Maria Aldenete, a mulher bebê de 29 anos, inicia tratamento médico

VEJA AQUI:

http://dialogospoliticos.wordpress.com/2010/05/17/maria-aldente-a-mulher-bebe-completa-29-anos-e-cresce-apos-tratamento-medico/

Matéria exibida no Programa Domingo Espetacular, da Rede Record, neste domingo (16/05/2010).

O repórter Gerson de Souza, da Rede Record, voltou à casa da família de Maria Aldenete, em Caucaia, n Ceará, para ver como está a mulher bebê após nove meses de tratamento.

Maria Aldenete é considerada um caso raro na medicina e não conseguiu crescer por causa de um problema na tireóide.

Maria Aldenete, a jovem que, aos 29 anos, tem o desenvolvimento de um bebê de oito meses, pode sair do silêncio. O Hospital Universitário Walter Cantídio (UFC) iniciou nesta terça-feira, 23/06, um tratamento que deve favorecer a fala e o crescimento.

Dos 29 anos de idade, Maria Aldenete Ferreira do Nascimento vive apenas oito meses. Escreveram uma Constituição, tentaram assassinar o papa, clonaram uma ovelha, um cometa passou perto, Madonna também, Ayrton Senna morreu, uma princesa também, inventaram computador, DVD, celular (e continuam inventando), a Seleção é penta, um metalúrgico é presidente do Brasil, um negro governa os EUA. E Maria Aldenete permaneceu em Muquém, sertão de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), com seus pensamentos. Teve 15 irmãos, mas nunca correu pega-pega, mora em casa de taipa, mas nunca disse suas fomes. Nesta terrça-feira, 23/06,  Maria Aldenete iniciou um tratamento no Hospital Universitário Walter Cantídio. É uma tentativa de se recuperar o mundo perdido.

O endocrinologista Miguel Hissa sente “uma tristeza” porque Aldenete poderia ser “saudável e se tornou o que é por falta de um tratamento, extremamente, barato e simples. Ela perdeu uma chance ímpar na vida… de se tornar tão bonita e alta quanto você”. Há “quatro, cinco meses”, conta o médico, ele conheceu Aldenete, em um programa de televisão. Ainda no camarim, foi possível ver, “pelos aspectos clínicos”, o hipotireoidismo congênito. A tireóide não produzia o necessário ao desenvolvimento.

Miguel Hissa ressalta: o problema é diagnosticado “assim que a criança nasce, no Teste do Pezinho”. Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, completa, “vamos evitar uma criança com retardo mental e baixa estatura”. As sequelas podem ser revertidas se a doença for detectada até, no máximo, o primeiro ano de vida. Maria Aldenete, 92 centímetros e 9 quilos, completou 29 anos, no último dia 7 de maio. “Infelizmente, essa família não teve acesso à saúde”, conclui Hissa. Nem quando o médico ofereceu o tratamento, gratuitamente, há quatro, cinco meses. Muquém é muito, muito longe do hospital.

Raimundo Nonato Ferreira do Nascimento, 63, achava que a filha tinha “deficiência”. Francisca dos Santos (dona Dôra), 45, que conheceu o viúvo quando Aldenete tinha 18 anos, sabe menos ainda. Nem exame, nem remédio próprio (a não ser um paliativo para prisão de ventre). “Aparentemente, essa criança nunca recebeu um tratamento”, observa Miguel Hissa. “O que me surpreendeu é: uma menina que viveu 29 anos já deve ter tido alguma doença – uma gripe, uma pneumonia -, deve ter procurado alguma unidade de atendimento e nunca ninguém ter feito nada por ela”, sublinha. Mesmo um posto de saúde, considera ainda, poderia ter realizado um acompanhamento melhor.

Nesta semana, Maria Aldenete faz exames (sangue, radiografias, cintilografia da tireóide). É o processo de investigação e confirmação do diagnóstico. O tratamento é simples, basta a ingestão diária (e para o resto da vida) de comprimidos que repõem os hormônios. “Talvez seja um dos tratamentos mais baratos que existam em medicina”, destaca Miguel Hissa. A pele e a função intestinal devem melhorar e o colesterol será controlado. O cabelo vai renascer, ela vai crescer alguns centímetros, conseguir andar. No Natal, talvez, Aldenete já possa se comunicar com o mundo. Dizer alguns sentimentos, como dona Dôra imagina: “Eu quero comer, quero dormir, quero tomar banho…”.

EMAIS – - “O hormônio tiroideano é fundamental. A criança que tem deficiência desse hormônio nem cresce de maneira adequada e nem atinge um grau de inteligência adequado”, explica o endocrinologista Miguel Hissa. Os sintomas do hipotireoidismo são perceptíveis: retardo motor, choro rouco e fanhoso, hérnia umbilical, prisão de ventre, icterícia neonatal prolongada (acima de 30 dias). “Quanto mais se retarda o diagnóstico e tratamento, maiores serão as sequelas relacionadas à estatura e ao sistema nervoso central”, alerta o médico.

Fonte: O Povo Online

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Uma opinião sobre “Maria Aldenete, a mulher bebê de 29 anos, inicia tratamento médico”

  1. ESTA MATÉRIA FOI DE GRANDE IMPORTÂNCIA, POIS ME SERVIU COMO APRESENTAÇAO DE UM TRABALHO NO CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM SOBRE O HIPOTIREOIDISMO, QUE NO CASO DELA TENDO SIDO TRATADO NO COMEÇO TERIA EVITADO QUE ELA FICASSE ASSIM. ESPERO E FAÇO VOTOS QUE COM O INICIO DO TRATAMENTO ELA POSSA APROVEITAR O QUE POR IMPOSSIBILIDADES LHE FOI TIRADO.

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