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Campanha Salarial 2011

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3º CONGRESSO DA CONTRAF-CUT: CONFIRA PROGRAMAÇÃO

A Contraf-CUT divulgou nesta segunda-feira (26) a programação do 3º Congresso da Contraf-CUT, que começa na próxima sexta-feira (30) e termina no domingo (1º de abril), no Hotel Slaviero Executive, em Guarulhos (SP). O evento será aberto com a realização do Seminário Internacional “Regulação do Sistema Financeiro”, com a participação de dirigentes sindicais de vários países.

O 3º Congresso, que terá abertura solene na noite de sexta-feira, tratará da conjuntura nacional e internacional, balanço da gestão de 2009-2012 e estratégias para o próximo período. Ao final, será eleita a direção da Contraf-CUT para o triênio 2012-2015.

O evento ocorre após a realização de pré-congressos em todas as oito federações filiadas, com a participação de delegados e dirigentes sindicais, ampliando os debates e construindo propostas que serão apresentadas em texto-base.

O credenciamento dos delegados será realizado das 15h às 19h de quinta-feira (29), das 8h às 18h de sexta-feira (30) e das 9h às 12h de sábado (31), no Hotel Slaviero Executive. 

Confira a programação do evento:

Programação

Sexta – 30 de março

Seminário Internacional: “Regulação do Sistema Financeiro”

10h às 12h – Mesa 1: “A origem da crise”
 Alejandra Madi, professora da Unicamp
 Adriana Rosenzvaig , secretária regional da UNI Américas

12h às 13h30 – Almoço

13h30 às 15h30 – Mesa 2: “Regulação do Sistema Financeiro”
 Marcio Holland de Brito, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda
 Márcio Monzane, chefe da UNI Finanças

15h30 às 17h30 – Mesa 3: “Mobilização da Sociedade”
 Stephen Lerner, Movimento Occupy Wall Street

19h às 19h15 – Aprovação do Regimento Interno

19h15 às 21h – Abertura solene

21h – Jantar de confraternização

Sábado – 31 de março

10h às 12h – Exposição da “Análise de Conjuntura” contida no Texto Base e respectivos destaques apresentados e Balanço da Gestão

12h às 14h – Almoço
14h às 18h – Estratégia
18h – Encerramento dos trabalhos do dia

Domingo – 1º de abril

10h às 11h – Estratégia
10h – Prazo final para inscrição de chapas
11h às 12h – Plenária final
12h – Apresentação, defesa das chapas inscritas e eleição da nova direção
13h – Encerramento do 3º Congresso 

Fonte: Contraf-CUT

Bancários do BNB e do Basa continuam em greve

Bancários do BNB (Banco do Nordeste) e do Banco da Amazônia continuam de braços cruzados, diferentemente dos colegas de outras instituições, cuja maior parte voltou ao trabalho no último dia 18, após aceitar a proposta dos patrões.

As agências paradas abrangem 18 Estados do país. Parte delas na Amazônia Legal, na região Norte, outras na região Nordeste e, ainda, na região Sudeste – veja relação dos Estados com agências bancárias paralisadas logo abaixo.

A categoria busca avançar os benefícios, segundo o secretário geral do Feeb (Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe), Hermelino Souza Meira Neto.

– Existem questões específicas como a busca pela isonomia entre empregados novos e antigos e do Banco do Brasil, o abono das faltas durante a greve, além da revisão dos planos de saúde e de previdência.

Acontece nesta quinta-feira (20), às 19h (horário de Brasília) uma assembleia entre os grevistas do Banco da Amazônia para votar o fim da greve.

Houve encontro entre grevistas e o Banco do Nordeste na quarta-feira (19), mas segundo Meira Neto não houve avanços.
Reivindicações

Uma das questões que mais contribuíram para a continuidade da greve foi a redução da PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) social e do impasse quanto ao PCS (Novo Plano de Cargos e Salários).

Segundo a AFBNB (Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil) a adesão é grande em todos os Estados. Em Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Paraíba têm todas as agências fechadas.

Estados parados

No restante das localidades a proporção é grande também: Ceará (85%), Sergipe (86,6%), Rio Grande do Norte (85,7 %), Piauí (94%) e Minas Gerais (93%). O Estado com menor adesão é o Maranhão com 75%.

Já o Banco da Amazônia tem 97% das agências paradas, em grande parte da amazônia legal e Brasília. O Pará tem o maior número de cidades afetadas. 

No total são 34 municípios em que há agências fechadas. São sete no Amazonas, Acre e Rondônia, duas no Amapá, 13 no Maranhão, 14 no Tocantins e oito no Mato Grosso. Somente Boa Vista tem agência fechada em Roraima e Brasília no Distrito Federal.

Banrisul

No Rio Grande do Sul as cidades do interior na qual os bancários mantinham a greve voltaram ao trabalho na quarta-feira (19) após assembleias com os trabalhadores durante a manhã.

*colaborou Marina Ribeiro, estagiária do R7

(R7

Funcionários do BNB alegam discriminação contra nordestinos

Apesar de a greve dos bancos ter se encerrado na última segunda-feira, 17, as quatro agências do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) em Fortaleza e Maracanaú permanecem de portas fechadas. Os funcionários continuam de greve.

A principal reclamação dos grevistas é de que houve “discriminação” e “má vontade” do Ministério da Fazenda por ter concedido reajuste de 10% no piso salarial dos funcionários do Banco do Brasil (BB), com repercussão em toda a curva salarial do Plano de Cargas, mas ter negado a mesma medida aos bancários do BNB.

“Houve discriminação contra os nordestinos porque o BNB é um banco regional e o Banco do Brasil não. Pela vontade do Ministério da Fazenda, já teriam acabado com o BNB há muito tempo”, afirma o diretor de imprensa do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-CE), Tomaz Aquino. Para a presidente da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB), Rita Josina, falta “visão e conhecimento da atuação capilar do BNB na região” por parte do Ministério e reforçou que há discriminação contra nordestinos.

Tomaz afirmou ter estranhado o tratamento diferenciado que o Governo Federal deu aos bancos: “Sempre as propostas do Banco do Brasil foram iguais essencialmente em relação ao Banco do Nordeste. Nunca tinha acontecido isso”. De acordo com Tomaz, apesar de o Governo Federal ter a “obrigação de tratar os bancos da mesma maneira”, a culpa também é dos banqueiros da direção geral do BNB, que “deixam correr sem ir atrás do prejuízo”.

Segundo a superintendência do BNB, porém, o BNB não teve autorização do Governo Federal para adotar o mesmo reajuste que o Banco do Brasil recebeu. A negociadora entre grevistas e direção geral do BNB, além de superintendente da área de Recursos Humanos, Eliane Brasil, afirmou que ontem foi encaminhado para o Ministério da Fazenda um documento com alternativas para solucionar a questão.

Ela acredita, porém, ser “muito difícil” alcançar a mesma proposta concedida ao BB.

“Fazer isso significa um impacto muito grande na folha de pagamento do banco”. Eliane estima que, caso fosse adotado o modelo, o prejuízo para o BNB seria de mais de 20%. Segundo ela, o Banco do Brasil é centenário, tem lucratividade superior ao BNB e tipo de atuação diferente.

No BB, foram R$ 2,93 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre deste ano, contra R$300 milhões de lucro do BNB. “Tivemos um bom lucro, mas ainda não é suficiente para arcar com a despesa de pessoal. A realidade do banco não pode arcar com essa elevação”.

(O Povo Online)

Funcionários do BNB no Ceará rejeitam proposta e mantêm greve

O Sindicato dos Bancários do Ceará rejeitou a proposta apresentada pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e os funcionários desse banco decidiram manter a greve. Segundo a categoria, a proposta do BNB favorece apenas os quatros primeiros níveis da carreira de analista bancário, excluindo os outros 14 níveis.

Os funcionários do BNB foram os únicos que decidiram manter a greve após assembleia na segunda-feira (17). Eles reivindicam pela isonomia entre novos e antigos funcionários, revisão do plano de cargos e remuneração (PCR), abono das faltas da greve e revisão dos planos de previdência e saúde.

Ainda de acordo com o sindicato, a proposta será analisada pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB nesta quarta-feira (19).

(G1)

Proposta específica do BB 2011/2012 (aprovada pelos bancários)

Em negociação com a Comissão Bancária de Negociação, ocorrida na noite desta sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde.

O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.

Assim, a Comissão Bancária de Negociação orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos até segunda-feira (17).

Devemos fazer a análise do conjunto do resultado da campanha nacional. Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo.

Detalhes da proposta do BB

- Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;

- Piso tem aumento de 10%, passando para R$ 1.760; com reflexo do E-1 ao E-12. Cada M passa a valer R$ 97,35;

- Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;

- VCP de 12 meses no retorno da licença saúde;

- Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;

- Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;

- Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;

- SACR – Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB – O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;

- Extensão do PAS – Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;

- Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;

- Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
Escriturário – R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
Caixas, Atendentes e Auxiliares – R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
Demais Comissionados – de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);

- Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento;

- Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e

- 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós graduação.

(CONTRAF/CUT)

Proposta específica da Caixa 2011/2012 (aprovada pelos bancários)

Proposta da Caixa inclui PLR Social, 5 mil contratações e valorização do piso
Em negociação realizada na noite desta sexta-feira (14), a Caixa Econômica Federal apresentou a Comissão Bancária de Negociação, uma nova proposta específica, que inclui a manutenção da PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro em 5 mil funcionários até final de 2012, além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa. Além disso, o banco reafirma que seguirá a proposta da Fenaban de reajuste de 9% em todas as verbas e de não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, seguindo a mesma redação do ano passado.

Dessa forma, a Comissão Bancária de Negociação orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas até a próxima segunda-feira (17). Entende a Comissão que a proposta complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban. É mais um avanço que confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização do piso da categoria, além de ganhos sociais importantes.

A Caixa concordou com a manutenção da PLR Social, que distribuirá 4% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados – além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Fenaban, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco previsto na convenção coletiva da categoria.

A proposta prevê também um novo aumento no piso dos bancários, que se daria com uma mudança na tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS). Pela proposta, os novos concursados passariam a ingressar no banco na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203. Dessa forma, o salário após os 90 dias do contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637 (valor atual da ref. 202) para R$ 1.826 (referência 203 já aplicado o reajuste de 9% negociado com a Fenaban) representando assim um reajuste de 11,55% nesse piso. Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932, e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128.

Além disso, o banco concordou em repassar o aumento de R$ 39 na tabela do PCS conquistado ano passado para os bancários que estão na tabela do PCS antigo. A correção dessa injustiça é um passo importante na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.

Outro avanço importante da proposta é a contratação de 5 mil novos empregados para o banco. A redação da cláusula prevê a ampliação do quadro dos atuais 87 mil empregados para 92 mil, com compromisso assumido pela Caixa de atingir esse número até dezembro de 2012.

Outros pontos:

Saúde do trabalhador – ampliação de 16 para 180 dias da garantia de manutenção de função para trabalhadores afastados por motivo de saúde. Atualmente após 15 dias de afastamento o gestor da unidade tem a opção de manter ou retirar a função do empregado em licença médica por até 180 dias. Embora o pagamento do valor permaneça na complementação por até 6 meses em caso de doença comum, por até 2 anos para doenças graves e por tempo indeterminado se for acidente de trabalho, é comum que os gestores retirarem a titularidade, o que gera redução salarial no retorno da licença. Caso a proposta seja aceita, se o trabalhador em questão voltar antes de completar 180 dias de afastamento, terá garantida a titularidade da função.

Saúde Caixa - a proposta prevê que o filho maior de 21 anos comprovadamente sem renda continue até os 24 anos no plano como dependente indireto mesmo que não esteja estudando. Além disso, o empregado poderá manter o filho no plano até os 27 anos desde que não tenha renda e esteja estudando.

Superávit – O banco se compromete a discutir a destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias no plano, mas considera necessários mais estudos. O tema será remetido para discussão no GT Saúde Caixa, que terá autorização da empresa para uma negociação efetiva. O mesmo acontece com a criação de estruturas específicas em todos os estados para o Saúde Caixa e questões de saúde do trabalhador dentro do banco.

Auxiliares de serviços gerais – empregados nesta carreira receberão reajuste linear de R$ 60 além do aumento negociado na Convenção Coletiva. Com a incidência das vantagens pessoais e adicional por tempo de serviço, o valor pode chegar a R$ 106 em muitos casos.

Representante no Conselho de Administração – o banco aceita alterar seu estatuto para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.

Crédito para calamidades – a Caixa propõe a criação de uma linha de crédito especial para os empregados chamada Empréstimo Calamidade. Com ela, caso um trabalhador do banco perca seus bens em uma ocorrência desse tipo (enchente, desabamento entre outras), o banco disponibilizará um empréstimo de até 10 salários padrão, limitada à margem consignável, para ser pago em até 60 vezes sem juros com carência de 90 dias. É necessário que o município do empregado decrete estado de calamidade pública.

CCV para Inativos - a proposta prevê ainda a abertura de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para inativos em todos os sindicatos e para qualquer assunto. Recentemente a Caixa assinou acordo para aplicação da comissão, a título de piloto, apenas com alguns sindicatos por prazo determinado (já vencido) e somente para discutir o Auxílio alimentação. Com a aceitação da proposta serão assinados novos aditivos com todos os sindicatos que desejarem, sem as atuais limitações.

CCV específica sobre 7ª e 8ª hora – pela proposta, a Caixa e o movimento sindical se comprometem a assinar, até 60 dias após a assinatura do acordo aditivo, um termo aditivo estendendo a CCV para os empresados da ativa que queiram reivindicar diretos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica.

Compensadores – a Caixa concorda em atender a reivindicação dos empregados que trabalhavam na extinta compensação de cheques de incorporação do adicional noturno, utilizando os termos do RH151. Dessa forma, a incorporação será válida para os trabalhadores que têm no mínimo 10 anos de trabalho na função e o valor será calculado com base na media dos últimos cinco anos.

Menor taxa no consignado - Adoção, para os empregados da ativa, aposentados e pensionistas, da menor taxa de juros praticada pela Caixa para o empréstimo consignado.

(CONTRAF/CUT)

Maioria dos bancários aprova propostas da Fenaban, BB e Caixa e encerra greve

Assembleia dos bancários de SP

Em assembleias realizadas nesta segunda-feira (17), 21º dia de greve nacional, a maioria dos sindicatos de bancários do país aprovou a nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bem como as específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. As três propostas foram aceitas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Alagoas, Campinas, Uberaba, Londrina, Criciúma, Blumenau, Teresópolis, Vitória da Conquista, Dourados e Campina Grande, entre outros sindicatos.

Várias assembleias ainda se encontram em andamento. Com isso, os bancários que aprovaram as propostas suspendem as paralisações e retornam ao trabalho nesta terça-feira, dia 18. A greve foi a maior realizada pela categoria nos últimos 20 anos.

Poucas assembleias rejeitaram as propostas do BB e Caixa e permanecem em greve. Os funcionários do Banrisul, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) continuam paralisados, cobrando avanços nas negociações específicas.

Avaliação

“A aprovação das propostas coroa mais uma campanha vitoriosa dos bancários, em que enfrentamos um cenário econômico e político adverso. Com unidade nacional, força da mobilização e poder de negociação foi possível arrancar conquistas importantes, como aumento real pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança, sem interferência de atores externos”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

“Foi também uma importante vitória política para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação. Garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda”, ressalta Cordeiro.

Avanços econômicos e sociais

Com a aceitação da proposta, os bancários conquistam reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%).

A proposta dos bancos inclui também avanços sociais. “Uma nova cláusula proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral”, destaca Cordeiro. “Outra cláusula obriga os bancos a coibir o transporte de numerário por bancários, que deve ser realizado conforme a lei federal nº 7.102/83, através de vigilantes”, salienta.

Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.

As propostas específicas do BB e da Caixa também apresentam melhorias para os bancários, envolvendo questões de carreira e condições de trabalho, dentre outras. “Entre os principais avanços, destacam-se a PLR social e a contratação de 5 mil empregados na Caixa e a valorização do plano de cargos e salários no BB”, salienta o presidente da Contraf-CUT.

A greve começou no dia 27 de setembro e chegou a paralisar 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

Resultado das assembleias conforme informações dos sindicatos até 22h30

Sindicato Fenaban Banco do Brasil Caixa
São Paulo Aprovou Aprovou Aprovou
Brasília Aprovou Aprovou Aprovou
Rio de Janeiro Aprovou Aprovou Aprovou
Belo Horizonte Aprovou Aprovou Aprovou
Curitiba Aprovou Aprovou Aprovou
Alagoas Aprovou Aprovou Aprovou
Porto Alegre Aprovou Assembleia terça, 10h Rejeitou
Ceará Aprovou Aprovou Aprovou
Pernambuco Aprovou Aprovou Aprovou
Bahia Aprovou Aprovou Aprovou
Paraíba Aprovou Aprovou Aprovou
Piauí Aprovou Aprovou Aprovou
Mato Grosso Aprovou Aprovou Aprovou
Pará Aprovou Aprovou Rejeitou
Florianópolis Aprovou Aprovou Rejeitou
Campo Grande Aprovou Aprovou Aprovou
Espírito Santo Aprovou Aprovou Aprovou
Rondônia Aprovou Aprovou Aprovou
Acre Aprovou Aprovou Aprovou
Vitória da Conquista (BA) Aprovou Aprovou Aprovou
Londrina (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Campo Mourão (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Paranavaí (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Guarapuava (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Apucarana (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Arapoti (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Cornélio Procópio (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Toledo (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Umuarama (PR) Aprovou Aprovou Aprovou
Chapecó (SC) Aprovou Rejeitou Rejeitou
Extremo Sul (BA) Aprovou Aprovou Aprovou
Uberaba (MG) Aprovou Aprovou Aprovou
Cataguases (MG) Aprovou Aprovou Aprovou
Teófilo Otoni (MG) Aprovou Aprovou Aprovou
Campina Grande (PB) Aprovou Aprovou Aprovou
Dourados (MS) Aprovou Aprovou Aprovou
Rondonópolis (MT) Aprovou Aprovou Aprovou
Simbama (MT) Aprovou Aprovou Aprovou
Itaperuna (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Macaé (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Nova Friburgo (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Sul Fluminense (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Vale do Paranhana (RS) Aprovou Aprovou Aprovou
Assis (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Bragança Paulista (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Jundiaí (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Limeira (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Vale do Ribeira (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Taubaté (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Campinas (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Limeira (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Blumenau (SC) Aprovou Aprovou Aprovou
Limeira (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Criciúma (SC) Aprovou Aprovou Aprovou
Feira de Santana (BA) Aprovou Aprovou Aprovou
Juiz de Fora (MG) Aprovou Aprovou Aprovou
Angra dos Reis (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Baixada Fluminense (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Niterói (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Três Rios (RJ) Aprovou Aprovou Aprovou
Alegrete (RS) Aprovou Aprovou Aprovou
Araraquara (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Catanduva (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Guarulhos (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Mogi das Cruzes (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
ABC (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Presidente Prudente (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Barretos (SP) Aprovou Aprovou Aprovou
Irecê (BA) Aprovou Aprovou Aprovou
Cariri (CE) Aprovou Aprovou Aprovou
Naviraí (SP) Aprovou Aprovou Aprovou

Fonte: Contraf-CUT

No Ceará, bancários do BB, Caixa e Privados decidem pelo fim da greve; BNB permanece

Cerca de 500 bancários cearenses presentes à assembleia realizada na segunda-feira, dia 17/10, aprovaram as propostas apresentadas pela Fenaban e pelas direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A greve continua no BNB, pois a proposta apresentada pelo Banco não contempla as reivindicações dos funcionários que seguem firme na paralisação em todo o Nordeste.

A greve, que completou 21 dias na segunda-feira, 17/10, conquistou aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso e PLR maior entre outros pontos conquistados após muita luta.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra reforçou a importância da unidade da categoria e lembrou que foi a força da greve que arrancou dos banqueiros as propostas aprovadas durante a assembleia. “Mais uma vez, a Campanha Nacional dos Bancários garantiu avanços importantes, tanto nos bancos públicos, quanto nos privados”, disse.

Confira o resumo das propostas:

Fenaban – A proposta aprovada durante a assembleia garante aos bancários de bancos privados um reajuste de 9% sobre todas as verbas, representando o aumento real de 1,5%. Além disso, garante reajuste de 12% no piso, com aumento real de 4,3%. A regra básica da PLR contempla 90% do salário mais R$ 1.400,00, com teto de R$ 7.827,29; já a parcela adicional da PLR corresponde a 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.800,00. Os dias parados não serão descontados, mas compensados até 15 de dezembro de 2011. Eventual saldo após essa data será anistiado.

BB – A proposta aprovada pelos funcionários do BB garante reajuste de 9% em todas as verbas e benefícios; o piso passa a ser de R$ 1.760,00, com reflexo na curva do PCR; trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento; instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater PCR, PC e Jornada de Trabalho, além de 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós graduação.

CEF – A proposta da CEF também garante reajuste de 9% em todas as verbas; manutenção da PLR social com distribuição de 4% do lucro líquido de forma linear para todos, além da regra básica e parcela adicional da PLR da Fenaban; ampliação do quadro em 5 mil empregados até o final de 2012; não descontos dos dias parados com compensação até 15/12; valorização do piso, entre outros avanços.

(SEEB/CE)

Bancários da Bahia encerram greve após assembleia

Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (17), o Sindicato dos Bancários da Bahia decidiu encerrar a greve. De acordo com informações do sindicato, a categoria aceitou a proposta de 9% oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram encerrar a greve iniciada há 21 dias.

Segundo o presidente do Sindicato, Euclides Fagundes, o banco Nordeste continuará em greve pois existem questões especificas que devem ser soluciondas. O representante ainda informou que os dias em que estiveram paralisados não serão descontados. Entretanto, os bancários têm até o dia 15 de dezembro para compensar o período em que estiveram fora dos seus postos.

Ainda de acordo com o presidente, os bancários deverão cumprir um regime especial até o fim do prazo sem que ultrapasse duas horas diárias além da carga horária normal. Ele ainda informou que caso não consigam cumprir a meta dentro do prazo, as horas que ficarem devendo serão anistiadas. As agências funcionarão normalmente nesta terça-feira (18).

O acordo entre a Fenaban e os representantes do Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) ocorreu na última sexta-feira (14). A proposta prevê 9% de reajuste sobre salários, retroativos a 1º de setembro, e 12% de reajuste no piso da categoria, que passa de R$ 1.250 para R$ 1.400 para a função de escriturário.

(G1)

Bancários do Rio aceitam proposta dos bancos e encerram greve

Depois de 21 dias parados, os bancários fluminenses voltam ao trabalho amanhã (18). Em três assembleias realizadas no começo da noite – uma envolvendo funcionários da Caixa, outra do Banco do Brasil e mais uma das instituições particulares -, eles decidiram aceitar a proposta dos bancos.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Município Rio, Almir Aguiar, comemorou o resultado e considerou a greve vitoriosa. “Foi a maior greve dos últimos 20 anos, paralisamos 9.254 agências em todo o país, o que demonstrou a insatisfação dos bancários em relação à proposta inicial dos banqueiros.”

Os bancários conquistaram 9% de reajuste salarial, o que representou 1,5% de ganho real, descontada a inflação. Também conseguiram um aumento de 12% sobre o piso inicial de um escriturário, para R$ 1.400, além de aumento de 27% sobre o valor fixo pago aos empregados referente à Participação sobre Lucros e Resultados (PLR), chegando a R$ 1.400, mais uma cota de 90% sobre o salário.

Da Agência Brasil

Bancários de São Paulo aceitam proposta da Fenaban e encerram greve

Em assembleia no início da noite desta segunda-feira (17), os bancários de São Paulo aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram encerrar a greve iniciada há 21 dias. Segundo a assessoria de imprensa do sindicato da categoria, a proposta patronal tem aumento real, valorização do piso e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não desconto de dias parados, fim do transporte de numerário e de ranking individual de metas, dentre outras conquistas. A assembleia foi realizada no Centro Trasmontano, na Sé, Centro da capital, e a decisão foi unânime.

Bancários do Banco do Brasil também se reuniram nesta segunda-feira e decidiram aceitar a proposta patronal. As agência devem reabrir nesta terça-feira (18) normalmente no estado. Outro banco público também deve atender aos correntistas normalmente nesta terça. Os bancários da Caixa Econômica Federal deliberaram e também aprovaram a proposta na noite desta segunda.

O acordo entre a Fenaban e os representantes do Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) ocorreu na noite de sexta-feira (14). A proposta prevê 9% de reajuste sobre salários, retroativos a 1º de setembro, e 12% de reajuste no piso da categoria, que passa de R$ 1.250 para R$ 1.400 para a função de escriturário.

Também houve avanço na discussão sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A partir de agora, cada trabalhador poderá receber até 2,2 salários mais R$ 2.800 por ano (contra 2,2 salários mais R$ 2.400).

Em relação ao piso da categoria, o aumento real foi de 4,3%. Será o oitavo ano consecutivo que os trabalhadores do setor terão aumento real. Os dias de paralisação não serão descontados e serão compensados até o dia 15 de dezembro, segundo a Contraf. Como em anos anteriores, o eventual saldo após esse período será anistiado.

De acordo com a Fenaban, o auxílio-refeição será de R$ 19,78 e a cesta-alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além de 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal será de R$ 284,85 por filho até 6 anos.

Histórico
Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida no dia 23. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representava aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação inicial da categoria era de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

Os bancários pediam, ainda, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

(G1)

Bancários de SP, Rio, Salvador e Curitiba aceitam proposta e encerram greve

O Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou na noite desta segunda-feira (17) que a maioria dos sindicatos de bancários do país aprovou a nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bem como as específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, e decidiram retornar ao trabalho nesta terça-feira.

Segundo a Contraf, em assembleias realizadas nesta segunda-feira, as propostas foram aceitas em cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Campinas, Uberaba, Londrina, Criciúma, Blumenau, Teresópolis, Vitória da Conquista e Dourados, entre outras.

Nas cidades de Florianópolis, Porto Alegre e Chapecó (SC), os funcionários da Caixa rejeitaram a proposta. Em Porto Alegre, os funcionários do Banco do Brasil marcaram uma nova assembleia para esta terça-feira.

Várias assembleias ainda se encontram em andamento.  A Contraf ainda não divulgou um balanço final das assembleias. Os resultados pelo país podem ser acompanhados no site da Contraf-CUT.

Em São Paulo, parte das agências já abriram as portas nesta segunda-feira. Em cidades como Curitiba e Criciúma o acordo já tinha sido aceito, no domingo.

A greve começou no dia 27 de setembro e chegou a paralisar 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

Reajuste de 9%
O acordo entre a Fenaban e os representantes do Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) ocorreu na noite de sexta-feira (14). A proposta prevê 9% de reajuste sobre salários, retroativos a 1º de setembro, e 12% de reajuste no piso da categoria, que passa de R$ 1.250 para R$ 1.400 para a função de escriturário.

Ficou acertado também melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%).

“Foi possível arrancar conquistas importantes, como aumento real pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança”, avaliou, em comunicado Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. “Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação”, acrescentou.

Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.

Histórico
Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida no dia 23. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representava aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação inicial da categoria era de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

Na quinta-feira, 9.254 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados ficaram fechados em todo o país, segundo balanço da Contraf. O número equivale a 46,1% dos 20.073 estabelecimentos do país.

(G1)

Comando divulga orientações para assembleias dos sindicatos nesta segunda

A Contraf-CUT disponibiliza para os sindicatos materiais que esclarecem a orientação do Comando Nacional para que os bancários aprovem nas assembleias, que acontecem nesta segunda-feira (17) a nova proposta apresentada na sexta-feira (14) pela Fenaban, bem como as específicas da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Os materiais estão disponíveis na seção de Downloads do site da Contraf-CUT, em versões para impressão em gráfica, reprodução em xerox e arquivos abertos em InDesign.

A versão on-line dos três materiais está na seção de Públicações do site da Confederação. Acesse abaixo cada uma delas:

> Fenaban

> Caixa

> Banco do Brasil

Fonte: Contraf-CUT

Comando Nacional dos Bancários orienta aceitação das propostas da Fenaban, BB e Caixa

Elaboração: Subseção Dieese da Contraf-CUT

Sindicatos de bancários de todo país realizam assembleias nesta segunda-feira, dia 17, para discutir e votar as propostas apresentadas na sexta-feira, dia 14, durante a sétima rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo. Também serão debatidas as propostas específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

A orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), é de aceitação das três propostas, com a suspensão da greve e volta ao trabalho.

“As novas propostas são resultado de um intenso processo de mobilização e negociação, que é o caminho que sempre defendemos, sem interferência de atores externos, para que os trabalhadores possam consolidar e avançar nas suas conquistas”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

A Fenaban propõe reajuste salarial de 9% (inflação do período mais aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12%, que passaria para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com elevação da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%).

A proposta dos bancos inclui também avanços nas condições de saúde, segurança e trabalho. “Conquistamos uma cláusula que proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral”, destaca Cordeiro. “Também obtivemos outra cláusula que obriga os bancos a coibir o transporte de numerário por bancários, que deve ser realizado conforme a lei federal nº 7.102/83, através de vigilantes”, salienta.

Clique aqui para ver a íntegra da proposta da Fenaban.

Clique aqui para ver o material sobre a proposta da Fenaban.

“Derrotamos a visão atrasada de que salário gera inflação e garantimos a continuidade, desde 2004, da política de recomposição salarial dos bancários, com aumento real pelo oitavo ano consecutivo e valorização do piso, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda”, ressalta Cordeiro.

Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.

As propostas específicas do BB e da Caixa também apresentam melhorias para os bancários, envolvendo questões de carreira e condições de trabalho, dentre outras. “Entre os principais avanços, destacam-se a PLR social e a contratação de 5 mil empregados na Caixa e a valorização do plano de cargos e salários no BB”, salienta o presidente da Contraf-CUT.

Clique aqui para ver o material sobre a proposta da Caixa.

Clique aqui para ver o material sobre a proposta do BB.

A greve, que começou no dia 27 de setembro, completa 21 dias nesta segunda-feira e paralisou na última sexta-feira (14) 9.152 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, segundo levantamento da Contraf-CUT com base nas informações enviadas pelos sindicatos.

Fonte: Contraf-CUT

 

Bancários do Ceará decidem hoje fim da greve, que dura 21 dias

ASSEMBLEIA DE AVALIAÇÃO DAS PROPOSTAS DO BANCOS

SEGUNDA-FEIRA (17/10), ÀS 17:00H

LOCAL: RUA 24 DE MAIO, 1289 – CENTRO – FORTALEZA/CE

 

Os 483 mil bancários de todo o País decidem nesta segunda-feira em assembleias marcadas para as 18h, se acabam com a greve, que completa hoje 21 dias – a mais longa da categoria desde 2004, quando a paralisação durou 30 dias. Na última sexta-feira, os representantes dos trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegaram a um acordo para encerrar o movimento. A proposta prevê reajuste salarial de 9%, que inclui a inflação dos últimos 12 meses até setembro último mais 1,5% de aumento real, além de outras melhorias financeiras.

Na reunião de sexta, também foi proposta a valorização do piso com correção de 12%. Com isso, ele passará para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%). Ficou acertado ainda uma elevação do percentual para o cálculo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

“Houve avanço nos pontos que considerávamos essenciais, como aumento real, melhoria do piso e do PLR”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. A entidade representa 16 municípios, com 138 mil trabalhadores.

Além de concordar em não descontar os dias parados, assinalou Juvandia, os representantes dos banqueiros assumiram o compromisso informal de ampliar o número de vagas nas agências. “No caso da Caixa Econômica Federal [CEF], tivemos a garantia de 5 mil novas contrações”. A dirigente sindical vai defender a aprovação da proposta patronal.

Por meio de nota, o presidente do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, também defendeu o fim da greve. “As novas propostas são resultado de um intenso processo de mobilização e negociação, que é o caminho que sempre defendemos, sem interferência de atores externos, para que os trabalhadores possam consolidar e avançara nas suas conquistas.”

No comunicado, a Contraf-CUT informou ainda que foram obtidas outras conquistas, como a proibição de que seja divulgado rankings individuais dos funcionários, o que permite coibir a cobrança das metas abusivas. Os dias parados deverão ser compensados com a extensão de duas horas nas jornadas até o próximo dia 15 de dezembro.

(Ultimo Segundo)

Bancários de Curitiba e região voltam ao trabalho nesta 2ª

Os bancários de Curitiba (PR) e região voltam aos trabalhos nesta segunda-feira, encerrando a greve que começou em 27 de setembro. Segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, foi aprovada em assembleia neste domingo, com cerca de mil trabalhadores, a proposta de reajuste da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).A reunião aceitou o reajuste de 9%, com aumento real de 1,5%. Não haverá desconto dos dias em que ficaram parados, embora tenham que fazer reposição até 15 de dezembro. Os bancários pediam reajuste de 12% e maior participação na divisão dos lucros das empresas.

(Portal Terra)

BNB: Negociação é adiada para segunda-feira, dia 17

A negociação entre os bancários e o BNB para discutir as reivindicações específicas do funcionalismo, marcada para esta sexta-feira, dia 14, foi adiada pelo banco para segunda-feira, dia 17, às 14h.

A justificativa do banco para adiar a retomada das negociações foi de que a direção da empresa quer aguardar uma definição das discussões da pauta geral dos bancários com a Fenaban.

Segundo Alan Patrício, diretor do Sindicato e representante dos bancários de Pernambuco na Comissão Nacional dos Funcionários do BNB, a expectativa é de que a reunião de segunda-feira traga avanços para a pauta específica.

“Mas, para conquistarmos as nossas reivindicações, é necessário que todos os funcionários do BNB fortaleçam a greve nesta segunda-feira para pressionarmos o banco na mesa de negociações”, diz Alan.

A pauta de reivindicações dos bancários do BNB tem 76 cláusulas. Entre os pontos de destaque, alguns são pendências que se arrastam há anos. Os funcionários querem, por exemplo, a volta da licença-prêmio; isonomia de tratamento; transparência nos processos internos de concorrência; revisão do PCR (Plano de Carreiras e Remuneração).

SEEC-PE

 

Maior greve dos últimos vinte anos conquista avanços nas propostas da Fenaban, do BB e da Caixa

Os bancários chegam nesta segunda-feira (17) a 21 dias de uma greve histórica, a maior dos últimos vinte anos, com mais de nove mil agências e departamentos parados.  Na última sexta-feira, dia 14,  o movimento nacional da categoria atingiu o seu maior nível de paralisação. No mesmo dia, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma nova proposta ao Comando Nacional dos Bancários, que prevê 9% de reajuste salarial (1,5% de aumento real). O índice vale para o cálculo de todas as verbas salariais, inclusive o tíquete-refeição e o vale-alimentação. Os valores são retroativos a 1º de setembro, data-base da categoria.

Para o  presidente do SEEB-RJ, Almir Aguiar,  “o índice é fruto de uma greve forte em que enfrentamos a intransigência dos bancos e a pressão do governo federal para tentar impedir o aumento real, uma conquista histórica dos últimos anos da qual  jamais abrimos mão. Até mesmo em função de um contexto político tão difícil, considero a atual proposta uma vitória de todos os bancários. Basta olhar para o desfecho da greve dos Correios para entender que a melhor saída é a aprovação da proposta e não o risco de entregarmos nosso destino à Justiça do Trabalho”. Os funcionários dos Correios fizeram uma greve de 28 dias e a decisão acabou no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que definiu um índice rebaixado de 6,87%, além de desconto dos dias parados.

A proposta dos bancos inclui ainda cláusulas importantes, entre elas uma que coíbe o transporte de numerário por bancários e outra que põe fim à divulgação de rankings individuais dos funcionários, mais um instrumento de combate à prática de assédio moral.

Dias parados

Almir destaca ainda que este é oitavo ano seguido em que a categoria conquista aumento real de salário. Ele considera também as propostas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal muito positivas. “Mais do que nos bancos privados, os funcionários dos bancos públicos derrotaram a pressão do governo federal, que queria ressuscitar o discurso monetarista de que salário gera inflação, tese que já sepultamos com o fim da era FHC”, afirma. Em relação aos dias parados, não haverá desconto, mas compensação até 15 de dezembro. Os bancos queriam estender este prazo até 30 de junho de 2012, o que foi rejeitado de imediato pelos bancários. A nova proposta da Fenaban prevê ainda maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a valorização no piso salarial. Confira nos quadrosmais detalhes. 

Caixa Econômica: Proposta inclui PLR Social, 5 mil contratações e valorização do piso

Em negociação realizada na noite desta sexta-feira (14), a Caixa Econômica Federal apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE Caixa), uma nova proposta específica, que inclui a manutenção da PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro em 5 mil funcionários até final de 2012, além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa. O banco também reafirma que seguirá a proposta da Fenaban de reajuste de 9% em todas as verbas e de não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, seguindo a mesma redação do ano passado.

Dessa forma, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17). “Avaliamos que a proposta complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban. É mais um avanço que confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização do piso da categoria, além de ganhos sociais importantes”, afirma Jair Ferreira, coordenador da CEE Caixa.

“É uma proposta que foi construída na mesa de negociação, com a pressão da greve da categoria, o que precisa ser valorizado. É importante evitar a armadilha de levar o impasse ao TST, cujas decisões de dissídios coletivos são sempre desfavoráveis aos trabalhadores, como ocorreu na greve dos bancários de 2004 e agora no julgamento da greve dos funcionários dos Correios”, destaca Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e membro da CEE Caixa.

A Caixa concordou com a manutenção da PLR Social, que distribuirá 4% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados – além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Fenaban, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco previsto na convenção coletiva da categoria.

> Clique aqui para ver a proposta da Fenaban

A proposta prevê também um novo aumento no piso dos bancários, que se daria com uma mudança na tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS). Pela proposta, os novos concursados passariam a ingressar no banco na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203. Dessa forma, o salário após os 90 dias do contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637 (valor atual da ref. 202) para R$ 1.826 (referência 203 já aplicado o reajuste de 9% negociado com a Fenaban) representando assim um reajuste de 11,55% nesse piso. Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932, e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128.

Além disso, o banco concordou em repassar o aumento de R$ 39 na tabela do PCS conquistado ano passado para os bancários que estão na tabela do PCS antigo. A correção dessa injustiça é um passo importante na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.

Outro avanço importante da proposta é a contratação de 5 mil novos empregados para o banco. A redação da cláusula prevê a ampliação do quadro dos atuais 87 mil empregados para 92 mil, com compromisso assumido pela Caixa de atingir esse número até dezembro de 2012.

Outros pontos:

Saúde do trabalhador – ampliação de 16 para 180 dias da garantia de manutenção de função para trabalhadores afastados por motivo de saúde. Atualmente após 15 dias de afastamento o gestor da unidade tem a opção de manter ou retirar a função do empregado em licença médica por até 180 dias. Embora o pagamento do valor permaneça na complementação por até 6 meses em caso de doença comum, por até 2 anos para doenças graves e por tempo indeterminado se for acidente de trabalho, é comum que os gestores retirarem a titularidade, o que gera redução salarial no retorno da licença. Caso a proposta seja aceita, se o trabalhador em questão voltar antes de completar 180 dias de afastamento, terá garantida a titularidade da função.

Saúde Caixa – a proposta prevê que o filho maior de 21 anos comprovadamente sem renda continue até os 24 anos no plano como dependente indireto mesmo que não esteja estudando. Além disso, o empregado poderá manter o filho no plano até os 27 anos desde que não tenha renda e esteja estudando.

Superávit – O banco se compromete a discutir a destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias no plano, mas considera necessários mais estudos. O tema será remetido para discussão no GT Saúde Caixa, que terá autorização da empresa para uma negociação efetiva. O mesmo acontece com a criação de estruturas específicas em todos os estados para o Saúde Caixa e questões de saúde do trabalhador dentro do banco.

Auxiliares de serviços gerais – empregados nesta carreira receberão reajuste linear de R$ 60 além do aumento negociado na Convenção Coletiva. Com a incidência das vantagens pessoais e adicional por tempo de serviço, o valor pode chegar a R$ 106 em muitos casos.

Representante no Conselho de Administração – o banco aceita alterar seu estatuto para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.

Crédito para calamidades – a Caixa propõe a criação de uma linha de crédito especial para os empregados chamada Empréstimo Calamidade. Com ela, caso um trabalhador do banco perca seus bens em uma ocorrência desse tipo (enchente, desabamento entre outras), o banco disponibilizará um empréstimo de até 10 salários padrão, limitada à margem consignável, para ser pago em até 60 vezes sem juros com carência de 90 dias. É necessário que o município do empregado decrete estado de calamidade pública.

CCV para Inativos – a proposta prevê ainda a abertura de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para inativos em todos os sindicatos e para qualquer assunto. Recentemente a Caixa assinou acordo para aplicação da comissão, a título de piloto, apenas com alguns sindicatos por prazo determinado (já vencido) e somente para discutir o Auxílio alimentação. Com a aceitação da proposta serão assinados novos aditivos com todos os sindicatos que desejarem, sem as atuais limitações.

CCV específica sobre 7ª e 8ª hora – pela proposta, a Caixa e a Contraf-CUT se comprometem a assinar, até 60 dias após a assinatura do acordo aditivo, um termo aditivo estendendo a CCV para os empresados da ativa que queiram reivindicar diretos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica.

Compensadores – a Caixa concorda em atender a reivindicação dos empregados que trabalhavam na extinta compensação de cheques de incorporação do adicional noturno, utilizando os termos do RH151. Dessa forma, a incorporação será válida para os trabalhadores que têm no mínimo 10 anos de trabalho na função e o valor será calculado com base na media dos últimos cinco anos.

Menor taxa no consignado – Adoção, para os empregados da ativa, aposentados e pensionistas, da menor taxa de juros praticada pela Caixa para o empréstimo consignado.

Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil cede à pressão da greve e apresenta proposta com avanços

Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde.

O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.

Assim, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada pelo BB nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17).

“Devemos fazer a análise do conjunto do resultado da campanha nacional. Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo”, avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do BB.

“Tivemos um cenário complicado nessa campanha, com inflação maior, ameaças e pressões. Mas conseguimos superar essas dificuldades com uma greve forte, evitando inclusive uma possível ida dos bancos ao TST, a exemplo da greve dos Correios e temos uma proposta que atende aos princípios definidos no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB”, defende Eduardo Araujo, coordenador da Comissão de Empresa.

Proposta Complementar do BB

– Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;

– Piso passa para R$ 1.760; com reflexo na curva do PCR (interstícios). Cada M passa a valer R$ 97,35;

– Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;

– VCP de 12 meses no retorno da licença saúde;

– Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;

– Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;

– Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;

– SACR – Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB – O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;

– Extensão do PAS – Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;

– Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;

– Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
. Escriturário – R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Caixas, Atendentes e Auxiliares – R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Demais Comissionados – de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);

– Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento;

– Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e

– 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós graduação.

Fonte: Contraf-CUT

Greve dos Bancários: Fenaban oferece reajuste de 9%, valorização do piso e PLR maior

Após 18 dias de greve nacional dos bancários, a maior dos últimos 20 anos, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nesta sexta-feira (14) uma nova proposta que inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria que passaria a ser de R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na PLR, com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%). A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral.

Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários: aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. Dessa forma, o Comando recomenda a aprovação da proposta pelas assembléias que serão realizadas pelos sindicatos na segunda-feira (17), em todo o país.

> Clique aqui para acessar a íntegra da proposta da Fenaban

“A proposta traz avanços importantes e é uma conquista da greve nacional da categoria, a mais forte em duas décadas, que mobilizou trabalhadores de bancos públicos e privados por 18 dias, chegando a paralisar 9.254 agências em todo o país e forçou os bancos a mudarem de posição”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. “A proposta adquire ainda mais importância porque representa a consolidação de uma política permanente de recomposição dos salários, com aumento real pelo oitavo ano consecutivo e valorização do piso da categoria”, sustenta.

Cordeiro lembra ainda que nas primeiras rodadas de negociação os bancos negavam a possibilidade de aumento real, alegando risco de alta da inflação, discurso que foi amplamente repercutido pela mídia. “Essa tese falsa foi derrotada. Conseguimos arrancar vitória econômica, com a melhoria do poder de compra dos salários e do piso, mas principalmente política. Os bancos tentaram vencer a categoria pelo cansaço, mas revertemos o quadro e saímos vitoriosos”, afirma.

A conquista deixa clara a importância da consolidação da estratégia de unidade nacional da categoria. A campanha unificada, reunindo trabalhadores de bancos públicos e privados, vem sendo construída desde 2004 e cada vez mais se mostra como uma opção acertada da categoria, que reitera sua opção em todas as conferências e congressos. “Com isso, conquistamos a Convenção Coletiva de Trabalho válida para todos os bancos em todo o território nacional – fato único entre as categorias profissionais no Brasil”, aponta o presidente da Contraf-CUT. Na avaliação do Comando, com a proposta apresentada, a Campanha Nacional 2011 se soma a essa trajetória de vitórias.

Os dias de paralisação não serão descontados, mas serão compensados até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado

As negociações de temas específicos de Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal ocorrem ainda hoje e serão divulgadas em breve.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários voltam à mesa de negociação às 10h para tentar acabar com greve

A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários se reúnem nesta sexta-feira para debater as negociações salariais que poderão acabar com a greve da categoria, que entra no 18º dia.

 

As conversas da quinta-feira, que ocorreram em um hotel na região central da capital paulista, não tiveram sucesso. Foi a primeira rodada de negociação depois do início do movimento, no último dia 27.Os bancos apresentaram nova proposta de reajuste de 8,4%, mas o plano foi rejeitado pelos dirigentes sindicais. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%, o que significa 5% de aumento real. Além da elevação dos salários, os bancários querem maior participação nos lucros e resultados, fim da rotatividade dos empregos e melhores condições de trabalho.A greve paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todo País.

 

O balanço foi feito pela Contraf-CUT a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h da quinta-feira. O Comando Nacional se reunirá com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, para retomar as negociações. Também ocorrem nesta sexta-feira novas rodadas com as direções do Banco da Amazônia, em Belém, e com o Banco Nordeste do Brasil (BNB), em Fortaleza, para tratar igualmente das demandas específicas dos trabalhadores.

(Portal Terra)

Comando quer audiência com Dilma e Murilo Portugal sobre impasse da greve

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), decidiu orientar os sindicatos de todo o país a fortalecer e ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, durante reunião ocorrida nesta terça-feira (11), em São Paulo. A paralisação, que completa 15 dias e é a maior dos últimos 20 anos, já ultrapassou o total de 9 mil agências e vários centros administrativos fechados de bancos públicos e privados em todo o país.

A Contraf-CUT solicitará audiência com a presidenta Dilma Rousseff para cobrar empenho do governo federal na construção de uma solução para a greve. Outra solicitação de audiência será encaminhada ao presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Murilo Portugal. “Vamos cobrar a retomada imediata das negociações com a apresentação de uma proposta decente para a categoria”, afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

“Os bancos públicos federais fazem parte da Fenaban e podem assumir um papel fundamental para construir uma proposta decente, que atenda às reivindicações dos bancários”, ressalta Carlos Cordeiro. “O governo federal precisa estar ao lado dos trabalhadores e da sociedade brasileira e cobrar dos bancos uma solução para a greve que fortaleça a política de distribuição de renda e de redução das desigualdades sociais que iniciou no governo Lula”, enfatiza. Cordeiro afirma que os bancários também querem discutir com Dilma o papel dos bancos no Brasil e propor a realização de uma Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro.

“Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina, mas pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, porém pagam bônus muito maiores para seus altos executivos”, afirma Cordeiro, lembrando pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT. O salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

“Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar 400 vezes mais que o piso salarial da categoria não pode ser chamado de justo”, sustenta o dirigente sindical. “Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários”, denuncia.

A Contraf-CUT remeterá também cartas aos presidentes dos seis maiores bancos do país e que participam da mesa de negociações da Fenaban (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), além do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia, cobrando a responsabilidade de cada instituição na retomada do diálogo para construir uma proposta para as questões gerais dos bancários, bem como para as mesas específicas.

Protestos nesta sexta contra a ganância dos bancos

O Comando Nacional definiu ainda a realização, nesta sexta-feira (14), de protestos em todo país contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. Os sindicatos irão organizar manifestações, com a participação de movimentos sociais, denunciando a falta de responsabilidade social dos bancos, que acumulam lucros estrondosos, mas não garantem contrapartidas aos trabalhadores e à sociedade brasileira.

“O papel do sistema financeiro é oferecer crédito barato e acessível para financiar o desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, não é isso que acontece no Brasil. Basta ver que o spread bancário aumentou novamente após a queda da taxa Selic, atingindo o maior nível desde 2009″, aponta Carlos Cordeiro. “Convidamos todas as entidades da sociedade civil organizada a participar dos protestos, cobrando a contribuição dos bancos no processo de desenvolvimento com distribuição de renda”, completa.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários mantêm greve nesta 6ª após fracasso em negociação

Com a força da greve, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, retomou nesta quinta-feira (13) as negociações com a Fenaban, em São Paulo, mas não houve avanços. Os bancos apresentaram nova proposta de reajuste de 8,4%, que foi rejeitada pelos dirigentes sindicais. As negociações terão continuidade às 10h desta sexta-feira (14), quando a greve completa 18 dias em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

“A quebra do silêncio dos bancos e a retomada das negociações são passos importantes, mas os bancos perderam uma excelente oportunidade para resolver o impasse da greve. A proposta não avança porque representa somente 0,93% de aumento real, o que é insuficiente, além de não trazer valorização do piso nem melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não atendendo, assim, às expectativas dos bancários”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

“Como se não bastasse, a proposta não traz avanços em relação às demandas de emprego e na melhoria das condições de saúde, segurança e trabalho”, destaca.

Nesta sexta-feira, os bancários irão intensificar ainda mais a greve contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. “Esperamos que a Fenaban venha para a mesa de negociações com uma proposta que seja capaz de ser apresentada nas assembleias dos sindicatos com avanços para os bancários”, salienta Cordeiro.

Greve cresce

A greve seguiu crescendo nesta quinta-feira e paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todo país. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até às 18h. A greve, que teve início no dia 27 de setembro, já é a maior da categoria nos últimos 20 anos.

“Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira”, ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Negociações específicas com bancos federais

Após as negociações com a Fenaban, o Comando Nacional se reunirá com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, para retomar as negociações específicas buscando avanços para os trabalhadores. Também ocorrem nesta sexta-feira novas rodadas com as direções do Banco da Amazônia, em Belém, e com o Banco Nordeste do Brasil (BNB), em Fortaleza, para tratar igualmente das demandas específicas.

Fonte: Contraf-CUT

Bancários e Fenaban se reúnem nesta quinta para tentar acabar com a greve

Os sindicatos dos bancários e representantes dos bancos se reúnem nesta quinta-feira, às 16h (hora de Brasília), em São Paulo, para tentar acabar com a greve iniciada em 27 de setembro e que mantém mais de 9 mil agências bancárias fechadas em todo o país.

A greve, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, foi deflagrada depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban, que significa apenas 0,56% de aumento real. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais a inflação do período), valorização do piso, maior participação nos lucros e resultados, mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral, entre outros pleitos.

Em Minas Gerais, a greve se concentra na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com a adesão de 88% de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. Na capital, os grevistas vão se reunir às 15h em nova assembleia em frente o Banco Itaú, na rua Carijós, 455, esquina da rua Espírito Santo.

População

Mais de duas semanas depois do início da greve, a população procura alternativas para efetuar pagamentos e fazer operações fora das agências. A maior parte das contas pode ser paga nas casas lotéricas, mas o limite de operações de R$ 1.000 e as grandes filas têm causado transtornos. Os aposentados e pensionistas também estão enfrentando dificuldades para receber seus benefícios e pagar contas. Uma parte deles tenta superar dificuldades e inseguranças diante de caixas eletrônicos e opta por levar algum parente ou amigo para auxiliar.

Os bancos orientam os clientes a procurar as redes de autoatendimento para fazer pagamentos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou, em nota, que estão à disposição da população 179 mil canais para realizar operações bancárias, como caixas eletrônicos, internet banking e mobile banking (operações por meio de celulares). Além disso, há mais de 165 mil correspondentes não bancários, como casas lotéricas, agências dos correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

Os bancos oferecem também os serviços de débito automático para pagamento de contas de consumo (água, luz e telefone, por exemplo). Para localizar agências de qualquer banco em qualquer cidade, a Febraban oferece serviço de busca em seu site www.febraban.org.br/buscabanco.

Do Estado de Minas

Greve dos bancários amplia e chega a 9.090 agências. Comando nacional se reúne esta manhã

A greve dos bancários está mais forte a cada dia. Nessa segunda-feira balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou que os bancários já paralisaram 9.090 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. O número equivale a 45,28% das 20.073 agências do país.

De acordo com a Contraf, a atual paralisação, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos em termos de adesão, caminha para se tornar também a mais longa. A paralisação do ano passado durou 15 dias. A deste ano completa 15 dias hoje e não há sinais de negociações que possam indicar o fim do movimento.O presidente da entidade e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, informou, por meio de nota que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não respondeu à carta enviada pela Contraf há uma semana, solicitando a retomada das negociações. “Enquanto seguimos reafirmando nossa disposição para o diálogo, os bancos e o governo enrolam e tentam confundir os bancários e a sociedade. A tática deles não vai funcionar.”O Comando Nacional se reúne hoje, a partir das 10h, em São Paulo, “para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento”. Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, em 23 de setembro. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real. Os bancários pedem, ainda, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Mutirão para entrega de cartas

O último mutirão dos Correios, realizado no fim da semana, pôs em dia a entrega de aproximadamente 22 milhões de correspondências. Outros 27 milhões de objetos postais passaram pela triagem segundo informou a empresa. Desde o início da greve, em 14 de setembro, a empresa fez mutirões para a entrega das correspondências. Nos últimos quatro finais de semana, passaram pela triagem dos correios aproximadamente 47 milhões de cartas e 96 milhões de objetos. Cerca de 40 mil trabalhadores participaram da iniciativa em todo o país.

“O profissionalismo demonstrado pelos trabalhadores reforça nossa convicção de que devemos continuar firmes na missão de fortalecer e engrandecer o patrimônio público que são os Correios. Tudo isso para bem atender os cidadãos e as empresas brasileiras”, afirmou o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, por meio de nota. A greve dos funcionários dos Correios poderá acabar hoje, quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgará o dissídio coletivo.

Do Estado de Minas

Bancários chegam ao 14º dia de greve, sem perspectiva de acordo

SÃO PAULO – Os bancários completam nesta segunda-feira (10) 14 dias de greve. Trabalhadores nos 26 Estados e no Distrito Federal cruzaram os braços paralisando o serviço em mais de 8.900 agências, o que representa 44,5% do total do país.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), não há previsão para negociações. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não tem números sobre os funcionários parados, segundo a assessoria de imprensa da entidade.

A greve começou após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa 0,56% de aumento real.

Entre as principais reivindicações dos bancários estão reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período) e maior participação nos lucros e resultados.

Enquanto os bancários aguardam uma nova proposta da Fenaban, os representantes patronais dizem que não devem fazer nova proposta, uma vez que já tiveram duas rejeitadas. Para a Fenaban, cabe aos representantes dos trabalhadores uma contraproposta.

Desde que começou, a greve nacional dos bancários tem aumentado o número de adesões.

(Carlos Giffoni | Valor)

Greve Nacional dos Bancários completa 10 dias, fecha 8.758 agências e cobra negociações

Crédito: Seeb Belo Horizonte

A greve nacional dos bancários completou 10 dias nesta quinta-feira (6). O movimento cresceu e paralisou 8.758 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h.

“Trata-se da maior paralisação da categoria nos últimos 20 anos, superando o pico da greve de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. “A culpa pela greve é dos bancos, que permanecem em silêncio, recusando-se a retomar o diálogo com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais”, destaca.

A Fenaban ainda não respondeu à carta enviada na terça-feira (4) pela Contraf-CUT cobrando a retomada das negociações. “Vamos despertar os banqueiros ampliando ainda mais a greve, a fim de que tragam uma proposta à altura dos lucros estrondosos de R$ 27,4 bilhões que acumularam somente no primeiro semestre deste ano”, destaca Cordeiro.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Segundo dados do Dieese, o setor financeiro apresentou o terceiro maior crescimento na economia, comparando-se o segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2010. A intermediação financeira cresceu 4,5% no período, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do país atingiu 3,1%. “Esse ganho é fruto do trabalho dos bancários, que merecem uma remuneração digna. Além disso, os bancos estão devendo contrapartidas sociais como forma de melhorar a prestação de serviços e contribuir para o desenvolvimento do país”, afirma Cordeiro.

O presidente da Contraf-CUT destaca a importância da valorização do piso salarial dos bancários. Dados do Dieese demonstram que o salário de ingresso nos bancos no Brasil é equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

O valor por hora trabalhada também é bastante inferior no Brasil. O piso dos bancários brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora. Segundo a pesquisa, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.

“O Brasil está crescendo e já é a sétima economia do mundo, mas ocupa a vergonhosa posição entre os dez países mais desiguais do planeta. O setor financeiro está entre os que mais lucraram nos últimos anos, mas se nega a distribuir renda aos seus funcionários, enquanto paga bônus milionários para os seus altos executivos, que chegam a ganhar até 400 vezes mais que o piso de um bancário. O caminho para mudar essa situação passa por aumentos reais de salários para os trabalhadores”, defende Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

Sindicato dos Bancários usa atores seminus para denunciar: “Indecente é o Lucro dos banqueiros”

Bancários usam atores com roupas íntimas para protestar contra 'indecência'. (Foto: Drawlio Joca/Divulgação)

Numa atividade para dialogar com a sociedade, o Sindicato dos Bancários do Ceará realizou nesta sexta-feira, dia 7/10, um ato de protesto e denunciou a indecência dos bancos, que exploram os trabalhadores e os clientes. Com manifestantes usando pouca roupa, o protesto mostrou que “Indecente é o lucro dos banqueiros (R$ 27 bilhões)”.

O ato simbólico contou com figurantes mulheres e rapaz seminus e percorreu as ruas do Centro de Fortaleza, fazendo o percurso da Agência do Banco do Brasil Praça do Carmo, passando pelo Bradesco dos Peixinhos, fazendo parada na Caixa Econômica Federal da Praça do Ferreira, seguindo até Agência Centro dos Correios. Os bancários fizeram manifestação de apoio aos trabalhadores do Correios, também em greve.

A manifestação teve o tema “Indecente é o lucro dos banqueiros”. Segundo denunciou Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato, a greve está se estendendo por culpa única e exclusiva dos banqueiros e do governo Dilma, que não apresentam proposta decente aos trabalhadores e, por isso, utilizam a greve como último recurso para se defender.

O ato pelo Centro chamou a atenção da população afirmando que indecente é o Sistema Financeiro que explora bancários e é o setor que mais lucra neste País. A intenção da manifestação foi ainda reforçar a mobilização dos bancários de Fortaleza, durante o décimo primeiro dia de greve nacional da categoria.

Segundo Marcos Saraiva, diretor do Sindicato, “indecente, imoral não é estar nu na rua, indecente, imoral é o lucro e o que eles fazem com seus trabalhadores. Os que os banqueiros e o Governo fazem com os bancários, sim, é imoral, é indecente. Queremos retomada das negociações e proposta decente.

“Estamos ficando despidos dos nossos direitos, dos nossos salários, enquanto os banqueiros lucram mais de R$ 27 bilhões, e os bancos ainda buscam a Justiça para inibir a ação do Sindicato e dos trabalhadores com os interditos. O que revolta é a falta de respeito”, completou Telmo Nunes, diretor do Sindicato. 

(SEEB/CE)

 

Justiça nega interdito proibitório ao HSBC e Itaú em Bragança Paulista

Fonte: Seeb Bragança Paulista

O juiz da Vara do Trabalho de Bragança Paulista, João Dionísio Viveiros Teixeira, com base em imagens das agências fechadas na cidade fornecidas pelo próprios bancos, negou na terça-feira, dia 4, os pedidos de liminar dos interditos proibitórios propostos pelo HSBC e Itaú, contra o Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região, em cuja base 33 agências bancárias estão fechadas desde o dia 27 de setembro.

Para a Justiça do Trabalho, não se vislumbra indícios de violência nem desrespeito à lei de greve, à propriedade ou ao direito de ir e vir.

Ao invés de negociar e apresentar uma proposta decente, os bancos buscam intimidar os trabalhadores via Justiça. Buscam induzir a Justiça a erro, com alegações e mentiras absurdas. Desta vez, o juiz fez valer a máxima, “a Justiça não é cega”, e negou mais tentativa de abuso dos bancos.

De acordo com os bancos, o Sindicato estaria exercendo pressão indevida e ilegal, perturbando a ordem na entrada das agências, cerceando o direito de ir e vir de clientes e usuários de serviços bancários, causando tumulto em frente às agências. No caso do Itaú, o banco solicita, ainda, que o Sindicato pague multa diária de 50 mil por agência fechada.

Leia um trecho da decisão judicial:

“…justamente o que transmitem as fotos atuais é a restrita observância da ordem jurídica, diga-se de passagem, é de paz, a sensação que as fotos do estabelecimento da requerente nesta cidade revelam”…

Veja outro trecho do despacho:

…”não vislumbro, por ora, sequer indícios da prática de atos por parte do Sindicato réu ou or pessoas que integram o movimento paredista incompatíveis com o exercício do direito de greve que
turbem a posse do requerente, nem mesmo as fotos dos estabelecimentos bancários com portas cerras permitem concluis que o movimento está utilizando meios violentos para impedir o ingresso de trabalhadores empregados ou terceirizados e clientes, muito pelo contrário, embora com as portas fechadas o que, em regra, ocorre até mesmo por ordem do empregador, face à insuficiência de pessoal para dar atendimento, decorre da ausência de trabalhadores que aderiram voluntariamente à greve, justamente o que transmitem as fotos atuais é a restrita observância da ordem jurídica, diga-se de passagem, é de paz, a sensação que as fotos do estabelecimento da requerente nesta cidade revelam. Posto isso, reputo que não se encontram presentes os requisitos necessários, no caso…., para concessão, liminarmente, da cautela pretendida…”.

 

TRT cassa interditos e agências do Bradesco e Itaú são fechadas

O Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT-AL) concedeu liminar ao Sindicato dos Bancários de Alagoas cassando os interditos proibitórios que mantinham abertas as agências do Bradesco e Itaú em Maceió. Com esta decisão, os bancários retomaram a greve nos dois bancos fechando mais de 95% das unidades. Apenas duas agências, localizadas no Shopping Pátio, funcionam esta manhã.

Esta é a primeira vez que o TRT de Alagoas cassa interditos proibitórios de bancos privados durante paralisação dos bancários. O Sindicato da categoria também entrou com recurso contra os interditos concedidos ao HSBC, que mantém duas unidades do banco abertas em Maceió.

Segundo o despacho do Tribunal, que derruba sentença da primeira instância, a greve dos bancários tem se dado de forma pacífica e nenhum ato de turbação foi cometido que possa justificar o interdito para os bancos. Tal instrumento, acrescenta o Tribunal, fere direito líquido e dos trabalhadores representados pelo Sindicato, uma vez que frustra o livre exercício do direito de reunião e greve, garantidos pela Constituição Federal.

O TRT acrescenta que “é da essência da greve a prática de atos coletivos, sendo os piquetes, afixação de cartazes, carros de som, e a ocupação de estabelecimento exemplos de realização de movimento paredista. Tais métodos são legítimos, enquanto instrumento pacífico tendente a persuadir os trabalhadores a aderirem à greve”.

Agências fechadas

Com a decisão, 133 unidades de um total de 153 estão fechadas. De acordo com o sindicato, todas as agências dos bancos Santander, Nordeste e Safra estão sem funcionar.

Do Banco do Brasil, 66 estão fechadas, de um total de 73; Caixa Econômica, 26 fechadas, de um total de 32; no Bradesco são 10, de um total de 14; no Itaú, apenas uma está aberta; No HSBC, uma está fechada e duas funcionando.
Reivindicações
A greve começou no último dia 27, após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa apenas 0,56% de aumento real para os bancários. A categoria reivindica reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento dos clientes.

O Comando Nacional dos Bancários está de plantão desde terça-feira (4), em São Paulo, para retomar o processo de negociações com os bancos. Mas nem a Fenaban nem os bancos públicos acenaram com negociação.

(Primeira Edição)

Com 8,5 mil agências paradas, greve dos bancários é a maior em 20 anos

A greve nacional dos bancários entrou no décimo dia como a mais forte dos últimos 20 anos. A categoria fechou 8.556 agências de bancos públicos e privados em todos os 26 Estados e no Distrito Federal, superando o pico da greve do ano passado, quando os trabalhadores pararam 8.278 unidades em todo país.

O balanço foi feito nesta quarta-feira pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Fenaban – já na quinta rodada de negociações. O índice equivale a 0,56% de aumento real, considerado insuficiente pelo Comando Nacional da categoria, que rejeitou a proposta e indicou a deflagração da greve nas assembleias em todo o país.

– É uma situação que só está se alongando por causa dos banqueiros –, afirma Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato.

– Nossa paralisação começou após um mês e meio e cinco rodadas de negociação em que os negociadores da federação dos bancos disseram não a todas as reivindicações da categoria. Para um setor que viu o lucro crescer 20% só nos primeiros seis meses do ano, foi uma provocação que os bancários responderam à altura, com a greve.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade nos postos de trabalho, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança para bancários e clientes, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, afirma que a força da greve é sinal da insatisfação dos trabalhadores e da intransigência com que o setor patronal trata as reivindicações da categoria.

– A Fenaban se recusa a retomar o processo de negociações e os bancários vão permanecer mobilizados até que os banqueiros ‘se mexam’ e resolvam repartir o estrondoso lucro construído pelo trabalho dos seus funcionários –, ressalta.

Juvandia reitera as afirmações de Cordeiro.

– A greve continuará crescendo se os bancos insistirem em não dialogar com a categoria e não apresentarem proposta decente, que atenda as justas reivindicações dos bancários.

Ainda não há previsão de novas assembleias para definir o rumo da greve dos trabalhadores do ramo financeiro.

Assembleia organizativa realizada na tarde desta quarta-feira pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região decidiu propor ao Comando Nacional enviar carta à presidenta Dilma Rousseff cobrando que os bancos públicos negociem as questões específicas.

A greve não pode prejudicar o consumidor. Especialistas orientam, no entanto, que ele deve fazer a sua parte, buscando canais alternativos para quitar as dívidas.

Os especialistas dizem que é importante se prevenir de eventuais cobranças de multas por atraso, guardando provas da tentativa de pagamento da conta. Quem for cobrado pode recorrer ao Procon ou ao Juizado Especial Cível.

(Correio do Brasil)

Bancários em greve no Ceará fazem velório simbólico dos bancos

Bancários em greve realizam enterro simbólico em protesto contra interdito proibitório. (Foto: Drawlio Joca/Divulgação)

O Sindicato dos Bancários do Ceará realizou nesta quarta-feira (5), nono dia de greve da categoria, um velório simbólico dos bancos do estado. Em nota, o sindicato diz que o evento é um protesto contra a ação dos bancos que tenta “frear” o movimento grevista.

O protesto passou por quatro agências bancárias de Fortaleza, com direito a à marcha fúnebre, velório, viúva e padre.

O Bradesco conseguiu na Justiça na terça-feira o interdito proibitório, que impede que os grevistas tentem bloquear a entrada aos bancos. A assessoria de imprensa do banco diz que não comenta manifestações grevistas. Em nota, a assessoria do banco diz que o interdito garante o cumprimento do “direito dos funcionários que desejam trabalhar e dos clientes e usuários que precisam utilizar os serviços bancários”.

A manifestação foi acompanhada ainda pela apresentação artística por músicos cantando o cordel “A Peleja do Monstro Presença para Derrotar a Deusa Greve”, que narra a história da “intransigências” dos bancos sob o ponto de vista dos funcionários.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida no dia 23. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

Os bancários pedem, ainda, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

(G1 Ceará)

TRT-RS cassa interdito do Itaú e garante direito de greve em Passo Fundo

Fonte: Contraf-CUT com Fetrafi-RS e Seeb Passo Fundo

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4º Região cassou a liminar de interdito proibitório obtida pelo Itaú contra o Sindicato dos Bancários de Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul. Com isso, a entidade restitui o direito de greve aos bancários do Itaú da cidade.

O Sindicato, seguindo orientação e calendário nacional de luta iniciou a greve no dia 27 de setembro, com uma grande adesão nos bancos públicos e privados.

Segundo a diretoria da entidade, até o momento a greve na base de Passo Fundo tem transcorrido com normalidade, com exceção do Itaú, que, utilizando meios jurídicos e faltando com a verdade dos fatos, obteve em primeira instância uma liminar de interdito proibitório.

“A decisão foi arbitrária e cerceou o direito de greve da categoria que somente está lutando por seus direitos e uma condição salarial digna, diante de um empregador que anualmente vê os seus lucros aumentarem em contrapartida à exploração de seus trabalhadores”, explica o diretor do Sindicato e titular da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Carlos Henrique Niederauer (Todinho).

O sindicato prontamente recorreu à liminar injusta através de um mandado de segurança, restabelecendo o direito de greve.

Sem negociações, greve dos bancários não tem previsão de acabar

Sem previsões para se encerrar, devido à ausência de negociações, a greve dos bancários chegou ontem ao oitavo dia com um saldo de 8.328 agências fechadas em todo o Brasil, 42% do total. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30. O dia de paralisação acabou sem expectativas de acordo breve.

Em nota, a Contraf-CUT criticou a omissão por parte daqueles que representam os banqueiros. “Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações. Essa postura das instituições financeiras irá ampliar ainda mais a greve nacional da categoria”, consta.

No documento, foi cobrado o compromisso público assumido pela Fenaban em pronunciamento divulgado na última quinta-feira, dia 29 de setembro, onde promete “disposição em dar continuidade às negociações com as representações dos bancários”. Entretanto, nenhuma negociação entre as duas partes foi marcada até agora. Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o oitavo dia de greve dos bancários destacou-se pela adesão de mais agências das cidades de Caucaia e Maracanaú.

Foram fechadas algumas das unidades mais resistentes, como a agência do Bradesco da Ceasa e uma do Banco do Brasil em Pajuçara, Maracanaú. No Centro de Caucaia, também foram paralisadas unidades do Itaú, do Bradesco, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica.

Estabilidade

Através da sua assessoria de comunicação, o Sindicato dos Bancários do Ceará revelou que a intenção dos grevistas, no momento, é estabilizar as ações. Das 448 agências do Ceará, 60% estão paralisadas, enquanto quase 70% dos bancários estão em greve, o que significa uma quantidade de 6 mil funcionários.

Por volta das 17 horas de ontem, uma assembleia entre os bancários foi realizada para discutir as próximas decisões, que, por motivos estratégicos, não foram divulgadas à imprensa.

Situação dos clientes

Mesmo com a adesão crescente de unidades bancárias, os clientes têm conseguido, no caixas de auto atendimento, realizar suas operações de forma tranquila. Nas agências visitadas pela reportagem, não foram encontradas filas longas. As poucas que existiam eram pequenas e fluiam com rapidez.

Bradesco

As vidraças das agências cearenses do Bradesco, que estão sem funcionar por conta da greve nacional dos bancários, amanheceram hoje sem os cartazes que anunciavam a paralisação. A retirada se dá em razão de uma liminar concedida, na última segunda-feira, pela Justiça do Trabalho de Fortaleza-CE que proíbe a livre manifestação dos empregados da instituição financeira, a única a fazer esse tipo de solicitação no poder judiciário. Ontem, algumas agências já faziam a limpeza.

Em resposta, os funcionários do banco distribuiram nas agências uma nota de protesto que critica a posição do Bradesco e a decisão da Justiça. Para eles, é “surpreendente” a “ineficácia” do Judiciário em fazer a cumprir a lei das filas que garante o atendimento aos clientes em, no máximo, 15 minutos e instalação de portas com detectores.

(Diário do Nordeste)

Bradesco esconde funcionários no cofre para furar greve em Dourados

Fonte: Contraf-CUT

A agência Centro do Bradesco em Dourados convocou os bancários para chegarem de madrugada na segunda-feira, 3 de outubro, e trabalharem trancados no cofre da unidade em mais uma tentativa de furar a greve nacional da categoria. O caso pode ser enquadrado como cárcere privado, já é recorrente e foi denunciado à Justiça do Trabalho pelo Sindicato dos Bancários de Dourados.

“Os funcionários são explorados e assediados moralmente, inclusive com atitude como essa. Mais uma vez, o Sindicato acabou com a fraude arquitetada pela administração da agência e exigiu a imediata saída dos funcionários”, afirma Joacir Rodrigues, diretor de imprensa do Sindicato.

O dirigente sindical ressalta que “os bancários estão lutando contra um sistema financeiro nefasto que chega perto da extorsão de toda a sociedade, com lucros e tarifas abusivas. O Bradesco sozinho lucrou R$ 5,487 bilhões, apenas no 1º semestre deste ano”, conclui.

Fonte: Contraf-CUT, com Joacir Rodrigues – Seeb Dourados

Vídeos da Greve dos Bancários no Ceará (via SEEB-CE)

 

 

Greve dos Bancários ganha novas adesões e funcionários fazem ‘piquete de convencimento’ nas agências

As adesões à greve dos bancários aumentam todos os dias na base de Campo Grande, que também inclui algumas cidades da região. Segundo a presidente do sindicato regional, Iaci Azamor, 86 agências estão paradas de um total de 146, até este momento.

Ontem (04) os bancários fizeram um “piquete de convencimento” nas portas das agências do Banco do Brasil. De acordo com Iaci, “a intenção era mobilizar os funcionários comissados, o que foi alcançado, já que mais 50 bancários aderiram à greve”.

As agências do Banco do Brasil na Avenida Afonso Pena, Rua 13 de Maio e Jardim dos Estados que ontem ainda permaneciam abertas, hoje já estão com os atendimentos paralizados.

A presidente do sindicato regional acredita que até o fim da semana haverá alguma negociação. “O Comando Nacional dos Sindicatos dos Bancários está em São Paulo e eu devo ir para lá na próxima madrugada”, explica.

As reivindicações são: reajuste salarial de 12,8%, participação nos lucros, maior contratação de funcionários, não demissão sem motivos e combate ao assédio moral.

(Correio do Estado)

Greve dos bancários já paralisa 94% das agências de São Luís

O presidente do Sindicato os Bancários do Maranhão, José Maria Nascimento, fez um balanço ontem da greve da categoria no estado e afirmou que o percentual de adesão já chega a 94% das agências em São Luís e 70% no interior.

“Já são 7.950 agências fechadas e o movimento é crescente. Enquanto os banqueiros e o governo não retornarem à mesa de negociações, a greve continua por prazo indeterminado”, disse Nascimento.

Foto: G. Ferreira

José Maria Nascimento, presidente do Sindicato dos Bancários

Os bancários do Maranhão reivindicam reajuste salarial de 26%, participação nos lucros, contratação de mais bancários e melhorias na segurança dentro das agências. Os patrões oferecem reajuste de 8%

Em São Luís, estão funcionando as agências do Bradesco do Anjo da Guarda, da Magalhães de Almeida e da Cidade Operária.

(Oswaldo Viviani e Maria do Socorro Arouche – Jornal Pequeno)

Greve dos bancários fecha mais de 40% das agências do país

No oitavo dia de paralisação, o número de agências de bancos públicos e privados em todos os Estados e no Distrito Federal nesta terça-feira foi de 8.328, de acordo com balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

O Comando Nacional dos Bancários, reunido em São Paulo, divulgou nesta terça uma Nota Oficial repudiando o silêncio dos bancos, que não retomaram as negociações para apresentar nova proposta aos trabalhadores após oito dias de greve nacional, segundo o instituição. “Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações”, dizia o texto.A greve começou na última terça-feira, após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa apenas 0,56% de aumento real. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, uma nova assembleia será realizada nesta quarta-feira, na quadra dos Bancários, no centro de São Paulo.

(PORTAL TERRA)

Greve atinge quase 70% das agências bancárias em todo o Ceará

A greve dos bancários ganha força pelo quarto dia consecutivo no Ceará. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb/CE), nesta sexta-feira (30) 306 agências ficaram paralisadas, de um total de 447 unidades em todo o Estado. São 68% de agências afetadas.

Desde a terça-feira (27) os bancários resolveram cruzar os braços no Brasil. Na quinta-feira (29) o Estado somava 299 agências fechadas. Um dia antes eram 285 unidades. No primeiro dia da greve havia 200 agências afetadas pela greve.

A categoria está em campanha salarial e aposta que, após o fim de semana, o movimento deve ganhar mais força na segunda-feira (3) em todo o Ceará. “Vamos ter agora o fim de semana que não tem expediente bancário e, na segunda-feira, o movimento vai continuar crescendo, em Fortaleza e no Interior”, adverte o presidente do Seeb, Carlos Eduardo Bezerra.

Paralisação consolidada em Fortaleza

De acordo ainda com o Seeb, no momento a paralisação está mais forte em Fortaleza. “Obviamente, nas capitais, é muito comum que tem uma onsolidação mais rápida da greve. No interior está aumentando essa adesão. A greve é forte na Capital e no Interior”, explica.

“Não é razoável um setor que teve R$ 27 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre silenciar diante de uma greve de bancários”, completa o presidente, reclamando do setor bancário e do próprio poder público.

A greve segue por tempo indeterminado.

(Diário do Nordeste)


Bancários fecham 7.950 agências no país, mas banqueiros permanecem calados

A greve nacional dos bancários cresceu nesta segunda-feira (3), sétimo dia de paralisação, e atingiu todos os 26 estados e o Distrito Federal, com a adesão dos funcionários de Roraima. A categoria paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.

A greve começou na última terça-feira (27), após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa apenas 0,56% de aumento real.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reunido nesta segunda-feira, em São Paulo, decidiu orientar os sindicatos a intensificarem as ações para mobilizar os bancários e ampliar a greve em todo país, uma vez que a Fenaban permanece em silêncio.

“Mantemos nossa disposição de diálogo e, para tanto, o Comando Nacional está de plantão até esta terça-feira (4), em São Paulo, para retomar o processo de negociações com os bancos”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. “Queremos uma proposta decente para valorizar o trabalho dos bancários”, destaca.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização”, diz Cordeiro.

O presidente da Contraf-CUT destaca que a valorização do piso da categoria é um ponto fundamental para o acordo. “Dados do Dieese mostram que o salario inicial dos bancários brasileiros é menor que o piso dos trabalhadores argentinos e uruguaios. Isso é um absurdo, uma vez que os bancos brasileiros estão entre os maiores e mais lucrativos do continente”, alerta o dirigente sindical.

Segundo pesquisa feita pela Subseção do Dieese da Contraf-CUT, o salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432). A comparação do valor por hora trabalhada também é bastante desfavorável para os bancários do país. O piso dos brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora.

“É uma situação que mostra em parte porque o Brasil se mantém entre as nações com a pior distribuição de renda do mundo”, salienta Cordeiro. Conforme o Dieese, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.

Fonte: Contraf-CUT

Interditos proibitórios do Bradesco e Itaú ameaçam à greve dos bancários

A Justiça concedeu interdito proibitório a fim de impedir a ocupação e a imposição de obstáculos ao funcionamento das agências do Itaú e do Bradesco em Alagoas. Por conta disso, estes bancos reabriram nesta sexta-feira (30) mesmo com a greve dos bancários.

O sindicato que representa a categoria informou que 75% das agências do Estado estão fechadas e a paralisação segue por tempo indeterminado. O movimento foi iniciado na terça-feira (27).

A Federação Nacional dos Bancos voltou a afirmar que está aberta ao diálogo e criticou o fato de suas propostas serem rechaçadas: oferece 8% de aumento – 0,6% de ganho real. Os bancários cobram 12,8% incluindo 5% de ganho real.

Clientes devem buscar alternativas – como caixas eletrônicos, internet e telefone – para quitar débitos. Isso porque o Código do Consumidor prevê pagamento em dia mesmo em períodos de greve.

(Portal O Jornal Web)

Greve dos bancários tem 85% de adesão no Paraná

No Paraná, a semana começa com 85% dos bancários em greve, segundo avaliação do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região. Os nove sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná (Fetec-PR) contabilizam 619 agências com as portas fechadas, mobilizando cerca de 20,5 mil bancários em todo estado. A categoria se reúne em assembleia para avaliar a paralisação, nesta segunda-feira (3), às 17h, no Espaço Cultural Esportivo.

O presidente da federação, Elias Jordão, ressaltou que no Paraná aumenta a cada dia o número de agências fechadas e de trabalhadores mobilizados. Ele destacou ainda a grande adesão dos bancos privados à paralisação.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%. Esse percentual representa, de acordo com a categoria, 5% de aumento real mais a inflação do período. Além disso, os trabalhadores querem a quer valorização do piso, maior participação nos lucros e resultados (PLR), abertura de contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, extinção de metas que consideram abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

(Portal Bonde)

No quarto dia de greve nacional, bancários paralisam 7.865 agências

A greve nacional dos bancários cresce ainda mais em todo o país. Nesta sexta-feira (30), quarto dia de paralisações, a categoria parou 7.865 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.

O movimento vem aumentando desde a sua deflagração na terça-feira (27). O único estado sem greve continua sendo Roraima, porém os bancários já decidiram paralisar a partir da próxima segunda-feira (3).

O dia foi marcado por novas passeatas e manifestações dos bancários em conjunto com os trabalhadores dos Correios, que aumentaram nos últimos dias em diversas capitais dos estados. “A unidade dos bancários e dos trabalhadores dos Correios é uma resposta ao silêncio dos bancos e do governo. O melhor caminho é o da negociação com proposta decente para que possa ser apresentada aos trabalhadores”, avalia o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

“O Brasil é um dos países com maior desigualdade entre os salários. Aqui, um executivo de banco chega a ganhar 400 vezes a renda de um bancário que recebe o piso da categoria. É preciso mudar essa situação, que contribui para que mantenhamos uma vergonhosa posição entre as dez nações mais desiguais do planeta”, sustenta o presidente da Contraf-CUT.

A Fenaban ainda não entrou em contato com a Contraf-CUT, que coordena o Comando Nacional dos Bancários, para retomar as negociações. “Enquanto os bancos não apresentarem uma proposta decente, a greve seguirá crescendo em todo o país. Permanecemos à disposição para dialogar com o objetivo de construir um acordo que atenda às reivindicações da categoria. A retomada das negociações depende dos bancos e do governo”, sustenta Cordeiro.

Os bancários entraram em greve após rejeitarem a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

Fonte: Contraf-CUT

Greve dos Bancários no Ceará avança e fecha 306 agências nesta sexta

A mobilização dos bancários avança no quarto dia de greve e já contabiliza 306 agências paradas de um total de 447 no Ceará. Além disso, são 6.200 profissionais envolvidos dentre entre os 9.081 do Estado, segundo balanço divulgado pelo Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-CE). Nacionalmente, o movimento abrange 7.865 agências e centros administrativos. Os dados nacionais são Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Os números já se aproximam dos contabilizados na greve do ano passado, considerada a maior dos últimos 20 anos, como destacou o presidente do Seeb-CE, Carlos Eduardo Bezerra. “A velocidade com que chegamos a esses números é maior que a do ano passado”, disse. Em 2010, foram 8.248 agências paralisadas no Brasil e 322 no Ceará em um movimento que durou 15 dias.

“O sindicato está ampliando a mobilização”, destacou Carlos Eduardo Bezerra. Ele explicou que os bancários estão insatisfeitos com a precarização do sistema financeiro e com a ausência de novas propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Apesar da paralisação, casos especiais e prioridades poderão ser atendidas pelas agências, segundo Bezerra. Os demais serviços deverão ser realizados nos caixas eletrônicos, pela Internet ou em estabelecimentos comerciais conveniados, como casas lotéricas.

O POVO tentou contato com representantes da Associação de Bancos do Estado do Ceará (Abance) pela manhã e no final da tarde de ontem, mas em nenhum dos dois momentos os participantes da instituição atenderam e nem retornaram as ligações feitas pela reportagem.

Manifestação

O movimento bancário do Ceará realizou ontem a manifestação “Cachorrada dos Banqueiros” pela cidade de Fortaleza. Foram distribuídos mil cachorros-quentes por agência na Caixa da Parangaba, Itaú da Gomes de Matos e Bradesco da Bezerra de Menezes.

Em São Paulo, os bancários e os funcionários de Correios se uniram e fizeram à tarde uma passeata. Segundo informações da Polícia Militar, havia cerca de 200 funcionários dos Correios em frente à Agência Central dos Correios, no Anhangabaú, além de outros 200 bancários concentrados na Rua Líbero Badaró.

Segundo divulgado nos sites dos sindicatos, a manifestação conta com robôs da campanha “Bancário Não é Máquina”.

ENTENDA A NOTÍCIA

O quarto dia do movimento de paralisação dos bancários teve movimento normal. O autoatendimento 24 horas funcionou normalmente. Os maiores prejudicados são os clientes que utilizam cheques para transações.

 SERVIÇO

 Opções de serviços bancários

Durante a greve dos bancários, os clientes devem buscar outras alternativas para realizar suas transações bancárias, evitando os caixas dos bancos.

Caixas eletrônicos/terminais de auto atendimento/Bancos 24 horas: Funcionam normalmente para saques, depósitos e transferências.

Atendimento preferencial: Casos de emergência poderão ser atendidos no horário comercial em algumas agências. O ideal é consultar seu banco para saber os casos preferenciais.

SAC dos bancos: Números de discagem inscritos no verso dos cartões de débito e crédito, em geral gratuitos (0800), que informam providências e agência ou posto bancário ativo.

Débitos automáticos: Os débitos em conta corrente (débitos automáticos) são de responsabilidade exclusiva dos bancos, devendo ser efetuados regularmente, desde que haja saldo na conta. Cobranças pré-agendadas e não efetuadas são passíveis de punição.

(O Povo Online)

Banpará encerra greve que durou apenas 03 dias

Após mais de sete horas de negociação com entidades sindicais, na noite de ontem, funcionários do Banpará decidiram pelo fim da greve que já durava três dias. Em assembleia, o funcionalismo conseguiu aprovar a proposta de reajuste de 10% sobre as verbas salariais, mais 5% de promoção do Plano de Cargos e Salários em 2012; reajuste de 20% sobre tíquete alimentação e cesta alimentação, além de um tíquete alimentação extra de R$ 3.200,00. Os demais bancos seguem em paralisação, sem previsão de retorno.

Ainda na manhã de ontem, bancários e funcionários dos Correios juntaram forças durante protesto realizado na avenida Presidente Vargas, em Belém. A paralisação dos empregados dos Correios começou há 17 dias.

Por volta das 9h30, os manifestantes seguiram a pé da escadinha do cais do porto até a concentração, em frente à sede do Banco da Amazônia. As habituais camisas vermelhas das centrais trabalhistas dividiram espaço com os uniformes amarelos e azuis dos Correios. Acompanhado de um carro som, os grevistas tomaram apenas metade da pista. Os organizadores avaliam que 300 pessoas participaram do ato.

“São duas categorias negociando o piso, duas categorias que passam por problemas muitos semelhantes”, diz Gilmar Santos, diretor suplente do Sindicato dos Bancários do Pará. Dentre as pautas em comum, está a falta de segurança. Outro problema que compartilham é a falta de pessoal. “Desde 2009 não se faz concurso público para contratação nos Correios. Ao invés disso, foi iniciado dois planos nacionais de demissão voluntária que desligaram 8 mil trabalhadores”, afirma o secretario geral do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Pará e Amapá. Atualmente, 2.400 funcionários trabalham para a estatal no Pará.

CORREIOS

Na tarde de ontem, os Correios se reuniram com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios, Telégrafos e Similares), entidade representante dos funcionários, com o objetivo de concluir o Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012. A assembleia, realizada em Brasília, terminou sem acordo.

Os pontos não aprovados do acordo foram a exigência dos funcionários de um piso salarial de R$ 1.635, aumento de mais de 50%, e a contratação de novos funcionários concursados.

PARALISAÇÃO

O Sindicato dos Bancários do Pará informou que 6 mil trabalhadores cruzaram os braços no Estado, de um total de 8.179. Do total de 132 agências e 67 Posto de Atendimento Bancário (PAB) da Região Metropolitana de Belém, 105 agências e 67 PABs estiveram de portas fechadas.

(Diário do Pará)

No 2º dia, greve dos bancários atinge mais de 6 mil agências, diz Contraf

No segundo dia da greve nacional dos bancários, mais 2.057 agências ficaram fechadas, elevando para 6.248 o número de estabelecimentos afetados pela paralisação, segundo informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A greve afeta, portanto, 31,13% das 20.073 agências bancárias instaladas no país, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O balanço da Contraf foi feito com base em dados enviados pelos sindicatos até as 18h.

Segundo dia de greve dos bancários (Foto: Leo Barrilari/AE)Trabalhadores querem 12,8% de reajuste salarial; sindicato patronal oferece 8% de aumento (Foto: Leo Barrilari/AE)

 

Segundo a Contraf, os bancários de Roraima – único estado ainda fora da mobilização – aprovaram a deflagração de greve em assembleia realizada na noite de terça-feira (27) e deverão se juntar ao movimento a partir da próxima segunda-feira (3).

“O movimento está aumentando rápido de acordo com os relatos de sindicatos de todo o país. A força da greve é proporcional à insatisfação dos bancários, que cresce a cada dia sem manifestação por parte dos bancos”, diz, em nota, Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Embora reitere que os trabalhadores estão “abertos para a retomada das negociações” com os bancos, Cordeiro diz que, enquanto não houver uma nova proposta, o Comando Nacional trabalha para fortalecer cada vez mais o movimento grevista.

Em nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informa que “segue aguardando a retomada das conversações com o Comando Nacional dos Bancários, visando a construção de uma proposta que leve a um acordo”.

De acordo com a entidade patronal, a paralisação dos bancários segue parcial, com muitas agências em funcionamento por todo o Brasil, mas, ainda assim, “causando muitos transtornos à população”.

A orientação da Fenaban é que as pessoas busquem canais alternativos para a realização de operações bancárias.

Histórico
Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na última sexta-feira (23). A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

Os bancários pedem, ainda, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

“O Brasil é um dos países com maior diferença entre os salários. Aqui, um executivo de banco chega a ganhar 400 vezes a renda do piso de um bancário. É preciso modificar essa situação, que contribui para que mantenhamos uma vergonhosa posição entre as dez nações mais desiguais do mundo”, sustenta o presidente da Contraf-CUT.

(G1)

Greve dos Bancários fecha 300 agências no Rio de Janeiro

RIO e SÃO PAULO – Cerca de 300 agências bancárias estão fechadas nesta terça-feira no Rio de Janeiro. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Rio, a greve, que começou hoje e não tem data para acabar, já conta com a participação de 12 mil bancários, cerca de 37% dos 32 mil profissionais que atuam no município do Rio. A expectativa inicial do sindicato era de que 400 agências não funcionassem. No total dos 25 Estados e do DF, os bancários fecharam 4.191 agências. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não se pronunciou sobre o primeiro dia do movimento.

A maior parte das agências, diz Almir Aguiar, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, está concentrada no Centro da cidade. Há a participação de bancos públicos e privados. A categoria pede um reajuste total de 12,8%. Além da inflação, pede um reajuste real de 5%.

- Os bancos só ofereceram, além da inflação, um reajuste real de 0,56%. Eles estão intransigentes. No ano passado, a greve durou 15 dias. O lucro dos bancos aumentou 19,4% no último ano. Amanhã, a adesão vai aumentar e chegar em novos bairros – diz Almir.

Segundo Magnus Apostólico, diretor de Relação do Trabalho da Febraban, as negociações entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Sindicato dos Bancários ainda estão em aberto. Mas Magnus, contudo, disse ser “impensável” conceder um reajuste de 12,8%, como pleiteia a categoria, já que o setor reúne 157 empresas e 500 mil trabalhadores.

- Eles votaram a greve com as negociações em andamento. Entre a primeira reunião e a segunda, elevamos nosso reajuste de 7,8% para 8%. A solução está na mesa de negociação e não nas ruas – diz Apostólico

A greve, por tempo indeterminado, foi decidida na última quinta-feira e a paralisação começou hoje. Ontem, os trabalhadores voltaram a realizar assembleias nos estados para montar um esquema especial de greve. Cordeiro disse que “a proposta dos bancos não inclui valorização do piso salarial, não amplia a participação nos lucros e muito menos traz avanços em relação às reivindicações de emprego e melhoria das condições de trabalho. Os bancários reivindicam fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral e mais segurança.

(O Globo)

20 mil bancários paulistas cruzam os braços em adesão a greve nacional da categoria

A greve dos bancários que começou nesta terça-feira já atinge 19,3 mil trabalhadores, de acordo com balanço do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. O número equivale a 14,3% dos 135 mil trabalhadores representados pelo sindicato. Entre agências bancárias e centros administrativos, 621 postos de trabalho não funcionaram hoje.

O autoatendimento das agências permanece aberto para os clientes dos bancos. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), 25 Estados e o Distrito Federal aderiram à paralisação.

Apenas Roraima ficou de fora, mas uma assembleia na noite de hoje decidirá o rumo dos bancários no estado.

Os bancários recusaram em assembleia ontem uma proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que previa aumento real de apenas 0,56%, por considerá-la insuficiente.

Após cinco rodadas de negociação, os banqueiros recusaram reivindicações como a valorização nos pisos e a maior participação nos lucros e resultados, segundo o Sindicato dos Bancários.

“Os banqueiros que atuam em um dos setores mais lucrativos do país levaram os bancários à greve. Esse reajuste está aquém do reivindicado pela categoria e do crescimento de 20% no lucro dos bancos”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

A próxima assembleia será realizada amanhã, na Quadra dos Bancários, a partir das 16h, quando deve ser decidida a continuidade da greve e os próximos passos dos bancários.

(IG Economia)

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O blog diálogos políticos é uma iniciativa da Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará. Nosso objetivo é possibilitar o intercâmbio de informações entre as pessoas interessadas nos mais diversos temas da conjuntura brasileira.

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. Geógrafo e Funcionário da Secretaria de Formação do SEEB/CE. Atua na CCP-Banco do Brasil e CCV-Caixa. Diretor da AESB e Delegado Sindical do SINTEC-CE.

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