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Aracati ganhará um shopping center em 2015

O município de Aracati terá um shopping center em janeiro de 2015. O responsável pelo empreendimento é o empresário Honório Pinheiro, da rede varejista Pinheiro Supermercados. O valor da obra é de R$ 12 milhões.

No total, serão 8.300 metros de Área Bruta Locável (ABL), com um supermercado, duas lojas âncoras, praça de alimentação e salas de cinema. “O empreendimento já está em construção. São 38 lojas diversas, com mix de confecções, calçados e bijuterias”, disse Pinheiro, ressaltando que o equipamento deve gerar aproximadamente 250 empregos diretos.

As lojas confirmadas são, até o momento, o Supermercado Pinheiro e a rede de eletrodomésticos Zenir. Para a construção do shopping, foram contratados recursos junto ao Banco do Nordeste do Brasil. No entanto, o empresário não especificou o percentual tomado.

Honório destaca a migração dos shoppings center de Fortaleza para o interior do Estado. “A vocação para o comércio e o modelo de negócio dos shoppings têm muito espaço em outras regiões do Ceará, não somente em Fortaleza”, acredita.

(O Povo)

Transexuais são discriminadas em shopping de Fortaleza

Achylla Nascimento foi vítima de transfobia (discriminação a transexuais), na tarde da última segunda-feira (29/09), no Shopping Benfica. A jovem transexual estava no banheiro feminino quando foi abordada por seguranças que alegaram que ela não poderia usar aquele banheiro e sim o masculino.

Para protestar contra a intolerância, um grupo de apoio às causas de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTs) realizou um ato contra a conduta preconceituosa do Shopping Benfica. Com cartazes, reivindicaram respeito e expuseram a Lei Municipal 8.211, de 1998, que prevê punição para estabelecimentos comerciais que discriminem clientes por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero. “Chegamos ao shopping às 20 horas, todos de forma pacífica e discreta, quando nos dirigimos ao banheiro. Logo os seguranças passaram o rádio falando da nossa presença”, disse Silvia Cavalleire, transexual, universitária e militante do movimento LGBTs.

Ao questionarem sobre o porquê de não poder usar o banheiro feminino, o grupo foi coagido a sair do local sob acusação de “tumulto”. “Além disso, fomos desafiadas a provar que somos mulheres”, criticou Silvia. “Em resposta a essas atitudes levantamos cartazes e fizemos falas expondo o preconceito que estávamos sofrendo. Logo depois, nos dirigimos às escadas quando formos cercados pelos seguranças, que nos mantiveram presos na escada rolante. Vários frequentadores do shopping apoiaram a nossa causa”, acrescentou.

Na mesma noite, as transexuais foram à delegacia prestar um Boletim de Ocorrência (BO) sobre os danos morais que nos foram causados. “Estamos tomando as providências legais para que o shopping seja devidamente punido e que situações como essa não voltem a se repetir”, ratificou Cavalleire.

Candidata a deputada estadual pelo PCdoB, Silvia Cavalleire defende a necessidade da aprovação da Lei que Criminaliza a homofobia (PLC – 122). “Criminalizar a homofobia não constitui uma busca de ‘direitos especiais’ às lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT), mas a instituição de um mecanismo legislativo que consiga coibir, efetivamente, o preconceito. A sociedade deve ter lado nessa luta, o lado de quem respeita, aceita e defende a identidade de gênero e a diversidade sexual”, defende.

Veja o vídeo

De Fortaleza,
Carolina Campos (com a colaboração de Sarah Cavalcante)

Rede UCI Cinemas exibe show da banda Guns N’ Roses em Fortaleza

A Rede UCI Cinemas exibe na quarta (1º) e quinta-feira (2) dessa semana o show ‘Apetite for Democracy’ da banda Guns N’ Roses. As exibições acontecem nos cinemas dos shoppings Iguatemi, localizado na Avenida Washington Soares, 85, e Parangaba, que fica na Avenida Germano Frank, 300, a partir das 20h30. Os ingressos custam R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira) e estão disponíveis para compra no site www.ucicinemas.com.br , nas bilheterias e nos terminais de autoatendimentos das salas de exibição.

O show conta com a formação atual da banda, que interpreta sucessos como ‘Welcome To The Jungle’, ‘Sweet Child Of Mine’, ‘Mr Brownstone’, ‘November Rain’, ‘Chinese Democracy’, ‘Knockin ‘On Heaven’s Door’ de Dylan, ‘Nightrain’, ‘Live and Let Die’ de McCartney e ‘Paradise City’. A apresentação também destaca o cantor e compositor do grupo, Axl Rose.

(G1 Ceará)

Cineclube Vila das Artes, de Fortaleza, homenageia Hayao Miyazaki

O Cineclube Vila das Artes, em outubro, mês das crianças, homenageia um dos maiores nomes do cinema japonês e mundial, Hayao Miyazaki. Criador de personagens carismáticos, o cineasta já conquistou diversos prêmios importantes do cinema mundial, um deles foi o Oscar de melhor animação em 2003, pelo filme “A viagem de Chihiro”. As exibições da mostra “O incrível mundo de Hayao Miyazaki” contecem todas as quartas-feiras, sempre às 18h30, e podem ser seguidas de debates.

A mostra começa nesta quarta-feira (1º) e é dividida em dois temas muito presentes na obra de Miyazaki: o ambientalismo, com os filmes “Princesa Mononoke” e “Nausicaä do Vale do Vento”; e a infância, com a “A viagem de Chihiro”, “O serviço de entregas da Kiki”, e “Meu amigo Totoro”.

Com a curadoria de Diego Brito Bezerra, a mostra segue dando continuidade ao projeto Telas Abertas, que selecionou 11 mostras para compor a agenda do Cineclube da Vila, de setembro de 2014 a julho de 2015. o cineclube é promovido pela Escola Pública de Audiovisual (EAV) da Vila das Artes.

Programação
1º de outubro – Princesa Mononoke / 1997 / 135min
8 de outubro – Nausicaä do Vale do Vento / 1984 / 117min
15 de outubro – A viagem de Chihiro /  2001/ 125min
22 de outubro – O serviço de entregas da Kiki / 1989 /103min
29 de outubro – Meu amigo Totoro / 1988 / 90min

(G1 Ceará)

Bancários do Ceará aderem à greve por tempo indeterminado

O Sindicato dos Bancários do Ceará informou, nesta terça-feira (30), que a greve deve ser “forte” em Fortaleza e no interior do estado. “Nosso objetivo é que seja forte e rápida para minimizar os danos para a população”, disse o diretor executivo do sindicato, Clércio Morse, que espera dar celeridade as negociações com o movimento grevista.

Os bancários de bancos públicos e privados decidiram em assembleias realizadas nesta segunda-feira (29) entrar em greve a partir de terça-feira, por tempo indeterminado, segundo informou em nota a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Até as 22h desta segunda, além do Ceará, outros 19 estados e mais o Distrito Federal haviam aderido à greve.

“Essa é uma greve que foi avisada há muito tempo. Sábado teve uma nova rodada de negociação e as propostas melhoraram, mas ainda estão aquém do que estamos pedindo”, disse Morse. Segundo o  sindicalista, as agências bancárias localizadas no Centro de Fortaleza e nos principais corredores financeiros, devem parar nesta terça-feira. “Avenida Bezerra de Menezes, Washington Soares, Gomes de Matos, Santos Dumont, todas estarão paradas hoje”, afirmou.

O que para e o que funciona

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, informou que a greve será iniciada apenas em agências bancárias. Caixas eletrônicos, serviços de teleatendimento e centros administrativos continuam funcionando. Porém, segundo Cordeiro, existe a possibilidade de estender a greve a outros setores se as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) demorarem.

Reivindicações dos bancários
Os trabalhadores que decidiram pela greve pedem reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pede aumento nos valores de benefícios como vale refeição, auxílio creche, gratificação de caixa, entre outros.

Além do aumento de salário e benefícios, os bancários também pedem melhores condições de trabalho com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas.

No sábado (27), o Comando Nacional dos Bancários confirmou o indicativo de greve mesmo após uma nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As instituições financeiras elevaram o reajuste de 7% a 7,35% para os salários, enquanto o aumento no piso da categoria foi de 7,5% para 8%. No entanto, os novos índices foram considerados insuficientes pelos bancários em reunião realizada em São Paulo.

(G1 Ceará)

Ello: seis perguntas e respostas sobre a ‘rede social anti-Facebook’

Por Raquel Freire, Tech Tudo

Mais nova rede social só para convidados (sistema que lembra o início do Orkut), o Ello tem despertado a curiosidade de muitas pessoas. Sua premissa de ser livre de anúncios é um dos pontos fortes, atraindo a atenção principalmente de quem não aguenta mais tanta propaganda no Facebook. Se você quer entender melhor sobre o que se trata a plataforma, confira as respostas às principais perguntas.

 

Ello é uma rede social só para convidados e livre de anúncio (Foto: Divulgação)Ello é uma rede social só para convidados e livre de anúncios; conheça o anti-Facebook (Foto: Divulgação/Ello)

O que é o Ello?

Ello é uma rede social simples, bonita e livre de anúncios na qual só é possível entrar com convite de algum membro ou fazendo uma solicitação no site oficial (ello.co/request-an-invitation), bem similar ao início do velho Orkut. O uso é gratuito, mas eventualmente a aplicação oferece funcionalidades especiais que precisam ser pagas. Comprá-las é opcional, não impedindo o acesso às funções regulares da rede. Os desenvolvedores dizem não vender dados pessoais dos usuários para terceiros.

Conheça o visual dos perfils visitando a galeria de Perfiis Públicos do Ello (ello.co/beta-public-profiles).

Quem criou a Ello?

Ello foi criado por um grupo de sete artistas e programadores. Originalmente, o site foi construído para ser uma rede social privada. À medida que mais pessoas quiseram fazer parte, ganhou versão pública.

O fundador é Paul Budnitz, um designer que “concebe e cria belos produtos que mudam o mundo”, em suas próprias palavras. Ele também é dono da Budnitz Bicycles, uma empresa de bicicletas de luxo, e fundador da Kidrobot, que fabrica brinquedos de arte, roupas e acessórios.

A equipe de líderes conta ainda com os co-fundadores Todd Berger e Lucian Föhr, designers gráficos que acreditam que intenção e visão irão moldar o futuro. Já o time de programadores é composto pelos engenheiros da Mode Set, que fica em Denver, Colorado, nos Estados Unidos.

O que diz o Ello Manifesto?

Em tradução livre, o manifesto do Ello diz:

“Cada post que você compartilha, cada amigo que você faz e cada link que você segue é monitorado, registrado e convertido em dados. Os anunciantes compram seus dados para que possam mostrar-lhe mais anúncios. Você é o produto que é comprado e vendido.

Nós acreditamos que há um caminho melhor. Acreditamos na ousadia. Acreditamos na beleza, simplicidade e transparência. Acreditamos que as pessoas que fazem coisas e as pessoas que as usam devem estar em parceria.

Acreditamos que uma rede social pode ser uma ferramenta para empoderamento. Não uma ferramenta para enganar, coagir e manipular – mas um lugar para se conectar, criar e celebrar a vida.

Você não é um produto.”

Por que o Ello não tem anúncios?

O motivo pelo qual o Ello é livre de anúncio é porque o mecanismo usado por quase todas as outras redes sociais é, em seus termos, “antiético”. Isso porque todas as as informações pessoais dos usuários, sejam posts, mensagens privadas ou conexões sociais, são vendidas para empresas como forma de gerar lucro. Ou seja, suas preferências são informadas aos anunciantes para publicidades mais eficazes. Todos os dias, novas ferramentas são desenvolvidas especialmente para obter mais dados dos usuários, que são leiloados para anunciantes e corretores.

A equipe do Ello afirma que jamais venderá dados dos usuários, até porque seus membros sairiam caso a política de privacidade mudasse, como aconteceu com Twitter, Facebook, Google+, Instagram e outros. Para manter a rede social gratuita e livre de propaganda, eles passarão em breve a vender as funcionalidades premium, que servirão como fonte de receita da rede social para se manter online.

'Simple, beautiful & ad-free', é o que diz o Ello sobre seus perfis de rede social (Foto: Reprodução/Ello)‘Simple, beautiful & ad-free’, é o que diz o Ello sobre seus perfis de rede social (Foto: Reprodução/Ello)

Quais são as funções disponíveis na Ello?

Ello está em fase beta, e por isso a lista de recursos é atualizada constantemente. Para acessá-la, basta visitar a Ello Feature Lits (ello.co/wtf/post/featurelist) e manter-se informado sobre os updates. A relação de funcionalidades já construídas e que chegam em breve se assemelham a de outras redes sociais, como o próprio Facebook, Google+, Twitter e Twitter.

Ferramentas que estão prontas:

- Mencionar pessoas a partir da simples inserção de @ antes do nome;
– Localização de usuário;
– Visualização fluida do grupo “Noise” (onde estão as pessoas com as quais o usuário se interessa menos, em oposição aos amigos, que são classificados como “Friends”);
– Visualização por post;
– Arrastar pessoas entre os grupos “Friends” e “Noise” (apresenta erro);
– Notificações via e-mail (seguidores/convites aceitos/menções);
– Notificações de fluxo contínuo (seguindo/convite aceito);
– Sistema de convite e capacidade de convidar amigos;
– Javascript refactor = Uma Aplicação Página (OPA)
– Integração com Emoji;
– Visualização de seguidores e seguir listas;
– Post de bem-vindo e breve tutorial de uso;
– Reordenar campos dentro do Omnibar;
– Seção WTF (ajuda, informações sobre o serviço e políticas);
– Uso de hashtags (#) em posts, seguidores e em quem está seguindo;
– Alternância entre visualização em lista ou grade com atalho Shift + 5;
– Modo de publicação em tela cheia, que pode ser acessado a partir de setas;
– Capacidade de tornar o perfil visível apenas na Ello;
– Compressão da imagem;
– Seguir (“Friends” e “Noise”);
– Deixar de seguir (“Friends” e “Noise”);
– Post de texto (básico e avançado) pela Omnibar;
– Post de imagens pela Omnibar;
– Post de gifs animados pela Omnibar;
– Post de Emojis pela Omnibar;
– Deletar posts pela Omnibar;
– Recurso “Time stamp”, que mostra detalhes e permalink do post;
– Opção ligar e desligar o Google Analytics;
– Respeita configuração DNT dos navegadores;

Ferramentas que chegam em breve:

– Bloqueio de Usuário;
– Sinalização de conteúdo impróprio;
– Integração com áudio (SoundCloud);
– Contas privadas;
– Comentários com gráficos e rich media;
– Melhorias na versão web móvel;
– Uso de w/ para atribuir autoria a um post compartilhado;
– Central de notificações;
– Marcar um item favorito através da função “Love”;
– Índice de Emojis;
– Integração com vídeo (YouTube, Vimeo, Instagram e Vine);
– Mensagens privadas;
– Publicação de posts em outras redes sociais;
– Apps para iOS e Android.

Como o Ello usa os dados dos usuários?

Quando você usa Ello, o sistema coleta algumas informações relacionadas com a sua visita. Os dados incluem localização, língua, site de referência e tempo gasto ao visitar o Ello. Isso permite, por exemplo, saber em quais países o serviço tem mais acesso, motivando uma versão traduzida para o idioma.

Em português, Ello agradece interesse de usuários brasileiros ao pedir convites (Foto: Reprodução/Ello)
Em português, Ello agradece interesse de usuários brasileiros ao pedir convites (Foto: Reprodução/Ello)

A plataforma usa uma versão especial anônima do Google Analytics para guardar dados de visitantes. Em outras palavras, antes de informações pessoais serem armazenadas nos servidores do Google, o endereço de IP do usuário é removido.

Isso significa que é muito difícil para qualquer pessoa (incluindo o próprio Ello e o Google) rastrear os dados que o Google armazena. O Ello consegue ver como as pessoas estão usando a rede social genericamente, mas não o que cada pessoa está fazendo em particular. Essa característica também torna o site desinteressante para o Google sob o ponto de vista dos anunciantes.

Quem se sente desconfortável com qualquer tipo de fornecimento de informação pode desativar por completo o Google Analytics a partir das configurações. Da mesma forma, o Ello respeita as configurações DNT (Do Not Track, ou “Não rastrear”, em tradução livre) dos navegadores. Os desenvolvedores atentam ao fato de que se você usa o Google Chrome, um smartphone Android ou se logou recentemente no Google Search e no YouTube, a gigante de buscas poderá rastreá-lo.

Via Ello

Dilma Rousseff recebe apoio de suas companheiras de prisão da época da ditadura

Um grupo de mulheres companheiras de militância de Dilma Rousseff na época da Ditadura no Brasil produziu um abaixo-assinado em prol da reeleição da presidenta(link is external). Intitulada “Porque nós, mulheres, votamos em Dilma!”, a carta de apoio retrata os diversos motivos pelos quais o grupo de mulheres apoia a continuidade do governo Dilma, que mudou profundamente a vida de milhões de cidadãos, garantindo melhor qualidade de vida.

Entre as companheiras de Dilma da época da Ditadura que assinaram a carta, está a médica Helenita Sipahi, a advogada e mestre em Direito Constitucional, Maria Aparecida Costa, a médica Eva Teresa Skazufka, a geógrafa Maria Celeste Martins, a advogada Rita Sipahi, a psicóloga/psicanalista Maria Auxiliadora Arantes, a jornalista Maria Lúcia Alves Ferreira, a historiadora e produtora cultural, Tânia Gerbi Veiga e a cientista social e mestre em economia, Zenaide Machado de Oliveira, anistiada política pelo Estado brasileiro.

A carta lembra que Dilma, como jovem militante política, enfrentou a violência da ditadura militar, a prisão e a tortura. Por conta disso e coerente com seu passado, a presidenta se mantém firme na luta pelasliberdades democráticas e jamais se deixou vergar pela repressão. “Nesse sentido, é que se mantém firme na defesa da democracia, da liberdade de manifestação, do respeito às diferentes opiniões e bandeiras e no combate ao discurso do ódio”, diz o abaixo-assinado.

O documento declara também que, quando Dilma tomou posse, estava representando mais de 100 milhões de mulheres do país, ressalta que as mulheres estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho e têm alcançado os maiores níveis de escolaridade, graças às políticas voltadas para o gênero(link is external), como o Ministério de Políticas para as Mulheres, Casa da Mulher Brasileira, mais cidadania para as trabalhadoras domésticas e o fortalecimento da Lei Maria da Penha com a criação do serviço de denúncia 180.

As companheiras de Dilma também destacaram os diversos programas sociais do governo federal, comoMinha Casa Minha Vida, além da “facilidade de acesso ao crédito que permite às mulheres de baixa renda a possibilidade de gerir seu próprio negócio e maior independência financeira”.

Sobre as políticas econômicas implementadas no governo Dilma, o abaixo-assinado ressalta que o governo da presidenta tem como compromisso a valorização do emprego e das políticas sociais, além de frisar que a autonomia do Banco Central  significa cortes nas políticas sociais. “Com Dilma as políticas sociais têm prioridade e são responsáveis pela redução da desigualdade social no país e no combate à fome – segundo a ONU, o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome –, cujos resultados são visíveis, e repercutirão na vida das novas gerações”, afirma.

Por fim, a carta de apoio das companheiras de Dilma, ressaltou as conquistas dos últimos 12 anos direcionadas aos jovens, com os programas de acesso à educação como Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Ciência Sem Fronteiras, fortalecimento do Enem, criação do ProUni e do Pronatec, garantindo à juventude brasilera “um melhor futuro, com melhores salários e segurança social”.

Confira a lista de mulheres que organizaram a assinatura da carta:

Clara Politi, produtora cultural, Bachelor em Artes, escultora
Erothildes Medeiros (Tida)
Eva Teresa Skazufka, médica.
Helenita Sipahi , médica.
Herta Vecci Pidner
Lidiane Menezes Santos, psicóloga.
Lizete Teles de Menezes, jornalista.
Maria Aparecida Costa, advogada, mestre em Direito Constitucional.
Maria Auxiliadora Arantes, psicóloga/psicanalista.
Maria Celeste Martins, geógrafa
Maria das Neves Sousa, costureira
Maria Lúcia Alves Ferreira, jornalista
Regina Orsi, historiadora
Rita de Cassia Rabello Mittempergher, psicóloga/psicanalista
Rita Sipahi, advogada.
Táli Pires de Almeida, socióloga
Tânia Gerbi Veiga, historiadora e produtora cultural.
Zenaide Machado de Oliveira, cientista social, mestre em economia, anistiada política pelo Estado brasileiro.

As organizadoras do abaixo-assinado lembram que o documento é aberto e qualquer pessoa pode assinar declarando o apoio à reeleição de Dilma, inclusive homens. Quem quiser declarar o voto à presidenta, basta clicar aqui(link is external).

Via http://mudamais.com/node/3814

Batizado vazio expõe baixa no prestígio de Aécio Neves

Batizado dos filhos de Aécio Neves na Igreja Nossa Senhora do Pilar – FOTO: fotospublicas

Nem mesmo a curiosidade levou os moradores de São João Del Rei à igreja Nossa do Pilar, onde se realizou neste domingo o batizado dos gêmeos do presidenciável Aécio Neves. Segundo relatos, havia menos de 50 pessoas no templo histórico.

São João Del Rei é o berço da dinastia política dos Neves, aberta pelo avô de Aécio, Tancredo Neves, governador de 1983 a 1985 e primeiro ministro no governo João Goulart (1962-1963). Escolhido presidente no Colégio Eleitoral no começo de 1985, Tancredo faleceu antes de tomar posse e foi enterrado na cidade.

A família do presidenciável mantém na cidade um casarão histórico, onde Tancredo morou e foi batizado pelo próprio clã com o nome pomposo de ‘Solar dos Neves’. A frente da casa foi preparada para um pronunciamento político do candidato logo depois do batizado.

A irmã de Aécio, Andréa Neves, poderosa nas campanhas e governos tucanos em Minas, cuidou pessoalmente dos preparativos para o pequeno comício. Em meio à sucessão de ordens ao pessoal de campanha, em plena rua, em frente ao ‘solar’, Andréa foi surpreendida pelo comentário de uma senhorinha que passava a pé pelo local acompanhada de uma amiga.

“Não sei o que é mais feio, se é ele (Aécio) perder pro Lula ou se é perder pra duas mulheres”, disse a mulher. O comentário, embora de viés machista, demonstrou a falta de prestígio do candidato no antigo reduto dos Neves. Andréa ficou irritada e entrou em casa rapidamente. Só voltou acompanhada de Aécio, quando tudo ficou pronto para o pronunciamento do candidato.

Via http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/minas_gerais/1195/Batizado-vazio-exp%C3%B5e-baixa-no-prest%C3%ADgio-de-A%C3%A9cio-A%C3%A9cio-Neves-batizado-S%C3%A3o-Jo%C3%A3o-Del-Rei-Andrea-Neves.htm

Conheça Andréa Falcão, a mulher que tira o sono de Aécio Neves

Andréa Falcão: advogada, centrada e extremamente rigorosa. Esta é a ex-esposa de Aécio que vem assombrando o esquema montado em torno de seu ex-marido

Ex-esposa de Aécio Neves, Andréa Falcão mora no Rio de Janeiro com a filha do casal, Gabriela. Ela e Aécio foram casados por oito anos. Separados há catorze anos, Andréa tem hábitos saudáveis e esportivos sendo considerada pelos amigos uma atleta. Discreta e reservada, poucos sabem de suas atitudes que colocam em risco o projeto de Poder construído pela família Neves após a morte de Tancredo.

Embora apresentado como político, Aécio Neves na verdade é apenas um produto comercial como tantos outros disponíveis no mercado, fruto de pesados investimentos publicitário. A início patrocinado por seu padrasto, o falecido banqueiro Gilberto Faria, em curto espaço já servia ao pesado esquema de desestatização e desnacionalização da economia montado pelo ex-presidente FHC.

 

Eleito em seu primeiro mandato de deputado federal e Constituinte por Minas Gerais pelo PMDB, Pimenta da Veiga viu em Aécio a possibilidade do PSDB se apropriar da imagem de Tancredo Neves. Porém, como hoje, na época Aécio não tinha gosto pela política, tinha que ser constantemente cobrado e policiado.

Entretanto, como sua carreira política tornava-se cada vez mais lucrativa, montou-se em sua volta uma eficiente estrutura com membros de sua família e políticos que viram nele a parceria ideal para ocupar o espaço político deixado por seu avô, Tancredo. Contudo, seus familiares e parceiros não contavam com um fato novo, o casamento de Aécio com Andréa Falcão.

Segundo amigos de Andréa, rígida por princípios, passou a questionar o comportamento de Aécio e a farsa montada para manter sua imagem. À amigos ela reclamava que isto impedia que Aécio amadurecesse.

Separada de Aécio em 1998, procurou organizar sua vida, porém, com a eleição de Aécio para governador em 2002, no intuito de passar para a população uma imagem de homem de família, o esquema passou a utilizar sua filha Gabriela, sendo histórica a presença da mesma em sua posse.

Sabedora do que realmente ocorria, Andréa passou a questionar esta utilização com receio de que a exposição, as companhias e hábitos de Aécio fossem prejudiciais à sua filha. Entretanto, o esquema montado em torno de Aécio insistiu, mesmo diante de sua recusa.

Esta prática foi bastante reduzida nos últimos anos de governo de Aécio Neves, contudo, o mal já havia sido concretizado. Com a denúncia dos deputados mineiros Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT) de enriquecimento ilícito dos irmãos Andréa e Aécio Neves perante a Procuradoria da República e Receita Federal descobriu-se uma gigantesca movimentação financeira de Aécio nos Estados Unidos.

Constatou-se que os maiores depósitos coincidiam com as datas das viagens de Aécio Neves a Aspen, uma estação de esqui no Colorado, para onde Aécio se dirigia sobre a justificativa de que estaria levando a filha para esquiar. As suspeitas aumentaram ao se descobrir que as viagens foram feitas em jatinho fretado sem que sua bagagem passasse por qualquer alfândega, seja no Brasil ou USA.

A área de inteligência da Receita Federal descobriu que uma integrante da inteligência da PMMG, conhecida como PM2, havia relatado uma discussão entre Aécio e Andréa Falcão, onde ela, de maneira enérgica, reclama; “deixe minha filha fora dos seus rolos, não quero que fique utilizando ela para servir de justificativa para você fazer o que faz”, Aécio pergunta. “Que rolo?”; Andréa Falcão responde; “levar estas malas de dinheiro e diamante para Aspen”.

Este procedimento encontra-se desde o final do ano passado nas mãos do procurador geral, Roberto Gurgel, parado. Segundo amigos de Andréa Falcão, se ela for convocada a esclarecer os fatos ela irá contar tudo que sabe para defender sua filha. Pelo visto a família Neves finalmente terá a oportunidade de constatar que Andréa Falcão sempre falou sério.

O senador Aécio Neves, consultado sobre o tema que seria abordado na matéria, optou por nada comentar e Andréa Falcão recusa-se a falar com a imprensa.

Fonte: Novo Jornal – Via http://www.ceilandiaemalerta.com.br/site2014/noticia/4666

Marina Silva se apequena, ou melhor, volta ao seu tamanho original

Reprodução/Internet

DENER GIOVANINI, via Estadão

Faltando poucos dias para a derradeira escolha dos eleitores brasileiros, uma tendência se consolida a cada divulgação de novos números das pesquisas: Marina Silva cai, despenca, rola ladeira abaixo. E o motivo para tanto desencanto dos eleitores não são as críticas de seus adversários ou a orquestração de uma “campanha de desconstrução” como bradam seus aliados. Marina Silva cai por uma única razão: saco vazio não para em pé.

A candidata do PSB não subiu nas pesquisas por que tinha propostas interessantes ou por que tinha poder de mobilizar grandes massas de seguidores entusiasmados. Marina só subiu porque o avião caiu. Se não fosse o triste acidente que ceifou a vida de Eduardo Campos, hoje Marina Silva estaria em casa costurando a barra de suas saias, como mostrou a imagem vazada por sua campanha, na tentativa de maquiá-la como uma mulher simples e humilde.

Humildade e simplicidade nunca fizeram parte da personalidade de Marina Silva. E o eleitor percebeu isso ao longo dessa campanha. Nem a sua tentativa de se mostrar como “a ungida” funcionou. Seus xales messiânicos, usados como adereço de fantasia de escola de samba, não conseguiram cumprir o seu papel de capa da mulher maravilha.

Marina Silva despenca porque, na sua tentativa de agradar a gregos e troianos, só conseguiu semear desconfiança, contradições e falsidades. Nessa campanha todos sabem o que exatamente pensam Luciana Genro, Aécio, Dilma, Eduardo Jorge, Pastor Everaldo e até o infame Levy Fidelix. Marina segue sendo uma incógnita.

A desconstrução da candidata do PSB é real e é capitaneada pela própria Marina Silva. Em seus “disse e não disse”, em suas contradições, em suas idas e vindas, em suas mentiras (vide o caso da votação da CPMF no Senado) e, principalmente, em suas constantes submissões a grupos que antes dizia combater, mostraram-na como realmente é: um saco vazio.

Ela se diz vítima da falta de tempo na TV. Os dois minutos a que tem direito pela legislação eleitoral não a impediram de crescer nas pesquisas. Crescer ela cresceu, só não se sustentou. E não se manteve em ascensão por que seus pés de barro ruíram.

A história de vida de Marina Silva lembra o roteiro do filme “A mão do macaco”, onde essa parte da anatomia dos símios era dada de presente às pessoas com o objetivo de realizar seus desejos. E toda vez que alguém recebia a tal “mão” e desejava algo, ele se concretizava. Só que de forma trágica. Lembro-me de uma cena em que um empresário falido e desesperado “pediu” à mão que o ajudasse a conseguir um milhão de dólares. No mesmo instante, o avião em que viajava a mãe do empresário caiu e ele recebeu exatamente um milhão de dólares do seguro de vida da pobre senhora.

Marina Silva é como um tsunami. Eles surgem do desequilíbrio na harmonia natural da vida e deixam marcas de destruição por onde passam. Assim foi sua passagem pelo PT, pelo PV, está sendo agora no PSB e assim será em qualquer outra agremiação partidária que se deixar iludir. E também assim como todos os Tsunamis, sempre acabará na praia, em meio aos entulhos e o desespero daqueles que conseguiram sobreviver.

E o saco vazio continuará seguindo a esmo.

DATAFOLHA: ELEIÇÃO PODE ACABAR NO PRIMEIRO TURNO

247 – Segundo o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, a eleição à Presidência pode acabar já no 1° turno, com vitória da presidente Dilma Rousseff: “Assim como não podemos descartar a ida de Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno, também não podemos dizer que não haverá uma resolução da eleição já na primeira fase”, disse ele no programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes, no domingo à noite.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira (26), a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, aparece com 40% das intenções de voto, Marina Silva, do PSB, com 27%, e Aécio Neves, do PSDB, com 18%.

A vantagem de Dilma sobre Marina no primeiro turno aumentou em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 19, na qual Dilma aparecia com 37% e Marina com 30%. Aécio estava com 17% das intenções de voto.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PT alcançaria 47%, contra 43% da candidata do PSB, o que configura empate técnico considerada a margem de erro de 2 pontos percentuais. Na semana passada, Marina tinha 46% e Dilma, 44%.

Em uma possível disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 50% a 39%. Na semana passada, Dilma tinha 49% e Aécio, 39%.

(Brasil 247)

Morre jovem que foi torturada por traficantes do Rio de Janeiro

Rayssa Christine Machado de Carvalho Sarpi, a jovem de 18 anos filmada enquanto era torturada por traficantes da favela Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, na madrugada do dia 20, morreu na última sexta-feira. Segundo o delegado Marcus Antônio Neves, titular da 40ª DP (Honório Gurgel), uma das hipóteses é a de que ela tenha sido agredida por ter se envolvido amorosamente com um PM.

A polícia identificou quatro criminosos envolvidos na tortura, um deles apontado como gerente do tráfico na comunidade. Ainda esta semana, eles devem ter mandados de prisão expedidos pelos crimes de tortura seguida de morte e de associação para o tráfico.

Rayssa foi encontrada muito ferida por um tio, às 8h do dia 20, na Rua Paula Viana, onde fica um dos acessos à Faz Quem Quer. Na noite anterior, uma sexta-feira, ela havia saído da casa onde morava com a mãe, o padrasto e os irmãos rumo a um baile funk na favela. Lá, acabaria brutalmente agredida. A filmagem que mostra a sessão de espancamento foi compartilhada inúmeras vezes em redes sociais.

— Achei a Rayssa com os olhos inchados, cheia de hematomas na cabeça e pelo corpo todo. Ela parecia desnorteada. Chegaram a cortar o couro cabeludo dela para escrever a sigla de uma facção — contou o tio, emocionado: — Agora a gente só quer justiça.

De imediato, com a ajuda de bombeiros, o parente conduziu Rayssa ao Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. A assessoria da Secretaria estadual de Saúde informou que a jovem passou por tomografia computadorizada e radiografia na mão esquerda. Como os exames não apresentaram alteração ou fratura, ela recebeu suturas e curativos. Após ficar em observação por algumas horas, teve alta.

Ao longo da semana, Rayssa seguiu sentindo muitas dores, inclusive na cabeça. Na manhã de sexta, seis dias após as agressões, os sintomas pioraram. À noite, ela foi levada novamente ao Carlos Chagas, onde — ainda de acordo com a Secretaria de Saúde — já chegou em parada cardiorrespiratória. Ela foi enterrada na tarde do último domingo, no Cemitério do Caju.

Três minutos de terror

O vídeo de cerca de três minutos mostra a jovem sentada num chão de grama e terra batida, com o corpo todo ensanguentado, enquanto um homem raspa sua cabeça. Ao fundo, é possível ouvir um funk tocando.

Momentos de súplica

Em frente à vítima, outro homem a ameaça com um facão, enquanto Rayssa chora. “Não tô aguentando mais. Calma, para”, implora.

Possível negligência

Além da investigação sobre a tortura, o delegado Marcus Neves também vai apurar uma eventual falha do hospital. “Estamos só aguardando o resultado do laudo”, disse.

(Luã Marinatto, Extra Online)

Pizza Hut abre 100 vagas de emprego para RioMar Shopping de Fortaleza

A Pizza Hut está com 100 vagas de emprego abertas em Fortaleza. As oportunidades são para os cargos de atendente, supervisor e auxiliar administrativo, na unidade que será inaugurada no RioMar Shopping.

O candidato deve ser maior de idade, ter ensino médio completo ou em conclusão, ser dinâmico, proativo e gostar de trabalhar em equipe e com público. Não é exigida experiência anterior.

O salário é compatível com o mercado, mais benefícios como vale transporte, refeição no local, plano de saúde e odontológico e premiações, entre outros. A empresa também oferece plano de carreira e um ótimo ambiente de trabalho.

Os interessados em participar do processo seletivo devem enviar o currículo para vagas01.rh@gmail.com ou recrutamento.rh@expressalimentos.com.br, ou entregar em qualquer unidade da Pizza Hut em Fortaleza. Os candidatos também podem cadastrar o currículo na seção Trabalhe Conosco no site http://www.pizzahut-ce.com.br.

(Tribuna do Ceará)

Em Fortaleza, topics 06 e 55 têm itinerário reduzido a partir desta terça-feira; confira as novas rotas

Dando sequência ao programa de reestruturação das linhas do transporte coletivo, o Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito (Paitt), juntamente, com a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), promoverá alteração em duas linhas do sistema de transporte complementar (vans): 755 – Cj. Alvorada/North Shopping e 706 – Edson Queiroz/Barra do Ceará. As mudanças serão implantadas nesta terça-feira (30/09) e pretendem reduzir ou, em alguns casos, eliminar a sobreposição existente com as linhas do sistema regular (ônibus).

Clique aqui para ver a alteração na linha 755

Clique aqui para ver a alteração na linha 706

Os passageiros que utilizam as linhas que passarão por mudanças terão opções para continuar realizando suas viagens, entre elas a utilização dos terminais de integração e a busca por uma linha que faça percurso similar, caso haja essa alternativa. Porém, a opção mais indicada é a utilização do Bilhete Único, que garante economia de tempo e no custo da tarifa, além de proporcionar mais chances de realizar percursos menores, que seguem caminhos lineares até o destino desejado.

Mudança semelhante será realizada na linha 706 – Edson Queiroz/Barra do Ceará, que deixará de atender o extenso trecho entre os bairros Edson Queiroz e Barra do Ceará e passará a atender somente a demanda existente entre o Vila do Mar e o bairro Antônio Bezerra, inclusive passando a entrar no terminal Antônio Bezerra. Do terminal, os passageiros poderão escolher diversas opções de linhas que seguem para outras regiões da cidade. Além dessa alteração, o ponto final da linha será estendido até a Av. Pasteur, ampliando e melhorando o acesso da comunidade Vila do Mar ao Sistema de Transporte Coletivo. O principal benefício dessa medida será a diminuição do tempo de espera, que hoje está na média de 29 minutos e a expectativa é que seja reduzido para 9 minutos, facilitando a integração com o restante do sistema.

A partir desta terça (30), agentes operacionais da Etufor estarão distribuídos em pontos de ônibus estratégicos e no terminal Antônio Bezerra para orientar a população. O objetivo da ação é orientar os passageiros sobre as novas opções de linhas que eles poderão utilizar.

Com informações da Prefeitura de Fortaleza

 

Bancários fazem assembleia para decidir sobre greve

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco

Os bancários fazem hoje (29) assembleia para organizar a paralisação da categoria, que deve começar amanhã (30). Foi o que informou o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Segundo o comando de greve, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na tentativa de evitar a paralisação, foi considerada “insuficiente, não somente do ponto de vista econômico, mas também porque ignora completamente as demais reivindicações da pauta da categoria”.

Entre as reivindicações dos bancários, estão reajuste salarial de 12,5%; piso salarial de R$ 2.979,25; 14º salário; participação nos lucros e resultados de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247; vales-alimentação e refeição, cesta alimentação, décima terceira cesta e auxílio-creche/babá de R$ 724 ao mês. Outas demadas são:  gratificação de caixa, no valor de R$ 1.042,74; gratificação de função equivalente a 70% do salário do cargo efetivo; e vale-cultura de R$ 112,50 para todos trabalhadores.

Há ainda reivindicações contra as “metas abusivas” apresentadas por chefias e de combate ao assédio moral, bem como isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde. Os funcionários dos bancos querem ainda a manutenção dos planos de saúde na aposentadoria, o fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição de dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Na proposta apresentada pela Fenaban no último sábado (27), os bancos oferecem reajuste de 7,35% para salários e demais verbas salariais (ante os 7% propostos anteriormente). O valor, segundo a entidade, representa aumento real de 0,94% e de 8% para os pisos salariais (reajuste 1,55% acima da inflação).

Insatisfeito com a proposta apresentada pelos bancos, o Comando Nacional dos Bancários decidiu manter o calendário aprovado anteriormente, com greve por tempo indeterminado a partir de amanhã. A decisão será tomada em assembleia nesta segunda-feira.

Segundo o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, a proposta dos bancos precisa melhorar, “não somente na parte econômica, mas também porque não traz nada sobre garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades”.

A Contraf informou que está organizando, para quinta-feira (2), atos em frente à sede e às representações do Banco Central em todo o país. De acordo com a Contraf, esses atos serão também em protesto contra as propostas de independência do Banco Central e em defesa do fortalecimento do papel dos bancos públicos. Cordeiro explica que a autonomia do BC, na forma como tem sido defendida por candidatos à Presidência da República e por seus assessores, são “bandeiras dos bancos privados e da Fenaban, que se chocam frontalmente com as posições que os bancários têm defendido historicamente em suas conferências nacionais e nos congressos”.

Para ele, o Banco Central já desfruta de autonomia , e sua “independência formal” significa “entregar a condução da política macroeconômica do país ao mercado financeiro, roubando uma atribuição constitucional dos governos democraticamente eleitos pela população”

(Agência Brasil)

Metrô de Fortaleza indenizará empresa que perdeu clientes com obras

AV. TRISTÃO GONÇALVES

A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) foi condenada a pagar R$ 18.650 a uma empresa de materiais de construções que teve prejuízos com as obras do metrô de Fortaleza. A decisão foi proferida pela 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará.

A Formatec – Comércio e Representações funcionava há mais de oito anos na avenida Tristão Gonçalves, no centro de Fortaleza, mas em junho de 1999 a via foi interditada para obras do metrô no trecho que dava acesso ao estabelecimento. A entrada de clientes só era possível pelo canteiro de obras do Metrofor.

Sentindo-se prejudicada, a Formatec entrou com ação na Justiça. Alegou que a atividade comercial se tornou inviável naquele local e que precisou mudar de endereço para evitar falência. Por esse motivo, solicitou pagamento por danos materiais referentes a custos de mudança e instalação, além de reparação moral.

Na contestação, o Metrofor argumentou que não poderia se responsabilizar por todos os prejuízos alegados pelos comerciantes situados na avenida interditada. Disse ainda que anunciou com antecedência a data de fechamento da via e que todas as medidas de precaução foram tomadas. Também acusou a Formatec de desejar obter vantagens ilícitas.

Em outubro de 2011, a juíza Francisca Francy Maria da Costa Farias, da 13ª Vara Cível da capital, considerou que a execução da obra pública trouxe consequências negativas ao comércio. Ela condenou a companhia a pagar R$ 7.750 por danos materiais, além de R$ 10,9 mil a título de reparação moral. As partes recorreram — a autora pediu aumento do valor, enquanto a companhia cearense defendeu a prevalência do interesse público sobre o privado.

Ao analisar o caso, a 6ª Câmara Cível manteve a decisão de primeiro grau. Para o relator do processo, desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho, “toda e qualquer obra não pode perdurar por anos a fio”. Ele afirmou que, se houve data prevista para o início da interdição, também deveria haver prazo para sua conclusão. “Não pode o consumidor ficar à mercê de uma obra interminável.” Sobre a apelação da Formatec, a 6ª Câmara considerou que o juízo de primeiro grau “atribuiu valor razoável aos danos materiais e morais”. Com informações da Assessoria de Comunicação do TJ-CE.

Apelação 0505593-11.2000.8.06.0001 

  • Revista Consultor Jurídico, 28 de setembro de 2014, 17:24

TRE informa a mudança de 62 locais de votação em Fortaleza

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará informa aos eleitores que houve mudanças de endereço em 62 locais de votação, na capital. Houve ainda pequenas alterações em oito locais, apenas em relação aos nomes dos prédios e/ou das ruas.

Para obter as informações corretas, os eleitores, em todo o Estado do Ceará, podem ligar para o telefone 148, disponibilizado pela Justiça Eleitoral, diariamente, inclusive nos finais de semana, das 7 às 19 horas. Ou, se preferir, no site www.tre-ce.jus.br.

O TRE-CE orienta que os eleitores  confiram esta informação com antecedência. Para votar, o eleitor é obrigado a levar um documento oficial com foto (identidade, carteira de motorista, de trabalho, etc.). Mas é preciso saber ainda os números da zona e seção eleitorais contidas no título de eleitor, além do endereço do local de votação.

Fonte: assessoria TRE.

Série B: Público do Ceará cai 30% e não supera 18 mil pagantes

Foram 16 rodadas no G4 e nove na liderança da Série B, a campanha empolgante do Ceará, em que é dono do melhor ataque do Campeonato, pelo jeito, ainda não entusiasmou seu torcedor.

Em 13 partidas como mandante, duas no Estádio Domingão, em Horizonte, três no Estádio Presidente Vargas, e oito na Arena Castelão, o time alvinegro ainda não viu sua torcida lotar as arquibancadas como fez na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil.

O melhor público do Ceará na atual Série B foi na partida diante do Joinville (primeiro duelo após a Copa do Mundo), no PV, quando 17.834 torcedores pagaram ingresso e viram a derrota por 3 a 1. O segundo melhor foi no confronto seguinte, na vitória diante do Icasa, por 2 a 1, no Castelão, com 13.037 pagantes.

Só para se ter uma ideia, a média de público do Vovô, após essas 13 partidas, é de 9.523 torcedores por jogo. Ano passado, na mesma Série B, quando em nenhum momento figurou na zona do acesso e muito menos chegou a liderar a competição, a média foi de 13.837 torcedores por partida.

Mesmo depois da conquista do tetra cearense, do vice na Copa do Nordeste, da boa campanha na Copa do Brasil e dos números no Campeonato Brasileiro, a média de público caiu mais de 30% em relação ao ano passado.

O Ceará, agora, vai fazer duas partidas fora de casa: Ponte Preta, neste sábado, e Vila Nova, na terça-feira, 30. O próximo jogo no Castelão será apena no dia 7 de outubro, uma terça-feira, às 19h30, diante do Sampaio Corrêa.

Vai ser a 28ª Rodada da Série B, momento ideal para a torcida mostrar que o entusiasmo obtido na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste, onde detém o melhor público da temporada no país, reascendeu.

(Esportes, Diário do Nordeste)

BAIXARIA NO MARANHÃO: DENÚNCIA CONTRA FLAVIO DINO FOI PAGA

247 – Preso no Complexo penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, Andre Escocio Caldas voltou atrás nas acusações contra o candidato do PC do B ao governo do Estado, Flávio Dino.

Em novo depoimento à Polícia Civil, ele disse ter sido pago para gravar um vídeo no qual envolve Dino no assalto a um carro-forte no campus da Universidade Federal do Maranhão.

O material, que liga o político à facção criminosa Bonde dos 40, foi exibido no início da semana na TV Difusora, que pertence à família de seu adversário, o senador Edson Lobão Filho (PMDB).

Caldas diz que foi coagido pelo diretor do Centro de Custodia, Carlos Aguiar, para gravar o vídeo em troca da “promessa de um alvará de soltura e mais uma boa quantia em dinheiro, além de ficar ‘blindado’ no sistema”.

Segundo reportagem do Estadão, Aguiar reconheceu a gravação do vídeo, mas negou ter atuado em nome de partidos políticos.

Via http://www.brasil247.com/pt/247/maranhao247/154670/Baixaria-no-Maranh%C3%A3o-den%C3%BAncia-contra-Flavio-Dino-foi-paga.htm

 

Bancários do Ceará entram em greve a partir do dia 30/09

A partir do próximo dia 30 de setembro (terça-feira) os bancários entrarão em greve por tempo indeterminado, ou até que os bancos e o Governo apresentem proposta que contemple suas reivindicações. A categoria decidiu pela deflagração da paralisação em assembleia realizada nesta quarta-feira, dia 24/9, no Sindicato dos Bancários do Ceará.  A categoria apreciou as propostas da Fenaban, Caixa, Banco do Brasil e BNB e deliberou pela greve.

A proposta dos bancos de reajuste de 7% sobre todas as verbas e 7,5% sobre o piso, foi rejeitada por unanimidade. As reivindicações sobre emprego, saúde, condições de trabalho, fim das metas abusivas, assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades foram ignoradas pelos bancos.

A aprovação da greve segue orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que avaliou como “insuficientes” as propostas da Fenaban e dos bancos públicos.

“É lamentável que tenhamos que ir à greve para garantir direitos. Vamos mostrar nossa força, pois com nossa mobilização podemos garantir mais conquistas econômicas e sociais. A greve é uma correlação de forças e temos clareza que unidos vamos avançar na contratação e renovação de direitos. Vamos à greve, vamos à luta, vamos à vitória”, bradou o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.

Os bancos possuem todas as condições de atender as reivindicações da categoria, haja vista que, as instituições financeiras que atuam no Brasil têm a mais alta rentabilidade de todo o sistema financeiro internacional. Somente os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano.

Na próxima segunda-feira dia 29/9, haverá uma nova assembleia de caráter organizativo, na sede do Sindicato.


VEJA AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

> Reajuste salarial de 12,5%.

> PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

> 14º salário.

> Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

> Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

> Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

> Fim das metas abusivas.

> Combate ao assédio moral.

> Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

> Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

> Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

> Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

(Sindicato dos Bancários do Ceará)

Bandidos explodem agências do Bradesco e BB de Itatira, no Ceará

Um grupo formado por cerca de oito homens invadiu e explodiu, na madrugada desta quinta-feira, 25, duas agências localizadas no distrito de Lagoa do Mato, em Itatira, 216,8 km de Fortaleza. Criminosos levaram o dinheiro do Bradesco, mas não conseguiram levar nenhuma quantia do Banco do Brasil, conforme o Comando de Policiamento do Interior (CPI).

Segundo sargento identificado apenas como Germano, a ação foi registrada por volta das 00h20min. O bando fugiu em três carros e uma motocicleta e não foram identificados. Durante a fuga, houve troca de tiros com a Polícia Militar do município, mas ninguém ficou ferido.

O Comando Tático Rural (Cotar) realiza buscas na região. O comandante do CPI Norte, coronel Júlio Abreu, explica que os danos estão sendo apurados.

Foto: Itatira News/Divulgação

 

Ataques a banco

Com o ataque em Itatira, sobre para 49 o número de ataques a bancos registrados no Ceará, conforme levantamento do O POVO com base nos dados do Sindicato dos Bancários do Ceará. A última ação, no dia 18 de setembro, foi no município de São Gonçalo do Amarante, quando uma dupla armada invadiu uma agência do Banco do Brasil e rendeu gerente e clientes.

No último dia 12 de setembro, um grupo armado conseguiu explodir um banco no município de Quiterianópolis. Eles ainda tentaram explodir outro caixa, do Bradesco, mas não conseguiram.

Serviço
Para consultar relatório divulgado pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, acesse: Site: http://is.gd/s1EApw

Redação O POVO Online

Saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

Fernanda Duarte* – Portal EBC

Nos dias 5 e 26 de outubro serão realizadas as eleições gerais no país, em que serão escolhidos pelo voto popular para cargos dos legislativos (deputados estaduais e distritais, deputados federais e senadores) e dos executivos (governadores e presidente da República).

Nesses dias, uma série de normas e procedimentos deve ser seguida por eleitores, candidatos a cargos eletivos e cabos eleitorais para garantir a lisura do processo de votação, de acordo com a legislação eleitoral. Confira quais são eles.

Pode:

- manifestação de preferência por candidato, partido ou coligação com uso de broches, bandeiras e adesivos de forma silenciosa e individual;

- “cola eleitoral” – o eleitor pode anotar os números dos candidatos para levar à urna eletrônica.

Não pode:

- manifestação de preferência coletiva por candidato, partido ou coligação, com uso de bandeira, vestuário padronizado;

- uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata;

-  divulgação de qualquer espécie de propaganda de candidato, partido político ou coligação (“boca de urna”), incluindo a distribuição de “santinhos”;

- fornecimento de alimentação e transporte a eleitores no dia da eleição por candidatos ou partidos políticos, seja na cidade ou no campo.

As atividades são consideradas crimes eleitorais e estão sujeitas às penalidades previstas no Código Eleitoral. Se souber ou presenciar qualquer crime eleitoral, o eleitor deve denunciar ao Ministério Público Eleitoral.

Clique aqui para saber como fazer a denúncia.

Na hora de votar

Para votar, o eleitor poderá apresentar um documento oficial com foto (carteira de identidade ou identidade funcional, certificado de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação).

É proibido portar aparelho de telefonia móvel, câmeras fotográficas, filmadoras, aparelho de radiocomunicação ou qualquer outro instrumento que viole o sigilo do voto nas cabines de votação. Caso o eleitor esteja de posse desses equipamentos, eles devem ficar retidos na mesa da seção eleitoral em que o eleitor estiver votando.

Lei Seca

Vale lembrar que a proibição da venda e o consumo de bebidas alcoólicas no dia da eleição é de responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral, de cada Estado. Isso quer dizer que o Estado é que irá decidir se a venda de bebidas alcoólicas será proibida ou não nos dias 5 e 26 de outubro.

* Com informações do Tribunal Superior Eleitoral

Artistas e celebridades viram cabos eleitorais de luxo de presidenciáveis

Fernanda Calgaro e Lucas Salomão Do G1, em Brasília

Diante de uma plateia lotada no Rio, Gilberto Gil apresenta a sua composição mais recente: “Marinar vou eu, votar na Marina, Marinaaar”, entoa no microfone. Na TV, o ex-jogador Ronaldo deixa o merchandising de lado e declara o apoio a Aécio: “Ele tem caráter, porque ele é honesto e, principalmente, porque a mudança é segura”. Em um evento no Rio, a cantora Alcione, apoiadora de Dilma, pede “continuidade”: “Ela precisa de mais quatro anos para consolidar tudo aquilo que vem fazendo”.

Se a contribuição de celebridades já vinha aparecendo na campanha eleitoral por meio de elogios e mensagens nas redes sociais, a adesão se intensificou nesta semana, quando os três candidatos que ocupam os primeiros lugares na pesquisas levaram as personalidades que os apoiam para a televisão.

A nova música de Gil vai virar jingle na campanha de Marina Silva (PSB). No horário eleitoral de Aécio Neves (PSDB), há um desfile de famosos: de duplas sertanejas a personalidades do esporte. A candidatura de Dilma Rousseff, que disputa a reeleição pelo PT, ganhou o aval de artistas e intelectuais em um manifesto com mais de 60 assinaturas.

Embora as campanhas não revelem a estratégia até o fim das eleições, a tática de usar cabos eleitorais de luxo será mantida.

Coordenador da campanha de Aécio, o senador José Agripino (DEM-RN) destaca o peso desses depoimentos na opinião pública. “São personalidades com uma biografia a zelar e que emprestam seu prestígio e notoriedade para algo em que acreditam.”

Responsável pelas mídias sociais da campanha petista, Alberto Cantalice, vice-presidente do partido, também comemora a mobilização de formadores de opinião em favor de Dilma. Para ele, “dá mais força” à candidatura. “Vários gravaram depoimentos, que têm sido incluídos no horário eleitoral, assim como nas redes sociais”, diz.

Espaço na agenda
Para prestigiar o setor artístico e apresentar propostas para esse segmento, os três candidatos têm reservado espaço na agenda para se reunir com celebridades.

Em um teatro no Rio de Janeiro, Dilma, ao lado do seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu na última segunda-feira (15) diversos artistas, como as cantoras Alcione, Beth Carvalho e Elza Soares, além dos atores Camila Pitanga e Henri Castelli.

Na ocasião, a exemplo do que já acontecera na campanha de 2010, foi divulgado um manifesto assinado por algumas dezenas de músicos, atores e intelectuais. Dilma, por sua vez, retribuiu e prometeu repasse de parte do dinheiro dos recursos do Pré-Sal para a cultura, sem, porém, deixar claro o percentual que destinaria.

No mesmo dia, em São Paulo, Marina se encontrou com vários dos considerados formadores de opinião, incluindo o cineasta Fernando Meirelles, convidado para gravar programas eleitorais da campanha do PSB, e o cantor Dinho Ouro Preto, da banda Capital Inicial.

Na quarta-feira (17), desta vez no Rio, a candidata do PSB compareceu a um ato, mediado pelo ator Marcos Palmeira, com celebridades e representantes do meio cultural, entre os quais os atores Marco Nanini e Otávio Müller e o ex-baterista do Titãs Charles Gavin. Outro músico que apoia Marina é Caetano Veloso, que já apareceu pedindo votos para a ex-senadora na TV e no rádio.

Aécio também tem explorado o respaldo de famosos à sua candidatura. Em seus programas eleitorais na TV, cantores de vários estilos se revezam cantando o seu jingle, como Chitãozinho e Xororó, Wanessa e Zezé de Camargo e sambistas da Velha Guarda da Mangueira.

O compositor Renato Teixeira, conhecido por ter escrito músicas como “Romaria”, eternizada na voz de Elis Regina, e “Tocando em frente”, foi um dos que deram depoimento no programa eleitoral do ex-governador de Minas Gerais.

O tucano participou ainda de uma partida de futebol organizada pelo ex-craque Zico, que contou na escalação com o cantor Raimundo Fagner, o ex-jogador de vôlei Giovane Gávio e os atores Mauro Mendonça, Marcelo Madureira, Eri Johnson e Márcio Garcia. Ex-jogadores que marcaram época com a camisa da seleção brasileira, como os campeões do mundo Dadá Maravilha, Wilson Piazza e Bebeto, também entraram em campo.

Acostumados a cachês polpudos, todos esses nomes abriram mão de dinheiro e têm apoiado seus candidatos de forma espontânea, garantem as assessorias dos candidatos.

Eleitores podem levar “cola” para o dia da votação

O TRE-SP recomenda que eleitores imprimam suas “colas” Tarso Tarraf/21.08.2010/Estadão Conteúdo

Eleitores do Estado de São Paulo vão às urnas no dia 5 de outubro para decidir os representantes de cinco cargos diferentes. São eles: deputado estadual e federal, senador, governador e presidente.

Para facilitar na hora do voto, o eleitor pode e deve levar os números dos seus candidatos anotados em um papel.

O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) recomenda que os eleitores imprimam suas “colas” no site do tribunal.

Serão quase 32 milhões de eleitores em todo o Estado. Em Campinas, a situação será diferente, pois os eleitores ainda vão precisar responder a duas perguntas por conta de um plebiscito sobre criação de regiões administrativas.

 

(R7)

Eleições 2014: saiba o que acontece se você não votar e como justificar a ausência

Portal EBC

O voto nas eleições, que acontecem no dia 5 de outubro, é obrigatório a todos os cidadãos brasileiros acima de 18 anos e facultativo para analfabetos, jovens entre 16 e 18 anos e idosos com mais de 70. Contudo, há situações em que as pessoas obrigadas a votar não conseguem ou não podem comparecer às urnas.

Quem está fora seu domicílio eleitoral no dia da votação ou morando no exterior, por exemplo, devem ficar atentos ao que estabelece a justiça eleitoral. Afinal, a ausência sem justificativa pode levar ao cancelamento do título de eleitor e impedir o cidadão de solicitar serviços públicos como a inscrição em concursos, empréstimos em bancos estatais, emissão de passaporte, entre outros.

Saiba, nos tópicos abaixo, como proceder para justificar ou em irregularidades:

Como justificar a ausência de voto


Eleitores fora do seu domicílio eleitoral justificam ausência por meio do formulário requerimento de Justificativa Eleitoral

O eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral no dia da eleição terá de justificar sua ausência por meio do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), que deve ser preenchido e entregue no dia da votação. Esse formulário pode ser adquirido gratuitamente nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor, no site do TSE e, no dia do pleito, nos locais de votação.

Caso o eleitor não entregue a justificativa no dia da votação, ele deve apresentar, até 60 dias após cada turno, em qualquer cartório eleitoral ou pelos Correios. O requerimento deve ser acompanhado pela documentação que comprova a impossibilidade de comparecimento.

A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu. Se uma pessoa deixou de votar no primeiro e no segundo turno, terá que justificar sua ausência para os dois turnos separadamente. O eleitor poderá justificar a ausência às eleições quantas vezes forem necessárias, mas ficar atento à possíveis recontagens de eleitorado do seu município ou unidade da federação. As ausências não justificadas geram um débito com a Justiça Eleitoral e, enquanto não for quitado, o eleitor estará sujeito a uma série de restrições, dentre elas a impossibilidade de obter a certidão de quitação eleitoral.

No exterior

Os eleitores que se encontram no exterior no dia de votação também podem votar, mas apenas para presidente da República. Caso o eleitor esteja ausente do domicílio eleitoral, deverá justificar sua falta por meio de requerimento dirigido ao juiz da Zona Eleitoral do Exterior, a ser entregue na repartição consular ou missão diplomática ou enviado pelos correios.

A votação fora do território nacional é organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, com apoio dos consulados ou missões diplomáticas em cada país, as seções eleitorais para o primeiro e segundo turno de votação funcionarão nas sedes das embaixadas, em repartições consulares ou em locais em que existam serviços do governo brasileiro.

Irregularidades com a justiça eleitoral

Caso o eleitor não justifique, ele deverá pagar uma multa à justiça eleitoral de sua região. Para o pagamento, o cidadão deve comparecer ao cartório eleitoral para imprimir uma Guia de Recolhimento da União (GRU) e fazer a quitação por meio de depósito bancário, colocando fim ao débito. A multa pode ocorrer por diversas causas, entre elas a ausência injustificada às urnas; o alistamento tardio ou no caso de mesário faltoso. O valor da penalidade varia de R$ 1,05 a R$ 35,14.

Ao completar três ausências não justificadas, o título será cancelado e, após seis anos, excluído do cadastro eleitoral. Em caso de irregularidade com a Justiça Eleitoral, o eleitor não poderá: inscrever-se em concurso público; tirar passaporte ou carteira de identidade; participar de concorrência pública; obter empréstimos de bancos estatais; e renovar matrícula em estabelecimento de ensino, entre outros.

* colaborou Carol Lira, com informações do TSE

Edição: Leyberson Pedrosa

Procuradora do Trabalho considera abusiva meta individual para bancários

A procuradora regional do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Distrito Federal e Tocantins, Adriane Reis Araújo, criticou as metas individuais estabelecidas para aferir a produção dos trabalhadores, durante entrevista concedida à imprensa da Contraf-CUT.

Autora dos livros “Trabalho de mulher: mitos, riscos e transformações” e “Assédio Moral Organizacional”, ela falou sobre as metas abusivas, o assédio moral, a saúde e as condições de trabalho, em especial no ramo financeiro.

“No caso dos bancários, é abusiva a vinculação da meta individual à coletiva dentro da agência. É também abusiva uma meta que exige o trabalho contínuo em jornada extraordinária para seu cumprimento”, afirmou a procuradora.

Adriane enfatizou a necessidade de diálogo com as entidades sindicais. “Creio que a melhor maneira seria afirmar expressamente que toda e qualquer fixação de metas na empresa depende de prévia negociação coletiva”, defendeu.

Ela chamou ainda a atenção para o fato de que vem crescendo o número de empresas que instituem metas inalcançáveis como mecanismo de aceleração do ritmo de trabalho. Segundo a procuradora, a Justiça do Trabalho tem tratado esses casos com mais rigor ao declarar a ilicitude do comportamento empresarial e fixar o pagamento de indenizações por danos morais aos empregados.

Confira a íntegra da entrevista:

Como tem sido a percepção da Justiça do Trabalho em relação às metas abusivas, assédio moral e adoecimento dos trabalhadores?

O contrato de trabalho vem sofrendo modificações em razão da mudança do perfil da empresa e dos modelos de gestão da mão-de-obra, que remetem a responsabilidade pela produção ao empregado e flexibilizam a remuneração por meio do pagamento de prêmios quando o trabalhador atinge as metas fixadas pela administração.

Contudo, tem-se observado um crescente excesso das empresas que instituem metas inalcançáveis como mecanismo de aceleração do ritmo de trabalho. A Justiça do Trabalho progressivamente vem declarando a ilicitude do comportamento empresarial na cobrança de metas abusivas e condenando os empregadores ao pagamento de indenização por danos morais ao empregado lesado.

A condenação em regra ocorre quando há a comprovação do adoecimento físico ou psíquico do trabalho, diante da dificuldade de estabelecer os parâmetros entre uma meta razoável e uma meta abusiva.

As metas, desde a sua fixação até a apuração dos resultados, não deveriam passar por negociação entre patrões e empregados, considerando que as metas são parte do processo e organização do trabalho? Qual a sua opinião?

As metas compõem o conjunto das condições de trabalho e influem inclusive no meio ambiente de trabalho. Os sindicatos, no paradigma constitucional vigente, têm o relevante papel de falar em nome da categoria sobre as condições de trabalho, negociando com o empregador. Logo, o sindicato deve negociar os parâmetros para o estabelecimento das metas pelo empregador porque elas têm interferido diretamente no modo de realização das atividades, no tempo dispensado para sua realização, no conteúdo da obrigação contratada e no ritmo das tarefas.

Essa negociação deveria ser imediata à decisão empresarial de imposição de metas. De qualquer modo, diante de denúncias de metas abusivas, o sindicato deve incluir na pauta de reivindicações os parâmetros das metas a serem fixadas pela empresa.

Como podemos afirmar que uma meta é abusiva?

Certamente é difícil reconhecer de forma objetiva a abusividade de uma meta, mas temos algumas pistas. Eu considero abusiva a meta estabelecida sem que se vincule diretamente com a atividade do trabalhador. Por exemplo, é abusiva a cobrança de metas aos motoristas e cobradores do transporte urbano, pois se eles têm uma jornada fixa, uma rota pré-estabelecida, a sua influência no resultado positivo ou negativo da meta depende, sobretudo, da sorte.

No ramo financeiro, os bancários procuram associar a questão das metas com o elevado grau de adoecimento e afastamentos no setor, além de ser fator de risco para a saúde do trabalhador. É o caminho?

É um dos caminhos. No caso dos bancários, é abusiva a vinculação da meta individual à coletiva dentro da agência. É também abusiva uma meta que exige o trabalho contínuo em jornada extraordinária para seu cumprimento. As horas extras devem ser sempre algo fora do ritmo normal de trabalho.

Também pode ser considerada abusiva a meta que estimula um comportamento antiético do trabalhador, como, por exemplo, se o bancário é levado a vender títulos, seguros ou outros serviços a parentes e amigos em festas domésticas. Por fim, é abusiva a meta inalcançável, que gera um permanente estado de insegurança e ansiedade no conjunto dos trabalhadores.

Até onde vai o poder diretivo do empregador ao impor metas cada vez mais abusivas aos trabalhadores? Como a CLT poderia e pode regular essa ação?

O poder diretivo do empregador tem um limite claro no texto constitucional: ele deve respeitar a dignidade do trabalhador (artigo 1º, item III da Constituição Federal), a qual inclui a integridade física e psíquica, todos os direitos fundamentais e sociais, contidos nos artigos 5º a 8º, como, por exemplo, a jornada diária, os descansos, as férias, o direito a uma remuneração justa e o exercício da liberdade sindical.

A CLT nunca poderá esgotar as hipóteses de metas abusivas ou não. Ela poderia apenas estabelecer parâmetros genéricos para facilitar a atuação da fiscalização do trabalho. Em consequência, ficaria facilitada também a ação regressiva do INSS para recobrar os valores dos benefícios pagos aos trabalhadores, quando demonstrada a negligência ou intenção da empresa em gerar um ambiente de trabalho nocivo, bem como aumento da classificação de risco para efeito de recolhimento da contribuição ao SAT/RAT.

No âmbito da atuação sindical, creio que a melhor maneira seria afirmar expressamente que toda e qualquer fixação de metas na empresa depende de prévia negociação coletiva.

Fonte: Contraf-CUT

Como a independência do Banco Central prejudica a sua vida

Carlos Lungarzo, Congresso em Foco

Nas democracias modernas, o Banco Central é uma instituição que se ocupa principalmente dos problemas monetários. Os mais importantes desses problemas são:

1)   Inflação (aumento de preços)

2)   Taxa de juros

3)   Taxa de câmbio entre a moeda nacional e outras.

4)   Emissão de moeda

5)   Supervisão da reserva monetária.

6)   Operações de mercado aberto (como leilões), depósitos compulsórios, políticas de crédito, redesconto.  Empréstimos e similares.

Em alguns países, o BC atua como vigilante dos Bancos Comerciais, para garantir que estes bancos cumpram as normas que o Banco Central formula.

Exemplos:

1. O BC fiscaliza para que os bancos não façam empréstimos a uma taxa de juros maior.

2. Também cabe à instituição fiscalizar a aplicação da taxa de câmbio dentro da faixa fixada pelo BC pelos bancos comerciais.

Em alguns países, o BC se limita a estabelecer a política monetária (inflação, juros, superávit, câmbio, etc.), mas não controla os outros bancos.

O termo Banco Central é usado em toda América Latina, salvo no México, onde se chama Banco do México ou “Banxico” ou “Banco Nacional”.

Nos EUA não há um único BC, mas um sistema de bancos, cada um dos quais é um “Banco da Reserva Federal” (Federal Reserve Bank). A rede formada por todos esses bancos chama-se “Sistema da Reserva Federal” (Federal Reserve System). Há um banco em cada uma das 13 cidades com maior importância financeira do país.

Hoje todos os países democráticos têm um ou mais BCs, mas nem sempre foi assim. Até finais do século XVII, quando se criou o BC da Inglaterra, todos os problemas de moeda, câmbio, inflação, etc.eram resolvidos pelos governantes dos países, fossem reis, duques, imperadores, etc., aconselhados por um Comitê de Nobres e de Grandes Magnatas. Eles decidiam geralmente diminuir ou manter constantes os valores da inflação, que, para eles, era a grande vilã. Se a Inglaterra devia dinheiro à França, e o devedor tinha uma inflação de 10%, então, para comprar francos, a Inglaterra devia gastar 10% mais de libras. Se devia 30 mil libras, com a inflação passaria a dever 33 mil libras.

Para tanto, o Tesouro Real (ou seja, uma espécie de Ministério da Fazenda), diminuía o soldos dos recrutas, ou, então, demitia os trabalhadores que foram pagos pela Coroa, até eliminar esse 10% de inflação.

À medida que os países ganharam mais democracia, um grupo maior de assessores dos governantes aconselhou métodos menos brutais. Para conter a inflação, era desumano mandar para a rua milhares de pessoas, e foi assim que surgiu aos poucos, a economia, disciplina (e, em alguns de seus aspectos, ciência), que estuda as relações entre as variáveis que determinam a circulação dos bens gerais de uma sociedade. A economia estuda a relação da moeda, com os valores dos metais; e relação entre inflação e trabalho; entre custo de produção e preço, etc

Os primeiros bancos centrais foram fundados no século XVII (Inglaterra e Suécia) e a grande fundação de bancos no século XIX, quando a economia adquiriu seu caráter científico pela primeira vez, graças a David Ricardo, Karl Marx, e, parcialmente, Adam Smith.

No século XX, alguns governos, como o dos EUA, propuseram a privatização do Banco Central. Entretanto, em quase todos os países os BCs foram instituições autárquicas, ou seja, com independência de gerenciamento, dependentes em suas metas principais e em sua estrutura, do Estado: basicamente, do governo e do Parlamento. Seus membros prestavam conta à Justiça comum em caso de delitos.

Desde 1994, entrou na moda uma nova forma de BC que se chama “independente”. Mas independente de quê? Isso não se disse com clareza, e por isso escrevemos este artigo.

O grande guru do chamado neoliberalismo, Milton Friedman, propôs, nos anos 70, a eliminação dos Bancos Centrais dos EUA, mas essa proposta foi considerada muito à direita, até para a conservadora sociedade americana, e nunca foi aplicada. Segundo ele, toda a política monetária devia ser controlada pelos bancos privados.

Tipos de independência

Uma forma de independência de uma instituição em relação ao Estado é a autarquia.

Autarquia administrativa

São pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei específica (art. 37, XIX, da Constituição Federal), que dispõem de patrimônio próprio e realizam atividades típicas do Estado, de forma descentralizada.

No Brasil, a autarquia é a pessoa jurídica de direito público, o que significa ter praticamente as mesmas prerrogativas e sujeições da administração direta. O seu regime jurídico pouco se diferencia do estabelecido para esta, aparecendo, perante terceiros, como a própria administração pública.

Uma forma de independência algo maior é a das entidades autonomia política e autonomia de poderes.

Autonomia política

Têm autonomia política relativa a União, os estados e os municípios, que são pessoas públicas com capacidade política, têm o poder de criar o próprio direito. Suas limitações são menores que a autarquia administrativa, pois esta não pode criar suas próprias leis. Nos estados e municípios brasileiros, essa autonomia é relativa. Um estado não pode criar seu código penal. A União é a mais autônoma (soberana), mas está limitada pela legislação internacional, especialmente a de Diretos Humanos.

Autonomia de poderes

No Brasil, os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo possuem autonomias bastante amplas.

Estes podem executar uma série de atos sem pedir autorização a ninguém. O Judiciário pode julgar um crime comum sem a autorização do Congresso, mas este pode fazer leis e o Judiciário não. Ou seja, os poderes públicos têm ampla liberdade, mas não absoluta. Devem respeitar os direitos dos outros poderes.

Mas, nem sequer os poderes públicos têm independência total. Eles não podem propor objetivos próprios, diferentes aos objetivos do Estado. Por exemplo, o Judiciário não pode propor a independência de metas. Sua independência está limitada por uma obrigação “cumprir com as leis”. Por exemplo: um tribunal brasileiro não pode dizer: “nossa meta é aplicar a pena de morte.”

Independência absoluta

A independência que exigem a candidata Marina Silva e, de maneira menos explícita (e talvez menos completa), o candidato do PSDB é a independência absoluta do Banco Central.

A independência absoluta inclui também a independência de metas, ou, na gíria usada pelos especialistas em finanças de todo o mundo, uma goal Independence.

O BC do Brasil, atualmente, é uma autarquia. Um senador não pode dizer ao presidente do BC: “Você deve calcular a inflação com o índice X, e não com a função Y”. Os técnicos do BC são os que sabem os procedimentos internos para obter a inflação.

De mesma maneira, o ministro de Educação não pode entrar numa escola e dizer ao professor de física.

“Você não deve dizer aos alunos que força=(massa)X(aceleração),

Você deve dizer que

força=(massa)X)(velocidade)

Num BC autárquico, os técnicos podem fixar as variáveis como indica seu critério, desde que sejam compatíveis com as metas de Estado e do povo. Ou seja, as metas devem ser consultadas com e Executivo, com o Conselho e, se houver dúvidas, com uma consulta popular, no caso (que às vezes acontece) que o problema seja de interesse geral.

Por exemplo, imagine que um BC independente, quer reduzir a inflação a 0,5% ano.

Impossível??? Que nada! O banco independente poderia ser o que quiser, assim. O Estado gasta 800 milhões em saúde e 1600 em educação. Então, o BC manda reduzir os orçamentos para 100 e 200 milhões.

Então, terá poupado 80% do orçamento nesse item. Com isso deixa milhões de pessoas sem escola nem assistência médica e centenas de milhares sem emprego. Uma bruta economia. O consumo de toda essa capa social cai, a população se reduzirá porque muitos morrerão por falta de atenção médica, e os que ficam sem educação poderão ser contratados por um prato de arroz e feijão.

Desastre?

Não, Aleluia, Aleluia!  A inflação caiu a 0,3, ou seja, abaixo da meta. Se cortassem a área de defesa, aí iria ainda mais abaixo, mas isso não se pode. Os milicos são os grandes amigos dos independentistas. Cuidemos deles!

Exagero?

Por favor, amigos, vejamos a história recente. A eliminação de postos de trabalho aconteceu na Argentina de Menem, no Chile de Pinochet, e até no Brasil, porém em proporção menor: na região metropolitana de São Paulo, em abril de 2002, havia 20,4 % de desempregados, ou seja, quase dois milhões de pessoas em idade de trabalhar. Isto foi em pleno Plano Real. Veja esta tabela

Desemprego atual em diversos países, medido em junho, julho e agosto de 2014, em %. Vejas as fontes na publicação:

http://pt.tradingeconomics.com/

OBS: (Clique nos nomes dos países para detalhes)

AUSTRÁLIA – Banco Central NÃO independente

BRASIL – Banco Central NÃO independente

CHILE – INDEPENDENTE

DINAMARCA – NÃO independente

ZONA EURO – INDEPENDENTE

FRANÇA – INDEPENDENTE

ALEMANHA – INDEPENDENTE

Dos BC independentes, o único que tem atualmente inflação igual à do Brasil é a Alemanha, que sempre possuiu um mercado de trabalho forte. De todos os outros, só Dinamarca tem desemprego inferior ao do Brasil.

Você, que lê isto, o que prefere: um país com 15% de inflação e ter um emprego, mesmo que modesto, ou um país com 0,2% de inflação e voltar ao desemprego do 20%?

A grande mídia do Brasil

André Falcão*

Outro dia um amigo juiz do trabalho — que como tal decerto muito se preocupou com o rápido crescimento de Marina nas pesquisas, ao sabor da comoção pela morte de Eduardo Campos, agora menos, porque vindo à lume as contradições (e intenções) da candidata, a queda que experimenta soa irreversível — dizia-me que a imprensa no Brasil não é o Quarto Poder, mas “O” Poder.

Verdade. A unicidade de opinião é uma razão. O brasileiro médio ― que tem a sua formada a partir daquela, única, da grande mídia ― passa a ser mero propagador do que ouve, lê e vê, acreditando em tudo que é divulgado ou opinado pela mídia, para ele autêntica personificação da imprensa livre que ela própria, sintomaticamente, alardeia.

O mais danoso, porém, é que a mídia no Brasil vai além: posa de imparcial (como se o jornalismo fosse imparcial), mas além de atuar com até escancarada parcialidade, não raro deturpa, manipula, inventa, mente.

Leia aqui todos os textos de André Falcão

Na política, o principal alvo dessa mídia são os governos Lula e Dilma, seu partido, o PT, e os aliados, inclusive os pragmaticamente mais afinados à política governamental, caso do PCdoB, por exemplo, nas pessoas do ex-ministro Orlando Silva ― acusado criminosamente da prática de crime, mas que, inocentado das acusações plantadas nessa mesma mídia, não mereceu mais do que um registro de pé de página ―, e do ministro Aldo Rebelo.

Nunca se bateu tanto em um governo, como a mídia grande nos governos Lula e Dilma. Um jornalista tem seu histórico alterado na Wikipédia (enciclopédia na internet alimentada por qualquer um que deseje fazê-lo) por um funcionário do poder executivo (ao depois demitido), via computador situado no Palácio do Planalto. Era “o” assunto.

Entretanto, aeroportos são construídos com verba pública em terras da família de Aécio Neves,helicóptero de político a ele ligado é apreendido com cavalar quantidade de cocaína, enquanto o aviãoda campanha de Eduardo e Marina é propriedade de um laranja, e a candidata, que se diz representante de uma “nova política” e escolhida por Deus para nele não ter embarcado ― Eduardo então não estava com o mesmo prestígio com o Salvador ―, nada sabe explicar a respeito. Nenhum desses fatos tem ou teve a menor repercussão.

O problema, caro(a) leitor(a), é que eleição não é futebol. Aqui não dá pra aplaudir quando o juiz estranhamente marca um pênalti inexistente a favor do seu time e você “jura” que ele marcou certo. Uma mídia assim não é ruim só para um partido ou um governo. É ruim pra você.

*André Falcão é advogado e autor do Blog do André Falcão. Escreve semanalmente paraPragmatismo Político

Com fim de privilégios, Fifa poderá ter contas examinadas na Suíça

 

Jornal GGN – A Fifa de novo nas páginas dos jornais, e não é pela Copa. O governo suíço decidir acabar com os privilégios dados à Fifa, por décadas, e passa a permitir que a entidade seja processada por corrupção. A ministra da Justiça da Suíça, Simonetta Sommaruga, anunciou a decisão e a entidade já está em polvorosa.

A notícia foi publicada no Estadão de hoje e diz que isso significará que as contas de Joseph Blatter e de sua “família” poderão ser regularmente vistoriadas. Isso tudo porque o país entendeu que a Fifa causa prejuízos à imagem do país.

O deputado suíço Roland Buchel declarou que as contas dos dirigentes da Fifa, a partir de agora, terão o mesmo tratamento dado aos piores ditadores do mundo. Ele foi um dos defensores de uma ação mais dura contra a corrupção na Fifa. As tentativas do Legislativo suíço, de quebrar o poderio da entidade, foram derrubadas de forma sistemática por lobistas.

Agora a situação inverteu, pelo menos para organizações desportivas internacionais. Esta determinação administrativa interna do governo, em rever sua postura, atingirá não só a Fifa, mas cerca de 30 entidades esportivas que estão há décadas na Suíça por dois motivos. O primeiro por seus acordos tributários e, segundo, e muito importante, por sua lei que impedia que casos de corrupção privada fossem alvos de processos judiciais.

Leia a matéria do Estadão.

Do Estadão

Governo suíço retira privilégio e Fifa pode ter suas contas examinadas

JAMIL CHADE – CORRESPONDENTE EM GENEBRA – O ESTADO DE S. PAULO

Justiça está liberada para investigar denúncias de corrupção na entidade: ‘terão o mesmo tratamento dos piores ditadores do mundo’

O governo da Suíça decide dar um basta aos privilégios dados à Fifa por décadas e, partir de agora, permitirá que a entidade seja processada por corrupção. A decisão foi anunciada pela Ministra da Justiça da Suíça, Simonetta Sommaruga, e já está causando um terremoto dentro da organização máxima do futebol. Na prática, as contas de Joseph Blatter e de sua “família” poderão ser regularmente vistoriadas depois que as autoridades locais reconheceram o prejuízo que a Fifa está causando para a imagem do país.

“As contas dos dirigentes da Fifa terão o mesmo tratamento dado aos piores ditadores do mundo”, declarou o deputado suíço Roland Buchel, um dos defensores de uma ação mais radical contra a corrupção na Fifa. Em junho, um grupo de deputados tentou passar uma lei no Parlamento estabelecendo uma autorização para que casos de corrupção em entidades privadas fossem alvo de investigações. Mas, diante do lobby de bancos e de multinacionais, o projeto foi derrubado, mesmo com entidades como a Uefa e o Comitê Olímpico Internacional se mostrando favoráveis.

Agora, por uma determinação administrativa interna, o governo optou por rever sua postura apenas para as organizações esportivas internacionais. Mais de 30 entidades esportivas estão na Suíça há décadas não apenas pela tranquilidade do país, mas sim por conta de seus acordos tributário e, principalmente, por conta de sua lei que impedia que casos de corrupção privada fossem alvo de processos judiciais.

AFP

Contas de Joseph Blatter e sua equipe podem ser examinadas pelo governo suíço

João Havelange e Ricardo Teixeira chegaram a ser examinados pelos tribunais há dois anos. Mas o procurador não os condenou e, apesar de encontrar provas da corrupção, apenas estabeleceu que ambos pagassem uma multa milionária de volta para a Fifa, como forma de restaurar parte do prejuízo.

Por anos, os privilégios foram dados às entidades esportivas como forma de atraí-las para o país alpino. Um estudo do governo chegou a demonstrar, em 2013, que a Suíça ganha cerca de US$ 5 bilhões com a presença dessas organizações em seu território.

Agora, o governo estima que precisa adotar um novo comportamento diante do constrangimento público internacional que a Fifa passou a ser para a imagem da Suíça.

Num comunicado, o governo deixou claro a mudança radical. “A corrupção privada será processada e reprimida, mesmo que não cause distorções na concorrência pública”, indicou o Ministério da Justiça.

A proposta tem o apoio tanto dos partidos de esquerda quanto dos populistas de direita, como o deputado Roland Buchel. “Pessoas como João Havelange cometeram atos de nepotismo e corrupção e sujaram a imagem do esporte”, disse.

Coronel reformado Ustra é denunciado em mais outra prática de tortura

Jornal GGN – O coronel reformado Carlos ALberto Brilhante Ustra é mais uma vez denunciado por crime da ditadura militar. Dessa vez, o Ministério Público de São Paulo indica Ustra como um dos três militares responsáveis pela morte do jornalista e militante político Luiz Eduardo da Rocha Merlino em julho de 1971.
Integrante do Partido Operário Comunista (POC), o jornalista foi morto depois de intensas sessões de tortura nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do II Exército (DOI) em Santos.
Além de Ustra, o MPF denunciou o delegado Dirceu Gravina e o servidor aposentado Aparecido Laertes Calandra, por homicídio doloso qualificado, e o médico legista Abeylard de Queiroz Orsini por falsidade ideológica, ao ter assinado laudos sobre o óbito de Merlino.
A intenção do coronel reformado era extrair informações sobre outros integrantes do partido, sobretudo de sua companheira ANgela Mendes de Almeida. Sofreu agressões durante 24 horas ininterruptamente. Com os ferimentos, não recebeu atendimento médico e só foi encaminhado ao Hospital Militar do Exército quando já estava inconsciente. Lá, os médicos consultaram novamente o chefe do DOI sobre a necessidade de amputar uma das pernas do jornalista, para evitar a sua morte. Entretanto, Ustra determinou que os servidores do hospital deixassem-no morrer, evitando, assim, que sinais de tortura fossem evidenciados.
O coronel manteve a versão de que Luiz Eduardo da Rocha Merlino teria morrido ao se atirar sobre um carro, durante uma tentativa de fuga, na BR-116, altura de Jacupiranga. Para tornar a história verossível, fez um caminhão das Forças Armadas passar por cima do corpo de Merlino, deixando as marcas de pneus. O médico legista também endossou a versão e assinou o laudo sobre a morte. Ustra ordenou a limpeza da cela onde ele foi mantido preso.
Nos anos 90, a história começou a ser questionada, quando peritos revelaram uma série de inconsistências nos laudos de Marlino e de outros militantes políticos mortos, todos assinados pelo mesmo médico Abeylard de Queiroz Orsini.
Além das condenações, os procuradores responsáveis pela denúncia solicitam que a Justiça Federal determine a perda do cargo público dos denunciados, o cancelamento de aposentadoria ou qualquer provento que recebam, e que, enquanto tramitar o processo, Gravina seja afastado cautelarmente do cargo de Delegado de Polícia Civil, e Orsini impedido de exercer a medicina.

Morre mestre de gerações, escultor Abelardo da Hora

Jornal GGN - “Ele era, com absoluta certeza, o maior escultor brasileiro”, disse o escritor Urariano Mota sobre o pernambucano Abelardo da Hora. O escultor, pintor e desenhista morreu aos 90 anos, na manhã de hoje.

Nasceu em São Lourenço da Mata, mas mudou-se para Recife nos anos 30, quando fez suas primeiras obras na Escola de Belas Artes do Recife. Também foi com Abelardo que o ceramista Francisco Brennand iniciou e aprendeu sobre as artes plásticas.

Da Faculdade de Direito de Olinda, na qual ingressou na década de 40, trouxe até os últimos dias a sua combatividade política. Participou, nos anos 60, do nascimento do Movimento de Cultura Popular (MCP), em Recife. Enquanto cuidava da divisão de Artes Plásticas e Artesanato, Paulo Freire dirigia a Pesquisa.

Abelardo da Hora estampa a abertura do livro Dicionário Amoroso do Recife, de Urariano Mota. A homenagem do escritor ao escultor foi disponibilizada, na íntegra, ao Jornal GGN.

Abelardo da Hora, sempre da hora

Por Urariano Mota

O ceramista, escultor, desenhista, gravador e mestre de gerações Abelardo da Hora completou 90 anos em 31 de julho de 2014. Ele vive e trabalha até hoje, todos os dias, na Rua do Sossego, no Recife.

A casa de Abelardo é uma galeria de arte. Ou um museu de arte. Ou uma permanente exposição. Ou um templo de convicções levantadas. Ele habita no mundo que ele criou. Nesse particular, Abelardo é muito mais feliz que os colecionadores de livros, que os amantes de livros, que os escritores. Nem mesmo Balzac teve a felicidade e o concreto de caminhar entre seus personagens em bronze,  em cimento. Abelardo da Hora tem essa felicidade, enquanto caminha entre seres que poderiam ser uma alegoria da fome, da negação de direitos, ou de eróticos delírios quase renascentistas, se os seres que saem da sua imaginação não se encontrassem ao abrir a porta e sair para a cidade do Recife.

Em números, esse homem possui 90 anos, 55 quilos, mais ou menos, 1 metro e 65, menos talvez alguns centímetros. Se a presença física é o que nos impressiona e resiste na retina, nem um só desses números lhe faz justiça. É impressionante, é uma solução da arte e do engenho humano o tamanho dos monumentos que Abelardo da Hora cria, apesar da estatura e da aparente fragilidade em seu corpo. Ainda que pareça bem mais baixo, Abelardo da Hora cresce na lembrança em outras dimensões.

Ele possui um senso de humor de criança. Uma alegria de criar que não o abandona. E, para nada dizer, esse homem baixinho, magro e frágil é nada mais, nada menos que o Adão da arte brasileira. Ele fez nascer o fogo em gerações de pintores que hoje estão no mundo: Brennand, Samico, Guita Charifker, Wellington Virgolino, Zé Cláudio, Corbiniano, e “uma porção de artistas”. Comunista do Comitê Estadual, está vivo sem ter saído de Pernambuco. Todo o Comitê Estadual do Partido Comunista foi assassinado, todo. E por que foram tão civilizados com Abelardo? – Por motivo e acaso que somente as relações locais explicam, ele é viúvo da irmã de Augusto Lucena, um político de confiança dos militares golpistas no Recife. Dona Margarida, sua esposa, me confessou uma vez, ao ver Abelardo desvelar uma estátua contra o imperialismo americano: “Eu tenho muito medo”.

Em uma entrevista de 2007, Abelardo me contou que recebera uma grande influência, de um ponto de vista intelectual, do Manifesto Regionalista de Gilberto Freyre. Esse manifesto deu uma guinada no espírito de criadores de José Lins do Rego, Ascenso Ferreira, a Vicente do Rego Monteiro, Cícero Dias e Lula Cardoso Ayres. Daí os artistas fizeram um Salão dos Independentes, diferente do pessoal que fazia a coisa acadêmica da Escola de Belas Artes. Fizeram o Primeiro Salão dos Independentes, o Segundo e o Terceiro. “Quando eu fundei, no recinto da minha primeira exposição, a Sociedade de Arte Moderna do Recife, eu criei o Quarto Salão, para dar continuidade àquele movimento. Eu dizia a Hélio Feijó, ‘o interessante é a gente começar a formar na mentalidade dos artistas esse amor pela tradição e pelas coisas do Brasil’. E então comecei também a me impressionar com as coisas da Cultura Popular”.

Nessa entrevista, eu lhe pedi as influências além da política, no seu amor pelas coisas do povo. Eu queria lembrá-lo das influências do ponto de vista estritamente artístico, das quais ele citara apenas o expressionista alemão Barlach. E tivemos então um diálogo, começado por esta declaração de Abelardo:

- Uma outra coisa que realmente me impressionou foi Albert Eckhout, que veio com Nassau, e fez aquelas coisas maravilhosas, entendeu?,. Então minhas coisas ficaram, a minha cabeça se abriu com essa visão desse caminho, do expressionismo alemão…

- Rodin não é um nome….?

- Não, não, não. Rodin é um acadêmico! Ele tem é uma propaganda arretada em torno do nome dele, entendeu?, muito bem feita….

- E no desenho?, porque eu sei que você é um desenhista muito bom.

- Sim, uma das coisas que eu achava também muito bonitas eram os mexicanos. Os mexicanos todos. Os muralistas… Agora, principalmente aqui, a nossa cultura popular, as manifestações populares, entendeu? A música popular, o frevo, principalmente o frevo-de-bloco, que é uma coisa maravilhosa, do ponto de vista de música e de manifestação artística, não é?, com tudo, com tudo que eles têm, com a indumentária, com os adereços, com tudo, com tudo que eles fazem para o carnaval, uma coisa maravilhosa, entendeu?, que é difícil você se esquecer.

E no fim da entrevista, Abelardo da Hora me contou esta viva história, em que nos falou como foi expulso da casa do pai de  seu aluno, Francisco Brennand:

-

Toda manhã, quando eu me acordava, acordavam também aquelas filhas dele, do velho Ricardo, irmãs de Francisco, viu?, e quando elas saíam para a escola, eu via aquela carinha de anjo… veja bem, isso todo dia, na cara do rapaz, de um adolescente, não tem quem agüente, não é? Veja bem. Então eu fiz uma escultura – a torre dos meus sonhos – veja bem, fiz uma escultura com uma mulher, em pé, entendeu?, dois cupidos brincando com a cabeleira dela, com uma placa que vinha atrás das costas dela, brincando com a cabeleira e um freguês abraçado com as pernas dela com a minha cara! Então veja bem. Todo o mundo notou isso… Quando eu levei a estátua pra sala, ficou aquele silêncio, um clima meio esquisito. Pesado.

- Mas ela estava vestida, não é?

- Vestida, mas com aquelas formas perfeitas, com aqueles seios lindos, dois cupidos brincando com a cabeleira dela, e o freguês abraçado com a saia dela era eu, com a minha cara, todo o mundo reconheceu. Quando foi na hora de dormir, Francisco me disse, “Da Hora, eu já vou subir”. Aí seu Ricardo tinha feito um gesto com a mão. Ele me disse: “Abelardo, como é que você faz uma coisa dessas comigo? Eu tratando você aqui como um filho, você vê que eu sou seu amigo, muitas vezes eu chamo você pra ouvir música, eu toco pra você, entendeu?, e você fez um trabalho que é o mesmo que você estar querendo fazer amor com a sua irmã”. Eu respondi: “Seu Ricardo, não diga mais nada, que amanhã eu vou-me embora”.

E completou, quando eu lhe fiz ver o quanto ele fora ingrato com o mecenas Brennand: “mas não tinha cristão que aguentasse aquela beleza”.

Este é Abelardo da Hora, no vigor e memória dos seus 90 anos.

*No Dicionário Amoroso do Recife, Editora Casarão do Verbo, 2014  

Vaticano anuncia prisão de ex-arcebispo por pedofilia

Jornal GGN – O Vaticano, pela primeira vez, anuncia a prisão de acusado de pedofilia. O anúncio foi feito nesta terça-feira e o acusado é o ex-arcebispo Jozef Wesolowoski. A acusação é que, quando servia como embaixador papal na República Dominicana, teria pago para fazer sexo com crianças.

No comunicado feito, o Vaticano diz que o polonês foi deposto por um tribunal em junho e está em prisão domiciliar à espera de um julgamento criminal. O ex-arcebispo, de 66 anos, é a mais importante figura da Igreja a ser preso desde que Paolo Gabriele, o mordomo papal, foi condenado em 2012 por roubo e vazamento de documentos privados do papa emérito Bento XVI.

Wesolowaski, no entanto, não está detido na prisão do Vaticano, um conjunto de quartos anexos ao tribunal local, mas sim em prisão domiciliar em um apartamento, por motivos médicos.

Ele retornou ao Vaticano ano passado, ainda como diplomata em Santo Domingo. Foi dispensado de suas funções após a imprensa dominicana divulgar casos de pedofilia. Wesolowski vivia livremente em Roma, até que as vítimas de abuso pediram por sua prisão, com medo que fugisse.

O ex-arcebispo pode ser condenado a até 12 anos de prisão no primeiro julgamento a ser realizado dentro da Cidade do Vaticano, por abuso sexual. Ele também está sendo investigado na República Dominicana pelas acusações de pagamento a meninos para realizar atos sexuais.

Segundo o Vaticano, a prisão refletiu os desejos do Papa Francisco “que um caso grave e delicado como tal deve ser tratado sem demora, com justiça e o rigor necessários”. O Papa prometeu tolerância zero contra clérigos católicos que abusam sexualmente de crianças, tratando tais crimes como “horríveis” e os comparou a “uma missa satânica”. Francisco disse, em julho, às vítimas, que a Igreja “deve chorar e fazer reparação” pelos crimes.

Com informações do jornal O Globo.

A Nova Política: Jorge Bornhausen e Marina Silva dividem palanque em Santa Catarina

Jornal GGN – Na investida ao sul do país, Marina Silva, candidata do PSB à presidência da República, subiu ao palanque e pediu votos para Paulo, filho do ex-senador Jorge Bornhausen e que foi governador biônico de Santa Catarina na época da ditadura.

Paulinho, o filho, é candidato a senador pelo PSB no estado de Santa Catarina. Marina, que defende uma “nova política” e governar ao lado dos “melhores”, disse em seu discurso que “há pessoas boas em todos os partidos”, e que “Paulo é herdeiro de um nome, de um pai que tem um posicionamento político. Não vou dizer que uma pessoa, por ter um laço de parentesco, deve ser punida ideologicamente por isso”, relativizou ela.

Leia a matéria do Estadão.

Marina sobe no palanque de Bornhausen

Em Florianópolis, candidata pede voto para filho de ex-senador que queria o Brasil ‘livre da raça’ do PT quando ela era ministra de Lula

FLORIANÓPOLIS – A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, dividiu palanque e pediu votos nesta terça-feira, 23, para o deputado Paulo Bornhausen, herdeiro de uma das mais tradicionais famílias de Santa Catarina. “Meus amigos, vamos fazer a campanha de Paulo, para que ele seja o nosso senador”, afirmou Marina ao participar de um ato político em Florianópolis.

Candidato ao Senado pelo PSB no Estado, Paulinho, como é conhecido, é filho do ex-senador Jorge Bornhausen, que foi governador biônico de Santa Catarina na época da ditadura. Um dos nomes fortes da Arena, partido que deu sustentação ao regime militar, Jorge fez carreira no antigo PFL e ficou no DEM até 2011, quando deixou a vida partidária.

Em 2005, durante o escândalo do mensalão, o então senador chegou a dizer que com a revelação do esquema o Brasil ficaria “livre da raça” do PT “pelos próximos 30 anos”. Na época, Marina era filiada ao partido e era ministra do Meio Ambiente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marina, que defende a chamada “nova política”, pela qual promete governar ao lado dos “melhores”, relativizou os laços familiares do novo aliado e repetiu o discurso de que há pessoas boas em todos os partidos. “O Paulo é herdeiro de um nome, de um pai que tem um posicionamento político. Não vou dizer que uma pessoa, por ter um laço de parentesco, deve ser punida ideologicamente por isso”, disse.

Ela também defendeu os posicionamentos ambientais do deputado, que foi secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina até abril. “Se perguntarem aos ambientalistas, das pessoas que viram o seu trabalho como secretário, eles podem testemunhar que ele tem um posicionamento compatível com a agenda que nós defendemos”, afirmou.

Marina também já “subiu” no palanque eletrônico do candidato. No horário eleitoral, ela aparece sorridente ao lado de Bornhausen, afirma que ele é um “deputado federal atuante” e o elogia por ter ajudado a aprovar a Lei da Ficha Limpa no Congresso.

Perfil. O político catarinense entrou no PSB no ano passado a convite de Eduardo Campos. Com a morte do então cabeça de chapa em 13 de agosto, Marina herdou os compromissos firmados por ele, mas tem feito campanha somente para os candidatos que acredita ter o perfil defendido por ela.

O deputado conquistou até mesmo a simpatia dos aliados de Marina no Estado. Miriam Prochnow, porta-voz da Rede Sustentabilidade em Santa Catarina, classifica a convivência com Paulinho como “tranquila”. “Não dá para condenar uma pessoa pelo seu passado. Hoje ele não tem ideias que vão ao encontro com o que a gente defende”, afirma o marineiro.

O candidato a deputado estadual Leonardo Secchi (PSB), um dos entusiastas da Rede, partido que Marina tentou criar sem sucesso. admite, porém, que sempre é questionado nas ruas por estar no mesmo partido de Bornhausen. Diz que tem tido dificuldades para explicar a aliança para os seus possíveis eleitores. “Esse sobrenome pesa”, afirma. Segundo ele, “pelo menos” Jorge, o patriarca da família, está afastado da campanha. “Senão seria mais complicado.”

Protesto. Um grupo de 15 estudantes ligados à União da Juventude Socialista (UJS) fez um protesto contra Marina durante a passagem da candidata por Santa Catarina. Os jovens questionaram justamente o apoio dela a Bornhausen. “Aqui em Santa Catarina ela (Marina) prega uma nova política, mas se junta com a maior oligarquia que ainda persiste em nosso Estado, que é a família Bornhausen”, disse o estudante de Direito Yuri Becker, de 22 anos. O grupo também se manifestou a favor do casamento gay.

Em menos de 24 horas, duas unidades das Lojas Americanas são assaltadas em Fortaleza

Lojas Americanas da Avenida Bezerra de Menezes foi assaltada (Foto: Google Street View)

Mais uma loja da rede Americanas foi assaltada em Fortaleza. Depois do assalto na loja localizada na Avenida Santos Dumont, em que Ricardo Silva Neto, 35 anos, foi baleado e morto enquanto trocava o calçado do filho na última terça-feira (23) a tarde, foi a vez da loja da Avenida Bezerra de Menezes ser tomada de assalto na noite do mesmo dia.

Segundo o marido de uma das funcionárias da loja – que preferiu não se identificar, dois homens chegaram ao local e renderam os funcionários. Desta vez não houve feridos e os assaltantes fugiram do local.  A polícia suspeita de que sejam os mesmos homens que assaltaram na Santos Dumont. Os valores do prejuízo não foram informados.

O Tribuna do Ceará entrou em contato com a assessoria de imprensa da Americanas, e a mesma está aguardando um posicionamento da companhia para poder repassar maiores informações.

Duas versões

Testemunhas no local do crime contam duas versões do primeiro assalto. A primeira de que um segurança da loja havia reagido ao assalto e provocado os criminosos, que dispararam dez vezes e duas balas atingiram a vítima. Já a segunda seria com uma reação por parte da própria vítima, que acabou baleada. A polícia não confirmou nenhum delas.

 (Tribuna do Ceará)

Fundação Oswaldo Cruz produz mosquito que não transmite dengue

Aedes Aegypti: cerca de 10 mil insetos serão liberados semanalmente em Tubiacanga, por até quatro meses USDA

Rio de Janeiro – Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vão liberar na natureza mosquitos Aedes aegypti que não transmitem o vírus da dengue. O primeiro teste será em Tubiacanga, na Ilha do Governador, zona norte da cidade, nesta quarta-feira, 23. É a primeira vez que essa estratégia é testada no continente americano – já há pesquisas em andamento na Austrália, Vietnã e Indonésia.

Os ovos dos mosquitos foram contaminados com a bactéria Wolbachia, encontrada em 60% dos insetos, como as drosófilas (pequenas moscas) e pernilongos.

Essa bactéria atua como uma espécie de vacina para o Aedes aegypti – ela impede que o vírus da dengue se multiplique no organismo do mosquito, que deixa, assim, de transmitir a doença.

A Wolbachia também atua na reprodução dos insetos. Se o macho contaminado fertilizar ovos de fêmeas que não tenham a bactéria, esses ovos não darão origem às larvas. Se macho e fêmea estiverem contaminados, ou se só a fêmea tiver a bactéria, toda a prole carregará a Wolbachia.

A bactéria é transmitida naturalmente para as gerações seguintes de mosquitos e o método se torna autossustentável: Aedes com Wolbachia acabam se tornando predominantes na natureza, sem que os pesquisadores precisem liberar insetos contaminados constantemente. Em localidades da Austrália, isso aconteceu em 10 semanas, em média.

A pesquisa com a Wolbachia começou na Universidade de Monash, na Austrália, em 2008. Inicialmente, os cientistas esperavam que a bactéria reduzisse o tempo de vida do Aedes, mas descobriram que ela também afeta a reprodução e bloqueia a multiplicação do vírus.

“Estamos diante de uma estratégia científica inovadora e segura, que poderá contribuir para o controle da dengue e para a melhoria da saúde da população”, afirmou o pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, líder do projeto no Brasil. Ele integrava a equipe de cientistas que fez as descobertas na Austrália.

A Wolbachia é uma bactéria intracelular, que só pode ser transmitida de mãe para filho, no processo de reprodução dos mosquitos. Além disso, é maior que o canal salivar do mosquito. Ou seja, não sai pela saliva, meio pelo qual o homem é contaminado.

Para garantir que não infecta seres humanos e animais domésticos, durante cinco anos, integrantes da equipe, na Austrália, alimentaram uma colônia de mosquitos com Wolbachia, usando seus próprios braços.

O projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil foi lançado no Rio de Janeiro, em 2012. Nesses dois anos, os pesquisadores capturaram Aedes aegypti nos locais que servirão de testes, estudaram essas regiões e criaram os mosquitos contaminados em laboratório.

Depois de lançados em Tubiacanga, os cientistas poderão avaliar a capacidade dos mosquitos com a bactéria se estabelecerem no meio ambiente e se reproduzirem com os mosquitos locais.

Cerca de 10 mil insetos serão liberados semanalmente em Tubiacanga, por até quatro meses. Para reduzir o incômodo da população, a Secretaria Municipal de Saúde fez uma campanha para eliminar focos de criação do mosquito.

Depois da Ilha do Governador, os bairros da Urca e Vila Valqueire, no Rio de Janeiro, e de Jurujuba, em Niterói, receberão os mosquitos. Estudos de larga escala para avaliar o efeito da estratégia estão previstos para ocorrer a partir de 2016.

(Clarissa Thome, Estadão Conteúdo)

Prefeitura de Fortaleza oferta 304 vagas de estágio de nível superior

Prefeitura de Fortaleza (PMF) está com inscrições abertas para 304 vagas de estágio em nível superior. As vagas são para estudantes dos cursos de pedagogia, licenciatura em letras e em matemática. As inscrições podem ser feitas até o dia 1º de outubro, exclusivamente pela internet.
Podem concorrer estudantes que estejam cursando regularmente os cursos exigidos em instituições de ensino conveniadas com a Prefeitura de Fortaleza. Os alunos selecionados serão convocados pela Secretaria Municipal da Educação (SME) e pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog).

Os candidatos precisam estar cursando, no mínimo, o 4º semestre, ou ter cursado, no mínimo, 80 créditos ou 40% da carga horária exigida. É necessário o pagamento da taxa deinscrição no valor de R$ 20,00.

Documentação
Os estudantes deverão entregar a documentação no Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos (Imparh), localizado Avenida João Pessoa, 5.609, no Bairro Damas, entre os dias 23 de setembro e 3 de outubro. A seleção é feita através de análise curricular, de caráter elimiatnatório e classificatório. Os aprovados farão estágio nas unidades escolares da rede municipal de ensino de Fortaleza.

(G1 Ceará)

Eike Batista e mais sete são acusados de formação de quadrilha

Eike Batista: multiplicador lento (Foto: AE)

São Paulo – Eike Batista e outros sete ex-executivos da OGX foram denunciados peloMinistério Público Federal em São Paulo por falsidade ideológica, indução de investidores a erro e formação de quadrilha.

Segundo comunicado do MPF, eles são acusados de induzir milhares de investidores ao erro quando anunciarem informações inverídicas sobre o potencial da petroleira.

“O grupo prometeu a realização de negócios bilionários em operações de extração de petróleo nas bacias de Campos e Santos, mas as projeções foram baseadas em dados inverídicos”, disse o MPF, em nota.

Além de Eike, Paulo Mendonça, ex-diretor de exploração e ex-diretor-presidente da OGX, Marcelo Torres e Roberto Monteiro, ex-diretores financeiros e de relações com investidores, Reinaldo Vargas, ex-diretor de produção, Paulo Guimarães, ex-diretor de exploração, Luís Eduardo Carneiro, ex-presidente da OGX e da OSX, e José Roberto Cavalcanti, ex-diretor jurídico, tiveram seus nomes citados no processo.

Ainda de acordo com a Justiça, todos incorreram em falsidade ideológica, indução de investidores a erro e formação de quadrilha. Eles também foram denunciados por manipulação do mercado de capitais.

“Tais fraudes atingiram diretamente a credibilidade e a eficiência do mercado de capitais brasileiro ao contaminar, no período de 2009 a 2013, a negociação de milhões de ações da OGX e da OSX, com o envolvimento de agentes financeiros, igualmente ludibriados pelas falsas informações produzidas em seu âmbito”, disse Karen Louise Jeanette Kahn, a procuradora da República e autora da denúncia.

Para ela, tais condutas desaguaram no prejuízo a milhares de investidores, no Brasil e no estrangeiro, além do consequente influxo de investimentos em ativos mobiliários negociados no país.

Se condenado, Eike  pode ser obrigado a cumprir de quatro a 14 anos de prisão.

(Daniela Barbosa, Exame Online)

Pesquisa aponta os dez países mais felizes e infelizes para viver

Uma pesquisa realizada pela organização americana Gallup and Healthway, e publicada pela revista Exame, aponta os dez países onde as pessoas são mais felizes e os dez onde as pessoas se mostram desapontadas.

Foram entrevistadas 133 mil pessoas em 135 países e elas responderam perguntas relacionadas a questões sociais, financeiras, físicas e de comunidade.

No topo da lista do local onde as pessoas são mais felizes está o Panamá. É lá que as pessoas se consideram bem-sucedidas nas respostas de bem-estar. O Brasil aparece em 5º lugar no ranking das pessoas satisfeitas. Já as pessoas mais insatisfeitas estão na Croácia.

Os dez países mais felizes:

1º Panamá
2º Costa Rica
3º Dinamarca
4º Áustria
5º Brasil
6º Uruguai
7º El Salvador
8º Suécia
9º Guatemala
10º Canadá

Os dez mais infelizes

1º Síria
2º Afeganistão
3º Haiti
4º República Democrática do Congo
5º Chade
6º Madagascar
7º Uganda
8º Benim
9º Croácia
10º Geórgia

No ano passado, a ONU divulgou um relatório dos países mais felizes do mundo. O Brasil ficou em 24º lugar, antes da França e da Alemanha.

Via http://anoticia.clicrbs.com.br

Culto vira comício e igreja faz até “pesquisa eleitoral”

Pastor Samuel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus do Brás Foto: ADBrás / Reprodução

Já passa das 17h45, e o Culto da Família começa em mais um domingo na Assembleia de Deus do Brás – Ministério Madureira (ADBrás), na zona leste de São Paulo. Do lado de fora, muita gente ainda chegando: homens, mulheres, idosos, crianças. Depois de subir as escadas, já dentro do templo, uma funcionária faz um sinal com a mão e diz: “Posso fazer uma pesquisa com você? Em quem você vai votar?”, pergunta, exibindo um formulário onde o fiel pode indicar suas escolhas para senador, deputado federal e deputado estadual. “É só para a gente saber como está o desempenho do pastor aqui da casa”, explica a mulher à reportagem.

O candidato a quem ela se refere é o pastor Cezinha (Cezar Freire), que concorre a uma vaga de deputado estadual pelo DEM. Dentro da igreja, os cerca de 5 mil assentos vão ficando ocupados. Nas cadeiras vazias, junto aos envelopes de “dízimo” e “oferta”, os fiéis encontram uma espécie de cartão-postal do presidente da ADBrás, pastor Samuel Ferreira, sorridente ao lado de sua mulher, pastora Keila Ferreira. No verso, uma mensagem sobre “um momento muito importante, as eleições”: “O Cezar hoje é projeto de Deus e de nossa comunidade e precisamos dele na Assembleia Legislativa de São Paulo”, diz o texto, que continua com uma mensagem de “vote”, seguida do nome e do número do candidato.

Além de Cezinha, o santinho pede votos para o deputado federal Jorge Tadeu, também do DEM, que concorre à reeleição. “Apresento-lhe também nosso irmão Jorge Tadeu, para deputado federal. Com ele em Brasília teremos a certeza da defesa e luta pelos nossos ideais”. E então o fiel é informado sobre o número do candidato na urna, não sem antes receber uma nova mensagem do pastor Ferreira: “Peço a você que nos ajude agora com seu voto e sua influência junto aos seus familiares, amigos e conhecidos para conseguirmos mais votos” (veja reprodução do cartão no final da matéria).

A legislação eleitoral proíbe “a veiculação de propaganda de qualquer natureza” em “bens de uso comum” (estádios de futebol, bares, restaurantes, cinemas e igrejas, por exemplo), e o desrespeito à lei pode gerar multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Para especialistas em direito eleitoral, o material assinado pelo pastor Ferreira configura propaganda irregular.

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“O pastor não pode colocar a igreja a serviço da campanha eleitoral de ninguém. Quem está sujeito à multa, neste caso, é o pastor. Se ficar comprovado que os candidatos tinham conhecimento, todos devem pagar”, diz o advogado Arthur Rollo. “Além disso, vão para o inferno”, brinca.

Quanto à pesquisa de intenção de voto, o advogado Guilherme Gonçalves afirma que, como se trata de um “levantamento informal”, não há problema do ponto de vista legal. Já o advogado Arthur Rollo sustenta que a enquete é “uma forma de tutelar o voto do fiel”. “Não é o tipo de conduta saudável à democracia. É como se fizesse lavagem cerebral e quisesse ver se a lavagem cerebral está surtindo efeito”, afirma.

Comício velado
Por volta das 19h, o pastor Samuel Ferreira, que conduz o Culto da Família, diz aos fiéis que quer apresentar “um cara muito simpático, de uma família tradicional, filho de um desembargador do Tribunal de Justiça, que ajuda a igreja em momentos de dificuldade”, e então convida Guilherme Sartori para se juntar a ele. O jovem se levanta de uma cadeira no próprio palco, onde estava sentado com a noiva e a mãe, e ouve com atenção tudo de bom que o pastor tem a dizer a respeito dele e de sua família.

Feito o discurso, o pastor pede para que os presentes agradeçam e orem pela família do desembargador e convida os fiéis a repetirem “Família Sartori”. Depois, conclama o rebanho a gritar em uníssono: “Guilherme Sartori”. Obedientes, os fiéis repetem o nome de Guilherme várias vezes, com os braços erguidos.

“Quem é esse rapaz?”, pergunta a reportagem para uma fiel que repetia o nome de Sartori. “Não sei direito. Filho de juiz, né?” Em um acesso rápido ao Google, a explicação: Guilherme Sartori é candidato a deputado federal pelo PTB.

Em nenhum momento o pastor Ferreira ou o próprio Sartori contaram aos fiéis que quem estava ali era um candidato. Depois de ser apresentado pelo pastor, Sartori afirma, em discurso, que se coloca à disposição da igreja e dos fiéis porque “quando a gente está na Justiça a gente ajuda a família brasileira” (veja vídeo).

Clique no link para iniciar o vídeo
Depois de ser apresentado por pastor e ter nome repetido por fiéis, candidato discursa em culto, mas não diz que disputa eleição
Dias depois, em entrevista por telefone, Sartori disse que ver os fiéis repetindo seu nome não lhe causa constrangimento algum. “Constrangimento por quê? Ele (pastor) é meu amigo, fui apresentado como amigo. Sou uma pessoa boa, que quer ajudar as pessoas, ajudar o País. Não tem constrangimento nenhum”, declara. “Não pedi voto, não fiz panfletagem. Isso é antiético, não se pode fazer isso (na igreja)”, continua, para então admitir o objetivo eleitoreiro da visita. “Como eu sou jovem, tenho que ir (ao culto) para fazer o meu nome ser conhecido. A gente é muito ético. Fica difícil concorrer com esses candidatos que têm muito dinheiro”, encerra Sartori.
Para o advogado Guilherme Gonçalves, o episódio em que o pastor convida os fiéis a repetirem o nome do candidato em uma espécie de mensagem subliminar pode ser interpretado como propaganda eleitoral irregular. “É uma estratégia para fixar o nome do candidato, é uma forma de propaganda”, diz o advogado. Já Arthur Rollo entende que “não é vedado, mas antiético”. “É um fato atípico, porque não tem material. Mas é claro que fazem isso com o objetivo de conseguir votos. Então não configura ilícito do ponto de vista eleitoral, mas, do ponto de vista ético, é absolutamente condenável. E do ponto de vista religioso também”, conclui.

Bancada evangélica
O voto evangélico é cobiçado. De acordo com o último Censo, divulgado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 42,3 milhões de brasileiros se dizem evangélicos, o que representa 22,2% da população. O percentual de adeptos às religiões evangélicas foi, por sinal, o que mais cresceu: de 15,4% em 2000, para 22,2% em 2010. Em contrapartida, o percentual de católicos caiu de 73,6% para 64,6%.

Ao mesmo tempo em que cresce o número de evangélicos, cresce também o número de representantes dessa parcela do eleitorado no Congresso Nacional. No pleito de 2010, a bancada evangélica passou de 47 para 74 parlamentares (71 deputados e 3 senadores), segundo dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Para a próxima legislatura, a Frente Parlamentar Evangélica da Câmara espera chegar a, no mínimo, 90 deputados, de acordo com estimativa do deputado João Campos (PSDB-GO), vice-presidente da Frente. Campos, que concorre à reeleição, é pastor da Assembleia de Deus – Ministério Vila Nova, de Goiânia, e autor do projeto que ficou conhecido como “cura gay”. Também são fiéis da Assembleia de Deus o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e os presidenciáveis pastor Everaldo (PSC) e Marina Silva (PSB), além do pastor Silas Malafaia.

Para o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o fundamentalismo da bancada evangélica é algo que cresce na medida em que crescem as divergências culturais na sociedade. “Quanto mais essa população se sente à margem do debate político e cultural, maior é a tendência da bancada em se fechar em questões fundamentalistas, o que dificulta o diálogo”, afirma.

Outro lado


Procurados, a Assembleia de Deus e o candidato pastor Cezinha não responderam à reportagem. Já a assessoria de Jorge Tadeu informou que o deputado “desconhece qualquer prática de propaganda eleitoral irregular em sua campanha”, mas que “tomará as providências cabíveis” caso encontre alguma irregularidade.

Link: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/culto-vira-comicio-e-igreja-faz-ate-pesquisa-eleitoral,7b229d34dae98410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

(Débora Melo, Portal Terra)

Marina Silva colhe declínio depois de semear contradições

Mais que nas pesquisas, está na política o grande problema da candidata Marina Silva a 13 dias das urnas de 5 de outubro. Do Datafolha ao Ibope, confirmados nesta terça-feira 23 pelo levantamento do CDMA, a candidata do PSB é, na prática, a única que vai perdendo preferências e simpatias na fase central da eleição. E em doses alopáticas.

Com rejeição em alta, de acordo com todos os levantamentos, e quedas acentuadas nas intenções de voto, a cada divulgação, Marina agora está em busca da humildade perdida. Ontem, pediu “orações” ao público, evitando enfrentar os temas objetivos que têm surgido no curso da campanha.

O movimento de recorrer à fé faz parte da tática definida por seu comando de campanha, que pretende preservar a candidata do confronto de ideias à espera da chegada do segundo turno. Nesta segunda volta, de acordo com os estrategistas do PSB/Rede, Marina teria tempo igual ao do adversário, de 15 minutos por dia na televisão, e poderia, então, mostrar todo o seu potencial.

O problema dessa verdadeira tática do avestruz – a ave que enfia a cabeça num buraco como forma de se livrar dos problemas do entorno – é o ritmo de queda no prestígio eleitoral de Marina. Pelas tendências detectadas em todas as pesquisas, ela pode, simplesmente, não atingir o segundo turno. O que parecia justo e contratado a questão de duas semanas mudou radicalmente.

No novo quadro, desenhado pela queda de nada menos que 6 pontos percentuais da candidata do PSB na pesquisa CDMA divulgada hoje, Marina está muito mais próxima de uma briga na reta final com Aécio Neves, do PSDB, por uma vaga no segundo turno, do que acossar a presidente Dilma Rousseff em sua posição de liderança na corrida. Neste sentido, a fotografia revelada pelo levantamento apontou, pela primeira vez, a ultrapassagem de Dilma, em apenas um ponto, mas ultrapassagem, na simulação de segundo turno. É de se lembrar que, pouco mais de vinte dias atrás, a ex-ministra aparecia no Datafolha com dez pontos de frente sobre a candidata à reeleição na fase final da disputa.

MENOS RECURSOS PARA SE RECUPERAR - Para se recuperar, o problema, para Marina, é que ela conta, agora, com bem menos recursos do que antes. Assim que assumiu o lugar de Campos, na segunda metade do mês de agosto, a ex-senadora abriu uma forte dissidência no PSB. Dirigentes até então de confiança do ex-governador de Pernambuco deixaram reuniões aos berros, espalhando impropérios contra a postura da candidata. Além de perder boa parte da cúpula e da base partidária, Marina também já deixou de ser, a esta altura, a novidade da eleição. Despontando como favorita assim que subiu ao primeiro plano da cena eleitoral, ela não conseguiu manter-se acima da segunda metade da faixa dos 30% de intenções. Neste momento, já se debate para manter-se acima dos 25%. No entanto, o ritmo de sua descida, à razão de 3 a 6 pontos semanais, a depender da pesquisa, mostra que está muito difícil barrar o movimento que já se assemelha a uma queda livre.

Com sua postura exclusivista, de recusa às alianças que haviam sido costuradas, uma a uma, ao longo de um ano inteiro de conversas políticas por Eduardo Campos, Marina perdeu bases em Estados decisivos como São Paulo e Minas Gerais. Está praticamente sozinha no Rio de Janeiro e tem dificuldades para se movimentar no Nordeste. Sua região natal, o Norte, como se sabe, não tem peso eleitoral para decidir uma disputa nacional.

O choro é livre, mas quando, duas semanas atrás, Marina verteu lágrimas em razão de um refrega verbal com o ex-presidente Lula, a cena soou estranha. Afinal, pouco antes, nos debates promovidos pelas redes Bandeirantes e Globo, a mesma Marina fez questão de demonstrar uma postura firme e, para muito, triunfalista, como se já se sentisse como presidente eleita, tal o desprezo demonstrado aos adversários.

No programa de governo, por outro lado, Marina demonstrou ter seu calcanhar de Aquiles. Coordenado pela herdeira do banco Itáu Neca Setúbal, o programa dedicou apenas duas linhas ao pré-sal – reconhecidamente a maior riqueza natural do País nos tempos atuais. Inserindo um tema espinhoso nos debates, a candidata passou a defender a independência do Banco Central, ao mesmo tempo em que seus economistas, como Eduardo Gianetti, espalhavam ideias neoliberais que associaram suas ideias econômicas ao programa do PSDB.

Como se vê pelas pesquisas, que também registram o crescimento de Aécio, o público está preferindo o original à reprodução. Nos próximos levantamentos, basta para Aécio subir algo como três pontos, o que não é impossível, e Marina perder outros três, o que parece bastante provável, para ambos chegarem a uma situação de empate técnico na disputa pelo segundo lugar. A presidente Dilma, enquanto isso, deixa por este instante decisivo a berlinda de ataques para vislumbrar, outra vez, a chance de vencer em primeiro turno.

De fato, a presença de Marina Silva mudou a eleição presidencial de 2014 – mas não exatamente como ela imaginava.

Mais que nas pesquisas, está na política o grande problema da candidata Marina Silva a 13 dias das urnas de 5 de outubro. Do Datafolha ao Ibope, confirmados nesta terça-feira 23 pelo levantamento do CDMA, a candidata do PSB é, na prática, a única que vai perdendo preferências e simpatias na fase central da eleição. E em doses alopáticas.

Com rejeição em alta, de acordo com todos os levantamentos, e quedas acentuadas nas intenções de voto, a cada divulgação, Marina agora está em busca da humildade perdida. Ontem, pediu “orações” ao público, evitando enfrentar os temas objetivos que têm surgido no curso da campanha.

O movimento de recorrer à fé faz parte da tática definida por seu comando de campanha, que pretende preservar a candidata do confronto de ideias à espera da chegada do segundo turno. Nesta segunda volta, de acordo com os estrategistas do PSB/Rede, Marina teria tempo igual ao do adversário, de 15 minutos por dia na televisão, e poderia, então, mostrar todo o seu potencial.

O problema dessa verdadeira tática do avestruz – a ave que enfia a cabeça num buraco como forma de se livrar dos problemas do entorno – é o ritmo de queda no prestígio eleitoral de Marina. Pelas tendências detectadas em todas as pesquisas, ela pode, simplesmente, não atingir o segundo turno. O que parecia justo e contratado a questão de duas semanas mudou radicalmente.

No novo quadro, desenhado pela queda de nada menos que 6 pontos percentuais da candidata do PSB na pesquisa CDMA divulgada hoje, Marina está muito mais próxima de uma briga na reta final com Aécio Neves, do PSDB, por uma vaga no segundo turno, do que acossar a presidente Dilma Rousseff em sua posição de liderança na corrida. Neste sentido, a fotografia revelada pelo levantamento apontou, pela primeira vez, a ultrapassagem de Dilma, em apenas um ponto, mas ultrapassagem, na simulação de segundo turno. É de se lembrar que, pouco mais de vinte dias atrás, a ex-ministra aparecia no Datafolha com dez pontos de frente sobre a candidata à reeleição na fase final da disputa.

MENOS RECURSOS PARA SE RECUPERAR – Para se recuperar, o problema, para Marina, é que ela conta, agora, com bem menos recursos do que antes. Assim que assumiu o lugar de Campos, na segunda metade do mês de agosto, a ex-senadora abriu uma forte dissidência no PSB. Dirigentes até então de confiança do ex-governador de Pernambuco deixaram reuniões aos berros, espalhando impropérios contra a postura da candidata. Além de perder boa parte da cúpula e da base partidária, Marina também já deixou de ser, a esta altura, a novidade da eleição. Despontando como favorita assim que subiu ao primeiro plano da cena eleitoral, ela não conseguiu manter-se acima da segunda metade da faixa dos 30% de intenções. Neste momento, já se debate para manter-se acima dos 25%. No entanto, o ritmo de sua descida, à razão de 3 a 6 pontos semanais, a depender da pesquisa, mostra que está muito difícil barrar o movimento que já se assemelha a uma queda livre.

Com sua postura exclusivista, de recusa às alianças que haviam sido costuradas, uma a uma, ao longo de um ano inteiro de conversas políticas por Eduardo Campos, Marina perdeu bases em Estados decisivos como São Paulo e Minas Gerais. Está praticamente sozinha no Rio de Janeiro e tem dificuldades para se movimentar no Nordeste. Sua região natal, o Norte, como se sabe, não tem peso eleitoral para decidir uma disputa nacional.

O choro é livre, mas quando, duas semanas atrás, Marina verteu lágrimas em razão de um refrega verbal com o ex-presidente Lula, a cena soou estranha. Afinal, pouco antes, nos debates promovidos pelas redes Bandeirantes e Globo, a mesma Marina fez questão de demonstrar uma postura firme e, para muito, triunfalista, como se já se sentisse como presidente eleita, tal o desprezo demonstrado aos adversários.

No programa de governo, por outro lado, Marina demonstrou ter seu calcanhar de Aquiles. Coordenado pela herdeira do banco Itáu Neca Setúbal, o programa dedicou apenas duas linhas ao pré-sal – reconhecidamente a maior riqueza natural do País nos tempos atuais. Inserindo um tema espinhoso nos debates, a candidata passou a defender a independência do Banco Central, ao mesmo tempo em que seus economistas, como Eduardo Gianetti, espalhavam ideias neoliberais que associaram suas ideias econômicas ao programa do PSDB.

Como se vê pelas pesquisas, que também registram o crescimento de Aécio, o público está preferindo o original à reprodução. Nos próximos levantamentos, basta para Aécio subir algo como três pontos, o que não é impossível, e Marina perder outros três, o que parece bastante provável, para ambos chegarem a uma situação de empate técnico na disputa pelo segundo lugar. A presidente Dilma, enquanto isso, deixa por este instante decisivo a berlinda de ataques para vislumbrar, outra vez, a chance de vencer em primeiro turno.

De fato, a presença de Marina Silva mudou a eleição presidencial de 2014 – mas não exatamente como ela imaginava.

Via http://www.esmaelmorais.com.br

MÍDIA JÁ ENSAIA DESCARTAR MARINA SILVA

Diferente de 2010, neste ano Marina Silva tem se revelado uma baita dor de cabeça para a mídia. Naquela eleição, o script já estava definido. Ela não tinha condições de ganhar e ajudou o tucano José Serra a chegar ao segundo turno. Já neste ano, o seu ingresso na disputa, encarado como “providência divina”, atrapalhou todos os planos. Num primeiro momento, a mídia até inflou sua candidatura, tentando repetir a jogada de 2010. Só que houve uma overdose de exposição e ela atropelou o cambaleante Aécio Neves. Mesmo desconfiada, a mídia decidiu apostar na aventura. Agora, porém, as pesquisas sinalizam que o “furacão” era passageiro. Diante desta nova realidade, a mídia já ensaia descartar Marina Silva.

Em editorial neste sábado (20), a Folha tucana adotou a tese, que antes negava, “de que haveria um componente emocional na súbita ascensão das preferências por Marina Silva após o acidente que vitimou Eduardo Campos”. De quebra, o jornal ainda destilou veneno contra a ex-verde, afirmando que o seu “o gradual decréscimo nas pesquisas se explica tanto pelos ataques recebidos como por fragilidades próprias”. Segundo a Folha, está em curso “uma corrosão política da postulação marinista”. “Desmentidos sucessivos e ajustes emergenciais de discurso talvez sejam sinal do quanto uma postulação de ‘terceira via’ ainda carece de maturação ideológica para blindar-se contra as investidas dos oponentes”.

No mesmo rumo, o editorial do Estadão de sexta-feira (19), já havia indicado que o discurso da “nova política”, tão alardeado pela ex-verde, não correspondia à vida real. Na véspera, o jornalão entrevistou o vice de Marina Silva, o deputado Beto Albuquerque, que confessou que “ninguém governa sem o PMDB” e evidenciou a guinada pragmática da candidata-carona do PSB. Após evidenciar a frágil base de apoio da presidenciável, o jornal apontou que não há como ela manter a “vã filosofia da ‘nova política’. Descartada, por ingênua ou insincera, a retórica do tal governo dos melhores, resta o governo possível com a expressão organizada do Parlamento”.

Vale ainda comentar os duros ataques desferidos nos últimos dias pelo jornal Valor, que tem como público alvo a chamada elite empresarial. Na sexta-feira, uma reportagem apontou que “a estratégica de vitimização, usada pela campanha Marina Silva (PSB) na defesa contra os ataques dos adversários, voltou-se contra a própria candidata… Em um mês, a sua rejeição dobrou. Agora, além de driblar as críticas dos oponentes, Marina terá de mostrar firmeza para tentar passar mais credibilidade como candidata a presidente”. A matéria teve como fonte o diretor do Ibope Hélio Gastaldi, que elucubrou: “Ao se fazer de vítima e mostrar ingenuidade aos ataques das outras campanhas, ela perdeu a credibilidade”.

Outro artigo, assinado por Alberto Carlos Almeida, autor do livro “A cabeça do brasileiro”, põe em dúvida a ida de Marina Silva ao segundo turno. “O que parecia se constituir numa vitória bastante provável, deixou de ser. A eleição assumiu contornos de disputa acirrada. A trajetória de Marina em muito se assemelha ao Cruzeiro no campeonato brasileiro. Até pouco tempo atrás, sua vantagem sobre o segundo colocado era bem confortável. Caiu bastante, porém, e hoje é de somente quatro pontos. O time mineiro, assim como Marina Silva, dependia de seus próprios resultados. Há duas semanas, os erros e falhas da defesa não colocavam em risco suas respectivas lideranças. Não é o que acontece hoje”.

(Altamiro Borges, Brasil 247)

Eike Batista (ainda) pauta a imprensa

Por Luiz Egypto em 23/09/2014 na edição 817

Quem já foi rei nunca perde a majestade. O clichê serve como uma luva (não se perca um segundo lugar-comum) para o megaempresário – falido, mas ainda na ativa – Eike Batista, que até o ano retrasado era tido pela revista Forbes como dono da oitava maior fortuna individual do mundo, algo como a bagatela de 34,5 bilhões de dólares.

Toda essa dinheirama desmilinguiu-se na esteira variados negócios tão pomposos como improdutivos, mas que fizeram a festa das editorias de Economia dos jornais brasileiros, sobretudo a partir do primeiro governo Lula, quando o “espírito animal” do empreendedor Eike revelou-se em toda a sua plenitude, vitaminado por uma cobertura sempre simpática da imprensa e por generosos créditos oficiais do BNDES e também da banca e de investidores privados.

A debacle consumou-se depois que a joia da coroa (novo chavão) do grupo liderado pela holding EBX, a empresa petrolífera OGX, não entregou o petróleo que havia prometido extrair de sua área de concessão na Bacia de Campos. As ações da petroleira foram para o ralo e o desastre provocou uma crise de credibilidade no mercado que levou de roldão as demais companhias do grupo, além de suscitar processos judiciais que imputaram ao empresário a acusação de manipular preços de ações negociadas em bolsa com base em informações privilegiadas (insider trading).

Em meados de 2012 a situação já era periclitante; no início de 2013, a vaca foi para o brejo. E malgrado a nova frase feita, o que em nada se confunde com qualquer clichê miserável é a proverbial capacidade de Eike Batista pautar a imprensa. Este é um atributo que ele mantém afiado, nos trinques, como nos bons e velhos tempos.

Olhar dos advogados

Depois de um ano e meio sem falar à imprensa (a exceção foi uma entrevista ao Wall Street Journal, em abril deste ano, tão logo começou a ser investigado pela Polícia Federal), Eike deu nova prova de seus talentos de pauteiro ao mobilizar, num mesmo dia (quarta-feira, 17/9), os quatro principais diários do país – O Globo, Folha de S.Paulo,Estado de S.Paulo e Valor Econômico – e a revista Veja para entrevistas em separado, em seu escritório na Praia do Flamengo, no Rio, e que foram publicadas com destaque nas edições do dia seguinte (Veja publicou seu relato no domingo, 21/9, na edição online). A sacada foi singela e eficiente: em vez de uma entrevista coletiva, conversas “customizadas” com cada um dos veículos. E deu certo.

O Globo destacou duas repórteres para cumprir a pauta. Como resultado, anunciou a entrevista com discrição em um quadro na primeira página (“Eike pós-arresto: De volta à classe média”) e sete linhas de chamada para o grande destaque de abertura do caderno de Economia. Chapéu: “No vermelho”. Título principal: “Recursos retidos”. Título da entrevista: “Eike Batista: ‘Botei do bolso. Levaram todo o meu patrimônio’” (ver aqui). No abre da matéria, as autoras anotaram que sua fonte “dispôs-se a 20 minutos de entrevista, com breve exposição prévia sobre seu otimismo e a ressalva dos advogados de que não ‘saberia responder muito bem’ às questões técnicas sobre a Justiça”. (Os advogados Sérgio Bermudes e Marcelo Carpenter acompanharam o périplo de seu cliente com os enviados das maiores publicações do país.) As repórteres do Globo também informaram que Eike…

“Não permitiu ser fotografado. Com mais cabelos brancos, continua exibindo vaidade com os negócios, apesar de ter inserido mea culpa no seu vocabulário. Na conversa que teve antes da entrevista, repetia frases de um roteiro entregue às repórteres com sua defesa. Entre as frases: ‘Nunca tive a intenção de ludibriar nenhum investidor’.”

Ao Globo, o empresário disse que “minha situação líquida de patrimônio hoje é de menos US$ 1 bilhão (US$ 1 bilhão negativo)” mas, ainda assim, reiterou sua profunda fé nos negócios ao afirmar que “esses projetos [os que ele concebeu] vão beneficiar o Brasil nos próximos 200 anos”. É pagar para ver.

O Valor Econômico enviou três repórteres para a conversa pautada pela fonte e foi o único entre os cinco veículos que optou por uma entrevista principal de texto corrido em vez do tradicional pingue-pongue. O jornal aproveitou o gancho da dívida bilionária (quem é rei…) e cravou na capa a manchete (a segunda em importância, naquela edição) “Eike tem ‘fortuna negativa’ de US$ 1 bi”, em três colunas, e 32 linhas de chamada para a reportagem de abertura do caderno Empresas (pág. B1), em matéria de página inteira: “Acuado pela Justiça, Eike se defende e diz que seus ativos são de credores”, com a sub-retranca “Tenho chance de recuperar patrimônio” (ver aqui). O trio de jornalistas informa, no lide, que “em pouco mais de meia hora de conversa em seu escritório, na zona sul do Rio, Eike fez sua autodefesa”; e não deixou de mencionar, no terceiro parágrafo do texto, uma bombástica afirmação do entrevistado: “Ouso dizer que essa [da EBX] vem a ser a maior reestruturação do mundo de um grupo de empresas. Não tem nada igual”. Nada a estranhar vindo de alguém tão audaz (que o digam os credores) quanto loquaz (com a amplificação sempre generosa da mídia). Anotaram os repórteres:

“A sala de Eike tem vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, mas desta vez ele não quis fotos. Vestido de camiseta azul escura, camisa social rosa e terno cinza com listras, com aspecto cansado e mais grisalho, admitiu que a crise afetou ‘muito’ o lado pessoal. ‘Mas sou um cara que sempre construí minhas coisas do zero’, frisou. [...] No começo da entrevista, acompanhado pelo advogado Sérgio Bermudes, Eike leu nove tópicos alinhados em duas folhas sob o título: ‘Fatos’.”

Perguntas incômodas

O Estado de S.Paulo mandou duas repórteres para conversar com Eike. Na edição em que publicou o resultado do esforço de apuração produziu um destaque de primeira página em uma coluna, acima da dobra, com título em três linhas (“‘Lá fora sou admirado’, diz Eike Batista”) e dez linhas de chamada. Uma foto de Eike (de arquivo), com o título “Desabafo do ex-milionário”, encimava a capa do caderno Economia & Negócios, que na página B11 trombeteava um título de alto de página, em duas linhas: “Eike Batista, empresário – ‘Olha que tristeza: no Brasil tenho apanhado muito; lá fora sou admirado’” (ver aqui).

No lide, as duas jornalistas optaram por não mencionar quanto tempo dispuseram para conversar com sua fonte, e escreveram: “Em uma rápida entrevista em seu escritório no Flamengo, zona sul do Rio, Eike reclamou de só ter seus projetos de infraestrutura reconhecidos no exterior e admitiu que, se pudesse voltar ao passado, não tocaria tantas empresas ao mesmo tempo”. Embora tenha repetido o mantra do “1 bilhão de dólares em patrimônio negativo”, que as repórteres diligentemente anotaram, diferentemente da concorrência a dupla do Estadão tirou de Eike a informação de que o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, que colocou 2 bilhões de dólares na holding EBX, quando esta ainda respirava, é quem atualmente paga o “salário” do empresário em dificuldades. “Tenho acordo em que o Mubadala paga minha estrutura, para pagar minhas contas, e espero em cinco anos fazer acontecer a criação de valor [dos projetos] e voltar a ficar positivo”, disse o sempre otimista Eike, até para não perder a majestade. “Mas cumpri minhas obrigações e [é] isso que importa. Tenho orgulho de ter construído isso porque serve o Brasil.” Viva.

A Folha de S.Paulo foi mais econômica: mandou apenas uma repórter para conversar com a augusta fonte. Na edição em que publicou a reportagem, o jornal deu uma chamada na primeira página em três linhas, à esquerda, abaixo da dobra: “Para Eike, ‘voltar à classe média é um baque gigantesco’”. O destaque maior veio na página B3 do caderno Mercado: com direito a foto em cinco colunas (uma imagem de abril de 2012), o chapéu e o titulão “Entrevista / Eike Batista – Voltar à classe média é um baque gigantesco”, secundados da linha-fina “Empresário afirma que ainda deve US$ 1 bilhão, mas que suas empresas vão gerar valor e ajudá-lo a recuperar recursos” (ver aqui).

“Depois de mais um ano sem dar entrevistas, Eike, que parecia mais magro –porém sem sinais de abatimento e estava sorridente e amável, decidiu falar, 24 horas depois de a Justiça ter decretado o bloqueio de suas contas, nas quais havia R$ 117 milhões”, informou a repórter. “Como tenho dívida negociada com os credores no prazo de dez anos, estou trabalhando para que se crie mais valor e, se Deus quiser, em cinco ou dez anos, sobrará algo pra mim.” Façam suas apostas.

Fiel ao estilo Folha, uma pergunta direta a Eike: “O senhor tem medo de ser julgado e eventualmente preso?” Mas quem respondeu foi o advogado Sérgio Bermudes: “Isso foge do tema. Não há possibilidade de prisão no caso”. Registre-se que a repórter de Veja foi a que menos deu moleza para o entrevistado, sapecando-o de perguntas incômodas, mas necessárias, que provocaram mais de uma intervenção dos advogados (ver aqui).

Jantarzinho fofo

Não há informações sobre a ordem em ocorreram as entrevistas ao longo do dia. Também não se pôde determinar se os jornais e seus repórteres tinham ciência de que a fonte não estaria dando exclusividade para ninguém. A repórter de Veja, ao contrário dos seus colegas, informou sobre o combinado aos seus leitores. De toda forma, e a julgar pela perspicácia dos editores, é muito provável que todos soubessem do arranjo patrocinado pelo empresário e por seus advogados; caso contrário, teriam caído como patinhos em uma manobra de relações-públicas. Todos, especialmente os editores de Economia, sabem muito bem que o fenômeno da “profissionalização das fontes” é um dado de realidade, consolidado há pelo menos 40 anos. Faz parte do métier.

O que vale registrar é a aceitação da mesmice como parte do dia a dia da cobertura econômica, como se fosse a coisa mais natural do mundo – neste episódio a exceção, reitere-se, foi de Veja, que abriu o jogo. Com isso, outra vez os jornais demonstram que pouco se esforçam para se diferenciar uns dos outros e, assim, marcar pontos junto a seus leitores e obrigar a concorrência a buscar padrões mais elevados de qualidade jornalística. Se assim fosse, todos ganhariam: os veículos e o distinto público.

A operação de relações-públicas urdida no que sobrou do “Império X”, Eike Batista & advogados à frente, deu-se após o empresário ter virado réu na Justiça Federal como resultado de uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a utilização de informações privilegiadas no mercado de ações. A ação de RP perpetrada na semana passada deve ter servido bem à sua estratégia de defesa.

Atrair os principais jornais e a maior revista do país para ouvir o que o empresário teria a dizer não deve ter sido tarefa tão difícil para a sua assessoria. No início novembro de 2013, quando o estado de quebradeira de seu império já era conhecido, Eike Batista também conseguiu mobilizar o melhor da imprensa brasileira para registrar um jantar que ele e sua namorada ofereciam a amigos no Mr. Lam, restaurante de sua propriedade, um templo da melhor cozinha chinesa localizado na Lagoa, no Rio. Ali não houve entrevista – “Não é o momento de falar”, desculpou-se na ocasião –, mas deixou-se fotografar à vontade. A imprensa aceitou o jogo, registrou o convescote, publicou as imagens, escreveu textos anódinos e vida continuou. Na mesmice de sempre.

(Observatório da Imprensa)

A marca que fica e dói

Por Gisele Vitória em 23/09/2014 na edição 817

Como costumam lembrar os meus sacerdotes do jornalismo, a censura nasceu antes da imprensa no Brasil. O primeiro jornal do país, o mensário Correio Braziliense, de Hipólito da Costa, era impresso de Londres. Vetado pela Corte Portuguesa em 1809, tinha que ser contrabandeado por seus leitores brasileiros. Chegava escondido nos navios. Hipólito, que foi preso pela Inquisição e depois exilou-se na Inglaterra, é considerado o fundador da imprensa livre no Brasil e também o primeiro jornalista censurado.

Hoje, Hipólito da Costa é nome de uma rua na Tijuca, bairro da zona norte carioca, e muito pouco lembrado. Tive a chance de saber mais sobre esse brasileiro valente por causa de Alberto Dines. Em suas aulas no curso de pós-graduação em Jornalismo e Direção Editorial na ESPM, do qual fui aluna em 2011, Dines narrava a epopeia deste editor como alguém de alma indomável, um ancestral do jornalista multimídia. Mas também como um protagonista de uma relação ambígua com D. João VI, que o censurava por um lado e o financiava por outro. Os 175 números do Correio circularam até 1822. Um ano depois, Hipólito morreu, assim como o primeiro jornal brasileiro.

Esses primórdios talvez ajudem a explicar um pouco do velho hábito, da alma e especialmente do desejo de censura que ainda hoje assombra o país e continua ameaçar a liberdade de imprensa. O artigo “O desejo de censura“, de Eugênio Bucci, também professor do mesmo curso, elucida isso. Publicado em 2011, no caderno especial “Dois anos de mordaça” de O Estado de S.Paulo, o artigo recebeu o prêmio “Excelência Jornalística 2011” da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em agosto de 2012.

Escrito na época em que o Estadão era vítima da censura judicial no caso Fernando Sarney, o texto nos aplaca um sentimento sombrio. Alivia uma espécie de angústia que brota enquanto a mente tenta entender: como a censura judicial ainda pode acontecer no Brasil do século 21? “Esse gosto pela censura instaura um curto-circuito na teia de valores da cultura política de uma sociedade que se pretende democrática”, escreveu Bucci. “O apego ao veto como atalho para o conforto não faz sentido na democracia. Ele na verdade impede que a democracia produza sentidos.”

Direito constitucional

Na tarde de quarta-feira (17/9), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, cassou a liminar deferida por uma juíza de Fortaleza a pedido do governador do Ceará Cid Gomes, que suspendia a circulação da edição da revista IstoÉ na noite de sexta-feira (12/9). A reportagem de capa, assinada por Mario Simas Filho (diretor de redação deIstoÉ), Sergio Pardellas e Josie Jerônimo, relacionava o governador ao escândalo da Petrobras.

Dias antes do desfecho em defesa da liberdade, a sirene da indignação tocou alto. O alerta ecoou nas organizações internacionais e associações de imprensa. SIP, ABI, ANER E ANJ emitiram comunicados. O assunto foi notícia no Jornal Nacional. Diretores dos jornais O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo se solidarizaram e repudiaram o ato.

Com o fim da censura imposta pela juíza Maria Marleide Maciel Queiroz, da 3a Vara de Família de Fortaleza, a revista voltou a circular em todo o país. A matéria em sua versão eletrônica logo retornou ao ar. A liberdade de expressão saiu vitoriosa. Mas a marca da censura fica e dói.

Dói porque fere. Fere porque atinge e sangra o coração daquilo que um jornalista mais estima e que uma democracia prescinde: a liberdade de contar uma história e fazê-la chegar ao leitor. Não participei da reportagem que motivou o governador Cid Gomes a pedir o recolhimento de IstoÉ das bancas, ato determinado pela liminar da juíza Maria Marleide. No entanto, me senti igualmente censurada, assim como dezenas de jornalistas que, de alguma forma, participaram daquela edição retirada das bancas e da web. Sou colunista de IstoÉ, portanto minha coluna daquela semana também foi impedida pela Justiça de ser lida. No fundo, a principal vítima da censura judicial não é o jornalista nem o veículo de comunicação, mas a pessoa que está sendo privada de ler. O crime é contra a sociedade que não teve acesso àquela leitura.

A marca da censura deixa uma cicatriz feia. A marca fica e dói também porque a gente sabe que ela voltará a marcar. Sendo a censura judicial, é ainda mais dolorosa. Passamos a vida a achar, desde criança, que os juízes são justos. E, de repente, levamos um susto. A onda endêmica que já censurou judicialmente os jornais O Estado de S.Paulo, Zero Hora(RS), O Povo (CE) e A Tarde (BA) e agora IstoÉ precisa acabar. Mas no horizonte do oceano de onde vem esta onda, a gente não avista mansidão.

Decisões de certos juízes pela censura – como se o ato de mandar recolher uma revista não tivesse este nome – coincidem com o pensamento naturalmente censor ao qual nos esbarramos com alguma frequência. Seja por convicção ou por distração, o fato é que esse hábito censor tem raízes culturais por aqui. Já vi pessoas tomarem sustos e caírem em si, quando confrontadas. O pensamento censor entranhado na nossa cultura leva a um tipo de desconhecimento que nos constrange. Prefiro gastar tempo, num trabalho formiguinha, explicando, relacionando fatos, histórias, lembrando os horrores que o Brasil já viveu em 21 anos de ditadura e censura. Não porque precisemos justificar o que já é nosso papel e nosso direito constitucional. Mas porque mudar alguém, uma pessoa que seja, é um começo para mudar mentalidades. Mais do que mudanças na conduta dos juízes e da Justiça, são mentalidades enraizadas no país que precisam mudar. Enquanto isso não muda, a marca fica. E dói.

***

Gisele Vitória é jornalista, diretora de núcleo das revistas IstoÉ Gente, Menu e IstoÉ Platinum, publicadas pela Editora Três, e colunista da revista IstoÉ
(Observatório da Imprensa)

MARINA DERRETE E DILMA AVANÇA, APONTA PESQUISA CNT/MDA

247 – A presidente Dilma Rousseff (PT) abriu 8,6 pontos de vantagem sobre Marina Silva no primeiro turno das eleições, revela pesquisa do instituto MDA. A candidata à reeleição pelo PT tem 36% das intenções de voto, contra 27,4% da adversária do PSB. O candidato do PSDB, Aécio Neves, manteve a linha de crescimento, subindo mais 2,9 pontos, com 17,6% das intenções de voto. Luciana Genro (PSol) pontuou 0,7%, Pastor Everaldo (PSC) aparece com 0,4% e os outros candidatos com 0,7%.

A mostra foi divulgada na manhã desta terça-feira 23 em Brasília pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Em uma das simulações de segundo turno, Dilma teria 42% das intenções de voto, empatando tecnicamente com Marina, que teria 41%, mas diminuindo a distância entre as duas candidatas. Entre Dilma e Aécio, a candidata do PT seria reeleita com 45,5%, e Aécio registaria 36,5%, segundo a pesquisa. No cenário com Marina, ela aparece com 43,1% e Aécio com 32,9%.

No último levantamento CNT/MDA, divulgado há duas semanas, Dilma tinha 38,1% das intenções de voto (queda de 2,1 pontos), contra 33,5% de Marina (queda de 6,1 pontos) e 14,7% de Aécio Neves (que cresceu 2,9 pontos). Na simulação de segundo turno, Dilma e Marina estavam tecnicamente empatadas, mas com Marina quase três pontos à frente: 45,5% contra 42,7%.

Na pesquisa espontânea – quando os entrevistadores não apresentam placas com os nomes dos candidatos – Dilma subiu de 30,9% para 31,4%, enquanto Marina caiu de 25,8% para 23%. Aécio Neves mostrou um forte crescimento de 4,3 pontos percentuais, chegando a 14,4%. A maioria dos entrevistados (51,2%) acredita que a atual presidente será reeleita. Para 29,2%, Marina Silva vencerá e 7,7% consideram que Aécio Neves será eleito.

Para 37,4% dos entrevistados, o governo da presidente Dilma é ‘ótimo’ ou ‘bom’. Para 25,1%, a avaliação é negativa. Os resultados variaram pouco se comparado com a pesquisa anterior, quando a avaliação era positiva para 37,5% e negativa para 23% dos eleitores.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira foi realizada entre os dias 20 e 21, com 2.002 entrevistados de 137 municípios brasileiros. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos.

 

Passagem do Metrô de Fortaleza custará R$ 2,85 a partir de outubro

A passagem do Metrô de Fortaleza será de R$ 2,85 a partir de outubro deste ano, segundo o Metrofor. O metrô deixará de funcionar em fase teste (com passagens gratuitas) e começa a operar na fase comercial em outubro, mas ainda sem o dia definido.

O valor, segundo o Metrofor, foi estabelecido em R$ 2,85 por ser o mesmo valor do ônibus intermunicipal entre Maracanaú e Fortaleza, trecho do Metrô de Fortaleza. A partir de fase comercial, o número de trens circulando passará de seis para 25.

O tempo máximo de intervalo entre os trens será de 30 minutos. O Metrofor deverá divulgar nos próximos dias o intervalo exato.

(G1 Ceará)

Campeões de votos têm atuação apagada no Congresso

Campeões nas urnas na última eleição, os 30 deputados federais que tiveram mais votos em seus Estados em 2010 chegam em sua maioria ao fim do mandato com uma atuação pífia. Levantamento da área técnica da Câmara mostra que a maior parte desses parlamentares teve uma participação apática em tomadas de decisão e no debate dos principais temas do Congresso, no plenário e comissões.

A lista inclui o deputado mais votado de cada Estado, acrescida por três parlamentares que figuraram no ranking dos dez principais em número de votos no País, conforme dados do Tribunal de Superior Eleitoral (TSE). Apenas cinco dos 30 concentraram 59% dos discursos e apartes em tribuna. O quinteto foi responsável por 34,5% das matérias relatadas pelo grupo e por 25,7% dos projetos, emendas e requerimentos elaborados por eles.

Um dos critérios utilizado para a análise do desempenho dos deputados levou em conta o número de matérias relatadas pelos parlamentares. O papel do relator é orientar o voto dos colegas sobre temas que podem virar lei no País. Além disso, a relatoria pode ser usada para barganhar apoio a projetos individuais.

À frente do bloco PP-PROS, a terceira maior bancada da Câmara, o líder Eduardo da Fonte (PP-PE), o segundo mais votado em seu Estado, relatou apenas três projetos. O deputado argumenta, por meio de sua assessoria, que em 2011 e 2012 foi segundo vice-presidente da Câmara, o que o impedia de relatar projetos. Já em 2013, Fonte alega que foi presidente da Comissão de Minas e Energia e, por “tradição”, não é recomendável relatar. Em 2014, ele diz que assumiu a liderança partidária e, em razão disso, “acha melhor dividir” as relatorias entre seus correligionários.

Mais votado – Escolhido por 1,35 milhão de eleitores – Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, relatou oito projetos – entre eles, um que renomeava viaduto em Guaratinguetá (SP) e outro denominando Caçapava (SP) como “Capital Nacional do Antigomobilismo”, ou seja, a cidade da restauração e manutenção de veículos antigos. Entretanto, em quatro anos, Tiririca nunca defendeu uma ideia ou projeto em discurso na tribuna.

Atual líder nas pesquisas para o Senado no Distrito Federal, José Antônio Reguffe (PDT) empata em relatorias com Tiririca, que supera outros oito parlamentares – como os ex-líderes de bancada ACM Neto (DEM-BA) e Ana Arraes (PSB-PE). Ambos deixaram os mandatos mais cedo para assumir os cargos de prefeito de Salvador e de ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), respectivamente. No topo da lista está o deputado Esperidião Amin (PP-SC), com 79 projetos relatados.

Os 30 deputados analisados pelo Estado fizeram 3.787 manifestações na tribuna, entre discursos e apartes, e apresentaram 6.560 proposições – como projetos individuais e coletivos, emendas e requerimentos. Eles foram relatores de 457 projetos, medidas provisórias, entre outros.

O deputado Vinícius Gurgel (PR), o mais votado do Amapá em 2010, é o último da lista em número de proposições – apenas 32. Em penúltimo está Tiririca – com 42 proposições, sendo 30 projetos próprios relacionados ao circo. Nenhum aprovado.
Para a comparação, no lado oposto, com mais matérias apresentadas durante o mandato entre os 30 parlamentares da lista, a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) aparece com um total de 757 proposições.

(Portal Bem Paraná)

Saiba onde votar em trânsito no Ceará

Nestas eleições, o eleitor cearense que se cadastrou para o voto em trânsito poderá votar em 15 sessões eleitorais, 13 em Fortaleza e duas em Caucaia. A modalidade permite o voto somente para a Presidência da República para aqueles que estarão fora do próprio domicílio eleitoral. O prazo de cadastramento já terminou, e aqueles que o fizeram terão o direito de votar sem precisar transferir o título eleitoral.

É a primeira vez que o voto em trânsito estará disponível fora das capitais dos estados. Por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no pleito deste ano, ficaram habilitadas também cidades com mais de 200 mil habitantes. Ao todo, 84.418 eleitores foram cadastrados para votar em trânsito no 1º turno das eleições presidenciais, no dia 5 de outubro. O TSE recebeu outros 79.513 registros em caso de um eventual 2º turno do pleito.

Confira onde votar em Fortaleza e Caucaia:

Fortaleza:

Escola de Saúde Pública – NEPE. Av. Antônio Justa, 3261. Meireles

Colégio Ari de Sá. Av. Washington Soares, 3737. Edson Queiróz

Fórum Eleitoral de Fortaleza – Prédio Anexo. Av. Almirante Barroso, 641. Praia de Iracema

Colégio Master Bezerra de Menezes. Av. Bezerra de Menezes, 1802. São Gerardo

Faculdade Integrada da Grande Fortaleza. Av. Porto Velho, 401. João XXIII

Terminal Rodoviário de Antônio Bezerra. Rua Hipólito Pamplona, 45. Antônio Bezerra

Assembleia Legislativa. Av. Desembargador Moreira. Dionísio Torres.

Terminal Rodoviário Engenheiro João Tomé. Av. Borges de Melo. 1630. Fátima

EMEIF Aldemir Martins. Av. Francisco Sá, 7460. Barra do Ceará

Aeroporto Internacional Pinto Martins. Av. senador Carlos Jereissati. Dias Macedo

EEFM Dr Ubirajara Índio do Ceará – Uv 7. Rua 751 s/n 3° etapa. Conjunto Ceará

CEJA Professor Moreira Campos. Rua Júlio Braga, 101b. Parangaba

Colégio Teles. Av Juscelino Kubitscheck, 3653. Passaré

Caucaia:

Escola Helena de Aguiar Dias. Av. dos Coqueiros s/n. Cumbuco

E.E José Maria Pontes da Rocha. Rua 08 s/n. Tabapúa

(Blog Política, Diário do Nordeste)

Neca Setubal, herdeira do Itaú e aliada de Marina Silva tem fortuna de R$ 1 bilhão, diz Bloomberg

Marina Silva e a banqueira Neca Setúbal. Foto: Ayrton Vignoli/Estadão Conteúdo

Maria Alice Setubal, mais conhecida como Neca, é herdeira do banco Itaú e conselheira na campanha de Marina Silva à Presidência da República.

De acordo com dados da agência de notícias financeiras Bloomberg, ela teria uma fortuna de R$ 1 bilhão (US$ 428 milhões).

O valor é estimado com base em sua participação acionária na empresa Itausa (que controla o Itaú Unibanco Banco Múltiplo, Itautec, Duratex, Elekeiroz além de outros empreendimentos), e em dividendos.

A Bloomberg afirma que Neca não comentou quanto dinheiro possui, mas disse que doou uma parte considerável ao longo dos anos para os três filhos, para os sobrinhos e para as 16 instituições que apoia.

A agência afirma ainda que a participação da família Setubal no Itausa vale mais de R$ 7,7 bilhões (US$ 3,3 bilhões), de acordo com o índice de bilionários da Bloomberg.

Doações

Neca disse que doou R$ 1 milhão no ano passado para o Instituto Marina Silva, uma organização sem fins lucrativos. Além disso, ela doou R$ 200 mil para a campanha presidencial deste ano do PSB, e R$ 1,4 milhão para os candidatos a governadores, deputados federais e senadores do partido.

Em 2012, ela havia doado R$ 633.500 para a candidatura de Marina Silva e de dois candidatos do Partido Verde (pelo qual Marina se candidatou na época) ao Congresso. Os dados, segundo a Bloomberg, são do Tribunal Eleitoral brasileiro.

O Itaú contribuiu com R$ 2 milhões para cada um dos três principais candidatos à Presidência neste ano, de acordo com uma fonte.

Via R7

Hermes França x Chiquerim fazem luta principal do Triangle Fight Night; veja o card oficial do evento

Dois lutadores tem passagens pelo UFC. Foto: Divulgação e Bruno Balacó/O POVO

Vem aí, um choque de duas lendas do MMA cearense. Hermes França e Willamy Chiquerim ficarão frente a frente num combate de submission, que será a atração principal do Triangle Fight Night, evento de luta agarrada programado para o dia 5 dezembro, na casa de espetáculos Musique, em Fortaleza.

O duelo reúne dois luadores com currículos invejáveis e passagens pelo UFC. Apesar de ter apenas 27 anos, Chiquerim tem um carreira vitoriosa e já faturou duas vezes o cinturão mundial do Shooto. Faixa-preta de jiu-jitsu da academia Nova União, ele também ostenta na bagagem o vice-campeonato europeu de luta agarrada em sua categoria.

Hermes, veterano de 40 anos, é um grappler nato, fez carreira no UFC, onde chegou a disputar o cinturão dos pesos-leves e já foi campeão mundial de jiu-jitsu sem pano, além de detentor do cinturão do N.A.G.A, nos Estados Unidos.

O card do Triangle Fight Night, que contempla duelos de jiu-jitsu e submission, terá no total 9 lutas e foi revelado em primeira mão ao blog Clube da Luta do jornal O POVO.

O co-evento principal da noite reunirá duas grandes feras do jiu-jitsu cearense: Fredson Alves (que representa a equipe Ribeiro) e Marcos Túlio, líder da Brazilian Top Team Ceará. Outro duelo confirmado na arte-suave envolve Danilo Mota, atleta que compete em várias artes marciais pela academia Team Nogueira Fortaleza, contra Álvaro Fontes, faixa-preta da equipe SAS.

VÍDEO: ORGANIZADORES CONTAM OS DETALHES DE COMO SERÁ O TRIANGLE FN

O Triangle Fight Night também separou um duelo dois dos principais nomes da nova geração jiu-jitsu local: Marcelinho Marques x Marlus Salgado, primeiro cearense campeão mundial em Abu Dhabi.

Outras estrelas do evento são Maurílio Touro, Dênis Chokito, Tiago Goiabeira, Michael William e Fernando Moura, líder da equipe V8.

Confira o card oficial do Triangle Fight Night:

Hermes França x Willamy Chiquerim (submission)
Fredson Alves x Marcos Túlio (jiu-jitsu)
Danilo Mota x Álvaro Fontes (jiu-jitsu)
Maurílio Touro x Osmar Fonte (submission)
Tiago Goiabeira x Dênis Chokito (jiu-jitsu)
Michael William x Hamilton Caminha (submission)
Tiago Frota x Tiago Macaco (jiu-jitsu)
Falabella Netto x Fernando Moura (submission)
Marlus Salgado x Marcelinho Marques (jiu-jitsu)

(Clube da Luta, O Povo Online)

Licitação do Banco do Brasil para contratar escritórios é suspensa de novo

Por Marcos de Vasconcellos

A licitação pela qual o Banco do Brasil pretende contratar escritórios de advocacia terceirizados está novamente suspensa. Decisãoliminar desta quinta-feira (18/9) do desembargador Fermino Magnani Filho, da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, determina que a concorrência seja interrompida até que se julgue a ação que pede a republicação do edital. A nova decisão confirma o que quem acompanha a disputa já havia previsto: uma guerra de liminares.

Classificada como a maior licitação para serviços jurídicos já feita no Brasil, a concorrência já havia sido suspensa no dia 29 de agosto, após o banco ser acusado de dar pontuação extra a escritórios que não tinham cumprido o que era exigido no edital para ganhar tal bônus. No entanto, dias depois, a liminar foi derrubada, pois o Banco do Brasil já havia divulgado nova classificação dos escritórios, com a pontuação revista.

Agora, o concurso foi novamente paralisado depois de os escritórios Natividade e Gonçalves Sociedade de Advogados e Pereira Gionédis Advocacia, autores da ação, apontarem um equívoco na decisão que permitiu o andamento do certame. Segundo eles, o erro na pontuação decorreu de uma mudança nos termos do edital. Com isso, o banco estaria obrigado a republicar o edital, reabrindo o prazo para inscrição de interessados na concorrência.

Os advogados citam a Lei 8.666/1993 (Lei de Licitações), que, em seu artigo 21, parágrafo 4º, prevê: “Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto quando, inquestionavelmente, a alteração não afetar a formulação das propostas”.

“O fumus boni iuris está presente na aparente violação a dispositivo expresso da Lei de Licitações. Já o periculum in mora repousa na possibilidade do término do procedimento licitatório, com a consequente homologação e adjudicação do objeto a novo licitante”, afirma o desembargador Fermino Magnani Filho.

Reportagem da revista eletrônica Consultor Jurídico mostrou que o Banco do Brasil pretende mais do que dobrar seus gastos com advogados terceirizados a partir do ano que vem. De 2015 a 2019, serão destinados 193 milhões por ano para essa rubrica, contra R$ 71 milhões pagos até agosto deste ano e R$ 84 milhões em 2013. Não à toa, o volume atraiu 161 bancas, que se engalfinham na disputa por essa licitação.

A concorrência servirá para que o Banco do Brasil contrate escritórios para cuidar, de imediato, de mais de 230 mil processos nas áreas trabalhista, penal, administrativa, tributária e de recuperação de crédito. Essa é a demanda imediata, mas o número tende a aumentar, pois o banco tem mais de 1 milhão de processos na Justiça, sendo que os advogados internos cuidam apenas dos estratégicos, deixando os de massa e de menor complexidade para terceirizados. Pessoas ligadas à instituição afirmam que, devido às proporções que qualquer problema nessa licitação pode tomar, as denúncias têm preocupado funcionários e advogados da companhia.

A concorrência já virou até mesmo assunto de Polícia e do Tribunal de Contas da União. Mais de 30 recursos administrativos, seis representações no TCU e até uma representação criminal envolvem o caso, além do processo no TJ-SP, que teve nova liminar nesta quinta-feira.

O escritório Nelson Wilians e Advogados Associados é pivô de grande parte dos recursos contra a disputa. Na primeira divulgação de pontuação, o Nelson Wilians foi o primeiro colocado em 30 das 54 categorias e regiões licitadas. Já nos resultados divulgado pelo banco no mesmo dia em que foi concedida a primeira liminar que suspendia o certame, o escritório ficou em uma colocação pior do que tinha em 23 categorias e regiões licitadas (itens). Em dez desses casos, a banca era a primeira colocada.

A banca é acusada de simular a contratação de advogados para que estes constassem na lista de profissionais no momento da concorrência e aumentassem sua pontuação. A Polícia Civil de São Paulo, no entanto,concluiu que o escritório não forjou a contratação de advogados para alcançar maior pontuação na licitação. O delegado Jacques Alberto Ejzenbaum entendeu que os fatos apresentados na denúncia não condizem com a verdade e  determinou que fosse instaurado um novo inquérito policial (1268/2014), desta vez para apurar se os autores da denúncia contra o escritório cometeram o crime de denunciação caluniosa, previsto no artigo 339 do Código Penal.

Clique aqui para ler a liminar concedida nesta quinta-feira (18/9).