Pesquisa mostra que 11% dos brasileiros tem diabetes

12 11 2009

(BR Press*) – Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Diabetes, neste sábado (14/11), um estudo nacional, realizado pela Toledo & Associados em 11.528 domicílios das cinco regiões do país, aponta que 11% da população são portadores da doença; as mulheres são maioria com 69,3% contra 30,7% de homens.

 Com o objetivo de buscar novas soluções no combate ao crescimento expressivo do diabetes no país, os cirurgiões Luiz Vicente Berti e Ricardo Cohen apresentam durante o XI Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM)/ I Simpósio Internacional de Cirurgia do Diabetes, que acontecem em São Paulo no Sheraton WTC, de 10 a 14/11, a maior pesquisa sobre a doença já realizada no país.

A pesquisa aponta que há 21 milhões de diabéticos no Brasil, ou seja cerca de 11% da população, sendo 19,5% com diabetes tipo 1 (já nascem com a doença) e 78,7% com diabetes tipo 2. Desse universo, 69,3% são mulheres e 30,7% são homens, sendo que 59,% têm entre 56 e 75 anos.

Não obesos -  Uma constatação que desperta interesse é que a maioria dos diabéticos não são obesos, 67,6% têm peso normal (IMC de 18,5 a 24,9) ou sobrepeso (IMC de 25 a 29,9). “A pesquisa revela que nem sempre há relação entre a obesidade e o diabetes, muitos pacientes que sofrem com a doença estão dentro dos limites de peso considerados normais ou poucos quilos acima do ideal”, afirma o Dr. Cohen, um dos coordenadores do estudo.

Outro dado que surpreende é o número de diabéticos. “A experiência de consultório já demonstrava um crescimento de pacientes com diabetes, mas não esperávamos que a doença atingisse 11% da população. Trata-se de um problema de saúde pública”, afirma Dr. Berti, que também coordenou a pesquisa e preside o Congresso da SBCBM.

Ainda sobre o perfil do diabético, 60,6% deles são casados, 42% têm baixa escolaridade e cerca de 78% estão nas classes C, D e E. Geograficamente, a região Norte lidera o número de casos com 13,49%, seguido pela região Sul (13,23), Nordeste (13,19), Sudeste (10,31%) e Centro-Oeste (8,52%).

Entre as doenças associadas ao diabetes, a hipertensão predomina em 68% dos diabéticos, seguido pelo colesterol (39%), doenças no joelho (31%), doenças vasculares (28%), depressão (17%) e doenças cardíacas (13%). Mesmo diante desse quadro clínico, 55% dos diabéticos vão ao médico apenas uma vez a cada quatro meses. O gasto médio mensal com a doença é de R$ 107,08, o que representa um custo aproximado de R$ 817 milhões/mês para o sistema de saúde pública.

  O estudo garante uma amostra representativa da população brasileira, sendo o número amostrado de indivíduos em cada cidade proporcional à população residente no município em questão. Os números revelam o perfil dos diabéticos em nível nacional, divididos por região, de acordo com idade, estado civil, escolaridade e classe social.

(Yahoo Noticias)





Travestis e transexuais devem ser chamados por nome social durante atendimento médico em SP

12 11 2009

SÃO PAULO – Uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, nesta quarta-feira, pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp) normatiza o atendimento no ambulatório de Vila Mariana, na zona sul da capital paulista, destinado a travestis e transexuais. Durante o atendimento, segundo a portaria deve ser garantido o direito do paciente usar o nome pelo qual prefere ser chamado, independente do nome no registro civil. Diz ainda o texto que o ‘atendimento dirigido a essa população deve basear-se no respeito ao ser humano e na integralidade da atenção’.

Dentre as garantias de assistência em saúde, a resolução destaca o atendimento psicossocial, o tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico, o tratamento e acompanhamento médico-endocrinológico, as intervenções cirúrgicas e outros procedimentos estéticos ou reparadores. Segundo o Cremesp, ‘devido ao preconceito e ao desconhecimento dos médicos, muitas necessidades de saúde desta população não são devidamente atendidas pelos profissionais e serviços’.

- Esta normatização é uma vitória do Sistema Único de Saúde de São Paulo no sentido de garantir o atendimento integral aos transexuais e travestis, com o devido respaldo ético da comunidade médica para procedimentos específicos – afirma Maria Clara Gianna, diretora do Programa Estadual de DST/Aids.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a resolução do Cremesp foi discutida e elaborada com a participação de técnicos de vários serviços e hospitais, além de médicos, especialistas em Bioética, entidades da sociedade civil e lideranças do movimento LGBT.

(O Globo)





Governo libera transplante de intestino pelo SUS no País

12 11 2009

SÃO PAULO - O Ministério da Saúde decidiu autorizar a realização de transplantes de intestino no País. As cirurgias deverão ocorrer em centros especializados aprovados pela pasta, com financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento, utilizado como tratamento nos Estados Unidos desde 2000, hoje não é realizado no Brasil nem mesmo em hospitais privados tal a sua complexidade e custo.

Segundo Rosane Nothen, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, o procedimento será implantado inicialmente em caráter experimental, por meio de projeto-piloto que deverá ser encabeçado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A expectativa, afirma Rosane, é que os primeiros pacientes sejam operados já no início do próximo ano. A pasta promete ainda estruturar uma rede de atenção para pessoas que têm as funções intestinais comprometidas.

A necessidade do transplante de intestino é rara – dados de literatura médica internacional apontam demanda de 1 a 3 pacientes por milhão de habitantes por ano – mas ele beneficia principalmente as crianças – elas são 70% dos pacientes candidatos ao procedimento.

O intestino é responsável pelo transporte, digestão e absorção de nutrientes, entre outras funções. A falência do órgão pode ser gerada por malformações congênitas, doenças que impedem o intestino de absorver nutrientes, torções, problemas circulatórios e câncer, além de traumas. Os pacientes deixam de comer normalmente e têm de receber nutrição especial, por meio de soluções de nutrientes administradas pela veia (nutrição parenteral).

Complicações -  O HC foi um dos pioneiros dos transplantes de intestino no mundo. No fim dos anos 60, o cirurgião Massayuki Okumura realizou dois dos três primeiros transplantes desse tipo. Não houve continuidade das operações em razão de complicações.

Segundo os especialistas, porém, nos últimos anos houve grande evolução de medicamentos aplicados contra a rejeição do órgão e da técnica da operação, o que permitiu que hoje existam cerca de 500 transplantes realizados em centros mundiais, com sobrevida de até 75% após um ano. Os resultados já se aproximam dos registrados para transplante de pulmão.

Os riscos, porém, ainda existem. O procedimento demanda uma carga maior de drogas contra rejeição do que outros, o que gera maior sensibilidade a infecções. No entanto, há a possibilidade de retirar o intestino transplantado em caso de problemas e retornar à nutrição parenteral.

(Agência Estado)





Antivirais podem evitar mortes por vírus H1N1, diz OMS

12 11 2009

GENEBRA (Reuters) – Medicamentos antivirais são capazes de evitar mortes pela gripe H1N1 e devem ser receitados rapidamente a grávidas, crianças pequenas e pessoas com problemas médicos subjacentes que ficarem doentes, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira.

Ao anunciar uma mudança na diretriz para os médicos, a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que os remédios devem ser ministrados antes mesmo de ficar pronto o resultado do teste que confirma o vírus pandêmico.

“Nós atualizamos as nossas diretrizes clínicas para enfatizar que a busca precoce de atendimento médico é capaz de salvar vidas”, disse Nikki Shindo, do programa global de influenza da OMS, a jornalistas numa teleconferência.

A cepa H1N1, declarada pandemia global pela OMS em junho, pode causar pneumonia grave em pessoas saudáveis. Ela já matou mais de 6.000 pessoas e se disseminou por 199 países desde que foi descoberta na América do Norte no primeiro semestre deste ano.

Grávidas, crianças com menos de 2 anos e pessoas com problemas respiratórios e outras doenças estão sob risco maior para os efeitos graves da gripe suína, que pode se desenvolver em uma semana após a infecção.

“A janela de oportunidade é muito pequena para reverter a progressão da doença”, afirmou Shindo. “O medicamento precisa ser administrado antes que o vírus destrua os pulmões”.

As novas diretrizes clínicas também recomendam que as pessoas fora do grupo de risco que apresentem “sintomas com piora acelerada ou persistente”, tais como problemas para respirar ou febre alta por mais de três dias, tomem os antivirais.

Eles devem ser receitados por um médico e as pessoas que têm apenas um resfriado normal não precisam tomá-los, ressaltou Shindo.

O Tamiflu – antiviral comercializado pela Roche Holding, da Suíça, e cujo nome genérico é oseltamivir – é a droga de linha de frente recomendada pela OMS como forma de tratar e desacelerar a progressão dos sintomas da gripe.

Outras empresas, incluindo a Cipla Ltd, da Índia, produzem versões genéricas do Tamiflu. O vírus não mostrou muita resistência à droga em parte porque a nova cepa não apresentou mutação nem se modificou à medida que se propagou pelo mundo.

Shindo afirmou que o vírus é “surpreendentemente estável”, refletindo o fato de que pode romper com facilidade o sistema imune de pessoas sem defesas naturais contra a cepa, nunca vista antes de sua emergência nos Estados Unidos e no México.

Muitos hospitais e clínicas, especialmente nos países mais pobres, têm ficado sobrecarregados com pacientes em busca de assistência para o H1N1 enquanto o Hemisfério Norte entra na temporada de gripe do inverno.

Shindo afirmou que o tratamento precoce de pacientes graves e de risco com o oseltamivir pode ajudar a enfraquecer a cepa.

A OMS enviou drogas antivirais a 72 países em maio, quando a pandemia começou a ganhar força, e recentemente enviou estoques de medicamentos ao Afeganistão, à Mongólia, a Belarus e à Ucrânia. Em breve enviará mais suprimentos ao Azerbaijão e ao Quirguistão.

(Reportagem adicional de Stephanie Nebehay – O Globo)





SP: interditados restaurantes que venderiam carne de cachorro

12 11 2009

12_MVB_sp_cao_2A Vigilância Sanitária interditou nesta quinta-feira os dois restaurantes acusados de vender carne de cachorro no bairro Bom Retiro, na região central de São Paulo, e recolheu todos os alimentos encontrados na dispensa dos estabelecimentos. Segundo o técnico de vigilância sanitária Flávio Damas, além dos indícios de venda de carne de cachorro, os restaurantes apresentam sinais de más condições de higiene. No estabelecimento “Por que chama”, o cheiro de carne e de especiarias ainda emanava por volta das 16h.

Um dos restaurantes tinha pratos cujos preços variavam de R$ 20 até R$ 250. No cardápio, há uma foto de um cão e a inscrição em caracteres em coreano: “quem entende sabe que é bom”. O prato mais caro servia o cão assado, com pimentão, cebolinhas e especiarias. O outro estabelecimento era discreto e não anunciava na fachada que se tratava de um restaurante.

Os donos dos dois restaurantes foram presos nesta tarde. Os policiais chegaram aos estabelecimentos depois de fecharem um abatedouro que ficava no fundo de uma casa em Suzano, na grande São Paulo. Na ação, que aconteceu na manhã desta quinta-feira, um casal foi preso. Os suspeitos vão responder por crime contra o meio ambiente, maus tratos a animais, com a qualificadora de morte, crime contra a relação de consumo e formação de bando ou quadrilha.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os cães seriam recolhidos da rua, mantidos presos para engorda e depois mortos. Os estabelecimentos devem ficar interditados pela prefeitura por pelo menos uma semana.

A polícia de São Paulo investiga outros restaurantes e espera prender mais suspeitos.

(Portal Terra)





PSOL cria comissão especial para discutir aproximação com Marina Silva

12 11 2009

A Executiva Nacional do PSOL criou nesta quinta-feira uma comissão especial para discutir o impasse causado pela decisão da ex-senadora Heloísa Helena (AL) de não disputar a Presidência da República nas eleições de 2010. Rachado, o partido ainda não sabe se lançará uma candidatura própria ou se vai se aliar ao PV, que tem como pré-candidata a senadora Marina Silva (AC).

Outro impasse que o PSOL terá de administrar é a provável saída do PSTU da chamada “frente de esquerda” –aliança entre PSOL, PSTU e PCB que, em 2006, deu sustentação à candidatura de Heloísa Helena. Principal parceiro eleitoral do PSOL, o PSTU já anunciou que um acerto com Marina Silva está fora de cogitação.

O secretário-geral do PSOL, Afrânio Boppré, admitiu que a saída de Heloisa Helena criou uma dificuldade para o partido. Por isso, afirmou que a criação da comissão é importante para resolver a situação até março de 2010, quando será realizada a conferência do partido para bater o martelo sobre as eleições.

“Esse é o nosso impasse. A ausência de Heloisa Helena cria uma situação de muita dificuldade. Temos que resolver esse impasse até março e a melhor forma é democratizar o debate internamente e com nossos aliados [PSTU e PCB]“, afirmou.

Afrânio ressaltou que o PSOL também pretende ampliar o debate com a participação de movimentos sociais e setores da sociedade civil, como sindicatos. A comissão foi criada hoje mas ainda não foi agendada a primeira reunião.

A criação da comissão oficializa as conversas que líderes do PSOL estavam tendo com Marina Silva desde o início do mês, conforme revelou reportagem da Folha.

Mas a uma possível aliança com o PV não é consenso no PSOL. Líderes do partido têm posições contrária sobre a sucessão presidencial. Com o vácuo deixado por Heloísa Helena, parte do partido defende uma aproximação com o PV de Marina Silva e outra parte é a favor de lançar uma candidatura própria. O nome mais cotado é o de Plínio de Arruda Sampaio.

(Folha Online)





Brasil decola e pode ser a 5ª economia, diz Economist

12 11 2009
0,,32941207,00LONDRES - O Brasil é o tema de capa da The Economist nesta semana. Com uma foto do Cristo Redentor subindo como um foguete, a revista britânica diz que o “Brasil decola”. A publicação afirma que o País deve se tornar a quinta maior economia do mundo em uma década após 2014, ultrapassando o Reino Unido e a França.

A revista lembra que, quando o Goldman Sachs lançou o acrônimo BRIC, a presença do Brasil, ao lado da Rússia, Índia e China, era questionada. No entanto, o País supera as demais nações do grupo em alguns pontos. “Ao contrário da China, é uma democracia. Ao contrário da Índia, não tem insurgentes, conflitos religiosos ou étnicos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais do que petróleo e armas e trata os investidores estrangeiros com respeito”, diz a extensa reportagem.

A economia brasileira está crescendo a uma taxa anualizada de 5% e deve ganhar mais velocidade nos próximos anos com as grandes descobertas de petróleo, aponta a publicação. “Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-líder sindicalista que nasceu na pobreza, o governo tem se movido para reduzir as marcas das desigualdades.”

Para a The Economist, parece que o Brasil entrou no cenário mundial repentinamente. Sua chegada foi marcada simbolicamente pela escolha do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016, dois anos depois de o País ser definido como sede da Copa do Mundo de 2014. No entanto, a revista avalia que o Brasil emergiu de forma estável, já que os primeiros passos foram dados na década de 1990, com a nova política econômica.

“Assim como seria um erro subestimar o novo Brasil, também seria encobrir suas fraquezas. Algumas são deprimentemente conhecidas”, afirma a revista. Entre os problemas, a The Economist cita o crescimento acelerado dos gastos públicos, os baixos números de investimentos, a violência, e problemas na educação e infraestrutura, que deixam o País ainda atrás da China e Coreia do Sul – como lembrou o blecaute desta semana.

Além disso, há novos problemas no horizonte por trás das descobertas de petróleo, na avaliação da Economist. O real já se valorizou 50% em relação ao dólar desde dezembro. Se isso aumenta o padrão de vida da população, ao baratear as importações, também torna a vida dos exportadores mais difícil. Para a publicação, a taxação imposta recentemente ao capital estrangeiro não irá interromper a apreciação da moeda, principalmente depois que o petróleo começar a ser explorado.

A resposta instintiva do presidente Lula para esta questão é a política industrial, já que o governo vai exigir que os equipamentos para o setor de petróleo sejam feitos localmente e vem “mandando” que a Vale construa uma nova siderúrgica. Apesar de a política pública ter ajudado a criar a base industrial brasileira, foram a privatização e a abertura que deram seu formato, avalia a revista.

Para a Economist, o governo “não está fazendo nada” para eliminar os obstáculos aos negócios, principalmente as “regras barrocas” de impostos sobre a contratação de pessoal. “Dilma Rousseff, a candidata de Lula para a eleição presidencial de outubro, insiste que não é necessário reformar a arcaica lei trabalhista.”

Na avaliação da revista, este é o maior perigo que o Brasil enfrenta: a arrogância. “Lula está certo em dizer que o País merece respeito, assim como ele merece muito da adulação que hoje desfruta”, diz a Economist. “Mas ele também tem sido um presidente de sorte, colhendo as recompensas do boom das commodities e operando a partir da sólida plataforma para o crescimento feita por seu predecessor, Fernando Henrique Cardoso.”

Para manter o desempenho do Brasil, o sucessor de Lula terá de tratar de alguns problemas que o atual presidente ignorou, acredita a publicação. “O resultado da eleição pode determinar a velocidade com a qual o Brasil avançará na era pós-Lula.”

A capa da The Economist vem uma semana depois do destaque obtido pelo País no Financial Times, após seminário realizado em Londres com o primeiro escalão do governo e o presidente Lula.

(Agência Estado)




Desmatamento da Amazônia cai 45% e atinge menor nível em 21 anos

12 11 2009

09315110O governo anunciou nesta quinta-feira a redução de 45% na área desmatada na Amazônia de 2008 para 2009.

De acordo com os dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a área desmatada passou de 12.911 km2 para um total estimado em 7.008 km2 neste ano. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, é o menor desmatamento já registrado nos últimos 21 anos.

O governo anunciou os dados em uma grande cerimônia com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadores e prefeitos representando 43 municípios da região e ministros, entre eles a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Na cerimônia, foi feito ainda um balanço do programa Arco Verde – Terra Legal, que legaliza terras na região para exploração sustentável.

“Conseguimos dar um passo e demonstrar que existe um modelo alternativo de produção que preserve a floresta em pé. O Brasil vem de longa data fazendo o seu dever de casa. Uma das ações afirmativas mais fortes que nos podemos nos orgulhar de apresentar [na reunião da ONU em Copenhage] é justamente esse programa Arco Verde Terra Legal”, afirmou a ministra.

(Folha Online)





Lula é o 33º mais poderoso do planeta, afirma revista Forbes

12 11 2009

O ranking das pessoas mais poderosas do mundo elaborado pela revista americana Forbes colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 33º lugar. O primeiro da lista é o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido pelo presidente da China, Hu Jintao, e pelo primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin.

Segundo a Forbes, Lula aparece na lista porque comanda “a despensa” do mundo, o que, para a revista, é a produção agroindustrial do Brasil, “líder em exportações de açúcar, suco de laranja, café, carne e frango”.

A publicação lembra ainda que o Brasil começa a investir na camada de petróleo do pré-sal e que deve ser um dos líderes do bilionário mercado de carbono que deve ser consolidado enquanto o mundo luta contra as mudanças climáticas.

A Forbes lembra de declarações polêmicas de Lula, que atribuiu a crise aos “homens brancos de olhos azuis” e diz que o governo taxou aplicações externas em 2% para conter a alta do real. Na análise da publicação, isso não vai afetar o apetite dos investidores estrangeiros. “Oportunidades em recursos naturais e em infraestrutura são muito saborosas para deixar passar”.

Confira a lista dos dez mais poderosos
1 – Barack Obama presidente dos Estados Unidos
2 - Hu Jintao presidente da China
3 - Vladimir Putin primeiro-ministro da Rússia
4 - Ben Bernanke presidente do banco central dos EUA
5 - Sergey Brin e Larry Page donos do Google
6 - Carlos Slim Helú empresário do ramo de telecomunicações
7 - Rupert Murdoch empresário do ramo de mídia
8 - Michael T. Duke presidente do Walmart
9 - Abdullah bin Abdul Aziz al Saud rei da Arábia Saudita
10 - Bill Gates fundador da Microsoft

(Revista Época)





Reino Unido endurece regras para imigração

12 11 2009

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou nesta quinta-feira (12) uma série de medidas que tornam mais rígidas as regras de imigração do país, incluindo o aumento do nível de educação exigido para estudantes e a criação de restrições para que estrangeiros assumam determinadas profissões.

De acordo com as novas regras, que devem entrar em vigor em 2010, só poderão ir para o Reino Unido estudantes que pretendam fazer matrícula em cursos de graduação ou pós-graduação. Assim estudantes estrangeiros não poderiam ir ao Reino Unido para, por exemplo, aprender a língua inglesa, já que tal curso exigiria qualificação inferior.

Brown anunciou que todas as faculdades e universidades que recebem estudantes estrangeiros serão obrigadas a ter uma licença para permitir que elas atuem como “patrocinadora” dos alunos, cuidando para que eles estejam cumprindo as regras do país. Segundo Brown, uma primeira inspeção na lista de instituições que podem assumir esse papel caiu de 4 mil para 1,8 mil.

A regra da licença de “patrocinador” vai valer também para todos os empregadores de estrangeiros. Para contratar trabalhadores de fora do Reino Unido e da União Europeia, as empresas serão obrigadas a cumprir regras mais duras no “teste de mercado de trabalho”, por meio do qual imigrantes podem ser recrutados caso não haja trabalhadores locais qualificados.

Sob o novo regime de imigração, uma vaga de emprego terá que ficar anunciada para britânicos por pelo menos 15 dias antes de ser preenchida. Em um segundo momento, o prazo vai subir para um mês.

Brown prometeu ainda criar programas governamentais para promover a especialização de trabalhadores para posições geralmente ocupadas por estrangeiros, como serviços de buffet, professores substitutos e alguns tipos de médicos e engenheiros.

Além disso, o premiê britânico afirmou que espera que as pessoas “tenham certeza de que os que chegam vão aceitar as responsabilidades, assim como os direitos, de entrar no país – obedecer as leis, falar inglês e contribuir para o país”.

As medidas anunciadas por Brown são reflexo da enorme pressão sob a qual está sujeito seu governo e o partido Trabalhista, do qual faz parte, em meio ao aumento de popularidade do partido Britânico Nacional, de extrema-direita. O fenômeno é relacionado por especialistas à crise econômica, que atingiu duramente o Reino Unido.

Diante deste cenário, pesquisas e análises políticas mostram que é grande a probabilidade de o partido trabalhista acabar derrotado, após 12 anos no poder no Reino Unido.

(Revista Época)