A presidente Dilma Rousseff, que faz uma visita ao Nordeste, afirmou nesta quinta-feira (9) que o governo federal “não pretende ficar elevando indefinidamente” o preço da Ferrovia Transnordestina, atualmente orçada em R$ 5,4 bilhões.
- A gente sabe que uma obra desse tamanho, dessa dimensão, tem sempre coisas não planejadas que ocorrem, mas hoje temos certeza de que o orçamento está bem próximo da realidade.
Em Parnamirim, município que fica a 561 quilômetros de Recife (PE), a presidente acompanhou a colocação de dormentes nos trilhos da ferrovia, que é um dos principais projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
- O governo quer a obra realizada sem interrupções e o objetivo é concluir essa obra até o final de 2014. Não há limites para o que faremos.
Dilma ressaltou que o governo vai tomar todas as medidas necessárias para que os prazos traçados sejam cumpridos.
Com um atraso de dois anos – o prazo inicial de conclusão era dezembro de 2012 – a ferrovia terá 1.700 quilômetros de extensão e vai ligar o interior do Nordeste aos portos de Pecem (CE) e Suape (PE).
São dez lotes em Pernambuco, 11 no Piauí e 12 no Ceará. Com 35% da obra pronta, todos os lotes dos dois primeiros Estados (PE e PI) estão contratados.
No Ceará, dois estão contratados e dez em contratação. Hoje, a ferrovia conta com cerca de 10 mil trabalhadores, 7.000 deles em Pernambuco.
Cancelamento
Dilma cancelou a visita que faria hoje a São José do Belmonte (PE) e seguiu direto de Parnamirim para Salgueiro, também em Pernambuco.
Em Belmonte, ela também visitaria as obras da ferrovia. Mas, como veria a mesma coisa que viu em Parnamirim, resolveu antecipar a agenda e seguir direto para Salgueiro.
Acompanham a presidente os governadores do Ceará, Cid Gomes; do Piauí, Wilson Martins; e de Pernambuco, Eduardo Campos (todos do PSB), além dos ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; e da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.
Na chegada de Dilma a Salgueiro, um grupo de 50 manifestantes protestava, na entrada do canteiro administrativo da Transnordestina, contra a falta de recursos para a educação no campo.
Eram alunos de um programa de nível médio chamado Procampo, que denunciam a falta de recursos federais, neste ano, para os cursos de formação de professores no campo.
Após encontro de trabalho com os responsáveis pela Transnordestina, Dilma se reuniria com os trabalhadores e embarcaria para Juazeiro do Norte (CE), de onde seguiria para Brasília.
(PORTAL R7)

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