Tsunamis: Formação, Origens e Efeitos

Japonês: tsu=porto; nami=onda

Grande onda ou sucessão de ondas marinhas que se desloca através do oceano até por milhares de quilômetros em alta velocidade (pode viajar a mais de 700km/h), com grande comprimento de onda (pode ter mais de 100km) de pequena amplitude (metro a poucos metros) e que torna-se catastrófica ao atingir as profundidades menores das linhas de costa onde eleva-se a grande altura (30 a 40 metros), invadindo violentamente as praias.

Um tsunami pode ter várias origens: tremores sísmicos ou terremoto no assoalho oceânico (maremoto), por diastrofismo e/ou vulcanismo principalmente; deslizamentos com grandes avalanches submarinas em áreas de talude, geralmente provocadas por abalos sísmicos; impacto meteorítico.

Devido a pequena amplitude, as ondas de tsunamis são mal percebidas por quem navega em águas profundas de oceano aberto.

Momentos antes de elevar-se e atingir catastroficamente a costa, a tsunami, devido ao grande comprimento de onda, provoca um rebaixamento do nível do mar que recua significativamente o que pode servir de aviso silencioso para a população procurar rapidamente fugir para área elevadas.

As ondas de marés e as ondas provocadas por tufões, mesmo podendo ser catastróficas, não são elencadas como tsunamis.

Fonte: http://www.unb.br

Tsunami

Os Tsunamis ou Maremotos

Chamada de tsunami – palavra de origem japonesa que significa ‘grande onda’ (tsu = grande e nami = onda) -, a onda gigante e solitária forma-se em oceanos ou lagos por causa de um evento geológico. Isso quer dizer que, em geral, os tsunamis surgem após um terremoto nas profundezas dos oceanos causado pelo movimento das placas tectônicas (Para saber mais sobre placas tectônicas leia o box no final do texto). O terremoto pode desencadear uma avalanche submarina de lama e pedras, que movimenta a água de repente e com grande força. Isso intensifica o movimento das ondas e gera o tsunami.

A possibilidade de ocorrer um tsunami na Europa, na África e no Brasil é pequena. Já em continentes que são margeados pelo oceano Pacífico, as chances são maiores. Isso acontece porque há menos vulcanismos e movimento de placas tectônicas nas bordas dos continentes localizados às margens do oceano Atlântico do que em continentes com costa voltada para o Pacífico.

O fato é que a onda gigante pode viajar por centenas ou até milhares de quilômetros no oceano. Um terremoto no Chile pode provocar um tsunami na Austrália. São raros os tsunamis gigantescos que destroem vilas ou cidades costeiras. A maioria deles é muito fraco e gera ondas com poucos centímetros.

Existe a possibilidade de que a altura do tsunami aumente durante a viagem pelos oceanos. Uma onda com altura entre dois e quatro metros pode crescer ao atingir águas rasas que estejam próximas ao ponto de impacto da onda com a costa.

Tsunamis desse tipo já aconteceram na Califórnia, no Oregon e em Washington, estados localizados na costa dos Estados Unidos voltada para o oceano Pacífico. As ondas tinham entre dez e 18 metros. Existem pessoas que não sentem medo de ondas desse tamanho. Para alguns surfistas malucos, essa é a oportunidade de tentar pegar a maior onda de suas vidas.

Muitos países atingidos por tsunamis construíram centros para estudar esse fenômeno, como o Japão, os Estados Unidos, a Austrália e a Costa Rica. O objetivo é evitar catástrofes maiores. O monitoramento é feito através de sismógrafos posicionados ao redor do planeta e que emitem dados diários sobre a movimentação no interior da Terra. Os observatórios trocam esses dados e outras informações para que os pesquisadores possam prever quando um tsunami acontecerá e quanto tempo será necessário para ele chegar à costa. Com esse cuidado, as pessoas podem ser retiradas rapidamente das áreas de risco e levadas para locais seguros. Assim, o número de vítimas e os prejuízos materiais diminuem.

Há centros de pesquisa que estudam a possibilidade de o impacto da queda de asteróides nos oceanos em tempos remotos ter provocado fortes tsunamis.

Como conseqüência, mudanças drásticas na zona costeira teriam ocorrido, como o desaparecimento de algumas espécies e mudanças nos rumos da evolução de outras.

Esses fenômenos naturais mostram como a Terra é dinâmica, está em constante mudança e que é preciso aprender a conviver com eles.

Embora as ondas geradas pelos tsunamis possam se propagar a 800 Km/h, os navegadores quase não dão conta por elas. No entanto, ao aproximarem-se do litoral, essas montanhas de água erguem-se subitamente, devastando tudo à sua passagem.

Os tsunamis atravessam o oceano em poucas horas. Em 1960 um terremoto sacudiu o Sul do Chile. Menos de 24 horas depois, do outro lado do mundo, esse tremor deu origem a um tsunami que devastou as costas do Japão. Outro tsunami famoso foi o da ilha de Krakatau (antes conhecida como Krakatoa) na Indonésia, em 1883. Ele aconteceu por causa de grandes erupções vulcânicas nas Índias Orientais o que provocou nas costas de Java, Sumatra e ilhas vizinhas ondas terríveis, com 30 m de altura. Esse tsunami destruiu completamente a cidade de Merak, levando um navio 2,5 km para o interior da ilha, a 10 metros do nível do mar! Nesse tsunami, mais de 36 mil pessoas morreram. Antes disso, em 1755, ondas com mais de 20 metros de altura atingiram o litoral de Lisboa, capital de Portugal, destruindo a cidade e matando centenas de pessoas.

Tsunamis Devastadores através dos tempos

1896: um dos piores desastres provocados por tsunami engoliu aldeias inteiras ao longo de Sanriku, no Japão; uma histórica onda submergiu cerca de 26.000 pessoas.

1883: mais de 36.000 pessoas morreram em Java devido a um tsunami causado pela erupção do vulcão Krakatoa, próximo ao estreito de Sonda (Sunda).

1946: Um terremoto nas ilhas Aleutas enviou um tsunami para o Havaí e matou159 pessoas, sendo que só cinco morreram no Alasca.

1964: Um terremoto no Alasca ativou um tsunami de até 20 pés de altura, matando 11 pessoas tão longe quanto na Cidade Crescent, Califórnia, e ao todo causou mais de 120 mortes.

1983: no Japão,104 pessoas morreram devido a um tsunami provocado por um terremoto próximo.

17 de julho de 1998: em Papua, na Nova guiné, um tsunami matou 3.000 pessoas. Um terremoto de magnitude 7.1, distante 15 milhas da praia, deu origem a uma onda de 40 pés de altura, e destruiu as aldeias de Arop e Warapu.

O mais recente deles: 26 de dezembro de 2004 – mais de 24.000 mortos contabilizados até o momento

O sismo e os maremotos de domingo (27/12), provocaram devastação em sete países do sul e sudeste da Ásia e causaram mais de 24.000 mortos, segundo números ainda provisórios.

O balanço das vítimas, até o momento (28/12, 11h60, quando escrevo esse artigo) por país é: 12.029 Indonésia; 4.491 Índia; 6800 Tailândia; 830 Malásia; 48 Maldivas; 43 Birmânia; 30 Bangladesh.

Em toda a região atingida, mais de um milhão de pessoas estão sem abrigo, os feridos são da ordem dos milhares e há também milhares de desaparecidos.

Vários países do leste europeu consideram prioritário criar pequenas unidades de saúde nos países asiáticos atingidos pelos maremotos para transferir as vítimas para hospitais não afetados pela catástrofe.

Não há muita gente para salvar neste caso, pois não é como o que ocorre num terremoto “normal”. A falta de água potável e a degradação do saneamento básico são também questões essenciais.

As Placas Tectônicas

A crosta do nosso planeta é dividida em cerca de 20 pedaços, conhecidos como placas tectônicas. Essas placas encontram-se sobre o manto, a camada interior da Terra que é formada por “material gelatinoso”. O núcleo da Terra aquece o material do manto, que se torna mais leve e sobe. Ao subir, ele esfria, fica mais pesado e desce. Assim acontece a movimentação do material aquecido no interior do nosso planeta, as chamadas correntes de convecção. Elas movimentam as placas tectônicas, que podem se afastar uma das outras ou chocar-se. Como os continentes encontram-se sobre as placas tectônicas, acompanham o movimento.

No hemisfério Sul, há cerca de 150 milhões de anos, no período Jurássico, as correntes de convecção dividiram em pedaços o megacontinente Gondwana. Elas fraturaram a crosta terrestre e separaram a América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia. Nas regiões de Gondwana, que hoje são Brasil e África, as correntes de convecção formaram fissuras e fraturas na crosta terrestre, o que gerou derramamento de lava. A ação contínua dessas forças também rompeu completamente a crosta terrestre e formou o oceano Atlântico. Porém, ele não parecia o vasto mar que é hoje: a fragmentação de Gondwana formou apenas um pequeno oceano, que só “cresceu” quando Brasil e África começaram a se afastar de forma gradual há, aproximadamente, 135 milhões de anos.

Quem pensa que Brasil e África já encontraram sua posição no globo terrestre depois de tantos milhões de anos em movimento, engana-se. As placas tectônicas sobre as quais os dois países estão localizados continuam a se afastar com velocidade média de dois centímetros por ano. Como o movimento das placas tectônicas é bastante lento em relação às dimensões da Terra, nós não percebemos a movimentação dos continentes. Mas equipamentos sensíveis comprovam que eles se movem.

Augusto Jeronimo Martini

Fonte: http://www.piave.org

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