Arquivo da categoria: Ciências Naturais & Sociais

MTur elege 7 projetos turísticos para Parques Nacionais; Viçosa do Ceará foi contemplada

Viçosa do Ceará: Princesa da Ibiapaba

O Ministério do Turismo (MTur) selecionou, por meio de chamada pública, sete projetos de incentivo às produções artesanais, industriais ou agropecuárias que incorporem valor turístico aos municípios no entorno de 12 Parques Nacionais. Os projetos classificados poderão receber até R$ 600 mil, totalizando o investimento de R$ 3 milhões distribuídos pelas macrorregiões do País.

“O objetivo inicial da chamada pública era selecionar cinco projetos, sendo um em cada macrorregião. Como o valor de algumas propostas era menor do que o previsto no edital, outros dois projetos poderão ser apoiados ainda neste exercício”, disse o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Neusvaldo Lima.

Entre os selecionados estão os projetos apresentados pelas prefeituras municipais de Conceição do Mato Dentro (MG), Jacinto Machado (SC), Morro do Pilar (MG), Praia Grande (SC), Santo Amaro do Maranhão (MA) e Viçosa do Ceará (CE), além da proposta da Goiás Turismo. As ações favorecem comunidades locais, valorizando a cultura de cada região de modo, com o objetivo de gerar renda aos municípios.

Atualmente os Parques Nacionais brasileiros recebem 12 milhões de pessoas por ano e faturam cerca de R$ 1,5 bilhão. Os parques priorizados pelo Governo Federal são: Anavilhanas (AM), Aparados da Serra (RS), Brasília (DF), Chapada dos Guimarães (MT), Chapada dos Veadeiros (GO), Itatiaia (RJ), Lençóis Maranhenses (MA), Serra do Cipó (MG), Serra dos Órgãos (RJ), Serra Geral (SC), Tijuca (RJ) e Ubajara (CE).

(Panrotas)

A memória dos filhos dos desaparecidos da ditadura argentina em literatura

Da OperaMundi

Por Bruno Arpaia e Alberto Prunetti 

Geração de escritoras e escritores narra anos de violência e repressão através de seus pontos de vista

Era o dia dois de setembro de 2003 quando Néstor Kirchner, então há pouco eleito presidente da Argentina, promulgou a norma que anulava as leis do Punto Final e da Obediencia Debida, que garantiam impunidade aos militares golpistas e torturadores. Em março do ano seguinte, inaugurando o Museu da Memória que ele idealizou no edifício que abrigava a Esma, a Escola de Mecânica da Armada, onde milhares de pessoas argentinas foram torturadas e mortas, Kirchner declarou: “Como Presidente da Nação Argentina, venho pedir perdão por parte do Estado nacional pela vergonha de ter silenciado sobre tantas atrocidades durante vinte anos de democracia. Falemos claramente: não é rancor nem ódio a nos guiar e a me guiar, apenas a justiça e a luta contra a impunidade. Os responsáveis por esses eventos tenebrosos e macabros, por tantos campos de concentração como a Esma, têm só um nome: são assassinos repudiados pelo povo argentino.”

A partir daquele momento, sem mais ser obrigada a lutar para “existir”, uma geração de escritoras e escritores que tinha visto pessoas de suas famílias morrerem sob os golpes da repressão ou desaparecer no oceano Atlântico pôde começar a narrar os anos da violência e da ditadura através de seus pontos de vista. Militantes sobreviventes já tinham produzido ótimos livros, entre os quais obras-primas como “Recuerdo de la morte” (“Lembrança da morte”, em tradução livre), de Miguel Bonasso. Agora o testemunho da narrativa passava às pessoas que tinham vivido aqueles eventos não como protagonistas adultos, mas como crianças, como espectadores e vítimas, frequentemente inconscientes, da aniquilação de suas próprias famílias.

Aquela geração se pôs a acertar as contas com a memória através da literatura. A memória, pessoal e/ou coletiva, é um dos instrumentos principais de pessoas que narram em suas abordagens da realidade. Parece simples: minhas recordações são (deveriam ser) minha “verdadeira realidade”. No entanto, não é nada simples. Os mais recentes estudos sobre o funcionamento do cérebro humano confirmam esse fato, mas para romancistas a falibilidade da memória não é uma descoberta nova. Muitas já tinham descoberto há tempos que a memória não é um armário ou uma geladeira de que se retiram as recordações à medida que se precisa delas. A memória é complexa: não somente acumula, registra, estoca, arquiva… Ela elimina, reduz, corta, infla, estica, adiciona, agiganta, mistura, confunde. A memória fabula, narra. A memória inventa.

E isso é verdade também para a história pessoal recente. Assim confirmaram em outubro de 2013, em Buenos Aires, escritoras e escritores reunidos em um seminário organizado pelo Departamento Lectura Mundi da Universidade Nacional de San Martin, intitulado “Narrativas do real: histórias e memórias”. Laura Alcoba, Félix Bruzzone, Julián López, Mariana Eva Pérez, Raquel Robles, Ernesto Semán e Ángela Urondo contaram como, a partir de 2003, se sentiram livres para encarar as histórias de suas famílias sem mais constrangimentos e como, cada um a seu modo, a partir de suas próprias lembranças ou dos fiapos de memórias, elaboraram histórias que, mesmo quando parecem relatos pessoais ou autobiografia pura, conservam as características da ficção.

“Pequeños combatientes”, de Raquel Robles, por exemplo, é a história, contada em primeira pessoa, com uma voz fresca e adolescente, de uma garota de doze anos e seu irmão de oito, crescidos na clandestinidade e que vivem com os avós. Os irmãos estão convencidos de que os pais estão ainda a combater aquela “guerra” na qual também eles se sentem envolvidos: são, de fato, “pequenos combatentes”, que pouco a pouco se dão conta do desaparecimento dos próprios pais. O romance parece a simples narrativa da história real de Raquel Robles, que é engajada na luta de organizações pelos direitos humanos e é filha de desaparecidos da ditadura. A autora, no entanto, explicou que partiu de um grumo confuso e indistinto de lembranças da infância que depois desenvolveu de acordo com as regras da ficção, buscando a “voz” do romance na filha, que tem a mesma idade da protagonista.

Emblemático também o caso de Ángela Urondo. Em junho de 1976, Ángela tinha apenas onze meses quando o automóvel em que viajava com os pais, ambos militantes montoneros, foi parado e cravejado de balas por militares nos arredores de Mendoza. O pai, o escritor Paco Urondo, morreu no local. Alicia Raboy, a mãe, jornalista, correu com o bebê nos braços tentando se salvar, mas não conseguiu. Acabou na Esma e depois desaparecida. Ángela foi sequestrada pelos militares, entregue em um orfanato e depois à avó materna, que prometeu criá-la em comum acordo com a família Urondo. Porém, sem avisar à outra avó, decidiu dá-la em adoção à sobrinha, que a partir de então cortou os laços entre os Urondo e a menina. A pequena Ángela sabia que seus pais biológicos estavam mortos, mas acreditava que tinham falecido em um acidente de carro. A família adotiva não lhe disse nem ao menos que tinha um irmão e uma irmã, essa última também desaparecida. Ángela descobriu de fato quem é somente quando, aos dezenove anos, o irmão veio “resgatá-la”. Começou então a lutar para recuperar sua própria identidade, seu sobrenome, e iniciou uma causa de “desadoção” (seu próprio neologismo). “Era uma causa civil contra meus pais adotivos, com a qual solicitava à justiça a anulação da adoção. Geralmente, adoções são irreversíveis. Fiz algo fora da norma, mas era um direito meu.” Esse direito lhe foi reconhecido cerca de dois anos depois, quando ela finalmente pôde se chamar Ángela Urondo Raboy. No meio tempo, começou a escrever para contar sobre seu doloroso percurso de reconstrução da própria história pessoal, para tornar público um drama que não era só privado. “¿Quién te creés que sos?” (“Quem você pensa que eu sou?”) é o livro que resultou de todo o processo. Um livro não linear, construído como um quebra-cabeças, em que adquirem sentido até os sonhos recorrentes da autora adulta que, como ela vem a descobrir somente mais tarde, resgatam as cenas terríveis que ela viveu quando bebê.

Também dramático é o caso narrado por Victoria Donda em “Mi nombre es Victoria” (“Meu nome é Victoria”). A obra é menos literária, com um recorte memorialístico e autobiográfico. É a história da reapropriação do nome e da identidade de uma dos tantos hijos de desaparecidos. O elemento interessante é que ela permanece suspensa em uma terra de ninguém, entre duas famílias: não há o final feliz do retorno à família originária, com o acolhimento regado a lágrimas. Pelo contrário: na família de sangue ela encontra também o responsável pela denúncia e pelo desaparecimento dos próprios pais. A família, longe de ser um recanto de paz, é um lugar de conflitos políticos irreconciliáveis. E dramática também é a permanência na família de adoção: o tio da família de sangue era um repressor amigo do pai de adoção. Uma descoberta inquietante: “trata-se de uma pessoa que eu chamava de ‘tio’, que me foi apresentada como meu padrinho de batismo (…). Meu pseudo padrinho, Héctor Febrés, responsável pelo “setor quadro” da Esma, o setor das mulheres grávidas. O homem que me tirou dos braços de minha mãe. Meu sequestrador”, narra Victoria no livro.

O amor de Victoria pelos pais montoneros se desfaz frente à figura do tio Adolfo, irmão e traidor do pai de sangue, conhecido como “Geronimo” pelas pessoas que torturava. Victoria passa então a descrever o relacionamento conflituoso e angustiante dos avós paternos com o filho torturador, o senso de culpa… A família se quebra, como se quebra a sociedade argentina, mas de maneira talvez mais dramática. No fim, Victoria consegue recuperar um contato distante com os avós postiços e mantém um relacionamento com os pais adotivos, que respeitaram a escolha de sua militância política à esquerda, maturada antes de conhecer sua verdadeira história e identidade (quando ainda não era Victoria, mas Analía). Ela não sente necessidade de excluí-los da rede familiar, e sua relação com a irmã adotiva é melhor do que com a irmã de sangue, também criada em uma família conservadora, mas que não tem interesse em iluminar seu próprio passado.

Para Victoria, por fim, família é acima de tudo o grupo de militantes que permaneceu ao seu lado: os jovens dos Hijos, as Avós da Praça de Maio, e as figuras mais maduras no movimento, a quem atribui um papel paterno – aqueles que sente mais próximos ao percurso de luta dos pais desaparecidos. A militância é um modo para “aumentar a amplitude do termo ‘família’”, como escreve Victoria, além dos vínculos de sangue e de adoção.

E ao fim, uma surpresa: quase todas e todos esses escritores e escritoras reivindicam o “direito ao esquecimento”. Escrevem, talvez, para poder esquecer. Atenção: passar uma borracha sobre o que aconteceu está bem distante de suas intenções. Pelo contrário: só se pode esquecer algo que conhecemos e tornamos profundamente nosso. Agora as “últimas vítimas diretas da ditadura”, como algumas dessas pessoas se definem, não precisam mais dar seu testemunho. Agora, talvez, para essas pessoas seja finalmente hora de viver.

Das 10 cidades mais poluídas do mundo, 6 estão na Índia

O segundo país mais populoso do mundo, a Índia, também sofre com altíssimos níveis de poluição. Segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS), seis das 10 cidades mais poluídas do mundo estão na Índia, entre elas a ‘campeã’ Nova Delhi. Parna, Gwalior, Raipur, Ahmedabad e Lucknow são as cidades indianas eleitas pela OMS. Quatro delas entre as primeiras do ranking, com Karachi, no Paquistão, fechando o Top 5.

Além de sofrer com a poluição, a Índia também tem entre seus principais problemas o boom populacional e a pobreza extrema, agravada pela mistura frequente de política estatal e religião no país. Diferente da China, o governo indiano não impõe qualquer controle de natalidade, o que deve piorar tanto a superpopulação quanto a poluição pelas próximas décadas. Hoje, a Índia possui 1,2 bilhões de pessoas, ‘apenas’ 100 milhões (meio Brasil) atrás da China.

Veja abaixo as 10 cidades mais poluídas do planeta:
1. Nova Déli, Índia

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2. Patna, Índia

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3.Gwalior, Índia

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4. Raipur, Índia

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5. Karachi, Paquistão

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6. Peshawar, Paquistão

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7. Rawalpindi, Paquistão

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8. Jorramabad, Irã

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9. Ahmedabad, Índia

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10. Lucknow, Índia

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Via http://trazcafe.com.br/site/das-10-cidades-mais-poluidas-mundo-6-estao-na-india/

 

Manaus é única cidade da Amazônia entre as 10 mais populosas do Brasil

Via http://www.portalamazonia.com.br

MANAUS – A capital do Amazonas é a única representante da Amazônia entre os dez municípios mais populosos do País. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade está atrás apenas de grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte. E à frente de Curitiba, Recife e Porto Alegre. Além de Manaus, outras duas capitais da Amazônia, Belém e São Luís, estão na lista dos 25 municípios mais populosos do país.

A capital do Pará figura na 11ª colocação, com 1.432.844 habitantes. Já a capital do Maranhão aparece na 15ª, com 1.064.197.  Por outro lado, a Amazônia está representada pela pequena Araguainha, no Mato Grosso, na lista dos 25 municípios menos populosos do Brasil. Estima-se que o município mato-grossense tenha apenas mil habitantes. Também está na região a capital com a maior taxa de crescimento populacional entre 2013 e 2014. Palmas, no Tocantins, cresceu 2,91% e  saltou de 257.903 para 265.409 habitantes. Para se ter ideia do que isso significa, a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, foi a que menos cresceu, saltou de 1.467.823 para 1.472.482 habitantes, ou 0,32%.

Estados

Pará, Amazonas e Maranhão são os estados que mais cresceram em termos de população desde o último Censo. O Pará teve um aumento de quase meio milhão de habitantes, de 7.581.051 para 8.073.924. O Amazonas cresceu de 3.483.985 para 3.873.743 habitantes. E o Maranhão, que em 2010 tinha 6.574.789 , aumentou 276.095 e chegou a 6.850.884 habitantes. Já os estados que menos cresceram foram Roraima, Acre e Amapá.

Regiões Metropolitanas

As regiões metropolitanas de Manaus, Belém e da Grande São Luís seguiram a mesma tendência das capitais e figuram entre as 25 mais populosas do Brasil. Juntas, as três somam 6.010.714 habitantes. A região de Manaus é a mais bem colocada no ranking e está em 11º lugar, com 2.478.088 habitantes. A de Belém aparece duas posições atrás, em 13º, com 2.129.515 . E a da Grande São Luís é a 17ª colocada, com 1.403.111. As mais populosas do país são as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, elas somam juntas 38.676.123 habitantes.

Panorama geral

A população da Amazônia cresceu 6,8 % em comparação ao Censo 2010.  Hoje, a região abriga 27.306.268 habitantes, ou 13,4% da população brasileira. Veja abaixo a estimativa da população de cada Estado e capital da Amazônia em 2014 e também, quais são os municípios mais e menos populosos de cada um.

População da Amazônia em 2014. Arte: Victor Gabriel/Portal Amazônia

Porto Alegre é capital com menor crescimento de população, segundo IBGE

População da capital gaúcha cresceu 0,32% no último ano Foto: Lívia Stumpf / Especial

Dentre as 27 capitais, Porto Alegre foi a que apresentou o menor crescimento populacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população da capital gaúcha aumentou de 1.467.816 para 1.472.482 habitantes, um crescimento de 4.666 pessoas — 0,32%. Dados específicos sobre cada município foram divulgados nesta quinta-feira e estão presentes em resolução publicada no Diário Oficial da União. Os números são aplicados nos cálculos de repasses de recursos aos municípios e são utilizados também pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A estimativa reflete a população no começo de julho de 2014.

A capital do Rio Grande do Sul aparece apenas na décima posição no ranking das maiores cidades do Brasil, com 1.472.482 pessoas. Os cinco maiores municípios em população são: São Paulo, com 11.895.893; Rio de Janeiro, com 6.453.682; Salvador, com 2.902.927; Brasília, com 2.852.372; e Fortaleza, com 2.571.896. Ainda segundo a estimativa, o Brasil alcançou o número de 202.768.562 habitantes, que anteriormente era de 201.040.714, um crescimento de 1.727.848 (0,85%) em comparação à divulgação de 2013.

Veja quais são as regiões mais e menos populosas do RS:

 

O Rio Grande do Sul é o quinto Estado com maior população do país, com 11.207.274 habitantes. São Paulo é o mais populoso, com 44.035.304, seguido por Minas Gerais, com 20.734.097, Rio de Janeiro, com 16.461.173, e Bahia, com 15.126.371. Roraima é o Estado menos populoso, com 496.936 habitantes.

Além disso, o RS é o Estado com o maior número de municípios com população inferior a 2 mil pessoas. São 31 cidades, sendo André da Rocha a menor do território gaúcho, com 1.286 habitantes, e a 10ª menor do país.

O IBGE explica que as “Estimativas da População para Estados e Municípios”, com data de referência em 1º de julho de 2014, atende às exigências estabelecidas pela Lei nº 8.443/1992 e pela Lei complementar nº 143/2013. Essas leis estabelecem que a “entidade competente do Poder Executivo federal fará publicar no Diário Oficial da União, até o dia 31 de agosto de cada ano, a relação das populações dos municípios, e até 31 de dezembro, a relação das populações dos Estados e do Distrito Federal, para os fins previstos na Lei nº 8.443″.

Veja o comparativo entre as populações das capitais:

* Zero Hora, com Estadão Conteúdo

Seca no Ceará atinge 176 municípios

A seca que assola o  Ceará é a pior dos últimos 55 anos. A informação foi destaque do Jornal O Globo deste domingo. Segundo o periódico, dos 184 municípios que compõem o estado, 96% decretaram situação de emergência, ou seja, 176 cidades. As cidades são abastecidas prioritariamente por carros-pipa, que somam 1.101 para atender 122 municípios. De acordo com a reportagem os resultados referentes à potabilidade da água dos carros-pipa não constam no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA), do Ministério da Saúde. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), responsável pelo controle, não teria enviado os dados de 2013 e 2014.

Apesar de o Relatório Sobre Vigilância da Qualidade da Água ter sido amplamente divulgado em 2013 pela Sesa, a assessoria de comunicação do órgão informa que a responsabilidade por este monitoramento é da 10ª Região Militar e o estudo de 2013 estava com o órgão do exército. Já o coordenador da Operação Carro-Pipa no Ceará, o Coronel Claudemir Rangel dos Santos,  diz que ao exército cabe a distribuição da água e a cobrança do laudo de potabilidade dos mananciais aos municípios atendidos. Ele nega que este tipo de estudo seja de responsabilidade da 10ª Região Militar.

De acordo com a Comissão Especial da Assembleia Legislativa (AL-CE), que acompanha a Problemática da Seca e as Perspectivas de Chuva no Ceará, das 128 localidades que recebiam água de carro-pipa, apenas 28 tinham veículos cadastrados no SISAGUA e coletavam amostras para a vigilância da qualidade da água.

A situação preocupa, pois de acordo com o relatório da Comissão da Seca da AL-CE, o estudo, quando a SESA analisou 381 amostras de água de 28 municípios (os únicos que possuem carros-pipas cadastrados no sistema de informação e coletaram amostras), concluiu-se que 60% das amostras estavam contaminadas: 18% (70) com a bactéria Escherichia coli e 42% (160) com coliformes fecais.

O Ceará registrou, em 2013, um número elevado de casos de doenças diarreicas agudas. Municípios tiveram surtos do problema que está relacionado à qualidade da água que chega à população. Os dados da Sesa, apontavam que a estiagem é “relevante” na ocorrência de doenças diarreicas agudas (DDAs). No Ceará, foram confirmados cerca de 200 mil casos. Não há informação de óbitos, mas 14 municípios somaram 77 surtos.

(Ceará Agora)

Bacias hidrográficas do Ceará registram pior volume dos últimos dez anos

O volume armazenado nas 12 bacias hidrográficas do Ceará é o mais baixo dos últimos dez anos quando comparada a mesma data (31 de julho). Segundo números da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), a bacia em melhor estado, a do Alto Jaguaribe, está com apenas 50,5% do volume. O armazenamento de água total do Ceará também é o mais baixo do período: apenas 29,7%.

A situação é de alerta também quando observados os dez maiores reservatórios do Estado monitorados pela Cogerh. Dos oito açudes que existem desde 2005, apenas o Pacoti não enfrenta a pior situação agora em 2014 (quando comparada a mesma data – 1º de agosto): está com 35,6% do volume e esteve com 32,5% em 1º de agosto de 2012. As barragens mais recentemente inauguradas (Figueiredo, de 2013 e Taquara, de 2010) também têm hoje o pior quadro.

Entre as bacias, a do Sertão de Crateús é a com pior índice: está com apenas 2,57% da capacidade. Ela é composta por nove municípios. Pelo menos 38.810 domicílios dessas cidades são atendidos pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

Futuro

O cenário que se apresenta é de alerta, destaca o chefe de gabinete da Cogerh, Berthyer Peixoto Lima. Apesar de considerar arriscada a análise de período proposta pelo

O POVO, porque “prender-se a dez anos pode representar um erro hidrológico”, Lima reconhece que a situação preocupa e pode se agravar em 2015 dependendo de como o clima se comportar no Ceará.

Por isso, ele adianta que, caso seja percebido “que 2015 é um ano de seca”, as medidas de priorização de água para o consumo humano e animal serão “mais duras”. Além da suspensão das outorgas novas para uso de água para a irrigação, como é feito hoje no Canal do Trabalhador e no Eixão das Águas, outorgas já em execução também podem ser suspensas. “Tem leis estadual e federal que dizem que, em anos de eventos críticos, é necessário que usos de água para consumos menos nobres sejam suspensos. Se a gente perceber que 2015 é ano de seca, vai ter que suspender a água de irrigação pra que possa priorizar o uso para abastecimento humano e animal”, adianta Berthyer.

Ele lembra, porém, que, por enquanto, o comportamento do clima no ano que vem é apenas suposição. Porém, indica, “pressupõe-se” que será um ano de El Niño. “Isso não quer dizer que vá ser ano de seca. Pode ter fenômenos isolados, eventos que acabem causando aporte hídrico satisfatório”, comenta. O tempo para a recuperação dos reservatórios cearenses, porém, é incerto, indica o chefe de gabinete da Cogerh. Assim, o Estado trabalha sempre com “o pior cenário” pensando em soluções no caso de carência de chuvas. 

Serviço

Para acompanhar a situação dos açudes e bacias do Ceará:

Portal Hidrológico do Ceará

http://www.hidro.ce.gov.br

 

(Mariana Lazari, O Povo)

Cientistas alertam para risco de desertificação da região sudeste

Do Envolverde

Sudeste, rumo à desertificação

O sudeste do Brasil, parte da região central e do sul caminham para se tornar desérticas. A seca registrada este ano na porção centro-sul, principalmente em São Paulo, está ligada a permanente e acelerada degradação da floresta amazônica. O transporte de umidade para as partes mais ao sul do continente está sendo comprometida, pois além de sua diminuição é trazido partículas geradas nos processos de queimadas que impedem a formação de chuvas.

Os cientistas do (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) há mais de uma década fizeram esse alerta, que a cada ano está pior e mais grave. E coloca em confronto o modelo econômico agropecuário, baseado em commodities, com a área mais industrializada, produtiva e rica do país. E também a mais urbanizada e detentora de 45% da população brasileira e abrigada em apenas 10,5% do território nacional.

O cientista e doutor em meteorologia do Inpe, Gilvam Sampaio de Oliveira, a situação é preocupante e bem mais grave do imaginado em relação a eventos extremos. A comunidade científica está surpresa com a dinâmica das alterações do clima. O número de desastres naturais vem crescendo. Entre 1940 e 2009 houve uma curva ascendente de inundações e o número de dias frios, principalmente em São Paulo, está em franca decadência.

“As questões que já estamos passando, como essa seca, eram projetadas para daqui há 15 ou 20 anos. A área de altas temperaturas está aumentando em toda América do Sul. Em São Paulo e São José dos Campos, por exemplo, há um aumento de chuvas com mais de 100 milímetros concentradas e períodos maiores sem precipitação alguma. E quanto mais seca a região, aumenta o efeito estufa e diminui a possibilidade de chuvas”, alertou o cientista.

O sistema principal formador do ciclo natural que abastece a pluviometria do sudeste começa com a massa de ar quente repleta de umidade, formada na bacia do Amazonas, seguindo até os Andes. Com a barreira natural, ela retorna para a porção sul continental, o que decreta o regime de chuvas.

A revista científica Nature publicou em 2012 um estudo inglês da Universidade de Leeds. O artigo apresentou o resultado de um estudo no qual os mais de 600 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica perdidos desde a década de 1970, e com o avanço do desmatamento seguido de queimadas cerca de 40% de todo complexo natural, estará extinto até 2050. Isso comprometerá o regime de chuvas, que seriam reduzidas em mais de 20% nos períodos de seca.

Faixa dos desertos

O sudeste brasileiro está na faixa dos desertos existente no hemisfério sul do planeta. Ela atravessa enormes áreas continentais, como os desertos australianos de Great Sendy, Gibson e Great Victoria, na plataforma africana surgem as áreas desertificadas da Namíbia e do Kalahari e na América do Sul, o do Atacama. Sem qualquer coincidência, ambos desertos africanos, inclusive em expansão, estão alinhados frontalmente, dentro das margens latitudinais, com as regiões dos Estados do Sudeste e do Sul do país.

Essa porção territorial só se viu livre da desertificação com o êxito da Amazônia e a formação da Mata Atlântica. Ambas foram determinantes para se criar um regime de chuvas que mantiveram essas partes do Brasil e da América do Sul com solos férteis e índices pluviométricos mais que satisfatórios à manutenção da vida.

O geólogo do Inpe  e assessor da Agência Espacial Brasileira (AEB), Paulo Roberto Martini,  tem sua teoria para esse fenômeno. Na qual a desertificação destas regiões ocorrerá se o transporte de ar úmido for bloqueado ou escasseado, por ação natural ou antrópica. Exatamente o que vem acontecendo. As investigações geomorfológicas já mostraram que entre os anos 1000 e 1300 houveram secas generalizadas e populações inteiras desaparecerem nas Américas. E isto pode ocorrer novamente, agora potencializado pela devastação causada pelo homem.

“Esse solo da região Sul e Sudeste tem potencial enorme para se tornar deserto, basta não chover regularmente. A distribuição da umidade evitou que essa região da América do Sul fosse transformada num imenso deserto”, explicou Martini.

Segundo o pesquisador, no fim do período glacial, por volta de 12 mil anos, a cobertura do Brasil teria sido predominantemente de savana, como na África, pobre em diversidade e formada por gramíneas e poucas espécies arbóreas. O que ainda é encontrado no interior de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e no Mato Grosso. Entretanto, a umidade oceânica associada à amazônica possibilitou a constituição da Mata Atlântica e seu ingresso continente adentro.

A penetração da flora em áreas de campo realimentou o ciclo das chuvas, nível de umidade das áreas ocupadas e a fertilização do solo. Em milhares de anos formou-se um vasto complexo florestal, atualmente reduzido a menos de 5% de seu tamanho original na época do descobrimento.

“Há uma cultura de degradação e falar em restauração das matas no Brasil é ficção. Só se produz água quando se faz floresta, a sociedade tem que reagir a isso”, observou o dirigente da entidade SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani.

As pesquisas mostram que o povoamento vegetal no que é hoje o território brasileiro teria começado pela costa do Oceano Atlântico, seguindo para o interior ao longo das várzeas dos rios, onde se encontram os solos mais ricos em nutrientes. Foram milhares de anos neste ritmo, o que induziu diversos especialistas a defenderem a tese de que a Mata Atlântica esteve intimamente ligada a Floresta Amazônica, pois ambas detém diversas semelhanças em seus ciclos sazonais e em espécimes de fauna e flora.

Mas com a derrubada desta proteção vegetal e o encurtamento do ciclo de chuvas oriundas do mega sistema amazônico, as mudanças climáticas ganharam impulso e têm causado alterações no desenvolvimento de diferentes culturas agrícolas, entre elas milho, trigo e café com impactos imensos na produção brasileira e norte-americana. A avaliação partiu dos integrantes do Workshop on Impacts of Global Climate Change on Agriculture and Livestock , realizado em maio na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP).

* Júlio Ottoboni é jornalista diplomado e pós-graduado em jornalismo científico.

Seis perguntas sobre a crise hídrica de São Paulo

Do Planeta Sustentável

Vanessa Barbosa

Assim como futebol e política, “água” virou assunto corrente nas conversas de quem vive em São Paulo. No supermercado, na fila do ônibus, na hora do almoço, as perguntas estão sempre lá: Vai ter racionamento? A água do volume morto é boa? Como São Paulo mergulhou nessa crise? E se não chover, vai faltar? Veja a seguir algumas respostas para as dúvidas mais comuns sobre a crise.

1 – COMO SÃO PAULO MERGULHOU NESTA CRISE?
São Pedro tem participação, mas pequena. O último período chuvoso, que vai de outubro à março, foi o mais seco em 45 anos, segundo dados do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Não à toa, o verão de 2014 fez São Paulo bater vários recordes de calor.

Mas, veja bem, a responsabilidade do santo guardião da chuva termina aí. Uma parcela bem maior cabe ao poder público, o zelador oficial da água, incumbido de gerenciar esse recurso natural com parcimônia.
Faz pelo menos quatro anos que o Estado de São Paulo está a par dos riscos de desabastecimento de água na Região Metropolitana. Em dezembro de 2009, o relatório final do Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, feito pela Fundação de Apoio à USP, não só alertou para a vulnerabilidade do sistema Cantareira como sugeriu medidas cabíveis a serem tomadas pela Sabesp a fim de garantir uma melhor gestão da água.

Antes disso, na outorga de 2004, uma das condicionantes era que a Sabesp tivesse um plano de diminuição de dependência do Cantareira. O grande problema foi a demora de planejamento.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instarou um inquérito civil para esclarecer a crise no Sistema Cantareira e apurar informações sobre a possibilidade de erros de gestão da Sabesp.

2 – QUAL O IMPACTO DO USO DO VOLUME MORTO NA QUALIDADE DA ÁGUA E NA SAÚDE PÚBLICA?
Este é um dos temas mais delicados. Afinal, nunca São Paulo tinha bebido do chamado volume morto, uma reserva abaixo do nível de captação de água feita pela Sabesp. Por se tratar de uma área mais funda, essa reserva “técnica ou estratégica”, como diz o governo, serve de zona de sedimentação dos micropoluentes no ambiente aquático e, também, de alguns metais pesados. Quando remexida, pode impactar não só a qualidade da água, mas a vida dos seres daquele ecossistema.

Estima-se que os gastos da Sabesp tenham aumentado em 40% com tratamento dessa água, comparada à água do volume útil. Procurada pela reportagem, a Sabesp não confirmou a informação.

Em nota, a Cestesb afirmou que realiza, periodicamente, análises da qualidade da água do Reservatório Jacareí, com o objetivo de avaliar os aspectos ambientais do denominado “volume morto”.

“Essa caracterização é realizada por meio de parâmetros físicos, químicos e biológicos. Com base nessa análise, verifica-se que a água do reservatório continua apresentando boas condições de qualidade, tanto para proteção da vida aquática quanto captação visando o abastecimento público”, diz o órgão.

3 – O QUE O GOVERNO ESTADUAL E A SABESP TÊM FEITO PARA TENTAR CONTORNAR A CRISE HÍDRICA?
De saída, a Sabesp ofereceu desconto de até 30% na conta para quem economizasse água. Com a adesão popular e controle dos desperdícios, a ação tem sido bem sucedida.

Outra medida, essa menos popular por vários motivos, foi a tentativa de provocar chuva artificial, um processo chamado de semeadura de nuvens, ao custo de R$ 4,5 milhões.

A investida mais radical, no entanto, foi recorrer a obras para retirada do volume morto, considerada por alguns especialistas uma ação deletéria.

Eles definem o quadro como uma ilusão da abundância em plena escassez, com consequências nefastas para o meio ambiente, a economia e para o próprio bem-estar da população.

Para os experts em recursos hídricos, a reserva do volume morto deveria ser usada a apenas em situação extrema, somente após iniciado um rodízio e caso as chuvas de outubro não chegassem em quantidade suficiente.

Outra alternativa, que depende menos do estado e mais da disposição dos vizinhos, é a proposta de construir um canal para retirar água da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro.

4 – O SISTEMA CANTAREIRA CONSEGUIRÁ SE RECUPERAR? QUANDO?
Deixar o manancial se esgotar, como está ocorrendo, gera graves efeitos ambientais. O esgotamento de uma represa afeta os lençóis freáticos do entorno e todo o ecossistema.

“Esses mananciais precisam ser preservados e não explorados à exaustão. É uma questão de preservação da qualidade da água”, diz Roberta Baptista Rodrigues, doutora em recursos hídricos e professora dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi.

Recuperar esses sistemas vai ser muito mais complicado, mesmo com chuvas. À medida que o nível da água reduz, aumenta a taxa de evaporação, porque o solo fica mais seco e em contato com a atmosfera. Assim, a água da chuva infiltra e evapora”, acrescenta.

Segundo análise estatística do comitê que monitora a crise, o sistema tem só 25% de chance de acumular entre dezembro e abril de 2015 uma quantidade de água (546 bilhões de litros) suficiente para repor o “volume morto” usado emergencialmente e ainda devolver ao Cantareira 37% da sua capacidade antes do próximo período de estiagem.

5 – VAI TER RACIONAMENTO?
Para especialistas em recursos hídricos, SP já deveria estar racionando água, tanto para poupar este recurso quanto para preservar os mananciais. Sujeitar 9 milhões de pessoas a regime de racionamento não é uma decisão fácil. Mas é necessária, segundo Marco Antonio Palermo, doutor em engenharia de recursos hídricos pela USP.

“O uso do volume morto é uma estratégia paliativa e muito deletéria, que não trata o problema de forma estrutural. Pior, está virando rotina. Isso não pode ser prática de uma política de gestão de recursos hídricos, que deve focar na produção de água e no uso do volume útil”, defende.

Segundo ele, se São Paulo tivesse iniciado o rodízio no começo do ano, não teria sido necessário recorrer à reserva técnica, que só seria usada como estratégia última. Com isso, cresce o risco de SP enfrentar um racionamento drástico com o aprofundamento da crise.

6 – E SE AS CHUVAS NÃO VOLTAREM EM OUTUBRO E NOVEMBRO PARA ACUDIR OS RESERVATÓRIOS? SP CORRE O RISCO DE FICAR SEM ÁGUA?
“Somente se não chover até outubro é que teremos problemas”, disse, em maio, o diretor de relações com investidores da Sabesp, Mario Sampaio. No pior cenário, a água se esgota até outubro, pelo cálculos do grupo de monitoramento da crise, formado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado (DAEE).

Os cálculos contrariam a afirmação do governo de que até março de 2015 água está garantida. Recentemente, a Sabesp anunciou que pode recorrer ao volume morto do Alto Tietê, o segundo maior sistema de água da Região Metropolitana.

Estimativas apontam que a medida daria apenas um mês de sobrevida ao sistema. Qual será o plano C, quando a última gota chegar? Procurada pela redação, a Sabesp não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Agora que a crise já está instalada, começam a sair do papel projetos antigos que podem proteger a cidade de futuros colapsos. É o caso da construção de um novo reservatório de água, em Ibiúna, fruto de parceria público-privada, prevista para ser concluída em 2018.

 

Barra do Ceará: Bairro mais antigo de Fortaleza completa 410 anos

Desenvolvida em uma área repleta de ambientes naturais, como rio, mangue e praia, a Barra do Ceará comemora hoje 410 anos. Situado no Marco Zero da cidade, o bairro é considerado o mais antigo de Fortaleza. Durante todo o dia, serão realizadas atividades comemorativas. O encerramento ocorre à meia-noite com uma queima de fogos em vários pontos da região.

Proprietário de uma barraca na avenida Vila do Mar – via revitalizada em 2012 e localizada no bairro – Luiz Carlos, 40 anos, trabalhava em São Paulo na década de 90, mas se apaixonou pela orla da Barra do Ceará durante visitas à capital cearense. Empolgados pela paisagem natural do local, Luiz e seus três irmãos resolveram investir no empreendimento na praia e se mudaram de vez para Fortaleza. “É um local privilegiado pela natureza. As pessoas vêm aqui e saem felizes. Os turistas se impressionam”, conta.

Um dos atrativos naturais da Barra do Ceará é o pôr do sol. O historiador e pesquisador da região, Adauto Leitão, 43, garante que é o mais bonito do Estado. “Nas margens do rio Ceará, as pessoas podem ver o pôr do sol de frente, sem obstáculos. É uma visão privilegiada e limpa do poente”, destaca. Dentro das comemorações da Barra do Ceará está o projeto Ondas de Concreto. O artista visual Luiz Freire é o responsável pela pintura de um paredão abandonado de 4 metros de altura por 100 metros de largura na avenida Vila do Mar. Morador do bairro, Luiz acredita que a região tem um potencial para se desenvolver, mas pede mais cuidado às praias do local. “Através da arte também podemos revitalizar a região. Além da revitalização das áreas urbanas, precisamos valorizas as praias e mobilizar a comunidade”, pontua o artista.

 

Segurança pública

Apesar das belezas moradores reclamam de insegurança no local. Segundo eles, a revitalização da avenida Vilar do Mar e a criação do Cuca da Barra diminuíram os casos de violência, mas os riscos ainda continuam. O policiamento na Barra do Ceará é realizado por seis viaturas da Polícia Militar (PM), sendo três do Ronda do Quarteirão e três do Policiamento Ostensivo Geral (POG), e o pelotão de motos da Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). Segundo o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e responsável pela Área Integrada de Segurança (AIS) I, tenente-coronel Francisco Souto, a violência no bairro está sobre controle.

 

Serviço

Passeio ecológico de barco pelo rio Ceará

É necessário formar grupos de 10 a 20 pessoas, com agendamento prévio. O passeio dura duas horas.

Valor: R$ 20 por pessoa.

Telefone:(85) 3485 6945 /8753 3940

Endereço: avenida Radialista José Lima Verde, 746, Barra do Ceará (Albertu’s Restaurante) 

Programação

 

6h – Alvorada de Fogos – diversos pontos da Barra do Ceará 

8h - Adorno com bandeiras na ponte da Barra. Homenagem

aos países que marcam presença histórica na Barra do Ceará. 

10h - Homenagem aos 10 anos de instalação do Cruzeiro

de Santiago – Ícone do reconhecimento internacional do Marco Zero. Monumento doado (2004) pela Xunta de Galicia – Espanha.

15h30min - Imagem de Santiago via ABT do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará -percorre as ruas da Barra do Ceará.

16h30min - Encontro da Juventude na Praça

Santiago da Barra - junto ao Cruzeiro de Santiago. Caminhada até a ponte da Barra.

17h – Procissão Marítima com a imagem de Santiago pelo Rio Ceará.

19h - Missa de Santiago.

21h - Final da Copa 410 Anos. Futebol Amador.

(Lucas Mota, O Povo)

Exposição em Fortaleza exibe imagens inéditas de Lampião

Exposição reúne 60 fotografias do acervo particular de Silvio Frota (Foto: Divulgação)

A exposição “Iconografia do Cangaço” segue até quinta-feira (10), no Memorial Deputado Pontes Neto, da Assembleia Legislativa do Ceará (Malce), em Fortaleza. A exposição apresenta imagens inéditas e inusitadas de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e seu bando.

Entre as raridades, um cartão de visitas com fotografia na frente e mensagem no verso, escrito à mão e assinado por Lampião; volantes em pose oficial; e a dança de cangaceiros no meio do sertão. 

São 60 fotografias do acervo particular de Silvio Frota, sendo mais da metade de autoria de Benjamin Abrahão, que fotografou e filmou o bando de Lampião com equipamentos e orientação de Adhemar Albuquerque, fundador da Abafilme. As outras fotografias foram feitas por Lauro Cabral de Oliveira, Pedro Maia, João Damasceno Lisboa, Pedro Uchoa, além de outros fotógrafos anônimos que conseguiram retratar momentos históricos do cangaço.

A exposição “Iconografia do Cangaço” é dividida em três etapas. Na primeira, expõe o cangaceiro com sua família, em Juazeiro do Norte, no Ceará, em março de 1926. Passa por registros de seu bando, entre 1927 e 1937; mostra a repressão, com a atuação das Volantes, milícias armadas criadas para combater o cangaço; e a morte de Lampião e integrantes do bando, com os corpos  e as cabeças decapitadas e expostas ao público como provas das capturas, em 1938. Há registros também da rendição de outros cangaceiros, em 1939.

O visitante vai encontrar, ainda, recortes com matérias sobre Lampião e seu bando, publicadas jornais da época. O Malce também exibirá o filme feito por Benjamin Abrahão do bando de Lampião, com duração de 11 minutos e 30 segundos.

Via http://www.cbnfoz.com.br

Fortaleza precisa de um plano de urbanização à altura do seu tamanho

Com o título “Fim de festa”, eis artigo do professor José Borzacchiello, que pode ser conferido no O POVO desta quarta-feira. Ele fala sobre Fortaleza pós-Copa. Ou seja, com o fim da maquiagem e inicio da campanha eleitoral, os problemas urbanos retornarão à cena com maior visibilidade. 

Os jogos da Copa do Mundo em Fortaleza projetaram a cidade e o Ceará e permitiram a construção de olhares, depoimentos e imagens positivas do modo cearense de ser e de fazer. Esse saldo positivo deve ser tratado com muito cuidado. Nem tudo é o que parece. Com o fim da Copa e início da campanha eleitoral, a maquiagem que transfigurou a cidade no período da competição se desmancha e os problemas urbanos retornam à cena com maior visibilidade. O que fica, certamente, é a certeza que o cearense continua simpático e hospitaleiro, tendo recebido muitos elogios de brasileiros de vários estados e povos de várias nacionalidades. Aos poucos, os vestígios da festa desaparecerão. No palanque ela será sempre lembrada com imagens lindas. Não faltarão aquelas da Fan Fest, do aterrinho e as que consagraram Fortaleza como o epicentro do nacionalismo com a capela do hino nacional que empolgou os jogadores na Copa das Confederações e acabou se repetindo na Copa, em todos os estádios onde nossa seleção jogou. Também estará no palanque a cobrança pelas obras que não foram realizadas e as incompletas do plano de mobilidade urbana. Questionarão também, a inadequação de políticas de remoção da população das áreas atingidas pelas obras.

Passada a Copa, espera-se que os candidatos contemplem, em suas plataformas políticas, uma ampla e séria discussão sobre a cidade e o urbano no Ceará. É urgente que se pense em Fortaleza e sua região metropolitana, considerando sua forte concentração demográfica, seu potencial econômico e as múltiplas atividades ai desenvolvidas. Desde o Planefor, a região metropolitana de Fortaleza tem sido esquecida. Esta apresenta um nível de complexidade a ser esmiuçado pelos pesquisadores, políticos e planejadores. Fortaleza firma-se fortemente no cenário metropolitano, ampliando seu raio de influência direta e incorporando novas funções. Seu crescimento acelerado interfere sobremaneira no território à sua volta, provocando a expansão da malha viária, de infra-estrutura, de equipamentos e serviços, nem sempre concebidos e executados a partir de um plano de gestão.

Fortaleza é muito importante no cenário urbano brasileiro, entretanto, não possui uma urbanização à altura de seu tamanho demográfico e de seu peso funcional. Quando comparada com outras praças de porte idêntico, sua importância comercial e de polo de prestação de serviços se destaca. Não se pode negligenciar seu território metropolitano que contém quinze cidades e uma multiplicidade de atividades como distrito e corredor industrial, complexo porto/industrial, aterro sanitário, reservatórios e estações de tratamento de água para abastecimento de Fortaleza, potencial paisagístico e importantes polos turísticos ligados ao mar, às serras e ao sertão. Isso e muito mais vem à tona quando se discute sucessão política no Ceará. É fim de uma festa e começo de outra.

* José Borzacchiello

borza@secrel.com.br

Geógrafo e professor da UFC.

Cid Gomes tem dois secretários fichas sujas que deverão ser demitidos de seus cargos

Renê Barreira

A relação do Tribunal de Contas da União (TCU), entregue nesta semana ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os nomes de gestores públicos fichas sujas, traz dois secretários do governador Cid Gomes: Renê Barreira, secretário da Ciência e Tecnologia, e Otacílio Borges, secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura.

O governador Cid Gomes com a revelação da inclusão dois dois nomes de seus auxiliares na lista dos fichas sujas deve agora demiti-los de seus cargos seguindo a Constituição brasileira e cearense que proíbe que quem tem contas desaprovadas ocupe cargo público.

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou em abril de 2012 a Lei da Ficha Limpa para cargos públicos estaduais. Com isso, os secretários citados não poderiam estar ocupando os referidos cargos.

Veja a lista completa do TCU

Via

Governo Brasileiro cria canal 138 para receber denúncias contra o racismo

Rio de Janeiro - A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros anunciou nesta sexta-feira (20), em entrevista coletiva, às 12h, no Centro Aberto de Mídia João Saldanha (CAM), a criação de um novo canal para recebimento e encaminhamento de denúncias sobre o crime de racismo.

O Disque Igualdade Racial ou Disque Racismo, deverá ser efetivado nos próximos meses e funcionará em todo País por meio do número 138. “O enfrentamento ao racismo e seus efeitos na vida das pessoas passou a fazer parte da agenda governamental a partir de 2003, quando foi criada a Seppir. Desde então temos desenvolvido um conjunto de iniciativas, de agendas que se traduzem em planos e programas para segmentos da população negra no Brasil”, disse a ministra.

“Dentro do governo já existia a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, que acolhe da parte da sociedade denúncias de discriminação que são encaminhadas para os poderes de justiça, para que eles deem seguimento a essas denúncias. Para agilizar essas denúncias é que criamos o Disque Igualdade Racial, por meio do número 138. Neste canal, o Estado brasileiro dará uma resposta e uma distribuição mais ágil para a justiça”, completou ela. A ouvidoria já recebeu, desde 2011, 1.545 denúncias de racismo.

A criação do Disque Racismo é mais uma ofensiva do governo brasileiro, que foi pioneiro no mundo na idéia de criar uma Secretaria no primeiro escalão da administração federal, com status de Ministério, para tratar do assunto. Por ter sido o primeiro governo do mundo a institucionalizar a discussão de políticas de igualdade racial, o Brasil é referência internacional na área.

Nos últimos meses, a SEPPIR tem mantido contato com entidades ligadas ao futebol, aos árbitros e às torcidas organizadas para prevenir e conscientizar sobre o racismo, difundindo que tal prática é considerada crime imprescritível e inafiançável no País, com pena prevista de 1 a 5 anos de prisão e multa pela Lei 7.716/89.

Na coletiva, a ministra acompanhou o ex-árbitro de futebol Márcio Chagas da Silva, que foi vítima de racismo no início de março passado, quando apitava um jogo do Campeonato Gaúcho, em Porto Alegre. “Sofri muito com os xingamentos durante partidas, tive o carro depredado com pontapés na porta e bananas jogadas. Não fui só eu, também sofreram colegas em campo, como os jogadores Tinga, Arouca e Daniel Alves”, afirmou Márcio.

“Quase desisti do futebol em 5 de março, mas estava de cabeça quente. Conversei com minha família e resolvi ir até o fim daquele campeonato. Continuo no futebol, mas como comentarista esportivo. As pessoas se transformam quando a bola rola”, disse o ex-árbitro, que se aposentou recentemente. “Trazer à tona essas ocorrências é fazer com que as pessoas saibam o quanto é forte o racismo no futebol”, completou.

No Brasil, o futebol é reconhecido por toda a sociedade como lugar de excelência. A diversidade racial tem sido elemento determinante da excelência no futebol. Mas, a exemplo do futebol, o País pode fazer da diversidade racial um fator de excelência em todas as áreas da vida social. Para Luiza Bairros, a Copa no Brasil é uma oportunidade – “O Brasil está num lugar privilegiado para protagonizar esta campanha contra o racismo, também no futebol. São exemplos fortes e que nos colocam numa posição política confortável para propor que esta Copa seja a copa contra o racismo”.

O entendimento de autoridades do setor é que o racismo ainda presente no futebol é um reflexo das manifestações de discriminação que afetam a população negra. 50,7% dos brasileiros são negros ou pardos. “Só quem é negro sabe como machuca e como dói ser vítima de discriminação racial. Como se sente violado e violentado. Só quem passa por isso sabe o que é”, concluiu Márcio Chagas.

Em 2010, o Congresso Nacional aprovou o Estatuto da Igualdade Racial e nos últimos anos aprovou também leis que criam cotas para negros em universidades federais, nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e no serviço público. “Queremos que a discriminação não mais atue”, finalizou Luiza Bairros.

A Lei de Cotas nas universidades federais, instituída em 2012, ampliou a presença da população negra no ensino superior gratuito do País. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, o número de vagas reservadas para negros, pardos e indígenas subiu 225% entre 2012 e 2014: eram 13.392 vagas separadas para esse grupo naquele ano, e agora são 43.613 vagas reservadas. Para a ministra, “estamos pautando processos de mudança no Brasil. E este amadurecimento pode ocorrer também na Copa do Mundo”.

Centro Aberto de Mídia

Copa 2014: Fortaleza, capital do humor, terá show dentro e fora de campo

Fábio Vendrame

É para levar a sério: Fortaleza, capital do humor brasileiro no Ceará, tem tudo para dar um show dentro e fora de campo na Copa 2014. Acostumada a receber estrangeiros, a cidade deve ser visitada por mais de 400 mil turistas, estima o Ministério do Turismo. No gramado do novo Castelão, seis jogos do Mundial serão disputados. E o time de Felipão protagoniza ao menos um deles.

Preparamos um roteiro básico para quem tem pelo menos três dias na cidade. A ideia é desfrutar do que há de melhor, das praias à mesa. Com extensão a pontos estratégicos do litoral.

Não será pouca a movimentação em Fortaleza durante a Copa. Na Praia de Iracema vai rolar a Fan Fest. E os hotéis da cidade já registram 98% de ocupação em 17 de junho, quando a seleção brasileira enfrentará o México na Arena Castelão (visitas guiadas sob agendamento). No total, a ocupação média para o período do torneio da Fifa é de 77% dos leitos na capital cearense – dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

DIA 1: Orla urbana e cultural

A Avenida Beira-Mar interliga as três praias centrais de Fortaleza. Apesar de não serem exatamente recomendáveis para um bom banho de mar, Iracema, Meireles e Mucuripe têm seu charme e boa infraestrutura turística. Arborizado, o calçadão que acompanha a orla serve a prazerosas caminhadas e à prática de esportes. Outra opção para arejar mente e pulmões na cidade atende por Parque do Cocó, a meio caminho entre o centro e a Praia do Futuro. Na hora do almoço, a pedida é eleger um dos restaurantes do corredor gastronômico de Varjota, bairro que concentra casas simples e mais sofisticadas. Um clássico é o Colher de Pau.

Abastecido, vá explorar as atrações centrais: a arte do Theatro José de Alencar, o artesanato do Mercado Central, as atrações multiculturais do Dragão do Mar, programa para qualquer hora do dia e da noite, quando música ao vivo, voz e violão, acompanha a happy hour. Ali perto, o entardecer fica mais bonito e romântico na Ponte dos Ingleses.

DIA 2: Futuro garantido
Pé na areia e banho de mar em Fortaleza têm nome: Praia do Futuro. Cercada por barracas com infraestrutura completa, é programa tamanho família de dia inteiro. Dicas: Guarderia Brasil e Vojnilô Praia. A capital cearense também tem endereços com vibe moderninha para sunsets: o Colosso Lake Lounge e o Tempero do Mangue. Outra opção para um dia todinho: o ineludível Beach Park), em Aquiraz. Na volta, não perca a chance de ir ao Centro das Tapioqueiras de Messejana, onde a especialidade ganha diversas versões e recheios como carne de sol.

DIA 3: Leste x oeste – Canoa Quebrada, Cumbuco, Morro Branco
Dia de explorar parte do belo litoral cearense. Escolha o sentido e siga adiante. A oeste de Fortaleza,Cumbuco tem vasta oferta de entretenimento, desde a canga esticada na areia a passeios de buggy e jegue por dunas e lagoas. Também dá para curtir a brisa constante, afinal, você estará num dos melhores pontos para wind e kitesurfe do País. Fica a apenas 35 quilômetros da capital. Se você escolher a direção leste, terá como grande estrela a meia-lua inteira de Canoa Quebrada, a cerca de 150 quilômetros de Fortaleza. No caminho, os labirintos de falésias de Morro Branco, em Beberibe, além das lagoas e coqueirais da Prainha do Canto Verde.

(Estadão Online)

Especialistas de 15 países debatem mudanças climática em Fortaleza

Fortaleza realiza a partir desta segunda-feira (12) um evento internacional que debate a adaptação às mudanças climáticas. O evento internacional Climate Change Adaptation Conference 2014 começa às 9h, com palestra da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e vai até 16 de maio, no Hotél Vila Galé.

Também estarão presentes representantes de instituições de pesquisa e governamentais de 15 países. A conferência, que discutirá os impactos do clima e as opções de adaptação, vai reunir cientistas e profissionais de países desenvolvidos e em desenvolvimento para compartilhar abordagens de pesquisa, métodos e resultados.

O objetivo é explorar métodos para dirimir os impactos das mudanças climáticas.

O evento é realizado pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Estudos Espaciais (INPE), do Programa Global de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Vulnerabilidade, Impactos e Adaptação (PROVIA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INPE).

(G1 Ceará)

Arquitetos vão entregar abaixo-assinado pedindo tombamento da Praça Portugal

Um grupo de arquitetos vai entregar, às 15 horas desta segunda-feira, na Secretaria de Cultura de Fortaleza, um abaixo-assinado solicitando o tombamento provisório da Praça Portugal, conforme lei nº 9.347, de 11 de março de 2008. Isso, devido “a emergência caracterizada por iminente perigo de destruição, demolição ou alteração do bem”.

O abaixo-assinado, segundo a arquiteta Erika Cavalcante, possui cerca de 350 assinaturas. Segundo adianta, o documento quer comprovar que há o desejo da população em manter a praça na cidade e de estar contra a intervenção precipitada da Prefeitura na área.

(Via Blog do Eliomar de Lima)

Fortaleza será sede de conferência sobre mudanças climáticas

Vai acontecer em Fortaleza, nos dias 12 a 16 de maio, a terceira edição do International Climate Change Adaptation Conference – Adaptation Futures 2014. Esta conferência discutirá os impactos do clima e as opções de adaptação. Para isso a conferência pretende reunir pesquisadores, tomadores de decisão e profissionais, de países desenvolvidos e em desenvolvimento, para compartilhar abordagens, métodos e resultados de pesquisa no tema.

“A nossa meta é criar uma rede de pesquisa internacional, colaborativa e criativa de pesquisadores, tomadores de decisão e profissionais interessados no tema”, declara José Marengo, chefe do CCST/INPE. “A conferência irá explorar qual o melhor caminho a seguir em um mundo onde os impactos das mudanças climáticas são cada vez mais visíveis e as ações de adaptação são cada vez mais necessárias”, complementa.

A Conferência Adaptation Futures 2014 terá cinco eixos temáticos principais: Impactos das mudanças climáticas nos diferentes setores e implicações para adaptação; Relação entre adaptação e desenvolvimento para o bem-estar humano; Abordagens integradas em diferentes níveis (local até global) frente a um mundo 4oC mais quente; Adaptação ao limite em regiões que são mais vulneráveis às mudanças climáticas; e compreendendo, avaliando e comunicando adaptação.

O evento que já aconteceu, em 2010, na Austrália e, em 2012, nos Estados Unidos, é promovido pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e pelo Programa das Nações Unidas para Estudos sobre Vulnerabilidade, Impactos e Adaptações às Mudanças Climáticas (PROVIA), com o apoio do Governo do Federal e Estadual e vai acontecer no Hotel Vila Galé, na Praia do Futuro, em Fortaleza.

As inscrições para participar do Adaptation Futures 2014 podem ser feitas até o dia 11 de maio pelo site http://adaptationfutures2014.ccst.inpe.br/registration/

(O Estado)

FAO instala escritório regional no Nordeste, em Campina Grande

Campina Grande/Paraíba

Brasília – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) instala hoje (28) em Campina Grande (PB), na sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), o segundo escritório regional no Brasil. A Unidade de Coordenação de Projetos da FAO apoiará projetos regionais para fortalecer a agricultura familiar, o combate à desertificação, ações de recuperação da degradação da terra, a diminuição dos efeitos da seca, a produção de alimentos e o incentivo à fome.

A primeira unidade regional da FAO no Brasil foi instalado ano passado no Paraná, com escritórios em Curitiba e Foz do Iguaçu e ações nos três estados da Região Sul.

O acordo de cooperação será assinado hoje em celebração aos dez anos do Insa, instituto ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, criado com o objetivo de desenvolver ações de pesquisa, formação, difusão e formulação de políticas para a convivência sustentável do Semiárido brasileiro a partir das potencialidades socioeconômicas e ambientais da região.

Na programação do Insa também estão o lançamento da primeira fase do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro e comemorações ao Dia Nacional da Caatinga.

Em dois módulos de consulta, o sistema reúne e disponibiliza dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido e será usado para divulgar experiências e estudos como forma de gerar conhecimentos nos campos da ciência, tecnologia e inovação. O módulo básico é direcionado a gestores de políticas públicas, organizações sociais e sociedade em geral; já o módulo avançado tem como público equipes técnicas de órgãos gestores, pesquisadores e professores de universidades.

Os dados disponibilizados são provenientes de várias instituições parceiras, como a Agência Nacional de Águas (ANA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis).

O Semiárido brasileiro se estende por oito estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e pelo norte de Minas Gerais.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Poluição atmosférica pode modificar o DNA dos paulistanos

A ciência já comprovou que a poluição atmosférica faz mal para a saúde. Mas, agora, pesquisadores brasileiros detectaram pela primeira vez uma modificação no DNA humano causada pela presença de elementos químicos encontrados na fumaça do cigarro e nas emissões de gases dos veículos de São Paulo.

Os elementos encontrados na poluição são dois aldeídos: acetaldeído e crotonaldeído. “Eles são mutagênicos e podem levar ao desenvolvimento de câncer”, afirmou a INFO a professora Marisa Helena Gennari de Medeiros, do Instituto de Química (IQ) da USP. O grupo de cientistas envolvidos no estudo faz parte de uma rede paulista financiada pela Fapesp e da rede nacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT).

Para chegar nessa conclusão, Marisa e sua equipe fizeram um levantamento e analisaram a urina de 82 pessoas. Dessa total, 47 eram residentes na cidade de São Paulo e outros 35 eram moradores de São João da Boa Vista, município no interior do estado.

Após os testes, os cientistas perceberam uma diferença significativa entre os dois grupos. Os moradores da capital paulista apresentaram uma maior concentração de adutos, que é o resultado da reação dos aldeídos com o DNA.

“O organismo tem sistemas de defesa que reparam as lesões no DNA. O problema é quando o nível de lesões ultrapassa a capacidade do sistema de reparo, ou em indivíduos que tem alguma deficiência nesses sistemas”, diz Marisa.

Ao entrar em contato com o organismo, os aldeídos se ligam à estrutura do DNA e a modificam. Mas as enzimas protetoras dessa estrutura fazem um corte na modificação feita pelos aldeídos. Assim acontece o reparo, que acaba sendo eliminado pela urina. Mas se o dano causado ao DNA não for reparado pode levar a uma mutação e ao câncer.

O uso urina como biomarcador (molécula que indica mudanças nos sistemas biológicos) para esse tipo de estudo é um dos diferenciais da pesquisa. Esse exame é útil justamente porque as substâncias descartadas na urina são produto desse reparo do DNA.

O exame de urina fornece uma boa possibilidade de monitorar a exposição da população a aldeídos presentes na atmosfera. Essa pode ser, portanto, uma ótima ferramenta na região de São Paulo, onde a frota veicular é imensa e os aldeídos presentes na atmosfera oferecem um grande risco para a saúde da população.  

A ideia é, daqui pra frente, ampliar o estudo para analisar e comparar amostras de urina de moradores de diferentes bairros na cidade de São Paulo e de diferentes cidades. Segundo o estudo, o monitoramento pode fornecer informações para a formulação de políticas públicas que reduzam os efeitos nocivos da poluição atmosférica. “A melhor forma de se prevenir desse tipo de mudança do DNA é não se expor. O governo deve ter políticas de controle rígido do nível de poluentes”, diz.

(Vanessa Daraya, via Info Online Abril)

Forbes Brasil mostra força do NORDESTE e destaca Fortaleza

O Nordeste, com ênfase em Fortaleza, foi destaque na última edição da tradicional revista Forbes Billionaires – uma das mais conhecidas publicações mundiais de economia e negócios – com circulação em 24 de março último. A matéria, intitulada “Spotlight on the Northeast”, ou Foco no Nordeste, apresentou a região falando sobre o cenário de crescimento e evidenciou os estados do Ceará e de Pernambuco, sobretudo, pela prosperidade do mercado imobiliário e pelo papel do Complexo Industrial Portuário do Suape, respectivamente. Segundo a revista, o Complexo do Suape, em Pernambuco, é um dos mais poderosos “motores de crescimento” da região Nordeste.

Mais de 100 empresas já abriram negócios na localidade, “o que representa US$ 18 bilhões em investimentos diretos para servir ao maior estaleiro e polo petroquímico do País”, explica a matéria sobre Pernambuco.

Também é enfatizada a rápida expansão dos setores industriais, de agroprocessamento, recursos naturais e o turismo cearenses. Impulsionado pela demanda crescente da região, o mercado imobiliário brasileiro, segundo a publicação, tem visto desde 2008, de acordo com a Forbes Brasil, um incremento significativo nos valores, com 200% de alta estimada nos preços da habitação nacional.

Porfólio

A matéria também ressalta o “extenso portfólio de alta qualidade” que a cidade de Fortaleza carrega no que diz respeito a apartamentos e casas de família.

Foi apoiado neste boom imobiliário que o Grupo BSPar ampliou os negócios, contou à Forbes, o empresário Beto Studart, presidente da empresa.

Segundo ele, que em setembro assumirá a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), diante do maior poder de compra adquirido pela classe média, enquanto as taxas de emprego no Brasil permanecerem em 95%, o setor de construção civil vai continuar prosperando.

Studart vê a situação da economia cearense como um reflexo da nacional, e por isso, a inflação é preocupante para o setor, já que naturalmente será agregada ao valor dos imóveis e repercutirá em um futuro próximo de decisão das pessoas que estão pensando em comprar alguma propriedade. Segundo acrescenta, esse fato pode dificultar um pouco o cenário, mas não tudo.

“Vejo que a construção está vivendo não um esfriamento, mas a realidade. Tivemos até o momento, um passado de muita euforia, o que também desorganiza o segmento. Agora, mais do que nunca, temos que pensar e ter responsabilidade ao lançar um empreeendimento e, os clientes, na hora de comprar. Vamos lançar projetos ajustados à realidade cearense e nacional”, declara o empresário.

Gente empreendedora

Oportunidades como o Porto do Pecém, os esforços do governo em infraestrutura, a montagem da siderúrgica no Estado, a possibilidade de refinaria no futuro e a transposição das águas do São Francisco – se realmente for concluída -, são citadas pelo empresário como evidências otimistas de crescimento.

Segundo Beto Studart, o Ceará é um Estado diferente “porque tem esse viés de gente trabalhadora, dinâmica e empreendedora”, mas afirma: “Pernambuco está vivendo o sonho que eu quero que nosso Estado viva”, concluiu.

(Diário do Nordeste)

Feriadão da Semana Santa será de chuvas em todo o Ceará, informa Funceme

Com previsão de ocorrência de chuvas abaixo da média histórica nesta quadra chuvosa de 2014, os cearenses podem aproveitar o feriadão com um clima mais ameno. No feriado prolongado, que une a Semana Santa ao Dia de Tiradentes, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) prevê chuva na Região Centro-Norte do Ceará e possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões do estado. Em Fortaleza, a maior chuva do feriadão deve ocorrer nesta quinta-feira (17), com cerca de 45 milímetros.

De acordo com a meteorologista Dayse Moraes, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deverá ficar próxima ao Estado, favorecendo a formação de chuvas. A convergência dos ventos faz com que o ar, quente e úmido ascenda, carregando umidade do oceano para os altos níveis da atmosfera, ocorrendo a formação das nuvens.

“Os modelos mostram que esse sistema não oscilará muito, mantendo-se, na maior parte do tempo, próxima ao Estado. Somente entre sexta-feira e sábado [18 e 19 de abril] ele se desloca, diminuindo a intensidade das chuvas, mas, no domingo [20], tende a aproximar-se novamente, favorecendo as precipitações”, explica a meteorologista.

Segundo a Funceme, na quinta-feira (17), deve ocorrer chuva na parte Centro-Norte do Cearáe possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões. Em Fortaleza, a previsão é de nebulosidade variável com chuvas durante a madrugada e início da manhã. No decorrer do dia, sol entre nuvens.

Na sexta-feira (18), a Funceme prevê chuvas menos intensas e isoladas em todas as regiões cearenses. Em Fortaleza, deverão ocorrer chuvas ocasionais entre a madrugada e o início da manhã. No decorrer do dia, céu parcialmente nublado.

A previsão para o sábado (19), é de chuvas menos intensas e isoladas em todas as regiões do  Ceará. No domingo e na segunda-feira (21), a Funceme prevê chuva na parte Centro-Norte do estado e possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões. Em Fortaleza, os dois  últimos dias do feriado devem ser de sol com muitas nuvens durante o dia.

(G1 Ceará)

Novo estudo mostra que Lua é mais antiga do que se pensava

A Lua começou a se formar até 65 milhões de anos depois do que algumas estimativas anteriores, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira que utiliza uma nova forma de calcular o surgimento do único satélite natural da Terra, de 4,47 bilhões de anos.

O mega-asteróide que colidiu com a Terra, lançando detritos dos quais um mais tarde deu origem à Lua, ocorreu cerca de 95 milhões de anos depois do nascimento do sistema solar, segundo mostra uma pesquisa na edição desta semana da revista Nature.

O estudo contesta, com um grau de 99,9 por cento de precisão, a conclusão de algumas estimativas anteriores de que o impacto formando a Lua ocorreu entre 30 a 40 milhões anos após a formação do sistema solar, cerca de 4,58 bilhões de anos atrás.

O novo estudo é baseado em 259 simulações de computador sobre como o sistema solar evoluiu a partir de um disco primordial de embriões planetários girando em torno do sol. Os programas simulam as colisões e fusões dos pequenos corpos, até que se fundem com os planetas rochosos que existem hoje.

Pelo relógio geológico, o último grande impacto contra a Terra veio de um corpo do tamanho de Marte que a atingiu 95 milhões de anos depois da formação do sistema solar, de acordo com o estudo.

“Achamos que a coisa que atingiu a Terra e acabou formando a Lua, a parte do leão dela, ficou na Terra. Uma pequena fração de sua massa e algum material da Terra foi empurrado para o espaço para formar a Lua”, disse em entrevista o astrônomo John Chambers, do Instituto Carnegie para a Ciência, em Washington. “Esse foi provavelmente o último grande evento”, acrescentou.

A avaliação anterior era baseada na medição do decaimento radioativo que ocorre naturalmente de átomos reveladores dentro de rochas lunares. O mesmo processo, no entanto, também levou à descoberta de que o impacto aconteceu entre 50 milhões e 100 milhões de anos após a formação do sistema solar.

“Nosso novo método … independe de técnicas radiométricas etc, portanto, nós rompemos a controvérsia”, escreveu o pesquisador Seth Jacobson, do Observatório Côte D’Azur, na França, em um e-mail. Os resultados também criam um outro mistério ainda maior sobre o motivo pelo qual alguns planetas, como Marte, se formam de forma relativamente rápida, enquanto outros, como a Terra e, possivelmente, Vênus, demoram muito mais tempo.

Análise de meteoritos marcianos e as simulações de computador indicam que Marte foi formado em apenas alguns milhões de anos. Não há meteoritos conhecidos de Vênus, e até hoje não foram enviadas naves espaciais a Marte ou Vênus para coletar amostras.

(Reuters)

Torre Eiffel produzirá energia limpa e filtrará água da chuva

A capital francesa anda dando show de sustentabilidade: depois de liberar o transporte público gratuito por um fim de semana para combater a poluição e adotar rodízio rigoroso de veículos, Paris vai esverdear um de seus maiores símbolos, a Torre Eiffel.

A edificação está passando por uma série de obras no primeiro andar. Entre elas, a instalação de painéis solares e turbinas eólicas para que passe a produzir energia limpa para autoabastecimento. O consumo energético no local, inclusive, deve diminuir bastante, já que todas as lâmpadas serão trocadas por modelos LED, que são mais econômicos.

E não é só isso: a Torre Eiffel ainda contará com sistema de captação de água da chuva e medidas de acessibilidade. Se todas as novidades verdes não forem suficientes para estimular os turistas a visitar o símbolo de Paris, tem mais. Com a reforma, o local vai ganhar museu ao ar livre, anfiteatro e piso transparente, para que os visitantes possam enxergar o chão a 57 metros de altura.

As obras de restauração, projetadas pelo escritório de arquitetura Moatti-Rivière, vão custar 24,9 milhões de euros e devem terminar no final de 2014. Partiu França para conferir o resultado?

Via  , de Planeta Sustentável

Nordeste brasileiro teve pior seca dos últimos 50 anos em 2013

Segundo o relatório Declaração sobre o Estado do Clima, divulgado nesta segunda (24) pela Organização Metereológica Mundial (WMO, na sigl em inglês), o Nordeste do Brasil viveu em 2013 a pior seca dos últimos 50 anos. O relatório traz detalhes sobre chuvas, inundações, secas, ciclones tropicais, as camadas polares e o nível do mar em cada região do planeta.

O relatório mostra que 2013 foi o sexto ano mais quente desde início dos registros, em 1961. A temperatura média da superfície do oceano e da Terra em 2013 foi de 14,5°C, marca que é 0,50°C maior que a média registrada entre 1961 e 1990, e 0,03°Cs maior que à média da década mais recente (2001-2010). De acordo com a WMO, cada década é mais quente que a anterior, sendo que a última registrada. Treze dos 14 anos mais quentes registrados ocorreram todos no século XXI.

No Brasil o calor provocou seca no Nordeste, ao mesmo tempo em que muitos estados sofreram com chuvas fortes no final do ano. O relatório aponta, por exemplo, o Município de Aimorés (MG), com precipitação média quatro vezes maior do que a normalmente registrada no Sudeste do Brasil para o mês de dezembro.

Ações da CNM e entidades estaduais
No ano passado, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizou várias reuniões e mobilizações com os gestores, principalmente os do semiárido, os mais afetados pela seca. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e os representantes das entidades estaduais cobraram por diversas vezes do governo federal, alternativas para amenizar os efeitos causados pela falta de chuva na região.

A Carta do Nordeste, uma maneira de oficializar os problemas que a seca provocou na região, foi entregue aos ministérios das Relações Institucionais, e da Casa Civil. A carta dizia: “Os presidentes das entidades pedem a desburocratização, ações emergenciais e estruturantes, em parceria com os Municípios, para que estes passem de meros expectadores a agentes ativos desse processo e possam devolver, ao Nordeste e à sua brava gente, opções de vida, trabalho e a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento da Nação”.

No entanto, mesmo com os inúmeros apelos da CNM e dos gestores, apenas medidas paliativas foram feitas pelo governo, como construção de barragens e pequenos sistemas de abastecimento de água, na tentativa de acalmar os ânimos dos prefeitos.

A Agência de Noticias da CNM noticiou em 2013 vários Municípios que decretaram Situação de Emergência ou Estado de Calamidade por conta de eventos climáticos.

Via http://www.capitalteresina.com.br

Prefeitura de Fortaleza apresenta ranking dos melhores e piores bairros

Nesta quinta-feira (20), às 14h, no auditório do Paço Municipal, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), divulgará o resultado da pesquisa “Desenvolvimento Humano, por bairro, em Fortaleza”.

A pesquisa, inédita no município, analisa a situação do desenvolvimento humano em Fortaleza, tendo como base os dados do Censo Demográfico realizado no ano de 2010. Para tanto, foi proposto a criação do Índice de Desenvolvimento Humano para o recorte geográfico dos bairros da capital cearense (IDH-B). Ressalta-se que a metodologia de mensurar desenvolvimento econômico é utilizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde a década de 1990. O estudo avalia renda, educação e longevidade das pessoas nos 119 bairros da Capital.

Segundo o levantamento da SDE, Meireles, Aldeota, Dionísio Torres, Mucuripe, Guararapes, Cocó, Praia de Iracema, Vajota, Fátima e Joaquim Távora foram os 10 bairros que apresentaram o melhor IDH em Fortaleza. Já as 10 localidades com os menores índices de qualidade de vida na Capital são Conjunto Palmeiras, Parque Presidente Vargas, Canindezinho, Genibaú, Siqueira, Praia do Futuro 2, Planalto Airton Sena, Granja Lisboa, Jangurussu e Aeroporto.

Segundo a prefeitura, a partir da avaliação do padrão de vida dos moradores será possível direcionar políticas públicas eficazes para cada bairro, contribuindo para melhorar as condições socioeconômicas da população.

(Anderson Pires, via http://www.cearanews7.com.br)

Jericoacoara pode ser privatizada

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (15):

Técnicos dos ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente visitaram o município de Jijoca nesta semana e reuniram moradores para apresentar uma ideia polêmica: a privatização do Parque Nacional de Jericoacoara.

Isso mesmo! Apregoando uma Parceria Público-Privada (PPP), o governo federal quer passar para o controle de uma empresa privada toda a administração do Parque Nacional de Jericoacoara. Essa empresa passaria a controlar todo o fluxo de visitantes e até cobrar pela entrada. Além disso, teria direito de construir hotéis e restaurantes em diversas localidades, incluindo a famosa duna do pôr do sol.

Os cálculos apresentados pelos consultores levam a um faturamento anual de mais de R$ 60 milhões para a empresa que ganhar a licitação, o que representa o dobro do orçamento da Prefeitura de Jijoca.

O Instituto Chico Mendes, esvaziado desde sua criação, é quem responde no momento pelo parque. O deputado estadual João Jaime (DEM), que tem atuação política na área, está cobrando posição do Ministério Público Federal sobre o fato.

Mancha negra é registrada na Praia do Mucuripe, em Fortaleza

A mancha negra foi registrada na manhã desta quinta-feira, 13 – Foto: Luciana Otoch

Uma enorme mancha negra foi registrada no mar da Praia do Mucuripe, na continuação da avenida Beira Mar, na manhã desta quinta-feira, 13, em Fortaleza. A fotógrafa Luciana Otoch fez o registro do fenômeno, que cobre uma extensa faixa da praia.
Segundo Luciana, essa não foi a primeira vez que a mancha apareceu. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informou, através de nota, que uma equipe técnica está no local. A companhia orienta que “a água da chuva não deve ser despejada dentro do sistema de esgoto, pois este não está dimensionado para esta finalidade”.

Em outro ponto da av. Beira Mar, próximo à mancha negra e ao Mercado dos Peixes, motoristas desviam de um esgoto aberto e reclamam do mau cheiro. A Cagece orienta que a população não coloque lixo dentro de rede de esgoto, o que pode ocasionar entupimentos e transbordamentos.

(O Povo Online)

Influência humana é clara no aquecimento “inequívoco” do planeta, diz IPCC

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulga primeira parte de estudo sobre aumento da temperatura no globo e afirma que últimas três décadas foram sucessivamente mais quentes que qualquer outra desde 1850.

O aquecimento do planeta é “inequívoco”, a influência humana no aumento da temperatura global é “clara”, e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções “substanciais e sustentadas” das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema.

Os cientistas do IPCC – que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 – fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. “A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático”, afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal autor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013.

O documento serviu de base durante a Conferência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre o Clima em Varsóvia, na Polônia, no final do ano passado. Em 1500 páginas, cientistas de todo o mundo se debruçaram sobre as bases físicas das mudanças climáticas, apoiados em mais de 9 mil publicações científicas.

“O relatório apresenta informações sobre o que muda no clima, os motivos para as mudanças e como ele vai mudar no futuro”, disse Stocker.

Correções

A versão final divulgada nesta quinta é um texto revisado e editado e não tem muitas mudanças em relação ao documento apresentado em setembro do ano passado, que elevou o alerta pelo aquecimento global e destacou a influência da ação humana no processo.

“A influência humana no clima é clara”, afirma o texto. “Ela foi detectada no aquecimento da atmosfera e dos oceanos, nas mudanças nos ciclos globais de precipitação, e nas mudanças de alguns extremos no clima.”

Segundo o IPCC, desde a década de 1950, muitas das mudanças observadas no clima não tiveram precedentes nas décadas de milênios anteriores. “A atmosfera e os oceanos estão mais quentes, o volume de neve e de gelo diminuíram, os níveis dos oceanos subiram e a concentração de gases poluentes aumentou”, diz um resumo do documento.

“Cada uma das últimas três décadas foi sucessivamente mais quente na superfície terrestre que qualquer década desde 1850. No hemisfério norte, o período entre 1983 e 2012 provavelmente foi o intervalo de 30 anos mais quente dos últimos 800 anos”, prossegue.

Aquecimento dos oceanos

O grupo de cientistas também lembra que o aquecimento dos oceanos domina o aumento de energia acumulada no sistema climático, e que os mares são responsáveis por mais de 90% da energia acumulada entre 1971 e 2010.

“É praticamente certo que o oceano superior (até 700m de profundidade) aqueceu neste período, enquanto é apenas provável que tenha acontecido o mesmo entre 1870 e 1970″, diz o relatório.

O nível dos mares também aumentou mais desde meados do século 20 que durante os dois milênios anteriores, segundo estima o IPCC. Entre 1901 e 2010, o nível médio dos oceanos teria aumentado cerca de 20 centímetros, diz o documento.

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e protóxido de nitrogênio (conhecido como gás hilariante) aumentaram, principalmente por causa da ação humana. Tais aumentos se devem especialmente às emissões oriundas de combustíveis fósseis. Os oceanos, por exemplo, sofrem acidificação por absorver uma parte do CO2 emitido.

Futuro sombrio

A temperatura global deverá ultrapassar 1,5ºC até o final deste século em comparação com níveis estimados entre 1850 e 1900. O aquecimento global também deverá continuar além de 2100, mas não será uniforme, dizem os cientistas do clima. As mudanças nos ciclos da água no mundo também não serão homogêneos neste século, e o contraste entre regiões secas e úmidas e regiões de seca e de chuvas deverá aumentar.

O resumo do texto ainda constata que a acumulação de emissões de CO2 deverá ser determinante para o aquecimento global no final do século 21 e adiante. “A maioria dos efeitos das mudanças climáticas deverão perdurar por vários séculos, mesmo com o fim das emissões.”

Até outubro, o IPCC ainda vai publicar mais duas partes do relatório e também um documento final. A segunda parte será divulgada em março, no Japão, e detalhará os impactos, a adaptação e a vulnerabilidade a mudanças climáticas. Em abril, Berlim será palco das conclusões do IPCC sobre mitigação.

Deutsche WelleDeutsche Welle 

Caucaia: Município alcança marca de 200 mil eleitores e já pode ter voto em trânsito

CAUCAIA-CE

O município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, ultrapassou, nesta quarta-feira (29), a marca de 200 mil eleitores inscritos e aptos a votar nas eleições de outubro deste ano.

Os números atualizados no Cadastro Eleitoral registram 100.999 eleitores inscritos no cartório da 37ª ZE e 99.050 eleitores no cartório da 120ª ZE, localizadas em Caucaia, perfazendo um total de 200.049 eleitores no município.

Com este eleitorado, a cidade está apta a receber seção eleitoral de voto em trânsito, já nas eleições de 2014, bem como realizar, se necessário, 2º turno nas eleições municipais de 2016.

O eleitor que desejar votar em trânsito pode comparecer a qualquer cartório, posto ou central de atendimento do país com título de eleitor e documento de identidade oficial com fotografia, não sendo admitida a habilitação por procurador. Nesta condição o voto será possível apenas para Presidente da República e poderá ser exercido em qualquer capital brasileira. Quando o eleitor for se habilitar para votar em trânsito, o atendente irá indicar quais os locais disponíveis para a capital escolhida.

Até as eleições 2012, apenas Fortaleza registrava mais de 200 mil eleitores, dentre os 184 municípios cearenses. Hoje, a capital tem 1.630.474 eleitores e o Ceará um total de 6.249.115 eleitores.

(Tribuna do Ceará)

Manchineel: conheça a árvore mais venenosa e perigosa do planeta

Que plantas venenosas existem, todos estamos cansados de saber. Porém, nenhuma é capaz de alcançar a Manchineel nesse requisito, a árvore mais perigosa do mundo no Guinness Book, Livro dos Recordes.

Hippomane mancinella (nome científico), é nativa da Flórida, Caribe e Bahamas, de acordo com as informações do Oddity Central. Para começar, a planta produz frutos tóxicos apelidados por Cristóvão Colombo de manzanillas de la muerte, ou maçãs da morte. O mais assustador, no entanto, é saber que essas frutinhas são apenas a ponta do iceberg.

A própria seiva na Manchineel é altamente perigosa, sendo necessário apenas uma gota para causar queimaduras, irritação, surgimento de bolhas e inchaço na pele. Aí você pensa: “tudo bem, só não comer os frutos da Manchineel nem tentar extrair sua seiva, isso não é muito difícil”, certo? Errado! Se em um dia chuvoso você simplesmente pensar em procurar abrigo em uma árvore como esta pode ter certeza que está correndo perigo, pois as gotas de chuva que entrarem em contato com as folhas e com a sua pele em seguida também podem causar queimaduras. Acha pouco? Só por precaução, não esqueça de nunca usar seus galhos e tronco para fazer uma fogueira, pois sua fumaça é capaz de causar cegueira irreversível. Muito sinistra!

Via http://blog.opovo.com.br/fimdemundo/conheca-arvore-mais-perigosa-mundo/

Navio-fantasma vaga sem rumo pelo Atlântico Norte

Uma embarcação da era soviética infestada de ratos, pesando 1.565 toneladas, vagando sem tripulação pelos mares. Poderia ser o roteiro de um filme de Hollywood, mas esse navio-fantasma existe de verdade.

 

 
  

Construído na antiga Iugoslávia em 1976, o Lyubov Orlova acabou abandonado num porto do Canadá após a falência de seus proprietários. Mas o pior estava por vir: durante a operação que o rebocaria em 2010 para a República Dominicana, onde vivia seu comprador, uma corda se rompeu, e o barco definitivamente singrou os mares sem rumo.

No ano passado, uma estação britânica de radar localizou uma massa no Atlântico Norte que correspondia em tamanho ao navio desaparecido. O sinal foi monitorado e, desde então, trabalhos eventuais de busca não tiveram sucesso em localizá-lo.

Autoridades do Reino Unido agora temem que o Lyubov Orlova se choque contra a costa do país. O barco é considerado uma bomba ambulante de doenças. E convivendo há três anos sem alimento, os ratos estariam se canibalizando uns aos outros, acreditam cientistas.

(Último Segundo)

Depois dos BRICs, economista que cunhou o termo diz que os MINTs são a bola da vez no mundo

Publicado originalmente na BBC Brasil.

 

Em 2001, o mundo começou a falar dos Brics – Brasil, Rússia, Índia e China (posteriormente com a inclusão da África do Sul) – as potências emergentes na economia mundial. O termo foi cunhado pelo economista Jim O’Neill.

Após a recente desaceleração dos Brics, O’Neill identificou outros quatro países – México, Indonésia, Nigéria e Turquia – que, segundo ele, também podem se tornar gigantes econômicos nas próximas décadas.

No texto abaixo, para a BBC, ele explica o novo grupo, que batizou de Mint (“menta” em inglês).

O que esses países Mint têm de tão especial? E por que só esses quatro países?

Um amigo que acompanha a trajetória dos Brics observou – com algum sarcasmo – que estes países são mais “frescos” do que os Brics. O que eles têm em comum, além de serem países com grandes populações, é que por pelo menos por 20 anos eles terão ótima demografia “interna” – em todos estes países haverá um aumento no número de pessoas capazes de trabalhar, em relação a aquelas que não trabalham.

Este é o desejo de muitos países desenvolvidos, e também de dois dos Brics: China e Rússia. Então, se México, Indonésia, Nigéria e Turquia conseguirem se organizar, alguns poderão atingir o padrão chinês de crescimento econômico de dois dígitos, registrado entre 2003 e 2008.

Outro fator em comum de três destes países, segundo me relatou o ministro mexicano das Relações Exteriores, José Antonio Meade Kuribreña, é a posição geográfica vantajosa em relação aos padrões do comércio mundial.

Por exemplo, o México fica ao lado dos Estados Unidos, mas também na América Latina. A Indonésia está no coração do Sudeste Asiático, mas também possui fortes relações com a China.

E como todos sabemos, a Turquia está no Ocidente e no Oriente. A Nigéria não segue este padrão por ora, em parte devido à falta de desenvolvimento na África, mas isso poderia mudar no futuro, se muitos países africanos pararem de brigar entre si e começarem a negociar comercialmente.

Isso pode ser a base para os países do Mint desenvolverem um clube econômico e político, assim como fizeram os Brics – uma das maiores surpresas no fenômeno dos Brics, para mim. Eu já consigo até sentir o “cheiro” de um clube dos Mints.

O que também percebi, ao falar com Meade Kuribreña, é que a criação da sigla Mint poderia pressionar para que a Nigéria seja incluída no G20 – como os demais países do grupo.

Esse é um assunto que a carismática ministra da Economia da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, gosta.

 

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“Nós sabemos que nossa hora vai vir”, diz ela. “Nós achamos que eles estão perdendo algo por não nos incluir.”

Meade Kuribreña chega a dizer que, como um grupo de países, os Mints têm mais em comum do que os Brics. Eu já não tenho a mesma certeza, mas é uma ideia interessante.

Economicamente, três deles – México, Indonésia e Nigéria – são grandes produtores de commodities (apenas a Turquia não é). Isso contrasta com os Brics, onde o Brasil e a Rússia são produtores de commodities, mas China e Índia não.

Em termos de riqueza, México e Turquia estão no mesmo patamar, com renda per capita anual de US$ 10 mil. Isso é superior aos US$ 3,5 mil da Indonésia e US$ 1,5 mil da Nigéria – que está no mesmo nível da Índia.

Todos estão abaixo da Rússia (US$ 14 mil) e do Brasil (US$ 11,3 mil), mas ainda assim na frente da China (US$ 6 mil).

Expectativas e realidade

Uma grande questão que me intrigou ao visitar estes países em um especial para a BBC foi: como é o dia a dia real nestes países, comparado com as minhas expectativas e com a opinião consensual?

Quando as expectativas são baixas – como acontece geralmente com a Nigéria, por exemplo (apesar de a visão de investidores na África ser diferente) – é fácil ser surpreendido positivamente.

Mas o oposto também é verdade – e isso pode ser um problema no México, um país sobre o qual os investidores estão bastante animados.

Eu voltei de minhas viagens pensando que não será tão difícil para Nigéria e Turquia surpreender as pessoas positivamente, já que se coloca muita ênfase nos conhecidos pontos negativos – crime e corrupção na Nigéria e governo extremamente incisivo na Turquia.

Sobre a Indonésia, eu tenho menos certezas. Os desafios do país são grandes como eu imaginava, e eu não vi muitas coisas que me dessem a impressão “Uau!”. O país precisa ter um sentido comercial além das commodities, e precisa melhorar a sua infra-estrutura.

Na Turquia, visitas a empresas como Beko (fabricante de eletrodomésticos) e Turkish Airlines, a companhia aérea que mais cresce no mundo, definitivamente me fizeram exclamar “Uau!”. Na Nigéria, eu tive essa sensação o tempo todo.

A criatividade nigeriana é contagiante, pelo menos para mim, e eu voltei cheio de entusiasmo com diversos investimentos pessoais que pretendo seguir.

No México, eu estava preparado para me decepcionar, já que as expectativas são muito altas, mas o presidente jovem e seus colegas de gabinete também joviais estão cheios de determinação para mudar o país.

Se você acha que a ex-premiê britânica Margaret Thatcher simbolizava reformas profundas, estes caras fazem ela parecer um gatinho. Eles estão reformando tudo – de educação, energia e política fiscal à própria instituição do governo.

E os desafios que geralmente assustam as pessoas? A corrupção é um tópico comum nos quatro países, e eu tive diversas discussões interessantes em cada um dos lugares.

Lagos, na Nigéria

Na Nigéria, o diretor do Banco Central, Lamido Sanusi, argumentou que corrupção raramente evita o desenvolvimento econômico – e que o crescimento da economia, acompanhado de melhoras na educação, vai levar a melhor governança e mais transparência.

Estas ideias são importantes de serem ouvidas, como alternativa às formas geralmente simplistas que temos no Ocidente de encarar os fatos. Para muitas pessoas de credibilidade nos países Mint, a corrupção é consequência de um passado fraco, mas não a causa de um futuro fraco – e certamente não é o desafio número um.

Ela está no fim de uma lista que inclui custos de energia, a disponibilidade de energia e, é claro, infra-estrutura.

Resolver a política energética era a maior prioridade no México e na Nigéria, e ambos os países lançaram grandes iniciativas que – se forem mesmo implementadas – vão acelerar os índices de crescimento de forma significativa.

Eis uma estatística impressionante. Cerca de 170 milhões de pessoas na Nigéria dividem a mesma quantidade de energia que é consumida por 1,5 milhão de pessoas na Grã-Bretanha. Quase todas as indústrias precisam gerar a própria energia. Os custos são enormes.

“Você consegue imaginar, ou consegue acreditar, que esse país está crescendo 7% sem energia? É uma piada”, diz Akiko Dangote, o homem mais rico da África.

Ele tem razão. Eu imagino que a Nigéria poderia crescer de 10% a 12% se resolvesse só esse problema. Isso faria o tamanho da economia duplicar em seis ou sete anos.

Na Indonésia, o quarto maior país do mundo, eu diria que liderança e infra-estrutura são os maiores desafios, apesar de haver muitos outros. Mas desafios e oportunidades estão geralmente lado a lado.

Em uma das favelas de Jacarta, a Pluit, a terra está afundando 20 centímetros por ano por causa do uso excessivo de água. Mas em outros cantos da cidade, o preço dos imóveis está disparando.

Eu falei com um homem que está contruindo a primeira loja de móveis Ikea do país, e ele acredita que um terço da população de 28 milhões da grande Jacarta (a terceira maior aglomeração urbana do mundo) teria renda para consumir na sua loja.

“Nós simplesmente temos certeza de que vai dar certo”, diz ele.

Na Turquia, a combinação de política e fé muçulmana com algum desejo de fazer as coisas de forma mais ocidental é um desafio singular. Alguns podem argumentar que os mesmos desafios existem na Indonésia, mas eu voltei de lá pensando que não é o mesmo caso. Em Jacarta, a forma ocidental de fazer as coisas já parece ter sido assimilada – ao contrário da Turquia.

E então: os Mints podem se juntar às dez maiores economias do mundo, com Estados Unidos, China, resto dos Brics e talvez Japão? Eu acho que sim, apesar de que isso ainda pode levar 30 anos.

Espero poder voltar para cada um deles com mais frequência, agora que estou ajudando a colocá-los no mapa, assim como aconteceu com os Brics há 12 anos.

Nordeste terá chuvas abaixo da média em 2014, diz Inmet

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Atingido por uma estiagem severa nos últimos dois anos, o Nordeste pode voltar a ter chuvas abaixo da média em 2014. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o meteorologista Mozart de Araújo Salvador, a temperatura do Atlântico Norte, cuja alta causou a diminuição das chuvas em 2012 e 2013, continua elevada, embora em patamar menor que o do ano passado.

Segundo Salvador, caso a situação se mantenha,  há chance de menos chuva do que tradicionalmente. No entanto, não é possível prever a intensidade de um eventual novo período de seca. “A possibilidade [de estiagem] não está afastada”, disse ele.

O meteorologista explicou que, em dezembro, quando o Inmet levantou os dados para seu prognóstico mais recente sobre o Nordeste, a temperatura do Atlântico Norte estava de 0,5°C a 1°C acima da média. “Espera-se que [a alta de temperatura] não se intensifique, ou o risco de prejuízos para as chuvas é grande”, acrescentou.

Salvador esclareceu que, no ano passado, a temperatura do oceano chegava a 1,5°C acima da média. Para normalização das chuvas no Nordeste, o ideal é que ela recue nos próximos meses. Uma nova medição será feita na segunda quinzena de janeiro.

Para o primeiro trimestre deste ano, o Inmet vê 40% de possibilidade de chuvas dentro da média e 35% de probabilidade de ficarem abaixo da média para o semiárido do Ceará, do Piauí, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do norte da Bahia. Existem ainda 25% de chance de precipitações acima da média.

Em 2012 e 2013, produtores rurais desses e de outros estados perderam gado e lavoura com a estiagem e tiveram de ser socorridos pelo governo, que disponibilizou linhas de crédito emergenciais e permitiu a renegociação de dívidas a agricultores que não puderam honrar os pagamentos em função das perdas com a estiagem.

Para 2014, o Ministério da Integração Nacional informou que ainda aguarda dados mais concretos com relação ao panorama relacionado à seca para definir ações. O órgão informou ainda que, até o momento, não há decisão sobre renovação das linhas de crédito, mas que é possível aderir à renegociação de débitos até 30 de dezembro deste ano.

(Agência Brasil)

 

Estudo do IBGE define limites entre 113 dos 184 municípios do Ceará

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) concluíram mais uma etapa  do “Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas do Estado do Ceará” com o  georreferenciamento dos municípios localizados no Sertão Central, Região do Inhamuns, dos municípios de Tianguá e Sobral, além dos localizados no Litoral Oeste do Estado. Com essa etapa, 113 dos 184 municípios cearenses estão com a suas áreas georreferenciadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esperamos entregar o trabalho completo à Assembleia Legislativa do Ceará até o fim deste semestre”, explica Francisco José Lopes, chefe da unidade do IBGE no Ceará. Segundo ele, com a finalização do Atlas, os novos limites serão reconhecidos e transformados em lei pela Assembleia Legislativa. “A maioria dos municípios do Ceará deverão fazer pequenos ajustes nos seus limites, que serão resultado de acordos entre os administradores desses municípios”, explica.

O projeto “Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas do Estado do Ceará” objetiva a elaboração de uma nova legislação para os limites municipais com o georreferenciamento dos elementos cartográficos e, consequentemente, com a atualização cartográfica, para substituir a citação de elementos não mais existentes no terreno. Pretende, também, definir onde começa e termina o município, a fim de determinar, com precisão, os limites que permitam uma melhor administração municipal, respeitando a cidadania e a identidade histórico-cultural.

Problemas
O estudo mostra problemas da não revisão da legislação que rege os limites municipais, a sua maioria datada de 1951, que resulta na indefinição dos limites, no surgimento de áreas de litígios, administração em área legal pertencente a outro município, distorção da arrecadação de impostos, eleitores cadastrados fora da zona eleitoral, imprecisão nos cálculos de Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de distorções de dados estatísticos.

O chefe da unidade do IBGE, no Ceará , ressalta que as indefinições acerca dos limites territoriais causam problemas para os administradores, prefeitos e para os órgãos técnicos, uma vez que “municípios que administram fora de suas fronteiras efetuam despesas e não recebem os devidos recursos”.

Para o presidente da Comissão de Criação de Novos Municípios e Estudos de Limites e Divisas da Assembleia Legislativa,  Luis Carlos Mourão, a dimensão exata do município é também crucial para a definição dos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) recebidos pelas prefeituras. “Os municípios de Tejuçuoca e Barreiras são exemplos. A partir dos estudos eles tiveram a cota do FPM elevada em R$ 150 mil e R$ 120 mil mensais, respectivamente”, diz.

(Verônica Prado, G1 CE)

O Brasil e seu ‘mar interior'; por José Luís Fiori

Do site Carta Maior

O Brasil e seu ‘mar interior’

O Brasil possui capacidade econômica e tecnológica para explorar os recursos oferecidos pelo oceano, mas não possui o poder de defender a soberania desse mar.

Situado entre a costa leste da América do Sul, e a costa oeste da África Negra, o Atlântico Sul ocupa um lugar decisivo do ponto de vista do interesse econômico e estratégico brasileiro: como fonte de recursos, como via de comunicação, e como meio de projeção da influência do país no continente africano. Além do “pré-sal”brasileiro, existem reservas de petróleo na plataforma continental argentina, e na região do Golfo da Guiné, sobretudo na Nigéria, Angola, e no Congo, Gabão, São Tomé e Príncipe. Na costa ocidental africana, também existem grandes reservas de gás, na Namíbia, e de carvão, na África do Sul; e na bacia atlântica, se acumulam crostas cobaltíferas, nódulos polimetálicos ( contendo níquel, cobalto, cobre e manganês), sulfetos ( contendo ferro, zinco, prata, cobre e ouro), além de depósitos de diamante, ouro e fósforo entre outros minerais relevantes, e já foram identificadas  grandes fontes energéticas e minerais, na região da Antártica. Além disto, o Atlântico Sul é uma via de transporte e comunicação fundamental, entre o Brasil e a África, e é um espaço crucial para a defesa dos países ribeirinhos, dos dois lados do oceano.

A Argentina tem 5 mil km de costa, sustenta uma disputa territorial com a Grã Bretanha, e tem uma importante projeção no território da Antártida e nas passagens interoceânicas do canal de Beagle e do estreito de Drake. Do outro lado do Atlântico, a África do Sul ocupa o vértice meridional do continente africano, e é um país bioceânico, banhado simultaneamente pelo Atlântico e pelo Indico, com 3000 km de costas marítimas, e cerca de 1 milhão de km2 de águas jurisdicionais, ocupando uma posição muito importante como ponto de passagem entre o “ocidente’ e o “oriente”,  por onde circula cerca de 60% do petróleo embarcado no Oriente Médio, na direção dos EUA e da Europa. Finalmente, a Nigéria e Angola têm 800 e 1600 km de costa atlântica, respectivamente, e as reservas de petróleo do Golfo da Guiné estão estimadas em 100 milhões de barris.
 
Mas não há duvida que o Brasil é o país costeiro  que tem maior importância econômica e geopolítica dentro do Atlântico Sul, com seus 7490 km de costa, e seus 3.600 milhões de km2 de território marítimo, que podem chegar a 4,4 milhões – mais do que a metade do território continental brasileiro – caso sejam aceitas as reivindicações apresentadas pelo Brasil  perante a Comissão de Limites das Nações Unidas: quase o dobro do tamanho do Mar Mediterrâneo e do Caribe, e quase 2/3 do Mar da China.
 
O interesse estratégico do Brasil nesta área vai além da defesa de seu mar territorial, e inclui toda sua  Zona Exclusiva Econômica (ZEE),  por onde passa cerca de 90%  do seu comercio internacional; e onde se encontram, cerca de 90% das reservas totais de petróleo do Brasil, e 82% de sua produção atual; e mais  67% de suas reservas de gás natural. Além disto, o Brasil possui três ilhas atlânticas que tem uma importante projeção sobre o território da Antártida, e que são altamente vulneráveis do ponto de vista de sua segurança.

Apesar disto, o controle militar do Atlântico Sul segue em mãos das duas grandes potências anglo-saxônica.  A  Grã- Bretanha mantém  um cinturão de ilhas e bases navais através do Atlântico Sul, que lhe conferem uma enorme vantagem estratégica no controle da região. E os EUA dispõem de três comandos que operam na mesma área: o USSOUTHCOM, criado em 1963,  o AFRICOM, criado em 2007, e a sua IV Frota Naval criada durante a II Guerra Mundial, e reativada em 2008, com objetivo explícito de policiar o Atlântico Sul.
 
Além disso, as duas potências anglo-saxônicas controlam em comum, a Base Aérea da Ilha de Ascenção, onde operam simultaneamente, a Força Aérea dos EUA, a Força Aérea do Reino Unido e forças dos países da OTAN. Na mesma Ilha de Ascenção estão instaladas estações de interceptação de sinais e bases do sistema de monitoramento global, denominado  Echelon, que permite o monitoramento e  controle de todo o Oceano Atlântico. Caracterizando-se uma enorme assimetria de poder e de recursos entre as forças navais e aéreas, das potencias anglo-saxônicas e da OTAN, e a dos demais países situados nos dois lados do Atlântico Sul.

Neste ponto o Brasil não tem como enganar-se: possui a capacitação econômica e tecnológica para explorar os recursos oferecidos pelo oceano, mas não possui atualmente a capacidade de defender a soberania do seu “mar interior”. A capacitação naval do Brasil foi inteiramente dependente da Grã Bretanha e dos Estados Unidos, pelo menos até a década de 70, e o Brasil segue sendo um país vulnerável do ponto de vista da sua capacidade de defesa de sua costa, e de sua plataforma marítima. E este panorama só poderá ser modificado no longo prazo, depois da construção da nova frota de submarinos convencionais e nucleares que deverão ser entregues à marinha brasileira, entre 2018 e 2045, e depois que o Brasil adquira capacidade autônoma de construção de sua própria defesa aérea. De imediato, entretanto, o cálculo estratégico do Brasil tem que assumir esta assimetria de poder como um dado de realidade e como uma pedra no caminho de sua política de projeção de sua influência  no continente africano, e sobre este seu imenso “mar interior”.

As Maiores Estátuas do Mundo

01) O Buda de Templo Primavera em Lushan na China – 128 m de altura

 

02) Os Budas de Monywa em Miamar – 116 m de altura

 

03) O Buda de Ushiku no Japão – 110 m de altura.

 

04) A deusa Guan Yin em Sanya na China, ela possui 3 rostos – 108 m de altura

 

05) Os imperadores Yan e Huang em Zhengzou na China – 106 m de altura

 

06) A deusa Avalokitsevara em Sendai no Japão – 100 m de altura

 

07) O czar Pedro, O grande em Moscou na Rússia tem uma curiosidade, era para ser Cristovão Colombo e ia ser dado aos Estados Unidos como presente, mas os americanos recusaram e se transformou no Czar da Rússia – 96m de altura

 

08) O Grande Buda da Tailândia em Ann Thong – 92 m de altura

 

10) O Buda da Wuxi na China – 88 m de altura

 

11) A deusa Avalokitsevara em Ashibetsu no Japão – 88 m de altura

 

12) A Mãe Rússia de Volvogrado – 85 m de altura

 

13) A deusa Avalokitsevara das ilhas Awaji no Japão – 80 m de altura

 

 14) Buda de Emei em Taiwan – 72 m de altura

 

15) O Buda de Leshan na China – 71 m de altura

 

16) A Mãe Rússia de Kiev – 62 m de altura

 

17) A deusa Avalokitsevara em Futtsu no Japão – 56 m de altura

 

18) A deusa Guan Yin em Nanhai na China – 56 m de altura

 

19) A deusa Avalokitsevara em Futtsu no Japão – 56 m de altura

20) A estátua de Santa Rita de Cássia, no Brasil,  com 56 metros de altura – é a maior estátua do continente americano e também a maior imagem católica do planeta

Publicado em: 15/10/2013 | 17:25 Por: Fatos Desconhecidos

Índio Guajajara se refugia em árvore e resiste a retirada no Rio

Advogado pede reintegração de posse do prédio do Museu do Índio. Polícia Civil vai autuar 24 manifestante

Grupo de 24 manifestantes retirado do antigo Museu do Índio na manhã de hoje (16) será autuado por resistência (quando há violência ou ameaça a servidor encarregado de cumprir a lei), disse o delegado da 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira), Fábio Barucke. Os manifestantes foram ouvidos, liberados e devem receber penas alternativas no Juizado Especial Criminal.

Outro manifestante foi detido porque entrou no perímetro de isolamento montado pela Polícia Militar em volta da árvore em que o índio Zé Guajajara mantém o protesto. De acordo com o delegado, ele responderá por resistência, desobediência e desacato, por ter xingado os policiais que o retiraram à força. 

O índio Ash, da Aldeia Maracanã, tentou levar comida para Zé Guajajara, mas foi impedido pelos policiais. Guajajara está há seis horas sem comer e beber e diz que só desce da árvore quando chegar o documento da 7ª Vara Civil garantindo à tribo a reintegração de posse da área do museu.

José Guajajara, o índio que resiste na árvore, é um líder da tribo Guajajara, que está desde 2006 na Aldeia Maracanã. Quando ele chegou ao prédio do Museu do Índio, o local era ocupado por drogados e mendigos. Jairo Costa, que desde 1989 reside no bairro do Maracanã, disse que a tribo sempre desempenhou um papel histórico e de resgate da cultura indígena e não é formada por um bando de vagabundos, como diz o governo do estado e ate pessoas desinformadas.

Os índios dançaram e cantaram próximo à árvore. Negociadores da PM estão dialogando com o índio Zé Guajajara. A polícia civil está no prédio do museu. Policiais do choque também estão posicionados nas janelas do prédio creme, ao lado da árvore. Muitos populares acompanham a operação policial.

Um membro da escola técnica da Fiocruz, Alexandre Vasconcelos, negocia com o comando do Bope para que a mulher do índio Jose Guajajara, a índia Potira, possa levar comida ao marido: banana, pão seco, biscoito e água.

Como a pena pode chegar a quatro anos e seis meses, o manifestante detido será encaminhado à justiça comum, e terá de pagar fiança de um salário mínimo para ser liberado.

A decisão judicial que fundamentou a ação da polícia é a mesma que removeu a ocupação do museu em março deste ano. Em agosto, os manifestantes voltaram ao prédio.

A advogada que representa os autuados questionou a ação da polícia por não ter sido acompanhada por um oficial de justiça e por não ter sido apresentado um mandado. De acordo com o delegado, como a decisão já havia sido cumprida em março, não era necessária a presença de um oficial de justiça. 

Manifestantes reclamaram de suposta truculência da polícia: um chegou a improvisar uma tala para o pulso, que afirmou ter sido machucado. Exames de corpo de delito serão feitos para apurar as denúncias.

Outra pessoa foi autuada por receptação, por ter sido encontrada pela polícia com objetos de escritório, clipes, DVDs e CDs, que seriam do Laboratório Nacional Agropecuário, do Ministério da Agricultura. Os policiais supõem que a mercadoria apreendida foi retirada do laboratório, invadido pelos manifestantes no domingo. O prédio é vizinho ao antigo Museu do Índio e será demolido.

Com Agência Brasil

 

 

AFP divulga imagens mais marcantes de 2013

Confira abaixo a seleção:

Ps.: a ordem numérica tem apenas caráter organizacional e não se refere a ranqueamento

1. Pessoas em varandas observam participantes de corrida de touros no festival de São Firmino, em Pamplona, Espanha, no dia 7 de julho. Milhares de pessoas do mundo inteiro vão todos os anos até a cidade espanhola para participar da festa dos touros. (Foto: Pedro Armestre / AFP)

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2. Multidão de pessoas com bóias se refresca em parque aquático de Suining, na China, em 27 de julho. Neste dia, os termômetros locais marcavam 41ºC (Foto: AFP)

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3. Manifestante turco cobre o rosto com garrafa d’água improvisada como máscara de gás durante protestos em Ancara, no dia 9 de junho, o décimo dia consecutivo de grandes manifestações contra o governo do premiê Recep Tayyp Erdogan (Foto: Marco Longari / AFP)

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4. O indonésio Handoko Njotokusumo e seu cão, o golden retriever Ace, andam de moto por rua de Surabaya, em 2 de maio (Foto: Juni Kriswanto / AFP)

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5. Manifestante beija policial durante manifestação em Susa, na Itália, contra a construção de uma linha de trens de alta velocidade entre Turim (Itália) e Lyon (França), no dia 16 de novembro (Foto: Marco Bertorello / AFP)

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6. June Simson (dir.) é abraçada por vizinha após encontrar o seu gato junto aos destroços de sua casa em Moore, no Estado americano de Oklahoma, em 21 de maio. A cidade foi devastada pela passagem de um tornado, que matou mais de 20 pessoas, incluindo 9 crianças de uma escola, na região de Okalhoma City (Foto: Joshua Lott / AFP)

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7. Manifestantes egípcios protestam a expressão inglesa “Game Over” (o jogo acabou, na tradução livre) em prédio do governo nos arredores da Praça Tahrir, no Cairo, em 2 de julho. No dia seguinte, o presidente Mohamed Mursi foi deposto como resultado dos protestos que tomaram conta do país (Foto: Khaled Desouki / AFP)

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8. A italiana Licia Ronzulli (centro) participa com a sua filha Victoria de votação no Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França, em 19 de novembro (Foto: Frederik Florin / AFP)

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9. Policiais disparam tiros de bala de borracha em manifestante durante protesto no Rio de Janeiro em 20 de junho (Foto: Christophe Simon / AFP)

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10. O jamaicano Usain Bolt (esq.) vence a final dos 100 m rasos no mundial de atletismo em Moscou, na Rússia, em 11 de agosto (Foto: Olivier Morin / AFP)

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11. Mulher sofre para controlar o seu guarda-chuva durante chuva provocada pela passagem do tufão Usagi por Manila, nas Filipinas, em 22 de setembro (Foto: Noel Celis / AFP)

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12. Crianças observam os estragos causados pela passagem do supertufão Haiyan pela cidade de Tacloban, Filipinas, no dia 10 de novembro. Milhares de pessoas morreram neste desastre natural (Foto: Noel Celis / AFP)

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13. Vítima do supertufão Haiyan é observada por sua mulher em hospital de Tacloban, nas Filipinas, em 15 de novembro. O homem teve a perna amputada, o que gerou uma posterior infecção. A mulher o mantinha vivo ao bombear manualmente ar em seus pulmões (Foto: Philippe Lopez / AFP)

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14. Sobreviventes do supertufão Haiyan marcham durante procissão na cidade de Tolosa, Filipinas, em 19 de novembro, uma semana após a cidade ser devastada (Foto: Philippe Lopez / AFP)

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15. Atleta observa pinguim durante maratona na Antártida, em 1º de março. Cinquenta e dois corajosos atletas enfrentaram o frio no continente gelado para disputar a prova (Foto: Joel Estay / AFP)

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16. Imagem aérea mostra o campo de refugiados sírios de Za’atari, na Jordânia, em 18 de julho. Na época, o local abrigava ao menos 115 mil pessoas que fugiram da guerra civil na Síria (Foto: Mandel Ngan / AFP)

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17. Mulher egípcia tenta impedir que escavadeira atropele jovem ferido durante confronto com as forças de segurança no Cairo, em 14 de agosto. Na data, as autoridades realizaram uma operação para destruir um acampamento montado por manifestantes nas proximidades da mesquita de Rabaa al-Adawiya (Foto: Mohammed Abdel Moneim / AFP)

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18. Manifestantes egípcios direcionam lasers para helicóptero que sobrevoava o palácio presidencial no Cairo em 30 de junho. Milhares de pessoas acamparam por dias exigindo a renúncia do presidente Mohamed Mursi, que viria a ser deposto no dia 3 de julho (Foto: Khaled Desouki / AFP)

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19. Caixões de vítimas de naufrágio de barco com imigrantes são perfilados no aeroporto de Lampedusa, na Itália, em 5 de outubro. Mais de 300 migrantes africanos morreram na tragédia (Foto: Alberto Pizzoli / AFP)

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20. Ex-soldado reage após ser condenado à morte por tribunal de Daca, em Bangladesh, em 5 de novembro. Ele e cerca de outras 150 pessoas foram condenadas por um motim militar que resultou em um massacre de oficiais em 2009 (Foto: Munir uz Zaman / AFP)

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AFP / Edição: Pragmatismo Politico

Nova Iguaçu tem 2 mil desabrigados e prefeito decreta estado de calamidade pública

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As chuvas que atingiram principalmente a região metropolitana do Rio desde a noite de ontem (10) deixaram cerca de 2 mil pessoas desabrigadas no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um dos mais afetados pela enchente. Aproximadamente 30% da cidade registram inundação, segundo estimativa do prefeito, Nelson Bornier, que sobrevoou a região no início da tarde de hoje (11) e decidiu decretar estado de calamidade pública.

A maior parte dos desabrigados e desalojados, de acordo com ele, está sendo acolhida em igrejas evangélicas e católicas. “Fomos surpreendidos com este temporal, que inundou os quatro cantos da cidade. Estamos com o município alagado em diversos bairros. Estamos recebendo a ajuda da população, que está respondendo às necessidades com donativos, roupas, colchonetes e cestas básicas. Estamos trabalhando para dar o apoio necessário a essas famílias e retornamos o mais rápido possível à normalidade”, disse Bornier.

O prefeito está em contato com o governo do estado, que já destinou máquinas e equipamentos para ajudar as equipes de resgates e limpeza. Bornier informou ainda que vai solicitar auxílio ao Ministério da Integração Nacional, para que libere recursos que possibilitem reconstruir a infraestrutura da cidade, principalmente a malha viária, que teve o asfalto bastante danificado, e a recolocação da rede de drenagem, em muitos locais arrancada pela correnteza. Ele declarou que ainda não é possível estimar o valor do prejuízo.

A Rodovia Presidente Dutra, que corta o município e liga Rio de Janeiro a São Paulo, chegou a ficar totalmente interrompida pela água, em um trecho próximo ao bairro de Austin. Ao longo da via, empresas tiveram seus depósitos e pátios de estacionamento inundados, causando um grande prejuízo. Bornier disse esperar que a concessionária da rodovia, a Nova Dutra, invista mais para evitar enchentes em determinadas áreas.

“Ela não se preocupa com o seu deságue. Fica a cargo de cada município. Ela deveria se preocupar como um todo, não é só fazer uma rodovia sem que se preocupe também com o deságue em cada bairro com que ela vai se encontrando em sua extensão.”  A empresa CCR Nova Dutra informou, por meio de sua assessoria, que não se pronunciaria sobre a declaração do prefeito.

(Agência Brasil)

Instituto de Metereologia prevê chuvas fortes no Rio de Janeiro até sábado

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As fortes chuvas que causaram alagamentos na capital fluminense e na Baixada Fluminense na madrugada de hoje (11) devem continuar pelo menos até o sábado (14). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a precipitação deve superar o limite de 60 milímetros, considerado o máximo para um período de 24 horas.

De acordo com o meteorologista Lúcio de Souza, dois fenômenos são responsáveis pelas chuvas: uma frente fria sobre o Rio que veio do interior do país e encontrou instabilidade climática. “A associação entre os dois fenômenos provoca essas chuvas. Há um grande corredor de umidade que abrange desde o Atlântico Sul, o Centro-Oeste e chega ao Acre”, explicou.

Segundo o Inmet, deve chover forte nas próximas 36 horas na serra, no norte e no noroeste fluminense. O tempo deve continuar abafado, com temperaturas variando entre 13 graus Celsius (°C) e 25°C na região serrana e entre 17ºC e 25ºC na capital. Não há previsão de ventos fortes.

O meteorologista do Inmet avalia que o sol deve aparecer no final de semana, quando a frente fria se dissipar para o Espírito Santo. A partir de sexta-feira as condições climáticas voltam ao normal. “Não significa que não choverá mais, mas que o sol vai a parecer e a chuva ficará em pontos isolados. Cenário melhor que o de agora”, disse Lúcio.

(Agência Brasil)

Carros têm que ser desincentivados, dizem especialistas em mobilidade urbana

O caminho para resolver os problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras é apenas um: aliar o aumento da qualidade do transporte público com o desincentivo ao individual.

A tese é defendida por Elkin Velasquez, diretor do escritório regional para América Latina e Caribe da ONU-Habitat, e pelo pesquisador do IPEA, Carlos Henrique Carvalho, que falaram, na manhã desta terça-feira no EXAME Fórum Sustentabilidade, na capital paulista.

Segundo eles, é preciso inverter a lógica de mobilidade das cidades. “As cidades brasileiras sofrem de um processo de crescimento urbano rápido e desordenado, que é resultado de 50 anos de uma política industrial baseada na indústria automobilística”, diz Carlos Henrique Carvalho.

Ele compara a situação caótica do trânsito e do transporte público de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro com o sistema de mobilidade de 50 anos atrás: enquanto antes os deslocamentos eram feitos em bondes elétricos ou a pé, hoje o que predomina são as viagens individuais.

“Os cidadãos já convivem com as penalidades que esse sistema de mobilidade tem causado, então, o que podemos fazer agora é inverter a política de estímulo ao uso dos carros e promover o transporte coletivo”, diz Carvalho.

Ele explica que o barateamento do transporte individual via isenção de tributos e o congelamento do preço da gasolina acontece ao mesmo tempo que o transporte público fica mais caro.

Os aumentos nas tarifas de ônibus em diversas cidades brasileiras foram o estopim para a onda de manifestações que tomaram as ruas em junho.

“Isso que o prefeito Fernando Haddad está fazendo com as faixas exclusivas em São Paulo é uma medida de equidade, já que a maior parte da população da cidade usa transporte público”, diz.

Saiba Mais: Exame

Possibilidade de tsunami atingir Fortaleza é remota

Catástrofes naturais sempre são motivo de grande temor em toda parte do mundo. As tempestades, os furacões, os terremotos acontecem de forma severa e acabam devastando cidades, causando prejuízos irreparáveis e tirando milhares de vidas. Em Fortaleza, o que anda assustando a população é o boato de que uma grande onda chegará à capital cearense. Mas a ciência explica que as possibilidades são extremamente remotas.

A notícia tomou grande proporção devido à participação de um vidente na mídia local afirmando que, no dia 24 de novembro deste ano, um tsunami assolaria parte do Brasil, e as regiões mais prejudicadas seriam os litorais Norte e Nordeste.

A revelação causou espanto, principalmente nas famílias moradores das áreas costeiras da praia. Pessoas já pensam em sair de casa, salvar bens, proteger a família, buscar um local seguro, longe do maremoto. “Todos aqui do bairro e das redondezas estão preocupados. Pensam até em se mudar pra fugir da onda”, comenta Laélia Pessoa, 38, moradora do bairro Pirambu.

No entanto, de acordo com pesquisas do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), as chances de uma gigantesca onda atingir o país são mínimas. “Não existe nenhuma evidência científica que comprove esse fato. Além disso, em toda a história, nunca tivemos registros de vulcões, terremotos e outras catástrofes aqui no Brasil”, explica o professor de Oceanografia do Labomar, Carlos Teixeira, com o objetivo de tranquilizar a população.

Estudos revelam que, caso haja uma erupção vulcânica nas Ilhas Canárias, situadas no Oceano Atlântico, poderá acontecer a tão falada onda. Mas isso só ocorrerá se for seguido de uma série de outros fenômenos, como a intensidade da erupção, uma parte específica da ilha (que é banhada pelo Atlântico) desmoronar no mar, e a velocidade dessa queda.

Ainda assim, acredita-se que esse fenômeno não chegará ao nosso país. “Estudos teóricos confirmam isso. As chances de acontecer são quase nulas”, enfatiza o professor. 

Via Diário do Nordeste

Planeta Terra pode virar uma tremenda lixeira em 2100

São Paulo – A cada 24 horas, a humanidade joga no lixo mais de 3,5 milhões de toneladas de resíduos. Isso representa pelo menos 40 toneladas por segundo, um aumento de dez vezes em relação ao que gerávamos cem anos atrás. Pior, esse número provavelmente irá dobrar até 2025 e, se mantido o ritmo atual de descarte, até 2100 poderemos atingir o “pico” do lixo, com uma geração de 11 milhões de toneladas diárias, o triplo da taxa de hoje. Vai faltar lugar para armazenar tanta sujeira.

O alerta vem de um estudo publicado no periódico científico Nature, que analisa três cenários diferentes, tentando determinar quando chegaríamos ao “pico do lixo”. Seguindo o modelo “business as usual”, o auge da produção de resíduos será atingido ainda neste século, com a África sub-saariana respondendo pela maior parte do crescimento.

De acordo com a pesquisa, o aumento da renda das populações de países pobres e em desenvolvimento e, naturalmente, do seu poder de consumo, são a principal alavanca da geração de lixo e da alta do desperdício.

Para o pior cenário, o estudo assume um futuro em que o mundo está nitidamente dividido entre regiões de extrema pobreza, riqueza moderada e subsistência. Um cenário onde pouco ou nenhum progresso foi feito para enfrentar a poluição e outros problemas ambientais, e onde os objetivos de desenvolvimento globais não se efetivaram. Nesse cenário, a produção de resíduos aumenta em 1 milhão em relação ao business as usual, atingindo 12 milhões de toneladas por dia.

No melhor cenário, o pico de produção vai girar em torno de 8,4 milhões de toneladas por dia em 2075. Nesse mundo, a população humana se estabiliza em 7 bilhões de pessoas, das quais 90% vivem em cidades. “As pessoas são mais educadas e ambientalmente conscientes, e os níveis de pobreza em países em desenvolvimento apresentam a menor baixa de todos os tempos”, diz o estudo.

Mudando o jogo

Dá para reverter esse quadro? Sim, é possível. Para evitar que o mundo se transforme numa grande lixeira, onde tudo é descartado, a solução passa pela preciosa regra dos 3Rs – reduzir, reutilizar e reciclar. Segundo o estudo, muito pode ser feito localmente para reduzir o desperdício. Alguns países e cidades estão liderando o caminho. São Francisco, na Califórnia, por exemplo, tem a meta ambiciosa de reaproveitar tudo o que no lixo é reciclável, até 2020. Atualmente, mais de 55% dos seus resíduos são reciclados ou reutilizados.

A cidade japonesa de Kawasaki, por sua vez, tem melhorado seus processos industriais para evitar a geração de 565 mil toneladas de resíduos potencialmente perigosos. Para isso, estimula a troca e a reutilização de materiais entre empresas de aço, cimento, química e papel.

(Exame Online)

As 100 melhores (e piores) cidades brasileiras para viver em 2013, segundo a ONU

São Caetano do Sul lidera o ranking das melhores cidades

Todos os anos, mais ou menos por esta época fazemos eco do relatório com o Índice de Desenvolvimento Humano divulgado pela ONU. O IDH do Brasil (85º) continua lá pelo meio da lista, com média de 0,727, e a novidade é que este ano o Canadá deixa o top 10 e em vez de apresentarmos as 10 melhores cidades do mundo para viver -como sempre fazemos-, mostramos o ranking das 100 melhores cidades brasileiras. Quer saber se a sua está no meio?

As seguintes 100 cidades são o que o nosso país tem de melhor para oferecer nos setores de educação, renda e expectativa de vida, segundo dados da ONU. Elas representam menos de 2% dos 5.570 municípios existentes em todo território nacional (e contando).

Estas cidades fazem parte de um seleto grupo de municípios que apresentam um elevado grau de desenvolvimento (mais ou menos a 0,8) no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado pela ONU, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP). A média do Brasil hoje é 0,727, considerado alto (mas não muito alto).

Há que se levar em conta que o IDHM não mede exatamente a qualidade de vida em si. No entanto, lógico está, municípios com elevados índices relacionados com a educação, com a expectativa de vida estendida e maior renda tendem a ser bons lugares para se viver.

Top 100 melhores cidades para viver no Brasil

Posição Lugares IDHM
São Caetano do Sul (SP) 0,862
Águas de São Pedro (SP) 0,854
Florianópolis (SC) 0,847
Vitória (ES) 0,845
Balneário Camboriú (SC) 0,845
Santos (SP) 0,840
Niterói (RJ) 0,837
Joaçaba (SC) 0,827
Brasília (DF) 0,824
10º Curitiba (PR) 0,823
11º Jundiaí (SP) 0,822
12º Valinhos (SP) 0,819
13º Vinhedo (SP) 0,817
14º Santo André (SP) 0,815
14º Araraquara (SP) 0,815
16º Santana de Parnaíba (SP) 0,814
17º Nova Lima (MG) 0,813
18º Ilha Solteira (SP) 0,812
19º Americana (SP) 0,811
20º Belo Horizonte (MG) 0,810
21º São José (SC) 0,809
21º Joinville (SC) 0,809
23º Maringá (PR) 0,808
24º São José dos Campos (SP) 0,807
25º Blumenau (SC) 0,806
25º Rio Fortuna (SC) 0,806
25º Presidente Prudente (SP) 0,806
28º Porto Alegre (RS) 0,805
28º São Carlos (SP) 0,805
28º Assis (SP) 0,805
28º São Bernardo do Campo (SP) 0,805
28º Campinas (SP) 0,805
28º São Paulo (SP) 0,805
34º Rio Claro (SP) 0,803
34º Jaraguá do Sul (SC) 0,803
36º Rio do Sul (SC) 0,802
37º Pirassununga (SP) 0,801
37º Bauru (SP) 0,801
37º São Miguel do Oeste (SC) 0,801
40º Vila Velha (ES) 0,800
40º Taubaté (SP) 0,800
40º Botucatu (SP) 0,800
40º Ribeirão Preto (SP) 0,800
40º Concórdia (SC) 0,800
45º Rio de Janeiro (RJ) 0,799
45º Goiânia (GO) 0,799
47º Marília (SP) 0,798
47º Sorocaba (SP) 0,798
47º Guaratinguetá (SP) 0,798
50º Fernandópolis (SP) 0,797
50º São José do Rio Preto (SP) 0,797
50º São João da Boa Vista (SP) 0,797
53º Tubarão (SC) 0,796
53º Carlos Barbosa (RS) 0,796
53º Itapema (SC) 0,796
56º Brusque (SC) 0,795
56º Iomerê (SC) 0,795
56º Paulínia (SP) 0,795
56º Itajaí (SC) 0,795
56º Treze Tílias (SC) 0,795
61º Holambra (SP) 0,793
62º Três Arroios (RS) 0,791
62º Ipiranga do Sul (RS) 0,791
62º Nova Odessa (SP) 0,791
62º Saltinho (SP) 0,791
62º Quatro Pontes (PR) 0,791
67º Chapecó (SC) 0,790
67º Adamantina (SP) 0,790
67º Votuporanga (SP) 0,790
67º Santa Cruz da Conceição (SP) 0,790
71º Lagoa dos Três Cantos (RS) 0,789
71º Cândido Rodrigues (SP) 0,789
71º Barretos (SP) 0,789
71º Luzerna (SC) 0,789
71º Uberlândia (MG) 0,789
76º Fernando de Noronha (PE) 0,788
76º Barra Bonita (SP) 0,788
76º Cruzeiro (SP) 0,788
76º Mairiporã (SP) 0,788
76º Criciúma (SC) 0,788
76º Indaiatuba (SP) 0,788
76º Caçapava (SP) 0,788
76º Araçatuba (SP) 0,788
76º Palmas (TO) 0,788
85º Espírito Santo do Pinhal (SP) 0,787
85º Itajubá (MG) 0,787
87º Porto União (SC) 0,786
87º Barueri (SP) 0,786
87º Pompéia (SP) 0,786
87º Lins (SP) 0,786
87º Garibaldi (RS) 0,786
92º Catanduva (SP) 0,785
92º Cuiabá (MT) 0,785
92º Nova Araçá (RS) 0,785
92º Casca (RS) 0,785
92º Piracicaba (SP) 0,785
92º Monte Aprazível (SP) 0,785
92º Tremembé (SP) 0,785
92º Amparo (SP) 0,785
100º Mogi Mirim (SP) 0,784

Top 100 piores cidades para viver no Brasil

Posição Lugares IDHM
5565º Melgaço (PA) 0,418
5564º Fernando Falcão (MA) 0,443
5563º Atalaia do Norte (AM) 0,450
5562º Marajá do Sena (MA) 0,452
5560º Uiramutã (RR) 0,453
5560º Chaves (PA) 0,453
5559º Jordão (AC) 0,469
5558º Bagre (PA) 0,471
5557º Cachoeira do Piriá (PA) 0,473
5556º Itamarati (AM) 0,477
5555º Santa Isabel do Rio Negro (AM) 0,479
5554º Ipixuna (AM) 0,481
5553º Portel (PA) 0,483
5550º Amajari (RR) 0,484
5550º Inhapi (AL) 0,484
5550º Anajás (PA) 0,484
5549º São Francisco de Assis do Piauí (PI) 0,485
5548º Itapicuru (BA) 0,486
5547º Manari (PE) 0,487
5546º Caxingó (PI) 0,488
5543º Betânia do Piauí (PI) 0,489
5543º Ipixuna do Pará (PA) 0,489
5543º Afuá (PA) 0,489
5541º Santo Antônio do Içá (AM) 0,490
5541º Jenipapo dos Vieiras (MA) 0,490
5539º Olivença (AL) 0,493
5539º Satubinha (MA) 0,493
5538º Pauini (AM) 0,496
5537º Cocal (PI) 0,497
5535º Maraã (AM) 0,498
5535º Cocal dos Alves (PI) 0,498
5534º Assunção do Piauí (PI) 0,499
5531º Barcelos (AM) 0,500
5531º Recursolândia (TO) 0,500
5531º Água Doce do Maranhão (MA) 0,500
5529º Tamboril do Piauí (PI) 0,501
5529º Marechal Thaumaturgo (AC) 0,501
5524º Tapauá (AM) 0,502
5524º Lagoa do Barro do Piauí (PI) 0,502
5524º Curralinho (PA) 0,502
5524º Nova Esperança do Piriá (PA) 0,502
5524º Lagoa Grande do Maranhão (MA) 0,502
5520º Vera Mendes (PI) 0,503
5520º Olho D’Água Grande (AL) 0,503
5520º Porto de Moz (PA) 0,503
5520º Breves (PA) 0,503
5518º Joca Marques (PI) 0,504
5518º Mata Grande (AL) 0,504
5515º Roteiro (AL) 0,505
5515º Jacareacanga (PA) 0,505
5515º Caraúbas do Piauí (PI) 0,505
5510º Beruri (AM) 0,506
5510º Monte Santo (BA) 0,506
5510º Pilão Arcado (BA) 0,506
5510º Canapi (AL) 0,506
5510º Acará (PA) 0,506
5509º Oeiras do Pará (PA) 0,507
5507º Guaribas (PI) 0,508
5507º Milton Brandão (PI) 0,508
5502º Gurupá (PA) 0,509
5502º Paquetá (PI) 0,509
5502º Jurema (PE) 0,509
5502º Envira (AM) 0,509
5502º São João do Carú (MA) 0,509
5500º Itaíba (PE) 0,510
5500º Santana do Maranhão (MA) 0,510
5499º Ibiquera (BA) 0,511
5494º Ribeira do Amparo (BA) 0,512
5494º Arame (MA) 0,512
5494º Belágua (MA) 0,512
5494º Conceição do Lago-Açu (MA) 0,512
5494º Primeira Cruz (MA) 0,512
5490º Branquinha (AL) 0,513
5490º Aldeias Altas (MA) 0,513
5490º Gado Bravo (PB) 0,513
5490º Pedro Alexandre (BA) 0,513
5487º Casserengue (PB) 0,514
5487º Pau D’Arco do Piauí (PI) 0,514
5487º Senador José Porfírio (PA) 0,514
5481º Pacajá (PA) 0,515
5481º Brejo do Piauí (PI) 0,515
5481º Umburanas (BA) 0,515
5481º São João da Fronteira (PI) 0,515
5481º Queimada Nova (PI) 0,515
5481º Viseu (PA) 0,515
5477º São Roberto (MA) 0,516
5477º São Raimundo do Doca Bezerra (MA) 0,516
5477º Pedro do Rosário (MA) 0,516
5477º Jutaí (AM) 0,516
5473º Colônia Leopoldina (AL) 0,517
5473º Belo Monte (AL) 0,517
5473º São João do Soter (MA) 0,517
5473º Santa Rosa do Purus (AC) 0,517
5467º Lamarão (BA) 0,518
5467º Senador Rui Palmeira (AL) 0,518
5467º Ibateguara (AL) 0,518
5467º Centro Novo do Maranhão (MA) 0,518
5467º Itaipava do Grajaú (MA) 0,518
5467º Santo Amaro do Maranhão (MA) 0,518
5461º Santana do Mundaú (AL) 0,519

Via http://www.mdig.com.br/

UFRN quer criar rede para monitorar abalos no Nordeste

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte pretende criar uma rede de monitoramento de abalos sísmicos, em todo o Nordeste. O projeto já está em andamento, através do Laboratório de Sismologia (LabSis),  e deve ficar pronto até o final de 2014. Consiste numa rede de informações abrangendo a área que da Bahia até o Piauí. No momento a UFRN possui cinco estações de medição de tremores no RN e mais de 20 em todo o território nordestino. Por isso, outro projeto da instituição visa a montagem de novas estações de medição de tremores, elevando a mais de duas vezes o atual número.

Esses novos recursos chegariam para melhorar a vigilância quanto aos eventos sísmicos recentes, por exemplo, que atingiram a cidade de Pedra Preta, distante 149 quilômetros de Natal, nas últimas semanas. O RN é um dos estados de maior incidência de tremores em todo o país e não há uma tecnologia que preveja quando um tremor irá acontecer, mas sim monitorar com mais eficiência. 

    O coordenador do LabSis, professor Aderson Farias,   preferiu não passar valores financeiros, mas garantiu que dos projetos, o complexo de monitoramento já está em andamento, com mais da metade do processo de ativação concluído. Os equipamentos necessários já estariam instalados desde 2011, mas para a rede de informações ficar completa, precisaria de uma  central de processamento de dados.

Outra necessidade é realizar a licitação da empresa que seria responsável pela estação de transmissão, que repassaria os dados entre os estados. “Temos um projeto de monitoramento financiado pela Petrobras, que abrangeria do sul da Bahia até o Piauí. Seriam construídas várias estações de monitoramento. Estamos vendo a questão da licitação da estação de transmissão de dados, que será uma empresa que vai fazer isso”, disse o professor.

Todos os dados coletados de cada estação, seriam destinados a uma central localizada em Natal, gerenciada de perto pela UFRN. Do RN, os dados seriam retransmitidos para a Central do Observatório Nacional, do Ministério da Ciência e Tecnologia, sediado no Rio de Janeiro.

Segundo Aderson Farias, a vantagem de uma rede de monitoramento e informações é que os eventos sísmicos seriam registrados em tempo real e em toda a região Nordeste. “A vantagem é que teremos um monitoramento real em caráter regional”, destacou.

O Nordeste conta com mais de 20 estações de medição de abalos sísmicos só da UFRN, de acordo com o coordenador do LabSis. Em termos locais, o estado possui apenas cinco estações. Devido a esse panorama, outro projeto é promover uma melhor vigilância local.

“Estamos trabalhando no sentido de que a UFRN tenha um conjunto de equipamentos. Então estamos com um projeto de financiamento de estações locais. Com isso, praticamente mais do que duplicaríamos a capacidade de monitoramento tanto aqui quanto em termos de Nordeste”, afirmou Farias.

Só em Pedra Preta foram  registrados mais de 200 de abalos nas últimas semanas, entre o período de 24 de outubro e 1º de novembro. Os tremores já registrados são considerados de baixa magnitude na escala Richter, entre 2 a 4.9 graus. O mais intenso até ontem, tinha chegado a 3.7 na escala Richter, segundo registro do LabSis, e inclusive foi sentido a 149 quilômetros de distância, em Natal.

(Tribuna do Norte)

Sudene propõe criação de Centro de Estudos Climáticos do Nordeste

O titular da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – Sudene, Paes Landim, em evento, propõe a criação de um moderno Centro com objetivo de unificar Estudos e Pesquisas relativas à previsão do tempo e pesquisa de Seca no Nordeste.

Durante o “Seminário de avaliação da Seca 2012/2013”, realizado na Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), do qual participou da mesa redonda “Sistemas Nacionais de informações sobre Secas”, o Superintendente lançou a proposta de criação do CENEC. Veja a seguir, na íntegra o discurso de Paes Landim:

“Minhas senhoras e meus senhores é com grande satisfação que retorno à terra de Iracema e José de Alencar, atendendo ao convite da FUNCEME – Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, para participarmos do “Seminário de Avaliação da Seca 2012/2013” e fazer parte da Mesa: “Sistemas Nacionais de Informação Sobre Secas”.

O tema é emblemático para os nordestinos, despertando paixões e discussões acaloradas e, acredito, teremos mais uma ao final da minha fala. Os primeiros métodos de Previsões de Secas no Brasil datam de 1940, realizados pelo carioca, filho de mãe maranhense, Adalberto Serra. Se já avançamos muito na Previsão do Tempo, dia a dia, ainda patinamos nas previsões dos grandes períodos de secas, haja vista esta pela qual estamos passando, sem que tivéssemos nenhuma previsão, fomos todos apanhados de surpresa por esta que é a maior Seca dos últimos cem anos.

Não podemos deixar de reconhecer os avanços alcançados pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e pelo CPTEC – Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, ligados ao MCTI – Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação. Entretanto, minhas senhoras e meus senhores, a grande verdade é que ainda não conseguimos prever as Grandes Secas, nem prever com maior acurácia a distribuição pluviométrica espacial, de forma desigual, na região semiárida do Nordeste e, nem mesmo, os veranicos, dentro das quadras chuvosas, que tanto afetam as culturas menos precoces.

Ressalte-se que os melhores trabalhos de monitoramento e previsão do tempo, de interesse direto às populações mais afetadas pelas secas, realizados até o momento, foram obras da SUDENE, baseados e suportados em dados de uma Rede de mais de 2000 Estações Pluviométricas.

Sendo assim, minhas senhoras e meus senhores, entendo que é chegado o momento de colocarmos a questão de previsão de Seca, nas mãos daqueles que, efetivamente, são os mais afetados por tão inclemente fenômeno da natureza: os nordestinos. Esta é a terra onde a Seca é literalmente uma questão de vida ou morte, repetindo-se décadas após décadas. Portanto, aproveito este encontro para desfraldar a bandeira da criação de um Centro de Estudos Climáticos do Nordeste – CENEC, cujo embrião já existe que é, a FUNCEME.

Nossas previsões climáticas ainda são realizadas utilizando-se de modelos numéricos importados dos EUA: o RAMS – Regional Atmospheric Modeling System, e o RSM – Regional Spectral Model. Não somos adeptos da xenofobia e sabemos que o clima é um fenômeno de escala global. Entretanto causa-nos estranheza, aos mais leigos, que alguns pesquisadores não consideram em seus modelos a estreita correlação entre os períodos de secas e o ciclo de atividade solar com picos de 11 anos. 
A criação do CENEC- Centro de Estudos Climáticos do Nordeste, localizado na Região Nordeste, seria um centro de estudos e pesquisas nos moldes do CPTEC que fica em Cachoeira Paulista/SP, voltado para a previsão do tempo e, principalmente, para a previsão de secas. Este centro seria responsável pelo gerenciamento, arquivamento, tratamento e interpretação dos dados de temperatura das águas dos oceanos (boias oceânicas) e dos dados de sondagens atmosféricas (balões), tendo ainda como objetivos:

1 – Desenvolver, adaptar e aplicar modelos numéricos de simulação climática.
2 – Realizar, em conjunto com outros grupos de estudos de clima do Nordeste, a previsão de tempo para toda região nordestina.
3 – Realizar o monitoramento do desmatamento dos Biomas Caatinga e Cerrado na Região Nordeste.
4 – Estudar e acompanhar os processos de desertificação em andamento na Região Nordeste.
5 – Realizar tratamento de imagens de satélite voltado para a regularização fundiária, planejamento urbano e na prevenção de desastres naturais.

A criação de um centro de pesquisas deste porte requer uma grande e avançada Infraestrutura de Tecnologia da Informação, com altíssima capacidade de armazenamento e processamento de dados, para utilização na simulação numérica de modelos climáticos. Implica dizer em construir, no Nordeste, talvez o terceiro ou quarto maior data center do Brasil.

Esta nossa proposta também prevê que um grupo de trabalho interdepartamental, juntamente com a expertise da FUNCEME, analise qual a melhor forma de governança do CENEC, levando se em conta a atual estrutura do MCTI, em especial o CPTEC e os núcleos avançados do INPE no Nordeste, bem como os outros grupos de pesquisadores que trabalham com simulação e previsão de tempo no nordeste.

Minhas senhoras e meus senhores, o Brasil é um país continental, temos espaço para todos. Entretanto, é chegada a hora dos nordestinos assumirem mais esta responsabilidade e, como bom nordestino, penso que é nosso dever lutarmos para concretizar este centro de pesquisas em terras nordestinas.

Muito Obrigado”

 Fonte: Sudene

Bolsa Família: dez anos de retração da miséria e da exclusão

O Brasil comemorou ontem os dez anos do Bolsa Família – o maior programa de transferência de renda do mundo. Seus benefícios alcançam 14 milhões de famílias, o que equivale a 50 milhões de pessoas – tudo isso com um orçamento de apenas R$ 23,95 milhões, em 2013 – segundo o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Mais: seu sucesso atrai a atenção de governos de todo o mundo. Não é por acaso que acaba de receber o Prêmio Award for Outstanding Achievement in Social Security, espécie de Nobel concedido a cada três anos pela Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), entidade com sede na Suíça. 

Basta dizer que entre 2001 e 2011, as transferências sociais, e particularmente o Bolsa Família, responderam por cerca de 15% a 20% da redução da desigualdade da renda domiciliar per capita. Impacta até mesmo o Produto Interno Bruto (PIB), pois cada R$ 1 repassado às famílias estimula um aumento de R$ 1,78 neste. Um dos seus efeitos notáveis é a dinamização da economia local, seja o comércio ou outros segmentos econômicos, em que antes só havia estagnação.

Os estudos demonstram que os índices de fecundidade entre as faixas de renda mais pobres caíram rapidamente, nos últimos dez anos, em que pese a crença disseminada por alguns críticos de que as famílias atendidas seriam incentivadas a ter mais filhos. O mesmo se diga do suposto “efeito-preguiça”, visto que os indicadores de ocupação e procura por emprego são muito semelhantes entre beneficiários e não beneficiários do programa. Além do mais, ampliou a cobertura de vacinação e consultas pré-natais e reduziu as taxas de hospitalização em menores de cinco anos.

Dessa forma, metade dos beneficiários do Programa Bolsa Família (junto com a Ação Brasil Carinhoso) são crianças e jovens, que passaram a se alimentar melhor, a ponto de o índice de baixa estatura cair de 16,8% em 2003 para 14,5% em 2013. Sobretudo, gerou uma queda notável na taxa de mortalidade infantil. A redução foi de 40% no Brasil e 50% no Nordeste, a região mais pobre do País.

Sem falar nos seus efeitos educacionais: os estudantes do Bolsa Família abandonam menos a escola e repetem menos de ano. Enfim, um sucesso do qual o Brasil tem razão de se orgulhar.

(O Povo Online)

Fukushima: o perigo de um cenário apocalíptico

Retirada de combustível em Fukushima poderá criar cenário apocalíptico (Divulgação)

Uma operação com consequências potencialmente “apocalípticas” deve começar em cerca de duas semanas – “em torno de 8 de novembro” – no reator 4 de Fukushima, que está danificado e vazando. É aí que a operadora da usina, a TEPCO, vai tentar remover 1.300 bastões de combustível gastos de um depósito completamente estragado no andar superior da usina. Os bastões têm radiação equivalente a 14 mil bombas como as que foram jogadas em Hiroshima.

Apesar de o prédio do reator 4 em si não ter sofrido um colapso, ele passou por uma explosão de hidrogênio, e está indo de mal a pior, e a chance de aguentar mais um abalo sísmico é zero.

O Japan Times explicou:

“Para remover os bastões, a TEPCO colocou um guindaste de 273 toneladas por cima do prédio, que será operado remotamente, de uma sala separada. [...] os bastões gastos vão ser retirados das armações em que eles estão armazenados um a um e inseridos em uma pesada câmara de aço, com as peças ainda submersas debaixo da água. Quando essa câmara for retirada da água e depositada no chão, será transportada até outra piscina em um prédio intacto para armazenamento.

Em circunstâncias normais, uma operação como essa demoraria três meses. Mas a TEPCO esperar completar essa antes do início do ano fiscal de 2014.”

Um coro de vozes têm soado como um alarme contra o plano – nunca algo assim já foi feito – de remover manualmente 400 toneladas de combustível gasto da TEPCO, que tem sido responsabilizada por problema atrás de problema na danificada usina nuclear.

Arnie Gunderson, engenheiro nuclear veterano dos EUA e diretor da Fairewinds Energy Education, alertou, nesse verão, que “eles terão dificuldade na remoção de um número significativo dos bastões”, e disse que “daí se pular direto para a conclusão de que vai dar tudo certo é um belo salto no escuro”. Paul Gunter, diretor do Reactor Oversight Project, também deu o alarme, afirmando ao Commom Dreams que “dadas as incertezas sobre as condições objetivas e a disposição de centenas de toneladas de partes, vai ser como um perigosíssimo jogo de pega varetas radioativo”. Gunter fez a seguinte analogia sobre o perigoso processo de remover os bastões de combustível gastos:

“Se você pensar na armação nuclear como um maço de cigarros, se você puxar um cigarro direto, ele sai – mas essas armações sofreram danos. Agora, quando eles forem puxar o cigarro direto para cima, ele vai provavelmente quebrar e soltar Césio e outros gases, Xenônio e Criptônio, no ar. Suspeito que quando chegar novembro, dezembro, janeiro, vamos ouvir que o prédio foi evacuado, que eles quebraram um dos bastões, que os bastões estão liberando gases. [...]

Suspeito que vamos ter mais liberações no ar à medida que eles tiram o combustível. Se eles puxarem rápido demais, quebram o bastão. Acho que as armações foram retorcidas, o combustível superaqueceu – a piscina ferveu – e o efeito é que provavelmente, boa parte do combustível vai ficar lá por muito tempo.”

O Japan Times acrescentou:

“A remoção dos bastões costuma ser feita por computador, que sabe a localização de cada uma das peças com precisão milimétrica. O trabalho às cegas em um ambiente altamente radioativo faz com que haja um risco de o guindaste danificar um dos bastões – um acidente que deixaria ainda mais miserável a região de Tohoku.”

Como explicou Harvey Wasserman, ativista contra atividade nuclear de longa data:

“Os bastões gastos de combustível precisar ser mantidos resfriados o tempo todo. Se eles forem expostos ao ar, seu revestimento de liga de Zircônio vai pegar fogo, os bastões vão se queimar e grandes quantidades de radiação serão liberadas. Se os bastões encostarem um no outro, ou se eles se desfizerem numa pilha grande o suficiente, pode haver uma explosão.”

RT ainda acrescenta que, na pior das hipóteses: “a piscina pode desabar no chão, derrubando os bastões uns sobre os outros, o que poderia provocar uma explosão muitas vezes pior do que a que aconteceu em março de 2011.”

Wasserman diz que o plano é tão arriscado que merecia uma intervenção global, um pedido do qual Gunter compartilha, afirmando que “a perigosa tarefa não deveria ficar nas mãos da TEPCO, deveria envolver a supervisão e o gerenciamento de especialistas internacionais independentes”.

Wasserman disse ao Commom Dreams que:

“A retirada dos bastões de energia da unidade 4 de Fukushima pode bem ser a missão mais perigosa da engenharia até hoje. Tudo indica que a TEPCO é incapaz de fazer isso sozinha, ou de informar de maneira confiável à comunidade internacional o que está acontecendo. Não há razões para se acreditar que o governo japonês também faria isso. Esse é um trabalho para ser feito pelos melhores engenheiros e cientistas do mundo, com acesso a todos os recursos que poderiam ser necessários

A potencial liberação de radiação em um caso desses pode ser descrita como apocalíptica. Só o Césio equivale a 14 mil bombas como as que foram jogadas sobre Hiroshima. Se algo der errado, a radiação poderia forçar que todos os seres humanos no local sejam evacuados, e poderia provocar a falha dos equipamentos eletrônicos. A humanidade seria forçada a assistir sem poder fazer nada enquanto bilhões de curies de radiação mortal são jogadas no ar e no mar.”

Por mais ousado que possa parecer o alerta de Wasserman, ele encontra ressonância na pesquisadora de fallout de radiação Christina Consolo, que disse ao RT que na pior das hipóteses o cenário é de apocalipse. O alerta de Gunter também foi ousado.

“O tempo é curto enquanto nos preocupamos que outro terremoto pode danificar ainda mais o complexo do reator e o depósito do resíduos nucleares”, continuou ele. “Isso poderia literalmente reinflamar o acidente nuclear a céu aberto e incendiar até alcançar proporções hemisféricas”, disse Gunter.

Wasserman diz que, dada a gravidade da situação, os olhos do mundo deveriam estar voltados para Fukushima.

“Essa é uma questão que transcende ser antinuclear. O destino da Terra está em jogo aqui, e o mundo todo deve acompanhar cada movimento daquele local a partir de agora. Com 11 mil bastões de energia espalhados pelo local, e com um fluxo constante de água contaminada envenenando o oceano, é a nossa sobrevivência que está em jogo.”

Andrea Germanos, Common Dreams / Tradução: Rodrigo Mendes