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Internacional, Saúde e Comportamento, Sexualidade

Primeiro filme gay da Malásia gera lucro em apenas cinco dias

KUALA LUMPUR, Malásia – O primeiro filme com temática gay da Malásia se tornou um sucesso de bilheteria, atraindo para o cinema curiosos que raramente conseguem ver filmes centrados na sexualidade por conta da rígida censura no país de maioria muçulmana. O filme “Dalam botol” (“Em uma garrafa”, em malaio) arrecadou pouco mais de 1 milhão de ringgit (cerca de US$ 330 mil) em seus primeiros cinco dias de exibição, recuperando todo o seu custo de produção de 970 mil ringgit (US$ 320 mil), disse a roteirista e produtora Raja Azmi Raja Sulaiman.

O filme retrata um homem muçulmano que passa por uma operação de mudança de sexo para agradar o seu amante, mas o esforço acaba prejudicando o relacionamento dos dois. Alguns defensores dos direitos dos homossexuais acusaram a obra de fazer um retrato negativo e injusto dos gays e transexuais. Parte do sucesso do filme provavelmente se deve à intensa publicidade antecipada, incluindo a especulação de que o conselho de censura do país possa proibi-lo.

Os resultados da bilheteria “provam que o público malio pode lidar com esse tipo de filme, que eles estão mais abertos e não são tão conservadores”, disse Raja Azmi à Associated Press, “Eu espero que isso inspire mais filmes que sejam significativas e ligados a realidade das pessoas”.

Raja Azmi não quis fazer uma previsão de quanto o filme pode arrecadar. Segundo a agência cinematográfica da Malásia, “Dalam botol” foi a produção nacional mais barata entre as sete que estrearam este ano e a quinta a superar a marca de um milhão de ringgit.

A produtora afirma que “Dalam botol” é um trabalho neutro, que não pretende defender nem criticar os homossexuais, salientando que a história é baseada nas experiências de um amigo que passou por cirurgia de mudança de sexo na Tailândia.

O filme é estrelado por atores heterossexuais que são vistos sem camisa juntos na praia e na cama, mas só mostra abraços, não beijos. Pang Khee Teik, uma ativista de direitos dos homossexuais, teme que a obra desencorage pessoas que têm razões válidas para serem submetidas a cirurgias de mudança de sexo.

Pang reiterou as críticas do seu grupo ao que considera “regras absurdas e irreais” de censura que permitem representações da homossexualidade, contanto que ela não seja tolerada. A sodomia é punida com 20 anos de prisão na Malásia, embora os processos sejam raros. Raja Azmi teve de submeter seu roteiro oara os censores, antes de filmá-lo. Ela foi aconselhada a alterar o título original “Anu Dalam botol” (Penis numa garrafa”) e a remover uma conversa no quarto.

Raja Azmi disse que seu próximo filme provavelmente será um drama de fantasia sobre um jovem que mantém relacionamento com parceiros mais velhos, homens e mulheres, mas que tem como melhor amigo um peixe em uma tigela que de repente se transforma em um homem.

(O Globo Online)

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