Sem alarde, Fortaleza confirma ‘favoritismo’ e abre cofres pela Copa

31 05 2009

Diversas disputas entre as candidatas à sede movimentaram os bastidores nos últimos dias. Entre ataques recíprocos, Fortaleza se manteve neutra e, mais do que isso, sai do processo seletivo como uma cidade forte entre as participantes do Nordeste do país.

Salvador é, naturalmente, a cidade mais importante da região no plano da Fifa e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. Natal tem um marketing mais agressivo, enquanto Recife conta com uma proposta mais abrangente. Sem alarde, a capital cearense tenta desenvolver a proposta mais realista entre as duas “concorrentes” a partidas importantes do Mundial.

Levando em conta o tão debatido legado, Fortaleza tem um desafio. A sua principal obra é a criação de um veículo leve sobre trilhos que ligue, entre alguns poucos destinos, o aeroporto ao Castelão, local que receberá R$ 400 milhões e terá sua capacidade aumentada para 65 mil pessoas.

Os gastos da capital cearense com o projeto para se adequar às exigências do Mundial serão altos. Prefeitura e governo estadual aprovaram na última semana um orçamento que prevê até R$ 9 bilhões para serem investidos em obras de infraestrutura, sendo que R$ 5 bi, de acordo com o secretário de Esportes do Ceará, Ferrucio Feitosa, “já estão garantidos”.

Além da previsão de investimentos alta, Fortaleza também gastou para viabilizar sua candidatura. Enquanto algumas cidades optaram por não criar comitês organizadores da Copa, a capital cearense mobilizou cerca de 70 pessoas para tratar dos assuntos relacionados ao Mundial.

Fonte: Esporte Uol





Fortaleza vai gastar R$ 400 milhões no estádio Castelão

31 05 2009
FORTALEZA - Para receber a Copa do Mundo de 2014, Fortaleza optou por reformar o Castelão, o principal estádio cearense. Inaugurado em 1973, ele está em boas condições: tem camarotes climatizados, todos os 56 mil lugares numerados e bares panorâmicos, entre outras características das arenas consideradas “modernas”. Mas, mesmo assim, precisará de algumas obras, que estão orçadas em cerca de R$ 400 milhões.

Para se adequar às exigências da Fifa, o Castelão precisará ampliar o número de vagas de estacionamento e as instalações para a imprensa. A reforma deve começar no segundo semestre de 2010. E, durante o trabalho, os grandes clubes cearenses devem jogar no outro estádio da capital, o Presidente Vargas, no qual cabem cerca de 20 mil torcedores e que também passará por uma reforma, ao custo de R$ 54 milhões.

O Castelão, inclusive, foi um dos trunfos da candidatura de Fortaleza para receber a Copa de 2014. “Nosso estádio está muito próximo do aeroporto e dos hotéis. Temos dois hospitais de referência a quatro quilômetros do Castelão”, explicou o secretário estadual do Esporte, Ferruccio Feitosa.

No resto do projeto, o secretário Ferruccio Feitosa garante que 50% das obras necessárias em Fortaleza já estão em andamento. “São melhorias em transporte, trânsito, segurança, saúde, telecomunicações, energia e saneamento básico, que ocorreriam independentemente da Copa”, revelou.

Fonte: Jornal Estado de SP




Fifa confirma as 12 cidades sedes da Copa de 2014

31 05 2009

RIO – Acabou o mistério. Sem surpresas, a Fifa anunciou neste domingo, em Nassau, nas Bahamas, as 12 cidades que vão receber a Copa do Mundo de 2014. A lista bate com a antecipada na sexta-feira pelo Ancelmo.com .

As cidades que vão receber jogos da Copa do Mundo são Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Ficaram fora da lista Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco.

A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo da Fifa, composto pelo presidente Joseph Blatter, o secretário-geral Jerome Volcke e mais 23 membros, indicados pelas confederações continentais. O anúncio foi feito por Blatter, que indicou que houve dificuldade na escolha da sede amazônica e brincou com a presença do Rio na lista.

- Temos uma surpresa na lista, vamos ao Rio – disse o presidente da Fifa, rindo.

- Não há perdedores aqui. Todas as cidades de todas as regiões do Brasil devem ficar muito felizes com essa opção. É preciso que se entenda que não é possível se jogar nas 17 cidades – completou Blatter.

De 8 a 10 de junho, representantes das cidades escolhidas participarão de um seminário no Rio de Janeiro. O trabalho começa para valer e é hora de corrigir erros nos projetos.

- Quero dizer às cidades escolhidas pela equipe técnica que hoje não é o fim, mas apenas o começo do trabalho que exige organização, cumprimento de prazos e respeito aos padrões da Fifa. Quero dar os parabéns aos brasileiros – disse Ricardo Teixeira ( leia mais aqui ).

Cerca de 20 dias após o fim do seminário, o Comitê Organizador da Copa deverá apresentar à Fifa uma proposta com datas e itinerários de uma segunda visita de inspeção, agora, às 12 cidades eleitas sedes do Mundial-2014.

Fonte: O Globo





Bradesco diz que é o banco do planeta, mas não cuida do meio ambiente

30 05 2009

Enquanto a Semana do Meio Ambiente começa com diversas ações com foco na proteção e consciência ambiental, algumas empresas preferem só fazer de conta que se preocupam com o tema. Na quarta-feira, dia 27, data que marcou o início das atividades que se estendem até 5 de junho, cerca de 40 barcos de pescadores fizeram um mutirão para retirar o lixo das águas do Guaíba, em Porto Alegre. Enquanto isso, o Bradesco, que se intitula o banco do planeta, mais uma vez deixa o discurso longe da prática.

A constatação foi feita também na Capital dos gaúchos. Kais Ismail, diretor da Bike-Entrega, levou ao Bradesco a proposta de adotar o serviço realizado por ciclistas em função dos benefícios que a medida representa para a qualidade do ar. “A resposta foi que trabalham sistema motorizado há mais 12 anos. Ou seja: estão há mais de uma década pagando para destruir o planeta”, critica.

Para aqueles que alegam que Ismail se decepcionou por estar defendendo o próprio negócio, ele tem a resposta na ponta da língua: quer que as empresas contratem serviços que não poluam, não necessariamente o seu. “Precisamos de mais empresas que usem as bicicletas como veículo para aumentar o efeito positivo que elas trazem”, defende. A crença na necessidade de cuidar do meio ambiente veio bem antes da criação da Bike-Entrega. Ismael vendeu o carro há muito tempo, e passou a fazer tudo de bicicleta.

É um defensor do veículo como forma de diminuir os impactos da poluição. Para se ter uma idéia da força das bicicletas nesse processo, em quase um ano de atividades, os bike-boys já percorreram 30 mil quilômetros para atender aos mais de dois mil chamados recebidos. Com isso, cerca de 3,2 mil quilos de CO2 – principal gás responsável pelo fenômeno do aquecimento global – deixaram de ser lançados na atmosfera, nesse período. Segundo dados do Instituto Akatu, uma pessoa que faz um trajeto mensal de 140 quilômetros de bicicleta evita a emissão de 15 kg de CO2.

A decepção com o Bradesco foi tão grande que Ismael fechou sua conta no banco. “Eu era cliente porque acreditava na imagem da empresa associada ao meio ambiente. Mas fiquei chocado com o que vi”, relata. Entre os bancos, a Bike-Entrega tem como cliente a Superintência do Banco do Brasil em Porto Alegre. “É muito bacana a consciência dos bancários, pois, depois que ficaram sabendo da iniciativa, muitos passaram a optar pelos ciclistas para suas entregas pessoais”, diz, empolgado.

Menos poluição, mais saúde

E medidas que reduzam a poluição ambiental são urgentes para a cidade. O ar respirado atualmente pelos porto-alegrenses está fora dos padrões determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A Capital gaúcha, assim como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Recife, foi reprovada por pesquisa realizada pelo Laboratório de Poluição da USP, em conjunto com seis universidades federais, sobre a qualidade do ar nessas localidades.

O mesmo estudo – divulgado pelo Jornal O Estado de São Paulo – apontou os custos da poluição para a saúde e o bolso da população. De acordo com o levantamento, são precisos R$ 14,00 por segundo para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de pessoas vítimas do excesso de partícula fina (poluente da fumaça do óleo diesel). O valor é gasto por unidades de saúde públicas e privadas das seis regiões metropolitanas averiguadas.

Fonte: Imprensa/Seeb Porto Alegre





Roubos via internet crescem e bancos querem responsabilizar provedores

30 05 2009

A Polícia Federal, em sua maior operação no ano, prendeu 76 pessoas por uma série de fraudes financeiras cometidas via internet. A ação dos criminosos evidencia o descaso dos banqueiros com a segurança virtual, que, segundo a própria federação dos bancos (Fenaban) gera desvios de até R$ 1 bilhão ao ano.

No final de 2008, a Microsoft colocou o Brasil na sexta posição no ranking mundial de ataques de “malwares” (softwares malignos), cujo principal objetivo é roubar logins e senhas de banco. No primeiro semestre daquele ano, o número de ataques cresceu 92% no país em relação a 2007, contra aumento de 43% na média do resto do mundo.

Também no fim de 2008, um levantamento realizado por especialistas em Direito na internet e divulgado pelo site Espaço Vital, mostrou que o número de decisões judiciais envolvendo problemas virtuais superaram 17 mil contra apenas 400 de 2002, aumento em mais de 4.000% em aproximadamente seis anos. Grande parte destes crimes, ainda segundo o estudo, decorre da falta de segurança bancária.

“Não é difícil relacionar esses números com a facilidade que os criminosos têm em assaltar o chamado mundo virtual. E aumento de segurança está ligado diretamente a investimentos. Portanto, se não é difícil praticar esses crimes é porque não há investimento suficiente”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.

Reponsabilidade - Além das evidências de falta de investimento, os bancos usam a velha técnica de empurrar a responsabilidade de um problema seu para terceiros. Para escapar das indenizações cobradas na Justiça por clientes roubados, lançaram mão recentemente de seu lobby no Congresso Nacional para apresentar, por meio do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), um projeto de lei que deve favorecer o sistema financeiro no caso de fraudes online. A proposta, já aprovada no Senado, dá brechas para que os provedores de internet tenham de arcar com o ressarcimento aos clientes lesados pelas fraudes.

Segundo o projeto, empresas de todos os portes e provedores de internet terão de armazenar os registros de acesso por três anos. Quem não cumprir a obrigação pagará multa que vai de R$ 2 mil a R$ 100 mil, independentemente do ressarcimento por perdas e danos às vítimas de golpes.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o senador negou qualquer favorecimento aos bancos. Mas o jornal lembrou que a Scopus – empresa do Bradesco que cuida da infra-estrutura de internet banking do grupo – doou R$ 150 mil à campanha de Azeredo nas eleições de 2002.

Fonte: Seeb São Paulo





Na crise, Lula cresceu e oposição encolheu, diz Revista do Brasil

30 05 2009

O professor e jornalista Bernardo Kucinski analisa as medidas do governo brasileiro e seus impactos na política e na economia para a edição de junho da Revista do Brasil, que chega às bancas na próxima semana

Para Kucinski, a crise internacional pegou a economia brasileira em um de seus melhores momentos. O governo brasileiro reagiu rápido e pela primeira vez atacou a voracidade dos juros. Para recuperar o crescimento que estava em ritmo de “milagre”, desta vez com democracia e distribuição de renda, o país enfrenta uma encruzilhada: ou radicaliza na ampliação do mercado interno e no combate aos juros extorsivos, ou regride.

Os primeiros efeitos da crise entre nós foram a disparada do dólar e o sumiço súbito do crédito. O governo agiu, corretamente, para estancar a disparada da moeda americana. Para segurar o dólar, o Banco Central sacou das reservas internacionais e entrou vendendo a moeda americana.

Para desarmar qualquer risco de uma corrida aos pequenos bancos, anunciou a ampliação da garantia de depósitos e aplicações para até R$ 20 milhões para instituições menores em dificuldades de liquidez. No mercado interno, tomou medidas que foram do estímulo ao crédito à redução de impostos.

Enquanto a maioria dos jornalistas “especializados” alimentava o pânico com uma visão pessimista do futuro, as medidas de reação e as análises mais sóbrias sobre elas aconteciam sem alarde. O filósofo Marcos Nobre escreveu que Lula “rompeu pela primeira vez o terrorismo econômico que se instalou desde a globalização econômica da era FHC”. E lembrou das políticas de valorização do salário mínimo e sua extensão dos benefícios da previdência. A proteção da renda dos mais pobres foi a plataforma de recuperação. Tudo o que os tucanos, demos e seus seguidores na imprensa criticavam, é o que detém os efeitos da crise.

Após a queda de 3,6% no PIB do último trimestre de 2008, Lula radicalizou. Fez da crise uma oportunidade para deflagrar mudanças estruturais há muito desejadas pelos setores mais esclarecidos da sociedade. Os bancos privados continuavam a não emprestar? Que entrem em cena os grandes bancos estatais. Mais uma vez se mostrou a importância de terem sido estancadas as privatizações promovidas pelo tucanato no setor bancário. BB, Banco do Nordeste, Caixa e BNDES ativaram o crédito que os privados negavam.

O BNDES já tinha atingido o limite de empréstimos em relação ao seu capital? Aumente-se o capital do BNDES. O presidente do BB não entendeu a situação? Troque-se o presidente do BB.

Mais importante foi o ultimato ao BC de Henrique Meirelles, que havia cometido o desatino de elevar ainda mais os juros em plena crise, de 13% para 13,75%. A partir de janeiro, foram cortados 3,5 pontos e a Selic chegou a 10,25%.

Outra frente em que Lula radicalizou foi na busca da unidade dos governos sul-americanos. Principalmente para desarmar as tentativas de guerra comercial que sempre acontecem em momentos de desespero econômico.

Enquanto isso, os governadores pouco fizeram para evitar a recessão. Poderiam reduzir o ICMS, principal imposto estadual – e mais pesado. Apenas Roberto Requião, no Paraná, reduziu o ICMS em 95 mil itens de consumo popular. Nos demais, houve algumas outras reduções isoladas, mas não para combater a recessão e sim como parte de uma eterna guerra fiscal.

José Serra, de São Paulo, onde está 35% da indústria do país, prometeu cortar impostos em materiais usados na produção para exportação, mas ficou só na retórica. E partiu para a implantação agressiva de pedágios novos nas rodovias estaduais. Na Rodovia Marechal Rondon, um trecho entre Bauru e Campinas – importante eixo de transporte de alimentos -, que antes custava R$ 7,40, agora está R$ 18,80.

A lógica: mais impostos para construir mais pontes, viadutos e estradas, não porque criam emprego, mas por que têm visibilidade, rendem votos do interior e mais apoio das empreiteiras nas finanças eleitorais. De olho em 2010, acreditam que podem tirar proveito eleitoral se a recessão derrubar a popularidade do presidente.

O plano de construção de um milhão de moradias populares fortemente subsidiadas é mais uma cartada dessa radicalização. Por isso mesmo, governadores e prefeitos demos e tucanos relutam em aderir. Lula cresceu com a crise. A oposição encolheu. O país enfrenta uma encruzilhada, ou radicaliza ou regride.

Fonte: Revista do Brasil





Banco do Brasil e Bradesco ampliam linhas de crédito

30 05 2009

O Banco do Brasil (BB) é o que demonstra mais ousadia depois que os bancos brasileiros voltaram a brigar mais agressivamente pelo crédito. Seguindo orientações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a instituição financeira informou, na última segunda-feira, que elevará em R$ 13 bilhões os recursos disponíveis para financiamentos às pessoas físicas.

Ao lado do BB, o Bradesco também anunciou a ampliação, de 25 para 30 anos, do prazo de pagamento dos empréstimos para a compra da casa própria. A instituição divulgou ainda a redução da taxa de juros cobrada no segmento de imóveis de até R$ 120 mil, que passou de 10% para 8,9% ao ano.

Fonte: Diário de Maringá





Câmara de Iguatu-Ce aprova Dia do Orgulho Gay Livre

30 05 2009

A cidade é a primeira da região a aprovar a data. O Dia do Orgulho Gay e da Livre Expressão Sexual será comemorado em 28 de junho no município de Iguatu, no Centro-Sul do Ceará. A Câmara Municipal aprovou por unanimidade a proposta da data – uma luta da Associação de Homossexuais de Iguatu e Região Centro-Sul. Agora, faz parte do calendário oficial de eventos de Iguatu.

Para o presidente da Associação, Cícero Vicente da Silva, já está programada uma série de atividades culturais para o próximo dia 28. No ano que vem, a ideia é promover a 1ª Parada Gay de Iguatu e Região Centro-Sul. “Iguatu é tida ainda como uma cidade tradicional. Por isso, a aceitação dos homossexuais é difícil. Essa lei vai beneficiar não só os homossexuais, mas a comunidade em geral”, diz o presidente, que é mais conhecido como Vicente Butterfly.

Ele diz que, desde que a lei foi aprovada – na última quinta-feira -, sente que há um grupo que apoia a decisão, mas existe também resistência. “Ainda há muito a questão do machismo. Mas vamos, aos poucos, quebrar o preconceito” – é o que espera Vicente. Segundo ele, há reuniões com os associados.

Muitos deles contam que sofrem preconceito por parte dos pais (principalmente os adolescentes homossexuais) e outros afirmam terem sido agredidos verbalmente no meio da rua. “Queremos minimizar essa questão toda”, diz ele. A Associação existe desde 2005, criada por iniciativa de um grupo de habitantes.

A data, 28 de junho, é comemorada como o Dia do Orgulho Gay em todo o mundo. A razão é histórica. Vicente conta que, em Nova York, nos Estados Unidos, policiais costumavam agredir os homossexuais que se reuniam no bar Stone Wall Inn. Muitas pessoas eram extorquidas e espancadas pela Polícia.

Em 28 de junho de 1969, a situação foi pior. Homossexuais reagiram contra a atitude de policiais que tentaram prendê-los e deram início a um protesto que durou três dias.

A data ficou, então, marcada pelo movimento homossexual. Para dizer não à intolerância e ao preconceito, em todo o mundo, na mesma data, o fato é relembrado como forma de dizer não à intolerância. Iguatu já deu os primeiros passos.

Fonte: O Povo





Renda do documentário “Garapa” irá para famílias carentes do CE

30 05 2009

SÃO PAULO (Reuters) – Toda a renda de bilheteria do documentário “Garapa”, de José Padilha, será destinada a ações sociais para famílias carentes do Ceará, Estado onde o longa foi gravado.

Os recursos serão repassados a entidades assistenciais e irão beneficiar principalmente as famílias mostradas no longa.

“Garapa”, que estreou nesta sexta-feira, mostra três famílias cearenses que driblam a fome de seus filhos com garapa, substituindo o leite praticamente inexistente.

O documentário foi filmado em 2005 mas só agora chegou aos cinemas.

“Garapa” é visto como arma para aprovação de Proposta de Emenda Constitucional para incluir a alimentação como direito garantido pela Constituição.

Fonte: O Globo





Sem recorde, safra no Ceará soma perdas de 23,29%

30 05 2009

Com a projeção atual, estão eliminadas as expectativas de superar a maior safra da história do Estado, obtida em 2006

A estimativa para a safra do Ceará deste ano é de 1.048.710 toneladas de grãos, uma perda de 23,29% comparando-se ao previsto inicialmente (1.367.089 t), e uma redução de 7,18% em relação ao obtido no ano passado (1.129.858 t). Com a projeção atual, estão eliminadas as expectativas de superar a maior safra da história do Estado, que foi obtida em 2006 (1.145.558 t).

A análise consta no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), de maio, divulgado ontem pelo IBGE.

De acordo com Regina Dias, secretária do Grupo de Coordenação de Estatística Agropecuária (GCEA/IBGE) , as chuvas excessivas causaram as perdas agrícolas. Ela chama atenção para a tendência de aumento das perdas. “Os técnicos continuam em campo fazendo o levantamento, além disso a Funceme já falou que esse inverno é o de maior intensidade nos últimos anos”, diz.

Na comparação com o mês anterior, houve variação de 17 produtos, sendo uma alteração positiva e as demais negativas. O único produto que alterou positivamente foi o coco-da-baía (seco).

Cereais – No grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, as modificações negativas ocorreram no algodão herbáceo de sequeiro, amendoim, arroz de sequeiro, fava, feijão de arranca de 1ª safra (Phaseollus), feijão de corda de 1ª safra (Vigna), feijão de corda de 2ª safra (Vigna), girassol, milho (grão) e mamona.

Segundo o IBGE, além da perda no rendimento (kg/ha), cinco produtos já apresentam também áreas perdidas. O feijão de corda de 1ª safra (Vigna) (23.641 hectares) e o milho (grão) (21.890 hectares) foram os produtos que mais apresentaram perdas na área. Estas perdas, diz o relatório, devem-se ao fato desses dois produtos serem plantados em todos os 184 municípios cearenses e há grande contingente de cultivo associado. As perdas de área seguem-se com arroz de sequeiro (147 hectares), feijão de arranca de 1ª safra (Phaseollus) (106 hectares) e o algodão herbáceo de sequeiro (33 ha).

Todas as regiões apresentam perda no rendimento. Porém, até então, segundo o relatório, as que apresentaram perda de área são litoral de Camocim e Acaraú, Coreaú, Meruoca, Sobral, Itapipoca, Uruburetama, sertão de Quixeramobim, sertão de Senador Pompeu.

Frutas – Entre as frutas frescas, composto de 14 produtos, houve declínio na estimativa de produção da melancia e da banana em relação à projeção anterior.

Apesar dessas perdas, ainda espera-se uma produção de 994.487 toneladas de frutas frescas, um crescimento de 0,51% em relação ao primeiro prognóstico (989.400 t), efetuado em janeiro, e alta de 3,55% frente à safra obtida em 2008 (960.371 t).

No grupo dos frutos secos, a castanha-de-caju permanece apresentando uma estimativa de 149.278 t, incremento estimado em 0,14%, ante a expectativa inicial (149.074 t) e de 23,32% em relação a safra de 2008 (121.045 t).

Entre os frutos com rendimento expresso em mil, a produção esperada para o abacaxi permanece em 105.747 mil frutos, um incremento de 1,56%, comparando-se com a previsão inicial (104.127 mil frutos), e de 4,84% em relação a 2008 (100.865 mil frutos).

O coco-da-baía (seco) apresenta crescimento mensal insignificante, devido à reavaliação no rendimento no município de Apuiarés. A estimativa é de 148.169 mil frutos, redução de 1,60% ante a expectativa primeira (150.583 mil frutos) e de 0,28% em relação ao ano anterior (148.579 mil frutos).

Fonte: Tv Canal 13