Fortaleza, Macapá, Natal, Rio Branco e Salvador.

Abaixo, quadros com os dados das pesquisas sobre o 2º turno e com os resultados do 1º turno de 2012 nas 11 capitais incluídas no levantamento. O Blog também disponibilizapesquisas de outras cidades que farão 2º turno em 2012.

Este Blog, a página de política mais antiga em atividade no Brasil, disponibiliza o maior acervo de pesquisas eleitorais da web brasileira. Estão disponíveis pesquisas realizadas desde a eleição do ano 2000 e também dados sobre a popularidade dos presidentes da República desde José Sarney.

 (Blog do Fernando Rodrigues, Portal Uol)

Azeredo pagou parte da campanha de FHC em 1998

Réu no STF como protagonista do mensalão mineiro, ex-governador Eduardo Azeredo já declarou, em entrevista à Folha, que ajudou a arcar com despesas da campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso no mesmo ano; relembre

Minas 247 – Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) como personagem principal do chamado “mensalão mineiro”, o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, já declarou que o dinheiro arrecadado para sua campanha (foram gastos R$ 8,5 milhões no total) para o governo do Estado, em 1998, foi usado para campanhas de Fernando Henrique Cardoso à presidência, além de deputados e senadores de sua coligação. A revelação foi publicada pelo jornal em setembro de 2007. “Ele não foi a Minas, mas tinha comitês bancados pela minha campanha”, disse Azeredo, sobre FHC.

Leia abaixo trechos da entrevista, concedida à repórter Andreza Matais:

Folha – 26/09/2007

FOLHA - A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha…
EDUARDO AZEREDO - Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era minha só, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.

FOLHA – Que “problemas”?
AZEREDO - Essas prestações de contas no passado eram mais uma formalidade, é hipocrisia negar isso, não existia rigor. O que se conclui é que no caso de Minas, a minha [prestação] foi a mais alta naquele ano, foi ela que se aproximou mais da realidade. E se concluiu que houve recursos a mais que não chegaram a ser formalizados.

FOLHA – O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?
AZEREDO - Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.

FOLHA – Por que o senhor acha que esse assunto voltou à tona agora?
AZEREDO - O PT colocou esse assunto no seu congresso porque não está satisfeito com a presença de um ministro [Walfrido] que não seja do seu partido e como compensação para o desgaste que o partido sofreu pela aceitação do STF de abertura do processo do mensalão.

 (Brasil 247)