Associação Peter Pan lança nesta 3ª feira a campanha McDia Feliz 2012

A Associação Peter Pan lançará nesta terça-feira, às 9 horas, em sua sede, a campanha McDia Feliz 2012. Vai apresentar todos os dados da campanha, que será realizada no dia 25 de agosto, último sábado do mês. O cantor Falcão participará do ato, ele que é o padrinho da entidade no McDia Feliz 2012.

As vendas antecipadas dos tickets, no valor de R$ 10,50, já iniciaram. O ticket pode ser trocado por um sanduíche Big Mac no McDia Feliz. Para adquirir tickets antecipadamente, os interessados podem entrar em contato com a APP pelo número (85) 4008.4109.

Toda a renda arrecadada (exceto abatimentos de impostos) será destinada à expansão do Centro Pediátrico do Câncer, hospital construído pela associação.

(BLOG DO ELIOMAR DE LIMA)

Fiscais do TRE-CE flagram 56 pinturas com propaganda irregular; sendo 32 de Roberto Cláudio

Da Assessoria de Imprensa o TRE do Ceará, este Blog recebeu o seguinte comunicado:

Neste último final de semana, os fiscais da Comissão da Propaganda Eleitoral em Fortaleza flagraram 56 pinturas nos muros com propaganda irregular (acima do limite de 4m²) de candidatos, em vários bairros da cidade. Os fiscais, usando motocicletas, percorreram os bairros de Messejana, Lagoa Redonda, Luciano Cavalcante, Serrinha, Colônia, Pirambu e Praia do Futuro, onde flagraram as irregularidades. A maior parte das pinturas é dos candidatos a prefeito, Roberto Cláudio (PSB), com 32 autuações, e a vereador, Leonelzinho (PT do B), com 13. Os candidatos a vereador, Professor Reinaldo (PMN) e José Freire (PTN) aparecem com três e duas autuações, respectivamente. Com uma pintura irregular, foram flagrados ainda o candidato a prefeito, Elmano de Freitas (PT) e os candidatos a vereador, Antônio Helder Couto (PSB), Roberto Rios (PSB), Leda Moreira (PSL), Audisio Oliveira (PTN) e Wellington Saboia (PSC). Em todos os casos, os candidatos foram autuados e têm até 48 horas para retirar a propaganda. Caso contrário, serão multados.

A Comissão da Propaganda Eleitoral em Fortaleza, através dos seus fiscais, continuará percorrendo os bairros da cidade, por iniciativa própria. Mas também recebe as denúncias dos cidadãos pelo telefone 3219-1074 e pelo e-mail denuncie2012@tre-ce.gov.br.

Caso Roberto Cláudio

O juiz coordenador da Propaganda Eleitoral, Sérgio Luiz Arruda Parente, da 2ª Zona Eleitoral, em Fortaleza, informou ainda que, em relação ao processo administrativo contra o candidato Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra (PSB), que na semana passada teria usado a tribuna da Assembléia Legislativa para propaganda indevida, o juízo eleitoral adotou as seguintes providências:

“Recomendo ao candidato em epígrafe e a sua coligação a se absterem de fazer pronunciamentos com teor de propaganda eleitoral no rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito que se iniciará somente em 21 de agosto. Recomendo, ainda, à TV Assembléia e à Rádio FM Assembléia não veicular em sua programação ou noticiário matérias, que de qualquer forma, deem tratamento privilegiado a candidato, partido político ou coligação, na forma do art. 27, inciso I da Res.-TSE nº 23.370/2011.”

Assim como, determinou “à TV Assembléia e à Rádio FM Assembléia que não reapresente a totalidade ou qualquer trecho da octagésima primeira sessão ordinária – primeiro expediente – segunda sessão legislativa da vigésima oitava legislatura, ocorrida em 10/07/2012, mesmo que em seu sítio eletrônico, bem como, determino ao deputado Roberto Cláudio, candidato a prefeito, e sua Coligação “Para Renovar Fortaleza” em não se utilizar da referida transmissão, seja integral ou parcialmente na campanha política” . Ao final, o juiz determinou a remessa do expediente ao membro do Ministério Público Eleitoral.

Fazem parte da Comissão da Propaganda Eleitoral em Fortaleza, o juiz coordenador, Sérgio Luiz Arruda Parente, da 2ª zona eleitoral, e as juízas da 82ª ZE e da 117ª ZE, Maria do Livramento Alves Magalhães e Maria das Graças Almeida Quental, além dos promotores das três zonas eleitorais, Pedro Casimiro Campos de Oliveira, Valeska Nedehes do Vale e Sônia Maria Medeiros Bandeira. A Comissão conta ainda com o apoio de 28 servidores dos cartórios eleitorais da capital.

(BLOG DO ELIOMAR DE LIMA)

Jesusbook: Evangélicos criam rede social própria para arrecadar dízimo

A rede social Fé em Jesus (carinhosamente apelidada de JesusBook), só para evangélicos, vai arrecadar dízimo para as igrejas, além de vender bíblias e CDs.

Apelidada de Jesusbook, a rede será lançada amanhã, 14/07, dia em São Paulo da Marcha para Jesus, no endereçowww.feemjesus.com.br.

O seu proprietário é o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele informou ter a expectativa de que a rede obtenha pelo menos 3 milhões de adesões. “Seremos a maior audiência evangélica do país”.

O gasto anual de manutenção da rede está orçado em R$ 2 milhões. Inicialmente, o Jesusbook conta com dois patrocinadores (ainda não revelados), mas Cunha afirmou que o grosso da receita tende a vir da venda de publicidade.

A rede diz ser “uma iniciativa de um grupo de cristãos queacredita na transformação do Brasil”. Cunha informou ter convidado lideranças evangélicas de várias denominações para integrar um conselho editorial.

A seção de notícias da rede já está no ar e alguns de seus destaques são “Kit gay disfarçado entra nas escolas com o apoio do governo”, “OAB garante em parecer o direito de psicóloga de expressar sua fé em Cristo” e “Novo Código Penal traz mudanças polêmicas, como ampliação do aborto legal”.

O deputado Eduardo Cunha responde a dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). O 2984/2010 apura uso de documentação falsa e o 3056 se refere a crimes contra a ordem tributária.

No Tribunal Regional da Primeira Região ele é réu no processo 0031294-51.2004.4.01.3400. Trata-se de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ele é alvo do processo 0026321-60.2006.8.19.0001, que trata de improbidade administrativa.

No Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro ele responde ao processo 59664.2011.619.0000, que se refere à captação ilícita de sufrágio. No mesmo tribunal ele é réu no processo 9488.2010.619.0153 sob a acusação de abuso de poder econômico em campanha eleitoral.

No Tribunal Superior Eleitoral, ele também responde por captação ilícita de sufrágio, no processo 707/2007.

Cunha é fiel da Igreja Sara Nossa Terra e autor do polêmico projeto de lei 7382/2010, elaborado com o propósito de proteger os heterossexuais contra discriminação.

Paulopes

Polícia abre inquérito sobre o caso Naoum

REVELAÇÃO ESTÁ NA CARTA CAPITAL DESTE FIM DE SEMANA; INVESTIGAÇÃO VAI APURAR COMO SE DEU O ROUBO, NO HOTEL NAOUM, DE IMAGENS QUE ESTAMPARAM CAPA DA REVISTA VEJA, EM AGOSTO DO ANO PASSADO, SOBRE A INFLUÊNCIA DE JOSÉ DIRCEU NO GOVERNO FEDERAL; CACHOEIRA TRATA POLICARPO JÚNIOR COMO “CANETA”

16 de Julho de 2012 às 08:37

247 – Um novo inquérito, aberto pela Polícia Civil do Distrito Federal na quarta-feira 11, deverá lançar luzes sobre a parceria editorial entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. A investigação visa apurar como se deu o roubo de imagens das câmeras internas do Hotel Naoum, em Brasília, que estamparam a reportagem “O Poderoso Chefão”, sobre a influência de José Dirceu no governo federal, publicada em agosto do ano passado.

A reportagem, que revelava apenas que Dirceu mantinha contatos com quadros do PT, como José Sergio Gabrielli e Fernando Pimentel, se transformou em escândalo menos pelo seu conteúdo – e mais pela forma de atuação de Veja. O repórter Gustavo Ribeiro, da revista, tentou invadir o quarto do ex-ministro da Casa Civil, mas foi impedido pela camareira do hotel. Dirceu pediu uma investigação sobre invasão de domicílio, mas ela foi arquivada diante do fato de que Ribeiro não teve êxito em sua tentativa.

Agora, um novo grampo da Operação Monte Carlo, obtido por Carta Capital, mostra uma conversa entre o araponga Jairo Martins, fonte habitual de Policarpo Júnior, e o bicheiro Carlos Cachoeira. Na conversa, ambos tratam da obtenção das imagens do circuito interno do Hotel Naoum. Jairo vinha tratando disso com funcionários do hotel, mas Cachoeira pedia que o crédito fosse dado a ele. “É, mas pro caneta você tem que falar que fui eu, viu?” Caneta era o apelido de Policarpo Júnior.

Em outras conversas captadas pela PF, já havia ficado claro que Cachoeira esteve por trás da denúncia. Com Demóstenes Torres, ele falou sobre o assunto dias antes, como se a capa de Veja fosse capaz de incendiar a República. No fim, acabou sendo um tiro no pé, que agora poderá ser esclarecido pela Polícia do Distrito Federal.

Leia, abaixo, post no blog de José Dirceu sobre o caso:

A importância de se investigar os fatos do Hotel Naoum

Não pode haver ninguém, nem nenhuma atividade que se desenvolva em nosso país, que esteja acima da lei. Este preceito simples e básico da democracia corria o risco de ser deixado de lado no caso da invasão da minha privacidade por um repórter da revista VEJA, quando eu mantinha meu escritório político no Hotel Noum, em Brasília.

Vocês devem se lembrar, já tratei da questão inúmeras vezes aqui no blog. Segundo noticia corretamente a Carta Capital que está hoje nas bancas, em reportagem de Leandro Fortes, na quarta-feira desta semana (11) foi instaurado um inquérito policial na 5ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal para investigar o roubo de imagens feitas por câmeras de segurança de parlamentares e autoridades nos corredores do Hotel Naoum.

Coisas estranhas e inexplicáveis aconteceram com o processo por invasão de privacidade que corria em Brasília contra o repórter da Veja. O delegado Edson Medina de Oliveira, que presidiu o inquérito e indiciou o repórter Gustavo Ribeiro, recomendando ainda ao Ministério Público Distrital que seguisse com o processo na Justiça, foi intempestivamente e sem qualquer explicação afastado da 5ª DP. Em 19 de dezembro do ano passado, o promotor Bruno Osmar Freitas pediu o arquivamento do caso “com base em um argumento confuso”, escreve Fortes.

Pouco mais de um mês depois, em 24 de janeiro de 2012, o juiz Raimundo Silvino da Costa Neto acatou o pedido do promoter e o caso foi encerrado. Assim, não teria havido o crime de invasão de privacidade porque o repórter, denunciado por uma camareira do hotel, acabou fugindo pela escada do hotel, antes de ser pego pelos seguranças, colocados em seu encalço pelo gerente Rogério Tonatto. Estranho argumento.

Roubo das imagens

Agora, o novo inquérito trata de outra coisa: o roubo das imagens das pessoas entrando e saindo do meu escritório no Hotel Naoum. Segundo áudios da Operação Monte Carlo citados por Leandro Fortes, houve negociações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, arapongas que prestavam serviço a ele e o diretor da Veja em Brasília, Policarpo Júnior, para que as imagens captadas pelas câmaras do sistema de segurança do Hotel pudessem ser utilizadas pela reportagem que a revista publicou sobre minhas atividades na semana seguinte à tentativa de invasão do meu escritório.

Há vários lances na história que merecem ser conhecidos e para isso recomendo a leitura da reportagem “A tramoia do Naoum”, na Carta Capital desta semana. O que é importante ressaltar é a dificuldade para se levar ao devido termo um processo contra a revista em questão e um de seus repórteres, mesmo que o inquérito tenha sido feito e que os fatos tenham sido devidamente documentados, ficando evidente a tentativa da realização do crime, com autoria conhecida e tudo. Espero que este novo inquérito vá até o fim, revelando outro aspecto das atividades criminosas da revista e resultando na punição dos envolvidos, pois é evidente que houve o crime pois as imagens efetivamente foram publicadas pela revista.

E que o inquérito lance luz sobre o funcionamento da “teia de relações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e a revista Veja”, como escreve Leandro no início da reportagem.

 (brasil 247)

Globo tentou ligar Lula e Agnelo a Cachoeira

ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DE ANDRESSA MENDONÇA AO FANTÁSTICO FOI GRAVADA POR UM CELULAR; NAS PERGUNTAS, REPÓRTER DA GLOBO INSISTIU PARA QUE A ESPOSA DE CARLOS CACHOEIRA CONECTASSE O EX-PRESIDENTE E O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL AO ESCÂNDALO; ELA NEGOU E OS TRECHOS NÃO FORAM AO AR; PAI DO BICHEIRO (À DIR.) ASSISTIU; VEJA OS VÍDEOS

16 de Julho de 2012

Goiás247 – No encontro com Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, o Programa Fantástico, da Rede Globo, insistiu na tentativa de associar petistas com o esquema do contraventor. Uma pequena parte da conversa com a jornalista Sônia Bridi foi ao ar na revista dominical da Globo, dia 1º de julho. O Brasil247 teve acesso com exclusividade à íntegra da entrevista, gravada de um iPhone.

Eis alguns links:

 
 
 
 

Num dos trechos, a mulher de Cachoeira é questionada sobre o suposto pagamento de uma aeronave para o que médium João de Deus, que realiza cirurgias espirituais em Abadiânia (município goiano bem no meio do caminho entre Goiânia e Brasília), visitasse Lula em São Paulo. À época o ex-presidente realizava seu tratamento contra o câncer na Laringe no hospital Sírio Libanês.

Veja o trecho:

Fantástico – Quando o médium João de Deus… Você conhece João de Deus?

Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.

Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?

Andressa – Não sei te responder.

Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?

Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.

Em outro trecho, Andressa é questionada sobre uma suposta viagem dela, de Cachoeira e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, aos Estados Unidos. Ela nega, mas a repórter insiste:

Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?

Andressa – Desculpa, com quem? 

Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.

Andressa – Nos Estados Unidos?

Fantástico – É.

Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.

Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?

Andressa – Não, não nos encontramos.

Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?

Andressa – Não, nunca vi.

Fantástico – Nunca teve um contato…

Andressa – Nunca.

Acompanhe abaixo a entrevista (sem cortes):

Fantástico – Andressa, como você se preparou para essa entrevista?

Andressa Mendonça – Eu me preparei com muita oração, com muita fé em Deus, como eu faço todos os dias, e com a cabeça tranquila.

Fantástico – Você conversou com os seus advogados?

Andressa – Conversei com os meus advogados.

Fantástico – Eles te orientaram sobre o que me dizer e o que não me dizer?

Andressa – Não muito sobre o que dizer e o que não dizer. Acho que a gente tem que falar com o coração, né? O que é para passar um pouco do que está acontecendo na minha vida neste momento.

Fantástico – A gente está conversando com você já tem oito semanas para fazer essa entrevista. Por que agora você aceitou?

Andressa – Eu aceitei porque tivemos uma derrota difícil no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e me senti, assim, injustiçada. Acho que o caso do Carlos já está se tornando um absurdo mesmo e ele não tem direito a nada, tudo para ele é negado, é muito difícil. Sinto muito que ele tá sendo perseguido, acho discriminatório. Sabe, acho que ele é um bode expiatório. Então…

Fantástico – Bode expiatório de quem?

Andressa – Não sei. Eu considero o meu marido um preso político, né? Eu, Andressa, considero o Carlos um preso político depois da ditadura e…

Fantástico – Mas as acusações contra ele são contravenção, lavagem de dinheiro. São várias acusações relacionadas a crime, a formação de quadrilha. Ele está sendo investigado por contrabando, relacionado às máquinas caça-níqueis…

Andressa – São acusações…

Fantástico – Mas como é que isso o transforma em preso político?

Andressa – Acusações. Meu marido é inocente, ele pode responder em liberdade, não cometeu crime hediondo, ele não matou ninguém, não fez tráfico de armas, de drogas, não existe prostituição no processo. Considero ele um preso político porque na CPI do Cachoeira, onde leva o nome dele, ficou muito clara a briga do PT com o PSDB, um parlamentar querendo aparecer mais que o outro e, infelizmente, a gente tem que passar por isso, né?

Fantástico – Ele se considera inocente das acusações que são feitas contra ele?

Andressa – Ele se considera inocente e com o direito de responder em liberdade, das acusações. Ele tem o direito de provar que é inocente e responder em liberdade.

Fantástico – Com que frequência você visita ele na prisão?

Andressa – Eu visito uma vez por semana e agora de 15 em 15 dias, agora que ele tá no presídio estadual.

Fantástico – Por que ele foi para um presídio estadual?

Andressa – Porque ele tem um segundo decreto de prisão contra ele, um decreto estadual. Uma vez que ele ganhou liberdade na Operação Monte Carlo pelo desembargador Tourino Neto e o ministro rapidamente se apressou em cassar, várias pessoas da Operação Monte Carlo ganharam liberdade. Mas só a do Carlos foi cassada. Então por que me pergunto e pergunto para o País, por que só a dele? É,  no mínimo, discriminatório para mim.

Fantástico – Como é que você encontra com ele na prisão? Como é que são os encontros de vocês?

Andressa – É tenso, né? Ter um marido preso é uma coisa muito complicada. É a pior experiência da minha vida. Você ver a pessoa que você ama sendo privada de liberdade. Eu, como assistente social, procurei até a Secretaria de Direitos Humanos porque a porção de comida não tava dando pra ele, ele sentia fome durante o dia. Então a gente nunca imagina que vai passar por uma experiência dessa.

Fantástico – Você tem permissão para levar comida na cadeira para ele?

Andressa – Um quilo de cream cracker por semana e 10 frutas. Então, a porção de comida é muito pequena, ele passa também muita necessidade de comida. Sem falar das outras coisas, né? Então..

Fantástico – Ele desabafa com você?

Andressa – Desabafa…

Fantástico – Como é o ânimo dele?

Andressa – Ele anda deprimido, tá tomando vários medicamentos agora, tá sendo consultado uma vez por semana por um psiquiatra. Não tá bem psicologicamente…

Fantástico – Ele está revoltado com as pessoas que ele considera, se sentiu abandonado pelas amizades dele, pelas pessoas do relacionamento dele?

Andressa – Não nesse sentido. Ele tá revoltado no sentido de se considerar um preso político após a ditadura. A gente vê a presidente, brilhantemente, criando lá a Comissão da Verdade pra combater, vem combatendo com tanta veemência, enfrentando os crimes cometidos na ditadura, e queria mesmo fazer esse clamor pra ela, pra ela olhar para o nosso caso.

Fantástico – Eu queria que você me explicasse de novo como é que você chega a essa conclusão de um preso político. Ele é acusado de corrupção ativa e passiva, de corromper políticos e funcionários do governo, falsidade ideológica, contrabando, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Como é que uma pessoa acusada desses crimes se torna um preso político?

Andressa – Bom, se ele não fosse um preso político, não teria se criado uma CPMI com o nome dele. Então, aí a gente já pode notar que o caso dele é puramente político.

Fantástico – Mas a CPI é para investigar a relação dele com os políticos ou políticos que ele influenciasse.

Andressa – Eu acredito que a mídia criou um monstro. O monstro Carlinhos Cachoeira. Meu marido não é um monstro. Meu marido é um homem de bem. Ele precisa ter liberdade para ter os direitos garantidos para poder provar isso, junto à sua defesa, que ele é um homem de bem. Ele tem o direito de provar isso. Ele tem acusações sobre ele, mas ele é um homem de bem. Isso eu posso garantir.

Fantástico – Durante o tempo que você se relaciona com ele, você teve conhecimento das atividades dele? Jogos, caça-níqueis, e tudo o mais?

Andressa – Não tive conhecimento. A imprensa chama o Carlos de bicheiro, meu marido não é bicheiro. Bicheiro em Goiás tem outros nomes. Tem mais de 20 mil máquinas de apostas eletrônicas no jogo do bicho. E eles têm outros nomes. A polícia não está nem um pouco preocupada em investigar. E o Carlos que eu conheço é empresário, faz consultorias para empresas, trabalhou durante anos, aproximadamente 10 anos com a Loteria do Estado de Goiás. Trabalhou no ramo de medicamentos.

Fantástico – No ano passado, o Fantástico fez uma reportagem que mostrava o envolvimento dele com a importação de máquinas caça-níqueis. Você tem conhecimento disso?

Andressa – Não tive conhecimento.

Fantástico – Porque ele foi até a CPI e escolheu ficar calado? Ele vai depor, provavelmente, na semana que vem. Ele disse como vai ser o comportamento dele no depoimento?

Andressa – Não. Ele disse pra mim que tem muito o que falar, que ele quer contribuir e pediu para eu falar para o Brasil que ele tem o que dizer, inclusive para a sua própria defesa.

Fantástico – Esse ‘tem o que dizer’ envolve os políticos que são acusados de terem um relacionamento com ele, de terem recebido dinheiro dele ou de terem recebido dinheiro em troca de favores?

Andressa – Talvez, talvez sim.

Fantástico – Você acha que não há que falar?

Andressa – Não sei se existe alguma coisa para ser falada ou se não existe. Isso é uma coisa que eu realmente não sei. Mas ele acredita que ele pode contribuir, quer falar. Enfim, ele quer dar uma entrevista, quer falar com a imprensa.

Fantástico – Você recebeu um convite para posar numa revista masculina. Você aceitou?

Andressa – Não. Eu recebi o convite.

Fantástico – Como é que você vê essa notoriedade toda em torno de você numa situação, para a maioria das mulheres, é muito constrangedora ter o marido preso?

Andressa – Para mim também é muito constrangedor. Mas eu sou uma mulher de muita fé, uma mulher segura daquilo que eu quero e daquilo que eu acredito. Então, pra mim não tem limites. A minha luta com o Carlos não tem limites. Eu não consigo mensurar para você o tamanho da minha luta. Ele, junto com os meus filhos, é a prioridade na minha vida, e vai ser sempre.

Fantástico – Como é o seu padrão de consumo? Como é que você, o que você gosta de comprar, o que você gosta de gastar o seu dinheiro?

Andressa – Eu gosto de comprar coisas que mulherzinha gosta, nada de especial. Sou uma pessoa simples, tenho o dia a dia agitado com os meus filhos, levo no colégio, natação. Então, uma vida normal.

Fantástico – Você é muito gastadeira?

Andressa – Não muito.

Fantástico – A polícia diz que tem uma gravação do Carlinhos discutindo com um administrador dele, uma conta de cartão de crédito sua de mais de R$ 60 mil. Ou US$ 60 mil. Eles não dizem que moeda é, sobre os gastos feitos em Miami. Isso ocorreu?

Andressa – Pode ter acontecido sim. Eu estava comprando roupas de cama, algumas coisas para casa. Pode ter acontecido sim.

Fantástico – Você, neste mesmo mês, ele teria tido um gasto no cartão de crédito de R$ 500 mil. Os negócios dele produzem esse dinheiro suficiente para esse nível de gasto?

Andressa – Eu não sei tanto sobre os negócios dele nem… Eu tava morando com ele há pouquíssimo tempo. Então, é uma coisa que eu não sei te responder.

Fantástico – Essa casa na qual ele foi preso. É uma casa que está envolvida em muita polêmica. Como é que vocês foram morar nesta casa?

Andressa – Na verdade, um amigo emprestou para mim. Eu estava me separando e precisava de uma casa meio a toque de caixa, com urgência, assim. E eu fiquei nessa casa..

Fantástico – E esse amigo disse de quem era a casa?

Andressa – E eu fui ficando, fui ficando… Disse que era de um empresário. De um empresário amigo dele. Fiquei…

Fantástico – E você pode dizer o nome desses amigos?

Andressa – Eu prefiro não. Já foi dito. Eles já foram depor na CPI. Então acho que já está bem esclarecido esse assunto.

Fantástico – Havia um projeto do Carlos de vocês morarem em Goiânia no Edifício Excalibur?

Andressa – Ele comentou, uma vez, de relance comigo, mas eu até morava em um bairro próximo, gosto do setor. Mas não concordei com a ideia.

Fantástico – Por que?

Andressa – Acho que não ficaria à vontade. Gosto de ficar onde me sinto à vontade.

Fantástico – Foi aí que surgiu essa casa?

Andressa – Não. Essa casa surgiu exatamente como eu estou te falando. De uma necessidade minha, mesmo.

Fantástico – Era uma casa para vocês ficarem morando durante quanto tempo?

Andressa – Uma casa provisória, para a gente ficar três meses, no máximo, para eu ficar dois meses, no máximo. E ele foi ficar lá comigo, depois.

Fantástico – Foi pra essa casa que você fez as compras nos Estados Unidos?

Andressa – Foi.

Fantástico – O decorador que falou à CPI também disse que vocês gastaram R$ 550 mil em móveis para esta casa. São R$ 550 mil para morar em uma casa provisoriamente?

Andressa – Eu não sei o valor exato que nós gastamos. Mas gastamos um dinheiro. Mobiliei a casa e obviamente levei a mobília comigo na mudança.

Fantástico – Você já saiu da casa?

Andressa – Já saí da casa.

Fantástico – Por que você escolheu dar a entrevista aqui na casa do pai do Carlos em vez de dar entrevista na sua própria casa?

Andressa – Porque eu fico muito aqui. Aqui é como se fosse a minha casa. A minha segunda casa é aqui. Então, como a família dele é também a minha família, eu passo a maior parte do tempo aqui. Então aqui é o lugar que eu me sinto a vontade.

Fantástico – Durante este tempo em que vocês ficaram juntos, vocês tinham um vida social bastante movimentada. Vocês viajavam. Nestas viagens você se encontravam, saíam para jantar, faziam programas com o governador Marconi Perillo?

Andressa – Não, com o Marconi não.

Fantástico – Você nunca encontrou com ele?

Andressa – Nunca. Encontrei o Marconi várias vezes, fez campanha para governador com o meu ex-marido, que é primeiro suplente do Demóstenes, e encontrei com o Marconi ‘n’ vezes durante a campanha eleitoral dele. Mas junto com o Carlos não.

Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?

Andressa – Desculpa, com?

Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.

Andressa – Nos Estados Unidos?

Fantástico – É.

Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.

Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?

Andressa – Não, não nos encontramos.

Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?

Andressa – Não, nunca vi.

Fantástico – Nunca teve um contato…

Andressa – Nunca.

Fantástico – E com o Fernando Cavendish?

Andressa – O Fernando teve algumas vezes aqui em Goiânia, mas eu nunca o encontrei. O Carlos provavelmente deve ter encontrado, mas eu nunca encontrei.

Fantástico – Qual é o relacionamento deles, dele com a Delta?

Andressa – Eu acredito que o Carlos era uma espécie de consultor da empresa. Não só da Delta, mas de algumas outras empresas em Goiás.

Fantástico – Mas ele é consultor muito próximo, ele tinha um relacionamento muito próximo com o Cláudio Abreu, por exemplo?

Andressa – Um relacionamento, acho, de amizade com o diretor da empresa.

Fantástico – Isso envolvia troca de favores? Avião emprestado?

Andressa – Talvez sim.

Fantástico – E ele dizia qual era a natureza dessa consultoria que ele prestava?

Andressa – Não. Para mim não dizia.

Fantástico – Quando o seu ex-marido foi vice do senador Demóstenes, quando ele foi indicado a suplente, o Carlos tinha contato com senadores, ele teve algum papel na indicação do seu ex-marido como suplente?

Andressa – Eles eram muito amigos. Eram próximos. Eram amigos. Falavam muito sobre política. Provavelmente, sim. Devem ter falado bastante sobre esse assunto sim.

Fantástico – Algumas gravações que apareceram na imprensa foram feitas pelo próprio Carlos. Depois divulgadas. Ele costumava gravar muito as conversas que ele tinha, filmar?

Andressa – Eu não sei te responder isso. Eu nunca vi e não participei disso. Não sei te responder.

Fantástico – A vida cotidiana de vocês, alguma vez ele filmou?

Andressa – Absolutamente. Não.

Fantástico – A polícia diz que o espião que trabalhava para ele fazia escutas telefônicas, grampeava, você alguma vez foi grampeada?

Andressa – Devo ter sido grampeada pela polícia. Provavelmente.

Fantástico – Qual seria o objetivo da Polícia em grampear o seu telefone?

Andressa – Não sei. Talvez interceptar alguma conversa minha com o Carlos, já que ele foi grampeado durante muito tempo.

Fantástico – O fato dele ter essas gravações, algumas já são conhecidas, públicas, foram feitas por ele, o que você acha que motivava ele a fazer isso?

Andressa – Talvez mostrar a verdade para as pessoas, para o País?

Fantástico – A verdade do que?

Andressa – Não sei. Quem cobra propina, quem achaca empresários, talvez.

Fantástico – A polícia diz que essas gravações estavam sendo usadas para chantagear políticos e funcionários do governo para que fizessem o que ele queria…

Andressa – Meu marido não é chantagista. Ele é um homem bom.

Fantástico – Você já teve oportunidade de fazer uma visita íntima na prisão?

Andressa – Não.

Fantástico – Isso foi agendado, foi solicitado?

Andressa – Não, ainda não.

Fantástico – Vocês ainda se veem através do vidro?

Andressa – Agora neste novo presídio vamos ter visita social. Na federal acontecia visita social, entre aspas, pelo vidro. Ao meu ver, não é uma visita social.

Fantástico – Essa visita agora, então, vai permitir um contato físico?

Andressa – Contato físico.

Fantástico – Mas não visita íntima?

Andressa – Também.

Fantástico – Quando a Comissão de Ética do Senado recomendou a cassação do senador Demóstenes, qual foi a reação do Carlos?

Andressa – O Carlos estava muito debilitado em Mossoró, estava doente, perdeu quase 20 quilos, e acho que não estava nem em condições de avaliar a situação do Demóstenes.

Fantástico – Eles eram próximos? Ele e o Demóstenes?

Andressa – Eles eram amigos. Amigos sim.

Fantástico – O seu relacionamento com ele é de muito antes de vocês irem morar juntos?

Andressa – Não.

Fantástico – Vocês estavam planejando se casar quando ele foi preso. Alguma coisa mudou nos planos?

Andressa – Não, vamos nos casar.

Fantástico – E se ele não for solto?

Andressa – Vamos nos casar.

Fantástico – Você vai se casar mesmo com ele preso?

Andressa – Mesmo com ele preso.

Fantástico – Você vai (não entendi)?

Andressa – Não. Mas ele vai ser solto. Quero poder acreditar na justiça desse país. Quero acreditar que não tem mandatário, político mandando na nossa justiça.

Fantástico – Você sabe qual é o paradeiro de Giovani Pereira da Silva?

Andressa – Não.

Fantástico – O que aconteceu com ele?

Andressa – Está foragido.

Fantástico – Por que ele continua foragido, já que ele é um funcionário do Carlos?

Andressa – Não consigo te responder isso. A defesa dele vai poder falar.

Fantástico – O governador do Estado do Rio de Janeiro também tem sido citado nessas investigações. Em algum momento vocês encontraram Sérgio Cabral?

Andressa – Não. Nunca o vi.

Fantástico – No momento em que houve um acidente na Bahia, em que inclusive morreu a mulher do Cavendish, o Carlos foi acionado para mandar avião, prestar socorro e tudo o mais. Ele era muito próximo do Cavendish então?

Andressa – Talvez um pedido do Cláudio, que é muito amigo do Carlos, muito próximo. Talvez isso. O Carlos é um homem muito solícito, um homem onde as pessoas sempre recorrem. Ele é um homem bom, não fala não para ninguém. Talvez por isso.

Fantástico – Ele é operador de caça-níquel?

Andressa – Não.

Fantástico – Ele nunca teve máquina caça-níquel?

Andressa – Eu não sei te responder. Acredito que não.

Fantástico – Vocês nunca discutiram esse assunto?

Andressa – Não que eu me lembre.

Fantástico – Em maio do ano passado, o Fantástico fez uma reportagem em que ele era apontado pela polícia como o operador de várias casas de caça-níqueis. Você não ficou sabendo dessa reportagem?

Andressa – Não. Não fiquei. Eu tenho certeza que ele nunca teve casas de caça-níquel, de bingo. Absolutamente.

Fantástico – Quando o médium João de Deus… Você conhece João de Deus?

Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.

Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?

Andressa – Não sei te responder.

Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?

Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.

Fantástico – Como é que as suas crianças estão reagindo a isso tudo?

Andressa – Saudade. Não entendem, não tem muita idade para entender.

Fantástico – Que idade elas têm?

Andressa – Seis e quatro. Mas o Carlos é uma pessoa que faz muita falta na vida de todos nós, principalmente para as crianças. É muito amoroso.

Fantástico – Você acha que o Carlos, ao longo da história dele, como é que ele construiu essa reputação de contraventor e de manipulador de políticos, quando você afirma com tanta convicção de que ele opera na legalidade, como empresário?

Andressa – Ele vem de uma família onde o pai dele era bicheiro, talvez sobrenome, Cachoeira, na família ser uma tradição. Enfim. Não acredito que ele venha a ser.

Fantástico – Como é que ele construiu essa reputação de contraventor, de manipulador de políticos, de corruptor, de corrupção ativa e passiva, se você afirma com tanta convicção de que ele é um empresário que opera na legalidade?

Andressa – Acho que foi muitas vezes achacado, chantageado e acredito nele. Acredito na versão dele. E acredito que ele é um homem bom.

Fantástico – Achacado por quem?

Andressa – Talvez políticos.

Fantástico – Quais políticos?

Andressa – Não saberia falar. Mas…

Fantástico – Você acha que ele está disposto a dizer o nome desses políticos no depoimento?

Andressa – Talvez. Talvez sim.

Fantástico – Qual é a esperança que você tem agora de que ele será solto? Qual é a possibilidade real?

Andressa – A prisão dele, na minha opinião, já está ilegal. Então ele tem possibilidades reais de ser solto a qualquer momento. Não é? Uma vez que todas as pessoas que tinham mandado de prisão na Operação Monte Carlo estão soltas, por que só ele ficar preso? Por que a juíza que soltou todos da Operação São MIchel, que revogou todos os pedidos de prisão na Operação São Michel, não soltou ele? Pra mim é estranho, pra mim é discriminatório. O juiz vai na televisão, dois dias antes de um julgamento importante para ele, onde ele ia ser julgado, ia ser importante para a soltura dele, vai na imprensa e diz: ‘fui ameacado’. A procuradora diz: ‘fui ameaçada’. E insinua que foram ameaçados por nós. Ora, nós queremos que a polícia federal investigue. Nós somos pessoas de bem. Ele é um homem de bem. Ele não pode sofrer essa injustiça. Isso não pode ser jogado na conta dele. Queremos que a polícia investigue e somos solidários à família. Tanto do juiz quanto dos procuradores, que se dizem ameaçados.

Fantástico – De onde pode ter partido essa denúncia de ameaça? Na sua teoria.

Andressa – A polícia prescisa descobrir. De gente que está se prestando a fazer o mal. Gente que, com certeza, de bem não é.

Fantástico – Quem é que você acha que tem interesse nele preso hoje?

Andressa – Políticos, talvez? A quem interessa a prisão dele, eu pergunto? Por que estão mantendo ele preso?  Por que desembargadores e ministros dão a negativa para ele ir a julgamento e, no outro dia, recebem promoções? Quero acreditar, quero poder acreditar que  justiça desse país vai ser imparcial.

Fantástico – Você vê o ânimo dele se deteriorando ao longo deste tempo na prisão?

Andressa – Ele está doente, está doente psicologicamente, fraco, perturbado, mas está bem. Está preso há quatro meses, não são quatro dias.

Fantástico – Ele tá numa cela comum?

Andressa – Está numa cela comum.

Fantástico – Por que ele brigou na cadeia?

Andressa – Ele brigou porque estava passando um programa onde incita a violência, onde tava uma pessoa baleada e ele é avesso a esse tipo de programa. E ele pediu para desligar esse programa, que é logo após o almoço. E os outros presos, aí começou uma discussão, porque eles não queriam que desligasse. E ele ficou irritado, porque ele esse não é um programa que eleva a alma de ninguém, muito menos de quem está preso.

Fantástico – E isso piorou um pouco a situação dele?

Andressa – Piorou, mas ele também foi mantido algemado dentro da cela por horas. Isso não é cárcere privado? A polícia pode fazer isso?

Fantástico – Ele foi algemado porque foi agressivo?

Andressa – Não, ele não é agressivo. Pelo contrário. É um homem doce. Ele foi algemado porque ele é único. E que tem pedido socorro. Tá gritando por socorro pra justiça brasileira olhar para o caso dele. Ele tem direito a responder em liberdade. É isso o que a gente espera. A pessoa no Brasil hoje mata a esposa, conheço vários casos, inclusive, na minha cidade. O homem matou a esposa com um tiro na face e não ficou nem um dia preso. Quel mal o meu marido fez? Volto a repetir. Que mal ele fez? Ele não fez mal a ninguém. Ele é uma pessoa que só faz bem às pessoas. Só o bem. Esse é o Carlos que eu conheço.

Fantástico – Mas se ele fez mesmo corrupção ativa e passiva, não faz mal a alguém? Contrabando, lavagem de dinheiro?

Andressa – Ele é inocente.

Fantástico – Contravenção?

Andressa – Ele é inocente. Precisa de liberdade para ele poder se defender. Ele precisa provar que é inocente.

Fantástico – Eu gostaria de voltar uma pergunta que eu fiz antes porque eu queria que você elaborasse um pouco mais. Na declaração de Imposto de Renda dele, ele declara uma renda de $ 20 mil por mês, sendo que em apenas um mês, o cartão de crédito dele foi de R$ 500 mil e o seu de $ 60 e poucos mil. E ele estava pagando por essa conta. Qual a fonte de tanto dinheiro? Mesmo a indústria farmacêutica pode produzir tanto lucro para sustentar esse tipo de gasto?

Andressa – Não só ele tava pagando por essa conta. Eu também ajudo ele a pagar as contas. Ele não paga todas as minhas contas. Eu tenho uma boa pensão, tenho o pró-labore, fruto do meu trabalho, da moinha empresa. E eu acredito que, se ele comprou, ele tinha de onde tirar.

Fantástico – Você acha que ele não tem nenhuma fonte ilícita de rendimento?

Andressa – Não acredito. 

 (BRASIL 247)

Pronatec abre inscrições para 26 cursos gratuitos em Fortaleza

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) está com inscrições abertas para 26 cursos profissionalizantes em Fortaleza. Os cursos com maior número de vagas são para montagem e manutenção de computadores, monitor de recreação, merendeira, torneiro mecânico, massagista, assistente de produção, auxiliar em administração de redes, instalador de rede de TV a cabo e via satélite, operador de computador e fotógrafo.

Os cursos iniciam nos meses de agosto, setembro e outubro. As inscrições devem ser feitas em qualquer um dos 24 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de Fortaleza até uma semana antes da data do início do curso escolhido, dependendo da demanda.

Podem participar dos cursos pessoas que tenham família inscrita no Cadastro Único, idade entre 18 e 59 anos e grau de escolaridade compatível ao curso escolhido. As aulas e materiais didáticos são gratuitos. Para se inscrever é necessário RG, CPF, histórico escolar e o Número de Inscrição Social (NIS). Mais informações sobre o número de vagas para cada curso e o local de inscrição no site da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).

 

LISTA DOS CRAS EM FORTALEZA:

RELAÇÃO DOS CONTATOS DO CRAS

SER NOME CRAS ENDEREÇO FONE COORDENADOR (A) CONTATO EMAIL
 

 

I

CRAS PIRAMBU Av. Monsenhor Hélio Campos, S/N – Em frente ao quartel – Pirambu *  

 

Michelle Fava Santos

 

craspirambu@hotmail.com
CRAS BARRA DO CEARÁ Rua Cândido Castelo Branco, 860 3452.7738 Amália Cláudio cras_barradoceara@hotmail.com
 

 

 

II

 

 

CRAS MUCURIPE Rua da Paz, 306 3452-7349 Vanessa Maria Frota  

crasmucuripe@gmail.com

CRAS SERVILUZ Av. Zezé Diogo, 1038, Serviluz 3105-2691 Isabel Cristina Uchôa

 

cras.serviluz@yahoo.com.br
CRAS LAGAMAR Avenida Sabino do Monte, 4506 3452-1886 Stefânia Carneiro de Alcântara -
CRAS PRAIA DO FUTURO Rua Comandante Marcelo Teixeira, 6430 3105-1025 Ádria Gomes Aguiar cras.freitito@hotmail.com
 

 

III

CRAS BELA VISTA Rua Mário de Andrade c/ Viriato Ribeiro, Bela Vista 3433-4292 Leandro Estevam Sobreira crasbv@hotmail.com
CRAS QUINTINO CUNHA  

Rua Travessa Brasil, 335, Quintino Cunha

 

3105-1197

Joana Carla Alves

 

 

crasquintinocunha@yahoo.com.br

 

 

IV

CRAS VILA UNIÃO Rua Almirante Rufino, 419, Vila União 3131-9810 Heloísa Gomes Bandeira crasvilauniao@yahoo.com.br
CRAS SERRINHA Rua Inácio Parente, 100, Serrinha 3483-6100

3131-7330

Francisca Nádia

 

cras_serrinha@yahoo.com.br
CRAS COUTO FERNANDES Rua Tamoio, 112, Couto Fernandes 3105-3098 Clécia Maria Alves

 

cras_coutofernandes@hotmail.com
 

 

 

 

 

 

V

CRAS GRANJA PORTUGAL Rua Humberto Lomeu, 1230, Granja Portugal 3488-3242 - cras.granja@gmail.com
CRAS BOM JARDIM Av. Virgílio Nogueira, S/N, Bom Jardim 3105-2007 Maria Anézia Almeida cras_doloresalcantara@yahoo.com.br
CRAS MONDUBIM Av. Waldir Diogo, 840, Mondubim 3452-9360 Mira Machado crasmondubim@yahoo.com.br
CRAS GENIBAÚ Av. I, 340, 3ª Etapa – Conjunto Ceará 3452-2478 Francineide Correia crasgenibau@hotmail.com
CRAS CONJUNTO ESPERANÇA

Rua 103, 195 – Conjunto Esperança

3101-3060

Roberta Pereira de Oliveira

cras_esperanca@hotmail.com

CRAS SIQUEIRA Rua Sabino Filho, 1110, Siqueira

-

-

crassiqueira@hotmail.com

CRAS CANINDEZINHO

Rua Alves Bezerra, 708

-

Lúcia Cardoso

-

CRAS SANTA ROSA

Rua Professor Cabral, 888, Parque Santa Rosa

-

Luana Santiago

-

VI

CRAS CONJUNTO ALVORADA

Rua Crisanto Moreira, 650 – Conjunto Alvorada

3239-4100

Rodênya Dias Felix

crasconjuntoalvorada@gmail.com

CRAS JARDIM DAS OLIVEIRAS

Av. Rogaciano Leite, 3090 – Jardim das Oliveiras

3433-8849

Antonia Gleiciany Lemos

crasjardimdasoliveiras@gmail.com

CRAS CASTELÃO

Av. Alberto Craveiro, 1480 – Boa Vista (Castelão)

3105-2012

Érica Cristina Araújo de Sousa

craspontesneto@gmail.com

CRAS JOÃO PAULO II

Rua 10, nº: 75 – João Paulo II (Messejana)

3488-3322

Gisele Machado Costa

crasjoaopaulo@yahoo.com.br

(G1)

Humberto Costa, do PT, lidera pesquisa no Recife com 40%

O Ibope divulgou, nesta segunda-feira (16), sua primeira pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura do Recife, neste ano. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de Pernambuco.

Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:

Humberto Costa (PT) – 40% das intenções de voto
Mendonça (DEM) – 20%
Daniel Coelho (PSDB) – 9%
Geraldo Júlio (PSB) – 5%
Esteves Jacinto (PRTB) – 2%
Edna Costa (PPL) – 1%
Jair Pedro (PSTU) – 1%
Roberto Numeriano (PCB) – Não pontuou
Branco/nulo – 14%
Não sabe/não respondeu – 7%

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 14 de julho. Foram entrevistadas 805 pessoas na cidade do Recife. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), sob o número 00046/2012.

Pesquisa espontânea
O Ibope também perguntou em quem os entrevistados votariam para prefeito espontaneamente, ou seja, sem a apresentação dos nomes de candidatos. Nesta situação, cerca 57% declaram não saber em quem votariam ou não opinam sobre sua preferência e 17% declaram intenção de votar em branco ou nulo. Nessa medida espontânea, Humberto Costa tem 11%, Mendonça, 4% e os demais nomes citados espontaneamente não ultrapassam 2% cada um.

(G1)

Piraí do Sul: Acidente de ônibus mata 10 e deixa 40 feridos no Paraná

A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) informou às 9h40 desta segunda-feira (16) que o número de mortos no acidente de ônibus entreVentania e  Piraí do Sul, na região central doParaná, aumentou de sete para dez. Três delas foram arremessadas para fora do ônibus. O número de feridos também aumentou de 16 para pelo menos 42, segundo o cabo Boiko.

No total, 52 pessoas viajavam no veículo que seguia em comboio com outros dois ônibus deBelém, no Pará, para Curitiba, no Paraná. Ainda segundo o cabo Boiko, as primeiras informações são de que o motorista teria perdido o controle e batido na lateral de um caminhão, que seguia na pista contrária. Após a batida, o ônibus tombou e caiu em uma ribanceira. O condutor do caminhão não se feriu.

Por volta das 9h50, o Corpo de Bombeiros e funcionários do IML trabalhavam no local para a retirada das vítimas. Neste horário, a pista estava liberada e o trânsito estava fluindo lento. Os feridos foram levados para hospitais de Castro e de Piraí do Sul.

(G1)

Rosane Collor e a polêmica entrevista no Fantástico sobre Fernando Collor

Rosane Collor e a entrevista polêmica do Fantástico sobre Fernando Collor – Vinte anos depois do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, a ex-mulher dele decide abrir o jogo sobre esse período conturbado da história do Brasil. Rosane Collor diz que o ex-marido mentiu sobre as relações dele com Paulo Cesar Farias, o PC Farias, figura que comandava um esquema de corrupção dentro do governo. Rosane conta mais: confirma que para se defender de inimigos políticos, o então presidente Collor participava de sessões de magia negra nos porões da Casa da Dinda, a residência oficial do casal em Brasília. A reportagem é de Renata Ceribelli.

Fantástico: Você tem saudade do poder?
Rosane: O poder é efêmero, o poder um dia acaba.
Em 1990, quando Fernando e Rosane Collor de Mello se tornaram o presidente e a primeira-dama mais jovens do Brasil, ele com 40 anos e ela com 26, ninguém poderia imaginar essa cena: a Rosane, que chamava atenção pelas roupas caras e extravagantes, passando sempre a imagem de mulher poderosa, hoje se senta com a Bíblia entre as mãos em cultos evangélicos para pedir ajuda e dar testemunhos como esse:

Rosane: E olha que eu tive muitos momentos em que eu disse: ‘Jesus, me leva, aqui nessa terra eu não quero ficar mais’.

Fernando Collor e Rosane ficaram casados por 22 anos. Há sete anos se separaram. Agora brigam na Justiça em um processo litigioso.

Nesta entrevista, Rosane fala pela primeira vez sobre o que viu e viveu na presidência do ex-marido, hoje senador. São revelações inéditas, que confirmam boa parte do que Pedro Collor, irmão já falecido do ex-presidente, disse há 20 anos, detonando o processo de impeachment, o afastamento de Fernando Collor do poder.

A versão de Rosane estará também num livro que ela escreve com o jornalista Fábio Fabretti.

“Eu me considero um arquivo vivo. E eu digo em todas as entrevistas, e inclusive já disse na Justiça, que se algo acontecer na minha vida, o responsável maior será Fernando Collor de Mello”, diz a ex-primeira-dama.

Rosane conta que chegou a ser ameaçada ao decidir ir à casa de uma pastora chamada Maria Cecília, da Igreja Resgatando Vidas para Deus. Cecília era amiga do casal Collor, e antes de se converter à Igreja, se dedicava ao que Rosane chama de magia negra. Nesse encontro, a pastora distribuiu uma gravação em que revelava trabalhos de magia feitos por encomenda do presidente na Casa da Dinda, a mansão da família Collor em Brasília. Revelações que Rosane confirmará nessa entrevista.

Rosane: Eu recebi um telefonema dizendo que eu não fosse a esse evento porque, se eu fosse, eu iria, mas eu não voltaria. E eu repreendi, disse que não tinha medo.
Fantástico: E você acha que foi ele? Ou foi ele que te ameaçou?
Rosane: Foi ele que ameaçou.
Fantástico: Ele te ligou e pessoalmente te disse isso?
Rosane: Um telefonema anônimo. Eu não sei se era ele que estava no telefone. Eu sei que eram pessoas que falavam dizendo que ele tinha mandado ligar, dizendo que eu não fosse para aquele culto, porque se eu fosse eu não voltaria.

Para entender as acusações de Rosane Collor de Mello contra o ex-marido, é preciso relembrar um dos momentos mais dramáticos da história do país.

O ano é 1989. O Brasil está eufórico por votar para Presidente da República depois de 29 anos sem eleições diretas.

Fernando Collor se lança candidato como o defensor dos humildes, o caçador de marajás, como eram conhecidos os funcionários públicos que recebiam supersalários.

“Vamos fazer do nosso voto a nossa arma, para retirar do Palácio do Planalto os maiores marajás desse país”, disse em discurso na época.

A estratégia funcionou. Collor venceu com 35 milhões de votos. Lula ficou em segundo, com 31 milhões.

O novo presidente assumiu em 15 de março de 1990. Pouco tempo depois da posse, começaram a circular as primeiras denúncias de corrupção envolvendo o nome do tesoureiro da campanha, Paulo César Farias. PC, como ficou conhecido, era acusado de pedir dinheiro a empresários em troca de privilégios no governo.

“Toda e qualquer denúncia tem que ser exemplarmente apurada”, declarou Collor, em 1991.

Em maio de 1992, estoura a bomba: em entrevista à revista Veja, o próprio irmão do presidente, Pedro Collor, afirma que PC Farias era testa-de-ferro de Fernando Collor. O presidente, segundo as declarações do irmão, sabia das atividades criminosas de seu ex-tesoureiro.

Dez meses depois, Pedro vai além. Em entrevista ao Jornal do Brasil, diz que Collor e Rosane faziam o que ele, Pedro, chamou de rituais de magia negra. E na própria Casa da Dinda, que era a mansão da família Collor, em Brasília.

Hoje, Rosane conta detalhes sobre esses rituais. E relata como foi o encontro com Maria Cecília, no dia em que teria sido ameaçada por telefone.

Rosane: Já tem bastante tempo que ela aceitou Jesus, ela hoje é pastora, e ela estava fazendo lançamento de um novo CD, onde ela contava todas as experiências.
Fantástico: Inclusive os rituais de magia negra que aconteciam.
Rosane: Inclusive os rituais de magia negra que eles faziam, mas não com a minha participação, porque algumas coisas eu participei, mas a grande maioria eu não aceitava participar.

Nesse CD a que Rosane se refere, Maria Cecília relata duas fases desse trabalho com Fernando Collor. Uma para ele chegar à Presidência: “Foi um trabalho muito sério. Foi um trabalho muito imundo, podre, nojento, para que se colocasse ali, na Presidência da República, aquele homem para administrar o Brasil”.

Outra, com ele já presidente, nos porões da Casa da Dinda. Nesse trecho, Maria Cecília fala dela mesma como se falasse de outra pessoa: “E ela teve que ir para Brasília, improvisar na Casa da Dinda, lá nos porões da Casa da Dinda, um lugar que fosse para o atendimento do marido e da esposa que estavam na Presidência da República. E ela deu continuidade àquele trabalho por um longo tempo”.

Depois, Cecília confirmaria numa entrevista à revista Época a realização desses rituais.
Fantástico: Nesse livro, você vai contar justamente sobre esses rituais que ele não gostaria que fossem contados.
Rosane: Com certeza.
Fantástico: Que rituais são esses?
Rosane: Trabalhos em cemitérios, trabalhos muito fortes.
Fantástico: E com animais, o que acontecia?
Rosane: Com animais era matança mesmo. Mata galinhas, mata boi, vaca. São animais que são sacrificados.

Uma imagem mostra a proximidade de Maria Cecília com Fernando Collor: em 1991, ela sobe a rampa ao lado do presidente, e trocando sorrisos. A cor branca do terno teria sido uma orientação de Cecília.

Também por orientação dela, segundo Rosane, Collor fazia rituais com a intenção de se proteger de inimigos políticos. Tentando fazer com que fossem atingidos pelo mal que desejassem contra ele.

Rosane: O Fernando fez ritual de ficar isolado, na Casa da Dinda ele ficou. Tem um porão e ele ficou durante três dias isolado mesmo, como se fosse se consagrando.
Fantástico: Com animal morto?
Rosane: Mas não no mesmo local. Dormindo numa esteira, ficando ali vestido com roupa branca.
Fantástico: E ele fazia isso pedindo o quê?
Rosane: Porque ele acreditava que pessoas que desejavam mal pra ele, fazendo isso, o mal que as pessoas mandavam pra ele, voltava.

Fantástico: Durante quanto tempo vocês fizeram esse tipo de ritual?
Rosane: Quando eu conheci o Fernando ele já frequentava esses ambientes. Enquanto a gente esteve casado, ele praticava.

Rosane afirma acreditar que esses rituais deram origem ao que ela chama de “Maldição do Collor”, e que ela e Maria Cecília só escaparam por terem aceitado Jesus.

Rosane: Eu e a Cecília somos duas pessoas que estamos vivas. Eu não acredito em coincidência, eu acredito em ‘jesuscidência’. E somos duas pessoas que estamos vivas por ter aceitado Jesus.

Fantástico: O que você chama de “Maldição do Collor”?
Rosane: De as pessoas que tentaram prejudicá-lo. Vários exemplos morreram de morte estranha. Eu acredito na maldição, de aquilo que quando você deseja o mal para alguém, isso pode acontecer.

Fantástico: Quantas pessoas morreram de maneira estranha?
Rosane: Eu não sei quantas pessoas foram
Fantástico: Quais foram as que você atribui a maldição? A mulher do PC Farias?
Rosane: É que é uma pessoa que não tinha muito carinho pelo Fernando. Ela não gostava do Fernando. Agora jamais vou afirmar que o Fernando fez algum trabalho para que ela fosse morta.

Pedro Collor morreria em 1994, vítima de um câncer no cérebro. Dois anos antes, as denúncias feitas por ele na revista Veja provocaram a criação de uma CPI, e Collor tentou uma cartada: ele pediu o apoio popular.

“Saiam no próximo domingo de casa com alguma peça de roupa com as cores da nossa bandeira! Que exponham nas janelas! Que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira. Porque assim, no próximo domingo, nós estaremos mostrando onde está a verdadeira maioria”, pediu Collor, em 14 de agosto de 1992.

Dois dias depois da conclamação, em vez de usar verde e amarelo, milhares de jovens que ficariam conhecidos como caras-pintadas vão para as ruas vestindo preto. E pedem o afastamento do presidente.

Em junho, Collor tinha feito um pronunciamento em rede nacional negando que mantivesse contatocom PC Farias.

“Há cerca de dois anos não encontro o senhor Paulo César Farias, nem falo com ele. Mente quem afirma o contrário”, disse em 20 de junho de 1992.

Hoje, Rosane, pela primeira vez, desmente o ex-marido. E diz que, por isso, Collor tem medo do livro que ela está escrevendo:

Fantástico: Quem você acha que está temendo hoje pelo lançamento do seu livro?
Rosane: Eu prefiro acreditar que tem pessoas que estão receosas.
Fantástico: Quem?
Rosane: O próprio Fernando, né? Porque eu acredito que eu vou contar coisas que ele não gostaria de ser contada.
Fantástico: Por exemplo?
Rosane: Vou dar um exemplo forte. O PC continuava, ele tomava café da manhã na Casa da Dinda. E ele disse que não, e acontecia. Uma vez por semana, ele tomava café na Casa da Dinda com Fernando, presidente da República. Agora, depois que começaram a sair as notícias ruins, aí ele nunca mais foi tomar café na nossa casa. Até porque o PC era tesoureiro do Fernando na época da campanha. Ele é quem fez toda a arrecadação, isso todo mundo sabe.
Fantástico: E depois da campanha, depois de eleito, qual era a relação de Fernando Collor de Mello com PC Farias?
Rosane: De amizade, eles eram amigos.
Fantástico: Mas no governo?
Rosane: Eu acredito que ele tinha influência. Eu acredito não, eu tenho certeza absoluta que o PC teve influência no governo. Tanto que ele tinha irmão que foi ser da Saúde.
Fantástico: Mas o Fernando Collor der Mello negou essa informação na época, dizendo que ele não tinha contato com o PC Farias. Por que ele negou?
Rosane: Não sei por que ele negou.
Fantástico: Você perguntou pra ele?
Rosane: Perguntei, ele disse que preferia que fosse assim.
Fantástico: Quem tinha mais influência sobre Fernando Collor de Mello. Rosane Collor ou PC Farias?
Rosane: Nossa, eu acredito que o PC Farias.

Rosane lembra que em 1993, quando foi decretada a prisão de PC Farias, a mulher dele, Elma, saiu em defesa do marido: “O Paulo César não agiu sozinho, ele teve alguém que mandou. O chefe maior foi quem mandou ele fazer isso.”, disse na época.

Fantástico: E o chefe era o Fernando Collor?
Rosane: Eu acredito que, quando ela falou nessa entrevista, eu acredito que ela tenha falado do Fernando.

Rosane revela que, quando foi presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), teve problemas com PC Farias.

Rosane: Uma certa manhã, nós estávamos tomando café da manhã na Casa da Dinda, eu era presidente da LBA de fato, e no café da manhã eu fui conversar com o Fernando e o PC estava lá, e eu disse que eu não gostaria que o PC viesse interferir na LBA.
Fantástico: Que tipo de interferência ele queria fazer?
Rosane: Colocando muitas pessoas pra trabalhar em cargos importantes.
Fantástico: Pessoas dele?
Rosane: Pessoas ligadas a ele. Eu disse que eu não ia permitir.

Fantástico: Isso coincidiu com a primeira crise do casal, no final de 1991?
Rosane: Exatamente. Foi aí a grande crise que nós tivemos no casamento.

Fernando Collor não se preocupou em esconder que durante o período de crise no casamento andava sem a aliança.

Rosane revela agora como o presidente e a primeira-dama mais jovens da história eram assediados nos salões da política.

Fantástico: Vocês eram um casal jovem, bonito. Tinha muito assédio sobre vocês?
Rosane: Com certeza. Eu acredito que de ambas as partes.
Fantástico: Muita mulher dando em cima do Fernando Collor?
Rosane: Muitas mulheres.
Fantástico: Muito homens dando em cima de você também?
Rosane: Com certeza. Isso é natural. Até pelo fato de a primeira-dama ser jovem, até pelo fato do presidente ser jovem, ter 40 anos de idade.
Fantástico: Você, como primeira-dama, foi assediada?
Rosane: É normal. As pessoas olham, se encantam.
Fantástico: Foi cantada?
Rosane: Não sei se cantada, mas palavras mais gentis.
Fantástico: Presentes?
Rosane: É, ganhei. Presente de joias, e eu entregava pra ele. Para saber o que eu fazia.
Fantástico: Homens te mandando joias de presente?
Rosane: É, de presente. Dava presente. Dizia: era presente para a primeira-dama. Normal.

Mais tarde, a própria Rosane foi afastada da presidência da LBA, sob acusações de desvio de verbas.

Rosane: Em relação a isso eu não faço mais nenhum comentário, porque o Supremo Tribunal Federal me deu ganho de causa por unanimidade.

PC Farias foi preso em 1993, e em 1996, quando estava em liberdade condicional, foi encontrado morto em Maceió. A polícia concluiu que PC foi morto pela namorada, que se suicidou em seguida, mas o crime nunca foi completamente desvendado.

Fantástico: Onde você e o Collor estavam quando o PC Farias morreu?
Rosane: Nós estávamos no Taiti.
Fantástico: Como que vocês receberam essa notícia?
Rosane: Ele ficou preocupado. Agradeceu por não estar lá, porque poderia passar na cabeça das pessoas que ele poderia estar envolvido.
Fantástico: Você achou?
Rosane: Não, em nenhum momento. Como acredito que ele não está envolvido na morte do PC.

O momento decisivo da carreira política de Fernando Collor de Mello aconteceu no dia 24 de agosto de 1992. A CPI encarregada de investigar as denúncias contra o presidente concluiu: “Os documentos apresentados hoje pela Comissão Parlamentar de inquérito apontam as ligações do presidente Collor e de sua família com o chamado esquema PC”, noticiou o Jornal Nacional em 24 de agosto de 1992

Os documentos registram uma reforma de US$ 2,5 milhões na Casa da Dinda, a mansão da família Collor, em Brasília; a compra de um carro Fiat Elba; e despesas pessoais, tudo pago por cheques de fantasmas, ou seja, de pessoas fictícias, inventadas, o que caracteriza crime contra a probidade na administração, um crime de responsabilidade, cuja pena é a perda do cargo. A votação do relatório pelo plenário da Câmara aconteceu no dia 29 de setembro de 1992.

Fantástico: O momento do impeachment. O momento da votação. Onde você estava?
Rosane: Nossa, foi muito tenso. Eu ia ficar com ele, eu queria assistir lá na presidência, no Planalto. Mas ele falou que não queria. Que ele queria assistir sozinho. E cada minuto, cada voto que era dado, ele ligava pra mim. Aí no momento que ele viu que não tinha mais jeito, que realmente o impeachment ia acontecer, ele realmente ficou desesperado.

Fantástico: Quando vocês se encontraram depois disso, o que ele te falou?
Rosane: Só nos abraçamos. Quando ele chegou em casa, nos abraçamos, eu tentei acalmá-lo, tranquilizá-lo e dizer: ‘Vai passar, eu estou aqui contigo, eu vou estar sempre do teu lado’.

Em entrevista ao repórter Geneton Moraes Neto, no Fantástico, Fernando Collor admitiu que pensou no pior, no suicídio.

Rosane lembra que nesse momento ficou apavorada.

Rosane: Eu procurei tirar as armas que tinham dentro de casa, eu tirei. Até por precaução, porque num momento de desespero a pessoa pode fazer. Então eu tentei. Durante muito tempo. Eu comecei a ter problema de insônia, porque eu já não conseguia dormir. Eu ficava angustiada, achando que ele era capaz de fazer alguma coisa. Então qualquer movimento dele, nos primeiros dias, se ele levantasse da cama, eu tava com o sono tão leve, era uma coisa impressionante, era tão leve meu sono que ele levantava e eu já acordava. Podia ser o que fosse, eu acho que nem dormia.
Fantástico: Ele ia pro banheiro…
Rosane: Ele ia pro banheiro, eu já acordava e corria atrás dele. Ele dizia: “Calma, Quinha, eu estou no banheiro”. Eu achava que, não sei, que ele pudesse cometer, porque foi tudo muito rápido, foi uma coisa muito rápida…
Fantástico: Cometer suicídio?
Rosane: Eu achei que ele pudesse cometer.

Aprovado na Câmara, o pedido de impeachment seguiu para o Senado já no dia seguinte, sendo também aprovado e dando início ao julgamento de Collor, que deveria estar concluído em até 180 dias. Até lá, Collor ficaria afastado da presidência temporariamente, sendo substituído pelo vice Itamar Franco, o que, seguindo os trâmites oficiais, só aconteceu em 2 de outubro de 1992. Foi o dia em que Collor desceu a rampa do Palácio do Planalto pela última vez.

Rosane: Então, naquele momento, quando ele assinou, ele estava muito triste, ele estava muito abatido, ele estava muito magro. Estava depressivo, já não conseguia se alimentar direito. E naquele momento, quando ele assinou e nós fomos descer a rampa e ele quis baixar a cabeça, eu segurei na mão dele, e disse: ‘Vamos, levanta a cabeça, vamos em frente que a gente vai conseguir’.

Em 29 de dezembro, o Senado se reúne sob o comando do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Sidney Sanches, para julgar se Fernando Collor era mesmo culpado pelo crime de responsabilidade, apontado pela Câmara. Se condenado, Collor continuaria afastado, não voltaria à Presidência e ficaria inelegível por oito anos. Para escapar dessa punição e garantir seus direitos políticos, ele tenta uma manobra de última hora: renuncia à Presidência. Mas a tentativa não dá certo. Resultado: Fernando Collor é finalmente condenado.

Na esfera criminal, dois anos depois, Collor enfrentou no STF a acusação de corrupção passiva. Alegou que as despesas apontadas pela Câmara foram pagas com sobras do dinheiro da campanha de 1989 e com um suposto empréstimo feito no Uruguai. Collor alegou também desconhecer que suas contas eram pagas por meio de cheques de fantasmas. Para condená-lo por corrupção passiva, era necessário que a procuradoria provasse que Collor recebeu dinheiro em troca de favores e serviços prestados a corruptores. Mas, no entendimento do STF, a procuradoria não conseguiu nenhum documento que provasse isso de forma inequívoca. Por essa razão, por cinco votos a três, o Supremo absolveu Collor da acusação de corrupção passiva.

Hoje, Rosane faz uma avaliação sobre o passado.

Fantástico: Você tava preparada pra tanto poder?
Rosane: Ah, não, de jeito nenhum, acho que a gente não tava preparado.
Fantástico: Você se deslumbrou?
Rosane: Eu acho que todo mundo se deslumbra. Eu acho que chega o momento que a gente vê. Eu chegava e estava ao lado da princesa Diana. Eu estava jantando com a princesa Diana.

Collor voltou à política em 2002 e perdeu a eleição para o governo de Alagoas. Em 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado. A separação de Rosane e Fernando Collor tinha ocorrido um ano antes, em 2005:

Fantástico: Essa casa onde você vive é de quem?
Rosane: Essa casa, hoje ela está, ele colocou porque ele tem um débito comigo na pensão alimentícia.

Segundo Rosane, a dívida de Collor é de R$ 950 mil. Ela briga na Justiça para ter acesso a parte dos bens que o ex-marido acumulou na vida pública. Os dois eram casados em regime de separação de bens. Quando casou, Rosane tinha 19 anos.

Fantástico: Vocês se casaram em que regime?
Rosane: Antes, em separação de bens total. Eu não sabia, eu achava que tinha sido parcial. Eu achava que aquilo que ele tinha antes era dele. E aquilo que a gente construísse seria nosso. Mas infelizmente, pela minha imaturidade, eu assinei um documento que eu não sabia o que estava fazendo.

Fantástico: Você pode dizer de quanto é sua pensão hoje?
Rosane: É de R$ 18 mil reais. É a pensão que eu recebo.
Fantástico: E você acha pouco?
Rosane: Pela vida que ele tem, sim. Eu vejo amigas minhas que se separaram. Agora há pouco tempo eu tenho um caso de uma amiga minha que se separou, o marido não é ex-presidente, não é senador da República, e tem uma pensão de quase R$ 40 mil.

Fantástico: E você, o que sente por ele?
Rosane: É aquilo que eu digo: o Fernando foi o grande amor da minha vida, mas também foi minha grande decepção.

Durante duas semanas, nós tentamos ouvir o senador Fernando Collor sobre as declarações da ex-mulher, Rosane. no último contato, o ex-presidente respondeu que não falaria “nem um minuto, nem meio minuto” sobre as revelações da ex-primeira-dama.

Procuramos também a pastora Maria Cecília, mas ela não quis receber a nossos repórteres. Disse apenas que considera os rituais na Casa da Dinda assunto encerrado. Informações do Fantástico.

Link:http://www.alagoinhasnoticias.com.br/23488/rosane-collor-e-a-entrevista-polemica-do-fantastico-sobre-fernando-collor/

(Portal Alagoinha Notícias)

Laszlo Csatary: Criminoso nazista mais procurado do mundo é encontrado na Hungria

O criminoso de guerra nazista mais procurado do mundo atualmente, Laszlo Csatary, foi encontrado em Budapeste, capital da Hungria, segundo o Centro Wiesenthal, um grupo de defesa de direitos humanos especializado em assuntos relacionados ao Holocausto. A notícia foi trazida pelo jornal inglês “The Sun”, que diz ter localizado o acusado.

“Confirmo que Laszlo Csatary foi identificado em Budapeste”, declarou à AFP Efraim Zuroff, do Centro Wiesenthal. “O ‘The Sun’ pôde fotografá-lo e filmá-lo graças a informações que fornecemos em setembro de 2011″, acrescentou.

O húngaro Csatary, de 97 anos, é acusado de ter ajudado a organizar a deportação de 15,7 mil judeus para o campo de concentração de Auschwitz a partir da cidade eslovaca de Kosice, que então era parte da Hungria, em 1944.

“Há 10 meses, um informante nos deu elementos que nos permitiram localizar Laszlo Csatary em Budapeste. Este informante recebeu US$ 25 mil que prometemos em troca de informações que permitam encontrar criminosos nazistas”, disse Zuroff.

Após a denúncia, as autoridades húngaras afirmaram que estão coletando informações sobre o caso. Nenhuma medida oficial foi tomada contra Csatary ainda.

As informações sobre o paradeiro de Csatary teriam sido enviadas em setembro de 2011 à promotoria da capital húngara. O vice-procurador de Budapeste, Jeno Varga, não confirmou a informação, limitando-se a declarar que “existe uma investigação em andamento. A promotoria está estudando as informações recebidas.”

Em abril, o Centro Wiesenthal colocou Csatary no topo da lista dos criminosos de guerra mais procurados do mundo. Csatary foi condenado à morte à revelia em 1948, por um tribunal tcheco, mas desapareceu misteriosamente após se esconder nas cidades canadenses de Montreal e Toronto. Posteriormente, com uma identidade falsa, dedicou-se a comercializar objetos de arte.

Há cerca de 15 anos, autoridades canadenses descobriram a verdadeira identidade de Csatary, e, por isso, ele voltou a desaparecer, desta vez escondendo-se na Hungria, segundo Zuroff.

(G1)

Nkosazana Dlamini-Zuma: Pela primeira vez, a União Africana será comandada por uma mulher

Brasília – Pela primeira vez, a União Africana, que reúne 53 países, será comandada por uma mulher. Nkosazana Dlamini-Zuma, da África do Sul, foi eleita secretária-geral da entidade, derrotando Jean Ping, do Gabão, que tentava a reeleição. Porém, em janeiro deste ano, nenhum dos dois conseguiu a maioria de dois terços dos votos entre os membros da instituição. Ping ficou mais seis meses no cargo até encerrar o impasse.

A nova líder é ex-mulher do presidente sul-africano Jacob Zuma e uma das ministras há mais tempo no cargo em seu país. Analistas indicam que sua candidatura quebra uma tradição extraoficial do continente que costuma evitar membros dos grandes países africanos no posto de liderança do bloco.

Além dos objetivos permanentes de promover a paz e a segurança, a União Africana se propõe a avançar no progresso social e econômico. A agenda do bloco inclui um incentivo ao comércio entre os membros do continente, a instabilidade política no Mali, a crescente violência na República Democrática do Congo e a tensão entre o Sudão e o Sudão do Sul.

A União Africana teve um papel de destaque durante os conflitos na Líbia. O Brasil é um dos parceiros do bloco.

(Agência Brasil)

Rosane Collor: Ex-esposa de Fernando Collor fala dos rituais de magia negra na Casa da Dinda

A ex-mulher do senador Fernando Collor (PTB-AL), Rosane Collor, que esteve ao lado do parlamentar quando ele foi presidente da República, afirmou que o atual senador encomendava rituais de magia negra que eram feitos dentro Casa da Dinda, mansão da família Collor em Brasília. “O Fernando fez ritual de ficar isolado, na Casa da Dinda tem um porão e ele ficou durante três dias isolado, como se fosse se consagrando”, disse Rosane, sobre um ritual que o ex-presidente teria feito para se proteger de inimigos políticos. As informações são do programa Fantástico, da TV Globo.

Rosane afirmou que Collor tinha a ajuda de uma pastora da Igreja Resgatando Vidas para Deus chamada Maria Cecília, que, antes de se converter, se dedicaria à magia negra. “Ele acreditava que pessoas que desejavam mal pra ele, e fazendo isso, o mal que as pessoas mandavam pra ele, voltava”.

A ex-primeira-dama disse que Collor fazia os rituais antes mesmo do casamento. “Quando eu conheci o Fernando, ele já frequentava esses ambientes. Enquanto a gente esteve casado, ele praticava. (…) Algumas coisas eu participei, mas a grande maioria eu não aceitava participar”, disse ela.

Rosane também detalhou os rituais realizados pelo ex-presidente. “Trabalhos em cemitérios, trabalhos muito fortes. Com animais era matança mesmo. Galinha, boi, vaca, animais que são sacrificados”.

Ainda de acordo com a ex-primeira-dama, apesar de na ocasião das denúncias de corrupção passiva contra Collor ele negar que ainda tivesse envolvimento com seu tesoureiro, PC Farias, este permanecia frequentando a Casa da Dinda, e até tomando café da manhã com o casal.

Ameaças

A ex-mulher de Collor afirmou ainda que foi ameaçada pelo ex-marido ao ir em um culto no qual a pastora Maria Cecília revelaria os trabalhos encomendados por Collor. “Eu recebi um telefonema dizendo que eu não fosse a esse evento porque, se eu fosse, eu iria, mas eu não voltaria”. Rosane disse que, no encontro, a pastora lançou um CD no qual relatou trabalhos que teria feito para Collor chegar à presidência.

“Eu me considero um arquivo vivo. E eu digo em todas as entrevistas, e inclusive já disse na Justiça, que se algo acontecer na minha vida, o responsável maior será Fernando Collor de Mello”, afirmou Rosane.

A ex-primeira-dama disse ainda que acha pouco a pensão de R$ 18 mil que recebe do ex-marido. “Pela vida que ele tem, sim (acho pouco). Eu vejo amigas minhas que se separaram. Agora, há pouco tempo, eu tenho um caso de uma amiga minha que se separou, o marido não é ex-presidente, não é senador da República, e tem uma pensão de quase R$ 40 mil”, disse.

Segundo Rosane, a dívida de Collor é de R$ 950 mil. Ela briga na Justiça para ter acesso à parte dos bens que o ex-marido acumulou na vida pública. Os dois eram casados em regime de separação de bens. “É aquilo que eu digo: o Fernando foi o grande amor da minha vida, mas também foi minha grande decepção”.

Com Portal Terra