
Os consultores Paulo Gaudenzi e Raimundo Peres elaboraram o Plano de Fortalecimento do Produto Turístico de Fortaleza (PFTF), a pedido da Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor). A ideia era oferecer subsídios para a cidade tornar-se apta a receber visitantes com melhor qualificação, tendo em vista, em especial, o crescimento acelerado do turismo de negócios e eventos.
Dois anos se passaram e apenas a primeira etapa do projeto, denominada Fortaleza Capital dos Eventos, foi concluída, com a vinda ao destino de grupos de decision makers (tomadores de decisões) para conhecerem a estrutura da cidade e os equipamentos disponíveis para a realização de eventos. Posteriormente, seriam implementadas as etapas denominadas congressuais ou meeting rooms e de feiras e exposições.
O cenário atual mostra que Fortaleza cresceu no segmento de turismo de eventos. Mas, o turismo de lazer e entretenimento enfrenta estagnação. Os especialistas alertam: Fortaleza pode se transformar numa cidade dormitório para o turismo, levando em conta a carência de opções culturais recreativas para os visitantes, relegados aos roteiros de praia e sol, a maioria deles, inclusive, fora da cidade. Eles destacam que o crescimento do turismo tem que ser atrelado ao planejamento prévio, aliando os diversos segmentos da atividade.
Para Raimundo Peres, em que pese melhorias efetivadas, o atendimento em hotéis, bares e restaurantes de Fortaleza continua precário, a oferta de serviços tecnológicos ainda não é a ideal e a mobilidade urbana só tem piorado na cidade. Paulo Gaudenzi reforça: “Além desses gargalos, faltam diferenciais para a Capital. Não estão sendo oferecidas opções de roteiros que priorizem cultura e história”. E completa: “Praia e sol quase todo o Brasil tem e não representam diferencial”.
Gaudenzi sugere reembalar o produto “Capital cearense”, com a criação de apelos turísticos diferenciadores, a exemplo de polos e roteiros de visita que realcem a história e a cultura locais, bem como a arquitetura, a gastronomia e personalidades históricas do lugar. Ele cita José de Alencar e os caminhos de Iracema.
História esquecida

“Por que deixar o turista gastar seu dinheiro fora da cidade e usar Fortaleza apenas como dormitório, se ele pode gastar aqui mesmo, desde que lhe sejam oferecidas boas opções de lazer e entretenimento, além de praia e sol?”, indaga o consultor. Ele entende que Fortaleza deu as costas para a sua história. E enumera equipamentos históricos da Capital que poderiam ser agregados em um roteiro cultural agradável para os visitantes, a exemplo do Passeio Público e da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Além disso, destaca o potencial turístico das barras dos rios Cocó e Ceará e sugere “uma identidade” para a Capital cearense.
Mais afeito ao segmento de turismo de eventos, Raimundo Peres reconhece que o Centro de Eventos do Ceará (CEC) alavancou o turismo de negócios e eventos na Capital. Mas, adverte que o equipamento deve funcionar como um regulador do fluxo de visitantes, priorizando grandes programações, como feiras e congressos, e deixando as de menor porte para os espaços oferecidos pela hotelaria, que iria atuar com essas demandas.
Peres reforça a importância de o destino investir em eventos corporativos, que agregam valor à cidade, além de trazerem elevado retorno financeiro para toda a cadeia produtiva. “Os outros segmentos de turismo agregariam valor ao produto final, no caso Fortaleza”, diz. Ele crê na retomada do PFTF, com a efetiva preparação de Capital para atingir o segmento de mercado turístico mais rico e representativo, além de gerar e qualificar a demanda. O consultor sugere a atração de eventos coerentes com a produção e necessidades locais, que viabilizem ganhos para a economia e não apenas para os promotores.
Raimundo Peres e Paulo Gaudenzi foram duas das personalidades do segmento de turismo que proferiram palestras durante o 43º Congresso Nacional do Skal Internacional, realizado no período de 15 a 19 deste mês, em Fortaleza e Beberibe. O evento visou apresentar os diferenciais do Ceará para os diversos segmentos de turismo, em especial de negócios.
Peres é diretor da empresa Conemar Consultoria & Marketing Ltda. e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo (Abevt), enquanto Gaudenzi é consultor e, também, acadêmico da Abevt. Por quase 20 anos, ele comandou o turismo na Bahia.
(Diário do Nordeste)

A tão prometida oficialização do Parque do Cocó pelo Governo do Estado é tida como “emergencialmente necessária” por ambientalistas locais. A medida resultaria na criação de um comitê gestor e elaboração de um plano de manejo para a área, preservando os ecossistemas lá existentes e potencializando ações de educação ambiental, pesquisa científica e recuperação de pontos degradados.
Professor do Departamento de Geografia da UFC, Jeovah Meireles defende a criação de uma cadeia de área verde formada pelo Cocó, dunas de Sabiaguaba, reserva de Pacoti etc, intercortada por outros corredores ecológicos.
Ele é favorável à demarcação oficial do parque por considerar o espaço essencial à vida em Fortaleza. “Sem o Cocó, Fortaleza seria uma cidade insustentável. Seria o cenário do colapso ambiental, do colapso das brisas e de climas mais amenos. Seria o cenário de uma desestruturação urbanística e ambiental sem dimensões.
A regulamentação do parque significaria implementar uma gestão mais eficaz do espaço. Com a restauração de ecossistemas hoje comprometidos, até o clima na Capital poderia ficar mais ameno.
Especialista em geografia urbana e membro do Observatório das Metrópoles, José Borzacchiello da Silva elogia o teor da ação do MPF e reforça o argumento de Meireles pela urgência da demarcação da área. “O Parque do Cocó está em permanente perigo. Feliz da cidade que pode contar com um parque que apresenta condições excepcionais de localização e uma paisagem de beleza estonteante. Um hiato que ameniza e melhora a qualidade de vida.”
(Bruno de Castro, O Povo Online)

Localizada a cerca de 300 km de Fortaleza, a capital do Ceará, vila cearense está entre as 10 praias mais belas do mundo, segundo revista americana
Uma terra em que o sol jamais deixa a desejar e se põe em cima do mar. Assim é Jericoacoara ou “Jeri”, para os íntimos. Localizada a cerca de 300 km de Fortaleza, Ceará, a pacífica vila de pescadores é um santuário ecológico. Não dá para acreditar que centenas de jegues vivem livres pelas areias e convivem com turistas e diversos outros animais. É o lugar certo para quem quer curtir o “verão” em qualquer época. Localizada, aproximadamente, 3 graus abaixo da linha do Equador, Jeri conta com 320 dias de sol por ano.
Eleita em 1994 pelo Washington Post Magazine como uma das 10 praias mais belas do mundo, Jericoacoara, que se tornou Parque Nacional em 2002, tem dunas móveis, coqueirais, lagoas de águas cristalinas, manguezais, cavernas, e praias de enseada e de oceano. A paisagem mistura aspectos do sertão e da costa litorânea. Três dias bastam para se fazer os principais passeios em Jeri. O difícil é querer ir embora ou não repetir os passeios de lá.
Para visitar os lugares, é possível ir de buggy, quadriciclo, cavalo ou até mesmo contratar os serviços de charreteiros. A Duna do Pôr do Sol é um dos momentos mais esperados do dia em Jeri. Todos os visitantes sobem o morro de cerca de 30 metros para assistir ao mergulho do sol que cai no mar. Dá para fazer o passeio para as lagoas Azul e do Paraíso em um dia. Águas transparentes com várias tonalidades de azul e verde permitem que o banhista observe o fundo. Não dá para ir embora da vila sem conhecer a Nova Tatajuba, uma pequena vila de pescadores a 33 km de Jeri. O passeio de buggy é feito através das dunas e manguezais. Entre um passeio e outro, dá para conhecer a Pedra Furada, o cartão postal da Região Rochosa de Jericoacoara. Entre os dias 15 de julho e 15 de agosto, é possível observar um espetáculo à parte: o sol, ao se pôr, encaixa-se no buraco da pedra. Para quem gosta de esportes, Jeri também é o paraíso para a prática de kitesurf e windsurf. O vento sopra o ano inteiro, mas a melhor época é entre julho e janeiro.
O FLUMINENSE

Desde segunda-feira (20), a confusão em Moore é tão grande, que as autoridades chegaram a anunciar que havia 91 mortos. O número foi revisado para 24 vítimas. O mês de maio costuma ser marcado pela passagem dos tornados na região central dos Estados Unidos. Saiba como se formam fenômenos como este, que atingiu o estado de Oklahoma:
Vários elementos contribuíram para formação do tornado nos Estados Unidos. Um deles foi o choque de uma massa de ar frio e seco, que veio do Canadá, com uma massa de ar quente e úmido, que chegou do Golfo do México.
Elas se encontraram em uma área de planície, que não tem grandes obstáculos, e que fica entre os estados de Oklahoma, Kansas e Texas.
A região ficou muito instável e os ventos passaram a girar cada vez mais rápido e em diferentes altitudes.
Primeiro na horizontal, depois na vertical, formando um funil. Novos fenômenos como esse ainda podem atingir o meio-oeste americano, porque as condições do tempo vão continuar favoráveis e os Estados Unidos estão em plena temporada de tornados.
Via Portal G1
Via Meteorópole http://meteoropole.com.br/2011/11/como-se-formam-os-tornados/

Tornado ocorrido em 3 de maio de 1999, em Oklahoma. Foto de Daphne Zaras. Wikimedia Commons

Alameda dos Tornados (Tornado Alley): é a região em vermelho no mapa dos EUA. Essa região é onde ocorrem a maior parte dos tornados do mundo. O Estado americano do Kansas, onde nasceu Dorothy Gale (personagem fictícia de O Mágico de Oz) fica na alameda dos tornados. Fonte: Wikimedia Commons

Cisalhamento do vento. Fonte: adaptado de UCAR
Como a coluna de ar do tornado começa a girar ainda não é completamente compreendido pelos cientistas. Entretanto, já foi observado que a rotação começa a ocorrer quando temos cisalhamento do vento. Cisalhamento do vento é quando o vento sopra em diferentes velocidades em diferentes alturas. Por exemplo, o vento a 300m de altura sopra a uma velocidade de 8km/h e o vento a 1500m de altura sopra a uma velocidade de 40km/h, como vemos na ilustração ao lado.

Formação do funil de nuvem. Fonte: adaptado de UCAR
Se esta coluna de ar com cisalhamento encontrar uma corrente ascendente que forma nuvens (as termas, como vimos aqui), essa corrente ascendente ganha energia e acelera-se.

Fonte:adaptado de UCAR
A chuva e o granizo da tempestade fazem com que o funil atinja a superfície, fazendo com que o tornado atinja a superfície. Quando a nuvem não está carregada o suficiente, o funil do tornado pode não atingir o solo.

Tromba d’água no Pará em 11 de junho de 2008. Fonte: Lucas Luz/vc reporter – Terra
Bibliografia:
- Tornado. Wikipedia, a enciclopédia livre.
- Tornado Alley. Wikipedia, the free enciclopedia.
- Tornadoes in the United States. Wikipedia, the free enciclopedia
- Tornado (inglês). Wikipedia, the free enciclopedia.
- NCDC/NOAA. Tornadoes
- Wather.com. Tornados
- UCAR. Tornado
- UCAR. Tornado
Jornal Nacional/Rede Globo

Na pequena Nordestina, de apenas 12,4 mil habitantes, encravada no meio do sertão baiano, a mineradora belga Lipari se prepara para iniciar a exploração da primeira mina de diamantes extraídos diretamente da rocha (fonte primária do mineral) na América Latina.
A companhia, comandada pelo geólogo canadense Kenneth Johnson, já aplicou R$ 60 milhões na unidade e planeja aplicar mais R$ 30 milhões ao longo deste ano para acelerar as pesquisas e iniciar a comercialização do minério já no fim de 2014. O dinheiro que financiou toda essa operação saiu dos controladores da Lipari – a companhia Aftergut & Zonen, da Bélgica, e o fundo Favourite Company, de Hong Kong.
Ainda em fase de pesquisas, o geólogo que coordena o trabalho da Lipari no sertão baiano, Christian Schobbenhaus, afirmou ao Estado que estima em pouco mais de 2 milhões de quilates de diamante a capacidade total das minas em Nordestina, que fazem parte do projeto Braúna. Um quilate de diamante de rocha kimberlítica é negociado, hoje, a cerca de US$ 310.
O kimberlito é uma rocha rara, que forma o manto da terra. Chega à superfície após uma erupção vulcânica. Foi nessas explosões, ocorridas há bilhões de anos, que o kimberlito trouxe para próximo da superfície terrestre os diamantes.
Desde então, por meio da erosão natural do solo, os diamantes podem se soltar e chegar até aluviões de rios, onde são encontrados na maior parte das vezes.
Produção atual - O Brasil, até agora, tem “produzido” diamantes dessa forma, tendo produção anual de 47 mil quilates, estimada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), cerca de 0,04% de todo o diamante explorado no mundo. Agora, apenas a produção de Nordestina deve multiplicar por cinco a oferta nacional de diamantes, aumentando também o valor do minério, uma vez que não é oriundo de aluviões, mas de fonte primária – da própria rocha.
Há apenas 20 minas de kimberlito em atividade no mundo. O grupo de países do qual o Brasil vai fazer parte é pequeno: as minas estão no Canadá, em países no sudoeste africano e na Rússia. O bloco de rocha kimberlítica no qual está a pequena Nordestina pertence ao cráton (bloco de rocha com mais de 1 bilhão de anos) do São Francisco, que ficava junto ao cráton do Congo, na África, antes da separação dos blocos em continentes.
Profundidade - Em Nordestina, o diamante está a cerca de 3 quilômetros da superfície, e a pesquisa total da área só deve ser concluída no fim do ano. Dada a complexidade da operação – as máquinas que tiram os diamantes das rochas são importadas da África do Sul e operadas por técnicos qualificados em mineração de diamantes –, a comercialização do minério de Nordestina só deve começar no último trimestre do ano que vem, ganhando força a partir de 2015. A Lipari estima em sete anos a vida útil da mina na cidade.
Praticamente todo o diamante de Nordestina será exportado para Dubai, Bélgica, Israel e Canadá, onde o comércio do minério é concentrado e tradicional. Assim, a companhia aposta que, até 2015, quando a produção estará a todo vapor, a recuperação da economia mundial terá ficado mais consistente e, com isso, os preços do diamante devem aumentar, puxados por uma demanda mais firme.
“Para um geólogo, esta é uma oportunidade inacreditável. Estamos trabalhando na primeira mina de diamante oriundo diretamente do kimberlito de toda a história da América Latina”, disse Schobbenhaus, que mora em Nordestina desde 2010, quando as pesquisas se intensificaram.
O governo da Bahia deve licenciar a produção ainda neste ano, e o pedido de lavra feito pela Lipari ao DNPM também deve ser concedido. Segundo o diretor de fiscalização do departamento, Walter Lins Arcoverde, a mina da Lipari é “a confirmação de que o Brasil tem, de fato, a primeira mina de diamante oriundo de kimberlito na América Latina, e o segundo em todo o continente, atrás apenas do Canadá, que é um dos maiores produtores do mundo”. Até este ano, apenas Brasil, Guiana e Venezuela produziam diamantes na região, mas todos os minérios eram de fontes secundárias, isto é, de aluviões de rios.

Em menos de uma semana, um monumento milenar foi transformado em cascalho. Uma empresa no Belize utilizou escavadeiras para destruir uma pirâmide construída pelos maias há 2.300 anos e transformá-la em matéria-prima para a construção de estradas.
O Belize é um país da América Central que faz fronteira com o México e a Guatemala. Essa região viu florescer a cultura maia séculos antes dos europeus chegarem nas Américas. A pirâmide de Nohmul, no norte do país, era uma das mais altas de região, com cerca de 30 metros de altura.
Segundo a imprensa local, houve enorme indignação pública quando os arqueólogos do Instituto de Arqueologia de Belize descobriram a destruição. Segundo Jaime Awe, que chefia o instituto, as primeiras denúncias foram feitas na semana passada.
| “É um enorme sentimento de descrença na ignorância e falta de sensibilidade dessas pessoas, que vão usar isso para construir uma estrada”, disse Awe. “É como sentir um soco no estômago”. |
Em vistoria nesta terça-feira, os arqueólogos encontraram o monumento praticamente destruído, com apenas um pequeno pedaço da pirâmide de pé. A pirâmide fica em terras privadas, de controle de uma empresa de cana-de-açúcar, mas segundo o governo do país os artefatos arqueológicos são protegidos por lei e não poderiam ter sido destruídos.
De acordo com a CNN, o ministro de Recursos Naturais do Belize, Gaspar Vega, divulgou nota dizendo que o governo não teve responsabilidade na destruição. O Ministério do Turismo iniciou uma investigação do caso.
| “Monumentos culturais como Nohmul são artefatos sagrados na história de Belize e devem ser protegidos a todos os custos. Isso [a destruição da pirâmide] mostra desdém pelas nossas leis e políticas”. |
Segundo Awe, a destruição de pirâmide pode ser punida com dez anos de prisão pela lei do país.
Foto: Jaime Awe/AP

O secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, disse hoje (16) que a quantidade de carros-pipa destinados a combater a estiagem no Nordeste brasileiro pode passar dos atuais 4,9 mil para até 6 mil, mas pondera que é preciso organização das prefeituras no momento de relatar a necessidade de ajuda.
“O que a gente precisa é ter demanda. Às vezes, a informação que é repassada não confere com a realidade. Há falta de oferta de água? Não. O que, na verdade, precisa existir é uma demanda segura, para que a gente possa saber onde é que está precisando levar essa água”, explicou.
Viana ressaltou que o detalhamento das necessidades pelos gestores é importante para garantir a efetividade das demais ações implementadas pela pasta na região, como a oferta de milho para ração animal por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a implantação de cisternas.
“Todos esses programas estão sendo acompanhados e estão chegando à ponta. Essa rede de proteção que foi montada pelo governo nos dá a garantia de que estamos no caminho certo. Necessidade de ampliar e melhorar vai haver sempre, porque isso não é história que começou ontem. Temos um acúmulo histórico de problemas”, completou.
De acordo com o secretário, a presidenta Dilma Rousseff não definiu um período específico para que o pacote de combate à estiagem seja implantado. “Temos que compreender que há papéis nesse contexto – o da prefeitura, o do estado, o do governo federal e, sobretudo, o papel do cidadão. Se há pontualmente alguma área não atendida em um contexto de 10 milhões de pessoas afetadas, é preciso que a gente tome conhecimento disso de forma clara”.
(Agência Brasil)

Nesta quinta-feira, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera medida diariamente pelo Observatório Mauna Loa, no Havaí, ultrapassou a marca de 400 partes por milhão pela primeira vez desde o início das medições, em 1958. Segundo os pesquisadores, o valor é simbólico, pois nunca foi atingido durante toda a História da humanidade — pesquisas mostram que a última vez em que a concentração do gás na atmosfera chegou a um nível tão alto foi há mais de três milhões de anos.
O dióxido de carbono emitido para a atmosfera pela queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas é o principal gás do efeito estufa, contribuindo com grande parte do aquecimento global. Assim que é emitido, o gás se espalha pela atmosfera — onde permanece por milhares de anos —, aprisionando a radiação do Sol e impedindo que o calor seja dissipado do planeta. Desde que os cientistas começaram a acompanhar sua concentração na atmosfera, ela vem crescendo a taxas cada vez maiores. Antes da Revolução Industrial, no século 19, a concentração média de CO2 era de cerca de 280 partes por milhão.
Os primeiros dados obtidos pelo Observatório Mauna Loa, em 1958, mostravam que a concentração de CO2 já estava na faixa de 316 partes por milhão. A partir daí, o nível só aumentou. Durante os primeiros anos de medição, a concentração crescia a uma taxa de 0,7 partes por milhão por ano. Na última década, esse crescimento acelerou e chegou a 2,1 partes por milhão por ano.

Observações realizadas no Observatório pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos e pelo Instituto Scripps de Oceanografia durante as últimas semanas jámostravam que a marca estava para ser atingida. “Esse crescimento não é uma surpresa para os cientistas. Isso é uma evidência conclusiva de que o forte crescimento nas emissões globais de CO2 vindas da queima de carvão, pertróleo e gás natural está levando a essa aceleração”, diz Pieter Tans, pesquisador do Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.
Tanto a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos e o Instituto Scripps de Oceanografia, realizam mediçõe periódicas no Observatório Mauna Loa, localizado perto de um vulcão extinto no Havaí
Marco pré-histórico — Durante os últimos 800.000 anos, a concentração de CO2 na atmosfera ficou entre 180 partes por milhão — durante as eras glaciais — e 280 partes por milhão, nos períodos mais quentes. A taxa atual de crescimento na concentração do gás é mais de 100 vezes mais rápida do que o aumento que houve no final da última Era Glacial.
Os cientistas estimam que a última vez e que a concentração de CO2 chegou ao nível atual foi há mais de três milhões de anos, durante o Plioceno, época geológica em que as temperaturas na Terra eram cerca de três graus mais quentes do que hoje. “Não há como impedir que o dióxido de carbono ultrapasse a marca das 400 partes por milhão. Isso já aconteceu. Mas o que acontecer daqui para frente ainda vai influenciar no clima e pode ser controlado”, disse Ralph Keeling, pesquisador do Instituto Scripps de Oceanografia.
Limite — Os dados do IPCC ( o painel de mudanças climáticas da ONU) sugerem que a concentração de 450 ppm representa o limite a partir do qual o aquecimento ganharia uma dinâmica que poderia prejudicar a existência humana sobre o planeta. O ideal, ainda de acordo com o IPCC, seria manter a concentração abaixo de 450 ppm para evitar que a temperatura subisse acima dos 2 graus Celsius, limite capaz de provocar danos no ecossistema. Segundo estimativas do órgão, no pior cenário acabariam as geleiras do planeta.
É significativo o fato de a concentração de CO2 ter ultrapassado o limite de 400 ppm. Mas ainda é impossível precisar de forma definitiva quais serão os efeitos dessa concentração sobre o planeta.
Além disso, as medições do IPCC têm sido alvo de várias críticas. Como afirmou o climatologista inglês Nicholas Lewis em reportagem de VEJA, publicada em 8 de maio, que usou dados do próprio IPCC para prever o aumento da temperatura global até o ano 2100, não existe o risco de se concretizarem a maioria das previsões catastróficas que são propaladas pelos alarmistas, como a de que cidades à beira-mar vão ficar submersas.
(Veja Online)

São Paulo – No começo, parece um anúncio de refrigerante comum, com gente bonita e sorridente curtindo a bebida durante um dia ensolarado numa praia paradisíaca. Até que um, dois, três, quatro, um verdadeiro bando de pássaros despenca do céu. Todos mortos.
O vídeo feito por ambientalistas do Greenpeace Austrália imita um anúncio da Coca-Cola para responsabilizar as garrafas de plástico pela poluição dos mares, apontada pela ong como principal causa da morte de milhares de aves no país, que confundem detritos plásticos com alimento.
De acordo com o Greenpeace, 65% das aves são afetadas por esse tipo de poluição. “Quando eles engolem, seus pequenos estômagos se tornam tão cheio que eles são incapazes de ingerir qualquer alimento e literalmente morrem de fome”, diz o grupo.
Em março deste ano, a Coca-Cola ganhou na Justiça o direito de impedir uma política de reembolso de 10 centavos para incentivar a reciclagem na região Norte do país. Esse incentivo teria contribuído para dobrar as taxas de reciclagem no território e operado com sucesso no Sul da Austrália durante mais de 30 anos, diz a ong.
Em sua defesa, a Coca-Cola argumenta na mídia local que o esquema foi um fracasso, com aumento de apenas 33% da taxa de reciclagem, e que o método de reembolso é o mais caro e ineficiente para tal finalidade.
(Exame Online)

FOTOS: IGUATU.NET/ ALEX SANTANA
A chuva que atingiu o município de Iguatu, a 384,1 km de Fortaleza, na madrugada desta quinta-feira, 9, provocou alagamentos e deixou carros submersos. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Iguatu registrou índice pluviométrico de 98 milímetros. No total, choveu em 105 municípios cearenses.
Após Iguatu, a cidade com maior intensidade de chuva foi em Ipaumirim, que teve um índice pluviométrico de 75 mm. Também choveu forte em Ibiapina (60 mm); Ubajara (57 mm); Acopiara (56 mm); Cedro (55,2 mm); Banabuiu (52 mm); Quixeramobim (51 mm); e Lavras da Mangabeira (50mm). Em Fortaleza, a média foi de 6,5 mm.
Segundo a Funceme, a chuva no centro-sul do Ceará, onde está localizado Iguatu, é provocada pela influência de um canal de umidade sobre o setor nordeste do Brasil. Ainda de acordo com a Fundação, a chuva está associada a um Sistema Convectivo de Mesoescala (aglomerado de nuvens do tipo cumulu nimbus).
(O Povo Online)

Cemitério do Bom Jardim
Os cemitérios públicos de Fortaleza não possuem licença ambiental, documento obrigatório pela resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), de abril de 2003.
Em abril último, O POVO mostrou o desconhecimento da Prefeitura sobre a situação das licenças. Levantamento da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), após envio de ofícios às Regionais, indica o descumprimento da legislação por parte dos cemitérios.
De acordo com a Seuma, o processo de regularização será iniciado com a visita de um técnico da equipe de licenciamento do órgão às Regionais II, III, IV, V e VI, que possuem cemitérios em seus territórios. A visita tem o objetivo de apontar a documentação necessária para a regularização, que deve ser entregue em um prazo de cinco dias úteis.
Após análise da documentação, serão realizadas vistorias para a verificação do potencial de poluição do solo dos cemitérios. As vistorias resultarão em um parecer técnico que poderá detectar conformidade com a legislação ou existência de irregularidades.
Caso os cemitérios da Parangaba, Bom Jardim, Messejana, Antônio Bezerra e Mucuripe apresentem situações que atendam aos padrões da legislação, as licenças ambientais obrigatórias poderão ser emitidas em processo que deve durar, em média, quatro meses. Se forem constatadas irregularidades, medidas de redução dos impactos ambientais serão cobradas para que as licenças sejam emitidas.
Dez anos depois
A resolução do Conama que fixa a necessidade de os cemitérios, horizontais ou verticais, se submeterem ao processo de licenciamento ambiental estipula o prazo de 180 dias, após a publicação (abril de 2003), para que os esquipamento busquem regularização no órgão responsável.
Dez anos depois, os cemitérios públicos de Fortaleza ainda iniciam esse processo, desconhecendo os impactos ambientais causados em seu entorno.
Legislação
A Resolução do Conama, indica que o descumprimento das disposições elencadas em seus artigos poderá implicar em sanções penais e administrativas, assim como multa e outras penalidades previstas em Termo de Ajustamento de Conduta e na legislação vigente.
A Resolução
também prevê que o órgão ambiental competente pode exigir a imediata reparação dos danos causados, assim como a mitigação dos riscos, a desocupação, isolamento e/ou recuperação da área do empreendimento.
(Samaisa dos Anjos, O Povo Online)
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Com 15 votos a favor, incluindo Espanha, França e Alemanha, 8 contra e 4 abstenções, o Comitê de Apelações da União Europeia decidiu restringir o uso de três pesticidas neonicotinoides: clotianidina, imidacloprid e tiametoxam.
Por não se obter maioria absoluta, a Comissão Europeia terá de aplicar as regras que vigorarão por dois anos a partir de 1º de dezembro de 2013, informou a União Europeia num comunicado de 29 de abril.
A ação da Comissão é uma resposta ao estudo apresentado pela Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (EFSA), que observou “riscos graves e elevados” para as abelhas que são expostas a certos pós utilizados em culturas de milho, cereais e girassol.
A ação limita a utilização dos três pesticidas no tratamento das sementes, na aplicação granulada no solo e no tratamento da folhagem das plantas que são de interesse para as abelhas.
O documento também afirma que os usos restantes estão disponíveis apenas para profissionais.
Após dois anos, a Comissão analisará a vida das abelhas, segundo relatórios científicos.
Entre os países que votaram a favor estão a Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Espanha, França, Chipre, Letônia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Eslovênia e Suécia, segundo a agência Ansa.
Países contrários foram a Itália, Reino Unido, Hungria, Áustria, Portugal, Romênia e Eslováquia; e os países que se abstiveram foram a Grécia, Lituânia, Irlanda e Finlândia.
(Epoch Times)

Geólogos brasileiros anunciaram nesta segunda-feira (6) que foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro, indícios de que estaria ali um pedaço de continente que submergiu durante a separação da África e da América do Sul, época em que surgiu o Oceano Atlântico.
De acordo com Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos minerais do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), há dois anos, durante um serviço de dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região do Elevação do Rio Grande — uma cordilheira marítima em águas brasileiras e internacionais — foram encontradas amostras de granito, rocha considerada continental.
Ele explica que, inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último mês, uma expedição com cientistas do Brasil e Japão, a bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a partir de uma análise, passou a considerar que a região pode conter um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões de anos.
“Pode ser a ‘Atlântida’ do Brasil. Estamos perto de ter certeza, mas precisamos fortalecer essa hipótese. A certificação final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou Ventura ao G1.
O diretor do CPRM não especificou a idade dessas rochas, no entanto, contou que os pedaços de crosta continental que foram encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica abaixo do nível das águas do mar.
De acordo com Ventura, o próximo passo será enviar ao governo brasileiro uma solicitação para que o país reclame a área, que está em águas internacionais, junto à Autoridade Internacional de Fundos Marítimos (ISBA, na sigla em inglês), organismo ligado à Organização das Nações Unidas, para que seja realizada no local prospecção de recursos minerais e estudos relacionados ao meio ambiente.
Rochas encontradas durante expedição geológica à Elevação do Rio Grande, na costa brasileira (Foto: Divulgação/CPRM)
Pesquisador segura rocha com minério de ferro encontrada durante dragagem feita no ano passado, na região da Elevação do Rio Grande, na costa brasileira (Foto: Divulgação/CPRM)
(Eduardo Carvalho, G1 SP)

Um novo tremor de terra atingiu o município de Sobral, Região Norte do Ceará, durante o último domingo (5). O tremor foi registrado pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/ UFRN). Segundo os especialistas, o tremor atingiu 2.1 graus de magnitude na escala Ritcher, que vai de 0 a 10.
De acordo com o registro, o tremor foi sentido com maior intensidade na localidade de Hilários, na divisa dos municípios de Meruoca e Alcântaras e correu às 4h20min (horário local).
De acordo com o LabiSis, o mais forte tremor registrado no Ceará foi em Sobral, em 2009, e atingiu 4.3 graus na escala Richter. Desde 2008, a atividade sísmica da região é monitorada pelo Laboratório Sismológico da UFRN.
(Portal CNews)

Árvore é única no mundo e concorre com criação de animais no nordeste, segundo especialistas. Mas pesquisas e investimentos para aumentar exportação procuram salvar a planta típica do nordeste do país.
Batizado pelo escritor brasileiro Euclides da Cunha (1866 – 1909) como a “árvore sagrada do Sertão”, o umbuzeiro corre risco de extinção na sua terra natal, o semi-árido brasileiro (nordeste). Devido a esse alerta feito por especialistas, organizações locais e nacionais trabalham para estimular a preservação e a exportação do umbu, uma planta que só cresce na caatinga, uma paisagem exclusivamente brasileira.
Extrair o fruto dessa planta única no planeta significa uma forma de sobrevivência para muitas comunidades nordestinas. “É uma das únicas fontes de renda para mais de 200 famílias” no âmbito de uma cooperativa no Estado nordestino da Bahia, exemplifica Avay Miranda, gestor de projetos da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Para aumentar a produção de umbu e de outros itens agrícolas típicos da biodiversidade brasileira, a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaça (Coopercuc) quer aumentar as exportações e incentivar negócios sustentáveis com esses produtos.
Em fevereiro deste ano, por exemplo, Apex e Coopercuc assinaram um convênio. A Apex deverá disponibilizar R$ 1 milhão para ações de incentivo aos negócios e exportações. O dinheiro será distribuído à Coopercuc, para cultivar umbu, e a outras cinco cooperativas que trabalham com produtos típicos da região, como castanha do Brasil e de Baru, babaçu e cajá.
A ideia da parceria entre a Apex e as cooperativas é agregar valor aos produtos brasileiros e gerar renda para as famílias beneficiadas, além de contribuir, por exemplo, na conservação do umbuzeiro, explica Miranda, da Apex-Brasil.
Preservação da espécie
O umbuzeiro é considerado uma árvore pequena, com cerca de seis metros de altura. Como não existem relatos sobre a existência da planta em outras regiões do planeta, conservá-la é uma das principais preocupações de quem trabalha com ela.
Na caatinga praticamente não existem novas plantas de umbuzeiro. As espécies encontradas têm mais de 100 anos de idade, segundo o biólogo José Alves, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasp), que estuda o umbuzeiro há oito anos. O pesquisador é taxativo: “O umbuzeiro é uma espécie ameaçada de extinção, embora oficialmente não seja considerada ameaçada pelo governo brasileiro”.
Para o autor do livro A Flora das Caatingas no Rio São Francisco, recém-publicado, o principal problema que ameaça a espécie é a criação inadequada de bodes, cabras e ovelhas no nordeste – região que, segundo o professor, detém o maior rebanho do Brasil. Como muitos animais são criados soltos na caatinga, comem as plantas recém-germinadas – o que faz com que as espécies mais jovens desapareçam.
José Alves aponta que, para evitar a extinção do umbuzeiro, os animais precisam ser mantidos em ambientes mais confinados. O pesquisador ainda alerta que, se as comunidades não mudarem a forma de criação de ovinos e caprinos, o trabalho da Coopercuc, de preservação do umbuzeiro, corre um sério risco: “Do contrário, teremos de escolher se vamos querer comer carne de bode ou provar umbu”, adverte o professor.
Geleia brasileira no exterior
Em 2005, a Coopercuc iniciou as exportações de geleias para a França. Depois de atingir outros mercados, como Áustria e Itália, a cooperativa quer ampliar os negócios. “O objetivo é aumentar as exportações para a Europa. A Alemanha é um dos mercados que queremos atingir”, conta o presidente da Coopercuc, Adilson Ribeiro.
Criada em 2004, a Coopercuc tem sede na cidade de Uauá, na Bahia, e reúne 244 cooperados, a maioria mulheres, que produzem doces e geleias à base de frutas nativas do sertão. O envolvimento dos cooperados é um dos motivos apontados para o sucesso da iniciativa. Desde 2005, a cooperativa já exportou para a Europa mais de 15 contêineres. Cada um deles estava carregado com 20 toneladas de geleia de umbu orgânica.
Umbu como cartão de visitas
Na opinião de especialistas, o umbu encontra adesão em novos mercados porque tem um sabor exótico: é agridoce e difícil de se comparar com outra fruta. José Alves, da Univasp, sugere que o umbu também seja exportado in natura.
Segundo Alves, a região entre Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) é a maior produtora de frutas para exportação do Brasil. Mas não deve plantar frutas como uva, manga e melancia para exportação: “Sempre defendi que a solução é trabalhar com espécies nativas do semi-árido. O umbu é o principal cartão de visitas, tem a maior potencialidade para se fazer um trabalho de médio e longo prazo”, acredita Alves.
Mas a preservação do umbuzeiro precisa ser impulsionada imediatamente “para que se garanta essa atividade sustentável pelos próximos dez, 20 anos – como acontece com a castanha do Pará e o açaí na Amazônia”, afirma José Alves. Do contrário, a atividade tende a se tornar insustentável e a exportação para países europeus pode ser comprometida ao longo dos anos, avalia o especialista.

Os rinocerontes estão oficialmente extintos do território de Moçambique, na África. Os últimos 15 animais que viviam no Parque Great Limpopo, que fica na fronteira com a África do Sul e o Zimbábue, foram encontrados mortos no mês passado – em 2002, a área de conservação ambiental tinha uma população de 300 rinocerontes.
Autoridades ambientais acusam os próprios guardas florestais da reserva de colaborar com os caçadores na busca pelos animais que eles deveriam proteger. Segundo os administradores do Great Limpopo, 30 guardas já estão sendo investigados por corrupção e poderão responder judicialmente pelo crime.
Os caçadores promovem a matança por conta dos valiosos chifres dos rinocerontes, que valem mais que ouro no mercado negro. É que o osso é usado na medicina de países asiáticos, como China e Vietnã, por ter grandes efeitos de cura.
A busca sangrenta pelos chifres já causou, segundo levantamento de organizações não-governamentais, a morte de 180 do total de 249 rinocerontes de uma reserva na África do Sul só neste ano.
(Meio Ambiente, UOL)

(Portal CNews)

Bahia 247
A seca que é considerada uma das piores da história e acomete o Nordeste há dois anos já causou a morte de aproximadamente um milhão de bois na Bahia, conforme informações de matérias dos jornais Correio e A Tarde neste domingo.
Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), estimativa é a de que apenas o rebanho perdido nos últimos três anos causou um prejuízo da ordem de R$ 800 milhões aos produtores baianos.
Com a morte dos animais, a produção de leite foi afetada, com queda avaliada em 70% na região. Por conta da seca, a cesta básica de Salvador teve a segunda maior alta acumulada do país nos últimos 12 meses, de acordo com o Dieese.
E, infelizmente, a previsão é de que a estiagem continue pelo menos até novembro próximo, de acordo om o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em combate aos prejuízos ao uso e consumo humano, o governo do Estado enfrenta o desafio de quadriplicar o ritmo de construção de cisternas e atingir a meta prevista no programa Água para Todos.
A média diária de construção de 46 por dia terá que saltar para 211 e chegar à marca de 58.144 equipamentos erguidos.


FOTO DO PROJETO
“A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou projeto de lei complementar que inclui a ponte estaiada sobre o Rio Cocó, promessa do governador Cid Gomes (PSB), à malha viária de Fortaleza. Foram 31 votos contra seis. Além da mensagem, enviada pelo prefeito da Capital, Roberto Cláudio (PSB), parlamentares aprovaram também, sob polêmica, emenda que prevê a construção de uma “via paisagística”, à margem da cerca que contorna o parque.
A via paisagística, segundo a emenda, será construída no limite sul do Loteamento Jardim Fortaleza, entre a Avenida Sebastião de Abreu e o prolongamento da Rua Almeida Prado. Foi apresentada por Comissão Conjunta de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente e Legislação, Justiça e Cidadania. A aprovação da emenda, por 23 votos contra 7 e uma abstenção, gerou descontentamento entre opositores.
Mesmo admitindo que não foi pedido do prefeito, o vice-líder do Governo, vereador Didi Mangueira (PDT), pediu aprovação da matéria em nome do Governo Municipal. “A emenda melhora o projeto do Governo, demarca definitivamente o parque”, defendeu Mangueira. Segundo ele, trata-se de via paisagística. “Não pode construir nela. Vai ficar bonita. Não fica dentro do parque”. Conforme o vereador Carlos Mesquita (PMDB), a emenda não tem nada a ver com o Parque do Cocó. “O Cocó é um tema muito apelativo, as pessoas apelam, mas só defendem o meio ambiente dos ricos e esquecem o dos pobres”, alfinetou.
O vereador João Alfredo (Psol) contesta, argumentando que o Parque do Cocó e a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) sofreram grave violação de suas áreas. “A aprovação dessa emenda dá a cidade de mão beijada para a especulação imobiliária”, lamentou. Ele garantiu que cobrará um posicionamento do prefeito, “alguém que defendeu a lei quando foi procurado”.
(O POVO)
![O diamante azul pesa 25,5 quilates, ou 5,1 gramas.[Imagem: PetraDiamonds]](http://dialogospoliticos.files.wordpress.com/2013/04/010175130419-diamante-azul-2.jpg?w=385&h=241)
O diamante azul pesa 25,5 quilates, ou 5,1 gramas.[Imagem: PetraDiamonds]
“É muito incomum que um diamante dessa qualidade e desse tamanho chegue ao mercado”, disse Cathy Malins, porta-voz da empresa Petra Diamonds, que descobriu a pedra em sua mina de Cullinan.
A mina, a nordeste de Pretória, é famosa pelo número de diamantes azuis que se originam em seu interior.
Uma pedra semelhante, de 26,6 quilates, foi descoberta pela empresa em maio de 2009 e, após ser lapidada, foi vendida por pouco menos de R$ 20 milhões em um leilão na Sotheby’s, recebendo o nome de Estrela de Josephine pelo comprador.
Em 1905, o maior diamante já encontrado, o cullinan, de aproximadamente 3,1 mil quilates, foi encontrado na mesma mina. Ele foi divido em diamantes menores, sendo que o maior deles é o Grande Estrela da África – o segundo maior diamante do mundo.
Em formato de pera, o diamante de cerca de 530 quilates foi dado como presente ao rei britânico Edward 7º e se tornou parte das joias da coroa.
(BBC Brasil)

Pesquisadores dizem que aquecimento global foi reduzido temporariamente pelos mares. Mas liberação do calor absorvido pode acirrar mudanças no clima.
Os efeitos da mudança climática podem se intensificar rapidamente se grandes quantidades de calor absorvidas pelos oceanos forem liberadas de volta para a atmosfera, afirmaram cientistas, depois de apresentarem uma nova pesquisa, apontando que os oceanos têm ajudado a mitigar os efeitos do aquecimento global desde o ano 2000.
Gases de efeito estufa vêm sendo emitidos para a atmosfera em ritmo cada vez mais rápido. E os dez anos mais quentes desde que os registros de temperatura começaram a ser realizados ocorreram todos de 1998 em diante. Mas a taxa na qual a superfície da Terra está se aquecendo diminuiu um pouco desde o ano 2000, levando os cientistas a procurarem uma explicação para o fenômeno.
Especialistas de França e Espanha afirmaram no domingo (07/04) que os oceanos absorveram mais calor da atmosfera em torno do ano 2000. Isso ajudaria explicar a desaceleração do aquecimento global, ao mesmo tempo que sugere que a pausa pode ser apenas temporária.
“A maior parte desse excesso de energia foi absorvida na camada submarina que vai até os 700 metros de profundidade na fase inicial desta pausa de aquecimento, 65% tendo sido absorvidos nas regiões tropicais dos oceanos Pacífico e Atlântico”, escreveram os pesquisadores na revista Nature Climate Change.
A chefe da equipe de pesquisa, Virginie Guemas, do Instituto Catalão de
Ciências de Clima, disse que o calor absorvido pode voltar à
atmosfera na próxima década, acelerando novamente o aquecimento do planeta. “Se depender apenas das variações naturais, a taxa de aquecimento logo poderá aumentar”, alertou.
Caroline Katsman, do Instituto Real de Meteorologia da Holanda, especialista que não esteve envolvida no estudo, afirmou que o calor absorvido pelo oceano vai voltar para a atmosfera como parte dos ciclos dos oceanos, como os fenômenos de aquecimento e de resfriamento do Pacífico, respectivamente chamados de “El Niño” e “La Niña”.
Implicações econômicas
Ela ressalta que o estudo confirmou pesquisas anteriores realizadas por seu
instituto, mas que é improvável que seja a única explicação para a pausa do aquecimento, já que só se aplica ao período inicial da desaceleração, em torno do ano 2000.
O ritmo da mudança climática tem grandes implicações econômicas, já que quase 200 Estados concordaram em 2010 em limitar o aquecendo global para menos de 2 graus celsius acima dos níveis pré-industriais, principalmente através de medidas para limitar a queima de combustíveis fósseis. As temperaturas já subiram 0,8 grau. Dois graus já são amplamente reconhecidos como um limite que poderá causar mudanças perigosas,como mais secas, deslizamentos de terra, inundações e elevação dos mares.
Alguns governos e os céticos do clima argumentam que a desaceleração da tendência de aquecimento é uma prova de que há menos urgência em agir. Os governos concordaram em cooperar para fechar até o final de 2015 um acordo global para combater as mudanças climáticas.
O ano passado foi o nono mais quente desde que os registros começaram, em
1850, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial da ONU, e 2010 foi o mais quente, à frente de 1998. Fora 1998, os dez anos mais quentes ocorreram todos a partir de 2000.
O estudo, baseado em observações e modelos de computador, demonstrou que os eventos climáticos naturais do fenômeno “La Niña” no Pacífico por volta do ano 2000 levaram águas frias à superfície que absorveram mais o calor do ar. Num outro conjunto de variações naturais, o Atlântico também absorveu mais calor.
Turbulências
Outra pesquisa, realizada por cientistas britânicos, indica que as alterações do clima poderão provocar um aumento de turbulências em viagens transatlânticas. Segundo escrevem Paul Williams (University of Reading) e Manoj Joshi (University of East Anglia), na edição online da revista Nature Climate Change, a partir de meados deste século pode aumentar a ocorrência das chamadas “turbulências de ar claro”, ou seja, aquelas que ocorrem em um céu sem nuvens. Ao contrário das ocorridas perto de zonas atingidas por tempestades, tais turbulências são muito difíceis de serem previstas. Elas são causadas por correntes opostas de vento, através das quais até aviões de grande porte podem ser puxados abruptamente para cima ou para baixo.
Em sua análise, os pesquisadores se limitaram à zona de voo sobre a metade norte do Atlântico Norte nos meses de inverno de dezembro a fevereiro. Usando simulações de modelos climáticos, eles calcularam que a ocorrência de turbulências na região poderá aumentar de 40% a 170% nos próximos 40 anos. Além de poderem se tornar de 10% a 40% mais fortes. Como consequência, empresas aéreas podem ser obrigadas a planejar novas rotas para seus voos, aumentando o consumo de combustíveis e a duração das viagens.
MD/rtr/dpa

Projetado para ser o luxuoso sem deixar de ser sustentável, o edifício Agora Garden começou a ser construído neste mês na cidade de cidade de Taipé, ao norte de Taiwan, na Ásia. Assinado pelo escritório belga Vincent Callebaut Architectures, vencedor do concurso em 2010, o prédio terá 100 metros de altura e uma estrutura que faz giro de 90 graus a partir do solo.
Inspirada no eixo do DNA e na posição das mãos da escultura “A Catedral”, do francês Auguste Rodin, a construção de 42.335 metros quadrados permitirá com que se tenha uma ideia diferente sobre sua forma dependendo do ponto de vista. Os lados leste e oeste se assemelham a uma pirâmide romboidal, enquanto quem olha para os pontos norte ou sul tem a impressão de estar diante de uma pirâmide invertida.
A empresa traduz assim as linhas do Agora Garden: “Nem uma única torre, nem torres gêmeas, o projeto avança para o céu com duas torres helicoidais que se unem em tordo de um núcleo central. Ele traz uma multiplicação de pontos de vista para a paisagem urbana e uma hiperabudância de jardins suspensos”.

A vegetação incorporada à fachada vai oferecer aos moradores pomares, hortas orgânicas, jardins aromáticos e plantas medicinais. As varandas possuem tanques para água da chuva, ninhos para aves e instalações de compostagem para a conversão de resíduos residenciais em adubo.
Previsto para ser inaugurado em 2016, o Agora Garden terá apartamentos de 540 m², mas seus preços ainda não foram divulgados.
(IG)

Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini
Independente de que você seja um grande fã ou não dessas elegantes criaturas que, além de ronronar, parecem passar o dia simplesmente observando a movimentação à distância entre um cochilo e outro, a verdade é que os gatos são superimportantes. Tanto que, se por algum motivo sinistro todos eles desaparecessem da face Terra, enfrentaríamos sérios problemas! Talvez seja por essa razão que eles nos olham com aquela característica carinha de desdém.
De acordo com o site mother nature network, os gatos — sejam eles domésticos ou os que vivem nas ruas — são predadores com comportamento de caça superadaptável, especialistas em capturar pequenas presas. Eles são capazes de sobreviver de maneira solitária quando a variedade e abundância de presas é pequena, assim como em grupos maiores quando a disponibilidade de caça é mais rica.
É justamente esse hábito de caçar animais pequenos que os tornam vitais para os humanos, já que são os gatos que mantém os celeiros e os armazéns de grãos — para citar alguns locais — com o número de ratos e bichinhos semelhantes sob controle. E o trabalho deles é tão eficiente que inclusive acredita-se que na Índia, por exemplo, os gatos sejam os responsáveis por reduzir a perda de grãos provocada pelo consumo e contaminação por parte dos roedores.
Fonte da imagem: pixabay
Pode parecer bobagem, mas existem vários estudos científicos relacionados à importância dos gatos para a sociedade. Um deles, realizado no Reino Unido, por exemplo, apontou que em um período de apenas seis meses, um gato doméstico comum costuma trazer em média 11 animais mortos para casa, incluindo ratos, sapos, aves e outros bichos.
Isso significa que os 9 milhões de gatos domésticos do Reino Unido — de que se tinha notícia quando o estudo foi realizado e que “presenteavam” seus donos com as caças — estavam matando perto de 200 milhões de presas por ano. Outro estudo, realizado na Nova Zelândia, apontou que quando os gatos desapareceram de uma das ilhas que fazem parte do território, a população de roedores no local quadruplicou rapidamente.
Fonte da imagem: pixabay
O mesmo estudo realizado na Nova Zelândia também revelou que o aumento desordenado da população de roedores provocou uma dramática redução na quantidade de aves marinhas da ilha, já que eles se alimentavam dos ovos. Então, imagine se todos os gatos do mundo desaparecessem! Pense no que uma redução dramática no número de aves poderia significar, já que elas também têm um importantíssimo papel no equilíbrio ecológico.
Todas as espécies têm o seu impacto, e além do papel ecológico, o desaparecimento dos gatinhos também afetaria milhões de pessoas emocionalmente. Embora os cães ainda sejam animais de estimação um pouco mais populares do que os gatos, os felinos domésticos são mais numerosos — pois quem decide por ter esses bichinhos, costuma ter mais de um em casa —, e tão amados pelos seus donos quanto qualquer outro animal de estimação.
(http://www.megacurioso.com.br)

Seis estados do Nordeste brasileiro ainda sofrem com a seca, que afeta 10 milhões de pessoas. Na Bahia, em Alagoas, Sergipe, Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte chove apenas em pontos isolados, o que não resolve a situação, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A baixa temperatura dos oceanos Pacífico e Atlântico é a causa da falta de chuva na região.
No Recife, mesmo com a chuva na noite de domingo (3) o racionamento nas áreas planas começou na sexta-feira (1°) e 82 bairros da região metropolitana são afetados. De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, a medida foi adotada porque uma das barragens opera com apenas 19% da capacidade.
O sistema prevê que as áreas planas do Recife terão 20 horas com água e 28 horas sem. Nas áreas de morro, o racionamento já era a medida utilizada como prevenção. O rodízio foi adotado levando em consideração a situação dos principais reservatórios de água que abastecem a região, já que no mês de fevereiro choveu apenas 30% do esperado.
O índice de chuva abaixo da média nesses estados é 75%. O restante corresponde à quantidade igual ou acima da média. De acordo com o Inmet, não há previsão de chuva para os próximos cinco dias em Alagoas, Sergipe e na Bahia, que estão com o maior número de municípios ainda em situação de emergência.
No sul dos estados do Maranhão e do Piauí a chuva tem sido constante desde outubro. No Maranhão choveu 190 milímetros (mm) dos 230 mm esperados para todo o mês de fevereiro.
Em Teresina, choveu mais que o esperado, 200 mm. Para o Inmet, esses dados indicam que “a situação nesses estados está se normalizando”. No litoral entre Natal e o Recife também chove, mas ainda é muito pouco para abastecer a população.
Fonte: Agência Brasil

Pesquisadores da Academia de Ciências da Rússia estimam que o meteorito que atingiu a região russa de Montes Urais nesta sexta-feira pesava cerca de 10 toneladas e entrou na atmosfera da Terra a uma velocidade de pelo menos 54 mil quilômetros por hora. O objeto celeste deve ter se fragmentado a cerca de 30 quilômetros acima do solo. As informações são do site do periódico britânico The Guardian.
Para se ter uma ideia de comparação, o asteroide que deve cruzar “raspando” pela Terra na tarde de hoje tem massa de 130 mil toneladas e cerca de 45 metros de diâmetro.
Pelo menos mil pessoas se feriram após a queda do meteorito, a maioria por estilhaços de vidro. O susto foi provocado após o choque do objeto com a atmosfera, o que provocou uma grande pressão, com deslocamento de ar.
As autoridades de Chelyabinsk, uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes ao sul dos Montes Urais, afirmaram que os níveis de radiação na região, que abriga várias centrais nucleares, eram normais e que evacuações não estavam sendo cogitadas. No entanto, escolas e universidades foram fechadas, assim como estabelecimentos comerciais. ”Eu não conseguia entender o que estava acontecendo”, disse Galina Zaglumyonova, que vive em Chelyabinsk. “Houve uma grande explosão e depois uma série de pequenas explosões. Nosso primeiro impressão foi de que era a queda de um avião”, afirmou ao ressaltar que os alarmes dos carros não paravam de tocar após os estrondos do meteorito.
Queda do meteorito
Explosões no céu da região dos Montes Urais, na Rússia, geradas pela queda de um meteorito, causaram pânico e danos em ao menos seis cidades e deixaram mais de 500 pessoas feridas. Testemunhas disseram que casas estremeceram, janelas explodiram, a energia elétrica caiu em alguns locais e celulares pararam de funcionar.
O objeto caiu a 80 quilômetros da cidade de Satki, no distrito de mesmo nome. O fenômento atmosférico gerou consequências nos municípios de Chelyabinsk, Yekaterinburg e Tyumen, entre outros. A Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) confirmou que o evento não tem relação com o asteroide 2012 DA14, que deve passar próximo à Terra nesta sexta-feira.
(Portal Terra, via JB Online)

Rio de Janeiro, RJ – O asteroide 2012 DA14 passou por volta das 17h25 (hora de Brasília) a uma distância de 27 mil km da Terra, de acordo com cientistas da agência espacial americana (Nasa).
Eles acompanharam em tempo real o fenômeno e transmitiram via internet imagens obtidas pelo observatório Gingin, localizado na Austrália.
Uma contagem regressiva acompanhava a transmissão. Segundos após a passagem do asteroide, de acordo com a previsão dos cientistas, um dos apresentadores brincou que “o mundo continuava como estava”.
A passagem do asteroide de 45 metros de diâmetro chamou a atenção pois nunca antes o ser humano identificou a passagem de um objeto tão grande tão próximo da Terra. A distância de 27 mil km é considerada menor do que a de alguns satélites de comunicação. Os chamados satélites geoestacionários ficam a uma altura aproximada de 36 mil km.
(Agência O Globo)

Diariamente caem na Terra toneladas de meteoritos. Em geral, são corpos pequenos que cabem na palma da mão. Um deles foi encontrado no deserto do Saara. Outro menor ainda veio da Lua. Um enorme é o Bendegó. Foi encontrado na Bahia em 1884, e é o maior meteorito já encontrado no Brasil. Pesa mais de cinco mil quilos.
Tudo o que existe na Terra em termos de elementos químicos existe também no Universo. Da mesma forma, tudo que existe no Universo existe na Terra. Um dos meteoritos veio do espaço e caiu na Terra, mais precisamente em Minas Gerais, onde foi encontrado em 1921. É feito de ferro, pesado, pesa mais de 22 kg e certamente chegou na Terra a uma velocidade media de 100 mil quilômetros por hora.
Esse meteorito, como quase todos os outros meteoritos, deve ter a idade da formação do sistema solar: mais de 4 bilhões de anos. Os meteoritos são comuns na Terra, mas os asteroides, não. Os meteoritos são pequenos, e os asteroides são grandes. O asteroide que passou nesta sexta-feira (15) perto de nós tinha o tamanho de um campo de futebol.
“Em termos astronômicos, raspou na Terra. Agora, em termos de risco para nós, passou muito longe. Um impacto de um astro em uma velocidade dessa, mesmo que tivesse a consistência de um pudim, poderia destruir uma cidade inteira”, afirma João Paulo Delicato, diretor dos planetários de São Paulo.
O cinema já viajou na ideia de uma turma de heróis sair da Terra para enfrentar a ameaça de um asteroide que caminhava na nossa direção. Por incrível que pareça, isso, um dia, pode acontecer.
(Jornal da Globo)

Foi um “meteoro” ou “meteorito” o que caiu na Rússia nesta sexta-feira, provocando centenas de feridos? Ambos, explica Rui Jorge Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa.
Na terminologia científica, há três nomes para um corpo celeste como aquele. Quando ainda está a navegar no espaço, diz-se “meteoróide”. No momento em que atinge a atmosfera terrestre, passa a “meteoro” – que é o nome que se dá não à partícula em si, mas ao rasto luminoso que deixa no céu, devido à combustão causada pelo atrito com o ar.
Muitos meteoros não passam disso, com o corpo que veio do espaço a desintegrar-se na atmosfera. Mas se alguns resíduos chegam ao chão e são encontrados, então a estes chamam-se “meteoritos”.
“Obviamente que neste caso há meteoritos”, afirma Rui Agostinho, com base nas imagens até agora divulgadas do episódio na Rússia.
A esmagadora maioria dos meteoritos que chegam à Terra provêm da cintura de asteróides que existe entre Marte e Júpiter. Quando os asteróides chocam entre si, explica Rui Agostinho, muitas vezes ejectam material desta cintura para o interior do sistema solar. Algumas destas partículas podem chegar à Terra, como ocorreu na Rússia.
Partículas como estas viajam a velocidades hipersónicas. Segundo as autoridades russas, o meteoro desta sexta-feira terá entrado na atmosfera a 30 quilómetros por segundo, quase 90 vezes a velocidade do som. Sob o atrito do ar, o meteoro trava até atingir a barreira do som. “Neste momento dá-se uma explosão sónica”, afirma Rui Agostinho.
Foi a onda sonora desta explosão que causou a maior parte dos danos na Rússia, sobretudo vidros partidos.
O episódio ocorrido na Rússia não é raro. “Objectos com aquele tamanho até são relativamente frequentes. Mas nem todos chegam até ao chão”, afirma Rui Agostinho. Situações semelhantes podem ocorrer em qualquer parte do mundo, com consequências distintas caso se dêem sobre o mar ou regiões despovoadas, ou em áreas urbanas.
O astrónomo Nuno Peixinho, do Centro de Geofísica da Universidade de Coimbra, relembra que o meteoro que caiu no Sudão em 2008, há quase cinco anos, teria um tamanho entre os dois e os cinco metros.
O objecto foi descoberto 20 horas antes da sua queda na Terra, que se deu a 7 de Outubro de 2008, e foi seguido por astrónomos por todo o mundo por ter sido o primeiro meteoro identificado antes de bater na Terra.
“O meteoro que caiu agora na Rússia foi uma surpresa. Aquele que caiu no Sudão foi identificado com horas de antecedência”, disse Nuno Peixinho ao PÚBLICO. “Com antecedência de 20 horas não daria para evacuar uma cidade grande, mas permitia tomar algumas medidas.”
O investigador explica que o comportamento de um meteoro à medida que se desfaz na atmosfera é, para já, imprevisível. O objecto pode desfazer-se em cem pedaços ou em três bólides maiores e essa diferença pode definir as consequências da queda no que toca aos estragos. “Para se prever melhor, tem de se estudar bem estes fenómenos”, defende o astrónomo.
Mas não são eventos tipicamente previsíveis, como as chuvas de estrelas cadentes, que estão associadas à passagem de cometas.
O caso da Rússia não estará associado à aproximação do asteróide DA14, com 45 metros de diâmetro e que poderá ser visto com binóculos ou telescópios nesta sexta-feira, quando passar a 35.000 quilómetros da Terra. “Não há ligação com isso. A órbita do DA14 é muito estável”, diz Rui Agostinho, que dará uma palestra nesta sexta-feira sobre os asteróides, às 21h, no Observatório Astronómico de Lisboa. A palestra poderá ser seguida em directo na Internet e o Observatório terá as portas abertas, embora as condições do tempo possam prejudicar a visualização do DA14.
Nuno Peixinho também é da mesma opinião: “Muito provavelmente deverá ser uma coincidência. Há muita coisa a passar muito perto da Terra.” Segundo as estatísticas, um objecto de dez metros de diâmetro cai de dez em dez anos. “Estes casos servem de alerta, é de facto necessário que se investigue estes objectos para tentar prevenir este tipo de acidentes.”
(Portal Público, Portugal)

Vários meteoritos caíram na manhã desta sexta-feira na região russa dos Urais, acompanhados por clarões incandescentes e violentas explosões, derrubando paredes e janelas, provocando pânico e ferindo quase mil pessoas, segundo o governador da região de Cheliabinsk, Mikhail Yurevich, citado pela agência pública Ria Novosti. “O número de feridos é de 950″, declarou o governador. O balanço anterior era de mais de 500 feridos na região, muitos deles por estilhaços devido à quebra das janelas.
O trânsito pela manhã foi detido subitamente na cidade de Cheliabinsk, nos Urais, enquanto o meteorito queimava parcialmente em sua queda ao ingressar na camada inferior da atmosfera sobre a cidade, iluminando o céu, segundo imagens exibidas pela televisão. Não está claro se este meteorito está vinculado ao asteróide 2012 DA 14, que deve passar a 27.000 km da Terra ainda nesta sexta-feira, em um trajeto próximo ao planeta. Clique no infográfico e entenda melhor.
O ministério do Interior informou que mais de 400 pessoas ficaram feridas, três delas em estado grave, pela onda de choque, em Cheliabinsk e em outras cinco cidades. O ministério das Situações de Emergência apontou que as comunicações dos telefones celulares estavam momentaneamente cortadas.
“Às 09h20 (01h20 de Brasília) foi observado um objeto em Cheliabinsk que voava em grande velocidade e deixava um rastro. Dois minutos depois foram ouvidas duas explosões”, afirmou Yuri Burenko, funcionário do Escritório Regional de Situações de Emergência. “A onda de choque quebrou as janelas em Cheliabinsk e em outras cidades da região”, acrescentou Burenko.
Os primeiros relatórios afirmaram que uma parte do meteorito caiu a 80 km da cidade de Satki, que fica 100 km ao oeste do centro regional, mas isto não foi confirmado oficialmente.”Recebemos milhares de telefonemas avisando de que algo foi encontrado e que a floresta estava pegando fogo. Mas ainda não temos informações confirmadas de que algo caiu na superfície da Terra”, afirmou Burenko.
Este meteorito “foi um objeto bastante grande com uma massa de várias dúzias de toneladas”, calculou o astrônomo russo Serguei Smirnov, do Observatório Pulkovo, em uma entrevista ao canal Russia 24. As escolas receberam instruções de fechar durante esta sexta-feira na região, depois que a onda de choque provocou a quebra das janelas dos edifícios, em meio a temperaturas de até 18 graus celsius.
O serviço local dos correios afirmou que vários de seus edifícios sofreram danos. O estádio Traktor de Cheliabinks para hóquei sobre o gelo também foi afetado, forçando o cancelamento de uma partida. Imagens das redes de televisão mostraram pessoas com o rosto ensanguentado e ao menos uma criança cujas costas estavam cobertas de sangue.
Muitos feridos foram tratados por cortes superficiais e hematomas causados pelos vidros quebrados, afirmou a polícia local à agência de notícias RIA Novosti. “Houve um enorme clarão e dois ou três minutos depois fomos derrubados por uma onda de choque”, disse um homem ao canal de televisão Rossiya. Outro disse que, “a princípio, acreditei que era um avião”.
A região de Cheliabinsk é o coração da zona industrial da Rússia. Está repleta de fábricas e outras instalações, que incluem uma usina de energia nuclear e o grande centro de depósito e tratamento de dejetos nucleares Mayak. Um porta-voz da Rosatom, a empresa de energia nuclear da Rússia, disse que suas operações não foram afetadas.
“Todas as empresas Rosatom localizadas na região dos Urais – incluindo o complexo Mayak – estão trabalhando normalmente”, afirmou à agência de notícias Interfax um porta-voz não identificado da Rosatom. O ministério das Situações de Emergência disse que os níveis de radiação na região não mudaram e que 20 mil socorristas foram enviados para ajudar os feridos e localizar os que precisam de ajuda.
(O Estado de Minas)

Desde o início da semana, os moradores de Sobral estão impossibilitados de utilizar a água fornecida pelo município. Segundo eles, a água está com cor e gosto inadequados em razão das chuvas ocorridas no local.
Enquanto o problema não é resolvido, o gerente comercial Vítor Rebouças têm de ir até Forquilha, distante cerca de 14 quilômetros de Sobral, para poder comprar água mineral. “Em Sobral, não tem nem água mineral. As pessoas estão fazendo fila para comprar água e acabou tudo por causa da enorme procura”, explica.
Assim como Rebouças, os moradores do Bairro Alto do Cristo estão revoltados. “A gente fica se coçando, o corpo fica com cor barrenta, nem pro banho está servindo”, conta a dona de casa Cristina Laurindo. As funcionárias de um restaurante têm dificuldade de manter o padrão do sabor dos pratos e informam que esse é um problema antigo no município. Basta começar a chover para a água ganhar essa coloração e sabor diferentes.
Atingidos
O problema atingiu cerca de 150 mil moradores de Sobral, além dos sete distritos atendidos pela autarquia municipal. Para o presidente do Serviço de Atendimento Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Silvestre Gomes, a solução do problema deve acontecer ainda esta semana. “Com os ajustes que estamos fazendo na estação e com o apoio da Cogerh [Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos] conseguimos solucionar”, finaliza.
Assista à reportagem:
(Roberta Tavares, Jangadeiro Online)

Getty Images
Ilustração mostra o asteroide Apophis passando pela Terra
O asteroide Apophis vai passar a 14,5 milhões de quilômetros de distância da Terra nesta quarta-feira (9) às 22 horas (horário de Brasília), a maior aproximação do corpo celeste com o nosso planeta observada até agora. De acordo com astrônomos, o evento não representa nenhum perigo, já que a distância representa 36 vezes a distância da Lua com a Terra.
Descoberto em 2004, o Apophis teria uma chance em 45 de bater na Terra em 2029, mas estudos avançados descartaram esta hipótese. No entanto, ainda existe alguma chance dele colidir com o planeta em 2036 e a aproximação desta manhã vai ajudar a prever esta probabilidade.
Estima-se que Apophis tenha 270 metros de diâmetro, cerca de três vezes o tamanho de um campo de futebol.
Em 2029, o asteroide vai passar ainda mais perto da Terra do que nesta quarta-feira, a apenas 30 mil quilômetros de distância. Em comparação com a distância da Lua com a Terra é de 385 mil quilômetros e os satélites de comunicação orbitam a 36 quilômetros de distância da Terra.
Nesta quarta-feira, no máximo de seu esplendor, o asteroide que recebeu o nome do deus egípcio da escuridão, não está tão visível a ponto de poder ser visto por um telescópio amador, mas o site Slooh transmitirá a passagem do cometa a partir das 22h (horário de Brasília) em inglês.
(Último Segundo)

O agricultor Maurício Pessoa espeta uma posta de mandacaru e a mergulha num fogareiro construído à beira da cerca que separa seu terreno do caminho. Depois que os espinhos derretem, ele leva o braço da planta para ser moído numa máquina: é o alimento de suas 36 cabras e 18 cabeças de gado. Ele mora na fazenda Exu, distrito de Tapuiaré, a quinze quilômetros de Quixadá; até lá só se chega através de uma estrada coalhada de juremas esturricadas.
Pessoa já perdeu nove cabras e quatro vacas por causa da seca. A carcaça de uma delas, inclusive, ainda apodrece a alguns metros atrás da casa onde ele vive com a família – a esposa e um filho de nove anos. “Em maio a gente deu o resto de cilo e forragem que tinha”, diz. Os dois poços construídos por ele para armazenar comida para as rezes estão vazios atualmente.
O capim, sorgo, cana-da-índia, que plantava e poderia servir de comida para os bichos, não vingaram por falta de chuva. Recebeu os mandacarus que serão alimento de uma doação. Comprar forragem é caro. Principalmente pelo transporte. “Sirvo e depois solto para ver se eles encontram mais alguma coisa para comer”, lamenta. Sentado na cadeira da sala, ele explica que tem de dividir água de beber com o gado, porque, fora o deles, o reservatório mais perto e de água salgada fica a dois quilômetrosu
No perímetro onde em 2011 chegou a colher 40 sacos de milho, cada um com 60 kg, agora é um descampado: as quatro mil raquetes de palma forrageira, doação do governo no início do ano, estão ressecadas. “Eu não penso em desistir fácil. Mas é cruel, é doído. O recurso para a seca só chega na seca. Quando chove, o agricultor é esquecido”, queixa-se.
Seca de 1958
O pai dele, o agricultor Antônio Leite, de 77 anos, já morava por ali em 1958, ano de uma das maiores secas por que o Ceará passou. Olhando o filho derreter o espinho do mandacaru, seu Antônio relembra que não havia qualquer apoio governamental naquela época.
Os que não partiram de lá para construir as barragens do açude Banabuiú – inaugurado em 1966 – mendigavam na estrada. Ou migravam para as cidades grandes. Ele ficou com o pai. Agora enfrenta nova seca com o filho. Mas dessa vez o carro-pipa vem três dias ao mês para encher os reservatórios.
entenda a notícia
A cidade de Quixadá tem sido abastecida por uma adutora que puxa água do açude Pedras Brancas (com 34,38% de sua capacidade). O açude Cedro, o mais famoso, tem apenas 13.31% de seu volume total.
(O Povo Online)

Feijão com o dobro de ferro, batata-doce alaranjada com muita vitamina A e arroz polido com altos teores de zinco. Esses alimentos já estão sendo produzidos no Brasil e podem ser aliados importantes no combate à desnutrição, principalmente da população mais pobre. Os produtos foram desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e são conhecidos como alimentosbiofortificados.
A técnica proporciona o melhoramento por meio da seleção das sementes que apresentam características desejáveis de micronutrientes e não usa a manipulação genética, o que significa que não são alimentos transgênicos. A pesquisa começou há cerca de dez anos, sob a coordenação da engenheira de alimentos da Embrapa Marilia Nucci.
– Nós estamos desenvolvendo cultivos agrícolas com maiores teores de ferro, zinco e pró-vitamina A. Começamos trabalhando com mandioca, feijão e milho. Depois fomos adicionando outros alimentos, como o feijão caupi (variedade resistente à seca), batata-doce, trigo e abóbora. Estamos buscando alimentos básicos, consumidos em grande quantidade pela população mais carente – afirmou.
A Embrapa dispõe de uma quantidade de sementes para o plantio das safras. A distribuição é feita por meio de pedidos diretos, que podem ser feitos por prefeituras ou escolas, podendo ser utilizados nos programas de merenda escolar. O foco do projeto é a Região Nordeste. Testes foram feitos nos estados do Maranhão, de Sergipe e do Piauí, onde também é processada a multiplicação das sementes.
O feijão teve os teores elevados de 50 gramas para 90 gramas de ferro por quilo. A mandioca, que praticamente não tem betacaroteno, passou para nove microgramas por grama. A batata-doce teve o betacaroteno elevado de 10 microgramas por grama para 115 microgramas por grama. O arroz teve o teor de zinco acrescido de 12 para 18 microgramas por quilo.
– A batata-doce que nós lançamos é cor de abóbora. Ela tem a mesma quantidade de pró-vitamina A que a cenoura. O gosto é muito bom e está agradando principalmente as crianças – disse.
A Embrapa faz parte de uma aliança internacional para desenvolver alimentos biofortificados, mas a propriedade intelectual do que for desenvolvido no Brasil pertencerá à empresa. No país, já são cerca de 1,2 mil famílias plantando alimentos biofortificados, com expectativa de se chegar a 15 mil nos próximos três anos.
Em 2014, a Embrapa pretende desenvolver um teste de impacto nutricional com a população para medir os resultados dos alimentos biofortificados em comparação aos convencionais. Atualmente a empresa desenvolve sete variedades agrícolas: abóbora, arroz, batata-doce, feijão, feijão caupi, mandioca e milho.
(Correio do Brasil)
Uma nova análise histórica sobre as temperaturas no oeste da Antártida revelou que a região sofre com aquecimento em um ritmo duas vezes mais acelerado do que se imaginava.
Pesquisadores americanos disseram ter encontrado sinais de aquecimento durante o verão da placa de gelo da parte oeste da Antártida (WAIS, em inglês). Eles temem que o derretimento do gelo, provocado pelas temperaturas mais altas, possa contribuir para o aumento no nível do mar.
O estudo dos cientistas foi publicado na revista científica Nature Geoscience. Os cientistas compilaram dados levantados pela estação Byrd, que foi estabelecida pelo governo americano na placa oeste da Antártida na década de 1950.
Lacunas estatísticas
Estudos anteriores não conseguiram chegar a conclusões sobre os números levantados na estação Byrd ao longo dos anos, já que não havia dados suficientes. A nova pesquisa feita pelos cientistas americanos usou modelos de computadores para preencher as lacunas estatísticas.
Com base nesses modelos, os pesquisadores acreditam que a temperatura subiu 2,4 graus em média, entre 1958 e 2010. “O que estamos vendo é um dos sinais mais fortes de aquecimento da Terra”, afirma Andrew Monaghan, coautor do estudo e cientista do US National Center for Atmospheric Research. ”Essa é a primeira vez que pudemos determinar que há aquecimento durante a temporada de verão.”
É natural esperar que as temperaturas sejam mais elevadas durante o verão, em comparação com outras estações, mas a Antártida é uma região tão fria que o clima permanece razoavelmente parecido durante todo o ano.
O professor David Bromwich, da Ohio State University, outro autor do estudo, acredita que a pesquisa revela que o planeta ultrapassou um limite crítico. “O fato de que as temperaturas estão aumentando no verão significa que a WAIS derreterá não só a partir da parte de baixo, como já observamos hoje, mas também a partir da parte de cima.”
Atividade humana ou mudança natural?
Estudos anteriores publicados na revista científica Nature indicavam que a temperatura da WAIS aumentava por causa do aquecimento do oceano, mas a nova pesquisa indica que a atmosfera também desempenha um papel importante.
Os cientistas dizem que as mudanças podem ser provocadas por alterações nos padrões de ventos no Oceano Pacífico. “Observamos um impacto mais dinâmico que acontece por causa das mudanças climáticas em outros lugares do globo e que aumentam o acúmulo de calor na WAIS”, diz Monaghan.
A pesquisa não revela o grau de influência da atividade humana no aquecimento registrado na Antártida. “Essa questão ainda está em aberto. Esse estudo não foi feito. Minha opinião é que provavelmente existe [impacto da atividade humana no aquecimento da Antártida], mas não posso dizer isso com certeza.”
Para o professor Bromwich, um estudo para determinar essa questão específica precisa ser feito agora. Um dos temores dos cientistas é que aconteça desabamentos de grandes pedaços de geleiras, como aconteceu em 2002 com o segmento conhecido como Larsen B.
Em apenas um mês, o Larsen B se desprendeu da massa de gelo do continente. “Essa é uma preocupação do derretimento constante do oeste da Antártida, se os padrões de temperatura continuarem assim no verão.”
(Ultimo Segundo)

Em 1947, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira compõem ‘Asa Branca’, que fala sobre a seca no Nordeste, que pode ser tão intensa que faz com que as aves migrem mais cedo. À primeira vista, ela se parece com outras pombas da Caatinga, mas têm olhos vermelhos e são um pouco maiores que as outras. O detalhe que rendeu o nome são as pontinhas brancas nas penas das asas.

Hoje em dia, no Sertão Nordestino, é muito raro encontrar uma Asa Branca na natureza. Elas foram muito caçadas, e muitas que estão em liberdade hoje viviam em cativeiro. O reencontro com a natureza só foi possível depois do fechamento do criadouro, quando o dono morreu. Ao todo, 26 asas brancas foram devolvidas ao Ibama. Elas foram soltas porque não têm problemas de voo e podem se adequar bem à alimentação da vida nova.
(Globo News)

Fortaleza já é a primeira Capital do Nordeste e a terceira do Brasil com a maior geração diária de resíduos sólidos por pessoa. Com cerca de 2,4 milhões de habitantes, em 2010, a cidade contabilizou 553,4 mil toneladas apenas de lixo domiciliar. Em 2031, com a população estimada em 3,2 milhões de pessoas, a produção deverá ser de 1,2 milhão de toneladas, um crescimento de 128,4%. Ou seja, a geração de resíduos aumentará numa velocidade quatro vezes maior que a da população.
A projeção está registrada no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) de Fortaleza, apresentado pela Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços Públicos de Saneamento Ambiental (ACFor), na manhã de ontem, no Anexo do Gabinete da prefeita Luizianne Lins.
O PMGIRS atende à Lei Federal 12.305/2012, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sendo um componente do Plano Municipal de Saneamento Básico, Lei Federal 11.445/2007. O documento traça metas para um período de 20 anos, destacando propostas para a redução de lixo, incentivando a reciclagem, estimulando a construção de ecopontos e melhorando o tratamento e destino final dos resíduos sólidos.
Triagem
O plano também destaca a inclusão social de catadores por meio de cooperativas; construção de galpões de triagem e reciclagem; combate aos pontos de lixo usando programas de educação ambiental; implantação da logística reversa; melhora dos serviços de limpeza pública, como a ampliação do Programa Gari Comunitário; redução do volume e da periculosidade dos resíduos sólidos; estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável; capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos; proteção da saúde pública e da qualidade ambiental, além de outras ações.
Para o diretor de Resíduos Sólidos da ACFor, Humberto Júnior, caso a próxima gestão municipal atenda o que está previsto no plano, os resultados positivos poderão ser vistos em quatro anos. “O plano não é da Prefeitura, mas de toda a população de Fortaleza”, afirma.
O gestor a aponta que Fortaleza já ultrapassou Salvador e é a capital nordestina com a maior produção diária de resíduos sólidos per capita (1,94 Kg). Com relação ao Brasil, a cidade só fica atrás de São Paulo e Belo Horizonte. Conforme Humberto Júnior, isso se dá, principalmente, porque o consumo vem aumentando consideravelmente em Fortaleza. O fortalecimento do turismo e comércio também contribui com o crescimento da produção de resíduos.
A secretária da Rede de Catadores Sólidos e Recicláveis do Estado do Ceará, Charliany Morais, diz que o plano vai trazer diversos benefícios à categoria. Segundo ela, existem mais de mil catadores na Capital, porém, apenas 367 são organizados. O restante trabalha avulso. A rede tem 27 grupos no Ceará (regiões do Jaguaribe, Cariri, Fortaleza e região metropolitana).
Rede
Conforme Charliany, cerca de 90% das mais de 30 sugestões apresentadas pela rede de catadores foram acatadas. Na opinião dela, as mais importantes são a aprovação de lei institucionalizando a coleta seletiva solidária com a participação e apoio concreto às associações/cooperativas de catadores de materiais recicláveis e a capacitação das associações/cooperativas para recebimento e beneficiamento primário do óleo vegetal.
Plano deverá fortalecer trabalho de catadores
A secretária da Rede de Catadores Sólidos e Recicláveis do Estado do Ceará, Charliany Morais, lembra que até abril, a média mensal de resíduos recolhidos pelas 27 associações espalhadas pelo Jaguaribe, Cariri, Fortaleza e região metropolitana foi de 160 toneladas. Os dados são da Fundação Banco do Brasil.
Ela acredita que o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) de Fortaleza vai fortalecer o trabalho dos catadores, que, de certa forma, são responsáveis por não deixar que o problema do lixo não seja ainda maior.
Na opinião do advogado e mestre em Direito Ambiental, Aloísio Pereira Neto, o possível crescimento da produção de resíduos domésticos de 128,4%, em 2031, é um reflexo do aumento do consumo. Porém, para o especialista, a grande questão é como o lixo resíduos é tratados.
Ele informa que não existe mais espaço para colocar os resíduos oriundos da construção civil. Destaca a necessidade da ampliação do Aterro Sanitário Metropolitano de Caucaia (Asmoc). “Infelizmente, isso não tem sido prioridade para os nossos governantes”, revela, dizendo que os municípios têm até 2014 para acabar com os lixões.
(RAONE SARAIVA, Diário do Nordeste)

Por Ruy Sposati
Do Cimi
Mais de 300 Guarani e Kaiowá, reunidos no Aty Guasu – grande assembleia dos povos Guarani do Mato Grosso do Sul – concluíram o encontro declarando às autoridades brasileiras: “não aceitaremos mais promessas vazias”. Os indígenas estiveram reunidos no município de Douradina, entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro na aldeia Panambi.
Com representação de todos os tekoha – “o lugar onde se é” Guarani, seja aldeia, retomada ou acampamento -, os indígenas fizeram duras críticas aos poderes executivo, legislativo e judiciário brasileiros, sintetizados no documento final do encontro. Para eles, os Guarani e Kaiowá vivem um contexto de massacre silencioso que “banha nossas terras apenas com o nosso sangue”, acusando que “este estado de genocídio é reforçado pelo governo brasileiro”.
A assembleia Guarani culminou com a visita de uma delegação do poder público composta pela presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), representantes do Ministério da Justiça, da Cultura e da Agricultura, Polícia Federal e Força Nacional, além da Polícia Civil de Dourados e de parlamentares do Mato Grosso do Sul e da Câmara dos Deputados.
‘Ouçam Nosso Grito’
“Queria deixar a minha palavra aos três poderes: que ouçam o nosso grito. Nesta terra está um pedaço da nossa carne. Nessa terra aqui está o sangue dos nossos antepassados, os ossos das lideranças interrompidas. Essa é a terra que nós queremos”, falou Oriel Benites, de Limão Verde.
Dezenas de relatos das comunidades sobre as violências e ameaças sofridas pelos Guarani e Kaiowá foram minuciosamente repetidos pelos indígenas aos membros do governo. Quando falavam das retomadas e dos territórios de seus ancestrais, os Guarani jogavam terra nos pés dos representantes do governo. Quando falavam dos mortos, abriam banners enormes com fotografias de lideranças assassinadas e cujos processos judiciais estão todos parados ou já prescreveram.
“A gente tá ameaçado. A gente sofre violência; as mulheres, estupro”, disse Otoniel Guarani, liderança do Conselho Continental da Nação Guarani à delegação governalemental. Naquele instante, os indígenas ameaçados e todas as mulheres presentes no encontro se levantaram e encararam o governo. Otoniel continuou: “nós estamos falando isso cara a cara pra vocês verem. Nós não podemos mais esconder nossa cara”.
Governo na corda bamba
A vinda da gigantesca comitiva do governo federal não foi suficiente para convencer os Guarani e Kaiowá de que o poder público está interessado em resolver o seu problema. “Nós achávamos que vocês iam nos trazer aqui propostas concretas”, disse Oriel à delegação que visitou o Aty Guasu.
“Nós votamos em vocês, nós elegemos vocês. E agora parece que vocês querem acabar com a soberania Guarani”, disse a liderança Ládio Veron à delegação.
“Já tá passando já. A gente não confia muito. Um dia, nossos antepassados confiaram. A gente não confia mais”, disse Elpídio, liderança Guarani de Potrero Guasu, à presidenta da Funai. “Eu já avisei o governo que eu ia retomar a minha terra. Eu vou voltar lá pra Potrero onde está os meus avós. Nós vamos fazer a retomada. Vocês tem que fazer a lei pra resolver isso. Porque a gente vai retomar a terra”. Em seu depoimento, Elpídio também expôs relatos dos mais antigos sobre parentes Guarani Nhandeva mortos pela ditadura militar.
Os indígenas cobraram do governo o cumprimento das obrigações constitucionais. “O governo brasileiro somente faz algo concreto para nos proteger quando há grande repercussão na imprensa e pressão da sociedade – e não por obrigação constitucional, como deveria ser”, declararam os Guarani e Kaiowá no documento final do Aty Guasu, entregue aos representantes do poder público junto das cartas das comunidades.
Indenização para fazendeiros
Como solução aos problemas fundiários no Mato Grosso do Sul , o governo levantou o debate sobre a indenização integral aos fazendeiros.
“Minha preocupação é quando falam em dinheiro. Dinheiro é bom pro não-índio, é o que resolve o problema dele. O nosso não”, questionou o professor Kaiowá Anastácio Peralta.
“Vocês vieram falar da solução do problema do fazendeiro, não do nosso”, continuou. “O nosso problema é que a gente não tem terra, e quando a gente retoma, a terra está degradada. A gente tem que encontrar uma solução pra esse problema. Esse é o problema do índio”, apontou.
“Se existe dinheiro, ele tem que ser usado para a Nação Guarani! Querem dar dinheiro pra quem nos roubou?”, disse Ládio. “Os indígenas é que têm que receber o dinheiro. Pelos aviões que passam jogando veneno. Pelos mortos todos”, concluiu.
“O capim é do fazendeiro. Se quiser levar o capim, pode levar. Mas a terra é nossa”, ironizou Elpídio.
“Essa discussão é feita de um jeito muito estranho. Estamos mostrando as irregularidades dos fazendeiros na nossa terra. Mas o poder executivo simplesmente não se questiona se essas terras eram dos indígenas!”, disse a liderança Kaiowá Eliseu Lopes, representando a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) no encontro.
PEC 215 e Portaria 303
“Pro governo e o Congresso mostrarem que quer nos ajudar, eles tem que acabar com a PEC 215, a Portaria 303. Isso precisa ser parado”, afirmou a liderança Lindomar Terena, da retomada Mãe Terra, em Miranda (MS), que também participou do encontro.
Quanto a isso, os Guarani e Kaiowá são igualmente taxativos. No documento final do encontro, reafirmam: “não aceitaremos mudança constitucional”, referindo-se à Portaria 303, proposta da Advocacia Geral da União (AGU).
A Proposta de Emenda Constitucional 215 (PEC 215) intenta transferir para o Congresso Nacional a competência de aprovar a demarcação das terras indígenas, criação de unidades de conservação e titulação de terras quilombolas. Já a Portaria 303 pretende permitir que terras indígenas possam ser ocupadas por empreendimentos hidrelétricos e minerais de cunho estratégico, sem consulta aos povos indígenas.
“Não adianta a gente retomar e nem o governo demarcar, se o governo vem com PEC e Portaria. Isso precisa acabar”, disse Anastácio.
Direitos e representatividade
“Não estamos pedimos para ser amados, e sim para sermos respeitados e ouvidos”, escreveram os jovens Guarani e Kaiowá às autoridades.
Foi nesta tônica que os indígenas apresentaram ao governo suas reivindicações. Eles exigem que o governo reconheça suas formas de organização como representações legítimas dos povos Guarani do Mato Grosso do Sul, que devem ser ouvidas pelo poder público. “O Estado tem que consultar o Aty Guasu e a Comissão de Professores. Não adianta só dizer que vai demarcar, mandar a Força Nacional… Nós queremos discutir política, segurança, educação”, disse Otoniel. “Nós queremos pautar muitas coisas. Temos que ter garantida a nossa autonomia, sustentabilidade. Saúde de qualidade com política diferenciada. Primeiro, tem que ter atedimento também pras famílias das retomadas [e não só para as aldeias]. E tem que ter educação diferenciada, tem que ter concurso público diferenciado”.
Laranjeira Nhanderu
“A Polícia Federal tem que ir agora lá em Laranjeira Nhanderu abrir a estrada. Isso é a coisa mais urgente, vocês vieram aqui e tem fazer isso. Eu tô cansado de ouvir vocês falarem, falarem, prometerem, prometerem. Eu estou sem palavra pra ouvir vocês”, exigiu Eliseu.
Antes do término da reunião com o governo, a Polícia Federal se comprometeu a imediatamente ir até a retomada Laranjeira Nhanderu e desfazer o cerco dos fazendeiros à retomada.
No dia seguinte, contudo, lideranças indígenas foram ao local, e a cerca permanece onde está, intocada. Os indígenas continuam em situação de cativeiro.

O governo do Ceará recebeu o termo de cessão de uso da área de 60 mil metros quadrados localizada na Praia Mansa, em Fortaleza. Com a publicação do termo de cessão no Diário Oficial da União (DOU), neste mês de novembro, o estado implantará na região o Centro de Convenções, entretenimentos e cultural.
A edificação turística será de apoio e integração recíproca ao novo terminal marítimo de passageiros da Companhia Docas do Ceará (CDC), além de ter estacionamento e implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT). O termo de cessão foi assinado pelo governador Cid Gomes; pelo secretário do Turismo, Bismarck Maia, e pelo diretor presidente da CDC, Paulo André de Castro Holanda.
20 anos de cessão
A cessão terá vigência de 20 anos, podendo ser prorrogada por igual período. Conforme o documento, a contrapartida do estado para o recebimento da área constitui nas despesas de pavimentação de acesso ao novo terminal de passageiros do Porto do Mucuripe; realocação e construção do Comando do Corpo de Bombeiros; implantação do Ramal Parangaba-Mucuripe operado por VLTs até o Terminal Marítimo de Passageiros do Porto do Mucuripe e renovação urbana, com melhorias da infraestrutura da área, ampliando as vias de acesso.
Quanto às responsabilidades sobre a área da Praia Mansa, caberá ao governo a guarda, vigilância e conservação. O estado se compromete ainda a atender quaisquer solicitações por parte da Companhia Docas do Ceará no tocante a programas e medidas de proteção e recuperação do meio ambiente.
(Jangadeiro Online)

Márcio Ândrei
Com a estiagem que castiga várias cidades do sertão alagoano, criadores estão negociando gado por água e ração, para continuar resistindo aos transtornos da seca. Em Santana do Ipanema, aproximadamente 210 KM de Maceió, familiares seguem a tradição da troca do gado para resistir aos danos da seca.
Em tempo de chuva os criadores conseguem vender o gado por aproximadamente R$ 1.500, porem quando chegam os meses de julho e agosto, período que começa a estiagem, os preços dos animais começam a cair e, ao surgir a seca os animais chegam a ser negociados na média de R$ 300.
Para os agricultores a situação também é preocupante, em tempos de chuva o sertanejo aproveita qualquer espaço para plantar, onde consegue produzir abóbora, inhame, batata entre outros produtos da agricultura. Outro fator determinante para a sobrevivência do sertanejo, em tempos de chuva, é o aproveitamento do leite para a fabricação da manteiga e queijo, justamente porque as vacas pastam em uma vegetação rica e farta.
Durante as quartas-feiras na cidade de Dois Riachos, aproximadamente 240 KM de Maceió, o gado é negociado por preço muito abaixo da média. De acordo com os produtores, vender os animais para comerciantes de outras cidades é um desejo de todos, justamente por vender os animais por um preço mais justo.
Devido a seca em Alagoas, trinta e três cidades tiveram os decretos de emergência renovados pelo governo. Para os sertanejos a situação parece não ter fim e, ao mesmo tempo ainda existe um pouco de esperança; primeiro eles esperam que a estiagem passe e a seca acabe, segundo e último ainda existe uma esperança remota, para que surja um político que trabalhe para acabar de vez com a seca no sertão de Alagoas.
*Com informações do Terra

A orla bem cuidada, com iluminação e pavimentação em dia, aliada à beleza natural das praias de águas mornas ajudaram Maceió a ficar em primeiro lugar na disputa das mais belas cidades brasileiras. Com 21992 votos – 38% do total –, a capital de Alagoas disparou na preferência dos leitores do iG, deixando para trás outras capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, São Paulo e Brasília.
A votação feita em tempo real com uma ferramenta inovadora durou três dias e contou com … participações. Declarada patrimônio mundial da Unesco, a paisagem do Rio de Janeiro chegou a liderar a pesquisa nos primeiros dias, mas foi ultrapassada na reta final, encerrando em segundo lugar, com 17274 votos dos leitores.
Apesar de polêmica, a beleza urbana de São Paulo ficou com a terceira posição, com …% dos votos. Florianópolis, Salvador e Brasília ficaram, respectivamente com o quarto, quinto e sexto lugares. A capital de Santa Catarina recebeu 4614 votos, enquanto a capital baiana foi escolhida por 2967 leitores. As curvas em concreto assinadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que marcam a paisagem de Brasília tiveram os votos de 1660 internautas.
Mais:
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As belezas de Recife, João Pessoa, Fortaleza, Manaus e Natal também foram lembradas pelos leitores e certamente entrarão em disputa futura. Aguardem.
Real Time
A plataforma de enquete é baseada no conceito real time, que promove uma interação completa e em tempo real entre todos os usuários do portal. O leitor pode participar e conferir de que forma todos os outros usuários estão votando simultaneamente. Assim, é possível acompanhar os resultados e medir as mudanças de humor dos internautas em relação aos principais temas do Brasil e do mundo.
A tecnologia, criada pela IBT, empresa que pertence à Brztech, da qual faz parte o grupo português Ongoing, reduz o tempo entre a ação do usuário e a visualização, eliminando os atrasos decorrentes da atualização de páginas e de publicação. O grupo Ongoing é controlador do portal iG.
(Portal Ultimo Segundo IG)

SALVADOR, MACEIÓ, RECIFE E TERESINA – A pior seca dos últimos 30 anos já atinge dez milhões de pessoas em 1.317 municípios brasileiros. Os estados mais atingidos pela estiagem são Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, mas há cidades em situação de emergência em todo o Nordeste, segundo o Ministério da Integração Nacional. E o panorama deve piorar. A expectativa é que só volte a chover na maior parte da região em janeiro. Dos cinco estados mais afetados, apenas a Bahia registrou chuvas em novembro.
Na semana passada, o governo federal anunciou o envio de R$ 1,8 bilhão para a construção e ampliação de barragens, adutoras e sistemas de abastecimento que devem aumentar a oferta de água no Nordeste e no norte de Minas Gerais nos próximos anos. As primeiras obras serão entregues apenas no final do primeiro semestre de 2014, segundo o Ministério da Integração
Ainda assim, o drama da seca deve continuar. O principal programa de irrigação da região, por exemplo, só deve ter sua expansão concluída em 2017, segundo estimativa do diretor de produção do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), Laucimar Loyola.
Este ano, emergencialmente, a União destinou R$ 232,6 milhões para bolsa-estiagem; R$ 15 milhões para recuperação de poços; e outros R$ 310 milhões para envio de carros-pipa a fim de atenuar os efeitos da estiagem, que já dura um ano em alguns lugares.
Lavouras perdidas
O Piauí é um dos estados mais atingidos. A seca castiga 200 dos 224 municípios do estado. Um terço da população – mais de um milhão de pessoas – sofre com as consequências da falta de chuvas. Segundo o secretário estadual de Defesa Civil, Ubiraci Carvalho, no semiárido não existe registro de chuva há um ano, e os agricultores perderam 100% das lavouras de feijão, arroz e milho:
- A população está sem água para os animais, e agora o governo teve que prolongar por mais dois meses o seguro-safra, que paga R$ 636, durante seis meses, aos agricultores que perderam toda a sua plantação.
Em Alagoas, a falta de água atinge até os mais ricos: os usineiros. De acordo com o Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool do Estado (Sindaçúcar), o terceiro mês de safra acumula uma queda de 5% da produção. Levantamento do sindicato aponta redução na safra de cana-de-açúcar pelo terceiro mês consecutivo. As perdas são de 15%, em relação ao mesmo período do ano passado. Os prejuízos, nas contas do Sindaçúcar, estão entre R$ 480 milhões e R$ 600 milhões.
De setembro a outubro, foram produzidas pelas unidades produtoras alagoanas 470 mil toneladas de açúcar e 93.916 milhões de litros de etanol. Os números apresentados representam uma redução em comparação a safra 11/12 de, respectivamente, -17,54% e -31%, disse o sindicato, em nota.
De acordo com o professor de Economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Cícero Péricles, apesar de o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontar que a seca do Nordeste é a pior dos últimos 50 anos, as obras hidráulicas estão impedindo dois cenários conhecidos: a migração de nordestinos e as frentes de trabalho, para escapar dos efeitos da estiagem:
- A agricultura do sertão nordestino tem uma particularidade. Mesmo em anos chuvosos, trabalha a maior parte do tempo em clima seco, o que determina a necessidade de tecnologias hidráulicas, principalmente, para atender essa população. Na agricultura familiar, temos a cisterna, sistemas de irrigação particulares e a oferta pública de água, como adutoras, canais, barragens subterrâneas. Isso faz com que, em secas como esta, os efeitos sejam minimizados.
Mais da metade das cidades baianas também está em situação de emergência, e quase três milhões de pessoas já foram afetadas. O setor da agropecuária é o que mais enfrenta prejuízos. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária (Faeb), culturas como milho, feijão e mamona tiveram perda total da safra, e 60% dos rebanhos de caprinos e ovinos morreram. Na região produtora do sisal, que envolve cidades como Barra do Choça e Araci, 15 mil postos de trabalho foram fechados.
O governo de Pernambuco classificou a seca como a pior dos últimos 40 anos. Segundo a Coordenadoria de Defesa Civil (Codecipe), 125 das 184 cidades pernambucanas decretaram situação de emergência, sendo 117 reconhecidas pelo governo federal.
- Esta época do ano, era para a gente estar pisando nos cajus – lamenta o produtor João Alves de Lima, que tem uma plantação de dez hectares no sertão pernambucano que, nas safras passadas, chegou a contabilizar duas toneladas da fruta. Este ano, ele não sabe se conseguirá colher dez quilos de caju.
*Colaboraram Efrem Ribeiro, Gabriela López e Odilon Rios
(Agência O Globo)

A badalada estilista Stella McCarterney é considerada eco-friendly (amiga da natureza), ou seja, utiliza em suas criações tecidos recicláveis, tecnológicos e orgânicos. Em julho deste ano, por exemplo, lançou a linha de lingerie Stella toda confeccionada em algodão orgânico. Por isso, ajuda a evitar a poluição do meio ambiente. Como? Deixando de usar o algodão convencional.
As diferenças entre o algodão orgânico e o convencional estão na plantação e no manejo. De acordo com dados do Instituto Ecotece, de São Paulo, 25% dos inseticidas produzidos no mundo são usados na plantação da fibra convencional.
“A indústria da moda é uma das mais poluentes e danosas para o meio ambiente. Para se ter ideia, um quilo de agrotóxico aplicado na lavoura contamina um bilhão de litros de água. Sem contar que 160 gramas desse algodão são utilizados para confeccionar uma camiseta que pesa 250 gramas”, explica Lia Spínola, diretora do Instituto Ecotece que, desde o início do ano, comercializa camisetas em algodão orgânico.
Manejo sustentável
Até antes dos anos 80, a moda mundial era baseada na produção de algodão orgânico. Mas, com o aumento da população e da demanda, a fibra precisou ser produzida em larga escala. “O algodão é uma planta frágil. Seu ciclo dura quatro meses e ele tem mais de 600 pragas. Para combatê-las, são pulverizados produtos agroquímicos – e isso reflete na colheita. Enquanto conseguimos mil quilos do orgânico por hectare, colhemos de cinco a seis mil quilos do convencional”, explica Maysa Motta Gadelha, diretora-presidente da Coop Natural, empresa produtora de algodão orgânico.
Fios coloridos
Na onda da sustentabilidade, até os algodões orgânicos coloridos naturalmente vem ganhando espaço. Entre as tonalidades mais encontradas estámarrom, rubi e verde. Elas se diferenciam do branco em apenas um aspecto: suas fibras são menores e mais fracas. Mesmo assim, com elas, podem ser fabricados todos os tipos de peças.
“Os algodões coloridos eram considerados uma anomalia. Durante muito tempo foram descartados para não atrapalhar o cultivo do algodão branco. Hoje, muitas marcas voltaram a utilizá-lo”, analisa Maysa. Em breve, o mercado contará também com o algodão de tonalidade azul. “Mas esse não é orgânico, ao contrário, vem de uma semente transgênica”, garante.
Como comprar
Todas as empresas que trabalham com o algodão orgânico, desde a produção até a confecção das peças, são certificadas. Por isso, como consumidora, observe a etiqueta. Ali estará escrito com que tipo de tecido a peça foi fabricada. Se for algodão orgânico, você também passa a ser uma eco-friendly.
(Portal Terra)
As árvores são organismos incríveis, capazes de sobreviver por milênios (se nenhum engraçadinho resolver derrubá-las ou fazer uma fogueira com elas, é claro), criando compostos que servem para driblar a ação de bactérias e parasitas. Além disso, essas plantas também contam com sistemas vasculares compartimentalizados, os quais permitem que algumas partes de sua estrutura continuem vivas enquanto outras acabam morrendo.
O pessoal do site WIRED publicou uma seleção das árvores mais velhas do planeta, e nós trazemos para você as cinco mais antigas de todas elas. Confira:
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)
Essa árvore, da espécie Pinus longaeva, não recebeu esse nome por acaso. Considerada como o espécime mais antigo do mundo, estima-se que ela tenha nada menos que 4.765 anos de idade! Essa raridade vive no Bosque de Matusalém, localizado na Floresta Nacional de Inyo, na Califórnia, e sua localização exata é mantida sob segredo, para evitar que a árvore sofra qualquer tipo de vandalismo.
(Fonte da imagem: Reprodução/WIRED)
Trata-se de um cipreste gigante que vive no Irã, contando com uma idade estimada entre 4.000 e 4.500 anos. Acredita-se que essa árvore seja o organismo vivo mais antigo da Ásia, contando com uma altura de 25 metros e circunferência de 18 metros. A Sarv-e-Abarkooh é um símbolo nacional e se encontra sob a proteção da Organização para a Proteção do Patrimônio Cultural do Irã.
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)
Estima-se que esse enorme teixo, localizado no vilarejo de Llangernyw, no País de Gales, conte com uma idade entre os 3 e 4 mil anos. Segundo os botânicos, essas plantas conseguem sobreviver por tanto tempo graças aos novos ramos que vão se fundindo aos mais antigos, fazendo com que as árvores continuem vivas mesmo depois que o tronco principal tenha morrido.
Tanto que o núcleo original da Llangernyw Yew já se perdeu há muito tempo, mas a árvore continua viva, contando com uma circunferência de base que chega a medir mais de 10 metros.
(Fonte da imagem: Reprodução/WIRED)
Essa incrível conífera conta com uma idade estimada em 3.620 anos e é nativa da região da Patagônia. Essas árvores chegam a alcançar mais de 45 metros de altura, embora ganhem apenas alguns milímetros de circunferência de tronco a cada ano. Sendo assim, pode demorar um milênio até que elas cheguem à sua altura máxima.
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)
Essa belíssima planta, localizada em Yakushima, no Japão, conta com uma idade estimada em — pelo menos — 2 mil anos, embora algumas estimativas apontem que essa árvore possa, inclusive, ter mais de 7 mil anos de idade. Com uma altura de mais de 25 metros e uma circunferência de tronco de mais de 16, a Jōmon Sugi é considerada a maior conífera do Japão.
A árvore tida como a quinta mais antiga do mundo, conhecida como “The Senator”, foi destruída em um incêndio criminoso nos Estados Unidos este ano. Já o maior cajueiro do planeta, localizado em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, embora ocupe uma incrível área de 8.500 metros quadrados e produza uma safra de cajus de aproximadamente 2,5 toneladas por ano, teria sido plantado em 1888, contando, portanto, com apenas 124 anos de idade.
Conforme apontou um de nossos leitores, Marcelo Dos Santos Cabral, pesquisadores da Universidade Umeå, na Suécia, identificaram um espécime de pinheiro — Picea abies — com idade estimada de mais de 9.500 anos. Isso significa que, embora existam listas com as árvores mais antigas do mundo, novas plantas milenárias continuam sendo encontradas pelo mundo, muitas vezes por mero acaso!
Fonte: WIRED, The Telegraph
Um elefante coreano tem despertado a curiosidade da comunidade científica asiática. Koshik fica em um zoológico e é capaz de reproduzir sons muito similares a palavras no idioma local. O animal consegue “falar” “annyeong” (Olá), “nuwo” (deitar); “anja” (sentar-se); “Aniya” (não) e “choah” (bom ).
A habilidade do elefante chamou a atenção de uma equipe de pesquisadores, que percebeu que a fala de Koshik é feita através da imitação do que é falado por humanos — e, em uma demonstração de habilidade incrível, o animal usa a ponta da tromba colocada sobre a boca para reprodução dos sons, que acabam ficando muito convincentes.
Após ouvir sobre o talento vocal do animal, Dr. Angela Stoeger, da Universidade de Viena, na Áustria, foi até a Coreia para criar vídeos do elefante, os quais foram publicados no YouTube em seguida.
A equipe de pesquisa então pediu que coreanos (que tinham o idioma nativo) ouvissem a fala do animal, sem saber do que se tratava. Segundo Stoeger, foi encontrada uma “elevada concordância do significado global” das palavras.
(Fonte da imagem: Reprodução/BBC)
Segundo reportagem da BBC, a principal diferença entre os sons de elefantes e a fala humana é que os humanos têm diferentes timbres de voz, enquanto os elefantes contam com um som mais “profundo”, coisa que Koshik consegue driblar muito bem.
Dr. Angela Stoeger ainda completa dizendo que o ocorrido é resultado da convivência do animal exclusivamente com humanos: Koshik era o único elefante de seu zoológico entre seus cinco e doze anos de idade.
Como suas relações sociais eram baseadas no que ele via e ouvia de pessoas, isso fez com que ele se esforçasse para fortalecer laços com seus companheiros, repetindo suas falas. O feito é bastante notável, levando em conta a anatomia do elefante que, ao contrário dos humanos, não conta com lábios e tem uma laringe enorme.
Para Dr. Stoeger, a pesquisa é de extrema importância não só para compreender melhor o funcionamento das linguagens humanas como para acompanhar um processo evolutivo de vocalização ou imitação vocal. A pesquisadora deixa claro que Koshik apenas simula os sons humanos, sem ter plena consciência do que aquilo representa.
(BBC)
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/32218-cientistas-estao-surpresos-com-um-elefante-asiatico-falante-.htm#ixzz2C38eh1hQ

Imagem mostra, em lilás, o buraco na camada de ozônio na Antártica, segundo registro do dia de pico no tamanho do orifício, em 22 de setembro deste ano
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, que se forma anualmente entre setembro e outubro, foi em 2012 o segundo menor em 20 anos devido a temperaturas menos frias, informou esta quarta-feira (24) a Agência Americana Oceanográfica e Atmosférica (NOAA).
Sua superfície média foi de 17,9 milhões de km 2, detalhou a NOAA (na sigla em inglês), que estabelece estas medições graças a um satélite da Nasa.
“As temperaturas foram um pouco mais quentes este ano na alta atmosfera, sobre a Antártida, o que permitiu uma destruição menor do ozônio em comparação com o ano passado”, explicou Jim Butler, do laboratório de pesquisas sobre o sistema terrestre da NOAA.
O buraco de ozônio na Antártida alcançou este ano um máximo para a estação em 22 de setembro, com 21,2 milhões de km 2 , o que equivale à superfície de Estados Unidos, Canadá e México somados.
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Buraco na camada de ozônio sobre Antártida está menor que em 2011
Comparativamente, o maior buraco medido nesta camada teve extensão de 29,9 milhões de km 2 no ano 2000.
O buraco começou a se formar a cada ano nos pólos desde a década de 1980 devido aos componentes clorados (clorofluocarbonos, conhecidos como CFC) usados pelo homem no sistema de refrigeração e aerossóis.
A produção de CFC foi agora reduzida praticamente a zero, graças ao protocolo internacional firmado em 1985 em Montreal, mas estas substâncias químicas persistem muito tempo na atmosfera.
O ozônio, uma molécula composta de três átomos de oxigênio, se forma na atmosfera, onde filtra os raios ultravioleta do sol que danificam a vegetação e podem provocar câncer de pele. O frio intenso se mantém como fator principal deste escudo natural.
Sob o efeito do frio, o vapor d’água e as moléculas de ácido nítrico se condensam para formar nuvens nas camadas baixas da estratosfera. Nestas nuvens se forma cloro, o que contribui para a destruição do ozônio.
Apesar da aplicação do Protocolo de Montreal há mais de duas décadas, talvez seja necessário passar 10 anos mais antes que se comece a regenerar a camada de ozônio da Antártida, segundo cientistas do NOAA.
Paul Newman, cientista deste organismo, calcula que a camada de ozônio da Antártida não recuperará seus níveis de princípio dos anos 1980 antes de 2060.
(AFP)

Os satélites da agência espacial americana mostraram dois fenômenos opostos ao detectar que a camada de gelo do Ártico diminui, enquanto a Antártida se expande, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (23).
“Houve um aumento geral na camada de gelo marinho na Antártida, que é o contrário do que acontece no Ártico”, afirmou Claire Parkinson, cientista do Centro Goddard da Nasa e autora principal do estudo.
A Nasa indica que entre 1978 e 2010 a extensão da Antártida cresceu em 17 mil quilômetros quadrados a cada ano, mas “esta taxa de crescimento não é tão grande como a diminuição no Ártico”, disse a cientista, destacando a diferença de geografia que têm os pólos da Terra.
Segundo os dados do estudo, a extensão da camada de gelo do Oceano Ártico em setembro de 2012 era de 3,40 milhões de quilômetros quadrados abaixo da média calculada entre setembro de 1979 a 2000, ou seja, que a área de gelo perdido equivale a aproximadamente duas vezes o Alasca.
O Oceano Ártico está rodeado pela América do Norte, a Groenlândia e a Eurásia, grandes massas de terra que apanham a maioria do gelo que se concentra e se retira ciclicamente segundo a época do ano.

Porém, uma grande parte do gelo mais antigo desapareceu nas últimas três décadas e a cobertura do gelo de verão ficou exposta à água escura do oceano, que absorve a luz solar e se aquece, o que leva à perda de mais gelo.
Pelo contrário, a Antártida é um continente rodeado de águas abertas que permitem ao gelo marinho expandir-se durante o inverno, mas também oferecem menos proteção durante a temporada de degelo.
A maior parte da coberta gelada do Oceano Austral cresce e se retira a cada ano, dando lugar a pouco gelo marinho perene na Antártida.
Os autores do estudo acreditam que o padrão misto de crescimento do gelo e a perda de gelo ao redor do Oceano Antártico poderiam ocorrer devido a mudanças na circulação atmosférica.
“O clima não muda de maneira uniforme. A Terra é muito grande e a expectativa, sem dúvida, seria que houvesse mudanças diferentes nas distintas regiões do mundo”, comentou Claire, ressaltando que a descoberta não desaprova a teoria da mudança climática.
Segundo a Nasa, este estudo, que usou dados de altimetria laser do satélite ICESat, é o primeiro a calcular a espessura do gelo marinho no Oceano do Sul inteiro a partir do espaço.
(EFE)

Importantes nações não conseguiram chegar a um acordo na quinta-feira (1/11) para a criação de grandes áreas marinhas protegidas na Antártida, dentro de um plano para intensificar a conservação de espécies como baleias e pinguins em torno do continente gelado.
A Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR, na sigla em inglês) concordou, no entanto, com a realização de uma sessão especial na Alemanha em julho de 2013 para tentar romper o impasse depois do encontro de 8 de outubro a 1o de novembro em Hobart, na Austrália.
Ambientalistas criticaram a falta de acordo sobre novas áreas marinhas protegidas no Mar de Ross e no Leste da Antártida, que abriga pinguins, focas, baleias e aves marinhas, bem como estoques valiosos de krill.
“Estamos profundamente desapontados”, disse à Reuters Steve Campbell, da Aliança Oceano Antártico, que agrupa organizações de conservação, no final da reunião anual da CCAMLR. Ele contou que a maior resistência veio da Ucrânia, Rússia e China.
Ambientalistas disseram que os Estados Unidos, União Europeia, Austrália e Nova Zelândia estão entre os países que pressionam por um acordo sobre novas zonas protegidas.
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Algumas frotas de pesca estão rumando para o sul porque os estoques estão esgotados mais perto de casa e algumas nações se preocupam com o fechamento de grandes áreas dos oceanos. A CCMALR é composta por 24 Estados-Membros e a União Europeia.
“Este ano, a CCAMLR se comportou como uma organização de pesca em vez de uma organização dedicada à conservação das águas da Antártida”, disse Farah Obaidullah, do Greenpeace.
Entre as propostas, um plano EUA-Nova Zelândia teria criado uma área protegida de 1,6 milhão de quilômetros quadrados no Mar de Ross — aproximadamente do tamanho de Irã.
E a UE, Austrália e França propuseram uma série de reservas de 1,9 milhão de km² no Leste da Antártida — maior do que o Alasca.
Na semana passada, o ator Leonardo di Caprio lançou uma petição para proteger os mares em torno da Antártida com o grupo de campanha Avaaz, dizendo que “as baleias e pinguins não podem falar por si, por isso cabe a nós defendê-los”.
Em 2010, os governos estabeleceram a meta de ampliar as áreas protegidas para 10 por cento dos oceanos do mundo para salvaguardar a vida marinha do excesso de pesca e outras ameaças, como a poluição e alterações climáticas. Em 2010, o total era de 4 por cento.
A CCAMLR disse em um comunicado que os membros haviam identificado várias regiões do Oceano Antártico que merecem elevados níveis de proteção.
“Essas áreas importantes podem fornecer uma referência para pesquisa científica sobre os impactos das atividades, como a pesca, bem como oportunidades significativas para monitorar os impactos das mudanças climáticas no Oceano Antártico”, disse.
(Por Alister Doyle, em Oslo – Reuters)

Ilustração mostra como seria o ‘Xenoceratops foremostensis’, dinossauro herbívoro descoberto no Canadá (Foto: Divulgação/Julius Csotonyi/’Canadian Journal of Earth Sciences’)
Pesquisadores do Canadá descobriram uma nova espécie de dinossauro com chifes, “parente” do triceratops, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (8).
Batizado de Xenoceratops foremostensis, o animal possuía 6 metros de comprimento aproximadamente e pesava mais de 2 toneladas, de acordo com os cientistas. Ele seria herbívoro e teria chifres em posição incomum.
O réptil pré-histórico viveu há cerca de 80 milhões de anos na região de Alberta, no Canadá, segundo o estudo. Ele foi identificado a partir de fragmentos de crânios de três espécimes de dinossauros que haviam sido coletados na década de 1950 e que passaram despercebidos, não tendo sido estudados anteriormente.
Os fragmentos estavam guardados no Museu Canadense da Natureza, em Ottawa, e foram encontrados pelos pesquisadores Michael Ryan, do Museu de História Natural de Cleveland, nos EUA, e por David Evans, professor da Universidade de Toronto.
“Esta descoberta de uma espécie de dinossauro antes desconhecida mostra a importância de ter acesso às coleções de materiais científicos”, disse o paleontólogo do Museu Canadense da Natureza Kieran Shepherd, um dos co-autores da pesquisa, para o site da instituição.
A pesquisa foi publicada no periódico “Canadian Journal of Earth Sciences” nesta quinta-feira (8).
(Ciência e Saúde, G1)

Mais de 95% dos municípios do estado decretaram situação de emergência por causa da seca, considerada a pior dos últimos 29 anos. A terceira reportagem da séria Vidas Secas mostra que a perda da safra já chega a 86% de tudo o que foi plantado no Ceará que, sem ter como plantar o homem do campo se dedica quase que exclusivamente a pecuária.
O agricultor e pecuarista Francisco Airton, afirma que está lutando para não precisar se desfazer do seu pequeno rebanho. “No sertão vivemos da agricultura e pecuária. Numa seca dessas estamos parado com a agricultura. Estamos nos viramos para conseguir sustentar o rebanho que está sobrevivendo com as dificuldades”, informou.
O pecuarista Luis Farias também está na mesma situação. “Eu tinha ovelha mais vendi porque não dava para escapar. Agora diminui o gado pra ver se escapam. Pelejei 20 anos da minha vida com o gado e, chega agora, temos que dar fim. Teve gente que vendeu tudo e foi embora”, disse.
Operação Carro Pipa não é suficiente
Com a forte estiagem, a operação Carro Pipa do governo federal, não é suficiente para matar a sede das famílias e dos animais, por isso os moradores se organizam e pagam pelo serviço de carros particulares. O pipeiro José Egberto cobra 180 reais pela viagem, mas afirma que está ficando cada vez mais difícil encontrar água de qualidade. “Andamos mais de 150 quilômetros só para pegar água. Sai caro porque gasto muito com óleo e está cada vez mais difícil da gente encontrar água”, contou Egberto.
Na zona rural de Madalena, sertão central do Ceará, a seca é tão intensa que nem a palma, um tipo de cacto resistente ao semiárido, consegue suportar a esta estiagem e ao calor de 40 graus. O agricultor José Vieira levou 23 anos para plantar e cultivar os 6 mil pés de palma. Nesta época do ano, os cactos são os únicos alimentos disponíveis para o gado. O agricultor sabe que, se não chover em breve, o rebanho e até a família dele podem passar fome.
Denúncia
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Madalena, Leonidas dos santos , diz que o sofrimento no campo é maior porque falta atenção do poder público na construção de novos açudes, adutoras e poços profundos. “Tem tecnologia para resolver o problema da seca, mas a falta política é muito grande, tanto do prefeito, quando do governo estadual e federal. Até hoje os trabalhadores estão comprando água para dar ao gado”, denunciou.
O agricultor e pecuarista Francisco Everton deve R$ 21 mil ao Banco do Nordeste de programas de incentivo a agricultura e pecuária. No começo do ano ele produzia cerca de 107 litros de leite por dia, mas como as vacas só se alimentam de cacto, hoje a produção é quase zero. “A gente vive no campo praticamente sendo expulso para a cidade, porque o governo não incentiva a gente. Hoje vivemos porque somos obrigados”, finalizou.
(Jangadeiro Online)