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Título de doutor passa a ser exigido para novos professores do ensino superior

A presidente Dilma Rousseff publicou nesta quarta-feira (15), no “Diário Oficial da União”,  uma medida provisória que altera a lei do plano de carreiras e cargos do magistério federal e inclui a exigência de doutorado para a contratação de professores de universidades e institutos federais de ensino superior. O texto original, publicado em dezembro do ano passado, não fazia esta exigência, e precisou ser corrigido. Desde então, os concursos para professor de universidades federais estavam parados.

 

 

De acordo com a medida provisória, o diploma de doutorado só não será exigido pela instituição e substituído pelo título de mestre, de especialista ou por diploma de graduação, “quando se tratar de provimento para área de conhecimento ou em localidade com grave carência de detentores da titulação acadêmica de doutor, conforme decisão fundamentada de seu Conselho Superior”.

 

 

O texto diz ainda que a classe da carreira de magistério superior é dividida em cinco classes, que vai de professor adjunto, assistente ou auxiliar (classe A), até professor titular (classe E), e que o ingresso é sempre pela classe A, mediante aprovação em concurso público de provas e títulos. E estes concursos terão como requisito de ingresso o título de doutor na área exigida.

 

 

(G1 São Paulo)

IMPARH de Fortaleza – CE abre seleção para instrutores

O Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos (IMPARH) de Fortaleza, Ceará, está com inscrições abertas para a seleção de Instrutores.
Segundo o edital, o valor da hora-aula será equivalente à titulação do profissional, no valor de R$ 30,00 para graduação, de R$ 40,00 para especialização, de R$ 50,00 para mestrado e de R$ 60,00 para doutorado.
Os interessados poderão se inscrever até o dia 15 de junho de 2013, mediante o preenchimento da ficha de inscrição disponível no site http://www.imparh.ce.gov.br.
Após a realização da inscrição, o profissional interessado deverá comparecer à sede do IMPARH, na avenida João Pessoa, nº. 5609, bairro Damas, Fortaleza, no período de 4 a 21 de junho de 2013, no balcão de atendimento do Departamento de Recursos Humanos (DRH), das 9h às 17h, mediante entrega de envelope com a ficha de inscrição devidamente preenchida, cópia do documento de identificação pessoal, CPF, PIS/PASEP, cópia dos títulos acadêmicos e comprovante de experiência em atividades de docência.
A seleção de profissionais para a formação de banco de Instrutores será realizada pelo próprio Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos, o qual designará uma Comissão Coordenadora. O Instituto poderá recorrer aos serviços de outros setores necessários à realização dessa seleção, quer da esfera pública ou privada.
A participação da seleção e do banco de Instrutores assegurará apenas a expectativa de direito à integração do corpo docente dos cursos ofertados pelo IMPARH, ficando a concretização deste ato condicionada à observância das disposições legais pertinentes e do exclusivo interesse e conveniência da Administração.
(Jornalista: Lorayne Freitas – Imparh)

Autoaprendizado: estudantes recebem R$ 200 mil para largar faculdade

Há dois anos, o americano Peter Thiel – primeiro a investir no Facebook – declarou que o ensino superior era uma bolha e decidiu doar US$ 100 mil (R$ 202 mil) para alguns adolescentes largarem a faculdade e abrirem uma empresa. Segundo a publicação Fast Company, o projeto ganhou corpo e, neste ano, o bilionário doou mais R$ 202 mil para cada um dos 22 adolescentes selecionados para o programa. O investimento gerou benefícios – os jovens que receberam o dinheiro em anos anteriores elevaram o patrimônio da fundação criada pelo bilionário em US$ 34 milhões.

Para Peter Thiel, embora a bolha da educação permaneça, mais pessoas estão questionando a sabedoria passada no ensino superior que, segundo ele, credenciam os alunos para vagas com fracas perspectivas. Dentre os beneficiados pela doação, há projetos de moda, educação, tecnologia, mas apenas quatro são mulheres, afirma a publicação.

Dale Stephen abandonou estudos formais e recomenda a experiência

dale stephen autoaprendizado ensino superior

Ir para a faculdade ainda é um plano quase unânime para jovens americanos, que se preocupam desde o início do ensino médio com suas notas – um dos critérios usados pelas instituições de ensino superior para selecionar estudantes – e em como vão pagar pelo curso mais tarde. Quase. Nos últimos anos, o aumento do desemprego e índices crescentes de graduados que passam dificuldades para honrar o crédito estudantil recebido antes da formatura fazem com que uma parcela deles questione a validade do curso superior. Para esses adolescentes, ou outros que ainda não pensaram nisso, um livro lançado este mês nos Estados Unidos – Hacking your Education (Hackear sua educação, em livre tradução) – incentiva a largar a faculdade e dá dicas de como aprender – e muito – fora das salas de aulas.

O autor da obra, Dale Stephen, de 21 anos, desistiu dos estudos formais quando estava no segundo semestre e recomenda a experiência. Ele é líder do movimento sem fins lucrativos Uncollege (sem faculdade), cujo site foi lançado em 2011 para difundir a ideia de que é possível ter sucesso sem colocar os pés em uma universidade.

À época, descontente com o ambiente e o conhecimento que estava adquirindo no curso superior, decidiu que iria se desenvolver sozinho e transformar isso numa causa para revolucionar a educação. Para botar o projeto em prática, contou com a ajuda de US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) do Thiel Fellowship , um programa que escolhe 20 jovens com menos de 20 anos por ano para abandonar a faculdade e se dedicar a algum projeto fora dela.

Dois anos depois, Stephen já concedeu inúmeras entrevistas, escreveu artigos, deu palestras, promoveu seminários e agora lançou seu livro pela editora Penguin. Em todos esses meios, o conceito essencial repetido por ele é o mesmo, de que o investimento realizado para cursar uma graduação nem sempre traz o melhor retorno e aprender sozinho fica cada vez mais fácil, através das informações disponíveis na internet.

“As pessoas aprendem de formas diferentes, em velocidade e tempo diferentes. E hackear a educação permite que você aprenda o que, quando, como e onde quiser”, explica Stephen em seu blog. Segundo ele, não é preciso ser um gênio para se sair bem fora da escola, mas ter criatividade e confiança.

No site Uncollege há uma sessão com recursos de educação online, como o Coursera (de uma universidade tradicional) e outros independentes, como o creativeLIVE (de aulas ao vivo gratuitas com experts em vários temas), dicas de como planejar a educação informal, leituras sobre o tema e entrevistas com profissionais bem sucedidos que desistiram da faculdade. O livro apresenta o mesmo tipo de conteúdo, aprofunda as razões pelas quais Stephen acredita tanto no que chama de auto-aprendizagem e ensina como encontrar mentores, construir redes de contatos, onde achar conteúdos e como reuni-los de forma a desenvolver a própria educação.

Curso

Além do livro, para quem quer seguir esse caminho, o defensor do ensino informal, também oferece um curso. O programa especial chamado Gap Year conduz 10 pessoas ao longo de um ano no processo de auto-aprendizado. No treinamento, os aprendizes recebem aulas para desenvolver um plano de aprendizado individual durante três meses em São Francisco, viajam para o exterior por mais três meses e entram em contato com pessoas e empresas inovadoras, desenvolvem um projeto pessoal nos três meses seguintes e terminam o programa trabalhando no que ele chama de “mundo real”, durante mais três meses. Tudo isso, por US$ 12 mil (R$ 24 mil). Mas Stephen garante que dá para chegar ao mesmo objetivo por bem menos, apenas transformando a vida em educação e vice-versa.

com Ultimo Segundo e Portal Terra (Edição: Pragmatismo Politico)

Quatro alunos de FORTALEZA disputam Olimpíada Internacional de Química na Rússia

Da esquerda para a direita, os alunos Vitória Nunes, Maurocélio Rocha, Lívia Rodrigues e Nicholas de Souza. (Foto: Arquivo Pessoal)

Quatro cearenses são os únicos brasileiros a representar o país na 45ª Olimpíada Internacional de Química (ICHO), em Moscou, na Rússia. A seleção aconteceu por meio da Olimpíada Brasileira de Química, que premiou 15 estudantes de maior destaque para participar do Curso de Aprofundamento e Excelência em Química, ministrado por professores do curso de pós-graduação em Química de uma das universidades participantes. A equipe que vai representar o Brasil na ICHO foi escolhida com base nos resultados dos alunos neste curso.

Segundo o coordenador nacional da Olimpíada, professor Sérgio Maia, os alunos concorreram com cerca de 180 mil alunos. “Nós temos que ver que os estudantes cearenses se prepararam melhor, tiveram maior empenho.

Os professores e as próprias escolas incentivaram e fizeram uma preparaÇão mais adequada para conseguir esses resultados”, afirma. Para o coordenador, o sucesso nas olimpíadas de Química acaba atingindo diretamente as universidades, aumentando o ingresso de alunos nos cursos de graduação e pós-graduação. “O curso já é bem concorrido”, encerra.

Preparação
Entre os alunos, está Vitória Nunes, 18, que vai participar da Olimpíada pela segunda vez. Para a estudante, a pressão aumenta. “Por ser a segunda vez, me sinto com mais responsabilidade para trazer uma coisa melhor pro Brasil”. A jovem afirma que não é muito organizada, mas que tenta não acumular os conteúdos vistos em sala de aula. “Quando chega na [olimpíada] internacional, você vê que tudo valeu a pena”, diz.

Maurocélio Rocha, 15, é o mais novo entre os selecionados. Para ele, o fato de ser mais novo não foi obstáculo para conseguir a vitória. “Foi bem intenso porque a maioria do pessoal é do terceiro ano [do ensino médio]. Então compensei isso estudando num ritmo mais intenso”, conta. O adolescente diz que sua família está bastante orgulhosa com a vitória.

Lívia Rodrigues, 17, participou da Olimpíada Brasileira e está ansiosa para representar o Brasil na Rússia. “Estou tentando controlar a ansiedade para conseguir estudar”, afirma. A rotina de estudos de preparação para a ICHO 2013 foi intensa para a aluna. “Foi muito tempo estudando para conseguir. Eu não tenho um horário definido, mas estudo no mínimo nove horas por dia”, conclui.

O estudante Nicholas de Souza, 17, do Colégio Ari de Sá, já havia tentado participar da Olimpíada Internacional, mas não conseguiu êxito. A dica que ele dá é avaliar os erros do passado e tentar melhorar. Com essa oportunidade, Nicholas não esconde a empolgação: “É bom ter a oportunidade de representar o país, conhecer gente de outras nacionalidades. Estou indo para fazer o meu melhor”, afirma. O estudante já representou o Brasil na Olimpíada Internacional de Ciência Junior, que aconteceu na África do Sul, em 2001.

Colegas de escola
Mauro, Lívia e Vitória estudam no colégio Farias Brito, em Fortaleza. Para o professor de Química Antonino Fontenele, a escola tem a tradição de enviar alunos para olimpíadas. “Enviar quatro alunos, sendo três da mesma escola é uma vitória muito especial. É um trabalho que vem de anos e uma gratificação profissional muito grande”, aponta. A relação dos alunos com os professores ultrapassa os muros da escola. “É gratificante saber que a gente contribuiu para o crescimento pessoal dos alunos. Eles evoluem muito quando viajam para outros países”, completa.

(G1 Ceará)

Escola Padre João Piamarta sofre grave crise financeira e pode fechar as portas

Instituição abriga 2.350 crianças e adolescentes. Câmara Municipal e STDS se articulam para resolver o problema

Após 40 anos de história, o Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta corre o risco de fechar as portas devido ao déficit financeiro que enfrenta há meses. Para tentar resolver as dificuldades da instituição, uma nova discussão está marcada para a próxima terça-feira na Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS).


A instituição recebe também recursos de uma associação italiana, no entanto, desde o ano de 2011, com a crise em diversos países da Europa, a ajuda caiu de R$ 250 mil por mês para R$ 120 mil Foto: Kiko Silva

Nesta semana, uma audiência pública ocorreu na Câmara Municipal para buscar uma solução. Por enquanto, além do encontro de terça-feira, a Casa promete formar uma comissão temporária para acompanhar a questão junto à Secretaria Municipal de Educação (SME).

A entidade filantrópica, fundada em 1972 pelo padre italiano Luiz Rebuffini, hoje possui quatro unidades, uma na Capital e três no Interior do Estado, e abriga cerca de 2.350 crianças e adolescentes carentes. A unidade durante anos se manteve também com recursos enviados de uma associação na Itália, mas a crise europeia agravou ainda mais a situação do lugar.

Diante de um déficit mensal de R$ 200 mil, a vice-presidente do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, Lieta Valotti, pede ajuda. Segundo ela, italiana que trabalha na escola há 33 anos, a despesa mensal das quatro unidades chega a um total de R$ 620 mil. O dinheiro para manutenção de convênios com a Prefeitura Municipal de Itaitinga, onde o Piamarta mantém duas casas, e com a Prefeitura de Limoeiro do Norte, onde há uma unidade, chega a R$100 mil. A Escola conta com R$ 200 mil angariados com trabalhos realizados pelos estudantes e um valor de R$ 120 mil enviados por meio da Associação Operação Lieta, na Itália.

Contudo, a vice-presidente explica que, desde 2011, diante da crise na Europa, a entidade italiana reduziu o valor enviado de R$ 250 mil por mês, para R$120 mil. “A escola tem um papel social muito importante de acolher meninos e meninas em situação de pobreza, extrema pobreza e de risco. Aqui, eles conseguem aprender, se especializar e ter um papel na sociedade”, diz.

Conforme Lieta, somente na sede da Aguanambi, são 1.773 pessoas atendidas. Destes, 89 jovens de 13 a 18 anos moram no Centro Educacional, 124 são estudantes em tempo integral, além de 132 que fazem parte da banda da escola no contra-turno e se alimentam na escola. Ela ressalta que na Casa da Criança Governador Virgílio Távora, em Itaitinga, moram 323 meninos de 6 a 12 anos e na outra unidade, chamada Lar de Nazaré, residem 150 meninas. Já na cidade de Limoeiro do Norte, na Escola Agrícola Padre Lino Gottardi, reside um total de 18 crianças e 90 jovens de 16 a 30 anos fazer cursos técnicos.

Lieta lembra que as dificuldades não começaram agora. Há pelo menos dois anos, foi lançada uma campanha chamada Amigos do Piamarta, na qual cerca de 700 pessoas colaboram cada uma com R$ 15 mensais para ajudar na manutenção do centro educacional.

Atuação

Galeara Matos é assistente social voluntária do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta e já atua na entidade há 30 anos. Ela conta que nunca estudou na escola, mas como morava no bairro e era proveniente de uma família humilde, participava das atividades da entidade, por isso, se sente parte da escola.

“O centro educacional traz para as crianças e adolescentes carentes muitos benefícios, pois oferece residência, alimentação, educação e, acima de tudo, respeito aos direitos humanos, e isso é muito importante. A sociedade e o governo devem se sensibilizar com esta causa”, diz.

FIQUE POR DENTRO

Luiz Rebuffini foi o fundador

Padre Luiz Rebuffini, fundador do Colégio Piamarta, nasceu na Itália em 31 de Janeiro de 1932. Tornou-se sacerdote em 1957 e no mesmo ano veio ao Brasil iniciando suas atividades em São Bento do Maranhão. Três anos depois veio para a cidade de Fortaleza onde em 1971, iniciou a construção do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, na Av. Aguanambi, no bairro de Fátima, inaugurado em 1972 com a mesma filosofia de educar profissionalizando.

No mesmo ano, Luiz Rebuffini fundou a Banda Juvenil de Musica Dona Luiza Távora que alcançou fama internacional. Fundador de todas as unidades da Obra criada por ele.

Em reconhecimento por todo este trabalho em prol da infância e juventude do Ceará o Padre. Luis já recebeu vários reconhecimentos. Entre eles: Titulo de Cidadão Honorário de Fortaleza, Medalha Justiniano de Serpa e a Medalha “Cuore Amico”, reconhecimento da cidade de Brescia, na Itália, aos cidadãos italianos que se destacam nas áreas social e educacional em outros países. Por último, em 2001, ele recebeu o premio Sereia de Ouro: reconhecimento do trabalho feito em prol da sociedade cearense.

Mais informações

Para obter mais dados sobre a situação do Piamarta e saber como ajudar, é possível entrar em contato por meio dos telefones 4141.5022 (Itaitinga) e 3272.7422 (Fortaleza)

(Diário do Nordeste)

USP cria Comissão da Verdade para investigar crimes da Ditadura

A Universidade de São Paulo (USP) também vai investigar violações de direitos humanos cometidos durante o regime militar contra professores, alunos e funcionários. Na noite de hoje (7), a USP anunciou a criação de uma Comissão da Verdade destinada a examinar e esclarecer violações que ocorreram na universidade entre os anos de 1964 e 1985.

A universidade informou, por meio da assessoria de imprensa, que a comissão será constituída por sete docentes e terá como presidente o professor Dalmo de Abreu Dallari, da Faculdade de Direito. Além dele integram o colegiado os professores Erney Felicio Plessmann de Camargo, do Instituto de Ciências Biomédicas; Eunice Ribeiro Durham e Janice Theodoro da Silva, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; Maria Hermínia Brandão Tavares de Almeida, do Instituto de Relações Internacionais; Silvio Roberto de Azevedo Salinas, do Instituto de Física; e Walter Colli, do Instituto de Química.

Os trabalhos da comissão consistem em receber testemunhos, informações e documentos do período e convidar, para prestar depoimentos, pessoas que tenham conhecimento de fatos referentes às violações de direitos humanos na universidade durante a ditadura militar. Também poderão ocorrer perícias e diligências para se obter informações e documentos referentes ao período.

Todos os trabalhos feitos pela Comissão da Verdade da USP irão contribuir para a Comissão Nacional da Verdade, informou a universidade. Ela vai atuar pelo prazo de um ano e, ao final desse período, elaborará um relatório com os resultados dos trabalhos de investigação.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo também foi instaurada uma Comissão da Verdade para apurar as violações ocorridas no estado durante o regime militar.

(Portal Terra)

Cetrede/UVA está com inscrições abertas para cursos de graduação tecnológica

O Cetrede/UVA está com inscrições abertas até o próximo dia 20/5 para o Vestibular 2013.2 de graduação tecnológica. Os cursos ofertados são Processos Gerenciais, Gestão de Recursos Humanos e Gestão de Segurança Privada e as inscrições serão feitas através do site http://www.cetrede.com.br.

É importante ressaltar que os bancários sindicalizados e seus dependentes têm direito a descontos especiais nas mensalidades, através de convênio firmado entre o Sindicato e a entidade de ensino.

As provas serão realizadas no dia 26/5, na sede do Cetrede (Av. da Universidade, 2932 – Benfica). O resultado do vestibular será divulgado dia 3/6, no site da instituição e as aulas terão início no mês de agosto.

Para mais informações sobre o processo seletivo do Cetrede pelo telefone (85) 3214 8200 e mais informações sobre convênios, entre em contato com a Secretaria de Organização do SEEB/CE pelo número (85) 3252.4266.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Calouro da USP desafia preconceito e veste saia para ir à faculdade

Vitor Pereira posa com a saia que usa nas aulas e a camiseta do curso de têxtil e moda da USP Leste (Foto: Flávio Moraes/G1)

Recém-chegado ao curso de têxtil e moda da Universidade de São Paulo (USP), o calouro Vitor Pereira, de 20 anos, decidiu experimentar uma sensação pouco comum entre os homens de hoje: o hábito de vestir saias. “Sempre gostei muito de androginia na moda, nunca pensei que existe roupa de mulher e roupa de homem”, contou o estudante ao G1. No mês passado, ele comprou uma saia xadrez e passou a vesti-la para ir à Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), no campus da Zona Leste da USP. “Sempre quis vestir saia, acho que é mais confortável e libertador.”

Defensor da hipótese de que a moda transcende os gêneros, ele afirma ter colocado em prática pesquisas feitas na faculdade feitas sobre o tema e seguido os passos de alguns colegas veteranos. Na manhã de sexta-feira (3), ele combinou a saia com um par de coturnos e uma camiseta da faculdade.

A atitude do estudante desafia o preconceito contra homens de saia. Três dias após vestir a saia na USP pela primeira vez, Vitor recebeu ofensas anônimas pelo Facebook e criou uma página para defender a causa e divulgar imagens de outros homens que usam saia pelo mundo. “Achei que fosse haver alguns olhares, porque é uma coisa incomum, mas não a ponto de receber ofensa”, afirmou Vitor. “Se você posta um comentário assim é porque você reprime alguma coisa. E se você reprime, isso ou escapa por meio de palavras ou de violência. Sempre tive uma outra visão da USP, de que o pessoal tinha a mente mais aberta.”

Em nota, a assessoria de imprensa da Each afirmou na sexta-feira (3) que a unidade “repudia qualquer tipo de discriminação racial, religiosa, sexual, por gênero e etnia, praticada dentro do ambiente acadêmico ou fora dele”, e que “qualquer manifestação preconceituosa, seja ela qual for, destoa completamente do cotidiano universitário, que apresenta a diversidade em suas mais variadas formas”.

Sociologia da moda
A vontade de experimentar ele nutriu durante quase dois anos, mas a compra da primeira saia foi feita em um impulso durante uma visita a um shopping center. Por falta de opção, a saia de Vitor foi comprada em uma loja feminina e precisou ser ajustada por uma costureira para servir ao porte físico do estudante.

Porém, ele não é o primeiro aluno do curso a vestir a peça para ir à aula. Pelo menos outros três garotos também já aderiram ao hábito de usar saia ou vestido.

O aluno do quarto ano Augusto Paz, de 21 anos, vestiu sua primeira saia em 2011, como parte de uma tarefa da disciplina de sociologia da moda. O “teste de desconforto psicológico” exigido pela professora consistia em sair de casa e ir até a faculdade vestindo uma peça de roupa que Augusto nunca usaria. O estudante escolheu uma saia longa azul emprestada pela mãe, que lhe serviu sem necessidade de ajustes.

Em 2011, Augusto Paz vestiu uma saia pela primeira vez (Foto: Arquivo pessoal/Augusto Paz)
Em 2011, Augusto Paz vestiu uma saia pela
primeira vez (Foto: Arquivo pessoal/Augusto Paz)

Apesar de sempre achar que nunca vestiria a peça, Augusto acabou descobrindo que a saia é bastante confortável e decidiu comprar outros modelos –hoje, ele tem três, que veste de vez em quando. “Compro minhas saias em brechós, procuro o modelo de kilt [saia masculina típica da Escócia]. Fizemos uma pesquisa no ano passado, é muito difícil encontrar saia para homem.”

Vantagens da saia
Além de não esquentar tanto as pernas durante os dias mais quentes, os dois estudantes explicam que a saia também mexe com a postura de quem a veste. “É engraçado ver como uma peça de roupa mexe no visual. Até a maneira de andar muda”, explicou Augusto. “Minha postura tem que ser melhor para não parecer estranho”, afirmou Vitor.

Os dois dizem que a saia não é uma peça de uso diário, mas apenas mais uma opção do guarda-roupa, para vestir quando quiserem. Os motivos para vestirem ou não a saia em um determinado dia são parecidos com os de muitas mulheres. Vitor, por exemplo, desistiu da peça na quinta-feira (2), porque achou que faria frio.

Augusto afirmou que veste as suas de vez em quando. Além da vontade na hora de escolher a roupa do dia, um dos motivos, segundo ele, é o medo da reação que pode receber na rua.

“Tenho medo de violência”, diz. Ele afirma que, na faculdade, o mais comum é receber “olhares de soslaio” e comentários e risadas pelas costas, mas que “é difícil ter uma ação combativa, quando tem é anonimamente pela internet”. Porém, segundo ele, em 2012 um estudante da USP Leste tentou tirar uma foto por debaixo de sua saia. “As reações divergem muito, aqui tem muita gente esclarecida, mas muita gente ignorante.”

Vitor afirmou que não se importa sobre o que os outros pensam dele. Mas admitiu que, quando saiu de casa pela primeira vez vestindo uma saia, o nervosismo fez com que ele ficasse com taquicardia. No ponto de ônibus a caminho da USP Leste, ele diz que muitas pessoas não conseguiam desviar o olhar, e um motorista gritou uma ofensa a ele de dentro de um carro em movimento.

Reflexo da sociedade
A coordenadora do curso de têxtil e moda da USP, professora Cláudia Garcia Vicentini, acredita que é “curioso” ver, no século 21, manifestações agressivas em relação a homens de saia. “A universidade é um lugar de liberdade de expressão”, disse ela na sexta-feira (3), durante entrevista ao G1 na cantina da faculdade, vestida com uma gravata preta. “Os dois são extremamente inteligentes e bem educados, isso é o que importa”, disse. “Para eles, [vestir saia] é um exercício de diversidade. Qualquer crítica que venha pelo lado negativo não constrói.”

Já a professora Suzana Avelar, responsável pelas disciplinas de história da moda e sociologia da moda, explica que a saia sempre foi uma vestimenta masculina e que, até o Renascentismo, homens e mulheres vestiam as mesmas roupas. Ela questionou os motivos para isso incomodar tanto hoje em dia. “Gostaria que as pessoas pensassem a respeito disso”, afirmou.

Para o professor Alessandro Soares da Silva, que dá aulas de psicologia política e de sociedade, multiculturalismos e direitos no curso de gestão de políticas públicas, nem o uso de saia por parte dos alunos homens nem a reação agressiva e anônima na internet o surpreendem. Segundo ele, “o que aconteceu com esses meninos é um reflexo de uma socieade que educa para a enfermidade”.

Silva explica que o preconceito é uma “capacidade emburrecedora”, porque “autoriza o sujeito a falar algo de outro sem conhecê-lo”, partindo da premissa de que existe um “sujeito-referência” e todas as pessoas que não são como ele são consideradas inferiores. Entre as características deste sujeito estão o fato de ele ser “branco, eurocêntrico, culto, bonito, sem deformidades, heterossexual e pai de filhos, não de filhas”.

Na questão de gênero, ele afirma que o preconceito aparece nas reações a homens que ocupam espaços que a sociedade quer restringir apenas às mulheres. “O primeiro xingamento que se aprende é comparar o homem à mulher, como se ser mulher fosse algo pior. Há que se pensar na igualdade de gênero.”

Parte das reações violentas também podem ser combatidas, de acordo com o professor, com uma educação que começa em casa e sabe respeitar a diversidade e manter os de valores individuais no âmbito privado. “O que falta ao Brasil é um estado laico”, diz.

Para o estudante Augusto, “as pessoas não estão acostumadas a um homem que adote comportamentos femininos, é uma questão de tolerância”. Por isso ele celebra a posição de figuras célebres, como o cartunista Laerte, que assumiu a vontade de se vestir como mulher. “Acho fantástico, porque as pessoas se acostumaram.”

(Ana Carolina Moreno, G1 SP)

Por que a lei que obriga o ensino afro-brasileiro não é aplicada?

Aprovada pelo Congresso e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em 2003, a Lei 10.639 – que prevê a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo das escolas do país – é aplicada apenas de forma mínima, mesmo dez anos depois. A situação da lei voltou a ser discutida nesta semana no Rio Grande do Sul, com a audiência pública solicitada pelo movimento negro que provocou declarações no governo do estado e entre deputados estaduais.

A audiência ocorreu na última semana, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. A reivindicação principal, de cobrar maior rigor no cumprimento da lei e na fiscalização do que é realizado, fez com que deputados e representantes do governo buscassem encaminhamentos para um panorama que, segundo os movimentos sociais, se alterou pouco ou nada mesmo após uma década de implementação.

Para a assessora de Diversidade Étnico-Racial da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, Marielda Medeiros, em entrevista para oSul21, “o poder público tem responsabilidade na questão, que é importante no combate ao racismo e ao desconhecimento”. Para Marielda, o grande número de escolas, a fragilidade da formação de parte dos professores e o desafio cultural que é discutir o racismo podem atrasar a aplicação da lei – mas não o desconhecimento do tema. “Depois de dez anos (da aprovação da lei), ninguém pode dizer que não a conhece, e nem quais são os conteúdos necessários”, diz.Quanto à formação dos professores nas universidades, processo intimamente relacionado ao sucesso das medidas, a assessora afirma que “o governo do estado tem parceria com universidades públicas e privadas para que o professor receba a formação necessária. Ainda assim, o currículo de muitas universidades permanece frágil e professores saem com deficiência nos temas relacionados à cultura e história afro-brasileira”.

Presidenta da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, a deputada Ana Affonso (PT) tampouco nega a deficiência nos resultados até agora visíveis da Lei 10.639. Para a deputada, “é difícil para o educador romper com a formação que recebeu durante os anos de estudo, mas não é motivo para que não estejam aptos”. Ana Affonso acredita que a discussão permanente sobre o tema pode provocar transformações no que hoje se observa nas escolas: “o debate sobre o assunto pode vencer a dificuldade ou a má vontade de quem quer que seja”.

Para a deputada do Partido dos Trabalhadores, apesar da necessidade de buscar uma melhor aplicação do que diz a lei, não se pode deixar de lado o esforço já existente. “Precisamos de divulgação do que vem sendo feito nas escolas, porque há avanços também, até para mostrarmos ao movimento negro que o discurso de que nada está acontecendo não é correto”, defende.

A audiência pública da última terça-feira pode render encaminhamentos em breve sobre a questão, como a criação de um pólo de formação acadêmica de formação continuada, a fiscalização de conselhos estaduais e municipais sobre o que é feito nas escolas e o agendamento de uma reunião de movimentos sociais com o secretário de Educação do Rio Grande do Sul, José Clóvis de Azevedo.

Onir Araújo, advogado e membro do Movimento Negro Unificado (MNU), problematiza o não cumprimento da lei de outra forma: para ele, trata-se de uma reação previsível de quem busca manter a ordem dominante. “A não aplicação da lei sinaliza o quão farto é o conteúdo racista da sociedade, e demonstra uma inabilidade política enquanto sujeitos históricos”, opina. Para o advogado, a presença de conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileira é uma demanda antiga do movimento negro.

A origem desses anseios no Brasil, inclusive, remontaria a oitenta anos atrás: “para o movimento negro, desde a Frente Negra, nos anos 1930, a questão da história do nosso povo ser contada no ensino é essencial para a integração do negro”. A aprovação de uma lei como a 10.639 seria, no entanto, o “desaguadouro institucional” do problema – que estaria muito longe de uma resolução definitiva mesmo com o cumprimento ideal, já que transcende a presença do tema no currículo escolar.

Para Onir Araújo, “a lei é importante e necessária, mas é limitada, precisa ser vista dentro de um contexto político e ideológico. Por exemplo, nunca foi organizado um orçamento que garantisse que ela fosse cumprida. Assim, os governos podem alegar que falta dinheiro, que não há verba”. Na mesma linha, ele acredita que verdadeiros avanços no combate ao racismo no Brasil não podem depender apenas da esfera institucional, e sim de efetiva mobilização popular.

O militante do MNU acredita que “quando se tenta abrir uma cunha nesta estrutura que é patriarcal, burguesa e racista”, ocorre a reação dos que buscam manter “um status de 513 anos de história”. O descumprimento da lei, que ocorre “em todos os estados do Brasil”, seria tecnicamente um caso típico de mandado de injunção – no caso, quando a Justiça ordena a aplicação de uma lei. Entretanto, tampouco haveria boa vontade do Judiciário. “Apenas com o bloco na rua isso não vai ser um diálogo de surdos”, resume Araújo.

O exemplo utilizado pelo advogado para demonstrar que a lei, ainda que bem executada, permanece sendo insuficiente, relaciona a não aplicação com um histórico de violência constante: “a prova de que a lei não basta é que 30 mil jovens negros são vítimas de homicídio por ano no Brasil, e esse é um massacre invisível para muita gente. Não é só uma lei que vai adiantar”. Está previsto ainda para o primeiro semestre de 2013, segundo a deputada Ana Affonso, um seminário que busca mapear a aplicação da lei 10.639 no Rio Grande do Sul.

Sul 21

USP tem 78,7% de calouros brancos e 2,4% de pretos, diz pesquisa

Dos quase 11 mil calouros que se matricularam nos cursos da Universidade de São Paulo (USP) este ano após aprovação no vestibular da Fuvest, 78,7% são brancos e 2,4% são pretos, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (3) pela Fuvest. O estudo mostra ainda 11,3% de calouros pardos, 7,5% amarelos (orientais) e 0,2% indígenas. A pesquisa mostra ainda que 62,9% fizeram escola particular e 22% cursaram o ensino médio em escolas públicas.

A pesquisa mostra que ao final de todas as chamadas, 8.635 candidatos se autodeclararam brancos na inscrição para o vestibular. O curso com o maior índice de calouros brancos foi psicologia em Ribeirão Preto, com 95,5%, e o menor foi o de Saúde Pública (43,2%).

Um total de 1.242 pardos entraram na USP, o maior percentual foi registrado no curso de licenciatura em geociências e educação ambiental, com 29,1%. Dois cursos não tiveram calouros pardos: editoração e terapia ocupacional.

Ainda segundo o estudo, 260 calouros autodeclarados pretos se matricularam na USP. O maior índice foi no curso de saúde pública (18,1%). Um total de 33 cursos não tiveram pretos matriculados, entre eles os cursos de medicina, engenharia civil e publicidade e propaganda, os três mais concorridos do vestibular.

A USP recebeu ainda 818 calouros da cor amarela (origem oriental) e 20 indígenas.

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VEJA A DISTRIBUIÇÃO DOS CALOUROS DA USP POR COR/RAÇA NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS
Cor/raça 2009 2010 2011 2012 2013
Branca 77,2% 79,2% 78,2% 78,4% 78,7%
Parda 11,5% 10,2% 10,6% 11,2% 11,3%
Amarela 8,5% 8,2% 8,2% 7,6% 7,5%
Preta 2,6% 2,1% 2,8% 2,6% 2,4%
Indígena 0,3% 0,4% 0,2% 0,2% 0,3%
Fonte: Fuvest

Desempenho por raça
A pesquisa revela ainda que o maior “aproveitamento” no quesito cor/raça foi dos candidatos autodeclarados amarelos, com 37% de aprovação entre o total de inscritos desta raça. Já entre os brancos, 23,2% dos que prestaram o vestibular se matricularam na USP. Os pardos tiveram 15,5% de aprovação, os indígenas 14,8%, e os pretos, 10,2%.

Segundo a pesquisa, 120 mil candidatos do vestibular Fuvest 2013 eram brancos (75,6%); 23,6 mil eram pardos (14,8%); 8,4 mil amarelos (5,3%); 6,5 mil pretos (4,1%); e 352 indígenas (0,2%) (veja tabela abaixo).

Segundo a pesquisa, 120 mil candidatos do vestibular Fuvest 2013 eram brancos (75,6%); 23,6 mil eram pardos (14,8%); 8,4 mil amarelos (5,3%); 6,5 mil pretos (4,1%); e 352 indígenas (0,2%) (veja tabela abaixo).

Escola particular x pública
Ainda segundo o estudo, a maioria dos calouros da USP (62,9%) fez todo o ensino médio em escola particular, e 22% fez todo o ensino médio em escola pública. O governo do estado de São Paulo prepara um programa de reserva de 50% das vagas da USP, Unesp e Unicamp para alunos oriundos de escolas públicas. O tema está em discussão nos conselhos universitários da USP e Unicamp. A Unesp já se pronunciou a favor da reserva de vagas.

(G1 SP)

ADUFC-Sindicato fará recontagem de votos da eleição realizada nos dias 29 e 30/04

A Comissão Eleitoral, responsável pela condução das eleições do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (ADUFC-Sindicato), aprovou pedido de recontagem de votos da eleição ocorrida na última segunda e terça-feira, 29 e 30 de abril. O processo de recontagem dos votos será nesta sexta-feira, 3, às 9 horas, na sede da ADUFC-Sindicato.

Na apuração, encerrada na madrugada de quarta-feira, 1, a Chapa 2 (Por outra Adufc, democrática, transparente e bonita de se ver) obteve 674 votos válidos, três a mais do que a Chapa 1 (Adufc Viva, valorização docente, universidade de qualidade), que recebeu 671. Ao todo, foram às urnas 1.397 docentes sindicalizados.

Após o resultado das eleições, a Chapa “Adufc Viva, valorização docente, universidade de qualidade” enviou um pedido de recontagem dos votos. Ao se pronunciar, a Chapa “Por outra Adufc, democrática, transparente e bonita de se ver” disse que a recontagem, depois de 48 horas do encerramento do processo eleitoral, põe sob suspeita a idoneidade do processo.

Segundo representantes da chapa vitoriosa, o processo configura uma quebra do princípio democrático, pois não há qualquer garantia de inviolabilidade das urnas. Eles também questionaram a custódia das urnas pelos dirigentes da ADUFC, que possui como parte da comissão, inclusive, o presidente candidato à reeleição.

(O Povo Online)

Universidade Federal do Ceará abre vagas para curso de língua espanhola

espanhol

O departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal do Ceará está com inscrições abertas, até o dia 6 de maio, para o curso de extensão “Introdução à Língua espanhola”. Ao todo, são oferecidas 90 vagas. Podem se inscrever interessados em adquirir noções básicas do idioma. O curso é gratuito. 

Os alunos serão divididos em três turmas, e aulas vão ser ministradas por estagiários do Curso de Letras, com a orientação da professora Lívia Baptista. As inscrições devem ser feitas na área 1 do Centro de Humanidades, no Campus do Benfica, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Para inscrição, é pede-se a doação de 2 kg de alimentos não-perecíveis.

A formação será de 8 de maio a 17 de julho, às segundas e quartas-feiras, em três turmas: das 15h30min às 17h, das 17h às 18h30min e das 18h às 19h30min. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas por meio do telefone 3366.7612.

(G1 CE)

Direito da UFC tem o 5º melhor desempenho do País no exame de ordem da OAB

A Faculdade de Direiro da UFC inscreveu 118 estudantes do 9º e 10º semestres do curso e atingiu aprovação de 63,79% (74) dos alunos
A Faculdade de Direiro da UFC inscreveu 118 estudantes do 9º e 10º semestres do curso e atingiu aprovação de 63,79% (74) dos alunos

A Universidade Federal do Ceará (UFC) alcançou o quinto (5º) lugar no exame nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O ranking, obtido entre instituições de ensino superior públicas e privadas, refere-se ao maior número de aprovados entre os inscritos de cada faculdade no IX Exame de Ordem Unificado. Em primeiro lugar, ficou a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto.

Dos 114.763 candidatos que participaram do exame em todo Brasil, somente 10% (11.820) obtiveram êxito. A UFC inscreveu 118 estudantes do 9º e 10º semestres do curso e atingiu aprovação de 63,79% (74) dos alunos. Os resultados divulgados nesta quinta-feira, 25, pela OAB levam em consideração as instituições de ensino que tiveram um mínimo de 20 candidatos inscritos.

Diretor da Faculdade de Direito da UFC desde 2011, Cândido Albuquerque atribui o sucesso do curso à preocupação constante de manter a faculdade sempre em sintonia com o seu tempo. “Somos uma senhora de 110 anos dinâmica e atualizada. Possuimos uma equipe de cinco professores estruturantes, responsáveis por uma constante atualização. Criamos disciplinas, grupos de estudos, projetos de extensão.  Temos uma biblioteca também bem atualizada e nossos estudantes contam com a melhor estrutura para estudar, com todas as salas climatizadas e professores preocupados com uma formação de alto nível”, enumera professor Cândido.

Professor Cândido acrescenta ainda que a média de colocação da UFC nos nove exames – de 2010 para cá, quando o exame tornou-se unificado para todo o Brasil – é de 4º lugar. “Já chegamos a atingir 80% de alunos aprovados na prova”, diz.

Na relação das 50 faculdades brasileiras que mais aprovaram no IX exame da OAB pelo número de escritos, além da UFC, somente uma outra faculdade cearense aparece na  lista. Trata-se da Universidade Estadual do Vale do Acaraú – UVA. Ela aparece em 49º lugar, com 36, 14% de aprovação.

Saiba Mais

A Faculdade de  Direito da UFC foi a primeira do Brasil, fundada em 1º de março de 1903. Atualmente, possui cerca de 1300 estudantes. Todos os semestres, formam-se de  80 a 100 bacharéis em Direito. Hoje, o Brasil possui 1.220 cursos de Direito.

O exame da OAB é obrigatório a todos os profissionais que desejam advogar, de acordo com o professor Cândido. Ele é realizado de duas a três vezes por ano, desde 2010, quando se decidiu pelo teste nacional. Em anos anteriores,  cada secção estadual realizava o exame separadamente.

Ranking

1 –  Universidade de São Paulo (USP) / Ribeirão Preto:  76% de  aprovação

2 – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): 75,28% de aprovação

3 – Universidade do Estado da Bahia (UNEB):  69,57% de aprovação

4 – Universidade de São Paulo (USP) / São Paulo: 64,42%  de aprovação

5 – Universidade Federal do Ceará (UFC):  63,79%  

Redação O POVO Online

Jovem se forma em direito e continua sendo engraxate, em Goiás

Pereira precisa prestar o Exame de Ordem da OAB para conquistar o título de advogado
Pereira precisa prestar o Exame de Ordem da OAB para conquistar o título de advogado

Depois de engraxar sapatos de advogados, promotores e juízes perto do  Tribunal de Justiça de Goiás por sete anos, Joaquim Pereira Filho decidiu conquistar um diploma no curso de direito. 

 — Vi que todos os advogadas pareciam ser bem sucedidos, então resolvi fazer direito.

Na última sexta-feira (19), o engraxate comemorou a formatura de bacharel em uma faculdade particular de Goiânia.

Agora, Pereira precisa prestar o Exame de Ordem da OAB (Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil) para conquistar o título de advogado.

— Vou continuar engraxando até passar na OAB, depois disso vou me engajar na advocacia.

(Portal R7)

Estudante brasileiro derrota 129 mil concorrentes e vai conhecer o espaço

Pedro Henrique Dória Nehme estuda Engenharia Elétrica em Brasília
Pedro Henrique Dória Nehme estuda Engenharia Elétrica em Brasília

“Mãe, ganhei uma viagem para o espaço!” Assim o estudante brasiliense Pedro Henrique Doria Nehme, de 21 anos, anunciou no seu perfil do Facebook a notícia que recebeu nesta segunda-feira (22), após ao almoço, quando abriu seu e-mail e viu que era o vencedor de uma promoção internacional da companhia aérea KLM.

Pela promoção, batizada de “Space Flight”, ele ganhou uma vaga na nave Lynch, da Space Expedition Corporation (SXC), que anunciou que fará um voo comercial ao espaço no início do ano que vem. A viagem está sendo vendida por US$ 107 mil (cerca de R$ 223 mil).

Pedro, que estuda Engenharia Elétrica na UnB (Universidade de Brasília), tem tanto interesse na área espacial que é conhecido como “astronauta” entre os amigos. No ano passado, fez um estágio de nove meses em um centro da NASA, nos EUA. Hoje é estagiário da Agência Espacial Brasileira.

Seus conhecimentos do espaço, no entanto, não foram úteis para vencer o desafio, que consistia em adivinhar em que ponto iria parar um balão de alta altitude monitorado por câmeras e GPS. Os participantes precisavam dizer uma atitude, uma latitude e uma longitude, e as coordenadas que mais se aproximassem da realidade seriam as vencedoras.

“Se eu soubesse o tamanho do balão e a quantidade de gás hélio que tinha dentro, até poderia ajudar a calcular. Mas não deram nenhuma informação, por isso não tinha como”, disse Pedro ao G1.

Assim, ele “chutou” os números. E, coincidentemente, foi o palpite que mais se aproximou das coordenadas do balão. “Foi melhor do que ganhar na loteria”, afirmou.

Pedro Doria Nehme, brasileiro que ganhou uma viagem ao espaço na promoção da KLM, no Goddar Center, da NASA (Foto: Arquivo pessoal)Pedro no centro da Nasa onde fez estágio
(Foto: Arquivo pessoal)

Surpresa
Diferentemente de muitos participantes que ficaram acompanhando ao vivo a divulgação do resultado da promoção, o estudante de Brasília tinha se esquecido da data e estava na defesa de mestrado de um amigo no momento em que foi divulgado que um brasileiro de primeiro nome Pedro tinha vencido.

Quando viu o e-mail da KLM informando que era o ganhador, ele demorou a acreditar. “Eu não esperava ganhar. Entrei no site, vi que era isso mesmo e foi uma loucura”, diz. Ele mandou um SMS para os amigos contando o que tinha acontecido. Eles também acharam, no início, que fosse brincadeira.

Além da viagem ao espaço, Pedro ganhou duas passagens aéreas para Curaçao, no Caribe, de onde sairá a nave, e a estadia para duas pessoas em um hotel de luxo. Ele ainda não sabe quem vai levar. “Não tive tempo de pensar em muita coisa ainda”, diz.

Pedro conta que participa atualmente de um projeto da UnB que simula uma missão espacial e vai lançar um minissatélite para o espaço em um balão no segundo semestre. “Eu falava que tinha inveja do balão porque ele ia para o espaço, e eu não”, diz, rindo. “Mas agora eu vou também”, completa.

(Flávia Mantovani, G1 Viagem e Turismo)

Estudantes de Fortaleza só terão Bilhete Único 10 dias após a implantação do novo sistema

bilhete

Os estudantes de Fortaleza que quiserem utilizar os benefícios do Bilhete Único no transporte coletivo terão de esperar, no mínimo, 10 dias após a implantação do sistema. Os cartões só começarão a ser entregues a partir do dia 24 de junho, enquanto que o Bilhete passará a valer no dia 15. 

Um leitor, que não quis se identificar, enviou à Redação Web do Diário do Nordeste cópia do comprovante que aponta a data da entrega para 2 meses após o pedido, e 10 dias após a implantação do novo sistema. Foto: Reprodução/Divulgação

Durante o período, quem paga meia-passagemcontinuará usufruindo desse benefício, entretanto, conforme as novas normas, não poderá fazer integração nos ônibus, segundo a assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus).

De acordo com a assessoria, a responsabilidade da entrega dos cartões aos estudantes é da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), que só irá entregá-los após a confecção das carteiras de estudante de 2013, para evitar fraudes

As carteiras de estudante de 2012 valem até 15 de junho, data em que os estudantes deverão estar com o documento de 2013 em mãos. 10 dias depois, os Bilhetes Únicos dos estudantes começarão a ser entregues na sede da Etufor. Além do prazo, o local de entrega também é diferenciado: os estudantes só podem receber o Bilhete na sede da Etufor, independente do local onde tenha feito a solicitação.

Situação é apenas para estudantes

Para os demais usuários, o prazo de entrega do Bilhete Único permanece o mesmo, de 10 dias, e a entrega é feita no local onde foi feita a solicitação. Neste caso, a responsabilidade é do Sindiônibus, informou a assessoria.

(Levi de Freitas, Diário do Nordeste)

Maioridade penal? Pela ampliação da maioridade moral!

Por Eliane Brum, Época

Eu acredito na indignação. É dela e do espanto que vêm a vontade de construir um mundo que faça mais sentido, um em que se possa viver sem matar ou morrer. Por isso, diante de um assassinato consumado em São Paulo por um adolescente a três dias de completar 18 anos, minha proposta é de nos indignarmos bastante. Não para aumentar o rigor da lei para adolescentes, mas para aumentar nosso rigor ao exigir que a lei seja cumprida pelos governantes que querem aumentar o rigor da lei. Se eu acreditasse por um segundo que aumentar os anos de internação ou reduzir a maioridade penal diminuiria a violência, estaria fazendo campanha neste momento. Mas a realidade mostra que a violência alcança essa proporção porque o Estado falha – e a sociedade se indigna pouco. Ou só se indigna aos espasmos, quando um crime acontece. Se vivemos com essa violência é porque convivemos com pouco espanto e ainda menos indignação com a violência sistemática e cotidiana cometida contra crianças e adolescentes, no descumprimento da Constituição em seus princípios mais básicos. Se tivessem voz, os adolescentes que queremos encarcerar com ainda mais rigor e por mais tempo exigiriam – de nós, como sociedade, e daqueles que nos governam pelo voto – maioridade moral.

Se é de crime que se trata, vamos falar de crime. E para isso vale a pena citar um documento da Fundação Abrinqbastante completo, que reúne os estudos mais recentes sobre o tema. Mais de 8.600 crianças e adolescentes foram assassinados no Brasil em 2010, segundo o Mapa da Violência. Vou repetir: mais de 8.600. Esse número coloca o Brasil na quarta posição entre os 99 países com as maiores taxas de homicídio de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Em 2012, mais de 120 mil crianças e adolescentes foram vítimas de maus tratos e agressões segundo o relatório dos atendimentos no Disque 100. Deste total de casos, 68% sofreram negligência, 49,20% violência psicológica, 46,70% violência física, 29,20% violência sexual e 8,60% exploração do trabalho infantil. Menos de 3% dos suspeitos de terem cometido violência contra crianças e adolescentes tinham entre 12 e 18 anos incompletos, conforme levantamento feito entre janeiro e agosto de 2011. Quem comete violência contra crianças e adolescentes são os adultos.

Será que o assassinato de mais de 8.600 crianças e adolescentes e os maus tratos de mais de 120 mil não valem a nossa indignação?

Diante desse massacre persistente e cotidiano, talvez se pudesse esperar um alto índice de violência por parte de crianças e adolescentes. E a sensação da maioria da população, talvez os mesmos que clamam por redução da maioridade penal, é que há muitos adolescentes assassinos entre nós. É como se aquele que matou Victor Hugo Deppman na noite de 9 de abril fosse legião. Não é. Do total de adolescentes em conflito com a lei em 2011 no Brasil, 8,4% cometeram homicídios. A maioria dos delitos é roubo, seguido por tráfico. Quase metade do total de adolescentes infratores realizaram o primeiro ato infracional entre os 15 e os 17 anos, conforme uma pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). E, adivinhe: a maioria abandonou a escola (ou foi abandonado por ela) aos 14 anos, entre a quinta e a sexta séries. E quase 90% não completou o ensino fundamental.

Será que não há algo para pensar aí, uma relação explícita? Não são a escola – como lugar concreto e simbólico – e a educação – como garantia de acesso ao conhecimento, a um desejo que vá além do consumo e também a formas não violentas de se relacionar com o outro – os principais espaços de dignidade, desenvolvimento e inclusão na infância e na adolescência?

É demagogia fazer relação entre educação e violência, como querem alguns? Mas será que é aí que está a demagogia? É sério mesmo que a maioria da população de São Paulo acredita que tenha mais efeito reduzir a maioridade penal em vez de pressionar o Estado – em todos os níveis – a cumprir com sua obrigação constitucional de garantir educação de qualidade?

maioridade penal moral brasil

Não encontro argumentos que me convençam de que a redução da maioridade penal vá reduzir a violência. E encontro muitos argumentos que me convencem de que a violência está relacionada ao que acontece com a escola no Brasil. A começar pelo recado que se dá a crianças e adolescentes quando os professores são pagos com um salário indigno. Aqueles que escolhem (e eles são cada vez menos) uma das profissões mais importantes e estratégicas para o país se tornam, de imediato, desvalorizados ensinando (ou não ensinando) outros desvalorizados. Será que essa violência – brutal de várias maneiras – não tem nenhuma relação com a outra que tanto nos indigna?

Teríamos mais esperança de mudança real se, diante de um crime bárbaro, praticado por um adolescente a três dias de completar 18 anos, o povo fosse às ruas exigir que crianças e jovens sejam educados – em vez de bradar que sejam enjaulados mais cedo ou com mais rigor nas prisões que tão bem conhecemos. Vale a pena pensar, e com bastante atenção: a quem isso serve?

É uma mentira dizer que os adolescentes não são responsabilizados pelos atos que cometem. O tão atacado Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a responsabilização, sim. Inclusive com privação de liberdade, algo tremendo nessa faixa etária. Mas, de novo, o Estado não cumpre a lei. Numa pesquisa realizada pelo CNJ, apenas em 5% de quase 15 mil processos de adolescentes infratores havia informações sobre o Plano Individual de Atendimento (PIA), que permitiria que a medida socioeducativa funcionasse como possibilidade de mudança e desenvolvimento.

Alguém pensa em se indignar contra isso?

Se você se alinha àqueles que querem que os adolescentes sejam encarcerados, torturados e sexualmente violados para pagar pelos seus crimes, pode se alegrar. É o que acontece na prática numa parcela significativa das instituições que deveriam dar exemplo de cumprimento da lei e oferecer as condições para que esses adolescentes mudassem o curso da sua história, como mostrou uma reportagem do Fantástico feita por Marcelo Canellas, Wálter Nunes e Luiz Quilião. Segundo a pesquisa do CNJ já citada, em 34 instituições brasileiras, pelo menos um adolescente foi abusado sexualmente nos últimos 12 meses, em 19 há registros de mortes de jovens sob a tutela do Estado, e 28% dos entrevistados disseram ter sofrido agressões físicas dos funcionários. Sem contar que, em 11 estados, as instituições operam acima da sua capacidade.

Será que a perpetuação da violência juvenil decorre da falta de rigor da lei ou do fato de que parte das instituições de adolescentes funciona na prática como um campo de concentração? Antes de tentar mudar a lei, não seria mais racional cumpri-la?

É o que o bom senso parece apontar. Mas é previsível que, num ano pré-eleitoral e com 93% dos paulistanos a favor da redução da maioridade penal, segundo pesquisa do Datafolha, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) prefira enviar ao Congresso um projeto para alterar o ECA, passando o período máximo de internação dos atuais 3 anos para 8 anos em casos de crimes hediondos. Uma medida tida como enérgica e rápida, num momento em que o Estado de São Paulo sofre com o que o próprio vice-governador, Afif Domingos (PSD), definiu como “epidemia de insegurança” – situação que não tem colaborado para aumentar a popularidade do atual governo.

Vale a pena registrar ainda que o número de crimes contra a pessoa cometidos por adolescentes diminuiu – e não aumentou, como alguns querem fazer parecer. Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, entre 2002 e 2011 os casos de homicídio apresentaram uma redução de 14,9% para 8,4%; os de latrocínio (roubo seguido de morte), de 5,5% para 1,9%; e os de estupro, de 3,3% para 1%. Vale a pena também dar a dimensão real do problema: da população total dos adolescentes brasileiros, apenas 0,09% cumprem medidas socioeducativas como infratores. Vou repetir: 0,09%. E a maioria deles cometeram crimes contra o patrimônio.

É claro que, se alguém acredita que os crimes cometidos pelos adolescentes não têm nenhuma relação com as condições concretas em que vivem esses adolescentes, assim como nenhuma relação com as condições concretas em que cumprem as medidas socioeducativas, faz sentido acreditar que se trata apenas de “vocação para o mal”. Entre os muitos problemas desse raciocínio que parece afetar o senso comum está o fato de que a maioria dos adolescentes infratores é formada por pretos, pardos e pobres. (São também os que mais morrem e sofrem todo o tipo de violência no Brasil.) Essa espécie de “marca da maldade” teria então cor e estrato social? Nesse caso, em vez de melhorar a educação e as condições concretas de vida, a única medida preventiva possível para quem defende tal crença seria enjaular ao nascer – ou nem deixar nascer. Alguém se lembra de ter visto esse tipo de tese em algum momento histórico? Percebe para onde isso leva?
Há que ter muito cuidado com o que se deseja – e com o que se defende. Assim como muito cuidado em não permitir que manipulem nossa indignação e nossa aspiração por um mundo em que se possa viver sem matar ou morrer.

Se eu estivesse no lugar dos pais de Victor Hugo Deppman, talvez, neste momento de dor impossível, eu defendesse o aumento do número de anos de internação, assim como a redução da maioridade penal. Não há como alcançar a dor de perder um filho – e de perdê-lo com tal brutalidade. Diante de um crime bárbaro, qualquer crime bárbaro e não apenas o que motivou o atual debate, os parentes da vítima podem até desejar vingança. É uma prerrogativa do indivíduo, daqueles que sofrem o martírio e estão sob impacto dele. Mas o Estado não tem essa prerrogativa.

O indivíduo pode desejar vingança em seu íntimo, o Estado não pode ser vingativo em seus atos. Do Estado se espera que leve adiante o processo civilizatório, as conquistas de direitos humanos tão duramente conquistadas. E, como sociedade, nossa maturidade se mostra pelo conteúdo que damos à nossa indignação. É nas horas críticas que mostramos se estamos ou não à altura da nossa época – e de nossas melhores aspirações.

De minha parte, sempre me surpreendi não com a violência cometida por adolescentes – mas que não seja maior do que é, dado o nível de violência em que vive uma parcela da juventude brasileira, a parcela que morre bem mais do que mata. E só testemunhei a sociedade brasileira olhar de verdade – olhar para ver essa realidade – uma única vez: quando o Brasil assistiu, em horário nobre do domingo, ao documentário Falcão – Meninos do tráfico. É um bom momento para revê-lo.

Sabe por que a violência praticada por adolescentes não é maior do que é? Por causa de seus pais – e especialmente de suas mães. A maioria delas trabalha dura e honestamente, muitas como empregadas domésticas, cuidando da casa e dos filhos das outras. Contra tudo e contra todos, numa luta solitária e sem apoio, elas se viram do avesso para garantir um futuro para seus filhos. O extraordinário é que, apesar de sua enorme solidão, sem amparo e com falta de tudo, a maioria consegue. Àquelas que fracassam cabe a dor que não tem nome, a mesma dor impossível que vive a mãe de Victor Hugo Deppman: enterrar um filho.

Em 2006, espantada com uma geração de brasileiros, a maioria negros e pobres, cuja expectativa de vida era 20 anos, andei pelo país atrás dessas mulheres. Elas respiravam, mas não sei se estavam vivas. Lembro especialmente uma, a lavadeira Enilda, de Fortaleza. Quando o primeiro filho foi assassinado pela polícia, ela estava com as prestações do caixão atrasada. O pai do menino tinha ganhado um dinheiro fazendo pão e, em meio à enormidade da sua dor, eles correram para regularizar o pagamento. Quando conversei com ela, Enilda pagava as prestações do caixão do segundo filho. O garoto ainda estava vivo, mas em absoluta impotência, essa mãe tinha certeza de que o filho morreria em breve. Diante da minha perplexidade, Enilda me explicou que se precavia porque testemunhava muitas mães nas redondezas pedindo esmola para enterrar os filhos – e ela não queria essa humilhação. Enilda dizia: “Meu filho vai morrer honestamente”.

Nunca alcancei essa dor, que era não apenas de enterrar um filho, mas também de comprar caixão para filho vivo, o único ato de potência de uma mulher que perdera tudo. Enilda vivia numa situação de precariedade quase absoluta, tentando trancar nas peças apertadas da casa os filhos que restavam, num calor infernal, para que não fossem às ruas e se viciassem em crack. É claro que perdia todas as suas batalhas. A certeza de ser honesta era, para ela, toda a sanidade possível. (leia aqui).

O que podemos dizer a mulheres como Enilda? Que agora podem ficar tranquilas porque o país voltou a discutir a redução da maioridade penal e o aumento do período de internação? Que é por falta de cadeia logo cedo que seus filhos vendiam e consumiam drogas, roubavam e foram assassinados? Que, ao saber que podem ir presos aos 16 em vez dos 18 anos, seus filhos ainda vivos aceitarão as péssimas condições de vida e levarão uma existência em que não trafiquem, roubem nem sejam mortos? Que é disso que se trata? Quando o primeiro filho de Enilda foi executado, ele tinha 20 anos – e já tinha passado por instituições para adolescentes e pela prisão.

Antes de tornar-se algoz, a maioria das crianças e adolescentes que infringiram a lei foi vítima. E ninguém responde por isso.

Não há educação sem responsabilização. É por compreender isso que o ECA prevê medidas socioeducativas. Mas, quando a solução apresentada é aumentar o rigor da lei – e/ou reduzir a maioridade penal –, pretende-se dar a impressão à sociedade que os adolescentes não são responsabilizados ao cometer um crime. Essa, me parece, é a falsa questão, que só empurra o problema para a frente. A questão, de fato, é que nem o Estado, nem a sociedade, se responsabilizam o suficiente pela nova geração de brasileiros.

Educa-se também pelo exemplo. Neste caso, governantes e parlamentares poderiam demonstrar que têm maioridade moral cumprindo e fazendo cumprir a lei cujo rigor (alguns) querem aumentar.

Quase um terço dos mestres e doutores do Brasil reside em São Paulo

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Trinta por cento dos mestres e 32,88% dos doutores brasileiros moravam no Estado de São Paulo em 2010, segundo levantamento publicado em Mestres 2012: demografia da base técnico-científica brasileiralançado no dia 22 de abril pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

A relação entre o número de mestres e a população residente, no entanto, é maior no Distrito Federal (com 18 mestres por mil pessoas entre 25 e 65 anos), seguido pelo Rio de Janeiro (9,2 mestres por mil) e por São Paulo (7 mestres por mil).

A participação de São Paulo no total de títulos de mestrado concedidos no país caiu de 38,8% em 1996 para 29,1% em 2009, embora o número de mestrados concedidos por ano em São Paulo tenha quase triplicado nesse período, passando de 4.035 a 11.284.

De acordo com o estudo, a formação de novos mestres no país cresceu à taxa de 10,7% ao ano entre 1996 e 2009. A publicação aponta que boa parte da expansão está ligada aos programas de pós vinculados a instituições particulares, que respondiam por 22,4% dos titulados em 2009, ante 13,3% em 1996.

O livro dá continuidade a Doutores 2010: estudos da demografia de base técnico-científica brasileira, que inaugurou os trabalhos de produção de dados estatísticos sobre a formação e o emprego em nível de pós-graduação do CGEE.

Entre as instituições que participaram do estudo estão: a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação Geral de Indicadores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O estudo foi feito a partir do cruzamento das bases de dados do ColetaCapes – 1996-2009 (Capes/MEC) e da RAIS 2009 (MTE). Os dados do Censo Demográfico 2010, recém-publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também foram utilizados na pesquisa.

Outro dado apontado é que a população de mestres e doutores é muito mais branca do que a população como um todo. Enquanto os brancos correspondiam a 47% da população residente no Brasil em 2010, entre a parcela com mestrado e doutorado a porcentagem de brancos subia para 80%. Por outro lado, enquanto os negros representavam 8% da população total, apenas 3% dos mestres e 2% dos doutores eram negros.

Além disso, embora as mulheres fossem maioria entre os mestres, a remuneração delas era muito inferior à dos homens. Entre os titulados em programas de mestrado, o número de mulheres superou o de homens em 1998 e cresceu depois disso. A sua remuneração mensal média, entretanto, era 42% menor do que a dos mestres homens.

Agência Fapesp

Brasil quadruplica número de mestres e doutores em 15 anos

doutora

O número de mestres e doutores formados pelas universidades brasileiras mais que quadruplicou em 15 anos, passando de 13.219 em 1996 para 55.047 em 2011 – aumento de 312% –, segundo uma compilação inédita divulgada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O relatório, chamado Mestres 2012, é uma continuação do Doutores 2010, lançado três anos atrás. Juntos, eles fornecem um raio X detalhado da pós-graduação no País, levando em conta dados do Censo Demográfico do IBGE, do MCTI e dos Ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego.

Entre os mestres, o crescimento foi impulsionado, em grande parte, por um aumento no número de cursos de mestrado oferecidos em instituições de ensino particulares, cuja participação na formação nacional de mestres cresceu de 13,3% em 1996 para 22,4% em 2009, quase empatando com as universidades estaduais, que contribuíram com 25%.

Em números absolutos, as particulares formaram 8.696 mestres em 2009, enquanto as estaduais formaram 9.712 e as federais, 20.142. “As privadas ainda formam menos, porém cresceram mais que as públicas no mesmo período”, diz o diretor do CGEE, Antonio Carlos Galvão, que supervisionou o estudo. Os dados mostram também uma descentralização da pós-graduação em termos regionais.

A Região Sudeste, apesar de ainda ser predominante, viu sua participação no número de programas de mestrado cair de 62% para 50%. “A pós-graduação começou no Sudeste, por isso a concentração. Mas nos últimos anos ela vem se expandindo um pouco na Região Sul, mais lentamente no Nordeste e recentemente no Norte e no Centro-Oeste”, destaca o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães.

Empregabilidade 
Um dos principais destaques do estudo, segundo Galvão, é que os mestres têm uma inserção maior no mercado de trabalho não acadêmico que os doutores. Do total de mestres formados entre 1996 e 2009, cerca de 40% estão empregados no setor de educação, comparado a cerca de 80% do doutores. “Isso mostra que os doutores têm mesmo um perfil mais acadêmico”, avalia Galvão. “E corrobora a ideia de que o mestrado não é só uma etapa de graduação: é uma titulação com finalidade própria, que tem um encaixe social mais abrangente.”

Os dados também escancaram a desigualdade de gêneros na elite acadêmica brasileira. As mulheres já representam mais da metade dos mestres do País desde 1997, mas sua remuneração média é 42% menor que a dos homens com a mesma titulação. As discrepâncias são mais acentuadas nas Regiões Sul e Sudeste (44%) e menos na Região Norte (18%). “É algo que deve ser discutido no sentido de criar políticas públicas para reduzir esse hiato”, diz Galvão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Número de mestres formados por universidades do CEARÁ cresce 633,12% em 13 anos

mestres

No últimos anos, cada vez mais profissionais têm adquirido qualificações no Ceará. Em 13 anos, o número de mestres e doutores formados pelasuniversidades cearenses cresceu mais de 633,12%, segundo o relatório do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A pesquisa foi feita até o ano de 2009.

O estudo mostra que em 1996 foram concedidos 157 títulos de mestrado no Ceará. Enquanto, em 2009, o número subiu para 1.151 títulos, resultando um total de 8.215 títulos de mestre formados no Estado.

O relatório Mestres 2012 é uma continuação do Doutores 2010, lançado três anos atrás. Juntos, eles fornecem um raio X detalhado da pós-graduação no País, levando em conta dados do Censo Demográfico do IBGE, do MCTI e dos Ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego.

De acordo com o relatório, até 2009, o Estado possuía 76 programas de mestrado, 18 deles na rede estadual, 53 na federal e 5 no particular. Até 2009, o município não oferecia a formação. O número de programas de mestrado indicado na pesquisa é o resultado da soma do número de programas acadêmicos e ou profissionais.

No Ceará, O número de mulheres com titulos em programas de mestrado superou em 51,6% o de homens que apresentou 48,3%, entre os anos de 1996 e 2009.

Formação de mestres e doutores mais que quadruplica no país

Já em todo o Brasil, o número de mestres e doutores formados mais que quadruplicou. Em 15 anos, passando de 13.219 em 1996 para 55.047 em 2011. Seguindo a linha do estudo, entre 1996 e 2009, a formação de novos mestres no Brasil cresceu 10,7% ao ano. O relatório relaciona parte do crescimento a elevada contribuição dos programas de mestrado vinculados a instituições particulares.

No ano de 1996, essas instituições foram responsáveis por apenas 13,3% dos títulos de mestrado concedidos. No ano de 2009, elas já respondiam por 22,4% dos títulos. As estaduais passaram de 30,2% para 25,0% dos títulos entre 1996 e 2009, enquanto que as federais passaram de 56,5% para 51,9%.

Entre os titulados em programas de mestrado, o número de mulheres superou o de homens no ano de 1998 e a proporção delas cresceu de maneira significativa desde então. Apesar de em 2010, já constituírem a maioria de mestres residentes no Brasil, a remuneração mensal média era cerca de 42% menor do que a dos mestres homens.

(Suzane Saldanha, Diário do Nordeste)

Principais universidades de SP divulgam datas do Vestibular 2014; Saiba Mais

VESTIBULAR2014

As principais instituições de ensino superior localizadas no Estado de São Paulo começaram a divulgar nesta quarta-feira, 24 de abril, as datas referentes aos Vestibulares 2014. São elas: universidades estaduais de São Paulo (USP), Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp); Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); e as Pontifícias Universidades Católicas de São Paulo (PUC-SP) e Campinas (PUC-Campinas).

O cronograma unificado foi decidido em encontro realizado no último dia 17, na sede da Vunesp. Todo o ano, representantes dessas sete instituições se reúnem para que as datas das provas não coincidam umas com as outras. A intenção é que o vestibulando tenha a oportunidade de participar de todos os processos seletivos, caso seja sua intenção.

O ITA é a única instituição que ainda não divulgou seu cronograma, o que deverá acontecer na sexta-feira, dia 26. Assim que for divulgado, esta notícia será atualizada. Veja abaixo as agendas já divulgadas:

USP-Fuvest
Inscrições: 23 de agosto a 09 de setembro
1ª fase:  24 de novembro
2ª fase: 05 a 07 de janeiro de 2014
Resultado: 1º de fevereiro de 2014

Unicamp
Inscrições: 19 de agosto a 13 de setembro
1ª fase: 10 de novembro
2ª fase: 12 a 14 de janeiro de 2014
Testes de habilidades específicas: 20 a 23 de janeiro de 2014
Resultado: 03 de fevereiro de 2014

Unesp
Inscrições: 16 de setembro a 11 de outubro
1ª fase: 17 de novembro
2ª fase: 15 e 16 de dezembro
Resultado: 27 de janeiro de 2014

Unifesp (Vestibular Misto)
Inscrições: 23 de setembro a 15 de outubro
Provas: 12 e 13 de dezembro
Resultado: 29 de janeiro de 2014

PUC-SP
Inscrições: 14 de outubro a 13 de novembro
Provas: 1º de dezembro
Resultado: 19 de dezembro

PUC-Campinas
Provas: 29 e 30 de novembro
Resultado: 13 de dezembro

ITA
Irá divulgar na sexta-feira, dia 26

Por Adriano Lesme – Brasil Escola

Kroton e Anhanguera: os números da maior empresa de educação do planeta

educação

São Paulo – Anunciada hoje, a associação entre a Kroton e a Anhanguera criará a maior companhia de educação do mundo, caso o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) dê sinal verde para o negócio. Juntas, as duas companhias são avaliadas em 5,9 bilhões de dólares, algo como 13 bilhões de reais.

Bem à frente da segunda colocada do ranking – a chinesa New Oriental, com 2,9 bilhões de dólares em valor de mercado – a companhia resultante da associação deverá integrar, com esse tamanho, o índice das empresas mais representativas da bolsa, o Ibovespa.

Mas essa não é única medida da sua grandeza. Unidas, Anhanguera e Kroton possuem:

1 milhão de alunos
123 campi de ensino presencial
647 polos de ensino a distância
Unidades em 80 cidades do país
Mais de 2.000 cursos de graduação, mestrado e doutorado

Considerando os resultados apresentados no ano passado, as companhias reportaram juntas:

Receita bruta de 4,3 bilhões de reais
Receita líquida de 3 bilhões de reais
Ebtida (juros, impostos, depreciação e amortização) de 709 milhões de reais
Lucro líquido de 420 milhões de reais

Embora a fusão entre Anhanguera e Kroton dê musculatura global ao negócio, a ideia, pelo menos por enquanto, é crescer no Brasil. No que se refere ao ensino universitário, a taxa de penetração média é de 14,6% no país. O governo quer elevar o percentual para 33% até 2020. Junto com a Anhanguera, a Kroton acredita estar bem posicionada para participar dessa mudança de cenário.

Em coletiva de imprensa, Rodrigo Galindo, CEO da Kroton e futuro diretor presidente da nova companhia, apontou que uma das principais ferramentas para incrementar o número de estudantes matriculados nas universidades será o aumento de adesão ao FIES, o Fundo de Financiamento Estudantil.

“Nós somos o maior parceiro do Ministério da Educação, com 120.000 alunos do FIES nas duas instituições combinadas”, completou. A ideia, daqui para frente, é ampliar o percentual de alunos inscritos no programa. Hoje, a Anhanguera tem 20% de seus alunos presenciais no FIES. Na Kroton, o percentual já é de 45%.

Passos

Em 10 dias, as companhias deverão concluir a documentação entregue ao Cade. Embora a autarquia tenha, pela nova lei, prerrogativa para barrar a megatransação, os executivos da companhias não acreditam que isso deve acontecer.

A sobreposição das atividades no ensino presencial acontece em apenas em Cuiabá (MS), Belo Horizonte (MG), Jundiaí (SP) e Rondonópolis (MT) – quatro cidades das 80 onde as companhias atuam.

As companhias têm aproximadamente 900.000 alunos na graduação. Embora o governo não tenha divulgado dados de 2012, o censo de 2011 aponta a existência de 6,5 milhões de estudantes universitários no país. Considerando esse número, a participação de mercado de Kroton e Anhanguera seria de cerca de 14%.

“Tanto no ensino presencial quanto no ensino a distância, esse número tende a ser abaixo ou igual a 20%”, disse Rodrigo Galindo. “No ensino presencial, (o market share) é ainda menor”, finalizou.

Múltiplas marcas

Até a conclusão da operação, as duas empresas continuarão atuando de maneira independente. Após o parecer do Cade, o nome Kroton responderá pela atividade da nova companhia na bolsa. Além disso, estudos de branding serão encomendados para determinar a permanência ou não de todas as marcas no portfólio.

A Kroton é dona da Faculdade Pitágoras, Unopar (Universidade Norte do Paraná), Uniasselvi, UNIC (Universidade de Cuiabá), UNIME (União Metropolitana de Educação e Cultura), Unirondon, Faculdade União, Faculdade Atenas Maranhense e Faculdade de Macapá.

Já as principais marcas que estão sob o controle da Anhanguera são a Unipli (Centro Universitário Plínio Leite), Uniban (Univerdade Bandeirante de São Paulo) e UniABC.

(Exame Online)

Kroton e Anhanguera se unem e criam maior grupo de educação do mundo

educação

A Kroton e a Anhanguera, os dois maiores grupos de educação do País, anunciaram uma fusão nesta segunda-feira (22), numa operação que cria o maior conglomerado do setor do mundo. A companhia resultante teria faturamento bruto de R$ 4,3 bilhões, mais de um milhão de alunos e valor de mercado próximo a R$ 12 bilhões. 

A Kroton terá cerca de 57,5% da empresa combinada, enquanto os acionistas da Anhanguera ficarão com 42,5%. As ações da Anhanguera serão incorporadas pela Kroton. Os atuais acionistas da Anhanguera receberão 1,364 ação da Kroton após a aprovação da fusão, que depende de análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O presidente da empresa será Rodrigo Galindo, atual presidente da Kroton, e o conselho de administração passa a ser comandado por Gabriel Mário Rodrigues, que lidera o conselho da Anhanguera. “Será uma empresa maior e mais eficiente, os dois grupos têm complementaridade geográfica e possibilidade de sinergias relevantes”, disse Ricardo Scavazza, atual presidente da Anhanguera, que fará parte do conselho da empresa resultante, em teleconferência com o mercado financeiro nesta manhã.

A Anhanguera tem forte presença em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Kroton está mais estabelecida no Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná. Na empresa resultante, 73% da receita virá do ensino superior em campus, 23% do ensino superior em polos associados e 4% de educação básica. O grupo terá cerca de 800 unidades de ensino superior e 810 escolas associadas. 

Além de aumentar a área de atuação, a complementaridade geográfica faz os administradores acreditarem que não haverá maiores problemas no Cade. “Nosso market share [ participação de mercado ] nacional é baixo, e os múnicipios onde há sobreposição de atuação [ ou seja, onde essa participação subiria ] são muito poucos”, diz Galindo.

“Teremos valor de mercado próximo a US$ 5,9 bilhões (R$ 12 bilhões), o dobro da segunda maior empresa do setor [ a chinesa New Oriental, que vale cerca de US$ 3 bilhões ]. O ebitda [ lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ] será de cerca de US$ 1 bilhão, seremos uma empresa bastante relevante”, afirma Galindo.

As duas empresas são listadas no Novo Mercado da BM&F Bovespa e, segundo Galindo, existe expectativa de que agora o grupo passe a fazer parte do IBovespa, índice de referência da bolsa paulistana. O anúncio da fusão fez os papéis da companhias dispararem. A ação da Kroton saltou 8,14%, a R$ 27,19, enquanto o da Anhanguera fecharam com alta de 7,91%, a R$ 36,85. O Ibovespa subiu 0,68%.

Após a aprovação do negócio, serão emitidas 198,8 milhões de ações da Kroton. No dia 30, a empresa vota em assembleia um desdobramento de ações, que poderia alterar a relação de troca dos papéis – os acionistas da Anhanguera passariam a receber 0,45 ação da Kroton.

“Foi um negócio entre iguais, o espírito é de uma fusão”, disse Galindo. “Poderia haver emissões tanto de uma empresa quanto de outra, mas vimos vantagens jurídicas na emissão da Kroton”, afirmou.

Até a aprovação do Cade, as empresas se mantêm independentes. “Não haverá, por enquanto, troca de informações estratégicas e nenhuma integração”, afirma Galindo. “O time de integração terá representantes das duas companhias, que têm várias integrações e captações de sinergia em seus históricos”, lembra, uma vez que os grupos cresceram em parte com fusões e aquisições .

(Pedro Carvalho, IG SP)

Ceará é o estado com maior frequência escolar de beneficiários do Bolsa Família

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O Ceará é o estado com maior indíce de frequência escolar de crianças entre 6 e 15 anos, e adolescente entre 16 e 17 anos, beneficiários do Bolsa Família, informou o levantamento parcial do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) realizado entre os meses de fevereiro e março de 2013. 54,74% das crianças e 45,12% dos adolescentes cearenses nessa faixa etária, monitoradas pelo levantamento, tiveram suas presenças em salas de aula nos meses referentes, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (18).

No total, a presença dos beneficiários pelo Bolsa Família no Ceará é de 53,53%. 

No total, a presença dos beneficiários pelo Bolsa Família no Estado foi de 53,53%, acima da média nacional. O indíce de assiduidade em todo Brasil registra 40,35%. Atrás do Ceará, o Píauí (46,80%) e o Paraná (46,34%) apresentaram as melhores porcentagens.

A frequência escolar dos beneficiários é uma das exigências realizadas pelo Governo para manter o programa assistencial. Estudantes com idades entre 6 e 15 anos precisam ter frequência mínima de 85% das aulas e os adolescentes de 16 e 17 anos, de pelo menos 75%.

O Bolsa Família transfere cerca de R$ 2 bilhões a mais de 13,8 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros.

(Diário do Nordeste)

Tribunal de Contas do CEARÁ oferece 76 vagas para estágio de nível superior

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Foi iniciado nesta segunda-feira (1º) o processo seletivo para estágio remunerado de nível superior do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE). São ofertadas 76 vagas para estudantes nas áreas de administração, biblioteconomia, ciências contábeis, comunicação social, direito, economia, engenharia civil, informática e pedagogia.

Para concorrer às vagas, os estudantes devem estar devidamente matriculados e terem cursado entre 40% e 80% dos créditos totais do curso de nível superior nas áreas citadas. O candidato também precisa ter média global igual ou superior a 7.

Será oferecida uma bolsa mensal no valor de R$ 803,42 e auxílio-transporte aos candidatos selecionados. O estagiário cumprirá jornada de trabalho de vinte horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias, de segunda a sexta-feira.

As inscrições serão realizadas no período de 1º a 14 de abril de 2013, pelo site do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), no endereço www.ciee.org.br, onde o candidato deverá imprimir o comprovante de inscrição. O processo seletivo será composto de três fases: provas de língua portuguesa e conhecimentos específicos, análise do histórico acadêmico e entrevista. Maiores informações podem ser obtidas no site do TCE (www.tce.ce.gov.br).
(G1 Ceará)

Estudante de escola pública fica isento da taxa de vestibular em instituição federal

estudante

Estudantes de baixa renda que cursaram todo o ensino médio em escola pública não precisam mais pagar taxa de inscrição em vestibulares de instituições federais. A isenção está garantida pela Lei 12.799, de 10 de abril de 2013, publicada na edição de hoje (11) do Diário Oficial da União. Há instituições federais que já adotam isenção total ou parcial para alunos de baixa renda e, com a lei, a gratuidade passa a ser obrigatória.

Para ter a isenção total da inscrição nos processos seletivos, o candidato precisa comprovar que atende cumulativamente às exigências da lei: ter renda familiar per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral na rede privada.

A lei estabelece ainda que, em outros casos, as instituições federais de educação superior podem adotar critérios para isenção total ou parcial do pagamento de taxas de inscrição de acordo com a carência socioeconômica dos candidatos.

A Universidade Federal de Goiás (UFG) é uma das instituições em que o estudante que cursou o ensino médio em escola pública e que faz parte de família com renda mensal de até um salário mínimo por pessoa pode se inscrever para requerer isenção na inscrição para o vestibular. A UFG oferece um número determinado de vagas para conceder a isenção. A taxa de inscrição do vestibular é R$ 130,00. As universidades federais da Bahia e de Pernambuco, por exemplo, também têm processos de gratuidade. Elas adotavam critérios próprios.

(Yara Aquino, Agência Brasil)


 

Nova lei obriga os pais a matricular criança de 4 anos na pré-escola

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Lei publicada na edição desta sexta-feira (5) do Diário Oficial da União determina que os pais matriculem os filhos na escola quando completarem 4 anos e não mais a partir dos 6 anos de idade. A mudança estava prevista em emenda constitucional aprovada pelo Congresso em 2009.

Agora a determinação foi incorporada na Lei de Diretrizes e Bases de 1996, de acordo com o Ministério da Educação. A emenda estabelece que estados e municípios têm até 2016 para oferecer vagas para as crianças nesta faixa etária.

Antes da mudança na Constituição, o ensino fundamental era a única fase escolar obrigatória no Brasil. Depois da aprovação da emenda, o ensino passou a ser obrigatório dos 4 aos 17 anos, incluindo a pré-escola, o ensino fundamental e o médio.

Os demais itens da Lei 12.796, de 4 de abril de 2013, publicada hoje, atualizam a Lei de Diretrizes e Bases, e prevê que a educação infantil terá carga carga horária mínima anual de 800 horas e controle de frequência nas pré-escolas com frequência mínima de 60% do total de horas.

Incorpora a orientação para que o ensino seja ministrado levando em consideração a diversidade étnico-racial e atendimento educacional especializado gratuito aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.

A lei determina que a União, o Distrito Federal, os estados e municípios adotem mecanismos facilitadores de acesso e permanência em cursos de formação de docentes em nível superior para atuar na educação básica pública.

Da Agência Brasil

CCJ aprova por unanimidade criação da Universidade Federal do Cariri

universidade

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou nesta quarta-feira (3) por unanimidade o Projeto de Lei 2208/11, que cria a Universidade Federal Regional do Cariri (UFCA). A matéria segue para análise do Plenário da Câmara dos Deputados.

Pela proposta, do deputado federal José Guimarães (PT-CE) os campi de Juazeiro do NorteBarbalha e Crato, que atualmente pertencem à Universidade Federal do Ceará, passam a integrar a UFCA. Também serão criados os campi de Icó e Brejo Santo, em complemento aos outros três que já foram citados. De acordo com a proposta, todos os cursos ofertados pelo atual campus da UFC Cariri e a matrícula dos alunos serão incorporados pela nova universidade.

Para compor o quadro de servidores da UFCA, serão criados 727 cargos, sendo 197 cargos de professor do magistério, 212 cargos técnico-administrativos em educação de nível superior e 318 de nível intermediário. Os servidores que atualmente compõe a UFC também serão remanejados para a UFCA.

A estimativa de impacto orçamentário dos cargos de direção e de funções gratificadas, segundo informa o relator do projeto, é da ordem de R$ 9,95 milhões para o exercício de 2013. “No que se refere aos cargos efeitos a serem criados, informo que o impacto será de forma gradativa, a partir do provimento desses e estimado em R$ 13 milhões para o exercício de 2013, R$ 19 milhões para 2014 e R$ 10 milhões para 2015”, diz o deputado José Guimarães.

(G1 CE)

FGV-EAESP fará vestibular em Fortaleza e Salvador

A FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo Fundação Getúlio Vargas) irá realizar, pela primeira vez, seu vestibular para o ingresso no segundo semestre deste ano nas cidades de Fortaleza e Salvador. Além dessas cidades, o candidato pode optar por fazer as provas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

A instituição oferece 200 vagas para o curso de administração de empresas e 50 para o de administração pública. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site , onde também estão publicados os editais do concurso.

Os interessados têm até as 18h do dia 12 de abril para aproveitar as condições especiais na taxa de inscrição, pagando R$ 75,00. Para os boletos bancários emitidos após esse horário, será cobrado o valor integral: R$ 150,00 até o dia 15 de maio, quando termina o prazo para se candidatar ao vestibular.

Os estudantes que tiverem concluído ou estejam terminando todo o ensino médio em escola pública (municipal, estadual ou federal), no Brasil, podem pedir isenção da taxa de inscrição. Basta comprovar essa condição, por meio de documentos, até o dia 15 de maio. As provas objetivas e discursivas acontecem no dia 9 de junho.

Palestras

Nos dias 8 e 9 de abril, os professores Francisco Saraiva (administração de empresas) e Marco Antonio Carvalho Teixeira (vice-coordenador do curso de administração pública) farão palestras em colégios e cursos pré-vestibulares de Fortaleza. A ideia é apresentar os dois cursos e a política de bolsas da FGV-EAESP, bem como tirar dúvidas sobre o vestibular.

Já nos dias 15 e 16 esses mesmos professores farão palestras em colégios e cursos pré-vestibulares de Salvador.

Mais informações sobre o vestibular da FGV-EAESP pelo telefone 0800 770 0423 ou pelo e-mail vestibulares@fgv.br.

(Portal Virandobixo)

Sindicato dos Bancários do Ceará seleciona estagiários de Direito

estagio-direito

O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários do Ceará vai selecionar dois estudantes de Direito para seu quadro de estagiários. As inscrições iniciaram nesta terça-feira, 26/3, e vão até o dia 8/4, das 9h às 15h, na sede da entidade (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro).

Poderão inscrever-se estudantes regularmente matriculados no curso de Direito que tenham concluído no mínimo 80 e no máximo 150 créditos. A jornada de trabalho é de 30 horas semanais (6 horas diárias) e o valor da bolsa é de R$ 856,00 mais auxílio-transporte no valor de R$ 48,40.

No ato da inscrição os interessados devem apresentar histórico escolar, curriculum vitae, cópia da carteira de identidade e declaração da Universidade com a quantidade de créditos cursados. O processo seletivo será conduzido por uma comissão mista formada por profissionais de Direito e diretores da entidade e constará de duas fases – uma prova escrita e uma entrevista com os aprovados na 1ª fase.

A prova escrita será aplicada no dia 10/4, às 9h, cujo resultado será divulgado no dia 15/4. A entrevista com os aprovados será realizada no dia 16/4, às 9h, na sede do Sindicato. A divulgação do resultado final será dia 18/4 e o início do estágio no dia 22/4.

Mais informações através do telefone (85) 3252 4266, falar com Daniela.

(SEEB-CE)

Universidade Regional do Cariri deve pagar R$ 10 mil a estudante reprovado injustamente

SÍMBOLOS-DA-JUSTIÇA1

A Universidade Regional do Cariri (Urca) deve pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais para o estudante L.M.L. A decisão, da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), teve como relator o desembargador Francisco Bezerra Cavalcante.

Segundo os autos, L.M.L. é estudante do curso de Letras da Urca. Na disciplina “teoria da literatura pressupostos teóricos”, obteve noventa por cento de rendimento. No semestre seguinte, ao tentar se matricular na disciplina “teoria da literatura evolução crítica literária”, teve o pedido negado, pois constava no sistema “reprovado por falta na disciplina” anterior.

A instituição reconheceu o equívoco e permitiu que o aluno efetuasse a matrícula. O dano, no entanto, já havia sido causado, pois o erro custou a exclusão dele do programa de bolsa de estudos remunerado e do estágio ofertado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Por isso, L.M.L. ajuizou ação na Justiça requerendo reparação pelos danos morais sofridos. A instituição contestou dizendo que é uma fundação de direito público, mantida pelo Estado do Ceará e, por isso, é necessária a inclusão do ente público como parte no processo.

Em junho de 2007, a juíza Maria Lúcia Falcão Nascimento, da 1ª Vara da Comarca do Crato, condenou a universidade a pagar R$ 2.500,00 pelo erro cometido. Inconformados com a decisão, ambas as partes interpuseram apelação (nº 0005205-47.2003.8.06.0071) no TJCE.

O aluno requereu a reforma da sentença para majorar o valor da condenação. Defendeu que teve o currículo acadêmico denegrido e foi prejudicado com a exclusão do programa de bolsa e do estágio. Já a apelação da instituição de ensino foi considerada intempestiva.

Ao julgar o caso, nessa terça-feira (12/03), a 7ª Câmara Cível deu provimento ao recurso de L.M.L e aumentou a indenização para R$ 10 mil. Para o relator do processo, houve inegável falha da Urca a partir do momento em que não retirou do sistema a equivocada pendência do estudante, só fazendo quando ele foi realizar a matrícula no semestre seguinte.

(âmbito jurídico)

Morre Wellington Leitão, ex-diretor da Faculdade de Direito da UFC

wellington

Morreu, nesta madrugada de terça-feira, 12, o ex-diretor da Faculdade de Direito da UFC,Wellington Leitão, 72 anos. Ele morreu de complicações cardíacas no Hospital Monte Klinikum, em Fortaleza. O velório ocorrerá a partir das 8h30min, na Funerária Ethernus. Às 15 horas, haverá missa de corpo presente e, em seguida, a cremação.

Wellington Leitão, pai do secretário estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social e presidente do Ceará Sporting Clube, Evandro Leitão, era uma referência na área acadêmica do Direito no Estado.

(O Povo Online)

Conheça a trajetória de Luma Andrade, a primeira travesti a concluir doutorado no País

luma

As pessoas xingavam, chacoteavam, espancavam. Ele, menino acuado, não entendia as razões e os porquês. Olhava espantado e não enxergava motivos. Aprendeu, então, que seu existir era incômodo. Sabia, sim, que tinha de colocar resistências para ser ou estar. Ainda assim, carregava uma culpa. Não sabia o motivo. Hoje, sabe: o ser diferente.

Luma Andrade nasceu no corpo de João Filho e assim o foi na infância e adolescência até aceitar-se e descobrir-se. No colégio, sentia-se constrangida de usar o banheiro masculino. Com dor, continha vontades até chegar a casa. A mãe não aceitava o desigual, mas respeitava. Do pai, nem respeito recebia, sobrando hoje apenas indiferença.

Usava o estudo como válvula de escape. Passar no vestibular, num município do Interior e da primeira tentativa, foi a consequência e o que abriu as portas para agora ser “ela”. Às aulas, ia como queria: vestidos, cabelos longos, maquiagem. Não sem esforço, conquistou um concurso, um mestrado e um doutorado. Fugindo completamente do estereótipo expansivo e de gestos espalhafatosos, dado às travestis, Luma é toda delicadeza e discrição. Qual barreira seria maior que o maior alcance da academia? “Agora eu posso ser quem eu quiser”.

 

O POVO – Como você se percebeu diferente dos outros meninos 
da escola?

Luma Andrade – Quando eu ia à escola, fui percebido como diferente dos demais por conta de sempre me identificar com as meninas. Acabava tendo uma empatia maior com elas. Alguns colegas não aceitavam. Achavam que eu tinha que estar junto com eles e gostar das mesmas brincadeiras. Isso refletia em muitos momentos de violência, em que eu era agredido simplesmente por ter uma singularidade muito feminina. Eles não aceitavam.

O POVO – Você entendia, quando criança, o porquê disso?

Luma – Não. Acredito que até eles (não entendiam). Praticavam o que viam os adultos fazerem. Discriminar, falar mal, rejeitar e não atentar para qualquer forma de diferença em relação aos papéis sexuais. Eles também são vítimas de um processo de formação que é focado de pensamento binário sexual: se você tem uma genitália masculina, tem que ter um comportamento social para esse órgão; se tem uma genitália feminina, é da mesma forma. É esse binarismo que, quando a gente nasce, somos obrigados a compreender pela pedagogia da dor. 

OP – Em que momento você passou a entender aquilo como ofensivo e preconceituoso?

Luma – Com o passar do tempo, a gente vai vendo o diferencial. O que os fazia me violentar física, verbal e psicologicamente? Era exatamente porque eles me percebiam diferente. E isso foi me fez perceber: ‘estou fazendo algo errado’. Esse ‘algo errado’ é porque não estou assumindo o mesmo papel social que eles. É uma espécie de pedagogia violenta e tenta justificar a violência em cima da diferença. Por não estar dentro dos padrões.

OP – Você acha que os estudos eram uma válvula de escape?

Luma – Com certeza. Ele foi a linha de fuga, como diz (Michel) Foucalt (filósofo francês). Porque me centrei (nos estudos) para fugir da questão da sexualidade. Eu estudava muito, ajudava colegas que tinham dificuldades. Existem diversas formas de fugas da realidade. Algumas pessoas preferem usar drogas, outras preferem canalizar a problemática da vida para o trabalho ou para as religiões. Eu tinha tentando as religiões e não deu certo. Continuei a canalizar para os estudos. Foi onde vi que estava fazendo algo coerente. Só conquistei a liberdade quando cheguei na faculdade (Luma cursou Ciências Biológicas, no campus de Russas, da Universidade Estadual do Ceará – Uece).

OP – Você diz que sua mãe aceitava você ser travesti, mas não entendia. Pode explicar melhor?

Luma – Quando é alguém da família, por mais que seja estranho, existe o respeito. Ela me respeitava, mas não aceitava. É diferente você aceitar e respeitar. Ela pode não aceitar, mas tem o dever, enquanto cidadã, de me respeitar. Outra parte da sociedade é exatamente dura: não aceita nem respeita. A violência e até o assassinato pessoas se justifica para que as pessoas não sigam aquele caminho ou não tenham aquela singularidade. É com ódio. Tanto, que se você perguntar para as pessoas que agem dessa forma, elas vão dizer que isso se justifica. É aí onde está o perigo dos discursos. Alguns discursos de religiosos fundamentalistas, em escolas, feito por pessoas machistas e homofóbicas podem levar adolescentes e crianças a entenderem que qualquer atitude para extirpar do outro, essa singularidade que não é hegemônica, se justifica. Existe uma pedagogia ensinando o tempo todo que isso (homossexualidade) não é certo. 

OP – Em que campos de atuação a travesti é mais aceita?

Luma – Uma travesti professora é entendida para pais e professores como mal exemplo. O principal da escola é a questão do desenvolvimento humano, da formação do cidadão. Não é papel da escola tentar encaixar as pessoas numa forma e padrão. Porque hoje a sociedade é diversa. O que tem de ser extirpada da escola é a violência, e a não aceitação das diferenças. A melhor forma de eliminar a discriminação é fazer o jovem aprender com as diferenças. Na escola, você vai ter uma diversidade de cultura e trabalhar para que as diferenças consigam conviver pacificamente. A presença do homossexual é uma ‘ameaça’ porque vai, de certa forma, abalar sua masculinidade. Existe na nossa sociedade esse ‘perigo’. Ele não tem uma doença, mas é tratado como se tivesse. As pessoas precisam entender que não há contaminação. A gente tem a mania de querer padronizar as coisas. Uma vez, na sala de aula, um aluno perguntou: ‘como você se tornou homossexual?’. Eu respondi com outra pergunta: ‘como foi que você se tornou heterossexual?’. Não existe resposta. 

OP – Você falou do recuo para um pequeno avanço. Na relação com o seu pai, você usou desse recuo?

Luma – (pausa) Na verdade, a questão com meu pai vai muito mais além da não aceitação em si, do não respeito dele à minha diferença. Vai agregar outras questões que agregam o trato com minha mãe, minha irmã. O que nos distanciou dele foi a sexualidade. Ele me colocou para fora de casa porque não aceitava que eu levasse meu namorado para a casa onde eu morava junto com minha irmã – e ele nem morava lá. Quando saí, consegui comprar minha casa com muita dificuldade.

OP – Você já percebeu alguma aproximação das pessoas pelo fato de ter o doutorado?

Luma – Teve uma vez, quando eu fazia a terceira série (do ensino fundamental) que um colega chegou para minha professora na sala de aula, comigo chorando, e ela disse: “Professora, o meu colega está chorando. Machucaram ele”. E ela chegou bem perto da minha cadeira e disse: ‘Bem feito, quem mandou você ser assim?’. Eu não sabia do que ela estava falando, mas ela sabia. Estava dizendo que o que eu estava fazendo era errado. Anos depois, recentemente, eu soube que ela fazia questão de dizer que era minha professora. Fico feliz por ela estar orgulhosa por eu ter chegado a onde eu cheguei. Mas isso não apaga o que aconteceu. 

OP – A partir de que momento você passou a ter respeito consigo e a aceitar que era uma travesti?

Luma – Comecei a aceitar porque fui vendo que era isso que me fazia feliz. Quando assumi para mim mesma o que tinha vontade de ser foi o momento em que assumi para a sociedade. Isso me fez entender que era esse o caminho, de fazer com que as pessoas respeitassem a minha diferença. Consegui esse respeito dentro do centro universitário e é bem mais difícil. O fato de eu ter conseguido passar o vestibular da primeira vez que eu fiz. A universidade é um empoderamento na sociedade.

OP – O que a universidade trouxe para você, além de toda a 
teoria acadêmica? 

Luma – No primeiro momento na universidade, tentei ir todo masculinizado, para me esconder. Quando eu entrei, os alunos começaram a me vaiar, a gritar, a dizer nomes (palavrões). Eu pensei: ‘sabe d’uma coisa? Se é desse jeito aqui também, então vou ser eu mesma’. Comecei a usar as roupas que eu queria, bem femininas, a assumir o papel feminino dentro da universidade também. E por incrível que pareça, quando fui assim, passei a ser mais respeitada.

OP – O que representou a mudança no seu nome nos documentos de identificação?

Luma – Sou a primeira travesti da região Nordeste a conseguir mudar os documentos. Meu nome é feminino: Luma Nogueira de Andrade, não é mais o nome de nascimento. São degraus. Ainda hoje acontece preconceito., mas não como era antes. 

OP – Você acredita que a bancada evangélica representa uma espécie de prejuízo para o desenvolvimento da igualdade e da pesquisa no País?

Luma – Não quero dizer aqui que todos os evangélicos são pessoas fechadas, tradicionais ou fundamentalistas. Mas, infelizmente, os representantes que chegam ao parlamento e que fazem parte da igreja evangélica e, até mesmo, da religião católica, são representantes de um movimento tradicional fundamentalista. E para eles, o pensamento contemporâneo é uma afronta à divindade. Tudo que foge ao padrão pré-estabelecido é errado. Isso acaba promovendo um atraso para os direitos humanos, para a ciência – quando não se permite a pesquisa científica com células tronco. O tabu desse grupo em não aceitar outras culturas religiosas como o candomblé, o espiritismo. Enquanto o Brasil não se abrir para as diferenças sociais, não vamos conseguir um desenvolvimento com respeitos aos direitos humanos.

OP – Um aspecto simples, mas importante, é a relação das travestis com banheiros públicos. Quando você conseguiu usar o feminino?

Luma – Não era aceito que eu frequentasse banheiro feminino (da escola) e eu nem me sentia bem nos banheiros masculinos. Cheguei ao ponto de conter as necessidades fisiológicas. Tinha dias que era uma tortura. Às vezes, fazia na roupa. Com o passar do tempo, fui ficando mais adolescente, continuei sem frequentar. Às vezes, dava escapada e entrava no banheiro dos professores, porque não tinha vigilância. Quando eu lecionava na educação básica na rede estadual, continuei frequentando o banheiro masculino. Aos poucos, ia deixando de lado, entrava escondida no banheiro feminino, no horário que não tinha ninguém. Hoje, lá na Crede (Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação, onde trabalha), frequento o feminino. 

 

OP – Você mudou o nome nos documentos. Conseguiu mudar o sexo também?

Luma – A Justiça ainda tem essa dificuldade de reconhecer, porque, para eles, o sexo é o órgão genital que determina. Ela segue as questões das normas biológicas e da Medicina, que é o corpo que vai dizer quem você; é e não a sua mente. Mas no caso do nome social, eles estão conseguindo aceitar estudos da Sociologia. Tenho o sexo masculino, mas tenho um gênero que é feminino. E é o gênero que determina o social, o que eu quero. É o que a minha mente deseja e me faz feliz. A Justiça está dando ainda pequenas aberturas. Temos muito a evoluir. Não penso em mudar de sexo. Porque existe uma diferença conceitual, em certo ponto, entre travesti e transexuais e as definições não dão conta da realidade. Eu me identifico como travesti porque entendo travesti como a pessoa que é do gênero feminino, mas convive bem com seu órgão masculino. Já a transexual é do gênero feminino, mas tem órgão genital masculino e deseja extirpar o órgão. Ele é um incômodo, faz mal, não é prazeroso. É como se fosse um câncer. Não tenho desejo de extirpar meu órgão genital porque ele é uma fonte de prazer. Essas cirurgias são muito dolorosas. A pessoa passa por momentos de sofrimento. E mesmo que não fosse doloroso, eu não faria.

OP – O tema da sexualidade também norteou sua pesquisa no doutorado. Foi também uma forma de estudar um tema tão pouco investigado?

Luma – O tema do doutorado em Educação foi “As travestis na escola – assujeitamento e resistência à ordem normativa”. Era um estudo sobre as travestis nas escolas. Vivenciei todo esse sofrimento. De não poder frequentar um banheiro adequado ao meu gênero, de ser espancada e verbalmente maltratada. O doutorado é um instrumento do poder que legitima sua fala. Entender que boa parte da evasão de travesti na escola não é por interesse do próprio aluno. É uma consequência da vivência que ele tem na escola. O abandono de uma travesti é ocasionado por uma evasão involuntária. De certa forma, como fala Berenice Weissheimer, uma das grandes pesquisadoras do assunto, isso é uma expulsão. É uma evasão involuntária. E se perguntarem, na escola, porque esses alunos abandonaram, vão dizer: ‘Ah, é porque são irresponsáveis, não querem nada da vida’; ‘não têm capacidade de continuar na escola’.

OP – Existe algum fator novo que você percebeu na pesquisa?

Luma – A questão do documento, da chamada, o nome social na escola. Através da pesquisa, conseguimos chegar junto ao Conselho Estadual de Educação do Estado para que as travestis fosse aceitas e tratadas pelo nome social. Outro ponto a que chegamos foi a retirada da Carteira de Reservista, o constrangimento que é retirá-la. Ela é do sexo masculino, mas do gênero feminino. Ela é obrigada, para ser cidadã, ir contra os próprios princípios. E a sociedade impõe isso à força. Não era nem necessário ser pedida Carteira de Reservista para uma travesti porque ela é do gênero feminino. Poucas vão ter coragem de passar por esse processo. E como ela vai se integrar na sociedade, sem esse documento? É uma cidadania institucionalmente negada.

OP – Você e seu companheiro pensam em adotar uma criança?

Luma – A gente pensa, no futuro.

(Angélica Feitosa, O Povo Online)

Ranking classifica 12 universidades brasileiras entre as melhores do mundo

Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal do Ceará

O Brasil tem 12 universidades entre as 500 melhores do mundo, de acordo com o Ranking Web of Universities ou Webometrics, divulgado pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), ligado ao governo espanhol e dedicado ao fomento da investigação científica e tecnológica. O levantamento é baseado no impacto que as publicações científicas das instituições de ensino têm na internet. Das universidades brasileiras até a 500º posição, todas são públicas, sendo nove federais e três estaduais.

O primeiro lugar brasileiro coube à Universidade de São Paulo (USP), que ocupa o 19º lugar geral. A USP foi seguida pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (129º), Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (177º), Universidade de Brasília – UnB (181º), Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (205º), Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (241º), Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (254º), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp (294º), Universidade Federal Fluminense – UFF (312º), Universidade Federal do Paraná – UFPR (364º), Universidade Federal da Bahia – UFBA (444º) e Universidade Federal do Ceará – UFCE (482º).

A primeira universidade particular a aparecer no ranking é a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, na 16º posição nacional e 621º mundial. As dez primeiras posições são ocupadas por universidades norte-americanas, estando a Universidade de Harvard na liderança.

O levantamento avalia as universidades quanto a qualidade do conteúdo publicado, levando em consideração as citações externas ao domínio da página universitária em que a publicação aparece. Além disso, os centros de ensino são avaliados quanto a presença – o número total de páginas hospedadas no domínio da universidade; abertura de arquivos anexados (.pdf, .doc, .docx, .ppt) disponíveis em sites relacionados; e excelência – trabalhos acadêmicos presentes em grandes publicações internacionais.

A pesquisa é divulgada semestralmente desde 2004. O objetivo, de acordo com o site da divulgação, é motivar as universidades a aumentarem a presença na internet. “Caso a performance da instituição estiver abaixo da posição esperada de acordo com a excelência acadêmica que tem, as autoridades deveriam reconsiderar a política na rede e promover um aumento no volume e na qualidade das publicações eletrônicas”, informa a metodologia do levantamento.

(Agência Brasil)

USP se mantém entre as 70 universidades com melhor reputação no mundo

A Universidade de São Paulo manteve em 2013 a classificação obtida no ano passado no ranking das 100 instituições de ensino superior com melhor reputação do mundo. A única instituição latino-americana a aparecer na lista divulgada pela publicação britânica Times Higher Education está no grupo entre as 61ª e 70ª universidades mais prestigiadas.

Marcos Santos/USP

Praça do Relógio, na Cidade Universitária da USP

 

“Nós queremos que a influência da USP em educação, ciência e tecnologia se compare ao desenvolvimento do poder que o País possui na economia global e no cenário político”, disse o reitor da USP, João Grandino Rodas, à THE. Para Rodas, no entanto, a educação de massa de alta qualidade é ainda um dos principais gargalos para o desenvolvimento do Brasil. “A qualidade das escolas primárias e secundárias de todo o País continua a ser insatisfatória e a proporção de jovens brasileiros que entram no ensino superior é muito pequena em comparação com os números de países desenvolvidos.”

No topo do ranking, aparecem pela terceira vez aUniversidade de Harvard , dos EUA, seguida do também americano Instituto Tecnológico de Massachussetts (MIT) e da Universidade de Cambridge, do Reino Unido. A lista que leva em conta a reputação no meio acadêmico foi divulgada pela primeira vez em 2011, quando a USP não obteve classificação.

Entre as 100 primeiras instituições, 43 são americanas e nove inglesas. A USP aparece no mesmo grupo do King’s College, de Londres (Inglaterra), da Universidade de Leiden (Holanda) e do Instituto de Tecnologia de Tóquio (Japão). E está à frente da Sorbonne, de Paris, e da Universidades de Pittsburgh (EUA).

Segundo o editor dos rankings da THE, Phil Baty, o levantamento da reputação das universidades é baseado em “julgamentos subjetivos de quem sabe da excelência no ensino e na pesquisa melhor que ninguém: são acadêmicos experientes, informados e envolvidos”.

Esta edição contou com 16.639 respostas de acadêmicos de 144 países. A pesquisa foi realizada pela Thomson Reuters entre março e abril de 2012. A edição anterior foi respondida por 17.544 pessoas, e a primeira, por 13.388.

A Times Higher Education faz também um ranking geral das 200 melhores universidades do mundo, baseado em 13 indicadores, que vão de investimento à pesquisa, passando por publicações científicas, número de doutorados e de estudantes estrangeiros. Nesse ranking, a USP apareceu em 158º na última edição, divulgada em outubro de 2012.

*Com Agência Estado

Conheça as universidades que mais formam bilionários

Por Luiza Velloni, Portal Infomoney

SÃO PAULO – Na hora de escolher uma universidade, pais e filhos levam em conta muitos critérios: reputação da instituição, preço, entre outros. Porém, se o objetivo é se tornar bilionário, a opção deve ser a Harvard.

Segundo uma nova lista da consultoria Wealth-X, publicada no site CNBC, a Harvard é a universidade que mais formou bilionários ao redor do mundo. Foram mais de 52 bilionários, com uma fortuna total de US$ 205 bilhões – sem contar os gênios que deixaram a universidade antes de se formar, como Bill Gates e Mark Zuckerberg.

A segunda colocada, University of Pennsylvania, teve quase a metade da performance da primeira colocada, com um total de 28 alunos bilionários e uma fortuna coletiva estimada em US$ 112 bilhões.

Harvard foi considerada a maior fábrica de bilionários, com mais de 52 formados  (Divulgação)
Harvard foi considerada a maior fábrica de bilionários, com mais de 52 formados (Divulgação)

Um requisito essencial para a escolha das universidades é a fortuna conquistada após a faculdade. Nesse item, Harvard também levou vantagem entre seus concorrentes. Quase 75% dos estudantes se tornaram bilionários após o curso de graduação – ou seja, não herdaram a fortuna.

Qual é o segredo, afinal?
David Friedman, presidente da Wealth-X, explica que o diferencial da Harvard é o networking. “Harvard tem um networking muito poderoso, pelo qual os ex-estudantes se conectam com todos os campus e são incrivelmente pró-ativos. Você começa uma ótima educação, mas você terá também como chegar lá”.

Outras universidades também têm seu networking, principalmente aquelas voltadas para a área de tecnologia, como a MIT, acrescenta o presidente.

Ranking
Veja abaixo o ranking das 10 universidades que mais formam bilionários:

Titulo
Universidades Ex-alunos bilionários Riqueza total (em US$)
*Wealth-X
Harvard University 52 205 bilhões
University of Pennsylvania 28 112 bilhões
Stanford University 27 76 bilhões
New York University 17 68 bilhões
Columbia University 15 96 bilhões
Massachusetts Institute of Technology 15 114 bilhões
Cornell University 14 35 bilhões
University of Southern California 14 32 bilhões
Yale University 13 77 bilhões
University of Cambridge 11 48 bilhões

Inscrições abertas para Curso Preparatório ao Exame de CPA-10; aulas iniciam dia 05/03

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Com o objetivo de atender uma demanda permanente da categoria bancária, além de contribuir para o seu aperfeiçoamento profissional e ascensão no mercado do trabalho, o Sindicato dos Bancários do Ceará promoverá, em parceria com a Academia dos Módulos (Master Concursos), duas turmas preparatórias para o Exame CPA-10, que serão conduzidas pela secretaria de Formação da entidade.

Em pesquisa realizada pelo Sindicato, em parceria com a UFC, junto à categoria bancária em 2009 identificou que 19% da categoria bancária apontou como demanda prioritária a oferta de cursos de qualificação profissional/técnicos específicos para o exercício da profissão bancária, incluindo aí cursos preparatórios para CPA-10 e CPA-20.

O curso de CPA-10 destina-se a certificar profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto ao público investidor em agências bancárias. Esta iniciativa, amparada na Resolução 3.158 do Conselho Monetário Nacional, instituiu um processo de aferição do conhecimento dos principais aspectos relacionados à distribuição desses produtos de investimento.

O Sindicato dos Bancários oferecerá duas turmas: a Turma I será voltada para os bancários sindicalizados lotados em agências bancárias de Fortaleza, com aulas dias de terça e quinta, das 19h às 22h, com início das aulas marcado para 5 de março, estendendo-se até o dia 28. A carga horária será de 32h/a e terá, no máximo, 50 vagas.

Já a Turma II será voltada aos bancários sindicalizados lotados em agências da Região Metropolitana e interior do Estado. As aulas serão realizadas aos sábado, durante todo o dia (das 8h às 11h e das 14h às 17h). O início das aulas será dia 9 de março prosseguindo até o dia 30/3. Serão também 32h/a e no máximo 50 vagas.

O conteúdo programático inclui Sistema Financeiro Nacional, Ética de Regulamentação, Análise do Perfil do Investidor (API), Noções de Economia e Finanças, Princípios de Investimentos, Fundos de Investimento e Demais Produtos de Investimentos.

Atenção para as inscrições e matrícula – O período de inscrições acontece de 25/02 a 01/03/20013, das 9h às 17h, na secretaria de Formação do Sindicato ou pelo telefone (85) 3252 4266.

A matrícula será realizada nos dias 4 e 5/3, também de 8h às 17h, na secretaria de Formação. O valor do curso será de R$ 190,00 a ser pago no ato da matrícula, em dinheiro ou cheque.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Pais denunciam escola por proibir criança transgênero de usar banheiro das meninas

Coy Mathis, 6, usa roupas femininas e seus colegas costumavam se referir a ela por pronomes femininos
Coy Mathis, 6, usa roupas femininas e seus colegas costumavam se referir a ela por pronomes femininos

No Estado de Colorado (EUA), uma criança transgênero de seis anos foi proibida pela escola de usar o banheiro feminino. Os pais estão acionando legalmente a escola pela proibição, as informações são do jornal Denver Post.

Coy Mathis, 6, nasceu menino mas se identifica como menina. Ela começou a frequentar a escola em dezembro de 2011, mas foi tirada após o problema, quando os pais Kathryn e Jeremy Mathis optaram pela educação doméstica. 

Coy usa roupas femininas e seus colegas e professores costumavam se referir a ela por pronomes femininos. No entanto, os administradores da unidade decidiram, em dezembro, que a criança deveria usar o banheiro dos meninos, o banheiro dos funcionários ou o da enfermaria.

De acordo com a administração da escola, a decisão foi tomada “não apenas por Coy, mas pelos outros estudantes, seus pais” e o futuro impacto possível de um garoto usar o banheiro de meninas quando for mais velho. 

Para os pais, a decisão da escola estigmatiza sua filha. “Isto a conduzirá a um futuro de assédio e intimidação e criará um ambiente inseguro. A escola tem uma excelente oportunidade para ensinar aos alunos que as diferenças são normais, e devemos abraçar suas diferenças, em vez de ensiná-los a discriminar alguém que é um pouco diferente “, disse a mãe ao jornal Denver Post.

Para mudar a sociedade

Ainda segundo o jornal Denver Post, a mãe conta que Coy insiste ser uma menina, e não um menino, desde o momento em que começou a falar. 

“É importante para nós falar sobre o assunto, pois muitas pessoas têm tido medo de serem verdadeiras com elas mesmas”, disse Kathryn. “Elas sabem desde crianças quem são, mas têm medo de contar. Queremos ajudar a criar uma sociedade em que é normal ser quem você é.”

(Uol Educação)

Lista das dez melhores escolas públicas do Ceará; confira ranking

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O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) divulgou, na manhã desta terça-feira, as dez escolas públicas do Ceará que obtiveram as melhores médias no ano de 2011, comparando com dados de 2009 (veja abaixo). Também foi disponibilizado uma lista (veja clicando aqui) com as 50 melhores escolas.

Nos três primeiros colocados, figuram escolas de Fortaleza. Em primeiro lugar, ficou o Colégio da Policia Militar do Ceará, com média geral de 579.7. Logo depois, vem o Colégio Militar do Corpo de Bombeiro, com média 567.7. Em terceiro, aparece o Colégio Estadual Justiniano de Serpa, com 530.2.

O primeiro colégio fora da Capital vem de Horizonte, Região Metropolitana de Fortaleza. Trata-se da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Maria Dolores Alcântara e Silva, com 529.3, que figura em 4º.

EEEPs

As EEEPs são maioria entre as dez melhores colocadas, ocupando da 4ª a 10ª colocação na classificação, localizadas em Fortaleza e municípios do Interior como Itapagé, Russas e Acopiara.

2009

Em relação a 2009, as três primeiras posições continuam com as mesmas escolas. O que mudou foi entre os dois primeiros colocados, que trocaram as posições. Em 2009, a primeira posição era do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará.

Ranking

No ranking regional, foram consideradas 428 escolas públicas do Ceará e a posição foi medida de acordo com a nota média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011.

O Ministério da Educação por meio do Inep organiza e implementa tais exames, disponibilizando dados sobre a avaliação dos estudantes da rede pública de todo o Brasil.

Tabelas de 2011 e 2009, com posição, escola, média geral e cidade, nesta ordem:

2011
1º Colégio da Policia Militar do Ceará – 579.7 – Fortaleza
2º Colégio Militar do Corpo de Bombeiro – 567.7 – Fortaleza
3º Colégio Estadual Justiniano de Serpa – 530.2 – Fortaleza
4º EEEP Maria Dolores Alcântara e Silva – 529.3 – Horizonte
5º EEEP Adriano Nobre – 526.2 – Itapagé
6º EEEP Prof. Walquer Cavalcante Maia – 516.8 – Russas
7º EEEP Alfredo Nunes de Melo – 513.4 – Acopiara
8º EEEP Juarez Távora – 506.8 – Fortaleza
9º EEEP Prof. Onélio Porto – 503.6 – Fortaleza
10º EEEP Mario Alencar – 502.6 – Fortaleza

2009
1º Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará – 553.3 – Fortaleza
2º Colégio da Policia Militar do Ceará – 552.8 – Fortaleza
3º Colégio Estadual Justiniano de Serpa – 505.5 – Fortaleza
4º EEEP Aderson Borges de Carvalho – 498.2 – Juazeiro do Norte
5º EEFM Tabelião Jose Pinto Quezado – 477.0 – Aurora
6º EEFM Santa Tereza – 476.8 – Altaneira
7º EEFM Zélia de Matos Brito – 475.3 – Guaramiranga
8º EEFM Edmilson Pinheiro – 471.9 – Maracanaú
9º EEFM Presidente Geisel – 470.1 – Juazeiro do Norte
10º EEFM Padre Amorim – 467.1 – Missão Velha

(O Povo Online)

Superação: Primeiro médico indígena se forma na UnB

A 85ª turma de Medicina da UnB marcou um feito inédito: entre os novos médicos estava o primeiro a ser formado pelo vestibular indígena. Josinaldo da Silva, representante da tribo Atikum, no sertão pernambucano, é o símbolo de um projeto de diversidade promovido pela UnB nos últimos dez anos. Engajado com a causa de seu povo, Josinaldo pretende usar o conhecimento adquirido na UnB no programa Saúde da Família, que leva saúde diretamente às comunidades.

médico indígena unb josinaldo silva

No depoimento concedido à UnB Agência, ele conta que sonhava em ser médico desde que começou a trabalhar como agente de saúde, aos 22 anos, mas a falta de opções em sua região fez com que ele estudasse Matemática. Foi a criação do vestibular específico para indígenas na UnB que possibilitou a realização de um sonho. “As informações são mais difíceis na aldeia. Um grupo de colegas veio à capital em 2005 e descobriu as cotas”, conta. Me interessei de imediato. Com o curso de Medicina, poderia contribuir mais com a minha aldeia”. Leia abaixo trechos do depoimento de Josinaldo.

Chegada a Brasília

Confesso que quando passei, não acreditei. A ficha demorou um pouco a cair. Foi no início de 2006. Vim com uma colega e aqui me reuni com um grupo de indígenas de outros cursos. Éramos 13 cotistas ao todo: além da Medicina, havia estudantes de Enfermagem, Nutrição, Biologia e Farmácia. Foi muito difícil no início. Precisamos pagar um aluguel caro, não tínhamos referências, conhecidos, ninguém que se dispusesse a ser fiador. Além disso, tínhamos uma bolsa de R$ 900. Todo mundo sabe que isso é pouco para a cidade. Nossa salvação foi a Dona Socorro, que nos acolheu na 706 Norte e agiu como um anjo. Era paciente e compreensiva, nos apoiava quando a bolsa atrasava e sempre negociava os pagamentos.

A adaptação na cidadeEu preciso ser sincero. Estou aqui desde 2006, mas nunca me adaptei. Acho que nunca vou me adaptar. Brasília é agradável, tem um ambiente gostoso, é uma cidade tranqüila, mas é muito fechada. Eu estranho ainda viver num apartamento. A gente que é do mato sempre sente falta da natureza. É o nosso mundo, sabe.

Primeiras impressões da UnB

Foi outro momento difícil, pois tudo é estranho. A gente não conhece ninguém, não tem amigos. Acaba que passei, como outros colegas indígenas, muitos momentos de isolamento. E existe o preconceito, que ninguém admite, mas acontece. Quando era apresentado, a reação era sempre a mesma: “Você é índio, que legal, como é a vida lá na aldeia?”. Mas na hora dos trabalhos de grupo, nas conversas do intervalo, ficava sempre de lado ou por último.

O preconceito

Eu mesmo nunca ouvi, mas alguns colegas me relataram casos de professores que reclamavam por dar aulas para índios. Alguns colegas reagiram escondendo que eram cotistas. Com o perdão da expressão, acho isso uma sacanagem. Tem que enfrentar o preconceito, senão não supera a barreira. Temos de firmar o compromisso com nosso povo. E se começa uma conversa estranha, atravessada, eu corto na hora. Não permito prosperar.

Apoio de colegas e professores

É verdade que eu fiz poucos amigos. Mas esses são verdadeiros. Eles me ajudaram a transpor várias barreiras, me apoiaram no início, ajudaram nos estudos durante os primeiros semestres, quando precisei me adaptar ao ritmo da Universidade, a compreender bem toda a teoria que a medicina tem. O conhecimento nas aldeias é muito prático. A gente sabe que a coisa funciona, mas não sabe como. Na UnB é diferente, precisei estudar muito e o apoio dos colegas foi fundamental.

Alguns professores também são inesquecíveis. A Yolanda Galindo Pacheco e a Jussara Rocha Ferreira, da Anatomia, além de excelentes mestras, vestiam a camisa do grupo, defendiam as cotas e os cotistas. Elas apoiaram muito a nossa causa. Punham a mão no fogo pela gente. O professor Carlos Eduardo Tosta também foi importante, ele tinha uma sensibilidade, que eu chamaria de espiritual, e muito respeito pela tradições indígenas.

O futuro imediato

Agora estou lutando pela Residência. Não é fácil, mas tenho fé que tudo dará certo. Estou disputando uma vaga lá no Hospital de Planaltina. Quero seguir o caminho da Saúde da Família, é o que mais pode contribuir com a minha comunidade.

Meu objetivo é voltar pra aldeia tão logo termine a formação. É um acordo que faz parte do convênio da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), mas é mais do que isso, é um compromisso meu com o meu povo, com os Atikum, minha origem e minha razão de estudar. O índio é o que pode cuidar melhor da saúde do índio, compreende os costumes, conhece a tradição. Um índio tem todas as condições de cuidar de uma tribo, reunindo o saber da universidade com o saber tradicional. É esse o meu objetivo.

Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB

Ivo Gomes propõe redução do atual calendário escolar em 02 meses

O secretário de Educação de Fortaleza, Ivo Gomes, propôs nesta quinta-feira (7) reduzir o calendário escolar de 2012 em dois meses. Em compensação, o ano letivo de 2013 teria uma hora a mais por dia. A ideia do secretário foi apresentada na Câmara Municipal e está sendo analisada pelo Ministério Público. 

Em 2012, os professores entraram em greve e atrasou o calendário letivo. O encerramento das aulas do ano passado estão marcadas para 29 de abril de 2013. 

De acordo com o secretário, a redução do calendário de 2012 tem como objetivo organizar o ano letivo para, em seguida, implementar políticas públicas para melhorar a qualidade de ensino de Fortaleza.

Apenas o vereador Guilherme Sampaio (PT) não aceitou a proposta de Ivo. Ele acredita que, com a redução do calendário, os estudantes iriam perder cerca de 20% do conteúdo educacional. 

Guilherme afirma que tentou sugerir uma alternativa para Ivo, mas o secretário não escutou a proposta do vereador, que sugeria acrescentar uma hora por dia nas aulas do ano letivo de 2012.

(Portal C News)

Em 3 anos, Casas de Cultura da UFC perdem quase 500 vagas

As Casas de Cultura Estrangeira da Universidade Federal do Ceará (UFC) estão oferecendo apenas 286 vagas para turmas que iniciam no primeiro semestre de 2013. A redução no número de vagas oferecidas, comparado com o que era disponibilizado no edital de 2009.1, é de 500 alunos a menos. A Cultura Francesa, que já chegou a oferecer seis turmas iniciantes, por exemplo, abriu inscrições para apenas uma. As Culturas Italiana e a Portuguesa não abriram inscrições.

A Diretora do Centro de Humanidades da UFC, professora Vládia Borges, explicou que o problema na redução de vagas é consequência da não equivalência entre os professores que compõem o quadro das Casas de Cultura e os demais docentes da Universidade. Segundo ela, desde 2003 os professores da Cultura foram enquadrados como componentes da rede de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), embora estejam locados na UFC. O problema é confirmado pela coordenação geral das Casas de Cultura.

Professora Vládia esclarece que a redução do quadro de professores foi acontecendo no decorrer dos anos, por conta de aposentadorias. Por causa da não equivalência, quando um professor se aposenta, a UFC não pode providenciar a substituição porque não consta vacância no quadro do ensino superior, explica.

No ano passado o MEC enviou uma resolução ao Ministério do Planejamento dando novamente equivalência entre professores da EBTT, mas a medida ainda não foi implementada.

Concorrência

As turmas da Casa de Cultura Britânica sempre tiveram alta concorrência. Em 2012.1, um dos horário chegou a 27 candidatos para uma vaga. Com o corte de vagas para o próximo semestre, a concorrência de uma das turmas chega a 40.

(Arimatéia Filho, Jangadeiro Online)

Professor que perdeu 31 alunos diz que será difícil voltar ao trabalho

O professor Silvio Henrique Vidal Dorneles, do curso de agronomia da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), diz que o momento agora é tentar dar apoio às famílias e às vítimas que ainda estão hospitalizadas. Ele também se prepara para a volta às aulas no próximo dia 1º de fevereiro. Trinta e um alunos do curso que Dorneles dá aula morreram no incêndio que atingiu a boate Kiss neste final de semana.  

“Vai ser muito difícil. Somente em uma das minhas turmas oito alunos faleceram. Estamos em provas finais. Será muito difícil retornar. Nós professores e todos os demais servidores estamos muito abalados com tudo essa tragédia”, contou. 

Dorneles conta que soube do incêndio por volta de 3h de domingo, por um cunhado que é enfermeiro do Hospital de Caridade, em Santa Maria. “Ele me ligou quando chegaram as primeiras vítimas. Começamos naquele momento as buscas e sabíamos que lá estavam muitos alunos nossos da agronomia, zootecnia, engenharia de alimentos”, relembra. 

Segundo ele, a festa é um evento tradicional dos estudantes da universidade e a boate Kiss era uma das mais frequentadas por eles. “Naquele momento sabíamos que lá estavam muitos alunos e que teríamos um grande número de vítimas e isso infelizmente acabou se confirmando”, lembrou ainda.  

Dorneles explicou que o evento organizado pelos alunos tinha o intuito de arrecadar verba para a festa de formatura e outras festas como essa também foram realizadas pelos alunos.  

Neste momento, ele acompanha o estado de saúde das vítimas que seguem internadas. “Muitos pais estão no hospital. Estamos tentando localizá-los para prestar apoio e mostrar que estamos sentindo a mesma dor que eles. O momento agora é levantar a cabeça e ir em frente, ajudar aqueles que estão em situação grave e também os que estão sentindo sintomas e voltando ao hospital”, disse. 

“O nosso objetivo é dar apoio. A comunidade de Santa Maria se mobilizou de maneira maravilhosa. Continuamos as nossas orações por aqueles que estão lutando para sobreviver dessa tragédia que sangrou nosso coração e nossa alma”, finalizou Dorneles. 

(Portal Eband)

 

MEC divulga lista de aprovados no ProUni

A primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) já está disponível na internet. Para ver o resultado, o estudante deve entrar na página do programa. Os alunos terão até 31 de janeiro para apresentar a documentação e fazer a matrícula na instituição de ensino para a qual foram selecionados.

Segundo números divulgados pelo MEC, o balanço final do ProUni registrou 1.032.873 inscritos. O total de inscrições foi 2.011.538, considerando que cada candidato teve a oportunidade de fazer até duas opções de curso. O estado com o maior número de candidatos na primeira edição do programa neste ano foi São Paulo, com 187.489; seguido por Minas Gerais, com 141.839, e o Rio de Janeiro, com 75.935.

Em 8 de fevereiro, será feita a segunda chamada de pré-selecionados. O candidato deve providenciar a matrícula e a apresentação de documentos até o dia 19 do mesmo mês.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior. Para o primeiro semestre deste ano, estão sendo oferecidas 162.329 bolsas, sendo 108.686 integrais e 53.643 parciais (cobertura de 50% da mensalidade).

Para concorrer à bolsa integral, o candidato deve comprovar renda familiar por pessoa até um salário mínimo e meio (R$ 1.017). Para as bolsas parciais, a renda familiar deve ser até três salários mínimos (R$ 2.034) por pessoa. Cada estudante pode optar por até dois cursos.

Da Agência Brasil

Colégio Christus, da Barão de Studart, é assaltado nesta quarta-feira

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Um colégio particular de Fortaleza, localizado na Aldeota, foi assaltado por dois homens armados, por volta das 18h desta quarta-feira (23). Os assaltantes chegaram numa moto e fizeram a mãe de um aluno de refém, levando-a como escudo até a tesouraria.

Os criminosos roubaram uma valor não divulgado. A ação durou cerca de dez minutos. Segundo a Polícia Militar, tudo foi registrado pelo circuito interno de segurança da escola.

Testemunhas de uma loja em frente ao colégio informaram que além dos dois assaltantes que, entraram no local, havia um casal em outra moto esperando. Os seguranças do colégios não possuem arma. Eles fugiram pela Avenida Barão de Studart.

(Hayanne Narlla – Jangadeiro Online)

Geilson Gonçalves: Aluno cearense de Medicina é premiado com o 1º lugar em seminário internacional

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O aluno do quarto semestre do curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Geilson Gonçalves de Lima, teve seu trabalho premiado em primeiro lugar no IV Seminário Internacional de Promoção em Saúde.

Com o tema “A estratégia saúde da família e o cenário de promoção da saúde num município de pequeno porte: avanços e desafios”, o trabalho teve a orientação dos professores da UFRN, João Mário Pessoa Júnior e Francisco Arnoldo Nunes de Miranda e foi selecionado entre mais de 700 trabalhos classificados no evento internacional.

A pesquisa na área da saúde coletiva foi escolhida por uma banca internacional, incluindo a participação de uma professora da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

O evento foi organizado pela Universidade Federal do Ceara (UFC), Universidade estadual do ceara (UECE) e Universidade de Fortaleza (Unifor) e apresentado no dia 28 de novembro de 2012, porém, os autores receberam a informação do prêmio somente na última quarta-feira, 16. “Foi uma surpresa, pois eu não esperava ser premiado concorrendo com mais de 700 trabalhos, inclusive de professores de mestrado e doutorado”, disse Geilson ao O POVO Online.

Ele credita o prêmio ao trabalho sério e comprometimento de todos os envolvidos na pesquisa realizada no município de Caraúbas, interior do Rio Grande do Norte, que mostrou a evolução de saúde nos postos de saúde e hospitais do município. “Traçamos as conquistas e os avanços da área no município, desde o começo até o momento atual, isso deve ter feito a diferença”, acredita o estudante.

Geilson recebeu o certificado na última quarta-feira, em uma premiação simbólica realizada na Unifor, já que ele não pôde comparecer à premiação oficial.

(O Povo Online)

Gestão pública desbanca medicina e torna-se o curso mais concorrido do Sisu

Desbancando os tradicionais cursos de medicina e direito de universidades federais, o curso mais concorrido de todo o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foi o de gestão pública no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia em Brasília. Foram feitas 12.221 inscrições para 45 vagas. Em seguida, o ranking aponta como campeões de concorrência três cursos de medicina: na Universidade Federal de Juiz de Fora, na federal do Ceará e na Federal do Acre.

“Fiquei muito feliz com escolha desses alunos. O setor público precisa de bons gestores, é um excelente sinal”, avaliou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. No recorte das universidades, a mais demandada foi a Universidade Federal do Ceará com 133.923 inscritos para 6.258 vagas. A instituição foi seguida pela federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

O balanço do Ministério da Educação aponta um aumento significativo em vagas e cursos ofertados entre 2010 e 2013. Há três anos, a oferta de vagas era de 47.913 contra as atuais 129.319 de hoje. O número de cursos também mais de dobrou no mesmo período. Foram 1.319 em 2010 contra os atuais 3.752. “Com um único exame (Enem) e com um único sistema (Sisu), o candidato tem uma variedade de cursos que pode disputar”, declarou.

(Portal Terra)

Fundação Silvestre Gomes oferta cursos gratuitos de moda e web em Fortaleza

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A Fundação Silvestre Gomes oferece gratuitos neste mês de janeiro cursos neste mês de janeiro nos segmentos moda, beleza e web. A fundação é uma instituição sem fins lucrativos que existe há seis anos e tem um trabalho voltado para arte e educação.

Para se matricular basta ir ao local – na Rua Frei Marcelino, número 1.511, Bairro Rodolfo Teófilo – com RG e comprovante de endereço próprio ou do responsável.

Veja data e horários dos cursos:

Design de sobrancelhas
Dias 14 a 18/1 de 15h às 17h

Design de unhas
Dias 21/1 a 1/2 de 15 as 17h

Oficina de moda e customização de roupas
Dias 19/1 e 26/1
9h às 12h e 13h às 17h

Web
Hardware Básico
21/1 a 1/2 de – 19 às 21h

Introdução ao photoshop
28/1 a 1/2  de 19h as 21h

Informática para a melhor idade
18/1

Mídias sociais e comunicação na web
Dias 14/01 a 18/1
De 17h às 18h30

Serviço
Telefone: (85) 3223.5514

(G1 Ceará)

UFC é a universidade mais disputada do Brasil no Sisu 2013

A decisão de tornar a Universidade Federal do Ceará (UFC) uma das primeiras do Brasil a adotar o Sisu como forma de ingresso contribuiu para que a instituição fosse a mais procurada em 2013, com 133.923 inscritos, na avaliação do reitor Jesualdo Farias. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ressaltou a boa quantidade de vagas ofertadas pela instituição.

Apesar da grande procura de alunos de outros estados por vagas na UFC, Jesualdo Farias acredita que cerca de 95% das vagas serão de estudantes do Ceará. “Os cearenses são muito competitivos aqui e em qualquer lugar do país. Cerca de 95% dos cearenses vão ocupar as nossas vagas. Em 2011 alunos de outros estados ocuparam 7,5% das vagas; em 2012 foram 3,5%”, lembra.

Para o diretor executivo do Sistema Ari de Sá de Ensino, Ari de Sá Neto, o cearense tem “uma cultura do estudo”, o que torna o aluno cearense mais competitivo. “Nós temos convênio com escolas de 20 estados e percebemos a diferença no Ceará. Existe uma busca muito forte pelas melhores escolas de ensino, há uma cultura do estudo. Isso parte muito do aluno e as escolas, elas acabam tendo que atender a demanda”, diz. O diretor lembra que Fortaleza é a cidade com o maior número de aprovados no ITA em 2012.

UFC aderiu ao Sisu em 2009, com ingresso em 2010. Segundo balanço divulgado pelo MEC nesta segunda-feira (14), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ficou em segundo lugar, com 115.794 inscritos.

“Primeiro o que contribuiu muito foi o fato da UFC ter sido, entre as grandes faculdades, a primeira a ingressar no Sisu como critério único em todas as suas vagas. Segundo, nós passamos para uma política de acréscimo de vagas a cada ano”, afirma. Em 2012 foram 6.264 e, em 2011, 5.724. 2010.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou na tarde desta terça-feira (8) que foram registrados desde segunda (7) 1.163.150 inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enemx) para vagas em instituições federais de ensino superior.

“O Ceará tem especifidade. O estado com mais estudantes aprovados no ITA é o Ceará. Cearense é bom de matemática e tem trabalho específico para o ITA. A UFC é universidade de excelência e tem uma boa quantidade de vagas, os estudantes estão atentos a isso”, disse Mercadante.

Jesualdo lembra que em 2012 o curso de arquitetura e urbanismo teve a melhor avaliação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e medicina, em Fortaleza, obteve nota 4.  “Todos os nossos cursos têm nota 4 ou 5 no índice do MEC, que é a nota máxima. Algumas raras exceções têm 3 na avaliação”, diz o reitor.

Sobre medicina ser um dos cursos mais procurados de todo o Brasil, o reitor acredita que o investimento em infraestrutura da faculdade tenha atraído o alto índice de procura. “Investimos em todos os hospitais universitários, além de termos ótimos professores. Recebemos investimentos de R$ 45 milhões e temos R$ 120 em licitação”, diz. O curso de medicina da UFC teve 21.848 inscritos para vagas nos três campi, Fortaleza, Sobral, cidade pólo do norte do Estaddo, e no Cariri, região sul do Ceará.

Outro fato que aumenta a procura pela UFC, segundo Miguel Franklin, é a oferta pelo maior número de vagas de medicina em todo o Brasil. Ao todo, são 320 vagas, nos campi deFortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte, o maior número do país. Minas Gerais ofertou 240 vagas no mesmo curso e o Rio de Janeiro, 260.

Perfil
A UFC tem 1.749 docentes, sendo 1.278 efetivos. Com um total de 25.813 alunos, a instituição tem 22.500 estudantes na graduação e 3.313 na pós-graduação. Foi fundada em 16 de dezembro de 1954.

Em 2008, teve orçamento anual de R$ 727 milhões. Quatro cidades do Ceará abrigam campi da universidade: Fortaleza, Sobral, Quixadá e Juazeiro do Norte. Na capital, há três deles: nos bairros Pici, Bendica e Porangabussu.  

Resultado
O MEC disponibilizou por volta de 8h15 desta segunda-feira (14) no site do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a relação dos aprovados no processo seletivo. É possível fazer o filtro por instituição, curso e turno das listas de aprovados. Quase dois milhões de candidatos se inscreveram para disputar 129.319 vagas em 3.752 cursos de ensino superior. Esta é a primeira edição do Sisu a incorporar o sistema de cotas sociais e raciais estabelecido por lei sancionada em agosto de 2012.

As matrículas dos candidatos aprovados devem ser feitas entre os dias 18 e 22 de janeiro. Os convocados devem se informar junto às instituições de ensino em que foram aprovados sobre os documentos necessários, locais e horários para efetivar as matrículas. Quem não foi aprovado deve esperar a segunda chamada do Sisu, que será no dia 28.

Desde a madrugada os candidatos já podem consultar o resultado do processo seletivo pelo telefone 0800 61 61 61, número da Central de Atendimento do Ministério da Educação (MEC). É preciso ouvir a gravação telefônica e depois selecionar as opções “3”, depois novamente “3” e, em seguida, a opção “1”. O sistema só aceita ligações feitas de telefones fixos.

A gravação eletrônica vai pedir ao candidato para digitar o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A seguir, a gravação diz se o candidato foi selecionado na primeira ou segunda opção de curso que fez no Sisu, ou se não foi classificado nesta primeira chamada.

Nesta edição, o Sisu reuniu 129.319 vagas em 3.752 cursos de ensino superior de 101 instituições públicas (federais ou estaduais). A seleção é feita entre os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012. No total, 1.949.958 candidatos se inscreveram no Sisu.

De acordo com o edital, em caso de notas iguais, o desempate entre os candidatos levou em conta os seguintes critérios:
- Maior nota obtida na redação;
- Maior nota obtida na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias;
- Maior nota obtida na prova de matemática e suas tecnologias;
- Maior nota obtida na prova de ciências da natureza e suas tecnologias;
- Maior nota obtida na prova de ciências humanas e suas tecnologias.

(G1 Ceará)

Universidade do Trabalho Digital inicia o ano com 13 novas turmas em 5 cursos

curso

Via Governo do Estado do Ceará

O ano de 2013 começa movimentado na Universidade do Trabalho Digital (UTD). A partir do dia 14 de janeiro (segunda-feira), serão iniciadas 13 novas turmas. Ao todo, estão matriculados 304 estudantes nos cursos – gratuitos – de Iniciação Digital, Aperfeiçoamento Digital, PHP, Web Design e Criação e Manipulação de Imagem.

São sete turmas do curso de Iniciação Digital e três turmas de Aperfeiçoamento Digital. Já os cursos de PHP, Web Design e Criação e Manipulação de Imagem possuem uma turma cada. As aulas serão realizadas na sede da UTD, que fica no prédio do antigo Cine São Luiz, centro de Fortaleza.

A carga horária dos cursos varia de 30h/a a 80h/a, que será concluída no final de fevereiro. As aulas acontecem nos turnos da manhã, tarde e noite, com o objetivo de alcançar todos os públicos. A opção da UTD é pelo uso do Software Livre e na grade programática está presente a disciplina de empreendedorismo, como forma de potencializar a formação profissional e, consequentemente, a inserção no mercado de trabalho.

A UTD é uma iniciativa do Governo do Estado, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). As atividades estão sendo executadas através de parceria com o Centro de Treinamento e Desenvolvimento (Cetrede), instituição vinculada à Universidade Federal do Ceará.

“A inclusão digital é uma estratégia para se fazer a inclusão social. A certificação aumenta a capacidade de inserção no mercado de trabalho dos estudantes, e, mais que isso, incluem socialmente os recém-formados. Queremos formar futuros empreendedores, e não apenas empregados”, frisa o secretário René Barreira.

Com cursos nos níveis básico e avançado, a UTD está proporcionando formação gratuita na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), como forma de melhorar a qualificação profissional em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Estado. A iniciativa está facilitando a transição dos jovens entre a escola e o trabalho e ainda assegurando os direitos de acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Endereço:
UTD – Rua Major Facundo, 500 (prédio do antigo Cine São Luiz), 10º a 13º andar – Centro de Fortaleza

Confira a grade de cursos:

Curso Horário Qtde. Alunos C. Horária Inic. Curso Término
           
PHP 18:00 – 20:30 18 80 h/a 14/01/13 27/02/13
Web Design 15:30 – 18:00 18 80 h/a 14/01/13 27/02/13
Iniciação Digital 08:00 – 10:00 25 80 h/a 14/01/13 27/02/13
Iniciação Digital 10:00 – 12:00 25 60 h/a 14/01/13 27/02/13
Iniciação Digital 10:00 – 12:00 25 60 h/a 14/01/13 27/02/13
Iniciação Digital 14:00 – 16:00 25 60 h/a 14/01/13 27/02/13
Iniciação Digital 16:00 – 18:00 25 60 h/a 14/01/13 27/02/13
Iniciação Digital 18:30 – 20:30 25 60 h/a 14/01/13 27/02/13
Iniciação Digital 18:30 – 20:30 25 60 h/a 14/01/13 27/02/13
Aperfeiçoamento Digital 08:00 – 11:00 25 30 h/a 14/01/13 25/01/13
Aperfeiçoamento Digital 14:00 – 17:00 25 30 h/a 14/01/13 25/01/13
Aperfeiçoamento Digital 18:00 – 20:30 25 30 h/a 14/01/13 25/01/13
Criação e Manipulação de Imagem 18:00 – 20:30 18 80 h/a 14/01/13 27/02/13