Arquivo da categoria: Campanha Salarial 2012

CAPITÃO WAGNER foi o vereador mais votado de Fortaleza e ajudou a eleger outros

Capitão Wagner (PR), é o candidato a vereador mais bem votado da história de Fortaleza. Neste domingo, ele alcançou a marca de 46.665 mil votos na capital, superando o recorde anterior de Nelba Fortaleza, que em 2004 conquistou 15.562 votos. Wagner Sousa ganhou popularidade na capital cearense após encabeçar, em dezembro de 2011, uma greve de bombeiros e policiais na cidade. A paralisação foi considerada ilegal pelo Comando Geral da Polícia Militar.

O candidato liderou quase todos os sete mil policiais militares de Fortaleza. Eles paralisaram as atividades às vésperas do reveillon de 2011. Até o dia 4 de janeiro, a cidade viveu um clima de pânico. O comércio e a população do centro, de outros bairros da periferia e de áreas nobres fecharam as portas temerosos por conta de arrastões.

Com a ação, os policiais conseguiram do governo, entre outros pleitos, um acordo que incorpora R$ 850 para todos policiais ativos, inativos, pensionistas, tanto da polícia militar como bombeiros militares. Mais 7% de aumento dado a servidores. O pedido de 40 horas semanais, e não mais 44 horas, também foi acatado.

A categoria conquistou ainda a anistia de todos os policiais que participaram de qualquer manifestação de greve desde o dia 1º de novembro de 2011 até o fim da paralisação. Capitão Wagner é presidente da Associação de Cabos e Soldados de Fortaleza.O último eleito para a Câmara Municipal, Márcio Cruz, conquistou 3.193 votos, beneficiado com a sobra dos votos dados ao Capital Wagner. O total de votos válidos para o Legislativo Municipal, segundo o relatório do Tribunal Regional Eleitoral foi 1.249.166. A abstenção somou 258.202 votos ou 16,02%.

O último candidato eleito para a Câmara Municipal de Fortaleza, Márcio Cruz, conquistou 3.193 votos, beneficiado com a sobra dos votos dados ao Capital Wagner. O total de votos válidos para o Legislativo Municipal, segundo o relatório do Tribunal Regional Eleitoral foi 1.249.166. A abstenção somou 258.202 votos ou 16,02%.

Bancadas

De todas as legendas da Casa, somente o Partido Republicano Trabalhista Brasileiro (PRTB) é a única agremiação que não terá representantes na próxima Legislatura. O PSD, partido que começou suas atividades no ano passado, conseguiu eleger um dos dois candidatos que estavam concorrendo no pleito do domingo, neste caso, o comediante Paulo Diógenes, que conseguiu 4.423 votos. Apoiando a candidatura majoritária de Roberto Cláudio (PSB), a legenda esteve coligada com o PSDC, que elegeu dois vereadores: Tamara Holanda, com 5.562 votos e Vaidon (4.423).

No entanto o fenômeno da eleição proporcional em Fortaleza foi o número expressivo de votos do candidato eleito, Capitão Wagner (PR), que obteve a impressionante pontuação de 43.655 votos, o que ajudou o PR a fazer mais dois nomes: Adelmo Martins e o presidente do Sindiguarda, Márcio Cruz. Depois de Capitão Wagner, a maior pontuação foi do peemedebista Vitor Valim, com 29.952.

Os dois foram os únicos que se elegeram sem a computação de votos das legendas. Depois deles, com o maior percentual de votos estão: João Alfredo (PSOL), com 20.222. Leonelzinho Alencar (PtdoB) e Adail Júnior (PV) vem logo em seguida, com 14.486 e 13.695, respectivamente.

O Partido Trabalhista Cristão (PTC) também conseguiu eleger três candidatos, porém, nenhum dos atuais representantes da legenda na Casa Legislativa conseguiram se reeleger. Dois dos futuros vereadores eleitos pelo PTC foram votados com nomes esquisitos como: A Onde É, com 6.042 votos, e o BA com 5.011. Cláudia Gomes com 7.464 votos é a ocupante da terceira vaga do PSC. Ela é esposa do atual vereador Marcílio Gomes (PSL). O PSC foi outro partido que, atualmente, não tem nenhuma representação no Legislativo Municipal fortalezense e que na próxima Legislatura, será representado por quatro nomes: Wellington Saboia, presidente da legenda em Fortaleza, Marcos Aurélio e Eologio Neto e Benigno Júnior.

O PSOL, do candidato a prefeito Renato Roseno, partido que faz forte oposição à gestão da prefeita Luizianne Lins, conseguiu eleger dois candidatos a vereador. O atual representante da sigla na Câmara, João Alfredo, ficou em terceiro lugar no quadro geral de eleitos, com 20.222 votos, e Toinha Rocha, com 5.134 também foi eleita.

O PMN é o outro partido que volta a ter um representante na Casa, com Zier Férrer. O último representante do partido, Mário Hélio, foi eleito em 2008, mas cedeu sua vaga para Marcílio Gomes, quando se elegeu deputado estadual.

Os vereadores Luciram Girão (PMDB), Marcus Teixeira (PMDB), Paulo Gomes (PMDB), João Batista (PRTB), Eron Moreira (PV), Martins Nogueira (PSB), Irmão Léo (PHS), Valdeck Vasconcelos (PTB), Plácido Filho (PDT), Carlinhos Sidou (PV), José Freire (PTN), Gerôncio Coelho (PtdoB), Eliana Gomes (PcdoB), Ciro Albuquerque (PTC) não se reelegeram. Outros quatro vereadores não tentaram reeleição.

O PMDB permanecerá com a maior bancada da Câmara, pois fez quatro candidatos para a próxima Legislatura. Assim como ele, PT e PSC terão quatro representantes na Casa, seguidos de PTN, PR e PTC, com três nomes, cada. PV, PSL, PDT, PTdoB, PSOL, PSB e PSDC terão dois quadros. PHS, PRB, PSDB, PP, PCdoB, DEM, PSD e PMN elegeram, cada uma das agremiações, somente um vereador cada.

(Portal Terra e Diário do Nordeste Online)

Júnior é eleito prefeito de Eusébio

O candidato Júnior (PSB) foi eleito prefeito do município do Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza, com 56,19% dos votos. Em segundo lugar ficou Edson Sá (PMDB), com 40,13% dos votos.

Depois
Em terceiro lugar ficou Monaliza Sá (PSDB), com 1,86%. Por último ficou Acaci (PC do B), com 1,82% dos votos.

Câmara
O candidato a vereador mais votado foi Tarcisinho (PTB), com 5,11% dos votos.

(Jangadeiro Online)

Ronaldo da Cerâmica é eleito prefeito do Crato

O candidato Ronaldo da Cerâmica (PMDB) foi eleito prefeito do município do Crato, Região do Cariri, com 59,87% dos votos. Em segundo lugar ficou Dr.Cícero (PV), com 22,30% dos votos.

Depois
Em terceiro lugar ficou Marcos Cunha (PT), com 11,15%. Por último ficou Sineval Roque (PSB), com 6,68% dos votos.

Câmara
O candidato a vereador mais votado foi Thiago Esmeraldo (PP), com 2,90% dos votos.

(Jangadeiro Online)

Maioria dos bancários aceita propostas da FENABAN e BB, mas recusa da CAIXA

No nono dia de greve nacional, a maioria das assembleias dos bancários aprovou nesta quarta-feira 26 a nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), conforme informações enviadas pelos sindicatos até as 21h para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Também foi aceita a proposta para as reivindicações específicas dos funcionários do Banco do Brasil, mas a maioria das assembleias rejeitou a da Caixa Econômica Federal.

Com isso, os bancários de bancos privados e do BB de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Campo Grande e estados como Piauí, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima e Alagoas, dentre outros, voltam ao trabalho nesta quinta-feira 27.

Já os empregados da Caixa decidiram permanecer em greve em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pará, Ceará, Bahia e Sergipe, dentre outros. “Vamos fortalecer a greve na Caixa, buscando cobrar mais avanços para os trabalhadores”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

A Contraf-CUT vai encaminhar nesta quinta-feira uma carta para a direção da Caixa, solicitando a retomada das negociações específicas.

Avanços econômicos e sociais

A nova proposta da Fenaban, que foi apresentada ao Comando Nacional no oitavo dia de greve, eleva o reajuste nos salários de 6% para 7,5% (2% de aumento real), contém um acréscimo de 8,5% no piso salarial e nos auxílios-refeição e alimentação (ganho real de 2,95%) e aumenta 10% no valor fixo da regra básica e no limite da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). 

“Com mobilização e greves, os bancários conquistaram nos últimos nove anos consecutivos aumento real de salário, acumulando 13,22% nos salários e 35,57% no piso, de acordo com o INPC”, destaca Cordeiro.

A Fenaban aceitou a reivindicação de que os salários dos bancários afastados que aguardam perícia médica sejam mantidos pelos bancos até que seja regularizada a situação junto ao INSS. Há inúmeros casos em que o trabalhador recebe a alta programada do INSS, mas acaba sendo considerado inapto no exame de retorno ao trabalho realizado pelos bancos, ficando sem benefício do INSS e sem salário.

“Os bancos aceitaram ainda a proposta do Comando de realizar um novo censo na categoria para verificar questões como gênero e raça, na perspectiva da igualdade de oportunidades, nos moldes do Mapa da Diversidade, feito em 2008″, salienta o dirigente sindical.

Além disso, a Fenaban também assumiu o compromisso com a proposta do Comando de fazer um projeto-piloto para experimentar medidas defendidas pelos bancários e vigilantes para a melhoria da segurança nos bancos, como portas de segurança, biombos entre a fila e os caixas, e divisórias entre os caixas, inclusive os eletrônicos, dentre outras demandas. A Fenaban indicou as cidades de Recife, Olinda e Jaboatão para a realização do projeto-piloto, com participação e acompanhamento dos bancários nas etapas.

Não desconto dos dias parados

Os dias de greve não serão descontados dos bancários. A reivindicação do Comando Nacional era anistia, mas a Fenaban não aceitou e apresentou a mesma regra do ano passado de compensação até 15 de dezembro. Assim, os dias parados serão compensados em, no máximo, duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto sábados, domingos e feriados. O que ultrapassar esse período não será considerado.

Resultado das assembleias dos sindicatos até as 22h desta quarta-feira 

Sindicato

Fenaban

Banco do Brasil

Caixa

São Paulo Aprovou Aprovou Rejeitou
Brasília Aprovou Aprovou Rejeitou
Rio de Janeiro Aprovou Aprovou Assembleia amanha
Belo Horizonte Aprovou Aprovou Assembleia amanhã
Curitiba Aprovou Aprovou Aprovou
Alagoas Aprovou Aprovou Aprovou
Porto Alegre Aprovou Transferiu Assembleia Rejeitou
Ceará Rejeitou Rejeitou Rejeitou
Pernambuco Aprovou Rejeitou Aprovou
Sergipe Aprovou Rejeitou Rejeitou
Bahia Aprovou Rejeitou Rejeitou
Paraíba Aprovou   Aprovou
Piauí Aprovou Aprovou Aprovou
Mato Grosso Aprovou Aprovou Aprovou
Pará Aprovou Rejeitou Rejeitou
Amapá Aprovou Aprovou Rejetou
Florianópolis Assembleia amanhã Assembleia amanhã Assembleia amanhã
Campo Grande Aprovou Aprovou Aprovou
Rondônia Aprovou Aprovou Aprovou
Acre Aprovou Aprovou Assembleia amanhã
Roraima Aprovou Aprovou Aprovou
Londrina (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Guarapuava (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Chapecó (SC) Aprovou Assembleia amanhã Assembleia amanhã
Vale do Paranhana (RS) Aprovou Aprovou  
Jundiaí (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Limeira (SP)   Aprovou Aprovou
Criciúma (SC) Aprovou Aprovou Aprovou
Niterói (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Alegrete (RS) Aprovou Aprovou Assembleia amanhã
Catanduva (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
ABC (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Cruz Alta (RS) Aprovou Aprovou Aprovou
Erechim (RS) Aprovou Aprovou Aprovou
Guaporé (RS) Aprovou Assembleia amanhã Assembleia amanhã
Jacobina (BA) Aprovou Rejeitou Rejeitou
Novo Hamburgo (RS) Aprovou Aprovou Aprovou
Pelotas (RS) Rejeitou Rejeitou Rejeitou
Santiago (RS) Rejeitou Assembleia amanhã Aprovou
Piracicaba (SP) Aprovou Aprovou Aprovou

 (CONTRAF/CUT)

Greve dos Bancários no Ceará: Assembleia hoje, quarta-feira, dia 26/9 às 19 horas

Após o recebimento das propostas por parte da Fenaban, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica  Federal  e com reunião de negociação do BNB marcada para às 15 horas de hoje, o Sindicato convoca os bancários da sua base para Assembleia Geral Extraordinária às 18h30 em primeira convocação, e às 19h em segunda e última convocação, desta quarta-feira, dia 26/9, na sede da entidade, em conformidade com as orientações dadas pelo Comando Nacional dos Bancários para todos os Sindicatos representados na mesa de negociação pela Contraf-CUT.

Proposta apresentada na mesa pela Fenaban:
 

1. SALÁRIOS: Reajuste de 8,5% nos pisos e 7,5% sobre as demais verbas praticadas em 31/8/2012, com as compensações previstas na CCT. 

2. SALÁRIOS DE INGRESSO: Correção dos Valores previstos na CCT 2011/2012, a partir de 1º/9/2012, de acordo com a tabela abaixo:

ITENS                                                        |    VALORES ANETRIORES – CCT 2011/2012 (EM R$)   |  NOVOS VALORES – CCT 2011/2012 (EM R$)

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PORTARIA (INGRESSO)                                                           891,00                                                                             996,74

ESCRITÓRIO (INGRESSO)                                                    1.277,00                                                                            1.385,55 

CAIXA/TESOUREIRO (INGRESSO)               1.616,72 (salário de ingresso 1.277,00 +                           1.754,14 (salário de ingresso 1.385,55 +
                                                                                      Gratificação de Caixa 339,72)                                           Gratificação de Caixa 368,60)

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PORTARIA (APÓS 90 DIAS)                                                           976,00                                                                             1.058,96

ESCRITÓRIO (APÓS 90 DIAS)                                                    1.400,00                                                                             1.519,00 

CAIXA/TESOUREIRO (APÓS 90 DIAS)         1.900,36 (salário de ingresso 1.400,00 +                           2.056,89 (salário de ingresso 1.519,00 +
                                                                            Gratificação de Caixa 339,72 + Outras                              Gratificação de Caixa 365,20 + outras
                                                                                     verbas de Caixa 160,94)                                                      verbas de Caixa 172,69)

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3. AUXÍLIO REFEIÇÃO e AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO: Correção dos valores em 8,5% previstos na previstas na CCT, a partir de 1º/9/2012:

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ITENS                                                        |   VALORES ANTERIORES – CCT 2011/2012 (EM R$)    |    NOVOS VALORES – CCT 2012/2013 (EM R$)

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Auxílio Refeição                                                                                        19,78                                                                      21,46

Auxílio Cesta Alimentação                                             339,08 (4 tíquetes de 84,77)                                           367,92 (4 tíquetes de 91,98)

13a. Cesta Alimentação                                                 339,08 (4 tíquetes de 84,77)                                           367,92 (4 tíquetes de 91,98)

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4. DEMAIS ITENS EXPRESSOS EM VALORES: Correção dos valores previstos na CCT 2011/2012, a partir de 1º/9/2012, veja abaixo:

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ITENS                                                        |   VALORES ANTERIORES – CCT 2011/2012 (EM R$)    |    NOVOS VALORES – CCT 2012/2013 (EM R$)

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Gratificação Compensador de Cheques                                                   110,70                                                                      119,00

Auxílio-Creche / Babá (Filhos até a idade de 71 meses)                          284,85                                                                      306,21

Auxílio-Creche / Babá (Filhos até a idade de 83 meses)                          243,67                                                                       261,95

Requalificação Profissional                                                                       974,06                                                                    1.047,11

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PLR – Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.540 fixos (reajuste de 10%), com teto de R$ 8.414,34. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados para 2,2 salários, com teto de R$ 18.511,54.

PLR adicional – 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 3.080 (reajuste de 10%).

Antecipação da PLR – 54% do salário mais valor fixo de R$ 924,00, com teto de R$ 5.166,01 e parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre distribuído linearmente, com teto de R$ 1.540,00. A antecipação da PLR será paga até dez dias após a assinatura da Convenção Coletiva e a segunda parcela até 1º de março de 2013.

AGENDA

Dia 26 – Banco do Nordeste – Reunião às 15 horas, em Fortaleza

Dia 26 – Banco do Brasil  – Permanece reunido o Comando, em São Paulo

(Fonte: SEEB/CE)

Fenaban oferece reajuste de 7,5%, com 8,5% no piso e PLR para os BANCÁRIOS

Após oito dias de uma forte greve nacional, que vem crescendo dia a dia, a Federação de Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários nesta terça-feira 25 uma nova proposta econômica, que eleva para 7,5% o índice de reajuste dos trabalhadores; para 8,5% o aumento do piso salarial e dos auxílios-refeição e alimentação; e para 10% a parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), assim como dos tetos da regra básica e do adicional. 

O Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, está reunido neste momento, em São Paulo, para avaliar a proposta e definir qual a orientação que passará às assembleias que serão realizadas nesta quarta-feira 26 pelos 137 sindicatos representados pela entidade em todo o país. 

Os bancários deflagraram a greve nacional no dia 18 de setembro, depois de rejeitarem a proposta anterior dos bancos, de 6% de reajuste sobre todas as verbas salariais.

Pela nova proposta da Fenaban, as cláusulas econômicas da Convenção Coletiva dos Bancários ficariam assim:

Reajuste – 7,5% (aumento real de 2,02% pelo INPC).

Piso – R$ 1.519 (reajuste de 8,5%, o que significa 2,95% de ganho real). 

Caixa – R$ 2.056,89 (8,5% de reajuste).

Auxílio-refeição – R$ 472,15 (R$ 21,46 por dia), o que representa reajuste de 10%.

Cesta-alimentação e 13ª cesta-alimentação – R$ 367,90 (reajuste de 10%).

PLR – Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.540 fixos (reajuste de 10%), com teto de R$ 8.414,34 (reajuste de 10%). Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados para 2,2 salários, com teto de R$ 18.511,54 (10% de reajuste).

PLR adicional – 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 3.080 (reajuste de 10%).

Antecipação da PLR – 54% do salário mais valor fixo de R$ 924,00, com teto de R$ 5.166,01 e parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre distribuído linearmente, com teto de R$ 1.540,00.

A primeira parcela da PLR será paga até dez dias após a assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 1º de março de 2013. 

Fonte: Contraf-CUT

60% das AGÊNCIAS BANCÁRIAS estão paradas no CEARÁ

Em seu terceiro dia de greve, os bancários do Ceará paralisaram 305 agências em todo o Estado, das 484 existentes. Na capital, das 217 agências, 191 estão fechadas. Quase 7.500 agências estão paradas em todo o País.

Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, a categoria pede reajuste salarial de 10,25%, o que representa aumento real de 5%. Além da valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. Os banqueiros, ofereceram, até agora, um reajuste de 6%, o que representa um aumento real de 0,58%.

“Os banqueiros, mais uma vez, demonstraram sua intransigência e seu desrespeito à categoria ao oferecer 0,58% de aumento real para a categoria, mesmo com lucros cada maiores. Não é razoável que o piso dos bancários de R$ 1.400 seja inferior ao de países com economias menores, como Argentina, Chile e Venezuela” protesta Carlos Eduardo.

Os bancários aprovaram a greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o País no último dia 12, depois de cinco rodadas duplas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os bancos apresentaram a única proposta no dia 28 de agosto, com reajuste de 6% (0,58% de aumento real), rejeitada pelos bancários em assembleias em todo o País.

Na próxima sexta-feira (21), a partir das 14h, o Comando Nacional dos Bancários se reúne em São Paulo para avaliar a primeira semana da greve.

(PORTAL C NEWS)

SERRA PREPARA ATAQUE PESADO A RUSSOMANO

247 – O PSDB partiu para o tudo ou nada na disputa municipal em São Paulo, numa decisão que reforça a campanha negativa de José Serra contra os adversários. Depois de vender na propaganda eleitoral a ideia de que José Dirceu e Delúbio Soares voltarão ao poder se Fernando Haddad for eleito, ele agora parte para cima do líder Celso Russomano, que tem 35% das intenções de voto. O partido mandou rodar nada menos do que 652 mil exemplares de um jornal, comparando o candidato do PRB ao ex-presidente Fernando Collor. Nas simulações de segundo turno do Datafolha, Russomano teria 57% contra 31% de José Serra.

Leia na coluna de Vera Magalhães, da Folha:

Artilharia pesada

O PSDB pretende distribuir 652 mil exemplares de um jornal que compara Celso Russomanno a Fernando Collor e Celso Pitta. O material é dirigido ao chamado “centro expandido” de São Paulo, região na qual o candidato do PRB avança sobre o eleitorado tradicionalmente simpático a José Serra. O impresso, de quatro páginas, é intitulado “Dez fatos que você precisa saber” e traz fac-símiles de reportagens já publicadas na imprensa contra Russomanno, líder nas pesquisas.

Direto ao ponto Além dos recortes de reportagens, há pequenos resumos explicativos para cada caso. Na contracapa, o informativo arremata: “São Paulo não quer um novo Collor ou um novo Pitta. Quer experiência”.

Mala-direta Não há referências diretas a Serra no jornal, cujo expediente será assinado pela direção estadual tucana. O partido negocia com os Correios a entrega domiciliar dos exemplares.

(Brasil 247)

 

GREVE NACIONAL DOS BANCÁRIOS FECHA 5.132 AGÊNCIAS EM TODO O PAÍS, AFIRMA CONTRAF

A greve dos bancários fechou pelo menos 5.132 agências e centros administrativos dos bancos em todo o país nesta terça-feira (18), segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Segundo a Federação Brasileira dos Bancos, há mais de 34 mil agências bancárioas e postos de atendimento no país.

O balanço do primeiro dia da greve nacional dos bancários foi feito com base nos dados enviados até as 17h30 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários. Segundo a entidade, na última greve 4.191 agências foram paralisadas no primeiro dia.

Bancos estão fechados na Paraíba durante greve dos bancários (Foto: Walter Paparazzo/G1)Bancos fecharam nesta terça, primeiro dia da greve
dos bancários (Foto: Walter Paparazzo/G1)

De acordo com a confederação, a intenção dos bancários é fechar as agências, mas manter caixas eletrônicos e bancos pela internet funcionando. Neste primeiro dia de greve,no entanto, clientes, principalmente os idosos, reclamaram da falta de assistência para usar os caixas eletrônicos.

Obrigações
Apesar da paralisação, o consumidor não fica dispensado de pagar faturas, boletos bancários ou qualquer outra cobrança, segundo a Fundação Procon-SP. No entanto, para isso, a empresa credora ou concessionária de serviço deve oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam feitos, segundo a entidade.

A recomendação do Procon é que o consumidor entre em contato com a empresa e peça essas opções de forma de pagamento, como por internet, sede da empresa, casas lotéricas ou código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta o consumidor que os pagamentos de contas e tributos podem ser feitos por meio dos caixas eletrônicos, internet, centrais de atendimento, correspondentes bancários e débito direto autorizado (DDA), um serviço no qual é preciso se cadastrar e que permite receber os boletos de forma eletrônica e pagar também inclusive as contas vencidas.

Reivindicações
Segundo nota da confederação, entre as reivindicações dos bancários estão o reajuste de 10,25% nos salários (aumento real de 5%), uma participação nos resultados equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, piso salarial de R$ 2.416,38, criação do 13º auxílio-refeição e aumento dos benefícios já existentes para R$ 622, fim da rotatividade e das metas “abusivas”, melhores condições de saúde e trabalho e mais segurança nas agências.
A Fenaban disse em nota que “lamenta a decisão dos sindicatos de bancários de recorrer à greve”.

Bancários aderem à greve em MS (Foto: Tatiane Queiroz/ G1MS)Bancários aderem à greve e fecham mais de 5 mil agências e centro administrativos (Foto: Tatiane Queiroz/ G1MS)

O objetivo da greve é forçar a negociação, diz Ademir. Segundo ele, os bancos não apresentaram novas propostas de reajustes depois do dia 28 de agosto e por isso os bancários marcaram a greve.

Este é o décimo ano seguido que os bancários fazem greve nesta época do ano, quando é realizada a negociação dos reajustes, diz Ademir. As paralisações costumam durar cerca de duas ou três semanas, de acordo com ele.

O que dizem os bancos
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical do sistema financeiro, informou por meio de nota que apresentou uma proposta no dia 28 de agosto. Segundo a federação, a proposta prevê reajuste salarial de 6%, que corrigirá salários, pisos, benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O piso salarial para bancários na função de caixa passará para R$ 2.014,38 para jornada de seis horas. Entre outros benefícios, está prevista a 13ª cesta no valor de R$ 359,42.

(G1)

TRABALHADORES DOS CORREIOS entram em GREVE em 18 Estados e no DF

Os trabalhadores da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) em 18 estados e no Distrito Federal estão em greve a partir de hoje, por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajustes salariais e reposição de perdas.

Em Brasília, os trabalhadores prometem ficar mobilizados desde o começo da manhã, em manifestação em frente ao Ministério das Comunicações, onde aguardam reunião com representantes do governo. Às 10h30 haverá uma audiência no TST (Tribunal Superior do Trabalho).

O salário inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942. Dos 35 sindicatos da categoria, dez ainda farão assembleias de hoje até o dia 25. Uma das maiores empresas empregadoras no regime de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), os Correios têm mais de 115 mil funcionários.

Paralisações

Aprovaram a paralisação os empregados dos Correios em Alagoas, no Amazonas, Ceará, Distrito Federal, em Goiás, Mato Grosso, na Paraíba, no Paraná, em Pernambuco, no Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e no Tocantins. Em Minas Gerais e no Pará, a categoria já havia iniciado a greve na semana passada.

O comando de negociação da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Mas quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, pedem 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100.

A empresa sustenta que o índice de reajuste de 5,2% oferecido aos trabalhadores garante o poder de compra e repõe a inflação do período, diz a ECT em seu blog institucional. Os Correios informam ter um plano de contingência para manter a prestação de serviços à população.

Segundo a ECT, há um plano com medidas como a realocação de empregados das áreas administrativas, a contratação de trabalhadores temporários e a realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos fins de semana. Em nota, a assessoria da empresa diz que apenas os itens econômicos da pauta de reivindicações dos sindicatos, se atendidos, gerarão acréscimo até R$ 25 bilhões na folha, cuja previsão de receita é R$ 15 bilhões para 2012.

(PORTAL BAND)

GREVE DOS BANCÁRIOS no CEARÁ paralisa quase 50% das UNIDADES BANCÁRIAS

No primeiro dia de greve dos bancários em todo o País a adesão foi em massa. No Ceará o movimento paredista foi forte. No Estado foram contabilizadas 231 agências paralisadas das 484 existentes. Em todo o País, 5.132 agências pararam neste primeiro dia, segundo a Contraf-CUT.

Em todo o País, 5.132 agências pararam neste primeiro dia. O balanço, feito pela Contraf-CUT com base nos dados enviados até as 17h30 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, mostra que a paralisação começou mais forte que a do ano passado, quando 4.191 agências foram paralisadas no primeiro dia.

Ainda nesta terça-feira, na sede do Sindicato dos Bancários, os bancários se reuniram em assembleia para avaliar o movimento. A grande adesão de bancos privados foi um dos destaques deste primeiro dia.  Nova assembleia acontece na segunda-feira, 24/9, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro), às 17h30.

BNB – A direção do Banco do Nordeste convocou o Comando Nacional para uma negociação na manhã desta terça, 18/9, mas nada apresentou de concreto para o movimento sindical. Segundo Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB, o Banco apenas confirmou que seguirá o que for acordado com a Fenaban, mas quanto às reivindicações específicas ainda não tinha nenhum posicionamento.

“Nós reafirmamos nossa disposição para a negociação, mas deixamos claro que o Banco só nos chamasse novamente para sentar à mesa se tivesse algo de concreto para apresentar aos trabalhadores”, disse.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.

(SEEB-CE)

Saiba o que NÃO FUNCIONA durante a GREVE NACIONAL DOS BANCÁRIOS

Com o início da greve dos bancários nesta terça-feira (18), a população terá que ter “jogo de cintura” para assegurar o dinheiro e pagar as contas. O atendimento direto com os bancários em qualquer agência de Fortaleza será suspenso.

De acordo com o presidente dos Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE), Carlos Eduardo Bezerra, quem determina o que deve funcionar são os bancos. Mesmo assim, serviços como atendimento no caixa, aplicações e criação de contas não acontecerão durante a greve. Além disso, bancários de todas as agências de Fortaleza entram em greve.

“O único serviço que não será suspenso é a compensação de cheque (setor que processa o cheque de todos os bancos), o transporte de valores. Nele não há necessidade de atendimento, contato direto com o cliente”, esclarece.

Ainda segundo o SEEB/CE, em algumas agências nem o caixa eletrônico funcionará. Além disso, o abastecimento dos caixas eletrônicos também fica comprometido por causa da greve.

Reivindicações

A categoria aderiu ao movimento grevista nacional para pedir um reajuste salarial de 10,25 %, dentre as principais reivindicações. Além disso, também quer a implantação de um piso salarial de R$ 2.416,38, a elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, do auxílio-creche/babá, da cesta-alimentação e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.

(JANGADEIRO ONLINE)

BANCÁRIOS DO CEARÁ iniciam GREVE por tempo INDETERMINADO a partir desta terça, dia 18

Reunidos em assembleia nesta quarta-feira, 12/9, os bancários do Ceará deliberaram por greve por tempo indeterminado a partir das 00h00 de terça-feira, dia 18/9. Os cerca de 300 bancários presentes à assembleia rejeitaram a proposta da Fenaban – que previa reajuste de 6% em todas as verbas, um aumento real de apenas 0,58%.

Uma nova assembleia, de caráter organizativo, será realizada na próxima segunda-feira, 17/9, às 18h30, na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro). Além disso, os delegados sindicais devem se reunir neste sábado, 15/9, a partir das 9h, para debater a organização do movimento.

A diretoria do Sindicato ressaltou que os bancários apostaram no processo negocial, mas a postura intransigente e retrógada dos banqueiros empurrou a categoria para a greve.

O presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, convocou os bancários à mobilização. “Diante dessa postura dos banqueiros, nos oferecendo apenas 0,58% de aumento real, essa é a hora de mostrarmos a nossa força e construirmos um movimento forte para garantir nossas conquistas. Os banqueiros, ao que parece, só entendem a linguagem da pressão, da mobilização e da greve. Precisamos estar unidos para construir uma greve forte”, disse.

Bancos federais – O Comando Nacional dos Bancários retoma as negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira (14), às 14h, em São Paulo. As novas rodadas acontecem após o envio de cartas aos dois bancos pela Contraf-CUT na última quinta-feira (6), a exemplo das correspondências encaminhadas para a Fenaban e aos quatro maiores bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander e HSBC) com o mesmo teor.

Já o Banco do Nordeste do Brasil, que adiou a negociação que deveria ter acontecido na segunda-feira, 10/9, está sinalizando com uma rodada de negociação para a próxima terça-feira, dia 18/9.

(Bancários Ceará)

Greve Nacional dos Bancários começa nesta terça-feira (18/09)

Bancários de todo o País prometem paralisar as atividades a partir de hoje devido à “falha” na negociação de reajuste salarial e em outras reivindicações com as instituições financeiras. Os sindicatos de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Fortaleza(CE) e Rio (RJ) já confirmaram a adesão à paralisação por tempo indeterminado. A greve deve atingir também bancários de instituições públicas.

“Começará nos principais corredores e (a greve) vai crescendo. Depois vamos atingindo, ampliando o número de agências e pegando concentrações bancárias”, afirmou a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira. A expectativa da entidade é que haja adesão de, ao menos, 42 mil na cidade de São Paulo e na região metropolitana, como foi registrado no ano passado.

São cerca de 500 mil bancários em todo o Brasil, sendo 138 mil na base de São Paulo e região metropolitana. No ano passado, a greve da categoria durou 21 dias. De acordo com Almir Aguiar, presidente do Sindicato dos Bancários da Cidade do Rio, a intenção por parte dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal leva a crer que a paralisação venha a ser maior que a do ano passado, quando cerca de 45% das agências de todo o Brasil ficaram fechadas. Só no Rio de Janeiro são 16 mil bancários que podem entrar em greve já a partir de hoje.

O atendimento por meio dos caixas eletrônicos deverá ser mantido, mas o atendimento ao público será cortado. “Tivemos um longo processo de negociação. Foram nove rodadas no total, onde discutimos toda pauta”, disse Juvandia. O sindicato afirma que a negociação foi iniciada em 1º de agosto, com 45 mil bancários ouvidos e que não houve resposta das instituições. “Os bancos não chamaram negociação alguma e não deram sinal disso esta semana. Demos um prazo longo para eles terem tempo de rediscutir e apresentar uma nova proposta, mas isso não aconteceu.”

Para o Sindicato dos Bancários de BH e Região Metropolitana, a paralisação é necessária para conseguir mais conquistas para a categoria. “O histórico mostra que somente com nossas campanhas conseguimos aumentos reais de salário e outros importantes avanços nos últimos oito anos. Mais uma vez vamos intensificar a mobilização para conseguirmos uma proposta digna dos banqueiros”, afirmou a presidente do sindicato, Eliana Brasil.

Os bancários pedem, além da proposta de aumento, melhorias na segurança e no atendimento à população. “Só ano passado, 49 pessoas foram mortas em ataques a banco e esse número pode ser maior esse ano. Estamos apresentando um plano também aos banqueiros para que melhorem as condições de segurança para que os assaltos às agências e crimes como a saidinha de banco possam diminuir”, afirmou Aguiar. “Queremos também que se instalem biombos para dificultar a visualização de quem está sendo atendido. São medidas que valem mais que proibir o uso de celulares”, afirmou o sindicalista.

Em São Paulo, o sindicato promete ainda para esta quinta-feira (20), um ato conjunto das categorias na avenida Paulista, às 10h, em frente ao Bradesco, na altura do Trianon.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) – braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) – informou que lamenta a greve e que confia no diálogo para a construção da convenção coletiva da categoria. “Greve é ruim para todo mundo: é ruim para o bancário, é ruim para o banco, é ruim para a população, que já foi muito incomodada pela onda de greves dos funcionários públicos e não merece ser mais incomodada com uma paralisação dos bancários”, afirmou em nota o diretor de Relações do Trabalho da federação, Magnus Ribas Apostólico.

Pagamento de contas

Em virtude da greve, o consumidor não perde a obrigação de pagar contas, boletos ou qualquer tipo de cobrança. Segundo informou o Procon-SP, as empresas credoras devem oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam efetuados.

A entidade recomenda ainda – para não haver cobrança de encargos adicionais e para evitar que o nome do usuário fique sujo – que o consumidor entre em contato com as empresas para pedir opções diferentes de formas de pagamento, como por internet, casas lotéricas, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos, entre outros. Além disso, a orientação é que sejam documentados esses pedidos.

A entidade também aconselha aos consumidores a não adquirir, sem conhecer os detalhes, pacotes de serviços oferecidos por bancos voltados a facilitar a quitação dos débitos durante a paralisação. Para a entidade, a greve é um risco previsto nas atividades de uma instituição financeira, “portanto, ela também é responsável por possíveis prejuízos causados ao consumidor com a paralisação”.

Ontem, em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), afirmou que a população tem à disposição canais para realizar as operações bancárias, como: caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking (banco no celular), operações por telefone e correspondentes (como casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados).

Negociações

A categoria quer reajuste salarial de 10,25%, com 5% de aumento real, e o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4,961,25 fixos. Até agora, a proposta oferecida pela Federação Nacional do Bancos (Fenaban) foi de 6% de reajuste salarial.

A categoria também exige a criação de planos de cargos, carreiras e salários para todos os bancários; o pagamento de auxílio-educação (para graduação e pós-graduação); ampliação das contratações; combate às terceirizações; aprovação da convenção que inibe a dispensa imotivada; cumprimento da jornada de 6h; mais segurança nas agências bancárias – como instalação das portas de segurança -; previdência complementar para todos os trabalhadores; elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, entre outros.

A Fenaban afirma que aprofundou a discussão das cláusulas sociais e econômicas e que apresentou, em 28 de agosto, uma proposta que prevê reajuste salarial de 6%, correspondente à reposição da inflação e aumento real, “que corrigirá salários, pisos, benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR)”.

Pela proposta, diz a Fenaban, o piso salarial para bancários que exercem a função de caixa passaria para R$ 2.014,38 para jornada de seis horas. Entre outros benefícios, haveria reajuste do auxílio refeição, que subiria para R$ 20,97 por dia; da cesta alimentação para R$ 359,42 por mês, 13ª cesta no mesmo valor e auxílio creche mensal de R$ 301,94 por filho, até os seis anos.

Com a proposta, diz a Fenaban, na prática, o piso de R$ 2.014,38 significaria R$ 3,5 mil por mês, considerando benefícios diretos, sem incluir plano de saúde, vale-transporte ou PLR. A entidade patronal afirma ainda que a PLR pode ultrapassar a três salários.

Com informações da Agência Brasil

AGÊNCIAS BANCÁRIAS e dos CORREIOS no CEARÁ devem parar a partir de terça-feira, dia 18/09

Reajuste salarial é a principal cobrança das duas categorias. Fotos: Divulgação

Para quem precisa utilizar os serviços oferecidos pelo bancos e Correios de todo o estado do Ceará, é bom ficar atento, pois as duas categorias devem entrar em greve a partir de terça-feira (18). Os sindicatos, porém, ainda vão realizar assembleias na segunda-feira (17).

Dentre as principais reivindicações, as duas categorias cobram reajuste salarial e fazem parte de movimento grevista que atinge todo o Brasil. O Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) e o Sindicado dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similiares do Estado do Ceará (Sintect-CE) também paralisaram todas as atividades em 2011 quase em igual período deste ano.

Bancos

Os bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que previa um reajuste de 6% em todas as verbas, com um aumento real de 0,58%. Uma nova assembleia ainda será realizada na segunda-feira para organizar as ações do movimento.

De acordo com o presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra, o reajuste oferecido ainda está longe do que a categoria quer. “Diante dessa postura dos banqueiros, nos oferecendo apenas 0,58% de aumento real, essa é a hora de mostrarmos a nossa força e construirmos um movimento forte para garantir nossas conquistas

A categoria também quer a implantação de um piso salarial de R$ 2.416,38, a elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, do auxílio-creche/babá, da cesta-alimentação e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição. Os protestos durante esse período indeterminado de paralisação também cobrar mais segurança para os funcionários que atuam em agências bancárias.

Correios

A coordenadora do Sintect/CE, Lourdinha Félix, explica que a paralisação vai prejudicar toda a entrega no Ceará e as agências dos Correios também vão deixar de funcionar durante o período. “Toda a entrega vai parar e a intenção é que as agências também não funcionem, pois queremos chamar a atenção para a falta de segurança no trabalho dos carteiros, motoristas e funcionários que atuam nessas agências”, acrescenta.

Félix esclarece que a assembleia analisou a proposta de reajuste salarial feita pela diretoria da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que elevou o percentual de 3% para 5,2%. Ela acredita que a recusa da categoria foi causada pela diferença entre o valor cobrado e oferecido. “Além de estar longe do que a gente quer, a ECT pretende alterar algumas regras do nosso plano de saúde e muita gente não vai aceitar isso”, lembra.

Um dos diretores do Sintect/CE, Gemilson Silva, defende que todas as federações precisam entrar em greve a partir da mesma data para causar um forte impacto no serviço em todo Brasil. “A gente decidiu adiar a greve para a próxima semana (na terça-feira) porque alguns estados ainda vão realizar assembleias, mas recusamos a proposta de reajusta salarial de 5,2 % feito pela ECT”, diz.

(JANGADEIRO ONLINE)

Direções da Caixa e BB marcam negociações para sexta-feira, dia 14/09

São Paulo – As questões específicas dos empregados da Caixa Federal e dos funcionários do Banco do Brasil voltaram a ser debatidas com as direções dos respecivas instituições financeiras. Nas mesas, independentes uma da outra, serão realizadas na sexta 14.

Na Caixa, nas três reuniões já realizadas, os representantes da instituição financeira se limitaram a negar praticamente todas as propostas dos empregados. A pauta específica foi aprovada durante o 28º Conecef e entre as prioridades está a contratação de mais bancários para que o quadro do banco totalize 100 mil ainda este ano. O objetivo é melhorar as condições de trabalho nas agências e complexos administrativos.

No Banco do Brasil a situação é semelhante. Também foram três mesas sem avanços. Entre as reivindicações dos bancários, aprovadas durante o Congresso Nacional dos Funcionários do BB, estão: melhoria no Plano de Carreira e Remuneração (PCR), PLR sem vinculação ao Sinergia, Cassi e Previ para todos.

(Bancários SP)

Bancários do Ceará, Rio, SP e Brasília rejeitam proposta da Fenaban e aprovam greve a partir do dia 18

Os bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande, Florianópolis, Pernambuco, Ceará, Bahia, Pará, Paraíba, Alagoas, Piauí, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá, Sergipe, Londrina e Campinas, dentre outros, reunidos em assembleias realizadas pelos sindicatos na noite desta quarta-feira (12), rejeitaram a proposta da Fenaban e aprovaram a deflagração de greve nacional a partir da próxima terça-feira (18) por tempo indeterminado. Novas assembleias serão realizadas na segunda-feira (17) para organizar o movimento. 

Confira na tabela abaixo a relação das entidades que aprovaram greve, de acordo com informações enviadas para a Contraf-CUT até as 21h45. 

A decisão segue orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que considerou insuficiente a proposta dos bancos de reajuste de apenas 6% sobre todas as verbas salariais -, o que representa um aumento real de apenas 0,58%, menor que o índice da quase totalidade dos acordos feitos por outras categorias no primeiro semestre deste ano, que obtiveram ganhos superiores a 5% acima da inflação. 

“Os seis maiores bancos, que empregam mais de 90% da categoria, lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, mas fizeram uma proposta que não valoriza os salários dos trabalhadores, enquanto pagam milhões de reais por ano para os altos executivos”, critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. 

Os bancos ainda lançaram R$ 39,15 bilhões em provisões para devedores duvidosos (PDD) no primeiro semestre, 64,3% a mais que o lucro líquido. “É um truque contábil para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 pontos percentuais no mesmo período e que acaba reduzindo a participação dos trabalhadores nos lucros”, aponta Cordeiro. “Por isso, os bancários reivindicam uma nova regra de PLR, equivalente a três salários mais R$ 4.961 fixos”, ressalta Cordeiro.

“Além disso, os bancos nada apresentaram para gerar empregos e acabar com a rotatividade, que reduz a massa salarial da categoria, muito menos para melhorar as condições de trabalho, como o fim das metas abusivas para a venda de produtos”, salienta. 

Na última quarta-feira (5), o Comando Nacional enviou carta à Fenaban informando sobre o calendário de mobilização e reafirmando a importância de se buscar um acordo negociado. Mas até agora, passados sete dias, os bancos não deram nenhuma resposta.

Clique aqui para ler a carta para a Fenaban.

“Com a deflagração da greve a partir do dia 18, os bancários de todo o país estão respondendo ao desrespeito com que os bancos vêm tratando a categoria nas mesas de negociação. Continuamos abertos ao diálogo e qualquer nova proposta será apreciada nas assembleias do dia 17, mas estamos unidos e preparados para fazer uma grande mobilização nacional, a fim de arrancar novas conquistas econômicas e sociais”, conclui o presidente da Contraf-CUT.

BB e Caixa

O Comando Nacional retoma as negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira (14), às 14h, em São Paulo. As novas rodadas acontecem após o envio de cartas aos dois bancos pela Contraf-CUT na última quinta-feira (6), a exemplo das correspondências encaminhadas para a Fenaban e aos quatro maiores bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander e HSBC) com o mesmo teor.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%). 
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. 
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.

Veja o resultado das assembleias até as 21h45:

SINDICATO RESULTADO
São Paulo Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Rio de Janeiro Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Brasília Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Belo Horizonte Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Curitiba Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Porto Alegre Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Campo Grande Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Florianópolis Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Pernambuco Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Ceará Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Bahia Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Pará Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Paraíba Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Piauí Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Mato Grosso Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Acre Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Espírito Santo Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Rondônia Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Amapá Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Alagoas Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Sergipe Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Roraima Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Campinas – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
ABC – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Londrina – PR Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Vitória da Conquista – BA Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Dourados – MS Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Teresópolis – RJ Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Santa Rosa – RS Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Vale do Ribeira – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Uberaba – MG Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Limeira – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Nova Friburgo – RJ Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Vale do Paranhana – RS Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Chapecó – SC Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Teófilo Otoni – MG Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Mogi das Cruzes – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Caxias do Sul – RS Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
São Leopoldo – RS Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Erechim – RS Rejeitou a proposta e aprovou estado de greve
Guaporé – RS Rejeitou a proposta e aprovou estado de greve
Zona da Mata e Sul de Minas Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Guarapuava – PR Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Sul Fluminense – RJ Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Ipatinga – MG Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Campo Mourão – PR Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
São Miguel do Oeste – SC Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Juiz de Fora – MG Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Patos de Minas – MG Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Três Rios – RJ Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Feira de Santana – BA Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Jacobina – BA Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Bagé – RS Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Camaquã – RS Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Litoral Norte – RS Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Taubaté Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Presidente Prudente – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Guarulhos – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Catanduva – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Bauru – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Barretos – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Assis – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Araraquara – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Irecê – BA Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18
Jundiaí – SP Rejeitou a proposta e aprovou greve a partir do dia 18

Fonte: Contraf-CUT

Bancários do Ceará participam de assembleia nesta quarta-feira (12/09): quem define a greve é você!

Será na próxima quarta-feira, dia 12,  a partir das 18h30, a assembleia dos bancários para deliberação sobre greve por tempo indeterminado a partir do dia 18/9. Mais uma vez, os banqueiros frustram as expectativas da categoria e não apresentam nenhuma nova proposta. Diante do impasse, o Sindicato dos Bancários do Ceará convoca toda a categoria para a assembleia geral dos bancários, que acontece na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro)

Na última rodada de negociações entre Comando Nacional e a Fenaban, os banqueiros não apresentaram nenhuma nova proposta. Contrariando as expectativas de que colocariam novos avanços na mesa de negociação, os bancos mantiveram a proposta de 6% de reajuste (aproximadamente 0,7% de aumento real).

Além de não trazer nova proposta, os bancos descumpriram o compromisso anunciado nas negociações anteriores de montar um projeto-piloto em Recife para testar equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros.

“Com essa postura intransigente, os bancos empurram os bancários para a greve. Eles não mudaram de posição nem depois da divulgação da pesquisa do Dieese na semana passada revelando que 97% das categorias profissionais fecharam acordos com reajustes acima da inflação no primeiro semestre. Portanto, o sistema financeiro, o mais dinâmico e rentável da economia, tem condições de atender à reivindicação de aumento real de 5% dos bancários”, cobra Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. “Se setores econômicos sem a mesma pujança estão concedendo aumentos reais, os bancos podem muito mais. Somente os seis maiores bancos lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre e ainda provisionaram R$ 39,15 bilhões para devedores duvidosos, um grande exagero para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 ponto percentual no período”, completa.

“Nós, trabalhadores, estamos apostando no processo negocial, mas parece que os banqueiros só entendem a linguagem da pressão, da mobilização e da greve. Essa é a nossa hora de mostrar que estamos mobilizados, unidos e fortes. Não podemos admitir que um setor tão lucrativo como o setor financeiro queira oferecer aos trabalhadores apenas 0,7% de ganho real. Vamos todos à assembleia do dia 12 dizer com firmeza: chega de truques, banqueiro!”, convoca o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

(SEEB-CE)

Bancos travam aumento real, mas engordam ganhos milionários dos diretores

 

  
Os bancos estão recusando elevar a proposta de reajuste de 6% que ofereceram aos bancários na mesa de negociação da Campanha Nacional, o que representa apenas 0,58% de aumento real, segundo o INPC, mas aumentaram em proporção muito maior a remuneração já milionária de seus diretores. 

Segundo dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a remuneração média dos diretores estatutários de quatro dos maiores bancos (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander) em 2012 será 9,7% superior à do ano passado, o que significa um aumento real de 4,17%. O estudo foi feito pelo Dieese – Rede Bancários. 

A remuneração total dos diretores dos quatro bancos, que inclui as parcelas fixas, variáveis e ganhos com ações, soma este ano R$ 920,7 milhões, contra R$ R$ 839 milhões em 2011. Cada diretor estatutário do BB embolsará este ano mais de R$ 1 milhão, os do Bradesco receberão R$ 4,43 milhões cada um, os do Santander R$ 6,2 milhões e os do Itaú R$ 8, 3 milhões. Veja nos quadros abaixo:

Remuneração Total Anual da Diretoria Estatutária

 
Os gastos dos bancos com a remuneração dos diretores estatutários  

Banco

2012

2011

2012/2011

Montante

Montante

(%)

Bradesco 408.000.000,00 451.807.534,54

-9,7%

Itaú Unibanco 125.000.000,00 111.237.786,00

12,4%

Santander 347.505.500,00 246.566.442,00

40,9%

Banco do Brasil 40.216.151,98 29.458.369,75

36,5%

Total 920.721.651,98 839.070.132,29

9,7%

Fonte: CVM      
Notas:      
- A Remuneração Total inclui as parcelas fixas, variáveis e ações  
- Os valores dos montantes, em 2012, sãoprovisionamentos  
dos bancos para essas rubricas    
       
Descontada a inflação pelo INPC dos últimos 12 meses,  
de 5,3%, há um ganho real de 4,17% para o montante distribuído a título  
de remuneração dos executivos pelos quatro bancos considerados  
           

 

Remuneração totalanual da diretoria estatutária

 

 

2012

2011

Variação %

Remuneração Anual por diretor

Nº de Membros

Remuneração Anual por diretor

Nº de Membros

2012/2011

Bradesco

4.434.782,61

92

5.134.176,53

88

-13,6%

Itaú Unibanco 8.333.333,33

15

7.415.852,40

15

12,4%

Santander 6.205.455,36

56

5.246.094,51

47

18,3%

Banco do Brasil 1.086.923,03

37

818.288,05

36

32,8%

Fonte: CVM. Elaboração: Dieese- Rede Bancária

 

Em contrapartida ao aumento imenso da remuneração dos altos executivos, os bancos pagam a seus trabalhadores no Brasil um dos piores salários da América do Sul. Pesquisa realizada pela Contraf-CUT junto a entidades sindicais sul-americanas mostra que o piso salarial dos bancários brasileiros é de R$ 1.250,00, o equivalente a US$ 681 (ou 5,68 dólares a hora trabalhada). No Uruguai, o piso salarial do bancário era US$ 1.089 (8,38 dólares a hora) e na Argentina o salário de ingresso é quase o dobro do brasileiro: US$ 1.200 (8 dólares a hora). Veja na tabela abaixo:

Pisos salariais dos bancários – Brasil,Argentina e Uruguai (*)

 

País

Piso Salarial (US$) Jornada de Trabalho Salário/hora (US$)
Brasil 681,35 30h/semana 5,68
Argentina 1.200,00 37,5h/semana 8,00
Uruguai 1.089,63 32,5h/semana 8,38

(*)Dados de agosto/2012.Elaboração: Dieese – Rede Bancários

 

“Vejam que situação perversa temos no Brasil. Aqui estão os maiores lucros dos bancos, inclusive dos estrangeiros, e também as maiores remunerações dos executivos. Por que os salários dos bancários brasileiros estão entre os menores?”, questiona Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. 

“São práticas absurdas como essas que tornam o Brasil um dos 12 países com a pior concentração de renda do mundo e a quarta pior na América Latina, ao mesmo tempo em que ostenta o sexto lugar no ranking das maiores economias. É inadmissível que isso continue”, afirma Carlos Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25%. 
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. 
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades 

Fonte: Contraf-CUT

Fenaban frustra bancários e Comando indica greve nacional a partir do dia 18

Os bancos mais uma vez frustraram as expectativas da categoria e não apresentaram nenhuma nova proposta na rodada de negociação realizada com o Comando Nacional dos Bancários nesta terça-feira 4, em São Paulo. Diante do impasse, o Comando definiu calendário de mobilização que aponta para a realização de assembleias no dia 12 para deflagrar greve por tempo indeterminado a partir do dia 18, com assembleias organizativas no dia 17.

A rodada durou menos de meia hora. Contrariando as expectativas de que colocariam novos avanços na mesa de negociação, os bancos mantiveram a proposta de 6% de reajuste (aproximadamente 0,7% de aumento real) feita no dia 28 de agosto.

Além de não trazer nova proposta, os bancos descumpriram o compromisso anunciado nas negociações anteriores de montar um projeto-piloto em Recife para testar equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros. Nesta terça-feira, o jornal Valor Econômico publicou longa reportagem, dizendo que até o presidente da Fenaban, Murilo Portugal, já esteve na capital pernambucana tratando de segurança nos bancos com as autoridades e o Ministério Público.

Bancos empurram bancários para a greve

“Com essa postura intransigente, os bancos empurram os bancários para a greve. Eles não mudaram de posição nem depois da divulgação da pesquisa do Dieese na semana passada revelando que 97% das categorias profissionais fecharam acordos com reajustes acima da inflação no primeiro semestre. Portanto, o sistema financeiro, o mais dinâmico e rentável da economia, tem condições de atender à reivindicação de aumento real de 5% dos bancários”, cobra Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. 

“Se setores econômicos sem a mesma pujança estão concedendo aumentos reais, os bancos podem muito mais. Somente os seis maiores bancos lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre e ainda provisionaram R$ 39,15 bilhões para devedores duvidosos, um grande exagero para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 ponto percentual no período”, afirma Carlos Cordeiro.

Diretores têm aumento real na remuneração milionária

Para o presidente da Contraf-CUT, a postura dos bancos para com os trabalhadores contrasta com a benevolência em relação a seus altos executivos. Dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelam que a remuneração média dos diretores estatutários de quatro dos maiores bancos (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander) em 2012 será 9,7% superior à do ano passado, o que significa um aumento real de 4,17%. 

A remuneração total dos diretores dos quatro bancos, que inclui as parcelas fixas, variáveis e ganhos com ações, soma este ano R$ 920,7 milhões, contra R$ 839 milhões em 2011. Cada diretor estatutário do BB embolsará este ano mais de R$ 1 milhão, os do Bradesco receberão R$ 4,43 milhões e os do Santander R$ 6,2 milhões. E no Itaú saltou de R$ 7,4 milhões em 2011 para R$ 8,3 milhões este ano.

“Vejam que situação perversa temos no Brasil. Aqui estão os maiores lucros dos bancos, inclusive dos estrangeiros, e também as maiores remunerações dos executivos. Por que os salários dos bancários brasileiros estão entre os menores?”, questiona Carlos Cordeiro.

Bancários querem continuar negociando

A Contraf-CUT, conforme orientação do Comando, enviará carta nesta quarta-feira 5 à Fenaban, manifestando disposição para o diálogo e resolver o acordo na mesa de negociação. Também encaminhará ofícios aos bancos públicos, cobrando apresentação de propostas para as reivindicações específicas dos trabalhadores, e aos bancos privados, para reiterar a exigência de negociações sobre garantias de emprego.

“Queremos continuar negociando e buscar um acordo que contemple sobretudo aumento real, valorização maior do piso, PLR de três salários mais R$ 4.961,28 fixos, mais contratações e garantias contra demissões imotivadas”, conclui Carlos Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

Sindicato dos Bancários do Ceará lança Campanha Salarial 2012, nesta quinta, dia 09

A Campanha Nacional dos Bancários 2012 será lançada em Fortaleza na manhã desta quinta-feira, 9/8, no Centro da cidade. Com mágico, palhaços, pernas-de-pau e banda de música os bancários irão apresentar o tema “Chega de Truques, banqueiro!”, em alusão aos truques mirabolantes que eles usam para ludibriar bancários e clientes. 

A concentração será às 9 horas no BNB Centro – Praça Murilo Borges. Após ato público, os bancários seguirão com a trupe circense em caminhada pelas ruas do Centro, passando pelas principais agências bancárias. Este momento é para mobilizar a categoria bancária e conscientizar a sociedade sobre as manobras dos banqueiros. 

Reivindicações. Os bancários estão reivindicando o reajuste de 10,25% (inflação mais 5% de aumento real), piso igual ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416), PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, além do fim da rotatividade e mais contratações, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades. Fora outros itens que compõem a pauta de reivindicações entregue à Fenaban, no último dia 1º/8, em São Paulo.

(SEEB-CE)

Força da internet já assusta mídia tradicional

NESTA SEMANA, VEJA CIRCULA COM OITO PÁGINAS DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E UMA DOS CORREIOS; NO ENTANTO, BLOGUEIRO DA ABRIL, REINALDO AZEVEDO, CONDENA PUBLICIDADE EM MEIOS QUE FAZEM “UM TROÇO PARECIDO COM JORNALISMO”; NESTA QUARTA-FEIRA, FOI ARQUIVADO O INQUÉRITO CONTRA ERENICE GUERRA, AQUELA QUE VEJA AJUDOU A DETONAR, COM UM AMONTOADO DE MENTIRAS

26 de Julho de 2012

247 – José Serra comprou uma briga inglória. Ao propor uma ação judicial contra a publicidade oficial em blogs de dois jornalistas que o criticam, Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif, tudo o que ele conseguiu foi uma hashtag #SerraCensor que despontou entre os assuntos mais comentados do dia, além de um artigo de seu porta-voz informal, Reinaldo Azevedo.

O blogueiro da Abril publicou artigo em que condena publicidade em sites que fazem “um troço parecido com jornalismo” (leia mais aqui). Mas disse, no entanto, que veículos tradicionais, como Veja, por exemplo, não devem renunciar à publicidade oficial – já que ela está aí. Veja, de fato, não renuncia a ela. Na edição desta semana, seu maior anunciante é o Ministério da Educação, com oito páginas. Além disso, há também uma página dos Correios.

O movimento de Serra e Reinaldo, na verdade, não ocorre isoladamente. Trata-se de algo organizado. Antes deles, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tratou do tema numa coluna no Estado de S. Paulo. Depois, foi seguido por Eugênio Bucci, que, além de consultor de Roberto Civita, presidente da Abril, foi também citado na decisão do juiz Tourinho Neto que quase soltou Carlos Cachoeira – na decisão, Tourinho, sabe-se lá por que, determinou que o contraventor, em liberdade, não poderia se aproximar de dois jornalistas: Policarpo Júnior e o próprio Bucci.

Enquanto estiveram no poder, os tucanos jamais se incomodaram com a questão da publicidade oficial. Andrea Matarazzo, braço direito de Serra, foi um ministro da Secretaria de Comunicação de FHC muito querido por donos de empresas de mídia. Reinaldo Azevedo, quando foi empresário, teve apoio da Nossa Caixa e do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, mas o projeto da revista Primeira Leitura acabou naufragando.

O que os incomoda, na verdade, é a nova realidade da informação no Brasil e no mundo. Antes, havia quatro ou cinco famílias relevantes no jogo da informação no Brasil. E os barões da mídia mantinham uma postura aristocrática, cuja cornucópia era alimentada por boas relações no setor público.

Hoje, com a internet, há muito mais vozes. O novo mundo é polifônico. E não apenas os governos, mas também as empresas privadas, já estão abraçando essa nova realidade. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, a publicidade na web é muito maior do que nos jornais impressos. Na rede, a relação investimento/retorno é muito mais eficiente, além de mais transparente.

Um troço parecido com jornalismo

A investida do PSDB, com apoio de Reinaldo Azevedo, no entanto, veio em má hora. Nesta quarta-feira, os jornais noticiaram o arquivamento da denúncia contra a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, por absoluta falta de provas.

Antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2010, Veja fez uma denúncia sobre a entrega de malas de dinheiro na Casa Civil, a partir de um diz-que-diz em off, e a Folha de S. Paulo denunciou um lobby bilionário no BNDES feito por um personagem que não passaria pela catraca de segurança da sede do banco na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.

Não era jornalismo. Era um troço parecido com jornalismo, que ajudou a levar as eleições presidenciais de 2010 para o segundo turno.

Pode-se discutir a qualidade do jornalismo na internet, assim como nos veículos impressos.

Mas o que a mídia tradicional busca é apenas uma reserva de mercado. E demonstra medo crescente diante da força da internet.

O resto é conversa fiada.

(Brasil 247)

Campanha Salarial dos Bancários 2012: Reajuste de 10,25%, PLR e piso maiores e mais empregos

Rede de Comunicação dos Bancários

Os 629 delegados (428 homens e 201mulheres) e 43 observadores de todo o país que participaram da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em Curitiba, aprovaram na plenária final deste domingo 22 a pauta de reivindicações da Campanha 2012, que inclui reajuste de 10,25% (inflação mais 5% de aumento real), piso igual ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416), PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, além de mais contratações e fim da rotatividade, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral. Os delegados também aprovaram como bandeira política a construção de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro, na qual a sociedade possa discutir e definir qual o papel que os bancos devem desempenhar no país.

A pauta de reivindicações será entregue à Fenaban no dia 1º de agosto. E já estão marcadas as duas primeiras rodadas de negociação, nos dias 7 e 8 e 15 e 16.

A Conferência também decidiu intensificar a luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas para todos , pela contratação da remuneração total do bancário e pela ampliação da campanha pela inclusão bancária, que assegure prestação de todos os serviços financeiros a toda a população, realizada em agências e PABs por profissionais bancários, de forma a garantir atendimento de qualidade, respeitando as normas de segurança e protegendo o sigilo bancário. 

O coroamento de um processo democrático de discussão

A 14ª Conferência, que começou na sexta-feira 20, foi o ponto culminante de um processo de participação e democracia da categoria em todo o país, que passou por assembleias, consultas dos sindicatos junto às suas bases, encontros estaduais e conferências regionais. “Esse é um processo que coroa o movimento que teve início lá atrás”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Segundo Cordeiro, “entramos agora na fase das mobilizações que tratarão não apenas da remuneração e do emprego, mas também dos demais eixos que compõem a minuta aprovada neste domingo. Estamos com a categoria bastante mobilizada para termos sucesso em todas as nossas reivindicações”. 

“No dia 1º de agosto vamos entregar a pauta de reivindicações aos bancos e esperamos que os banqueiros estabeleçam um processo de negociação sério conosco. Debatemos e deliberamos nossas propostas de forma democrática. Vamos levar a negociação para além de aspectos econômicos, abordaremos temas caros aos bancários como saúde do trabalhador e segurança bancária”, aponta Ivone Maria da Silva, secretária-geral da Contraf-CUT.

“Esta Conferência Nacional, resultado de um amplo e democrático processo de debates, atende a expectativa dos bancários de todo o país e aproxima ainda mais o movimento sindical da realidade cotidiana da categoria, da vida do bancário em seu local de trabalho e consolida a nossa unidade”, afirma Carlos de Souza, vice-presidente da Contraf-CUT. 

As principais reivindicações

* Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%. 

* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. 

* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).

* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.

* Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).

* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.

* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.

* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.

* Mais segurança nas agências e postos bancários.

* Previdência complementar para todos os trabalhadores.

* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.

* Igualdade de oportunidades.

“É um marco para o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região a realização da 14ª Conferência Nacional em nossa cidade. Nossa avaliação é que o encontro foi muito positivo, não só pelos debates das demandas dos bancários, mas também pelas discussões políticas que tivemos. Uma novidade é que neste ano terminamos a Conferência com a data de entrega da minuta para a Fenaban já marcada, e também com duas rodadas de negociação já agendadas. Esperamos manter a unidade da categoria e que neste ano a adesão dos trabalhadores seja ainda maior, para conquistarmos cada vez mais”, avalia Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região.

O presidente da Fetec-CUT-PR, Elias Hennemann Jordão, também elogiou a Conferência. “Mesmo com todas as divergências nos debates promovidos entre todas as delegações, as reivindicações sobre saúde, emprego, remuneração, condições de trabalho e segurança bancária resultaram na minuta aprovada pelos delegados”, conclui.

Bancários do Nordeste definem prioridades para a Campanha Salarial 2012

Durante os dias 13, 14 e 15/7, em Fortaleza, 140 bancários de todo o Nordeste (sendo 47 delegados do Ceará) estiveram reunidos na I Conferência Regional da Fetrafi/NE. O evento serviu para definir a pauta dos bancários da região que será levada à 14ª Conferência Nacional dos Bancários, de 20 a 22/7, em Curitiba (PR). 

Na plenária final, realizada na manhã do domingo, 15/7, os bancários do Nordeste aprovaram 5% de aumento real; PLR de três salários + verbas fixas de natureza salarial; contratação da remuneração total do trabalhador; piso salarial equivalente ao salário mínimo ideal calculado pelo Dieese (em julho – R$ 2.416,38); melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral; fim da terceirização, mais segurança para trabalhadores e clientes, entre outros pontos. 

As discussões foram realizadas em grupos, no sábado, 14/7, quando os bancários se dividiram por temas: Emprego; Remuneração; Saúde, Condições de Trabalho e Segurança Bancária e Sistema Financeiro. 

O presidente da Fetrafi/NE e do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, esse momento dos fóruns democráticos de discussão são importantes até como forma de fortalecer a mobilização da categoria. “Os bancos não têm do que reclamar, pois seus lucros são cada vez mais crescentes. Vamos apostar no diálogo, mas se os banqueiros não valorizarem o debate, nós teremos que nos mostrar unidos e mobilizados para combater a intransigência dos banqueiros”, avisa. 

Abertura – O evento teve início na sexta-feira, 13/7, quando acompanharam uma palestra de conjuntura proferida pelo supervisor técnico do Dieese/CE, Reginaldo Aguiar, que fez uma explanação a respeito do cenário econômico brasileiro e mundial, além de fazer um balanço das campanhas salariais já concluídas em 2012. “As expectativas são positivas, mas é preciso manter a mobilização da categoria”, completou o supervisor do Dieese. 

Embasamento político – Já no sábado, 14/7, o secretário de Organização da Contraf-CUT, Miguel Pereira, citou a importância dos fóruns de debates precedentes à campanha salarial que balizam as entidades sobre o sentimento da categoria e ressaltou a necessidade de se construir uma campanha que aborde todo o ramo financeiro. “A preocupação com a questão financeira é importante, mas a luta pelas questões sociais e políticas também é fundamental, afinal a campanha salarial bancária baliza, inclusive, a campanha salarial de outras categorias”, avalia. Miguel ressaltou a importância da mobilização real de toda a categoria como forma de fortalecer a campanha. 

O representante da Contraf-CUT também destacou que é preciso desmentir a falácia dos banqueiros com relação ao argumento de que a redução dos juros ao consumidor diminui a lucratividade dos bancos. “Com certeza, os banqueiros usarão essa falácia para se negar a atender as reivindicações da categoria, mas é bom deixar claro que a redução dos juros não diminui a rentabilidade dos bancos”, esclarece. 

Miguel finalizou reafirmando a necessidade de se discutir o papel dos bancos públicos, o combate à rotatividade e à terceirização, combate ao assédio moral e às metas abusivas, além da valorização do piso salarial da categoria, pleiteando o salário mínimo proposto pelo Dieese. Ele enfatizou ainda a luta pelo trabalho decente, que envolve remuneração digna e condições de trabalho mais humanas que não comprometam a saúde do trabalhador. 

Já o representante da Fenae, Jair Pedro, ressaltou a importância da mobilização da categoria como fato fundamental para se construir uma campanha forte. “Os banqueiros vão usar argumentos como a redução dos juros, a crise econômica na Europa e temos que estar preparados para esse embate, basta ver o alto lucro apresentado pelo setor mesmo com todas essas questões”, disse. 

Ao final desse debate, que buscou dar embasamento político aos conferencistas, foi realizada a eleição dos delegados do Nordeste à Conferência Nacional dos Bancários. Foram eleitos 137 delegados do Nordeste, sendo que a delegação do Ceará contém 18 representantes. 

CONFIRA OS PRINCIPAIS PONTOS APROVADOS PELOS BANCÁRIOS DO NORDESTE 

EMPREGO 
• Garantia contra dispensa imotivada; 
• Combate à terceirização. 

REMUNERAÇÃO 
• Aumento real de 5%; 
• Piso do Diesse (R$ 2.416,38, valor de julho/12); 
• Contratação da remuneração total; 
• PLR de três salários base + verbas fixas de natureza salarial. 

SAÚDE, CONDIÇÕES DE TRABALHO E SEGURANÇA
• Fim das metas abusivas; 

• Combate ao assédio moral; 
• Assistência às vítimas de assaltos, sequestros e extorsões; 
• Equipamentos e medidas contra assaltos, sequestros e extorsões; 
• Proibição de transporte de numerário por bancários. 

SISTEMA FINANCEIRO 
• Previdência complementar para todos; 
• Isonomia de tratamento; 
• Promoção da igualdade de oportunidade para todos e todas. 

QUAL SUA EXPECTATIVA PARA A CAMPANHA NACIONAL DOS BANCÁRIOS 2012? 


“A CUT quer reafirmar e referendar seu compromisso com a categoria bancária, uma das mais importantes entre os trabalhadores. Estamos inserindo novas reivindicações para além das pautas meramente econômicas. Precisamos estar cada vez mais fortalecidos para arrancar conquistas frente aos patrões. E uma de nossas principais bandeiras do plano de lutas da nossa Central é a melhoria das condições de trabalho e de saúde dos trabalhadores”
JOANA ALMEIDA – Presidenta CUT/CE 


“É importante ressaltar que precisamos construir uma pauta que atenda às reivindicações da categoria, para garantir avanços importantes para todos. É preciso resgatar a qualidade de vida dos bancários. Hoje, vemos colegas doentes, inclusive fazendo uso de remédios tarja preta. Além disso, temos que manter a política de reajuste com aumento real, melhorar a PLR, e claro, buscar melhores condições de trabalho e de saúde”. 
ROSTAND LUCENA – Presidente do SEEB/Campina Grande 


“Nós temos que balizar a nossa luta com unidade e buscando o bem estar de todos os bancários. Agora, é preciso tomar providências urgentes quanto a questão da segurança bancária, que está se tornando um problema cada vez mais sério em todo o Nordeste e em todo o País. Além disso, temos que encampar também a luta contra a terceirização, que precariza o trabalho e o atendimento à população”. 
JAIRO FRANÇA – Presidente do SEEB/AL 

(SEEB-CE)

Assembleia, nesta quarta-feira, vai definir delegados para a I Conferência Regional da FETRAFI/NE

O Sindicato dos Bancários do Ceará convoca todos os bancários para uma assembleia geral extraordinária nesta próxima quarta-feira, dia 11/7, para a eleição de delegados à I Conferência Regional da Fetrafi/NE, que se realizará nos dias 13 e 14/7, no Ponta Mar Hotel (Av. Beira Mar, 2200 – Meireles), em Fortaleza. A assembleia acontece na sede do Sindicato (Rua 24 de Maio, 1289 – Centro), às 18h em 1ª convocação e às 18h30, em segunda convocação.

A I Conferência Regional da Fetrafi/NE contará com a participação de 120 delegados eleitos e 12 observadores (10% dos delegados). Os membros titulares da Diretoria Executiva são delegados natos. A abertura será na sexta-feira, dia 13/7, com uma análise de conjuntura. 

De acordo com os critérios de participação definidos pela Diretoria Executiva da entidade, o Ceará terá direito à sete delegados natos e 40 delegados eleitos, num total de 47 delegados. 

Durante à Conferência da Fetrafi, os bancários do Nordeste definirão a pauta da região para a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, que acontece entre os 20 e 22/7, em Curitiba. Ao final do evento, os bancários elegerão os delegados à Conferência Nacional. Do Ceará serão eleitos 18 delegados ao encontro nacional.

(SEEB-CE)