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Economia e Negócios

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UFC parte para interior do Brasil, mas lamenta: “faltam arenas”

UFC Fortaleza – 09/06/2013

O UFC pretende realizar sete eventos no Brasil em 2013. Três deles foram feitos em São Paulo, Jaraguá do Sul e Fortaleza, um já está com vendas abertas no Rio de Janeiro e outros três devem ser agendados. Note que, após apostar em grandes capitais na chegada, as lutas começam a acontecer no interior do país. Um movimento para aumentar e capitalizar a popularidade das artes marciais mistas entre os brasileiros. O porém: falta infraestrutura.

“Nós precisamos de arenas. Hoje, temos dificuldade em ir para todas as cidades que gostaríamos justamente porque não temos arenas construídas com condições para que possamos fazer eventos. Tentamos trabalhar ao máximo com o que a gente tem, mas nem sempre dá”, conta Grace Tourinho, representante exclusiva do UFC no Brasil, uma espécie de “CEO” da filial brasileira, contratada em março deste ano para tocar a operação por aqui.

A executiva esteve em São Paulo na manhã desta quinta-feira (13/06) para o anúncio de que a Netshoes irá operar o e-commerce do UFC no Brasil. A loja virtual terá 2 mil produtos relacionados a lutas, sendo 400 deles com a marca do UFC, disponíveis para consumidores de todo o país. Na prática, a Netshoes fará o que já faz com a NBA: assume a responsabilidade de administrar o e-commerce e entregar em todo o Brasil produtos comprados pela internet, especialmente porque, agora, com eventos organizados no interior do país, a tendência é haver mais demanda.

Eis os principais trechos da entrevista com Grace Tourinho ao NEGÓCIOS FC.

Quantos produtos o UFC terá no e-commerce?

Os fãs vão conseguir comprar produtos com qualidade muito mais facilmente, e haverá uma gama enorme. Hoje temos 400 produtos com a marca UFC e queremos ter o dobro até o fim do ano. No total, o site vai ter 2 mil itens.

Quais serão os fornecedores?
Vão ser diversos fornecedores. Este é um trabalho da Nesthoes: conseguir os melhores fornecedores, com os melhores prazos e preços, para atender bem todos os fãs do UFC no Brasil.

E qual a expectativa de venda de vocês com o e-commerce?
A nossa expectativa é que o Brasil, junto com o restante da América Latina, atinja o nível de vendas dos Estados Unidos em um espaço de tempo muito breve.

Um ano? Dois?
Para ter tranquilidade e atingir minha meta, eu diria que três anos.

Quanto gera o e-commerce nos Estados Unidos?
Como somos uma empresa de capital fechado, não divulgamos esses números.

Quais são as principais metas para o Brasil em 2013?
Teremos sete eventos. Três já entregues, em São Paulo, Jaraguá do Sul e Fortaleza. Abrimos a venda no Rio de Janeiro e vamos entregar mais três outras cidades. Esta é nossa meta principal. Também estamos trabalhando muito para trazer novos assinantes para o Canal Combate. Por meio deste canal, identificamos quem gosta mesmo de ver lutas.

Por que investir em cidades além das principais capitais?
Para atingir o fã de norte a sul, de leste a oeste. Nas cidades menores, percebemos que a cidade se veste de UFC. As pessoas se juntam, se mobilizam para o evento, mudando inclusive o dia a dia da cidade, os horários dos restaurantes. É impressionante. O apoio que recebemos foi muito positivo.

Como vocês identificam quais cidades devem receber eventos? A base de assinantes do Canal Combate lhe ajuda nesse aspecto?
A gente mapeia pelos assinantes, sim. É um bom ponto que utilizamos. Mas também precisamos de arenas. Hoje, temos dificuldade em ir para todas as cidades que gostaríamos justamente porque não temos arenas construídas com condições para que possamos fazer eventos. Tentamos trabalhar ao máximo com o que a gente tem, mas nem sempre dá.

Faz tempo que o UFC fala em fazer um grande evento em um estádio, então este é um problema que também acontece nas capitais.
Este é um grande sonho que um dia espero realmente trabalhar para realizá-lo. Eu gosto de entregar, então, quando entregarmos, falamos sobre o desafio que foi para chegar a tal ponto.

A Copa do Mundo incentivou reformas e construções de estádios em todo o Brasil. Isso irá lhes ajudar, de certo modo?
Facilita. Mas, quando fazemos sete eventos, precisamos de arenas menores, porque o custo de operação em uma arena grande é muito maior. Nós queremos arenas de 10 mil, 15 mil lugares.

O que vocês fazem para tentar conseguir mais arenas? Vocês têm alguma negociação com o poder público, por exemplo?
Acredito que agora, até com esse calor do esporte no Brasil, pela Copa do Mundo e pela Olimpíada, as coisas vão acontecer, porque o brasileiro precisa se preparar para 2016. Acreditamos que alguns investimentos serão feitos, e isso vai beneficiar todos do setor de entretenimento, não só o de lutas.

(Rodrigo Capelo, Época Negócios)

Adidas espera faturar 2 bilhões de euros em vendas com Copa do Mundo no Brasil

A adidas reuniu ontem na Alemanha representantes da mídia mundial para anunciar seus planos para 2014, ano de Copa do Mundo, momento em que, geralmente a empresa tem seus melhores resultados, principalmente pela venda de réplicas da bola oficial e camisas de seleções. Por isso a estimativa não é nada modesta: atingir 2 bilhões de euros em vendas somente com produtos da categoria futebol, o que daria o primeiro lugar absoluto para a marca.

Para alavancar as vendas, além de ativar com força o patrocínio oficial da Copa do Mundo e de algumas das principais equipes (principalmente em mídias sociais, segundo os executivos), a empresa vai lançar diversos produtos durante o segundo semestre, sempre com foco em inovação e tecnologia – quais produtos e os diferenciais deles não foram revelados, todavia.

Desde 2002 a marca vem crescendo dois dígitos por ano em vendas no mercado latinoamericano, por isso a Copa do Mundo no Brasil é tão aguardada. A expectativa é que o recorde em receita da empresa no futebol seja batido no ano que vem, entrando para a história da companhia. 

Abaixo um infográfico divulgado pela empresa que mostra como 2013 já vem sendo um ano mágico em conquistas, com Messi sendo eleito o melhor jogador do mundo, Chelsea vencendo a Europa League e o Bayern no topo da Champions League. Um bom sinal para Espanha, Japão, Nigéria e México na Copa das Confederações?

Via http://terramagazine.terra.com.br/jogodenegocios/blog/2013/06/18/adidas-espera-bater-recorde-em-vendas-com-copa-do-mundo-no-brasil/

Fortaleza ganhará 500 novas lojas em shoppings até o final de 2013

 

Via Sul Shopping – Fortaleza/CE

 

Por reunir compras, serviços, lazer e entretenimento, os shoppings centers recebem inúmeros consumidores diariamente e são ambientes favoráveis a empreendedores que buscam iniciar ou ampliar seus negócios. Até o fim deste ano, quase 500 estabelecimentos devem ser abertos em seis shoppings de Fortaleza, fortalecendo a geração de emprego e renda na Capital.

As lojas abrangem do segmento de alimentação ao de tecnologia. A partir do segundo semestre, o Via Sul Shopping, por exemplo, trará novas opções a quem passar pelo local.

No segmento de vestuário, as novidades são a Corujas de Pijama, especializada em roupas de dormir, a grife internacional Calvin Klein Jeans e a 420 Friends, voltada à moda skate e surfe. Será a primeira loja da marca na Capital.

A Academia de Dança Vera Passos e Quem disse, Berenice?, do ramo de cosméticos, também confirmaram presença. Na área de alimentação, o shopping terá os já conhecidos Habib´s e Empório Brownie. A novidade fica por conta do restaurante Capital Steakhouse.

Posicionamento

Para a gerente de Marketing do Via Sul, Roberta Facó, oferecer novas opções e ter um mix variado é importante para reforçar o posicionamento do shopping, buscar à concorrência e atender às necessidades de um público cada vez mais exigente.

“Precisamos oferecer várias opções aos nossos clientes, que sempre buscam os melhores produtos aliados a um ambiente confortável e excelente atendimento”, afirma.

Benfica e Iguatemi

No Shopping Benfica, foram abertos seis empreendimentos neste ano, sendo duas lojas (Cereja, L´anima) e seis quiosques (Cia da Empada, Sweet Kate, Iphoneria e Saque Card). Até o fim do ano, mais seis lojas passarão a funcionar (Spoleto, Habib´s, Rei do Sushi, Handara, Boldness e Maresia).

O Shopping Iguatemi inaugurou, entre abril e maio, cinco lojas (Geek Store, Havaianas, Chocolates Brasil Cacau, Maresia, URB Store) e um quiosque da Samsung. Até julho, estão previstas as instalações da Jacris e da Croasonho.

North Shopping

Já no North Shopping passaram a funcionar três quiosques (Disney Fantasia, 1° Round, I-Stick e Cia da Empada) e duas lojas (Comfort e Clube Melissa) neste semestre. Está prevista a abertura da loja de maquiagens e cosméticos L´anima.

Novos empreendimentos

O North Shopping Jóquei, que será inaugurado no dia 30 de outubro, conta com 33 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), cinco lojas âncoras, 18 megalojas, 155 lojas satélites, praça de alimentação com 27 operações de fast food, um complexo de cinema com seis salas e tecnologia 3D, além de 2.900 vagas de estacionamento.

Atualmente, 85% da área destinada às lojas estão alugados. Dentre as empresas que já fecharam negócio com o shopping (cerca de 174) estão Riachuelo, Renner, C&A, Marisa, Lojas Americanas, Rabelo, C. Rolim, Casa Pio, Sapataria Nova, Esposende, Ri Happy, Planeta Brinquedo, Game Station, Burger King, Mc Donald´s, Subway, Bob´s, Spoleto, Ibyte, Cecomil, Handara, D´metal, Chica Fulô, Athos, Ferrovia, Cipolla, Água de Cheiro, Contém 1g, O Boticário, Cacau Show e Chocolates Brasil Cacau. Há, ainda, lojas que estão chegando a Fortaleza agora, como a Leader a e a Cinepolis.

Em Parangaba

Já o Shopping Parangaba, com uma ABL de 32 mil m², terá 306 lojas, sete âncoras e 24 operações de fast food. Haverá seis salas de cinema com projeção 3D e mais de 1.300 vagas de estacionamento.

Lojas como C&A, Magazine Luiza, Marisa, Renner, Riachuelo, Esplanada, Centauro, Casa dos Relojoeiros, Casa Pio, C. Rolim, Cecomil, Ibyte, Ferrovia, Zeffirelli, Siberian, Stalker, O Boticário, Água de Cheiro, Rommanel, Casa da Bíblia e Couro Fino já fecharam negócio com o shopping. Tanto que cerca de 90% (média de 303 lojas) da área já foram locados.

O Shopping Parangaba também deverá ser aberto em outubro deste ano.

(RAONE SARAIVA – Diário do Nordeste)

9º Feirão Caixa da Casa Própria bate recorde de vendas em Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte. Cerca de R$ 300 milhões em imóveis novos, usados ou na planta, foram negociados durante o último final de semana, no 9º Feirão Caixa da Casa Própria. O evento foi o maior já realizado na região, em quantidade de imóveis ofertados, cerca de 2.500, e chega acima do dobro do ano passado, em que foram financiados mais de R$ 111,5 milhões. Também contou com um público superior em 60%, em relação ao ano passado. De acordo com a superintendência regional da Caixa, que avalia o feirão no Cariri como um sucesso, 16 mil pessoas estiveram no feirão.

A abertura da feira aconteceu no último sábado, no Cariri Garden Shopping, em Juazeiro do Norte, já contado com um grande público desde a sua abertura. A oferta de imóveis, a maior parte novos, envolveu a participação de corretores e construtores da região, com casas sendo ofertadas de vários municípios, inclusive de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. Segundo o superintendente Regional da Caixa Econômica Federal, Antonio Carlos Franci, o feirão ocorreu em todo o Brasil, iniciado no Estado, em Fortaleza, com encerramento no Cariri.

Previsões

As previsões este ano para as negociações, estiveram em torno de 50% a mais que o ano passado. Estimativa superada. De acordo com o superintendente, os negócios estiveram voltados para todas as faixas de renda, no intuito de atender a expectativa dos diversos frequentadores do feirão. O processo de negociação continua. Conforme Franci, o Feirão começou mesmo no final de semana, continuando nas agências da região.

“No Feirão são realizados os atendimentos iniciais, com as avaliações, e quanto as pessoas poderão financiar, de acordo com a faixa de renda”, afirma. Há financiamentos que vão até 4,5% de juros ao ano, com imóveis que podem ser parcelados em até 35 anos, ou negociados para a efetivação do pagamento, no período que o cliente puder negociar. “O Cariri está em franca expansão e, a cada ano, podemos observar o crescimento de toda a região”, ressalta.

Vantagem

Outra vantagem para os clientes é o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para facilitar a entrada do imóvel e até quitá-lo. “Na maioria das vezes, o valor do financiamento vai estar a abaixo do que o cliente paga no aluguel”, diz ele. O evento acontece juntamente à 6ª Feira de Imóveis do Cariri, numa parceria da Caixa com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).

O gerente regional de Construção Civil do Norte e Sul do Estado do Ceará da CEF, Lucas Ferreira de Castro, afirma que para essa edição, foram cadastrados o dobro de imóveis em relação ao ano passado.

Quem contratou o financiamento imobiliário, no período do Feirão, poderá pagar a primeira prestação a partir de janeiro de 2014.

A condição é válida para financiamentos com recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que forem concedidos durante a feira e assinados até o dia 28 de junho.

Foram instalados na praça de eventos 22 estandes, de empresas e instituições parceiras, como construtoras e imobiliárias. No local foi possível realizar o negócio, conhecer dados do imóvel e dar entrada nos papéis do financiamento.

Para isso, uma equipe de 70 funcionários da CEF detalhou para o público informações sobre linhas de crédito, efetuaram simulação do valor de financiamento e aprovação dos créditos, dentre outros serviços.

Para requerer o crédito para casa própria, o cliente teve de levar documento de identidade, CPF e comprovante de renda. Os interessados também podem obter informações em todas as agências da Caixa e, inclusive nos finais de semana. E ainda é possível fazer simulações do crédito imobiliário no endereço http://www.caixa.gov.br.

(Elizângela Santos – Diário do Nordeste)

Sardinha amazônica em lata chega às prateleiras dos supermercados

Há viabilidade para o envasamento do produto em óleo comestível (Divulgação)

A sardinha enlatada, iguaria muito popular no Brasil, pode ganhar em breve um rótulo amazônico. O processo que utiliza matrinxã curumim de até 60g para o processo de envazamento em óleo comestível ganhou interesse comercial de duas grandes indústrias do Centro-Oeste. A informação é do professor Antonio José Inhamuns que orientou o projeto de mestrado em Ciências de Alimentos, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), concluído ano passado pela aluna Joyce Kikushie.

Inhamuns, que prefere não citar o nome das empresas em negociação, disse que a proposta é economicamente viável. “Estamos fechando os dados, desenvolvendo um plano de negócios e de análise de custos”, informou.

O matrinxã (Brycon amazonicus), além de ser um peixe muito apreciado pela culinária regional, foi escolhido por ser uma espécie facilmente reproduzida em cativeiro, sendo o processo mais apropriado com vista à comercialização industrial. O potencial de crescimento dele, o sabor e o seu alto valor nutritivo também foram requisitos para o projeto. Para esta etapa de industrialização, a pesquisa constatou que o ideal é utilizar o peixe com 45 dias de vida, considerado em idade juvenil.

E por que não usar a sardinha de água doce? Inhamuns explica que a espécie, descartada por estar sujeita à pesca predatória, passa por período de defeso (reprodução) e ainda não foi adaptada à reprodução assistida.

O gosto da “sardinha amazônica” em nada lembra a tradicional sardinha de mar comercializada pela indústria, a sardinelas brasilienses,  encontrada no litoral brasileiro. “O sabor da nossa sardinha amazônica é menos forte, porque o peixe de água doce tem sabor mais suave”, explica Inhamuns.

Os pesquisadores do projeto desenvolveram três opções de molhos para acompanhar a iguaria enlatada: o primeiro de óleo vegetal; outro de molho de tomate; e um terceiro molho temperado feito com tucupi.

O procedimento de preparação da “sardinha amazônica” passa pela retirada das víceras e limpeza; o pré-cozimento para tirada do oxigênio da carne; e envazamento em latas de flandres; e autoclave durante 15 minutos para retirar as impurezas do alimento.

A pesquisa incluiu testes de esterilização comercial do produto, de acordo com a norma nº 12 da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa); a análise físico-química; e a análise sensorial que se constatou o sabor exótico e atrativo da matrinxã em conserva.

A ideia da pesquisa não é gerar patente, mas disponibilizar um acordo de transferência tecnológica para a universidade. A técnica de enlatar peixe existe desde o século XVIII, por isso não foi necessário patentear.

Crédito: http://acritica.uol.com.br/

265 mil turistas passarão por Fortaleza durante a Copa das Confederações

FORTALEZA – O Estado do Ceará receberá a visita de 265 mil turistas durante o período da Copa das Confederações. De acordo com o último boletim divulgado pela FIFA, 4,7% dos ingressos vendidos para os jogos da Copa das Confederações na Capital foram adquiridos por turistas de outros países.

Em seguida está o Rio de Janeiro (3,6%) e Belo Horizonte (3,1%).

O primeiro jogo da competição em Fortaleza, entre as seleções brasileira e mexicana, vai ocorrer no dia 19 de junho na Arena Castelão.

Para esta partida, com 51 mil pagantes até meados de maio, o percentual de ingressos vendidos para estrangeiros é de 2,1%, com a seguinte distribuição: México (32%), Estados Unidos (26%), Espanha (14%), Alemanha (8%), França eHolanda (3% cada).

O segundo jogo, no dia 23, entre a Espanha, a atual campeã mundial, e a Nigéria, vencedora do Campeonato Africano das Nações 2013, teve 39,1 mil ingressos vendidos, dos quais 5,2% foram comprados no exterior – Espanha, 72%; EUA, 8%; México, 5%; França, Argentina e Holanda, 2% cada.

O terceiro jogo, uma das semifinais e ainda sem as seleções participantes definidas, teve 33,8 mil dos ingressos vendidos, sendo 5,4% para estrangeiros. Os espanhóis lideram a procura, com 60%; seguido pelos estadunidenses (13%); mexicanos (7%); argentinos (3%); italianos e japoneses, com 2% cada.

Paulistas lideram compras entre brasileiros

Quanto às vendas e possíveis visitas de residentes de outros Estados brasileiros, os Paulistas estão em primeiro lugar. Em seguida vem o público Potiguar e Piauiense. Cerca de 36% de turistas nacionais adquiriram o seu ingresso.

Já entre os cearenses, compraram bilhetes, até o momento, 67,5%, sendo 61,4% da Região Metropolitana de Fortaleza, segunda menor média de procura local, segundo dados da FIFA.

Crédito: http://blogs.estadao.com.br/selecao-universitaria/265-mil-turistas-passarao-por-fortaleza-durante-a-copa-das-confederacoes/

Jornalismo nos novos meios: ou muda ou morre

Por Emerson Urizzi Cervi | Pensata

Bastaram chegar os novos meios de comunicação para os catastrofistas assegurarem que a imprensa estava com os dias contados. A internet engoliria a acabaria com tudo o que conhecemos até então como jornalismo no século XX, por ser mais rápida, barata e ágil. Não foram poucos os movimentos de boicote, no início, de jornais tradicionais e jornalistas aos novos meios. Porém, derrotados, todos aceitaram o lento e arrebatador trem da história. Os jornais migraram suas plataformas para a web, em especial para a interface internet. Alguns, rendidos economicamente, encerraram a circulação em papel e permanecem apenas como meios eletrônicos. Isso acabou gerando um efeito contrário ao que fora previsto pelos catastrofistas: o jornalismo se ampliou, diversificou suas fontes, tornou-se mais democrático e, principalmente, os jornalistas dos meios tradicionais passaram a enfrentar uma concorrência real – pela primeira vez na história da imprensa – de outra fonte de informação de massa, a dos produtores independentes de informações, também chamados de blogueiros.

 

O que seria motivo para a crise final do jornalismo acabou se transformando no principal fator de renovação da produção jornalística. Agora, não são mais as notícias produzidas nas redações dos jornais tradicionais as únicas fontes de informação. Aliás, foi preciso uma revolução como essa para muitos profissionais entenderem que notícia é um produto cuja matéria-prima é a informação, porém, não dá para acreditar as que se trata da mesma coisa. É verdade que não existe notícia sem informação, porém, nem toda informação está contida nas notícias. O noticiário nada mais é do que uma formatação específica, dada por profissionais e técnicas próprias, de informações. O que significa que qualquer pessoa é capaz de produzir informação de interesse público. Porém, só os jornalistas o fazem a partir da produção de notícias. Até o advento da internet essa diferenciação era difícil de ser materializada, pois não existiam meios com poder suficiente para difundir informações na sociedade que não fosse através das notícias, portanto, mediadas pelos profissionais e instituições jornalísticas. A principal mudança promovida pela internet foi permitir o acesso a informações que não receberam tratamento jornalístico. São diferentes de notícias, mas, ainda assim, dotadas de informação.

 

A consequência das mudanças promovidas pela internet foi que a sociedade passou a ter uma maior diversidade de visões de mundo nas informações que recebe e faz circular no espaço público. Para a sociedade que demanda informações isso não é melhor, nem pior que o momento anterior. É apenas diferente. Para o jornalismo tradicional, trata-se de um desafio. Os informantes sociais independentes, na internet chamados de blogueiros, concorrem diretamente com o jornalismo profissional. Foi essa concorrência que nos mostrou a verdadeira crise do jornalismo contemporâneo. Uma crise que não está relacionada com o meio de difusão dos conteúdos, mas sim com a forma de produzi-los.

 

O padrão de jornalismo dos anos 50 do século passado não se sustenta mais por ser um modelo inapropriado de produção de informações para a sociedade que tem formas alternativas de se informar. São necessários novos métodos, novas hierarquias, novas rotinas produtivas. Enfim, novas organizações informativas. Esse desafio é o motor para uma nova etapa do jornalismo na internet. A primeira delas foi a rejeição ao novo meio. Depois, veio a adaptação dos meios tradicionais ao formato da interface específica da web. O resultado foi uma mudança na roupagem das notícias, mas com preservação de um modelo de produção insustentável. A terceira etapa é a do surgimento de veículos noticiosos específicos da internet, sem existência fora da rede mundial de computadores. Desses “novos jornais” esperam-se práticas de produção e difusão de notícias mais próximas dos blogs do que dos jornalões tradicionais. Se não for assim, Não estarão cumprindo o papel de atualizar o jornalismo aos novos meios e aos novos tempos. A Gralha tem esse desafio à frente. O de produzir um jornalismo atualizado, não só pelo meio de difusão, mas principalmente pelas formas de produção da notícia. Um bom ponto de partida seria a diferenciação temática e de fontes de informação presentes nos meios de comunicação tradicionais. Se não fizer isso, estará apenas reproduzindo um modelo em crise.

 

Os gráficos a seguir são resultado de uma pesquisa realizada em 2011 por alunos dos cursos de comunicação social da Universidade Estadual de Ponta Grossa e de ciências sociais da Universidade Federal do Paraná. É um estudo da tematização dos impressos brasileiros. Para isso, foram coletadas as informações de todas as chamadas de primeira página publicadas entre janeiro e outubro de 2011 em seis jornais diários brasileiros, dois com circulação nacional (Folha de São Paulo e Estado de São Paulo), dois com circulação regional (Gazeta do Povo e Folha de Londrina) e dois com circulação local, apenas na região dos Campos Gerais do Paraná (Diário dos Campos e Jornal da Manhã). Ao todo, os seis jornais publicaram mais de 18 mil chamadas de notícias nos 10 meses analisados. Os assuntos dessas chamadas foram classificados em função do tema predominante em “partidos políticos”, quando tratavam da vida partidária; em “ético e político institucional”, quando falavam das instituições estatais brasileiras; em “políticas públicas”, quando predominava um tema de qualquer uma das principais políticas públicas, tais como educação, segurança, saúde, etc…; em “internacional”, quando o assunto se referia a outro país; em “variedade e esportes”, quando tratava de assuntos sem importância para o debate público, como vida de esportistas, resultados de jogos, celebridades, etc…; e “outro” caso não se enquadrasse em nenhuma das categorias anteriores.

 

 

A primeira informação extraída do gráfico é que de maneira geral os jornais ocupam suas primeiras páginas mais ou menos com a mesma proporção de determinada temática. Excetuando a presença do tema “internacional” nos dois jornais de circulação nacional (FSP e OESP), os veículos de comunicação reproduziram de forma muito similar os temas gerais apresentados ao debate público. A maior proporção foi de chamadas sobre “políticas públicas”, seguidas muito de perto das chamadas sobre “variedades e esportes”. Em terceiro lugar vem “ético e político institucional”. Uma conclusão possível a partir desse gráfico é que o tema “políticas públicas” não predomina nas capas dos periódicos. Ele tem uma participação maior nos jornais de circulação local do que nos nacionais, é verdade. No entanto, continua girando em torno da metade do total de chamadas nos jornais de circulação limitada e em torno de 1/3 nos de circulação nacional. Além disso, a proporção de chamadas sobre “variedades e esportes” manteve-se estável em todos os jornais analisados, girando em torno de ¼ do total, ou seja, 25% do espaço nobre das capas dos diários tradicionais é ocupado por temas com apelo comercial e nenhuma relevância para o debate público.

 

Além da tematização, que pode ser mais ou menos concentrada em determinado conjunto de assuntos, outro indicador da qualidade do serviço prestado pelo jornalismo é a presença de fontes no noticiário. Quanto maior a diversidade daqueles que “falam” nas notícias, mais plural está sendo a cobertura jornalística. Seguindo uma classificação presente na literatura internacional a pesquisa coletou informações sobre todas as fontes citadas nas primeiras páginas dos seis jornais durante o período analisado. Essas fontes foram categorizadas em três tipos: “fontes oficiais”, são as que falam em nome de uma instituição, são representantes institucionais, pode ser o presidente da república ou o presidente da associação de moradores local; “fontes disruptivas”, são as que falam por serem identificadas com algum distúrbio social, como manifestantes em vias públicas, grevistas, etc…; e “cidadão individualizado”, é a fonte citada não por promover algum distúrbio social, nem por representar uma instituição. Ela é procurada pelos jornalistas por ser especialista em determinado assunto. A primeira informação importante extraída da pesquisa é que apenas 10% das chamadas de capa dos jornais citam alguma fonte externa aos jornalistas, ou seja, a capa é o espaço por natureza da visão de mundo do próprio jornalista.

 

 

Ao considerarmos apenas as chamadas com presença de fontes, percebemos que em todos os jornais há um predomínio das fontes oficiais. Esse predomínio é maior nos jornais de circulação local, representando 90% do total. Nos jornais de circulação nacional as fontes oficiais são responsáveis por 50% do total e nos jornais de circulação regional, por cerca de 30% do total. Nos jornais de circulação regional há predomínio de fontes disruptivas sociais. Mas, em todos eles os especialistas (cidadão individualizado) têm presença secundária ou irrelevante.

 

O resultado, válidos para as capas dos seis jornais no período analisado, é que os periódicos de circulação local dão mais espaço proporcional para temas de política pública, porém, restritos à visão das fontes oficiais. Já os periódicos de circulação regional falam menos de políticas públicas e dão mais espaço para eventos factuais que envolvem algum transtorno no cotidiano da sociedade. Enquanto isso, os jornais de circulação nacional dão mais espaço para especialistas, porém, para falar sobre outros temas que não políticas públicas. Isso ajuda a entender porque houve uma redução na qualidade do debate público a partir dos meios jornalísticos tradicionais. O desafio do novo jornalismo, o jornalismo que não precisa respeitar as hierarquias, práticas e rotinas produtivas tradicionais e produzir notícias que sejam mais socialmente relevantes, menos dependentes do mercado e com maior pluralidade de visões de mundo. Esse é o desafio do A Gralha.

 

Emerson Urizzi Cervi é cientista político e professor da UFPR.

Grupo X, de Eike Batista, deve mais do que vale

247 – Mesmo que vendesse hoje todas as suas seis companhias, o empresário Eike Batista ainda não conseguiria pagar o que deve. O saldo acumulado da dívida, de acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal O Globo, é de R$ 18,8 bilhões, enquanto o patrimônio somado das empresas do Grupo X é de R$ 18 bilhões.

Consta da lista de débitos de Eike investidores, bancos privados e públicos, sendo que apenas do BNDES foram concedidos R$ 10 bilhões – uma parte já paga. Desde outubro de 2010, as companhias de Eike com ações negociadas na Bolsa (OGX, OSX, LLX, MPX, MMX e CCX) perderam R$ 86 bilhões em valor de mercado. Nesta sexta, as ações da OGX caíram 7,66% na Bovespa, a R$ 0,97, primeira vez abaixo de R$ 1, e a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating da empresa de B- para CCC.

“Entre 2006 – quando a MMX lançou ações, a primeira empresa do grupo a abrir capital – e o fim do primeiro trimestre deste ano – e o primeiro trimestre deste ano, as seis companhias acumulam prejuízo de R$ 6 bilhões”, informa o jornal carioca. Em comunicado nesta quinta-feira, o empresário garantiu que restaram “somente dívidas com vencimento de longo prazo” e disse que não pretende mais vender ações da OGX, como fez no mês passado.

Em entrevista ao O Globo, Rogério Freitas, da Teórica Investimentos, dá uma solução radical para os problemas de Eike: o empresário tem de sair da frente dos negócios. Segundo ele, esta é a única maneira de o grupo retomar a confiança do mercado.

“É uma pessoa só à frente de vários projetos grandes demais, que exigem investimentos grandes demais. O próprio Eike, no passado, guiou o mercado para uma visão superestimada do grupo. Ele soube vender bem os próprios negócios, como muitos bons empresários. Mas, agora, chegou-se a um ponto em que as ações das empresas são contaminadas por ele próprio. Ele tem que sair”, disse Freitas.

(Brasil 247)

Quem é contra o Bolsa Família ou é mal informado, ou mal intencionado

André Forastieri, em seu blog

Sempre que a oportunidade aparece, ressuscita a campanha contra o Bolsa Família. Seu objetivo não é acabar com o benefício. É tão impossível quanto acabar com o salário mínimo, o Natal, o nascer do sol. As metas são outras: manter o Bolsa Família com o menor valor possível, enxovalhar a reputação de quem o recebe, influenciar a opinião pública para que se torne politicamente difícil a criação de outros benefícios semelhantes, e bater no governo. A quem interessa? Aos que têm outros destinos para o dinheiro dos nossos impostos.

Recentemente, a correria por conta dos boatos sobre o fim do Bolsa Família ressuscitou os zumbis de sempre. As questões habituais se arrastaram para fora da tumba: o Bolsa Família é bom? É justo? Não é um estímulo oficial à vagabundagem e à procriação destrambelhada? Não seria melhor deixar de lado essa política assistencialista, e focar na geração de empregos, verdadeira porta de saída dessa esmola? Não tenha dúvida: na próxima oportunidade que pintar, os mesmos de sempre voltarão a atiçar com desinformação os mesmos preconceitos. É bom estar preparado para retrucar.

A revista britânica Lancet publicou semana passada estudo que relaciona de forma conclusiva o Bolsa Família com a queda da mortalidade infantil. Dados de quase 3000 municípios brasileiros foram utilizados, no período entre 2004 e 2009. A Lancet é a mais tradicional publicação científica na área de saúde do planeta – existe desde 1823. Nas cidades em que o programa tem alta cobertura, a queda geral na mortalidade infantil foi de 19,4%. Cruzando o Bolsa Família com causas específicas de morte, o impacto é ainda maior: queda de 65% nas mortes por desnutrição e 53% nas mortes por diarreia. A íntegra está aqui.

O Bolsa Família, portanto, salva vidas. Não é uma solução permanente. É uma operação de emergência, necessária hoje e todo dia. Sua missão fundamental é salvar vidas em perigo, vidas que enfrentam uma calamidade permanente (o miserê nacional, desastre que de natural não tem nada). Aí chegamos a outra crítica comum ao programa: mas pra quê tanta criança? Essa mulherada sem vergonha não está parindo um filho atrás do outro, só pra garantir uma renda fixa?

A resposta é um grande não. A taxa de fertilidade do Brasil vem caindo rápido. Hoje é de 1,8 filhos por mulher, a mesma que o Chile, menos que os Estados Unidos (1,9). Está abaixo do nível mínimo de reposição da população (que é 2,1%). É evidente que se o mundo tivesse dois bilhões de pessoas, em vez de sete, estaríamos melhor na fita. Quanto menos pobre, menos pobreza… mas o fato inquestionável é que as brasileiras têm cada vez menos filhos. E cada vez mais tarde – 40% das nossas conterrâneas entre 25 e 29 anos ainda não têm filhos. Dados citados em um iluminador artigo da Economist desta semana.

A importância do Bolsa Família para essas famílias pobres ficou assustadoramente explícita nas reportagens de TV sobre o corre-corre. Pareciam cenas de refugiados na África, se batendo por um galão de água, um saco de ração. Por que nossos compatriotas ficaram tão desesperados com a possibilidade de ficar sem o Bolsa Família? Porque eles não recebem um monte de outros benefícios simultaneamente. Comparando com os países que tem a melhor qualidade de vida, o Brasil tem benefícios sociais minúsculos.

O sociólogo Alberto Carlos Almeida fez uma comparação chocante entre Brasil e Inglaterra, em artigo para o jornal Valor Econômico. Os ingleses ganham salários muito mais altos que os brasileiros. E mesmo assim recebem muitos tipos de auxílio diferentes, que aqui não existem. Alguns:

- bolsa funeral (R$ 2100 para ajudar no enterro de seu familiar, incluindo pagar flores, caixão, uma viagem de algum parente para o velório etc.)

- bolsa aquecimento no inverno (média de R$ 2400 por mês para ajudar você a se aquecer no inverno)

- bolsa necessidades especiais (para deficientes ou idosos, até R$ 1500 por mês)

- bolsa cuidador de quem tem necessidades especiais (R$ 720 por mês)

- bolsa aquecimento por painéis solares (até R$ 3600 por mês)

- seguro desemprego (R$ 720 por mês)

E muitos outros de todo gênero. Almeida destaca o bolsa criança, que paga R$ 1350 por mês para a família que tem uma criança (e mais uns R$ 1200 para o segundo filho etc.). Vale lembrar que a saúde pública inglesa é boa e gratuita, assim como a educação, em sua maior parte. Por isso tudo, os ingleses são mais saudáveis e educados que os brasileiros, vivem mais e melhor que nós, em um país sem violência. Lá, os impostos são aplicados em benefícios que garantem uma vida mais saudável e segura. Quando alguém criticar o Bolsa Família, faça-lhe um favor: jogue esses dados na cara do infeliz. Nós, brasileiros, precisamos ter consciência do que funciona bem em outros países, para cobrar as mesmas leis aqui. Dou o link para a reprodução do texto de Almeida no site do Senado Federal, porque no site do Valor é só para assinantes.

Certo que o Brasil não é a Inglaterra. Certeza que há dinheiro suficiente para ajudarmos nossos deficientes, idosos, crianças, desempregados e defuntos. Estão aí os estádios faraônicos pra Copa, molezas diversas para empresas próximas do poder, benesses variadas para apadrinhados etc. Somos a sexta maior economia do mundo. Nosso desafio não é gerar recursos, é forçar a aplicação desses recursos no que trará mais benefícios para nossa população.

O PT explora politicamente o Bolsa Família? Claro, é isso que governos fazem, e oposição idem. Aécio Neves até já disse que quem criou o Bolsa Família foi o PSDB (não foi, mas criaram coisas parecidas. Lula, quando o Fome Zero não decolou, reempacotou os benefícios criados pelos tucanos, engordou um tanto o bolo, e marketou magistralmente). Minha sugestão é que os governos estaduais e municipais da oposição criem seus próprios bolsa isso e bolsa aquilo. Que bom se os políticos disputarem nosso voto nos dando dinheiro, em vez de tirar…

O questionamento do Bolsa Família mais furado de todos é o moral: é justo uma pessoa receber dinheiro, sem ter trabalhado por isso? Nem merece resposta. A questão não é de justiça, é de isonomia. Os mais ricos já recebem bastante dinheiro sem trabalhar. Embolsam rendimentos de suas aplicações financeiras, aluguel de imóveis e tal. Acionistas de empresas recebem dinheiro sem trabalhar: os lucros. E herdeiros recebem dinheiro sem trabalhar, às vezes sem nunca ter trabalhado de verdade. Muitas crianças brasileiras felizardas já têm seus futuros assegurados, graças ao que construíram seus pais ou avós. Nunca precisarão pegar no batente (e mesmo assim, como sabemos, muita gente abonada continua trabalhando, porque assim se sente realizada, produtiva, estimulada, ganha mais dinheiro ainda etc. Dinheiro é 100%, mas não é tudo…).

Na próxima vez que a campanha contra o Bolsa Família mostrar sua cara feia, ajude a cravar uma estaca em seu coração. O Bolsa Família não é nenhuma maravilha, mas é infinitamente melhor que nada. Tem que ser aplaudido, imitado, diversificado e expandido para pessoas que não têm família. Tem que ter o seu valor aumentado, bastante e rápido. Contra fatos, e vidas salvas, não há argumentos.

Cervejaria Itaipava se instala no Ceará

A cervejaria Itaipava vai se instalar no Ceará. O grupo de Petrópolis, no Rio de Janeiro, vai montar 12 centros de distribuição em regiões consideradas estratégicas no Estado. Entre as cidades escolhidas, estão Fortaleza, Crato, Maranguape, Crateús e Aracati.

A articulação para a instalação da empresa foi feita pelo presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico, Alexandre Pereira, que prevê a atração de mais de 2 mil empregos.

Um detalhe curioso da negociação: o investimento não terá isenção de impostos, contou apenas com o trabalho das prefeituras para a viabilização da área adequada. Em Aracati, por exemplo, está sendo criado um distrito industrial com 40 hectares iniciais. O investimento aproveita a duplicação do acesso e o Aeroporto Regional Dragão do Mar.

Itaipava Arena Castelão?

A Itaipava tem montado seu plano de expansão no Nordeste e, recentemente, chegou a fechar contratos para o uso de nome de estádio no Brasil. Depois da Arena Fonte Nova, em Salvador, que ganhou o nome de “Itaipava Arena Fonte Nova”, a empresa dá o nome para a Arena Pernambuco, em Recife. As negociações também chegaram ao Ceará, mas até agora não foram fechadas; a ideia é que o estádio pudesse vir a se chamar Itaipava Arena Castelão. Mas outros nomes e propostas também estão sendo avaliados.

(O Povo Online/Economia)

Bolsa Família enfraquece o coronelismo e rompe cultura da resignação, afirma socióloga

Dez anos após sua implantação, o Bolsa Família mudou a vida nos rincões mais pobres do país: o tradicional coronelismo perde força e a arraigada cultura da resignação está sendo abalada.

A conclusão é da socióloga Walquiria Leão Rego, 67, que escreveu, com o filósofo italiano Alessandro Pinzani, “Vozes do Bolsa Família” (Editora Unesp, 248 págs., R$ 36). O livro será lançado hoje, às 19h, na Livraria da Vila do shopping Pátio Higienópolis. No local, haverá um debate mediado por Jézio Gutierre com a participação do cientista político André Singer e da socióloga Amélia Cohn.

Durante cinco anos, entre 2006 e 2011, a dupla realizou entrevistas com os beneficiários do Bolsa Família e percorreu lugares como o Vale do Jequitinhonha (MG), o sertão alagoano, o interior do Maranhão, Piauí e Recife. Queriam investigar o “poder liberatório do dinheiro” provocado pelo programa.

Aproveitando férias e folgas, eles pagaram do próprio bolso os custos das viagens. Sem se preocupar com estatística, a pesquisa foi qualitativa e baseada em entrevistas abertas.

Professora de teoria da cidadania na Unicamp, Rego defende que o Bolsa Família “é o início de uma democratização real” do país. Nesta entrevista, ela fala dos boatos que sacudiram o programa recentemente e dos preconceitos que cercam a iniciativa: “Nossa elite é muito cruel”, afirma.

  Karime Xavier-31.mai.13/Folhapress  
Socióloga Walquiria Leão Rego, uma das autoras do livro sobre o Bolsa Família, que será lançado hoje, às 19h, na Livraria da Vila, em SP
Walquiria Leão Rego, uma das autoras do livro sobre o Bolsa Família, que será lançado hoje, às 19h, na Livraria da Vila, em SP

 

Folha – Como explicar o pânico recente no Bolsa Família? Qual o impacto do programa nas regiões onde a sra. pesquisou?
Walquiria Leão Rego - Enorme. Basta ver que um boato fez correr um milhão de pessoas. Isso se espalha pelos radialistas de interior. Elas [as pessoas] são muito frágeis. Certamente entraram em absoluto desespero. Poderia ter gerado coisas até mais violentas. Foi de uma crueldade desmesurada. Foi espalhado o pânico entre pessoas que não têm defesa. Uma coisa foi a medida administrativa da CEF (Caixa Econômica Federal). Outra coisa é o que a policia tem que descobrir: onde começou o boato. Fiquei estupefata. Quem fez isso não tem nem compaixão. Nossa elite é muito cruel. Não estou dizendo que foi a elite, porque seria uma leviandade.

Como assim?
Tem uma crueldade no modo como as pessoas falam dos pobres. Daí aparecem os adolescentes que esfaqueiam mendigos e queimam índios. Há uma crueldade social, uma sociedade com desigualdades tão profundas e tão antigas. Não se olha o outro como um concidadão, mas como se fosse uma espécie de sub-humanidade. Certamente essa crueldade vem da escravidão. Nenhum país tem mais de três séculos de escravidão impunemente.

Qual o impacto do Bolsa Família nas relações familiares?
Ocorreram transformações nelas mesmas. De repente se ganha uma certa dignidade na vida, algo que nunca se teve, que é a regularidade de uma renda. Se ganha uma segurança maior e respeitabilidade. Houve também um impacto econômico e comercial muito grande. Elas são boas pagadoras e aprenderam a gerir o dinheiro após dez anos de experiência. Não acho que resolveu o problema. Mas é o início de uma democratização real, da democratização da democracia brasileira. É inaceitável uma pessoa se considerar um democrata e achar que não tenha nada a ver com um concidadão que esteja ali caído na rua. Essa é uma questão pública da maior importância.

O Bolsa Família deveria entrar na Constituição?
A constitucionalização do Bolsa Família precisava ser feita urgentemente. E a renda tem que ser maior. Esse é um programa barato, 0,5% do PIB. Acho, também, que as pessoas têm direito à renda básica. Tem que ser uma política de Estado, que nenhum governo possa dizer que não tem mais recurso. Mas qualquer política distributiva mexe com interesses poderosos.

A sra. poderia explicar melhor?
Isso é histórico. A elite brasileira acha que o Estado é para ela, que não pode ter esse negócio de dar dinheiro para pobre. Além de o Bolsa Família entrar na Constituição, é preciso ter outras políticas complementares, políticas culturais específicas. É preciso ter uma escola pensada para aquela população. É preciso ter outra televisão, pois essa é a pior possível, não ajuda a desfazer preconceitos. É preciso organizar um conjunto de políticas articuladas para formar cidadãos.

A sra. quer dizer que a ascensão é só de consumidores?
As pessoas quando saem desse nível de pobreza não se transformam só em consumidores. A gente se engana. Uma pesquisadora sobre o programa Luz para Todos, no Vale do Jequitinhonha, perguntou para um senhor o que mais o tinha impactado com a chegada da luz. A pesquisadora, com seu preconceito de classe média, já estava pronta para escrever: fui comprar uma televisão. Mas o senhor disse: ‘A coisa que mais me impactou foi ver pela primeira vez o rosto dos meus filhos dormindo; eu nunca tinha visto’. Essa delicadeza… a gente se surpreende muito.

O que a surpreendeu na sua pesquisa?
Quando vi a alegria que sentiam de poder partilhar uma comida que era deles, que não tinha sido pedida. Não tinham passado pela humilhação de pedi-la; foram lá e compraram. Crianças que comeram macarrão com salsicha pela primeira vez. É muito preconceituoso dizer que só querem consumir. A distância entre nós é tão grande que a gente não pode imaginar. A carência lá é tão absurda. Aprendi que pode ser uma grande experiência tomar água gelada.

Li que a sra. teria apurado que o Bolsa Família, ao tornar as mulheres mais independentes, estava provocando separações, uma revolução feminina. Mas não encontrei isso no livro. O que é fato?
É só conhecer um pouco o país para saber que não poderia haver entre essas mulheres uma revolução feminista. É difícil para elas mudar as relações conjugais. Elas são mais autônomas com a Bolsa? São. Elas nunca tiveram dinheiro e passaram a ter, são titulares do cartão, têm a senha. Elas têm uma moralidade muito forte: compram primeiro a comida para as crianças. Depois, se sobrar, compram colchão, televisão. É ainda muito difícil falar da vida pessoal. Uma ou outra me disse que tinha vontade de se separar. Há o problema de alcoolismo. Esses processos no Brasil são muito longos. Em São Paulo é comum a separação; no sertão é incomum. A família em muitos lugares é ampliada, com sogra, mãe, cunhado vivendo muito próximos. Essa realidade não se desfaz.

Mas há indícios de mudança?
Indícios, sim. Certamente elas estão falando mais nesse assunto. Em 2006, não queriam falar de sentimentos privados. Em 2011, num povoado no sertão de Alagoas, me disseram que tinha havido cinco casos de separação. Perguntei as razões. Uma me disse: ‘Aquela se apaixonou pelo marido da vizinha’. Perguntei para outra. Ela disse: ‘Pensando bem, acho que a bolsa nos dá mais coragem’. Disso daí deduzir que há um movimento feminista, meu deus do céu, é quase cruel. Não sei se dá para fazer essa relação tão automática do Bolsa com a transformação delas em mulheres mais independentes. Certamente são mais independentes, como qualquer pessoa que não tinha nada e passa a ter uma renda. Um homem também. Mas há censuras internas, tem a religião. As coisas são muito mais espessas do que a gente imagina.

O machismo é muito forte?
Sim. E também dentro delas. Se o machismo é muito percebido em São Paulo, imagina quando no chamado Brasil profundo. Lá, os padrões familiares são muito rígidos. É comum se ouvir que a mulher saiu da escola porque o pai disse que ela não precisava aprender. Elas se casam muito cedo. Agora, como prevê a sociologia do dinheiro, elas estão muito contentes pela regularidade, pela estabilidade, pelo fato de poderem planejar minimamente a vida. Mas eu não avançaria numa hipótese de revolução sexual.

O Bolsa Família mexeu com o coronelismo?
Sim, enfraqueceu o coronelismo. O dinheiro vem no nome dela, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém. É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito. Num programa que envolve 54 milhões de pessoas, alguma coisa de vez em quando [acontece]. Mas a fraude é quase zero. O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro.

E a questão eleitoral?
O coronel perdeu peso porque ela adquiriu uma liberdade que não tinha. Não precisa ir ao prefeito. Pode pedir uma rua melhor, mas não comida, que era por ai que o coronelismo funcionava. Há resíduos culturais. Ela pode votar no prefeito da família tal, mas para presidente da República, não.

Esses votos são do Lula?
São. Até 2011, quando terminei a pesquisa, eram. Quando me perguntam por que Lula tem essa força, respondo: nunca paramos para estudar o peso da fala testemunhal. Todos sabem que ele passou fome, que é um homem do povo e que sabe o que é pobreza. A figura dele é muito forte. O lado ruim é que seja muito personalizado. Mas, também, existe uma identidade partidária, uma capilaridade do PT.

Há um argumento que diz que o Bolsa Família é como uma droga que torna o lulismo imbatível nas urnas. O que a sra. acha?
Isso é preconceito. A elite brasileira ignora o seu país e vai ficando dura, insensível. Sente aquele povo como sendo uma sub-humanidade. Imaginam que essas pessoas são idiotas. Por R$ 5 por mês eles compram uma parabólica usada. Cheguei uma vez numa casa e eles estavam vendo TV Senado. Perguntei o motivo. A resposta: ‘A gente gosta porque tem alguma coisa para aprender’.

No livro a sra. cita muitos casos de mulheres que fizeram laqueadura. Como é isso?
O SUS (Sistema Único de Saúde) está fazendo a pedido delas. É o sonho maior. Aliás, outro preconceito é dizer que elas vão se encher de filhos para aumentar o Bolsa Família. É supor que sejam imbecis. O grande sonho é tomar a pílula ou fazer laqueadura.

A sra. afirma que é preconceito dizer que as pessoas vão para o Bolsa Família para não trabalhar. Por quê?
Nessas regiões não há emprego. Eles são chamados ocasionalmente para, por exemplo, colher feijão. É um trabalho sem nenhum direito e ganham menos que no Bolsa Família. Não há fábricas; só se vê terra cercada, com muitos eucaliptos. Os homens do Vale do Jequitinhonha vêm trabalhar aqui por salários aviltantes. Um fazendeiro disse para o meu marido que não conseguia mais homens para trabalhar por causa do Bolsa Família. Mas ele pagava R$ 20 por semana! O cara quer escravo. Paga uma miséria por um trabalho duro de 12, 16 horas, não assina carteira, é autoritário, e acha que as pessoas têm que se submeter a isso. E dizem que receber dinheiro do Estado é uma vergonha.

Há vontade de deixar o Bolsa Família?
Elas gostariam de ter emprego, salário, carteira assinada, férias, direitos. Há também uma pressão social. Ouvem dizer que estão acomodadas. Uma pesquisa feita em Itaboraí, no Rio de Janeiro, diz que lá elas têm vergonha de ter o cartão. São vistas como pobres coitadas que dependem do governo para viver, que são incapazes, vagabundas. Como em “Ralé”, de Máximo Gorki, os pobres repetem a ideologia da elite. A miséria é muito dura.

A sra. escreve que o Bolsa Família é o inicio da superação da cultura de resignação? Será?
A cultura da resignação foi muito estudada e é tema da literatura: Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego. Ela tem componente religioso: ‘Deus quis assim’. E mescla elementos culturais: a espera da chuva, as promessas. Essa cultura da resignação foi rompida pelo Bolsa Família: a vida pode ser diferente, não é uma repetição. É a hipótese que eu levanto. Aparece uma coisa nova: é possível e é bom ter uma renda regular. É possível ter outra vida, não preciso ver meus filhos morrerem de fome, como minha mãe e minha vó viam. Esse sentimento de que o Brasil está vivendo uma coisa nova é muito real. Hoje se encontram negras médicas, dentistas, por causa do ProUni (Universidade para Todos). Depois de dez anos, o Bolsa Família tem mostrado que é possível melhorar de vida, aprender coisas novas. Não tem mais o ‘Fabiano’ [personagem de "Vidas Secas"], a vida não é tão seca mais.

“VOZES DO BOLSA FAMÍLIA”
AUTOR Walquiria Leão Rego e Alessandro Pinzani
EDITORA Editora Unesp
QUANTO R$ 36 (248 págs.)
LANÇAMENTO hoje, às 19h, na Livraria da Vila – Shopping Higienópolis (av. Higienópolis, 618; tel. 0/xx/11/3660-0230)

(Eleonora de Lucena, Folha de SP)

Um por cento da população detém 39% da riqueza mundial

O Brasil é o 14º país do mundo em número de famílias multimilionárias, que tem mais de US$ 100 milhões em riqueza privada, segundo estudo da Boston Consulting Group, divulgado na quinta-feira (30/05). Há 236  famílias no país nestas condições.

A maior quantidade de famílias com este montante de riqueza está nos Estados Unidos (3.016), seguido do Reino Unido (1.001) e da China (851).

A pesquisa leva em conta a riqueza privada das famílias, que inclui dinheiro, depósitos e investimentos, excluindo empresas, casas ou outros bens.

O número de famílias milionárias, com mais de US$ 1 milhão, alcançou 13,8 milhões em todo o mundo, representando 0,9% das famílias. O maior número, também entre as famílias milionárias, está nos Estados Unidos, onde há 5,9 milhões de famílias milionárias. Na sequencia ficam o Japão e a China.

Já em proporção de milionários em relação ao número de habitantes, o Qatar é o primeiro, com 14,3% das famílias do país sendo milionárias. Na Suíça são 11,6% e no Kwait, 11,5%.

Riqueza privada

O estudo mostra ainda que a riqueza privada cresceu 7,8% no ano passado para um total de US$ 135,5 trilhões, um crescimento maior que o dos dois anos anteriores.

A América Latina foi a segunda região em que a riqueza que mais cresceu, com expansão de 10,5%, para US$ 3,9 trilhões. A região em que houve maior crescimento de riqueza foi a Ásia exceto o Japão, em que o valor subiu 13,8%, para US$ 28 trilhões.

O crescimento da riqueza nos emergentes foi de 12,9% em média, maior que o dos países antigos, em que a riqueza cresceu 5,9%.

(G1 Economia)

O grupo financeiro Safra pode comprar as operações do HSBC em Mônaco

Mônaco

Além do banco suíço BSI, o grupo financeiro Safra, com sede em São Paulo, poderá comprar as operações do HSBC em Mônaco, que já pertenceu a Edmond Safra, o falecido irmão de Joseph Safra. O negócio é estimado entre US$ 600 e 700 milhões.

O HSBC iniciou há alguns meses um plano para diminuir sua presença em paraísos fiscais. Tal plano justificaria a venda da unidade de Mônaco, que lida exclusivamente com private banking.

(Glamurama/Uol)

Pacatuba ganhará agência do Banco do Nordeste

Em consequência da política de desenvolvimento econômico desenvolvida pela atual administração, que vem permitindo o fortalecimento da economia local e o crescimento de ofertas de emprego, o município de Pacatuba vem ganhando o reconhecimento de investidores de empresas nacionais e multinacionais que já negociam a implantação de novos empreendimentos na cidade nos próximos anos.

 

Além de novos empreendedores, a cidade ganha o reconhecimento de setores bancários como Caixa Econômica e agora do Banco do Nordeste do Brasil- BNB que fará a instalação de sua agência no município nos próximos meses.

 

Esta unidade bancária tem grande importância e credibilidade reconhecida em todo o país, e irá além de atender as demandas da clientela local e de municípios vizinhos, permitir novas oportunidades de negócios, com concessão de linhas de crédito as micros, pequenas, médias e grandes empresas, que favorecerão ainda mais o crescimento econômico-social de Pacatuba.

 

Segundo o secretário de desenvolvimento econômico, João Paulo Soares, o município realizou uma articulação junto ao BNB através dos gerentes de negócios, Francisco Cleison B. Laurentino e Vagner Mota de Souza, para a implantação da nova agência com base nos incentivos fiscais que Pacatuba oferece para atrair novos empreendimentos.

 

“Hoje Pacatuba conta com mais de 30 empresas instaladas em dois distritos industriais, e já estudamos a concessão de mais benefícios para outras corporações que estão se credenciando para receber as áreas físicas e incentivos fiscais por parte do município. Além disso iniciamos a abertura de novas avenidas nas proximidades do Alto São João, com objetivo de futuras instalações de mais um distrito industrial”, comentou o secretário.

 

 

Com informações: Helany Cris Holanda

Via http://jmunicipios.com/noticias/municipios/%EF%BB%BFpacatuba-ganhara-agencia-do-banco-do-nordeste/

Editora Abril diz que não definiu quais – e se – haverá fim de revistas

Com o processo de reestruturação do Grupo Abril, iniciado na última sexta-feira (7/6) após a demissão de diretores de núcleo, vários boatos surgiram no final de semana sobre a extinção de títulos da editora.

 

 

Segundo as informações publicadas na imprensa e replicadas na internet, seriam 11 as publicações que deixariam de circular, entre elas, Playboy, Capricho e Contigo. 

 

 

Em breve nota emitida na tarde desta segunda (10/6), a empresa desmentiu as os boatos. “A respeito de todas as notícias veiculadas na imprensa desde a última sexta-feira, quando anunciou uma reestruturação, a Abril S.A. informa que não há qualquer definição sobre o fechamento de títulos do seu portfólio”, diz a nota.

 

 

Reestruturação do grupo

 

 

Com as mudanças anunciadas na sexta, o Grupo Abril passou a ter uma nova estrutura e a junção das unidades de negócios que estavam ligadas à Abril Mídia. Elas serão cinco: Unidade de Negócios Veja, UN Exame, UN Abril Segmentadas, UN Negócios Digitais e UN de Negócios de Assinaturas. 

 

 

A UN Veja será comandada por Thais Chedes Soares que acumula o cargo de diretora geral de publicidade; a UN Exame será comandada por Claudia Vassallo; a UN Abril Segmentadas será dirigida por Helena Bagnoli no comando geral e Claudia Giudice como diretora superintendente. 

 

 

Já a UN de Novos Negócios Digitais terá Manoel Lemos como titular e reúne as operações Alphabase, iba, Elemidia, E-commerce e um Fundo de Investimento em Empresas de Tecnologia. A UN de Negócios de assinatura continua sob a liderança de Fernando Costa. 

 

 

Foi criada uma assessoria editorial à presidência que será ocupada por Edla Müller que seguirá com o trabalho realizado por Thomas Souto Corrêa. Também foi criada uma vice-presidência de operações e gestão que será comandada por Marcelo Bonini.

 

 

 

(Via Portal Imprensa)

Fairphone, celular ‘ecologicamente correto’, é um top biosustentável

O Fairphone é um aparelho que pretende trazer a bandeira do “ecologicamente correto” ao mundo dos smartphones. O projeto, que pretende criar um celular sem impactar o planeta, já entrou na fase de pré-vendas para iniciar o processo de fabricação. Aparelho virá equipado com Android 4.2.2 (Jelly Bean).

Fairphone é criado com materiais sustentáveis (foto: Divulgação)

O preço estimado do Fairphone é de 325 euros (cerca de R$ 850). O aparelho possui tela de 4,3 polegadas, com resolução de 960 x 530 pixels, processador MTK6589 quad-core de 1,2 GHz, 1 GB de memória RAM e 16 de armazenamento interno, expansíveis via microSD. O smartphone ecológico terá ainda câmera traseira de oito megapixels e frontal com 1,3 MP.

A empresa garante que o Fairphone será construído de acordo com uma série de princípios, como usar apenas fornecedores que tenham boas condições de trabalho para seus empregados, práticas de reciclagem e sem incluir minerais cuja renda possa servir para financiar conflitos ao redor do mundo. Os acordos com os produtores serão também o mais transparentes possíveis.

A pré-venda do Fairphone já começou na Europa e a empresa precisa de pelo menos cinco mil unidades para começar a produção. O dinheiro arrecadado com o smartphone será usado em projetos de reciclagem, com o objetivo de criar telefones feitos apenas com materiais reciclados.

Via Android Authority

(João Kurtz, para o Tech Tudo)

Trocar de celular todo ano pode custar mais que um carro, mostra estudo

Por Aline Jesus, para o Tech Tudo

Você é daqueles que troca de celular todo ano só para tirar onda com o iPhone, Galaxy ou Lumia mais poderoso? Talvez seja melhor esperar mais um pouquinho para pegar seu próximo gadget. Um levantamento comprovou que essa troca anual de aparelhos pode representar um risco financeiro para o usuário e que é possível economizar mais de R$ 50 mil com a mudança de hábitos.

iPhone, Android e Windows Phone juntos (Foto: Allan Melo / TechTudo)Trocar de celular todo ano pode gerar um grande gasto ao longo do tempo (Foto: Allan Melo / TechTudo)

O estudo, feito pelo site Minhas Economias, leva em conta um planejamento a longo prazo, com valores fictícios e considerando um mundo sem inflação. Para o cálculo, o preço dos celulares foram fixados em R$ 1 mil e a taxa de juros em 6% ao ano. O objetivo é verificar quanto uma pessoa economizaria em 30 anos, caso optasse por trocar de celular de dois em dois anos ou de três em três, ao invés de anualmente.

O cálculo mostra que os usuários que escolhessem trocar seus aparelhos de dois em dois anos teriam R$ 40.680,43 a mais, enquanto os que optassem por adquirir um novo smartphone a cada três anos economizariam R$ 54.225,23. Ou seja, uma economia e tanto, que poderia fazer diferença no futuro.

E aí, acha que vale a pena trocar de celular todo ano ou prefere aguardar mais tempo? Considera que essa economia em 30 anos seria, realmente, vantajosa? Não deixe de dar a sua opinião nos comentários!

Via Minhas Economias

CEARÁ lidera crescimento econômico no Nordeste

Os bons ventos continuam a impulsionar a economia do Nordeste e principalmente a do Ceará , conforme o Boletim Regional do Banco Central (BC) divulgando ontem. O documento mostra que a região Nordeste foi a que mais cresceu, na comparação regional, entre os meses de dezembro de 2012 e fevereiro de 2013, com um Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) de 2,1%.  

E no Nordeste, o relatório aponta que coube ao Ceará a liderança no crescimento. O Estado registrou uma taxa de crescimento de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. O percentual colocou o Ceará à frente da Bahia, que ficou com 3,1%, e de Pernambuco, que registrou 2,3%.

O pior desempenho ficou por conta da região Norte que registrou crescimento de apenas 0,2%. A região Sul teve um índice de 1% para o trimestre encerrado em fevereiro deste ano. As regiões Centro-Oeste e Sudeste, por sua vez, registraram 1,4% de expansão cada uma.

De acordo com o economista Flávio Ataliba, diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), o bom desempenho da economia do Estado se deve, principalmente, aos investimentos públicos realizados nos últimos anos. Segundo ele, as gestões fiscal e orçamentária estão possibilitando que o Estado arrecade mais e invista os recursos em infraestrutura. Além disso, o economista destaca a crescente atuação do setor de serviços, que tem respondido pela maior taxa de crescimento do PIB estadual.

“O Estado tem sido responsável. Essa qualidade coloca o Ceará na vanguarda de inovações em termos de novos instrumentos de gestão pública. O reflexo disso, na ponta, é uma taxa de crescimento robusta e sustentável”. 

Arrecadação

Ainda segundo o Boletim do Banco Central, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) dos estados do Nordeste teve crescimento de 4,2%. O resultado favoreceu para o aumento de 5% no superavit dos estados.  

A Região também apresenta a maior margem para endividamento. Conforme o BC, há condição para a contração de R$ 23,2 bilhões em novas operações pelos governos estaduais.

O levantamento também revela que, no primeiro trimestre deste ano, os desembolsos destinados ao Nordeste por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançaram R$ 4,9 bilhões, um incremento de 76,4% em relação ao mesmo período de 2012. 

O crescimento no Nordeste

Taxa de crescimento em 2012 Ceará – 3,7%

Bahia – 3,1%

Pernambuco – 2,3%

Crescimento do comércio varejista até fevereiro 8,5%

Crescimento da produção industrial 3,2%

Desembolsos do BNDES R$ 4,9 bilhões

Crescimento na arrecadação de ICMS 4,2%

Produção de grãos prevista para 2013 13,7 milhões de toneladas

Saldo negativo da balança comercial 
(primeiro trimestre de 2013) US$ 4,3 bilhões

IPCA 2,19%

Fonte: Boletim Regional do Banco Central

 

Índice de Atividade EconômicaRegional

Nordeste                        2,1%

Sudeste                         1,4%

Centro-Oeste                 1,4%

Sul                                  1%

Norte                               0,2%

(Marcelo Andrade, O Povo Online)

Estudo do Ipea diz que criar novos TRFs é opção cara e ineficiente

A criação de quatro novos tribunais regionais federais (TRFs), promulgada na última quinta-feira (6) pelo Congresso Nacional, não resolve a morosidade da Justiça Federal, além de ser uma alternativa de custo elevado. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Atualmente há no país cinco TRFs – Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Com o novo esquema, serão instalados tribunais também em Minas Gerais, Amazonas, Paraná e Bahia, aumentando para nove o número total.

Em reunião em abril com representantes de associações de magistrados, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a criação dos tribunais e disse que a criação custaria R$ 8 bilhões aos cofres públicos.

Favorável à criação dos tribunais, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) estimou que as novas Cortes custarão cerca de R$ 700 milhões por ano, com uma média de R$ 175 milhões por tribunal.

O petista André Vargas (PR), responsável pela promulgação, afirma que R$ 7,2 bilhões custa toda a Justiça Federal, portanto, “o máximo que poderíamos ter é um incremento de 10%, 12%, R$ 700 milhões por ano”.

Já o Ipea conclui que o custo seria de R$ 922 milhões por ano, valores atualizados monetariamente para janeiro de 2013. O instituto analisou a emenda a fim de definir o impacto, em termos de litigiosidade e eficiência, da reorganização da Justiça Federal de segunda instância.

O estudo se baseou em dados de 2011 do Conselho de Justiça Federal e do Conselho Nacional de Justiça, órgãos de controle externo, como se a PEC tivesse sido aprovada e estivesse em pleno vigor naquele ano. “O que a EC 73 faz é reproduzir ou multiplicar a ineficiência através da criação de novos órgãos”, diz o instituto.

Para o economista Daniel Cerqueira, do Ipea, a emenda é um desperdício de recursos públicos. “São custos de R$ 1 bilhão por ano sem benefícios razoáveis. Mas, como o ministro Joaquim Barbosa, fomos surpreendidos com a rapidez com que a emenda foi discutida e aprovada”, afirmou durante a divulgação do estudo.

A Ajufe informou que deve se manifestar em nota na tarde desta segunda.

Segundo o Ipea, com relação aos casos pendentes, ocorreria inicialmente uma distribuição, com a redução de cerca de 60% da carga de trabalho dos TRFs 1 e 4, mas apenas de 5% nos da 3ª e 5ª região. O novo TRF-7 começaria a funcionar com uma carga de 700 mil processos, contra apenas 27,5 mil do TRF-9.

ENTENDA A PEC QUE CRIA 4 NOVOS TRFs
Os cinco Tribunais Regionais Federais hoje instalados dão conta de processos com origem em todos os estados, conforme uma divisão geográfica. A PEC foi criada com o argumento de que esse cenário – da Constituição Federal de 1988 – está ultrapassado e é insuficiente para atender às demandas da sociedade. Com a criação de quatro novos TRFs, a proposta quer reduzir o custo de deslocamento até as sedes dos tribunais, ampliar o acesso à justiça e acelerar o andamento dos processos. Leia mais

Para o Ipea, enquanto o TRF-1 passaria parte de sua carga de trabalho para outros três tribunais, que ficariam com carga reduzida, o TRF-4, o mais eficiente atualmente, teria ainda menos processos, o que implicaria  “ociosidade absoluta”.

Pelo critério do instituto, o TRF-9 teria que ter 7 desembargadores, e os TRFs 6, 7 e 8, respectivamente, 14, 20 e 14 magistrados, para que os membros dessem conta de 100% da demanda. A partir desse número e das decisões que cada desembargador tomaria, o instituto calculou o custo total de cada tribunal.

Ainda conforme o instituto, os argumentos de que os novos TRFs melhoram o acesso à justiça por estarem mais próximos da população são “insustentáveis”, já que hoje é possível peticionar à distância e os tribunais regionais existentes já adotaram a videoconferência.

“Até a aprovação da emenda, muita coisa aconteceu como o processo virtual, a petição eletrônica, a videoconferência e a sustentação oral à distância, realidades que estão se expandindo na Justiça Federal. A necessidade de deslocamento do cidadão até a sede do tribunal é, no mínimo, mitigada”, afirma o advogado Bernardo de Medeiros, pesquisador do Ipea.

Segundo ele, aumentar a estrutura da segunda instância da Justiça Federal não significa aumentar o acesso do cidadão aos serviços judiciários. Ele explica que 52% das ações da Justiça Federal são de âmbito dos Juizados Especiais Federais, cujos recursos são discutidos por turmas recursais, sem chegar aos TRFs.

O Ipea afirma que alternativas mais baratas seriam, ou realocar a carga de trabalho dos atuais tribunais menos eficientes para os mais eficientes ou, com a criação de novos tribunais, fossem apenas realocados os atuais desembargadores. Os dois cenários “reduzem discrepâncias” sem “sacrificar a economicidade ou o acesso à justiça”, diz. Sem a criação de vagas de magistrados, no entanto, a PEC resultaria em gastos adicionais anuais de R$ 542 milhões (valor de 2011), diz o instituto, por isso, a primeira opção seria a “mais racional”.

“A conclusão é que ainda existe ampla margem de ganho da Justiça Federal”, diz ainda o instituto, que comparou a produtividade dos juízes. Enquanto no TRF-1 um juiz resolvia 2.165 casos em 2011, no TRF-3 esse número sobe para 6.729.

De acordo com o economista Alexandre Samy, também do Ipea, o congestionamento na Justiça Federal é problema de oferta, não de demanda. “O tribunal tem congestionamento não porque a demanda aumentou, o acúmulo é decorrente da produtividade baixa. O foco deveria ser na produtividade. É preciso buscar os fatores por trás das diferenças de produtividade e, com o diagnóstico, formular respostas para atacar os problemas de gestão”, disse.

“Fica evidente que a EC73 não lograria atingir seus objetivos nem de elevar a eficiência jurisdicional nem de proporcionar a expansão do acesso à Justiça Federal”, conclui o estudo.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil divulgou nota apontando problemas no estudo do Ipea.

Veja íntegra da nota
A Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe, entidade de classe de âmbito nacional da magistratura federal, tendo em vista a nota técnica apresentada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – IPEA acerca da Emenda Constitucional nº 73, de 2013 (EC 73), que cria quatro Tribunais Regionais Federais (TRFs), vem a público apontar algumas inconsistências no trabalho apresentado, manifestando-se nos seguintes termos:

1. A Nota Técnica do IPEA foi elaborada a partir de números de processos acumulados na Justiça Federal no ano de 2011, quando a metodologia mais adequada para dimensionamento dos novos TRFs deveria pautar-se nos dados dos processos distribuídos nos últimos anos. Suas conclusões, por isso, partem do cenário mais congestionado e ineficiente, e não da distribuição mais equânime dos TRFs na Federação brasileira.

2. A Nota Técnica dos pesquisadores do IPEA parte de hipótese simplista ao inferir que os novos tribunais meramente replicarão as antigas estruturas dos atuais tribunais regionais federais, dimensionadas e criadas em função da “lógica do papel”. O número médio de servidores existentes nos atuais Tribunais Regionais Federais (TRF1, TRF2, TRF3, TRF4 e TRF5) é de 38 por desembargador e, nos novos Tribunais (TRF6, TRF7, TRF8 e TRF9), esse número é de apenas 26. Em termos percentuais, a diferença entre o número de servidores dos atuais Tribunais relativamente aos novos é de 33%. O custo da estrutura gerencial dos novos tribunais regionais federais é 15% inferior ao custo dos antigos.

3.Há confusão entre a unidade de análise “número de processos” com a unidade de análise “recursos processuais” quando os técnicos do IPEA consideram que “[o]s casos novos dos tribunais (2ª instância) compõem-se não só de processos advindos do primeiro grau, mas também de uma parcela substancial de recursos originários do próprio tribunal (tipicamente incidentes recursais, como agravos e embargos, além de outras ações de sua competência originaria, como revisões criminais e ações rescisórias). Esta parcela não é residual, podendo atingir valor expressivos (mais de 50% do total de recursos)”.

4. A demanda quantitativa de processos impetrados nos tribunais regionais federais decorrentes de sua competência originária (CF, art. 108) tende a ser inexpressivo quando se trata de análise de fluxos globais. Sobre o quantitativo de processos originados de competência delegada, é possível estimar que o volume de recursos que sobem para os TRFs se situa, de acordo com estudos do Conselho da Justiça Federal, em torno de 10% da carga gerada pela primeira instância da Justiça Federal. Houve, portanto, falta de compreensão sobre a efetiva composição que aflui para o segundo grau da Justiça Federal.

5. Com base em análise superficial daquilo que seria produtividade média anual de desembargadores, os técnicos do IPEA fixam o número que entendem ideal para os novos tribunais: 14 (6ª Região), 20 (7ª), 14 (8ª) e 7 (9ª). Os resultados, porém, subestimam o número de desembargadores necessários para o TRF6 (PR, SC e MS) enquanto superestimam o número para o TRF8 (BA e SE). Calculando-se a média de processos que subiram da primeira instância para os tribunais entre 2008 e 2012, de acordo com os mesmos dados publicados pelos CJF, o TRF6 teria demanda projetada de 63.164 anuais, enquanto o TRF8 teria 22.350. Como como explicar que dois tribunais com demandas tão diferentes devam ter a mesma estrutura?

6. Os técnicos do IPEA utilizam os dados da Tabela 2 do estudo para fazer a maioria das projeções e tirar suas conclusões sobre os novos TRFs. Chama a atenção, porém, as grandes disparidades na carga de trabalho prevista para os novos tribunais. Com efeito, enquanto o TRF7 possuiria uma carga de cerca de 200 mil casos, o TRF9 contaria apenas com 27,5 mil casos, afirmando os técnicos que “[e]m particular, o TRF9 trabalharia com uma carga extremamente reduzida, dada a obrigação constitucional de um mínimo de sete desembargadores; caso contrário o tribunal deveria ter somente dois desembargadores.” Os dados apontam para uma conclusão técnica de que a solução eficiente calculada para o TRF9 deixaria 27.500 processos, mais tudo o que afluirá a cada ano futuro, a cargo de apenas dois desembargadores. Em outros termos, cada desembargador teria 13.750 para julgar anualmente!

7. Quando os técnicos do IPEA dizem que “a bem-sucedida experiência do TRF4 no uso de recursos tecnológicos demonstra o potencial destes instrumentos na promoção do acesso e melhoria da eficiência judicial”, ignoram que o processo eletrônico foi implantado em 2010 no TRF4. Entretanto, de modo paradoxal, o número de julgamentos até 2012 vêm em decaindo progressivamente, a taxas anuais, respectivamente de 3% e 7%.

8. O trabalho do IPEA poderia ter sido apresentado anteriormente, ao longo dos mais de 10 anos de tramitação da PEC 544 na Câmara dos Deputados , e discutido tecnicamente, confrontando-se dados corretos da Justiça Federal, que se podem colher no sítio do Conselho da Justiça Federal.

9. O debate é sempre bem-vindo e a Ajufe está pronta a fazê-lo, porém, com absoluto respeito à vontade soberana do Congresso Nacional, que, corretamente, promulgou a EC 73.

(Rosanne D’Agostino e Lilian QuainoDo G1, em São Paulo e do G1, no Rio)

Sonegação de impostos no Brasil chega a R$ 415 bilhões por ano

Com o objetivo de mobilizar e esclarecer os cidadãos sobre a sonegação fiscal no Brasil, o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) realizou um estudo que estabelece indicadores para a evasão fiscal. No endereço eletrônico http://www.sonegometro.com, a população poderá acompanhar o placar da sonegação fiscal em tempo real e ter acesso a diversas informações sobre justiça fiscal no Brasil.

O resultado do estudo mostra que o país deixa de arrecadar R$ 415 bilhões por ano – o que corresponde a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor estimado de sonegação tributária é superior a tudo que foi arrecadado em 2011 de Imposto de Renda (R$ 278, 3 bilhões), a 90% do que foi arrecadado de tributos sobre Folhas e Salários (R$ 376,8 bilhões) ou a quase metade do que foi tributado sobre Bens e Serviços (R$ 720,1 bilhões). Para se chegar ao índice de sonegação, o estudo selecionou 13 tributos que correspondem ao 87,4% do total da arrecadação tributária no Brasil (IR, IPI, IOF, INSS, COFINS, CSLL, FGTS, ICMS, ISS, dentre outros).

De acordo com o estudo, a arrecadação brasileira poderia ser 23% maior caso fosse possível eliminar a evasão tributária. “Isso significa que, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e ainda sim manter o mesmo nível de arrecadação”, destaca o presidente do Sinprofaz, Allan Titonelli Nunes. Para efeito de comparação, com o valor sonegado nos primeiros cinco meses do ano seria possível beneficiar mais de 16 milhões de pessoas com o programa Bolsa-Família do governo federal ou construir mais de 120 km de estradas asfaltadas.

A contagem do “Sonegômetro” começou no dia 1º de janeiro deste ano e até a data delançamento terá ultrapassado a casa dos R$ 170 bilhões. Outra iniciativa do Sinprofaz pretende chamar atenção da população brasiliense. Um painel móvel, com o placar da sonegação fiscal, circulará pelas ruas da capital federal nesta quarta-feira (5). O objetivo é atrair a atenção da população para uma questão tão importante, de forma inusitada.

O Sinprofaz representa a carreira de Procurador da Fazenda Nacional que é o agente capaz de garantir a isonomia entre o devedor e o cidadão que paga seus tributos, por meio da cobrança dos créditos da União. “Graças ao trabalho dos Procuradores da Fazenda Nacional foi possível arrecadar mais de R$ 60 bilhões, nos últimos três anos. Esse número poderia ainda maior se a carreira contasse com mais profissionais e melhores condições de trabalho”, destaca Titonelli. “Quando mais pessoas contribuem, temos uma maior disponibilidade de caixa para a execução de políticas públicas. Ao mesmo tempo é necessário que se cobre mais eficiência do Estado na utilização dessas verbas”, lembra Titonelli.

(Jornal do Brasil)

Revista Playboy amarga crise financeira e está com os dias contados

247 exclusivo: emblema do Grupo Abril, revista Playboy estará entre as publicações a serem “descontinuadas” pela editora; circula há 35 anos; lista completa sai nesta segunda-feira 10; feminina Contigo será vendida à Editora Caras; mensal masculina virou máquina de dar prejuízos; cachês milionários, como o que foi pago para a atriz Flavia Alessandra (acima), não garantiram mais vendas; circulação que já superou 1,2 milhão está abaixo dos 150 mil exemplares; público adolescente migrou para a internet na troca de ensaios estáticos por cenas mais quentes e com movimento na rede; Gianca e Titi Civita não manterão as aparências.

Bastaram cinco minutos no ar para chegar a 247 a confirmação do fechamento da certamente mais festejada revista do País, a Playboy. A decisão dos irmãos Giancarlo, o Gianca, e Vitor Civita Neto, o Titi, foi a de incluir a publicação na lista das revistas que serão “descontinuadas” pelo Grupo Abril. A revista Contigo será vendida para a Editora Caras. O rol completo de títulos a serem fechados promete ser divulgado nesta segunda-feira 10 pela editora. A Abril publica atualmente 52 títulos.

 Abaixo, notícia de 247 a respeito:

247 – Cortar até mil funcionários, economizar R$ 100 milhões dentro de um faturamento, no ano passado, superior a R$ 2,8 bilhões e superar a ausência de Roberto Civita. Tudo isso não parece estar tirando o sono dos irmãos Giancarlo, o Gianca, e Victor Civita Neto, o Titi, os novos maiorais do Grupo Abril. Afinal, na semana passada eles já começaram as demissões por cerca de 70 jornalistas que ocupavam cargos de direção nas muitas superintendências da editora. O que está efetivamente preocupando a dupla é outra decisão a ser tomada: a de fechar ou manter aberta a revista Playboy. A lista das revistas que serão “descontinuadas” pela Abril sai nesta segunda-feira 10.

Um dos emblemas da Abril, que publica a revista fundada por Hugh Heffner desde o final da década de 1970, a Playboy virou uma máquina de dar prejuízos. A circulação da mensal sofreu o maior tombo entre todas as fortes quedas verificadas na editora, com suas vendas reduzidas em 38, 52%, caindo de 221,7 mil exemplares para 136,3 mil exemplares vendidos no último mês. O preço de capa, hoje superior a R$ 10, se deprecia rapidamente, com exemplares de apenas quatros meses atrás podendo ser comprados em bancas que os guardam por menos da metade do preço, como revela o pesquisador Leandro Mendes em seu blog Revista que Amamos. Como a Playboy não tem as chamadas matérias quentes, mas ancora-se em fotos de mulheres famosas nuas, essa depreciação é um dos elementos que acentua a queda da circulação. Por que, afinal, comprar caro hoje o que se pode pagar barato logo em seguida?

O dilema da Playboy, no entanto, é ainda mais profundo. Nascida com o apoio de um grande público adolescente, a revista ressente-se hoje da migração desse público para a internet, onde a oferta de fotos – e vídeos – sensuais, com mulheres de sonhos, é ampla e franca. Por que comprar uma revista de papel, com ensaios estáticos, se uma busca no google pode oferecer muito mais diversão a custo zero, é outra pergunta que, ao que parece, os leitores da revista estão se fazendo.

Há mais. Para manter um time de estrelas em suas capas, como a atriz Flavia Alessandra, entre outras, a Playboy, mesmo sem concorrentes para seu antigo padrão de beletrismo, hoje aviltado, usou contra si própria sua fórmula de glamour. Isto é: passou a oferecer cachês altíssimos, que muitas vezes envolveram a concessão de participação de até 50% no valor da capa da publicação para suas estrelas, além de um pagamento fixo. Essas remunerações chegaram, muitas vezes, a mais de um milhão de reais a cada mulher. No entanto, apesar de tanto dinheiro envolvido, muitas capas encalharam, como a da, digamos, intelectual Fernanda Young, a que se comentou na ocasião da publicação.

Pagando caro e, mesmo assim, sem garantia de vendas, a Playboy passou a ter seu número de páginas reduzido. Os ensaios comprados da revista americana, que contribuíram para o sucesso da revista, desapareceram de suas páginas. As famosas entrevistas, onde se encontravam revelações inéditas de personagens famosos, perderam a ‘pegada’, recaindo sob o leito do tradicionalismo. Os antigos famosos diretores de redação foram substuídos, com o passar dos anos, por jovens quadros de carreira da Abril. A qualidade da publicação, é claro, se ressentiu.

Manter, pelas aparências, ou fechar, em razão da contabilidade, a Playboy é a decisão mais difícil da nova dupla de mandatários do Grupo Abril, onde a morte de Roberto Civita resultou não na ascensão de quadros de carreira, mas simplesmente na passagem de comando para seus filhos homens. O que eles fizerem será informado ao mercado como a decisão mais correta. Lá dentro, sim, mas aqui fora a ótica é outra.

(Brasil 247)

Silenciosamente, CHINA “compra” os ESTADOS UNIDOS

Por Paul Eckert

RANCHO MIRAGE, Califórnia, 9 Jun (Reuters) - As aquisições de empresas americanas por chineses enfrenta restrições de legisladores e reguladores em Washington, mas em grande parte do país o investimento da China está disparando silenciosamente.

Com mais de 10,5 bilhões de dólares em ofertas por empresas chinesas nos Estados Unidos até o momento, o ano de 2013 está a caminho de ser o maior do história para fusões e aquisições de empresas norte-americanas por empresas chinesas, de acordo com dados da Thomson Reuters.

Quase todas as semanas, o governo do estado da Carolina do Norte recebe “uma quantidade maravilhosamente esmagadora de solicitações” de empresas chinesas que desejam abrir uma loja, disse o oficial do estado responsável pela atração de investimentos da Ásia, Abril Kappler.

Carolina do Norte é o quinto no ranking dos estados dos EUA que receberam investimento chinês, depois de Califórnia, Nova York, Texas e Illinois, de acordo com a consultoria Rhodium, que opera um banco de dados que rastreia investimentos.

Na Virgínia, a chinesa Shuanghui International Holdings quer comprar a Smithfield, maior produtora de suínos do mundo. Com quase 5 bilhões de dólares, será a maior aquisição chinesa nos Estados Unidos, se for adiante.

Mas alguns legisladores norte-americanos têm transmitido preocupações com histórico de segurança da empresa chinesa de carne, e o acordo será examinado pelo Comitê do Tesouro de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos, que analisa ofertas por questões de segurança nacional.

Ataques cibernéticos e roubo de propriedade intelectual são outras duas grandes questões para as empresas.

Estimativas de investimento empresarial total da China nos Estados Unidos divergem. De acordo com dados da Rhodium, que abrange apenas os investimentos diretos, o total acumulado é de 23 bilhões de dólares, o maior acumulado desde 2008.

Outra medida muito mais ampla de Washington, da Heritage Foundation, inclui grandes investimentos em carteira por fundos soberanos e avalia que os investimentos chineses nos Estados Unidos entre 2005 e 2012 foram de 50 bilhões de dólares.

“Não importa cujos dados você usa, o período de 2012-13 de dois anos é muito, muito forte para o investimento chinês nos EUA”, disse o economista Derek Scissors, que compila os números da Heritage Foundation.

As empresas chinesas nos Estados Unidos empregam pelo menos 30 mil americanos, diz Hanemann. Isso está muito longe dos 800 mil trabalhadores americanos empregados por empresas japonesas ou a 1,8 milhão de chineses que trabalham para nós investiram empresas em China.

O investimento direto chinês é pequeno comparado com o 3 trilhões de dólares investidos por estrangeiros na economia dos EUA em geral. O país também detém cerca de 1,25 trilhão de dólares em títulos do governo dos EUA, de acordo com o Departamento do Tesouro.

Pretorian emite comunicado sobre fim do contrato com o UFC

A Pretorian emitiu comunicado oficial sobre o banimento da marca no Ultimate Fighting Championship. A empresa patrocina os lutadores brasileiros Antonio Pezão, Ronny Markes, Renan Barão e Johnny Eduardo e não poderá mais exibir a logo nos eventos da maior organização de MMA da atualidade. A Assessoria informou ao blog Mano a Mano que o contrato de patrocício com o UFC foi cancelado, e a organização, por sua vez, cancelou o contrato de filiação.

 

COMUNICADO

São Paulo, 07 de junho de 2013 – Nos últimos dias foram publicadas notícias que abordavam o fim do acordo de filiação da Pretorian com o UFC.

A Pretorian tornou-se líder nacional de equipamentos para luta e performance e é hoje uma referência no mercado brasileiro e internacional com cinco anos de história de sucesso. Desde o seu nascimento em 2008 a Pretorian apoiou e patrocinou diversos eventos e atletas nacionais e teve a preocupação em apoiar diversos projetos sociais Brasil adentro.

Com o crescimento e a expansão da marca tornou-se necessária a definição de uma estratégia de comunicação mais ampla e direcionada aos atletas e a diversificação de eventos a fim de acompanhar a massificação do esporte no país. Portanto a Pretorian inicia um novo ciclo de investimentos com o objetivo de democratizar e ampliar seu foco em outros esportes de luta como jiu-jitsu, muay-thai, boxe, karatê e outras artes marciais, eventos de base, atletas de todos os níveis, times e academias nacionais.

Além disso a entrada da Pretorian no segmento de moda (casual e fitness) demandou investimentos consideráveis e uma campanha direcionada com um modelo renomado internacionalmente em revistas e sites segmentados, tais como: Men´s Health, VIP, Status, GQ e Boa Forma.

A Pretorian agradece a todos os que têm manifestado apoio à marca e agradece ao UFC pela parceria enquanto ela durou.

A Pretorian não vai deixar de apoiar os atletas que carregam os valores da marca, vai continuar investindo na produção de equipamentos com o que há de mais moderno em tecnologia e manterá o apoio a projetos sociais que garantem o futuro de milhares de pessoas.

Por fim, temos a convicção de que estamos trilhando o caminho certo e continuaremos a investir nos segmentos onde atuamos garantindo sempre o melhor produto para nossos consumidores. Ainda neste ano teremos novidades e inovações que irão surpreender a todos!

Acreditamos e continuaremos a trabalhar seguindo a nossa filosofia e os nossos valores. Essa é a nossa luta!

Pretorian Hard Sports Become all you can

(Terra Magazine)

Fortaleza é a cidade mais procurada por estrangeiros para ver a Copa das Confederações

A Fifa divulgou nesta quinta-feira um balanço das vendas de ingressos para a Copa das Confederações divididos por sede. Da divisão total de ingressos, 73,6% das entradas foram compradas pelo público local (dentro do estado), 23,5% por brasileiros de outros estados e 2,9% por torcedores que residem fora do país.

A cidade de Fortaleza registrou até agora a maior procura dos torcedores estrangeiros, com 4,7% dos ingressos adquiridos. A Arena Castelão também é o segundo local mais desejado por torcedores de outros estados, com 26,1%. O local será palco de Brasil x México (dia 19) e Nigéria x Espanha (23). Fortaleza ainda vai receber a disputa de uma das semifinais.

Rio de Janeiro, palco da final do torneio, é o destino mais procurado por torcedores de outros estados, com 31,1% dos bilhetes vendidos até o momento.

O estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, sede da abertura entre Brasil x Japão, é o lugar menos procurado pelos torcedores do exterior: apenas 0,6%. A capital federal registra a segunda maior procura de torcedores locais (80,7%), perdendo apenas para o Recife (84,5%).

Salvador, que vai receber Itália x Brasil no dia 22, é apenas o terceiro destino mais procurado por brasileiros de outros estados (24,3%) e o segundo menos desejado por torcedores de fora do país (1,5%).

Já Belo Horizonte, que recebe uma das semifinais e os duelos entre Taiti x Nigéria (dia 17) e Japão x México (22), é a penúltima cidade menos buscada pelos torcedores de outros estados e o terceiro mais desejado por pessoas do exterior.

Os torcedores ainda podem adquirir os últimos ingressos para a Copa das Confederações da FIFA pelo site fifa.com/ingressos ou nas bilheterias dos seis centros de Ingressos da Fifa. Segundo a entidade máxima de futebol, haverá ingressos disponíveis para todos os jogos, com exceção da abertura, da final e das partidas do Brasil na fase de grupos.

Qualquer dúvida sobre a venda de ingressos podem ser resolvidas pelo e-mail enquiries@2013FTC.com ou pelo telefone 0300 021-2014..

(F1 Folha)

Novos shoppings geram milhares de empregos e aquecem a economia de Teresina

Quem passa pelas proximidades das obras dos novos shoppings da capital e da ampliação do Teresina Shopping já percebe a mudança de cenário. O que pode passar despercebido é o impacto dessas obras para a economia local.

O Teresina Shopping, hoje maior shopping da cidade, está empregando durante a primeira fase da sua reforma, iniciada em janeiro de 2011 e com entrega confirmada para 6 de junho, aproximadamente 1.000 pessoas diretamente.

Quando da entrega da primeira etapa de ampliação, a direção do shopping espera gerar 11.700 novos empregos diretos e 70.200 empregos indiretos. Com a entrega da segunda fase, serão criados 8.400 empregos diretos e 50.184 indiretos.

Também está em estágio avançado a obra do Poty Shopping, primeiro shopping na área central de Teresina. Em sua construção já trabalham 800 pessoas. Após o início de sua operação, o número de postos de trabalho abertos subirá para 12 mil vagas (3 mil diretas e 9 mil indiretas).

Teresina Shopping triplicará e ficará entre os 10 maiores do Norte e Nordeste

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Estar entre os 10 maiores shoppings do Norte e Nordeste. Essa é a projeção dos executivos do Teresina Shopping em relação à situação do centro de compras quando da conclusão de sua ampliação. O shopping passará de 113 lojas para mais de 400.

Fundado há 15 anos, o shopping passa por reforma dividida em três etapas. A primeira delas, que será entregue no próximo mês, abrirá 100 novas lojas, entre elas redes ainda não presentes em Teresina, como Renner.

Entre as marcas que chegarão ao estado através da ampliação do Teresina Shopping estão Bárbara Strauss, Bee, World Tennis, Colombo, Fredíssimo, Mr. Kitsch, Patroni, Rei do Mate, Mini Kalzone e Risoto Mix.

A estimativa de público após a primeira fase da ampliação é de 35.000 pessoas por dia (1.050.000,00 pessoas por mês). Segundo estimativas de sua direção, o Teresina Shopping influencia diretamente o comércio de mais de 400 municípios.

Grupo capixaba investe R$ 1,2 bilhão em parque multiuso com 287 lojas

Adotando o conceito de parque multiuso, a incorporadora capixaba Sá Cavalcante chega a Teresina com previsão de investimento de R$ 1,2 bilhão em um parque multiuso com shopping de 252 lojas (13 âncoras ou megalojas e 239 satélites). Apenas no centro comercial, o Shopping Rio Poty, o grupo pretende aplicar R$ 350 milhões. A inauguração do empreendimento está prevista para outubro de 2013.

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O parque multiuso contará, além do shopping, com um hotel, um centro empresarial, 7 torres empresariais com 1.800 salas,  um condomínio com 21 torres residenciais com 2.500 apartamentos, um hotel com 300 quartos, área de lazer, reserva cultural e ambiental, ciclovias, pista de cooper, galeria de arte, pinacoteca e biblioteca.

A direção do grupo estima que sejam movimentados anualmente R$ 500 milhões, com visitação média de 10 milhões de pessoas ao ano.

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Lojas que ainda não estão em Teresina também se instalarão no Piauí após a instalação do Shopping Rio Poty, como Anello, Bangalores, Canto Verde, Divino Fogão, Ice , Mellow, Livraria Leitura, Montana Grill, Rock Ribs, Salad Creations, Scada Café e Spoleto.

Zona Sudeste ganhará primeiro shopping

Ainda nesse boom de shoppings centers em Teresina, a Zona Sudeste, mais populosa da cidade, ganhará seu primeiro centro de compras nessa modalidade. O Jardins Shopping contará ainda com centro empresarial e espaço saúde.

De acordo com Raimundo Dias, da RR Construções, responsável pela obra, que já foi iniciada e está em fase de terraplanagem e fundação, o valor a ser investido em todo o projeto é na casa dos R$ 120 milhões.

A entrega total do empreendimento, que inclui ainda módulos de lojas de serviço fora do prédio, está prevista para 2015. As chaves das lojas serão entregues aos lojistas em junho e a abertura do shopping para os consumidores deve ser em outubro.  

Ao todo, o empreendimento conta com 346 lojas satélite, três lojas âncora, duas praças de alimentação e quatro salas de cinema no shopping; 117 salas no centro empresarial; 1.450 vagas de estacionamento.

(Vanessa Mendonça, via http://www.capitalteresina.com.br/)

TV paga avança no Brasil e chega a 16,9 milhões de assinaturas

Com 160,4 mil adições líquidas em abril de 2013, o Brasil fechou o quarto mês do ano com 16,97 milhões de domicílios com TV por Assinatura, o que representou uma evolução de 0,95% na base de assinantes em relação a março. Considerando-se o número médio de 3,2 pessoas por domicílio, divulgado pelo IBGE1, os serviços de TV por Assinatura são distribuídos para aproximadamente 54,3 milhões de brasileiros e estão presentes em 28,1% dos domicílios do País.

Ano

Total de assinaturas

De janeiro a dezembro

Crescimento anual (%)

Crescimento absoluto abril

Crescimento percentual abril

2007

5.348.571

765.446

16,70%

61.726

1,30%

2008

6.320.852

972.281

18,18%

84.497

1,53%

2009

7.473.476

1.152.624

18,24%

55.358

0,84%

2010

9.768.993

2.295.517

30,72%

112.434

1,42%

2011

12.744.025

2.975.032

30,45%

238.362

2,29%

2012

16.188.957

3.444.932

27,03%

283.752

2,07%

2013

16.969.676

———

4,82% 

160.402

0,95%

Evolução do número de assinaturas

Tecnologia

Os Serviços de TV por Assinatura2 são prestados utilizando-se de diferentes tecnologias: por meios físicos confinados (Serviço de TV a Cabo – TVC), mediante utilização do espectro radioelétrico em micro-ondas (Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal – MMDS) e na faixa de UHF (Serviço Especial de Televisão por Assinatura – TVA), e ainda por satélite (Serviço de Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura Via Satélite – DTH).

A participação dos serviços prestados via satélite (DTH) atingiu 62% da base e a dos serviços a cabo alcançou 37,6% das assinaturas. Em abril de 2013, o DTH, com a adição de 156,99 mil assinantes, cresceu 1,51%. O serviço via cabo registrou o acréscimo de 38 mil novas assinaturas – crescimento de 0,60% em abril. As prestadoras de MMDS, por sua vez, perderam 34,59 mil assinantes no mesmo período, o que representou queda de mais de 34,15% de sua base3.

Assinaturas por tecnologia

 

2012

Março (2013)

Abril (2013)

Variação (abril/março)

MMDS

142.113

101.289

66.703

-34.586

TVC

6.199.159

6.337.134

6.375.136

38.002

DTH

9.844.090

10.367.271

10.524.261

156.990

TVA

3.595

3.580

3.576

-4

Total

16.188.957

16.809.274

16.969.676

160.402

Crescimento por tecnologia

Regiões e Unidades da Federação

Enquanto as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste apresentam índices de crescimento acima da média nacional, as regiões Sul e Sudeste registram crescimento inferior.

Número de assinaturas por região

Região

Março (2013)

Abril (2013)

Crescimento (%) – abril (2013)/março (2013)

Variação – abril (2013)/março (2013)

Centro-Oeste

1.142.701

1.159.714

1,49%

17.013

Nordeste

2.023.085

2.046.786

1,16%

23.531

Norte

731.151

739.945

1,20%

8.794

Sudeste

10.380.412

10.455.105

0,72%

74.693

Sul

2.531.755

2.568.126

1,44%

36.371

Brasil

16.809.104

16.969.676

0,95%

160.402

Número de assinaturas nas Unidades da Federação

Unidade da Federação

Março (2013)

Abril (2013)

Crescimento (%) – abril (2013)/março (2013)

Variação – abril (2013)/março (2013)

Mato Grosso

183.572

188.472

2,67%

4.900

Tocantins

41.202

42.386

2,87%

1.184

Pará

264.761

268.863

1,55%

4.102

Pernambuco

359.976

362.457

0,69%

2.481

Mato Grosso do Sul

174.152

177.222

1,76%

3.070

Paraná

827.973

841.123

1,59%

13.150

Goiás

360.744

366.918

1,71%

6.174

Ceará

322.582

327.665

1,58%

5.083

Acre

27.432

27.873

1,61%

441

Bahia

620.582

627.308

1,08%

6.726

Paraíba

139.611

140.792

0,85%

1.181

Santa Catarina

602.534

611.170

1,43%

8.636

Rondônia

66.250

67.766

2,29%

1.516

Rio Grande do Sul

1.101.248

1.115.833

1,32%

14.585

Rio Grande do Norte

187.692

191.455

2,00%

3.763

Alagoas

111.551

112.345

0,71%

794

Minas Gerais

1.374.354

1.394.961

1,50%

20.607

Distrito Federal

424.233

427.102

0,68%

2.869

Amazonas

271.998

273.518

0,56%

1.520

Espírito Santo

234.739

236.056

0,56%

1.317

Sergipe

79.630

80.090

0,58%

460

Piauí

67.088

67.516

0,64%

428

Rio de Janeiro

2.357.075

2.358.139

0,05%

1.064

Maranhão

134.543

137.158

1,94%

2.615

São Paulo

6.414.244

6.465.949

0,81%

51.705

Amapá

34.686

34.823

0,39%

137

Roraima

24.822

24.716

-0,43%

-106

Brasil

16.809.274

16.969.676

0,95%

160.402

Penetração dos Serviços de TV por Assinatura

Em abril de 2013, os serviços de TV por Assinatura estavam presentes em 28,1% dos domicílios no país, de acordo com estimativas da Agência4 . Apesar do crescimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a região Sudeste ainda lidera esse indicador, com a presença desses serviços em 39,5% dos domicílios.

Densidade dos serviços de TV por Assinatura (por região)

Entre as Unidades da Federação, destacam-se o Distrito Federal e os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por terem registrado desempenho acima da média nacional, quanto à densidade dos serviços de TV por Assinatura.

Densidade dos serviços de TV por Assinatura

Unidade da Federação

Abril (2012)

Abril (2013)

Crescimento percentual

Mato Grosso

13,0

19,1

46,9%

Tocantins

7,5

10,8

44,0%

Pernambuco

9,8

13,5

37,8%

Pará

10,1

13,7

35,6%

Paraná

18,1

24,1

33,1%

Mato Grosso do Sul

16,9

22,5

33,1%

Goiás

14,5

18,6

28,3%

Bahia

11,1

14,0

26,1%

Acre

11,3

14,2

25,7%

Ceará

10,4

13,0

25,0%

Santa Catarina

23,9

29,5

23,4%

Rio Grande do Sul

24,3

29,9

23,0%

Rondônia

11,8

14,4

22,0%

Paraíba

10,0

12,2

22,0%

Alagoas

10,2

12,4

21,6%

Rio Grande do Norte

16,5

20,0

21,2%

Minas Gerais

17,8

21,4

20,2%

Espírito Santo

17,6

21,0

19,3%

Amazonas

26,9

31,7

17,8%

Distrito Federal

43,2

50,8

17,6%

Piauí

6,4

7,5

17,2%

Sergipe

11,1

12,9

16,2%

Rio de Janeiro

37,3

43,2

15,8%

São Paulo

42,5

48,4

13,9%

Maranhão

7,1

8,0

12,7%

Amapá

19,9

21,2

6,5%

Roraima

20,6

20,3

-1,5%

Brasil

23,6

28,1

19,1%

Densidade dos serviços de TV por Assinatura (por Unidade da Federação) 

Competição

Confira a seguir a participação de mercado dos principais grupos econômicos prestadores dos serviços de TV por Assinatura.

Número de assinaturas por Grupo Econômico

Grupo Econômico

Março (2013)

Abril (2013)

NET/Embratel

8.788.739

8.842.241

SKY/Directv

5.258.503

5.342.814

Oi

840.263

857.313

Telefônica

555.512

532.033

GVT

486.964

500.958

Algar

120.561

126.215

ViaCabo

109.777

111.341

Subtotal:

16.160.319

16.312.915

Demais Grupos

648.955

656.761

Total Geral:

16.809.274

16.969.676

Os grupos econômicos são compostos por operadoras que atuam em diversas áreas com várias tecnologias. O grupo NET/Embratel é formado pelas operadoras do grupo NET Serviços (TV a Cabo e MMDS) e Claro TV (DTH). Por sua vez, o grupo SKY/Directvé formado pelo conjunto de operadoras do grupo ACOM (Acom TV, Acom Comunicações e Teleserv – MMDS), ITSA (TV Filme / Mais TV – MMDS) e SKY (DTH).

Mapa de TV por Assinatura

Em complemento às informações setoriais de TV por Assinatura divulgadas mensalmente, a Anatel disponibiliza na internet o Mapa de TV por Assinatura, uma ferramenta do Sistema de Acompanhamento das Obrigações das Prestadoras de TV por Assinatura (SATVA).

Para acessar o Mapa, basta navegar pelo portal da Anatel, dentro da aba “Informações Técnicas”, “TV por Assinatura”, “Mapa de TV por Assinatura”. A consolidação dos números mensais dos serviços de TV por Assinatura está disponível no portal da Anatel, na visão “Informações Técnicas”, item “TV por Assinatura”, “Consolidação dos Serviços de TV por Assinatura no Brasil”.

O “Panorama dos Serviços de TV por Assinatura” – com a relação de prestadoras, áreas de prestação e municípios cobertos – também está disponível no mesmo caminho e é atualizado trimestralmente. A relação completa do número de assinaturas em cada um dos municípios está disponível no portal da Anatel, na visão “Informações Técnicas”, item “TV por Assinatura”, “Assinaturas por Município”.

1 O número médio de 3,2 pessoas por domicílio no Brasil foi informado pelo IBGE na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios informado pelo IBGE na Síntese de Indicadores Sociais – 2011.

2 A Lei n.º 12.485/2011 (Lei do SeAC) estabelece que o Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) é o serviço de telecomunicações de interesse coletivo, prestado no regime privado, cuja recepção é condicionada à contratação remunerada por assinantes e destinado à distribuição de conteúdos audiovisuais na forma de pacotes, de canais de programação nas modalidades avulsa de programação e avulsa de conteúdo programado e de canais de programação de distribuição obrigatória, por meio de tecnologias, processos, meios eletrônicos e protocolos de comunicação quaisquer, podendo o SeAC ser prestado através de qualquer tecnologia, inclusive TVC, MMDS, TVA e DTH.

3 Na presente consolidação não foi considerado o Serviço Especial de Televisão por Assinatura (TVA).

Número de Domicílios – Tabela 3153 – Domicílios particulares permanentes, por situação do domicílio e a existência de compartilhamento da responsabilidade pelo domicílio com a pessoa responsável. Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010.

5 O indicador “Densidade dos Serviços de TV por Assinatura” é a relação percentual entre o número de assinaturas e o número de domicílios estimado a partir dos dados publicados pelo IBGE, em sua Síntese de Indicadores Sociais.

(Portal Anatel)

Fortaleza perde fluxo de 48 mil turistas estrangeiros no período de seis anos

Apesar de ser considerada um dos principais polos turísticos da região Nordeste, movimentando bastante o mercado interno brasileiro, Fortaleza tem perdido nos últimos anos um público com grande potencial de consumo: os estrangeiros.

Crise europeia, concorrência de outros destinos internacionais e a elevação nas tarifas do transporte aéreo e da hotelaria são alguns fatores que podem explicar a fraca procura por parte dos viajantes de fora. Para se ter uma ideia, no período de seis anos o número anual de turistas de outros países caiu em mais de 48 mil pessoas.

Segundo os indicadores mais recentes da Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setur), em 2006 a cidade recebeu 268.124 turistas do mercado internacional, naquele que foi o melhor ano da série histórica, que compila resultados desde 1995. Em 2011, porém, o número de visitantes já havia caído 17,9% e fechado em 220.098 (48 mil pessoas a menos). “Atualmente, é praticamente nula a quantidade de turistas estrangeiros que se hospedam no Ceará”, lamenta o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), Darlan Leite.

Fatores se somam

Questionado sobre os grandes responsáveis pela redução do fluxo de estrangeiros nos últimos anos, Darlan Leite diz que a crise econômica global, iniciada em 2008, foi um dos fatores preponderantes para o processo de queda. “Muitos estrangeiros ficaram em situação delicada, não podendo viajar por falta de dinheiro. Costumávamos receber, por exemplo, muitos visitantes do leste europeu, o que foi diminuindo na medida em que aquela região ia sendo afetada pela crise”, afirma. Outro motivo apontado pelo presidente da ABIH-CE para a timidez do turismo internacional na Capital cearense foi o desempenho da própria economia brasileira. Segundo ele, com a valorização do real, “ficou mais fácil nós viajarmos para outros países, do que os estrangeiros virem conhecer o nosso lar”, opina Leite.

Gasto foi reduzido

Além de virem ao Ceará com cada vez menos frequência, os estrangeiros também estão gastando menos quando decidem fazer turismo no território brasileiros em geral. De acordo com uma pesquisa do Banco Central (BC), em março deste ano os visitantes gastaram US$ 599 milhões no País (5% a menos do que no mesmo mês do ano passado), enquanto os brasileiros deixaram US$ 1,870 bilhão lá fora, um valor 15% superior ao registrado em março de 2012.

Para o vice-presidente da ABIH-CE, Régis Medeiros, os custos praticados no Brasil estão assustando os visitantes internacionais. “No Brasil, temos um custo muito alto. São diversos impostos embutidos, que acabam elevando as tarifas”, explica. Há cinco anos, nos meses de agosto e setembro (férias na Europa), os estrangeiros representavam 30% do total de turistas do Ceará. Em igual período do ano passado, esse índice caiu para 10%. 

Atuação da Setur

Por meio de sua assessoria, o secretário de Turismo do Estado, Bismarck Maia, informou que desde que assumiu não tem apoiado os voos charters (fretados), por não considerá-los interessantes para o Estado. Com a queda desse tipo de operação, caíram também os estrangeiros que vinham para Fortaleza desta forma. Ele admitiu que a Capital não é um grande destino para estrangeiros, mas disse que isso pode mudar com as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo e a visibilidade que a cidade deve ganhar com o evento.

Destino perde mercado

Entre os destinos nordestinos mais procurados por visitantes, Fortaleza também sofreu um impacto negativo no início deste ano, quando foi ultrapassada por Maceió em volume de vendas, conforme dados da CVC. Com o resultado, a Capital cearense passou a assumir a 4ª posição no ranking da operadora, atrás da Capital alagoana, Natal (RN) e Porto Seguro (BA).

Queda no ranking do NE

Na época em que a CVC divulgou a queda de Fortaleza no ranking nordestino, o vice-presidente de produtos e marketing da empresa, Fábio Godinho, disse que o aumento das tarifas do transporte aéreo e da hotelaria na Capital contribuiram efetivamente para tal perde de mercado. Segundo ele, “os hoteleiros de Fortaleza precisam fazer uma reflexão sobre o assunto, já que o Nordeste em geral sofre com a concorrência do Caribe por conta da oferta de pacotes diferenciados e pelo preços praticados, inferiores, por exemplo, aos cobrados para uma viagem à cidade. É preciso melhorar os preços”, advertiu.

Demanda aérea internacional avançou 1,49% no País

De janeiro a abril deste ano, a demanda internacional acumulou crescimento de 5,48% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado, enquanto a oferta teve alta de 9,39% no mês de abril Foto: gustavo pellizzon

Enquanto o Ceará perde voos internacionais diretos e tem o número de estrangeiros que visitam o Estado cada vez menor, a demanda do transporte aéreo internacional das empresas aéreas brasileiras de forma geral completou uma série de seis meses consecutivos de crescimento, com aumento de 1,49% em abril de 2013 em comparação ao mesmo mês do ano passado.

De janeiro a abril deste ano, a demanda acumulou crescimento de 5,48% em relação aos quatro primeiros meses de 2012.

Maior oferta

Já a oferta internacional teve alta de 9,39% no mês, o que fez com que o índice completasse uma série de seis meses consecutivos de crescimento e o maior nível para o mês desde o ano 2000. No acumulado de janeiro a abril de 2013, a oferta registrou alta de 15,63% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado.

Em relação à participação de mercado, a TAM e a Gol representaram a totalidade das operações de empresas brasileiras no transporte aéreo internacional de passageiros em abril, com 88,74% e 11,26%, respectivamente. Enquanto a TAM registrou redução de 1,67%, a Gol teve crescimento de 15,32% na participação em abril de 2013 quando comparado ao mesmo mês de 2012.

Voos domésticos em baixa

Já a demanda de passageiros por voos domésticos caiu pela primeira vez em um mês de abril desde 2000, início da série histórica da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A redução no mês foi de 3,35% em comparação a abril 2012.

A queda acumulada nos quatro primeiros meses do ano é de 1,74%. Em sequência a uma série de oito reduções seguidas, a oferta doméstica de voos voltou a se retrair no mês.

Com a queda de 4,06% de abril, a oferta nos quatro primeiros meses do ano já é 6,92% menor a igual período de 2012.

Taxa de ocupação elevada

A taxa de ocupação dos voos domésticos de passageiros completou uma série de 12 meses consecutivos de crescimento em abril de 2013. O índice alcançou 72,33% no mês – alta de 0,74 pontos porcentuais em relação ao mesmo mês de 2012, quando a taxa registrou 71,80%.

No acumulado do ano, o aproveitamento atingiu 73,91%, demonstrando uma melhora de 5,57% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado.

Em relação à participação de mercado doméstico, a TAM e a Gol lideraram o mercado doméstico no mês de abril, com participações de 38,42% e de 36,24%, respectivamente.

Companhias aéreas

Entre as principais empresas aéreas, Avianca e Azul registraram o maior crescimento na participação no período se comparada ao mesmo mês de 2012. A Avianca passou de 4,98% para 7,13% (crescimento de 43,26%) e a Azul de 9,94% para 13,44% (crescimento de 35,19%).

(Áquila Leite - Repórter, via Diário do Nordeste)

Parada do Orgulho Gay movimenta economia de São Paulo

Neste domingo (2), acontece a Parada Gay em São Paulo. A parada da capital paulista já é considerada o maior evento do gênero do mundo.  Para este ano, são esperados 4,5 milhões de pessoas.

O número, gigante, é apenas uma pequena parte dos turistas que visitam São Paulo todo os anos. Um batalhão de turistas chega a São Paulo todos os dias. Eles têm interesses variados e vem  participar de feiras, congressos, seminários. Não são apenas os negócios, porém, que movimentam o turismo da cidade.

Pelas contas da prefeitura de São Paulo, no ano passado, os 17 maiores eventos realizados na cidade receberam mais de 14 milhões de pessoas. A maioria veio para a Parada Gay. A Virada Cultural, com 4 milhões, está em segundo lugar, e a festa de ano novo na Paulista, com 2 milhões, em terceiro. 

Essa gente gasta muito. O Salão do Automóvel movimentou R$ 258 milhões, a Fórmula 1, R$ 240 milhões,  e a Parada Gay, R$ 188 milhões.  Esses gastos incluem hospedagem, alimentação,  transportes pela cidade, lazer e compras.

No domingo, a Avenida Paulista vai ser o centro das atenções ao reunir participantes e simpatizantes da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas. Gays, Bissexuais e Transexuais). Um hotel especializado em atender o público gay está com todos os leitos ocupados. O dono explica que o diferencial está no atendimento.

Os funcionários são treinados a ajudar os clientes com elegância e discrição, dando orientações de passeios, atividades culturais e compras.  “O movimento não é só hotel, é do comércio em geral: casa noturna, bar, restaurante”, diz Sérgio Luiz Pereira, proprietário do hotel.

A maioria dos hotéis de São Paulo está com a taxa de ocupação lá em cima, e os turistas também vão às compras.  Na véspera da Parada do Orgulho Gay,  as maquiagens coloridas e cheias de brilho da 25 de Março fazem sucesso.  Há compras para todos os bolsos, e opções de cultura e gastronomia para todas as preferências.

“Nesse momento, se você for escolher peça de teatro, há cem peças para escolher. Pode ir a um restaurante às 5 da manhã que tem aberto, se quiser pizza. São poucas cidades no mundo em que isso acontece”, Leonel Rossi Jr., vice-presidente da Abav Nacional.

(G1 Jornal Hoje)

Justiça do Ceará decreta falência do Grupo Oboé

A Justiça do Ceará decretou, na terça-feira (21/5), a falência das empresas do Grupo Oboé: Oboé Tecnologia e Serviços Financeiros S/A; Cia. de Investimento Oboé; Oboé Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A; Oboé Crédito, Financiamento e Investimento S/A.; além da Oboé Holding Financeira S/A, controladora do grupo sediado em Fortaleza. A decisão é da 2ª Vara de Recuperação de Empresas e Falências. As informações são do jornal O Povo.

Em fevereiro de 2012, após intervenção, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de todas as empresas do conglomerado. Segundo a Justiça, as empresas cometeram fraudes que chegam a R$ 280 milhões.

“Não resta dúvida de que há evidências de que o presente grupo de fato desenvolvia atividades fraudulentas, traduzidas nas movimentações financeiras das sociedades interligadas, objetivando desviar bens das sociedades em estado de insolvência”, disse o juiz Cláudio de Paula Pessoa na sentença. Ele estendeu os efeitos da falência à Advisor Gestão de Ativos S/A. e a José Newton Lopes de Freitas, controlador das empresas.

Revista Consultor Jurídico, 24 de maio de 2013

Apostador de Pedra Preta, no Mato Grosso, leva prêmio de R$ 43 milhões da Mega-Sena

Um apostador do município de Pedra Preta (MT) levou uma bolada de R$ 43.036.617,07 no concurso nº 1.449 da Mega-Sena, realizado neste sábado (1°) em Itatiaia (RJ).

Os números sorteados foram os seguintes:

08 — 22 — 26 — 33 — 37 — 54

Caso o único vencedor resolva aplicar a nova fortuna na poupança, ele receberá mais de R$ 177 mil em rendimentos mensais — quase R$ 6 mil por dia.

Os 295 acertadores da quina receberão R$ 13.922,29 cada. Os 18.276 ganhadores da quadra vão levar, por sua vez, R$ 321,03 cada.

Para o concurso que será realizado na próxima quarta-feira (5), a estimativa de prêmio é de R$ 22 milhões. O valor acumulado para o próximo concurso de final zero (1500) é R$ 18.044.570,81.

Segunda a Caixa, a arrecadação total do concurso foi de R$ 70.151.904,00.

(R7)

Gisele Bündchen é a 5ª empresária mais poderosa do país, aponta lista da Forbes

A modelo Gisele Bündchen figura entre as empresárias mais poderosas do Brasil, segundo a lista da revista americana Forbes. A gaúcha ocupa a 5ª posição no ranking devido ao lucro dos produtos licenciados com o nome dela. O faturamento anual de Bündchen é de quase 1 bilhão de dólares.

Em primeiro lugar está a presidente da Petrobras, Graça Foster. Ela alcançou o topo da lista pelo tamanho da empresa que administra. A Petrobras tem valor de mercado de 120 bilhões de dólares e um faturamento de 144 bilhões de dólares.

No segundo lugar aparece a presidente da rede de hotéis Blue Tree Towers, Chieko Aoki. A fundadora da Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, ficou em terceiro.

(Diário do Nordeste)

José Carlos Pontes, presidente da Marquise, sofre acidente de helicóptero e tem perna amputada

José Carlos Pontes – Grupo Marquise

O empresário e engenheiro José Carlos Pontes, 61 anos, presidente do grupo Marquise, passou por cirurgia no hospital São Mateus para tentar recuperar a perna amputada após acidente com helicóptero em Guaramiranga, a 102 km de Fortaleza, no fim da manhã desta quinta-feira, 30. O procedimento cirúrgico durou seis horas. Começou às 16h e foi concluído às 22h. O estado de saúde dele é estável.

O POVO Online apurou que, após a cirurgia, o engenheiro foi levado para UTI e que ficará três dias em observação. A amputação foi acima do joelho direito do empresário.

Segundo informações apuradas pelo O POVO Online, mais cinco pessoas estavam no helicóptero, mas nada sofreram. Os outros ocupantes eram a sogra do engenheiro, Guiomar Marinho, a esposa Denise Pontes, o empresário Deib Otoch Jr, sua mulher Rafaela e um major da Polícia Militar (PM), que pilotava o helicóptero no momento do acidente. 

 

Imagem obtida pelo O POVO

  O subtenente Alexandre Barroso, do Corpo de Bombeiros de Guaramiranga, informou ao O POVO Online que, após o acidente, a vítima foi levada para o hospital da cidade e depois encaminhada ao Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, no helicóptero daCoordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). 

O engenheiro chegou por volta de 13h ao IJF. Lá, também desembarcou em um outro helicóptero sua esposa Denise Pontes, que, abalada, também acabou sendo internada.

No IJF estavam o ex-senador Tasso Jereissati, o coronel Francisco Bezerra, titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), e o secretário da Casa Civil, Arialdo Pinho.

 

O ex-senador Tasso Jereissati conversa com médicos. Foto: Evilázio Bezerra

 De lá, o engenheiro foi transferido para o Hospital São Mateus. Uma equipe do  Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com cinco médicos e cerca de dez policiais participou da transferência. Em contato com O POVO Online, o grupo Marquise enviou uma nota sobre o acidente.

O acidente

 

Imagem obtida pelo O POVO

De acordo com o major George Girão, coordenador de Operações do Corpo de Bombeiros, a aeronave, particular, tombou à esquerda após o pouso no sítio Tibagi, de propriedade do empresário José Carlos Pontes, por volta das 11h45min.

Segundo informações de hóspedes de uma pousada em frente ao sítio, o helicóptero teria subido e tombado no momento em que o engenheiro descia da aeronave. Neste momento, a hélice teria batido no chão e depois decepado a perna de José Carlos. Ele tinha sido o último a descer do helicóptero.

Segundo o subtentente Alexandre Barroso, a Polícia Civil irá ao sítio ainda nesta noite para investigar o acidente. Ainda de acordo com Barroso, amanhã a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se deslocará ao local.

O sítio Tibagi, na região do Maciço de Baturité, é uma reserva ambiental particular, autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O POVO não foi autorizado a entrar no sítio.

(O Povo Online)

Fortaleza é o 13º destino turístico mundial mais caro para viagens de lazer

O turista que vem a fortaleza vai encontrar a 13ª hospedagem mais cara para viagens de lazer entre os principais destinos turísticos do mundo, segundo a Pesquisa Internacional de Preços da Hotelaria (PPH), realizada pelo Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur). A tarifa média praticada na Capital cearense (US$ 126,81) supera inclusive cidades com forte apelo ao viajante brasileiro, como Buenos Aires (US$ 115,77) e Santiago (US$ 100,49), capitais, respectivamente, da Argentina e do Chile.

Já entre os mais importantes destinos nacionais, Fortaleza aparece na quinta colocação, atrás do Rio de Janeiro (US$ 246,71), Florianópolis (US$ 155,55), Recife (US$ 143,45) e São Paulo (US$ 140,39).

A pesquisa levou em conta estadias de dois adultos por sete dias, marcadas com 60 dias de antecedência. Foi considerado o preço mais baixo em cada um dos 128 hotéis consultados em cada cidade (de uma a cinco estrelas)- excluídos motéis e albergues. A coleta dos preços ocorreu entre dezembro de 2012 e o mês de março deste ano.

Discrepância



Na avaliação do secretário de Turismo do Estado do Ceará, Bismarck Maia, a tarifa média encontrada por meio da pesquisa da Embratur “reflete a discrepância que se observou nos valores cobrados na Capital cearense durante a última alta estação, período em que foi realizado o estudo”. “Fortaleza estava tão demandada no período em que foi realizada a pesquisa, que tivemos notícias de alguns exageros praticados pela rede hoteleira na Capital do Ceará. E não foi só em hotéis, por meio de companhias aéreas também”, afirma. Conforme disse, os números, entretanto, servem de alerta. “Não dá para se conviver com valores tão altos. Mas, no geral, posso afirmar que as tarifas estão mais equilibradas agora e que não há motivos para elevações, pois nossa cidade, hoje, vive alta estação o ano inteiro”, observou Maia.

Ainda de acordo com ele, o fato de o valor médio aqui encontrado ser superior ao de Buenos Aires e Santiago, merece algumas ressalvas. “No caso de Buenos Aires pode até fazer algum sentido, pois há desvalorização cambial em relação a outras moedas e eles estão sofrendo mais com a crise. Então, pode ser que as tarifas nos hotéis, para atrair turistas, tenham baixado. Porém, na comparação com Santiago não vejo sentido. Aquela é uma cidade bem mais cara”, argumenta.

Metodologia é criticada

Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE), Darlan Teixeira Leite, critica a metodologia adotada na pesquisa que resultou na posição de Fortaleza entre as tarifas de viagem de lazer mais caras. “A média aqui encontrada não expressa a realidade. Considerar ao mesmo tempo hotéis de diferentes padrões e categorias para efeito de comparação não reflete a média dos preços na Capital”, discorda.

Ainda de acordo com ele, “se o consumidor for cotar com as operadoras vai ver que essa média não é verdadeira. Além do que nossa cidade tem equipamentos hoteleiros superiores a o de outras capitais brasileiras pesquisadas e que aparecem com uma tarifa média mais em conta”, emenda.

Competitividade

O preço alto da hotelaria é apontado pelo presidente da Embratur, Flávio Dino, como o principal entrave para o aumento da entrada de turistas estrangeiros no País. “A agenda central do turismo brasileiro é a competitividade. A hotelaria brasileira foi bastante internacionalizada nos últimos anos e esse movimento aumentou os preços artificialmente. Não há justificativas para estes valores. O pior que pode acontecer é o Brasil consolidar essa fama de país caro”, disse.

3ª em negócios

Por outro lado, a pesquisa coloca Fortaleza em melhor posição no ranking de tarifas de hospedagem a negócios. A Capital aparece como a terceira mais barata entre os principais destinos com este perfil. Com valor médio de US$ 83,40, fica atrás apenas de Salvador (US$83,17) e de Belém (US$ 76,39).

(ANCHIETA DANTAS JR, Diário do Nordeste)

“Sexo não vende”: crise chega à prostituição no Reino Unido

São tempos difíceis para Debbie, prostituta e proprietária de um bordel na região Oeste da Inglaterra. No último ano, ela se viu obrigada a reduzir seus preços para manter o negócio funcionando. E, mesmo oferecendo serviços mais baratos, enfrenta hoje uma queda significativa no número de clientes: os nove programas que fazia por dia caíram para dois ou três. Ela garante que estaria fazendo mais dinheiro trabalhando com marcenaria ou com venda de carros.

A chegada da crise ao mercado da prostituição do Reino Unido foi tema de uma matéria da revista The Economist. Com a economia fraca – o país enfrenta sua terceira recessão desde 2008 -, a população tem hesitado e pensado muito bem antes de gastar dinheiro. “A comida é mais importante; a hipoteca é mais importante; a gasolina é mais importante”, disse a acompanhante de luxo Vivienne à publicação. Ela conta que trabalha meio período na área para complementar sua renda como fotógrafa. Assim como Debbie, desde o início do ano, oferece descontos à clientela. 

A redução de preços tem se tornado comum, mas, em muitos casos, não se mantém durante muito tempo. Isso porque, segundo Marie, uma acompanhante escocesa, muitas mulheres que fazem descontos acabam voltando a cobrar os valores anteriores, uma vez que o perfil de clientes desejado não é aquele que tenta pechinchar um programa.

O problema é maior para quem dirige um negócio na área, como é o caso de Debbie e também de George McCoy, dono de um website de massagistas e acompanhantes. Ele diz que muitas das 5 mil profissionais cadastradas na página estão realmente lutando para sobreviver. Com a menor procura, os acessos ao site caíram para um terço do que eram há um ano. Pagar a conta de luz e os crescentes valores do aluguel tem se tornado cada vez mais difícil.

Nas ruas, onde os preços são os menores e a vida também é mais difícil, as prostitutas usam medidas mais desesperadas. Georgina Perry, gerente de serviços do Open Doors, um centro de saúde para garotas e garotos de programa, diz que, nos últimos anos, com a crise econômica, muitas ex-prostitutas que haviam encontrado trabalho em outras áreas acabaram voltando para as ruas. Hoje, elas oferecem serviços a, no máximo, US$ 30 (cerca de R$ 61).

A reportagem destaca o grande perigo que os profissionais da área correm, principalmente pela quantidade de informações pessoais divulgadas nos websites que anunciam seus serviços – fotos de rosto, telefone, email. Além disso, em busca de clientes, as prostitutas têm de lidar com homens desconhecidos e, em muitos casos, potencialmente perigosos. Desde julho do ano passado, 310 entraram em contato com a organização Ugly Mugs, que denuncia violência a garotos e garotos de programa. Desse número, apenas um quarto chegou a ir à polícia. “Esses profissionais estão se arriscando mais por retornos financeiros cada vez menores”, finaliza a publicação.

(Época Negócios)

São Paulo supera Rio em ranking turístico da América Latina

São Paulo - São Paulo está entre as três cidades da América Latina que mais devem atrair turistas em 2013, com expectativa de receber 2,4 milhões de visitantes internacionais. É o que aponta o Índice Mastercard de Destinos Globais. O primeiro e o segundo lugares do ranking são ocupados, respectivamente, pela Cidade do México, que deve receber 3,1 milhões de turistas, e por Buenos Aires, com 2,6 milhões de visitantes.

Lima deve receber 1,8 milhão de turistas, seguida de San José e Rio de Janeiro (com 1,4 milhão cada), Bogotá (900 mil), Montevidéu (700 mil), Quito (600 mil) e Caracas (500 mil). Ao todo, os dez principais destinos da região esperam a visita de 15,4 milhões de turistas de outros países neste ano.

A capital paulista é a segunda cidade com maior crescimento do número de visitantes estrangeiros, com alta de 10,7% em 2013 ante 2012. Só Lima deve ter um crescimento maior, de 12,7%.

“Extrapolando as taxas médias de crescimento anual entre 2009 e 2013, a cidade de São Paulo pode ultrapassar a Cidade do México e Buenos Aires em 2017 e a cidade de Lima pode ultrapassar Buenos Aires em 2018″, avaliou o autor do relatório e assessor econômico global da Mastercard, Yuwa Hedrick-Wong.

Os gastos dos turistas somados em São Paulo, Buenos Aires e Cidade do México devem representar mais da metade dos US$ 14,7 bilhões a serem contabilizados em toda América Latina neste ano. Na análise por gastos, São Paulo ficou no primeiro lugar da lista, ultrapassando a até então primeira colocada, Buenos Aires. A estimativa é de que aqueles que visitarem a capital paulista neste ano deixem um total de US$ 2,9 bilhões na cidade.

Destinos

O principal destino dos viajantes latino-americanos são os Estados Unidos. Só neste ano, Miami deve receber 992 mil turistas de São Paulo, Caracas e Buenos Aires. A expectativa é de que aqueles que viajarem partindo da capital paulista gastem US$ 914 milhões em Miami. Já Nova York deve receber 733 mil visitantes de São Paulo e 393 mil de Buenos Aires.

Globalmente, Bangcoc é a cidade que deve atrair o maior número de visitantes internacionais neste ano, seguido por Londres, Paris, Cingapura, Nova York, Istambul e Dubai.

(Beatriz Bulla, Estadão Conteúdo)

Pequena cidade do sertão da Bahia abriga mina de diamantes

João Villaverde, enviado especial/Nordestina (BA) – O Estado de S. Paulo

Na pequena Nordestina, de apenas 12,4 mil habitantes, encravada no meio do sertão baiano, a mineradora belga Lipari se prepara para iniciar a exploração da primeira mina de diamantes extraídos diretamente da rocha (fonte primária do mineral) na América Latina.

A companhia, comandada pelo geólogo canadense Kenneth Johnson, já aplicou R$ 60 milhões na unidade e planeja aplicar mais R$ 30 milhões ao longo deste ano para acelerar as pesquisas e iniciar a comercialização do minério já no fim de 2014. O dinheiro que financiou toda essa operação saiu dos controladores da Lipari – a companhia Aftergut & Zonen, da Bélgica, e o fundo Favourite Company, de Hong Kong.

Ainda em fase de pesquisas, o geólogo que coordena o trabalho da Lipari no sertão baiano, Christian Schobbenhaus, afirmou ao Estado que estima em pouco mais de 2 milhões de quilates de diamante a capacidade total das minas em Nordestina, que fazem parte do projeto Braúna. Um quilate de diamante de rocha kimberlítica é negociado, hoje, a cerca de US$ 310.

O kimberlito é uma rocha rara, que forma o manto da terra. Chega à superfície após uma erupção vulcânica. Foi nessas explosões, ocorridas há bilhões de anos, que o kimberlito trouxe para próximo da superfície terrestre os diamantes. 

Desde então, por meio da erosão natural do solo, os diamantes podem se soltar e chegar até aluviões de rios, onde são encontrados na maior parte das vezes.

Produção atual - O Brasil, até agora, tem “produzido” diamantes dessa forma, tendo produção anual de 47 mil quilates, estimada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), cerca de 0,04% de todo o diamante explorado no mundo. Agora, apenas a produção de Nordestina deve multiplicar por cinco a oferta nacional de diamantes, aumentando também o valor do minério, uma vez que não é oriundo de aluviões, mas de fonte primária – da própria rocha.

Há apenas 20 minas de kimberlito em atividade no mundo. O grupo de países do qual o Brasil vai fazer parte é pequeno: as minas estão no Canadá, em países no sudoeste africano e na Rússia. O bloco de rocha kimberlítica no qual está a pequena Nordestina pertence ao cráton (bloco de rocha com mais de 1 bilhão de anos) do São Francisco, que ficava junto ao cráton do Congo, na África, antes da separação dos blocos em continentes.

Profundidade - Em Nordestina, o diamante está a cerca de 3 quilômetros da superfície, e a pesquisa total da área só deve ser concluída no fim do ano. Dada a complexidade da operação – as máquinas que tiram os diamantes das rochas são importadas da África do Sul e operadas por técnicos qualificados em mineração de diamantes –, a comercialização do minério de Nordestina só deve começar no último trimestre do ano que vem, ganhando força a partir de 2015. A Lipari estima em sete anos a vida útil da mina na cidade.

Praticamente todo o diamante de Nordestina será exportado para Dubai, Bélgica, Israel e Canadá, onde o comércio do minério é concentrado e tradicional. Assim, a companhia aposta que, até 2015, quando a produção estará a todo vapor, a recuperação da economia mundial terá ficado mais consistente e, com isso, os preços do diamante devem aumentar, puxados por uma demanda mais firme.

“Para um geólogo, esta é uma oportunidade inacreditável. Estamos trabalhando na primeira mina de diamante oriundo diretamente do kimberlito de toda a história da América Latina”, disse Schobbenhaus, que mora em Nordestina desde 2010, quando as pesquisas se intensificaram.

O governo da Bahia deve licenciar a produção ainda neste ano, e o pedido de lavra feito pela Lipari ao DNPM também deve ser concedido. Segundo o diretor de fiscalização do departamento, Walter Lins Arcoverde, a mina da Lipari é “a confirmação de que o Brasil tem, de fato, a primeira mina de diamante oriundo de kimberlito na América Latina, e o segundo em todo o continente, atrás apenas do Canadá, que é um dos maiores produtores do mundo”. Até este ano, apenas Brasil, Guiana e Venezuela produziam diamantes na região, mas todos os minérios eram de fontes secundárias, isto é, de aluviões de rios.

Trabalho do bancário faz lucro do BB crescer 2,2%

São Paulo – O Banco do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no primeiro trimestre do ano, crescimento de 2,2% em um ano, desempenho que corresponde a uma rentabilidade de 17,4%. Em doze meses (de março de 2012 a março de 2013) cresceu 25,6% a carteira de crédito ampliada do banco, atingindo R$ 592,7 bilhões. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira 15.

Apesar do aumento das operações de crédito, a instituição pública cortou 517 postos de trabalho entre janeiro e março, interrompendo o processo de aumento de vagas do ano passado. Assim, o saldo de empregos em um ano foi de apenas 261 funcionários a mais, atingindo o total de 113.665.

“O crescimento das operações de crédito é resultado da política acertada de redução das taxas de juros, e é bom para o país. Mas o Banco do Brasil continua errando ao não valorizar seus funcionários. E faz isso cortando empregos ao invés de contratar; adotando de forma unilateral um novo plano de funções que reduziu o salário de alguns comissionados em 16% e que prejudicou todos os comissionados na promoção por tempo e por mérito, já que transformou o valor de referência das comissões, que era o piso, em teto. E ainda tem assédio moral, práticas antissindicais e metas sem critérios. Nas agências de varejo, 20% das metas dependem de cada carteira e os gerentes reclamam que quando estão chegando lá, as metas aumentam ainda mais e desmotivam a todos”, critica o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi.

O dirigente destaca a postura autoritária da direção. “O Sindicato quer é que o banco tenha uma gestão onde os funcionários possam participar e na qual a diretoria negocie com os trabalhadores.”

Crescimento – O lucro líquido ajustado – que não leva em consideração receitas ou despesas extraordinárias – alcançou R$ 2,7 bilhões entre janeiro e março. Desconsiderando a Previ (caixa de previdência dos funcionários), o lucro líquido da instituição foi de R$ 2,4 bi, acréscimo de 7,8% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

As receitas de operações de crédito ficaram praticamente estáveis (-0,7%) em relação aos primeiros três meses de 2012. Isso porque a redução das taxas de juros do BB – iniciada em abril de 2012 com o programa Bom pra Todos – foi compensada em parte com o aumento do volume de empréstimos concedidos pelo banco. Em relação a dezembro de 2012, a expansão foi de 2,1%.

Tarifas – As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias chegaram a R$ 5,5 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, elevação de 6,7% ante os primeiros três meses de 2012. Essas receitas cobrem em 121% o total de despesas com pessoal.

Despesas – Apesar da leve queda de 0,7% nas receitas de operações de crédito, as despesas de intermediação financeira – influenciadas pela Selic, também em ritmo de queda – caíram mais ainda (-13,8%), principalmente a despesa de captação (-16,1%) e as despesas de PDD (-8,3%).

A inadimplência acima de 90 dias também caiu, encerrando março de 2013 em 2%, patamar bem inferior ao verificado no Sistema Financeiro Nacional, que atingiu 3,6% no mesmo período.

Os ativos totais do BB superaram R$ 1,18 trilhão em março de 2013, o que representou expansão de 16,8% sobre março do ano passado.

(FETEC SP)

4 razões do Itaú ter pago 3 vezes mais pela Credicard

São Paulo –  Noticiada hoje, mas não confirmada ainda pelo Itaú, a compra da Credicard pelo Itaú por 3 bilhões de reais surpreendeu pelo valor, bem acima dos cerca de 2 bilhões de reais que estavam sendo negociado pelos demais interessados e o triplo do valor de mercado da companhia.  

 

Uma oferta grande o suficiente para fazer com que o banco da família Setúbal deixasse para trás os rivais Bradesco e Santander na disputa pela bandeira.

Mas, afinal, por que pagar para o Citibank um preço tão alto por uma empresa?

O Itaú tem lá seus motivos – e, de cara, quatro deles parecem ser bem consistentes. São eles:

Negócio

A Credicard tem 7 milhões de plásticos, estima o mercado, e teria sido responsável por cerca de 4,5% das transações feitas por brasileiros no exterior, um número que beirou aos 500 bilhões de reais em 2011.

Além do que, a companhia é a última “dona” de carteira de cartões em negociação hoje, em um mercado em ascensão em que nenhum banco quer ficar de fora. Isso porque o setor de cartões no Brasil cresce a passos largos em comparação aos demais países, tanto pelo tamanho do mercado e pelo aumento de crédito ao consumidor, quanto pelo hábito de compras por meio de cartões que vêm se consolidando no cotidiano da vida dos brasileiros.

Nos últimos cinco anos, o setor no Brasil cresceu em torno de 20% ao ano, índice que deve se manter pela fase de amadurecimento do setor financeiro pela qual passa o país. Apenas no ano passado, 724,3 bilhões de reais em transações foram feitas por meio de pagamentos por cartões de crédito ou débito, um número 18% maior em relação ao ano anterior.

Concorrência

Não deixar que o concorrente Santander levasse para casa a Credicard também acabaria ajudando o Itaú a tirar da frente um concorrente de potencial imenso de crescimento. Além de ainda desbancar o arquirrival Bradesco do páreo. Dois concorrentes que, sem participar da fundação da Credicard, ainda teriam acesso a uma das marcas mais fortes e tradicionais do setor de cartões do país. Uma hipótese difícil de ser digerida pelo Itaú.

Estimativas de mercado mostram que o Itaú lidera esse setor, com 30% do volume de transações feitos por meio de cartões no país. Bradesco e Banco do Brasil teriam, cada um, cerca de 20% e o Santander 5%.

Além dos ganhos sobre os volumes transacionados, o setor de cartões representa para os bancos uma maneira fácil de capturar e reter clientes. Os plásticos funcionam como uma ferramenta para eles traçarem os gastos e hábitos de consumo de seus clientes, informações que podem ser usadas para a oferta de crédito e produtos financeiros direcionados para tipos específicos de pessoas.

Histórico

A Credicard foi fundada, nos anos 70, pelo Itaú, Unibanco e Citibank e em 2004, o Unibanco vendeu sua participação na Credicard. Cada sócio ficou com metade da carteira. Em 2006, quando Citi e Itaú resolveram finalizar a parceria, um algoritmo matemático fez a divisão entre as partes – e, claro, uma parte de clientes do Unibanco acabou indo para a Credicard.

É esta fatia que o Itaú consegue, agora, reaver com a compra do Credicard. Trata-se de uma carteira de clientes do Unibanco, correntistas do Itaú desde 2008, quando o banco foi adquirido pelo concorrente, que permaneceu com cartão da Credicard.

Presença

Além de ser uma marca com histórico forte na memória dos brasileiros, a Credicard ainda conta com cerca de 100 lojas de rua de sua Credicard Financiamentos, quando ainda controlada pelo Citi. A empresa promove vendas de pacotes de créditos voltados para o varejo – um nicho que vinha sendo renegado pelo Citibank aos poucos, desde os últimos anos, e foi definitivamente deixado de lado com a venda da bandeira para o banco rival.

A dúvida agora é o que o Itaú fará com as lojas de ruas, bem como o que será feito dos cerca de 1.200 empregados herdados da transação. Hoje o Itaú conta com pouco mais de 89.000 funcionários. 

(Exame Online) 

Itaú Unibanco compra Credicard por R$ 2,7 bilhões e avança no setor de cartões

SÃO PAULO, 14 Mai (Reuters) – O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira a compra da Credicard por 2,767 bilhões de reais em dinheiro, elevando as apostas do grupo no setor de cartões.

A operação, da qual a marca Credicard faz parte, envolve a compra do Banco Citicard, com uma carteira de crédito de 7,3 bilhões de reais ao fim de 2012 e com uma base de 4,8 milhões de cartões de crédito, além de 96 lojas da Credicard Financiamentos, compondo ativos totais de 8 bilhões de reais.

O negócio não inclui os cartões American Airlines, Credicard Platinum (exceto Credicard Exclusive) e as marcas Citi, Diners, nem os cartões corporate. Os resultados realizados pelo grupo em 2013 já serão contados como parte do Itaú Unibanco.

“É uma aquisição que confirma e reforça nosso crescimento em mercados estratégicos”, disse o presidente-executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, em comunicado. “As oportunidades de crescimento no país passam pela bancarização e o cartão de crédito é um dos principais instrumentos para este fim”.

Apesar de se apresentar como líder, o banco não informa qual sua participação do mercado que, segundo a Abecs, entidade que representa as indústria de cartões, movimentou 724,3 bilhões de reais em 2012, uma expansão anual de 17,9 por cento. Para este ano, a expectativa da Abecs é que o setor movimente 847 bilhões de reais, crescimento de 16,9 por cento.

Já o Citi, que vem se desfazendo de ativos em várias partes do mundo como parte do processo de reestruturação por que passa desde a crise financeira nos Estados Unidos, em 2008, viu a transação como meio de se concentrar em atividades mais estratégicas no país. Em dezembro, o banco anunciara o fechamento de 14 de suas 198 agências no país.

“Estamos encontrando formas de otimizar nossos negócios e de focar em segmentos específicos nos mercados emergentes, em linha com a nossa estratégia global” disse o presidente-executivo do Citi América Latina, Francisco Aristeguieta.

O Citi informou que deve ter um ganho de 300 milhões de dólares com a venda, após impostos.

(Por Aluísio Alves – Reuters Brasil)

Após maior fusão bancária no país, encurta distância entre Itaú e Bradesco

Dia 31 de março de 2009. Foi nesta data, quando foram unificadas as ações de Itaú e Unibanco, que a bolsa de valores marcou uma distância que parecia quase intransponível entre o recém-criado Itaú Unibanco e o Bradesco. Enquanto o valor de mercado do primeiro chegou a R$ 99,577 bilhões, o do segundo era 67,5% dessa cifra, ou R$ 65,1 bilhões.

Mais de quatro anos depois, porém, os números mostram que o banco da Cidade de Deus não deixou barata a vantagem do concorrente. Na sexta-feira, por exemplo, enquanto o Itaú Unibanco valia R$ 155,9 bilhões na bolsa, o valor de mercado do Bradesco era de 90,9% do rival, somando R$ 141,8 bilhões.

Não foi só na bolsa que o Bradesco diminuiu a liderança conquistada pelo Itaú com a fusão. Tanto em ativos totais como em operações de crédito, a distância entre os dois encurtou. Em financiamentos, logo após a fusão, o estoque do Bradesco representava 74,66% do saldo do Itaú, com R$ 179,9 bilhões. No balanço patrimonial mais recente dos dois bancos, contudo, esse percentual avançou para 80,22%.

Em ativos totais, o Bradesco representava 71,3% do concorrente pós-fusão. Hoje, é 86,9%, com seus R$ 894,4 bilhões.

Méritos do Bradesco à parte, esse encurtamento de distância reflete, pelo menos parcialmente, as dores pós-crescimento do Itaú nos anos que seguiram a maior união bancária brasileira. 

Seja pela dificuldade que envolve engolir uma aquisição do porte do Unibanco, seja por alguns lances não bem-sucedidos para avançar no mercado de crédito ao consumo, os últimos anos não foram fáceis para o Itaú navegar.

“O Itaú enfrenta hoje o desafio de uma receita que não está crescendo, graças à migração para linhas de menor risco. Os benefícios dessa mudança só vão aparecer mais tarde, depois que a linha de provisões para inadimplência diminuir”, raciocina analista que acompanha a instituição. Ou seja, embora o banco tenha promovido ajustes em sua política de crédito, é lenta a recuperação dos problemas passados.

A carteira de crédito de veículos é o grande exemplo de uma aposta do banco que saiu pela culatra. Hoje, já em ritmo de recuperação, a linha chegou a dar prejuízo para o Itaú, graças às elevadas taxas de inadimplência. 

Foi uma aposta em um segmento de crédito de risco menor, já que tinha garantia real do veículo, que se mostrou não tão segura assim. Tanto que, no ano passado, a carteira do banco na modalidade encolheu 14,8% na instituição.

A arrumação da casa já está em curso. Os cortes de pessoal, por exemplo, foram severos no Itaú. De março de 2012 a março deste ano, o quadro de funcionários encolheu em 6.339 postos de trabalho, a maior redução entre os bancos privados.

“São ajustes de eficiência operacional que o banco promoveu no último ano. Outro exemplo foi a dissolução de parcerias com varejistas que não eram rentáveis”, afirma o analista Carlos Daltozo, da BB Investimentos. Desde 2010, o Itaú encerrou 300 alianças desse tipo, incluindo Lojas Americanas e C&C.

Embora tenha enfrentado seu quinhão de problemas também no campo do calote, o Bradesco se mostrou, em algumas áreas, mais adaptável a uma realidade bancária de spreads de crédito menores e busca por linhas mais seguras de financiamento. Antes de o Itaú levar o BMG, por exemplo, o Bradesco já tinha em casa uma estratégia para avançar no consignado, o crédito com desconto em folha em pagamento.

A seguradora do Bradesco, responsável por cerca de um terço do lucro ajustado de R$ 2,943 bilhões do trimestre, é outra vantagem competitiva no cenário bancário atual. A operação reforça as receitas fora do mundo do crédito. 

No Itaú, o consolidado das operações mostrou lucro recorrente de R$ 3,512 bilhões no primeiro trimestre, enquanto a divisão de seguros, previdência privada e títulos de capitalização apresentou resultado líquido de R$ 546 milhões.

O que se nota é que o Itaú vem tentando semear hoje iniciativas que lhe deem vantagens sobre os rivais no futuro. Na área de cartões, por exemplo, o banco tem investido no Itaucard 2.0, que propõe nova metodologia para cobrança de juros no rotativo, mas que ainda não convenceu a concorrência a ponto de ser seguida. A credenciadora de cartões Redecard, trazida no ano passado para dentro do banco, também é outra aposta para um avanço mais saudável do crédito na instituição.

Fonte: Felipe Marques e Carolina Mandl – Valor

Do Beach Park ao Mercado Central: veja dicas e roubadas em Fortaleza

Conhecida por seu ambiente divertido, Fortaleza é um destino vibrante e embelezado por um magnífico litoral. Quem viaja à capital cearense não volta decepcionado. Confira cinco dicas de passeios e cinco conselhos para evitar roubadas na cidade.  

 

Passeios
Praia do Futuro

Com 8 km de extensão, a Praia do Futuro é a mais frequentada da capital cearense. O local tem diversas barracas com cadeiras, drinques e petiscos locais, em particular os deliciosos caranguejos em quiosques como o famoso Crocobeach. No leste de Fortaleza, a praia tem atrações para todas as idades, e oferece um lindo visual com dunas frente ao oceano.  

Feirinha da Beira-Mar

Localizada na praia do Meireles, a Feirinha da Beira-Mar é um tradicional ponto de Fortaleza, com centenas de barracas que vendem todo tipo de artesanato e lembrancinhas, além de comidas típicas regionais. Quando gostar de algum produto, não pense duas vezes antes de pechinchar e tentar conseguir um preço melhor. 

Jericoacoara

Durante uma viagem a Fortaleza, vale a pena fazer os 300 km que separam a capital de Jericoacoara, uma das praias mais incríveis do Brasil. Belas dunas, formações rochosas e lagoas cristalinas frente ao mar calmo formam parte das belezas que atraem os numerosos turistas do mundo inteiro que visitam “Jeri”. 

Mercado Central

Grande mercado com mais de 600 barracas espalhadas em quatro andares, o Mercado Central vende todo tipo de produtos, desde culinária e ingredientes regionais a artesanato, roupas e lembrancinhas ideais para levar para amigos e familiares. O mercado tem um ambiente divertido e merece ser visitado numa passagem pela capital cearense.  

Beach Park

Muitos turistas visitam Fortaleza apenas com o intuito de conhecer o famoso parque aquático Beach Park. Situado à beira da praia de Porto das Dunas, o parque tem atrações divertidas para a família inteira como toboáguas de até 41 metros de altura, corredeiras, piscinas, bares e restaurantes. 

Roubadas
Calçadão em horários de pouco movimento
A tentação de correr ou caminhar de noite ou de manhã cedo no calçadão das praias de Fortaleza é grande. Mas esse horário, quando há poucas pessoas na rua, é o mais arriscado no que diz respeito a assaltos. Se  for mesmo correr de noite ou de manhã, evite levar objetos de valor. 

Farol de Mucuripe à noite
Antiga edificação do século 19, o Farol de Mucuripe é um dos pontos mais emblemáticos de Fortaleza. Evite a área do farol durante a noite, já que assaltos são comuns na área. 

Fique nas áreas turísticas
Para quem não conhece Fortaleza, é melhor permanecer nos roteiros turísticos e não se aventurar em ruas vazias ou desconhecidas. Prefira não se expor a uma situação desagradável e fique em pontos conhecidos. 

Beach Park nas férias escolares
O Beach Park atrai turistas do Brasil inteiro, especialmente crianças e adolescentes. Durante férias escolares e feriados, as filas para os brinquedos e restaurantes podem ser excessivamente longas: para curtir o parque com mais calma, é preferível evitar esses períodos. 

Procure referências sobre guias e agências de turismo
Agências e guias turísticos oferecem passeios por Fortaleza e excursões a destinos como Canoa Quebrada e Jericoacoara. Antes de escolher, procure referências na internet e em seu hotel sobre as melhores agências da cidade para decidir sem inconvenientes.  

(Andrés Bruzzone Comunicação, Via Portal Terra)

 

Coca-Cola lança latinhas verde, amarela e azul para Copa das Confederações

Coca-Cola se veste de verde, amarelo e azul para a Copa das Confederações (Foto: Divulgação)

A Coca-Cola Brasil anunciou que, pela primeira vez em sua história, irá mudar a cor da sua tradicional lata vermelha, colorindo as embalagens com as cores da bandeira do Brasil: verde, azul e amarelo.

A ação faz parte da campanha nacional “Vamos juntos colorir o Brasil”, criada para homenagear o Brasil durante a Copa as Confederações, que começa no dia 15 de junho.

Segundo a empresa, as novas latinhas já estão sendo distribuídas em todo o território nacional.

“Trocar o vermelho pelas cores de um país é inédito no mundo. A Coca-Cola fazer isso no Brasil tem a ver com reconhecimento de que a Copa das Confederações é o momento de mostrar a paixão pelo país”, disse Javier Meza, vice-presidente de marketing da Coca-Cola Brasil.

Segundo a companhia, a mudança na cor da embalagem da marca, neste primeiro momento, abrangerá somente os refrigerantes vendidos em lata.

Embora a Coca-Cola já tenha lançado em outras ocasiões latas comemorativas em outras cores, em ações regionais, a empresa informou que é a primeira vez que ocorre uma ação de mudança da cor da lata do refrigerante em âmbito nacional.

(G1 Economia)

SECA NO NORDESTE OCASIONA PREJUÍZOS SUPERIORES A R$ 6 BILHÕES

PE247 – As perdas nas lavouras do Nordeste provocadas pela maior seca dos últimos 50 anos, que atinge quase 1,5 mil municípios e mais de dez milhões em pessoas, chegam a R$ 3,6 bilhões levando em conta dez principais culturas cultivadas na Região. O saldo de empregos atingiu o menor nível nos últimos dez anos e o pior: a estiagem deverá se estender até o segundo semestre, podendo chegar até  fevereiro de 2014. De acordo com o economista-chefe do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Aldemir Freire, se for contabilizado o número de cabeças de gado perdidas pela estiagem, o prejuízo chega a R$ 6,8 bilhões. A estimativa é que o rebanho sofra uma redução de 16,3%, de 29,6 milhões de cabeças em 2011, segundo Pedro Gama, da Embrapa Semiárido.

O rombo de R$ 3,6 bilhões refere-se às culturas de feijão, arroz, castanha de cajú, milho, algodão, banana, cana de açúcar, mandioca, soja e café. De acordo com levantamento do IBGE, a pedido do jornal Folha de S. Paulo e publicado neste domingo (5), as maiores perdas ocorreram nas plantações de milho comparando 2012 com 2011 (R$ 961 milhões) e milho (R$ 532 milhões). O prejuízo equivale, por exemplo, a quase metade do valor da transposição do rio São Francisco, orçada em R$ 8,2 bilhões.

“Mesmo se pegarmos os preços de 2012 (quando a inflação acelerou com as perdas de safra), teríamos prejuízo superior a R$ 2 bilhões”, declarou Aldemir Freire. O Ceará, por exemplo, é um dos estados que mais sofrem os efeitos da seca. Naquele estado, 96% dos municípios estão em situação de emergência. A produção agrícola declinou 1,9 milhões de toneladas para 230 mil toneladas. Somente 30% das áreas que possibilitam plantios contam com o cultivo de algum alimento.

Ao Pernambuco 247, o Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE) informou que, no caso da cana de açúcar, por exemplo, foram produzidas no Estado 13.149.783 na safra 2012/2013 (setembro/março), uma queda de 24,5% em relação à safra 2011/2012, quando foram produzidas 17.515.890 toneladas. Em consequência, a produção de etanol também foi afetada, ao passar de 357.606 metros cúbicos (m³) para 265.219 m³.

Quanto à criação de empregos na agropecuária nordestina, o levantamento do IBGE apontou que em 2011 foram gerados 13 mil postos de trabalho com carteira assinada no setor, enquanto que no ano passado houve um déficit de 18 mil vagas, um recorde nesta década. Além disso, 244.825 trabalhadores estavam ligados ao setor em 2012, porém em março deste ano foram computados 223.640 postos de trabalho associados ao setor agropecuário. “A mecanização nas lavouras e outros fatores eliminam postos de trabalho, mas a seca é a grande responsável pelas demissões”, declarou o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Antoninho Rovaris, à Folha de S. Paulo.

Fiat anuncia R$ 15 bi de investimentos no Brasil até 2016

Germano Lüders / EXAME

Brasília – A Fiat anunciou um novo plano de investimentos no Brasil, com aplicação de R$ 15 bilhões até 2016. Parte do dinheiro – R$ 9 bilhões – faziam parte do plano anterior, de 2011 a 2014, e foram somados a R$ 6 bilhões adicionais. O dinheiro será usado na produção de automóveis, caminhões, colheitadeiras, autopeças e motores no país.

O novo plano foi apresentado hoje (6) pelo presidente mundial da Fiat Chrysler e da Fiat Industrial, Sergio Marchione, e pelo presidente da Fiat Chrysler na América Latina, Cledorvino Belini, à presidenta Dilma Rousseff, em reunião que durou cerca de uma hora e meia.

Parte dos recursos serão investidos na construção e ampliação de fábricas no Brasil. Estão incluídas a unidade de produção de automóveis em Goiana (PE), que deverá produzir até 250 mil unidades por ano, a partir do começo de 2015, e a fábrica da Iveco em Sete Lagoas (MG) que, além de caminhões Magirus, vai montar veículos de defesa.

As fábrica de tratores em Curitiba será ampliada e a unidade de automóveis de Betim (MG) terá a capacidade de produção ampliada de 800 mil unidades por ano para 950 mil unidades por ano até 2014.

Além da expansão da capacidade produtiva e construção de novas fábricas, os R$ 15 bilhões englobam investimentos em inovação, desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. Serão usados também na melhoria de processos logísticos e de manufatura. A holding estima que os investimentos vão gerar 7,7 mil novos empregos diretos e 12 mil indiretos no Brasil.

A Fiat é a maior fabricante brasileira de automóveis. O Brasil é o centro da divisão latino-americana do grupo.

(Exame Online)

Santander é o banco mais forte da América do Sul; veja ranking mundial

São Paulo – A edição de junho da revista Bloomberg Markets traz uma pesquisa sobre os bancos mais sólidos e, por consequencia, mais confiáveis do mundo. Entre os da América do Sul, Santander Brasil, ItaúBradesco e Banco do Brasil lideram o ranking.

No mundo, a liderança ficou com o Qatar National Bank, do Catar, o primeiro entre 20 instituições globais. Para chegar a tal conclusão, a revista avaliou 78 bancos com ativos totais de 100 bilhões de dólares ou mais, em março deste ano.

Ficaram de fora da análise apenas os bancos que não relataram, até março, os dados de desempenho de 2012 e as instituições que reportaram prejuízo ou falharam no último teste de estresse do Federal Reserve.

Os principais critérios analisados foram: proporção entre o capital da instituição e os ativos ponderados pelo risco; proporção entre os ativos inadimplentes e o total de ativos; relação entre reservas para perdas e empréstimos para ativos inadimplentes; e o índice de eficiência em 2012.

Na avaliação, quanto menor a nota do banco, melhor o seu desempenho. No caso dos bancos que operam no Brasil, o Santander acabou se saindo melhor, na avaliação da Bloomberg. 

  Os bancos mais sólidos por região    
       
Líder Mundial Instituição País Nota
1 Qatar Nacional Bank Qatar 13,8
       
América do Norte Instituição País Nota
1 Canadian Imperial Bank of Commerce Canadá 14,9
2 Royal Bank of Canadá Canadá 17,4
3 Bank of New Scotia Canadá 22,5
4 Toronto-Dominion Bank Canadá 23,5
5 Citigroup EUA 28,8
       
América do Sul Instituição País Nota
1 Banco Santander Brasil Brasil 33,2
2 Itaú Unibanco Brasil 50
3 Bradesco Brasil 60,1
4 Banco do Brasil Brasil 60,2
       
Europa Instituição País Nota
1 Svenska HandelsBanken Suécia 24,7
2 Credit Suisse Group Suíça 26,9
3 Skandinaviska Enskilda Suécia 28,7
4 Turkiye Garanti Bankasi Turquia 29,2
5 SwedBank Suécia  
       
Ásia      
1 Oversea-Chinese Banking Cingapura 14,1
2 DBS Group Cingapura 19,9
3 United Overseas Bank Cingapura 21,4
4 Hand Seng Bank Hong Kong 23,9
5 China Construction Bank China 25,4
       

Fonte: Bloomberg Markets

North Shopping Sobral é inaugurado nesta sexta-feira, dia 03/05

Abriu as portas ao público hoje o North Shopping Sobral, resultado de uma parceria entre a Cameron Construtora e do Grupo North Empreendimentos. O centro de compras foi inaugurado em evento exclusivo para convidados ontem à noite. O investimento não foi revelado.

Com Área Bruta Locável (ABL) de 18.244,41m², o shoppings tem cinco lojas-âncora, três mega-lojas e 133 lojas-satélite. O entretenimento é um dos atrativos do negócio. São cinco salas de cinemas, uma delas 3D. Oferece ainda boliche, áreas de jogos eletrônicos e recreação infantil, além de praça de alimentação. São 771 vagas rotativas para estacionamento, quatro elevadores e quatro escadas rolantes.

O North Shopping Sobral é o primeiro shopping center deste porte a ser entregue pela Cameron. A construtora também assina o Juazeiro Shopping. O shopping de Sobral marca a estreia do Grupo North Empreendimentos Brasil (GNEB) no Interior do Ceará. O diretor-presidente Sérgio Gomes de Freitas estima fluxo mensal de 600 mil pessoas. Segundo ele, serão gerados 1,5 mil empregos diretos e 2,5 mil indiretos.

Sérgio confirma que a chegada à Sobral obedece a estratégia de expansão do grupo pelo Interior do País, especialmente as cidades de médio porte. Foi assim nos estados de São Paulo e Pernambuco (Caruaru). A entrada do grupo levou ao projeto a experiência no ramo, com concepção, incorporação, planejamento, construção, locação e administração de shopping centers.

Ao projeto do shopping se integram torres comercial e hoteleira. O diretor-presidente da Cameron, Antônio Câmara, aposta no que define como “grande população flutuante” de Sobral. A aposta da Cameron são o Gran Hotel e o Cameron Tower, em obras. 

ENTENDA A NOTÍCIA

O North Shopping Sobral une a Cameron Construtora ao Grupo North Empreendimentos, ambos cearenses, no primeiro shopping da Zona Norte do Estado e mostra o vigor das cidades médias do Interior do País. 

Números

1,5 mil - empregos devem ser gerados com a inauguração do North Shopping Sobral, informou o diretor-presidente da Cameron. 

SERVIÇO 

North Shopping Sobral - Abertura ao público às 10 horas na avenida Monsenhor Aloísio Pinto, 300 – Bairro Dom Expedito – Sobral-CE

Portfólio

Oito empreendimentos:

North Shopping Barretos (SP), North Shopping Caruaru (PE), North Shopping Maracanaú (CE), North Shopping Sobral, Via Sul Shopping, North Shopping Parangaba. Este último tem parceria com a Ancar Ivanhoe, está localizado no bairro de Jóquei Clube e tem previsão para inaugurar em 31 de outubro próximo. O North Shopping Votuporanga (SP ) será lançado em 2013.  

A Cameron tem 10 anos de mercado, com foco nos condomínios fechados residenciais e comerciais, além de incorporação. Entregou 33 obras no Ceará.

 

Ficha técnica

Área do Terreno: 37.786,13 m²

Área Construída: 48.444,46m²

Área Bruta Locável: 18.244,41m²

Estacionamento: 771 vagas rotativas  

Salar de cinema: 5 (uma 3D) 

Lojas-âncora: 5 (4 confirmadas) – Marisa, Riachuelo, Esplanada e Le Biscuit 

Entretenimento: 734,60m²

 (O Povo Online)

Rio, Brasília e SP têm o metro quadrado mais caro do país, revela pesquisa

SÃO PAULO – O preço médio do metro quadrado de apartamentos usados apresentou alta em 15 de 16 cidades brasileiras analisadas n o indicador elaborado pela  Fipe  (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) e pela  Zap  Imóveis .

No período analisado, os preços subiram mais em Curitiba, Recife e Florianópolis – o primeiro com alta de 3,2%, o segundo de 1,5% e o último com 1,4%.

Por outro lado, o Distrito Federal (0,17%) e Salvador (0,4%) tiveram as menores altas no mês de abril. Enquanto Fortaleza foi a única cidade que apresentou decréscimo de -0,2%

Valor do m²
Considerando o valor médio do m², este foi de R$ 6.682 em abril, com o  destaque novamente apontando para o Rio de Janeiro, que chegou a R$ 9.052, no período, seguido por Brasília, com R$ 8.332, conforme mostra tabela abaixo:

PREÇO MÉDIO DO METRO QUADRADO EM ABRIL
Rio de Janeiro R$ 9.052
Brasília R$ 8.332
São Paulo R$ 7.118
Niteroi R$ 6.617
Belo Horizonte R$ 5.186
Recife R$ 5.165
Fortaleza R$ 5.003
São Caetano do Sul R$ 4.835
Florianópolis R$ 4.686
Porto Alegre R$ 4.447
Santo André R$ 4.185
Salvador R$ 4.110
São Bernardo do Campo R$ 4.012
Vitória R$ 3.991
Curitiba R$ 3.932
Vila Velha R$ 3.508
Média Nacional R$ 6.682

(Economia Uol)

Quem ganha mais de R$ 1.019 já pode ser considerado de ‘classe alta’

A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República divulgou um estudo em que definia a renda per capita das classes baixa, média e alta do Brasil. A pesquisa “Vozes da Classe Média” aponta que os limites de renda para o que é considerada uma pessoa de classe média no Brasil, por exemplo, é entre R$ 291 e R$ 1.019 mensais.

Além disso, a classe baixa é compreendida entre os valores até R$ 291 e a classe alta em valores acima de R$ 1.010 por mês. A classes são divididas da seguinte maneira: Classe baixa em “Extremamente pobre” (até R$ 81), “Pobre, mas não extremamente pobre” (até R$ 162) e “Vulnerável” (até R$ 291); Classe média em “Baixa classe média” (até R$ 441), “Média classe média” (até R$ 641) e “Alta classe média” (até R$ 1.019); Classe alta em “Baixa classe alta” (até R$ 2.480) e “Alta classe alta” (acima de R$ 2.480).

Por bairros de Fortaleza

De acordo com estudo do Ipece de 2012 que pontuou os bairros de Fortaleza segundo a renda média, os bairros que se encaixam na Classe alta da pesquisa são, ao todo, 29. O Meireles é o que possui maior renda média, com R$3.659,54.

Já os bairros da Classe baixa se encaixam somente no setor “Vulnerável”, são eles: Parque Presidente Vargas (R$ 287,92) e Conjunto Palmeira (R$ 239,25). Nenhum bairro se encontra abaixo desse setor.

Análise

De acordo com o economista Alex Araújo, a pesquisa nacional foi realizada com corte da renda baixo para identificar melhor o público da classe baixa, para melhorar asavaliações. “Para encontrar a diferença entre as classes é necessário levar critérios sociais, como a atualidade de domicílio, acesso a itens de consumo durável (…) Essa estratificação fica pobre, ela vê que os grupos homogêneos e eles são bem heterogêneos”, disse.

Sobre os recorte inserido no contexto de Fortaleza, o economista considera que em determinados bairros há extrema pobreza. “As pessoas estão bem misturadas nos bairros e tem um concentração. Geralmente, as pessoas mais pobres estão em ocupação irregular ou áreas de risco”, afirmou.

Ele ainda ressaltou que a população de Fortaleza está em processo de evolução econômica. “Na última década, muita gente saiu da vulnerabilidade e se inseriu no mercado de consumo. O processo ainda não foi concluído, porque isso leva toda uma geração. Fortaleza foi uma das maiores beneficiadas, porque está no Nordeste, que é mais pobre, e tem uma concentração populacional grande e gera muita oportunidade em serviços que é tipico de aglomeração”, explicou.

(, Tribuna do Ceará)

QUE CRISE É ESSA? VENDAS DE CARROS SOBEM 29%

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 2 Mai (Reuters) - As vendas de veículos novos no Brasil somaram 333.790 unidades em abril, recorde para o mês e alta de 29,4 por cento sobre o fraco resultado de abril de 2012, informou uma fonte do mercado nesta quinta-feira, citando dados preliminares de emplacamentos.

Na comparação com março, que teve dois dias úteis a menos que abril, os emplacamentos do mês passado aumentaram 17,6 por cento.

O resultado contrariou expectativas da indústria, que esperava um crescimento mais comportado das vendas depois que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi prorrogada no fim de março pelo governo até o fim do ano.

As vendas do mês passado superaram o recorde até então messes de abril, de 2011, quando 289.189 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram licenciados. O volume também foi o maior registrado até agora neste ano, ficando acima das 311,5 mil unidades de janeiro.

Segundo a fonte, os licenciamentos de automóveis e comerciais leves em abril somaram 317.024 unidades, correspondendo a uma média por dia útil de 14.410 veículos.

Já os emplacamentos de caminhões no mês passado foram de 13.915 unidades, crescimento anual de 25,2 por cento, enquanto as vendas de ônibus atingiram 2.851 unidades, alta de 29,7 por cento, segundo a fonte.

Com o resultado de abril, os licenciamentos de veículos novos no Brasil nos quatro primeiros meses de 2013 soma 1,164 milhão de unidades, crescimento de 8,2 por cento sobre o mesmo período de 2012.

A expansão até agora está acima da esperada pela associação de montadoras Anfavea para o ano, de alta de 3,5 a 4,5 por cento nas vendas, para entre 3,93 milhões e 3,97 milhões de veículos.

A associação de concessionários Fenabrave deve divulgar ainda nesta quinta-feira os dados consolidados de vendas de veículos e a Anfavea informa na próxima terça-feira números que incluem produção, exportações e importações.

FROTISTAS AJUDAM

Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da consultoria de carros Jato Dynamics, Milad Kalume Neto, a alta das vendas de veículos em abril foi bem acima do esperado pelo mercado, diante de dados recentes que “acenderam o sinal amarelo” sobre a economia brasileira.

“As vendas de abril surpreenderam, ainda mais considerando que a economia está com alguns sinais que não são satisfatórios, como aumento de juros, oscilação no desemprego e queda na atividade industrial”, disse ele, acrescentando que “não observamos nenhum nível de desconto fora do normal nos preços dos veículos” no período.

Para analista Rafael Galante, da consultoria Oikonomia, o forte desempenho dos licenciamentos de abril pode ser atribuído em parte a vendas maiores das montadoras para frotistas, incluindo locadoras de veículos.

“Quase todas as grandes montadoras forçaram venda para grandes frotistas… O faturamento direto envolveu 77 mil carros e comerciais leves, crescendo 29,5 por cento sobre março, enquanto as vendas às concessionárias cresceram 14 por cento, para 229 mil veículos”, estimou Galante.

Galante citou ainda demanda que poderia estar represada antes dos lançamentos de veículos como o sedã HB20s, da Hyundai, e o 208, da Peugeot, modelos que chegaram ao mercado em abril.

Apesar dos licenciamentos de veículos de abril terem ficado acima das expectativas, no somatório do quadrimestre o crescimento de cerca de 8 por cento nas vendas sobre um ano antes foi menor que a estimativa da Oikonomia, de expansão de 9 a 10 por cento no período.

“Era para ter crescido mais, considerando a base de comparação muito baixa com o ano passado e o imposto estar menor”, disse Galante, que estima que as vendas apenas nas categorias de carros e comerciais leves em 2013 no Brasil devem ficar entre estabilidade e queda de 2 por cento.

Maracanaú ganha duas torres empresariais e um hotel

O lançamento do início das obras do “Business Place Maracanaú ” será no dia 15 de maio, às 18 horas, no Habib’s Maracanaú. Na ocasião, também ocorrerá o lançamento das vendas para o Bristol Hotel Maracanaú. O empreendimento “Business Place Maracanaú” consiste em duas torres comerciais, que serão construídas próximas ao Feira Center, localizado na Avenida I – bairro Jereissati I. A empresa Sibi Empreendimentos é a responsável pela instalação, num investimento de aproximadamente R$ 34 milhões. Cada torre terá 242 salas de 25,56 m², totalizando 484 salas comerciais.

Já o Bristol Maracanaú Hotel será o primeiro empreendimento hoteleiro a se instalar nas proximidades do distrito industrial. Vai oferecer opções de hospedagem e de realização de eventos corporativos. Serão construídos 234 apartamentos, coffee shop com capacidade para até 80 pessoas e salas de reuniões para 120 e 60 pessoas. O Bristol Maracanaú Hotel também será construído ao lado do Feira Center, em Maracanaú.

(CNews Economia)

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O blog diálogos políticos é uma iniciativa da Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará. Nosso objetivo é possibilitar o intercâmbio de informações entre as pessoas interessadas nos mais diversos temas da conjuntura brasileira.

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. Geógrafo e Funcionário da Secretaria de Formação do SEEB/CE. Atua na CCP-Banco do Brasil e CCV-Caixa. Diretor da AESB e Delegado Sindical do SINTEC-CE.

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"Todo o indivíduo tem direito a liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão". Art.19 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, promulgada em 10 de dezembro de 1948.
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