Arquivo da categoria: Economia e Negócios

198 vagas são ofertadas para a rede Assaí em Sobral

Novos empregos estão sendo ofertados para a região Norte do Ceará. Ao todo, são 198 vagas para profissionais de diversas áreas, com atuação na nova unidade da rede Assaí Atacadista, em Sobral.

Para os cargos, em média, o candidato já deve ter experiência de 6 meses na função, e ter ensino fundamental ou médio completo, dependendo da atuação. A única vaga que exige ensino superior completo é a de Nutricionista. Para concorrer ao cargo é imprescindível a facilidade de acesso à loja e disponibilidade de horário.

As vagas tem atuação em diversas seções, como Horti Fruti, Perecíveis, Mercearia Alimentos e Não Alimentos, Frente de Caixa, Recebimento, CPD, Laticínios, Frios, Perfumaria e Limpeza, Bazar, Manutenção e Prevenção de Perdas.

Os candidatos interessados devem apresentar carteira profissional, RG e CPF ao SINE de Sobral, na Rua Paulo Aragão, 659 – Centro. O processo seletivo será realizado entre os dias 21 e 30 de outubro, das 8h às 14h.

Confira as vagas:

Chefes de Seção

Operador de Loja PL

Assistente de TI

Operador de Loja / Repositor

Operador de Loja / Auxiliar de Perecíveis

Operador de Loja PL – Fiscal de Caixa/ Auxiliar de Cadastro

Operador de Caixa

Empacotador

Operador de Empilhadeira

Cartazista

Técnico de Manutenção

Fiscal de Prevenção

Operador de Loja PL

Estoquista

Nutricionista

Cozinheiro

Auxiliar de Cozinha

(Diário do Nordeste)

Mercado Fitness ganha novas lojas em Fortaleza

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Lojas conceituadas no segmento, como Asics, Adidas, Nike, Track &Field; e New Balance irão incrementar o mercado fitness da capital cearense, a partir do final do mês de outubro, com a inauguração do RioMar Fortaleza.

Dessas, duas serão exclusivas na cidade: Asics, que contará com uma loja diferenciada, e New Balance, que será a primeira franquia da marca na região Nordeste.

As marcas são consagradas por aliar qualidade, tecnologia e design nos seus produtos.

Via http://www.frontstage.com.br

RioMar Fortaleza será inaugurado dia 29 de outubro, ao meio-dia

Shopping RioMar Fortaleza

Excepcionalmente no primeiro dia de funcionamento, 29 de outubro, o shopping RioMar será aberto ao meio-dia. Desta sexta-feira (17) para o dia da inauguração faltam 12 dias. O shopping é o 12° do Grupo JCPM e é um dos mais modernos centros de compras do País, com área construída de 320 mil metros quadrados. Ao todo são 385 lojas, 11 restaurantes, 10 salas de cinema, diversões eletrônicas, boliche, uma academia de ginástica, teatro com capacidade para 900 pessoas e praça de alimentação.

Localizado no bairro Papicu, o RioMar Fortaleza está situado em um local estratégico da cidade, onde as pessoas que desejam chegar de transporte público terão acesso a sete linhas de ônibus, que contam com sete paradas nas ruas do entorno do shopping: duas paradas na Rua Prisco Bezerra (em frente a Lagoa do Papicu), uma parada na Rua Des. Lauro Nogueira (entrada principal do shopping), duas na Almeida Prado e duas na Rua José Rangel.

As linhas de ônibus que darão acesso ao shopping são as seguintes:

· 712 – Conjunto Palmeiras/Papicu ? Percorre o Conjunto Sítio São João, Messejana e trafega pela Av. Washington Soares e Engenheiro Santana Júnior.

· 753 – Cidade 2000/Sargento Hermínio ? Percorre a Cidade 2000, Av.Santos Dumont, Av. Duque de Caxias,  Rua Costa Barros, Av. Sargento Hermínio Sampaio e Avs. Francisco Sá e Dr. Theberge.

· 810 – Papicu/Praia do Futuro ? Trafega pelo Terminal Papicu, Av. Santos Dumont, FANOR, Praia do Futuro, Praça 31 de Março e  Av. Dioguinho.

·          833 – Cidade 2000/Centro ?O trajeto inclui passagem pelaAv. Tristão Gonçalves, Av. Santos Dumont, Hospital Geral de Fortaleza, Av. Duque de Caxias, Cidade 2000 e Rua Costa Barros

·         841 – HGF/Papicu/Riomar ? O percurso inclui os seguintes locais: Terminal Papicu, Rua Des. Lauro Nogueira, Hospital Geral de Fortaleza, Rua Almeida Prado, Rua José Rangel e Rua Prisco Bezerra

· 813 – Papicu/Praia do Futuro II (aos domingos) ? Percorre a Av. Santos Dumont, Cidade 2000,  Praça 31 de Março, Av. Dioguinho, Praia do Futuro e Terminal Papicu

· 831 – Papicu/Hospital Geral/Cidade 2000 (aos domingos) ? O trajeto inclui paradas no Terminal Papicu, Hospital Geral de Fortaleza,  Rua Dr. Francisco Matos, Av. Central/Cidade 2000, Av. das Graviolas e Cidade 2000.
Para quem vai seguir de carro de alguns pontos da cidade, o acesso se dá por diversas ruas importantes de Fortaleza:

· Vindo do Aterro da Praia de Iracema, a média é de 5km, no trajeto que pode ser pela Av. Engenheiro Alberto Sá, Av. César Cals ou  Av. Dolor Barreira.

· Partindo do Centro da Cidade da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, os acessos podem ser pela Rua Canuto de Aguiar ou Av. Padre Antônio Tomás, com uma média de 5,5 km.

· Saindo do Aeroporto Pinto Martins, a média é de 11,8 km pela Av. Almirante Henrique Sabóia.

· Partindo do Centro de Eventos do Ceará pela Av. Washington Soares em direção à Rua Des. Lauro Nogueira, o trajeto é de 5,3km.

· Vindo da Praça 31 de Março na Praia do Futuro, o percurso pode ser pela Av. Santos Dumont ou Av. Dioguinho, em 4,3 km.

· Partindo do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, percorre-se 7,3km via Av. Abolição.

(Diário do Nordeste)

PLR começa a chegar ao bolso dos bancários

São Paulo – Os bancários já estão recebendo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O Banco do Brasil pagou no dia 13. Bradesco e Itaú creditam na sexta 17. Santander e Caixa na segunda 20. O prazo limite para todas as instituições é 23 de outubro, dez dias após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), na segunda-feira 13. A segunda parcela deve ser creditada até 2 de março de 2015.

> Novos acordos estão assinados

O Santander se comprometeu a pagar, ainda, as diferenças salariais e dos vales, retroativas a 1º de setembro, data base da categoria. Os outros bancos ainda não anunciaram.

O reajuste conquistado para os salários foi de 8,5% (aumento real de 2,02%) e 9% para o piso (2,5% acima da inflação). Para o vale-refeição, o ganho foi maior, de 12,2% (5,5% de aumento real).

“Os bancários começam a receber o que foi resultado da luta e da nossa capacidade de negociação. Conseguimos, mesmo com uma campanha mais rápida, aumento real maior, valorização do piso, do vale-refeição e avanços importantes, por exemplo, no combate às metas”, destaca a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

Vale lembrar que desde 2013 os bancários têm direito à PLR sem IR com isenção até R$ 6.270 e descontos nas outras faixas. “Todos os trabalhadores pagam menos imposto”, ressalta a dirigente.

> Mais um ano de PLR sem IR para os trabalhadores

Antecipação da PLR – O valor da antecipação da PLR será de 54% do salário mais R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido. Na mesma data, haverá, ainda, antecipação da parcela adicional. O valor será de 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99.

Itaú – Os bancários do Itaú receberão, ainda, o Programa Complementar de Remuneração (PCR), reajustado esse ano para R$ 2.080. O montante representa 6,67% mais que o do ano passado. O PCR não pode ser descontado dos programas próprios, como Prad e Agir.

HSBC – O HSBC teve prejuízo, mas o movimento sindical garantiu o pagamento de R$ 3 mil a título de participação nos resultados do trabalho. Os funcionários devem receber R$ 2 mil até o dia 23. Os R$ 1 mil restantes serão creditados em fevereiro de 2015.

(Sindicato dos Bancários de SP)

Drogarias vão acirrar a disputa pelo mercado no Nordeste

SÃO PAULO – Após redes de supermercados e shopping centers anunciarem a expansão para o Nordeste, o setor farmacêutico também se prepara para acirrar a disputa por esse mercado. O motivo é o aumento do poder de compra da população, além do crescente interesse pelos produtos de beleza.

Com investimento em novas unidades e centros de distribuição, redes do Sudeste agora buscam uma fatia do mercado e o movimento deve afetar a rede de farmácias cearense Pague Menos, que lidera na região e hoje detém mais de 10% do mercado nacional. O Grupo DPSP, que detém as drogarias São Paulo e Pacheco, é um exemplo e desde o ano passado tem ampliado as operações na Bahia e no Recife.

Criada há três anos, após a fusão das marcas – que têm operações separadas -, a companhia já soma ao menos 25 lojas em Salvador, onde está com a Drogaria São Paulo. “Tínhamos presença muito forte na Região Sudeste, predominantemente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Agora, começamos a atuar em outras praças para ter abrangência nacional, em médio e longo prazo”, disse ao DCI o presidente da DPSP, Gilberto Martins Ferreira.

Com a projeção de fechar o ano com 140 novas lojas das duas marcas, além de 560 novos pontos de venda até 2018, ele afirmou que o foco da companhia está no Nordeste e também Centro-Oeste, onde a DPSP passou a atuar com a Drogaria Pacheco. “No ano passado entramos em Goiânia [GO]. Este ano, no Distrito Federal”. Hoje, a empresa soma com as duas marcas ao menos 900 lojas em operação – todas próprias.

Modelo regional

De acordo com ele, o varejo farmacêutico tem migrado de um modelo regional para o nacional. E a companhia investe em um crescimento orgânico, que se tornou mais interessante economicamente, já que o Grupo pode ser mais seletivo na hora de abrir uma nova loja. “Nosso mercado é extremamente competitivo. E a preocupação está principalmente na capacitação dos funcionários, que exige uma atenção maior já que estamos falando de saúde”.

Ao mirar na crescente classe C da Região Nordeste, Ferreira destaca que as mulheres são maioria nas unidades das redes. Tanto que 30% do faturamento do Grupo já correspondem às vendas do segmento de beleza e estética. “Mesmo com um tíquete médio baixo, a categoria possui um volume de vendas importante”, conclui.

Questionado sobre a possível venda do Grupo para a empresa CVS – líder do setor nos Estados Unidos -, que estaria disposta a comprar a companhia por R$ 4,5 bilhões, o executivo disse que as informações não passam de especulação.

Vale lembrar que em fevereiro do ano passado, a CVS comprou a brasileira Onofre, que também negava as negociações. “Temos uma empresa sadia e extremamente capitalizada, além de muito assediada por fundos de investimentos. Mas não pensamos nisso agora.”

Investimento

Com mais de 1.045 lojas – 60% em São Paulo – a RaiaDrogasil é outra companhia que investirá na Região Nordeste. Com seis centros de distribuição (CD), em quatro estados da federação, a empresa irá construir um CD para atender a crescente demanda em Pernambuco.

“Será a primeira unidade na região e deverá ser aberta em Recife. Hoje, Nordeste é abastecido pelo CD de Goiânia”, ressalta o presidente da RaiaDrogasil, Marcílio Pousada.

Presente em 14 estados, ele diz que os investimentos da companhia estão direcionados para o Nordeste, onde a marca atua com um modelo que atende principalmente às classes B e C. O aumento de renda e o crescimento da taxa de envelhecimento nas cidades nordestinas foram destacados pelo executivo. “São os principais vetores de vendas para nós. Além disso, até o momento não tivemos problemas com isso na região, muito pelo contrário.”

Com projeção de abrir mais 130 lojas este ano, Pousada afirma que ao menos 80 já foram inauguradas e as outras 50 devem entrar em operação até dezembro. “O mais difícil no processo é achar o ponto e fechar o contrato, mas isso já fizemos.”

De acordo com ele, as duas redes controladas pela companhia – Droga Raia e Drogasil – têm apresentado crescimento, mas cada uma em seu mercado de atuação. Nascidas no Sudeste, a Droga Raia cresce com mais força na Região Sul, onde tem forte atuação em Curitiba (PR). Já a Drogasil está bem posicionada nos estados do Centro-Oeste e no Nordeste.

“Isso acontece por conta do posicionamento das redes, definido quando houve a fusão das marcas. A Drogasil como estava muito bem estabelecida no sul de Minas Gerais, logo estrategicamente achamos melhor subir com a marca para os outros estados”, afirmou.

Liderança

Na contramão dos concorrentes está a Pague Menos. Nascida na Região Nordeste, a companhia diz ser a única do varejo de medicamentos “com presença em todo o território nacional”, como informou o presidente da marca, Deusmar Queiróz.

Conforme o executivo, agora os investimentos da companhia estão direcionados para o Centro-Oeste, onde recentemente foi inaugurado um centro de distribuição que irá abastecer a região, o Sudeste e o Sul do País. “Esse é o maior CD de medicamentos da América Latina, com 400 mil metros cúbicos de armazenagem”, afirmou.

Com perspectivas de crescer 18% este ano, Queiróz contou que ao menos 80 novas lojas devem ser abertas até o final de 2014, sendo a projeção de terminar o ano com 730 unidades. “Vamos sair de um faturamento de R$ 3,8 bilhões em 2013 para R$ 4,4 bilhões este ano”, revelou. Para 2015, a intenção da rede é de chegar a 830 unidades.

Outra aposta da rede são produtos de marca própria, que correspondem a 5% do faturamento. A categoria de produtos de beleza e higiene tem crescido a uma taxa de 20% ao ano. Já a venda de medicamentos tem crescido menos, 15% ao ano.

(Fellipe Aquino, Portal DCI)

Ancar Ivanhoe vai investir R$ 300 milhões em shoppings no Ceará

O CEO da Ancar Ivanhoe, Evandro Férrer, disse aoO POVO que o grupo pretende investir R$ 300 milhões no período de 18 meses em shoppings que opera na Região Metropolitana de Fortaleza. A empresa é responsável por North Shopping Fortaleza (Bezerra de Menezes), North Shopping Jóquei, North Shopping Maracanaú e Via Sul Shopping. São recursos para revitalização, adequação e expansão. “Colocaremos todos eles no padrão Ancar”.

 

O North Shopping Fortaleza receberá investimento de R$ 100 milhões para revitalização. “Nesta fase inicial, o foco é trazer ainda mais conforto aos nossos clientes através da ambientação”. Praça de alimentação, mobiliário, escadas rolantes, banheiros, estacionamento e iluminação sofrerão mudanças.

 

Em uma segunda fase, cujo prazo ele não estipulou, começará projeto de expansão do shopping, que deve consumir mais R$ 100 milhões. A expansão está em fase de estudo preliminar.

 

Segundo ele, em 2015 o Grupo vai inaugurar a expansão do North Shopping Maracanaú, resultado de investimentos anunciados de R$ 100 milhões. O centro de compras vai contar com 128 lojas em 20mil m² de Área Bruta Locável (ABL).

 

Férrer desconversou sobre a possibilidade de o grupo canadense-brasileiro comprar as partes que pertencem a demais sócios. O principal é o grupo cearense SGPar. “São nossos sócios, mas não há nada concreto. Estamos abertos para expandir. Nós gostamos de ser majoritários”. A Ancar tem o controle no North Shopping Macaranaú e do Jóquei, além de metade do North Shopping Fortaleza e metade do Via Sul.

 

Sobre o boom de shoppings em Fortaleza, ele avalia que o mercado mudou muito. “Tanto que hoje ele é composto por grandes grupos nacionais ao invés de empreendedores locais”.

 

Quanto à possibilidade de o grupo investir no Interior, Férrer afirma que a Ancar Ivanhoe não tem interesse fora da Região Metropolitana. “Hoje o objetivo é investir ainda mais nos quatro empreendimentos que já temos na Região Metropolitana de Fortaleza”.

 

O Ceará é um dos mercados mais importantes para a Ancar Ivanhoe. Depois do Rio de Janeiro e de São Paulo, é o mais importante para a rede. O Estado representa quase 16% dos empreendimentos com 124.783m² de ABL.

 

O fluxo médio nos quatro shoppings é de declarados 3,6 milhões visitantes/ mês, com vendas de R$1,5 bilhão ao ano. Conforme Férrer, R$ 900 milhões do North Shopping Fortaleza, R$ 250 milhões do Jóquei, R$ 160 milhões do Maracanaú e R$ 260 milhões do Via Sul.

 

ANCAR NO CEARÁ

 

NORTH SHOPPING MARACANAÚ

Hoje o shopping possui 10 mil m² de ABL. Com a expansão prevista, passará para 128 lojas, sendo quatro âncoras e 12 megalojas e terá 20 mil m² de ABL

NORTH SHOPPING FORTALEZA

Hoje, o shopping tem 52 mil m² de ABL. A expansão está em fase de estudos preliminares

NORTH SHOPPING JÓQUEI

Inaugurado no ano passado, tem 35 mil m² de ABL

VIA SUL

Hoje, tem 35 mil m² de ABL

(Átila Varela, O Povo)

Fortaleza ganhará 10 novas lojas do Magazine Luiza

A presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, disse nesta quinta-feira, 16, que a rede vai inaugurar mais 10 lojas em Fortaleza, com investimentos de R$ 2 milhões. Também está nos planos a abertura de um Centro de Distribuição no Estado, ainda sem data definida.

Segundo Luiza, a rede abrirá 35 lojas no País este ano. Um desejo da presidente do grupo é conquistar presença física no Rio de Janeiro e Espírito Santo. “Não estamos ainda no Rio de Janeiro e Espírito Santo, precisamos chegar rápido”, afirmou, em palestra durante evento da Unimed, no Rio. No entanto, a empresária disse não haver previsão para a abertura de lojas na região.

Atualmente, o Magazine Luiza possui 744 lojas em 16 estados, que empregam 24 mil funcionários. A presidente do grupo declarou que estava em período de silêncio, por causa da divulgação dos resultados do terceiro trimestre, prevista para 30 de outubro, portanto, se negou a dar mais detalhes sobre os negócios ou a avaliar a conjuntura econômica.

(Daniela Amorim, Estadão Conteúdo)

RaiaDrogasil deve ter centro de distribuição no Nordeste

São Paulo – A RaiaDrogasil deve inaugurar seu primeiro centro de distribuição na região Nordeste no próximo ano, afirmou o presidente da companhia, Marcílio Pousada.

De acordo com o executivo, a instalação deve ficar em Recife, embora os detalhes finais do contrato para uso de um terreno na capital de Pernambuco ainda não estejam definidos.

O centro de distribuição deve facilitar a expansão em número de lojas da companhia nos estados nordestinos. Até hoje, diz Pousada, as lojas da região têm sido abastecidas com mercadorias vindas do Centro-Oeste ou do Sudeste.

Durante congresso que reuniu executivos do varejofarmacêutico em São Paulo, Pousada reforçou a expectativa da companhia de abrir 130 novas lojas este ano.

Até o momento, 80 unidades já foram inauguradas. Para o próximo ano, o executivo declarou que este ritmo de expansão pode ser mantido.

“Não damos um guidance (meta), mas é um ritmo que consideramos adequado”, completou.

(Exame)

Campanha dos bancários injeta R$ 9 bi na economia

São Paulo – Os ganhos reais dos trabalhadores, alcançados principalmente ao longo da última década, ajudam a aquecer a economia brasileira e fazem o país crescer. Este ano, não será diferente.

Somente as conquistas dos 511.833 bancários na Campanha Nacional Unificada 2014 – somando os reajustes nos salários, vales e a PLR total – vão levar à economia brasileira R$ 9,030 bilhões.

O reajuste de 8,5% nos salários, por exemplo, representa um acréscimo anual de cerca de R$ 3,312 bilhões.

Em âmbito nacional, a PLR garantida pela categoria injetará por volta de R$ 5,112 bilhões na economia nos próximos 12 meses. Apenas a antecipação do pagamento, a ser realizada 10 dias após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, proporcionará um impacto de cerca de R$ 2,008 bilhões.

Além disso, o reajuste de 12,2% e 8,5% nos vales refeição e alimentação, respectivamente, garantirão mais R$ 606,015 milhões em um ano.

“Isso tudo só reforça a importância da classe trabalhadora e de nossas lutas. Nessa última década temos conseguido aumento acima da inflação. Diferente dos anos 1990 quando nossos reajustes não tinham qualquer ganho real e os salários perdiam ano a ano poder de compra. Um tempo de atraso, de desrespeito aos trabalhadores e seus direitos que não queremos mais ver de volta”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

(SEEB-SP)

Aracati ganhará um shopping center em 2015

O município de Aracati terá um shopping center em janeiro de 2015. O responsável pelo empreendimento é o empresário Honório Pinheiro, da rede varejista Pinheiro Supermercados. O valor da obra é de R$ 12 milhões.

No total, serão 8.300 metros de Área Bruta Locável (ABL), com um supermercado, duas lojas âncoras, praça de alimentação e salas de cinema. “O empreendimento já está em construção. São 38 lojas diversas, com mix de confecções, calçados e bijuterias”, disse Pinheiro, ressaltando que o equipamento deve gerar aproximadamente 250 empregos diretos.

As lojas confirmadas são, até o momento, o Supermercado Pinheiro e a rede de eletrodomésticos Zenir. Para a construção do shopping, foram contratados recursos junto ao Banco do Nordeste do Brasil. No entanto, o empresário não especificou o percentual tomado.

Honório destaca a migração dos shoppings center de Fortaleza para o interior do Estado. “A vocação para o comércio e o modelo de negócio dos shoppings têm muito espaço em outras regiões do Ceará, não somente em Fortaleza”, acredita.

(O Povo)

Eike Batista (ainda) pauta a imprensa

Por Luiz Egypto em 23/09/2014 na edição 817

Quem já foi rei nunca perde a majestade. O clichê serve como uma luva (não se perca um segundo lugar-comum) para o megaempresário – falido, mas ainda na ativa – Eike Batista, que até o ano retrasado era tido pela revista Forbes como dono da oitava maior fortuna individual do mundo, algo como a bagatela de 34,5 bilhões de dólares.

Toda essa dinheirama desmilinguiu-se na esteira variados negócios tão pomposos como improdutivos, mas que fizeram a festa das editorias de Economia dos jornais brasileiros, sobretudo a partir do primeiro governo Lula, quando o “espírito animal” do empreendedor Eike revelou-se em toda a sua plenitude, vitaminado por uma cobertura sempre simpática da imprensa e por generosos créditos oficiais do BNDES e também da banca e de investidores privados.

A debacle consumou-se depois que a joia da coroa (novo chavão) do grupo liderado pela holding EBX, a empresa petrolífera OGX, não entregou o petróleo que havia prometido extrair de sua área de concessão na Bacia de Campos. As ações da petroleira foram para o ralo e o desastre provocou uma crise de credibilidade no mercado que levou de roldão as demais companhias do grupo, além de suscitar processos judiciais que imputaram ao empresário a acusação de manipular preços de ações negociadas em bolsa com base em informações privilegiadas (insider trading).

Em meados de 2012 a situação já era periclitante; no início de 2013, a vaca foi para o brejo. E malgrado a nova frase feita, o que em nada se confunde com qualquer clichê miserável é a proverbial capacidade de Eike Batista pautar a imprensa. Este é um atributo que ele mantém afiado, nos trinques, como nos bons e velhos tempos.

Olhar dos advogados

Depois de um ano e meio sem falar à imprensa (a exceção foi uma entrevista ao Wall Street Journal, em abril deste ano, tão logo começou a ser investigado pela Polícia Federal), Eike deu nova prova de seus talentos de pauteiro ao mobilizar, num mesmo dia (quarta-feira, 17/9), os quatro principais diários do país – O Globo, Folha de S.Paulo,Estado de S.Paulo e Valor Econômico – e a revista Veja para entrevistas em separado, em seu escritório na Praia do Flamengo, no Rio, e que foram publicadas com destaque nas edições do dia seguinte (Veja publicou seu relato no domingo, 21/9, na edição online). A sacada foi singela e eficiente: em vez de uma entrevista coletiva, conversas “customizadas” com cada um dos veículos. E deu certo.

O Globo destacou duas repórteres para cumprir a pauta. Como resultado, anunciou a entrevista com discrição em um quadro na primeira página (“Eike pós-arresto: De volta à classe média”) e sete linhas de chamada para o grande destaque de abertura do caderno de Economia. Chapéu: “No vermelho”. Título principal: “Recursos retidos”. Título da entrevista: “Eike Batista: ‘Botei do bolso. Levaram todo o meu patrimônio’” (ver aqui). No abre da matéria, as autoras anotaram que sua fonte “dispôs-se a 20 minutos de entrevista, com breve exposição prévia sobre seu otimismo e a ressalva dos advogados de que não ‘saberia responder muito bem’ às questões técnicas sobre a Justiça”. (Os advogados Sérgio Bermudes e Marcelo Carpenter acompanharam o périplo de seu cliente com os enviados das maiores publicações do país.) As repórteres do Globo também informaram que Eike…

“Não permitiu ser fotografado. Com mais cabelos brancos, continua exibindo vaidade com os negócios, apesar de ter inserido mea culpa no seu vocabulário. Na conversa que teve antes da entrevista, repetia frases de um roteiro entregue às repórteres com sua defesa. Entre as frases: ‘Nunca tive a intenção de ludibriar nenhum investidor’.”

Ao Globo, o empresário disse que “minha situação líquida de patrimônio hoje é de menos US$ 1 bilhão (US$ 1 bilhão negativo)” mas, ainda assim, reiterou sua profunda fé nos negócios ao afirmar que “esses projetos [os que ele concebeu] vão beneficiar o Brasil nos próximos 200 anos”. É pagar para ver.

O Valor Econômico enviou três repórteres para a conversa pautada pela fonte e foi o único entre os cinco veículos que optou por uma entrevista principal de texto corrido em vez do tradicional pingue-pongue. O jornal aproveitou o gancho da dívida bilionária (quem é rei…) e cravou na capa a manchete (a segunda em importância, naquela edição) “Eike tem ‘fortuna negativa’ de US$ 1 bi”, em três colunas, e 32 linhas de chamada para a reportagem de abertura do caderno Empresas (pág. B1), em matéria de página inteira: “Acuado pela Justiça, Eike se defende e diz que seus ativos são de credores”, com a sub-retranca “Tenho chance de recuperar patrimônio” (ver aqui). O trio de jornalistas informa, no lide, que “em pouco mais de meia hora de conversa em seu escritório, na zona sul do Rio, Eike fez sua autodefesa”; e não deixou de mencionar, no terceiro parágrafo do texto, uma bombástica afirmação do entrevistado: “Ouso dizer que essa [da EBX] vem a ser a maior reestruturação do mundo de um grupo de empresas. Não tem nada igual”. Nada a estranhar vindo de alguém tão audaz (que o digam os credores) quanto loquaz (com a amplificação sempre generosa da mídia). Anotaram os repórteres:

“A sala de Eike tem vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, mas desta vez ele não quis fotos. Vestido de camiseta azul escura, camisa social rosa e terno cinza com listras, com aspecto cansado e mais grisalho, admitiu que a crise afetou ‘muito’ o lado pessoal. ‘Mas sou um cara que sempre construí minhas coisas do zero’, frisou. [...] No começo da entrevista, acompanhado pelo advogado Sérgio Bermudes, Eike leu nove tópicos alinhados em duas folhas sob o título: ‘Fatos’.”

Perguntas incômodas

O Estado de S.Paulo mandou duas repórteres para conversar com Eike. Na edição em que publicou o resultado do esforço de apuração produziu um destaque de primeira página em uma coluna, acima da dobra, com título em três linhas (“‘Lá fora sou admirado’, diz Eike Batista”) e dez linhas de chamada. Uma foto de Eike (de arquivo), com o título “Desabafo do ex-milionário”, encimava a capa do caderno Economia & Negócios, que na página B11 trombeteava um título de alto de página, em duas linhas: “Eike Batista, empresário – ‘Olha que tristeza: no Brasil tenho apanhado muito; lá fora sou admirado’” (ver aqui).

No lide, as duas jornalistas optaram por não mencionar quanto tempo dispuseram para conversar com sua fonte, e escreveram: “Em uma rápida entrevista em seu escritório no Flamengo, zona sul do Rio, Eike reclamou de só ter seus projetos de infraestrutura reconhecidos no exterior e admitiu que, se pudesse voltar ao passado, não tocaria tantas empresas ao mesmo tempo”. Embora tenha repetido o mantra do “1 bilhão de dólares em patrimônio negativo”, que as repórteres diligentemente anotaram, diferentemente da concorrência a dupla do Estadão tirou de Eike a informação de que o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, que colocou 2 bilhões de dólares na holding EBX, quando esta ainda respirava, é quem atualmente paga o “salário” do empresário em dificuldades. “Tenho acordo em que o Mubadala paga minha estrutura, para pagar minhas contas, e espero em cinco anos fazer acontecer a criação de valor [dos projetos] e voltar a ficar positivo”, disse o sempre otimista Eike, até para não perder a majestade. “Mas cumpri minhas obrigações e [é] isso que importa. Tenho orgulho de ter construído isso porque serve o Brasil.” Viva.

A Folha de S.Paulo foi mais econômica: mandou apenas uma repórter para conversar com a augusta fonte. Na edição em que publicou a reportagem, o jornal deu uma chamada na primeira página em três linhas, à esquerda, abaixo da dobra: “Para Eike, ‘voltar à classe média é um baque gigantesco’”. O destaque maior veio na página B3 do caderno Mercado: com direito a foto em cinco colunas (uma imagem de abril de 2012), o chapéu e o titulão “Entrevista / Eike Batista – Voltar à classe média é um baque gigantesco”, secundados da linha-fina “Empresário afirma que ainda deve US$ 1 bilhão, mas que suas empresas vão gerar valor e ajudá-lo a recuperar recursos” (ver aqui).

“Depois de mais um ano sem dar entrevistas, Eike, que parecia mais magro –porém sem sinais de abatimento e estava sorridente e amável, decidiu falar, 24 horas depois de a Justiça ter decretado o bloqueio de suas contas, nas quais havia R$ 117 milhões”, informou a repórter. “Como tenho dívida negociada com os credores no prazo de dez anos, estou trabalhando para que se crie mais valor e, se Deus quiser, em cinco ou dez anos, sobrará algo pra mim.” Façam suas apostas.

Fiel ao estilo Folha, uma pergunta direta a Eike: “O senhor tem medo de ser julgado e eventualmente preso?” Mas quem respondeu foi o advogado Sérgio Bermudes: “Isso foge do tema. Não há possibilidade de prisão no caso”. Registre-se que a repórter de Veja foi a que menos deu moleza para o entrevistado, sapecando-o de perguntas incômodas, mas necessárias, que provocaram mais de uma intervenção dos advogados (ver aqui).

Jantarzinho fofo

Não há informações sobre a ordem em ocorreram as entrevistas ao longo do dia. Também não se pôde determinar se os jornais e seus repórteres tinham ciência de que a fonte não estaria dando exclusividade para ninguém. A repórter de Veja, ao contrário dos seus colegas, informou sobre o combinado aos seus leitores. De toda forma, e a julgar pela perspicácia dos editores, é muito provável que todos soubessem do arranjo patrocinado pelo empresário e por seus advogados; caso contrário, teriam caído como patinhos em uma manobra de relações-públicas. Todos, especialmente os editores de Economia, sabem muito bem que o fenômeno da “profissionalização das fontes” é um dado de realidade, consolidado há pelo menos 40 anos. Faz parte do métier.

O que vale registrar é a aceitação da mesmice como parte do dia a dia da cobertura econômica, como se fosse a coisa mais natural do mundo – neste episódio a exceção, reitere-se, foi de Veja, que abriu o jogo. Com isso, outra vez os jornais demonstram que pouco se esforçam para se diferenciar uns dos outros e, assim, marcar pontos junto a seus leitores e obrigar a concorrência a buscar padrões mais elevados de qualidade jornalística. Se assim fosse, todos ganhariam: os veículos e o distinto público.

A operação de relações-públicas urdida no que sobrou do “Império X”, Eike Batista & advogados à frente, deu-se após o empresário ter virado réu na Justiça Federal como resultado de uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a utilização de informações privilegiadas no mercado de ações. A ação de RP perpetrada na semana passada deve ter servido bem à sua estratégia de defesa.

Atrair os principais jornais e a maior revista do país para ouvir o que o empresário teria a dizer não deve ter sido tarefa tão difícil para a sua assessoria. No início novembro de 2013, quando o estado de quebradeira de seu império já era conhecido, Eike Batista também conseguiu mobilizar o melhor da imprensa brasileira para registrar um jantar que ele e sua namorada ofereciam a amigos no Mr. Lam, restaurante de sua propriedade, um templo da melhor cozinha chinesa localizado na Lagoa, no Rio. Ali não houve entrevista – “Não é o momento de falar”, desculpou-se na ocasião –, mas deixou-se fotografar à vontade. A imprensa aceitou o jogo, registrou o convescote, publicou as imagens, escreveu textos anódinos e vida continuou. Na mesmice de sempre.

(Observatório da Imprensa)

Programa de Marina Silva prega terceirização irrestrita, alerta jurista

 
O programa econômico da candidata Marina Silva (PSB), lançado na sexta-feira 29, além de defender a autonomia do Banco Central, propor a redução do papel dos bancos públicos, acabar com a política de créditos direcionados, também propõe a terceirização ampla e irrestrita para todas as empresas, o que fere a Constituição Federal, precariza as relações de trabalho e representa uma ameaça para os trabalhadores. A avaliação é do advogado trabalhista Maximiliano Nagl Garcez, diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (Alal) e pesquisador-visitante na Harvard Law School.

 

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“O posicionamento dessa candidatura a respeito desse tema é extremamente assustador, porque já enfrentamos no sistema financeiro uma crescente terceirização, que reduz salário e retira direitos. E estamos correndo o sério risco de legalização da terceirização com os dois projetos em tramitação no Congresso (o PL 4330 na Câmara e o PLS PLS 087 no Senado) e o julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF”, alerta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Veja abaixo a análise do advogado Maximiliano Nagl Garcez sobre o programa de Marina Silva:

1. Programa de Marina Silva defende com unhas

e dentes a terceirização ampla e irrestrita

Ao pesquisar a palavra “terceirização” no Programa da candidata Marina Silva, li com extrema preocupação os trechos abaixo (íntegra disponível em http://marinasilva.org.br/programa/), que são muitíssimos parecidos com as propostas mais reacionárias e conservadoras existentes hoje no Brasil visando prejudicar os trabalhadores (como por exemplo o nefasto PL 4330):

Página 75: “…terceirização de atividades leva a maior especialização produtiva, a maior divisão do trabalho e, consequentemente, a maior produtividade das empresas. Com isso, o próprio crescimento do setor de serviços seria um motor do crescimento do PIB per capita. Ambas as explicações salientam o papel do comércio e serviços para o bem-estar da população. Mesmo assim, o setor encontra uma série de entraves ao seu desenvolvimento. Há no Brasil um viés contra a terceirização, e isso se traduz bem no nosso sistema tributário, que impõe impostos como ISS e ICMS − em cascata ou cumulativos − em transações que envolvem duas ou mais empresas. A consequência: algumas atividades que poderiam ser terceirizadas por empresas acabam realizadas internamente, em prejuízo da produtividade, porque essa forma de tributação eleva os custos e tira a vantagem da operação.”

E ainda que o trecho acima ainda fosse suficientemente claro, logo à frente fica ainda mais evidente a defesa escancarada da terceirização (contra a qual o movimento sindical e várias entidades da sociedade civil organizada vem lutando):

Página 76: “Existe hoje no Brasil um número elevado de disputas jurídicas sobre a terceirização de serviços com o argumento de que as atividades terceirizadas são atividades fins das empresas. Isso gera perda de eficiência do setor, reduzindo os ganhos de produtividade e privilegiando segmentos profissionais mais especializados e de maior renda. O setor de serviços é mais penalizado por esse tipo de problema, ficando mais exposto à consequente alocação ineficiente de recursos com perda de produtividade.”

Segue a péssima proposta da candidata, também à pág. 76: “Disciplinar a terceirização de atividades com regras que a viabilizem, assegurando o equilíbrio entre os objetivos de ganhos de eficiência e os de respeito às regras de proteção ao trabalho.”

Qualquer trabalhador ou sindicato que conheça o mundo do trabalho sabe que viabilizar a terceirização em todas as atividades de uma empresa, sem qualquer limite, por definição significa um enorme desrespeito “às regras de proteção ao trabalho”, como veremos a seguir.

2. O modelo precarizante proposto por

Marina Silva viola a Constituição Federal

A Constituição Federal de 1988 se configura como impedimento à eliminação e limitação do direitos trabalhistas e sindicais, defendida pelo programa da candidata Marina Silva e pelo PL 4330, de 2004. Tais propostas significam uma séria ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos, à sociedade e à democracia.

Veremos a seguir que é evidente a inconstitucionalidade, injustiça e inconveniência de tais propostas.

A primeira inconstitucionalidade da proposta de Marina Silva reside no princípio da igualdade, contido no art. 5º.,caput, da Constituição Federal. Está inserido no rol dos direitos fundamentais do cidadão, categoria de direitos que não estão afetos a restrições infraconstitucionais, o que significa que não podem ser limitados pelo ordenamento jurídico, seja quanto à regulamentação, efetivação ou exercício desses direitos.

Vejamos a redação do caput do art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:” (…) Ao prever uma ampla e irrestrita terceirização, há flagrante violação ao princípio da isonomia. A jurisprudência do STF demonstra que a proposição, caso venha a ser transformada em lei (o que, diga-se de passagem, consideramos altamente indesejável, ante sua completa inadequação com nosso ordenamento jurídico), seria considerada manifestamente inconstitucional: “Estabelece a Constituição em vigor, reproduzindo nossa tradição constitucional, no art. 5º, caput (…). (…) De outra parte, no que concerne aos direitos sociais, nosso sistema veda, no inciso XXX do art. 7º da Constituição Federal, qualquer discriminação decorrente – além, evidentemente, da nacionalidade – de sexo, idade, cor ou estado civil. Dessa maneira, nosso sistema constitucional é contrário a tratamento discriminatório entre pessoas que prestam serviços iguais a um empregador.” (RE 161.243, Rel. Min. Carlos Velloso, voto do Min. Néri da Silveira, julgamento em 29-10-1996, Segunda Turma, DJ de 19-12-1997.) negritamos O caput do art. 5º. deve ser interpretado em conjunto com os seguintes incisos do art. 3º. da CF: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

O art. 1º da Constituição Federal Brasileira coloca o valor social do trabalho, ao lado da dignidade da pessoa humana, como bens juridicamente tutelados e como fundamento para a construção de um Estado Democrático de Direito:

“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (…) III – a dignidade da pessoa humana;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.”

A interpretação e a aplicação do Direito do Trabalho estão obrigatoriamente condicionadas aos princípios constitucionais de valorização do trabalho e do trabalhador como fator inerente à dignidade da pessoa humana. Ao se eleger a dignidade do ser humano como fundamento da República Federativa do Brasil, constitucionalizam-se os princípios do direito laboral, com força e imperatividade aptas a conferir ao trabalho e ao trabalhador, o significado de sustentação do próprio sistema da nação brasileira. Tal proceder efetiva o Estado Democrático de Direito, fazendo com que os objetivos políticos decididos pela Constituição sejam atingidos por meio de todo o ordenamento jurídico.

A proteção da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho impede que qualquer norma que a viole (como tenta fazer o PL 4330 e a terceirização ampla e irrestrita defendida por Marina Silva) seja considera constitucional. Tal princípio impede qualquer atitude ou norma que diminua o status da pessoa humana enquanto indivíduo, cidadão e membro da comunidade. O tratamento dado ao terceirizado por Marina Silva, visto somente como um mero fator de produção, viola frontalmente tais princípios contidos no art. 1º. da Carta Magna.

3. Da ultrajante defesa de terceirização de toda

atividade empresarial no Programa de Marina Silva

A proposta de Marina Silva é clara: acabar com a discussão atividade-fim e atividade-meio, permitindo a terceirização de qualquer atividade empresarial e de qualquer setor de uma empresa.

Uma grande empresa, no modelo defendido por Marina Silva, nem mesmo precisaria ter trabalhadores. Poderia ter apenas contratos com outras empresas, que alugariam trabalhadores para o empresário, reduzindo o obreiro a uma mera mercadoria. E estas outras empresas terceirizadas, por sua vez, também não necessitariam ter trabalhadores: poderiam alugá-los de uma outra empresa, quarteirizada (ou quinterizada). Uso a expressão alugar pois infelizmente a proposta na prática acaba sendo o ultrajante aluguel de pessoas (proibido desde a Lei Áurea), e não o que a candidata eufemisticamente chamar ser “terceirização”.

A diferenciação atividade-fim e atividade-meio serve como um limite claro à terceirização, e tem permitido coibir tal prática por meio da Justiça do Trabalho. A análise da atividade-fim é voltada à atuação da empresa tomadora de serviços.

Pela proposta de Marina Silva, não há limite para o que a empresa tomadora de serviços pode terceirizar.

Ou seja: a empresa tomadora de serviços pode se tornar apenas uma administradora do CNPJ da empresa, terceirizando toda e qualquer atividade. E o trabalhador terceirizado poderá ser quarteirizado, quinterizado – ou seja, transformado em uma mercadoria, o que vai contra o princípio que determinou a fundação da OIT, da qual participou o Brasil: “O trabalho não é uma mercadoria.”

4. Proposta de Marina Silva é claramente antissindical

A proposta de Marina Silva significa na prática que o empregador escolherá quais sindicatos representarão seus trabalhadores, em clara violação à liberdade sindical. O que na verdade pretende é a aniquilação do movimento sindical, que tem sido nas últimas décadas uma das principas forças-motrizes da democracia, da sociedade civil organizada e da resistência ao projeto autoritário-neoliberal. Por isso, significa também uma disfarçada Reforma Política, a fim de silenciar os trabalhadores e seus representantes.

Os dispositivos constitucionais citados no item 2 acima seriam violados, caso fosse permitida a terceirização de atividade-fim. O TST já analisou de modo detalhado tal questão, em acórdão da E. SDI-1, tratando exatamente dos reflexos malignos da terceirização ampla na estrutura sindical: “PROCESSO Nº TST-E-RR-586341/1999.4 “De outro giro, a terceirização na esfera finalística das empresas, além de atritar com o eixo fundamental da legislação trabalhista, como afirmado, traria consequências imensuráveis no campo da organização sindical e da negociação coletiva. O caso dos autos é emblemático, na medida em que a empresa reclamada, atuante no setor de energia elétrica, estaria autorizada a terceirizar todas as suas atividades, quer na área fim, quer na área meio. Nessa hipótese, pergunta-se: a CELG, apesar de beneficiária final dos serviços prestados, ficaria totalmente protegida e isenta do cumprimento das normas coletivas pactuadas, por não mais responder pelas obrigações trabalhistas dos empregados vinculados aos intermediários? Não resta dúvida de que a consequência desse processo seria, naturalmente, o enfraquecimento da categoria profissional dos eletricitários, diante da pulverização das atividades ligadas ao setor elétrico e da consequente multiplicação do número de empregadores. Todas essas questões estão em jogo e merecem especial reflexão.”

Convém destacar que o STF coloca a liberdade sindical como predicado do Estado Democrático de Direito: “A liberdade de associação, observada, relativamente às entidades sindicais, a base territorial mínima – a área de um Município -, é predicado do Estado Democrático de Direito. Recepção da Consolidação das Leis do Trabalho pela Carta da República de 1988, no que viabilizados o agrupamento de atividades profissionais e a dissociação, visando a formar sindicato específico.” (RMS 24.069, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 22-3-2005, Primeira Turma, DJ de 24-6-2005.)

5. Da necessidade de impor limites à terceirização, ante

os prejuízos que traz aos trabalhadores e à sociedade

O fenômeno da terceirização é permitido por nosso ordenamento jurídico somente quanto ao trabalho temporário (Lei. 6.019/74), de vigilantes (Lei 7.102/83) e de serviços de limpeza e conservação (conforme a Súmula 331 do TST).

Tal Súmula considera ilegal a terceirização da atividade-fim da empresa. Ou seja, qualquer descentralização de atividades deverá estar restrita a serviços auxiliares e periféricos à atividade principal da empresa.

Uma adequada interpretação da Constituição Federal também permite colocar sérios limites ao fenômeno da terceirização, por meio da utilização dos princípios constitucionais da valorização do trabalho e da dignidade humana, como vimos acima.

Vejamos alguns dos prejuízos que a terceirização ampla e irrestrita defendida por Marina Silva traria aos trabalhadores e à sociedade:

a) a destruição da capacidade dos sindicatos de representarem os trabalhadores;

b) baixos salários e o desrespeito aos direitos trabalhistas, com impactos negativos na economia, no consumo e na receita da Previdência Social e do FGTS (usado primordialmente para saneamento básico e habitação), com prejuízos a todos; nesse sentido, convém mencionar as sábias palavras do magistrado José Nilton Pandelot, ex-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho: “Eu diria que a terceirização não é o futuro e sim a desgraça das relações de trabalho. Porque essa terceirização se estabelece na forma de precarização. Ela se desvia da sua finalidade principal. Não é para garantir a eficiência da empresa. É para reduzir o custo da mão-de-obra. Se ela é precarizadora, vai determinar uma redução da renda do trabalhador, vai diminuir o fomento à economia, diminuir a circulação de bens, porque vai reduzir o dinheiro injetado no mercado. Há um equívoco muito grande quando se pensa que a redução do valor da mão-de-obra beneficia de algum modo a economia. Quem compra, quem movimenta a economia são os trabalhadores. Eles têm que estar empregados e ganhar bem para os bens circularem no mercado. Pode não ser evitável, mas se continuar dessa forma, com uma terceirização que serve para a redução e a precarização da mão-de-obra, haverá um grande prejuízo à cidadania brasileira e à sociedade de um modo geral”;

c) precarização do trabalho e o desemprego. A alegada “geração de novos postos de trabalho” pela terceirização é uma falácia: o que ocorre com tal fenômeno é a demissão de trabalhadores, com sua substituição por “sub-empregados” (vide o exemplo da Argentina e da Espanha nos anos 90);

d) aumento do número de acidentes do trabalho envolvendo trabalhadores terceirizados, como já atestou o TST no julgado supracitado;

e) prejuízos aos consumidores e à sociedade, ante a profunda diminuição da qualidade dos serviços prestados nas áreas de saúde, educação, segurança, energia, água e saneamento (dentre inúmeros outros), que seriam fortemente afetados pela terceirização ilegal;

f) prejuízos sociais profundos. A ausência de um sistema adequado de proteção e efetivação dos direitos dos trabalhadores, com a existência de um grande número de trabalhadores precarizados, sem vínculo permanente, prejudica toda a sociedade, degradando o trabalho e corroendo as relações sociais: “Como se podem buscar objetivos de longo prazo numa sociedade de curto prazo? Como se podem manter relações sociais duráveis? Como pode um ser humano desenvolver uma narrativa de identidade e história de vida numa sociedade composta de episódios e fragmentos? As condições da nova economia alimentam, ao contrário, a experiência com a deriva no tempo, de lugar em lugar, de emprego em emprego. Se eu fosse explicar mais amplamente o dilema de Rico, diria que o capitalismo de curto prazo corrói o caráter dele, sobretudo aquelas qualidades de caráter que ligam os seres humanos uns aos outros, e dão a cada um deles um senso de identidade sustentável.” (SENNETT, Richard. A Corrosão do Caráter: As Conseqüências Pessoais do Trabalho no Novo Capitalismo. Trad. Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 27).

6. Conclusão: a proposta de Marina Silva é uma série ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira

Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. A luta contra a terceirização ampla e irrestrita (infelizmente proposta de modo veemente no Programa da candidata Marina Silva), lembra à sociedade os princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que ela própria fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal, e a necessidade de proteger a democracia, a coisa pública e a qualidade do serviços públicos, essenciais para o bem-estar da população.

A candidata Marina Silva, ao apresentar opiniões frontalmente contrárias aos trabalhadores e ao defender a terceirização ampla e irrestrita, ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tais temerosas propostas:

- criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;

- aumentaria a desigualdade social;

- tornaria ainda mais frequentes os acidentes e mortes no trabalho;

- diminuiria o consumo;

- e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira.

Fonte: Contraf-CUT

Parmalat perto de comprar Batavo e Elegê

A Parmalat, subsidiária do grupo francês Lactalis, está perto de concluir a compra da operação de lácteos da brasileira BRF, dona de marcas como Batavo e Elegê.

Segundo EXAME apurou, a transação pode ser anunciada ainda nesta semana. A aquisição vai custar pouco menos de 2 bilhões de reais. A BRF colocou a problemática divisão à venda em fevereiro.

O processo está sendo coordenado pelo banco de investimento Itaú BBA. O banco Indusval assessora a Parmalat-Lactalis nas conversas. Como o contrato ainda não foi assinado, é possível – embora pouco provável – que as negociações fracassem.

Por , via Exame

 

 
 
 
 

Pobreza crônica no Brasil caiu de 6,7% para 1,6% em oito anos, aponta Bird

Estudo apresentado pelo Banco Mundial (Bird) aponta que a pobreza crônica no Brasil, que considera privações além da renda, caiu de 6,7% para 1,6% da população em oito anos, entre 2004 e 2012. A redução é de 76% neste período. O trabalho foi apresentado por técnicos do Banco Mundial em encontro no Rio de Janeiro promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pelo World Without Poverty (WWP), projeto conjunto do Banco Mundial, do MDS e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). 

“Os resultados na redução da pobreza multidimensional refletem os efeitos de políticas implementadas nos últimos anos, como o Luz para Todos, e a melhoria no acesso à educação”, destacou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que participou do evento. Ela lembrou que mais de 3,1 milhões de residências tiveram acesso à luz elétrica desde o início do programa Luz para Todos em 2004. 

O trabalho, focado na pobreza multidimensional, considerou, além da renda, sete dimensões da pobreza: se as crianças e adolescentes até 17 anos estão na escola, os anos de escolaridade dos adultos, o acesso à água potável e saneamento, eletricidade, condições de moradia e, finalmente, a bens, como telefone, fogão e geladeira. A pobreza é considerada crônica quando são registradas privações em pelo menos quatro das sete dimensões. 

O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O que nos estimula”, disse Tereza Campello, “é que os dados do Banco Mundial mostraram que nossa ação foi eficaz, pois conseguiu atingir a pobreza crônica”. 

A ministra lembrou que o Plano Brasil Sem Miséria foi desenvolvido para enfrentar a pobreza em suas diferentes dimensões, garantindo renda, mas também cuidando de melhorar as oportunidades para inserção econômica dessas famílias, assim como o seu acesso a serviços. Ela destacou ainda que o trabalho apresentado pelo Banco Mundial considerou dados até 2012 e que os resulta dos são ainda mais surpreendentes se atualizá-los até 2013, que incluem efeitos de programas como Água para Todos, Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos. 

(Jornal do Brasil)

Salário mínimo será de R$ 788,06 em 2015

A proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) entregue nesta quinta-feira (28) pelo Executivo ao Congresso fixa em R$ 788,06 o salário mínimo para o próximo ano. O valor, que serve de referência para mais de 48 milhões de pessoas, representa um aumento de 8,84% em relação ao salário atual, de R$ 724. A previsão de crescimento do PIB é de 3% – o que elevaria o total a R$ 5,7 trilhões – e a inflação estimada é de 5%.

O anúncio do novo valor foi feito pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que entregou ao presidente do Senado, senador Renan Calheiros, um resumo do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2015. O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) também participou da audiência.

Os detalhes do documento serão divulgados em entrevista coletiva na sede do Ministério.

- É a regra que está estabelecida de valorização do salário mínimo – explicou a ministra, que assinalou que o presidente do Senado garantiu empenho para a aprovação da proposta até o fim do ano.

Em abril, o governo havia estimado que o salário mínimo chegaria a  R$ 779,79. Na ocasião, foi entregue ao Congresso o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 (PLN 3/2014), que define as metas e prioridades da administração pública federal e serve de base para a elaboração do Orçamento anual.

Pelas regras atuais estabelecidas pela Lei 12.382/2011, 2015 será o último ano em que será adotada a atual fórmula de correção do salário mínimo, que considera a variação da inflação do ano anterior – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – e a taxa de crescimento da economia de dois anos antes (Produto Interno Bruto). A regra foi aprovada pelo Congresso no início de 2011.

O Senado examina uma proposta que prorroga essa fórmula de correção até 2019.

Tramitação

Pela Constituição, a LOA deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano e pode ser aprovada até dezembro, mas essa prática não é obrigatória e não impede que o Congresso entre em recesso. No ano passado, o Orçamento foi aprovado em 18 de dezembro.

Pela legislação em vigor, no início de um ano sem que o orçamento tenha sido aprovado, o Executivo conta apenas com a liberação mensal de um doze avos (duodécimos) do valor previsto para o custeio da máquina pública. Para projetos e investimentos, o governo deve esperar pela aprovação da LOA ou optar pela edição de medida provisória.

A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2015 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamentos (CMO), presidida pelo deputado Devanir Ribeiro (PT-SP). O relator da proposta orçamentária é o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

O texto compreende: o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público; o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; e o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder público.

LDO

Como no ano passado, o projeto chega antes da aprovação final, pelo Congresso, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 (PLN 3/2014). Segundo afirmação do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), em entrevista no início deste mês, o Congresso Nacional pode votar a LDO 2015 durante esforço concentrado em setembro.

Agência Senado

Fortaleza é 5ª cidade mais populosa do Brasil

O Ceará está entre os seis estados listados com mais de 5 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira, 28, no Diário Oficial da União.

Atrás de Pernambuco, que possui 9,28 milhões de pessoas, o estado cearense foi cotado com 8,84 milhões de habitantes, dados estimados até o dia 1º de julho de 2014.

A capital, Fortaleza, tem 2.571.896 milhões de habitantes, seguida pelo município de Caucaia, com o número de 349.526, e de Juazeiro do Norte, com 263.704 mil pessoas.

Entre os municípios cearenses menos populosos estão Granjeiro, localizado na região metropolitana do Cariri, e Guaramiranga, que fica a cerca de 110 km da capital Fortaleza.

Ainda de acordo com os dados do IBGE, a população brasileira ultrapassou os 202 milhões, e mantém São Paulo e Rio de Janeiro como as maiores cidades do país, com 11,89 milhões e 6,45 milhões de pessoas, respectivamente. No ranking das maiores metrópoles brasileiras, Fortaleza está na 5ª posição.

Redação O Povo Online com informações da Agência Brasil

A Ypióca, comprada pela Diageo, está na mão do ex-dono

São Paulo – O empresário cearense Everardo Telles deve sua fortuna — que supera facilmente o bilhão de reais — à cachaça. No longínquo ano de 1846, seu bisavô fundou a destilaria Ypióca em Maranguape, no sertão do Ceará.

Ao longo das décadas, os Telles se sucederam no comando e conseguiram a proeza de aliar volumes imensos de produção a qualidade e preço superiores aos concorrentes. Foi até certo ponto natural que, há dois anos, a multinacional britânica Diageo, maior fabricante de destilados do mundo e dona de marcas como Johnnie Walker e Smirnoff, tenha feito uma proposta para comprar a Ypióca.

Eram tempos em que os acionistas de multinacionais de consumo exigiam uma presença maior em mercados emergentes. Comprar a Ypióca significaria dobrar, de uma só vez, de tamanho no Brasil. Quando a Diageo colocou um cheque de 900 milhões de reais à frente de Everardo Telles, não houve como recusar. Para o empresário de 71 anos, foi sem dúvida o negócio de sua vida. Já para a Diageo…

O anúncio da compra da Ypióca foi carregado daquela euforia típica. O Brasil era um mercado “atraente”, que crescia “rapidamente” e, com a Ypióca, a empresa estaria pronta para dar um salto no país. Mas não demorou para que, passada a euforia — pense num inglês que acaba de tomar cinco caipirinhas —, crescesse a suspeita de que a Diageo exagerara na dose.

O tal mercado que crescia diminuiu, e a cúpula responsável pela compra foi substituída. O cerne do problema é o próprio Telles — que vendeu, mas ainda manda muito em sua ex-empresa. O contrato entre ele e a Diageo deixou nas mãos de Telles uma variável crucial para o sucesso do negócio — o preço da matéria-prima.

Das três fábricas da Ypióca no Ceará, só uma, junto com a fazenda próxima que produz cana-de-açúcar, foi vendida à Diageo. Telles manteve duas destilarias que produziam 50% da aguardente usada pela Ypióca como base para suas diferentes cachaças. Ele também é dono das fazendas de cana que abastecem as duas fábricas.

Para complicar um pouco mais as coisas, a Diageo topou que Telles decida a que preço vai fornecer. Ou seja, ele cobra quanto quer. A Diageo pode até comprar de outros fornecedores. Mas os grandes produtores estão muito distantes da fábrica, e comprar cana deles é impraticável, já que o produto estragaria no caminho.

A Diageo logo percebeu que estava nas mãos do antigo dono da empresa comprada por eles. Procurado, Telles não deu entrevista. O diretor de suprimentos da Diageo, Marcelo Pimenta, diz que o contrato de fornecimento está “dentro dos padrões globais” da empresa.

O primeiro embate aconteceu três meses depois do anúncio da aquisição, quando Telles colheria a primeira safra de cana. Surpresos com o preço pedido por Telles pelo litro de aguardente (mais de 2 reais por litro, quando a média do custo na região é 1 real), os diretores se apavoraram.

Só então procuraram fornecedores alternativos, mas os únicos com capacidade suficiente ficavam em Pernambuco, a mais de 500 quilômetros da fábrica, o que resultaria num frete superior a 1 real por litro, inviabilizando a compra. A Diageo acabou comprando de Telles. Desde então, vem conduzindo uma estratégia para depender menos dele. 

Como o empresário convenceu os bri­tâ­nicos a aceitar essa condição? Representantes da Diageo nas negociações lembram que a irredutibilidade de Telles nas reuniões semanais que ocorriam em Fortaleza os levava ao desespero. Em determinado momento, desapareceu por duas semanas.

Logo foi espalha­do o boato de que Telles estava em conversas com a sul-africana Distell, uma das grandes rivais da Diageo. A seu favor, Telles tinha a estratégia do então pre­sidente da Diageo, Paul Walsh, que pressionava por grandes aquisições nos mercados emergentes para compensar a pasmaceira nos países desenvolvidos.

Além da Ypióca, investiu em outras ­duas empresas que produziam bebidas locais: a chinesa Sichuan Shuijingfang e a turca Mey Icky. No último balanço, a Diageo registrou uma perda de 150 milhões de dólares no investimento na China.

Jogo duro

O jogo duro de Telles e a avidez da Diageo resultaram num negócio que, mesmo para os padrões eufóricos da época, parecia ter custado caro demais aos ingleses. O preço de 900 milhões de reais da Ypióca correspondia a 18 vezes a geração de caixa da empresa, a maior da história do setor no Brasil.

Em 2011, a japonesa Kirin pagara um múltiplo de 16 vezes pela cervejaria Schincariol. A própria Diageo, por exemplo, vale em bolsa o equivalente a 12 vezes sua geração de caixa.   

O mercado não se comportou como a Diageo esperava. A venda de cachaça no país vem caindo desde 2011 — o faturamento e o volume de vendas encolheram. No primeiro ano após a aquisição, as vendas da Ypióca ficaram estagnadas.

A Diageo enfrentou problemas inicialmente ao definir uma estratégia para trazer para o Sudeste a Ypióca, até então uma marca com forte sotaque regional. A Ypióca sempre custou mais do que o dobro de marcas populares, como 51 e Velho Barreiro, e a Diageo tentou reduzir os preços, mas a tentativa de concorrer com as marcas populares não deu certo.

“Foram testes feitos logo no início”, diz Grazielle Parenti, diretora de relações institucionais da Diageo. No segundo ano após a aquisição, já sob a presidência da espanhola Olga Martinez, a Ypióca voltou a crescer. Com a estratégia definida de marca premium, aumentos de preço e esforço nas exportações, as vendas subiram.

Segundo dados do balanço da Diageo, o volume aumentou 7% na comparação com 2012, e a receita contabilizada em libras, 20%. De acordo com a Euromonitor, a Ypióca ganhou meio ponto percentual de participação de mercado em dois anos, chegando a 7,3% em 2013.

A empresa está tentando compensar a estagnação do mercado local aumentando asexportações: no primeiro semestre começou a levar a Ypióca para um novo mercado, o Reino Unido (já exportava para Estados Unidos, França e Espanha). 

Todos os altos executivos envolvidos diretamente na compra da Ypióca deixaram a Diageo. Walsh e o ex-presidente para a América Latina Randy Millan se aposentaram. O presidente no Brasil, Otto von Sothen, saiu depois de seis meses e hoje preside a fabricante de tubos Tigre (ele afirma ter deixado a empresa para tocar negócios pessoais).

A estrutura de cargos criada na Ypióca logo após a aquisição foi extinta e, desde o fim do ano passado, 40 executivos foram demitidos. Só permaneceram um diretor de operações e um comercial, responsável por todos os produtos da Diageo no Nordeste. Olga Martinez está, agora, tentando diminuir o poder de Everardo Telles.

O grupo dobrou a capacidade da destilaria adquirida e começou a comprar cana diretamente de pequenos produtores no Ceará. O diretor de suprimentos, Marcelo Pimenta, diz que está comprando de 130 produtores próximos.

Mas a dependência do fornecimento do ex-dono da Ypióca ainda é grande. Oficialmente, a Diageo diz ter uma “excelente relação” com o empresário. Em 2017, Everardo Telles estará liberado para competir com a Diageo no mercado de cachaça.

(Tatiana Bautzer, Exame)

Sine/IDT divulga lista com mais de mil vagas de emprego no Ceará

O Sine/IDT divulgou nesta quarta-feira (20) uma lista com mais de mil vagas de emprego em todo o Ceará. Os trabalhadores podem agendar o atendimento no site do Sine/IDT. Também são oferecidas oportunidades para trabalhadores com deficiência. Os candidatos devem procurar uma das 37 unidades do órgão no estado, portando RG, CPF, carteira de trabalho, comprovante de endereço e de escolaridade e uma foto 3×4.

Confira as vagas:

FORTALEZA
Aldeota (Av. Santos Dumont, 5015) – Tel.: (85) 3101.1660
Barra do Ceará (Av. Francisco Sá, 6485) – Tel.: (85) 3101.2743
Parangaba (Av. João Pessoa, 6239) – Tel.: (85) 3101.3034
Messejana (Av. Pergentino Maia, 850A) – Tel.: (85) 3101.2138
Açougueiro  5 vagas
Ajudante de açougueiro 1 vaga
Ajudante de caminhão 1 vaga
Ajudante de carga e descarga  15 vagas
Ajudante de eletricista  21 vagas
Ajudante de padeiro 1 vaga
Armazenista 9 vagas
Assistente administrativo 6 vagas
Assistente de vendas  8 vagas
Atendente de balcão 8 vagas
Atendente de lanchonete 22 vagas
Auxiliar administrativo  7 vagas
Auxiliar de acabamento 9 vagas
Auxiliar de confeiteiro 6 vagas
Auxiliar de corte 2 vagas
Auxiliar de costura 15 vagas
Auxiliar de costureira 1 vaga
Auxiliar de cozinha  10 vagas
Auxiliar de crédito  8 vagas
Auxiliar de deposito 13 vagas
Auxiliar de enfermagem  5 vagas
Auxiliar de estoque 5 vagas
Auxiliar de limpeza 60 vagas
Auxiliar de linha de produção  1 vaga
Auxiliar de manutenção predial 4 vagas
Auxiliar de marceneiro 1 vaga
Auxiliar de mecânico de autos 4 vagas
Auxiliar de pessoal 4 vagas
Auxiliar de produção 36 vagas
Barman  10 vagas
Bombeiro hidráulico  17 vagas
Borracheiro  3 vagas
Cabeleireiro  4 vagas
Caldeireiro montador 8 vagas
Camareira 8 vagas
Caminhoneiro carreteiro 4 vagas
Capoteiro 1 vaga
Carpinteiro 15 vagas
Carregador de caminhão 2 vagas
Chapista de lanchonete  15 vagas
Chefe de serviços de limpeza  2 vagas
Churrasqueiro 14 vagas
Cobrador de transportes coletivos 10
Cobrador externo  4 vagas
Confeiteiro 11 vagas
Conferente portuário 6 vagas
Consultor de vendas 8 vagas
Cozinheiro industrial 3 vagas
Copeiro 3 vagas
Costureiro de máquina industrial  10 vagas
Costureiro de máquina overloque 11 vagas
Costureiro de máquina reta 15 vagas
Costureiro de máquina reta 3 vagas
Costureiro em geral 20 vagas
Costureiro em geral 3 vagas
Costureiro na confecção em série 3 vagas
Cozinheiro geral  10 vagas
Cozinheiro hospitalar 2 vagas
Cronometrista 1 vaga
Cuidador de idoso 7 vagas
Cumim 15 vagas
Eletricista  25 vagas
Eletricista de manutenção industrial 10 vagas
Embalador a mão  36 vagas
Empacotador a mão 1 vaga
Empregado doméstico  11 vagas
Encanador  3 vagas
Encarregado de padaria 2 vagas
Estofador de móveis 1 vaga
Estoquista 5 vagas
Faturista 1 vaga
Fiscal de loja  6 vagas
Forneiro de padaria 3 vagas
Frentista 8 vagas
Funileiro de automóveis 1 vagas
Garçom  8 vagas
Gerente de hotel 7 vagas
Gesseiro 1 vaga
Instalador de alarme 1 vaga
Instrutor de informática 1 vaga
Jardineiro 1 vaga
Jovem aprendiz 1 vaga
Lanterneiro de automóveis 5 vagas
Lavador de automóveis  6 vagas
Lavador de ônibus 10 vagas
Lavador de pratos 12 vagas
Manicure 7 vagas
Manobrista 5 vagas
Marceneiro  5 vagas
Mecânico de automóvel  4 vagas
Mecânico de diesel e eletricidade 1 vaga
Mecânico de refrigeração 10 vagas
Mecânico de suspensão  1 vaga
Mecânico 1 vaga
Mestre de obras 4 vagas
Moleiro 1 vaga
Montador de estruturas metálicas  4 vagas
Montador instalador de acessórios 1 vaga
Motoboy 10 vagas
Motociclista no transporte de pessoas, documentos e pequenos volumes 5 vagas
Motorista de automóveis 3 vagas
Motorista de caminhão 1 vaga
Motorista de ônibus 2 vagas
Motorista entregador 11 vaga
Motorista (Hab  D) 1 vaga
Operador de caixa  17 vagas
Operador de empilhadeira 1 vaga
Operador de maçarico 2 vagas
Operador de mini carregadeira 1 vaga
Operador de telemarketing ativo e receptivo 30 vagas
Padeiro 6 vagas
Pedreiro  16 vagas
Pintor de alvenaria 8 vagas
Pintor industrial 1 vaga
Pizzaiolo  7 vagas
Polidor de automóveis 6 vagas
Polidor de granito 3 vagas
Polidor de veículos 1 vaga
Porteiro  8 vagas
Promotor de vendas 6 vaga
Recepcionista atendente  10 vagas
Recuperador de crédito  10 vagas
Repositor de mercadorias 8 vagas
Repositor em supermercados  1 vaga
Salgadeiro 1 vaga
Serralheiro industrial 1 vaga
Serralheiro 5 vagas
Servente de obras  40 vagas
Soldador  6 vagas
Supervisor comercial 3 vagas
Supervisor de confecção 8 vagas
Supervisor de costura do vestuário  1 vaga
Supervisor de vendas 3 vagas
Técnico em segurança do trabalho 2 vagas
Teleoperador 50 vagas
Torneiro mecânico 4 vagas
Vendedor interno  16 vagas
Vendedor pracista  16 vagas
Vigilante 5 vagas
Zelador  21 vagas

PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Av. João Pessoa, 6239
(85) 3101.3034
Atendente de balcão 3 vagas
Auxiliar de cozinha  5 vagas
Auxiliar de limpeza 5 vagas
Auxiliar de linha de produção  9 vagas
Borracheiro  4 vagas
Cobrador de ônibus 5 vagas
Fiscal de loja 3 vagas
Gari 5 vagas
Lavador de ônibus 5 vagas
Motorista de caminhão 3 vagas
Operador de microcomputador 3 vagas
Porteiro 8 vagas
Recepcionista atendente 4 vagas
Zelador 8 vagas

AQUIRAZ
Rua Capitão Mor, 37
(85) 3101.2822
Ajudante de carga e descarga 1 vaga
Auxiliar de cozinha  7 vaga
Auxiliar de manutenção predial 1 vaga
Auxiliar de padeiro 1 vaga
Auxiliar de produção 4 vagas
Avicultor  5 vagas
Carpinteiro 1 vaga
Chapeiro 1 vaga
Costureira 1 vaga
Cozinheiro geral 3 vagas
Cozinheiro 1 vagas
Eletrotécnico 1 vaga
Empregado domestico 1 vaga
Entregador de gás 1 vaga
Garçom 1 vaga
Magarefe 1 vaga
Mecânico de manutenção de máquinas 1 vaga
Mecânico reparador de máquinas 2
Motorista de automóveis 1 vaga
Motorista de caminhão 1 vaga
Oficial de serviços gerais 1 vaga
Pedreiro 1 vaga
Professor de inglês 1 vaga
Recepcionista 1 vaga
Servente 6 vagas
Serviços gerais 4 vagas
Soldador 1 vaga
Técnico eletrônico em geral 1 vaga

CAMOCIM
Rua Paissandu, 1801
(88) 3621.6487
Consultor de moda e marketing 1 vaga
Garçom 1 vaga
Pizzaiolo 2 vagas
Representante comercial 1 vaga
Vendedor interno  3 vagas

CAUCAIA
Rua Juaci Sampaio Ponte, 2076
(85) 3101.3378
Abastecedor de linha de produção 15 vagas
Açougueiro dessosador  2 vagas
Almoxarife 2 vagas
Assistente administrativo (pessoa com deficiência) 1 vaga
Assistente de vendas  1 vaga
Auxiliar administrativo  1 vaga
Auxiliar de almoxarifado  1 vaga
Auxiliar de corte na preparação de roupas  1 vaga
Auxiliar de corte na preparação de tecidos  2 vagas
Auxiliar de costura  2 vagas
Auxiliar de cozinha 2 vagas
Auxiliar de cozinha 4 vagas
Auxiliar de linha de produção (pessoa com deficiência)  1 vaga
Auxiliar de linha de produção   4 vagas
Auxiliar de linha de produção  2 vagas
Auxiliar de serviços gerais (pessoa com deficiência)  4 vagas
Auxiliar financeiro  1 vaga
Babá  1 vaga
Bombeiro hidráulico  2 vagas
Carpinteiro de obras 1 vaga
Conferente de carga e descarga (pessoa com deficiência) 1 vaga
Conferente de carga e descarga de mercadorias 3 vagas
Copeiro de hotel 1 vaga
Cortador de roupas 1 vaga
Costureiro de máquinas industriais  16 vagas
Cozinheiro  1 vaga
Cozinheiro de restaurante  2 vagas
Desenhista em artes gráficas (corel draw)  1 vaga
Encarregado de drenagem  1 vaga
Enfestador de roupas  2 vagas
Instrutor de informática 1 vaga
Jardineiro 1 vaga
Marceneiro  1 vaga
Mestre padeiro  1 vaga
Oficial de serviços gerais (pessoa com deficiência)  1 vaga
Padeiro  1 vaga
Patroleiro de terraplanagem  1 vaga
Professor de educação física 1 vaga
Serralheiro (metal)  1 vaga
Supervisor de vendas  1 vaga
Técnico em planejamento de produção  1 vaga
Torneiro mecânico  2 vagas
Trocador de óleo  1 vaga

CRATEÚS
Rua Coronel Zezé, 1216
(88) 3692.3522
Açougueiro 1 vaga
Assistente administrativo 1 vaga
Atendente de balcão 2 vagas
Auxiliar técnico de eletrônica 1 vaga
Auxiliar de cozinha 1 vaga
Auxiliar de crédito 1 vaga
Babá 3 vagas
Churrasqueiro 1 vaga
Costureiro em geral 10 vagas
Costureiro de máquina industrial 2 vagas
Cozinheiro em geral 1 vaga
Decorador de festas 1 vaga
Empregado doméstico nos serviços gerais 8 vagas
Entrevistador de campo 2 vagas
Frentista 1 vaga
Garçom 1 vaga
Manicure 2 vagas
Motociclista no transporte de pequenos volumes 1 vaga
Motorista entregador 1 vaga
Representante comercial  1 vaga
Técnico de edificações 1 vaga
Vendedor interno  3 vagas
Vendedor porta a porta  1 vagas

CRATO
Rua Monsenhor Esmeraldo, 686
(88) 3102.1240
Alimentador de linha de produção 5 vagas
Atendente de clínica médica 1 vaga
Auxiliar de depósito 1 vaga
Auxiliar técnico de montagem 1 vaga
Auxiliar técnico de refrigeração 1 vaga
Controlador de pragas 1 vaga
Coordenador de orientação pedagógica 1 vaga
Costureira em geral 2 vagas
Cuidador de idosos 2 vagas
Desenfornador de tijolo e telha 1 vaga
Empacotador a mão (pessoa com deficiência) 2 vagas
Empregado doméstico nos serviços gerais 1 vaga
Empregado doméstico 1 vaga
Encarregado de seção de controle de produção 1 vaga
Laboratorista de solos 1 vaga
Manicure 1 vaga
Motorista de caminhão 1 vaga
Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações 2 vagas
Oleiro 1 vaga
Operador de injetora de plástico 3 vagas
Operador de telemarketing ativo 1 vaga
Promotor de vendas 1 vaga
Supervisor de manutenção industrial 1 vaga
Supervisor de operações na área de controle de produção 1 vaga
Vendedor pracista 2 vagas

EUSÉBIO
Rua Irmã Ambrosina S/N
(85) 3101.2136
Almoxarife 1 vaga
Auxiliar administrativo 2 vagas
Auxiliar de lavanderia 5 vagas
Auxiliar de lavanderia (pessoa com deficiência) 2 vagas
Auxiliar de linha de produção  3 vaga
Caldeirista 1 vaga
Carpinteiro 1 vaga
Lavador de caminhão 1 vaga
Mecânico de auto em geral 1 vaga
Motorista de caminhão  2 vagas
Motorista de kombi 1 vaga
Serralheiro 1 vaga
Servente de obras 5 vagas
Vendedor pracista 1 vaga

HORIZONTE
Av. Pres. Castelo Branco, 4591
(85) 3336.6161
Auxiliar administrativo (pessoa com deficiência) 1 vaga
Auxiliar administrativo (pessoa com deficiência) 1 vaga
Auxiliar de carpinteiro 2 vagas
Auxiliar de encaixe 1 vaga
Auxiliar de encaixe 1 vaga
Auxiliar técnico (pessoa com deficiência) 1 vaga
Babá 1 vaga
Balconista de frigorífico 1 vaga
Carpinteiro 2 vagas
Costureiro 2 vagas
Cozinheiro 1 vaga
Eletricista industrial 1 vaga
Empregado doméstico 2 vagas
Líder de Produção 1 vaga
Montador de portões 1 vaga
Motorista (Hab D) 1 vaga
Motorista carreteiro 10 vagas
Operador munk 1 vaga
Padeiro 1 vaga
Porteiro 1 vaga
Projetista  1 vaga
Serralheiro  2 vagas
Soldador  1 vaga
Técnico de refrigeração 1 vaga
Torneiro mecânico 1 vaga
Vendedor 3 vagas
Vigilante 1 vaga

IGUATU
Rua Cel. Gustavo Correia, 171
(88) 3581.9453
Auxiliar administrativo 1 vaga
Babá  1 vaga
Cobrador externo (Hab A) 1  vaga                                         
Costureiro de máquinas industriais  1 vaga
Cozinheiro geral 1 vaga
Garçom 1 vaga
Mecânico de veículos 1 vaga
Montador de móveis (Hab AB) 1 vaga
Motorista de caminhão (Hab AD) 1 vaga
Pizzaiolo 1 vaga
Tratorista agrícola 1 vaga
Vendedor de comércio varejista 1 vaga
Vendedor pracista  1 vaga

ITAITINGA
Rua Amélia de Sousa, S/N – Centro
(85) 3377.2621
Ajudante de carga e descarga 1 vaga
Almoxarife 1 vaga
Analista de engenharia industrial 1 vaga
Analista financeiro 1 vaga
Armador 2 vagas
Assistente de depósito 1 vaga
Assistente financeiro 1 vaga
Assistente técnico administrativo 1 vaga
Auxiliar de depósito 1 vaga
Auxiliar de eletricista 1 vaga
Auxiliar financeiro 1 vaga
Bombeiro 10 vagas
Call center 3 vagas
Cronoanalista 1 vaga
Empregado doméstico 1 vaga
Eletricista industrial 1 vaga
Eletricista NR10 5 vagas
Encarregado de almoxarifado  1 vaga
Encarregado de elétrica 2 vagas
Encarregado de hidráulica 2 vagas
Encarregado de manutenção 1 vagas
Manobrista de caminhão 1 vagas
Mecânico de carro/caminhão 1 vagas
Motorista (Hab AD) 2 vagas
Pedreiro 10 vagas
Secretária executiva 1 vaga
Servente de obra  100 vagas
Soldador 2 vagas
Supervisor comercial 1 vaga
Supervisor de montagem 1 vaga
Torneiro mecânico 1 vaga
Vendedor externo 3 vagas
Vendedor interno/externo 1 vaga

JUAZEIRO DO NORTE
Rua São Pedro, 309
(88) 3102.1110
Ajudante de carga e descarga de mercadoria 2 vagas
Ajudante de cozinha 1 vaga
Analista de cobrança 1 vaga
Auxiliar de biblioteca 1 vaga
Auxiliar de limpeza 1 vaga
Auxiliar de linha de produção  7 vagas
Babá 2 vagas
Bombeiro hidráulico 2 vagas
Costurador de calçados a máquina 1 vaga
Cozinheiro do serviço doméstico 1 vaga
Cozinheiro geral 1 vaga
Eletricista de instalações de prédios 1 vaga
Empacotador a mão 2 vagas
Empregado doméstico nos serviços gerais 3 vagas
Estoquista 1 vaga
Garçom 3 vagas
Motoboy 4 vagas
Motorista de caminhão 3 vagas
Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações 10 vagas
Operador de vendas 1 vaga
Pintor a pistola 1 vaga
Porteiro 5 vagas
Representante comercial autônomo 1 vaga
Serigrafista  2 vaga
Soldador 1 vaga

LIMOEIRO DO NORTE
Rua José Satino, 120 – Centro
(88) 3423.6960
Ajudante de carga e descarga 1 vaga
Assistente administrativo  2 vagas
Auxiliar de limpeza 10 vagas
Auxiliar de linha de produção  10 vagas
Balconista crediário 1 vaga
Balconista de açougue 1 vaga
Cabeleireiro 1 vaga
Cozinheiro de restaurante 1 vaga
Depilador 1 vaga
Empacotador a mão 2 vagas
Gerente comercial 1 vaga
Manicure 1 vaga
Operador de caixa 1 vaga
Tratorista agrícola 1 vaga
Vendedor de comercio  1 vaga
Vendedora de loja 1 vaga
Vendedora pracista 1 vaga

MARACANAÚ
Av. do Contorno, 615 – 1º Distrito Industrial
(85) 3101.3030
Alinhador de direção 1 vaga
Aprendiz de mecânico ajustador 1 vaga
Atendente de lanchonete 2 vagas
Auxiliar de almoxarifado 2 vagas
Auxiliar de enfermagem do trabalho 1 vaga
Auxiliar de limpeza 2 vagas
Auxiliar de linha de produção  74 vagas
Auxiliar de marceneiro 1 vaga
Auxiliar de pintor de automóveis 2 vagas
Auxiliar de pizzaiolo 1 vaga
Auxiliar de serigrafia 1 vaga
Caldeireiro montador 1 vaga
Carregador e descarregador de caminhões 2 vagas
Chefe de serviço de limpeza 1 vaga
Conferente de mercadoria 3 vagas
Costureira em geral 1 vaga
Costureiro na confecção em série 5 vagas
Eletricista de instalações de veículos automotores 1 vaga
Eletricista de instalações industriais 1 vaga
Ferramenteiro 1 vaga
Funileiro montador 1 vaga
Gerente administrativo 1 vaga
Gerente comercial 1 vaga
Jardineiro 1 vaga
Marceneiro 1 vaga
Matrizeiro 1 vaga
Mecânico de manutenção de automóveis 1 vaga
Motorista de caminhão 4 vagas
Operador de caldeira 1 vaga
Operador de telemarketing ativo e receptivo 3 vagas
Padeiro 2 vagas
Pintor de automóveis 2 vagas
Programador de controle de produção 1 vaga
Serralheiro 1 vaga
Tingidor de tecidos 4 vagas
Torneiro mecânico 1 vaga
Vendedor pracista 1 vaga

PACATUBA
Rua Coronel José Libânio, 412
(85) 3101.3352
Ajudante de carga e descarga 5 vagas
Alimentador de linha de produção  18 vagas
Auxiliar de linha de produção  17 vagas
Caminhoneiro carreteiro 2 vagas
Costureiro a máquina na confecção em série 19 vagas
Cronoanalista  1 vaga
Frentista  1 vaga
Mestre de obras 1 vaga
Motoboy 2 vagas
Pedreiro 5 vagas
Supervisor de montagem de confecção de calçados 1 vaga

QUIXADÁ
Rua Rui Maia, 420 – Centro
(88) 3445.1044
Assistente administrativo 1 vaga
Auxiliar de corte 1 vaga
Auxiliar de limpeza (pessoa com deficiência) 1 vaga
Babá 2 vagas
Cobrador externo  1 vaga
Consultor de vendas 2 vagas
Cortador de roupas 1 vaga
Costureiro de máquinas industriais  2 vagas
Cozinheiro no serviço doméstico 1 vaga
Empregada doméstica 7 vagas
Garçom 1 vaga
Gerente comercial 1 vaga
Montador de móveis 1 vaga
Operador de caixa 1 vaga
Promotor de vendas 1 vaga
Recepcionista atendente (pessoa com deficiência) 1 vaga
Técnico de segurança no trabalho 1 vaga
Vendedor de consórcio  4 vagas
Vendedor interno  1 vaga
Vendedor porta a porta  4 vaga

QUIXERAMOBIM
Rua Dona Francisca Santiago, 30 – Centro
(88) 3441.4910
Auxiliar de cozinha 1 vaga
Auxiliar de limpeza 1 vaga
Barman  1 vaga
Cozinheira 1 vaga
Embalador  1 vaga
Garçom  5 vagas
Operador de munck  1 vaga
Pizzaiolo 1 vaga
Técnico em informática  1 vaga
Vendedor externo 3 vagas

SÃO GONÇALO DO AMARANTE
Rua Major Adelino, 338
(85) 3315.1375 / 3315.4504
Ajudante de eletricista 3 vagas
Ajudante de operação portuária (pessoa com deficiência) 1 vaga
Auxiliar administrativo 1 vaga
Auxiliar de cozinha 1 vaga
Auxiliar de linha de produção (pessoa com deficiência) 1 vaga
Contador 1 vaga
Costureiro em geral 1 vaga
Cozinheiro de restaurante 2 vagas
Cozinheiro geral 1 vaga
Frentista 2 vagas
Instrutor de informática 1 vaga
Jardineiro 1 vaga
Mestre de obras 1 vaga
Motorista carreteiro 2 vagas
Operador de caixa 1 vaga
Sinaleiro rigger 1 vaga
Técnico em segurança do trabalho 1 vaga
Vigilante 1 vaga

SOBRAL
Rua Paulo Aragão, 659
(88) 3677.4274
Acompanhante de idosos 1 vaga
Agenciador de publicidade 1 vaga
Auxiliar de linha de produção (pessoa com deficiência)  20 vagas
Auxiliar de linha de produção  50 vagas
Babá 3 vagas
Camareira de hotel 1 vaga
Coordenador de eventos 1 vaga
Cozinheira do serviço doméstico 1 vaga
Cozinheiro salgador 1 vaga
Eletricista de instalações de veículos automotores 1 vaga
Empregado doméstico nos serviços gerais 5 vagas
Impressor de máquina ofsete 1 vaga
Instalador de sistemas eletroeletrônicos de segurança 1 vaga
Mecânico de manutenção de máquinas industriais 1 vaga
Operador de vendas (pessoa com deficiência)  1 vaga
Professor de inglês 1 vaga
Promotor de vendas 2 vagas
Técnico de apoio ao usuário de informática 1 vaga
Técnico em eletromecânica 1 vaga
Técnico em segurança do trabalho 1 vaga
Vendedor interno 1 vaga
Vendedor pracista 5 vagas

(G1 Ceará)

Casas Bahia inaugura décima loja no Ceará

A rede Casas Bahia inaugurou, na manhã desta quarta-feira, 20, sua décima loja no Ceará. A nova unidade fica na Rua Padre Pedro de Alencar, 316, em Messejana. Com a inauguração, a rede chega a 69 lojas no Nordeste.

Sérgio Grossi, diretor de operações da Via Varejo (empresa que administra as marcas Casas Bahia e Pontofrio) no Nordeste afirma que estabelecer-se na região é estratégico para a empresa.

“Nosso crescimento se deve à boa recepção do consumidor.Temos um plano de expansão agressivo, onde queremos não apenas consolidar, mas ampliar nossa presença”, afirma.

Com cerca de 800 m² e 33 funcionários, a unidade vai oferecer cerca de 10 mil itens nas categorias de eletrodomésticos, eletroportáteis, eletrônicos e móveis, incluindo lançamentos do mercado, ofertas e facilidades no pagamento.

Redação O POVO Online

Lucro do Banco do Nordeste cresceu 63% no 1º semestre

O Banco do Nordeste apresentou lucro líquido de R$ 326 milhões no 1° semestre de 2014, resultado 63% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Ao todo, o Banco realizou 2,2 milhões de operações de crédito, correspondentes a R$ 9 bilhões em financiamentos concedidos para todos os setores da economia.

O presidente Nelson Antônio de Souza ressalta que, do total contratado, R$ 4 bilhões foram com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal funding do Banco. Por meio do fundo, o BNB realizou 214 mil operações no semestre.

Em relação a crédito de curto prazo, o programa de microcrédito urbano do Banco do Nordeste (Crediamigo) lidera, seguindo sua trajetória ascendente. Alcançou crescimento de 24,5% no semestre, com R$ 3,3 bilhões emprestados.

Já o Agroamigo, voltado para agricultores familiares, superou a marca de R$ 2 bilhões em sua carteira ativa, registrando crescimento de 19,7% em relação a dezembro do ano passado.

Recuperação de crédito e rentabilidade

O Banco renegociou R$ 351,5 milhões em operações, sendo que as receitas obtidas com recuperação de crédito no semestre somaram R$ 42,6 milhões.

A melhoria na qualidade do crédito teve forte impacto nos resultados. O balanço registra diminuição em quase 50% da necessidade de provisionamento, reduzida de R$ 789,9 milhões no primeiro semestre de 2013 para R$ 395,8 milhões no mesmo período de 2014.

Outro avanço foi a rentabilidade média anualizada, que alcançou, no primeiro semestre de 2014, 22,2%, contra 16,2% obtidos nos primeiros seis meses de 2013. O Patrimônio Líquido em jun/2014 totalizou R$ 3,2 bilhões, o que mantém o Banco numa situação confortável frente às exigências do Acordo de Basiléia III. “Apresentamos um índice de alocação de capital de 16,39%, frente a uma exigência de 11%. Assim, existe um espaço considerável para alavancagem dos novos negócios”, destaca o presidente Nelson Antônio de Souza.

Desempenho no Ceará

No Ceará, de janeiro a junho deste ano, o Banco do Nordeste contratou R$ 1,6 bilhão em operações, com destaque para a concessão de crédito ao micro e pequeno empreendedor.

Na área de Microfinanças, o CrediAmigo alcançou R$ 1 bilhão em operações neste primeiro semestre de 2014, o que significou um crescimento de 28,1% em comparação ao mesmo período de 2013, que atingiu R$ 784,5 milhões em operações. Nas operações do AgroAmigo dos seis primeiros meses do ano de 2014, o Banco contratou R$ 88,3 milhões, resultando num crescimento de 29,4% em relação ao mesmo período de 2013, quando alcançou R$ 68,2 milhões.

Já o crédito concedido para MPEs durante o primeiro período de 2014 atingiu R$ 242,8 milhões.

É destaque também o plano de expansão das agências no Ceará. No primeiro semestre de 2013, o Banco do Nordeste contava com 31 agências no Estado. Atualmente, são 43 agências abertas ao público.

(Roberto Moreira

Para conquistar o Nordeste, Samsung anuncia Wesley Safadão como “embaixador”

A Samsung anunciou nesta segunda-feira (4) o cantor de forró Wesley Safadão como embaixador da linha de mini systems Giga Sound para a região Nordeste do Brasil. A escolha do cantor, segundo a marca, se deu pela grande repercussão que ele tem obtido na região.

Com o slogan “Giga Sound – sua festa com potência máxima”, a marca fará uma série de ações regionais, já iniciadas com o patrocínio do São João Caruaru 2014. Serão realizadas ativações em diversos canais, como rádio, mídias sociais, pontos de venda e um hotsite com uma promoção.

“O Nordeste passa a ser foco central da campanha de marketing da área de mini systems da Samsung, dada a importância desse mercado e seu público-alvo, conhecido por ser festivo e caloroso, ideal para agregar valor ao conceito da linha de potência máxima”, diz comunicado da Samsung.

“Além disso, as características locais foram agregadas aos produtos, que passam a ter ainda mais a cara da região, como uma equalização especial de ritmos como forró, samba, axé e tecnobrega”, complementa.

(Portal Administradores)

Ceará é o maior mercado de carros de luxo do Nordeste

Maior mercado consumidor de carros de luxo do Nordeste, com mais de 30% de participação nas vendas de automóveis premium na Região, o Ceará bate recordes em emplacamentos de carros importados de grandes marcas consolidadas no mercado mundial, como Honda, Mercedes-Benz e BMW. O Volume cresceu tanto que o Estado conseguiu quadruplicar a média de vendas por mês na capital cearense entre 2013 e 2014.

Conforme o João França Júnior, superintendente da Welle Motors – única concessionária BMW no mercado cearense -, as vendas de carros da marca BMW no Estado, nos seis primeiros meses de 2014, chegaram a média de 40 carros/mês contra a faixa de 10 carros vendidos mensalmente no mesmo período do ano passado.

“Com isso a BMW, que só não era líder de mercado em Fortaleza, a partir de março, passou a liderar também o mercado cearense. E no último mês de junho o Ceará chegou a ser o primeiro no ranking de automóveis BMW vendidos no Nordeste”, comemora o superintendente.

Segundo ele, parte do crescimento está relacionado à mudança de gestão da BMW em Fortaleza pela Welle Motors, que também comercializa as marcas Mini (carro compacto) e Motorrad (moto). Porém, a expressividade da expansão, diz o executivo, se deve a uma conjunção de fatores.

Menor preço e investimento

A redução dos preços dos importados aliada ao investimento dos bancos das montadoras no subsídio taxa zero e o parcelamento em até quatro vezes sem juros, somados a facilidade de crédito no mercado, ao crescente nível de exigência do consumidor e a maior adequação dos modelos importados às estradas brasileiras são os motivos apontados por João Junior.

“Enquanto os preços dos carros populares nacionais subiram, o valor dos importados baixou mais de 20%. Modelos que custavam na faixa de R$ 170 mil, hoje são vendidos por R$ 130 mil”, exemplifica o superintendente, segundo quem o financiamento dos veículos premium também ficou mais barato.

“Isso ocorre porque a inadimplência desse tipo de cliente é quase zero, até porque as montadora fazem uma filtragem muito grande antes de liberar o parcelamento”, explica.

De acordo com João Junior, como revendedor BMW exclusivo no Ceará, a Welle Motors está investindo em estratégias de vendas mais agressivas no Estado. “Há quase 20 dias estamos com um estande de vendas dentro do Shopping Sobral. Essa é uma iniciativa que pretendemos repetir para alavancar cada vez mais as vendas da marca no mercado cearense”, afirma.

Alta de 30% na Honda

Revendedor de carros Honda, o empresário Oduénavi Ribeiro, da Concessionária Novaluz, garante que as vendas da marca cresceram 30% entre janeiro e junho de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado.

“Em 2013 vendemos em média 1.200 carros no primeiro semestre, enquanto esse ano já comercializamos 1.560 veículos. Saímos de uma média mensal de 200 automóveis vendidos para os atuais 260 carros/mês”, revela o revendedor.

Novos modelos e ascensão

Além do lançamento de novos modelos Honda, Ribeiro atribui o incremento das vendas também a ascensão das classes sociais no Brasil, ao aumento da oferta e ao “sacrifício financeiro das concessionárias para reduzirem suas margens de lucro”.

Entre os campeões de vendas na Concessionária Novaluz, o empresário aponta o Honda Civic, com 39% das vendas, e o Honda Fit, com 30%. “O Honda Civic é imbatível na liderança. Quanto ao Fit, é um dos lançamentos da Honda mais desejados, que fez muito sucesso”, conta Ribeiro. Para o segundo semestre, ele também está otimista. “Acredito que vá ter uma melhora porque houve uma demanda reprimida nas vendas de junho e julho em função da Copa (do Mundo)”, argumenta.

Fortaleza tem tradição

Para o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores no Ceará (Fenabrave-CE), Fernando Ponte, Fortaleza sempre teve tradição no consumo de carros de luxo e o consumo disparou a partir do Mercosul. “Fortaleza sempre foi um polo de consumo para esse tipo de carro. Hoje, a maioria dos automóveis são equipados com Air bag duplo, (freios) ABS, ar condicionado e direção hidráulica – itens antes considerados de luxo. E com acordos operacionais como o Mercosul, a entrada de importados de luxo foi ainda mais facilitada”, reforça.

Marca tem investimento concentrado em Fortaleza

Apesar de Fortaleza ser o maior mercado da Região para a Mercedes-Benz, representando 35% das vendas da marca no Nordeste, e do crescimento de 30% nas vendas de automóveis no primeiro semestre desse ano face ao mesmo período de 2013, o Ceará está fora dos planos de expansão da empresa em 2014.

De acordo com o gerente sênior de Vendas e Marketing de automóveis da Mercedes-Benz, Dirlei Dias, uma concessionária do padrão da marca, exige um plano de negócios para ser financeiramente saudável. “Investir em novas concessionárias da nossa marca só é saudável quando se tem um volume significativo de vendas. Para ter rentabilidade é preciso vender de 120 a 150 carros/ano. E no momento não tem outra região no Ceará, fora de Fortaleza, que compense a abertura de novas concessionárias Mercedes-Benz”, afirma.

Segundo o gerente, “a cada três meses a Mercedes faz o mapeamento de todo o país, para identificar potencial de mercado. “E, a princípio, não há justificativa para abertura de novas lojas na Capital ou no interior do estado. Continuaremos avaliando”, afirma. Conforme balanço realizado pela Mercedes-Benz para os primeiros seis meses deste ano foram comercializados na Capital cearense 142 veículos da marca, ante 108 unidades vendidas nos seis primeiros meses do ano passado.

Durante todo o ano de 2013 o mercado local somou 281 emplacamentos de automóveis Mercedes-Benz, correspondendo a quase 36% dos total de emplacamentos da marca no Nordeste (784) e em torno de 3% do total de automóveis Mercedes emplacados no Brasil no ano passado (9.421). A expansão da Mercedes no mercado local supera o crescimento nacional para o período, de 15% – resultado da venda de 4.986 carros da Mercedes-Benz entre janeiro e junho de 2014, contra os 4.363 veículos da marca comercializados em igual período do ano anterior. No Nordeste as vendas da marca cresceram 63%, passando para 456 unidades vendidas no primeiro semestre desse ano.

Fortaleza no topo

Presente em cinco capitais nordestinas, a Mercedes-Benz registrou, no referido período, incremento superior, em termos percentuais, em Teresina (357%), Natal (300%) e Recife (64%). Entretanto, em todos esses mercados o consumo não passou da casa de dois dígitos, ficando abaixo de Fortaleza, quando os números absolutos das vendas são observados.

Na capital do Piauí o total de carros da marca comercializados de janeiro a junho passou de 14, em 2013, para 64, em 2014. Em Natal, no Rio Grande do Norte, o número de unidades passou de 7 para 28 no mesmo período. Na capital pernambucana foram vendidos 97 carros no primeiro semestre desse ano, contra 59 no mesmo acumulado de 2013.

Por sua vez Salvador, na Bahia, ficou atras da performance cearense nos dois quesitos: em termos percentuais e em números absolutos. As vendas da marca na capital baiana passaram de 68 para 88 unidades entre os primeiros semestres de 2013 e 2014, com alta de 29%.

Mais unidades, mais vendas

Para a Mercedes-Benz, o principal motivo do incremento acentuado nas vendas é a expansão de sua rede de concessionárias no Nordeste, com a inauguração da concessionária de Natal (RN) em maio de 2014.

No segundo semestre deste ano, uma das seis concessionárias que a Mercedes planeja inaugurar ainda este ano no Brasil também será no Nordeste, precisamente em São Luís do Maranhão. As outras novas unidades planejadas pela marca de veículos serão instaladas em Niterói, Rio de Janeiro e três no estado de São Paulo, aumentando para 47 o número de concessionárias em funcionamento no país para a comercialização de automóveis premium. (AC)

(Ângela Cavalcante – Diário do Nordeste)

Lucro de bancos avança cerca 11,9% em relação a 2013

Um balanço dos quatro maiores bancos listados no país – Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil – divulgado nesta quarta-feira (30) por um jornal especializado em mercado apontou para o crescimento do lucro dos bancos. Os dados apontam para o crescimento no único setor do Brasil que não precisava crescer, em comparação às inúmeras outras áreas prioritárias. De acordo com as projeções obtidas, fatores como o aumento dos spreads, a redução da inadimplência e o controle de custos ajudaram os bancos a lucrar mais no segundo trimestre de 2014. Segundo os dados obtidos, o lucro líquido ajustado foi de R$ 11,9 bilhões, marcando crescimento de 0,4% se comparado com o trimestre anterior e de 11,9% em relação ao mesmo período de 2013.

O crescimento do lucro no setor aconteceu em um ambiente de crescimento de crédito enfraquecido. Vale ressaltar ainda que o crescimento dos bancos aconteceu devido também ao povo, responsável por depositar seu capital nas instituições.

Dentre os quatro bancos, as projeções apontam para uma manutenção do resultado pelo Itaú Unibanco e pelo Bradesco – Banco do Brasil e Santander devem volta a apresentar um cenário mais modesto, próximo ao do trimestre anterior.

No caso do Bradesco, houve um aumento de 28,1% do lucro líquido neste segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2013. O lucro do Bradesco em base recorrente, que exclui ganhos e perdas extraordinários, atingiu a cifra de R$ 3,8 bilhões no período. Os resultados ultrapassaram as previsões estimadas do aumento comparativo anual.

O banco teve expansão também de 8,1%  no setor de crédito em relação ao mesmo trimestre de 2013, contabilizando R$ 435 bilhões.

O Banco do Brasil teve seu balanço marcado por resultados que superaram as expectativas. As projeções apontam para um lucro líquido deve atingir R$ 2,4 bilhões, representando assim uma alta de 1,8% sobre os resultados do primeiro trimestre de 2014. Contudo, é preciso estar atento para o fato de os números pontuarem redução de 5,8% na comparação anual.

Analistas avaliam os negócios de seguros como sendo provavelmente o principal fator positivo do trimestre  onde é esperado 13% de aumentos na comparação com o trimestre anterior.

Já em relação ao Itaú Unibanco, a projeções indicavam aumentos de 27,2% na comparação com o ano anterior, totalizando lucro líquido de R$ 4,6 bilhões.  De acordo com as análises, a ideia é que o Itaú Unibanco tenha tirado proveito já neste segundo trimestre da joint venture com o BMG, anunciada no primeiro trimestre. Analistas acreditam que a companhia  deve aumentar a carteira de consignado, que sofre menos influência da volatilidade macroeconômica.

Por outro lado, o Santander segue um ritmo mais vagaroso em relação aos outros bancos. As perspectivas envolvendo o banco privado são de que o lucro líquido ajustado fique em R$ 1,2bilhão – assinalando uma queda de 10,1% no comparativo com o mesmo período de 2013. Analistas estariam ainda aguardando um trimestre com linhas de pequenas e médias empresas avançando de forma inferior à média do mercado, além de uma baixa expansão do crédito.

O cenário da inadimplência apresentando melhoras também, fazendo com que as margens ficassem menos pressionadas. Outro fator que vem se recuperando desde o início de 2014 é o spread. Em junho, o valor médio atingiu 12,7 pontos, representando uma alta em relação a janeiro, quando, segundo o Banco Central, o spread médio das operações de crédito era de 11,8 pontos percentuais.

(Jornal do Brasil)

Santander Brasil tem lucro líquido de R$ 527,5 milhões no 2º trimestre

O Santander Brasil anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 527,5 milhões no segundo trimestre. Nos primeiros três meses do ano, o valor havia sido de R$ 518,4 milhões.

O resultado de créditos de liquidação duvidosa (capacidade de um investimento ser convertido em dinheiro) totalizou R$ 4,797 milhões no primeiro semestre de 2014, com queda de 27% em 12 meses e aumento de 4,5% no trimestre.

Os ativos totais do banco (todos os bens, como títulos) registraram saldo de R$ 486,614 bilhões em junho de 2014, alta de 6,5% em 12 meses e de 0,1% no trimestre. O patrimônio líquido totalizou, no mesmo período, R$ 58,003 bilhões.

O índice de inadimplência, superior a 90 dias, atingiu 4,1% do total da carteira de crédito, mostrando redução de 1,1 ponto percentual em 12 meses e alta de 0,3 ponto percentual quando comparado a março de 2014.

A inadimplência de pessoa física apresentou uma redução de 1,5 ponto percentual em 12 meses e aumento de 0,5 ponto percentual no trimestre, alcançando 5,6%. No segmento de pessoa jurídica, a inadimplência mostrou redução de 0,8 ponto percentual em 12 meses e aumento de 0,1 ponto percentual no trimestre, alcançando 2,7%.

(Reuters)

Lucro do Bradesco sobe para R$ 3,7 bilhões no 2º trimestre de 2014

Nesta quinta-feira (31), o Bradesco abriu a temporada de balanços das instituições financeiras e anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 3,778 bilhões no segundo trimestre de 2014. O resultado é 9,7% superior ao verificado nos três primeiros meses do ano e 28,1% maior em comparação ao segundo trimestre de 2013.

O lucro do Bradesco é o maior da história do banco, para o segundo trimestre, de acordo com levantamento da consultoria Economatica.

No primeiro semestre de 2014, o banco apresenta lucro de R$ 7,221 bilhões, acima dos R$ 5,868 bilhões no mesmo período de 2013.

A instituição fechou o segundo trimestre com carteira de crédito (quanto pode emprestar) de R$ 435,2 bilhões, um aumento de 0,7%, influenciado pelo crescimento de 1,8% da carteira de pessoas físicas. Já as micro, pequenas e médias empresas tiveram sua participação reduzida, “devido, principalmente, ao maior ritmo de crescimento nos produtos de menor risco, ou seja, crédito pessoal consignado, financiamento imobiliário, e no segmento grandes empresas”.

No 2º trimestre de 2014, a despesa de provisão para devedores duvidosos (que podem não honrar o pagamento dos seus empréstimos com o banco) atingiu R$ 3,141 bilhões, um aumento de 9,8% em relação ao trimestre anterior.

Segundo o banco, o resultado foi impactado, “em parte pela redução do nível de inadimplência ocorrido no trimestre anterior, caracterizado pela existência da sazonalidade de concentração de pagamentos de despesas de nossos clientes, que de fato não ocorreu e vieram a impactar, em parte, apenas no 2º trimestre de 2014; e pela adequação do nível de provisionamento de casos pontuais ocorridos em operações com clientes corporativos”.

Quanto à inadimplência total, compreendendo o saldo das operações com atrasos superiores a 90 dias, foi registrada queda de 3,7% para 3,5%, na comparação anual. Entre as razões para esta queda, segundo o Bradesco, estão “a mudança do mix da carteira; o aprimoramento contínuo dos modelos e sistemas de concessão de crédito e o aperfeiçoamento dos modelos internos de acompanhamento de risco de crédito”.

(G1 Economia)

Bancos privados fazem oposição a Dilma por perda de espaço para BB e Caixa

Por Diego Sartorato, da RBA

Não são apenas os partidos e candidatos que formulam projetos a serem debatidos durante as campanhas eleitorais: organizações da sociedade civil e entidades privadas também avaliam quais mudanças na condução do poder público são necessárias para garantir o atendimento de interesses singulares ou coletivos.

Algumas dessas plataformas “setoriais” são tornadas públicas, mas nem todas, especialmente quando se referem a interesses empresariais, seja pelo sigilo do planejamento nos negócios, seja porque há objetivos patronais inconfessáveis à opinião pública, a regra é que os interesses econômicos de setores poderosos sejam discutidos privativamente.

Para as eleições presidenciais deste ano, porém, empresas do mercado financeiro, central no capitalismo e no jogo político brasileiro, romperam o silêncio habitual e têm tomado posição agressivamente contrária à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Nas últimas semanas, o banco espanhol Santander divulgou análise em que previa cenário econômico negativo caso Dilma se reeleja, mesma prática adotada por diversas consultorias que atendem a investidores do mercado financeiro.

Por meio de estudo encomendado ao Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e divulgado pela Folha de S.Paulo, o setor chegou até a conferir valor concreto a cada ponto percentual perdido por Dilma nas pesquisas eleitorais: seriam US$ 801 milhões a mais investidos em ações de estatais a cada vez que a vitória da oposição se mostrasse mais provável do que no levantamento anterior.

Um dos motivos para a campanha agressiva do setor financeiro, como visto apenas às vésperas da primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2002, está em estudo divulgado pelo Dieese sobre o desempenho dos bancos em 2013.

De acordo com o levantamento, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, ambos públicos, conquistaram 48,1% do mercado de crédito no país no ano passado e seguem ampliando as carteiras de crédito em ritmo duas vezes superior aos bancos privados nacionais (que detêm 38% das carteiras) e três vezes superior ao crescimento das empresas estrangeiras (com 13,9% dos contratos de crédito). Não conta, para o levantamento do Dieese, o BNDES que, em 2013, investiu R$ 514,5 bilhões em consumo e infraestrutura.

As instituições públicas foram as principais responsáveis pelo crescimento, entre 2002 e 2013, da relação entre volume de crédito e Produto Interno Bruto (PIB). Há 12 anos, o crédito disponível no país somava 23,8% do PIB; hoje, são 55,8%. Entre 2008 e 2013, mudou também o perfil do microcrédito: se há seis anos os pequenos empréstimos tinham 73% do volume destinados ao consumo, em 2013 apenas 10% foram voltados a essa modalidade. Os outros 90% foram empenhados em micro e pequenas empresas (MPEs), setor que mais cria emprego e renda no Brasil – em 2013, de acordo com o Sebrae, 85% dos empregos com carteira assinada foram abertos nele.

O momento e a motivação dos bancos públicos e privados são bastante distintos: enquanto os primeiros seguem a diretriz do governo federal de ampliar o acesso e baratear o crédito com o objetivo de fortalecer o poder de consumo das famílias e evitar os piores efeitos da crise econômica mundial, os bancos privados seguem a direção oposta. Demitem trabalhadores (foram 10 mil dispensas em 2013) e ampliam taxas e juros para garantir a rentabilidade.

O Itaú, por exemplo, que teve o maior lucro da história do sistema financeiro brasileiro no ano passado (R$ 15,6 bilhões), aumentou em 12,8% seus ganhos, principalmente por meio de cobranças de serviços e taxas. Já o Banco do Brasil, por meio da ampliação de sua atuação no mercado, foi relativamente mais bem-sucedido e aumentou o lucro líquido em 29,1% em relação a 2012.

Desde 2008, quando os mercados de capitais se desequilibraram nas potências econômicas, o Brasil aplica políticas anticíclicas de incentivo ao setor produtivo e ao consumo, com manutenção de um baixo índice de desemprego e intensificação da transferência de renda, solução oposta à adotada pela zona do Euro e no campo de influência dos Estados Unidos. Nesses países, houve corte de investimentos públicos e distribuição de pacotes de amparo ao sistema financeiro. O FED, banco central norte-americano, por exemplo, injeta US$ 75 bilhões mensais no mercado financeiro atualmente.

Os bancos brasileiros, que atuam nas mesmas linhas gerais de suas contrapartes internacionais, parecem estar à espera do mesmo tratamento: tanto Aécio Neves quanto Eduardo Campos, candidatos a presidente por PSDB e PSB, sinalizaram ao setor financeiro que estão dispostos a tomar medidas “impopulares” para a economia, eufemismo para reformas no sentido de reverter a política focada na geração de empregos e maior aproximação com o modelo econômico norte-americano.

Já os governos petistas, a partir de 2003, embora tenham garantido lucros astronômicos ao setor (que foi de um lucro global de R$ 4,8 bilhões em 2000 para R$ 46,6 bilhões em 2010), tomaram decisões importantes para que os bancos públicos fossem capazes de induzir e equilibrar o mercado financeiro, e, para tanto, até impediram privatizações. Em 2008, o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), colocou à venda o último banco público do governo estadual, a Nossa Caixa. Luiz Inácio Lula da Silva, então em seu segundo mandato como presidente, acertou a compra da empresa pelo Banco do Brasil por R$ 5,3 bilhões. Em 2009, o Banco do Brasil pagou mais R$ 4,3 bilhões por 50% do Banco Votorantim, em nova ação agressiva de tomada de mercado.

O estudo do Dieese aponta, como um dos indicadores do sucesso da aposta no crédito, o fato de que 2013 registrou os patamares de inadimplência mais baixos já observados, com média de 3% de compromissos financeiros descumpridos por clientes de bancos privados e na casa de 1% entre clientes de bancos públicos. O cenário é próximo do descrito pela presidenta Dilma em pronunciamento para o 1º de maio de 2012, quando enviou recado bastante direto para o sistema financeiro.

A diferença mais expressiva é que, à época, o Brasil operava com a menor taxa Selic, índice definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e que serve de base para os juros ao consumidor, da série histórica, a 8%. O barateamento da captação de dinheiro por parte dos bancos, no entanto, não foi acompanhada de redução dos custos da tomada de crédito nas instituições privadas, que mantêm, no Brasil, um dos índices de spread bancário mais altos do mundo. O spread é a diferença entre os juros que o banco paga quando toma emprestado (as cadernetas de poupança, por exemplo, rendem 6,8% ao ano) e quanto paga quando empresta dinheiro (o cheque especial tem juros em torno de 200% ao ano).

Após campanha intensa na mídia tradicional em torno das taxas de inflação, o Banco Central cedeu e a taxa Selic está em 11%, sem previsão de que vá retomar a tendência de queda.

Não se trata apenas de uma questão de fatia de mercado. Como os juros de cerca de dois terços dos títulos emitidos pelo governo federal para arrecadar dinheiro estão atrelados à variação da Selic, o aumento do índice eleva a dívida pública. De acordo com o economista Amir Khair, especuladores financeiros teriam até US$ 220 bilhões investidos em títulos brasileiros, com lucro médio de US$ 10 bilhões graças aos juros. No ano passado, o superávit primário do governo, quantia reservada ao pagamento dos juros da dívida pública, foi de R$ 75 bilhões. A dívida pública, que representava 60,4% do PIB em 2002, hoje está em torno de 33% da riqueza nacional, de acordo com a Receita Federal.

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A revolução silenciosa da agricultura familiar

Da Carta Maior

Najar Tubino
Porto Alegre (RS) – Esta é uma história que tenta retratar algumas mudanças ocorridas na zona rural brasileira nos últimos anos e que, certamente, não estão nas estatísticas. Uma das fontes consultadas é o trabalho divulgado em dezembro de 2013 pela Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Federal, realizado pelo IPEA, IBGE e analisado pelos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O trabalho é sobre Agroindústria Rural no Brasil. O IBGE registra, com base no censo de 2006, que 16,7% dos estabelecimentos rurais do país praticaram algum tipo de transformação da matéria-prima produzida. A agricultura familiar no país envolve 4,3 milhões de estabelecimentos rurais, com mais de 12 milhões de pessoas trabalhando, representa 38% do Valor Bruto de Produção – R$54,5 bilhões -, embora ocupe menos de 25% da área agriculturável.

A agroindústria familiar, portanto, é um passo a mais na organização da agricultura familiar, com investimentos em manufaturas, em produtos elaborados, alimentícios, que vão desde as farinhas, como de mandioca e de milho, pães, biscoitos, doces e geleias, além de mel, mas também embutidos, queijos, aguardente e vinho. O trabalho selecionou, com as devidas estatísticas por estado e por região, 32 produtos produzidos. Desses nove são os mais importantes. No caso da região nordeste e norte, é preciso acrescentar a rapadura e a tapioca.

Somente agroindústrias que produzem farinha de mandioca no país são mais de 266 mil, sendo que a maioria no Nordeste, quase150 mil. O Brasil produzia 30 milhões de toneladas de mandioca na década de 1970. Agora produz 21 milhões e faltam sementes. A farinha de mandioca, que faz parte do cálculo da inflação, subiu mais de 100% nos últimos anos.

PRONAF está em todo o país

A citação da região Nordeste é mais do que óbvia. É lá que está a maioria das propriedades familiares, mais de 50% segundo a estatística, e também é lá que os agricultores e agricultoras mais acessam o PRONAF, o programa de financiamento da agricultura familiar, que este ano vai investir mais de 24 bilhões de reais no segmento. Aliás, o PRONAF é um programa que está presente em todos os 5.460 municípios do país. A Revolução Silenciosa na área rural na verdade é consequência da organização dos agricultores e agricultoras, de trabalhadores rurais que assumiram a reforma agrária na prática, transformando suas áreas em campos de produção de alimentos para o país, não para exportação. Além disso, uma parte dele, produzidos sem agroquímicos, principalmente, sem veneno.

É claro, que isto não se tornaria uma realidade se não fossem as políticas públicas conquistadas de baixo para cima, como é o caso do PRONAF, dos Programas de Aquisição de Alimentos, do Programa Nacional da Merenda Escolar, e agora, mais recente, o Plano Nacional de Produção Orgânica e Agroecológica (PLANAPO), que também está viabilizando linhas de financiamento para a agricultura familiar, com juro de 1% ao ano.

Comida é uma questão de saúde

A questão da produção de alimentos e da agroindústria familiar, que também envolve a produção de alimentos, não é uma simples questão econômica. A começar pela falta de dados e informações atualizadas, fato reconhecido no próprio trabalho citado. Estamos falando de mudanças sociais, culturais e de saúde. Já é notório o fato do Brasil ser o quinto país do mundo em obesidade, de mais de 50% da população estar acima do peso, sendo 17% na condição de obesos. A dieta veiculada nos meios de comunicação está levando o Planeta para um ciclo vicioso que só beneficia a indústria química, a mesma que produz agrotóxico e remédios.

Isso não é uma coincidência.

A receita inventada pelos estadunidenses de consumo de sanduíches gordurosos e xaropes gaseificados levou a uma completa desorganização das dietas dos povos. “Amar tudo isso” ou “abrir a felicidade” se transformou numa armadilha que alavancou as estatísticas de obesidade, por consequência, de diabetes, doenças coronárias e hipertensão. O que foi vendido como a modernização da agricultura, com índices imbatíveis de produtividade, milagres na produção de commodities, hoje em dia, não passa de uma falácia de péssima categoria. Junto com a modernização da agricultura, ao mesmo tempo cresceram as redes de supermercados, hipermercados e shoppings centers.

A agricultura familiar ficou relegada ao patinho feio das produções de Hollywood. Era ineficaz, sem qualidade e a única saída era debandar para os grandes centros urbanos, onde as oportunidades na indústria e na construção civil surgiam como milagrosas. Hoje se sabe bem o inferno que viraram as metrópoles. A população está doente, sofre diariamente para se mover, come mal e ainda sofre com a violência em diversos estágios. Para os apóstolos do neoliberalismo, o mundo seria de concreto, a comida totalmente industrializada, inclusive com pílulas astronáuticas, e o campo uma modelo de indústria de ponta, com suas potentes colheitadeiras e seus tratores com GPS e pulverizadores eletrônicos, que dosificam milimetricamente o veneno necessário para a planta transgênica produzir.

Onde está a estatística?

Lascaram-se. O povo do campo, que realmente vive e produz onde mora se organizou. Não só produz como industrializa. Além disso, vende diretamente em feiras de todo tipo. Na capital paulista funcionam 850 feiras livres, mais de 16 mil barracas, uma história que iniciou no século XVII. Claro que este tipo de feira convencional é formada por comerciantes, outra por produtores, e mais recentemente, uma parte de agroecologistas. São 140 feiras no país de caráter agroecológico, segundo pesquisa feita em 2012 pelo IDEC, o Instituto de Defesa do Consumidor, juntamente com outras organizações que trabalham com agroecologia. Entretanto, o movimento das feiras, quer ecológicas, ou feiras de produtores, que trazem seus produtos uma ou duas vezes por semana para vender na cidade, é disseminado pelo país. Em Fortaleza são 76 feiras livres. Em Recife são 17. Porto Alegre tem a feira mais antiga em agroecologia, no Bairro Bonfim, desde 1989. Passam mais de cinco mil pessoas no sábado pela feira. O Rio de Janeiro tem 25 feiras agroecológicas. Somente cinco capitais não tem feira ecológica – Cuiabá e Boa Vista, estão entre elas.

Na Paraíba, no Polo da Borborema, com 15 municípios, funcionam oito feiras agroecológicas. Em março desse ano, os agricultores e agricultoras realizaram a 5ª Marcha das Mulheres pela Vida e pela Agroecologia. Participaram 3.500 mulheres no município de Massaranduba. Feira livre, feira agroecológica, estamos falando de relações econômicas, de compra e venda, de produtos consumidos pela população de todas as faixas, mas principalmente, da que tem menor poder aquisitivo. Isso não está na estatística. Os preços das verduras, frutas e cereais nas feiras são mais baratos do que no supermercado, além da vantagem de negociar o preço com o feirante ou produtor. Sem contar a hora da “xepa”, no final da feira, quando os preços caem. Em 2002, os supermercados faturavam 7% do total comercializado com hortifrutigranjeiros.

A Monsanto em Petrolina

As feiras se tornaram o canal de comercialização, mas também o canal de comunicação e de divulgação de um novo tipo de agricultura que existe no campo. Também resgatou a importância dos costumes locais, da comida da vovó, das verduras e legumes sem agrotóxicos, em casos mais específicos. Principalmente, derrubaram a supremacia das grandes corporações do varejo, das corporações de commodities e, agora, da transgenia. A Monsanto trabalha na produção de sementes de hortaliças. Em Petrolina comprou duas fazendas – uma com 186 ha e outra com 64 ha – e montou seu complexo tecnológico de pesquisa dentro do perímetro irrigado, que terá a mesma função que o Havaí tem em relação aos Estados Unidos, para a produção de sementes. Trabalham com milho, depois sorgo, algodão, cana e milho doce. Nos próximos cinco anos será o centro responsável pelos lançamentos da multinacional. O semiárido, com água, favorece a produção, com até quatro safras, dependendo da cultura. Isso acelera o trabalho que seria muito maior, e mais caro, no Sul ou no Sudeste. A Monsanto inaugurou este centro em março de 2013, embora estivesse na área desde 2009. É o 19º centro de pesquisa no Brasil – ela tem 36 unidades no país.

Capacidade de resistência

“- Em que pese uma trajetória genérica de apropriação e concentração das atividades de processamento alimentar por grandes conglomerados industriais a agroindústria rural continua revelando uma notória capacidade de resiliência.

Assim, diferente do que se preconizava no auge da modernização da agricultura, a atividade está longe de ser um resquício, pelo contrário, trata-se de uma expressão absolutamente contemporânea de emergência de novas trajetórias de desenvolvimento no mundo rural”, registra o trabalho Agroindústria Rural no Brasil.

Outra citação: “a agricultura familiar responde pela maior parcela de valores agregados a produção associados à transformação dos alimentos. É responsável por 78,40% da agregação de valor, enquanto a agricultura não familiar abarca uma percentagem de 21,60%”. O Nordeste aparece em primeiro lugar com 43% dos valores agregados aos alimentos, seguido pelo Sudeste com 24%, o Norte com 21%, O Sul com 8% e o Centro-Oeste com 4%. Os pesquisadores ressaltaram que os dados não computaram as vendas para os programas PAA e PNAE, sem contar o crescimento das feiras de vendas diretas em todo o país.

Se a Monsanto se instalou no semiárido, região onde a ASA desenvolve o trabalho mais eficiente que existe neste país de organização de agricultores e agricultoras familiares, com a implantação de tecnologias de convivência com as agruras da seca, os próprios sertanejos tratam de dar o troco. No dia 18 de julho começa no município de Pedro II, no Piauí, o I Festival das Sementes da Fartura, como eles denominam as sementes crioulas. Na Paraíba são as sementes da paixão, onde já funcionam 225 bancos de sementes. A ASA tem registro de mais de mil práticas de uso e troca das sementes crioulas, envolvendo quase 20 mil famílias. No Piauí participarão 800 agricultores e agricultoras. Também não tem feira agroecológica ou livre nesse Brasil afora que eles não troquem semente. Enquanto as corporações despejam bilhões de dólares em marketing, para vender um mundo de facilidades inúteis e prejudicais à saúde da população e ao ambiente do Planeta, os sertanejos e outros brasileiros espalham o seu conhecimento e suas práticas no silêncio.

Os BRICS e o embrião de um “mundo não americano”

Do Voz da Rússia

BRICS – embrião “de um mundo não americano”?

No Brasil, Fortaleza, decorreu a cúpula dos BRICS, durante a qual foi criado o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas, chamando assim a atenção do mundo para o próprio projeto de desenvolvimento BRICS, bem como para o papel da China e da Rússia nesta organização. Poderá falar-se da criação do embrião “de um mundo não americano”?

Como são encaradas as possibilidades futuras dos BRICS por parte de Pequim e Moscou? Terão os BRICS novos membro, e será que, num futuro próximo, o projeto se tornará oficialmente numa Organização Internacional? Estas questões são estudadas no artigo do vice-diretor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, Serguei Luzyanin.

VR: Foi referida a criação do embrião “de um mundo não americano”. Porque é que os BRICS não gostam da América?

Serguei Luzyanin: A cúpula brasileira que agora terminou, ficou para a história enquanto o mais fértil encontro do “quinteto” – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A sua fertilidade não ficou apenas patente na criação de instrumentos financeiros – o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas – mas, sobretudo, no nível de empenho dos líderes dos BRICS – no auge da Guerra Fria 2.0, quando os americanos tentam esmagar qualquer um que age à revelia das “recomendações” de Washington – em criarem o seu embrião “de um mundo não americano”.

No futuro, outros projetos poderão estar ligados ao desenvolvimento dos BRICS (Organização de Cooperação de Xangai, RIC). O importante é que, de fato, existe a concepção “de um mundo não americano” que se desenvolve ativamente e se enche de conteúdo concreto. Os BRICS parece que se estão a tornar no epicentro deste novo fenômeno. Não é preciso ser um político habilidoso para sentir que os povos e as civilizações dos países em vias de desenvolvimento estão cansados de “padrões norte-americanos” impostos. Aliás, padrões para tudo, economia, ideologia, forma de pensar, os “valores” propostos, vida interna e externa, etc.

O mundo inteiro viu nos seus ecrãs de televisão o aperto-de-mão dos cinco líderes dos BRICS, ao qual, passado uns dias, se juntou praticamente toda a América Latina. É discutível se, neste impulso comum, existiu uma maior dose de contas pragmáticas ou de solidariedade emocional, mas, uma coisa é certa, nele não houve qualquer amor por América. E isso ainda é uma forma polida de colocar as coisas.

VR: E quanto à adesão da Argentina, quem, no Sul, irá “apoiar” os EUA?

SL: Para a Índia os BRICS são uma oportunidade de reforço na Ásia Austral e de desenvolvimento econômico fora da alçada da Ocidente. A motivação regional é conjugada com expectativas financeiras e tecnológicas que unem a África do Sul e o Brasil.

No futuro, o “segmento” latino-americano poderá ser reforçado. Muitos peritos esperam que o “quinteto” seja alargado através da adesão da Argentina ao projeto. Ultimamente tem existido um desenvolvimento fulgurante das relações bilaterais da Rússia e da República Popular da China com países da América Latina, em sectores como o tecnológico-militar, comercial, de investimento e energético. Neste quadro, as visitas em Julho de Vladimir Putin e de Xi Jinping marcaram o tendencial círculo de potenciais aliados dos BRICS, nomeadamente Cuba, Venezuela, Nicarágua, Argentina, entre outros. Como é sabido, geograficamente, a America Latina “apoia”, a partir do Sul, os EUA. O reforço dos BRICS, nessa zona sensível para os americanos, é um trunfo adicional para o mundo em vias de desenvolvimento.

VR: Relativamente à “descoberta” muçulmana dos BRICS. Como será a institucionalização?

SL: Também se estuda o alargamento dos BRICS no sentido do Islão, onde também existe descontentamento face ao domínio americano. Espera-se que, após a entrada da Argentina, a fila de adesão aos BRICS seja engrossada pelo maior, em termos de população, país muçulmano do mundo (cerca de 250 milhões), ou seja, a Indonésia. Ela, seja pela sua ideologia, seja pela ambições, nasceu para aderir ao projeto e assim fechar a região do Sudeste Asiático. O novo governo indonésio confirma a sua intenção de desenvolver o relacionamento com os BRICS.

A entrada da Indonésia encerrará a “corrente regional” que englobará as principais regiões do mundo. Além disso, cada um dos países dos BRICS irá representar a “sua” região, tornando-se no seu líder informal. Brasil a América Latina, RAS a África, Rússia a Eurásia, China o Nordeste da Ásia, Indonésia o sudeste asiático.

Os futuros cenários de desenvolvimento do projeto poderão ser diversos. Mas um deles já é atualmente equacionado e de forma bastante concreta. Num futuro próximo, os líderes dos BRICS deverão trabalhar no sentido da institucionalização do projeto, nomeadamente através da criação de um fórum de membros permanentes (atualmente são cinco Estados), e um fórum de observadores e de parceiros de diálogo.

VR: Irão os EUA dialogar?

SL: É possível que, com tempo, os EUA sejam obrigados a dialogar com os BRICS. Porém, não parece ser algo que venha a ter lugar num futuro próximo. Hoje o projeto está em ascensão. Ele combina, organicamente, as vantagens de diversas civilizações, economias e culturas políticas. Aqui não existem imposições nem domínios de um só país.

É claro que existem incongruências, algumas “divergências e visões diferentes quanto à concretização de alguns projetos internacionais. Mas não são diferendos estratégicos. Trata-se de questões objectivas, que surgem, normalmente, nas relações internacionais do mundo político. Os BRICS acabam por ser o reflexo bastante preciso do nosso mundo multifacetado e bastante complexo.

Ex-diretor do Banco Espírito Santo é detido em Portugal

Jose Manuel Ribeiro, Reuters

O ex-diretor executivo do Banco Espírito Santo, Ricardo Espírito Santo Salgado –  patriarca da família – foi detido em sua casa, no Estoril, na manhã desta quinta-feira (26), para prestar esclarecimentos na investigação que apura transferências ilegais entre gestores de fortuna, o que poderia ser o maior caso de lavagem de dinheiro de Portugal.

De acordo com o jornal português Público, a detenção foi desencadeada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Salgado foi ouvido no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, num depoimento que durou sete horas. Ele foi liberado à tarde, após pagamento de fiança de 3 milhões de euros.

De acordo com o Público, uma ação de buscas havia sido feita na sede do Grupo Espírito Santo, num desdobramento da operação Monte Branco, que começou em 2011.

O hotel no qual Salgado instalou seu escritório desde que foi tirado da direção do Banco Espírito Santo pelo Banco de Portugal, em 13 de julho, também foi alvo de inspeção.

A crise no Grupo Espírito Santo está afetando diretamente a fusão entre a Portugal Telecom (PT), da qual é acionista, com a brasileira Oi.

(Jornal do Brasil)

Quem tem medo do BRICS?; por Roberto Amaral

Da Carta Capital

Quem tem medo do BRICS?

Por Roberto Amaral, vice-presidente nacional do PSB
O bloco só cresce de importância, mas determinados setores continuam insistindo na tese de decadência
BRICS criam banco próprio – Foto: Shutterstock
Há dez anos surgiu o acrônimo BRIC, sigla formada pelas iniciais de quatro países que despertavam admiração no mundo pela vitalidade de suas economias – Brasil, Rússia, Índia e China, aos quais se associa a África do Sul – e que hoje representam 19% do PIB global. Nesses dez anos, o conjunto de suas economias cresceu de 3 trilhões de dólares para 13 trilhões de dólares. Esses 10 trilhões a mais correspondem em nossos dias a seis economias da Grã-Bretanha em 2001. Ainda nesses curtos dez anos, a China, a locomotiva do bloco, crescendo a um ritmo médio de 7% ano, chegou ao posto de segunda economia do mundo; suplantou o Japão e é o dobro da economia alemã, o mais rico e mais poderoso país da Europa Ocidental. Não obstante, a grande imprensa mundial, as ‘consultorias’ e agências de ranking disso e daquilo de Wall Street e da City de Londres, o FMI e a OCDE, a grande imprensa de lá – The EconomistThe Financial TimesThe Time – de cá – o jornalão, a revistona – anunciam o réquiem do bloco, como diariamente anuncia a falência do Mercosul.

Nossas exportações, no entanto, principalmente de manufaturados, para nossos vizinhos só têm aumentado. O Brasil, embora crescendo a taxas relativamente baixas, ultrapassou a Itália e a Inglaterra, e é hoje a sexta economia mundial. Nas duas últimas décadas o peso econômico dos países integrantes dos BRICS aumentou de 5,6% para 21,3%, o que, convenhamos, não é nada desprezível. Projeta-se para a próxima década em 3% a expansão da economia mundial, mas o crescimento dos BRICS está estimado em 7%. Em 2015 esse conjunto de países poderá ser responsável por cerca de um quarto do PIB mundial.

As trocas entre os cinco países somavam 250 bilhões de dólares e podem chegar a 500 bilhões de dólares já em 2015. A China já é nossa principal parceira comercial e as negociações em curso prometem elevar o fluxo comercial entre o Brasil e a Rússia para 10 bilhões de dólares, já neste ano. Relativamente ao país de Putin, para além das trocas comerciais, há uma largo espaço para percorrer no campo da cooperação científica e tecnológica. E inovação, onde são notórias nossas carências

Nossos cinco países representam 20% do PIB mundial e cada um exerce papel de forte liderança em seus respectivos continentes. Não são números irrelevantes e contrastam com o descrédito e o ceticismo da opinião conservadora que acompanha com restrições as possibilidades de expansão econômica – e nela envoltas, de expansão política e militar desses países – alterando a correlação de forças do status quo internacional ensejado pela derruição do bloco socialista e o fim da Guerra Fria. É a resposta da realidade objetiva ao descrédito que a economia desses países despertava, e de certa forma ainda desperta, nos círculos conservadores internacionais. No Brasil ele é criticado, na companhia do Mercosul, por aqueles que não compreendem que nosso país possa integrar projeto, político ou econômico, que não seja chancelado pelos EUA. Em um mundo caracterizado pelas mais profundas assimetrias de poder, a política de blocos – a que não têm fugido mesmo os EUA – é um imperativo de sobrevivência daquelas economias mais frágeis que encontram sua superação na negociação coletiva. Esse bloco tem possibilitado a ação coordenada em foros internacionais e  construção de uma agenda própria.

Como entre nossos países no Mercosul, sabidamente guardam os BRICS grandes contrastes e diversidade cultural, as quais, todavia, não lhes têm impedido a atuação como bloco econômico e bloco político, nem a ação articulada nos fóruns internacionais de sorte a enfrentar o hegemonismo das grandes potências, EUA, União Europeia e Japão. Assim é que lograram impor uma nova geopolítica ao mundo da unipolaridade, com o que se têm beneficiado todos os países, particularmente aqueles de menor peso econômico. Além de grandes mercados de consumo – em condições de influir na economia mundial – os BRICS reúnem duas potências nucleares com assento no Conselho de Segurança da ONU, grandes territórios, grandes populações – 40% da população mundial –, elevado nível de industrialização e ponderável base científica e tecnológica. Esses fatores são postos de manifesto quando a crise econômica parece sobreviver e a lenta recuperação das potências capitalistas constrange os investimentos e o fluxo de comércio, conquanto estimule a volatilidade dos mercados financeiros.

Como em todos os momentos de crise, quem paga o alto preço é a paz mundial, vez mais um projeto transferido para as calendas gregas.

Com todas suas óbvias consequências econômicas, o quadro mundial presente e visível para os próximos anos aponta para a conturbação da guerra se alastrando por áreas cada vez maiores da Ásia, da África e do Oriente Médio, com seu rasto de devastação e genocídio: Afeganistão, Paquistão, Iraque, Síria, Líbia, as ameaças ao Irã, os conflitos de fronteira na Turquia, o sistemático genocídio palestino na Faixa de Gaza, os conflitos raciais, tribais e religiosos…

A crise de produção de petróleo e outros insumos, a crise da produção de alimentos e outras commodities, a fome, a miséria, a degradação humana, a desagregação dos países e a anarquia política, o êxodo de povos e nações, bem como a ameaça que paira sobre civilizações milenárias, a guerra continuada do capitalismo contra a ida e a natureza.

Nesse quadro se eleva a importância estratégica dos BRICS pela força territorial e econômica de cada um dos países integrantes e pelo papel de cada um na geopolítica regional.

Em um mundo assim descrito, a América do Sul progressista, pacífica e em desenvolvimento acelerado e a África – continentes ainda à margem da política de guerra (leia-se ‘terra arrasada’) dos EUA – constituem espaço de projeção natural das iniciativas dos BRICS. Daí a importância do encontro dos líderes dos BRICS com suas contrapartes sul-americanas no âmbito da VI Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que nosso país está sediando. Desse encontro pode resultar a abertura mutuamente benéfica de mercados para os produtos da América do Sul e dos BRICS – e se isso ocorrer, estaremos fortalecendo o desenvolvimento econômico do sub-continente e, com ele, a solidificação de nossa comum opção democrática e progressista, que tanto incomoda as elites reacionárias de nossos países.

Pode ser esta, igualmente, uma oportunidade de fortalecimento do Mercosul, expectativa que se anima à vista do projeto do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, que deverá investir em principalmente nas cruciais áreas de infraestrutura, dando base material à ajuda internacional e à cooperação econômica que, pela porta do financiamento do desenvolvimento, favorecerá a integração de nossos países e, amanhã, de nossos povos.  A carência que mais nos ameaça é a de capitais para financiar o desenvolvimento, pois o capital estrangeiro que aporta é predominantemente especulativo, ou seja, visa exclusivamente ao retorno, quando o Banco de Desenvolvimento aportará capital estratégico.

Mas esta não é a história toda.

Do ponto de vista político, o fundamental é que os países integrantes dos BRICS podem dizer que, nas circunstâncias do mundo globalizado sob o império da unipolaridade, comandam cada um o seu destino. Realizaram reformas estruturais, patrocinaram a rápida urbanização e modernizaram suas economias. O Brasil, por exemplo, realizou notável esforço de distribuição de renda, elevando substancialmente a qualidade de vida de suas populações. Elevaram-se, na maioria dos países os contingentes de classe-média e em alguns países, como Brasil e China, a expectativa de vida é de 73 anos. No entanto ainda são, no geral, precários os indicadores de escolaridade, a assistência médica universal é deficiente e os índices de mortalidade infantil ainda são inaceitavelmente altos.

O sonho é que estejamos ingressando na segunda fase do BRICS, aquela que se seguirá ao sucesso da gestão macroeconômica, quando reformas profundas da infraestrutura econômica (com implicações igualmente profundas na transformação das estruturas políticas congeladas) poderão abrir caminho para sociedades socialmente mais justas.

 

Banco de Desenvolvimento do Brics é criado em Fortaleza; sede será na China

Foi criado, na tarde desta terça-feira, o Novo Banco de Deselvolvimento (NBD) do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Durante a sessão plenária da VI Cúpula, os ministros da Fazenda e das Finanças dos cinco países assinaram a declaração de criação do banco, assim como a do Arranjo Contingente de Reservas (CRA).

A sede do banco será em Xangai, na China. Foi decidido também que o primeiro escritório será na África do Sul e que a presidência ficará a cargo da Índia. Ao Brasil, coube apenas a primeira direção do banco.

O NBD terá capital inicial de US$ 50 bilhões, e o do CRA será de US$ 100 bilhões.

Chefes de Estado

Dilma Rousseff foi a primeira a falar durante a sessão plenária. A presidente cumprimentou Vladimir Putin e demonstrou solidariedade quanto ao acidente ocorrido nesta terça-feira em um metrô de Moscou, na Rússia, o qual teve 19 vítimas fatais.

Em seguida, foi a vez do presidente russo se pronunciar, destacando o tamanho do mercado consumidor do grupo, que tem 42% da população mundial. “Temos interesse em ampliar a cooperação entre os países dos Brics”, afirmou Putin. O presidente ressaltou também a relevância das duas instituições criadas durante a Cúpula. “O banco vai ser uma das agências mais importantes do mundo, e o fundo vai prevenir dificuldades e promover mudanças macroeconomicas”.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, destacou a importância do grupo no cenário mundial. “O mundo enfrenta um alto nivel de trubulências econômicas e políticas, os conflitos e a instabilidade estão crescendo. Precisamos lutar pelo crescimento inclusivo. Vemos questões de mudanças climáticas e de paz (…). O Brics pode dar respostas a todas essas questões. Isso porque a ideia essencial do Brics é de um grupo que olha para frente e pode dar sugestoes aos organismos mundiais”.

Em seus discursos, Modi e Putin falaram em maior intercâmbio cultural entre os países. Putin disse que o grupo está trabalhando na Universidade do Brics.

A ideia foi ratificada por Modi: “A Universidade do Brics, com acesso pela internet, promoveria a troca de conhecimentos. Também é uma possibilidade um centro de línguas do Brics”.

O presidente da China, Xi Jinping, falou sobre a escolha da sede em seu país. “Conseguimos definir o estabelecimento do banco (em Xangai) hoje. O banco vai aumentar a voz do Brics no mundo e promover o desenvolvimento. A sede estará aberta a cooperação”. Ele frisou a necessidade de condições iguais entre os membros. “Esse grupo é comprometido a criar um banco justo”.

Já o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, mostrou otimismo quanto ao futuro dos países integrantes do Brics. “Começamos essa jornada com embarque conjunto em projetos com impacto visível em nosso desenvolvimento. E tenho certeza que nosso continente vai abrir os braços para esse desenvolvimento”.

Redação O POVO Online

 

Copa do Mundo injeta R$ 30 bilhões na economia brasileira, aponta Fipe

A Copa do Mundo no Brasil terminou ontem com sucesso nos gramados e fora de campo com uma estimativa de R$ 30 bilhões que devem ser injetados na economia, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para o governo. Resultado equivale a cerca de 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

A projeção foi feita a partir de um estudo sobre o impacto econômico da Copa das Confederações, realizada em junho de 2013 nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. De acordo com a pesquisa, o torneio do ano passado adicionou R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro.

Entre as entidades consultadas pela pesquisa, o banco Itaú prevê que o torneio deve incrementar o PIB entre 1% e 1,5% –efeito que começou em 2011, com o início das obras, que geraram emprego e renda no país. A estimativa é baseada no que ocorreu em outros países que sediaram o evento desde 1982.

A Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 também deve gerar cerca de 1 milhão de empregos no país, o que equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais criados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vicente Neto, trata-se de um número “extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, disse.

(Brasil 247)

A Copa dos Brics. Mudanças na geopolítica global

Saímos de uma Copa do Mundo para uma “copa” política – a Sexta Cúpula Presidencial dos Brics –, à qual se seguirá uma reunião entre os lideres do Brics e da Unasul. Se tudo der certo, do encontro entre líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sediado em Fortaleza no dia seguinte ao da final do Mundial, será anunciada a criação do Banco do Brics e de um fundo de reservas, no valor de US$ 150 bilhões. Será um banco de fomento, nos moldes do  Banco Mundial. O fundo de reservas servirá como embrião de uma espécie de FMI próprio, com a missão de socorrer qualquer membro que tenha dificuldade de obter financiamento em outras instituições multilaterais.

A reunião dos Brics ocorre em um momento extremamente importante. A crise da Ucrânia contribuiu para afastar do Ocidente o presidente russo, Vladimir Putin, e levou-o a estreitar, ainda mais, seus laços com Pequim e os outros membros do grupo. Essa nova fase de aproximação com os chineses foi sacramentada com a assinatura do “tratado do século”, para a venda, ao longo dos próximos 30 anos, de gás russo à China, pela respeitável quantia de US$ 400 bilhões.

Por maior que pareça, não se trata, no entanto, de um mero negócio.   O estabelecimento de um corredor entre o urso russo e o dragão chinês, que se assentará em extensa rede de gasodutos e obras de infra-estrutura, abrirá caminho para a construção de gigantesco polo econômico e demográfico, a Eurásia. Um continente virtualmente novo, no qual se dará a ocupação planejada de milhões de hectares de planícies e montanhas, hoje desocupadas, com um projeto que envolverá também outras nações, como o Cazaquistão e a Mongólia, e, a longo prazo, também a Índia.

A radicalização das relações entre a Rússia e o Ocidente, com a imposição de sanções pelos Estados Unidos, tende a levar Moscou a buscar outros fornecedores para os alimentos que importa, privilegiando o Brasil e a Argentina. Mas as oportunidades para o nosso país vão além disso. Nos últimos anos, temos estreitado a cooperação tecnológica e militar com os Brics.

Já fazemos, há alguns anos, satélites de monitora­mento de recursos terrestres com a China – o último teve 50% de conteúdo nacional. A Embraer fornece aviões radares para a Índia. A Avibras e a Mectron estão desenvolvendo, para as Forças Aéreas brasileira e sul-africana, moderníssimo míssil ar-ar A-Darter em associação com a Denel. Compramos helicópteros MI-35, e baterias anti-aéreas Pantzir dos russos, que nos convidaram a dividir com eles, e os indianos, o projeto e a fabricação do caça bombardeiro de quinta geração T-50.

Como qualquer proposta dirigida para mudar o status quo vigente, o Brics tem sofrido intensa campanha nos meios de comunicação ocidentais, voltada para desacreditar o grupo, reduzindo-o à condição que tinha, no inicio, de mera sigla econômica. A China já é o maior sócio comercial do Brasil. Temos tido, como membro do Brics, e também do Mercosul, superávits em nosso comércio com os chineses e a América do Sul, enquanto com a Europa e os Estados Unidos têm aumentado nossos déficits e piorado nossas relações de troca.

É claro que não podemos abrir mão de nossas relações com o resto do mundo, mas, qualquer que seja o próximo governo, os laços que nos ligam a Moscou, Pequim, Nova Délhi e Pretória deverão permanecer como pilar essencial de nossas relações externas.

Isso vale para a economia, com o atendimento, pelo Brasil, do imenso mercado que surgirá, nos próximos anos, com a incorporação de dezenas de milhões de indivíduos ao consumo, na China e na Índia, condição que dificilmente encontraríamos em outras regiões do mundo. Mas também vale para a política, com o estabelecimento de uma aliança estratégica mundial com países que podem nos ajudar a queimar etapas nas áreas de tecnologia, diplomacia e defesa nos próximos anos. 

(por Mauro Santayana, Revista do Brasil)

Representantes da África do Sul, China e Índia já estão em Fortaleza para Cúpula do Brics

Os presidentes da África do Sul e da China e o primeiro-ministro da Índia já estão em Fortaleza para a reunião da Cúpula do Brics nesta terça-feira (15) no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

De acordo com a Infraero, os três chefes de Estado chegaram no início da tarde, entre 13h30 e 14h. As comitivas saíram na Base Áerea de Fortaleza foram escoltadas até os hotéis pela Polícia Rodoviária Federal. A segurança aproximada dos chefes de estado foi realizada pela Polícia Federal, que também fez com helicóptero o monitoramento aéreo das rotas.

Presidente da China, Xi Juping, chega a Fortaleza para reunião do Brics (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Presidente da China, Xi Juping, chega a Fortaleza
para reunião do Brics (Foto: TV Verdes Mares/
Reprodução)

Segundo a Infraero, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma foi o primeiro a chegar à Base Aérea. Em seguida, aterrissaram o primeiro-ministro da índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jiping. As comitivas presidenciais seguiram, respectivamente, para os hotéis Luzeiros, Seara e Gran Marquise.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também devem chegar ainda nesta segunda-feira (14) em Fortaleza. Na manhã de hoje, os dois presidentes tiveram uma reunião prévia em Brasília. Os dois discutiram sobre a criação do banco do Brics e mudanças no Fundo Monetário Internacional (FMI). Após almoço no Palácio Itamaty, o presidente da Rússia deve seguir ainda nesta tarde para a capital cearense.

(G1 Ceará)

Brasília e Fortaleza sediam sexta cúpula dos Brics

São Paulo – Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul realizam nesta terça-feira, em Fortaleza, e um dia depois, em Brasília, a sexta cúpula do fórum Brics, que reúne grandes economias emergentes que contam com 42% da população do planeta e 21% do PIB mundial.

Os presidentes de Brasil, Dilma Rousseff; Rússia, Vladimir Putin; China, Xi Jinping; e África do Sul, Jacob Zuma, assim como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abordarão aspectos como a inclusão social e odesenvolvimento sustentável e finalizarão os detalhes para a criação de um banco de fomento próprio.

Este último aspecto será o foco do encontro que os ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais dos cinco principais países emergentes realizarão no dia 14 de julho.

A criação do banco dos Brics, que nascerá com um capital inicial de US$ 50 bilhões, valor para o qual cada país contribuirá com um quinto, pode ser formalizada em Fortaleza através da assinatura dos tratados constitutivos.

Além da criação do banco de desenvolvimento conjunto, os Brics debaterão a criação de um Acordo de Reservas de Contingência (CRA, na sigla em inglês), uma espécie de fundo de estabilização econômica que pode repassar recursos a países em crise, com dificuldades em seu balanço de pagamentos ou que sofrem ataques especulativos.

O fundo de reservas será dotado de US$ 100 bilhões, segundo as conversas preliminares da cúpula que os Brics realizaram no ano passado em Durban (África do Sul).

Também no dia 14 de julho vai acontecer uma reunião da qual participarão os ministros de Comércio dos Brics, assim como um Fórum de Negócios, e um dia depois os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul realizarão a portas fechadas a primeira sessão plenária da cúpula.

Sob o lema ‘Crescimento Inclusivo: soluções sustentáveis’, os representantes dos cinco países buscarão reforçar o compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável dos países sem abandonar a caminho do crescimento.

Segundo o subsecretário político do Itamaraty, José Alfredo Graça Lima, um dos objetivos da cúpula também é o de ressaltar o papel que as cinco maiores potências do mundo desempenharam para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) fixados pela ONU.

A expectativa dos organizadores é que cerca de 3.000 pessoas participem da reunião de líderes dos Brics em Fortaleza, entre eles cerca de 1.500 jornalistas, 800 empresários e membros das delegações dos cinco países.

Após o encontro na capital do Ceará, os chefes de Estado e de Governo das cinco potências vão para Brasília, onde terão sua primeira reunião com os presidentes dos países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Um dos objetivos deste encontro, promovido pelos Brics, é apresentar à América do Sul as possibilidades do banco de desenvolvimento, que atuará como uma espécie de alternativa ao Banco Mundial, dominado pelas grandes potências.

A Cúpula entre os Brics e Unasul será, além disso, a antessala de uma primeira reunião entre os líderes de China e Brasil e os do chamado quarteto da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), integrado por Costa Rica, Cuba, Equador e Antígua e Barbuda.

O Brasil foi, até o momento, o único país do bloco a abrigar duas cúpulas – a primeira em Brasília, em 2010 – desde que em 2009 começaram as primeiras reuniões formais dos Brics, inicialmente constituídos pelo país, Rússia, Índia e China, e ao qual a África do Sul se integrou em 2011.

EFE

Na Copa de 2014, Adidas vende 8 milhões de camisas e 14 milhões de bolas

A Copa do Mundo está a um jogo de terminar, e a Adidas, fornecedora da competição e das duas equipes finalistas, começou a contabilizar os ganhos com o evento.

A Brazuca, como foi apelidada a bola da edição brasileira, teve 14 milhões de unidades vendidas, 1 milhão a mais do que a sul-africana Jabulani. Nesta conta entram as vendas da bola da final, cujas cores são diferentes – verde, amarela e preta em vez de laranja, azul e verde. A marca fabrica bolas específicas para decisões desde 2006. Neste ano ela chegou às lojas em 29 de junho.

Entre camisas de seleções, foram 8 milhões de peças comercializadas, 1,5 milhão a mais do que em 2010, das quais Alemanha e Argentina são, nesta ordem, as duas primeiras colocadas. A Adidas não deu números exatos, mas revelou que a Alemanha corresponde a cerca de 2 milhões dessas camisas. Argentina, México e Colômbia ultrapassaram, cada um, a marca de 1 milhão. A fornecedora ainda não sabe quais atletas tiveram mais camisas vendidas.

Em um encontro com jornalistas realizado nesta quinta-feira (10/07) no Rio de Janeiro, onde usou a sede do Flamengo para montar um posto de trabalho específico para a Copa, Roland Auschel, um dos membros da diretoria do grupo alemão, voltou a dizer que a meta de faturar € 2 bilhões com futebol no ano. “A nossa ambição será atingida”, disse. “O futebol ajudou a nos manter em crescimento na América Latina e nos deu ânimo para continuar a investir no Brasil”.

Quanto a chuteiras, a companhia não mencionou números, mas se disse satisfeita com o Battle Pack, conjunto de calçados pretos e brancos que atletas usaram durante esta Copa. “Viemos com este design disruptivo, inspirados a fazer algo diferente, porque todas as chuteiras estão muito coloridas. Nós dominamos as cores com nossa decisão”, afirmou Markus Baumann, vice-presidente global de futebol do grupo alemão e homem mais próximo do desenvolvimento de produtos.

Via http://maquinadoesporte.uol.com.br

Brasil e Argentina juntos em projeto astronômico

Jornal GGN – O Brasil e a Argentina instalarão uma antena de 12 metros de diâmetro para pesquisa astronômica. O local escolhido é Salta, que fica 1.600 quilômetros a noroeste de Buenos Aires, na Argentina. O anúncio foi feito pelo governo da província argentina escolhida.

O projeto em questão é o LLAMA, que receberá um investimento total entre 15 e 20 milhões de dólares, também informado pela secretaria de Ciência e Tecnologia de Salta.

A antena parabolóide será instalada em Altos de Chorrillo, no planalto da Cordilheira dos Andes e a 4.825 metros acima do nível do mar, permitindo aos cientistas o estudo da física solar e buracos negros, bem como outros fenômenos do Universo. A antena foi situada estrategicamente de forma a fazer pesquisas coordenadas com uma rede de 60 antenas instaladas, no âmbito do projeto ALMA, do lado chileno do deserto do Atacama, por Estados Unidos, Canadá, Japão, Taiwan e países europeus.

“Este telescópio significará um salto maiúsculo para as pesquisas em radioastronomia e, por sua vez, promoverá um grande impulso tecnológico”, declarou Soledad Vicente, secretária de Ciência e Tecnologia da localidade.

Quando começar a operar em conjunto com a rede localizada do outro lado da Cordilheira, a antena do projeto LLAMA fará com que cientistas tenham o equivalente a um telescópio de quase 200 quilômetros de diâmetro, informou uma fonte ao Swissinfo.ch. Mas as autoridades não revelaram ainda uma data de conclusão das obras, disse a mesma fonte.

Cada país terá sua tarefa. O Brasil se encarregará da compra do radiotelescópio e a Argentina deverá desenvolver caminhos, instalações e toda a infraestrutura necessária em Salta para operar o telescópio.

O centtro brasileiro-argentino de Astronomia (ABRAS) será construído sobre o monte Macón, a 4.650 metros de altitude e a 360 quilômetros da cidade de Salta.

Sugestão feita por Nonato Amorim

Ocupação hoteleira com Brics chega a 79% e anima setor em Fortaleza

Depois da Copa do Mundo, o setor hoteleiro comemora a taxa de ocupação para o VI Conferência de Cúpula do Brics em Fortaleza. O encontro será realizado nos dias 14 e 15 de julho no Centro de Eventos do Ceará. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE) é que a taxa de ocupação para o evento seja de 78,93%, maior do que o número durante o Mundial, que foi de 65,17%, e da média do período, de 69%, segundo o presidente da entidade, Darlan Leite.

Os chefes de Estado dos cinco países que integram o Brics, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, confirmaram presença no encontro da cúpula e devem chegar entre os dias 13 e 14 de julho. As comitivas dos países já começaram a chegar desde o dia 5 de julho.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a previsão de participação é de cerca 750 pessoas só nas comitivas dos países, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos cinco países, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo.

Comitivas
As comitivas dos cinco países devem se concentrar em três hotéis da orla de Fortaleza: Marina Park Hotel, Gran Marquise e Luzeiros. Devido às questões de segurança e de contrato, os hotéis não divulgam detalhes sobre hospedagens e presenças dos chefes de estado.

O hotel Gran Marquise, localizado na Avenida Beira Mar, confirmou a hospedagem das comitivas do Brasil e da China. De acordo com a administração, 90% dos 230 quartos do hotel estão reservados para as duas comitivas.

De acordo com Ana Luiza Costa, gerente comercial do hotel do Marina Park Hotel, 150 dos 315 apartamentos estão reservados para a comitiva da Rússia. Além disso, a maioria dos quartos restantes será ocupada por empresários que participarão do encontro. “É um público bem diferente do que recebemos da Copa”, conta. Durante o Mundial, o hotel hospedou as seleções Uruguai, Brasil, Alemanha, Grécia e Holanda. A comitiva da Rússia começou a chegar no sábado (5), um dia depois da seleção brasileira deixar o hotel.

Para receber a comitiva da Rússia, o hotel pesquisou sobre a alimentação do país para agradar o paladar dos novos hóspedes. No caso do presidente Vladimir Putin, ele viaja com uma equipe especial para preparar as refeições.

O Hotel Luzeiros, que também as seleções durante a Copa do Mundo, não confirmou que comitiva e chefe de estado deve receber. A especulação é que o hotel receba representantes dos países da África do Sul e da Índia. A gerência comercial informou que o hotel só tem capacidade para hospedar um chefe de estado. Dos 200 apartamentos, 170 estão reservados para comitivas.

Cúpula do Brics
Às 10 horas do dia 15 de julho, a presidente Dilma Rousseff presidirá a abertura do encontro de cúpula ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin; do primeiro-ministro da Índia, Narendra Damodardas Modi; do presidente da China, Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma. No dia 16 de julho, a segunda sessão da Cúpula Brics com chefes de Estado será no Palácio do Itamaraty, em Brasília;.

Em Fortaleza, além de os encontros entre as delegações dos cinco chefes de Estado, a conferência também será palco de Encontro Empresarial e de uma reunião com os ministros das áreas econômicas dos cinco países.Os dois encontros ocorrerão na tarde e noite de segunda-feira (14), no Centro de Eventos do Ceará.

Segundo a Coordenadora de Rede de Centros Internacionais de Negócios da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sara Saldanha, até 9h desta terça-feira (8), 648 empresários se inscreveram para participar do Foro Empresarial e do Business Networking. “A Expectativa que a CNI tem em relação ao Brics é aproximar as relações e as parcerias entre os cinco países integrantes”, disse Sara.

Banco
Durante a VI Conferência de Cúpula, em Fortaleza, os países deverão assinar o acordo para a criação de um banco de desenvolvimento – nos moldes do Banco Mundial – bem como um tratado para constituição do Arranjo de Contingente de Reservas, fundo anticrise do bloco.

Segundo o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário de política do Ministério das Relações Exteriores, o banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Após a assinatura do acordo para criação, a instituição deve levar cerca de dois anos para entrar em funcionamento já que  terá que ser aprovada pelo Congresso dos cinco países integrantes.

Já o fundo terá capital no valor de US$ 100 bilhões e deverá ser usado no auxílio aos integrantes do Brics que venham a enfrentar dificuldades. A China deverá entrar com US$ 41 bilhões; Brasil, Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões. Atualmente, quatro cidades pleiteiam a sede do banco: Xangai, na China, Joanesburgo, na África do Sul, Nova Déli, na Índia, e Moscou, na Rússia.

(G1 Ceará)

Copa movimentou R$ 500 milhões em Pernambuco

Do Diário de Pernambuco

O estado recebeu mais de 400 mil visitantes no mês de junho, dos quais 157 mil estrangeiros
O estado de Pernambuco recebeu mais de 400 mil visitantes no mês de junho; pelo menos metade dessas pessoas assistiram a alguns dos jogos da Copa do Mundo na Arena Pernambuco. A movimentação financeira no estado alcançou a marca de R$ 500 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (02) pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). O estado sediou cinco jogos, quatro na primeira fase, e um nas Oitavas de Final.
Apenas no Aeroporto Internacional do Recife foram 252.450 desembarques domésticos e 14.152 desembarques internacionais. O estado recebeu 157 mil turistas estrangeiros, segundo informações da Prefeitura do Recife (PCR), e a ocupação hoteleira média foi de 92%.
Ainda de acordo com a PCR, quase 90% dos estrangeiros e 33,8% dos brasileiros que vieram à capital pernambucana não conheciam a cidade. Destes, 80,1% demonstraram interesse em voltar.
“A realização da Copa superou as expectativas. Toda a expectativa em relação aos protestos e de que Pernambuco não estaria preparado para receber o evento foram quebradas e tudo aconteceu da melhor forma, inclusive o funcionamento do transporte público”, ressaltou o presidente da Empetur, André Correia.
Dos visitantes, mais da metade dos que compareceram aos jogos da Copa do Mundo na Arena Pernambuco era turista e excursionista (51,71%), sendo 60,69% residentes no Brasil e 39,31%, no exterior. O principal público de estrangeiros foi composto por norte-americanos (28,03%), mexicanos (23,18% e japoneses (8,82%). Dos brasileiros, a maior parte era de Pernambuco (25,17%), Paraíba (24,50%) e São Paulo (15,55%).
“Ficamos satisfeitos com o bom número de mexicanos e japoneses. A presença desses visitantes abre novos mercados para a divulgação de Pernambuco. Continuaremos a divulgação nos países que já trabalhamos e vamos reforçar o trabalho para alcançar esse novo público, incluindo a colônia japonesa que vive em São Paulo”, destacou André Correia.
Outro dado interessante nos turistas que vieram acompanhar a Copa do Mundo em Pernambuco é que 53% vieram acompanhados de familiares, enquanto 33,20% estavam com amigos. Em média, os turistas passaram quatro dias no estado. Para os estrangeiros, o tempo médio de permanência foi de nove noites.
Segundo a Prefeitura do Recife, alemães e americanos foram os que ficaram mais tempo, 11 e oito noites, respectivamente.
Os principais meios de hospedagem foram hotéis (43,8%), albergues e pousadas (21,8%), navio (15%) e casa de recifenses (8%). Mais de 70% disseram que tiveram suas expectativas com relação à cidade superadas ou atendidas.

 

O perfil dos turistas que passou pelo estado entre 12 e 29 de junho era do sexo masculino (74,85%), com idade entre 26 e 35 anos (39,22%) anos, com renda mensal de cinco a 10 salários mínimos (27,92%). Apenas no Centro de Atendimento ao Turista de Olinda (CAT) foram atendidos turistas de 40 países, entre eles Noruega, Nova Zelândia, Honduras, Suíça, Chile, Índia e Panamá.

 

Fortaleza: seis jogos, R$ 700 milhões na economia e 860 mil torcedores no Castelão e na Fan Fest

Brasileños festejan el gol de Brasil contra Chile, en la Fan Fest de Fortaleza. Fotografía: Kamil Krzaczynski/Efe

Fortaleza encerrou a sua participação na Copa do Mundo na última sexta-feira (4), após a vitória do Brasil por 2 x 1 sobre a Colômbia, na Arena Castelão. O jogo valeu a classificação da Seleção para as semifinais após 12 anos. Em campo, foram seis partidas, 17 gols, e público de quase 360 mil pessoas. Fora dele, muita festa dos torcedores de vários países e elogios à cidade e ao povo cearense.

Em entrevista coletiva para anunciar o balanço do Mundial, os gestores da prefeitura e do governo estadual celebraram a “Copa perfeita” organizada por Fortaleza.

“Nem nos meus melhores sonhos a gente teria uma Copa tão excelente como a que realizamos”, afirmou o secretário Especial da Copa do Ceará (Secopa), Ferruccio Feitosa.

“É um sentimento de realização e felicidade chegar aqui não só com esse resultado, mas com essa energia e essa alegria que vimos em toda Fortaleza”, disse a secretária Extraordinária da Copa de Fortaleza (Secopafor), Patrícia Macedo.

Jogos e público

A primeira fase da Copa do Mundo batizou o Castelão como o “estádio das zebras”, já que nenhum favorito conseguiu vencer na capital cearense. Em 14 de junho, o Uruguai perdeu de virada para Costa Rica, por 3 x 1. Já no dia 17, o Brasil não conseguiu sair do zero diante do México.

Quatro dias mais tarde (21), foi a vez dos alemães empatarem com a seleção de Gana por 2 x 2. Por fim, no dia 24 de junho, a Costa do Marfim precisava de um simples empate contra a Grécia para se classificar, mas perdeu por 2 x 1 e foi eliminada.

Nas oitavas e quartas-de-final, os favoritos Holanda e Brasil trataram de espantar as zebras e venceram México e Colômbia, respectivamente. Ao todo, foram quase 360 mil pessoas no estádio e média de 59 mil pessoas por jogo.

Do total presente na Arena Castelão, segundo a Secopa, foram 150 mil turistas estrangeiros e 109 mil visitantes brasileiros de outros estados – média de 43 mil turistas por partida. Somados às pessoas que viajaram a Fortaleza sem ingressos para os jogos, o número de turistas deve superar os 350 mil.

Entre os estrangeiros, os norte-americanos lideraram o público na Arena Castelão, com 27 mil ingressos comprados, seguidos por mexicanos (22 mil) e alemães (15 mil). No mercado interno, os paulistas, com 40 mil entradas adquiridas, ficaram em primeiro no ranking de torcedores. Os visitantes do Rio de Janeiro (14 mil) e do Rio Grande do Norte (7,5 mil) aparecem em segundo e terceiro colocados.

Economia

Segundo o secretário Ferruccio Feitosa, o número de visitantes estrangeiros apenas na Arena Castelão superou a quantidade de turistas de outros países em todo ano de 2013 na capital cearense.

“Os visitantes injetaram pelo menos R$ 700 milhões de forma direta na economia cearense durante os dias de Copa do Mundo. Ao longo de 12 meses, isso vai ser multiplicado e dará muitas oportunidades ao povo cearense”, disse o secretário. Segundo ele, a quantidade de empregos gerados ainda está sendo contabilizada.

Voos

Grande parte dos turistas que viajaram a Fortaleza optaram pelo deslocamento aéreo. No total, durante os dias de Copa do Mundo na cidade, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou 5.025 voos – média de 209 por dia – no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Apenas no dia da partida entre Brasil e Colômbia, na última sexta-feira (4), pelo menos 25 mil pessoas passaram pelo aeroporto da capital cearense.

Mobilidade

Um dos itens mais elogiados pelos turistas durante a Copa do Mundo foi o sistema de mobilidade implementado para os seis jogos na cidade. Ao todo, 350 ônibus grátis saíram de sete bolsões de estacionamento com destino ao estádio.

De acordo com a prefeitura, foram 283 mil pessoas transportadas nas linhas especiais até o Castelão – média de 47 mil por partida. Além disso, foram 40 mil usuários dos micro-ônibus especiais para torcedores com mobilidade reduzida.

“Fiquei impressionado com a quantidade de ônibus e a rapidez até o estádio”, afirmou o holandês Geurt Roos, de 61 anos, que assistiu a vitória da Holanda sobre o México. As irmãs Benildes, 82, e Teresa, 70, saíram de Teresina para acompanhar a partida entre Grécia e Costa do Marfim.

Do aeroporto, elas foram em uma das linhas especiais até o Castelão e, de lá, embarcaram em um micro-ônibus até a porta do estádio. “Está tudo ótimo. Fomos muito bem atendidas desde o aeroporto. Há muitos voluntários para ajudar os turistas e os ônibus são rápidos”, elogiou Benildes.

Fan Fest

Os 21 dias de Fan Fest resumiram bem o slogan “Fortaleza, cidade-sede da alegria” durante a Copa do Mundo. Escolhida pela FIFA para realizar a inauguração mundial do evento, em 8 de junho, a capital cearense viu 505 mil pessoas passarem pela arena montada na Praia de Iracema – média de 24 mil por dia. O espaço ainda realizará mais quatro exibições, nas semifinais, decisão do terceiro lugar e final da Copa do Mundo.

Atendimento médico

Os postos médicos avançados colocados na arena da Fan Fest, na Praia de Iracema, e no Castelão realizaram 804 atendimentos e 37 remoções para unidades de saúde da cidade. Foram 171 pessoas atendidas e 10 removidas no posto do estádio e 733 atendimentos e 27 remoções na Fan Fest.

Segurança

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e de Defesa Social do Ceará (SSPDS), foram realizados 497 boletins de ocorrência (BOs) e 80 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) durante a Copa do Mundo na capital cearense.

Foram 31 prisões em flagrante, sendo 12 estrangeiros (10 mexicanos, um grego e um alemão). Para o Mundial, Fortaleza contou com mais de sete mil agentes de segurança em toda cidade.

Resíduos sólidos

Os 100 catadores de materiais recicláveis que atuaram no entorno da Arena Castelão e da Fan Fest, na Praia de Iracema, recolheram 37 toneladas de resíduos sólidos. “Essa operação é muito importante porque gera emprego e renda para os catadores. Além disso, fizemos uma limpeza da areia para garantir a salubridade”, afirmou a secretária Patrícia Macedo.

Voluntariado

Os inscritos no programa de voluntários do governo federal também tiveram participação importante durante o Mundial. No total, foram 280 pessoas, com 200 atuando nos bolsões de estacionamento e 80 divididas entre Fan Fest e Arena Castelão.

A experiência, considerada como única pelos próprios voluntários, ficará na memória de cada um para a vida toda. “Foi uma experiência indescritível. Já vou procurar saber como faço para me inscrever para as Olimpíadas do Rio de Janeiro”, relatou a voluntária Vera Lúcia Silva, estudante de Turismo, que atuava na região do estádio para orientar os torcedores.

Legado para a cidade

Segundo os gestores da cidade e do estado, Fortaleza terá “outra cara” depois da Copa do Mundo. Além de ficar conhecida mundialmente após sediar jogos importantes da competição, a cidade realizou importantes obras de mobilidade urbana para melhorar a fluidez do trânsito.

Com investimento de R$ 38,4 milhões, a rotatória e o túnel em frente ao estádio Castelão possibilitam a interligação das avenidas Paulino Rocha, Alberto Craveiro, Silas Munguba (antiga Dedé Brasil) e Juscelino Kubitschek. Já as avenidas Paulino Rocha e Alberto Craveiro, que foram ampliadas, tiveram investimento de R$ 19,5 milhões e R$ 28,6 milhões.

Além das obras de infraestrutura para o trânsito da cidade, Fortaleza inaugurou no dia 16 de junho o terminal de passageiros do Porto do Mucuripe. Na ocasião, 3,6 mil mexicanos chegaram em um navio para acompanhar a partida diante da Seleção Brasileira.

O novo complexo, que tem capacidade para receber cerca de 4.500 passageiros por turno, para embarque ou desembarque, mede 350 metros de extensão e 13 metros de profundidade.

O investimento de R$ 205 milhões inclui obra civil, utilidades, mobiliário operacional, licenciamento e compensação ambiental, indenizações, fiscalização e aquisição de equipamentos (scanner, circuito fechado de televisão, raio X, elevador, escada rolante, defensas, entre outros).

“São tantos legados que fica até difícil enumerar. O maior é o social, gerando emprego, renda e maior qualidade de vida para a população. Temos a visibilidade que Fortaleza ganhou para o Brasil e para o mundo, com a potencialização do turismo, que é algo que a gente precisa cada vez mais incrementar”, afirmou o secretário Ferruccio Feitosa.

“As obras são para o povo cearense. É para a mobilidade, para que o morador passe menos tempo no transporte e mais tempo com a família”, completou.

Fonte:
Portal da Copa

Copa do Mundo no Brasil injetou R$ 142 bilhões na economia

Um dos saldos da Copa do Mundo no Brasil é o valor de R$ 142 bilhões injetados na economia entre 2010 e 2014. E a escolha das 12 cidades-sedes não foi à toa: o objetivo é espalhar a riqueza para todas as regiões, com desenvolvimento para comercio, indústria e serviços.

A Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à USP, apontou que, dos R$ 9,7 bilhões gerados durante a Copa das Confederações, 51% se difundiram por todo o pais, enquanto 49% ficaram concentrados nas seis cidades que receberam o torneio. Já o Mundial tem potencial de retorno mais de três vezes maior.

Mais de 3,6 milhões de pessoas estão circulando pelo Brasil, o dobro em comparação à Copa do Mundo na África do Sul (2010). Apenas com visitantes, o país terá retorno de, no mínimo, R$ 25 bilhões. Esse valor quita gastos do governo federal em infraestrutura, mobilidade urbana e segurança feitos para receber o evento e que ficarão como legado para população ao término dele.

Na empregabilidade, o setor de Turismo ofereceu, sozinho, mais de 48 mil oportunidades de trabalho. Outras 50 mil vagas foram criadas para execução das obras nos estádios. Esses são exemplos de fatores essenciais para que o Brasil possa seguir mantendo as menores taxas de desemprego de sua história.

Agência Brasil

Para turistas estrangeiros na Copa, o povo é o que há de melhor no Brasil

A Copa do Mundo começou há exatos 16 dias com algumas dúvidas sobre a capacidade do Brasil para sediar um evento esportivo desse porte. Na mídia nacional e internacional, ainda se questionava se ‘o Brasil estaria pronto’ para receber os 600 mil turistas estrangeiros esperados e realizar a chamada “Copa das Copas” prometida pelos governantes.

Os atrasos na entrega dos estádios e dos projetos de infraestrutura – muitos que ainda não ficaram prontos -, os problemas dos aeroportos e a ameaça de greves e protestos acabaram fazendo com que o Brasil ficasse em evidência mundo afora às vésperas do Mundial e chegaram até a ‘assustar’ alguns visitantes que estavam prestes a embarcar para o país.

Mas, passados os primeiros dias de euforia, o que os turistas de fora – popularmente chamados de ‘gringos’ – estão achando do Brasil? A BBC Brasil passou as duas últimas semanas ouvindo dezenas de estrangeiros que passaram pelas cidades-sede da Copa para saber quais eram as impressões deles sobre a organização do país para receber o Mundial, a infraestrutura, a hospitalidade dos brasileiros e tudo o que foge dos estereótipos conhecidos de “país do futebol, samba e carnaval”.

Nas duas primeiras semanas de Copa, ao menos as previsões mais pessimistas não se confirmaram. Não houve caos aéreo – apesar de alguns aeroportos terem apresentado problemas de atraso, como é comum em períodos de muita demanda -, não houve grandes greves, os protestos foram contidos – alguns com certa violência, que acabou em confronto entre policiais e manifestantes – e a organização dos jogos também foi considerada satisfatória.

“Falaram tanto que o Brasil era violento, que seríamos assaltados, que os estádios não estavam prontos e tudo mais, mas não tivemos nenhum problema, está tudo muito tranquilo até aqui”, relatou Neftalí Barría, um chileno que chegou ao Brasil no dia 10 de junho e passou por Cuiabá, Curitiba e São Paulo.

Mas nem tudo foram “flores” para os turistas que desembarcaram no Brasil neste mês de junho. Para outro chileno, por exemplo, a experiência no país já havia tido algumas intempéries, como um assalto a 25 companheiros em um albergue nos arredores da capital mato-grossense. O canadense Steven quase passou pela mesma experiência, mas foi mais esperto que os “ladrões” da Vila Madalena, bairro boêmio da zona oeste de São Paulo.

“Eles pegaram minha carteira, mas era minha carteira falsa”, explicou. Carteira falsa? “É, eu tenho essa carteira aqui com cartões de crédito vencidos e até carteira de motorista antiga para enganar os ladrões. Quando eles se deram conta, largaram na rua de novo. Sou mais esperto que eles”, festejou.

Um outro holandês relatou a falta de infraestrutura de algumas cidades e as obras que atrasaram e ainda estão em curso durante o Mundial.

Chilenos tiveram colegas roubados em Cuiabá, mas dizem que estão gostando do Brasil

“Fiquei impressionado com as obras que não ficaram prontas, muita coisa por fazer. Acho que a Fifa tinha que ter pressionado mais para as coisas saírem”, contou à BBC Siegfried Mulder.

“Os estádios não estão prontos. Estão funcionando, mas não estão prontos”, disse o sul-coreano Sangnin, que passou por Cuiabá, Porto Alegre e São Paulo indo aos jogos da Coreia.

Em 100% das respostas, o principal elogio era sempre o mesmo: “As pessoas são incríveis aqui.” A hospitalidade do povo brasileiro foi o que sobressaiu aos olhos de todos os estrangeiros que conversaram com a reportagem. Holandeses, croatas, chineses, uruguaios, ingleses, chilenos, mexicanos, alemães, coreanos, belgas, canadenses, americanos, todos, sem exceção, citaram “as pessoas” como o melhor do Brasil até agora.

“Os estádios são muito bonitos, mas acho que o mais especial é o povo. As pessoas são muito alegres, fantásticas, isso colore a Copa do Mundo”, disse o colombiano Elkin.

Entre as críticas, a mais recorrente foi com relação à língua, pelo fato de, principalmente os turistas que não falam português – ou pelo menos espanhol -, terem um pouco de dificuldade para se comunicarem no país.

Unanimidade

Seja em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Manaus ou Cuiabá, em todas as regiões do país pelas quais os gringos passaram, não houve um que não destacasse o povo brasileiro com o a principal atração de cada lugar. A acolhida dos nativos foi o que chamou bastante a atenção, principalmente dos europeus, que se disseram “não acostumados” com tamanha simpatia.

“Os brasileiros são extremamente prestativos, sempre querendo ajudar. É incrível”, disse a irlandesa Enya. “Passei por Foz do Iguaçu, Curitiba, agora São Paulo. Em São Paulo, assim que desci do metrô e abri o mapa para procurar o hostel, já veio uma pessoa para me ajudar a achar, me explicar o que tinha que fazer. Fiquei impressionada, porque na Irlanda não é assim.”

“Nós ficamos muito surpresos, todos os brasileiros estão sendo incríveis com a gente, muito solidários, qualquer lugar que vamos eles perguntam ‘vocês precisam de ajuda?’, por enquanto não houve nenhum problema’, sentenciaram os amigos britânicos Sam e Adam.

Holandeses elogiam clima de “festa do futebol” e dizem que Brasil está se saindo bem na organização

A solicitude dos brasileiros é tanta que, segundo os torcedores de fora, falar português já nem se torna tão essencial.

“As pessoas aqui são muito simpáticas. A língua é um problema pequeno, um inglês bem simples é o suficiente, porque as pessoas fazem de tudo para ajudar”, contou o chinês Rocky.

Organização e protestos

Por causa da onde enorme de protestos durante a Copa das Confederações no ano passado, a expectativa por mais demonstrações grandes contra a Copa do Mundo cresceu para o período do Mundial

Nessas duas semanas de Copa, porém, ainda não aconteceu nenhum protesto na escala daqueles de 2013, o que minimizou o “medo” por parte dos torcedores de fora quanto a elas. Ainda assim, alguns deles disseram que foram capazes de “entender os motivos das insatisfações” após alguns dias no Brasil.

“Estamos conseguindo entender melhor por que as pessoas estavam reclamando dessa Copa, por que dos protestos e tudo mais”, pontuou o alemão Jan Menke, que veio para o Brasil com quatro amigos para curtir a Copa, mas sem ir aos estádios – “os ingressos estão muito caros”, explica ele.

“Conversando com as pessoas em todos os lugares, a gente começa a ter uma noção melhor sobre o que acontece no país. Porque nós somos apenas visitantes, estamos aqui de passagem, está tudo certo, mas as pessoas que vivem aqui têm inúmeros problemas”, prosseguiu. Ele e os amigos passaram por Curitiba, São Paulo e Rio.

A organização e infraestrutura das cidades-sede para essa Copa foram pontos bastantes questionados durante toda a conturbada preparação do Brasil para o Mundial por causa, princpalmente, dos atrasos. E alguns torcedores contaram à BBC que sentiram esses problemas na pele durante o torneio.

“O que eu criticaria um pouco seria a infraestrutura. Os estádios estão bons, mas as estradas estão ruins. Em Cuiabá, a única coisa que está pronta é o estádio. Há muitos desvios, muita coisa para fazer”, reclamou o chileno Raúl Castro, que está na caravana de mais de mil carros que veio de Santiago ao Brasil para acompanhar o Chile no Mundial. Viajando de carro de lá até aqui e passando por Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo, ele relata problemas nas estradas e falta de sinalização.

Já o holandês Siegfried se disse impressionado principalmente com o Rio de Janeiro. Mas ao contrário da maioria dos turistas ouvidos pela BBC, que se mostraram encantados com a beleza da Cidade Maravilhosa, este separou algumas críticas para a futura sede da Olimpíada em 2016.

Para os venezuelanos, o melhor do Brasil são as pessoas: “Fantásticas”

“O Rio vai sediar os Jogos Olímpicos daqui dois anos e ninguém fala inglês – comércio, restaurantes, nada”, disse. “Eu achava que, além de São Paulo, o Rio também era uma metrópole. Mas não é. Você já foi ao Cristo Redentor? O que achou? É muito desorganizado!”, reclamou. Siegfried passou por Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.

Mas, apesar de alguns problemas, a percepção da grande maioria dos turistas a respeito a Copa do Mundo no Brasil é de que ela está sendo uma “grande festa”. E, segundo eles, “os brasileiros sabem como fazer uma festa.”

“Tudo está bom para esse tempo de festa do futebol.É muito difícil organizar uma Copa, mas você pode ver que tudo está bem organizado, o estádio é bom, seguro, então o Brasil está provando que está pronto para isso”, sentenciou o holandês Oscar.

Via http://www.bbc.co.uk/

Comércio de Fortaleza comemora volta dos mexicanos: ‘Bons de gorjeta’

A classificação do México para as oitavas de final da Copa do Mundo não foi festejada apenas pelos jogadores e os torcedores do país. Os comerciantes de Fortaleza (CE) também comemoram o retorno da Tri (de Tricolor) à cidade, onde o técnico Miguel Herrera já comandou a equipe na primeira fase, no empate em 0 a 0 com o Brasil , no último dia 17, e enfrentará a Holanda no domingo, no Castelão.

- Esse jogo vai ser muito bom, porque os mexicanos já deram um movimento muito no comércio de Fortaleza no primeiro jogo, sem causar problema algum. Naqueles dias que eles estiveram aqui meu faturamento aumentou 80%. O melhor ainda é que eles são bons de gorjeta, dão até dez reais, ao contrário dos italianos, que pechincham tudo – conta o taxista Lázaro Barros, de 47 anos e há 15 rodando na praça.

A capital cearense já recebeu quatro partidas do Mundial. Foram elas: Uruguai 1×3 Costa Rica ,Brasil 0x0 México Alemanha 2×2 Gana Grécia 2×1 Costa do Marfim . Segundo o Ministério do Esporte, 94,5 mil estrangeiros estiveram no município para estes duelos, sendo 19.282 ingressos comprados pelos Estados Unidos , 14.525 pela Alemanha e 14.078 pelo México . Vale lembrar que a contabilização é feita pelo país de onde o torcedor adquiriu o bilhete, não necesariamente a nacionalidade do cliente. Dessa maneira, mexicanos residentes no território americano, o que é muito comum, são computados nos números dos Estados Unidos .

Para as duas próximas fases, a Secretaria de Turismo do Estado do Ceará estima que mais sete mil “mexicanos” e cinco mil “americanos” desembarcarão na capital, para a alegria do mercado local.

- Os mexicanos gastam mais que todos que passaram por aqui. Comeram muito peixe, camarão e enlouqueceram com a caipirinha. Tive até que adiar o fechamento para 2h30 ao invés das 23h30 de sempre. Espero que eles venham aqui de novo e que não estejam lisos depois de tudo o que já consumiram (risos) – brinca Flamarion Albuquerque, gerente de um restaurante ao lado ao hotel onde a delegação do México se hospdeu e aonde voltará agora, muito provavelmente com animação dos fanáticos pela vizinhança.

Taxista Lázaro Barros elogia as gorjetas dos mexicanos (Foto: Caio Carrieri)

Os famosos ambulantes do calçadão da Avenida Beira-Mar, onde fica a hospedaria e pela qual circulam diversos turistas, também aproveitam para faturar.

- Aumentei as minhas vendas em 40% e cheguei a vender 100 tapiocas em um dia só – comemora Antônio Nobre, de 43 anos, comerciante que cobra R$ 6 a unidade do produto.

Via http://www.espbr.com

Turistas gastaram R$ 500 milhões em Fortaleza na primeira fase da Copa do Mundo

Os turistas que viajaram a Fortaleza na primeira fase da Copa do Mundo injetaram, de forma direta, cerca de R$ 500 milhões na economia da cidade. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (25.06) em entrevista coletiva no Centro Aberto de Mídia (CAM). Segundo o secretário especial da Copa do Ceará (Secopa), Ferruccio Feitosa, os principais gastos dos visitantes brasileiros e estrangeiros foram com hospedagem, comércio, serviços e passeios turísticos.

Entre os 167 mil visitantes que compraram ingressos para as quatro partidas da primeira fase na Arena Castelão, 94,5 mil eram estrangeiros e 72,5 mil de outros estados do País. No total, o estádio recebeu 237,7 mil torcedores – média de 59,4 mil por jogo e ocupação de 93%. Se forem contabilizados os visitantes que viajaram à capital cearense sem ingressos para os jogos no Castelão, a estimativa é de que mais de 200 mil pessoas passaram pela cidade na primeira fase.

Próximas partidas

Para os jogos das oitavas e quartas-de-final no Castelão, segundo o secretário Ferruccio Feitosa, 91,8 mil turistas compraram ingressos. A partida entre Holanda e México, no próximo domingo (29.06), terá 28,4 mil estrangeiros e 16 mil visitantes de outros estados. A expectativa é de que 7 mil mexicanos e 1,5 mil holandeses compareçam à partida. Já o duelo das quartas-de-final prevê 19,8 mil turistas de outros países e 27,6 mil brasileiros. As duas partidas devem ter público de mais de 60 mil pessoas cada.

Fan Fest

Já a arena da Fan Fest, no aterro da Praia de Iracema, registrou 357 mil pessoas na fase inicial da Copa (média de 25,5 mil por dia). O pico de público foi registrado no dia da partida entre Brasil e México, em 17 de junho, quando 44 mil pessoas passaram pelo espaço. Já no último sábado (21.06), quando Alemanha e Gana se enfrentavam na Arena Castelão, a Fan Fest registrou 38 mil torcedores. Foram 357 atendimentos médicos no posto de saúde da Praia de Iracema, com 49 remoções para hospitais da cidade.

“Os números mostram que vale a pena sediar uma Copa do Mundo. Sempre enxergamos o evento como uma oportunidade de apresentar Fortaleza para o Brasil e para o mundo. Estamos vendo aqui uma verdadeira confraternização, onde pessoas de vários países estão se encontrando e celebrando a paz por meio do futebol”, disse Feitosa. “Estamos realizando em Fortaleza a ‘Copa das Copas’ na sede das sedes”, afirmou a secretária extraordinária da Copa de Fortaleza (Secopafor), Patrícia Macedo.

 

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images# No total, o estádio recebeu 237,7 mil torcedores – média de 59,4 mil por jogo

No total, o estádio recebeu 237,7 mil torcedores – média de 59,4 mil por jogo

 

 

Transporte

Mais de 183 mil pessoas utilizaram os 300 ônibus especiais para se deslocar ao Castelão na primeira fase do Mundial – média de 45 mil por partida. No total, foram 40 mil torcedores no duelo entre Uruguai e Costa Rica, 45 mil em Brasil e México, 50 mil em Gana e Alemanha e outras 48 mil no jogo entre Grécia e Costa do Marfim.  Além deles, 12 mil torcedores com mobilidade reduzida foram transportados até a porta do estádio por meio dos micro-ônibus especiais.

Resíduos sólidos

Os 100 catadores de materiais recicláveis que trabalham em Fortaleza durante a Copa recolheram 22,5 toneladas de resíduos no entorno do Castelão e na área da Fan Fest, na Praia de Iracema. A expectativa é de que mais de 30 toneladas sejam coletadas até o fim do Mundial.

Números da Copa em Fortaleza

Torcedores no Castelão
237,7 mil (167 mil turistas)
Média: 59,4 mil por jogo
Ocupação: 93%

Próximos 2 jogos
120 mil pessoas (91,8 mil turistas)

Fan Fest
357 mil pessoas
Média: 25,5 mil por dia

Atendimentos médicos
Fan Fest: 357, com 49 remoções
Castelão: 79 atendimentos, com duas remoções

Transporte – ônibus extras para o Castelão
183 mil pessoas
Média: 45 mil por jogo

Resíduos
22,5 toneladas recolhidas  no Castelão e Fan Fest

Segurança
16 prisões em flagrante nas áreas de concentração de torcedores

Thiago Cafardo, do Portal da Copa em Fortaleza

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COPA INJETARÁ R$ 30 BILHÕES NA ECONOMIA DO BRASIL

Agência Brasil - A Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 vai gerar cerca de 1 milhão de empregos no país, o que equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais criados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. Além da geração de postos de trabalho, a Copa do Mundo, deve propiciar a injeção de R$ 30 bilhões na economia brasileira.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Ministério do Turismo. O estudo tem como parâmetro uma comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e tem como referência o período de janeiro de 2011 a março de 2014.

Durante visita ao Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vicente Neto, avaliou o resultado da pesquisa. Para ele, trata-se de um número “extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, disse.

Segundo o levantamento, do total de vagas relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todos com carteira assinada). Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo.

Vicente Neto ressaltou, durante a entrevista, a taxa de ocupação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede na primeira semana do Mundial, que ficou 45% acima do esperado, de acordo com autoridades do setor. Até o dia 11 de junho, foram registradas 340 mil diárias, 100 mil a mais que o previsto pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil. “Os números estão superando as expectativas”, disse o presidente da Embratur.

Na avaliação de Vicente Neto, a expectativa da Embratur é de que a realização de grandes eventos, como a Copa, ajudem a projetar o Brasil como destino turístico de destaque no cenário internacional, impulsionando a geração de emprego e renda no país.

O presidente da Embratur lembrou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial de realização de eventos e subiu dez posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) de 2003 a 2013, ao saltar da 19ª para a 9ª posição entre os países do mundo que mais recebem congressos e convenções associativas.

“O total de eventos realizados no Brasil neste período saltou de 62 para 315, e o número de cidades que sediaram esses encontros aumentou de 22 para 54. Essa evolução é resultado da política de descentralização na captação de eventos internacionais”, disse.

Copa do Mundo gera 1 milhão de empregos no Brasil

A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 está gerando cerca de 1 milhão de empregos no País e deve somar cerca de R$ 30 bilhões à economia brasileira, segundo dados de um estudo realizado, a pedido do Ministério do Turismo, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).

O levantamento faz a comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) sobre o histórico de janeiro de 2011 a março de 2014.

Mercado de trabalho

O número de postos de trabalho criados pelo Mundial equivale a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais registrados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff.

“É um número extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, ressaltou o presidente da Embratur, Vicente Neto, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (19) no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Do total de vagas de emprego relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todas com carteira assinada), segundo o presidente da Embratur. “São números significativos para qualquer comparação”, afirmou.

Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo, legado que o presidente da Embratur considera bastante significativo.

A taxa de ocupação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede na primeira semana do Mundial está 45% acima do esperado, de acordo com autoridades do setor. Até o dia 11 de junho, foram registradas 340 mil diárias, 100 mil a mais que o previsto pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

De acordo com Vicente Neto, a expectativa é que a realização de grandes eventos, como a Copa, ajudem a projetar o Brasil como destino turístico de destaque no cenário internacional, impulsionando a geração de emprego e renda no País. Entre os principais impactos positivos esperados pela Copa estão os gastos de turistas durante o evento.

Confira entrevista com o presidente da Embratur sobre os investimentos feitos no setor de Turismo para o Mundial de 2014:

  • Qual a estimativa do total de empregos gerados pela Copa no setor do turismo?

O total geral de novos postos de trabalho com a Copa chega perto de 1 milhão. Desse total, 710 mil são empregos fixos e outros 200 mil são postos temporários.

Diretamente na cadeia do turismo, foram injetados 50 mil trabalhadores. Isso significa que a Copa do Mundo representa mais de 15% da geração dos empregos ao longo do governo da Presidenta Dilma Rousseff.

  • De que maneira grandes eventos como a Copa podem impulsionar o setor de turismo no Brasil?

A Copa do Mundo põe o setor de Turismo num novo patamar. Só com este evento estamos criando cerca de 1 milhão de postos de trabalho diretos, fora os indiretos.

Adicione a isso os cerca de R$ 30 bilhões que, segundo pesquisa da FIPE, serão injetados em nossa economia. Apenas no setor de Turismo estimamos movimentar R$ 6,7 bilhões, com gastos dos 3,7 milhões de turistas nacionais e estrangeiros que irão circular pelo País durante o evento.

É importante ressaltar que esses novos empregos são, em grande parte, de maior qualificação profissional. Isso porque estamos seguindo a determinação da Presidenta Dilma de implementar o Pronatec Turismo, uma vertente do Pronatec, o maior programa de formação de mão de obra técnica da história do Brasil.

  • Quais são os principais investimentos feitos em qualificação profissional no setor turístico relacionados ao Mundial?

Foram R$ 16,3 milhões no Pronatec Turismo, que treinoumais de 160 mil brasileiros para receber bem os turistas nacionais e de outros países. Somente em cursos de idiomas foram quase 30 mil matrículas.

Mas quando eu me refiro à formação de mão de obra, não é só a vinda do Pronatec, não é só curso de línguas. A cadeia inteira está sendo beneficiada. O Sistema S fez cursos para a formação de artesãos, houve cursos em todas as cidades-sede com taxistas, motoristas de ônibus, entre outros.

  • Que impacto a Copa deverá ter na atração de turistas estrangeiros ao Brasil?

Com a Embratur, realizamos uma ação internacional forte chamada Goal to Brazil. Nós fomos a 14 países e agora estamos colhendo o resultado de nossa circulação da promoção com a vinda de turistas bem informados sobre o País.

São cerca de 600 mil turistas de outros países que virão ao Brasil durante a Copa. Nós fizemos, por exemplo, dois eventos promocionais fortes nesse período na Colômbia, que é o quinto comprador de ingressos estrangeiros.

  • Como a experiência da Copa vai ajudar na promoção do Brasil como destino turístico?

Nós vamos levar o caso de sucesso da Copa do Mundo no Brasil para um calendário de feiras no segundo semestre, mostrando como esse caso de sucesso pode influenciar o fechamento de negócios.

Agora, vamos fazer, em conjunto com a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações], o que é também uma novidade. Vamos maximizar o esforço brasileiro de venda lá fora, da imagem e de produtos, de uma forma só.

Ranking de eventos

Na coletiva, Vicente Neto ressaltou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial de realização de eventos. O País subiu 10 posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) de 2003 a 2013, saltando da 19ª para a 9ª posição entre os países do mundo que mais recebem congressos e convenções associativas.

O total de eventos realizados no Brasil neste período saltou de 62 para 315, e o número de cidades que sediaram esses encontros aumentou de 22 para 54. Essa evolução é resultado da política de descentralização na captação de eventos internacionais.

Além do presidente da Embratur, participaram do evento os professores Pedro Trengrouse, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Lamartine da Costa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da University of East London.

Eles discutiram os aspectos positivos e perspectivas críticas sobre a realização de megaeventos. “Se há um consenso entre os pesquisadores é que os megaeventos estão pagando pelo próprio sucesso”, afirmou Lamartine da Costa.

Fonte: Ministério do Esporte

Pague Menos pode abrir shopping popular em Fortaleza

Francisco Deusmar Queirós, dono da Pague Menos: “serão unidades pequenas com um perfil bem popular” – Foto: Germano Luders/EXAME

São Paulo –  Os planos de abrir capital ficou para 2015, mas a Pague Menos, rede defarmácias, tem outros projetos paralelos. Um deles é a abertura de um shopping popular em Fortaleza, segundo informou reportagem da Folha de S. Paulo, desta quarta-feira.

De acordo com o jornal, a ideia é investir 100 milhões de reais no empreendimento, que terá 100.000 metros quadrados, cerca de 1.000 lojas e mais 5.000 boxes.

“Serão unidades pequenas com um perfil bem popular”, afirmou Francisco Deusmar de Queirós, fundador da rede, à Folha. O shopping deve ficar pronto no começo de 2016.

A Pague Menos planeja também investir 100 milhões de reais na abertura de 90 lojas neste ano. A rede com mais de 30 anos de operação possui atualmente cerca de 670 unidades e receita de mais de 3,7 bilhões de reais somada em 2013.

(Daniela Barbosa, Exame)

Porto de Fortaleza tem 15 operações de navios já agendadas até 2016

O novo terminal foi inaugurado com a chegada de cerca de 3.500 mexicanos que vieram à Capital para assistir ao jogo entre as seleções brasileira e mexicana nesta terça-feira, 17 de junho.

O titular da SEP, Antônio Henrique Silveira, disse que o terminal “é um gol de placa para Fortaleza”. O novo terminal de passageiros do Porto do Mucuripe, que entrou em operação ontem, já começou a colocar Fortaleza na rota dos cruzeiros de luxo, a exemplo do MSC Divina. O navio trouxe a bordo cerca de 3.500 mexicanos na manhã dessa segunda-feira (16), mas abrigará 4.100 pessoas até o dia 19. O novo equipamento turístico já tem até 15 operações do tipo agendadas até o fim de 2016, número que ainda deverá crescer com a divulgação do terminal.

A informação foi passada ao Diário do Nordeste, com exclusividade, pelo diretor comercial da Companhia Docas do Ceará (CDC), José Arnaldo Bezerra, durante a inauguração do equipamento. “A estação será a nova porta de entrada para milhares de turistas”, afirma.

Segundo ele, a expectativa da companhia é que empresas como a MSC Cruzeiros e a Royal Caribbean participem da licitação para o arrendamento de espaços na parte superior do terminal, destinada a estabelecimentos comerciais. “A instalação de lojas dessas empresas facilitaria ainda mais a vinda de visitantes a Fortaleza”, complementa.

Conclusão das obras

A parte superior da estação – reservada também a restaurantes e bares, por exemplo – ainda não ficou pronta. Para disfarçar o serviço inacabado, a CDC colocou tecidos nas cores verde e amarela, decoração que chamou a atenção dos visitantes. “Concluímos 93% das obras do terminal. Os outros 7% correspondem aos serviços da parte de cima e serão concluídos em agosto”, diz o presidente da CDC, Paulo André Holanda. O gestor reforça que os serviços só não ficaram completamente prontos devido a uma forte ressaca do mar, no início de 2013. Além de danificar estruturas já erguidas, o fenômeno natural reduziu o ritmo dos trabalhos em 70%.

Ao todo, foram investidos no Porto do Mucuripe R$ 205 milhões, valor 37,5% maior que o previsto inicialmente, R$ 149 milhões. Os recursos são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Copa. “Os gastos ficaram acima do planejado por causa dos danos causados pela ressaca, mas também aplicamos parte desse aditivo na compra de móveis e outros equipamentos necessários à operação do terminal”, justifica Holanda.

Ministro satisfeito

O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Antonio Henrique Silveira, também esteve ontem no Porto do Mucuripe para acompanhar a primeira operação do terminal. Ele ficou encantado com a estrutura do equipamento. “Está muito bonito, é um gol de placa para Fortaleza. Do ponto de vista operacional, está tudo perfeito, mesmo que a parte superior não tenha sido concluída a tempo por questões climáticas”, avalia.

Complexo multiúso

A nova estação de passageiros do Porto do Mucuripe conta com instalações completas para embarque, desembarque e trânsito de passageiros; armazém de bagagens; sala para órgãos intervenientes (fiscalizadores); bem como estacionamento externo para ônibus, vans, táxis e carros particulares. O equipamento faz parte de um complexo multiuso com cais de atracação de 350 m de extensão e 13 m de profundidade e retroárea com 40 mil m² para armazenagem de contêineres, o que caracteriza o empreendimento como Terminal de Múltiplo Uso.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)\Raone Saraiva

Fortaleza deve receber 17 mil alemães durante a Copa do Mundo

Depois da “invasão” uruguaia e mexicana, a capital cearense se prepara para receber os alemães. De acordo com a Secretaria de Turismo do Ceará, Fortaleza deve receber os alemães e ganeses. Dos 17 mil turistas alemães que visitarão Fortaleza, 12.180 vão assistir à partida entre Alemanha e Gana, neste sábado (21), às 17h, na Arena Castelão.

A torcida de Gana deve ser menor. Segundo dados da Fifa e da Setur, dos 60 mil ingressos comprados para a partida, 1.020 bilhetes serão para Gana. Além da presença de alemães e ganeses, a Arena Castelão receberá mais estrangeiros do que brasileiros no sábado (21) com turistas dos  Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. Mais da metade do público deste jogo, será composta por estrangeiros, 31.200 pessoas.

Do público brasileiro que assistirá a Alemanha x Gana,  11.760 serão turistas de outros estados do Brasil. Em primeiro lugar, estão os paulistas, com 4.500 ingressos vendidos, e, em segundo, os cariocas,  com 1.200. Os outros 15.600 ingressos foram vendidos para moradores de Fortaleza e municípios vizinhos.

Voo direto
Nesta sexta-feira (20), chegará o primeiro voo direto Frankfurt – Fortaleza, que passará a ser operado pela Condor, com passageiros de várias nacionalidades. Todas as sextas-feiras, o voo de número 5038 chegará ao Aeroporto Internacional Pinto Martins às 15h15, vindo da cidade alemã, e fará o caminho de volta às 16h45. A capacidade total da aeronave utilizada é de 259 passageiros, divididos em três classes tarifárias: turística, executiva, e primeira classe, com 206, 35 e 18 assentos, respectivamente.

(G1 Ceará)

6 ameaças de caos na Copa que não ocorreram

Foto: Reprosução

São Paulo – A revista The Economist deu o tom do tipo de caos que se esperava para a Copa do Mundo quando contou, dois dias antes da abertura do mundial, que seu repórter havia demorado duas horas e meia no Aeroporto de Guarulhos em uma fila – a fila do táxi.

Uma greve dos metroviários no dia exato da abertura – não concretizada, ao fim – prometia ser um tira-gosto do que seria vivido por São Paulo e em seguida por todas as cidades-sede do país.

Havia ainda aquele slogan, bem ameaçador, que vinha sendo entoado há meses nas ruas e nas redes sociais: “#nãovaitercopa”. E, claro, o “imagina na Copa”.

Mas, bem ou mal, ela começou. Entre estádios e aeroportos terminados no minuto final ou ainda com acabamentos por fazer, a Copa no Brasil ocorre sem que os maiores temores tenham se realizado. Pelo menos até agora.

Os aeroportos, por exemplo, têm apresentado índices de atrasos e cancelamentos abaixo de épocas conturbadas no Brasil, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A atmosfera de medo que cercava o evento já foi substituída por turistas se divertindo à beça,como observou nesta semana o britânico The Guardian. É o que mostram também as transmissões televisivas.

Veja abaixo os 6 medos de autoridades, turistas estrangeiros e brasileiros em geral que não se concretizaram até o momento (mesmo com os vários problemas, que também aparecem na listaabaixo).

1) Caos aéreo nos aeroportos
índice de atrasos de 4,2% e 8,2% de cancelamentos entre o dia 11 e a noite de domingo foi menor do que em período turbulentos do setor aéreo no país, como fim de ano e carnaval, segundo a Anac.

Na segunda, os atrasos chegaram a 15%, o que, segundo o governo, ainda está dentro da margem operacional internacional considerada satisfatória.

Mas essa sorte para os torcedores – e para os governantes – veio até agora a um custo econômico (para as companhias): sem a ajuda do turismo de negócios, a taxa de ocupação de assentos das aeronaves entre as cidades-sede é quase metade da registrada em anos anteriores, segundo a Folha de S. Paulo.

2) Estádios incompletos ou perigosos para os torcedores
Não há porque não dizer: as arenas estão bonitas na tela. Já quem vai aos jogos ver vários detalhes que a correria – ou a falta de planejamento – deixou passar, como degraus de madeira improvisados no Itaquerão.

O gramado em Manaus não foi motivo de comemoração pela imprensa inglesa.

A Arena das Dunas teve seu primeiro jogo sem o atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros, que só foi emitido na segunda-feira, data do segundo jogo por lá.

Tudo isso são exemplos para mostrar que as arenas, improvisos à parte, não registraram até o momento nenhum grande incidente que ofuscasse o futebol que ocorria nelas.

3) Violência generalizada ameaçando os turistas
Embora não haja estatísticas oficiais, já há vários relatos de assaltos envolvendo turistas da Copa do Mundo.

Um grupo de 20 brasileiros que estavam em um camping nas proximidades de Cuiabá foram trancados em um banheiro e roubados.

Em Manaus, um jornalista alemão foi assaltado.

Mas essas ocorrências estão longe de ser uma apoteose da violência que já se vive cotidianamente no Brasil. Vale lembrar que boatos espalhados pela internet para gerar ainda mais temor de crimes na Copa – como um suposto ataque do PCC nos bares de São Paulo em plena abertura do mundial – se mostraram completamente infundados.

Já episódios de briga e focos de tumulto são vários. Ontem, por exemplo, o comportamento de torcedores indignados por não entrar na Fan Fest em São Paulo deixou pelo menos 15 pessoas levemente feridas.

4) Protestos tomando conta das cidades
Não importa de que lado se está nesta questão das manifestações. O fato é que o temor das autoridades era, primeiro, que os protestos alcançassem adesão maciça dos brasileiros – reeditando, de certa forma, os eventos de junho do ano passado – e eclipsassem os jogos, semelhante ao que ocorreu com a Copa das Confederações.

Não aconteceu.

Segundo, de que eles fossem capazes de chamar mais atenção que as partidas pelo uso da violência e, em última instância, impedissem os jogos de ocorrerem ou dos torcedores chegarem aos estádios.

Isso tampouco se tornou realidade.

Em grande parte, porque as forças de seguranças agiram sem dó. Em São Paulo, no menor sinal de que a Avenida Radial Leste – que dá acesso à Arena Corinthians – seria invadida na abertura da Copa, a PM começou com as bombas de gás lacrimogêneo, dando início ao corre-corre.

Duas jornalistas da CNN ficaram feridas na ação.

Em ritmo regular, as manifestações continuam ocorrendo diariamente em várias cidades-sede. Na segunda, em Curitiba, 11 foram detidos dentre os 200 presentes. Houve depredação. 

Ontem, no Rio, o Movimento Passe Livre fez uma passeata com 50 pessoas.

Mas os protestos, além de menores, não têm ofuscado o futebol – nem mesmo para a mídia internacional (com exceção do primeiro dia, quando chegou a rivalizar as manchetes).

“Quatro dias antes da Copa, havia uma preocupação enorme com os protestos nas ruas, mas o ambiente está mudando”, disse à Bloomberg o professor adjunto da Universidade de Colúmbia, Marcos Troyjo.

5) Transporte público em parafuso
Qualquer brasileiro que use transporte público pega ônibus ou metrôs lotados em horários de pico. Não é exclusividade de nenhuma cidade. E nem do Brasil.

Na Copa, o metrô de São Paulo, na abertura do evento, e o metrô do Rio, gratuito na estreia do Maracanã, no domingo, tiveram trens lotados. Mas o sistema não alcançou o caos – como os brasileiros sabem que ocorre, vez por outra, nem registrou panes generalizadas.

Há destaques negativos. Em Natal, com as greves dos rodoviários, a população sofreu para chegar ao estádio.

Mas não houve até o momento o registro de incidentes graves ou que tenham levado a uma imobilidade geral dos torcedores, embora em São Paulo, ontem, muitos tenham ficado presos com o trânsito recorde para o horário e perdido o início da partida entre México e Brasil.

6) Erros de organização constrangedores
A organização está longe do impecável, por certo. Quem quiser, pode encontrar vários problemas desde o dia um.

Listemos alguns: no primeiro jogo no Mané Garrincha, teve torcedor que entrou depois do início da partida. Segundo a Fifa, por problemas no efetivo dos operadores dos detectores de metal e o próprio público, que chegou muito próximo à partida, afirmam as justificativas publicadas pela Folha.

Torcedores argentinos sem ingressos conseguiram invadir o Maracanã, no último sábado, mostrou vídeo obtido pelo O Globo.

Fora o hino da França e Honduras, que não tocou por conta de uma pane no sistema de som do estádio Beira Rio, em Porto Alegre, no fim de semana.

O Itaquerão passou parte do jogo de abertura com vários refletores desligados, o que por sorte foi corrigido antes do anoitecer.

Todos estes são exemplos de problemas que seriam contornáveis com maior planejamento e tempo para testes.

Mas a máxima de que os problemas não impediram o mais importante – o futebol – continua valendo.

(Marco Prates, Exame Online)