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Globo compra direitos para transmitir Copas de 2018 e 2022

São Paulo – A TV Globo distribuiu comunicado oficial nesta terça-feira para anunciar que já adquiriu os direitos para transmitir as Copas do Mundo de 2018 e 2022, que serão realizadas respectivamente na Rússia e no Catar. A emissora festejou o acordo firmado com a Fifa, que também prevê a transmissão dos jogos destas competições por meio de TV fechada, celulares e internet.

A Globo ainda esclareceu que poderá repartir esses direitos com outras emissoras, como já aconteceu no Mundial de 2010, quando a Bandeirantes também transmitiu as partidas realizadas na África do Sul.

A Fifa confirmou em seu site oficial a prorrogação do atual acordo com a Globo para transmissão dos Mundiais que serão realizados após a Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil. “A força da Globo com sua penetração no vasto território do Brasil garante que o torneio seja acompanhado pelo maior número de pessoas possível e foi um fator determinante para a nossa decisão de renovar o nosso acordo”, afirmou o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke.

O presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, comemorou a prorrogação do acordo com a Fifa em meio ao cenário competitivo altamente vivido entre as emissoras do Brasil para transmissão de importantes eventos esportivos. Os direitos de TV da Olimpíada de Londres, por exemplo, foram adquiridos pela Record, que será o único canal de televisão aberta a transmitir o evento no País.

“Por mais de 40 anos, FIFA e Globo desenvolveram uma bem sucedida parceria com significantes resultados para ambos. Durante esses anos, a FIFA conseguiu fazer do futebol um esporte com uma enorme audiência por todo o mundo e a Globo se orgulha de ter contribuído para isso. O mais importante para a Globo é permitir que nossos telespectadores se sintam parte do evento como se eles estivessem no estádio. Por essa razão, estamos orgulhosos com a continuidade dessa parceria”, disse Marinho.

(EXAME ONLINE)

Arena Pernambuco será a mais elitizada do Nordeste para Copa 2014

Fonte: Valor Econômico

Por Murillo Camarotto | Do Recife

A Odebrecht divulgou na semana passada a configuração interna da Arena Pernambuco, um dos quatros estádios do Nordeste que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014. No projeto, o número de cadeiras destinadas ao torcedor de maior poder aquisitivo, seja em camarotes, cadeiras especiais ou congêneres, chega a um terço dos 46 mil lugares. O percentual é superior ao das arenas de Fortaleza e Salvador, onde esses lugares não passam de 10,5% do total.

O diretor de Investimentos do Consórcio Arena Pernambuco, Jayro Poggi, informou que a distribuição dos assentos foi definida com base em análises do mercado local, que incluíram pesquisas e entrevistas individuais e em grupo. Os estudos, segundo ele, identificaram uma demanda importante por acomodações mais sofisticadas. “Há um segmento bem amplo desse público que tem uma condição melhor e quer ter privacidade e acesso a serviços diferenciados. E tínhamos que atender a isso”, explicou o executivo.

Quem quiser pagar mais terá à disposição 11,5 mil cadeiras especiais, mais espaçosas e com visão privilegiada do campo de jogo. Também estão previstos 1,6 mil lugares em camarotes e outros 1,9 mil em frisas, espécie de cercado com mesas e cadeiras onde os torcedores poderão ter acesso a serviços de alimentação, por exemplo. Ao todo serão 15 mil lugares “privê”, ou 33% da capacidade da arena. No Castelão, em Fortaleza, serão 10,5%, contra apenas 7,5% da Arena Fonte Nova, em Salvador. Em Natal, as obras da Arena das Dunas estão atrasadas e ainda não houve definição.

Poggi informou também que cada setor do estádio terá mais de uma faixa de preço. Segundo ele, haverá pelos menos dez opções para quem quiser assistir futebol ou algum show musical na Arena Pernambuco, prevista para ficar pronta no final deste ano. Para a Copa do Mundo, o executivo lembrou que a FIFA tem autonomia absoluta sobre a comercialização dos bilhetes.

Um dos fatores que pode explicar a quantidade de acomodações “vip” é o contexto em que o estádio está inserido. Localizada no município de São Lourenço da Mata, região metropolitana do Recife, a Arena Pernambuco será a grande estrela da Cidade da Copa, projeto bilionário que está sendo erguido pela Odebrecht no conceito de “smart city ” (cidade inteligente). Serão construídos edifícios residenciais de médio e alto padrão, universidades, shopping center e hipermercado, entre outros empreendimentos. O local também fica próximo das duas unidades pernambucanas da Alphaville Urbanismo, cujas vendas estão bastante aquecidas.

Além das questões mercadológicas, a maior presença de “áreas nobres” na Arena Pernambuco, quando comparada aos outros estádios do Nordeste, pode ter influências culturais. Na avaliação de estudiosos, há na sociedade pernambucana – com maior ênfase na parte de cima da pirâmide – uma tendência um pouco mais acentuada para a distinção espacial entre as classes sociais, herança que ficou dos tempos, não muito distantes, em que os senhores de engenho comandavam a política e a economia.

“O pernambucano, especialmente o da capital, se vê diferente dos demais cidadãos do Nordeste, devido a uma importância política e econômica que o Estado já teve nos tempos áureos do açúcar. É uma espécie de complexo da aristocracia frustrada”, analisa o cientista social Tulio Velho Barreto, da Fundação Joaquim Nabuco. A perda de importância em nível nacional, ele avalia, pode estar por trás da constante necessidade de auto-afirmação de uma parcela dos pernambucanos.

“Salvador, por exemplo, tem um perfil social mais homogêneo que o de Recife, creio que por conta de nossa elite, que é um tanto mais segregacionista”, analisou o estudioso, que também desenvolve pesquisas sobre as relações entre o futebol e a sociedade. “Com a ascensão das classes mais baixas, o rico vai buscar seu espaço. E o Recife parece ter uma elite mais disposta a ir ao estádio”, completou.

Na mesma linha, a historiadora francesa Christine Dabat, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), observa que os padrões de distinção entre as classes sociais que foram estabelecidos pelo senhor de engenho continuam presentes. “É uma singularidade histórica essa configuração ideológica do que é ser pernambucano”, afirmou a professora, que há 30 anos estuda os reflexos da cultura do açúcar em Pernambuco.

Faz parte do folclore local, por exemplo, ter na ponta da língua a lista dos símbolos da grandeza de Pernambuco, como a maior avenida em linha reta do mundo, o maior teatro a céu aberto do mundo e o maior bloco de carnaval do mundo, entre outras.

CBF ajusta horários do BRASILEIRÃO 2011 e acaba com jogos das 21h e das 18h30

A CBF (Confederação brasileira de Futebol) anunciou nesta terça-feira uma série de mudanças nos horários das últimas duas rodadas do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Com a alegação de “nova padronização nos horários dos jogos”, a entidade decidiu antecipar todos as partidas das 18h30 e das 21h para as 18h – um deles foi antecipado para as 16h – e, com isso, agradou clubes e torcedores, insatisfeitos com os antigos horários.

JOGOS COM HORÁRIOS ALTERADOS

18ª RODADA 19ª RODADA
20/08 (sábado)
Cruzeiro x Ceará – das 18h30 para as 18h
Botafogo x Atlético-MG – das 18h30 para 18h
Corinthians x Figueirense – das 21h para 18h

21/08 (domingo)
Atlético-PR x América-MG – das 18h30 para as 18h
Vasco x Fluminense – das 18h30 para as 18h
Bahia x Santos – das 18h30 para as 18h

27/08 (sábado)
Coritiba x Atlético-PR – das 18h30 para as 18h
América-MG x Atlético-GO – das 18h30 para as 18h
Fluminense x Botafogo – das 21h para as 18h

28/08 (domingo)
Ceará x Bahia – das 18h30 para as 16h
Atlético-MG x Cruzeiro – das 18h30 para 18h
Figueirense x Avaí – das 18h30 para as 18h

Ao todo, 12 jogos, todos válidos pela 18ª e pela 19ª rodada, sofreram alterações. Coincidentemente ou não, a CBF, com esta decisão, acaba justamente com o polêmico horário das 21h, que não caiu no gosto popular. As partidas realizadas nos sábados à noite eram exatamente as que tinham as piores médias de público do Brasileirão, e os clubes já vinham reclamando com a Confederação.

CLUBES COMEMORAM DECISÃO

Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo: “Era um horário péssimo para qualquer um, quem trabalha e quem não trabalha. Se tivesse a justificativa da televisão tudo bem, mas não são jogos da TV aberta. Tudo bem de fazer a tentativa, mas se voltaram atrás foi uma sábia decisão”
Eduardo Maluf, diretor de futebol do Atlético-MG: “Jogo às 18h e não às 21h no sábado é melhor porque o torcedor não perde a noite”. Mas o dirigente não acredita que a CBF tenha feito isso para agradar os clubes. “Se mudou foi para atender algum interesse deles”.
Muricy Ramalho, técnico do Santos: “Quem inventou isso de sábado à noite também é um gênio. Que coisa chata. No meu tempo, futebol era tudo quatro horas. Assim que tem que ser. No sábado à noite, o cara está passeando com a família, em casa, no bar, menos assistindo o jogo”.

“Nos manifestamos que não gostamos do horário, e que realmente se fosse abolido teria nosso apoio. Não sei se houve pedido formal de alguém, mas foi conversado com o pessoal da Globo e da CBF em conversas informais que eram dois horários que não agradavam ninguém”, afirmou ao UOL Esporte Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo. “Era um horário péssimo para qualquer um, quem trabalha e quem não trabalha. No sábado às 21h é terrível, no domingo às 18h30 também. Se tivesse a justificativa da televisão tudo bem, mas não são jogos da TV aberta”.

Houve ainda uma mudança no horário de Santos x Fluminense. O jogo adiado da oitava rodada estava agendado para as 19h30 do dia 24 de agosto, mas foi repassado para as 20h30.

Os jogos do segundo turno ainda não têm horários definidos, mas ao que tudo indica, a determinação de acabar com as partidas das 21h deve seguir. É possível que os duelos das 18h30 também acabem definitivamente, estabelecendo-se o horário das 18h.

Série B

Nove jogos das duas últimas rodadas do primeiro turno da Série B também sofreram alterações de horários, e quase todos eles passaram para as 20h30.

JOGOS COM HORÁRIOS ALTERADOS

18ª RODADA 19ª RODADA
19/08 (sexta-feira)
ABC-RN x Ponte Preta – das 19h30 para as 20h30
Náutico x BOA-MG – das 21h para as 20h30
Icasa x Goiás – das 21h para as 20h30
Duque de Caxias x Portuguesa – das 21h50 para as 20h30

20/08 (sábado)
ASA x Bragantino – das 21h para as 16h

23/08 (terça-feira)
Sport x Vila Nova-GO – das 21h para as 20h30
Goiás x Guarani – das 21h para as 20h30h

26/08 (sexta-feira)
Americana x ABC-RN – das 21h para as 20h30
Criciúma x São Caetano – das 21h para as 20h30

(Portal Uol)

São Paulo, Rio e Fortaleza: As cidades campeãs na geração de emprego em novembro

As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro mantiveram seu posto de centro econômico e registraram o melhor desempenho na criação de vagas de emprego formal no mês de novembro – a capital paulista contabilizou a abertura de 23.218 vagas, seguida pelo Rio, com 17.410. Na terceira posição está Fortaleza, no Ceará, seguida pela capital mineira, Belo Horizonte, e por Recife, capital de Pernambuco. Salvador, na Bahia, aparece na sexta posição e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na sétima.

De acordo com dados divulgados na quinta-feira pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, das dez cidades brasileiras no topo da lista das que mais empregaram no mês passado, apenas uma – Campinas – não é capital de seu estado. A cidade paulista aparece na oitava posição, à frente de Curitiba, no Paraná, e Brasília, no Distrito Federal. As outras cidades que foram destaque na lista dos 50 municípios que mais empregaram em novembro são: Camaçari (BA), Duque de Caxias (RJ) e Barueri (SP). Para formar a lista, o Caged considera os dados somente das cidades com mais de 30.000 habitantes.

O cadastro também listou as 50 cidades que mais demitiram em novembro. Petrolina, em Pernambuco, foi o destaque negativo, com mais de 4.000 vagas perdidas, seguida pelos municípios paulistas de Pirassunga, Bebedouro e Penápolis. Entre as dez cidades com pior resultado, seis são do estado de São Paulo e três da Bahia. 

Novas vagas – O governo divulgou os dados totais e mostrou que foram criados 138.247 postos de trabalho com carteira assinada em novembro. Esse foi o menor número do ano, porém, o segundo melhor resultado para meses de novembro, perdendo apenas para 2009, com 246.695 empregos criados.

As 50 cidades que mais geraram postos de trabalho

Cidade Saldo de vagas
São Paulo (SP) 23.318
Rio de Janeiro (RJ) 17.410
Fortaleza (CE) 5.422
Belo Horizonte (MG) 5.389
Recife (PE) 5.309
Salvador (BA) 5.215
Porto Alegre (RS) 3.955
Campinas (SP) 2.919
Curitiba (PR) 2.892
Brasília (DF) 2.713
Camaçari (BA) 2.667
Goiânia (GO) 2.334
São Luis (MA) 2.334
Duque de Caxias (RJ) 2.296
Barueri (SP) 2.003
Contagem (MG) 1.975
Sorocaba (SP) 1.847
Uberlândia (MG) 1.840
Guarulhos (SP) 1.798
Ribeirão Preto (SP) 1.662
Maceió (AL) 1.622
Pelotas (RS) 1.589
Natal (RN) 1.511
Porto Velho (RO) 1.486
Ipojuca (PE) 1.453
Teresina (PI) 1.420
Niterói (RJ) 1.419
Juiz de Fora (MG) 1.391
Cuiabá (MT) 1.350
Maringá (PR) 1.295
Belém (PA) 1.252
São Gonçalo (RJ) 1.232
Aracaju (SE) 1.206
São Bernardo do Campo (SP) 1.182
São José do Rio Preto (SP) 1.170
Osasco (SP) 1.159
Bauru (SP) 1.158
Florianópolis (SC) 1.147
João Pessoa (PB) 1.145
Macaé (RJ) 1.142
Jaboatão dos Guararapes (PE) 1.121
Manaus (AM) 1.110
Londrina (PR) 1.090
Nova Iguaçu (RJ) 1.075
Vacaria (RS) 991
Araraquara (SP) 980
Caxias do Sul (RS) 977
Santos (SP) 973
Cachoeirinha (RS) 957
Cascavel (PR) 922

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

DesempregoDe acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no país caiu para 5,7% no mês – o menos nível desde o início da série histórica, em março de 2002. No mês passado, o desemprego apresentou queda de 0,4% ante outubro. Em novembro do ano passado, a taxa estava em 7,4%.

As 50 cidades que mais demitiram

Cidade Diferença entre contratações e demissões
Petrolina (PE) -4.052
Pirassunga (SP) -3.477
Bebedouro (SP) -2.672
Penápolis (SP) -2.132
Pitangueiras (SP) -2.030
Santa Adélia (SP) -1.886
Rio das Pedras (SP) -1.690
Juazeiro (BA) -1.624
Casa Nova (BA) -1.355
Lauro de Freitas (BA) -1.179
Novo Horizonte (SP) -1.034
Pirangi (SP) -976
União (PI) -934
Monte Azul Paulista (SP) -881
Goianésia (GO) -876
Catanduva (SP) -853
Cristalina (GO) -807
Franca (SP) -787
Itápolis (SP) -769
José Bonifácio (SP) -762
Jaú (SP) -734
Valparaíso (SP) -723
Santa Bárbara D’Oeste (SP) -690
Tietê (SP) -667
São Manuel (SP) -656
Piracicaba (SP) -634
Pindorama (SP) -576
Ipatinga (MG) -556
Guariba (SP) -546
Tabatinga (SP) -545
Olinda (PE) -540
Tucurui (PA) -539
Araras (SP) -532
Rolândia (PR) -528
Mirandópolis (SP) -527
Itapetinga (SP) -514
Tapiratiba (SP) -511
Tabapuã (SP) -507
Vargem Grande do Sul (SP) -498
Laranjal Paulista (SP) -489
Dois Córregos (SP) -477
Elias Fausto (SP) -450
São Francisco de Itabapoana (RJ) -427
Cerquilho (SP) -420
Pocone (MT) -414
Morrinhos (GO) -410
Lençois Paulista (SP) -409
Sobral (CE) -408
Três Pontas (MG) -395
Ibaté (SP) -391

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Segundo o IBGE, o recorde mensal atingido em novembro é o quarto consecutivo. Em outubro, ao cair para 6,1%, a taxa de desemprego já havia batido o menor patamar da série histórica. A parcela da população desempregada também atingiu o menor nível da série no mês passado: 1,359 milhão de pessoas. O número representa uma queda de 5,9% ante outubro. Já em relação a 2009, a queda foi de 20,7% ou 357.000 pessoas. A pesquisa abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

(Portal Abril)

Eleitor tem até hoje para justificar ausência no primeiro turno

O eleitor que não votou no primeiro turno das eleições, em 3 de outubro, nem justificou sua ausência em um dos postos de Justificativa Eleitoral montados no dia do pleito, tem até esta quinta-feira (2) para apresentar seu requerimento de justificativa ao juiz da zona eleitoral onde está inscrito.

Os endereços dos cartórios eleitorais pode ser obtido nas páginas dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) na internet.

No pedido de justificativa devem constar o nome, data de nascimento, filiação, número do título, endereço atual e o motivo da ausência à votação, cabendo ainda ao eleitor apresentar cópia de documento que comprove sua identidade.

Se o requerimento for entregue com dados incorretos ou que não permitam a identificação do eleitor, não será considerado válido para justificar a ausência às urnas.

A ausência a cada turno da eleição deve ser justificada individualmente. O acolhimento ou não das alegações apresentadas ficará sempre a critério do juiz da zona eleitoral em que o eleitor estiver inscrito.

Quem não votou e nem justificou a ausência no segundo turno das eleições, que ocorreu em 31 de outubro, tem até o dia 30 de dezembro para apresentar justificativa ao juiz eleitoral.

CONSEQUÊNCIAS

O eleitor que não apresentar a justificativa até hoje deverá pagar multa de cerca de R$ 3,50. Enquanto não regularizar sua situação com a Justiça Eleitoral, o eleitor fica impedido, entre outras coisas, de obter passaporte ou carteira de identidade; receber vencimentos, se servidor público; inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, bem como se aprovado tomar posse nele; e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo.

Vale lembrar, ainda, que quem não votar em três eleições consecutivas, não justificar sua ausência e não quitar a multa devida terá sua inscrição cancelada e, após seis anos, excluída do cadastro de eleitores.

A regra não se aplica aos eleitores cujo voto seja facultativo (analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos, e maiores de 70 anos) e aos portadores de deficiência física ou mental que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais.

Os eleitores que se encontravam no exterior no dia da eleição e não votaram para presidente da República tem 30 dias após o seu retorno ao Brasil para justificar a ausência às urnas.

(Folha Online)

Cid Gomes reage contra ”megabloco” do PMDB e convoca brasileiros a implodi-lo

O governador Cid Gomes (PB) usou o Twitter, nas últimas horas, para reagir contra a decisão do PMDB de criar um “megabloco” na Câmara dos Deputados tendo o apoio do PR, PP, PTB e PSC. O objetivo dessa articulação, segundo lideranças partidárias, é uma atuação conjunta para a próxima legislatura.

“Os brasileiros de bem estão no dever de implodi-lo”, afirmou Cid Gomes, considerando que a formação deste “megabloco”, “melhor talvez MEDABLOCO, é uma audaciosa ameaça ao futuro governo”. Nas entrelinhas, Cid expõe o temor de ver o Governo Dilma Rousseff virar refém dos desejos do PMDB, que tem seu presidente nacional, Michel Temer, como vice-presidente.

Esse “megabloco” foi fechado nesta terça-feira, 16, e, de acordo com lideranças, contará com 202 deputados. Contudo, o PT, principal aliado do PMDB, ainda não foi procurado para se juntar ao grupo. Na semana passada, os dois partidos selaram um acordo para que nenhum “avance” sobre o território do outro na montagem do ministério da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

Além disso, a estratégia, liderada pelo líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que é candidato à presidência da Casa, é isolar os petistas e ganhar força na eleição do ano que vem. Mas o PT também quer a vaga. Pela legenda, são candidatos Cândido Vaccarezza (SP), Marco Maia (RS), João Paulo Cunha (SP) e Arindo Chinaglia (SP).

(O Povo Online)

Meireles foi único bairro de Fortaleza onde Serra venceu Dilma Rousseff

Com mais de 500 mil votos a menos que Dilma Rousseff (PT) na Capital do Ceará, José Serra (PSDB) venceu as eleições em apenas um dos mais de 90 bairros de Fortaleza: o Meireles, uma das regiões mais nobres da cidade, onde fica, por exemplo, a avenida Beira Mar.

Serra saiu vitorioso no bairro tanto no primeiro quanto no segundo turno. Curiosamente, no primeiro turno, o tucano acabou, em todos os outros bairros, atrás não apenas de Dilma, mas também de Marina Silva (PV). A candidata do PV, a propósito, ficou na segunda colocação no Meireles. Dilma foi só a terceira no primeiro turno.

No segundo turno em Fortaleza, Dilma obteve 71,8% dos votos, contra 28,2% de Serra, considerando-se os votos da cidade toda. No primeiro turno, Dilma teve 50,7%, Marina, 31,4%, enquanto Serra ficou com 16,1%.

O Meireles destoou: Serra teve no primeiro turno 6.682 votos, contra 6.660 de Marina e só 5.268 votos da presidente eleita.

No segundo turno, a vitória de Serra no Meireles foi ainda mais elástica: 10.302 votos, contra 7.710 de Dilma.

“Eu acho que ele ganhou porque aqui é onde tem a elite. Os mais bem remunerados. É um bairro nobre, e quem mora aqui tem o perfil do eleitor dele”, disse Adilson Pinho, 41, funcionário público e morador do Meireles. “Mas eu não votei nele”, garantiu ao O POVO.

Outra moradora do bairro, a aposentada Jaurícia Ferreira, 51, acha que a votação de Serra foi maior no bairro pelo engajamento. “Aqui no bairro a campanha do Serra foi intensa. Tinha muito carro, muita bandeira”, testemunhou. Ainda assim, afirmou ter votado em Marina no primeiro turno, e, depois, em Dilma.

Em mais de uma hora circulando pelo bairro, O POVO não encontrou ninguém que admitisse voto no tucano.

Diferenças

As menores vantagens a favor de Dilma, no segundo turno, foram no Parque Manibura (312 votos a 286) e na Aldeota (14.991 a 14.797).

Já a maior vantagem alcançada pela presidente eleita foi no Bom Jardim: 33.861, contra 9.735 de Serra.

ENTENDA A NOTÍCIA

O Meireles possui o metro quadrado mais valorizado de Fortaleza e também o cartão postal da cidade: a avenida Beira Mar. Segundo depoimento de moradores, a campanha de Serra lá foi mais intensa que a de Dilma.

(O Povo Online)

Bancos doaram a candidatos R$ 109 milhões

Os bancos brasileiros doaram pelo menos R$ 109 milhões a candidatos e a partidos durante a campanha eleitoral de 2010 – essa quantia crescerá quando forem conhecidas as prestações de contas finais de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e as dos candidatos a governador que disputaram o segundo turno.

O mapa do financiamento de campanha segundo os setores da economia, obtido pela colunista Sonia Racy, mostra bancos em segundo lugar no ranking das doações, atrás somente das empreiteiras, que contribuíram com mais de R$ 200 milhões.

Os números se referem a doações a partidos, a comitês financeiros de campanha e a candidatos ao Congresso, às Assembleias Legislativas, aos governos estaduais e à Presidência da República – nesse último caso, apenas os dados de Marina Silva (PV) são integrais.

Os dados parciais mostram que os bancos fizeram 51% de suas contribuições às direções nacionais e estaduais de partidos. Nesse caso, o dinheiro é redistribuído pelos partidos para o caixa dos candidatos, sem que se possa fazer a conexão de quem doou para quem – são as chamadas doações ocultas. Apenas 32% dos recursos foram distribuídos diretamente a candidatos, e o restante a comitês de campanha.

Maiores financiadores. Até o momento, o Bradesco aparece como o líder no ranking de doações do setor financeiro: foram R$ 45 milhões – total que inclui contribuições de outras duas empresas do grupo, o Bankpar e o Banco Alvorada.

Em segundo lugar está o BMG, com R$ 29 milhões, mais do que o dobro do terceiro colocado, o Itaú Unibanco, com R$ 14 milhões.

O BMG foi investigado no escândalo do mensalão, em 2005, por ter feito empréstimos ao PT e a empresas do publicitário Marcos Valério sem exigir garantias adequadas e observar outras regras do Banco Central.

Das maiores contribuições individuais feitas pela instituição, grande parte se concentrou em Minas Gerais, Estado onde está sediado. O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT), que concorreu ao Senado e foi derrotado, recebeu R$ 500 mil. Outros R$ 300 mil foram destinados a Aécio Neves (PSDB), ex-governador e senador eleito. Hélio Costa (PMDB) e Antonio Anastasia (PSDB), que disputaram o governo do Estado, receberam R$ 500 mil e R$ 504 mil, respectivamente.

As doações do BMG para comitês e partidos, que beneficiaram candidatos cuja identidade não é de conhecimento público, foram dirigidas tanto para governistas como para oposicionistas. Campanhas do PSDB em três Estados – Minas Gerais, Tocantins e Pernambuco – receberam R$ 3,1 milhões. O PT foi beneficiado com R$ 2,2 milhões, metade disso para a direção nacional do partido e metade para comitês em Minas e São Paulo.

DEM e PMDB receberam somas ainda mais vultosas do BMG – R$ 4,5 milhões e R$ 3,2 milhões, respectivamente.

Governadores. O mineiro Aécio Neves recebeu R$ 500 mil do Itaú Unibanco – a maior contribuição individual feita pela instituição. Seu adversário Fernando Pimentel ficou com R$ 300 mil. A mesma quantia foi direcionada a Marta Suplicy (PT), Delcídio Amaral (PT) e Tasso Jereissati (PSDB), candidatos ao Senado em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Ceará, respectivamente. De todos os citados, apenas Pimentel e Tasso não foram eleitos.

O Itaú Unibanco também contribuiu com R$ 1 milhão para cada um dos dois principais candidatos ao governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). Outros candidatos a governador que tiveram parte da campanha financiada pela instituição foram Sérgio Cabral (PMDB-RJ), com R$ 700 mil, Antonio Anastasia (PSDB-MG), com R$ 700 mil, Beto Richa (PSDB-PR), com R$ 500 mil, e Osmar Dias (PDT-PR), com R$ 500 mil.

Outros setores, O mapa do financiamento de campanha revela ainda doações de R$ 67,5 milhões do setor de siderurgia e mineração – concentradas nas empresas Vale, Gerdau, Usiminas e Votorantim, Da área de química e petroquímica saíram pelo menos R$ 25 milhões, principalmente da Braskem (R$ 8,8 milhões) e da Suzano (R$ 7,5 milhões).

(Agência Estado)

TSE ratifica por unanimidade o registro de Dedé Teixeira (PT)

Em sessão plenária nessa noite de quinta-feira, o Pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, por unanimidade, o deferimento do registro de candidatura do deputado estadual reeleito Dedé Teixeira (PT) e a validação dos 52.679 votos alcançados pelo parlamentar no último dia 03 de outubro. Dedé Teixeira foi o terceiro mais votado do PT e décimo da Coligação PT/PRB/PMDB/PSB que elegeu, até à última proclamação do TRE-CE, vinte deputados estaduais. Essas vagas podem aumentar até a proclamação dos eleitos, que está marcada para o dia 30 de novembro.

A decisão do TSE ratifica a decisão monocrática da ministra Carmen Lúcia tomada no dia 06 de outubro. Inconformado com essa primeira decisão, o Ministério Público Eleitoral entrou com um recurso para o Colegiado do TSE (Agravo Regimental no RO nº 4342-34-CE). Ao julgar o recurso, os ministros reafirmaram que o deputado Dedé Teixeira não está inelegível nem sua situação se enquadra nos impedimentos da Lei da “Ficha Suja” que impossibilitam o registro de candidatura aos cargos eletivos.

Para André Costa, advogado do deputado, a decisão do TSE “consolida o que sempre defendemos, com base na jurisprudência do TSE e do STF: o deputado estadual Dedé Teixeira não é, para usar uma expressão em voga, “ficha suja”. A sua situação jamais se enquadrou nas normas constitucionais e infraconstitucionais que tornam o candidato inelegível. Foram cinco meses de intensa disputa judicial, mas sempre acreditamos na vitória”.

Com os votos de Dedé e de Neto Nunes, este também com registro deferido pelo TSE e com os votos do suplente Carlos Macedo, com registro deferido, o PSDB deve perder uma vaga de deputado estadual, avaliam juristas.

(O Povo Online)

Tiririca provou que sabe ler e escrever em teste de alfabetização

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, desembargador Walter de Almeida Guilherme, disse na tarde desta quinta-feira, 11, que o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, “leu e escreveu” durante a coleta de material realizada em audiência para apurar a veracidade de sua declaração de escolaridade. O magistrado não quis comentar o desempenho de Tiririca.

Durante o teste, Tiririca teve de ler o título e o subtítulo de duas páginas de um jornal paulistano. Os textos são da edição desta quinta: uma reportagem sobre o filme que homenageia Ayrton Senna e outra sobre a ação do Procon sobre estabelecimento que vendia produto vencido.

Ele também foi submetido a um ditado. O deputado eleito teve de reproduzir trecho extraído do livro “Justiça Eleitoral – Uma Retrospectiva”: “A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”.

(O Povo Online)

Tririca faz hoje teste para provar se sabe ou não ler

Francisco Everardo Oliveira Silva, 45, o Tiririca, deve comprovar hoje se é ou não alfabetizado e provar que não falsificou documento. Eleito deputado federal mais votado do País, com 1,35 milhão de votos, o humorista cearense nem é obrigado, mas, provocado, vai comparecer à audiência marcada para hoje pelo juiz da 1ª zona eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, para fazer teste de escrita.

O encontro será a portas fechadas, com presença apenas do juiz e do procurador eleitoral e de um assessor do candidato.

Conforme a assessoria da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), mesmo que o exame seja realizado e comprove o analfabetismo, ele será diplomado em dezembro. Caberá à PRE solicitar a cassação da diplomação e, com isso, impedir que ele tome posse.

No caso de isso ocorrer, os votos dados a Tiririca serão considerados nulos e haverá mudanças nos deputados eleitos graças ao coeficiente eleitoral.

Tiririca é acusado de ter forjado sua carta de apresentação de candidatura na hora de declarar ser alfabetizado, requisito obrigatório para ser candidato a cargo público. O deputado eleito pelo PR de São Paulo alega ter tido ajuda de sua mulher na hora de redigir o texto por problemas motores na mão direita, o que explicaria o fato de sua letra aparecer distorcida.

Segundo a defesa dele, os anos de trabalho no circo provocaram em Tiririca uma lesão que dificulta a aproximação do dedo polegar do indicador.

No entanto, um laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística a pedido do promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes detectou que o autor dos manuscritos examinados possui uma habilidade gráfica maior do que aquela registrada ao longo do texto da declaração. Com isso, o deputado eleito deverá comprovar também que não falsificou documento.

Caso se comprove que Tiririca não sabe ler nem escrever, ele poderá ser condenado a cinco anos de reclusão e pagamento de multa por omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais.

 

ENTENDA A NOTÍCIA

Personagem das últimas eleições, Tiririca nasceu em Itapipoca e ganhou fama nacional em programas de televisão. Com campanha que fazia piada do próprio processo eleitoral, tornou-se o deputado mais votado do País, com 1,35 milhão de votos por São Paulo.

(O Povo Online)

Tucanos divididos entre ser ou não ser oposição

A promessa de ser oposição ao Governo Cid Gomes (PSDB), que partiu da cúpula do PSDB pouco tempo depois do resultado das eleições no primeiro turno, parece ter criado um racha, ainda velado, na bancada tucana reeleita, formada por oito deputados. Uns querem fazer oposição, enquanto outros estão mais dispostos a deixar como está.

“A gente passa três anos e meio dizendo que o Cid é bom e agora não deve mais acreditar no que ele diz?”, reclamou um deputado, que não quis ser identificado. Assim como outro, que garantiu, que houver brecha na lei, o PSDB deve ficar com, no máximo, três deputados.

A lei eleitoral atual prevê que o mandato pertence ao partido. Caso o parlamentar deixe a legenda, perde o mandato, o que inibe as saídas.

Alguns tucanos mais próximos do Governo, inclusive prefeitos, se dizem “perseguidos”, após o embate presidencial entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), sob a acusação de que teriam pedido voto para a petista.

“Perseguição” é uma das justificativas previstas na lei para que políticos deixem a legenda sem perder o mandato. O presidente do PSDB, Marco Penaforte, chegou a dizer que quem não apoiasse Serra seria expulso do partido.

Durante a campanha, o líder tucano na Assembleia, João Jaime, antecipou que a bancada faria oposição. Mas, com o passar do tempo, as críticas do deputado Fernando Hugo (PSDB) voltaram a ser direcionadas à prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), como durante maior parte da primeira gestão de Cid, quando o PSDB era oficialmente governo.

O tucano está na cota dos mais propensos a ser oposição. “Nós só éramos aliados na hora de votar com o Governo. Mas para decisões administrativas, nós nunca fomos consultados” , afirmou Hugo. O deputado Gony Arruda (PSDB) disse que a bancada nem discutiu isso. “Temos que nos reunir”.

Mal estar

Citado entre os mais próximos do Governo, Osmar Baquit (PSDB), garantiu que não há ninguém que diga que ele votou em Dilma. “Tanto que, em Quixadá, a votação do Serra até aumentou”, disse, em relação ao seu reduto político. Os deputados Teo Menezes (PSDB) e Professor Teodoro (PSDB) também são considerados cidistas entre tucanos. 

ENTENDA A NOTÍCIA
Após romper com o governo Cid Gomes, O PSDB, liderado pelo senador Tasso Jereissati, lança Marcos Cals ao Governo, sob promessa de fazer oposição. Passada a eleição, a decisão não é unânime 

Giselle Dutra – O Povo

Eleições 2010 revelam novas caras na política do Ceará

Com destaque nestas eleições, novas caras se mostraram na política cearense. Em sua maioria jovens, elas ganharam visibilidade no último pleito e podem despontar como lideranças no Ceará.

É o caso do empresário Pedro Fiúza (PSDB), que disputou as eleições como candidato a vice-governador na chapa de Marcos Cals (PSDB). Apontado pelo senador derrotado à reeleição Tasso Jereissati (PSDB) como “o sangue novo que a política do Estado precisa”, Fiúza é cotado pelo partido como o provável presidente do PSDB de Fortaleza. No entanto, o empresário, que é ex-presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), não se autodenomina uma nova liderança. “Na política, ninguém se intitula um líder”, contrapõe Fiúza.

Ainda no rol dos empresários, a deputada estadual eleita Fernanda Pessoa (PR) também surge como novo rosto na política cearense. Filha do prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), a empresária diz que o mandato é a “única coisa” nova na política para ela. “Eu cresci no meio político. Desde cedo eu já andava com meu pai nas eleições e conheço a vida pública”, argumenta.

O jovem deputado estadual eleito Júlio César Júnior (PTN), por sua vez, que também possui laços familiares com figuras conhecidas na política do Ceará – ele é filho do deputado estadual e ex-prefeito de Maracanaú, Júlio César (PSDB) -, afirma que, além de dar continuidade a projetos sugeridos pelo pai, ele pretende assumir “novas bandeiras”. E defende: “Não quero que minha imagem fique vinculada somente ao meu pai. Quero construir meu próprio caminho”. 

Câmara Federal

Com maior votação no Estado para deputado federal, o estudante de Direito de 22 anos, Domingos Neto (PSB), filho do presidente da Assembleia Legislativa e vice-governador eleito, Domingos Filho (PMDB), e da ex-prefeita de Tauá e atual secretária de Turismo de Fortaleza, Patrícia Aguiar, é novato na “arte” de legislar. Para ele, que vai ser o mais jovem parlamentar da bancada cearense na Câmara Federal no próximo ano, o desejo de ingressar na política manifestou-se “muito precocemente”, no próprio âmbito familiar.   

Qual sua avaliação sobre as novas caras do cenário político estadual? Comente em www.opovo.com.br 

ENTENDA A NOTÍCIA
Eleitos deputados pela primeira vez nestas eleições, Fernanda Pessoa, Júlio César Júnior e Domingos Neto caracterizam, ao mesmo tempo, a “nova” cara e a presença de jovens na política do Ceará. Pedro Fiúza não foi eleito, mas também despontou no cenário estadual. 

DOMINGOS NETO
Natural de Tauá (Sertão dos Inhamuns), tem 22 anos e é estudante de Direito. Pertence ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e foi o deputado federal cearense mais votado nestas eleições, com 246.591 votos. É filho do presidente da Assembleia Legislativa e vice-governador eleito, Domingos Filho, e da ex-prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar. 

PEDRO FIÚZA
Tem 31 anos, é filiado ao PSDB e foi candidato a vice-governador nas últimas eleições na chapa do tucano Marcos Cals. Filho do empresário Lauro Fiúza, é ex-coordenador-geral da Associação dos Jovens Empresários (AJE) do Ceará e ex-presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje). 

FERNANDA PESSOA
Filiada ao PR, mesmo partido do seu pai, o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, tem 44 anos. É administradora das empresas da família e dos negócios do pai. Em campanha, suas propostas foram voltadas para o combate às drogas, educação em tempo integral para alunos do Ensino Fundamental e saúde. 

(Ranne Almeida –  O Povo Online)

A relação entre o movimento sindical e o governo Dilma

Por Augusto César Petta*,
No Portal Vermelho

Desde quando iniciei minha militância no movimento estudantil, nos anos 60, preocupo-me com as profundas desigualdades sociais existentes no país. Não dá para aceitar, quaisquer que sejam as justificativas, que enquanto milhões de pessoas passam fome, uma minoria de privilegiados acumule fortunas incalculáveis.

Sonhávamos, no movimento estudantil, e continuo sonhando até hoje, que um dia o mundo será diferente e que alcançaremos a sociedade socialista, em que todos possam viver condignamente, desenvolvendo-se física, emocional, intelectual e socialmente.

Acredito que a luta estudantil, sindical e a de todos os outros movimentos sociais não devem perder a perspectiva de construção de uma sociedade justa e democrática. Só têm sentido movimentos sociais que persigam cotidianamente a conquista da igualdade entre todos os seres humanos.

Por isso, fiquei emocionado quando, em seu primeiro discurso, logo após ter conhecimento de ter sido eleita, a presidenta Dilma disse que seu principal compromisso é com a erradicação da miséria no país. E afirmou em seguida: “Ressalto, entretanto, que essa ambiciosa meta não será realizada apenas pela vontade do Governo. Essa meta é um chamado à Nação. É preciso o apoio de todos para superar esse abismo que nos separa de ser uma nação desenvolvida”.

Penso que todos os movimentos sociais devem participar ativamente das iniciativas do Governo que visem efetivamente alcançar a erradicação da miséria. Evidentemente, isso não significa que os movimentos sociais não devam pressionar o Governo, em torno de suas reivindicações fundamentais. Até porque o atendimento dessas reivindicações contribuirá para haver maior igualdade e, portanto, para a erradicação da miséria.

Passado o período eleitoral, em que as forças progressistas estiveram participando efetivamente – inclusive com os movimentos sociais exigindo dos candidatos, compromissos de atendimento das reivindicações – trata-se agora de exigir da presidenta, dos governadores, senadores e deputados eleitos que cumpram os compromissos que assumiram perante o povo.

Em 1º de junho de 2010, realizou-se, no Estádio do Pacaembu, a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, com a presença de mais de 20 mil trabalhadores e trabalhadoras, coordenados pelas centrais sindicais.

Ali foi definida a Plataforma de Lutas do movimento sindical brasileiro, que tem como bandeira principal e abrangente a luta por um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho, projeto este que, se implantado, erradicará a miséria no país.

Dessa forma, há uma confluência de interesses da presidenta com os do movimento sindical. Claro que, se essa confluência ocorrer terá, na oposição, as forças retrógradas e reacionárias, que tudo farão para que as grandes fortunas mantenham seus enormes privilégios.

Assim, imagino que o movimento sindical deve estabelecer com a presidenta eleita uma relação, em que, por um lado, sem nunca perder a autonomia, participe de iniciativas do Governo que visem efetivamente a melhoria da qualidade de vida do povo e , por outro, pressione no sentido de que o novo Governo atenda as reivindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores do Brasil.

Já tendo a experiência acumulada do que ocorreu em 2003, no início do primeiro Governo Lula – quando determinadas forças importantes do movimento sindical ficaram estáticas, na expectativa de que o Governo resolvesse os problemas dos trabalhadores e trabalhadoras, sem ser pressionado – deve-se pressionar o Governo para que atenda as reivindicações e que promova avanços mais significativos, comparando-se com os que ocorreram no Governo Lula.

Não podemos nunca nos esquecer que as outras forças sociais, principalmente aquelas que representam os interesses das classes dominantes, estarão pressionando o Governo e o Congresso Nacional.

E se só eles pressionarem, provavelmente, só eles conseguirão atingir os seus objetivos. Trata-se de uma batalha constante entre forças antagônicas que, em última instância, refletem a contradição básica da sociedade capitalista, a disputa entre capital e trabalho.

(*) Professor, sociólogo, coordenador técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES), membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB, ex-presidente do Sinpro-Campinas e região, ex-presidente da Contee

A eleição em que a grande imprensa perdeu

Por Luciano Martins Costa,
No Observatório da Imprensa

Os principais jornais do país anunciam a vitória da candidata petista Dilma Rousseff como a última obra do presidente Lula da Silva. O Estado de S.Paulo é o mais explícito: “A vitória de Lula”, diz a manchete.

O Globo se arrisca em adivinhações: “Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014″, diz o jornal carioca. A intenção é claramente minimizar o cacife político da presidente eleita. Já a Folha de S.Paulo destaca o fato de o Brasil ter escolhido a primeira mulher e “primeira ex-guerrilheira” para a Presidência da República.

Lendo as edições do domingo e de segunda-feira (1º), alguém que estivesse desembarcando no Brasil depois de três meses de viagem nem chegaria a desconfiar que a imprensa havia sido, até a véspera, protagonista das mais ativas na campanha eleitoral.

Desejo manifesto
Os jornais inauguram a semana pós-eleitoral com cara de jornais, não dos panfletos em que se transformaram nos últimos meses. Cada um conforme seus recursos, os diários tentam interpretar a vontade das urnas e adivinhar o que virá a ser o futuro governo. No entanto, alguns pontos em comum podem ser ressaltados.

A chamada grande imprensa procura afirmar que a oposição, apesar de derrotada na eleição principal, cresceu em número de eleitores, mesmo perdendo na maioria dos estados. A maioria feita pela candidata governista no Congresso Nacional seria equilibrada pela eleição de governadores oposicionistas nos estados mais populosos, segundo interpretam os jornais.

Como sempre, o viés ideológico direciona as escolhas da imprensa, que perdeu a disposição para arriscar opiniões fora da sua própria caixinha de convicções. Basta lembrar como foi a manada de adesões ao governo central nas duas eleições do presidente Lula da Silva para colocar em dúvida as afirmações dos jornais sobre a suposta solidez do bloco oposicionista.

Com o histórico do adesismo que marca a República desde a redemocratização, parece arriscado demais apostar em configurações de forças políticas com base no resultado quente das urnas. No caso, essas análises representam muito mais a manifestação dos desejos da imprensa, de não parecer assim tão derrotada pela realidade da votação, do que a expressão de uma visão realista do resultado eleitoral.

Dissimulando a derrota
Os jornais citam o desgaste que foi produzido nas bases da oposição por conta de divergências entre o candidato derrotado José Serra e o senador eleito de Minas Gerais Aécio Neves, considerado por analistas do próprio PSDB como o grande trunfo desperdiçado pela campanha oposicionista.

Sobram indícios de que os dois personagens criaram um fosso intransponível entre si, e que daqui para frente a consolidação da carreira de Aécio Neves implica a diminuição do papel a ser exercido por Serra.

Some-se a isso o fato de que Serra também tem divergências com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, para se construir uma análise muito menos animadora sobre o seu futuro como líder da oposição. Além disso, ainda resta dentro do armário o esqueleto do suposto dossiê que teria sido montado no período da escolha do candidato do PSDB, e que teve como objetos de bisbilhotices pessoas ligadas a José Serra.

Serra perdeu em Minas Gerais e ninguém sabe quanto desses votos foram para a candidata oposicionista como vingança dos mineiros pela maneira como ele passou por cima das ambições políticas de Aécio Neves.

A imprensa também destaca que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anda fazendo planos para se descolar de seus padrinhos políticos e prepara o lançamento de um novo partido, montado com os restos da liderança do peemedebista Orestes Quércia no estado.

Assim, em poucas linhas, pode-se observar que os principais jornais do país, que tiveram praticamente todo o final de semana para preparar suas análises pós-eleitorais, perderam a oportunidade de surpreender o eleitor explorando as amplas possibilidades que se armam nas relações políticas com a vitória de uma candidata que nunca havia disputado uma eleição, cuja biografia tinha tudo para reduzir suas chances de vitória – dado o conhecido conservadorismo da imprensa e de grande parte do eleitorado – e que foi vítima de uma campanha sórdida e preconceituosa.

Não há como dissimular o papel da imprensa tradicional no jogo sujo que termina. Também fica difícil disfarçar o ressentimento da imprensa com o resultado das urnas. Não há análise, por mais que se pretenda distanciada, que esconda o fato de que a imprensa tradicional foi fragorosamente derrotada nestas eleições.

Fonte: DIAP

Veja como fica composição do Senado Federal a partir de 2011

Fonte: DIAP

Dos senadores que faziam oposição ostensiva ao presidente Lula Inácio Lula da Silva e que tentarem a reeleição, apenas os senadores José Agripino (DEM-RN) e Demóstenes Torres (DEM-GO) foram reeleitos; e mesmo assim porque fizeram uma campanha sem agressões a Lula.

Nomes de peso foram derrotados para eleição do Senado. Em Pernambuco, o veterano Marco Maciel (DEM) ficou de fora. No Amazonas, o tucano Artur Virgílio perdeu a vaga para Vanessa Grazziotin (PCdoB). No Ceará, Tasso Jereissati (PSDB) ficou em terceiro.

No Piauí, Mão Santa (PSC) obteve apenas 14,16% dos votos, ficando em terceiro lugar. Heráclito Fortes (DEM) ficou em quarto lugar, com 13,84%. Na Paraíba, Efraim Morais (DEM) ficou em terceiro lugar, com 28,17% dos votos válidos.

Foram eleitos 37 novos senadores (68,52%); 17 foram reeleitos. 27 têm mandato até 2015.

Bancada feminina
As mulheres ocuparão no Senado Federal 13 cadeiras. Dessas, sete são novas; uma foram reeleitas; e cinco permancem no mandato até 2015. Isto representa aumento de quatro cadeiras em relação à bancada atual.

Veja abaixo a tabela por estado, com os nomes dos novos e reeleitos, e ainda uma por partido:

Nova composição do Senado Federal para 2011
ESTADO NOME PARTIDO SITUAÇÃO
ACRE JORGE VIANA PT NOVO – ATÉ 2019
ACRE SERGIO PETECÃO PMN NOVO – ATÉ 2019
ACRE ANIBAL DINIZ PT ATUAL – ATÉ 2015
ALAGOAS FERNANDO COLLOR PTB ATUAL – ATÉ 2015
ALAGOAS BENEDITO DE LIRA PP NOVO – ATÉ 2019
ALAGOAS RENAN CALHEIROS PMDB REELEITO – ATÉ 2019
AMAPÁ RANDOLFE PSol NOVO – ATÉ 2019
AMAPÁ JOSÉ SARNEY PMDB ATUAL – ATÉ 2015
AMAPÁ GILVAM BORGES PMDB REELEITO – ATÉ 2019
AMAZONAS ALFREDO NASCIMENTO PR ATUAL – ATÉ 2015
AMAZONAS EDUARDO BRAGA PMDB NOVO – ATÉ 2019
AMAZONAS VANESSA GRAZIOTIN PCdoB NOVO – ATÉ 2019
BAHIA WALTER PINHEIRO PT NOVO – ATÉ 2019
BAHIA LÍDICE DA MATA PSB NOVO – ATÉ 2019
BAHIA JOÃO DURVAL PDT ATUAL – ATÉ 2015
CEARÁ INÁCIO ARRUDA PCdoB ATUAL – ATÉ 2015
CEARÁ EUNICIO OLIVEIRA PMDB NOVO – ATÉ 2019
CEARÁ JOSÉ PIMENTEL PT NOVO – ATÉ 2019
DISTRITO FEDERAL RODRIGO ROLLEMBERG PSB NOVO – ATÉ 2019
DISTRITO FEDERAL CRISTOVAM BUARQUE PDT REELEITO – ATÉ 2019
DISTRITO FEDERAL GIM ARGELLO PTB ATUAL – ATÉ 2015
ESPIRITO SANTO RICARDO FERRAÇO PMDB NOVO – ATÉ 2019
ESPIRITO SANTO MAGNO MALTA PR REELEITO – ATÉ 2019
ESPIRITO SANTO ANA RITA ESGÁRIO PT ATUAL – ATÉ 2015
GOIÁS DEMÓSTONES TORRES DEM REELEITO – ATÉ 2019
GOIÁS LÚCIA VÂNCIA PSDB REELEITO – ATÉ 2019
GOIÁS CYRO MIRANDA PSDB ATUAL – ATÉ 2015
MARANHÃO EDISON LOBÃO PMDB REELEITO – ATÉ 2019
MARANHÃO EPITÁCIO CAFETEIRA PTB ATUAL – ATÉ 2015
MARANHÃO JOÃO ALBERTO PMDB NOVO – ATÉ 2019
MATO GROSSO BLAIRO MAGGI PR NOVO – ATÉ 2019
MATO GROSSO JAYME CAMPOS DEM ATUAL – ATÉ 2015
MATO GROSSO PEDRO TAQUES PDT NOVO – ATÉ 2019
MATO GROSSO DO SUL DELCÍDIO AMARAL PT REELEITO – ATÉ 2019
MATO GROSSO DO SUL MARISA SERRANO PSDB ATUAL – ATÉ 2015
MATO GROSSO DO SUL WALDEMIR MOKA PMDB NOVO – ATÉ 2019
MINAS GERAIS AÉCIO NEVES PSDB NOVO – ATÉ 2019
MINAS GERAIS ELISEU RESENDE DEM ATUAL – ATÉ 2015
MINAS GERAIS ITAMAR FRANCO PPS NOVO – ATÉ 2019
PARÁ FLEXA RIBEIRO PSDB REELEITO – ATÉ 2019
PARÁ MARINOR BRITO PSol NOVO – ATÉ 2019
PARÁ MÁRIO COUTO PSDB ATUAL – ATÉ 2015
PARAÍBA CÍCERO LUCENA PSDB ATUAL – ATÉ 2015
PARAÍBA VITAL DO RÊGO FILHO PMDB NOVO – ATÉ 2019
PARAÍBA WILSON SANTIAGO PMDB NOVO – ATÉ 2019
PARANÁ ALVARO DIAS PSDB ATUAL – ATÉ 2015
PARANÁ GLEISI HOFFMAN PT NOVO – ATÉ 2019
PARANÁ ROBERTO REQUIÃO PMDB NOVO – ATÉ 2019
PERNAMBUCO JARBAS VASCONCELOS PMDB ATUAL – ATÉ 2015
PERNAMBUCO ARMANDO MONTEIRO PTB NOVO – ATÉ 2019
PERNAMBUCO HUMBERTO COSTA PT NOVO – ATÉ 2019
PIAUÍ WELLIGTON DIAS PT NOVO – ATÉ 2019
PIAUÍ JOÃO VICENTE CLAUDINO PTB ATUAL – ATÉ 2015
PIAUÍ CIRO NOGUEIRA PP NOVO – ATÉ 2019
RIO DE JANEIRO FRANCISCO DORNELLES PP ATUAL – ATÉ 2015
RIO DE JANEIRO LINDBERG PT NOVO – ATÉ 2019
RIO DE JANEIRO MARCELO CRIVELLA PRB REELEITO – ATÉ 2019
RIO GRANDE DO NORTE JOSÉ AGRIPINO MAIA DEM REELEITO – ATÉ 2019
RIO GRANDE DO NORTE GARIBALDI ALVES FILHO PMDB REELEITO – ATÉ 2019
RIO GRANDE DO NORTE GARIBALDI ALVES PMDB ATUAL – ATÉ 2015
RIO GRANDE DO SUL PAULO PAIM PT REELEITO – ATÉ 2019
RIO GRANDE DO SUL PEDRO SIMON PMDB ATUAL – ATÉ 2015
RIO GRANDE DO SUL ANA AMÉLIA LEMOS PP NOVO – ATÉ 2019
RONDÔNIA ACIR GURGACZ PDT ATUAL – ATÉ 2015
RONDÔNIA IVO CASSOL PP NOVO – ATÉ 2019
RONDÔNIA VALDIR RAUPP PMDB REELEITO – ATÉ 2019
RORAIMA ÂNGELA PORTELA PT NOVO – ATÉ 2019
RORAIMA MOZARILDO CAVALCANTI PTB ATUAL – ATÉ 2015
RORAIMA ROMERO JUCÁ PMDB REELEITO – ATÉ 2019
SANTA CATARINA LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA PMDB NOVO – ATÉ 2019
SANTA CATARINA NÍURA DEMARCHI PSDB ATUAL – ATÉ 2015
SANTA CATARINA PAULO BAUER PSDB NOVO – ATÉ 2019
SÃO PAULO ALOYSIO NUNES PSDB NOVO – ATÉ 2019
SÃO PAULO EDUARDO SUPLICY PT ATUAL – ATÉ 2015
SÃO PAULO MARTA SUPLICY PT NOVO – ATÉ 2019
SERGIPE EDUARDO AMORIM PSC NOVO – ATÉ 2019
SERGIPE ANTONIO CARLOS VALADARES PSB REELEITO – ATÉ 2019
SERGIPE MARIA DO CARMO ALVES DEM ATUAL – ATÉ 2015
TOCANTINS MARCELO MIRANDA PMDB NOVO – ATÉ 2019
TOCANTINS KÁTIA ABREU DEM ATUAL – ATÉ 2015
TOCANTINS JOÃO RIBEIRO PR REELEITO – ATÉ 2019

27 bancários foram eleitos nas Eleições 2010; Veja lista

Do Senado às assembléias legislativas, passando pela Câmara dos Deputados e governos estaduais, pelo menos 27 bancários foram eleitos nas eleições de outubro, segundo levantamento realizado pela Contraf-CUT.

Isso demonstra a importância da participação da categoria bancária, não apenas nas lutas sindicais e corporativas, mas também em todos os âmbitos da vida política da sociedade brasileira.

Entre os eleitos, destacam-se dois senadores (José Pimentel, do Ceará, e Wellington Dias, do Piauí) e um vice-governador (Francisco Daltro, do Mato Grosso).

Veja abaixo a lista com os cargos, partidos, banco e Estados dos bancários eleitos:

Nome

Cargo

Banco

Partido

UF

Almir Paraca

Deputado Estadual

BB

PT

MG

Angela Aguida Portella

Deputada Estadual

BB

PSC

RR

Assis Carvalho

Deputado Federal

Caixa

PT

PI

Carlinhos Almeida

Deputado Federal

Caixa

PT

MA

Christino Aureo

Deputado Estadual

BB

PMN

RJ

Davi Zaia

Deputado Estadual

BB

PPS

SP

Dida Pantoja

Senador (1º Suplente)

Caixa

PSOL

PA

Erika Kokay

Deputada Federal

Caixa

PT

DF

Francisco Daltro

Vice-governador

Caixa

PT

MT

Geraldo Magela

Deputado Federal

BB

PT

DF

Gilma Germano

Deputado Estadual

BB

PPS

PB

Jesus Rodrigues Alves

Deputado Federal

Caixa

PT

PI

João Bonfim

Deputado Estadual

BB

PDT

BA

José Carlos

Deputado Estadual

Caixa

PT

MA

José Pimentel

Senador

BB

PT

CE

Jota Cavalcante

Deputado Estadual

BB

PDT

AL

Luís Cláudio Marcolino

Deputado Estadual

Itaú Unibanco

PT

SP

Marco Aurelio de Souza

Deputado Estadual

BB

PT

SP

Nelson Martins

Deputado Estadual

BB

PT

CE

Pompilio Canavez

Deputada Estadual

BB

PT

MG

Rafael Silva

Deputado Estadual

BB

PDT

SP

Regina Sousa

Senador (1º Suplente)

BB

PT

PI

Ricardo Berzoini

Deputado Federal

BB

PT

SP

Sossella

Deputado Estadual

BB

PDT

RS

Tadeu Veneri

Deputado Estadual

BB

PT

PR

Ubirajara Pindaré

Deputado Estadual

Caixa

PT

MA

Wellington Dias

Senador

Caixa

PT

PI

Fonte: Contraf-CUT

Centrais sindicais comemoram e preparam agenda para negociar com Dilma

Reajuste do salário mínimo, fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho, legislação para terceirização e política econômica são alguns dos temas na pauta do movimento sindical ao governo eleito.

As centrais, que em sua maioria apoiaram a candidatura de Dilma Rousseff (PT), veem na presidente eleita as condições para manter o diálogo com o governo, mesmo sabendo de possíveis dificuldades.

“Como todo governo, este também não é de um único partido”, lembra o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Lopez Feijóo. “Sabemos que em uma aliança nem todas as nossas propostas são consenso. Temos de disputá-las. Mas, com este governo, não seremos recebidos por tropa de choque, mas para uma efetiva negociação”, comparou.

Para Feijóo, a eleição de Dilma representa a manutenção de um projeto que permitiu “a mais fantástica inclusão social da história deste país”, além do respeito aos movimentos sociais. “E se mantém a lógica de que o Brasil precisa crescer a partir do crescimento do seu povo”, observou.

Ele cita como temas a serem discutidos a redução da jornada de trabalho, a convenção de 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT, contra dispensa imotivada) e, especificamente para a CUT, um debate sobre a modernização da organização sindical brasileira. Além disso, o pré-sal será uma oportunidade “para desenvolver uma enorme e poderosa cadeia produtiva na área de energia”.

O presidente da Força Sindical, o deputado federal reeleito Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), disse que o primeiro passo deve ser discutir o reajuste do salário mínimo e o aumento dos aposentados. Segundo ele, as primeiras conversas com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não foram conclusivas. Além disso, ele destacou questões como o fim do fator previdenciário e a regulamentação da terceirização.

Em relação ao salário mínimo, a ideia, diz Paulinho, é usar como base o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e não o de 2009, que foi zero. Isso representaria um reajuste de aproximadamente 13% (inflação de 5% e PIB entre 7% e 7,5%), o que levaria o mínimo a um valor próximo de R$ 580. Aposentadorias acima de um mínimo teriam 80% desse valor.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, lembrou o encontro de cinco centrais em 1º de junho no estádio do Pacaembu, em São Paulo, quando foi aprovada uma plataforma do movimento sindical para ser discutida com o governo.

“Da mesma forma que apoiamos (Dilma), nós vamos começar a cobrar”, afirmou, defendendo também a redução da taxa básica de juros da economia. Ele interpretação a vitória da candidata como um voto de aprovação ao governo Lula.

Fonte: Victor Nuzzi, da Rede Brasil Atual

Dilma ganhou em 183 dos 184 municípios do Ceará, só perdeu em Viçosa

A presidenta eleita Dilma Roussef venceu em 183 municípios do Ceará. Só foi derrotada em uma única cidade: Viçosa do Ceará.  Serra teve 51.36% contra 48,64% de Dilma. Com esses números mais uma vez o PSDB derrota o PT numa eleição presidencial. Isso já havia acontecido em 2006 quando o presidente Lula perdeu para Geraldo Alckmin.

Dentre suas 183 vitórias, o melhor desempenho de Dilma aconteceu em uma cidade do Cariri. Foi em Porteiras que a candidata do PT obteve 93.01% contra apenas 6,98% de Serra. O segundo melhor resultado de Dilma também ocorreu no Cariri. Foi no município de Jati que Dilma teve 91,8% dos votos contra 8,19% do tucano Serra. O terceiro melhor desempenho de Dilma aconteceu em Pedra Branca onde ela obteve 91,45% contra 8,55%. Potiretama deu a quarta maior votação a Dilma no Ceará e Alto Santo ficou com o quinto lugar no ranking dos municípios que mais votaram na nova presidenta.

Uma análise sobre onde Serra teve os melhores resultados aponta que foram em três municípios do Cariri e em Quxadá, onde o tucano teve um desempenho acima de 30%. Foram nas cidades de Quixadá(60,58% contra 39,41%), Juazeiro do Norte(67,11% contra 32,88%), Barbalha(65.05% contra 34,94%) e Granjeiro(69,72% contra 30,27%).

Coincidentemente esse melhor desempenho de Serra aconteceu em três municípios governados pelo PT: Quixadá, Juazeiro do Norte e Barbalha. Serra também teve uma votação acima da média do que ele conquistou no Ceará como também teve boa votação em outros dois municípios administrados no Cariri pelo PT: Mauriti, onde Dilma venceu com 73,11% contra 26,89% e em Umari onde o resultado foi 75,6% contra 24,39%.

(Portal Ceará Agora)

Dilma ganhou em 70% dos municípios brasileiros

Dilma Rousseff (PT) venceu em 3.878 municípios brasileiros no segundo turno. José Serra (PSDB) venceu em 1.686. Em porcentagem: 70% a 30% para a petista. Como ela teve 56% dos votos válidos, a desproporção se explica pela maciça vitória de Dilma nas pequenas cidades (de todo o país, menos de São Paulo), e pelo equilíbrio dos dois nas cidades grandes e médias.

(Blog do José Roberto Toledo)

Especulação de ministério para Luizianne aumenta tensão na eleição da Câmara Municipal

A presença em destaque da prefeita Luizianne Lins, durante o primeiro pronunciamento de Dilma Rousseff, como presidente eleita, na noite deste domingo, 31, gerou especulações em Brasília de um convite para Luizianne Lins assumir uma das pastas no primeiro escalão do novo Governo Federal. Segundo essas especulações, a prefeita de Fortaleza poderia ficar à frente do Ministério da Integração Nacional (antigo Ministério da Integração Social) ou das Comunicações, ambos ocupados anteriormente por representantes do Ceará: Ciro Gomes e Eunício Oliveira, respectivamente.

O provável convite justificaria tamanha apreensão na eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza, dia 15 de dezembro próximo, diante da possibilidade do presidente do Legislativo Municipal vir a administrar Fortaleza, pelo biênio 2011-2012, já que o atual vice-prefeito, Tin Gomes, deverá ocupar cadeira na Assembleia Legislativa, após eleito deputado estadual, em 3 de outubro último.

Luizianne Lins chamou a atenção do País, após ser destacada à direita de Dilma Rousseff, durante todo o pronunciamento da presidente eleita. Durante os quase 25 minutos de pronunciamento, a prefeita de Fortaleza apareceu mais nas imagens que o vice-presidente Michel Temer e o fiel escudeiro da presidente eleita Antonio Palocci.

(Blog do Eliomar de Lima)

E agora, José Serra?

O clima era de velório, como não poderia ser diferente. Santinhos, adesivos e cartazes jogados no chão na ampla sala do antigo Edifício Joelma, no centro de São Paulo, compunham cenário encontrado por militantes tucanos que aguardavam o pronunciamento do candidato derrotado à Presidência José Serra (PSDB).

Estava sendo enterrado projeto de reconquista do poder após oito anos de governo do PT, sob comando de Luiz Inácio Lula da Silva. Por volta das 20h de ontem Serra soube da vitória da adversária Dilma Rousseff (PT), com pouco mais de 90% das urnas apuradas.

Ainda à tarde já faltavam palavras para definir os méritos da chapa durante os quatro meses de campanha eleitoral. O candidato a vice Indio da Costa (DEM) já não sabia explicar quais foram os pontos positivos do programa. Era o prenúncio do nocaute que viria poucas horas mais tarde.

Pela segunda vez, Serra, orgulhoso de sua biografia política como deputado, senador, ministro, prefeito e governador, não conseguiu convencer a maioria do povo brasileiro a lhe conceder a outorga de presidente da República.

A ambição tucana era administrar um País diferente do encontrado em 1995, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) assumiu o Palácio do Planalto. Diferente daquele que Lula recebeu em 2003.

Um Brasil de legados. Economia estável, melhor estruturado socialmente, mas com enormes desafios pela frente, como redução de juros, acesso facilitado ao crédito, Educação, Saúde e Segurança de qualidade.

O economista não conseguiu. A economista venceu a batalha eleitoral. Para o tucanato, a vitória seria recompensa pelo trabalho executado nas duas gestões de FHC (1995 a 2002). Mas a Nação verde-amarela optou pela continuidade do governo do primeiro operário a sentar na cadeira mais importante do Brasil.

Em discurso de 20 minutos, Serra tentou explicar a derrota. Não conseguiu. Ao lado da mulher Monica e de muitos aliados (Fernando Henrique não compareceu), agradeceu os 43,6 milhões de votos recebidos. “No dia de hoje (ontem), os eleitores falaram e nós recebemos com respeito e humildade a voz do povo nas ruas. Quero cumprimentar a candidata eleita Dilma Rousseff e desejar que faça bem para nosso País.”

O tucano afirmou que “a maior vitória” não foi mérito dele, mas sim das pessoas e militantes ligados a ele. “Pode parecer estranho para um candidato (derrotado), mas não vim falar da frustração. Vim falar da esperança, das pessoas que cavaram trincheiras, construíram a fortaleza, em um grande campo político da liberdade e da democracia no Brasil”.

Serra disse ainda que o grupo está apenas “começando uma luta de verdade”. “Vamos dar nossa contribuição ao País, em defesa da Pátria, da liberdade, da democracia do direito de todos falar, da justiça social, com partidos, com indivíduos, com parlamentares, com governadores.”

O senador Álvaro Dias (PSDB), um dos coordenadores da campanha, disse que é preciso “respeitar a decisão do povo”. “Temos de aprender lições”, reconheceu. “A vitória sepulta equívocos e a derrota faz desaparecer os méritos”, completou.

Agora, resta a Serra juntar os cacos e pensar em seu futuro político. Novas lideranças do PSDB emergem. Talvez faltará espaço para ele. Mas a política é dinâmica. E o tempo irá dizer o que será do agora ex-presidenciável.

“Minha despedida nesse momento não é com um adeus, mas um até logo. A luta continua, viva o Brasil!”, finalizou.

O dia em que quase tudo aconteceu

Ao contrário do que ocorreu no primeiro turno, o dia de votação de José Serra foi movimentado ontem. Aconteceu quase tudo na data em que o tucano poderia ter sido eleito presidente. A calçada de sua casa, no Alto de Pinheiros, bairro de classe privilegiada da Capital paulista, virou parte de campo de futebol e passarela de desfile de fantasias. A agenda do ex-governador também teve protesto, aplausos e solidariedade de aliados.

Eram 10h quando um garoto de 10 anos apareceu com uma bola em frente à residência de Serra, na Rua Antônio de Gouveia Giudice. No País do futebol, bastou a rua estar fechada para que profissionais da imprensa e o dono da pelota fizessem do espaço uma área de lazer.

“Queria ver o Serra. Ele fala coisas maneiras na televisão”, disse o menino, vizinho do político que só o viu passar de carro “algumas vezes na rua”.

Não menos interessante foram as presenças de outras duas crianças na porta da casa do tucano. Um passou rapidamente vestido de personagem do desenho Os Incríveis, da Walt Disney. O outro, Gustavo Porro, 6 anos, mais animado e incentivado pela mãe, fez sua festa particular fantasiado de Drácula, em alusão ao Dia das Bruxas (Halloween), comemorado ontem.

Após as inusitadas atividades que despertaram a curiosidade das dezenas de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que aguardavam o presidenciável, Serra saiu para votar no Colégio Santa Cruz, a alguns quarteirões de seu imóvel.

Acompanhado de familiares e aliados, foi aplaudido pelos eleitores que gritavam seu nome, a exemplo do que ocorreu na primeira etapa da corrida presidencial, dia 3. Em discurso na praça ao lado da escola, se mostrou esperançoso na vitória.

Mas deu um sinal de que sabia da dificuldade que era virar o jogo, já que as pesquisas eleitorais davam vantagem de 12 pontos percentuais para a adversária petista, Dilma Rousseff. A pronúncia da palavra “talvez”, ao falar que uma das belezas da democracia é a alternância de poder foi fatídica para a interpretação de que estava consciente do objetivo quase inalcançável àquela altura.

Seu pronunciamento foi menos encorpado do que no primeiro turno. Desta vez, falou menos, discorreu sobre o futuro do País, disse acreditar nas crianças, lembrou das propostas que fizera e finalizou sem convicção. “Agora é o povo que vai se manifestar em todo o Brasil. Essa é uma das belezas da democracia. E a alternância de poder, que talvez possa ocorrer ainda hoje (ontem), é outra beleza da democracia”, frisou, para em seguida ser ovacionado pelos eleitores.

Vice na chapa tucana, Indio da Costa (DEM) votou no Rio de Janeiro e veio a São Paulo acompanhar o sufrágio de Serra. Não poupou críticas à conduta do PT na campanha eleitoral. “Até poço de petróleo inventaram, disseram que acharam na Bahia. E tiveram de desmentir”, salientou o democrata, ao ressaltar que os petistas são capazes de “coisas inacreditáveis”.

Pouco antes de deixarem o colégio para acompanhar o final da votação e a apuração, os tucanos passaram por um manifestante, mas não o viram. O cartaz com os dizeres “Serra vereador 2012″, empunhado pelo estudante de Ciências Sociais Henrique da Cunha, despertou o interesse da imprensa e de simpatizantes da candidatura tucana. A Polícia Militar acompanhou de perto o protesto, que por pouco não virou confusão generalizada.

No dia em que quase tudo aconteceu com Serra, faltou o principal: ser eleito presidente do Brasil.

(Diário do Grande ABC)

Dilma ganhou no Norte, Nordeste e Sudeste; Serra no Sul e Centro-Oeste

Sem Marina Silva (PV) na disputa, a vitória de Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB) no segundo turno foi calcada numa maioria acachapante no Nordeste e em sólida votação obtida em Minas Gerais, segundo colégio eleitoral do país.

A petista derrotou o tucano em todos os Estados do Nordeste e teve 10,7 milhões de votos a mais do que seu adversário na região (com 99,9% das urnas apuradas). A vantagem de Dilma no país foi de 12 milhões de votos.

No Nordeste, a petista conquistou 70% dos votos, ante 30% de Serra.

Nos três maiores colégios nordestinos –Bahia (70,8%), Pernambuco (75,6%) e Ceará (77,3%)– ela obteve vitória com mais de 70% dos votos válidos.

Mesmo nas duas “ilhas” da oposição na região, Alagoas e Rio Grande do Norte, Dilma conseguiu bater Serra.

A esperança dos tucanos para virar o jogo era um avanço significativo em Minas Gerais, reduto do correligionário Aécio Neves.

Dilma, entretanto, conseguiu equilibrar o cenário, saltando de 46,9% dos votos válidos no 1º turno para 58,5%. Serra passou de 30,8% para 41,5%. O mesmo ocorreu no Rio, onde ela levou vantagem de 1,7 milhão de votos.

Esse desempenho minimizou o impacto de viradas de Serra em alguns Estados (RS, GO e ES) onde perdera no primeiro turno.

Em São Paulo, o terreno com a maior densidade eleitoral do Brasil, o tucano também não conseguiu ampliar de forma expressiva sua vantagem: subiu de 40,3% para 54%. A petista cresceu de 38,1% para 46%.

No total, a petista superou o rival no Sudeste por 1,6 milhão de votos.

A disputa foi apertada nas demais regiões, embora a maior vitória proporcional de Dilma tenha ocorrido no Norte do país, com 80% dos votos válidos no Amazonas.

No placar geral região da Norte, a petista teve 1 milhão de votos a mais que o tucano.

No Sul, Serra venceu com 1,2 milhão de eleitores de vantagem. Ele também levou a melhor no Centro-Oeste, com 130 mil votos a mais que a oponente eleita.

(Folha Online)

Serra não vence Dilma em nenhuma cidade de AM, AP, MA e PE

O mapa do voto neste segundo turno revela que o candidato José Serra (PSDB) não conseguiu vencer a petista Dilma Rousseff (PT), eleita presidente, em nenhuma cidade de quatro estados do país (Amazonas, Maranhão, Amapá e Pernambuco).

No Amazonas, Dilma venceu em quase todos os municípios com mais de 65%. Ela teve 80,57% dos votos válidos no total.

Além disso, Serra só saiu vitorioso em uma cidade do Ceará (Viçosa do Ceará), por menos de mil votos, e em duas do Piauí (Uuruçuí e Tamboril do Piauí). Na última, a diferença foi de apenas 18 votos.

Dilma ganhou em todos os estados do Nordeste.

Estados tucanos
Dilma conseguiu levar vantagem em boa parte do país. Em dois estados, no entanto, só se saiu vitoriosa em uma cidade.

Em Roraima, ela só foi melhor em Uiramutã, com menos de 500 votos de vantagem. No Acre, a petista só ficou na frente de Serra em Feijó.

(Portal G1)

José Serra vence disputa em Viçosa do Ceará

Quem, na noite de ontem, circulou pelas ruas do Centro de Viçosa do Ceará, a 348 km de Fortaleza, sem atentar para o resultado nacional das eleições pela TV, podia não identificar quem havia vencido as eleições presidenciais. De um lado, uma carreata petista comemorava a vitória nacional de Dilma Rousseff (PT). Do outro, manifestantes tucanos vibravam com o triunfo de José Serra (PSDB) em Viçosa, único município cearense que, desde 1998, dá vantagem aos presidenciáveis tucanos. Serra obteve 15.381 votos viçosenses, enquanto Dilma terminou com 14.565, uma diferença de 816 votos entre os dois.

Na frente do comitê, dezenas de militantes tucanos aguardavam a saída do ex-prefeito Evaldo Soares (PSDB, 1997-2004). Ele é indicado pela população local como personagem que, na prática, governa o município desde sua primeira legislatura até hoje. “Eu já falei, vou repetir, é o Evaldo quem manda aqui”, gritavam ao redor do tucano, encoberto por uma bandeira de Serra. A carreata petista chegou a passar pela frente do comitê tucano, estimulando insultos de ambas as partes. “Dilma serrou”, gritavam os petistas. “É desespero!”, ecoava um paredão do grupo tucano.

De 1998, até o primeiro turno destas eleições, a diferença numérica entre PSDB e PT vinha sendo reduzida, o que estimulou o PT estadual a injetar mais material de campanha no município neste segundo turno. Mas o esforço foi insuficiente para derrotar o poder local dos tucanos. A distância entre Serra e Dilma passou de 519 para 816 votos do primeiro para o segundo turno. Pode parecer pouco, mas simbolicamente representou muito para o grupo tucano que predomina em Viçosa. “A gente só deixa de ganhar aqui no dia que o Evaldo sair daqui”, bradou um aliado tucano aos adversários petistas que acompanhavam, na noite de ontem, a apuração na 35ª Zona Eleitoral, no Centro da cidade.

Denúncias

Neste segundo turno, o eleitorado de Viçosa assistiu a um festival de denúncias e acusações que partiram de ambos os lados. Logo após o primeiro turno, em 3 de outubro, articuladores do PSDB fizeram circular pela cidade um vídeo que enaltecia Serra e repudiava Dilma. Uma sequência de quatro produções mostrava que a petista seria a favor do aborto. Em um deles, Dilma afirmava, em entrevista, que, apesar de ser contrária ao aborto, defende que a prática “seja tratada como questão de saúde pública”.

Já na contramão dos vídeos anti-Dilma, dois panfletos apócrifos distribuídos na cidade acusavam a gestão tucana de corrupção. Na mira das denúncias estiveram o ex-prefeito Evaldo Soares e seu afilhado político, o atual prefeito Pedro Brito (PSDB). Evaldo é descrito como “asilado por dinheiro” que “vende a alma”. Segundo o material, funcionários da Prefeitura estão sendo “perseguidos por suas posições”, contrárias à dos tucanos.

Manutenção do poder

A manutenção do favoritismo de Serra em Viçosa representa, na cidade, a manutenção da expressão do homem de maior capital político do município, o ex-prefeito Evaldo Soares. O tucano se manteve no Executivo municipal de 1997 até 2004, quando indicou o marido de sua cunhada, José Firmino (PSDB) para substituí-lo. Firmino foi eleito e renunciou ao cargo em abril de 2008 para que sua cunhada, Silvana Fontenele (PSDB, esposa de Evaldo), pudesse concorrer à Prefeitura, uma vez que são da mesma família.

Mas há 16 dias do pleito, Silvana, que hoje é presidente do diretório municipal do PSDB, teve de ser substituída por ter a candidatura impugnada pela TRE, que configurou sua postulação como perpetuação de uma mesma família no poder. Pedro Brito, atual prefeito da cidade, foi indicado por Evaldo para substituir Silvana nas urnas. E deu certo. O candidato do PT, Dr. Auricélio, foi derrotado.

(O Povo Online)

Abílio Domingos Lourido: Eleitor morre ao lado de urna em Salvador

Se o primeiro turno registrou ao menos um caso de morte em São Paulo e outro no interior de Alagoas, o segundo não passou sem “esta fatalidade”, nas palavras da porta-voz do TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia), Cezaltina Lellis.

O aposentado Abílio Domingos Lourido Viana, 71, sofreu um infarto fulminante e morreu dentro de uma sala de votação em Salvador (BA) neste domingo de eleições. Ele já estava ao lado da urna eletrônica, na 40ª seção da 2ª zona eleitoral, instalada no Colégio Euricles de Matos, no bairro do Rio Vermelho, quando não resistiu por volta das 14h40.

O idoso teria informado aos mesários que não se sentia bem, inclusive pedindo para se sentar, e desfaleceu em seguida. Os primeiros socorros foram prestados por um médico e uma enfermeira que foram votar no mesmo colégio, na capital baiana.

“A gente teve que retirar a urna, colocar em outra sala, isolar a área e esperar a Polícia Técnica, porque não podia mexer no corpo. Todo mundo no cartório ficou abalado, foi uma situação extremamente chata”, acrescentou Cezaltina.

Abílio possuía um histórico de saúde delicado, sendo portador de cardiopatia e diabetes, de acordo com informações da família aos representantes do TRE-BA.

(Folha Online)

Leia íntegra do primeiro pronunciamento da presidente eleita Dilma Rousseff

PRONUNCIAMENTO DE 31 DE OUTUBRO DE 2010

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui.

Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida.

Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.

Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.

Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.

Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.

Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.

Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões.

O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família.

É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte.

A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.

Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.

Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público.

Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.

Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.

Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas.

Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde.
Me comprometi também com a melhoria da segurança pública.

Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos.

Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade.

É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa.

Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho.

Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós.

Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta.

Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado.

Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo.

Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união.

União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada,

(Folha Online)

Ahmadinejad parabeniza Dilma e manifesta vontade de manter boas relações com Brasil

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, manifestou nesta segunda-feira a vontade de manter boas relações entre Irã e Brasil sob a presidência de Dilma Rousseff, em uma mensagem de felicitações à presidente eleita no domingo.

“As relações entre Irã e Brasil se desenvolveram nos últimos anos e estou convencido de que sob vossa presidência estas relações continuarão se aprofundando”, afirma Ahmedinejad na mensagem divulgada pela agência oficial Irna.

A cooperação entre a República Islâmica do Irã e o Brasil foi muito boa sob a presidência de [Luiz Inácio] Lula [da Silva] e trouxe benefícios apreciáveis a nível bilateral, regional e internacional”, destaca Ahmadinejad.

Apoiada por Lula, Dilma Rousseff, 62 anos, se tornou no domingo a primeira presidente eleita do Brasil.

As relações entre Irã e Brasil foram valorizadas durante o governo Lula.

O Brasil se envolveu com a Turquia na questão nuclear iraniana e apresentou uma proposta de acordo entre o Irã e as grandes potências para tirar a situação da crise.

As grandes potências ignoraram a proposta sobre uma troca de combustível nuclear.

Turquia e Brasil votaram em junho contra uma resolução do Conselho de Segurança da ONU apresentada pela grandes potências e que impõe novas sanções econômicas ao Irã por seu controverso programa nuclear.

(Folha Online)

Agnelo Queiroz torna-se quinto governador eleito pelo PT

O ex-ministro dos Esportes no governo Lula, Agnelo Queiroz, tornou-se o quinto governador eleito pelo PT no país neste domingo, reunindo-se a Tião Viana (Acre), Jaques Wagner (Bahia), Tarso Genro (Rio Grande do Sul) e Marcelo Déda (Sergipe). A legenda tem chance de emplacar um sexto, caso Ana Júlia Carepa derrote Simão Jatene (PSDB) no Pará.

Somando a população dos cinco Estados, serão quase 30 milhões de pessoas governadas pela legenda a partir de 2011. O resultado repete o desempenho do partido em 2006, quando conseguiu emplacar nos Estados do Acre, Piauí, Pará, Bahia e Sergipe.

Com 100% das urnas apuradas, Queiroz bateu sua rival Weslian Roriz (PSC), por 66,10% a 33,90% dos votos válidos. Ele teve quase o dobro de votos (875.612) dos votos recebidos pela adversária (449.110).

Foram apurados 3,11% de votos em branco, 7,38% de votos nulos, e uma taxa de abstenção de 19,31%. O colégio eleitoral do DF conta com 1.834.135 eleitores habilitados.

DINASTIA RORIZ

A vitória de Agnelo quebra 14 anos de “rorizismo”, a figura política que comandou Brasília por 14 anos na figura de Joaquim Domingos Roriz. Depois de diversas reviravoltas, prisão de governador e a Lei da Ficha Limpa, os brasilienses agora escolherão entre a mulher de Roriz, Weslian (PSC), e o petista Agnelo Queiroz, ex-ministro de Lula.

No segundo turno, Agnelo intensificou as caminhadas, enquanto Weslian evitou a imprensa e se concentrou na periferia do DF. Lá, a base eleitoral de Roriz se mantém, apesar do rótulo de “ficha suja” atribuído ao líder.

Weslian assumiu a campanha a nove dias do primeiro turno, na vaga do marido. Desde então, deu apenas uma entrevista, na qual disse não conhecer seu programa de governo. No segundo turno, Weslian recusou seis debates e só apareceu no último, realizado pela TV Globo.

AGNELO

Agnelo dos Santos Queiroz é médico e tem 51 anos. Nasceu em Itapetinga, Bahia. Veio para Brasília na década de 1980, quando trabalhou como cirurgião em hospitais da periferia do DF.

Ele foi deputado por quatro vezes e ministro do Esporte do primeiro mandato do presidente Lula. Em 2006, deixou o governo federal para disputar o Senado contra Joaquim Roriz –que venceu e depois renunciou, o que resultou na inelegibilidade neste ano por conta da lei da Ficha Limpa.

(Folha Online)

‘Onda vermelha’ toma as ruas de Fortaleza para comemorar a vitória de Dilma

FORTALEZA – No estado que deu a terceira maior votação a presidente eleita Dilma Rousseff (PT), uma onda vermelha para festejar a eleição da primeira mulher presidente do Brasil tomou conta de alguns pontos da capital cearense. Na avenida da Universidade, traditional reduto petista, mais de dez mil pessoas, segundo estimativa dos organizadores, comemoram a vitória da primeira mulher presidente do Brasil.

A avenida está interditada. Um palco foi montado em frente ao comitê de Dilma. Bandas vão animar a festa durante toda a noite. Muitos petistas, vereadores, membros da executiva, já passaram pelo local e discursaram. Mas as principais lideranças do partido e da base aliada não participam das comemorações porque viajaram para Brasília onde acompanharam a apuração, como a presidente estadual do PT, a prefeita de Fortaleza Luizianne Lins e o governador reeleito Cid Gomes (PSB).

Em outros pontos da cidade, manifestações já reúnem centenas de pessoas. No cruzamento das avenidas Antônio Sales com Rui Barbosa cerca de quinhentas pessoas participam de um grande bandeiraço da vitoria.

Também tem muita animação em outro comitê da candidata, localizado na Aldeota, onde outras três mil pessoas estão reunidas para comemorar a eleição da petista.

O Ceará deu a Dilma a terceira maior votação do Brasil, ficando atrás apenas de Amazonas e Maranhão.

Com pouco mais de 98% dos votos totalized no estado, Dilma obteve 77% dos contra 22% do adversário José Serra (PSDB), abaixo da meta de 30% que os tucanos gostariam de ter alcançado. No primeiro turno ela havia obtido 66% contra 16% de Serra.

(O Globo Online)

Ceará é o terceiro estado que mais votou em Dilma

O Ceará foi o terceiro estado que mais votou na petista Dilma Rousseff com 77,35%, ficando atrás apenas do Amazonas (80,57%) e Maranhão (79,09%). Dilma Rousseff (PT) ganhou em 15 estados mais o Distrito Federal. Já José Serra (PSDB) ganhou em 11 estados.

Todos o Nordeste, quase toda a região Norte (com excessão de Roraima, Rondônia e Acre), Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal votaram em sua maioria em Dilma. Já Serra ganhou em quase todos os estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

(Jangadeiro Online)

Conheça Gabrovo, cidade natal do pai de Dilma Rousseff

“Bem-vindo e boa viagem”, diz uma placa na entrada de Gabrovo, uma cidade búlgara nos Bálcãs apontada pelos próprios moradores como a “capital mundial do humor”. O local se tornou neste domingo (31) novamente motivo de orgulho para os búlgaros. É lá que nasceu Petar Rousev, pai da presidente eleita do Brasil, Dilma.

Petar Rusev nasceu em 1900 na cidade de Gabrovo, mas deixou o país tanto por razões políticas (ele era um comunista) e econômicas, à procura de um emprego melhor e um futuro melhor. Um século mais tarde a pequena cidade no centro da Bulgária é apanhado na excitação da corrida à presidência no distante Brasil, onde a socialista Dilma Rousseff se elegeu.

Fiel à sua natureza criativa e engraçada, os cidadãos de Gabrovo já estão planejando como lucrar com a ligação entre Dilma e a cidade, dizendo que os investidores brasileiros podem aprender muito com eles sobre gestão de crises. O prefeito Nikolay Sirakov chegou a sugerir a cooperação entre o carnaval de humor da primavera de Gabrovo e o carnaval carioca.

No século XIX, Gabrovo era uma cidade industrial pujante. Mas agora, as indústrias locais fecharam, a população encolheu e o marco mais distintivo da cidade cultural – a Casa de humor e sátira – se transformou em muitos aspectos, em um remanescente negligenciado do ex-império soviético.

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Família de Dilma na Bulgária comemora vitória

Já era início da madrugada na Bulgária quando a família Roussev, amigos e simpatizantes receberam as primeiras informações da vitória de Dilma Rousseff no Brasil. Na Bulgária, a eleição da brasileira se transformou em uma válvula de escape da tensão e crise que vive a sociedade do país mais pobre da União Europeia (UE). 

Petar Roussev, pai de Dilma, nasceu na Bulgária. No final dos anos 20, abandonou sua família e deixou o país. Nas últimas semanas, parentes de Dilma se proliferaram pelo no país, enquanto a imprensa búlgara e o próprio governo local tentam criar um mito em torno dos Roussevs. Muitos desses parentes sequer sabiam que tinham uma prima no Brasil. Nenhum deles jamais conheceu Dilma. 

“Estamos sem palavras para descrever o que sentimos. A presidente do Brasil tem sangue búlgaro”, afirmou Ralitsa Negetsoeva, que ficou acordada até ter certeza de que sua prima, Dilma, era a nova presidente do Brasil. Ralitsa é prima de segundo grau de Dilma e membro da Comissão Eleitoral na Bulgária. “Agora Dilma terá de vir ao país de origem de sua família”, cobrou. “Esse é um dia histórico para a família”, insistiu Toshka Kovacheva, casada com um primo direto de Dilma, já morto.

Sua filha, Vesela, estava emocionada com a vitória. Mas não escondia o desconforto diante do uso político da vitória de Dilma no Brasil. Ela admitiu que apenas soube da existência de Dilma em 2005. “Nunca fui tão fotografada e entrevistada na minha vida”, disse. “Obviamente que estamos muito contentes. Mas não queria que ficássemos conhecidos desta maneira. Não queremos aparentar que estamos usando a ocasião no Brasil para nos promover”, disse.

 Mas a vitória de Dilma se transformou em uma espécie de válvula de escape para os búlgaros, que vivem uma crise social, política e econômica profunda. A imprensa do país do leste europeu acompanhou hoje os resultados da eleição no Brasil como se fosse um assunto local. Entre a população, muitos organizaram jantares em horários avançados para poder acompanhar pela televisão a vitória de Dilma.

(Agência Estado)

Discurso de Dilma é pontuado por metas de governo

Em seu primeiro discurso após ser eleita presidente do país, Dilma Rousseff listou as prioridades de seu governo e traçou metas a serem cumpridas nos quatro anos de mandato. Na noite de domingo (31), Dilma assumiu como seus compromissos básicos honrar as mulheres, valorizar a democracia e erradicar a miséria.

Veja abaixo os principais pontos do discurso:

Democracia e princípios
“Registro um compromisso com meu país: valorizar a democracia em toda a sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais básicos, da alimentação, do emprego, da renda, da moradia digna e da paz social.”

Erradicação da miséria e mais empregos
“Reforço meu compromisso fundamental que mantive e reiterei ao longo da campanha: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e para todas as brasileiras. Ressalto entretanto, que essa ambiciosa meta não será realizada apenas pela vontade do governo. Ela é importante. Mas, esta meta é um chamado à nação.”

Liberdades de imprensa e religiosa
“Eu vou zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa, vou zelar pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Vou zelar pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados na nossa própria Constituição.”

Mercado interno
“No curto prazo não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso se tornam mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.”

Fim do protecionismo

“Eu estou longe de dizer com isso que pretendemos fechar o país ao mundo, muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais, pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizarem plenamente suas vocações; propugnando contra a guerra cambial que ocorre hoje no mundo.”

Inflação e gastos públicos 
“Cuidaremos de nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável. Por isso faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.”

Investimentos sociais

“Recusamos as visões de ajuste que recaem sobre programas sociais, serviços essenciais à população e os necessários investimentos para o bem do país.”

Desenvolvimento
“Vamos buscar o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas social e ambientalmente sustentáveis. Para isso, zelaremos pela nossa poupança pública, zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência no serviço público.”

Pequeno empreendedor
“Valorizarei o microempreendedor individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico.”

Austeridade fiscal

“Mas, acima de tudo, quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.”

Pré-Sal
“Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas naturais sempre com pensamento de longo prazo . Por isso, trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal, do marco regulatório do modelo de partilha do Pré-Sal.”

Agências reguladoras
“As agências reguladoras terão todo o respaldo para atuar com determinação e autonomia voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade do controle dos setores regulados. Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental.”

Educação, saúde e segurança pública
“Eu me comprometi nesta campanha com a qualificação da educação e dos serviços de saúde. Me comprometi com a melhoria da segurança pública, com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias e comprometem nossas crianças e nossos jovens. Reafirmo aqui esses compromissos.”

Pessoas com deficiência e os mais necessitados
“Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso, teriam toda a minha atenção. Reafirmo aqui esse compromisso.”

Oposição
“Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio. A partir da minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de opinião política.”

Reforma política
“Nosso país precisa melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, por uma reforma política, que eleve os valores republicanos, avançando e fazendo avançar nossa jovem democracia.”

Combate a corrupção e transparência
“Valorizarei a transparência na administração pública, não haverá compromisso com o erro, o desvio e o mal feito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.”

(Portal G1)

Imprensa internacional repercute vitória de Dilma e fala em desafios do governo

Jornais do mundo todo falaram a respeito da eleição de Dilma Rousseff, do PT, como a primeira presidente do Brasil.

Ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma foi alçada já em 2008 à condição de candidata pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começou então a dar as primeiras indicações de que gostaria de ver uma mulher ocupando o posto mais importante da República.

Veja, abaixo, as principais repercussões dos jornais internacionais.

NEW YORK TIMES

Para o jornal americano “New York Times”, Dilma enfrenta agora algumas tarefas “monumentais” que Lula deixou inacabadas: “arrumar o problemático sistema educacional do país, melhorar os padrões de saúde e saneamento para milhões, e transformar o Brasil no tipo de nação desenvolvido que o país vislumbra se tornar.”

“Eleita, Dilma terá que agradecer a Lula, o mais propular presidente do Brasil desta geração, por transformar uma sensata burocrata e ex-estudante militar sem experiência em cargos eletivos em sua sucessora”, diz o jornal.

Analistas ouvidos pelo jornal alertam, porém, para a tentação do novo governo de que, “agora que o Brasil está indo bem, o Estado poderia se envolver mais nessas oportunidades econômicas, como no setor de petróleo”.

Além disso, dizem, o perfil positivo do Brasil no cenário internacional também pode cair com Dilma como líder. “Ela não possui o carisma de Lula e mostrou pouca inclinação para entrar nas arenas diplomáticas globais em que Lula construiu um nome para si e para a nação.”

LE MONDE

O jornal francês “Le Monde” destaca os benefícios do apoio de Lula à candidatura de Dilma. “A herdeira politica de Lula, presidente que se beneficia de uma popularidade recorde, era dada como vencedora por todas as pesquisas após o primeiro turno. A sobrevivente de câncer de 62 anos apostou, durante a campanha, no balanço econômico dos anos de Lula, que registraram um crescimento espetacular, permitindo que milhões de brasileiros saíssem da pobreza.”

“Desprovida de carisma mas com reputação de ‘dama de ferro’ quando estava no governo, Dilma Rousseff foi presa e torturada no começo dos anos 70, combatendo a ditadura militar. Quase desconhecida há alguns meses, essa tecnocrata deve sua ascensão ao apoio ativo do presidente que deixa o cargo. No sábado, Dilma assegurou que, se fosse eleita, manteria uma relação ‘íntima e forte’ com seu mentor”, afirma o diário.

EL PAÍS

O espanhol “El País” ressalta o importante momento da economia do Brasil no cenário mundial. “Rousseff se converterá, aos 62 anos, na primeira presidente mulher do Brasil, e terá pela frente uma tarefa formidável em um dos países que melhor representa a emergência de novas potências mundiais.”

“Lula, que a elegeu como candidata presidencial contra a opinião de muitos de seus companheiros do PT, foi um elemento decisivo na vitória, mas, como mantém o ex-ministro e sociólogo Roberto Mangabeira Unger, ‘agora começa um momento destino, com uma pessoa diferente e com um trabalho que terá suas próprias exigências'”, diz o jornal.

CLARÍN

O principal jornal da Argentina destaca em seu site a vitória “contundente” de Dilma, primeira mulher a exercer o cargo de presidente do “país vizinho”.

Um dos textos, afirma que Lula foi a estrela da campanha de Dilma e diz que ele “falou mais do que ela nos atos eleitorais. “A chegada dela à Presidência não seria possível sem o empenho pessoal de Lula em sua candidatura, à qual conseguiu transferir parte de sua popularidade na forma de votos”, afirma.

“Os assessores de Rousseff, por sua vez, se encarregaram de adoçar seu discurso e de dar ao aspecto pessoal dela uma dose de coquetismo e maior feminilidade, com a intenção de mobilizar o voto das mulheres”, diz a publicação. “A nova Rousseff, por baixo dessa imagem de elegância e jovialidade que procura transmitir, se choca com a Rousseff de sempre, que, a pesar de apresentar uma cara mais amável, continua sendo uma mulher resolvida.”

THE ECONOMIST

Em seu blog no site da revista “The Economist”, o correspondente para a América Latina, Caribe e Canadá diz que “não houve surpresas” na eleição brasileira. A publicação destaca que a Dilma Rousseff nunca havia concorrido a um cargo público e diz que toda a sua vida política foi “nos bastidores”.

“Pouco era sabido dela ou de sua personalidade. Serra era muito mais experiente e conhecido”, diz a publicação. “Foram os pobres e as regiões menos desenvolvidas do Nordeste que a deram a vitória. Os ricos e mais bem-educados preferiram Serra, mas o Brasil tem poucos deles.”

“Perguntados sobre se preferiam continuidade ou experiência, os brasileiros escolheram a continuidade”, diz a revista. “A escolha dela do ministro das Relações Exteriores deve dar uma ideia de se ela pretende frear a política externa aventureira de Lula. E sua escolha do ministro da Economia vai mostrar se ela vai levar a sério a tarefa de colocar os gastos públicos sob controle.”

(Folha Online)

Dilma vence em todo o Nordeste

 A primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), que obteve

56% dos votos do País, venceu em todos os sete estados nordestinos. No Maranhão, a petista liderou com 79% dos votos.

No entanto, foi no estado do Amazonas, na Região Norte, que Dilma obteve a maior porcentagem dos votos, chegando aos 80%.

Em 15 estados brasileiros – Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Aracaju, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro – e no Distrito Federal, a presidente eleita venceu o candidato José Serra (PSDB), que obteve maioria nos outros 11 estados.

No Acre, que elegeu Tião Viana (PT) como governador no primeiro turno, o tucano registrou a maior porcentagem de votos contra Dilma: 69%. Neste estado, Serra era apoiado pelo candidato derrotado ao Governo do Estado, Tião Bocalom (PSDB).

Já no Ceará, mesmo com a abstenção de 23% dos eleitores, a petista alcançou 77% dos votos, 3% a menos do que esperava o governador reeleito no primeiro turno, Cid Gomes (PSB), que pretendia garantir para Dilma 80% dos votos dos cearenses.

(O Povo Online)

DILMA ROUSSEFF É ELEITA A 1ª MULHER PRESIDENTE DO BRASIL

Dilma Rousseff (PT) destacou neste domingo o fato de ser a primeira mulher eleita presidente do Brasil em seu pronunciamento após a vitória. Segundo ela, sua eleição é uma demonstração do avanço democrático do país

Leia íntegra do primeiro discurso de Dilma

A petista disse que seu desejo é que esse “fato até hoje inédito se transforme em um evento natural”.

“Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: sim, a mulher pode.”

“A igualdade de oportunidade entre homens e mulheres é um princípio essencial da democracia”, completou.

Dilma prometeu respeitar a Constituição. “Vou zelar pela a mais ampla liberdade de imprensa e pela mais ampla liberdade de culto.”

A eleita também destacou as realizações do governo Lula e falou de sua campanha.

“O que mais me deu confiança e esperança, ao mesmo tempo, foi a capacidade imensa do nosso povo de agarrar uma oportunidade, por menor que seja, para com ela construir mundo melhor.

Antes, em entrevista dentro do carro que a levou de sua casa para o hotel em Brasília, Dilma afirmou estar “muito feliz”.

“É uma sensação de muita força e muita alegria. Estou muito feliz e agradeço aos brasileiros e brasileiras por esse momento.”

A petista recebeu mais de 55 milhões de votos dos 105 milhões registrados nesta eleição.

Com 99,34% das urnas apuradas, Dilma estava com 55,99% dos votos válidos (55.354.520 votos), enquanto José Serra (PSDB) tinha 44,01% (43.514.344).

A abstenção foi de 21,44%. Entre os eleitores, 2,31% votaram em branco e 4,40%, nulo.

(Folha Online)

Dilma: ‘Ninguém neste país vai me separar do presidente Lula’

Folha.com

Líder nas pesquisas de intenção de voto, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, usou, durante entrevista neste sábado (30) em Belo Horizonte (MG), um discurso de provável vencedora.

Falou sobre coalizão no Congresso, descartou participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual governo, mas disse que ele será um importante interlocutor, com “relação muito íntima e forte”.

Ela afirmou que, depois da votação de domingo, quer promover a união nacional, caso seja eleita, após uma acirrada campanha contra o tucano José Serra. “Logo após a eleição, quero um Brasil em torno de um projeto não só material, mas também de valores”, afirmou.

Questionada sobre se convidaria a oposição para conversar, num eventual governo, ela disse: “vou governar com a minha coligação. Eu represento esse projeto do presidente Lula, que eu tenho a responsabilidade agora, se eu for eleita, se Deus quiser, de continuar”.

Ela disse também que pretende manter conversas com Lula, se vencer. Sobre a influência do presidente em seu eventual governo, a candidata afirmou que teria “uma relação muito íntima e muito forte” com seu mentor político. “Ninguém neste país vai me separar do presidente Lula.” 

Leia mais em Dilma usa tom vitorioso e diz que terá relação “forte” com Lula

O debate da TV Globo – e a tietagem em seguida

Título original deste post: O debate da TV Globo

Depois do debate, indecisos cercam Dilma para tirar fotos (do Cachaça Araci)

por Luiz Carlos Azenha

Gravei o dia todo para uma reportagem especial que vai ao ar segunda-feira, no Fala Brasil, da TV Record.

Agora escrevo o texto.

Portanto, com certeza vou perder a primeira parte do debate final entre os candidatos, na TV Globo.

Fica aberto este espaço para os comentários sobre o encontro.

PS do Viomundo: Vi os dois últimos blocos, completos. Dilma Rousseff foi muito bem. Estava articulada, tranquila, falando diretamente aos eleitores. Quanto ao encerramento, em qualquer transmissão de TV cabe ao diretor comandar os câmeras e é responsabilidade dele capturar o que se passa em um evento ao vivo. É por isso que, nos jogos de futebol, raramente se perde um gol. Dilma resolveu falar aos presentes e era obrigação da emissora acompanhá-la de todos os ângulos. De qualquer forma, o conteúdo da mensagem final da candidata foi muito bom. O “professor” Serra foi bem para seus objetivos políticos.

(Blog do Azenha)

Lula arrasta 100 mil pessoas e é aclamado nas ruas do Recife

Em desfile em carro aberto realizado nesta sexta-feira (29), no centro de Recife, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi recepcionado em sua terra natal para o último evento da campanha pró-Dilma antes do segundo turno das eleições.

Segundo estimativa da Polícia Militar de Pernambuco, mais de 100 mil pessoas acompanharam a passagem do petista pela cidade. Durante o trajeto os militantes gritaram: “Lula guerreiro do povo brasileiro”, uma referência a um coro feito para o ex-governador Miguel Arraes – avô do governador reeleito, Eduardo Campos – quando ele voltou do exílio.

Ao final da caminhada, o presidente Lula não falou com a imprensa, mas o senador eleito Humberto Costa (PT) disse que o presidente ficou emocionado com a caminhada. “Ele (Lula) estava muito emocionado com esta vinda a Pernambuco, sua terra natal. Ele disse que estava terminando a campanha neste local como uma homenagem a Miguel Arraes, o único político que ele veio recepcionar pessoalmente após o exílio”.

Durante todo o percurso, Lula enfrentou a chuva que caía na cidade. Militantes e populares também continuaram ao lado do carro, acenando para ele. No início do trajeto, o presidente utilizou um chapéu branco de vaqueiro – apetrecho peculiar nordestino. Uma bandeira do Brasil também foi lhe dada e ele exibiu algumas vezes durante o percurso. Já no final do evento, quando o cortejo passava sobre a Ponte do Duarte Coelho, no centro de Recife, os militantes cantaram “Parabéns para Você” para o petista, que fez aniversário na última quarta-feira (27).

Lula seguiu de Recife para São Paulo, onde acompanha o debate entre presidenciáveis que será realizado na noite desta sexta-feira pela Rede Globo.

(Portal Terra)

Eleições 2010: disputa para governador em oito estados e no DF

Quase 20 milhões de eleitores brasileiros (14,34% do total) terão, neste domingo, que demorar um tempinho a mais dentro da cabine eletrônica de votação. São os moradores de oito estados e do Distrito Federal que, além de escolher o próximo Presidente da República, terão a obrigatória tarefa de votar para governador.

O Rio de Janeiro está fora dessa lista. No último dia 3, o eleitor fluminense deu votos suficientes (66,08% dos válidos) ao governador Sérgio Cabral que o reelegeram ainda no primeiro turno. Mas, nos estados de Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia, Roraima e no Distrito Federal, o tira-teima ficou para este domingo, data do segundo turno das eleições.

E, a exemplo da disputa presidencial, está faltando finesse. Os concorrentes nas esferas estaduais vêm promovendo um show de agressões e xingamentos nas últimas quatro semanas. Os ânimos ficaram acirrados ao ponto de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter autorizado o envio de tropas federais para Piauí, Alagoas, Rondônia, Paraíba, Amapá e Pará.

Em Alagoas, o exemplo mais consagrador da baixaria eleitoral. Lá, Teotônio Vilela Filho (PSDB), atual governador, e Ronaldo Lessa (PDT) disputam o governo e — num campeonato à parte — qual campanha consegue ser mais agressiva, sempre com o auxílio luxuoso do candidato derrotado no primeiro turno, Fernando Collor (PTB). Os colloridos apoiam Lessa. Isso, a despeito de Collor e o pedetista terem sido inimigos políticos ferrenhos desde 1986.

É até difícil acompanhar a ciranda de xingamentos. Num debate do último dia 28, Lessa chamou Vilela de “mentiroso”, que usa “dinheiro sujo”; Vilela retribuiu a gentileza chamando Lessa de “autista”, que vive no “mundo da lua”. No meio da campanha, Collor também inseriu algumas expressões de seu vasto e conhecido vocabulário, chamando Vilela de “esse governador incompetente, salafrário e mentiroso”.

Já no DF, as agressões ganharam um ingrediente cômico. Após a renúncia do marido, Joaquim Roriz, ainda no primeiro turno, Weslian Roriz (PSC) foi sacada de algum lugar do mundo para dispututar com o petista Agnelo Queiroz. Nos debates, ela cometeu gafes que viraram hits na internet. Entre elas, chamou Agnelo de “nosso governador”.

(Extra Online)

CNT/Sensus: A um dia das eleições, Dilma tem 57,2% e Serra 42,8%

Na véspera do segundo turno das eleições, a 109ª pesquisa CNT/Sensus divulgada neste sábado (30/10) mostra Dilma Rousseff (PT) com 57,2% dos votos válidos, enquanto José Serra (PSDB) tem 42,8% das intenções de voto. Na última sondagem realizada no dia 27, a petista estava com 58,6% contra Serra que teve 41,4%.

Quando considerados os votos brancos, nulos e eleitores indecisos, 50,3% das intenções de votos são de Dilma, 37,6% de Serra e 4,1% são brancos/nulos.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados quem eles acham que ganhará as eleições, independente de seus candidatos. Segundo os eleitores, a expectativa de vitória da candidata Dilma Rousseff é de 67,8% e de José Serra é de 23,3%. A taxa de definição de votos está em 78,6%, que corresponde a eleitores que declararam impossibilidade de mudança de voto.

(Correio Brasiliense)

Justiça vai marcar audiência para que Tiririca prove que sabe ler e escrever

SÃO PAULO – O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) vai marcar uma audiência para que o deputado federal eleito por São Paulo Tiririca prove que sabe ler e escrever. Em nota divulgada nesta sexta-feira, o juiz Aloísio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, disse que se Tiririca comparecer para a coleta do material e a prova for satisfatória, ele poderá “decretar a absolvição sumária do réu”.

Na defesa entregue na segunda-feira ao juiz, Tiririca admite que não redigiu sozinho a declaração apresentada à Justiça Eleitoral. No processo, ele argumenta que pediu ajuda à esposa para redigir o texto – que a lei eleitoral exige que seja de próprio punho, a fim de comprovar que o candidato sabe ler e escrever – porque uma lesão provocada pelos vários anos de atividade circense impedem que aproxime o dedo anular do polegar e, por extensão, de lidar com a caneta, segundo revelou o jornal “O Estado de S. Paulo”.

O magistrado evitou, nesta sexta-feira, dar maiores detalhes do processo, em razão de ele correr em segredo de Justiça. O juiz explica ainda que a ação penal em curso não impede a diplomação do candidato.

- Somente uma eventual condenação transitada em julgado poderá vir a afetar o seu mandato – afirma Silveira.

Se, no entanto, essa sentença ocorrer só depois da diplomação, marcada para 17 de dezembro, o caso passa a ser julgado em foro privilegiado, ou seja no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso seja condenado, Tiririca, além de perder o mandato, está sujeito a pena de até cinco anos de reclusão e ao pagamento de multa por declaração falsa feita para fins eleitorais.

Francisco Everardo Oliveira Silva, nome real do humorista eleito com 1,35 milhão de votos, foi acusado em outubro pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, do Ministério Público Eleitoral, de não saber ler e escrever, o que é exigido por lei para candidatos a postos eletivos no país.

Tiririca pode se recusar, porém, a fazer o teste escrito, já que a legislação penal brasileira estabelece que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Essa regra é a mesma que vem ajudando motoristas que, mesmo com evidentes sinais de embriaguez, se recusam a fazer o teste do bafômetro ao ser parados em blitz.

Além da questão da escrita, o processo abriga também a acusação de que o candidato falseou a declaração de bens, que estariam em nome de terceiros.

(O Globo Online)

Imprensa internacional destaca vantagem de Dilma sobre Serra

Brasília – Com base nas pesquisas eleitorais brasileiras, a imprensa internacional tem destacado a vantagem da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PMDB). O Le Figaro, da França, utilizou os dados da pesquisa da Datafolha, que apontou 13 pontos de vantagem de Dilma contra Serra, para ressaltar o fato do número de indecisos ter baixado para 4%.

Além disso, jornais como o El Clarín (Argentina) e o El País (Espanha) também destacaram o caráter agressivo das campanhas de ambos os candidatos, que podem fazer com que o número de votos brancos e nulos aumente. O New York Times chegou a publicar, baseando-se em dados de analistas, que a troca de acusações e o crescente debate sobre o aborto poderiam estar servindo para encobrir problemas do país, como a educação, saúde e a pobreza.

De acordo com os últimos dados levantados pelo Ibope, na noite de quinta-feira (28), Dilma conta com 57% dos votos válidos, contra 43% de Serra.

(Diário de Canoas)

Propaganda eleitoral no rádio e na TV termina hoje e sábado é o último dia para distribuir panfletos

Hoje (29) é o ultimo dia de exibição da propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na TV, dos candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais que disputam o segundo turno. De acordo com o calendário eleitoral, também termina o prazo para a divulgação de propaganda eleitoral paga na imprensa escrita, de propaganda eleitoral em páginas institucionais na internet e para a realização de debates entre os candidatos.

A legislação estabelece ainda que a propaganda eleitoral por meio de alto-falantes e amplificadores de som pode ser feita até amanhã (30), mas só até as 22 horas, assim como a realização de carreatas e a distribuição de material de propaganda política.

No domingo (31), os eleitores poderão ir às urnas entre as 8h e as 17h. Aqueles que chegarem perto do fim do horário, receberão senhas para que possam ser atendidos e, com isso, garantir o direito ao voto. Os eleitores de todo o país deverão votar em seu candidato à Presidência e, em oito estados, em concorrentes ao governo estadual. Nos dois casos, o número do candidato e do partido tem dois dígitos. O Tribunal Superior Eleitoral recomenda que os eleitores levem uma cola com o número do candidato, e com isso, agilizar o tempo de votação.

A estimativa do TSE é que, nos estados onde haverá segundo turno (Goiás, Alagoas, Pará, Amapá, Paraíba, Rondônia, Roraima e Piauí, além do Distrito Federal) o tempo médio que cada eleitor gastará na cabine de votação será de 30 segundos. Nas localidades onde haverá votação apenas para presidente, o tempo deverá ser menor.

No dia da eleição, os eleitores podem manifestar seu voto, desde que de maneira individual e silenciosa.

Agência Brasil

Site oficial de Serra patrocina terrorismo eleitoral

Por Brizola Neto*

A colunista Eliane Catenhede referiu-se aos blogs pró-Dilma como “os cães da internet”.

José Serra chama-os de “blogs sujos”.

Quero saber o que irão falar do que a campanha de Serra – sim, a campanha de Serra, que colocava este blog “Vou de Serra 45″ na sua capa de seu site oficial – publica com o mais nítido sentido de terrorismo eleitoral, com uma produção que é evidentemente eleitoral.
Um vídeo chamado “2012, o fim está próximo” é um crime, sob todos os aspectos.

Figura o Brasil sob uma ditadura, até com ameaça de invasão de tropas estrangeiras.

Coisa de canalhas. Quem age assim, sob um regime democrático e às vésperas de uma eleição livre e democrática.

Pessoas assim, sim, são terroristas. Porque não estão lutando contra a tirania, estão lutando contra o voto livre da população, usando como arma o medo, a mentira e, sobretudo, a covardia.

Vou colocar o vídeo, repugnado. Porque ele está sendo publicado por dois dos grandes veículos de comunicação, O Globo e o Estadão, em seus portais, nas colunas Radar Online e no Noblat. E sem uma palavra de condenação. (atualização: postado também no corpo de O Globo).
Por isso publico, porque é necessário reagir, e não fingir que isso não é nada.

Foi por “não ser nada” que o nazismo se desenvolveu até ir ao poder.

Eu desconsideraria, se não tivesse sido publicado, como disse, sem uma palavra de condenação por dois órgãos de imprensa gigantescos, que, ao faze-lo, difundiram a centenas de milhares de pessoas o conteúdo do esgoto.

Sei que o assunto está no setor jurídico do PT.

Em nome da democracia, suplico que tomem uma atitude, já que se tornou inútil esperar que o Ministério Público Eleitoral aja.

Tem que haver limites para a baixaria e a sordidez.

Não se trata de reprimir a liberdade e o direito de crítica, consagrados na Constituição, vedado o anonimato.

O blog, mesmo sendo anônimo, encontrou abrigo na página da campanha de José Serra.

Assim, juridicamente, ele o subscreveu.

Não é um comentarista ou alguém que, informalmente, diz ali coisas exageradas.

É um trabalho profissional, não obra de amador. Foi postado num canal do youtube criado especialmente para isso, na quarta-feira.
Nunca pedimos ações contra garotos que fazem baixarias.
Coisa bem diferente é isso ser patrocinado pela campanha tucana.
Que fez, lamentavelmente, desta a campanha eleitoral mais suja que já assistimos.

http://www.youtube.com/v/pQg5cbMyisU&rel=0&hl=pt_BR&feature=player_embedded&version=3

*Metéria originalmente publicada no Blog Tijolaço

As pesquisa dizem agora a mesma coisa. Dá para acreditar?

Nova pesquisa Datafolha indica vitória de Dilma por 56% a 44%. Alinhada com Sensus, Vox Populi e Ibope

Confiram os dados das últimas pesquisas dos 4 institutos, divulgadas nestes dias, sobre os votos válidos:

Vox Populi: Dilma 57% X Serra 43% (divulgada dia 25)
Sensus: Dilma 58,6% X Serra 41,4% (dia 27)
Ibope: Dilma 57% X Serra 43% (dia 28)
Datafolha: Dilma 56% x Serra 44%. (dia 29)

Elas estão praticamente iguais, se consideradas as margens de erros. A maior diferença pró-Dilma é a apontada pelo Sensus, 17,2%. E a menor a apontada pelo Datafolha, 12%. Ibope e Vox Populi, na média, estão idênticas, 14% de diferença.

Ao avaliar o número de indecisos, apenas das duas pesquisas mais recentes (Ibope e Datafolha), nos deparamos com igual percentual, 4%. O mesmo vale para os que declararam que vão votar em branco ou nulo, 5%.

Estes dados apontam que o resultado já estaria definido? Não, não dá para dizer isso, embora seja possível afirmar que a situação se estabilizou e que a apenas dois dias do pleito é muito difícil que um fato novo gravíssimo – ou uma série deles – ocorra para reverter a possibilidade de vitória da petista.

Certeza apenas uma: há um fastio do eleitorado com uma campanha horrível. Não são só Dilma e Serra que ostentam o ar de cansaço, o povo também já não aguenta mais.

A intromissão do papa Bento XVI – que já repercute na campanha e nas paróquias – e o debate na Globo hoje – a depender do seu desenrolar – são dois fatos concretos a se considerar. E outros podem surgir. Um deles, muito discutido na semana, parece que congelou: no STF, a ministra Cármem Lúcia, até aqui, não chamou para si a decisão sobre a liminar da Folha de S.Paulo para ter acesso ao arquivo de Dilma na ditadura.

Entretanto, mesmo que não ocorra nada de extraordinário, há pelo menos 3 outras ocorrências tradicionais no comportamente de uma pequena parcela de eleitores que escapam completamente do controle ou da vontade das coordenações das campanhas e da competência dos institutos de pesquisas:

1. os eleitores de Dilma que vão deixar de votar porque acham que a eleição já está ganha e aproveitarão o feriado ou não se darão ao trabalho de perder muito tempo para cumprir com o dever cívico.

2. idem para os eleitores de Serra, que podem deixar de votar por achar que a eleição já está perdida.

3. os indecisos ou eleitores de Serra não convictos que vão acabar votando em Dilma porque ela está na frente nas pesquisas, que acabam sempre induzindo votos.

Históricamente a abstenção é maior no segundo turno, principalmente por conta da inexistência das eleições parlamentares e para governador em muitos estados, mas também pelas possibilidades das 3 ocorrências citadas.

A prudência manda, portanto, que as duas campanhas continuem com força máxima ligada.

As pesquisas indicam, por unanimidade, que Dilma deve sair vitoriosa. Mas elas não captam hoje as consequências dos fatos novos a surgir, nem aqueles que motivam decisões de última hora dos eleitores.

(Carta Capital Online)

Cartas marcadas no metrô de José Serra

Fraude em licitação de R$ 4 bilhões indica um acerto prévio entre o governo paulista e as construtoras para definir os vencedores de uma das maiores obras da gestão tucana

ESCÂNDALOS
No primeio mês do governo Serra, uma cratera se abriu nas obras da Linha 4 do Metrô.
Agora, a “Folha de S. Paulo” registra antecipadamente
os nomes dos vencedores da licitação da Linha 5

Por essa José Serra não esperava. Na reta final da campanha, o tucano passou a ter de explicar uma fraude numa obra de R$ 4 bilhões na licitação do Metrô de São Paulo. O esquema com empreiteiras contratadas pelo governo paulista foi revelado pela “Folha de S. Paulo”. Na terça-feira 26, o jornal mostrou que teve acesso aos resultados da concorrência seis meses antes de o governador do Estado, Alberto Goldman, anunciar os vencedores. A reportagem não deixa dúvidas de que as obras de expansão da Linha 5 (Lilás) – que devem levar 12 quilômetros de trilhos do Largo Treze, na zona sul da cidade, às estações Santa Cruz (Azul) e Chácara Klabin (Verde) – fazem parte de um jogo de cartas marcadas.


“O que eu posso esperar dessa gente? Qualquer coisa que não tenha a nossa
responsabilidade eles tentam colocar como responsabilidade nossa”

Alberto Goldman, atual governador paulista, responsável pelo
final da licitação de R$ 4 bilhões, que teve cartas marcadas

No dia 23 de abril, o jornal havia registrado em cartório e em vídeo gravado na redação os nomes dos consórcios que seriam escolhidos para vencer a concorrência de um processo iniciado em outubro de 2008, quando Serra era governador de São Paulo. Três dias depois do registro, começou uma estranha movimentação: o Metrô rejeitou a oferta do consórcio Galvão/Serveng para as obras do lote 2 da Linha 5 por suspeita de superfaturamento e determinou que os 17 consórcios que disputavam todos os lotes em aberto (2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8) apresentassem novas propostas entre maio e junho. Em 21 de outubro, o atual governador, Alberto Goldman (PSDB), divulgou o nome dos novos vencedores. Surpresa: os felizardos escolhidos eram exatamente os mesmos que a “Folha” tinha identificado seis meses antes.
“Direcionamento não houve”, alegou o presidenciável Serra. “Pode ter havido acordo de construtoras e eu creio que o governador Goldman vai instaurar uma investigação.” A candidata do PT, Dilma Rousseff, sugeriu que “pelo menos desta vez” a gestão tucana tomasse providências diante das evidências de um escândalo. Mas Serra deixou claro que defende uma apuração apenas parcial, excluindo o governo do Estado das investigações. “Não houve nada”, disse ele. Há sinais claros de que o Estado de São Paulo, na gestão de Serra, fez uma licitação acertada previamente com as empreiteiras, mas, mesmo assim, ele entende que não existe razão para que o governo seja investigado. Para se defender, o ex-governador usa a tática do ataque: “Quem faz isso publicamente e abertamente é o governo federal.” É fato: Serra sempre aponta que não existem escândalos que o comprometam, mesmo quando eles surgem com provas evidentes.

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“Não (precisa investigar a gestão do Estado de São Paulo), porque não houve nada”
José Serra, ex-governador de São Paulo e candidato
do PSDB à Presidência da República

“Não basta interromper as obras, ocorreram vários crimes”, afirma o deputado estadual Major Olímpio (PDT). “Houve formação de cartel e há fortes indícios de improbidade administrativa. Não adianta só a polícia e o Ministério Público apurarem. Apenas a Assembleia Legislativa, através de uma CPI, pode investigar todos os níveis do poder público, inclusive o governador.” Acuado, Goldman, a exemplo de Serra, partiu para o ataque: “O que eu posso esperar dessa gente? Qualquer coisa que não tenha nossa responsabilidade eles tentam colocar como responsabilidade nossa.”

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CAOS
No dia 21 de setembro, 150 mil pessoas foram afetadas
pela paralisação da linha mais movimentada do Metrô

Os problemas no processo de licitação da Linha 5 não são os únicos que lançam dúvidas sobre autoridades e empresas ligadas à Secretaria de Transportes do governo paulista, responsável pelas principais obras do Estado e protagonista de vários escândalos. No ano passado, a Justiça de São Paulo pediu o bloqueio de uma conta de Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô, num banco da Suíça. Para os promotores do caso, há indícios de que ele tenha recebido recursos ilegais da Alstom – empresa que está sob investigação no Brasil e na Suíça por suspeita de pagar propina para fechar contratos milionários com o governo de São Paulo. A conta atribuída a Fagali Neto recebeu créditos que somam quase R$ 20 milhões. Ele nega a acusação. Outro processo que tira o sono de Serra corre desde 2007. Em janeiro daquele ano, uma cratera de 38 metros de profundidade surgiu, de repente, numa rua da zona oeste de São Paulo, onde estava sendo escavado um túnel da Estação Pinheiros. Sete pessoas morreram soterradas. O Ministério Público descobriu uma série de irregularidades na obra, entre elas a alteração do projeto inicial e a inversão do sentido e da sequência das escavações. Catorze funcionários e ex-funcionários do Metrô e das empreiteiras contratadas respondem na Justiça. Mas, até agora, ninguém foi punido.

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Quem vive o cotidiano do Metrô não se surpreende com as irregularidades. “O mais grave é que as obras costumam atender a apelos políticos. Por isso, elas demoram tanto. O metrô da Cidade do México, que tem 230 quilômetros de extensão, começou a ser construído na mesma época que o de São Paulo, que tem apenas 65 quilômetros de trilhos”, afirma Wagner Fajardo, presidente da Federação Nacional dos Metroviários. “O PSDB, nos últimos 16 anos, construiu cerca de 20 quilômetros de metrô em São Paulo. Em média, 1,2 quilômetro por ano de governo. Nesse ritmo, Serra levaria 400 anos para fazer o que ele está prometendo, se for eleito presidente da República.” Fajardo lembra que os passageiros viajam como sardinha em lata. Nos horários de pico, em determinadas linhas, dez ou 11 pessoas se espremem em cada metro quadrado de vagão. Em setembro, a Linha Vermelha, a mais movimentada da cidade, ficou paralisada durante mais de duas horas. Pelo menos 150 mil usuários foram afetados. De acordo com a direção do Metrô, uma blusa presa numa das portas provocou o caos. Em pânico, passageiros que estavam dentro dos trens quebraram as janelas, saíram dos vagões e começaram a andar sobre os trilhos. Naquele dia, problemas técnicos levaram o Metrô paulista às manchetes nacionais. Agora, foi a corrupção.

(IstoÉ Online)

Ibope e Datafolha apontam vantagem de Dilma sobre Serra

Em menos de 12 horas, Ibope e Datafolha divulgam pesquisas para a corrida presidencial. A primeira mostra uma diferença de 14 pontos percentuais entre Dilma Rousseff e José Serra, 57% a 43%. A Datafolha, por sua vez, aponta vitória da petista com 56% contra 44% do tucano.  

 Na pesquisa anterior, divulgada pelo Ibope no dia 20, Dilma somava 56% dos votos válidos e Serra, 44%.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Dilma pode ter entre 55% e 59%, e Serra, entre 41% e 45%. O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores, de 26 a 28 de outubro. A pesquisa foi encomendada ao instituto pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. 

Pelo critério de votos totais (brancos, nulos e indecisos), Dilma  soma 52% das intenções de voto, e Serra, 39%. Brancos e nulos somam 5% e indecisos 4%, segundo o Ibope. 

Na pesquisa Datafolha, divulgada hoje, a diferença em relação ao levantamento anterior é de que o percentual de indecisos caiu de 8% para 4% em dois dias. 

Essa redução indica que há cada vez menos espaço para mudanças na tendência de favoritismo da candidata do PT, segundo o Instituto.
 
O levantamento do Datafolha, encomendado pela Folha de São Paulo, foi realizado ontem em 256 cidades e com 4.205 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Considerando apenas os votos válidos, Dilma manteve os mesmos 56% de pesquisas anteriores divulgadas na terça-feira (dia 26) e quinta-feira (dia 21). Serra também ficou com seus 44% registrados nas últimas duas sondagens.

Fonte: G1 e UOL

Justiça Eleitoral convocará Tiririca para realizar ditado e leitura de texto

A Justiça Eleitoral convocará o humorista Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, para a realização de um ditado e a leitura de um texto simples para verificação da condição dele de alfabetizado.

Segundo o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, a medida servirá para que “o juízo possa analisar melhor a defesa apresentada pelo humorista na ação penal”.

O juiz afirmou que Tiririca poderá se recusar a comparecer à audiência para realização dos testes ou negar-se a participar deles, pois “a lei penal estabelece que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo”.

Tiririca foi acusado pelo Ministério Público de entregar à Justiça Eleitoral declarações falsas sobre sua alfabetização e bens.

A denúncia levou à abertura de uma ação penal sob a acusação da prática de falsidade ideológica contra o humorista, eleito deputado federal no último dia 3.

Silveira afirmou que se Tiririca comparecer à audiência de testes serão tomados cuidados para evitar constrangimentos ao humorista.

De acordo com o juiz, a audiência deverá contar com a presença do promotor responsável pela causa, do advogado do humorista e do perito que já elaborou um laudo no caso.

A perícia já apresentada no processo levanta a suspeita de que a declaração de alfabetização de Tiririca entregue à Justiça Eleitoral não foi redigida pelo humorista.

Silveira disse que na audiência o perito deverá pedir que Tiririca escreva um texto para a obtenção de material gráfico, para a eventual realização de novas perícias.

Em seguida, o magistrado pretende solicitar que o humorista aceite realizar um ditado com palavras simples.

Na última parte da audiência, o juiz pedirá que Tiririca faça a leitura de um texto de baixa complexidade.

Segundo Silveira, a audiência poderá ser decisiva, uma vez que antes do início da fase de depoimentos de testemunhas ele terá oportunidade de decidir pela absolvição sumária de Tiririca ou pela continuidade da causa.

Na segunda-feira, o humorista apresentou defesa em que admitiu ter tido a ajuda da mulher para escrever a declaração de alfabetização entregue à Justiça Eleitoral.

Indagado sobre o tema, o juiz da 1ª Zona Eleitoral disse à Folha que só poderia falar sobre questões de forma do processo, mas não a respeito do conteúdo da defesa ou da acusação, pois a causa está sob segredo de Justiça.

Silveira então se limitou a explicar que a constatação do crime de falsidade ideológica depende do conteúdo da declaração, ou seja, se Tiririca é realmente alfabetizado, e não da forma como o documento foi produzido.

(Folha Online)