Por Filipe Serrano
São Paulo, 28 (AE) – Os brasileiros que adotam rapidamente as novas tecnologias, publicam conteúdo em sites colaborativos e escrevem blogs estão ganhando um papel de formadores de opinião cada vez mais importante. É que muitos internautas recorrem a informações em redes sociais, blogs, fóruns e sites wiki para realizar pesquisas cotidianas e até mesmo decidir qual produto irá comprar.
É a avaliação preliminar de uma pesquisa realizada pelo Ibope na Campus Party e divulgada em primeira mão pelo suplemento Link do jornal “O Estado de S. Paulo”. O levantamento busca entender o perfil e os hábitos dos internautas chamados de “early adopters” e “heavy users”.
Segundo Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope, o objetivo da pesquisa, que entrevistou 600 pessoas durante o evento em São Paulo, não é fazer um perfil dos internautas brasileiros, nem mesmo dos participantes da Campus Party. “Queremos traçar graus de participação em redes sociais”, diz . Ele afirma que a pesquisa é inédita no País.
O estudo identificou que grande parte dos entrevistados – 83% jovens entre 15 e 30 anos – busca informações na web em sites colaborativos e redes sociais. Porém, nem todos costumam publicar conteúdo em fóruns online, em sites como YouTube ou colaboram com artigos da Wikipedia.
Dos entrevistados, 90% disseram que usam ou já usaram a Wikipédia como fonte de informação, mas 64% responderam que nunca contribuíram para a enciclopédia online.
“Vimos que uma pessoa muito participativa em um tipo de site em geral também colabora com outros serviços”, diz a analista de mercado do Ibope Rosi Rosendo, responsável pela pesquisa.
Segundo Marcelo Coutinho, o nível de participação é equivalente aos dados coletados por pesquisas nos Estados Unidos.
O principal motivo que leva os entrevistados a publicarem conteúdo é a diversão (29%). Em seguida vêm desenvolvimento profissional/vantagens financeiras (25%), aprendizagem e educação (24%) e ajudar os outros/ ajudar a comunidade (15%).
Os blogs são campeões de audiência para os entrevistados. Apenas 4% deles disseram nunca ter acessado um blog. Quase um terço deles também é autor de um site.
O Twitter, site de microblogging considerado tendência na internet em 2008, parece não ter tanta penetração entre os “early adopters” da Campus Party. Nada menos que 70% das pessoas nunca usaram o site.
As opiniões de outros usuários sobre produtos também são bastante procuradas antes de realizar uma compra: 89% dizem que consultam ou já consultaram comentários e avaliações de produtos na internet. Sites de fabricantes também são fonte de informação para 86% dos entrevistados.
“É uma extensão da vida offline deles porque costumam usar opiniões de pessoas próximas como referência. A diferença é que a internet não é um mecanismo de confiabilidade clássico”, diz Rosendo.
VICTÓRIA RÉGIA. Socióloga, assessora da Secretaria de Formação do SEEB e integra a coordenação do Coletivo de Mulheres do SEEB/CE . Atuando nas áreas de formação sindical, economia solidária e autogestão dos Trabalhadores.
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ERISMAR CARVALHO. Geógrafo e Funcionário da secretaria de Formação do SEEB. Atua na Comissão de Conciliação Prévia do Banco do Brasil, no Coletivo de Gênero, Raça/Etnia e Diversidade Sexual e no Grupo de Estudos Sócio-Políticos do SEEB/CE.
Deveríamos iniciar uma Campanha Nacional Pelo Voto Nulo. Assim o voto nulo derrotaria todos os candidatos e, quem sabe, alguém tomaria vergonha e faria uma mudança pra valer. Ficar como está não dá mais. Ninguém agüenta mais.
Podemos mudar, com a mobilização popular, o
MOVIMENTO DE COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL
VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQÜENCIAS!
Campanha Ficha Limpa contra a candidatura de políticos em débito com a Justiça
Veja em:
http://www.lei9840.org.br/iniciativapopular.htm
http://www.lei9840.org.br/formulario.pdf
A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretende tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar.
O Projeto de Lei de iniciativa popular precisa ser votado e aprovado no Congresso Nacional para se tornar lei e passar a valer em todas as eleições brasileiras. Para isso, é preciso que 1% do eleitorado brasileiro assine esse Projeto, o equivalente a um milhão e trezentas mil assinaturas.
“Para participar da Campanha Ficha Limpa é preciso imprimir o formulário de assinatura.
Depois de assinar e registrar o número do título de eleitor no documento, basta enviá-lo para o endereço SAS, Quadra 5, Lote 2, Bloco N, 1º andar – Brasília (DF) – CEP. 70.438-900. “Para participar da Campanha Ficha Limpa é preciso imprimir o formulário de assinatura.
Vamos Participar e Divulgar!
A corrupção é muito comum na cultura brasileira, e está em todos os níveis os escândalos não são exclusividade do Parlamento brasileiro, os privilégios e a impunidade de que gozam os congressistas são fatores que dificultam o combate a corrupção no Brasil.
Deputados e senadores americanos já foram mandados para a prisão. Todas essas maracutaias, o americano conhece. Mas lá, o sujeito não tem foro especial [para ser julgado].
Não é piada! Oito projetos anticorrupção aguardam a votação no plenário da Câmara.
Quase 70 projetos de lei que tratam da prevenção e combate a corrupção ainda aguardam votação no Congresso Nacional, (Conforme htt://contasabertas.uol.com.br).
Tudo isso tem um custo econômico. O Brasil perde, a cada ano, o equivalente a 5% do PIB, ou R$ 130 bilhões, por causa da corrupção, segundo cálculos do economista Marcos Fernandes, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo. “O custo da corrupção não é só o valor do dinheiro drenado do poder público e dos indivíduos”, diz Fernandes. “O problema grave da impunidade é que ele é sintoma de insegurança jurídica.” A segurança jurídica – um conjunto de regras claras e estáveis em que todos confiem – traz investimentos, crescimento, empregos, inovação e difusão de tecnologia. A corrupção piora os indicadores sociais porque retira dinheiro da segurança, da saúde e da educação, contribui para a manutenção da carga tributária e reduz a competitividade da economia.
O PIB do Brasil poderia crescer até 2 pontos porcentuais a mais todos os anos, se não fosse a corrupção.