Nota da Central Única dos Trabalhadores sobre os acontecimentos na UNIBAN

9 11 2009

A Central Única dos Trabalhadores vem a público manifestar seu total repúdio à violência sexista contra a estudante Geisy Arruda, de 20 anos, que foi ameaçada e agredida verbalmente dentro da Universidade Bandeirante (UNIBAN), no último dia 22. Não bastasse esse lamentável episódio, a UNIBAN decidiu expulsar a estudante de seu quadro acadêmico. Criminalizar uma mulher pela violência ocorrida contra ela própria é inaceitável e contribui para banalizar e justificar os elevados índices de crimes contra as mulheres que ocorrem em todo nosso país. A Universidade deve ser um espaço que possa contribuir para formação da cidadania, para o convívio com o diferente, para o aprendizado do respeito às diferenças. O ocorrido dentro da UNIBAN e a medida tomada por esta universidade vão exatamente no sentido oposto. São atos que vão contra a democracia, de extrema intolerância e de desrespeito à autonomia das mulheres sobre seus corpos. A CUT tem entre seus princípios a luta por uma sociedade livre de qualquer tipo de exploração e preconceitos, uma sociedade na qual homens e mulheres possam viver livremente. Os acontecimentos na UNIBAN evidenciam o quanto esta luta se faz atual e necessária. Não nos calaremos diante de manifestações de violência sexista – Violência Contra as Mulheres, Tolerância Nenhuma!

Artur Henrique Santos – Presidente Nacional da CUT

Rosane Silva- Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora





As consequências do pós-Berlim: há muito muros ainda por cair

9 11 2009

Por Jean Pierre-Lehmann

A queda do Muro de Berlim e a revolução do mercado global que se seguiu emanciparam centenas de milhões de pessoas. Apesar de a censura e várias formas de controlo estatal persistirem em diferentes regiões do mundo actualmente, nunca como agora tantas pessoas neste planeta puderam penetrar nos muros da informação para adquirirem conhecimento e ligarem-se a outras pessoas. Os estónios são membros da UE, muitas crianças da nova elite russa frequentam escolas suíças, ao passo que o chineses estão entre os turistas mais visíveis do Museu Olímpico localizado na cidade onde vivo, Lausanne.

Sim, mas… Apesar de ser justificável a celebração do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim e do progresso realizado pela humanidade, é contudo difícil não sentir tristeza. Porque na verdade, se bem que o Muro de Berlim possa ter sido derrubado, ainda existem muitos muros desafiadoramente de pé e até novos que foram entretanto erigidos.

Em meados do século XIX, o homem de Estado britânico Benjamin Disraeli descreveu aquilo que entendeu serem duas “nações” a coexistir no Reino Unido, separadas por um muro de incompreensão mútua: “Duas nações entre as quais não há relacionamento, nem simpatia; que ignoram de tal forma os hábitos, pensamentos e sentimentos da outra parte que parecem habitantes de zonas diferentes ou habitantes de planetas diferentes. Os ricos e os pobres”.

Actualmente, é bem possível que haja um planeta no qual as elites de Bombaim, Xangai, Dubai, Londres, Nova Iorque e São Paulo convergem para debater interesses profissionais comuns e partilhar o mesmo vinho “vintage”, ao mesmo tempo que se mantêm em ligação com as suas casas, através dos seus Blackberrys ou iPhones. Mas existem ainda centenas de milhões de pessoas que estão globalmente privadas de direitos, e mais de três mil milhões dessas pessoas não têm sequer acesso a uma casa de banho limpa. Parafraseando Disraeli, pode haver um planeta, mas existem dois mundos bastante distintos entre os globalmente incluídos e os globalmente excluídos.

Tal como um mundo sem fronteiras está ainda distante, estamos também longe de uma economia de mercado global justa e aberta. Existem demasiados muros comerciais (a que habitualmente se dá o nome de barreiras comerciais). Os mais perniciosos são os muitos muros que discriminam os países pobres; posso citar um em centenas de possíveis exemplos: as taxas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos sobre as importações provenientes de três dos países mais pobres do mundo, o Cambodja, o Bangladesh e o Paquistão, são respectivamente de 16,7%, 15,3% e 9,9%, ao passo que as taxas alfandegárias impostas ao Reino Unido e à França, dois dos países mais ricos do planeta, são de 0,6% e 0,8%. Atendendo a que estas tarifas proibitivas minam os esforços de crescimento dos países pobres, elas acabam por garantir que os muros entre as nações pobres e ricas se manterão compactos e altos. E estes muros incluem-se nos muros iníquos que a Agenda de Doha para o Desenvolvimento – saída da ronda de negociações da Organização Mundial do Comércio – é suposto derrubar. No entanto, depois de ter sido lançada há quase uma década (2001), esta Agenda continua totalmente atolada, com poucas perspectivas de concretização no futuro previsível. Não só os velhos muros comerciais não estão a cair, como há também sinais de que estão a ser construídos novos.

Os muros não se limitam, de forma alguma, à geografia ou ao estatuto económico. Existem múltiplos muros a separar diferentes etnias, religiões e línguas. Além disso, apesar de nas recentes décadas se ter assistido a melhorias na situação das mulheres, continuam a existir muros bastante espessos entre homens e mulheres. À medida que a civilização evolui, a liberdade de escolha para a maioria dos indivíduos – onde vivem, onde estudam, onde e como trabalham, de que forma vivem – deve tornar-se uma meta constante. Assim, os indivíduos devem poder viver atrás de muros, se o desejarem, mas não devem – em caso algum – ser forçados a isso. Enquanto as mulheres de todo o mundo não dispuserem desta liberdade, os muros entre sexos continuarão de pé como um crime contra a humanidade.

Olhando para o futuro, é possível ver que o espectro das alterações climáticas está a erigir novos muros entre Estados. Trata-se de uma situação que não se aplica apenas às políticas e negociações em torno das alterações climáticas, mas que também se observará entre os países vulneráveis que irão vivenciar – ou que estão já a vivenciar – as consequências dessas alterações de forma imediata, e aqueles que vêem esse cenário como um ponto distante num horizonte muito remoto. Em breve serão construídos muros para não deixar entrar os refugiados das alterações climáticas.

Quais as implicações para a liderança empresarial global?

A prática geral das empresas tem sido a de contornar os muros. Apesar da existência do Muro de Berlim, muitas empresas astutas conseguiram realizar grandes negócios na União Soviética. O mesmo aconteceu na África do Sul durante as décadas do muro do Apartheid; os astutos encontraram formas engenhosas de continuar a fazer os seus negócios. Os empresários japoneses, por exemplo, aceitaram até a humilhação de serem alcunhados de “brancos honorários” na África do Sul do Apartheid! Recuando um pouco mais na História, as empresas também conseguiram, obviamente, retirar benefícios da mão-de-obra disponível por detrás dos muros dos campos de concentração nazis.

A filosofia das empresas tem sido aceitar a realidade dos muros. Chamam-lhe “pragmatismo”. Uma vez que já estamos plenamente num novo século e preparados para, em ocasiões como o aniversário da destruição do Muro de Berlim, reflectirmos sobre de onde viemos e para onde vamos, convém que os líderes empresariais encarem os muros de maneira diferente, que pretendam ser parte das equipas de destruição desses muros e renunciem à posição de outrora, que era a de sustentarem os muros. Isto não é só por se tratar da atitude mais responsável e ética a ter; mas também porque é a única forma de assegurarmos a nossa sobrevivência.

Tradução: Carla Pedro

(Jornal de Negócios Online)





Dilma: “Eles estão substituindo a oposição política pela midiática”

9 11 2009

por Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Guarulhos

Em evento organizado pelo PT com prefeitos do partido, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República, indicou que está deixando o tom professoral para fazer pronunciamentos mais políticos. E afirmou neste sábado (7) que a oposição é “incompetente”, não tem projeto para voltar ao Palácio do Planalto e que parte da imprensa se transformou em antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na noite de sexta-feira, na abertura do 12º Congresso do PC do B, em São Paulo, a preferida de Lula para ocupar seu lugar a partir de 2011 também fez um discurso duro, no qual chamou os adversários do governo federal de “patéticos”, em especial depois da crise financeira mundial, que a economia brasileira atravessa com menores sobressaltos na comparação com outros países emergentes e mesmo com os desenvolvidos.

“A oposição não tem projeto, discurso nem base de apoio social. O que eles têm é uma tentativa de partidarização de alguns segmentos da imprensa, substituindo a oposição política por uma oposição quase midiática”, afirmou Dilma em discurso aos prefeitos. “Essas forças do passado mais uma vez tentam se organizar com as táticas mais antigas e tentam de forma astuta fragilizar a base aliada e produzir crises artificiais no Congresso”, completou, em referência à turbulência que surgiu no Senado neste ano após denúncias contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), aliado de Lula.

Nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, Dilma aparece em segundo lugar, tecnicamente empatada com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e atrás do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), no cenário tido como o mais provável. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também disputa para ser o candidato dos tucanos ao Palácio do Planalto no ano que vem.

Sobre os rivais, Dilma afirmou que, seja quem for o candidato do PSDB em 2010, “se jogará o confronto entre o Brasil de 2002, que nós sabemos o que é, e o Brasil de 2009 e 2010, que é o Brasil do presidente e que conseguiu mostrar a grande face de um país continental”.

Em uma semana na qual petistas responderam a críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a ministra declarou que a oposição foi arrogante porque atribuiu a popularidade de Lula – na casa dos 70% – ao acaso.

“Nosso problema não foi ter sorte. Nós temos sorte, sim, não somos ‘pé-frio’. Mas, sobretudo, temos competência de gestão. A eles pode ter faltado sorte, mas faltou muito mais competência e vontade política de mudar”, disse.

A jornalistas, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), reforçou os ataques ao ex-presidente, dizendo que ele deveria se chamar “Fracassando Henrique Cardoso”. Em evento na capital paulista realizado no mesmo horário, o tucano evitou rebater as críticas dos petistas.

(Viomundo.com.br)





A importância do diferente, por Luiz Cláudio de Oliveira

9 11 2009

Como professor aposentado, fiquei chocado com o que vi. Mas o debate tem que ir mais longe e mais fundo. O que se viu foi a manifestação de preconceitos contra a figura de outro, de um outro, qualquer que seja ele: metalúrgico, mulher, índio, pobre, sem diploma, ou seja, de qualquer periferia que incomode aqueles que se acham no centro, mesmo que esse centro não exista, seja algo fictício, visto apenas por aqueles que o criaram e que acreditam nele.

Uma universidade tem o dever de abrigar as alteridades, de aceitar as diferenças e de, até mesmo, incentivá-las. O saber não avança por semelhanças, mas por diferenças, por contradições, pelo confronto de contrários. Suprimir as diferenças é impor um discurso elitista e preconceituoso, oposto ao que deve ser um discurso universitário. O pior é que a multidão que vaiou se considera melhor, mais “da elite”, mais defensora de “valores” que a moça que foi vaiada. Eles se consideram o centro. Mas de quê? E o terrível é que atitudes desse tipo são mais comuns que imaginamos, em todos os setores da sociedade. Desde os mais bem aquinhoados economicamente ou culturalmente, até os menos beneficiados. Anos de pensamento autoritário produzem frutos como esse.

(Viomundo.com.br)





Lula, no Congresso do PCdoB

9 11 2009

Obviamente que nós não temos a sapiência de um sociólogo. Ou de alguns… ou de alguns… esta semana, é engraçado, eu fui chamado de analfabeto, essa semana eu fui chamado de ditador porque indiquei a Dilma pelo dedaço e essa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano … eu compreendo o ódio que isso causa. Eu compreendo, porque o intelectual ficar assistindo um operário que só tem o quarto ano primário e nao tem vergonha de dizer… ganhar tudo o que ele imaginava que ele pudesse ganhar e não ganhou por incompetência… é muito difícil… é muito engraçado porque tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos de escolaridade que você tem. Não tem nada mais burro que isso. A universidade te dá conhecimento, te dá aperfeiçoamento. Inteligência é outra coisa. É outra coisa. E a política é uma das ciências que exige mais inteligência do que conhecimento, muito mais inteligência. A inteligência de saber montar uma equipe não está no livro. Está na sensibilidade. A inteligência de saber tomar as decisões não está no livro, ela está no caráter, no caráter e no compromisso que tenha o dirigente que governa esse país.  Mas de qualquer forma a vida é assim. As pessoas falam o que querem, ouvem o que não querem … porque a vida é assim, a vida é dura. O que as pessoas não percebem é que diferentemente de qualquer outro presidente do Brasil, este presidente nunca precisou provar nada, porque a elite não tem o que provar. Saiu um, não deu certo, entra outro, não deu certo, todos vão fazer um curso de dois ou três anos lá fora, volta, se candidata com a maior cara de pau outra vez. Eu, eu tenho que provar a cada dia, desde que eu nasci, eu tenho que provar que tenho competência. Porque eu tenho que provar. Porque sei o fracasso do Walesa na Polônia, foi eleito presidente da República e foi concorrer e teve 0,6% [dos votos], menos de 1%. E eu tenho clareza e tinha clareza e o PCdoB sabe disso, que se nós fracassassemos ia levar mais 150 anos para um operário pensar em ser candidato a presidente da República deste país.

(http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lula-no-congresso-do-pcdob/)





O sangue já não importa tanto

9 11 2009

A política no Rio Grande do Norte sempre foi um latifúndio dividido entre duas famílias, os Alves e os Maia. Quem ingressava nas fileiras de uma virava automaticamente adversário da outra. Um breve armistício foi acertado em 2006, quando as famílias se uniram para tentar, em vão, derrotar a governadora Wilma Faria, do PSB, ela mesma uma ex-Maia.

As coisas pareciam ter voltado ao normal, com Alves e Maia nos seus respectivos lugares. Parecia. Um cisma na família Alves promete aquecer a disputa eleitoral em 2010.

Depois da morte do ex-ministro Aluízio Alves, em 2005, aos 84 anos, começou uma clara disputa pelo seu espólio. Titular dos ministérios da Administração, no governo Sarney, e da Integração Nacional, no governo Itamar Franco, Aluízio era o político com maior poder e projeção entre os Alves.

Hoje estão em campos opostos o seu filho Henrique, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, e o sobrinho e senador Garibaldi Filho, também peemedebista. Henrique é um apoiador incondicional do presidente Lula e da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. É aliado da governadora Wilma Faria e defende a aliança no estado com o PT e o PSB.

Garibaldi, ex-presidente do Senado, é da base do governo federal, mas, no momento, tende mais para a candidatura tucana de José Serra. É a favor de uma aliança com o senador José Agripino Maia, líder do DEM no Senado e um dos mais ferrenhos opositores de Lula. Garibaldi declarou apoio à candidata de Maia ao governo, a também senadora do DEM Rosalba Ciarlini. Henrique deve se alinhar à candidatura do hoje vice-governador Iberê Ferreira (PSB), que assumirá em abril quando Wilma renunciar ao cargo para concorrer ao Senado.

Garibaldi e o neoaliado Agripino são candidatos à reeleição, contra Wilma. Os três pleiteiam as duas vagas ao Senado. A ambiguidade de Garibaldi pode prejudicá-lo. As pesquisas já indicam uma polarização entre a candidata de Lula, Wilma, e o anti-Lula, Agripino.

Duas razões levaram Garibaldi a preferir a candidata do DEM ao governo: o senador não engole a derrota para Wilma na disputa ao governo em 2006, a primeira e única em sua carreira política. O outro motivo é muito prático: o suplente de Rosalba no Senado é o seu pai, Garibaldi Alves, 84 anos, irmão de Aluízio. Se Rosalba for eleita, Garibaldi pai concluirá o mandato.

Henrique e Garibaldi foram juntos, no dia 13 de outubro, falar com o presidente Lula sobre a divisão do PMDB no estado. O senador fez questão de comunicar pessoalmente sua decisão a Lula. Henrique sabia o que Garibaldi iria dizer, mas o acompanhou com a esperança de que Lula conseguisse demovê-lo. O senador disse que “ainda era cedo” para se definir em relação a Dilma. Lula disse esperar que o tempo “se encarregue de resolver os impasses”.

Os dois primos podem decidir a pendenga no voto, internamente. Mas Garibaldi diz ter esperanças em um acordo. “Eu e o Henrique somos primos e amigos fraternos. Estamos buscando a possibilidade de alguma convergência, embora não tenhamos ideia de como ela possa se dar. Estamos tentando de tudo, justamente para evitar bater chapa. Aí, sim, então, seria um rompimento”, comentou o senador.

Esse é o primeiro racha na família peemedebista. Os primos fazem campanha juntos há 39 anos. Começaram na política em 1970, com uma dobradinha: Henrique para federal e Garibaldi, estadual. Repetiram a chapa em 1974, 1978 e 1982. Depois, Garibaldi foi eleito prefeito de Natal e começou a construir uma carreira própria. Havia comentários de que Aluízio Alves favorecia o filho Henrique. Mas nunca houve problema entre os primos, enquanto o ex-ministro continuava atuante na política local. Com a morte de Aluízio, Henrique passou a comandar o PMDB no estado.

Apesar do imbróglio, o deputado diz que a reeleição de Garibaldi é prioridade. “Não faria sentido nenhum projeto do PMDB que não passasse pela reeleição de Garibaldi”, garantiu. Enquanto o senador balança entre Dilma e Serra, Henrique está fortalecido no governo. Ele é o relator do pré-sal e conseguiu aprovar, na terça-feira 3, sua proposta de divisão das receitas obtidas com a cobrança de royalties de empresas de petróleo, o que agradou ao governo.

(Carta Capital)





O consumidor que salva a economia

9 11 2009

Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B (R$ 8,4 bilhões) que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel, maior empresa de pesquisa domiciliar da América Latina.

Em igual período do ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. “Houve uma reversão”, afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.

Ela atribui a mudança a fatores conjunturais. Inflação em baixa, que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8,2 mil domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091109/not_imp463206,0.php





II Festival UFC de Cultura homenageia Patativa do Assaré

9 11 2009

De 9 a 13 de novembro, a Universidade Federal do Ceará (UFC) volta a ser palco de uma das mais intensas programações artístico-culturais do Estado. Será realizado o II Festival UFC de Cultura, que este ano homenageia Patativa do Assaré. Com o tema “Ecos Nordeste, Cultura e Desenvolvimento”, o evento promete repetir o sucesso de sua primeira edição, ocorrida em maio do ano passado.

Durante cinco dias, música, cinema, literatura, fotografia, artes plásticas, teatro e artesanato – do popular ao erudito – estarão juntos nos três campi de Fortaleza, em três turnos. A proposta é aproveitar o ambiente universitário para mostrar um pouco do Ceará e do Nordeste aos próprios cearenses, mantendo vivos tradição, folclore e traços característicos de nossa gente.

Além disso, pretende-se lançar um olhar sobre o Nordeste urbano, inserido no contexto nacional e internacional, com os desafios das grandes metrópoles.

O poeta Patativa, homenageado do evento, será lembrado em uma mostra no Museu de Arte da UFC (MAUC), com fotografias de Tiago Santana, xilogravuras de João Pedro e curadoria e textos do pesquisador Gilmar de Carvalho. Além disso, será lançado o livro “100 anos de Patativa”, uma coletânea de artigos acadêmicos sobre a vida e a obra de nosso mais importante poeta popular.

Os shows musicais são outro destaque do Festival. Já confirmaram presença atrações de renome nacional, como Mundo Livre S/A, Spok Frevo Orquestra, Ítalo e Reno, Orquestra Eleazar de Carvalho, Daniel Gonzaga e Lucas Santana. Isso sem contar com apresentações de grupos regionais, como Groovytown, Samba de Rosas, Batuqueiros da Caravana Cultural, Poesia Remix, Banda Cabaçal Fulô da Aurora, Ibadã e Tambor das Marias, dentre vários outros.

Aberta ao público, toda a programação do Festival tem por objetivo resgatar a história e as artes tradicionais do Nordeste, além de dar visibilidade à produção contemporânea e, principalmente, proporcionar a integração entre a Universidade e a sociedade – um dos maiores desafios da UFC.

Por isso, o evento ainda abrirá espaço a debates sobre temas relevantes para o Ceará, trazendo grandes nomes da arte e do pensamento brasileiro. Para falar sobre “A Reconstrução das cidades nas metrópoles”, foi convidado o arquiteto cearense Fausto Nilo. Já sobre “Desenvolvimento regional e microcrédito”, o Presidente do Banco do Nordeste (BNB), Roberto Smith, proferirá palestra.

Um dos maiores intelectuais na área de urbanismo e consultor do Banco Mundial para o tema, Robert Cervero, tem presença garantida com a palestra “O urbanismo sustentável: a criação habitável, viável e socialmente justa para cidades do futuro”. Os “caminhos da esquerda latinoamericana” serão abordados em conferência do Presidente do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, Emir Sader.

Os cinéfilos também poderão participar de uma programação exclusiva durante o Festival. Com o objetivo de reforçar o audiovisual no Estado, a Casa Amarela Eusélio Oliveira abrigará uma mostra de curtas e longas-metragens sobre o Nordeste, de autoria de diretores cearenses, pernambucanos, mineiros e cariocas. Além disso, serão realizadas oficinas (xilogravura e monotipia), lançamentos de livros, apresentações de dança e teatro de rua e muito mais.

O Festival UFC de Cultura é realizado em parceria com a ADUFC e patrocínio do Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza, Assembleia Legislativa do Ceará, BNB, Banco do Brasil e Funcap. Toda a programação é gratuita. Mais informações, a partir de quinta-feira, no site oficial do evento.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC

(Vermelho.org.br)





Concurso em Caucaia termina em confusão

9 11 2009

Muita confusão e gritaria. Essa era a cena observada por quem passava próximo à Escola Augusto César Silva Sales, no Centro de Caucaia, neste domingo. O tumulto ocorreu entre os inscritos para concurso de enfermagem e a comissão organizadora da prova.

De acordo com os manifestantes, o motivo das discussões foi o atraso de quase uma hora na abertura dos portões do colégio e início das provas, que estavam marcadas para começar às 8 horas.

Centenas de pessoas que se sentiram lesadas foram até a Delegacia Metropolitana do município e prestaram um Boletim de Ocorrência (BO), com o intuito de anular o concurso.

A comissão disse que o atraso é comum em qualquer concurso do País e informou que as provas não serão canceladas e as pessoas que participaram do protesto não terão mais o direito de fazer outro exame.

(O Povo Online)





Não há mulheres na presidência das cem maiores empresas do país

9 11 2009

As cem maiores empresas do Brasil ostentam números impressionantes: US$ 552 bilhões em vendas, US$ 30 bilhões de lucro, 1,236 milhão de funcionários em 2008. E nenhuma mulher na presidência, segundo levantamento da Folha realizado a partir dos cálculos da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) para o anuário “Melhores & Maiores”, da revista “Exame”.

De acordo com reportagem de Denyse Godoy de  domingo, nos EUA, entre as cem maiores companhias pelo ranking da revista “Fortune”, há seis mulheres na presidência.

Como entraram no mercado de trabalho mais tarde do que os homens e há apenas cerca de 20 anos ingressaram na vida executiva, é natural que levem ainda um certo tempo para alcançar o topo da carreira, de acordo com os especialistas.

Mas outras questões culturais explicam uma diferença tão gritante de mobilidade profissional entre os sexos no Brasil.

Fonte: Folha Online