Igreja Universal perdeu fiéis, enquanto a Igreja Mundial ganha espaço

RIO – A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) perdeu fiéis entre o Censo 2010, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, e o de 2000. Apesar do aumento da população brasileira no período analisado, a igreja fundada pelo bispo Edir Macedo perdeu 229 mil adeptos, passando de 2,102 milhões para 1,873 milhão. Os dados sobre religião são obtidos por meio de amostragem.

Já a Igreja Mundial do Poder de Deus ganhou 315 mil seguidores e apareceu pela primeira vez na lista de igrejas do Censo. A congregação foi fundada no final da década de 1980 por Valdemiro Santiago, após ele deixar a Igreja Universal, onde era pastor.

Igreja Mundial do Poder de Deus tem contas na Europa para doações

Em seu site, a Igreja Mundial do Poder de Deus diz que sua sede, em São Paulo, possui 43 mil m² e que tem mais de 1.400 igrejas no Brasil e exterior. Há canais específicos para fiéis de países como Estados Unidos, Filipinas, México, Argentinas, entre outros. Os pastores têm blogs, inclusive o fundador da igreja.

Em um link na página, os fiéis podem encontrar como fazer doações para a igreja. Os depósitos podem ser feitos em contas no Brasil, Estados Unidos, Portugal, Suíça e no resto da Europa.

Assembleia de Deus é a igreja que mais cresce entre os evangélicos

Entre aqueles que se declararam evangélicos em 2010, os de origem pentecostal (Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Nova Vida, entre outras) representavam 60% ou 10,4% da população. Já os de missão (luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas, adventistas, etc.) são 18,5% ou 4,1% dos brasileiros.

- O crescimento dos evangélicos foi impulsionado, principalmente, pelas igrejas pentecostais. As de missão pararam de crescer – explica Cláudio Dutra Crespo, da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

A Assembleia de Deus é a religião evangélica que mais cresceu entre 2000 e 2010, passando de 8,4 milhões para 12,3 milhões de fiéis.

( O Globo Online)

Católicos deixarão de ser maioria no Brasil em 2030, prevê especialista

Rio de Janeiro – Os últimos 20 anos representam para o quadro das religiões no Brasil o período de maior transformação. Desde 1872, ano do primeiro levantamento considerado na série histórica, os católicos representavam quase a totalidade da população, com mais de 90% de seguidores. Dados do IBGE mostram que, a partir de 1970, o catolicismo começou a não acompanhar o ritmo de crescimento da população, ao mesmo tempo em que correntes evangélicas se expandiam à medida que cresciam periferias e formavam-se novos municípios. A partir de 1991, esse processo se deu de forma mais acelerada, a ponto de, na última década, ser registrada a primeira perda real – em números totais – de católicos no Brasil.

Pesquisadores acreditam que, até 2030, as filiações católicas serão menos de 50% da população brasileira. Em 2040, pelas projeções, católicos e evangélicos estariam empatados. A notícia é ruim para o Vaticano, afinal, a tendência brasileira de pluralidade implica, necessariamente, em perda de poder da Igreja. O Brasil ainda é, atualmente, o único entre os 10 países mais populosos do mundo com nação majoritariamente católica. Mas uma prévia do novo mapa religioso do Brasil, que se consolida para as próximas décadas, está no estado do Rio de Janeiro.

Mais precisamente no entorno da capital, área em que o Censo de 2010 identifica como a de maior pluralidade religiosa e onde os católicos têm a menor fatia de seguidores. O Rio é o estado onde havia, em 2010, os menores percentuais de católicos (45,8%) e os maiores índices dos sem religião (15,5%) e das outras religiões (sem considerar os evangélicos, que também cresceram no estado e chegaram a 29,4%).

A razão para crer que este cenário se repetirá, em intensidades diferentes, mas na mesma direção, está no fato de o território fluminense historicamente ‘puxar’ a tendência nacional. Com base no censo de 2010, José Eustáquio Diniz, Suzana Cavenaghi – ambos professores do Instituto Nacional de Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) – e Luiz Felipe Walter Barros, do IBGE, concluíram que os estados onde há maior diversidade religiosa são os que apresentaram maior queda no número de católicos.

Segundo Diniz, o colar da região metropolitana do Rio de Janeiro – o que exclui a capital – está entre 20 e 30 anos à frente das tendências nacionais. Os números mostram que o percentual de católicos no Brasil tem alcançado os índices da região cerca de 20 anos depois. Em 1991, os católicos eram 83% no Brasil, 70% na cidade do Rio de Janeiro e 61,2% no colar da região metropolitana. O censo de 2010 revelou a existência de 65% de católicos no Brasil, 51% na cidade do Rio e 39% no colar da região metropolitana do Rio.

O estudo chega à seguinte conclusão: “Apenas pelo efeito da inércia demográfica haverá crescimento da população evangélica. Se ainda houver atração de fiéis de outras denominações, o crescimento será maior ainda. O fato de haver maior presença entre mulheres e jovens pode ser uma vantagem comparativa dos evangélicos no Brasil”, diz um trecho da análise assinada pelos pesquisadores.

Mesmo nos estados onde há menor redução dos fieis da Igreja Católica, existe a tendência de acompanhar o cenário fluminense. O ponto principal de diferença do colar da região metropolitana para o resto do país é a maior existência de evangélicos em faixas-chaves de idade. Eles se fazem presente, sobretudo, no segmento até 10 anos e nas mulheres de até 39 anos. “Essas mulheres estão no período reprodutivo e os evangélicos são em grande parte mais pobres e têm mais filhos. Se há maior presença de evangélicos entre jovens e mulheres de até 39 anos, significa que ainda vão crescer muito”, explica Diniz. O censo de 2010 mostrou que os evangélicos dessa região passaram os católicos no grupo etário de até nove anos e são maioria entre o sexo feminino até 39 anos.

No Rio, alguns municípios já apresentam percentuais de evangélicos maiores do que católicos. É o caso de três cidades grandes da Baixada Fluminense: Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo.

Católicos em queda

O primeiro censo feito no século XXI mostrou que a religião católica não acresceu e perdeu fiéis pela primeira vez. Cerca de 1,7 milhão de pessoas deixaram esse segmento religioso. E é como se os cerca de 21 milhões de acréscimo demográfico tivessem optado por outras correntes. Mesmo na área rural, onde os católicos têm peso, houve perdas em números absolutos, enquanto cresceu a quantidade de evangélicos.

(Exame Online)

Saidinhas bancárias crescem 22% em Fortaleza

“O perigo de ir ao banco, sacar uma quantia considerável em dinheiro e ser atacado por bandidos tão logo deixe a agência está maior em Fortaleza. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, a Capital registrou 102 “saidinhas”. Isto representa 40,15% das 254 ocorrências de 2011 inteiro. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é de 22%. De janeiro a abril de 2011, 83 casos aconteceram. Os dados foram fornecidos ao O POVO pela Central de Estatística da Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Manteve-se estável a quantidade de “saidinhas” em municípios da Região Metropolitana. Foram sete em ambos os quadrimestres. No Interior, porém, o cenário melhorou: enquanto cinco pessoas sofreram ataques em 2011, apenas uma foi vitimada neste ano. Em Fortaleza, as Regionais II e IV lideram nas ocorrências de 2012. Cada uma soma 24 casos. No ranking dos bairros, Aldeota e Montese ocupam o topo – com 11 e oito situações, respectivamente. As duas localidades são consideradas corredores financeiros da Capital, pois dispõem de rede bancária capilarizada e concentram serviços. (Veja a lista completa dos bairros ao lado)

No quadro geral (Capital + Interior), o Ceará contabilizou 110 saidinhas nos quatro primeiros meses este ano. Em 2011, foram 95. Um aumento de 15,78% pro período e uma representação de 40% das 275 ocorrências do ano passado todo.”

(O POVO)

Espanha goleia Itália e é tricampeã da Eurocopa

A Espanha confirmou o favoritismo do início da Eurocopa e conseguiu parar a animada Itália de Balotelli e Pirlo neste domingo, e entrou na História do futebol: é a primeira seleção a conseguir três títulos importantes seguidos, dois continentais (2008 e 2012) e uma Copa do Mundo (2010). A Fúria teve a sua melhor atuação nesta competição, e venceu a Azzurra na final por 4 a 0, em Kiev, na Ucrânia, e agora é a maior vencedora do torneio, ao lado da Alemanha, ambas têm três conquistas.

E além disso, conseguiu calar os críticos que diziam que seu futebol nesta Euro estava chato. Provavelmente, quem afirmou isso, iria ficar feliz da vida em ver jogadores como Xavi, Iniesta, Fàbregas, Xabi Alonso, Casillas e Fàbregas vestindo as camisas de seus clubes. Além desses, dois que brilharam foram Jordi Alba e David Silva, que marcaram os gols.

O jogador do Manchester City poderia até ser um dos concorrentes a melhor jogador do torneio, foi o mais efetivo da Fúria. Fez dois gols, sendo um na final, e deu passes para outros três durante o torneio. E o lateral-esquerdo, recém-contratado pelo Barcelona, é uma das revelações da Euro.

O JOGO

A Espanha comandou o jogo desde o início. Xavi e Iniesta apresentaram-se bastante, organizavam o meio, colocavam Silva e Alba para correr bastante, e o gol seria questão de tempo. A Itália até combatia bem na posse de bola, sempre esteve meio a meio, mas os lançamentos que entraram com facilidade contra a Alemanha, encontravam uma parede vermelha. Desta vez a bola não chegava em Cassano ou Balotelli.

Então o toque de bola envolvente da Espanha deu certo. Fàbregas, que se mexia bastante, procurava espaços, talvez tentando achar uma resposta para Kluivert, já que o holandês disse que ele não era o homem certo para a função, recebeu um passe vertical clássico de Iniesta, driblou Chiellini com certa facilidade, mostrando intimidade com a grande área, e cruzou forte na cabeça de Silva, que finalizou sem chances para Buffon.

O zagueiro quase entregou logo depois. Deu um passe errado na intermediária italiana, mas no fim da jogada, Pirlo salvou sua pele e desarmou Iniesta. Coincidência ou não, o lateral pediu para sair logo depois, alegando alguma lesão. Balzaretti entrou, e mostrou-se uma boa opção ofensiva para a Azzurra. Pouco depois ele deu um cruzamento na área, que quase Balotelli cabeceou, e por pouco não sobrou para Marchisio.

E por falar no meio-campo da Itália, Marchisio e Montolivo estavam ausentes do jogo. Pirlo não estava brilhante, mas criava boas jogadas, como aos 32 minutos, quando carregou pelo meio, e Cassano chutou forte, mas Casillas rebateu e Abate não aproveitou o rebote.

Então Xavi mostrou sua genialidade. Na intermediária, viu Alba, seu novo companheiro de Barcelona, disparar com muita velocidade. Ele recebeu no último centésimo de segundo em que poderia sem impedimento, e chutou na saída de Buffon para ampliar aos 40 minutos.

SEGUNDO TEMPO

A Itália voltou diferente para o segundo tempo. Cesare Prandelli tirou Cassano, que não foi bem como em outras partidas, para botar Di Natale. E o centroavante deu mais ânimo, antes de completar um minuto de jogo, ele já tinha feito uma finalização de cabeça para fora. Mas teve uma resposta imediata. Fàbregas recebeu na área, tentou driblar três, evitou passar para o impedido Silva, mas a defesa da Azzurra tirou.

Os primeiros 10 minutos foram de muita correria. A Itália tentava achar algum espaço para entrar, mas nem mesmo Pirlo conseguia distribuir ou fazer lançamentos. Então Prandelli gastou sua última substituição cedo. Colocou Thiago Motta no lugar de Montolivo, para tentar liberar os outros três meias. Mas o tiro foi pela culatra. Apenas dois minutos depois de ter entrado, sofreu uma lesão sozinho, e o ítalo-brasileiro teve que sair de campo. A seleção teve que ficar com 10 em campo.

Então tudo conspirou para o título ficar com a Espanha. A Fúria tocava passes, rodava a bola, cozinhava o jogo. Chato? Não. Afinal, qual equipe não leva uma partida em que tem um homem a mais, vence por 2 a 0, com tranquilidade? As chances apareciam, um gol poderia ter saído a qualquer momento. E saiu. Xavi, que esteve brilhante, deu um lindo passe para Torres, que pela segunda vez seguida, fez gol em final de Eurocopa. E pouco depois, “El Niño” recebeu lançamento na área, e achou Mata, seu companheiro de Chelsea, que tinha acabado de entrar, para aumentar a goleada e deixar o caixão da Azzurra não apenas fechado, mas trancado e enterrado, sem direito a sino para salvar.

FICHA TÉCNICA

ESPANHA 4X0 ITÁLIA

Local: Estádio Olímpico, Kiev (UCR)

Data-Hora: 01/07/2012, às 15h45 (de Brasília)

Árbitro: Pedro Proença (POR)

Auxiliares: Bertino Miranda e Ricardo Santos (POR)

Cartões amarelos: Piqué (ESP), Barzagli (ITA)

Cartões vermelhos: não houveGols: Silva (13′/1ºT), Alba (40′/1ºT), Torres (38′/2ºT), Mata (43′/2ºT)ESPANHA: Casillas, Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Alba; Xabi Alonso, Busquets, Xavi, Iniesta (Mata, 40′/2ºT) e Silva (Pedro, 13′/2ºT); Fàbregas.Técnico: Vicente del Bosque

ITÁLIA: Buffon, Abate, Barzagli, Bonucci e Chiellini (Balzaretti, 20′/1ºT); Pirlo, De Rossi, Marchisio e Montolivo (Thiago Motta, 11′/2ºT); Cassano (Di Natale, intervalo) e Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli

(O Povo Online)