Por que não se come carne na Semana Santa? E a sexta-feira é santa?

Essa semana, resolvi escrever uma coluna que une liturgia e gastronomia. Vou falar da tradição cristã da Sexta-feira Santa. Afinal, pais e avós (de quem tem formação católica) ensinam que não deve-se comer carne vermelha nesta dia. Acredito que muitos se perguntam o porquê.

Fui buscar lá atrás, na história, a resposta. Mais especificamente na Idade Média, a partir do século V d.C., época em que o cristianismo começa a se fortalecer na Europa e a igreja se torna uma instituição de grande influência no poder. Tempos em que os sacrifícios em louvor a Deus eram comuns e uma das práticas mais habituais era jejuar em datas religiosas.

Na Quaresma e na Semana Santa, a igreja proibia o consumo de carne vermelha. Dizia que fazia alusão ao sangue derramado por Cristo para nos salvar dos pecados. Abstendo-nos desse alimento estaríamos nos unindo ao sacrifício e ao amor de Cristo.

Substituía-se, então, a carne por peixe. Este, aliás, foi o símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Ichthys, em grego, significa peixe e ao mesmo tempo são as iniciais da expressão “Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador”, usada nos primeiros tempos do cristianismo quando os fiéis eram perseguidos.

Os mais apreciados eram o salmão, a truta, o bacalhau, o esturjão e o arenque. Também se substituía a carne por queijo, frutas secas, ovos, e a gordura, por azeite.

Consumir peixe ou outro tipo de proteína no lugar da carne vermelha, hoje, não é problema por aqui. Temos inúmeras opções no mercado e muitas receitas em que o peixe é o protagonista – caso da tainha recheada, do litoral de Santa Catarina, o peixe azul marinho, do litoral Sudeste, a moqueca de peixe, seja ela capixaba ou baiana e, ainda, o cuscuz paulista. Isso sem falra nos peixes de rio, como pirarucu, servido grelhado, e filé de pintado, com purê de banana-da-terra. Selecionei algumas receitas que são a cara do Brasil. Ninguém nem vai sentir falta de bifes sangrentos estes dias.

(Portal IG)

 

 

A tradição Católica da sexta feira santa é considerada tão sagrada pela grande maioria dos cristãos brasileiros que falar mal desse dia pode parecer um sacrilégio, uma blasfêmia, algo totalmente anticristão. Mas ousamos dizer que o que é anticristã é essa sexta feira santa profana que inventaram.

Originalmente Deus ordenou que Israel comemorasse a Páscoa, que em hebraico significa PASSAGEM. A festa era a comemoração da passagem pelo mar vermelho e a fuga cheia de milagres do Egito. Com o Cristianismo, a Páscoa se tornou símbolo da morte e ressurreição de Cristo. Com o advento da tradição católica, a sexta feira santa se tornou símbolo da morte de Cristo: dia negro e de tristezas, onde seria proibido comer carne e participar de festas. E o domingo de páscoa, se tornou o dia da felicidade e da ressurreição.

Ensinamento comum nos lares católicos: Proibição de carne na sexta feira santa. Os mais devotos não comem por toda a quaresma: 40 dias entre o carnaval e a Páscoa.

Porém, Deus não deu apenas 1 feriado para Israel. Ele deu 7 dia santos ou feriados. Era pecado deixar de participar dessas festas:

1 – Páscoa (Lev. 23:4 e 5): Festa instituída quando o povo de Israel foi libertado da escravidão do Egito (Ex. 12). Um cordeiro era morto no dia quatorze do primeiro mês (Abib) do calendário hebraico.

2 – Pães Asmos (Lev. 23:6 a 8): No dia seguinte à Páscoa (15 de Abib) começava um período de sete dias onde o povo deveria comer pão sem fermento e oferecer oferta queimada ao Senhor. No verso sete o texto diz que no primeiro dia, ou seja, o dia seguinte a Páscoa, o povo não poderia trabalhar.

3- Primícias (Lev. 23:9 a 14): Acontecia no dia imediato à festa dos pães asmos (16 de Abib) e festejava o início da colheita.

4- Pentecostes ou Festa das Semanas (Lev. 23:15 a 22):  Essa festa comemorava o fim da colheita, uma espécie de segunda festa das primícias.

5 – Trombetas (Lev. 23:24 e 25): No primeiro dia do sétimo mês era tocada a trombeta para anunciar o primeiro dia do ano civil, ou ano novo.

6- Dia da Expiação (Lev. 23:26 a 32): Acontecia no décimo dia do sétimo mês. O Santuário era purificado das transgressões daqueles que um dia sacrificaram um cordeiro e tiveram seus pecados transferidos simbolicamente através do sangue do animal que era aspergido no tabernáculo.

7- Tabernáculos (Lev. 23:33 a 44): No décimo quinto dia acontecia a última festa do ano religioso, a Festa dos Tabernáculos. Os israelitas, em memória ao tempo em que eram errantes no deserto e viviam em tendas, deviam voltar a morar em barracas durante sete dias. Ao contrário da contrição da festa anterior, havia muito júbilo e alegria nesta ocasião. O juízo havia passado e o perdão dos pecados estava garantido. Era uma festa de colheita também (uvas e azeitonas, ver William L. Coleman, Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, 268 e 269), e havia um espírito de gratidão por tudo que o Senhor havia feito durante o ano.

Sabe o que isso significa? Se a Páscoa deve ser comemorada nos dias de hoje, as outras seis festas também devem ser observadas sob risco de incorrer em pecado!

O Grande problema disso tudo é que nenhuma igreja cristã observa as 6 demais festas, salvo um ou outro grupo bem restrito. Elas consideram que são festas que se cumpriram em si mesmas e não são aptas para os cristãos.  Do mesmo modo, não vemos a ordem de Jesus para observar as festas de Israel (nem mesmo a Páscoa). Jesus deu apenas 2 ordens e 1 observação específica:

1- A Ordem do Batismo – (Mateus 28:19) – Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

2- A Ordem da Ceia Sagrada: (I Corintios 11:25) -  Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, emmemóriade mim.

3- A Observação da sacralidade do Sábado numa perseguição: (Mateus 24:20) -  E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem nosábado;

Como podemos ver o Novo Testamento não fala da perpetuidade da Páscoa. A Igreja Católica também criou uma incoerência com a sexta feira santa: a proibição de comer carne. A páscoa judaica era justamente o contrário disso! Era a Festa que o cordeiro devia ser comido, sem guardar as sobras! Portanto é diabólico que essa igreja não permita comer carne na sexta feira santa (coisa que Deus não proibiu), mas não se importe que seus fiéis comam carne de porco (que Deus proibiu).

As Igrejas Evangélicas e até mesmo a Igreja Adventista ostentam o slogan de “semana santa” quando chega a Páscoa mais por uma razão mercadológica: “se una ao inimigo para conquistar mais fiéis”. E utilizam o periodo para orações, ensinamento do evangelho e batismos:

Exemplo de propaganda adventista

Apesar de alguns considerarem louvada essa idéia de semana santa, alguns grupos não acham a menor graça. Os judeus corretamente ensinam que a Páscoa é no pôr do sol do dia 14 do mês de ABIB. A Páscoa tem um dia FIXO no mês e cai em qualquer dia da semana: segunda, terça, quarta, etc. Eventualmente acaba coincidindo com o calendário católico e caindo na sexta feira, mas não é todo ano. As Testemunhas de Jeová não seguem o calendário católico. Nem os Ortodoxos. Vejamos a diferença de datas entre a Páscoa Católica e Ortodoxa:

Por qual razão os adventistas utilizam a Páscoa Católica para eventos e evangelismo? A resposta na verdade é apenas uma: a tradição dos anciãos. Aquela que Jesus condenou.

Outro ponto importante na Páscoa Católica, é que ela é feita para cair sempre no dia de domingo. Qual o problema com isso? O problema é que a igreja católica tornou todos os domingos dias santos. Mas Deus ensina na Bíblia que todos os sábados é que são santos. Transformar um domingo por ano na Páscoa, no dia da felicidade, foi um dos muitos golpes usados para rebaixar a guarda do sábado em definitivo.

Portanto, deixemos de olhar para a sexta feira católica como dia santíssimo: na Grécia, Rússia ou Ucrânia, países Ortodoxos, ela não tem significado nenhum. A Sexta feira sagrada para eles é outra. E seria bom que para que nós, nenhuma sexta fosse sagrada. Pois só há um mandamento referente a dias:

(Lucas 23:54) – E … começava o sábado.  E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.

Atualmente a sexta feira santa é usada para espetáculos teatrais da morte de Cristo.

Um dos pontos interessantes desses teatros é que não convertem ninguem. Seguidores de Iemanjá os assistem, praticantes da sodomia, praticantes do espiritismo, profanadores do sábado etc. E essas pessoas não deixam de ser nada disso no dia seguinte. Não abandonam o pecado. A teatralização da morte de Cristo é quase uma festa da CARNE. Quase um carnaval. Não produz mudança de vida (salvo raras exceções). Não traz o processo de conversão, exceto um sentimentalismo momentâneo.

A Páscoa se tornou a festa do chocolate

Em todo o ocidente é vendido um produto que espiritualmente nada tem haver com a história de Cristo. Ou Jesus verteu chocolate na cruz ao invés de sangue?

Aliais a semana santa das igrejas protestantes não servem em nada para evangelismo. “Porque eu sairia da minha igreja que também tem semana santa para ir na sua?”

 http://adventismoemfoco.wordpress.com/2012/04/02/a-sexta-feira-santa-e-santa-pode-comer-carne-na-sexta-feira-santa/

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Uma opinião sobre “Por que não se come carne na Semana Santa? E a sexta-feira é santa?”

  1. eu sempre seguir as tradiçoes da minha familia mas sempre desconfiado das industrias de chocolates na pascoa de vidos uma aliança com ha igreja catoliaca , so pode ser

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