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Ciências Naturais & Sociais

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Poluição atmosférica pode modificar o DNA dos paulistanos

A ciência já comprovou que a poluição atmosférica faz mal para a saúde. Mas, agora, pesquisadores brasileiros detectaram pela primeira vez uma modificação no DNA humano causada pela presença de elementos químicos encontrados na fumaça do cigarro e nas emissões de gases dos veículos de São Paulo.

Os elementos encontrados na poluição são dois aldeídos: acetaldeído e crotonaldeído. “Eles são mutagênicos e podem levar ao desenvolvimento de câncer”, afirmou a INFO a professora Marisa Helena Gennari de Medeiros, do Instituto de Química (IQ) da USP. O grupo de cientistas envolvidos no estudo faz parte de uma rede paulista financiada pela Fapesp e da rede nacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT).

Para chegar nessa conclusão, Marisa e sua equipe fizeram um levantamento e analisaram a urina de 82 pessoas. Dessa total, 47 eram residentes na cidade de São Paulo e outros 35 eram moradores de São João da Boa Vista, município no interior do estado.

Após os testes, os cientistas perceberam uma diferença significativa entre os dois grupos. Os moradores da capital paulista apresentaram uma maior concentração de adutos, que é o resultado da reação dos aldeídos com o DNA.

“O organismo tem sistemas de defesa que reparam as lesões no DNA. O problema é quando o nível de lesões ultrapassa a capacidade do sistema de reparo, ou em indivíduos que tem alguma deficiência nesses sistemas”, diz Marisa.

Ao entrar em contato com o organismo, os aldeídos se ligam à estrutura do DNA e a modificam. Mas as enzimas protetoras dessa estrutura fazem um corte na modificação feita pelos aldeídos. Assim acontece o reparo, que acaba sendo eliminado pela urina. Mas se o dano causado ao DNA não for reparado pode levar a uma mutação e ao câncer.

O uso urina como biomarcador (molécula que indica mudanças nos sistemas biológicos) para esse tipo de estudo é um dos diferenciais da pesquisa. Esse exame é útil justamente porque as substâncias descartadas na urina são produto desse reparo do DNA.

O exame de urina fornece uma boa possibilidade de monitorar a exposição da população a aldeídos presentes na atmosfera. Essa pode ser, portanto, uma ótima ferramenta na região de São Paulo, onde a frota veicular é imensa e os aldeídos presentes na atmosfera oferecem um grande risco para a saúde da população.  

A ideia é, daqui pra frente, ampliar o estudo para analisar e comparar amostras de urina de moradores de diferentes bairros na cidade de São Paulo e de diferentes cidades. Segundo o estudo, o monitoramento pode fornecer informações para a formulação de políticas públicas que reduzam os efeitos nocivos da poluição atmosférica. “A melhor forma de se prevenir desse tipo de mudança do DNA é não se expor. O governo deve ter políticas de controle rígido do nível de poluentes”, diz.

(Vanessa Daraya, via Info Online Abril)

Forbes Brasil mostra força do NORDESTE e destaca Fortaleza

O Nordeste, com ênfase em Fortaleza, foi destaque na última edição da tradicional revista Forbes Billionaires – uma das mais conhecidas publicações mundiais de economia e negócios – com circulação em 24 de março último. A matéria, intitulada “Spotlight on the Northeast”, ou Foco no Nordeste, apresentou a região falando sobre o cenário de crescimento e evidenciou os estados do Ceará e de Pernambuco, sobretudo, pela prosperidade do mercado imobiliário e pelo papel do Complexo Industrial Portuário do Suape, respectivamente. Segundo a revista, o Complexo do Suape, em Pernambuco, é um dos mais poderosos “motores de crescimento” da região Nordeste.

Mais de 100 empresas já abriram negócios na localidade, “o que representa US$ 18 bilhões em investimentos diretos para servir ao maior estaleiro e polo petroquímico do País”, explica a matéria sobre Pernambuco.

Também é enfatizada a rápida expansão dos setores industriais, de agroprocessamento, recursos naturais e o turismo cearenses. Impulsionado pela demanda crescente da região, o mercado imobiliário brasileiro, segundo a publicação, tem visto desde 2008, de acordo com a Forbes Brasil, um incremento significativo nos valores, com 200% de alta estimada nos preços da habitação nacional.

Porfólio

A matéria também ressalta o “extenso portfólio de alta qualidade” que a cidade de Fortaleza carrega no que diz respeito a apartamentos e casas de família.

Foi apoiado neste boom imobiliário que o Grupo BSPar ampliou os negócios, contou à Forbes, o empresário Beto Studart, presidente da empresa.

Segundo ele, que em setembro assumirá a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), diante do maior poder de compra adquirido pela classe média, enquanto as taxas de emprego no Brasil permanecerem em 95%, o setor de construção civil vai continuar prosperando.

Studart vê a situação da economia cearense como um reflexo da nacional, e por isso, a inflação é preocupante para o setor, já que naturalmente será agregada ao valor dos imóveis e repercutirá em um futuro próximo de decisão das pessoas que estão pensando em comprar alguma propriedade. Segundo acrescenta, esse fato pode dificultar um pouco o cenário, mas não tudo.

“Vejo que a construção está vivendo não um esfriamento, mas a realidade. Tivemos até o momento, um passado de muita euforia, o que também desorganiza o segmento. Agora, mais do que nunca, temos que pensar e ter responsabilidade ao lançar um empreeendimento e, os clientes, na hora de comprar. Vamos lançar projetos ajustados à realidade cearense e nacional”, declara o empresário.

Gente empreendedora

Oportunidades como o Porto do Pecém, os esforços do governo em infraestrutura, a montagem da siderúrgica no Estado, a possibilidade de refinaria no futuro e a transposição das águas do São Francisco – se realmente for concluída -, são citadas pelo empresário como evidências otimistas de crescimento.

Segundo Beto Studart, o Ceará é um Estado diferente “porque tem esse viés de gente trabalhadora, dinâmica e empreendedora”, mas afirma: “Pernambuco está vivendo o sonho que eu quero que nosso Estado viva”, concluiu.

(Diário do Nordeste)

Feriadão da Semana Santa será de chuvas em todo o Ceará, informa Funceme

Com previsão de ocorrência de chuvas abaixo da média histórica nesta quadra chuvosa de 2014, os cearenses podem aproveitar o feriadão com um clima mais ameno. No feriado prolongado, que une a Semana Santa ao Dia de Tiradentes, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) prevê chuva na Região Centro-Norte do Ceará e possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões do estado. Em Fortaleza, a maior chuva do feriadão deve ocorrer nesta quinta-feira (17), com cerca de 45 milímetros.

De acordo com a meteorologista Dayse Moraes, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deverá ficar próxima ao Estado, favorecendo a formação de chuvas. A convergência dos ventos faz com que o ar, quente e úmido ascenda, carregando umidade do oceano para os altos níveis da atmosfera, ocorrendo a formação das nuvens.

“Os modelos mostram que esse sistema não oscilará muito, mantendo-se, na maior parte do tempo, próxima ao Estado. Somente entre sexta-feira e sábado [18 e 19 de abril] ele se desloca, diminuindo a intensidade das chuvas, mas, no domingo [20], tende a aproximar-se novamente, favorecendo as precipitações”, explica a meteorologista.

Segundo a Funceme, na quinta-feira (17), deve ocorrer chuva na parte Centro-Norte do Cearáe possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões. Em Fortaleza, a previsão é de nebulosidade variável com chuvas durante a madrugada e início da manhã. No decorrer do dia, sol entre nuvens.

Na sexta-feira (18), a Funceme prevê chuvas menos intensas e isoladas em todas as regiões cearenses. Em Fortaleza, deverão ocorrer chuvas ocasionais entre a madrugada e o início da manhã. No decorrer do dia, céu parcialmente nublado.

A previsão para o sábado (19), é de chuvas menos intensas e isoladas em todas as regiões do  Ceará. No domingo e na segunda-feira (21), a Funceme prevê chuva na parte Centro-Norte do estado e possibilidade de precipitações isoladas nas demais regiões. Em Fortaleza, os dois  últimos dias do feriado devem ser de sol com muitas nuvens durante o dia.

(G1 Ceará)

Novo estudo mostra que Lua é mais antiga do que se pensava

A Lua começou a se formar até 65 milhões de anos depois do que algumas estimativas anteriores, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira que utiliza uma nova forma de calcular o surgimento do único satélite natural da Terra, de 4,47 bilhões de anos.

O mega-asteróide que colidiu com a Terra, lançando detritos dos quais um mais tarde deu origem à Lua, ocorreu cerca de 95 milhões de anos depois do nascimento do sistema solar, segundo mostra uma pesquisa na edição desta semana da revista Nature.

O estudo contesta, com um grau de 99,9 por cento de precisão, a conclusão de algumas estimativas anteriores de que o impacto formando a Lua ocorreu entre 30 a 40 milhões anos após a formação do sistema solar, cerca de 4,58 bilhões de anos atrás.

O novo estudo é baseado em 259 simulações de computador sobre como o sistema solar evoluiu a partir de um disco primordial de embriões planetários girando em torno do sol. Os programas simulam as colisões e fusões dos pequenos corpos, até que se fundem com os planetas rochosos que existem hoje.

Pelo relógio geológico, o último grande impacto contra a Terra veio de um corpo do tamanho de Marte que a atingiu 95 milhões de anos depois da formação do sistema solar, de acordo com o estudo.

“Achamos que a coisa que atingiu a Terra e acabou formando a Lua, a parte do leão dela, ficou na Terra. Uma pequena fração de sua massa e algum material da Terra foi empurrado para o espaço para formar a Lua”, disse em entrevista o astrônomo John Chambers, do Instituto Carnegie para a Ciência, em Washington. “Esse foi provavelmente o último grande evento”, acrescentou.

A avaliação anterior era baseada na medição do decaimento radioativo que ocorre naturalmente de átomos reveladores dentro de rochas lunares. O mesmo processo, no entanto, também levou à descoberta de que o impacto aconteceu entre 50 milhões e 100 milhões de anos após a formação do sistema solar.

“Nosso novo método … independe de técnicas radiométricas etc, portanto, nós rompemos a controvérsia”, escreveu o pesquisador Seth Jacobson, do Observatório Côte D’Azur, na França, em um e-mail. Os resultados também criam um outro mistério ainda maior sobre o motivo pelo qual alguns planetas, como Marte, se formam de forma relativamente rápida, enquanto outros, como a Terra e, possivelmente, Vênus, demoram muito mais tempo.

Análise de meteoritos marcianos e as simulações de computador indicam que Marte foi formado em apenas alguns milhões de anos. Não há meteoritos conhecidos de Vênus, e até hoje não foram enviadas naves espaciais a Marte ou Vênus para coletar amostras.

(Reuters)

Torre Eiffel produzirá energia limpa e filtrará água da chuva

A capital francesa anda dando show de sustentabilidade: depois de liberar o transporte público gratuito por um fim de semana para combater a poluição e adotar rodízio rigoroso de veículos, Paris vai esverdear um de seus maiores símbolos, a Torre Eiffel.

A edificação está passando por uma série de obras no primeiro andar. Entre elas, a instalação de painéis solares e turbinas eólicas para que passe a produzir energia limpa para autoabastecimento. O consumo energético no local, inclusive, deve diminuir bastante, já que todas as lâmpadas serão trocadas por modelos LED, que são mais econômicos.

E não é só isso: a Torre Eiffel ainda contará com sistema de captação de água da chuva e medidas de acessibilidade. Se todas as novidades verdes não forem suficientes para estimular os turistas a visitar o símbolo de Paris, tem mais. Com a reforma, o local vai ganhar museu ao ar livre, anfiteatro e piso transparente, para que os visitantes possam enxergar o chão a 57 metros de altura.

As obras de restauração, projetadas pelo escritório de arquitetura Moatti-Rivière, vão custar 24,9 milhões de euros e devem terminar no final de 2014. Partiu França para conferir o resultado?

Via  , de Planeta Sustentável

Nordeste brasileiro teve pior seca dos últimos 50 anos em 2013

Segundo o relatório Declaração sobre o Estado do Clima, divulgado nesta segunda (24) pela Organização Metereológica Mundial (WMO, na sigl em inglês), o Nordeste do Brasil viveu em 2013 a pior seca dos últimos 50 anos. O relatório traz detalhes sobre chuvas, inundações, secas, ciclones tropicais, as camadas polares e o nível do mar em cada região do planeta.

O relatório mostra que 2013 foi o sexto ano mais quente desde início dos registros, em 1961. A temperatura média da superfície do oceano e da Terra em 2013 foi de 14,5°C, marca que é 0,50°C maior que a média registrada entre 1961 e 1990, e 0,03°Cs maior que à média da década mais recente (2001-2010). De acordo com a WMO, cada década é mais quente que a anterior, sendo que a última registrada. Treze dos 14 anos mais quentes registrados ocorreram todos no século XXI.

No Brasil o calor provocou seca no Nordeste, ao mesmo tempo em que muitos estados sofreram com chuvas fortes no final do ano. O relatório aponta, por exemplo, o Município de Aimorés (MG), com precipitação média quatro vezes maior do que a normalmente registrada no Sudeste do Brasil para o mês de dezembro.

Ações da CNM e entidades estaduais
No ano passado, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizou várias reuniões e mobilizações com os gestores, principalmente os do semiárido, os mais afetados pela seca. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e os representantes das entidades estaduais cobraram por diversas vezes do governo federal, alternativas para amenizar os efeitos causados pela falta de chuva na região.

A Carta do Nordeste, uma maneira de oficializar os problemas que a seca provocou na região, foi entregue aos ministérios das Relações Institucionais, e da Casa Civil. A carta dizia: “Os presidentes das entidades pedem a desburocratização, ações emergenciais e estruturantes, em parceria com os Municípios, para que estes passem de meros expectadores a agentes ativos desse processo e possam devolver, ao Nordeste e à sua brava gente, opções de vida, trabalho e a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento da Nação”.

No entanto, mesmo com os inúmeros apelos da CNM e dos gestores, apenas medidas paliativas foram feitas pelo governo, como construção de barragens e pequenos sistemas de abastecimento de água, na tentativa de acalmar os ânimos dos prefeitos.

A Agência de Noticias da CNM noticiou em 2013 vários Municípios que decretaram Situação de Emergência ou Estado de Calamidade por conta de eventos climáticos.

Via http://www.capitalteresina.com.br

Prefeitura de Fortaleza apresenta ranking dos melhores e piores bairros

Nesta quinta-feira (20), às 14h, no auditório do Paço Municipal, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), divulgará o resultado da pesquisa “Desenvolvimento Humano, por bairro, em Fortaleza”.

A pesquisa, inédita no município, analisa a situação do desenvolvimento humano em Fortaleza, tendo como base os dados do Censo Demográfico realizado no ano de 2010. Para tanto, foi proposto a criação do Índice de Desenvolvimento Humano para o recorte geográfico dos bairros da capital cearense (IDH-B). Ressalta-se que a metodologia de mensurar desenvolvimento econômico é utilizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde a década de 1990. O estudo avalia renda, educação e longevidade das pessoas nos 119 bairros da Capital.

Segundo o levantamento da SDE, Meireles, Aldeota, Dionísio Torres, Mucuripe, Guararapes, Cocó, Praia de Iracema, Vajota, Fátima e Joaquim Távora foram os 10 bairros que apresentaram o melhor IDH em Fortaleza. Já as 10 localidades com os menores índices de qualidade de vida na Capital são Conjunto Palmeiras, Parque Presidente Vargas, Canindezinho, Genibaú, Siqueira, Praia do Futuro 2, Planalto Airton Sena, Granja Lisboa, Jangurussu e Aeroporto.

Segundo a prefeitura, a partir da avaliação do padrão de vida dos moradores será possível direcionar políticas públicas eficazes para cada bairro, contribuindo para melhorar as condições socioeconômicas da população.

(Anderson Pires, via http://www.cearanews7.com.br)

Jericoacoara pode ser privatizada

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (15):

Técnicos dos ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente visitaram o município de Jijoca nesta semana e reuniram moradores para apresentar uma ideia polêmica: a privatização do Parque Nacional de Jericoacoara.

Isso mesmo! Apregoando uma Parceria Público-Privada (PPP), o governo federal quer passar para o controle de uma empresa privada toda a administração do Parque Nacional de Jericoacoara. Essa empresa passaria a controlar todo o fluxo de visitantes e até cobrar pela entrada. Além disso, teria direito de construir hotéis e restaurantes em diversas localidades, incluindo a famosa duna do pôr do sol.

Os cálculos apresentados pelos consultores levam a um faturamento anual de mais de R$ 60 milhões para a empresa que ganhar a licitação, o que representa o dobro do orçamento da Prefeitura de Jijoca.

O Instituto Chico Mendes, esvaziado desde sua criação, é quem responde no momento pelo parque. O deputado estadual João Jaime (DEM), que tem atuação política na área, está cobrando posição do Ministério Público Federal sobre o fato.

Mancha negra é registrada na Praia do Mucuripe, em Fortaleza

A mancha negra foi registrada na manhã desta quinta-feira, 13 – Foto: Luciana Otoch

Uma enorme mancha negra foi registrada no mar da Praia do Mucuripe, na continuação da avenida Beira Mar, na manhã desta quinta-feira, 13, em Fortaleza. A fotógrafa Luciana Otoch fez o registro do fenômeno, que cobre uma extensa faixa da praia.
Segundo Luciana, essa não foi a primeira vez que a mancha apareceu. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informou, através de nota, que uma equipe técnica está no local. A companhia orienta que “a água da chuva não deve ser despejada dentro do sistema de esgoto, pois este não está dimensionado para esta finalidade”.

Em outro ponto da av. Beira Mar, próximo à mancha negra e ao Mercado dos Peixes, motoristas desviam de um esgoto aberto e reclamam do mau cheiro. A Cagece orienta que a população não coloque lixo dentro de rede de esgoto, o que pode ocasionar entupimentos e transbordamentos.

(O Povo Online)

Influência humana é clara no aquecimento “inequívoco” do planeta, diz IPCC

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulga primeira parte de estudo sobre aumento da temperatura no globo e afirma que últimas três décadas foram sucessivamente mais quentes que qualquer outra desde 1850.

O aquecimento do planeta é “inequívoco”, a influência humana no aumento da temperatura global é “clara”, e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções “substanciais e sustentadas” das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema.

Os cientistas do IPCC – que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 – fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. “A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático”, afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal autor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013.

O documento serviu de base durante a Conferência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre o Clima em Varsóvia, na Polônia, no final do ano passado. Em 1500 páginas, cientistas de todo o mundo se debruçaram sobre as bases físicas das mudanças climáticas, apoiados em mais de 9 mil publicações científicas.

“O relatório apresenta informações sobre o que muda no clima, os motivos para as mudanças e como ele vai mudar no futuro”, disse Stocker.

Correções

A versão final divulgada nesta quinta é um texto revisado e editado e não tem muitas mudanças em relação ao documento apresentado em setembro do ano passado, que elevou o alerta pelo aquecimento global e destacou a influência da ação humana no processo.

“A influência humana no clima é clara”, afirma o texto. “Ela foi detectada no aquecimento da atmosfera e dos oceanos, nas mudanças nos ciclos globais de precipitação, e nas mudanças de alguns extremos no clima.”

Segundo o IPCC, desde a década de 1950, muitas das mudanças observadas no clima não tiveram precedentes nas décadas de milênios anteriores. “A atmosfera e os oceanos estão mais quentes, o volume de neve e de gelo diminuíram, os níveis dos oceanos subiram e a concentração de gases poluentes aumentou”, diz um resumo do documento.

“Cada uma das últimas três décadas foi sucessivamente mais quente na superfície terrestre que qualquer década desde 1850. No hemisfério norte, o período entre 1983 e 2012 provavelmente foi o intervalo de 30 anos mais quente dos últimos 800 anos”, prossegue.

Aquecimento dos oceanos

O grupo de cientistas também lembra que o aquecimento dos oceanos domina o aumento de energia acumulada no sistema climático, e que os mares são responsáveis por mais de 90% da energia acumulada entre 1971 e 2010.

“É praticamente certo que o oceano superior (até 700m de profundidade) aqueceu neste período, enquanto é apenas provável que tenha acontecido o mesmo entre 1870 e 1970″, diz o relatório.

O nível dos mares também aumentou mais desde meados do século 20 que durante os dois milênios anteriores, segundo estima o IPCC. Entre 1901 e 2010, o nível médio dos oceanos teria aumentado cerca de 20 centímetros, diz o documento.

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e protóxido de nitrogênio (conhecido como gás hilariante) aumentaram, principalmente por causa da ação humana. Tais aumentos se devem especialmente às emissões oriundas de combustíveis fósseis. Os oceanos, por exemplo, sofrem acidificação por absorver uma parte do CO2 emitido.

Futuro sombrio

A temperatura global deverá ultrapassar 1,5ºC até o final deste século em comparação com níveis estimados entre 1850 e 1900. O aquecimento global também deverá continuar além de 2100, mas não será uniforme, dizem os cientistas do clima. As mudanças nos ciclos da água no mundo também não serão homogêneos neste século, e o contraste entre regiões secas e úmidas e regiões de seca e de chuvas deverá aumentar.

O resumo do texto ainda constata que a acumulação de emissões de CO2 deverá ser determinante para o aquecimento global no final do século 21 e adiante. “A maioria dos efeitos das mudanças climáticas deverão perdurar por vários séculos, mesmo com o fim das emissões.”

Até outubro, o IPCC ainda vai publicar mais duas partes do relatório e também um documento final. A segunda parte será divulgada em março, no Japão, e detalhará os impactos, a adaptação e a vulnerabilidade a mudanças climáticas. Em abril, Berlim será palco das conclusões do IPCC sobre mitigação.

Deutsche WelleDeutsche Welle 

Caucaia: Município alcança marca de 200 mil eleitores e já pode ter voto em trânsito

CAUCAIA-CE

O município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, ultrapassou, nesta quarta-feira (29), a marca de 200 mil eleitores inscritos e aptos a votar nas eleições de outubro deste ano.

Os números atualizados no Cadastro Eleitoral registram 100.999 eleitores inscritos no cartório da 37ª ZE e 99.050 eleitores no cartório da 120ª ZE, localizadas em Caucaia, perfazendo um total de 200.049 eleitores no município.

Com este eleitorado, a cidade está apta a receber seção eleitoral de voto em trânsito, já nas eleições de 2014, bem como realizar, se necessário, 2º turno nas eleições municipais de 2016.

O eleitor que desejar votar em trânsito pode comparecer a qualquer cartório, posto ou central de atendimento do país com título de eleitor e documento de identidade oficial com fotografia, não sendo admitida a habilitação por procurador. Nesta condição o voto será possível apenas para Presidente da República e poderá ser exercido em qualquer capital brasileira. Quando o eleitor for se habilitar para votar em trânsito, o atendente irá indicar quais os locais disponíveis para a capital escolhida.

Até as eleições 2012, apenas Fortaleza registrava mais de 200 mil eleitores, dentre os 184 municípios cearenses. Hoje, a capital tem 1.630.474 eleitores e o Ceará um total de 6.249.115 eleitores.

(Tribuna do Ceará)

Manchineel: conheça a árvore mais venenosa e perigosa do planeta

Que plantas venenosas existem, todos estamos cansados de saber. Porém, nenhuma é capaz de alcançar a Manchineel nesse requisito, a árvore mais perigosa do mundo no Guinness Book, Livro dos Recordes.

Hippomane mancinella (nome científico), é nativa da Flórida, Caribe e Bahamas, de acordo com as informações do Oddity Central. Para começar, a planta produz frutos tóxicos apelidados por Cristóvão Colombo de manzanillas de la muerte, ou maçãs da morte. O mais assustador, no entanto, é saber que essas frutinhas são apenas a ponta do iceberg.

A própria seiva na Manchineel é altamente perigosa, sendo necessário apenas uma gota para causar queimaduras, irritação, surgimento de bolhas e inchaço na pele. Aí você pensa: “tudo bem, só não comer os frutos da Manchineel nem tentar extrair sua seiva, isso não é muito difícil”, certo? Errado! Se em um dia chuvoso você simplesmente pensar em procurar abrigo em uma árvore como esta pode ter certeza que está correndo perigo, pois as gotas de chuva que entrarem em contato com as folhas e com a sua pele em seguida também podem causar queimaduras. Acha pouco? Só por precaução, não esqueça de nunca usar seus galhos e tronco para fazer uma fogueira, pois sua fumaça é capaz de causar cegueira irreversível. Muito sinistra!

Via http://blog.opovo.com.br/fimdemundo/conheca-arvore-mais-perigosa-mundo/

Navio-fantasma vaga sem rumo pelo Atlântico Norte

Uma embarcação da era soviética infestada de ratos, pesando 1.565 toneladas, vagando sem tripulação pelos mares. Poderia ser o roteiro de um filme de Hollywood, mas esse navio-fantasma existe de verdade.

 

 
  

Construído na antiga Iugoslávia em 1976, o Lyubov Orlova acabou abandonado num porto do Canadá após a falência de seus proprietários. Mas o pior estava por vir: durante a operação que o rebocaria em 2010 para a República Dominicana, onde vivia seu comprador, uma corda se rompeu, e o barco definitivamente singrou os mares sem rumo.

No ano passado, uma estação britânica de radar localizou uma massa no Atlântico Norte que correspondia em tamanho ao navio desaparecido. O sinal foi monitorado e, desde então, trabalhos eventuais de busca não tiveram sucesso em localizá-lo.

Autoridades do Reino Unido agora temem que o Lyubov Orlova se choque contra a costa do país. O barco é considerado uma bomba ambulante de doenças. E convivendo há três anos sem alimento, os ratos estariam se canibalizando uns aos outros, acreditam cientistas.

(Último Segundo)

A história do Universo em 10 Minutos

Depois dos BRICs, economista que cunhou o termo diz que os MINTs são a bola da vez no mundo

Publicado originalmente na BBC Brasil.

 

Em 2001, o mundo começou a falar dos Brics – Brasil, Rússia, Índia e China (posteriormente com a inclusão da África do Sul) – as potências emergentes na economia mundial. O termo foi cunhado pelo economista Jim O’Neill.

Após a recente desaceleração dos Brics, O’Neill identificou outros quatro países – México, Indonésia, Nigéria e Turquia – que, segundo ele, também podem se tornar gigantes econômicos nas próximas décadas.

No texto abaixo, para a BBC, ele explica o novo grupo, que batizou de Mint (“menta” em inglês).

O que esses países Mint têm de tão especial? E por que só esses quatro países?

Um amigo que acompanha a trajetória dos Brics observou – com algum sarcasmo – que estes países são mais “frescos” do que os Brics. O que eles têm em comum, além de serem países com grandes populações, é que por pelo menos por 20 anos eles terão ótima demografia “interna” – em todos estes países haverá um aumento no número de pessoas capazes de trabalhar, em relação a aquelas que não trabalham.

Este é o desejo de muitos países desenvolvidos, e também de dois dos Brics: China e Rússia. Então, se México, Indonésia, Nigéria e Turquia conseguirem se organizar, alguns poderão atingir o padrão chinês de crescimento econômico de dois dígitos, registrado entre 2003 e 2008.

Outro fator em comum de três destes países, segundo me relatou o ministro mexicano das Relações Exteriores, José Antonio Meade Kuribreña, é a posição geográfica vantajosa em relação aos padrões do comércio mundial.

Por exemplo, o México fica ao lado dos Estados Unidos, mas também na América Latina. A Indonésia está no coração do Sudeste Asiático, mas também possui fortes relações com a China.

E como todos sabemos, a Turquia está no Ocidente e no Oriente. A Nigéria não segue este padrão por ora, em parte devido à falta de desenvolvimento na África, mas isso poderia mudar no futuro, se muitos países africanos pararem de brigar entre si e começarem a negociar comercialmente.

Isso pode ser a base para os países do Mint desenvolverem um clube econômico e político, assim como fizeram os Brics – uma das maiores surpresas no fenômeno dos Brics, para mim. Eu já consigo até sentir o “cheiro” de um clube dos Mints.

O que também percebi, ao falar com Meade Kuribreña, é que a criação da sigla Mint poderia pressionar para que a Nigéria seja incluída no G20 – como os demais países do grupo.

Esse é um assunto que a carismática ministra da Economia da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, gosta.

 

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“Nós sabemos que nossa hora vai vir”, diz ela. “Nós achamos que eles estão perdendo algo por não nos incluir.”

Meade Kuribreña chega a dizer que, como um grupo de países, os Mints têm mais em comum do que os Brics. Eu já não tenho a mesma certeza, mas é uma ideia interessante.

Economicamente, três deles – México, Indonésia e Nigéria – são grandes produtores de commodities (apenas a Turquia não é). Isso contrasta com os Brics, onde o Brasil e a Rússia são produtores de commodities, mas China e Índia não.

Em termos de riqueza, México e Turquia estão no mesmo patamar, com renda per capita anual de US$ 10 mil. Isso é superior aos US$ 3,5 mil da Indonésia e US$ 1,5 mil da Nigéria – que está no mesmo nível da Índia.

Todos estão abaixo da Rússia (US$ 14 mil) e do Brasil (US$ 11,3 mil), mas ainda assim na frente da China (US$ 6 mil).

Expectativas e realidade

Uma grande questão que me intrigou ao visitar estes países em um especial para a BBC foi: como é o dia a dia real nestes países, comparado com as minhas expectativas e com a opinião consensual?

Quando as expectativas são baixas – como acontece geralmente com a Nigéria, por exemplo (apesar de a visão de investidores na África ser diferente) – é fácil ser surpreendido positivamente.

Mas o oposto também é verdade – e isso pode ser um problema no México, um país sobre o qual os investidores estão bastante animados.

Eu voltei de minhas viagens pensando que não será tão difícil para Nigéria e Turquia surpreender as pessoas positivamente, já que se coloca muita ênfase nos conhecidos pontos negativos – crime e corrupção na Nigéria e governo extremamente incisivo na Turquia.

Sobre a Indonésia, eu tenho menos certezas. Os desafios do país são grandes como eu imaginava, e eu não vi muitas coisas que me dessem a impressão “Uau!”. O país precisa ter um sentido comercial além das commodities, e precisa melhorar a sua infra-estrutura.

Na Turquia, visitas a empresas como Beko (fabricante de eletrodomésticos) e Turkish Airlines, a companhia aérea que mais cresce no mundo, definitivamente me fizeram exclamar “Uau!”. Na Nigéria, eu tive essa sensação o tempo todo.

A criatividade nigeriana é contagiante, pelo menos para mim, e eu voltei cheio de entusiasmo com diversos investimentos pessoais que pretendo seguir.

No México, eu estava preparado para me decepcionar, já que as expectativas são muito altas, mas o presidente jovem e seus colegas de gabinete também joviais estão cheios de determinação para mudar o país.

Se você acha que a ex-premiê britânica Margaret Thatcher simbolizava reformas profundas, estes caras fazem ela parecer um gatinho. Eles estão reformando tudo – de educação, energia e política fiscal à própria instituição do governo.

E os desafios que geralmente assustam as pessoas? A corrupção é um tópico comum nos quatro países, e eu tive diversas discussões interessantes em cada um dos lugares.

Lagos, na Nigéria

Na Nigéria, o diretor do Banco Central, Lamido Sanusi, argumentou que corrupção raramente evita o desenvolvimento econômico – e que o crescimento da economia, acompanhado de melhoras na educação, vai levar a melhor governança e mais transparência.

Estas ideias são importantes de serem ouvidas, como alternativa às formas geralmente simplistas que temos no Ocidente de encarar os fatos. Para muitas pessoas de credibilidade nos países Mint, a corrupção é consequência de um passado fraco, mas não a causa de um futuro fraco – e certamente não é o desafio número um.

Ela está no fim de uma lista que inclui custos de energia, a disponibilidade de energia e, é claro, infra-estrutura.

Resolver a política energética era a maior prioridade no México e na Nigéria, e ambos os países lançaram grandes iniciativas que – se forem mesmo implementadas – vão acelerar os índices de crescimento de forma significativa.

Eis uma estatística impressionante. Cerca de 170 milhões de pessoas na Nigéria dividem a mesma quantidade de energia que é consumida por 1,5 milhão de pessoas na Grã-Bretanha. Quase todas as indústrias precisam gerar a própria energia. Os custos são enormes.

“Você consegue imaginar, ou consegue acreditar, que esse país está crescendo 7% sem energia? É uma piada”, diz Akiko Dangote, o homem mais rico da África.

Ele tem razão. Eu imagino que a Nigéria poderia crescer de 10% a 12% se resolvesse só esse problema. Isso faria o tamanho da economia duplicar em seis ou sete anos.

Na Indonésia, o quarto maior país do mundo, eu diria que liderança e infra-estrutura são os maiores desafios, apesar de haver muitos outros. Mas desafios e oportunidades estão geralmente lado a lado.

Em uma das favelas de Jacarta, a Pluit, a terra está afundando 20 centímetros por ano por causa do uso excessivo de água. Mas em outros cantos da cidade, o preço dos imóveis está disparando.

Eu falei com um homem que está contruindo a primeira loja de móveis Ikea do país, e ele acredita que um terço da população de 28 milhões da grande Jacarta (a terceira maior aglomeração urbana do mundo) teria renda para consumir na sua loja.

“Nós simplesmente temos certeza de que vai dar certo”, diz ele.

Na Turquia, a combinação de política e fé muçulmana com algum desejo de fazer as coisas de forma mais ocidental é um desafio singular. Alguns podem argumentar que os mesmos desafios existem na Indonésia, mas eu voltei de lá pensando que não é o mesmo caso. Em Jacarta, a forma ocidental de fazer as coisas já parece ter sido assimilada – ao contrário da Turquia.

E então: os Mints podem se juntar às dez maiores economias do mundo, com Estados Unidos, China, resto dos Brics e talvez Japão? Eu acho que sim, apesar de que isso ainda pode levar 30 anos.

Espero poder voltar para cada um deles com mais frequência, agora que estou ajudando a colocá-los no mapa, assim como aconteceu com os Brics há 12 anos.

Nordeste terá chuvas abaixo da média em 2014, diz Inmet

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Atingido por uma estiagem severa nos últimos dois anos, o Nordeste pode voltar a ter chuvas abaixo da média em 2014. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o meteorologista Mozart de Araújo Salvador, a temperatura do Atlântico Norte, cuja alta causou a diminuição das chuvas em 2012 e 2013, continua elevada, embora em patamar menor que o do ano passado.

Segundo Salvador, caso a situação se mantenha,  há chance de menos chuva do que tradicionalmente. No entanto, não é possível prever a intensidade de um eventual novo período de seca. “A possibilidade [de estiagem] não está afastada”, disse ele.

O meteorologista explicou que, em dezembro, quando o Inmet levantou os dados para seu prognóstico mais recente sobre o Nordeste, a temperatura do Atlântico Norte estava de 0,5°C a 1°C acima da média. “Espera-se que [a alta de temperatura] não se intensifique, ou o risco de prejuízos para as chuvas é grande”, acrescentou.

Salvador esclareceu que, no ano passado, a temperatura do oceano chegava a 1,5°C acima da média. Para normalização das chuvas no Nordeste, o ideal é que ela recue nos próximos meses. Uma nova medição será feita na segunda quinzena de janeiro.

Para o primeiro trimestre deste ano, o Inmet vê 40% de possibilidade de chuvas dentro da média e 35% de probabilidade de ficarem abaixo da média para o semiárido do Ceará, do Piauí, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do norte da Bahia. Existem ainda 25% de chance de precipitações acima da média.

Em 2012 e 2013, produtores rurais desses e de outros estados perderam gado e lavoura com a estiagem e tiveram de ser socorridos pelo governo, que disponibilizou linhas de crédito emergenciais e permitiu a renegociação de dívidas a agricultores que não puderam honrar os pagamentos em função das perdas com a estiagem.

Para 2014, o Ministério da Integração Nacional informou que ainda aguarda dados mais concretos com relação ao panorama relacionado à seca para definir ações. O órgão informou ainda que, até o momento, não há decisão sobre renovação das linhas de crédito, mas que é possível aderir à renegociação de débitos até 30 de dezembro deste ano.

(Agência Brasil)

 

Estudo do IBGE define limites entre 113 dos 184 municípios do Ceará

O Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) concluíram mais uma etapa  do “Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas do Estado do Ceará” com o  georreferenciamento dos municípios localizados no Sertão Central, Região do Inhamuns, dos municípios de Tianguá e Sobral, além dos localizados no Litoral Oeste do Estado. Com essa etapa, 113 dos 184 municípios cearenses estão com a suas áreas georreferenciadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esperamos entregar o trabalho completo à Assembleia Legislativa do Ceará até o fim deste semestre”, explica Francisco José Lopes, chefe da unidade do IBGE no Ceará. Segundo ele, com a finalização do Atlas, os novos limites serão reconhecidos e transformados em lei pela Assembleia Legislativa. “A maioria dos municípios do Ceará deverão fazer pequenos ajustes nos seus limites, que serão resultado de acordos entre os administradores desses municípios”, explica.

O projeto “Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas do Estado do Ceará” objetiva a elaboração de uma nova legislação para os limites municipais com o georreferenciamento dos elementos cartográficos e, consequentemente, com a atualização cartográfica, para substituir a citação de elementos não mais existentes no terreno. Pretende, também, definir onde começa e termina o município, a fim de determinar, com precisão, os limites que permitam uma melhor administração municipal, respeitando a cidadania e a identidade histórico-cultural.

Problemas
O estudo mostra problemas da não revisão da legislação que rege os limites municipais, a sua maioria datada de 1951, que resulta na indefinição dos limites, no surgimento de áreas de litígios, administração em área legal pertencente a outro município, distorção da arrecadação de impostos, eleitores cadastrados fora da zona eleitoral, imprecisão nos cálculos de Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de distorções de dados estatísticos.

O chefe da unidade do IBGE, no Ceará , ressalta que as indefinições acerca dos limites territoriais causam problemas para os administradores, prefeitos e para os órgãos técnicos, uma vez que “municípios que administram fora de suas fronteiras efetuam despesas e não recebem os devidos recursos”.

Para o presidente da Comissão de Criação de Novos Municípios e Estudos de Limites e Divisas da Assembleia Legislativa,  Luis Carlos Mourão, a dimensão exata do município é também crucial para a definição dos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) recebidos pelas prefeituras. “Os municípios de Tejuçuoca e Barreiras são exemplos. A partir dos estudos eles tiveram a cota do FPM elevada em R$ 150 mil e R$ 120 mil mensais, respectivamente”, diz.

(Verônica Prado, G1 CE)

O Brasil e seu ‘mar interior’; por José Luís Fiori

Do site Carta Maior

O Brasil e seu ‘mar interior’

O Brasil possui capacidade econômica e tecnológica para explorar os recursos oferecidos pelo oceano, mas não possui o poder de defender a soberania desse mar.

Situado entre a costa leste da América do Sul, e a costa oeste da África Negra, o Atlântico Sul ocupa um lugar decisivo do ponto de vista do interesse econômico e estratégico brasileiro: como fonte de recursos, como via de comunicação, e como meio de projeção da influência do país no continente africano. Além do “pré-sal”brasileiro, existem reservas de petróleo na plataforma continental argentina, e na região do Golfo da Guiné, sobretudo na Nigéria, Angola, e no Congo, Gabão, São Tomé e Príncipe. Na costa ocidental africana, também existem grandes reservas de gás, na Namíbia, e de carvão, na África do Sul; e na bacia atlântica, se acumulam crostas cobaltíferas, nódulos polimetálicos ( contendo níquel, cobalto, cobre e manganês), sulfetos ( contendo ferro, zinco, prata, cobre e ouro), além de depósitos de diamante, ouro e fósforo entre outros minerais relevantes, e já foram identificadas  grandes fontes energéticas e minerais, na região da Antártica. Além disto, o Atlântico Sul é uma via de transporte e comunicação fundamental, entre o Brasil e a África, e é um espaço crucial para a defesa dos países ribeirinhos, dos dois lados do oceano.

A Argentina tem 5 mil km de costa, sustenta uma disputa territorial com a Grã Bretanha, e tem uma importante projeção no território da Antártida e nas passagens interoceânicas do canal de Beagle e do estreito de Drake. Do outro lado do Atlântico, a África do Sul ocupa o vértice meridional do continente africano, e é um país bioceânico, banhado simultaneamente pelo Atlântico e pelo Indico, com 3000 km de costas marítimas, e cerca de 1 milhão de km2 de águas jurisdicionais, ocupando uma posição muito importante como ponto de passagem entre o “ocidente’ e o “oriente”,  por onde circula cerca de 60% do petróleo embarcado no Oriente Médio, na direção dos EUA e da Europa. Finalmente, a Nigéria e Angola têm 800 e 1600 km de costa atlântica, respectivamente, e as reservas de petróleo do Golfo da Guiné estão estimadas em 100 milhões de barris.
 
Mas não há duvida que o Brasil é o país costeiro  que tem maior importância econômica e geopolítica dentro do Atlântico Sul, com seus 7490 km de costa, e seus 3.600 milhões de km2 de território marítimo, que podem chegar a 4,4 milhões – mais do que a metade do território continental brasileiro – caso sejam aceitas as reivindicações apresentadas pelo Brasil  perante a Comissão de Limites das Nações Unidas: quase o dobro do tamanho do Mar Mediterrâneo e do Caribe, e quase 2/3 do Mar da China.
 
O interesse estratégico do Brasil nesta área vai além da defesa de seu mar territorial, e inclui toda sua  Zona Exclusiva Econômica (ZEE),  por onde passa cerca de 90%  do seu comercio internacional; e onde se encontram, cerca de 90% das reservas totais de petróleo do Brasil, e 82% de sua produção atual; e mais  67% de suas reservas de gás natural. Além disto, o Brasil possui três ilhas atlânticas que tem uma importante projeção sobre o território da Antártida, e que são altamente vulneráveis do ponto de vista de sua segurança.

Apesar disto, o controle militar do Atlântico Sul segue em mãos das duas grandes potências anglo-saxônica.  A  Grã- Bretanha mantém  um cinturão de ilhas e bases navais através do Atlântico Sul, que lhe conferem uma enorme vantagem estratégica no controle da região. E os EUA dispõem de três comandos que operam na mesma área: o USSOUTHCOM, criado em 1963,  o AFRICOM, criado em 2007, e a sua IV Frota Naval criada durante a II Guerra Mundial, e reativada em 2008, com objetivo explícito de policiar o Atlântico Sul.
 
Além disso, as duas potências anglo-saxônicas controlam em comum, a Base Aérea da Ilha de Ascenção, onde operam simultaneamente, a Força Aérea dos EUA, a Força Aérea do Reino Unido e forças dos países da OTAN. Na mesma Ilha de Ascenção estão instaladas estações de interceptação de sinais e bases do sistema de monitoramento global, denominado  Echelon, que permite o monitoramento e  controle de todo o Oceano Atlântico. Caracterizando-se uma enorme assimetria de poder e de recursos entre as forças navais e aéreas, das potencias anglo-saxônicas e da OTAN, e a dos demais países situados nos dois lados do Atlântico Sul.

Neste ponto o Brasil não tem como enganar-se: possui a capacitação econômica e tecnológica para explorar os recursos oferecidos pelo oceano, mas não possui atualmente a capacidade de defender a soberania do seu “mar interior”. A capacitação naval do Brasil foi inteiramente dependente da Grã Bretanha e dos Estados Unidos, pelo menos até a década de 70, e o Brasil segue sendo um país vulnerável do ponto de vista da sua capacidade de defesa de sua costa, e de sua plataforma marítima. E este panorama só poderá ser modificado no longo prazo, depois da construção da nova frota de submarinos convencionais e nucleares que deverão ser entregues à marinha brasileira, entre 2018 e 2045, e depois que o Brasil adquira capacidade autônoma de construção de sua própria defesa aérea. De imediato, entretanto, o cálculo estratégico do Brasil tem que assumir esta assimetria de poder como um dado de realidade e como uma pedra no caminho de sua política de projeção de sua influência  no continente africano, e sobre este seu imenso “mar interior”.

As Maiores Estátuas do Mundo

01) O Buda de Templo Primavera em Lushan na China – 128 m de altura

 

02) Os Budas de Monywa em Miamar – 116 m de altura

 

03) O Buda de Ushiku no Japão – 110 m de altura.

 

04) A deusa Guan Yin em Sanya na China, ela possui 3 rostos – 108 m de altura

 

05) Os imperadores Yan e Huang em Zhengzou na China – 106 m de altura

 

06) A deusa Avalokitsevara em Sendai no Japão – 100 m de altura

 

07) O czar Pedro, O grande em Moscou na Rússia tem uma curiosidade, era para ser Cristovão Colombo e ia ser dado aos Estados Unidos como presente, mas os americanos recusaram e se transformou no Czar da Rússia – 96m de altura

 

08) O Grande Buda da Tailândia em Ann Thong – 92 m de altura

 

10) O Buda da Wuxi na China – 88 m de altura

 

11) A deusa Avalokitsevara em Ashibetsu no Japão – 88 m de altura

 

12) A Mãe Rússia de Volvogrado – 85 m de altura

 

13) A deusa Avalokitsevara das ilhas Awaji no Japão – 80 m de altura

 

 14) Buda de Emei em Taiwan – 72 m de altura

 

15) O Buda de Leshan na China – 71 m de altura

 

16) A Mãe Rússia de Kiev – 62 m de altura

 

17) A deusa Avalokitsevara em Futtsu no Japão – 56 m de altura

 

18) A deusa Guan Yin em Nanhai na China – 56 m de altura

 

19) A deusa Avalokitsevara em Futtsu no Japão – 56 m de altura

20) A estátua de Santa Rita de Cássia, no Brasil,  com 56 metros de altura – é a maior estátua do continente americano e também a maior imagem católica do planeta

Publicado em: 15/10/2013 | 17:25 Por: Fatos Desconhecidos

Índio Guajajara se refugia em árvore e resiste a retirada no Rio

Advogado pede reintegração de posse do prédio do Museu do Índio. Polícia Civil vai autuar 24 manifestante

Grupo de 24 manifestantes retirado do antigo Museu do Índio na manhã de hoje (16) será autuado por resistência (quando há violência ou ameaça a servidor encarregado de cumprir a lei), disse o delegado da 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira), Fábio Barucke. Os manifestantes foram ouvidos, liberados e devem receber penas alternativas no Juizado Especial Criminal.

Outro manifestante foi detido porque entrou no perímetro de isolamento montado pela Polícia Militar em volta da árvore em que o índio Zé Guajajara mantém o protesto. De acordo com o delegado, ele responderá por resistência, desobediência e desacato, por ter xingado os policiais que o retiraram à força. 

O índio Ash, da Aldeia Maracanã, tentou levar comida para Zé Guajajara, mas foi impedido pelos policiais. Guajajara está há seis horas sem comer e beber e diz que só desce da árvore quando chegar o documento da 7ª Vara Civil garantindo à tribo a reintegração de posse da área do museu.

José Guajajara, o índio que resiste na árvore, é um líder da tribo Guajajara, que está desde 2006 na Aldeia Maracanã. Quando ele chegou ao prédio do Museu do Índio, o local era ocupado por drogados e mendigos. Jairo Costa, que desde 1989 reside no bairro do Maracanã, disse que a tribo sempre desempenhou um papel histórico e de resgate da cultura indígena e não é formada por um bando de vagabundos, como diz o governo do estado e ate pessoas desinformadas.

Os índios dançaram e cantaram próximo à árvore. Negociadores da PM estão dialogando com o índio Zé Guajajara. A polícia civil está no prédio do museu. Policiais do choque também estão posicionados nas janelas do prédio creme, ao lado da árvore. Muitos populares acompanham a operação policial.

Um membro da escola técnica da Fiocruz, Alexandre Vasconcelos, negocia com o comando do Bope para que a mulher do índio Jose Guajajara, a índia Potira, possa levar comida ao marido: banana, pão seco, biscoito e água.

Como a pena pode chegar a quatro anos e seis meses, o manifestante detido será encaminhado à justiça comum, e terá de pagar fiança de um salário mínimo para ser liberado.

A decisão judicial que fundamentou a ação da polícia é a mesma que removeu a ocupação do museu em março deste ano. Em agosto, os manifestantes voltaram ao prédio.

A advogada que representa os autuados questionou a ação da polícia por não ter sido acompanhada por um oficial de justiça e por não ter sido apresentado um mandado. De acordo com o delegado, como a decisão já havia sido cumprida em março, não era necessária a presença de um oficial de justiça. 

Manifestantes reclamaram de suposta truculência da polícia: um chegou a improvisar uma tala para o pulso, que afirmou ter sido machucado. Exames de corpo de delito serão feitos para apurar as denúncias.

Outra pessoa foi autuada por receptação, por ter sido encontrada pela polícia com objetos de escritório, clipes, DVDs e CDs, que seriam do Laboratório Nacional Agropecuário, do Ministério da Agricultura. Os policiais supõem que a mercadoria apreendida foi retirada do laboratório, invadido pelos manifestantes no domingo. O prédio é vizinho ao antigo Museu do Índio e será demolido.

Com Agência Brasil

 

 

AFP divulga imagens mais marcantes de 2013

Confira abaixo a seleção:

Ps.: a ordem numérica tem apenas caráter organizacional e não se refere a ranqueamento

1. Pessoas em varandas observam participantes de corrida de touros no festival de São Firmino, em Pamplona, Espanha, no dia 7 de julho. Milhares de pessoas do mundo inteiro vão todos os anos até a cidade espanhola para participar da festa dos touros. (Foto: Pedro Armestre / AFP)

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2. Multidão de pessoas com bóias se refresca em parque aquático de Suining, na China, em 27 de julho. Neste dia, os termômetros locais marcavam 41ºC (Foto: AFP)

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3. Manifestante turco cobre o rosto com garrafa d’água improvisada como máscara de gás durante protestos em Ancara, no dia 9 de junho, o décimo dia consecutivo de grandes manifestações contra o governo do premiê Recep Tayyp Erdogan (Foto: Marco Longari / AFP)

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4. O indonésio Handoko Njotokusumo e seu cão, o golden retriever Ace, andam de moto por rua de Surabaya, em 2 de maio (Foto: Juni Kriswanto / AFP)

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5. Manifestante beija policial durante manifestação em Susa, na Itália, contra a construção de uma linha de trens de alta velocidade entre Turim (Itália) e Lyon (França), no dia 16 de novembro (Foto: Marco Bertorello / AFP)

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6. June Simson (dir.) é abraçada por vizinha após encontrar o seu gato junto aos destroços de sua casa em Moore, no Estado americano de Oklahoma, em 21 de maio. A cidade foi devastada pela passagem de um tornado, que matou mais de 20 pessoas, incluindo 9 crianças de uma escola, na região de Okalhoma City (Foto: Joshua Lott / AFP)

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7. Manifestantes egípcios protestam a expressão inglesa “Game Over” (o jogo acabou, na tradução livre) em prédio do governo nos arredores da Praça Tahrir, no Cairo, em 2 de julho. No dia seguinte, o presidente Mohamed Mursi foi deposto como resultado dos protestos que tomaram conta do país (Foto: Khaled Desouki / AFP)

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8. A italiana Licia Ronzulli (centro) participa com a sua filha Victoria de votação no Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França, em 19 de novembro (Foto: Frederik Florin / AFP)

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9. Policiais disparam tiros de bala de borracha em manifestante durante protesto no Rio de Janeiro em 20 de junho (Foto: Christophe Simon / AFP)

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10. O jamaicano Usain Bolt (esq.) vence a final dos 100 m rasos no mundial de atletismo em Moscou, na Rússia, em 11 de agosto (Foto: Olivier Morin / AFP)

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11. Mulher sofre para controlar o seu guarda-chuva durante chuva provocada pela passagem do tufão Usagi por Manila, nas Filipinas, em 22 de setembro (Foto: Noel Celis / AFP)

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12. Crianças observam os estragos causados pela passagem do supertufão Haiyan pela cidade de Tacloban, Filipinas, no dia 10 de novembro. Milhares de pessoas morreram neste desastre natural (Foto: Noel Celis / AFP)

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13. Vítima do supertufão Haiyan é observada por sua mulher em hospital de Tacloban, nas Filipinas, em 15 de novembro. O homem teve a perna amputada, o que gerou uma posterior infecção. A mulher o mantinha vivo ao bombear manualmente ar em seus pulmões (Foto: Philippe Lopez / AFP)

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14. Sobreviventes do supertufão Haiyan marcham durante procissão na cidade de Tolosa, Filipinas, em 19 de novembro, uma semana após a cidade ser devastada (Foto: Philippe Lopez / AFP)

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15. Atleta observa pinguim durante maratona na Antártida, em 1º de março. Cinquenta e dois corajosos atletas enfrentaram o frio no continente gelado para disputar a prova (Foto: Joel Estay / AFP)

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16. Imagem aérea mostra o campo de refugiados sírios de Za’atari, na Jordânia, em 18 de julho. Na época, o local abrigava ao menos 115 mil pessoas que fugiram da guerra civil na Síria (Foto: Mandel Ngan / AFP)

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17. Mulher egípcia tenta impedir que escavadeira atropele jovem ferido durante confronto com as forças de segurança no Cairo, em 14 de agosto. Na data, as autoridades realizaram uma operação para destruir um acampamento montado por manifestantes nas proximidades da mesquita de Rabaa al-Adawiya (Foto: Mohammed Abdel Moneim / AFP)

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18. Manifestantes egípcios direcionam lasers para helicóptero que sobrevoava o palácio presidencial no Cairo em 30 de junho. Milhares de pessoas acamparam por dias exigindo a renúncia do presidente Mohamed Mursi, que viria a ser deposto no dia 3 de julho (Foto: Khaled Desouki / AFP)

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19. Caixões de vítimas de naufrágio de barco com imigrantes são perfilados no aeroporto de Lampedusa, na Itália, em 5 de outubro. Mais de 300 migrantes africanos morreram na tragédia (Foto: Alberto Pizzoli / AFP)

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20. Ex-soldado reage após ser condenado à morte por tribunal de Daca, em Bangladesh, em 5 de novembro. Ele e cerca de outras 150 pessoas foram condenadas por um motim militar que resultou em um massacre de oficiais em 2009 (Foto: Munir uz Zaman / AFP)

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AFP / Edição: Pragmatismo Politico

Nova Iguaçu tem 2 mil desabrigados e prefeito decreta estado de calamidade pública

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As chuvas que atingiram principalmente a região metropolitana do Rio desde a noite de ontem (10) deixaram cerca de 2 mil pessoas desabrigadas no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um dos mais afetados pela enchente. Aproximadamente 30% da cidade registram inundação, segundo estimativa do prefeito, Nelson Bornier, que sobrevoou a região no início da tarde de hoje (11) e decidiu decretar estado de calamidade pública.

A maior parte dos desabrigados e desalojados, de acordo com ele, está sendo acolhida em igrejas evangélicas e católicas. “Fomos surpreendidos com este temporal, que inundou os quatro cantos da cidade. Estamos com o município alagado em diversos bairros. Estamos recebendo a ajuda da população, que está respondendo às necessidades com donativos, roupas, colchonetes e cestas básicas. Estamos trabalhando para dar o apoio necessário a essas famílias e retornamos o mais rápido possível à normalidade”, disse Bornier.

O prefeito está em contato com o governo do estado, que já destinou máquinas e equipamentos para ajudar as equipes de resgates e limpeza. Bornier informou ainda que vai solicitar auxílio ao Ministério da Integração Nacional, para que libere recursos que possibilitem reconstruir a infraestrutura da cidade, principalmente a malha viária, que teve o asfalto bastante danificado, e a recolocação da rede de drenagem, em muitos locais arrancada pela correnteza. Ele declarou que ainda não é possível estimar o valor do prejuízo.

A Rodovia Presidente Dutra, que corta o município e liga Rio de Janeiro a São Paulo, chegou a ficar totalmente interrompida pela água, em um trecho próximo ao bairro de Austin. Ao longo da via, empresas tiveram seus depósitos e pátios de estacionamento inundados, causando um grande prejuízo. Bornier disse esperar que a concessionária da rodovia, a Nova Dutra, invista mais para evitar enchentes em determinadas áreas.

“Ela não se preocupa com o seu deságue. Fica a cargo de cada município. Ela deveria se preocupar como um todo, não é só fazer uma rodovia sem que se preocupe também com o deságue em cada bairro com que ela vai se encontrando em sua extensão.”  A empresa CCR Nova Dutra informou, por meio de sua assessoria, que não se pronunciaria sobre a declaração do prefeito.

(Agência Brasil)

Instituto de Metereologia prevê chuvas fortes no Rio de Janeiro até sábado

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As fortes chuvas que causaram alagamentos na capital fluminense e na Baixada Fluminense na madrugada de hoje (11) devem continuar pelo menos até o sábado (14). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a precipitação deve superar o limite de 60 milímetros, considerado o máximo para um período de 24 horas.

De acordo com o meteorologista Lúcio de Souza, dois fenômenos são responsáveis pelas chuvas: uma frente fria sobre o Rio que veio do interior do país e encontrou instabilidade climática. “A associação entre os dois fenômenos provoca essas chuvas. Há um grande corredor de umidade que abrange desde o Atlântico Sul, o Centro-Oeste e chega ao Acre”, explicou.

Segundo o Inmet, deve chover forte nas próximas 36 horas na serra, no norte e no noroeste fluminense. O tempo deve continuar abafado, com temperaturas variando entre 13 graus Celsius (°C) e 25°C na região serrana e entre 17ºC e 25ºC na capital. Não há previsão de ventos fortes.

O meteorologista do Inmet avalia que o sol deve aparecer no final de semana, quando a frente fria se dissipar para o Espírito Santo. A partir de sexta-feira as condições climáticas voltam ao normal. “Não significa que não choverá mais, mas que o sol vai a parecer e a chuva ficará em pontos isolados. Cenário melhor que o de agora”, disse Lúcio.

(Agência Brasil)

Carros têm que ser desincentivados, dizem especialistas em mobilidade urbana

O caminho para resolver os problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras é apenas um: aliar o aumento da qualidade do transporte público com o desincentivo ao individual.

A tese é defendida por Elkin Velasquez, diretor do escritório regional para América Latina e Caribe da ONU-Habitat, e pelo pesquisador do IPEA, Carlos Henrique Carvalho, que falaram, na manhã desta terça-feira no EXAME Fórum Sustentabilidade, na capital paulista.

Segundo eles, é preciso inverter a lógica de mobilidade das cidades. “As cidades brasileiras sofrem de um processo de crescimento urbano rápido e desordenado, que é resultado de 50 anos de uma política industrial baseada na indústria automobilística”, diz Carlos Henrique Carvalho.

Ele compara a situação caótica do trânsito e do transporte público de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro com o sistema de mobilidade de 50 anos atrás: enquanto antes os deslocamentos eram feitos em bondes elétricos ou a pé, hoje o que predomina são as viagens individuais.

“Os cidadãos já convivem com as penalidades que esse sistema de mobilidade tem causado, então, o que podemos fazer agora é inverter a política de estímulo ao uso dos carros e promover o transporte coletivo”, diz Carvalho.

Ele explica que o barateamento do transporte individual via isenção de tributos e o congelamento do preço da gasolina acontece ao mesmo tempo que o transporte público fica mais caro.

Os aumentos nas tarifas de ônibus em diversas cidades brasileiras foram o estopim para a onda de manifestações que tomaram as ruas em junho.

“Isso que o prefeito Fernando Haddad está fazendo com as faixas exclusivas em São Paulo é uma medida de equidade, já que a maior parte da população da cidade usa transporte público”, diz.

Saiba Mais: Exame

Possibilidade de tsunami atingir Fortaleza é remota

Catástrofes naturais sempre são motivo de grande temor em toda parte do mundo. As tempestades, os furacões, os terremotos acontecem de forma severa e acabam devastando cidades, causando prejuízos irreparáveis e tirando milhares de vidas. Em Fortaleza, o que anda assustando a população é o boato de que uma grande onda chegará à capital cearense. Mas a ciência explica que as possibilidades são extremamente remotas.

A notícia tomou grande proporção devido à participação de um vidente na mídia local afirmando que, no dia 24 de novembro deste ano, um tsunami assolaria parte do Brasil, e as regiões mais prejudicadas seriam os litorais Norte e Nordeste.

A revelação causou espanto, principalmente nas famílias moradores das áreas costeiras da praia. Pessoas já pensam em sair de casa, salvar bens, proteger a família, buscar um local seguro, longe do maremoto. “Todos aqui do bairro e das redondezas estão preocupados. Pensam até em se mudar pra fugir da onda”, comenta Laélia Pessoa, 38, moradora do bairro Pirambu.

No entanto, de acordo com pesquisas do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), as chances de uma gigantesca onda atingir o país são mínimas. “Não existe nenhuma evidência científica que comprove esse fato. Além disso, em toda a história, nunca tivemos registros de vulcões, terremotos e outras catástrofes aqui no Brasil”, explica o professor de Oceanografia do Labomar, Carlos Teixeira, com o objetivo de tranquilizar a população.

Estudos revelam que, caso haja uma erupção vulcânica nas Ilhas Canárias, situadas no Oceano Atlântico, poderá acontecer a tão falada onda. Mas isso só ocorrerá se for seguido de uma série de outros fenômenos, como a intensidade da erupção, uma parte específica da ilha (que é banhada pelo Atlântico) desmoronar no mar, e a velocidade dessa queda.

Ainda assim, acredita-se que esse fenômeno não chegará ao nosso país. “Estudos teóricos confirmam isso. As chances de acontecer são quase nulas”, enfatiza o professor. 

Via Diário do Nordeste

Planeta Terra pode virar uma tremenda lixeira em 2100

São Paulo – A cada 24 horas, a humanidade joga no lixo mais de 3,5 milhões de toneladas de resíduos. Isso representa pelo menos 40 toneladas por segundo, um aumento de dez vezes em relação ao que gerávamos cem anos atrás. Pior, esse número provavelmente irá dobrar até 2025 e, se mantido o ritmo atual de descarte, até 2100 poderemos atingir o “pico” do lixo, com uma geração de 11 milhões de toneladas diárias, o triplo da taxa de hoje. Vai faltar lugar para armazenar tanta sujeira.

O alerta vem de um estudo publicado no periódico científico Nature, que analisa três cenários diferentes, tentando determinar quando chegaríamos ao “pico do lixo”. Seguindo o modelo “business as usual”, o auge da produção de resíduos será atingido ainda neste século, com a África sub-saariana respondendo pela maior parte do crescimento.

De acordo com a pesquisa, o aumento da renda das populações de países pobres e em desenvolvimento e, naturalmente, do seu poder de consumo, são a principal alavanca da geração de lixo e da alta do desperdício.

Para o pior cenário, o estudo assume um futuro em que o mundo está nitidamente dividido entre regiões de extrema pobreza, riqueza moderada e subsistência. Um cenário onde pouco ou nenhum progresso foi feito para enfrentar a poluição e outros problemas ambientais, e onde os objetivos de desenvolvimento globais não se efetivaram. Nesse cenário, a produção de resíduos aumenta em 1 milhão em relação ao business as usual, atingindo 12 milhões de toneladas por dia.

No melhor cenário, o pico de produção vai girar em torno de 8,4 milhões de toneladas por dia em 2075. Nesse mundo, a população humana se estabiliza em 7 bilhões de pessoas, das quais 90% vivem em cidades. “As pessoas são mais educadas e ambientalmente conscientes, e os níveis de pobreza em países em desenvolvimento apresentam a menor baixa de todos os tempos”, diz o estudo.

Mudando o jogo

Dá para reverter esse quadro? Sim, é possível. Para evitar que o mundo se transforme numa grande lixeira, onde tudo é descartado, a solução passa pela preciosa regra dos 3Rs – reduzir, reutilizar e reciclar. Segundo o estudo, muito pode ser feito localmente para reduzir o desperdício. Alguns países e cidades estão liderando o caminho. São Francisco, na Califórnia, por exemplo, tem a meta ambiciosa de reaproveitar tudo o que no lixo é reciclável, até 2020. Atualmente, mais de 55% dos seus resíduos são reciclados ou reutilizados.

A cidade japonesa de Kawasaki, por sua vez, tem melhorado seus processos industriais para evitar a geração de 565 mil toneladas de resíduos potencialmente perigosos. Para isso, estimula a troca e a reutilização de materiais entre empresas de aço, cimento, química e papel.

(Exame Online)

As 100 melhores (e piores) cidades brasileiras para viver em 2013, segundo a ONU

São Caetano do Sul lidera o ranking das melhores cidades

Todos os anos, mais ou menos por esta época fazemos eco do relatório com o Índice de Desenvolvimento Humano divulgado pela ONU. O IDH do Brasil (85º) continua lá pelo meio da lista, com média de 0,727, e a novidade é que este ano o Canadá deixa o top 10 e em vez de apresentarmos as 10 melhores cidades do mundo para viver -como sempre fazemos-, mostramos o ranking das 100 melhores cidades brasileiras. Quer saber se a sua está no meio?

As seguintes 100 cidades são o que o nosso país tem de melhor para oferecer nos setores de educação, renda e expectativa de vida, segundo dados da ONU. Elas representam menos de 2% dos 5.570 municípios existentes em todo território nacional (e contando).

Estas cidades fazem parte de um seleto grupo de municípios que apresentam um elevado grau de desenvolvimento (mais ou menos a 0,8) no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado pela ONU, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP). A média do Brasil hoje é 0,727, considerado alto (mas não muito alto).

Há que se levar em conta que o IDHM não mede exatamente a qualidade de vida em si. No entanto, lógico está, municípios com elevados índices relacionados com a educação, com a expectativa de vida estendida e maior renda tendem a ser bons lugares para se viver.

Top 100 melhores cidades para viver no Brasil

Posição Lugares IDHM
São Caetano do Sul (SP) 0,862
Águas de São Pedro (SP) 0,854
Florianópolis (SC) 0,847
Vitória (ES) 0,845
Balneário Camboriú (SC) 0,845
Santos (SP) 0,840
Niterói (RJ) 0,837
Joaçaba (SC) 0,827
Brasília (DF) 0,824
10º Curitiba (PR) 0,823
11º Jundiaí (SP) 0,822
12º Valinhos (SP) 0,819
13º Vinhedo (SP) 0,817
14º Santo André (SP) 0,815
14º Araraquara (SP) 0,815
16º Santana de Parnaíba (SP) 0,814
17º Nova Lima (MG) 0,813
18º Ilha Solteira (SP) 0,812
19º Americana (SP) 0,811
20º Belo Horizonte (MG) 0,810
21º São José (SC) 0,809
21º Joinville (SC) 0,809
23º Maringá (PR) 0,808
24º São José dos Campos (SP) 0,807
25º Blumenau (SC) 0,806
25º Rio Fortuna (SC) 0,806
25º Presidente Prudente (SP) 0,806
28º Porto Alegre (RS) 0,805
28º São Carlos (SP) 0,805
28º Assis (SP) 0,805
28º São Bernardo do Campo (SP) 0,805
28º Campinas (SP) 0,805
28º São Paulo (SP) 0,805
34º Rio Claro (SP) 0,803
34º Jaraguá do Sul (SC) 0,803
36º Rio do Sul (SC) 0,802
37º Pirassununga (SP) 0,801
37º Bauru (SP) 0,801
37º São Miguel do Oeste (SC) 0,801
40º Vila Velha (ES) 0,800
40º Taubaté (SP) 0,800
40º Botucatu (SP) 0,800
40º Ribeirão Preto (SP) 0,800
40º Concórdia (SC) 0,800
45º Rio de Janeiro (RJ) 0,799
45º Goiânia (GO) 0,799
47º Marília (SP) 0,798
47º Sorocaba (SP) 0,798
47º Guaratinguetá (SP) 0,798
50º Fernandópolis (SP) 0,797
50º São José do Rio Preto (SP) 0,797
50º São João da Boa Vista (SP) 0,797
53º Tubarão (SC) 0,796
53º Carlos Barbosa (RS) 0,796
53º Itapema (SC) 0,796
56º Brusque (SC) 0,795
56º Iomerê (SC) 0,795
56º Paulínia (SP) 0,795
56º Itajaí (SC) 0,795
56º Treze Tílias (SC) 0,795
61º Holambra (SP) 0,793
62º Três Arroios (RS) 0,791
62º Ipiranga do Sul (RS) 0,791
62º Nova Odessa (SP) 0,791
62º Saltinho (SP) 0,791
62º Quatro Pontes (PR) 0,791
67º Chapecó (SC) 0,790
67º Adamantina (SP) 0,790
67º Votuporanga (SP) 0,790
67º Santa Cruz da Conceição (SP) 0,790
71º Lagoa dos Três Cantos (RS) 0,789
71º Cândido Rodrigues (SP) 0,789
71º Barretos (SP) 0,789
71º Luzerna (SC) 0,789
71º Uberlândia (MG) 0,789
76º Fernando de Noronha (PE) 0,788
76º Barra Bonita (SP) 0,788
76º Cruzeiro (SP) 0,788
76º Mairiporã (SP) 0,788
76º Criciúma (SC) 0,788
76º Indaiatuba (SP) 0,788
76º Caçapava (SP) 0,788
76º Araçatuba (SP) 0,788
76º Palmas (TO) 0,788
85º Espírito Santo do Pinhal (SP) 0,787
85º Itajubá (MG) 0,787
87º Porto União (SC) 0,786
87º Barueri (SP) 0,786
87º Pompéia (SP) 0,786
87º Lins (SP) 0,786
87º Garibaldi (RS) 0,786
92º Catanduva (SP) 0,785
92º Cuiabá (MT) 0,785
92º Nova Araçá (RS) 0,785
92º Casca (RS) 0,785
92º Piracicaba (SP) 0,785
92º Monte Aprazível (SP) 0,785
92º Tremembé (SP) 0,785
92º Amparo (SP) 0,785
100º Mogi Mirim (SP) 0,784

Top 100 piores cidades para viver no Brasil

Posição Lugares IDHM
5565º Melgaço (PA) 0,418
5564º Fernando Falcão (MA) 0,443
5563º Atalaia do Norte (AM) 0,450
5562º Marajá do Sena (MA) 0,452
5560º Uiramutã (RR) 0,453
5560º Chaves (PA) 0,453
5559º Jordão (AC) 0,469
5558º Bagre (PA) 0,471
5557º Cachoeira do Piriá (PA) 0,473
5556º Itamarati (AM) 0,477
5555º Santa Isabel do Rio Negro (AM) 0,479
5554º Ipixuna (AM) 0,481
5553º Portel (PA) 0,483
5550º Amajari (RR) 0,484
5550º Inhapi (AL) 0,484
5550º Anajás (PA) 0,484
5549º São Francisco de Assis do Piauí (PI) 0,485
5548º Itapicuru (BA) 0,486
5547º Manari (PE) 0,487
5546º Caxingó (PI) 0,488
5543º Betânia do Piauí (PI) 0,489
5543º Ipixuna do Pará (PA) 0,489
5543º Afuá (PA) 0,489
5541º Santo Antônio do Içá (AM) 0,490
5541º Jenipapo dos Vieiras (MA) 0,490
5539º Olivença (AL) 0,493
5539º Satubinha (MA) 0,493
5538º Pauini (AM) 0,496
5537º Cocal (PI) 0,497
5535º Maraã (AM) 0,498
5535º Cocal dos Alves (PI) 0,498
5534º Assunção do Piauí (PI) 0,499
5531º Barcelos (AM) 0,500
5531º Recursolândia (TO) 0,500
5531º Água Doce do Maranhão (MA) 0,500
5529º Tamboril do Piauí (PI) 0,501
5529º Marechal Thaumaturgo (AC) 0,501
5524º Tapauá (AM) 0,502
5524º Lagoa do Barro do Piauí (PI) 0,502
5524º Curralinho (PA) 0,502
5524º Nova Esperança do Piriá (PA) 0,502
5524º Lagoa Grande do Maranhão (MA) 0,502
5520º Vera Mendes (PI) 0,503
5520º Olho D’Água Grande (AL) 0,503
5520º Porto de Moz (PA) 0,503
5520º Breves (PA) 0,503
5518º Joca Marques (PI) 0,504
5518º Mata Grande (AL) 0,504
5515º Roteiro (AL) 0,505
5515º Jacareacanga (PA) 0,505
5515º Caraúbas do Piauí (PI) 0,505
5510º Beruri (AM) 0,506
5510º Monte Santo (BA) 0,506
5510º Pilão Arcado (BA) 0,506
5510º Canapi (AL) 0,506
5510º Acará (PA) 0,506
5509º Oeiras do Pará (PA) 0,507
5507º Guaribas (PI) 0,508
5507º Milton Brandão (PI) 0,508
5502º Gurupá (PA) 0,509
5502º Paquetá (PI) 0,509
5502º Jurema (PE) 0,509
5502º Envira (AM) 0,509
5502º São João do Carú (MA) 0,509
5500º Itaíba (PE) 0,510
5500º Santana do Maranhão (MA) 0,510
5499º Ibiquera (BA) 0,511
5494º Ribeira do Amparo (BA) 0,512
5494º Arame (MA) 0,512
5494º Belágua (MA) 0,512
5494º Conceição do Lago-Açu (MA) 0,512
5494º Primeira Cruz (MA) 0,512
5490º Branquinha (AL) 0,513
5490º Aldeias Altas (MA) 0,513
5490º Gado Bravo (PB) 0,513
5490º Pedro Alexandre (BA) 0,513
5487º Casserengue (PB) 0,514
5487º Pau D’Arco do Piauí (PI) 0,514
5487º Senador José Porfírio (PA) 0,514
5481º Pacajá (PA) 0,515
5481º Brejo do Piauí (PI) 0,515
5481º Umburanas (BA) 0,515
5481º São João da Fronteira (PI) 0,515
5481º Queimada Nova (PI) 0,515
5481º Viseu (PA) 0,515
5477º São Roberto (MA) 0,516
5477º São Raimundo do Doca Bezerra (MA) 0,516
5477º Pedro do Rosário (MA) 0,516
5477º Jutaí (AM) 0,516
5473º Colônia Leopoldina (AL) 0,517
5473º Belo Monte (AL) 0,517
5473º São João do Soter (MA) 0,517
5473º Santa Rosa do Purus (AC) 0,517
5467º Lamarão (BA) 0,518
5467º Senador Rui Palmeira (AL) 0,518
5467º Ibateguara (AL) 0,518
5467º Centro Novo do Maranhão (MA) 0,518
5467º Itaipava do Grajaú (MA) 0,518
5467º Santo Amaro do Maranhão (MA) 0,518
5461º Santana do Mundaú (AL) 0,519

Via http://www.mdig.com.br/

UFRN quer criar rede para monitorar abalos no Nordeste

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte pretende criar uma rede de monitoramento de abalos sísmicos, em todo o Nordeste. O projeto já está em andamento, através do Laboratório de Sismologia (LabSis),  e deve ficar pronto até o final de 2014. Consiste numa rede de informações abrangendo a área que da Bahia até o Piauí. No momento a UFRN possui cinco estações de medição de tremores no RN e mais de 20 em todo o território nordestino. Por isso, outro projeto da instituição visa a montagem de novas estações de medição de tremores, elevando a mais de duas vezes o atual número.

Esses novos recursos chegariam para melhorar a vigilância quanto aos eventos sísmicos recentes, por exemplo, que atingiram a cidade de Pedra Preta, distante 149 quilômetros de Natal, nas últimas semanas. O RN é um dos estados de maior incidência de tremores em todo o país e não há uma tecnologia que preveja quando um tremor irá acontecer, mas sim monitorar com mais eficiência. 

    O coordenador do LabSis, professor Aderson Farias,   preferiu não passar valores financeiros, mas garantiu que dos projetos, o complexo de monitoramento já está em andamento, com mais da metade do processo de ativação concluído. Os equipamentos necessários já estariam instalados desde 2011, mas para a rede de informações ficar completa, precisaria de uma  central de processamento de dados.

Outra necessidade é realizar a licitação da empresa que seria responsável pela estação de transmissão, que repassaria os dados entre os estados. “Temos um projeto de monitoramento financiado pela Petrobras, que abrangeria do sul da Bahia até o Piauí. Seriam construídas várias estações de monitoramento. Estamos vendo a questão da licitação da estação de transmissão de dados, que será uma empresa que vai fazer isso”, disse o professor.

Todos os dados coletados de cada estação, seriam destinados a uma central localizada em Natal, gerenciada de perto pela UFRN. Do RN, os dados seriam retransmitidos para a Central do Observatório Nacional, do Ministério da Ciência e Tecnologia, sediado no Rio de Janeiro.

Segundo Aderson Farias, a vantagem de uma rede de monitoramento e informações é que os eventos sísmicos seriam registrados em tempo real e em toda a região Nordeste. “A vantagem é que teremos um monitoramento real em caráter regional”, destacou.

O Nordeste conta com mais de 20 estações de medição de abalos sísmicos só da UFRN, de acordo com o coordenador do LabSis. Em termos locais, o estado possui apenas cinco estações. Devido a esse panorama, outro projeto é promover uma melhor vigilância local.

“Estamos trabalhando no sentido de que a UFRN tenha um conjunto de equipamentos. Então estamos com um projeto de financiamento de estações locais. Com isso, praticamente mais do que duplicaríamos a capacidade de monitoramento tanto aqui quanto em termos de Nordeste”, afirmou Farias.

Só em Pedra Preta foram  registrados mais de 200 de abalos nas últimas semanas, entre o período de 24 de outubro e 1º de novembro. Os tremores já registrados são considerados de baixa magnitude na escala Richter, entre 2 a 4.9 graus. O mais intenso até ontem, tinha chegado a 3.7 na escala Richter, segundo registro do LabSis, e inclusive foi sentido a 149 quilômetros de distância, em Natal.

(Tribuna do Norte)

Sudene propõe criação de Centro de Estudos Climáticos do Nordeste

O titular da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - Sudene, Paes Landim, em evento, propõe a criação de um moderno Centro com objetivo de unificar Estudos e Pesquisas relativas à previsão do tempo e pesquisa de Seca no Nordeste.

Durante o “Seminário de avaliação da Seca 2012/2013”, realizado na Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), do qual participou da mesa redonda “Sistemas Nacionais de informações sobre Secas”, o Superintendente lançou a proposta de criação do CENEC. Veja a seguir, na íntegra o discurso de Paes Landim:

“Minhas senhoras e meus senhores é com grande satisfação que retorno à terra de Iracema e José de Alencar, atendendo ao convite da FUNCEME – Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, para participarmos do “Seminário de Avaliação da Seca 2012/2013” e fazer parte da Mesa: “Sistemas Nacionais de Informação Sobre Secas”.

O tema é emblemático para os nordestinos, despertando paixões e discussões acaloradas e, acredito, teremos mais uma ao final da minha fala. Os primeiros métodos de Previsões de Secas no Brasil datam de 1940, realizados pelo carioca, filho de mãe maranhense, Adalberto Serra. Se já avançamos muito na Previsão do Tempo, dia a dia, ainda patinamos nas previsões dos grandes períodos de secas, haja vista esta pela qual estamos passando, sem que tivéssemos nenhuma previsão, fomos todos apanhados de surpresa por esta que é a maior Seca dos últimos cem anos.

Não podemos deixar de reconhecer os avanços alcançados pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e pelo CPTEC – Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, ligados ao MCTI – Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação. Entretanto, minhas senhoras e meus senhores, a grande verdade é que ainda não conseguimos prever as Grandes Secas, nem prever com maior acurácia a distribuição pluviométrica espacial, de forma desigual, na região semiárida do Nordeste e, nem mesmo, os veranicos, dentro das quadras chuvosas, que tanto afetam as culturas menos precoces.

Ressalte-se que os melhores trabalhos de monitoramento e previsão do tempo, de interesse direto às populações mais afetadas pelas secas, realizados até o momento, foram obras da SUDENE, baseados e suportados em dados de uma Rede de mais de 2000 Estações Pluviométricas.

Sendo assim, minhas senhoras e meus senhores, entendo que é chegado o momento de colocarmos a questão de previsão de Seca, nas mãos daqueles que, efetivamente, são os mais afetados por tão inclemente fenômeno da natureza: os nordestinos. Esta é a terra onde a Seca é literalmente uma questão de vida ou morte, repetindo-se décadas após décadas. Portanto, aproveito este encontro para desfraldar a bandeira da criação de um Centro de Estudos Climáticos do Nordeste – CENEC, cujo embrião já existe que é, a FUNCEME.

Nossas previsões climáticas ainda são realizadas utilizando-se de modelos numéricos importados dos EUA: o RAMS – Regional Atmospheric Modeling System, e o RSM – Regional Spectral Model. Não somos adeptos da xenofobia e sabemos que o clima é um fenômeno de escala global. Entretanto causa-nos estranheza, aos mais leigos, que alguns pesquisadores não consideram em seus modelos a estreita correlação entre os períodos de secas e o ciclo de atividade solar com picos de 11 anos. 
A criação do CENEC- Centro de Estudos Climáticos do Nordeste, localizado na Região Nordeste, seria um centro de estudos e pesquisas nos moldes do CPTEC que fica em Cachoeira Paulista/SP, voltado para a previsão do tempo e, principalmente, para a previsão de secas. Este centro seria responsável pelo gerenciamento, arquivamento, tratamento e interpretação dos dados de temperatura das águas dos oceanos (boias oceânicas) e dos dados de sondagens atmosféricas (balões), tendo ainda como objetivos:

1 – Desenvolver, adaptar e aplicar modelos numéricos de simulação climática.
2 – Realizar, em conjunto com outros grupos de estudos de clima do Nordeste, a previsão de tempo para toda região nordestina.
3 – Realizar o monitoramento do desmatamento dos Biomas Caatinga e Cerrado na Região Nordeste.
4 – Estudar e acompanhar os processos de desertificação em andamento na Região Nordeste.
5 – Realizar tratamento de imagens de satélite voltado para a regularização fundiária, planejamento urbano e na prevenção de desastres naturais.

A criação de um centro de pesquisas deste porte requer uma grande e avançada Infraestrutura de Tecnologia da Informação, com altíssima capacidade de armazenamento e processamento de dados, para utilização na simulação numérica de modelos climáticos. Implica dizer em construir, no Nordeste, talvez o terceiro ou quarto maior data center do Brasil.

Esta nossa proposta também prevê que um grupo de trabalho interdepartamental, juntamente com a expertise da FUNCEME, analise qual a melhor forma de governança do CENEC, levando se em conta a atual estrutura do MCTI, em especial o CPTEC e os núcleos avançados do INPE no Nordeste, bem como os outros grupos de pesquisadores que trabalham com simulação e previsão de tempo no nordeste.

Minhas senhoras e meus senhores, o Brasil é um país continental, temos espaço para todos. Entretanto, é chegada a hora dos nordestinos assumirem mais esta responsabilidade e, como bom nordestino, penso que é nosso dever lutarmos para concretizar este centro de pesquisas em terras nordestinas.

Muito Obrigado”

 Fonte: Sudene

Bolsa Família: dez anos de retração da miséria e da exclusão

O Brasil comemorou ontem os dez anos do Bolsa Família – o maior programa de transferência de renda do mundo. Seus benefícios alcançam 14 milhões de famílias, o que equivale a 50 milhões de pessoas – tudo isso com um orçamento de apenas R$ 23,95 milhões, em 2013 – segundo o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Mais: seu sucesso atrai a atenção de governos de todo o mundo. Não é por acaso que acaba de receber o Prêmio Award for Outstanding Achievement in Social Security, espécie de Nobel concedido a cada três anos pela Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), entidade com sede na Suíça. 

Basta dizer que entre 2001 e 2011, as transferências sociais, e particularmente o Bolsa Família, responderam por cerca de 15% a 20% da redução da desigualdade da renda domiciliar per capita. Impacta até mesmo o Produto Interno Bruto (PIB), pois cada R$ 1 repassado às famílias estimula um aumento de R$ 1,78 neste. Um dos seus efeitos notáveis é a dinamização da economia local, seja o comércio ou outros segmentos econômicos, em que antes só havia estagnação.

Os estudos demonstram que os índices de fecundidade entre as faixas de renda mais pobres caíram rapidamente, nos últimos dez anos, em que pese a crença disseminada por alguns críticos de que as famílias atendidas seriam incentivadas a ter mais filhos. O mesmo se diga do suposto “efeito-preguiça”, visto que os indicadores de ocupação e procura por emprego são muito semelhantes entre beneficiários e não beneficiários do programa. Além do mais, ampliou a cobertura de vacinação e consultas pré-natais e reduziu as taxas de hospitalização em menores de cinco anos.

Dessa forma, metade dos beneficiários do Programa Bolsa Família (junto com a Ação Brasil Carinhoso) são crianças e jovens, que passaram a se alimentar melhor, a ponto de o índice de baixa estatura cair de 16,8% em 2003 para 14,5% em 2013. Sobretudo, gerou uma queda notável na taxa de mortalidade infantil. A redução foi de 40% no Brasil e 50% no Nordeste, a região mais pobre do País.

Sem falar nos seus efeitos educacionais: os estudantes do Bolsa Família abandonam menos a escola e repetem menos de ano. Enfim, um sucesso do qual o Brasil tem razão de se orgulhar.

(O Povo Online)

Fukushima: o perigo de um cenário apocalíptico

Retirada de combustível em Fukushima poderá criar cenário apocalíptico (Divulgação)

Uma operação com consequências potencialmente “apocalípticas” deve começar em cerca de duas semanas – “em torno de 8 de novembro” – no reator 4 de Fukushima, que está danificado e vazando. É aí que a operadora da usina, a TEPCO, vai tentar remover 1.300 bastões de combustível gastos de um depósito completamente estragado no andar superior da usina. Os bastões têm radiação equivalente a 14 mil bombas como as que foram jogadas em Hiroshima.

Apesar de o prédio do reator 4 em si não ter sofrido um colapso, ele passou por uma explosão de hidrogênio, e está indo de mal a pior, e a chance de aguentar mais um abalo sísmico é zero.

O Japan Times explicou:

“Para remover os bastões, a TEPCO colocou um guindaste de 273 toneladas por cima do prédio, que será operado remotamente, de uma sala separada. [...] os bastões gastos vão ser retirados das armações em que eles estão armazenados um a um e inseridos em uma pesada câmara de aço, com as peças ainda submersas debaixo da água. Quando essa câmara for retirada da água e depositada no chão, será transportada até outra piscina em um prédio intacto para armazenamento.

Em circunstâncias normais, uma operação como essa demoraria três meses. Mas a TEPCO esperar completar essa antes do início do ano fiscal de 2014.”

Um coro de vozes têm soado como um alarme contra o plano – nunca algo assim já foi feito – de remover manualmente 400 toneladas de combustível gasto da TEPCO, que tem sido responsabilizada por problema atrás de problema na danificada usina nuclear.

Arnie Gunderson, engenheiro nuclear veterano dos EUA e diretor da Fairewinds Energy Education, alertou, nesse verão, que “eles terão dificuldade na remoção de um número significativo dos bastões”, e disse que “daí se pular direto para a conclusão de que vai dar tudo certo é um belo salto no escuro”. Paul Gunter, diretor do Reactor Oversight Project, também deu o alarme, afirmando ao Commom Dreams que “dadas as incertezas sobre as condições objetivas e a disposição de centenas de toneladas de partes, vai ser como um perigosíssimo jogo de pega varetas radioativo”. Gunter fez a seguinte analogia sobre o perigoso processo de remover os bastões de combustível gastos:

“Se você pensar na armação nuclear como um maço de cigarros, se você puxar um cigarro direto, ele sai – mas essas armações sofreram danos. Agora, quando eles forem puxar o cigarro direto para cima, ele vai provavelmente quebrar e soltar Césio e outros gases, Xenônio e Criptônio, no ar. Suspeito que quando chegar novembro, dezembro, janeiro, vamos ouvir que o prédio foi evacuado, que eles quebraram um dos bastões, que os bastões estão liberando gases. [...]

Suspeito que vamos ter mais liberações no ar à medida que eles tiram o combustível. Se eles puxarem rápido demais, quebram o bastão. Acho que as armações foram retorcidas, o combustível superaqueceu – a piscina ferveu – e o efeito é que provavelmente, boa parte do combustível vai ficar lá por muito tempo.”

O Japan Times acrescentou:

“A remoção dos bastões costuma ser feita por computador, que sabe a localização de cada uma das peças com precisão milimétrica. O trabalho às cegas em um ambiente altamente radioativo faz com que haja um risco de o guindaste danificar um dos bastões – um acidente que deixaria ainda mais miserável a região de Tohoku.”

Como explicou Harvey Wasserman, ativista contra atividade nuclear de longa data:

“Os bastões gastos de combustível precisar ser mantidos resfriados o tempo todo. Se eles forem expostos ao ar, seu revestimento de liga de Zircônio vai pegar fogo, os bastões vão se queimar e grandes quantidades de radiação serão liberadas. Se os bastões encostarem um no outro, ou se eles se desfizerem numa pilha grande o suficiente, pode haver uma explosão.”

RT ainda acrescenta que, na pior das hipóteses: “a piscina pode desabar no chão, derrubando os bastões uns sobre os outros, o que poderia provocar uma explosão muitas vezes pior do que a que aconteceu em março de 2011.”

Wasserman diz que o plano é tão arriscado que merecia uma intervenção global, um pedido do qual Gunter compartilha, afirmando que “a perigosa tarefa não deveria ficar nas mãos da TEPCO, deveria envolver a supervisão e o gerenciamento de especialistas internacionais independentes”.

Wasserman disse ao Commom Dreams que:

“A retirada dos bastões de energia da unidade 4 de Fukushima pode bem ser a missão mais perigosa da engenharia até hoje. Tudo indica que a TEPCO é incapaz de fazer isso sozinha, ou de informar de maneira confiável à comunidade internacional o que está acontecendo. Não há razões para se acreditar que o governo japonês também faria isso. Esse é um trabalho para ser feito pelos melhores engenheiros e cientistas do mundo, com acesso a todos os recursos que poderiam ser necessários

A potencial liberação de radiação em um caso desses pode ser descrita como apocalíptica. Só o Césio equivale a 14 mil bombas como as que foram jogadas sobre Hiroshima. Se algo der errado, a radiação poderia forçar que todos os seres humanos no local sejam evacuados, e poderia provocar a falha dos equipamentos eletrônicos. A humanidade seria forçada a assistir sem poder fazer nada enquanto bilhões de curies de radiação mortal são jogadas no ar e no mar.”

Por mais ousado que possa parecer o alerta de Wasserman, ele encontra ressonância na pesquisadora de fallout de radiação Christina Consolo, que disse ao RT que na pior das hipóteses o cenário é de apocalipse. O alerta de Gunter também foi ousado.

“O tempo é curto enquanto nos preocupamos que outro terremoto pode danificar ainda mais o complexo do reator e o depósito do resíduos nucleares”, continuou ele. “Isso poderia literalmente reinflamar o acidente nuclear a céu aberto e incendiar até alcançar proporções hemisféricas”, disse Gunter.

Wasserman diz que, dada a gravidade da situação, os olhos do mundo deveriam estar voltados para Fukushima.

“Essa é uma questão que transcende ser antinuclear. O destino da Terra está em jogo aqui, e o mundo todo deve acompanhar cada movimento daquele local a partir de agora. Com 11 mil bastões de energia espalhados pelo local, e com um fluxo constante de água contaminada envenenando o oceano, é a nossa sobrevivência que está em jogo.”

Andrea Germanos, Common Dreams / Tradução: Rodrigo Mendes

Região Metropolitana de Fortaleza pode ganhar inclusão de mais 4 municípios

Visando atualizar a zona de abrangência da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foi apresentado, nesta quarta-feira (23), na Assembleia Legislativa do Ceará (AL), o projeto de Lei Complementar que inclui os municípios de Paracuru, Paraipaba, Trairi e São Luis do Curu na RMF.

De acordo com o autor do projeto, o deputado Lula Morais (PC do B), devido ao surgimento de novas áreas de influência econômica, como do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), existe uma necessidade de ampliar a Região Metropolitana. 

“A RMF tem um novo perfil devido às aglomerações urbanas que se formaram em razão de milhares postos de empregos oriundos da construção da Refinaria, da Siderúrgica, da Zona de Processamento de Exportação, da Ampliação do Porto do Pecém e das centenas de empresas e indústrias que estão sendo implantadas nos municípios de Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Paracuru, e São Luís do Curu”, destaca o parlamentar.

O domínio dessas novas atividades econômicas, conforme o deputado, vem fazendo com que os limites físicos das cidades sejam ultrapassados. “O nível de integração econômica, política e de mobilidade urbana suscita a necessidade de se discutir esta a ampliação para que se minimizem os problemas comuns e maximizem as potencialidades”, defende.

Benefícios para os municípios
          
Lula Morais argumenta ainda que, caso o projeto seja aprovado, os novos municípios integrados na RMF terão benefícios fiscais e econômicos. “Em função de fazer parte da Região Metropolitana, essas cidades terão direito a recursos federais destinado a RMF”.

Projeto segue para análise

Para que ocorra a aprovação, a matéria segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça. “Ainda é possível que tenha que passar pela Comissão de Desenvolvimento Regional”, acrescenta o deputado. Após as análises, o projeto segue para votação no plenário.

15 cidades fazem parte da RMF

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), é integrada, atualmente, por 15 municípios: Fortaleza, Caucaia, Maranguape, Pacatuba, Aquiraz, Maracanaú, Eusébio, Itaitinga, Guaiuba, Chorozinho, Pacajus, Horizonte, São Gonçalo do Amarante, Pindoretama e Cascavel.

(Diário do Nordeste)

Bolsa Família reduziu extrema pobreza em 28%, segundo novo relatório do IPEA

O Programa Bolsa Família (PBF) foi responsável por 28% da queda da extrema pobreza na última década. É o que aponta o estudo Efeitos macroeconômicos do Programa Bolsa Família – uma análise comparativa das transferências sociais, divulgado nesta terça-feira, dia 15, em Brasília. De acordo com os dados apresentados, entre 2002 e 2012, a proporção de brasileiros vivendo com menos de R$ 70 (a preços de 2011, corrigidos pela inflação ao longo da série) caiu de 8,8% para 3,6%. Sem a renda do PBF, a taxa de extrema pobreza em 2012 seria 4,9%, ou seja, 36% maior que a observada com o programa.

Comparado a outras transferências públicas, o PBF é o que reduz a desigualdade e a pobreza ao menor custo. Cada real adicional gasto no Bolsa Família impacta a desigualdade 369% e 86% mais que na previdência social em geral e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), respectivamente. Assim, o programa tem o mérito de gerar grandes efeitos custando apenas 0,5% do PIB.

O estudo foi apresentado pelo presidente do Ipea e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, em um evento que contou com a participação da ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello. Na oportunidade, a ministra comentou o I Prêmio Award for Outstanding Achievement in Social Security, concedido ao Brasil nesta terça-feira, em reconhecimento ao sucesso do Bolsa Família no combate à pobreza e na promoção dos direitos sociais da população mais vulnerável.

(IPEA)

Levantamento aponta presença de 120 membros do PCC no Ceará

Foto: Associated Press – IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA

Membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) estão presentes em 22 estados do Brasil. No Ceará, existem 120 integrantes da maior facção criminosa do país, sendo 69 presos e 51 soltos. O levantamento foi realizado pelo Ministério Público de São Paulo.

A principal atividade desenvolvida pela facção é tráfico de drogas. Chamado de Progresso, prevê ações no atacado e no varejo. No último, a facção reunia centenas de pontos de venda espalhados pelo país.

 

PCC NO BRASIL

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil no Ceará, Andrade Júnior, a investigação para identificar e prender os membros do grupo é feita de forma sigilosa. “É um trabalho realizado a nível nacional, em que as inteligências de todas as polícias trocam informações a fim de fazer o mapeamento da facção”, explica.

No estado, os setores responsáveis são a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSPDS) e o Departamento de Inteligência da Polícia Civil. “Mas não podemos divulgar nem os nomes, nem onde estão presos. É tudo feito em segredo para que tenhamos sucesso na obtenção das informações”, afirma.

Violência em Fortaleza

De acordo com o delegado-geral, o principal crime cometido pelos membros do grupo no Ceará é formação de quadrilha para assaltar instituições financeiras. “O PCCtrabalha dentro da macrocriminalidade [conjunto de crimes mais graves, em grande escala], por isso não podemos relacionar a presença dos membros da facção com os assaltos ‘de pequeno porte’ registrados nas ruas de Fortaleza”, assegura.

Brasil

O levantamento foi realizado pelo Ministério Público de São Paulo e divulgado no jornal Folha de São Paulo. Segundo a apuração do MPE, a facção tem cerca de 11.400 membros, sendo 7,8 mil em São Paulo, dos quais 6 mil presos.

A cúpula do PCC é constituída por oito pessoas: Marco Willians Herbas Camacho (Marcola); Abel Pacheco de Andrade (“Vida Loka”); Rogério Jeremias de Simone (“Gegê do Mangue”); Roberto Soriano (“Tiriça”); Daniel Vinícius Canônico (“Cego”); Fabiano Alves de Sousa (“Biano”); Edilson Borges Nogueira (“Birosca”) e Júlio César Guedes de Moraes (“Julinho Carambola”).

Conforme o Ministério Público de São Paulo, o PCC ordena assassinatos, encomenda armas e toneladas de cocaína e maconha. Há planos de resgate de presos e de atentados contra policiais militares e autoridades – interceptações telefônicas mostram que, pelo menos desde 2011, a facção planeja matar o governador Geraldo Alckmin.

Faturamento

Criada em 1993, atualmente a facção domina 90% dos presídios em São Paulo. Fatura cerca de R$ 8 milhões por mês com o tráfico de drogas e outros R$ 2 milhões com sua loteria e com as contribuições feitas por integrantes – o faturamento anual de R$ 120 milhões a colocaria entre as 1.150 maiores empresas do país, segundo o volume de vendas. Esse número não inclui os negócios particulares dos integrantes, o que pode fazer o total arrecadado por criminosos dobrar.

O Tribuna do Ceará entrou em contato com o Ministério Público do Estado. O órgão informou, por meio de nota, que todos os elementos de prova foram produzidos a partir de autorização e controle do Judiciário e que os processos tramitam em segredo de justiça”.

(Roberta Tavares, Tribuna do Ceará)

Petrobras descobre bacia com mais de 3 bilhões de barris de petróleo em Sergipe

Por Jeb Blount

RIO DE JANEIRO, 26 Set (Reuters) - Uma campanha exploratória na costa de Sergipe mostra que uma área controlada pela Petrobras e um parceiro indiano possivelmente possui mais de um bilhão de barris de petróleo, disseram à Reuters fontes do governo e da indústria, reforçando esperanças de que a região se tornará em breve a maior nova fronteira petrolífera do país.

A Petrobras e a IBV Brasil, uma joint venture igualmente dividida entre as indianas Bharat Petroleum (BPCL) e a Videocon Industries, avaliaram que o bloco marítimo de exploração SEAL-11 contém grandes quantidades de gás natural e petróleo leve de alta qualidade, segundo cinco fontes do governo e da indústria com conhecimento direto sobre os resultados da perfuração.

O bloco SEAL-11 e suas áreas adjacentes, a 100 quilômetros da costa do Estado de Sergipe, podem conter mais de 3 bilhões de barris de petróleo “in situ”, segundo duas das fontes. Se confirmada, a descoberta seria uma das maiores do ano no mundo. A Petrobras detém 60 por cento do SEAL-11, enquanto a IBV possui 40 por cento.

A Petrobras tem apostado, desde que comprou os direitos de perfurar a área há uma década, que as águas de Sergipe possuem grandes quantidades de petróleo e gás. Como operadora do bloco, a Petrobras registrou descobertas na área junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nos últimos anos, conforme é exigido por lei, mas ainda tem que anunciar suas estimativas sobre o tamanho potencial da reserva. A última perfuração deixa claro o quão grande a descoberta pode ser, disseram as fontes.

A área, onde a Petrobras está agora perfurando poços de avaliação, também oferece a oportunidade de aumentar a produção brasileira, com reservas de perfuração mais fácil e barata do que no pré-sal, gigantesca reserva em águas profundas, no litoral do Sudeste brasileiro. A primeira produção em SEAL-11 e suas áreas adjacentes é esperada para 2018, disse a Petrobras em nota.

“Sergipe, sem dúvidas, tem um grande potencial e excelentes perspectivas”, disse à Reuters uma fonte do governo brasileiro com conhecimento direto sobre as descobertas da Petrobras e da IBV e de seus planos de desenvolvimento. “Eu diria que Sergipe é a melhor área do Brasil em termos de perspectiva depois do pré-sal.”

Pré-sal é o nome dado a uma série de reservas de petróleo preso muito abaixo do leito marinho, sob uma camada de sal, nas Bacias de Campos e Santos.

As estimativas e perspectivas sobre Sergipe às quais a Reuters teve acesso se baseiam em pelo menos dez indícios de petróleo e gás em sete poços, conforme comunicados enviados à ANP desde 16 de junho de 2011.

Em respostas enviadas por email, a Petrobras declinou dizer quanto petróleo estima haver em SEAL-11 e seus blocos adjacentes, mas disse que 16 poços perfurados desde 2008 na região de águas profundas de Sergipe encontraram vários acúmulos de petróleo, “que compõem uma nova província de petróleo na região”.

O número exato somente será conhecido quando os planos de avaliação forem concluídos em algum momento de 2015, disse uma fonte da BPCL na Índia sob condição de anonimato. Alguns especialistas da indústria acreditam que os testes podem demorar mais, pelo fato da Petrobras estar atualmente sobrecarregada com outros investimentos gigantescos e estar enfrentando dificuldades para levantar fundos.

A fonte da BPCL disse que o SEAL-11 provavelmente possui entre 1 e 2 bilhões de barris de “petróleo in situ”, um termo que inclui reservas impossíveis de recuperar e aquelas que podem ser economicamente produzidas. O volume pode aumentar quando as reservas nos blocos subjacentes forem incluídas.

Se a área revelar possuir 3 bilhões de barris “in situ” ou mais, ela seria capaz de produzir 1 bilhão de barris, com base nas taxas de recuperação do Brasil, de 25 a 30 por cento do petróleo existente, disse um especialista do setor petrolífero com conhecimento direto sobre o programa de perfuração.

A Petrobras e seus parceiros continuam a perfurar a área e solicitaram que a ANP aprove 8 planos de avaliação de descoberta para a região marítima, último passo antes do campo ser declarado comercialmente viável.

GIGANTE OU SUPER GIGANTE?

Além SEAL-11, a Petrobras fez pelo menos mais oito descobertas no bloco vizinho SEAL-10, que é 100 por cento de propriedade da estatal brasileira, e mais duas descobertas no bloco SEAL-4, com 75 por cento detidos pela Petrobras e 25 por cento pela indiana Oil & Natural Gas Corp (ONGC), segundo dados da ANP.

As descobertas não indicam, necessariamente, que há petróleo ou gás em quantidades comerciais. Todo óleo e gás encontrados durante perfurações, por mais insignificantes, devem ser comunicados à ANP.

A relutância da Petrobras para estimar as reservas no campo de Sergipe não é incomum na indústria do petróleo, onde muitas empresas só confirmam as estimativas de reservas após extensas perfurações.

Tal atitude, no entanto, contrasta com a avidez das autoridades brasileiras em enaltecer a área super gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Em maio a ANP disse que Libra possui de 8 a 12 bilhões de barris de óleo recuperável, com base na perfuração de um único poço. O governo planeja leiloar os direitos de produção em Libra, maior descoberta petrolífera do Brasil, em 21 de outubro.

Caso a descoberta de Sergipe seja confirmada, o petróleo e o gás encontrados em SEAL-11 podem se tornar a primeira descoberta brasileira “super gigante” (na casa dos bilhões de barris) fora da região do pré-sal, onde Libra está localizada.

Recentes perfurações também sugerem que um campo gigante de gás natural pode se estender para muito além de SEAL-11, com gás suficiente para suprir todas as necessidades atuais do Brasil “durante décadas”, disse uma das fontes.

Mesmo que o volume recuperável em Sergipe fique na categoria “gigante”, ou seja, na faixa das centenas de milhões de barris, a área ainda seria a primeira grande descoberta marítima no Nordeste do Brasil, uma das regiões mais pobres do país.

“A descoberta é muito grande, e caso seja desenvolvida poderia transformar a economia do nosso Estado e da nossa região”, disse à Reuters o subsecretário de Desenvolvimento Energético do governo de Sergipe, José de Oliveira Júnior.

Oliveira Júnior disse que não poderia dar uma estimativa do tamanho das reservas em SEAL-11, mas que elas são tão grandes que a Petrobras teria dito ao governo que provavelmente não será capaz de considerar o desenvolvimento da área por cerca de seis anos.

Autoridades em Sergipe estão ansiosas para desenvolver a área rapidamente. Petróleo há muito tempo tem sido produzido no Estado, principalmente em terra, mas os volumes são pequenos. A produção mensal em Sergipe é menor do que os maiores campos brasileiros produzem em uma questão de horas.

Os frutos da descoberta, no entanto, podem levar anos para chegar até os acionistas e residentes de Sergipe, apesar de sua proximidade da costa, da qualidade do óleo e de os reservatórios de menor complexidade sugerirem que seria mais barata para desenvolver do que os campos gigantes do pré-sal, disseram as fontes.

Situada em áreas com rochas mais porosas e permeáveis, o óleo leve poderia ser relativamente mais fácil de ser extraído em relação ao petróleo do pré-sal, mais pesado e preso em rochas mais compactas, disse uma fonte da indústria no Brasil.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro, Prashant Mehra em Mumbai e Nidhi Verma em Nova Délhi)

Homem, o maior culpado pelo aquecimento global

Por Alister Doyle e Simon Johnson

ESTOCOLMO, 27 Set (Reuters) - Importantes cientistas do clima disseram nesta sexta-feira que há mais certeza do que nunca que a atividade humana é a principal responsável pelo aquecimento global, e alertaram que o impacto das emissões de gases do efeito estufa pode durar séculos.

O relatório do Painel Integovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) minimiza a desaceleração do aquecimento nos últimos 15 anos, argumentando que há variações naturais que mascaram a tendência de aquecimento no longo prazo.

O texto diz que a Terra deve esquentar ainda mais e enfrentar mais ondas de calor, inundações, secas e elevação do nível dos mares à medida que os gases do efeito estufa se acumulam na atmosfera. Os oceanos se tornariam mais ácidos, numa ameaça à vida marinha.

“É extremamente provável que a influência humana seja a causa dominante para o aquecimento observado desde meados do século 20″, disse o sumário divulgado após uma semana de discussões em Estocolmo. O texto deve servir para amparar decisões de gestores públicos na migração dos combustíveis fósseis para as energias mais limpas.

“Extremamente provável” significa uma probabilidade de pelo menos 95 por cento. No relatório anterior, de 2007, essa probabilidade era calculada em 90 por cento, e em 2001 era de 66 por cento.

O relatório, compilado a partir do trabalho de centenas de cientistas, enfrentará escrutínio extra neste ano, já que o relatório de 2007 incluiu um erro que exagerava o ritmo de degelo dos glaciares do Himalaia. Uma revisão externa posterior concluiu que o erro não afetava as conclusões principais.

Céticos que questionam as provas da ação humana no aquecimento e a necessidade de ações urgentes ficaram animados com o fato de as temperaturas terem subido mais lentamente nos últimos anos, apesar do aumento nas emissões de gases do efeito estufa.

O IPCC reiterou em relação a 2007 que o aquecimento é uma tendência “inequívoca”, e disse que alguns efeitos durarão por muitas gerações.

“Como resultado das nossas emissões de dióxido de carbono no passado, no presente e as esperadas para o futuro, estamos comprometidos com a mudança climática, e os efeitos vão persistir por muitos séculos, mesmo que as emissões de dióxido de carbono parem”, disse Thomas Stocker, copresidente do IPCC.

Christiana Figueres, principal autoridade climática da ONU, disse que o relatório salienta a necessidade de uma ação urgente para combater o aquecimento global. Os governos prometem definir até o final de 2015 um acordo da ONU para combater as emissões.

“Para guiar a humanidade imediatamente para fora da zona de perigo, os governos devem intensificar a ação climática imediata e moldar um acordo em 2015 que ajude a ampliar e acelerar a reação global”, disse ela.

O relatório disse que as temperaturas devem subir entre 0,3 e 4,8 graus Celsius até o final do século 21. A previsão mínima só seria alcançada se os governos reduzissem drasticamente as emissões de gases do efeito estufa.

O nível do mar, disse o relatório, pode subir entre 26 e 82 centímetros até o final do século, por causa do degelo das calotas polares e da expansão da água marinha ao ser aquecida Isso ameaçaria cidades litorâneas em lugares tão distantes quanto Xangai ou o Rio de Janeiro.

(Brasil 247)

Brasil está em 14º lugar no ranking mundial de pesquisas científicas

Os cientistas brasileiros publicaram 46,7 mil artigos científicos em periódicos no ano passado, número que coloca o Brasil em 14º lugar como produtor mundial de pesquisas. Segundo o relatório feito pela empresa Thomson Reuters, isso equivale a 2,2% de tudo o que foi publicado no mundo, em 2012. Nos últimos 20 anos, o país subiu dez posições nesse ranking.

A China conquistou o primeiro lugar nesse levantamento, seguida por Estados Unidos, Japão e Europa. O trabalho foi feito em parceria com o Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

No Brasil, o ramo científico que mais produziu artigos foi a medicina clínica. No período de 2008 a 2012, foram produzidos quase 35 mil artigos. Em segundo lugar, ficou a ciência de plantas e animais, com 19,5 mil artigos no mesmo período. Ciências agrárias produziram 13,5 mil artigos entre 2008 e 2012. O maior crescimento foi visto nas ciências sociais e gerais, que saltaram de 1,5 mil entre 2003 e 2007 para 9,8 mil entre 2008 e 2012.

Como consequência do aumento na produção científica, o pedido de patentes no país chegou a 170 mil no período de 2003 a 2012. Segundo o presidente do Inpi, Jorge Ávila, o órgão continua lidando com o forte crescimento do número de pedidos de patentes, que foi 33,5 mil em 2012, com projeção de alcançar 40 mil este ano.

Os maiores detentores de patentes no país, revelou a pesquisa, foram a Petrobras e as universidades públicas. De 2003 a 2012, a Petrobras registrou 450 patentes. Logo atrás, veio a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com 395 patentes. Em terceiro, ficou a USP (Universidade de São Paulo), com 284 patentes. A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) vem logo em seguida, com 163 patentes.

De acordo com o relatório, a ausência de empresas privadas na lista dos maiores detentores de patentes reflete um aspecto negativo do país. Como a demora na tramitação do processo pode chegar a oito anos, muitas empresas desistem, pois a tecnologia pode acabar se tornando obsoleta antes de a patente sair.

Rondônia tem 1,7 milhão de habitantes, atesta IBGE

 

Porto Velho – Rondônia

BRASÍLIA -A população brasileira soma 201.032.714 pessoas, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 1º de julho deste ano e que foram divulgadas nesta quinta-feira em resolução publicada no “Diário Oficial da União”.

 

Na resolução, o IBGE divulgou as estimativas de população para os 27 Estados mais o Distrito Federal e para os mais de cinco mil municípios do país. Os são levantados segundo estimativas dos entes da federação e dos municípios.

 

O Estado mais populoso segue sendo São Paulo (43.663.672), seguindo por Minas Gerais (20.593.366), Rio de Janeiro (16.369.178) e Bahia (15.044.127). O Estado com menor número de residentes era Roraima (488.072).

 

A medida tem como objetivo atender a lei 8.443, de 16 de julho de 1992, que dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União (TCU). A lei determina a divulgação dos números pelo governo federal para que o TCU possa, por exemplo, efetuar e fiscalizar o cálculo das quotas referentes aos fundos de participações dos Estados e municípios. Assinada pela presidente do IBGE, Wasmália Socorro Barata Bivar, a resolução está sendo publicada em decorrência de decisão judicial.
Saiba a distribuição dos residentes por Estado:
Região Norte
  • Rondônia – 1.728.214
  • Acre – 776.463
  • Amazonas – 3.807.923
  • Roraima – 488.072
  • Pará – 7.969.655
  • Amapá – 734.995
  • To c a n t i n s – 1.478.163
Região Nordeste
  • Maranhão – 6.794.298
  • Piauí – 3.184.165
  • Ceará – 8.778.575
  • Rio Grande do Norte – 3.373.960
  • Paraíba – 3.914.418
  • Pernambuco – 9.208.551
  • Alagoas – 3.300.938
  • Sergipe – 2.195.662
  • Bahia – 15.044.127
Região Sudeste
  • Minas Gerais – 20.593.366
  • Espírito Santo – 3.839.363
  • Rio de Janeiro – 16.369.178
  • São Paulo – 43.663.672
Região Sul
  • Paraná – 10.997.462
  • Santa Catarina – 6.634.250
  • Rio Grande do Sul -11. 1 6 4. 0 5 0
Região Centro-Oeste
  • Mato Grosso do Sul – 2.587.267
  • Mato Grosso – 3.1 8 2 . 11 4
  • Goiás – 6.434.052
  • Distrito Federal – 2.789.761
 

(Edna Simão | Valor)

 

Mulheres terão filhos cada vez mais tarde no Brasil, revela IBGE

As mulheres brasileiras têm seu primeiro filho atualmente com 27 anos. Em menos de duas décadas, espera-se que essa idade salte para 29 anos. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo as estatísticas, o número de mulheres grávidas de 15 a 24 anos deve diminuir gradativamente até 2060, enquanto de 30 a 44 anos aumentará.

Além de a primeira gravidez acontecer cada vez mais tarde, o número de filhos por mulher também só tende a diminuir. A chamada taxa de fecundidade total (número médio de filhos por mulher) em 2013 deve ficar em 1,77 filho por mulher, passando para 1,61 filho em 2020 e 1,5 filho em 2030.

Essa tendência vai fazer com que a população do Brasil cresça até 2042, quando deverá chegar a 228,4 milhões de pessoas. A partir do ano seguinte, ela diminuirá gradualmente e estará em torno de 218,2 milhões em 2060, segundo as previsões do IBGE.

A baixa taxa de fecundidade também vai diminuir a proporção de crianças e jovens e aumentar a proporção de idosos na população, o que significa que o país terá de se preocupar cada vez mais com questões como aposentadoria. Em 2060, o percentual da população com 65 anos ou mais de idade será de 26,8%, mais que o triplo do estimado para 2013.

A boa notícia é que as crianças nascidas em 2041 terão expectativa de vida de 80 anos de idade em 2041, número que hoje está em 71 anos para homens e 78 para mulheres.

(Revista Crescer)

População de Brasília cresce mais que o dobro da média do país, diz IBGE

O crescimento populacional no Distrito Federal nos últimos três anos é mais do que o dobro da taxa nacional, segundo estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (29). A população atual na capital federal é de 2.789.761 pessoas, 7,2% a mais do que os 2.602.074 de 2010. No Brasil, a população, que era de 195.497.797 há três anos, chegou a 201.032.714 pessoas (aumento de 2,83%).

Pelo levantamento do IBGE, Brasília é a quarta cidade mais populosa do Brasil, sendo superada por Salvador, com 2.883.672 habitantes, Rio de Janeiro, com 6.429.922, e São Paulo, com 11.821.876. Logo atrás da capital estão Fortaleza (2.551.805) e Belo Horizonte (2.479.175).

De acordo com o estudo, a população da capital será de 2.852.372 habitantes em 2014. Brasília terá mais de 3 milhões de moradores em 2017, segundo o levantamento, quando a população no DF será de 3.039.444 pessoas.

As três cidades com menor população no país são Serra da Saudade (MG), com 825 habitantes, Borá (SP), com 834 moradores, e Araguainha (MT), com 1.024.

Segundo o estudo do IBGE, a população brasileira vai alcançar seu ponto máximo de crescimento em 2042, quando chegará a 228,4 milhões de habitantes. De acordo com o levantamento, a partir de então o número de moradores vai começar a diminuir.

Estados
Entre as unidades da federação, o estado mais populoso continua sendo São Paulo, que conta com 43,6 milhões de residentes. Minas Gerais vem a seguir, com 20,5 milhões de habitantes.

O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com 16,3 milhões de habitantes. Bahia tem 15 milhões de pessoas e o Rio Grande do Sul, 11,1 milhões. O estado menos populoso é Roraima, com 488 mil habitantes.

No Centro-Oeste, a unidade federativa mais populosa é Goiás, com 6.434.048 habitantes, seguida por Mato Grosso (3.182.113). O estado menos populoso da região é o Mato Grosso do Sul, com 2.587.269 moradores.

(G1 Distrito Federal)

Ceará é o oitavo Estado mais populoso do País e terceiro do Nordeste

O Ceará é o oitavo Estado mais populoso do Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a junho deste ano. Os informes foram publicados ontem no Diário Oficial da União (DOU). Com 8,78 milhões de habitantes, o Estado aparece como o terceiro do Nordeste, atrás da Bahia, que registra 15 milhões de habitantes, e de Pernambuco, com 9,21 milhões. No censo de julho de 2012, o Ceará registrou 8.606.005 habitantes. Comparado com a população deste ano, de 8.780 mil, houve aumento de 174 mil pessoas em 12 meses, o que representa crescimento de 1, 98%.  

A projeção oficial da população do IBGE estimou 201.032.714 de pessoas vivendo no País. Pela primeira vez, a marca de 200 milhões foi superada: a cifra era de 199.242.462 em 2012. O Estado de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 43.663.672 habitantes. Na sequência aparecem Minas Gerais, 20.593.966, e Rio de Janeiro, 16.369.178. Já o Estado menos habitado é Roraima, com 488.072 pessoas. O crescimento populacional brasileiro está, porém, com os anos contados. O instituto prevê que o número de habitantes crescerá até 2042, quando a estimativa aponta para 228,4 milhões de pessoas. A partir de então, o contingente populacional se reduzirá gradualmente até chegar a 218,8 milhões em 2060, mesma cifra estimada para os brasileiros de 2025.

Embora a inversão da curva de crescimento da população só ocorra em 29 anos, o Brasil já vive há décadas um declínio contínuo do ritmo de crescimento dos habitantes, decorrente principalmente do fato de que as mulheres têm cada vez menos filhos. Em 2013, a taxa de natalidade ficou em 1,77 filho por mulher; em 2000, por exemplo, estava em 2,39 filhos.

Desde 2007, o número já é menor do que o necessário para repor a população. Um casal tem de ter, ao menos, duas crianças para “substituí-los. A redução esperada do nível de crescimento da população é decorrente, principalmente, da queda do número médio de filhos por mulher, que vem decrescendo desde a década de 1970”, alerta o IBGE.

Essa redução da taxa de natalidade se acentuará ainda mais, segundo a projeção do IBGE. Cada vez mais inseridas no mercado de trabalho, as mulheres terão ainda menos filhos no futuro e vão adiar ainda mais maternidade, segundo o estudo.

A previsão é de uma taxa de fecundidade em torno de 1,5 a partir de 2030 e um aumento da idade média para as mulheres se tornarem mães, de 26,9 anos, em 2013 para 29,3, em 2030. (das agências de notícias

Números

228,4 milhões de pessoas deve ser o ápice populacional do Brasil no ano de 2042 

2030 é o ano estimado no qual o país ficará abaixo do índice de morte infantil aceitável pela OMS 

80 anos deverá ser a expectativa de vida do brasileiro no ano de 2041

(O Povo Online)

Reintegração de posse no Cocó compete à Justiça Federal, diz AGU

Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília, protocolou, na tarde desta sexta-feira (30), uma manifestação na ação dereintegração de posse, ajuizada pelo estado do Ceará, da área do Cocó que a Prefeitura de Fortaleza pretende utilizar para a construção de dois viadutos no cruzamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior.

No documento, a AGU explicou à Justiça que a União é a possuidora legitima da área, e não o estado do Ceará como alegado na ação. Na prática, isso significa que uma ação de reintegração de posse na área do Cocó cabe à União. O órgão pediu que o processo seja transferido paraJustiça Federal, a quem compete julgar a legitimidade da posse da área.

A decisão foi motivada por pedido da juíza Joriza Magalhães Pinheiro que, após cancelar a liminar que concedia reintegração de posse do Parque do Cocó ao Estado do Ceará, determinou a intimação da AGU, argumentando que foi convencida “diante das manifestações apresentadas pelo Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União, dando conta de possível interesse da União na posse a área objeto da Ação”.

O texto protocolado pela AGU destacou ainda que a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) chegou a autorizar, por meio da Portaria SPU/CE nº 32/2013, o município de Fortaleza a construir o viaduto no local. A mesma decisão que foi suspensa nesta sexta-feira (30) pela Advocacia da União no Ceará.

(Diário do Nordeste)

 

Tubarão que “anda” é descoberto na Indonésia

Jacarta – Uma nova espécie de tubarão, que “caminha” no fundo do mar usando as nadadeiras como patas, foi descoberta no leste da Indonésia, informou um grupo ambientalista nesta sexta-feira.

O tubarão com manchas marrons e brancas anda durante a noite pelo oceano em busca de peixes e mariscos para se alimentar, segundo a Conservation International, cujos cientistas participaram nesta descoberta, juntamente com membros do Museu daAustrália Ocidental.

Este animal, que mede no máximo 80 centímetros e é inofensivo para os seres humanos, foi descoberto em Halmahera, uma das Ilhas Molucas, localizada a oeste de Nova Guiné.

Ketut Sarjana Putra, diretor do grupo para a Indonésia, disse que este tubarão Hemiscyllium halmaherapoderia “ser um excelente embaixador para chamar a atenção do público para o fato de que a maioria dos tubarões são inofensivos para os seres humanos e merecem atenção e conservação”.

(Exame)

Viver em SP é tão bom quanto no Rio, segundo grupo Economist

São Paulo – Os brasileiros podem vir a discordar, mas para a Economist Inteligence Unit(EIU), braço de pesquisa do grupo que edita a The Economist, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com todas as suas diferenças, apresentam o mesmo nível de qualidade de vida. As duas ficaram empatadas na 92ª posição em ranking que avaliou as 140 melhores cidades do globo para se viver.

Embora com padrão muito inferior às campeãs mundiais, Rio e SP tiveram leve melhora de um ano para o outro. Em 2012, haviam conquistado a 93ª posição 

A campeã internacional, pelo terceiro ano seguido, foi Melbourne, na Austrália, com pontuação 41% maior que as duas brasileiras avaliadas.

Segundo a EIU, cada cidade foi analisada através de 30 fatores qualitativos e quantitativos, inseridos dentro de 5 categorias: estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura.

Tantos itens torna ainda mais supreendente o empate entre Rio e São Paulo. A Economist, porém, não revelou as notas de cada um deles para que se chegasse ao resultado final.

Com base em todos esses fatores, as cidades obtém uma nota geral, que vai de zero a cem. Quanto maior a pontuação, mais “apropriada” para viver é a cidade. São Paulo e Rio ficaram com 69,1, enquanto Melbourne marcou 97,5 pontos. 

(Beatriz Souza, Exame Online)

Ceará tem 8.778.575 habitantes em 2013, aponta IBGE

A população estimada do Ceará é 8.778.575 habitantes, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a junho deste ano. De acordo com o levantamento, há 172.570 habitantes a mais do que o registrado em julho de 2012. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União. Assim como no ano passado, o Estado ainda é o terceiro do Nordeste mais populoso, ficando atrás de Bahia e Pernambuco, e o oitavo do País.

Ao todo, os dados IBGE mostram que a marca de 200 milhões foi ultrapassada no País. A população estimada é 201.032.714 habitantes. São Paulo é o estado mais populoso com 43,6 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais com 20,5 milhões de residentes e Rio de Janeiro com 16,3 milhões de pessoas que declaram moradoras da região.

A Bahia registra 15 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul 11,1 milhões e o Paraná, 10,9 milhões de residentes. Em seguida aparecem Pernambuco com 9,21 milhões de habitantes, Pará com 7,97 milhões, Maranhão com 6,79 milhões, Santa Catarina com 6,63 milhões e Goiás com 6,43 milhões.

Com menos de 5 milhões de habitantes, estão Paraíba (3,91 milhões), Espírito Santo (3,84 milhões), Amazonas (3,81 milhões), Rio Grande do Norte (3,37 milhões), Alagoas (3,3 milhões), Piauí (3,18 milhões), Mato Grosso (3,18 milhões), Distrito Federal (2,79 milhões), Mato Grosso do Sul (2,59 milhões), Sergipe (2,19 milhões), Rondônia (1,73 milhão) e Tocantins (1,48 milhão).

A Região Norte, tem três estados com menos de 1 milhão de habitantes. Roraima é o menos populoso, com 488 mil habitantes. O Acre tem 776,5 mil habitantes e o Amapá, 735 mil.

(Diário do Nordeste)

Brasil tem população de 201.032.714 habitantes em 2013, diz IBGE

A população estimada do Brasil é de 201.032.714 habitantes, pelos dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a junho deste ano. De acordo com o levantamento, há 7.085.828 habitantes a mais do que o registrado em julho de 2012, quando população estava estimada em 193.946.886. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União.

Entre os Estado do País, São Paulo é o mais populoso do país com 43,6 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais com 20,5 milhões de residentes e Rio de Janeiro com 16,3 milhões de pessoas que declaram moradoras da região.

A Bahia registra 15 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul 11,1 milhões e o Paraná, 10,9 milhões de residentes. Em seguida aparecem Pernambuco com 9,21 milhões de habitantes, Ceará com 8,78 milhões, Pará com 7,97 milhões, Maranhão com 6,79 milhões, Santa Catarina com 6,63 milhões e Goiás com 6,43 milhões.

Com menos de cinco milhões de habitantes, estão Paraíba (3,91 milhões), Espírito Santo (3,84 milhões), Amazonas (3,81 milhões), Rio Grande do Norte (3,37 milhões), Alagoas (3,3 milhões), Piauí (3,18 milhões), Mato Grosso (3,18 milhões), Distrito Federal (2,79 milhões), Mato Grosso do Sul (2,59 milhões), Sergipe (2,19 milhões), Rondônia (1,73 milhão) e Tocantins (1,48 milhão).

A região Norte, tem três estados com menos de 1 milhão de habitantes. Roraima é o menos populoso, com 488 mil habitantes. O Acre tem 776,5 mil habitantes e o Amapá, 735 mil.

Expectativa de vida

A expectativa de vida dos brasileiros nascidos em 2013 é 74,8 anos, sendo 71,3 anos para os homens e 78,5 anos para as mulheres. Segundo o IBGE, a esperança de vida chegará a 80 anos em 2041.

Em 2060, a expectativa chegará a 81,2 anos, sendo 78 anos para os homens e 84,4 anos para as mulheres. O ganho em relação a 2013 chegará a 6,7 anos para a população masculina e 5,9 anos para a feminina.

O aumento da expectativa de vida e a redução da taxa de fecundidade, que passará de 1,77 filho por mulher em 2013 para 1,5 em 2030, continuará contribuindo para o envelhecimento da população brasileira. A proporção de idosos (65 anos ou mais) na população passará de 7,4% este ano para 26,7% em 2060.

Redução da população em 2042

O Brasil deve atingir o ápice populacional (228,4 milhões) no ano de 2042. Depois disso, a expectativa é que o número de habitantes comece a diminuir, segundo estimativas do IBGE. O Brasil tem hoje 201 milhões de habitantes. Em 2020, a população chegará a 212,1 milhões. Após o esperado declínio, a partir de 2042, a população deverá ser 218,2 milhões em 2060.

A redução decorre, segundo o IBGE, da redução do número médio de filhos por mulher. Além disso, espera-se que as mulheres tenham os primeiros filhos cada vez mais tarde. Hoje, a idade média da mulher ao ter seu filho é 26,9 anos. Em 2020, a idade subirá para 28 anos e, em 2030, para 29,3 anos.

*com Agência Brasil

Viaduto é indesejado nas cidades pela agressão estética e ambiental?

Com o título “Viadutos e o Parque do Cocó”, eis artigo do professor Jose Borzachiello, da UFC, que está no O POVO desta quarta-feira. Para ele, além de ser indesejado nas cidades pela agressão estética e ambiental, os viadutos são geradores de um medo urbano e acelerado processo de degradação do território onde ele é construído. Confira:

Fortaleza tenta implantar um viaduto projetado em gestões anteriores. Trata-se de obra viária concebida noutro contexto histórico, quando não se contestava nada que significasse progresso. É verdade que a consciência ecológica já se fazia bem presente em nossa cidade.

Fortaleza ficou entulhada de carros e viaduto aparece como opção de escoamento do trânsito. O problema é que, além de ser indesejado nas cidades pela agressão estética e ambiental, os viadutos são geradores de um medo urbano e acelerado processo de degradação do território onde ele é construído.

Não dá para esquecer o viaduto do cruzamento das avenidas Santana Júnior e Santos Dumont. Sua construção decretou a desvalorização de um comércio florescente que crescia nos quatro cantos do cruzamento. O que sobrou? Sob o viaduto, água empossada, sensação de insegurança a qualquer momento. A obra pouco acrescentou no plano da acessibilidade. Não permite conexões e acesso aos bairros contíguos nem à direita nem à esquerda. O custo ambiental pago em termos de agressão à paisagem é muito alto.

O problema maior no caso do viaduto agora questionado, previsto para facilitar o escoamento no ponto de encontro das avenidas Antônio Sales e Santana Júnior, foi o avanço sobre o Parque do Cocó, ocasionando derrubada de árvores. A reação popular foi imediata e não poderia ser diferente.

A sociedade reagiu quando árvores frondosas foram abatidas na quadra localizada na esquina das avenidas Senador Virgílio Távora e Santos Dumont. Tratava-se de propriedade privada. Imagine uma agressão ao Parque que é expressão de lutas permanentes dos fortalezenses pela preservação do manguezal e do verde na cidade.

Não cabe discutir a necessidade ou não do viaduto. O que está em questão é a integridade do Parque e a crítica às soluções que favorecem o transporte individual em detrimento dos de massa. Em tempos autoritários de forte repressão política, o Brasil construiu enormes mostrengos.

Em São Paulo, o conhecido Minhocão amesquinhou a belíssima avenida São João. Sob esse viaduto várias pessoas encontraram naquele espaço o abrigo possível na cidade. Há forte pressão popular para que ele seja demolido. No Rio, o viaduto da avenida Perimetral está em fase de demolição. Aqui em Fortaleza, quando do projeto inicial do Metrofor, a proposta previa para a área central, a linha em elevado, aproveitando o meio das quadras que ele atravessava. A reação foi imediata e assim se chegou ao metrô subterrâneo que atravessa todo o Centro desde o início da avenida Carapinima até o pátio da Estação João Felipe.

Fortaleza tem sérios problemas de mobilidade urbana e de acessibilidade. É necessário muito diálogo e bom senso para se chegar a bom termo. Não tem sentido dicotomizar a questão do viaduto. A reação dos ecologistas é justa. Problemas urbanos não deveriam ser caso de polícia.

Fortaleza seria menos agradável, caso fossem permitidas todas as agressões ao Parque do Cocó. Só para se lembrar um pouquinho de Maiakóvski: “Você não pode deixar ninguém invadir o seu jardim para não correr o risco de ter a casa arrombada”.

* José Borzacchiello da Silva

borza@secrel.com.br
Geógrafo e professor da UFC.

Via Blog do Eliomar

Região Metropolitana de Fortaleza é a 5ª pior em condições de vida no Brasil

Um índice elaborado através dos dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 apontou a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) como a 5º pior em condições de vida dentre 15 estudadas. O Índice de Bem-Estar Urbano (IBEU) apresenta a RMF à frente apenas das Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, de Recife, de Manaus e de Belém.

Foram 5 itens observados para se chegar aos números: mobilidade urbanacondições ambientaiscondições habitacionais,serviços coletivos e infraestrutura. Fortaleza ficou em 11º lugar no ranking, com 0,564 pontos no geral, o 5º pior resultado dentre todos. A melhor RM foi a de Campinas, com 0,873 pontos. A média Nacional foi de 0,605 pontos.

Condições ambientais, serviços coletivos e infraestrutura foram os quesitos em que a RMF apresentou os piores números. No item que verificou a arborização, esgoto a céu aberto e lixo acumulado no entorno dos domicílios, Fortaleza ficou em 12º lugar com 0,498 pontos, à frente de Recife (0,432), Manaus (0,366) e Belém (0,034). Campinas, a melhor RM, registrou 0,906 pontos.

Já em serviços coletivos, item que avaliou o fornecimento de água, energia elétrica e a coleta do lixo, a Região Metropolitana de Fortaleza ficou novamente em 12º lugar, com 0,479 pontos, sendo seguida também por Recife (0,363), Manaus (0,279) e Belém (0,152), com Campinas liderando (0,959).

Em Infraestrutura, quando foram avaliadas a iluminação pública, pavimentação, calçadas, meios-fios, bueiros e acessibilidade nas ruas, o mesmo cenário para a Capital cearense: 12º lugar com 0,438 pontos, à frente de Manaus (0,394), Recife (0,274) e Belém (0,094). Neste ponto, São Paulo superou Campinas e marcou 0,782 pontos.

Nas Condições habitacionais, que considerou a relação do número de moradores com banheiros nas residências e a qualidade do material das paredes das casas, Fortaleza, com 0,613 pontos, ficou em 11º lugar, superando São Paulo (0,599), Salvador (0,590), Manaus (0,322) e Belém (0,256). Quem ficou em primeiro lugar foi a RM de Florianópolis, com 0,906 pontos.

O melhor índice de Fortaleza foi na questão mobilidade urbana, que avaliou o tempo de deslocamento de casa para o trabalho. Fortaleza ficou em 3º lugar com 0,790 pontos, atrás apenas de Florianópolis (0,962) e Campinas (0,932).

Pacatuba é melhor município dentre os cearenses

O estudo avaliou cidade a cidade das Regiões Metropolitanas dentro dos quesitos para chegar aos números finais do IBEU. Desta forma, a cidade cearense com melhores índices foi Pacatuba. O município ficou em 93º lugar dentre os 289 verificados. O Índice de Bem-Estar pacatubenseficou em 0.757, igual ao de São Paulo (94º), superando a Capital Fortaleza, que ficou em 126º, com 0,741 pontos; Recife (142º, com 0,733 pontos); Salvador (154º, com 0,719 pontos); Manaus (247º, com 0,608 pontos) e Belém (257º, com 0,584 pontos).

(Diário do Nordeste)

O novo drama da Abercrombie & Fitch

Reprodução-  A Abercrombie & Fitch está sendo investigada na França…

Depois de dizer que suas roupas não foram feitas para pessoas pobres , nem gordas e de banir completamente a cor preta das lojas – seja na decoração ou nas peças (!) -, a loja vai enfrentar mais um problema: as associações de direitos humanos da França, inclusive o próprio governo francês, dizem que as lojas da rede só contratam funcionários baseados em sua aparência.

Para Dominique Baudis, responsável por toda investigação, alguns modelos são contratados por serem lindos e terem um corpo perfeito, mas também são usados como vendedores, e é aí que mora o problema, afinal não se pode contratar vendedores julgando apenas a estética e não sua capacidade.

Até o final de 2013 deve ser apresentada à marca algumas recomendações relevantes, no entanto, uma ação judicial só pode ser apresentada por um indivíduo que alega ter sido vítima de discriminação, e não por uma associação e nem mesmo pelo governo. De acordo com a Reuters, a empresa perdeu processos de discriminação na América e na Grã-Bretanha. Xii…

Via http://siterg.terra.com.br/news/2013/07/25/o-novo-drama-da-abercrombie-fitch/

A degradação do Parque Ecológico do Rio Cocó

MUSEU DO PARQUE

Parque Ecológico do Rio Cocó

Archiprix MIT USA | Pedro Câmara e Roberto Castelo | 2011

Parque estadual localizado em Fortaleza, nomeado como tal por causa do rio Cocó, que corre ao longo do comprimento do parque e alimenta um rico ecossistema e  manguezais. 

A bacia do rio cobre uma área de aproximadamente 485 km2 ocupando cerca de dois terços do território municipal, que transforma o parque em uma paisagem predominante em muitos bairros da cidade.

A especulação imobiliária e os assentamentos ilegais foram devastando o sistema ecológico do parque, principalmente devido à ausência de limites de preservação oficiais, o que deve ser uma responsabilidade dos órgãos públicos. 

Além disso, os vetores de expansão urbana foram cortando o parque através da abertura contínua de novas estradas, como resultado de um processo descontrolado de crescimento urbano. 

O Parque Cocó e o seu sistema hidrológico são de grande importância sócio-ambiental para a cidade. 

Assumindo a forma de meia-lua, o parque cria um corredor de ventilação na cidade.

Como a maior parte da praia é cercada por arranha-céus e torres residenciais, os ventos oriundos do mar entram na cidade através do rio Cocó e se espalham para o resto do território urbano de lá. 

Preservar o parque e a brisa agradável é, portanto, essencial para a sustentabilidade do ambiente urbano e para a manutenção do local.

Além de abrigar uma rica biodiversidade, o ecossistema do manguezal é também uma importante fonte de renda para as comunidades locais, através da pesca e outras atividades. 

Os manguezais do rio Cocó  estão presentes em áreas urbanas consolidadas integralmente em Fortaleza. 

Em suas seções bem preservadas, várias espécies de moluscos, crustáceos, peixes, répteis, aves e mamíferos participam de cadeias alimentares complexas, em ambientes favoráveis à reprodução, desova, crescimento e proteção natural. 

Fortaleza ainda tem pouca diversidade de equipamentos culturais perto das áreas verdes e o potencial da paisagem do Parque Cocó não está totalmente explorado pelos habitantes locais. 

Estas questões foram exploradas neste projeto através do desenvolvimento de um edifício que representa um marco urbano, em homenagem ao rio e seu ecossistema de mangue: o Museu Park. A proposta consiste em um espaço para atividades que ajudem a preservar o patrimônio natural do parque, ao mesmo tempo enfatizando a sua riqueza natural para a população local. 

O programa montado para este projeto apresenta uma exposição científica sobre o ecossistema do local e também inclui funções e espaços que podem ser adequados para atividades educacionais, eventos culturais, exposições de arte e lazer contemplativo.

Designer: Pedro Câmara
Universidade Federal do Ceara-UFC – Curso de Arquitetura e Urbanismo – Tutor: Roberto Castelo

Via http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-degradacao-do-parque-ecologico-do-rio-coco

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O blog diálogos políticos é uma iniciativa da Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará. Nosso objetivo é possibilitar o intercâmbio de informações entre as pessoas interessadas nos mais diversos temas da conjuntura brasileira.

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. Geógrafo e Funcionário da Secretaria de Formação do SEEB/CE. Atua na CCP-Banco do Brasil e CCV-Caixa. Diretor da AESB e Delegado Sindical do SINTEC-CE.

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