Brasil e China assinam 22 acordos para impulsionar relação bilateral

A presidente Dilma Rousseff e seu colega chinês, Hu Jintao, oficializaram nesta terça-feira (12/04) no Grande Palácio do Povo de Pequim a assinatura de 22 acordos que impulsionarão a associação estratégica conjunta.

Os acordos foram assinados após uma reunião de uma hora e meia com os dois líderes, realizada “em um clima cordial e de amizade”, segundo a declaração final, e na qual os presidentes analisaram as relações bilaterais, regionais e internacionais de interesse comum.

Após assinar uma declaração conjunta, Dilma e Hu assistiram à assinatura dos acordos e princípios de acordo (estatais e privados) nas áreas de política, defesa, ciência e tecnologia, recursos hídricos, esporte, educação, agricultura, energia, telecomunicações e aeronáutica, entre outros.

Dilma viajou com uma grande comitiva de empresários para impulsionar o diálogo e a associação de negócios entre Brasil e China.

Segundo o documento conjunto, a visita deu um impulso renovado à cooperação “de dois grandes países em desenvolvimento cuja ação aumenta regional e internacionalmente” e cujas relações adquirem cada vez mais conteúdo estratégico e significado global.

Desde sua chegada a Pequim, Dilma destacou a importância de uma relação dinâmica e equilibrada que complemente as economias. dos dois países.

Os dois líderes se comprometeram a ampliar e diversificar os investimentos recíprocos particularmente em tecnologia, automação, energia, minerais e logística e destacaram a importância de desenvolver a cooperação aeronáutica em aviação regional e executiva, aprofundando a associação entre AVIC e a Embraer, e neste sentido se anunciou um protocolo de compra pelas companhias Hebei e Southern Airlines de 20 aviões ERJ190 para 100 passageiros e 5 opções de compra.

Dilma Rousseff e Hu Jintao reconheceram também o elevado potencial de cooperação em infraestrutura e em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em transporte e energia.

O texto assinala que “ambos coincidiram na importância de emprestar especial atenção à execução conjunta de projetos de infraestrutura que contribuam à integração sul-americana” e anunciou a abertura do mercado chinês à carne de porco do Brasil, a ampliação de estabelecimentos para exportar frango e carne bovina, a aceleração de trâmites para entrada na China de gelatina, folha de tabaco, milho, embriões e sêmen bovino, e no Brasil de peras, maçãs e frutas cítricas chinesas.

Os países também decidiram desenvolver estratégias comuns para acrescentar valor a produtos alimentícios exportados a ambos países.

Antes, no fim de um seminário de negócios no qual 300 empresas brasileiras e chinesas buscaram oportunidades e parceiros, Dilma afirmou que o Brasil deseja abrir um novo capítulo comercial com a China, “e dar um salto qualitativo na relação”.

“Queremos ser parceiros em oportunidades de investimento em negócios e serviços e inovação. É bom que até agora o comércio seja petróleo, soja e minerais, mas isso não basta. O Brasil deseja agregar valor a suas exportações para um comércio sustentável. Desejamos uma relação mais dinâmica, sofisticada e equilibrada”, manifestou.

Segundo a presidente, “frente os desafios que o Planeta apresenta, Brasil e China podem seguir integrando as economias em forma competitiva e globalizada no mercado do século XXI, mas também buscando a justiça social”.

“Esperamos inaugurar um novo ciclo de investimentos na área industrial, em equipamento, tecnologia da informação, construção e automação, mas com transferência de tecnologia, em um verdadeiro processo de integração”, afirmou.

Dilma disse que será de grande utilidade para a Copa do Mundo de Futebol (2014) e os Jogos Olímpicos (2016) no Brasil a experiência de empresas chinesas em logística e construção de infraestruturas “como também serão bem-vindas para o trem de alta velocidade Rio de Janeiro-São Paulo-Campinas, e no setor agrícola e de biocombustíveis”.

No dia 7 de abril, Brasília adiou para julho o leilão que envolve os interesses da Espanha, Coreia do Sul, França, Japão e Alemanha, para adjudicar a licitação do primeiro trem desse tipo na América Latina.

“Também o processo de integração latino-americana oferece novas oportunidades de investimento nas duas economias mais dinâmicas da Ásia e América Latina”, disse a presidente.

Na platéia se encontravam o vice-primeiro-ministro chinês Wang Qishan, o ministro de Comércio, Chen Deming, e presidentes de duas gigantes energéticas, Fu Chengyu, da Sinopec, e Liu Zhenya, da State Grid, além de Chen Yuan, do Banco de Desenvolvimento da China, e Sérgio Gabrielli, da Petrobras.

(EFE)

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