Aprendizes de feiticeiros no VI Festival Música na Ibiapaba

31 07 2009

Evocando uma generosa simplicidade em nome da compreensão, a tarefa de criar um arranjo para uma música pode ser comparada ao desafio de escolher com que roupa vestir uma melodia. Um samba, por exemplo. Samba? Tudo bem… Mas qual samba? Samba de raiz, partido alto, samba-exaltação, samba-enredo, samba de morro, samba de roda, samba-funk, samba-rock? O leque de possibilidades é amplo, e esse é apenas um dos primeiros passos: a definição de um ritmo básico para o arranjo e de um andamento que indique com que velocidade a peça será executada.

A estruturação da música – a forma de tocar as partes “A”, “B” e, muitas vezes, “C” do tema criado pelo compositor – já conduz a outras interrogações. Tocar a música inteira, do começo ao fim, por duas vezes, ou repetir apenas a segunda parte? Fazer uma introdução ou ir “direto ao ponto”, ao início da melodia? E quanto ao final? Como encerrar a execução da música, fechando o desfile com a sensação de que se levantou a avenida, para merecidos aplausos?

Todas essas perguntas – e muitas outras – fazem parte do ofício do arranjador. Uma atividade também estudada pelos jovens participantes do VI Festival Música na Ibiapaba, que se estende até sábado, 1/8, no clima acolhedor de Viçosa do Ceará. Entre eles, os alunos da oficina “A Voz como Instrumento”, ministrada pelo baiano Hiran Monteiro, integrante do grupo Banda de Boca, referência nacional quando o assunto são arranjos vocais e gravações em que as vozes são os únicos instrumentos.

Não que essa escolha implique escassez de recursos e de possibilidades para os arranjos. Quem participa da oficina verifica que, na prática, ocorre o contrário. Além das tradicionais divisão e superposição de vozes, de acordo com os princípios do canto coral, há inúmeros caminhos possíveis para se percorrer.

É o que comprovaram os alunos que, na tarde de domingo, tiveram como ponto de largada uma partitura básica de “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, e chegaram a uma sugestão de arranjo bem diferenciada – incluindo elementos do hip-hop ao humorístico, sem deixar de passar pela matriz do samba.

Experiente nesse tipo de atividade, a ponto de cativar muitos alunos que já participaram da oficina na edição passada do festival, Hiran vai, aos poucos, descortinando as questões. Se “randomizar” – ou escolher preferências – é um dos neologismos impostos em tempos de onipresença da Internet, os aprendizes de feiticeiros – ou de arranjadores – têm muitas, muitas escolhas a fazer, para começarem a responder, da sua maneira, a todas as perguntas listadas. E para vencerem o desafio proposto pelo professor, de partir de um arranjo vocal “basicão” para uma forma original e interessante de se “re-cantar” a eterna “Maracangalha”.

Obra coletiva -  Acomodados nas carteiras de uma das salas de aula do Patronato, em Viçosa, os alunos, agrupados em sopranos, baixos, contraltos e tenores, se mostram bem desinibidos diante do mestre e do próprio grupo. O clima é de descontração, e o entusiasmo é tanto que torna inevitáveis alguns pedidos de silêncio, em certos momentos. O comentário de Hiran sobre o arranjo em processo – “Pode ser louco, mas tem que ser organizado” – não deixar de servir para o espontâneo modo de trabalho dos próprios arranjadores, bastante participativos na concepção de sua obra coletiva. E as sugestões não tardam a brotar durante a oficina.

De um lado, um pandeiro é reinventado pelos vocais trabalhados de Amanda Nunes, estudante da graduação em música da Universidade Estadual do Ceará e integrante dos corais da UECE e Seios da Face. Aos 20 anos, a futura musicista já demonstra musicalidade de sobra, ao reproduzir a síncope do pandeiro, mantendo seguidamente o ritmo, em uma demonstração de talento que vai do “ouvido” para compreender e imitar o som do instrumento até o apuro das técnicas de apoio e respiração, necessárias à peculiar performance.

De outro, também convertendo a voz em instrumento, Dreivos de Souza, 27 anos, músico e educador em Croatá, surge como as batidas de uma “beat box”.

Participante do festival desde a segunda edição, acrescenta ao suingue da marcação rítmica versos improvisados e uma deixa para as vozes tomarem seu lugar no arranjo. A lista de possibilidades para o arranjo, esboçada no quadro pelo orientador, vai crescendo conforme as idéias se acumulam, entre sugestões bem aceitas pelo grupo e outras nem tanto. Um violino? Um trompete? Palmas? O canto de uma lavadeira? Mas quando? No começo, no meio ou no fim da música? O grupo vai, aos poucos, encontrando seu caminho, em uma construção literalmente a muitas vozes, com mudanças de rumo aceitas mesmo quando diferentes das impressões do professor.

Mais informações:

VI Festival Música na Ibiapaba – de 25 de julho a 1º de agosto em Viçosa do Ceará. Contato: (85) 3488-8601 ou presidencia@dragaodomar.org.br.

Matéria completa:  http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=658256





El Niño pode trazer seca ao nordeste e à Amazônia, diz agência dos EUA

31 07 2009

A chegada do fenômeno climático El Niño poderá provocar seca no nordeste brasileiro e na região amazônica e enchentes no sul do país entre o fim deste ano e o começo de 2010, segundo avaliação da agência nacional e atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

Após registrar um aumento constante das temperaturas da superfície do Oceano Pacífico central nos últimos seis meses, a NOAA confirmou o início do El Niño.

O fenômeno climático é caracterizado pelo aumento das temperaturas na zona equatorial do Pacífico, que ocorre a cada quatro ou cinco anos e afeta o clima em todo mundo.

Para muitos, a simples menção ao El Niño é um sinal de alarme. Há pouco mais de uma década, entre 1997 e 1998, ocorreu um dos mais fortes El Niño da história, com catástrofes climáticas que deixaram milhares de mortos.

Danos -  As inundações nas Américas (que afetaram principalmente vastas regiões do Chile, da Bolívia, do Equador e dos Estados Unidos) e na África destruíram colheitas na maioria dos países afetados.

As secas se propagaram pela Austrália e partes do sudeste asiático, provocando incêndios florestais. O fenômeno afetou ainda a pesca na América do Sul, por conta da redução nos estoques de peixes.

O furacão Mitch, em 1998, cuja força também foi relacionada ao fenômeno climático, provocou intensas inundações na América Central que deixaram mais de 9 mil mortos.

Calcula-se que os danos totais provocados pelo El Niño em todo o mundo chegaram a US$ 34 bilhões.

Prognósticos -  Ainda é cedo para prever se o fenômeno neste ano terá uma força semelhante à da década passada, mas os prognósticos da NOAA refletem um consenso sobre o seu crescimento e o seu desenvolvimento.

“As condições atuais e as tendências recentes favorecem o desenvolvimento contínuo de um fortalecimento de leve a moderado do El Niño até o outono de 2009 no hemisfério norte, com possibilidade de fortalecimento a partir de então”, diz a agência.

Segundo Michelle L’Heureux, diretora da NOAA para Previsão do El Niño, se a potência do fenômeno climático for de moderada a forte, “as condições no centro e no leste da Bacia Amazônica serão mais áridas que o normal entre novembro de 2009 e março de 2010, e entre janeiro e maio de 2010 estarão mais secas no nordeste do Brasil”.

“Ao mesmo tempo, as condições estarão mais úmidas na costa oeste da América do Sul. O Equador e o norte do Peru o sentirão entre janeiro e abril de 2010, e o Uruguai, o nordeste da Argentina e o sul do Brasil entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010″, disse L’Heureux à BBC.

Efeitos positivos -  A pesar de a chegada do El Niño ser vista por muitos como um anúncio de tragédia a caminho, a especialista explica que os seus efeitos positivos ou negativos devem depender de sua força.

“O El Niño pode, por exemplo, trazer chuvas benéficas no fim do ano ao sudeste do Texas, que atualmente enfrenta uma seca. Mas se chover demais, isso pode se converter em uma ameaça, por causa das possíveis inundações”, diz L’Heureux.

Outro possível efeito positivo, segundo ela, seria a redução da intensidade dos furacões no Caribe.

L’Heureux diz ainda que não existem ainda evidências de que a incidência do El Niño poderia estar sendo reforçada pelo aquecimento global.

“O El Niño é um fenômeno natural que vem ocorrendo há milhares de anos. Até o momento não há evidências de uma relação entre esse fenômeno e as mudanças climáticas”, diz ela.

“O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas diz claramente que não há indícios consistentes sobre futuras mudanças na amplitude ou na freqUência do El Niño no século 21″, conclui.

Fonte: BBC Brasil





McDonald’s indenizará casal por golpe de funcionários

31 07 2009

O golpe, que foi confirmado por um vídeo fornecido pelo próprio McDonald’’s, mostrou que a ação era cometida com frequência pelos funcionários da lanchonete

 O Tribunal de Justiça do Rio condenou o McDonald’’s a pagar R$ 20 mil a um casal vítima de um golpe cometido pelos funcionários de uma lanchonete num shopping, em Niterói, em junho de 2008. Thiago Silva da Silva e Elisandra Dioti teriam entregues duas notas de R$ 10 para comprar um lanche de R$ 11,25, mas o caixa afirmou ter recebido apenas uma.

O golpe, que foi confirmado por um vídeo fornecido pelo próprio McDonald’’s, mostrou que a ação era cometida com frequência pelos funcionários da lanchonete. De acordo com o TJ, a relatora do processo Jacqueline Montenegro, afirmou que o caixa recebeu as notas e jogou uma delas no chão. Essa nota foi apanhada por sua colega de balcão e repassada a outro funcionário. A juíza considerou que houve falha na prestação de serviço e que o ocorrido é gerador de dano moral, pois os autores foram expostos a situação constrangedora diante de outros consumidores presentes na lanchonete.

Fonte: Agência Estado





ONU ameaça cortar envio de alimento à África por falta de verba

31 07 2009

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) pode ter de suspender dentro de algumas semanas os voos que levam agentes humanitários a alguns dos países mais pobres da África caso não receba novas doações, disse a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta sexta-feira.

O PMA se ressente neste ano das restrições orçamentárias dos países ricos num momento de crise. A agência disse que sua ponte aérea que atende trabalhadores humanitários no Chade, país em guerra na África Central, só tem dinheiro para funcionar até 15 de agosto.

O Serviço Aéreo Humanitário da ONU, operado pelo PMA, também só tem dinheiro para operar os voos para Libéria, Serra Leoa e Guiné até o final de agosto. O órgão precisa de US$ 10 milhões para manter essas operações até o final do ano.

“Esse é só um exemplo do estresse e das restrições a que estamos submetidos neste ano”, disse Greg Barrow, porta-voz do PMA em Roma. “Estamos tendo de suspender alguns programas ou reduzir rações. Esses voos estão muito próximos de serem reduzidos ou mesmo suspensos completamente, a não ser que recebamos mais financiamento.”

Em fevereiro, o PMA já teve de fechar o serviço aéreo para Costa do Marfim e Níger. O serviço no Níger, um dos países mais pobres e menos desenvolvidos do mundo, deve ser retomado em agosto, graças a uma doação do Fundo Comum de Auxílio Emergencial da ONU.

No Chade, seis aviões transportam em média 4.000 passageiros humanitários por mês a dez destinos. Essas pessoas prestam auxílio a 250 mil refugiados de Darfur e a 180 mil refugiados internos do leste do próprio Chade.

“Como o PMA atenderá os famintos? Como os médicos vão chegar aos seus pacientes? Como as pessoas terão água pura se os engenheiros que as ajudam a construir poços não conseguem chegar lá?”, perguntou Pierre Carrasse, diretor do departamento de aviação do PMA, em nota.

Barrow disse que, se os voos forem suspensos, os trabalhadores humanitários poderão viajar por terra, apesar das longas distâncias e das estradas perigosas.

Josette Sheeran, diretora-executiva do PMA, disse na última quarta-feira (29) que a organização havia recebido promessas para apenas 3,7 bilhões de dólares dos 6,7 bilhões necessários para 2009.

Fonte: Folha Online





Arcebispo argentino causa polêmica ao criticar manual de educação sexual

31 07 2009

O presidente da Comissão de Educação do Episcopado da Argentina e arcebispo da cidade de La Plata, Héctor Aguer, provocou polêmica no país ao criticar a iniciativa dos Ministérios da Educação e da Saúde de elaborar e distribuir um manual sobre educação sexual para os professores de toda a rede de ensino.

“[O manual] tem inspiração ‘neomarxista’”, disse o arcebispo, em um documento divulgado pela imprensa argentina, porque interpreta a sexualidade “segundo a dialética do poder”.

“E entende-se [no manual] a educação sexual como o direito de fornicar o mais cedo possível e sem esquecer a camisinha”, acrescentou.

Aguer criticou o que considera um estímulo “ao uso exclusivo de preservativos como único meio de proteção eficaz nas relações sexuais contra o HIV”. Em vez disso, o arcebispo propõe que se ensine “a abstinência das relações sexuais prematuras e irresponsáveis”.

O Congresso Nacional argentino aprovou em 2006 uma lei que determina a educação sexual nas escolas públicas, privadas e laicas.

O Manual de Formação dos Professores, com capítulos dedicados à educação sexual e à prevenção contra a Aids, é distribuído desde 2007.

Camisinha – As afirmações de Arguer receberam críticas do ministro da Educação, Alberto Sileoni, que defendeu o manual como um instrumento para “promover valores”, e “não uma mera sexualidade”.

“O Estado tem a obrigação de fazer cumprir a lei de educação sexual em todas as escolas do país”, acrescentou Sileoni. O ministro destacou ainda que o manual é para a formação de adultos, com o objetivo de preparar melhor os professores para tratar do assunto.

As declarações de Aguer também levaram a presidente do Instituto Nacional contra a Discriminação (INADI), María José Lubertino, a pedir ao arcebispo uma “retificação” de suas afirmações.

“É um retrocesso ver que existem setores que são contra esses assuntos, que têm um claro consenso democrático”, afirmou. “É preocupante. Vamos analisar as declarações e que se retifique o que foi dito”.

Fonte: BBC Brasil





Morre Corazón Aquino, ex-presidente das Filipinas

31 07 2009

A ex-presidente das Filipinas Corazón Aquino, que liderou a derrubada da ditadura de Ferdinando Marcos em 1986 e em seguida lutou para manter a democracia no país, morreu neste sábado (horário local) em um hospital de Manila, informou a família dela por meio de um comunicado.

A vida de Aquino, de 76 anos, corria sério perigo após a cirurgia à qual ela foi submetida em junho para a retirada de parte do cólon, afetado por um câncer. Segundo a família, ela morreu em consequência de um problema cardiorrespiratório.

Mulher do líder oposicionista Benigno Aquino, que foi assassinado no aeroporto de Manila ao tentar voltar ao país em 1983, ela esteve à frente da oposição nas eleições de 1986, mas foi derrotada por Marcos, que governava desde 1965, em eleições denunciadas como fraudulentas.

Ela então liderou a revolta pacífica do “poder popular” contra o governo repressivo de Marcos que, isolado e sem apoio norte-americano, foi forçado a deixar o país.

Aquino assumiu o governo e resistiu a sete tentativas de golpe de Estado, entregando o poder em 1992 ao seu sucessor, o general Fidel Ramos, chefe das Forças Armadas, que foi eleito com seu apoio.

O levante que ela liderou contra a ditadura de Marcos inspirou protestos não violentos em todo o mundo, incluindo os que marcaram o fim dos regimes comunistas na comunistas no Leste Europeu, no fim da década de 80.

Fonte: Folha Online





MEC prorroga pré-inscrição para cursos de formação de professores

31 07 2009

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até o dia 9 de agosto as pré-inscrições para os cursos de formação de professores da educação básica. A princípio, elas terminavam nesta sexta-feira (31), mas a Plataforma Freire –site onde são feitos os registros– apresentou lentidão. Secretarias estaduais também pediram o adiamento.

Os cursos, que são oferecidos dentro do Plano Nacional de Formação de Professores, pretendem formar até 2011 docentes que dão aula na educação básica e não possuem graduação, professores que dão aula em uma área diferente da para qual foram formados e aqueles que lecionam em suas áreas, mas não possuem licenciatura.

O ministério estima que esses grupos representem quase 32% do 1,9 milhão de professores do país e quer colocar em universidades federais e estaduais e em outros institutos da União que oferecem graduação 331,4 mil docentes –52% deles em cursos presenciais.

Na segunda-feira (27), o secretário de Educação a Distância do ministério, Carlos Eduardo Bielschowsky, havia dito ao G1 que o MEC não trabalhava com a possibilidade de estender o prazo das pré-inscrições

Procura -  A procura pelos cursos aumentou nesta semana. No dia 23 de julho, somente 30% das vagas haviam sido solicitadas. No dia 27, às 12h30, o número havia subido para 75,12%. Nesta sexta, às 11h, 140,41% das vagas haviam sido pedidas. Como cada professor pode solicitar mais de um curso, o percentual docente/vagas era de quase 92%.

Apesar da possibilidade, cada um só poderá ser inscrito em uma das vagas solicitadas. A escolha de quem vai ocupar as vagas será feita pelas secretarias estaduais de educação, que vão determinar como será feita a alocação do professor. O MEC deve estender também o prazo para elas tomarem a decisão.

Na segunda-feira, como mostrou o G1, a licenciatura em língua portuguesa presencial ministrada na capital fluminense e oferecida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tinha uma quantidade de pedidos 27 vezes maior que o total de vagas, segundo informações do próprio MEC. Às 11h desta sexta, o índice já era 31,33 vezes maior. Neste semestre, 57.784 vagas estão disponíveis. 

Bielschowsky nega que tenha havido falta de planejamento e diz que todos os professores terão acesso às vagas –neste ou nos próximos semestres. “O quadro que vai emanar [das inscrições] vai ajudar a redesenhar o sistema. Este é um primeiro momento do projeto”, afirma.

Fonte: G1





Tarifa de telefonia: reajuste em agosto

31 07 2009

RIO – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou, na quinta-feira, o Índice dos Serviços de Telecomunicações (IST), que serve de parâmetro para a correção das tarifas cobradas pelas empresas de telefonia fixa e móvel. A alta, de maio de 2008 a maio deste ano, foi de 4,98%. Isso, contudo, não significa que o aumento será nesse patamar. Em 2008, o IST foi de 4,46%, mas o reajuste médio ficou em 3%.

As empresas, agora, vão procurar a Anatel, que deverá fixar, até o fim de agosto, o percentual que cada uma poderá aplicar a consumidores. Segundo uma reportagem publicada por “O Globo”, devido à expansão dos serviços de internet banda larga e à recuperação dos investidores decorrente das privatizações do setor, ocorridas em 1998, a correção poderá ser de 0,98%.

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), prevê a manutenção dos preços da gasolina e do gás de botijão neste ano. Na ata da reunião, realizada nos dias 22 e 23 deste mês, o comitê afirma que, apesar da forte oscilação nos preços do petróleo, as cotações nos mercados futuros apresentaram baixa. Segundo documento, o cenário “prevê preços domésticos da gasolina inalterados no restante de 2009″.

Fonte: Jonral Extra





Grupo português prepara lançamento de jornal econômico no Brasil

31 07 2009

Na manhã desta sexta-feira (31), no twitter e nos principais sites especializados em comunicação, o destaque era para a informação de que o grupo português dono do Diário Económico prepara lançamento de jornal de economia no Brasil.

O veículo, ainda sem nome anunciado, poderá circular em setembro. Segundo o ‘Comunique-se’, nas próximas semanas será montada a equipe e outros detalhes do projeto deverão ser definidos.

O Diário Económico pertence a Ongoing Strategy Investment, empresa controlada por Nuno Vasconcellos. O novo periódico de negócios e finanças “desembarca” no País pouco tempo depois que o primeiro jornal econômico do Brasil encerrou as atividades, a Gazeta Mercantil, que deixou de circular no dia 29/05.

Fonte: Blog Liberdade Digital





PF faz ação contra tráfico de mulheres e diz que grupo levava 200 por ano para o exterior

31 07 2009

A PF (Polícia Federal) prendeu 12 pessoas na Operação Harém para desarticular uma suposta quadrilha que atua no tráfico de mulheres brasileiras para o exterior. Entre os presos estão três americanos. A polícia informou nesta sexta-feira que o grupo levava anualmente 200 mulheres, em média, para o exterior.

De acordo com as investigações, que duraram seis meses, as mulheres era levadas para os Estados Unidos, França e República Dominicana. A PF ainda não sabe há quanto tempo o grupo agia, mas estima que cada mulher gerasse US$ 40 mil por mês –também não se sabe quanto do valor ficava com a quadrilha.

De acordo com a PF, parte das mulheres sabia que trabalharia com prostituição. Outras eram atraídas com falsas promessas de emprego. Elas eram aliciadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio, Minas e Bahia.

Segundo o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, o órgão já está colhendo os depoimentos das mulheres que retornaram ao Brasil. “Para o Brasil, estas mulheres são vítimas”, afirmou. Coimbra não soube informar se as brasileiras que continuam nos outros países devem ser extraditadas.

Para a ação, a Justiça expediu 15 mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Foram presas seis pessoas em São Paulo –entre elas um americano detido ontem, quando se preparava para viajar–, três no Rio de Janeiro, uma em Curitiba e duas nos Estados Unidos. Faltam ser cumpridos dois mandados de prisão na República Dominicana e um na França.

A PF informou que foram bloqueadas dez contas bancárias e computadores foram apreendidos para investigação.

Investigação – Segundo a PF, as investigações sobre a quadrilha começaram no Estado do Espírito Santo, onde foi descoberto que mulheres brasileiras e levadas para o exterior, onde eram obrigadas a realizar programas de prostituição. A maior parte das vítimas do golpe eram levadas para Las Vegas, nos Estados Unidos, para trabalharem em cassinos de grande porte.

Durante o processo de investigação, a Polícia Federal brasileira teve a colaboração da Agência de Imigração Americana, ligada ao Serviço Secreto norte-americano.

Fonte: Folha Online