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Economia e Negócios

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Forbes Brasil mostra força do NORDESTE e destaca Fortaleza

O Nordeste, com ênfase em Fortaleza, foi destaque na última edição da tradicional revista Forbes Billionaires – uma das mais conhecidas publicações mundiais de economia e negócios – com circulação em 24 de março último. A matéria, intitulada “Spotlight on the Northeast”, ou Foco no Nordeste, apresentou a região falando sobre o cenário de crescimento e evidenciou os estados do Ceará e de Pernambuco, sobretudo, pela prosperidade do mercado imobiliário e pelo papel do Complexo Industrial Portuário do Suape, respectivamente. Segundo a revista, o Complexo do Suape, em Pernambuco, é um dos mais poderosos “motores de crescimento” da região Nordeste.

Mais de 100 empresas já abriram negócios na localidade, “o que representa US$ 18 bilhões em investimentos diretos para servir ao maior estaleiro e polo petroquímico do País”, explica a matéria sobre Pernambuco.

Também é enfatizada a rápida expansão dos setores industriais, de agroprocessamento, recursos naturais e o turismo cearenses. Impulsionado pela demanda crescente da região, o mercado imobiliário brasileiro, segundo a publicação, tem visto desde 2008, de acordo com a Forbes Brasil, um incremento significativo nos valores, com 200% de alta estimada nos preços da habitação nacional.

Porfólio

A matéria também ressalta o “extenso portfólio de alta qualidade” que a cidade de Fortaleza carrega no que diz respeito a apartamentos e casas de família.

Foi apoiado neste boom imobiliário que o Grupo BSPar ampliou os negócios, contou à Forbes, o empresário Beto Studart, presidente da empresa.

Segundo ele, que em setembro assumirá a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), diante do maior poder de compra adquirido pela classe média, enquanto as taxas de emprego no Brasil permanecerem em 95%, o setor de construção civil vai continuar prosperando.

Studart vê a situação da economia cearense como um reflexo da nacional, e por isso, a inflação é preocupante para o setor, já que naturalmente será agregada ao valor dos imóveis e repercutirá em um futuro próximo de decisão das pessoas que estão pensando em comprar alguma propriedade. Segundo acrescenta, esse fato pode dificultar um pouco o cenário, mas não tudo.

“Vejo que a construção está vivendo não um esfriamento, mas a realidade. Tivemos até o momento, um passado de muita euforia, o que também desorganiza o segmento. Agora, mais do que nunca, temos que pensar e ter responsabilidade ao lançar um empreeendimento e, os clientes, na hora de comprar. Vamos lançar projetos ajustados à realidade cearense e nacional”, declara o empresário.

Gente empreendedora

Oportunidades como o Porto do Pecém, os esforços do governo em infraestrutura, a montagem da siderúrgica no Estado, a possibilidade de refinaria no futuro e a transposição das águas do São Francisco – se realmente for concluída -, são citadas pelo empresário como evidências otimistas de crescimento.

Segundo Beto Studart, o Ceará é um Estado diferente “porque tem esse viés de gente trabalhadora, dinâmica e empreendedora”, mas afirma: “Pernambuco está vivendo o sonho que eu quero que nosso Estado viva”, concluiu.

(Diário do Nordeste)

Fortaleza ganhará mais de 800 novas lojas em shoppings até 2015

Já passaram-se 40 anos desde que o primeiro shopping center foi inaugurado em Fortaleza. De lá pra cá, pelo menos outros 23 centros de compras foram lançados somente na Região Metropolitana (RMF). Tamanho crescimento do setor, que conta com a expansão de dois empreendimentos e a construção de outros dois ainda para este ano, mostra a força desse braço do varejo que deve ganhar mais 800 lojas em shoppings da Capital cearense até fim de 2015. Deste total, pelo menos 660 estabelecimentos devem ser inaugurados neste ano. Parte das novas unidades se deve à construção do Shopping RioMar, que contará com 385 novas lojas espalhadas em 94 mil m² de área bruta locável (ABL). Localizado no bairro Papicu, o centro de compras, que deve ficar entre os maiores do Brasil, está com 75% das obras concluídas.

Âncoras e megalojas

De acordo com a assessoria de imprensa do RioMar, o empreendimento contará com 15 lojas-âncora, dez megalojas, 344 lojas satélites, 11 restaurantes, praça de alimentação, 12 salas de cinema, teatro, diversões eletrônicas e boliche, academia de ginástica, além de outros equipamentos. Até o momento, marcas como H. Stern, Magazine Luiza, Casas Bahia, Riachuelo, C&A e Game Station já estão entre as lojas confirmadas. A previsão é que o shopping, que teve investimento de R$ 600 milhões, seja inaugurado em 29 de outubro deste ano.

Ampliação

Outro empreendimento que também deve incrementar no número de estabelecimentos comerciais em Fortaleza é a expansão do Shopping Iguatemi. Com mais de 50% da obra concluídos, a sexta ampliação do centro de compras prevê a abertura de mais 190 lojas em 31,5 mil m² de área bruta locável, o que representa um acréscimo superior a 50% aos atuais 62 mil m².

Mix

Segundo informações do shopping, o cronograma está mantido e a entrega da nova área deve acontecer em novembro de 2014. Entre as novas lojas está a grife de moda masculina do estilista Ricardo Almeida, a marca gaúcha de sapatos Jorge Bischoff, assim como a academia A! Bodytech, que terá 3,5 mil metros quadrados de área. Também estão confirmadas a nordestina Le Biscuit, que ocupará um espaço de 1.800 m² com seus itens voltados para o lar e a cearense Sellene MegaDiet, considerada uma das maiores lojas de produtos nutricionais e dermocosméticos do Brasil. De acordo com o centro comercial, até o momento, 69% de sua área locável já encontram-se reservados mediante contratos.

1º Outlet do Estado

Mais um empreendimento comercial que deve aquecer a economia da Região Metropolitana de Fortaleza é a construção do Outlet Fashion Fortaleza. Orçado em R$ 80 milhões, o primeiro outlet do Ceará já está fase de construção e ficará localizado no município de Caucaia.

O Outlet, que será o segundo do Nordeste, será baseado no modelo internacional, onde produtos de marcas famosas são encontradas em liquidação durante todo o ano. Ao todo, o local irá abrigar 90 lojas de marcas internacionais e nacionais como Nike, Calvin Klein, Mandi, Capodarte, Lacoste, Levi´s, Carmen Steffens, TNG e M. Martan. A previsão é que a obra seja concluída em junho deste ano.

Outros centros de compras

O North Shopping Maracanaú também contará com sua primeira expansão do estabelecimento. Orçada em R$ 100 milhões, a ampliação do centro de compras deve ganhar mais 104 novas lojas no local, ampliando para 160 o número de estabelecimentos do empreendimento. A ampliação deverá ficar pronta em 2015 e deixar o local com 22 mil metros quadrados (m²) de ABL (Área Bruta Locável) – atualmente são 10 mil m². Além disso, outros dois shoppings inaugurados no fim do ano passado, o North Shopping Jóquei e o North Shopping Parangaba, ainda contam com área bruta locável disponível e esperam inaugurar novas lojas nos próximos meses.

Geração de empregos

Pelo menos 11 mil novos postos de trabalho deverão ser gerados com a construção e expansão dos centros de compras da Região Metropolitana. O RioMar estima que 8 mil oportunidades devem ser criadas com a abertura do shopping. O Iguatemi, prevê que 2,5 mil vagas de emprego serão abertas após a ampliação do empreendimento em novembro deste ano. Já o Outlet Fashion Fortaleza deve gerar até 800 oportunidades.

Poder aquisitivo

Para o presidente da Associação dos Lojistas de Shopping Centers do Ceará (Aloshop), Abílio do Carmo, a principal causa os investimentos na região se deve, principalmente ao aumento do poder aquisitivo da nova classe C. “Os empresários enxergaram um novo público para investir. Tanto é, que serão lançadas mais lojas, apesar de boa parte já operar na Capital”. Ele conta que o Estado possui atualmente 34 shopping centers, sendo 24 na Região Metropolitana. “Para o segmento continuar crescendo, será preciso que os investidores migrem para outros municípios do Interior”, ressalta. Ao longo do ano passado, foram inaugurados 38 novos empreendimentos no País, alcançando 495 shoppings em operação no Brasil, em 173 cidades. A Abrasce prevê crescimento de 8,3% nas vendas em 2014 e informa que há atualmente 42 empreendimentos em construção que serão inaugurados neste ano. O número de frequentadores de shoppings no País também saltou de 398 milhões de visitas por mês em 2012 para 415 milhões mensais em 2013, crescimento de 4,2%, aponta a Abrasce.

Zara deve chegar neste fim de ano

Assim como a rede de restaurantes australiana Outback Steakhouse, confirmada na nova expansão do Shopping Iguatemi, a marca espanhola de lojas de roupas e acessórios Zara também deve desembarcar na Capital ainda este ano. A estreia da rede de fast-fashion espanhola, ícone mundial deste tipo de modelo de varejo, também deve ocorrer na ampliação do centro de compras em novembro.

De acordo com a diretora Comercial e Marketing do empreendimento, Juliana Caligiuri, a marca deve ter seu nome divulgado entre as novas lojas da Capital nos próximos meses. “Estamos finalizando os processos de negociação e esperamos em breve anunciar a chegada da grife”. Esta deverá ser a terceira loja da Zara espanhola no Nordeste, caso seu nome seja divulgado no mix de novas lojas do Iguatemi.

Em declaração à imprensa internacional, a Inditex, grupo responsável pela operação da Zara no mundo, afirmou a expectativa de inaugurar 500 novas lojas ao longo do deste ano, seguindo o planejamento estipulado para 2014. Segundo o grupo, em 2013, a Inditex abriu 240 lojas, em 54 diferentes localizações.

Outras novidades

Além da marca espanhola, Fortaleza também deve receber, neste ano, a primeira loja da grife americana Guess no Estado, que também deverá ficar localizada na nova área de expansão do Shopping Iguatemi.

Com informações do site Diário do Nordeste.

Fortaleza lidera número de empresas-sede controladoras de filiais externas no Nordeste

Fortaleza é a cidade no Nordeste que possui o maior número de empresas que controlam filiaisem outras cidades – são 1.088 controladoras, valor que ultrapassa Recife (1.046) e Salvador (962). A Capital cearense também lidera na região o número de filiais controladas, com 3.189 filiais, batendo Recife (2.598) e Salvador (2.313) .

A constatação está no estudo Redes e Fluxos do Território: Gestão do Território, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), lançou nesta hoje quarta-feira, 16, com o mapeamento do país do ponto de vista da centralização municipal das ligações entre sedes e filiais de empresas e entre instituições públicas de abrangência nacional.

No total, 48,4% das firmas estão sediadas na região Sudeste. Os níveis de centralidade apontam forte concentração no Centro-Sul e nas capitais litorâneas nordestinas de Salvador, Recife e Fortaleza. 

São Paulo, no primeiro nível da classificação, comanda, através de 9.371 empresas, muitas filiais externas e atrai para o seu território outros 6.894 estabelecimentos.

Segundo a pesquisa, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são as cidades que concentram as principais redes de gestão do território nacional. 

O estudo envolve sete instituições federais de presença relevante na estruturação territorial do país: Ministério do Trabalho, Secretaria da Receita Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Justiça Federal, tribunais regionais eleitorais, tribunais regionais do Trabalho e o próprio IBGE.

(O Povo)

Aumento de empresas de telemarketing no Nordeste vira disputa sindical

Câmara de Caruaru/ Divulgação

Impulsionadas por incentivos fiscais, buscando escapar da concorrência e atraídas também por menor custo e maior disponibilidade de mão de obra, as empresas de call center rumam para o Nordeste do Brasil. Pernambuco já é considerado a maior central de atendimento da América Latina, e emprega milhares de trabalhadores. Neste cenário, crescem os conflitos trabalhistas na região por maiores salários e melhores condições de trabalho.

Um exemplo é a multinacional Contax, empresa que mais faturou no País em 2012 e a segunda maior geradora de empregos no setor, segundo dados do site Callcenter. A empresa continua a crescer para o Nordeste, com expansão em Salvador, Recife e Fortaleza, além de nova unidade em João Pessoa.

Conhecido por ser um dos maiores contratantes do País e por seu caráter de primeiro emprego, o setor de telemarketing depende do capital humano e é reconhecidamente uma função que acumula estresse para trabalhadores.

Mas o problema é que, no Nordeste, a rotatividade de funcionários é menor do que em São Paulo, por exemplo. Isso porque os profissionais encontram menos opções de trabalho, principalmente em municípios menores, e se veem obrigados a encarar condições precárias de trabalho. Há um número grande de jovens ociosos em algumas cidades, que é o perfil de trabalhadores buscados pelas empresas.

O resultado são greves organizadas pelos trabalhadores, que podem exigir a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT). “O trabalhador está mais comprometido com um trabalho que, literalmente, arranca seu couro”, diz a geógrafa Marina Castro, que elabora uma tese sobre o trabalho no segmento na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

A mais recente, em fevereiro, reuniu 4 mil trabalhadores da Provider em todo o Estado de Pernambuco. Antes, já havia acontecido uma paralisação de 1,4 mil funcionários da empresa em Caruaru, no interior do Estado. Ambas resultaram em um termo de ajustamento de conduta (TAC) entre a empresa e o MPT. Em agosto de 2013, 8 mil trabalhadores da Contax paralisaram as atividades no Estado. 

Marina aponta que o maior porcentual de postos de trabalho, em torno de 78%, ainda se concentram no Sudeste, principalmente nas capitais, apesar de novas unidades serem construídas no interior dos Estados. Mas, enquanto o Sul do País perde participação, o Nordeste ganha.

Condições precárias e exploração são problemas

Entre as demandas recentes dos funcionários da Provider, figura mobiliário adequado no ambiente de trabalho e fim do assédio moral contra os funcionários

Mas o aumento de salário também é um dos principais objetivos dos trabalhadores. A Provider já foi conhecida por pagar o menor salário do País, o que estimulou a greve em Caruaru.

Em nota, o grupo Provider culpa a situação econômica vivida pelo País e sérias restrições de crédito para a otimização de custos e revisão de investimentos. “O setor é intensivo em capital de giro de curto prazo, e isso faz com que as empresas tenham que se adequar a esta realidade”, informa, no posicionamento. 

A empresa, que já está presente em 16 Estados do País e também em países como Chile e Angola, contabiliza cerca de 10 mil empregos em todas as suas áreas de atuação.

O procurador Rogério Sitônio, do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Pernambuco, aponta que foi firmado um segundo termo de ajustamento de conduta com a Provider em caráter preventivo, enquanto outras denúncias são apuradas. 

Sitônio diz que as denúncias relacionadas às empresas de telemarketing aumentaram no Estado a partir de 2012. “Nosso objetivo é que as empresas continuem oferecendo empregos, mas de maneira adequada. Nós, em conjunto com o Ministério do Trabalho, avançamos na fiscalização”.

 

A greve na Contax, em agosto, também foi motivada por baixos salários. Em 2011, a CSU Cardsystem praticava salários abaixo do mínimo na região, quando deveriam ser proporcionais aos de uma jornada de oito horas.

Em Caruaru, o salário médio do setor atinge R$ 500, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), compilados pela geógrafa Marina Castro. Em São Paulo, o valor sobe para R$ 780. “É uma diferença grande”, diz a pesquisadora.

Variação do porcentual de PAs por região do País

Região Percentual de posições de atendimento (PAs)
  2001 2011
Sudeste 71% 78,1%
Nordeste 5,3% 16%
Sul 16,4% 3,4%
Centro-Oeste 4,6% 2%
Norte 2,7% 0,5%
Fonte: IDC (2011)

 

Thiago Santos, presidente do Sindicato dos Operadores de Telemarketing e Trabalhadores nas Empresas de Telemarketing de Pernambuco (Sintelmarketing), lembra que as companhias já têm benefícios ao se instalarem no Estado, como incentivos fiscais e custos menores com transporte. “Como se não bastasse, elas também acabam pagando um salário bem mais baixo”.

Trabalhadores buscam se fortalecer

Enquanto os sindicatos da atividade buscam criar uma federação nacional de trabalhadores, os sindicatos na região ainda se articulam para defender trabalhadores e, inclusive, para representá-los.

É o caso do Sintelmarketing, de Pernambuco. Com menos de cinco anos de atuação, somente em março deste ano conseguiu ganhar uma ação que garante seu direito de representar os trabalhadores no Estado – mas ainda cabe recurso. O sindicato de São Paulo está organizado há 20 anos no País. 

Getty Images

Trabalhadores pedem melhores condições de trabalho, como mobiliário e fim do assédio moral

Havia uma pressão para que o sindicato dos funcionários do setor de telecomunicações representassem a categoria. “É uma briga de Davi contra Golias, mas estamos recebendo apoio, principalmente do Ministério Público”, diz Santos, do Sintelmarketing.  

Por conta desta disputa sindical, o Sintelmarketing, de Pernambuco, não conseguiu até hoje realizar acordos coletivos para o ramo de atividade. “Hoje, os salários são arbitrados pelas empresas. Temos de recorrer à Justiça”.

Santos aponta que a maior parte das empresas pagam pouco mais do que um salário mínimo aos atendentes. “Acreditamos que é uma discriminação com o trabalhador da região”.

Mas o representante do Sintelmarketing verifica que os trabalhadores têm obtido avanços e decisões favoráveis. “Do jeito que está hoje, a exploração é desenfreada”, conclui o sindicalista.

Marco Aurélio de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), de São Paulo, viajou para o Nordeste nas últimas semanas para verificar a possibilidade de criar filiais nos Estados e organizar a atividade de forma nacional, e proteger 1,2 milhão de trabalhadores que trabalham no segmento no Brasil.

E também: Anatel: cancelar serviços de telefonia, internet e TV será automático 

Depois do Ceará, Aurélio busca organizar trabalhadores em Pernambuco, Bahia e também no Rio de Janeiro. “Recebi um contato do Piauí para representar 10 mil trabalhadores. Temos a impressão de que a exploração no segmento é maior na região”. 

 

Regulamentação ainda está pendente

Pelas especificidades do ramo de atividade, os empregados buscam seu reconhecimento como categoria de trabalho. Hoje, eles são vistos como atendentes, e tramitam projetos de lei com este objetivo na Câmara de Deputados.

Para Thiago Santos, do Sintelmarketing, a regulamentação ajudaria a inibir a maquiagem do serviço feito por funcionários de telemarketing, o que pode desobrigar a empresa de cumprir a norma regulamentadora para o ramo de atividade.

Via IG

Então o problema não era o comunismo?

As ameaças dos EUA e dos países da União Europeia à Rússia, por causa da Ucrânia, mostram que o conflito anterior não era apenas devido ao regime comunista, mas sim por interesses econômicos.

Também fica claro a predominância imediata desses interesses no fato de que, mudado o regime naquele pais, de um pró-russo para outro pró-Europa, imediatamente os países deste continente e os EUA passarem a oferecer bilhões de dólares em ajuda econômica. Só não ofereciam antes porque a Ucrânia estava sob influência de Moscou, simples assim.

Complexa mesma é a trajetória dos ucranianos nas últimas décadas. Durante a segunda guerra demonstraram simpatia e grande parte da população apoiou ostensivamente os nazistas, que por sua vez os considerava untermensch, ou seja, sub-humanos. Hitler nunca escondeu que pretendia usar o território do pais como lebensraum (espaço vital) da Grande Germânia. Para tanto pregava que seria preciso eliminar pelo menos metade da população da Ucrânia e transformar os sobreviventes em escravos da raça alemã, que considerava superior.

Não obstante, no momento atual, tanto na Ucrânia quando em outros países da região, Hungria principalmente, vemos o renascimento de movimentos fascistas, com discreto apoio ou omissão dos países desenvolvidos da Europa e dos EUA. A pretensão do Império de cercar a Rússia com nações hostis e uma rede de mísseis carregados com ogivas atômicas. Já fez tentativa nesse sentido com a Turquia e com a Polônia, barganhando com ajuda econômica e militar. Provavelmente irá tentar o mesmo na Ucrânia. Teremos então, infelizmente para toda a humanidade, a volta da velha guerra fria, agora entre países capitalistas.

(Blog do Luis Nassif)

De xícara a frigobar, Eike Batista realiza “saldão” com 700 itens de escritório

São Paulo – Quer comprar algum item que foi usado pelo empresário e, segundo a Forbes, ex-bilionário Eike Batista em sua empresa OGX? Se sua resposta for sim, esta pode ser a sua chance.

Na próxima segunda, dia 12, a partir do meio-dia, 700 itens que eram da empresa serão leiloados por meio da Sold Leilões na Internet em razão da mudança de escritório.

Entre os produtos está uma mesa de reuniões, um frigobar, notebooks, cadeiras, xícaras e até vasos da companhia de petróleo. O lance inicial varia de 20 a 500 reais e, para se cadastrar, basta fazer inscrição pelo site.

Como em qualquer leilão, leva o produto quem der o maior lance. A confirmação da compra acontece em no máximo cinco dias.

Quem quiser conferir os estados dos produtos antes de fazer uma oferta pode ir até o depósito onde os itens estão guardados – o endereço difere a cada lote e essa informação aparece no site de cada um dos leilões.

(Exame Online)

Sem agência bancária, cidade do Piauí cria banco local e moeda própria

Comerciante destaca preferência pelo cocal ao invés do real (Foto: Catarina Costa/G1)

Isolada dos maiores centros comerciais do Piauí, a cidade de São João do Arraial, a 253 km de Teresina, criou um banco local para contornar a falta de serviços bancários. Criado em dezembro de 2007, o “Banco dos Cocais” possibilitou o desenvolvimento econômico da região com a circulação de uma moeda própria, o “cocal”.

Dados do Banco Central mostram que, dos aproximadamente 5,6 mil municípios brasileiros, 233 (68 deles no Piauí) não contam com dependências bancárias, ou seja, não têm nem mesmo lotéricas, caixas eletrônicos ou postos de atendimento. No caso das agências bancárias, 1.900 municípios do país não oferecem o serviço. O G1 esteve em cidades de três estados para mostrar as dificuldades dos moradores que sofrem com a ausência de serviços bancários. Além de São João do Arraial, repórteres do G1 foram a Lagoa de Velhos (RN) eOliveira de Fátima (TO).

Emancipado em 1996 de Matias Olímpio, São João do Arraial não possuía agência bancária, o que obrigava os moradores a se deslocar até Esperantina, Região Norte do estado, a 20 km de distância. “Era difícil para se locomover, pagar uma conta e receber o pagamento. Sempre ficávamos dependendo de ir a outra cidade até mesmo para comprar roupa e alimentação, já que o comércio aqui era escasso”, diz a moradora Maria Antônia.

Quando assumiu o cargo em 2005, o ex-prefeito Francisco das Chagas Lima disse que viu a necessidade de aumentar a circulação de dinheiro na cidade. Após consultar os moradores, a prefeitura constatou que a maioria das mercadorias consumidas eram compradas e produzidas fora da região, já que não havia bancos no município.

“Nessa pesquisa nós percebemos também que as pessoas necessitavam de pouco capital e isso não era interessante para os grandes bancos. Criamos primeiramente um Fundo Municipal de Apoio a Economia Solidária para arrecadar 40% da receita monetária, gerando em torno de R$ 20 mil. Em seguida, tomei conhecimento do Banco de Palmas (CE), primeira agência comunitária do país. Levei a ideia à população de São João do Arraial e, em dezembro de 2007, inauguramos o Banco dos Cocais e a moeda local”, explicou.

O banco é de responsabilidade da sociedade civil, mas a prefeitura e entidades locais fazem parte do Conselho. Além da distribuição da moeda, a instituição funciona para pagar os servidores da região, arrecadar taxas públicas, como de água e energia, e distribuir benefícios como o Bolsa Família.  “Ele hoje tem reconhecimento do Banco Central, desde que circule o dinheiro somente naquela cidade. As notas distribuídas vão de C$ 0,50 a C$ 20″, comentou Lima.

De acordo com a prefeitura, o crescimento da economia do município coincide com a entrada em circulação do Cocal. Somente nos dois primeiros anos de implantação da nova moeda no mercado, o banco comunitário movimentou R$ 3 milhões em cocais, o que representa 25% dos R$ 12 milhões que foram movimentados em todo o município.

O coordenador do Banco Comunitário dos Cocais, Mauro Rodrigues, destaca que, além do aumento na renda da cidade, a implantação da moeda ajudou na geração de trabalho e facilitou a vida dos moradores.

“Hoje percebemos a movimentação de dinheiro na cidade e isso faz diferença para o comércio local, para a população. Outro fator importante é investimento feito pela instituição nos setores produtivos, especialmente com a liberação de microcrédito para a promoção de pequenos negócios. Hoje temos a certeza de pelo menos C$ 25 milhões circulando em São João do Arraial”, explicou o coordenador.
 

Mauro Rodrigues lembra que, além de implantar o banco e a nova moeda, a Câmara de Vereadores aprovou na época uma lei estabelecendo que 25% dos servidores públicos do município recebessem seus salários em cocais. A medida foi proposta para evitar que servidores concursados, que vieram de outros municípios, gastassem seus vencimentos fora da cidade. Quem quiser trocar o cocal por real basta direciona-se ao banco.

Segundo o atual prefeito, Adriano Ramos, atualmente 25 milhões em cocais circulam em São João do Arraial, o que equivale a mesma quantia em real. Mesmo com instalação de uma Lotérica, de outros correspondentes bancários e surgimentos de pontos comerciais que aceitam cartão de crédito, o cocal continua sendo a moeda mais utilizada na cidade, e todos os estabelecimento o aceitam.

“O Banco de Cocais estimula a economia solidária e segura o dinheiro no município. Por conta dessas e outras vantagens vamos continuar utilizando o cocal, é um benefício que atinge a todos. Além disso, a instituição ajuda a arrecadar dinheiro da receita da prefeitura para o Fundo Municipal de Apoio a Economia Solidária, que é usado como microcrédito”, declarou o prefeito.

A comerciante Giseia Maria dos Santos, proprietária de uma padaria local, contou que no início a moeda chegou a ser rejeitada por receio, mas, com o passar do tempo, percebeu a melhoria no comércio. “Muitos desconfiavam da ideia, mas, após insistência e ver que era para o desenvolvimento da cidade, acabaram aceitando. É bom trabalhar com o cocal, saber que isso movimenta a renda local e beneficiou todo mundo, especialmente nós comerciantes”, lembrou.

Outro que comemora a circulação da moeda é Jean Santana. Dono de um pequeno armarinho, ele destacou não ter diferença entre real e cocal, e que prefere receber o dinheiro local por questão de segurança. “Como só tem valor aqui em São João do Arraial, o número de assaltos aos estabelecimentos é quase escasso”, destacou. 

O crescimento econômico contribuiu também para a abertura de novos pontos comerciais, como a instalação da loja de uma das maiores redes de departamento do Nordeste. O gerente Antônio Carlos conta que o cocal nunca gerou problema nas vendas e que a empresa já sabia do uso da moeda quando decidiu implantar o empreendimento na cidade.

Criação do Banco dos Cocais foi fundamental para circulação do dinheiro (Foto: Catarina Costa/G1)Criação do Banco dos Cocais foi fundamental
para circulação de renda (Foto: Catarina Costa)

O cocal
A moeda tem o mesmo valor do real, mas com maior poder de compra graças aos descontos oferecidos em todos os estabelecimentos comerciais do município. Se um produto custa R$ 10, pagando com a moeda social, custará C$ 9. O desconto é possível porque, para cada cocal emitido, há um lastro de um real garantido pela organização financeira comunitária.

As cédulas são estampadas com ícones da cultura e economia local, além possuir um selo que dificulta a sua falsificação. De acordo com o coordenador Mauro Rodrigues, o banco tem o custo de R$ 0,15 por moeda fabricada, além de arcar com o transporte desde Fortaleza, onde está a gráfica de confiança do Instituto Palmas, gestor e certificador de bancos comunitários no Brasil, e responsável pela impressão das notas.

“Hoje, para emitir dez mil cédulas, o custo chega a ser de R$ 5 mil. É um recurso bastante caro. Se a moeda fosse fabricada pela Casa da Moeda, nós teríamos redução dos custos, o material seria de maior qualidade. Caso tivéssemos este apoio, teríamos um avanço gigantesco tanto do ponto de vista institucional como financeiro”, acrescentou Mauro.

(Catarina Costa, via G1 Piauí)

Prefeitura de Fortaleza apresenta ranking dos melhores e piores bairros

Nesta quinta-feira (20), às 14h, no auditório do Paço Municipal, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), divulgará o resultado da pesquisa “Desenvolvimento Humano, por bairro, em Fortaleza”.

A pesquisa, inédita no município, analisa a situação do desenvolvimento humano em Fortaleza, tendo como base os dados do Censo Demográfico realizado no ano de 2010. Para tanto, foi proposto a criação do Índice de Desenvolvimento Humano para o recorte geográfico dos bairros da capital cearense (IDH-B). Ressalta-se que a metodologia de mensurar desenvolvimento econômico é utilizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde a década de 1990. O estudo avalia renda, educação e longevidade das pessoas nos 119 bairros da Capital.

Segundo o levantamento da SDE, Meireles, Aldeota, Dionísio Torres, Mucuripe, Guararapes, Cocó, Praia de Iracema, Vajota, Fátima e Joaquim Távora foram os 10 bairros que apresentaram o melhor IDH em Fortaleza. Já as 10 localidades com os menores índices de qualidade de vida na Capital são Conjunto Palmeiras, Parque Presidente Vargas, Canindezinho, Genibaú, Siqueira, Praia do Futuro 2, Planalto Airton Sena, Granja Lisboa, Jangurussu e Aeroporto.

Segundo a prefeitura, a partir da avaliação do padrão de vida dos moradores será possível direcionar políticas públicas eficazes para cada bairro, contribuindo para melhorar as condições socioeconômicas da população.

(Anderson Pires, via http://www.cearanews7.com.br)

“Onívoros digitais”, mais uma tendência que as marcas precisam lidar

As marcas precisam lidar com um novo perfil de consumidor em plataformas online, os chamados “onívoros” digitais. Uma presença multiplataforma será cada vez mais exigida pelo público, bem como ações integradas que contribuam para a construção de valor e de marca. Outro ponto que demandará uma adaptação das empresas é a evolução dos indicadores usadas para medir o desempenho das ações na web e no mobile. O tradicional foco em cliques, pageviews e exibições dará lugar a índices mais ligados ao contexto, olhando para o diálogo e o nível de envolvimento atingido com o usuário. Estes são alguns dos pontos apresentados pela ComScore em seu estudo sobre tendências no digital para a América Latina.

O continente desperta especial interesse das companhias globais pelo potencial de crescimento que ainda possui no ambiente virtual. Os usuários latinos se destacam em diversos aspectos. Dos 10 mercados mundiais com usuários mais engajados nas redes sociais, três estão na América Latina: o Brasil aparece em terceiro lugar, com média 13,9 horas mensais de uso por pessoa; Argentina em sexto, com 9,2 horas; e o Peru em nono, com 8,1 horas mensais. O ritmo de crescimento dos usuários entre os latinos também é mais acelerado: entre 2012 e 2013, enquanto a média mundial de aumento de pessoas usando plataformas sociais foi de 10%, o salto foi de 22% no continente sul americano.

No comércio eletrônico, a região também se destaca: o número de e-consumidores aumentou em 10% no período de 2012 a 2013, enquanto a média global foi de 7%. Para aproveitar este potencial, as empresas precisam modificar sua forma de atuação, migrando de modelos tradicionais que foram importados da mídia eletrônica e impressa, para novos indicadores de performance, baseados no comportamental. “O desafio é medir efetivamente o que importa. Nesse caso, já não interessa tanto a quantidade de impressões ou de cliques, mas sim se as pessoas certas estão acessando estes conteúdos”, explica Marcos Christensen, Country Manager Argentina & Uruguay da ComScore.

Relacionamento estará fragmentado entre diversas plataformas
O levantamento da ComScore aponta para um perfil de usuário que estará apto a entrar em contato com a marca e consumir seus conteúdos por todas as plataformas que estiverem disponíveis. O acesso digital a partir de outros dispositivos, que vão além de smartphones e tablets, vem crescendo e ganhando destaque. Em países como México e Chile, o tráfego gerado por outros aparelhos já soma quase 15% de tudo o que é acessado na internet. No México, em especial, a navegação por PCs e notebooks representa 85% do total, smartphones 10,6%, tablets 3,6% e outros, 0,9%. No Chile, a proporção é de 87% para PCs e notes, 11% para smartphones, 1,7% para tablets e 0,3 para outros. O Brasil ainda apresenta uma divisão mais tradicional: 92,1% para PCs e notes; 5,8% para smartphones; 2% para tablets e 0,1% para outros devices.

Para os próximos anos, o relatório aponta para uma divisão mais equilibrada entre as plataformas, com o destaque para o crescimento cada vez mais rápido de smartphones, tablets e outros aparelhos, como smart TVs, set top boxes, videogames e outros gadgets que ganhem acesso à web, como smartwatches e Google Glass. “Não existirá mais o ato de se conectar. As atividades que se realizam nas plataformas digitais começam a surgir como a extensão do pensamento e incorporam-se ao cotidiano e às necessidades básicas do indivíduo. São impulsos de conseguir informação imediata, de opinar, de auto-expressão, de consumo de um conteúdo específico naquele exato momento e, sobretudo, de se comunicar”, avisa Leonardo Carrilho, Gerente de Mídia Digital da NBS, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para atender a estes “onívoros” digitais, as marcas precisam de estratégias adaptadas a cada plataforma, criando relevância e engajamento nos diferentes ambientes. “Não se trata de uma duplicação dos mesmos conteúdos e não é necessário que todos os serviços como atendimento, vendas, relacionamento, entre outros, sejam executados em todas ao mesmo tempo. É indispensável que se mostre às pessoas que existem canais apropriados e eficientes para lidar com cada uma dessas demandas ou estas expectativas frustradas vão ‘tumultuar’ as agendas positivas das marcas com seus consumidores, transformando estes que seriam canais proprietários de comunicação em verdadeiros muros de lamentações”, comenta Leonardo Carrilho.

Gerando valor e experiência no digital
O usuário multiplataforma vai exigir mais entrega de valor e de experiências pelas interfaces digitais. Ao contrário do que se verifica atualmente, as marcas precisam mudar o foco de gerar leads e vendas para a construção de um relacionamento contínuo e que deve estar integrados a todas os canais onde a empresa estiver presente. “O consumidor está em múltiplas plataformas, mas será que ele está consumindo qualquer coisa? Acredito que não. Precisamos entender que o consumo não é do digital em si, mas de valores e experiências que a marca proporciona. As marcas têm que se posicionar como agregadoras de valor por meio do conteúdo, e facilitadoras da experiência por meio de processos. E tudo isso tem que ser relevante para o e-consumidor”, argumenta Klaus Rabello, Professor da ESPM, em entrevista ao portal.

As companhias costumam ser rápidas para ocupar esses novos espaços, mesmo sem os conhecerem ou entenderem por completo. E a presença “estanque” nos múltiplos canais não garante uma estratégia integrada. “As marcas brasileiras precisam romper dificuldades mais elementares para usufruir minimamente desta tendência. Em todos os países em que a penetração dos meios digitais atingiu 40% da população, houve um crescimento acelerado nos níveis de investimento. Temos percentuais do bolo publicitário acima dos 30% em países como Inglaterra, Estados Unidos e Japão. No Brasil, existe uma dificuldade em enxergar a Internet como meio de massa. Dessa forma, as oportunidades trazidas por estes dispositivos estão longe de um uso consistente”, acrescenta Leonardo Carrilho, Gerente de Mídia Digital da NBS.

A experiência deve ser integrada, inclusive, com os canais tradicionais, como o SAC e o atendimento no ponto de venda. O relatório da ComScore aponta para a eliminação das barreiras que hoje separam o físico e o digital. Como isso ainda não acontece, na prática o com consumidor vive um diálogo “esquizofrênico” com as marcas.  “O exemplo mais evidente é que quando o consumidor vai no Twitter, no SAC ou na loja física, parece que são marcas diferentes e em todas elas, o cliente não é alguém conhecido. O grande desafio é sobre como manter os valores da marca convergentes em todos esses canais”, diz Klaus Rabello, da ESPM.

Fim da ditadura do clique
Outro ponto levantado pela ComScore fala da evolução dos indicadores de performance no digital e até de uma possível unificação entre as métricas usadas nestes ambientes e nas mídias tradicionais. “O mercado está caminhando para o mesmo tipo de métrica. A partir do momento em que se adota uma única variável para todas as plataformas, e isso está sendo encampado pelos players bem importantes, como o Google por exemplo, o cenário começa a se alterar. A que volume de pessoas chegamos e quantas vezes os impactamos? É isso que o anunciante quer saber e as plataformas, por sua vez, estão cada vez mais focadas em entregar performance. É o fim da ditadura do clique”, avisa Marcos Christensen, Country Manager Argentina & Uruguay da ComScore.

Entre todas as tendências, esta talvez seja uma das que ainda depende de mais tempo e amadurecimento, inclusive dos profissionais e empresas que lidam com o setor. “Em termos digitais, temos uma divisão clara entre especialistas e leigos, com pouquíssima representatividade em uma camada intermediária importantíssima de profissionais não-especialistas. Aqui não faço isenção, referindo-me a agências, anunciantes, veículos de comunicação e demais envolvidos nesse ecossistema. É preciso evoluir em todas as pontas”, argumenta Leonardo Carrilho, da NBS.

As organizações também precisam ter maior clareza de objetivos. Isso garante a definição de KPIs adequados.  “Já existem, ainda que de forma tímida, estratégias e possibilidades técnicas para promover a leitura de métricas de forma integrada, mas que dependem de condições ideais no back-office e de criatividade na tática no front para fazer funcionar. Claro que hoje já se cruza a intensidade de mídia na TV com o tráfego no site e já se trabalham filtros específicos para identificação da origem de volume de ligações e suas subsequentes conversões no call center, mas a visão global de todo esse esforço para o resultado imediato de vendas e para os ganhos diversos de médio e longo prazo ainda é um luxo para poucos”, acrescenta o executivo da NBS.

(Bruno Garcia, Mundo do Marketing)

Jericoacoara pode ser privatizada

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (15):

Técnicos dos ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente visitaram o município de Jijoca nesta semana e reuniram moradores para apresentar uma ideia polêmica: a privatização do Parque Nacional de Jericoacoara.

Isso mesmo! Apregoando uma Parceria Público-Privada (PPP), o governo federal quer passar para o controle de uma empresa privada toda a administração do Parque Nacional de Jericoacoara. Essa empresa passaria a controlar todo o fluxo de visitantes e até cobrar pela entrada. Além disso, teria direito de construir hotéis e restaurantes em diversas localidades, incluindo a famosa duna do pôr do sol.

Os cálculos apresentados pelos consultores levam a um faturamento anual de mais de R$ 60 milhões para a empresa que ganhar a licitação, o que representa o dobro do orçamento da Prefeitura de Jijoca.

O Instituto Chico Mendes, esvaziado desde sua criação, é quem responde no momento pelo parque. O deputado estadual João Jaime (DEM), que tem atuação política na área, está cobrando posição do Ministério Público Federal sobre o fato.

Banco do Brasil bate Itaú e tem maior lucro da história

São Paulo – O Banco do Brasil anunciou, nesta quinta-feira, o maior lucro da história das instituições financeiras brasileiras, batendo pela primeira vez em três anos o Itaú.

O BB apresentou lucro líquido de 15,8 bilhões de reais em 2013, valor 29% superior ao de 2012. Com esse resultado, superou seu maior rival por 68 milhões de reais.

O recorde foi impulsionado principalmente pela “expansão dos negócios, contenção de despesas, assim como pelo impacto do IPO do BB Seguridade”, afirmou o comunicado. Só com este IPO, realizado no 2º trimestre, o banco ganhou lucros de 9,82 bilhões de reais.

Entre a expansão dos negócios citada está, também, a carteira de crédito ampliada, que cresceu 19,3% em um ano, e a carteira de crédito classificada, que subiu 18,6%.

Seu lucro líquido ajustado, ou seja, que não leva em conta itens extraordinários e, portanto, não considerou o IPO, não foi tão animador. Os 10,35 bilhões de reais foram 10,2% menores que o atingido em 2012.

Se forem comparados apenas o 4º trimestre de 2013 com o mesmo período do ano anterior, a queda ultrapassou os 23%.

Analistas já previam uma queda no trimestre e esperavam lucros para o período de 2,6 bilhões de reais, mas o Banco do Brasil chegou a 3,02 bilhões.

Os recordes batidos tanto pelo Banco do Brasil quanto pelo Itaú e o Bradesco, que também registraram altas nos lucros, ocorreu principalmente pela queda da inadimplência, que foi geral. No BB, a inadimplência em dezembro de 2013 chegou a 1,98%, ante os 2,05% em 2012. É o menor índice do mercado, que teve média de 3%. 

(Exame Online)

Bairros gays são campeões de aumento de renda nos Estados Unidos

São Paulo – É americano e quer morar em um lugar onde a renda vai aumentar? Se mude para um “gayborhood”.

A conclusão é de um estudo apresentado no início do ano no encontro da Associação Americana de Economistas.

Os pesquisadores Matthew Ruther, da Universidade do Colorado, e Janice Madden, da Universidade da Pensilvânia, analisaram dados do censo de 38 grandes cidades dos Estados Unidos divididas em pequenos setores.

Eles perceberam que as micro-regiões que tinham mais casais de homens gays no ano de 2000 experimentaram um crescimento especialmente maior da renda familiar (e, consequentemente, dos preços de imóveis) ao longo da década seguinte. 

No Nordeste e Oeste do país, houve também um crescimento populacional expressivo naqueles bairros.

Nenhuma das relações foi verificada em bairros com mais casais de lésbicas – que tem quatro vezes mais chance de ter filhos e renda em média 20% menor em comparação com os casais de homens.

O estudo mostrou também que de forma geral, os gays tendem a ser atraídos por bairros com maior taxa de vacância e habitação mais antiga. É possível, portanto, que a relação verificada entre gays e renda ande em paralelo com outras dinâmicas do mercado imobiliário.

Mitos

Os números não confirmaram outras teses levantadas por estudos anteriores. Até pouco tempo atrás, era difícil encontrar dados amplos e confiáveis sobre a distribuição dos gays na cidade.

De acordo com a análise de Ruther e Madden, eles não ficam cada vez mais concentrados em determinadas zonas com o passar do tempo, apesar de terem uma preferência maior por bairros centrais em todas as regiões do país, com exceção do Sul.

O estudo não encontrou muita relação entre onde os casais de homens e de mulheres decidem morar.

Eles também não apresentam uma preferência particularmente maior por bairros com maior diversidade racial, apesar do padrão de segregação dos homossexuais dentro da cidade ser curiosamente similar ao dos afro-americanos.

(João Pedro Caleiro, Exame Online)

Itaú tem o maior lucro da história dos bancos – de novo: R$ 15,8 bilhões

São Paulo – Pelo terceiro ano seguido, o Itaú bateu seu próprio recorde e registrou o maior lucro da história dos bancos. Em 2013, a instituição lucrou 15,8 bilhões de reais. O balanço foi divulgado nesta terça-feira.

O valor é 12,8% maior que o atingido no ano anterior, de 13,5 bilhões de reais. Em 2011, a marca chegou a 13,8 bilhões de reais.

Em 2013, o crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo aumento na carteira de crédito, que subiu 13,5% e chegou a 509,9 bilhões de reais. Os principais segmentos foram crédito consignado, imobiliário, grandes empresas e exterior, que compensaram a queda no crédito para compra de veículos.

Além disso, a inadimplência de créditos vencidos há mais de 90 dias chegou ao 3,7%, menor nível do banco desde 2008, quando ocorreu a fusão entre Itaú e Unibanco. Como consequência, as despesas com créditos de liquidação duvidosa caiu 22,4%.

E, finalmente, o resultado foi ajudado pelo aumento nas receitas de serviços e das operações de seguros.

(Exame Online

Viçosa do Ceará institui sua Câmara de Dirigentes Lojistas

VIÇOSA DO CEARÁ -CE

Viçosa do Ceará. Este município, localizado na Serra da Ibiapaba, é reconhecido por seu grande potencial turístico, cultural e agora comercial. A mais nova conquista trata da criação da Câmara de Dirigentes Lojistas, idealizada por comerciantes da região.

Para o empresário Honório Pinheiro, presidente da Federação das CDLs do Ceará, essa iniciativa vinda dos empresários em torno da fundação de uma CDL é mais uma constatação de que o setor sempre terá que ficar atento às mudanças de comportamento que, hoje, estão ocorrendo no mundo do varejista.

A comerciante Luciana Moreira, que atua no ramo agropecuário, teve uma importante parcela na criação da CDL na cidade. A entidade de classe surgiu para melhorar e qualificar o comércio da região.

“Nós sentimos a necessidade de um suporte maior para compartilhar situações e dividir ideias que surgem com frequência no comércio, por isso resolvemos nos unir em prol da fundação de uma CDL”, comenta. Mas antes da criação da CDL em Viçosa os comerciantes eram associados à CDL de Tianguá. Lá, eles utilizavam o sistema de pesquisa do SPC, ferramenta importante para o comércio local, e participavam de forma ativa do movimento cedelista.

A presidente informa ainda que mesmo com a filiação, faltava um maior acesso às informações e um melhor acompanhamento aos associados. A interação entre os lojistas da cidade não acontecia, principalmente pela distância das duas cidades. “Antes filiados à CDL de Tianguá, os comerciantes da cidade só participavam de duas reuniões por ano. Isso causava um distanciamento entre nós e impossibilitava o crescimento de Viçosa que tem um grande potencial comercial”, divulga.

Um dos principais motivos que impulsionou os comerciantes do município a criar sua própria CDL foi a necessidade de se ter uma instituição para discutir os problemas locais, de compartilhar as vivências, as ideias e principalmente de buscar melhorias, e gerar mais empregos e renda para a região. O comércio como um todo representa 40% da renda gerada na cidade.

Condução

A comerciante explica que foi eleita presidente da CDL de Viçosa através de uma reunião registrada em cartório com a presença do Superintendente da Federação de CDLs do Ceará, Francimir Moura, e a participação de 32 comerciantes do município que apoiaram a iniciativa. Na sua gestão dará como prioridade iniciar um trabalho de organização da Entidade e captação de novos associados para que a CDL ganhe mais força e se torne atuante na cidade.

A CDL de Viçosa já é uma realidade. Tem endereço próprio, localizado na Rua Silva Jardim, 525, no Centro da cidade. “Os comerciantes locais já estão nos procurando para mais informações. Já somos 33 associados e a nossa meta é terminar o ano de 2014 com 100 comerciantes associados a CDL de Viçosa. Para tanto, temos várias ideias e projetos, já debatidos com parceiros e associados, para serem executados ao longo de 2014″, diz Luciana Moreira.

Comércio animado

Viçosa do Ceará se destaca principalmente pelo turismo. Com uma localização privilegiada, próxima da praia e da serra, a cidade vive em constante animação promovida por visita de muitos turistas. E o movimento cresce, de visitantes, em especial nos períodos festivos, como a festa da padroeira e os festivais que são realizados ao longo do ano.

Outro destaque da cidade é o comércio de alimentos, um segmento de maior presença que está em crescimento, principalmente pelo fácil acesso do município a outras cidades do Estado. “Outros ramos varejistas, como construção civil e confecções, também são bem presentes no centro comercial da cidade”, frisa Luciana Moreira.

Para ela a cidade ainda sente dificuldade em atender a comunidade e visitantes, principalmente por conta dos serviços oferecidos pelo comércio. “A principal dificuldade do comércio local é a falta de alguns serviços e a oferta. Um exemplo claro é a dificuldade que temos em atender esses visitantes com cartão de crédito. Na maioria dos estabelecimentos não se trabalha com essa facilidade. Mas nós estamos em acessão comercial, o município é uma potência em crescimento”, argumenta.

Mas o ano de 2014 começou com novidades para o comércio de Viçosa. A CDL firmou parceria com o Sebrae. Segundo a presidente da CDL local, será desenvolvido um projeto de acompanhamento a 50 estabelecimentos comerciais da cidade. Na ocasião serão ofertados para os comerciantes cursos de capacitação e consultoria no período de 10 meses.

Tudo já está praticamente acertado. Campanhas, ações e iniciativas com o intuito de movimentar o comércio já estão sendo elaboradas pela Diretoria da entidade de classe, que garantiu ter como foco principal o aquecimento das vendas, além de facilitar a qualificação de seu estabelecimento e o atendimento e serviços com qualidade.

Mais informações

Câmara de Dirigentes Lojistas
Viçosa do Ceará
RuaSilva Jardim, 525
Centro
Telefone: (88)9603.1527

(Diário do Nordeste)

Fifa devolve quartos de hoteis em Natal que iria comercializar durante a Copa

NATAL-RN – FOTO: CANINDÉ SOARES/UOL

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) não comercializou os 10 mil leitos contratados com a rede hoteleira de Natal. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Hotéis do RN (ABIH), Habib Chalita, a Match Services – responsável por contratar quartos de hotéis para a Copa – começou a comunicar os empresários locais sobre a devolução dos leitos nesta segunda-feira (20). A ABIH ainda não tem o número exato de leitos devolvidos.

“A Match está comunicando diretamento aos empresários, por isso não temos ainda o número exato de leitos devolvidos”, disse Habib Chalita. Ele avaliou como ‘frustrante’ a não comercialização dos leitos. “É um momento crítico para a hotelaria. Vamos ter apenas três meses para negociar, replanejar o trabalho de vendas de leitos. Essa devolução frustrou as nossas exepctativas”, disse.

A Match Services fechou contratos com estabelecimentos hoteleiros no Brasil para garantir um número mínimo de quartos para acomodar os atletas, patrocinadores e representantes de marcas licenciadas, além da equipe da Fifa, imprensa, provedores de serviços e de eventuais turistas que quisessem contratar a hospedagem pela Match.

Somente a equipe da Fifa, os atletas e suas delegações são obrigados a contratar pela operadora, devido a questões de “segurança, marketing e outras considerações”.

Habibi Chalita explicou que a Fifa exigiu 10 mil leitos na capital potiguar. A ABIH então convocou os associados e os interessados fecharam contrato com a Match. A partir daí, a Match era a responsável por comercializar esses leitos. “Estava previsto um feedback para o dia 31 de janeiro, mas ontem mesmo a Match começou a comunicar os hotéis da devolução”, informou.

(G1 Rio Grande do Norte)

BB, BNB e Caixa aplicam R$ 6 bilhões na economia sergipana em 2013

Essenciais à manutenção das atividades comerciais e da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, as instituições bancárias públicas federais de maior atuação em Sergipe, Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste Brasileiro (BNB) e Caixa Econômica Federal (CEF), aplicaram aproximadamente R$ 6 bilhões no Estado, durante o ano de 2013. Os números, encaminhados pelos bancos, são resultado do atendimento à solicitação realizada pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), como forma de acompanhar os dados sobre o montante que cada referido banco aplicou na economia sergipana em 2013 e as perspectivas para o ano de 2014.

De acordo com as informações encaminhadas, por parte das superintendências estaduais do BB, BNB e Caixa, destaca-se o volume de recursos aplicados no setor imobiliário, com cerca de R$ 1,6 bilhão, ou seja, 26,6% das aplicações foram destinados a este importante setor da economia estadual. “Ressalte-se que os bancos públicos federais citados atuam de forma diversificada, não apenas com aplicação de crédito, mas também com prestação de serviços bancários, tendo todos eles – no decorrer de 2013 – ampliando o número de agências bancárias no Estado de Sergipe. Isso é uma demonstração da confiança no crescimento e desenvolvimento econômico do nosso Estado”, afirma o secretário as Sedetec, Saumíneo Nascimento.

Dados do Banco Central do Brasil apontam que Sergipe concluiu o ano de 2013 com 211 agências bancárias, quando em 2012 tinham 203. Na região Nordeste, Sergipe possui mais agências bancárias que os estados de Alagoas e Piauí. “A chegada de oito novas agências em Sergipe em 2013 também é mais um sinal da confiança que as instituições bancárias têm no crescimento da economia sergipana”, ressalta Saumíneo.

Quanto à sinalização de maior oferta de crédito por parte destes bancos para o ano de 2014, esta é uma importante estratégia do Governo de Sergipe na atração de novos investimentos para o Estado. “Os referidos bancos são os principais parceiros do Estado na consolidação do nosso desenvolvimento econômico”, informa Saumíneo, acrescentando que cada banco ainda irá publicar o seu balanço anual e a Sedetec não tem autorização para especificar o montante individual de cada um deles, mas sim o volume conjunto, tendo em vista os aspectos legais de divulgação.

A nível nacional, as análises econômicas da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) apontam que as operações de crédito no Brasil deverão crescer 14,5% em 2014. “Com as informações recebidas em Sergipe pelos bancos BB, BNB e Caixa, a nossa expectativa é de um crescimento maior que a média esperada pela Frabraban. Isso é mais uma demonstração de que estes bancos apostam na continuidade do crescimento da economia sergipana em 2014”, completa o secretário.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil S.A. (BB), o mais antigo do país, foi criado em 1808, pelo então Príncipe-regente Dom João de Bragança (futuro Rei Dom João VI de Portugal), num conjunto de ações que visavam a criação de indústrias manufatureiras no Brasil. É uma instituição financeira brasileira, estatal, constituída na forma de sociedade de economia mista, com participação da União brasileira em 68,7% das ações.

Em 2013, o banco investiu em Sergipe nos programas de crédito rural, imobiliário, Programa Minha Casa Minha Vida, crédito para pessoa física, capital de giro e investimento para pessoa jurídica, além de Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Micro Crédito Produtivo Orientado (MPO).

Banco do Nordeste

O Banco do Nordeste do Brasil S. A. (BNB) é o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina e diferencia-se das demais instituições financeiras pela missão que tem a cumprir: Atuar na promoção do desenvolvimento sustentável, como Banco Público competitivo e rentável. Sua visão é a de ser o Banco preferido na Região Nordeste, reconhecido pela excelência no atendimento e efetividade na promoção do desenvolvimento sustentável. No ano de 2013 o BNB realizou em Sergipe operações de microcrédito (urbano e rural), crédito rural, crédito industrial e crédito comercial.

Caixa Econômica Federal

Criada em 1861, a Caixa Econômica Federal é uma instituição 100% pública onde os trabalhadores formais do Brasil têm como agente responsável pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo Programa de Integração Social (PIS) e pelo Seguro-Desemprego. A CAIXA também está presente em programas sociais, como o Bolsa Família, e unidades lotéricas. Em 2013, a Caixa Econômica Federal investiu na economia sergipana através de crédito para habitação, empresas do setor público e privado, além de crédito para pessoas físicas. 

por Agência Sergipe

Os 85 mais ricos do mundo tem a mesma riqueza dos 50% mais pobres

A riqueza do mundo está cada vez mais concentrada nas mãos de 1% da população (cerca de 70 milhões de pessoas) afirmou nesta segunda-feira a ONG Oxfam, em estudo elaborado especialmente para o Fórum Econômico Mundial de Davos. Segundo a Oxfam, as desigualdades econômicas se intensificaram após a crise financeira, sobretudo nos países desenvolvidos. A ONG ainda aponta que o valor da riqueza das 85 pessoas mais ricas do mundo (1,7 trilhão de dólares) é o mesmo que a soma do patrimônio das 3,5 bilhões mais pobres.

De acordo com o estudo, a fortuna dos 1% mais ricos é de 110 trilhões de dólares, ou 65 vezes o valor da soma do patrimônio da metade mais pobre da população mundial. A Oxfam alerta que o valor pode ser ainda maior devido ao fato de que a maior parte da população rica mantém contas escondidas no valor de 18,5 trilhões de dólares em offshores em paraísos fiscais.

No relatório intitulado “Governar para as Elites: Sequestro Democrático e Desigualdade Econômica”, a Oxfam conclui que a concentração de 46% da riqueza em mãos de uma minoria supõe um nível de desigualdade “sem precedentes” que ameaça “perpetuar as diferenças entre ricos e pobres até as tornar irreversíveis”.

Segundo a Oxfam, o nível de avanço da fortuna dos mais ricos é o termômetro da desigualdade. Os cerca de 1% mais ricos de países como a China e os Estados Unidos mais do que duplicaram os rendimentos nacionais desde 1980. E, mesmo nas nações mais igualitárias, como Suécia e Noruega, a variação da riqueza da população mais abastada foi de 50%.

Segundo os dados da Oxfam, 210 pessoas entraram em 2013 no clube dos bilionários, formado por 1.426 pessoas.

O relatório ainda aponta que as desigualdades são intensificadas pelo poder político, que age de acordo com interesses próprios e perpetua privilégios que são transferidos entre gerações. Aos participantes de Davos, a organização apela para um seja acordado um “compromisso” para não se utilizarem paraísos fiscais, não trocar dinheiro por favores políticos e exigir aos governos para que garantam a saúde básica, a educação e a proteção social dos cidadãos com a arrecadação de receitas fiscais.

O Fórum Econômico Mundial, que se reúne a partir de quarta-feira em Davos, na Suíça, com a presença de mais de 2.500 empresários, políticos e líderes de todas as áreas identificou as desigualdades econômicas como um importante risco para o progresso. Um dos principais pontos da agenda do Fórum é o avanço do capitalismo com menos desigualdade.

(Veja Online)

 

Diogo Mainardi e a entrevista mais constrangedora do ano

Diogo Mainardi pagou mico histórico na Globo News (Reprodução)

Eduardo Guimarães, Blog Cidadania

Espalhou-se pela internet entrevista que a empresária paulista Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, atual presidente da rede de varejo Magazine Luiza, concedeu ao programa Manhattan Connection, da Globo News, e que foi ao ar na noite do último domingo.

Para o apresentador Lucas Mendes, a empresária é “Simplesmente Luiza”, pois “Assim ela é tratada pela presidente Dilma Rousseff e pelos próprios faxineiros” – supõe-se que de sua empresa.

Mendes qualificou Luiza como “Um fenômeno do comércio brasileiro pelas vendas e pela gestão” e, em sua primeira pergunta a ela, deu ao telespectador a impressão de que tinha diante de si um tipo raro de empresária, o tipo otimista.

Atente para a pergunta de Mendes, leitor. Deixa clara a razão pela qual a empresária foi convidada para um programa cujo objetivo, há anos, tem sido espalhar pessimismo com o Brasil.

Lucas Mendes: “Você não esconde seu otimismo pelo Brasil, nem pela outra presidente, e diz que a culpa desse pessimismo é nossa, da imprensa. Eu acho que esse economista sentado aí do seu lado discorda”.

Uau! Pensei que sobreviria um massacre. Até porque, Luiza é uma mulher de modos simples. Tem aquele sotaque meio caipira do interior paulista, fala um português coloquial, pois, apesar de ter nascido na capital, sua tia – também Luiza, de quem herdou o negócio – fundou em Franca, interior de São Paulo, a primeira loja da rede que a filha edificaria.

O tal economista que parecia que iria demolir as posições de Luiza foi o também apresentador do programa Ricardo Amorim. Porém, a expectativa se frustrou. Perguntou apenas se o seu colega Caio Blinder, que na semana passada dissera que “O varejo brasileiro está em crise”, tinha razão.

Luiza, obviamente, disse que não. Citou dados do IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo). Segundo o instituto, o comércio varejista brasileiro cresceu 5,9% em 2013 e só as redes de lojas vinculadas a esse instituto geraram 631 mil empregos.

Luiza ainda teve que explicar ao já titubeante Blinder que o Brasil é “Diferente dos Estados Unidos”. Nessa explicação, a vitoriosa empresária teve que fazer ver ao jornalista o que tem sido dito exaustivamente neste blog, que o atual modelo de desenvolvimento brasileiro, hoje intrinsecamente baseado no consumo de massas, não pode estar esgotado em um país em que apenas 7% ou 8% do povo têm televisão de tela plana, em que apenas 54% têm máquina de lavar…

Enfim, Luiza teve que explicar que, com tanto brasileiro sem produtos que nos EUA qualquer um tem, o modelo de consumo de massas não pode estar “esgotado”.

Blinder, meio atônito com a aula que recebeu de uma empresária que transformou uma pequena loja do interior de São Paulo numa holding que compete hoje com as grandes redes de varejo brasileiras, balbuciou alguma coisa sobre “bolha de consumo” e foi perguntar sobre “rolezinhos”.

Mais adiante, insatisfeito, Lucas Mendes passou a bola a ele, ao próprio, a ninguém mais, ninguém menos do que o “temível” Diogo Mainardi. Seria ele que conseguiria mostrar que aquela mega empresária tão otimista com o país não sabe o que fala?

Antes de prosseguir, devo dizer que esse programa praticou uma covardia. Não se coloca para debater economia pessoas que não têm o mesmo preparo.

Detalhe: a covardia foi com Mendes, Amorim, Blinder e Mainardi.

O expatriado em Veneza – sabe Deus por que – foi logo vestindo aquele seu pretenso estilo irônico, irreverente, desassombrado, mas que não passa de pretensão porque tal estilo requer atributos intelectuais que ele, ao longo do programa, deixou ver que não tem.

Em tom professoral, Mainardi começou a “explicar” a uma empresária desse quilate que “Todos os fatores que determinaram o crescimento do varejo” e que ela acabara de citar a Blinder teriam “Murchado” porque “Os juros estão subindo, o crédito diminui, a inadimplência aumentou pelo segundo ano consecutivo” etc., etc.

E tascou uma pergunta insolente, em sua tática de tentar intimidar quem não tinha condição: “Quando é que você vai vender suas lojas para a Amazon?”.

Luiza, com o semblante sério, questionou as informações que Mainardi acabara de divulgar e prometeu lhe passar os dados corretos por e-mail. Começou dizendo que “A inadimplência está totalmente sob controle”. Nesse momento, ouve-se sorriso de deboche de Mainardi, que a interrompe: “Aumentou em 2012 e aumentou em 2013”.

Mostrando concentração, Luiza desmentiu o interlocutor: “Não! O que o que aumentou foi a inadimplência geral focada”. Explicou que a inadimplência no varejo não aumentou, diminuiu. E que nunca tivemos, no Brasil, um índice de inadimplência tão bom quanto em 2013.

Mainardi insiste: “Na sua loja…

Luiza rebate: “Não, não é na minha loja, é no Brasil”.

Mainardi não se dá por vencido e diz que os dados “da Serasa” seriam “diferentes”. Novamente, Luiza diz que ele está errado e que vai lhe passar os dados corretos.

A segunda parte desse debate que me é mais cara foi ela ter dito um fato mais do que evidente, mas que ninguém consegue dizer na grande imprensa. A declaração textual de Luiza, que vou reproduzir abaixo, tem sido repetida à exaustão neste blog:

Como é que fala que a bolha acabou? Nós precisaremos construir 23 milhões de [unidades do programa] Minha Casa Minha Vida pro brasileiro ter um nível social adequado aos países desenvolvidos. Como que a gente fala que é bolha? Bolha são 23 milhões de casas para 23 milhões de pessoas que mora (sic) com o sogro, com a sogra pagando 400 reais de aluguel. Nós tivemos três década perdida (sic)”.

Luiza volta a prometer a Mainardi que irá lhe enviar os dados da inadimplência por email, ao que ele responde com um sorriso debochado e com a petulante frase “Me poupe (sic), Luiza”.

Aquela que o colega de Mainardi disse, no início do programa, ser “Um fenômeno do comércio brasileiro pelas vendas e pela gestão” não se abalou e continuou ensinando ao insolente especialista em nada que ninguém ia comprar suas lojas. E lhe deu mais algumas explicações técnicas sobre as mudanças que poderão ocorrer no mercado nos próximos anos e sobre como suas empresas irão enfrentá-las.

A artilharia contra Luiza ainda tentou prosseguir. Amorim, o economista, deu como “prova” do “desastre” que vive anunciando que as grandes redes de varejo brasileiras não figuram entre as maiores do mundo…

Foi aí que Luiza matou a pau explicando que o varejo no Brasil não era nada até “cinco, seis anos atrás”, que era “muito esquecido”, e que ainda está “engatinhando”, o que, claro, desmonta a tese de “esgotamento” do modelo de consumo de massas.

Amorim, o economista, ficou caladinho.

Foi nesse momento que Mendes, possivelmente após ter consultado a produção do programa, reconheceu que Luiza tem razão na questão da inadimplência. E mudou para assunto mais ameno.

De fato, Luiza tem razão. A inadimplência “focada” que ela admitiu a Mainardi que subiu é a inadimplência seca, que não leva em conta fatores sazonais. É a que mede a Serasa de Mainardi. São, porém, dados brutos.

Há que levar em conta, por exemplo, que naquela determinada época do ano há sempre um aumento da inadimplência. Se não se levar esse fator em conta realmente a taxa será considerada em alta, mas não é assim que os dados devem ser interpretados.

Para esclarecer melhor, vale ler, abaixo, trecho de boletim da Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

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Inadimplência cai 0,4% em 2013

13 janeiro, 2014

Os registros de inadimplência caíram 0,4% em 2013, em todo o país, conforme apuração da Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Em dezembro, contra novembro de 2013, houve redução de 4,5%,  descontados os efeitos sazonais.

Ao longo dos primeiros seis meses de 2013, os registros de inadimplência mantiveram a queda iniciada no final de 2012. Entretanto, a partir do segundo semestre, após uma reversão temporária desta tendência, o indicador encerrou o ano em queda, com nível menor que o registrado em dezembro do ano anterior.

A melhoria do quadro da inadimplência pode ser justificada pela continuidade de fatores como aumento dos rendimentos reais, baixo desemprego, queda dos juros (*), entre outros. Além disso, em 2013 houve um grande ajuste do mercado de crédito, tornando-o mais saudável, com credores mais seletivos e consumidores mais cautelosos (…)

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Como se vê, Mainardi disse bobagem – que a inadimplência aumentou pelo segundo ano consecutivo. A matéria da Boa Vista mostra que a inadimplência aumentou em 2012, mas caiu no ano passado. Mainardi pagou um mico.

Esse fato é extremamente eloquente porque deixa ver a falta de compromisso dessa mídia terrorista com os fatos. Põe gente que não entende nada do mercado para dizer o que o patrão quer que seja dito e o expectador desavisado compra como se fosse fato.

Fato mesmo é que ri muito ao ver a incrível Luiza surrar verbalmente Diogo Mainardi. Ria sozinho. Não só pelo que ela disse – e que reproduzi acima –, mas pela forma como disse – com sua linguagem coloquial e despretensiosa.

Toda essa conversa durou, mais ou menos, uns 15 minutos. Vale muito a pena assistir.

Abaixo, o vídeo.

Telexfree faz sucesso e coloca Portugal em alerta

Bloqueada no Brasil por suspeita de ser umapirâmide financeira, e alvo de alerta na República Dominicana e no Peru, a Telexfreetem feito sucesso em Portugal. Eventos ao longo da última semana ocuparam a agenda de hotéis de luxo em Lisboa, Coimbra e Porto. Na Região Autônoma da Madeira, o negócio atraiu aproximadamente 41 mil pessoas, segundo a TV pública RTP Madeira – o que equivale a 16% da população local. 

“Já algumas pessoas conhecidas ou amigas falaram que estavam participando desse esquema”, diz o integrante de uma agência do governo regional. “Até mandei para uma dessas pessoas por e-mail uma notícia de que uma juíza brasileira havia mandado bloquear [as atividades].”

A popularidade, conquistada com a promessa de lucros expressivos, chamou a atenção também de autoridades. Segundo o iG apurou, a Polícia Judiciária da Madeira começou a reunião documentos sobre a Telexfree. A eventual abertura de um inquérito, entretanto, só ocorrerá quando houver queixas de lesados pelo negócio.

A Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (Deco Proteste) emitiu uma nota de alerta sobre as atividades da empresa, em novembro. No texto, a entidade orienta os consumidores a se manterem afastados do negócio, uma vez que “a probabilidade de perder a totalidade do capital investido é elevada”.

Para Carolina Gouveia, jurista da Deco Proteste, a Telexfree tem as características de uma pirâmide financeira.

“A lei portuguesa também classifica esse tipo de negócio como práticas comerciais ilegais, porque o que está em causa é um serviço que é proposto ao consumidor, mas o consumidor acaba por se tornar um colaborador da própria empresa, na medida que tem de promover a empresa”, afirma, em entrevista ao iG. “De fato, são práticas que não são permitidas.”

De acordo com uma fonte ouvida pelo iG, o dinheiro que tem chegado aos divulgadores da Madeira tem origem em diversos países, mas sobretudo, nos Estados Unidos. É lá que está estabelecida a Telexfree, INC., a sede do negócio.

A empresa é administrada pelo americano James Matthew Merrill e o brasileiro Carlos Wanzeler, que no Brasil são acusados pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) de terem criado o que pode ser a maior pirâmide financeira da História do País. Também é réu no processo o brasileiro Carlos Roberto Costa.

A Justiça chegou a bloquear provisoriamente as atividades da Ympactus Comercial, braço brasileiro da Telexfree detido por Costa, Wanzeler e Merrill. Mas a medida, ainda em vigor, não tem impedido que residentes no Brasil continuem a se cadastrar, como o iG mostrou.

Thaís Khalil, juiza responsável pelo processo no Acre, recentemente, solicitou dados sobre a Telexfree, INC. A promotora que atua no caso, Alessandra Marques, chegou a declarar que a Telexfree americana também é alvo de investigação nos Estados Unidos. As autoridades americanas, entretanto, não confirmam nem negam a informação.

“Investigação aqui não e mesma coisa que investigacão no Brasil”, diz um divulgador da Telexfree nos Estados Unidos, sem saber que conversava com a reportagem. “Aí é coisa ruim. Aqui é coisa boa”, tranquiliza.

Cadastros além-mar

Assim como divulgadores americanos,  os de Portugal também têm se oferecido para cadastrar residentes do Brasil.  Isso é possível porque o interessado não precisa informar o seu endereço verdadeiro no cadastro no site www.telexfree.com. Apenas deve fazê-lo no sistema virtual de pagamentos contratado pela Telexfree para escoar os ganhos aos divulgadores.

“Poderá colocar a sua morada [endereço], mas no [campo] país, seleciona Portugal”, orienta um divulgador de Portugal que se identifica como Filipe, sem saber que falava com a reportagem. “Muda-se depois a morada para o Brasil na E-wallet [o sistema de pagamento contratado pela Telexfree] e recebe o cartão na sua casa aí no Brasil!“

A Polícia Judiciária e a Procuradoria Geral da República de Portugal não comentaram o caso da Telexfree. A empresa não se manifestou.

(Vitor Sorano, IG)

Fortaleza receberá 205 novos voos durante a Copa; Natal, 105 e Recife, 59

Laís Alegretti e Anne Warth, da Agência Estado

BRASÍLIA – A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou 1.973 pedidos de empresas aéreas para operar novos voos no período da Copa do Mundo de 2014, informou o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys. A agência reguladora recebeu 160 mil pedidos de slots das empresas aéreas para operar no período. O resultado, segundo a Anac, seria de cerca de 80 mil voos incluídos ou alterados.

O período considerado é de 6 de junho até 20 de julho. A Anac considerou os aeroportos das cidades-sede e os aeroportos que servem de apoio a eles (aqueles que ficam a 200km rodoviários dos estádios dos jogos).

Preços. O diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, afirmou que a agência reguladora vai acompanhar todos os preços de todas as passagens para a Copa do Mundo deste ano. Segundo ele, até agora apenas 4% das passagens para o período foram vendidas.

Ele explicou que, normalmente, a Anac acompanha os dados do mês imediatamente anterior. Em janeiro, recebe os dados de dezembro, por exemplo. Para a Copa, o acompanhamento é para o futuro. Guaranys afirmou que a agência acompanhará quinzenalmente os dados e que, se houver abusos, os órgãos de defesa do consumidor e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) poderão agir.

Abertura e final. A Anac informou que serão ofertados 20.004 novos assentos em voos para Viracopos (Campinas) e Guarulhos (São Paulo) nos dias 11 a 13 de junho. O período busca adequar a demanda para o jogo de abertura da Copa, que ocorrerá na capital paulista.

Para Brasília, onde o Brasil joga contra a seleção de Camarões, serão ofertados 15.155 novos assentos entre 11 e 14 de junho. Para a final da Copa, no Rio de Janeiro, serão ofertados 25.000 novos assentos entre 12 e 14 de julho para os aeroportos do Galeão e Santos Dumont.

Buenos Aires. O trecho do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, até Ezeiza, em Buenos Aires, terá 262 novos voos no período da Copa do Mundo de 2014. O trecho de Brasília até Guarulhos, em São Paulo, terá 288 novos voos. De Fortaleza até Guarulhos serão 205. Do Santos Dumont, no Rio de Janeiro, até Viracopos, em São Paulo, são 284 novos. Do Galeão até Aeroparque, também em Buenos Aires, são 242. Entre Natal e Guarulhos, serão 105 novos voos. De Recife até Guarulhos, 59.

Guaranys ponderou que esses números se referem às autorizações da agência e que ainda precisam ser avaliados pelas empresas. “Como são muitos pedidos e muitos voos, as empresas ainda precisam avaliar. Esses números ainda são sujeitos a alteração”, afirmou Guaranys. Ele disse ainda que as empresas que concordarem com as autorizações da agência podem comercializar os voos a partir de amanhã.

Bradesco negocia compra do Santander Brasil, afirma jornal “O Globo”

Reportagem deste domingo do jornal O Globo informa que o maior negócio dos últimos anos pode estar sendo finalizado. Trata-se da compra das operações do Santander, no Brasil, pelo Bradesco. Uma operação que, se confirmada, fará do banco da Cidade de Deus, comandado por Luiz Carlos Trabuco, a maior instituição financeira do País, à frente do Itaú Unibanco e também do Banco do Brasil.

Como todos os bancos espanhóis, o Santander enfrenta problemas na matriz e busca recursos para se capitalizar. Recentemente, o Bankia foi estatizado e recebeu aportes de 19 bilhões de euros do governo espanhol. Em crise fiscal, o governo do premiê Mariano Rajoy quer forçar os próprios bancos a ampliar seus limites de capitalização, diante da alta inadimplência no setor imobiliário. De acordo com a imprensa espanhola, os dois gigantes do País, Santander e BBVA, não estão imunes à crise.

Segundo O Globo, para o banco espanhol, que já se desfez de operações no Chile e na Colômbia, vender seus ativos no Brasil passou a ser “imperativo” em razão do agravamento da crise bancária na Espanha, que tem exigido novos aportes de capital para fazer frente ao aumento da inadimplência. O jornal procurou representantes do Bradesco, que não quiseram se manifestar. A publicação diz ainda que não foi possível encontrar ninguém junto ao Santander.

Pelos números de março, Bradesco e Santander, juntos, somariam R$ 1,2 trilhão em ativos e R$ 108,4 bilhões em patrimônio líquido, contra R$ 896,8 bilhões e R$ 72,5 bilhões, respectivamente, do Itaú Unibanco. Já o BB fechou seu balanço no primeiro trimestre com R$ 1 trilhão em ativos e R$ 60 bilhões de patrimônio líquido.

 Via http://www.jornalagora.com.br

Venda de moto bate recorde no Nordeste

O mercado nordestino tem sido o principal patrocinador dos resultados positivos do mercado de motocicletas. Em dezembro passado, as vendas de motos no Nordeste bateram recorde: 40,64% de participação no total de vendas no Brasil, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A evolução da região tem sido consistente. Em 2003, por exemplo, apenas 25,90% das vendas de veículos duas rodas no País vinham do Nordeste.

O crescimento consistente tem a ver com a demanda reprimida e com o aumento da renda média na região. O parcelamento da compra e o valor de uma moto é um facilitador para quem sonha ter o primeiro veículo. Segundo simulação feita pelo iG no site do Consórcio Honda, quem mora na Bahia pode ter uma CG 150 (modelo Titan ESD), a mais vendida no País em 2013, com o pagamento de 72 cotas de R$ 146,97. Uma Honda Biz 100KS sai por menos: 72 parcelas de R$ 96,32.

Mas a expansão do mercado nordestino, que tem sido um alívio para as fabricantes – as vendas totais de motos em 2013 tiveram uma retração de 7,44% – pode estar com os dias contados. Embora oconsórcio seja responsável por 40% das compras de motocicletas no Nordeste, o aperto no crédito que tem alimentado a boa fase das concessionárias pode interromper a trajetória de crescimento. A mesma restrição do crédito que já acertou em cheio o mercado de automóveis e o setor de motocicletas no Sudeste pode estar começando a chegar por lá.

A terceira maior cidade do estado da Bahia, Vitória da Conquista, tem cerca de 330 mil habitantes e fica a seis horas da capital, Salvador. Lá o mercado já dá pistas de que vai começar a esfriar, segundo Victor Vinícius Boaventura Oliveira Almeida, gerente administrativo da Rodaleve Motors, concessionária do sudoeste baiano.

“Nos anos anteriores o crescimento foi bem maior que em 2013. Possivelmente terminamos 2013 com uma redução de 10% nas vendas frente a 2012”, diz o gerente.

Mesmo contando com o braço forte do maior consórcio do País, o Consórcio Nacional Honda, a limitação de crédito já está estrangulando o comércio local. “Houve uma época em que o banco financiava 100% da moto. Desde que as exigências começaram a aumentar viemos nos mantendo, mas esse ano o mercado pesou.” Lá, Almeida vende, em média, 100 motocicletas por mês – dessas, entre 50 e 70 saem por consórcio.

Efeito mototáxi

Almeida considera as vendas tímidas. Principalmente se considerar outra lojas da rede como a unidade de Feira de Santana que, com o dobro de habitantes, vende quase três vezes mais. Lá, a vantagem está no mototaxi. “Seria formidável se os mototáxis fossem permitidos aqui em Conquista também, mas a prefeitura é bem inflexível.” A prova do efeito mototaxi fica bem clara em Guanambi, onde mesmo com 84 mil habitantes, o volume de venda é semelhante ao de Vitória da Conquista, onde a população é quatro vezes maior.

No entanto, pode haver um revés em vender tanto para os mototaxistas. Tadeu Vasconcelos, gerente comercial de duas concessionárias Yamaha na Paraíba, conta que esse é o público com mais dificuldades em manter as contas em dia. “Eles se endividam, não conseguem mais tomar crédito, param de pagar a moto e ainda ficam sem poder de renovação do veículo”, diz.

Em outras palavras, há uma frota começando a envelhecer nas ruas paraibanas, sem a previsão de reposição. “O mercado está um pouco saturado.”

Expansão do público

Também têm a chegada das mulheres neste mercado. Na Motosul, em Teixeira de Freitas, na Bahia, o gerente comercial Ademilson Vilas Boas diz ver uma avalanche de mulheres em busca das motos de baixa cilindrada. Elas ainda não representam a maior parte das vendas, mas a aceleração é crescente.

Mesmo com essa característica, lá a restrição de crédito também começa a apertar o mercado. No entanto, Vilas Boas também vê alguma saturação nas ruas. “Para se ter ideia, em agosto do ano passado, que foi um mês ruim, vendemos o mesmo número de motos que em 1994, durante todo o ano”, diz. “As vendas já subiram demais. É difícil continuar nesse ritmo.”

Zona rural

A escolha do nordestino pela moto tem uma outra justa razão: boa parte desses veículos tem como destino a zona rural. Na roça, os cavalos foram e têm sido trocados por motocicletas.

Vasconcelos coordena duas lojas da Yamaha – uma em Mamanguape e outra em Guarabira, cidades com 42 mil e 56 mil habitantes, respectivamente. Ele destaca que ao contrário dos mototaxistas, os clientes da zona rural – que representam 70% do total – tendem a ser adimplentes e renovam mais frequentemente suas frotas.

Mesmo com essa experiência positiva com seus clientes rurais, o gerente já enxerga um mercado mais retraído na região. “Outros colegas de outras cidades aqui no entorno, estão sentindo uma redução de 25% a 30% nas vendas no ano passado.” Em 2013, a unidade de Guarabira, exemplo, vendeu em média 35 motos por mês, mas Vasconcelos vê potencial para 15 motos por mês.

Mercado mais democrático

Na avaliação do presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção, é justamente essa opção rural que fortalece o mercado do Norte, Nordeste e, no futuro, do Centro-Oeste. “Hoje a moto substitui a tração animal”, explica.

O avanço na renda média do cidadão também faz toda a diferença. A própria Honda entende que esse é um dos principais fatores de impulsão do consumo “Clientes que até então não tinham acesso a veículos motorizados passaram a ter condição de adquirir sua primeira motocicleta”, afirma Alexandre Cury, gerente geral Comercial da Moto Honda da Amazônia.

A motocicleta acaba sendo a primeira aquisição de algum bem de maior valor. “Uma moto de baixa cilindrada custa entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. Com esse dinheiro, você consegue um carro antigo e deteriorado”, afirma. “No ano passado, o preço médio de uma moto foi de R$ 7,4 mil e de um carro foi R$ 37,9 mil. A diferença é enorme”, diz Cury.

No entanto, Assumpção pondera que esse processo de migração de classe já fez seu maior movimento. Daqui para frente, o crescimento tenderá a ser incremental. “Com os juros crescentes, o mercado fica comprometido por que o dinheiro acaba direcionado às prioridades.”

A Honda, no entanto, não vê o movimento como um boom, mas sim como um “amadurecimento” do mercado. “Trata-se de um mercado com grande potencial. As boas vendas nessas regiões devem perdurar. Além disso, a mudança do cenário do ambiente rural, com a substituição dos tradicionais animais de transporte por motocicletas também seguirá contribuindo para as vendas”, aponta Assumpção.

A alta de juros deverá levar ainda mais clientes para as cartas de consórcio, principalmente no Centro-Oeste. “Lá o grande negócio são os grãos. O agronegócio tem dado sustentação ao Brasil neste mercado”, afirma.

(Bárbara Ladeia, IG)

Porque a “família” Globo quer que o salário-mínimo pare de subir

O incansável Altamiro Borges já mostrou – como antes havia feito o Miguel do Rosário – que na lista de bilionários brasileiros, os três maninhos Marinho, somados são a maior fortuna do Brasil.

Borges fiou-se na matéria publicada no El País sobre “Quem e quantos são os ricos na América Latina?” 

Mas há algo no texto que ainda não foi devidamente tratado.

Diz o jornal espanhol que os pesquisadores Facundo Alvaredo, Anthony Atkinson, Thomas Piketty e Emmanuel Saez, da escola de Economia de Paris,  estão elaborando um banco de dados mundial sobre quantos rendimentos acumula o 1% mais rico sobre a renda nacional, inclusive de capital.

Da América Latina, eles concluíram o levantamento apenas em dois países: Argentina e Colômbia, onde o um por cento mais abonado fica, respectivamente, com 16,7 e 20,4% de toda a riqueza.

E no resto do mundo?

“A Austrália, 9,1%; o Canadá, 12,2%; a Dinamarca, 6,4%; a Finlândia, 7,6%; a França, 8%; A Alemanha, 12,7%; a Índia, 8,9%; a Indonésia, 8,4%; a Irlanda, 10,5%; a Itália, 9,3%; o Japão, 9,5%; a Malásia, 9,3%; as ilhas Maurício, 7%; a Holanda, 6,3%; a Nova Zelândia, 7,3%; a Noruega, 7,9%; Portugal, 9,7%; Cingapura, 13,8%; a África do Sul, 16,6%; a Espanha, 8,2%; a Suíça, 10,5%; a Suécia, 7%; o Reino Unido, 12,5%; os EUA; 19,3%; e a China, 5,8%.

Isto é, dos países analisados, a Colômbia é o de maior concentração dos rendimentos, seguido por EUA e Argentina.”

Bem, eles ainda não deram os números do Brasil, mas essa conta já foi feita por aqui.

O 1% mais rico dos brasileiros, segundo o IBGE fica com 12,9% da renda nacional. E os 10% mais pobres com apenas 1,1%.

Mas ocorre que a renda dos mais pobres, com a indexação do salário mínimo à correção inflacionária mais a taxa de crescimento econômico tem um enorme poder.

Veja o que aconteceu em 2012 em relação a 2011, justamente quando o aumento do salário mínimo incorporou o salto do PIB (7,5%) de 2010:

 

Entendeu porque é tão ruim a “indexação” do salário mínimo, ao ponto de que a condenam a GloboAécio Neves e Eduardo Campos?

À cega classe dominante brasileira não importa apenas ficar mais rica. É preciso que o povo não fique também, porque o que o povo estiver ganhando do bolo não irá para seu bolso.

E bolso de rico tem mais fome que bucho de pobre.

Enquanto a mídia chora, os gringos enchem as burras no Brasil

O Brasil está em crise, certo?

A inflação vai subir, o consumo vai subir, a inadimplência disparar, o emprego estagnar, etc, etc…

Outro dia a gente mostrou “tolinhos” como a BMW se animavam a investir aqui, recorda?

Aí, hoje, no UOL, descobrimos que tem muito mais gente boba que acha que tem que fazer o mesmo nas grandes redes de comércio mundial.

“Brasil bate recordes mundiais de venda de McDonald’s, Outback e Hooters”

Mas então não estão sufocadas pela queda de consumo, pela baixa produtividade do trabalhador e pela asfixiante carga tributária?

Coisa nenhuma.

A loja de junk food do Mac Donald num shopping do Itaquera, é a que mais vende em toda a América Latina.

E eles vendem muito para a classe média baixa da Zona Leste como vendem para os afluentes da Zona Sul.

A Hooters – que eu torço para tomar diversas tundas na Justiça do Trabalho pela exploração abjeta que faz de suas garçonetes - teve na filiar da Vila Olímpia a terceira unidade da rede que mais faturou no mundo, fora os restaurantes dos Estados Unidos.

Os churrascos do Outback  deram à empresa um crescimento de  20% em relação a 2012.

E o UOL ainda apresenta outra matéria dizendo que marcas famosas, que estiveram no Brasil e desistiram, em outros tempos, como a Sears,estão de malas prontas para voltar aos trópicos.

Imaginem se não estivéssemos na crise que os nossos jornais descrevem, não é?

Mas a recessão está feia: imagine que foram precisos longos 90 minutos para venderem 36 mil ingressos das cadeiras e arquibancadas do carnaval, a R$ 200 de preço mínimo.

Como diz o Paulo Henrique Amorim, que  horror!

Via http://tijolaco.com.br

Depois dos BRICs, economista que cunhou o termo diz que os MINTs são a bola da vez no mundo

Publicado originalmente na BBC Brasil.

 

Em 2001, o mundo começou a falar dos Brics – Brasil, Rússia, Índia e China (posteriormente com a inclusão da África do Sul) – as potências emergentes na economia mundial. O termo foi cunhado pelo economista Jim O’Neill.

Após a recente desaceleração dos Brics, O’Neill identificou outros quatro países – México, Indonésia, Nigéria e Turquia – que, segundo ele, também podem se tornar gigantes econômicos nas próximas décadas.

No texto abaixo, para a BBC, ele explica o novo grupo, que batizou de Mint (“menta” em inglês).

O que esses países Mint têm de tão especial? E por que só esses quatro países?

Um amigo que acompanha a trajetória dos Brics observou – com algum sarcasmo – que estes países são mais “frescos” do que os Brics. O que eles têm em comum, além de serem países com grandes populações, é que por pelo menos por 20 anos eles terão ótima demografia “interna” – em todos estes países haverá um aumento no número de pessoas capazes de trabalhar, em relação a aquelas que não trabalham.

Este é o desejo de muitos países desenvolvidos, e também de dois dos Brics: China e Rússia. Então, se México, Indonésia, Nigéria e Turquia conseguirem se organizar, alguns poderão atingir o padrão chinês de crescimento econômico de dois dígitos, registrado entre 2003 e 2008.

Outro fator em comum de três destes países, segundo me relatou o ministro mexicano das Relações Exteriores, José Antonio Meade Kuribreña, é a posição geográfica vantajosa em relação aos padrões do comércio mundial.

Por exemplo, o México fica ao lado dos Estados Unidos, mas também na América Latina. A Indonésia está no coração do Sudeste Asiático, mas também possui fortes relações com a China.

E como todos sabemos, a Turquia está no Ocidente e no Oriente. A Nigéria não segue este padrão por ora, em parte devido à falta de desenvolvimento na África, mas isso poderia mudar no futuro, se muitos países africanos pararem de brigar entre si e começarem a negociar comercialmente.

Isso pode ser a base para os países do Mint desenvolverem um clube econômico e político, assim como fizeram os Brics – uma das maiores surpresas no fenômeno dos Brics, para mim. Eu já consigo até sentir o “cheiro” de um clube dos Mints.

O que também percebi, ao falar com Meade Kuribreña, é que a criação da sigla Mint poderia pressionar para que a Nigéria seja incluída no G20 – como os demais países do grupo.

Esse é um assunto que a carismática ministra da Economia da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, gosta.

 

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“Nós sabemos que nossa hora vai vir”, diz ela. “Nós achamos que eles estão perdendo algo por não nos incluir.”

Meade Kuribreña chega a dizer que, como um grupo de países, os Mints têm mais em comum do que os Brics. Eu já não tenho a mesma certeza, mas é uma ideia interessante.

Economicamente, três deles – México, Indonésia e Nigéria – são grandes produtores de commodities (apenas a Turquia não é). Isso contrasta com os Brics, onde o Brasil e a Rússia são produtores de commodities, mas China e Índia não.

Em termos de riqueza, México e Turquia estão no mesmo patamar, com renda per capita anual de US$ 10 mil. Isso é superior aos US$ 3,5 mil da Indonésia e US$ 1,5 mil da Nigéria – que está no mesmo nível da Índia.

Todos estão abaixo da Rússia (US$ 14 mil) e do Brasil (US$ 11,3 mil), mas ainda assim na frente da China (US$ 6 mil).

Expectativas e realidade

Uma grande questão que me intrigou ao visitar estes países em um especial para a BBC foi: como é o dia a dia real nestes países, comparado com as minhas expectativas e com a opinião consensual?

Quando as expectativas são baixas – como acontece geralmente com a Nigéria, por exemplo (apesar de a visão de investidores na África ser diferente) – é fácil ser surpreendido positivamente.

Mas o oposto também é verdade – e isso pode ser um problema no México, um país sobre o qual os investidores estão bastante animados.

Eu voltei de minhas viagens pensando que não será tão difícil para Nigéria e Turquia surpreender as pessoas positivamente, já que se coloca muita ênfase nos conhecidos pontos negativos – crime e corrupção na Nigéria e governo extremamente incisivo na Turquia.

Sobre a Indonésia, eu tenho menos certezas. Os desafios do país são grandes como eu imaginava, e eu não vi muitas coisas que me dessem a impressão “Uau!”. O país precisa ter um sentido comercial além das commodities, e precisa melhorar a sua infra-estrutura.

Na Turquia, visitas a empresas como Beko (fabricante de eletrodomésticos) e Turkish Airlines, a companhia aérea que mais cresce no mundo, definitivamente me fizeram exclamar “Uau!”. Na Nigéria, eu tive essa sensação o tempo todo.

A criatividade nigeriana é contagiante, pelo menos para mim, e eu voltei cheio de entusiasmo com diversos investimentos pessoais que pretendo seguir.

No México, eu estava preparado para me decepcionar, já que as expectativas são muito altas, mas o presidente jovem e seus colegas de gabinete também joviais estão cheios de determinação para mudar o país.

Se você acha que a ex-premiê britânica Margaret Thatcher simbolizava reformas profundas, estes caras fazem ela parecer um gatinho. Eles estão reformando tudo – de educação, energia e política fiscal à própria instituição do governo.

E os desafios que geralmente assustam as pessoas? A corrupção é um tópico comum nos quatro países, e eu tive diversas discussões interessantes em cada um dos lugares.

Lagos, na Nigéria

Na Nigéria, o diretor do Banco Central, Lamido Sanusi, argumentou que corrupção raramente evita o desenvolvimento econômico – e que o crescimento da economia, acompanhado de melhoras na educação, vai levar a melhor governança e mais transparência.

Estas ideias são importantes de serem ouvidas, como alternativa às formas geralmente simplistas que temos no Ocidente de encarar os fatos. Para muitas pessoas de credibilidade nos países Mint, a corrupção é consequência de um passado fraco, mas não a causa de um futuro fraco – e certamente não é o desafio número um.

Ela está no fim de uma lista que inclui custos de energia, a disponibilidade de energia e, é claro, infra-estrutura.

Resolver a política energética era a maior prioridade no México e na Nigéria, e ambos os países lançaram grandes iniciativas que – se forem mesmo implementadas – vão acelerar os índices de crescimento de forma significativa.

Eis uma estatística impressionante. Cerca de 170 milhões de pessoas na Nigéria dividem a mesma quantidade de energia que é consumida por 1,5 milhão de pessoas na Grã-Bretanha. Quase todas as indústrias precisam gerar a própria energia. Os custos são enormes.

“Você consegue imaginar, ou consegue acreditar, que esse país está crescendo 7% sem energia? É uma piada”, diz Akiko Dangote, o homem mais rico da África.

Ele tem razão. Eu imagino que a Nigéria poderia crescer de 10% a 12% se resolvesse só esse problema. Isso faria o tamanho da economia duplicar em seis ou sete anos.

Na Indonésia, o quarto maior país do mundo, eu diria que liderança e infra-estrutura são os maiores desafios, apesar de haver muitos outros. Mas desafios e oportunidades estão geralmente lado a lado.

Em uma das favelas de Jacarta, a Pluit, a terra está afundando 20 centímetros por ano por causa do uso excessivo de água. Mas em outros cantos da cidade, o preço dos imóveis está disparando.

Eu falei com um homem que está contruindo a primeira loja de móveis Ikea do país, e ele acredita que um terço da população de 28 milhões da grande Jacarta (a terceira maior aglomeração urbana do mundo) teria renda para consumir na sua loja.

“Nós simplesmente temos certeza de que vai dar certo”, diz ele.

Na Turquia, a combinação de política e fé muçulmana com algum desejo de fazer as coisas de forma mais ocidental é um desafio singular. Alguns podem argumentar que os mesmos desafios existem na Indonésia, mas eu voltei de lá pensando que não é o mesmo caso. Em Jacarta, a forma ocidental de fazer as coisas já parece ter sido assimilada – ao contrário da Turquia.

E então: os Mints podem se juntar às dez maiores economias do mundo, com Estados Unidos, China, resto dos Brics e talvez Japão? Eu acho que sim, apesar de que isso ainda pode levar 30 anos.

Espero poder voltar para cada um deles com mais frequência, agora que estou ajudando a colocá-los no mapa, assim como aconteceu com os Brics há 12 anos.

Chegada da Rede Big Ben acirra mercado de farmácias em Fortaleza

O mercado de farmácia deve ficar mais competitivo nos próximos meses com a recente chegada da rede paraense Big Ben a Fortaleza e a previsão para inauguração de mais 10 lojas do grupo ainda neste ano, além das cinco já inauguradas – sendo quatro em novembro de 2013. Segundo informações apuradas pelo O POVO, a rede deve seguir o modelo implantado em outras filiais e instalar na cidade lojas com produtos diversificados, como perfumes, brinquedos, joalheria e eletrônicos, dentre outros.

Apesar da estratégia agressiva, a rede tem pela frente as Farmácias Pague Menos, líder do segmento no Estado. Além de ser a primeira rede varejista atuando nos 26 estados e no Distrito Federal, a Pague Menos conta com mais de 650 lojas e atua em 240 municípios, sendo 114 lojas só em Fortaleza e Região Metropolitana.

“Com a presença de grandes farmácias e ainda por cima com a chegada de grupos de outros estados, fica vez mais difícil para as de pequeno ou médio porte se sustentar no mercado. A saída encontrada é a formação de redes”, afirma Janne Costa, empresária e vice-presidente da Superfarma, que conta com 30 lojas na capital e Região Metropolitana.

“As vantagens (das grandes redes) vão desde o aumento do poder de barganha para negociação de descontos com os laboratórios até o fornecimento de material de divulgação padronizado para todas as lojas”, enumera. “As farmácias estão buscando vender outros produtos e oferecer serviços bancários para pagamento de contas porque está cada vez está mais difícil se manter no negócio vendendo só remédio” conclui.

O Conselho Regional de Farmácia do Ceará (CRF-CE) estima que Fortaleza possua 579 farmácias e drogarias regulares. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é de que haja uma farmácia para cada 10 mil habitantes.

Segundo dados do instituto IMS Health, empresa que audita o mercado farmacêutico mundial, o Brasil é o quarto mercado consumidor de medicamentos, atrás apenas dos Estados Unidos, Japão e Alemanha, com uma proporção de 3,82 farmácias para cada 10 mil habitantes. São 72,7 mil farmácias e drogarias, o que coloca o país no topo em comparação ao número de farmácias no planeta, de acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF). Em Fortaleza, a proporção é de 2,36 farmácias por 10 mil habitantes com bases em dados do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Sobre a venda de outros produtos não relacionados à medicamentos, a assessoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) informou por nota que desde 2010, cerca de 60 mil drogarias no país conseguiram autorização judicial que as desobrigam a cumprir a resolução 44/2009, que proíbe a venda de produtos alheios à saúde, como comida e produtos de conveniência. A fiscalização do cumprimento da regulamentação cabe às vigilâncias sanitárias locais.

“Questionamentos sobre o que pode ou não pode ser comercializado em farmácias já existe há muitos anos. O fato de cada unidade federativa ter sua própria legislação e a dinâmica de mercado, como a venda ou fusão de grupos econômicos, implicam na atuação das farmácias e drogarias”, afirma Luciana Irineu, secretária-geral do CRF-CE. 

Dicionário

Farmácia - estabelecimento de manipulação de fórmulas, comércio de medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, compreendendo o de atendimento privativo de unidade hospitalar.

Drogaria - estabelecimento de fornecimento e comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais.

Drugstore - estabelecimento que comercializa diversas mercadorias, com ênfase nas de primeira necessidade, como alimentos, produtos de higiene e limpeza e apetrechos domésticos, podendo funcionar em qualquer período do dia e da noite, inclusive domingos e feriados. 

SERVIÇO 

Canais de denúncias do Conselho Regional de Farmácia

Site: http://bit.ly/1givVmi

Telefone: 3272.2755

(Flávia Oliveira, O Povo)

Estudo do IBGE define limites entre 113 dos 184 municípios do Ceará

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) concluíram mais uma etapa  do “Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas do Estado do Ceará” com o  georreferenciamento dos municípios localizados no Sertão Central, Região do Inhamuns, dos municípios de Tianguá e Sobral, além dos localizados no Litoral Oeste do Estado. Com essa etapa, 113 dos 184 municípios cearenses estão com a suas áreas georreferenciadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esperamos entregar o trabalho completo à Assembleia Legislativa do Ceará até o fim deste semestre”, explica Francisco José Lopes, chefe da unidade do IBGE no Ceará. Segundo ele, com a finalização do Atlas, os novos limites serão reconhecidos e transformados em lei pela Assembleia Legislativa. “A maioria dos municípios do Ceará deverão fazer pequenos ajustes nos seus limites, que serão resultado de acordos entre os administradores desses municípios”, explica.

O projeto “Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas do Estado do Ceará” objetiva a elaboração de uma nova legislação para os limites municipais com o georreferenciamento dos elementos cartográficos e, consequentemente, com a atualização cartográfica, para substituir a citação de elementos não mais existentes no terreno. Pretende, também, definir onde começa e termina o município, a fim de determinar, com precisão, os limites que permitam uma melhor administração municipal, respeitando a cidadania e a identidade histórico-cultural.

Problemas
O estudo mostra problemas da não revisão da legislação que rege os limites municipais, a sua maioria datada de 1951, que resulta na indefinição dos limites, no surgimento de áreas de litígios, administração em área legal pertencente a outro município, distorção da arrecadação de impostos, eleitores cadastrados fora da zona eleitoral, imprecisão nos cálculos de Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de distorções de dados estatísticos.

O chefe da unidade do IBGE, no Ceará , ressalta que as indefinições acerca dos limites territoriais causam problemas para os administradores, prefeitos e para os órgãos técnicos, uma vez que “municípios que administram fora de suas fronteiras efetuam despesas e não recebem os devidos recursos”.

Para o presidente da Comissão de Criação de Novos Municípios e Estudos de Limites e Divisas da Assembleia Legislativa,  Luis Carlos Mourão, a dimensão exata do município é também crucial para a definição dos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) recebidos pelas prefeituras. “Os municípios de Tejuçuoca e Barreiras são exemplos. A partir dos estudos eles tiveram a cota do FPM elevada em R$ 150 mil e R$ 120 mil mensais, respectivamente”, diz.

(Verônica Prado, G1 CE)

Estudo indica que Neymar “vale” sete vezes menos que Gisele Bündchen

Se Gisele Bündchen fosse cotada como uma empresa com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange), estaria avaliada entre US$250 milhões(R$530 milhões) e US$450 milhões (R$954 milhões). O cálculo foi feito pelo economista americano Freud Fuld exclusivamente para a Forbes Brasil.

Fazendo uma conta considerando seus supostos ativos financeiros menos os passivos, Gisele seria como uma “blue chip”, termo que indica as ações de alta capitalização, geralmente as líderes de mercado.

Pode-se dizer que Gisele, uma das 100 mulheres mais poderosas do mundo de acordo com a lista Forbes, equivale a quatro vezes o jogador Neymar, mas pode valer até sete vezes o atacante, que foi comprado pelo Barcelona por cerca de R$140 milhões.

Fred Fuld foi o criador do Gisele Bündchen Index, conhecido como Índice Gisele Bündchen, que desde 2007 compara as empresas representadas pela top brasileira com a Bolsa de Nova York.

Modelo é casada com o jogador de futebol americano
Enquanto Gisele continua casada com o jogador de futebol americano Tom Brady há quase cinco anos, com quem tem dois filhos, Benjamim e Vivian, o relacionamento de Neymar com a atriz Bruna Marquezine parece ter chegado ao fim. Os dois passaram o Réveillon separados, e ele foi visto em uma boate na hora da virada.

(Diário do Nordeste)

Clientes do Itaú relatam cobrança em dobro nas compras de débito

Correntistas do Banco Itaú afirmaram nesta terça-feira (31) que a empresa cobrou em dobro compras feitas com o cartão de débito. Durante todo o dia, centenas de reclamações foram feitas nas redes sociais de clientes que, ao checarem o extrato de suas contas correntes, descobriram que as compras feitas no cartão de débito dos últimos seis dias foram cobradas duas vezes do saldo.

G1 tentou entrar em contato telefônico e por correio eletrônico com a assessoria de imprensa do Itaú na noite desta terça, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), uma atendente informou, na noite desta terça, que uma “inconsistência em sistema” fez com que a maioria dos clientes recebesse cobrança duplicada de compras feitas entre a última sexta-feira (27) e esta terça. Ainda de acordo com a atendente, desde a tarde desta terça a equipe do banco já estava trabalhando para resolver o problema, e o prazo para que o dinheiro fosse devolvido aos correntistas é até as 23h59 desta terça.

Saldo negativo
No site Reclame Aqui, onde consumidores registram problemas com serviços, pelo menos 46 usuários de diversas cidades do Brasil publicaram nesta terça reclamações sobre cobranças duplicadas em suas contas. Em alguns casos, os correntistas relataram que o débito indevido os deixou com saldo negativo.

Pelo Facebook, dezenas de clientes também buscaram a página oficial do banco para registrar sua reclamação. Uma correntista recebeu, como resposta pela rede social, que o reprocessamento da cobrança ocorreria nesta madrugada.

De acordo com as informações fornecidas pelo SAC do Itaú, os clientes que ficarem com o saldo negativo e receberem cobrança de juros por causa da falha poderão entrar em contato e abrir um protocolo para que o banco forneça o reembolso dos juros. O telefone do SAC é 0800-728-0728.

(G1 SP)

Mercado bilionário da fé avança com novos produtos e serviços

Bárbara Ladeia, IG

De bíblias à prova d’água ou com capa com estampa de animal, passando por agências de viagens, pelo mercado da moda e da música, as vendas de produtos cristãos estão longe da acanhada taxa de crescimento da economia do Brasil. As estatísticas ainda são escassas, mas empresários do setor contam que o segmento vive uma fase favorável.

No último levantamento publicado sobre o setor, em janeiro de 2013, o professor de ciências do comportamento da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Mário René, chegou a cifras relevantes. Segundo a pesquisa, o mercado da fé movimenta R$ 12 bilhões por ano entre shows, eventos, produtos, entre outros.

“As compras de produtos relacionados à religião são totalmente impulsivas e emocionais” , diz o pesquisador. “Esse mercado é pouco estudado e muito pouco monitorado, então diversas informações escapam pelos dedos. “

Entretenimento

Com crescimento de 60% no número de evangélicos nos últimos dez anos, está cada vez mais lucrativo trabalhar para esse público. É apostando no cenário de crescimento do público evangélico que Leo Ganem, ex-presidente da Geo Eventos, das Organizações Globo, comemora o segundo mês da Um Entretenimento. “Quando abrimos a empresa, queríamos dar foco mas tínhamos receio de trabalhar exclusivamente com esse público, mas estamos tão felizes com o resultado que alcançamos que vejo poucas possibilidades de trabalho fora do mercado gospel”, afirma.

Ganem está à frente da Expo-cristã, evento marcado para novembro deste ano. A ideia é receber em São Paulo 120 mil pessoas, devolvendo a popularidade e o prestígio ao evento, que corria o risco de ser engolido pela Feira Internacional Cristã (FIC), produzido pela Geo Eventos, empresa que deverá encerrar as atividades em 2013. Entre os patrocinadores, nada menos que Bradesco e Mapfre Seguros. “Já sabendo que a Geo seria fechada, saí de lá e negociei um acordo de compra da marca para dar continuidade a esse trabalho.”

O executivo não é evangélico e hoje trabalha principalmente com feiras e gestão de talentos. Já conquistou a produção do Renascer Praise, além dos cantores Eli Soares e Hadassah Perez, dois expoentes da música jovem gospel, um na linha pop e a segunda na linha eletrônica.

Entre os eventos, Ganem planeja um festival de música. “O evangélico usa a música como principal meio de comunicação. Estamos buscando eventos para colocar nossos artistas na vitrine”, comenta. Para completar, o crescimento de evangélicos nos classes A e B, segundo o executivo, deve também elevar o tíquete médio de investimento em produtos evangélicos. “Eles já consomem muito livros e músicas. Dificilmente abraçam o produto pirata, o que ajuda muito.”

Viagens de fé

Leva entre dois e três meses para um cliente decidir pela compra de um pacote de viagens – o investimento é alto e exige um chamado divino. Até a assinatura dos contratos, a vendedora de pacotes de viagens Fernanda Ariana de Almeida Alves procura manter contato. “Eu chamo os clientes pelo nome, mando e-mail com mensagens bíblicas. Eles querem ser bem tratados”, diz. “Vou alimentando esse sonho deles com a Terra Santa. Não tem trabalho mais abençoado que viabilizar esse sonho.”

Bárbara Ladeia

Fernanda, na Terra Santa Viagens: “Você imagina a emoção de ir aos mesmos lugares que estão na Bíblia? É indescritível”

É com esse nível de profissionalismo na sedução do cliente que opera a agência da Terra Santa Viagens, localizada na Galeria Conde de Sarzedas, no Centro de São Paulo, na rua de mesmo nome – apelidada de “Rua dos Crentes” e “Crentolândia” por alguns dos frequentadores. A agência é uma das operações da Terra Santa Operadora de Israel, empresa de turismo com foco religioso.

Os destinos são diversos: de Israel até um roteiro pelas Igrejas do Apocalipse e na Grécia. Fernanda vende pouco menos de 500 pacotes por mês. A cada viagem que fecham para Israel, por exemplo, levam entre 30 e 40 pessoas. “Nós temos muita concorrência, por isso não chegamos a tantas pessoas”, diz. Um dos principais canais de venda está nas mãos dos líderes religiosos – que são atendidos com um carinho especial pela loja.

Anualmente, 20 pastores ganham a oportunidade de fazer o roteiro em Israel pela metade do preço. “Nós fazemos o preço de custo, conseguimos patrocínios para baratear o preço das viagens”, conta Fernanda.

Os pacotes variam de US$ 3,2 mil – nove dias em Israel – até US$ 5,4 mil, para o roteiro das Igrejas do Apocalipse. Todas as viagens são acompanhadas de um guia local e outro que sai do Brasil junto com o grupo, para evitar problemas com o idioma. Os roteiros incluem passagens por pontos turísticos, mas principalmente por lugares citados nos livros sagrados. “Você imagina a emoção de ir aos mesmos lugares que estão na Bíblia? É indescritível”, diz Fernanda.

Fernanda é da Assembleia de Deus. O dono da agência é judeu e também proprietário da Caminhos Sagrados, voltada para o público católico. “A gente sempre faz as viagens separados, eles têm muitas divergências”, diz Fernanda.

Sem misturar

A região central de São Paulo, ao menos para os negócios, é ecumênica. Quem desce a Conde de Sarzedas da rua Conselheiro Furtado na direção da baixada do Glicério, possivelmente não enxergará uma só loja com imagens de santos. São os cantores evangélicos que garantem o sucesso da barraca de Jarisson dos Santos Silva, que não é evangélico, mas vende CDs e DVDs piratas na “Rua dos Crentes”. “Não vendo nada de padre aqui, não. Não pode misturar, eles não gostam”, diz.

O maior sucesso são os discos de playback das músicas da cantora Aline Barros. “O pessoal quer cantar nas igrejas, então os playbacks acabam saindo bastante”, conta. O ambulante leva para casa pouco mais de R$ 60 por dia. “Dá para sobreviver”, fala.

Vestindo a camisa

Primeira dirigente da Igreja da Renovação Espiritual em Francisco Morato, Bete Vieira Rodrigues andava pela região à procura de um presente para uma aniversariante de sua comunidade.

Recém-mãe, a moça ganhará duas camisetas – uma simples, estampada, e uma outra branca cravejada de apliques metálicos com uma mensagem Cristã. “Eu gosto de vir aqui porque sempre tem muito mais opção de tudo”, diz. A filha, Aparecida Luciana da Silva, de 38 anos, faz companhia e divide os afazeres com a mãe, na função de secretária da igreja. “Aqui é tudo metade do preço”, comemora Luciana, que aproveitou a passagem pela galeria para comprar presentes para o cunhado e o seu pastor.

Foi a baiana Nara Keila Oliveira do Carmo, 35 anos, que atendeu a dupla. Ela trabalha há nove meses na Teddy Camisetas, também na Galeria Conde de Sarzedas. “Recebo muita gente aqui de fora de São Paulo que acaba comprando no atacado para vender nos seus Estados de origem”, conta. Frequentadora da Assembleia de Deus, Nara sempre esteve envolvida com o mercado gospel. Antes trabalhava no Recanto dos Evangélicos, a RDE, uma das lojas mais antigas do local.

Entre as camisetas, a maior loja da Conde de Sarzedas, é a Cia dos Séculos. Com modelos mais atrativos para a juventude, aproveita os trocadilhos com os temas jovens como o Facebook e até os rótulos do bourbon Jack Daniels, que há muito tempo já estampam camisetas do mundo do rock. “As vendas de 2013 as vendas foram bem melhores que as do ano anterior”, diz Karina Paz dos Santos, de 26 anos, que trabalha na loja há seis. Todas as camisetas custam R$ 20 no varejo e R$ 17,90 no atacado. “Vem muita gente de fora de São Paulo buscar, mas o melhor do movimento é sempre na sexta e no sábado”

Há 36 anos na região, a RDE é uma referência. Ana Lúcia de Carvalho, de 52 anos, é gerente da loja onde trabalha há 34 anos. “A gente não costuma contar quantas pessoas passam por aqui por dia, não. Tem dias que a gente da conta, mas tem dias que é muito mais corrido”, diz. Lá, os CDs de cantoras modernas como Bruna Karla fazem o maior sucesso. “Antigamente tinha bem menos diversidade que hoje, mas os clássicos ainda vendem muito”, conta a gerente da loja, que vende CDs de R$ 3 a R$ 19. Entre os clássicos, o preferido de Ana – e da maior parte dos clientes – é o cantor Ozéias de Paula. “Esse é o que mais vende entre os antigos.”

Textos sagrados

As bíblias e seus acessórios também chamam a atenção do público. Camila Causo, de 22 anos, é da Igreja Bíblica da Paz e há um ano e meio ajuda o pai na loja no Galeria Conde de Sarzedas. Entre os produtos mais vendidos da loja estão as capas para bíblias – em especial com as estampas “animal print”. “Essa de tigre faz o maior sucesso com as mulheres”, diz Camila.

Bárbara Ladeia

“Essa de tigre faz o maior sucesso com as mulheres”, diz Camila

Os livros administrativos também têm uma boa procura, especialmente para o público de fora de São Paulo, que também frequenta a região e faz compras por atacado. “Recebemos gente da Bahia, de Santa Catarina, do Rio de Janeiro, e de vários outros lugares.”

Camila afirma que agora, no segundo andar da galeria, já consegue faturar até R$ 8 mil reais. “Quando estávamos no terceiro andar, o movimento era muito fraco, não dava nem R$ 2 mil”, conta Camila. “Aqui é bem melhor, mas o aluguel também é mais caro, mas compensa.” O espaço onde a está a loja da família Causo custa R$ 2,5 mil ao mês – mais uma luva que, mesmo sendo ilegal, chega a R$ 40 mil.

Católicos fora do foco

Em Campo Grande (MS), o Judah Shopping Gospel vende produtos religiosos, mas o público evangélico é o que mais compra. Segundo Gerusa Maria de Oliveira, sócia-proprietária da loja, são cerca de 200 pessoas que vão pessoalmente às compras no local.

Apesar do nome, não se trata exatamente de um shopping, mas de uma única loja que vende todo o tipo de produto, como brinquedos. No entanto, Gerusa conta que as bíblias são as mais procuradas. “É de longe o produto mais vendido por aqui, seguido pelos CD”, afirma.

Desde que foi fundada, três anos atrás, a o fluxo de clientes quase triplicou. “Precisamos aumentar a quantidade de produtos e também foi necessário contratar funcionários”, explica Gerusa. Atualmente, trabalham cinco pessoas na loja – dois funcionários, Gerusa, o marido e mais um familiar que ajuda nas contas.

Não fosse pela Jornada Mundial da Juventude, que contou com a visita do Papa Francisco I no ano passado – e injetou R$ 1,2 bilhão na economia carioca –, o mercado de produtos católicos poderia ter tido um 2013 mais tímido. A Expo-Católica aproveitou a visita do líder religioso para impulsionar o número de visitantes. Foram seis dias de evento, com 500 mil pessoas. “Normalmente, recebemos umas 30 mil pessoas nos dias abertos ao público. Esse volume todo não vai voltar a acontecer”, diz Kiara Castro e Castro, da Promocat, que promove o evento.

Para Klara, o crescimento do mercado evangélico tem sido um fator de profissionalização também dos produtos católicos. “Agora que os padres e os músicos estão investindo em divulgação e no trabalho de marketing”, diz. A cura é tímida, mas de crescimento.

Bíblias em queda

Quem não tem muito o que comemorar são os fabricantes de bíblias. Segundo o maior fabricante do livro sagrado no País, a Sociedade Bíblica Brasileira (SBB), o número de unidades distribuídas em 2013 deve ser igual ao de 2012, de pouco mais de 7,4 milhões unidades – entre livros entre católicos, evangélicos e ortodoxos. No ano passado, o faturamento da empresa foi de R$ 88,8 milhões.

O secretário de Comunicação e Ação Social da Sociedade Bíblica Brasileira (SBB), Erní Seibert, estima que o País imprima hoje cerca de 12 milhões de bíblias por ano, considerando também a produção de outras editoras – o equivalente a um lvro a cada 2,.6 segundos.

No entanto, essas são apenas estimativas do executivo. Além de pouco profissionalizado, esse mercado não tem muito controle sobre o que é produzido e distribuído. “Eu tento fazer algum monitoramento, mas não adianta, essas empresas não têm esses números – e as que têm não divulgam”, afirma.

Tribunal de Contas do Ceará compra sofás de R$ 11,4 mil e gera polêmica

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

O Tribunal de Contas do Estado do Ceará(TCE) contratou o fornecimento de móveis de luxo, entre eles, um sofá de três lugares por R$ 11.400, e sofre questionamento do Ministério Público de Contas (MPC). O total da compra é de mais de R$ 1,1 milhão. As poltronas, cadeiras e sofás de design inglês são para a nova sede do Tribunal, em construção.

O preço chamou atenção do MPC, que entrou com uma ação no próprio Tribunal para anular o contrato, firmado com uma empresa das Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.

O MPC questiona a falta de concorrência para realizar as compras e alega que o Tribunal de Contas poderia ter optado por produtos similares, fabricados no Brasil, bem mais baratos. Na ação, o MPC compara, por exemplo, o preço de uma cadeira que custa R$ 2.100 a uma do mesmo tipo adquirida por outro órgão público por menos de R$ 800.

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Para o TCE, a boa qualidade dos produtos solicitados justifica os valores e não há problema no processo de compra.

“Se optou, através da análise da qualidade, da garantia dos produtos, que é de mais de cinco anos, e pela finalidade a que seriam colocados a serviço”, diz Juliana Borges, assessora do presidente do TCE.

O TCE entra em recesso e só retorna às atividades em janeiro, quando a ação do Ministério Público de Contas que pede a suspensão da compra será julgada. Na Assembleia Legislativa do Ceará, os deputados consideram o preço dos móveis abusivos.

“É uma atitude extravagante, abusiva, denotando um luxo que o Estado e o povo do Estado não podem arcar. Houve extravagância por parte do Tribunal de Contas do Ceará”, disse o deputado de oposição, Heitor Férrer (PDT).

Especificação do item Quantidade Preço unitário (R$) Valor total (R$)
Cadeira operacional 191 2.100,00 401.100,00
Cadeira de interlocutor I 78 1.395,00 108.810,00
Cadeira de interlocutor II 164 650,00 106.600,00
Cadeira de interlocutor III 9 685,00 6.165,00
Longarina II (cadeiras fixas para recepção) 2 7.285,00 14.570,00
Longarina IV 16 10.390,00 166.240,00
Poltrona II 36 2.000,00 72.00,00
Poltrona III 2 7.059,00 14.118,00
Poltrona IV 4 6.270,00 25.080,00
Poltrona V 7 4.700,00 32.900,00
Sofá executivo dois lugares II 13 7.550,00 98.150,00
Sofá executivo três lugares I 3 11.400,00 34.200,00
Sofá executivo três lugares II 3 10.200,00 30.600,00
Cadeira de interlocutor IV 4 1.234,00 4.936,00
TOTAL     1.115.469,00

 O anexo II da ata de registro de preços dos móveis que o TCE pretende receber traz os seguinte itens:

Especificação do item Quantidade Preço unitário (R$ Valor total (R$)
Mesa de reunião retangular 4 2.300,00 9.200,00
Mesa de reunião redonda I 8 1.270,00 10.160,00
Mesa de reunião redonda II 4 2.245,00 8.980,00
Mesa de centro 4 2.530,00 10.120,00
Mesa de apoio redonda 2 1.890,00 3.780,00
Mesa de apoio redonda II 10 2.360,00 23.600,00
TOTAL     65.840,00

(G1 Ceará)

Santander comprará fatia de 8% do HSBC no Banco de Xangai

HSBC: o banco, porém, afirmou que a China continua como um mercado prioritário

Londres – O Banco HSBC anunciou nesta terça-feira, 10, que concordou em vender a participação de 8% no Banco de Xangai para o Santander, da Espanha, visando focar os negócios principais na China.

O HSBC não revelou o valor da venda, mas afirmou que a holding foi avaliada em US$ 468 milhões em 30 de setembro. Já o Santander afirmou esperar que o custo total da transação chegue a € 470 milhões (US$ 644,66 milhões).

O HSBC, porém, afirmou que a China continua como um mercado prioritário. “Com um mercado tão grande e importante como a China, nossa habilidade de focar os principais negócios se torna muito mais vital”, disse o executivo-chefe do HSBC na Ásia e Pacífico, Peter Wong.

Fonte: Dow Jones Newswires.

 

Fortaleza lidera geração de riquezas no Nordeste; Salvador e Recife vem na sequência

Com concentração de sua economia no setor de serviços – intermediação financeira, comércio e administração pública – Fortaleza lidera a geração de riquezas entre as cidades nordestinas. Segundo a publicação Produto Interno Bruto dos Municípios (PIB) 2011, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Capital cearense responde por 7,56% de tudo o que é produzido na região, com PIB de aproximadamente R$ 42 bilhões. Na sequência, aparecem Salvador (R$ 38,82 bilhões e 6,99% de participação) e Recife (R$ 33,15 bilhões e 5,97%). Considerando o Estado, Fortaleza lidera a geração de riquezas, com quase 48% do PIB local no ano em questão.

Já no contexto nacional, a cidade ocupa a nona posição, sendo responsável por 1% do PIB do País. Na análise de ganhos e perdas, no período que vai de 2007 até 2011, a Capital do Ceará manteve sua participação no indicador praticamente estável, saindo de 0,9% nos dois primeiros anos para1% nos três anos seguintes.

Em relação à contribuição dos setores ao PIB, Fortaleza apresentou, em 2011, a 17ª colocação do País considerando a indústria, com esta contribuindo com 0,72% para o valor agregado desse setor à geração de riquezas no Brasil; e a sétima maior posição relacionada aos serviços, com as atividades ligadas a este setor respondendo por 1,36% do valor agregado do mesmo no Brasil. Já no cenário nordestino, Fortaleza lidera em ambos os setores.

Contribuições

“Verifica-se, assim, que o setor de serviços é o que gera maior contribuição para o cálculo do PIB de Fortaleza, enquanto que esse setor respondeu por 73,1% do indicador do Ceará em 2011, em Fortaleza, para o mesmo período, ele respondeu por 80,61% do total da capital, contra 78,62% verificado para o mesmo setor em 2010″, destaca Nicolino Trompieri Neto, Analista de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Entre as atividades que explicam esse crescimento da participação do setor de serviços no PIB municipal, completa o especialista, “está o comércio, com a construção de novos supermercados e shoppings; e alojamento e alimentação, atividades fortemente correlacionadas com o aumento do fluxo de turistas que gera um maior o faturamento nos hotéis e restaurantes”.

Outra atividade importante para o setor de serviços em Fortaleza no ano considerado pela publicação, lembra Nicolino, é a administração pública, que apresentou a sexta maior contribuição para o valor agregado da atividade no total do País e a primeira do Nordeste.

Concentração no País

A geração de renda permanece extremamente concentrada no Brasil, segundo os dados do IBGE. Apenas três municípios foram responsáveis por um quinto do PIB brasileiro em 2011, o equivalente a 20,6% de toda a geração de renda no País. São Paulo liderou o ranking, seguido por Rio de Janeiro e Brasília. Quando considerados os seis primeiros municípios da lista, figuram ainda Curitiba, Belo Horizonte e Manaus, mesmo resultado verificado em 2010. Essa ordem permanece a mesma desde 2008. Juntos, os seis municípios foram responsáveis por 25% do PIB e 13,7% da população brasileira. Segundo o órgão, todos são concentradores da atividade de serviços, com exceção de Manaus, onde há equilíbrio entre a indústria e os serviços.

ANCHIETA DANTAS JR. – Diário do Nordeste

Salário Mínimo será de R$ 724 a partir de 1º de janeiro

O Plenário do Congresso aprovou na madrugada desta quarta-feira (18) a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2014 (PLN 9/13). O valor total do Orçamento da União para 2014, nos termos do substitutivo apresentado, é de R$ 2,48 trilhões, dos quais R$ 654,7 bilhões são referentes à rolagem da dívida pública.

salário mínimo previsto para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro do ano que vem é de R$ 724. O texto aprovado prevê um crescimento do produto interno bruto (PIB) de 4% no ano que vem. A inflação prevista é de 5,30%, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A taxa de juros (Selic) média prevista é de 9,29%.

O relator-geral da proposta, deputado Miguel Corrêa (PT-MG), disse que o Orçamento de 2014 reflete um amplo entendimento dos parlamentares. O texto eleva o investimento público em R$ 900 milhões para o próximo ano e mantém despesas com pessoal. O total de investimento público previsto é de R$ 105,6 bilhões. Para garantir o salário mínimo de R$ 724, Corrêa remanejou recursos. Assim, viabilizou o aumento de R$ 1,10 em relação aos R$ 722,90 previstos na proposta enviada pelo Executivo.

Pelo relatório, o investimento do orçamento fiscal e da seguridade social sobe de R$ 74,6 bilhões, previsto na proposta original encaminhada pelo Executivo, para R$ 75,7 bilhões, um aumento de 1,4%. Corrêa lembrou que teve a menor reestimativa de receita dos últimos anos (R$ 12,1 bilhões) para poder atender a emendas.

Fundo partidário

O relator acatou a inclusão de R$ 100 milhões para o Fundo Partidário, aumento o valor previsto para 2014 para R$ 364,3 milhões. Essa é a terceira vez que parlamentares aumentam os recursos do fundo destinado aos partidos políticos. Nas leis orçamentárias de 2012 (R$ 324,7 milhões) e 2013 (R$ 332,7 milhões) o valor do Fundo Partidário foi aumentado em R$ 100 milhões.

De acordo com a legislação, a maior parte do recurso (95%) do fundo é distribuída de acordo com a proporção de cada partido na Câmara e 5% de forma igual a todos os partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral.

Com informações da Agência Câmara

Fortaleza tem o maior PIB do Nordeste e o 9º do Brasil

Fortaleza, com maior PIB do Nordeste, se destaca no cenário internacional

A geração de riqueza no Brasil continua concentrada em poucas cidades. Por outro lado, a participação das capitais no Produto Interno Bruto (PIB)

Crescimento econômico, popular no cenário internacional e um ímã para turistas. Fortaleza tem se destacado ultimamente não só pela beleza, mas pelos serviços prestados e pelo desenvolvimento local. A capital do Ceará é a nona cidade com maior Produto Interno Bruto (PIB) do país. O dado foi divulgado nesta terça-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa aponta que Fortaleza tem mais de R$ 42 bilhões de PIB a preços correntes. “Essa análise é a com base na ótica da oferta e demanda. Então, ela analisa a produção, sem o consumo”, explica o economista Alex Araújo.

Além disso, a capital cearense está a frente de Salvador e Recife, mantendo a liderança no ranking do Nordeste. Enquanto Fortaleza investe no serviço e turismo, o que fortaleza a capacidade de polarizar o crescimento econômico, as outras duas cidades citadas apostam na indústria.

RANKING PIB

O curioso é que, quando se fala em Região Metropolitana, a de Fortaleza está em terceiro lugar, atrás justamente de Salvador e Recife. “No caso da nossa região metropolitana, há concentração muito grande de atividades em Fortaleza, em relação a serviço, comércio. Nos outros estados têm mais distritos industriais. Nesse caso, peso da capital é menor, mas não significa que nossa região seja mais ativa”.

No Ceará

Em relação a PIB per capita – produto interno bruto dividido pela quantidade de habitantes –, o município de Eusébio tem o maior número do Ceará. Isso se deve ao número de empresas e produção que causam impacto no cálculo final, descartando o consumo.

“Fortaleza tem maior concentração da população e de renda, com mais gente consumindo, o que puxa a cidade para cima na economia regional. A concentração de indústria no município pode deturpar os números, a pois a concentração delas é determinante para um PIB elevado”, finaliza.

PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS NO PIB NACIONAL

Confira os 10 maiores PIBs do país em 2011
(em R$ mil, por cidade)

São Paulo           477.005.597
Rio de Janeiro    209.366.429
Brasília                164.482.129
Curitiba                58.082.416
Belo Horizonte     54.996.326
Manaus                51.025.146
Porto Alegre        45.506.017
Guarulhos (SP)   43.476.753
Fortaleza              42.010.111
Campinas (SP)    40.525.214

10 menores PIBs do país
(em R$ mil, por cidade)

Miguel Leão (PI)                                9.741
São Félix do Tocantins (TO)             9.984
São Miguel da Baixa Grande (PI)    10.268
Anhanguera (GO)                             10.436
Viçosa (RN)                                      10.452
Parari  (PB)                                       10.482
Quixabá (PB)                                    10.506
Areia de Baraúnas (PB)                   10.640
Santo Antônio dos Milagres (PI)      10.890
Amparo (PB)                                     10.929

10 maiores PIBs per capita do país
(em R$)

Presidente Kennedy (ES)                 387.136,99
Louveira (SP)                                    287.646,17
São Gonçalo do Rio Abaixo (MG)   283.298,20
Confins (MG)                                     256.466,16
Triunfo (RS)                                       227.536,90
Porto Real (RJ)                                 217.465,66
Quissamã (RJ)                                 193.740,96
São João da Barra (RJ)                   179.908,25
Anchieta (ES)                                   178.056,02
Araporã (MG)                                   167.349,26

10 menores PIBs per capita
(em R$)

Curralinho (PA)                              2.462,15
Bagre (PA)                                     2.505,10
São Vicente Ferrer (MA)               2.679,66
Cachoeira do Piriá (PA)                2.720,82
São Bento (MA)                             2.876,77
Muaná (PA)                                    2.905,81
Santo Amaro do Maranhão (MA)  2.969,33
Cururupu (MA)                               3.020,23
Anajás (PA)                                    3.039,09
Novo Triunfo (BA)                           3.047,73

Ranking das capitais por PIB per capita
(em R$)

1º Vitória/ES                  85.794,33
2º Brasília/DF                63.020,02
3º São Paulo/SP           42.152,76
4º Rio de Janeiro/RJ     32.940,23
5º Curitiba/PR                32.916,44
6º Porto Alegre/RS        32.203,11
7º Manaus/AM               27.845,71
8º Florianópolis/SC        26.749,29
9º Belo Horizonte/MG    23.053,07
10º Cuiabá/MT               22.301,79
11º Porto Velho/RO        21.784,76
12º Recife/PE                 21.434,88
13º Goiânia/GO             20.990,21
14º São Luís/MA            20.242,74
15º Campo Grande/MS 19.745,42
16º Boa Vista/RR            17.552,65
17º Fortaleza/CE            16.962,89
18º Aracaju/SE               15.913,40
19º Palmas/TO               15.878,91
20º Natal/RN                  15.129,28
21º Maceió/AL                14.572,42
22º Salvador/BA             14.411,73
23º Belém/PA                 14.027,06
24º Teresina/PI               13.866,75
25º Macapá/AP              13.821,85
26º João Pessoa/PB      13.786,44
27º Rio Branco/AC         13.120,16

(Portal G1 SP)

Novo Mapa do Turismo brasileiro contempla 67 municípios do Ceará

Do G1 CE

Região Cidades e locais
Cariri Assaré, Barbalha, Crato,
Juazeiro do Norte, Missão Velha,
Nova Olinda e Santana do Cariri
Centro Sul/Vale do Salgado Icó, Iguatu, Orós, Chapada da
Ibiapaba, Carnaubal, Guaraciaba
do Norte, Ibiapina, Ipu, São Benedito,
Tianguá, Ubajara, Viçosa do Ceará,
Fortaleza, Aquiraz e Caucaia
Litoral Extremo Oeste Acaraú, Barroquinha, Camocim,
Chaval, Cruz, Granja e Jijoca de
Jericoacoara
Litoral Leste Aracati  , Beberibe, Cascavel,
Fortim, Icapuí, Pindoretama,
Litoral Oeste, Amontada, Itapipoca,
Itarema, Paracuru, Paraipaba,
São Gonçalo do Amarante, Trairi
Serras de Aratanha e Baturité Baturité, Guaiúba, Guaramiranga,
Maranguape  , Pacatuba, Pacoti,
Palmácia, Redenção, Sertão Central,
Banabuiú, Canindé, Quixadá,
Quixeramobim
Sertão dos Inhamuns Aiuaba, Crateús, Tauá, Vale do
Acaraú, Meruoca, Sobral, Vale do
Jaguaribe, Jaguaribara, Jaguaribe,
Limoeiro do Norte, Morada Nova

O Ministério do Turismo divulgou nesta terça-feira (17) o novo Mapa Turístico Brasileiro.  A configuração traz, além de regiões consagradas pelo turismo, apostas de roteiros que devem figurar nos próximos guias de viagem e atrair um número crescente de turistas nos próximos anos. O novo mapa turístico orienta a atuação de políticas e investimentos do Ministério do Turismo pelo país. No Ceará, além dos tradicionais destinos como Jijoca de JericoacoaraAquirazBeberibeParaipaba, por exemplo, outras cidades passam a figurar no Mapa do Turismo Brasileiro. 

O Mapa do Turismo Brasileiro de 2013 traz o Ceará dividido em 12 regiões – Cariri, Centro Sul/Vale do Salgado, Chapada da Ibiapaba,Fortaleza, Litoral Extremo Oeste,  Litoral Leste, Litoral Oeste, Serra da Aratanha e Baturité, Serão Central, Sertão dos Inhamuns, Vale do Acaraú e Jaguaribe – com 67 municípios contemplados. Pelo novo Mapa, o Nordeste foi dividida em 81 regiões com 820 municípios contemplados.

Em comparação ao mapa anterior, publicado em 2009, a nova versão possui um número maior de regiões turísticas (303). Todos os municípios selecionados passaram por uma reavaliação do seu interesse turístico, por isso o número diminuiu de 3.635 para 3.345. “Nem todas as cidades do mapa anterior apresentam potencial para fazer parte do processo de desenvolvimento da atividade turística no país. Isso é sinal de maturidade no trabalho de gestão”, afirma o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

De acordo com o Ministério do Turismo, a reavaliação dos destinos e de suas respectivas regiões se baseia nas novas diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo, definidas pelo Plano Nacional de Turismo 2013-2016.

(G1 Ceará)

Salvador e Recife: As duas capitais brasileiras com maior número de pessoas em favelas

Salvador é a capital brasileira com maior número de pessoas vivendo em favelas, segundo dados divulgados, ontem, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na pesquisa Cidades em Movimento: Desafios e Políticas Públicas. A pesquisa trata de mobilidade, fluxos migratórios e evolução de favelas no país, identificadas pela precariedade das condições de moradia.

Segundo o levantamento, com dados comparados do Censo de 2000 e 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital baiana apresenta 607 mil pessoas morando em Aglomerados Subnormais (AS), conhecidos como favelas, seguido por Recife (564 mil), São Paulo (409 mil), Belém (403 mil) e Rio de Janeiro (340 mil).

Metodologia 
Para consolidar os dados, o Ipea comparou os números entre os dois censos, levando em consideração algumas dificuldades encontradas na primeira pesquisa.

No Censo de 2000, a falta de informações sobre posse de terras, o menor contato com prefeituras e a ausência de imagens de satélites de alta resolução comprometeram a consolidação de números de áreas subnormais no período pesquisado.

Nessa nova análise do instituto houve uma reclassificação dos dados das pesquisas anteriores. O método aplicado consegue diferenciar áreas em que houve a conversão total para subnormalidade daquelas em que houve conversão parcial da classificação.

Para se ter uma noção da disparidade dos dados, sem a reclassificação teria havido um crescimento de 74% da população em favelas no país, passando de 6,5 milhões, em 2000, para 11,4 milhões em 2010. Número esse que destoa do crescimento populacional, que foi de 17%.

Aplicando a metodologia do Ipea, estima-se que, na verdade, a população que vivia em favelas no Brasil era de 10,6 milhões em 2000, o que significa um crescimento de 6,7% para o período pesquisado.

Em geral, foram classificados como favelas aglomerados urbanos localizados geograficamente com base na renda e número de banheiros por domicílio. Os indicadores, no entanto, apontam melhora nas variáveis entre as subnormais em todas as metrópoles, estimuladas por uma política nacional de urbanização ou melhorias feitas pelos próprios moradores, com apoio do poder público ou não.

Reclassificação
Salvador foi uma das metrópoles em que o grau de reclassificação alterou significativamente o número de população vivendo em subnormais, chegando a 70%. Recife aparece na frente com 72% de pessoas incluídas, após a reclassificação, como moradores de favelas.

Nas metrópoles do Sudeste, Sul e Fortaleza, entre 20% e 30% da população residente em áreas subnormais em 2000 é fruto da reclassificação do instituto. Segundo o estudo do Ipea, Brasília está entre as capitais onde a população morando em favelas mais cresceu em uma década: 50,7%. Em seguida, vem Manaus (29,2%), Belém (14,7%) e Rio de Janeiro (9,3%).
 

De acordo com o presidente do Ipea, Marcelo Neri, o estudo não é conclusivo, mas indica a verticalização das favelas, reflexo do aumento do preço dos imóveis em grandes centros. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde o fenômeno da precariedade de moradias é mais antigo, com favelas consolidadas, incluindo um certo grau de verticalização nessas áreas, houve poucos casos de reclassificação.

O levantamento mostra que os fatores financeiros (renda) e qualidade habitacional (ativos físicos) reiteram a associação de classes de renda baixa com subnormalidade. O esgotamento sanitário é pior nos subnormais nos dois períodos, porém a rede se expandiu mais nos subnormais.

A pesquisa aponta que, para essas áreas, o desafio para buscar a universalização do serviço de abastecimento de água ainda está longe de ser alcançado. Por outro lado, os indicadores mostram que a evolução dos índices foi maior entre as subnormais (originárias ou reclassificadas), em todas as metrópoles.

Pesquisa  indica a redução da desigualdade entre municípios
Caiu a desigualdade de repasse de verbas federais e de indicadores de desenvolvimento humano entre os municípios brasileiros, entre 2002 e 2012, segundo o Ipea. De acordo com a pesquisa, em dez anos, no período estudado, as receitas disponíveis nas prefeituras passou de 6,4% para 8% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado reflete ampliação da arrecadação municipal e de transferências de recursos federais por meio de políticas públicas, segundo o presidente do Ipea, Marcelo Neri. De acordo com Neri, pesaram mais na redução das desigualdades econômicas e de desenvolvimento entre os municípios, principalmente, programas de saúde, educação e de assistência social, como o Bolsa Família. Com isso, os maiores beneficiados são aqueles de pequeno ou médio porte.

A falta de médicos em determinadas regiões do país também foi constatada na pesquisa. Com base no Censo de 2010, o levantamento mostra que, proporcionalmente, em relação ao número de habitantes, o país tem mais engenheiros que médicos. Além de apresentar mapas com as regiões mais carentes de médicos, o estudo revela que para cada engenheiro a proporção é 267,62 habitantes. Já para cada médico, são 701,61 pessoas na média nacional. A proporção é menor no Maranhão, no Amapá e no Pará, onde são, respectivamente, um profissional de saúde para cada grupo de 2,3 mil, 1,9 mil e 1,5 mil pessoas. No Maranhão, no Piauí e em Roraima, os engenheiros também são mais escassos que nos demais estados do país, sendo um para cada grupo de 1,2 mil, 1,1 mil e mil pessoas.

Coincidentemente, por outro lado, os estados com mais engenheiros e médicos são São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Segundo a pesquisa, as profissões foram quantificadas por serem fundamentais ao desenvolvimento do país e foco de políticas públicas como os programas Mais Médicos, do Ministério da Saúde, e o Ciência sem Fronteiras, dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação.

(Luana Rocha, Correio 24 Horas)

Fortaleza e João Pessoa em alta no Turismo Mundial

Duas cidades brasileiras foram classificadas em um ranking que premiou os destinos que estão mais em alta entre os turistas em 2013. Fortaleza, no Ceará, e João Pessoa, na Paraíba, ficaram entre os 54 lugares no mundo que tiveram mais opiniões positivas e apresentaram aumento no interesse ao longo do ano de acordo com usuários do site TripAdvisor.

No prêmio, chamado Travelers’ Choice 2013 Destinos em Alta, Fortaleza ficou em décimo lugar no top 10 mundial, que deu o primeiro lugar a Havana, em Cuba.

Já João Pessoa ficou no quarto lugar da América do Sul, depois de Cusco (Peru), Fortaleza e Lima (Peru).

São Paulo, que no ano passado havia ficado em segundo lugar, não foi classificado em nenhuma das listas neste ano.

Listas regionais também foram reveladas para a Ásia, Europa, Sul do Pacífico e EUA. O resultado completo pode ser visto neste link.

Os 10 destinos em alta no mundo
1°- Havana, Cuba
2°- La Fortuna de San Carlos, Costa Rica
3°- Katmandu, Nepal
4°- Jerusalém, Israel
5°- Cusco, Peru
6°- Ambergris Caye, Belize
7°- Sapporo, Japão
8°- Hanoi, Vietnã
9°- Corralejo, Espanha
10°- Fortaleza, Brasil

Os 10 destinos em alta na América do Sul
1°- Cusco, Peru
2°- Fortaleza, Brasil
3°- Lima, Peru
4°- João Pessoa, Brasil
5°- Santiago, Chile
6°- Bogotá, Colômbia
7°- Quito, Equador
8°- Medellín, Colômbia
9°- São Pedro do Atacama, Chile
10°- El Calafate, Argentina

(G1)

North Shopping Jóquei ganha unidade das Lojas Americanas

Fortaleza ganha mais uma unidade de Lojas Americanas. Dessa vez, no North Shopping Jóquei. A loja terá cerca de 1.200 m² e também um sortimento de 60 mil produtos. Para a inauguração, segundo a assessoria de imprensa da rede, promoções em itens de bombonière, lingerie, higiene pessoal, fraldas, CDs, cama, mesa e banho e eletroportáteis.

No ano passado, a rede investiu mais de R$ 434 milhões em inaugurações e reformas e continua seu plano de expansão neste ano. Faz parte dos planos da Lojas Americanas chegar a Roraima, único estado brasileiro que ainda não possui uma unidade da rede.

(Blog do Eliomar)

Reclamações contra empresas batem recorde na ‘Black Friday’

Após vários problemas no ano passado, a “Black Friday” deste ano já está dando dor de cabeça aos consumidores. Em cerca de 14 horas da promoção – que teve início à 0h desta sexta-feira (29), o número de reclamações no site chegava a 1.650, segundo o Reclame Aqui. No ano passado, o site registrou 8.000 reclamações nas 24 horas da promoção, considerando todas as empresas.

Considerando também as reclamações pelo RA Chat, canal que integra os chats das lojas com o Reclame Aqui, as queixas chegavam a 3.552 até por volta das 13h.

A quantidade de queixas contra as dez empresas que lideram esse ranking já era recorde em relação à média diária de queixas contra essas empresas ao longo do ano, aponta o site especializado no recebimento de reclamações e termômetro para a reputação de empresas.

As empresas mais reclamadas, por volta das 12h, segundo o site eram:
- Extra.com.br
- Ponto frio loja virtual
- Casas Bahia – loja virtual
- Americanas.com
- Submarino
- Centauro – loja virtual
- Walmart – loja virtual
- Saraiva (livraria, editora, virtual)
- Magazine Luiza – loja virtual
- Brastemp/ Consul – loja virtual

Antes mesmo do início do evento, o site já registrava mais de 400 queixas e denúncias de consumidores sobre aumento de preços.

Em nota, o Walmart disse que todas as dúvidas dos consumidores no “Reclame Aqui” no período foram esclarecidas com contatos telefônicos ou por meios eletrônicos, inclusive as que não diziam respeito à Black Friday. “Durante o mesmo período, não registramos nenhum pedido de esclarecimento referente à Black Friday através dos canais oficiais dos Procons estaduais e municipais”, disse.

O Submarino e Americanas.com disseram que não vão comentar.

A Saraiva informou, por nota, que não pode se manifestar a respeito, pois até o momento ainda não foi notificada oficialmente sobre o assunto. Disse que “é premissa da Saraiva respeitar todo e qualquer direito de seus clientes.”

A Whirpool, dona das marcas Brastemp e Consul, diz que está “em contato com os consumidores que tentaram adquirir produtos nos nossos sites para garantir que a compra seja efetuada com sucesso”.

O Magazine Luiza disse que “reforçou a estrutura do site e não registrou instabilidade durante o evento”. A rede afirmou ter ampliado a equipe de atendimento para a promoção para “garantir o comprometimento com o site Reclame Aqui” e que firmou compromisso com a Fundação Procon-SP por um atendimento adequado na Black Friday: atendimento ao consumidor 24 horas; preços e descontos efetivos e infraestrutura reforçada para melhor estabilidade do site.

G1 procurou as demais empresas mais reclamadas e aguarda respostas.

O Procon-SP divulgou que, até as 17h30 desta sexta, houve 87 queixas compartilhadas  pelos consumidores nas redes sociais por meio da hashtag #deolhonaBlackFriday. Elas motivaram a investigação de 17 empresas responsáveis por 21 sites de compras. Consumidores também enviaram relatos ao VC no G1.

No início da tarde, a E-Bit, empresa que reúne informações do comércio eletrônico, informou que o faturamento das lojas do comércio virtual durante a edição da “Black Friday” de 2013 já é o dobro da receita do ano passado.

“Black Fraude”
No ano passado, o evento ganhou o apelido de “Black Fraude” e o slogan-piada “a metade do dobro” depois de suspeitas de que alguns varejistas teriam inflado os preços para forjar descontos maiores. Também houve relatos de vitrines virtuais fora do ar e dificuldades para finalizar compras. O episódio resultou na notificação de grandes companhias pela Fundação Procon-SP.

Na tentativa de evitar o desgaste que marcou a terceira edição do evento, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, em conjunto com o portal Busca Descontos – que organiza o evento no Brasil –, criou um código de ética. As lojas virtuais que aderirem ao texto se comprometem a anunciar apenas ofertas reais na ação. Caso a empresa não cumpra o acordo, poderá sofrer suspensões.

As ofertas das lojas que aderiram ao código de ética devem ser identificadas com o “Selo Black Friday Legal”, que indica a credibilidade das promoções.

O Procon-SP e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) também se reuniram para traçar estratégias que evitem que os transtornos ocorridos na edição de 2012 se repitam, afetando a credibilidade do setor e prejudicando os consumidores.

Outra iniciativa para proteger o consumidor partiu da Serasa Experian, que vai permitir que os consumidores consultem gratuitamente o CNPJ de uma empresa com a qual pretendem fechar negócio. A pesquisa gratuita estará disponível entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro.

De acordo com a companhia, o “VocêConsulta Empresas” fornece informações sobre a situação do CNPJ da empresa, razão social, ocorrência de protestos, cheques sem fundo, ações judiciais, endereço, falências e a existência legal da companhia consultada.

O cliente deve acessar o portal do consumidor da Serasa (clique aqui para ser direcionado) e digitar o CNPJ da empresa que quer consultar. A Serasa Experian orienta que é possível localizar o CNPJ no rodapé do site de cada empresa ou nas seções “quem somos” ou “fale conosco”.

(G1 SP)

PIB per capita do DF é duas vezes o de SP e oito vezes o do Piauí

Silvio Guedes Crespo, Uol

O Brasil caminha gradativamente rumo à redução das desigualdades regionais, embora elas ainda saltem à vista, como indicam dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A distância entre os Estados mais ricos e os mais pobres dá sinais de que está diminuindo, tanto em termos de PIB (Produto Interno Bruto) total quanto em relação ao PIB per capita.

O Distrito Federal teve um PIB per capita de R$ 63 mil em 2011 (dado mais recente), número oito vezes maior que o dos dois Estados mais pobres do país, o Piauí (R$ 7.836) e o Maranhão (R$ 7.853).

O PIB per capita do DF é, também, quase duas vezes superior ao do Estado de São Paulo (R$ 32.449) e quase três vezes maior que a média nacional (R$ 21.536).

Ainda gritante, essa diferença já foi mais acentuada. Em 2010, o PIB per capita do DF era 8,5 vezes maior do que o do Maranhão, à época o Estado mais pobre.

A queda verificada não é desprezível, pois significa que, em 16 anos, o PIB per capita das duas unidades federativas se igualaria.

Vale notar, no entanto, que dificilmente esse ritmo continuaria por tanto tempo, uma vez que quanto mais uma região cresce economicamente, mais difícil se torna manter a velocidade da expansão.

O PIB per capita do Distrito Federal é grande porque reúne num espaço muito pequeno pessoas com muito dinheiro – notadamente, altos funcionários públicos. Nesse aspecto, a capital federal é hors concours.

Mas se tomarmos como referência os demais Estados, nota-se uma pequena queda na desigualdade regional.

Em 2008, o PIB de São Paulo era 4,5 vezes maior que o do Piauí e o do Maranhão. Em 2011, já era quatro vezes superior a ambos. Nesse ritmo, as duas unidades federativas mais pobres levariam 24 anos para chegar ao nível de São Paulo.

Não custa lembrar que esse indicador, ainda que seja bom para medir a distância econômica entre os Estados, não capta a desigualdade interna de cada unidade federativa. Este ponto é mais bem identificado pelo índice de Gini.

 

Ministério da Fazenda afirma: modelo de negócio da BBOM não se sustenta

Jornal GGN - O Ministério Público Federal em Goiás, pediu à Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE-MF) que elaborasse uma nota técnica sobre as atividades econômicas , em especial sobre a captação de recursos de terceiros e oferta de investimentos, da Embrasystem-Tecnologia em Sistemas, Importação e Exportação Ltda e da Bbrasil Organizações e Métodos.

As conclusões da nota emitida pelo MF corroboram com a tese inicial defendida pelo MPF. A Seae é categórica ao afirmar que o negócio empreendido pela BBOM “é insustentável no longo prazo”. A conclusão é baseada na não identificação de motivo econômico justo e razoável capaz de explicar a explosão de rentabilidade observada pela BBOM, bem como verificação da própria inviabilidade do negócio, resumida na absurda promessa de ganhos estratosféricos, muito acima dos ganhos auferidos pela concorrência. Como aponta a Seae, “a estrutura de negócios promovida pela Embrasystem (BBOM) não encontra paralelo em quaisquer outras empresas atuantes no seu ramo de negócios”.

“O intricado estudo da SEAE/MF é mais uma prova cabal da prática de pirâmide financeira pela BBOM”, avaliaram os procuradores da República Mariane Guimarães e Helio Telho. “Em nenhum momento as provas produzidas pelo Ministério Público vacilaram em apontar o esquema fraudulento desenvolvido pelos réus. Esse estudo técnico da SEAE não poderia ser diferente”, arremataram os procuradores.

A nota técnica foi apresentada ao Juízo da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Goiás. Por oportuno, os procuradores da República ratificaram os termos da ação cautelar e da ação civil pública, e confiam na procedência integral dos pedidos com o objetivo maior de encerrar as atividades da empresa e evitar novos danos aos consumidores.

SP diminui e RJ aumenta participação na economia brasileira

Da Agência Brasil

São Paulo perdeu participação na economia nos últimos dois anos

 

Vitor Abdala

 

Maior economia do país, São Paulo, perdeu participação em 2011, pelo segundo ano consecutivo. Entre 2009 e 2010, já havia tido uma queda de 33,5% para 33,1% na economia. Em 2011, a participação caiu ainda mais, para 32,6%. O dado da pesquisa Contas Regionais do Brasil foi divulgado hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Por outro lado, o Rio de Janeiro, que tem a segunda maior economia do Brasil, teve aumento de 10,8% para 11,2%. Os estados de Minas Gerais (terceira maior economia) e Paraná (quinta) mantiveram sua participação em 9,3% e 5,8%, respectivamente. Mas o Rio Grande do Sul (quarta principal economia) viu sua importância cair de 6,7% para 6,4%.

 

No ranking das dez principais economias do país, houve trocas de posições apenas entre a sexta e a oitava colocações. Santa Catarina, que era a sétima maior economia do país em 2010, passou a ser a sexta em 2011, já que sua participação subiu de 4% para 4,1%.

 

A sexta colocada de 2010, Bahia, passou para a oitava posição em 2011, ao registrar uma queda na economia nacional de 4,1% para 3,9%. Enquanto o Distrito Federal passou da oitava para a sétima posição, mantendo sua participação em 4%.

 

As 22 menores economias do país tiveram aumento de 34,3% para 34,8%, com destaque para o Espírito Santo (que subiu de 2,2% para 2,4%).

Carros têm que ser desincentivados, dizem especialistas em mobilidade urbana

O caminho para resolver os problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras é apenas um: aliar o aumento da qualidade do transporte público com o desincentivo ao individual.

A tese é defendida por Elkin Velasquez, diretor do escritório regional para América Latina e Caribe da ONU-Habitat, e pelo pesquisador do IPEA, Carlos Henrique Carvalho, que falaram, na manhã desta terça-feira no EXAME Fórum Sustentabilidade, na capital paulista.

Segundo eles, é preciso inverter a lógica de mobilidade das cidades. “As cidades brasileiras sofrem de um processo de crescimento urbano rápido e desordenado, que é resultado de 50 anos de uma política industrial baseada na indústria automobilística”, diz Carlos Henrique Carvalho.

Ele compara a situação caótica do trânsito e do transporte público de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro com o sistema de mobilidade de 50 anos atrás: enquanto antes os deslocamentos eram feitos em bondes elétricos ou a pé, hoje o que predomina são as viagens individuais.

“Os cidadãos já convivem com as penalidades que esse sistema de mobilidade tem causado, então, o que podemos fazer agora é inverter a política de estímulo ao uso dos carros e promover o transporte coletivo”, diz Carvalho.

Ele explica que o barateamento do transporte individual via isenção de tributos e o congelamento do preço da gasolina acontece ao mesmo tempo que o transporte público fica mais caro.

Os aumentos nas tarifas de ônibus em diversas cidades brasileiras foram o estopim para a onda de manifestações que tomaram as ruas em junho.

“Isso que o prefeito Fernando Haddad está fazendo com as faixas exclusivas em São Paulo é uma medida de equidade, já que a maior parte da população da cidade usa transporte público”, diz.

Saiba Mais: Exame

Grupo Marquise inaugura Shopping Parangaba dia 26 de novembro

O Grupo Marquise, comandado pela dinâmica Carla Ponte, entrega ao povo do Ceará, no próximo dia 26, o Shopping Parangaba. Arrojado projeto, o shopping é um dos mais modernos do país e vai oferecer ao consumidor do bairro da Parangaba e bairros vizinhos a oportunidade de comprar nas lojas mais importantes do país pertinho de casa.

Grifes como Cacau Show, Stalker, Boticário, Colombo, Ferrovia, Le Postiche, Game Station, Polo, Batata Café, Spoleto, Mini Kalzone, Roupa de Baixo e Hering estarão entre as dezenas de lojas. Todas as grandes redes de eletrodomésticos estarão também no shopping Parangaba como Magazine Luíza, Rabelo.

(Roberto Moreira, Diário do Nordeste)

Eike Batista simbolizou não a nova economia, mas a velha mídia

Não tenho simpatia ou admiração por alguém que, como Eike Batista em seus dias dourados, diz que seu sonho é ser o homem mais rico do mundo.

É muita pobreza de espírito. Mesmo em concurso de misses você vai encontrar respostas mais interessantes sobre sonhos e aspirações.

Mas, posto isto, o que estão fazendo com Eike na queda me lembra o que fizeram com Gatsby, o grande personagem de Fitzgerald. É um massacre abjeto, desprezível e cínico em que a maior vítima é a verdade.

Em seu Twitter, o ex-colunista da Veja Diogo Mainardi postou um vídeo em que Dilma aparece elogiando Eike. Postou também, modestamente, um artigo em que um blogueiro da Veja saúda sua capacidade profética.

Mainardi teria visto antes que os outros, segundo o blogueiro, que Eike era uma “farsa”. Em seu currículo de profecias, Mainardi carrega uma – que correu as redações como piada por muito tempo – em que ele dizia o seguinte, em janeiro de 2005. “Dentro de um ano, Serra vai subir a rampa do Planalto”.

Pausa para rir.

Vejamos agora o que a Veja dizia de Eike quando ele subia, em 2008.

“O empresário Eike Batista acaba de se tornar o símbolo do novo empreendedor brasileiro. A oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da OGX, sua companhia petrolífera, captou 4 bilhões de dólares nesta sexta-feira, quando foi realizada. É a maior operação desse tipo já feita no país. [...]

O sucesso de Eike Batista rendeu-lhe a reportagem de capa de VEJA desta semana.

[...]

Eike virou assim a cara do capitalismo que começa a se instalar no país, no qual o empreendedorismo se sustenta no mercado de capitais e não nas benesses estatais.

[...]

Tudo isso forma o cenário definido por um experiente analista do mercado de capitais como “alinhamento dos astros”. Graças a esse alinhamento e a uma eficiente capacidade de contratar as pessoas certas, Eike manteve o rumo nos momentos ruins e disparou nos bons. Isso não explica completamente o sucesso alcançado pela OGX. Para compreender o que se passou na Bovespa na sexta-feira, é preciso levar em conta um fator subjetivo, que vem sendo chamado de “Efeito Eike”.”

Bem, uma nova pausa para rir.

A Veja, como toda a mídia, comprou Eike. Chegou a compará-lo, numa das capas mais pavorosas dos 45 anos da revista, com Deng Xiao Ping.

Mas, caído ele, a mídia finge que não adulou Eike, convenientemente colocado agora, na desgraça, como uma invenção de Dilma.

Não que Dilma não tenha culpa de muitas coisas, como atestam os índios. Mas vinculá-la ao colapso de Eike é uma falácia.

Capa histórica

Tenho minha própria visão.

Um empresário tão preocupado com coisas frívolas não poderia dar certo. Nas palavras da Veja:

“Mora numa casa de 3.500 metros quadrados, construída em um terreno de 60.000 metros quadrados, sem vizinhos que o separem do Cristo Redentor. Além do Mercedes de 1,2 milhão de euros que fica estacionado em uma das salas da mansão, tem catorze automóveis na garagem, três lanchas, três aviões e um helicóptero. Brinda a cada novo contrato com champanhe junto a uma fonte em seu jardim, de onde se descortina uma das mais lindas vistas da Lagoa Rodrigo de Freitas. Faz negócios e corre riscos à luz do dia.

Mais Eike tornaria o ambiente de negócios no Brasil melhor? Sem dúvida. “Isso é muito bom para um país que precisa ser mais assumidamente capitalista, globalizado e moderno”, afirma o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco. “Ele foge do estereótipo do empresário chapa-branca, atrasado, que não gosta de capitalismo.””

Se algum leitor da revista acreditou no que leu e comprou ações de Eike, por causa de sua fabulosa “capacidade de contratar as pessoas certas” e outras virtudes, pode talvez reclamar no Procon ou coisa parecida.

Eike era um símbolo, é certo, mas não da nova economia, mas da velha mídia.

Lembremos as “benesses estatais” das quais fala, acusadoramente, o texto da Veja. Agora relembre coisas como a reserva de mercado da mídia e o chamado “papel imune”, sobre o qual numa camaradagem extrema não incide imposto, e os cofres sempre franqueados do BNDES e do Banco do Brasil para as grandes corporações jornalísticas.

Pronto. Agora uma pausa para todos nós rirmos.

(Kiko Nogueira, Diário do Centro do Mundo)

Preto, pobre, prostituta e petista

Acima, charge do cartunista Vitor feita especialmente para este post

 

“Num tempo

Página infeliz da nossa história

Passagem desbotada na memória

Das nossas novas gerações

Dormia

A nossa pátria mãe tão distraída

Sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações”

 Vai Passar (Chico Buarque)

O Brasil amanheceu pior do que ontem. A partir de agora, torna-se oficial o que, até então, era uma tenebrosa possibilidade: cidadãos brasileiros estão sendo privados de suas liberdades individuais apenas pelas ideologias político-partidárias que acalentam.

A “pátria mãe tão distraída” foi “subtraída em tenebrosas transações” entre grupos políticos partidários e de comunicação e juízes politiqueiros.

Na foto que ilustra este texto, o leitor pode conferir o único patrimônio de um político que foi condenado pelos crimes de “corrupção ativa e formação de quadrilha” pelo Supremo Tribunal Federal em 9 de outubro de 2012.

Junto com ele, outros políticos ou militantes políticos filiados ao Partido dos Trabalhadores, todos com evoluções patrimoniais modestas diante dos cargos que ocupavam na política.

José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato tiveram suas prisões decretadas com base em condenações por uma Corte na qual, ao longo de sua existência secular, jamais políticos de tal importância foram condenados.

A condenação desses quatro homens, todos de relevância político-partidária, poderia até ser comemorada. Finalmente, políticos começariam a responder por seus atos. Afinal, até aqui o STF sempre foi visto como a principal rota de fuga dos políticos corruptos.

Infelizmente, a única condenação a pena de prisão que aquela Corte promulgou contra um grupo político foi construída em cima de uma farsa gigantesca, denunciada até por adversários políticos dos condenados, como, por exemplo, o jurista Ives Gandra Martins, que, apesar de suas divergências com o PT, reconheceu que não houve provas para condenar José Dirceu, ou como o formulador da teoria usada para condenar os réus do mensalão, o alemão Claus Roxin, que condenou o uso que o STF fez de sua revisão da teoria do Domínio do Fato.

Dirceu e Genoino foram condenados por “formação de quadrilha” e “corrupção ativa” apesar de o primeiro ter estado infinitamente mais distante dos fatos que geraram o “escândalo do mensalão” do que estão Geraldo Alckmin e José Serra dos escândalos Alston e Siemens, por exemplo.

Acusaram e condenaram Dirceu apesar de, à época dos fatos do mensalão, estar distante do Partido dos Trabalhadores, por então integrar o governo Lula. Foi condenado simplesmente porque “teria que saber” dos fatos delituosos por sua importância no PT.

Por que Dirceu “tinha que saber” das irregularidades enquanto que Alckmin e Serra não são nem citados pelo Ministério Público, pela Justiça e pela mídia como tendo responsabilidade direta sobre os governos nos quais os escândalos supracitados ocorreram?

O caso Genoino é mais grave. Sua vida absolutamente espartana, seu microscópico patrimônio, sua trajetória ilibada, nada disso pesou ao ser julgado e condenado como um “corruptor” que teria usado milhões de reais para “comprar” parlamentares.

O caso João Paulo Cunha é igualmente ridículo, em termos de sua condenação. Sua mulher foi ao banco sacar, em nome próprio, com seu próprio CPF, repasse do partido dele para pagar por uma pesquisa eleitoral. 50 mil reais o condenaram por “corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro”.

O caso mais doloroso de todos, porém, talvez seja o de Henrique Pizzolato, funcionário do Banco do Brasil, filiado ao PT e que, por ter assinado um documento que dezenas de servidores da mesma instituição também assinaram sem que contra eles pesasse qualquer consequência, foi condenado, também, por “corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro”.

Isso está acontecendo em um país em que se sabe que dois governadores do PSDB de São Paulo, apesar de ter ocorrido em suas administrações uma roubalheira de BILHÕES DE REAIS, não são considerados responsáveis por nada.

Isso está acontecendo em um país em que um político como Paulo Maluf, cujas provas de corrupção se avolumam há décadas, jamais foi condenado à prisão.

Isso está acontecendo em um país em que um governador como Marconi Perillo, do PSDB, envolveu-se até o pescoço com um criminoso do porte de Carlinhos Cachoeira, foi gravado em relações promíscuas com esse criminoso e nem acusado foi pelo Ministério Público.

Isso está acontecendo, finalmente, no mesmo país em que os ex-prefeitos José Serra e Gilberto Kassab toleraram durante anos roubalheira dentro da prefeitura e quando essa roubalheira de MEIO BILHÃO de reais vem à tona, a mídia e o Ministério Público acusam quem mesmo? O PT, claro.

Já entrou para o imaginário popular, portanto, que, neste país, cadeia é só para pretos, pobres, prostitutas e, a partir de agora, petistas.

No Brasil, as pessoas são condenadas com dureza pela “justiça” se tiverem mais melanina na pele, parcos recursos econômicos, se venderem o que só pertence a si (o próprio corpo) para sobreviver ou se tiveram convicções políticas que a elite brasileira não aceita.

A condenação de alguém a perder a liberdade por suas convicções políticas, porém, é mais grave. É característica das ditaduras, pois a desigualdade da Justiça com os outros três pês deriva de falta de recursos para se defender, não de retaliação a um ideário.

Agora, pois, é oficial: você vive em um país em que se deve ter medo de professar e exercer suas verdadeiras convicções políticas, pois sabe-se que elas expõem a retaliações ditatoriais como as que levarão para cadeia homens cuja culpa jamais foi provada.

*

Via http://www.blogdacidadania.com.br/2013/11/preto-pobre-prostituta-e-petista/

Ceará ganhará mais 26 lojas de supermercados em 2014

Responsável pela venda dos artigos que compõem uma das cestas básicas mais em conta do Brasil, os mercantis cearenses vêm contanto com o aquecimento da economia do Ceará – que tem crescido acima da média nacional – para continuar mantendo o ritmo de vendas e a expansão do setor, segundo a Associação Cearense de Supermercados (Acesu). O cenário positivo da economia local tem contribuído para a multiplicação dos supermercados no Estado. Somente neste ano, já foram inauguradas oito lojas no Ceará, e, até dezembro, outras quatro devem ser abertas. Já para o próximo ano, a expectativa é ainda mais positiva, com a previsão de 26 novas lojas em todo o Ceará.

Dentre as marcas, o presidente da Acesu, Severino Neto, informa que as redes locais se sobressaem e abastecem 4 milhões, dos 8,7 milhões de cearenses. Os outros 4,7 milhões são disputados com os quatro players internacionais que atuam nas praças de Fortaleza e Juazeiro do Norte. Perguntado se a estratégia de ir até o Interior seria uma forma de alargar as vendas e, assim, amenizar os efeitos da concorrência, o líder classista afirmou que “as cidades de médio porte do Estado já eram um mercado possível e considerado pelo setor e o que faltava era investir”.

Na análise dele, a concorrência com marcas de atuação e “expertise” internacionais não prejudicou os comerciantes cearenses e serviu para modernizar os negócios locais, pois muitos dos supermercados passaram a investir na variedade do mix de vendas, em novos equipamentos e opções de serviços.

Além da Região Metropolitana de Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral, Severino Neto ainda mencionou o potencial de “Aracati, Iguatu, Quixadá e alguns outros (municípios) mais” como alvo da expansão das redes cearenses. “Os nossos comerciantes nascem muitas vezes daquela bodega feita no improviso na sala de casa e, assim, ele vai vendendo pros vizinhos e começa a entender o nosso mercado. Assim é o dono dos supermercados cearenses”, ressalta.

Vantagens aumentadas

Na análise do presidente da Acesu, o setor sempre foi beneficiado por comercializar bens de uso essencial, mas, nos últimos anos, contou com “o aumento do poder de compra da população de um modo geral” como reforço no faturamento. O reflexo disso é a manutenção das vendas mesmo quando os preços sofrem influência da estiagem, do câmbio ou de algum outro elemento da economia. Para Severino Neto, “a oferta hoje é tão grande, o comerciante tem tanta opção de compras, até de marcas internacionais”, que sempre há a possibilidade de equilibrar o mix e ofertar ao consumidor produtos de uma mesma linha em várias faixas de preços.

Sócio proprietário dos Mercadinhos São Luiz, ele dá como exemplo a rede de 12 supermercados que dispunha de oito mil itens nas prateleiras há dez anos e, hoje, tem de 15 mil a 20 mil.

“A globalização torna mais fácil buscar inovação e captar novos contatos e isso é usado pelo comerciante cearense”, afirma o superintendente da Super Rede, Paulo Cardillo.

Dinâmica impulsiona setor

Ele, assim como Severino Neto, aponta para a dinâmica de vendas como um dos principais fatores para se manter os supermercados menos sujeitos aos efeitos da inflação que atinge o carro chefe das vendas: os alimentos. “Esse ano, nós tivemos um caso emblemático que foi o do tomate. O produto chegou a R$ 9 o quilo e, depois, chegou a R$ 1. Então, desse mesmo modo acontece com outros produtos”, garante, explicando o comportamento dos clientes: que optam por produtos menos caros, mas não deixam de comprar.

Cardillo ainda afirma “que o preço aqui (no Ceará) é mais competitivo”. De acordo com ele, “o pessoal sabe negociar e trabalha com margem bem pequena, seja para pouco ou grande volume de vendas”.

Logística ainda é entrave

No entanto, quando o assunto são os gargalos do setor, os dois representantes do setor lamentam da logística que serve ao Ceará. Para eles, principalmente, a distribuição dos produtos é prejudicada, seja por compromissos comerciais não cumpridos por parceiros e/ou pela condição dos transportes.

“A indústria ainda peca muito em relação ao Nordeste e especialmente ao nosso Ceará. Ele (o Estado) precisa ser melhor servido, pois é o mercado que mais cresce”, afirma o presidente da Acesu, sobre a necessidade de mais centros de distribuição ou até de fábricas, próximas dos pontos de vendas locais.

Os dois empresários também concordam sobre as más condições das estradas que vêm do Sul/Sudeste – onde boa parte dos artigos vendidos nos supermercados é feita – até as unidades cearenses, o que acaba prejudicando as datas e gerando encarecimento nos preços.

Setor quer agregar valor com o Natal

O forte desempenho de vendas no setor varejista durante o período natalino é unânime nos supermercados. Pensando em estratégias para impulsionar ainda mais a lucratividade na época, empresários participam hoje da segunda edição do “Grande Encontro de Supermercadistas Cearenses”, às 19 horas, no Hotel Oásis Atlântico.

Com o tema “Construindo um show de vendas neste Natal”, o encontro deve discutir o comportamento do setor em um período onde o 13º salário e o valor agregado a produtos sazonais como peru, pernil, espumantes e vinhos garantem uma considerável elevação nas vendas.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta que, neste ano, o setor espera um aumento de 19,9% nas vendas de produtos típicos para as festas de fim de ano em relação ao igual período do ano passado. O otimismo ficou acima daquele divulgado em 2012, quando era de 14,4% em todo o País.

Necessidades dos clientes

Para Domingos Cordovil, da Cordovil Consultores, o perfil das vendas no período natalino está diferente e é mais exigente.

“Com a inserção da mulher no mercado de trabalho e devido à correria do dia a dia, há uma necessidade maior de se encontrar tudo em um só lugar, ou seja, até o dia 15 de dezembro, as vendas devem permanecer sem alteração, como ocorreu em outubro, porém, entre o dia 20 e 30 do mês, quando se é normalmente decidido o preparo da ceia natalina e jantares de réveillon, o cliente vai ao supermercado buscando em um único lugar satisfazer todas as necessidades ocasionadas no período”.

Para isso, é preciso que os supermercados se organizem e ofereçam uma variedade suficiente para a demanda.

“Queremos garantir que no pequeno, médio ou grande supermercado do Ceará, o cliente seja bem atendido e encontre o que procura, refletindo na força e união destes estabelecimentos”, completa.

O presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Severino Ramalho Neto, afirma que a instituição está comprometida em fornecer aos supermercadistas cearenses o apoio necessário para o crescimento e desenvolvimento das empresas, por meio de tecnologias e conhecimentos estratégicos para resultados em supermercados. O encontro espera reunir mais de 500 empresários do setor. A entrada é gratuita e as inscrições são feitas no site da Acesu (http://www.acesu.com.br/).

Mais informações

II Grande Encontro de Supermercadistas Cearenses
Dia 12 de novembro, às 19h, no Hotel Oásis Atlântico (Av. Beira Mar, 2500 – Meireles).

(ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA, REPÓRTER – Diário do Nordeste)

As 100 melhores (e piores) cidades brasileiras para viver em 2013, segundo a ONU

São Caetano do Sul lidera o ranking das melhores cidades

Todos os anos, mais ou menos por esta época fazemos eco do relatório com o Índice de Desenvolvimento Humano divulgado pela ONU. O IDH do Brasil (85º) continua lá pelo meio da lista, com média de 0,727, e a novidade é que este ano o Canadá deixa o top 10 e em vez de apresentarmos as 10 melhores cidades do mundo para viver -como sempre fazemos-, mostramos o ranking das 100 melhores cidades brasileiras. Quer saber se a sua está no meio?

As seguintes 100 cidades são o que o nosso país tem de melhor para oferecer nos setores de educação, renda e expectativa de vida, segundo dados da ONU. Elas representam menos de 2% dos 5.570 municípios existentes em todo território nacional (e contando).

Estas cidades fazem parte de um seleto grupo de municípios que apresentam um elevado grau de desenvolvimento (mais ou menos a 0,8) no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado pela ONU, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP). A média do Brasil hoje é 0,727, considerado alto (mas não muito alto).

Há que se levar em conta que o IDHM não mede exatamente a qualidade de vida em si. No entanto, lógico está, municípios com elevados índices relacionados com a educação, com a expectativa de vida estendida e maior renda tendem a ser bons lugares para se viver.

Top 100 melhores cidades para viver no Brasil

Posição Lugares IDHM
São Caetano do Sul (SP) 0,862
Águas de São Pedro (SP) 0,854
Florianópolis (SC) 0,847
Vitória (ES) 0,845
Balneário Camboriú (SC) 0,845
Santos (SP) 0,840
Niterói (RJ) 0,837
Joaçaba (SC) 0,827
Brasília (DF) 0,824
10º Curitiba (PR) 0,823
11º Jundiaí (SP) 0,822
12º Valinhos (SP) 0,819
13º Vinhedo (SP) 0,817
14º Santo André (SP) 0,815
14º Araraquara (SP) 0,815
16º Santana de Parnaíba (SP) 0,814
17º Nova Lima (MG) 0,813
18º Ilha Solteira (SP) 0,812
19º Americana (SP) 0,811
20º Belo Horizonte (MG) 0,810
21º São José (SC) 0,809
21º Joinville (SC) 0,809
23º Maringá (PR) 0,808
24º São José dos Campos (SP) 0,807
25º Blumenau (SC) 0,806
25º Rio Fortuna (SC) 0,806
25º Presidente Prudente (SP) 0,806
28º Porto Alegre (RS) 0,805
28º São Carlos (SP) 0,805
28º Assis (SP) 0,805
28º São Bernardo do Campo (SP) 0,805
28º Campinas (SP) 0,805
28º São Paulo (SP) 0,805
34º Rio Claro (SP) 0,803
34º Jaraguá do Sul (SC) 0,803
36º Rio do Sul (SC) 0,802
37º Pirassununga (SP) 0,801
37º Bauru (SP) 0,801
37º São Miguel do Oeste (SC) 0,801
40º Vila Velha (ES) 0,800
40º Taubaté (SP) 0,800
40º Botucatu (SP) 0,800
40º Ribeirão Preto (SP) 0,800
40º Concórdia (SC) 0,800
45º Rio de Janeiro (RJ) 0,799
45º Goiânia (GO) 0,799
47º Marília (SP) 0,798
47º Sorocaba (SP) 0,798
47º Guaratinguetá (SP) 0,798
50º Fernandópolis (SP) 0,797
50º São José do Rio Preto (SP) 0,797
50º São João da Boa Vista (SP) 0,797
53º Tubarão (SC) 0,796
53º Carlos Barbosa (RS) 0,796
53º Itapema (SC) 0,796
56º Brusque (SC) 0,795
56º Iomerê (SC) 0,795
56º Paulínia (SP) 0,795
56º Itajaí (SC) 0,795
56º Treze Tílias (SC) 0,795
61º Holambra (SP) 0,793
62º Três Arroios (RS) 0,791
62º Ipiranga do Sul (RS) 0,791
62º Nova Odessa (SP) 0,791
62º Saltinho (SP) 0,791
62º Quatro Pontes (PR) 0,791
67º Chapecó (SC) 0,790
67º Adamantina (SP) 0,790
67º Votuporanga (SP) 0,790
67º Santa Cruz da Conceição (SP) 0,790
71º Lagoa dos Três Cantos (RS) 0,789
71º Cândido Rodrigues (SP) 0,789
71º Barretos (SP) 0,789
71º Luzerna (SC) 0,789
71º Uberlândia (MG) 0,789
76º Fernando de Noronha (PE) 0,788
76º Barra Bonita (SP) 0,788
76º Cruzeiro (SP) 0,788
76º Mairiporã (SP) 0,788
76º Criciúma (SC) 0,788
76º Indaiatuba (SP) 0,788
76º Caçapava (SP) 0,788
76º Araçatuba (SP) 0,788
76º Palmas (TO) 0,788
85º Espírito Santo do Pinhal (SP) 0,787
85º Itajubá (MG) 0,787
87º Porto União (SC) 0,786
87º Barueri (SP) 0,786
87º Pompéia (SP) 0,786
87º Lins (SP) 0,786
87º Garibaldi (RS) 0,786
92º Catanduva (SP) 0,785
92º Cuiabá (MT) 0,785
92º Nova Araçá (RS) 0,785
92º Casca (RS) 0,785
92º Piracicaba (SP) 0,785
92º Monte Aprazível (SP) 0,785
92º Tremembé (SP) 0,785
92º Amparo (SP) 0,785
100º Mogi Mirim (SP) 0,784

Top 100 piores cidades para viver no Brasil

Posição Lugares IDHM
5565º Melgaço (PA) 0,418
5564º Fernando Falcão (MA) 0,443
5563º Atalaia do Norte (AM) 0,450
5562º Marajá do Sena (MA) 0,452
5560º Uiramutã (RR) 0,453
5560º Chaves (PA) 0,453
5559º Jordão (AC) 0,469
5558º Bagre (PA) 0,471
5557º Cachoeira do Piriá (PA) 0,473
5556º Itamarati (AM) 0,477
5555º Santa Isabel do Rio Negro (AM) 0,479
5554º Ipixuna (AM) 0,481
5553º Portel (PA) 0,483
5550º Amajari (RR) 0,484
5550º Inhapi (AL) 0,484
5550º Anajás (PA) 0,484
5549º São Francisco de Assis do Piauí (PI) 0,485
5548º Itapicuru (BA) 0,486
5547º Manari (PE) 0,487
5546º Caxingó (PI) 0,488
5543º Betânia do Piauí (PI) 0,489
5543º Ipixuna do Pará (PA) 0,489
5543º Afuá (PA) 0,489
5541º Santo Antônio do Içá (AM) 0,490
5541º Jenipapo dos Vieiras (MA) 0,490
5539º Olivença (AL) 0,493
5539º Satubinha (MA) 0,493
5538º Pauini (AM) 0,496
5537º Cocal (PI) 0,497
5535º Maraã (AM) 0,498
5535º Cocal dos Alves (PI) 0,498
5534º Assunção do Piauí (PI) 0,499
5531º Barcelos (AM) 0,500
5531º Recursolândia (TO) 0,500
5531º Água Doce do Maranhão (MA) 0,500
5529º Tamboril do Piauí (PI) 0,501
5529º Marechal Thaumaturgo (AC) 0,501
5524º Tapauá (AM) 0,502
5524º Lagoa do Barro do Piauí (PI) 0,502
5524º Curralinho (PA) 0,502
5524º Nova Esperança do Piriá (PA) 0,502
5524º Lagoa Grande do Maranhão (MA) 0,502
5520º Vera Mendes (PI) 0,503
5520º Olho D’Água Grande (AL) 0,503
5520º Porto de Moz (PA) 0,503
5520º Breves (PA) 0,503
5518º Joca Marques (PI) 0,504
5518º Mata Grande (AL) 0,504
5515º Roteiro (AL) 0,505
5515º Jacareacanga (PA) 0,505
5515º Caraúbas do Piauí (PI) 0,505
5510º Beruri (AM) 0,506
5510º Monte Santo (BA) 0,506
5510º Pilão Arcado (BA) 0,506
5510º Canapi (AL) 0,506
5510º Acará (PA) 0,506
5509º Oeiras do Pará (PA) 0,507
5507º Guaribas (PI) 0,508
5507º Milton Brandão (PI) 0,508
5502º Gurupá (PA) 0,509
5502º Paquetá (PI) 0,509
5502º Jurema (PE) 0,509
5502º Envira (AM) 0,509
5502º São João do Carú (MA) 0,509
5500º Itaíba (PE) 0,510
5500º Santana do Maranhão (MA) 0,510
5499º Ibiquera (BA) 0,511
5494º Ribeira do Amparo (BA) 0,512
5494º Arame (MA) 0,512
5494º Belágua (MA) 0,512
5494º Conceição do Lago-Açu (MA) 0,512
5494º Primeira Cruz (MA) 0,512
5490º Branquinha (AL) 0,513
5490º Aldeias Altas (MA) 0,513
5490º Gado Bravo (PB) 0,513
5490º Pedro Alexandre (BA) 0,513
5487º Casserengue (PB) 0,514
5487º Pau D’Arco do Piauí (PI) 0,514
5487º Senador José Porfírio (PA) 0,514
5481º Pacajá (PA) 0,515
5481º Brejo do Piauí (PI) 0,515
5481º Umburanas (BA) 0,515
5481º São João da Fronteira (PI) 0,515
5481º Queimada Nova (PI) 0,515
5481º Viseu (PA) 0,515
5477º São Roberto (MA) 0,516
5477º São Raimundo do Doca Bezerra (MA) 0,516
5477º Pedro do Rosário (MA) 0,516
5477º Jutaí (AM) 0,516
5473º Colônia Leopoldina (AL) 0,517
5473º Belo Monte (AL) 0,517
5473º São João do Soter (MA) 0,517
5473º Santa Rosa do Purus (AC) 0,517
5467º Lamarão (BA) 0,518
5467º Senador Rui Palmeira (AL) 0,518
5467º Ibateguara (AL) 0,518
5467º Centro Novo do Maranhão (MA) 0,518
5467º Itaipava do Grajaú (MA) 0,518
5467º Santo Amaro do Maranhão (MA) 0,518
5461º Santana do Mundaú (AL) 0,519

Via http://www.mdig.com.br/

Bicbanco é vendido ao segundo maior da China por R$ 1,6 bilhão

A família Bezerra de Menezes, acionista majoritária e controladora do Banco Industrial e Comercial S.A. (Bicbanco) fechou ontem a venda da instituição para o China Construction Bank (CCB), segundo maior banco comercial na China e quinto maior do mundo. A operação, que marca a primeira aquisição do CCB na América Latina, envolve um montante de aproximadamente R$ 1,6 bilhão (US$ 740 milhões) pela parte adquirida.

Após a conclusão da transação, dentro de 30 dias, nos termos da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o CCB fará uma oferta pública obrigatória para a aquisição das ações de emissão da Companhia pelos acionistas minoritários. O maior acionista depois da família Bezerra de Menezes, o empresário Deusmar Queirós, disse que, inicialmente, não pretende vender suas ações.

Hoje a direção do Bicbanco faz uma conferência, em São Paulo, detalhando para todos os funcionários como fica a operação e gestão do banco. Uma fonte do mercado financeiro disse ao O POVO que acredita que os cerca de 500 funcionários, espalhados pelas 43 agências, serão mantidos pelo menos pelos próximos dois anos. Adiantou que era grande o desejo dos chineses de entrar no Brasil e eles buscavam o Bicbanco desde 2011. Pactual, Bradesco e Itaú, dentre outros também cortejavam o maior banco médio em operação e o sétimo maior banco privado brasileiro.

O economista Célio Fernando Melo, diretor da BFA, disse que o banco estava bem mas, como outras instituições de porte médio do Brasil e do Exterior, enfrentava problemas com liquidez e captação desde a crise mundial de 2008. Outra fonte do mercado diz que a exemplo de outros bancos teve problemas por causa da inadimplência seguida nos anos de 2010, 2011 e também com reflexo em 2012. “Mas o banco tinha caixa e patrimônio de R$ 1,9 bilhão e o índice de Basiléia, de 18,5, era considerado muito bom”, diz, considerando que com a crise tinha perdido rentabilidade.

Negócio positivo

O empresário Deusmar Queirós, que é sócio minoritário do Bicbanco há 30 anos, afirma que o banco estava sadio e que o negócio foi bom. “Acho que com os chineses o banco vai crescer muito”, avalia, ressaltando que vai disputar mercado com os grandes. 

O CCB informa, por meio de sua assessoria, que o Brasil é estratégico e que o Bicbanco é o primeiro ativo da instituição de capital aberto, listada nas bolsas de Xangai e Hong Kong. Adianta que o CCB, com quase 60 anos de histórico operacional, deve ampliar a ações no Brasil. Seus principais negócios incluem serviços bancários corporativos e pessoais e operações de tesouraria.

O CCB está entre os líderes de mercado na China em diversos produtos e serviços, incluindo empréstimos para infraestrutura, financiamento imobiliário e cartões bancários, contando com uma extensa base de clientes, uma rede de mais de 14.000 filiais na China e em torno de 345 mil empregados. A estatal chinesa está expandindo ativamente sua presença no exterior e possui, atualmente, 68 instituições estrangeiras que cobrem 14 países e regiões. A rede do CCB no exterior inclui filiais em Hong Kong, Cingapura, Frankfurt, Johanesburg, Tóquio, Seul, Cidade de Ho Chi Minh, Nova York, Sydney, Melbourne e Taipé, bem como subsidiárias integrais e operacionais no exterior como CCB Ásia, CCB Rússia, CCB Internacional e CCB Londres.

(Artumira Dutra, O Povo Online)

 

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. Geógrafo e Funcionário da Secretaria de Formação do SEEB/CE. Atua na CCP-Banco do Brasil e CCV-Caixa. Diretor da AESB e Delegado Sindical do SINTEC-CE.

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