Leandro Castán: ” Eu jamais atiraria em alguém”, defende-se

O zagueiro Leandro Castán, do Corinthians, se pronunciou pela primeira vez desde que atirou, acidentalmente segundo ele, no amigo Leonardo Calixto Pessuti. O disparo, de uma espingarda de pressão, ocorreu na noite da última segunda-feira, na cidade de Jaú, no interior de São Paulo, durante uma confraternização na casa do pai do atleta. Leonardo está hospitalizado. Castán será investigado por lesão corporal, mas fez questão de se defender e prestar solidariedade ao amigo.

Orientado pelo clube e por advogados a não dar entrevista, Leandro Castán preferiu se manifestar pelo Twitter. Através da rede social, o jogador agradeceu as mensagens de carinho que recebeu, explicou o ocorrido e mostrou preocupação com Leonardo.

- Pessoal obrigado pelo carinho e pela força de todos. A mãe do Léo me colocou no telefone para falar com ele. Acabamos de conversar e ele me disse que está se recuperando bem e que logo sai dessa – disse.

O corintiano também tratou de se defender. Segundo sua explicação, a arma disparou quando ele estava passando para as mãos do amigo. O tiro atingiu o pulmão de Leonardo. A espingarda passou por perícia e foi apreendida pela polícia. Leandro e os outros envolvidos foram ouvidos e liberados por ter se tratado de um acidente. Porém, a Polícia Militar informou que o atleta será investigado por lesão corporal.

- Quem me conhece sabe do meu caráter e que jamais atiraria em uma pessoa, ainda mais estando dentro da minha casa e com um amigo. Foi um acidente que infelizmente aconteceu e logo o Léo estará aí de volta. Quem o conhece sabe que esse menino é demais. Força, Léo.

Leonardo, de 20 anos, está hospitalizado na Santa Casa de Jaú. O diretor-clínico do local, João Carlos Miranda de Almeida Prado, disse que o projétil disparado parou muito próximo do coração.

- Por muito pouco ele não teve um ferimento fatal, apesar de um projétil de tão pequeno calibre. O risco maior, que era de sangramento, já passou – afirmou Prado, que é cirurgião-geral e também participou do atendimento.

(Portal G1)

Reforma dos aeroportos de Congonhas, Viracorpos e Brasília ficará com o setor privado

O governo anunciou nesta terça-feira (31) o modelo de concessão à iniciativa privada de obras e serviços de três aeroportos brasileiros – Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF). O anúncio foi feito após reunião da presidente Dilma Rousseff com prefeitos e governadores das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

As concessões serão feitas por meio de uma Sociedade de Propósito Específico, constituída por investidores privados. A Infraero terá 49% de participação nas sociedades, enquanto as empresas privadas ficarão com 51% e serão responsáveis pela construção e gestão dos terminais.

Os critérios para os editais de concessão estarão prontos em dezembro deste ano, segundo o governo. Os investimentos previstos pela Infraero para as obras em 2011 estão mantidos.

Em nota, o ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência, Wagner Bittencourt, afirmou que as medidas têm o objetivo de atender “a demanda para os próximos anos, inclusive o período da Copa de 2014″.

Na nota, o governo diz ainda que continua avaliando o regime de concessão para outros dois aeroportos – Confins (MG) e Galeão (RJ).

Segundo o ministro do Esporte, Orlando Silva, no Galeão, o objetivo das concessões seria “qualificar a operação do aeroporto”. Já no caso de Confins, o setor privado teria a função de ampliar a capacidade de infraestrutura.

As decisões sobre obras e gestão dos terminais terão de passar por aval da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

“Como acionista relevante da SPE [Sociedade de Propósito Específico], a Infraero participará das principais decisões da companhia”, diz a nota divulgada pela Secretaria de Aviação Civil.

Copa e Olimpíadas
A medida serve para acelerar as obras necessárias para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Em abril, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), órgão do Ministério do Planejamento, previu em relatório que as obras em 9 dos 13 aeroportos em cidades-sede da Copa não ficarão prontas a tempo do Mundial.

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, havia adiantado, em abril, que o governo pretendia transferir a empresas privadas a administração dos serviços nos terminais dos principais aeroportos do país.

Na ocasião, o ministro explicou que a finalidade da concessão é combinar recursos públicos e privados para adiantar as obras necessárias aos jogos.

“Queremos combinar a urgência das obras com a necessidade de investimento público e privado para que a gente possa dar resposta a essas questões no menor espaço de tempo possível”, disse Palocci na época.

(Portal G1)

Senado aprova plebiscito sobre criação do estado de Tapajós; estado equivaleria a 58% da área do Pará

O plenário do Senado aprovou na tarde desta terça-feira (31) o projeto que prevê a realização de plebiscito sobre a criação do estado de Tapajós, que seria uma divisão do estado do Pará.

A matéria já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. E, em 5 de maio, o plenário da Câmara já havia aprovado um decreto legislativo que autoriza realização de plebiscito sobre a criação de Tapajós, que estaria localizado a oeste do Pará, ocupando cerca de 58% da área total do estado. Ao todo, 27 municípios estão previstos para o estado de Tapajós, que teria Santarém como capital.

Após a promulgação da proposta pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), o plebiscito poderá ser realizado em até seis meses, de acordo com a organização da Justiça Eleitoral.

Carajás
O Congresso já aprovou projeto que prevê um plebiscito sobre a criação do estado de Carajás, que estaria localizado a sul e sudeste do Pará e teria como capital a cidade de Marabá.

O novo estado seria formado por 39 municípios, com área equivalente a 25% do atual território do Pará.

(Portal G1)

Rodoviários de Fortaleza escolhem sindicato representativo através de plebiscito

A indefinição, quanto à representatividade legal dos trabalhadores em transportes coletivos de Fortaleza deve acabar em junho. É que o Ministério Público do Trabalho vai promover, no dia 4, sábado, um plesbicito para decidir quem vai ficar à frente das negociações entre os empresários e os motoristas, trocadores e fiscais de ônibus. São dois os concorrentes: o Sintro e o Sintrofor.

A votação vai ser eletrônica e 12 mil trabalhadores, sindicalizados ou não, estão aptos a participar. A consulta vai acontecer no Colégio Municipal Filgueiras Lima, na Avenida dos Expedicionários, 3910, Jardim América, em Fortaleza.

(Redação TV Diário)

RedeTV! acusa Record de ‘furtar’ som, imagens e notícia exclusiva

A RedeTV! deve notificar a TV Record por uso indevido de imagens e áudio de uma reportagem exclusiva. A matéria original, de autoria da repórter Patrícia Zorzan, foi exibida na noite da última quinta, no telejornal “RedeTV! News”.

O furo contava que uma controladora de vôo de São Paulo, imprudente, tietou os tripulantes do avião da cantora Ivete Sangalo e desobedeceu normas, colocando em risco a segurança aeronáutica em São Paulo.

A matéria da RedeTV! reproduziu o áudio do diálogo de 1min14seg entre controladora e avião, com apoio de uma arte. No dia seguinte, o telejornal “SP Record”, apresentado por Reinaldo Gottino, exibiu não só o áudio exclusivo, mas também as artes feitas pela equipe da RedeTV!

A RedeTV!, por meio de sua diretoria de Comunicação, afirma que não recebeu nenhum pedido da Record, e tampouco lhe deu autorização para o uso de seu conteúdo exclusivo. A emissora não descarta uma notificação à concorrente. A RedeTV! se diz “surpresa” com a atitude da concorrente, uma vez que “cedeu o áudio gentilmente a todos os veículos que o solicitaram, inclusive TVs”.

Para a editora-chefe do “RedeTV! News”, Vanessa Kalil, “atitudes como esta da Record envergonham o jornalismo”.

Procurada, a Record disse que houve uma “falha” na produção, e que já retirou o vídeo de seus arquivos.

(Folha Online)

Caso Mapin: Justiça condena empresário Ricardo Mansur a 11 anos de prisão

Mais de dez anos depois da quebra de seus negócios, o empresário Ricardo Mansur (ex-Mesbla e Mappin) foi condenado a 11 anos e meio de prisão por gestão fraudulenta no MPP (Mappin Previdência Privada) e no Banco Crefisul. Outros dois ex-diretores, Herald Paes Leme e Realsi Roberto Citadella, receberam sentença de quatro anos de prisão. A condenação é em primeira instância.

O juiz da 6ª Vara Criminal de São Paulo, Marcelo Costenaro Cavali, concedeu aos réus o direito de apelar em liberdade.

“As consequências do crime foram gravíssimas, especialmente danosas ao Sistema Financeiro Nacional”, diz a sentença.

Pela fraude no processo do MPP, Mansur pegou 6 anos de prisão e mais 5 anos e meio no caso do Crefisul. Os crimes ocorreram entre meados de 1998 e 1999.

“Está muito clara a imputação de que o acusado (Mansur) era, na qualidade de administrador de fato de quase todas as empresas do grupo, o responsável pela determinação de todas as operações”, afirmou o juiz Cavali, na sentença.

“Na véspera da liquidação extrajudicial da instituição financeira [Banco Crefisul], o acusado [Mansur] teria realizado saque a descoberto no valor de R$ 10 milhões”, diz outro trecho da sentença. Àquela época o banco já devia mais de R$ 120 milhões só para o Banco Central.

O advogado de defesa de Mansur, Marcelo Rocha Leal Gomes de Sá, afirma que ele não comandou as ações apontadas pela Justiça.

“A condenação foi uma surpresa para nós. Como administrador de vários negócios, ele não teve participação nessas operações. Não há nem sequer uma assinatura dele nos documentos”, disse Gomes de Sá.

O processo também aponta vários saques injustificados, entre eles, um no valor de R$ 2 milhões do fundo de pensão dos funcionários do Mappin, em janeiro de 1999. Uma semana mais tarde, o dinheiro retornou à conta do MPP, sem remuneração.

O MPP ainda acabou tendo de pagar R$ 4 mil de ICMS.

RETORNO

Atualmente, Mansur vive em Indaiatuba, no interior paulista, depois de uma temporada em Ribeirão Preto. Em Ribeirão Preto, Mansur manteve intacto seu padrão de vida, frenquentando os dois principais clubes da cidade e participando de festas.

“Hoje é uma pessoa de classe média, que vive graças à prestação de seus serviços de consultoria”, diz Gomes de Sá.

Mansur voltou ao mundo dos negócios no ano passado, com a compra de uma participação acionária na Usina e Destilaria Galo Bravo, em Ribeirão Preto, além da Faculdade Batista de Vitória (Fabavi), no Espírito Santo.

No caso da faculdade, o negócio teria sido desfeito pela falta de pagamentos das prestações. Por responder na justiça por crimes, Mansur não pode ser dono de nenhuma empresa. Seu advogado nega que ele tenha se envolvido nesses negócios.

PENDÊNCIAS

A massa falida dos ex-funcionários do Mappin e da Mesbla deve receber um reforço com a venda de uma propriedade de R$ 35 milhões, que Mansur tentou passar para um terceiro. Mansur alegava ter vendido o casarão, antes da falência de suas empresas, por US$ 1 milhão. A Justiça rejeitou as alegações e classificou o preço informado por Mansur como “vil”.

Vários fornecedores, como a Gradiente e Multibrás; investidores, como a Fundação Cesp; e instituições financeiras, como o Bradesco e a GE Capital, esperam para receber de Mansur. Anos atrás, suas dívidas eram estimadas em R$ 3 bilhões.

 

BB desbanca Bradesco e paga R$ 2,3 bi para ficar com Banco Postal

O Banco do Brasil acaba de vencer leilão para ser parceiro dos Correios no Banco Postal, com um lance de R$ 2,3 bilhões. O banco terá direito de atuar, inicialmente, em 6.195 agências postais a partir de 2 de janeiro de 2012.

Há dez anos, desde sua criação, o Banco Postal é comandado pelo Bradesco. Pela primeira vez outra instituição bancária cuidará desse negócio, que em 2010 apresentou um lucro de R$ 820 milhões.

O leilão aconteceu em 12 rodadas, com Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Caixa Econômica no páreo. Em seu último lance, o segundo colocado Bradesco ofereceu R$ 2,25 bilhões.

O Banco Postal oferece serviços bancários básicos, como abertura de conta corrente, saque e pagamento de benefício do INSS.

O contrato entre Correios e Banco do Brasil é de cinco anos, e deverá ser assinado dentro de 15 dias. Dez dias após a assinatura, o banco deverá pagar os R$ 2,3 bilhões, que é o valor de acesso ao negócio.

Até 2 de janeiro, o banco deverá pagar também aos Correios R$ 500 milhões, referentes ao valor estimado das agências do Banco Postal. Ao longo dos cinco anos de contrato, os Correios deverão receber ainda um mínimo de R$ 350 milhões pela participação nas tarifas cobradas.

Puderam participar do leilão instituições financeiras ou instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central que tenham ativo igual ou maior a R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido igual ou maior a R$ 2,160 bilhões.

O edital publicado pelo governo determina uma tabela de tarifas, entre elas R$ 28,08 para abertura de conta-corrente e poupança, R$ 1,40 para saque em conta-corrente e poupança, R$ 0,97 para consulta de saldo e R$ 1,44 para pagamento de benefícios do INSS.

(Folha Online)

Os 5 lutadores mais importantes da história do UFC

Listas, listas. Assunto polêmico, não? Todo mundo sempre acha algum problema em alguma lista, trate ela do assunto que for, mas todos adoram listas. O site Bleacher Report publicou uma muito interessante, que certamente suscitará debates acalorados: os 5 lutadores mais importantes da história do UFC. Depois de refletir se valeria a pena publicá-la, vamos em frente.

Este artigo vai mostrar a lista do Bleacher Report (não é do MMA Brasil!), bem como um pequeno resumo do que eles falaram. Caso seja necessário, algumas notas pessoais serão introduzidas. E devemos ter uma questão em mente: hoje o MMA (e principalmente o UFC) é feito por americanos, para americanos. Assim como a Inglaterra criou o futebol e o Brasil “se apoderou”, os EUA assumiram a liderança do MMA de modo geral, seja produzindo talentos, criando as regras, organizando os melhores eventos. Ou seja, quem ganha o mercado americano do MMA sai na frente do resto.

O UFC passou de um público de 2.800 pessoas no UFC 1 para mais de 55.000 no UFC 129. As vendas de pay-per-view pularam de 86.592 pacotes no primeiro evento para 1,6 milhão no UFC 100. Desde os dias que Royce Gracie submetia pessoas que não faziam ideia do que era o nosso Jiu-Jitsu, poucos lutadores conseguiram catapultar o esporte para o ponto em que se encontra hoje.

 

 

5. Anderson Silva

O Spider está na quinta posição porque é simplesmente um dos melhores de todos os tempos. Ele deu aos fãs alguns dos mais memoráveis momentos, como no nocaute embaraçoso sobre Griffin e o famoso chute frontal em Belfort.

Goste você de Anderson ou não, ele mudou o UFC a partir do momento em que nocauteou Chris Leben, mostrando um novo nível técnico inigualável de trocação. Ele tem 13-0 no UFC e defendeu seu cinturão 8 vezes consecutivas, ambos recordes da organização.

No entanto, o Spider também é conhecido por suas performances menos estelares contra Demian Maia, Thales Leites e Patrick Coté. A única razão por ele não estar mais bem posicionado na lista deve-se à sua inconsistência e incapacidade ocasional de realmente conquistar os fãs americanos.

N. da R.: O MMA brasileiro quase pode ser dividido em “antes de Anderson x Vitor” e “depois de Anderson x Vitor”.

 

 

4. Randy Couture

Apesar do cartel de 19-11, Couture tem uma carreira histórica no UFC, com algumas das atuações mais memoráveis. Destruiu Tito Ortiz, Vitor Belfort, Tim Sylvia e Gabriel Napão, todos em lutas por cinturão. E nunca se incomodou de ter sido considerado “muito velho” na maior parte de sua carreira.

Ele foi campeão do UFC por cinco vezes. Foi o primeiro a ganhar cinturão em duas categorias de peso diferentes. Esteve presente em 15 lutas valendo título. Liderou o primeiro TUF. Está no Hall da Fama.

O Capitão América pode não ter os melhores nocautes ou a maior dominância, mas é um dos caras mais respeitados que já pisaram num octógono e um dos principais embaixadores do esporte.

N. da R.: Já falamos tudo sobre ele aqui.

 

 

3. Forrest Griffin

Ele tem uma carreira extremamente inconstante. Finalizou Maurício Shogun e venceu Quinton Jackson, quando se tornou campeão dos meio-pesados.

Por outro lado, foi também nocauteado por Keith Jardine, Rashad Evans e Anderson.

Mas Griffin está nesta lista pelo mesmo motivo que jamais será cortado do UFC. Sua batalha contra Stephan Bonnar na final do TUF 1 é considerada por muita gente como a mais empolgante luta da história do UFC. Dana White disse que será eternamente grato aos dois, já que a audiência daquele dia salvou o evento da falência.

N. da R.: Antes que alguém reclame da ausência de Stephan Bonnar, vamos estabelecer algumas diferenças. Enquanto o “American Psycho” nunca se estabeleceu na carreira, vive nos cards preliminares e pouco é notado fora do octógono, Forrest foi campeão da mais disputada categoria do UFC, mantém-se entre os tops até hoje e cativou muita gente pelo jeito sincero e engraçado. E venceu a luta do TUF 1 (e a revanche).

 

 

2. Chuck Liddell

Chuck Liddell e Anna Trebunskaya

O texto comenta que Iceman é o lutador mais fácil de se reconhecer, seja por ter aparecido na série da HBO Entourage, participado do popularíssimo programa Dancing With The Stars, pelo moicano ou por ter passado a vida nocauteando pessoas.

Num certo ponto ele chegou a ter 14-1 no UFC, com 11 vitórias por nocaute, com Couture, Tito Ortiz e Renato Babalu como algumas de suas vítimas famosas. Treinou uma das equipes da primeira temporada de The Ultimate Fighter e está no Hall da Fama. Sua segunda luta contra Ortiz foi a primeira vez que o UFC rompeu a barreira de um milhão de pacotes de pay-per-views vendidos.

Mesmo tendo perdido cinco de suas seis últimas lutas, sendo nocauteado em quatro delas, o legado de Liddell já havia sido consolidado anos antes.

N. da R.: Sem mais.

 

 

1. Georges St-Pierre

Garoto-propaganda da Gatorade

O autor diz que esta escolha pode chocar alguns, mas ele argumenta que foi GSP o responsável pelo maior público da história do UFC (os mais de 55.000 presentes ao UFC 129). E não só porque ele é absolutamente dominante, mas por ser querido e respeitado.

“Rush” fez comerciais para Gatorade, Under Armour e SportsCenter, marcas pouco atreladas a atletas de esportes de combate. Seu cartel é de 22-2, com ambas as derrotas já vingadas. Ele é tão claramente superior em sua categoria que as pessoas já querem vê-lo subir e desafiar Anderson.

Ele é considerado o cara que vai carregar o UFC a lugares inexplorados e será o rosto do MMA pelos próximos anos.

Nota da Redação: Aceito quem ache que St. Pierre ainda não deva ser apontado como o mais importante da história, por mais forte que já seja sua representatividade comercial. Liddell ou Couture também contribuíram para levar o MMA ao ponto de popularização que o esporte se encontra. Mas não tenho a menor dúvida que o canadense em breve será merecedor do primeiro posto. Muito breve.

Mas onde está Royce Gracie? Provavelmente esta é sua pergunta. Apesar de ser respeitado nos EUA, Royce tem uma importância muito maior no Brasil, que é um mercado ainda incipiente. Royce não tem muita relevância no processo de popularização do esporte, visto que o MMA quase foi banido e o UFC quase faliu depois dele.

Como de costume, fique à vontade para concordar ou discordar do que quiser, desde que mantenha educação, cordialidade e, mais importante, leia e compreenda o que leu, não apenas leia os nomes e saia comentando.

(Portal MMA Brasil)

Delegados Sindicais: Eleitos representantes do BNB e da CEF

O Sindicato dos Bancários do Ceará realizou eleições para delegados sindicais do Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal nos últimos dias 25 e 26/5, na sua base sindical. A posse está marcada para o dia 31/5 e o mandato será de um ano.

Para a Caixa Econômica Federal foram eleitos 19 delegados para o Interior e 14 para a capital. Já os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil elegeram 33 delegados para a capital e 24 para o Interior.

“Foi importante a participação do bancário, que elegeu o seu representante junto ao Sindicato”, enfatizou o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra. Ele lembra ainda que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no Artigo 543 e a Constituição Brasileira no Artigo 8º, inciso VIII, garantem a estabilidade e a irremobilidade do delegado sindical.

FUNÇÕES – O delegado sindical tem como principal atribuição estabelecer, manter e desenvolver contato permanente entre os bancários e o Sindicato, informando os trabalhadores sobre as atividades da entidade e recebendo destes as demandas sobre irregularidades que venham acontecendo nos locais de trabalho. Ele é uma espécie de ponte entre o Sindicato e sua base, levando os anseios e dúvidas da categoria até a entidade que os representa.
(SEEB/CE)

CCP do Banco do Brasil entra em funcionamento no Ceará

O Sindicato dos Bancários do Ceará, por meio dos diretores e funcionários do Banco do Brasil, Plauto Macedo, Gustavo Tabatinga e Bosco Mota entregaram ao gerente regional da Gepes, Luis Humberto Ismael da Costa, dia 25/5, o documento que autoriza o funcionamento da Comissão de Conciliação Prévia (CCP). A Comissão tem um período de vigência de um ano, que pode ser prorrogado por igual período.

“A CCP é prevista na CLT e representa um avanço no sentido de estabelecer mais uma esfera de conciliação entre empresa e empregado. Antes do processo judicial, que é demorado, você já tem a oportunidade de buscar uma conciliação de direitos que a empresa, no caso o Banco do Brasil, não tenha prestado no seu tempo”, afirmou o diretor do Sindicato, Gustavo Tabatinga.
A partir de segunda-feira, dia 30/05/2011, o Sindicato dos Bancários do Ceará começa a acolher as demandas referentes a passivos trabalhistas de ex-bancários contra o Banco do Brasil.

CCP – O novo modelo de CCP é direcionado a ex-funcionários (incluindo-se os aposentados) que têm direitos trabalhistas não observados pelo banco durante o pacto laboral. Assim, antes de buscar a Justiça do Trabalho, esses trabalhadores deverão demandar na referida Comissão, onde poderão firmar acordo com a empresa, evitando assim a longa e desgastante espera de processos judiciais. São dois representantes do sindicato e um representante do banco que compõem a CCP.

(SEEB/CE)

SEEB/CE ganha na Justiça restituição de função para bancário do Banco do Brasil

O Sindicato dos Bancários do Ceará ajuizou uma ação contra o Banco do Brasil exigindo a restituição de função de um funcionário da agência Estilo Montese, em Fortaleza. A Justiça deu sentença favorável a ação do Sindicato e mandou que fosse restabelecido o adicional de função que foi suprimido.

O bancário Osvaldo Olimpio Bezerra entrou no BB em 1983 e exerceu diversas funções até 2010, ano em que entrou na Justiça, através do Sindicato, por ter sido destituído do cargo de gerente de negócios. O processo desrespeitou o Acordo Coletivo que estabelece o mínimo de três avaliações insuficientes ininterruptas para justificar uma destituição. O funcionário não havia recebido nenhuma avaliação negativa.

Em busca de justificar o processo de destituição, o banco ainda orientou vários gerentes para tentar provar a insuficiência de Osvaldo, mas não conseguiu. A destituição da função aconteceu em 15/8 de 2010 e a sentença foi assinada no dia 26/5 de 2011 pelo juiz da 3ª Vara do Trabalho de Fortaleza, Sinézio Bernardo de Oliveira, e ainda cabe recurso.

“Esse processo de destituição foi totalmente anti-ético. Então, ganhamos por uma questão de justiça e pela ética. A Justiça entendeu isso”, comemora Osvaldo. O Sindicato dos Bancários está à disposição dos funcionários que perderam suas funções ou qualquer outra demanda contra seus direitos. O horário de atendimento dos advogados do Departamento Jurídico é de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h.

(SEEB/CE)

Gerente pratica assédio moral contra funcionários da agência do BB Caucaia

“Terra de ninguém”. É assim que os funcionários da agência Caucaia do Banco do Brasil estão classificando aquela unidade, pela falta de atenção por parte da direção do Banco às suas queixas. Por diversas vezes, tanto os trabalhadores como o Sindicato dos Bancários do Cea-rá, denunciaram as práticas de assédio moral do gerente geral da agência, Sr. Fernando José Afonso Fernandes para com o corpo funcional. Os funcionários estão ficando doentes por causa do assédio do gerente.

Na última terça-feira, dia 24/5, os dirigentes sindicais do SEEB/CE estiveram naquela agência e constataram o medo, o terror que está instalado ali. E tudo por conta do gerente que humilha os funcionários constantemente. O gerente, inclusive, pressiona os bancários a descumprirem as normas do BB e do Bacen.

Recentemente, uma funcionária foi assediada moralmente pelo gerente geral por não concordar em abrir uma conta corrente, sem os devidos documentos exigidos pelo banco. Segundo a denunciante, o gerente disse: “abra a conta, que eu estou mandando”. Dessa forma impositiva ele vai disseminando medo entre os trabalhadores.

Todas as denúncias foram acompanhadas pelo Sindicato, que orientou os funcionários a utilizarem os instrumentos internos do Banco (Ouvidoria, Comitê de Ética, Audit). Mas numa prova inequívoca de que esses órgãos não estão servindo aos seus propósitos – nada está sendo apurado. Cadê o Comitê de Ética? Cadê a Ouvidoria?

O Sindicato dos Bancários do Ceará durante o ano de 2010, fez várias ações para combater o assédio moral. Houve ações junto a Superintendência, Gestão de Pessoas e Ouvidoria. Queremos que a regra seja cumprida, pois o BB está acobertando o terror causado pelo gerente autoritário e valentão.

(SEEB/CE)

Sistema financeiro é o mais lucrativo do País com R$ 12 bilhões no 1º trimestre

O sistema financeiro foi o mais lucrativo do primeiro trimestre deste ano, segundo levantamento da consultoria Economática considerando 307 empresas de capital aberto no País. Juntos, os 25 bancos registraram ganho de R$ 12 bilhões de janeiro a março de 2011, uma alta de 18,2% frente ao lucro de R$ 10,1 bilhões do mesmo período do ano anterior.

“O lucro no primeiro trimestre de 2011 dos bancos concentra 23,13% das 307 empresas listadas”, diz a consultoria em nota. O setor de mineração aparece em segundo lugar no ranking, representado pela Vale, com ganho de R$ 11,29 bilhões, o equivalente a 21,76% do total das empresas listadas. Na terceira posição, aparece o setor de petróleo e gás, representado pela Petrobras, com ganho de R$ 10,9 bilhões, ou 21,17% do total.

Juntas, as duas maiores empresas de capital aberto do País lucraram R$ 22,2 bilhões, o que representa 42,9% do total do lucro consolidado das 307 empresas listadas. Ao todo, as empresas de capital aberto estudadas no primeiro trimestre registraram lucro de R$ 51,8 bi nos primeiros três meses do ano, uma alta de 41,5% sobre o ganho de R$ 36,6 bilhões no mesmo período de 2010.

(SEEB/CE)

Assaltante ‘Salsicha’ é morto durante operação policial; quadrilha é desarticulada

Uma operação policial terminou com a morte de bandido Víctor Antônio da Silva Oliveira, o “Salsicha”, e a desarticualação da quadrilha que atuava assaltando condomínios na área do Eusébio e adjacências.

A ação, parceria do Grupamento Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO), Comando Tático Motorizado (COTAM) e Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), ocorreu na noite desta segunda-feira (30).

Na operação, houve troca de tiros na BR-020, quando foram presas duas mulheres e um homem, e uma adolescente foi apreendida. O assaltante foi baleado, não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no IJF.

Com o bando foram encontradas três armas, um cano e um maçarico. A polícia suspeita de que eles pretendiam usar os instrumentos para arrombar um caixa do Banco do Brasil.

Muito sossego

“A quadrilha praticava assalto a residência – constragendo pessoas – homicídio, tráfico de drogas. Já estavam matando por encomenda, a mando de traficantes. A desarticulação dessa quadrilha, eu acredito, vai trazer muito sossego tanto para Fortaleza como para a Região Metropolitana”, disse o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar, coronel Hervano Macedo.

De acordo com a delegada titular da Delegacia Metropolitana do Eusébio, Ana Lúcia Almeida, o bando já vinha aterrorizando a população há anos. “O grupo já praticava assaltos, homicídios e tráfico de drogas há mais de seis anos no Eusébio e em áreas adjacentes”, diz Ana Lúcia Almeida.

(Portal Verdes Mares)

Dinheiro fácil atraia seringueiros nordestinos à Amazônia após a 2ª Guerra

Rio Branco e Brasília — A ilusão da fortuna fácil com a seringa não se restringiu ao período da Segunda Guerra. Cerca de 10 anos depois da chegada dos primeiros soldados da borracha à Amazônia — homens que fizeram valer uma parceria do governo de Getúlio Vargas para fornecer borracha aos americanos —, outros nordestinos ainda se aventuravam pelo Norte do país em busca de uma vida melhor. Mas poucos conseguiram. Além de não haver mais as mãos do governo na empreitada, seringueiros da própria região já estavam se integrando aos grupos que chegaram a partir de 1942, formando um grande exército de homens e mulheres ludibriados pela promessa de enriquecimento fácil.

Hoje, os poucos sobreviventes continuam à procura de melhorias. Mas eles ainda têm dificuldade de acessar uma aposentadoria. Temem também não estarem vivos quando a Justiça decidir sobre a indenização individual de R$ 763,8 mil requerida pelo sindicato da categoria.

Sem saber ler ou escrever, Raimundo Tamarana do Vale, 81 anos, decidiu, aos 24 anos, deixar o Ceará em busca de uma vida melhor nos seringais da Amazônia (Edson Luiz/CB/D.A Press )
Sem saber ler ou escrever, Raimundo Tamarana do Vale, 81 anos, decidiu, aos 24 anos, deixar o Ceará em busca de uma vida melhor nos seringais da Amazônia

Sem saber ler ou escrever, Raimundo Tamarana do Vale, 81 anos, decidiu, aos 24 anos, deixar o Ceará em busca de uma vida melhor nos seringais da Amazônia. Afinal, em seu estado o que mais se falava era na possibilidade de riqueza com o ciclo da borracha. “Me disseram que aqui se juntava dinheiro com gancho”, recorda Raimundo, que chegou ao Norte do país com mais 17 pessoas. “Na minha terra, ainda tentei plantar, mas a seca e a peste acabaram com tudo. O tempo no Ceará estava muito ruim naquela época”, conta o ex-seringueiro, que lembra bem a primeira vez em que extraiu a borracha: “Era 1º de abril de 1955”.

Ao desembarcar no Acre, Raimundo decidiu seguir para a região de Xapuri (AC). “Cheguei em um seringal bruto, morava embaixo de um barracão de onde só se ouviam os esturros das onças e os gritos dos macacos”, lembra o ex-seringueiro. “Lá se morria ou de picada de cobra ou de malária”, recorda. Orgulhoso de ter criado oito filhos no seringal e de não ter dívidas com os patrões, ele fica triste ao falar sobre sua situação atual. Ao contrário dos soldados da borracha, Raimundo não conseguiu nenhuma outra aposentadoria a não ser a de trabalhador rural. Nem mesmo foi incluído entre os seringueiros nativos que ganham uma pensão vitalícia da Previdência Social. “Mas o pouco com Deus é muito”, diz, conformado.

Raimundo não recebe a pensão vitalícia a que têm direito os soldados da borracha exatamente por ter chegado depois do fim da Segunda Guerra. A lei que instituiu o benefício, de dois salários mínimos, abrange apenas os homens recrutados no âmbito do conflito mundial e seus herdeiros, mas só se eles comprovarem que não têm condições de se sustentar. Hoje, 14.063 pessoas recebem a pensão pela Previdência Social, no valor médio individual de R$ 1.070. Na ação movida na Justiça Federal pelo Sindicato dos Soldados da Borracha e Seringueiros de Rondônia, o valor da indenização pedida é R$ 763,8 mil, que seria o pagamento de R$ 950 mensais equivalentes ao período de 1942 a 2009. “ Não se trata de estabelecer dois salários mínimos. O critério que adotamos foi considerar o menor valor que poderia ser pago a eles pelos danos materiais e morais”, afirma o advogado Irlan Rogério Erasmo da Silva.

Silva acredita que o processo, caso seja julgado procedente, pode abrir caminho para que outros soldados da borracha entrem com ações. Segundo ele, a indenização teria que ser paga pelo governo brasileiro, já que os Estados Unidos chegaram a liberar US$ 150 milhões ao Brasil em 1942. O sindicato anexou vários documentos ao processo, como cópias de depoimentos dados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Campanha da Borracha, instalada em 1946 pelo Congresso Nacional. “Nos anos iniciais de trabalho, nenhum seringueiro conseguiu saldar o débito com o seringalista no barracão e, daí em diante, eles tiveram que aviar com o patrão, submetendo-se às condições de escravos”, acrescenta.

 

Ação tem prioridade

Um dos depoimentos usados no processo movido pelo Sindicato dos Soldados da Borracha e Seringueiros de Rondônia é o do médico Ezequiel Burgos, que confirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Campanha da Borracha, em 1946, a situação trágica dos seringueiros levados para a Amazônia. “Ultimamente, tem regressado dos seringais um certo número de homens fazendo as piores referências ao modo de serem recebidos e tratados nos seringais, ao que dizem. Falta comida, passando o dia com um pouco de café puro e algumas vezes carne podre de Cr$ 16 (cruzeiros) o quilo”, disse o médico aos parlamentares.

O processo está tramitando com prioridade, já que todos os integrantes da ação têm mais de 60 anos. A União foi citada e também apresentou contestação nos autos. O governo destacou, em sua defesa, que os fatos ocorreram na década de 1940, quando estava em vigência a Constituição de 1937. “Entretanto, o pedido do autor se embasa na atual Constituição, promulgada 51 anos depois do fato ocorrido”, ressalta a Advocacia-Geral da União (AGU). “A União salienta que os efeitos patrimoniais reclamados por meio da ação são sujeitos à prescrição; que a reparação por dano moral e material não comporta pedido genericamente formulado e que não existe, nos autos em questão, prova do nexo causal (causa) e tampouco dos prejuízos sofridos pelo autor, requisitos estes necessários em demandas dessa espécie”, acrescenta a AGU, por meio de nota.

Como o caso envolve outro governo, o Itamaraty foi acionado para auxiliar na tramitação dos documentos. “A 2ª Vara Federal de Rondônia enviou ofícios sobre o assunto ao Itamaraty, em fevereiro e setembro de 2010, com o pedido de que fossem encaminhados à Embaixada dos Estados Unidos. Ambos os ofícios foram, de fato, encaminhados à embaixada americana por nota verbal”, informou a chancelaria brasileira. Procurada, a embaixada americana não retornou à reportagem.

(CORREIO BRASILIENSE)

Halleluya 2011 divulga atrações para o festival

O festival Halleluya, atração de louvor no fim das férias de julho, apresentou as principais bandas e artistas convidados para o evento este ano. O maior destaque da 14ª edição é a banda católica de rock Rosa de Saron. As músicas cantadas pelo grupo tratam de temas religiosos. O festival Halleluya 2011 tem como tema “Solte a sua voz” e será realizado entre os dias 20 e 24 de julho, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU).

 Outras 19 atrações estão confirmadas. Irão para o evento as bandas Anjos de Resgate, Comunidade Recado, Rosa de Saron, Ministério Adoração e Vida, Banda Dominus, Brasa Viva, Missionário Shalom e Alto Louvor. Também participam os cantores Batista Lima, Adriana, Olivia Ferreira, Dunga, Netinho, Davidson Silva, Ir. Kelly Patrícia, Diego Fernandes, Cosme, Ítalo e Renno, Maninho e Suely Façanha. A expectativa da organização é de reunir 30 artistas, misturando diferentes ritmos musicais, como axé, rock, gospel, pagode, forró e sertanejo.

 Pela primeira vez, o evento fará o festival de música, teatro e dança, que terá três etapas. Artistas de todo o País podem participar. A fase final será realizada durante o Halleluya e os três primeiros lugares receberão prêmios. O objetivo é descobrir os novos artistas. Dois palcos serão montados. Um para as bandas convidadas e o outro para o festival.

 Para atrair o público jovem, também será realizada a competição de esportes radicais, nas modalidades skate, bicicross e motos. No local, também serão montados brinquedos radicais. “O Halleluya não é só um evento religioso. Ele tem a característica de unir as artes”, afirma Aurenilton Leão, coordenador do evento.

A expectativa da organização é de que o Halleluya receba 900 mil pessoas este ano, durante os cinco dias de apresentações. O crescimento médio do público, a cada ano, é de 10%.

 A proposta do festival é estimular a cultura de paz. As pessoas devem curtir o evento sem violência. “É uma alternativa para quem quer viver uma festa diferente”, disse Gabriela Dias, responsável pela Comunidade Católica Shalom em Fortaleza.

 A entrada do evento será franca, mas os participantes devem doar 1kg de alimento não-perecível, que será distribuído a entidades filantrópicas ao final do evento, como já é tradição a cada Halleluya.
ENTENDA A NOTÍCIA
O Halleluya é realizado desde 1997. A Comunidade Católica Shalom apresentou 20 atrações que vão se apresentar no “Festival Halleluya 2011 – Solte a sua voz”. A principal atração deste ano é a banda de rock Rosa de Saron.

(Geimison Maia – O Povo Online)

‘Lula liquida qualquer capital político de Dilma’, diz Ciro

O ex-ministro Ciro Gomes (PSB) criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ir até Brasília intervir a favor do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, no caso das revelações sobre a empresa de consultoria do petista. Para Ciro, a atitude de Lula “liquida qualquer capital político” da presidenta da República, Dilma Rousseff.

Ciro Gomes palestrou sobre desenvolvimento sustentável em um evento realizado na Assembleia Legislativa do Ceará na manhã desta segunda-feira (26). Antes e depois de sua participação, o ex-ministro falou durante 20 minutos, ao todo, com a imprensa. Foi tempo suficiente para ele criticar administração da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), aliada de seu irmão governador Cid Gomes (PSB), falar de sua permanência no PSB e comentar o caso Palocci.

“O caso do Palocci é gravíssimo, na minha opinião. O Palocci está obrigado, na minha opinião, a dar as devidas explicações, no devido tempo, na devida forma”, disse ele. Ciro afirmou que admira Palocci, mas que a situação enfraquece o governo Dilma. “Eu gosto dele. Acho que ele tem uma massa de serviços prestados que o credenciam, portanto eu o presumo como inocente. Mas é muito constrangedor o que está acontecendo. É preciso que seja resolvido isso com cabal explicação”.

Ciro reprovou a atitude do Lula de intervir publicamente no caso. “Lula tem esse equívoco. Inclusive ele cometeu um erro. Se ele queria ajudar, fizesse isso pelo telefone, discretamente”, ponderou. Para ele, a atitude do ex-presidente pode fazer transparecer falta de pulso de Dilma. “Ir até Brasília liquida qualquer capital político que a Dilma possa e deva acumular. Porque é inerente a liderança que ela tem como presidenta da República. Agora depende só do Lula o Brasil? Eu sou contra isso”, finalizou ele.

(Ultimo Segundo)

Marcos Mion e Record são processados por homofobia

Entidades do movimento gay reclamaram de comentários de Marcos Mion no “Legendários”, da Record.

Durante o programa, o apresentador disse que a drag queen Nany People “tem surpresinha” e perguntou “o que ela faz com o pacote” na hora do banho.

Tanto o apresentador quanto a emissora estão sendo processados por homofobia.

Ele diz que o caso está com o departamento jurídico da Record, que, por sua vez afirma que houve “exercício da liberdade de expressão” que “não feriu ninguém”.

(Folha Online)

Piercing estilo “corselete” é a nova moda em modificação corporal

Os adeptos das modificações corporais estão sempre inovando nas bizarrices. A nova tendência é o piercing estilo “corselete“. A técnica consiste em prender argolas na pele e, em seguida, decorar com fitas entrelaçadas.

A arte custa cerca de R$ 800 e pode ser feita em qualquer parte do corpo que tenha pele “solta”. As regiões mais populares são costas, costelas e garganta. O resultado só pode ser aproveitado por algumas semanas – depois os aros precisam ser removidos, conforme o “Mirror“.

Os médicos enxergam vários riscos na técnica. Eles advertem sobre o perigo de cicatrizes permanentes, exposição a infecções e também para a possibilidade de prender as argolas em algum lugar e rasgar a pele.

Além disso tudo, deve doer pra caramba!

(RW Clic RBS)

 

Suspeito de assassinar líder camponês Adelino Ramos se entrega

Ozeas Vicente, agricultor rondoniense de 38 anos e suspeito de assassinar o líder camponês Adelino Ramos, se entregou nesta segunda-feira (30) à polícia. A informação é da própria Polícia Civil, que confirmou a prisão de Vicente por volta das 10 horas da manhã na delegacia de Extrema de Rondônia.

O pedido de prisão preventiva contra Ozeas Vicente foi feito imediatamente. Encurralado em Rondônia – a polícia havia fechado todas as estradas e fronteiras do Estado e as mantinha vigiadas -, o agricultor foi obrigado a se entregar e espera-se que confesse o crime cometido na última sexta.

Para evitar uma rebelião dos moradores da cidade, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios de Porto Velho. Ele será interrogado ainda à tarde. Os policiais querem apurar o envolvimento dele no crime e, caso a suspeita seja confirmada, entender suas motivações.

O setor de inteligência da Polícia Federal (PF) está auxiliando a Polícia Civil de Rondônia a descobrir se o suspeito tem antecedentes criminais e envolvimento em outras ocorrências.
Remanescente do massacre de Corumbiara, Adelino foi executado na manhã da última sexta-feira em Vista Alegre do Abunã, município situado na divisa de Rondônia, Acre e Amazonas.

(Época Online)

Osama bina Laden: De milionário a sanguinário

Em dezembro de 2001, Osama bin Laden vestia uma jaqueta camuflada e tomava chá de hortelã numa caverna em Tora Bora. Era uma forma de amenizar o frio, que chegava a 20 graus negativos naquela região inóspita, na fronteira do Paquistão com o Afeganistão. Ele estava ali escondido porque semanas antes fora identificado como o autor intelectual do terrível atentado do dia 11 de setembro, em que dois aviões de passageiros foram lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, Estados Unidos. Guerrilheiros depois interrogados pelo serviço secreto americano disseram que se algo diferenciava aquele homem de 44 anos dos demais terroristas ali reunidos era a tranquilidade. Bin Laden já estivera escondido naquela região afegã entre 1996 e 1997, logo após ter sido expulso do Sudão, cujo governo era pressionado pelos Estados Unidos a não dar guarida para um homem já então perseguido por ações terroristas. Ele e suas então três mulheres e 18 filhos (no fim da vida, esses números subiriam para cinco mulheres e pelo menos 24 crianças) moraram em casebres que serviam antes para abrigar gado. Os seis pequenos quartos foram erguidos com blocos de rocha tirados do granito do morro. O telhado era de madeira e palha, e as portas e janelas eram apenas buracos na pedra, cobertas por peles de animais. Com comida escassa, as crianças passavam os dias com fome. Sem eletricidade para ligar uma geladeira, a primeira mulher de Osama, Najwa, tentava conservar alimentos perecíveis colocando-os sob uma corrente de água fria que vinha da montanha. Na falta de água encanada, o banho era feito com potes de metal. Para um dos principais herdeiros de uma das maiores fortunas da Arábia Saudita, parece desapego demais. Por que alguém tão privilegiado optou pelo caminho do ódio?

Osama bin Mohamed bin Awad bin Aboud bin Laden foi o 17º dos 54 filhos de Mohamed Awad bin Laden. Cego de um olho, Mohamed migrou do Iêmen para a Arábia Saudita, no começo do século passado, para trabalhar como pedreiro em obras de empresas de petróleo americanas. Eficiente, logo passou a comandar canteiros de obra. Ao perceber que as construtoras tradicionais estavam ocupadas com as obras das petrolíferas, fundou sua construtora. Ganhou contratos com o governo saudita e a amizade do rei Abdulaziz. Em 1955, chegou a ministro de Estado. Segundo um relatório da embaixada alemã de 1958, a Mohamed Bin Laden Organization era a empresa mais rica do país, com bens mais valiosos que os do próprio Estado. A família Bin Laden era a elite da Arábia Saudita, e ao mesmo tempo não era. Num país de tradição familiar profundamente enraizada, Mohamed sempre seria visto como estrangeiro. Teve 22 esposas, mas nenhuma nobre: era-lhe vedado casar com alguém de outra linhagem.

Alia al-Ghanem, mãe de Osama, nasceu na Síria e vinha de família pobre. Tinha 15 anos quando o filho nasceu. Aos 18 já estava separada. Foi repassada para um funcionário de Mohamed, com quem teve mais quatro filhos. Naquela casa simples, Osama era um estranho. Era herdeiro de um homem muito rico, a quem raramente via. Sua única referência era Alia. Um antigo vizinho conta que, mesmo aos 18 anos, Osama se deitava aos pés da mãe e os afagava. “Se soubesse que ela estava magoada, nem conseguia dormir.” Mohamed morreu em 1967, quando seu helicóptero, pilotado por um americano, caiu. O pequeno Osama, então com 10 anos, herdou US$ 80 milhões.

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RIQUEZA
Os Bin Ladens na Suécia, em 1971. Osama não estava nessa viagem e depois se afastou da vida luxuosa dos outros parentes

O irmão mais velho de Osama, Salem, assumiu os negócios da família e os aproximou do Ocidente. Criado por duas décadas na Inglaterra, tinha cabelos longos e era fã dos Beatles e dos Rolling Stones. A Arábia Saudita enriqueceu depressa, com a crise do petróleo de 1973, e Salem soube tirar proveito. A lei do país estabelecia que empresas estrangeiras precisavam se associar a um intermediário local. Assim Porsche, Volkswagen e General Electric foram representadas pela Bin Laden Brothers. Playboy internacional, Salem conversava com suas namoradas na Inglaterra e nos Estados Unidos por telex. Quando pilotava algum de seus aviões, conversava com amigos e parentes espalhados pelo mundo graças a uma intrincada e caríssima ligação via rádio e centrais telefônicas montada por ele. Quando não tinha a quem ligar, passava o voo tocando gaita para as telefonistas. Sob o comando de Salem, cerca de um quarto dos 54 filhos de Mohamed bin Laden estudou nos Estados Unidos. Osama não estava entre eles.

Depois da morte do pai e durante a adolescência, Osama estudou na Escola-Modelo Al-Taghr. Era uma instituição de elite na Arábia Saudita criada para propagar uma filosofia de ensino europeia, dentro do projeto de secularização do país empreendido pelo rei Faissal. A escola tinha orientação ocidental, mas dentro dela surgiu um grupo de estudos islâmicos, organizado por um professor de educação física sírio. Bin Laden gostava de esportes e, para poder jogar futebol, passou a frequentar as reuniões do professor. Com o passar dos meses, as reuniões foram tomando todo o tempo do jogo. Da mera leitura do Alcorão, livro sagrado do islamismo, as aulas do professor enveredaram para o antissemitismo. “As histórias eram realmente violentas. Comecei a pensar nas desculpas que poderia arranjar para nunca mais voltar”, disse um aluno da escola que abandonou o círculo. Bin Laden ficou. E tornou-se um radical.

Ainda na escola, aos 17 anos, casou-se com sua prima Najwa, de 14. Foi a primeira de seis mulheres (um casamento foi anulado). Ele não lhe permitia falar com estranhos nem podia olhar para uma mulher que não fosse a sua. Ao visitar os irmãos, cobria os olhos se uma mulher sem véu abrisse a porta. Para Bin Laden, os filhos deveriam viver como Maomé vivera. Como no tempo do profeta não havia medicamentos, eles deveriam tomar remédios só em casos extremos. Vários eram asmáticos, mas Bin Laden lhes recomendava apenas quebrar um pedaço de favo de colmeia e respirar através dele. Treinados para ser guerreiros, eram obrigados a fazer longas caminhadas pelo deserto sem tomar um pingo d’água. Brinquedos também eram malvistos. Até gargalhar era recriminável. Não se devia demonstrar emoção à toa. As crianças podiam rir, desde que não expusessem os caninos. Bin Laden repreendia um filho de acordo com o número de dentes à mostra.

Quando concluiu o ensino médio, em 1976, Bin Laden recusou-se a aparecer na foto de formatura. Seguia a linha religiosa que considera as imagens uma forma de adoração, quando só Deus pode ser adorado. Músicas competiam com sons sagrados e com a reza. Sem espaço nas empresas da família por falhas em sua formação – cursou faculdades de administração e economia, mas não as concluiu –, destacou-se pela dedicação ao islamismo. As obras de construção civil em cidades sagradas ficaram a cargo dele.

Do ativismo religioso passou, em 1979, ao apoio à guerrilha armada. Naquele ano, conheceu seu primeiro mentor: Abdullah Azzam, um teólogo radical irado com a invasão do Afeganistão por tropas da União Soviética. “Fiquei com raiva e entrei no Afeganistão de vez”, disse Bin Laden a uma revista árabe. Para ele, sob o controle do regime Taleban aquele seria o único país fiel ao islamismo no mundo.

AFP

RIQUEZA
Bin Laden na guerra contra os soviéticos no Afeganistão, na década de 80. Era patrocinador da guerrilha e passou a líder terrorista

Bin Laden passou os primeiros anos da guerra levantando dinheiro e máquinas da construtora da família. Em 1984, tornou-se conhecido como “Príncipe saudita”. Bem- vestido, visitava os hospitais com feridos árabes e afegãos. Anotava os nomes dos doentes e depois enviava cheques para suas famílias. Nas áreas de conflito, entregava de avião máquinas pesadas de construção para abrir caminho e demolir pontes. Eram equipamentos da empresa da família. Bin Laden também criou campos de treinamento de guerrilheiros no Paquistão. Foi o embrião de sua própria organização terrorista.

Quando os soviéticos começaram a deixar o Afeganistão, em 1988, Bin Laden fundou a organização jihadista Al-Qaeda Al-Askariya (A Base Militar, na tradução do árabe), depois chamada apenas de Al-Qaeda. Sua intenção agora era levar o islamismo a outras partes do mundo. Escolheu como inimigo principal os Estados Unidos, por seus laços estreitos com Israel e por ser a principal força do mundo ocidental.

O primeiro atentado a bomba promovido pela Al-Qaeda, em 1992, tinha como alvo um hotel no Iêmen que costumava hospedar soldados americanos. Dois turistas morreram. Em 1993, colaborou com uma milícia somali que derrubou dois helicópteros americanos (18 mortos). Em 1994, por pressão dos EUA, o governo saudita confiscou os bens e a cidadania de Bin Laden.

Nessa época, ele já fugira para o Sudão. Lá, Bin Laden fez fortuna trabalhando como construtor em obras do governo. Reproduziu em Vila al-Riade sua vida pregressa, inclusive com antigos funcionários de suas casas na Arábia Saudita. Disse ao filho Omar: “O Sudão agora é o nosso lar. Passarei minha vida nesta terra”. Pressionado pela família, ensaiou fechar a Al-Qaeda, que consumia dinheiro demais e não trouxera as transformações almejadas. Convocou o jornalista Jamal Khashoggi, que o acompanhara no Afeganistão, para gravar em vídeo sua conciliação com o governo saudita. Diante do jornalista, o desanimado Bin Laden ganhou confiança. Passou a cobrar caro por sua rendição. Em 1996, o Sudão ofereceu aos EUA capturá-lo. Sem acusação formal para prendê-lo, os americanos dispensaram a oferta.

No fim de 1996, Bin Laden fugiu para o Afeganistão. Lá, planejou bombardeios simultâneos contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998. De lá também articulou o 11 de setembro de 2001. Três anos depois, assumiu a autoria do atentado e procurou justificar o crime que traumatizou a humanidade, sem distinção religiosa: “Alá sabe que não passava por nossa cabeça atacar as torres, mas a situação se tornou inevitável”.

Desde o atentado que eternizou sua imagem como a personificação do mal no século XXI, manteve-se encurralado. Para não atrair a atenção daqueles que queriam matá-lo, isolou-se de contatos com o mundo exterior, inclusive com a maioria dos membros da Al-Qaeda. Entre os dias 16 de setembro de 2001 e 21 de janeiro de 2011, divulgou 35 gravações de áudio ou vídeo. A principal mensagem que traziam era que continuava vivo. Não estava completamente calado, mas já não era ouvido. Esperava a morte chegar.

(Epoca Online)

Willy Borges: Delegado faz xixi em boate, atira contra dois policiais militares e é preso em Goiânia

O delegado de polícia do Distrito Federal Willy Borges de Amorim foi preso por atirar em dois policiais militares de Goiás, após fazer xixi dentro de uma boate, em Goiânia. O crime ocorreu na madrugada de domingo (29), na Exposição Agropecuária de Goiás, no setor Nova Vila.

Os policiais militares Danilo Souza Campos e Georgeton dos Passos Rodrigues, que estavam de folga e faziam a segurança da boate Santa Fé, perceberam que o delegado estava fazendo xixi dentro do camarote. Ao questioná-lo, foram baleados.

Durante a abordagem, por volta das 3 horas da manhã, Danilo pediu que Willy parasse de urinar no local, e quando se virou, o delegado sacou uma pistola 380 e efetuou dois disparos que atingiram a perna do militar.

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar, o outro policial, Georgeton, entrou em luta corporal e também acabou sendo baleado na perna.

Preso em flagrante, o delegado foi levado para a Delegacia de Homicídios, na Cidade Jardim, onde permanece detido. Ele responderá por tentativa de homicídio. Os baleados foram encaminhados para o hospital e passam bem.

A administração da boate Santa Fé comunicou que os dois policiais baleados não trabalhavam para a casa e que o incidente ocorreu na portaria, na fila de entrada. O delegado, que teria provocado problemas na sexta-feira, quando teria urinado dentro do camarote, foi proibido de entrar novamente no local no dia seguinte.

Ao ser barrado na portaria, Willy começou uma confusão e foi questionado pelos dois policiais militares que, segundo um dos administradores da boate, também aguardavam para entrar na casa. A briga teria começado, e o delegado, disparado contra eles.

(Uol)

Morador de rua acha 10 mil reais em lata de lixo; dinheiro pertencia ao Banco do Brasil

Portal Canindé Notícias
Na sexta-feira, 14/05, um fato inusitado aconteceu em Canindé, quando o morador de rua José Ednardo Venâncio dos Santos, 19 anos, conhecido como “Tiziu”, encontrou dentro de um tambor de lixo a quantia de R$ 10.000,00, e pensando se tratar de dinheiro falso, saiu distribuindo as cédulas de R$ 100,00 com conhecidos. 
Segundo informações de Tiziu, ele de posse do dinheiro, jogou aproximadamente R$ 3.000,00 dentro do rio Canindé, uma outra parte teria enterrado, mas nem ele mesmo lembra onde teria enterrado o dinheiro, tendo em vista que é usuário de drogas, e no dia deste fato estaria sob efeito de drogas. Além de distribuir o dinheiro e fazer compras  sem nem mesmo aceitar receber o troco, algumas pessoas chegaram a tomar dele boa parte da quantia.
O inusitado de toda esta história, que poderia mudar a vida deste morador de rua, é que 24 horas depois de ter encontrado o dinheiro, Tiziu encontrava-se na praça da Basílica de Canindé pedindo esmolas para comprar alimentos.
O tal fato curioso, chamou a atenção na cidade, e até foi noticiado na rádio Aquarela Fm, repercutindo,  inclusive, na imprensa da capital. Mas a principal pergunta que todos querem a resposta seria saber qual a origem do dinheiro encontrado por Tiziu na lata de lixo. Daí então, a equipe de reportagens do Portal Canindé passou a investigar o caso e a ouvir testemunhas sobre tal fato inusitado. Segundo relatos de fontes sigilosas, o dinheiro teria saído possivelmente da agência do Banco do Brasil, que fica nas proximidades do local onde foi encontrado o dinheiro. Conforme apuração de nossa reportagem, possivelmente uma funcionária da agência bancária teria, num momento de distração, na hora da contagem do dinheiro, deixado cair na lixeira do Banco algumas notas, e segundo a própria funcionária, ela não teria percebido;  posteriormente uma funcionária terceirizada recolheu o conteúdo da lixeira do Banco e jogou no tambor da rua, que fica nas proximidades, sem se dar conta de que estava jogando R$ 10.000,00 na lata do lixo.
O caso foi tão sério, que segundo informações de pessoas próximas à funcionária do Banco que deixou cair o dinheiro na lixeira, ela teria ressarcido ao Banco a quantia num prazo de 48 horas do ocorrido.  A gerência do Banco não se pronunciou sobre o fato, confirmando ou negando as informações.
 O morador de rua Tiziu 
Tiziu dorme ao relento, na praça da Basílica, em Canindé
Radialista Assis Vieira sendo entrevistado sobre o assunto no Programa João Inácio Show, da TV Diário

 

 

 

 

 

“Gurita”, testemunha que afirma ter recebido R$ 100,00  de “Tiziu”

 

 

 

 

 

Maria das Graças Ferreira que doa refeições diariamente ao morador de rua Tiziu

Travestis e transexuais poderão usar nome social em escolas do Espírito Santo

O Conselho Estadual de Educação do Espírito Santo aprovou a resolução 2.735/2011, que permite a inclusão do nome social dos Travestis e Transexuais nos registros escolares das escolas do estado. A partir disso, as instituições devem incluir nas “chamadas”, registros diários de frequência, entre parênteses, o nome social pelo qual estudante se identifica.

 A resolução foi publicada no Diário Oficial no dia 20 deste mês. De acordo com o presidente da ABGLT, Toni Reis, o processo estava parado desde 2008, mas agora as/os Travestis e Transexuais têm direito a usar a denominação com a qual se identificam. “Isso é uma grande vitória para movimento”, afirmou o presidente em nota.

No entanto, o nome social não deverá constar nas declarações do histórico escolar, dos certificados e dos diplomas. De acordo com a resolução, cabe à instituição de ensino garantir a presença e a permanência do aluno, tendo em vista o respeito às diferenças. “Os professores e demais profissionais da educação devem estar atentos para evitar toda e qualquer forma de discriminação e preconceito que traga constrangimento para o (a) aluno (a)”, diz o texto.

(Portal Terra)

Irã enforcará 300 traficantes de drogas, diz jornal

Teerã – Trezentos traficantes de drogas estão no corredor da morte no Irã, informou o Judiciário iraniano, refletindo a linha-dura do país com os narcóticos e aumentando as preocupações sobre o uso amplo no país da pena capital.

“Para 300 condenados em crimes relacionados às drogas, incluindo aqueles pegos com a posse de pelo menos 30 gramas de heroína, foram emitidos vereditos de execução”, disse o procurador-geral do Irã, Abbas Jafari Dolatabadi, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Sharq.

Todos os condenados devem ser executados por enforcamento.

Segundo a Anistia Internacional, o Irã fica atrás apenas da China no número de execuções, com pelo menos 252 pessoas executados ano passado.

Além do tráfico de drogas, também são punidos com a pena de morte assassinatos, adultério, estupro, roubo a mão armada e apostasia (negação da religião) de acordo com a Sharia, lei muçulmana, praticada no Irã desde a revolução islâmica de 1979.

O Irã minimiza as críticas contra seu sistema judiciário, afirmando estar implementando a lei islâmica e acusando o Ocidente de usar dois pesos e duas medidas.

O tráfico e o vício em drogas são um grande problema no Irã, país que tem uma longa e porosa fronteira com o Afeganistão, a maior fonte mundial de heroína. O Irã enforcou seis condenados por tráfico de drogas na quinta-feira, quando 11 condenados foram executados no total, sendo cinco deles em público.

(Exame Online)

Vem aí o 21º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema

O ano de 1991 foi marcante para os cinéfilos de Fortaleza. A Vídeo Mostra Fortaleza surgiu no panorama cultural da cidade com o objetivo de exibir obras de cineastas locais. Quatro anos depois, já era uma mostra nacional e logo adotou o nome Cine Ceará – Festival Nacional de Cinema e Vídeo. Mais conhecido hoje como Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, a 21ª edição do tradicional festival terá a temática Religião e Religiosidade de 8 a 15 de junho.

Realizado nos últimos anos no Cine São Luiz, o palco muda para o Theatro José de Alencar. Em entrevista ao Cinema com Rapadura, o diretor do Cine Ceará, Wolney Oliveira, apontou as vantagens do novo local. “É acusticamente melhor, teve todo o sistema de condicionador de ar renovado, possui um centro de convivência por meio dos jardins de Burle Marx, oferecendo mais segurança por estar inserido dentro do Theatro e ainda comporta no mínimo 800 pessoas”, contou.

O evento levará ao público cearense mais de 100 produções de cinema e vídeo brasileiras e ibero-americanas, promovendo o intercâmbio entre profissionais de audiovisual e abrindo espaço aos novos talentos da área. O Cine Ceará promove durante sua programação as Mostras Competitivas de Curta e Longa metragem e ainda seminários, oficinas e mostras especiais, além de homenagear profissionais e personalidades de renome nacional e internacional na área do audiovisual.

A lista de longas-metragens selecionados para Mostra Competitiva é composta por nove produções, todas inéditas no Brasil, sendo três nacionais: “O Coro” (foto), de Werner Schumann, escolhido como filme de abertura do festival; e dois filmes cearenses, “Homens com Cheiro de Flor”, de Joe Pimentel; e “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry. Já a Mostra Competitiva de Curta Metragem, com produções nacionais, contará com 12 concorrentes.

“Ainda será feita uma exibição hors concours de ´Os Últimos Cangaceiros´, meu terceiro longa metragem que marca sua estreia mundial no 21º Cine Ceará”, completou Wolney sobre a programação do Cine Ceará, que terá também a Mostra Estela Bravo, um dos grandes nomes do documentário internacional, que irá lançar seu último média-metragem “Operação Peter Pan: Fechando o Círculo em Cuba”.

Outra novidade é que a programação terá entrada gratuita em Fortaleza, entre os dias 9 a 14 de junho (os dias 8 e 15 serão abertos apenas para convidados), o que facilita o acesso ao evento. Wolney lembra que a doação de alimentos ainda é preocupação do festival. “A Associação Cultural Cine Ceará irá adquirir uma quantidade de alimentos e doar às entidades que receberam os donativos nas edições anteriores”.

O Festival acontece pela primeira vez em duas sedes, homenageando os 100 anos de emancipação política de Juazeiro do Norte, conquistada por meio do trabalho social, religioso e político realizado pelo Padre Cícero na região do Cariri. Em Juazeiro, o Festival será realizado nos dias 9 a 16 de junho, no Memorial Padre Cícero e no Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri, com uma parte da programação de Fortaleza. Para mais informações, basta acessar o site do evento.

O criador

O cineasta cearense Wolney Oliveira é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Ceará e especializado em Cinema e Televisão na Escola Internacional de Cinema e Televisão, em Cuba. Hoje, atua como diretor da Casa Amarela Eusélio Oliveira, da UFC, e é o diretor executivo do festival Cine Ceará. Com vários prêmios e produções em sua carreira, estreou seu primeiro longa de ficção no 17º Cine Ceará, “A Ilha da Morte”, uma coprodução entre Brasil, Cuba e Espanha. Em exibição hors concours, Wolney apresentará “Os Últimos Cangaceiros”, seu primeiro documentário em longa metragem sobre o cangaço.

Essa matéria foi publicada na coluna do Cinema com Rapadura no suplemento Zoeira, do Jornal Diário do Nordeste (CE).

Blogueiros participam de Encontro sobre Mídias Sociais

O Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte Che Guevara (Cuca da Barra), em Fortaleza, sediou neste final de semana, nos dias 28 e 29 de maio, o 1º Encontro de Blogueiros e Mídias Sociais do Ceará, uma iniciativa do Centro de Estudos de Mídia Livre Barão de Itararé/CE, em parceria com a Revista Nordeste Vinte Um.

Mais de 200 pessoas ligadas às mídias sociais e aos blogs participaram dos dois dias de debate, vindos não só de Fortaleza mas de várias regiões do Ceará. O jornalista Paulo Henrique Amorim e a presidenta do Site Conversa Afiada, Georgia Pinheiro, participaram dos debates na manhã de sábado, que foi coordenado pelo jornalista Francisco Bezerra.

Amorim começou com graça, usando seu típico “Olá, tudo bem?”. Depois de algum tempo de descontração, a conversa séria começou. O debate sobre a democratização da mídia e o fracasso do Partido da Imprensa Golpista (PIG) foi o ponto principal. O jornalista usa a expressão PIG para se referir aos meios de comunicação quem utilizam a mídia de massa para alienar, enganar, omitir fatos à população. PHA criticou a elite da mídia e o controle dos meios de comunicação por família de políticos. Já sobre democratização, Amorim comentou que é preciso termos livre acesso à rede, às notícias reais e defendeu o fim do monopólio midiático – a batalha da midiatização livre.

Para ser democrático e republicano, analisou, Amorim, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) tem que ser universal, rápido, barato e neutro. “Não pode discriminar os navegantes por volume, audiência ou inclinação política”. O jornalista considera ser possível a aprovação de uma “banda larga não republicana, uma discriminação política”. “Já imaginou, amigo? A quem reclamar? À Anatel? Ela própria, que parece servir mais às operadoras do que aos clientes das operadoras?”, questiona.

Paulo Henrique Amorim disse que criou-se um clima de status “diferenciado” para os “blogs sujos”, os que já foram processados, brincando disse: “Diga quem te processa e te direi quem tu és” e acrescentou: “Os blogueiros que ainda não foram processados providenciem um processo imediatamente!”.

Georgia Pinheiro, presidenta do Conversa Afiada, falou sobre “Blogosfera e seus mecanismos”, onde comentou como começou o blog ácido, que escreve sobre, principalmente, política de forma clara e original, levando a informação de forma contextualizada e imparcial. Dito como “blog sujo”, termo usado para blogs que não são ligados com grandes jornais ou TVs, são céticos, críticos e desafiam o PIG.

Georgia falou ainda sobre o contexto dos blogs e da necessidade de uma melhor estrutura e segurança para evitar invasões no sistema. Citou vários processos que Paulo Henrique responde e que não tem medo de fazer críticas severas ao cenário político.

Durante a tarde de sábado mais participação de blogueiros. O jornalista Plínio Bortolotti (Diretor do Sistema O Povo de Comunicação) e o professor Glaudiney Mendonça (Coord. do Bacharelado em Sistemas e Mídias Digitais da UFC) participaram das discussões. Bortolotti mostrou slides e voltou sua intervenção ao Jornalismo. “Não importa chegar primeiro, o importante é fazer o melhor”, defendeu conectando o Jornalismo aos blogueiros.

Glaudiney Mendonça falou sobre as tendências em mídias digitais, relacionou os sites de relacionamento, os blogs, os microblogs como novos meios de comunicação mais efetivos e com a vantagem do entretenimento. Comentou ainda sobre a nossa atual dependência da internet. “Hoje quando falta energia não sei mais o que fazer”.

Domingo

O tema da manhã de domingo foi Marco Regulatório da Mídia, exposto pelo jornalista e blogueiro Altamiro Borges (Membro do Instituto Barão de Itararé de Mídia Alternativa) e João Brant, do Coletivo Intervozes. Antes o poeta e cordelista Tião Simpatia recitou poemas regionais e, com sua viola, improvisou versos. Opiniões pessoais eram jogadas no debate que parecia pegar fogo. Com relação a opiniões pessoais em blogs noticiosos, Altamiro Borges comentou: “Precisamos melhorar nosso conteúdo, ainda estamos muito de opinião. Todos querem dar opinião, mas cadê a solução?”, questionou. Miro foi enfático ao dizer que a luta pelo marco regulatório exigirá uma grande mobilzação social de modo a garantir um avanço efetivo da democratização da comunicação. O jornalista enumerou três questões centrais que unem os blogueiros em todo o país: liberdade de expressão, democracia e justiça social.

O representante do Intervozes, João Brant, fez uma rica exposição sobre o marco regulatório, enumerou as questões centrais e demonstrou que a chamada grande mídia se recusa a aceitar a regulamentação, algo que é comum na Europa e nos Estados Unidos, assim como em vários outros países da América do Sul.

Marcelo Branco, coordenador da campanha nas redes sociais da candidata Dilma Rousseff nas eleições de 2010, deu prosseguimento aos debates durante a tarde. Branco falou sobre as ameaças das liberdades digitais. “As redes vêm substituindo tradicionais organizações, como os sindicatos, na mobilização de grandes atos reivindicatórios”, avaliou. Ele falou ainda sobre projeto AI-5 Digital, do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que foi barrado pelo então presidente Lula no Fórum Internacional de Software Livre (FISL), dando origem ao Marco Civil. “O Marco Civil da Internet Brasileira inclui o princípio de que o acesso à internet consiste em direito fundamental”.

Ao todo, o I Encontro de Blogueiros e Mídias Sociais do Ceará foi um sucesso. Serviu como preparativo para a esperança do II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em Brasília, logo mais em Junho nos dias 17, 18 e 19. Ficou também a esperança de que hajam novos encontro regionais de blogueiros cearenses, como no Cariri e na Região de Sobral.

Para o Secretário de Comunicação do PCdoB/CE, Inácio Carvalho, que representou o Portal Vermelho na organização do encontro, a realização do evento significou um grande passo na luta pela democratização da comunicação. Inácio destacou o grande número de blogs do interior do estado e possibilidade de se constituir uma rede de comunicadores em todo o estado. “Durante a preparação da Conferência Nacional de Comunicação não conseguimos atingir de forma tão ampla todo o estado como fizemos agora, no encontro de blogueiros e mídias sociais, o que possibilita manter uma forte relação com vários blogs, twiteiros e internautas, com enorme diversidade de pensamento e objetivos, mas todo exercitando, na prática, a luta pela democratização na comunicação. É um grande exército, com enorme potencial e capaz de impulsionar muito a nossa luta”, afirmou Carvalho, que reforçou ainda a necessidade da organização dos encontros municipais e regionais.
De Fortaleza,
Carolina Campos (com informações dos blogs
Conversa Afiada, Blog da Dilma, Blog de Altaneira e Blog Mau Começo)

(Portal Vermelho)

Aviões do Forró sofrem calote em Pernambuco e soltam o verbo

Nesta semana circulou a notícia de que os Aviões do Forró, após se apresentarem na cidade, levaram um textual calote de R$140.000,00 representando 70% do que havia sido acordado. Os organizadores não apareceram no hotel, chegaram furtivamente na festa, pegaram a bilheteria e sumiram. Não pagaram nem a equipe de som. Numa atitude de completo respeito a seus fãs, Xandy Avião fez questão de fazer o show mesmo assim.

No final, Xandy e Solanja dão uma senhora lição de moral aos empresários inescrupulosos e são efusivamente aplaudidos.

Confiram:

Aviões do Forró – Calote em Serra Talhada

(Blog Cabaré do Timpim)

História dos Trabalhadores Bancários no Brasil

O surgimento dos bancos

A história bancária brasileira foi impulsionada no Maranhão pelo governador Diogo de Souza, em 1799, com a tentativa de criação de um banco com espírito nacional. Foi um fracasso, pois a rentabilidade de operações comerciais era superior àquela das aplicações financeiras.

No começo do século XIX, capitalistas reúnem-se e fazem nascer um banco que teve até certa desenvoltura. Junto a isso, uma agência de seguros também é aberta. São sinais claros de que o país necessita de uma organização bancária de verdade. A transferência da Coroa ao Brasil, em 1808, faz aumentar a circulação da moeda. No mesmo ano é criado o Banco do Brasil.

São Paulo entra em cena
Em 1820, o Banco do Brasil instala uma filial em São Paulo. Quando retorna a Portugal, em 1829, D. João VI causa constrangimentos, por levar consigo os saldos-ouro do banco. Somente em 1923, após várias crises, o Banco do Brasil chega à sua forma definitiva. Nascem outros bancos que não chegam a vingar. Em 1878, dos 17 existentes no Brasil, seis estão em São Paulo, respeitando uma tendência que seria observada após a virada do século XX.
Os bancários começam a se unir
No final do século 19, após a abolição da escravatura, os trabalhadores começam a buscar meios de defesa frente aos patrões. A primeira grande organização é a de socorro mútuo (chamado mutual), como uma resposta à ausência de normas institucionais nas relações de capital/trabalho. Denúncias de exploração de mão-de-obra são intensas. As entidades são assistencialistas e também proporcionam atendimento médico e até funerais. No caso dos bancários, a mutual mais antiga é a Sociedade Beneficente dos Funcionários da Caixa Econômica de São Paulo, surgida em 1907. Um dos problemas enfrentados pela categoria nesse período é a falta de distinção entre bancários e comerciários.
Nasce a Associação

Desde 1922, já se discute uma forma de agregar bancários. Em 1923, somam em São Paulo 18 agências, empregando 1.800 trabalhadores. Em 14 de abril daquele ano, uma reunião com a presença de 84 bancários aprova os estatutos da Associação dos Funcionários de Bancos do Estado de São Paulo, a primeira do país.

A entidade procura evitar desconfianças dos patrões, chegando a oferecer sua direção aos banqueiros. João Neves Lobo, do Banco Hipotecário, aceita o cargo de diretor, mas o entrega logo em seguida. A preocupação principal é o desvinculação dos bancários dos comerciários.

A associação nasce com fins beneficentes e recreativos. Além disso, somente funcionários superiores e contadores têm voz nas assembléias. Contínuos e funcionários considerados inferiores só começam a participar da entidade em 1930. Nos anos 20 são criados também o Clube dos Bancários e o jornal Vida Bancária.
Vargas e a Revolução de 30

O ano de 1929 é um momento de grande crise no capitalismo mundial. Ocorre o crack de Nova Iorque e as bolsas de valores despencam no mundo inteiro. No Brasil, há café de sobra e pouca exportação. Getúlio Vargas encabeça a recém-criada Aliança Liberal e, derrotado, executa o golpe de Estado em 1930.

Vargas fecha o congresso e nomeia interventores nos estados. A Associação dos Bancários em São Paulo ganha força e já tem sede na rua Conselheiro Furtado, no Centro. A categoria junta-se ao movimento paulista pedindo a deposição de Getúlio, em 1932. Um ano depois, vem a Constituinte como uma faca de dois gumes: os movimentos populares aumentam, mas a classe dominante une-se entre os setores autoritários e liberais e a ditadura Vargas ganha o controle do país a partir de 1937.

O período serve de experiência para a Associação dos Bancários, que até então não tinha postura política tão clara. Paralelamente, consegue reconhecimento, incentiva uma equipe de esportes e arrecada verba para abrir uma biblioteca.
Ministério do Trabalho

Em 1930, Vargas cria o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. O governo começa a ter controle sobre trabalhadores. Surgem as caixas de aposentadorias e normas para o reconhecimento sindical. Nesse primeiro momento, os bancários paulistas não se opõem ao controle do Estado e reelaboram seus estatutos a fim de enquadrar a associação nas normas criadas pelo decreto.

O ministro do Trabalho, Lindolfo Collor, recebe duas reivindicações importantes dos bancários: aposentadoria compulsória aos 55 anos (ou 25 de serviço) e caixa de aposentadoria única. Funcionários do Banco Comercial de São Paulo manifestam-se contra as más condições de trabalho e surge na categoria um boletim, tido como clandestino, chamado O Bancário.

A publicação intitula-se “órgão real de defesa da classe dos infelizes proletários de colarinho e gravata” e exige participação nos lucros, jornada de trabalho de seis horas diárias e regras claras de aposentadoria.

Em 1932 surge a primeira grande greve da categoria. A filial de Santos do Banco do Estado de São Paulo pára e consegue adesão dos funcionários da matriz, na capital. A greve reivindica, entre outras coisas, duas horas livres para almoço e pagamento das horas extras noturnas. Os grevistas saem vitoriosos e o assistencialismo da Associação é colocado em xeque, já que, durante todo o movimento, a entidade limita-se a soltar comunicados à imprensa. Em 1934, uma facção ligada ao Partido Comunista do Brasil ganha a direção da associação e dá início a uma atuação mais radical, superando a postura passiva.
Seis horas
Em 1933 é convocada a Assembléia Nacional Constituinte e os bancários ganham a chance de eleger, com outras categorias, representantes no Congresso para cuidar de seus interesses. Enquanto isso, a Associação reformula seus estatutos. Uma das idéias é transferir ao Estado a responsabilidade assistencial da categoria, que até então consumia 60% das verbas das entidades de classe, que passaram a ser chamadas de sindicatos, em lugar de Associação. Ainda em 1933, a batalha pela jornada de seis horas, que vinha se desenrolando há um ano, é encampada pela diretoria.
Álvaro Cechino, diretor da entidade na época, vai ao Rio de Janeiro exigir do governo provisório a assinatura do decreto das seis horas. O decreto é assinado, com algumas modificações que deixaram a categoria descontente. Os bancários não querem 36 horas semanais e sim 32, nos moldes da semana inglesa.
Greve Nacional

No Brasil de 1934 aumentam os movimentos organizados de trabalhadores. O setor de serviços se fortalece e os bancários conseguem desencadear uma greve nacional, diante da intransigência do governo em negociar algumas reivindicações da categoria. A greve acontece nos dias 5, 6 e 7 de julho.

A paralisação visa estabilidade no emprego, aposentadoria aos 30 anos de serviço ou nos 50 de idade e criação de uma Caixa Única de Aposentadorias e Pensões dos Bancários. O governo aceita, entre outras reivindicações, a aposentadoria voluntária aos 30 anos de serviço ou com 50 de idade. Mesmo assim, a categoria deflagra a greve, participando dela oito dos dez sindicatos de bancários espalhados pelo país. Em São Paulo, metade da categoria pára.
O ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha, intermedia as negociações diretamente com o presidente da República. Um termo de compromisso do governo, em criar a caixa única, é assinado. Bancários são demitidos e readmitidos em seguida. Dois meses depois é editado o Decreto Lei 54 que regulamenta o Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários (IAPB) dando o direito de pensão alimentícia à família. Pelo decreto, os empregados devem contribuir à caixa com 9% do salário. Há também o direito de estabilidade após dois anos de trabalho, do auxílio-enfermidade e maternidade e da Carteira Predial, possibilitando ao bancário comprar ou construir sua casa própria.
Os empréstimos também são possíveis sem muita burocracia. O decreto determina que o IAPB seria administrado por um presidente, nomeado por Getúlio Vargas, assistido por três representantes dos bancários e outros três dos banqueiros. A categoria, que voltou suas baterias para vigiar o governo dentro do instituto, dá assim um importante passo, girando nos três sistemas inter-relacionados: sindicatos, Justiça do Trabalho e sistema de Previdência Social.
Divergências e cisões no governo Vargas
Ainda em 1934, Vargas promulga o Decreto Lei 24.694, que liqüida a autonomia sindical e determina que as federações estaduais só podem ser formadas por grupos de sindicatos idênticos. O pluralismo sindical dá um passo atrás. O Sindicato dos Bancários de São Paulo reformula seus estatutos para adequá-los às novas regras do governo.
Em meio a este cenário, ocorrem no sindicato cisões entre grupos ideologicamente diferentes. Os grupos radicais de Álvaro Cechino e de Francisco Reimão Hellmaister já se desentendiam há tempos. Hellmaister defendia, entre outras, jornada de trabalho de seis horas e a lei de sindicalização arbitrada pelo governo. Um terceiro grupo fica sem respaldo na categoria e cria o Sindicato de Funcionários Bancários de São Paulo, fundamentalmente assistencialista e atrelado aos patrões.
Em maio de 1935, a nova entidade funda a revista Syn-diké, norteada pelo senso da ordem. O quadro geral político é de extrema tensão. Grupos fascistas e antifascistas se enfrentam na Praça da Sé e líderes dos bancários são detidos, acusados de agitadores comunistas. No mesmo ano é criada a Aliança Nacional Libertadora (ANL), formada por líderes sindicais, socialistas e pessoal da esquerda. A palavra de ordem, a favor do proletariado, é uma só: união sindical.
O governo publica a Lei de Segurança Nacional, que persegue sindicalistas, principalmente de esquerda, e coloca a ANL na clandestinidade. Em Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador e de grandes manifestações pelo país, é criada a Confederação Sindical Unitária do Brasil. Em setembro, a assembléia da CSUB é dissolvida pela polícia, que fecha o cerco aos sindicatos. Em novembro, fracassa a tentativa de “putsch” organizada pelo PCB e aumenta a repressão do governo. Os comunistas são uma pedra no sapato, tanto para o governo como para sindicatos.
A direção do Sindicato dos Bancários renuncia em dezembro, a fim de preservar a entidade. Uma junta provisória assume e, três meses depois, também se afasta por não conseguir aprovar um novo estatuto perante o Ministério do Trabalho. É a deixa para Heillmaister assumir o comando. O sindicalista tem perfil legalista, dando início a um período de conciliação, com acordos recíprocos entre empregados e patrões.
Se, no ano anterior, a greve era uma arma importante, no novo período as desavenças são resolvidas por via judicial. Para amenizar a situação, Heillmaister entrega à Superintendência de Ordem Política e Social uma lista de todos os sócios do sindicato, afugentando, assim, a ameaça de intervenção.
Em 1937, o governo fecha o Congresso e instaura o Estado Novo. Vargas passa a legislar por decretos-leis. Mesmo assim, os bancários lutam por direitos já adquiridos, como a jornada de seis horas. Os banqueiros não querem saber e rejeitam acordos. Os patrões não concordam com um anteprojeto apresentado pelos bancários.
Fusão com o Syn-diké
Em maio de 1939, novamente assume a direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo uma junta administrativa provisória, que reúne forças com o grupo da Syn-diké. Surge então o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Paulo, que tem que se enquadrar às mais novas regras do governo, como apresentação de relatório anual das contas sindicais. Em novembro, o Decreto 1.761 estipula falta grave para o bancário que não paga seus financiamentos e empréstimos. A categoria defende-se e pede contrapartida ao governo, como imediato reajuste salarial e redução de juros. Em dezembro de 39, acontece o Primeiro Congresso Nacional dos Bancários, em Recife.
Em 1940, os estatutos são reformulados novamente e todas as atividades passam a gravitar em torno do Ministério do Trabalho. A conjuntura política nacional é desfavorável aos trabalhadores. O imposto sindical e o salário mínimo, instituídos naquele ano, e a criação da Justiça do Trabalho, são utilizados como instrumentos de manipulação. Em 1943 surge a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que até hoje regulamenta muitas das relações entre patrões e empregados. Algumas mudanças começam a abalar o Estado Novo, principalmente por causa da posição dúbia do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Explodem manifestações anti-fascistas, exigindo o rompimento de relações com os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).
Em agosto, o Brasil declara guerra à Alemanha e Itália. Os setores comunistas que atuam na categoria sabem aproveitar o espaço. Neste cenário ganham destaque Jorge Cardoso Máximo e Domingos Viotti. Inicia-se uma campanha nacionalista organizada pelo Sindicato, que se preocupa com os empregados dos bancos ligados ao Eixo. Começam a ser criados os Centros Democráticos de Trabalhadores, pedindo o fim da guerra. Spencer Bittencourt é eleito secretário geral do Movimento Unificado dos Trabalhadores. Ocorrem novas eleições no Sindicato, numa batalha entre esquerdistas e trabalhistas. A esquerda vence as eleições, finalizando um período de sete anos nas mãos da turma rival. A esquerda só consegue tomar posse em 45, no declínio do Estado Novo.
Democratização controlada

No Brasil de 1945, quando termina a guerra, as pressões pró-democracia se intensificam e os trabalhadores querem mais espaço e autonomia. É o início do colapso do Estado Novo e Vargas se vê obrigado a abrir o regime. A Lei Constitucional nº 9 determina eleições gerais, fim da censura e modificações na Constituição de 1937. O PCB ganha anistia e, ainda naquele ano, surgem 12 novos partidos, destacando-se o PSD (Partido Social Democrático) e o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), aliados de Vargas.

Surgem os opositores liderados pela UDN (União Democrática Nacional). Vargas larga o poder em outubro de 45. Não só as eleições presidenciais são mantidas, mas mantém o arcabouço corporativo sindical da era varguista.
O PCB marca presença no movimento sindical brasileiro. Em São Paulo, destaca-se o udenista Modesto Scagliuse e um grupo ligado ao Ministério do Trabalho, os ministerialistas, liderados por Memolo Neto. Nisso, finalmente toma posse a nova diretoria do sindicato paulista, eleita em 43. A nova diretoria consegue um fato inédito: o primeiro dissídio coletivo, com aumentos escalonados entre 15% e 45%.
Em 1946, após a eleição de Eurico Gaspar Dutra (PSD) para a Presidência da República, estouram várias greves e os bancários fundam as uniões sindicais municipais. A questão do salário mínimo profissional está em todas as pautas. Jornalistas e médicos já têm o benefício e os bancários também o desejam. Neste quadro, a categoria instala-se na sede da República, no Rio, à espera de uma decisão, mas acabam entrando em nova greve. Outras categorias apóiam os bancários, que querem, além do piso, critérios de promoção. Os banqueiros não cedem, mas com a posse do novo ministro do Trabalho, Otacílio Negrão de Lima, o impasse chega ao fim. Os bancários conseguem, entre outras coisas, aumento salarial e retomada das negociações. São 19 dias de paralisação, que legitimam a Lei de Greve, promulgada em março de 46.
Intervenção nos sindicatos

Começa, neste período, a polarização da Guerra Fria no mundo, dividido nos dois grandes blocos hegemônicos, o liderado pelos Estados Unidos e o da União Soviética. O processo traz ao Brasil a sensação de que as reivindicações trabalhistas são uma ameaça comunista. Os militantes do PCB passam a ser perseguidos e os sindicatos sofrem intervenções. A Confederação dos Trabalhadores do Brasil tem o registro cassado. O PCB estimula a criação de entidades civis e os parlamentares eleitos pelo “partidão” têm os mandatos cassados. A inflação sobe e são formadas comissões pró-salário entre trabalhadores, que em 49 se transformam em comissões de defesa dos bancários.

É criada a UBESP (União dos Bancários do Estado de São Paulo), que reorganiza o movimento sindical. Em 49, partidos rearticulam a volta de Vargas ao poder e, pouco antes de 1950, os sindicatos são autorizados a fazer eleições. Em São Paulo ganha a chapa Libertadora, liderada por Milton Marcondes. A nova diretoria retoma a prática combativa, desenvolvendo campanhas de sindicalização e unificando com dificuldade a campanha salarial de 51. Não há acordo sequer para a antiga reivindicação do piso.
A greve em caráter estadual acontece em 26 de agosto. A polícia passa a espancar e a prender sindicalistas. Belo Horizonte, que até então estava do lado de São Paulo, deixa a briga. Mas a vitória paulista vem em novembro, quando o tribunal concede reajuste de 31% à categoria. Ocorrem demissões, mais perseguições e os bancários estáveis são transferidos para o Interior do estado. Com isso, a categoria tem dificuldade para atuar nos anos 50, pois a própria Lei de Greve tinha sido desafiada e desrespeitada.
Surge a Contec
O segundo governo Vargas (1951-54) caracteriza-se pela política de massas, com conquistas de interesse popular e encorajamento à sindicalização. As entidades sindicais começam a ser padronizadas pelos funcionários do Banco do Brasil, que tinha agências em todo o território nacional. Em 52, Curitiba transforma-se na sede de novo congresso dos bancários e surge a Comissão Sindical Permanente. Vargas, pressionado a renunciar, suicida-se em 54 e Café Filho assume o governo. Os trabalhadores não gostam do novo governo, pois há dificuldades em se discutir projetos de aposentadoria e confusões no IAPB.
Juscelino Kubitschek é eleito novo presidente e enfrenta uma tentativa de golpe antes da posse. Neste cenário, os bancários ficam praticamente sem ação. Isto até 56, quando acontece outro congresso da categoria, em Porto Alegre, que reestrutura a comissão permanente. Uma das lutas é pela extinção do expediente aos sábados. Em 57, a categoria garante as seis horas semanais corridas e aposentadoria por tempo de serviço. Em 58, durante congresso em Belo Horizonte, os bancários criam a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec), na época, braço forte do sindicalismo, por conseguir negociar diretamente com banqueiros. Ao mesmo tempo, a chegada dos computadores começa a preocupar a categoria.
O início dos anos 60 é marcado por greves, com exigência de 13º salário, e o cenário é de déficit público deixado por JK. Logo depois, Jânio Quadros é eleito o novo presidente, apoiado pela UDN e tendo como vice João Goulart, do velho PTB de Vargas. Com a renúncia de Jânio, em agosto de 61, abre-se uma crise institucional, mas Goulart consegue tomar posse. Logo de cara, enfrenta uma greve dos bancários, exceto dos empregados de empresas privadas. O Banco do Brasil encabeça a paralisação. Novamente, o piso salarial é a questão principal. O saldo imediato é um reajuste de 40% e datas-base unificadas em cinco Estados. Em 7 de novembro, funcionários de bancos privados decidem parar e conseguem reajuste de até 60%. A Contec sai fortalecida e Jango institui o 13º salário.
Cai a reforma bancária
João Goulart procura aliar-se a várias categorias de trabalhadores, entre o quais os bancários, para a recuperação dos poderes presidenciais. Assim, 1962 transforma-se em um ano de novas lutas, nascendo a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT). O novo braço de luta sindical pede plebiscito para discutir o futuro do país e uma greve nacional é organizada. O resultado são novas conquistas, inclusive com o fim do trabalho aos sábados. Deputados federais como Daniel Franco pedem reforma bancária, com o desmembramento do Banco do Brasil.
Com uma nova ameaça de greve, o presidente promete retirar a reforma da pauta. Movimentos grevistas pipocam pelo país, com a participação ativa de bancários paulistas, que pedem gratificações prometidas e o fim dos 30 minutos a mais para compensar o expediente dos sábados, agora extintos. Passo a passo, a categoria vai lapidando e consolidando as reivindicações. Em junho, ocorre a quinta greve nacional. Com inflação alta, o reajuste chega a 70%. Os bancários colocam em prática as grevilhas, paralisações surpresa de cinco minutos por agência. Assustados, clientes correm aos saques.
Golpe de 64
Forças de direita unem-se durante a segunda metade de 63 e, em março de 64, derrubam Jango. No poder, os militares cassam parlamentares e sindicatos. Confederações de trabalhadores sofrem intervenção. O Ato Institucional nº 1, medida da ditadura, cassa direitos políticos de 376 funcionários do Banco do Brasil. Os militares elaboram política para estabelecer acordos anuais às categorias, impedindo a livre negociação entre patrões e empregados. Em dezembro, o Banco do Brasil perde poder, pois é criado o Banco Central. Os grandes conglomerados aumentam. Os pequenos têm dificuldade para operar. Desarticulados, os bancários tentam agir fora do espaço intervencionista, mas sem sucesso. Em 66, surgem duas medidas consideradas ruins pelos trabalhadores: a instituição do FGTS, que acaba com a estabilidade, e a unificação dos fundos de previdência. O IAPB (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários) acaba extinto.
Em 67, uma eleição no Sindicato dos Bancários de São Paulo mantém a mesma diretoria no poder, que tenta evitar manifestações radicais. Mesmo assim acontece uma greve no Rio de Janeiro, onde um contínuo se suicida. Em um acordo, a categoria aceita reajuste de 30%. Em 1968, os militares fecham o cerco com a decretação do AI-5. Lideranças políticas e sindicais são presas e, várias, assassinadas. O Sindicato dos Bancários funciona apenas como máquina burocrática.
No início dos anos 70, acontece o Milagre Brasileiro, com aumento do PIB e mais concentração de riqueza. Em 74, a sociedade civil começa a mover-se para conseguir maior participação política e vota nos representantes do partido político MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Ernesto Geisel, na Presidência, promete a abertura lenta e gradual. Os bancários começam a organizar-se novamente. O clima ferve e faz o governo reconhecer, em 77, que houve manipulação nos índices oficiais de reajustes salariais. Isso faz crescer o prestígio da oposição da diretoria do sindicato.
Na campanha salarial de 78, a oposição luta pela desvinculação do piso salarial dos bancários do salário mínimo, reajustado em maio e prejudicando a categoria. Para complicar, o serviço bancário é considerado essencial. A luta por reajuste de 65% desencadeia a greve e a Polícia Federal fecha o sindicato paulista no final de agosto; bancários são presos e acabam cedendo ao acordo oficial do governo. A chapa de oposição consegue fazer suas reuniões na própria entidade, procurando mostrar que a disputa tem o objetivo de tornar a categoria mais forte e combativa. As eleições são marcadas e os bancários querem o fim do arrocho salarial. A chapa da situação pede responsabilidade nos atos da categoria. Procura, ainda, seduzir com a promessa de um clube de campo. Os ataques pessoais têm início, mas a oposição sai vitoriosa, com diferença de cinco mil votos. Começa uma nova fase na história do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Um novo sindicalismo
Em março de 79, toma posse no Sindicato dos Bancário se São Paulo uma nova diretoria, encabeçada por Augusto Campos, que posteriormente vem a presidir a FETEC/CUT-SP. O sindicato passa a acompanhar temas nacionais como anistia, eleições diretas e Constituinte, o que agrada a sociedade em geral. Os bancários necessitam recuperar sua identidade social, com um amplo processo de mobilização e organização. Para tanto, a diretoria cria sete regionais e os departamentos Feminino, de Imprensa, de Informação e Educação e Cultura. Também passa a defender a criação da Central Única dos Trabalhadores e o recebimento pela categoria de tíquetes de alimentação.
O índice de sindicalização aumenta, passando a 46 mil associados, dos antes poucos mais de 23 mil. A luta pela volta de diretores afastados na ditadura é outro grande embate. Nesse contexto, as greves de metalúrgicos no ABC e de outras no país mexem com os militares. Somente em 79, ocorrem 113 paralisações no Brasil, contra 24 do ano anterior. Na campanha salarial, os bancários reivindicam aumento de 50% e reconhecimento de delegados sindicais. Os banqueiros acenam com apenas 5% de reajuste escalonado, focando a greve nacional (a sexta dos bancários) em 13 de setembro. Nesse dia, São Paulo amanhece tomada pela polícia, que combate violentamente os piquetes, com quebra-quebra generalizado. Um acordo é fechado em 15% e a greve termina, meio derrotada, meio vitoriosa, já que a sociedade começa a apoiar a categoria.
1983, um ano (in)tenso

Este foi um ano intenso, ou tenso para os trabalhadores. O arrocho aumentava, somando-se a isso o empobrecimento da população. O desemprego também crescia, produzindo ondas de saques. No cenário político, prevalecia o pensamento ortodoxo dos banqueiros e um bate-rebate entre o Fundo Monetário Internacional e o governo brasileiro.

Um acordo com o FMI, fez o governo militar baixar o Decreto-Lei 2.012, impondo reajuste de até 100% do INPC, no entanto, de maneira escalonada para as diferentes faixas salariais.

Era a época dos pacotes econômicos e os militares desencadeavam uma luta social-democrática sem precedentes.

Os trabalhadores de todo o país se mobilizavam deflagrando uma greve geral de 24 horas. Como resposta, o governo militar interveio em diversos sindicatos e determinou a cassação de várias lideranças sindicais.

Em 20 de julho de 83, a PF invadiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo e prendeu oito diretores, além do jornalista responsável da Folha Bancária e de mais quatro ativistas. A diretoria da entidade conseguiu manter a Folha Bancária livre e passou a organizar rifas e festas para angariar fundos de resistência contra a intervenção.

A campanha pelas Diretas-Já está em pleno vapor e, certo dia, os bancários de todo o país se organizam para vestir qualquer peça na cor amarela. No caso do Banespa, os bancários conseguem impor-se na diretoria do banco paulista. Em setembro, os bancários promovem uma passeata e decretam estado de greve.
Outros manifestos, como o uso de uma fita verde-amarela, e interrupção do trabalho por 15 minutos são realizados. Os banqueiros recuam e propõem pagamento integral do INPC. O acordo é aceito, com validade para todos. O Ministério do Trabalho opera com autoritarismo, determinando nova eleição ao sindicato bancário paulista e a única chapa inscrita é a de Luiz Gushiken. A chapa toma posse em 8 de março de 85 e uma intervenção de oito meses é interrompida.
Nasce a CUT – Central Única dos Trabalhadores durante o Congresso Nacional da Classe Trabalhadora, realizado em São Bernardo do Campo, no ABC (SP). Milhares de delegados estão presentes, dos quais muitos trabalhadores rurais, e Gilmar Carneiro é eleito membro da Executiva da nova central, a qual representa a ruptura do sindicalismo corporativista e atomizado.
Desde 79, a Oposição Bancária, do sindicato paulista, defende ser necessária a luta da categoria para sair de uma espécie de ostracismo. Com a posse de Gushiken, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, a categoria passa a se solidarizar com as greves do ABC. A idéia é reunir forças, como já tinha sido confirmado na 1º Conclat (Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras), realizada na Praia Grande, em 1981, com forte presença dos bancários.
Com o nascimento da CUT, os bancários pautam-se pela autonomia, independência e democracia, com trabalhadores em sintonia com as bases sindicais, além de se formar um bloco bastante combativo.

Os anos seguintes são de mobilização pelas Diretas Já.

Greve de 85
Encerrando o processo de distensão lenta, gradual e segura, iniciado por Geisel, em 15 de janeiro de 85, o Colégio Eleitoral escolhe Tancredo Neves para assumir o governo federal, pela aliança PMDB/PFL, selando uma transição conservadora entre classes dominantes e a cúpula militar. Mas Tancredo morre e assume seu vice, José Sarney, em 15 de março. Resumindo, os bancários recebem Sarney com a seguinte frase: O governo que toma posse tem refletido em seu ministério o amplo espectro de aliança realizada durante a campanha junto aos poucos privilegiados que puderam votar para presidente no Colégio Eleitoral (….). O nosso sindicato está elaborando uma lista de reivindicações a ser entregue ao governo (…).
Os bancários fincam o pé contra o arrocho salarial e o custo de vida. A Nova República começa com defeitos graves e inflação ascendente. Intensifica-se a reivindicação por reforma agrária. Os bancários defendem, a exemplo de outras categorias, o reajuste trimestral, por causa do processo inflacionário. Em 24 de maio, os bancários, usando broches e participando de comícios, desencadeiam nova campanha de greve. Os banqueiros, percebendo a ameaça, recuam e oferecem 25% de antecipação, o que foi aceito. Antes disso, em abril, no Rio, a chapa cutista ganha a diretoria do sindicato dos bancários.
Realiza-se no Rio, em junho, o Encontro Nacional dos Bancários, quando se discute a campanha salarial unificada. O Dia Nacional de Luta ocorre em 28 de agosto, com 30 mil bancários agitando as ruas de São Paulo. Três dias depois, outro encontro nacional é realizado em Campinas e a greve geral é marcada para 11 de setembro, em defesa da estabilidade e da fixação do piso profissional. No dia prometido, o país acompanha a paralisação de seu sistema financeiro. Em São Paulo, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) reajusta em 90,78% o salário dos bancários, que encerram o movimento após três dias de greve. O mesmo ocorre no Rio de Janeiro. Os empregados do Banco do Brasil são os últimos a fechar acordo, com 89,55% de reajuste.
Plano Cruzado
Em janeiro de 86, o sindicato dos bancários paulista participa da elaboração do Plano de Lutas da CUT. Define-se um conjunto de reivindicações, a ser entregue ao presidente Sarney. Dentre as reivindicações estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, salário mínimo real e salário-desemprego. A inflação atinge índice recorde e o governo não cede ao reajuste trimestral. É nesse contexto que é decretado o Plano Cruzado I, que desindexa a economia e congela os preços no pico, enquanto os salários são congelados na média.
Em três meses de plano, 70 mil bancários são demitidos e 500 agências são fechadas. Em agosto, o Encontro Nacional da categoria define, em sua pauta de reivindicações, piso salarial unificado e 5% de produtividade. Diante da recusa dos banqueiros, nova greve acontece em 11 de setembro, que é violentamente reprimida pelo governo. Somente em São Paulo, três diretores do sindicato são presos. A greve termina sem acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o TRT.
Logo após os resultados eleitorais de 86, com ampla vitória nacional do PMDB, o governo decreta o Plano Cruzado II, mantendo o congelamento de salário, mas criando o gatilho salarial, que só dispararia quando a inflação atingisse a casa dos 20%. Enquanto isso, os preços aumentam. A CUT marca outra greve geral para 12 de dezembro, exigindo do governo o não-pagamento da dívida externa. No dia marcado, 70% dos trabalhadores paralisam o país, com os setores de saúde e educação cessando as atividades. Os bancários fecham boa parte das agências.
No ano seguinte, a decretação do Plano Cruzado II provoca a aceleração da inflação, levando os bancários a organizarem a primeira grande greve nacional fora da data-base realizada após o golpe militar de 1964. Conhecido como “Bola de Neve”, devido ao crescimento diário de adesões, o movimento atinge 80% da categoria país inteiro. Somente as operações de overnight são mantidas, aumentando a dívida pública. A greve só começa a perder força com a volta ao trabalho dos empregados do Banco do Brasil. Ao todo foram nove dias de paralisação na categoria bancária, com exceção da Caixa Econômica Federal que, pelo elevado nível de mobilização, consegue manter o protesto durante 11 dias.
O ano de 1988 começa agitado para os bancários. Em nova eleição no sindicato paulista, Gilmar Carneiro elege-se em chapa única e a luta passa a ser pela manutenção de conquistas na nova Constituição. São confeccionados panfletos com a foto de parlamentares que votaram contra as conquistas e tem início nova campanha salarial, com reivindicação de 102% de reajuste e 26% de reposição de perdas, além da representação sindical contra a privatização de estatais. Os banqueiros apresentam contraproposta de 42,2%, que é recusada. Nova greve nacional dos bancários acontece e os empregados das agências privadas aceitam um reajuste de 53,3% e de 63,27% para o piso.
No início de 89, o governo Sarney decreta o chamado Plano Verão, implicando mais perdas salariais. CUT e CGT chamam outra greve geral para 14 e 15 de março, pedindo 81% de reajuste. Os banqueiros acenam com apenas 15%. Em abril, é fechado acordo com 63% de reajuste salarial.

O final daquele ano é marcado pelas eleições diretas para presidente, o que não ocorria desde 1960. Os bancários decidem apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, mas é Fernando Collor quem vence.

Em 1990, os bancários reivindicam o pagamento semanal dos salários, a fim de repor o poder aquisitivo. Na véspera da posse de Collor, é decretado feriado bancário e surge o confisco da poupança, do over e de contas acima de 50 mil cruzados, além da volta do cruzeiro. As demissões nas agências bancárias chegam a 10% do quadro. Além disso, tem início uma confusão geral no setor financeiro, pela ausência de regulamentações sobre aspectos do pacote. Em junho, a categoria pára de novo e consegue 20% de antecipação. Outra greve de 13 dias acontece em setembro e os bancários conseguem reajuste de 105%.

 

Nasce a federação cutista

Em meio à efervência política que antecedeu a retomada das eleições diretas e o início da reestruturação produtiva no universo do trabalho, nasce a FETEC/CUT-SP (Federação dos Bancários da CUT de São Paulo). Mais precisamente, em 09 de dezembro de 1989, representantes de oito sindicatos do estado de São Paulo (Araraquara, Bauru, Bragança Paulista, Catanduva, Guarulhos, Jundiaí, Limeira e São Paulo) realizam a assembléia que aprovaria a fundação da nova entidade.

O fórum elege a diretoria provisória que, em cinco meses, implanta o processo de estruturação da federação cutista. O 1º Congresso da FETEC/CUT-SP ocorre em junho de 1990 com o slogan “Quem trabalha em banco bancário é”. O evento indica como principais objetivos o fortalecimento da organização por local de trabalho e por empresas, a luta pela prevalência do direito coletivo no campo jurídico e pelo fim da estrutura sindical fascista.

Desde então, a FETEC/CUT-SP segue com a bandeira da liberdade e autonomia sindical, dando a origem a seguidos embates, tanto políticos como jurídicos, entre a nova federação e a entidade até então existente, a Feeb SP/MS (Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul).

De lá para cá, muitos dos debates que nortearam a fundação da FETEC/CUT-SP foram concretizados. Dentre eles, a estruturação da CUT, a consolidação da CNB e uma presença mais marcante das entidades sindicais nas lutas da categoria.

Em todo esse período, a federação cutista soube priorizar a organização dos bancários, reconhecendo organismos criados pela categoria e expressos nos comandos por bancos, nos delegados sindicais, nos cipeiros e nos Conselhos de Representação. Além disso, teve participação ativa na formulação de uma nova proposta para o sistema financeiro e na conquista da Convenção Coletiva Nacional.

Ao mesmo tempo em que ampliou sua base, de oito para 15 sindicatos filiados, a FETEC/CUT-SP marcou presença nos debates sobre as conjunturas nacionais, sem deixar de lado as lutas pela transformação no mundo do trabalho.

Esse intenso trabalho fez com que a FETEC/CUT-SP se consolidasse no estado de SP como uma importante entidade de organização dos trabalhadores. Atuação essa que resultou, em março de 2004, no reconhecimento oficial da entidade pelo Ministério do Trabalho e Emprego, encerrando, assim, uma pendência jurídica de 14 anos.

Na prática, a decisão do MTE representou um avanço dentro do projeto de reforma sindical. Ao consentir a existência de duas federações em um mesmo estado, o ministério sinalizou que o caminho a ser seguido é o da pluralidade sindical.

Uma eleição disputada
Em março de 91, uma nova direção assume o sindicato dos bancários paulista. Foi a primeira vez, desde 82, que duas chapas ligadas à CUT disputam. Gilmar Carneiro reelege-se presidente. Os avanços são notáveis, como o afastamento da Justiça do Trabalho nas negociações nos bancos privados. Dentre as conquistas, estão a manutenção da unificação dos pisos e a formação de comissões de segurança bancária. Os bancários passam a lançar mão da mídia, com inserções em TV e matérias pagas na grande imprensa. Criam ainda o Jornal do Cliente. Em 92, ano do impeachment de Collor, é assinado um acordo único para os bancários de todo o país, o que exige grande organização das bases de 120 sindicatos, sete federações e uma confederação nacional recém-criada.
Em 93, a luta é contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, a CPMF e pelo pagamento de contas inativas do FGTS. O sindicato paulista muda para as novas instalações, no edifício Martinelli, e inaugura sua nova gráfica. Os bancários apóiam um projeto de reajuste salarial mensal apresentado pelo deputado federal Paulo Paim. Em setembro, durante a campanha salarial, bancários paulistas conseguem parar bancos como o Mercantil e Nossa Caixa. O resultado é o aumento de 37% acima da inflação aos pisos de caixa e um reajuste mensal não integral, mas superior à lei. Os bancários unem-se também à campanha Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria, de iniciativa do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.
O nascimento da CNB

Em 1992, o país sai de um período de escuridão para a vida democrática e tem início o movimento por ética e moralidade na administração pública. Nesse contexto, nasce oficialmente, no dia 20 de junho, a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), vinculada à CUT.

A criação da CNB, resultante de articulações iniciadas em 1985 entre os trabalhadores de bancos, representa um importante passo nas lutas dos bancários.

Do nascimento aos dias atuais, a CNB, da qual a FETEC/CUT-SP é filiada, ajuda a construir a história da categoria. Apesar de terem sido anos de transformações no mundo do trabalho, introdução de novas tecnologias e de diferentes políticas econômicas, com dissabores e dificuldades para os trabalhadores, é um período de muitas lutas, mobilizações, greves, resistência e conquistas, dentre as quais a Convenção Coletiva Nacional.

A decisão de transformar o DNB (Departamento Nacional dos Bancários ) em CNB – Confederação Nacional dos Bancários foi tomada no 3º Congresso da entidade, em março de 92. Com participação de 415 delegados, representando 57 sindicatos e cinco federações, o evento aprovou também que a entidade deveria filiar-se à FIET – Federação Internacional dos Empregados e Técnicos, com sede em Genebra, Suíça. A decisão levou em consideração a inserção no cenário internacional para discutir temas como globalização, automação etc. No congresso, a categoria ainda decidiu lutar pela unificação de campanhas, segurança bancária e soluções para as filas dentro das agências. Também teve início uma campanha nacional de sindicalização. O sindicalista paulista Ricardo Berzoini achava que o debate político deveria centrar fogo nos desvios do governo federal, incentivando a CNB a ingressar na luta pelo impeachment de Fernando Collor de Mello.

Daí para frente foram diversas outras batalhas. Com as privatizações dos bancos estatais e fusões de bancos privados, a CNB passa a liderar seguidas campanhas contra as demissões. Nesse contexto, surge a reivindicação para redução da jornada para cinco horas diárias com instituição de dois turnos de trabalho, como forma de criação de novos postos de trabalho no setor.

Com a sensível redução do emprego na categoria, passando de 900 mil em 1993 para 380 mil em 2004, os bancários passam a conviver com o desrespeito à jornada de seis horas, ritmo intenso e imposição de metas abusivas, prejudicando as condições de trabalho e resultando na intensificação dos agravos à saúde. Diante do quadro, a CNB intensifica as pressões sobre os bancos.

Com o passar dos anos, novos temas são agregados à pauta da CNB. Tem início então as lutas pelo combate ao assédio moral e sexual e por igualdade de oportunidades no emprego. A questão da segurança também preocupa os bancários. Com a intensificação dos assaltos a bancos e o advento dos seqüestros de bancários e familiares, a confederação nacional passa a integrar a Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada, onde intensifica as denúncias contra os bancos que desrespeitam a lei de segurança bancária nº 7.102, de 1983. Em recente seminário nacional, a CNB aponta a necessidade de se modernizar a referida lei de forma a adequá-la a uma nova realidade.

 

A sociedade

Os bancários sempre tiveram participação ativa em grandes momentos de mobilização da sociedade civil. A campanha salarial de 92 corre com o debate político e as manifestações de rua. O impeachment de Collor de Mello é o centro das atenções e a categoria, com criatividade, faz manifestações e denúncias contra o presidente. Na linha de frente, os bancários, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, usam preto, numa das maiores manifestações populares daquele ano. Também são movidas ações contra os presidentes do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, acusados de utilizar dinheiro público na campanha anti-impeachment.
Em 93, com inflação galopante, os bancários iniciam campanha por reajuste mensal de salários. Fax, telefone e telegramas são os instrumentos usados para que as mensagens chegassem aos parlamentares, pressionando pela aprovação do projeto que acolhia a reivindicação. A CNB/CUT coordena abaixo-assinado, com 140 mil nomes em todo o país. Nessa época, é descoberto o escândalo dos anões do orçamento, levando a público o favorecimento de empreiteiras e lavagem de dinheiro. Nesse ano, Herbert de Souza, o Betinho, lança campanha contra a fome e a miséria. A CNB e as entidades filiadas criam comitês em todo o país para incentivar o sociólogo.
Em fevereiro de 94, o então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, que posteriormente se elege presidente, anuncia a conversão dos salários pela média dos últimos quatro meses. Com os preços no pico, os bancários realizam uma greve contra a Medida Provisória que aprovaria o plano econômico FHC-2, o sétimo plano num período de oito anos. Em 96, os bancários denunciam a existência de milhões de desempregados no país e a flexibilização dos direitos trabalhistas. Nova greve é convocada, sob a organização da CUT.
Em 97, a CUT intensifica a luta contra as mudanças da CLT. Em 17 de abril, cerca de 60 mil trabalhadores, entre eles milhares de bancários, reúnem-se em Brasília na Marcha pela terra. Já em 99, a central realiza o Dia Nacional de Lutas em Defesa do Brasil. Em agosto, ocorre o Fórum Nacional de Luta, com a realização da Marcha dos 100 mil sobre Brasília, contra a política de FHC. Em março de 2002, a Central mobiliza 200 mil trabalhadores contra as mudanças da CLT, tendo como destaque a participação dos bancários.
De volta a 97, a CNB divulga o resultado da pesquisa Perfil do Bancário, com o objetivo de conhecer a opinião do trabalhador, da população e dos pequenos e médios empresários sobre a eficiência dos bancos e do trabalho bancário. São comprovadas as denúncias de discriminação, elitização do serviço e queda do emprego no setor. Dois anos depois, a Confederação lança o manual Os Bancos e Você – Conheça seus Direitos de Consumidor, feito com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Tarifas bancárias altas e longo tempo nas filas em agências são alguns dos destaques desse manual. Em julho de 2001, o Banco Central responde, lançando o Código de Defesa do Consumidor Bancário, posteriormente, contestado pelos bancários por ter sido feito de forma unilateral.
O ano de 2001 é cheio de atividades e os bancários marcam participação no 1º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, com mais de 2.500 pessoas ligadas a Organizações Não-Governamentais (ONGs) de todo o mundo. No ano seguinte, durante o 2º FSM, novamente na capital gaúcha, a CNB organiza a oficina Com Crédito Para Desenvolvimento Social, Um Outro Mundo é Possível. Durante o evento, representantes de 162 países falam a mesma língua em prol da democracia, meio ambiente, distribuição de riqueza etc.

Em 2002, depois de oito anos marcados por políticas neoliberais, Luíz Inácio Lula da Silva, um ex-operário e ex-dirigente sindical, é eleito presidente da República com 53 milhões de votos, reacendendo a esperança de milhares de brasileiros.

Tão logo toma posse em 1º janeiro de 2003, Lula lança o Programa Fome Zero, iniciando sua empreitada contra o flagelo que atinge 1 bilhão de pessoas no planeta. O ano é marcado por embates em torno dos debates sobre a reforma da Previdência, ao mesmo tempo em que crescem as mobilizações e as denúncias em nível mundial contra a guerra dos EUA contra o Iraque.

O ano de 2004 surge em meio a demissões em massa no setor bancário. A categoria organiza campanha de denúncias e cobra responsabilidade social dos bancos frente aos seus sucessivos recordes nos lucros. Paralelamente avançam os debates sobre a reforma sindical, apontando para o fim do imposto e da unicidade sindical.

 

A regulamentação do sistema financeiro

Os debates no movimento sindical bancário sobre a regulamentação do sistema financeiro vêm de longa data. No entanto, no final de 91 e início de 92, é criado grupo de estudo, formado por dirigentes sindicais, economistas e parlamentares, resultando na elaboração do projeto de reforma do sistema. A ênfase do trabalho é descobrir o verdadeiro papel dos bancos públicos, a independência do Banco Central (BC), os objetivos do sistema financeiro privado e lutar para limitar a taxa de juro em 12% ao ano.

Para aprofundar o debate, em janeiro de 92, a CUT realiza seminário nacional com representantes de diversas visões. Propostas para regulamentar o sistema são reforçadas através de projeto assinado pelo deputado federal petista José Fortunati. A Câmara dos deputados constitui uma comissão específica para debater o assunto. Embora a comissão não tenha surtido efeito, o tema ganha espaço na sociedade em razão da quebra dos bancos.
Em 95, com o escândalo do Banco Econômico, os bancários cruzam os braços em todo o país e um abaixo-assinado com 50 mil nomes contra as demissões é entregue ao vice-presidente Marco Maciel.
Após idas e vindas, o Econômico é comprado pelo Banco Excel e, mais tarde, adquirido pelo grupo espanhol BBV. Em 95, o governo lança o Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro (Proer), facilitando processos de fusão e incorporação de bancos. Os bancários denunciam as operações do Proer, que ao longo dos anos libera mais de 20 bilhões de reais para socorrer bancos em estado de falência. Só no Banco Nacional são gastos cerca de 10 bilhões, revoltando os bancários e a sociedade.
Para 96, a categoria define como prioridade a defesa da regulamentação do sistema financeiro, mobilizando-se pela criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigar a atuação do BC na fiscalização de fraudes nos casos dos bancos sob intervenção. No toma-lá-dá-cá, o governo distribui verbas e favores para impedir a CPI.
No ano seguinte, as mudanças no sistema são aceleradas. Fusões, privatizações de bancos estatais e ampliação da presença dos estrangeiros são alguns elementos da nova face do sistema. A autorização do BC para o grupo inglês HSBC comprar o Bamerindus dá início à investida dos estrangeiros.
O ano de 97 também marca o início da privatização de bancos estaduais, partindo do Banerj, cujo controle passa a ser do Itaú. Em agosto, o Credireal é vendido ao BCN. O Produban e o Beron são liquidados e o Bemat transformado em agência de fomento. O Meridional, federalizado, é vendido ao Bozano-Simonsen. Em 19 de fevereiro de 99, o boletim sindical CNBBrasil denuncia a operação de socorro do BC aos bancos FonteCidan e Marka, com a venda de dólares abaixo do valor de mercado para evitar que os dois quebrassem. O escândalo envolve 200 milhões de reais, com prejuízo de 60 milhões calculado pelo próprio BC. Em 2000, o movimento sindical bancário volta a se empenhar na instalação da CPI para investigar as falhas de fiscalização do BC, mas o governo breca o processo novamente.
No início de 2001, há novo debate sobre o papel do BC. Enquanto o governo defende dar o controle da instituição à iniciativa privada, sem interferência do presidente a ser eleito em 2002, a CNB acha que o certo seria a sociedade controlar o órgão, cabendo ao Congresso Nacional e Poder Executivo fiscalizá-lo.

 

As negociações na virada do milênio

A década de 90 trouxe uma importante conquista para a categoria bancária. A assinatura da Convenção Coletiva Nacional em 1992 inaugurou o processo de unificação dos bancários dos bancos privados em nível nacional. Até então, eram assinados acordos por região, com conquistas diferenciadas. Com a novidade, os bancários de todos os estados brasileiros passaram a gozar dos mesmos direitos, o que contribuiu para a organização de mobilizações nacionais, o que logo de início já proporcionou a conquista do aumento real de 5%, recomposição bimestral e ampliação do auxílio-creche de 72 para 83 meses.

Em 93, a campanha salarial conclamou a categoria a entrar na briga contra o jogo dos bancos e contra a ganância dos banqueiros. Greves localizadas foram estratégias das campanhas seguintes, tendo como alvos bancos como o Real, Mercantil de São Paulo e Nossa Caixa. A Fenaban concedeu, então, aumento real de 37% para caixas e 24% para escriturários. Em 94, o tema da campanha foi Banqueiros: Sócios da Inflação, Cúmplices da Miséria; Não às Demissões e às Perdas Salariais. Em abril daquele ano, até o Exército entrou na luta contra os bancários, que paravam agências pelo Brasil afora.

Em 94, o governo lança o Plano Real e a categoria antecipa a campanha. Os salários são congelados na média e os preços disparam. Com a conversão da moeda de URV para o Real, os trabalhadores amargam perda de cerca de 9%. Com o DIEESE, a CNB faz o mapa do emprego bancário no Brasil. Enquanto isso, o Plano Real sofre sua primeira baixa, a do ministro da Fazenda Rubens Ricúpero. Ele deixa escapar, no intervalo de uma entrevista à TV, que o governo divulgava os aspectos bons do plano e escondia os ruins.
No ABC, 68 mil trabalhadores cruzam os braços contra o Real e os petroleiros fazem quase um mês de greve. O governou engrossa e a postura do Tribunal Superior do Trabalho passa a ser a de apenas homologar decisões patronais. No meio da crise, a campanha salarial dos bancários conquista um mecanismo para coibir demissões. Em 95, os debates priorizam a participação de lucros e resultados e categoria consegue R$ 200 a título de PLR.
Em 96, os bancários adotam o Plano de Ação Reage Brasil, que consistia em chamar a sociedade para discutir desemprego, latifúndio, violência, trabalho escravo, trabalho infantil, exclusão social e concentração de renda. Após uma greve de nove dias nos bancos privados, a Fenaban apresenta, entre outras coisas, aumento de 12% nos pisos salariais e PLR de 60% sobre os salários, mais valor fixo de R$ 270. Foi um grande avanço. Nos bancos federais, o governo inicia a política de congelamento salarial. Há resistência e a categoria obtém abono em lugar de reajuste. O ano de 97 foi de avanços apenas razoáveis, por causa da fragmentação dos bancos e da intransigência do governo. Mesmo assim, a PLR passa a ser de 80% do salário e tem início a concessão de auxílio para qualificação profissional. Em 98, os bancos concedem uma antecipação salarial em abril e a preservação dos empregos passa a centrar a campanha. Os cortes de pessoal aumentam. Os bancos oferecem reajuste zero e propõem a criação de jornada de oito horas de trabalho. O índice negociado é de apenas 1,2%.

Em julho de 99, ocorre a I Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, em substituição ao tradicional Encontro Nacional de Bancários. No Rio de Janeiro, cerca de 25 mil trabalhadores dos bancos paralisam o centro e, em nova proposta, a Fenaban concede reajuste de 5,5% e PLR de 80% do salário, mais R$ 400.

Junho de 2000 foi data da II Conferência, tendo como eixos: emprego, aumento real, defesa dos bancos públicos, auxílio educacional e luta contra a Resolução 2.707 do BC, que instituía o correspondente bancário, ou seja a possibilidade de qualquer estabelecimento comercial fazer a desempenhar tarefas tipicamente bancárias, com sérios riscos de fraude às leis trabalhistas. Funcionários do Banco do Brasil, Banespa e Caixa Econômica Federal cruzam os braços em 10 de novembro. No dia 25, nova paralisação no Banco do Brasil. O julgamento do TST mantém o salário congelado nos bancos federais e determina apenas o pagamento de abono salarial.

Na campanha de 2001, o tema é Agora é a Hora de Reacender a Esperança. A Fenaban pressiona para extinguir o anuênio em troca de indenização. Os bancos realizam plebiscito na categoria para definir sobre a questão. Os bancários deliberam que a decisão é individual. A campanha termina com reajuste de 5,5%, PLR de 80%, mais R$ 500 e abono de R$ 1.100.
A campanha do ano seguinte tem como tema Juntos, Conquistar e Mudar, dando início às pressões pela instituição da mesa única de negociação entre os setores privado, estadual e federal. A defesa do emprego continua no foco dos bancários, com denúncias sobre as conseqüências maléficas aos trabalhadores em situação de privatizações, fusões e incorporações. O tema ‘assédio moral’ passa a integrar a luta dos bancários.
Em 2003, os bancários usam o slogan “Que a responsabilidade social vença a ganância” e vão à luta para tentar recompor as perdas do período. Os bancos oferecem 9% de reajuste e os bancários se mobilizam para elevar o índice. A campanha salarial chega ao fim nos bancos privados com acordo de 12,6% sobre todas as verbas, abono de R$ 1.500, PLR equivalente a 80% do salário mais R$ 650 fixos (com limite de R$ 4.600) e cesta-alimentação de R$ 200.
Os funcionários dos bancos federais permanecem na luta por recomposição maior, de forma a compensar os oito anos de arrocho salarial do governo FHC. Bancários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal vão à greve interrompendo as atividades nas capitais e diversas regiões do interior do país. Depois de três dias paralisação, BB aceita cumprir a Convenção Coletiva da categoria em sua totalidade, além de contemplar reivindicações específicas importantes para o funcionalismo. Na Caixa, movimento estende-se até o nono dia e, embora não tenha alcançado as reivindicações em sua plenitude, inaugurou um processo de negociações permanentes para tratar das questões específicas dos empregados.
Os debates em torno da campanha salarial 2004 têm início em junho com a IV Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, com participação de 1.200 delegados. O fórum elege a defesa do emprego, aumento real e PLR justa como bandeiras de luta e referenda a união entre bancários de bancos privados e estatais em torno da campanha salarial unificada, como estratégia para fortalecer a categoria nas negociações com os banqueiros.

 

Bancos públicos

Imagine os dois maiores bancos oficiais de um país serem usados para a defesa de um presidente prestes a perder o cargo. Foi o que aconteceu em 1992, com o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que se tornaram a principal fortaleza em defesa de Collor de Mello durante seu processo de impeachment. Os escudeiros do presidente eram Lafayete Coutinho e Álvaro Mendonça, presidentes do BB e da Caixa. O governo, já sentindo a derrota, determinou que negociações salariais com os trabalhadores só fossem retomadas no mandato presidencial seguinte. Foi o que aconteceu em 93, momento em que os bancários também passaram a conviver com siglas estranhas como CCQs e TQCs (relacionadas a controle de qualidade). Nos bancos públicos, os termos usados eram NMOA, Novo Rosto, Suporte Zero, Back Office etc.
Em 94, ano eleitoral, a CNB/CUT realizou sua Plenária Nacional, tendo como foco a questão dos bancos públicos, em especial os estaduais. O pessoal do BB fez um congresso para discutir a situação de seu banco. Do encontro saiu um documento de nome Um Projeto para o BB, que foi entregue a candidatos à presidência da República. O momento era propício, pois havia a perspectiva de partidos de esquerda ganhar nas urnas. A palavra de ordem em 94 era fortalecer os bancos estaduais e federais, com gestões transparentes.

Em 95 tem início a reforma bancária, com intervenções no Banespa, Banerj, Bemat e Beron, logo após a posse de Fernando Henrique Cardoso.

Com o novo governo, a fome e a miséria, até então escondidas no país, ganham o chamado do sociólogo, Herbert de Souza, o Betinho. BB e CEF são peças fundamentais na criação dos comitês contra a fome, com ampla participação dos funcionários em todo o país.

Logo no primeiro mandato de FHC, ocorrem mudanças de gestão na CEF, dentre as quais a instituição do Programa de Reestruturação da Caixa (PRC), prevendo o retorno do banco para atuação na área comercial. Ao PRC, seguem-se três programas de demissão voluntária, resultando na saída de 11,1 mil funcionários. Na gestão seguinte, o banco cria o RH 008, instrumento que possibilita demissões sem justa causa na instituição.
Os bancários intensificam as mobilizações em defesa dos bancos estaduais. O governo enfrenta greves, manda o Exército invadir refinarias e trabalhadores são demitidos. Mais tarde, vai a cabo a privatização do Banerj e Banespa. No mesmo ano, nota técnica do Ministério da Fazenda fulmina os bancos federais e define estratégias para o BB, CEF, BNB e Basa. Os dois últimos deveriam ser transformados em agências de fomento, enquanto os dois primeiros teriam funções redefinidas e seriam preparados para possível privatização.
Nos anos 95, 96 e 97 aumentam os prejuízos, que totalizaram R$ 19 bilhões no BB. O governo então decide capitalizar o banco e esconde dívidas do Tesouro com a instituição, que tinha o papel de agente oficial no repasse de recursos. A política dos bancos continua a de enxugar o pessoal, chegando a 50 mil novas demissões. Na CEF, o arrocho é grande e seus empregados decidem se unir definitivamente com o apoio de sindicatos. Em meados dos anos 90, a Contec ainda se faz representante dos bancários da CEF, com o agravante de fechar acordos rebaixados. No banco BNB, a trajetória de funcionários derrotados frente ao governo é iminente, com milhares de demissões.
Nessa época nebulosa, a história do Banespa é um caso à parte. Seus funcionários intensificam a mobilização contra a privatização, envolvendo prefeituras, câmaras e Assembléia Legislativa. O ápice da resistência contra a venda do principal banco estadual do país é o ano de 2000. O governo luta com todas as armas, entre as quais a de manter de plantão o presidente do Superior Tribunal do Trabalho para receber recursos do Palácio dos Bandeirantes e derrubar liminares que impedissem a venda da instituição paulista. Os bancários contra-atacam, recolhendo 300 mil assinaturas da população. Através da CNB, é criado o Comitê Nacional em Defesa dos Bancos Públicos. A categoria luta contra dossiês que indicam a venda como saída para o Banespa e após inúmeras idas e vinda, em novembro de 2000, o banco é comprado em leilão pelo Banco Santander, de origem espanhola.

 

Fontes:

“A História dos Bancários – Lutas e Conquistas 1923 – 1993″

Autor: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

“Dez anos de lutas, conquistas e sonhos”

Autor: Confederação Nacional dos Bancários da CUT

Fifa inocenta Teixeira de acusações sobre Copa 2018

ZURIQUE – A Fifa resolveu abafar qualquer investigação contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. “Não há absolutamente nada contra ele”, disse à Agência Estado o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, ao deixar a coletiva de imprensa, neste domingo, em Zurique. Teixeira havia sido citado por David Triesman, ex-cartola britânico, como tendo pedido favores em troca de seu voto pela Inglaterra para sediar a Copa do Mundo de 2018.

Para fechar o caso, a Fifa resolveu ignorar a declaração de Triesman, apesar de tê-las dito sob juramento diante do Parlamento inglês. Na última sexta-feira, a Fifa recebeu um dossiê completo das alegações e, segundo Valcke, os documentos concluíram que não há nada provado contra o presidente da CBF. Diante disso, a entidade não dará seguimento ao processo.

A base da decisão de não investigar foi o fato de que a acusação não foi confirmada por outros delegados da entidade de futebol na Inglaterra. A palavra de Triesman, ex-diplomata e ex-presidente da Associação de Futebol da Inglaterra, foi assim considerada como isolada e suas declarações sob juramento não foram levadas em consideração. Triesman havia dito que, em um jogo da seleção no Catar em 2009, Teixeira teria insinuado a troca de favores.

Valcke não disse quais eram as provas que inocentaram Teixeira e nem aceitou entregar o dossiê que havia recebido. “Quando essas alegações surgiram, pedimos à Associação de Futebol [da Inglaterra] que nos enviassem as informações. Teixeira está completamente limpo”, disse o secretário-geral da Fifa.

Segundo ele, os investigadores tomaram as acusações de Triesman e confrontaram outras três pessoas sobre o mesmo assunto. Como não confirmaram a informação, decidiram que estava na hora de fechar o caso. “As alegações eram fortes. Mas não estão claras no relatório que recebemos. Não parece que o que fizeram era tão errado como foi dito”, disse Valcke.

No Brasil, uma CPI (Comissão parlamentar de Inquérito) foi ensaiada contra Ricardo Teixeira. Mas também foi derrubada. O presidente da CBF apenas terá de dar explicações por escrito.

(Agência Estado)

Policial mata dois assaltantes dentro do ônibus que a faz linha Borges de Melo

Dois assaltantes acabaram mortos em uma tentativa de roubo a passageiros de um ônibus que fazia a linha Borges de Melo 1, na avenida Dr. Themberg, bairro Presidente Kennedy, na tarde deste domingo (29). O que eles não esperavam é que no veículo estava um policial à paisana, armado, que efetuou os disparos contra eles.

Aílson Farias Frota, 20 anos, anunciou o assalto no transporte coletivo enquanto um menor, de 14 anos, recolhia os pertences dos passageiros. O policial sacou a sua arma e disparou contra a dupla. O menor morreu na hora e Aílson foi encaminhado para o Instituto Doutor José Frota (IJF), mas não resistiu.

Todas as pessoas presentes no local se levantaram e aplaudiram a ação do policial. Segundo o major Anderson, a dupla que invadiu o ônibus já era conhecida por praticar assaltos pela região.

(Jangadeiro Online)

Prefeitura de Fortaleza cogita cobrar IPTU de igrejas

A lei que instituiu o Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU garante isenção de pagamento do imposto aos templos religiosos. O problema é que estão sendo construídas junto aos templos casas e apartamentos suntuosos onde moram padres, pastores e outros membros das igrejas.

Os ficais da prefeitura já detectaram dezenas de casos, mas a Secretaria de Finanças ainda não tem uma posição definida. As questões religiosas criam embaraço para o governo municipal. Por isso, a decisão de cobrar ou não o IPTU dos imóveis erguidos ao lado ou sobre os templos está sendo empurrada com a barriga.

Para cobrar o imposto é necessário que seja feito o cadastro do imóvel, a medição da área, determinada a numeração e estabelecido o valor venal, fator determinante no cálculo do IPTU.

(Diário do Nordeste)

Michel Nussenzweig: Conheça o brasileiro eleito para a Academia de Ciências dos EUA

Ele quase não fala português, mas se preocupa muito com a realidade da ciência brasileira e a fuga de cérebros. O brasileiro Michel Nussenzweig foi eleito no último 3 de maio para a Academia Nacional de Ciências dos EUA na cota de pesquisadores americanos. E divide a honraria com apensas sete outros cientistas brasileiros.

Nussenzweig, que mudou para os Estados Unidos com os pais aos 12 anos, foi nomeado à Academia por outros cientistas e agora se prepara para lidar com os encargos que a participação na organização exige. “Terei responsabilidade em aconselhar o governo norte-americano em assuntos relacionados à minha experiência quando for requisitado”, diz. Além de ter o direito de publicar na revista científica da Academia, Proceedings of the National Academy of Sciences.

O cientista, que estudou medicina, é PhD pela Universidade Rockefeller e é uma das maiores autoridades em células dendríticas, células do sistema imunológico que podem manter a tolerância do organismo ou desencadear uma resposta de defesa aos agentes estranhos no corpo, e também em linfócitos B. Atualmente, ele treina estudantes de PhD e Pós-Doutorado e trabalha em instituições como o Pasteur, em Paris, e empresas de biotecnologia.

Ainda no campo da imunologia, seu laboratório pesquisa a clonagem de anticorpos que protegem contra a infecção pelo vírus da HIV em alguns seres humanos raros, que os produzem naturalmente. “Minha esperança é encontrar anticorpos úteis para o tratamento e entender como reproduzi-los em indivíduos não infectados [pelo HIV] para tentar produzir uma vacina”, conta Nussenzweig.

Apesar de ter tentado, o pesquisador nunca conseguiu trabalhar em parceria com instituições e cientistas brasileiros. Mas não desiste e espera ter sucesso em colaborações. Ele admite que conhece pouco a realidade da pesquisa científica no Brasil. No entanto, diz que o País deveria tentar aproveitar o conhecimento gerado por seus cientistas que estão fora. “Outras nações estão tirando vantagem de seus cientistas expatriados para acelerar a educação científica e inovação.”

Para ele, a China é um bom exemplo do aproveitamento do conhecimento gerado por seu povo no exterior para se tornar competitivo no mercado internacional. “O Brasil é uma potência emergente, mas está muito atrás de outros países em educação e ciência. Como o futuro vai depender muito mais de inovação e educação do que de recursos naturais, o Brasil deveria fazer um difícil, porém, necessário investimento nessas áreas”, completa.

(GALILEU ONLINE)

Colégio Erich Walter Heine: Primeira escola verde do País já ‘dá frutos’ no Rio de Janeiro

É na zona oeste da cidade do Rio que foi instalada a primeira escola verde do país. Resultado de uma parceria público-privada, está localizada no bairro de Santa Cruz, que possui um dos IDHs mais baixo da capital: 0,742. Quanto mais perto de 1, mais desenvolvida é a região – na Gávea, bairro nobre da zona sul carioca, o índice é 0,970.

Novidade que chama a atenção dos moradores, o Colégio Estadual Erich Walter Heine conta com painéis solares, reaproveitamento da água da chuva, iluminação natural e, claro, área para reciclagem.  Embora aberta há apenas três meses, a escola já dá frutos: tem gente levando para casa o que aprendeu na sala de aula. “Meu pai montou um sistema de captação da água da chuva lá em casa”, conta o estudante Hebert Elias Sanches, de 17 anos. “Usamos para lavar a roupa, limpar o quintal e sanitários. A conta d’água está mais barata”, afirma.

Na escola, além de lições de sustentabilidade, o ensino é profissionalizante. Alunos de 14 a 17 anos recebem aulas técnicas de administração. Em meio a ensinamentos de logística e afins, também chama atenção dos estudantes o “telhado verde”, que pode ser visitado pela comunidade escolar. E, no futuro, também por moradores, já que a direção faz planos de abrir as portas do colégio nos finais de semana. Funciona assim: plantas espalhadas pela cobertura ajudam a reter a água da chuva, reduzir o calor e, de quebra, neutralizar as emissões de carbono.

Painéis solares aquecem a água do vestiário, mas a economia de energia também é garantida por lâmpadas LED e sensores de presença que desligam automaticamente luzes e aparelhos de ar-condicionado na ausência de pessoas no local.

O gerente de projetos da Secretaria Estadual de Educação, Sérgio Menezes, afirma que existem apenas 120 escolas como essa no mundo, sendo 118 delas nos Estados Unidos.

Na escola carioca, a água da chuva é captada e armazenada para depois ser usada nos sanitários, jardins e na lavagem dos pisos.

“A redução de água potável chega a 50%”, diz William Nogueira, gerente de relações institucionais da siderúrgica ThyssenKrupp CSA, que patrocinou a iniciativa, com R$ 11 milhões. “Todas as madeiras utilizadas na construção são certificadas. Além disso, os vidros das janelas filtram os raios solares, o que proporciona conforto térmico e economia de energia. É preciso ressaltar que o conceito da acessibilidade está por toda a escola, para facilitar a rotina dos portadores de necessidades especiais”, destaca Nogueira.

 

Foto: Léo Ramos Ampliar

A estudante Natália diz que agora ações voltadas para a sustentabilidade entraram em prática em sua vida

Por e-mail, a arquiteta responsável pelo projeto, Maria José Gerolimich, da Arktos Arquitetura Sustentável, explica que a escola foi construída em forma de catavento, de maneira que o ar circule por todo o espaço.

O teto, que favorece a iluminação natural, conta com áreas abertas que fazem com que o ar quente suba e se dissipe como em uma chaminé.

“Muitos desses conceitos eu conhecia apenas na teoria. Agora, virou prática mesmo. E estou adorando, porque dá para ver os resultados”, comemora a estudante Natália Duarte da Silva Serra, de 14 anos.

Projeto pedagógico

Os 200 alunos matriculados no Colégio Estadual Erich Walter estudam em horário integral: das 7h às 17h dividem as aulas convencionais de Matemática, Ciências e Português com o curso técnico.

Para tornar a rotina dos alunos mais interessante, as disciplinas foram integradas umas às outras. “Por exemplo, as aulas de matemática conversam com outras disciplinas, como estatística, por exemplo. Esses professores interagem e podem até aplicar provas em conjunto”, diz Sérgio Menezes, gerente de projetos da Secretaria de Educação. “Os alunos também cultivam uma horta orgânica na escola, e o que for colhido irá direto para a cantina onde eles almoçam. Enquanto o professor de biologia explica as características de alguns alimentos, o de química fala sobre o solo. É tudo integrado”, acrescenta.

 

Foto: Léo Ramos

Alunos no pátio da escola: ventilação, luz natural e madeiras certificadas

Entrar para o Erich Heine não foi fácil. De acordo com a secretaria de Educação 1.837 alunos disputaram as 200 vagas disponíveis. Professores passaram por um rigoroso processo de seleção: foram 741 inscritos para 21 vagas. A direção também foi selecionada por concurso.

Além disso, os docentes foram submetidos a um treinamento, já que ThyssenKrupp CSA, co-gestora do projeto, contratou uma consultoria pedagógica para desenvolver conteúdo próprio para a escola.

Como trabalham em regime de dedicação exclusiva, os professores da escola ganham um pouco mais que os demais que integram a rede estadual. “Eles contam com um acréscimo de cerca de R$ 800, por meio de gratificação garantida pela ThyssenKrupp CSA”, esclarece Menezes.

O gerente de projetos da Secretaria de Educação do Rio diz que a siderúrgica, cuja sede fica no bairro de Santa Cruz, atendeu a sugestão do Estado de construir a escola porque há na região carência da mão de obra qualificada. “Não temos dúvidas de que os alunos da escola sairão todos empregados ou em estágios. A demanda é grande”, assegura Nogueira.

Nas aulas de administração, os alunos recebem noções de logística, marketing, aprendem a redigir um contrato social e recebem aulas de informática. “Todos vão ganhar, em breve, notebooks que serão doados pela empresa”, diz Nogueira.

“Acima das particulares”

Pelos corredores, a empolgação é grande. “Tenho certeza de que estou em um nível bem acima que o de muitos alunos matriculados em boas escolas particulares”, diz o aluno Hebert Elias. “A proposta é muito legal, nem vejo o dia passar. E olha que fico aqui o dia inteiro”, reforça a estudante Raysa dos Santos, de 16 anos.

 

Foto: Léo Ramos

Alunos no laboratório de informática: monitores de LCD que reduzem o consumo de energia em 5%

O Colégio Estadual Erich Walter Heine é terceira escola técnica conceitual inaugurada pelo governo do Rio. A primeira foi a Nave (Núcleo Avançado em Educação), em parceria com o instituto Oi Futuro, voltada para o ensino tecnológico. A segunda foi a Nata (Núcleo Avançado em Tecnologia de Alimentos), em ação conjunta com a Secretaria Estadual de Agricultura e o grupo Pão de Açúcar. O governo do Estado estabeleceu a meta de construir 11 escolas técnicas e conceituais até 2014.

De acordo com o gerente de projetos da Secretaria de Educação, o governo do Estado acaba de autorizar a implantação de uma nova escola técnica em Paraíba do Sul, no Centro Fluminense, em parceria com o grupo Lemgruber. “Será mais um centro do Ensino Médio Integrado de Parceria Público-Privada (EMIPP), voltado para formação de mão de obra técnica em Química, já que é grande a carência desse profisisonal na região”, antecipa Sérgio Menezes.

 

Fachada do Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio
Foto: Divulgação/ Governo do Rio de Janeiro

Fachada do Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio

(Ultimo Segundo)

Jérôme Valcke: Secretário da Fifa admite ter enviado e-mail sugerindo que Qatar “comprou” Copa-2022

O escândalo de corrupção envolvendo a Fifa parece não ter fim. Jérôme Valcke, secretário geral da entidade, admitiu nesta segunda-feira que enviou um e-mail a Jack Warner, presidente da Concacaf e vice-presidente da Fifa, no qual afirmava que o Qatar “havia comprado” a Copa do Mundo-2022.

No domingo, Warner divulgou que Valcke havia lhe enviado um e-mail no qual dizia que o país asiático teria comprado o direito de receber o Mundial em 2022. O vice-presidente da Fifa foi suspenso de todas as atividades ligadas ao futebol por seu suposto envolvimento em um escândalo de corrupção.

Os e-mails trocados por Warner e Valcke se referiam a Mohamed bin Hammam, presidente da Confederação Asiática (AFC) e ex-concorrente à presidência da Fifa. O qatariano desistiu de disputar o cargo com Joseph Blatter (atual presidente da entidade) e também foi suspenso.

Bin Hammam e Warner foram acusados de participar de um esquema de compra de votos. Suspeita-se que o presidente da AFC teria oferecido 40 mil euros para cada entidade em troca de votos na eleição para a presidência da Fifa. Além deles, dois funcionários da União de Futebol Caribenho (CFU, na sigla em inglês) também teriam participação no suposto esquema.

“Era um e-mail privado e vamos discutir sobre isso”, afirmou Valcke. O secretário geral da Fifa disse que Warner divulgou apenas “partes selecionadas” do texto enviado e negou as acusações feitas tanto pelo presidente da Concacaf como por Bin Hammam de que teria influenciado a comissão de ética da Fifa a se posicionar contra eles.

Blatter, por sua vez, escapou de sanções da comissão de ética e terá caminho livre para se reeleger mais uma vez à presidência da Fifa. A eleição será realizada nesta quarta-feira.

O grupo também considerou Ricardo Teixeira e outros três dirigentes “limpos” de quaisquer acusações de suborno. O presidente da CBF era suspeito de ter recebido propina em benefício da candidatura da Inglaterra para sediar a Copa do Mundo-2018. A Rússia foi o país escolhido para organizar este Mundial.

(Uol)

Dedé Santana é internado no Rio com hemorragia gástrica

O humorista Dedé Santana, ex-integrante dos Trapalhões, está internado desde sexta-feira no Rio de Janeiro para se tratar de uma hemorragia gástrica. O quadro de saúde é estável, mas não há previsão de alta, segundo a assessoria de imprensa do hospital Barra D’or, onde ele se encontra internado.

Dedé, 75, passou mal na sexta-feira e foi levado ao hospital. O humorista teve um problema no estômago que evoluiu para uma pequena hemorragia, já controlada. Segundo o hospital, ele sofre de doença diverticular, que o levou desenvolver uma lesão no estômago.

O humorista está no quarto e tem a companhia de amigos e familiares.

(Folha Online)

Sean Kingston: Cantor é hospitalizado após sofrer acidente de jet ski

O cantor e compositor norte-americano Sean Kingston, 21, foi hospitalizado na noite de domingo (29) após sofrer um acidente de jet ski em Miami, no Estado americano da Flórida, informou a imprensa local nesta madrugada.

Segundo o porta-voz da Comissão de Pesca e Vida Selvagem do Estado da Flórida, Jorge Pino, Sean e uma passageira não identificada se acidentaram após colidirem o jet ski em uma ponte por volta das 18h locais.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos dois. As causas do acidente serão investigadas.

Neto do célebre produtor jamaicano Jack Ruby, Sean Kingston nasceu em Miami (EUA), mas cresceu na cidade jamaicana de Kingston, de onde vem seu sobrenome artístico.

O cantor ficou conhecido pelo sucesso “Beautiful Girls”, que integra seu primeiro álbum, “Sean Kingston”, lançado em 2007.

(Folha Online)

Ator Newton Martins, morre no Rio de Janeiro, aos 75 anos

Morreu neste domingo, 29, no Rio de Janeiro, o ator Newton Martins. Aos 75 anos, Martins estava internado há 15 dias no hospital Rio de Janeiro, em Vila Valqueire, zona oeste da cidade.

Sua morte teria sido causada por uma falência múltipla de órgãos. Segundo a família, o ator sofria do Mal de Parkinson há seis anos. Há duas semanas teria adquirido uma pneumonia, o que agravou ainda mais seu estado de saúde.

Em seu último papel na televisão, Martins interpretou o personagem Olegário Maciel, na minissérie JK. Antes, participou de novelas como Despedida de Solteiro, Sonho Meu. Também esteve em produções clássicas da Globo, como Selva de Pedra e Escrava Isaura.

(O Povo Online)

UFC 130: Cearense Thiago ‘Pitbull’ perde nos pontos para americano Rick Story

O brasileiro Thiago “Pitbull” Alves teve mais uma chance no Ultimate Fighting Championship (UFC) na noite deste sábado em Las Vegas, nos Estados Unidos. Na segunda luta do card principal, ele enfrentou o Rick Story, que vinha de cinco vitórias seguidas. E o norte americano acabou levando a melhor na disputa por pontos. Ele dominou o combate durante os 15 minutos divididos em três rounds e venceu por decisão unânime dos jurados. Foi a segunda derrota brasileira na noite do UFC 130.

Story não dá chances para Pitbull

Thiago começou em desvantagem, depois que Story conseguiu ir para as suas costas. O norte-americano tentava aproveitar a vantagem tentando dar joelhadas na altura da cintura do brasileiro e nas pernas. Depois que Pitbull conseguiu se livrar, Story continuou sem dar sossego, sempre mantendo aproximação e tentando levar ao chão. O dono da casa não queria saber de trocação, enquanto Thiago queria ficar em pé. O brasileiro conseguiu acertar uma cotovelada no último minuto de round, mas levou uma sequência de três socos logo em seguida, no contra-ataque. Nos últimos 30 segundos, uma trocação franca e equilibrada, com o brasileiro conseguindo encaixar bons golpes.

Story começou o segundo assalto da mesma forma que o primeiro, indo para as costas de Pitbull. O brasileiro conseguiu se livrar, mas foi levado para o chão faltando cerca de 3:30 para acabar o round. Logo depois Thiago conseguiu se levantar e levar o americano para o chão, ficando por cima, mas não conseguiu encaixar muitos golpes. Faltando 1:07, Story encaixou um soco e o brasileiro se desequilibrou e caiu, levantando-se rapidamente. O americano dominava o duelo com relativa tranquilidade e terminou o segundo round em vantagem.

O brasileiro começou bem o terceiro round, levando vantagem na trocação com menos de um minuto. Mas, como nos assaltos anteriores, Story voltou a deixar Pitbull contra a grade e administrava a vantagem conquistada durante a luta. Com pouco mais de três minutos de round, Thiago Alves conseguiu se desvencilhar e na trocação encaixou um bom golpe no rosto do americano. Mas foi pouco. Story seguia controlando o combate e saiu com uma merecida vitória.

(Sidney Rezende)

Policiais militares são presos tentando roubar caixa eletrônico

Dois policias militares foram presos em flagrante durante uma tentativa de roubo a uma agência do Banco do Brasil, na região do Jabaquara, zona sul de SP, na madrugada deste sábado (28).

Segundo informações do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, os soldados Marcelo Gomes e Emerson Apolinário Teixeira, lotados no 3º BPM onde esta localizado o banco, estavam na copa da agência quando foram detidos. Ambos portavam a carteira funcional da polícia.

Por volta das 3h de hoje, a polícia recebeu um aviso da empresa de segurança que uma das câmeras do fundo havia sido coberta com um pano na agência da avenida Armando Arruda Pereira.

No local, policias do GOE encontraram um carro estacionado com uma pistola.40 em cima do banco. O portão lateral da agência, que é eletrônico, estava aberto sem sinal de arrombamento.

Mesmo com os policiais dentro da agência, os acusados se esconderam no andar superior e permaneceram em silêncio até serem descobertos.

Eles não estavam fardados, mas um deles estava com um colete à prova de balas e uma pistola.40 de uso particular. Também foram apreendidos uma furadeira, pé de cabra, brocas e um artefato feito de PVC com explosivo.

A dupla não chegou a usar o material para detonar o caixa eletrônico. O esquadrão antibomba da Polícia Civil foi acionado e desarticulou a bomba.

A Polícia Militar também teria sido acionada, mas não havia movimentação no local e voltaram

Ainda segundo a polícia, os soldados tem entre cinco e oito anos de corporação.

O caso será registrado no 35º Distrito Policial do Jabaquara.

(Folha Online)

Cearense Thiago “Pitbull” Alves luta neste sábado no UFC 130

Tem cearense em ação no evento de maior glamour de MMA (Artes Marciais Mistas, antigo Vale Tudo) do mundo. Com apelido invocado, Thiago “Pitbull” Alves lutará no card principal da edição de nº 130 do Ultimate Fighting Championship (UFC), realizado na noite deste sábado (28), em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Pitbull enfrenta o americano Rick Story, em confronto válido pela categoria meio-médio. Especialista em jiu-jitsu e muay thai, o cearense, nascido em Fortaleza, não luta desde outubro do ano passado, quando venceu o John Howard, por decisão unânime dos juízes, no UFC 124.

Aos 27 anos, Thiago Pitbull acumula um cartel de 29 lutas, sendo 23 vitórias e seis derrotas. Em julho de 2009, o cearense chegou a disputar o cinturão de sua categoria, mas acabou derrotado pelo ainda campeão dos meio-médios Georges St-Pierre.

Apesar reconhecer o talento de Story, Pitbull esbanja confiança ao falar da expectativa para a luta.  “Estou me sentindo muito preparado. Eu definitivamente vou nocauteá-lo”, disse, em entrevista ao site oficial do UFC.

No currículo, Thiago Pitbull carrega vitórias contra grandes nomes do MMA, como os americanos Matt Hughes e Josh Koscheck.

MAIS BRAZUCA

Pitbull não será o único brasileiro a lutar no UFC 130. O carioca Jorge Santiago, de volta ao evento, lutará contra o americano Brian Stann.

Ao contrário da edição anterior do UFC, a edição 130 não conta com defesas de cinturão. A luta principal será entre os americanos Quinton “Rampage” Jackson e Matt Hamill.

SERVIÇO

Ultimate Fighting Championship (UFC) 130
Local: Cidade de Las Vegas, em Nevada, Estados Unidos
Horário: a partir das 22h (horário de Brasília)
Onde assistir: canal por assinatura Combate (Pay-per-view)

LUTAS DO CARD PRINCIPAL DO UFC 130

Quinton “Rampage” Jackson vs. Matt Hamill

Frank Mir vs. Roy Nelson

Stefan Struve vs. Travis Browne

Brian Stann vs. Jorge Santiago

Thiago Alves vs. Rick Story

(O Povo Online)

Policiais do Ronda do Quarteirão são flagrados agredindo jovem em Fortaleza; Veja vídeo

Policiais militares do Programa Ronda do Quarteirão, do Ceará, foram flagrados agredindo um suspeito no bairro Papicu, zona leste de Fortaleza. As imagens foram feitas pela câmera de um celular de um dos moradores.

Na gravação, realizada no último domingo (22), mas divulgada somente ontem (26), pelo menos três policiais atingem um jovem de camisa branca com golpes de cassetete, tapas e chutes.

De acordo com o comandante da Polícia Militar, coronel Werisleik Matias, os PMs foram chamados para atender a uma ocorrência de rapazes que se recusavam a pagar a passagem do ônibus. A população alega, entretanto, que os policiais receberam um chamado de assalto.

As imagens mostram quatro jovens em posição de abordagem (baculejo, na gíria policial), e um deles sofre várias agressões. Logo após o fim da violência, é possível ouvir no vídeo que a população suspeita de que os policiais estão dividindo o material que seria fruto do roubo.

O coronel Werisleik Matias informou que nove PMs participaram da agressão e já foram identificados. O comandante preferiu não revelar os nomes dos militares. “Os policiais já foram ouvidos e estão sendo afastados da atividade do Ronda”, disse.

Segundo ele, não foi registrada na Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) nem nos telefones do Ronda nenhuma ocorrência de assalto naquela área, no dia e horário do ocorrido. Portanto, conforme conta, a divisão do material do roubo já foi descartada. “Ouvimos pessoas da comunidade e nenhuma delas viu a divisão dos pertences e valores da ação”.

Um inquérito policial foi aberto para investigar a agressão. Também será instaurado um Procedimento Administrativo Disciplinar, que pode culminar na expulsar dos militares da corporação.

O Ronda do Quarteirão já beira os quatro anos de existência no Ceará. Com atuação de polícia comunitária, o programa trouxe esperança e uma maior sensação de segurança no Estado.

Como proposta de aproximação entre policiais e população, a direção do projeto disponibiliza o telefone de cada veículo em seus respectivos trechos de atuação. O objetivo, além de diminuir o tempo de resposta ao chamado, era de humanizar o atendimento policial.

No entanto, desde o princípio, o projeto foi cercado de polêmicas. A primeira dizia respeito ao veículo escolhido: um carro tipo Hilux SW 4, com custo acima de R$ 150 mil cada.

Além disso, os soldados do Ronda já se envolveram em polêmicas, como serem flagrados dormindo nos veículos, entrando com os carros de polícia em motéis e, ainda mais grave, no assassinato do adolescente Bruce Cristian de Oliveira, de apenas 14 anos, morto por engano em julho de 2010.

(Uol)

Fifa afirma que possível exclusão de São Paulo da Copa 2014 é “mera especulação”

A Fifa negou, em contato com a reportagem do UOL Esporte, que o secretário-geral da entidade Jeróme Valcke, tenha ameaçado excluir São Paulo da Copa do Mundo. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, as cobranças sobre infra-estrutura adequada não foram destinadas a nenhuma cidade em especial.

“São Paulo definitivamente precisa trabalhar duro nos próximos meses para ter um estádio para a Copa do Mundo. Tem muito trabalho a ser feito no Brasil, em geral, mas estamos no caminho para deixar todas as sedes prontas a tempo para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo”, disse Valcke.

Em sua resposta à reportagem, o departamento de comunicação da Fifa tratou a ameaça de exclusão de São Paulo do evento como “pura especulação”.

Na manhã desta sexta-feira, a Fifa divulgou um comunicado no qual confirmou o Rio de Janeiro como sede de mídia e Natal e São Paulo fora da Copa das Confederações. As duas cidades ficaram de lado porque não terão seus estádios prontos no prazo determinado pela entidade: início de 2013.

No mesmo comunicado, Valcke adotou um tom mais duro ao falar sobre os atrasos gerais das cidades-sede, o que gerou especulações sobre o caso de São Paulo. “É crucial que todas as sedes do Mundial contem com a infra-estrutura adequada para satisfazer as dezenas de milhares de espectadores. Se não cumprirem esses requisitos, não podemos fazer jogos nestas cidades”, disse o cartola.

(Uol)

Jeff Conaway: Ator de “Grease” morre após uma semana em coma

O ator Jeff Conaway, 60, que ficou conhecido por trabalhar no filme “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” e na série “Taxi”, morreu nesta sexta-feira após entrar em coma no último dia 19, segundo o site Radar Online.

Conaway entrou em coma após uma possível overdose de analgésicos.

Uma fonte teria dito ao site que se trata de uma tentativa de suicídio.

O representante de Conway, Phil Brock, disse que o ator foi achado inconsciente no chão de sua casa, no último dia 11.

Um amigo foi até lá procurar por ele, pois ele não estava respondendo mensagens.

Esta não é a primeira vez que Conway tem problemas com drogas. Ele começou a usar drogas nos anos 80 e em 2008 apareceu no programa “Celebrity Rehab” para se tratar do vício em cocaína, analgésicos e álcool.

Conway se recuperava de uma queda que lhe causou uma hemorragia cerebral e fraturas nos pescoço e quadril, em 2010.

Além disso, ele estava enfrentando sua ex-mulher, Vikki Lizzi, na Justiça. Ele a acusou de injetar analgésicos em seu corpo e colocar cocaína em sua casa, em uma tentativa de chamar a polícia para fazer um flagrante.

Lizzi alegava que ele deu um soco em sua cara enquanto ela dirigia e comparou o vício de Conway com o de Michael Jackson.

(Folha Online)

Avanços podem permitir vacina de HIV e malária em dez anos, diz revista

Luna D’Alama Do G1, em São Paulo

Progressos clínicos e tecnológicos na área da imunologia indicam que será possível desenvolver vacinas contra Aids e malária nos próximos dez anos, diz artigo publicado na revista “Nature” desta semana. Segundo o pesquisador italiano Rino Rappuolli e o americano Alan Aderem, que assinam o texto, o combate à Aids e à malária ainda é o maior desafio mundial em saúde pública do século 21.

Junto com a tuberculose, essas duas doenças infecciosas matam quase cinco milhões de pessoas por ano no mundo. Apesar de ainda não haver vacinas disponíveis, os cientistas apostam no avanço da computação e na chamada biologia sistêmica, que estuda a interação entre elementos biológicos (como proteínas, genes, RNA e outras moléculas), para chegar cada vez mais perto de uma resposta imune contra esses males.

A aceitação de um indivíduo a uma vacina depende de inúmeras interações de fatores genéticos, moleculares e ambientais. Por isso, segundo o infectologista e imunologista Esper Kallas, da Faculdade de Medicina da USP, a abordagem do futuro para a produção de novas doses deve contemplar “tudo ao mesmo tempo”. “Esses sistemas geram quantidades fenomenais de dados em computador, por meio de modelos matemáticos, para encontrar relações e padrões que levem a alguma descoberta”, disse. É o que os norte-americanos chamam de “mineração de dados”, que pode servir para encontrar regras no meio do caos.

Como a quantidade de características imunológicas no conjunto de dados mundial excede a capacidade da mente humana, o objetivo é chegar a modelos precisos e detalhados o suficiente para prever se as novas vacinas terão sucesso. Para o imunologista David Watkins, da Universidade de Wisconsin, que está em São Paulo para conhecer o Instituto Butantan, os resultados de vacinas contra HIV em macacos são encorajadores. “Em um estudo publicado há duas semanas na ‘Nature’, 50% dos animais foram protegidos do vírus, e agora temos que entender por quê”, afirmou.

No início dos anos 1980, quando o HIV foi descoberto, os cientistas acreditavam que poderiam combater a Aids da mesma forma que a hepatite B: usando fragmentos do vírus em leveduras e depois separando-os do fungo. Esse material “puro”, uma vez inserido no corpo humano, faz uma simulação de infecção natural que leva à imunidade. O problema é que o HIV tem altíssima capacidade de mutação, e em menos de um dia já não é mais o mesmo. Já o micro-organismo causador da malária se modifica, em média, a cada dez anos, e o grande problema nesse caso é que o protozoário Plasmodium dribla os anticorpos.

“Ainda não há um meio de reproduzir um vírus do HIV que seja representante dos demais. E o que dificulta tanto uma vacina contra essas doenças é que os vírus (ou bactéria, no caso da tuberculose) só se multiplicam dentro das células, então ficam protegidos”, explicou Kallas. Os anticorpos, por sua vez, costumam agir do lado de fora, não atingindo os agentes patogênicos.

Os pesquisadores concluem no artigo que ainda há complexos mecanismos imunológicos não completamente compreendidos pela ciência. Mas um modelo inovador de exames clínicos, que testam várias vacinas em paralelo e obtêm informações pela biologia sistêmica, deve acelerar o desenvolvimento de vacinas e aumentar a compreensão do sistema imunológico humano em um futuro próximo.

Aids, malária e tuberculose no mundo
Desde o início da pandemia, a Aids causou mais de 25 milhões de mortes, e hoje há 33 milhões de pessoas vivendo com o HIV. Por ano, são 2,6 milhões de novos casos e 1,8 milhão de mortes. Já a malária acomete 225 milhões de pessoas por ano e causa quase 1 milhão de mortes. Além disso, cerca de um terço da população humana está infectada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), com 9,6 milhões de novos casos e 1,7 milhão de mortes por ano. E essa bactéria tem se tornado cada vez mais resistente a antibióticos.

Como um de seus Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a Organização das Nações Unidas (ONU) tem estimulado os países a controlar e reverter a propagação dessas doenças até 2015. Para atingir a meta, a ONU conta, principalmente, com a expansão de tratamentos, educação e medidas básicas, o que inclui uso depreservativos contra a aids e de mosquiteiros em camas contra a malária.

A vacinação, que geralmente é a intervenção mais eficaz no controle de doenças infecciosas, não foi incluída no plano da ONU, porque as doses não devem estar disponíveis dentro desse prazo.

Especificamente no caso da tuberculose, a vacina BCG – aplicada em recém-nascidos no Brasil e não usada nos EUA, por exemplo – ainda causa controvérsias. Isso porque ela é capaz de prevenir a disseminação da doença e a mortalidade em recém-nascidos e crianças, mas não evita a infecção crônica nem protege adultos, idosos e pessoas com deficiência imunológica. “Há algumas ONGs internacionais que trabalham na produção de uma vacina melhor contra a tuberculose”, disse Kallas.

De acordo com ele, os pesquisadores atualmente conhecem a fundo o sistema imune, a interação entre hospedeiros e parasitas, mas o campo da vacinologia ainda tem muito a avançar. “Precisamos de novas ideias, abordagens e fronteiras. Investimentos em vacinas devem ser feitos a longo prazo, a perder de vista, e podem mudar a vida da humanidade. É o que faz a Fundação Bill e Melinda Gates, que se concentra em combater a Aids, a malária e a tuberculose pelo mundo”, destacou o médico.

Dengue
A vacina contra a dengue, segundo o médico, deve ser uma realidade em breve. E a dose será a forma mais eficaz de combater a doença, já que o mosquito Aedes aegypti se urbanizou e ficou praticamente impossível erradicar o problema nas grandes cidades.

O Instituto Butantan atualmente faz uma parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA e a Universidade Johns Hopkins para o desenvolvimento dessa vacina. Testes preliminares em humanos já estão sendo feitos. E a ideia, segundo Kallas, é que a dose contemple os quatro tipos de vírus da dengue e seja aplicada preferencialmente em crianças, que costumam ser o grupo mais suscetível.

(PORTAL G1)

Vinho retarda envelhecimento, ajuda emagrecer e faz bem ao coração

Alagoas Negócios

Degustar um bom vinho é quase um ritual. E até chegar ao momento de saboreá-lo, é preciso ficar atento a alguns detalhes que fazem toda a diferença para um bom paladar. Por exemplo? Para tomar um vinho tinto, a temperatura ideal deve está entre 14º a 18º centígrados; já o vinho branco – mais suave, doce e muito apreciado pelas mulheres – exige temperatura entre 6º a 9º. As dicas foram dadas ao público presente à palestra Viagem pelo mundo dos Vinhos, pelo sommelier e instrutor do Senac Alagoas, Fernando Peron. O evento lotou o auditório da Unidade Poço, nesta quarta-feira, às 19h.

Se o paladar agradece o sabor de um bom vinho, todo o corpo se beneficia de seus efeitos. “Faz bem para o coração, previne o mal de Alzheimer , retarda o envelhecimento e auxilia no emagrecimento”, afirmou Peron, ressaltando que os benefícios são sentidos se o hábito de tomar o vinho for contínuo. A quantidade ideal para perceber esses efeitos no corpo? 1 taça ao dia. A explicação para tantos benefícios encontra-se nas substâncias encontradas na casca das uvas, a exemplo dos polifenóis, extraídos durante o processo de vinificação. O resveratrol – poderoso antioxidante e anti -inflamatório – é encontrado no vinho tinto e em maior quantidade nos tipos Cabernet, Sauvignon e Merlot.

A Viagem pelo mundo dos Vinhos prosseguiu com os participantes conhecendo o contexto histórico dessa bebida, a produção nos mais variados países, os tipos e preços. Peron destacou que um bom vinho pode custar R$ 10 mil e deu dicas também sobre a sua conservação e armazenamento. Ao final da palestra, o público degustou os vinhos Fumées Blanches (francês) e Sauvignon Blanc(chileno).

Com 12 anos de experiência na área e formação de sommelier, barman, garçom e bartender, Peron ministra aulas no Senac-AL há 6 anos. Além de palestras com orientações à população, a área de Gastronomia do Senac Alagoas dispõe de uma programação variada de cursos para quem pensa em aprimorar os dotes culinários ou ter uma ocupação que gere uma renda extra. Mais informações sobre os cursos com inscrições abertas pelos telefones 2122-7801 e 0800 082 2005.

METIRAPONA: Droga faz cérebro ‘esquecer’ más lembranças

Cientistas descobriram um remédio que ajuda a curar o sofrimento causado por más lembranças. De acordo com o estudo publicado no periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, sob o efeito da droga metirapona, indivíduos que têm más recordações reduzem a habilidade do cérebro de repassar esses momentos. A pesquisa, desenvolvida pela Universidade de Montreal e pelo Centro de Estudos do Stress Humano do Hospital Louis-H. Lafontaine (ambos no Canadá), desafia a teoria de que as memórias não podem ser modificadas uma vez armazenadas no cérebro.

Para chegar aos resultados, a equipe de cientistas contou uma história com aspectos neutros e negativos para 33 homens. Três dias depois, eles foram divididos em três grupos: os que ficaram no primeiro grupo receberam uma dose única de metirapona; os do segundo grupo ingeriram uma dose dupla; e os que caíram no terceiro grupo tomaram um placebo. Depois disso, eles recontaram a história.

O desempenho da memória de cada indivíduo foi avaliada novamente quatro dias depois, tempo suficiente para que a droga desaparecesse do organismo. “Descobrimos que aqueles que tomaram a dose dupla do remédio não conseguiam se lembrar direito das partes negativas do texto, enquanto se lembravam perfeitamente das partes neutras”, disse Marie-France Marin, chefe da pesquisa.

A metirapona é uma droga que reduz bastante os níveis de cortisol, um hormônio do stress que está envolvido no processo da lembrança. Manipular a quantidade de cortisol perto do momento em que novas lembranças se formam pode diminuir as emoções negativas associadas a elas. “Os resultados mostram que quando diminuímos os níveis do hormônio assim que lembramos de algo negativo, podemos enfraquecer essa má lembrança com um efeito duradouro”, disse Sonia Lupien, diretora da pesquisa. “Foi uma surpresa perceber que a redução das lembranças negativas se manteve mesmo com a normalização dos níveis de cortisol, dias depois”, disse Marie.

A pesquisa oferece esperança para pessoas sofrendo de doenças como o transtorno do stress pós-traumático. “Nossa descoberta pode ajudar indivíduos a lidar com eventos traumáticos ao oferecer a elas uma oportunidade para ‘sobrescrever’ as memórias negativas durante a terapia”, explicou Marie. Um grande problema, contudo, é que a metirapona não é mais produzida comercialmente. No entanto, os resultados apontam uma direção para futuros testes clínicos. “Outras drogas reduzem o nível de cortisol e mais estudos com esses compostos vão melhorar o entendimento dos mecanismos do cérebro envolvidos na modulação das lembranças ruins”, afirmou Marie.

(VEJA ONLINE)

Uso dos suplementos alimentares no dia a dia: pontos positivos e negativos

A comida além do arroz com feijão. Os suplementos alimentares vêm ganhando cada vez mais espaço na dieta dos brasileiros. Os motivos são os mais variados: ganho na massa muscular, retardo na fadiga, tratamento de doenças, melhora na performance durante os treinos e por aí vai. Derivados da proteína do leite e da clara do ovo, produtos como o Whey Protein e a Albumina, respectivamente, são suplementos protéicos, enquanto a MaltoDextrina, por exemplo, complementa na ingestão de carboidratos. Além disso, podem repor vitaminas, gordura e minerais.

Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), Jomar Souza acredita que eles podem ser bastante úteis para atletas de alta performance, embora não sejam exatamente necessários para corredores amadores que tenham uma alimentação balanceada.

Alguns pontos positivos Alguns pontos negativos
Melhora no desempenho Possível causa de dopping
Pode prevenir doenças Ameaça de insuficiência renal
Ganho na massa muscular Não substitui uma refeição

- Para um profissional, pode ser importante ingerir suplementos, porque o estômago dele pode não estocar a quantidade necessária de alimento. O problema é que muitas pessoas utilizam suplementos importados e alguns deles contêm na formulação esteroide anabólico, que pode gerar danos à saúde. Se for de competidor é mais complicado, porque pode acusar dopping.

Além da esfera esportiva

Para os atletas amadores, os suplementos aceleram o ganho da massa muscular e, no caso do Bicarbonato de Sódio, podem retardar a fadiga muscular durante os treinos. A eficácia de alimentos como a Albumina e o Whey Protein, no entanto, ultrapassa a esfera esportiva. Em casos de tratamento de doenças, eles podem ser muito úteis, garante a nutricionista Cristiane Perroni.

- Suplementos podem ajudar no tratamento de osteoporose. O uso do Cálcio, por exemplo, costuma ser muito eficaz – diz a nutricionista.

- Um paciente que tem um tumor maligno, que exige um tratamento debilitante que gera náuseas e vômitos, pode fazer uso do suplemento. Desse jeito, ele vai permitir que o organismo absorva essas proteínas que não estão sendo ingeridas de modo normal. Esse método serve para doenças que impeçam a deglutição normal do alimento – acrescenta Jomar.

Suplementos alimentares podem otimizar treino de corredores (Foto: Douglas Aby Saber/FMA)

O médico da SBME, no entanto, recomenda que pessoas com comprometimento renal não façam uso de suplementos à base de proteína e, mesmo em outros casos, é importante o acompanhamento de um especialista.

- Tem exames que mostram os níveis de comprometimento renal. No caso de rins com problemas, aponta uma sobrecarga que pode evoluir para um quadro de insuficiência renal – conclui Jomar.
(PORTAL G1)