É a doença que mais mata crianças e adolescentes de 5 a 19 anos no país
A cada hora uma criança morre vítima de alguma espécie de câncer no Brasil, segundo pesquisa divulgada na quinta-feira, 27/11, pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) nesta quinta-feira, Dia Nacional de Combate ao Câncer.
É a doença que mais mata crianças e adolescentes de 5 a 19 anos no país. Segundo cálculos divulgados hoje, em média, por ano, cerca de 9.890 crianças e adolescentes morrem por câncer.
Apesar de ser a primeira pesquisa do gênero no Brasil, ela mostra que ao longo dos anos uma desaceleração no número de mortes por câncer no país, o que acompanha uma tendência mundial.
Nos últimos 30 anos, as chances de crianças e jovens com câncer diagnosticado se curarem passaram de 15% para 85%, em um movimento exatamente oposto ao das taxas de mortalidade, aponta o estudo.
Feito com dados fornecidos por centros de Registro de Câncer por Base Populacional em 20 cidades brasileiras, o levantamento indica que, entre 2001 e 2005, o câncer infantil foi a segunda causa de morte entre a população de 5 a 19 anos. Ficou atrás apenas das mortes por causas externas, como a acidentes e a violência. Já nas mortes por doenças diagnosticadas nesta faixa etária, o câncer foi a causa mais comum.
No mesmo período, o índice de mortalidade por câncer infantil no Brasil foi de cerca de 40 para cada 1 milhão de crianças e adolescentes, uma incidência que se mantém estável desde a década de 1990, após um período de crescimento, conforme o estudo. Os pesquisadores disseram ainda não saber, contudo, as causas desse aumento.
‘Ninguém sabe se o que aumentou foi o diagnóstico da doença ou a incidência mesmo’, disse a pesquisadora Beatriz de Camargo, uma das autoras do estudo.
As menores taxas de câncer infantil foram registradas nas regiões Norte (36 por um milhão) e Nordeste (35), contra 42 a cada milhão de crianças e jovens no Sudeste, 44 no Sul e 46 no Centro-Oeste. Mas os autores do estudo dizem que as diferenças podem estar ligadas à falta de diagnóstico nas regiões mais pobres, cujas taxas vêm crescendo, em movimento contrário das outras regiões.
‘O Brasil é muito desigual nesse aspecto também. Temos melhores resultados no Sul e no Sudeste’, afirmou o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini.
Fonte: Portal 45 Graus
VICTÓRIA RÉGIA. Socióloga, assessora da Secretaria de Formação do SEEB e integra a coordenação do Coletivo de Mulheres do SEEB/CE . Atuando nas áreas de formação sindical, economia solidária e autogestão dos Trabalhadores.
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ERISMAR CARVALHO. Geógrafo e Funcionário da secretaria de Formação do SEEB. Atua na Comissão de Conciliação Prévia do Banco do Brasil, no Coletivo de Gênero, Raça/Etnia e Diversidade Sexual e no Grupo de Estudos Sócio-Políticos do SEEB/CE.