BNB define cargos e organizadora do novo concurso: salários até R$ 3 mil

13 11 2009

A Associação Cearense de Estudos e Pesquisas (Acep) será a organizadora do concurso para o Banco Nordeste do Brasil (BNB), que está previsto para este ano. De acordo com o extrato de dispensa de licitação publicado no Diário Oficial da União do último dia 9, que definiu a organizadora, a seleção formará cadastro de reserva para os cargos de especialista técnico, analista técnico e analista bancário.

A expectativa é que o cargo de especialista técnico, cuja exigência é o nível superior, seja aberto para as áreas de Economia, Medicina do Trabalho, Engenharia e Arquitetura, conforme divulgou a superintendente geral de Recursos Humanos do BNB, Eliane Brasil, em entrevista no ano passado. Já os cargos de analista técnico e bancário poderão ser preenchidos, respectivamente, por quem possuir nível médio/técnico e médio normal (antigo 2º grau).

Remuneração – Os futuros funcionários deverão receber remunerações de R$1.200 a R$3 mil, já incluindo auxílio-alimentação e vale-transporte, segundo informou a superintendente do BNB na ocasião. Além disso, serão concedidos assistência médico-odontológica para titular e dependentes e cesta básica.

Carência de pessoal – A realização do concurso vem ao encontro do desejo do presidente da Associação de Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB), José Frota de Medeiros, que ressaltou a necessidade de novos funcionários em virtude da política de expansão da instituição e de possíveis aposentadorias em curto prazo.

(Sistemaodia.com)

 

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Coca-Cola investirá R$ 11 bi no Brasil em cinco anos

13 11 2009

O efeito da realização de Copa do Mundo (2014) e da Olimpíada (2016) no Brasil, associado ao expressivo avanço da classe C, configuraram o estímulo para a Coca-Cola aumentar seus investimentos no País para os próximos cinco anos. A multinacional anunciou R$ 11 bilhões, ou 75% a mais do que no último quinquênio, em expansão dos negócios a partir de 2010.

Há bons motivos para a atual arrancada da Coca. A empresa mantém 22 trimestres consecutivos de crescimento de vendas no Brasil. No mundo, esse mesmo índice está em nove trimestres consecutivos. A empresa acaba de inaugurar uma nova fábrica de chás e bebidas saudáveis no Paraná, e já tem programada outra nova unidade até o final do ano para refrigerantes em Maceió (AL). Essas duas plantas ainda estão na cota dos investimentos programadas para o último quinquênio – de R$ 6 bilhões.

Com faturamento de R$ 15 bilhões no País em 2008 e produção de 9 bilhões de litros no mesmo período, um crescimento de 7% ante o ano anterior, a Coca-Cola pôs o Brasil, junto com México, China e Índia, entre as suas prioridades para fazer crescer sua participação global no negócio de bebidas não alcoólicas nos próximos anos. O apetite global para refrigerantes cai nos mercados maduros, mas segue crescendo no mercados emergentes.

“Graças à política macroeconômica bem-sucedida do Brasil, em todos os cenários que traçamos para o nosso futuro, divisamos crescimento similar ao que tivemos no País nos últimos anos e que foi acima do PIB”, diz Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade. “Isso significa que o Brasil muda de patamar e, por isso mesmo, temos de adequar nossa produção a essa realidade.”
No último trimestre, encerrado em setembro, a Coca cresceu 3% em volume de vendas ante igual período do ano anterior. Os investimentos foram anunciados ontem pelo presidente do conselho de administração e CEO da The Coca-Cola Company, Muhtar Kent, que veio ao Paraná especialmente para a inauguração da fábrica. Em comunicado da empresa sobre o evento, o executivo ressalta que, nos últimos 50 anos, o volume de vendas da Coca-Cola Brasil cresceu 50 vezes.


CONSTÂNCIA – O marketing da companhia tradicionalmente aplica recursos em atividades ligadas a esportes. Tanto que a companhia foi o primeiro patrocinador oficial dos Jogos Olímpicos. Posição que não abandonou desde a primeira disputa. Condição semelhante à que também mantém em relação à Copa do Mundo, em que também é uma dos mais antigos patrocinadores.

A mais recente plataforma de comunicação da empresa dá destaque aos temas de sustentabilidade, o que incluiu cuidados com aproveitamento de água. Todas as novas fábricas, segundo divulga a Coca-Cola, obedecem traçados nesse sentido.

“Os nossos investimentos são pautados por políticas de sustentabilidade, tanto que a fábrica do Paraná, assim como a futura em Maceió, foram construídas com base em padrões e conceitos que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente”, reforça o vice-presidente Simões.

Chamada de fábrica “verde”, a nova unidade do Paraná deverá obter economias de 23% no consumo de energia e de 36% no de água, por conta de métodos de construção – como o uso de iluminação natural, aquecedores solares e coleta de água da chuva.

(Ultimo Segundo)





Banrisul publica edital de concurso para escriturário. Vagas para Fortaleza

13 11 2009

O Banrisul publicou esta sexta-feira o edital do Concurso Público para 500 vagas de escriturário no Diário Oficial do Estado. A escolaridade mínima exigida é ensino médio completo.

Os candidatos aprovados poderão ser designados para trabalhar em várias regiões do Estado e também em Florianópolis, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

As inscrições deve ser feitas pela internet no site da FDRH, entre 16 e 30 de novembro.

A taxa de inscrição custa R$ 48,43. O pagamento deverá ser feito até o dia primeiro de dezembro.

A prova será objetiva, com 80 questões de Língua Portuguesa, Matemática Financeira, Conhecimentos Bancários e de Mercado e Informática. A aplicação está prevista para o dia 17 de janeiro de 2010.

O salário de ingresso, durante o contrato de experiência de 90 dias, é de R$ 980,08. Com gratificação semestral, auxílio refeição e auxílio alimentação, a remuneração chega a R$ 1.939,69. Após o período, a remuneração total passa a ser de R$ 2.049,80.

(Portal Zero Hora)





Tarifa média de voos domésticos sobe 16,60% entre setembro e outubro

13 11 2009

RIO – A tarifa média cobrada nos voos nacionais em outubro foi de R$ 312,20, uma alta de 16,60% frente aos R$ 267,75 de setembro, mas uma queda de 26,90% na comparação com os preços médios de R$ 427,14 cobrados em outubro do ano passado nos voos domésticos.

Os dados, divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) são deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Entre janeiro e outubro, a tarifa média cobrada ficou em R$ 321,18. O valor de R$ 312,20 representa a menor tarifa média para um mês de outubro desde o início da série histórica, em 2002.

A alta frente a setembro segue a média histórica da série divulgada pela Anac, que tem os preços médios desde janeiro de 2002. Desde então, apenas em 2003 e 2008 os preços médios das tarifas caíram entre setembro e outubro, mas a alta de 16,60% é a maior da a série histórica entre os dois meses.

(Rafael Rosas | Valor)





Tribunal argentino autoriza primeiro casamento gay do país

13 11 2009

Um tribunal de Buenos Aires autorizou, pela primeira vez, o casamento de pessoas do mesmo sexo na Argentina.

A decisão determina o registro civil do célebre casamento de Alejandro Freyre, de 39 anos, com José María Di Bello, 41, depois de ter sido negado por se tratar de duas pessoas do sexo masculino. Di Bello afirmou:

- Estamos muito felizes e emocionados, mas também sentindo uma responsabilidade muito grande, pois não serve apenas para nós, implica igualdade jurídica na Argentina e no resto da América Latina.

A juíza Gabriela Seijas destacou em sua decisão que “a lei deve tratar cada cidadão como igual, respeitando as suas singularidades, sem a necessidade de entendê-las ou regulá-las”.

A iniciativa garante ao casal gay os mesmos direitos civis previstos no matrimônio heterossexual.

O prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, declarou que seu governo não vai apelar da sentença, já que “o mundo caminha nesta direção”.

Em Buenos Aires vigora desde 2003 a união civil entre homossexuais, que permite aos cônjuges o acesso aos direitos sociais, como pensão, mas restringe alguns procedimentos, como a adoção.

(AFP)





Polícia apreende 500 mil CDs piratas no Beco da Poeira em Fortaleza

13 11 2009

No início da manhã desta sexta-feira (13), 500 mil CDs piratas foram apreendidos, dentro de 50 boxes do Beco da Poeira, no Centro de Fortaleza.

O comércio ilegal foi descoberto depois que policiais descaracterizados encontraram o material nos boxes. Na hora da ação policial, nenhum comerciante foi encontrado.

Os CDs apreendidos foram levados para a Delegacia de Defraudações e Falsificações para que o caso seja investigado e a polícia possa identificar os comerciantes acusados.

(Portal Verdes Mares)





Inácio Arruda declara apoio a José Pimental e a Eunício Oliveira para Senado

13 11 2009

Faltando pouco menos de um ano para as eleições, as alianças políticas começam a ficar cada vez mais estreitas. Nesta sexta-feira (13) o senador Inácio Arruda divulgou os dois nomes que o PCdoB deve apoiar para as vagas do Senado em 2010.

De acordo com o senador, o Partido Comunista do Brasil irá apoiar José Pimentel e Eunício Oliveira. “Há esse compromisso do governador e há esse compromisso do PC do B de apoiar o deputado Eunício Oliveira, e, me parece, que não acontecerá movimentação que permita alterar esse rumo”, garantiu o senador.

(Portal Verdes Mares)





Petrobras tem lucro de R$ 7,3 bilhões no 3º trimestre

13 11 2009

A Petrobras teve lucro líquido de R$ 7,3 bilhões no 3º trimestre, valor 25,8% abaixo dos R$ 9,8 bilhões registrados de julho a setembro de 2008. O ganho também é 5,6% menor que os R$ 7,7 bilhões registrados no 2º trimestre deste ano.

O resultado ficou acima da expectativa média de sete analistas ouvidos pela Reuters. Eles esperavam que o lucro ficasse em R$ 7 bilhões, cerca de 35% abaixo do registrado há um ano.

A receita líquida da estatal foi de R$ 47,9 bilhões, 20% abaixo do registrado no terceiro trimestre de 2008, quando a receita líquida foi de  R$ 60,184 bilhões.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações, na sigla em inglês) correspondeu a R$ 14 bilhões, queda de 8% na comparação com o período de julho a setembro de 2008, quando o Ebitda foi de R$ 15,1 bilhões.

Em comunicado, a empresa atribuiu o resultado menor no terceiro trimestre à redução dos preços do diesel e da gasolina, a perdas cambiais sobre ativos no exterior e a uma despesa extraordinária devido a um acordo com a ANP, entre outros fatores.

“Apesar da redução de 18% no preço médio de venda dos derivados, o lucro líquido caiu somente 13%, sem considerar o impacto pontual negativo de R$ 2,1 bilhões (R$ 1,3 bilhão após Imposto de Renda) pelo pagamento de cobrança adicional de participação especial do campo de Marlim decorrente do acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis”, disse o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, em comunicado.

Do lado positivo, segundo Barbassa, além do aumento do preço do petróleo, houve a queda da diferença entre o preço do petróleo do tipo Brent e o preço do petróleo do campo de Marlim, que chegou a atingir US$ 12,8 no terceiro trimestre do ano passado e que nesse ano está em apenas US$ 4,28 por barril.

No relatório sobre o resultado trimestral, a companhia ressaltou ainda o aumento da produção de petróleo e derivados no Brasil, que ficou 5% superior ao mesmo período de 2008.

Acumulado em 2009  – De janeiro a setembro de 2009, o ganho da Petrobras foi de R$ 20,9 bilhões, o que também representa uma queda, de 22,2%, na comparação com os R$ 26,8 bilhões registrados no mesmo período de 2008.

(G1)





Ibope: boca na botija

13 11 2009

Mesmo com apagão Ibope não abaixa audiência da Globo

do TV Foco

O blecaute que atingiu 18 Estados e o Distrito Federal na noite de terça-feira e início da madrugada de ontem [quarta-feira], afetando diretamente a vida de milhões de pessoas, deixou perguntas sem respostas e foi mais um gerador de fatos com consequências ainda sem melhor compreensão. O Ibope, em São Paulo, entre eles.

No momento do “apagão”, 22h13, a TV Globo registrava 30,3 pontos. Se a pane atingiu todos os lares, inclusive aqueles – presume-se – dotados do peoplemeter, aparelho que mede a audiência, presume-se que a queda deveria ser imediata. Considerando-se o residual, alguma coisa como 2 ou 3 minutos depois. Mas não foi isto que aconteceu. Só às 22h30, a Globo foi dar 0,9.

Chamado a se manifestar, o Ibope, através da sua Assessoria de Imprensa, enviou a nota abaixo:

Diante da pane elétrica ocorrida em diversos estados do Brasil na noite de ontem (10/11), informamos que:

- Em todas as regiões onde o IBOPE Mídia afere eletronicamente o consumo regular de TV, a coleta de dados é realizada via Peoplemeter e a transmissão é feita através do módulo de telefonia celular (de uso exclusivo para o envio) por meio da internet;

- O IBOPE Mídia conta com uma estrutura preparada para o recebimento das informações coletadas, independente da ausência de energia elétrica, uma vez que possui geradores próprios de energia em sua central;

- Porém, diante do ocorrido, os domicílios que fazem parte da amostra não tiveram capacidade de transmitir os dados a partir das 22h20;

- O IBOPE Mídia está trabalhando na análise das informações que foram recuperadas, para garantir que as mesmas sejam disponibilizadas hoje ao mercado, seguindo o padrão de qualidade da empresa.

Por: Flávio Ricco

(Viomundo.com.br)





Carlos Pio: Por que Dilma será a nova presidente

13 11 2009

por Carlos Pio*, no Estadão

Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos “sem graça”, tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.

Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa – o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual – mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram – esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.

Em suma, em todos os “partidos” a escolha do candidato a presidente se dará de forma não institucionalizada e, por conseguinte, sem debate público sobre as diferenças entre os eventuais postulantes no que diz respeito aos diagnósticos de nossos principais problemas e ao conteúdo das soluções que virão a propor. O eleitor também não saberá de antemão a diferença entre os candidatos no que concerne à governabilidade – isto é, como o eleito articulará sua base de apoio congressual e seu Ministério para viabilizar as ações do governo. Assim, a decisão do eleitor será tomada sob forte névoa de incerteza.

Sem debate público interno aos partidos, sem processo institucionalizado de escolha dos seus respectivos candidatos e sem um mínimo de clareza sobre a montagem futura das alianças políticas necessárias para governar, as eleições tendem a assumir um caráter ainda mais plebiscitário do que normalmente ocorre em regimes presidencialistas. Plebiscitário aqui assume o sentido de julgamento dos méritos do atual governo, desconsiderando a oposição. Destituí-lo, pela rejeição à candidata do presidente, representa incorrer em grau ainda mais acentuado de incerteza e insegurança para todo eleitor que tem algo de substancial a perder com a vitória da oposição – uma Bolsa-Família, uma tarifa de importação elevada, um subsídio tributário, uma vaga em universidade federal ou bolsa do governo federal, um emprego em empresa estatal ou de capital misto.

Um plebiscito sobre a renovação do mandato do grupo político do presidente será decidido em função do apoio do eleitor mediano (aquele que separa a distribuição dos votos de todo o eleitorado entre 50% + 1 e 50% – 1) à seguinte questão: “Você concorda que as coisas estão claramente melhores hoje do que no passado recente?” Esse foi o sentimento que marcou claramente as eleições de 1994, 1998 e 2006, todas vencidas pelos governos da ocasião. E parece-me razoável supor que tal sentimento é característico de períodos em que 1) a inflação está sob controle, 2) o governo tem capacidade de manejar os instrumentos de política necessários para dar um mínimo de segurança e estabilidade diante de um contexto externo instável e ameaçador, 3) há perspectiva de crescimento econômico e de queda do desemprego, 4) o gasto público e as políticas sociais focalizadas nos mais pobres estão em expansão. É isso o que vivemos hoje, não?

Pois bem, em tal conjuntura tão favorável ao governo o melhor que a oposição oferece é dar seguimento às políticas correntes e prometer mais eficiência administrativa e menos corrupção! É pouco, muito pouco! A oposição precisa ter propostas novas e capacidade para convencer o eleitorado de que elas são necessárias, viáveis e urgentes. Mas como fazer isso sem debate intrapartidário aberto e institucionalizado, assentado na diferença de diagnósticos e soluções? E como “testar”, antes do pleito, o potencial eleitoral das ideias e os riscos embutidos nas novidades sem realizar prévias?

Afinal, alguém aí sabe o que Serra e Aécio pensam sobre os problemas nacionais? Alguém acha que algum deles ousaria propor mudança de rumos em relação ao que Lula vem fazendo? O que eles farão em relação a Bolsa-Família, câmbio com viés de apreciação, Mercosul paralisado, protecionismo comercial excessivo, política industrial e tecnológica concentradora de renda, educação de mal a pior, malha de transportes precária, regulação arcaica do setor de energia, infraestrutura em frangalhos e política externa terceiro-mundista? Algum deles propõe privatizar o que ainda está nas mãos do governo federal? Algum deles propõe que o Mercosul feche um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos ou a China, como fizeram México e Chile?

Sem que as diferenças sejam explicitadas o eleitor mediano não aceitará correr o risco de votar na oposição.

E o tempo para esse debate já terminou!

* Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília (licenciado), é pesquisador visitante da Universidade de Oxford, Inglaterra. E-mail: crpio@unb.b

(Viomundo.com.br)