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Quem tem medo do BRICS?; por Roberto Amaral

Da Carta Capital

Quem tem medo do BRICS?

Por Roberto Amaral, vice-presidente nacional do PSB
O bloco só cresce de importância, mas determinados setores continuam insistindo na tese de decadência
BRICS criam banco próprio – Foto: Shutterstock
Há dez anos surgiu o acrônimo BRIC, sigla formada pelas iniciais de quatro países que despertavam admiração no mundo pela vitalidade de suas economias – Brasil, Rússia, Índia e China, aos quais se associa a África do Sul – e que hoje representam 19% do PIB global. Nesses dez anos, o conjunto de suas economias cresceu de 3 trilhões de dólares para 13 trilhões de dólares. Esses 10 trilhões a mais correspondem em nossos dias a seis economias da Grã-Bretanha em 2001. Ainda nesses curtos dez anos, a China, a locomotiva do bloco, crescendo a um ritmo médio de 7% ano, chegou ao posto de segunda economia do mundo; suplantou o Japão e é o dobro da economia alemã, o mais rico e mais poderoso país da Europa Ocidental. Não obstante, a grande imprensa mundial, as ‘consultorias’ e agências de ranking disso e daquilo de Wall Street e da City de Londres, o FMI e a OCDE, a grande imprensa de lá – The EconomistThe Financial TimesThe Time – de cá – o jornalão, a revistona – anunciam o réquiem do bloco, como diariamente anuncia a falência do Mercosul.

Nossas exportações, no entanto, principalmente de manufaturados, para nossos vizinhos só têm aumentado. O Brasil, embora crescendo a taxas relativamente baixas, ultrapassou a Itália e a Inglaterra, e é hoje a sexta economia mundial. Nas duas últimas décadas o peso econômico dos países integrantes dos BRICS aumentou de 5,6% para 21,3%, o que, convenhamos, não é nada desprezível. Projeta-se para a próxima década em 3% a expansão da economia mundial, mas o crescimento dos BRICS está estimado em 7%. Em 2015 esse conjunto de países poderá ser responsável por cerca de um quarto do PIB mundial.

As trocas entre os cinco países somavam 250 bilhões de dólares e podem chegar a 500 bilhões de dólares já em 2015. A China já é nossa principal parceira comercial e as negociações em curso prometem elevar o fluxo comercial entre o Brasil e a Rússia para 10 bilhões de dólares, já neste ano. Relativamente ao país de Putin, para além das trocas comerciais, há uma largo espaço para percorrer no campo da cooperação científica e tecnológica. E inovação, onde são notórias nossas carências

Nossos cinco países representam 20% do PIB mundial e cada um exerce papel de forte liderança em seus respectivos continentes. Não são números irrelevantes e contrastam com o descrédito e o ceticismo da opinião conservadora que acompanha com restrições as possibilidades de expansão econômica – e nela envoltas, de expansão política e militar desses países – alterando a correlação de forças do status quo internacional ensejado pela derruição do bloco socialista e o fim da Guerra Fria. É a resposta da realidade objetiva ao descrédito que a economia desses países despertava, e de certa forma ainda desperta, nos círculos conservadores internacionais. No Brasil ele é criticado, na companhia do Mercosul, por aqueles que não compreendem que nosso país possa integrar projeto, político ou econômico, que não seja chancelado pelos EUA. Em um mundo caracterizado pelas mais profundas assimetrias de poder, a política de blocos – a que não têm fugido mesmo os EUA – é um imperativo de sobrevivência daquelas economias mais frágeis que encontram sua superação na negociação coletiva. Esse bloco tem possibilitado a ação coordenada em foros internacionais e  construção de uma agenda própria.

Como entre nossos países no Mercosul, sabidamente guardam os BRICS grandes contrastes e diversidade cultural, as quais, todavia, não lhes têm impedido a atuação como bloco econômico e bloco político, nem a ação articulada nos fóruns internacionais de sorte a enfrentar o hegemonismo das grandes potências, EUA, União Europeia e Japão. Assim é que lograram impor uma nova geopolítica ao mundo da unipolaridade, com o que se têm beneficiado todos os países, particularmente aqueles de menor peso econômico. Além de grandes mercados de consumo – em condições de influir na economia mundial – os BRICS reúnem duas potências nucleares com assento no Conselho de Segurança da ONU, grandes territórios, grandes populações – 40% da população mundial –, elevado nível de industrialização e ponderável base científica e tecnológica. Esses fatores são postos de manifesto quando a crise econômica parece sobreviver e a lenta recuperação das potências capitalistas constrange os investimentos e o fluxo de comércio, conquanto estimule a volatilidade dos mercados financeiros.

Como em todos os momentos de crise, quem paga o alto preço é a paz mundial, vez mais um projeto transferido para as calendas gregas.

Com todas suas óbvias consequências econômicas, o quadro mundial presente e visível para os próximos anos aponta para a conturbação da guerra se alastrando por áreas cada vez maiores da Ásia, da África e do Oriente Médio, com seu rasto de devastação e genocídio: Afeganistão, Paquistão, Iraque, Síria, Líbia, as ameaças ao Irã, os conflitos de fronteira na Turquia, o sistemático genocídio palestino na Faixa de Gaza, os conflitos raciais, tribais e religiosos…

A crise de produção de petróleo e outros insumos, a crise da produção de alimentos e outras commodities, a fome, a miséria, a degradação humana, a desagregação dos países e a anarquia política, o êxodo de povos e nações, bem como a ameaça que paira sobre civilizações milenárias, a guerra continuada do capitalismo contra a ida e a natureza.

Nesse quadro se eleva a importância estratégica dos BRICS pela força territorial e econômica de cada um dos países integrantes e pelo papel de cada um na geopolítica regional.

Em um mundo assim descrito, a América do Sul progressista, pacífica e em desenvolvimento acelerado e a África – continentes ainda à margem da política de guerra (leia-se ‘terra arrasada’) dos EUA – constituem espaço de projeção natural das iniciativas dos BRICS. Daí a importância do encontro dos líderes dos BRICS com suas contrapartes sul-americanas no âmbito da VI Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que nosso país está sediando. Desse encontro pode resultar a abertura mutuamente benéfica de mercados para os produtos da América do Sul e dos BRICS – e se isso ocorrer, estaremos fortalecendo o desenvolvimento econômico do sub-continente e, com ele, a solidificação de nossa comum opção democrática e progressista, que tanto incomoda as elites reacionárias de nossos países.

Pode ser esta, igualmente, uma oportunidade de fortalecimento do Mercosul, expectativa que se anima à vista do projeto do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, que deverá investir em principalmente nas cruciais áreas de infraestrutura, dando base material à ajuda internacional e à cooperação econômica que, pela porta do financiamento do desenvolvimento, favorecerá a integração de nossos países e, amanhã, de nossos povos.  A carência que mais nos ameaça é a de capitais para financiar o desenvolvimento, pois o capital estrangeiro que aporta é predominantemente especulativo, ou seja, visa exclusivamente ao retorno, quando o Banco de Desenvolvimento aportará capital estratégico.

Mas esta não é a história toda.

Do ponto de vista político, o fundamental é que os países integrantes dos BRICS podem dizer que, nas circunstâncias do mundo globalizado sob o império da unipolaridade, comandam cada um o seu destino. Realizaram reformas estruturais, patrocinaram a rápida urbanização e modernizaram suas economias. O Brasil, por exemplo, realizou notável esforço de distribuição de renda, elevando substancialmente a qualidade de vida de suas populações. Elevaram-se, na maioria dos países os contingentes de classe-média e em alguns países, como Brasil e China, a expectativa de vida é de 73 anos. No entanto ainda são, no geral, precários os indicadores de escolaridade, a assistência médica universal é deficiente e os índices de mortalidade infantil ainda são inaceitavelmente altos.

O sonho é que estejamos ingressando na segunda fase do BRICS, aquela que se seguirá ao sucesso da gestão macroeconômica, quando reformas profundas da infraestrutura econômica (com implicações igualmente profundas na transformação das estruturas políticas congeladas) poderão abrir caminho para sociedades socialmente mais justas.

 

Banco de Desenvolvimento do Brics é criado em Fortaleza; sede será na China

Foi criado, na tarde desta terça-feira, o Novo Banco de Deselvolvimento (NBD) do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Durante a sessão plenária da VI Cúpula, os ministros da Fazenda e das Finanças dos cinco países assinaram a declaração de criação do banco, assim como a do Arranjo Contingente de Reservas (CRA).

A sede do banco será em Xangai, na China. Foi decidido também que o primeiro escritório será na África do Sul e que a presidência ficará a cargo da Índia. Ao Brasil, coube apenas a primeira direção do banco.

O NBD terá capital inicial de US$ 50 bilhões, e o do CRA será de US$ 100 bilhões.

Chefes de Estado

Dilma Rousseff foi a primeira a falar durante a sessão plenária. A presidente cumprimentou Vladimir Putin e demonstrou solidariedade quanto ao acidente ocorrido nesta terça-feira em um metrô de Moscou, na Rússia, o qual teve 19 vítimas fatais.

Em seguida, foi a vez do presidente russo se pronunciar, destacando o tamanho do mercado consumidor do grupo, que tem 42% da população mundial. “Temos interesse em ampliar a cooperação entre os países dos Brics”, afirmou Putin. O presidente ressaltou também a relevância das duas instituições criadas durante a Cúpula. “O banco vai ser uma das agências mais importantes do mundo, e o fundo vai prevenir dificuldades e promover mudanças macroeconomicas”.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, destacou a importância do grupo no cenário mundial. “O mundo enfrenta um alto nivel de trubulências econômicas e políticas, os conflitos e a instabilidade estão crescendo. Precisamos lutar pelo crescimento inclusivo. Vemos questões de mudanças climáticas e de paz (…). O Brics pode dar respostas a todas essas questões. Isso porque a ideia essencial do Brics é de um grupo que olha para frente e pode dar sugestoes aos organismos mundiais”.

Em seus discursos, Modi e Putin falaram em maior intercâmbio cultural entre os países. Putin disse que o grupo está trabalhando na Universidade do Brics.

A ideia foi ratificada por Modi: “A Universidade do Brics, com acesso pela internet, promoveria a troca de conhecimentos. Também é uma possibilidade um centro de línguas do Brics”.

O presidente da China, Xi Jinping, falou sobre a escolha da sede em seu país. “Conseguimos definir o estabelecimento do banco (em Xangai) hoje. O banco vai aumentar a voz do Brics no mundo e promover o desenvolvimento. A sede estará aberta a cooperação”. Ele frisou a necessidade de condições iguais entre os membros. “Esse grupo é comprometido a criar um banco justo”.

Já o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, mostrou otimismo quanto ao futuro dos países integrantes do Brics. “Começamos essa jornada com embarque conjunto em projetos com impacto visível em nosso desenvolvimento. E tenho certeza que nosso continente vai abrir os braços para esse desenvolvimento”.

Redação O POVO Online

 

Copa do Mundo injeta R$ 30 bilhões na economia brasileira, aponta Fipe

A Copa do Mundo no Brasil terminou ontem com sucesso nos gramados e fora de campo com uma estimativa de R$ 30 bilhões que devem ser injetados na economia, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para o governo. Resultado equivale a cerca de 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

A projeção foi feita a partir de um estudo sobre o impacto econômico da Copa das Confederações, realizada em junho de 2013 nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. De acordo com a pesquisa, o torneio do ano passado adicionou R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro.

Entre as entidades consultadas pela pesquisa, o banco Itaú prevê que o torneio deve incrementar o PIB entre 1% e 1,5% –efeito que começou em 2011, com o início das obras, que geraram emprego e renda no país. A estimativa é baseada no que ocorreu em outros países que sediaram o evento desde 1982.

A Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 também deve gerar cerca de 1 milhão de empregos no país, o que equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais criados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vicente Neto, trata-se de um número “extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, disse.

(Brasil 247)

A Copa dos Brics. Mudanças na geopolítica global

Saímos de uma Copa do Mundo para uma “copa” política – a Sexta Cúpula Presidencial dos Brics –, à qual se seguirá uma reunião entre os lideres do Brics e da Unasul. Se tudo der certo, do encontro entre líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sediado em Fortaleza no dia seguinte ao da final do Mundial, será anunciada a criação do Banco do Brics e de um fundo de reservas, no valor de US$ 150 bilhões. Será um banco de fomento, nos moldes do  Banco Mundial. O fundo de reservas servirá como embrião de uma espécie de FMI próprio, com a missão de socorrer qualquer membro que tenha dificuldade de obter financiamento em outras instituições multilaterais.

A reunião dos Brics ocorre em um momento extremamente importante. A crise da Ucrânia contribuiu para afastar do Ocidente o presidente russo, Vladimir Putin, e levou-o a estreitar, ainda mais, seus laços com Pequim e os outros membros do grupo. Essa nova fase de aproximação com os chineses foi sacramentada com a assinatura do “tratado do século”, para a venda, ao longo dos próximos 30 anos, de gás russo à China, pela respeitável quantia de US$ 400 bilhões.

Por maior que pareça, não se trata, no entanto, de um mero negócio.   O estabelecimento de um corredor entre o urso russo e o dragão chinês, que se assentará em extensa rede de gasodutos e obras de infra-estrutura, abrirá caminho para a construção de gigantesco polo econômico e demográfico, a Eurásia. Um continente virtualmente novo, no qual se dará a ocupação planejada de milhões de hectares de planícies e montanhas, hoje desocupadas, com um projeto que envolverá também outras nações, como o Cazaquistão e a Mongólia, e, a longo prazo, também a Índia.

A radicalização das relações entre a Rússia e o Ocidente, com a imposição de sanções pelos Estados Unidos, tende a levar Moscou a buscar outros fornecedores para os alimentos que importa, privilegiando o Brasil e a Argentina. Mas as oportunidades para o nosso país vão além disso. Nos últimos anos, temos estreitado a cooperação tecnológica e militar com os Brics.

Já fazemos, há alguns anos, satélites de monitora­mento de recursos terrestres com a China – o último teve 50% de conteúdo nacional. A Embraer fornece aviões radares para a Índia. A Avibras e a Mectron estão desenvolvendo, para as Forças Aéreas brasileira e sul-africana, moderníssimo míssil ar-ar A-Darter em associação com a Denel. Compramos helicópteros MI-35, e baterias anti-aéreas Pantzir dos russos, que nos convidaram a dividir com eles, e os indianos, o projeto e a fabricação do caça bombardeiro de quinta geração T-50.

Como qualquer proposta dirigida para mudar o status quo vigente, o Brics tem sofrido intensa campanha nos meios de comunicação ocidentais, voltada para desacreditar o grupo, reduzindo-o à condição que tinha, no inicio, de mera sigla econômica. A China já é o maior sócio comercial do Brasil. Temos tido, como membro do Brics, e também do Mercosul, superávits em nosso comércio com os chineses e a América do Sul, enquanto com a Europa e os Estados Unidos têm aumentado nossos déficits e piorado nossas relações de troca.

É claro que não podemos abrir mão de nossas relações com o resto do mundo, mas, qualquer que seja o próximo governo, os laços que nos ligam a Moscou, Pequim, Nova Délhi e Pretória deverão permanecer como pilar essencial de nossas relações externas.

Isso vale para a economia, com o atendimento, pelo Brasil, do imenso mercado que surgirá, nos próximos anos, com a incorporação de dezenas de milhões de indivíduos ao consumo, na China e na Índia, condição que dificilmente encontraríamos em outras regiões do mundo. Mas também vale para a política, com o estabelecimento de uma aliança estratégica mundial com países que podem nos ajudar a queimar etapas nas áreas de tecnologia, diplomacia e defesa nos próximos anos. 

(por Mauro Santayana, Revista do Brasil)

Representantes da África do Sul, China e Índia já estão em Fortaleza para Cúpula do Brics

Os presidentes da África do Sul e da China e o primeiro-ministro da Índia já estão em Fortaleza para a reunião da Cúpula do Brics nesta terça-feira (15) no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

De acordo com a Infraero, os três chefes de Estado chegaram no início da tarde, entre 13h30 e 14h. As comitivas saíram na Base Áerea de Fortaleza foram escoltadas até os hotéis pela Polícia Rodoviária Federal. A segurança aproximada dos chefes de estado foi realizada pela Polícia Federal, que também fez com helicóptero o monitoramento aéreo das rotas.

Presidente da China, Xi Juping, chega a Fortaleza para reunião do Brics (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Presidente da China, Xi Juping, chega a Fortaleza
para reunião do Brics (Foto: TV Verdes Mares/
Reprodução)

Segundo a Infraero, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma foi o primeiro a chegar à Base Aérea. Em seguida, aterrissaram o primeiro-ministro da índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jiping. As comitivas presidenciais seguiram, respectivamente, para os hotéis Luzeiros, Seara e Gran Marquise.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também devem chegar ainda nesta segunda-feira (14) em Fortaleza. Na manhã de hoje, os dois presidentes tiveram uma reunião prévia em Brasília. Os dois discutiram sobre a criação do banco do Brics e mudanças no Fundo Monetário Internacional (FMI). Após almoço no Palácio Itamaty, o presidente da Rússia deve seguir ainda nesta tarde para a capital cearense.

(G1 Ceará)

Brasília e Fortaleza sediam sexta cúpula dos Brics

São Paulo – Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul realizam nesta terça-feira, em Fortaleza, e um dia depois, em Brasília, a sexta cúpula do fórum Brics, que reúne grandes economias emergentes que contam com 42% da população do planeta e 21% do PIB mundial.

Os presidentes de Brasil, Dilma Rousseff; Rússia, Vladimir Putin; China, Xi Jinping; e África do Sul, Jacob Zuma, assim como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abordarão aspectos como a inclusão social e odesenvolvimento sustentável e finalizarão os detalhes para a criação de um banco de fomento próprio.

Este último aspecto será o foco do encontro que os ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais dos cinco principais países emergentes realizarão no dia 14 de julho.

A criação do banco dos Brics, que nascerá com um capital inicial de US$ 50 bilhões, valor para o qual cada país contribuirá com um quinto, pode ser formalizada em Fortaleza através da assinatura dos tratados constitutivos.

Além da criação do banco de desenvolvimento conjunto, os Brics debaterão a criação de um Acordo de Reservas de Contingência (CRA, na sigla em inglês), uma espécie de fundo de estabilização econômica que pode repassar recursos a países em crise, com dificuldades em seu balanço de pagamentos ou que sofrem ataques especulativos.

O fundo de reservas será dotado de US$ 100 bilhões, segundo as conversas preliminares da cúpula que os Brics realizaram no ano passado em Durban (África do Sul).

Também no dia 14 de julho vai acontecer uma reunião da qual participarão os ministros de Comércio dos Brics, assim como um Fórum de Negócios, e um dia depois os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul realizarão a portas fechadas a primeira sessão plenária da cúpula.

Sob o lema ‘Crescimento Inclusivo: soluções sustentáveis’, os representantes dos cinco países buscarão reforçar o compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável dos países sem abandonar a caminho do crescimento.

Segundo o subsecretário político do Itamaraty, José Alfredo Graça Lima, um dos objetivos da cúpula também é o de ressaltar o papel que as cinco maiores potências do mundo desempenharam para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) fixados pela ONU.

A expectativa dos organizadores é que cerca de 3.000 pessoas participem da reunião de líderes dos Brics em Fortaleza, entre eles cerca de 1.500 jornalistas, 800 empresários e membros das delegações dos cinco países.

Após o encontro na capital do Ceará, os chefes de Estado e de Governo das cinco potências vão para Brasília, onde terão sua primeira reunião com os presidentes dos países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Um dos objetivos deste encontro, promovido pelos Brics, é apresentar à América do Sul as possibilidades do banco de desenvolvimento, que atuará como uma espécie de alternativa ao Banco Mundial, dominado pelas grandes potências.

A Cúpula entre os Brics e Unasul será, além disso, a antessala de uma primeira reunião entre os líderes de China e Brasil e os do chamado quarteto da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), integrado por Costa Rica, Cuba, Equador e Antígua e Barbuda.

O Brasil foi, até o momento, o único país do bloco a abrigar duas cúpulas – a primeira em Brasília, em 2010 – desde que em 2009 começaram as primeiras reuniões formais dos Brics, inicialmente constituídos pelo país, Rússia, Índia e China, e ao qual a África do Sul se integrou em 2011.

EFE

Na Copa de 2014, Adidas vende 8 milhões de camisas e 14 milhões de bolas

A Copa do Mundo está a um jogo de terminar, e a Adidas, fornecedora da competição e das duas equipes finalistas, começou a contabilizar os ganhos com o evento.

A Brazuca, como foi apelidada a bola da edição brasileira, teve 14 milhões de unidades vendidas, 1 milhão a mais do que a sul-africana Jabulani. Nesta conta entram as vendas da bola da final, cujas cores são diferentes – verde, amarela e preta em vez de laranja, azul e verde. A marca fabrica bolas específicas para decisões desde 2006. Neste ano ela chegou às lojas em 29 de junho.

Entre camisas de seleções, foram 8 milhões de peças comercializadas, 1,5 milhão a mais do que em 2010, das quais Alemanha e Argentina são, nesta ordem, as duas primeiras colocadas. A Adidas não deu números exatos, mas revelou que a Alemanha corresponde a cerca de 2 milhões dessas camisas. Argentina, México e Colômbia ultrapassaram, cada um, a marca de 1 milhão. A fornecedora ainda não sabe quais atletas tiveram mais camisas vendidas.

Em um encontro com jornalistas realizado nesta quinta-feira (10/07) no Rio de Janeiro, onde usou a sede do Flamengo para montar um posto de trabalho específico para a Copa, Roland Auschel, um dos membros da diretoria do grupo alemão, voltou a dizer que a meta de faturar € 2 bilhões com futebol no ano. “A nossa ambição será atingida”, disse. “O futebol ajudou a nos manter em crescimento na América Latina e nos deu ânimo para continuar a investir no Brasil”.

Quanto a chuteiras, a companhia não mencionou números, mas se disse satisfeita com o Battle Pack, conjunto de calçados pretos e brancos que atletas usaram durante esta Copa. “Viemos com este design disruptivo, inspirados a fazer algo diferente, porque todas as chuteiras estão muito coloridas. Nós dominamos as cores com nossa decisão”, afirmou Markus Baumann, vice-presidente global de futebol do grupo alemão e homem mais próximo do desenvolvimento de produtos.

Via http://maquinadoesporte.uol.com.br

Brasil e Argentina juntos em projeto astronômico

Jornal GGN – O Brasil e a Argentina instalarão uma antena de 12 metros de diâmetro para pesquisa astronômica. O local escolhido é Salta, que fica 1.600 quilômetros a noroeste de Buenos Aires, na Argentina. O anúncio foi feito pelo governo da província argentina escolhida.

O projeto em questão é o LLAMA, que receberá um investimento total entre 15 e 20 milhões de dólares, também informado pela secretaria de Ciência e Tecnologia de Salta.

A antena parabolóide será instalada em Altos de Chorrillo, no planalto da Cordilheira dos Andes e a 4.825 metros acima do nível do mar, permitindo aos cientistas o estudo da física solar e buracos negros, bem como outros fenômenos do Universo. A antena foi situada estrategicamente de forma a fazer pesquisas coordenadas com uma rede de 60 antenas instaladas, no âmbito do projeto ALMA, do lado chileno do deserto do Atacama, por Estados Unidos, Canadá, Japão, Taiwan e países europeus.

“Este telescópio significará um salto maiúsculo para as pesquisas em radioastronomia e, por sua vez, promoverá um grande impulso tecnológico”, declarou Soledad Vicente, secretária de Ciência e Tecnologia da localidade.

Quando começar a operar em conjunto com a rede localizada do outro lado da Cordilheira, a antena do projeto LLAMA fará com que cientistas tenham o equivalente a um telescópio de quase 200 quilômetros de diâmetro, informou uma fonte ao Swissinfo.ch. Mas as autoridades não revelaram ainda uma data de conclusão das obras, disse a mesma fonte.

Cada país terá sua tarefa. O Brasil se encarregará da compra do radiotelescópio e a Argentina deverá desenvolver caminhos, instalações e toda a infraestrutura necessária em Salta para operar o telescópio.

O centtro brasileiro-argentino de Astronomia (ABRAS) será construído sobre o monte Macón, a 4.650 metros de altitude e a 360 quilômetros da cidade de Salta.

Sugestão feita por Nonato Amorim

Ocupação hoteleira com Brics chega a 79% e anima setor em Fortaleza

Depois da Copa do Mundo, o setor hoteleiro comemora a taxa de ocupação para o VI Conferência de Cúpula do Brics em Fortaleza. O encontro será realizado nos dias 14 e 15 de julho no Centro de Eventos do Ceará. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE) é que a taxa de ocupação para o evento seja de 78,93%, maior do que o número durante o Mundial, que foi de 65,17%, e da média do período, de 69%, segundo o presidente da entidade, Darlan Leite.

Os chefes de Estado dos cinco países que integram o Brics, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, confirmaram presença no encontro da cúpula e devem chegar entre os dias 13 e 14 de julho. As comitivas dos países já começaram a chegar desde o dia 5 de julho.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a previsão de participação é de cerca 750 pessoas só nas comitivas dos países, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos cinco países, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo.

Comitivas
As comitivas dos cinco países devem se concentrar em três hotéis da orla de Fortaleza: Marina Park Hotel, Gran Marquise e Luzeiros. Devido às questões de segurança e de contrato, os hotéis não divulgam detalhes sobre hospedagens e presenças dos chefes de estado.

O hotel Gran Marquise, localizado na Avenida Beira Mar, confirmou a hospedagem das comitivas do Brasil e da China. De acordo com a administração, 90% dos 230 quartos do hotel estão reservados para as duas comitivas.

De acordo com Ana Luiza Costa, gerente comercial do hotel do Marina Park Hotel, 150 dos 315 apartamentos estão reservados para a comitiva da Rússia. Além disso, a maioria dos quartos restantes será ocupada por empresários que participarão do encontro. “É um público bem diferente do que recebemos da Copa”, conta. Durante o Mundial, o hotel hospedou as seleções Uruguai, Brasil, Alemanha, Grécia e Holanda. A comitiva da Rússia começou a chegar no sábado (5), um dia depois da seleção brasileira deixar o hotel.

Para receber a comitiva da Rússia, o hotel pesquisou sobre a alimentação do país para agradar o paladar dos novos hóspedes. No caso do presidente Vladimir Putin, ele viaja com uma equipe especial para preparar as refeições.

O Hotel Luzeiros, que também as seleções durante a Copa do Mundo, não confirmou que comitiva e chefe de estado deve receber. A especulação é que o hotel receba representantes dos países da África do Sul e da Índia. A gerência comercial informou que o hotel só tem capacidade para hospedar um chefe de estado. Dos 200 apartamentos, 170 estão reservados para comitivas.

Cúpula do Brics
Às 10 horas do dia 15 de julho, a presidente Dilma Rousseff presidirá a abertura do encontro de cúpula ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin; do primeiro-ministro da Índia, Narendra Damodardas Modi; do presidente da China, Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma. No dia 16 de julho, a segunda sessão da Cúpula Brics com chefes de Estado será no Palácio do Itamaraty, em Brasília;.

Em Fortaleza, além de os encontros entre as delegações dos cinco chefes de Estado, a conferência também será palco de Encontro Empresarial e de uma reunião com os ministros das áreas econômicas dos cinco países.Os dois encontros ocorrerão na tarde e noite de segunda-feira (14), no Centro de Eventos do Ceará.

Segundo a Coordenadora de Rede de Centros Internacionais de Negócios da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sara Saldanha, até 9h desta terça-feira (8), 648 empresários se inscreveram para participar do Foro Empresarial e do Business Networking. “A Expectativa que a CNI tem em relação ao Brics é aproximar as relações e as parcerias entre os cinco países integrantes”, disse Sara.

Banco
Durante a VI Conferência de Cúpula, em Fortaleza, os países deverão assinar o acordo para a criação de um banco de desenvolvimento – nos moldes do Banco Mundial – bem como um tratado para constituição do Arranjo de Contingente de Reservas, fundo anticrise do bloco.

Segundo o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário de política do Ministério das Relações Exteriores, o banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Após a assinatura do acordo para criação, a instituição deve levar cerca de dois anos para entrar em funcionamento já que  terá que ser aprovada pelo Congresso dos cinco países integrantes.

Já o fundo terá capital no valor de US$ 100 bilhões e deverá ser usado no auxílio aos integrantes do Brics que venham a enfrentar dificuldades. A China deverá entrar com US$ 41 bilhões; Brasil, Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões. Atualmente, quatro cidades pleiteiam a sede do banco: Xangai, na China, Joanesburgo, na África do Sul, Nova Déli, na Índia, e Moscou, na Rússia.

(G1 Ceará)

Copa movimentou R$ 500 milhões em Pernambuco

Do Diário de Pernambuco

O estado recebeu mais de 400 mil visitantes no mês de junho, dos quais 157 mil estrangeiros
O estado de Pernambuco recebeu mais de 400 mil visitantes no mês de junho; pelo menos metade dessas pessoas assistiram a alguns dos jogos da Copa do Mundo na Arena Pernambuco. A movimentação financeira no estado alcançou a marca de R$ 500 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (02) pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). O estado sediou cinco jogos, quatro na primeira fase, e um nas Oitavas de Final.
Apenas no Aeroporto Internacional do Recife foram 252.450 desembarques domésticos e 14.152 desembarques internacionais. O estado recebeu 157 mil turistas estrangeiros, segundo informações da Prefeitura do Recife (PCR), e a ocupação hoteleira média foi de 92%.
Ainda de acordo com a PCR, quase 90% dos estrangeiros e 33,8% dos brasileiros que vieram à capital pernambucana não conheciam a cidade. Destes, 80,1% demonstraram interesse em voltar.
“A realização da Copa superou as expectativas. Toda a expectativa em relação aos protestos e de que Pernambuco não estaria preparado para receber o evento foram quebradas e tudo aconteceu da melhor forma, inclusive o funcionamento do transporte público”, ressaltou o presidente da Empetur, André Correia.
Dos visitantes, mais da metade dos que compareceram aos jogos da Copa do Mundo na Arena Pernambuco era turista e excursionista (51,71%), sendo 60,69% residentes no Brasil e 39,31%, no exterior. O principal público de estrangeiros foi composto por norte-americanos (28,03%), mexicanos (23,18% e japoneses (8,82%). Dos brasileiros, a maior parte era de Pernambuco (25,17%), Paraíba (24,50%) e São Paulo (15,55%).
“Ficamos satisfeitos com o bom número de mexicanos e japoneses. A presença desses visitantes abre novos mercados para a divulgação de Pernambuco. Continuaremos a divulgação nos países que já trabalhamos e vamos reforçar o trabalho para alcançar esse novo público, incluindo a colônia japonesa que vive em São Paulo”, destacou André Correia.
Outro dado interessante nos turistas que vieram acompanhar a Copa do Mundo em Pernambuco é que 53% vieram acompanhados de familiares, enquanto 33,20% estavam com amigos. Em média, os turistas passaram quatro dias no estado. Para os estrangeiros, o tempo médio de permanência foi de nove noites.
Segundo a Prefeitura do Recife, alemães e americanos foram os que ficaram mais tempo, 11 e oito noites, respectivamente.
Os principais meios de hospedagem foram hotéis (43,8%), albergues e pousadas (21,8%), navio (15%) e casa de recifenses (8%). Mais de 70% disseram que tiveram suas expectativas com relação à cidade superadas ou atendidas.

 

O perfil dos turistas que passou pelo estado entre 12 e 29 de junho era do sexo masculino (74,85%), com idade entre 26 e 35 anos (39,22%) anos, com renda mensal de cinco a 10 salários mínimos (27,92%). Apenas no Centro de Atendimento ao Turista de Olinda (CAT) foram atendidos turistas de 40 países, entre eles Noruega, Nova Zelândia, Honduras, Suíça, Chile, Índia e Panamá.

 

Fortaleza: seis jogos, R$ 700 milhões na economia e 860 mil torcedores no Castelão e na Fan Fest

Brasileños festejan el gol de Brasil contra Chile, en la Fan Fest de Fortaleza. Fotografía: Kamil Krzaczynski/Efe

Fortaleza encerrou a sua participação na Copa do Mundo na última sexta-feira (4), após a vitória do Brasil por 2 x 1 sobre a Colômbia, na Arena Castelão. O jogo valeu a classificação da Seleção para as semifinais após 12 anos. Em campo, foram seis partidas, 17 gols, e público de quase 360 mil pessoas. Fora dele, muita festa dos torcedores de vários países e elogios à cidade e ao povo cearense.

Em entrevista coletiva para anunciar o balanço do Mundial, os gestores da prefeitura e do governo estadual celebraram a “Copa perfeita” organizada por Fortaleza.

“Nem nos meus melhores sonhos a gente teria uma Copa tão excelente como a que realizamos”, afirmou o secretário Especial da Copa do Ceará (Secopa), Ferruccio Feitosa.

“É um sentimento de realização e felicidade chegar aqui não só com esse resultado, mas com essa energia e essa alegria que vimos em toda Fortaleza”, disse a secretária Extraordinária da Copa de Fortaleza (Secopafor), Patrícia Macedo.

Jogos e público

A primeira fase da Copa do Mundo batizou o Castelão como o “estádio das zebras”, já que nenhum favorito conseguiu vencer na capital cearense. Em 14 de junho, o Uruguai perdeu de virada para Costa Rica, por 3 x 1. Já no dia 17, o Brasil não conseguiu sair do zero diante do México.

Quatro dias mais tarde (21), foi a vez dos alemães empatarem com a seleção de Gana por 2 x 2. Por fim, no dia 24 de junho, a Costa do Marfim precisava de um simples empate contra a Grécia para se classificar, mas perdeu por 2 x 1 e foi eliminada.

Nas oitavas e quartas-de-final, os favoritos Holanda e Brasil trataram de espantar as zebras e venceram México e Colômbia, respectivamente. Ao todo, foram quase 360 mil pessoas no estádio e média de 59 mil pessoas por jogo.

Do total presente na Arena Castelão, segundo a Secopa, foram 150 mil turistas estrangeiros e 109 mil visitantes brasileiros de outros estados – média de 43 mil turistas por partida. Somados às pessoas que viajaram a Fortaleza sem ingressos para os jogos, o número de turistas deve superar os 350 mil.

Entre os estrangeiros, os norte-americanos lideraram o público na Arena Castelão, com 27 mil ingressos comprados, seguidos por mexicanos (22 mil) e alemães (15 mil). No mercado interno, os paulistas, com 40 mil entradas adquiridas, ficaram em primeiro no ranking de torcedores. Os visitantes do Rio de Janeiro (14 mil) e do Rio Grande do Norte (7,5 mil) aparecem em segundo e terceiro colocados.

Economia

Segundo o secretário Ferruccio Feitosa, o número de visitantes estrangeiros apenas na Arena Castelão superou a quantidade de turistas de outros países em todo ano de 2013 na capital cearense.

“Os visitantes injetaram pelo menos R$ 700 milhões de forma direta na economia cearense durante os dias de Copa do Mundo. Ao longo de 12 meses, isso vai ser multiplicado e dará muitas oportunidades ao povo cearense”, disse o secretário. Segundo ele, a quantidade de empregos gerados ainda está sendo contabilizada.

Voos

Grande parte dos turistas que viajaram a Fortaleza optaram pelo deslocamento aéreo. No total, durante os dias de Copa do Mundo na cidade, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou 5.025 voos – média de 209 por dia – no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Apenas no dia da partida entre Brasil e Colômbia, na última sexta-feira (4), pelo menos 25 mil pessoas passaram pelo aeroporto da capital cearense.

Mobilidade

Um dos itens mais elogiados pelos turistas durante a Copa do Mundo foi o sistema de mobilidade implementado para os seis jogos na cidade. Ao todo, 350 ônibus grátis saíram de sete bolsões de estacionamento com destino ao estádio.

De acordo com a prefeitura, foram 283 mil pessoas transportadas nas linhas especiais até o Castelão – média de 47 mil por partida. Além disso, foram 40 mil usuários dos micro-ônibus especiais para torcedores com mobilidade reduzida.

“Fiquei impressionado com a quantidade de ônibus e a rapidez até o estádio”, afirmou o holandês Geurt Roos, de 61 anos, que assistiu a vitória da Holanda sobre o México. As irmãs Benildes, 82, e Teresa, 70, saíram de Teresina para acompanhar a partida entre Grécia e Costa do Marfim.

Do aeroporto, elas foram em uma das linhas especiais até o Castelão e, de lá, embarcaram em um micro-ônibus até a porta do estádio. “Está tudo ótimo. Fomos muito bem atendidas desde o aeroporto. Há muitos voluntários para ajudar os turistas e os ônibus são rápidos”, elogiou Benildes.

Fan Fest

Os 21 dias de Fan Fest resumiram bem o slogan “Fortaleza, cidade-sede da alegria” durante a Copa do Mundo. Escolhida pela FIFA para realizar a inauguração mundial do evento, em 8 de junho, a capital cearense viu 505 mil pessoas passarem pela arena montada na Praia de Iracema – média de 24 mil por dia. O espaço ainda realizará mais quatro exibições, nas semifinais, decisão do terceiro lugar e final da Copa do Mundo.

Atendimento médico

Os postos médicos avançados colocados na arena da Fan Fest, na Praia de Iracema, e no Castelão realizaram 804 atendimentos e 37 remoções para unidades de saúde da cidade. Foram 171 pessoas atendidas e 10 removidas no posto do estádio e 733 atendimentos e 27 remoções na Fan Fest.

Segurança

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e de Defesa Social do Ceará (SSPDS), foram realizados 497 boletins de ocorrência (BOs) e 80 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) durante a Copa do Mundo na capital cearense.

Foram 31 prisões em flagrante, sendo 12 estrangeiros (10 mexicanos, um grego e um alemão). Para o Mundial, Fortaleza contou com mais de sete mil agentes de segurança em toda cidade.

Resíduos sólidos

Os 100 catadores de materiais recicláveis que atuaram no entorno da Arena Castelão e da Fan Fest, na Praia de Iracema, recolheram 37 toneladas de resíduos sólidos. “Essa operação é muito importante porque gera emprego e renda para os catadores. Além disso, fizemos uma limpeza da areia para garantir a salubridade”, afirmou a secretária Patrícia Macedo.

Voluntariado

Os inscritos no programa de voluntários do governo federal também tiveram participação importante durante o Mundial. No total, foram 280 pessoas, com 200 atuando nos bolsões de estacionamento e 80 divididas entre Fan Fest e Arena Castelão.

A experiência, considerada como única pelos próprios voluntários, ficará na memória de cada um para a vida toda. “Foi uma experiência indescritível. Já vou procurar saber como faço para me inscrever para as Olimpíadas do Rio de Janeiro”, relatou a voluntária Vera Lúcia Silva, estudante de Turismo, que atuava na região do estádio para orientar os torcedores.

Legado para a cidade

Segundo os gestores da cidade e do estado, Fortaleza terá “outra cara” depois da Copa do Mundo. Além de ficar conhecida mundialmente após sediar jogos importantes da competição, a cidade realizou importantes obras de mobilidade urbana para melhorar a fluidez do trânsito.

Com investimento de R$ 38,4 milhões, a rotatória e o túnel em frente ao estádio Castelão possibilitam a interligação das avenidas Paulino Rocha, Alberto Craveiro, Silas Munguba (antiga Dedé Brasil) e Juscelino Kubitschek. Já as avenidas Paulino Rocha e Alberto Craveiro, que foram ampliadas, tiveram investimento de R$ 19,5 milhões e R$ 28,6 milhões.

Além das obras de infraestrutura para o trânsito da cidade, Fortaleza inaugurou no dia 16 de junho o terminal de passageiros do Porto do Mucuripe. Na ocasião, 3,6 mil mexicanos chegaram em um navio para acompanhar a partida diante da Seleção Brasileira.

O novo complexo, que tem capacidade para receber cerca de 4.500 passageiros por turno, para embarque ou desembarque, mede 350 metros de extensão e 13 metros de profundidade.

O investimento de R$ 205 milhões inclui obra civil, utilidades, mobiliário operacional, licenciamento e compensação ambiental, indenizações, fiscalização e aquisição de equipamentos (scanner, circuito fechado de televisão, raio X, elevador, escada rolante, defensas, entre outros).

“São tantos legados que fica até difícil enumerar. O maior é o social, gerando emprego, renda e maior qualidade de vida para a população. Temos a visibilidade que Fortaleza ganhou para o Brasil e para o mundo, com a potencialização do turismo, que é algo que a gente precisa cada vez mais incrementar”, afirmou o secretário Ferruccio Feitosa.

“As obras são para o povo cearense. É para a mobilidade, para que o morador passe menos tempo no transporte e mais tempo com a família”, completou.

Fonte:
Portal da Copa

Copa do Mundo no Brasil injetou R$ 142 bilhões na economia

Um dos saldos da Copa do Mundo no Brasil é o valor de R$ 142 bilhões injetados na economia entre 2010 e 2014. E a escolha das 12 cidades-sedes não foi à toa: o objetivo é espalhar a riqueza para todas as regiões, com desenvolvimento para comercio, indústria e serviços.

A Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à USP, apontou que, dos R$ 9,7 bilhões gerados durante a Copa das Confederações, 51% se difundiram por todo o pais, enquanto 49% ficaram concentrados nas seis cidades que receberam o torneio. Já o Mundial tem potencial de retorno mais de três vezes maior.

Mais de 3,6 milhões de pessoas estão circulando pelo Brasil, o dobro em comparação à Copa do Mundo na África do Sul (2010). Apenas com visitantes, o país terá retorno de, no mínimo, R$ 25 bilhões. Esse valor quita gastos do governo federal em infraestrutura, mobilidade urbana e segurança feitos para receber o evento e que ficarão como legado para população ao término dele.

Na empregabilidade, o setor de Turismo ofereceu, sozinho, mais de 48 mil oportunidades de trabalho. Outras 50 mil vagas foram criadas para execução das obras nos estádios. Esses são exemplos de fatores essenciais para que o Brasil possa seguir mantendo as menores taxas de desemprego de sua história.

Agência Brasil

Para turistas estrangeiros na Copa, o povo é o que há de melhor no Brasil

A Copa do Mundo começou há exatos 16 dias com algumas dúvidas sobre a capacidade do Brasil para sediar um evento esportivo desse porte. Na mídia nacional e internacional, ainda se questionava se ‘o Brasil estaria pronto’ para receber os 600 mil turistas estrangeiros esperados e realizar a chamada “Copa das Copas” prometida pelos governantes.

Os atrasos na entrega dos estádios e dos projetos de infraestrutura – muitos que ainda não ficaram prontos -, os problemas dos aeroportos e a ameaça de greves e protestos acabaram fazendo com que o Brasil ficasse em evidência mundo afora às vésperas do Mundial e chegaram até a ‘assustar’ alguns visitantes que estavam prestes a embarcar para o país.

Mas, passados os primeiros dias de euforia, o que os turistas de fora – popularmente chamados de ‘gringos’ – estão achando do Brasil? A BBC Brasil passou as duas últimas semanas ouvindo dezenas de estrangeiros que passaram pelas cidades-sede da Copa para saber quais eram as impressões deles sobre a organização do país para receber o Mundial, a infraestrutura, a hospitalidade dos brasileiros e tudo o que foge dos estereótipos conhecidos de “país do futebol, samba e carnaval”.

Nas duas primeiras semanas de Copa, ao menos as previsões mais pessimistas não se confirmaram. Não houve caos aéreo – apesar de alguns aeroportos terem apresentado problemas de atraso, como é comum em períodos de muita demanda -, não houve grandes greves, os protestos foram contidos – alguns com certa violência, que acabou em confronto entre policiais e manifestantes – e a organização dos jogos também foi considerada satisfatória.

“Falaram tanto que o Brasil era violento, que seríamos assaltados, que os estádios não estavam prontos e tudo mais, mas não tivemos nenhum problema, está tudo muito tranquilo até aqui”, relatou Neftalí Barría, um chileno que chegou ao Brasil no dia 10 de junho e passou por Cuiabá, Curitiba e São Paulo.

Mas nem tudo foram “flores” para os turistas que desembarcaram no Brasil neste mês de junho. Para outro chileno, por exemplo, a experiência no país já havia tido algumas intempéries, como um assalto a 25 companheiros em um albergue nos arredores da capital mato-grossense. O canadense Steven quase passou pela mesma experiência, mas foi mais esperto que os “ladrões” da Vila Madalena, bairro boêmio da zona oeste de São Paulo.

“Eles pegaram minha carteira, mas era minha carteira falsa”, explicou. Carteira falsa? “É, eu tenho essa carteira aqui com cartões de crédito vencidos e até carteira de motorista antiga para enganar os ladrões. Quando eles se deram conta, largaram na rua de novo. Sou mais esperto que eles”, festejou.

Um outro holandês relatou a falta de infraestrutura de algumas cidades e as obras que atrasaram e ainda estão em curso durante o Mundial.

Chilenos tiveram colegas roubados em Cuiabá, mas dizem que estão gostando do Brasil

“Fiquei impressionado com as obras que não ficaram prontas, muita coisa por fazer. Acho que a Fifa tinha que ter pressionado mais para as coisas saírem”, contou à BBC Siegfried Mulder.

“Os estádios não estão prontos. Estão funcionando, mas não estão prontos”, disse o sul-coreano Sangnin, que passou por Cuiabá, Porto Alegre e São Paulo indo aos jogos da Coreia.

Em 100% das respostas, o principal elogio era sempre o mesmo: “As pessoas são incríveis aqui.” A hospitalidade do povo brasileiro foi o que sobressaiu aos olhos de todos os estrangeiros que conversaram com a reportagem. Holandeses, croatas, chineses, uruguaios, ingleses, chilenos, mexicanos, alemães, coreanos, belgas, canadenses, americanos, todos, sem exceção, citaram “as pessoas” como o melhor do Brasil até agora.

“Os estádios são muito bonitos, mas acho que o mais especial é o povo. As pessoas são muito alegres, fantásticas, isso colore a Copa do Mundo”, disse o colombiano Elkin.

Entre as críticas, a mais recorrente foi com relação à língua, pelo fato de, principalmente os turistas que não falam português – ou pelo menos espanhol -, terem um pouco de dificuldade para se comunicarem no país.

Unanimidade

Seja em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Manaus ou Cuiabá, em todas as regiões do país pelas quais os gringos passaram, não houve um que não destacasse o povo brasileiro com o a principal atração de cada lugar. A acolhida dos nativos foi o que chamou bastante a atenção, principalmente dos europeus, que se disseram “não acostumados” com tamanha simpatia.

“Os brasileiros são extremamente prestativos, sempre querendo ajudar. É incrível”, disse a irlandesa Enya. “Passei por Foz do Iguaçu, Curitiba, agora São Paulo. Em São Paulo, assim que desci do metrô e abri o mapa para procurar o hostel, já veio uma pessoa para me ajudar a achar, me explicar o que tinha que fazer. Fiquei impressionada, porque na Irlanda não é assim.”

“Nós ficamos muito surpresos, todos os brasileiros estão sendo incríveis com a gente, muito solidários, qualquer lugar que vamos eles perguntam ‘vocês precisam de ajuda?’, por enquanto não houve nenhum problema’, sentenciaram os amigos britânicos Sam e Adam.

Holandeses elogiam clima de “festa do futebol” e dizem que Brasil está se saindo bem na organização

A solicitude dos brasileiros é tanta que, segundo os torcedores de fora, falar português já nem se torna tão essencial.

“As pessoas aqui são muito simpáticas. A língua é um problema pequeno, um inglês bem simples é o suficiente, porque as pessoas fazem de tudo para ajudar”, contou o chinês Rocky.

Organização e protestos

Por causa da onde enorme de protestos durante a Copa das Confederações no ano passado, a expectativa por mais demonstrações grandes contra a Copa do Mundo cresceu para o período do Mundial

Nessas duas semanas de Copa, porém, ainda não aconteceu nenhum protesto na escala daqueles de 2013, o que minimizou o “medo” por parte dos torcedores de fora quanto a elas. Ainda assim, alguns deles disseram que foram capazes de “entender os motivos das insatisfações” após alguns dias no Brasil.

“Estamos conseguindo entender melhor por que as pessoas estavam reclamando dessa Copa, por que dos protestos e tudo mais”, pontuou o alemão Jan Menke, que veio para o Brasil com quatro amigos para curtir a Copa, mas sem ir aos estádios – “os ingressos estão muito caros”, explica ele.

“Conversando com as pessoas em todos os lugares, a gente começa a ter uma noção melhor sobre o que acontece no país. Porque nós somos apenas visitantes, estamos aqui de passagem, está tudo certo, mas as pessoas que vivem aqui têm inúmeros problemas”, prosseguiu. Ele e os amigos passaram por Curitiba, São Paulo e Rio.

A organização e infraestrutura das cidades-sede para essa Copa foram pontos bastantes questionados durante toda a conturbada preparação do Brasil para o Mundial por causa, princpalmente, dos atrasos. E alguns torcedores contaram à BBC que sentiram esses problemas na pele durante o torneio.

“O que eu criticaria um pouco seria a infraestrutura. Os estádios estão bons, mas as estradas estão ruins. Em Cuiabá, a única coisa que está pronta é o estádio. Há muitos desvios, muita coisa para fazer”, reclamou o chileno Raúl Castro, que está na caravana de mais de mil carros que veio de Santiago ao Brasil para acompanhar o Chile no Mundial. Viajando de carro de lá até aqui e passando por Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo, ele relata problemas nas estradas e falta de sinalização.

Já o holandês Siegfried se disse impressionado principalmente com o Rio de Janeiro. Mas ao contrário da maioria dos turistas ouvidos pela BBC, que se mostraram encantados com a beleza da Cidade Maravilhosa, este separou algumas críticas para a futura sede da Olimpíada em 2016.

Para os venezuelanos, o melhor do Brasil são as pessoas: “Fantásticas”

“O Rio vai sediar os Jogos Olímpicos daqui dois anos e ninguém fala inglês – comércio, restaurantes, nada”, disse. “Eu achava que, além de São Paulo, o Rio também era uma metrópole. Mas não é. Você já foi ao Cristo Redentor? O que achou? É muito desorganizado!”, reclamou. Siegfried passou por Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.

Mas, apesar de alguns problemas, a percepção da grande maioria dos turistas a respeito a Copa do Mundo no Brasil é de que ela está sendo uma “grande festa”. E, segundo eles, “os brasileiros sabem como fazer uma festa.”

“Tudo está bom para esse tempo de festa do futebol.É muito difícil organizar uma Copa, mas você pode ver que tudo está bem organizado, o estádio é bom, seguro, então o Brasil está provando que está pronto para isso”, sentenciou o holandês Oscar.

Via http://www.bbc.co.uk/

Comércio de Fortaleza comemora volta dos mexicanos: ‘Bons de gorjeta’

A classificação do México para as oitavas de final da Copa do Mundo não foi festejada apenas pelos jogadores e os torcedores do país. Os comerciantes de Fortaleza (CE) também comemoram o retorno da Tri (de Tricolor) à cidade, onde o técnico Miguel Herrera já comandou a equipe na primeira fase, no empate em 0 a 0 com o Brasil , no último dia 17, e enfrentará a Holanda no domingo, no Castelão.

- Esse jogo vai ser muito bom, porque os mexicanos já deram um movimento muito no comércio de Fortaleza no primeiro jogo, sem causar problema algum. Naqueles dias que eles estiveram aqui meu faturamento aumentou 80%. O melhor ainda é que eles são bons de gorjeta, dão até dez reais, ao contrário dos italianos, que pechincham tudo – conta o taxista Lázaro Barros, de 47 anos e há 15 rodando na praça.

A capital cearense já recebeu quatro partidas do Mundial. Foram elas: Uruguai 1×3 Costa Rica ,Brasil 0×0 México Alemanha 2×2 Gana Grécia 2×1 Costa do Marfim . Segundo o Ministério do Esporte, 94,5 mil estrangeiros estiveram no município para estes duelos, sendo 19.282 ingressos comprados pelos Estados Unidos , 14.525 pela Alemanha e 14.078 pelo México . Vale lembrar que a contabilização é feita pelo país de onde o torcedor adquiriu o bilhete, não necesariamente a nacionalidade do cliente. Dessa maneira, mexicanos residentes no território americano, o que é muito comum, são computados nos números dos Estados Unidos .

Para as duas próximas fases, a Secretaria de Turismo do Estado do Ceará estima que mais sete mil “mexicanos” e cinco mil “americanos” desembarcarão na capital, para a alegria do mercado local.

- Os mexicanos gastam mais que todos que passaram por aqui. Comeram muito peixe, camarão e enlouqueceram com a caipirinha. Tive até que adiar o fechamento para 2h30 ao invés das 23h30 de sempre. Espero que eles venham aqui de novo e que não estejam lisos depois de tudo o que já consumiram (risos) – brinca Flamarion Albuquerque, gerente de um restaurante ao lado ao hotel onde a delegação do México se hospdeu e aonde voltará agora, muito provavelmente com animação dos fanáticos pela vizinhança.

Taxista Lázaro Barros elogia as gorjetas dos mexicanos (Foto: Caio Carrieri)

Os famosos ambulantes do calçadão da Avenida Beira-Mar, onde fica a hospedaria e pela qual circulam diversos turistas, também aproveitam para faturar.

- Aumentei as minhas vendas em 40% e cheguei a vender 100 tapiocas em um dia só – comemora Antônio Nobre, de 43 anos, comerciante que cobra R$ 6 a unidade do produto.

Via http://www.espbr.com

Turistas gastaram R$ 500 milhões em Fortaleza na primeira fase da Copa do Mundo

Os turistas que viajaram a Fortaleza na primeira fase da Copa do Mundo injetaram, de forma direta, cerca de R$ 500 milhões na economia da cidade. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (25.06) em entrevista coletiva no Centro Aberto de Mídia (CAM). Segundo o secretário especial da Copa do Ceará (Secopa), Ferruccio Feitosa, os principais gastos dos visitantes brasileiros e estrangeiros foram com hospedagem, comércio, serviços e passeios turísticos.

Entre os 167 mil visitantes que compraram ingressos para as quatro partidas da primeira fase na Arena Castelão, 94,5 mil eram estrangeiros e 72,5 mil de outros estados do País. No total, o estádio recebeu 237,7 mil torcedores – média de 59,4 mil por jogo e ocupação de 93%. Se forem contabilizados os visitantes que viajaram à capital cearense sem ingressos para os jogos no Castelão, a estimativa é de que mais de 200 mil pessoas passaram pela cidade na primeira fase.

Próximas partidas

Para os jogos das oitavas e quartas-de-final no Castelão, segundo o secretário Ferruccio Feitosa, 91,8 mil turistas compraram ingressos. A partida entre Holanda e México, no próximo domingo (29.06), terá 28,4 mil estrangeiros e 16 mil visitantes de outros estados. A expectativa é de que 7 mil mexicanos e 1,5 mil holandeses compareçam à partida. Já o duelo das quartas-de-final prevê 19,8 mil turistas de outros países e 27,6 mil brasileiros. As duas partidas devem ter público de mais de 60 mil pessoas cada.

Fan Fest

Já a arena da Fan Fest, no aterro da Praia de Iracema, registrou 357 mil pessoas na fase inicial da Copa (média de 25,5 mil por dia). O pico de público foi registrado no dia da partida entre Brasil e México, em 17 de junho, quando 44 mil pessoas passaram pelo espaço. Já no último sábado (21.06), quando Alemanha e Gana se enfrentavam na Arena Castelão, a Fan Fest registrou 38 mil torcedores. Foram 357 atendimentos médicos no posto de saúde da Praia de Iracema, com 49 remoções para hospitais da cidade.

“Os números mostram que vale a pena sediar uma Copa do Mundo. Sempre enxergamos o evento como uma oportunidade de apresentar Fortaleza para o Brasil e para o mundo. Estamos vendo aqui uma verdadeira confraternização, onde pessoas de vários países estão se encontrando e celebrando a paz por meio do futebol”, disse Feitosa. “Estamos realizando em Fortaleza a ‘Copa das Copas’ na sede das sedes”, afirmou a secretária extraordinária da Copa de Fortaleza (Secopafor), Patrícia Macedo.

 

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images# No total, o estádio recebeu 237,7 mil torcedores – média de 59,4 mil por jogo

No total, o estádio recebeu 237,7 mil torcedores – média de 59,4 mil por jogo

 

 

Transporte

Mais de 183 mil pessoas utilizaram os 300 ônibus especiais para se deslocar ao Castelão na primeira fase do Mundial – média de 45 mil por partida. No total, foram 40 mil torcedores no duelo entre Uruguai e Costa Rica, 45 mil em Brasil e México, 50 mil em Gana e Alemanha e outras 48 mil no jogo entre Grécia e Costa do Marfim.  Além deles, 12 mil torcedores com mobilidade reduzida foram transportados até a porta do estádio por meio dos micro-ônibus especiais.

Resíduos sólidos

Os 100 catadores de materiais recicláveis que trabalham em Fortaleza durante a Copa recolheram 22,5 toneladas de resíduos no entorno do Castelão e na área da Fan Fest, na Praia de Iracema. A expectativa é de que mais de 30 toneladas sejam coletadas até o fim do Mundial.

Números da Copa em Fortaleza

Torcedores no Castelão
237,7 mil (167 mil turistas)
Média: 59,4 mil por jogo
Ocupação: 93%

Próximos 2 jogos
120 mil pessoas (91,8 mil turistas)

Fan Fest
357 mil pessoas
Média: 25,5 mil por dia

Atendimentos médicos
Fan Fest: 357, com 49 remoções
Castelão: 79 atendimentos, com duas remoções

Transporte – ônibus extras para o Castelão
183 mil pessoas
Média: 45 mil por jogo

Resíduos
22,5 toneladas recolhidas  no Castelão e Fan Fest

Segurança
16 prisões em flagrante nas áreas de concentração de torcedores

Thiago Cafardo, do Portal da Copa em Fortaleza

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COPA INJETARÁ R$ 30 BILHÕES NA ECONOMIA DO BRASIL

Agência Brasil - A Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 vai gerar cerca de 1 milhão de empregos no país, o que equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais criados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff. Além da geração de postos de trabalho, a Copa do Mundo, deve propiciar a injeção de R$ 30 bilhões na economia brasileira.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Ministério do Turismo. O estudo tem como parâmetro uma comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e tem como referência o período de janeiro de 2011 a março de 2014.

Durante visita ao Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vicente Neto, avaliou o resultado da pesquisa. Para ele, trata-se de um número “extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, disse.

Segundo o levantamento, do total de vagas relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todos com carteira assinada). Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo.

Vicente Neto ressaltou, durante a entrevista, a taxa de ocupação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede na primeira semana do Mundial, que ficou 45% acima do esperado, de acordo com autoridades do setor. Até o dia 11 de junho, foram registradas 340 mil diárias, 100 mil a mais que o previsto pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil. “Os números estão superando as expectativas”, disse o presidente da Embratur.

Na avaliação de Vicente Neto, a expectativa da Embratur é de que a realização de grandes eventos, como a Copa, ajudem a projetar o Brasil como destino turístico de destaque no cenário internacional, impulsionando a geração de emprego e renda no país.

O presidente da Embratur lembrou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial de realização de eventos e subiu dez posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) de 2003 a 2013, ao saltar da 19ª para a 9ª posição entre os países do mundo que mais recebem congressos e convenções associativas.

“O total de eventos realizados no Brasil neste período saltou de 62 para 315, e o número de cidades que sediaram esses encontros aumentou de 22 para 54. Essa evolução é resultado da política de descentralização na captação de eventos internacionais”, disse.

Copa do Mundo gera 1 milhão de empregos no Brasil

A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 está gerando cerca de 1 milhão de empregos no País e deve somar cerca de R$ 30 bilhões à economia brasileira, segundo dados de um estudo realizado, a pedido do Ministério do Turismo, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).

O levantamento faz a comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa do Mundo e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) sobre o histórico de janeiro de 2011 a março de 2014.

Mercado de trabalho

O número de postos de trabalho criados pelo Mundial equivale a mais de 15% dos 4,8 milhões de empregos formais registrados ao longo do governo da presidenta Dilma Rousseff.

“É um número extremamente significativo que nós estamos comemorando neste momento. É um legado humano extraordinário”, ressaltou o presidente da Embratur, Vicente Neto, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (19) no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Do total de vagas de emprego relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todas com carteira assinada), segundo o presidente da Embratur. “São números significativos para qualquer comparação”, afirmou.

Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo, legado que o presidente da Embratur considera bastante significativo.

A taxa de ocupação da rede hoteleira nas 12 cidades-sede na primeira semana do Mundial está 45% acima do esperado, de acordo com autoridades do setor. Até o dia 11 de junho, foram registradas 340 mil diárias, 100 mil a mais que o previsto pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

De acordo com Vicente Neto, a expectativa é que a realização de grandes eventos, como a Copa, ajudem a projetar o Brasil como destino turístico de destaque no cenário internacional, impulsionando a geração de emprego e renda no País. Entre os principais impactos positivos esperados pela Copa estão os gastos de turistas durante o evento.

Confira entrevista com o presidente da Embratur sobre os investimentos feitos no setor de Turismo para o Mundial de 2014:

  • Qual a estimativa do total de empregos gerados pela Copa no setor do turismo?

O total geral de novos postos de trabalho com a Copa chega perto de 1 milhão. Desse total, 710 mil são empregos fixos e outros 200 mil são postos temporários.

Diretamente na cadeia do turismo, foram injetados 50 mil trabalhadores. Isso significa que a Copa do Mundo representa mais de 15% da geração dos empregos ao longo do governo da Presidenta Dilma Rousseff.

  • De que maneira grandes eventos como a Copa podem impulsionar o setor de turismo no Brasil?

A Copa do Mundo põe o setor de Turismo num novo patamar. Só com este evento estamos criando cerca de 1 milhão de postos de trabalho diretos, fora os indiretos.

Adicione a isso os cerca de R$ 30 bilhões que, segundo pesquisa da FIPE, serão injetados em nossa economia. Apenas no setor de Turismo estimamos movimentar R$ 6,7 bilhões, com gastos dos 3,7 milhões de turistas nacionais e estrangeiros que irão circular pelo País durante o evento.

É importante ressaltar que esses novos empregos são, em grande parte, de maior qualificação profissional. Isso porque estamos seguindo a determinação da Presidenta Dilma de implementar o Pronatec Turismo, uma vertente do Pronatec, o maior programa de formação de mão de obra técnica da história do Brasil.

  • Quais são os principais investimentos feitos em qualificação profissional no setor turístico relacionados ao Mundial?

Foram R$ 16,3 milhões no Pronatec Turismo, que treinoumais de 160 mil brasileiros para receber bem os turistas nacionais e de outros países. Somente em cursos de idiomas foram quase 30 mil matrículas.

Mas quando eu me refiro à formação de mão de obra, não é só a vinda do Pronatec, não é só curso de línguas. A cadeia inteira está sendo beneficiada. O Sistema S fez cursos para a formação de artesãos, houve cursos em todas as cidades-sede com taxistas, motoristas de ônibus, entre outros.

  • Que impacto a Copa deverá ter na atração de turistas estrangeiros ao Brasil?

Com a Embratur, realizamos uma ação internacional forte chamada Goal to Brazil. Nós fomos a 14 países e agora estamos colhendo o resultado de nossa circulação da promoção com a vinda de turistas bem informados sobre o País.

São cerca de 600 mil turistas de outros países que virão ao Brasil durante a Copa. Nós fizemos, por exemplo, dois eventos promocionais fortes nesse período na Colômbia, que é o quinto comprador de ingressos estrangeiros.

  • Como a experiência da Copa vai ajudar na promoção do Brasil como destino turístico?

Nós vamos levar o caso de sucesso da Copa do Mundo no Brasil para um calendário de feiras no segundo semestre, mostrando como esse caso de sucesso pode influenciar o fechamento de negócios.

Agora, vamos fazer, em conjunto com a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações], o que é também uma novidade. Vamos maximizar o esforço brasileiro de venda lá fora, da imagem e de produtos, de uma forma só.

Ranking de eventos

Na coletiva, Vicente Neto ressaltou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial de realização de eventos. O País subiu 10 posições no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) de 2003 a 2013, saltando da 19ª para a 9ª posição entre os países do mundo que mais recebem congressos e convenções associativas.

O total de eventos realizados no Brasil neste período saltou de 62 para 315, e o número de cidades que sediaram esses encontros aumentou de 22 para 54. Essa evolução é resultado da política de descentralização na captação de eventos internacionais.

Além do presidente da Embratur, participaram do evento os professores Pedro Trengrouse, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Lamartine da Costa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da University of East London.

Eles discutiram os aspectos positivos e perspectivas críticas sobre a realização de megaeventos. “Se há um consenso entre os pesquisadores é que os megaeventos estão pagando pelo próprio sucesso”, afirmou Lamartine da Costa.

Fonte: Ministério do Esporte

Pague Menos pode abrir shopping popular em Fortaleza

Francisco Deusmar Queirós, dono da Pague Menos: “serão unidades pequenas com um perfil bem popular” – Foto: Germano Luders/EXAME

São Paulo –  Os planos de abrir capital ficou para 2015, mas a Pague Menos, rede defarmácias, tem outros projetos paralelos. Um deles é a abertura de um shopping popular em Fortaleza, segundo informou reportagem da Folha de S. Paulo, desta quarta-feira.

De acordo com o jornal, a ideia é investir 100 milhões de reais no empreendimento, que terá 100.000 metros quadrados, cerca de 1.000 lojas e mais 5.000 boxes.

“Serão unidades pequenas com um perfil bem popular”, afirmou Francisco Deusmar de Queirós, fundador da rede, à Folha. O shopping deve ficar pronto no começo de 2016.

A Pague Menos planeja também investir 100 milhões de reais na abertura de 90 lojas neste ano. A rede com mais de 30 anos de operação possui atualmente cerca de 670 unidades e receita de mais de 3,7 bilhões de reais somada em 2013.

(Daniela Barbosa, Exame)

Porto de Fortaleza tem 15 operações de navios já agendadas até 2016

O novo terminal foi inaugurado com a chegada de cerca de 3.500 mexicanos que vieram à Capital para assistir ao jogo entre as seleções brasileira e mexicana nesta terça-feira, 17 de junho.

O titular da SEP, Antônio Henrique Silveira, disse que o terminal “é um gol de placa para Fortaleza”. O novo terminal de passageiros do Porto do Mucuripe, que entrou em operação ontem, já começou a colocar Fortaleza na rota dos cruzeiros de luxo, a exemplo do MSC Divina. O navio trouxe a bordo cerca de 3.500 mexicanos na manhã dessa segunda-feira (16), mas abrigará 4.100 pessoas até o dia 19. O novo equipamento turístico já tem até 15 operações do tipo agendadas até o fim de 2016, número que ainda deverá crescer com a divulgação do terminal.

A informação foi passada ao Diário do Nordeste, com exclusividade, pelo diretor comercial da Companhia Docas do Ceará (CDC), José Arnaldo Bezerra, durante a inauguração do equipamento. “A estação será a nova porta de entrada para milhares de turistas”, afirma.

Segundo ele, a expectativa da companhia é que empresas como a MSC Cruzeiros e a Royal Caribbean participem da licitação para o arrendamento de espaços na parte superior do terminal, destinada a estabelecimentos comerciais. “A instalação de lojas dessas empresas facilitaria ainda mais a vinda de visitantes a Fortaleza”, complementa.

Conclusão das obras

A parte superior da estação – reservada também a restaurantes e bares, por exemplo – ainda não ficou pronta. Para disfarçar o serviço inacabado, a CDC colocou tecidos nas cores verde e amarela, decoração que chamou a atenção dos visitantes. “Concluímos 93% das obras do terminal. Os outros 7% correspondem aos serviços da parte de cima e serão concluídos em agosto”, diz o presidente da CDC, Paulo André Holanda. O gestor reforça que os serviços só não ficaram completamente prontos devido a uma forte ressaca do mar, no início de 2013. Além de danificar estruturas já erguidas, o fenômeno natural reduziu o ritmo dos trabalhos em 70%.

Ao todo, foram investidos no Porto do Mucuripe R$ 205 milhões, valor 37,5% maior que o previsto inicialmente, R$ 149 milhões. Os recursos são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Copa. “Os gastos ficaram acima do planejado por causa dos danos causados pela ressaca, mas também aplicamos parte desse aditivo na compra de móveis e outros equipamentos necessários à operação do terminal”, justifica Holanda.

Ministro satisfeito

O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Antonio Henrique Silveira, também esteve ontem no Porto do Mucuripe para acompanhar a primeira operação do terminal. Ele ficou encantado com a estrutura do equipamento. “Está muito bonito, é um gol de placa para Fortaleza. Do ponto de vista operacional, está tudo perfeito, mesmo que a parte superior não tenha sido concluída a tempo por questões climáticas”, avalia.

Complexo multiúso

A nova estação de passageiros do Porto do Mucuripe conta com instalações completas para embarque, desembarque e trânsito de passageiros; armazém de bagagens; sala para órgãos intervenientes (fiscalizadores); bem como estacionamento externo para ônibus, vans, táxis e carros particulares. O equipamento faz parte de um complexo multiuso com cais de atracação de 350 m de extensão e 13 m de profundidade e retroárea com 40 mil m² para armazenagem de contêineres, o que caracteriza o empreendimento como Terminal de Múltiplo Uso.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)\Raone Saraiva

Fortaleza deve receber 17 mil alemães durante a Copa do Mundo

Depois da “invasão” uruguaia e mexicana, a capital cearense se prepara para receber os alemães. De acordo com a Secretaria de Turismo do Ceará, Fortaleza deve receber os alemães e ganeses. Dos 17 mil turistas alemães que visitarão Fortaleza, 12.180 vão assistir à partida entre Alemanha e Gana, neste sábado (21), às 17h, na Arena Castelão.

A torcida de Gana deve ser menor. Segundo dados da Fifa e da Setur, dos 60 mil ingressos comprados para a partida, 1.020 bilhetes serão para Gana. Além da presença de alemães e ganeses, a Arena Castelão receberá mais estrangeiros do que brasileiros no sábado (21) com turistas dos  Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. Mais da metade do público deste jogo, será composta por estrangeiros, 31.200 pessoas.

Do público brasileiro que assistirá a Alemanha x Gana,  11.760 serão turistas de outros estados do Brasil. Em primeiro lugar, estão os paulistas, com 4.500 ingressos vendidos, e, em segundo, os cariocas,  com 1.200. Os outros 15.600 ingressos foram vendidos para moradores de Fortaleza e municípios vizinhos.

Voo direto
Nesta sexta-feira (20), chegará o primeiro voo direto Frankfurt – Fortaleza, que passará a ser operado pela Condor, com passageiros de várias nacionalidades. Todas as sextas-feiras, o voo de número 5038 chegará ao Aeroporto Internacional Pinto Martins às 15h15, vindo da cidade alemã, e fará o caminho de volta às 16h45. A capacidade total da aeronave utilizada é de 259 passageiros, divididos em três classes tarifárias: turística, executiva, e primeira classe, com 206, 35 e 18 assentos, respectivamente.

(G1 Ceará)

6 ameaças de caos na Copa que não ocorreram

Foto: Reprosução

São Paulo – A revista The Economist deu o tom do tipo de caos que se esperava para a Copa do Mundo quando contou, dois dias antes da abertura do mundial, que seu repórter havia demorado duas horas e meia no Aeroporto de Guarulhos em uma fila – a fila do táxi.

Uma greve dos metroviários no dia exato da abertura – não concretizada, ao fim – prometia ser um tira-gosto do que seria vivido por São Paulo e em seguida por todas as cidades-sede do país.

Havia ainda aquele slogan, bem ameaçador, que vinha sendo entoado há meses nas ruas e nas redes sociais: “#nãovaitercopa”. E, claro, o “imagina na Copa”.

Mas, bem ou mal, ela começou. Entre estádios e aeroportos terminados no minuto final ou ainda com acabamentos por fazer, a Copa no Brasil ocorre sem que os maiores temores tenham se realizado. Pelo menos até agora.

Os aeroportos, por exemplo, têm apresentado índices de atrasos e cancelamentos abaixo de épocas conturbadas no Brasil, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A atmosfera de medo que cercava o evento já foi substituída por turistas se divertindo à beça,como observou nesta semana o britânico The Guardian. É o que mostram também as transmissões televisivas.

Veja abaixo os 6 medos de autoridades, turistas estrangeiros e brasileiros em geral que não se concretizaram até o momento (mesmo com os vários problemas, que também aparecem na listaabaixo).

1) Caos aéreo nos aeroportos
índice de atrasos de 4,2% e 8,2% de cancelamentos entre o dia 11 e a noite de domingo foi menor do que em período turbulentos do setor aéreo no país, como fim de ano e carnaval, segundo a Anac.

Na segunda, os atrasos chegaram a 15%, o que, segundo o governo, ainda está dentro da margem operacional internacional considerada satisfatória.

Mas essa sorte para os torcedores – e para os governantes – veio até agora a um custo econômico (para as companhias): sem a ajuda do turismo de negócios, a taxa de ocupação de assentos das aeronaves entre as cidades-sede é quase metade da registrada em anos anteriores, segundo a Folha de S. Paulo.

2) Estádios incompletos ou perigosos para os torcedores
Não há porque não dizer: as arenas estão bonitas na tela. Já quem vai aos jogos ver vários detalhes que a correria – ou a falta de planejamento – deixou passar, como degraus de madeira improvisados no Itaquerão.

O gramado em Manaus não foi motivo de comemoração pela imprensa inglesa.

A Arena das Dunas teve seu primeiro jogo sem o atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros, que só foi emitido na segunda-feira, data do segundo jogo por lá.

Tudo isso são exemplos para mostrar que as arenas, improvisos à parte, não registraram até o momento nenhum grande incidente que ofuscasse o futebol que ocorria nelas.

3) Violência generalizada ameaçando os turistas
Embora não haja estatísticas oficiais, já há vários relatos de assaltos envolvendo turistas da Copa do Mundo.

Um grupo de 20 brasileiros que estavam em um camping nas proximidades de Cuiabá foram trancados em um banheiro e roubados.

Em Manaus, um jornalista alemão foi assaltado.

Mas essas ocorrências estão longe de ser uma apoteose da violência que já se vive cotidianamente no Brasil. Vale lembrar que boatos espalhados pela internet para gerar ainda mais temor de crimes na Copa – como um suposto ataque do PCC nos bares de São Paulo em plena abertura do mundial – se mostraram completamente infundados.

Já episódios de briga e focos de tumulto são vários. Ontem, por exemplo, o comportamento de torcedores indignados por não entrar na Fan Fest em São Paulo deixou pelo menos 15 pessoas levemente feridas.

4) Protestos tomando conta das cidades
Não importa de que lado se está nesta questão das manifestações. O fato é que o temor das autoridades era, primeiro, que os protestos alcançassem adesão maciça dos brasileiros – reeditando, de certa forma, os eventos de junho do ano passado – e eclipsassem os jogos, semelhante ao que ocorreu com a Copa das Confederações.

Não aconteceu.

Segundo, de que eles fossem capazes de chamar mais atenção que as partidas pelo uso da violência e, em última instância, impedissem os jogos de ocorrerem ou dos torcedores chegarem aos estádios.

Isso tampouco se tornou realidade.

Em grande parte, porque as forças de seguranças agiram sem dó. Em São Paulo, no menor sinal de que a Avenida Radial Leste – que dá acesso à Arena Corinthians – seria invadida na abertura da Copa, a PM começou com as bombas de gás lacrimogêneo, dando início ao corre-corre.

Duas jornalistas da CNN ficaram feridas na ação.

Em ritmo regular, as manifestações continuam ocorrendo diariamente em várias cidades-sede. Na segunda, em Curitiba, 11 foram detidos dentre os 200 presentes. Houve depredação. 

Ontem, no Rio, o Movimento Passe Livre fez uma passeata com 50 pessoas.

Mas os protestos, além de menores, não têm ofuscado o futebol – nem mesmo para a mídia internacional (com exceção do primeiro dia, quando chegou a rivalizar as manchetes).

“Quatro dias antes da Copa, havia uma preocupação enorme com os protestos nas ruas, mas o ambiente está mudando”, disse à Bloomberg o professor adjunto da Universidade de Colúmbia, Marcos Troyjo.

5) Transporte público em parafuso
Qualquer brasileiro que use transporte público pega ônibus ou metrôs lotados em horários de pico. Não é exclusividade de nenhuma cidade. E nem do Brasil.

Na Copa, o metrô de São Paulo, na abertura do evento, e o metrô do Rio, gratuito na estreia do Maracanã, no domingo, tiveram trens lotados. Mas o sistema não alcançou o caos – como os brasileiros sabem que ocorre, vez por outra, nem registrou panes generalizadas.

Há destaques negativos. Em Natal, com as greves dos rodoviários, a população sofreu para chegar ao estádio.

Mas não houve até o momento o registro de incidentes graves ou que tenham levado a uma imobilidade geral dos torcedores, embora em São Paulo, ontem, muitos tenham ficado presos com o trânsito recorde para o horário e perdido o início da partida entre México e Brasil.

6) Erros de organização constrangedores
A organização está longe do impecável, por certo. Quem quiser, pode encontrar vários problemas desde o dia um.

Listemos alguns: no primeiro jogo no Mané Garrincha, teve torcedor que entrou depois do início da partida. Segundo a Fifa, por problemas no efetivo dos operadores dos detectores de metal e o próprio público, que chegou muito próximo à partida, afirmam as justificativas publicadas pela Folha.

Torcedores argentinos sem ingressos conseguiram invadir o Maracanã, no último sábado, mostrou vídeo obtido pelo O Globo.

Fora o hino da França e Honduras, que não tocou por conta de uma pane no sistema de som do estádio Beira Rio, em Porto Alegre, no fim de semana.

O Itaquerão passou parte do jogo de abertura com vários refletores desligados, o que por sorte foi corrigido antes do anoitecer.

Todos estes são exemplos de problemas que seriam contornáveis com maior planejamento e tempo para testes.

Mas a máxima de que os problemas não impediram o mais importante – o futebol – continua valendo.

(Marco Prates, Exame Online)

Turistas aproveitam dia seguinte ao jogo para conhecer atrações de Fortaleza

Danilo Macedo – Enviado Especial Edição: Nádia Franco

Um dia depois de assistirem ao empate entre Brasil e México em Fortaleza, turistas estrangeirosque invadiram a cidade desde o início da Copa do Mundo aproveitaram para conhecer as belezas da capital cearense. Desde o início da manhã de hoje (18), turistas caminhavam em grupos ou sozinhos fotografando os pontos mais bonitos, principalmente próximo às praias.

O mexicano Daniel Ingelmo, vendedor de carros em Acapulco, veio com mais dois amigos para a Copa do Mundo e, depois de torcer ontem por sua seleção, tirou o último dia em Fortaleza para conhecer alguns pontos turísticos, antes de partir de carro para o Recife, onde o México joga segunda-feira (13) a próxima partida, contra a Croácia.

“A cidade está muito bonita. Não imaginávamos que fosse tão grande”, elogiou Ingelmo, que esteve ontem no estádio e também aproveitou os shows do dia anterior ao jogo na Fifa Fan Fest. Ele disse que, apesar de estar gostado muito da cidade, faltaram algumas coisas. “Ontem, às 21h30, os restaurantes próximos ao nosso hotel estavam fechados e também não encontrávamos táxi.”

O turista americano Andrew Porter
Andrew  Porter  faz  a  quarta  visita  ao  Brasil  e  a primeira a FortalezaMarcello Casal Jr/Agência Brasil

O americano Andrew Porter, que também estava ontem na Arena Castelão, veio ao Brasil para ficar todo o período da Copa, que se encerra no dia 13 de julho, com a final no Maracaná. Produtor de alimentos orgânicos no estado da Pensilvânia, ele saiu vestido com o uniforme do Ceará, time que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro, para interagir ainda mais com os moradores locais.

“Fortaleza é muito bonita, tem muita gente boa, está muito bom”, disse Porter, que se apaixonou pelo Brasil quando esteve há 20 anos em Natal, durante a Copa do Mundo vencida pela seleção brasileira nos Estados Unidos. Desde então, esta é a quarta vez que volta, sendo a primeira visita a Fortaleza. Ele pretende assistir a pelo menos cinco jogos do Mundial, visitando também Brasília, Rio de Janeiro e Natal.

Desde o início da Copa, Fortaleza recebeu dezenas de milhares de turistas. Somente mexicanos foram quase 20 mil mil, de acordo com dados do governo estadual, com base no total de voos fretados do México e no transatlântico que ancorou na capital, trazendo 3,6 mil pessoas.

O comércio da cidade, principalmente bares e restaurantes, multiplicou as vendas, e muitos têm tido fila de espera. O reforço do policiamento, perceptível para os moradores e quem já esteve antes na cidade, contribuíram para a atração de turistas a vários pontos.

Felipe Barbosa Ponte, gerente do Coco Bambu, um dos restaurantes mais procurados da Avenida Beira Mar, disse que o movimento dobrou desde o início da Copa. A casa tem fila de espera em quase todo seu horário de funcionamento. “O movimento aumentou muito mesmo. Recebemos turistas mexicanos, uruguaios, da Costa Rica e até de Gana, que jogará aqui a próxima partida, no sábado.”

Turistas em Fortaleza
Praias estão entre as atrações preferidas dos turistas em  Fortaleza         Marcello  Casal Jr/Agência  Brasil

O Centro de Atendimento ao Turista, localizado no calçadão da Avenida Beira Mar, informou à Agência Brasil que os principais pontos de interesse pelos quais os visitantes mais perguntam são a Arena Castelão, o centro, a Fan Fest e as praias. A maioria dos turistas atendidos nos primeiros dias de Copa é dos países que jogaram ou vão jogar na cidade (Uruguai, Costa Rica e México), mas já apareceram por lá finlandeses, búlgaros, espanhóis, franceses, suíços, belgas e japoneses.

Os próximos jogos em Fortaleza são Alemanha e Gana, sábado (21) e Grécia e Costa do Marfim, terça-feira (24). A Arena Castelão ainda receberá um jogo das oitavas de final e um das quartas de final. Caso o Brasil avance para as próximas fases, jogará mais uma vez na cidade, agora conhecida por sido a primeira onde a torcida cantou todo o Hino Nacional antes de uma partida do Brasil, na Copa das Confederações, no ano passado.

(Agência Brasil)

Rio, Brasília e Fortaleza receberão maior número de turistas na Copa

Antonio Prada, direto de Fortaleza

Os números são oficiais. Do Ministério de Turismo Brasileiro.  A Copa do Mundo irá atrair turistas de 186 países. A maioria deles, 62%, está visitando o país pela primeira vez. Serão 600 mil até o final da competição. O número estimado de brasileiros que vão viajar entre as 12 cidades-sede é de 3,1 milhões. Juntos, estrangeiros e brasileiros devem injetar R$ 6,7 bilhões na economia. 

Aqui em Fortaleza, são 10 mil mexicanos que vão acompanhar o jogo entre Brasil e México, nesta terça-feira. Cerca de 3,5 mil deles chegaram em um navio de cruzeiro, que está atracado na cidade. Nas ruas, no entanto, há um número muito maior de torcedores mexicanos, boa parte deles sem ingresso.

No Rio de Janeiro, com apenas um jogo até agora, ingressaram US$ 50 milhões na economia da cidade, em três dias, considerando o custo médio de gastos com traslado, hospedagem e alimentação, segundo as autoridades de Turismo da cidade. Estimativas contabilizaram 50 mil argentinos na cidade para ver o jogo da seleção contra a Bósnia. Boa parte deles sem ingresso, mas que se espalhou por todas as áreas do Rio de sexta a domingo.

(http://terramagazine.terra.com.br/blog-do-antonio-prada)

Espanha é a equipe de maior valor econômico da Copa, diz pesquisa

Seleção da Espanha

A Espanha é a seleção de maior valor econômico da Copa do Mundo de 2014, segundo um estudo do site Transfermarkt, que avalia os 23 jogadores da “Roja” por um preço total de US$ 916 milhões.

No levantamento, também divulgado na revista “Time”, a Alemanha aparece em segundo lugar (US$ 828 milhões) e o Brasil, em terceiro (US$ 689 milhões).

O Top 5 é completado por França (US$ 607 milhões) e Argentina (US$ 577 milhões).

Os 23 jogadores da seleção espanhola têm o valor de 9,5% dos 786 que participam do mundial, enquanto os atletas de Honduras representam apenas 0,32% do total.

Para determinar o valor de cada jogador, o estudo considerou fatores como as atuações individuais e com a equipe, experiência internacional, o histórico dos contratos de cada atleta e a idade.

Com isso, o jogador de maior valor é o argentino Lionel Messi, de 26 anos, avaliado em US$ 177 milhões.

O português Cristiano Ronaldo, 29, é o segundo, com US$ 147 milhões.

Na terceira posição ficaram empatados o uruguaio Edinson Cavani e o brasileiro Neymar, ambos avaliados em pouco mais de US$ 80 milhões.

Na lista individual, os jogadores espanhóis de maior valor são Andrés Iniesta (quinto), Cesc Fábregas (oitavo) e Sergio Busquets (11º).

O uruguaio Luis Suárez aparece em sétimo, o brasileiro Hulk em 10º e o argentino Kun Agüero em 11º, empatado com Busquets.

O zagueiro e capitão do Brasil, Thiago Silva, é o 17º na lista.

(France Presse)

Turistas devem gastar R$ 6,7 bilhões no Brasil durante a Copa

FOTO: BRASIL 247
No programa Bom Dia Ministro, que vai ao ar nesta sexta-feira (06), radialistas de todo o País vão entrevistar o ministro do Turismo, Vinicius Lages, que apresentará os gastos que os turistas devem deixar na economia do turismo, um total de R$ 6,7 bilhões ao longo dos jogos. Estrangeiros respondem pelos maiores gastos. 

Durante os dias da Capa do Mundo, estima-se que 3,7 milhões de pessoas, entre brasileiras e estrangeiras, estarão em trânsito pelo Brasil. No programa Bom Dia, Ministro, que vai ao ar nesta sexta-feira (06), radialistas de todo o País vão entrevistar o ministro do Turismo, Vinicius Lages, que apresentará os gastos que os turistas devem deixar na economia do turismo, um total de R$ 6,7 bilhões ao longo dos jogos. Estrangeiros respondem pelos maiores gastos.

Se considerados os turistas que estarão em viagens com o objetivo principal de participar de eventos da Copa (jogos e Fun Fest), serão 1,9 milhão de visitantes, brasileiros e estrangeiros – e um desembolso direto de R$ 4,05 bilhões. Outros 1,8 milhão de visitantes estarão no país durante esse período do evento e devem movimentar R$ 2,64 bilhões – estes devem aproveitar localmente a festividade do mundial.

Os maiores gastos serão feitos pelos 300 mil turistas estrangeiros que especificamente virão para acompanhar a Copa. Em média, devem assistir quatro jogos e a projeção é que gastem R$ 5.500 durante sua estada no país, já descontadas as despesas com passagens aéreas e valores gastos no país de origem. O número desses visitantes foi calculado com base nas vendas de ingressos até a primeira semana de abril.

“Os turistas que vem para os jogos são visitantes que gastam mais. É um público qualificado e queremos conquistá-los durante esse período da Copa do Mundo”, afirma o ministro do Turismo, Vinicius Lages.  Segundo ele, um dos bons resultados pode ser verificado na Copa das Confederações, de 2013, quando mais de 70% dos turistas estrangeiros entrevistados pretendiam voltar ao país neste ano.

 

 

Cidade-sede

Estrangeiros

Brasileiros

Gastos no Brasil

Belo Horizonte

62.388

322.340

R$ 695.627.806,45

Brasília

79.610

411.319

R$ 887.652.035,48

Cuiabá

27.945

144.381

R$ 311.585.545,16

Curitiba

26.645

137.666

R$ 297.091.883,87

Fortaleza

65.313

337.449

R$ 728.238.745,16

Manaus

28.595

147.739

R$ 318.832.777,42

Natal

27.945

144.381

R$ 311.585.545,16

Porto Alegre

42.242

218.251

R$ 470.998.835,48

Recife

37.368

193.068

R$ 416.653.200,00

Rio de Janeiro

89.846

464.203

R$ 1.001.781.829,03

Salvador

48.741

251.828

R$ 543.461.748,39

São Paulo

63.362

327.375

R$ 706.490.048,39

TOTAL PREVISTO

600 mil turistas

3,1 milhões de turistas

R$ 6.690.000.000,00

 

O programa é transmitido ao vivo pela TV NBR das 9h às 10h e pode ser acompanhado por meio do link no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República http://www.planalto.gov.br. Para as rádios, o sinal de transmissão é disponibilizado pelo mesmo canal da “Voz do Brasil”. Após o programa, o áudio da entrevista estará disponível no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

 

Mais informações - Secretaria de Imprensa (61) 3411-1100/1223 

Ouça íntegra da entrevista (01h01min) do ministro Vinicius Lages.

Via http://www2.planalto.gov.br/

Supermercados de Fortaleza vão abrir em dias de jogos, diz Acesu

A Associação Cearense de Supermercados (Acesu) informou nesta quarta-feira (4) que os supermercados de Fortaleza vão abrir nos dias 17 e 24 de junho, feriados municipais, sendo facultado o fechamento das lojas no horário de exibição do jogo do Brasil. A Seleção Brasileira  joga contra o México, na capital, no dia 17 de junho. Já no dia 24, ocorre o confronto entre Grécia e Costa do Marfim.

O funcionamento dos supermercados da capital foram definidos em convenção coletiva entre o sindicato patronal, Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Fortaleza e o sindicato do trabalhador, Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Fortaleza, disse, em nota, a associação.

(G1 Ceará)

Fortaleza: Shopping Iguatemi expansão terá lojas Zara, Swarovski e Adidas

Uma das inaugurações mais esperadas em Fortaleza finalmente vai de fato acontecer.

Com a expansão do Shopping Iguatemi, a Zara vai aportar na capital cearense e abrir as portas no dia 26 de novembro de 2014, data da inauguração dos novos pavimentos do Iguatemi. 

Além da rede fast-fashion, outras marcas estão confirmadas para a expansão: ReservaSwarovskiAdidas (com produtos exclusivos) e Outback.

Via http://desenroladas.com.br

Disputa entre gigantes Adidas e Nike atrapalha as seleções

A disputa feroz entre a Adidas e a Nike pela liderança no mercado do futebol começa a prejudicar até mesmo a preparação das seleções para a Copa. Nesta semana, dois dos times que estarão no Mundial foram proibidos de jogar em amistosos com a bola do Mundial, fabricada em parte no Paquistão pela Adidas. O motivo: o patrocinador da equipe, a Nike, exigiu que sua bola fosse usada.

 

Técnicos e jogadores se queixaram de que terão uma desvantagem em relação aos demais times, já que terão menos tempo para se acostumar com a Brazuca, a bola oficial da Copa.

 

A Adidas é a patrocinadora oficial da Fifa desde os anos 70 e vários relatos apontam como a empresa foi a que permitiu que a entidade mundial do futebol iniciasse sua expansão sem precedentes. A empresa alemã havia fechado um acordo com João Havelange que, em troca de seu apoio à eleição do brasileiro, fazia com que o cartola passasse a usar apenas a bola da Adidas como a oficial do Mundial. A estratégia funcionou e a empresa se transformou na maior no setor de artigos de futebol.

Mas a Nike decidiu agora confrontar essa realidade e lutar para tirar parte do mercado da concorrente. Para isso, ampliou sua ofensiva ao ponto de impedir que os jogadores usem a bola alemã nos amistosos.

 

Um dos casos foi identificado no amistoso entre a África do Sul e a Austrália. Os australianos são patrocinados pela empresa americana e, assim, tiveram de deixar a Brazuca de lado. “Em particular nessa fase, na preparação da Copa do Mundo, não faz qualquer sentido”, atacou o capitão da equipe, Jedinak. “Mas o contrato da Nike nos obriga a usar a sua bola”, confirmou. “Seria ótimo jogar com a bola da Copa para que pudéssemos nos familiarizar com ela”, insistiu.

 

Outro time que também foi obrigado a usar a bola da Nike foi a seleção dos EUA, em um amistoso preparatório para a Copa contra o fraco Azerbaijão. Uma vez mais, os jogadores questionaram a decisão comercial de sua federação.

 

Já em 2013, a Federação Inglesa havia alertado que, apesar de manter um contrato com a Nike e substituir seu tradicional parceiro, a Umbro, iria exigir do patrocinador que autorizasse o uso da Brazuca para a preparação. Isso porque, na Copa de 2010 na África do Sul, a bola Jabulani causou a ira de dezenas de atletas e goleiros que acusaram a Fifa de não ter dado tempo suficiente para treinar com a nova bola. Procurada pelo Estado, a Nike não se pronunciou.

(Jamil Chade, Agência Estado)

Puma quer aproveitar a Copa para mostrar suas garras

Puma, fabricante do uniforme esportivo alemão, espera aproveitar a Copa do Mundo no Brasil para voltar com força ao mercado do esporte, reduzindo a distância em relação a seus grandes concorrentes no setor, a Nike e a Adidas.

“2014 é um ano fundamental para a Puma”, declarou Filip Trulsson, diretor-geral da divisão de esportes na equipe da Puma, em uma entrevista à AFP.

“A Copa do Mundo é uma vitrine fantástica. Devemos encarar como um acontecimento que se estende ao longo de oito meses para a indústria do esporte [...] Somos fortes e estamos convencidos da nossa capacidade para reforçar nossa posição”, explicou.

A marca também vestirá oito equipes na competição, entre elas Itália, Suíça e Uruguai, e calçará o excêntrico italiano Mario Balotelli, o alemão Marco Reus e o atacante francês Olivier Giroud.

O que está em jogo não é trivial: uniformizar estas estrelas do futebol e aumentar sua visibilidade no campo é um grande trampolim para vender mais camisetas e calçados.

No caso da Puma, o mercado de futebol, que não para de crescer a cada ano, representa bilhões de euros.

Neste terreno, a Adidas, inimigo histórico da Puma, e a norte-americana Nike apresentam uma sólida vantagem e têm mais chances de que seu logo seja visto na final do campeonato.

A marca das três listas, copatrocinadora oficial do evento, vestirá nove equipes, entre elas Espanha, Argentina e Alemanha, enquanto a Nike vestirá dez times, entre eles França, Reino Unido e o grande favorito, Brasil.

O duelo parece mais árduo no caso das chuteiras. Diante da “Magista” da Nike, que será usada pelo espanhol Andrés Iniesta, e da “Primeknit” da Adidas, que estará nos pés do uruguaio Luis Suárez, Puma espera surpreender com seus modelos “EvoPower” e “EvoSpeed”, que têm a particularidade de cada chuteira ser de uma cor diferente: azul e rosa.

Recuperar um lugar no esporte

“A Puma não pode aspirar a grandes seleções, com exceção da Itália, mas busca destacar-se com ações de marketing criativas e produtos originais”, disse Peter Rohlmann, diretor da agência PR Marketing.

A empresa não pode se permitir o mínimo erro. A marca, que já foi considerada sedutora e moderna, a filial do francês Kering, com sede na cidade alemã de Herzogenaurach (sul), tem problemas há anos, após o fracasso da sua estratégia de entrar no mundo da moda e do “lifestyle”.

Para corrigir a aposta, iniciou em 2013 uma volta ao esporte, em particular o futebol.

Com 7% do mercado deste esporte, Puma continua muito longe da Adidas e da Nike, que têm respectivamente 37% e 29% do mercado, de acordo com estudo publicado pela PR Marketing.

“A Puma tem que correr atrás do tempo perdido para estar de novo na ponta do mercado de equipamento esportivo”, afirma Rohlmann.

Mas não vai ser fácil, já que seus rivais não descansam. Há várias semanas travam uma guerra midiática para vender seus produtos.

Sua compatriota Adidas prometeu para a Copa do Mundo uma campanha publicitária em um valor recorde, que espera reverter para 2 bilhões de euros de vendas em mercado neste ano.

A Puma, por outro lado, não tem objetivos exatos, mas espera que suas vendas cresçam na divisão de esportes em equipe em 2014.

“Não surpreenderia se uma seleção da Puma chegar à final da Copa do Mundo”, disse Bjorn Gulden, seu presidente. O que seria ideal para projetar a maior campanha publicitária da sua história, que espera lançar semanas depois do Mundial.

(AFP)

Magazine Luiza fecha nove lojas em maio em SP, PR e SC

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A varejista Magazine Luiza informou nesta sexta-feira o fechamento de nove lojas entre 21 e 28 de maio, encerrando o mês com 737 pontos de venda.

Segundo a varejista, as lojas fechadas representavam cerca de 0,8 por cento da área de vendas total e menos de 0,4 por cento das vendas da companhia em 2013. Cinco delas eram advindas da aquisição do Baú.

As lojas estão localizadas nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

“A decisão de fechar estas lojas está em linha com a estratégia da companhia para 2014, que visa um aumento da produtividade e rentabilidade, bem como racionalização de despesas”, disse a empresa, em comunicado.

O Magazine Luiza reiterou seu plano de expansão para 2014, com a concentração das aberturas no segundo semestre e foco nas regiões Sudeste e Nordeste.

(Por Juliana Schincariol; Edição de Luciana Bruno)

 

Fortaleza se prepara para receber 10 mil mexicanos

Pelo menos 10 mil mexicanos são esperados em Fortaleza para acompanhar a partida entre Brasil e México no dia 17 de junho, no Castelão, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Segundo dados da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur), 16 voos fretados da empresa AeroMexico desembarcarão na capital cearense nos dias que antecedem a partida. Além disso, um navio com 3,5 mil visitantes mexicanos aportará no Porto de Fortaleza no dia 16.

 A Setur informou ainda que 25 ônibus com torcedores da seleção mexicana sairão de Natal, no Rio Grande do Norte, onde o time estreia na Copa do Mundo contra Camarões, em 13 de junho. Após a partida diante da Seleção Brasileira em Fortaleza, o México embarca para Recife para encarar a Croácia, no dia 23, e encerrar o tour pelo Nordeste na primeira fase do Mundial.

 “A Copa do Mundo é muito importante para nós. E a cidade de Fortaleza também, já que o México vai jogar aqui e nós vibramos com o futebol. Ficamos muito satisfeitos com a organização da cidade para a Copa do Mundo. Está tudo bem preparado para que a festa seja emocionante por aqui”, afirmou a cônsul geral do México, Cristina de La Garza, em encontro com o secretário especial da Copa no Ceará (Secopa), Ferruccio Feitosa.

 Redes sociais
Muitos torcedores mexicanos têm utilizado as redes sociais para obter informações sobre jogos, hospedagem nas cidades brasileiras e trocar experiências com quem esteve no país no ano passado, durante a disputa da Copa das Confederações. No Facebook, o grupo “Mexicanos em la Copa del Mundo Brasil 2014” tem quase 100 participantes. Muitos já possuem ingressos, mas ainda buscam lugar para se hospedar. Outros ainda correm atrás de bilhetes para os jogos do Mundial.

 Turistas no Ceará
De acordo com estimativa da Secretaria do Turismo do Ceará, a capital cearense receberá em torno de 140 mil turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo. No total, incluindo os visitantes brasileiros, a capital cearense deverá receber 350 mil visitantes. Na Copa das Confederações do ano passado, Fortaleza foi o segundo destino mais procurado pelos turistas, atrás apenas do Rio de Janeiro – foram 58 mil visitantes na cidade (51,4 mil brasileiros e 6,6 mil estrangeiros).

Portal Brasil com informações do Portal da Copa

Banco do Brasil inaugura 1ª agência na China

Agência do Banco do Brasil na China foi aberta em Xangai (Foto: Divulgação)

O Banco do Brasil anunciou que inaugurou nesta sexta-feria (30) a primeira a sua 1ª agência na China. Segundo o BB, trata-se da da primeira agência de um banco latino-americano a obter licença para atuar na China.

A agência BB-Xangai conta, inicialmente, com um administrador expatriado e 16 funcionários contratados na China. A abertura da agência acontece 3 anos após anúncio feito pelo banco.

O banco mantinha desde 2004 um escritório de representação em Xangai. “A estratégia em transformar o escritório em agência permitirá a ampliação negocial decorrente do incremento do intercâmbio comercial sino-brasileiro, do aumento dos investimentos chineses no Brasil e, também, da presença de transnacionais brasileiras no mercado chinês”, afirmou o BB, em comunicado.

“Com a nova agência, o BB passa a buscar oportunidades de negócios no segmento de atacado, atendendo, principalmente, as demandas por produtos e serviços das empresas brasileiras com negócios com a China e as empresas chinesas com negócios com o Brasil, além dos bancos locais, grandes parceiros de negócios com o Banco do Brasil”, acrescentou o banco.

Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil com um fluxo comercial de US$ 83 bilhões em 2013. O BB destaca que são mais de 70 empresas brasileiras presentes de alguma forma na China e mais de 25 empresas chinesas operando no Brasil.

No Brasil, operam atualmente três grandes bancos chineses: Bank of China, ICBC e CCB.

(G1 Economia)

Rua de Hong Kong passa Nova York e agora é a mais cara do mundo

São Paulo – Uma rua de Hong Kong acaba de se tornar a mais cara do mundo, ultrapassando a Quinta Avenida, em Nova York.

A Russell Street, em Causeway Bay, alcançou o feito depois de uma loja local ser vendida por incríveis 23 milhões de dólares.

Segundo a Bloomberg, uma pequena loja na rua chega a pagar 10 mil dólares por dia de aluguel.

Um corretor de Hong Kong, Sebastian Skiff, disse à Bloomberg que o valor ultrapassa o recorde da Quinta Avenida.

A rua é dominada por lojas de marcas de luxo de roupas e acessórios. Alguns exemplos: Rolex, GucciBurberry, Cartier, Calvin KleinLouis Vuitton.

O nome, nada oriental, é uma homenagem a James Russell, chefe de Justiça da Suprema Corte de Hong Kong entre 1888 e 1892. Ele morreu aos 50 anos, em 1893.

Russell Street tem o seu próprio Times Square, um grande shopping center, um cinema e um grande telão de rua, similar aos de Nova York.

Mesmo com pequenas lojas e comércios familiares, ela atraiu grandes grifes mundiais, que procuravam um mercado consumidor ávido e seguro – em uma tentativa de fugir da crise europeia.

Em anos recentes, a Burberry, por exemplo, alugou um espaço de 650 metros quadrados na rua. A Tiffany, um espaço de 353 metros quadrados.

(Guilherme Dearo, Exame Online)

Oi abrirá mais três lojas em Fortaleza

A Oi abrirá três novas lojas em Fortaleza até o fim do ano, segundo informou a assessoria de comunicação da empresa, ontem, durante a visita do presidente Zeinal Bava, ao Ceará. Segundo a operadora de telefonia, seis lojas já foram abertas desde o início do ano e, até dezembro, nove estarão funcionando na Capital. O local das três novas unidades, no entanto, ainda está sendo estudado pela empresa e segue indefinido. Na sua segunda visita ao Ceará, Bava esteve com executivos do Grupo Edson Queiroz. À tarde, o vice-presidente da Oi, Abílio Martins, visitou o Sistema Verdes Mares, quando foi recepcionado pelo diretor de Programação do SVM, Edilmar Norões.

O presidente da Oi destacou o investimento de R$ 33 milhões realizado pela companhia no Estado durante os três primeiros meses de 2014. O montante foi aplicado em infraestrutura de rede (2G, 3G e 4G) e melhoramento de serviço para os clientes. De janeiro a abril deste ano, mais de 5,5 mil novas portas de acesso à internet banda larga foram instaladas no Estado.

Participação de mercado

Detentora da segunda maior quantidade de chips móveis no Estado – ao todo são 3,7 milhões, o que resulta em 33,4% do mercado – e da concessão de telefonia fixa, a operadora Oi investiu, no ano passado, R$ 202 milhões no chamado “tripé operações, engenharia e TI (Tecnologia da Informação)”.

Internacional

Esta é a segunda vez que Zeinal Bava vem ao Ceará desde a confirmação da fusão da companhia brasileira com a Portugal Telecom. O negócio entre as duas empresas ocorreu ano passado, três anos depois da operadora portuguesa comprar ações da Oi e resultou na CorpCo – a estimativa é que a nova gigante multinacional do setor tenha uma receita combinada de R$ 40 bilhões e mais de 100 milhões de clientes.

Empregos

Para o Ceará, a união das duas empresas resultou na contratação de mais 110 profissionais – de um total de 5,2 mil funcionários em todo o País.

(Diário do Nordeste)

RioMar Fortaleza terá Animale, Daslu, Diesel, H. Stern, Nike e sala de cinema com atendimento vip

O Shopping RioMar, no bairro Papicu, em Fortaleza, deve começar a funcionar no próximo dia 29 de outubro. Entre as diversas lojas que irão compor os salões do shopping, se destacam Daslu, Diesel, John John e GAP. O empreendimento vai contar, ainda, com 10 salas de cinema, entre elas, 3 com atendimento vip, que poderá servir atéespumante dentro do auditório.

Os anúncios foram feitos na manhã desta quarta-feira (28), durante a visita do gestor doGrupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, ao shopping. O empresário fez a entrega oficial dos espaços aos lojistas do centro comercial.

No total, serão 320 mil m² de área construída, com 11 restaurantes e 29 lojas de fast-food, 10 salas de cinema, sendo 3 salas vip, uma 4DX e outra Macro XE. O empreendimento contará, ainda, com uma sala de teatro com capacidade para 900 pessoas e boliche com 2.900 m².  Serão ofertadas mais de 6,5 mil vagas de estacionamento.

Confira a lista das lojas anunciadas nesta manhã pelo gestor do grupo JCPM:

All Bags
Americanas
Animale
Brooksfield
Brooksfield Donna
Brooksfield Jr
C&A
Cabana Del Primo
Calvin Klein
Casas Bahia
Coach
Cori
Daslu
Diesel
Eletro Shopping
Emme
Emporio Brownie
Espaço Fashion
Farm
Fast Shop
Game Station
GAP
G.Barbosa
H. Stern
Hering Kids
Insinuante
Iplace
John John
L’Occitane
Lacoste
Le Biscuit
Le Lis Blanc
Livraria Leitura
Luigi Bertolli
Magazine Luiza
Mercadinho São Luis – Gourmet
Mulher Cheirosa
New Balance
Nike
Oh Boy!
Osklen
Outback
Rosa Chá
Sacada
San Paolo Gelato Gourmet
Schutz
Shoulder
Tio Armênio
Track & Field
Viaveneto

Atendimento vip

De acordo com Adrián Aguilera, representante da Cinépolis no Brasil, o cinema 4DX promete oferecer efeitos e sensações sincronizadas ao filme com poltronas adaptadas a sistemas eletrônicos capazes de simular quedas, trepidações e vibrações. A sala tem, ainda, instalações nas paredes e poltronas que geram efeitos de luzes, água, vento, aromas e névoa. Já a sala Macro XE, segundo ele, tem tela gigante, cerca de duas vezes maior do que as telas comuns, com maior nitidez e melhor definição de som.

Além delas, três salas com atendimento vip e poltronas semelhantes às utilizadas na primeira classe dos aviões estarão disponíveis no centro comercial. Conforme Aguilera, será possível pedir pipoca ou espumante, por exemplo, e receber na poltrona.

Resturante do SESC para funcionários das lojas

O SESC irá abrir um restaurante no shopping exclusivamente para os funcionários das lojas do empreendimento. Serão cerca de mil m² e capacidade para 440 lugares. A instituição estima que cerca de 4 mil refeições serão servidas diariamente no local.

(Diário do Nordeste)

Multinacionais não lêem jornais brasileiros e continuam apostando no país

Jornal GGN - Apesar da desaceleração, as multinacionais estão ganhando cada vez mais espaço – e naturalmente, fechando mais negócios – em terras brasileiras. Nem mesmo a volatilidade da confiança empresarial tem tirado das companhias estrangeiras o crédito depositado no país.

 

De acordo com reportagem do jornal inglês Financial Times, as metas para o Brasil ainda são altas. A empresa alemã de softwares de gestão, SAP, por exemplo, divulgou um crescimento de 40% em 2013 no país. Na Ásia, mesmo sendo um dos principais fornecedores logísticos da região, só conseguiu bater os 29%.

 

Para o presidente da companhia na América Latina e Caribe, Diego Dzodan, a aposta na geografia brasileira foi o que assegurou o bom desempenho. O crescimento se deu quando áreas de concentração foram pré-definidas e devidamente exploradas, sem nenhuma mudança de planos. E, ainda segundo Dzodan, o crescimento global da economia pode ser, sim, dissociado, do desempenho de seu negócio.

 

A economia do Brasil estava entre as mais dinâmicos entre os chamados Brics – grupos de países em franco desenvolvimento que também inclui Rússia, Índia e China. No entanto, ela sofreu um revés em 2011, com os efeitos do superaquecimento e da crise da zona do euro. O quadro se mostrou ainda mais grave com as intervenções governamentais na inflação, energia e controles cambiais, segundo o FT.

 

Embora o crescimento do país tenha sido melhor que o esperado no último trimestre do ano passado, é provável que tenha sido “sem brilho” no primeiro trimestre de 2014, anunciando o período mais fraco em quatro anos de expansão econômica, desde o início da década de 1990. Mas, ao mesmo tempo, o crescimento da classe média ao longo da última década – especialmente nas regiões norte e nordeste do país, um pouco menos abastadas – continua a criar oportunidades para as multinacionais, apesar da desaceleração.

 

Em março, a American International Group informou que espera que a receita de prêmios subscritos no Brasil deva subir 40% este ano. A seguradora tem como objetivo tornar o Brasil um de seus mercados principais em cinco, até 2017. A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, também fez seu prognóstico de crescimento no Brasil para 2014 já em fevereiro.

 

O Brasil esforçou-se mais que outros países emergentes, Índia e Rússia, para captar mais investimento por meio de reformas estruturais necessárias. No entanto, o progresso disso tem se mostrado dolorosamente lento: os investimentos internos ficaram na faixa dos US$ 64.5 bilhões ao final de abril, pouco diferente ao longo dos últimos anos.

As vitórias pouco divulgadas do Brasil

O pessimismo geral do país é um caso clássico de esquizofrenia, alimentado por uma mídia do eixo Rio-São Paulo que perdeu a noção da notícia.

Durante dois anos, martelaram diariamente atrasos em obras da Copa, realçaram detalhes de obras inacabadas, uma campanha diuturna sobre a suposta incapacidade do país em se preparar para a Copa – como se depreciando a engenharia brasileira, os grupos privados envolvidos com as obras, os governos estaduais corresponsáveis pelo processo, a criação do clima de derrotismo se abatesse exclusivamente sobre o governo Dilma Rousseff.

À medida que a Copa se aproxima, que os tapumes das obras são retirados, os usuários descobrem aeroportos de primeiro mundo, arenas esportivas de qualidade invejável, novas estatísticas mostrando o potencial financeiro do jogos.

E os jornais passam a se dar conta que a Copa será a maior vitrine do país em toda sua história, com os 14 mil correspondentes, os recordes de visitantes e da audiência esperada para o televisionamento dos jogos.

Por esse sentimento permanente de baixa autoestima, provavelmente não se dará o devido valor a um feito extraordinariamente superior ao de abrigar a maior Copa do mundo da história (na opinião da Fifa): o atingimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, comprovando que o Brasil entrou em um novo estágio civilizatório.

***

O conceito de Metas do Milênio nasceu em 2000, quando líderes mundiais acertaram uma agenda mínima global de compromissos  pela promoção da dignidade humana e de combate à pobreza, à fome, às desigualdades de gênero, às doenças transmissíveis e evitáveis, à destruição do meio ambiente e às condições precárias de vida.

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Conforme os dados do 5º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com quatro anos de antecedência, o país conseguiu alcançar a meta de redução de dois terços a mortalidade infantil, que caiu de 53,7 mortes por mil nascidos vivos em 1990, para 17,7 em 2011.

No saneamento, em 1990 70% da população tinham acesso à agua e 53% à rede de esgotos ou fossa séptica. Em 2012, os indicadores saltaram para 85,5% e 77% respectivamente.

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Outro indicador, o da redução da pobreza extrema, caiu para 3,5% da população, próxima à meta de 3%.

Segundo o Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos Marcelo Nery, um dos principais fatores foi a formalização do mercado de trabalho. No período 2002-2005, a formalização girou em torno de 46% da população ocupada. Em 2012 alcançou 58%.

Entre os ocupados a pobreza extrema é de 1,3%; entre os ocupados com carteira de trabalho, de 0,1%.

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Em que pese os avanços que ainda faltam na qualidade do ensino, a taxa de escolarização no ensino fundamental, para crianças de 7 a 14 anos, está próxima de 100%; assim como a taxa de alfabetização de jovens de 15 a 24 anos.

Apesar do analfabetismo funcional, os estudantes de 9 a 17 cursando a série adequada à sua idade saltaram de 50,3% para 79,6%. Parte do avanço foi devido a distorções, como a aprovação automática.

Via http://jornalggn.com.br/noticia/as-vitorias-pouco-divulgadas-do-brasil

Patrimônio das 15 famílias mais ricas supera renda do Bolsa Família

A revista Forbes divulgou esta semana um ranking com as 15 famílias mais ricas do Brasil. No total, os milionários possuem juntos um patrimônio de US$ 122 bilhões (R$ 270,39 bilhões), cerca de 5% do PIB brasileiro. 

O patrimônio das 15 famílias mais ricas do Brasil, segundo lista divulgada pela revista Forbes, é dez vezes maior que a renda de 14 milhões de grupos familiares atendidos pelo programa Bolsa Família. 

De acordo com a publicação americana, os 15 clãs mais abastados do Brasil concentram uma fortuna de 270 bilhões de reais, cerca de 5% do PIB do País. O Bolsa Família, por sua vez, atendeu 14 milhões de famílias em 2013 com um orçamento de 24 bilhões de reais, equivalentes a 0,5% do PIB.

Lidera a lista da Forbes a família Marinho, dona das Organizações Globo. Os irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho possuem uma fortuna de 64 bilhões de reais. Outra empresa de mídia que aparece na lista é o Grupo Abril, do clã Civita, com patrimônio de 7,3 bilhões de reais.

O setor bancário se destaca na origem das fortunas das famílias mais ricas do Brasil, representado pelos clãs Safra(Banco Safra), Moreira Salles (Itaú), Villela (holding Itasa), Aguiar (Bradesco) e Setúbal (Itaú).

Eram três os bilionários do Brasil em 1987, quando a Forbes produziu a primeira lista: Sebastião Camargo (Grupo Camargo Correa), Antônio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim) e Roberto Marinho (Organizações Globo). Hoje são 65, 25 deles parentes, o que leva a revista americana a constatar que para se tornar um bilionário no Brasil, o mais importante é ser um herdeiro.

Segue a lista das famílias mais ricas do Brasil:

1) Marinho, Organizações Globo, US$ 28,9 bilhões
2) Safra, Banco Safra, US$ 20,1 bilhões
3) Ermírio de Moraes, Grupo Votorantim, US$ 15,4 bilhões
4) Moreira Salles, Itaú/Unibanco, US$ 12,4 bilhões
5) Camargo, Grupo Camargo Corrêa, US$ 8 bilhões
6) Villela, holding Itaúsa, US$ 5 bilhões
7) Maggi, Soja, US$ 4,9 bilhões
8) Aguiar, Bradesco, US$ 4,5 bilhões
9) Batista, JBS, US$ 4,3 bilhões
10) Odebrecht, Organização Odebrecht US$ 3,9 bilhões
11) Civita, Grupo Abril, US$ 3,3 bilhões
12) Setúbal, Itaú, US$ 3,3 bilhões
13) Igel, Grupo Ultra, US$ 3,2 bilhões
14) Marcondes Penido, CCR, US$ 2,8 bilhões
15) Feffer, Grupo Suzano, US$ 2,3 bilhões

Fonte: Carta Capital

Louis Vuitton se mantém no topo de ranking de marcas de luxo

Da LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SA à Burberry Group Plc, o valor das 10 principais marcas de produtos de luxo subiu 16%, para US$ 111 bilhões, depois que as empresas priorizaram a exclusividade em vez da onipresença, disse a empresa de pesquisas Millward Brown no estudo BrandZ 2014, publicado na terça-feira.

O valor da grife de produtos de couro Louis Vuitton saltou 14%, para US$ 25,9 bilhões, colocando a maior e mais lucrativa marca da LVMH no topo do ranking do luxo pelo nono ano consecutivo. A Hermès, fabricante francesa das bolsas Birkin, que é parcialmente de propriedade da LVMH, também subiu 14% e colocou-se em segundo lugar, com US$ 21,8 bilhões. A Gucci, da Kering SA, concorrente direta da Vuitton, escalou 27%, chegando a US$ 16,1 bilhões, e ficou em terceiro lugar na lista.

A Vuitton está entre as fabricantes de produtos de luxo que estão introduzindo mais produtos caros com menos logomarcas e restringindo as redes de vendas, já que os compradores ricos optam pelas marcas que percebem como sendo mais elitizadas. A receita da parisiense LVMH com produtos de moda e de couro no primeiro trimestre subiu no ritmo mais rápido em dois anos, indicando que a reformulação da Vuitton está funcionando. A meta da Hermès de crescimento anual de 10 por cento da receita representa quase o dobro da estimativa da Sanford C. Bernstein Ltd. para toda a indústria.

“Se você perde a exclusividade, você perde seu status de luxo”, disse Anastasia Kourovskaia, vice-presidente das operações da Europa, do Oriente Médio e da África da Optimor, braço de consultoria da Millward Brown, em entrevista por telefone. Muitas empresas nessa categoria estão se afastando de um foco explícito no aumento da participação de mercado e da distribuição para ressaltar seu apelo de alto padrão, disse ela.

13 setores

O ranking de luxo é parte de um estudo anual mais amplo encomendado pela WPP Plc, companhia de publicidade que é empresa-mãe da Millward Brown, e mede valores de marcas em 13 setores.

A marca de roupas Prada, a fabricante de relógios Rolex, a designer de joias Cartier e as marcas de moda Chanel e Burberry ocuparam do quarto ao oitavo lugar na lista do luxo, respectivamente. O valor da Burberry subiu 42%, para US$ 5,9 bilhões, o crescimento mais rápido no segmento, depois que a empresa com sede em Londres interrompeu algumas promoções de roupas impermeáveis e produtos de couro, disse Millward Brown.

A Coach e a Fendi completaram o top 10 da lista do luxo, embora ambas as marcas tenham perdido valor. A Coach, em nono lugar, caiu 4%, para US$ 3,1 bilhões, depois que suas bolsas perderam mercado nos EUA em meio a produtos mais baratos, disse Kourovskaia. A Fendi mergulhou 17% para US$ 3 bilhões, depois que a falta de investimento de sua proprietária LVMH levou a marca a ser vista como menos relevante pelos novos consumidores de luxo, disse ela.

Embora ambas as marcas pareçam ter amargado um impulso negativo em termos de percepção de marca, reconquistar clientes “é uma longa jornada”, disse Kourovskaia.

O estudo da Millward Brown, que classifica o valor das marcas por seus lucros e receitas potenciais, se baseia em entrevistas com mais de 2 milhões de consumidores e em análises do desempenho das empresas.

A Google Inc., proprietária do motor de buscas mais usado na internet, superou a Apple Inc., fabricante do iPhone, como a marca mais valiosa do mundo: seu valor estimado subiu 40 por cento, para US$ 159 bilhões, segundo a Millward Brown. A Apple caiu 20 por cento, para US$ 148 bilhões, ficando em segundo lugar. A Vuitton ocupou o 30º lugar no ranking em valor de marcas de todos os setores.

(Brasil Econômico)

A saída para as grifes é fugir de Rio e SP

São Paulo – Nenhuma grife internacional tem tantas lojas no Brasil quanto a americana Calvin Klein. Seus 97 pontos de venda e as 2 000 butiques multimarcas que a atendem vendem estimados 750 milhões de reais em produtos da marca. Esse tamanho todo é resultado de uma estratégia de expansão bastante peculiar.

Enquanto a concorrência se estapeia para conquistar o consumidor de alguns bairros de São Paulo e Rio de Janeiro, a Calvin Klein decidiu desbravar o país. Do total, 71 lojas estão fora do eixo Rio-São Paulo, em cidades como Macapá, Teresina e São Luís.

A marca pertence há 11 anos ao conglomerado PVH, cujo faturamento triplicou nos últimos cinco anos (hoje é de 8 bilhões de dólares). A PVH também é dona da marca Tommy Hilfiger, que fechou no ano passado um acordo com o grupo de moda brasileiro Inbrands — o qual será responsável pela gestão da marca no país por dez anos.

Em visita recente ao Brasil, Emanuel Chirico, presidente da PVH, diz que é impossível ganhar dinheiro apenas com um punhado de butiques nos endereços mais elegantes do país.

EXAME – A Calvin Klein veste atrizes como Jennifer Lawrence e Gwyneth Paltrow nas cerimônias do Oscar e, ao mesmo tempo, vende calças jeans no interior do Brasil por menos de 200 reais. Qual é a lógica? 

Emanuel Chirico - Temos um estilista brasileiro, Francisco Costa, no comando da linha mais luxuo­sa, que aparece na semana de moda de Nova York e nos tapetes vermelhos de Hollywood. Mas esse negócio representa apenas 2% ou 3% de nossa receita. Ganhamos dinheiro mesmo vendendo jeans, roupas para praticar esportes e lingerie por preços mais acessíveis.

É claro que o braço de luxo ajuda na construção da marca, mas estamos longe de ser uma Gucci ou uma Louis Vuitton. Nunca quisemos ser uma marca exclusiva de luxo.

EXAME - Por isso o senhor abre lojas em cidades esnobadas pelas outras grifes internacionais?

Emanuel Chirico - Eu estou no Brasil para vender grandes volumes e ganhar dinheiro. É impossível fechar no azul com meia dúzia de butiques em São Paulo e Rio de Janeiro, como nossos concorrentes internacionais estão fazendo nos últimos anos.

Nossa margem de lucro aqui, antes dos impostos, é de 20%, em linha com o que temos em outros países, graças à expansão geográfica. Pretendemos estar em todas as capitais do país. Hoje, só não temos lojas em Palmas e Boa Vista. Recife, Fortaleza, Salvador e São Luís são grandes mercados para nós.

EXAME – Desbravar tantos mercados ao mesmo tempo não é arriscado?

Emanuel Chirico - Em vez de me aventurar em um novo país, prefiro fechar parcerias com empresas que conheçam melhor o mercado local. A operação brasileira era tocada por uma licenciada nossa, a Warnaco, que acabamos comprando em 2013.

Adotamos a mesma estratégia com outra marca nossa, a Tommy Hilfiger, que em 2013 foi licenciada para a Inbrands por dez anos. O trabalho de desenvolvimento da marca no Brasil está nas mãos deles. Se der certo, poderemos assumi-la de volta após o fim do contrato, quando a marca já estiver mais conhecida.

EXAME – Os brasileiros são muito diferentes dos consumidores de outros países?

Emanuel Chirico - Descobrimos que o brasileiro que entra na loja da Calvin Klein em Nova York ou em Miami não vê graça no que vendemos, porque acha tudo básico demais. Para cair no gosto de vocês, tivemos de aplicar brilho nas roupas, colocar zíper que chama a atenção na jaqueta e, nas calças, tachas.

Outra diferença: aqui a coleção muda de três em três meses, porque precisa haver novidade sempre. Nos Estados Unidos, a mesma coleção fica seis meses na loja. São coisas que levamos algum tempo para aprender.

E a gente só consegue operar assim no Brasil porque produzimos 90% das peças aqui e em países vizinhos. Se dependêssemos de importação da China, como alguns concorrentes, não teríamos os produtos certos, e a conta não fecharia.

A fase de maior crescimento da Calvin Klein aconteceu depois da saída de seu fundador, em 2003. Como vocês mantiveram a essência do negócio sem a figura dele? 

Emanuel Chirico - As três pessoas-chave da equipe de criação foram contratadas pelo próprio Calvin Klein e seguiram na empresa. São o brasileiro Francisco Costa, estilista da coleção de luxo feminina, Italo Zucchelli, que assina a coleção masculina, e Kevin Carrigan, à frente do jeans e do que vendemos em volume. Eles entendem o DNA da marca como ninguém.

EXAME – O maior crescimento para as grifes globais de moda vai continuar a vir dos países emergentes?

Emanuel Chirico - Nos próximos dez anos, as marcas de moda vão ficar ainda mais globais, com Brasil e Ásia ocupando uma porção maior dos negócios. Temos muitas oportunidades para ocupar espaços em branco nesses mercados.

No Brasil, vamos trazer para as lojas, em breve, novas linhas de produtos, como ternos e camisas sociais, roupas esportivas e itens para a casa. Esperamos ver uma consolidação dentro da indústria, já que todas as empresas olham para expansões fora de seu mercado de origem. É da diversificação de países e de mercados que virá o crescimento.

(Ana Luiza Leal, via Exame)

 

Banco do Nordeste inaugura 40ª agência, em Acaraú/Ce

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Acaraú, que integrava a jurisdição da agência de Itapipoca, passa a abranger mais cinco municípios: Bela Bruz, Cruz, Itarema, Marco e Morrinhos.  Em menos de dois anos o BNB demonstra com esforço de equipe a inauguração da quadragesima agência no Estado do Ceará. É a agência número 264 do Banco do Nordeste em todo o país. Era vaidosa a fala do presidente Nelson Antonio de Souza, ao inaugurar na sexta feira, a agência do BNB em Acaraú, cidade a 260 quilômetros de Fortaleza, município de 60 mil habitantes com empreendimentos importantes para a economia cearense, como o perímetro irrigado do Baixa Acaraú e maior produtor de camarão de cativeiro do Nordeste com certificado especial para o Camarão da Costa Negra.

Dados relevantes

Os números oferecidos por Nelson Antonio de Souza chegaram a surpreender à grande plateia que foi aplaudir a chegada do financiador de grandes e pequenos negócios para a região. Nelson disse, por exemplo, que a Agência de Acaraú, a quadragésima no Ceará, fazia parte do trabalho de implantação de novas 34 agências só este ano no Estado e que era um indicativo da preocupação do  Banco para instalar 112 novas conforme autoriazação recebida. E fez as contas: Isso, representa acréscimo à rede de agências de sessenta por cento em relação a agosto de 2012. E plantou palavra: Estamos dizendo aos nordestinos e a vocês, acarauenses, que creem no empreendedorismo, que estamos aqui, estamos ao lado de vocês, estamos juntos,somos parceiros.

A importância do BNB

O deputado federal Anibal Gomes, líder regional, falou em agradecimento por ter seu pleito atendido lá no primeiro governo Lula. Anibal defende recursos para o desenvolvimento do Estado com foco na região onde está sua cidade natal. Ele disse que via na chegada do BNB o entendimento do sistema na força da terra, na coragem dos homens, no desejo de crescimento. O deputado Manuel Duca e o Prefeito Alexandre Ferreira Gomes seguiram o mesmo caminho. Nelson Antônio, ao destacar as lideranças dos deputados Anibal Gomes, Manuel Duca, deputado estadual e Alexandre Ferreira, prefeito, foi taxativo ao dizer que Acaraú faz jus à agência e que não há favores, mas méritos e evidências.  A quantidade de empresas instaladas nos municípios que compõem a jurisdição de Acaraú cresceu 176,1% nove anos.

Como o Pe. Antonio Tomaz

No cenário posto pelo presidente do BNB, destacam-se o comércio e os serviços e, num cenário altamente favorável, tem que ser levado em conta o grande potencial de Acaraú e da região, impulsionado pela força criativa dos empreendedores locais e lembrou para que se inspirem na sensibilidade do padre Antônio Tomaz, a Príncipe dos Poetas cedarenses que durante tantos anos exercitou um sacerdório de amor ao povo da terra finalizando com a certeza de que o êxito dos parceiros do BNB e de quem acredita no Banco, fortalecerá mais ainda a Instituição. E deixou para o final uma surpresa.

Regiliosidade

Nelson Antônio de Souza é homem de crenças fortes na religiosidade. É fiel a Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Acaraú. – Tenho um filho nascido a 8 de dezembro, data em que se celebra a Santa, destacou. E contou: Eu tive um sonho. Um sonho repetido em que estava em algum lugar. Num desses sonhos consegui perguntar à “Mulher” com quem sonhava onde estava e Ela me disse que estava em Acaraú, no Ceará. Guardei aquilo por muito tempo. Fui a um mapa e vi. Com minha mulher, a uns 10 anos vim aqui. Fui à Igreja Matriz, casa da Padroeira. E lá deixei meus votos e agradecimentos. Quando concluídos os estudos de implantação desta agência disse: Esteja eu no BNB ou na Caixa (é de origem da CEF), onde estiver quero ir à inauguração. Hoje vejo reservada a mim esta felicidade e trouxe junto toda a diretoria do Banco. E proponho que a Agência do BNB em Acaraú seja batisada como Agência Nossa Senhora da Conceição.

(O Estado)

Copa do Mundo deve trazer 2,3 mil compradores de 104 países, avalia agência

Alana Gandra, Agência Brasil

 

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do governo federal, anunciou hoje (16) os preparativos finais do Projeto Copa do Mundo. De acordo com a agência, o Mundial trará ao Brasil 2,3 mil compradores, investidores e formadores de opinião de 104 países para a realização de negócios.

 

O projeto integra ações de ‘marketing’ de relacionamento da agência e inclui encontros, visitas técnicas e rodadas de negócios com empresários brasileiros, visando a estimular as exportações do Brasil e a captar investimentos. A ação também pretende projetar a imagem do país no mercado internacional. Atividades semelhantes são efetuadas pela Apex-Brasil no carnaval e em outros eventos internacionais, entre os quais a Fórmula Indy e o Grand Prix de Fórmula 1.

 

Segundo o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Ricardo Santana, o projeto começou a ser construído há um ano, durante a Copa das Confederações. Santana destacou que os Estados Unidos encabeçam a relação de convidados. “Para a gente, é bem importante, porque é uma economia que está se recuperando. Trazer os Estados Unidos para cá vem em um momento bastante propício”.

 

O Projeto Copa do Mundo é desenvolvido pela Apex-Brasil em parceria com 700 empresas e entidades setoriais nacionais. Estão sendo organizadas mais de 800 agendas de negócios nos dias que antecedem e sucedem os jogos da Copa, com foco em tecnologia e saúde, casa e construção, alimentos e bebidas, agronegócio, moda, máquinas e equipamentos, economia criativa e serviços.

 

A agência espera superar o resultado alcançado na Copa das Confederações, que gerou US$ 3 bilhões em exportações e investimentos para o Brasil, envolvendo 903 empresários, oriundos de mais de 70 países, segundo Ricardo Santana.

 

São Paulo, com mais de 270 empresas, lidera os participantes brasileiros do projeto, seguido de Minas Gerais, com cerca de 94 companhias. O diretor disse que embora o jogo seja o principal atrativo da Copa, “o nosso foco é fazer negócios, é trazer aquele convidado com quem a gente quer estreitar a relação, fazer com que ele compre mais, e usar esse chamariz para poder concretizar uma venda”.

A Copa do Mundo ocorrerá de 12 de junho a 13 de julho, em 12 cidades brasileiras. Os visitantes estrangeiros começarão a ser recebidos uma semana e meia antes de cada jogo.

 

Editor: Helena Martins

Família Marinho, dona das Organizações Globo, é a mais rica do Brasil; Veja lista

Via http://economia.terra.com.br

A revista Forbes divulgou uma lista com as 15 famílias mais ricas do Brasil. De acordo com a revista, a família Marinho, detentora das Organizações Globo, é a mais rica do País, com uma fortuna estimada em US$ 28,9 bilhões – divididos entre os irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho.

Segundo a revista, no primeiro ranking de bilionários, publicado em 1987, apenas três brasileiros foram relacionados: Sebastião Camargo (Camargo Correa), Antonio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim) e Roberto Marinho (Organizações Globo). Atualmente 65 brasileiros fazem parte da lista.De acordo com a revista, as 15 famílias mais ricas do Brasil possuem cerca de US$ 122 bilhões, o equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas) do País.

A revista ressalta que ter nascido em famílias com grandes fortunas é a melhor maneira de alcançar status bilionários no País. Isso porque, dos 65 bilionários brasileiros no ranking da Forbes, 25 são parentes de sangue, com oito famílias possuindo membros na mais recente classificação.

Confira as 15 famílias mais ricas do País, segundo a Forbes:

FAMÍLIA FONTE DA RENDA VALOR
Marinho Organizações Globo US$ 28,9 bilhões
Safra Banco Safra US$ 20,1 bilhões
Ermírio de Moraes Grupo Votorantim US$ 15,4 bilhões
Moreira Salles Setor bancário US$ 12,4 bilhões
Camargo Camargo Correa US$ 8 bilhões
Villela Setor Bancário US$ 5 bilhões
Maggi Soja US$ 4,9 bilhões
Aguiar Setor Bancário US$ 4,5 bilhões
Batista Carne bovina US$ 4,3 bilhões
Odebrecht Diversificada US$ 3,9 bilhões
Civita Grupo Abril US$ 3,3 bilhões
Setúbal Banco Itaú US$ 3,3 bilhões
Igel Gás e petroquímicos US$ 3,2 bilhões
Marcondes Penido Estradas US$ 2,8 bilhões
Feffer Grupo Suzano US$ 2,3 bilhões

Maracanaú no ranking das cidades desenvolvidas do País, aponta estudo

MARACANAU-CE

Estudo da consultoria Urban Systems aponta Maracanaú como a quinta cidade do País e a primeira do Nordeste, em desenvolvimento social. O trabalho mostra as melhores cidades brasileiras para os negócios, apresentando os rankings de desenvolvimento social, de infraestrutura, de capital humano e de desenvolvimento econômico.

Na área social, o Município de Maracanaú ficou atrás apenas de Rio das Ostras (RJ) e de três outras cidades mineiras: Conselheiro Lafaiete, Ibirité e Divinópolis. E obteve posição de evidência em desenvolvimento econômico no Brasil, sendo a primeira do Ceará, inclusive à frente da capital Fortaleza. Foi ainda a terceira melhor do Nordeste e a 17ª do País. Conquistou ainda o segundo lugar em infraestrutura no Ceará, ocupando a respeitável oitava posição no Nordeste e 27ª do País.

O levantamento da Urban System, publicada pela revista Exame, apresenta Maracanaú como a segunda melhor cidade para negócios no Ceará, a 14ª do Nordeste e a 144ª do País. O estudo, denominado Índice de Qualidade Mercadológica (IGM), analisou os 293 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, que respondem por 71% do Produto Interno Bruto (PIB).

Uma espécie de grupo de elite responsável pelas riquezas geradas pelo Brasil. Além da força para receber negócios, a pesquisa apresentou os rankings de desenvolvimento social, infraestrutura, capital humano e desenvolvimento econômico.

Reconhecimento

O prefeito Firmo Camurça diz que Maracanaú é referência em desenvolvimento social, econômico, de infraestrutura e negócios no Brasil e destaca outras premiações que o Município vem recebendo. “É o reconhecimento do trabalho que vimos fazendo nos últimos anos e mostra que estamos no caminho certo”, comenta.  

Segundo ele o município sedia o maior polo industrial do Estado e vem trabalhando na revitalização e em ações que ajudam a melhorar o trabalho do setor produtivo e a qualidade de vida.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Maracanaú, Antônio Filho, o crescimento da economia maracanauense puxou o desenvolvimento social. “Em 2011, o PIB do comércio superou o da indústria e com a atração de novos investimentos a oferta de empregos cresceu muito”, diz, observando que a Prefeitura pede às empresas que se instalam em Maracanaú que 80% da mão de obra utilizada seja do Município. Em paralelo, trabalha-se muito na qualificação em parceria com entidades e institutos especializados como o Senai e o Instituto Federal Educação do Ceará (IFCE).

A secretária de Assistência Social, Glauciane de Oliveira, reforça que são várias ações integradas nas áreas de saúde, educação e trabalho que fizeram o Município se destacar. “Tivemos um grande impulso na parte de segurança alimentar com a implantação e consolidação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e nos serviços e programas para erradicar a pobreza, melhorar a qualidade de vida da população e reduzir as desigualdades sociais.

O prefeito Firmo Camurça cita que o projeto Rede de Segurança Alimentar e Nutricional obteve o terceiro lugar no Brasil, na quinta edição dos Objetivos do Milênio. A escola José Dantas Sobrinho, alcançou o segundo lugar no País em educação inclusiva. Comenta também que o Hospital da Mulher de Maracanaú foi escolhido, pelo Congresso Nacional, para receber o prêmio Dr. Pinotti – Hospital Amigo da Mulher, como referência pelo trabalho (parto humanizado)

 

NÚMEROS 

3ª melhor cidade do Nordeste em desenvolvimento econômico 

2ª melhor cidade para negócios no Ceará

(O Povo)

Restaurantes Coco Bambu, de frutos do mar, cresce contra a maré

São Paulo – Após alguns minutos de espera, a empresária paulista Cristina Corazza, de 62 anos, consegue uma mesa para quatro pessoas no 3o andar de um restaurante na região do Itaim Bibi, na cidade de São Paulo. Para fugir do movimento dos fins de semana, ela escolhe uma quarta-feira para apresentar à nora, Patrícia Farhat, relações-públicas de 34 anos, uma de suas novas descobertas.

“É um lugar onde os pratos com peixes e mariscos são fartos; e os preços, relativamente acessíveis”, diz. Acomodadas próximas ao terraço, as duas dividem uma porção de camarão com molho branco, batata palha e temperos nordestinos. Cada prato do cardápio custa, em média, 120 reais e serve de três a quatro pessoas.

Para garantir elogios como o de Cristina, o engenheiro Afrânio Barreira, de 56 anos, e sua mulher, Daniela, de 47, fundadores da rede­ de restaurantes Coco Bambu, criaram uma estratégia de gestão que, em certos aspectos, foge das formas mais usadas para ganhar escala.

A rede especializada em frutos do mar, nascida em Fortaleza, no Ceará, tem 13 unidades em seis estados, e em 2013 faturou 200 milhões de reais — 40% mais do que no ano anterior. Em vez de uma administração centralizada, as lojas funcionam como empresas autônomas — cada uma com três sócios gestores, que dedicam 100% de seu tempo à gestão.

“Em cadeias de restaurantes é comum que haja queda na qualidade porque o dono nunca está presente”, diz Barreira, que, além de ser sócio de todas as unidades, promove auditorias mensais e cuida das finanças.

Na unidade do Itaim Bibi, o dia a dia é tocado pelo advogado Ronald Aguiar, de 29 anos, mais dois sócios. Desde as 8 horas da manhã, quando os primeiros funcionários chegam, até a meia-noite, quando a loja se prepara para fechar, um deles sempre está presente. “Desde o controle do desperdício na cozinha e o fechamento dos caixas até o recebimento das mercadorias, dividimos todas as responsabilidades”, afirma Aguiar.

Outro exemplo que foge às regras mais comuns de uma rede é a maneira de comprar os insumos. Em vez de fazer compras em conjunto, que poderia viabilizar um bom desconto, cada loja faz negociações independentes com fornecedores diversos.

“Se fizéssemos de outro jeito, teríamos de gastar com centros de distribuição e logística”, diz Barreira. “Além disso, grande parte das matérias-primas precisa chegar fresca ao restaurante.”

O cardápio também reflete uma escolha diferente do que recomendam alguns manuais de gestão. Em tese, menus mais enxutos ajudam a padronizar os pratos e a concentrar a produção em alguns poucos ingredientes. Na Coco Bambu, há mais de 150 opções, entre massas, peixes e outras carnes.

“A ideia é atrair públicos variados para lotar todas as mesas”, afirma Daniela Barreira, responsável pela criação das receitas. “A fila na entrada é nosso termômetro.” As lojas têm de 500 a 1 000 lugares e ficam localizadas em áreas centrais de cidades como Goiânia, Brasília e Salvador.
Foi Daniela quem incentivou Barreira, até então dono de uma construtora, a investir em restaurantes.

Nos anos 80, o casal montou uma lanchonete especializada em pastéis. O negócio deu certo. Em 1999, foi inaugurada a primeira unidade da Coco Bambu, em Fortaleza. “A cidade estava despontando como polo econômico do Nordeste, mas faltava um ambiente cosmopolita, com atendimento descontraído, decoração caprichada e grandes porções para ser compartilhadas em grupo”, afirma Daniela.

A primeira loja fora do Ceará foi aberta em Salvador em 2005. “Na ocasião, convidei amigos empreendedores para assumir a operação junto comigo”, diz Barreira. Funcionou.

A Coco Bambu está inserida numa categoria de restaurantes que tem crescido 25% ao ano no país desde 2010 (o dobro da média do setor) — o casual dining. O conceito, criado nos Estados Unidos na década de 60, refere-se a uma zona intermediária entre o fast- food das lanchonetes e a gastronomia mais elaborada.

No Brasil, o exemplo mais conhecido é o Outback (que, aliás, também só trabalha com lojas próprias e sócios locais). A rede americana, com inspiração na cozinha da Austrália, chegou em 1997 e tem hoje no Brasil nove de suas dez lojas com maior faturamento no mundo.

“É um modelo em que os sócios cuidam de cada detalhe numa operação geralmente complexa e só deixam o restaurante depois que sai o último freguês”, diz Sérgio Molinari, diretor da consultoria em varejo GS&MD.

Até o fim deste ano, a Coco Bambu deverá passar das atuais 13 unidades para 17 em sete estados. Para 2015, o plano é mais ambicioso — exportar o tempero e a gestão brasileira com a abertura de uma loja em Miami, nos Estados Unidos. “Em 2016, a meta é faturar 500 milhões de reais”, diz Barreira. 

(Rita Azevedo, PME)

FAO instala escritório regional no Nordeste, em Campina Grande

Campina Grande/Paraíba

Brasília – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) instala hoje (28) em Campina Grande (PB), na sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), o segundo escritório regional no Brasil. A Unidade de Coordenação de Projetos da FAO apoiará projetos regionais para fortalecer a agricultura familiar, o combate à desertificação, ações de recuperação da degradação da terra, a diminuição dos efeitos da seca, a produção de alimentos e o incentivo à fome.

A primeira unidade regional da FAO no Brasil foi instalado ano passado no Paraná, com escritórios em Curitiba e Foz do Iguaçu e ações nos três estados da Região Sul.

O acordo de cooperação será assinado hoje em celebração aos dez anos do Insa, instituto ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, criado com o objetivo de desenvolver ações de pesquisa, formação, difusão e formulação de políticas para a convivência sustentável do Semiárido brasileiro a partir das potencialidades socioeconômicas e ambientais da região.

Na programação do Insa também estão o lançamento da primeira fase do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro e comemorações ao Dia Nacional da Caatinga.

Em dois módulos de consulta, o sistema reúne e disponibiliza dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido e será usado para divulgar experiências e estudos como forma de gerar conhecimentos nos campos da ciência, tecnologia e inovação. O módulo básico é direcionado a gestores de políticas públicas, organizações sociais e sociedade em geral; já o módulo avançado tem como público equipes técnicas de órgãos gestores, pesquisadores e professores de universidades.

Os dados disponibilizados são provenientes de várias instituições parceiras, como a Agência Nacional de Águas (ANA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis).

O Semiárido brasileiro se estende por oito estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e pelo norte de Minas Gerais.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

North Shopping Fortaleza será ampliado

North Shopping Fortaleza

O Grupo North Empreendimentos e a Ancar Ivanhoe Shopping Centers, sócios de cinco dos principais shopping centers do Ceará, comemoraram no sábado o sucesso da expansão do North Shopping Maracanaú, em andamento, e cuja primeira fase será entregue até o início de julho. Em entrevista ao O POVO os executivos das empresas anunciaram a revitalização e ampliação do North Shopping Fortaleza a partir do primeiro semestre do próximo ano.

O Nortão, como é carinhosamente chamado, tem 23 anos de existência e recebe cerca de três milhões de pessoas por mês e quase 40 milhões por ano. Dos cinco shopping centers da sociedade, o North Shopping é o que tem maior volume de vendas. “É um shopping onde todo dia é sábado e todo sábado é Natal”, comenta o empreendedor Sérgio Gomes, ressaltando que estão em estudo os projetos e pesquisas, junto aos consumidores, para ver o que pode ser agregado em termos de lojas e serviços. “É um shopping maduro que será totalmente revitalizado”, completa Gomes, adiantando que o investimento será de mais de R$ 100 milhões.

O diretor executivo (CEO da sigla inglesa de Chief Executive Officer) da Ancar Ivanhoe Shopping Centers, Evandro Férrer, diz que o Nortão é um shopping querido, que o consumidor já tem o hábito de frequentar. “Cabe a nós fazer sempre a manutenção, o respeito e o conforto para que ele não encontre motivo de ir para outro lugar”, afirma, considerando que a concorrência faz parte e não preocupa. A previsão é que até o final deste ano o Grupo JCPM – Participações e Empreendimentos inicie a construção do shopping RioMar Norte, no bairro Presidente Kennedy, bem próximo ao North Shopping.

Maracanaú

A entrega da primeira fase da expansão do North Shopping Maracanaú ocorre até o início de julho. Inclui basicamente a nova praça de alimentação revitalizada, com novo mobiliário e ampliada com lojas do Bob´s, Spoleto, Subway e o parque de diversão para crianças revitalizado. Além das Casas Bahia, Le Biscuit e uma nova loja do Magazine Luiza. As próximas entregas ocorrerão em outubro e novembro, finalizando em abril de 2015. 

Segundo o superintendente do North Maracanaú, Gustavo Maciel Lima, conta que o centro de compras tem grande comercialização tendo fechado 2013 com R$ 158 milhões em vendas. “A expectativa é que este ano, com a expansão, chegue próximo aos R$ 200 milhões”, completa.

O diretor de expansão da Riachuelo, Marcos Tadeu, fala sobre a loja que será aberta em Maracanaú no final do ano. “O mercado é excelente e já estava no nosso radar. Estávamos esperando a oportunidade. Explica que a loja terá 1.400 m2 e vai gerar em torno de 50 ou 60 empregos diretos.

O gerente de expansão da Rabelo, Clarindo Castelo Branco, também comemora a expansão do shopping de Maracanaú. “A gente está lá há três anos e a expansão com certeza vai ajudar a melhorar os negócios e a vender mais”, diz, ressaltando que também comemora o sucesso do parceiro.

(Artumira Dutra, O Povo Online)

Apple cobra 57 vezes mais que o devido, diz Samsung

San Francisco – A Samsung Electronics Co. diz que as reclamações da Apple Inc. por violação de patentes por US$ 2,19 bilhões são 57 vezes mais altas do que a fabricante do Galaxy deveria pagar caso um júri considere que infringiu a tecnologia de smartphones.

Ontem, a Samsung recorreu a uma professora da escola de administração da Universidade de Yale para apresentar seu ponto de vista perante um júri federal em San Jose, Califórnia, segundo o qual, se tiver que pagar, a soma deveria ser de até US$ 0,35 por telefone: uma dura comparação com a exigência da Apple de mais de US$ 40 por telefone.

A empresa com sede em Suwon, Coreia do Sul, também iniciou seu próprio processo ontem, acusando a Apple, com sede em Cupertino, Califórnia, de violar duas das suas patentes.

O testemunho da professora Judith Chevalier partiu de um argumento do advogado da Samsung apresentado no princípio do processo, segundo o qual a cifra multibilionária da Apple é uma “exageração grosseira” e um “insulto” à inteligência dos jurados. Conforme a Samsung, os danos à Apple estão inflados, pois as cinco funções de smartphones patenteadas em questão são de valor marginal.

O segundo julgamento nos EUA entre as duas maiores fabricantes de smartphones do mundo segue a batalhas legais em quatro continentes para dominar um mercado cotado em US$ 338,2 bilhões no ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Proporção da receita

A Samsung teve 31 por cento da receita da indústria, comparados com 15 por cento para Apple, cuja participação no mercado diminuiu à medida que a interface da tela de toque se popularizou e a Samsung, a LG Electronics Inc. e o Lenovo Group Ltd. apresentaram alternativas de custos menores.

Chevalier, professora de economia e finanças na Escola de Administração de Yale, foi chamada pela Samsung para contestar um relatório feito para a Apple por Christopher Vellturo, consultor treinado no MIT com sede em Boston.

Vellturo disse que os US$ 2,19 bilhões solicitados pela fabricante do iPhone representam dois tipos de danos: lucros perdidos e royalties razoáveis que a empresa deveria ter ganhado com mais de 37 milhões de produtos em violação das patentes vendidos pela Samsung entre agosto de 2011 e dezembro de 2013.

Conforme a lei sobre patentes, para calcular os danos, pede-se às empresas que recriem uma negociação “hipotética” de licenças, segundo Brian Love, professor de Direito na Universidade de Santa Clara. As estimações de danos de Vellturo assumem que a Samsung “capitularia” e “cederia” às exigências de royalties da Apple, disse Chevalier.

Ela argumentou que as patentes da Apple em questão no caso possuem um valor tão marginal que a empresa não perdeu lucros pela violação da Samsung.

“Minha análise compensa a Apple mediante royalties razoáveis e sem lucros perdidos”, disse Chevalier aos jurados. “Quando a Samsung vende um telefone, é possível que a Apple esteja perdendo. Mas isso não é o mesmo que dizer que a Apple perde vendas porque a Samsung viola as patentes da Apple”.

A Apple afirma que dez produtos da Samsung, incluindo o Galaxy S3, violam cinco patentes que abrangem uma série de designs de interface de usuário para o software iOS com que funcionam o iPhone e o iPad, incluindo funções como a de arrastar para desbloquear, correções ortográficas automáticas e a possibilidade de que um usuário faça uma ligação clicando em um número de telefone dentro de um site ou um e-mail em vez de ter que marcá-lo separadamente.

Produtos da Apple

A Samsung alega que oito produtos da Apple, incluindo o iPhone 5 e versões do iPad e do iPod, violam duas das suas patentes.

Uma reclamação é que o FaceTime, o serviço de chat com vídeo da Apple, viola uma patente que cobre a tecnologia para comprimir dados de vídeos, de forma tal que estes possam ser enviados por uma rede de telefonia celular.

A outra patente em questão no processo, adquirida pela Samsung da Hitachi Ltd., do Japão, em 2011, abrange funções ligadas à recuperação, classificação e organização de imagens digitais.

A Samsung perdeu 0,4 por cento para fechar a 1.375 won sul-coreanos em Seul. O índice de referência Kospi ganhou 0,3 por cento.

(Via Joel Rosenblatt, da )

Brasil ganha três novos shoppings por mês em 2013, segundo Ibope

O Brasil inaugurou 36 novos shoppings em 2013, em média três por mês, e deve ganhar 103 novos até 2017. Os dados são do Cadastro de Shopping 2014, ferramenta do Ibope Inteligência que reúne informações sobre o setor no país.

De acordo com os dados do levantamento, o país fechou o ano passado com 459 shoppings abertos. A maioria deles está no Sudeste (244), que possui 56% do total do mercado. Em seguida, estão a Região Sul (82), Nordeste (65), Norte (22) e Centro-Oeste (46).

O maior aumento ocorreu no Norte e Centro-Oeste. Foram respectivamente 20% e 15% de crescimento em relação a 2012, com três inaugurações cada.

Até 2017, devem ser inaugurados 107 novos shoppings: 44 no Sudeste, 24 no Nordeste, 16 no Sul, 11 no Norte e oito na Região Centro-Oeste.

Cidades menores
O Ibope também mostra que os municípios com até 500 mil habitantes têm sido o foco dos empreendimentos, uma tendência dos anos anteriores.

Dos 36 inaugurados no ano passado, 42% estão nessas cidades. Para 2014, a previsão é que 73% das inaugurações sejam em municípios desse porte, ultrapassando as cidades grandes.

Boa Vista, capital de Roraima, com uma população estimada em pouco mais de 300 mil habitantes, é a única capital que ainda não possui shopping. Dois estão em construção, previstos para serem inaugurados neste ano, segundo o Ibope.

O Ibope Inteligência considera shoppings os empreendimentos com mais de 4.000 m2 de área de varejo, predominantemente locados e com administração centralizada.

(g1)

São Paulo e Brasília disputam o posto de cidade mais cara do Brasil

São Paulo e Brasília disputam o posto de cidade mais cara do Brasil. Comparando o custo de vida com o restante do País, a capital paulista tem preços 9% maiores que a média nacional. Já na capital nacional os preços são 15% superiores.

Os cálculos são parte de um estudo do BC (Banco Central), que projeta que serão necessários 25 anos para a região metropolitana de São Paulo recuar para o preço médio verificado no País.

O Nordeste, em contraponto, tem o menor custo de vida, 14% inferior ao da média nacional. No entanto, essa diferença começa a diminuir.

Com o avanço econômico da região Nordeste nos últimos anos e a maior demanda por produtos e serviços, os preços desses itens passaram a subir, mas o processo ainda é lento: serão necessários 89 anos para que a região atinja o custo de vida médio do Brasil.

No Norte, esse prazo de convergência é ainda maior, e chega a 119 anos. O estudo do BC destaca ainda que, das cinco grandes regiões brasileiras, três estão ficando mais caras (Norte, Nordeste e Sul), uma está ficando mais barata (Sudeste) e uma está estável (Centro-Oeste), sem perspectiva de cair para a média nacional.

Para economistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, os dados do Banco Central evidenciam, além das diferenças regionais de níveis de preço, que as desigualdades brasileiras persistem.

A despeito de avanços, sobretudo depois da expansão do grupo que se convencionou chamar de nova classe média, e de programas de distribuição de renda, as regiões onde são verificados os menores custos de vida ainda estão associadas com os menores salários e os piores níveis de bem estar social, com exceção do Sul.

“Essa diferença de preços se explica pelas diferenças históricas e pelo mercado de trabalho regional”, afirma Vagner Alves, economista da gestora de recursos Franklin Templeton.

— No caso de São Paulo, o custo da mão de obra é o que puxa os níveis de preço, assim como em Brasília.

Disparidade

Segundo a pesquisa, o maior nível de qualidade de vida está no Sul. Para Alves, isso se explica porque a região tem patamar de preços 4% menor que a média nacional e, ao mesmo tempo, baixa taxa de desemprego.

“Consequentemente, o Sul também detém uma das rendas mais elevadas”, observa o economista Alves.

— Se comparar São Paulo com Porto Alegre, não há diferença no preço de serviços; essa disparidade pode ser observada, no entanto, nos preços de bens e nos preços administrados, segmentos nos quais a inflação paulista é maior.

O Norte e o Nordeste, em contraponto, têm os menores níveis de bem estar, mas se aproximam gradualmente das outras áreas do País.

Para Fábio Bentes, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio), houve um processo entre 2003 e 2012 no qual o custo de vida mais baixo ajudou a impulsionar a renda e o poder aquisitivo.

Na visão de Bentes, porém, esse processo perdeu força a partir de 2013, por causa da inflação.

— Nas regiões mais pobres, a pressão maior vem dos preços dos alimentos.

Tabelas

Sérgio de Souza Carvalho Júnior, diretor do Grupo 5 sec Brasil, explica que a rede de franquias de lavanderias trabalha com quatro tabelas diferentes para que os preços se adéquem à realidade local.

— Em Alagoas, o pessoal trabalha com tabela zero, a mais barata. Isso porque a concorrência lá ainda é contra a lavadeira de rio. A gente tem de estar antenado para respeitar as necessidades de cada microrregião. Dentro da Grande São Paulo, eu tenho cinco grupos de lojas e o pessoal trabalha nas tabelas 1, 2 e 3.

Segundo ele, a diferença de preços entre uma tabela e outra é de 12% a 15%.

— Varia de acordo com o poder aquisitivo da população de cada cidade e local.

Na opinião de André Braz, economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas),”a política de salário mínimo fez com que o consumidor, sobretudo em regiões pobres como Norte e Nordeste, incorporasse hábitos no cotidiano que passaram a estimular a inflação.

— A gente observa, quando faz os indicadores de preço, que os custos são maiores em regiões como Sudeste e Centro-Oeste, mas os índices não mostram tão claramente, como faz essa pesquisa do Banco Central, as diferenças regionais de preço.

Carestia

Um levantamento informal feito pela reportagem sobre o custo da alimentação nas proximidades de prédios do Banco Central, em diferentes regiões, ilustra os dados da pesquisa da própria entidade.

Nas proximidades da sede do BC, em Brasília, o preço do prato feito, por exemplo, que é um produto comum em todas as regiões brasileiras, é de R$ 12, o mais elevado entre as cidades observadas. Entre o ano passado e 2014, o preço desse prato foi reajustado em 20%.

Já em Recife, o custo do prato feito — conhecido em várias regiões como PF — foi reajustado em 28,57% entre um ano e outro, mas, mesmo assim, na cidade ele sai por R$ 9.

Foto: Eduardo Enomoto/R7Fonte: Estadão ConteúdoPostador: Edson Gilmar