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Bancários do Ceará entram em greve a partir do dia 30/09

A partir do próximo dia 30 de setembro (terça-feira) os bancários entrarão em greve por tempo indeterminado, ou até que os bancos e o Governo apresentem proposta que contemple suas reivindicações. A categoria decidiu pela deflagração da paralisação em assembleia realizada nesta quarta-feira, dia 24/9, no Sindicato dos Bancários do Ceará.  A categoria apreciou as propostas da Fenaban, Caixa, Banco do Brasil e BNB e deliberou pela greve.

A proposta dos bancos de reajuste de 7% sobre todas as verbas e 7,5% sobre o piso, foi rejeitada por unanimidade. As reivindicações sobre emprego, saúde, condições de trabalho, fim das metas abusivas, assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades foram ignoradas pelos bancos.

A aprovação da greve segue orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que avaliou como “insuficientes” as propostas da Fenaban e dos bancos públicos.

“É lamentável que tenhamos que ir à greve para garantir direitos. Vamos mostrar nossa força, pois com nossa mobilização podemos garantir mais conquistas econômicas e sociais. A greve é uma correlação de forças e temos clareza que unidos vamos avançar na contratação e renovação de direitos. Vamos à greve, vamos à luta, vamos à vitória”, bradou o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.

Os bancos possuem todas as condições de atender as reivindicações da categoria, haja vista que, as instituições financeiras que atuam no Brasil têm a mais alta rentabilidade de todo o sistema financeiro internacional. Somente os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano.

Na próxima segunda-feira dia 29/9, haverá uma nova assembleia de caráter organizativo, na sede do Sindicato.


VEJA AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

> Reajuste salarial de 12,5%.

> PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

> 14º salário.

> Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

> Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

> Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

> Fim das metas abusivas.

> Combate ao assédio moral.

> Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

> Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

> Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

> Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Discriminadas – Salários de bancárias é 24% menor que dos bancários

Discriminadas – Segunda rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban acontece nesta quarta-feira (27). Em seus Relatórios Anuais de Sustentabilidade os bancos apresentam algumas informações que ilustram a desigualdade com a qual as mulheres são tratadas. No Bradesco, por exemplo, o salário médio das mulheres em cargos administrativos corresponde a apenas 75% dos salários dos homens nos mesmos cargos.

Do total de diretores do Santander 81% são homens e apenas 19% são mulheres. Na diretoria do Itaú a situação não é diferente. São 80 homens e apenas 10 mulheres. No Banco do Brasil, são 50 homens e duas mulheres nos cargos de governança. E na Caixa, somente na diretoria, são 32 homens e três mulheres.

Discriminadas – Salários de bancárias é 24% menor que dos bancários, segundo Sindicato

“Na categoria bancária, as mulheres ocupam 49% do total de postos de trabalho e recebem, em média, salários 24% menores que os dos homens. A diferença vem se acentuando ao longo dos anos, já que era de 21% em 1994. Essa realidade é ainda mais injusta quando se observa que as mulheres bancárias têm escolaridade maior que a dos bancários. 75% das bancárias têm nível superior completo, enquanto entre os homens esse percentual cai para 69%”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Negociação – Nesta quarta-feira (27), a categoria bancária faz a segunda rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2014. Participam representantes do Comando Nacional dos Bancários e da Federação dos bancos (Fenaban), no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, discutindo os temas segurança e igualdade de oportunidades. A negociação continua nesta quinta-feira (28).

Temas – Entre os temas debatidos durante a segunda rodada de negociação estão: segurança nas agências bancárias (inclusão das portas giratórias com detector de metais, divisória entre os caixas, isenção das tarifas de transferência para diminuir o crime de “saidinha de banco”, entre outros) e igualdade de oportunidades (como maior acesso de mulheres em cargos de chefia, igualdade de salários, maior participação dos negros na contratação do setor).

Segurança – Acesse os dados da 7ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos:http://www.contrafcut.org.br/download/Arquivo/1382214151.pdf

Por Cecília Negrão – Sindicato dos Bancários
Edição final: William Camargo/Folha Paulistana

 

 

1.693 ataques a bancos no semestre de 2014

São Paulo – O primeiro semestre de 2014 vivenciou uma escalada nos casos de violência contra bancos. Foram 1.693 ocorrências em todo país, média de nove por dia. O número representa crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Deste total, 403 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, e 1.290 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos. No primeiro semestre de 2013, foram registrados 1.552 ataques, sendo 433 assaltos e 1.119 arrombamentos.

Os números são da 7ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pelo movimento sindical dos bancários e dos vigilantes com apoio técnico do Dieese, a partir de notícias da imprensa, estatísticas disponíveis de secretarias de segurança pública dos estados e informações de sindicatos e federações de vigilantes e bancários de todo o país.

O estado de São Paulo mais uma vez lidera o ranking, com 403 ataques. Em segundo lugar está novamente Minas Gerais, com 236, em terceiro o Paraná, com 182, em quarto o Rio Grande do Sul, com 125, e em quinto a Bahia, com 120.

A região Sudeste segue com o maior número de ataques (691), seguida do Nordeste (454), Sul (392), Norte (84) e Centro-Oeste (72).

O número de assaltos da pesquisa é 2,16 vezes maior que a estatística nacional de assaltos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Enquanto a pesquisa do movimento sindical aponta 403 ocorrências no primeiro semestre deste ano, a Febraban apurou 186 no mesmo período, uma diferença de 217 casos.

De acordo com estudo elaborado pelo Dieese, com base nos balanços publicados do primeiro semestre de 2014, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, BB, Caixa e Santander) lucraram R$ 28,3 bilhões e aplicaram R$ 2,4 bilhões em despesas com segurança e vigilância, o que representa uma média de 8,6% na comparação entre os lucros e os gastos com segurança.

Mortes - Outro indicativo da violência é a recente pesquisa nacional sobre mortes em assaltos envolvendo transações financeiras, elaborada pela Contraf-CUT e CNTV a partir de notícias da imprensa, com apoio técnico do Dieese.

No primeiro semestre de 2014, a pesquisa apurou a ocorrência de 32 assassinatos, média de cinco vítimas fatais por mês, um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 30 mortes.

São Paulo é o estado que liderou novamente a pesquisa com 12 mortes, o que representa 38,7% dos casos. Rio de Janeiro (4), Pernambuco (3), Minas Gerais (2), Paraná (2), Goiás (2) e Paraíba (2) são os estados que vêm em seguida.

O crime da “saidinha de banco” aumentou ainda mais a liderança entre os tipos de ocorrências, tendo provocado 20 mortes, o que representa 62,5% dos casos. O assalto a correspondentes bancários segue em segundo lugar, agora ao lado dos ataques a caixas eletrônicos, ambos com 4 mortes, o que significa 12,5% das vítimas fatais. Depois, vem mortes em assaltos a agências (3) e transporte de valores (1).

Assim como cresceram as mortes em “saidinha de banco”, aumentaram também os clientes como as maiores vítimas. Do total, 22 pessoas eram clientes, o que significa 68,8% dos assassinatos. Em seguida vêm policiais (2), vigilante (1) e outras pessoas (7), muitas vítimas de balas perdidas em tiroteios.

Polícia Federal – O descaso dos bancos com relação a medidas de segurança se evidencia perante as multas aplicadas pela Polícia Federal nas reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) da Polícia Federal (PF).

No primeiro semestre deste ano, os bancos foram multados em R$ 5,585 milhões por descumprimento da lei federal 7.102/83 e de normas de segurança. As principais infrações dos bancos foram a ausência de plano de segurança aprovado pela PF, número insuficiente de vigilantes, alarme inoperante e utilização de bancários para transporte de valores, dentre outras irregularidades.

Redação, com informações da Contraf-CUT – 25/8/2014

SEEB-CE promove cursos de Português e Matemática do Zero; matrículas abertas

Em parceria com os professores Jackson Bezerra e Tiago Pacífico, o Sindicato promove ainda os cursos Português e Matemática do Zero. São 80 vagas destinadas a bancários sindicalizados ou seu dependente, desde que cadastrado na base de dados do SEEB/CE.

Os dois cursos terão 80 horas/aula cada, sendo que o de Português será dividido em 60h/aula para língua portuguesa e 20h/aula para redação. O investimento será de R$ 190,00 por curso.
O período de matrícula será nos dias 12, 13 e 14/8, a partir das 7h30, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro). As aulas serão às terças e quintas, das 19h às 22h, com início a partir do dia 19/8 (Português) e dia 21/8 (Matemática), também na sede da entidade.

Mais informações na própria Secretaria de Formação, pelo telefone (85) 3252 4266.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

SEEB-CE realiza Curso Preparatório para o Exame CPA-20; Matrículas abertas

O Sindicato dos Bancários do Ceará, em parceria com o professor João Henrique Lemos, promove Curso Preparatório para o Exame CPA-20 (ANBIMA). Os bancários sindicalizados interessados em participar do curso podem fazer sua matrícula na Secretaria de Formação do SEEB/CE, através do telefone (85) 3252 4266, no horário de 10 às 16 horas.

O curso será ministrado na sede do Sindicato, no período de 18 de agosto a 22 de setembro, às segundas e quartas, no horário das 19 às 22 horas. O investimento será de R$ 330,00.

A CPA-20 se destina a certificar profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto a investidores qualificados, bem como para os segmentos private, corporate e investidores institucionais, que atendam em agências bancárias ou Plataformas de Atendimento.

A iniciativa é coordenada pelo Coletivo de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará, que através de sua Secretaria, tenta realizar atividades voltadas para o desenvolvimento e o aprimoramento da categoria bancária, não somente no âmbito profissional, mas também nos valores políticos, humanitários e culturais.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

SEEB-CE lança Campanha Salarial 2014 nesta sexta, 15/08, no Clube da Caixa

O Sindicato dos Bancários do Ceará realiza o lançamento oficial da Campanha Nacional dos Bancários 2014 na próxima sexta-feira, 15/8 (feriado municipal de Nossa Senhora da Assunção), a partir das 10h, no Clube da Caixa (Av. Frei Cirilo, 4700 – Messejana).

O lançamento da campanha, cujo mote deste ano é #QueremosMais (mais emprego, salário, saúde, segurança, igualdade), terá roda de samba, feijoada grátis e clone de cerveja, refrigerante ou água (você compra uma ficha por R$ 4,00 e recebe outra).  Além disso, haverá o sorteio de uma TV de 40 polegadas e um tablet.

Será disponibilizado ainda espaço para a criançada com acesso à piscina, parque aquático e brinquedoteca, além de distribuição de algodão doce e pipoca.

Participe! Traga a sua família para juntos conquistarmos mais direitos e construirmos uma Campanha vitoriosa!

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Ação do BEC: SEEB-CE dá prazo final aos beneficiários para entrega dos documentos até 29/08

O Sindicato dos Bancários do Ceará está implementando, por todo esse mês de agosto, as ações de execução dos cálculos relativos à Ação de cumprimentos dos Acordos Coletivos de 96/97 e 97/98, jurisdição de Fortaleza, não pagos aos ex-funcionários do BEC. O Sindicato já recolheu documentos de 840 beneficiários dessa ação. Todavia, há cerca 90 pessoas contactadas que ainda não trouxeram toda a documentação e nem assinaram autorização dos cálculos. Há ainda cerca de 160 pessoas que ainda não foram localizadas.

O Sindicato comunica que, em virtude da proximidade do prazo final de apresentação de cálculos à Justiça do Trabalho – ou seja, 6/11/14, a diretoria, conjuntamente com o Departamento Jurídico da entidade, determinou o prazo final para recolhimento de documentos e autorizações até o final de agosto deste ano. Isso se deve ao fato da necessidade de cumprimento do prazo final estabelecido pelo juiz da vara responsável.

Esclarecemos que, aqueles que não comparecerem ao Sindicato até o final de agosto, trazendo os documentos solicitados e assinando o Termo de Responsabilidade que autoriza os cálculos, terão seus cálculos feitos com base nas rescisões existentes no próprio Sindicato ou feitos por estimativa.
Lembramos que na lista de substituídos constam 1.202 bancários do ex-BEC. No entanto, cerca de 110 pessoas já haviam recebido os valores via acordo ou ação judicial executada nas varas do interior do Estado. Esses bancários e ex-bancários não terão seus cálculos realizados e apresentados para não haver duplicidade questionável judicialmente.

O Sindicato havia ajuizado ações em Fortaleza (fase de processamento de cálculos), Baturité, Limoeiro do Norte (cálculos apresentados no início do ano), Quixadá, Crateús, Sobral, Iguatu, Crato e Juazeiro, cada uma com tramitações diferentes. A de Fortaleza foi ajuizada em 1998 e, após longa batalha judicial, a Justiça do Trabalho condenou o Bradesco (sucessor do BEC). Foi dado ao SEEB/CE o prazo de um ano, a contar de 6/11/13, para a coleta de documentos e apresentação dos cálculos.

Robério Ximenes, diretor do Sindicato e ex-funcionário do BEC, alerta para o prazo final de recebimento dos documentos e pede aos ex-colegas do BEC , ajuda para localizar os 160 beneficiários que sequer sabem da existência dessa Ação de Cumprimento. Ele lembra ainda que, em caso de falecimento, os familiares terão direito ao recebimento dos valores, portanto, também devem se comunicar com o Sindicato para tratar do assunto.

Quem tem direito

No final do ano 2000, o BEC fez uma proposta de acordo, resultando numa assembleia que aprovou proposta englobando os dissídios de 1998/1999 e 1999/2000, além do Plano de Cargos e Salários. A grande maioria dos beneficiários aderiu ao acordo. Desta forma, somente tem direito a esta ação aqueles que não fizeram adesão ao acordo.

Como proceder 

Para dar início aos cálculos, os beneficiários precisam trazer ou enviar ao Sindicato documentos como contracheques de 1996 até o período em que trabalhou no banco; Carteira de Trabalho; termo de rescisão contratual; recibos de férias, 13º e quaisquer outros documentos que comprovem ganhos mensais. É extremamente necessário também que o beneficiário assine o termo de responsabilidade e demais documentos de cunho jurídico para que seus cálculos sejam iniciados.
Para saber mais informações sobre a ação ou tirar dúvidas, o ex-becista pode enviar e-mail para difsalariaisbec@bancariosce.org.br ou telefonar para (85) 3252 4266 e falar com Mayara ou Sula.

Convocação

“Amigos do BEC, tenho um lista com 160 nomes ainda não localizados na qual há pessoas que trabalharam em São Paulo, Rio de Janeiro, Menezes Pimentel, Castelo Branco, Parsifal Barroso, VirgÍlio Távora, Maranguape, Iguatu, em Departamentos diversos (entre eles: CERAG, DECRI), e em diversas outras agências da Capital, inclusive Bancários Aprendizes. Aqueles colegas do BEC que ainda estão na ativa no Bradesco, aposentados ou mesmo os que saíram e trabalharam nessas unidades, podem ajudar orientando que esses ex-becistas nos procurem ou dando dica de como achá-los. Favor contatar-me no fone (85) 9155.4358 se tiver qualquer informação”, disse Robério Ximenes, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e ex-becista.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

SEEB-CE realiza matrículas para cursos CPA-20 e Português e Matemática do Zero

Com o objetivo de atender uma demanda permanente da categoria bancária e contribuir para a qualificação profissional e ascensão no mercado de trabalho, o Sindicato dos Bancários do Ceará, em parceria com o professor João Henrique Lemos, promove Curso Preparatório para o Exame CPA20 (ANBIMA). O curso será ministrado na sede do Sindicato, no período de 18 de agosto a 22 de setembro, às segundas e quartas, no horário das 19 às 22 horas. O investimento será de R$ 330,00.

Os bancários sindicalizados interessados em participar do curso podem fazer sua matrícula a partir do próximo dia 11 de agosto na Secretaria de Formação do SEEB/CE, através do telefone (85) 3252 4266, no horário de 10 às 16 horas.

A CPA-20 se destina a certificar profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto a investidores qualificados, bem como para os segmentos private, corporate e investidores institucionais, que atendam em agências bancárias ou Plataformas de Atendimento.

A iniciativa é coordenada pelo Coletivo de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará, que através de sua secretaria, tenta realizar atividades voltadas para o desenvolvimento e o aprimoramento da categoria bancária, não somente no âmbito profissional, mas também nos valores políticos, humanitários e culturais.

Português e Matemática do Zero – Em parceria com os professores Jackson Bezerra e Tiago Pacífico, o Sindicato promove os cursos Português e Matemática do Zero. São 80 vagas destinadas a bancários sindicalizados ou seus dependentes, desde que cadastrados na base de dados do SEEB/CE.

Os dois cursos terão 80 horas/aula cada, sendo que o de Português será dividido em 60h/aula para língua portuguesa e 20h/aula para redação. O investimento será de R$ 190,00 por curso.

O período de matrícula será nos dias 12, 13 e 14/8, a partir das 7h30, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro). As aulas serão às terças e quintas, das 19h às 22h, com início a partir do dia 19/8 (Português) e dia 21/8 (Matemática), também na sede da entidade.

Mais informações na Secretaria de Formação, pelo telefone (85) 3252 4266.

Lucro de bancos avança cerca 11,9% em relação a 2013

Um balanço dos quatro maiores bancos listados no país – Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil – divulgado nesta quarta-feira (30) por um jornal especializado em mercado apontou para o crescimento do lucro dos bancos. Os dados apontam para o crescimento no único setor do Brasil que não precisava crescer, em comparação às inúmeras outras áreas prioritárias. De acordo com as projeções obtidas, fatores como o aumento dos spreads, a redução da inadimplência e o controle de custos ajudaram os bancos a lucrar mais no segundo trimestre de 2014. Segundo os dados obtidos, o lucro líquido ajustado foi de R$ 11,9 bilhões, marcando crescimento de 0,4% se comparado com o trimestre anterior e de 11,9% em relação ao mesmo período de 2013.

O crescimento do lucro no setor aconteceu em um ambiente de crescimento de crédito enfraquecido. Vale ressaltar ainda que o crescimento dos bancos aconteceu devido também ao povo, responsável por depositar seu capital nas instituições.

Dentre os quatro bancos, as projeções apontam para uma manutenção do resultado pelo Itaú Unibanco e pelo Bradesco – Banco do Brasil e Santander devem volta a apresentar um cenário mais modesto, próximo ao do trimestre anterior.

No caso do Bradesco, houve um aumento de 28,1% do lucro líquido neste segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2013. O lucro do Bradesco em base recorrente, que exclui ganhos e perdas extraordinários, atingiu a cifra de R$ 3,8 bilhões no período. Os resultados ultrapassaram as previsões estimadas do aumento comparativo anual.

O banco teve expansão também de 8,1%  no setor de crédito em relação ao mesmo trimestre de 2013, contabilizando R$ 435 bilhões.

O Banco do Brasil teve seu balanço marcado por resultados que superaram as expectativas. As projeções apontam para um lucro líquido deve atingir R$ 2,4 bilhões, representando assim uma alta de 1,8% sobre os resultados do primeiro trimestre de 2014. Contudo, é preciso estar atento para o fato de os números pontuarem redução de 5,8% na comparação anual.

Analistas avaliam os negócios de seguros como sendo provavelmente o principal fator positivo do trimestre  onde é esperado 13% de aumentos na comparação com o trimestre anterior.

Já em relação ao Itaú Unibanco, a projeções indicavam aumentos de 27,2% na comparação com o ano anterior, totalizando lucro líquido de R$ 4,6 bilhões.  De acordo com as análises, a ideia é que o Itaú Unibanco tenha tirado proveito já neste segundo trimestre da joint venture com o BMG, anunciada no primeiro trimestre. Analistas acreditam que a companhia  deve aumentar a carteira de consignado, que sofre menos influência da volatilidade macroeconômica.

Por outro lado, o Santander segue um ritmo mais vagaroso em relação aos outros bancos. As perspectivas envolvendo o banco privado são de que o lucro líquido ajustado fique em R$ 1,2bilhão – assinalando uma queda de 10,1% no comparativo com o mesmo período de 2013. Analistas estariam ainda aguardando um trimestre com linhas de pequenas e médias empresas avançando de forma inferior à média do mercado, além de uma baixa expansão do crédito.

O cenário da inadimplência apresentando melhoras também, fazendo com que as margens ficassem menos pressionadas. Outro fator que vem se recuperando desde o início de 2014 é o spread. Em junho, o valor médio atingiu 12,7 pontos, representando uma alta em relação a janeiro, quando, segundo o Banco Central, o spread médio das operações de crédito era de 11,8 pontos percentuais.

(Jornal do Brasil)

Pesquisa aponta que ansiedade e depressão atingem 54% dos bancários de Criciúma

Por Tharcila Werlich, via  http://www.difusora910.com.br

Uma pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região mostra que 54% dos trabalhadores sofrem de ansiedade e depressão. Um total de 37% sofrem com problemas na região do ombro e 35% tem problemas de coluna. A pesquisa “Os fatores laborais de risco de adoecimento mental e LER/DORT dos bancários e bancárias” é apresentada à categoria no Seminário de Saúde dos Bancários de Criciúma e Região no dia dois de agosto, em um evento no Hotel Colle em Criciúma.

As entrevistas foram realizadas em junho de 2013 nas 64 agências bancárias distribuídas em dez municípios de base do Sindicato. O perfil dos bancários é formado pela maioria jovem (25 a 34 anos), predominante masculino (56,67%) e alta escolaridade superior completo (49%). A média de tempo na profissão é de seis a dez anos com 28%. Um total de 61,67% reclamam da falta de pessoal, 87,33% dos horários não respeitados, 28,33% do assédio moral, 48,33% da sobrecarga de trabalho e 56,67% das metas abusivas.

A pesquisa foi analisada pelo Instituto de Pesquisa Catarinense e o médico Robson Luiz dos Santos,especialista em ortopedia e traumatologia, professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense e membro da Associação Criciumense de Apoio à Saúde Mental. Na avaliação do secretário de Saúde do Sindicato Magno Branco Pacheco, os dados científicos vão ser analisados no Seminário pela categoria e na mesa de negociação da Campanha Salarial deste ano. “Iremos buscar ações para a melhoria da qualidade de vida e saúde dos trabalhadores”, pondera. Segundo dados do INSS  no Brasil somente nos três meses de 2013, 4.387 bancários já haviam se afastado por adoecimento, sendo 25,8% por transtornos mentais e 25,4% por LER/DORT.

Colaboração: Assessoria de Imprensa/Maristela Benedet

Santander Brasil tem lucro líquido de R$ 527,5 milhões no 2º trimestre

O Santander Brasil anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 527,5 milhões no segundo trimestre. Nos primeiros três meses do ano, o valor havia sido de R$ 518,4 milhões.

O resultado de créditos de liquidação duvidosa (capacidade de um investimento ser convertido em dinheiro) totalizou R$ 4,797 milhões no primeiro semestre de 2014, com queda de 27% em 12 meses e aumento de 4,5% no trimestre.

Os ativos totais do banco (todos os bens, como títulos) registraram saldo de R$ 486,614 bilhões em junho de 2014, alta de 6,5% em 12 meses e de 0,1% no trimestre. O patrimônio líquido totalizou, no mesmo período, R$ 58,003 bilhões.

O índice de inadimplência, superior a 90 dias, atingiu 4,1% do total da carteira de crédito, mostrando redução de 1,1 ponto percentual em 12 meses e alta de 0,3 ponto percentual quando comparado a março de 2014.

A inadimplência de pessoa física apresentou uma redução de 1,5 ponto percentual em 12 meses e aumento de 0,5 ponto percentual no trimestre, alcançando 5,6%. No segmento de pessoa jurídica, a inadimplência mostrou redução de 0,8 ponto percentual em 12 meses e aumento de 0,1 ponto percentual no trimestre, alcançando 2,7%.

(Reuters)

Comando Nacional dos Bancários entrega pauta de reivindicações aos bancos no dia 11

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, fará a entrega da minuta de reivindicações da categoria para a Fenaban no próximo dia 11 de agosto (segunda-feira), às 11 horas, em São Paulo. A pauta foi aprovada na 16ª Conferência Nacional, realizada de 25 a 27 de julho, em Atibaia (SP), com a participação de 634 delegados e delegados de todo o país.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,5%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho), PLR maior, mais empregos, fim da terceirização, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, e igualdade de oportunidades, dentre outras demandas.

“Vamos entregar para a Fenaban a pauta de reivindicações aprovada democraticamente na 16ª Conferência Nacional, construída a partir de consultas aos bancários e encontros estaduais e regionais realizados em todo o país”, destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Também vamos organizar com o Comando o lançamento da campanha em todo o país para impulsionar o processo de mobilização, a fim de que haja avanços concretos nas negociações com os bancos, pois com os lucros acumulados eles possuem todas as condições para atender as demandas da categoria”, ressalta.

Principais reivindicações

Reajuste salarial de 12,5%.

PLR: três salários mais R$ 6.247.

Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Contraf-CUT

Assaltos envolvendo bancos matam 32 pessoas no primeiro semestre de 2014

 

Pessoas continuam sendo assassinadas em assaltos envolvendo bancos. Pesquisa nacional apurou que no primeiro semestre de 2014 ocorreram 32 mortes, uma média de 5,33 vítimas fatais por mês, o que representa aumento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2013, quando foram registradas 30 mortes. Desde os primeiros seis meses de 2011, o crescimento foi de 39,1%. Em todo o ano passado ocorreram 65 mortes.

O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em notícias da imprensa e com apoio técnico do Dieese.

O lançamento da pesquisa ocorreu na manhã desta quinta-feira (31), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.

Clique aqui para ver tabelas e gráficos da pesquisa.

São Paulo é o estado que lidera novamente a pesquisa com 12 mortes, o que representa 38,7% dos casos. Rio de Janeiro (4), Pernambuco (3), Minas Gerais (2), Paraná (2), Goiás (2) e Paraíba (2) são os estados que vêm em seguida.

O crime da “saidinha de banco” aumentou ainda mais a liderança entre os tipos de ocorrências, tendo provocado 20 mortes, o que representa 62,5% dos casos. O assalto a correspondentes bancários segue em segundo lugar, agora ao lado dos ataques a caixas eletrônicos, ambos com 4 mortes, o que significa 12,5% das vítimas fatais. Depois, vem mortes em assaltos a agências (3) e transporte de valores (1).

Assim como cresceram as mortes em “saidinha de banco”, aumentaram também os clientes como as maiores vítimas. Do total, 22 pessoas eram clientes, o que significa 68,8% dos assassinatos. Em seguida vêm policiais (2), vigilante (1) e outras pessoas (7), muitas vítimas de balas perdidas em tiroteios.

A pesquisa também revela a faixa etária das vítimas, quase sempre identificada nas notícias da imprensa. Pela primeira vez, as pessoas com mais de 60 anos foram as principais vítimas, com 10 mortes, o que representa 31,3% dos casos. Em segundo lugar vem a faixa entre 31 a 40 anos com 9 mortes (28,1%), seguida pela faixa até 30 anos, com 6 mortes (18,8%).

Já o gênero das vítimas continua sendo liderado pelos homens (29), o que representa 90,6% dos casos. Também foram assassinadas três mulheres (9,4%).

Escassez de investimentos dos bancos

Para a Contraf-CUT e a CNTV, essas mortes revelam a escassez de investimentos dos bancos para melhorar a segurança dos estabelecimentos e garantir um atendimento seguro para os clientes e a população.

Segundo dados do Dieese, os seis maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) apresentaram lucros de R$ 56,7 bilhões em 2013. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,4 bilhões, o que significa 6%, em média, na comparação com os lucros.

Como se não bastasse, os bancos vivem descumprindo a lei federal nº 7.102/83, que tem mais de 30 anos e se encontra defasada diante do crescimento da violência e da criminalidade. No primeiro semestre deste ano, a Polícia Federal aplicou multas contra 15 bancos, no total de R$ 5,585 milhões, durante as reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), em Brasília

Bancários e vigilantes cobram segurança

“Mais do que muito preocupantes, esses mortes comprovam o descaso e a indiferença dos bancos para a prevenção de assaltos e sequestros”, afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro. “Eles continuam enxergando a segurança como custo e não como investimento na proteção da vida de trabalhadores e clientes”, aponta.

Para ele, “os bancos preferem gastar bilhões de reais em marketing e meios eletrônicos de pagamento a investir em equipamentos de prevenção e outros procedimentos para trazer segurança e proteção à vida das pessoas”, completa. “A segurança é encarada pelos bancos como custo que pode ser reduzido para turbinar ainda mais os seus lucros”.

“Esses números também revelam a fragilidade da segurança pública, pois faltam mais policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência para evitar ações criminosas”, salienta Cordeiro.

O presidente da CNTV, José Boaventura Santos, também se mostra assustado com o crescimento das mortes em assaltos envolvendo bancos. “Esses novos assassinatos mostram a falta de medidas dos bancos para proteger a vida de trabalhadores e clientes, bem como reforçam a necessidade de atualizar a lei federal nº 7.102/83 e retomar o projeto do estatuto da segurança privada, que se encontra em construção no Ministério da Justiça”, destaca

“Os bancos não podem continuar indiferentes diante das mortes e precisam implantar equipamentos e medidas eficazes para eliminar riscos e oferecer segurança para trabalhadores e clientes, a fim de proteger a vida das pessoas”, acrescenta.

Para ele, “além das mortes, essa violência deixa inúmeros feridos e traumatizados, acabando com os sonhos e o futuro de muitos brasileiros”, alerta Boaventura.

Perigo da “saidinha de banco”

O crescimento das mortes em “saidinha de banco” não surpreende a Contraf-CUT e a CNTV. “Esse crime começa dentro dos bancos e, para preveni-lo, é preciso impedir a ação dos olheiros na hora do saque de clientes. Uma das medidas é a instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas, e de divisórias individualizadas entre os caixas, inclusive os eletrônicos”, defende Cordeiro.

“A instalação de biombos já virou lei em vários municípios, como João Pessoa, Belo Horizonte, Recife, Curitiba, Fortaleza e Belém, entre outros, reduzindo drasticamente os casos de saidinha de banco”, salienta Boaventura.

“O biombo é uma das medidas testadas e aprovadas no projeto-piloto de segurança bancária, que está terminando este mês em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Queremos que seja estendido para todo o país, a fim de ajudar a combater a ‘saidinha de banco’ e evitar novas mortes”, aponta Cordeiro.

Outra medida defendida por bancários e vigilantes é a isenção de tarifas de transferência de recursos (DOC, TED), como forma de reduzir a circulação de dinheiro na praça. “Muitos clientes sacam valores elevados só para não pagar as altas tarifas dos bancos e viram alvos de assaltantes cada vez mais violentos”, defende o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.

“Proibir o uso do celular nos bancos é uma medida ingênua, inócua e ineficaz, pois não impede a visualização dos saques”, alerta.

Insegurança nos correspondentes bancários

A disparada das mortes em assaltos a correspondentes bancários (lotéricas, banco postal, lojas e outros estabelecimentos) e em ataques a caixas eletrônicos também não surpreende a Contraf-CUT e a CNTV.

“Os bancos estão elitizando os serviços e empurrando cada vez os clientes de baixa renda para os correspondentes, onde a segurança é mínima, quando existe, precarizando o atendimento, aumentando o risco e expondo perigosamente a vida das pessoas”, ressalta Boaventura.

O presidente da CNTV enfatiza que muitos caixas eletrônicos estão instalados em locais inseguros. “Muitas pessoas acabam perdendo a vida quando procuram esses equipamentos para sacar dinheiro ou são vítimas em tiroteios após explosões e arrombamentos”, salienta.

“Queremos igualdade de atendimento para toda a população, com agências e postos de serviços, onde têm bancários e vigilantes, possibilitando um atendimento com qualidade e segurança para clientes e usuários, prevenindo assaltos e protegendo o sigilo bancário e, acima de tudo, a vida das pessoas”, defende Cordeiro.

A vida acima do lucro

Vigilantes e bancários apontam outras soluções de segurança que já salvaram muitas vidas em todo país. “É fundamental a colocação de portas de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras internas e externas com boa resolução de imagens e monitoramento em tempo real, escudos com assento para vigilantes e vidros blindados nas fachadas, dentre outras medidas”, reforça Boaventura.

“Os bancos e as autoridades de segurança pública têm que tomar providências para evitar novas tragédias, que acabam com o futuro de inúmeras famílias em todo país”, alerta Cordeiro. “O atendimento bancário é atividade de risco. Os bancos têm que assumir a sua responsabilidade para proteger a vida das pessoas”, enfatiza Carlos Cordeiro. “A vida tem que ser colocada acima do lucro”, conclui.

Fonte: Contraf-CUT

Bancos privados fazem oposição a Dilma por perda de espaço para BB e Caixa

Por Diego Sartorato, da RBA

Não são apenas os partidos e candidatos que formulam projetos a serem debatidos durante as campanhas eleitorais: organizações da sociedade civil e entidades privadas também avaliam quais mudanças na condução do poder público são necessárias para garantir o atendimento de interesses singulares ou coletivos.

Algumas dessas plataformas “setoriais” são tornadas públicas, mas nem todas, especialmente quando se referem a interesses empresariais, seja pelo sigilo do planejamento nos negócios, seja porque há objetivos patronais inconfessáveis à opinião pública, a regra é que os interesses econômicos de setores poderosos sejam discutidos privativamente.

Para as eleições presidenciais deste ano, porém, empresas do mercado financeiro, central no capitalismo e no jogo político brasileiro, romperam o silêncio habitual e têm tomado posição agressivamente contrária à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Nas últimas semanas, o banco espanhol Santander divulgou análise em que previa cenário econômico negativo caso Dilma se reeleja, mesma prática adotada por diversas consultorias que atendem a investidores do mercado financeiro.

Por meio de estudo encomendado ao Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e divulgado pela Folha de S.Paulo, o setor chegou até a conferir valor concreto a cada ponto percentual perdido por Dilma nas pesquisas eleitorais: seriam US$ 801 milhões a mais investidos em ações de estatais a cada vez que a vitória da oposição se mostrasse mais provável do que no levantamento anterior.

Um dos motivos para a campanha agressiva do setor financeiro, como visto apenas às vésperas da primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2002, está em estudo divulgado pelo Dieese sobre o desempenho dos bancos em 2013.

De acordo com o levantamento, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, ambos públicos, conquistaram 48,1% do mercado de crédito no país no ano passado e seguem ampliando as carteiras de crédito em ritmo duas vezes superior aos bancos privados nacionais (que detêm 38% das carteiras) e três vezes superior ao crescimento das empresas estrangeiras (com 13,9% dos contratos de crédito). Não conta, para o levantamento do Dieese, o BNDES que, em 2013, investiu R$ 514,5 bilhões em consumo e infraestrutura.

As instituições públicas foram as principais responsáveis pelo crescimento, entre 2002 e 2013, da relação entre volume de crédito e Produto Interno Bruto (PIB). Há 12 anos, o crédito disponível no país somava 23,8% do PIB; hoje, são 55,8%. Entre 2008 e 2013, mudou também o perfil do microcrédito: se há seis anos os pequenos empréstimos tinham 73% do volume destinados ao consumo, em 2013 apenas 10% foram voltados a essa modalidade. Os outros 90% foram empenhados em micro e pequenas empresas (MPEs), setor que mais cria emprego e renda no Brasil – em 2013, de acordo com o Sebrae, 85% dos empregos com carteira assinada foram abertos nele.

O momento e a motivação dos bancos públicos e privados são bastante distintos: enquanto os primeiros seguem a diretriz do governo federal de ampliar o acesso e baratear o crédito com o objetivo de fortalecer o poder de consumo das famílias e evitar os piores efeitos da crise econômica mundial, os bancos privados seguem a direção oposta. Demitem trabalhadores (foram 10 mil dispensas em 2013) e ampliam taxas e juros para garantir a rentabilidade.

O Itaú, por exemplo, que teve o maior lucro da história do sistema financeiro brasileiro no ano passado (R$ 15,6 bilhões), aumentou em 12,8% seus ganhos, principalmente por meio de cobranças de serviços e taxas. Já o Banco do Brasil, por meio da ampliação de sua atuação no mercado, foi relativamente mais bem-sucedido e aumentou o lucro líquido em 29,1% em relação a 2012.

Desde 2008, quando os mercados de capitais se desequilibraram nas potências econômicas, o Brasil aplica políticas anticíclicas de incentivo ao setor produtivo e ao consumo, com manutenção de um baixo índice de desemprego e intensificação da transferência de renda, solução oposta à adotada pela zona do Euro e no campo de influência dos Estados Unidos. Nesses países, houve corte de investimentos públicos e distribuição de pacotes de amparo ao sistema financeiro. O FED, banco central norte-americano, por exemplo, injeta US$ 75 bilhões mensais no mercado financeiro atualmente.

Os bancos brasileiros, que atuam nas mesmas linhas gerais de suas contrapartes internacionais, parecem estar à espera do mesmo tratamento: tanto Aécio Neves quanto Eduardo Campos, candidatos a presidente por PSDB e PSB, sinalizaram ao setor financeiro que estão dispostos a tomar medidas “impopulares” para a economia, eufemismo para reformas no sentido de reverter a política focada na geração de empregos e maior aproximação com o modelo econômico norte-americano.

Já os governos petistas, a partir de 2003, embora tenham garantido lucros astronômicos ao setor (que foi de um lucro global de R$ 4,8 bilhões em 2000 para R$ 46,6 bilhões em 2010), tomaram decisões importantes para que os bancos públicos fossem capazes de induzir e equilibrar o mercado financeiro, e, para tanto, até impediram privatizações. Em 2008, o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), colocou à venda o último banco público do governo estadual, a Nossa Caixa. Luiz Inácio Lula da Silva, então em seu segundo mandato como presidente, acertou a compra da empresa pelo Banco do Brasil por R$ 5,3 bilhões. Em 2009, o Banco do Brasil pagou mais R$ 4,3 bilhões por 50% do Banco Votorantim, em nova ação agressiva de tomada de mercado.

O estudo do Dieese aponta, como um dos indicadores do sucesso da aposta no crédito, o fato de que 2013 registrou os patamares de inadimplência mais baixos já observados, com média de 3% de compromissos financeiros descumpridos por clientes de bancos privados e na casa de 1% entre clientes de bancos públicos. O cenário é próximo do descrito pela presidenta Dilma em pronunciamento para o 1º de maio de 2012, quando enviou recado bastante direto para o sistema financeiro.

A diferença mais expressiva é que, à época, o Brasil operava com a menor taxa Selic, índice definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e que serve de base para os juros ao consumidor, da série histórica, a 8%. O barateamento da captação de dinheiro por parte dos bancos, no entanto, não foi acompanhada de redução dos custos da tomada de crédito nas instituições privadas, que mantêm, no Brasil, um dos índices de spread bancário mais altos do mundo. O spread é a diferença entre os juros que o banco paga quando toma emprestado (as cadernetas de poupança, por exemplo, rendem 6,8% ao ano) e quanto paga quando empresta dinheiro (o cheque especial tem juros em torno de 200% ao ano).

Após campanha intensa na mídia tradicional em torno das taxas de inflação, o Banco Central cedeu e a taxa Selic está em 11%, sem previsão de que vá retomar a tendência de queda.

Não se trata apenas de uma questão de fatia de mercado. Como os juros de cerca de dois terços dos títulos emitidos pelo governo federal para arrecadar dinheiro estão atrelados à variação da Selic, o aumento do índice eleva a dívida pública. De acordo com o economista Amir Khair, especuladores financeiros teriam até US$ 220 bilhões investidos em títulos brasileiros, com lucro médio de US$ 10 bilhões graças aos juros. No ano passado, o superávit primário do governo, quantia reservada ao pagamento dos juros da dívida pública, foi de R$ 75 bilhões. A dívida pública, que representava 60,4% do PIB em 2002, hoje está em torno de 33% da riqueza nacional, de acordo com a Receita Federal.

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SEEB-CE promove cursos de Português e Matemática do Zero

O Sindicato dos Bancários do Ceará, através da sua Secretaria de Formação, e em parceria com os professores Jackson Bezerra e Tiago Pacífico, promove os cursos Português e Matemática do Zero. São 80 vagas destinadas a bancários sindicalizados ou seu dependente, desde que cadastrado na base de dados do SEEB/CE.

Os dois cursos terão 80 horas/aula cada, sendo que o de Português será dividido em 60h/aula para língua portuguesa e 20h/aula para Redação. O investimento será de R$ 190,00 por curso.

O período de matrícula será nos dias 12, 13 e 14/8, a partir das 7h30, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro). As aulas serão às terças e quintas, das 19h às 22h, com início a partir do dia 19/8 (Português) e dia 21/8 (Matemática), também na sede da entidade.

Mais informações na própria Secretaria de Formação, pelo telefone (85) 3252 4266.

“Essa é uma excelente oportunidade para quem se afastou dos bancos escolares há um certo tempo e que quer recuperar o tempo perdido. Nosso objetivo é sempre buscar melhorar a qualificação da categoria visando seu desenvolvimento e ascensão no mercado de trabalho através de atividades que aprimorem a capacidade intelectual, cultural e política dos bancários” anuncia o Coletivo de Formação do Sindicato dos Bancários.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Campanha Salarial 2014: Bancários querem 12,5% de reajuste e melhores condições de trabalho

Crédito: Caetano Ribas/Contraf-CUT

Rede de Comunicação dos Bancários

A 16ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou na plenária final, realizada neste domingo 27 em Atibaia (SP), a estratégia, o calendário e a pauta de reivindicações da Campanha 2014, que terá como eixos centrais reajuste de 12,5%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.

Participaram da Conferência, aberta na sexta-feira 25 no hotel Bourbon Atibaia, 697 bancários de todo o país, dos quais 634 delegados eleitos nas conferências regionais e estaduais (entre eles 442 homens e 192 mulheres), além de 63 observadores.

“Foi uma conferência extraordinária que nós fizemos aqui em Atibaia, com a participação de quase 700 bancários de todo o Brasil, mostrando que todos os estados estão participando e querendo mais do que nunca mobilizar os bancários para que a gente possa fazer com que as condições de trabalho nos bancos possam ser melhoradas, principalmente acabar com o assédio moral”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Nós queremos um emprego decente para acabar não só com a rotatividade perversa, que reduz salários, mas acima de tudo queremos garantia de emprego e que todo o trabalhador tenha a tranquilidade de saber que vai continuar empregado pelo bom trabalho que faz dentro dos bancos. Nós saímos daqui fortalecidos”, acrescenta Cordeiro.

Principais reivindicações aprovadas na Conferência

> Reajuste salarial de 12,5%.

> PLR: três salários mais R$ 6.247.

> Piso: R$ 2.979,25 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, fim da rotatividade, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF. Além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas. Veja aqui a Carta de Atibaia, manifesto dos bancários contra a terceirização aprovado pela Conferência.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

> Prevenção contra assaltos e sequestros. Cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências. Fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Agenda política

Os 634 delegados que participaram da 16ª Conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população, como marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações, Conferência Nacional do Sistema Financeiro, Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e defesa da plataforma da classe trabalhadora.

Calendário de luta

O Comando Nacional dos Bancários se reunirá nos próximos dias para definir a data de entrega da pauta de reivindicações à Fenaban e o calendário de negociações, assim como as assembleias para aprovação da minuta e a data das seguintes atividades:

> Dia Nacional de Luta pela Segurança.

> Dia Nacional de Luta contra a Terceirização.

> Dia Nacional de Luta pelo Emprego.

> Paralisação nacional de duas horas contra as metas abusivas.

> Dia Nacional de Luta no Santander.

> Mobilização Nacional pelo Plebiscito da Reforma Política.

> Mobilização Nacional pela Democratização da Mídia.

14 e 15/8 – Participação massiva dos sindicatos no Seminário Nacional sobre “A Terceirização no Brasil: Impactos, resistências e lutas”, em Brasília.

Delegados aprovam apoio à reeleição de Dilma

A 16ª Conferência Nacional também aprovou resolução de apoio à reeleição da presidenta Dilma Roussef, por avaliar que ela representa a melhor opção para os trabalhadores dentre os dois projetos que estarão em disputa na eleição de outubro.

O outro projeto representa o retorno ao governo das forças conservadoras e neoliberais, as mesmas que na década de 1990 privatizaram empresas públicas, retiraram direitos, congelaram salários e fizeram demissões em massa no BB e na Caixa, enfraquecendo seu papel de bancos públicos voltados para o fomento do desenvolvimento econômico e social.

Além de dar o apoio, os bancários vão cobrar da presidenta Dilma Roussef que mude a gestão do Banco do Brasil, hoje mais voltado para o mercado tal qual o Itaú e o Bradesco, distante do seu papel de banco público, e fortaleça o seu papel de banco público. Também vão exigir da presidenta que o BB melhore as condições de trabalho e respeite mais seus trabalhadores.

Conferência Nacional dos Bancários começa nesta sexta-feira com transmissão ao vivo

Evento reunirá cerca de 700 delegados, delegados e observadores

A 16ª Conferência Nacional dos Bancários, que aprovará a estratégia e a pauta de reivindicações da Campanha 2014, começa nesta sexta-feira 25 no Hotel Bourbon Atibaia (Rodovia Fernão Dias, km 37,5), em Atibaia (SP). A Contraf-CUT transmitirá ao vivo aqui no site, por webtv, a abertura e as palestras de especialistas sobre os temas da campanha. Estão inscritos para a Conferência, que termina no domingo 27, cerca de 700 delegados, delegadas e observadores de todo o país.

Haverá painéis sobre conjuntura, sistema financeiro e mundo do trabalho, bem como estarão em debate as propostas aprovadas nas conferências estaduais e interestaduais e encontros preparatórios em todo o país. Também acontecerá a apresentação dos resultados da consulta feita pelos sindicatos aos bancários para ouvir as prioridades de cada colega para a campanha deste ano.

Os quatro grandes eixos temáticos são: emprego (corte/demissões, rotatividade e terceirização); reestruturação produtiva no sistema financeiro (banco de futuro, correspondentes bancários e bancos pelo celular); remuneração (aumento real, piso salarial e PCS); e condições de trabalho (metas e segurança bancária). Os trabalhos em grupos serão também permeados pela discussão da estratégia da campanha.

“Vamos realizar mais uma grande conferência nacional, coroando esse processo democrático e participativo de construção da campanha, que valoriza a opinião de cada bancário e bancária desde o local de trabalho. E com ousadia, unidade e mobilização, vamos enfrentar os desafios da conjuntura atual e buscar novos avanços para a categoria e a classe trabalhadora”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Na plenária final da 16ª Conferência, será aprovada a pauta nacional de reivindicações, que será entregue para a Fenaban, a fim de ser negociada com os bancos para a renovação da convenção coletiva de trabalho dos bancários. “Com os lucros gigantescos acumulados, os bancos não têm motivos para negar o atendimento das demandas da categoria”, ressalta.

PROGRAMAÇÃO

Sexta, 25 de julho

8h30 às 18h – Credenciamento

9h30 às 11h – Painel sobre Emprego e Reestruturação Produtiva (ao vivo)

Palestrantes:
Dr. Grijalbo Fernandes Coutinho, juiz do Trabalho.

Ana Tércia Sanches, diretora do Seeb São Paulo, pesquisadora do Centro de Pesquisas 28 de Agosto, especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pela Unicamp e doutoranda em Sociologia pela USP.

Vivian Machado Bárbara Vasquez, técnicas do Dieese/Subseção Contraf-CUT.

11h às 12h30 – Painel sobre Condições de Trabalho e Remuneração (ao vivo)

Palestrantes:
Dr. Roberto Heloani, especialista em organização do trabalho da Unicamp e FGV.

Ademar Orsi, doutor em Administração de Empresas pela FEA/USP.

Regina Camargos, coordenadora da Rede Bancários do Dieese.

12h30 às 14h30 – Almoço e check-in hotel

14h30 às 16h – Painel “Em Defesa da Democracia – Ditadura Nunca Mais” (ao vivo)

Palestrantes:
Adriano Diogo, deputado estadual (PT), presidente da Comissão da Verdade Rubens Paiva da Assembleia Legislativa de SP.

Rose Nogueira, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, ex-presa política, companheira de cela de Dilma Roussef. Veja aqui quem é Rose Nogueira em vídeo de dois minutos produzido pela Fundação Perseu Abramo.

16h às 18h - Painel do Plebiscito sobre Constituinte do Sistema Político (ao vivo)

Palestrante:
Vagner Freitas, presidente da CUT.

19h – Abertura solene da 16ª Conferência Nacional dos Bancários (ao vivo)

Sábado, 26 de julho

8h30 às 13h – Credenciamento

9h às 9h30 – Votação de Regimento Interno

9h30 às 10h – Apresentação dos resultados da consulta aos bancários

10h00 às 12h30 – Análise de conjuntura

12h30 às 14h – Almoço

Após o almoço, o Sindicato de Guarulhos promoverá a apresentação da peça teatral “Tito – É melhor morrer do que perder a vida”, sobre a vida de Frei Tito, preso e torturado pela ditadura militar e depois exilado na França, onde se suicidou.

14h às 18h – Trabalho em grupos

Grupo 1 – Emprego (Corte de postos de trabalho/Rotatividade/Terceirização)

Grupo 2 – Reestruturação Produtiva no Sistema Financeiro (Banco do Futuro/Correspondentes Bancários/Bancos pelo celular)

Grupo 3 – Remuneração (Aumento real/ PCS /Piso salarial/PLR)

Grupo 4 – Saúde e Condições de Trabalho (Metas/Assédio moral/Segurança Bancária)

Todos os quatro grupos discutirão Estratégia de Campanha.

19h – Jantar e confraternização.

Domingo, dia 27

9h30 às 9h45 – Apresentação da campanha de mídia

9h45 às 13h – Plenária geral

Fonte: Contraf-CUT

Bancária receberá R$ 160 mil por perseguições após licença para tratar câncer

Uma bancária que sofreu sucessivas transferências e foi rebaixada de função ao retornar ao trabalho após nove meses de licença para tratar câncer de mama receberá R$ 160 mil por dano moral. O Itaú Unibanco S/A tentou trazer ao TST sua pretensão de reduzir o valor da condenação, mas a Quinta Turma rejeitou seu agravo de instrumento, por concluir que o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) decidiu com base nas provas e, ao fixar o valor da indenização, considerou a extensão do dano, a condição econômica das partes e o grau de culpa do banco.

O Itaú foi condenado pelo juízo da Vara do Trabalho de Almenara (MG) a indenizar em R$ 50 mil a bancária por dano moral, por considerar que houve abuso no poder diretivo do banco, que “atuou de forma discriminatória e sem qualquer comprometimento social para com aqueles trabalhadores que tiram licença por motivo de saúde”.

Perseguição

Admitida em 1979 como escriturária, a trabalhadora foi caixa e depois gerente operacional, até ser demitida em 2011. Nos últimos quatro anos de contrato, disse ter sofrido perseguições da chefia. A licença para tratamento do câncer ocorreu em 2006, e, em fevereiro 2007, quando retornou, ainda abalada e com quadro depressivo pela retirada da mama e pelos tratamentos, foi transferida para Governador Valadares.

Na reclamação trabalhista, ela afirma que “implorou à chefia” para não ir, devido à necessidade de estar próxima da família, mas não foi atendida. A partir daí, segundo ela, as perseguições aumentaram: foi rebaixada de função e deslocada para várias cidades da região, cobrindo férias de funcionários de agências pequenas, sempre como caixa. De 2008 a 2011, foram 18 transferências.

Tendo como parâmetro depoimentos de testemunhas, o juízo concluiu que havia discriminação por parte do banco em relação aos empregados afastados por longo período, que eram deslocados para atividades menores, transferidos de agência e submetidos a extrema pressão psicológica.

Contra a sentença as partes recorreram ao TRT-MG – a bancária para aumentar o valor da indenização, e o Itaú para ser absolvido. O Regional constatou que houve “verdadeiro abuso do poder diretivo” por parte do banco, e elevou para R$ 160 mil o valor da indenização.

O agravo de instrumento pelo qual o Itaú pretendia destrancar seu recurso de revista e levar o caso à análise pelo TST foi desprovido pela Quinta Turma. O ministro Emmanoel Pereira, relator do agravo, reiterou ser incabível recurso de revista ou embargos para reexaminar fatos e provas, conforme estabelecido na Súmula 126 do TST.

A decisão foi unânime. O Itaú opôs embargos de declaração, ainda não examinados pela Turma.

(Lourdes Côrtes/CF)

Processo: AIRR-1140.05.2012.5.03.0046

Banco do Brasil sofre condenação milionária por assédio moral coletivo

O Banco do Brasil foi condenado pela Justiça do Trabalho no Piauí a pagar indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 5 milhões por assédio moral. Além da multa, o banco terá de contratar, em 30 dias, profissionais especializados em saúde mental no trabalho para elaboração de diagnóstico sobre condições organizacionais, não poderá efetuar cobranças recorrentes das metas por envio de mensagens ameaçadoras e irônicas aos trabalhadores, dentre outras obrigações.

A investigação foi iniciada em janeiro de 2013 pela procuradora do Trabalho, Maria Elena Rego, que recebeu denúncia do Sindicato dos Bancários do Piauí, alegando que funcionários do banco estavam adoecendo por causa de pressões sofridas no ambiente de trabalho. Pelo menos quatro foram afastados do trabalho com diagnóstico de “Síndrome de Burnout”, uma espécie de exaustão emocional ou estresse, que pode levar à incapacidade temporária ou até definitiva para a prestação de serviços.

“Os gerentes eram submetidos a pressões psicológicas muito além do limite do suportável. O banco adotou um sistema baseado no medo e no terror, que os levou a adquirir doenças físicas e psíquicas”, argumentou Maria Elena Rego. Ela entendeu que o problema era de assédio moral organizacional, que estava prejudicando vários empregados do Banco do Brasil.

“A prova nos autos é robusta, restando provado inequivocamente o assédio moral organizacional. Os relatos orais e o procedimento de investigação me convenceram da verossimilhança das alegações”, afirmou o juiz Adriano Craveiro Neves na sentença. A decisão cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho.

“Essa é uma realidade vivida pelos  trabalhadores do Banco do Brasil: com adoecimento causado por ameaças, pressão pelo cumprimento de metas abusivas e descomissionamentos, baseados no medo e no terror”
José Eduardo Marinho, diretor do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Comando Nacional dos Bancários faz reunião para organizar Campanha Salarial 2014

No próximo dia 17 de julho, às 10h, em São Paulo (SP), o Comando Nacional dos Bancários se reúne para concluir os preparativos à 16ª Conferência Nacional dos Bancários, evento que reunirá no Hotel Bourbon Atibaia (Rodovia Fernão Dias – Km 37,5) 695 representantes dos trabalhadores do sistema financeiro de todo o País, entre os dias 25 e 27 de julho, em Atibaia (SP). Essa conferência discutirá os principais problemas da categoria e definirá a pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano.

Para construir a unidade nacional da categoria bancária, de modo a enfrentar os banqueiros com mobilização e luta, todos os sindicatos e federações de bancários vinculados à Contraf/CUT estão convocados para a reunião do Comando. O desafio, nesse caso, é realizar uma nova campanha salarial vitoriosa.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Sindicato dos Bancários do Ceará promove curso de CPA-10; pré-inscrições abertas

Com o objetivo de atender uma demanda permanente da categoria bancária e contribuir para a qualificação profissional e ascensão no mercado de trabalho, o Sindicato dos Bancários do Ceará, em parceria com o professor João Henrique Lemos, promoverá Curso Preparatório para o EXAME CPA10 (ANBIMA). O curso será ministrado na sede do Sindicato, no período de 22 a 31/7, com duração de 24 horas/aulas, no horário das 19 às 22 horas. Serão disponibilizadas 50 vagas somente para bancários sindicalizados. O investimento será de R$ 220,00.

Os bancários sindicalizados interessados em participar do curso devem fazer sua pré-inscrição na Secretaria de Formação do SEEB/CE, através do telefone (85) 3252 4266, no período de 14 a 18/7, no horário de 10 às 16 horas.

No conteúdo programático estão inclusos Sistema Financeiro Nacional; ética; regulamentação e análise do perfil do investidor; noções de economia e finanças; princípios de investimento: conceitos; fundos de investimento e demais produtos de investimentos; além da resolução de simulados diversos.

O curso de CPA-10 destina-se a certificar profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto ao público investidor em agências bancárias. Esta iniciativa, amparada na Resolução 3.158 do Conselho Monetário Nacional, instituiu um processo de aferição do conhecimento dos principais aspectos relacionados à distribuição desses produtos de investimento.

“Essa é uma iniciativa do Coletivo de Formação, que através de sua secretaria, tenta realizar atividades voltadas para o desenvolvimento e o aprimoramento da categoria bancária, não somente no âmbito profissional, mas também nos valores políticos, humanitários e culturais”, afirma a secretária de Formação do Sindicato, Iêda Marques.

(SEEB-CE)

Sindicato dos Bancários do Ceará promove inscrições para curso CPA-10

 

Com o objetivo de atender uma demanda permanente da categoria bancária e contribuir para a qualificação profissional e ascensão no mercado de trabalho, o Sindicato dos Bancários do Ceará, em parceria com o professor João Henrique Lemos, promoverá Curso Preparatório para o EXAME CPA10 (ANBIMA). O curso será ministrado na sede do Sindicato, no período de 22 a 31/7, com duração de 24 horas/aulas, no horário das 19 às 22 horas. Serão disponibilizadas 50 vagas somente para bancários sindicalizados. O investimento será de R$ 220,00.

Os bancários sindicalizados interessados em participar do curso devem fazer sua pré-inscrição na Secretaria de Formação do SEEB/CE, através do telefone (85) 3252 4266, no período de 14 a 18/7, no horário de 10 às 16 horas.

No conteúdo programático estão inclusos Sistema Financeiro Nacional; ética; regulamentação e análise do perfil do investidor; noções de economia e finanças; princípios de investimento: conceitos; fundos de investimento e demais produtos de investimentos; além da resolução de simulados diversos.

O curso de CPA-10 destina-se a certificar profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto ao público investidor em agências bancárias. Esta iniciativa, amparada na Resolução 3.158 do Conselho Monetário Nacional, instituiu um processo de aferição do conhecimento dos principais aspectos relacionados à distribuição desses produtos de investimento.

“Essa é uma iniciativa do Coletivo de Formação, que através de sua secretaria, tenta realizar atividades voltadas para o desenvolvimento e o aprimoramento da categoria bancária, não somente no âmbito profissional, mas também nos valores políticos, humanitários e culturais”, afirma a secretária de Formação do Sindicato, Iêda Marques.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Mauro Filho X Tasso Jereissati: Disputa por vaga no Senado será acirrada no Ceará

O deputado estadual Mauro Filho (Pros) e o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) serão os principais candidatos na disputa pela única vaga ao Senado em 2014. Ambas as candidaturas foram definidas no final da tarde desta segunda-feira, 30, no último dia do prazo eleitoral para definições partidárias. 

Mauro era um dos cinco pré-candidatos do Pros ao Governo do Estado. Após a escolha do petista Camilo Santana para disputar o Executivo, Mauro passou a ser cogitado para disputar o Senado. O Pros ainda não definiu o candidato a vice-governador e as suplências na chapa. 

A chapa oposicionista formada por PMDB, PSDB e PR também só foi oficializada hoje. Eunício Oliveira (PMDB) disputará o Governo com Roberto Pessoa (PR) como vice-governador e Tasso Jereissati disputando o Senado. A primeira e a segunda suplência do Senado foram definidas com Chiquinho Feitosa (DEM) e Fernando Façanha (PSDB).

Em seu discurso, Tasso relacionou a campanha de 2014 à disputa política de 1986, quando disputou o Governo do Estado com o discurso ser o homem das mudanças contra os “coronéis da política”.

O Senado será disputado ainda por Geovanna Cartaxo (PSB), em chapa com Eliane Novais para o governo e Nicolle Barbosa para vice. O Psol, primeiro partido a definir chapa, terá o sindicalista Ailton Lopes como candidato a governador em 2014. Como vice-governador, disputará Jean Carlos, do PCB, e para o Senado o sindicalista Valdir Pereira, do PSTU.

Redação O POVO Online

30º Conecef aprova pauta dos empregados para Campanha Nacional 2014

Crédito: Augusto Coelho – Fenae

O 30º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), encerrado no domingo, dia 8/6, no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi, em São Paulo, definiu a pauta de reivindicações específicas a ser negociada com a direção do banco na Campanha Nacional dos Bancários 2014 e na mesa de negociações permanentes. O evento reuniu 360 delegados, dos quais 230 homens e 130 mulheres.

Os delegados do 30º Conecef reafirmaram a estratégia de campanha nacional unificada dos trabalhadores dos bancos públicos e privados, bem como aprovaram o apoio à reeleição de Dilma Rousseff para a Presidência da República, como forma de buscar ampliar as conquistas sociais e impedir a volta do projeto neoliberal.

Foram aprovadas ainda moções de apoio à plataforma de reivindicações dos trabalhadores para os candidatos às eleições deste ano. Entre as principais propostas estão o fim do fator previdenciário, contra a privatização do patrimônio público, mais contratações na Caixa para melhorar as condições de trabalho, o fim da terceirização e dos correspondentes bancários, a defesa da Caixa como banco público, a reforma agrária, o fim das isenções fiscais das grandes empresas e mais verbas para educação, saúde e transporte público.

“O maior fórum dos empregados da Caixa pautou suas especificidades e a defesa de uma campanha unificada dos trabalhadores dos bancos públicos e privados. O Conecef mostrou que os empregados estão mobilizados”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará

Veja as principais reivindicações aprovadas

Intensificar a luta por mais contratações

Uma das principais deliberações diz respeito à intensificação da luta por novas contratações. O propósito é para que a Caixa atinja o mínimo de 130 mil empregados, tendo em vista dois fatores: a substituição dos trabalhadores terceirizados e o aumento das demandas em razão da ampliação dos programas sociais do governo federal. Uma constatação: a política de contratação de pessoal, além de urgente, tem estreita relação com condições dignas de trabalho e reforça ainda o papel da Caixa como agente de políticas públicas, sem negligenciar as funções de banco comercial.

Outra prioridade será a luta pelo f im do trabalho gratuito, com jornada de 6h para todas as funções sem redução salarial e com extinção do registro de horas negativas no Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon). Os delegados do 30º Conecef aprovaram o pagamento das horas extras integralmente, a todos os empregados, e não mais a compensação.

A questão da carreira esteve em debate. Nesse particular, uma das reivindicações é a criação de um comitê de acompanhamento dos Processos Seletivos Internos (PSIs) e do Bancop, com a participação dos empregados. Também será reivindicada a concessão de um delta a cada dois anos pelo período em que não houve promoção por mérito nos Planos de Cargos e Salários (PCSs) de 1989 e 1998.

Isonomia de direitos

Na Campanha 2014, um dos pontos centrais da mobilização será a isonomia entre empregados novos e antigos, com a extensão da licença-prêmio e do anuênio para todos os trabalhadores. Foi aprovada, para isso, a realização de um encontro nacional da isonomia, cabendo à Contraf-CUT e CEE/Caixa organizá-lo. A data indicativa é 30 de agosto de 2014.

A proposta prevê ainda que as federações de bancários realizem encontros estaduais ou regionais de isonomia para a eleição de delegados ao evento nacional, na mesma proporção do Conecef. Um dos objetivos é deliberar e organizar uma agenda nacional de mobilização.

Fim do assédio moral e melhorias no Saúde Caixa
O 30º Conecef aprovou também o fortalecimento da luta pelo respeito à jornada de trabalho. Nos debates em grupos, os delegados do evento reafirmaram que a extrapolação do horário de trabalho, o assédio moral, as metas abusivas e a pressão por produtividade são elementos que mais impactam negativamente na saúde do trabalhador da Caixa e precisam ser combatidos para melhorar as condições de trabalho e trazer qualidade de vida aos empregados.

Foram aprovadas ainda a necessidade de ampliação dos serviços do Saúde Caixa e o melhoramento da sua rede credenciada, assim como a criação de um programa de fornecimento de medicamentos com preços diferenciados, além da otimização da gestão do plano. A proposta é de que sejam criadas estruturas específicas do Saúde Caixa e Saúde do Trabalhador, tendo no mínimo uma por estado e com representação nas Superintendências Regionais (SRs).

Foi referendada a importância da destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias na cobertura de atendimento e na rede credenciada do plano. Quanto à eleição de representantes dos empregados no Conselho de Usuários do Saúde Caixa, a deliberação é para que seja estabelecido quórum mínimo de 50% mais um em turno único.

Mais democracia na gestão da Funcef

A exigência de mais democracia na gestão da Funcef, sobretudo no que diz respeito ao fim do voto de Minerva nas instâncias de decisão (conselhos e diretoria), também esteve presente nos debates do 30º Conecef. Será dada ênfase para a luta contra o uso desse instrumento antidemocrático, como também por mudança na legislação, de modo a promover a completa extinção do voto de Minerva. Outra luta é pelo fim do fator previdenciário.

O plenário do 30º Conecef aprovou ainda dois outros itens: a necessidade de estudar e analisar o aperfeiçoamento do processo das eleições na Funcef, para que seja apreciada no Conecef do próximo ano. O objetivo, nesse caso, é constituir um GT com o compromisso de elaborar uma proposta de melhoria do regimento eleitoral da Fundação. Também foi aprovada a convocação de representantes de entidades e de tendências políticas que atuam no movimento, para que seja feita uma imersão na Funcef, a quem caberá abrir os arquivos sobre investimentos e outras questões consideradas pertinentes.

Outras importantes deliberações foram a conclusão do processo de incorporação do REB pelo Novo Plano, o fim das discriminações aos participantes do REG/Replan não-saldado, a justiça às mulheres pré-79 e a composição dos órgãos de gestão da Funcef apenas por empregados da Caixa participantes da Fundação, dentre outras.

Foi aprovada a luta pelo reconhecimento por parte da Caixa do Complemento Temporário Variável de Ajustes de Mercados (CTVA) como verba salarial para fins de aporte à Funcef. Ainda foi aprovada a intensificação da campanha entre os empregados para que aumente o número de participantes da Funcef.
Mais seguranças nas agências e postos

O congresso aprovou diversas reivindicações relativas à segurança bancária, com destaque para a retomada do modelo de agência segura pela Caixa, instalação de portas giratórias com detector de metais em todos os estabelecimentos, colocação de divisórias entre os caixas, proibição de transporte de valores por bancários e fim do atendimento de empregados no espaço dos caixas eletrônicos das agências. Será reivindicado à Caixa o cumprimento do plano de segurança aprovado pela Polícia Federal. Nesse caso, as agências não devem ser abertas caso o plano não seja cumprido em todos os seus pontos.

Organização do movimento

No debate referente à organização do movimento, um dos principais destaques é a manutenção do atual modelo de realização do Conecef: os delegados são eleitos em fóruns preparatórios de caráter regional ou estadual, na proporção de 1 para 300 empregados por estado. Foi aprovada a meta de 50% de participação das mulheres no próximo congresso. As entidades sindicais devem levar no mínimo 40% de gênero para o evento. O aumento da participação das mulheres nos eventos que representam a categoria vem sendo construído gradativamente.

Ficou mantido o formato atual da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), ficando assim a composição dessa instância: um representante da Contraf-CUT, um representante de cada federação e um representante dos aposentados indicado pela Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa (Fenacef). A coordenação ficará a cargo de Fabiana Matheus.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

25º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil aprova pauta de demandas específicas

O 25º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil aprovou no último domingo, dia 8/6, em São Paulo, ao final de três dias de discussões, a pauta de reivindicações específicas da Campanha Nacional dos Bancários de 2014. Participaram do encontro, realizado no Hotel Holiday Inn, 306 delegados de todo o País, dos quais 216 homens e 90 mulheres.

“O Congresso foi muito produtivo nos debates e conseguiu construir o maior número de propostas por consenso dos últimos anos em torno dos quatro eixos debatidos, que são remuneração e condições de trabalho, saúde e previdência, organização do movimento e Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional”, avalia Wagner Nascimento, novo coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Wagner assumiu a coordenação da Comissão de Empresa na abertura da plenária final do 25º Congresso.

“Essa unidade ajuda a criar boas condições para a negociação com o banco. Em propostas divergentes e polêmicas, conseguimos avaliar e votar e ao final do processo aprovar uma pauta de reivindicações rica para a campanha nacional. Além disso, aprovamos pautas e resoluções de cunho político e social, e com isso ampliando a participação dos funcionários do BB nas discussões da sociedade”, acrescenta.

“Neste Congresso, os companheiros e as companheiras do BB deram demonstração de unidade e força, sinalizando que nesta Campanha Nacional que se inicia, a categoria está preparada para uma forte mobilização’
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

Veja as principais reivindicações aprovadas:

Remuneração e condições de trabalho
Os delegados aprovaram a intensificação da luta pelo PCR, por mais contratações e por melhores condições de trabalho, sem assédio moral. O PCR deve valorizar o funcionalismo, estipulando como piso o salário mínimo do Dieese e o interstício na tabela de antiguidade de 6%, um valor maior das letras de mérito e com um tempo menor para adquirir os méritos (um ano e meio por letra). Fortalecer a luta pela instituição de processos de seleção interna e o fim dos descomissionamentos, bem como pelo aumento do número de funcionários, tanto na rede como na área-meio.

 

Saúde e previdênciaEsses dois temas trouxeram muito consenso entre as diversas forças do movimento, quase não havendo divergências quanto à prevenção e preservação da saúde dos trabalhadores. Em relação à Cassi, os delegados aprovaram a defesa do princípio da solidariedade e da prioridade na prevenção e na qualidade de vida, em vez do modelo curativo.
Também aprovaram o fortalecimento do programa Estratégia de Saúde da Família e a Cassi para todos os funcionários, sem discriminação dos bancários oriundos dos bancos incorporados.
Sobre a Previ, o 25º Congresso reiterou a campanha pelo fim do voto de minerva no Conselho Deliberativo, pela volta da consulta ao corpo social, pela eleição do diretor de Participações e pela redução da Parcela Previ, além de exigir que o banco acate a adesão dos funcionários oriundos dos bancos incorporados.

Organização do movimento
Os delegados presentes ao 25º Congresso reafirmaram a estratégia de campanha nacional unificada, com negociação de mesa única na Fenaban e mesas concomitantes para discutir as questões específicas do BB, além do modelo construído pela categoria de comissões de empregados que assessoram a Contraf-CUT nas negociações específicas com os bancos. Também apoiaram o fortalecimento dos fóruns da categoria (sindicatos, federações, Contraf-CUT, Comissão de Empresa e Comando Nacional dos Bancários), a mobilização e a unidade nacional da categoria.

BB e sistema financeiro nacional
Com dados trazidos pelo Dieese e pelo Caref Rafael Matos, os delegados fizeram um amplo debate sobre a importância do fortalecimento do BB como banco público voltado para o financiamento da produção e do desenvolvimento econômico e social do País. Defenderam ainda a internacionalização do BB e a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, que trata do Sistema Financeiro Nacional.

Apoio à reeleição de Dilma
O 25º Congresso também aprovou resolução de apoio à reeleição da presidenta Dilma Roussef, por avaliar que ela representa a melhor opção para os trabalhadores dentre os dois projetos que estarão em disputa na eleição de outubro. O outro projeto representa o retorno ao governo das forças conservadoras e neoliberais, as mesmas que na década de 1990 privatizaram empresas públicas, retiraram direitos, congelaram salários e fizeram demissões em massa no BB e na Caixa, enfraquecendo seu papel de bancos públicos voltados para o fomento do desenvolvimento econômico e social.
Além de dar o apoio, os bancários vão cobrar da presidenta Dilma Roussef que mude a gestão do Banco do Brasil, hoje mais voltado para o mercado tal qual o Itaú e o Bradesco, distante do seu papel de banco público, e fortaleça o seu papel de banco público. Também vão exigir da presidenta que o BB melhore as condições de trabalho e respeite mais seus trabalhadores.

Liberdade sindical aos bancários nos EUA
O 25º Congresso aprovou ainda uma moção para que o BB assine acordo de neutralidade que permita a seus funcionários nos Estados Unidos o início de processo de organização sindical e de sindicalização. Os bancários norte-americanos não possuem sindicato e a Contraf-CUT está trabalhando em parceria com a central sindical CWA, do setor de serviços e telecomunicações, para que os funcionários do BB criem a sua entidade sindical naquele país.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Congresso dos Funcionários do BNB aprova pauta com 57 reivindicações específicas

Crédito: Seeb Ceará

Cento e onze delegados inscritos no XX Congresso Nacional dos Funcionários do BNB aprovaram por maioria de votos pauta de reivindicações específicas a ser entregue à direção do Banco de acordo com agenda da campanha nacional dos bancários deste ano, a ser definida pela Contraf-CUT e Comando Nacional da categoria. O evento aconteceu nos dias 30 e 31/5, em João Pessoa (PB).

Da pauta constam 57 cláusulas abrangendo os temas Emprego e Remuneração; Banco Público; Saúde e Previdência e Organização e Mobilização. A democratização da gestão do BNB e da Camed e Capef e a prevalência da meritocracia no processo de concorrência para funções em comissão foram destacadas como importantes reivindicações a serem alcançadas.

Outros assuntos aprovados considerados prioritários foram a implantação do novo Plano de Cargos e Remuneração, a valorização do salário de ingresso do PCR com desdobramento em toda a curva salarial e o combate à terceirização e à extrapolação da jornada de trabalho. Isonomia entre novos e antigos funcionários e a reintegração de demitidos na gestão Byron Queiroz também foram confirmados na pauta específica de reivindicações.

Debate – Na abertura do evento foi realizado debate sobre conjuntura nacional e o papel do BNB. Pela primeira vez na história dos congressos de funcionários, o presidente do BNB esteve presente ouvindo reivindicações diretamente dos funcionários oriundos de bases sindicais onde o BNB atua.

Nelson Antônio de Souza teve a sua coragem e compromisso reconhecidos pela maioria dos delegados participantes que declararam enxergar no atual presidente do Banco um executivo com perfil técnico e visão política, capaz de dialogar com sinceridade e honestidade sobre os problemas enfrentados pela Instituição e seu corpo funcional.

Momento emocionante no Congresso foi a exibição de vídeo mostrando a resistência de um dos líderes do movimento contra a ditadura militar no Brasil.

O filme Jayme Miranda – Memórias de Sangue (o título da obra se refere ao avô do colega Thiago Miranda – diretor do Sindicato dos Bancários de Alagoas) foi exibido para mostrar às novas gerações o que foi o período de terror instalado há 50 anos pelos militares, através de um golpe, que perdurou até 1985, quando um civil voltou a ocupar a Presidência da República, iniciando o processo de redemocratização no País.

Confira as principais deliberações do Congresso dos Funcionários do BNB

• Democratização da gestão do BNB;

• Democratização das gestões de Camed e Capef;

• Prevalência da meritocracia nos processos de concorrência para funções em comissão;

• Implantação do novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR);

• Valorização do salário de ingresso com desdobramento em toda a curva;

• Combate à terceirização;

• Combate à extrapolação da jornada de trabalho;

• Isonomia;

• Reintegração de demitidos irregularmente na gestão Byron

“Foi um encontro muito positivo em que debatemos temas importantes para o funcionalismo do BNB. Desses debates, construiremos a pauta de reivindicações específicas que será entregue à direção do Banco e, com a mobilização de todos, esperamos construir uma campanha nacional vitoriosa em 2014”
Tomaz de Aquino, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

SEEB/CE constata condições precárias em agências do Ceará

foto meramente ilustrativa

Em visitas às unidades do Interior do Estado, o Sindicato dos Bancários do Ceará vem constatando condições de trabalho precárias em várias unidades de agências do Banco do Brasil. Dois exemplos são as agências dos municípios de Campos Sales e Santana do Acaraú.

Em Campos Sales, um dos três guichês de atendimento à população está em local impróprio. O gerente da unidade já solicitou várias vezes ao Genop (Gerência Regional de Apoio aos Negócios e Operações) a reforma do lay-out para oportunizar um melhor atendimento, mas ainda não obteve nenhuma resposta.

Outro exemplo do descaso foi encontrado na agência de Santana do Acaraú, onde a bateria de caixa funciona sem qualquer condição de atendimento. Lá, o gestor da unidade também acionou o Genop, também sem nenhum retorno.

“As condições de trabalho nas agências do Banco do Brasil, principalmente no Interior, são muito abaixo das necessidades dos funcionários e do mínimo para se prestar um atendimento decente à população. Além disso, o lay-out antigo das agências pode até a vir prejudicar o bancário que pode até mesmo perder dinheiro por conta das precárias condições. É preciso corrigir urgentemente”

Bosco Mota, diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do BB

(SEEB/CE)

XX Congresso Nacional dos Funcionários do BNB acontece em João Pessoa (PB)

Nos próximos dias 30 e 31 de maio, em João Pessoa (PB), acontece o XX Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Na ocasião será definida a pauta específica do funcionalismo do Banco que deve ser negociada durante a campanha nacional dos bancários em 2014. O evento acontece no Hotel Best Western Caiçara e a delegação cearense é composta de 40 delegados da ativa e mais delegação de 20 aposentados.

Na sexta-feira, dia 30/5, os congressistas participam de debates sobre conjuntura com a participação de representantes da Contraf-CUT e da CTB. O presidente do BNB, Nelson Antônio de Souza, confirmou presença na abertura do evento. À tarde serão realizados os painéis sobre remuneração, emprego, condições de trabalho, saúde e previdência. Após os painéis, os delegados serão divididos em quatro grupos, quando serão debatidos temas como Remuneração e Jornada (Revisão do PCR/PFC, ponto eletrônico, passivos trabalhistas e isonomia); Saúde e Previdência (Custeio Camed, assédio moral, aposentados pelo INSS/Capef e Revisão e atualização do Plano BD Capef); Banco Público (Terceirização e Credi/Agro Amigo, PLR Social, Papel do BNB enquanto Banco Público e Regulamentação do Sistema Financeiro); e Organização e Mobilização (campanha salarial, organização de base, fortalecimento dos sindicatos e direito de greve).

No sábado, 31/5, serão apresentados os relatórios dos trabalhos em grupo e, após, será aprovado o relatório final do Congresso que comporá a pauta específica de reivindicações.

“O Congresso do BNB possui uma tarefa estratégica de organizar os trabalhadores em defesa do papel público do Banco, objetivando o desenvolvimento e o crescimento do Nordeste, como banco de fomento que é. Para isso, temos que partir em defesa do Banco e garantir que os funcionários, maior patrimônio desta Instituição, tenham seus direitos respeitados e avancem nas suas conquistas. Esse é um momento muito importante para que possamos definir nossas prioridades para 2014”
Tomaz de Aquino, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB

(SEEB/CE)

Fila de até 1h23 faz Procon-SP autuar 4 bancos; multa pode ser de R$ 7,4 mi

Filas de até 1h23 no atendimento aos clientes fizeram o Procon-SP autuar quatro bancos na cidade de São Paulo: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander.

Será aberto processo administrativo. Se forem considerados culpados, a multa vai de R$ 494 a R$ 7,4 milhões.

O Banco do Brasil informou, por meio de sua assessoria, que não foi notificado sobre as autuações citadas. E disse que “tão logo seja encaminhado o auto de notificação das irregularidades verificadas, serão tomadas as providências necessárias”.

O Santander também disse não ter sido notificado sobre a autuação.

“O Banco ressalta que busca constantemente aprimorar seus serviços para melhor atender os clientes”, disse por meio de sua assessoria de imprensa.

O Bradesco disse, em nota, que “desenvolve um programa intensivo de revisão de processos e sistemas, aliado ao desenvolvimento de programas de formação e aperfeiçoamento do quadro de funcionários da sua extensa rede de agências, sempre procurando aumentar o nível de satisfação de seus clientes.”

A Caixa Econômica Federal não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

No total, 29 agências dos quatro bancos foram autuadas por “má prestação do serviço relacionada à demora do atendimento aos consumidores”, segundo o Procon.

O Bradesco teve o maior número de agências autuadas (19), seguido de Santander (5), BB (3) e Caixa (2).

Durante a fiscalização, o Procon-SP considerou diversos itens: quantidade de guichês disponíveis, caixas em funcionamento, quantidade de consumidores na fila, quantidade de terminais existentes no autoatendimento e presença de orientadores.

Para as autuações o Procon-SP se baseia em compromisso firmado entre as instituições financeiras e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que indica o tempo máximo de espera –período compreendido entre a entrada do consumidor na fila e o início do seu atendimento.

Esse período é de de 20 minutos para dias normais e de 30 minutos para dias de pico. O monitoramento aconteceu tanto em dias de pagamento como nos outros dias normais.

Segundo o Procon, a maior espera registrada foi de 1h23 no atendimento preferencial, em dia de pico, na agência do Bradesco na Estrada do Campo Limpo. Essa agência também teve a maior espera registrada pela fiscalização no atendimento comum: 1h09.

A equipe de fiscalização monitorou um total de 83 agências bancárias , as quais tinham reclamação registrada por consumidores no atendimento do Procon-SP. A operação, feita em diversas regiões da Capital, foi realizada neste mês.

(Uol Economia)

Bancários do Nordeste definem prioridades para a Campanha Nacional 2014

Foto: SEEB/PB

Cerca de 200 bancários se reuniram neste final de semana para a Conferência Regional do Nordeste, realizada em João Pessoa. O evento é uma das etapas preparatórias da Campanha Nacional 2014.

Em cada etapa regional, são definidas as reivindicações e estratégias que serão levadas à Conferência Nacional, que acontece no final de julho, em São Paulo, quando será fechada a pauta e a estratégia de mobilização.

A mesa de debates, composta por representantes de sindicatos, da Contraf-CUT, CUT e CTB, foi aberta pelo presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques. Ele destacou a importância do dirigente sindical como um agente transformador que não deve demonstrar medo ao expor o que acha. “A categoria bancária precisa se afirmar. A campanha salarial deste ano está quase aí e nossa resposta deve ser como muita luta e mobilização”, disse.

O presidente da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo, ressaltou a necessidade da unidade dos bancários e reforçou a urgência de uma pauta ousada para uma campanha salarial vitoriosa. “O momento de greve é um momento de luta. Bancário tem que estar nas ruas e não apenas a agência fechada”, pontuou.

Depois de dois dias de palestras e debates, os participantes saíram do encontro com a certeza de que é preciso extrapolar a discussão corporativa. “É preciso que a gente se veja, não apenas como bancário, mas como trabalhador. E reflita sobre que projeto político a gente quer. Para isso a gente precisa ter uma visão do todo, até para perceber que cada um dos problemas que hoje afetam a categoria integra uma forma de organização do trabalho que não é específica dos bancos”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Jaqueline Mello.

7,5% de aumento real

Na discussão sobre remuneração, por exemplo, insere-se o debate sobre redistribuição da renda do grupo econômico que mais lucra no país: os banqueiros. Os bancários nordestinos levam para a Conferência Nacional a reivindicação de um índice de 7,5% de aumento real.

“Até porque um dos eixos das discussões sobre remuneração é a valorização do salário, muito mais do que as várias formas de remuneração variável”, completa Jaqueline. Segundo ela, a implantação de Planos de Cargos e Salários em todos os bancos é outra demanda importante no que se refere à remuneração.

Mais que salário

A discussão sobre remuneração é, no entanto, apenas uma das pontas que se revelam da organização do trabalho. As reestruturações e mudanças que afetam a categoria (com introdução de tecnologias e segmentação de agências); a discussão sobre emprego (terceirização, rotatividade, correspondentes bancários); o debate sobre condições de trabalho (metas abusivas, assédio moral, adoecimento)… todos estes pontos foram analisados como partes de um mesmo sistema.

Para os participantes, ficou a certeza de que a regulamentação do sistema financeiro e a redefinição dos papéis dos bancos públicos são essenciais para que se mude a forma de organização do trabalho nos bancos. Ao mesmo tempo, para que se garanta avanços nestes pontos, é preciso haver, entre outras coisas, reforma política e democratização dos meios de comunicação.

Além do umbigo

Esta importância de se pensar as questões de forma integrada perpassou os vários debates da Conferência. Foi o caso da palestra sobre paridade de Wilma Martins, vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos da UFPB. Mais do que falar sobre a discussão de gênero no movimento sindical, a pesquisadora tratou da paridade como democratização das relações humanas, inserida em uma discussão de classe e de projeto político.

Um momento emocionante foi vivido pelos participantes na abertura do evento, sexta-feira, dia 16, quando se lembrou os 50 anos do golpe militar. O ex-bancário Derly Pereira e José Calistrato, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) falaram sobre a experiência de terem sido presos políticos e torturados durante o regime totalitário, instaurado em 1 de abril de 1964 até 15 de março de 1985.

Derly, preso em duas ocasiões, chegou a ser considerado como um ‘morto-vivo’ e perdeu, inclusive, todos os direitos como cidadão. Mas o depoimento mais emocionante foi o de José Calistrato. Membro da ALN, ele sofreu diversas tentativas de assassinato e foi barbaramente torturado. Mas afirmou: “não deixo nunca de lutar”.

Fonte: Contraf-CUT com informações dos sindicatos da Paraíba e Pernambuco

Fifa reprova locais para entrevistas coletivas de jogadores no Ceará

A Fifa anunciou que Fortaleza não terá entrevista coletiva em seus três CTs da Copa do Mundo de 2014. A entidade reprovou as estruturas destinadas aos jornalistas do estádio Presidente Vargas e nos campos da Universidade de Fortaleza (Unifor) e do Centro de Treinamento do Nordeste (Ceten), em Itaitinga.

Com essa decisão, as entrevistas coletivas serão realizadas nos hotéis em que as seleções estiverem concentradas. Segundo o secretário de esporte de Fortaleza, apenas o Castelão tem uma sala adequada para receber a imprensa após os treinamentos.

“A Fifa já definiu que as entrevistas pós-treino em Fortaleza serão realizadas nos hotéis e no Castelão”, destacou o secretário.

A estreia do Castelão na Copa do Mundo será em 14 de junho, na partida entre Uruguai e Costa Rica. Depois terá Brasil e México, no dia 17, e mais dois jogos na primeira fase: Alemanha e Gana, no dia 21, e Grécia e Costa do Marfim, em 24 de junho.

Na segunda-fase, a cidade terá mais dois jogos do torneio.

(Tribuna da Bahia)

Banco do Brasil suspende serviços em três cidades do Interior do Ceará durante fim de semana

Por medida de segurança, nova agência do Banco do Brasil de Banabuiú está fechando aos finais de semana e o uso dos caixas eletrônicos está sendo interrompido. FOTO: AGÊNCIA REVISTA CENTRAL

Como forma de evitar danos e combater futuros assaltos, as agências do Bando do Brasil de dois municípios do Interior do Estado estão fechando aos fins de semana e impedindo que a população possa realizar serviços básicos como consultar extrato e saldo. A decisão engloba as cidades de Banabuiú, Coreaú e Pedra Branca e tem dividido opiniões.

No Banco do Brasil de Banabuiú, município a 220 km da capital, o uso dos caixas eletrônicos são interrompidos na sexta-feira e só podem ser utilizado novamente na segunda, quando o banco reabre. A decisão ocorre há mais de um mês, depois que uma nova agência foi inaugurada na Rua Demócrito Pinto. A antiga sede do banco foi extinta após ser assaltada em março de 2012

A situação piora na primeira semana de cada mês, quando a Prefeitura da cidade realiza o pagamento dos funcionários. Sem ter como sacar o dinheiro durante o fim de semana, o banco fica completamente lotado na segunda, provocando filas e contratempos.

Alguns comerciantes acham que a medida pode atrapalhar os lucros. Outros, entretanto, entendem a situação, como é o caso da empresária Zumira Nobre Rabelo, uma das mais antigas comerciantes da cidade. “Não é muito bom porque no domingo, o povo quer gastar e não tem onde tirar o dinheiro. Mas se for para alguma questão de segurança, eu concordo”, afirmou.

A situação se repete no município de Coreaú, distante 374km de Fortaleza. Nos sábados e domingos, o terminal de autoatendimento da única agência da cidade também não pode ser utilizado, já que o prédio vai permanecer fechado.

Medida é em virtude da segurança

Segundo a Superintendência do Banco do Brasil, a decisão visa garantir a segurança das agências e prevenir futuros assaltos. Segundo a assessoria de imprensa, um levantamento comprovou que apenas 2% das operações de saques e depósitos são realizadas fora do horário de expediente, podendo assim serem fechadas.

O gerente da agência de Banabuiú, Luiz Araújo, garante, que até o momento, a população tem aceitado a decisão e a medida não tem atrapalhado a normalidade dos serviços da agência. “Não vimos ninguém reclamando aqui no Banco, por isso, acreditamos que estamos fazendo o que é certo”.

A ordem será a mesma para a agência de Pedra Branca, que ano passado foi destruída em um assalto e está pronta para ser aberta. A Superintendência do BB já decidiu que os caixas do município também não vão funcionar aos sábados e domingos.

(Diário do Nordeste)

Bancários defendem feriado nos dias de jogos da Copa em Fortaleza

O Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) defende que os dias em que se realizem jogos da Copa do Mundo em Fortaleza sejam considerados feriados pela Prefeitura Municipal. O Sindicato participa de reunião na Secretaria Extraordinária da Copa (SecopaFor) nesta quarta-feira (14/05), às 14h, para tratar sobre o funcionamento do setor produtivo por ocasião da Copa do Mundo no Brasil.
“A Copa é possivelmente o maior evento privado do planeta, de interesse comercial e com reflexos importantes para o esporte, cultura dos países envolvidos, a economia e os investimentos nas cidades e para o turismo. Como um evento mundial que chega à nossa cidade, devemos defender o acesso de todos os setores da sociedade ao evento. Não é razoável que a classe trabalhadora seja excluída de participar desse evento, pois é um acontecimento ímpar na cidade, só comparável à visita do Papa João II ao Ceará, na década de 80”, pondera o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

“A última, e única, Copa que tivemos no Brasil antes dessa aconteceu em 1950. Possivelmente, a geração que assistiu esse evento não acompanhará a Copa de 2014 e quem sabe quando teremos outro evento como esse sediado em Fortaleza?”, questiona o diretor do Sindicato, Marcos Saraiva.

A entidade considera que setores envolvidos na Copa já têm uma alta lucratividade por conta dos investimentos do evento e que aqueles que têm interesse em comprar alguma coisa ou, por exemplo, ir ao banco utilizar algum serviço, tem plenas condições de fazê-lo em outro momento. “Nos dias dos jogos, ninguém está interessado nisso, e sim em acompanhar esse fenômeno mundial e não é justo tolher o acesso da classe trabalhadora a esse processo. Não dá para fazer a Copa apenas para aqueles de maior poder aquisitivo, ou para os turistas, e que a classe trabalhadora seja excluída de vivenciar esse evento”, disse o presidente do Sindicato.

Para o dirigente sindical, não é razoável alijar os trabalhadores em detrimento de interesses menores do setor produtivo. “Fazer isso é aprofundar e tratar de forma desigual aqueles que sempre almejaram por um espaço igualitário de lazer, cultura e esporte como é a Copa do Mundo. Discriminar a classe trabalhadora é aumentar o apartheid social entre quem tem recursos e quem não tem”, conclui.

O economista do Dieese/CE, Gilvan Farias dos Santos, corrobora com a opinião do Sindicato. Para ele, há setores como transporte, hotelaria, segurança, que realmente não podem parar. Entretanto, outros setores podem e devem se inserir nesse processo. “Esse é um evento que não se repete com frequência e o trabalhador tem o direito de fazer parte da Copa do Mundo e não somente construí-la”, afirma.

Fonte: SEEB/CE

Coletivo de Mulheres: Projeto CineClube debate o filme A Fonte das Mulheres

O Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Bancários do Ceará apresenta no próximo dia 23 de maio (sexta-feira), a primeira edição do projeto CineClube, com a exibição do filme do cineasta Radu Mihaileanu, A Fonte das Mulheres (La Source des Femmes – 2012). O evento será a partir das 18h, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro).

Após a exibição, haverá um debate com as professoras da UECE, Liduína Farias (leciona no curso de mestrado em Políticas Públicas) e Socorro Osterne, estudiosa da questão de gênero.

A história de A Fonte das Mulheres se passa num pequeno vilarejo, situado entre o Norte da África e o Oriente Médio, onde as tradições islâmicas são seguidas à risca. Entre elas, uma que faz com que as mulheres sejam as responsáveis por buscar água em um local distante e de difícil acesso, restando para os homens a simples tarefa de matar o tempo bebendo e falando da vida. Certo dia, elas tomam uma decisão polêmica que acaba provocando uma verdadeira revolução cultural no povoado.

(SEEB/CE)

Encontro Estadual dos Bancários do Ceará será sábado, dia 10/5

Acontece no próximo sábado, dia 10/5, a partir das 9h, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, o Encontro Estadual dos Bancários do Ceará, em Fortaleza. Os bancários cearenses terão na pauta do evento debates sobre conjuntura nacional, debates das pautas específicas por bancos. A programação contará com a participação do DIEESE, Fetrafi/Nordeste e Contraf-CUT.

Ao final, os participantes elegerão as delegações cearenses que irão participar do 30º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), do 25º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, ambos em São Paulo nos dias 6, 7 e 8 de junho, e do 20º Banco do Nordeste do Brasil, que ocorrerá em João Pessoa (PB), nos dias 30 e 31 de maio.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Eduardo Bezerra, convoca: “a participação de todos os bancários de bancos públicos e privados é muito importante, pois essa é a hora de apresentarmos nossas reivindicações e anseios e mandarmos nossa representação aos Congressos dos bancos. Só com a participação de todos vamos construir uma mobilização forte para a Campanha Salarial da categoria deste ano”.

(SEEB/CE)

SEEB/CE firma nova parceria que oferece descontos em cursos de CPA1-10 e CPA-20

A Bestcenter Nordeste, empresa com escritórios em Fortaleza e Juazeiro do Norte, que atua no mercado nas áreas de Consultoria de Recursos Humanos e Treinamento, é a mais nova parceira do Sindicato dos Bancários do Ceará. Através do convênio firmado, os bancários sindicalizados têm direito a descontos de 20% nos cursos de CPA 10 e CPA 20 ofertados pela empresa.

As aulas do curso de CPA 10 em Fortaleza têm início no próximo dia 12/5, das 18h às 22h, num total de 18h/aula. O investimento sem o desconto é de R$ 465,00. Este treinamento promove competências para a melhor comercialização e distribuição de produtos de investimento junto ao público investidor.

Já o curso de CPA 20 tem 30h/aula e inicia dia 20/5, também das 18h às 22h. O investimento sem o desconto é de R$ 725,00. Este treinamento promove competências para a melhor comercialização e distribuição de produtos de investimento junto a investidores qualificados e a gerentes de agência que atendam aos segmentos de alta renda de investidores institucionais.

A empresa – A Bestcenter Nordeste é o resultado da aliança entre os responsáveis da portuguesa Bestcenter Global e da EBM Consultoria de Fortaleza, dois grupos de empresas com uma vasta experiência na capacitação empresarial, apresentando um conjunto de soluções de treinamento flexíveis para incrementar a competitividade do mundo empresarial, utilizando metodologias e técnicas de gestão orientadas para a eficiência e produtividade, alicerçadas em práticas humanistas.

A Bestcenter Nordeste surgiu no mercado empresarial nordestino com o objetivo de ser um parceiro preferencial no reforço de competências de recursos humanos, desenvolvendo a capacitação de seus parceiros, numa base de compromisso contínuo para a maximização de resultados.
Melhorar a performance das pessoas e das organizações é o lema da Bestcenter Nordeste, apresentando soluções adequadas que visem o crescimento das empresas, tornando-as mais eficientes, com maior capacidade de resposta organizacional, com colaboradores motivados e dinâmicos alcançando a competitividade superior.

Mais informações:
Bestcenter Fortaleza
Telefone: (85) 3289 6404
fortaleza@bestcenter.eu
http://www.bestcenter.eu/br

(SEEB/CE)

SEEB/CE participa de audiência na Câmara Municipal em defesa do Estatuto de Segurança Bancária

Estatuto foi suspenso em caráter liminar por decisão da Justiça – Foto: Genilson de Lima

O Sindicato dos Bancários do Ceará participou na manhã desta quarta-feira, 7/5, de audiência na Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Câmara Municipal de Fortaleza para debater a suspensão do Estatuto de Segurança Bancária. Em caráter liminar, o desembargador Raimundo Nonato Silva Santos, atendendo a recurso apresentado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), suspendeu a validade da lei, questionando a constitucionalidade da legislação.

Além do Sindicato, participaram da reunião diversos vereadores, representantes dos órgãos de defesa do consumidor (Decon/Procon), da OAB/CE e da Procuradoria Geral do Município.

“O objetivo é defender a validade da lei de segurança bancária. Para isso, já enviamos requerimento solicitando audiência com o prefeito Roberto Cláudio para debater a questão”, informou o presidente da Comissão, vereador Acrísio Sena, autor do projeto de lei que deu origem ao Estatuto.

“Essa suspensão é preocupante, pois percebemos, com o cumprimento da lei, que as ações criminosas contra bancos, especialmente em Fortaleza, reduziram significativamente. Essa medida é um convite para que esses crimes voltem aos absurdos patamares de antes. Defendemos a validade da lei porque é preciso colocar a vida das pessoas em primeiro lugar”, enfatizou o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.

(SEEB/CE)

Liminar suspende Estatuto da Segurança Bancária em Fortaleza

Por decisão da Justiça, o Estatuto Municipal da Segurança Bancária de Fortaleza, criado para inibir crimes como “saidinhas” bancárias e assaltos a banco, está suspenso. A medida, em caráter liminar, foi tomada pelo desembargador Raimundo Nonato Silva Santos. O magistrado atendeu a recurso apresentado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que questiona, em alguns aspectos, a constitucionalidade da legislação, além de discordar das exigências da Lei Municipal 9.910/2012.

Com a decisão do magistrado, todos os efeitos do estatuto, bem como a sua fiscalização, estão suspensos até que a causa seja novamente apreciada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). O estatuto prevê medidas como a instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas e a proibição do uso de celulares.

A decisão do desembargador foi tomada no dia 25 de setembro do ano passado, mas ainda não tinha sido levada a conhecimento da imprensa. Na ocasião, o magistrado avaliou um Agravo de Instrumento apresentado pela Febraban. A entidade, que havia acionado a Justiça contra o Município ainda em novembro de 2012, não ficou satisfeita com o julgamento do titular da 8ª Vara da Fazenda Pública, juiz Francisco Eduardo Torquato Scorsava. No dia 7 de fevereiro do mesmo ano, Torquato havia concedido uma liminar que suspendeu os efeitos da lei apenas no ponto que exige a instalação de aparelhos bloqueadores de sinal de celular nas agências.

“Defiro, em parte, o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para o fim específico de impedir que o réu e/ou os demais órgãos de proteção ao consumidor, com base nos preceitos da Lei Municipal n.º 9.910/2012, autue ou sancione os associados da autora em decorrência da não instalação de bloqueadores de sinais de radiocomunicações em suas agências e postos de atendimento”, afirmou o juiz na decisão.

Suspensão total

Após recurso da Febraban, em nova instância, o desembargador Raimundo Nonato decidiu pela suspensão do estatuto por completo. No documento, o magistrado defende que “não se tem dúvida da competência que dispõem os municípios para exigir, mediante lei formal, a instalação de itens de segurança em estabelecimentos bancários em favor dos respectivos munícipes”. Nonato destaca, entretanto, que deve haver limites no exercício dessa “autonomia”. A decisão monocrática foi levada à 8º Câmara Civil do TJ-CE – composta por quatro desembargadores, que mantiveram a suspensão do estatuto. 

Na avaliação de Raimundo Nonato, a Febraban apresentou argumentos “plausíveis” de que o Estatuto da Segurança “poderá redundar, se aplicado em sua totalidade, em maior risco para os fortalezenses”. Ele cita, por exemplo, que a blindagem das portas dos bancos, conforme exigido na lei, poderia favorecer criminosos, uma vez que, no interior da agência, eles estariam a salvo de uma ação da Polícia. “Melhor será suspender a eficácia da lei municipal em referência para que se possa, em momento posterior e, sobretudo, na fase de instrução do feito em primeira instância, ampliar os debates e de fato verificar se o interesse público pode mesmo ser alcançado”, concluiu o desembargador.

O desembargador destacou que a decisão de determinar a suspensão tem como objetivo impedir “maiores danos” até que o processo transite em julgado, sendo as exigências consideradas exequíveis ou não. Ainda segundo o magistrado, outros dois agravos de instrumento foram apresentados por instituições bancárias, com o mesmo objeto, cujo objetivo seria “procrastinar o andamento do processo”. Um deles já foi julgado e indeferido. O outro ainda será analisado.

Saiba mais

O Estatuto Municipal da Segurança Bancária, que regulamenta o funcionamento dos bancos em Fortaleza, vigorava em Fortaleza desde outubro de 2012. A legislação prevê medidas como: a instalação de portas com detectores de metais nas agências; de biombos entre a fila de espera e os caixas; de divisória entre as máquinas de autoatendimento; de sistema de monitoramento em tempo real; a instalação de blindagem na fachada das agências; e o uso de vidros laminados nas portas giratórias. Além disso, proíbe também o uso de capacetes, chapéus, óculos escuros e celulares no interior de estabelecimentos bancários.

O Município aguarda a abertura de prazo para recurso para questionar a decisão do desembargador.

(Thiago Paiva, O Povo Online)

De cada dez denúncias de assédio moral no Brasil, três são contra Bancos

Levantamento do MPT mostra que casos de humilhação no trabalho aumentaram 7,4% de 2012 para 2013 (Patrícia Basilio)
Dois antidepressivos por dia, mais um remédio para dormir. São esses os medicamentos que a bancária Beatriz*, de 42 anos, tem de tomar todos os dias, desde que descobriu ter fibromialgia e depressão.

A bancária foi diagnosticada com distúrbios psiquiátricas após crises de choro e dores constantes pelo corpo todo. Por este motivo, está afastada do trabalho há cerca de seis meses.
“Descobri que estava doente porque quando chegava no banco começava a chorar. Também passei a dormir mal porque acordava de madrugada pensando que algo estava acontecendo no trabalho”, recorda a bancária, que é administradora de empresas.

O motivo que levou a profissional a ficar doente é cada vez mais comum no setor bancário brasileiro: assédio moral.
Segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT) a pedido do iG, das 3 mil denúncias realizadas em 2013, 30% foram de bancos. De 2012 para 2013, o número de acusações aumentou 7,4%. O ritmo de expansão do assédio moral no Brasil é maior do que o apontado pelo MPT.

Em 2011, 29% dos trabalhadores do setor bancário pediram o fim do assédio moral. Em 2012, o número aumentou para 31%. Em 2013, para 58% – de um total de 37 mil entrevistados. Ou seja, o índice dobrou de 2011 para 2013. No caso do assédio sexual, o desconforto é menor. Apenas 3,78% dos bancários ouvidos pela pesquisa (1,4 mil trabalhadores) reivindicam o combate ao assédio sexual.

Segundo estudos, o assédio moral ocorre, em grande parte, por conta das metas agressivas determinadas pelas instituições bancárias.

A cobrança é cada vez mais ambiciosa. Se o trabalhador atingiu os objetivos em um mês, no próximo é cobrado para superá-los. Não há limites, que defende a participação de funcionários na elaboração das metas.

A pressão foi um dos motivos que levou Beatriz* a se sentir humilhada. “Era obrigada a fazer hora extra. Quando não podia trabalhar além do horário, falavam que tinha pouco comprometimento e argumentavam que havia muitos profissionais que nem eu disponíveis no mercado de trabalho”, relata.

A bancária foi demitida do banco após queixar-se das humilhações, mas foi afastada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pedido do médico do trabalho durante o exame demissional.

“No banco, se você recebe duas avaliações negativas, é mandado embora. É uma pressão muito grande”, destaca.
Paralelamente à cobrança por metas, o setor bancário extinguiu 10 mil postos de trabalho em 2013, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Profissionais vítimas de assédio moral podem desenvolver doenças físicas e psiquiátricas

Apesar do enxugamento no quadro de funcionários, o lucro líquido dos bancos cresceu R$ 1 bilhão em relação a 2012, atingindo R$ 60,6 bilhões, informa o Banco Central (BC).

No entanto, em 2013, a relação entre rentabilidade e patrimônio (sigla ROE, no jargão financeiro) dos bancos fechou com 11,97%, queda de 5,06 pontos percentuais em relação a 2012, segundo a consultoria Economatica. Este indicador avalia a rentabilidade das empresas.

“O setor bancário é o único que tem ferramenta de conflito de trabalho na convenção coletiva. Temos um canal onde o trabalhador pode denunciar casos de assédio moral. O banco, ao receber a denúncia, vai retreinar o gestor ou transferi-lo para evitar que esse problema volte a ocorrer”, defende Magnus Apostólico, diretor de Relações do Trabalho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo o diretor da entidade, a federação recebeu 42 denúncias em 2011 — quando o canal foi lançado. Em 2012, 119.

No ano passado, esse número aumentou para 171 – alta de 43,70% em relação a 2012.

“A alta expressiva se deve à entrada de um grande banco [no acordo] e ao maior acesso dos trabalhadores à ferramenta. Hoje, eles se sentem mais confortáveis em reclamar”, explica.

Na avaliação do diretor da Febraban, as metas não são responsáveis pelo aumento do assédio moral. Isso porque, segundo ele, o índice de rotatividade do setor é baixo.

O que fazer ao setor vítima de assédio moral, em ordem

1- Converse com o gestor com uma testemunha ao lado

2- Faça uma queixa no canal de denúncias do banco

3- Entre em contato com o sindicato da categoria

4- Denuncie o caso ao Ministério do Trabalho ou ao Ministério Público do Trabalho

5- Entre com ação judicial contra o banco (Fonte: Ministério Público do Trabalho)

“O setor bancário é um segmento que roda pouco e mantém as pessoas no trabalho. Nossa rotatividade é de 4,5%”,
defende o executivo da Febraban. Pesquisa do Dieese mostra que o índice de rotatividade no País em 2012 (último disponível) está em 64%.

Para Ricardo Carneiro, procurador do Trabalho e gerente nacional do projeto “Assédio é Imoral”, o profissional que sofre assédio moral geralmente teme perder o emprego ao realizar uma denúncia.

Por este motivo, o MPT realizou uma campanha nacional em 2013 com foco no assédio moral dos bancários. O objetivo era que os trabalhadores se sensibilizassem e denunciassem casos de abuso a algum órgão, como o próprio MPT.

“As pessoas estão conhecendo mais o que é assédio moral e, consequentemente, defendendo com mais força os seus direitos”, destaca Carneiro.

Saúde

Casos de assédio moral não agridem apenas a integridade do funcionário, mas também podem causar danos à saúde física e mental do profissional, alerta Maria Maeno, médica da Fundacentro, do Ministério do Trabalho.

“As vítimas de humilhação podem ter desde mal estar e depressão, até problemas gástricos, hipertensão e anorexia. O tratamento deve ser feito com psiquiatra, medicamentos e psicólogo, e pode levar anos”, aconselha a médica.

Olhar para o trabalho de forma negativa é o primeiro sinal de que algo não está certo, afirma Maria. “A tendência de quem sofre assédio moral é ter repulsa ao trabalho. Não querer se imaginar mais dentro da empresa.”

A bancária Lúcia*, de 36 anos, trabalha em um grande banco brasileiro há 15 anos. Nos últimos três, começou a sentir dores de cabeça, ter crises do pânico e ter pensamentos suicidas. O dianóstico é depressão. 

“Fui afastada algumas vezes pelo INSS. Em uma delas, quando voltei a trabalhar, me colocaram para editar tabelas durante dois meses, o que não é o meu trabalho. Disseram que estavam me fazendo um favor por eu estar empregada”, relata a operadora de atendimento.

Indignada com a situação, a bancária — que ainda está empregada — entrou com processo contra o banco em 2011 e ganhou em primeira instância. O caso, contudo, ainda corre na Justiça, uma vez que a instituição financeira recorreu.

“Não pedi demissão porque meu marido não é registrado e tenho um filho de quatro anos. Preciso do plano de saúde e do dinheiro para comer. Fiquei traumatizada e não tenho mais condições de voltar ao mercado de trabalho por conta disso”, diz.

*Os nomes das personagens foram omitidos a pedido das próprias entrevistadas

Fonte: UOL

Itaú é multado por querer reduzir tempo de férias de funcionários

O Itaú Unibanco foi condenado em R$ 21 milhões pela 5ª Vara da Justiça do Trabalho de Florianópolis por dano moral coletivo por não permitir que os funcionários tirem 30 dias de férias, exigir horas extras em número superior ao limite legal e cortar intervalos.

A decisão obriga que a instituição financeira permita que os funcionários tirem 30 dias de férias, impedindo a indução da conversão de dez dias em abono.

De acordo com a Justiça, foram verificadas jornadas de trabalho das 8h às 19h ou mais, com intervalo de 20 minutos a uma hora. A jornada legal dos bancários é de seis horas, com 15 minutos de intervalo.

Segundo o processo, a empresa concedia aos empregados o título de gerente para “se esquivar” das normas bancárias, o que diferenciaria a sua jornada. Contudo, os trabalhadores não contavam com poderes gerenciais nas agências, informa o MPT.

Procurado às 18h30 desta terça-feira (15), o Itaú Unibanco afirmou não querer se posicionar.

(Folha do Sertão)

 

Banco do Brasil treina funcionários para evitar lavagem de dinheiro

O Banco do Brasil treinou mais de 37 mil funcionários em 2013 em pelo menos um evento de capacitação sobre Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLD/FT). A Instituição disponibiliza cursos, workshops, seminários e certificação de conhecimentos sobre o tema.

“Funcionários aptos a identificar situações suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro, além de preservar a Instituição, contribuem diretamente com os esforços do País para a repressão e punição de diversos crimes”, avalia o diretor de Gestão de Segurança do Banco do Brasil, Marcos Ricardo Lot.

Segundo Lot, o BB contribui ativamente com as ações no âmbito do Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro, por meio da participação nas reuniões de elaboração e implementação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) e da formalização de Acordos de Cooperação Técnica com instituições como o Ministério da Justiça, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Fazenda, e o Ministério Público do Estado de São Paulo. 

Atualmente, dos 112 mil funcionários do BB, 105 mil possuem treinamentos dessa espécie. Mais de 20,4 mil possuem certificação interna de Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo e quase 3 mil realizaram esse treinamentos sobre este assunto nos idiomas inglês ou espanhol.

O BB oferece diversos cursos nesses idiomas com o objetivo de atender os cerca de mil funcionários do banco no exterior e àqueles do Brasil que desejam aproveitar os treinamentos para prática desses idiomas.

Além da capacitação para prevenção e combate à lavagem de dinheiro, no ano passado, a Universidade Corporativa do Banco do Brasil (UniBB) ofertou 7,8 milhões de horas em ações de capacitação, tanto na modalidades autoinstrucional, como na presencial, além de programas de ensino superior, idiomas e certificações. O investimento em educação corporativa foi de R$ 91,7 milhões, ou seja, R$ 796 por funcionário, no período.

Fonte:
Banco do Brasil 

Banco do Nordeste deve publicar edital de novo concurso em abril

O Banco do Nordeste definiu, nesta sexta (21), por meio de publicação em diário oficial, a contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) como organizadora para novo concurso público para o cargo de analista bancário. Segundo responsáveis pelo setor de recursos humanos do órgão, a publicação do edital deverá ocorrer ainda em abril. A expectativa é de que o concurso seja  para formar cadastro reserva de pessoal e as localidades abrangidas ainda serão definidas.

Para concorrer ao cargo basta possuir ensino médio e os vencimentos iniciais são de R$ 2.858, com jornada de trabalho de 30 horas semanais. Os aprovados poderão participar de plano assistencial de saúde e plano de previdência complementar, de forma contributiva.

As atribuições do cargo são as seguintes: atuar em projetos e processos típicos de uma organização de desenvolvimento regional, em termos de concepção, desenvolvimento, implementação, operacionalização e monitoração, nos níveis operacionais, tático e estratégico do BNB, bem como realizar atividades operacionais, executando as rotinas  e os processos de serviços da unidade de atuação, dentro dos padrões de qualidade, produtividade e tempestividade estabelecidos pelo BNB, para atendimento de clientes internos e externos, além de auxiliar o especialista técnico e o especialista bancário na execução de suas atividades.

O último concurso para o cargo ocorreu em 2010 e foi organizado pela Associação Cearense de Estudos e Pesquisas (ACEP).  A seleção contou apenas com prova objetiva, composta de 80 questões, versando sobre língua portuguesa (20 questões), matemática (16), conhecimentos gerais (14) e  conhecimentos bancários (30). Língua portuguesa  contou com peso dois; matemática e conhecimentos gerais, com peso um, e conhecimentos bancários, com peso três.

As oportunidades foram para os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.  

As contratações serão feitas de acordo com o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

(Fernando César Alves, Via http://jcconcursos.uol.com.br)

Assembleia debate adequações ao Estatuto do Sindicato dos Bancários do Ceará

Em cumprimento a uma proposta de campanha eleitoral da atual gestão do Sindicato dos Bancários do Ceará, a entidade realiza no próximo dia 21/3, às 18h30 em primeira convocação e às 19h em segunda convocação, assembleia para apreciação de alterações no seu Estatuto.

A reforma é necessária para que sejam realizadas adequações ao Código Civil e a normas e portarias do Ministério do Trabalho e Emprego. Contempla também atualizações necessárias à continuidade do processo de luta da categoria e de gestão da entidade.

Reformado em 1991, após 23 anos, o Estatuto necessita adequar-se às mudanças na legislação trabalhista do País. O Estatuto atual é omisso a algumas exigências do Código Civil e do Ministério do Trabalho, entre elas as portarias 186 (que estabelece procedimentos para concessão, alteração, cancelamento e gerenciamento do código sindical) e 326 (solicitação de registro sindical).

“Todos os grandes sindicatos, especialmente de bancários (DF, SP, MG, RJ, PE, PI), estão promovendo alterações estatutárias para se adequar às exigências legais do Código Civil, do Ministério do Trabalho e às necessidades de atuação com unidade de classe entre as categorias para enfrentar o patronato. Ou nós nos organizamos por ramo ou o patronato vai nos dividir”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Para apresentar essa proposta estatutária, a diretoria do Sindicato dos Bancários procurou utilizar de toda a transparência possível, publicando o edital de convocação da assembleia no Diário Oficial da União e em dois jornais de grande circulação. Além disso, no site do Sindicato (www.bancariosce.org.br), há, além do edital, o texto completo da proposta de mudança. Essa é uma forma de envolver o bancário, para que ele participe e se possa avançar na luta com a ajuda de todos.

De 1991 até os dias atuais, novos municípios foram criados ou desmembrados e a inclusão da representatividade desses locais no Estatuto do Sindicato é de fundamental importância sob pena de deixar desprotegidos, de fato e de direito, os trabalhadores dessas regiões.

Além disso, uma das propostas a serem apreciadas inclui a mudança no nome do Sindicato e também na sua área de atuação, para incluir todo o ramo financeiro. Essa medida englobaria os trabalhadores de financeiras, cooperativas de crédito e casas de câmbio que, a partir dessa mudança, poderiam se filiar ao Sindicato. Essa é uma necessidade estratégica no enfrentamento aos bancos nas suas tentativas de desqualificar a representação e retirar direitos desses trabalhadores.

Como se encontra hoje, o Estatuto não permite a filiação de bancários aposentados que não eram filiados à entidade quando na ativa. Essa alteração, permitindo a filiação de aposentados, traria para o Sindicato esses trabalhadores que, além de poder ser representado juridicamente, poderiam ainda aproveitar as vantagens oferecidas pelos convênios bem como outros benefícios de ser associado.

Ainda nessa discussão de representatividade, a reforma estatutária prevê a criação do Conselho de Delegados Sindicais. Essa medida é extremamente importante porque, de acordo com o precedente normativo nº 86 do TST e o artigo 543 da CLT, legitima a organização por local de trabalho em todos os bancos.

Também na reforma estatutária há uma preocupação com a necessidade de políticas relativas às mulheres, ao combate ao racismo, ao preconceito, à discriminação por etnia ou por orientação sexual diferenciada. Essa atuação seria viável com a criação da Secretaria de Igualdade e da Diversidade, voltada exclusivamente para essa questão.

Politicamente, a proposta de reforma estatutária a ser analisada no próximo dia 21/3 permite fortalecer a democracia, a representatividade e a participação dos bancários, além de modernizar a gestão do Sindicato em todas as suas ações.

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Banco do Brasil indenizará cliente que teve conta movimentada por terceiros

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve sentença de primeira instância que condenou o Banco do Brasil a pagar R$ 6.728,74, por dano material, e R$ 5 mil, por dano moral, além de restituição em dobro de quatro prestações de empréstimo descontadas indevidamente dos vencimentos de uma cliente da instituição financeira.

A autora da ação na Justiça de 1º grau alegou que teve seus documentos furtados em 20 de janeiro de 2011, fato comunicado à polícia no mesmo dia e ao banco no dia 22, segundo ela. A cliente afirmou que em 29 de dezembro do mesmo ano detectou várias transações realizadas em sua conta corrente, inclusive um empréstimo consignado em seus vencimentos, não contratado por ela.

O banco apresentou apelo, argumentando que agiu no cumprimento do dever legal. Informou que as operações foram realizadas por cartão magnético, apontando culpa da autora, que não teria sido diligente com sua senha e cartão. Sustentou, ainda, que poderia ter sido culpa de terceiro, configurando caso fortuito que afastaria sua condenação.

FALHA – O relator, desembargador Jorge Rachid, disse que as provas constantes nos autos cuidam de falha na prestação de serviço bancário, consistente na utilização de dados de cliente de forma fraudulenta, sem autorização deste.

O magistrado verificou que a cliente sofreu diversos saques, compras em débito e contratação de empréstimo vários meses depois, apesar de ter comunicado o fato à polícia e ao banco. Acrescentou que a instituição não apresentou defesa e, portanto, assumiu o ônus da sua revelia.

Rachid entendeu que não prosperam as alegações do banco, de que não estão presentes os pressupostos para a indenização por danos morais. Disse que a instituição financeira responde pelo defeito na prestação do serviço, independentemente da existência de culpa, nos termos do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O relator citou precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ainda considerou o valor determinado como dano moral como estabelecido com razoabilidade. Ressaltou que, comprovadas as transações indevidas, é plenamente devida a indenização pelos danos materiais.

Os desembargadores Kleber Carvalho e Ângela Salazar também votaram pelo improvimento do recurso do Banco do Brasil.

(Âmbito Jurídico)

Quadrilha assalta agência bancária do Santander em Maracanaú

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Quatro homens armados de pistola assaltaram uma agência do banco Santander, no distrito de Pajuçara, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A ação dos bandidos ocorreu na manhã desta sexta-feira, 28. Após o assalto, o grupo fugiu e levou vários malotes de dinheiro. De acordo com o capitão Cavalcante, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), os assaltantes levaram em torno de R$ 180 mil a R$ 200 mil.

O grupo rendeu o vigilante quando ele estava a caminho da agência. Em seguida, eles esperaram o gerente, o renderam e entraram no banco.

Os homens armados ameaçaram o gerente para ele abrir o caixa forte. Alguns funcionários da agência também foram feitos de reféns. Segundo o capitão Cavalcante, a ação dos bandidos durou cerca de 30 min.

Antes de fugir, o quarteto avisou para ninguém ligar para Polícia sob a ameaça de que o local estava cercado por explosivos e, caso alguém ligasse, o banco iria explodir. De acordo com capitão, os policiais só foram avisados da ocorrência após 40 min da ação criminosa. Ele ainda informou que houve uma varredura no local e nenhuma bomba foi encontrada.

Além das pistolas usadas no assalto, os assaltantes estavam com uma submetralhadora. De acordo com informações passadas pelo vigilante aos policiais, ele foi rendido e entrou em um veículo de modelo Gol, de cor verde, onde avistou a arma.

Segundo o capitão, a Polícia está realizando buscas na região para encontrar os suspeitos. Equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Coordenadoria Integrada de Inteligência (Coin) e do 14º BPM também trabalham no caso.

 

Balanço

Esta foi a 11ª ação contra banco registrada no Ceará em 2014. Os dados são do Sindicato dos Bancários do Ceará. No dia 26 de fevereiro, um grupo de assaltantes explodiu um caixa eletrônico do Banco do Brasil (BB), no município de Alto Santo.

No dia 14 de fevereiro, cerca de 12 homens armados explodiram o posto de atendimento do banco Bradesco de Aratuba e levaram o dinheiro de dois caixas eletrônicos.

No último dia 23 de janeiro, uma quadrilha de cinco homens atacou um posto de atendimento avançado do Bradesco, em Senador Sá. A detonação fez com que parte do teto do prédio desabasse e, após recolher o dinheiro do equipamento, os assaltantes fugiram.

Ataques em janeiro: Tejuçuoca (explosão), Senador Sá (explosão), Guaramiranga (explosão), Novo Oriente (assalto) e Redenção (assalto).

Ataques em fevereiro: Aratuba (explosão), Tabuleiro do Norte (tentativa de assalto), Altaneira (tentativa de assalto), Jardim (tentiva de explosão), Alto Santo (explosão) e Pajuçara (assalto).
 

Redação O POVO Online

 

Bancos fecharam 1.024 postos de trabalho no país em janeiro

Os bancos brasileiros fecharam 1.024 postos de trabalho no país em janeiro. Os estados onde houve mais cortes foram São Paulo (278 postos fechados), Rio de Janeiro (177) e Minas Gerais (114). O dado foi divulgado nesta quarta (26) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Pesquisa de Emprego Bancário, feita em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo a pesquisa, o número só não foi maior porque a Caixa Econômica Federal criou 521 vagas no período. O estado que apresentou o maior saldo positivo de contratações no sistema financeiro foi Rondônia, com a geração de sete postos. Os bancos contrataram 2.613 funcionários em janeiro, mas desligaram 3.637 no mesmo mês.

“Apesar dos lucros bilionários, os bancos brasileiros, principalmente os privados, continuaram reduzindo postos de trabalho, a exemplo de meses anteriores, o que é completamente injustificável. Dessa forma, eles travam a geração de empregos e renda, prejudicam o emprego dos bancários e não contribuem para o crescimento com desenvolvimento econômico e social do país”, disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, por meio de nota.

A pesquisa, feita com base em dados coletados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, também apontou que o salário médio dos admitidos nos bancos foi menor do que o salário dos que foram desligados em janeiro. Os novos funcionários foram admitidos com salário médio de R$ 3.443,22, valor 36% menor que o salário médio dos funcionários que foram desligados, de R$ 5.407,07.

O estudo feito pelo Dieese também apontou uma grande diferença entre os salários recebidos pelos diretores de bancos e os bancários. No Itaú, por exemplo,  cada diretor recebeu um salário médio de R$ 9,05 milhões em 2012, valor 191,8 vezes maior que o piso salarial do bancário.

(Agência Brasil)

BNB lança seu programa de demissão voluntária

O presidente do Banco do Nordeste do Brasil, Ary Joel, lançou, nesta manhã de segunda-feira, em Brasília, o Programa de Incentivo ao Desligamento (PID) do banco, uma espécie de “demissão voluntária”.

O programa estará disponível para quem estiver com 30 anos de contribuição junto a Capef (caixa de previdência do BNB) e 35 anos de contribuição para o INSS.

Esse PID do BNB oferece oito salários brutos e 40% do FGTS para quem aderir.

Detalhe: Não é obrigatório.

(Blog do Eliomar de Lima)

Bradesco é condenado por reiterados interditos proibitórios durante greves

O juiz Alessandro da Silva, da 2ª Vara do Trabalho de São José, declarou o Banco Bradesco S.A. litigante de má-fé e o condenou ao pagamento de indenização ao Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Florianópolis e Região, por perdas e danos. Para o magistrado, a reiterada atitude de propôr interditos proibitórios demonstra abuso do exercício do direito de ação.

Durante a greve dos bancários, iniciada em 19 setembro de 2013, o banco propôs a ação possessória alegando que a posse dos estabelecimentos estava ameaçada. Na época, o pedido liminar foi negado pela juíza Maria Beatriz Vieira da Silva Gubert, depois de averiguação pessoal feita por um oficial de justiça. De acordo com a certidão, ele foi a diversas agências e constatou que elas abriram normalmente, sem nenhum empecilho por parte dos grevistas.

Agora, o juiz extinguiu o processo, sem resolução do mérito, e determinou a execução da sentença, que transitou em julgado. Para o juiz Alessandro, o interdito proibitório não pode ser utilizado como instrumento de inviabilização das atividades reivindicatórias. “Já é hora de superar as visões que qualificam a greve como ato ofensivo e antissocial, prejudicial à negociação coletiva, e perceber que se trata de um princípio fundamental de luta por melhores condições de trabalho, garantido pela própria Constituição Federal”, registra o juiz Alessandro na sentença.

O magistrado criticou o pedido de utilização de força policial para resguardar a propriedade privada, sem que houvesse uma efetiva ameaça de dano. Segundo seu entendimento, o Bradesco busca a intervenção do Estado no conflito social sob o pretexto de defesa da posse de seus bens, impedindo a livre manifestação dos trabalhadores.

Para aplicar a multa, o juiz Alessandro destacou que durante o movimento paredista ou mesmo no período que o antecede, o banco reiteradamente ajuíza este tipo de ação. O Banco foi condenado ao pagamento de multa equivalente a 1% e a indenizar o sindicato em 20%, ambos os percentuais incidentes sobre R$ 1 mil, que foi o valor da causa.

(Âmbito Jurídico)

Santander antecipa a PLR para o dia 20 e Itaú, dia 27

Os funcionários do Bradesco receberam antecipadamente a segunda parcela da PLR nesta sexta (7). No dia 3 passado os funcionários do Citibank também já haviam recebido. A Convenção Coletiva de Trabalho determina que os bancos têm até o dia 03 de março para efetuarem o pagamento. A Contraf-CUT, no entanto, tem pressionado pela antecipação e alguns bancos já confirmaram as datas em que efetuarão os pagamentos. 

O Santander informou que pagará no dia 20 e o Itaú no dia 27. O HSBC ainda não se posicionou em relação à reivindicação.

O Banco do Brasil e a Caixa Federal, que têm regras próprias, se posicionarão apenas após a publicação de seus balanços. O resultado do BB do ano passado será divulgado no dia 13 e o da Caixa, segundo informação do banco público, só ocorrerá na segunda quinzena deste mês.

A PLR é composta por regra básica e parcela adicional. A regra básica, que é paga em duas parcelas, corresponde a 90% do salário do bancário mais R$ 1.694. A primeira parcela (54% do salário mais R$ 1.016) foi acertada no final do ano passado e a segunda tem de vir até 3 de março.

O montante a ser distribuído aos trabalhadores deve alcançar pelo menos 5% do lucro líquido do banco. Se isso não ocorrer, os valores são aumentados até que atinjam os 5% do resultado ou cheguem a 2,2 salários dos funcionários, o que ocorrer primeiro.

A parcela adicional equivale à distribuição de 2,2% do lucro entre os funcionários – ou seja, todos recebem o mesmo valor -, com limite de R$ 3.388. Do valor total será descontada a antecipação feita ao final da Campanha 2013.

PLR sem IR 

Desde o início de 2013, os bancários também podem comemorar a mordida menor do leão na PLR. Com a criação de tabela de tributação exclusiva, está garantida a isenção para quem recebe PLR de até R$ 6.270 e descontos menores a partir desse valor. A isenção era a partir de R$ 6 mil, mas o valor aumentou devido à correção de 4,5% na tabela do IR. Assim, todos pagam menos imposto, independentemente de quanto recebem como participação nos lucros.

Fonte: Contraf-CUT

Apcef Ceará empossa nova Diretoria para gestão 2014/2016

A nova diretoria da Apcef Ceará tomou posse para o triênio 2014/2016 em solenidade realizada no último dia 31/1. A festa aconteceu no Clube da Caixa e contou com a presença de associados, do vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, do presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, e de representantes de outras entidades associativas e sindicais dos trabalhadores, como Contraf, Fetrafi/NE, CUT e CTB.

Jair Pedro Ferreira falou sobre a consolidação da parceria entre as diversas entidades representativas dos empregados no fortalecimento da luta dos trabalhadores. “Todas as pessoas que dão vida a essas entidades alimentam a nossa luta. Temos um objetivo em comum que é defesa intransigente dos direitos dos bancários da Caixa e dos trabalhadores em geral”, afirmou. “Gostaria de parabenizar toda a Diretoria da Apcef Ceará por todo o trabalho realizado até aqui e desejar sucesso ao longo do novo mandato. Conte com a Fenae para os próximos desafios”, completou.

“Que essa seja uma gestão vitoriosa, de muito trabalho e de muitas conquistas. Os desafios dos trabalhadores da Caixa são grandiosos, mas sabemos que a Apcef estará junto ao Sindicato, e a todos que compõem a grande família Caixa, para enfrentá-los. Que 2014 seja um ano de lutas e conquistas para o povo brasileiro e para todos os empregados da Caixa. Esse é o papel que nós, diretores da Apcef, temos e vamos cumprir junto a todos aqueles que nos elegeram”, afirmou Elvira Madeira, diretora eleita.

Já o presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Eduardo Bezerra, parabenizou “a ousadia, a coragem e a luta” dos que constroem a gestão da entidade. “Parabenizo esse conjunto de companheiros que constroem não somente a gestão física e administrativa necessária para o atendimento dos interesses dos colegas da Caixa, mas que desenvolvem um trabalho para avançar na proteção dos direitos dos colegas da Caixa enquanto trabalhadores bancários e enquanto classe trabalhadora”.

Composição da Diretoria Executiva e dos Conselhos Fiscal e Deliberativo para a gestão 2014/2016:

Diretoria Executiva
Presidente: José Áureo de Oliveira Júnior
Vice-presidente: Antonio Sancho de Carvalho Araujo Filho
1º Secretário: Túlio Roberto Nogueira Menezes
2º Secretário: Francisca Edlania de Brito
1º Tesoureiro: Rochael Almeida Sousa
2º Tesoureiro: Mauro Barbosa Marques
Diretor de Relações de Trabalho: Marcos Aurélio Saraiva Holanda

Conselho Deliberativo
André Luis Meireles Justi
José Aloisio Alves Ferreira
Rubenita Alves Moreira dos Santos
Nelson Faria
Carlos Rogerio de Oliveira Montenegro
Elvira Ribeiro Madeira
Emanuel Martins Farias
Jefferson Tramontini
Carolina Nogueira de Amorim

Conselho Fiscal
Ricardo Lessa de Castro
Alexandre Roger Cardoso Albuquerque
Cícero Alves Correia
José Mário Pereira
Antonio Alex Queiroz de Oliveira
Marlucia Lima de Oliveira

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“Para este ano de 2014, temos grandes desafios e grandes ideias no campo da cultura, do esporte e do lazer, dando continuidade à ampliação das nossas instalações. Além disso, vamos manter a nossa atuação na defesa dos empregados da Caixa e na consolidação dos seus direitos”
Áureo Júnior, presidente reeleito da APCEF/CE e diretor do SEEB/CE

(Sindicato dos Bancários do Ceará)