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Arquivo para março 26, 2010

‘Obesidade extrema’ é nova categoria de doença que afeta crianças dos EUA

Cada vez mais crianças americanas entram, desde pequenas, na “obesidade extrema”, uma categoria associada a mais riscos de morte prematura e desenvolvimento de doenças que normalmente aparecem apenas em idade avançada, indica um estudo publicado nesta quinta-feira.

7,3% dos meninos e 5,5% das meninas de 2 a 19 anos são atualmente considerados “obesos extremos”, uma categoria criada em 2009 pelo Centro de controle de doenças dos Estados Unidos (CDC), indica o estudo, realizado pelo grupo de seguros de saúde Kaiser Permanente.

São considerados “extremamente” obesas as crianças com um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 35 kg/m2.  Assim, um menino de 12 anos que mede 1,52 metros e pesa 82 quilos entra nesta nova categoria.

Esta forma de obesidade mórbida afeta mais os meninos aos 10 anos e as meninas aos 12 e 18 anos, segundo o estudo, publicado no Journal of Pediatrics.

“Sem uma mudança importante nos hábitos alimentares, estas crianças correm o risco de que sua esperança de vida se reduza de 10 a 20 anos e se desenvolvam, a partir dos 20 anos, problemas de saúde habituais a pessoas de 40 a 60 anos”, afirma Corinna Koebnick, principal autora da pesquisa.


“Estas crianças, por exemplo, têm mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2 e problemas nas articulações”, desde os 20 anos, acrescentou a pesquisadora.

A obesidade extrema afeta especialmente as minorias: 12% das meninas negras e 12% dos meninos hispânicos são extremamente obesos.

A pesquisa avalia em 37% a proporção de crianças acima do peso nos Estados Unidos (com um IMC superior a 25) e em 19% a quantidade de obesos (IMC superior a 30).

(Portal G1)

Os investimentos do Governo Lula no Nordeste

É sabido por todos que o  Nordeste é a região que ainda detem os mais baixos índices sociais e econômicos do país, como maior número de pessoas na linha de pobreza.

Nesse contexto, o governo LULA criou uma série de programas que está dentro da agenda do governo e dos mais diversos ministérios, essas ações são conhecidas como as  políticas sociais do Governo LULA, uma delas é, por exemplo, a Bolsa Família,  que se configurou numa política  de muito significado do ponto de vista do combate da miserabilidade por qual se passava e passa o Brasil e sobretudo a  região Nordeste.

Para se ter uma idéia o governo Federal investiu no Nordeste só de Bolsa Família R$ 23 bilhões em 2008 (em valores de dezembro) e geraram os seguintes impactos: R$ 17 bilhões de arrecadação de tributos, distribuídos entre os vários entes federativos e aumento de R$ 5 bilhões em termos de salários pagos, isso significa que: A cada R$ 100 reais investido no programa R$ 73,00 reais voltaram para o Governo, sendo que apenas R$ 27,00 reais ficaram no bolso das famílias, mesmo assim cerca de 800 mil pessoas foram empregadas em decorrência de uma política elaborada para expansão do consumo de bens e serviços de seis milhões de nordestinos. Nesse caso a balança pesou mesmo na balança do governo. (Dados extraídos: Pag.06 BNB – Ed.22-2009/ Conjuntura Econômica)

Veja agora os efeitos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, onde as aplicações no Nordeste no período 2003-2008 ultrapassaram os R$ 8 bilhões (valores de dezembro de 2008), com impactos em termos de tributos (R$ 5 bilhões), salários (R$ 4 bilhões) e aumento da produção (R$ 7 bilhões). Dessa forma entendemos que ao investir na produção no meio rural, é possível resolver um problema grave do país a falta de alimentos, também percebemos que  os impactos na economia para a geração de renda e de aumento de divisas para o povo e o País é vidente. Contudo para garantir uma capilaridade do programa  é preciso desburocratizar o crédito rural investir em assessoria Técnica,  garantir uma política de comercialização no meio rural  e por último reduzir os impostos cobrados aos produtos da agricultura familiar .

Dayvid Souza Santos – Sec. de Juventude da CTB Sergipe

(Faxaju.com.br)

Petróleo põe Amazônia peruana em risco

A exploração de petróleo na região da Amazônia peruana deve ser vista com cautela. Nos últimos anos, a atividade acelerou o número de concessões em áreas de delicada questão ambiental ou indígena, e levanta dúvidas sobre a sustentabilidade dos processo. O alerta vem de estudo realizado pela Universidade Autônoma de Barcelona.

De acordo com o levantamento “A second hydrocarbon boom threatens the Peruvian Amazon: trends, projections, and policy implications”, as análises apontam para um crescimento acelerado no número de áreas de exploração de petróleo e gás, que ameaçam a região, as populações indígenas e áreas de deserto.

Além disso, cerca de 60% das propostas de terras indígenas foram afetadas por concessões de hidrocarbonetos no ano passado. Ainda, segundo o texto, cerca da metade de todas as áreas indígenas estabelecidas legalmente na área amazônica do Peru possui concessões de exploração.

Os pesquisadores avaliaram informações oficiais de hidrocarbonetos do governo peruano, somando dados históricos e atuais de atividade exploratória na região e as projeções. Hoje, são 104 mil quilômetros de linhas sísmicas e 679 poços exploratórios e de produção.

Um dos dados preocupantes do estudo é o percentual de 48,6% de terras amazônicas que foram alvo de concessões para atividade exploratória. Essas extensão equivale a 17,1% das áreas protegidas, seja por questões ambientais ou indígenas.

Além disso, verificou-se que até 72% da Amazônia peruana foi zoneada para atividades de hidrocarbonetos (concessões mais acordos de avaliação técnica e proposta de concessões) nos últimos dois anos, e mais de 84% durante os últimos 40 anos.

Discussões - O texto defende um aprofundamento dos debates sobre a exploração de petróleo na área para que não ocorram os mesmos impactos ambientais e sociais ocasionados à época do boom da atividade exploratória, em 1970. Com uma nova agenda ambiental, a discussão deve ser voltada para quais tipos de impactos são aceitáveis nos dias de hoje e o que pode ser feito para amenizá-los.

Um dos exemplos citados no estudo é a negativa do Equador em explorar suas áreas amazônicas a fim de evitar esses impactos, buscando alternativas para compensar a perda financeira acarretada pela não extração de petróleo nesses três campos.

“Projetamos que a recente proliferação rápida das zonas de hidrocarbonetos levará a um boom de exploração, caracterizada por mais de 20.000 km de testes sísmicos novos e construção de mais 180 novos poços exploratórios em áreas remotas da floresta. À medida que a fronteira peruana de petróleo da Amazônia se expande rapidamente, podemos concluir que um debate rigoroso é urgentemente necessário, a fim de evitar maiores impactos ambientais e minimizar o conflito social que recentemente levou a encontros fatais entre indígenas manifestantes e as forças do governo”, ressalta os pesquisadores no documento.

Acesse aqui o estudo na íntegra

TRF absolve por “unanimidade” Humberto Costa, ex-ministro da Saúde

O ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT-PE) foi inocentado por unanimidade nesta quarta-feira, 24, pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região na chamada Operação Vampiro. Costa fica livre da acusação depois de quase quatro anos de investigação e de o próprio Ministério Público Federal (MPF) – autor da denúncia – ter pedido a sua absolvição.

O parecer do MPF, dado no final do mês de fevereiro, fez com que o Tribunal reconhecesse a inocência do ex-ministro. “Estou aliviado. Foram quatro anos muito difíceis para mim e para minha família, mas finalmente a Justiça restaurou a verdade e reparou um erro quando me indiciaram nesse processo”, disse Costa.

Em 2006, a Justiça Federal acolheu denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-ministro da Saúde e então candidato derrotado do PT ao governo de Pernambuco, Humberto Costa, e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, por envolvimento em fraudes descobertas na Operação Vampiro da Polícia Federal. Outras 31 pessoas também foram denunciadas pela Procuradoria da República no Distrito Federal.

No pedido da denúncia, o MPF alegou que o ex-ministro e Delúbio faziam parte do esquema que foi descoberto na Operação Vampiro, em 2004. De acordo com o Ministério Público, os indícios indicaram Costa dava respaldo aos atos de corrupção que foram praticados por servidores vinculados a ele. Delúbio seria um dos beneficiários do esquema.

(Agência Estado)

Da série “o insuperável O Globo”

Por Jaime Balbino

O jornal O Globo está demais hoje, duas notícias seguidas com manchetes que parecem denúncia mas que são desmentidas pela própria matéria e “quase sem querer”. Veja só:

1. Na primeira a manchete critica Lula porque num projeto de urbanização de uma favela entregou os apartamentos sem acabamento. Ironiza que Lula cita no discurso isso como que para disfarçar o problema. Só na última linha coloca que o contrato com os moradores sempre previu isso, pois são eles que vão escolher o acabamento de seus apartamentos.

2. Na segunda manchete critica a idéia do MEC de distribuir bicicletas para alunos de escolas rurais com “dinheiro dos outros” (prefeituras e governos estaduais). Ignora a boa idéia e se atém somente a fonte de recursos que foi apenas sugerida pelo ministro da educação. Raciocinando um pouco, o custo das bicicletas é tão baixo que o melhor talvez seja mesmo apenas incentivar a ação local ao invés de bancar licitações complexas e demoradas.

Lula e Dilma entregam apartamentos sem acabamento
De Tatiana Farah:

Ao inaugurar ontem o conjunto habitacional do Jardim Vicentina, na periferia de Osasco, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou se antecipar a possíveis críticas por ter entregado uma obra inacabada. Ele argumentou, em seu discurso, que os 106 apartamentos entregues ontem estavam semiprontos para que os próprios moradores façam os acabamentos a seu gosto.

— Este apartamento, Dilma, ainda não está totalmente terminado porque o prefeito falou o seguinte: “Tem gente que pega o apartamento com o azulejinho de uma cor, na semana seguinte ele está tirando e colocando outro da cor dele”. Então, ele falou que é melhor entregar semiacabado, para as pessoas poderem fazer o acabamento necessário daquilo que gostam — disse Lula.

O conjunto habitacional foi construído em um ano e meio pela construtora Delta, a que mais tem contratos do PAC. A obra põe fim, parcial, a uma favela de 40 anos, que tinha esgoto a céu aberto.

As obras de saneamento e a construção dos primeiros 180 apartamentos (106 entregues ontem e 74 já inaugurados em dezembro) custaram R$ 21 milhões, sendo R$ 13 milhões do PAC e R$ 8 milhões da prefeitura.

Com 50 metros quadrados e dois quartos, os apartamentos foram entregues sem pintura interna nem assoalho, apenas o piso frio de cozinha e banheiro.

Nas salas e quartos, só o contrapiso de cimento. O estado de entrega já estava definido no contrato assinado pelos moradores e a prefeitura. O custo final é de R$ 58 milhões, segundo a prefeitura.

Os moradores deverão pagar R$ 20 mil, financiados pela Caixa Econômica Federal.

MEC quer distribuir bicicletas com o dinheiro alheio
Mas despesas seriam bancadas por governos estaduais e municipais

De Demétrio Weber:

O Ministério da Educação (MEC) quer distribuir bicicletas, uniformes e cadernos escolares a alunos da rede pública. Mas a ideia é que as despesas sejam bancadas por prefeituras e governos estaduais, sem apoio financeiro da União, segundo a assessoria de imprensa do MEC.

Ao participar anteontem de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara, o ministro Fernando Haddad citou a distribuição de bicicletas. Sem mencionar quem pagaria a conta, ele defendeu a iniciativa, que tem como público-alvo os estudantes de áreas rurais:

— A bicicleta é essencial para levar o jovem ao local por onde passa o ônibus, o barco ou até mesmo para ir até a escola — disse o ministro, observando que há alunos que percorrem até 15 quilômetros a pé em seus trajetos diários.

(Blog do Nassif)

Veja e o assassinato de reputação de Humberto Costa

Está em andamento neste momento o julgamento do ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Pernambuco.

No processo, Humberto é acusado de corrupção passiva e formação de quadrilha no escândalo que ficou conhecido como ‘máfia dos vampiros’ (compra superfaturada de medicamentos e hemoderivados em 2005).

Por enquanto o placar está em 5 a 0 pela absolvição do petista. Faltam nove votos. Humberto aguarda o julgamento dentro da sua sala na secretaria estadual das Cidades em Pernambuco.

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/o-julgamento-de-humberto-costa/

(Blog do Nassif)

O Globo e sua cara de pau

Se algum cidadão que more no planeta Terra, saiba português, e leia a imprensa nacional, achar que ela é isenta, como adora dizer que é, tem que ir pro pinel imediatamente.

Veja o descaramento das duas manchetes do Globo, colocadas na mesmíssima página. A que fala de Serra, diz que ele não tem tempo pra inaugurar tantas obras. Na de Dilma, que ela inaugura obra com suspeita de fraude.
Bem ao estilo Globo de ser.
Dá pra acreditar numa imprensa assim? Por qual motivo ainda tem gente que assina Veja, Globo, Folha e etc? Pra quê gastar dinheiro para ser manipulado?
Tem tanta informação boa na internet disponível e de graça. E mais, se você tiver um mínimo de discernimento olha os dois lados. Vai no site de um e no de outro e compara as notícias. Daí você mesmo faz seu convencimento.
O brasileiro está aprendendo, mas a classe média não nega a raça. É média até no pensamento, mesmo.
(Blog Anais Políticos)

A greve dos professores de SP na visão da FOLHA

A matemática da imprensa brasileira é bem simples. Se a direita (que não nos esqueçamos, tem suas origens na ditadura) está no poder, e alguém faz greve, é porque esse alguém é de esquerda, é comunista e arruaceiro.
Se a esquerda está no poder e alguém faz greve, é porque o governo de esquerda não presta e é incompetente. Mesmo que os sindicatos grevistas também sejam de esquerda. Não importa. O que importa é dizer que a direita é perseguida e coitadinha.
A esquerda é arruaceira, incompetente e só tem as eleições em mente.
Pois foi essa a manchete da Folha online de hoje. Para desqualificar a greve dos professores de São Paulo, que estão parados porque um governante da direita acabou com o sistema educacional do Estado, dizem que a greve é política.
Claro, a greve só existe porque estamos em ano de eleição. Não houve outras greves antes pelo mesmo motivo. Não houve confronto entre policiais, justamente contra o sucateamento da polícia, onde o governo da direita mandou a polícia militar atacar a civil. E isso não foi em ano eleitoral.
A greve dos professores de São Paulo é uma atitude sórdida do PT para denegrir a imagem tão boa e inatacada de José Serra, o polido e perfeito governador da província paulista. Não é porque os coitados ganham salário de fome, as salas de aula estão imprestáveis e o governo lhes mostra o dedo do meio como resposta.
A conta da Folha e da Veja é simplista. Assim como quem os lê e neles acredita.
A esquerda é ruim e a direita é boazinha. Simples assim.
Clique aqui para ver os vices de Serra.
Clique aqui para ver o que foi dito sobre a atuação de Lula em Israel.
Clique aqui para ver que no último Datafolha, Dilma empatou com Serra.
Clique aqui para ver Leitão defendendo a privataria e dizendo que Lula é “demodé”.
Clique aqui para ver o Estadão falando para seu grupo de amigos e também defendendo a privataria.
Clique aqui para ver que o Estadão distorce até a lei brasileira pra fraudar manchetes.
(Blog Anais Políticos)
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O CQC e a tv de plasma

Fabulosa a matéria da reestréia do CQC, onde se coloca um GPS em uma tv de plasma “doada” por uma pessoa do programa para a Secretaria de Educação de Barueri (SP), e que deveria posteriormente, ser redirecionada a alguma escola pública . Depois de algum tempo, se rastreia a localização do aparelho pelo GPS. E o que é de se assustar? Onde a tv foi parar.
Se você não assistiu ao programa, veja neste vídeo, depois clique nas sequências laterais do YouTube para acompanhar a reportagem integral .
Clique aqui para ver que nem Serra defende FHC.

Clique aqui para ver o tapa de luvas em “nazy” Casoy. Dilma samba com garí no carnaval.
Clique aqui para ver o “sucesso” de José (quem?) Serra no carnaval do nordeste.
Clique aqui para ver Serra e ACM Neto de mãos dadas em Salvador.
Clique aqui para ver algumas diferenças entre a imprensa brasileira e a de fora.

(Blog Anais Políticos)

Tradição da Páscoa surgiu antes do cristianismo

A tradição da Páscoa surgiu bem antes do cristianismo. A festa tem origem no Pessach (passagem) judeu, que comemora a travessia, comandada por Moisés, pelo Mar Vermelho.

A simbologia também está ligada a costumes pagãos para comemorar o fim do inverno e o início da primavera no Hemisfério Norte, numa celebração de renovação da vida. Por esse motivo, o costume de presentear amigos e parentes com ovos coloridos é seguido até hoje em diversos países. As versões feitas de chocolate chegaram bem mais tarde, no século 18. Conheça abaixo algumas curiosidades sobre essa tradição:

1 – Rússia

Em 1885, o czar Alexandre III encomendou um ovo de ouro com pedras preciosas ao joalheiro francês Carl Fabergé. A maravilha seria um presente de Páscoa para a czarina Maria Feodorovna. Por fora, a peça parecia um ovo simples, de ouro esmaltado. Só que dentro ele se abria sucessivamente, como as matrioskas, mostrando pequenas joias – entre elas, uma réplica da coroa imperial feita de diamantes. A czarina gostou tanto que Alexandre III pediu que o joalheiro fizesse um ovo por ano. Seu filho, Nicolau II, manteve o hábito e, hoje, os ovos Fabergé têm status de obras de arte e são arrematados por pequenas fortunas.

2 – Ucrânia
A tradição de dar ovos decorados de presente é anterior ao cristianismo – na primavera, os pagãos enterravam ovos como oferendas para seus deuses. Em 988 d.C., com a mudança de religião, as pinturas ganharam outros significados. Os desenhos esotéricos de triângulos, por exemplo, passaram a ser considerados a representação da tríade Pai, Filho e Espírito Santo. Também são usadas outras figuras e muitas cores, de acordo com o desejo de quem dá o presente-amuleto. As aves simbolizam fertilidade e as estrelas, eternidade. O verde é a renovação pela primavera e o amarelo, a colheita e a juventude.

3 – Armênia

O vermelho é a cor oficial, por assim dizer, dos ovinhos armênios, que recebem o impronunciável nome de garmeer havgeed. Segundo a crença local, Maria levava pão e ovos enrolados num xale quando viu o filho crucificado. O sangue teria tingido os alimentos, – a cor, então, simboliza o sofrimento de Cristo. Antes de comerem os ovos, como manda a tradição, as crianças da família simulam uma “guerrinha”. Uma tenta quebrar a casca do ovo da outra, usando como “arma” seu próprio ovo. Se ele não quebrar, o ano será de prosperidade. Outras comidas são feitas especialmente para a época: arroz com uvas passas e frutas secas, servido com peixe. Para finalizar, o pão-doce da Páscoa (choereg).

(Ultimo Segundo)

Eu tenho medo…

O “Valor” publicou que o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas “fala em nome do candidato José Serra e diz que o PSDB está fechado na defesa do modelo de 97, do marco regulatório do petróleo elaborado no governo Fernando Henrique Cardoso, para a campanha”. Em suma, “caso vença, deve rever a legislação que tramita no Congresso” e “retomar o sistema de concessão”.Velloso Lucas “diz não temer prejuízos ante o discurso nacional-desenvolvimentista dos petistas”.Não vamos nos esquecer que, PFL, hoje DEM é o partido aliado de José Serra. O mesmo partido qu tentou vender a Petrobras e Banco do Brasil.

(Blog Os Amigos Presidente Lula)

Brasil possui 350 mil portadores de AIDS

Durante a abertura do Projeto Rádio Prevenção em Ponta Porã, no Paraná, o Diretor-Presidente do IEDHI, Roberto da Costa Cunha, passou números reveladores sobre a AIDS no país.

Roberto Cunha enfatizou que no início dos anos oitenta a doença chegou ao país, alcançando principalmente os homens da classe média alta. “Para cada vinte e nove casos, apenas um era relacionado a mulher. Os homens eram as maiores vítimas, em sua maioria de classe alta do país e moradores dos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo”.

Segundo revelou Roberto Cunha, após de vinte anos, este quadro mudou, passando de cada dois casos, um é do gênero feminino, em regiões de fronteira, os índices são mais alarmantes, ou seja, 50% para cada gênero. “Esta é uma triste e grava constatação, por este motivo é fundamental a comunicação e informação.Estes números apontam que as mulheres, não estão conseguindo convencer os parceiros a utilizar o preservativo” frisou Roberto, ressaltando que “uma doença que antes era das grandes cidades, hoje chega com força no interior e em todas as camadas sociais”.

Ele lembrou ainda que atualmente existem cerca de 350 mil portadores de AIDS em todo país, que constam nos registros e são acompanhados pela saúde pública. “É lamentável, mas poderia ser pior se não existem os programas de combate a AIDS no país.A Organização Mundial de Saúde, previa que até 2010, existiriam cerca de 1 milhão de portadores de AIDS no país, mas graças as iniciativas de prevenção, o governo brasileiro conseguiu reduzir este número em até 50%, mas precisamos melhorar ainda mais através de campanhas preventivas” salientou.

Atualmente o país investe cerca de um bilhão e quatrocentos milhões de reais no Programa de Combate a AIDS, deste montante R$1 bi é reservado para compra de medicamentos aos portadores da doença e o restante para projetos de prevenção, como campanhas educativas e distribuição de preservativos, e verbas para os municípios.

(Jornal Progesso Online)

AIDS e bactérias super-resistentes dificultam luta contra tuberculose

Desde a década de 1980, quando os casos de AIDS se proliferaram em todo o mundo, o número de pessoas com tuberculose também aumentou.

A explicação é simples: o sistema imunológico de um paciente infectado com o vírus HIV fica bastante fragilizado e o corpo humano se torna o local ideal para o desenvolvimento da bactéria causadora da tuberculose.

Ter a bactéria no organismo, no entanto, não significa desenvolver a doença. Aliás, ela se desenvolve lentamente e pode, inclusive, ficar adormecida no corpo por muito tempo.

Basta uma queda na imunidade do corpo para que a bactéria se desenvolva. Por isso, os pacientes com AIDS se tornam alvos recorrentes da tuberculose, que é responsável direta pela morte de um em cada três pacientes com HIV.

“Quem tem o bacilo da tuberculose mas não tem a doença tem 5% de chance, em toda a vida, de desenvolvê-la. Uma pessoa com HIV tem um risco que varia de 5% a 10% por ano de ter tuberculose”, afirma Dráurio Barreira, coordenador nacional do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde.

A situação socioeconômica dos pacientes também apresenta relação direta com o desenvolvimento da doença. Em parte, por causa das condições de saúde da população mais pobre. Por outro lado, a aglomeração de pessoas em um mesmo ambiente (casas dessa população costumam ter mais moradores, por exemplo) também facilita a transmissão da bactéria.

A tosse ou o espirro de alguém infectado é suficiente para jogar no ar cerca de 2,5 bilhões de bactérias. Essas gotículas que carregam as bactérias, em contato com a via respiratória de outra pessoa, são responsáveis pela transmissão do bacilo. Por conta disso, as unidades prisionais apresentam inúmeros casos de tuberculose.

“São contradições sociais que precisam ser resolvidas também para combatermos a doença com eficiência”, analisa Elza Noronha, diretora de Assistência do Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Resistência aos medicamentos


A forma mais comum de apresentação da tuberculose é a pulmonar. O tratamento exige a ingestão de dois, três ou até quatro medicamentos combinados durante, pelo menos, seis meses. Como rapidamente os pacientes se sentem melhor, muitos deixam de tomar os remédios. Aí, surge uma nova dificuldade de combater a doença. Por causa disso, a bactéria tem se tornado resistente à medicação indicada.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2008, 440 mil pessoas tiveram a doença provocada pela bactéria multi-resistente. Um terço delas morreu. Em algumas áreas do mundo, como no nordeste da Rússia e no Azerbaijão, uma em cada quatro pessoas com tuberculose está doente com a forma mais forte da bactéria e já não pode ser tratada com os remédios comumente utilizados. Metade dos casos de contaminação pela bactéria multi-resistente estão registradas na China e na Índia.

Marcus Vinícius Nora de Souza, pesquisador do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Far-Manguinhos/Fiocruz), afirma que, no Brasil, esse número também está crescendo.

“As variantes do bacilo estão espalhadas por todas as partes do mundo. O número de casos tende a aumentar cada vez mais”, afirma Souza. Segundo ele, o perigo maior é os medicamentos disponíveis hoje no mercado não conseguirem agir sobre as bactérias. “Corremos o risco de não termos como combatê-las”.

(Ultimo Segundo)

Oceanos abrigam a maior diversidade da Terra

RIO – Quando se fala em biodiversidade, costuma-se pensar no verde das florestas. Mas é no azul dos oceanos que está a última fronteira da vida e a maior diversidade de espécies do planeta. Menos conhecido do que a superfície de Marte, o fundo do mar começa a revelar seus segredos. Tudo resultado do Censo da Vida Marinha, uma audaciosa tentativa de inventariar esse novo mundo e que chega ao fim em 2010 após dez anos de pesquisas. O resultado completo do trabalho de mais de dois mil cientistas de 80 países será apresentado daqui a seis meses, em Londres. Mas alguns dados já comprovam que a vida emerge nos mares em formas e abundância até há pouco consideradas impossíveis.

Por exemplo, robôs a serviço do censo descobriram sob o gelo do Ártico uma cadeia vulcânica coberta por micro-organismos. Um satélite localizou uma aglomeração de centenas de tubarões no meio do Pacífico Norte. Fontes quentes em águas gélidas são o lar de peixes bizarros e vermes gigantes.

Até a década passada, o homem conhecia cerca de 230 mil espécies marinhas. Esse contingente saltou para quase 236 mil. E estima-se que o número real ultrapasse um milhão, pelo menos. Juntos, os 17 projetos do Censo exploraram 5% dos oceanos. Parece pouco, mas antes disso se conhecia não mais que 10%, incluídas aí as águas rasas e as rotas de navegação.

- A tecnologia usada não difere muito em complexidade e preço daquela necessária para explorar a Lua – compara José Angel Alvarez Perez, pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí e do projeto Mar-Eco, que integra o Censo.

O Censo da Vida Marinha ofereceu os primeiros vislumbres de criaturas insólitas que desafiam a capacidade de classificação dos cientistas. Muitas delas são microscópicas, mas nem por isso desimportantes – não custa lembrar que o plâncton marinho é o maior sorvedouro de CO2 do planeta. No Golfo do México, por exemplo, foram descritos pela primeira vez crustáceos tão pequenos que sua densidade é de 12 mil indivíduos por metro quadrado. Já no Pacífico, próximo à costa do Chile, o Censo encontrou bactérias gigantes que não precisam de luz ou oxigênio para sobreviver. O anúncio despertou o interesse de astrobiólogos (estudiosos de possível vida extraterrestre) que vêem nelas características para viver em outros planetas.

Na quase impronunciável região de Papahanaumokuakea (nome das ilhas ao noroeste do Havaí) descobriram-se cerca de 100 novas espécies. Papahanaumokuakea é um paraíso de biodiversidade, a área marinha mais protegida do mundo. De fato, a identificação de novos seres vivos tornou-se tarefa tão comum que o Censo precisou investir na formação de taxonomistas marinhos, a especialidade da biologia responsável por catalogar as descobertas. Faz parte do trabalho deles classificar todo tipo de ser vivo – e de qualquer tamanho.

O Censo abriu caminho por áreas antes inacessíveis, como os mares profundos das Filipinas, cuja exploração era proibida pelo governo daquele país. Mais de 700 espécies de peixes e moluscos foram coletadas, inclusive algumas inéditas.

A proposta do Censo é preencher um vácuo: na década passada, um relatório do Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA concluiu que nenhum país tinha uma lista completa da biodiversidade marinha de sua Zona Econômica Exclusiva – uma demanda feita à comunidade internacional pela Convenção da Diversidade Biológica.

Uma entidade filantrópica americana, a Fundação Alfred Peter Sloan, decidiu financiar o projeto por dez anos. Surgia assim o Censo, cujo orçamento é US$ 700 milhões, reforçado por governos e outras organizações. Além de contabilizar a vida marinha já conhecida, o programa promove buscas a espécies ainda não descobertas e arquiteta modos para proteger aos grupos ameaçados.

Uma das áreas que mais desperta interesse dos exploradores dos mares é a Cordilheira Mesoatlântica, uma cadeia submarina de montanhas de até três mil metros de altura que separa as Américas da Europa e África. Em outubro passado, um navio de pesquisa percorreu os 4.300 quilômetros que separam as Ilhas Canárias, na Espanha, da África do Sul. O objetivo era intensificar o mapeamento da cordilheira e seus habitantes. A diversidade de ambientes é tão grande que não será surpresa encontrar centenas de novas espécies por lá.

Cientistas ainda trabalham no resultado completo do Censo, mas o levantamento que já foi concluído oferece um panorama da diversidade dos ambientes explorados. As lagostas gigantes de Madagascar estão entre os animais que mais impressionaram os pesquisadores. Apanhadas ao acaso por pescadores no Oceano Índico, elas causaram tanta surpresa que foram enviadas ao governo malgaxe que, por sua vez, entrou em contato com o Censo. Esses crustáceos, de corpo coberto por espinhos, teriam adquirido a aparência bizarra devido ao isolamento, pois vivem apenas num ponto remoto do Índico.

Um dos mais estranhos ambientes do planeta também se revelou uma fonte de vida. Espalhados em abismos em todos os cantos dos mares existem vulcões que, em vez de lava, lançam lama. É um outro mundo, gelado e em total escuridão. O gás metano, abundante por lá, sustenta ecossistemas únicos. Duas novas espécies de crustáceos foram descobertas. Uma delas é um camarão fantasma, assim chamado por causa do corpo translúcido e dos olhos sem cor.

Também semelhantes a cenários de ficção científica são as águas junto à costa da Antártica. Geladas e ricas em nutrientes, elas fervilham de vida. Alimentam os maiores animais da Terra, as baleias-azuis, além de peixes com proteínas anticongelantes e uma gama de novas espécies.

Na Antártica, o deslocamento recente de duas plataformas de gelo no Mar de Weddel expôs à luz do sol uma região do tamanho da Jamaica. O biólogo alemão Julian Gutt, que estudou essa área, encontrou mais mil espécies – entre elas, 20 ainda não classificadas pela ciência.

- Foi surpreendente observar a abundância de espécies de mar profundo em uma área que era preenchida por geleiras – lembra. – Provavelmente, há semelhanças entre as condições ambientais proporcionadas por elas e pelo fundo do oceano.

Mas, para o pesquisador, a maioria dessas espécies não resistirá muito tempo sem as plataformas de gelo.

A brasileira Lúcia Siqueira Campos também está envolvida com projetos ligados à vida antártica. Ao analisar registros dos últimos 30 anos da Baía do Almirantado a pesquisadora da UFRJ concluiu que a biodiversidade local passa por mudanças preocupantes, talvez associadas ao aquecimento global.

- Percebemos alterações, como a diminuição do tamanho de alguns tipos de aves marinhas – revela. – Com impactos como o aumento da temperatura ou da salinidade há uma alteração no equilíbrio entre as diversas populações de animais, e um grupo acaba se sobrepondo ao outro. Trata-se, portanto, de uma ameaça à biodiversidade.

A composição das espécies também é alterada pelo fato de que a Baía do Almirantado não congela mais com a frequência de antes. A mudança climática provocou o desaparecimento de algumas espécies, além da chegada de animais que não viviam na região. Cerca de duas mil espécies foram estudadas, de micro-algas a baleias.

Percebendo a grande quantidade de animais ameaçados de extinção – por condições climáticas, pesca predatória ou que tais -, o Censo também tem projetos que investem na proteção de espécies. Um dos estudos, conduzido nos EUA, acompanhou um único salmão, de apenas 14 centímetros, enquanto ele se deslocava por 2.500 quilômetros – a mesma distância entre o Rio e Teresina. Tendo acesso aos hábitos alimentares e ao roteiro dos animais, torna-se mais fácil entender (e prevenir) seu declínio populacional.

- Seguimos também espécies ameaçadas de tubarões e lulas gigantes – explica Jim Bolger, diretor-executivo do Projeto de Monitoramento dos Recifes do Oceano Pacífico. – São animais de importância comercial e ecológica. Não seria possível conservá-los sem saber para onde viajam, que habitat escolhem e onde morrem durante sua migração.

O salmão seguido, por exemplo, foi o único entre mil a chegar vivo ao Alasca. Agora, Bolger quer entender como as condições oceânicas podem mudar o comportamento das espécies.

O Censo termina oficialmente em outubro, mas a preservação das espécies é um desafio diário – do contrário, inúmeras sumirão antes mesmo de serem conhecidas.

(O Globo Online)

STJ proíbe preço maior no cartão de crédito

Em decisão baseada no Código de Defesa do Consumidor, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o comércio não pode praticar preços diferentes para pagamentos efetuados em dinheiro e com cartões de crédito. A cobrança diferenciada, praticada por alguns lojistas do comércio varejista, foi considerada abusiva pela corte. A decisão foi tomada em processo envolvendo um posto de combustível do Rio Grande do Sul (RS) e já preocupa representantes do setor varejista.

De acordo com o consultor jurídico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas), Eustáquio Norberto de Almeida, apesar de se tratar de um fato isolado, a decisão do STJ já abre um precedente e sinaliza que outras ações poderão ser decididas da mesma forma, o que pode gerar jurisprudência e prejudicar os negócios de empresários de todo o país.

“A bandeira defendida pelas entidades de classe e empresários é que haja o repasse do valor das taxas pagas às operadoras de cartões de crédito ao consumidor. Isso porque o lojista, de fato, não recebe o valor total da venda realizada”, explicou.

Para os lojistas, as altas taxas de administração cobradas pelas operadoras de cartões de crédito chegam a alcançar 7,5% do valor relativo de cada venda efetuada, além do custo pelo uso das máquinas, que gira em torno de 6% a 10% da transação. Hoje, as taxas do cartão de crédito no Brasil estão entre as mais altas.

Assim, somente em taxas o comerciante pode pagar até 17,5% do total da operação. Entretanto, deixar de trabalhar com o chamado “dinheiro de plástico” representa uma perda de 35% a 70% no volume de mercadorias comercializadas.

Com a decisão, o posto de gasolina gaúcho foi proibido pelo STJ de cobrar preços diferenciados para pagamentos em dinheiro e em cartão de crédito não parcelado, sob pena de multa diária de R$ 500. De acordo com o STJ, a conclusão foi a de que o pagamento por cartão de crédito garante ao estabelecimento comercial o efetivo adimplemento e que a disposição dessa forma de pagamento é uma escolha do empresário, que agrega valor ao seu negócio, atraindo inclusive mais clientes.

Vitória – Na opinião do advogado tributarista e sócio da Sabino Neto e Advogados Associados, João Sabino Neto, pode-se considerar tal medida como uma vitória, já que se trata de uma discussão antiga, que bate de frente com cláusulas previstas no Código de Defesa do Consumidor. Na outra ponta, segundo Neto, representa mais um motivo para que o empresário negocie as taxas cobradas com as empresas de cartões de crédito.

“Repassar mais este custo ao consumidor equivaleria a atribuir a ele a divisão dos gastos previstos na manutenção do negócio, que é de responsabilidade exclusiva do empresário. A partir dessa decisão, pode ser que as demais ações tenham o mesmo desfecho”, destacou.

Já o advogado tributarista e vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Trinutário (Abradt), Janir Adir Moreira, lembrou que cabe ao empresário a decisão sobre aceitar ou não o “dinheiro de plástico”. “Não que os valores cobrados pelas operadoras sejam adequados mas, de alguma forma, é preciso que o lojista pague pelo serviço e não é adequado que os custos por este facilitador sejam repassados ao consumidor”, afirmou.

(Diário do Comércio)

Itaú descumpre lei trabalhista e é condenado por dano moral coletivo

O descumprimento de lei que exige portas giratória em bancos como medida de segurança diz respeito a interesses difusos trabalhistas e é passível de dano moral coletivo. Com esse entendimento o Tribunal Superior do Trabalho manteve a decisão que determinou indenização por dano moral coletivo devida pelo Banco Itaú a seus funcionários.

Para o relator na Primeira Turma, ministro Walmir Oliveira da Costa, “o dano moral coletivo não decorre necessariamente de repercussão de um ato no mundo físico ou psicológico, podendo a ofensa a um bem jurídico ocorrer tão somente por um incremento desproporcional do risco com grave repercussão entre os empregados e a clientela”.

Assim, a recusa do banco de instalar as portas giratórias gerou a “potencialização dos riscos de roubos às agências”, com reflexos nos clientes e empregados autorizando a condenação por dano moral coletivo, afirma Oliveira da Costa.

O ministro Vieira de Mello Filho observou que existe lei que obriga a instalação de portas giratórias como medida de segurança e, no caso, observa-se o seu descumprimento por parte do banco que se recusa a instalar. “Em um país onde a impunidade é regra, quando o agente (Ministério Público), exige que se cumpra uma ordem que irá garantir um pouco mais de segurança para os empregados, ordem esta que teoricamente não pode se enquadrar como interesse homogêneo, enquadra-se no processo do trabalho como interesse difuso plenamente passível de dano coletivo”.

De acordo com os autos, o Ministério Público do Trabalho de Goiás ingressou com Ação Civil Pública, pedindo que a Justiça do Trabalho determinasse que o banco cumpra, em suas agências de Goiás, legislação que obriga instituições financeiras a instalar portas giratórias em agências bancárias, como forma de preservação da saúde física e mental dos trabalhadores. Na mesma ação, o MPT pedia a condenação do banco ao pagamento de indenização por dano moral coletivo.

O TRT julgou julgou procedente a ação e consequentemente condenou o banco a indenizar por danos morais coletivos. O banco ingressou com Agravo de Instrumento, pois tivera o seguimento de seu Recurso de Revista negado, com o objetivo de reverter a condenação, mas foi negado no TST. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal do Trabalho.

(Conjur)

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O blog diálogos políticos é uma iniciativa da Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará. Nosso objetivo é possibilitar o intercâmbio de informações entre as pessoas interessadas nos mais diversos temas da conjuntura brasileira.

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. Geógrafo e Funcionário da Secretaria de Formação do SEEB/CE. Atua na CCP-Banco do Brasil e CCV-Caixa. Diretor da AESB e Delegado Sindical do SINTEC-CE.

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